PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II
APOSTILA DE GEOGRAFIA
Profª Magda Beatriz Brito
1. GEOPOLÍTICA MUNDIAL
A política, como tem a ver com o poder, é
analisada na Geografia pelo ponto de vista dos
territórios. Assim, podemos pensar em conflitos entre
países (os Estados são os gestores dos territórios de
cada país), bem como conflitos internos (o caso de
separatismos, como no Kosovo). Vamos dar um giro
pelo mundo para ver a situação de alguns países ou
regiões:
•
China: desde os 70 vem empreendendo
reformas em busca de uma maior abertura econômica,
continuando, entretanto, continua uma ditadura;
algumas cidades do litoral (Xangai, Pequim, por
exemplo) são chamadas de Zonas Econômicas
Especiais (ZEE), e têm uma economia fortemente
capitalista. O interior chinês continua basicamente
rural e com a economia controlada totalmente pelo
Estado. As fábricas chinesas produzem com mão-deobra muito barata (mulheres e imigrantes de migrantes
rurais) que trabalha em regime semi-escravo.
Com toda essa força, a economia chinesa
cresce hoje a um ritmo assustador, fazendo com que
o país tenha uma projeção geopolítica do mesmo
tamanho do crescimento. Além de produzir boa parte
dos eletrônicos do mundo e ser um dos principais
consumidores de matéria-prima do mundo (entre elas
soja e ferro, produzidos pelo Brasil), a China possui 400
bombas atômicas, possui o maior exército do mundo e
já conseguiu enviar um astronauta ao espaço com
tecnologia própria…
•
Estados Unidos: a maior economia em
tamanho, o exército mais bem equipado do mundo,
bases militares por todo mundo, é, sem dúvida, a única
superpotência econômico-militar do mundo. Possui
bases militares em todos os cantos do mundo. Adotou a
estratégia da baleia, ou seja, tem a sua força baseada
no poder marítimo, ficando as forças terrestres em
segundo plano, já que não tem inimigos significativos
por terra.O ex-presidente George Bush declarou que os
americanos são donos do espaço sideral (a 4ª fronteira),
buscando desenvolver um sistema anti-mísseis a partir
do espaço, proposta rejeitada pela Rússia. O país vem
tendo seguidos déficits comerciais (compra muito mais
do que vende) e déficits orçamentários (gasta mais do
que tem.
•
Rússia: o país estava desorganizado depois da
queda do Muro de Berlim e do conseqüente fim do
comunismo. Todavia, a Rússia ainda possui grandes
reservas de ouro, petróleo e gás natural. Sendo direto, é
o gás da Rússia que aquece toda a Europa no frio do
inverno. Esses recursos naturais têm sustentado um
crescimento muito forte do país, trazendo-o de volta
para o cenário geopolítico internacional. Recentemente,
uma expedição russa cravou a bandeira nacional no
ártico (território com grandes reservas minerais),
causando descontentamento americano;
•
Antiga Iugoslávia (região dos bálcãs): esta
“ex-nação”, criada no final da II Guerra Mundial, tinha
dentro do seu território vários grupos étnicos, como
sérvios, húngaros, muçulmanos, croatas, macedônios,
albaneses, montenegrinos e eslovenos. Após a queda
do bloco comunista, em 1991, os sérvios tomaram conta
do poder e passaram a fazer uma “limpeza étnica”,
gerando uma guerra civil que teve conseqüências
marcantes: o país ficou dividido em 7 – Eslovênia,
Croácia, Bósnia-Herzegovina, Sérvia, Montenegro,
Kosovo (região autônoma que declarou independência
em 2008) e Macedônia. Em 1997 as forças da OTAN
(tratado de segurança dos países do Atlântico Norte)
invadiram o país, permanecendo até hoje alguns
soldados que asseguram a paz;
•
Países africanos: O continente africano sofre
até hoje com um mal em comum: as seqüelas da
colonização. Os países-metrópole quando concederam
sua independência às colônias deixaram uma fronteira
artificial (a áfrica tem mais de 200 povos (alguns deles
eternos rivai) dentro de cerca de 40 Estados). Isto faz
com que haja várias brigas internas entre várias etnias
(como o conflito entre os hutus e tutsi em Ruanda, ou
cristãos e muçulmanos no Sudão – Darfur). As guerras
têm um custo humanitário, econômico e social
incalculável. Veja o texto 4.
BRIC é um acrônimo criado em novembro de
2001, pelo economista Jim O'Neill,[1] chefe de pesquisa
em economia global do grupo financeiro Goldman
Sachs,[2] para designar, no relatório "Building Better
Global Economic Brics", os quatro principais países
emergentes do mundo, Brasil, Rússia, Índia e China.
Usando as últimas projeções demográficas e
modelos de acumulação de capital e aumento de
produtividade, o Goldman Sachs mapeou as economias
dos países BRICs até 2050. A conclusão do relatório é
que esse grupo de países pode tornar-se a maior força
na economia mundial, superando as economias dos
países do G6 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino
Unido, França e Itália) em termos de valor do PIB (em
dólares americanos). Além da importância econômica,
os BRIC tenderiam a aumentar sua influência política e
militar sobre o resto do mundo.
O estudo ressalta, no entanto, que cada um dos
quatro enfrenta desafios diferentes para manter o
crescimento na faixa desejável. Por isso, existe uma boa
probabilidade das previsões não se concretizarem, por
políticas inadequadas, simplesmente por má sorte ou
ainda por erros nas projeções e falhas do próprio
modelo matemático adotado.
Mas se os BRICs chegarem pelo menos perto
das previsões, as implicações para a economia mundial
serão grandes e mudanças podem ocorrer mais
rapidamente do que se imagina. De acordo com o
estudo, o grupo deverá concentrar mais de 40% da
população mundial e um PIB de mais de 85 trilhões de
dólares.
Atualmente os BRICs não formam um bloco
político (como a União Europeia), nem uma aliança de
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comércio formal (como o Mercosul e a ALCA), e muito
menos uma aliança militar (como a OTAN), mas
constituíram uma aliança através de vários tratados de
comércio e cooperação assinados em 2002.
Relação da projeção do PIB e PIB per capita
dos países BRICs e G6 até 2050.
Os BRIC, apesar de ainda não serem as maiores
economias mundiais, estão em processo de
desenvolvimento político e econômico e já fazem sentir
sua influência - a exemplo do que ocorreu na reunião da
OMC em 2005, quando os países em desenvolvimento,
liderados por Brasil e Índia, juntaram-se aos países
subdesenvolvidos para impor a retirada dos subsídios
governamentais pela União Européia e pelos Estados
Unidos, e a redução das tarifas de importação.
Mas há também muitas diferenças entre eles. Por
exemplo: Rússia, Índia e China são grandes potências
militares, ao contrário do Brasil, que nunca se engajou
em uma corrida armamentista.
Na ONU
Dois membros do BRIC (Rússia e China) são
membros permanentes do Conselho de Segurança das
Nações Unidas. Os outros dois membros do BRIC
(Brasil e Índia), integram as Nações G4, cujo o objetivo
é ter um lugar permanente no Conselho de Segurança
das Nações Unidas, conseguindo o apoio de alguns
países-membros, mas não tendo o apoio dos países
regionais, como o México e a Argentina (contrariando o
Brasil) e o Paquistão (contrariando a Índia).
Perspectivas
Se considerado como um bloco econômico, em
2050, o grupo dos BRICs já poderá ter ultrapassado a
União Européia e os Estados Unidos da América. Entre
os países do grupo haveria uma clara divisão de
funções. O Brasil e a Rússia seriam os maiores
fornecedores de matérias-primas - o Brasil como grande
produtor de alimentos e a Rússia, de petróleo enquanto os serviços e produtos manufaturados seriam
principalmente providos pela Índia e pela China, onde
há grande concentração de mão-de-obra e tecnologia.
O Brasil desempenharia o papel de país
exportador agropecuário, sendo que a sua produção de
soja e de carne bovina seria suficiente para alimentar
mais de 40% da população mundial. A cana-de-açúcar
também desempenharia papel fundamental na produção
de combustíveis renováveis e ambientalmente
sustentáveis - como o álcool e o biodiesel.[3] Além
disso, seria o fornecedor preferencial de matériasprimas essenciais aos países em desenvolvimento como petróleo, aço e alumínio -, sobretudo na América
Latina e particularmente na área do Mercosul
(Argentina, Venezuela, Paraguai, Uruguai), fortemente
influenciada pelo Brasil. No entanto, talvez o mais
importante trunfo do Brasil esteja em suas reservas
naturais de água, em sua fauna e em sua flora, ímpares
em todo o mundo, que tendem a ocupar o lugar do
petróleo na lista de desejos dos líderes políticos de
todos os países. O Brasil ficaria em 4º lugar no ranking
das maiores economias do mundo em 2050.
A Rússia desempenharia o papel de fornecedor
de matérias-primas, notadamente hidrocarbonetos. Mas
seria também de exportador de mão-de-obra altamente
qualificada e de tecnologia, além de ser uma grande
potência militar, característica herdada da Guerra
Fria.[4]
A Índia deve ter a maior média de crescimento
entre os BRICs. Estima-se que em 2050 esteja no 3.º
lugar no ranking das economias mundiais, atrás apenas
de China (em 1.º) e dos EUA (em 2.º). Além de potência
militar, o país tem uma grande população, e tem
realizado vultosos investimentos em tecnologia e
qualificação da mão-de obra, o que a qualificaria a
concentrar no setor de serviços especializados.[5]
A China deve ser, em 2050, a maior economia
mundial, tendo como base seu acelerado crescimento
econômico sustentado durante todo início do século
XXI. Dada a sua população e a disponibilidade de
tecnologia, sua economia deve basear-se na indústria.
Grande potência militar, a China se encontra atualmente
num processo de transição do capitalismo de Estado
para o capitalismo de mercado, processo que já deverá
estar completado em 2050.[6]
Nada se pode garantir sobre o futuro dos BRICs, pois
todos os países estão vulneráveis a conflitos internos,
governos corruptos e revoluções populares, mas, se
nada de anormal acontecer, é possível prever uma
economia mundial apolar, na qual a idéia de "norte rico,
sul pobre" careceria de sentido.
Por conta da popularidade da teoria do Goldman
Sachs, acabaram sendo cogitadas outras siglas, como
BRIMC (Brasil, Rússia, Índia, México e China), BRICS
(Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e BRIIC
(Brasil, Rússia, Índia, Indonésia e China) incluindo
México, África do Sul e Indonésia como nações com
igual potencial de crescimento nas próximas décadas. A
inclusão da principal economia africana no grupo pode
significar uma importante mudança na ordem mundial possivelmente, uma outra globalização.
Estatíscas
A The Economist publica uma tabela anual de
estatísticas sociais e econômicas nacionais no seu
Pocket World in Figures. Os dados da classificação
mundial, edição de 2008, quando comparados as
economias e países do BRIC fornecem um marco
interessante em relação a bases econômicas da "tese
BRIC". Ele também ilustra como, apesar de suas bases
econômicas divergentes, os indicadores econômicos
dos BRICs são notavelmente semelhantes no ranking
global entre as diferentes economias. Eles também
sugerem que, embora argumentos econômicos possam
ser feitos para a inclusão do México na "tese BRIC", a
possibilidade de inclusão da África do Sul parece
consideravelmente mais fraca. Uma publicação da
Goldman Sachs de Dezembro de 2005 explica o porquê
do México não estar incluído no BRIC. De acordo com a
publicação,[7] entre todos os países analisados, apenas
o México e a Coreia do Sul talvez tenham algum
potencial para rivalizar com as economias BRICs,
mesmo assim, os analistas da Goldman Sachs
resolveram excluir tais economias da "tese BRIC" por já
considerá-las mais desenvolvidas. De acordo com a
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publicação de 2005, o México seria a quinta maior
economia em 2050, à frente da Rússia.
Gigantes globais
Categorias
\
China
Rússia Índia
Brasil
Países
Área
5º
1º
7º
3º
/
4º
(disputado)
População
5º
9º
2º
1º
PIB nominal
10º
8º
12º
3º
PIB (PPP)
9º
6º
4º
2º
Exportações
21º
11º
23º
2º
Importações
27º
17º
16º
3º
Balança
comercial
47º
5º
169º
1º
Consumo de
2º
10º
3º
7º
eletricidade
1.1 ONU
A Organização das Nações Unidas (ONU) foi
criada em 1945 (após a Segunda Guerra Mundial) como
um centro de debate internacional, assistência e um
mecanismo de equilíbrio de forças no mundo. Teve
como antecedentes a chamada “Liga das Nações”, esta
criada após a I Guerra Mundial como organismo para
manter a paz mundial; como os países-membros não
respeitavam ou aceitavam suas decisões, a Liga das
Nações foi extinta. São 191 países-membros
atualmente.
A ONU não constitui um governo mundial,
nem tem capacidade legal para fazer leis; no entanto,
possuem uma estrutura básica composta por:
- 6 órgãos principais: a Assembléia Geral, o
Conselho de Segurança, o Conselho Econômico e
1
Social, o Conselho de Administração Fiduciária , a
Secretaria e a Corte Internacional de Justiça;
- 15 organismos especializados, como OMS,
UNESCO, OIT, FMI, Banco Mundial, são órgãos
autônomos
criados
mediante
acordos
intergovernamentais e têm responsabilidades de amplo
alcance a nível internacional. Estão vinculados às NU
mediante acordos de cooperação;
- Programas e fundos das Nações Unidas,
como a Oficina do Alto Comissariado das Nações
Unidas (ACNUR), o Programa das Nações Unidas para
o Desenvolvimento (PNUD), e o Fundo das Nações
Unidas para a Infância (UNICEF), trabalho com vistas a
melhorar as condições econômicas e sociais dos povos
de todo o mundo;
2.1.1 Conselho de Segurança da ONU: Tem por tarefa
manter a paz e a segurança internacionais. Pode reunirse a qualquer momento sempre que a paz se veja
ameaçada. Todos os Estados-Membros estão
1
Fiduciário – aquele a quem é confiado algo. Aqui, tratase dos países recentemente descolonizados que estão
sob monitoramento da ONU.
teoricamente obrigados a acatar as decisões do
Conselho, integrado por 15 membros (10 temporários e
5 permanentes, com direito à veto); o conselho pode
adotar medidas para fazer que suas decisões se
cumpram. Pode também impor sanções econômicas ou
ordenar um embargo de armamento.
Atualmente, há uma forte discussão na direção
de uma reforma no Conselho de Segurança. Alguns
países, como o Brasil, a Alemanha, a Índia e o Japão
querem se tornar membros permanentes. Também se
discute da validade das decisões do Conselho (os EUA
invadiram o Iraque apesar do veto à ação). Os atuais
membros permanentes são EUA, Rússia, China, França
e Grã-Bretanha, numa composição que reflete o
equilíbrio bipolar dos tempos da Guerra Fria.
1.1.2 Principais organismos:
OIT (Organização Internacional do
Trabalho): Formula políticas e programas para melhorar
as condições de trabalho e as oportunidades de
emprego e estabelece normas de trabalho aplicadas em
todo o mundo.
FAO (Organização das Nações Unidas
para a agricultura e a alimentação): Colabora no
melhoramento da produtividade agrícola, a segurança
alimentar e as condições de vida das populações rurais;
UNESCO (Organização das Nações
Unidas para a Educação, Ciência e Cultura): Promove
a educação para todos, o desenvolvimento cultural, a
proteção do patrimônio natural e cultural do mundo, a
cooperação científica internacional, a liberdade de
imprensa e as comunicações;
OMS (Organização Mundial da Saúde):
Coordena programas destinados a solucionar problemas
sanitários e a lograr os mais altos níveis de saúde
possíveis para todos os povos. Entre outras coisas, se
ocupa da imunização, da educação sanitária e do
abastecimento de medicamentos essenciais;
Grupo do Banco Mundial: Proporciona
empréstimos e assistência técnica aos países“”em
desenvolvimento” para reduzir a pobreza e promover o
crescimento econômico sustentado (sustentado ≠
sustentável);
FMI (Fundo Monetário Internacional):
Facilita a cooperação monetária internacional e a
estabilidade financeira e serve de foro permanente para
consultas, assessoramento e assistência sobre
questões financeiras.
A visão da ONU da Geopolítica mundial:
“Nos anos 90, mais de 90% dos conflitos se
produziram no interior dos Estados ao invés de entre os
Estados. [É preciso] modificar instrumentos para
melhorar a prevenção dos conflitos. Também outros
conflitos caracterizados pela violência étnica, como os
de Somália, Ruanda e da ex-Iugoslávia, plantaram
novos desafios”.
“A experiência demonstra que manter a paz,
no sentido de evitar o conflito militar, não é suficiente
para estabelecer uma paz segura e duradoura. Tal
segurança só é possível ajudando os países a fomentar
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o desenvolvimento econômico, a justiça social, a
proteção dos direitos humanos, a boa gestão pública e o
processo democrático.” Daniel Abreu (membro do
ODH/PNUD)
1.1.3 As “Metas do Milênio” – criadas pela ONU são
utilizadas como pontos de referência no planejamento
social e econômico em níveis regional, nacional e
internacional, e funcionam como um ponto de
convergência para a sociedade civil, assim como para
os governos e agências multilaterais. Influenciam
políticas nas nações como o Bolsa Família, a Lei Maria
da Penha, a “enturmação” e o REUNI, etc. Esta
influência se dá no sentido de que a ONU aprova
diversas convenções que são adotadas ou não pelos
países individualmente. No entanto, para ter crédito na
ONU e prestígio dentro da comunidade das nações,
países como o Brasil, que procuram ampliar sua
importância política no mundo acabam por ratificar as
convenções internacionais.
1.2 OS BLOCOS ECONÔMICOS
São reuniões de países que têm como objetivo a
integração econômica e/ou social. Um país pode estar
em vários blocos econômicos ao mesmo tempo
dependendo do seu interesse geopolítico, que pode se
manifestar em várias áreas: econômico, social, cultural,
militar, político, recursos naturais...
Os tipos de integração (o modelo se baseia na
evolução da União Européia, o bloco mais completo que
já existiu):
1) Acordo preferencial: quando dois ou mais países
decidem promover uma redução tarifária parcial, de
maneira recíproca ou não; exemplo: APEC.
2) Zona de livre comércio: quando dois ou mais países
optam por promover uma alíquota tarifária de
importação igual a zero, mutuamente; exemplo: NAFTA.
3) União aduaneira: quando dois ou mais países
aprovam, além dos benefícios da área de livre comércio,
a criação de uma tarifa externa comum (TEC); exemplo:
MERCOSUL (há controvérsias…).
4) Mercado comum: quando dois ou mais países
decidem, a partir da situação de uma união aduaneira,
liberar o fluxo de mão-de-obra e capital; exemplo: União
Européia.
5) União monetária: quando dois ou mais países
optam, a partir do estágio de um mercado comum, pela
criação de uma moeda comum; exemplo: União
Européia (moeda: Euro).
6) União econômica e monetária: além da união
monetária passa a se ter uma política econômica
comum (juros, dívida externa, crescimento, etc.);
exemplo; União Européia.
7) Integração econômica total: quando passam a ser
adotadas políticas monetárias, fiscais e sociais comuns,
estabelecendo-se uma autoridade supranacional,
encarregada da elaboração e aplicação dessas
políticas; exemplo: não há.
Alguns exemplos de blocos econômicos:
- União Européia: Criada depois da II Guerra Mundial
para acabar com as rivalidades históricas entre os
países europeus (França X Alemanha, França X
Inglaterra). Começou como um acordo preferencial para
o aço e o carvão, integrando outras partes da economia
posteriormente. Atualmente possui 27 países-membros
e mais 3 países candidatos (Turquia, Macedônia e
Croácia). A Alemanha é o principal financiador do bloco,
por ter interesse geopolítico de expandir sua influência
econômica e cultural (desta vez por meios pacíficos).
Atualmente a UE possui: Parlamento próprio, orçamento
próprio (+ de 100 bi euros), moeda própria (exceto
Inglaterra e Dinamarca), constituição própria (ainda em
construção), Política Agrária Comum (PAC).
- MERCOSUL (Mercado Comum do Sul, que de
mercado comum tem muito pouco): composto por Brasil,
Paraguai, Argentina e Paraguai. A Venezuela é
considerada também um membro, mas os parlamentos
do Brasil e da Argentina ainda não confirmaram a
aceitação, com medo da possível projeção geopolítica
que o presidente daquele país, Hugo Chávez, possa
exercer sobre o bloco. Ainda há 2 “sócios-visitantes”,
Bolívia e Chile, que não são membros do MERCOSUL,
mas compartilham alguns princípios do bloco
(estabilidade regional, democracia…) e também
participam das reuniões. O MERCOSUL enfrenta graves
problemas para levar adiante a integração, devido à
dificuldade dos países (principalmente o Brasil) de abrir
seus mercados para os outros membros, e da tentativa
do nosso país de exercer uma liderança sobre o resto
do bloco.
- NAFTA (Tratado de Livre Comércio da América do
Norte): composto por México, Canadá e EUA, é uma
zona de livre comércio. A mão-de-obra e os serviços
ainda são exclusivamente nacionais (os mexicanos não
podem trabalhar livremente nos EUA, por exemplo).
Vem trazendo grande impacto para o México, país cuja
economia é muito menor que a dos outros membros; a
agricultura mexicana de subsistência está sendo
substituída por grandes lavouras comerciais, as fábricas
americanas sugam a mão-de-obra dos mexicanos por
um preço irrisório.
- ALCA (Acordo de livre-comércio das Américas):
Proposto pelos EUA, nos mesmos moldes no NAFTA.
Estava previsto para começar em 2005, mas a
resistência do Brasil em abrir seu mercado impediu que
isto acontecesse. No entanto, os EUA já fizeram
acordos preferenciais em separado (“fast-track” ou
caminho rápido) com quase todos os países da
América...
-
APEC (Fórum Econômico da Ásia e do
Pacífico): Promove a abertura de mercados
entre
vinte
países, com
Hong Kong
representando a China. Oficializada em 1993,
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pretende estabelecer a livre troca de
mercadorias entre os países do grupo até
2020. É um poderoso bloco econômico, pois
responde por cerca de metade do PIB e 40% do
comércio mundial, no entanto, não existem
medidas práticas para a integração.
- ALBA Aliança Bolivariana para as Américas
Alianza
Bolivariana
para
las
Américas
Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra
América – Tratado de Comercio de los Pueblos
A Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa
América – Tratado de Comércio dos Povos (do
espanhol Alianza Bolivariana para los Pueblos de
Nuestra América – Tratado de Comercio de los Pueblos)
ou simplesmente ALBA (antiga Alternativa Bolivariana
para as Américas é uma plataforma de cooperação
internacional baseada na idéia da integração social,
política e econômica entre os países da América Latina
e do Caribe.
Fortemente influênciada por doutrinas de esquerda, e ao
contrário de acordos de comércio livre como a Área de
Livre Comércio das Américas (ou ALCA, uma proposta
de mercado comum para as Américas que foi defendida
pelos Estados Unidos durante a década de 1990), a
ALBA-TCP representa uma tentativa de integração
econômica regional que não se baseia essencialmente
na liberalização comercial, mas em uma visão de bemestar social, troca e de mútuo auxílio econômico. Os
países membros da ALBA-TCP discutem a introdução
de uma nova moeda regional, o SUCRE Em 24 de junho
de 2009, o bloco foi rebatizado para Aliança
Bolivariana para as Américas, em substituição ao
Alternativa original
Paises Membros Antigua e Barbuda, Bolívia, Cuba,
Comunidade Domenica, Equador, Honduras, Nicarágua,
São Vicente e Granadinas, Venezuela, Cuba.
A União de Nações Sul-Americanas (UNASUL),
anteriormente designada por Comunidade SulAmericana de Nações (CSN), será uma zona de livre
comércio continental que unirá as duas organizações de
livre comércio sul-americanas, Mercosul e Comunidade
Andina de Nações, além do Chile, Guiana e Suriname,
nos moldes da União Européia. Foi estabelecida com
este nome pela Declaração de Cuzco em 2004.
De acordo com entendimentos feitos até agora, a sede
da União será localizada em Quito, capital do Equador,
enquanto a localização de seu banco, o Banco do Sul
será na capital da Venezuela, Caracas. O seu
parlamento será localizado em Cochabamba, na Bolívia.
A integração completa entre esses dois blocos foi
formalizada durante a reunião dos presidentes de
países da América do Sul, no dia 23 de maio de 2008
em Brasília
2.3 Políticas de civilização
Nos últimos anos, líderes de vários países
começaram a falar em conflitos de civilização (veja
Texto 1, a visão da Rússia). O presidente da França,
Nicolas Sarkozy, também usa esse termo para destacar
a necessidade de retomar algumas características dos
países europeus (defesa da liberdade, dos direitos
individuais…). Os muçulmanos, assim como os
chineses também falam num atual conflito de
civilizações, na medida em que eles não abrem mão de
manter sistemas políticos fechados, de restringir os
direitos da mulher… porque acham que isto é uma
característica de sua civilização. Os conflitos atuais
parecem, portanto, ter um componente cultural cada vez
mais forte.
2.
GLOBALIZAÇÃO
informacional)
(Meio
técnico-científico-
2.1 Meio técnico-científico-informacional
Diz-se que o espaço geográfico globalizado é
um meio técnico (já que o homem transforma o espaço
numa intensidade cada vez maior), científico (a ciência
é cada vez mais necessária à produção, exemplos:
genética, plástico, etc.). Além disso, a informação
também é um componente fundamental para a
reprodução do capital (quem produz precisa saber dos
preços das matérias-primas, ou o melhor lugar para se
instalar...). O processo da globalização resulta num
espaço geográfico que é cada vez mais um meio
técnico-científico-informacional.
2.2 As redes técnicas
A consolidação do meio técnico-científicoinformacional só é possível com o apoio das redes
técnicas, tais como uso de satélites (internet rápida,
GPS, etc.). Estas permitem um controle à distância da
produção. Como um celular, por exemplo, tem cada
componente fabricado em um lado do mundo, estratégia
desenvolvida para diminuir custos.
2.3 O papel das cidades globais
Cidades globais são as que concentram os
vários fluxos de informação que percorrem o mundo.
São nós das redes técnicas (imagine uma rede de
pescador e seus nós). Quando mais fluxos passarem
por um local, maior será o seu controle do território.
Exemplos de cidades globais: Tóquio, Nova Iorque, Los
Angeles, Londres, Frankfurt (onde se localiza a bolsa de
valores da União Européia), São Paulo (cidade que
controla boa parte dos fluxos do Brasil, tais como Bolsa
de Valores, escritórios de grandes firmas…).
2.4
Fragmentação
na
produção
–
novas
regionalizações
O fato de haver a possibilidade de um controle
distante do território, dado pelas redes técnicas e
controlado nas cidades globais, faz com que cada
região se especialize em um tipo de produção. Nossa
região, por exemplo, está sendo preparada para se
especializar na produção de papel e celulose. O papel
específico das regiões na economia mundial faz com
que haja uma interdependência em nível mundial, por
exemplo: os lucros da Nokia, uma empresa finlandesa,
dependem da isenção fiscal na Zona Franca de
Manaus, do suprimento de cobre vindo do Chile, e
assim por diante.
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Globalização
Características da globalização na economia de
mercado contemporâneo, aldeia global, blocos
econômicos, relações comerciais e financeiras
internacionais,
concorrência
comercial,
as
multinacionais, internet, língua inglesa, vantagens
Globalização:
contatos
comerciais,
financeiros e tecnológicos em nível global .
culturais,
O que é Globalização - Definição
Podemos dizer que é um processo econômico e social
que estabelece uma integração entre os países e as
pessoas do mundo todo. Através deste processo, as
pessoas, os governos e as empresas trocam idéias,
realizam transações financeiras e comerciais e espalham
aspectos culturais pelos quatro cantos do planeta.
O conceito de Aldeia Global se encaixa neste contexto,
pois está relacionado com a criação de uma rede de
conexões, que deixam as distâncias cada vez mais
curtas, facilitando as relações culturais e econômicas de
forma rápida e eficiente.
Origens da Globalização e suas Características
Muitos historiadores afirmam que este processo teve
início nos séculos XV XVI com as Grandes Navegações
e Descobertas Marítimas. Neste contexto histórico, o
homem europeu entrou em contato com povos de outros
continentes, estabelecendo relações comerciais e
culturais. Porém, a globalização efetivou-se no final do
século XX, logo após a queda do socialismo no leste
europeu e na União Soviética. O neoliberalismo, que
ganhou força na década de 1970, impulsionou o
processo de globalização econômica.
Com os mercados internos saturados, muitas empresas
multinacionais buscaram conquistar novos mercados
consumidores, principalmente dos países recém saídos
do socialismo. A concorrência fez com que as empresas
utilizassem cada vez mais recursos tecnológicos para
baratear os preços e também para estabelecerem
contatos comerciais e financeiros de forma rápida e
eficiente. Neste contexto, entra a utilização da Internet,
das redes de computadores, dos meios de comunicação
via satélite etc.
Uma outra característica importante da globalização é a
busca pelo barateamento do processo produtivo pelas
indústrias. Muitas delas, produzem suas mercadorias em
vários países com o objetivo de reduzir os custos. Optam
por países onde a mão-de-obra, a matéria-prima e a
energia são mais baratas. Um tênis, por exemplo, pode
ser projetado nos Estados Unidos, produzido na China,
com matéria-prima do Brasil, e comercializado em
diversos países do mundo.
Para facilitar
as relações
econômicas,
as
instituições
financeiras
(bancos,
casas
de
câmbio,
financeiras)
criaram um
sistema
rápido
e
eficiente
para
favorecer a
transferênci
a de capital
e
comercializa
Bolsa
de
valores:
ção
de
tecnologia
e
ações
em
negociações
em
nível
nível
mundial.
mundial..
Investimentos,
pagamentos e
transferências
bancárias,
podem
ser
feitos
em
questões
de
segundos
através
da
Internet ou de
telefone celular.
Os tigres asiáticos (Hong Kong, Taiwan, Cingapura e
Coréia do Sul) são países que souberam usufruir dos
benefícios da globalização. Investiram muito em
tecnologia e educação nas décadas de 1980 e 1990.
Como resultado, conseguiram baratear custos de
produção e agregar tecnologias aos produtos.
Atualmente, são grandes exportadores e apresentam
ótimos índices de desenvolvimento econômico e social.
Blocos Econômicos e Globalização
Dentro deste processo econômico, muitos países se
juntaram e formaram blocos econômicos, cujo objetivo
principal é aumentar as relações comerciais entre os
membros. Neste contexto, surgiram a União Européia, o
Mercosul, a Comecom, o NAFTA, o Pacto Andino e a
Apec. Estes blocos se fortalecem cada vez mais e já se
relacionam entre si. Desta forma, cada país, ao fazer
parte de um bloco econômico, consegue mais força nas
relações comerciais internacionais.
Internet, Aldeia Global e a Língua Inglesa
Como dissemos, a globalização extrapola as relações
comerciais e financeiras. As pessoas estão cada vez
mais descobrindo na Internet uma maneira rápida e
eficiente de entrar em contato com pessoas de outros
países ou, até mesmo, de conhecer aspectos culturais
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e sociais de várias partes do planeta. Junto com a
televisão, a rede mundial de computadores quebra
barreiras e vai, cada vez mais, ligando as pessoas e
espalhando as idéias, formando assim uma grande
Aldeia Global. Saber ler, falar e entender a língua
inglesa torna-se fundamental dentro deste contexto,
pois é o idioma universal e o instrumento pelo qual as
pessoas podem se comunicar.
3. Geografia da População
*Somos agora no Brasil 189.282.334 habitantes e no
Mundo 6.608.213.099 habitantes
A reflexão sobre os temas populacionais é muito
antiga. Isto porque o aumento ou a diminuição de
população traz conseqüências sérias para a
organização dos países. Todo aumento ou diminuição
traz várias necessidades e possibilidades novas.
População e recursos naturais - O fato de
haver mais população tem impacto direto nos recursos
naturais. Não só água e comida, mas moradia, saúde,
educação, emprego, etc., o que demanda uma maior
exploração da natureza.
3.1 Teorias populacionais
Malthusianismo - Criada por Thomas Malthus, pastor
anglicano em 1798 (contexto da Revolução Industrial).
“A população cresce em Progressão Geométrica (PG), a
produção de alimentos em Progressão Aritmética (PA)”.
Busca assim explicar as causas da fome (pequena
produção de alimentos e reprodução demais).
O (Neo) Malthusianismo - Toma o malthusianismo na
escala
dos
países,
dividindo
estes
em
“subdesenvolvidos” e “desenvolvidos”.
“Os países
subdesenvolvidos tem altas taxas de natalidade, por
isso têm problemas sociais (alto desemprego,
principalmente)”. Propõe o controle de natalidade (veja
mais abaixo o conceito) para os pobres.
Reformistas - Propõem que o crescimento populacional
exagerado não é causa da pobreza, mas sim
conseqüência. A solução para a explosão populacional
é a distribuição de renda, melhores condições de vida
(mais poder de compra, educação, saúde...).
Planejamento familiar, melhor distribuição (de renda, de
alimentos...).
3.2 Transição demográfica
Modelo que divide a evolução da população em
4 (ou 5, dependendo do autor) etapas. Geralmente se
refere à uma diminuição brusca da mortalidade,
passando pela “janela demográfica”, e chegando a um
envelhecimento da população. A diminuição da
natalidade também acontece, porém mais lentamente
(razões culturais, religiosas...).
Fases: 1 (alta mortalidade E natalidade), 2
(queda na mortalidade, alto crescimento), 3 (começo de
redução da natalidade), 4 (equilíbrio por baixo da
natalidade E moralidade), 5 (perda de população).
3.3 Janela demográfica - Caracteriza uma
estrutura da população em que o número de
dependentes (menores de 15 e maiores de 60) é baixo;
tem-se assim, uma grande População Economicamente
Ativa. Isto dá uma grande força de trabalho e poucos
gastos para o país.
- Causas da queda na mortalidade: Invenção dos
antibióticos e vacinação em massa (herança da II
Guerra Mundial, onde se incentivou a saúde preventiva,
para evitar grandes perdas por doenças), melhora nos
sistemas de saúde e saneamento.
- Causas da queda na natalidade: Planejamento
familiar, métodos contraceptivos, entrada da mulher no
mercado de trabalho, maior popularização do ensino
público.
BABY BOOM (explosão de bebês): alta taxa de
natalidade repentina causada por algum fator específico.
O último em nível mundial foi após a II Guerra Mundial
(incentivo dos governos à natalidade, já que muitos
haviam morrido nas batalhas), o que acabou
modificando a estrutura demográfica.
Problemas nos “países ricos” - falta gente:
Países como a Alemanha e a Dinamarca estão
apresentando baixo crescimento vegetativo (natalidademortalidade). As migrações e o incentivo à natalidade,
para melhorar as taxas de fecundidade são armas
contra este problema. Mas estas armas trazem novos
desafios...
MIGRAÇÕES– Por motivos culturais/religiosos,
as regiões que concentram riqueza tendem a não
aceitar trabalhadores estrangeiros. Isso tem causado
sérios problemas de xenofobia (aversão às coisas e
pessoas
estrangeiras).
Exemplos:
São
Paulo
(nordestinos), Europa (turcos, chineses...), EUA
(mexicanos).
Controle de natalidade - Individualmente, é exercido
por medicamentos ou ações que evitam a gravidez.
Pode ser exercido por instituições (Igrejas, Estado,
família, etc.);
Diferencia-se do PLANEJAMENTO
FAMILIAR (possibilidade de escolha da mulher/casal de
quantos filhos terá).
Pirâmide etária - gráfico que representa a estrutura de
sexo e idade de uma população. Nesse tipo de gráfico,
cada uma das metades representa um sexo; a base
representa o grupo jovem (até 19 anos); a área
intermediária ou corpo representa o grupo adulto (entre
20 e 59 anos); e o topo ou ápice representa a população
idosa (acima de 60 anos).
“A Guerra é um grande acelerador da história” (Vladimir
Lênin, revolucionário russo).
4. DESENVOLVIMENTO E SUBDESENVOLVIMENTO
– A QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO
Por muito tempo, a noção de desenvolvimento
esteve presa às condições produtivas dos países: o
capitalismo se expandindo resolveria os problemas de
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todos. Nesta aula, vamos tentar analisar um ponto de
vista um pouco diferente: encarar o desenvolvimento
como resultado da qualidade de vida da população.
4.1 Antecedentes: Adam Smith, pensador inglês,
propôs em 1776 (contexto da revolução industrial) que a
riqueza das nações estava na liberdade que os EstadosNação davam para os seus capitalistas lucrarem.
Pregava o laissez-faire (deixai fazer), ou seja, “cada
indivíduo em busca do seu próprio interesse irá
promover o bem comum sem a intervenção estatal”.
Esta teoria ficou conhecida como liberalismo.
4.2 Revendo algumas idéias pré-estabelecidas:
4.2.1 Existe um mapa “Norte-Sul”?: Por muito tempo,
as escolas e os livros didáticos estampavam um mapa
que separava os países “ricos, desenvolvidos”, dos
“pobres, subdesenvolvidos”. No lado Norte (os ricos)
estava os Estados Unidos, Canadá, Europa, Japão e,
como a exceção que confirma a regra, Nova Zelândia e
Austrália; já na parte Sul, América Latina, África e Ásia.
* Lembre-se do Neomalthusianismo que partia
da concepção que os países “desenvolvidos” tinham
baixo crescimento populacional, e justamente por isso
eram ricos (menos gente = menos gasto com educação,
saúde, etc.).
4.2.2 A industrialização como medida do
desenvolvimento: a quantidade de indústrias de um
país seria a medida da sua riqueza. Os países “ricos”
são os que produzem produtos elaborados, de alta
tecnologia; já os países “pobres” são aqueles que são
mais agrários, produzindo alimentos e outras coisas que
exigiriam pouca tecnologia.
4.2.3 O tamanho do PIB como medida do
desenvolvimento: O PIB mede as riquezas geradas
num país. Aqui o desenvolvimento é confundido com
crescimento, apesar de serem coisas diferentes. O
crescimento é somente o aumento da riqueza gerada
em um país, não leva em conta quem se apropria dessa
riqueza, se ela fica dentro do país, ou dentro do bolso
do trabalhador...
4.2.4 O PIB per capita como medida do
desenvolvimento: aqui parte-se do princípio de que o
PIB dividido igualmente por toda a população mede o
desenvolvimento de um país. O problema já está posto
no início: dentro de uma realidade que abriga muitas
outras realidades - um país – poucas pessoas ficam
com muito dinheiro e vice-versa...
* Alguns países com renda vinda do petróleo (Kuwait,
por exemplo) tem uma das maiores rendas per capita do
mundo; no entanto, toda a renda está ligada ao pequeno
grupo que lucra com a exploração do petróleo. No
Brasil, cada brasileiro ganharia 6.571 por ano
(aproximadamente 550/mês), contando com toda a
população...
4.3 Alguns índices criados para tentar medir o
desenvolvimento:
4.3.1 Índice de Gini: criado para medir a desigualdade
de renda. Faz uma escala de 0 a 1, onde 0 é a
distribuição perfeita e 1 significa que toda a renda do
recorte geográfico usado está na mão de uma pessoa.
Curiosidade: Santa Vitória do Palmar tem o 3º pior
índice de Gini entre os municípios do Brasil.
4.3.2 Índice de Desenvolvimento Humano (IDH):
Criado em 1992 por um economista paquistanês é
usado pela ONU para medir a qualidade de vida nos
diferentes países. Leva em conta indicadores da
educação, a expectativa de vida ao nascer da
população e a renda per capita. Por ser um índice que
leva em conta vários outros, o IDH é mais completo, dá
uma imagem mais real da situação da população de um
país.
4.4 Teorias mais atuais – o desenvolvimento como
sinônimo de liberdade
O economista indiano Amartya Sen propõe que
o verdadeiro desenvolvimento é aquele que traz
liberdade para as pessoas.
Ou seja: não basta
crescimento econômico, nem dinheiro no bolso; as
pessoas precisam viver em um lugar sem preconceitos,
ter oportunidade de fazer o planejamento familiar, ter
proteção aos mais indefesos ao capitalismo (crianças,
idosos...), ter tempo para o lazer, oportunidade para
estudar. Um país não pode ser rico se a população não
vai junto (o que é um país sem a população?).
“A gente não quer só comida, a gente quer comida,
diversão e arte” (Titãs).
5. GEOGRAFIA RURAL
5.1 Conceitos básicos
O rural não se resume ao agrário, que, por sua
vez, não se resume ao agrícola;
–
Rural: está relacionado ao espaço rural
de uma maneira geral, se refere a atividades agrícolas e
não-agrícolas;
–
Agrário: se refere ao sistema da
agricultura em geral (questões sociais, produtivas,
técnicas);
–
Agrícola: questões eminentemente
relacionadas a produção de alimentos e matéria-prima;
–
O rural não se resume ao agrícola, ele tem
uma multifuncionalidade. Isso quer dizer que no
campo há mais do que plantações: existe uso
residencial, industrial, etc. Da mesma forma, nem todos
que moram no campo são agricultores.
A agropecuária consiste no conjunto de
técnicas produtivas voltadas para o controle do
desenvolvimento das plantas e animais para consumo
alimentar e industrial. Diferencia-se da indústria porque
o seu fluxo produtivo depende de processos
biológicos (fertilidade do solo, chuvas, etc.).
Atualmente, técnicas modernas têm deixado a produção
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cada vez menos dependente da fertilidade natural do
solo, no entanto, alguma dessas técnicas (defensivos
agrícolas, fertilizantes sintéticos) podem ter influência
ruim na qualidade ambiental (e por conseqüência de
vida, no campo).
6.1 Trabalho no campo brasileiro (Fonte: IBGE)
17.733.835 milhões de pessoas (mão de obra ocupada);
4.891.557 milhões de empregados;
1.550.129 milhão de registrados;
3.341.428 milhões sem registros;
5.2 Os três pilares da agricultura
6.2 Tendências da população rural
• Terra engloba os aspectos de fertilidade natural e
também de extensão;
• Trabalho importante nas culturas camponesas
vem perdendo força frente à técnica (tratores,
agroquímicos…);
•
Capital É hoje o principal fator. Engloba toda a
técnica necessária para o plantio
5.3
•
Desagrarização: a população do espaço rural
trabalha cada vez menos com atividades agrícolas,
crescendo o turismo rural, agroindústrias familiares…
•
Envelhecimento: em relação à faixa etária os
jovens são as principais vítimas do êxodo rural.
•
Masculinização: em relação ao sexo, as
mulheres são as principais atingidas pelo êxodo rural.
Exemplos de sistemas agrícolas
Comparativo entre os censos de 1990 e 2000
* Economia camponesa de subsistência: Presente
em várias partes do mundo tem os fatores TRABALHO
(principal) e TERRA (fertilidade) predominantes. O
desmonte desses sistemas tem gerado grandes fomes.
Exemplos: rizicultura (plantio manual de arroz) na Ásia.
* Plantation: Implantado no período colonial em países
da Ásia, África e América Latina. Produção de culturas
tropicais com valor comercial alto (café, cacau, etc.) com
controle produtivo de grandes corporações (desde a
produção em si até o escoamento). Capital presente
mais freqüentemente. Exemplo: plantio de arroz na
região de Pelotas.
6.3 Histórico da ocupação agrária
* Entre 1500 até 1822: A Coroa de Portugal cedia as
terras por meio de sesmarias e datas;
*
As “terras devolutas” poderiam ser ocupadas
livremente, a terra tinha apenas valor de uso;
* 1850: “Lei de Terras” – determinou que as terras
devolutas só poderiam ser ocupadas se compradas do
governo;
“Coincidência”: em 1850, também foi o ano em
que foi extinto o tráfico negreiro (Lei Eusébio de
Queirós);
5.4 “Revolução Verde”
Movimento que começou na década de 60 e
inseriu as técnicas modernas (herbicidas, inseticidas,
adubos químicos...) na agricultura. A busca foi por uma
maior produtividade, mas quem saiu lucrando mesmo
foram os EUA (os que produzem a técnica).
Conseqüências diretas na mão-de-obra (menor uso) e
no meio ambiente (maior intervenção).
5.4 A Bolsa de Mercadorias de Chicago
A mais tradicional bolsa de contratos futuros de
commodities (mercadorias) agrícolas do mundo.
São negociados em média 900 mil contratos ao dia. O
giro financeiro (a quantidade de dinheiro que é
negociada na bolsa) diário chega a meio trilhão
(500.000.000.000) de dólares.
* O preço de compra do grão colhido no Rio Grande do
Sul, por exemplo, é determinado pela fórmula que,
simplificadamente, pode ser expressa assim: o preço
definido pela bolsa de Chicago mais ou menos o prêmio
(definido pelo custo de frete, impostos e variáveis
locais).
6. O ESPAÇO RURAL DO BRASIL E DO RIO
GRANDE DO SUL
* 1929/30: Com o crash da Bolsa de Nova York, muitos
antigos latifúndios do café foram se fragmentando;
houve um aumento nas pequenas propriedades;
* 1964: “Reformas de Base” de João (Jango) Goulart –
tentativa de reforma agrária
* 1964- governo militar:
1º de abril se dá o Golpe Militar
Novembro: criação do “Estatuto da Terra”
Início do processo de “modernização
conservadora” (outro nome da Revolução Verde) –
entrada pesada da técnica no campo brasileiro sem
mudança na estrutura da propriedade (continuação da
concentração fundiária).
Criação de cursos de engenharia agrícola, crédito
subsidiado para facilitar a modernização do campo
brasileiro.
O Estatuto da Terra (herança da ditadura militar que é
válido até hoje):
•
Propriedade familiar: o imóvel rural que, direta
e pessoalmente explorado pelo agricultor e sua família,
lhes absorva toda a força de trabalho, garantindo-lhes a
subsistência e o progresso social e econômico. É a base
para definir o módulo rural e módulo fiscal
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•
Módulo rural: Unidade que exprime o tamanho
de uma propriedade familiar, de acordo com
características geográficas, de dimensão e possíveis
aproveitamentos.
Define questões sindicais e os
beneficiários dos programas de reforma agrária
(também do Banco da Terra).
mesmo, representativo do sistema econômico, social e
político, e é, igualmente, o espaço privilegiado da função
educadora e de um grande número de lazeres:
espetáculos, representações que implicam a presença
de um público bastante denso. (Roberto Auzelle).
7.2 Conceitos em Geografia Urbana
–
Módulo fiscal: Unidade de medida
expressa em hectares, que considera: tipo de
exploração predominante, renda obtida com essa
exploração, etc. Uso: define os beneficiários do
PRONAF (pequenos agricultores de economia familiar,
proprietários, meeiros, posseiros, parceiros ou
arrendatários de até 4 módulos fiscais).
O Estatuto também define as categorias de
imóveis rurais:
* Minifúndio: inferior a um módulo fiscal
* Empresa rural: propriedade com área de um a 600
módulos fiscais;
* Latifúndio por dimensão: superior a 600 módulos
fiscais;
* Latifúndio por exploração: área do tamanho de uma
empresa rural mantida inexplorada.
•
1984 (ano da redemocratização): criação do
Movimento dos Sem-Terra (MST), com o objetivo de
pressionar a reforma agrária;
*Reforma agrária: Distribuição da terra com
vistas a mudanças na estrutura fundiária. Só pode feita
pelo governo Federal. Não confundir com colonização
(distribuição de terras a fim de ocupar espaços vazios,
feita por governo federal, estadual, municipal ou
particulares).
6.4 Agroindústrias: unidades industriais que beneficiam
a matéria-prima do campo. Podem tanto ser grandes
indústrias desvinculadas do campo quanto pequenas
unidades dentro da própria propriedade.
7.2.1 Megacidades (cidades com mais de 10 milhões de
habitantes). As cinco maiores cidades do mundo, por
exemplo, são: Mumbai (12.778.721 hab.) Karachi
(12.207.254 hab.) Déli (11.055.365 hab.) Shangai
(10.840.516 hab.) Moscou (10.375.688 hab.). *Aqui só
se conta a população da cidade, não das metrópoles.
7.2.2 Cidades globais - cidades com papel central na
economia globalizada. Concentram (controlam) fluxos e
serviços essenciais à economia global. Exemplos: Nova
Iorque, Paris, Tóquio, Londres, Chicago, Frankfurt, Hong
Kong, Los Angeles, Milão, Cingapura, São Paulo.
7.2.3 Rede urbana: Conjunto de cidades interligadas
umas às outras por redes de transportes e
comunicações, por onde fluem pessoas e serviços,
mercadorias e informações. Os fluxos das redes são
controlados por seus nós (pense numa rede de pesca,
sem os nós ela não se sustenta). Um exemplo de rede
urbana é a do Sul do Rio Grande do Sul, onde várias
cidades do entorno de Pelotas (Jaguarão, Canguçu, São
Lourenço…),
dependem
de
vários
serviços
exclusivamente localizados em Pelotas.
A rede urbana tradicionalmente teve uma hierarquia,
como mostrada acima. Todavia, a técnica possibilita
hoje que uma cidade pequena, uma vila se comunica
diretamente com uma cidade global (via internet, por
exemplo).
7.2.4 Sítio, situação e forma urbana
6.5 Fronteira agrícola: área que antes era apenas um
espaço natural que passa a ser ocupada por atividades
agrícolas (exemplos: Cerrado, Amazônia e o plantio de
soja).
•
Situação – refere-se a um contexto regional,
referindo-se a uma posição, com um marco
natural (Pelotas, na Lagoa dos Patos, por
exemplo);
7. O ESPAÇO URBANO: diferentemente do espaço
rural (que constitui tudo o que não é espaço urbano), o
espaço urbano é delimitado por lei. Os critérios variam
de país para país; no Brasil, o perímetro urbano é o
mesmo que o distrito-sede, e cada cidade define onde
acaba este
•
Sítio – diz respeito à localização da cidade no
seu surgimento, referindo-se a topografia.
•
Forma – diz respeito à organização da cidade
em relação ao desenvolvimento da planta
urbana
7.1 O que é a cidade?
Um lugar de trocas. Trocas materiais antes de tudo: o
lugar mais favorável à distribuição dos produtos da terra,
à produção e distribuição dos produtos manufaturados e
industriais e, enfim, ao consumo dos bens e serviços os
mais diversos. A estas trocas materiais, ligam-se, de
maneira inseparável, as trocas do espírito: a cidade é
por excelência, o lugar do poder administrativo, ele
7.2.5 Fenômenos de conurbação
•
Conurbação – ligação entre a malha urbana de
uma cidade com a outra. Exemplo: Porto Alegre
– Canoas (não há zona rural entre uma e outra);
•
Metrópole (fenômeno) – cidades grandes
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•
Região Metropolitana – criada por lei, tem,
teoricamente várias cidades com áreas
conurbadas;
•
Aglomeração urbana – regiões metropolitanas
em escala menor.
7.3 Dinâmica atual
“Deseconomias de escala” – com a divisão
territorial do trabalho as empresas procuram áreas com
menor custo cada vez mais longe das metrópoles;
Os bicombustíveis são combustíveis com fontes
renováveis, obtidos a partir do beneficiamento de
determinados vegetais, entre os quais podemos citar:
cana-de-açúcar,
plantas
oleaginosas,
resíduos
agropecuários, eucalipto, além de muitos outros.
Essa fonte de energia, de acordo com especialistas, é
uma alternativa relativamente eficiente para amenizar
diversos problemas relacionados à emissão de gases e,
automaticamente, combater o efeito estufa. Para isso é
preciso promover gradativamente a substituição do uso
dos combustíveis fósseis pelos bicombustíveis, até
porque o petróleo é um recurso finito e que, segundo
pesquisadores, deve acabar por volta do ano de 2070.
As metrópoles brasileiras começam a perder
importância com o crescimento das cidades médias.
TRADICIONAL
Metrópole nacional
Metrópole regional
Centro regional
Cidade local
Vila
Fontes de energia
As fontes de energia podem ser convencionais ou
alternativas. Energia convencional é caracterizada pelo
baixo custo, grande impacto ambiental e tecnologia
difundida. Já a energia alternativa é aquela originada
como solução para diminuir o impacto ambiental. Com
essas duas fontes de energia, surgem também duas
distinções: renováveis e não-renováveis.
Renovável: é a energia que é extraída de fontes
naturais capaz de se regenerar, consequentemente
inesgotável. Ex: energia solar, energia eólica, etc.
Não-renovável: é a energia que se encontra na
natureza em quantidades limitadas, que com sua
utilização se extingue. Ex: petróleo, carvão mineral, etc.
Biocombustíveis
A era de transformar
combustíveis.
produtos
agrícolas
em
Atualmente, a produção de energia a partir de produtos
agrícolas é classificada em: etanol, biogás, biodiesel,
florestas e resíduos. Em relação à produção do etanol,
pretende-se obter totalmente a partir da cana-de-açúcar.
O biogás é uma fonte de energia produzida de restos de
matéria orgânica em fase de decomposição, como por
exemplo, palhas, estercos, bagaços de diversos tipos de
vegetais ou lixo. O biodiesel é uma fonte de energia
obtida a partir do processamento de determinadas
sementes, como de mamona, dendê, girassol, babaçu,
amendoim e soja. Os óleos derivados desses vegetais
podem ser usados integralmente ou agregados ao
diesel
(fóssil)
em
quantidades
variadas.
A fonte energética apresentada figura atualmente como
uma alternativa frente aos problemas ambientais, a
escassez de petróleo e os elevados preços desse
produto no mercado internacional. No entanto, é bom
ressaltar que a produção de bicombustíveis também age
negativamente nos ambientes naturais e que pode
também comprometer a produção de gêneros
alimentícios.
Álcool Absoluto
Através do tratamento com benzeno e a destilação do
etanol, se obtêm o álcool absoluto, um combustível
altamente concentrado. A destilação simples ou
fracionada de etanol e água não resulta em uma
concentração maior que 95%, já o álcool absoluto
possui uma concentração de 100% ou algo bem
próximo disso. O álcool puro, chamado álcool absoluto,
é muito mais caro e utiliza-se apenas quando
estritamente necessário, principalmente no preparo de
fórmulas farmacêuticas e cosméticos.
Bio-etanol
Bio-etanol é todo etanol obtido através de processos em
que a biomassa seja a matéria-prima, por exemplo, a
cana-de-açúcar, o milho e a celulose. O bio-etanol,
substituto da gasolina, permite uma redução de 12% na
emissão
de
gases
poluentes.
Além disso, ele entrega mais 25% de energia
suplementar em relação à quantidade de energia
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consumida no veículo. O Bio-etanol é utilizado no Brasil
principalmente como combustível nos motores no setor
de
transporte
rodoviário.
Atualmente, o bio-etanol envolve polêmica, pelo fato de
se utilizar, por exemplo, o milho entre outros alimentos,
visto que poderia ser utilizado para alimentar pessoas.
Bio-óleo
Bio-óleo é um combustível líquido, de cor negra, obtido
por meio dos processos de pirólise, no qual ocorre a
queima (degradação térmica) de resíduos agrícolas de
pequeno tamanho como bagaço de cana, casca de
arroz, capim, casca de café e serragem. Nesse
processo, a biomassa é submetida a uma temperatura
de
500
graus
centígrados
em
um
reator.
O bio-óleo pode substituir o diesel, mas sua aplicação
ideal não é em veículos, e sim como alternativa na
geração de energia ou como combustível de
aquecimento. O bio-óleo também pode ter aplicações na
indústria alimentícia, como o sabor de defumado, além
de ser um combustível limpo.
Biodiesel
O biodiesel é um combustível biodegradável produzido a
partir de fontes renováveis em diversos processos de
fabricação como o craqueamento que quebra as
moléculas a partir de altas temperaturas que, quebra
moléculas e forma misturas e compostos; a esterificação
que é a reação química entre um ácido carboxílico e um
álcool que produzem éster e água ou a
transesterificação que consiste numa reação química
dos óleos vegetais ou gorduras animais com o etanol ou
metanol, sendo este o mais usado.
Foi criado com a finalidade de substituir o diesel a fim de
diminuir a quantidade de poluentes liberados na
atmosfera. Além disso, o biodiesel é um ótimo
lubrificante, aumenta a qualidade do motor, possui baixo
risco de explosão, não libera resíduos no motor, aceita
misturas com o diesel, absorve menor quantidade de
oxigênio, é constituído por carbono neutro capturado
pelas plantas, é econômico e gera empregos nas áreas
rurais e urbanas.
As fontes usadas para originar o biodiesel são: gorduras
animais, óleos vegetais de mamona, dendê, girassol,
babaçu, amendoim, pinhão, soja, canola e outros.
Biogás
Esboço do processo de produção do biogás.
Biogás é um tipo de gás produzido a partir da mistura de
dióxido de carbono e metano, por meio da ação de
bactérias fermentadoras em matérias orgânicas. A
fermentação acontece em determinados patamares de
temperatura,
umidade
e
acidez.
Artificialmente esse processo ocorre através de um
equipamento, o biodigestor anaeróbico. O próprio
metano não possui cheiro, cor ou sabor, mas os outros
gases apresentam odor desagradável. O biogás é uma
fonte energética renovável, por essa razão é
considerado
um
bicombustível.
A matéria-prima usada na produção do biogás é de
origem orgânica, são aproveitados materiais como
esterco (humano e de animais), palhas, bagaço de
vegetais e lixo. Essa fonte energética pode ser utilizada
como combustível para fogões, motores e na geração
de energia elétrica; além de não poluir, não é inflamável.
Usina de biogás
A instalação de biodigestores para produção de biogás
é recomendada para áreas rurais e determinados
espaços urbanos. Países como China e Índia contam
com um grande número desse equipamento em
pequenas cidades e propriedades rurais. No Brasil, os
biodigestores são instalados, majoritariamente, na zona
rural. Há intenção de implantá-los em grandes cidades
brasileiras, no entanto, a capacidade de processamento
do equipamento não acompanha a quantidade de lixo,
para superar essa dificuldade seria preciso milhares de
biodigestores.
A utilização desse tipo de fonte energética é favorável
por dois motivos: por ser uma energia limpa e por
contribuir para a questão do lixo, uma vez que os
resíduos orgânicos são as matérias-primas. Toda fonte
de energia alternativa é importante, até porque o mundo
precisa encontrar fontes energéticas para substituir as
tradicionais, como petróleo, carvão e usinas
hidrelétricas, que provocam grande poluição e impactos
ambientais.
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Profª Magda Beatriz Brito
Biomassa
Biomassa é a matéria orgânica utilizada na produção de
energia. Nem toda a produção primária do planeta
passa a incrementar a biomassa vegetal, pois parte
dessa energia acumulada é empregada pelo
ecossistema na sua própria manutenção. As vantagens
do uso da biomassa na produção de energia são o baixo
custo, o fato de ser renovável, permitir o
reaproveitamento de resíduos e ser bem menos
poluente que outras fontes de energia como o petróleo
ou
o
carvão.
As biomassas mais utilizadas são: a lenha (já
representou 40% da produção energética primária no
Brasil), o bagaço da cana-de-açúcar, galhos e folhas de
árvores, papéis, papelão, etc. A biomassa é o elemento
principal de diversos novos tipos de combustíveis e
fontes de energia como o bio-óleo, o biogás, o BTL e o
biodiesel.
A renovação da biomassa ocorre através do ciclo do
carbono. A queima da biomassa ou de seus derivados
provoca a liberação de CO2 na atmosfera. As plantas,
através da fotossíntese, transformam esse CO2 nos
hidratos de carbono, liberando oxigênio. Assim, a
utilização da biomassa, desde que não seja de forma
predatória, não altera a composição da atmosfera.
A biomassa se destaca pela alta densidade energética e
pelas facilidades de armazenamento, conversão e
transporte. A semelhança entre os motores com
utilização de biomassa e os que utilizam energias
fósseis é outra vantagem. Dessa forma, a substituição
das formas de obtenção de energia não teria impacto
tão
grande
na
indústria
automobilística.
Embora a utilização de biomassa como fonte de energia
traga fantásticas vantagens, é importante ressaltar que
se deve ter um amplo controle sobre as áreas
desmatadas. Um exemplo disso foi a expansão da
indústria de álcool no Brasil, onde várias florestas foram
desmatadas para dar lugar a plantações de cana-deaçúcar. Por isso a preocupação ambiental, mais do que
nunca, deve ser prioridade na utilização da biomassa.
BTL
BTL (Biomass-to-Liquids) é um combustível líquido
obtido através do Processo denominado FischerTropsch. Esse processo consiste em converter a
biomassa em gás. Para isso, emprega-se normalmente
oxigênio e gera-se um gás com teores elevados de
monóxido
de
carbono
e
hidrogênio.
Estes dois gases podem ser combinados em reatores
químicos para gerar combustíveis líquidos. O BTL é
utilizado apenas em veículos equipados com motores a
diesel sem modificações e apresenta apenas 10% dos
poluentes produzidos pelos combustíveis fósseis.
Etanol
Etanol ou álcool etílico é um líquido incolor, inflamável e
de odor característico. É composto por moléculas com
um grupo de hidroxila ligadas a um de carbono. É
miscível em água e em outros compostos orgânicos.
O etanol pode ser obtido a partir da cana-de-açúcar e de
outras matérias orgânicas substituindo parcialmente o
petróleo. Há quem questiona o uso do álcool por causa
do impacto ambiental que este provoca, por causa da
necessidade de espaço para a monocultura da cana-deaçúcar e a queima da palha, além disso, seu uso não
tem alterado o desenvolvimento do Brasil, embora seu
uso contribua para a melhoria da atmosfera já que este
diminui 1,3t de CO2, enxofre, benzeno e chumbo além
de não inibir conversores catalíticos, de emitir
quantidade desprezível de partículas e reduzir a
emissão de hidrocarbonetos.
O estado de São Paulo destaca-se como maior produtor
e consumidor de álcool.
Etanol Celulósico
Etanol celulósico é o etanol obtido através da celulose,
um componente da biomassa. Existem dois processos
para se obter o etanol celulósico, no primeiro a celulose
é submetida a um processo chamado hidrólise
enzimática, o segundo método é a gasificação,
fermentação
e
destilação.
O desenvolvimento de etanol celulósico pode trazer dois
benefícios: a viabilidade da criação de centros
produtores de bio-combustíveis e o fim da ameaça de
desabastecimento da indústria alimentícia, visto que se
pode obter a lignocelulose com a utilização de partes de
plantas (bagaços, folhas e caules) como matéria-prima.
Metanol
O metanol (CH3OH) ou álcool metílico é um composto
químico encontrado na forma líquida, com ponto de
fusão de -98°C, inflamável e possui uma chama
invisível.
Para se obter o metanol, existem duas maneiras: a
destilação de madeiras ou a reação do gás de síntese
vindos
de
origem
fóssil.
O metanol é utilizado grandemente como solvente
industrial, na indústria de plásticos, como solvente em
reações de importância farmacológica, etc. A relação do
metanol com os combustíveis é que ele é usado no
processo de transesterificação da gordura, na produção
do biodiesel. Também pode ser usado como
combustível em algumas categorias de postos nos EUA.
No Brasil, o metanol foi utilizado durante uma época em
substituição temporária ao álcool, em virtude de uma
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grande falta deste produto no mercado, porém hoje em
dia, por ser extremamente tóxico, o metanol já não é
mais utilizado como combustível.
Óleo Vegetal
O óleo vegetal é uma gordura obtida através das
plantas, predominantemente, das sementes. Os óleos
vegetais são usados como óleo de cozinha, como
lubrificante, na fabricação de produtos, na pintura e
como combustível. Os óleos vegetais são insolúveis em
água, porém são solúveis em solventes orgânicos.
Em relação ao fato de ser uma fonte de energia e por
ser renovável, o óleo vegetal apresenta enormes
vantagens nos aspectos ambientais, sociais e
econômicos, podendo ser considerado como um
importante fator de viabilização do desenvolvimento
sustentável, sem agressões ao meio ambiente.
O Brasil possui uma enorme diversidade de espécies
vegetais oleaginosas das quais, se podem extrair uma
grande quantidade de óleos. Experiências comprovam a
viabilidade tanto técnica como ambiental do uso do óleo
vegetal, puro ou misturado com óleo diesel, nos motores
de automóveis.
Em relação ao lado técnico, os motores que trabalham
alimentados a óleo vegetal funcionam normalmente,
com um pequeno aumento de consumo de combustível,
e em função do aspecto ambiental ocorre uma
diminuição significativa da emissão de poluentes.
B2
B2 é um combustível líquido, usado em automóveis,
constituído de 2% de biodiesel e 98% de diesel fóssil,
conforme determina a legislação. A partir de janeiro de
2008 todos os postos do Brasil terão biodiesel, o B2.
Isso acarretará ao país uma economia de US$ 348,3
milhões (números de 2005) por ano. Foi comprovado
que com a utilização do B2 como combustível, os
motores têm os mesmos valores de torque e potência
que com o óleo diesel, e com a vantagem da redução da
emissão do material particulado.
Butano
O butano é um hidrocarboneto gasoso, inodoro, incolor,
altamente inflamável, obtido através do aquecimento
lento do petróleo. O butano é o gás de cozinha fornecido
através
de
tubulações
e
botijões.
Sua fórmula é C4H10 e sua molécula é apolar, portanto
não é solúvel em água, assim como todos os derivados
do petróleo. O butano é inodoro, por isso, para
podermos saber quando há um vazamento de gás, por
exemplo, é colocada uma substância com cheiro
específico, portanto, o que sentimos não é o cheiro do
butano.
O butano também, ao contrário da maioria dos gases,
tem densidade de quase o dobro do ar atmosférico,
assim, o butano tende a se depositar no fundo dos
recipientes.
Carburante
Pode-se dizer que carburante é toda substância
química, contendo potencialmente uma grande
quantidade de energia, cuja combustão permite obter
energia mecânica. São exemplos de carburantes, a
gasolina, o óleo diesel, o etanol, etc. Um motor queima
em média 60 % de carburante
Carvão Mineral
Carvão Mineral é um combustível fóssil extraído da terra
através da mineração, de cor preta ou marrom. É
composto primeiramente por carbono e magnésio sob a
forma de betumes. De todos os combustíveis
produzidos e conservados pela natureza sob a forma
fossilizada, carvão mineral é o mais abundante.
As maiores reservas nacionais de carvão no Brasil
encontram-se no sul do país, em formações
sedimentares da era Paleozóica, do Rio Grande do Sul
ao Paraná. Entre os estados, Santa Catarina lidera o
ranking de produção de carvão mineral, pois ali se
encontram as jazidas de melhor qualidade.
CTL
O CTL (Coal-to-Liquids) é um combustível líquido obtido
através do processo de Fischer-Tropsch, onde o carvão
é utilizando como base. O processo de Fischer-Tropsch
é uma reação catalisadora química na qual o monóxido
de carbono e o hidrogênio são convertidos em
hidrocarbonetos
líquidos.
O carvão líquido foi criado por investigadores alemães
no século 20, e inclusive alimentou a máquina de guerra
nazista. Para especialistas, o CTL tem todas as
possibilidades
de
responder
aos
imperativos
econômicos e ecológicos. Sabe-se que uma viatura
alimentada a CTL é 30% mais limpa do que uma outra,
alimentada a gasolina.
Formação do carvão mineral
Produção de carvão na China.
Carvão mineral é um minério não-renovável extraído do
subsolo por meio da mineração. É um combustível fóssil
que foi bastante usado na Primeira Revolução Industrial.
Esse minério possui uma coloração preta ou marrom,
constituído por átomos de carbono e magnésio, na
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categoria de combustíveis fósseis o carvão é o que
possui a maior reserva no mundo. No planeta, os
maiores produtores de carvão mineral são Rússia
56,5%, Estados Unidos 19,5%, China 9,5%, Canadá
7,8%, Europa 5,0%, África 1,3% e outros 0,4%.
O minério em questão formou-se há milhões de anos. O
processo de sua formação aconteceu a partir de
troncos, raízes, galhos e folhas de árvores gigantes.
Todos esses fragmentos vegetais, após terem morrido,
foram depositados e soterrados por sedimentos, e por
meio de uma grande pressão e temperaturas
extremamente elevadas foram gradativamente se
transformando em minério de carvão, isso há 300
milhões de anos.
As etapas de formação do minério ocorreram
primeiramente com a constituição da turfa, depois do
linhito, o carvão betuminoso e o antracito. Em todo o
globo existem aproximadamente 8 trilhões de toneladas
de
carvão
com
viabilidade
de
exploração.
O carvão foi e ainda continua sendo uma das principais
fontes de energia, superado somente pelo petróleo. Pelo
menos 23,3% da energia consumida é oriunda do
carvão mineral.
Por
Eduardo
de
Freitas
Graduado
em
Geografia
Equipe Brasil Escola
Gás de Petróleo Liquefeito
O gás de petróleo liquefeito (GPL) é um combustível
utilizado em aplicações de aquecimento (fogões,
veículos, etc), formado através de uma mistura de gases
de hidrocarbonetos. É obtido a partir da destilação do
petróleo, é o último dos produtos que se obtêm da sua
refinação.
diferente do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) por ser
formado por hidrocarbonetos na faixa do metano e do
etano, enquanto o GLP possui em sua constituição,
hidrocarbonetos na faixa do propano e do butano.
Nos postos de combustíveis ele chega através de
tubulações, onde é comprimido por equipamentos
específicos à pressão máxima de abastecimento de um
veículo. No Brasil a conversão de motores à gasolina e
álcool para o GNV se tornou algo crescente, porém,
com a questão da crise do gás na Bolívia, houve
redução
no
crescimento.
A economia, com a utilização do GNV, chega a 66%,
sendo indicado para usuários que rodam acima de 1000
km/mês, devido ao custo da transformação do veículo.
Todos os acidentes registrados até hoje, são em função
de adaptações realizadas por pessoas não habilitadas.
Portanto, o GNV é um combustível extremamente
seguro, se o veículo for convertido em uma oficina
credenciada.
A queima do GNV é uma das menos poluentes,
praticamente sem emissão de monóxido de carbono.
Assim, o GNV é, sem dúvida, a melhor opção de
combustível para utilização em grandes centros
urbanos.
Nafta
Em relação aos automóveis, o GPL é uma boa aposta
para reduzir a emissão de gases poluentes. Devido a
uma mistura de ar e combustível perfeitamente
homogênea, a combustão efetuada pelo motor é mais
completa e uniforme, além disso, é um dos combustíveis
mais baratos. Hoje no mercado existem quase 5 milhões
de veículos com GPL e mais de 20 mil pontos de venda.
No Brasil, o GPL é usado principalmente como
combustível doméstico em fogões e aquecedores de
água. Na indústria é utilizado em processos que
requeiram queima praticamente isenta de impurezas,
onde os gases de combustão tenham contato direto com
o produto ou em áreas com limitações de emissões para
a atmosfera. Também é utilizado na indústria
petroquímica para a produção de borrachas e
polímeros.
GNV
Diversos bens de consumo têm em sua composição o
elemento Nafta.
Nafta é um composto proveniente do petróleo utilizado
como
matéria-prima
em
indústrias
do
ramo
petroquímico, na fabricação de eteno e propeno,
incluindo ainda o benzeno, tolueno e xilenos.
A Nafta petroquímica se apresenta em forma líquida e
sem cor, seu potencial de destilação é semelhante ao
da gasolina. Esse composto é agregado como matériaprima em três Centrais Petroquímicas brasileiras:
Braskem (Bahia), Copesul (Rio Grande do Sul) e
Petroquímica União (São Paulo), as quais produzem
eteno, propeno, butadieno, além de correntes
aromáticas.
No Brasil, somente a Petrobras produz Nafta
petroquímica, essa empresa supre parcialmente o
mercado interno com sua produção. Desse modo, para
não faltar o produto, as Centrais Petroquímicas
adquirem
por
meio
da
importação.
O Nafta energético é a matéria-prima usada para
geração do gás síntese, isso por meio de um
procedimento industrial que faz a reformação com vapor
de água.
O Gás Natural Veicular (GNV) é um combustível
gasoso, vem sendo largamente utilizado nos veículos
como alternativa aos outros combustíveis. O GNV é
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Carvão Mineral
Fumaça oriunda da queima do carvão mineral.
O carvão mineral é um minério não-metálico, possui cor
preta ou marrom com grande potencial combustível,
uma vez queimado libera uma elevada quantidade de
energia.
É constituído basicamente por carbono (quanto maior o
teor de carbono mais puro é o carvão) e magnésio,
sendo
encontrado
em
forma
de
betume.
Esse carvão é considerado um combustível fóssil, pois
as jazidas desse minério se formaram há milhões de
anos; quando extensas florestas foram submersas,
fazendo com que os restos de vegetais, que são ricos
em carbono, se transformassem em um elemento
rochoso. Esse é classificado em turfa, linhito, antracito e
hulha, essa distinção existe em razão das condições
ambientais
e
época
de
formação.
O combustível fóssil é utilizado, especialmente, no
aquecimento de fornos de siderúrgicas, indústria
química (produção de corantes), na fabricação de
explosivos, inseticidas, plásticos, medicamentos,
fertilizantes e na produção de energia elétrica nas
termoelétricas. O carvão mineral teve seu uso difundido
bem antes do descobrimento do petróleo como fonte de
energia. No século XVIII surgiram máquinas movidas a
vapor, que permitiram a substituição da força animal
pela
mecânica.
No século XX o petróleo ocupou lugar de principal fonte
de energia, superando o uso do carvão mineral, no
entanto, sua importância é bastante representativa no
mundo. Atualmente, do total de reservas de carvão
existentes no mundo, 56,5% se encontra na Rússia;
19,5%, nos Estados Unidos; 9,5%, na China; 7,8%, no
Canadá; 5,0%, na Europa; 1,3%, na África; e 0,4%, em
outros países.
Recursos energéticos fósseis
Área de extração de petróleo.
A natureza oferece uma série de recursos
indispensáveis ao homem, dentre eles podemos citar os
minerais.
Os recursos minerais foram extraídos de maneira mais
intensa a partir da Primeira Revolução Industrial. Uma
vez que para o funcionamento da indústria é preciso ter
abundância de matéria-prima e energia, nesse
seguimento produtivo os recursos mais utilizados são os
minérios, que podem ser renováveis e não-renováveis e
metálicos ou não-metálicos.
Os minerais fósseis, de origem orgânica, tiveram sua
utilização difundida a partir da Revolução Industrial com
a invenção da máquina a vapor, que era movida a
carvão mineral, de origem fóssil. Em geral, esses
minerais têm seu uso vinculado à produção de energia,
de maneira que movimenta, além de máquinas, aviões,
carros, caminhões, entre outros. Os recursos
energéticos fósseis possuem outros usos, pois são
agregados na produção de inúmeros produtos. Os
principais são: petróleo e carvão. Esses são de
importância fundamental para o desenvolvimento de
qualquer nação, tendo em vista que países desprovidos
de tais recursos enfrentam muitas dificuldades nos
seguimentos industriais, comerciais e agrícolas.
O petróleo se formou a milhões de anos, a partir de
matéria orgânica (restos de animais, vegetais e
microrganismos) que se armazenou no fundo dos
oceanos. Em razão da temperatura e da pressão
sofrida, a matéria orgânica se transformou em um
líquido
viscoso,
de
coloração
escura.
Esse importante recurso mineral é extraído todos os
dias em várias partes do mundo, a unidade de medida
usada é o barril, que equivale a 159 litros de petróleo.
Após a extração do petróleo do subsolo ou do fundo do
mar, ele é transportado para as refinarias, onde o
minério bruto é beneficiado e transformado em produtos
como: gasolina, óleo diesel e querosene. A partir do
petróleo são fabricados ainda: plásticos, borrachas
sintéticas, asfalto, fertilizantes, fibras e muitos outros.
O carvão se formou a milhões de anos através da
decomposição de matéria orgânica (vegetais e animais)
que se transformou, em face da abundância em
carbono, num elemento rochoso, o próprio carvão
mineral. Uma das principais utilizações desse minério é
de servir de energia em fornos siderúrgicos, nos quais é
produzido o aço. O carvão também é agregado na
fabricação
de
corantes,
inseticidas,
plásticos,
medicamentos, entre outros.
CTL
O CTL (Coal-to-Liquids) é um combustível líquido obtido
através do processo de Fischer-Tropsch, onde o carvão
é utilizando como base. O processo de Fischer-Tropsch
é uma reação catalisadora química na qual o monóxido
de carbono e o hidrogênio são convertidos em
hidrocarbonetos
líquidos.
O carvão líquido foi criado por investigadores alemães
no século 20, e inclusive alimentou a máquina de guerra
nazista. Para especialistas, o CTL tem todas as
possibilidades
de
responder
aos
imperativos
econômicos e ecológicos. Sabe-se que uma viatura
alimentada a CTL é 30% mais limpa do que uma outra,
alimentada a gasolina.
Gás de Petróleo Liquefeito
O gás de petróleo liquefeito (GPL) é um combustível
utilizado em aplicações de aquecimento (fogões,
veículos, etc), formado através de uma mistura de gases
de hidrocarbonetos. É obtido a partir da destilação do
petróleo, é o último dos produtos que se obtêm da sua
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refinação.
Em relação aos automóveis, o GPL é uma boa aposta
para reduzir a emissão de gases poluentes. Devido a
uma mistura de ar e combustível perfeitamente
homogênea, a combustão efetuada pelo motor é mais
completa e uniforme, além disso, é um dos combustíveis
mais baratos. Hoje no mercado existem quase 5 milhões
de veículos com GPL e mais de 20 mil pontos de venda.
No Brasil, o GPL é usado principalmente como
combustível doméstico em fogões e aquecedores de
água. Na indústria é utilizado em processos que
requeiram queima praticamente isenta de impurezas,
onde os gases de combustão tenham contato direto com
o produto ou em áreas com limitações de emissões para
a atmosfera. Também é utilizado na indústria
petroquímica para a produção de borrachas e
polímeros.
Óleo Diesel
Diesel é um óleo originado do petróleo constituído por
hidrocarbonetos e baixa quantidade de enxofre,
nitrogênio e oxigênio. É produzido pela destilação
atmosférica pelo qual também se obtém a gasolina e o
gás de cozinha.
O petróleo é aquecido a diferentes temperaturas
transformando o vapor gerado em líquido. Quando
aquecido em temperatura variável a 260ºC e 340ºC,
pode-se obter o diesel leve e o diesel pesado, ambos
usados na fabricação do diesel comercial.
O diesel é um líquido inflamável, tóxico, volátil, límpido e
de cheiro forte e característico podendo ainda ser
classificado como:
Tipo B: possui quantidade máxima de 0,35% de enxofre;
Tipo D: possui quantidade máxima de 0,2% de enxofre;
Tipo S500: possui quantidade máxima de 0,05% de
enxofre;
Extra diesel aditivado: além da combustão, esse óleo
mantém o sistema de alimentação do motor limpo,
diminui o desgaste dos bicos injetores, protege contra a
corrosão, melhora o rendimento do motor, evita o
desperdício do óleo e contribui com a diminuição de
gases emitidos na atmosfera.
Parafina
A parafina é uma substância derivada do petróleo
descoberta por Carl Reichenbach. Entre suas
características estão a pureza e o brilho, também é
usada como combustível. A parafina geralmente é de
cor branca, sem cheiro e sem gosto.
Seu ponto positivo principal é o fato de não ser tóxica.
Essa substância possui propriedades termoplásticas e
de repelência à água, sendo usada grandemente na
proteção de diversas aplicações, como em embalagens,
na fabricação de velas, devido à característica de ser
usada como combustível é o elemento principal.
Também podemos citar o uso da parafina na fabricação
de cosméticos, giz de cera, adesivos, etc.
Querosene
O querosene é um composto, resultante da destilação
do petróleo, formado por uma mistura de
hidrocarbonetos alifáticos, naftalênicos e aromáticos.
Ele é um produto intermediário entre a gasolina e o óleo
diesel, obtido por destilação fracionada do óleo cru.
O produto possui diversas características como uma
ampla curva de destilação, entre 150oC e 239oC, uma
taxa de evaporação lenta, além de um ponto de fulgor
que oferece segurança ao manuseio. O querosene
também é insolúvel em água.
Sua aplicação vai desde líquido, para limpeza, até como
combustível, para aviação. O querosene foi o primeiro
derivado do petróleo a ter valor comercial.
Petróleo por Alimentos
Petróleo por Alimentos (Oil for Food) foi um programa
idealizado pela ONU, em 1996, o qual estabelecia a
venda do petróleo iraquiano em troca de alimentos,
medicamentos e coisas de caráter humanitário. O
propósito da ONU era tentar ajudar o Iraque a garantir
as necessidades básicas de seu povo, prejudicados
pelas sanções econômicas internacionais decorrentes
da primeira Guerra do Golfo, em 1990.
Inicialmente, o Iraque não aceitou o programa, porém
em maio de 1996, voltou atrás e assinou um
memorando para sua implementação. Assim, o dinheiro
ganho através do petróleo era depositado em uma conta
não acessível pelo governo iraquiano, uma parte servia
para pagar indenizações decorrentes da invasão do
Kuwait e outra para pagar as despesas da ONU com as
forças de coalizão, o resto ficava com o governo na
compra de bens humanitários.
O programa está encerrado desde 2003, devido
principalmente ao escândalo de que Sadam Hussein
desviava o dinheiro do petróleo, e com isso, subornava
vários políticos estrangeiros ligados à ONU, para acabar
com as sanções ao Iraque e a se opor aos interesses
norte-americanos.
Petrodólar
Os principais “atores” do termo “petrodólar”.
O termo petrodólar representa as relações comerciais
estabelecidas entre um país comprador de petróleo, que
paga em dólar, e outro que vende o petróleo, principal
fonte energética do mundo. O termo pode ser definido
também como os capitais obtidos pelos países
exportadores de petróleo.
A palavra petrodólar foi criada pelo professor de
Economia da Universidade Georgetown, Ibrahim
Oweiss, em 1973. Para ele, era necessária a criação de
um termo que caracterizasse a crise do petróleo
instaurada naquele momento, fator que ocasionou o
aumento dos valores do barril desse combustível fóssil,
desencadeando um intenso fluxo de capitais em direção
às economias dos países produtores.
Os fatos apresentados ocorriam em razão da grande
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influência da moeda americana, o dólar, que foi e
continua sendo a referência para as transações
comerciais e cambiais executadas no mundo, no
entanto, isso tem mudado, uma vez que o euro tem se
despontado no cenário mundial.
Hoje, os grandes produtores de petróleo que integram a
OPEP (Organização dos Países Exportadores de
Petróleo) não se restringem a vender somente em dólar,
mas também por outras moedas consolidadas, tirando
assim o “status” da moeda americana.
TEXTOS COMPLEMENTARES
TEXTO 1 – GEOPOLÍTICA MUNDIAL
A geopolítica vista pela CIA (Agência de inteligência
militar americana): o texto a seguir foi retirado do site da
CIA (www.cia.gov). Note como ele mostra claramente os
elementos que envolvem a geopolítica mundial:
Se estendendo por mais de 250.000 km, as 319
fronteiras mundiais separam 193 Estados e 70
dependências, áreas de soberania especial, e outras
entidades diversas; questões étnicas, culturais,
raciais, religiosas e de língua influíram na divisão
dos estados em entidades políticas separadas tanto
quanto a história, terrenos físicos, ordens políticas,
ou conquista, resultando em divisões por vezes
arbitrárias e impostas [...]; disputas por fronteiras,
áreas fronteiriças/recursos, e disputas territoriais variam
em intensidade de “administráveis” ou “inertes” para
“violentas”
ou
“militarizadas”;
fronteiras
não
demarcadas, indefinidas, porosas, e limites não
administrados tendem a encorajar atividades ilegais de
contrabando,
migração
não-controlada
e
confrontamento;
Disputas podem envolver desde questões
históricas e/ou culturais, ou podem ser motivadas
pela competição por recursos; confrontamentos
étnicos e culturais continuam por ser responsáveis pela
maior parte da fragmentação territorial e deslocamento
interno estimado em 6,6 milhões de pessoas e migração
de 8,6 milhões de refugiados pelo mundo (apenas um
pouco mais de um milhão de refugiados foram
repatriados no mesmo período); outras fontes de
limitação incluem acesso a água e recursos minerais
(especialmente
hidrocarbonetos),
recursos
pesqueiros, e de terra arável;
Conflitos armados prevalecem tanto nas forças
armadas uniformizadas de Estados independentes
quanto entre entidades armadas sem Estado que
diminuem o sustento e bem-estar das populações
locais, deixando que a comunidade das nações dê
conta dos refugiados resultantes, fome, doença,
empobrecimento e degradação ambiental (nota
minha: este último parágrafo trata do terrorismo e da
ONU?).
Fonte: World Factbook 2006 (relatório anual
sobre a situação do mundo)
E qual é a visão da Rússia, o único país com
meios militares de fazer frente aos EUA?
Mudanças substanciais tomaram lugar no
cenário mundial nos anos recentes. O crescente
processo
de
globalização,
apesar
de
suas
conseqüências contraditórias, levou a uma maior
distribuição dos recursos, de influência e crescimento
econômico, assim dando a base para o objetivo da
construção de relações multipolares. Ainda continua a
consolidação de princípios coletivos e legais nas
relações internacionais baseadas no reconhecimento da
indivisibilidade da segurança no mundo contemporâneo.
Na política mundial cresceu a significância do fator
energia e acesso aos recursos em geral. A posição
internacional da Rússia foi marcada firmemente. Forte,
mais auto-confiante, a Rússia se tornou um importante
componente das mudanças positivas no mundo.
Como resultado, o ambiente de equilíbrio e
competição que foi perdido com o final da Guerra
Fria está gradualmente sendo restaurado. O objetivo
da competição, que está adquirindo uma dimensão
civilizacional, consiste agora de orientação de
valores e modelos de desenvolvimento. Com o
reconhecimento universal da importância da democracia
e do mercado como fundações de um sistema público e
vida econômica, sua realização toma uma variedade de
formas, dependendo da história, peculiaridades
nacionais e o nível de desenvolvimento econômico e
social dos países.
Juntamente com as mudanças positivas,
tendências negativas também persistem: um espaço de
conflito na política mundial, e o desarmamento/controle
de armas saíram da agenda global. Sob a bandeira da
luta contra novos desafios e ameaças continuam (nota
minha: os russos se referem aos americanos sem citálos) a estabelecer um mundo “unipolar”, para impor a
outros países o seu próprio sistema político e
modelo
de
desenvolvimento,
ignorando
as
especificidades históricas, culturais, religiosas, etc. do
resto do mundo, e aplicam arbitrariamente aplicam e
constroem as regras e princípios da lei internacional.
Fonte: Site da embaixada russa (www.mid.ru)
TEXTO 2 – UMA NOVA ORDEM
MULTIPOLAR OU UNIPOLAR?
MUNDIAL?
"A ordem internacional da Guerra Fria refletiu-se
em um modelo teórico e didático de apreensão do
espaço mundial. Esse modelo fundado na subdivisão do
globo nos "três mundos" dos livros de geografia
apoiava-se em realidades que entraram em colapso.
A nova ordem mundial implica a revisão dos
conceitos tradicionais que, por décadas, serviram para
explicar a organização geopolítica e geoeconômica do
espaço mundial.
O deslocamento da natureza do poder dos
arsenais nucleares e convencionais para a eficácia,
produtividade e influência das economias constituiu um
dos mais notáveis fenômenos que acompanharam a
dissolução da ordem da Guerra Fria.
PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II
APOSTILA DE GEOGRAFIA
Profª Magda Beatriz Brito
A multipolaridade do poder global substituiu a
rígida geometria bipolar do mundo do pós-guerra. A
internacionalização dos fluxos de capitais e a integração
dos fluxos de capitais e a integração das economias
nacionais atingiram um patamar inédito. Como
conseqüência, os pólos de poder da nova ordem
mundial
apresentam
contornos
supranacionais.
Delineiam-se megablocos econômicos organizados em
torno das grandes potências do fim do século.
•
Na América do Norte, constitui-se a Nafta,
polarizada pelos Estados Unidos.
•
Na Europa, a Alemanha unificada funciona com
eixo de ligação entre o leste e o oeste do continente.
•
No Pacífico, o Japão centraliza uma vasta área
de influência.
A dissolução do Segundo Mundo expressa na
transição para a economia de mercado na antiga União
Soviética e Europa oriental suscita questões cujas
respostas somente aparecerão nos próximos anos.
A geometria do poder europeu depende ainda do
desenvolvimento das relações econômicas e políticas
entre a Alemanha unificada e a Rússia pós-comunista.
Essas relações podem conduzir ao deslocamento do
eixo de poder europeu para o segmento da reta BerlimMoscou, que se tornaria o sucessor do velho triângulo
Londres-Paris-Bonn.
As reformas econômicas chinesas apoiadas
sobre o alicerce do poder monolítico comunista representam uma reorganização radical do espaço do
leste asiático. Os crescentes investimentos dos
chineses de Formosa, dos coreanos do sul e dos
japoneses no território continental da China assinalam a
integração de Pequim à esfera econômica polarizada
por Tóquio. Os indícios de retomada das relações
políticas e diplomáticas entre Japão e China abrem a
possibilidade da emergência de um poderoso bloco
supranacional asiático.
O Terceiro Mundo funcionou, por muito tempo,
como um conceito crucial na reflexão e na prática
didática da geografia. Ele representou uma tentativa de
cartografar a pobreza, definindo seus contornos em
escala global. A nova ordem mundial assinala a
fragmentação do Terceiro Mundo em espaços
periféricos, que tendem a se integrar marginalmente aos
megablocos econômicos.
•
Os "Dragões Asiáticos" e os países pobres da
Ásia
meridional
funcionam
como
áreas
de
transbordamento dos capitais japoneses.
•
A Europa do leste e do sul, bem como a África
do norte, associa-se ao núcleo próspero da Europa
centro-ocidental.
•
A América Latina entrelaça seu destino ao da
América do Norte.
A nova ordem mundial ergueu-se sobre uma
revolução tecnocientífica que reorganiza o alocamento
dos capitais no espaço geográfico. A crise das velhas
regiões
urbanas
e
industriais
desenvolve-se
paralelamente à emergência de eixos de crescimento
econômico apoiado em novas tecnologias industriais,
nas finanças e nos serviços. Nesse movimento, a
pobreza dissemina-se por toda a superfície do globo,
avançando sobre as fronteiras do Primeiro Mundo e
instalando-se no coração dos Estados Unidos e da
Europa ocidental. No mundo todo, microespaços de
prosperidade convivem com cinturões envolventes de
pobreza e desemprego. Vastas regiões da África
Subsaariana, América Latina e Ásia meridional
conhecem as tragédias associadas à miséria absoluta.
A nova ordem mundial não é mais estável ou segura
que a ordem da Guerra Fria. Se o espectro da catástrofe
nuclear parece ter sido afastado, novos demônios
tomaram-lhe o lugar. A emergência dos nacionalismos e
da hostilidade étnica, o ressurgimento do racismo e da
xenofobia e a multiplicação dos conflitos localizados
evidenciam a componente de instabilidade introduzida
pela decadência das velhas super-potências. O século
vindouro não promete um mundo melhor para se viver
que o século que se encerra".
MAGNOLI, Demétrio. O Novo Mapa do Mundo. Ed.
Moderna, Coleção Polêmica. 1993.
TEXTO 3 - PRÁTICAS EXTENSIVAS CARACTERIZAM
A AGROPECUÁRIA NACIONAL
Márcio Masatoshi Kondo
Especial para a Folha de S.Paulo
Heranças do período colonial, as práticas
extensivas ainda caracterizam a agropecuária brasileira:
intensos e extensos desmatamentos, uso de
queimadas, abandono dos solos devido ao seu rápido
esgotamento, desperdício de terras, pois no Brasil o
aumento da produção é diretamente proporcional ao
aumento da área cultivada, atraso tecnológico e má
qualificação e remuneração da mão-de-obra. A
concentração fundiária e a baixa produtividade
agropecuária são sinais inequívocos de atraso e de
subdesenvolvimento.
A Amazônia corresponde a mais de 60% do
território brasileiro, e sua imensa floresta representa
mais de um quarto da reserva de mata tropical do
planeta. Seus solos são os mais frágeis do Brasil para a
atividade agropecuária. Quando expostos, são
facilmente intemperizados, lixiviados, laterizados e
erodidos. Para que usá-los na agropecuária se o manejo
da floresta e do cerrado da Amazônia é uma alternativa
ambiental e economicamente mais lucrativa? A
produção controlada de madeira, a criação de reservas
extrativas (látex, castanha-do-pará), a exploração das
essências vegetais e a pesquisa médico-farmacêutica
são alternativas econômicas com impacto social
positivo.
Ao propor que o Código Florestal seja alterado
para reduzir a área de proteção vegetal para 20% da
cobertura (em especial na Amazônia Legal),
parlamentares provaram
que hábitos coloniais
continuam arraigados na cultura política e econômica
(sobretudo na economia rural): aumento da produção
agropecuária sem investimento na ampliação da
produtividade.
PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II
APOSTILA DE GEOGRAFIA
Profª Magda Beatriz Brito
É preciso considerar alguns fatos: o Brasil não
deve tornar-se uma imensa fazenda ou pastagem;
apesar dos altos custos, é possível desenvolver uma
agricultura moderna, produtiva e lucrativa sem novos
desmatamentos; pelo fato de localizar-se longe dos
centros de consumo e das zonas de escoamento e
exportação, a Amazônia precisa de uma política de
ocupação regional racional; o ZEE (Zoneamento
Ecológico-Econômico), que define o uso do solo em
cada área, pode definir a real vocação do solo do Norte;
o futuro econômico e social do país passa pelo
aproveitamento pleno e equilibrado de recursos
naturais, e não pela satisfação de interesses pessoais.
TEXTO 4 - ÁFRICA VIVE A GUERRA CONTRA A
POBREZA
Não bastasse isso, há duas décadas, a África da
fome, das guerras e dos refugiados morre lentamente,
vítima da AIDS. Mais de 23 milhões de casos numa
população
de
760
milhões
de
pessoas.
Nos 16 países em que mais de 10% da
população está infectada (36% em Botsuana, 25% no
Zimbábue e na Suazilândia, 20% na África do Sul e em
Zâmbia), o HIV matará cerca de 80% dos adultos.
A malthusiana omissão mundial é tão
inquietante quanto a cínica "solidariedaids". A sensação
de que a humanidade é matricida é desoladora.
TEXTO 5 – ESQUEMA DA ABERTURA DA
FRONTEIRA AGRÍCOLA NO BRASIL (AMAZÔNIA E
CERRADO)
Márcio Masatoshi Kondo* Especial para
a Folha de S.Paulo
Quando olhamos para o mapa-múndi, notamos
que o continente africano ocupa uma posição singular:
atravessado pelo meridiano de Greenwich e pela linha
do Equador, surge como o centro do mundo. Aparente
berço da humanidade, a África, tal qual uma mãe, tem
de purgar silenciosamente todos os desmandos do
"Homo superior".
Fornecedora da mão-de-obra que enriqueceu a
Europa,
paradoxalmente
foi
esquartejada
na
Conferência de Berlim (1884-85): constituiu-se em 53
países separados por fronteiras artificiais, com
incontáveis grupos etno-culturais que tiveram sua
coexistência, nem sempre pacífica, e seus modos de
vida destruídos em nome do progresso.
Não bastasse o quadro natural adverso (1/3 de
áreas desérticas e em expansão e florestas
impenetráveis), a África é vítima do seu passado: possui
o pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e o
maior IPH (Índice de Pobreza Humana) do mundo, ou
seja, o menor PIB per capita, a menor taxa de
urbanização, as maiores taxas de analfabetismo, de
subnutrição, de natalidade, de mortalidade, de
mortalidade infantil e de crescimento demográfico).
Além disso, convive com as doenças e a fome
(na Somália, na Etiópia e no Sudão) e as guerras civis
em Angola, Serra Leoa, Burundi, Ruanda e na
República Democrática do Congo (ex-Zaire) e de
fronteira (Chifre da África).
Sua economia, primário-exportadora, assegura
o desenvolvimento, ainda que reduzido, de poucos
países (Líbia, Egito, Marrocos, Tunísia, Zimbábue e
África do Sul).
A maioria das nações vive da economia de
subsistência, da plantation, quando não adoece ou
passa fome.
Por ter mercado consumidor escasso, a África
não pode participar do mundo globalizado, para o qual,
não passa do lar de Tarzan e merece ser castigada,
pois ousou sonhar com a liberdade após a "civilizada" 2ª
Guerra Mundial. Seu lugar é apenas nos mapas.
T
EXTO 6 - 20 QUESTÕES SOBRE ALIMENTOS
GENETICAMENTE MODIFICADOS *
Estas perguntas e respostas foram preparadas pela
Organização Mundial de Saúde – OMS, em resposta às
questões e preocupações de diversos Estados Membros
da OMS acerca da natureza e segurança dos alimentos
geneticamente modificados.
Q1. O que são organismos geneticamente
modificados (GM) e alimentos GM?
Organismos geneticamente modificados (OGMs)
podem ser definidos como organismos nos quais o
material genético (DNA) foi alterado de uma maneira
que não ocorreria naturalmente. Normalmente, esta
tecnologia é denominada "biotecnologia moderna" ou
"tecnologia genética", algumas vezes também pode ser
denominada "tecnologia de recombinação de DNA" ou
ainda "engenharia genética". Esta tecnologia permite
que genes individuais selecionados sejam transferidos
de um organismo para outro, inclusive entre espécies
não relacionadas.
Estes métodos são usados para criar plantas GM – que
são então usadas para o cultivo de alimentos.
Q2. Por que são produzidos os alimentos GM?
Os alimentos GM são desenvolvidos – e
comercializados – porque há uma certa vantagem para
o produtor ou para o consumidor destes alimentos. Isto
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Profª Magda Beatriz Brito
deve ser entendido como um produto com preço
reduzido, maior benefício (em termos de durabilidade ou
valor nutritivo) ou ambos. No início, os criadores de
sementes GM queriam que seus produtos fossem
aceitos pelos produtores, então se concentraram em
inovações que os agricultores (e a indústria alimentícia
de uma maneira mais geral) apreciariam.
O objetivo inicial para o desenvolvimento de
plantas baseadas em organismos GM era melhorar a
proteção à lavoura. As culturas GM que se encontram
atualmente no mercado são basicamente direcionadas
para um maior nível de proteção através da introdução
da resistência contra as doenças das plantas que são
principalmente causadas por insetos ou vírus ou por um
aumento da tolerância aos herbicidas.
A resistência aos insetos é conseguida
incorporando-se na planta o gene para a produção da
toxina da bactéria Bacillus thuringiensis (BT). Esta
toxina atualmente é usada como um inseticida
convencional na agricultura e é segura para o consumo
humano.
As
lavouras
GM
que
produzem
permanentemente esta toxina têm demonstrado exigir
menores quantidades de inseticidas em situações
específicas, ex. onde é alta a pressão exercida pela
praga. A resistência do vírus é conseguida através da
introdução do gene de alguns dos vírus que podem
causar doenças nas plantas. A resistência do vírus torna
a planta menos suscetível às doenças causadas por
estes vírus, resultando em lavouras com maior
produtividade.
A tolerância ao herbicida é obtida através da
introdução de um gene de uma bactéria que leva à
resistência a alguns herbicidas. Em situações onde a
pressão exercida pelas ervas daninhas é alta, o uso
destas lavouras tem resultado na redução da
quantidade dos herbicidas usados.
Q3. Os alimentos GM são avaliados de maneira
diferente dos alimentos tradicionais?
De uma maneira geral os consumidores
consideram que os alimentos tradicionais (que têm sido
consumidos há milhares de anos) são seguros. Quando
novos alimentos são desenvolvidos através de métodos
naturais, algumas das características existentes dos
alimentos podem ser alteradas de uma forma positiva ou
negativa. As autoridades nacionais podem ser
chamadas para examinar os alimentos tradicionais, mas
este nem sempre é o caso. Na verdade, as novas
plantas, desenvolvidas através de técnicas tradicionais
de concepção podem não ser rigorosamente avaliadas
utilizando-se as técnicas de avaliação de risco.
Com alimentos GM a maioria das autoridades
nacionais considera ser necessária uma avaliação
específica. Foram criados sistemas específicos para
uma rigorosa avaliação dos organismos e alimentos GM
tanto com relação à saúde humana como com o meio
ambiente. Geralmente, os alimentos tradicionais não
são submetidos a avaliações similares. Portanto, há
uma grande diferença no processo de avaliação para
estes dois grupos de alimentos antes de serem
comercializados.
Uma dos objetivos do Programa de Segurança
Alimentar da OMS é auxiliar as autoridades nacionais na
identificação de alimentos que deveriam ser submetidos
à análise de risco, incluindo os alimentos GM, e
recomendar avaliações corretas.
Q4. Como são determinados os potenciais riscos
para a saúde humana?
A avaliação de segurança dos alimentos GM
geralmente analisa:
(a)
os efeitos diretos na saúde (toxidade),
(b)
a tendência de provocar reação alérgica
(alergenicidade);
(c)
componentes específicos que se acredita terem
propriedade nutritivas ou tóxicas;
(d)
a estabilidade do gene inserido;
(e)
efeitos nutritivos associados à modificação
genética;
(f)
quaisquer efeitos indesejáveis que poderiam
resultar da inserção do gene.
Q5. Quais são os principais pontos de preocupação
quanto à saúde humana?
Embora discussões teóricas tenham coberto
uma ampla gama de aspectos, os três principais pontos
debatidos são as tendências em provocar reação
alérgica (alergenicidade), a transferência do gene e a
mutação externa.
Alergenicidade. Como uma questão de princípio,
a transferência de genes de alimentos que normalmente
são alergênicos é desencorajada a menos que se possa
demonstrar que a proteína que é produto da
transferência do gene não é alergênica. Embora os
alimentos criados de maneira tradicional não sejam
testados quanto à alergenicidade, os protocolos para
testes de alimentos GM foram avaliados pela
Organização de Alimentos e Agricultura dos Estados
Unidos (FAO) e pela OMS. Nenhum efeito alérgico foi
detectado com relação aos alimentos GM que estão
atualmente no mercado.
Transferência de Gene. A transferência do gene
Alimentos GM para as células do corpo ou para a
bactéria encontrada no trato gastrintestinal seria motivos
de preocupação se o material de transferência genética
afetasse de maneira adversa a saúde humana. Isto
seria particularmente relevante se genes com
resistência a antibióticos, fosse transferidos no
desenvolvimento de OGMs. Embora a probabilidade de
transferência seja baixa, o uso da tecnologia sem genes
resistentes a antibióticos foi desencorajado por um
recente painel de peritos da FAO/OMS.
Mutação Externa. A mutação dos genes de
plantas GM para culturas convencional ou espécies
relacionadas na natureza (denominado "cruzamento
externo"), bem como a mistura de culturas derivadas de
sementes convencionais com aquelas cultivadas usando
culturas GM, pode ter um efeito indireto sobre a
segurança dos alimentos. Este é um risco real, como foi
demonstrado quando traços de uma tipo de milho, o
qual somente foi aprovado para uso como ração
apareceu em produtos para consumo humano nos
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Profª Magda Beatriz Brito
Estados Unidos da América.
Diversos países
adotaram estratégias para reduzir a mistura, incluindo
uma clara separação dos campos onde são plantadas
culturas GM e culturas convencionais.
Encontra-se em discussão a possibilidade e os
métodos de monitoramento de segurança póscomercialização de produtos de alimentos GM.
Q6. Como é feita a análise de risco para o meioambiente?
As avaliações de risco ao meio ambiente
abrangem a preocupação com o OGM e o com o meio
ambiente que potencialmente o recebe. O processo de
avaliação inclui as características do OGM, bem como
seu efeito e estabilidade no meio ambiente combinada
com as características do ambiente onde ocorrerá a
introdução. A avaliação também inclui efeitos não
desejáveis que pudesse resultar na inserção de um
novo gene.
Q7. Quais são os pontos de preocupação com
relação ao meio ambiente?
Os pontos de preocupação incluem:
(a)
a capacidade do gene escapar e ser
potencialmente introduzido em populações selvagens;
(b)
a persistência do gene após o OGM ser colhido;
a susceptibilidade de organismos não objetivados (ex.
insetos que não são pragas) ao gene do produto;
(c)
a estabilidade do gene; a redução no espectro
das plantas incluindo a perda de biodiversidade;
(d)
o aumento do uso de produtos químicos na
agricultura.
Os aspectos de segurança ambiental das
culturas GM variam consideravelmente de acordo com
as condições locais. As investigações atuais enfocam: o
efeito potencialmente danoso a insetos benéficos ou
uma introdução mais rápida de insetos resistentes; o
potencial desenvolvimento de novas patogenias das
plantas; potenciais conseqüências maléficas à
biodiversidade e à vida selvagem e uma redução no uso
da importante prática de rotação da lavoura em algumas
situações locais; e a mutação de genes com resistência
a herbicidas para outras plantas.
Q8. Os alimentos GM são seguros?
Diferentes organismos GM incluem genes
diferentes inseridos de maneiras diferentes. Isto significa
que cada alimento GM e sua segurança devem ser
avaliados caso a caso e que não é possível fazer
afirmações genéricas sobre a segurança de todos os
alimentos GM.
Os alimentos GM atualmente encontrados no
mercado internacional passaram por avaliações de risco
e provavelmente não apresentam riscos para a saúde
humana. Além disso, nenhum efeito à saúde humana foi
demonstrado como resultado do consumo destes
alimentos pela população em geral nos países onde
foram aprovados. O uso contínuo da análise de risco
com base nos princípios do Codex e, quando
apropriado,
incluindo
monitoramento
pós-
comercialização, devem ser a base para a avaliação da
segurança dos alimentos GM.
Q9. Como os alimentos GM são regulamentados
nacionalmente?
A forma como os governos regulamentam os
alimentos GM varia. Em alguns países os alimentos GM
ainda não estão regulamentados. Os países com uma
legislação neste sentido enfocam principalmente a
avaliação de risco para a saúde do consumidor. Os
países que têm disposições sobre alimentos GM
geralmente regulamentam também os OGMs em geral,
levando em consideração os riscos ambientais, bem
como assuntos relacionados ao controle e a
comercialização (como possíveis normas para análises
e rotulação). Em vista das dinâmicas dos debates
acerca de alimentos GM, é provável que a legislação
continue progredindo.
Q10. Quais tipos de alimentos GM estão
internacionalmente no mercado?
Todas as culturas GM encontradas no mercado
internacional hoje em dia foram projetadas usando-se
uma de três características básicas: resistência aos
danos causados pelos insetos; resistência a infecções
virais e tolerância a certos herbicidas. Todos genes
usados para modificar as culturas derivam de microorganismos.
Culturas Características Áreas/Países
aprovação
com
Milho
Resistência a Argentina,
Canadá,
insetos
África do Sul, Estados
Tolerância a Unidos,
Comunidade
herbicidas
Européia,
Argentina,
Canadá,
Estados
Unidos,
Comunidade
Européia
Soja
Tolerância
herbicidas
a Argentina,
Canadá,
África do Sul, Estados
Unidos,
Comunidade
Européia (apenas para
processamento)
Óleo de Tolerância
Colza
herbicidas
a Canadá, Estados Unidos
Escarola Tolerância
herbicidas
a Comunidade Européia
(somente para fins de
criação)
Moranga Resistência a Canadá, Estados Unidos
vírus
Batata
Resistência a Canadá, Estados Unidos
insetos/
tolerância
a
herbicidas
Q11. O que ocorre quando os Alimentos GM são
comercializados internacionalmente?
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Atualmente não existem sistemas regulatórios
específicos.
Contudo,
diversas
organizações
internacionais estão envolvidas na criação de protocolos
para os OGMs.
A Comissão Alimentarius Codex (Codex) é uma
organização conjunta da FAO/OMS responsável pela
compilação de padrões, códigos de práticas,
orientações e recomendações que constituem o Codex
Alimentarius - o código internacional de alimentos. A
Codex está desenvolvendo princípios para a análise de
riscos à saúde humana para os Alimentos GM. A
premissa destes princípios determina uma avaliação
antes da inserção no mercados, realizada caso a caso e
incluindo a avaliação tanto dos efeitos diretos (a partir
do gene introduzido) como dos efeitos indesejáveis (que
podem surgir como conseqüência da inserção de um
novo gene). Os princípios estão em um estágio
avançado de desenvolvimento e espera-se que sejam
adotados em julho de 2003.
Os princípios do Codex não têm um efeito
compulsório sobre a legislação nacional, mas são
referidos especificamente no Acordo de Sanitariedade e
Fito-sanitariedade da Organização Mundial do Comércio
(Acordo SPS), e podem ser usados como referência em
caso de disputas comerciais.
O Protocolo de Cartagena sobre Bio-segurança (CPB),
um tratado ambiental legalmente compulsório para suas
Partes, regulamenta as mutações de organismos vivos
modificados (OVMs).
Os alimentos GM somente são incluídos no
escopo do Protocolo se contiverem alguns OVMs
capazes de transferir ou replicar material genético. O
fundamento do CPB é uma exigência de que os
exportadores
busquem
o
consentimento
dos
importadores antes da primeira emissão dos OVMs que
se pretende lançar no meio ambiente. O protocola
entrará em vigor 90 dias após o 50º país o ter ratificado,
o que pode ocorrer no início de 2003, tendo em vista a
rapidez das declarações registradas desde Junho de
2002.
Q12. Os produtos GM que estão no mercado
internacional foram submetidos a uma avaliação de
riscos?
Todos os produtos GM encontrados atualmente
no mercado internacional passaram por avaliações de
risco realizadas por autoridades nacionais. Em geral,
estas diferentes avaliações seguem os mesmos
princípios básicos, incluindo uma avaliação do risco
ambiental e para a saúde humana. Estas avaliações são
completas e não indicaram nenhum risco para a saúde
humana.
Q13. Porque tem havido tanta preocupação acerca
dos Alimentos GM entre alguns políticos, grupos de
interesse público e consumidores, especialmente na
Europa?
Desde o início de sua introdução no mercado
em meados de 1990 de um importante alimento GM
(soja resistente a herbicida), há uma crescente
preocupação acerca destes alimentos entre políticos,
ativistas e consumidores, especialmente na Europa.
Diversos fatores estão envolvidos.
No final dos anos 80 – início dos anos 90, os
resultados de décadas de pesquisas moleculares atingiu
o domínio público. Até aquela época, os consumidores
normalmente não tinham muita consciência do potencial
destas pesquisas. No caso dos alimentos, os
consumidores começaram a pensar na segurança
porque perceberam que a biotecnologia moderna estava
levando à criação de novas espécies.
Freqüentemente, os consumidores perguntam,
"o que há de importante nisso para mim?" Quando se
trata de medicamento, muitos consumidores aceitam
mais rapidamente a biotecnologia como um benefício
para sua saúde (ex. medicamentos com tratamento
potencialmente melhores). No caso dos primeiros
alimentos GM introduzidos no mercado Europeu, os
produtos não tinham nenhum benefício direto aparente
para os consumidores (não eram mais baratos, não
tinham validade prolongada e não tinham um sabor
melhor). A possibilidade das sementes GM resultarem
em maior produtividade por área cultivada deveria
reduzir os preços. Contudo, a atenção pública se
concentrou no aspecto do risco da equação riscobenefício. A confiança do consumidor nos alimentos na
Europa diminuiu de maneira significativa como resultado
de diversas sustos relacionados aos alimentos ocorridos
na segunda metade da década, o quais não estão
relacionados aos alimentos GM. Isto teve um impacto
nas discussões acerca da aceitação dos alimentos GM.
Os consumidores questionaram a validade das
avaliações de risco, tanto com relação a riscos à saúde
do consumidor como ao meio ambiente, mantendo um
enfoque especial nos efeitos em longo prazo. Outros
tópicos para debate pela organização dos consumidores
incluem a alergenicidade e a resistência antimicrobiana.
As preocupações dos consumidores dispararam uma
discussão sobre a necessidade de se rotular os
alimentos GM, permitindo assim uma escolha
informada. Ao mesmo tempo, ficou comprovado ser
difícil detectar traços de OGMs em alimentos: isto
significa que concentrações muito baixas nem sempre
podem ser detectadas.
Q14.
Como
essa
preocupação
afetou
a
comercialização
de
alimentos
Geneticamente
Modificados na União Européia?
A preocupação do público com alimentos
geneticamente modificados em geral tem um impacto
significativo sobre a comercialização de produtos
geneticamente modificados na União Européia. Na
verdade, ela acabou resultando na chamada moratória
de aprovação de produtos geneticamente modificados a
serem colocados no mercado. A comercialização de
produtos geneticamente modificados em geral está
sujeita a extensa legislação. A legislação da
Comunidade foi instalada desde o início da década de
90. [...]
A partir de outubro de 1998, nenhuma
autorização adicional foi concedida e há atualmente 12
solicitações pendentes. Alguns Estados-Membros
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invocaram a safeguard clause [cláusula de salvaguarda]
para banir a colocação de produtos de milho e de óleo
de colza geneticamente modificados no mercado de
seus países. Há atualmente nove casos em andamento.
Oito desses foram examinados pelo Scientific Commitee
on Plants [Comitê Científico de Plantas], o qual em
todos os casos considerou que as informações
submetidas pelos Estados-Membros não justificavam o
banimento.
Durante a década de 1990, a estrutura de
regulamentação foi posteriormente estendida e
aperfeiçoada em resposta às legítimas preocupações
dos cidadãos, organizações de consumidores e
operadores econômicos (descritos sob a Pergunta 13).
Uma portaria revisada entrará em vigor em outubro de
2002. Ela atualizará e fortalecerá as normas existentes
em relação ao processo de avaliação de riscos, de
gerenciamento de riscos e de tomada de decisões no
que diz respeito à liberação de Organismos
Geneticamente Modificados no ambiente. A nova
portaria também prevê a monitoração obrigatória dos
efeitos em longo prazo associados à interação entre os
Organismos Geneticamente Modificados e o ambiente.
Na União Européia, a rotulação de produtos derivados
da moderna biotecnologia de produtos que contenham
Organismos Geneticamente modificada é obrigatória. A
legislação também aborda o problema de contaminação
acidental de alimentos convencionais por materiais
Geneticamente Modificados. Ela apresenta um limiar
mínimo de 1% para DNA ou proteína resultante de
modificação genética, abaixo dos quais, a rotulação não
é exigida.
Em 2001, a Comissão Européia adotou duas
novas propostas de legislação sobre Organismos
Geneticamente Modificados no que diz respeito à
rastreabilidade, reforçando as normas atuais de
rotulação e otimizando o procedimento de autorização
para Organismos Geneticamente Modificados em
alimentos e na alimentação e para sua liberação
deliberada no meio ambiente.
A Comissão Européia é da opinião que essas
novas propostas, estruturadas sobre a legislação já
existente, tem por objetivo tratar da preocupação dos
Estados-Membros e fortalecer a confiança do
consumidor na autorização de produtos Geneticamente
Modificados. A Comissão espera que a adoção dessas
propostas
vá preparar o terreno para dar
prosseguimento à autorização de novos produtos
Geneticamente Modificados na União Européia.
Q15. Como anda o debate público sobre alimentos
Geneticamente Modificados em outras partes do
mundo?
A liberação de Organismos Geneticamente
Modificados no meio ambiente e a comercialização de
alimentos Geneticamente Modificados resultaram em
um debate público em muitas partes do mundo. É certo
que esse debate continuará, provavelmente no contexto
mais amplo de outros usos da biotecnologia (por
exemplo na medicina para tratamento de pessoas) e
suas conseqüências para sociedades humanas.
Embora os temas em debate sejam
normalmente bastante parecidos (custos e benefícios,
questões de segurança), o fechamento do debate difere
de um país para outro. Em questões tais como a
rotulação e rastreabilidade de alimentos Geneticamente
Modificados como forma de tratar de assuntos que
preocupam os consumidores, até hoje não há nenhum
consenso. Isto ficou claro durante discussões com a
Codex Alimentarius ao longo dos últimos anos. A
despeito da falta de consenso sobre esses tópicos, um
significativo progresso tem sido alcançado na
harmonização dos pontos de vista sobre a avaliação de
riscos. A Codex Alimentarius Commission está prestes a
adotar princípios sobre avaliação de riscos em fase de
pré-comercialização, e as disposições do Protocolo de
Cartagena sobre Bio-segurança também revelam uma
crescente compreensão em âmbito internacional.
Mais recentemente, a crise humanitária na
África do Sul chamou a atenção para o uso de alimentos
Geneticamente
Modificados
em
situações
de
emergência. Vários governos na região levantaram
questionamentos sobre os receios em relação à
segurança ambiental e a de alimentos. Embora tenham
sido encontradas soluções viáveis para a distribuição de
grãos processados em alguns países, outros países
restringiram o uso de recursos para alimentos
Geneticamente Modificados e obtiveram produtos que
não contêm Organismos Geneticamente Modificados.
Q17. Existem implicações quanto aos direitos de os
agricultores serem proprietários de suas lavouras?
Sim,
direitos
de
propriedade
intelectual
são
provavelmente um dos elementos a serem discutidos na
questão dos alimentos GM, e afetam dos direitos dos
agricultores. Direitos de propriedade intelectual (DPIs),
especialmente as obrigações patentárias estabelecidas
no Acordo de TRIPS (um acordo feito no âmbito da
Organização Mundial do Comércio, relativo a aspectos
comerciais dos direitos de propriedade intelectual) vêm
sendo discutidos à luz de suas conseqüências para o
aumento da diversidade de lavouras. Sob o ponto de
vista do uso da tecnologia genética na medicina, a OMS
analisou o conflito existente entre os DPI e a igualdade
de acesso a fontes genéticas, e o compartilhamento de
seus benefícios. Essa análise levou em consideração
possíveis problemas de monopólio e dúvidas sobre
novos regulamentos de patentes no campo das
seqüências genéticas na medicina humana. Essas
considerações provavelmente afetarão também as
discussões sobre alimentos GM.
Q18. Por que alguns grupos têm-se preocupado com
a crescente influência da indústria química na
agricultura?
Alguns grupos estão preocupados com o que
eles consideram ser um nível indesejável de controle
dos mercados de sementes por algumas poucas
indústrias químicas. A agricultura sustentável e
biodiversidade beneficiam-se do uso de uma ampla
variedade de culturas agrícolas, tanto em termos de
boas práticas de proteção das lavouras quanto do ponto
PRÉ-VESTIBULAR NOS BAIRROS – MÓDULO II
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de vista da sociedade, como um todo, e dos valores
atribuídos aos alimentos. Esses grupos temem que,
como resultado dos interesses das indústrias químicas
nos mercados de sementes, as variedades usadas
pelos agricultores possam ficar reduzidas principalmente
a culturas GM. Isso impactaria a cesta de alimentos de
uma comunidade e, em longo prazo, a proteção das
lavouras (por exemplo, com o desenvolvimento de
resistência contra insetos daninhos ou determinados
herbicidas). A exploração exclusiva de culturas General
Meeting tolerantes a herbicidas poderia também tornar o
agricultor dependente desses produtos químicos.
Esses grupos temem uma posição de
dominação da indústria química no desenvolvimento da
agricultura, uma via que eles não consideram ser
sustentável.
Q19. Que outros desenvolvimentos podem ser
esperados na área de OGMs?
No futuro, Organismos GMs provavelmente
incluirão plantas com maior resistência a doenças e à
seca, culturas com maiores índices de nutrientes,
espécies de peixes com melhores características de
desenvolvimento, e plantas ou animais que produzam
proteínas com importância farmacêutica, tais como
vacinas.
Em nível internacional, as respostas a novos
desenvolvimentos poderão ser encontradas em
consultas especializadas organizadas pela FAO e pela
OMS em 2000 e 2001, e pelo trabalho posteriormente
realizado pelo Codex da Força Tarefa ad hoc sobre
Alimentos Derivados da Biotecnologia. Este trabalho
resultou em um arcabouço mais aprimorado e
harmônico para a avaliação dos riscos de alimentos
General Meeting, de modo geral. Questões específicas,
tais como a avaliação dos níveis alergênicos de
alimentos General Meeting ou de seguranças dos
alimentos derivados de microorganismos General
Meeting foram também abordadas e uma consulta a um
especialista será organizada pela FAO e pela OMS em
2003 e falará sobre alimentos derivados de animais GM.
Fonte: www.agricultura.gov.br
TEXTO 7 - CIDADE
BRASILEIRO A CADA
21/05/2007
IRLANDESA TEM UM
TRÊS HABITANTES -
A comunidade de brasileiros forma hoje um
terço da população de 3,5 mil habitantes da cidade de
Gort, no condado de Galway, no oeste da Irlanda.
Atraídos pela prosperidade econômica alcançada pela
Irlanda nos últimos anos, os brasileiros são parte dos
grupos de imigrantes de diferentes países que hoje
representam 10% da força de trabalho na Irlanda.
Antes, a pequena cidade era conhecida como
posto de parada entre cidades maiores. Hoje, chama a
atenção por ser um reduto de brasileiros.
Nilton Souza de Vieira, presidente da
Associação Brasileira de Gort, mudou-se para a Irlanda
em 2002, seguindo o exemplo de dois amigos. Ele
trabalhou em um restaurante antes de abrir dois
negócios no centro da cidade: um internet café e um
lava-carros. Seu internet café é cheio de brasileiros que
navegam na rede e utilizam linhas telefônicas a preços
especiais para se manter em contato com a família.
Anápolis - Os brasileiros trabalham nas
fábricas, canteiros de obras, restaurantes e hotéis da
região. E o dinheiro que ganham acaba beneficiando a
economia de Anápolis (GO), cidade natal de boa parte
dos brasileiros de Gort.
"Eles são um sopro de brisa fresca", diz Frank
Murray, coordenador de um projeto comunitário que
envolve os brasileiros. "Eles realmente acrescentam
algo à região". No entanto, a presença de tantos
brasileiros em Gort também desperta a preocupação de
que eles estejam sendo explorados.
De acordo com Murray, apenas 10% dos
imigrantes brasileiros falam inglês com fluência. "Todos
os problemas giram em torno da língua", afirma. "Ela
abre as portas para a exploração."
Pequeno Brasil - "Nunca tive problemas, mas
isso é porque falo inglês", diz Lidiane Castor, de
Anápolis, que vive em Gort há quatro anos e é dona de
um salão de cabeleireiro.
"Eu vejo entre meus amigos que se,
você não fala inglês, pode ter problemas", acrescenta.
"É muito importante para nós nos misturarmos à
comunidade local. O problema é que muitos dos
brasileiros aqui estão ilegais. Eu acho difícil conseguir
permissões de trabalho para meus funcionários."
"Tenho sorte, já que meu marido, que também é
de Anápolis, tem cidadania italiana, então podemos ficar
aqui. Mas muitos foram deportados, incluindo meu
cunhado, que foi deportado duas vezes", revela Lidiane.
Apesar dos problemas que a língua e a
documentação causam à integração, a população local
parece ter reagido positivamente à transformação
ocorrida na cidade.
"Bem, é um pequeno Brasil agora, não é?", diz
Martin Donohue, morador de Gort. "Inicialmente foi um
choque cultural, mas eles se integraram bem e
preencheram várias vagas de empregos que
precisavam ser preenchidas."
http://www.midiamigra.com.br/imprensa/main.php?codN
oticia=219
TEXTO 7 - RESISTÊNCIA NO ORIENTE MÉDIO
Cléo Vieira-Vernier
Segundo definições da ONU, está na linha de
pobreza quem ganha até dois dólares diários, ou
menos. Na Cisjordânia, 55% da população está nessa
situação. Na Faixa de Gaza é ainda pior: são 70%. A
situação econômica na Palestina é dramática. O
endurecimento do regime de fechamento das fronteiras,
aplicado por Israel, é a causa imediata mais importante
desta situação de crise. Por que os sionistas estão
interessados em manter uma indústria palestina
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atrasada e pouco produtiva? Uma das estratégias de
Israel, desde o começo da ocupação, é a de integrar a
economia palestina segundo seus próprios interesses
econômicos, de território e água. Sua política tem
impedido
qualquer
crescimento
econômico
independente. As duas regiões tornaram-se um
mercado suplementar para produtos e serviços
israelenses e fonte de mão-de-obra barata. Esta
situação tem forçado milhares de palestinos a emigrar à
procura de empregos no mundo árabe ou além. A
governo sionista ameaça com a criação de duas
economias separadas, em Gaza e na Cisjordânia.
Desemprego - No segundo semestre de 2002, o
desemprego, que estava em 36% da população, saltou
para 50%. Estima-se que a atividade econômica,
paralisada pela perda de empregos de palestinos que
antes trabalhavam em Israel, e também pela falta de
produção doméstica, esteja a perder um total de 7,6 a
10 milhões de dólares diários desde o começo da
segunda Intifada, em fins de setembro de 2000. A perda
total em todos os setores da economia palestina chegou
a 4,25 bilhões de dólares (setembro de 2000 a setembro
de 2001)
Com o fechamento do aeroporto internacional
de Gaza, no setor de turismo, que respondia por 11% do
PIB, e representava uma das mais importantes fontes
de divisas, a paralisação foi total; o número de visitas
guiadas palestinas em Jerusalém, por exemplo, caiu de
159 (1967) a 47 (1995). Agricultura, comércio e indústria
também foram severamente atingidos. A informalidade é
a característica atual da indústria palestina.
Segundo o Conselho Econômico Palestino para
Desenvolvimento e Reconstrução (Pecdar), o prejuízo
na infra-estrutura foi, no período de setembro 2000 a
2001, de 165 milhões de dólares e, na área de
transporte, de cinco milhões de dólares. Mais
recentemente os israelenses destruíram, além do
aeroporto, o ministério da educação e a câmara de
comércio. Não foram apenas lojas e fábricas que o
exército de Israel destruiu, mas também redes de
eletricidade e de tratamento de água. A Palestina está
submetida economicamente a Israel, tanto que 85% do
seu comércio são feitos pelo seu intermédio, e os
palestinos têm que comprar água, eletricidade e
telecomunicações de companhias israelenses. As
importações palestinas procedem exclusivamente de
Israel, tendo a Cisjordânia superado os Estados Unidos
como principal cliente das exportações israelenses.
Depois que Israel lançou a operação “muro de defesa”
(primeiro semestre de 2002), mais de 56% das famílias
palestinas ficaram sem a metade de suas rendas, e 20%
perderam tudo. São as conseqüências dessa
dominação que obriga cerca de 70.000 palestinos da
Cisjordânia e 50.000 da Faixa de Gaza a trabalharem
diariamente em Israel, onde ocupam postos de trabalho
desprezados pelos israelenses, e recebem metade do
salário de um profissional judeu, segundo fontes
sindicais palestinas. Agora, que se instala a maior
recessão da economia israelense dos últimos cinqüenta
anos, a situação —agravada pela crise internacional —
levará certamente a taxa de desemprego palestina a
níveis insuportáveis.
Com essa política de fechamento do território,
num total de 190 bloqueios militares, e de reiterados
toques de recolher, quase que permanentes em certas
regiões (cidade de Nablus, por exemplo), o exército
israelense impediu a movimentação de trabalhadores e
mercadorias. Com a reocupação por parte de Israel de
cidades palestinas, e as medidas de segurança
impostas à população, o nível de vida reduziu-se
drasticamente, o direito à liberdade de trabalho não
existe mais, como não mais existem os direitos
humanos básicos dos palestinos.
Fome - A Organização das Nações Unidas para a
Alimentação e a Agricultura (FAO) já declarava, há um
ano, estar “vivamente preocupada pelas destruições em
grande escala da infra-estrutura palestina, de granjas
agrícolas, de silos para cereais, de sistemas de
irrigação, de campos cultivados, bem como do
desaparecimento de uns oito mil hectares de terras
cultiváveis”.
A fome e a desnutrição têm alcançado níveis
alarmantes: a quantidade de crianças abaixo do peso
normal, quando de seu nascimento, cresceu 10,4%. O
percentual de crianças que já nascem mortas, na Faixa
de Gaza, é de 52%. É grande a disparidade do consumo
de água da população palestina e israelense: enquanto
a primeira tem recursos disponíveis de 112 metros
cúbicos por pessoa/ano, a segunda dispõe de 377
metros cúbicos.
A grave situação sócio-econômica em Gaza e
na Cisjordânia é o resultado do bloqueio que Israel vem
impondo ao desenvolvimento palestino desde 1967.
Segundo a ONU, centenas de milhares de trabalhadores
palestinos têm sido expulsos dos Estados petrolíferos
do Golfo, o que ocasionou perda de 450 milhões de
dólares à Autoridade Nacional Palestina. Com a eclosão
da guerra do Golfo, a simpatia pró-Iraque do povo
palestino privaram a OLP do suporte financeiro, 750
milhões de dólares, ajuda estimada feita pelas
petromonarquias e que serviam para fornecer subsídios
a noventa mil famílias palestinas de presos e mártires,
agora relegadas à indigência, com suas casas
destruídas pelas sucessivas represálias israelenses.
Ajuda internacional - Enquanto os palestinos
enfrentarem problemas econômicos crescentes, com
conseqüências humanitárias cada vez mais graves,
continuada e maior ajuda econômica se faz necessária.
Entretanto, a comunidade internacional não tem
feito esforços substanciais de investimentos econômicos
para o desenvolvimento da Palestina, apesar das
previsões otimistas do Banco Mundial, da União
Européia e dos Estados Unidos, que prometeram
mundos e fundos nos vários processos de negociações,
exceção feita para Israel que tem sido a grande
beneficiária
dos
investimentos
estrangeiros,
especialmente norte-americanos. A segurança de Israel,
sua integração econômica regional, aponta para uma
centralização econômica em torno de Israel, com a
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manutenção de seu poder econômico e de dominação.
Todos os pontos de entrada e saídas da Cisjordânia e
da Faixa de Gaza — mesmo caminhos na montanha e
estradas de difícil acesso — foram fechados. Os
bloqueios não garantem a segurança de Israel, mas
revoltam palestinos moderados, cujos negócios ficaram
paralisados.
Os números do desemprego na Palestina - Segundo
a OIT (Organização Internacional do Trabalho), a força
total de trabalho palestina era, em 1990, de 308.000
(200 mil na Cisjordânia e 108 mil na Faixa de Gaza).
Desses trabalhadores, em torno de 110, 120 mil,
trabalhavam em Israel antes da Guerra do Golfo. A
Faixa de Gaza é particularmente dominada por Israel:
aproximadamente 70% de sua força de trabalho estava
empregada em Israel (30% na Cisjordânia) e mais da
metade do PNB de Gaza vinha do trabalho em Israel.
Enquanto que o total de trabalhadores diários palestinos
em Israel era de 116 mil em 1992, em 1993 esse total
caiu para 84 mil, declinando rapidamente depois: 53 mil
em 1994, 29 mil e 500 em 1995. A autorização de
trabalho para palestinos foi de 35 mil em 1996, contudo
muitos palestinos detentores da permissão não puderam
encontrar trabalho em Israel devido à política de
substituição israelita da força de trabalho que importou
mais de 100 mil trabalhadores da Romênia e Tailândia.
Mas muitos empregadores judeus estão relutando em
dar trabalho a palestinos em conseqüência de sua
presença irregular causada pelos fechamentos de
fronteiras.
Habitação - A carência habitacional é um dos principais
problemas a que palestinos têm que fazer frente. A
demanda é crescente, não somente devida ao
crescimento natural da população (6%/ano), mas ainda
pelo retorno esperado de milhares de refugiados ou
devido à inadequação de unidades residenciais
existentes, particularmente nos superpovoados campos
de refugiados.
Demanda Habitacional 1994-2000 (em unidades)
Crescimento da população
Substituição
inadequadas
de
40.000
habitações
30.000
Retorno de refugiados
85.000
Campos de refugiados
30.000
Total
185.000
Fonte: Programa de Desenvolvimento Palestino, 19942000. Tunísia, OLP, julho de 1993
Questões ENEM e UFPel
1 (ENEM 2004) A grande produção brasileira de soja,
com expressiva participação na economia do país, vem
avançando nas regiões do
Cerrado brasileiro. Esse tipo de produção demanda
grandes extensões de terra, o que gera preocupação,
sobretudo:
(A) econômica, porque desestimula a mecanização.
(B) social, pois provoca o fluxo migratório para o campo.
(C) climática, porque diminui a insolação na região.
(D) política, pois deixa de atender ao mercado externo.
(E) ambiental, porque reduz a biodiversidade regional.
2 (ENEM 2004) Os sistemas de cogeração representam
uma prática de utilização racional de combustíveis e de
produção de energia. Isto já se pratica em algumas
indústrias de açúcar e de álcool, nas quais se aproveita
o bagaço da cana, um de seus subprodutos, para
produção de energia. Esse processo está ilustrado no
esquema a seguir.
Entre os argumentos favoráveis a esse sistema de
cogeração pode-se destacar que ele (A) otimiza o
aproveitamento energético, ao usar queima do bagaço
nos processos térmicos da usina e na geração de
eletricidade.
(B) aumenta a produção de álcool e de açúcar, ao usar
o bagaço como insumo suplementar.
(C) economiza na compra da cana-de-açúcar, já que o
bagaço também pode ser transformado em álcool.
(D) aumenta a produtividade, ao fazer uso do álcool
para a geração de calor na própria usina.
(E) reduz o uso de máquinas e equipamentos na
produção de açúcar e álcool, por não manipular o
bagaço da cana.
3 (ENEM 2004) O debate em torno do uso da energia
nuclear para produção de eletricidade permanece atual.
Em um encontro internacional
para a discussão desse tema, foram colocados os
seguintes argumentos:
I. Uma grande vantagem das usinas nucleares é o fato
de não contribuírem para o aumento do efeito estufa,
uma vez que o
urânio, utilizado como “combustível”, não é queimado
mas sofre fissão.
II. Ainda que sejam raros os acidentes com usinas
nucleares, seus efeitos podem ser tão graves que essa
alternativa de
geração de eletricidade não nos permite ficar tranqüilos.
A respeito desses argumentos, pode-se afirmar que
(A) o primeiro é válido e o segundo não é, já que nunca
ocorreram acidentes com usinas nucleares.
(B) o segundo é válido e o primeiro não é, pois de fato
há queima de combustível na geração nuclear de
eletricidade.
(C) o segundo é valido e o primeiro é irrelevante, pois
nenhuma forma de gerar eletricidade produz gases do
efeito estufa.
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(D) ambos são válidos para se compararem vantagens e
riscos na opção por essa forma de geração de energia.
(E) ambos são irrelevantes, pois a opção pela energia
nuclear
está-se
tornando
uma
necessidade
inquestionável.
4) (ENEM 2004) Entre outubro e fevereiro, a cada ano,
em alguns estados das regiões Sul, Sudeste e CentroOeste, os relógios permanecem adiantados em uma
hora, passando a vigorar o chamado horário de verão.
Essa medida, que se repete todos os anos, visa (A)
promover a economia de energia, permitindo um melhor
aproveitamento do período de iluminação natural do dia,
que é maior nessa época do ano.
(B) diminuir o consumo de energia em todas as horas do
dia, propiciando uma melhor distribuição da demanda
entre o período
da manhã e da tarde.
(C) adequar o sistema de abastecimento das barragens
hidrelétricas ao regime de chuvas, abundantes nessa
época do ano
nas regiões que adotam esse horário.
(D) incentivar o turismo, permitindo um melhor
aproveitamento do período da tarde, horário em que os
bares e restaurantes
são mais freqüentados.
(E) responder a uma exigência das indústrias,
possibilitando
que
elas
realizem
um
melhor
escalonamento das férias de seus funcionários.
5 (ENEM 2004) Um leitor encontra o seguinte anúncio
entre os classificados de um jornal:
VILA DAS FLORES
Vende-se terreno plano medindo 200 m. Frente voltada
para o sol no período da manhã. Fácil acesso.
(443)0677-0032
Interessado no terreno, o leitor vai ao endereço indicado
e, lá chegando, observa um painel com a planta a
seguir, onde estavam destacados os terrenos ainda não
vendidos, numerados de I a V:
Considerando as informações do jornal, é possível
afirmar que o terreno anunciado é o
(A) I. (B) II.
(C) III.
(D) IV.
(E) V.
6 (ENEM 2004) Ao longo do século XX, as
características da população brasileira mudaram muito.
Os gráficos mostram as alterações na distribuição da
população da cidade e do campo e na taxa de
fecundidade (número de filhos por mulher) no período
entre 1940 e 2000.
(IBGE)
Comparando-se os dados dos gráficos, pode-se concluir
que
(A) o aumento relativo da população rural é
acompanhado pela redução da taxa de fecundidade.
(B) quando predominava a população rural, as mulheres
tinham em média três vezes menos filhos do que hoje.
(C) a diminuição relativa da população rural coincide
com o aumento do número de filhos por mulher.
(D) quanto mais aumenta o número de pessoas
morando em cidades, maior passa a ser a taxa de
fecundidade.
(E) com a intensificação do processo de urbanização, o
número de filhos por mulher tende a ser menor.
7(ENEM 2004) O Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH) permite avaliar as condições de qualidade de vida
e de desenvolvimento de um país, de uma região ou de
uma cidade, a partir de seus indicadores de renda,
longevidade e educação. Cada indicador varia de 0
(nenhum
desenvolvimento) a 1 (desenvolvimento
máximo). A tabela apresenta os valores de IDH de três
municípios brasileiros, X, Y e Z, medidos nos anos de
1991 e 2000.
MUNICÍPIO IDH – Renda
1991
1991 2000
X
0,431
0,402
Y
0,374
0,379
Z
0,501
0,420
IDH – Longevidade IDH IDH-Educação
1991
2000
1991 2000
0,456 0,551
0 ,328 0,568
0,459
0,548
0,422
0,634
0,611 0,648
0,188
0,448
(Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil)
Mudanças desses indicadores de IDH podem ser
obtidas com a implantação de políticas públicas tais
como:
I. Expansão dos empregos com melhoria de renda
média.
II. Ações de promoção de saúde e de prevenção de
doenças.
III. Ampliação de escolas de ensino básico e de
educação de jovens e adultos.
Os resultados apresentados em 2000 são compatíveis
com a implementação bem sucedida em todos esses
três municípios, ao longo da década de noventa, das
políticas
(A) I, II e III.
(B) I e II, apenas.
(C) I e III, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) II, apenas.
8 (ENEM 2004) Em 2003, deu-se início às discussões
do Plano Amazônia Sustentável, que rebatiza o Arco do
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Desmatamento, uma extensa faixa que vai de Rondônia
ao Maranhão, como Arco do Povoamento Adensado, a
fim de reconhecer as demandas da população que vive
na região. A Amazônia Ocidental, em contraste, é
considerada nesse plano como uma área ainda
amplamente preservada, na qual se pretende encontrar
alternativas para tirar mais renda da floresta em pé do
que por meio do desmatamento. O quadro apresenta as
três macrorregiões e três estratégias que constam do
Plano.
Estratégias:
I. Pavimentação de rodovias para levar a soja até o rio
Amazonas, por onde será escoada.
II. Apoio à produção de fármacos, extratos e couros
vegetais.
III. Orientação para a expansão do plantio de soja,
atraindo os produtores para áreas já desmatadas e
atualmente abandonadas.
Considerando as características geográficas da
Amazônia, aplicam-se às macrorregiões Amazônia
Ocidental, Amazônia Central e Arco do Povoamento
Adensado, respectivamente, as estratégias
realizada em 2002 pela Embrapa apontou cinco pontos
de contaminação do aqüífero por agrotóxico, conforme a
figura:
Considerando as conseqüências socioambientais e
respeitando as necessidades econômicas, pode-se
afirmar que, diante do problema apresentado, políticas
públicas adequadas deveriam:
(A) proibir o uso das águas do aqüífero para irrigação.
(B) impedir a atividade agrícola em toda a região do
aqüífero.
(C) impermeabilizar as áreas onde o arenito aflora.
(D) construir novos reservatórios para a captação da
água na região.
(E) controlar a atividade agrícola e agroindustrial nas
áreas de recarga.
11 (ENEM 2005) Leia as características geográficas dos
países X e Y.
(A) I, II e III.
(D) II, I e III.
(B) I, III e II.
(E) III, II e I.
(C) III, I e II.
9 (ENEM 2004) A necessidade de água tem tornado
cada vez mais importante a reutilização planejada desse
recurso. Entretanto, os processos de tratamento de
águas para seu reaproveitamento nem sempre as
tornam potáveis, o que leva a restrições em sua
utilização.
Assim, dentre os possíveis empregos para a
denominada “água de reuso”, recomenda-se:
(A) o uso doméstico, para preparo de alimentos.
(B) o uso em laboratórios, para a produção de fármacos.
(C) o abastecimento de reservatórios e mananciais.
(D) o uso individual, para banho e higiene pessoal.
(E) o uso urbano, para lavagem de ruas e áreas
públicas.
10 (ENEM 2004) O Aqüífero Guarani se estende por 1,2
milhão de km2 e é um dos maiores
reservatórios de águas subterrâneas do mundo. O
aqüífero é como uma “esponja gigante” de arenito, uma
rocha porosa e absorvente, quase totalmente confinada
sob centenas de metros de rochas impermeáveis. Ele é
recarregado nas áreas em que o arenito aflora à
superfície, absorvendo água da chuva. Uma pesquisa
Pais X
- desenvolvido
- pequena dimensão territorial
- clima rigoroso com congelamento de alguns rios e
portos
- intensa urbanização
auto-suficiência de petróleo
Pais Y
- subdesenvolvido
- grande dimensão territorial
- ausência de problemas climáticos, rios caudalosos e
extenso litoral.
- concentração populacional e econômica na faixa
litorânea
- exportador de produtos primários de baixo valor
agregado
A partir da análise dessas características é adequado
priorizar as diferentes modalidades de transporte de
carga, na seguinte ordem:
(A) país X – rodoviário, ferroviário e aquaviário.
(B) país Y – rodoviário, ferroviário e aquaviário.
(C) país X – aquaviário, ferroviário e rodoviário.
(D) país Y – rodoviário, aquaviário e ferroviário.
(E) país X – ferroviário, aquaviário e rodoviário.
12 (ENEM 2005) Leia o texto abaixo.
O jardim de caminhos que se bifurcam
(....) Uma lâmpada aclarava a plataforma, mas os rostos
dos meninos ficavam na sombra. Um me perguntou: O
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senhor vai à casa do Dr. Stephen Albert? Sem aguardar
resposta, outro disse: A casa fica longe daqui, mas o
senhor não se perderá se tomar esse caminho à
esquerda e se em cada encruzilhada do caminho dobrar
à esquerda.
(Adaptado. Borges, J. Ficções. Rio de Janeiro: Globo,
1997. p.96.)
Quanto à cena descrita acima, considere que:
I - o sol nasce à direita dos meninos;
II - o senhor seguiu o conselho dos meninos, tendo
encontrado duas encruzilhadas até a casa.
Concluiu-se que o senhor caminhou, respectivamente,
nos sentidos:
(A) oeste, sul e leste.
(B) leste, sul e oeste.
(C) oeste, norte e leste.
(D) leste, norte e oeste.
(E) leste, norte e sul.
III - Criação da Superintendência para o
Desenvolvimento da Amazônia;
IV - Extração do látex durante o chamado Surto da
Borracha.
A ordenação desses elementos, desde o mais antigo ao
mais recente, é a seguinte:
(A) IV, III, II, I.
(B) I, II, III, IV.
(C) IV, II, I, III.
(D) III, IV, II, I.
(E) III, IV, I, II.
15 (ENEM 2005)Considerando os conhecimentos sobre
o espaço agrário brasileiro e os dados apresentados no
gráfico, é correto afirmar que, no período indicado,
13 (ENEM 2005) DI
Distribuição Etária de alguns paises em %
Países “maduros”
Em transição
Países “jovens”
Estados Unidos Suécia
Jovens
(até 19 anos) 25,7 - 19,8
Adultos
(20 a 59 anos ) 57,4 -56,7
Idosos
(60 anos ou +)16,9-23,5
Brasil
Bangladesh
Nigéria
43,2
50,2
55,4
48,5
44,8
40,1
8,3
5, 0
4,5
(Elaborada a partir de dados do US Bureau of Census. World Population Profile: 1999.)
Os brasileiros tiveram, em junho, o maior tempo de
navegação residencial na internet entre 11 países
monitorados pelo Ibope/NetRatings: média mensal de
16 horas e 54 minutos por pessoa. O país ficou à frente
de nações como a França, Japão, Estados Unidos e
Espanha.
(Adaptado. Folha de S.Paulo, 23/07/2005.)
Com base na tabela e no texto acima, analise os
possíveis motivos para a liderança do Brasil no tempo
de uso da internet.
I - O país tem uma estrutura populacional com maior
percentual de jovens do que os países da Europa e os
EUA.
II - O uso de internet em casa se distribui igualmente
entre as classes A, B e C, o que demonstra iniciativas
de inclusão digital.
III - A adesão ao sistema de internet por banda larga
ocorre, porque essa tecnologia promove a mudança de
comportamento dos usuários.
Está correto apenas o que se afirma em
(A) I.
(B) II.
(D) I e II.
(E) II e III.
(C) III.
14 (ENEM 2005) Observe as seguintes estratégias para
a ocupação da Amazônia Brasileira.
I - Desenvolvimento de infra-estrutura do projeto Calha
Norte;
II - Exploração mineral por meio do Projeto Ferro
Carajás;
(A) ocorreu um aumento da produtividade agrícola
devido à significativa mecanização de algumas lavouras,
como a da soja.
(B) verificou-se um incremento na produção de grãos
proporcionalmente à incorporação de novas terras
produtivas.
(C) registrou-se elevada produção de grãos em virtude
do uso intensivo de mão-de-obra pelas empresas rurais.
(D) houve um salto na produção de grãos, a partir de 91,
em decorrência do total de exportações feitas por
pequenos agricultores.
(E) constataram-se ganhos tanto na produção quanto na
produtividade agrícolas resultantes da efetiva reforma
agrária executada.
16) (ENEM 2005)Moradores de três cidades, aqui
chamadas de X, Y e Z, foram indagados quanto aos
tipos de poluição que mais afligiam as suas áreas
urbanas. Nos gráficos abaixo estão representadas as
porcentagens de reclamações sobre cada tipo de
poluição ambiental.
Considerando a queixa principal dos cidadãos de cada
cidade, a primeira medida de combate à poluição em
cada uma delas seria, respectivamente:
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X
Y
Z
(A) Manejamento de lixo Esgotamento sanitário
Controle emissão de gases
(B) Controle de despejo industrial Manejamento de lixo
Controle emissão de gases
(C) Manejamento de lixo Esgotamento sanitário
Controle de despejo industrial
(D) Controle emissão de gases Controle de despejo
industrial Esgotamento sanitário
(E) Controle de despejo industrial Manejamento de lixo
Esgotamento sanitário
17) (ENEM 2005) Em um estudo feito pelo Instituto
Florestal, foi possível acompanhar a evolução de
ecossistemas paulistas desde 1962. Desse estudo
publicou-se o Inventário Florestal de São Paulo, que
mostrou resultados de décadas de transformações da
Mata Atlântica.
Examinando o gráfico da área de vegetação natural
remanescente (em mil km2) pode-se inferir que
(A) a Mata Atlântica teve sua área devastada em 50%
entre 1963 e 1973.
(B) a vegetação natural da Mata Atlântica aumentou
antes da década de 60, mas reduziu nas décadas
posteriores.
(C) a devastação da Mata Atlântica remanescente vem
sendo contida desde a década de 60.
(D) em 2000-2001, a área de Mata Atlântica preservada
em relação ao período de 1990-1992 foi de 34,6%.
(E) a área preservada da Mata Atlântica nos anos 2000
e 2001 é maior do que a registrada no período de 19901992
18 (ENEM 2005) A água é um dos fatores
determinantes para todos os seres vivos, mas a
precipitação varia muito nos continentes,como podemos
observar no mapa abaixo.
Mapa de distribuição dos grandes desertos e das
áreas úmidas
D (Robert E. Ricklefs. A Economia da Natureza, 3. ed.
Rio de Janeiro: GuanabaraKoogan , 1996. p. 55)
E (°) /
HEMISFÉRIO
TEMPERATURAMÉDIA (°C)
60 / Norte
0
30 / Norte
10
10 / Norte
24
10 / Sul
28
30 / Sul
14
60 / Sul
9
Ao examinar a tabela da temperatura média anual em
algumas latitudes, podemos concluir que as chuvas são
mais abundantes nas maiores latitudes próximas do
Equador, porque
(A) as grandes extensões de terra fria das latitudes
extremas impedem precipitações mais abundantes.
(B) a água superficial é mais quente nos trópicos do que
nas regiões temperadas, causando maior precipitação.
(C) o ar mais quente tropical retém mais vapor de água
na atmosfera, aumentando as precipitações.
(D) o ar mais frio das regiões temperadas retém mais
vapor de água, impedindo as precipitações.
(E) a água superficial é fria e menos abundante nas
latitudes extremas, causando menor precipitação.
19(ENEM 2005) Um professor apresentou os mapas ao
lado numa aula sobre as implicações da formação das
fronteiras no continente africano. Com base na aula e na
observação dos mapas, os alunos fizeram três
afirmativas:
I - A brutal diferença entre as fronteiras políticas e as
fronteiras étnicas no continente africano aponta para a
artificialidade em uma divisão com objetivo de atender
apenas aos interesses da maior potência capitalista na
época da descolonização.
II - As fronteiras políticas jogaram a África em uma
situação de constante tensão ao desprezar a
diversidade étnica e cultural, acirrando conflitos entre
tribos rivais.
III - As fronteiras artificiais criadas no contexto do
colonialismo, após os processos de independência,
fizeram da África um continente marcado por guerras
civis, golpes de estado e conflitos étnicos e religiosos.
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Sendo assim, a Lua na fase ilustrada na figura acima
poderá ser observada no ponto mais alto de sua
trajetória no céu por volta de
(A) meia-noite.
(B) três horas da madrugada.
nove horas da manhã
(D) meio-dia.
(E) seis horas da tarde.
(Atualidades/Vestibular 2005, 1º sem., ed. Abril, p. 68)
É verdadeiro apenas o que se afirma em
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) II e III.
20 ( ENEM 2005) Analise o quadro acerca da
distribuição da miséria no mundo, nos anos de 1987 a
1998.
Mapa da Miséria
População que vive com menos de US$ 1 por dia (em %)
Região
1987
1990
1993
Extremo Oriente e Pacífico 26,6
27,6
Europa e Ásia Central
0,2
1,6
América Latina e Caribe
15,3
16,8
Oriente Médio e Norte da África 4,3
2,4
Sul da Ásia
44,9
44,0
África Subsaariana
46,6
47,7
Mundo
28,3
29,0
1996
25,2
4,0
5,3
1,9
42,4
49,7
28,1
1998*
14,9
5,1
15,6
1,8
42,3
48,5
24,5
15,3
5,1
15,6
1,9
40,0
46,3
24,0
*Preliminar
(Fonte: Banco Mundial.) (Adaptado. Gazeta Mercantil, 17 de outubro de 2001, p. A-6)
A leitura dos dados apresentados permite afirmar que,
no período considerado,
(A) no sul da Ásia e na África Subsaariana está,
proporcionalmente, a maior concentração da população
miserável.
(B) registra-se um aumento generalizado da população
pobre e miserável.
(C) na África Subsaariana, o percentual de população
pobre foi crescente.
(D) em números absolutos a situação da Europa e da
Ásia Central é a melhor dentre todas as regiões
consideradas.
(E) o Oriente Médio e o Norte da África mantiveram o
mesmo percentual de população miseráveis.
21 (ENEM 2006) No Brasil, verifica-se que a
Lua,quando está na fase cheia,nasce por volta das 18
horas e se põe por volta das 6 horas. Na fase nova,
ocorre o inverso: aLua nasce ás 6 horas e se põe
ás 18 horas, aproximadamente. Nas fases crescente e
minguante, ela nasce e se põe em horários
intermediários.
(C)
22 (ENEM 2006) Com base em projeções realizadas por
especialistas prevê-se, para o fim do século XXI,
aumento de temperatura média, no planeta, entre 1,4 °C
e 5,8 °C. Como conseqüência desse aquecimento,
possivelmente o clima será mais quente e mais úmido
bem como ocorrerão
mais enchentes em algumas áreas e secas crônicas em
outras. O aquecimento também
provocarão o
desaparecimento de algumas geleiras, o que acarretará
o aumento do nível dos oceanos e a inundação de
certas áreas litorâneas. As mudanças climáticas
previstas para o fim do século XXI.
(A) provocarão a redução das taxas de evaporação e de
condensação do ciclo da água.
(B) poderão interferir nos processos do ciclo da água
que envolvem mudanças de estado físico.
(C) promoverão o aumento da disponibilidade de
alimento das espécies marinhas.
(D) induzirão o aumento dos mananciais, o que
solucionarão os problemas de falta de água no planeta.
(E) causarão o aumento do volume de todos os cursos
de água, o que minimizarão os efeitos da poluição
aquática.
23 (ENEM 2006) Chuva ácida é o termo utilizado para
designar precipitações com valores de pH inferiores a
5,6. As principais substâncias que contribuem para esse
processo são os ´óxidos de nitrogênio e de enxofre
provenientes da queima de combustíveis fósseis e,
também, de fontes naturais. Os problemas causados
pela chuva ácida ultrapassam fronteiras políticas
regionais e nacionais. A amplitude geográfica dos
efeitos da chuva 當ida está relacionada principalmente
com:
(A) a circulação atmosférica e a quantidade de fontes
emissoras de ácidos de nitrogênio e de enxofre.
(B) a quantidade de fontes emissoras de ácidos de
nitrogênio e de enxofre e a rede hidrográfica.
(C) a topografia do local das fontes emissoras de ácidos
de nitrogênio e de enxofre e o nível dos lençóis
freáticos.
(D) a quantidade de fontes emissoras de ácidos de
nitrogênio e de enxofre e o nível dos lençóis freáticos.
(E) a rede hidrográfica e a circulação atmosférica.
24 (ENEM 2006) As florestas tropicais úmidas
contribuem muito para a manutenção da vida no
planeta, por meio do chamado seqüestro de carbono
atmosférico. Resultados de observações sucessivas,
nas últimas décadas, indicam que a floresta amazônica
é capaz de absorver até 300 milhões de toneladas de
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carbono por ano. Conclui-se, portanto, que as florestas
exercem importante papel no controle:
(A) das chuvas ácidas, que decorrem da liberação, na
atmosfera, do dióxido de carbono resultante dos
desmatamentos por queimadas.
(B) das inversões térmicas, causadas pelo acúmulo de
dióxido de carbono resultante da não-dispersão dos
poluentes para as regiõess mais altas da atmosfera.
(C) da destruição da camada de ozônio, causada pela
liberação, na atmosfera, do dióxido de carbono contido
nos gases do grupo dos clorofluorcarbonos.
(D) do efeito estufa provocado pelo acúmulo de carbono
na atmosfera, resultante da queima de combustíveis
fósseis, como carvão mineral e petróleo.
(E) da eutrofização das águas, decorrente da
dissolução,nos rios, do excesso de dióxido de carbono
presente na atmosfera.
25 (ENEM 2006)
Esta manhã acordo e
não a encontro.
Britada em bilhões de lascas
deslizando em correia transportadora
entupindo 150 vagões
no trem-monstro de 5 locomotivas
— trem maior do mundo, tomem nota —
foge minha serra, vai
deixando no meu corpo a paisagem
mísero pó de ferro, e este não passa.
Carlos Drummond de Andrade. Antologia poética. Rio
de Janeiro: Record, 2000.
A situação poeticamente descrita acima sinaliza, do
ponto de vista ambiental, para a necessidade de
I manter-se rigoroso controle sobre os processos de
instalação de novas mineradoras.
II criarem-se estratégias para reduzir o impacto
ambiental no ambiente degradado.
III reaproveitarem-se materiais, reduzindo-se a
necessidade de extração de minérios.
È correto o que se afirma
(A) apenas em I. (B) apenas em II. (C) apenas em I
e II. (D) apenas em II e III. (E) em I, II e III.
26 (ENEM 2006) O aqüífero Guarani, megarreservatório
hídrico subterrâneo da América do Sul, com 1,2 milhão
de km², não é o "mar de água doce" que se pensava
existir. Enquanto em algumas áreas a água é excelente,
em outras, é inacessível, escassa ou não-potável. O
aqüífero pode ser dividido em quatro grandes
compartimentos.
No compartimento Oeste, há boas condições estruturais
que proporcionam recarga rápida a partir das chuvas e
as águas são, em geral, de boa qualidade e potáveis. Já
no compartimento Norte-Alto Uruguai, o sistema
encontra-se coberto por rochas vulcânicas, a
profundidades que variam de 350 m a 1.200 m. Suas
águas são muito antigas, datando da Era Mesozóica, e
não são potáveis em grande parte da área, com elevada
salinidade, sendo que os altos teores de fluoretos e de
sódio podem causar alcalinização do solo. Scientific
American Brasil, n.º 47, abr./2006 (com adaptações).
Em relação ao aqüífero Guarani, é correto afirmar que
(A) seus depósitos não participam do ciclo da água.
(B) águas provenientes de qualquer um de seus
compartimentos solidificam-se a 0 °C.
(C) é necessário, para utilização de seu potencial como
reservatório de água potável, conhecer detalhadamente
o aqüífero.
(D) a água é adequada ao consumo humano direto em
grande parte da área do compartimento Norte-Alto
Uruguai.
(E) o uso das águas do compartimento Norte-Alto
Uruguai para irrigação deixaria ácido o solo.
27 (ENEM 2006) A situação atual das bacias
hidrográficas de São Paulo tem sido alvo de
preocupações ambientais: a demanda hídrica é maior
que a oferta de água e ocorre excesso de poluição
industrial e residencial. Um dos casos mais graves de
poluição da água é o da bacia do alto Tietê, onde se
localiza a região metropolitana de São Paulo. Os rios
Tietê e Pinheiros estão muito poluídos, o que
compromete o uso da água pela população.
Avalie se as ações apresentadas abaixo são adequadas
para se reduzir a poluição desses rios.
I Investir em mecanismos de reciclagem da água
utilizada
nos
processos
industriais.
II Investir em obras que viabilizem a transposição de
águas de mananciais adjacentes para os rios poluídos.
III Implementar obras de saneamento básico e construir
estações de tratamento de esgotos.
É adequado o que se propõe
(A) apenas em I.
(B) apenas em II.
(C) apenas em I e III.
(D) apenas em II e III.
(E) em I, II e III.
28 (ENEM 2006) Na região sul da Bahia, o cacau tem
sido cultivado por meio de diferentes sistemas. Em um
deles, o convencional, a primeira etapa de preparação
do solo corresponde à retirada da mata e à queimada
dos tocos e das raízes. Em seguida, para o plantio da
quantidade máxima de cacau na área, os pés de cacau
são plantados próximos uns dos outros. No cultivo pelo
sistema chamado cabruca, os pés de cacau são
abrigados entre as plantas de maior porte, em espaço
aberto criado pela derrubada apenas das plantas de
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pequeno
porte.
Os cacaueiros dessa região têm sido atacados e
devastados pelo fungo chamado vassoura-de-bruxa,
que se reproduz em ambiente quente e úmido por meio
de esporos que se espalham no meio aéreo.
As condições ambientais em que os pés de cacau são
plantados e as condições de vida do fungo vassoura-debruxa, mencionadas acima, permitem supor-se que
sejam mais intensamente atacados por esse fungo os
cacaueiros plantados por meio do sistema
(A) convencional, pois os pés de cacau ficam mais
expostos ao sol, o que facilita a reprodução do parasita.
(B) convencional, pois a proximidade entre os pés de
cacau facilita a disseminação da doenças.
(C) convencional, pois o calor das queimadas cria as
condições ideais de reprodução do fungo.
(D) cabruca, pois os cacaueiros não suportam a sombra
e, portanto, terão seu crescimento prejudicado e
adoecerão.
(E) cabruca, pois, na competição com outras espécies,
os cacaueiros ficam enfraquecidos e adoecem mais
facilmente.
Texto e imagem para questões 29 e 30
29 (ENEM 2006) Álcool, crescimento e pobreza
O lavrador de Ribeirão Preto recebe em média R$ 2,50
por tonelada de cana cortada. Nos anos 80, esse
trabalhador cortava cinco toneladas de cana por dia. A
mecanização da colheita o obrigou a ser mais produtivo. O
corta-cana derruba agora oito toneladas por dia.
O trabalhador deve cortar a cana rente ao chão,
encurvado. Usa roupas mal-ajambradas, quentes, que lhe
cobrem o corpo, para que não seja lanhado pelas folhas
da planta. O excesso de trabalho causa a birola: tontura,
desmaio, cãibra, convulsão. A fim de agüentar dores e
cansaço, esse trabalhador toma drogas e soluções de
glicose, quando não farinha mesmo. Tem aumentado o
número de mortes por exaustão nos canaviais.
O setor da cana produz hoje uns 3,5% do PIB. Exporta
US$ 8 bilhões. Gera toda a energia elétrica que consome
e ainda vende excedentes. A indústria de São Paulo
contrata cientistas e engenheiros para desenvolver
máquinas e equipamentos mais eficientes para as usinas
de álcool. As pesquisas, privada e pública, na área
agrícola (cana, laranja, eucalipto etc.) desenvolvem a
bioquímica e a genética no país.
Folha de S. Paulo, 11/3/2007 (com adaptações).
(A) a charge contradiz o texto ao mostrar que o Brasil
possui tecnologia avançada no setor agrícola.
(B) a charge e o texto abordam, a respeito da cana-deaçúcar brasileira, duas realidades distintas e sem
relação entre si.
(C) o texto e a charge consideram a agricultura
brasileira avançada, do ponto de vista tecnológico.
(D) a charge mostra o cotidiano do trabalhador, e o texto
defende o fim da mecanização da produção da cana de- açúcar no setor sucroalcooleiro.
(E) o texto mostra disparidades na agricultura brasileira,
na qual convivem alta tecnologia e condições precárias
de trabalho, que a charge ironiza.
30 (ENEM 2007) Considere-se que cada tonelada de
cana-de-açúcar permita a produção de 100 litros de
álcool
combustível,
vendido
nos
postos
de
abastecimento a R$ 1,20 o litro. Para que um corta-cana
pudesse, com o que ganha nessa atividade, comprar o
álcool produzido a partir das oito toneladas de cana
resultantes de um dia de trabalho, ele teria de trabalhar
durante
(A) 3 dias.
(B) 18 dias.
(C) 30 dias.
(D) 48 dias.
(E) 60 dias.
31 (ENEM 2007)
Os mapas abaixo apresentam
informações acerca dos índices de infecção por
leishmaniose tegumentar americana (LTA) em 1985 e
1999.
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(A) partir da leitura dos mapas acima, conclui-se que A o
índice de infecção por LTA em Minas Gerais elevou-se
muito nesse período.
(B) o estado de Mato Grosso apresentou diminuição do
índice de infecção por LTA devido às intensas
campanhas de saúde.
(C) a expansão geográfica da LTA ocorreu no sentido
norte-sul como resultado do processo predatório de
colonização.
(D) o índice de infecção por LTA no Maranhão diminuiu
em virtude das fortes secas que assolaram o estado
nesse período.
(E) o aumento da infecção por LTA no Rio Grande do
Sul resultou da proliferação do roedor que transmite
essa enfermidade.
32 (ENEM 2007) Lucro na adversidade
Os fazendeiros da região sudoeste de Bangladesh, um
dos países mais pobres da Ásia, estão
tentando adaptar-se às mudanças acarretadas pelo
aquecimento global. Antes acostumados a produzir
arroz e vegetais, responsáveis por boa parte da
produção nacional, eles estão migrando para o cultivo
do camarão. Com a subida do nível do mar, a água
salgada penetrou nos rios e mangues da região, o que
inviabilizou a agricultura, mas, de outro lado, possibilitou
a criação de crustáceos, uma atividade até mais
lucrativa. O lado positivo da situação termina por aí. A
maior parte da população local foi prejudicada, já que os
fazendeiros não precisam contratar mais mão-de-obra, o
que aumentou o desemprego. A flora e a fauna do
mangue vêm sendo afetadas pela nova composição da
água. Os lençóis freáticos da região foram atingidos
pela água salgada.
Globo Rural, jun. /2007, p.18 (com adaptações).
A situação descrita acima retrata
(A) o fortalecimento de atividades produtivas tradicionais
em Bangladesh em decorrência dos efeitos do
aquecimento global.
(B) a introdução de uma nova atividade produtiva que
amplia a oferta de emprego.
(C) a reestruturação de atividades produtivas como
forma de enfrentar mudanças nas condições ambientais
da região.
(D) o dano ambiental provocado pela exploração mais
intensa dos recursos naturais da região a partir do
cultivo do camarão.
(E) a busca de investimentos mais rentáveis para
Bangladesh crescer economicamente e competir no
mercado internacional de grãos.
33 (ENEM 2007) Nos últimos 50 anos, as temperaturas
de inverno na península antártica subiram quase 6 o C.
Ao contrário do esperado, o aquecimento tem
aumentado a precipitação de neve. Isso ocorre porque o
gelo marinho, que forma um manto impermeável sobre o
oceano, está derretendo devido à elevação de
temperatura, o que permite que mais umidade escape
para a atmosfera. Essa umidade cai na forma de neve.
Logo depois de chegar a essa região, certa espécie de
pingüins precisa de solos nus para construir seus ninhos
de pedregulhos. Se a neve não derrete a tempo, eles
põem seus ovos sobre ela. Quando a neve finalmente
derrete, os ovos se encharcam de água e goram.
Scientific American Brasil, ano 2, n.º 21, 2004, p.80
(com adaptações).
A partir do texto acima, analise as seguintes afirmativas.
I O aumento da temperatura global interfere no ciclo da
água na península antártica.
II O aquecimento global pode interferir no ciclo de vida
de espécies típicas de região de clima polar.
III A existência de água em estado sólido constitui fator
crucial para a manutenção da vida em alguns biomas.
É correto o que se afirma
(A) Apenas em I. (B) apenas em II. (C) apenas em
I e II. (D) apenas em II e III. (E) em I, II e III.
34 (ENEM 2007) Devido ao aquecimento global e à
conseqüente diminuição da cobertura de gelo no Ártico,
aumenta a distância que os ursos polares precisam
nadar para encontrar alimentos. Apesar de exímios
nadadores, eles acabam morrendo afogados devido ao
cansaço. A situação descrita acima
(A) enfoca o problema da interrupção da cadeia
alimentar, o qual decorre das variações climáticas.
(B) alerta para prejuízos que o aquecimento global pode
acarretar à biodiversidade no Ártico.
(C) ressalta que o aumento da temperatura decorrente
de mudanças climáticas permite o surgimento de novas
espécies.
(D) mostra a importância das características das zonas
frias para a manutenção de outros biomas na Terra.
(E) evidencia a autonomia dos seres vivos em relação
ao habitat, visto que eles se adaptam rapidamente às
mudanças nas condições climáticas.
35 (ENEM 2007) Quanto mais desenvolvida é uma
nação, mais lixo cada um de seus habitantes produz.
Além de o progresso elevar o volume de lixo, ele
também modifica a qualidade do material despejado.
Quando a sociedade progride, ela troca a televisão, o
computador, compra mais brinquedos e aparelhos
eletrônicos. Calcula-se que 700 milhões de aparelhos
celulares já foram jogados fora em todo o mundo. O
novo lixo contém mais mercúrio, chumbo, alumínio e
bário. Abandonado nos lixões, esse material se
deteriora e vaza. As substâncias liberadas infiltram-se
no
solo e podem chegar aos lençóis freáticos ou a rios
próximos, espalhando-se pela água.
Anuário Gestão Ambiental 2007, p. 47-8 (com
adaptações).
A respeito da produção de lixo e de sua relação com o
ambiente, é correto afirmar que
(A) as substâncias químicas encontradas no lixo levam,
freqüentemente, ao aumento da diversidade de
espécies e, portanto, ao aumento da produtividade
agrícola do solo.
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(B) o tipo e a quantidade de lixo produzido pela
sociedade independem de políticas de educação que
proponham mudanças no padrão de consumo.
(C) a produção de lixo é inversamente proporcional ao
nível de desenvolvimento econômico das sociedades.
(D) o desenvolvimento sustentável requer controle e
monitoramento dos efeitos do lixo sobre espécies
existentes em cursos d’água, solo e vegetação.
(E) o desenvolvimento tecnológico tem elevado a
criação de produtos descartáveis, o que evita a geração
de lixo e resíduos químicos.
36 (ENEM 2008) Calcula-se que 78% do desmatamento
na Amazônia tenha sido motivado pela pecuária —
cerca de 35% do rebanho nacional está na região — e
que pelo menos 50 milhões de hectares de pastos são
pouco produtivos. Enquanto o custo médio para
aumentar a produtividade de 1 hectare de pastagem é
de 2 mil reais, o custo para derrubar igual área de
floresta é estimado em 800 reais, o que estimula novos
desmatamentos. Adicionalmente, madeireiras retiram as
árvores de valor comercial que foram abatidas para a
criação de pastagens. Os pecuaristas sabem que
problemas ambientais como esses podem provocar
restrições à pecuária nessas áreas, a exemplo do que
ocorreu em 2006 com o plantio da soja, o qual,
posteriormente, foi proibido em áreas de floresta.
Época, 3/3/2008 e 9/6/2008 (com adaptações).
A partir da situação-problema descrita, conclui-se que
(A)
o
desmatamento
na
Amazônia
decorre
principalmente da exploração ilegal de árvores de valor
comercial.
(B) um dos problemas que os pecuaristas vêm
enfrentando na Amazônia é a proibição do plantio de
soja.
(C) a mobilização de máquinas e de força humana torna
o desmatamento mais caro que o aumento da
produtividade de pastagens.
(D) o superavit comercial decorrente da exportação de
carne produzida na Amazônia compensa a possível
degradação ambiental.
(E)
a recuperação de áreas desmatadas e o
aumento de produtividade das pastagens podem
contribuir para a redução do desmatamento na
Amazônia.
37 (ENEM 2008) Os ingredientes que compõem uma
gotícula de nuvem são o vapor de água e um núcleo de
condensação de nuvens (NCN). Em torno desse núcleo,
que consiste em uma minúscula partícula em suspensão
no ar, o vapor de água se condensa, formando uma
gotícula microscópica,
que, devido a uma série de processos físicos, cresce até
precipitar-se como chuva. Na floresta Amazônica, a
principal fonte natural de NCN é a própria vegetação. As
chuvas de nuvens baixas,
na estação chuvosa, devolvem os NCNs, aerossóis, à
superfície, praticamente no mesmo lugar em que foram
gerados pela floresta. As nuvens altas são carregadas
por ventos mais intensos, de altitude, e viajam centenas
de quilômetros de seu local de origem, exportando as
partículas contidas no interior das gotas de chuva. Na
Amazônia, cuja taxa de precipitação é uma das mais
altas do mundo, o ciclo de evaporação e precipitação
natural é altamente eficiente. Com a chegada, em larga
escala, dos seres humanos à Amazônia, ao longo dos
últimos 30 anos, parte dos ciclos naturais está sendo
alterada. As emissões de poluentes atmosféricos pelas
queimadas, na época da seca, modificam as
características físicas e químicas da atmosfera
amazônica, provocando o seu aquecimento, com
modificação do perfil natural da variação da temperatura
com a altura, o que torna mais difícil a formação de
nuvens.
Paulo Artaxo et al. O mecanismo da floresta para
fazer chover. In: Scientific American Brasil, ano 1, n.º
11, abr./2003, p. 38-45 (com adaptações).
Na
Amazônia,
o
ciclo
hidrológico
depende
fundamentalmente:
(A) da produção de CO2 oriundo da respiração das
árvores.
(B )da evaporação, da transpiração e da liberação de
aerossóis que atuam como NCNs.
(C) das queimadas, que produzem gotículas
microscópicas de água, as quais crescem até se
precipitarem como chuva.
(D) das nuvens de maior altitude, que trazem para a
floresta NCNs produzidos a centenas de quilômetros de
seu local de origem.
(E) da intervenção humana, mediante ações que
modificam as características físicas e químicas da
atmosfera da região.
38 (ENEM 2008) A Lei Federal n.º 9.985/2000, que
instituiu o sistema nacional de unidades de
conservação, define dois tipos de áreas protegidas. O
primeiro, as unidades de proteção integral, tem por
objetivo preservar a natureza, admitindo-se apenas o
uso indireto dos seus recursos naturais, isto é, aquele
que não envolve consumo, coleta, dano ou destruição
dos recursos naturais. O segundo, as
unidades de uso sustentável, tem por função
compatibilizar a conservação da natureza com o uso
sustentável de parcela dos recursos naturais. Nesse
caso, permite-se a exploração do ambiente de maneira
a garantir a perenidade dos recursos ambientais
renováveis e dos processos ecológicos, mantendo-se a
biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de
forma socialmente justa e
economicamente viável.
Considerando essas informações, analise a seguinte
situação hipotética.
Ao discutir a aplicação de recursos disponíveis para o
desenvolvimento de determinada região,
organizações civis, universidade e governo resolveram
investir na utilização de uma unidade de proteção
integral, o Parque Nacional do Morro do Pindaré, e de
uma unidade de uso sustentável, a Floresta Nacional do
Sabiá. Depois das discussões, a equipe resolveu levar
adiante três projetos:
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► o projeto I consiste de pesquisas científicas
embasadas exclusivamente na observação de animais;
► o projeto II inclui a construção de uma escola e de um
centro de vivência;
► o projeto III promove a organização de uma
comunidade extrativista que poderá coletar e explorar
comercialmente frutas e sementes nativas.
Nessa situação hipotética, atendendo-se à lei
mencionada acima, é possível desenvolver tanto na
unidade de proteção integral quanto na de uso
sustentável
(A) apenas o projeto I.
(B) apenas o projeto III.
(C) apenas os projetos I e II.
(D) apenas os projetos II e III.
(E) todos os três projetos.
38 (ENEM 2008)
Ministério do Meio Ambiente. Cadastro Nacional de
Unidades de Conservação.
Analisando-se os dados do gráfico acima, que remetem
a critérios e objetivos no estabelecimento de unidades
de conservação no Brasil, constata-se que:
(A) o equilíbrio entre unidades de conservação de
proteção integral e de uso sustentável já atingido
garante a preservação presente e futura da Amazônia.
(B) as condições de aridez e a pequena diversidade
biológica observadas na Caatinga explicam por que a
área destinada à proteção integral desse bioma é menor
que a dos demais biomas brasileiros.
(C) o Cerrado, a Mata Atlântica e o Pampa, biomas mais
intensamente
modificados
pela
ação humana,
apresentam proporção maior de unidades de proteção
integral que de unidades de uso sustentável.
(D) o estabelecimento de unidades de conservação
deve ser incentivado para a preservação dos recursos
hídricos e a manutenção da biodiversidade.
(E) a sustentabilidade do Pantanal é inatingível, razão
pela qual não foram criadas unidades de uso
sustentável nesse bioma.
39 (ENEM 2008) O sistema de fusos horários foi
proposto na Conferência Internacional do Meridiano,
realizada em Washington, em 1884. Cada fuso
corresponde a uma faixa de 15º entre dois meridianos.
O meridiano de Greenwich foi escolhido para ser a linha
mediana do fuso zero. Passando-se um meridiano pela
linha mediana de cada fuso, enumeram-se 12 fusos
para leste e 12 fusos para oeste do fuso zero, obtendose, assim, os 24 fusos e o sistema de zonas de horas.
Para cada fuso a leste do fuso zero, soma-se 1 hora, e,
para cada fuso a oeste do fuso zero, subtrai-se 1 hora.
A partir da Lei n.° 11.662/2008, o Brasil, que fica a oeste
de Greenwich e tinha quatro fusos, passa a ter somente
3 fusos horários. Em relação ao fuso zero, o Brasil
abrange os fusos 2, 3 e 4. Por exemplo, Fernando de
Noronha está no fuso 2, o estado do Amapá está no
fuso 3 e o Acre, no fuso 4. A cidade de Pequim, que
sediou os XXIX Jogos Olímpicos de Verão, fica a leste
de Greenwich, no fuso 8. Considerando-se que a
cerimônia de abertura dos jogos tenha ocorrido às 20 h
8 min, no horário de Pequim, do dia 8 de agosto de
2008, a que horas os brasileiros que moram no estado
do Amapá devem ter ligado seus televisores para
assistir ao início da cerimônia de abertura?
(A) 9 h 8 min, do dia 8 de agosto.
(B) 12 h 8 min, do dia 8 de agosto.
(C) 15 h 8 min, do dia 8 de agosto.
(D) 1 h 8 min, do dia 9 de agosto.
(E) 4 h 8 min, do dia 9 de agosto.
40 (ENEM 2008) Um dos insumos energéticos que volta
a ser considerado como opção para o fornecimento de
petróleo é o aproveitamento das reservas de folhelhos
pirobetuminosos, mais conhecidos como xistos
pirobetuminosos. As ações iniciais para a exploração de
xistos pirobetuminosos são anteriores à exploração de
petróleo, porém as dificuldades inerentes aos diversos
processos, notadamente os altos custos de mineração e
de recuperação de solos minerados, contribuíram para
impedir que essa atividade se expandisse. O Brasil
detém a segunda maior reserva mundial de xisto. O
xisto é mais leve que os óleos derivados de petróleo,
seu uso não implica investimento na troca de
equipamentos e ainda reduz a emissão de particulados
pesados, que causam fumaça e fuligem. Por ser fluido
em temperatura ambiente, é mais facilmente
manuseado
e
armazenado.
(Internet:
<www2.petrobras.com.br> (com adaptações).
A substituição de alguns óleos derivados de petróleo
pelo óleo derivado do xisto pode ser conveniente por
motivos
(A) ambientais: a exploração do xisto ocasiona pouca
interferência no solo e no subsolo.
(B) técnicos: a fluidez do xisto facilita o processo de
produção de óleo, embora seu uso demande troca de
equipamentos.
(C) econômicos: é baixo o custo da mineração e da
produção de xisto.
(D) políticos: a importação de xisto, para atender o
mercado interno, ampliará alianças com outros países.
(E) estratégicos: a entrada do xisto no mercado é
oportuna diante da possibilidade de aumento dos preços
do petróleo.
41 (ENEM) A Lei Federal n.º 11.097/2005 dispõe sobre
a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira
e fixa em 5%, em volume, o percentual mínimo
obrigatório a ser adicionado ao óleo diesel vendido ao
consumidor. De acordo com essa lei, biocombustível é
“derivado de biomassa renovável para uso em motores
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a combustão interna com ignição por compressão ou,
conforme regulamento, para geração de outro tipo de
energia, que possa substituir parcial ou totalmente
combustíveis de origem fóssil”. A introdução de
biocombustíveis na matriz energética brasileira
(A) colabora na redução dos efeitos da degradação
ambiental global produzida pelo uso de combustíveis
fósseis, como os derivados do petróleo.
(B) provoca uma redução de 5% na quantidade de
carbono emitido pelos veículos automotores e colabora
no controle do desmatamento.
(C) incentiva o setor econômico brasileiro a se adaptar
ao uso de uma fonte de energia derivada de uma
biomassa inesgotável.
(D) aponta para pequena possibilidade de expansão do
uso de biocombustíveis, fixado, por lei, em 5% do
consumo de derivados do petróleo.
(E) diversifica o uso de fontes alternativas de energia
que reduzem os impactos da produção do etanol por
meio da monocultura da cana-de-açúcar.
(e) a população urbana que não tem acesso aos
serviços de abastecimento é obrigada a recorrer a
poços, bicas, água das chuvas ou compra de água de
caminhões pipas. Essas fontes, muitas vezes, escapam
ao controle sanitário e podem chegar contaminadas ao
consumidor.
(f) I.R.
43 (UFPEL 2009 inv) As possibilidades de crescimento
da economia mundial para as próximas décadas são
vistas como residindo principalmente em alguns poucos
países menos desenvolvidos. Países como Brasil,
Rússia, Índia e China (BRICs) possuem tal potencial.
Mais do que possibilidades de crescimento, atribui-se
aos BRICs um potencial para "mudar o mundo" tanto
pelas ameaças, quanto pelas oportunidades que estes
quatro países representam, do ponto de vista
econômico, social e político.
Observe o mapa a seguir.
Países Emergentes - BRICs.
42 (UFPEL 2009 inv) Observe a figura a seguir.
SANEAMENTO E ÁGUA ENCANADA NO BRASIL
População Urbana com acesso a serviços de água e
esgoto, em % (2006).
WWW.themap-mundiblankgoogle
Com água encanada
Com rede de esgoto
IBGE, 2008.
Com relação à água no Brasil, é correto afirmar que:
(a) o país, por dispor de alta média de cobertura da rede
geral de abastecimento de água, não apresenta
problemas isolados nem mesmo nas grandes cidades,
pois a distribuição de água é homogênea em todo o
território.
(b) o acesso à água na região Norte, escassamente
provida de recursos hídricos, é mais restrito e tem o
problema minimizado pelo fato de não haver
desperdício, em geral, nos centros urbanos.
(c) a coleta de esgotos nas regiões brasileiras mais ricas
é maior do que nas demais regiões enquanto, nas
cidades, os serviços de saneamento se distribuem
regularmente, sem distinguir entre as áreas de ricos e
as de pobres.
(d) a ocupação de áreas irregulares efetivada pela
população de baixa renda próxima a cursos d’água e
represas diminui o problema de abastecimento e não
gera transtornos como destruição de matas ciliares ou
poluição de mananciais.
Sobre os BRICs, é correto afirmar que
(a) a China, apesar de muito interligada aos Estados
Unidos, é também autônoma, no sentido de que seu
mercado interno depende pouco dos EUA, tendo
preferência no comércio com países da África, América
Latina e Afeganistão, principalmente.
(b) a Índia é um dos países emergentes que abriga
parques de indústrias de tecnologia, nacionais e
estrangeiras, como a Microsoft, apresentando um boom
de empresas ligadas ao desenvolvimento de softwares.
(c) o Brasil, atualmente, é o país emergente, do
Hemisfério Setentrional, com o maior crescimento
econômico, não tendo acusado efeitos da crise mundial,
que assola os países desenvolvidos.
(d) a Rússia, país que modificou sua história política e
econômica em 1989, apresenta hoje uma reestruturação
do ponto de vista econômico, político e social, entretanto
obtém maus resultados nos Índices de Desenvolvimento
Humano, IDHs.
(e) Brasil, Rússia, Índia e China despertam o interesse
do capitalismo porque suas estruturas sociais e políticas
são altamente democráticas e permitem a livre
concorrência, assim como uma ampla abertura de
mercado interno e externo.
(f) I.R.
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44 (UFPEL 2009 inv) A previsão de que as reservas
mundiais se aproximam do fim aliada à emissão de
gases estufa fazem do petróleo um combustível em
declínio. Paulatinamente começam a ser usadas com
mais intensidade fontes alternativas de energia.
prazo[..]. "Muitas vezes comprávamos peças nos
Estados Unidos e depois mandávamos para
beneficiamento na Alemanha para, daí, enviarmos para
Cingapura”[...] Jornal do Comércio (27/03/2008) [adapt.]
Com base no texto é correta a seguinte afirmação:
Observe a figura a seguir.
(a) A identificação de peças que apresentavam defeitos,
já que a origem destas localizava-se em
mais de 25 países, atrapalhou o prazo da entrega da P53 no tempo estipulado, ocasionando assim,
prejuízos para a Petrobrás e a cidade de Rio Grande.
(b) O processo de montagem da plataforma P-53, na
cidade de Rio Grande, exigiu uma mega operação de
aquisição de peças, implementos e transportes em mais
de 25 países, o que demonstrou a dinâmica e rapidez
na conclusão do projeto.
(c) Com a compra de peças nos Estados Unidos, e
depois com o envio para a Alemanha reenquadrálas, de
acordo com as necessidades da indústria de Cingapura,
o nosso estágio ecnológico contribuiu para a exportação
de materiais nacionais para a produção da plataforma.
(d) Na atual conjuntura econômica internacional, tornase viável a importação das plataformas, motivadas pelos
altos custos de produção, o que irá, necessariamente,
beneficiar cidades com
estaleiros navais, como a
cidade de Rio Grande.
(e) Para Cingapura, país que dará o acabamento final
nas plataformas, a ligação com a cidade de
Rio Grande contribui com a produção e promove a
abertura de empregos diretos e indiretos, beneficiando
toda a região sul do Rio Grande do Sul.
(f) I.R.
IBGE, 2008.
De acordo com a demanda mundial de energia em 2002
e a questão energética, leia as afirmativas a seguir e
assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) O Brasil é um país com amplas possibilidades de
diversificação de sua matriz energética, pois
possui um excelente potencial hídrico, reservas de gás
natural e investe na produção de biocombustíveis.
( ) Os biocombustíveis, ou seja, o combustível obtido de
matérias-primas vegetais como o etanol e o biodiesel,
devem ter seu uso proibido na maioria dos países
porque sua produção é uma ameaça à disponibilidade
de alimentos
( ) A matriz energética é o conjunto dos recursos de uma
sociedade e das formas como eles são
usados, abrange as fontes de energia, as tecnologias de
geração e a forma de consumo.
( ) Depois da crise do petróleo, em 1973, a busca por
fontes alternativas de energia se intensificou. Diversos
países construíram usinas nucleares que passaram a
produzir eletricidade enquanto outros aproveitaram os
recursos naturais existentes.
( ) O Oriente Médio perdeu importância estratégica na
atualidade porque o petróleo tende a ser abandonado
como fonte de energia; assim se justifica a invasão do
Iraque pelos EUA
Assinale a alternativa que contém a seqüência
correta.
(a) F, V, F, V, e V.
(b) V, F, F, V e F.
(c) F, V, V, V, e V.
(d) V, F, V, V, e F.
(e) F, F, F, V e V.
(f) I.R.
45 (UFPEL 2009 inv) Para viabilizar a construção da
plataforma P-53, foram
compradas peças e
equipamentos em mais de 25 países[...] Esse trabalho
exigiu um acompanhamento de embarque e chegada da
mercadoria em cada país para garantir a entrega no
46 (UFPEL 2009 inv) De 1962 até 2009, decorreram 47
anos de embargos dos Estados Unidos da América
(EUA) a Cuba. Para Cuba, isso representou
I) perdas devido aos obstáculos impostos ao
crescimento dos serviços, das exportações, do turismo,
do transporte aéreo, da produção de açúcar, da
extração de níquel, entre outros.
II) ganhos registrados após a reorientação geográfica
dos fluxos comerciais sobre custos de fretes, de
armazenagem, de comercialização, na compra de
mercadorias, entre outros.
III) melhora e contribuição para o crescimento da
produção nacional com acesso ilimitado às tecnologias,
abundância de peças de reposição e assistência ao
serviço de equipamentos, reestruturações de grandes
empresas, entre outros.
IV) entraves de ordem monetária e financeira,
impossibilidade de negociar novamente a dívida
externa, proibição de acesso ao dólar, impacto
desfavorável de variações das taxas de câmbio sobre o
comércio, entre outros.
Estão corretas apenas
(a) I e IV.
(b) II e III.
(c) I, II e IV.
(d) II, III e IV.
(e) I e II.
(f) I.R.
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47 (UFPEL 2009 inv) A indústria no Brasil aponta sinais
de diminuição no seu crescimento. Os dados do IBGE
(Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
revelam esse fato: em 2005 a participação do setor
industrial no Produto Interno Bruto foi de 30,3% e em
2006 de 26,6%. As altas taxas de juro e a abertura de
mercados podem ser apontadas como grandes causas
dessa mudança.
Sobre o setor industrial brasileiro, é correto afirmar
que:
(a) a chamada “guerra fiscal” é caracterizada pelo
aumento de impostos cobrados pelos governosc
estaduais a fim de diminuírem a carga tributária federal
com o parque industrial instalado.
(b) a migração de indústrias para o Nordeste brasileiro
tem sido grandemente dificultada pelo aspecto
geográfico, pois os estados localizados nessa região
estão longe do Mercosul, onde estão os principais
mercados internacionais do Brasil.
(c) passou a adotar, para tornar-se mais rentável, a
estratégia de descentralização, ou seja, a instalação de
unidades fabris fora do local de concentração histórica,
nos grandes centros, sobretudo no eixo Rio-São Paulo.
(d) a comercialização de bens industrializados, as
conhecidas commoddities, como soja e café brasileiros,
é vantajosa para a indústria nacional, pois são produtos
de baixo custo de produção.
(e) a fraca concentração industrial na região sul,
sobretudo em Porto Alegre, Curitiba e no Vale do Itajaí
(Blumenau e Joinvile), foi motivada pela baixa
densidade demográfica existente nessas áreas.
(f) I.R.
48 ( UFPEL 2009 inv) “A Coreia do Norte anunciou
nesta segunda-feira 25/05/2009 (noite de domingo, no
Brasil) ter realizado "com sucesso" um novo teste
nuclear e ameaçou executar novas ações, em um
desafio aberto à comunidade internacional. O regime
ditatorial de Pyongyang desconsiderou, assim, as
pressões internacionais que tentam obrigar o país a
renunciar às ambições atômicas.”
Folha On Line, 25/05/09
Sobre a atual situação vivida pela Coréia do Norte, é
correto afirmar que
(a) a comunidade internacional, tendo como país
influente os Estados Unidos da América, pressiona para
que a ONU (Organização das Nações Unidas) não
aplique sanções econômicas ao norte-coreanos.
(b) a Coreia do Sul mais o Japão pressionam para
participar das experiências atômicas desenvolvidas
naquele país, reforçando as ações norte-coreanas.
(c) a pressão exercida por esse país sobre a
comunidade internacional decorre, principalmente, do
momento de crise que sua economia atravessa exigindo
dessa forma mais atenção para seus problemas
internos.
(d) o uso de combustíveis atômicos por esse país
deixam-no em uma posição privilegiada para negociar
com a comunidade internacional que vê tais
experiências como importante ação de autonomia e
independência.
(e) o Japão, principal parceiro econômico desse país,
apóia experiências atômicas porque, por intermédio
delas, a técnica japonesa evolui e comprova a
autonomia norte-coreana.
(f) I.R.
49 (UFPEL 2009 inv) A temperatura atmosférica é um
dos principais elementos do clima. Corresponde ao
estado térmico do ar atmosférico, ou seja, ao estado de
“frio” ou de “calor” da atmosfera, como exemplifica a
figura a seguir.
Coelho, 2001.
Sobre a temperatura atmosférica, é correto afirmar
que
(a) como o calor é irradiado a partir da superfície da
Terra para cima e a atmosfera se aquece por radiação,
quanto maior a altitude mais rarefeito se torna o ar,
ocorrendo maior radiação o que faz com que a
temperatura seja levemente aumentada.
(b) a distribuição das massas líquidas (oceanos) e das
sólidas (continentes) não chega a ser importante para a
variação da temperatura, tendo em vista que o
comportamento térmico das rochas (meio sólido) é
muito semelhante ao da água (meio líquido).
(c) a variação da temperatura com a latitude deve-se
fundamentalmente à forma esférica da Terra. A partir do
Equador a insolação diminui em direção aos pólos
ocorrendo diminuição da temperatura com o aumento da
latitude.
(d) observamos que, em face da chamada
continentalidade térmica quanto mais distante uma área
continental estiver do oceano (ou de sua influência)
menores serão as suas oscilações de temperatura ou as
isotermas.
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(e) não sofre nenhuma influência do relevo, pois a
configuração orogenética de planícies ou montanhas
não irá interferir na passagem das massas de ar.
(e) I.R.
Gabarito
01- e
17- e
33- e
49- c
02- a
18- c
34- b
03- a
19- b
35- d
04- d
20- a
36- e
05- e
21- e
37- a
06- e
22- b
38- d
07- d
23- a
39- a
08- d
24- d
40- e
09- e
25- e
41- a
10- e
26- c
42- e
11- a
27- b
43- b
12- a
28- b
44- d
13- a
29- e
45- b
14- a
30- e
46- a
15- a
31- a
47- c
16- d
32- c
48- c
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