2006/08/07
LÍBANO. AS
SAÍDAS DA CRISE
Alexandre Reis Rodrigues
Israel, que sempre disse que não tinha qualquer pressa na
resolução da crise no Líbano, mostra-se agora apressado
em deixar bem claro, antes do fim das hostilidades, que foi o
inequívoco vencedor desta guerra. Já não espera, como
ambicionava inicialmente, a vitória total – acabar com o
Hezbollah – nem sequer conseguir o seu desarmamento, a
curto prazo, mas não vai deixar de aproveitar o tempo que
ainda tem pela frente, antes da intervenção do Conselho de
Segurança das Nações Unidas, para aprofundar o golpe que
já desferiu sobre a organização.
A preocupação é pertinente e compreensível; se a imagem
de invencibilidade que conquistou ao longo dos anos sair
beliscada, com isso vai parte da dissuasão que construiu à
volta dessa imagem. Porém, o que quer que venha a
conseguir dificilmente chegará para negar a percepção já
instalada sobre a notável capacidade de combate do Hezbollah, que acabou por não só conseguir
resistir como também ripostar eficazmente, durante quase 4 semanas contra as mais eficazes
forças armadas da região. Nunca ninguém o tinha conseguido antes.
Em termos militares, tudo o que aconteceu será escalpelizado proximamente e aparecerão diversas
teorias a tentar explicar porque Israel não resolveu o assunto mais rapidamente, como aconteceu
noutras situações. Uns atribuirão o sucedido ao mérito do Hezbollah, que se organizou muito bem
para esta eventualidade e mostrou uma extrema motivação; outros dirão que Israel quis evitar
precipitar encontros directos que provocariam muitas baixas às suas forças e que não quis utilizar
todo o seu potencial de combate – que lhe permitiria arrasar o adversário - porque sabia que isso
acarretaria um peso político demasiado elevado, quando a solução do problema nunca seria
exclusivamente militar.
Porém, em termos político-diplomáticos, a verdade militar interessará bem menos, pelo menos para
já, do que a questão da imagem atrás referida. Basta prestar atenção às mudanças de atitude do
Egipto, Arábia Saudita e Jordânia, de início muito voluntaristas a criticarem o aventureirismo militar
do Hezbollah, mas agora, perante os seus “sucessos”, muito mais cautelosos nas referências que
lhe fazem, certamente pressionados pelas respectivas opiniões públicas internas. Em resultado
desta situação, poderá ter-se tornado mais difícil para o Ocidente esperar destes três países um
claro apoio para pressionar a Síria a colaborar; isto é, as negociações vão-se tornar mais difíceis.
Durante algum tempo, considerou-se que o interesse israelita em não pôr em causa o actual regime
sírio – não porque o apoie mas porque avalia qualquer outra alternativa como tendo grandes
probabilidades de ser pior – e a vontade da Síria em mostrar o peso que tem na procura de uma
solução pudessem ajudar a ter nesse país um aliado importante para o controle do Hezbollah, mas
os mais recentes acontecimentos estão a tornar essa hipótese mais remota. Com o Irão,
obviamente, só se conta para agudizar mais a crise. O facto de os EUA recusarem o
estabelecimento de contactos com qualquer deles só dificulta. Por outro lado, os danos colaterais
infligidos sobre a população libanesa virando contra Israel parte importante da opinião pública
mundial também vão pesar desfavoravelmente.
Para já o que temos pela frente é a notícia de que a quarta semana de hostilidades poderá ver o
aparecimento de uma Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com apelos
directos ao fim dos combates e começo de um processo de conversações. Não obstante diferentes
pontos de vista sobre a metodologia a seguir, os EUA e a França, que por razões sobretudo
históricas terá um importante papel a desempenhar, acabaram por conseguir um consenso.
Os EUA durante algum tempo pretendiam apenas “dar tempo ao tempo” e usaram a manobra
diplomática para permitir que Israel concluísse a sua tarefa. Bolton, o embaixador americano nas
Nações Unidas, foi sempre o mais claro neste campo: “é preciso aguardar os resultados do campo
militar pois de outra forma estará a pôr-se o carro à frente dos bois”; “a eventual colocação de uma
força internacional no terreno tem que ser precedida pelo estabelecimento de um novo
enquadramento político e ser parte de um esforço para a implementação da Resolução 1559 do
Conselho de Segurança, para o desarmamento do Hezbollah”; “o que esperamos desta crise é a
oportunidade de acabar de uma vez por todas com essa organização terrorista”. Mais tarde, porém,
em acção concertada, passaram a insistir na colocação urgente de uma força no terreno.
Como se calcula que o seu envio poderá demorar entre dois a três meses e Israel já fez
repetidamente saber que não sairá do Líbano enquanto não estiver instalada, teríamos,
provavelmente, mais esse tempo de hostilidades se, paralelamente, não houvesse um acordo de
cessação das hostilidades. No entanto, nem os EUA nem o Reino Unido contribuirão para essa
força; os ingleses alegam os pesados comprometimentos militares no Afeganistão e Iraque, o que,
de algum modo também terá pesado na decisão americana, juntamente com razões políticas
ligadas à rejeição que os EUA despertam na área. Acabou por prevalecer a ideia da França,
recusando a ideia da força antes de um acordo de cessar-fogo.
A questão do envio da força, uma decisão que, nos seus aspectos concretos, só será discutida mais
tarde, numa segunda fase do processo diplomático, a tratar no âmbito de uma segunda Resolução,
além de ser de natureza política e diplomática é também militar. Na concepção francesa deve tratarse de uma força de manutenção de paz para fazer cumprir um acordo; para os EUA e Reino Unido
deve ser uma força para impor o fim das hostilidades, eventualmente, pela instalação de uma b uffer
zone, o que é muito diferente. Israel, como se sabe, também tem defendido uma “força robusta,
capaz de infligir e de sofrer baixas” e não, portanto, uma força de observação; a certa altura também
defendeu que fosse da NATO, o que não parece adequado dada a colagem da imagem com os EUA.
Há a hipótese de uma força da União Europeia, o que Israel parece aceitar também mas o Líbano
tem feito saber que privilegiaria uma força das Nações Unidas.
Uma presença militar primariamente europeia viria ao encontro dos que acham que o “tempo da
Europa está a esgotar-se” e que seria necessário que a União se dispusesse a contribuir com uma
força de interposição.[1] Infelizmente, a questão já não é agora apenas de vontade política; é também
de haver ou não capacidades militares adequadas, o que nem todos os países estarão em
condições de satisfazer, por motivos que estão perfeitamente identificados há muitos anos e que se
não foram resolvidos também não se ultrapassarão de um momento para o outro. Entre os que
poderiam dar um contributo de maior peso, está a Alemanha mas não é provável que venha a estar
presente tantas são as condições que exige em conjunto: que Israel solicite expressamente as suas
forças e que o Hezbolah as aceite, que haja um cessar-fogo e libertação dos prisioneiros. A Itália
ainda não se definiu mas não é difícil calcular que daí não virá um contributo grande; a Espanha
anunciou a possibilidade de 800 efectivos. Não vai ser fácil reunir os 15000 que se estima serem
necessários e que desejavelmente deviam incluir a participação de países muçulmanos.
Muitas discussões e tempo ainda terão que ser gastos à volta destes assuntos; a questão do
mandato da força será certamente uma das mais sensíveis; Israel e os EUA já deram vários sinais
que esperam que tenha capacidade de desarmar o Hezbollah mas a França já esclareceu que isso
está fora de questão. Obviamente, o assunto do desarmamento do Hezbollah não é de hoje; há anos
que está reconhecida a necessidade de o fazer parar mas nunca ninguém soube como isso poderá
ser concretizado nem tem mostrado grande vontade de encontrar uma solução. Considerou-se que
a Resolução 1559 do Conselho de Segurança devia ser suficiente! Há 3 anos, Daniel Byman, na
Foreign Affairs, debruçava-se sobre este assunto defendendo que só indirectamente, através do Irão
e da Síria é que se poderia aspirar realisticamente a esse objectivo. Israel durante os 18 anos que
permaneceu no Líbano não conseguiu resolver o problema e acabou por abandonar o país, depois
de ter auto-confinado a sua presença a uma área restrita, por questões de segurança, mas agora
não hesita em propor que uma força internacional se encarregue da tarefa!
Note-se que nessa altura o Hezbollah não tinha a força nem estava motivado como está hoje. Irá a
organização aceitar a presença de uma força multinacional e assumir o compromisso de um
eventual acordo de cessação de hostilidades. O último discurso de Nasrallah, o líder da
organização, pareceu sugerir disponibilidade para uma acordo de cessar-fogo mas não será difícil
imaginar que as condições que imporia serão inaceitáveis para Israel. Alguns analistas calcularam
que o Hezbollah poderia estar em dificuldades para continuar a resistir; no entanto, o ataque que fez
ontem sobre Haifa - o que maior número de baixas provocou desde sempre, neste conflito - não
sugere essa situação.
Se vai ou não haver aceitação geral da Resolução proposta pelos EUA e pela França é questão que
se apresenta muito problemática neste momento, a começar pela posição libanesa de que nada
aceitará se a retirada de Israel não estiver também garantida. A Síria, começando a sentir-se
ameaçada pelos ataques israelitas em zonas próximas da fronteira, passou a um estado de alerta e
o Irão promete intervir se a Síria for atacada, abrindo-se assim a possibilidade de um conflito
regional de gravíssimas repercussões. Falta ver o que dirá a Liga Árabe que se reúne hoje, mas se
o padrão das discussões que normalmente mantém não se alterar, o que transparecerá para o
exterior serão apenas as habituais divisões internas. Estão reunidos, portanto, todos os ingredientes
para uma crise muito complexa e, para já, sem fim à vista.
[1] Teresa de Sousa, no Jornal Público, 1 de Agosto, “O tempo está a esgotar-se para a Europa”.
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