-------------------------------------ATA DA 31ª. REUNIÃO ORDINÁRIA -------------------------------------DA CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES, -------------------------------------REALIZADA EM 2015-01-21 NO PALÁCIO -------------------------------------DOS MARQUESES DA PRAIA E DE -------------------------------------MONFORTE, NA MEALHADA EM LOURES. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- O Sr. Presidente da Câmara declarou aberta a reunião eram catorze horas e cinquenta minutos, com a presença inicial do Senhor VicePresidente da Câmara, da Senhora Vereadora e dos Senhores Vereadores:----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- ANTÓNIO MANUEL POMBINHO COSTA GUILHERME ------------------------------ FERNANDO JOSÉ DA COSTA -------------------------------------------------------------- JOÃO LUÍS DA COSTA NUNES ------------------------------------------------------------ MARIA EUGÉNIA CAVALHEIRO COELHO ---------------------------------------------- NUNO MIGUEL RIBEIRO DE VASCONCELOS BOTELHO-------------------------- RICARDO JORGE COLAÇO LEÃO -------------------------------------------------------- RICARDO JORGE MONTEIRO LIMA ------------------------------------------------------ SÓNIA ALEXANDRA DA SILVA PAIXÃO DOS SANTOS BERNARDO LOPES --------------------------------------------------------------------------------------------------- TIAGO FARINHA MATIAS ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- RESUMO DIÁRIO DA TESOURARIA (MOD. T2) ------------------------ Presente o Resumo Diário da Tesouraria (Mod. T2), de dois mil e quinze, janeiro, dezanove, que registava um total de disponibilidades para o dia seguinte no montante de três milhões, quinhentos e onze mil, e sete euros e cinquenta e quatro cêntimos.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Da Ordem do Dia previamente distribuída constavam os assuntos seguintes: ---------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 1. ATA DA 25ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL ---------------- DE LOURES, REALIZADA EM 2014.10.29 -------------------------------- 1/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 PONTO 2. PROPOSTA Nº 13/2015- SUBSCRITA PELO SR. PRESIDENTE ---------------- DA CÂMARA, PARA APROVAR A EMISSÃO DE PARECER ---------------- PRÉVIO À PRORROGAÇÃO DO PRAZO DE ACORDO DE ---------------- CEDÊNCIA DE INTERESSE PÚBLICO COM TRABALHADOR DA ---------------- LOURES PARQUE EM, UNIPESSOAL LDA -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 3. PROPOSTA Nº 14/2015- SUBSCRITA PELO SR. PRESIDENTE ------------------------------------------------------------- DA CÂMARA, PARA APROVAR A DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS NO PRESIDENTE DA CÂMARA, COM A FACULDADE DE SUBDELEGAÇÃO NOS VEREADORES, NO ÂMBITO DO REGIME JURÍDICO DA URBANIZAÇÃO E DA ---------------- EDIFICAÇÃO ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 4. ---------------------------------------------- PROPOSTA Nº 15/2015SUBSCRITA PELO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA, PARA APROVAR A PROPOSTA A APRESENTAR À ASSEMBLEIA MUNICIPAL REFERENTE À CELEBRAÇÃO DE CONTRATO ---------------- PROGRAMA COM A GESLOURES, GESTÃO DE ---------------- EQUIPAMENTOS SOCIAIS, E. M., UNIPESSOAL, LDA --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 5. PROPOSTA Nº 16/2015- SUBSCRITA PELO SR. PRESIDENTE ---------------- DA CÂMARA, PARA APROVAR O MONTANTE MÁXIMO DE ---------------- ENCARGOS COM O RECRUTAMENTO DE TRABALHADORES ---------------- NECESSÁRIOS À OCUPAÇÃO DE POSTOS DE TRABALH ---------------- O PREVISTOS E NÃO OCUPADOS NO MAPA DE PESSOAL DA ---------------- CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 6. PROPOSTA Nº 17/2015- SUBSCRITA PELO SR. VICE---------------- PRESIDENTE PARA APROVAR A ISENÇÃO DO PAGAMENTO ---------------- PELA UTILIZAÇÃO DO PAVILHÃO ANTÓNIO FELICIANO ---------------- BASTOS, À ASSOCIAÇÃO DE KARATÉ-SHOTO ---------------------- 2/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 PONTO 7. ---------------------------------------------- PROPOSTA Nº 18/2015- SUSBCRITA PELO SR. VICEPRESIDENTE PARA APROVAR A ATRIBUIÇÃO DA DENOMINAÇÃO DE BIBLIOTECA MUNICIPAL ARY DOS SANTOS À BIBLIOTECA A INSTALAR EM SACAVÉM -------------- ---------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 8. PROPOSTA Nº 19/2015- SUSBCRITA PELO SR. VICE---------------- PRESIDENTE PARA APROVAR O QUADRO NORMATIVO E ---------------- CALENDÁRIO DE PROVAS DO 31º TROFÉU "CORRIDA DAS ---------------- COLETIVIDADES DO CONCELHO DE LOURES" -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 9. PROPOSTA Nº 20/2015- SUBSCRITA PELO SR. VICE---------------- PRESIDENTE, PARA APROVAR A MINUTA DE CONTRATO ---------------- PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DESPORTIVO A ---------------- CELEBRAR COM VÁRIAS ENTIDADES PARTICIPANTES NO ---------------- PROGRAMA DESPORTO MAIS, BEM COMO A ---------------- TRANSFERÊNCIA DE VERBAS ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 10. PROPOSTA Nº 21/2015- SUBSCRITA PELA SRA. VEREADORA ---------------- MARIA EUGÉNIA COELHO, PARA APROVAR A DOAÇÃO DE ---------------- MOBILIÁRIO À PARÓQUIA DE BUCELAS ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 11. PROPOSTA Nº 22/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR ---------------- ANTÓNIO POMBINHO, PARA APROVAR A NÃO ---------------- ADJUDICAÇÃO E A EXTINÇÃO DO PROCEDIMENTO DO TIPO ---------------- CONCURSO PÚBLICO PARA AQUISIÇÃO DE APÓLICES DE ---------------- SEGURO -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 12. PROPOSTA Nº 23/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR ---------------- ANTÓNIO POMBINHO, PARA APROVAR A AFETAÇÃO AO ---------------- DOMÍNIO PÚBLICO MUNICIPAL DE PROPRIEDADE SITA NO ---------------- BAIRRO DA PORTELA DA AZÓIA, UNIÃO DAS FREGUESIAS ---------------- DE SANTA IRIA DE AZÓIA, SÃO JOÃO DA TALHA E BOBADELA 3/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 PONTO 13. ---------------------------------------------- PROPOSTA Nº 24/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR ANTÓNIO POMBINHO, PARA APROVAR O PROJETO DE RECONVERSÃO, NA MODALIDADE DE OPERAÇÃO DE LOTEAMENTO E RESPETIVAS CONDIÇÕES – BAIRRO ---------------- TERRAS DE TERESA, UNIÃO DAS FREGUESIAS DE ---------------- CAMARATE, UNHOS E APELAÇÃO (PROC. Nº 60440/LA/L/OR ---------------- ADMINISTRAÇÃO CONJUNTA DA AUGI TERRAS DE TERESA) ---------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 14. ---------------------------------------------- PROPOSTA Nº 25/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ATRIBUIÇÃO TOPONÍMICA PARA A LOCALIDADE DE CASAIS DO FORNO, FREGUESIA DE LOUSA (PROCº 30.897/OM-A)------------------------------------------ ---------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 15. PROPOSTA Nº 26/2015- SUBSCRITA PELO SR.VEREADOR ---------------- TIAGO MATIAS, PARA APROVAR O PROLONGAMENTO ---------------- TOPONÍMICO PARA A LOCALIDADE DE VILA DE REI, ---------------- FREGUESIA DE BUCELAS (PROC. N.º 36.598/OM-F) -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 16. ---------------------------------------------------------------------------- PROPOSTA Nº 27/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A RECEÇÃO DEFINITIVA DAS OBRAS DE URBANIZAÇÃO, RELATIVA AO ALVARÁ DE LOTEAMENTO Nº 16/98 (PROC. Nº 1125/RC - ASSOCIAÇÃO DE PROPRIETÁRIOS E MORADORES DO BAIRRO DA PARADELA) ----------------------------------------------------------------------- ---------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 17. PROPOSTA Nº 28/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR ---------------- TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A RECEÇÃO DEFINITIVA ---------------- DAS OBRAS DE URBANIZAÇÃO, RELATIVA AO ALVARÁ DE ---------------- LOTEAMENTO Nº 1/2005 (PROC. Nº 39.998/L/OR – COMISSÃO ---------------- DE ADMINISTRAÇÃO DO BAIRRO DO CATIVO) --------------------- 4/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 PONTO 18. ---------------------------------------------- PROPOSTA Nº 29/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A RECEÇÃO DEFINITIVA DAS OBRAS DE URBANIZAÇÃO, RELATIVO AO ALVARÁ DE LOTEAMENTO Nº 4/2001 (PROC. Nº 10.802/L/OR – COMISSÃO ---------------- DE MORADORES DO BAIRRO DE SÃO VICENTE)---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 19. PROPOSTA Nº 30/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR ---------------- TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ISENÇÃO DO ---------------- PAGAMENTO DE TAXAS (PROCº. Nº. 45.816/LA/E/OR ---------------- CONSELHO PORTUGUÊS PARA OS REFUGIADOS) -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 20. PROPOSTA Nº 31/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR ---------------- TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ISENÇÃO DO PAGAMENTO ---------------- DE TAXAS (PROCº. Nº. 59.574/LA/E/PE – ASSOCIAÇÃO ---------------- INFANTA D. MAFALDA)----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 21. PROPOSTA Nº 32/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR ---------------- TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ALTERAÇÃO AO ALVARÁ ---------------- DE LOTEAMENTO Nº 16/1979 (PROC. Nº 60.946/LA/L/PE ---------------- DIASTÉCNICA-SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES, ---------------- EMPREENDIMENTOS E REALIZAÇÕES DE TURISMO, LDA) ------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 22. PROPOSTA Nº 33/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR ---------------- TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ISENÇÃO DO ---------------- PAGAMENTO DE TAXAS DE REMOÇÃO E PARQUEAMENTO ---------------- DE VIATURA, A FERNANDO MATEUS AGOSTINHO JOSÉ-----------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 23. ---------------------------------------------- PROPOSTA Nº 34/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE TAXAS DE REMOÇÃO E PARQUEAMENTO DE VIATURA, A ABDUL LATIF----------------------------------------------- 5/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 PONTO 24. ---------------------------------------------- PROPOSTA Nº 35/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE TAXAS DE REMOÇÃO E PARQUEAMENTO DE VIATURA, A ANA MARTA PEREIRA ---------------------------------- ---------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO 25. PROPOSTA Nº 36/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR ---------------- TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ISENÇÃO DO ---------------- PAGAMENTO DE TAXAS DE REMOÇÃO E PARQUEAMENTO ---------------- DE VIATURA, A KIALA MANGE ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ -------------------------------------------------------------------------------------------------A) PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA -----------------------------------------------Neste ponto foram proferidas as seguintes intervenções: --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhores Vereadores, começo por dar uma informação sobre a VALORSUL, Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos das Regiões de Lisboa e do Oeste, S.A. Como já tinha referido numa reunião anterior, os Municípios originários desencadearam um processo de convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária, tendo como ponto único a exclusão do sócio, EGFEmpresa Geral de Fomento, S.A. por atos lesivos ao interesse da sociedade. Tem estado a ser preparada essa diligência. ----------------------A Assembleia Geral foi marcada para o dia cinco de fevereiro, portanto, será o dia em que, se tudo correr como previsto, esta deliberação será tomada. De qualquer forma, tem sido feita uma preparação, de forma a acautelar todas as possibilidades e desenvolvimentos que possam verificar-se, quer antes, quer depois da Assembleia Geral. Pensamos que esta Assembleia Geral nos vai correr bem. ---------------------------------Esta preparação, tem vindo a ser conciliada e será ainda nos próximos dias afinada com os outros Municípios, nos quais também está incluída a Associação do Oeste, que também tem representação, e está ao corrente da situação uma vez que o Presidente da Câmara Municipal de 6/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Torres Vedras, é o Secretário da mesa da Assembleia Geral, o que, nesta situação tem alguma importância. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A VEREADORA, SENHORA SÓNIA PAIXÃO: Senhor Presidente, a minha primeira intervenção é para apresentar um requerimento que passo a ler: “Na qualidade de Vereadores do Partido Socialista nesta Câmara Municipal e ao abrigo do Estatuto do Direito de Oposição, vimos requerer a esta Câmara, através do presente: ------------------------------------------------1. Número de contratos emprego-Inserção a vigorar na Câmara Municipal de Loures, bem como os respetivos departamentos onde estão a exercer funções, há data do presente requerimento; -------------------------2. Dados enumerados no ponto anterior, para contratos celebrados nas mesmas circunstâncias nos anos 2012, 2013 e 2014 (…)”. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Um dos documentos que consta da nossa ordem de trabalhos é o relatório da AEPTL – Associação para o Ensino Profissional em Transportes e Logística. A sustentabilidade da Associação para o Ensino Profissional em Transportes e Logística, tem sido sobejamente aqui referida em reunião de Câmara. Já tivemos oportunidade de fazer várias abordagens e consegui constatar através do documento que nos foi distribuído que, não houve o cuidado de incluir no mesmo as sugestões que, pelo menos em duas reuniões de Câmara, a bancada do Partido Socialista apresentou, nomeadamente, em nove de julho e em onze de dezembro, aquando das autorizações de transferências de verba para a Associação para o Ensino Profissional em Transportes e Logística, em que sugerimos que fossem desenvolvidos contactos ao nível da Administração Central, e da Tutela para que conseguíssemos desbloquear alguma hipótese de solução para o melhor funcionamento da associação. Não é, naturalmente, de somenos importância, o facto de no relatório vir mencionado que têm ocorrido sucessivos atrasos por parte do Ministério da Educação no pagamento das transferências à Associação para o Ensino Profissional em Transportes e Logística. Mas, na parte final do relatório, em sede de intervenção do Município, não são 7/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 referenciadas quaisquer pistas de atuação para os próximos tempos em relação à tutela. --------------------------------------------------------------------------Portanto, reiteramos a sugestão que já tínhamos deixado. E que, o Senhor Vereador António Pombinho deu boa nota dela e que, consta das Atas, ou seja encetar este tipo de negociações. Portanto, se ainda for possível incluir no relatório esta intervenção da Câmara, ou aditar ao relatório esta intervenção da Câmara, creio que seria favorável. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, continua a haver contactos com o Instituto do Emprego e Formação Profissional relativamente, às questões que têm que ver com a atividade da Associação para o Ensino Profissional em Transportes e Logística. Continua a haver contactos por parte dos associados nomeadamente da Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias, relativamente a projetos, que podem ser concretizados pela Associação para o Ensino Profissional em Transportes e Logística. ------Portanto, garantindo uma maior atividade por via desses acordos. Não houve ainda nenhuma reunião formal com o Governo, nomeadamente, com o Senhor Secretário de Estado do Emprego ou, com algum Secretário de Estado da área da Educação. -------------------------------------Porque, só em dezembro se concluiu o processo de alteração dos Órgãos Sociais e só agora será concretizado. ------------------------------------Portanto, consideramos que, no quadro anterior, que está descrito neste relatório, não se considerou que era a melhor solução ter reuniões formais com o Governo e, é agora que esses contactos serão formalmente desencadeados. Repito, formalmente desencadeados. Obviamente, que faremos contactos para avaliar a questão dos pagamentos, designadamente como é que estão as possibilidades de novos programas. Penso que, em março, quando for aprovado o relatório e contas da Associação para o Ensino Profissional em Transportes e Logística, essa informação será prestada à Câmara de forma mais desenvolvida. ------------------------------------------------------------------------------ 8/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 A VEREADORA, SENHORA SÓNIA PAIXÃO: Senhor Presidente, é pena que, o que o Senhor Vereador António Pombinho acabou de referir, não esteja refletido no capítulo das perspetivas do documento. Essa intervenção, e essa pressão sobre a Administração Central não é aqui refletida. O que no nosso ponto de vista faria todo o sentido, porque, o documento, para além de apontar o balanço e falar na estratégia de intervenção da Câmara, na página sete, pronuncia-se sobre as medidas e as perspetivas futuras. ---------------------------------------------------------------Portanto, é neste capítulo, na página dez, onde são mencionadas as perspetivas futuras que a bancada do Partido Socialista, entende que este registo deve constar. Deixamos a sugestão, caso entendam efetuar algum aditamento, ou alteração.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, obviamente, estamos de acordo, e tomei boa nota do que a Senhora Vereadora Sónia Paixão referiu. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A VEREADORA, SENHORA SÓNIA PAIXÃO: Senhor Presidente, gostaria de mencionar que fomos informados que relativamente à Loja Solidária de Moscavide, existem neste momento algumas alterações do ponto de vista do seu funcionamento. Gostaria de perguntar ao Senhor Presidente, ou à Sra. Vereadora Maria Eugénia Coelho se houve alterações ao protocolo celebrado e que regula o funcionamento desta loja, que se insere no âmbito do conjunto de lojas solidárias que foram implementadas no mandato anterior. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A VEREADORA, SENHORA MARIA EUGÉNIA COELHO: Senhor Presidente, não houve nenhuma alteração ao protocolo. Irei analisar o que se está a passar, uma vez que não tenho conhecimento de nada. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A VEREADORA, SENHORA SÓNIA PAIXÃO: Senhor Presidente, em primeiro lugar, a loja não está localizada no mesmo sítio, uma vez que tive oportunidade de me deslocar lá este fim-de-semana e verifiquei que 9/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 no local onde inaugurámos a loja ela não existe. E, não existe qualquer informação, quer no “site” da Câmara, quer no “site” da Junta de Freguesia. Portanto, agradecia que nos pudessem dar nota na próxima reunião de Câmara relativamente ao que sucedeu à loja solidária. --------Tomámos conhecimento do ofício enviado pelo Senhor Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para o Senhor Chefe de Gabinete do Secretário de Estado Adjunto da Saúde, onde consta que a construção da unidade de saúde familiar de Santa Iria de Azóia, ainda não tem data prevista. A inexistência de data efetiva, ou pelo menos uma perspetiva de ano para a sua concretização preocupanos pelo arrastar que esta situação tem merecido por parte do atual Governo, sabendo nós de todos os esforços que a Câmara tem envidado para que esse desejo se realize, esforços que já vinham do passado. Não sei, se têm alguma informação mais concreta que nos possam facultar. Ou se, este ano continuamos sem ter perspetivas do arranque da unidade de saúde familiar de Santa Iria de Azóia. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhores Vereadores, o que nos foi dito oralmente numa reunião foi que, a perspetiva da Administração Regional de Saúde, iria avançar com o arranque da unidade de saúde familiar de Santa Iria de Azóia no primeiro semestre, em dois mil e quinze. Mas, de facto, não houve nenhuma confirmação por escrito. -----Ainda hoje de manhã, eu e a Senhora Vereadora Maria Eugénia Coelho, decidimos voltar a pedir por escrito essa confirmação, e uma data previsível para o avanço deste processo. Partilhamos da sua preocupação, mas é esta a informação que dispomos neste momento.----------------------------------------------------------------------------------------------------A VEREADORA, SENHORA SÓNIA PAIXÃO: Senhor Presidente, antes de passar a uma próxima questão, relativamente a este ponto, não é de somenos importância uma comunicação entre o Presidente da Administração Regional de Saúde, e o Secretário de Estado Adjunto da Saúde, portanto estamos a falar entre órgãos da Administração Central em que já poderia ser aqui, indicada uma data. ---------------------------------- 10/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 A próxima questão é a seguinte: chegou ao conhecimento do Gabinete dos Vereadores do Partido Socialista, um pedido de intervenção, junto de Executivo Municipal, para a cedência de instalações, do Parque Municipal do Cabeço de Montachique, formalizado pela instituição “Pensamentos ao Vento”. Esse, pedido foi formalizado, junto dos serviços municipais, há quatro meses atrás, já foi reforçado e não obteve qualquer resposta. Trazemos esta preocupação a este órgão porque entendemos ser o órgão próprio para partilharmos esta preocupação de uma instituição do nosso Concelho. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR TIAGO MATIAS: Senhor Presidente, tenho conhecimento. É uma ação sui generis, e original no que se propõe fazer. Não tenho precisa a data do evento, mas penso que este evento não se realizará nas próximas semanas, nem nos próximos meses. Penso que só se realizará em dois mil e dezasseis. Temos o registo desse evento original, em que as pessoas se propõe correr de forma despida pelo parque. Este assunto está a ser analisado e teremos a resposta para dar a esta entidade o mais breve possível. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A VEREADORA, SENHORA SÓNIA PAIXÃO: Senhor Presidente, este evento será uma caminhada, a realizar a vinte e nove de agosto de dois mil e quinze. Naturalmente, sem prejuízo da avaliação técnica, que a iniciativa, dadas as especificidades, deve merecer, o que nós defendemos é que a entidade merece uma resposta, nem que seja, a de informar que o assunto está a ser devidamente analisado pelos serviços municipais. É isso que é aqui solicitado por nós. Mais do que uma resposta afirmativa ou negativa. A Associação também deve ter consciência do cariz da atividade que pediu. -------------------------------------Eventualmente, os serviços já deveriam ter respondido, mesmo que a resposta fosse desta natureza, o que teria evitado que trouxéssemos aqui este assunto. ------------------------------------------------------------------------- 11/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 O VEREADOR, SENHOR TIAGO MATIAS: Senhor Presidente, naturalmente a iniciativa está em análise, e a entidade terá a resposta que entendermos. Mas ainda vamos a tempo. Mas, sem dúvida que a entidade terá a resposta. É esse o nosso dever. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Eram quinze horas quando o Vereador, Senhor Fernando José Costa compareceu à Reunião.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A VEREADORA, SENHORA SÓNIA PAIXÃO: Senhor Presidente, chegou também ao Gabinete dos Vereadores do Partido Socialista, uma reclamação de uma Munícipe do Bairro da Fraternidade, relativamente ao abastecimento de água, ou à falta dela. É uma situação que parece ser recorrente no Bairro da Fraternidade, com um elevado número de horas para que os serviços consigam colmatar esta anomalia, prejudicando o dia-a-dia das populações ali residentes. -----------------------O nosso compromisso foi perceber junto da Administração, se há alguma razão para esta situação anómala no Bairro da Fraternidade se receberam esta reclamação que foi enviada para o “email” geral, quer dos Serviços Intermunicipalizados, quer da Câmara Municipal, com conhecimento aos gabinetes das várias forças políticas, à Assembleia Municipal e à Junta de Freguesia correspondente. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhora Vereadora, iremos procurar obter essa informação. Penso que há uns meses atrás houve uma reclamação semelhante, sobre a qual não se encontrou nenhuma razão técnica especifica. ---------------------------------------------------------------Vamos procurar esta reclamação e, posteriormente pediremos aos Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos dos Municípios de Loures e de Odivelas, para avaliar esta questão. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A VEREADORA, SENHORA SÓNIA PAIXÃO: Senhor Presidente, sabemos da existência de vários trabalhadores em processo de mobilidade Intercarreiras. ------------------------------------------------------------------------------ 12/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Gostaríamos de saber qual o ponto de situação relativamente a estes processos e quais as perspetivas de consolidação destas mobilidades? ----------------------------------------------------------------------------------------------------------A VEREADORA, SENHORA MARIA EUGÉNIA COELHO: Senhor Presidente, de facto, houve um conjunto de trabalhadores que solicitaram a possibilidade da mobilidade intercarreiras. Os Serviços estão a analisar a possibilidade e a premência das propostas apresentadas e logo que tenhamos soluções credíveis e possíveis serão, com certeza, dadas a conhecer. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A VEREADORA, SENHORA SÓNIA PAIXÃO: Senhor Presidente, agradeço que nos indique quais os trabalhadores que já estão neste regime da mobilidade intercarreiras e os que pretendem também que seja concedido este estatuto. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A VEREADORA, SENHORA MARIA EUGÉNIA COELHO: Senhor Presidente, neste momento são apenas as educadoras de infância que estão na Creche Municipal, estão enquadradas nesse regime decorrente da situação legal que assim o impõe para poderem exercer essa função e os coordenadores técnicos das escolas que desempenham as funções de Chefes de Secretaria. Mais ninguém. Há um conjunto de trabalhadores que requereram a mobilidade intercarreiras. E, é relativamente a esses trabalhadores que estamos a analisar caso a caso a justeza da sua pretensão, e como é que conseguimos dar a resposta adequada, dados os constrangimentos que conhecemos da Lei do Orçamento de Estado. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A VEREADORA, SENHORA SÓNIA PAIXÃO: Senhor Presidente, por último, tomámos conhecimento do documento que foi distribuído sobre a designação da representante do Município na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, e, gostaríamos de felicitar a Doutora Ana Bento por esta nova missão e desejar-lhe os maiores êxitos para a mesma. ----------- 13/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhora Vereadora, penso que esses desejos são partilhados por toda a Câmara, e com certeza, teremos um desempenho de função de acordo com as necessidades que aquele organismo tem e, que são bastante exigentes. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LIMA: Senhor Presidente, entre um conjunto de situações, quero colocar algumas que chegaram ao conhecimento do Gabinete dos Vereadores do Partido Socialista, e outras que decorrem de uma visita ao local que os Vereadores do Partido Socialista fizeram no fim-de-semana passado. ----------------------------------Mais do que uma vez, foi aqui abordada a questão da localização dos contentores, em Moscavide. -----------------------------------------------------------Vou referenciar as declarações do Vereador António Pombinho que em determinada altura, dissemos que subscrevíamos. Foi dito que já existia uma nova localização para os contentores. Que tinha sido até consensualizada com a Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Moscavide que em breve iriam ser retiradas os contentores do sítio onde estavam e seriam deslocalizados para outro espaço. Tudo isto surgiu porque, numa primeira fase, foram colocados uns contentores numa zona que não era com certeza o local mais correto para o fazer, situação que acabou o que acabou por merecer o consenso generalizado desta Câmara, surgindo até, um conjunto de reclamações em relação a esta matéria. --------------------------------------------------------------------------------------Curiosamente, no período a seguir ao Natal, os contentores aparecem colocados, em definitivo, na zona inicialmente aqui referenciada. ----------Isto é, a nova localização, que tinha sido acordada entre os Serviços Intermunicipais e a Junta de Freguesia, afinal era a mesma.-----------------A questão que coloco em relação a esta matéria é, se existe alguma alteração relativamente ao que foi dito inicialmente pelo Sr. Vereador António Pombinho, relativamente à qual Vereadores do Partido Socialista referiram que subscreviam na íntegra. ---------------------------------------------- 14/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, não há nenhuma alteração às afirmações que fiz nesse momento. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LIMA: Senhor Presidente, posso então interpretar pelas suas palavras que, esta localização dos contentores foi de iniciativa única e exclusiva da Junta de Freguesia, sem autorização dos Serviços Intermunicipalizados. Isto é, à revelia dos Serviços Intermunicipalizados e da vontade do Senhor Vereador António Pombinho, ou Administrador dos Serviços Intermunicipalizados de (…) Loures e de Odivelas? -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Vereador Ricardo Lima, pode interpretar dessa forma. Essa localização não corresponde à vontade do Administrador dos Serviços intermunicipalizados. De resto, vou avaliar para poder dar uma resposta concreta que não a tenho neste momento. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LIMA: Senhor Presidente, ficamos a aguardar desenvolvimentos em relação a esta matéria, dos Serviços Intermunicipalizados. Porque, pelo que julgo saber, foram feitas algumas reclamações na altura, relativamente à localização dos novos contentores naquele espaço. ---------------------------------------------------------Está a decorrer um abaixo assinado sobre esta matéria, que não sei se já foi entregue pelos moradores e comerciantes daquela rua. Neste momento, podemos dizer que fica com um quarteirão só com contentores. Porque, contentores já não faltavam naquela rua e, agora, está o quarteirão inteiro apenas com contentores. ------------------------------Ficamos a aguardar novas notícias sobre esta matéria. ----------------------Para além destas situações, há uma outra que chegou ao gabinete dos Vereadores do Partido Socialista, que tem que ver com a falta de estacionamento na Freguesia de Moscavide e Portela, sobretudo na localidade de Moscavide. É um dos grandes problemas daquela localidade. Não de hoje, mas de sempre, e será um dos assuntos que 15/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 futuramente aqui teremos ocasião de falar, e que se prende com a construção de um eventual parque de estacionamento. Porque um dos problemas daquela localidade é a falta de estacionamento. ------------------Está a decorrer uma iniciativa, que creio ser da Junta de Freguesia, e gostaria de saber se, é com o consentimento ou com a aceitação da Câmara Municipal. Prende-se com a desativação de várias “bolsas” de estacionamento de vários locais onde hoje é possível estacionar, e a colocação de pilaretes. -----------------------------------------------------------------Para além disso, posso referir casos concretos da existência de “ilhas” que limitam o estacionamento em alguns cruzamentos da freguesia, já há algum tempo sinalizados pela Câmara, em conjunto com a Loures Parque, Empresa Municipal de Estacionamento de Loures, E.M., os Bombeiros e Policia de Segurança Pública. Nessa altura, foi iniciada a construção de um conjunto de “ilhas” nos cruzamentos, e as “bolsas” de estacionamento a seguir a essas “ilhas” estão a ser ocupadas por pilaretes, sem se entender muito bem porquê. Sabendo que a freguesia de Moscavide e Portela, sobretudo a localidade de Moscavide, tem uma carência enorme ao nível do estacionamento, gostaríamos de perceber, se existe consentimento por parte da Câmara Municipal para esta iniciativa que está a ser promovida pela Junta de Freguesia, que, já tem uns bons lugares de estacionamento ocupados, e pelo que se prevê, não vai ficar por aqui. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR TIAGO MATIAS: Senhor Presidente, quanto a este assunto iremos averiguar mais tarde. Mas, como é sabido tem sido muito o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal e pela Loures Parque, Empresa Municipal de Estacionamento de Loures, E.M.. Fomos, junto da população de Moscavide, aferir as suas necessidades e os seus problemas. Relativamente a este caso concreto, a Loures Parque, Empresa Municipal de Estacionamento de Loures, E.M. está a preparar um conjunto de medidas, que a seu tempo e a curto prazo, traremos aqui para deliberarmos a fim de que, muitos dos problemas que se verificam em Moscavide, designadamente o estacionamento, tenham algumas 16/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 respostas. Estamos a trabalhar, a Câmara, juntamente com a Loures Parque, Empresa Municipal de Estacionamento de Loures, E.M., para melhorar as condições de estacionamento da União das Freguesias de Portela e Moscavide. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LIMA: Senhor Presidente, tal como há pouco referi, esta iniciativa por aquilo que percebi, já não está a decorrer “à revelia” da Câmara Municipal. É uma iniciativa que está a ser feita em articulação com a Câmara. Isto é, estão a ser retirados um conjunto de lugares de estacionamento na Freguesia de Moscavide, em zonas onde já existem “ilhas”, em que estão salvaguardados os tais cruzamentos. Estão a ser retirados com o consentimento do Município de Loures? Pergunto. -----------------------------------------------------------------------------------Em relação à “tal” reunião, infelizmente esse não é o feedback da população. Porque, para além de promover esse tipo de reuniões também é necessário perceber qual o feedback da população. ------------Não é esse o feedback da população. Posso garantir, foi afirmado nesse dia por vários moradores ali presentes, que não gostaram da postura que foi tomada pela Administração desta Câmara e sobretudo pela Administração da Loures Parque. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhor Presidente, a propósito desta questão que está a ser colocada pelo Senhor Vereador Ricardo Lima, penso que será mais produtivo para os trabalhos da Câmara e para o esclarecimento desta questão que o Senhor Vereador considerou importante e pertinente colocar aqui nesta altura dos trabalhos, sabermos ao certo do que estamos a falar. Mais concretamente em que rua é que estão a ser retiradas as “ilhas” ou “bolsas de estacionamento”. Ou, pelo menos, dar um exemplo, para que se consiga perceber se isso corresponde a algum plano de trabalhos que esteja neste momento em execução quer pela Loures Parque, quer pelo Município, ou eventualmente pela Junta de Freguesia. Só assim conseguiremos esclarecer as questões e com clareza sabermos 17/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 exatamente de que localização é que estamos a falar e qual é a situação em concreto. ------------------------------------------------------------------------------Neste momento, não é possível, como será compreensível, dar uma resposta cabal, à questão que o Senhor Vereador aqui colocou. Porque nenhum de nós está preparado para dar essa resposta sem primeiro falar com os serviços, e saber, eventualmente, o que se criou em termos de expectativa ou de plano de trabalho, se é que ele existe, e, se é da responsabilidade do Município. Quem aqui está com uma ligação mais próxima à Loures Parque, Empresa Municipal de Estacionamento de Loures, E.M., está na mesma circunstância. E, não está aqui ninguém da Junta de Freguesia que nos dê também alguma informação. Creio que seria útil e interessante, precisar com mais clareza as intervenções que o Senhor Vereador Ricardo Lima tem feito e, irá continuar a fazer com certeza, no seguimento desta. Ou, deveria, eventualmente, haver um requerimento que nos permita localizar a questão, para podermos responder à altura o, que me parece pertinente. Não estou a retirar mérito nenhum à questão que aqui está a ser suscitada.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR TIAGO MATIAS: Senhor Presidente, só para responder ao Senhor Vereador Ricardo Lima, foi uma sessão muito participada e informo que a crispação e a forma como as pessoas se manifestaram deveu-se ao facto de durante muitos anos, não ter havido diálogo com a população, não foi ouvida, nem tentou perceber os seus problemas. O que realmente é uma forma diferente de estar, de ouvir, dando a cara e o corpo aos problemas das pessoas. É uma forma diferente de estar que queremos continuar a ter. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LIMA: Senhor Presidente, em primeiro lugar, informo o Senhor Vereador Tiago Matias que estranho que não seja esse o mesmo feedback de toda a população. É com certeza o do Senhor Vereador Tiago Matias, que só fala com “esta” população, neste tipo de reuniões, e por isso, tem uma versão diferente do decorrer da reunião, que não corresponde à verdade. ----------------------------------------- 18/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Desde já, posso garantir-lhe isso. E, poderão constatar, como os Vereadores do Partido Socialista constataram este fim-de-semana, e, como eu constato no meu dia-a-dia. E, posso afirmar, nesta matéria em particular, com certeza absoluta o que estou a dizer. ---------------------------Em relação à questão colocada pelo Senhor Vice-Presidente, posso darlhe um caso concreto, e, que é o mais visível e mais preocupante. No cruzamento da rua Bento de Jesus Caraça com a rua Laureano de Oliveira, onde está já salvaguardada a zona do cruzamento com a construção de uma ilha, com uns pilaretes que estão ali colocados, foram depois ocupados os lugares de estacionamento seguintes, por pilaretes colocados pela Junta de Freguesia. No meio da bolsa de estacionamento foram colocados pilaretes pela Junta de Freguesia para proibir o estacionamento. Essas bolsas de estacionamento, a meu ver, estavam corretamente marcadas ao contrário de outras que pudemos identificar. É um dos problemas da Freguesia de Moscavide. Se formos analisar a “régua e esquadro” algumas não estão em conformidade com certeza, e quem conhece o local sabe isso muitíssimo bem. Mas, infelizmente, tendo em conta as necessidades, esse tipo de situações existem. --------Passando à questão seguinte, e até porque neste fim-de-semana os Vereadores do Partido Socialista foram questionados se esta Administração já recebeu a deliberação vinda da Assembleia de Freguesia de Moscavide e Portela em relação à assinatura de um protocolo tripartido, entre a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia de Moscavide e a Comissão Unitária de Reformados Pensionistas e Idosos de Moscavide, para a utilização do espaço do atual Centro de Dia. Essa deliberação sobrepõe-se a qualquer outra posição tomada pela Junta de Freguesia, porque foi uma deliberação tomada pela Assembleia de Freguesia, e tendo em conta os acontecimentos da semana passada, com a retirada de balcões frigoríficos e de mais alguns objetos, e equipamentos que são propriedade da Comissão Unitária de Reformados Pensionistas e Idosos de Moscavide, é de relevante interesse. ------------A situação contínua difícil, o conflito é cada vez maior, e, neste momento, a única solução que existe para salvaguardar a posição e o 19/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 funcionamento que todos reconhecemos como muito importante por parte da Comissão Unitária de Reformados Pensionistas e Idosos de Moscavide é a formalização deste protocolo tripartido que regule a utilização daquele espaço e que salvaguarde a autonomia da Comissão Unitária de Reformados Pensionistas e Idosos de Moscavide, na utilização do espaço que é hoje o Centro de Dia de Moscavide. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhor Vereador, até agora essa deliberação ainda não chegou, nem à Presidência nem ao pelouro respetivo. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LIMA: Senhor Presidente, com certeza que esta não é a forma correta de o fazer. Mas visto que a responsabilidade de remeter a aprovação desta moção, cabe à Assembleia de Freguesia de Moscavide e Portela, o Gabinete dos Vereadores do Partido Socialista irão enviar para os restantes elementos da Administração, e para o Senhor Presidente em particular, a moção que foi aprovada. Tendo em conta este atraso, e para salvaguardar a posição da Comissão Unitária de Reformados Pensionistas e Idosos de Moscavide, vamos solicitar a ata da Assembleia de Freguesia com alguma urgência e, iremos remete-la para o Senhor Presidente da Câmara, porque a situação é muito urgente, ser resolvida. O que está aqui em risco é o termo do protocolo existente, ou da cooperação existente com a Segurança Social e com aquela entidade. Seria histórico, que uma entidade como a Comissão Unitária de Reformados Pensionistas e Idosos de Moscavide, perdesse o acordo de cooperação que tem com a Segurança Social. Os Vereadores do Partido Socialista, e o Partido Socialista em particular, tudo farão para que isso não aconteça, e para que se salvaguarde a posição dos idosos de Moscavide que, como se sabe, é a freguesia que presentemente mais idosos tem e com mais necessidades. E, é a Comissão Unitária de Reformados Pensionistas e Idosos de Moscavide, é a única entidade que salvaguarda 20/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 um conjunto de situações que, para eles, são importantes, designadamente a questão das refeições. ---------------------------------------Reforço aqui um pedido que efetuamos há três meses atrás, sobre a listagem detalhada de todas as prestações de serviços relativamente aos Serviços Municipalizados efetuadas no último ano do mandato, com entidades privadas para a recolha de resíduos, com ou sem motorista, com ou sem pessoal. Já solicitei esta informação várias vezes nesta reunião de Câmara. Não me parece ser um documento difícil de preparar, pelo que tenho dificuldade em compreender como é que esta informação ainda não nos foi entregue, salvaguardando que a Câmara não nos tem rejeitado qualquer informação. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhor Vereador Ricardo Lima, quanto à questão da ata da Assembleia de Freguesia, agradeço que nos façam chegar a informação. De qualquer forma, o documento terá que chegar oficialmente. Não que eu esteja a duvidar da veracidade do documento que nos vão enviar. Mas, teremos que aguardar a sua receção oficial. ----------------------------------------------------------------------------Quanto, à questão da listagem das prestações de serviços, não há nenhuma particularidade em relação a isto. Irei verificar o que se passa, e na próxima reunião traremos essa informação aqui, com certeza. Até porque, são documentos públicos, não existe qualquer tipo de dificuldade. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, o documento solicitado pelo Senhor Vereador Ricardo Lima, ficará pronto hoje, pelo que será disponibilizado na próxima reunião. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, em primeiro lugar, depois das intervenções que ouvimos aqui, verifico com alguma tristeza que a Junta de Freguesia de Moscavide e Portela, e a Senhora Presidente em particular, goza de uma liberdade de ação e de uma autonomia impar perante os outros Presidentes de Junta. Isto é a “leitura” 21/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 que eu faço, do “medo” que a Coligação Democrática Unitária tem desta coligação com o Partido Social Democrata e, por esse motivo, não querem “melindrar” a Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Moscavide, porque poderiam colocar em risco a coligação existente. ----Portanto, a Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Moscavide e Portela, faz o que quer, à vontade, independentemente dos outros Presidentes Juntas não o poderem fazer, nomeadamente alguns do Partido Socialista. ------------------------------------------------------------------------Gostaria, ainda, de questionar o Senhor Presidente da Câmara, relativamente aos mapas de acompanhamento dos Contratos de Execução referentes ao primeiro semestre de dois mil e catorze. Como já passou algum tempo, gostaríamos de saber se já foram todos entregues, ou se falta alguma Junta. Quando é que os Vereadores do Partido Socialista podem ter acesso aos referidos mapas de execução financeira no âmbito dos Contratos de Execução celebrados entre a Câmara e as Juntas de Freguesia. --------------------------------------------------------------------Na última reunião de Câmara, eu referi que hoje colocaria algumas questões referentes ao relatório do terceiro trimestre de dois mil e catorze, designadamente no que concerne à Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M. e ao Plano de Prevenção de Riscos (…). ---A questão que quero colocar, relativamente à Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M. tem que ver com alguma preocupação em saber se esta situação vai ser corrigida ou não. Porque é preocupante verificar que a taxa de execução das despesas foi muito superior à das receitas. Quer em percentagem, quer em valor financeiro, o que reflete algum desequilíbrio do ponto de vista financeiro e orçamental. É importante saber se isto vai ser corrigido, porque é um caminho que não deve ser seguido. Ou seja, as despesas não devem ser muito superiores às receitas. Relativamente aos resultados, também são negativos. Houve uma melhoria deste exercício relativamente a período homólogo do ano anterior. De qualquer forma, a Câmara Municipal de Loures, com o acordo de todas as forças politicas, fez um grande esforço, no sentido de permitir que a Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M., não 22/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 encerrasse. O Município de Loures “injetou” capital na empresa, designadamente através da celebração de contratos-programa de apoio com a Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M., como recentemente tem sucedido. Questiono, se o apoio que a Câmara já prestou à empresa e ainda presta, é suficiente para cobrir esta redução da receita, relativamente ao período homólogo, e, se é suficiente para que o exercício do ano termine com resultado positivo? ----------------------O que já era um grau de sucesso, mas que tivesse uma diminuição do valor do resultado negativo. Constatei alguma preocupação, uma vez que o prazo médio de pagamentos aumentou substancialmente o que, do ponto de vista financeiro, é um dado importante, e negativo. Estas eram as questões que gostaria de ver respondidas relativamente à Gesloures Gestão de Equipamentos Sociais, E.M. -------------------------------------------Relativamente, ao Plano de Prevenção de Riscos de Gestão incluindo os de Corrupção e Infrações Conexas, gostaria de tecer alguns comentários sobre o relatório de execução do primeiro semestre de dois mil e catorze. Este plano é elaborado pelo Gabinete de Auditoria Interna, foi implementado ainda nos mandatos do Partido Socialista. Tendo em conta as últimas “aparições” da Auditoria Interna relativamente a um conjunto de situações, é curioso que, o mesmo Gabinete de Auditoria Interna faça relatórios de execução semelhantes aos dos três anos anteriores. Se a Auditoria Interna teceu uma serie de comentários contrariando-se a si própria, gostaria de saber, através da Coligação Democrática Unitária, o que é que tem sido feito? ------------------------------No Plano, é mencionado que detetaram alguns problemas complicados, nomeadamente, as unidades orgânicas não remetem atempadamente o Relatório de Execução. Os textos são exatamente iguais aos do relatório anual. Parece-me que a aplicação deste plano não foi perfeitamente percecionada pelos serviços e não são identificados os riscos transversais à organização. Entre as várias estruturas e unidades orgânicas que compõem este Plano existem várias situações, foram propostas várias medidas, uma das quais a elaboração do manual de procedimentos que não foi implementado até à data. Outros casos, 23/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 prendem-se com a identificação de vários riscos com medidas propostas. No entanto, na sua maioria nada foi implementado, sempre com a justificação de medidas não adotadas pelo volume de trabalho existente e que não permitiram aos respetivos recursos humanos cumprir as metas. Por exemplo na Divisão de Transportes Municipais, existe o risco de extravio de peças de viaturas e ferramentas, um risco com um grau elevado, e com uma frequência enorme, mas sem nenhuma medida adotada. ------------------------------------------------------------------------------------A questão que coloco é, tendo em conta a última “aparição” da Auditoria Interna, cujo trabalho é realizado pelas mesmas pessoas que elaboraram este plano, fico perplexo, e registo. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhor Vereador Ricardo Leão, eu gostaria de referir que não existe nenhum tratamento especial em relação à Junta de Freguesia da Portela e Moscavide, nem em relação a qualquer outra Junta de Freguesia. Tratamos todas de igual forma, com a mesma dignidade e importância. Penso que temos dado bastantes provas disso. Não tenho registo de nenhuma reclamação ou insatisfação dos Senhores Presidentes de Junta, eleitos pelo Partido Socialista. Mas, naturalmente que quando a tiverem, estaremos cá para as discutir e aperfeiçoar os nossos métodos de trabalho. -------------------------------------Com a Junta de Freguesia de Portela e Moscavide, temos tido muitas opiniões convergentes em algumas matérias, e noutras, opiniões diferentes, e, não temos aceitado algumas questões que a Junta tem proposto, como é normal e como acontece com todas as Freguesias do Município. Julgo que as extrapolações que o Senhor Vereador Ricardo Leão fez, em relação ao entendimento que existe para a distribuição de pelouros em Câmara e o relacionamento com as freguesias, são manifestamente exageradas, desadequadas e não têm adesão à realidade. De resto, se fosse assim teríamos que discutir o que se passa nas Freguesias em que o Partido Social Democrata e o Partido Socialista têm acordos para a gestão da própria Freguesia. E, teríamos aqui uma outra conjuntura que também teríamos que analisar na relação com a 24/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Câmara. Mas, não é isso que queremos fazer. A Câmara relaciona-se de igual forma com todas as Freguesias, independentemente da maioria politica que as preside. ------------------------------------------------------------------O combate político que o Partido Socialista entende fazer legitimamente, ao Partido Social Democrata na Freguesia de Moscavide e da Portela, deve fazê-lo, e, não deve querer que seja feito por intermédio da Câmara Municipal. -----------------------------------------------------------------------------------Quanto às questões de Auditoria, eu julgo que é importante que o Senhor Vereador Ricardo Leão tenha trazido aqui estas referências, que são factuais e estão no relatório. Porque, de facto nós continuamos a ter em toda a estrutura municipal, uma insuficiência na apreensão da importância do Plano de Gestão dos Riscos e de Prevenção da Corrupção e Infrações Conexas. Evidentemente, que os resultados obtidos não são os que gostaríamos de obter, como evidenciou na sua intervenção. Entendemos que, há muitas estruturas do Município, com carência de recursos humanos e dificuldade em dar resposta a muitas tarefas, algumas de grande urgência e, de grande premência para a população, e que esta questão não pode ser secundarizada. Não só porque ela é exigível por lei, mas também porque os resultados que se obtêm a partir da aplicação deste plano são benéficos para a maioria da organização do Município. -------------------------------------------------------------Portanto, o relatório que o Gabinete de Auditoria faz é bastante corajoso e frontal nesta matéria. É isso que pretendemos do Gabinete de Auditoria. Que não poupe os reparos, as recomendações e as criticas onde elas devam existir. E, a Administração procurará na medida do possível, que esta cultura de tratamento e prevenção das questões de corrupção dos riscos de gestão e, sobretudo aquelas que permitem melhorias na nossa organização, sejam incluídas na reflexão de cada unidade e depois aplicadas na prática. --------------------------------------------Sabemos que, o conjunto de questões que há para melhorar não vão ser resolvidas de um dia para o outro, mas, precisamos, julgo eu, de caminhar um pouco mais depressa, do que temos vindo a caminhar. As sugestões que estão feitas, são muito positivas e devem ser lidas, com 25/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 toda a atenção, por todos nós eleitos municipais, pelos dirigentes e trabalhadores do Município para poderem adequá-las e aplicá-las na sua própria unidade. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhor Presidente, a propósito das questões suscitadas em torno da Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M. e da sua situação económica, resultantes da leitura que os Senhores Vereadores fizeram do Relatório de Gestão referente ao terceiro trimestre de dois mil e catorze, vou dar algumas notas em jeito de resposta, em relação às questões colocadas. ------------No que diz respeito à Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M., ainda bem que existe esta preocupação, relativamente à situação da empresa. Creio que, teremos seguramente necessidade de voltar a conversar, sobre a situação desta empresa municipal, num futuro próximo. E, refiro também que é conhecida de todos a situação em que a empresa se encontrava à data de trinta e um de dezembro de dois mil e treze, quando foi necessário produzir um contrato programa com efeitos retroativos ao início do referido ano. Na altura explicou-se qual era a situação. Todos nos colocámos de acordo em relação a essa circunstância. Mas, creio que não podemos deixar passar em claro que, independentemente do acordo conseguido relativamente a essa matéria, há um histórico relativamente à gestão de anos anteriores, e à situação em que a empresa se encontrava. Ou seja, a trinta de dezembro, antes da produção do Contrato Programa, a empresa encontrava-se na prática como sendo uma empresa que reunia as condições para ser extinta, à luz da Lei número cinquenta barra dois mil e doze. Porque tinha um resultado líquido de exploração negativo, nos três anos anteriores. Isso não pode ser escamoteado. É preciso relembrar a cada passo que, essa situação existiu e que, há razões objetivas para isso ter acontecido, nomeadamente, algumas opções de gestão que, na nossa opinião, criaram à empresa dificuldades sérias em relação à sua gestão presente e futura. -------------------------------------------------------------------------------------- 26/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Informo ainda que, em relação à taxa de execução da despesa que aqui foi referenciada como sendo bastante abaixo do que estava previsto, e bastante abaixo das receitas, relembro o seguinte: há dois motivos que explicam esta circunstância. O primeiro é que, não foram contabilizados como prejuízos obtidos na exploração da empresa, como receita, que era o que acontecia em anos anteriores. Por esse motivo, provavelmente, teremos necessidade de a curto prazo, voltar a conversar relativamente a esta matéria, porque essa contabilização afeta e afetou as contas da empresa, o que não é de menor importância. ------------------------------------Por outro lado, informo ainda que paralelamente a isso houve algumas expectativas em relação à arrecadação de receitas, nomeadamente por via de execução de programas associados a iniciativas da Câmara Municipal, realizadas diretamente ou articuladas com a Câmara Municipal por parte de outras entidades. O que, infelizmente não foi possível concretizar por via das dificuldades e constrangimentos financeiros que se colocaram do lado da Câmara, o que originou a impossibilidade de se arrecadar as receitas que inicialmente, no início do ano, se previa que pudessem vir a arrecadar ao abrigo desses mesmos programas. E, é aqui que reside a razão da arrecadação da receita ter sido abaixo do previsto. -----------------------------------------------------------------Ainda assim, é bom lembrar isto, porque por vezes pode ficar subjacente a ideia que pouco, ou nada se fez relativamente à Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M.,. De facto a Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M., aumentou os seus rendimentos e ganhos durante o ano de dois mil e catorze, no que tem que ver com patrocínios e publicidade e com os rendimentos que resultam da sua própria atividade. Teve significativas reduções de gastos operacionais, com pessoal no decurso do seu trabalho durante o ano de dois mil e catorze. Há um percurso que se tem vindo a fazer em relação à Gesloures Gestão de Equipamentos Sociais, E.M., que permitiu aumentar os rendimentos em, um ponto nove, conforme é assinalado no relatório à data em que ele foi produzido, ou seja, em setembro. -------------------------- 27/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Portanto, no final do ano a nossa convicção é que, poderá haver alterações em relação a este valor em alta. E, no mês de setembro que finda o exercício desse trimestre, o aumento de receita, cifra-se em três, virgula sete por cento, tendo havido igualmente um dado muito importante, que foi o aumento dos utilizadores, contrariando a tendência dos últimos anos. ------------------------------------------------------------------------Pela primeira vez, durante o ano de dois mil e catorze, a Gesloures Gestão de Equipamentos Sociais, E.M., teve mais gente a frequentar as piscinas, o que não é fácil no contexto económico que vamos vivendo, porque todos nós sabemos as dificuldades com que as famílias estão neste momento confrontadas. E, fazer crescer, o número de utilizadores e as receitas provenientes dos respetivos utilizadores, não é situação de menos importância. Tem-se vindo a fazer um percurso que será analisado na sua totalidade, quando examinarmos aqui o exercício do todo, e não apenas este relatório trimestral. Nessa altura, creio que poderemos ter aqui uma ideia mais clara, daquilo que foi o ano dois mil e catorze e o trabalho que se foi produzindo na Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M., que de alguma forma este relatório já permite antever em termos de resultado final. É nossa convicção que as contas finais, hão-de mostrar com maior clareza, que não só tem havido empenho, como tem havido uma melhoria significativa dos indicadores do ponto de vista económico, no domínio dos rendimentos e no domínio da diminuição da despesa da empresa municipal. ------------------------------Coloca-se aqui e, releva destas afirmações, uma outra questão colocada pelo Senhor Vereador Ricardo Leão que é como é que a empresa encara o fecho das contas e, se o apoio transferido pela Câmara é suficiente para cobrir o défice de exploração. -------------------------------------------------É um pouco prematuro. Vamos ter que fechar as contas para podermos responder com mais clareza, mas a nossa convicção é que provavelmente não é. Ou seja, continuaremos aqui numa situação de empresa deficitária, relativamente à qual é preciso que a Câmara apoie, há semelhança do que aconteceu ao longo dos anos. Porque, se entende que esta empresa desempenha um papel social no apoio que dá 28/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 às populações. A Câmara fixa-lhe um conjunto de objetivos a nível social e económico, nomeadamente em relação ao seu tarifário, às preocupações que tem que ter com os idosos, com as pessoas com deficiência, e com as crianças, e obviamente que tem reflexos no tarifário e na capacidade que a empresa tem em arrecadar a receita. A nossa convicção é de que continuará a existir um défice de exploração. Naturalmente que é assunto que temos que ter a preocupação de ir resolvendo na medida em que decorre um novo prazo para o cumprimento dos objetivos enunciados na lei número cinquenta barra dois mil e doze, e que obviamente terão que ter uma resposta do Município. Mas, isso vai depender muito da solução a encontrar daquilo que venha a ser a evolução também da capacidade financeira do Município em resolver estes problemas, que como todos nós sabemos tem estado bastante condicionada com os problemas que são conhecidos. A Câmara Municipal não está numa situação de desafogo financeiro, longe disso. E, naturalmente, que terá que avaliar a cada momento, como é que pode resolver este problema. Continuamos a desfazer qualquer dúvida e qualquer equívoco com a convicção que a empresa Municipal Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M., desempenha melhor o papel que lhe está cometido por qualquer Município, do que se o serviço que ela presta fosse internalizado, no próprio Município. -------------------------------------------------------------------------Que fique muito claro, que a nossa opção do ponto de vista da gestão, relativamente a esta matéria parte deste pressuposto. -------------------------Informo ainda que, por último para terminar o conjunto de questões que colocou, falou do prazo médio de pagamentos aos fornecedores. É um facto que cresceu ligeiramente, porque em dois mil e treze foi de cinquenta e um dias, e em dois mil e catorze passou a ser de cinquenta e nove dias. Eu diria, quem dera a muitas empresas e muitas Câmaras Municipais deste País, conseguirem pagar a menos de sessenta dias aos seus fornecedores. É a situação que temos na Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M.. Pagamos a cinquenta e nove dias, em média. Informo ainda que, no que tem que ver com a divida a 29/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 fornecedores, a empresa conseguiu reduzir em onze mil euros o resultado por comparação com período homólogo em dois mil e treze. Ou seja, em dois mil e treze, neste período, a empresa tinha uma dívida a fornecedores de cento e cinquenta e cinco mil euros, e em setembro de dois mil e catorze, esta divida cifrava-se nos cento e quarenta e quatro mil euros. É obviamente muito, mas é inferior ao que tinha acontecido no ano anterior. É uma diminuição de onze mil euros. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, relativamente a esta questão, o Senhor Vice-Presidente compreenderá, e todos nós compreendemos e aceitamos e o Partido Socialista, está na linha da frente, no que diz respeito à defesa da importância do serviço que a Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M., presta à população de Loures. E, eu particularmente sei o esforço, o trabalho e a importância que a Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M., tem relativamente à população do Concelho de Loures. Daí a preocupação centrar-se no sentido de iniciarmos um novo processo. A Câmara fez um esforço, para que a empresa não entrasse nessa perspetiva de fecho, iniciamos este novo processo e as regras mantêmse. Por esta preocupação, têm que ser mudadas as opções. E, é no âmbito das opções que, no passado não levaram a que a empresa tivesse resultados positivos. Portanto, as opções fracassaram. Questiono e estou preocupado que as atuais opções desta Administração sejam boas, no sentido de permitir que a empresa feche com resultado positivo, e que não entre nesse quadro legal de fecho. Por isso, acho a minha preocupação pertinente, no sentido de saber qual o rumo que a Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M. vai ter. Na leitura que faço do relatório do terceiro trimestre e, enquanto Vereador da oposição, o que me permite analisar, não me tranquiliza, no sentido da empresa estar a ter outro rumo, para que não entre nesse quadro legal. -------------Relativamente à questão que foi colocada pelos Senhores VicePresidente e Presidente, agradeço o facto de saber que a Coligação Democrática Unitária é a favor da empresa municipal tal qual como ela é. 30/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 E, são contra a absorção dela, pela parte da Câmara Municipal de Loures, registei essa visão e essa informação do que é, e do que poderá vir a ser, a Gesloures - Gestão de Equipamentos Sociais, E.M.. -----------Portanto, é essa a única preocupação e nada mais do que isso. Nada melhor do que, o relatório de execução do final do ano, com os resultados todos em cima da mesa, para saber se as opções que foram tomadas durante o ano de dois mi e catorze foram ou não as mais corretas. E, se continuamos com as opções incorretas do passado que permitiram levar à situação de resultado negativo. Vamos ver se há aqui uma inversão, ou se é uma continuação. ------------------------------------------Relativamente a uma questão que eu já tinha colocado em reuniões anteriores, sobre os Mapas de Execução relativos aos contratos de execução celebrados com as Juntas de Freguesia, o Senhor Presidente ainda não se pronunciou. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhor Vereador Ricardo Leão, não houve nenhuma alteração relativamente à última reunião, mas é um assunto que temos que tratar com maior veemência. -------------------------De qualquer maneira, só uma pequena clarificação. Este documento que estamos a tratar, não corresponde ao primeiro semestre de dois mil e catorze, mas sim ao primeiro semestre de execução dos novos acordos, que não correspondem ao primeiro semestre de dois mil e catorze, embora já tenha terminado há alguns meses. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR FERNANDO DA COSTA: Senhor Presidente, já fiz um pedido aos Serviços no sentido de ser informado sobre a situação fiscal do Aeroporto de Lisboa, designadamente sobre o Imposto Municipal sobre Imóveis, no que concerne à parte integrada no Município de Loures. Como ainda não obtive nenhuma informação, mas reconheço que isso é matéria complicada e demorada, quero de qualquer modo, reforçar o pedido já efetuado. ---------------------------------------------------------- 31/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Simultaneamente, formulo um pedido, se os serviços têm forma de me informar, quantos edifícios públicos do Estado não pagam Imposto Municipal sobre Imóveis, no Concelho de Loures? -----------------------------Eu sou defensor e, em recente reunião com a Senhora Ministra manifestou esta posição, ficam a saber que eu defendo que, se os Municípios pagam Imposto sobre Valor Acrescentado, o Estado devia de pagar Imposto Municipal sobre Imóveis, porque este imposto não é do Estado. --------------------------------------------------------------------------------------O Estado, administra e regula o Imposto, mas este é, por natureza, um Imposto Municipal, sem prejuízo que o Estado, em vez de pagar uma determinada quantia, compensaria com outras questões. Eu sou defensor há muitos anos desta situação. A segunda questão, não precisa de ser respondida, agora. Mas penso que é uma questão que nos diz respeito a todos, enquanto Vereadores. -------------------------------------------Gostaria, ainda que, num futuro próximo, o Senhor Presidente e os Serviços pensassem, em teremos protocolares a presença de Vereadores em reuniões extra Câmara, a convite de entidades particulares, nomeadamente, quando o Senhor Presidente ou a Câmara são convidados através do Senhor Presidente. Esse convite é, só para o Senhor Presidente, ou é para o Senhor Presidente e para os Senhores Vereadores? -------------------------------------------------------------------------------Outra questão é, quando uma coletividade convida os Senhores Vereadores diretamente e comparecem ao evento dois, três, quatro, ou cinco, penso que deveríamos saber quais são as regras de protocolo entre Vereadores. Eu acho que vale a pena pensarmos nisto porque, às vezes, podemos sentir-nos desconfortáveis. Eu já fui questionado porque é que não fui a determinada coletividade para a qual não fui convidado. E, alguém disse, que tinha enviado o convite para a Câmara e que, o mesmo era dirigido a todos, designadamente o Senhor Presidente e Vereadores. Admito que, a referência não fosse dirigida a todos. Eu admito que quando uma coletividade faz um convite ao Senhor Presidente possa, em determinados casos, estar só a querer convidar o Senhor Presidente, mas podem, às vezes, também querer convidar mais 32/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 algum membro da Vereação. Eu já fui a uma ou outra realização, porque me convidaram diretamente. Mas depois quando chego ao local, fico sem saber quem está em representação da Câmara. Eu confesso, que já fui a duas ou três cerimónias, com convite - convidado diretamente pelas instituições -, em que não está nenhum Vereador, mas está, por hipótese, o Senhor Diretor de Departamento, que olha para mim e eu para ele e, ficamos a pensar quem é que representa a Câmara. Porque, se o Senhor Diretor de Departamento foi instruído para representar um Vereador, ou o Senhor Presidente, a coletividade vê o Senhor Diretor de Departamento e, vê o Senhor Vereador, e fica sem saber quem é que representa a Câmara. Acho que deveríamos definir as regras disto. -------Gostava que ficasse bem claro que não é nenhum melindre da minha parte, e que este assunto não é só meu, é de todos os Vereadores. Há uma lei recente da Assembleia da República que define o protocolo, e que define até regras para o Presidente, para os Ministros e até para os Vereadores. Porque os Senhores Vereadores que participam numa cerimónia têm um lugar protocolado. -----------------------------------------------Eu bem sei que não é um tema que o Senhor Presidente se tenha que preocupar muito. Mas, pode solicitar a alguém que estude este assunto, para que nós nos sintamos todos à vontade quando entramos numa determinada sala a convite, ou em nome da Câmara, ou em representação da Câmara, ou a convite de uma coletividade. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhor Vereador, iremos proceder a essa reflexão, embora deva salientar que os convites são da responsabilidade de quem os faz. Nós não podemos convolá-los, numa coisa que eles não são. O Presidente quando se vê impossibilitado de comparecer a algum evento, delega a sua representação, muitas vezes, num Vereador, e algumas vezes num dirigente, ou numa pessoa do seu gabinete, mas normalmente é num dirigente. Essa Lei a que o Senhor Vereador se refere é a Lei das precedências do Protocolo do Estado Português. Os Vereadores vêm lá mencionados muito para o fim do documento, assim como os Presidentes de Câmara. Eu, se fosse o 33/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Senhor Vereador Fernando da Costa não ficava com grande expectativa em relação a esta Lei, até porque ela se aplica sobretudo a cerimónias públicas. Ninguém pode exigir a uma Coletividade ou a uma Associação, que cumpra a Lei das Procedências do Protocolo do Estado Português. Há depois uma gestão de bom senso, onde de facto ela é uma referência. Mas é matéria que podemos avaliar e, ao contrário do que o Senhor Vereador Fernando da Costa referiu, é um assunto que me interessa muito. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------B) PERÍODO DA ORDEM DO DIA -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO UM – ATA DA 25ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES, REALIZADA EM 2014.10.29 --------------------------------------------- ---------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA ATA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO DOIS – PROPOSTA Nº 13/2015- SUBSCRITA PELO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA, PARA APROVAR A EMISSÃO DE PARECER PRÉVIO À PRORROGAÇÃO DO PRAZO DE ACORDO DE CEDÊNCIA DE INTERESSE PÚBLICO COM TRABALHADOR DA LOURES PARQUE EM, UNIPESSOAL LDA -------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------“Considerando que: ---------------------------------------------------------------------− Se verifica a continuidade da necessidade de apoio administrativo ao Sr. Vereador Nuno Botelho, conforme proposto e fundamentado na Informação n.º 15/GAB/VER/PSD/2013 e aprovado em reunião deste órgão através da Proposta n.º 612/2013, de 11 de novembro; ---------------− O exercício daquelas funções assenta numa relação de confiança pessoal e política cujo desempenho implica uma cedência de interesse 34/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 público com o trabalhador de entidade excluída do âmbito de aplicação objetivo da Lei n.º 35/2014, de 20 de junho;---------------------------------------− A prorrogação do acordo de cedência de interesse público carece de autorização prévia do órgão executivo conforme previsto no artigo 51º da Lei de Orçamento de Estado para 2015 (Lei n. º 82-B/2014, de 31 de dezembro); ---------------------------------------------------------------------------------Tenho a honra de propor que:---------------------------------------------------------A Câmara Municipal delibere a emissão de parecer prévio favorável à prorrogação do prazo até 31 de dezembro de 2015 do acordo de cedência de interesse público, celebrado em 21 de novembro de 2013, com o Sr. Paulo Jorge dos Santos Niz Antunes Faustino, trabalhador da Loures Parque EM., Unipessoal Lda.(…)” --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO TRÊS - PROPOSTA Nº 14/2015- SUBSCRITA PELO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA, PARA APROVAR A DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS NO PRESIDENTE DA CÂMARA, COM A FACULDADE DE SUBDELEGAÇÃO NOS VEREADORES, NO ÂMBITO DO REGIME JURÍDICO DA URBANIZAÇÃO E DA EDIFICAÇÃO ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Considerando que: ----------------------------------------------------------------------A. Com a publicação do Decreto-Lei n.º 136/2014, de 09 de setembro, que entrou em vigor no passado dia 07 de janeiro, que veio proceder a alterações ao Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação, aprovado pelo Decreto – Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, designadamente com a introdução de novos artigos que atribuem novas competências quer à Câmara Municipal quer ao Presidente da Câmara Municipal, verifica-se a necessidade de alterar a delegação e subdelegação de competências existente por forma a conferir maior celeridade e eficácia à gestão da atividade municipal. ----------------------------------------------------------------------- 35/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 B. Com as alterações legislativas agora introduzidas ao Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de dezembro, há a necessidade de adequar a delegação de competência da Câmara Municipal no Presidente tendo em vista obter a maior eficiência e celeridade no âmbito urbanístico. ------------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------- Que a Câmara Municipal, ao abrigo do disposto no artigo 34.º do Anexo I da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro e nos artigos 35.º, 36.º e 37.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442/91, de 15 de novembro, delibere aprovar a delegação no Presidente da Câmara, com faculdade de subdelegação nos Vereadores, das seguintes competências atribuídas à Câmara pelo Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (RJUE), aprovado pelo Decreto – Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, com as alterações agora introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 136/2014, de 09 de setembro: -----------------------------------1. Conceder as licenças administrativas ao abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 5.º, respeitantes a: ---------------------------------------------------------------a) obras de urbanização e os trabalhos de remodelação de terrenos em área não abrangida por operação de loteamento, previstas na alínea b) do n.º 2 do artigo 4.º; -----------------------------------------------------b) obras de construção, de alteração ou de ampliação em área não abrangida por operação de loteamento ou por plano de pormenor, previstas na alínea c) do n.º 2 do artigo 4.º; ------------------------------------c) obras de conservação, reconstrução, ampliação, alteração ou demolição de imóveis classificados ou em vias de classificação, bem como de imóveis integrados em conjuntos ou sítios classificados ou em vias de classificação, e as obras de construção, reconstrução, ampliação, alteração exterior ou demolição de imóveis situados em zonas de proteção de imoveis classificados ou em vias de classificação, previstas na alínea d) do n.º 2 do artigo 4.º; -----------------d) obras de reconstrução das quais resulte um aumento da altura da fachada ou do número de pisos, previstas na alínea e) do n.º 2 do artigo 4.º; --------------------------------------------------------------------------------- 36/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 e) obras de demolição das edificações que não se encontrem previstas em licença de obras de reconstrução, previstas na alínea f) do n.º 2 do artigo 4.º; --------------------------------------------------------------------------------f) obras de construção, reconstrução, ampliação, alteração ou demolição de imóveis em áreas sujeitas a servidão administrativa ou restrição de utilidade pública, previstas na alínea h) do n.º 2 do artigo 4.º; ---------------------------------------------------------------------------------------g) as demais operações urbanísticas que não estejam sujeitas a comunicação prévia ou isentas de controlo prévio, nos termos do disposto na alínea i) do n.º 2 do artigo 4.º; -------------------------------------2. Aprovar, ao abrigo do disposto no n.º 4 do artigo 5.º, pedidos de informação prévia, nos termos do artigo 14.º;-------------------------------------3. Certificar a verificação dos requisitos do destaque, para efeitos do registo predial da parcela destacada, nos termos do disposto no n.º 9 do artigo 6.º; ------------------------------------------------------------------------------------4. Emitir parecer prévio não vinculativo, nas situações e no prazo fixado, nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 7.º; ------------------------------------5. Certificar a promoção das consultas a entidades externas, nos termos do disposto no n.º 12 do artigo 13.º; -------------------------------------------------6. Proceder às notificações, nos termos e para os efeitos previstos no n.º 4 do artigo 14.º e no n.º 3 do artigo 65.º; ------------------------------------------7. Decidir sobre os pedidos de informação prévia, nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 16.º, bem como os atos constantes dos n.ºs 2 e 3 do mesmo artigo; -----------------------------------------------------------------------------8. Decidir sobre o projeto de arquitetura, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 20.º; ------------------------------------------------------------------------------9. Promover a consulta pública para efeitos do disposto nos artigos 22.º e n.º 2 do 27.º, nos termos e condições fixados no regulamento municipal; 10. Decidir sobre os pedidos de licenciamento, nos termos do disposto nas alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 23.º, relativos a obras de urbanização e obras previstas nas alíneas c) a f) do n.º 2 do artigo 4.º; ---- 37/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 11. Aprovar licença parcial para construção de estrutura para as obras previstas nas alíneas c) a e) do n.º 2 do artigo 4.º, nos termos do disposto no n.º 6 do artigo 23.º; ------------------------------------------------------12. Celebrar contratos com os requerentes que se comprometam a assegurar as infraestruturas necessárias à obra, nos termos do disposto nos n.ºs 3 e 4 do artigo 25.º; -----------------------------------------------------------13. Promover a atualização de documentos nos procedimentos de alteração à licença, nos termos do disposto no n.º 6 do artigo 27.º; --------14. Aprovar alterações à licença de loteamento, com ou sem variação do número de lotes, que se traduzam na variação das áreas de implantação, de construção ou variação do número de fogos até 3%, nos termos e condições definidas no n.º 8 do artigo 27.º; ---------------------------------------15. Fiscalizar e inviabilizar a execução das operações urbanísticas objeto de comunicação prévia e promover as medidas necessárias à reposição da legalidade urbanística, quando se verifique que não foram cumpridas as normas e condicionantes legais e regulamentares, ou que estas não tenham sido precedidas de pronúncia das entidades externas competentes ou que com elas não se conformem, nos termos do disposto nos n.ºs 8 e 9 do artigo 35.º; ----------------------------------------------16. Definir no alvará ou instrumento notarial, as parcelas afetas aos domínios público e privado do município, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 44.º; ------------------------------------------------------------------------------17. Liquidar as compensações urbanísticas previstas nos artigos 44.º e 57.º; ------------------------------------------------------------------------------------------18. Emitir as certidões, nos termos do disposto nos n.ºs 2 e 3 do artigo 49.º; ----------------------------------------------------------------------------------------19. Estabelecer as condições e o prazo de execução das obras de urbanização, bem como a sua alteração, nos termos do disposto nos n.ºs 1 e 7 do artigo 53.º; ----------------------------------------------------------------------20. Fixar as condições e prazo de execução de obras, nos termos do disposto nos artigos 57.º e 58.º; ------------------------------------------------------ 38/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 21. Fixar prazo, por motivo de interesse público devidamente fundamentado, para a execução faseada de obras, nos termos previstos no n.º 1 do artigo 59.º; ------------------------------------------------------------------22. Designar técnicos, nos termos e nas condições previstas na lei, para a constituição da comissão de realização de vistoria, nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 65.º; -------------------------------------------------------23. Proceder à certificação para efeitos de constituição de propriedade horizontal prevista no n.º 3 do artigo 66.º; -----------------------------------------24. Declarar as caducidades previstas no artigo 71.º, nos termos do n.º 5 do mesmo artigo; -------------------------------------------------------------------------25. Revogar a licença de operações urbanísticas, nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 73.º; ------------------------------------------------------------------26. Publicitar a emissão do alvará de licença de loteamento, nos termos do n.º 2 do artigo 78.º; -------------------------------------------------------------------27. Proceder à apreensão de alvarás cassados, nos termos do n.º 4 do artigo 79.º; ----------------------------------------------------------------------------------28. Promover a execução de obras, nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 84.º; ----------------------------------------------------------------------------------29. Acionar as cauções, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 84.º; --30. Proceder ao levantamento do embargo, nos termos previstos no n.º 4 do artigo 84.º; ------------------------------------------------------------------------------31. Emitir, oficiosamente, alvará, nos termos previstos no n.º 4 do artigo 84.º e n.º 9 do artigo 85.º; -------------------------------------------------------------32. Fixar prazo para a prestação de caução destinada a garantir a limpeza e reparação de danos causados em infraestruturas públicas, nos termos previstos no artigo 86.º; -------------------------------------------------------33. Determinar a execução de obras de conservação necessárias à correção de más condições de segurança ou de salubridade ou à melhoria do arranjo estético, nos termos do n.º 2 do artigo 89.º e alínea a) do n.º 3 do artigo 102.º;--------------------------------------------------------------34. Ordenar ou determinar a demolição, total ou parcial, das construções que ameacem ruína ou ofereçam perigo para a saúde e para segurança 39/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 das pessoas, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 89.º e alínea b) do n.º 3 do artigo 102.º; -----------------------------------------------------------------35. Nomear técnicos para efeitos de vistoria prévia, nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 90.º; ------------------------------------------------------36. Tomar posse administrativa de imóveis para efeitos de obras coercivas, nos termos previstos no n.º 1 do artigo 91.º; -----------------------37. Ordenar o despejo administrativo dos prédios ou parte dos prédios, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 92.º e nos n.ºs 2 e 4 do artigo 109.º; ----------------------------------------------------------------------------38. Contratar com empresas privadas para efeitos de fiscalização, nos termos do disposto no n.º 5 do artigo 94.º; ----------------------------------------39. Adotar as medidas adequadas de tutela e restauração da legalidade urbanística, nos termos do disposto no nº 1 do artigo 102.º;------------------40. Proceder à notificação e fixação de prazo, nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 1 do artigo 102.º-A; ------------------------------------41. Solicitar a entrega de documentos e elementos, nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 3 do artigo 102.º-A; ------------------------------------42. Fornecer a informação sobre os termos em que se deve processar a legalização de operações urbanísticas, prevista no n.º 6 do artigo 102.ºA; ----------------------------------------------------------------------------------------------43. Proceder, oficiosamente, à legalização de operações urbanísticas e exigir o pagamento das respetivas taxas fixadas em regulamento municipal, nos termos do disposto no n.º 8 do artigo 102.º-A; ----------------44. Promover a realização dos trabalhos de correção ou alteração por conta do titular da licença ou do apresentante da comunicação prévia, nos termos previstos no n.º 3 do artigo 105.º; ------------------------------------45. Prestar a informação, nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 1 do artigo 110.º; -------------------------------------------------------------------------46. Fixar, no mínimo, um dia por semana para serem prestados aos cidadãos esclarecimentos, ou de informação ou reclamações, nos termos do disposto no n.º 5 do artigo 110.º; -------------------------------------------------47. Autorizar o pagamento fracionado das taxas, nos termos previstos no n.º 2 do artigo 117.º; --------------------------------------------------------------------- 40/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 48. Manter atualizada a relação dos instrumentos jurídicos previstos no artigo 119.º; --------------------------------------------------------------------------------49. Prestar informações sobre processos relativos a operações urbanísticas, nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 120.º; --------------50. Enviar mensalmente os elementos estatísticos para o Instituto Nacional de Estatística, nos termos do n.º 1 do artigo 126.º.”(…)” --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- --- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO QUATRO - PROPOSTA Nº 15/2015- SUBSCRITA PELO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA, PARA APROVAR A PROPOSTA A APRESENTAR À ASSEMBLEIA MUNICIPAL REFERENTE À CELEBRAÇÃO DE CONTRATO PROGRAMA COM A GESLOURES, GESTÃO DE EQUIPAMENTOS SOCIAIS, E. M., UNIPESSOAL, LDA. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Considerando que: ----------------------------------------------------------------------A. A Gesloures, Gestão de Equipamentos Sociais, E.M., Unipessoal, Lda., presta serviços de interesse geral nos quatro equipamentos municipais cuja gestão lhe está cometida; ----------------------------------------B. A aprovação dos contratos programa previstos no artigo 47.º da Lei n.º 50/2012, de 31 de agosto, constitui competência da Assembleia Municipal, a exercer mediante proposta da Câmara Municipal; --------------C. A Gesloures, E.M., propôs à Câmara Municipal a celebração de um contrato programa, tendo junto o competente parecer do Fiscal Único da empresa, nos termos da alínea c) do n.º 6 do artigo 25.º da Lei n.º 50/2012, de 31 de agosto. -------------------------------------------------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------Que a Câmara Municipal de Loures delibere, nos termos do n.º 5 do artigo 47.º da Lei n.º 50/2012, de 31 de agosto, conjugado com a alínea ccc) do n.º 1 do artigo 33.º do Anexo I da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, submeter à aprovação da Assembleia Municipal a celebração 41/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 do Contrato Programa com a Gesloures, Gestão de Equipamentos Sociais, E.M., Unipessoal, Lda., para 2015,(…)” ---------------------------------(…)------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- CONTRATO-PROGRAMA ------------------------------------------------------------- ENTRE O MUNICÍPIO DE LOURES ------------------------------------------------------------------------------- E ------------------------------------------------------------------------------------- A GESLOURES, E.M. ----------------------------------------------------- NO ÂMBITO DA LEI N.º 50/2012, DE 31 DE AGOSTO, -------------------------------------------- RELATIVO AO ANO DE 2015 ------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------SUBSÍDIO À EXPLORAÇÃO PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE INTERESSE GERAL, NO CONTEXTO DA GESTÃO DOS EQUIPAMENTOS DESPORTIVOS SOB RESPONSABILIDADE DA EMPRESA MUNICIPAL -------- -------------------------------------- Preâmbulo -----------------------------------------A promoção e apoio ao desenvolvimento do desporto, consubstanciados na criação de condições de prática desportiva para os munícipes, com qualidade, são atribuições das autarquias na prossecução dos interesses próprios, comuns e específicos das populações respetivas. ------------------No âmbito da política da Câmara Municipal para a gestão dos seus equipamentos desportivos cumpre concretizar uma política de programas com fins educativos, desportivos e sociais, de modo a possibilitar a um maior número de pessoas e de instituições a utilização dos quatro equipamentos desportivos municipais sob gestão da GesLoures, E.M. – Piscinas de Loures, Santo António dos Cavaleiros, Santa Iria de Azóia e Portela – e, consequentemente, aumentar o número de praticantes desportivos e elevar o nível desportivo no concelho. ---------------------------O cumprimento dessas funções sociais cometidas à GesLoures, E.M. tem inerentes custos que justificam a comparticipação financeira do Município a título de indemnização compensatória (ou de subsídio à exploração). --------------------------------------------------------------------------------Nestes termos, considerando os objectivos da Câmara Municipal de Loures para a área do desporto, de acordo com o espírito da Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto (Lei n.º 5/2007, de 16 de 42/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 janeiro) e nos termos do artigo 47.º da Lei n.º 50/2012, de 31 de agosto – lei que define o regime jurídico da atividade empresarial local, --------------Entre:-----------------------------------------------------------------------------------------1. O Município de Loures, com sede na Praça da Liberdade, pessoa coletiva n.º 501 294 996, adiante designada como Primeiro Outorgante, devidamente representada por Bernardino José Torrão Soares, na qualidade de Presidente da Câmara; ----------------------------2. E a GesLoures, E.M., com sede na Rua António Caetano Bernardo, Loures, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Loures com o n.º 0001/920522, com o capital estatutário de € 3.562.000,00 (três milhões, quinhentos e sessenta e dois mil euros), adiante designada como segundo Outorgante, representada neste ato por Paulo Jorge Piteira Leão, na qualidade de Presidente do Conselho de Administração da GesLoures, E.M.; ---------------------------------------------É celebrado o presente Contrato-Programa que se rege pelas cláusulas seguintes: ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Cláusula Primeira ---------------------------------------------------------------------------- Objecto ------------------------------------------O presente Contrato-Programa tem por objeto, por referência ao ano económico de 2015, a cooperação financeira entre os outorgantes no que respeita à cobertura do défice de exploração previsto para o adequado funcionamento dos equipamentos desportivos sob gestão da GesLoures, E.M., no quadro das orientações estratégicas da autarquia e dos objectivos da empresa. ------------------------------------------------------------------------------------------------ Cláusula Segunda ------------------------------------------------------------------------- Fundamento -------------------------------------O presente Contrato-Programa tem por fundamento: --------------------------a) A prossecução da missão da Câmara Municipal de Loures e do interesse público decorrentes da prática, na generalidade, de preços inferiores, em média, aos praticados no mercado, acrescendo ainda a redução em atividades dirigidas a segmentos específicos da população, nos quatro equipamentos desportivos municipais sob gestão da GesLoures, E.M.; ----------------------------- 43/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 b) A necessidade de garantir o adequado funcionamento dos equipamentos desportivos e a sua rentabilização, também no sentido da maximização da sua utilização pela comunidade, no âmbito da política de desenvolvimento desportivo do Município de Loures. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- Cláusula Terceira --------------------------------------------------------------------------- Finalidade -----------------------------------------O presente Contrato-Programa tem por finalidade: -----------------------------a) Garantir o cumprimento da opção política do Município de Loures que originou a criação da empresa local; --------------------------------b) Proporcionar à empresa os meios necessários ao cumprimento da sua missão e da função social que prossegue; --------------------------------------------------------- Cláusula Quarta ---------------------------------------- Custo do Programa e cálculo para a definição do montante ----------------------------------- do subsídio à exploração ------------------------------1. Para a prossecução do objeto constante na cláusula primeira será concedida pelo Primeiro ao Segundo Outorgante, que a aceita, na qualidade de entidade responsável pela gestão de quatro equipamentos desportivos municipais, uma comparticipação no valor de 340.000,00€ (trezentos e quarenta mil euros). ---------------------------2. A verba referida no número anterior tem caráter de subsídio à exploração pelas obrigações assumidas na gestão dos equipamentos desportivos e enquadra-se no âmbito do artigo 47.º da Lei n.º 50/2012, de 31 de agosto. ---------------------------------------------------------------------3. O Segundo Outorgante assume, pelo presente Contrato-Programa, a responsabilidade pela execução de uma gestão que promova a sustentabilidade económico-financeira e garanta o cumprimento dos Instrumentos de Gestão Previsional. --------------------------------------------4. A justificação para o subsídio referido tem como base a política de preços definida e aprovada pelo Município de Loures, que inclui a redução de preços para segmentos específicos da população e para entidades de utilidade pública que utilizam os equipamentos. ------------ 44/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 5. O cálculo para a definição do montante do subsídio à exploração sustenta-se no orçamento previsional de custos e proveitos para o exercício 2015 e tem por base as características dos seus quatro principais centros de custos e de proveitos (com os respetivos centros de resultados) da empresa: Piscina Municipal de Loures, Piscina Municipal de Santo António dos Cavaleiros, Piscina Municipal de Santa Iria de Azóia e Piscina Municipal da Portela. ------------------------------------------------------------ Cláusula Quinta ------------------------------------------------------ Regime da Comparticipação Financeira ---------------------1. Para a prossecução do estipulado na cláusula primeira, a comparticipação do Primeiro Outorgante, a título de subsídio à exploração, será realizada no ano de 2015, por uma ou mais vezes.--------------------------------------------------------------------------------2. Nos termos do nº 2, do artigo 6º, da Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro, ao encargo com o presente contrato corresponde o compromisso n.º ....., efetuado com base no cabimento nº. .......---------------------------------------- Cláusula Sexta ------------------------------------------- Eficácia e eficiência que se pretende atingir com a relação -------------------------------------------- contratual -------------------------------------------1. O Segundo Outorgante deve garantir que, a 31 de dezembro de 2015, são atingidas as metas indicadas no anexo, no âmbito da prestação de serviços, com qualidade, nas Piscinas Municipais sob gestão da GesLoures, E.M.----------------------------------------------------2. O Segundo Outorgante compromete-se a, em cumprimento das orientações estratégicas definidas pela tutela, aumentar o número de alunos no ano de 2015, entre 1,5% e 2%. -----------------------------3. O Segundo Outorgante mantém a política de preços definida e aprovada pelo Município de Loures, que inclui a redução de preços para segmentos específicos da população e para entidades de utilidade pública que utilizam os equipamentos, nomeadamente nos programas Hora dos Sábios e Integrar +, e redução de preços para crianças, jovens e idosos, e para frequência por instituições de utilidade pública. -------------------------------------------------------------- 45/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 4. O Segundo Outorgante deve garantir, durante todo o ano de 2015, a continuidade do programa Hora dos Sábios, de acordo com as orientações da tutela, e assegurar que não existe variação negativa do número global de utilizadores deste programa. --------------------------------------------- Cláusula Sétima ------------------------------------------------------------ Indicadores e objetivos sectoriais ------------------------Os indicadores e os objetivos setoriais são os que constam (…)”. ---------------------------------------------- Cláusula Oitava ---------------------------------------------------------------- Obrigações dos Outorgantes --------------------------1. O Primeiro Outorgante obriga-se a transferir para o Segundo Outorgante as verbas constantes na cláusula quarta nas condições e termos referidos na cláusula quinta. ---------------------------------------------2. O Segundo Outorgante: ------------------------------------------------------------a) Assume, pelo presente Contrato-Programa, a responsabilidade pela utilização da verba nos termos descritos neste contrato; -----b) Obriga-se a prestar contas desta comparticipação, nos termos dos Estatutos da empresa. --------------------------------------------------------------------------------------- Cláusula Nona ------------------------------------------------------------------- Obrigações Conjuntas ---------------------------------Os outorgantes obrigam-se a cooperar no sentido de garantir a execução do objeto deste Contrato-Programa.----------------------------------------------------------------------------------- Cláusula Décima ------------------------------------------------------------- Cessação do Contrato-Programa ------------------------O presente Contrato cessa a sua vigência quando: -----------------------------a) Por falta não imputável às partes se torne objetivamente impossível realizar o Programa que constitui o seu objeto; -----------b) Quando a sua execução esteja concluída. ------------------------------------------------------------ Cláusula Décima Primeira -------------------------------------- Acompanhamento e Controlo da Execução do Contrato --------1. O Segundo Outorgante obriga-se a colaborar e a fornecer, a qualquer momento, toda a informação e documentação solicitada pelo Primeiro Outorgante, sempre que este julgue necessário conhecer o estado de execução do presente Contrato-Programa.------------------------------------- 46/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 2. Concluído o presente Contrato-Programa, o Segundo Outorgante enviará ao Primeiro Outorgante um relatório final sobre a execução do mesmo. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Cláusula Décima Segunda ---------------------------------------------------- Prazo de Execução do Programa ---------------------------O prazo de execução do presente Contrato-Programa é o ano de 2015. -Celebrado em.... de janeiro de 2015, em dois exemplares, ficando um na posse de cada um dos Outorgantes. ------------------------------------------------Objetivo 1 ----------------------------------------------------------------------------------Número de alunos inscritos nos Complexos administrados ------------------Atividade Atividades Aquáticas Atividades de Ginásio Instituições Total Nº de Alunos 5911 424 913 7248 Objetivo: aumento do número de alunos a frequentar as instalações e as atividades -----------------------------------------------------------------------------------Indicador: variação do número de alunos verificada em 30 de novembro de 2015, comparativamente à mesma data de 2014. ---------------------------Metas: até 1,5% - incumprimento; entre 1,5% e 2% - cumprimento; mais que 2% - superação. ---------------------------------------------------------------------Objetivo 2 ----------------------------------------------------------------------------------Número de alunos inscritos no Programa -------------------------------------Programa Hora dos Sábios Nº de Alunos 465 Objetivo: manutenção do número de alunos a frequentar o programa Hora dos Sábios -------------------------------------------------------------------------Indicador: variação do número de alunos verificada em 30 de novembro de 2015, comparativamente à mesma data de 2014. ---------------------------Metas: menor que 0% - incumprimento; entre 0% e 0.5% - cumprimento; mais que 0.5% - superação.(…)” ------------------------------------------------------ 47/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 --- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA COM AS ABSTENÇÕES DA SENHORA VEREADORA E DOS SENHORES VEREADORES DO PARTIDO SOCIALISTA. ---------------------------------------------- --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO CINCO - PROPOSTA Nº 16/2015- SUBSCRITA PELO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA, PARA APROVAR O MONTANTE MÁXIMO DE ENCARGOS COM O RECRUTAMENTO DE TRABALHADORES NECESSÁRIOS À OCUPAÇÃO DE POSTOS DE TRABALHO PREVISTOS E NÃO OCUPADOS NO MAPA DE PESSOAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES ---------------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------“Considerando que: ---------------------------------------------------------------------− Por deliberação da Assembleia Municipal na 2.ª Reunião da 5.ª Sessão Ordinária, realizada em 4 de dezembro de 2014, foram aprovados o Orçamento e o Mapa de Pessoal para 2015; --------------------− De acordo com o previsto no artigo 31.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, no n.º 3 do artigo 42.º desta Lei, em conformidade com o artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 209/2009, de 3 de setembro, compete à Câmara Municipal decidir sobre o montante máximo de cada um dos encargos previstos nas alíneas a) a c) do seu n.º 2. -----------------------------------------Tenho a honra de propor que:---------------------------------------------------------A Câmara Municipal, de acordo com o estabelecido no artigo 31.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), no n.º 3 do artigo 42.º da Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, em conformidade com o disposto no n.º 2 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 209/2009, de 3 de setembro e no artigo 62.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro, delibere aprovar o montante máximo de encargos com o recrutamento de trabalhadores necessários à ocupação de postos de trabalho previstos e não ocupados no Mapa de Pessoal da Câmara Municipal de Loures, de 109.660,00€.(…)” -------------------------------------------------------------------------- 48/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 --- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA COM AS ABSTENÇÕES DA SENHORA VEREADORA E DOS SENHORES VEREADORES DO PARTIDO SOCIALISTA. ------------------------------------------ --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO SEIS - PROPOSTA Nº 17/2015- SUBSCRITA PELO SR. VICEPRESIDENTE PARA APROVAR A ISENÇÃO DO PAGAMENTO PELA UTILIZAÇÃO DO PAVILHÃO ANTÓNIO FELICIANO BASTOS, À ASSOCIAÇÃO DE KARATÉ-SHOTO------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ “Considerando que: ----------------------------------------------------------------------A AKS – Associação de Karaté-Shoto, com o NIF 504 831 178, realizou, no dia 20 de dezembro de 2014 (entre as 10H00 e as 19H00), a iniciativa Torneio de Karaté do Natal, destinada classes infantis e juvenis (6-15 anos), no Pavilhão Desportivo António Feliciano Bastos; ----------------------A utilização do Pavilhão António Feliciano Bastos prevê o pagamento por hora, no período diurno, de 9,22 € (nove euros e vinte e dois cêntimos) e noturno, de 10,53 € (dez euros e cinquenta e três cêntimos), sem IVA incluído; -------------------------------------------------------------------------------------A ocupação teve a duração total de nove horas, correspondendo a um valor de 104,49 € (cento e quatro euros e quarenta e nove cêntimos), IVA incluído à taxa legal em vigor. ---------------------------------------------------------A entidade solicitou a isenção de pagamento pela respetiva utilização. ---Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------Ao abrigo da al. u) do nº1 do artigo 33º do anexo I da Lei nº 75/2013, de 12/9, em conjugação com o artigo 12º do Regulamento de Utilização do Pavilhão António Feliciano Bastos, a isenção do pagamento pela utilização do suprarreferido pavilhão, à AKS – Associação de KaratéShoto, no valor de 104,49 € (cento e quatro euros e quarenta e nove cêntimos), IVA incluído à taxa legal em vigor.(…)” ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------- 49/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 PONTO SETE - PROPOSTA Nº 18/2015- SUSBCRITA PELO SR. VICEPRESIDENTE PARA APROVAR A ATRIBUIÇÃO DA DENOMINAÇÃO DE BIBLIOTECA MUNICIPAL ARY DOS SANTOS À BIBLIOTECA A INSTALAR EM SACAVÉM -------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------“Considerando que: ----------------------------------------------------------------------A Biblioteca Municipal a instalar em Sacavém é um projeto a decorrer, cuja finalidade, entre outras, é facilitar o acesso à documentação e informação existentes nos mais variados suportes, promovendo a leitura pública; --------------------------------------------------------------------------------------Ary dos Santos é um poeta e declamador português, cujos poemas mantêm atualidade e continuam a ser interpretados não só por vozes maiores da música portuguesa, mas também pelas pessoas comuns, que assim fazem jus à memória do poeta do povo; -----------------------------------Ary dos Santos permanece na memória de todos e é enquanto poeta do povo que lhe queremos prestar uma merecida homenagem, associando o seu nome à nova biblioteca municipal, equipamento de relevância cultural que assim também assumirá a responsabilidade de preservar e divulgar a sua vasta obra poética.----------------------------------------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------Ao abrigo no disposto na al. ee) do nº 1 do artigo 33º do anexo I da Lei nº 75/2013, de 12 de setembro, a aprovação da atribuição da denominação Biblioteca Municipal Ary dos Santos à Biblioteca Municipal a instalar em Sacavém.(…)” --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Neste ponto foram proferidas as seguintes intervenções: --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR, VICE-PRESIDENTE: Senhor Presidente, eu creio que a proposta é clara do ponto de vista do seu objetivo. Trata-se de encontrarmos um nome para este equipamento importante do ponto de vista cultural, que vai marcar seguramente este mandato do ponto de vista dos equipamentos colocados à disposição da população. A proposta que vem hoje a deliberação da Câmara, é que seja atribuído o 50/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 nome de “Ary dos Santos” à biblioteca municipal a construir na zona oriental do Concelho. Fazemo-lo na convicção de que estamos a homenagear um dos “vultos” mais importantes das letras portuguesas e da poesia do século vinte em Portugal, detentor de uma vastíssima obra, publicada enquanto poeta. Mas, também viu boa parte do seu trabalho como letrista de canções, reconhecido por grande parte dos melhores intérpretes nacionais. De Amália Rodrigues a Carlos do Carmo, passando por Simone de Oliveira, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo. Todo este conjunto de pessoas conta, no seu património musical, com trabalho produzido por este importante poeta português do século vinte. É nossa convicção que merece ser homenageado e lembrado pela sua obra e pelo papel muito importante que desempenhou no decurso do século vinte. Daí trazer-se a deliberação da Câmara a atribuição do seu nome a este importante equipamento cultural da zona Oriental do Concelho. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------SOBRE O ASSUNTO FOI APRESENTADA UMA PROPOSTA PELA SENHORA VEREADORA E SENHORES VEREADORES DO PARTIDO SOCIALISTA, À QUAL FOI ATRIBUÍDA O N.º 37/2015, DO TEOR SEGUINTE: ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- (…)Considerando que: ------------------------------------------------------------------No âmbito do desenvolvimento do projeto de construção da Biblioteca Municipal em Sacavém se encontra em curso, torna-se premente a escolha de um nome de uma personalidade de reconhecido mérito e profunda ligação à história do concelho de Loures; -----------------------------Herberto Castro Goulart da Silva, pertenceu à Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Loures, Município onde foi vereador, membro da Assembleia Municipal e Administrador dos Serviços Municipalizados de Loures;---------------------------------------------------------------------------------------Foi durante muitos anos Presidente da Assembleia Geral do Sport Grupo de Sacavenense, refletindo a sua dedicação e ligação ao movimento associativo; ---------------------------------------------------------------------------------- 51/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Colaborou em diversas publicações como a Revista de Economia, Diário de Lisboa, República, Vértice ou Seara Nova, cuja redação integrou; -----No dia 10 de dezembro de 2014, na 28ª reunião de Câmara foi deliberado por unanimidade a aceitação da doação de um significativo espólio bibliográfico de Herberto Goulart, por proposta de sua filha Ana Maria Caetano Goulart da Silva; ------------------------------------------------------Considerando ainda a dimensão política, cívica e intelectual de Herberto Goulart, --------------------------------------------------------------------------------------Temos a honra de propor: --------------------------------------------------------------Ao abrigo no disposto na alínea ee) do nº1 do artigo 33º do anexo I da Lei nº 75/2013, de 12 de setembro, a aprovação da atribuição da denominação Biblioteca Municipal Herberto Goulart à Biblioteca Municipal, a instalar em Sacavém.(…)” ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR, VICE-PRESIDENTE: Senhor Presidente, a proposta que os Senhores Vereadores do Partido Socialista apresentam, tem toda a legitimidade para ser apresentada. É uma opinião. ----------------------------Eu não teria nenhuma dificuldade em subscrevê-la. Pareceu-nos no entanto, que em relação a este equipamento seria mais adequado atribuir um nome de um “vulto” nacional das letras portuguesas e não, de uma personalidade local. Tive oportunidade de trabalhar e de privar com Herbert Goulart, pessoa por quem nutro um profundíssimo respeito pelo trabalho que fez, e pelo empenhamento que teve na construção do regime livre e democrático no nosso País. Portanto, o que a Senhora Vereadora Sónia Paixão aqui disse, a propósito da sua luta antes do vinte e cinco de abril relativamente a Herbert Goulart, é completamente verdade. Desempenhou, neste Município, importantíssimas funções, e é um “vulto” na história local de Sacavém. A nossa ideia, e a nossa conceção é que a biblioteca a instalar em Sacavém sirva toda a zona Oriental do Concelho. Eu diria que, em Sacavém, haveria seguramente mais duas personagens que eram igualmente merecedoras de serem consideradas para a atribuição do nome a esta biblioteca. Recordo, Gilberto Lindim Ramos, outra pessoa que tem exatamente um percurso 52/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 igual a Herbert Goulart, empenhou-se profundamente antes do vinte e cinco de abril, na construção do regime democrático, esteve preso, fez parte das primeiras equipas, nomeadamente ao nível da Comissão Administrativa desta Câmara Municipal, fez parte de todo esse trabalho e deu um enorme contributo, para o poder local, no nosso Concelho. Mas, há ainda outros “vultos” da resistência em Sacavém, como por exemplo Óscar Figueiredo, que poderia ser igualmente distinguido com a atribuição do respetivo nome, pelo trabalho, pelo empenhamento, pela participação cívica, pelo esforço e pelo exemplo que constituiu para várias gerações de Sacavenenses e cidadãos do nosso Concelho seguramente, no plano nacional. Não se retira a essas personalidades, nenhum mérito. Na sequência da aprovação da doação do espólio de Herbert Goulart, que tivemos ocasião de deliberar nesta Câmara Municipal, os senhores Vereadores estão com certeza recordados de eu na altura ter dito que iriamos encontrar forma de homenagear essa doação e de encontrar forma de a dar a conhecer e de a perpetuar em termos de conhecimento às futuras gerações. E, é claramente nossa intenção que, na futura Biblioteca Municipal, haja um espaço e uma área em que claramente figure a menção a Herbert Goulart, até pela doação que a família teve ocasião de fazer a este Município. --------------------------É nossa convicção que o “vulto das letras nacionais” é mais coincidente com o equipamento que tem uma abrangência concelhia, tem uma área maior e não retira, em nada, a importância que essas personalidades que tive aqui ocasião de referir, tiveram para a história local, e continuarão a ser guardadas com muito carinho na nossa memória enquanto pessoas que constituem um exemplo pelo seu empenhamento cívico. Mas, parece-nos nesta altura mais adequado aparecer uma figura de carater nacional associada a este equipamento e homenagear, justamente, o poeta que muitos teimam em esquecer, muitos teimam em escamotear aquilo que é a produção literária do século vinte português, talvez pelo seu empenhamento e pela sua participação cívica, também ao lado dos mais desfavorecidos deste Pais. ------------------------------------------------------ 53/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, o Partido Socialista é da opinião, que há determinadas decisões que temos que ter a coragem de as tomar, no sentido de enaltecer “os nossos”. ---------------O Partido Socialista ao fazer esta proposta não está a olhar para as crenças políticas ou religiosas. Está a querer dignificar as pessoas que fizeram com que nós hoje pudéssemos estar aqui. Acho que nos devíamos diferenciar pela positiva relativamente aos outros Municípios que têm sempre essa tendência de entregar espaços culturais a pessoas ligadas a determinadas áreas, cultura e outras, mas, do ponto de vista nacional que nada têm a ver com o seu Concelho, ou com a sua Freguesia, que nada contribuíram para que o Concelho de Loures fosse o que é hoje, e que Sacavém em particular fosse também o que é hoje. É preciso ter coragem para fazermos essa diferenciação positiva, e começarmos, independentemente das crenças politicas e religiosas a elevarmo-nos, a dignificar essas pessoas que muito fizeram, quer por Sacavém, quer pelo Concelho de Loures. Se só por si, já era suficiente o nome de Herbert Goulart, ficou ainda mais presente nas nossas mentes a ação da sua filha em dedicar um espólio de grande importância, no valor de mais de dois mil euros, em livros que vão fazer parte, do espólio dos arquivos e dos acervos da Biblioteca Municipal de Sacavém. O que eu acho que, tal vem enaltecer o que a família Goulart representa para Sacavém, também do ponto de vista cultural. Esta diferenciação positiva deveria ser feita, deveria haver essa coragem de atribuir o nome de Herbert Goulart, à Biblioteca Municipal de Sacavém, não só por aquilo que ele representou em Sacavém, mas também no Concelho de Loures. Essa diferenciação positiva era, importante. Começarmos a ter coragem de não seguimos o mesmo que os outros seguem. E começarmos a ter a nossa identidade própria. Portanto, o Partido Socialista tem muito orgulho nesta proposta que elaborou, elevando-nos, não ligando às crenças politicas e religiosas, olhando, unicamente, para quem dignificou e muito contribuiu para o Concelho, dando-lhe o nome da Biblioteca e não outra homenagem qualquer. ------------------------------------------------------------------- 54/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhores Vereadores, a avaliação que fizemos sobre esta matéria é sempre suscetível de opiniões diversas e controvertidas, como não pode deixar de ser, e isso é natural que aconteça. Precisávamos de ter como patrono da biblioteca da zona oriental do Concelho, sediada em Sacavém, uma figura nacional que, pelo seu próprio contributo para as artes e para a literatura, neste caso, pudesse ser um elemento potenciador daquela biblioteca. Como equipamento cultural ligado às artes, como julgo que vai ser. Devo afirmar que esta opção que aqui apresentamos, infelizmente é praticamente inexistente em equipamentos da área da cultura no nosso País, o que mostra a subvalorização injusta a que Ary dos Santos tem sido sujeito ao longo das últimas décadas no nosso País. E, não se trata aqui de fazer a compensação do que tem vindo a acontecer. Mas de atribuir um nome de grande dimensão na cultura portuguesa reconhecido por gente de todos os quadrantes, culturais, políticos, sociais e que, com certeza trará prestígio à nossa biblioteca. -----------------------------------------Não está aqui em causa nenhuma contraposição entre o nome das duas propostas que foram aqui apresentadas. ------------------------------------------Com certeza, que a proposta do Partido Socialista é igualmente legitima, e, vem no seguimento do que aqui foi referenciado pelo Senhor VicePresidente, em reunião anterior. A ideia que temos de que, deva corresponder uma homenagem a Herbert Goulart e a perpetuação da sua memória e do seu legado a alguma área ou alguma situação na própria biblioteca. Portanto, acho que esta solução é a que serve melhor os interesses do Município e não é por falta de coragem que a tomamos. Ela é justa e adequada à nossa biblioteca, e não desvaloriza outras que também seriam possíveis, justas e também adequadas, mas que neste momento penso que ficam prejudicadas por esta proposta, que aqui apresentamos. ----------------------------------------------------------------------------Acho que, Herbert Goulart ficaria muito contente por ter em Sacavém, uma biblioteca denominada “Ary dos Santos”. Já não poderemos comprová-lo. Mas penso que não é difícil afirmar que lhe daria um 55/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 grande contentamento, poder ter uma biblioteca com o nome de “Ary dos Santos”, em Sacavém. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR, VICE-PRESIDENTE: Senhor Presidente, concordo com o que o Senhor Presidente acabou de afirmar. Saúdo esta evolução de opinião que o Partido Socialista teve em relação à designação a atribuir a esta Biblioteca. Porque, recordo que não foi sempre esta a opinião que o Partido Socialista teve em relação a esta matéria e, nomeadamente, na Reunião de dezoito de setembro de dois mil e treze, a proposta então apresentada à Câmara Municipal foi outra. Não foi exatamente este o nome. ---------------------------------------------------------------------------------------Mas, ainda bem que hoje nos preocupamos desta forma, e queremos pôr em evidência uma personagem que todos reconhecemos como sendo muito importante na história do Concelho, muito importante na história do País, e que nos merece, a todos, um enorme respeito, gratidão e, um adequado lugar neste equipamento. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Vice-Presidente, não podemos confundir “alhos com bugalhos”. Eu noto, de facto, a sua preocupação e incomodidade, relativamente à proposta que o Partido Socialista trás hoje aqui. É notório o nervosismo. -------------------------------Porque, para o Senhor Vice-Presidente recorrer, ao que o Senhor Presidente da Câmara, ou ex-Presidente da Câmara quis, à data, aqui propor, que era dar à Biblioteca o nome, do meu falecido pai. O Senhor Vice-Presidente para vir recorrer a isso, é porque está muito “nervoso”, muito preocupado. Caso contrário, não faria essa “triste figura”, que agora fez. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR FERNANDO DA COSTA: Senhor Presidente, é indiscutível que Ary dos Santos é um poeta nacional. Talvez, ainda não suficientemente reconhecido por várias razões. Mas, os quarenta anos de democracia, já justificavam que certos atritos se fossem esbatendo. Porque o que conta é a obra. O que conta é o que deixaram e não, 56/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 propriamente, o comportamento ou as orientações partidárias ou político -ideológicas, enquanto foram vivos. ------------------------------------------------Tenho conhecimento de um grande escritor português, o Luis Pacheco que viveu muitos anos nas Caldas da Rainha. Quisemos homenageá-lo várias vezes e havia sempre pessoas que se insurgiam ferozmente contra por causa do comportamento de vida dele. Que diz respeito a ele e não tinha que ver com a questão partidária. Mas, finalmente, passados quarenta anos, Luis Pacheco foi homenageado nas Caldas da Rainha como escritor. ------------------------------------------------------------------------------Acho que, é tempo de, passados quarenta anos, esquecerem- se as orientações partidárias dessas pessoas para relevar, sobretudo, a obra que nos deixaram e o seu valor. É o caso de Ary dos Santos e de outros. Por isso, não temos nada contra a atribuição do nome de “Ary dos Santos” à Biblioteca. Fomos surpreendidos, e pessoalmente, pela argumentação do Partido Socialista, à qual dou muito peso. ----------------Porém, tenho que fazer uma pequena observação. Foi pena que os Senhores não tivessem lançado essa proposta, no dia em que aprovámos aqui a aceitação da importante doação do espólio. Porque, nesse dia, possivelmente, teríamos aprovado. Nada é pior do que o que se está aqui a passar. Atribuir um nome de uma grande figura a um edifício com este significado devia de ser o mais consensual. Nós vamos concordar com o nome Ary dos Santos, mas tenho muita pena que tenha aqui surgido este incidente. Porque, admito que o Partido Socialista tem argumentos fortes para a vossa proposta, como há argumentos fortes, fortíssimos para Ary dos Santos. Pena foi que esta questão não tivesse sido ultrapassada. Por isso, vamos votar a favor da proposta de “Ary dos Santos,” sem que isso represente o menor respeito ou desrespeito com Herbert Goulart, e com esta convicção que eu gostava que ficasse já hoje decidido também que Herbert Goulart terá o seu nome na sala principal da biblioteca. Ainda hoje me chegou uma proposta de um outro nome de outra pessoa, para a biblioteca. Sem prejuízo que outras pessoas de relevo da cultura portuguesa tenham o seu nome numa sala na biblioteca de Sacavém, na biblioteca “Ary dos Santos”. Mas, eu 57/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 confesso que este assunto deveria ter sido abordado previamente. E, de futuro, a atribuição de nomes, ou de condecorações a personalidades de grande relevo, sejam consensuais. Porque, nada pior para os visados, para a memória, ou para o início da biblioteca, do que uma controvérsia que já existiu mas que, eu espero que acabe hoje aqui. Uma vez que já não é possível sanar inteiramente esta questão. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A VEREADORA, SENHORA SONIA PAIXÃO: Senhor Presidente, relativamente aos argumentos fortes, creio que a explicação que foi dada pelo Vereador Ricardo Leão, deixou bem patente, os nossos argumentos fortes. E, gostava de destacar o seguinte: no nosso ponto de vista, já temos uma biblioteca principal em Loures que já tem o nome de um ícone da literatura nacional, José Saramago. E, entendíamos por bem, que agora a biblioteca da zona oriental tivesse o nome de alguém com raízes no Concelho, e com fortes ligações ao Concelho de Loures. Essa é para nós a principal argumentação. ----------------------------------------------Informo ainda o Senhor Vice- Presidente, que também cá estávamos no mandato anterior, e a reunião de Câmara que o Senhor Vice-Presidente, relembrou, eu também me lembro dela. Lembro-me que o Senhor VicePresidente, sentado nesta bancada, fez uma proposta em concreto, e, daí ter havido a sugestão. Fez a proposta para que a biblioteca tivesse o nome de “Blimunda,” que é o personagem da obra do “Memorial do Convento”, de José Saramago, como todos sabemos. ------------------------E, terei todo o gosto em recolher a ata desta Reunião de Câmara, em que o Senhor Vice-Presidente, na altura Vereador da oposição, fez essa proposta quando nós trouxemos o processo para avançarmos com a construção da Biblioteca de Sacavém. ---------------------------------------------Informo ainda o Senhor Vereador Fernando da Costa, que relativamente a termos trazido a proposta de designação da Biblioteca, aquando da doação, não nos pareceu ter sido o momento oportuno. E, agora, pareceu-nos ser este o momento oportuno. Relembro também a todos que essa proposta que foi submetida recentemente à Câmara fui eu que tive oportunidade de referir que a doação que nos estava a ser 58/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 apresentada, atendendo ao elevado número de obras e à importância de algumas delas, com certeza seria uma doação bastante valiosa. Foi em resposta a esta minha interpelação, que o Senhor Vice-Presidente referiu vontade do Executivo em fazer o reconhecimento a Herbert Goulart.------Portanto, creio que os nossos argumentos estão espelhados, sem prejuízo para o nome que Ary dos Santos representa para o nosso País e que, teve em várias artes que abraçou. -------------------------------------------Contudo, creio que Loures deve fazer o reconhecimento aos seus nesta altura, e o Concelho que viu nascer “Ary dos Santos” e onde mais viveu é que lhe devia fazer a justa homenagem como merece, que é um concelho vizinho. E, provavelmente, o Senhor Presidente teria oportunidade de, em outras alturas, deixar essa proposta para que pudesse haver o reconhecimento a Ary dos Santos. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR, VICE-PRESIDENTE: Senhor Presidente, os consensos existem quando têm que existir, e as divergências também, e naturalmente que a divergência de opinião, tem que ser com toda a clareza e com toda a franqueza exposta sempre que exista, e da minha parte contaram sempre com isso, em qualquer circunstância. Portanto, não pretendo contribuir para nenhum consenso, impossível de conseguir ou de alcançar. ---------------------------------------------------------------------------Informo a Senhora Vereadora Sónia Paixão, que cometeu um lapso em relação ao que referiu, no que diz respeito à apresentação de uma proposta minha, no que tem que ver com a designação deste equipamento da zona oriental. Senhora Vereadora, a única ocasião em que formulei uma proposta ao anterior Executivo, foi no dia vinte e três de Junho de dois mil e dez, a propósito do falecimento de José Saramago. Muito antes do que a Senhora Vereadora aqui trouxe. E, na ocasião, a proposta que apresentei à Câmara foi chumbada pela mesma. -------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LIMA: Senhor Presidente, em primeiro lugar, parte das considerações que eu ia fazer, a Vereadora Sónia Paixão já fez. Mas não posso deixar de responder a esta última 59/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 situação colocada pelo Senhor Vice-Presidente, porque eu também estive presente nessa reunião e aquilo que aqui foi dito pela Vereadora Sónia Paixão, foi o que aconteceu na íntegra. Isto é, existiu a proposta por parte do atual Vice-Presidente em relação ao nome que aqui foi colocado, sendo que mudou de opinião. Mas, isso não quer dizer nada, porque todos nós podemos mudar de opinião a qualquer momento. Isso significa a nossa elevação, em relação a cada uma das matérias, quando voltamos a debate-las, como aconteceu com este caso em concreto. E, com certeza que esta proposta que o Partido Socialista aqui apresenta hoje, e que mantem, é uma proposta que se coloca também, tendo em conta a doação do ao espólio do autor por parte da família. ------------------Informo ainda o Senhor Vereador Fernando da Costa que este é o momento, para se escolher, optar e votar, o nome da Biblioteca Municipal de Sacavém. ------------------------------------------------------------------------------E, a nossa proposta, a proposta do Partido Socialista é aquela que aqui se apresenta. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR FERNANDO DA COSTA: Senhor Presidente, espero não ser mal interpretado no que vou dizer. Mas, de facto, perante esta situação, acho que não é de todo agradável. Questiono a bancada do Partido Socialista se se opõem, a que eu proponha que Herbert Goulart, na sequência da atribuição do nome de Ary dos Santos, tenha o nome da sala principal. Porque, se o Partido Socialista, mesmo com argumentos, entender que se opõe, basta opor-se para eu não fazer sequer a proposta. Se eu entender, ou, se me transmitirem que não acham que é digno ter o nome da sala ou que se opõem, eu não farei a proposta. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR JOÃO NUNES: Senhor Presidente, apenas queria lançar uma pequena nota na discussão. Se o Partido Socialista tivesse apresentado o nome de José Leão, para a Biblioteca Municipal de Sacavém, teria sido um nome que efetivamente daria nota do grande trabalho que o José Leão fez por Sacavém, ou pelo Concelho de Loures, 60/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 o empenhamento que ele teve também pela democracia e, pela Liberdade e foi com certeza uns dos maiores “filhos” de Sacavém, no sentido do trabalho realizado. ---------------------------------------------------------Deixo esta nota, porque podia “ficar no ar” que existia aqui algum problema parental e, o Partido Socialista sentiu muito a perda de um grande homem. Provavelmente, essa perda conduziu também a um conjunto de resultados desastrosos que vieram a seguir. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhor Vereador, não há nenhuma consideração negativa em relação às diversas pessoas que foram aqui citadas. Todas tiveram um papel muito importante na sua vida pública, politica e literária. --------------------------------------------------------------O plano da discussão não foi e não poderá ser esse. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, eu compreendo a proposta do Senhor Vereador Fernando da Costa. Cada partido, e cada bancada tem a liberdade, como o Senhor Vice-Presidente disse e bem, de apresentar as suas propostas. Tal como o Senhor Vicepresidente disse ainda há pouco, apresentou uma proposta no passado que foi “chumbada”. Cada bancada faz as suas propostas. Agora, se acha que o tempo não foi oportuno, foi quando a Câmara proporcionou a discussão do mesmo. Senhor Vereador Fernando da Costa, se está incomodado em não saber onde é que há-de votar, é um problema seu. A proposta que o Senhor Vereador Fernando da Costa está disposto a fazer, o Partido Socialista não concorda com ela. Pelas razões que eu disse ainda há pouco. ------------------------------------------------------------------É preciso começar a haver coragem para se fazerem diferenciações positivas, e não seguir o que os outros fazem. É necessário termos a coragem de dignificar alguém, que não é alguém, é um “Senhor” alguém. Para mim retirar o que eu disse, e atribuir o nome de uma sala a Herbert Goullart, nem comentário tem. --------------------------------------------------------- 61/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhores Vereadores, penso que independentemente das divergentes perspetivas, que são naturais num assunto com tanta subjetividade como este, posso concluir que a nossa biblioteca ficará muito bem designada, e que isso contribuirá para o prestígio do seu trabalho e do próprio Município. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------POSTA À VOTAÇÃO, EM ALTERNATIVA, A PROPOSTA 18/2015 FOI APROVADA, POR VOTAÇÃO NOMINAL COM OS VOTOS DO SR. PRESIDENTE, DO SR. VICE-PRESIDENTE, DA SENHORA VEREADORA E DOS SENHORES VEREADORES DA COLIGAÇÃO DEMOCRATA UNITÁRIA E DOS SENHORES VEREADORES DO PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA E COM OS VOTOS CONTRA DA SENHORA VEREADORA E DOS SENHORES VEREADORES DO PARTIDO SOCIALISTA. --------------------------------------------- ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- DECLARAÇÃO DE VOTO --------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, nós votámos contra a proposta que atribuía o nome de “Ary dos Santos”. Tendo em conta que apresentamos uma proposta que não foi votada, por ter sido posta à votação em alternativa, foi votada a outra e não foi a nossa. Solicito ainda, que a minha primeira intervenção neste ponto e todas as intervenções do Partido Socialista constituíssem declarações de voto, para não estar aqui a repetir a importância que Herbert Goulart, teria quer para Sacavém, quer para o Concelho de Loures o seu nome na Biblioteca Municipal de Sacavém. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO OITO - PROPOSTA Nº 19/2015- SUSBCRITA PELO SR. VICEPRESIDENTE PARA APROVAR O QUADRO NORMATIVO E CALENDÁRIO DE PROVAS DO 31º TROFÉU "CORRIDA DAS COLETIVIDADES DO CONCELHO DE LOURES" ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Considerando que: ----------------------------------------------------------------------- 62/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 O Troféu "Corrida das Coletividades do Concelho de Loures" é uma iniciativa consolidada no seio do movimento associativo do Concelho; ---Se trata de um evento que regista grande adesão por parte dos praticantes e que, ao longo dos anos, tem vindo a contribuir para melhorar a qualidade organizativa das várias iniciativas que integram o calendário anual; --------------------------------------------------------------------------O 31º Troféu "Corrida das Coletividades do Concelho de Loures", que acontece em 2015, mantém os objetivos de calendarização adequada das provas de atletismo, uniformização dos regulamentos técnicos utilizados, sistematização dos apoios concedidos, contributo para a melhoria da qualidade de organização de cada Associação Desportiva, bem como, deteção de novos valores para a modalidade. --------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------Ao abrigo do disposto na al. u) do nº 1 do artigo 33º do anexo I da Lei nº 75/2013, de 12 de setembro, a aprovação do quadro normativo e calendário de provas do 31º Troféu "Corrida das Coletividades do Concelho de Loures", que consta da informação nº E/123647/2014, (…)” ---------------------------------------------------------------------------------------------------------“(…)------------------------------- QUADRO NORMATIVO ---------------------------------1. ORGANIZAÇÃO -------------------------------------------------------------------------------- a) A Divisão de Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Loures promove em colaboração com as associações desportivas e juntas de freguesia do concelho, o 31º Troféu "Corrida das Colectividades do Concelho de Loures", iniciativa que agrupa e calendariza as várias provas de atletismo organizadas por estas entidades. -------------------------b) As associações desportivas do concelho, que pretendam organizar uma prova integrada nesta iniciativa, deverão apresentar a sua candidatura, através de um boletim próprio fornecido pelo Município, durante o mês de Novembro de cada ano. ----------------------------------------c) As normas regulamentares aqui inseridas, terão de ser obrigatoriamente respeitadas por todas as colectividades e grupos participantes. -------------------------------------------------------------------------------- 63/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 d) As associações desportivas organizadoras obrigam-se a realizar provas para as categorias de juvenis, juniores e seniores, femininos e masculinos, veteranos masculinos e veteranas femininas, exceto quando se tratar de corrida única para todos os escalões com distância igual ou superior a 10 quilómetros, caso em que ficam desobrigados de incluir a categoria de juvenis e juniores. Poderão ainda incluir provas para outros escalões etários, que serão considerados extra e não pontuarão para as classificações finais do Troféu "Corrida das Colectividades do Concelho de Loures". ---------------------------------------------------------------------------------2. CALENDÁRIO DE PROVAS ---------------------------------------------------------------- a) O Calendário de provas pode incluir iniciativas organizadas pelas autarquias (Câmara Municipal e Juntas de Freguesia) e associações desportivas, podendo decorrer as competições entre os meses de Janeiro e Julho de 2015.----------------------------------------------------------------b) As provas poderão ser consideradas como "Prova Especial", Prova Pontuável “A”, Prova Pontuável “B” ou como "Prova não pontuável", em função da capacidade organizadora dos seus promotores, demonstrada nas edições anteriores, e por imperativos de calendarização. Quando duas provas decorram na mesma data serão obrigatoriamente provas não pontuáveis. ---------------------------------------------------------------------------c) Os organizadores poderão promover provas de estrada, corta-Mato e estafeta. As provas de estafeta só poderão ser consideradas como "Prova não pontuável" ou como "Prova Especial não pontuável". -----------d) O calendário final não deverá ter mais de 15 provas pontuáveis. -------3. ESCALÕES ETÁRIOS E FORMAS DE PONTUAÇÃO ------------------------------ a ) Os escalões etários em vigor durante o 31º Troféu "Corrida das Colectividades do Concelho de Loures" são idênticas às estipuladas pela Federação Portuguesa de Atletismo para a época de 2014/2015, ou seja: Juvenis Femininos e Masculinos - 1998/1999 ------------------------------------Juniores Femininos e Masculinos - 1996/1997 -----------------------------------Seniores Femininos e Masculinos-1995 e anos anteriores --------------------Veteranos Masculinos (M35) - 35 a 39 anos --------------------------------------Veteranos Masculinos (M40) - 40 a 44 anos --------------------------------------- 64/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Veteranos Masculinos (M45) - 45 a 49 anos --------------------------------------Veteranos Masculinos (M50) - 50 a 54 anos -------------------------------------Veteranos Masculinos (M55) - 55 a 59 anos -------------------------------------Veteranos Masculinos (M60) - 60 a 64 anos -------------------------------------Veteranos Masculinos (M65)- 65 anos e mais -----------------------------------Veteranas Femininos (F35) - 35 anos a 44 anos --------------------------------Veteranas Femininas (F45) - 45 a 54 anos ----------------------------------------Veteranas Femininas (F55) - 55 a 64 anos ---------------------------------------Veteranas Femininas (F65)- 65 anos e mais -----------------------------------------NOTA: A IDADE DOS VETERANOS, RESPEITA AO DIA DA PROVA ---------- Provas extras -----------------------------------------------------------------------------Benjamins Femininos e Masculinos - 2004 / 2005 -------------------------------Infantis Femininos e Masculinos - 2002 / 2003 ----------------------------------Iniciadas e Iniciados ---------------------------------------------------------------------b) Os atletas em representação das associações desportivas do concelho só poderão pontuar, desde que previamente inscritos através de boletim próprio. ------------------------------------------------------------------------c) Nenhum atleta poderá acumular pontuação competindo por equipas diferentes, nem competir em escalões diferentes do seu. A equipa do atleta que incorrer em infracção será desclassificada na prova em causa, assim como os seus atletas. Serão igualmente desclassificados os atletas que se apresentem com dorsais de outros atletas. --------------------d) Os atletas filiados na Federação Portuguesa de Atletismo, não poderão participar em provas desta iniciativa em representação de Associações Desportivas diferentes daquela por onde se encontram inscritos. As irregularidades detectadas penalizarão as equipas infractoras, com a perda de pontuação de todos os seus atletas na referida prova. -----------------------------------------------------------------------------e) Os atletas não federados depois de inscritos por uma associação desportiva, só poderão transitar para atletas individuais. Os atletas individuais poderão passar a representar uma associação desportiva sem perda de pontuação obtida. As transferências referidas só poderão ocorrer uma vez por época. ------------------------------------------------------------- 65/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 f) Depois da homologação dos resultados de cada prova, não serão aceites protestos. -------------------------------------------------------------------------g) A pontuação em cada prova e escalão etário é a seguinte: ---------------Provas Especiais---------------------------------------------------------------------------------- 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º - ---------------------------------------------------------------------------- 24 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 20 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 18 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 16 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 14 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 12 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 10 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 8 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 6 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 4 Pontos Provas Pontuáveis “A” ------------------------------------------------------------------------- 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º - ---------------------------------------------------------------------------- 18 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 16 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 14 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 12 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 10 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 8 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 7 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 6 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 5 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 4 Pontos Provas Pontuáveis “B” ------------------------------------------------------------------------- 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º - ---------------------------------------------------------------------------- 12 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 10 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 9 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 8 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 7 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 6 Pontos - ---------------------------------------------------------------------------- 5 Pontos 66/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 8º - ---------------------------------------------------------------------------- 4 Pontos 9º - ---------------------------------------------------------------------------- 3 Pontos 10º - ---------------------------------------------------------------------------- 2 Pontos i) Cada equipa beneficiará de um ponto por atleta chegado à meta. -------j) A classificação final, individual, em cada categoria, será efectuada com base nas melhores pontuações de cada atleta em 75% do total de provas integradas no Troféu. Em caso de empate de pontuação o desempate será efectuado pela verificação de melhores classificações (mais primeiros lugares ou na ausência destes, mais segundos e assim sucessivamente). Só serão premiados no final os atletas que tenham pontuado num mínimo de cinco provas. Deste facto, beneficiam para efeitos de atribuição de prémio, os atletas que se classifiquem nos lugares imediatos. Os atletas só poderão ser premiados num escalão, ou seja no caso dos atletas que mudam de escalão durante o decorrer do Troféu e se encontrem nos cinco primeiros lugares, prevalece a melhor classificação num deles. ----------------------------------------------------------------l) Será vencedora final, absoluta, a equipa que obtiver maior pontuação, no conjunto das somas de todos os escalões, de acordo com as alíneas (h) e (i). --------------------------------------------------------------------------------------4. PRÉMIOS ----------------------------------------------------------------------------------------- a) Em cada prova serão da responsabilidade da entidade organizadora. -b) No final da disputa do 31º Troféu “Corrida das Coletividades do Concelho de Loures serão atribuídos os seguintes prémios: ------------------ Diploma aos 5 primeiros classificados de cada escalão. ---------------------- Apoio financeiro para a aquisição de material desportivo às cinco equipas do Concelho de Loures que somem mais participantes de acordo com o ponto 3 alínea i), com o seguinte valor: ------------------------------------1ª equipa – 500 € -------------------------------------------------------------------------2ª equipa – 400 € -------------------------------------------------------------------------3ª equipa – 300 € -------------------------------------------------------------------------4ª equipa – 200 € -------------------------------------------------------------------------5ª equipa - 100 € -------------------------------------------------------------------------- 67/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 c) A equipa vencedora final absoluta receberá o Troféu "Corrida das Coletividades do Concelho de Loures" - 2015. -----------------------------------5. APOIOS DO MUNÍCIPIO --------------------------------------------------------------------- A Câmara Municipal de Loures apoiará as entidades organizadoras de provas da seguinte forma: --------------------------------------------------------------- Apoio técnico. ----------------------------------------------------------------------------- Apoio financeiro no valor de 500 € (quinhentos euros), para despesas de organização. ---------------------------------------------------------------------------- Viatura com som. ------------------------------------------------------------------------ Envio de regulamento de todas as provas às associações desportivas do Concelho. -------------------------------------------------------------------------------- Fornecimento de dorsais. -------------------------------------------------------------- Empréstimo de grades metálicas. --------------------------------------------------- Seguro desportivo. ---------------------------------------------------------------------- Isenção da taxa de licenciamento municipal. ------------------------------------- Programa informático de apoio. ----------------------------------------------------------6. ASPECTOS DIVERSOS ---------------------------------------------------------------------- a) Os atletas inscritos mantêm durante a realização do Troféu, o mesmo número dorsal. ----------------------------------------------------------------------------b) Cada entidade organizadora, obriga-se a enviar na semana imediata à realização da sua prova para a Câmara Municipal de Loures - Divisão de Desporto e Juventude o seguinte:----------------------------------------------------- Classificações informatizadas, com número de atletas classificados por escalão e número de atletas classificados por associação desportiva. ----c) Todos os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela entidade organizadora desta iniciativa, a Divisão de Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Loures.(…)” -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ---------------------------------------------------------------------- 68/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 PONTO NOVE - PROPOSTA Nº 20/2015- SUBSCRITA PELO SR. VICEPRESIDENTE, PARA APROVAR A MINUTA DE CONTRATO PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DESPORTIVO A CELEBRAR COM VÁRIAS ENTIDADES PARTICIPANTES NO PROGRAMA DESPORTO MAIS, BEM COMO A TRANSFERÊNCIA DE VERBAS----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Considerando que: ----------------------------------------------------------------------Ao Município de Loures incumbem, entre outras, atribuições nos domínios dos Tempos Livres e Desporto, nomeadamente, no que concerne ao apoio a atividades desportivas de interesse municipal; -------É objetivo do Município o aumento da oferta de atividades desportivas que, pelos meios adequados, potenciem a melhoria de qualidade de vida das populações; ---------------------------------------------------------------------------O Município tem vindo a contribuir para a criação de condições facilitadoras da atividade das associações/clubes desportivos, bem como para a concretização dos respetivos projetos e iniciativas, de reconhecido interesse para a comunidade; ---------------------------------------------------------O Programa Desporto Mais traduz uma parceria de vários anos, entre a Autarquia e os Clubes do Concelho, com o objetivo de comparticipar o esforço financeiro a que estão obrigados os clubes que competem a nível nacional, incentivando assim, esta participação. ---------------------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------Que a Câmara Municipal de Loures, se digne aprovar ao abrigo da al. U) do n.º1 do artigo 33º do Anexo I da Lei 75/2013, de 12 de setembro, na sua redação atual, em conjugação com o previsto no Decreto-Lei n.º 273/2009, de 1 de outubro, a proposta de minuta de contrato programa de desenvolvimento desportivo, a estabelecer entre as várias entidades participantes no programa Desporto Mais, bem como a transferência das verbas abaixo discriminadas, por forma a cumprir o estabelecido, na cláusula segunda desses contratos: -------------------------------------------------Entidade Modalidade Valor Atlético Clube do Tojal Hóquei em Patins 6.767,60€ Atlético Clube de Moscavide Basquetebol 10.243,00€ 69/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Associação Desportiva Futebol 1.769,25€ Bobadelense Associação Moradores S. A. Futsal Cavaleiros 7.553,50€ União Desportiva Ponte Frielas Futebol 2.123,10€ Grupo Sportivo de Loures Andebol 7.280,50€ Grupo Sportivo de Loures Futebol 14.154,00€ Grupo Sportivo de Loures Futsal 3.776,75€ da Futsal 7.553,50€ Associação Portela Moradores 61.221,20€ (…)----------------------------------------------------------------------------------------------------- Proposta de cabimento nº. 98/2015; -----------------------------------------------Valor cabimentado: 61.221,20€ (…)” ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Contrato Programa de Desenvolvimento Desportivo --------------------------------------------- Programa Desporto Mais -------------------------------------------------------------------Entidade a designar -------------------------------Introdução ----------------------------------------------------------------------------------A promoção e o apoio ao desporto, consubstanciado na criação de condições de prática desportiva são uma das preocupações das Autarquias Locais, na prossecução dos interesses próprios, comuns e específicos das populações respectivas. -------------------------------------------Também pela sua proximidade com as populações, as Autarquias Locais, encontram-se bem posicionadas quanto à definição e aplicação de medidas que contribuam para estimular e apoiar o Associativismo Desportivo. ---------------------------------------------------------------------------------Reconhece-se que os clubes/associações desportivas constituem a célula base do desenvolvimento desportivo local, enquanto importantes pólos dinamizadores da prática desportiva, desempenhado, deste modo, uma importante função social. --------------------------------------------------------Neste contexto, a Câmara Municipal de Loures, através da Divisão de Desporto e Juventude, pretende dotar as associações/clubes 70/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 desportivos, com meios e recursos financeiros que permitam viabilizar a sua actividade e facilitar a concretização de projectos e iniciativas de interesse comunitário. -------------------------------------------------------------------Nesta conformidade, considera a Câmara Municipal de Loures que os apoios consignados no presente contrato, de modo transparente e eficiente, em coerência com os seus objectivos e em consonância com o ordenamento jurídico sobre esta matéria, contribuem para o estabelecimento de um clima de confiança e relacionamento institucional e conferem, também, à entidade beneficiária responsabilidades acrescidas, não só para com os seus associados, mas também, em relação à comunidade desportiva concelhia. --------------------------------------Considerando que: -----------------------------------------------------------------------● entidade a designar é uma associação desportiva sem fins lucrativos, com sede social na Freguesia de __________, Concelho de Loures, teve os seus estatutos aprovados e publicados___________________________________;● A/O entidade a designar movimenta cerca de ___ praticantes distribuídos por ___ escalões etários, pelo que é um dos clubes que mais praticantes de ___________, federados e não federados, movimenta no concelho de Loures;---------------------------------------------------------------------------------------● Esta associação tem registado nos últimos anos assinaláveis resultados desportivos.------------------------------------------------------------------Assim,----------------------------------------------------------------------------------------Entre -----------------------------------------------------------------------------------------O Município de Loures, contribuinte nº 501294996, como 1º outorgante, aqui representado pelo seu Presidente Dr. Bernardino Soares -------------E ----------------------------------------------------------------------------------------------Entidade a designar, associação desportiva sem fins lucrativos com sede na freguesia de ______________-, contribuinte nº ________ -, como 2º Outorgante, aqui representado, por ___________ na qualidade de Presidente da Direção. --------------------------------------------------------------É livremente ACORDADO E REDUZIDO A ESCRITO o presente contrato, no âmbito do Programa Desporto Mais, tendo em vista o desenvolvimento da 71/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 atividade desportiva no Concelho de Loures, nos termos do artigo 46º da Lei nº 5/2007, de 16 de Julho, da alínea f) do nº1 do Artigo 13º e da alínea b) do nº 2 do Artigo 21º da Lei 159/99, de 14 de Setembro, das alíneas a) e b) do artigo 64º e do Artigo 67º da lei 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela lei nº5-A/2002, 11 de Janeiro e do regime na Lei nº5/2007, de 16 de Janeiro, que rege pelas cláusulas seguintes: -------------------------------------------------------------------------- Cláusula Primeira ------------------------------------------------------------------------------------ (Objecto) -------------------------------------------------O presente Contrato-Programa destina-se a regular a atribuição de uma comparticipação financeira por parte da Câmara Municipal de Loures, enquadrada no Programa Desporto Mais - apoio à participação das equipas do Concelho de Loures nos campeonatos Nacionais.---------------------------------------------------------------------------- Cláusula Segunda ----------------------------------------------------------------------- (Comparticipação Financeira) --------------------------------Para o cumprimento do Contrato-Programa, o 1º outorgante compromete-se a conceder ao 2º outorgante, uma comparticipação financeira no valor global de ________, como medida de apoio à participação da sua equipa no campeonato nacional na modalidade de _________________ para o escalão sénior. --------------------------------------------- Cláusula Terceira ----------------------------------------------------------- (Pagamento da Comparticipação Financeira) -----------------------A comparticipação financeira a atribuir pelo 1º outorgante será disponibilizada até ao final do ano de 2015. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- Cláusula Quarta ---------------------------------------------------------------------- (Obrigações do 1º Outorgante) --------------------------------A Câmara Municipal de Loures obriga-se a acompanhar e controlar a execução do Contrato-Programa, nos termos do disposto nos artigos 46 e 47º da Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto. ---------------------------------------------------------------------------------------- Cláusula Quinta --------------------------------------------------------------------- (Obrigações do 2º Outorgante) --------------------------------O 2º Outorgante compromete-se a: ----------------------------------------------------------1.Realizar as seguintes atividades:-----------------------------------------------------------a)Participar regularmente nas competições oficiais correspondentes a cada escalão etário em funcionamento no clube, a nível distrital/regional ou nacional; 72/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 b)Fazer prova da inscrição das suas equipas nos respetivos campeonatos quer distritais quer nacionais; -------------------------------------------------------------------------c)Fazer prova da inscrição de 25% de atletas oriundos dos escalões de formação do clube no campeonato nacional, sempre que o apoio tiver como referência a participação da equipa sénior nos referidos campeonatos; -----------d)Ostentar um dístico alusivo ao Município nos seus equipamentos de jogo em todos os escalões, sempre que fornecidos pelo 1º outorgante. ----------------------2. Manter a situação regularizada perante as Finanças e Segurança Social; ----3. Cumprir as obrigações contratuais e outras de ordem legal a que esteja vinculado; ----------------------------------------------------------------------------------------4. Apresentar o Relatório de Contas e Relatório de Atividades. -------------------------------------------------------------- Cláusula Sexta -------------------------------------------------------------------------------------- (Vigência) -----------------------------------------------O presente contrato vigora a partir da data da sua celebração e é válido para a época desportiva 2013/2014. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------- Cláusula Sétima ----------------------------------------------------------------------------------- (Resolução) -------------------------------------------1. O não cumprimento por parte do 2º outorgante das cláusulas constantes no presente contrato, possibilita ao 1º outorgante resolver o mesmo, necessitando para tal de notificar o 2º outorgante da sua intenção, através de carta registada com aviso de recepção no prazo de 30 dias;----------------2. No caso previsto no número anterior, fica o 2º Outorgante obrigado à devolução das quantias já recebidas no prazo de 30 (trinta) dias contados da data de recepção da notificação de resolução do Contrato; -----------------3. Nas situações em que comprovadamente o clube não tenha condições de proceder à referida devolução, este ficará inibido de apresentar candidatura ao Programa Desporto Mais nos dois anos subsequentes. (…)” ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Neste ponto foram proferidas as seguintes intervenções: --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, este ponto transitou da reunião anterior, tinha de facto algumas falhas do ponto de vista técnico, na sua elaboração, mas algumas foram corrigidas com esta 73/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 nova proposta, outras nem tanto. Portanto, quero fazer aqui algumas pequenas correções. Na minuta do Contrato Programa, onde se menciona a Lei número cento e sessenta e nove barra noventa e nove, de dezoito de Setembro, informo que essa lei já foi hoje revogada, e portanto tem que ser alterada para Lei número setenta e cinco barra dois mil e treze. ----------------------------------------------------------------------------------Uma vez que nos estamos a referir à época dois mil e treze, dois mil e catorze, a inclusão da cláusula terceira, onde refere que “(…)”a verba poderá ser paga até ao final do ano de dois mil e quinze(…)”, será por razões, obviamente, financeiras. Mas, gostaria de saber se isto vai ser para todos os tipos de contrato ou se é só para este? E, em caso afirmativo, porquê ser só para este? -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR VICE-PRESIDENTE: Senhor Presidente, agradeço a chamada de atenção do Senhor Vereador Ricardo Leão em relação ao clausulado, porque, é absolutamente pertinente. Emendou-se na proposta inicial que capeia o processo, mas, depois, no articulado, não se emendou. ----------No que tem que ver com a questão dos pagamentos, a nossa intenção é pagar o mais rapidamente possível. Deixou-se, por uma questão de salvaguarda da posição do Município, essa referencia tão dilatada no tempo, o ano dois mil e quinze. Mas, a nossa intenção é que, os pagamentos venham a ocorrer no mais curto espaço de tempo, como tivemos ocasião de discutir vastamente em reunião anterior. Queremos ver regularizada, logo que seja possível. Eu diria seguramente que, neste primeiro trimestre, a questão fica resolvida em termos de pagamentos. ------------------------------------------------------------------------------------------------------ POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. -------------------------------------------------------------------------------------------------- DECLARAÇÃO DE VOTO ----------------------------------O SENHOR VICE-PRESIDENTE: Senhor Presidente, a proposta de minuta do contrato programa a celebrar com várias entidades no âmbito do Programa Desporto Mais, e a transferência de verbas, que dela decorrerá para as várias entidades, encerra em si mesma um profundo 74/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 significado simbólico. As verbas agora atribuídas regularizam os grandes atrasos no pagamento de verbas a clubes, e associações, que em trinta e um de dezembro de dois mil e treze eram um montante elevado e, somavam mais de cento e oitenta e três mil euros. Cumpre-se assim uma prioridade definida pelo atual Executivo, o pagamento dos montantes em divida ao movimento associativo do Concelho de Loures. Os sessenta e um mil, duzentos e vinte e um euros e vinte cêntimos, hoje decididos, somam-se aos mais de quatrocentos e oito mil euros pagos, durante o ano passado. Por outro lado, e não menos importante, as verbas correspondentes ao Programa Desporto Mais, crescem face aos montantes pagos em anos anteriores, invertendo a tendência de descida que se registou desde a época de dois mil e dez, dois mil e onze, o crescimento é superior a dezassete mil euros face ao ano anterior. -------A maioria, cumpre assim um dos objetivos anunciados, aumentar o apoio ao Movimento Associativo e regularizar os pagamentos em atraso.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO DEZ - PROPOSTA Nº 21/2015- SUBSCRITA PELA SRA. VEREADORA MARIA EUGÉNIA COELHO, PARA APROVAR A DOAÇÃO DE MOBILIÁRIO À PARÓQUIA DE BUCELAS ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Considerando que: ---------------------------------------------------------------------A Paróquia de Bucelas vem solicitar ao Município mobiliário escolar para as salas de catequese, através da Junta de Freguesia de Bucelas; --------É prática do Município procurar dar resposta a necessidades de mobiliário de outras entidades do concelho através do equipamento considerado excedentário. -------------------------------------------------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------No âmbito da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, Art.º 33.º, n.º 1, alínea cc), que a Câmara Municipal delibere a doação de 5 (cinco) mesas à Paróquia de Bucelas, com os números de inventário abaixo discriminados. ------------------------------------------------------------------------------ 75/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Designação Nº Inventário 003021 003023 Mesas 003027 004959 039857 ------------------------------------------------------------------------------------------------- (…)” --- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ---------------------------------------------------------------------- ---------------------------------------------------------------------------------------------------- Eram dezasseis horas e quarenta minutos, quando a reunião foi interrompida, tendo recomeçado às dezassete horas. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO ONZE - PROPOSTA Nº 22/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR ANTÓNIO POMBINHO, PARA APROVAR A NÃO ADJUDICAÇÃO E A EXTINÇÃO DO PROCEDIMENTO DO TIPO CONCURSO PÚBLICO PARA AQUISIÇÃO DE APÓLICES DE SEGURO----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Considerando: ----------------------------------------------------------------------------1- Que na sequência de aprovação para o efeito, por parte da Câmara Municipal de Loures, houve lugar ao lançamento de procedimento aquisitivo, do tipo concurso público, com publicitação no JOUE, concurso esse com o número de processo 41104/DL/2014, tendente à celebração de um contrato de “Aquisição de Apólices de Seguro”, diretamente a seguradores, pelo período de 17 meses;-------------------------------------------2- Que, tendo decorrido o prazo para a apresentação de propostas, o júri constatou não ter sido apresentada qualquer proposta, na verdadeira aceção do conceito de proposta; -----------------------------------------------------3- Que não obstante não ter sido apresentada qualquer proposta no procedimento, a verdade é que dentro do prazo para apresentação das mesmas, e através da plataforma eletrónica, três entidades vieram 76/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 entregar documento dando nota das razões pelas quais não apresentavam proposta, e uma quarta entidade veio juntar documento no qual apenas dava nota do Código de Certidão Permanente (documentos em número de quatro que se anexam à presente proposta); -----------------4- Que a inexistência de propostas no procedimento configura uma situação que dá lugar a uma decisão de não adjudicação, conforme previsto, na alínea a), do n.º 1, do artigo 79.º do Código dos Contratos Públicos, o que, por sua vez, determina a revogação da decisão de contratar à luz do disposto no n.º 1, do artigo 80.º do mesmo Código;-----5- Que, assim, se afigura necessária a declaração de extinção do procedimento, uma vez que a finalidade a que o mesmo se destinava se tornou impossível; ------------------------------------------------------------------------6- A participação no procedimento das quatro entidades referenciadas nos anexos a esta proposta nos moldes em que tal participação se concretizou dispensa a observância da tramitação subsequente prevista no Código dos Contratos Públicos, designadamente a elaboração de Relatório Preliminar, etc., com fundamento na aludida impossibilidade de concretização da finalidade do procedimento, e por tal tramitação se afigurar de absoluta inutilidade superveniente; -----------------------------------7- Que, sendo a Câmara Municipal o órgão competente para contratar, é também a Câmara Municipal o órgão competente para deliberar pela não adjudicação e pela extinção do procedimento sub judice. ---------------------Tenho a honra de propor que a Câmara Municipal de Loures delibere aprovar:--------------------------------------------------------------------------------------- A não adjudicação e a concomitante declaração de extinção do procedimento do tipo concurso público, com publicitação no Diário da República e no Jornal Oficial da União Europeia, tendente à celebração de um contrato de “Aquisição de Apólices de Seguro”, diretamente a seguradores, pelo período de 17 meses, e em curso sob o número de processo 41104/DL/2014, com fundamento na previsão da alínea a), do n.º 1, do artigo 79.º e n.º 1, do artigo 80.º ambas as normas do Código dos Contratos Públicos. (…)” ----------------------------------------------------------- 77/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Neste ponto foram proferidas as seguintes intervenções: --------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, a proposta que trago aqui, tendo em conta que o procedimento ficou deserto, é de propor a não adjudicação e a extinção do procedimento. O que se passou conforme está na documentação que foi distribuída, foi que o concurso ficou deserto, ou seja o valor que foi proposto não cobria o valor de mercado, e portanto, nenhuma das empresas seguradoras apresentou proposta. Portanto, a solução que temos é: promover um concurso público urgente que cubra o prazo entre um de março e trinta e um de junho, e lançar um novo concurso que, espero trazer à próxima reunião de Câmara, por um período de treze meses para acertar o prazo com os Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos dos Municípios de Loures e Odivelas. O objetivo final é lançar, dentro de dezassete meses, um procedimento conjunto entre Câmara e Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos dos Municípios de Loures e Odivelas. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, isto não é um assunto de somemos importância como o Senhor Vereador António Pombinho aqui quis de alguma forma colocar. Acho que isto é um pouco grave, por várias razões. ---------------------------------------------------------------A primeira tem que ver com o seguinte: na leitura que se faz do processo, estamos a falar de declarações de três empresas do ramo não vida, e que representam praticamente quarenta por cento da quota do mercado total e, em termos de “ranking” nacional, estamos a falar da primeira, da segunda, e da nona. Tecem aqui um conjunto de comentários que eu acho, que não abonam em nada ao Município de Loures no sentido de ser o responsável pela elaboração do caderno de encargos deste concurso. -------------------------------------------------------------O caderno de encargos foi feito por esta atual Administração, e eu para não fazer mais comentários, vou colocar as questões. ------------------------- 78/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 A primeira questão é, quem é que fez. Porque há aqui uma determinada entidade chamada “WILLIS”, que é quem dá o parecer e faz um conjunto de comentários. A primeira questão é que tipo de ligação é que a WILLIS tem com o Município de Loures, e de que forma foi efetuado o contrato. --------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, não há nenhum comentário de nenhuma companhia de seguros sobre o caderno de encargos. Há declarações escritas das três companhias de seguros referindo que o valor não cobre o risco. Quem fez o caderno de encargos foram os serviços da Câmara Municipal de Loures. O preço foi definido com base na proposta de uma empresa, que é uma corretora de seguros, e que tem um contrato de prestação de serviços com a Câmara Municipal. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, vamos ver se percebi: a Câmara Municipal de loures fez um contrato de prestação de Serviços com esta entidade WILLIS, que é uma corretora. Mas, se o Senhor Vereador disse que não foi a empresa que elabora o caderno de encargos, então, qual a finalidade desta empresa? -----------------------------Como não consegui encontrar em sítio algum, esta aquisição, nem no portal, quero solicitar cópia do processo correspondente e do valor contratual respetivo. ---------------------------------------------------------------------Por último saber, ainda, o que é que fez, de facto, esta empresa WILLIS neste processo. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, a empresa, no âmbito do contrato, apoiou a Câmara Municipal na elaboração do caderno de encargos, e na indicação do preço base que foi proposto. --------------------------------------------------------------------------------A cópia do contrato será fornecida à Câmara Municipal conforme está a ser solicitado. ------------------------------------------------------------------------------- 79/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, com certeza que não nos pode informar qual o valor da contratação? -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, eu pensei que o Senhor Vereador Ricardo Leão estava a questionar qual o objeto do contrato entre a Câmara e a WILLIS. O valor é de setecentos e trinta e nove mil euros, sensivelmente. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, a questão que coloquei foi qual o valor que a Câmara Municipal de Loures pagou à empresa WILLIS, na base desse contrato, para que a WILLIS prestasse o serviço. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, não possuo aqui essa informação. A mesma será fornecida à Câmara Municipal posteriormente. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, era importante saber qual a ligação efetiva com a empresa WILLIS, porque a WILLIS teve uma intervenção notória. Tal como o Senhor Vereador António Pombinho aqui referiu, no que diz respeito à consultadoria, para o aconselhamento técnico aos Serviços da Câmara, para a elaboração do caderno de encargos e para a elaboração do preço final do mesmo. --Ora, viu-se que esta empresa WILLIS prestou um péssimo serviço à Câmara Municipal de Loures. Porque, se houve uma contratação é porque se reconhece, e bem, que a Câmara não tem condições técnicas, como muitas outras Câmaras não têm, e aí estamos de acordo, para elaborar determinados cadernos de encargos com muitas especificidades técnicas. -------------------------------------------------------------------------------------Não é por acaso que, no passado, havia até uma entidade pública que fazia este tipo de serviços para os Municípios, que entretanto foi comprada, e havia essa necessidade por parte dos Municípios de recorrer ao exterior. O que se passa aqui é que foi contratada uma 80/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 empresa WILLIS, por um valor que o Senhor Vereador António Pombinho não sabe, o que é de estranhar. -----------------------------------------------------E, já agora questiono se não há nenhum técnico aqui da Câmara que possa informar, até porque vejo aqui sentados nas bancadas, quer o Diretor Financeiro, quer o Chefe de Divisão dos Aprovisionamentos. Obviamente que terão conhecimento do valor por que foi adquirido este serviço a esta empresa. Mas, tudo bem, Senhor Vereador António Pombinho, o segredo será revelado na próxima Reunião de Câmara. E vamos saber depois de consultado o processo, se foi por escolha única, se foram consultadas outras empresas, e, porque é que foi esta. ----------Esta empresa prestou um péssimo serviço à Câmara Municipal de Loures. Aconselhou mal a Câmara Municipal de Loures, definiu mal os requisitos técnicos, porque um concurso desta envergadura ficar deserto é preocupante. ----------------------------------------------------------------------------A segunda questão tem que ver com outra situação que é: agora a empresa WILLIS diz que, o que se tem que fazer é um ajuste direto no valor de duzentos e sete mil euros, que vai de um de março até trinta de junho e depois de um de julho de dois mil e quinze até trinta e um de julho de dois mil e dezasseis. Um concurso com um preço base não inferior a seiscentos e oitenta mil euros. Isto vai acrescer ao valor que inicialmente estava previsto. ----------------------------------------------------------É um valor superior ao preço base do concurso. Não deixa de ser curioso que a empresa WILLIS venha agora propor esta situação. ------------------A questão que se coloca é se a empresa WILLIS, que prestou um péssimo serviço e foi paga pelo Município de Loures, se a autarquia vai seguir a recomendação? ---------------------------------------------------------------A empresa WILLIS continuará a servir os interesses do Município de Loures? --------------------------------------------------------------------------------------O vínculo contratual com esta empresa continuará? Porque prestou um péssimo serviço à Câmara. -----------------------------------------------------------Isto é gravoso. Acho que a Câmara deveria, se tiver juridicamente condições, não pagar a esta empresa. Eu acho que todas as formas de 81/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 servir os interesses do Município de Loures deverão ser aqui acauteladas. -------------------------------------------------------------------------------Então agora, irá fazer-se um ajuste direto de duzentos e sete mil euros, e depois, então é que se fará o concurso público. ---------------------------------A questão que coloco é se a empresa WILLIS é que vai fazer também a consultadoria para o próximo concurso público? ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, relativamente ao valor do contrato, repito que será dado na próxima reunião de Câmara. O valor e cópia do processo. -------------------------------Informo ainda que, não é estranho que o valor seja superior a setecentos e trinta e nove mil euros, porque o facto de ter sido esse valor é que levou a que o concurso tivesse ficado deserto. Portanto, o valor será superior. Está escrito. Avaliaremos. ------------------------------------------------Estamos também a avaliar a qualidade da prestação de serviços. De qualquer forma, não estando com isto a dar nenhuma opinião sobre a qualidade do serviço, que repito, estamos a avaliar, o senhor Vereador Ricardo Leão, também teve oportunidade de ler um conjunto de quinze concursos promovidos por entidades públicas que ficaram desertos nos últimos três meses de dois mil e catorze. Ou seja: independentemente da avaliação que, repito, estamos a fazer, não estou em condições de afirmar nada sobre qual vai ser a entidade que vai prestar consultadoria à Câmara Municipal, para utilizar a mesma expressão utilizada pelo Senhor Vereador Ricardo Leão neste procedimento. Ou seja, repito: sem prejuízo da avaliação que estamos a fazer sobre a qualidade do serviço que foi prestado e das consequências que isso terá, é simultaneamente verdade, e digamos do senso comum, que de facto as condições do mercado de seguros se alteraram profundamente nos últimos meses. Isso é reconhecido no mercado. E, esta listagem onde estão identificados Municípios tão diferentes como Cascais, Caldas da Rainha, Vila do Conde, a Valorsul - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos das Regiões de Lisboa e do Oeste, S.A, Hospitais, etc., também quer dizer que as situações de mercado se alteraram. --------------------------------------- 82/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Portanto, repito, que a situação é obviamente grave. Não retirei um milímetro, e é um enorme desconforto para mim, trazer esta proposta à Câmara. Não tenho dúvida nenhuma sobre isso. E, não será retirado nenhum ponto de gravidade da questão. Agora estamos a avaliar. E, sobre a continuação do trabalho com esta ou outras entidades não o discutirei publicamente como o Senhor Vereador bem sabe, e como nunca fez, nem nunca lhe foi exigido que fizesse. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, os outros assuntos e outras preocupações caberão aos outros tê-las. Eu, enquanto Vereador da Câmara, preocupo-me é com os assuntos da Câmara Municipal de Loures. E, esta preocupação tem que ver com o seguinte: vamos ter aqui agora um processo de ajuste direto, o que não deixa de ser contrário àquilo que se defende. Inclusivamente, não é esta a prática que deverá ser seguida. É porque, de facto, nestes casos quando os concursos ficam desertos é assim que se tem que proceder. ---------------Senhor Vereador António Pombinho, digo-lhe com toda a franqueza, ou eu não acredito, ou esta empresa WILLIS tem um poder extra terreno, como o Senhor Vereador Fernando da Costa tem. Ou então, se fosse eu, não pagava a esta empresa. Instaurava um processo, e não trabalhava mais com a Câmara Municipal de Loures, porque prestou um péssimo serviço à Câmara. Este concurso ficou deserto pelas condições e pelo apoio técnico que esta empresa deu. ----------------------------------------------O Município de Loures seguiu as recomendações técnicas desta empresa e, as empresas que vêm ao mercado dizem que o preço era anormalmente baixo, muito inferior àquilo que deveria ser praticado e, esta empresa chegou a um preço final. --------------------------------------------De duas uma: ou foi de propósito para agora se fazer um ajuste direto, o que eu não acredito, mas estaremos cá para ver qual é a empresa que vai ser contratada. Ou então, a empresa tecnicamente não serve ao Município de Loures. --------------------------------------------------------------------Relativamente, a outra questão tem que ver com a preparação do próximo concurso. Preocupou-me o facto de o Senhor Vereador aqui 83/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 dizer que ainda está a equacionar se é a empresa WILLIS, ou não que vai prestar apoio técnico ao Município de Loures, depois disto que aconteceu. Pode ler-se ainda aqui uma parte que é interessante: “(…)Quanto ao segundo procedimento e a par do desenvolvimento do concurso público urgente acima referenciado ficou acordado a abertura de um concurso público internacional, adotando-se um critério de adjudicação do mais baixo preço para um prazo contratual de treze meses, ou seja de um de julho de dois mil e quinze, até trinta e um de julho de dois mil e dezasseis ambos os dias incluídos e que caso se decida estabelecer um preço base, este não deverá ser inferior a seiscentos e oitenta mil euros, conforme preços indicativos fornecidos por duas empresas de seguros do mercado(…)”. Agora se é a WILLIS que vai fazer a proposta e a ajuda técnica do próximo concurso a pergunta que se faz é: Quais são as empresas de mercado? E, será de ter em atenção a incoerência da informação prestada pelas seguradoras que, ainda assim, forneceram dados. Quero saber quais são estas empresas que vão servir de modelo para a definição do próximo concurso. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, estamos a falar de três procedimentos, do ajuste direto do Senhor Vereador Ricardo Leão, e dos dois concursos urgentes que estão aqui no processo. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, o Senhor Vereador António Pombinho tem que ter tempo para se aconselhar, o que acho muito bem. Portanto, vou-lhe dar esse tempo, vou ser amigo. O que eu disse foi que esta empresa WILLIS foi contratada, fez um péssimo serviço e, eu posso dizer que, ou foi propositado para agora se fazer um ajuste direto, e saber-se à que empresa será adjudicado o serviço, e logo se fará a leitura que tiver que ser feita. ------------------------Estou a referir-me ao segundo procedimento, e ao tal concurso público que a empresa WILLIS vem propor que se faça, e segundo diz, para 84/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 prazo contratual de treze meses, desde “(…)um de julho de dois mil e quinze, a trinta e um de julho de dois mil e dezasseis ambos os dias incluídos e que caso se decida estabelecer um preço base, este não deverá ser inferior a seiscentos e oitenta mil euros, conforme preços indicativos fornecidos por duas empresas de seguros do mercado.” (…)” Quem é que são estas duas empresas. Não sei se percebeu agora. -------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, eu respondi sobre os procedimentos. Sobre os ajustes diretos que não existem. -------------------------------------------------------------------------------------O Senhor Vereador vem falar-me de outra coisa. Eu ainda não tinha sequer respondido, mas o senhor Vereador Ricardo Leão interrompeume. Portanto, o que o Senhor Vereador tem estado a dizer sobre os ajustes diretos, serão os que o Senhor Vereador quiser fazer. --------------Aqui não há nenhuma proposta de ajustes diretos. Não há nenhum ajuste direto. O valor que foi proposto pela WILLIS, mantém-se. A proposta não diz qual é o procedimento. Há-de vir na próxima reunião de Câmara, e discutiremos o valor. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, vamos ser práticos. A cobertura de seguros do Município de Loures quando é que termina? --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, a cobertura de seguros do Município de Loures termina no final de fevereiro de dois mil e quinze. Está mencionado nos documentos. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, então como é que o Município de Loures vai ter os seus interesses do ponto de vista dos seguros salvaguardados? Qual é o mecanismo que o Senhor Vereador está a propor? Qual é o passo seguinte que vai ser dado? -----Presumo, pela afirmação que fez, que não vai seguir a recomendação da empresa WILLIS. -------------------------------------------------------------------------- 85/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, o procedimento que vai ser efetuado é um concurso público urgente. --------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, para a elaboração de um concurso público urgente, como sabemos, existem prazos, que vão ultrapassar esse período de fevereiro. Durante esse período até ao concurso público ficar fechado, como é que vai ser feita a cobertura de seguros? -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, não vais ser feito nada. Não vai haver nenhum hiato. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, a questão é: como é que a Câmara vai estar segura? ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, a Câmara vai estar segura, com seguros. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, que a Câmara vai estar coberta com seguros todos nós sabemos. Mas qual a forma procedimental que vai ser adoptada? ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, através de um concurso público urgente. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhores Vereadores, estamos aqui a discutir uma proposta, para que a Câmara decida a não adjudicação de um concurso que ficou deserto. Há um conjunto de questões que estão a ser colocadas legitimamente pela bancada do Partido Socialista. A maioria delas têm que ver com o que havemos de discutir na próxima reunião de Câmara. Portanto, acho que escusamos de estar aqui a esgotar as “meninges” a toda a gente, sendo que daqui a 86/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 quinze dias vamos voltar a debater, já com os documentos que corresponderão à solução encontrada. ---------------------------------------------Portanto, volto a dizer que estamos aqui e para deliberar a decisão de não adjudicação. Naturalmente que, é legítimo questionar o que é que se vai fazer a seguir, mas não vamos agora esgotar aqui a minúcia da proposta seguinte, que há-de vir à reunião de Câmara para ser debatida com toda a “propriedade”, para ser sujeita ao escrutínio de todos os Vereadores. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, nós estamos aqui para discutir os assuntos com seriedade. ----------------------Sobre a questão da WILLIS, já me pronunciei. Vou esperar e, obviamente que me irei pronunciar mais, porque há aqui soluções gravosas que iremos ver mais tarde. Porque, o que estamos a votar é a extinção de um concurso que se está a fazer, porque houve uma má prestação de serviços da empresa WILLIS. --------------------------------------Fiquei agora preocupado, porque o concurso ficou deserto, e, vão fazer um concurso público urgente, num mês? O concurso é lançado e decidido num mês? ----------------------------------------------------------------------Em fevereiro, a Câmara tem que estar coberta de seguro, e esta apólice acabou. Ou se faz um ajuste direto pelo tempo que demore a elaborar o concurso público, porque, demora meses a preparar. --------------------------É isto, que eu não percebo. -----------------------------------------------------------Não percebo como é que um concurso público é instruído num mês. -----Senhor Vereador, explique-me, porque é isso que eu gostava de saber. Ou há um ajuste direto para que a Câmara esteja segura, durante o período em que decorre o concurso público, ou então, eu não percebo que solução é esta. Mas gostava de perceber. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, estamos a falar de dois procedimentos. Um concurso público urgente cuja adjudicação terá efeitos a um de março de dois mil e quinze, e outro concurso público a partir de junho.---------------------------------------------------- 87/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Senhor Presidente, complementando o que disse o Senhor Vereador Ricardo Leão, fica difícil perceber como é que se consegue fazer um concurso público urgente, o mais grave é que, nem será num mês. A próxima reunião de Câmara será a quatro de fevereiro. Até ao final do mês de fevereiro contando os dias uteis, serão vinte e quatro dias. Quer dizer que, em vinte e quatro dias, será feito um concurso público urgente e adjudicado. ------------------Isto é, realmente extraordinário se o conseguirem fazer. ----------------------É aquilo que gostaríamos de entender. Porque não é normal, e, é quase impossível acontecer desta forma. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, vou seguir a sua recomendação. Reforçando a questão e a informação urgente que com a celeridade que o Senhor Presidente entender, na próxima reunião de Câmara seja prestada informação sobre este processo: - Como é que esta empresa WILLIS foi contratada, como é que foi selecionada e, qual o valor que está em causa?-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LIMA: --- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA COM AS ABSTENÇÕES DA SENHORA VEREADORA E DOS SENHORES VEREADORES DO PARTIDO SOCIALISTA. ---------------------------------------------- --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO DOZE - PROPOSTA Nº 23/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR ANTÓNIO POMBINHO, PARA APROVAR A AFETAÇÃO AO DOMÍNIO PÚBLICO MUNICIPAL DE PROPRIEDADE SITA NO BAIRRO DA PORTELA DA AZÓIA, UNIÃO DAS FREGUESIAS DE SANTA IRIA DE AZÓIA, SÃO JOÃO DA TALHA E BOBADELA------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ “Considerando que: ---------------------------------------------------------------------Face às características do processo de reconversão do Bairro da Portela da Azóia, freguesia da União das Freguesias de Santa Iría de Azóia, São 88/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 João da Talha e Bobadela (que assume a forma de operação de loteamento da iniciativa do Município sem o apoio das administrações conjuntas / reconversão urbanística de Unidades de Gestão Territorial), foi analisada tecnicamente a oportunidade de integração de várias parcelas de terreno no domínio municipal, em momento prévio à emissão do loteamento. -----------------------------------------------------------------------------Tais parcelas de terreno, a afetar a espaços verdes públicos, equipamentos de utilização coletiva e infraestruturas viárias - são objecto de declarações de cedência a título gratuito, ao Município, emitidas pelos proprietários. -------------------------------------------------------------------------------É pretendido assegurar a possibilidade de uso, desde já, de tais parcelas, tendo em conta a complexidade do tratamento urbanístico do Bairro em que se integram. ------------------------------------------------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------que, ao abrigo do disposto no artigo 23.º, n.º 2, alínea n) da Lei n.º 75/2013, de 12 de Setembro e artigo 55.º do Regulamento Municipal para a Reconversão Urbanística das Áreas Urbanas de Génese Ilegal e artigo 31.º e seguintes da Lei n.º 91/95, de 2 de Setembro, a Câmara Municipal delibere afectar ao domínio público municipal a propriedade a seguir identificada integrante do Bairro Portela da Azóia, freguesia da União das Freguesias de Santa Iría de Azóia, São João da Talha e Bobadela: ------------------------------------------------------------------------------------ 89/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Prédios sitos no Bairro da Portela da Azóia, freguesia da União das Freguesias de Santa Iría de Azóia, São João da Talha e Bobadela Quadro síntese das propriedades a integrar no domínio público municipal em sequência da emissão de declaração de cedência pelos respectivos proprietários e previamente à data da emissão do alvará de licença de loteamento. N.º Unidade de Proprie Gestão tários Territoria Decla rante s Data das declaraç Ficha ões Predial de cedência Matrici Prédio al Metros ² averba do à Urbano do Valor Confro atribuído ntaçõe às s parcelas do terreno predial José José Fernan Ferna des ndes Antune Antun s es e Olivais Manuel Maria Manu (Norte, Ângela Marque el Canhot s Marq o € (Norte) 32.938,00 de Matos 17 Área ficha l 7 Artigo PIOL 09.12.20 14 ues 03.11.20 598 2470 21-B (parte) 19-A2 280 Predial € Ideal 24.080,00 dos 383 e Maria de de Matos (Sul); Lourde e Natalin s Maria a 14 (parte) ; Rua 1 --- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------- 90/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 PONTO TREZE - PROPOSTA Nº 24/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR ANTÓNIO POMBINHO, PARA APROVAR O PROJETO DE RECONVERSÃO, NA MODALIDADE DE OPERAÇÃO DE LOTEAMENTO E RESPETIVAS CONDIÇÕES - BAIRRO TERRAS DE TERESA, UNIÃO DAS FREGUESIAS DE CAMARATE, UNHOS E APELAÇÃO (PROC. Nº 60440/LA/L/OR - ADMINISTRAÇÃO CONJUNTA DA AUGI TERRAS DE TERESA) ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ “Considerando: ----------------------------------------------------------------------------- as informações técnicas a folhas 439 a 455, e o meu despacho a folhas 456. -------------------------------------------------------------------------------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------- que o presente processo seja remetido a Reunião de Câmara para deliberar sobre: ---------------------------------------------------------------------------1. Aprovação do projeto de reconversão, na modalidade de operação de loteamento e respetivas condições. ----------------------------------------------Nos termos da Lei 91/95 de 2 de Setembro, com a redação dada pela Lei 165/99 de 14 de Setembro, Lei 64/2003 de 23 de Agosto, Lei 10/2008 de 20 de Fevereiro e, ainda da Lei 79/2013 de 26 de Novembro. (...)” ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Neste ponto foram proferidas as seguintes intervenções: --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, este assunto transitou da última reunião de Câmara. Houve aqui algumas solicitações que foram feitas na última reunião e é curioso constatarmos o seguinte: a questão que foi colocada na última reunião relativamente a este assunto foi que não existia o parecer da União das Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação, no processo. A questão que se coloca é, se esse parecer não existia, porque vem agora com uma data posterior ao dia sete de janeiro que foi o dia da Reunião de Câmara em que o processo foi presente pela primeira vez. A própria ata da Assembleia Geral dos proprietários da Comissão de Administração Conjunta a concordar com o projeto também é interessante porque em termos de 91/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 registo, tem um número superior ao parecer da Junta de Freguesia. Portanto, em princípio, também não constava na proposta presente reunião de Câmara anterior e, por isso fizemos bem questionar. Mas, agora, coloca-se a seguinte questão: é que essa ata não está assinada e, portanto “levanta-se” uma questão do ponto de vista legal. Estas questões, foram as que se levantaram na reunião anterior. Coloco agora uma questão de “fundo” que é: no que diz respeito à verificação dos requisitos técnicos, regulamentares e legais, nomeadamente o estacionamento, a proposta tem menos dezasseis ponto quatro lugares do que o exigido pela portaria. Contudo, é dito que tem enquadramento nas exceções estabelecidas no Regulamento Municipal das Áreas Urbanas de Génese Ilegal. A questão colocada pelos Vereadores do Partido Socialista é, se não é possível encontrar uma solução que, de alguma forma, cumprisse o estipulado na portaria. ------------------------------O perfil médio da Rua Padre José Barateli, não cumpre com o disposto na Portaria. Contudo reúne condições para se fixar como rua predominantemente pedonal, com pavimento diferenciado nos termos do artigo quarenta e quatro do Regulamento Municipal das Áreas Urbanas de Génese Ilegal. A questão que se coloca é, os proprietários e moradores dessa rua têm conhecimento desta proposta, concordam com ela, e que implicações têm na circulação rodoviária? --------------------------Do ponto de vista da solução urbanística, é dito aqui, no segundo parágrafo desse ponto, que irá ocorrer demolição parcial de duas edificações devido à servidão aeronáutica que atinge o último piso de cada uma das edificações. As restantes demolições reportam-se a edificações anexas. Esta assunção, nesta fase, de demolição parcial das edificações entra em contradição com o que é dito, pela ANA Aeroportos de Portugal, S.A. no ponto dois, ponto seis, relativamente aos lotes um e dois, onde se lê:”(…)que reservam o parecer final para a fase de licenciamento das alterações em causa (…)”. A questão que os Vereadores do Partido Socialista colocam é, o que é que prevalece, a solução da ANA - Aeroportos de Portugal, S.A., ou a proposta da Equipa Multidisciplinar das Áreas Urbanas de Génese Ilegal? ------------------------- 92/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 E, mais uma vez questiono se todos os proprietários têm conhecimento deste projeto de reconversão e, concordam com ele? -------------------------No que diz respeito a algumas considerações que temos que acautelar, no ponto três, ponto um da proposta, remetem para os projetos da especialidade que posteriormente têm que ser entregues. No entanto a dúvida centra-se na primeira condição que limita a emissão do alvará do Bairro Terras da Teresa, à prévia emissão do alvará do Bairro das Coroas B. Na ata da Comissão de Administração Conjunta, que não está assinada, é proposta uma solução alternativa que não consta nesta proposta e que vamos citar. Foi explicado que esta situação poderá ser contornada através do acordo com a Administração Conjunta do Bairro das Coroas B, no sentido de se redelimitarem as duas Áreas Urbanas de Génese Ilegal de forma a integrar, parcialmente ou totalmente, na delimitação das Terras de Teresa, a rua Padre José Barateli. ---------------Assim, questiona-se se esta situação foi equacionada? -----------------------Na nossa opinião parece ser mais aceitável esta negociação entre as duas Áreas Urbanas de Génese Ilegal, do que estar a condicionar a emissão do Alvará do Bairro das Terras de Teresa à emissão do Alvará do Bairro das Coroas B. ----------------------------------------------------------------Importa ainda referir que, tal como consta no último parágrafo da informação número cinquenta e três da EMAUGI CC, dois mil e catorze: “(…) Importa reforçar a necessidade de fazer sentir o imperativo legal de que toda e qualquer matéria expressa num processo de reconversão devem ser devidamente justificadas, e que é sobre a equipa técnica responsável pelo projeto que recai esta responsabilidade legal nomeadamente, em matéria de descrição e justificação da proposta, competindo aos serviços exclusivamente, a verificação da suficiência dessas justificações para garantir a emissão do alvará de licença de loteamento, no cumprimento da legislação aplicável. (…) ”, o que os Vereadores do Partido Socialista interrogam, se os Vereadores têm conhecimento que a responsabilidade técnica é da equipa técnica que subscreve o projeto. Todavia, sabemos que também existe responsabilidade política, e essa, é nossa, enquanto eleitos. É perante os 93/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 eleitores que se tem que responder. O que se torna pertinente questionar é, perante este reforço da técnica, se existe algum desconforto para fazer esta chamada de atenção? -----------------------------------------------------------Depois, impõe-se referir que, quando se pediu o processo, no verso da planta final, no desenho número três, da página duzentos e dez, do processo seis mil quatrocentos e quarenta, barra LA, barra E, barra OR, encontra-se um “post-it” que diz o seguinte: “atualmente não existe Reserva Ecológica Nacional, a intercetar a área de intervenção nem na sua proximidade. No futuro talvez, sublinhado, possa haver uma pequena interceção em um lote (chamada de atenção) (…)”. Tendo em conta esta nota que consta no processo, a questão que se coloca é: no futuro existe a possibilidade de haver uma pequena interceção de Reserva Ecológica Nacional em algum lote? ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, eu solicito permissão para que o Arquiteto Rui Paulo, possa dar resposta às questões técnicas colocadas. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O CHEFE DA EQUIPA MULTIDISCIPLINAR DE ÁREAS URBANAS DE GÉNESE ILEGAL, ARQTO. RUI PAULO: ----------------------------------------------- Senhor Presidente, relativamente aos pareceres, designadamente ao parecer da União das Freguesias, de facto eu próprio aqui afirmei que havia um parecer no processo, mas esse parecer era muito antigo. Assim, em função do que foi aqui referido na última reunião, achei por bem solicitar a sua atualização. Porque o Sr. Presidente da Junta participou nas Assembleias do Bairro que aprovaram a operação de loteamento eu pensei que houvesse um parecer atualizado. O que não era verdade.--------------------------------------------------------------------------------A ata que agora juntamos, foi a da última assembleia de proprietários que existiu, mas não foi essa que aprovou o projeto. Assim, a ata que consta do processo e que legitimou a apresentação desta proposta é uma ata anterior que faz parte do processo. Não fazia parte dos anexos entregues aos Sr.(s) Vereadores, mas fazia parte do processo. Achámos 94/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 por bem anexar, agora, também esta última ata porque relata, um aspeto de pormenor, que já foi aqui também focado relativamente à servidão aeronáutica. -------------------------------------------------------------------------------Relativamente às questões técnicas, informo que o estacionamento é algo cujo cumprimento da portaria regulamentar tem uma exigência que nas Áreas Urbanas de Génese Ilegal, temos muita dificuldade em garantir. E a própria Lei das Áreas Urbanas de Génese Ilegal, a Lei noventa e um, barra, noventa e cinco, que abre uma exceção. Ou seja, admite que os perfis transversais dos arruamentos possam não ser aqueles que estão previstos em portaria regulamentar, e que, o número de lugares possa não ser o que está previsto em portaria regulamentar. E nós, o que fizemos foi enquadrar essa situação de exceção no Regulamento Municipal das Áreas Urbanas de Génese Ilegal para não ficar no vazio. Consideramos que este projeto pode ser aprovado dentro desse quadro de exceção como está referido na informação técnica. De facto, não existe o número de lugares suficientes, assim como, a rua Padre Barateli também não tem o perfil transversal ideal. Ainda assim, é possível esta proposta ser aceite. ---------------------------------------------------Eu diria que, menos de dezasseis lugares do que o previsto na portaria, é muito bom para uma operação desta natureza, onde nunca foi reservado por parte do loteador clandestino qualquer espaço público, nem para os arruamentos suficientes nem para equipamento. --------------------------------Refiro ainda que, esta operação urbanística salvaguarda uma área de cedência muito grande, com mais de cinco mil metros quadrados de área, e que nessa poderá vir a ser desenhada uma bolsa de estacionamento capaz de suprir as necessidades ainda em falta. Contudo, não deverá, nesta fase, ser comprometida esta área de equipamento, com uma bolsa de estacionamento, sem sabermos que solução final vai ter o equipamento. ------------------------------------------------Com isto, respondi à questão dos lugares de estacionamento e à questão do perfil transversal do arruamento da rua Padre Barateli. -------------------Obviamente que, os moradores ao terem aprovado a solução urbanística são conhecedores desta situação. Mais se refere que o arruamento que 95/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 aqui se fala é um arruamento já existente, que tem de um lado um muro de contenção que não dá para mexer e, do outro, lotes já murados. É uma rua que, pode ter algum condicionamento, mas ela existe e é impossível de alargar, a não ser que se avance para a demolição. E nós consideramos que pela importância que esta via tem, não merece que tenha um tratamento diferente daquele que está proposto em projeto. ----No âmbito da servidão aeronáutica, informo que a ANA-Aeroportos de Portugal, S.A., impõe que o edifício do lote um e do lote dois, que são prédios de habitação coletiva, não possam ter o último piso. E, aquando da emissão do alvará de licença de loteamento, o Município não está obrigado, no regime das comunicações prévias, a solicitar parecer a esta entidade. -----------------------------------------------------------------------------------O licenciamento das construções será nos termos que ficam definidos na operação de loteamento. Para nós é absolutamente claro, que estes dois edifícios, não podem ter o último piso, é essa a condição para a aprovação desta operação urbanística. --------------------------------------------Emitido o alvará de loteamento, a figura de controlo prévio que neste momento é utilizada é a comunicação prévia e ela não obriga ao parecer destas entidades, muito embora a ANA - Aeroportos de Portugal, S.A., pretenda ainda ter uma opinião relativamente aos licenciamentos das construções.--------------------------------------------------------------------------------Relativamente à questão que se colocou referente à fronteira entre o Bairro Terras de Teresa e o Bairro Coroas B, é no Bairro Coroas B que se inclui este arruamento e este Bairro tem um processo numa fase muito final. Aliás, nós falámos deste arruamento, rua Padre Barateli, que pertence toda ao Bairro das Coroas B, apesar de esta rua também fazer ligação a construções que estão no Bairro Terras de Teresa. Como o Bairro Coroas B, está numa fase muito mais avançada, e existe a expectativa de emissão de alvará de licença de loteamento, o que vai acontecer é que este arruamento vai assim integrar o domínio público, por via da emissão do alvará, e a ser assim, não há necessidade de um acordo entre as partes. Aliás, tentou-se um acordo, para que o limite entre os dois Bairros passasse para o eixo do arruamento. Poderia fazer 96/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 sentido, mas esse acordo não foi possível, uma vez que a Comissão do Bairro Coroas B entendeu não fazer qualquer alteração ao seu processo. Relativamente às justificações, chamamos sistematicamente à atenção dos técnicos com quem trabalhamos, designadamente, dos técnicos autores dos projetos de reconversão, que as justificações relativas aos não cumprimentos lhes é devida. Não devem submeter à Câmara algo que não está devidamente justificado, porque depois, são os próprios técnicos municipais que têm que fazer essa justificação, nas propostas que vêm para reunião de Câmara. Posto isto não há qualquer incomodidade na proposta que aqui é feita por parte do técnico municipal. A preocupação deve ser entendida como uma chamada de atenção relativamente à necessidade dos técnicos projetistas justificarem as suas opções. Num território que está muito consolidado as soluções estão muito comprometidas e, para encontrarmos o perfil transversal ideal e a totalidade dos lugares de estacionamento só com a demolição, o que, por regra, não á a medida correta para se resolver estas situações. ----------------------------------------------------------------------------------Relativamente, ao “post it” encontrado no processo, e a referência à Reserva Ecológica Nacional, tem este assunto a ver com uma situação que hoje está enquadrada. Como a informação técnica relata não se verifica qualquer incumprimento de normas legais ou regulamentares na proposta que estamos aqui a aprovar, não há violação de qualquer área de servidão. Contudo, no âmbito do projeto de Revisão ao Plano Diretor Municipal e porque na área da antiga Freguesia de Unhos, não ouve a exclusão de polígonos da Reserva Ecológica Nacional, existiu a dúvida, aquando da dupla verificação entre o cumprimento do Plano Diretor Municipal atual e o do projeto de Revisão futuro, se uma “pontinha” do Bairro se sobrepunha à Reserva Ecológica Nacional, ou não. Da análise já estudada não há sobreposição. A potencialidade das ferramentas atuais permitem ampliações que vão muito para além da escala oficial que continua a ser, um ponto vinte e cinco mil, onde não se verifica qualquer interceção. Foi uma dúvida que tivemos num determinado momento, mas que hoje está dissipada. Senhor Presidente, relativamente 97/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 aos pareceres, designadamente ao parecer da União das Freguesias, de facto eu próprio aqui afirmei que havia um parecer no processo, mas esse parecer era muito antigo. Assim, em função do que foi aqui referido na última reunião, achei por bem solicitar a sua atualização. Porque o Sr. Presidente da Junta participou nas Assembleias do Bairro que aprovaram a operação de loteamento eu pensei que houvesse um parecer atualizado. O que não era verdade.--------------------------------------------------A ata que agora juntamos, foi a da última assembleia de proprietários que existiu, mas não foi essa que aprovou o projeto. Assim, a ata que consta do processo e que legitimou a apresentação desta proposta é uma ata anterior que faz parte do processo. Não fazia parte dos anexos entregues aos Sr.(s) Vereadores, mas fazia parte do processo. Achámos por bem anexar, agora, também esta última ata porque relata, um aspeto de pormenor, que já foi aqui também focado relativamente à servidão aeronáutica. -------------------------------------------------------------------------------Relativamente às questões técnicas, informo que o estacionamento é algo cujo cumprimento da portaria regulamentar tem uma exigência que nas Áreas Urbanas de Génese Ilegal, temos muita dificuldade em garantir. E a própria Lei das Áreas Urbanas de Génese Ilegal, a Lei noventa e um, barra, noventa e cinco, que abre uma exceção. Ou seja, admite que os perfis transversais dos arruamentos possam não ser aqueles que estão previstos em portaria regulamentar, e que, o número de lugares possa não ser o que está previsto em portaria regulamentar. E nós, o que fizemos foi enquadrar essa situação de exceção no Regulamento Municipal das Áreas Urbanas de Génese Ilegal para não ficar no vazio. Consideramos que este projeto pode ser aprovado dentro desse quadro de exceção como está referido na informação técnica. De facto, não existe o número de lugares suficientes, assim como, a rua Padre Barateli também não tem o perfil transversal ideal. Ainda assim, é possível esta proposta ser aceite. ---------------------------------------------------Eu diria que, menos de dezasseis lugares do que o previsto na portaria, é muito bom para uma operação desta natureza, onde nunca foi reservado 98/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 por parte do loteador clandestino qualquer espaço público, nem para os arruamentos suficientes nem para equipamento. --------------------------------Refiro ainda que, esta operação urbanística salvaguarda uma área de cedência muito grande, com mais de cinco mil metros quadrados de área, e que nessa poderá vir a ser desenhada uma bolsa de estacionamento capaz de suprir as necessidades ainda em falta. Contudo, não deverá, nesta fase, ser comprometida esta área de equipamento, com uma bolsa de estacionamento, sem sabermos que solução final vai ter o equipamento. ------------------------------------------------Com isto, respondi à questão dos lugares de estacionamento e à questão do perfil transversal do arruamento da rua Padre Barateli. -------------------Obviamente que, os moradores ao terem aprovado a solução urbanística são conhecedores desta situação. Mais se refere que o arruamento que aqui se fala é um arruamento já existente, que tem de um lado um muro de contenção que não dá para mexer e, do outro, lotes já murados. É uma rua que, pode ter algum condicionamento, mas ela existe e é impossível de alargar, a não ser que se avance para a demolição. E nós consideramos que pela importância que esta via tem, não merece que tenha um tratamento diferente daquele que está proposto em projeto. ----No âmbito da servidão aeronáutica, informo que a ANA-Aeroportos de Portugal, S.A., impõe que o edifício do lote um e do lote dois, que são prédios de habitação coletiva, não possam ter o último piso. E, aquando da emissão do alvará de licença de loteamento, o Município não está obrigado, no regime das comunicações prévias, a solicitar parecer a esta entidade. -----------------------------------------------------------------------------------O licenciamento das construções será nos termos que ficam definidos na operação de loteamento. Para nós é absolutamente claro, que estes dois edifícios, não podem ter o último piso, é essa a condição para a aprovação desta operação urbanística. --------------------------------------------Emitido o alvará de loteamento, a figura de controlo prévio que neste momento é utilizada é a comunicação prévia e ela não obriga ao parecer destas entidades, muito embora a ANA - Aeroportos de Portugal, S.A., 99/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 pretenda ainda ter uma opinião relativamente aos licenciamentos das construções.--------------------------------------------------------------------------------Relativamente à questão que se colocou referente à fronteira entre o Bairro Terras de Teresa e o Bairro Coroas B, é no Bairro Coroas B que se inclui este arruamento e este Bairro tem um processo numa fase muito final. Aliás, nós falámos deste arruamento, rua Padre Barateli, que pertence toda ao Bairro das Coroas B, apesar de esta rua também fazer ligação a construções que estão no Bairro Terras de Teresa. Como o Bairro Coroas B, está numa fase muito mais avançada, e existe a expectativa de emissão de alvará de licença de loteamento, o que vai acontecer é que este arruamento vai assim integrar o domínio público, por via da emissão do alvará, e a ser assim, não há necessidade de um acordo entre as partes. Aliás, tentou-se um acordo, para que o limite entre os dois Bairros passasse para o eixo do arruamento. Poderia fazer sentido, mas esse acordo não foi possível, uma vez que a Comissão do Bairro Coroas B entendeu não fazer qualquer alteração ao seu processo. Relativamente às justificações, chamamos sistematicamente à atenção dos técnicos com quem trabalhamos, designadamente, dos técnicos autores dos projetos de reconversão, que as justificações relativas aos não cumprimentos lhes é devida. Não devem submeter à Câmara algo que não está devidamente justificado, porque depois, são os próprios técnicos municipais que têm que fazer essa justificação, nas propostas que vêm para reunião de Câmara. Posto isto não há qualquer incomodidade na proposta que aqui é feita por parte do técnico municipal. A preocupação deve ser entendida como uma chamada de atenção relativamente à necessidade dos técnicos projetistas justificarem as suas opções. Num território que está muito consolidado as soluções estão muito comprometidas e, para encontrarmos o perfil transversal ideal e a totalidade dos lugares de estacionamento só com a demolição, o que, por regra, não á a medida correta para se resolver estas situações. ----------------------------------------------------------------------------------Relativamente, ao “post it” encontrado no processo, e a referência à Reserva Ecológica Nacional, tem este assunto a ver com uma situação 100/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 que hoje está enquadrada. Como a informação técnica relata não se verifica qualquer incumprimento de normas legais ou regulamentares na proposta que estamos aqui a aprovar, não há violação de qualquer área de servidão. Contudo, no âmbito do projeto de Revisão ao Plano Diretor Municipal e porque na área da antiga Freguesia de Unhos, não ouve a exclusão de polígonos da Reserva Ecológica Nacional, existiu a dúvida, aquando da dupla verificação entre o cumprimento do Plano Diretor Municipal atual e o do projeto de Revisão futuro, se uma “pontinha” do Bairro se sobrepunha à Reserva Ecológica Nacional, ou não. Da análise já estudada não há sobreposição. A potencialidade das ferramentas atuais permitem ampliações que vão muito para além da escala oficial que continua a ser, um ponto vinte e cinco mil, onde não se verifica qualquer interceção. Foi uma dúvida que tivemos num determinado momento, mas que hoje está dissipada. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Eram dezassete horas e cinquenta minutos, quando a reunião foi interrompida, tendo recomeçado às dezoito horas. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, agradeço o tempo que nos disponibilizou para podermos analisar melhor este ponto. Há aqui três questões que gostaríamos de ver clarificadas para melhor conforto na nossa posição de voto. Após as explicações que foram dadas as quais os Vereadores do Partido Socialista agradecem, a primeira questão é, aqueles edifícios, nomeadamente o último piso do lote um, e do lote dois, podem ser demolidos no ato da legalização? -------------------A segunda questão é, de forma clara, se todos os moradores têm conhecimento de todo este processo? ----------------------------------------------Esta questão é tão pertinente, até porque vamos seguir a declaração de voto do Senhor Vereador António Pombinho, na última reunião de Câmara. No mandato anterior quando este ponto veio a reunião de Câmara, onde de facto, a Coligação Democrática Unitária se absteve com uma declaração de voto onde Senhor Vereador António Pombinho alegou que tinha dúvidas, se todos os moradores tinham conhecimento 101/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 desta situação e, por esse motivo abstiveram-se. De qualquer forma é pertinente a resposta a estas duas questões. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O CHEFE DA EQUIPA MULTIDISCIPLINAR DE ÁREAS URBANAS DE GÉNESE ILEGAL, ARQTO. RUI PAULO: Senhor Presidente, quanto à primeira questão, de facto é assim. A demolição só tem que ocorrer quando o proprietário solicitar a legalização da sua construção. Após a emissão do alvará. ----------------------------------------------------------------------Quanto à questão se todos os proprietários têm conhecimento da solução urbanística, de facto, não consigo responder a isso. A forma como se afere a legitimidade é dada pela aprovação em Assembleia de Proprietários. A solução não tem que ser votada favoravelmente por maioria dos proprietários apenas pela maioria dos presentes em Assembleia. Posso confirmar se todos os proprietários estiveram, ou não, nessa Assembleia. Mas, o que é comum é que nem todos os proprietários tenham estado presentes nesta Assembleia. O projeto é submetido à aprovação dessa Assembleia de Proprietários e, há uma votação. O que posso transmitir é que, estive nas duas últimas Assembleias, onde este assunto foi discutido e a, situação mais grave, prendia-se com o proprietário dos lotes um e dois, e o mesmo não votou contra a solução. Julgo até que votou favoravelmente, porque compreendeu a natureza desta questão. Posso dizer ainda que, no tempo que vai até à proposta de emissão do alvará de loteamento, o Município ainda pode fazer um esforço, porque estamos em contacto com o Instituto Nacional de Aviação Civil, no sentido de resolver algumas questões que têm que ver com a servidão aeronáutica. Eventualmente, se sentirmos uma evolução positiva nas conversações pode este assunto voltar a ser tratado. Neste momento, só poderá haver aprovação nesta condição. Aquando da proposta para a emissão do alvará de loteamento, poderá voltar a haver condições para nova consulta à ANA - Aeroportos de Portugal, S.A.. -------------------------------------------------------------------------- 102/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Esta questão é muito relevante, está pedida pelo Município uma reunião ao Instituto Nacional de Aviação Civil, para rever as questões das servidões aeronáuticas designadamente na Freguesia de Camarate. Tendo conhecimento que está em curso uma revisão das regras que a Autoridade Aeronáutica aplica nestas situações também motivadas pelo Município de Lisboa que também tem áreas que estão afetadas por essas servidões e portanto, até pode haver aqui uma solução por essa via, que neste momento não está em cima da mesa, mas poderá vir a estar. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, relativamente à questão, fiquei esclarecido quanto às demolições, e quando é que elas poderão ou não ser feitas. Agora, sobre se os proprietários estão ou não informados, a preocupação existe. Ou seja, se no passado era uma preocupação da Coligação Democrática Unitária, nomeadamente, do Senhor Vereador António Pombinho, de que todos os moradores tivessem conhecimento do processo, o que é uma preocupação pertinente. Inicialmente entendi que todos tinham conhecimento, afinal não. Isso preocupa-nos. De qualquer forma o Partido Socialista, em coerência com o seu passado, vai votar favoravelmente este ponto. Mas, condicionado ao facto de, em primeiro lugar, o Partido Socialista ter acesso à ata devidamente assinada, de forma a confortar-nos, pelo facto de os moradores terem conhecimento deste processo. Como o Partido Socialista quer votar favoravelmente este ponto e tem consciência dos prazos que este tipo de processo acarreta, vai votar favoravelmente, condicionado a essa ata estar devidamente assinada.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: O que o Senhor Vereador quer, dizer com “condicionado”, é no pressuposto que terá acesso a essa ata num futuro próximo. ----------------------------------------------------------------------- 103/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 O VEREADOR, SENHOR FERNADO DA COSTA: Senhor Presidente fico muito satisfeito com a sua observação. Quero reforçar precisamente aquilo que disse aqui em relação à legalização dos restaurantes. Eu congratulo-me, com a aprovação deste processo. E queria ver aqui um processo destes todas as semanas se fosse possível. Também me consta que as regras das servidões aeroportuárias vão ser alteradas e de facto, conheço muitas dezenas de armazéns, casas, fábricas na zona de Camarate, algumas do tempo do Aeroporto, que estão por legalizar. E, que merecem ser legalizadas. Por isso, reforço a minha congratulação com os serviços. Dou já este caso como resolvido. Venham mais, que eu também aprovo. Mesmo com, as dúvidas que o Senhor Vereador Ricardo Leão tem, que são legítimas e até pertinentes, mas, eu vou esquecer essas dúvidas e aprovo esta proposta, mesmo sem pedir as atas. ---------O documento que solicitei em relação a estas urbanizações ainda não me foi entregue, o tal memorando resumido de cada processo, mas, espero que venha para a próxima. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhor Vereador, não assumimos esse compromisso aqui. É um desejo. Mas nem sempre os serviços têm capacidade de fazer esse trabalho, que é moroso, tal como o Senhor Vereador sabe. Teremos isso como objetivo e desejo, mas espero que isso não se transforme num elemento que “entrava” o processamento dos processos. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE.----------------------------------------------------------------------- ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- DECLARAÇÃO DE VOTO --------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Os processos de reconversão urbanística de Áreas Urbanas de Génese Ilegal, são organizados nos termos da Lei nº 91/95, de dois de setembro, com as alterações introduzidas pela Lei nº 165/99, de catorze de setembro e pela Lei nº 64/2003, de vinte e três de agosto. --------------------------------------------------- 104/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 A Legalização das Áreas Urbanas de Génese Ilegal, sempre foi uma área prioritária, do partido Socialista, no ordenamento do território do concelho de Loures, empenhando-se fortemente na criação de condições que permitissem, face aos constrangimentos legais, encontrar soluções, junto das populações e em parceria com as Comissões de Administração Conjunta, iniciar os respetivos processos de Reconversão Urbanística. --Os vereadores do Partido Socialista, em coerência com aquilo que tem sido a sua linha orientadora, na resolução de um problema que afeta um significativo número de famílias que habitam os Bairros de Génese Ilegal, decidiram votar favoravelmente este ponto, no pressuposto de que:-------- Todos os Proprietários têm conhecimento na íntegra do presente Projeto de Reconversão; ---------------------------------------------------------------- A ata da Comissão de Administração Conjunta do Bairro Terras de Teresa, nos seja enviada devidamente assinada. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO CATORZE - PROPOSTA Nº 25/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ATRIBUIÇÃO TOPONÍMICA PARA A LOCALIDADE DE CASAIS DO FORNO, FREGUESIA DE LOUSA (PROCº 30.897/OM-A) ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ “Considerando: ---------------------------------------------------------------------------- a informação técnica e o meu despacho na folha 210. -----------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------- que o presente processo seja remetido a Reunião de Câmara para deliberar a proposta toponímica na localidade de Casais do Forno, freguesia de Lousa. Rua da Várzea, com início na Rua Principal e termo Indeterminado; ------Rua da Malaceira, com início Indeterminado e termo na Rua Principal; ---Rua do Agricultor, com início na Rua Principal; Rua dos Lavadouros e termo Indeterminado; --------------------------------------------------------------------Rua dos Lavadouros, com início na Rua da Ladeira e termo na Rua Principal; Rua do Agricultor;(…)” ------------------------------------------------------ 105/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 --- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO QUINZE - PROPOSTA Nº 26/2015 - SUBSCRITA PELO SR.VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR O PROLONGAMENTO TOPONÍMICO PARA A LOCALIDADE DE VILA DE REI, FREGUESIA DE BUCELAS (PROC. N.º 36.598/OM-F) ------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------“Considerando que: ---------------------------------------------------------------------- a informação técnica e o meu despacho na folha 354. -----------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------- que o presente processo seja remetido a Reunião de Câmara para deliberar a proposta de prolongamento do topónimo na localidade de Vila de Rei, freguesia de Bucelas. ------------------------------------------------Rua Casal da Cruz, com início no Largo Casal Manuel Roberto e termo na Rua dos Calhandros (…)”. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO DEZASSEIS - PROPOSTA Nº 27/2015 - SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A RECEÇÃO DEFINITIVA DAS OBRAS DE URBANIZAÇÃO, RELATIVA AO ALVARÁ DE LOTEAMENTO Nº 16/98 (PROC. Nº 1125/RC - ASSOCIAÇÃO DE PROPRIETÁRIOS E MORADORES DO BAIRRO DA PARADELA) ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Considerando: ----------------------------------------------------------------------------- a informação técnica e o meu despacho a folhas 2751. -------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------- 106/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 - que o presente processo seja remetido a Reunião de Câmara para deliberar a receção definitiva das obras de urbanização, (…) sita no Bairro da Paradela, freguesia de União das Freguesias de Santo António dos Cavaleiros e Frielas.(…)” --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------- --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO DEZASSETE - PROPOSTA Nº 28/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A RECEÇÃO DEFINITIVA DAS OBRAS DE URBANIZAÇÃO, RELATIVA AO ALVARÁ DE LOTEAMENTO Nº 1/2005 (PROC. Nº 39.998/L/OR - COMISSÃO DE ADMINISTRAÇÃO DO BAIRRO DO CATIVO) ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Considerando: ----------------------------------------------------------------------------- a informação técnica e o meu despacho a folhas 1130. -------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------- que o presente processo seja remetido a Reunião de Câmara para deliberar a receção definitiva das obras de urbanização, referente ao alvará nº 01/2005, relativo ao processo nº 39.998/L/OR, em nome de Comissão de Administração Bº Cativo, sito em Santa Iria de Azóia, freguesia da União das freguesias de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela. (…)” -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO DEZOITO - PROPOSTA Nº 29/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A RECEÇÃO DEFINITIVA DAS OBRAS DE URBANIZAÇÃO, RELATIVO AO ALVARÁ DE LOTEAMENTO 107/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Nº 4/2001 (PROC. Nº 10.802/L/OR - COMISSÃO DE MORADORES DO BAIRRO DE SÃO VICENTE)----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Considerando: ----------------------------------------------------------------------------- a informação técnica e o meu despacho a folhas 989. ----------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------que o presente processo seja remetido a Reunião de Câmara para deliberar a receção definitiva das obras de urbanização, relativo ao Alvará de loteamento nº 04/2001 e do cancelamento da respetiva caução, atualmente no valor de 3347,36€, prestada mediante a Garantia Bancária(…)” --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR ANTÓNIO POMBINHO: Senhor Presidente, podemos não estar a reparar, mas estamos a aprovar três receções definitivas, de três Bairros, que não são “coisa” de somemos importância. -------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhores Vereadores, trata-se de mais um importante avanço na legalização de um conjunto de bairros. É de saudar, e tenho a certeza que todos partilham desse sentimento. A brevidade da votação não é consentânea com a importância do assunto. Mas, também não pode ficar escondida por ele. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR FERNANDO DA COSTA: Senhor Presidente, quero felicitar o facto de serem três processos a aprovação. E, esperar que para a próxima vez venham seis. ----------------------------------------------------------------------- --------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO DEZANOVE - PROPOSTA Nº 30/2015 - SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ISENÇÃO DO 108/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 PAGAMENTO DE TAXAS (PROCº. Nº. 45.816/LA/E/OR - CONSELHO PORTUGUÊS PARA OS REFUGIADOS) ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ “Considerando: ----------------------------------------------------------------------------- as informações técnicas e o meu despacho a folhas 343. -----------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------- que o presente processo seja remetido a Reunião de Câmara para deliberar a isenção de taxas, no valor de 74.022,00€ (setenta e quatro mil e vinte e dois euros), relativo ao processo nº 45.816/LA/E/OR, em nome de Conselho Português para os Refugiados, sito em Bobadela, freguesia da União das freguesias de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela. (…) -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO VINTE - PROPOSTA Nº 31/2015 - SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE TAXAS (PROCº. Nº. 59.574/LA/E/PE - ASSOCIAÇÃO INFANTA D. MAFALDA) ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Considerando: ----------------------------------------------------------------------------- as informações técnicas e o meu despacho a folhas 403. -----------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------- que o presente processo seja remetido a Reunião de Câmara para deliberar a isenção do pagamento das taxas, no valor de 180€ (cento e oitenta Euros), (…), sito na Rua Fonte dos Amores, nº14, freguesia de Lousa.(…)” -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------- 109/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 PONTO VINTE E UM - PROPOSTA Nº 32/2015 - SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ALTERAÇÃO AO ALVARÁ DE LOTEAMENTO Nº 16/1979 (PROC. Nº 60.946/LA/L/PE - DIASTÉCNICASOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES, EMPREENDIMENTOS E REALIZAÇÕES DE TURISMO, LDA E CÁDIZ – SOC. INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS, LDA) - -------------------------------------------------------------------------------------------------“Considerando: ----------------------------------------------------------------------------- a informação técnica e o meu despacho a folhas 194. ----------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------- que o presente processo seja remetido a Reunião de Câmara para deliberar (…) sita Rua Pedro Alvares Cabral e Av. Das Descobertas, localidade de Urbanização do Infantado, freguesia de Loures.(…)” ---------------------------------------------------------------------------------------------------------Neste ponto foram proferidas as seguintes intervenções: -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR FERNANDO DA COSTA: Senhor Presidente, penso que é um processo muito antigo, que já vem da Reunião de Câmara anterior. Li alguns documentos que constam do processo. Está tudo bem, tudo legal e, nesse pressuposto vou aprovar. Cheguei a pensar, em que medida é que a Câmara vai receber duzentos e quarenta e um mil euros, em dinheiro. Isso é resultado do regulamento, não é propriamente um preço que os interessados vão pagar. Questionei-me a mim próprio se esta alteração está a ser feita no interesse dos donos, porque se não fosse do seu interesse, eles não pediam. E, o interesse é, passarem isto a uma unidade comercial. Interroguei-me a mim próprio, até que ponto é que o Município não devia ser beneficiado acrescidamente. Mas, de facto tenho algumas dúvidas que do ponto de vista legal se pudessem fazer este tipo de exigências, nesta fase. E, tendo em conta este processamento. Eu recordo, que algumas Câmaras noutros locais exigiram certo tipo de compensações e depois tiveram que devolver esses montantes. Mas, no futuro e, em alterações que são claramente a pedido dos interessados, e, em benefício dos mesmos, o 110/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Município saiba legalmente também tirar contrapartidas dessas alterações. ----------------------------------------------------------------------------------Deixo esta declaração que, legalmente, quer dizer que na fase da discussão das alterações do loteamento se possam valorizar e aperfeiçoar as infraestruturas conexas às alterações dos lotes. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, eu agora fiquei mais esclarecido, com a intervenção do Senhor Vereador Fernando da Costa. Aquando da leitura do processo tenho aqui algumas questões que vou na mesma colocar, mas que o Senhor Vereador Fernando Costa de alguma forma já o fez. Qual o interesse e qual é a visão que este Município nomeadamente, o Senhor Presidente da Câmara tem relativamente àquele espaço? Mais tarde, colocarei esta questão. ---------Agradeço ao Senhor Vereador Fernando da Costa a informação. ---------Contínua, em nossa opinião, em falta e, isso não era justificativo, um parecer formal deste atual executivo ou seja, da Junta de Freguesia, de Loures. Acho razoável que pudesse haver um parecer formal da Junta de Freguesia de Loures, tendo em conta a pertinência, a importância e a implicação que este espaço tem na vida da urbanização do Infantado. Seria também interessante, pedir um parecer não vinculativo à Associação de Moradores do Infantado. -------------------------------------------Tendo em conta os antecedentes que este processo tem, importa colocar algumas questões. -----------------------------------------------------------------------Na informação oito do Departamento Planeamento Gestão Urbanística, no que diz respeito às cedências de espaço ao Município de Loures, não é claro, se a compensação será efetivada em espécie ou em numerário. Portanto, a questão que se coloca é, qual a compensação que o Município de Loures pretende, se em numerário ou em espécie? ----------Nós achamos que a compensação em espécie beneficiaria mais o Infantado, se bem que, em numerário entraria nas receitas do Município de Loures, mas, nada obriga a que o retorno desse investimento, dessa receita, fosse de alguma forma alocado, ao Infantado. Portanto, achamos que em espécie beneficiaria muito mais os moradores do Infantado. Mas, 111/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 fica aqui a questão, o que se propõe fazer, é em uma compensação em espécie ou em numerário? ------------------------------------------------------------Outra questão, tem que ver com a Informação número três do Gabinete de Património imobiliário, datada de catorze de janeiro de dois mil e quinze, relativamente à permuta dos terrenos, onde foi anexo um parecer que foi solicitado à segunda Conservatória do Registo Predial de Loures de dois mil e oito, que assume aqui um papel de Jurisprudência, o que julgamos ser manifestamente insuficiente. Achamos que, deve ser complementado com um Parecer Juridico por parte dos serviços, ou tendo em conta que não se quer adiar o ponto, o Dr. Júlio Ribeiro que dá apoio jurídico às reuniões de Câmara, nos possa confortar relativamente à decisão que iremos tomar.-----------------------------------------------------------A terceira questão, tem que ver com o averbamento do processo em nome de duas entidades, a Cádis – Soc. Investimentos Imobiliários, Lda. e a Diastécnica, Sociedade de Construções e Empreendimentos e Realizações de Turismo, Lda. O que os Vereadores do Partido Socialista questionam é, se nesta fase do Processo ainda é legalmente possível fazer o averbamento em nome de duas entidades? ----------------------------Relativamente, ao surgimento da entidade, “Knickmeier Investimentos Imobiliários, Lda”, o que se questiona é a que propósito é que a esta empresa entra diretamente neste processo, quando é a titular do processo número sessenta mil setecentos e setenta e quatro, IP, barra E, e não é titular deste processo. -------------------------------------------------------Face a esta intervenção da “Knickmeier Investimentos Imobiliários, Lda.” no atual processo, gostaria de saber se vai ser retomada a iniciativa de licenciamento de um supermercado ALDI para o local? ----------------------O que, segundo o que o Senhor Vereador Fernando da Costa aqui referiu, deverá ser o que vai acontecer. Gostava de saber o que é que esta maioria, pretende fazer para aquele espaço? -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR TIAGO MATIAS: Senhor Presidente, tentando responder às questões formuladas, o que agradeço para que fique mais claro este processo. ---------------------------------------------------------------------- 112/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Respondendo à primeira questão colocada informo que o processo foi submetido a consulta pública, para pronuncia dos interessados, designadamente a Junta de Freguesia que envolvida nessa fase de pronúncia. ----------------------------------------------------------------------------------Relativamente à segunda questão, existe a possibilidade de fazer o pagamento em espécie ou em numerário. A decisão do Executivo ainda não está tomada na totalidade, mas tudo indica para que seja feita em espécie. No entanto, para conforto de todos, quando tivermos essa decisão tomada, traremos aqui à reunião de Câmara a forma de pagamento, em espécie, se essa for a decisão final, que tudo indica, que seja nesse sentido. ----------------------------------------------------------------------Relativamente à terceira questão, existe o parecer jurídico do Dr. Júlio Ribeiro. Onde, para conforto acrescido conforme referiu e bem, existe uma decisão do instituto dos Registos e do notariado Mas o parecer do nosso serviço consta do processo com o acordo do Dr. Júlio Ribeiro. ----A Knickmeier Investimentos Imobiliários, Lda”, tem estado na promoção deste investimento e confirma-se que é um Supermercado ALDI. Quanto a esta questão quero fazer duas ou três considerações. ---------------------Naturalmente que, este investimento não é prioritário, para esta equipa, relativamente ao uso e à necessidade que o Infantado e que esta zona carece. Mas ao apresentarmos esta proposta aqui em Reunião de Câmara, temos que ter em atenção várias considerações. ------------------Isto é, um compromisso que vinha de trás. E, como tal, não podemos aceitar que estes compromissos não sejam entendidos, ou menosprezados. Há que entender que existia um compromisso, reunir com as entidades, naturalmente que isto que estou a referir foi dito ao promotor, que não era um investimento de maior importância para a zona do Infantado. Mas, atendendo que o processo já estava a decorrer, decidimos continuá-lo. Informo ainda que não é somenos importante que, estamos perante uma zona com alguns problemas de insalubridade. Os moradores do Infantado, através de diferentes meios participaram, à Câmara que é uma zona desqualificada, onde há uma ocupação ilegal, e portanto esta solução poderá responder a essas queixas justas de 113/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 insalubridade que se verificam naquela zona. Informo ainda que, a mudança de uso que aqui estamos a falar, traduz uma mudança de um equipamento privado e não um equipamento de utilização pública para comércio e serviços. Portanto aqui, há também uma alteração que nos parece relevante. Para o caso não é igual ter um equipamento de utilização coletiva, ou um equipamento privado. Na sumula de todas estas condicionantes trazemos esta proposta à Câmara para vossa deliberação. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, gostava de saber quais foram os compromissos a que o Senhor Vereador Tiago Matias, se referiu, porque relativamente à superfície comercial ALDI foi indeferido ainda pela gestão do Partido Socialista. Portanto, gostaria de saber quais foram esses compromissos que o Senhor Vereador referiu? Do indeferimento do processo ALDI, é a informação número cento e seis, datada de dezassete do abril de dois mil e treze, do processo número sessenta mil, setecentos e setenta e quatro, barra IP, barra E. --------------Portanto, não sei quais os compromissos que existem. Este não é. Gostaria de saber quais são os outros que existem? ---------------------------Relativamente ao parecer jurídico, não se encontra no processo. Se houver algum parecer jurídico. O que consta do processo é uma informação que remete para uma jurisprudência. Isso não é um parecer jurídico. O que nós estamos a solicitar é um Parecer Juridico efetivo, e claro, por parte dos Serviços, como disse, que alguém responsável, precisamente, o Senhor Dr. Júlio Ribeiro, nos conforte relativamente a esta matéria, porque não existe parecer jurídico em todo o processo existe é uma informação que nos remete para uma jurisprudência. -------Há aqui uma situação que explicou o aparecimento da “Knickmeier Investimentos Imobiliários, Lda” neste processo. Continuamos a achar no mínimo estranho e afirmar que o Senhor Vereador Tiago Matias não se pronunciou porque é que a atual Junta de Freguesia de Loures não emitiu parecer. É importante para os Vereadores do Partido Socialista saberem qual a razão por não existir o parecer, e se o mesmo, foi ou não 114/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 pedido. E também consultar e dado em conta a pertinência deste espaço E, saber também, qual a opinião da Associação de Moradores, Relativamente, ainda, ao processo cinquenta e dois mil quatrocentos e cinquenta e seis barra IP, barra L, a informação número duzentos e sessenta e cinco, no ponto número um, ponto dois, refere que existiu uma discordância entre a Diastécnica, Sociedade de Construções e Empreendimentos e Realizações de Turismo, Lda., e a Gábimóvel – Sociedade Desenvolvimento Habitacional do Infantado, Lda., relativamente à construção do emissário de águas residuais e respetiva ligação ao intercetor de Fanhões. Gostaria de saber se esta situação já está resolvida, ou não? ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR TIAGO MATIAS: Senhor Presidente, vou tentar mais uma vez responder às questões. O processo a que se refere, foi uma informação prévia que deu origem à consulta pública formulada pelo Vice-Presidente, à data, com proposta de aprovação de alteração do alvará de loteamento. Relativamente ao parecer jurídico, é claro. O Dr. Júlio Ribeiro afirma, claramente, que está de acordo com a informação técnica jurídica. ---------------------------------------------------------------------------Relativamente ao emissário dos Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos dos Municípios de Loures e Odivelas, na última informação técnica a questão do emissário ficou clarificada e a ligação ao emissário ficou acautelada. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR JOÃO NUNES: Senhor Presidente, sobre esta matéria quero afirmar que enquanto ex-Presidente da Junta de Freguesia de Loures, o que estava em cima da mesa não era a construção de um supermercado. Nunca esteve. O que estava a ser definido era um silo para automóvel, junto à “Padeirinha do Infantado” e junto aos serviços da Câmara Municipal. Era isto que estava previsto. E, a recuperação do espaço das “antigas piscinas”, passaria a ser um espaço comercial aí sim, com alvará e autorizações, não sei se, com ou sem piscinas. Era isto que se falava na época, e daí falar-se também na alteração do uso 115/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 do solo, para se poder desenvolver estes projetos que se falavam. Não havia nada em termos de concretização, até porque eram necessárias estas alterações para se poder fazer o que quer que fosse. ------------------Mas quero recordar que não havia supermercado nenhum. Aliás foi indeferido, duas vezes e, o que estava previsto era uma entidade privada fazer um silo automóvel que depois se alugaria ou venderia aos proprietários moradores do Infantado, visto a grande dificuldade que existe em estacionar sobretudo na zona das pracetas. Era isto o que estava previsto para aquela zona desde o início. Agora, se o uso é para supermercado, julgo que devem mesmo consultar a atual Junta de Freguesia de Loures, porque não foi essa a tese que foi “vendida” quando o Partido Socialista lá estava, e, também julgo que este novo executivo terá direito a ter uma opinião diferente da que foi tomada, em função das alterações que existem para aquele local. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, quando o meu “camarada” João Nunes referiu aqui o indeferimento no passado sobre este processo, vi algumas pessoas a fazerem “sinal negativo com a cabeça”. Vou tentar elucidar-vos novamente. ----------------------------------Na informação numero cento e seis, datada de dezassete de abril de dois mil e treze, processo número sessenta mil setecentos e setenta e quatro, barra IP, barra E. consta o seguinte: “(…)face ao acima exposto caso se concorde superiormente, propõe-se o indeferimento da pretensão, nos termos em que esta se apresenta(…)”. Foi indeferido esse processo. Não há dúvidas. --------------------------------------------------------------------------------Portanto, a perspetiva dos compromissos, já não faz sentido. ---------------Relativamente à questão que coloquei, e que volto a colocar, é a que, nós achamos que era pertinente haver um parecer formal da Junta de Freguesia de Loures. Também achamos que a Associação de Moradores do Infantado deveria ser consultada. -----------------------------------------------Relativamente, à última informação que o Senhor Vereador Tiago Matias nos prestou de que está resolvida a discordância no que diz respeito à 116/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 construção do emissário de águas residuais. A questão que coloco é: como é que a questão está resolvida? ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR TIAGO MATIAS: Senhores Vereadores Ricardo Leão e, João Nunes, eu sei o que é uma informação prévia. Mas, não é isso que estamos aqui a falar. Estamos aqui a discutir o processo número sessenta mil novecentos e quarenta e seis. Esse é que consubstancia a consulta pública feita pelo Senhor Presidente. É disso que temos que falar aqui. Essa consulta pública foi feita aos moradores e à Junta de Freguesia. É deste processo que nós estamos aqui a falar. Hoje não há silos. ------------------------------------------------------------------------Há uma mudança de uso para comércio e serviços. Vamos falar claramente do que aqui está. ---------------------------------------------------------Para terminar gostaria de passar a palavra ao Arquiteto Mário Moreira relativamente à questão dos Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos dos Municípios de Loures e Odivelas, para clarificar o que ficou acordado. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O ARQT.º SENHOR, MÁRIO MOREIRA: Senhor Presidente, sobre a questão da ligação ao emissário da SIMTEJO - Saneamento Integrado dos Municípios do Tejo e Trancão S.A., essa é uma responsabilidade da Gábimóvel – Sociedade Desenvolvimento Habitacional do Infantado, Lda. no seu conjunto. A zona de ligação por gravidade dos esgotos do Infantado será feita a partir da estação elevatória provisória que se tem mantido. O que esta alteração teria que garantir era a exequibilidade em espaço público. No fundo, da execução que caberá à Gabimóvel Sociedade Desenvolvimento Habitacional do Infantado, Lda, no âmbito das ligações ao exterior, quer da rede de águas, quer da rede de esgotos. Isso é que está demonstrado por esta pretensão de um traçado que os SIMAR - Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos dos Municípios de Loures e de Odivelas, acham aceitável, para a execução em gravidade da canalização de esgotos ao emissário. ------------------------ 117/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 O VEREADOR, SENHOR JOÃO NUNES: Senhor Presidente, eu na minha intervenção, disse exatamente isso. Aquilo era uma alteração de uso. A questão base é que, nós sabíamos que para se fazer o que quer que fosse no local teria que haver uma alteração de uso. Não se pode fazer nada sem essa alteração. A verdade é que, o supermercado não consta do processo em alteração. A seguir pode-se autorizar o que se quiser em função daquilo que se fez anteriormente. -----------------------------------------O que eu disse, foi quais as intenções que constavam à época sobre a alteração futura. É evidente que não está escrito. ------------------------------Decidiram que será o supermercado. Agradeço tudo o que possa fazer concorrência ao Grupo SONAE. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR FERNANDO DA COSTA: Senhor Presidente, eu comungo das preocupações do Senhor Vereador Ricardo Leão. Como disse na minha anterior intervenção, irei votar no pressuposto que está tudo legal. Tenho aqui uma informação dirigida ao Senhor Diretor do Departamento, arquiteto Luis Carvalho, por um técnico que não se identifica, e menciona em conclusão: (…)“Em face do exposto a pretensão poderá vir a ser deferida”(…). Ele analisa os aspetos jurídicos e os pareceres. Um parecer que refere que um processo está legal, se for de um Jurista dá-me mais conforto, mas não sendo de um Jurista, e sendo, por hipótese, de um Arquiteto, tem por obrigação saber o que está a dizer. Eu sei que os pareceres dos técnicos não inibem a nossa responsabilidade, mas é um elemento fundamental. ---------------------------Enquanto, um Ministro que decide, com pareceres errados dos técnicos não tem qualquer responsabilidade. Os Presidentes de Câmara e os Vereadores, que decidam mesmo sustentados em pareceres dos técnicos são responsáveis. Mas, eu tenho aqui um parecer de um técnico que diz que isto está tudo legal. E, este parecer faz a síntese deste processo e no fim diz que, estão reunidas as condições para aprovação. Este técnico que faz aqui a apreciação de todo este processo é responsável pela omissão, de qualquer questão que pudesse implicar a ilegalidade deste processo. ------------------------------------------------------------ 118/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Com esta conclusão, remetida ao Diretor de Departamento, e uma vez que ele concorda, e remete para o Vereador que, concorda e remete para Reunião de Câmara, para mim estão reunidos os pressupostos formais de como está claramente dito que este processo está todo legal. Independentemente da profundidade do parecer, do técnico, ser Jurista ou não. Portanto, eu não me debateria tanto na tecla de ter que ser um processo jurídico, mas comungo da sua preocupação Senhor Vereador, “o que abunda não prejudica”, dizem os Juristas. -------------------------------Vou votar a favor, no pressuposto que está tudo legal. Eu tive oportunidade de trocar impressão com uma jurista que é consultora da Câmara, “a talhe de foice” agora aqui na reunião sobre este assunto, que me referiu que estava tudo legal. Agora, não vejo prejuízo nenhum que o técnico que está aqui a ouvir-nos, acrescente aqui o parecer, a dizer que está tudo legal. ---------------------------------------------------------------------------Por mim, não vejo impedimento nenhum, e reforço. Mas, para mim não é condição necessária em função daquilo que está aqui nos documentos. --------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR, PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhor Vereador, eu acho que também é necessário, olharmos para a informação do Departamento de Gestão e Modernização Administrativa, constante do processo em relação ao pedido de alteração ao alvará, com o despacho de concordo do Dr. Júlio Ribeiro, que capeia um documento do Instituto de Registos e Notariado, sobre situação similar comprovando a regularidade e a legalidade deste processo de alteração. Refere-se até nesse parecer que foi consultada a Conservatória do Registo Predial de Loures sobre esta matéria, que respondeu que este procedimento não só era possível, como era o único possível para obter o efeito pretendido. Portanto, não há necessidade de um novo parecer, nem sequer é, o que o senhor Vereador Fernando da Costa se referiu. É uma outra informação com despacho de concordância do Diretor de Departamento, Dr. Júlio Ribeiro e, em anexo um parecer do Instituto dos Registos e Notariado sobre situação semelhante. O que ainda acresce a consulta à Conservatória que se pronunciou no sentido que é desta forma que tem que ser feito. -- 119/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Eu julgo que, quanto a questões de legalidade estamos absolutamente conversados. -------------------------------------------------------------------------------Naturalmente, que poderão existir as mais diversas opiniões de oportunidade política sobre a solução encontrada. -----------------------------Eu quero salientar o seguinte: nós o que estamos a fazer como muito bem disse o Senhor Vereador Tiago Matias, não é definir, aquele que seria para todos nós o investimento prioritário naquele local. ---------------Estamos a procurar com as condicionantes que existem do terreno, do seu uso, das expetativas e direitos adquiridos pelos seus proprietários, encontrar a melhor solução para um espaço que hoje é altamente desqualificado e que é mesmo, talvez, o sítio mais desqualificado da Urbanização do Infantado, com aquela situação toda de insalubridade que ali está. --------------------------------------------------------------------------------Portanto, pesando todos os aspetos que aqui estão, e cumprida estritamente a legalidade, estamos aqui a encontrar uma solução, que não indo, para o que gostaríamos de ter naquele sitio nos permite como opção que é aceitável, resolver um grave problema que ali existe há muitos anos e que nunca foi resolvido. --------------------------------------------Portanto, acho que se fizermos o balanço destes dois aspetos teremos um saldo positivo, ou bastante positivo. Depois, o que nós gostaríamos, no mundo ideal, e na situação ideal, é outra coisa bem diferente. Mas, como todos sabem, alguns melhor do que eu, pela experiência que têm das Autarquias, é muitas vezes necessário gerir os interesses e os direitos adquiridos que estão presentes em cada parcela de território e equilibrá-los com o interesse público de forma a encontrar soluções que possam ser aceites por todas as partes, que cumpram a legalidade e defendam o interesse público. Eu acho que é isso que estamos a fazer aqui nesta proposta, e isso não tem nada a ver com legalidade. É uma questão de opção politica, naturalmente, e penso que conseguiremos requalificar e deixar até áreas importantes para outros equipamentos e outras matérias naquela zona, uma área que é hoje provavelmente a pior da Urbanização do Infantado. E, é uma oportunidade que aqui temos para fazer isso. Não nas condições que todos desejaríamos, mas 120/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 naquelas em que, à face dos elementos que estão presentes e da realidade que temos hoje, é possível fazer. --------------------------------------É essa a questão que eu julgo que está hoje aqui em discussão. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Eram dezoito horas e quarenta e cinco minutos, quando a reunião foi interrompida, tendo recomeçado às dezoito horas e cinquenta minutos. ---------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, agradeço a disponibilidade para debatermos melhor este assunto. O Partido Socialista conclui relativamente a este ponto, o seguinte: em primeiro lugar, de acordo com o que disse o Senhor Presidente da Câmara, todos os procedimentos legais estão garantidos. Há outras questões que nos preocupam, nomeadamente, a consulta pública que foi feita tal como o Senhor Vereador Tiago Matias referiu foi feita relativamente à alteração do uso. Hoje soubemos aqui que era para a construção de uma superfície comercial ALDI. Tendo em conta esta nova decisão, os Vereadores do Partido Socialista propõem o seguinte: era importante que a Junta de Freguesia de Loures desse um parecer sobre a construção de mais uma superfície comercial, ALDI. Era importante, e o Partido Socialista propõe, tendo em conta a dinâmica muito ativa que a Associação de Moradores do Infantado tem, naquela urbanização, que desse um parecer sobre a construção de uma superfície comercial ALDI naquele espaço. Compreendemos os interesses dos proprietários privados, respeitamos, como sempre respeitámos, mas temos também que defender os interesses da população residente no Infantado e, era importante esse conforto por parte, quer da Associação de Moradores do Infantado, quer de quem, do ponto da vista democrático, representa a população, a Junta de Freguesia de Loures. -------------------------------------Para abreviar, ou se adia este ponto e, são solicitados estes pareceres, ou os Vereadores do Partido Socialista, mais uma vez e em coerência, votarão favoravelmente este ponto. -------------------------------------------------Mas que fique desde já registado em ata, que os Vereadores do Partido Socialista, não sendo adiado este ponto, vão votá-lo favoravelmente 121/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 condicionado ao facto de existir um parecer formal da atual Junta de Freguesia de Loures, sobre a construção de uma superfície comercial ALDI e de um parecer da Associação de Moradores do Infantado. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR TIAGO MATIAS: Senhor Presidente, vou tentar melhorar ou clarificar as dúvidas do Vereador Ricardo Leão, porque traduzem alguma imprecisão. Essa imprecisão é que, eu referi que a pretensão, e posso corrigir essa expressão, era para um supermercado ALDI, mas o que estamos aqui a votar, efetivamente, é a alteração do uso para comércio e serviços. Neste momento, é para alteração de comércio e serviços. É sobre isso que estamos a pronunciar-nos. ---------Senhor Vereador Ricardo Leão, eu estou disponível para debatermos as consultas públicas às Juntas de Freguesia. Não vejo problema algum nisso. Não é o procedimento atual, nem no passado tal foi efetivado relativamente às alterações aos alvarás de loteamento. Tanto mais que, isso é que eu estranho, é que essa consulta pública foi feita ainda na vigência do anterior Executivo e, não foi solicitado esse parecer, formalmente. ------------------------------------------------------------------------------Foi, naturalmente, efetivada através de Edital, onde a Junta de Freguesia está envolvida. Neste caso concreto, o procedimento de consulta foi feito e, está estabelecido ser assim, não é porque se quer fazer uma consulta à Associação de Moradores. Estamos disponíveis para discutir isso. Agora, neste caso concreto a pronúncia é feita por edital, e foi feita. Foram cumpridos os procedimentos que sempre foram desenvolvidos para as alterações aos alvarás de loteamento. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR, PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhor Vereador, nós não estamos aqui a discutir qual a marca de supermercado que lá vai ficar. Estamos a discutir a alteração do uso. E, o uso dentro dos condicionantes legais, pode ser para as mais variadas marcas e, para um espaço comercial de vários tipos. Até pode ser um cabeleireiro, um hipermercado, por exemplo.------------------------------------------------------------------ 122/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 O VEREADOR, SENHOR JOÃO NUNES: Senhor Presidente, o problema aqui nunca foi a alteração do uso, porque isso, o Partido Socialista, sempre disse que estava a favor. O Ex-Presidente da Junta de Freguesia de Loures, votou favoravelmente com o seu Executivo essa alteração de uso. Isso, eu julgo que estamos todos aqui perfeitamente de acordo. O que surge aqui de novo hoje, é que nessa alteração de uso é-nos comunicado que afinal já há um fim, que é o supermercado ALDI. E, há um conhecimento oficial. Não é oficioso. Vamos ver se nos entendemos com esta questão. De facto, em termos jurídicos e, eu sou de filosofia, não tenho que perceber muito de direito. Mas, tenho aqui uma informação oficial dada em reunião de Câmara, de que há uma alteração de uso agora para uma determinada finalidade. Logo o parecer que a Junta de Freguesia de Loures, anteriormente deu já não é válido para este processo, visto que hoje há uma finalidade sobre uma questão que na altura não existia. Era apenas uma alteração de uso. O que nós pedimos é que a Junta de Freguesia de Loures, e a Associação de Moradores dê agora um parecer para a instalação de um supermercado ALDI. Esta é a nossa posição. Que fique bem claro que o Partido Socialista nada têm a opor à alteração de uso e, provavelmente, mais tarde analisaremos todos os pontos, o resto dos processos, mas que fique bem claro que, não havia conhecimento prévio do Supermercado ALDI, por parte do Partido Socialista. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O SENHOR, PRESIDENTE DA CÂMARA: Senhor Vereador, nós não podemos consultar as entidades pelas marcas que eventualmente se venham a instalar, porque aliás, não há nenhuma confirmação que seja essa ou outra marca qualquer. Está no processo porque eventualmente o proprietário do terreno tem essa intenção. Agora, isso não tem a ver com a decisão da Câmara. Ou, a decisão poderá ser diferente se for uma ou outra marca, ou, o parecer da Junta de Freguesia diverge, consoante a marca. Podemos discutir se há ou não vantagens de ter um espaço comercial. Agora, centrar a discussão na informação de que há uma intenção de uma determinada “cadeia,” não é o que nós estamos aqui a 123/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 discutir. Essa informação não tem nada a ver com o que nós hoje estamos aqui a decidir.------------------------------------------------------------------Não sei, se o que os Senhores Vereadores se estão a queixar é por excesso de informação. Agora, usar a completude do processo para desviar a decisão daquilo que é, para uma coisa que não é. ----------------Não é muito aceitável. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: Senhor Presidente, vamos partir do princípio que há dúvidas claras. Vou colocar novamente a questão que já tinha colocado anteriormente. Porque é que a “Knickmeier Investimentos Imobiliários, Lda.”, entrou neste processo subitamente, quando os requerentes são a Cádis – Soc. Investimentos Imobiliários, Lda. e a Diastécnica, Sociedade de Construções e Empreendimentos e Realizações de Turismo, Lda. Como é que a “Knickmeier Investimentos Imobiliários, Lda.”, entrou agora aqui, uma vez que esta representa a ALDI. ----------------------------------------------------------------------------------------Se, não quiser pedir o parecer à atual Junta de Freguesia de Loures e um parecer à Associação de Moradores do Infantado, é uma decisão da Coligação Democrática Unitária. -----------------------------------------------------O Partido Socialista vai votar favoravelmente este ponto, condicionado ao parecer da atual Junta de Freguesia de Loures, à construção de uma superfície comercial ALDI pela entrada súbita da “Knickmeier Investimentos Imobiliários, Lda.”, e parecer formal idêntico à Associação de Moradores do Infantado, e até deveria ser interessante tendo em conta as alterações que houve, e no seguimento do que a Coligação Democrática Unitária tem feito ultimamente, fazer-se uma discussão pública, uma auscultação aos moradores do Infantado, ou até uma sessão de esclarecimento como tem sido hábito fazer-se. -------------------Não me vou alongar mais, esta é a decisão do Partido Socialista, condicionada a estes dois pareceres. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------- 124/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 ------------------------------ DECLARAÇÃO DE VOTO --------------------------------------O VEREADOR, SENHOR RICARDO LEÃO: A alteração ao Alvará de Loteamento numero dezasseis barra mil novecentos e setenta e nove, decorre de um pedido efetuado pelos proprietários dos lotes cinquenta e um e cinquenta e dois, cuja pretensão visa a alteração de uso do solo, classificado no Plano Diretor Municipal como Equipamento para Comércio/serviços, a junção dos dois lotes num único lote reconfigurando os seus limites com a área de domínio público (cedência) envolvente. Em simultâneo, a proposta tem subjacente a permuta entre terrenos camarários de domínio público e privados. ----------------------------------------Consultado o processo numero sessenta mil novecentos e quarenta e seis, barra, LA, barra L, barra, PE, verificou-se que não constam do mesmo, dois pareceres, que embora não sejam vinculativos, assumem, no nosso entendimento, relevante importância para a análise desta proposta: o parecer atualizado da Junta de Freguesia e o parecer da Associação de Moradores do infantado, pelo que, deveriam constar desta proposta. ------------------------------------------------------------------------------------Os Vereadores do Partido Socialista, conscientes da urgente necessidade de requalificação daquele espaço privado, que há muito se encontra num estado degradante, entendem também necessário compatibilizar os legítimos interesses dos seus proprietários com as necessidades e anseios dos moradores do Infantado, tendo em conta que irão existir permutas de terrenos de domínio público, que são pertença da Câmara Municipal de Loures. ----------------------------------------No decurso da discussão deste ponto, tomámos conhecimento, através do Vereador do Urbanismo, que a atividade que se pretende instalar naquele local é uma superfície comercial da cadeia ALDI. --------------------Face a esta surpreendente informação e totalmente inesperada, os vereadores do Partido Socialista entenderam propor o adiamento do ponto, o que não foi aceite pela maioria Coligação Democrática Unitária /Partido Social Democrata que governa a Câmara. ------------------------------ 125/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Em virtude dessa recusa, foi sugerido que fosse efetuada nova consulta pública e nova notificação dos proprietários, uma vez que as mesmas tinham sido efetuadas há mais de um ano (vinte e três de setembro/dezoito de outubro de dois mil e treze) em plena campanha eleitoral autárquica. ---------------------------------------------------------------------Nessa sequência foi também sugerida a possibilidade de se efetuar uma sessão de esclarecimento junto dos moradores do Infantado, de modo a ouvir a sua opinião, relativamente a todo o processo. --------------------------Estas sugestões foram também recusadas, pela Coligação Democrática Unitária /Partido Social Democrata, que não foi sensível aos argumentos do Partido Socialista, rejeitando-os na sua totalidade. -------------------------Face a esta intransigência da maioria Coligação Democrática Unitária / Partido Social Democrata, os vereadores do Partido Socialista, tendo em conta, a degradação do espaço em causa, onde proliferam ratos e mosquitos, pondo em causa a saúde pública, designadamente a da comunidade escolar da EB dois, três João Vilarett, decidiram votar favoravelmente a proposta de alteração ao Alvará de Loteamento numero dezasseis barra mil novecentos e setenta e nove, sujeita às seguintes condições: --------------------------------------------------------------------- Obtenção de parecer positivo da atual Junta de Freguesia e respetiva Assembleia, relativamente à instalação de um supermercado da cadeia ALDI; ------------------------------------------------------------------------------------------ obtenção de parecer positivo da Associação de Moradores do Infantado; --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O VEREADOR, SENHOR FERNANDO DA COSTA: Senhor Presidente solícito, que as minhas intervenções neste ponto constituam declarações de voto. --------------------------------------------------------------------------------------- 126/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 PONTO VINTE E DOIS – PROPOSTA Nº 33/2015 - SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE TAXAS DE REMOÇÃO E PARQUEAMENTO DE VIATURA, A FERNANDO MATEUS AGOSTINHO JOSÉ ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ “Considerando que: ----------------------------------------------------------------------1 – Os serviços da USPA-Unidade de Serviços Públicos Ambientais verificaram que a viatura com o n.º de matrícula 40-88-EB se encontrava em estacionamento indevido, conforme fotos de fls. 1 e 2. -------------------2- No dia 27/11/2014, os serviços da USPA – Unidade de Serviços Públicos Ambientais procederam à remoção da referida viatura, em virtude da mesma se encontrar em situação de estacionamento abusivo nos termos do artigo 163.º do Código da Estrada (fls. 5 a 15). ---------------3 – Para o levantamento da viatura é devido o pagamento das despesas de remoção e depósito, cujo valor é fixado pela Portaria n.º 1424/01 de 13/12, atualizada pela Portaria n.º 1334-F/2010 de 31/12, respetivamente, 100,00€ (cem euros) da taxa de remoção, acrescidos de 38,00€ (trinta e oito euros) da taxa de depósito, o que perfaz um total de €138,00 (cento e trinta e oito euros). -----------------------------------------------4 – O proprietário Fernando Mateus Agostinho José (fls. 16) veio requerer a isenção do pagamento das taxas, alegando insuficiência económica (fls. 22). ---------------------------------------------------------------------5- Para comprovar a alegada situação de insuficiência económica, o proprietário da viatura apresentou a declaração de IRS referente aos rendimentos obtidos em 2013 (fls. 19 e 20) ---------------------------------------6- Da análise da documentação supra citada verifica-se que proprietário não obteve qualquer rendimento no decurso de 2013, encontrando-se atualmente na situação de desempregado (declaração do Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP, fls. 21) ------------------------------------7- A documentação apresentada deve considerar-se prova bastante da insuficiência económica alegada. ----------------------------------------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------- 127/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea d) do n.º 1 do artigo 5.º do Regulamento de Taxas do Município de Loures, que a Câmara Municipal de Loures autorize o levantamento da viatura com o n.º de matrícula 40-88-EB, melhor identificada no processo n.º 13142/2014, com isenção do pagamento das referidas taxas de remoção e parqueamento, no valor de €138,00 (cento e trinta e oito euros). (…)” ------------------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO VINTE E TRÊS - PROPOSTA Nº 34/2015 – SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE TAXAS DE REMOÇÃO E PARQUEAMENTO DE VIATURA, A ABDUL LATIF --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Considerando que: ----------------------------------------------------------------------1 – Os serviços da USPA-Unidade de Serviços Públicos Ambientais verificaram que a viatura com o n.º de matrícula NL-49-90 se encontrava em estacionamento indevido, conforme fotos de fls. 1 a 5, 7 a 9. -----------2- No dia 22/04/2014, os serviços da USPA – Unidade de Serviços Públicos Ambientais procederam à remoção da referida viatura, em virtude da mesma se encontrar em situação de estacionamento abusivo nos termos do artigo 163.º do Código da Estrada (fls. 7 a 10). ---------------3 – Para o levantamento da viatura é devido o pagamento das despesas de remoção e depósito, cujo valor é fixado pela Portaria n.º 1424/01 de 13/10, atualizada pela Portaria n.º 1334-F/2010 de 31/11, respetivamente, 100,00€ (cem euros) da taxa de remoção, acrescidos de 380,00€ (trezentos e oitenta euros) da taxa de depósito, o que perfaz um total de €480,00 (quatrocentos e oitenta euros). --------------------------------4 – O proprietário Abdul Latif (fls. 11), veio requerer a isenção do pagamento das taxas, alegando insuficiência económica (fls. 17), mediante a apresentação da demonstração de liquidação de IRS 128/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 referente aos rendimentos obtidos em 2013, a fls. 22. Verifica-se que o rendimento mensal do agregado familiar é inferior ao valor do salário mínimo nacional. -------------------------------------------------------------------------5- A documentação apresentada deve considerar-se prova bastante da insuficiência económica alegada. ----------------------------------------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea d) do n.º 1 do artigo 5.º do Regulamento de Taxas do Município de Loures, que a Câmara Municipal de Loures autorize o levantamento da viatura com o n.º de matrícula NL-49-90, melhor identificada no processo n.º 12983/2014, com isenção do pagamento das referidas taxas de remoção e parqueamento, no valor de 480,00€ (quatrocentos e oitenta euros). (,,,)” ---------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------PONTO VINTE E QUATRO - PROPOSTA Nº 35/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE TAXAS DE REMOÇÃO E PARQUEAMENTO DE VIATURA, A ANA MARTA PEREIRA -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Considerando que: ----------------------------------------------------------------------1 – Os serviços da USPA-Unidade de Serviços Públicos Ambientais verificaram que a viatura com o n.º de matrícula 29-37-EE se encontrava em estacionamento indevido, conforme fotos de fls. 4 a 6. -------------------2- No dia 16/09/2014, os serviços da USPA – Unidade de Serviços Públicos Ambientais procederam à remoção da referida viatura, em virtude da mesma se encontrar em situação de estacionamento abusivo nos termos do artigo 163.º do Código da Estrada (fls. 7 a 10). ---------------3 – Para o levantamento da viatura é devido o pagamento das despesas de remoção e depósito, cujo valor é fixado pela Portaria n.º 1424/01 de 13/12, atualizada pela Portaria n.º 1334-F/2010 de 31/12, 129/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 respetivamente, 100,00€ (cem euros) da taxa de remoção, acrescidos de 114,00€ (cento e catorze euros) da taxa de depósito, o que perfaz um total de €214,00 (duzentos e catorze euros). -------------------------------------4 – A proprietária Ana Marta Pareira (fls. 11) veio requerer a isenção do pagamento das taxas, alegando insuficiência económica (fls. 20) por ter a seu cargo dois filhos menores e auferindo aproximadamente €918,00 (novecentos e dezoito euros) mensais (fls. 23 e 24). --------------------------5- Para comprovar a alegada situação de insuficiência económica, a proprietária da viatura apresentou a seguinte documentação: assentos de nascimento dos dois filhos, declaração de IRS referente aos rendimentos obtidos em 2013, recibos de vencimento referentes aos meses de agosto e setembro de 2014, acordo verbal de regulação do poder paternal, a fls. 14 a 19,22,22 (verso), 23 e 24. -------------------------------------------------------6- Da análise da documentação supra citada conclui-se que, o rendimento mensal per capita do agregado familiar totaliza €362,67 (trezentos e sessenta e dois euros e sessenta e sete cêntimos), valor inferior ao salário mínimo nacional. -------------------------------------------------7- A documentação apresentada deve considerar-se prova bastante da insuficiência económica alegada. ----------------------------------------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea d) do n.º 1 do artigo 5.º do Regulamento de Taxas do Município de Loures, que a Câmara Municipal de Loures autorize o levantamento da viatura com o n.º de matrícula 29-37-EE, melhor identificada no processo n.º 13076/2014, com isenção do pagamento das referidas taxas de remoção e parqueamento, no valor de €214,00 (duzentos e catorze euros). (…)” ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------- 130/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 PONTO VINTE E CINCO - PROPOSTA Nº 36/2015- SUBSCRITA PELO SR. VEREADOR TIAGO MATIAS, PARA APROVAR A ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE TAXAS DE REMOÇÃO E PARQUEAMENTO DE VIATURA, A KIALA MANGE -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- “Considerando que: ----------------------------------------------------------------------1 – Os serviços da USPA-Unidade de Serviços Públicos Ambientais verificaram que a viatura com o n.º de matrícula 57-87-IO se encontrava em estacionamento indevido, conforme informação e fotos de fls. 01,02 e 02 (verso). ----------------------------------------------------------------------------------2- No dia 19/09/2014, os serviços da USPA – Unidade de Serviços Públicos Ambientais procederam à remoção da referida viatura, em virtude da mesma se encontrar em situação de estacionamento abusivo nos termos do artigo 163.º do Código da Estrada (fls. 4 a 8). ----------------3 – Para o levantamento da viatura é devido o pagamento das despesas de remoção e depósito, cujo valor é fixado pela Portaria n.º 1424/01 de 13/12, atualizada pela Portaria n.º 1334-F/2010 de 31/12, respetivamente, 100,00€ (cem euros) da taxa de remoção, acrescidos de 76,00€ (setenta e seis euros) da taxa de depósito, o que perfaz um total de €176 (cento e setenta e seis euros). --------------------------------------------4 – O proprietário Kiala Mange (fls. 9), veio requerer a isenção do pagamento das taxas, alegando insuficiência económica (fls. 20), mediante a apresentação dos comprovativos dos respetivos rendimentos e encargos mensais, que seguem a fls. 11 a 19. Tendo por base a declaração de IRS referente ao ano de 2013, o rendimento mensal do agregado familiar, per capita, é inferior ao valor do salário mínimo nacional. ------------------------------------------------------------------------------------5- A documentação apresentada deve considerar-se prova bastante da insuficiência económica alegada. ----------------------------------------------------Tenho a honra de propor: --------------------------------------------------------------Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea d) do n.º 1 do artigo 5.º do Regulamento de Taxas do Município de Loures, que a Câmara Municipal de Loures autorize o levantamento da viatura com o n.º de 131/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 matrícula 57-87-IO, melhor identificada no processo n.º 13085/2014, com isenção do pagamento das referidas taxas de remoção e parqueamento, no valor de 176,00€ (cento e setenta e seis euros). (…)” -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- POR VOTAÇÃO NOMINAL, A REFERIDA PROPOSTA FOI APROVADA POR UNANIMIDADE. ----------------------------------------------------------------------------- ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------C) ASSUNTOS PARA CONHECIMENTO ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ --- Pelo Sr. Presidente da Câmara, foi dado conhecimento dos seguintes documentos: --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Designação do Representante do Município na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens; --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Relatório de Atividades de 2014 da AEPTL - Associação para o Ensino Profissional em Transportes e Logística; ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Nos termos do artigo quinto do Decreto-Lei n.º 45.362, de 21 de Novembro de 1963, todos os documentos referenciados nas propostas e não reproduzidos na Ata dão-se aqui como transcritos, ficando arquivados, em suporte digital, na plataforma eletrónica “Acesso à Ordem do Dia”, com exceção do documento a seguir identificado, que fica arquivado, em suporte papel, junto às propostas em pasta anexa ao Livro de Atas: --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Proposta n. º 32/2015 – Planta síntese de alterações, a fls.164; Planta síntese, desenho final a fls.163; Planta síntese desenho final, a fls. 77; Planta síntese alterações, a fls.76 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- SEGUIDAMENTE, POR VOTAÇÃO NOMINAL E POR UNANIMIDADE, AO ABRIGO DO ESTATUÍDO NO N.º 3 DO ARTIGO 57.º DO ANEXO I, DA LEI N.º 132/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21 75/2013 DE 12 DE SETEMBRO E NO N.º 3 DO ARTIGO 27.º DO CÓDIGO DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO, FORAM APROVADAS EM MINUTA AS PROPOSTAS DELIBERADAS NA PRESENTE REUNIÃO, APÓS PRÉVIA DISTRIBUIÇÃO, POR FOTOCÓPIA, A TODOS OS MEMBROS DO EXECUTIVO MUNICIPAL. ----------------------------------------------------------------------- ---------------------------------------------------------------------------------------------------- Eram dezanove horas e cinco minutos quando foram encerrados os trabalhos constantes da Ordem do Dia, nos termos que ficam descritos. ----------------------------------------------------------------------------------------------------- A PRESENTE ATA FOI APROVADA POR VOTAÇÃO NOMINAL E POR UNANIMIDADE, NA REUNIÃO DE DOIS MIL E QUINZE, ABRIL, QUINZE, TENDO SIDO DISPENSADA A SUA LEITURA, UMA VEZ QUE A MESMA HAVIA SIDO DISTRIBUÍDA PELOS MEMBROS DO EXECUTIVO, COM ANTECEDÊNCIA, NOS TERMOS DO DISPOSTO NO ARTIGO 4.º DO DECRETO-LEI N.º 45 362, DE 21 DE NOVEMBRO DE 1963. --------------------- O Presidente da Câmara, O Secretário, 133/133 31ª Reunião Ordinária - 2015-01-21