ALTERAÇÃO NA INTEGRIDADE/COLORAÇÃO DA PELE: VALIDAÇÃO DE ESCALA CROMÁTICA NOS
TRAUMAS POR PUNÇÕES VASCULARES PERIFÉRICAS
Cristina Arreguy-Sena1
Paula Krempser 2
Raquel Nogueira Avelar e Silva 3
Deliane Vilela de Oliveira 3
Nathália Alvarenga Martins 4
Introdução: O trauma vascular periférico pode ser concebido como um diagnóstico de enfermagem
decorrente da presença do cateter intravascular (IV) inserido em veias periféricas para fins
terapêuticos, diagnósticos ou hemoterápicos. Dentre as manifestações do trauma vascular periférico
estão às alterações na integridade da pele que cursam com modificações na coloração da pele em
decorrência de danos internos ou externos à estrutura do vaso ou às áreas adjacentes a ele. Na
prática clínica de enfermeiros as alterações na coloração da pele constituem em evidências. Elas são
capazes de alertar e subsidiar o raciocínio diagnóstico e clínico do enfermeiro na identificação
precoce de tais lesões a tempo de instituírem condutas terapêuticas capazes de conter a progressão
de tais lesões por meio de intervenções de impacto sobre a qualidade do cuidado. Objetivo:
Construir e validar um instrumento para captar alterações na integridade da pele que cursam com
modificação de coloração cutânea durante o uso de cateteres IV periféricos para fins terapêuticos,
diagnósticos ou hemoterápicos. Método: Construção e validação de uma paleta cromática para
captar a cor original da pele onde os cateteres IV são inseridos e permitir categorizar alterações de
cor nestas estruturas por análise comparativa durante o período em que os vasos periféricos forem
usados terapeuticamente. Foram acompanhados 338 adultos/idosos puncionados num serviço de
urgência/emergência; 338 crianças internadas e 472 adultos/idosos em tratamento clínico ou
cirúrgico, perfazendo 1.148 avaliações comparativas realizadas em 1998, 2010 e 2010. Todas as
investigações foram submetidas a comitês de ética (números 001/98; 019/10 e 295/2010). As cores
incluídas possibilitaram apreender: 1) tipos diversos de tonalidade de peles entre sujeitos distintos;
2) percepção de modificação nas tonalidades da pele num mesmo indivíduo e num mesmo sítio e 3)
retratar evidências cromáticas de trauma vascular. Resultados: A paleta cromática foi construída em
degradê de cores, posicionadas em colunas e linhas para facilitar a localização e a identificação de
alterações por método de análise comparativa. Foram utilizados códigos para representar cada
possibilidade. A versão avaliada foi construída com recursos de informática. Havia 72 tonalidades que
possibilitaram identificar manifestações de alteração da integridade com modificação de coloração
da pele decorrentes de traumas vasculares secundários ao uso de cateteres IV periféricos. Foram
identificadas e documentadas com fotografias: 1) petéquias e equimoses (pigmentos sanguíneos no
tecido subcutâneo); 2) vesícula, bolha e pústula (eflorescência elementares de conteúdos líquidos
circunscritos) e 3) edema (eflorescências elementares de conteúdos líquidos não circunscritos).
1
Enfermeira, Doutora e Professora Associada da Faculdade de Enfermagem da UFJF. E-mail: [email protected], Juiz de Fora,
Minas Gerais, Brasil.
2
Enfermeira graduada pela Faculdade de Enfermagem da UFJF. E-mail: [email protected], Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil
3
Enfermeiras, doutorandas do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu, Mestrado em Enfermagem pela Faculdade de Enfermagem da
UFJF. E-mails: [email protected] e [email protected]; Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil
4
Enfermeira, Mestrando do Programa de Pós-graduação, Mestrado em Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal
de Juiz de Fora. E-mail: [email protected]
Conclusões: A utilização da paleta cromática mostrou-se aplicável à pesquisa e à prática clínica de
enfermeiros como instrumento auxiliar para registro e documentação do trauma vascular nas
punções que evoluíram com alterações na coloração da pele.
Referências:
Arreguy-Sena C. Trajetória de Construção e validação do(s) diagnósticos: trauma vascular relacionado
ao procedimento de punção venosa periférica e risco para trauma vascular relacionado ao
procedimento a punção venosa periférica. 280p. [Tese Doutorado]. Ribeirão Preto: Escola de
Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo; 2002.
Azualy DR, Abulafia-Azulay A, Azulay RD. Semiologia Dermatológica. Cap 4 p.39-61. In: Azulay RD.
Dermatologia. 5 edição revisada e atualizada. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
Infusion Nurses Society. Infusion Nursing Standards of Practice. Revised 2011. Journal of Infucion
Nursing; 2011: Jan/Fev 34(1S):-S1-S2110.
NANDA International. Nursing Diagnoses da NANDA: definitions e classification 2012-2014. Otawa:
Willey-Blackwell, 2012.
Phillips Lynn Dianne. Manual of I.V. Therapeutics: evidence-based practice for infusion therapy, 5th
Edition Editora Davis plus, 2010.
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