PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito 1. GEOPOLÍTICA MUNDIAL A política, como tem a ver com o poder, é analisada na Geografia pelo ponto de vista dos territórios. Assim, podemos pensar em conflitos entre países (os Estados são os gestores dos territórios de cada país), bem como conflitos internos (o caso de separatismos, como no Kosovo). Vamos dar um giro pelo mundo para ver a situação de alguns países ou regiões: • China: desde os 70 vem empreendendo reformas em busca de uma maior abertura econômica, continuando, entretanto, continua uma ditadura; algumas cidades do litoral (Xangai, Pequim, por exemplo) são chamadas de Zonas Econômicas Especiais (ZEE), e têm uma economia fortemente capitalista. O interior chinês continua basicamente rural e com a economia controlada totalmente pelo Estado. As fábricas chinesas produzem com mão-deobra muito barata (mulheres e imigrantes de migrantes rurais) que trabalha em regime semi-escravo. Com toda essa força, a economia chinesa cresce hoje a um ritmo assustador, fazendo com que o país tenha uma projeção geopolítica do mesmo tamanho do crescimento. Além de produzir boa parte dos eletrônicos do mundo e ser um dos principais consumidores de matéria-prima do mundo (entre elas soja e ferro, produzidos pelo Brasil), a China possui 400 bombas atômicas, possui o maior exército do mundo e já conseguiu enviar um astronauta ao espaço com tecnologia própria… • Estados Unidos: a maior economia em tamanho, o exército mais bem equipado do mundo, bases militares por todo mundo, é, sem dúvida, a única superpotência econômico-militar do mundo. Possui bases militares em todos os cantos do mundo. Adotou a estratégia da baleia, ou seja, tem a sua força baseada no poder marítimo, ficando as forças terrestres em segundo plano, já que não tem inimigos significativos por terra.O ex-presidente George Bush declarou que os americanos são donos do espaço sideral (a 4ª fronteira), buscando desenvolver um sistema anti-mísseis a partir do espaço, proposta rejeitada pela Rússia. O país vem tendo seguidos déficits comerciais (compra muito mais do que vende) e déficits orçamentários (gasta mais do que tem. • Rússia: o país estava desorganizado depois da queda do Muro de Berlim e do conseqüente fim do comunismo. Todavia, a Rússia ainda possui grandes reservas de ouro, petróleo e gás natural. Sendo direto, é o gás da Rússia que aquece toda a Europa no frio do inverno. Esses recursos naturais têm sustentado um crescimento muito forte do país, trazendo-o de volta para o cenário geopolítico internacional. Recentemente, uma expedição russa cravou a bandeira nacional no ártico (território com grandes reservas minerais), causando descontentamento americano; • Antiga Iugoslávia (região dos bálcãs): esta “ex-nação”, criada no final da II Guerra Mundial, tinha dentro do seu território vários grupos étnicos, como sérvios, húngaros, muçulmanos, croatas, macedônios, albaneses, montenegrinos e eslovenos. Após a queda do bloco comunista, em 1991, os sérvios tomaram conta do poder e passaram a fazer uma “limpeza étnica”, gerando uma guerra civil que teve conseqüências marcantes: o país ficou dividido em 7 – Eslovênia, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Sérvia, Montenegro, Kosovo (região autônoma que declarou independência em 2008) e Macedônia. Em 1997 as forças da OTAN (tratado de segurança dos países do Atlântico Norte) invadiram o país, permanecendo até hoje alguns soldados que asseguram a paz; • Países africanos: O continente africano sofre até hoje com um mal em comum: as seqüelas da colonização. Os países-metrópole quando concederam sua independência às colônias deixaram uma fronteira artificial (a áfrica tem mais de 200 povos (alguns deles eternos rivai) dentro de cerca de 40 Estados). Isto faz com que haja várias brigas internas entre várias etnias (como o conflito entre os hutus e tutsi em Ruanda, ou cristãos e muçulmanos no Sudão – Darfur). As guerras têm um custo humanitário, econômico e social incalculável. Veja o texto 4. BRIC é um acrônimo criado em novembro de 2001, pelo economista Jim O'Neill,[1] chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs,[2] para designar, no relatório "Building Better Global Economic Brics", os quatro principais países emergentes do mundo, Brasil, Rússia, Índia e China. Usando as últimas projeções demográficas e modelos de acumulação de capital e aumento de produtividade, o Goldman Sachs mapeou as economias dos países BRICs até 2050. A conclusão do relatório é que esse grupo de países pode tornar-se a maior força na economia mundial, superando as economias dos países do G6 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália) em termos de valor do PIB (em dólares americanos). Além da importância econômica, os BRIC tenderiam a aumentar sua influência política e militar sobre o resto do mundo. O estudo ressalta, no entanto, que cada um dos quatro enfrenta desafios diferentes para manter o crescimento na faixa desejável. Por isso, existe uma boa probabilidade das previsões não se concretizarem, por políticas inadequadas, simplesmente por má sorte ou ainda por erros nas projeções e falhas do próprio modelo matemático adotado. Mas se os BRICs chegarem pelo menos perto das previsões, as implicações para a economia mundial serão grandes e mudanças podem ocorrer mais rapidamente do que se imagina. De acordo com o estudo, o grupo deverá concentrar mais de 40% da população mundial e um PIB de mais de 85 trilhões de dólares. Atualmente os BRICs não formam um bloco político (como a União Europeia), nem uma aliança de PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito comércio formal (como o Mercosul e a ALCA), e muito menos uma aliança militar (como a OTAN), mas constituíram uma aliança através de vários tratados de comércio e cooperação assinados em 2002. Relação da projeção do PIB e PIB per capita dos países BRICs e G6 até 2050. Os BRIC, apesar de ainda não serem as maiores economias mundiais, estão em processo de desenvolvimento político e econômico e já fazem sentir sua influência - a exemplo do que ocorreu na reunião da OMC em 2005, quando os países em desenvolvimento, liderados por Brasil e Índia, juntaram-se aos países subdesenvolvidos para impor a retirada dos subsídios governamentais pela União Européia e pelos Estados Unidos, e a redução das tarifas de importação. Mas há também muitas diferenças entre eles. Por exemplo: Rússia, Índia e China são grandes potências militares, ao contrário do Brasil, que nunca se engajou em uma corrida armamentista. Na ONU Dois membros do BRIC (Rússia e China) são membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Os outros dois membros do BRIC (Brasil e Índia), integram as Nações G4, cujo o objetivo é ter um lugar permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, conseguindo o apoio de alguns países-membros, mas não tendo o apoio dos países regionais, como o México e a Argentina (contrariando o Brasil) e o Paquistão (contrariando a Índia). Perspectivas Se considerado como um bloco econômico, em 2050, o grupo dos BRICs já poderá ter ultrapassado a União Européia e os Estados Unidos da América. Entre os países do grupo haveria uma clara divisão de funções. O Brasil e a Rússia seriam os maiores fornecedores de matérias-primas - o Brasil como grande produtor de alimentos e a Rússia, de petróleo enquanto os serviços e produtos manufaturados seriam principalmente providos pela Índia e pela China, onde há grande concentração de mão-de-obra e tecnologia. O Brasil desempenharia o papel de país exportador agropecuário, sendo que a sua produção de soja e de carne bovina seria suficiente para alimentar mais de 40% da população mundial. A cana-de-açúcar também desempenharia papel fundamental na produção de combustíveis renováveis e ambientalmente sustentáveis - como o álcool e o biodiesel.[3] Além disso, seria o fornecedor preferencial de matériasprimas essenciais aos países em desenvolvimento como petróleo, aço e alumínio -, sobretudo na América Latina e particularmente na área do Mercosul (Argentina, Venezuela, Paraguai, Uruguai), fortemente influenciada pelo Brasil. No entanto, talvez o mais importante trunfo do Brasil esteja em suas reservas naturais de água, em sua fauna e em sua flora, ímpares em todo o mundo, que tendem a ocupar o lugar do petróleo na lista de desejos dos líderes políticos de todos os países. O Brasil ficaria em 4º lugar no ranking das maiores economias do mundo em 2050. A Rússia desempenharia o papel de fornecedor de matérias-primas, notadamente hidrocarbonetos. Mas seria também de exportador de mão-de-obra altamente qualificada e de tecnologia, além de ser uma grande potência militar, característica herdada da Guerra Fria.[4] A Índia deve ter a maior média de crescimento entre os BRICs. Estima-se que em 2050 esteja no 3.º lugar no ranking das economias mundiais, atrás apenas de China (em 1.º) e dos EUA (em 2.º). Além de potência militar, o país tem uma grande população, e tem realizado vultosos investimentos em tecnologia e qualificação da mão-de obra, o que a qualificaria a concentrar no setor de serviços especializados.[5] A China deve ser, em 2050, a maior economia mundial, tendo como base seu acelerado crescimento econômico sustentado durante todo início do século XXI. Dada a sua população e a disponibilidade de tecnologia, sua economia deve basear-se na indústria. Grande potência militar, a China se encontra atualmente num processo de transição do capitalismo de Estado para o capitalismo de mercado, processo que já deverá estar completado em 2050.[6] Nada se pode garantir sobre o futuro dos BRICs, pois todos os países estão vulneráveis a conflitos internos, governos corruptos e revoluções populares, mas, se nada de anormal acontecer, é possível prever uma economia mundial apolar, na qual a idéia de "norte rico, sul pobre" careceria de sentido. Por conta da popularidade da teoria do Goldman Sachs, acabaram sendo cogitadas outras siglas, como BRIMC (Brasil, Rússia, Índia, México e China), BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e BRIIC (Brasil, Rússia, Índia, Indonésia e China) incluindo México, África do Sul e Indonésia como nações com igual potencial de crescimento nas próximas décadas. A inclusão da principal economia africana no grupo pode significar uma importante mudança na ordem mundial possivelmente, uma outra globalização. Estatíscas A The Economist publica uma tabela anual de estatísticas sociais e econômicas nacionais no seu Pocket World in Figures. Os dados da classificação mundial, edição de 2008, quando comparados as economias e países do BRIC fornecem um marco interessante em relação a bases econômicas da "tese BRIC". Ele também ilustra como, apesar de suas bases econômicas divergentes, os indicadores econômicos dos BRICs são notavelmente semelhantes no ranking global entre as diferentes economias. Eles também sugerem que, embora argumentos econômicos possam ser feitos para a inclusão do México na "tese BRIC", a possibilidade de inclusão da África do Sul parece consideravelmente mais fraca. Uma publicação da Goldman Sachs de Dezembro de 2005 explica o porquê do México não estar incluído no BRIC. De acordo com a publicação,[7] entre todos os países analisados, apenas o México e a Coreia do Sul talvez tenham algum potencial para rivalizar com as economias BRICs, mesmo assim, os analistas da Goldman Sachs resolveram excluir tais economias da "tese BRIC" por já considerá-las mais desenvolvidas. De acordo com a PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito publicação de 2005, o México seria a quinta maior economia em 2050, à frente da Rússia. Gigantes globais Categorias \ China Rússia Índia Brasil Países Área 5º 1º 7º 3º / 4º (disputado) População 5º 9º 2º 1º PIB nominal 10º 8º 12º 3º PIB (PPP) 9º 6º 4º 2º Exportações 21º 11º 23º 2º Importações 27º 17º 16º 3º Balança comercial 47º 5º 169º 1º Consumo de 2º 10º 3º 7º eletricidade 1.1 ONU A Organização das Nações Unidas (ONU) foi criada em 1945 (após a Segunda Guerra Mundial) como um centro de debate internacional, assistência e um mecanismo de equilíbrio de forças no mundo. Teve como antecedentes a chamada “Liga das Nações”, esta criada após a I Guerra Mundial como organismo para manter a paz mundial; como os países-membros não respeitavam ou aceitavam suas decisões, a Liga das Nações foi extinta. São 191 países-membros atualmente. A ONU não constitui um governo mundial, nem tem capacidade legal para fazer leis; no entanto, possuem uma estrutura básica composta por: - 6 órgãos principais: a Assembléia Geral, o Conselho de Segurança, o Conselho Econômico e 1 Social, o Conselho de Administração Fiduciária , a Secretaria e a Corte Internacional de Justiça; - 15 organismos especializados, como OMS, UNESCO, OIT, FMI, Banco Mundial, são órgãos autônomos criados mediante acordos intergovernamentais e têm responsabilidades de amplo alcance a nível internacional. Estão vinculados às NU mediante acordos de cooperação; - Programas e fundos das Nações Unidas, como a Oficina do Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), trabalho com vistas a melhorar as condições econômicas e sociais dos povos de todo o mundo; 2.1.1 Conselho de Segurança da ONU: Tem por tarefa manter a paz e a segurança internacionais. Pode reunirse a qualquer momento sempre que a paz se veja ameaçada. Todos os Estados-Membros estão 1 Fiduciário – aquele a quem é confiado algo. Aqui, tratase dos países recentemente descolonizados que estão sob monitoramento da ONU. teoricamente obrigados a acatar as decisões do Conselho, integrado por 15 membros (10 temporários e 5 permanentes, com direito à veto); o conselho pode adotar medidas para fazer que suas decisões se cumpram. Pode também impor sanções econômicas ou ordenar um embargo de armamento. Atualmente, há uma forte discussão na direção de uma reforma no Conselho de Segurança. Alguns países, como o Brasil, a Alemanha, a Índia e o Japão querem se tornar membros permanentes. Também se discute da validade das decisões do Conselho (os EUA invadiram o Iraque apesar do veto à ação). Os atuais membros permanentes são EUA, Rússia, China, França e Grã-Bretanha, numa composição que reflete o equilíbrio bipolar dos tempos da Guerra Fria. 1.1.2 Principais organismos: OIT (Organização Internacional do Trabalho): Formula políticas e programas para melhorar as condições de trabalho e as oportunidades de emprego e estabelece normas de trabalho aplicadas em todo o mundo. FAO (Organização das Nações Unidas para a agricultura e a alimentação): Colabora no melhoramento da produtividade agrícola, a segurança alimentar e as condições de vida das populações rurais; UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura): Promove a educação para todos, o desenvolvimento cultural, a proteção do patrimônio natural e cultural do mundo, a cooperação científica internacional, a liberdade de imprensa e as comunicações; OMS (Organização Mundial da Saúde): Coordena programas destinados a solucionar problemas sanitários e a lograr os mais altos níveis de saúde possíveis para todos os povos. Entre outras coisas, se ocupa da imunização, da educação sanitária e do abastecimento de medicamentos essenciais; Grupo do Banco Mundial: Proporciona empréstimos e assistência técnica aos países“”em desenvolvimento” para reduzir a pobreza e promover o crescimento econômico sustentado (sustentado ≠ sustentável); FMI (Fundo Monetário Internacional): Facilita a cooperação monetária internacional e a estabilidade financeira e serve de foro permanente para consultas, assessoramento e assistência sobre questões financeiras. A visão da ONU da Geopolítica mundial: “Nos anos 90, mais de 90% dos conflitos se produziram no interior dos Estados ao invés de entre os Estados. [É preciso] modificar instrumentos para melhorar a prevenção dos conflitos. Também outros conflitos caracterizados pela violência étnica, como os de Somália, Ruanda e da ex-Iugoslávia, plantaram novos desafios”. “A experiência demonstra que manter a paz, no sentido de evitar o conflito militar, não é suficiente para estabelecer uma paz segura e duradoura. Tal segurança só é possível ajudando os países a fomentar PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito o desenvolvimento econômico, a justiça social, a proteção dos direitos humanos, a boa gestão pública e o processo democrático.” Daniel Abreu (membro do ODH/PNUD) 1.1.3 As “Metas do Milênio” – criadas pela ONU são utilizadas como pontos de referência no planejamento social e econômico em níveis regional, nacional e internacional, e funcionam como um ponto de convergência para a sociedade civil, assim como para os governos e agências multilaterais. Influenciam políticas nas nações como o Bolsa Família, a Lei Maria da Penha, a “enturmação” e o REUNI, etc. Esta influência se dá no sentido de que a ONU aprova diversas convenções que são adotadas ou não pelos países individualmente. No entanto, para ter crédito na ONU e prestígio dentro da comunidade das nações, países como o Brasil, que procuram ampliar sua importância política no mundo acabam por ratificar as convenções internacionais. 1.2 OS BLOCOS ECONÔMICOS São reuniões de países que têm como objetivo a integração econômica e/ou social. Um país pode estar em vários blocos econômicos ao mesmo tempo dependendo do seu interesse geopolítico, que pode se manifestar em várias áreas: econômico, social, cultural, militar, político, recursos naturais... Os tipos de integração (o modelo se baseia na evolução da União Européia, o bloco mais completo que já existiu): 1) Acordo preferencial: quando dois ou mais países decidem promover uma redução tarifária parcial, de maneira recíproca ou não; exemplo: APEC. 2) Zona de livre comércio: quando dois ou mais países optam por promover uma alíquota tarifária de importação igual a zero, mutuamente; exemplo: NAFTA. 3) União aduaneira: quando dois ou mais países aprovam, além dos benefícios da área de livre comércio, a criação de uma tarifa externa comum (TEC); exemplo: MERCOSUL (há controvérsias…). 4) Mercado comum: quando dois ou mais países decidem, a partir da situação de uma união aduaneira, liberar o fluxo de mão-de-obra e capital; exemplo: União Européia. 5) União monetária: quando dois ou mais países optam, a partir do estágio de um mercado comum, pela criação de uma moeda comum; exemplo: União Européia (moeda: Euro). 6) União econômica e monetária: além da união monetária passa a se ter uma política econômica comum (juros, dívida externa, crescimento, etc.); exemplo; União Européia. 7) Integração econômica total: quando passam a ser adotadas políticas monetárias, fiscais e sociais comuns, estabelecendo-se uma autoridade supranacional, encarregada da elaboração e aplicação dessas políticas; exemplo: não há. Alguns exemplos de blocos econômicos: - União Européia: Criada depois da II Guerra Mundial para acabar com as rivalidades históricas entre os países europeus (França X Alemanha, França X Inglaterra). Começou como um acordo preferencial para o aço e o carvão, integrando outras partes da economia posteriormente. Atualmente possui 27 países-membros e mais 3 países candidatos (Turquia, Macedônia e Croácia). A Alemanha é o principal financiador do bloco, por ter interesse geopolítico de expandir sua influência econômica e cultural (desta vez por meios pacíficos). Atualmente a UE possui: Parlamento próprio, orçamento próprio (+ de 100 bi euros), moeda própria (exceto Inglaterra e Dinamarca), constituição própria (ainda em construção), Política Agrária Comum (PAC). - MERCOSUL (Mercado Comum do Sul, que de mercado comum tem muito pouco): composto por Brasil, Paraguai, Argentina e Paraguai. A Venezuela é considerada também um membro, mas os parlamentos do Brasil e da Argentina ainda não confirmaram a aceitação, com medo da possível projeção geopolítica que o presidente daquele país, Hugo Chávez, possa exercer sobre o bloco. Ainda há 2 “sócios-visitantes”, Bolívia e Chile, que não são membros do MERCOSUL, mas compartilham alguns princípios do bloco (estabilidade regional, democracia…) e também participam das reuniões. O MERCOSUL enfrenta graves problemas para levar adiante a integração, devido à dificuldade dos países (principalmente o Brasil) de abrir seus mercados para os outros membros, e da tentativa do nosso país de exercer uma liderança sobre o resto do bloco. - NAFTA (Tratado de Livre Comércio da América do Norte): composto por México, Canadá e EUA, é uma zona de livre comércio. A mão-de-obra e os serviços ainda são exclusivamente nacionais (os mexicanos não podem trabalhar livremente nos EUA, por exemplo). Vem trazendo grande impacto para o México, país cuja economia é muito menor que a dos outros membros; a agricultura mexicana de subsistência está sendo substituída por grandes lavouras comerciais, as fábricas americanas sugam a mão-de-obra dos mexicanos por um preço irrisório. - ALCA (Acordo de livre-comércio das Américas): Proposto pelos EUA, nos mesmos moldes no NAFTA. Estava previsto para começar em 2005, mas a resistência do Brasil em abrir seu mercado impediu que isto acontecesse. No entanto, os EUA já fizeram acordos preferenciais em separado (“fast-track” ou caminho rápido) com quase todos os países da América... - APEC (Fórum Econômico da Ásia e do Pacífico): Promove a abertura de mercados entre vinte países, com Hong Kong representando a China. Oficializada em 1993, PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito pretende estabelecer a livre troca de mercadorias entre os países do grupo até 2020. É um poderoso bloco econômico, pois responde por cerca de metade do PIB e 40% do comércio mundial, no entanto, não existem medidas práticas para a integração. - ALBA Aliança Bolivariana para as Américas Alianza Bolivariana para las Américas Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América – Tratado de Comercio de los Pueblos A Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos (do espanhol Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América – Tratado de Comercio de los Pueblos) ou simplesmente ALBA (antiga Alternativa Bolivariana para as Américas é uma plataforma de cooperação internacional baseada na idéia da integração social, política e econômica entre os países da América Latina e do Caribe. Fortemente influênciada por doutrinas de esquerda, e ao contrário de acordos de comércio livre como a Área de Livre Comércio das Américas (ou ALCA, uma proposta de mercado comum para as Américas que foi defendida pelos Estados Unidos durante a década de 1990), a ALBA-TCP representa uma tentativa de integração econômica regional que não se baseia essencialmente na liberalização comercial, mas em uma visão de bemestar social, troca e de mútuo auxílio econômico. Os países membros da ALBA-TCP discutem a introdução de uma nova moeda regional, o SUCRE Em 24 de junho de 2009, o bloco foi rebatizado para Aliança Bolivariana para as Américas, em substituição ao Alternativa original Paises Membros Antigua e Barbuda, Bolívia, Cuba, Comunidade Domenica, Equador, Honduras, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Venezuela, Cuba. A União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), anteriormente designada por Comunidade SulAmericana de Nações (CSN), será uma zona de livre comércio continental que unirá as duas organizações de livre comércio sul-americanas, Mercosul e Comunidade Andina de Nações, além do Chile, Guiana e Suriname, nos moldes da União Européia. Foi estabelecida com este nome pela Declaração de Cuzco em 2004. De acordo com entendimentos feitos até agora, a sede da União será localizada em Quito, capital do Equador, enquanto a localização de seu banco, o Banco do Sul será na capital da Venezuela, Caracas. O seu parlamento será localizado em Cochabamba, na Bolívia. A integração completa entre esses dois blocos foi formalizada durante a reunião dos presidentes de países da América do Sul, no dia 23 de maio de 2008 em Brasília 2.3 Políticas de civilização Nos últimos anos, líderes de vários países começaram a falar em conflitos de civilização (veja Texto 1, a visão da Rússia). O presidente da França, Nicolas Sarkozy, também usa esse termo para destacar a necessidade de retomar algumas características dos países europeus (defesa da liberdade, dos direitos individuais…). Os muçulmanos, assim como os chineses também falam num atual conflito de civilizações, na medida em que eles não abrem mão de manter sistemas políticos fechados, de restringir os direitos da mulher… porque acham que isto é uma característica de sua civilização. Os conflitos atuais parecem, portanto, ter um componente cultural cada vez mais forte. 2. GLOBALIZAÇÃO informacional) (Meio técnico-científico- 2.1 Meio técnico-científico-informacional Diz-se que o espaço geográfico globalizado é um meio técnico (já que o homem transforma o espaço numa intensidade cada vez maior), científico (a ciência é cada vez mais necessária à produção, exemplos: genética, plástico, etc.). Além disso, a informação também é um componente fundamental para a reprodução do capital (quem produz precisa saber dos preços das matérias-primas, ou o melhor lugar para se instalar...). O processo da globalização resulta num espaço geográfico que é cada vez mais um meio técnico-científico-informacional. 2.2 As redes técnicas A consolidação do meio técnico-científicoinformacional só é possível com o apoio das redes técnicas, tais como uso de satélites (internet rápida, GPS, etc.). Estas permitem um controle à distância da produção. Como um celular, por exemplo, tem cada componente fabricado em um lado do mundo, estratégia desenvolvida para diminuir custos. 2.3 O papel das cidades globais Cidades globais são as que concentram os vários fluxos de informação que percorrem o mundo. São nós das redes técnicas (imagine uma rede de pescador e seus nós). Quando mais fluxos passarem por um local, maior será o seu controle do território. Exemplos de cidades globais: Tóquio, Nova Iorque, Los Angeles, Londres, Frankfurt (onde se localiza a bolsa de valores da União Européia), São Paulo (cidade que controla boa parte dos fluxos do Brasil, tais como Bolsa de Valores, escritórios de grandes firmas…). 2.4 Fragmentação na produção – novas regionalizações O fato de haver a possibilidade de um controle distante do território, dado pelas redes técnicas e controlado nas cidades globais, faz com que cada região se especialize em um tipo de produção. Nossa região, por exemplo, está sendo preparada para se especializar na produção de papel e celulose. O papel específico das regiões na economia mundial faz com que haja uma interdependência em nível mundial, por exemplo: os lucros da Nokia, uma empresa finlandesa, dependem da isenção fiscal na Zona Franca de Manaus, do suprimento de cobre vindo do Chile, e assim por diante. PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito Globalização Características da globalização na economia de mercado contemporâneo, aldeia global, blocos econômicos, relações comerciais e financeiras internacionais, concorrência comercial, as multinacionais, internet, língua inglesa, vantagens Globalização: contatos comerciais, financeiros e tecnológicos em nível global . culturais, O que é Globalização - Definição Podemos dizer que é um processo econômico e social que estabelece uma integração entre os países e as pessoas do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, os governos e as empresas trocam idéias, realizam transações financeiras e comerciais e espalham aspectos culturais pelos quatro cantos do planeta. O conceito de Aldeia Global se encaixa neste contexto, pois está relacionado com a criação de uma rede de conexões, que deixam as distâncias cada vez mais curtas, facilitando as relações culturais e econômicas de forma rápida e eficiente. Origens da Globalização e suas Características Muitos historiadores afirmam que este processo teve início nos séculos XV XVI com as Grandes Navegações e Descobertas Marítimas. Neste contexto histórico, o homem europeu entrou em contato com povos de outros continentes, estabelecendo relações comerciais e culturais. Porém, a globalização efetivou-se no final do século XX, logo após a queda do socialismo no leste europeu e na União Soviética. O neoliberalismo, que ganhou força na década de 1970, impulsionou o processo de globalização econômica. Com os mercados internos saturados, muitas empresas multinacionais buscaram conquistar novos mercados consumidores, principalmente dos países recém saídos do socialismo. A concorrência fez com que as empresas utilizassem cada vez mais recursos tecnológicos para baratear os preços e também para estabelecerem contatos comerciais e financeiros de forma rápida e eficiente. Neste contexto, entra a utilização da Internet, das redes de computadores, dos meios de comunicação via satélite etc. Uma outra característica importante da globalização é a busca pelo barateamento do processo produtivo pelas indústrias. Muitas delas, produzem suas mercadorias em vários países com o objetivo de reduzir os custos. Optam por países onde a mão-de-obra, a matéria-prima e a energia são mais baratas. Um tênis, por exemplo, pode ser projetado nos Estados Unidos, produzido na China, com matéria-prima do Brasil, e comercializado em diversos países do mundo. Para facilitar as relações econômicas, as instituições financeiras (bancos, casas de câmbio, financeiras) criaram um sistema rápido e eficiente para favorecer a transferênci a de capital e comercializa Bolsa de valores: ção de tecnologia e ações em negociações em nível nível mundial. mundial.. Investimentos, pagamentos e transferências bancárias, podem ser feitos em questões de segundos através da Internet ou de telefone celular. Os tigres asiáticos (Hong Kong, Taiwan, Cingapura e Coréia do Sul) são países que souberam usufruir dos benefícios da globalização. Investiram muito em tecnologia e educação nas décadas de 1980 e 1990. Como resultado, conseguiram baratear custos de produção e agregar tecnologias aos produtos. Atualmente, são grandes exportadores e apresentam ótimos índices de desenvolvimento econômico e social. Blocos Econômicos e Globalização Dentro deste processo econômico, muitos países se juntaram e formaram blocos econômicos, cujo objetivo principal é aumentar as relações comerciais entre os membros. Neste contexto, surgiram a União Européia, o Mercosul, a Comecom, o NAFTA, o Pacto Andino e a Apec. Estes blocos se fortalecem cada vez mais e já se relacionam entre si. Desta forma, cada país, ao fazer parte de um bloco econômico, consegue mais força nas relações comerciais internacionais. Internet, Aldeia Global e a Língua Inglesa Como dissemos, a globalização extrapola as relações comerciais e financeiras. As pessoas estão cada vez mais descobrindo na Internet uma maneira rápida e eficiente de entrar em contato com pessoas de outros países ou, até mesmo, de conhecer aspectos culturais PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito e sociais de várias partes do planeta. Junto com a televisão, a rede mundial de computadores quebra barreiras e vai, cada vez mais, ligando as pessoas e espalhando as idéias, formando assim uma grande Aldeia Global. Saber ler, falar e entender a língua inglesa torna-se fundamental dentro deste contexto, pois é o idioma universal e o instrumento pelo qual as pessoas podem se comunicar. 3. Geografia da População *Somos agora no Brasil 189.282.334 habitantes e no Mundo 6.608.213.099 habitantes A reflexão sobre os temas populacionais é muito antiga. Isto porque o aumento ou a diminuição de população traz conseqüências sérias para a organização dos países. Todo aumento ou diminuição traz várias necessidades e possibilidades novas. População e recursos naturais - O fato de haver mais população tem impacto direto nos recursos naturais. Não só água e comida, mas moradia, saúde, educação, emprego, etc., o que demanda uma maior exploração da natureza. 3.1 Teorias populacionais Malthusianismo - Criada por Thomas Malthus, pastor anglicano em 1798 (contexto da Revolução Industrial). “A população cresce em Progressão Geométrica (PG), a produção de alimentos em Progressão Aritmética (PA)”. Busca assim explicar as causas da fome (pequena produção de alimentos e reprodução demais). O (Neo) Malthusianismo - Toma o malthusianismo na escala dos países, dividindo estes em “subdesenvolvidos” e “desenvolvidos”. “Os países subdesenvolvidos tem altas taxas de natalidade, por isso têm problemas sociais (alto desemprego, principalmente)”. Propõe o controle de natalidade (veja mais abaixo o conceito) para os pobres. Reformistas - Propõem que o crescimento populacional exagerado não é causa da pobreza, mas sim conseqüência. A solução para a explosão populacional é a distribuição de renda, melhores condições de vida (mais poder de compra, educação, saúde...). Planejamento familiar, melhor distribuição (de renda, de alimentos...). 3.2 Transição demográfica Modelo que divide a evolução da população em 4 (ou 5, dependendo do autor) etapas. Geralmente se refere à uma diminuição brusca da mortalidade, passando pela “janela demográfica”, e chegando a um envelhecimento da população. A diminuição da natalidade também acontece, porém mais lentamente (razões culturais, religiosas...). Fases: 1 (alta mortalidade E natalidade), 2 (queda na mortalidade, alto crescimento), 3 (começo de redução da natalidade), 4 (equilíbrio por baixo da natalidade E moralidade), 5 (perda de população). 3.3 Janela demográfica - Caracteriza uma estrutura da população em que o número de dependentes (menores de 15 e maiores de 60) é baixo; tem-se assim, uma grande População Economicamente Ativa. Isto dá uma grande força de trabalho e poucos gastos para o país. - Causas da queda na mortalidade: Invenção dos antibióticos e vacinação em massa (herança da II Guerra Mundial, onde se incentivou a saúde preventiva, para evitar grandes perdas por doenças), melhora nos sistemas de saúde e saneamento. - Causas da queda na natalidade: Planejamento familiar, métodos contraceptivos, entrada da mulher no mercado de trabalho, maior popularização do ensino público. BABY BOOM (explosão de bebês): alta taxa de natalidade repentina causada por algum fator específico. O último em nível mundial foi após a II Guerra Mundial (incentivo dos governos à natalidade, já que muitos haviam morrido nas batalhas), o que acabou modificando a estrutura demográfica. Problemas nos “países ricos” - falta gente: Países como a Alemanha e a Dinamarca estão apresentando baixo crescimento vegetativo (natalidademortalidade). As migrações e o incentivo à natalidade, para melhorar as taxas de fecundidade são armas contra este problema. Mas estas armas trazem novos desafios... MIGRAÇÕES– Por motivos culturais/religiosos, as regiões que concentram riqueza tendem a não aceitar trabalhadores estrangeiros. Isso tem causado sérios problemas de xenofobia (aversão às coisas e pessoas estrangeiras). Exemplos: São Paulo (nordestinos), Europa (turcos, chineses...), EUA (mexicanos). Controle de natalidade - Individualmente, é exercido por medicamentos ou ações que evitam a gravidez. Pode ser exercido por instituições (Igrejas, Estado, família, etc.); Diferencia-se do PLANEJAMENTO FAMILIAR (possibilidade de escolha da mulher/casal de quantos filhos terá). Pirâmide etária - gráfico que representa a estrutura de sexo e idade de uma população. Nesse tipo de gráfico, cada uma das metades representa um sexo; a base representa o grupo jovem (até 19 anos); a área intermediária ou corpo representa o grupo adulto (entre 20 e 59 anos); e o topo ou ápice representa a população idosa (acima de 60 anos). “A Guerra é um grande acelerador da história” (Vladimir Lênin, revolucionário russo). 4. DESENVOLVIMENTO E SUBDESENVOLVIMENTO – A QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO Por muito tempo, a noção de desenvolvimento esteve presa às condições produtivas dos países: o capitalismo se expandindo resolveria os problemas de PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito todos. Nesta aula, vamos tentar analisar um ponto de vista um pouco diferente: encarar o desenvolvimento como resultado da qualidade de vida da população. 4.1 Antecedentes: Adam Smith, pensador inglês, propôs em 1776 (contexto da revolução industrial) que a riqueza das nações estava na liberdade que os EstadosNação davam para os seus capitalistas lucrarem. Pregava o laissez-faire (deixai fazer), ou seja, “cada indivíduo em busca do seu próprio interesse irá promover o bem comum sem a intervenção estatal”. Esta teoria ficou conhecida como liberalismo. 4.2 Revendo algumas idéias pré-estabelecidas: 4.2.1 Existe um mapa “Norte-Sul”?: Por muito tempo, as escolas e os livros didáticos estampavam um mapa que separava os países “ricos, desenvolvidos”, dos “pobres, subdesenvolvidos”. No lado Norte (os ricos) estava os Estados Unidos, Canadá, Europa, Japão e, como a exceção que confirma a regra, Nova Zelândia e Austrália; já na parte Sul, América Latina, África e Ásia. * Lembre-se do Neomalthusianismo que partia da concepção que os países “desenvolvidos” tinham baixo crescimento populacional, e justamente por isso eram ricos (menos gente = menos gasto com educação, saúde, etc.). 4.2.2 A industrialização como medida do desenvolvimento: a quantidade de indústrias de um país seria a medida da sua riqueza. Os países “ricos” são os que produzem produtos elaborados, de alta tecnologia; já os países “pobres” são aqueles que são mais agrários, produzindo alimentos e outras coisas que exigiriam pouca tecnologia. 4.2.3 O tamanho do PIB como medida do desenvolvimento: O PIB mede as riquezas geradas num país. Aqui o desenvolvimento é confundido com crescimento, apesar de serem coisas diferentes. O crescimento é somente o aumento da riqueza gerada em um país, não leva em conta quem se apropria dessa riqueza, se ela fica dentro do país, ou dentro do bolso do trabalhador... 4.2.4 O PIB per capita como medida do desenvolvimento: aqui parte-se do princípio de que o PIB dividido igualmente por toda a população mede o desenvolvimento de um país. O problema já está posto no início: dentro de uma realidade que abriga muitas outras realidades - um país – poucas pessoas ficam com muito dinheiro e vice-versa... * Alguns países com renda vinda do petróleo (Kuwait, por exemplo) tem uma das maiores rendas per capita do mundo; no entanto, toda a renda está ligada ao pequeno grupo que lucra com a exploração do petróleo. No Brasil, cada brasileiro ganharia 6.571 por ano (aproximadamente 550/mês), contando com toda a população... 4.3 Alguns índices criados para tentar medir o desenvolvimento: 4.3.1 Índice de Gini: criado para medir a desigualdade de renda. Faz uma escala de 0 a 1, onde 0 é a distribuição perfeita e 1 significa que toda a renda do recorte geográfico usado está na mão de uma pessoa. Curiosidade: Santa Vitória do Palmar tem o 3º pior índice de Gini entre os municípios do Brasil. 4.3.2 Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): Criado em 1992 por um economista paquistanês é usado pela ONU para medir a qualidade de vida nos diferentes países. Leva em conta indicadores da educação, a expectativa de vida ao nascer da população e a renda per capita. Por ser um índice que leva em conta vários outros, o IDH é mais completo, dá uma imagem mais real da situação da população de um país. 4.4 Teorias mais atuais – o desenvolvimento como sinônimo de liberdade O economista indiano Amartya Sen propõe que o verdadeiro desenvolvimento é aquele que traz liberdade para as pessoas. Ou seja: não basta crescimento econômico, nem dinheiro no bolso; as pessoas precisam viver em um lugar sem preconceitos, ter oportunidade de fazer o planejamento familiar, ter proteção aos mais indefesos ao capitalismo (crianças, idosos...), ter tempo para o lazer, oportunidade para estudar. Um país não pode ser rico se a população não vai junto (o que é um país sem a população?). “A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte” (Titãs). 5. GEOGRAFIA RURAL 5.1 Conceitos básicos O rural não se resume ao agrário, que, por sua vez, não se resume ao agrícola; – Rural: está relacionado ao espaço rural de uma maneira geral, se refere a atividades agrícolas e não-agrícolas; – Agrário: se refere ao sistema da agricultura em geral (questões sociais, produtivas, técnicas); – Agrícola: questões eminentemente relacionadas a produção de alimentos e matéria-prima; – O rural não se resume ao agrícola, ele tem uma multifuncionalidade. Isso quer dizer que no campo há mais do que plantações: existe uso residencial, industrial, etc. Da mesma forma, nem todos que moram no campo são agricultores. A agropecuária consiste no conjunto de técnicas produtivas voltadas para o controle do desenvolvimento das plantas e animais para consumo alimentar e industrial. Diferencia-se da indústria porque o seu fluxo produtivo depende de processos biológicos (fertilidade do solo, chuvas, etc.). Atualmente, técnicas modernas têm deixado a produção PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito cada vez menos dependente da fertilidade natural do solo, no entanto, alguma dessas técnicas (defensivos agrícolas, fertilizantes sintéticos) podem ter influência ruim na qualidade ambiental (e por conseqüência de vida, no campo). 6.1 Trabalho no campo brasileiro (Fonte: IBGE) 17.733.835 milhões de pessoas (mão de obra ocupada); 4.891.557 milhões de empregados; 1.550.129 milhão de registrados; 3.341.428 milhões sem registros; 5.2 Os três pilares da agricultura 6.2 Tendências da população rural • Terra engloba os aspectos de fertilidade natural e também de extensão; • Trabalho importante nas culturas camponesas vem perdendo força frente à técnica (tratores, agroquímicos…); • Capital É hoje o principal fator. Engloba toda a técnica necessária para o plantio 5.3 • Desagrarização: a população do espaço rural trabalha cada vez menos com atividades agrícolas, crescendo o turismo rural, agroindústrias familiares… • Envelhecimento: em relação à faixa etária os jovens são as principais vítimas do êxodo rural. • Masculinização: em relação ao sexo, as mulheres são as principais atingidas pelo êxodo rural. Exemplos de sistemas agrícolas Comparativo entre os censos de 1990 e 2000 * Economia camponesa de subsistência: Presente em várias partes do mundo tem os fatores TRABALHO (principal) e TERRA (fertilidade) predominantes. O desmonte desses sistemas tem gerado grandes fomes. Exemplos: rizicultura (plantio manual de arroz) na Ásia. * Plantation: Implantado no período colonial em países da Ásia, África e América Latina. Produção de culturas tropicais com valor comercial alto (café, cacau, etc.) com controle produtivo de grandes corporações (desde a produção em si até o escoamento). Capital presente mais freqüentemente. Exemplo: plantio de arroz na região de Pelotas. 6.3 Histórico da ocupação agrária * Entre 1500 até 1822: A Coroa de Portugal cedia as terras por meio de sesmarias e datas; * As “terras devolutas” poderiam ser ocupadas livremente, a terra tinha apenas valor de uso; * 1850: “Lei de Terras” – determinou que as terras devolutas só poderiam ser ocupadas se compradas do governo; “Coincidência”: em 1850, também foi o ano em que foi extinto o tráfico negreiro (Lei Eusébio de Queirós); 5.4 “Revolução Verde” Movimento que começou na década de 60 e inseriu as técnicas modernas (herbicidas, inseticidas, adubos químicos...) na agricultura. A busca foi por uma maior produtividade, mas quem saiu lucrando mesmo foram os EUA (os que produzem a técnica). Conseqüências diretas na mão-de-obra (menor uso) e no meio ambiente (maior intervenção). 5.4 A Bolsa de Mercadorias de Chicago A mais tradicional bolsa de contratos futuros de commodities (mercadorias) agrícolas do mundo. São negociados em média 900 mil contratos ao dia. O giro financeiro (a quantidade de dinheiro que é negociada na bolsa) diário chega a meio trilhão (500.000.000.000) de dólares. * O preço de compra do grão colhido no Rio Grande do Sul, por exemplo, é determinado pela fórmula que, simplificadamente, pode ser expressa assim: o preço definido pela bolsa de Chicago mais ou menos o prêmio (definido pelo custo de frete, impostos e variáveis locais). 6. O ESPAÇO RURAL DO BRASIL E DO RIO GRANDE DO SUL * 1929/30: Com o crash da Bolsa de Nova York, muitos antigos latifúndios do café foram se fragmentando; houve um aumento nas pequenas propriedades; * 1964: “Reformas de Base” de João (Jango) Goulart – tentativa de reforma agrária * 1964- governo militar: 1º de abril se dá o Golpe Militar Novembro: criação do “Estatuto da Terra” Início do processo de “modernização conservadora” (outro nome da Revolução Verde) – entrada pesada da técnica no campo brasileiro sem mudança na estrutura da propriedade (continuação da concentração fundiária). Criação de cursos de engenharia agrícola, crédito subsidiado para facilitar a modernização do campo brasileiro. O Estatuto da Terra (herança da ditadura militar que é válido até hoje): • Propriedade familiar: o imóvel rural que, direta e pessoalmente explorado pelo agricultor e sua família, lhes absorva toda a força de trabalho, garantindo-lhes a subsistência e o progresso social e econômico. É a base para definir o módulo rural e módulo fiscal PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito • Módulo rural: Unidade que exprime o tamanho de uma propriedade familiar, de acordo com características geográficas, de dimensão e possíveis aproveitamentos. Define questões sindicais e os beneficiários dos programas de reforma agrária (também do Banco da Terra). mesmo, representativo do sistema econômico, social e político, e é, igualmente, o espaço privilegiado da função educadora e de um grande número de lazeres: espetáculos, representações que implicam a presença de um público bastante denso. (Roberto Auzelle). 7.2 Conceitos em Geografia Urbana – Módulo fiscal: Unidade de medida expressa em hectares, que considera: tipo de exploração predominante, renda obtida com essa exploração, etc. Uso: define os beneficiários do PRONAF (pequenos agricultores de economia familiar, proprietários, meeiros, posseiros, parceiros ou arrendatários de até 4 módulos fiscais). O Estatuto também define as categorias de imóveis rurais: * Minifúndio: inferior a um módulo fiscal * Empresa rural: propriedade com área de um a 600 módulos fiscais; * Latifúndio por dimensão: superior a 600 módulos fiscais; * Latifúndio por exploração: área do tamanho de uma empresa rural mantida inexplorada. • 1984 (ano da redemocratização): criação do Movimento dos Sem-Terra (MST), com o objetivo de pressionar a reforma agrária; *Reforma agrária: Distribuição da terra com vistas a mudanças na estrutura fundiária. Só pode feita pelo governo Federal. Não confundir com colonização (distribuição de terras a fim de ocupar espaços vazios, feita por governo federal, estadual, municipal ou particulares). 6.4 Agroindústrias: unidades industriais que beneficiam a matéria-prima do campo. Podem tanto ser grandes indústrias desvinculadas do campo quanto pequenas unidades dentro da própria propriedade. 7.2.1 Megacidades (cidades com mais de 10 milhões de habitantes). As cinco maiores cidades do mundo, por exemplo, são: Mumbai (12.778.721 hab.) Karachi (12.207.254 hab.) Déli (11.055.365 hab.) Shangai (10.840.516 hab.) Moscou (10.375.688 hab.). *Aqui só se conta a população da cidade, não das metrópoles. 7.2.2 Cidades globais - cidades com papel central na economia globalizada. Concentram (controlam) fluxos e serviços essenciais à economia global. Exemplos: Nova Iorque, Paris, Tóquio, Londres, Chicago, Frankfurt, Hong Kong, Los Angeles, Milão, Cingapura, São Paulo. 7.2.3 Rede urbana: Conjunto de cidades interligadas umas às outras por redes de transportes e comunicações, por onde fluem pessoas e serviços, mercadorias e informações. Os fluxos das redes são controlados por seus nós (pense numa rede de pesca, sem os nós ela não se sustenta). Um exemplo de rede urbana é a do Sul do Rio Grande do Sul, onde várias cidades do entorno de Pelotas (Jaguarão, Canguçu, São Lourenço…), dependem de vários serviços exclusivamente localizados em Pelotas. A rede urbana tradicionalmente teve uma hierarquia, como mostrada acima. Todavia, a técnica possibilita hoje que uma cidade pequena, uma vila se comunica diretamente com uma cidade global (via internet, por exemplo). 7.2.4 Sítio, situação e forma urbana 6.5 Fronteira agrícola: área que antes era apenas um espaço natural que passa a ser ocupada por atividades agrícolas (exemplos: Cerrado, Amazônia e o plantio de soja). • Situação – refere-se a um contexto regional, referindo-se a uma posição, com um marco natural (Pelotas, na Lagoa dos Patos, por exemplo); 7. O ESPAÇO URBANO: diferentemente do espaço rural (que constitui tudo o que não é espaço urbano), o espaço urbano é delimitado por lei. Os critérios variam de país para país; no Brasil, o perímetro urbano é o mesmo que o distrito-sede, e cada cidade define onde acaba este • Sítio – diz respeito à localização da cidade no seu surgimento, referindo-se a topografia. • Forma – diz respeito à organização da cidade em relação ao desenvolvimento da planta urbana 7.1 O que é a cidade? Um lugar de trocas. Trocas materiais antes de tudo: o lugar mais favorável à distribuição dos produtos da terra, à produção e distribuição dos produtos manufaturados e industriais e, enfim, ao consumo dos bens e serviços os mais diversos. A estas trocas materiais, ligam-se, de maneira inseparável, as trocas do espírito: a cidade é por excelência, o lugar do poder administrativo, ele 7.2.5 Fenômenos de conurbação • Conurbação – ligação entre a malha urbana de uma cidade com a outra. Exemplo: Porto Alegre – Canoas (não há zona rural entre uma e outra); • Metrópole (fenômeno) – cidades grandes PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito • Região Metropolitana – criada por lei, tem, teoricamente várias cidades com áreas conurbadas; • Aglomeração urbana – regiões metropolitanas em escala menor. 7.3 Dinâmica atual “Deseconomias de escala” – com a divisão territorial do trabalho as empresas procuram áreas com menor custo cada vez mais longe das metrópoles; Os bicombustíveis são combustíveis com fontes renováveis, obtidos a partir do beneficiamento de determinados vegetais, entre os quais podemos citar: cana-de-açúcar, plantas oleaginosas, resíduos agropecuários, eucalipto, além de muitos outros. Essa fonte de energia, de acordo com especialistas, é uma alternativa relativamente eficiente para amenizar diversos problemas relacionados à emissão de gases e, automaticamente, combater o efeito estufa. Para isso é preciso promover gradativamente a substituição do uso dos combustíveis fósseis pelos bicombustíveis, até porque o petróleo é um recurso finito e que, segundo pesquisadores, deve acabar por volta do ano de 2070. As metrópoles brasileiras começam a perder importância com o crescimento das cidades médias. TRADICIONAL Metrópole nacional Metrópole regional Centro regional Cidade local Vila Fontes de energia As fontes de energia podem ser convencionais ou alternativas. Energia convencional é caracterizada pelo baixo custo, grande impacto ambiental e tecnologia difundida. Já a energia alternativa é aquela originada como solução para diminuir o impacto ambiental. Com essas duas fontes de energia, surgem também duas distinções: renováveis e não-renováveis. Renovável: é a energia que é extraída de fontes naturais capaz de se regenerar, consequentemente inesgotável. Ex: energia solar, energia eólica, etc. Não-renovável: é a energia que se encontra na natureza em quantidades limitadas, que com sua utilização se extingue. Ex: petróleo, carvão mineral, etc. Biocombustíveis A era de transformar combustíveis. produtos agrícolas em Atualmente, a produção de energia a partir de produtos agrícolas é classificada em: etanol, biogás, biodiesel, florestas e resíduos. Em relação à produção do etanol, pretende-se obter totalmente a partir da cana-de-açúcar. O biogás é uma fonte de energia produzida de restos de matéria orgânica em fase de decomposição, como por exemplo, palhas, estercos, bagaços de diversos tipos de vegetais ou lixo. O biodiesel é uma fonte de energia obtida a partir do processamento de determinadas sementes, como de mamona, dendê, girassol, babaçu, amendoim e soja. Os óleos derivados desses vegetais podem ser usados integralmente ou agregados ao diesel (fóssil) em quantidades variadas. A fonte energética apresentada figura atualmente como uma alternativa frente aos problemas ambientais, a escassez de petróleo e os elevados preços desse produto no mercado internacional. No entanto, é bom ressaltar que a produção de bicombustíveis também age negativamente nos ambientes naturais e que pode também comprometer a produção de gêneros alimentícios. Álcool Absoluto Através do tratamento com benzeno e a destilação do etanol, se obtêm o álcool absoluto, um combustível altamente concentrado. A destilação simples ou fracionada de etanol e água não resulta em uma concentração maior que 95%, já o álcool absoluto possui uma concentração de 100% ou algo bem próximo disso. O álcool puro, chamado álcool absoluto, é muito mais caro e utiliza-se apenas quando estritamente necessário, principalmente no preparo de fórmulas farmacêuticas e cosméticos. Bio-etanol Bio-etanol é todo etanol obtido através de processos em que a biomassa seja a matéria-prima, por exemplo, a cana-de-açúcar, o milho e a celulose. O bio-etanol, substituto da gasolina, permite uma redução de 12% na emissão de gases poluentes. Além disso, ele entrega mais 25% de energia suplementar em relação à quantidade de energia PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito consumida no veículo. O Bio-etanol é utilizado no Brasil principalmente como combustível nos motores no setor de transporte rodoviário. Atualmente, o bio-etanol envolve polêmica, pelo fato de se utilizar, por exemplo, o milho entre outros alimentos, visto que poderia ser utilizado para alimentar pessoas. Bio-óleo Bio-óleo é um combustível líquido, de cor negra, obtido por meio dos processos de pirólise, no qual ocorre a queima (degradação térmica) de resíduos agrícolas de pequeno tamanho como bagaço de cana, casca de arroz, capim, casca de café e serragem. Nesse processo, a biomassa é submetida a uma temperatura de 500 graus centígrados em um reator. O bio-óleo pode substituir o diesel, mas sua aplicação ideal não é em veículos, e sim como alternativa na geração de energia ou como combustível de aquecimento. O bio-óleo também pode ter aplicações na indústria alimentícia, como o sabor de defumado, além de ser um combustível limpo. Biodiesel O biodiesel é um combustível biodegradável produzido a partir de fontes renováveis em diversos processos de fabricação como o craqueamento que quebra as moléculas a partir de altas temperaturas que, quebra moléculas e forma misturas e compostos; a esterificação que é a reação química entre um ácido carboxílico e um álcool que produzem éster e água ou a transesterificação que consiste numa reação química dos óleos vegetais ou gorduras animais com o etanol ou metanol, sendo este o mais usado. Foi criado com a finalidade de substituir o diesel a fim de diminuir a quantidade de poluentes liberados na atmosfera. Além disso, o biodiesel é um ótimo lubrificante, aumenta a qualidade do motor, possui baixo risco de explosão, não libera resíduos no motor, aceita misturas com o diesel, absorve menor quantidade de oxigênio, é constituído por carbono neutro capturado pelas plantas, é econômico e gera empregos nas áreas rurais e urbanas. As fontes usadas para originar o biodiesel são: gorduras animais, óleos vegetais de mamona, dendê, girassol, babaçu, amendoim, pinhão, soja, canola e outros. Biogás Esboço do processo de produção do biogás. Biogás é um tipo de gás produzido a partir da mistura de dióxido de carbono e metano, por meio da ação de bactérias fermentadoras em matérias orgânicas. A fermentação acontece em determinados patamares de temperatura, umidade e acidez. Artificialmente esse processo ocorre através de um equipamento, o biodigestor anaeróbico. O próprio metano não possui cheiro, cor ou sabor, mas os outros gases apresentam odor desagradável. O biogás é uma fonte energética renovável, por essa razão é considerado um bicombustível. A matéria-prima usada na produção do biogás é de origem orgânica, são aproveitados materiais como esterco (humano e de animais), palhas, bagaço de vegetais e lixo. Essa fonte energética pode ser utilizada como combustível para fogões, motores e na geração de energia elétrica; além de não poluir, não é inflamável. Usina de biogás A instalação de biodigestores para produção de biogás é recomendada para áreas rurais e determinados espaços urbanos. Países como China e Índia contam com um grande número desse equipamento em pequenas cidades e propriedades rurais. No Brasil, os biodigestores são instalados, majoritariamente, na zona rural. Há intenção de implantá-los em grandes cidades brasileiras, no entanto, a capacidade de processamento do equipamento não acompanha a quantidade de lixo, para superar essa dificuldade seria preciso milhares de biodigestores. A utilização desse tipo de fonte energética é favorável por dois motivos: por ser uma energia limpa e por contribuir para a questão do lixo, uma vez que os resíduos orgânicos são as matérias-primas. Toda fonte de energia alternativa é importante, até porque o mundo precisa encontrar fontes energéticas para substituir as tradicionais, como petróleo, carvão e usinas hidrelétricas, que provocam grande poluição e impactos ambientais. PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito Biomassa Biomassa é a matéria orgânica utilizada na produção de energia. Nem toda a produção primária do planeta passa a incrementar a biomassa vegetal, pois parte dessa energia acumulada é empregada pelo ecossistema na sua própria manutenção. As vantagens do uso da biomassa na produção de energia são o baixo custo, o fato de ser renovável, permitir o reaproveitamento de resíduos e ser bem menos poluente que outras fontes de energia como o petróleo ou o carvão. As biomassas mais utilizadas são: a lenha (já representou 40% da produção energética primária no Brasil), o bagaço da cana-de-açúcar, galhos e folhas de árvores, papéis, papelão, etc. A biomassa é o elemento principal de diversos novos tipos de combustíveis e fontes de energia como o bio-óleo, o biogás, o BTL e o biodiesel. A renovação da biomassa ocorre através do ciclo do carbono. A queima da biomassa ou de seus derivados provoca a liberação de CO2 na atmosfera. As plantas, através da fotossíntese, transformam esse CO2 nos hidratos de carbono, liberando oxigênio. Assim, a utilização da biomassa, desde que não seja de forma predatória, não altera a composição da atmosfera. A biomassa se destaca pela alta densidade energética e pelas facilidades de armazenamento, conversão e transporte. A semelhança entre os motores com utilização de biomassa e os que utilizam energias fósseis é outra vantagem. Dessa forma, a substituição das formas de obtenção de energia não teria impacto tão grande na indústria automobilística. Embora a utilização de biomassa como fonte de energia traga fantásticas vantagens, é importante ressaltar que se deve ter um amplo controle sobre as áreas desmatadas. Um exemplo disso foi a expansão da indústria de álcool no Brasil, onde várias florestas foram desmatadas para dar lugar a plantações de cana-deaçúcar. Por isso a preocupação ambiental, mais do que nunca, deve ser prioridade na utilização da biomassa. BTL BTL (Biomass-to-Liquids) é um combustível líquido obtido através do Processo denominado FischerTropsch. Esse processo consiste em converter a biomassa em gás. Para isso, emprega-se normalmente oxigênio e gera-se um gás com teores elevados de monóxido de carbono e hidrogênio. Estes dois gases podem ser combinados em reatores químicos para gerar combustíveis líquidos. O BTL é utilizado apenas em veículos equipados com motores a diesel sem modificações e apresenta apenas 10% dos poluentes produzidos pelos combustíveis fósseis. Etanol Etanol ou álcool etílico é um líquido incolor, inflamável e de odor característico. É composto por moléculas com um grupo de hidroxila ligadas a um de carbono. É miscível em água e em outros compostos orgânicos. O etanol pode ser obtido a partir da cana-de-açúcar e de outras matérias orgânicas substituindo parcialmente o petróleo. Há quem questiona o uso do álcool por causa do impacto ambiental que este provoca, por causa da necessidade de espaço para a monocultura da cana-deaçúcar e a queima da palha, além disso, seu uso não tem alterado o desenvolvimento do Brasil, embora seu uso contribua para a melhoria da atmosfera já que este diminui 1,3t de CO2, enxofre, benzeno e chumbo além de não inibir conversores catalíticos, de emitir quantidade desprezível de partículas e reduzir a emissão de hidrocarbonetos. O estado de São Paulo destaca-se como maior produtor e consumidor de álcool. Etanol Celulósico Etanol celulósico é o etanol obtido através da celulose, um componente da biomassa. Existem dois processos para se obter o etanol celulósico, no primeiro a celulose é submetida a um processo chamado hidrólise enzimática, o segundo método é a gasificação, fermentação e destilação. O desenvolvimento de etanol celulósico pode trazer dois benefícios: a viabilidade da criação de centros produtores de bio-combustíveis e o fim da ameaça de desabastecimento da indústria alimentícia, visto que se pode obter a lignocelulose com a utilização de partes de plantas (bagaços, folhas e caules) como matéria-prima. Metanol O metanol (CH3OH) ou álcool metílico é um composto químico encontrado na forma líquida, com ponto de fusão de -98°C, inflamável e possui uma chama invisível. Para se obter o metanol, existem duas maneiras: a destilação de madeiras ou a reação do gás de síntese vindos de origem fóssil. O metanol é utilizado grandemente como solvente industrial, na indústria de plásticos, como solvente em reações de importância farmacológica, etc. A relação do metanol com os combustíveis é que ele é usado no processo de transesterificação da gordura, na produção do biodiesel. Também pode ser usado como combustível em algumas categorias de postos nos EUA. No Brasil, o metanol foi utilizado durante uma época em substituição temporária ao álcool, em virtude de uma PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito grande falta deste produto no mercado, porém hoje em dia, por ser extremamente tóxico, o metanol já não é mais utilizado como combustível. Óleo Vegetal O óleo vegetal é uma gordura obtida através das plantas, predominantemente, das sementes. Os óleos vegetais são usados como óleo de cozinha, como lubrificante, na fabricação de produtos, na pintura e como combustível. Os óleos vegetais são insolúveis em água, porém são solúveis em solventes orgânicos. Em relação ao fato de ser uma fonte de energia e por ser renovável, o óleo vegetal apresenta enormes vantagens nos aspectos ambientais, sociais e econômicos, podendo ser considerado como um importante fator de viabilização do desenvolvimento sustentável, sem agressões ao meio ambiente. O Brasil possui uma enorme diversidade de espécies vegetais oleaginosas das quais, se podem extrair uma grande quantidade de óleos. Experiências comprovam a viabilidade tanto técnica como ambiental do uso do óleo vegetal, puro ou misturado com óleo diesel, nos motores de automóveis. Em relação ao lado técnico, os motores que trabalham alimentados a óleo vegetal funcionam normalmente, com um pequeno aumento de consumo de combustível, e em função do aspecto ambiental ocorre uma diminuição significativa da emissão de poluentes. B2 B2 é um combustível líquido, usado em automóveis, constituído de 2% de biodiesel e 98% de diesel fóssil, conforme determina a legislação. A partir de janeiro de 2008 todos os postos do Brasil terão biodiesel, o B2. Isso acarretará ao país uma economia de US$ 348,3 milhões (números de 2005) por ano. Foi comprovado que com a utilização do B2 como combustível, os motores têm os mesmos valores de torque e potência que com o óleo diesel, e com a vantagem da redução da emissão do material particulado. Butano O butano é um hidrocarboneto gasoso, inodoro, incolor, altamente inflamável, obtido através do aquecimento lento do petróleo. O butano é o gás de cozinha fornecido através de tubulações e botijões. Sua fórmula é C4H10 e sua molécula é apolar, portanto não é solúvel em água, assim como todos os derivados do petróleo. O butano é inodoro, por isso, para podermos saber quando há um vazamento de gás, por exemplo, é colocada uma substância com cheiro específico, portanto, o que sentimos não é o cheiro do butano. O butano também, ao contrário da maioria dos gases, tem densidade de quase o dobro do ar atmosférico, assim, o butano tende a se depositar no fundo dos recipientes. Carburante Pode-se dizer que carburante é toda substância química, contendo potencialmente uma grande quantidade de energia, cuja combustão permite obter energia mecânica. São exemplos de carburantes, a gasolina, o óleo diesel, o etanol, etc. Um motor queima em média 60 % de carburante Carvão Mineral Carvão Mineral é um combustível fóssil extraído da terra através da mineração, de cor preta ou marrom. É composto primeiramente por carbono e magnésio sob a forma de betumes. De todos os combustíveis produzidos e conservados pela natureza sob a forma fossilizada, carvão mineral é o mais abundante. As maiores reservas nacionais de carvão no Brasil encontram-se no sul do país, em formações sedimentares da era Paleozóica, do Rio Grande do Sul ao Paraná. Entre os estados, Santa Catarina lidera o ranking de produção de carvão mineral, pois ali se encontram as jazidas de melhor qualidade. CTL O CTL (Coal-to-Liquids) é um combustível líquido obtido através do processo de Fischer-Tropsch, onde o carvão é utilizando como base. O processo de Fischer-Tropsch é uma reação catalisadora química na qual o monóxido de carbono e o hidrogênio são convertidos em hidrocarbonetos líquidos. O carvão líquido foi criado por investigadores alemães no século 20, e inclusive alimentou a máquina de guerra nazista. Para especialistas, o CTL tem todas as possibilidades de responder aos imperativos econômicos e ecológicos. Sabe-se que uma viatura alimentada a CTL é 30% mais limpa do que uma outra, alimentada a gasolina. Formação do carvão mineral Produção de carvão na China. Carvão mineral é um minério não-renovável extraído do subsolo por meio da mineração. É um combustível fóssil que foi bastante usado na Primeira Revolução Industrial. Esse minério possui uma coloração preta ou marrom, constituído por átomos de carbono e magnésio, na PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito categoria de combustíveis fósseis o carvão é o que possui a maior reserva no mundo. No planeta, os maiores produtores de carvão mineral são Rússia 56,5%, Estados Unidos 19,5%, China 9,5%, Canadá 7,8%, Europa 5,0%, África 1,3% e outros 0,4%. O minério em questão formou-se há milhões de anos. O processo de sua formação aconteceu a partir de troncos, raízes, galhos e folhas de árvores gigantes. Todos esses fragmentos vegetais, após terem morrido, foram depositados e soterrados por sedimentos, e por meio de uma grande pressão e temperaturas extremamente elevadas foram gradativamente se transformando em minério de carvão, isso há 300 milhões de anos. As etapas de formação do minério ocorreram primeiramente com a constituição da turfa, depois do linhito, o carvão betuminoso e o antracito. Em todo o globo existem aproximadamente 8 trilhões de toneladas de carvão com viabilidade de exploração. O carvão foi e ainda continua sendo uma das principais fontes de energia, superado somente pelo petróleo. Pelo menos 23,3% da energia consumida é oriunda do carvão mineral. Por Eduardo de Freitas Graduado em Geografia Equipe Brasil Escola Gás de Petróleo Liquefeito O gás de petróleo liquefeito (GPL) é um combustível utilizado em aplicações de aquecimento (fogões, veículos, etc), formado através de uma mistura de gases de hidrocarbonetos. É obtido a partir da destilação do petróleo, é o último dos produtos que se obtêm da sua refinação. diferente do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) por ser formado por hidrocarbonetos na faixa do metano e do etano, enquanto o GLP possui em sua constituição, hidrocarbonetos na faixa do propano e do butano. Nos postos de combustíveis ele chega através de tubulações, onde é comprimido por equipamentos específicos à pressão máxima de abastecimento de um veículo. No Brasil a conversão de motores à gasolina e álcool para o GNV se tornou algo crescente, porém, com a questão da crise do gás na Bolívia, houve redução no crescimento. A economia, com a utilização do GNV, chega a 66%, sendo indicado para usuários que rodam acima de 1000 km/mês, devido ao custo da transformação do veículo. Todos os acidentes registrados até hoje, são em função de adaptações realizadas por pessoas não habilitadas. Portanto, o GNV é um combustível extremamente seguro, se o veículo for convertido em uma oficina credenciada. A queima do GNV é uma das menos poluentes, praticamente sem emissão de monóxido de carbono. Assim, o GNV é, sem dúvida, a melhor opção de combustível para utilização em grandes centros urbanos. Nafta Em relação aos automóveis, o GPL é uma boa aposta para reduzir a emissão de gases poluentes. Devido a uma mistura de ar e combustível perfeitamente homogênea, a combustão efetuada pelo motor é mais completa e uniforme, além disso, é um dos combustíveis mais baratos. Hoje no mercado existem quase 5 milhões de veículos com GPL e mais de 20 mil pontos de venda. No Brasil, o GPL é usado principalmente como combustível doméstico em fogões e aquecedores de água. Na indústria é utilizado em processos que requeiram queima praticamente isenta de impurezas, onde os gases de combustão tenham contato direto com o produto ou em áreas com limitações de emissões para a atmosfera. Também é utilizado na indústria petroquímica para a produção de borrachas e polímeros. GNV Diversos bens de consumo têm em sua composição o elemento Nafta. Nafta é um composto proveniente do petróleo utilizado como matéria-prima em indústrias do ramo petroquímico, na fabricação de eteno e propeno, incluindo ainda o benzeno, tolueno e xilenos. A Nafta petroquímica se apresenta em forma líquida e sem cor, seu potencial de destilação é semelhante ao da gasolina. Esse composto é agregado como matériaprima em três Centrais Petroquímicas brasileiras: Braskem (Bahia), Copesul (Rio Grande do Sul) e Petroquímica União (São Paulo), as quais produzem eteno, propeno, butadieno, além de correntes aromáticas. No Brasil, somente a Petrobras produz Nafta petroquímica, essa empresa supre parcialmente o mercado interno com sua produção. Desse modo, para não faltar o produto, as Centrais Petroquímicas adquirem por meio da importação. O Nafta energético é a matéria-prima usada para geração do gás síntese, isso por meio de um procedimento industrial que faz a reformação com vapor de água. O Gás Natural Veicular (GNV) é um combustível gasoso, vem sendo largamente utilizado nos veículos como alternativa aos outros combustíveis. O GNV é PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito Carvão Mineral Fumaça oriunda da queima do carvão mineral. O carvão mineral é um minério não-metálico, possui cor preta ou marrom com grande potencial combustível, uma vez queimado libera uma elevada quantidade de energia. É constituído basicamente por carbono (quanto maior o teor de carbono mais puro é o carvão) e magnésio, sendo encontrado em forma de betume. Esse carvão é considerado um combustível fóssil, pois as jazidas desse minério se formaram há milhões de anos; quando extensas florestas foram submersas, fazendo com que os restos de vegetais, que são ricos em carbono, se transformassem em um elemento rochoso. Esse é classificado em turfa, linhito, antracito e hulha, essa distinção existe em razão das condições ambientais e época de formação. O combustível fóssil é utilizado, especialmente, no aquecimento de fornos de siderúrgicas, indústria química (produção de corantes), na fabricação de explosivos, inseticidas, plásticos, medicamentos, fertilizantes e na produção de energia elétrica nas termoelétricas. O carvão mineral teve seu uso difundido bem antes do descobrimento do petróleo como fonte de energia. No século XVIII surgiram máquinas movidas a vapor, que permitiram a substituição da força animal pela mecânica. No século XX o petróleo ocupou lugar de principal fonte de energia, superando o uso do carvão mineral, no entanto, sua importância é bastante representativa no mundo. Atualmente, do total de reservas de carvão existentes no mundo, 56,5% se encontra na Rússia; 19,5%, nos Estados Unidos; 9,5%, na China; 7,8%, no Canadá; 5,0%, na Europa; 1,3%, na África; e 0,4%, em outros países. Recursos energéticos fósseis Área de extração de petróleo. A natureza oferece uma série de recursos indispensáveis ao homem, dentre eles podemos citar os minerais. Os recursos minerais foram extraídos de maneira mais intensa a partir da Primeira Revolução Industrial. Uma vez que para o funcionamento da indústria é preciso ter abundância de matéria-prima e energia, nesse seguimento produtivo os recursos mais utilizados são os minérios, que podem ser renováveis e não-renováveis e metálicos ou não-metálicos. Os minerais fósseis, de origem orgânica, tiveram sua utilização difundida a partir da Revolução Industrial com a invenção da máquina a vapor, que era movida a carvão mineral, de origem fóssil. Em geral, esses minerais têm seu uso vinculado à produção de energia, de maneira que movimenta, além de máquinas, aviões, carros, caminhões, entre outros. Os recursos energéticos fósseis possuem outros usos, pois são agregados na produção de inúmeros produtos. Os principais são: petróleo e carvão. Esses são de importância fundamental para o desenvolvimento de qualquer nação, tendo em vista que países desprovidos de tais recursos enfrentam muitas dificuldades nos seguimentos industriais, comerciais e agrícolas. O petróleo se formou a milhões de anos, a partir de matéria orgânica (restos de animais, vegetais e microrganismos) que se armazenou no fundo dos oceanos. Em razão da temperatura e da pressão sofrida, a matéria orgânica se transformou em um líquido viscoso, de coloração escura. Esse importante recurso mineral é extraído todos os dias em várias partes do mundo, a unidade de medida usada é o barril, que equivale a 159 litros de petróleo. Após a extração do petróleo do subsolo ou do fundo do mar, ele é transportado para as refinarias, onde o minério bruto é beneficiado e transformado em produtos como: gasolina, óleo diesel e querosene. A partir do petróleo são fabricados ainda: plásticos, borrachas sintéticas, asfalto, fertilizantes, fibras e muitos outros. O carvão se formou a milhões de anos através da decomposição de matéria orgânica (vegetais e animais) que se transformou, em face da abundância em carbono, num elemento rochoso, o próprio carvão mineral. Uma das principais utilizações desse minério é de servir de energia em fornos siderúrgicos, nos quais é produzido o aço. O carvão também é agregado na fabricação de corantes, inseticidas, plásticos, medicamentos, entre outros. CTL O CTL (Coal-to-Liquids) é um combustível líquido obtido através do processo de Fischer-Tropsch, onde o carvão é utilizando como base. O processo de Fischer-Tropsch é uma reação catalisadora química na qual o monóxido de carbono e o hidrogênio são convertidos em hidrocarbonetos líquidos. O carvão líquido foi criado por investigadores alemães no século 20, e inclusive alimentou a máquina de guerra nazista. Para especialistas, o CTL tem todas as possibilidades de responder aos imperativos econômicos e ecológicos. Sabe-se que uma viatura alimentada a CTL é 30% mais limpa do que uma outra, alimentada a gasolina. Gás de Petróleo Liquefeito O gás de petróleo liquefeito (GPL) é um combustível utilizado em aplicações de aquecimento (fogões, veículos, etc), formado através de uma mistura de gases de hidrocarbonetos. É obtido a partir da destilação do petróleo, é o último dos produtos que se obtêm da sua PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito refinação. Em relação aos automóveis, o GPL é uma boa aposta para reduzir a emissão de gases poluentes. Devido a uma mistura de ar e combustível perfeitamente homogênea, a combustão efetuada pelo motor é mais completa e uniforme, além disso, é um dos combustíveis mais baratos. Hoje no mercado existem quase 5 milhões de veículos com GPL e mais de 20 mil pontos de venda. No Brasil, o GPL é usado principalmente como combustível doméstico em fogões e aquecedores de água. Na indústria é utilizado em processos que requeiram queima praticamente isenta de impurezas, onde os gases de combustão tenham contato direto com o produto ou em áreas com limitações de emissões para a atmosfera. Também é utilizado na indústria petroquímica para a produção de borrachas e polímeros. Óleo Diesel Diesel é um óleo originado do petróleo constituído por hidrocarbonetos e baixa quantidade de enxofre, nitrogênio e oxigênio. É produzido pela destilação atmosférica pelo qual também se obtém a gasolina e o gás de cozinha. O petróleo é aquecido a diferentes temperaturas transformando o vapor gerado em líquido. Quando aquecido em temperatura variável a 260ºC e 340ºC, pode-se obter o diesel leve e o diesel pesado, ambos usados na fabricação do diesel comercial. O diesel é um líquido inflamável, tóxico, volátil, límpido e de cheiro forte e característico podendo ainda ser classificado como: Tipo B: possui quantidade máxima de 0,35% de enxofre; Tipo D: possui quantidade máxima de 0,2% de enxofre; Tipo S500: possui quantidade máxima de 0,05% de enxofre; Extra diesel aditivado: além da combustão, esse óleo mantém o sistema de alimentação do motor limpo, diminui o desgaste dos bicos injetores, protege contra a corrosão, melhora o rendimento do motor, evita o desperdício do óleo e contribui com a diminuição de gases emitidos na atmosfera. Parafina A parafina é uma substância derivada do petróleo descoberta por Carl Reichenbach. Entre suas características estão a pureza e o brilho, também é usada como combustível. A parafina geralmente é de cor branca, sem cheiro e sem gosto. Seu ponto positivo principal é o fato de não ser tóxica. Essa substância possui propriedades termoplásticas e de repelência à água, sendo usada grandemente na proteção de diversas aplicações, como em embalagens, na fabricação de velas, devido à característica de ser usada como combustível é o elemento principal. Também podemos citar o uso da parafina na fabricação de cosméticos, giz de cera, adesivos, etc. Querosene O querosene é um composto, resultante da destilação do petróleo, formado por uma mistura de hidrocarbonetos alifáticos, naftalênicos e aromáticos. Ele é um produto intermediário entre a gasolina e o óleo diesel, obtido por destilação fracionada do óleo cru. O produto possui diversas características como uma ampla curva de destilação, entre 150oC e 239oC, uma taxa de evaporação lenta, além de um ponto de fulgor que oferece segurança ao manuseio. O querosene também é insolúvel em água. Sua aplicação vai desde líquido, para limpeza, até como combustível, para aviação. O querosene foi o primeiro derivado do petróleo a ter valor comercial. Petróleo por Alimentos Petróleo por Alimentos (Oil for Food) foi um programa idealizado pela ONU, em 1996, o qual estabelecia a venda do petróleo iraquiano em troca de alimentos, medicamentos e coisas de caráter humanitário. O propósito da ONU era tentar ajudar o Iraque a garantir as necessidades básicas de seu povo, prejudicados pelas sanções econômicas internacionais decorrentes da primeira Guerra do Golfo, em 1990. Inicialmente, o Iraque não aceitou o programa, porém em maio de 1996, voltou atrás e assinou um memorando para sua implementação. Assim, o dinheiro ganho através do petróleo era depositado em uma conta não acessível pelo governo iraquiano, uma parte servia para pagar indenizações decorrentes da invasão do Kuwait e outra para pagar as despesas da ONU com as forças de coalizão, o resto ficava com o governo na compra de bens humanitários. O programa está encerrado desde 2003, devido principalmente ao escândalo de que Sadam Hussein desviava o dinheiro do petróleo, e com isso, subornava vários políticos estrangeiros ligados à ONU, para acabar com as sanções ao Iraque e a se opor aos interesses norte-americanos. Petrodólar Os principais “atores” do termo “petrodólar”. O termo petrodólar representa as relações comerciais estabelecidas entre um país comprador de petróleo, que paga em dólar, e outro que vende o petróleo, principal fonte energética do mundo. O termo pode ser definido também como os capitais obtidos pelos países exportadores de petróleo. A palavra petrodólar foi criada pelo professor de Economia da Universidade Georgetown, Ibrahim Oweiss, em 1973. Para ele, era necessária a criação de um termo que caracterizasse a crise do petróleo instaurada naquele momento, fator que ocasionou o aumento dos valores do barril desse combustível fóssil, desencadeando um intenso fluxo de capitais em direção às economias dos países produtores. Os fatos apresentados ocorriam em razão da grande PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito influência da moeda americana, o dólar, que foi e continua sendo a referência para as transações comerciais e cambiais executadas no mundo, no entanto, isso tem mudado, uma vez que o euro tem se despontado no cenário mundial. Hoje, os grandes produtores de petróleo que integram a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) não se restringem a vender somente em dólar, mas também por outras moedas consolidadas, tirando assim o “status” da moeda americana. TEXTOS COMPLEMENTARES TEXTO 1 – GEOPOLÍTICA MUNDIAL A geopolítica vista pela CIA (Agência de inteligência militar americana): o texto a seguir foi retirado do site da CIA (www.cia.gov). Note como ele mostra claramente os elementos que envolvem a geopolítica mundial: Se estendendo por mais de 250.000 km, as 319 fronteiras mundiais separam 193 Estados e 70 dependências, áreas de soberania especial, e outras entidades diversas; questões étnicas, culturais, raciais, religiosas e de língua influíram na divisão dos estados em entidades políticas separadas tanto quanto a história, terrenos físicos, ordens políticas, ou conquista, resultando em divisões por vezes arbitrárias e impostas [...]; disputas por fronteiras, áreas fronteiriças/recursos, e disputas territoriais variam em intensidade de “administráveis” ou “inertes” para “violentas” ou “militarizadas”; fronteiras não demarcadas, indefinidas, porosas, e limites não administrados tendem a encorajar atividades ilegais de contrabando, migração não-controlada e confrontamento; Disputas podem envolver desde questões históricas e/ou culturais, ou podem ser motivadas pela competição por recursos; confrontamentos étnicos e culturais continuam por ser responsáveis pela maior parte da fragmentação territorial e deslocamento interno estimado em 6,6 milhões de pessoas e migração de 8,6 milhões de refugiados pelo mundo (apenas um pouco mais de um milhão de refugiados foram repatriados no mesmo período); outras fontes de limitação incluem acesso a água e recursos minerais (especialmente hidrocarbonetos), recursos pesqueiros, e de terra arável; Conflitos armados prevalecem tanto nas forças armadas uniformizadas de Estados independentes quanto entre entidades armadas sem Estado que diminuem o sustento e bem-estar das populações locais, deixando que a comunidade das nações dê conta dos refugiados resultantes, fome, doença, empobrecimento e degradação ambiental (nota minha: este último parágrafo trata do terrorismo e da ONU?). Fonte: World Factbook 2006 (relatório anual sobre a situação do mundo) E qual é a visão da Rússia, o único país com meios militares de fazer frente aos EUA? Mudanças substanciais tomaram lugar no cenário mundial nos anos recentes. O crescente processo de globalização, apesar de suas conseqüências contraditórias, levou a uma maior distribuição dos recursos, de influência e crescimento econômico, assim dando a base para o objetivo da construção de relações multipolares. Ainda continua a consolidação de princípios coletivos e legais nas relações internacionais baseadas no reconhecimento da indivisibilidade da segurança no mundo contemporâneo. Na política mundial cresceu a significância do fator energia e acesso aos recursos em geral. A posição internacional da Rússia foi marcada firmemente. Forte, mais auto-confiante, a Rússia se tornou um importante componente das mudanças positivas no mundo. Como resultado, o ambiente de equilíbrio e competição que foi perdido com o final da Guerra Fria está gradualmente sendo restaurado. O objetivo da competição, que está adquirindo uma dimensão civilizacional, consiste agora de orientação de valores e modelos de desenvolvimento. Com o reconhecimento universal da importância da democracia e do mercado como fundações de um sistema público e vida econômica, sua realização toma uma variedade de formas, dependendo da história, peculiaridades nacionais e o nível de desenvolvimento econômico e social dos países. Juntamente com as mudanças positivas, tendências negativas também persistem: um espaço de conflito na política mundial, e o desarmamento/controle de armas saíram da agenda global. Sob a bandeira da luta contra novos desafios e ameaças continuam (nota minha: os russos se referem aos americanos sem citálos) a estabelecer um mundo “unipolar”, para impor a outros países o seu próprio sistema político e modelo de desenvolvimento, ignorando as especificidades históricas, culturais, religiosas, etc. do resto do mundo, e aplicam arbitrariamente aplicam e constroem as regras e princípios da lei internacional. Fonte: Site da embaixada russa (www.mid.ru) TEXTO 2 – UMA NOVA ORDEM MULTIPOLAR OU UNIPOLAR? MUNDIAL? "A ordem internacional da Guerra Fria refletiu-se em um modelo teórico e didático de apreensão do espaço mundial. Esse modelo fundado na subdivisão do globo nos "três mundos" dos livros de geografia apoiava-se em realidades que entraram em colapso. A nova ordem mundial implica a revisão dos conceitos tradicionais que, por décadas, serviram para explicar a organização geopolítica e geoeconômica do espaço mundial. O deslocamento da natureza do poder dos arsenais nucleares e convencionais para a eficácia, produtividade e influência das economias constituiu um dos mais notáveis fenômenos que acompanharam a dissolução da ordem da Guerra Fria. PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito A multipolaridade do poder global substituiu a rígida geometria bipolar do mundo do pós-guerra. A internacionalização dos fluxos de capitais e a integração dos fluxos de capitais e a integração das economias nacionais atingiram um patamar inédito. Como conseqüência, os pólos de poder da nova ordem mundial apresentam contornos supranacionais. Delineiam-se megablocos econômicos organizados em torno das grandes potências do fim do século. • Na América do Norte, constitui-se a Nafta, polarizada pelos Estados Unidos. • Na Europa, a Alemanha unificada funciona com eixo de ligação entre o leste e o oeste do continente. • No Pacífico, o Japão centraliza uma vasta área de influência. A dissolução do Segundo Mundo expressa na transição para a economia de mercado na antiga União Soviética e Europa oriental suscita questões cujas respostas somente aparecerão nos próximos anos. A geometria do poder europeu depende ainda do desenvolvimento das relações econômicas e políticas entre a Alemanha unificada e a Rússia pós-comunista. Essas relações podem conduzir ao deslocamento do eixo de poder europeu para o segmento da reta BerlimMoscou, que se tornaria o sucessor do velho triângulo Londres-Paris-Bonn. As reformas econômicas chinesas apoiadas sobre o alicerce do poder monolítico comunista representam uma reorganização radical do espaço do leste asiático. Os crescentes investimentos dos chineses de Formosa, dos coreanos do sul e dos japoneses no território continental da China assinalam a integração de Pequim à esfera econômica polarizada por Tóquio. Os indícios de retomada das relações políticas e diplomáticas entre Japão e China abrem a possibilidade da emergência de um poderoso bloco supranacional asiático. O Terceiro Mundo funcionou, por muito tempo, como um conceito crucial na reflexão e na prática didática da geografia. Ele representou uma tentativa de cartografar a pobreza, definindo seus contornos em escala global. A nova ordem mundial assinala a fragmentação do Terceiro Mundo em espaços periféricos, que tendem a se integrar marginalmente aos megablocos econômicos. • Os "Dragões Asiáticos" e os países pobres da Ásia meridional funcionam como áreas de transbordamento dos capitais japoneses. • A Europa do leste e do sul, bem como a África do norte, associa-se ao núcleo próspero da Europa centro-ocidental. • A América Latina entrelaça seu destino ao da América do Norte. A nova ordem mundial ergueu-se sobre uma revolução tecnocientífica que reorganiza o alocamento dos capitais no espaço geográfico. A crise das velhas regiões urbanas e industriais desenvolve-se paralelamente à emergência de eixos de crescimento econômico apoiado em novas tecnologias industriais, nas finanças e nos serviços. Nesse movimento, a pobreza dissemina-se por toda a superfície do globo, avançando sobre as fronteiras do Primeiro Mundo e instalando-se no coração dos Estados Unidos e da Europa ocidental. No mundo todo, microespaços de prosperidade convivem com cinturões envolventes de pobreza e desemprego. Vastas regiões da África Subsaariana, América Latina e Ásia meridional conhecem as tragédias associadas à miséria absoluta. A nova ordem mundial não é mais estável ou segura que a ordem da Guerra Fria. Se o espectro da catástrofe nuclear parece ter sido afastado, novos demônios tomaram-lhe o lugar. A emergência dos nacionalismos e da hostilidade étnica, o ressurgimento do racismo e da xenofobia e a multiplicação dos conflitos localizados evidenciam a componente de instabilidade introduzida pela decadência das velhas super-potências. O século vindouro não promete um mundo melhor para se viver que o século que se encerra". MAGNOLI, Demétrio. O Novo Mapa do Mundo. Ed. Moderna, Coleção Polêmica. 1993. TEXTO 3 - PRÁTICAS EXTENSIVAS CARACTERIZAM A AGROPECUÁRIA NACIONAL Márcio Masatoshi Kondo Especial para a Folha de S.Paulo Heranças do período colonial, as práticas extensivas ainda caracterizam a agropecuária brasileira: intensos e extensos desmatamentos, uso de queimadas, abandono dos solos devido ao seu rápido esgotamento, desperdício de terras, pois no Brasil o aumento da produção é diretamente proporcional ao aumento da área cultivada, atraso tecnológico e má qualificação e remuneração da mão-de-obra. A concentração fundiária e a baixa produtividade agropecuária são sinais inequívocos de atraso e de subdesenvolvimento. A Amazônia corresponde a mais de 60% do território brasileiro, e sua imensa floresta representa mais de um quarto da reserva de mata tropical do planeta. Seus solos são os mais frágeis do Brasil para a atividade agropecuária. Quando expostos, são facilmente intemperizados, lixiviados, laterizados e erodidos. Para que usá-los na agropecuária se o manejo da floresta e do cerrado da Amazônia é uma alternativa ambiental e economicamente mais lucrativa? A produção controlada de madeira, a criação de reservas extrativas (látex, castanha-do-pará), a exploração das essências vegetais e a pesquisa médico-farmacêutica são alternativas econômicas com impacto social positivo. Ao propor que o Código Florestal seja alterado para reduzir a área de proteção vegetal para 20% da cobertura (em especial na Amazônia Legal), parlamentares provaram que hábitos coloniais continuam arraigados na cultura política e econômica (sobretudo na economia rural): aumento da produção agropecuária sem investimento na ampliação da produtividade. PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito É preciso considerar alguns fatos: o Brasil não deve tornar-se uma imensa fazenda ou pastagem; apesar dos altos custos, é possível desenvolver uma agricultura moderna, produtiva e lucrativa sem novos desmatamentos; pelo fato de localizar-se longe dos centros de consumo e das zonas de escoamento e exportação, a Amazônia precisa de uma política de ocupação regional racional; o ZEE (Zoneamento Ecológico-Econômico), que define o uso do solo em cada área, pode definir a real vocação do solo do Norte; o futuro econômico e social do país passa pelo aproveitamento pleno e equilibrado de recursos naturais, e não pela satisfação de interesses pessoais. TEXTO 4 - ÁFRICA VIVE A GUERRA CONTRA A POBREZA Não bastasse isso, há duas décadas, a África da fome, das guerras e dos refugiados morre lentamente, vítima da AIDS. Mais de 23 milhões de casos numa população de 760 milhões de pessoas. Nos 16 países em que mais de 10% da população está infectada (36% em Botsuana, 25% no Zimbábue e na Suazilândia, 20% na África do Sul e em Zâmbia), o HIV matará cerca de 80% dos adultos. A malthusiana omissão mundial é tão inquietante quanto a cínica "solidariedaids". A sensação de que a humanidade é matricida é desoladora. TEXTO 5 – ESQUEMA DA ABERTURA DA FRONTEIRA AGRÍCOLA NO BRASIL (AMAZÔNIA E CERRADO) Márcio Masatoshi Kondo* Especial para a Folha de S.Paulo Quando olhamos para o mapa-múndi, notamos que o continente africano ocupa uma posição singular: atravessado pelo meridiano de Greenwich e pela linha do Equador, surge como o centro do mundo. Aparente berço da humanidade, a África, tal qual uma mãe, tem de purgar silenciosamente todos os desmandos do "Homo superior". Fornecedora da mão-de-obra que enriqueceu a Europa, paradoxalmente foi esquartejada na Conferência de Berlim (1884-85): constituiu-se em 53 países separados por fronteiras artificiais, com incontáveis grupos etno-culturais que tiveram sua coexistência, nem sempre pacífica, e seus modos de vida destruídos em nome do progresso. Não bastasse o quadro natural adverso (1/3 de áreas desérticas e em expansão e florestas impenetráveis), a África é vítima do seu passado: possui o pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e o maior IPH (Índice de Pobreza Humana) do mundo, ou seja, o menor PIB per capita, a menor taxa de urbanização, as maiores taxas de analfabetismo, de subnutrição, de natalidade, de mortalidade, de mortalidade infantil e de crescimento demográfico). Além disso, convive com as doenças e a fome (na Somália, na Etiópia e no Sudão) e as guerras civis em Angola, Serra Leoa, Burundi, Ruanda e na República Democrática do Congo (ex-Zaire) e de fronteira (Chifre da África). Sua economia, primário-exportadora, assegura o desenvolvimento, ainda que reduzido, de poucos países (Líbia, Egito, Marrocos, Tunísia, Zimbábue e África do Sul). A maioria das nações vive da economia de subsistência, da plantation, quando não adoece ou passa fome. Por ter mercado consumidor escasso, a África não pode participar do mundo globalizado, para o qual, não passa do lar de Tarzan e merece ser castigada, pois ousou sonhar com a liberdade após a "civilizada" 2ª Guerra Mundial. Seu lugar é apenas nos mapas. T EXTO 6 - 20 QUESTÕES SOBRE ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS * Estas perguntas e respostas foram preparadas pela Organização Mundial de Saúde – OMS, em resposta às questões e preocupações de diversos Estados Membros da OMS acerca da natureza e segurança dos alimentos geneticamente modificados. Q1. O que são organismos geneticamente modificados (GM) e alimentos GM? Organismos geneticamente modificados (OGMs) podem ser definidos como organismos nos quais o material genético (DNA) foi alterado de uma maneira que não ocorreria naturalmente. Normalmente, esta tecnologia é denominada "biotecnologia moderna" ou "tecnologia genética", algumas vezes também pode ser denominada "tecnologia de recombinação de DNA" ou ainda "engenharia genética". Esta tecnologia permite que genes individuais selecionados sejam transferidos de um organismo para outro, inclusive entre espécies não relacionadas. Estes métodos são usados para criar plantas GM – que são então usadas para o cultivo de alimentos. Q2. Por que são produzidos os alimentos GM? Os alimentos GM são desenvolvidos – e comercializados – porque há uma certa vantagem para o produtor ou para o consumidor destes alimentos. Isto PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito deve ser entendido como um produto com preço reduzido, maior benefício (em termos de durabilidade ou valor nutritivo) ou ambos. No início, os criadores de sementes GM queriam que seus produtos fossem aceitos pelos produtores, então se concentraram em inovações que os agricultores (e a indústria alimentícia de uma maneira mais geral) apreciariam. O objetivo inicial para o desenvolvimento de plantas baseadas em organismos GM era melhorar a proteção à lavoura. As culturas GM que se encontram atualmente no mercado são basicamente direcionadas para um maior nível de proteção através da introdução da resistência contra as doenças das plantas que são principalmente causadas por insetos ou vírus ou por um aumento da tolerância aos herbicidas. A resistência aos insetos é conseguida incorporando-se na planta o gene para a produção da toxina da bactéria Bacillus thuringiensis (BT). Esta toxina atualmente é usada como um inseticida convencional na agricultura e é segura para o consumo humano. As lavouras GM que produzem permanentemente esta toxina têm demonstrado exigir menores quantidades de inseticidas em situações específicas, ex. onde é alta a pressão exercida pela praga. A resistência do vírus é conseguida através da introdução do gene de alguns dos vírus que podem causar doenças nas plantas. A resistência do vírus torna a planta menos suscetível às doenças causadas por estes vírus, resultando em lavouras com maior produtividade. A tolerância ao herbicida é obtida através da introdução de um gene de uma bactéria que leva à resistência a alguns herbicidas. Em situações onde a pressão exercida pelas ervas daninhas é alta, o uso destas lavouras tem resultado na redução da quantidade dos herbicidas usados. Q3. Os alimentos GM são avaliados de maneira diferente dos alimentos tradicionais? De uma maneira geral os consumidores consideram que os alimentos tradicionais (que têm sido consumidos há milhares de anos) são seguros. Quando novos alimentos são desenvolvidos através de métodos naturais, algumas das características existentes dos alimentos podem ser alteradas de uma forma positiva ou negativa. As autoridades nacionais podem ser chamadas para examinar os alimentos tradicionais, mas este nem sempre é o caso. Na verdade, as novas plantas, desenvolvidas através de técnicas tradicionais de concepção podem não ser rigorosamente avaliadas utilizando-se as técnicas de avaliação de risco. Com alimentos GM a maioria das autoridades nacionais considera ser necessária uma avaliação específica. Foram criados sistemas específicos para uma rigorosa avaliação dos organismos e alimentos GM tanto com relação à saúde humana como com o meio ambiente. Geralmente, os alimentos tradicionais não são submetidos a avaliações similares. Portanto, há uma grande diferença no processo de avaliação para estes dois grupos de alimentos antes de serem comercializados. Uma dos objetivos do Programa de Segurança Alimentar da OMS é auxiliar as autoridades nacionais na identificação de alimentos que deveriam ser submetidos à análise de risco, incluindo os alimentos GM, e recomendar avaliações corretas. Q4. Como são determinados os potenciais riscos para a saúde humana? A avaliação de segurança dos alimentos GM geralmente analisa: (a) os efeitos diretos na saúde (toxidade), (b) a tendência de provocar reação alérgica (alergenicidade); (c) componentes específicos que se acredita terem propriedade nutritivas ou tóxicas; (d) a estabilidade do gene inserido; (e) efeitos nutritivos associados à modificação genética; (f) quaisquer efeitos indesejáveis que poderiam resultar da inserção do gene. Q5. Quais são os principais pontos de preocupação quanto à saúde humana? Embora discussões teóricas tenham coberto uma ampla gama de aspectos, os três principais pontos debatidos são as tendências em provocar reação alérgica (alergenicidade), a transferência do gene e a mutação externa. Alergenicidade. Como uma questão de princípio, a transferência de genes de alimentos que normalmente são alergênicos é desencorajada a menos que se possa demonstrar que a proteína que é produto da transferência do gene não é alergênica. Embora os alimentos criados de maneira tradicional não sejam testados quanto à alergenicidade, os protocolos para testes de alimentos GM foram avaliados pela Organização de Alimentos e Agricultura dos Estados Unidos (FAO) e pela OMS. Nenhum efeito alérgico foi detectado com relação aos alimentos GM que estão atualmente no mercado. Transferência de Gene. A transferência do gene Alimentos GM para as células do corpo ou para a bactéria encontrada no trato gastrintestinal seria motivos de preocupação se o material de transferência genética afetasse de maneira adversa a saúde humana. Isto seria particularmente relevante se genes com resistência a antibióticos, fosse transferidos no desenvolvimento de OGMs. Embora a probabilidade de transferência seja baixa, o uso da tecnologia sem genes resistentes a antibióticos foi desencorajado por um recente painel de peritos da FAO/OMS. Mutação Externa. A mutação dos genes de plantas GM para culturas convencional ou espécies relacionadas na natureza (denominado "cruzamento externo"), bem como a mistura de culturas derivadas de sementes convencionais com aquelas cultivadas usando culturas GM, pode ter um efeito indireto sobre a segurança dos alimentos. Este é um risco real, como foi demonstrado quando traços de uma tipo de milho, o qual somente foi aprovado para uso como ração apareceu em produtos para consumo humano nos PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito Estados Unidos da América. Diversos países adotaram estratégias para reduzir a mistura, incluindo uma clara separação dos campos onde são plantadas culturas GM e culturas convencionais. Encontra-se em discussão a possibilidade e os métodos de monitoramento de segurança póscomercialização de produtos de alimentos GM. Q6. Como é feita a análise de risco para o meioambiente? As avaliações de risco ao meio ambiente abrangem a preocupação com o OGM e o com o meio ambiente que potencialmente o recebe. O processo de avaliação inclui as características do OGM, bem como seu efeito e estabilidade no meio ambiente combinada com as características do ambiente onde ocorrerá a introdução. A avaliação também inclui efeitos não desejáveis que pudesse resultar na inserção de um novo gene. Q7. Quais são os pontos de preocupação com relação ao meio ambiente? Os pontos de preocupação incluem: (a) a capacidade do gene escapar e ser potencialmente introduzido em populações selvagens; (b) a persistência do gene após o OGM ser colhido; a susceptibilidade de organismos não objetivados (ex. insetos que não são pragas) ao gene do produto; (c) a estabilidade do gene; a redução no espectro das plantas incluindo a perda de biodiversidade; (d) o aumento do uso de produtos químicos na agricultura. Os aspectos de segurança ambiental das culturas GM variam consideravelmente de acordo com as condições locais. As investigações atuais enfocam: o efeito potencialmente danoso a insetos benéficos ou uma introdução mais rápida de insetos resistentes; o potencial desenvolvimento de novas patogenias das plantas; potenciais conseqüências maléficas à biodiversidade e à vida selvagem e uma redução no uso da importante prática de rotação da lavoura em algumas situações locais; e a mutação de genes com resistência a herbicidas para outras plantas. Q8. Os alimentos GM são seguros? Diferentes organismos GM incluem genes diferentes inseridos de maneiras diferentes. Isto significa que cada alimento GM e sua segurança devem ser avaliados caso a caso e que não é possível fazer afirmações genéricas sobre a segurança de todos os alimentos GM. Os alimentos GM atualmente encontrados no mercado internacional passaram por avaliações de risco e provavelmente não apresentam riscos para a saúde humana. Além disso, nenhum efeito à saúde humana foi demonstrado como resultado do consumo destes alimentos pela população em geral nos países onde foram aprovados. O uso contínuo da análise de risco com base nos princípios do Codex e, quando apropriado, incluindo monitoramento pós- comercialização, devem ser a base para a avaliação da segurança dos alimentos GM. Q9. Como os alimentos GM são regulamentados nacionalmente? A forma como os governos regulamentam os alimentos GM varia. Em alguns países os alimentos GM ainda não estão regulamentados. Os países com uma legislação neste sentido enfocam principalmente a avaliação de risco para a saúde do consumidor. Os países que têm disposições sobre alimentos GM geralmente regulamentam também os OGMs em geral, levando em consideração os riscos ambientais, bem como assuntos relacionados ao controle e a comercialização (como possíveis normas para análises e rotulação). Em vista das dinâmicas dos debates acerca de alimentos GM, é provável que a legislação continue progredindo. Q10. Quais tipos de alimentos GM estão internacionalmente no mercado? Todas as culturas GM encontradas no mercado internacional hoje em dia foram projetadas usando-se uma de três características básicas: resistência aos danos causados pelos insetos; resistência a infecções virais e tolerância a certos herbicidas. Todos genes usados para modificar as culturas derivam de microorganismos. Culturas Características Áreas/Países aprovação com Milho Resistência a Argentina, Canadá, insetos África do Sul, Estados Tolerância a Unidos, Comunidade herbicidas Européia, Argentina, Canadá, Estados Unidos, Comunidade Européia Soja Tolerância herbicidas a Argentina, Canadá, África do Sul, Estados Unidos, Comunidade Européia (apenas para processamento) Óleo de Tolerância Colza herbicidas a Canadá, Estados Unidos Escarola Tolerância herbicidas a Comunidade Européia (somente para fins de criação) Moranga Resistência a Canadá, Estados Unidos vírus Batata Resistência a Canadá, Estados Unidos insetos/ tolerância a herbicidas Q11. O que ocorre quando os Alimentos GM são comercializados internacionalmente? PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito Atualmente não existem sistemas regulatórios específicos. Contudo, diversas organizações internacionais estão envolvidas na criação de protocolos para os OGMs. A Comissão Alimentarius Codex (Codex) é uma organização conjunta da FAO/OMS responsável pela compilação de padrões, códigos de práticas, orientações e recomendações que constituem o Codex Alimentarius - o código internacional de alimentos. A Codex está desenvolvendo princípios para a análise de riscos à saúde humana para os Alimentos GM. A premissa destes princípios determina uma avaliação antes da inserção no mercados, realizada caso a caso e incluindo a avaliação tanto dos efeitos diretos (a partir do gene introduzido) como dos efeitos indesejáveis (que podem surgir como conseqüência da inserção de um novo gene). Os princípios estão em um estágio avançado de desenvolvimento e espera-se que sejam adotados em julho de 2003. Os princípios do Codex não têm um efeito compulsório sobre a legislação nacional, mas são referidos especificamente no Acordo de Sanitariedade e Fito-sanitariedade da Organização Mundial do Comércio (Acordo SPS), e podem ser usados como referência em caso de disputas comerciais. O Protocolo de Cartagena sobre Bio-segurança (CPB), um tratado ambiental legalmente compulsório para suas Partes, regulamenta as mutações de organismos vivos modificados (OVMs). Os alimentos GM somente são incluídos no escopo do Protocolo se contiverem alguns OVMs capazes de transferir ou replicar material genético. O fundamento do CPB é uma exigência de que os exportadores busquem o consentimento dos importadores antes da primeira emissão dos OVMs que se pretende lançar no meio ambiente. O protocola entrará em vigor 90 dias após o 50º país o ter ratificado, o que pode ocorrer no início de 2003, tendo em vista a rapidez das declarações registradas desde Junho de 2002. Q12. Os produtos GM que estão no mercado internacional foram submetidos a uma avaliação de riscos? Todos os produtos GM encontrados atualmente no mercado internacional passaram por avaliações de risco realizadas por autoridades nacionais. Em geral, estas diferentes avaliações seguem os mesmos princípios básicos, incluindo uma avaliação do risco ambiental e para a saúde humana. Estas avaliações são completas e não indicaram nenhum risco para a saúde humana. Q13. Porque tem havido tanta preocupação acerca dos Alimentos GM entre alguns políticos, grupos de interesse público e consumidores, especialmente na Europa? Desde o início de sua introdução no mercado em meados de 1990 de um importante alimento GM (soja resistente a herbicida), há uma crescente preocupação acerca destes alimentos entre políticos, ativistas e consumidores, especialmente na Europa. Diversos fatores estão envolvidos. No final dos anos 80 – início dos anos 90, os resultados de décadas de pesquisas moleculares atingiu o domínio público. Até aquela época, os consumidores normalmente não tinham muita consciência do potencial destas pesquisas. No caso dos alimentos, os consumidores começaram a pensar na segurança porque perceberam que a biotecnologia moderna estava levando à criação de novas espécies. Freqüentemente, os consumidores perguntam, "o que há de importante nisso para mim?" Quando se trata de medicamento, muitos consumidores aceitam mais rapidamente a biotecnologia como um benefício para sua saúde (ex. medicamentos com tratamento potencialmente melhores). No caso dos primeiros alimentos GM introduzidos no mercado Europeu, os produtos não tinham nenhum benefício direto aparente para os consumidores (não eram mais baratos, não tinham validade prolongada e não tinham um sabor melhor). A possibilidade das sementes GM resultarem em maior produtividade por área cultivada deveria reduzir os preços. Contudo, a atenção pública se concentrou no aspecto do risco da equação riscobenefício. A confiança do consumidor nos alimentos na Europa diminuiu de maneira significativa como resultado de diversas sustos relacionados aos alimentos ocorridos na segunda metade da década, o quais não estão relacionados aos alimentos GM. Isto teve um impacto nas discussões acerca da aceitação dos alimentos GM. Os consumidores questionaram a validade das avaliações de risco, tanto com relação a riscos à saúde do consumidor como ao meio ambiente, mantendo um enfoque especial nos efeitos em longo prazo. Outros tópicos para debate pela organização dos consumidores incluem a alergenicidade e a resistência antimicrobiana. As preocupações dos consumidores dispararam uma discussão sobre a necessidade de se rotular os alimentos GM, permitindo assim uma escolha informada. Ao mesmo tempo, ficou comprovado ser difícil detectar traços de OGMs em alimentos: isto significa que concentrações muito baixas nem sempre podem ser detectadas. Q14. Como essa preocupação afetou a comercialização de alimentos Geneticamente Modificados na União Européia? A preocupação do público com alimentos geneticamente modificados em geral tem um impacto significativo sobre a comercialização de produtos geneticamente modificados na União Européia. Na verdade, ela acabou resultando na chamada moratória de aprovação de produtos geneticamente modificados a serem colocados no mercado. A comercialização de produtos geneticamente modificados em geral está sujeita a extensa legislação. A legislação da Comunidade foi instalada desde o início da década de 90. [...] A partir de outubro de 1998, nenhuma autorização adicional foi concedida e há atualmente 12 solicitações pendentes. Alguns Estados-Membros PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito invocaram a safeguard clause [cláusula de salvaguarda] para banir a colocação de produtos de milho e de óleo de colza geneticamente modificados no mercado de seus países. Há atualmente nove casos em andamento. Oito desses foram examinados pelo Scientific Commitee on Plants [Comitê Científico de Plantas], o qual em todos os casos considerou que as informações submetidas pelos Estados-Membros não justificavam o banimento. Durante a década de 1990, a estrutura de regulamentação foi posteriormente estendida e aperfeiçoada em resposta às legítimas preocupações dos cidadãos, organizações de consumidores e operadores econômicos (descritos sob a Pergunta 13). Uma portaria revisada entrará em vigor em outubro de 2002. Ela atualizará e fortalecerá as normas existentes em relação ao processo de avaliação de riscos, de gerenciamento de riscos e de tomada de decisões no que diz respeito à liberação de Organismos Geneticamente Modificados no ambiente. A nova portaria também prevê a monitoração obrigatória dos efeitos em longo prazo associados à interação entre os Organismos Geneticamente Modificados e o ambiente. Na União Européia, a rotulação de produtos derivados da moderna biotecnologia de produtos que contenham Organismos Geneticamente modificada é obrigatória. A legislação também aborda o problema de contaminação acidental de alimentos convencionais por materiais Geneticamente Modificados. Ela apresenta um limiar mínimo de 1% para DNA ou proteína resultante de modificação genética, abaixo dos quais, a rotulação não é exigida. Em 2001, a Comissão Européia adotou duas novas propostas de legislação sobre Organismos Geneticamente Modificados no que diz respeito à rastreabilidade, reforçando as normas atuais de rotulação e otimizando o procedimento de autorização para Organismos Geneticamente Modificados em alimentos e na alimentação e para sua liberação deliberada no meio ambiente. A Comissão Européia é da opinião que essas novas propostas, estruturadas sobre a legislação já existente, tem por objetivo tratar da preocupação dos Estados-Membros e fortalecer a confiança do consumidor na autorização de produtos Geneticamente Modificados. A Comissão espera que a adoção dessas propostas vá preparar o terreno para dar prosseguimento à autorização de novos produtos Geneticamente Modificados na União Européia. Q15. Como anda o debate público sobre alimentos Geneticamente Modificados em outras partes do mundo? A liberação de Organismos Geneticamente Modificados no meio ambiente e a comercialização de alimentos Geneticamente Modificados resultaram em um debate público em muitas partes do mundo. É certo que esse debate continuará, provavelmente no contexto mais amplo de outros usos da biotecnologia (por exemplo na medicina para tratamento de pessoas) e suas conseqüências para sociedades humanas. Embora os temas em debate sejam normalmente bastante parecidos (custos e benefícios, questões de segurança), o fechamento do debate difere de um país para outro. Em questões tais como a rotulação e rastreabilidade de alimentos Geneticamente Modificados como forma de tratar de assuntos que preocupam os consumidores, até hoje não há nenhum consenso. Isto ficou claro durante discussões com a Codex Alimentarius ao longo dos últimos anos. A despeito da falta de consenso sobre esses tópicos, um significativo progresso tem sido alcançado na harmonização dos pontos de vista sobre a avaliação de riscos. A Codex Alimentarius Commission está prestes a adotar princípios sobre avaliação de riscos em fase de pré-comercialização, e as disposições do Protocolo de Cartagena sobre Bio-segurança também revelam uma crescente compreensão em âmbito internacional. Mais recentemente, a crise humanitária na África do Sul chamou a atenção para o uso de alimentos Geneticamente Modificados em situações de emergência. Vários governos na região levantaram questionamentos sobre os receios em relação à segurança ambiental e a de alimentos. Embora tenham sido encontradas soluções viáveis para a distribuição de grãos processados em alguns países, outros países restringiram o uso de recursos para alimentos Geneticamente Modificados e obtiveram produtos que não contêm Organismos Geneticamente Modificados. Q17. Existem implicações quanto aos direitos de os agricultores serem proprietários de suas lavouras? Sim, direitos de propriedade intelectual são provavelmente um dos elementos a serem discutidos na questão dos alimentos GM, e afetam dos direitos dos agricultores. Direitos de propriedade intelectual (DPIs), especialmente as obrigações patentárias estabelecidas no Acordo de TRIPS (um acordo feito no âmbito da Organização Mundial do Comércio, relativo a aspectos comerciais dos direitos de propriedade intelectual) vêm sendo discutidos à luz de suas conseqüências para o aumento da diversidade de lavouras. Sob o ponto de vista do uso da tecnologia genética na medicina, a OMS analisou o conflito existente entre os DPI e a igualdade de acesso a fontes genéticas, e o compartilhamento de seus benefícios. Essa análise levou em consideração possíveis problemas de monopólio e dúvidas sobre novos regulamentos de patentes no campo das seqüências genéticas na medicina humana. Essas considerações provavelmente afetarão também as discussões sobre alimentos GM. Q18. Por que alguns grupos têm-se preocupado com a crescente influência da indústria química na agricultura? Alguns grupos estão preocupados com o que eles consideram ser um nível indesejável de controle dos mercados de sementes por algumas poucas indústrias químicas. A agricultura sustentável e biodiversidade beneficiam-se do uso de uma ampla variedade de culturas agrícolas, tanto em termos de boas práticas de proteção das lavouras quanto do ponto PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito de vista da sociedade, como um todo, e dos valores atribuídos aos alimentos. Esses grupos temem que, como resultado dos interesses das indústrias químicas nos mercados de sementes, as variedades usadas pelos agricultores possam ficar reduzidas principalmente a culturas GM. Isso impactaria a cesta de alimentos de uma comunidade e, em longo prazo, a proteção das lavouras (por exemplo, com o desenvolvimento de resistência contra insetos daninhos ou determinados herbicidas). A exploração exclusiva de culturas General Meeting tolerantes a herbicidas poderia também tornar o agricultor dependente desses produtos químicos. Esses grupos temem uma posição de dominação da indústria química no desenvolvimento da agricultura, uma via que eles não consideram ser sustentável. Q19. Que outros desenvolvimentos podem ser esperados na área de OGMs? No futuro, Organismos GMs provavelmente incluirão plantas com maior resistência a doenças e à seca, culturas com maiores índices de nutrientes, espécies de peixes com melhores características de desenvolvimento, e plantas ou animais que produzam proteínas com importância farmacêutica, tais como vacinas. Em nível internacional, as respostas a novos desenvolvimentos poderão ser encontradas em consultas especializadas organizadas pela FAO e pela OMS em 2000 e 2001, e pelo trabalho posteriormente realizado pelo Codex da Força Tarefa ad hoc sobre Alimentos Derivados da Biotecnologia. Este trabalho resultou em um arcabouço mais aprimorado e harmônico para a avaliação dos riscos de alimentos General Meeting, de modo geral. Questões específicas, tais como a avaliação dos níveis alergênicos de alimentos General Meeting ou de seguranças dos alimentos derivados de microorganismos General Meeting foram também abordadas e uma consulta a um especialista será organizada pela FAO e pela OMS em 2003 e falará sobre alimentos derivados de animais GM. Fonte: www.agricultura.gov.br TEXTO 7 - CIDADE BRASILEIRO A CADA 21/05/2007 IRLANDESA TEM UM TRÊS HABITANTES - A comunidade de brasileiros forma hoje um terço da população de 3,5 mil habitantes da cidade de Gort, no condado de Galway, no oeste da Irlanda. Atraídos pela prosperidade econômica alcançada pela Irlanda nos últimos anos, os brasileiros são parte dos grupos de imigrantes de diferentes países que hoje representam 10% da força de trabalho na Irlanda. Antes, a pequena cidade era conhecida como posto de parada entre cidades maiores. Hoje, chama a atenção por ser um reduto de brasileiros. Nilton Souza de Vieira, presidente da Associação Brasileira de Gort, mudou-se para a Irlanda em 2002, seguindo o exemplo de dois amigos. Ele trabalhou em um restaurante antes de abrir dois negócios no centro da cidade: um internet café e um lava-carros. Seu internet café é cheio de brasileiros que navegam na rede e utilizam linhas telefônicas a preços especiais para se manter em contato com a família. Anápolis - Os brasileiros trabalham nas fábricas, canteiros de obras, restaurantes e hotéis da região. E o dinheiro que ganham acaba beneficiando a economia de Anápolis (GO), cidade natal de boa parte dos brasileiros de Gort. "Eles são um sopro de brisa fresca", diz Frank Murray, coordenador de um projeto comunitário que envolve os brasileiros. "Eles realmente acrescentam algo à região". No entanto, a presença de tantos brasileiros em Gort também desperta a preocupação de que eles estejam sendo explorados. De acordo com Murray, apenas 10% dos imigrantes brasileiros falam inglês com fluência. "Todos os problemas giram em torno da língua", afirma. "Ela abre as portas para a exploração." Pequeno Brasil - "Nunca tive problemas, mas isso é porque falo inglês", diz Lidiane Castor, de Anápolis, que vive em Gort há quatro anos e é dona de um salão de cabeleireiro. "Eu vejo entre meus amigos que se, você não fala inglês, pode ter problemas", acrescenta. "É muito importante para nós nos misturarmos à comunidade local. O problema é que muitos dos brasileiros aqui estão ilegais. Eu acho difícil conseguir permissões de trabalho para meus funcionários." "Tenho sorte, já que meu marido, que também é de Anápolis, tem cidadania italiana, então podemos ficar aqui. Mas muitos foram deportados, incluindo meu cunhado, que foi deportado duas vezes", revela Lidiane. Apesar dos problemas que a língua e a documentação causam à integração, a população local parece ter reagido positivamente à transformação ocorrida na cidade. "Bem, é um pequeno Brasil agora, não é?", diz Martin Donohue, morador de Gort. "Inicialmente foi um choque cultural, mas eles se integraram bem e preencheram várias vagas de empregos que precisavam ser preenchidas." http://www.midiamigra.com.br/imprensa/main.php?codN oticia=219 TEXTO 7 - RESISTÊNCIA NO ORIENTE MÉDIO Cléo Vieira-Vernier Segundo definições da ONU, está na linha de pobreza quem ganha até dois dólares diários, ou menos. Na Cisjordânia, 55% da população está nessa situação. Na Faixa de Gaza é ainda pior: são 70%. A situação econômica na Palestina é dramática. O endurecimento do regime de fechamento das fronteiras, aplicado por Israel, é a causa imediata mais importante desta situação de crise. Por que os sionistas estão interessados em manter uma indústria palestina PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito atrasada e pouco produtiva? Uma das estratégias de Israel, desde o começo da ocupação, é a de integrar a economia palestina segundo seus próprios interesses econômicos, de território e água. Sua política tem impedido qualquer crescimento econômico independente. As duas regiões tornaram-se um mercado suplementar para produtos e serviços israelenses e fonte de mão-de-obra barata. Esta situação tem forçado milhares de palestinos a emigrar à procura de empregos no mundo árabe ou além. A governo sionista ameaça com a criação de duas economias separadas, em Gaza e na Cisjordânia. Desemprego - No segundo semestre de 2002, o desemprego, que estava em 36% da população, saltou para 50%. Estima-se que a atividade econômica, paralisada pela perda de empregos de palestinos que antes trabalhavam em Israel, e também pela falta de produção doméstica, esteja a perder um total de 7,6 a 10 milhões de dólares diários desde o começo da segunda Intifada, em fins de setembro de 2000. A perda total em todos os setores da economia palestina chegou a 4,25 bilhões de dólares (setembro de 2000 a setembro de 2001) Com o fechamento do aeroporto internacional de Gaza, no setor de turismo, que respondia por 11% do PIB, e representava uma das mais importantes fontes de divisas, a paralisação foi total; o número de visitas guiadas palestinas em Jerusalém, por exemplo, caiu de 159 (1967) a 47 (1995). Agricultura, comércio e indústria também foram severamente atingidos. A informalidade é a característica atual da indústria palestina. Segundo o Conselho Econômico Palestino para Desenvolvimento e Reconstrução (Pecdar), o prejuízo na infra-estrutura foi, no período de setembro 2000 a 2001, de 165 milhões de dólares e, na área de transporte, de cinco milhões de dólares. Mais recentemente os israelenses destruíram, além do aeroporto, o ministério da educação e a câmara de comércio. Não foram apenas lojas e fábricas que o exército de Israel destruiu, mas também redes de eletricidade e de tratamento de água. A Palestina está submetida economicamente a Israel, tanto que 85% do seu comércio são feitos pelo seu intermédio, e os palestinos têm que comprar água, eletricidade e telecomunicações de companhias israelenses. As importações palestinas procedem exclusivamente de Israel, tendo a Cisjordânia superado os Estados Unidos como principal cliente das exportações israelenses. Depois que Israel lançou a operação “muro de defesa” (primeiro semestre de 2002), mais de 56% das famílias palestinas ficaram sem a metade de suas rendas, e 20% perderam tudo. São as conseqüências dessa dominação que obriga cerca de 70.000 palestinos da Cisjordânia e 50.000 da Faixa de Gaza a trabalharem diariamente em Israel, onde ocupam postos de trabalho desprezados pelos israelenses, e recebem metade do salário de um profissional judeu, segundo fontes sindicais palestinas. Agora, que se instala a maior recessão da economia israelense dos últimos cinqüenta anos, a situação —agravada pela crise internacional — levará certamente a taxa de desemprego palestina a níveis insuportáveis. Com essa política de fechamento do território, num total de 190 bloqueios militares, e de reiterados toques de recolher, quase que permanentes em certas regiões (cidade de Nablus, por exemplo), o exército israelense impediu a movimentação de trabalhadores e mercadorias. Com a reocupação por parte de Israel de cidades palestinas, e as medidas de segurança impostas à população, o nível de vida reduziu-se drasticamente, o direito à liberdade de trabalho não existe mais, como não mais existem os direitos humanos básicos dos palestinos. Fome - A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) já declarava, há um ano, estar “vivamente preocupada pelas destruições em grande escala da infra-estrutura palestina, de granjas agrícolas, de silos para cereais, de sistemas de irrigação, de campos cultivados, bem como do desaparecimento de uns oito mil hectares de terras cultiváveis”. A fome e a desnutrição têm alcançado níveis alarmantes: a quantidade de crianças abaixo do peso normal, quando de seu nascimento, cresceu 10,4%. O percentual de crianças que já nascem mortas, na Faixa de Gaza, é de 52%. É grande a disparidade do consumo de água da população palestina e israelense: enquanto a primeira tem recursos disponíveis de 112 metros cúbicos por pessoa/ano, a segunda dispõe de 377 metros cúbicos. A grave situação sócio-econômica em Gaza e na Cisjordânia é o resultado do bloqueio que Israel vem impondo ao desenvolvimento palestino desde 1967. Segundo a ONU, centenas de milhares de trabalhadores palestinos têm sido expulsos dos Estados petrolíferos do Golfo, o que ocasionou perda de 450 milhões de dólares à Autoridade Nacional Palestina. Com a eclosão da guerra do Golfo, a simpatia pró-Iraque do povo palestino privaram a OLP do suporte financeiro, 750 milhões de dólares, ajuda estimada feita pelas petromonarquias e que serviam para fornecer subsídios a noventa mil famílias palestinas de presos e mártires, agora relegadas à indigência, com suas casas destruídas pelas sucessivas represálias israelenses. Ajuda internacional - Enquanto os palestinos enfrentarem problemas econômicos crescentes, com conseqüências humanitárias cada vez mais graves, continuada e maior ajuda econômica se faz necessária. Entretanto, a comunidade internacional não tem feito esforços substanciais de investimentos econômicos para o desenvolvimento da Palestina, apesar das previsões otimistas do Banco Mundial, da União Européia e dos Estados Unidos, que prometeram mundos e fundos nos vários processos de negociações, exceção feita para Israel que tem sido a grande beneficiária dos investimentos estrangeiros, especialmente norte-americanos. A segurança de Israel, sua integração econômica regional, aponta para uma centralização econômica em torno de Israel, com a PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito manutenção de seu poder econômico e de dominação. Todos os pontos de entrada e saídas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza — mesmo caminhos na montanha e estradas de difícil acesso — foram fechados. Os bloqueios não garantem a segurança de Israel, mas revoltam palestinos moderados, cujos negócios ficaram paralisados. Os números do desemprego na Palestina - Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), a força total de trabalho palestina era, em 1990, de 308.000 (200 mil na Cisjordânia e 108 mil na Faixa de Gaza). Desses trabalhadores, em torno de 110, 120 mil, trabalhavam em Israel antes da Guerra do Golfo. A Faixa de Gaza é particularmente dominada por Israel: aproximadamente 70% de sua força de trabalho estava empregada em Israel (30% na Cisjordânia) e mais da metade do PNB de Gaza vinha do trabalho em Israel. Enquanto que o total de trabalhadores diários palestinos em Israel era de 116 mil em 1992, em 1993 esse total caiu para 84 mil, declinando rapidamente depois: 53 mil em 1994, 29 mil e 500 em 1995. A autorização de trabalho para palestinos foi de 35 mil em 1996, contudo muitos palestinos detentores da permissão não puderam encontrar trabalho em Israel devido à política de substituição israelita da força de trabalho que importou mais de 100 mil trabalhadores da Romênia e Tailândia. Mas muitos empregadores judeus estão relutando em dar trabalho a palestinos em conseqüência de sua presença irregular causada pelos fechamentos de fronteiras. Habitação - A carência habitacional é um dos principais problemas a que palestinos têm que fazer frente. A demanda é crescente, não somente devida ao crescimento natural da população (6%/ano), mas ainda pelo retorno esperado de milhares de refugiados ou devido à inadequação de unidades residenciais existentes, particularmente nos superpovoados campos de refugiados. Demanda Habitacional 1994-2000 (em unidades) Crescimento da população Substituição inadequadas de 40.000 habitações 30.000 Retorno de refugiados 85.000 Campos de refugiados 30.000 Total 185.000 Fonte: Programa de Desenvolvimento Palestino, 19942000. Tunísia, OLP, julho de 1993 Questões ENEM e UFPel 1 (ENEM 2004) A grande produção brasileira de soja, com expressiva participação na economia do país, vem avançando nas regiões do Cerrado brasileiro. Esse tipo de produção demanda grandes extensões de terra, o que gera preocupação, sobretudo: (A) econômica, porque desestimula a mecanização. (B) social, pois provoca o fluxo migratório para o campo. (C) climática, porque diminui a insolação na região. (D) política, pois deixa de atender ao mercado externo. (E) ambiental, porque reduz a biodiversidade regional. 2 (ENEM 2004) Os sistemas de cogeração representam uma prática de utilização racional de combustíveis e de produção de energia. Isto já se pratica em algumas indústrias de açúcar e de álcool, nas quais se aproveita o bagaço da cana, um de seus subprodutos, para produção de energia. Esse processo está ilustrado no esquema a seguir. Entre os argumentos favoráveis a esse sistema de cogeração pode-se destacar que ele (A) otimiza o aproveitamento energético, ao usar queima do bagaço nos processos térmicos da usina e na geração de eletricidade. (B) aumenta a produção de álcool e de açúcar, ao usar o bagaço como insumo suplementar. (C) economiza na compra da cana-de-açúcar, já que o bagaço também pode ser transformado em álcool. (D) aumenta a produtividade, ao fazer uso do álcool para a geração de calor na própria usina. (E) reduz o uso de máquinas e equipamentos na produção de açúcar e álcool, por não manipular o bagaço da cana. 3 (ENEM 2004) O debate em torno do uso da energia nuclear para produção de eletricidade permanece atual. Em um encontro internacional para a discussão desse tema, foram colocados os seguintes argumentos: I. Uma grande vantagem das usinas nucleares é o fato de não contribuírem para o aumento do efeito estufa, uma vez que o urânio, utilizado como “combustível”, não é queimado mas sofre fissão. II. Ainda que sejam raros os acidentes com usinas nucleares, seus efeitos podem ser tão graves que essa alternativa de geração de eletricidade não nos permite ficar tranqüilos. A respeito desses argumentos, pode-se afirmar que (A) o primeiro é válido e o segundo não é, já que nunca ocorreram acidentes com usinas nucleares. (B) o segundo é válido e o primeiro não é, pois de fato há queima de combustível na geração nuclear de eletricidade. (C) o segundo é valido e o primeiro é irrelevante, pois nenhuma forma de gerar eletricidade produz gases do efeito estufa. PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito (D) ambos são válidos para se compararem vantagens e riscos na opção por essa forma de geração de energia. (E) ambos são irrelevantes, pois a opção pela energia nuclear está-se tornando uma necessidade inquestionável. 4) (ENEM 2004) Entre outubro e fevereiro, a cada ano, em alguns estados das regiões Sul, Sudeste e CentroOeste, os relógios permanecem adiantados em uma hora, passando a vigorar o chamado horário de verão. Essa medida, que se repete todos os anos, visa (A) promover a economia de energia, permitindo um melhor aproveitamento do período de iluminação natural do dia, que é maior nessa época do ano. (B) diminuir o consumo de energia em todas as horas do dia, propiciando uma melhor distribuição da demanda entre o período da manhã e da tarde. (C) adequar o sistema de abastecimento das barragens hidrelétricas ao regime de chuvas, abundantes nessa época do ano nas regiões que adotam esse horário. (D) incentivar o turismo, permitindo um melhor aproveitamento do período da tarde, horário em que os bares e restaurantes são mais freqüentados. (E) responder a uma exigência das indústrias, possibilitando que elas realizem um melhor escalonamento das férias de seus funcionários. 5 (ENEM 2004) Um leitor encontra o seguinte anúncio entre os classificados de um jornal: VILA DAS FLORES Vende-se terreno plano medindo 200 m. Frente voltada para o sol no período da manhã. Fácil acesso. (443)0677-0032 Interessado no terreno, o leitor vai ao endereço indicado e, lá chegando, observa um painel com a planta a seguir, onde estavam destacados os terrenos ainda não vendidos, numerados de I a V: Considerando as informações do jornal, é possível afirmar que o terreno anunciado é o (A) I. (B) II. (C) III. (D) IV. (E) V. 6 (ENEM 2004) Ao longo do século XX, as características da população brasileira mudaram muito. Os gráficos mostram as alterações na distribuição da população da cidade e do campo e na taxa de fecundidade (número de filhos por mulher) no período entre 1940 e 2000. (IBGE) Comparando-se os dados dos gráficos, pode-se concluir que (A) o aumento relativo da população rural é acompanhado pela redução da taxa de fecundidade. (B) quando predominava a população rural, as mulheres tinham em média três vezes menos filhos do que hoje. (C) a diminuição relativa da população rural coincide com o aumento do número de filhos por mulher. (D) quanto mais aumenta o número de pessoas morando em cidades, maior passa a ser a taxa de fecundidade. (E) com a intensificação do processo de urbanização, o número de filhos por mulher tende a ser menor. 7(ENEM 2004) O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) permite avaliar as condições de qualidade de vida e de desenvolvimento de um país, de uma região ou de uma cidade, a partir de seus indicadores de renda, longevidade e educação. Cada indicador varia de 0 (nenhum desenvolvimento) a 1 (desenvolvimento máximo). A tabela apresenta os valores de IDH de três municípios brasileiros, X, Y e Z, medidos nos anos de 1991 e 2000. MUNICÍPIO IDH – Renda 1991 1991 2000 X 0,431 0,402 Y 0,374 0,379 Z 0,501 0,420 IDH – Longevidade IDH IDH-Educação 1991 2000 1991 2000 0,456 0,551 0 ,328 0,568 0,459 0,548 0,422 0,634 0,611 0,648 0,188 0,448 (Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil) Mudanças desses indicadores de IDH podem ser obtidas com a implantação de políticas públicas tais como: I. Expansão dos empregos com melhoria de renda média. II. Ações de promoção de saúde e de prevenção de doenças. III. Ampliação de escolas de ensino básico e de educação de jovens e adultos. Os resultados apresentados em 2000 são compatíveis com a implementação bem sucedida em todos esses três municípios, ao longo da década de noventa, das políticas (A) I, II e III. (B) I e II, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) II, apenas. 8 (ENEM 2004) Em 2003, deu-se início às discussões do Plano Amazônia Sustentável, que rebatiza o Arco do PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito Desmatamento, uma extensa faixa que vai de Rondônia ao Maranhão, como Arco do Povoamento Adensado, a fim de reconhecer as demandas da população que vive na região. A Amazônia Ocidental, em contraste, é considerada nesse plano como uma área ainda amplamente preservada, na qual se pretende encontrar alternativas para tirar mais renda da floresta em pé do que por meio do desmatamento. O quadro apresenta as três macrorregiões e três estratégias que constam do Plano. Estratégias: I. Pavimentação de rodovias para levar a soja até o rio Amazonas, por onde será escoada. II. Apoio à produção de fármacos, extratos e couros vegetais. III. Orientação para a expansão do plantio de soja, atraindo os produtores para áreas já desmatadas e atualmente abandonadas. Considerando as características geográficas da Amazônia, aplicam-se às macrorregiões Amazônia Ocidental, Amazônia Central e Arco do Povoamento Adensado, respectivamente, as estratégias realizada em 2002 pela Embrapa apontou cinco pontos de contaminação do aqüífero por agrotóxico, conforme a figura: Considerando as conseqüências socioambientais e respeitando as necessidades econômicas, pode-se afirmar que, diante do problema apresentado, políticas públicas adequadas deveriam: (A) proibir o uso das águas do aqüífero para irrigação. (B) impedir a atividade agrícola em toda a região do aqüífero. (C) impermeabilizar as áreas onde o arenito aflora. (D) construir novos reservatórios para a captação da água na região. (E) controlar a atividade agrícola e agroindustrial nas áreas de recarga. 11 (ENEM 2005) Leia as características geográficas dos países X e Y. (A) I, II e III. (D) II, I e III. (B) I, III e II. (E) III, II e I. (C) III, I e II. 9 (ENEM 2004) A necessidade de água tem tornado cada vez mais importante a reutilização planejada desse recurso. Entretanto, os processos de tratamento de águas para seu reaproveitamento nem sempre as tornam potáveis, o que leva a restrições em sua utilização. Assim, dentre os possíveis empregos para a denominada “água de reuso”, recomenda-se: (A) o uso doméstico, para preparo de alimentos. (B) o uso em laboratórios, para a produção de fármacos. (C) o abastecimento de reservatórios e mananciais. (D) o uso individual, para banho e higiene pessoal. (E) o uso urbano, para lavagem de ruas e áreas públicas. 10 (ENEM 2004) O Aqüífero Guarani se estende por 1,2 milhão de km2 e é um dos maiores reservatórios de águas subterrâneas do mundo. O aqüífero é como uma “esponja gigante” de arenito, uma rocha porosa e absorvente, quase totalmente confinada sob centenas de metros de rochas impermeáveis. Ele é recarregado nas áreas em que o arenito aflora à superfície, absorvendo água da chuva. Uma pesquisa Pais X - desenvolvido - pequena dimensão territorial - clima rigoroso com congelamento de alguns rios e portos - intensa urbanização auto-suficiência de petróleo Pais Y - subdesenvolvido - grande dimensão territorial - ausência de problemas climáticos, rios caudalosos e extenso litoral. - concentração populacional e econômica na faixa litorânea - exportador de produtos primários de baixo valor agregado A partir da análise dessas características é adequado priorizar as diferentes modalidades de transporte de carga, na seguinte ordem: (A) país X – rodoviário, ferroviário e aquaviário. (B) país Y – rodoviário, ferroviário e aquaviário. (C) país X – aquaviário, ferroviário e rodoviário. (D) país Y – rodoviário, aquaviário e ferroviário. (E) país X – ferroviário, aquaviário e rodoviário. 12 (ENEM 2005) Leia o texto abaixo. O jardim de caminhos que se bifurcam (....) Uma lâmpada aclarava a plataforma, mas os rostos dos meninos ficavam na sombra. Um me perguntou: O PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito senhor vai à casa do Dr. Stephen Albert? Sem aguardar resposta, outro disse: A casa fica longe daqui, mas o senhor não se perderá se tomar esse caminho à esquerda e se em cada encruzilhada do caminho dobrar à esquerda. (Adaptado. Borges, J. Ficções. Rio de Janeiro: Globo, 1997. p.96.) Quanto à cena descrita acima, considere que: I - o sol nasce à direita dos meninos; II - o senhor seguiu o conselho dos meninos, tendo encontrado duas encruzilhadas até a casa. Concluiu-se que o senhor caminhou, respectivamente, nos sentidos: (A) oeste, sul e leste. (B) leste, sul e oeste. (C) oeste, norte e leste. (D) leste, norte e oeste. (E) leste, norte e sul. III - Criação da Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia; IV - Extração do látex durante o chamado Surto da Borracha. A ordenação desses elementos, desde o mais antigo ao mais recente, é a seguinte: (A) IV, III, II, I. (B) I, II, III, IV. (C) IV, II, I, III. (D) III, IV, II, I. (E) III, IV, I, II. 15 (ENEM 2005)Considerando os conhecimentos sobre o espaço agrário brasileiro e os dados apresentados no gráfico, é correto afirmar que, no período indicado, 13 (ENEM 2005) DI Distribuição Etária de alguns paises em % Países “maduros” Em transição Países “jovens” Estados Unidos Suécia Jovens (até 19 anos) 25,7 - 19,8 Adultos (20 a 59 anos ) 57,4 -56,7 Idosos (60 anos ou +)16,9-23,5 Brasil Bangladesh Nigéria 43,2 50,2 55,4 48,5 44,8 40,1 8,3 5, 0 4,5 (Elaborada a partir de dados do US Bureau of Census. World Population Profile: 1999.) Os brasileiros tiveram, em junho, o maior tempo de navegação residencial na internet entre 11 países monitorados pelo Ibope/NetRatings: média mensal de 16 horas e 54 minutos por pessoa. O país ficou à frente de nações como a França, Japão, Estados Unidos e Espanha. (Adaptado. Folha de S.Paulo, 23/07/2005.) Com base na tabela e no texto acima, analise os possíveis motivos para a liderança do Brasil no tempo de uso da internet. I - O país tem uma estrutura populacional com maior percentual de jovens do que os países da Europa e os EUA. II - O uso de internet em casa se distribui igualmente entre as classes A, B e C, o que demonstra iniciativas de inclusão digital. III - A adesão ao sistema de internet por banda larga ocorre, porque essa tecnologia promove a mudança de comportamento dos usuários. Está correto apenas o que se afirma em (A) I. (B) II. (D) I e II. (E) II e III. (C) III. 14 (ENEM 2005) Observe as seguintes estratégias para a ocupação da Amazônia Brasileira. I - Desenvolvimento de infra-estrutura do projeto Calha Norte; II - Exploração mineral por meio do Projeto Ferro Carajás; (A) ocorreu um aumento da produtividade agrícola devido à significativa mecanização de algumas lavouras, como a da soja. (B) verificou-se um incremento na produção de grãos proporcionalmente à incorporação de novas terras produtivas. (C) registrou-se elevada produção de grãos em virtude do uso intensivo de mão-de-obra pelas empresas rurais. (D) houve um salto na produção de grãos, a partir de 91, em decorrência do total de exportações feitas por pequenos agricultores. (E) constataram-se ganhos tanto na produção quanto na produtividade agrícolas resultantes da efetiva reforma agrária executada. 16) (ENEM 2005)Moradores de três cidades, aqui chamadas de X, Y e Z, foram indagados quanto aos tipos de poluição que mais afligiam as suas áreas urbanas. Nos gráficos abaixo estão representadas as porcentagens de reclamações sobre cada tipo de poluição ambiental. Considerando a queixa principal dos cidadãos de cada cidade, a primeira medida de combate à poluição em cada uma delas seria, respectivamente: PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito X Y Z (A) Manejamento de lixo Esgotamento sanitário Controle emissão de gases (B) Controle de despejo industrial Manejamento de lixo Controle emissão de gases (C) Manejamento de lixo Esgotamento sanitário Controle de despejo industrial (D) Controle emissão de gases Controle de despejo industrial Esgotamento sanitário (E) Controle de despejo industrial Manejamento de lixo Esgotamento sanitário 17) (ENEM 2005) Em um estudo feito pelo Instituto Florestal, foi possível acompanhar a evolução de ecossistemas paulistas desde 1962. Desse estudo publicou-se o Inventário Florestal de São Paulo, que mostrou resultados de décadas de transformações da Mata Atlântica. Examinando o gráfico da área de vegetação natural remanescente (em mil km2) pode-se inferir que (A) a Mata Atlântica teve sua área devastada em 50% entre 1963 e 1973. (B) a vegetação natural da Mata Atlântica aumentou antes da década de 60, mas reduziu nas décadas posteriores. (C) a devastação da Mata Atlântica remanescente vem sendo contida desde a década de 60. (D) em 2000-2001, a área de Mata Atlântica preservada em relação ao período de 1990-1992 foi de 34,6%. (E) a área preservada da Mata Atlântica nos anos 2000 e 2001 é maior do que a registrada no período de 19901992 18 (ENEM 2005) A água é um dos fatores determinantes para todos os seres vivos, mas a precipitação varia muito nos continentes,como podemos observar no mapa abaixo. Mapa de distribuição dos grandes desertos e das áreas úmidas D (Robert E. Ricklefs. A Economia da Natureza, 3. ed. Rio de Janeiro: GuanabaraKoogan , 1996. p. 55) E (°) / HEMISFÉRIO TEMPERATURAMÉDIA (°C) 60 / Norte 0 30 / Norte 10 10 / Norte 24 10 / Sul 28 30 / Sul 14 60 / Sul 9 Ao examinar a tabela da temperatura média anual em algumas latitudes, podemos concluir que as chuvas são mais abundantes nas maiores latitudes próximas do Equador, porque (A) as grandes extensões de terra fria das latitudes extremas impedem precipitações mais abundantes. (B) a água superficial é mais quente nos trópicos do que nas regiões temperadas, causando maior precipitação. (C) o ar mais quente tropical retém mais vapor de água na atmosfera, aumentando as precipitações. (D) o ar mais frio das regiões temperadas retém mais vapor de água, impedindo as precipitações. (E) a água superficial é fria e menos abundante nas latitudes extremas, causando menor precipitação. 19(ENEM 2005) Um professor apresentou os mapas ao lado numa aula sobre as implicações da formação das fronteiras no continente africano. Com base na aula e na observação dos mapas, os alunos fizeram três afirmativas: I - A brutal diferença entre as fronteiras políticas e as fronteiras étnicas no continente africano aponta para a artificialidade em uma divisão com objetivo de atender apenas aos interesses da maior potência capitalista na época da descolonização. II - As fronteiras políticas jogaram a África em uma situação de constante tensão ao desprezar a diversidade étnica e cultural, acirrando conflitos entre tribos rivais. III - As fronteiras artificiais criadas no contexto do colonialismo, após os processos de independência, fizeram da África um continente marcado por guerras civis, golpes de estado e conflitos étnicos e religiosos. PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito Sendo assim, a Lua na fase ilustrada na figura acima poderá ser observada no ponto mais alto de sua trajetória no céu por volta de (A) meia-noite. (B) três horas da madrugada. nove horas da manhã (D) meio-dia. (E) seis horas da tarde. (Atualidades/Vestibular 2005, 1º sem., ed. Abril, p. 68) É verdadeiro apenas o que se afirma em (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e II. (E) II e III. 20 ( ENEM 2005) Analise o quadro acerca da distribuição da miséria no mundo, nos anos de 1987 a 1998. Mapa da Miséria População que vive com menos de US$ 1 por dia (em %) Região 1987 1990 1993 Extremo Oriente e Pacífico 26,6 27,6 Europa e Ásia Central 0,2 1,6 América Latina e Caribe 15,3 16,8 Oriente Médio e Norte da África 4,3 2,4 Sul da Ásia 44,9 44,0 África Subsaariana 46,6 47,7 Mundo 28,3 29,0 1996 25,2 4,0 5,3 1,9 42,4 49,7 28,1 1998* 14,9 5,1 15,6 1,8 42,3 48,5 24,5 15,3 5,1 15,6 1,9 40,0 46,3 24,0 *Preliminar (Fonte: Banco Mundial.) (Adaptado. Gazeta Mercantil, 17 de outubro de 2001, p. A-6) A leitura dos dados apresentados permite afirmar que, no período considerado, (A) no sul da Ásia e na África Subsaariana está, proporcionalmente, a maior concentração da população miserável. (B) registra-se um aumento generalizado da população pobre e miserável. (C) na África Subsaariana, o percentual de população pobre foi crescente. (D) em números absolutos a situação da Europa e da Ásia Central é a melhor dentre todas as regiões consideradas. (E) o Oriente Médio e o Norte da África mantiveram o mesmo percentual de população miseráveis. 21 (ENEM 2006) No Brasil, verifica-se que a Lua,quando está na fase cheia,nasce por volta das 18 horas e se põe por volta das 6 horas. Na fase nova, ocorre o inverso: aLua nasce ás 6 horas e se põe ás 18 horas, aproximadamente. Nas fases crescente e minguante, ela nasce e se põe em horários intermediários. (C) 22 (ENEM 2006) Com base em projeções realizadas por especialistas prevê-se, para o fim do século XXI, aumento de temperatura média, no planeta, entre 1,4 °C e 5,8 °C. Como conseqüência desse aquecimento, possivelmente o clima será mais quente e mais úmido bem como ocorrerão mais enchentes em algumas áreas e secas crônicas em outras. O aquecimento também provocarão o desaparecimento de algumas geleiras, o que acarretará o aumento do nível dos oceanos e a inundação de certas áreas litorâneas. As mudanças climáticas previstas para o fim do século XXI. (A) provocarão a redução das taxas de evaporação e de condensação do ciclo da água. (B) poderão interferir nos processos do ciclo da água que envolvem mudanças de estado físico. (C) promoverão o aumento da disponibilidade de alimento das espécies marinhas. (D) induzirão o aumento dos mananciais, o que solucionarão os problemas de falta de água no planeta. (E) causarão o aumento do volume de todos os cursos de água, o que minimizarão os efeitos da poluição aquática. 23 (ENEM 2006) Chuva ácida é o termo utilizado para designar precipitações com valores de pH inferiores a 5,6. As principais substâncias que contribuem para esse processo são os ´óxidos de nitrogênio e de enxofre provenientes da queima de combustíveis fósseis e, também, de fontes naturais. Os problemas causados pela chuva ácida ultrapassam fronteiras políticas regionais e nacionais. A amplitude geográfica dos efeitos da chuva 當ida está relacionada principalmente com: (A) a circulação atmosférica e a quantidade de fontes emissoras de ácidos de nitrogênio e de enxofre. (B) a quantidade de fontes emissoras de ácidos de nitrogênio e de enxofre e a rede hidrográfica. (C) a topografia do local das fontes emissoras de ácidos de nitrogênio e de enxofre e o nível dos lençóis freáticos. (D) a quantidade de fontes emissoras de ácidos de nitrogênio e de enxofre e o nível dos lençóis freáticos. (E) a rede hidrográfica e a circulação atmosférica. 24 (ENEM 2006) As florestas tropicais úmidas contribuem muito para a manutenção da vida no planeta, por meio do chamado seqüestro de carbono atmosférico. Resultados de observações sucessivas, nas últimas décadas, indicam que a floresta amazônica é capaz de absorver até 300 milhões de toneladas de PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito carbono por ano. Conclui-se, portanto, que as florestas exercem importante papel no controle: (A) das chuvas ácidas, que decorrem da liberação, na atmosfera, do dióxido de carbono resultante dos desmatamentos por queimadas. (B) das inversões térmicas, causadas pelo acúmulo de dióxido de carbono resultante da não-dispersão dos poluentes para as regiõess mais altas da atmosfera. (C) da destruição da camada de ozônio, causada pela liberação, na atmosfera, do dióxido de carbono contido nos gases do grupo dos clorofluorcarbonos. (D) do efeito estufa provocado pelo acúmulo de carbono na atmosfera, resultante da queima de combustíveis fósseis, como carvão mineral e petróleo. (E) da eutrofização das águas, decorrente da dissolução,nos rios, do excesso de dióxido de carbono presente na atmosfera. 25 (ENEM 2006) Esta manhã acordo e não a encontro. Britada em bilhões de lascas deslizando em correia transportadora entupindo 150 vagões no trem-monstro de 5 locomotivas — trem maior do mundo, tomem nota — foge minha serra, vai deixando no meu corpo a paisagem mísero pó de ferro, e este não passa. Carlos Drummond de Andrade. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 2000. A situação poeticamente descrita acima sinaliza, do ponto de vista ambiental, para a necessidade de I manter-se rigoroso controle sobre os processos de instalação de novas mineradoras. II criarem-se estratégias para reduzir o impacto ambiental no ambiente degradado. III reaproveitarem-se materiais, reduzindo-se a necessidade de extração de minérios. È correto o que se afirma (A) apenas em I. (B) apenas em II. (C) apenas em I e II. (D) apenas em II e III. (E) em I, II e III. 26 (ENEM 2006) O aqüífero Guarani, megarreservatório hídrico subterrâneo da América do Sul, com 1,2 milhão de km², não é o "mar de água doce" que se pensava existir. Enquanto em algumas áreas a água é excelente, em outras, é inacessível, escassa ou não-potável. O aqüífero pode ser dividido em quatro grandes compartimentos. No compartimento Oeste, há boas condições estruturais que proporcionam recarga rápida a partir das chuvas e as águas são, em geral, de boa qualidade e potáveis. Já no compartimento Norte-Alto Uruguai, o sistema encontra-se coberto por rochas vulcânicas, a profundidades que variam de 350 m a 1.200 m. Suas águas são muito antigas, datando da Era Mesozóica, e não são potáveis em grande parte da área, com elevada salinidade, sendo que os altos teores de fluoretos e de sódio podem causar alcalinização do solo. Scientific American Brasil, n.º 47, abr./2006 (com adaptações). Em relação ao aqüífero Guarani, é correto afirmar que (A) seus depósitos não participam do ciclo da água. (B) águas provenientes de qualquer um de seus compartimentos solidificam-se a 0 °C. (C) é necessário, para utilização de seu potencial como reservatório de água potável, conhecer detalhadamente o aqüífero. (D) a água é adequada ao consumo humano direto em grande parte da área do compartimento Norte-Alto Uruguai. (E) o uso das águas do compartimento Norte-Alto Uruguai para irrigação deixaria ácido o solo. 27 (ENEM 2006) A situação atual das bacias hidrográficas de São Paulo tem sido alvo de preocupações ambientais: a demanda hídrica é maior que a oferta de água e ocorre excesso de poluição industrial e residencial. Um dos casos mais graves de poluição da água é o da bacia do alto Tietê, onde se localiza a região metropolitana de São Paulo. Os rios Tietê e Pinheiros estão muito poluídos, o que compromete o uso da água pela população. Avalie se as ações apresentadas abaixo são adequadas para se reduzir a poluição desses rios. I Investir em mecanismos de reciclagem da água utilizada nos processos industriais. II Investir em obras que viabilizem a transposição de águas de mananciais adjacentes para os rios poluídos. III Implementar obras de saneamento básico e construir estações de tratamento de esgotos. É adequado o que se propõe (A) apenas em I. (B) apenas em II. (C) apenas em I e III. (D) apenas em II e III. (E) em I, II e III. 28 (ENEM 2006) Na região sul da Bahia, o cacau tem sido cultivado por meio de diferentes sistemas. Em um deles, o convencional, a primeira etapa de preparação do solo corresponde à retirada da mata e à queimada dos tocos e das raízes. Em seguida, para o plantio da quantidade máxima de cacau na área, os pés de cacau são plantados próximos uns dos outros. No cultivo pelo sistema chamado cabruca, os pés de cacau são abrigados entre as plantas de maior porte, em espaço aberto criado pela derrubada apenas das plantas de PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito pequeno porte. Os cacaueiros dessa região têm sido atacados e devastados pelo fungo chamado vassoura-de-bruxa, que se reproduz em ambiente quente e úmido por meio de esporos que se espalham no meio aéreo. As condições ambientais em que os pés de cacau são plantados e as condições de vida do fungo vassoura-debruxa, mencionadas acima, permitem supor-se que sejam mais intensamente atacados por esse fungo os cacaueiros plantados por meio do sistema (A) convencional, pois os pés de cacau ficam mais expostos ao sol, o que facilita a reprodução do parasita. (B) convencional, pois a proximidade entre os pés de cacau facilita a disseminação da doenças. (C) convencional, pois o calor das queimadas cria as condições ideais de reprodução do fungo. (D) cabruca, pois os cacaueiros não suportam a sombra e, portanto, terão seu crescimento prejudicado e adoecerão. (E) cabruca, pois, na competição com outras espécies, os cacaueiros ficam enfraquecidos e adoecem mais facilmente. Texto e imagem para questões 29 e 30 29 (ENEM 2006) Álcool, crescimento e pobreza O lavrador de Ribeirão Preto recebe em média R$ 2,50 por tonelada de cana cortada. Nos anos 80, esse trabalhador cortava cinco toneladas de cana por dia. A mecanização da colheita o obrigou a ser mais produtivo. O corta-cana derruba agora oito toneladas por dia. O trabalhador deve cortar a cana rente ao chão, encurvado. Usa roupas mal-ajambradas, quentes, que lhe cobrem o corpo, para que não seja lanhado pelas folhas da planta. O excesso de trabalho causa a birola: tontura, desmaio, cãibra, convulsão. A fim de agüentar dores e cansaço, esse trabalhador toma drogas e soluções de glicose, quando não farinha mesmo. Tem aumentado o número de mortes por exaustão nos canaviais. O setor da cana produz hoje uns 3,5% do PIB. Exporta US$ 8 bilhões. Gera toda a energia elétrica que consome e ainda vende excedentes. A indústria de São Paulo contrata cientistas e engenheiros para desenvolver máquinas e equipamentos mais eficientes para as usinas de álcool. As pesquisas, privada e pública, na área agrícola (cana, laranja, eucalipto etc.) desenvolvem a bioquímica e a genética no país. Folha de S. Paulo, 11/3/2007 (com adaptações). (A) a charge contradiz o texto ao mostrar que o Brasil possui tecnologia avançada no setor agrícola. (B) a charge e o texto abordam, a respeito da cana-deaçúcar brasileira, duas realidades distintas e sem relação entre si. (C) o texto e a charge consideram a agricultura brasileira avançada, do ponto de vista tecnológico. (D) a charge mostra o cotidiano do trabalhador, e o texto defende o fim da mecanização da produção da cana de- açúcar no setor sucroalcooleiro. (E) o texto mostra disparidades na agricultura brasileira, na qual convivem alta tecnologia e condições precárias de trabalho, que a charge ironiza. 30 (ENEM 2007) Considere-se que cada tonelada de cana-de-açúcar permita a produção de 100 litros de álcool combustível, vendido nos postos de abastecimento a R$ 1,20 o litro. Para que um corta-cana pudesse, com o que ganha nessa atividade, comprar o álcool produzido a partir das oito toneladas de cana resultantes de um dia de trabalho, ele teria de trabalhar durante (A) 3 dias. (B) 18 dias. (C) 30 dias. (D) 48 dias. (E) 60 dias. 31 (ENEM 2007) Os mapas abaixo apresentam informações acerca dos índices de infecção por leishmaniose tegumentar americana (LTA) em 1985 e 1999. PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito (A) partir da leitura dos mapas acima, conclui-se que A o índice de infecção por LTA em Minas Gerais elevou-se muito nesse período. (B) o estado de Mato Grosso apresentou diminuição do índice de infecção por LTA devido às intensas campanhas de saúde. (C) a expansão geográfica da LTA ocorreu no sentido norte-sul como resultado do processo predatório de colonização. (D) o índice de infecção por LTA no Maranhão diminuiu em virtude das fortes secas que assolaram o estado nesse período. (E) o aumento da infecção por LTA no Rio Grande do Sul resultou da proliferação do roedor que transmite essa enfermidade. 32 (ENEM 2007) Lucro na adversidade Os fazendeiros da região sudoeste de Bangladesh, um dos países mais pobres da Ásia, estão tentando adaptar-se às mudanças acarretadas pelo aquecimento global. Antes acostumados a produzir arroz e vegetais, responsáveis por boa parte da produção nacional, eles estão migrando para o cultivo do camarão. Com a subida do nível do mar, a água salgada penetrou nos rios e mangues da região, o que inviabilizou a agricultura, mas, de outro lado, possibilitou a criação de crustáceos, uma atividade até mais lucrativa. O lado positivo da situação termina por aí. A maior parte da população local foi prejudicada, já que os fazendeiros não precisam contratar mais mão-de-obra, o que aumentou o desemprego. A flora e a fauna do mangue vêm sendo afetadas pela nova composição da água. Os lençóis freáticos da região foram atingidos pela água salgada. Globo Rural, jun. /2007, p.18 (com adaptações). A situação descrita acima retrata (A) o fortalecimento de atividades produtivas tradicionais em Bangladesh em decorrência dos efeitos do aquecimento global. (B) a introdução de uma nova atividade produtiva que amplia a oferta de emprego. (C) a reestruturação de atividades produtivas como forma de enfrentar mudanças nas condições ambientais da região. (D) o dano ambiental provocado pela exploração mais intensa dos recursos naturais da região a partir do cultivo do camarão. (E) a busca de investimentos mais rentáveis para Bangladesh crescer economicamente e competir no mercado internacional de grãos. 33 (ENEM 2007) Nos últimos 50 anos, as temperaturas de inverno na península antártica subiram quase 6 o C. Ao contrário do esperado, o aquecimento tem aumentado a precipitação de neve. Isso ocorre porque o gelo marinho, que forma um manto impermeável sobre o oceano, está derretendo devido à elevação de temperatura, o que permite que mais umidade escape para a atmosfera. Essa umidade cai na forma de neve. Logo depois de chegar a essa região, certa espécie de pingüins precisa de solos nus para construir seus ninhos de pedregulhos. Se a neve não derrete a tempo, eles põem seus ovos sobre ela. Quando a neve finalmente derrete, os ovos se encharcam de água e goram. Scientific American Brasil, ano 2, n.º 21, 2004, p.80 (com adaptações). A partir do texto acima, analise as seguintes afirmativas. I O aumento da temperatura global interfere no ciclo da água na península antártica. II O aquecimento global pode interferir no ciclo de vida de espécies típicas de região de clima polar. III A existência de água em estado sólido constitui fator crucial para a manutenção da vida em alguns biomas. É correto o que se afirma (A) Apenas em I. (B) apenas em II. (C) apenas em I e II. (D) apenas em II e III. (E) em I, II e III. 34 (ENEM 2007) Devido ao aquecimento global e à conseqüente diminuição da cobertura de gelo no Ártico, aumenta a distância que os ursos polares precisam nadar para encontrar alimentos. Apesar de exímios nadadores, eles acabam morrendo afogados devido ao cansaço. A situação descrita acima (A) enfoca o problema da interrupção da cadeia alimentar, o qual decorre das variações climáticas. (B) alerta para prejuízos que o aquecimento global pode acarretar à biodiversidade no Ártico. (C) ressalta que o aumento da temperatura decorrente de mudanças climáticas permite o surgimento de novas espécies. (D) mostra a importância das características das zonas frias para a manutenção de outros biomas na Terra. (E) evidencia a autonomia dos seres vivos em relação ao habitat, visto que eles se adaptam rapidamente às mudanças nas condições climáticas. 35 (ENEM 2007) Quanto mais desenvolvida é uma nação, mais lixo cada um de seus habitantes produz. Além de o progresso elevar o volume de lixo, ele também modifica a qualidade do material despejado. Quando a sociedade progride, ela troca a televisão, o computador, compra mais brinquedos e aparelhos eletrônicos. Calcula-se que 700 milhões de aparelhos celulares já foram jogados fora em todo o mundo. O novo lixo contém mais mercúrio, chumbo, alumínio e bário. Abandonado nos lixões, esse material se deteriora e vaza. As substâncias liberadas infiltram-se no solo e podem chegar aos lençóis freáticos ou a rios próximos, espalhando-se pela água. Anuário Gestão Ambiental 2007, p. 47-8 (com adaptações). A respeito da produção de lixo e de sua relação com o ambiente, é correto afirmar que (A) as substâncias químicas encontradas no lixo levam, freqüentemente, ao aumento da diversidade de espécies e, portanto, ao aumento da produtividade agrícola do solo. PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito (B) o tipo e a quantidade de lixo produzido pela sociedade independem de políticas de educação que proponham mudanças no padrão de consumo. (C) a produção de lixo é inversamente proporcional ao nível de desenvolvimento econômico das sociedades. (D) o desenvolvimento sustentável requer controle e monitoramento dos efeitos do lixo sobre espécies existentes em cursos d’água, solo e vegetação. (E) o desenvolvimento tecnológico tem elevado a criação de produtos descartáveis, o que evita a geração de lixo e resíduos químicos. 36 (ENEM 2008) Calcula-se que 78% do desmatamento na Amazônia tenha sido motivado pela pecuária — cerca de 35% do rebanho nacional está na região — e que pelo menos 50 milhões de hectares de pastos são pouco produtivos. Enquanto o custo médio para aumentar a produtividade de 1 hectare de pastagem é de 2 mil reais, o custo para derrubar igual área de floresta é estimado em 800 reais, o que estimula novos desmatamentos. Adicionalmente, madeireiras retiram as árvores de valor comercial que foram abatidas para a criação de pastagens. Os pecuaristas sabem que problemas ambientais como esses podem provocar restrições à pecuária nessas áreas, a exemplo do que ocorreu em 2006 com o plantio da soja, o qual, posteriormente, foi proibido em áreas de floresta. Época, 3/3/2008 e 9/6/2008 (com adaptações). A partir da situação-problema descrita, conclui-se que (A) o desmatamento na Amazônia decorre principalmente da exploração ilegal de árvores de valor comercial. (B) um dos problemas que os pecuaristas vêm enfrentando na Amazônia é a proibição do plantio de soja. (C) a mobilização de máquinas e de força humana torna o desmatamento mais caro que o aumento da produtividade de pastagens. (D) o superavit comercial decorrente da exportação de carne produzida na Amazônia compensa a possível degradação ambiental. (E) a recuperação de áreas desmatadas e o aumento de produtividade das pastagens podem contribuir para a redução do desmatamento na Amazônia. 37 (ENEM 2008) Os ingredientes que compõem uma gotícula de nuvem são o vapor de água e um núcleo de condensação de nuvens (NCN). Em torno desse núcleo, que consiste em uma minúscula partícula em suspensão no ar, o vapor de água se condensa, formando uma gotícula microscópica, que, devido a uma série de processos físicos, cresce até precipitar-se como chuva. Na floresta Amazônica, a principal fonte natural de NCN é a própria vegetação. As chuvas de nuvens baixas, na estação chuvosa, devolvem os NCNs, aerossóis, à superfície, praticamente no mesmo lugar em que foram gerados pela floresta. As nuvens altas são carregadas por ventos mais intensos, de altitude, e viajam centenas de quilômetros de seu local de origem, exportando as partículas contidas no interior das gotas de chuva. Na Amazônia, cuja taxa de precipitação é uma das mais altas do mundo, o ciclo de evaporação e precipitação natural é altamente eficiente. Com a chegada, em larga escala, dos seres humanos à Amazônia, ao longo dos últimos 30 anos, parte dos ciclos naturais está sendo alterada. As emissões de poluentes atmosféricos pelas queimadas, na época da seca, modificam as características físicas e químicas da atmosfera amazônica, provocando o seu aquecimento, com modificação do perfil natural da variação da temperatura com a altura, o que torna mais difícil a formação de nuvens. Paulo Artaxo et al. O mecanismo da floresta para fazer chover. In: Scientific American Brasil, ano 1, n.º 11, abr./2003, p. 38-45 (com adaptações). Na Amazônia, o ciclo hidrológico depende fundamentalmente: (A) da produção de CO2 oriundo da respiração das árvores. (B )da evaporação, da transpiração e da liberação de aerossóis que atuam como NCNs. (C) das queimadas, que produzem gotículas microscópicas de água, as quais crescem até se precipitarem como chuva. (D) das nuvens de maior altitude, que trazem para a floresta NCNs produzidos a centenas de quilômetros de seu local de origem. (E) da intervenção humana, mediante ações que modificam as características físicas e químicas da atmosfera da região. 38 (ENEM 2008) A Lei Federal n.º 9.985/2000, que instituiu o sistema nacional de unidades de conservação, define dois tipos de áreas protegidas. O primeiro, as unidades de proteção integral, tem por objetivo preservar a natureza, admitindo-se apenas o uso indireto dos seus recursos naturais, isto é, aquele que não envolve consumo, coleta, dano ou destruição dos recursos naturais. O segundo, as unidades de uso sustentável, tem por função compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos recursos naturais. Nesse caso, permite-se a exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo-se a biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável. Considerando essas informações, analise a seguinte situação hipotética. Ao discutir a aplicação de recursos disponíveis para o desenvolvimento de determinada região, organizações civis, universidade e governo resolveram investir na utilização de uma unidade de proteção integral, o Parque Nacional do Morro do Pindaré, e de uma unidade de uso sustentável, a Floresta Nacional do Sabiá. Depois das discussões, a equipe resolveu levar adiante três projetos: PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito ► o projeto I consiste de pesquisas científicas embasadas exclusivamente na observação de animais; ► o projeto II inclui a construção de uma escola e de um centro de vivência; ► o projeto III promove a organização de uma comunidade extrativista que poderá coletar e explorar comercialmente frutas e sementes nativas. Nessa situação hipotética, atendendo-se à lei mencionada acima, é possível desenvolver tanto na unidade de proteção integral quanto na de uso sustentável (A) apenas o projeto I. (B) apenas o projeto III. (C) apenas os projetos I e II. (D) apenas os projetos II e III. (E) todos os três projetos. 38 (ENEM 2008) Ministério do Meio Ambiente. Cadastro Nacional de Unidades de Conservação. Analisando-se os dados do gráfico acima, que remetem a critérios e objetivos no estabelecimento de unidades de conservação no Brasil, constata-se que: (A) o equilíbrio entre unidades de conservação de proteção integral e de uso sustentável já atingido garante a preservação presente e futura da Amazônia. (B) as condições de aridez e a pequena diversidade biológica observadas na Caatinga explicam por que a área destinada à proteção integral desse bioma é menor que a dos demais biomas brasileiros. (C) o Cerrado, a Mata Atlântica e o Pampa, biomas mais intensamente modificados pela ação humana, apresentam proporção maior de unidades de proteção integral que de unidades de uso sustentável. (D) o estabelecimento de unidades de conservação deve ser incentivado para a preservação dos recursos hídricos e a manutenção da biodiversidade. (E) a sustentabilidade do Pantanal é inatingível, razão pela qual não foram criadas unidades de uso sustentável nesse bioma. 39 (ENEM 2008) O sistema de fusos horários foi proposto na Conferência Internacional do Meridiano, realizada em Washington, em 1884. Cada fuso corresponde a uma faixa de 15º entre dois meridianos. O meridiano de Greenwich foi escolhido para ser a linha mediana do fuso zero. Passando-se um meridiano pela linha mediana de cada fuso, enumeram-se 12 fusos para leste e 12 fusos para oeste do fuso zero, obtendose, assim, os 24 fusos e o sistema de zonas de horas. Para cada fuso a leste do fuso zero, soma-se 1 hora, e, para cada fuso a oeste do fuso zero, subtrai-se 1 hora. A partir da Lei n.° 11.662/2008, o Brasil, que fica a oeste de Greenwich e tinha quatro fusos, passa a ter somente 3 fusos horários. Em relação ao fuso zero, o Brasil abrange os fusos 2, 3 e 4. Por exemplo, Fernando de Noronha está no fuso 2, o estado do Amapá está no fuso 3 e o Acre, no fuso 4. A cidade de Pequim, que sediou os XXIX Jogos Olímpicos de Verão, fica a leste de Greenwich, no fuso 8. Considerando-se que a cerimônia de abertura dos jogos tenha ocorrido às 20 h 8 min, no horário de Pequim, do dia 8 de agosto de 2008, a que horas os brasileiros que moram no estado do Amapá devem ter ligado seus televisores para assistir ao início da cerimônia de abertura? (A) 9 h 8 min, do dia 8 de agosto. (B) 12 h 8 min, do dia 8 de agosto. (C) 15 h 8 min, do dia 8 de agosto. (D) 1 h 8 min, do dia 9 de agosto. (E) 4 h 8 min, do dia 9 de agosto. 40 (ENEM 2008) Um dos insumos energéticos que volta a ser considerado como opção para o fornecimento de petróleo é o aproveitamento das reservas de folhelhos pirobetuminosos, mais conhecidos como xistos pirobetuminosos. As ações iniciais para a exploração de xistos pirobetuminosos são anteriores à exploração de petróleo, porém as dificuldades inerentes aos diversos processos, notadamente os altos custos de mineração e de recuperação de solos minerados, contribuíram para impedir que essa atividade se expandisse. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de xisto. O xisto é mais leve que os óleos derivados de petróleo, seu uso não implica investimento na troca de equipamentos e ainda reduz a emissão de particulados pesados, que causam fumaça e fuligem. Por ser fluido em temperatura ambiente, é mais facilmente manuseado e armazenado. (Internet: <www2.petrobras.com.br> (com adaptações). A substituição de alguns óleos derivados de petróleo pelo óleo derivado do xisto pode ser conveniente por motivos (A) ambientais: a exploração do xisto ocasiona pouca interferência no solo e no subsolo. (B) técnicos: a fluidez do xisto facilita o processo de produção de óleo, embora seu uso demande troca de equipamentos. (C) econômicos: é baixo o custo da mineração e da produção de xisto. (D) políticos: a importação de xisto, para atender o mercado interno, ampliará alianças com outros países. (E) estratégicos: a entrada do xisto no mercado é oportuna diante da possibilidade de aumento dos preços do petróleo. 41 (ENEM) A Lei Federal n.º 11.097/2005 dispõe sobre a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira e fixa em 5%, em volume, o percentual mínimo obrigatório a ser adicionado ao óleo diesel vendido ao consumidor. De acordo com essa lei, biocombustível é “derivado de biomassa renovável para uso em motores PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil”. A introdução de biocombustíveis na matriz energética brasileira (A) colabora na redução dos efeitos da degradação ambiental global produzida pelo uso de combustíveis fósseis, como os derivados do petróleo. (B) provoca uma redução de 5% na quantidade de carbono emitido pelos veículos automotores e colabora no controle do desmatamento. (C) incentiva o setor econômico brasileiro a se adaptar ao uso de uma fonte de energia derivada de uma biomassa inesgotável. (D) aponta para pequena possibilidade de expansão do uso de biocombustíveis, fixado, por lei, em 5% do consumo de derivados do petróleo. (E) diversifica o uso de fontes alternativas de energia que reduzem os impactos da produção do etanol por meio da monocultura da cana-de-açúcar. (e) a população urbana que não tem acesso aos serviços de abastecimento é obrigada a recorrer a poços, bicas, água das chuvas ou compra de água de caminhões pipas. Essas fontes, muitas vezes, escapam ao controle sanitário e podem chegar contaminadas ao consumidor. (f) I.R. 43 (UFPEL 2009 inv) As possibilidades de crescimento da economia mundial para as próximas décadas são vistas como residindo principalmente em alguns poucos países menos desenvolvidos. Países como Brasil, Rússia, Índia e China (BRICs) possuem tal potencial. Mais do que possibilidades de crescimento, atribui-se aos BRICs um potencial para "mudar o mundo" tanto pelas ameaças, quanto pelas oportunidades que estes quatro países representam, do ponto de vista econômico, social e político. Observe o mapa a seguir. Países Emergentes - BRICs. 42 (UFPEL 2009 inv) Observe a figura a seguir. SANEAMENTO E ÁGUA ENCANADA NO BRASIL População Urbana com acesso a serviços de água e esgoto, em % (2006). WWW.themap-mundiblankgoogle Com água encanada Com rede de esgoto IBGE, 2008. Com relação à água no Brasil, é correto afirmar que: (a) o país, por dispor de alta média de cobertura da rede geral de abastecimento de água, não apresenta problemas isolados nem mesmo nas grandes cidades, pois a distribuição de água é homogênea em todo o território. (b) o acesso à água na região Norte, escassamente provida de recursos hídricos, é mais restrito e tem o problema minimizado pelo fato de não haver desperdício, em geral, nos centros urbanos. (c) a coleta de esgotos nas regiões brasileiras mais ricas é maior do que nas demais regiões enquanto, nas cidades, os serviços de saneamento se distribuem regularmente, sem distinguir entre as áreas de ricos e as de pobres. (d) a ocupação de áreas irregulares efetivada pela população de baixa renda próxima a cursos d’água e represas diminui o problema de abastecimento e não gera transtornos como destruição de matas ciliares ou poluição de mananciais. Sobre os BRICs, é correto afirmar que (a) a China, apesar de muito interligada aos Estados Unidos, é também autônoma, no sentido de que seu mercado interno depende pouco dos EUA, tendo preferência no comércio com países da África, América Latina e Afeganistão, principalmente. (b) a Índia é um dos países emergentes que abriga parques de indústrias de tecnologia, nacionais e estrangeiras, como a Microsoft, apresentando um boom de empresas ligadas ao desenvolvimento de softwares. (c) o Brasil, atualmente, é o país emergente, do Hemisfério Setentrional, com o maior crescimento econômico, não tendo acusado efeitos da crise mundial, que assola os países desenvolvidos. (d) a Rússia, país que modificou sua história política e econômica em 1989, apresenta hoje uma reestruturação do ponto de vista econômico, político e social, entretanto obtém maus resultados nos Índices de Desenvolvimento Humano, IDHs. (e) Brasil, Rússia, Índia e China despertam o interesse do capitalismo porque suas estruturas sociais e políticas são altamente democráticas e permitem a livre concorrência, assim como uma ampla abertura de mercado interno e externo. (f) I.R. PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito 44 (UFPEL 2009 inv) A previsão de que as reservas mundiais se aproximam do fim aliada à emissão de gases estufa fazem do petróleo um combustível em declínio. Paulatinamente começam a ser usadas com mais intensidade fontes alternativas de energia. prazo[..]. "Muitas vezes comprávamos peças nos Estados Unidos e depois mandávamos para beneficiamento na Alemanha para, daí, enviarmos para Cingapura”[...] Jornal do Comércio (27/03/2008) [adapt.] Com base no texto é correta a seguinte afirmação: Observe a figura a seguir. (a) A identificação de peças que apresentavam defeitos, já que a origem destas localizava-se em mais de 25 países, atrapalhou o prazo da entrega da P53 no tempo estipulado, ocasionando assim, prejuízos para a Petrobrás e a cidade de Rio Grande. (b) O processo de montagem da plataforma P-53, na cidade de Rio Grande, exigiu uma mega operação de aquisição de peças, implementos e transportes em mais de 25 países, o que demonstrou a dinâmica e rapidez na conclusão do projeto. (c) Com a compra de peças nos Estados Unidos, e depois com o envio para a Alemanha reenquadrálas, de acordo com as necessidades da indústria de Cingapura, o nosso estágio ecnológico contribuiu para a exportação de materiais nacionais para a produção da plataforma. (d) Na atual conjuntura econômica internacional, tornase viável a importação das plataformas, motivadas pelos altos custos de produção, o que irá, necessariamente, beneficiar cidades com estaleiros navais, como a cidade de Rio Grande. (e) Para Cingapura, país que dará o acabamento final nas plataformas, a ligação com a cidade de Rio Grande contribui com a produção e promove a abertura de empregos diretos e indiretos, beneficiando toda a região sul do Rio Grande do Sul. (f) I.R. IBGE, 2008. De acordo com a demanda mundial de energia em 2002 e a questão energética, leia as afirmativas a seguir e assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) O Brasil é um país com amplas possibilidades de diversificação de sua matriz energética, pois possui um excelente potencial hídrico, reservas de gás natural e investe na produção de biocombustíveis. ( ) Os biocombustíveis, ou seja, o combustível obtido de matérias-primas vegetais como o etanol e o biodiesel, devem ter seu uso proibido na maioria dos países porque sua produção é uma ameaça à disponibilidade de alimentos ( ) A matriz energética é o conjunto dos recursos de uma sociedade e das formas como eles são usados, abrange as fontes de energia, as tecnologias de geração e a forma de consumo. ( ) Depois da crise do petróleo, em 1973, a busca por fontes alternativas de energia se intensificou. Diversos países construíram usinas nucleares que passaram a produzir eletricidade enquanto outros aproveitaram os recursos naturais existentes. ( ) O Oriente Médio perdeu importância estratégica na atualidade porque o petróleo tende a ser abandonado como fonte de energia; assim se justifica a invasão do Iraque pelos EUA Assinale a alternativa que contém a seqüência correta. (a) F, V, F, V, e V. (b) V, F, F, V e F. (c) F, V, V, V, e V. (d) V, F, V, V, e F. (e) F, F, F, V e V. (f) I.R. 45 (UFPEL 2009 inv) Para viabilizar a construção da plataforma P-53, foram compradas peças e equipamentos em mais de 25 países[...] Esse trabalho exigiu um acompanhamento de embarque e chegada da mercadoria em cada país para garantir a entrega no 46 (UFPEL 2009 inv) De 1962 até 2009, decorreram 47 anos de embargos dos Estados Unidos da América (EUA) a Cuba. Para Cuba, isso representou I) perdas devido aos obstáculos impostos ao crescimento dos serviços, das exportações, do turismo, do transporte aéreo, da produção de açúcar, da extração de níquel, entre outros. II) ganhos registrados após a reorientação geográfica dos fluxos comerciais sobre custos de fretes, de armazenagem, de comercialização, na compra de mercadorias, entre outros. III) melhora e contribuição para o crescimento da produção nacional com acesso ilimitado às tecnologias, abundância de peças de reposição e assistência ao serviço de equipamentos, reestruturações de grandes empresas, entre outros. IV) entraves de ordem monetária e financeira, impossibilidade de negociar novamente a dívida externa, proibição de acesso ao dólar, impacto desfavorável de variações das taxas de câmbio sobre o comércio, entre outros. Estão corretas apenas (a) I e IV. (b) II e III. (c) I, II e IV. (d) II, III e IV. (e) I e II. (f) I.R. PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito 47 (UFPEL 2009 inv) A indústria no Brasil aponta sinais de diminuição no seu crescimento. Os dados do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam esse fato: em 2005 a participação do setor industrial no Produto Interno Bruto foi de 30,3% e em 2006 de 26,6%. As altas taxas de juro e a abertura de mercados podem ser apontadas como grandes causas dessa mudança. Sobre o setor industrial brasileiro, é correto afirmar que: (a) a chamada “guerra fiscal” é caracterizada pelo aumento de impostos cobrados pelos governosc estaduais a fim de diminuírem a carga tributária federal com o parque industrial instalado. (b) a migração de indústrias para o Nordeste brasileiro tem sido grandemente dificultada pelo aspecto geográfico, pois os estados localizados nessa região estão longe do Mercosul, onde estão os principais mercados internacionais do Brasil. (c) passou a adotar, para tornar-se mais rentável, a estratégia de descentralização, ou seja, a instalação de unidades fabris fora do local de concentração histórica, nos grandes centros, sobretudo no eixo Rio-São Paulo. (d) a comercialização de bens industrializados, as conhecidas commoddities, como soja e café brasileiros, é vantajosa para a indústria nacional, pois são produtos de baixo custo de produção. (e) a fraca concentração industrial na região sul, sobretudo em Porto Alegre, Curitiba e no Vale do Itajaí (Blumenau e Joinvile), foi motivada pela baixa densidade demográfica existente nessas áreas. (f) I.R. 48 ( UFPEL 2009 inv) “A Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira 25/05/2009 (noite de domingo, no Brasil) ter realizado "com sucesso" um novo teste nuclear e ameaçou executar novas ações, em um desafio aberto à comunidade internacional. O regime ditatorial de Pyongyang desconsiderou, assim, as pressões internacionais que tentam obrigar o país a renunciar às ambições atômicas.” Folha On Line, 25/05/09 Sobre a atual situação vivida pela Coréia do Norte, é correto afirmar que (a) a comunidade internacional, tendo como país influente os Estados Unidos da América, pressiona para que a ONU (Organização das Nações Unidas) não aplique sanções econômicas ao norte-coreanos. (b) a Coreia do Sul mais o Japão pressionam para participar das experiências atômicas desenvolvidas naquele país, reforçando as ações norte-coreanas. (c) a pressão exercida por esse país sobre a comunidade internacional decorre, principalmente, do momento de crise que sua economia atravessa exigindo dessa forma mais atenção para seus problemas internos. (d) o uso de combustíveis atômicos por esse país deixam-no em uma posição privilegiada para negociar com a comunidade internacional que vê tais experiências como importante ação de autonomia e independência. (e) o Japão, principal parceiro econômico desse país, apóia experiências atômicas porque, por intermédio delas, a técnica japonesa evolui e comprova a autonomia norte-coreana. (f) I.R. 49 (UFPEL 2009 inv) A temperatura atmosférica é um dos principais elementos do clima. Corresponde ao estado térmico do ar atmosférico, ou seja, ao estado de “frio” ou de “calor” da atmosfera, como exemplifica a figura a seguir. Coelho, 2001. Sobre a temperatura atmosférica, é correto afirmar que (a) como o calor é irradiado a partir da superfície da Terra para cima e a atmosfera se aquece por radiação, quanto maior a altitude mais rarefeito se torna o ar, ocorrendo maior radiação o que faz com que a temperatura seja levemente aumentada. (b) a distribuição das massas líquidas (oceanos) e das sólidas (continentes) não chega a ser importante para a variação da temperatura, tendo em vista que o comportamento térmico das rochas (meio sólido) é muito semelhante ao da água (meio líquido). (c) a variação da temperatura com a latitude deve-se fundamentalmente à forma esférica da Terra. A partir do Equador a insolação diminui em direção aos pólos ocorrendo diminuição da temperatura com o aumento da latitude. (d) observamos que, em face da chamada continentalidade térmica quanto mais distante uma área continental estiver do oceano (ou de sua influência) menores serão as suas oscilações de temperatura ou as isotermas. PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito (e) não sofre nenhuma influência do relevo, pois a configuração orogenética de planícies ou montanhas não irá interferir na passagem das massas de ar. (e) I.R. Gabarito 01- e 17- e 33- e 49- c 02- a 18- c 34- b 03- a 19- b 35- d 04- d 20- a 36- e 05- e 21- e 37- a 06- e 22- b 38- d 07- d 23- a 39- a 08- d 24- d 40- e 09- e 25- e 41- a 10- e 26- c 42- e 11- a 27- b 43- b 12- a 28- b 44- d 13- a 29- e 45- b 14- a 30- e 46- a 15- a 31- a 47- c 16- d 32- c 48- c PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II APOSTILA DE GEOGRAFIA Profª Magda Beatriz Brito