Liberte
Minha
Liberdade!
Francisco Alves Bezerra
Liberte Minha Liberdade!
Desde quando o homem
é dono do meu pensamento?
Até quando o meu silêncio
o fará parar de me perseguir?
Seu dinheiro sujo não me compra!
Não preciso de seus pés
para poder andar.
Não preciso de sua inteligência
para indicar onde eu deva ir.
Apenas liberte minha liberdade!
O seu poder ditatorial
não tem poder sobre mim.
Não serão suas leis ineficazes
que me farão ser o que o mundo
espera de mim.
Liberte minha liberdade!
Seu governo inverte valores,
Tira de todos para dar aos Robin Hoods.
Enquanto houver corrupção,
manipulação, opressão e negligência,
Manterá presa a minha liberdade!
Liberte minha liberdade!
Até quando me perseguirá?
Até quando usará de hipocondria?
Seus grilhões não têm poder
Sobre o meu pensamento!
Liberte minha liberdade!
Cacto das Pedras
Sou como um cacto comprimido por entre
as pedras,
E meus espinhos de defesa nada podem
fazer.
Só tenho o vento que assopra a
fragrância das tardes e manhãs,
E o sol que aquece o calor da terra,
E a chuva que refresca a minha solidão.
A minha dor supera muitas pedras,
Sou como um cacto às margens da trilha
sertaneja,
Pode ser que alguém propositalmente não
veja,
Mas me sinto uma flor sobre uma mesa
de pedra,
Meus espinhos afugentam muitas
companhias.
Sou como símbolo agreste da paisagem
do sertão.
Brasil que eu não Conheço
A mídia fala de um Brasil que eu não
conheço,
De um povo alegre e solidário,
De muita riqueza e crescimento...
Mas vejo aqui a mentira
De que a economia está crescendo,
Realmente eu não entendo,
Crescendo está a desigualdade social.
Os votos que foram dados à eleição
É dinheiro desviado pra minoria elitizada,
E sobre a mesa
Está o meu prato vazio,
Na carteira um mísero centavo,
No bolso furado contas pra pagar.
Mas eu não entendo
A mídia fala de um outro país,
Carnaval e Copa do Mundo,
Não quero assistir televisão,
Meu mundo está despedaçado,
O meu Brasil é dos corruptos,
Meu Deus!
Salve esta corrompida nação!
Não Tenho o Sorriso que Você Tem
Quando olho pro seu jeito de sorrir,
Não imagina a fome que tem dentro de
mim...
Já tentei brincar para esquecer...
Mas a fome é tanta!
Então eu olho pra você.
Vejo em seus olhos o que eu vejo em
muitas pessoas,
A surpresa de me ver assim...
Tanto contraste, quanta pobreza, grande
cidade...
E eu sem nada pra comer...
Quando chega a noite eu não consigo
dormir,
Observo as luzes dos prédios e carros
E nenhuma luz pra iluminar a minha
escuridão.
Não tenho o sorriso que você tem,
Mas tenho a esperança de poder sorrir
sem fome
E ao dormir,
Descansar meu coração.
Poesia Econômica: Laissez-Faire
Deixe-o ser!
O Capitalismo espera nos degraus da
escada
O globalismo democrático para erguerem
a bandeira
Do livre comércio.
Quem sabe juntos possam se tornar
gigantes liberais...
Em plena fantasia laissez-faire...
E a fé...
Monumentos sendo construídos,
O suor do povo em servidão sendo
empregado
Muitos sonhos sendo destruídos,
E o Capitalismo cada vez mais laissezfaire...
O desaparecimento das raças australóide
e capóide
Não têm nada a ver com a exterminação,
O Capitalismo e a Democracia
encontraram a solução:
Escravizar a humanidade em nome da
Globalização...
Laisse-faire.
AMAZÔNIA, AMAZÔNIA, AMAZÔNIA...
Uma árvore toca a música mais linda
E o vento leva a canção a toda floresta
Os pássaros entoam o mesmo cântico
E os bichos clamam:
Amazônia, Amazônia, Amazônia...
E se chega a noite,
A lua não suporta tanta destruição,
As estrelas piscam suas lágrimas,
E a chuva que cai
Chora de tristeza ao clamar:
Amazônia, Amazônia, Amazônia...
Os rios que secam,
Os peixes que morrem,
Não voltam pra mãe
Que um dia os criou...
Amazônia, Amazônia, Amazônia...
O rio se torna poesia,
Rima beleza, encanto e dor...
Seu leito enfraquecido clama:
Amazônia, Amazônia, Amazônia...
O índio que morre sem vida
Vê a natureza sofrer...
E num triste murmúrio
A tribo canta:
Amazônia, Amazônia, Amazônia...
Predadores que chegam
Dizimando nossa fauna,
Destruindo nossa flora,
Não ouvem o grito:
Amazônia, Amazônia, Amazônia...
O índio que morre sem vida
Vê a natureza sofrer...
E num triste murmúrio
A tribo canta:
Amazônia, Amazônia, Amazônia...
O último animal acaba em extinção,
A última árvore veio a cair,
O último nativo defendendo
A sua mãe natureza deixou de existir,
Mas ao longe ainda se ouve...
O gemido do amargo do ser...
Amazônia, Amazônia, Amazônia...
Por que te matamos
Se adoramos te defender?
Amazônia, Amazônia, Amazônia...
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