INFORMATIVO MENSAL DA PUC MINAS ARCOS - Nº 23 - ABRIL DE 2004
“Nossa Senhora das Águas, orai por nós!”
E
www.folhadacanastra.com.br
Cida Rezende
ste verso em feitio de oração
está presente no livro-poema
Nossa Senhora das águas -manifesto
em defesa do meio ambiente, de autoria do
professor João Evangelista Rodrigues,
coordenador do curso de Jornalismo da
PUC Minas Arcos. Escrito em forma de
literatura de cordel, fala da importância
da água para a sobrevivência e grita a necessidade de cuidarmos das águas. O livro foi distribuído a mais de 500 pessoas,
durante o lançamento regional da Campanha da Fraternidade de 2004, cujo tema é "Água: fonte de vida".
Num dos pontos da nascente do
Rio São Francisco, no Parque Nacional
da Serra da Canastra, 1.700 fiéis, representantes eclesiásticos, autoridades civis
e militares, se reuniram para agradecer a
Deus o dom da vida e, conseqüentemente, a água que ainda temos em
abundância. Alunos, professores e funcionários da PUC Minas Arcos participaram do lançamento da Campanha, ao
lado de representantes de organizações
sociais, como a Cáritas do Brasil, Articulação do Semi-Árido Brasileiro e comunidades indígenas Pataxó e Maxacali.
Pág. 3
Inscrições abertas
para o Vestibular
O
Vestibular da PUC Minas Arcos para o 2º semestre de 2004
será realizado no dia 06 de junho. As inscrições estarão abertas no período de 19 de abril a 07 de maio de 2004.
O candidato pode fazer a sua inscrição pela Internet (www.pucminas.br) ou nas agências credenciadas da Caixa Econômica
Federal. Mais informações pelos telefones:
(0800) 283-0165 ou (37) 3352-1000.
A primeira queda do São Francisco, de 187m, conhecida como Casca
D'Anta; no detalhe, o pró-reitor, docentes e alunos da PUC Minas Arcos,
no lançamento da Campanha da Fraternidade em São Roque de Minas
Opinião
A
Um golpe, uma ditadura
no de 2004. 40 anos do golpe militar. Nada a comemorar.
No dia 31 de março de 1964, o governo constitucional de João Goulart é
derrubado por um golpe militar, que
implantou no país uma ditadura que se
manteve por 21 anos.
Instala-se uma nova institucionalidade de caráter ditatorial-militar fundada numa Doutrina de Segurança Nacional,
gestada após a Segunda Guerra Mundial
pelo governo dos EUA e propaganda
no Brasil pela Escola Superior de
Guerra (ESG). Implanta-se a lógica do
terror: a identificação e eliminação de
toda e qualquer oposição.
O resultado é espantoso: milhares de banidos, exilados e torturados entre estudantes, professores universitários, operários, lideranças sindicais e religiosos; mais de quatro centenas de
mortos e desaparecidos políticos, cujas
famílias lutam até hoje pela localização dos corpos; obras faraônicas e um
endividamento externo cujo preço ainda pagamos; contas polpudas nos bancos suíços.
No entanto, apesar das heranças
sombrias, inúmeras vozes ousaram se
levantar contra a opressão e forjar a
abertura. Ousaram entoar cantos de
liberdade e alicerçar com seu sangue
e sua dor o edifício de nossa ainda in-
cipiente democracia. Cabe a nós darlhe consistência, redefinir seus contornos, impregná-la do sonho da
igualdade, da liberdade e da justiça.
Para tanto, é preciso resgatar essa memória, reavivar esse passado, enfrentar sua herança materializada na impunidade e na tortura, pronunciar um
NUNCA MAIS atravessado do mais
profundo sentimento de humanidade e repulsa a todo e qualquer autoritarismo. Que tal, um mundo que caiba todo mundo e que caiba todos os mundos?
Moisés Augusto Gonçalves (Catatau)
Mestre em Sociologia Política,
professor da PUC Minas Arcos
Aniversariantes
Malandragem, cerveja e ética
O
assunto recente que tomou
todas as atenções da publicidade brasileira diz respeito ao episódio "Zeca Pagodinho". Pelo
que se lê na mídia especializada, do ponto de vista da estratégia mercadológica,
e mesmo da mensagem, a Brahma saiu
ganhando da Nova Schin. Bom texto,
a música, ambiente alegre e a tolerância à infidelidade, própria da cultura brasileira, confirmam essa tendência.
No entanto, a discussão ética não
pode ficar no pano de fundo. Zeca
Pagodinho é uma celebridade, para usar
um termo da moda, cuja simpatia e carisma podem ser úteis a produtos e marcas. Mas, se ele sempre preferiu a
Brahma, então, por que colocou sua reputação, se é que ele tem alguma, a serviço da Nova Schin? Errou duas vezes,
quando foi e quando voltou. Os valores
pessoais do garoto-propaganda foram
colocados em xeque. Ou seria "cheque"?
Em uma produtiva discussão com
alguns alunos do curso de Publicidade,
observamos que o universo da cultura
popular é tolerante a essa estória e ao seu
protagonista. Parafraseando o humorista José Simão, entre o "ético" e "etílico".
Pagodinho não titubeou. Até agora
(18/03), o Conar- conselho de auto-regulamentação do setor da propaganda - não
viu nada além de um clássico exemplo de
propaganda comparativa, um eufemismo para dissimular a questão da ética.
Na interminável guerra das cervejas,
essa batalha talvez tenha sido favorável à
Brahma. Mas, entre pagode, malandragem,
cerveja e Ética, eu fico aqui, só analisando,
entre um gole e outro do meu guaraná.
Prof. Glauco Grossi de Assis
Publicitário/administrador; coord.
Curso de Publicidade e Propaganda da
PUC Minas Arcos
Abril
1 Altair Reis de Castro
6 Rodrigo Fortini Boschi
10 Gislene Maria de Souza Diniz
12 Alessandro Ferreira Costa
14 Hermes Pimenta de Moraes Jr.
15 Adaury Resende de Oliveira
16 Luís Carlos F. Sousa Oliveira
17 Flávio de Jesus Resende
21 Francinara da Costa Cândido
22 Walace de Almeida Rodrigues
25 Clóvis Vieira do Valle Neto
Nota
Pesquisa e Extensão
A profª do curso de Direito, Klélia Canabrava Aleixo, desenvolve junto com os alunos de Direito um projeto de pesquisa e extensão sobre o
Estatuto da Criança e do Adolescente. O objetivo
do Núcleo de Estudos, segundo Klélia, é de levar o
conhecimento obtido pela pesquisa à comunidade
e efetivar o Estatuto da Criança e do Adolescente
na sociedade. As reuniões do Núcleo são abertas a
todos os alunos do curso de Direito e acontecem
todas terças-feiras, às 17h, na sala de multimídia. O
projeto será executado em abril, com oficinas na
Escola de Informática e Cidadania (EIC).
Expediente
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Grão-Chanceler: Dom Walmor Oliveira de Azevedo Reitor em Exercício: Prof. Eustáquio Afonso Araújo Pró-reitor: Wanderley
Chieppe Felippe Secretário de Comunicação: Jornalista Mário Lara Leite Assessora de Imprensa: Cida Rezende Editor: Ricardo Rodrigues Estagiária Acadêmica: Cláudia Cristina
da Silva Contato: Rua Yolando Sebastião Logli, 255 • bairro Industrial II • Arcos • MG • CEP 35588-000 • Tel. (37) 3352.1010 3352.1008 • Fax (37) 3352.1010 • E-mail:
[email protected] Projeto gráfico: As. Publicidade PUC Minas • Diagramação: Quadro ([email protected]) Impressão: Fumarc Tiragem: 2000 exemplares
2
PUC Arcos no lançamento da Campanha da Fraternidade
O
tema "Água: fonte de vida"
joga luz sobre os problemas
enfrentados no país quanto
à proteção e manutenção da água de
boa qualidade. Com essa escolha a igreja pretende levantar debates e ações
sobre como a água está sendo tratada
em cada cidade da região. É objetivo da
campanha mobilizar a população para
que o direito à água de qualidade seja
efetivado para as gerações presentes e
futuras. "Se está difícil a situação da
água para a maioria da população, o que
será das gerações futuras se nada for
feito?", questionou o bispo de Luz,
dom Antônio Carlos Félix, na cerimônia de lançamento da Campanha da
Fraternidade 2004 junto à nascente do
Rio São Francisco, conhecido como o
rio da integração nacional, em São Roque de Minas.
A orientação do bispo é que todas
as paróquias comecem a despertar os
fiéis para os problemas relativos à questão da água. "Que façam a benção das
águas, nascentes e rios próximos de
cada comunidade, mostrando o que
acontece ali", propõe dom Félix. De
acordo com o documento da Regional
Leste II da CNBB, que reúne 32 dioceses de Minas e Espírito Santo, incluindo
a Diocese de Luz, composta de 33 cidades, a missão da Campanha da Fraternidade deste ano é a conscientizar a sociedade de que a água é fonte de toda a
vida e que o acesso a ela é um direito de
todos.
Na solenidade, o pró-reitor da
PUC Minas Arcos, prof. Wanderley
Chieppe Felippe, afirmou a sua crença
de que a guerra contra o mau uso da
água só será vencida pela educação. "É
pela conscientização que a sociedade
vencerá as batalhas contra os crimes de
poluição da água, desperdício e a não
conservação de nascentes e rios", defendeu. Para Carlos Alberto Cambraia,
aluno do 5º período de Sistemas de
Informação, a campanha faz um apelo
às mudanças no sistema de preservação
e formação das águas. "Espero que a
igreja, junto com as autoridades da re-
CARLOS ALBERTO CAMBRAIA
Um dos pontos da nascente do Rio São Francisco, em São Roque de Minas
gião, possam descobrir as falhas existentes em relação à preservação da água".
De acordo com a organização das
Nações Unidas (ONU), mais de três bilhões de pessoas vivem sem saneamento básico e 18% da humanidade não
têm acesso à água limpa. Paradoxalmente, a abundância não é suficiente
para garantir água de qualidade a todas
as populações.
ram a performance "Água é vida e alegria", adaptada do poema de João
Evangelista. O diretor regional da Emater, Zenaido Lima da Fonseca, falou sobre o projeto de revitalização do Rio
São Francisco.
CARLOS ALBERTO CAMBRAIA
Nossa Senhora das Águas
Vou saudar o São Francisco/Não quero a sua agonia/Pelo poder de Corisco/pela fé
na cantoria/salve o Jequitinhonha/salve o leito de quem sonha/água é vida e alegria/pela
bela Casca D'Anta/cachoeira que anuncia/
fortaleza pura e santa/salto de água mais
fria/pela glória nacional/unidade sem
igual/água é vida e alegria, diz um trecho
do poema de João Evangelista Rodrigues, no livro Nossa Senhora das águas:
manifesto em defesa do meio ambiente (32
páginas, editora Santa Clara), lido pelo
prof. Wanderley Chieppe, durante a
celebração de lançamento da Campanha da Fraternidade no Parque Nacional da Serra da Canastra.
O prof. Moisés Augusto e estudantes de Comunicação Social apresenta-
Na nascente do Rio, alunos do
Grupo de Oração Universitário
reforçam a campanha
3
Jogar futebol de salão é programa legal para professores
P
ara "expulsar o tédio" e promover integração social fora
do ambiente do trabalho, professores da PUC Minas Arcos jogam
futebol, às terças e quintas-feiras, a partir de 22h40, no Poliesportivo de Arcos.
"A idéia de reunir os professores em
um jogo de futebol surgiu do próprio
corpo docente. Muitos deles reclamavam da falta de lazer, de uma descontração na cidade. Alguns até se matricularam em academias, para suprir tal necessidade", conta o prof. Jorge Sündermann, organizador do jogo.
Para ele, o futebol representa um
momento de descontração e relaxamento que antes os professores não tinham. Jorge diz ainda que a brincadeira
ajuda na integração social dos professores. "O jogo vai proporcionar uma
interação, principalmente, entre professores novos do campus, que não moram
na cidade e não conhecem as pessoas e
lugares interessantes de Arcos".
Para Ricardo César, professor do
curso de Comércio Exterior, o jogo de
futebol ajuda os docentes a mudar a rotina de sair do campus e ir direto para casa
CIDA REZENDE
Professores se reúnem para descontrair e relaxar nas partidas de futsal
ou hotel, além de reforçar os laços sociais entre os professores de todos os cursos. "Após os jogos, comentamos e fazemos brincadeiras a respeito da atuação de
cada jogador, quem jogou melhor e fez
mais gols. E isso propicia um ambiente
saudável para as relações de trabalho".
O horário às quintas é aberto só
para professores, mas às terças, abrem
exceção para alunos e funcionários.
Atividades no campus marcam Dia Internacional da Mulher
N
4
o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a alma feminina foi homenageada na PUC Minas Arcos, com a exposição de pinturas, fotografias, varais de
poesias, artesanato, documentários e
reportagens veiculados na TV Intervalo.
Para a coordenadora de atividades interdisciplinares do curso de Comunicação
Social, profª Filomena Bomfim, ao contrário da imagem da mulher como objeto sexual que a mídia mostra, a atividade
fez questão de apresentar "a mulher
sensível que luta pelo direito de viver".
A exposição fotográfica de Françoise Imbroisi mostrou mulheres simples
que expressam no olhar dor e sofrimento. Professora de fotojornalismo, ela diz
que a vida é muito dura para a mulher:
cuidar dos filhos, do marido e ainda trabalhar para complementar a renda familiar é um fardo pesado. "Despertar nas
pessoas a leitura do olhar de cada uma
das mulheres é o objetivo da exposição".
Na mostra de pinturas "A Mulher e
a Flor", a artista plástica Neusa Lima associa a mulher, que tem nomes de flores,
às próprias flores. "É uma homenagem
ao 'feminino' no planeta, seja no reino
animal, vegetal e humano", explica.
Daniela Chaves, aluna do 6º período de Direito, disse que o evento foi
interessante porque a mulher foi homenageada com arte e sensibilidade. "Uma
fotografia despertou a minha atenção: a
de uma senhora prostituta. A imagem
me sensibilizou pela extrema necessidade de a mulher se prostituir para ganhar
dinheiro e foi um choque, porque eu
pensava que prostitutas são somente
mulheres jovens e bonitas".
Data histórica
E
m 1857, no dia 8 de março,
operárias têxteis de uma
fábrica em Nova Iorque entraram em greve, para reivindicar a
redução do horário de trabalho,
de 16 horas por dia para 10. Elas
recebiam menos de um terço do
salário dos homens. Por causa da
paralisação, 130 operárias morreram incendiadas na fábrica.
Universidade possibilita o encontro de várias gerações
A
universidade é caracterizada
pela diversidade de conhecimentos e estilos de pessoas.
Um dos fatores que influenciam nas relações na comunidade acadêmica é a diferença de idade entre os estudantes. Na
PUC Minas Arcos há alunos com idades
que variam de 16 anos, como Danilo
Alexandre Dorjó (1º período de Comunicação integrada), até 65 anos, a exemplo do estudante Fernando Dias Nogueira, do 1º período de Direito/manhã.
O calouro Danilo diz que o único
estranhamento que teve em relação à
passagem do ensino médio para o superior foi o número de pessoas diferentes
que encontrou na sala de aula. "É tudo
novo para mim, porque antes eram
sempre os mesmos colegas de sala e da
mesma idade". Já o aposentado Fernando afirma ter a sensação de estar sonhando. "Saí de um estado de limitação
e de ociosidade, que a aposentadoria
me proporciona". Segundo ele, voltar à
sala de aula evita o ócio, a perda de
identidade, além de desenvolver a autoestima. "Estou vivendo uma lua-de-mel
com a PUC", confessa Nogueira.
aconselhar e discutir vários assuntos. do 1º período de Psicologia, considera
"Na sala de aula é um exercício de
muito interessante ter colegas de
tolerância e paciência. As exsala de aula mais velhos. Ela
“Saí de um
pectativas são diferentes,
observa que o fato de muiestado de
pois cada um está em um
tos deles terem ficado um
limitação
e
de
grau de conhecimento e
tempo longe da escola faz
maturidade. Muitas vezes te- ociosidade, que a com que sejam mais partinho que ficar calada para não aposentadoria me cipativos do que os outros
manifestar um saber que pode proporciona” alunos. "E, também, a expecausar antipatia aos colegas".
riência de vida que é passada
Ana Carolina Silva, 18 anos, aluna
por eles nos faz crescer".
CLÁUDIA SILVA
Troca de experiências
Essa diferença de idade entre os
alunos enriquece o ambiente universitário, proporciona a troca de experiências.
Para a coordenadora do curso de Psicologia, profª Ângela Cibiac, a inserção
de alunos com mais de 40/50 anos nos
cursos superiores é rica e proveitosa,
por eles trazerem uma bagagem diferenciada, em função do tempo vivido e
do contexto em que foram socializados.
Sua experiência como professora universitária mostra que os alunos mais velhos ajudam os novos com a ponderação e a prudência. "E os jovens os contagiam com questionamentos, ânsia de
saber, projetos para o futuro e capacidade de transformação".
A pedagoga e aluna do 1º período
de Psicologia, Marildes Perilo de Castro,
45 anos, afirma que a troca de conhecimentos é importante nos momentos
informais, quando se tem liberdade para
Alvanice Condé de Almeida Dias tem 54 anos, é formada em Letras e voltou
a se dedicar aos estudos, depois de 29 anos longe da sala de aula
Total de alunos da PUC Minas Arcos
9
232
76
1.925
Até 30 anos
De 31 a 40 anos
De 41 a 50 anos
Acima de 50 anos
5
Campanha do Trote solidário recolhe
livros para 10 escolas do município
P
arte dos livros arrecadados de três mil estudantes. Ela elogiou os
com o Trote Solidário foi en- alunos da PUC Minas Arcos pela initregue, no dia 18 de março, à ciativa e pediu a continuidade da camSecretaria Municipal de Educação e panha. "O livro ajuda a construir cidaCultura, num total de 640 livros. O res- dãos", afirma.
tante foi entregue a uma escola de ensiIncentivo às crianças
no médio. De acordo com as especificações do MEC, é necessária a média de
O restante dos livros e material dium livro para cada dez alunos.
dático de ensino médio foram entreA idéia da doação de livros surgiu gues à Escola Estadual Dona Maricota
do programa Leitura Solidária, desen- Pinto, vizinha ao campus da PUC. Nessa
volvido em 2003 por alunos do
escola é desenvolvido o projeto
curso de Publicidade e Propa“O livro nos Educação para Jovens e Adulganda, na Escola Municipal ajuda a construir tos. Para a diretora, Chirlene
Francisco Bonifácio. Este cidadãos, porque Alves Nogueira, os livros
ano, o Trote Solidário tam- o conhecimento não podiam ter chegado em
bém elegeu a arrecadação de
melhor hora. "A compra de
não tem
livros como prioridade.
livros didáticos por parte da
limites”
Segundo Sebastião Daniel,
Secretaria Estadual de Educaestudante do 6º período de Comérção só ocorrerá a partir do ano que
cio Exterior, doar alimentos é uma ini- vem e os nossos alunos não têm como
ciativa limitada em si mesma. "No caso comprar esses livros", afirma.
do livro, a gente não tem noção do que
Wagner Manoel da Silva, 34 anos, é
pode acontecer com essas crianças e aluno do projeto e diz que os livros vão
jovens, porque para o conhecimento ajudá-lo a aproveitar mais as aulas. Para
não há limites".
a sua colega, Valéria Teixeira da Silva,
De acordo com a secretária de 25 anos, esse é um grande incentivo
Educação, Maria Marlene Rodrigues, para quem quer dar continuidade aos
os livros serão distribuídos em nove estudos. "Daqui dois anos, eu quero
escolas do município, atingindo mais estar na universidade", planeja.
CIDA REZENDE
6
Acadêmicos da PUC Minas Arcos se encontram com professores e alunos do
projeto Educação para jovens e adultos, na Escola Estadual Maricota Pinto
Interface entre
Pedagogia e
Administração
P
ara ajudar as organizações a conseguir bons
resultados junto aos
seus funcionários, a Administração conta com o apoio de várias
outras áreas, entre elas a da Pedagogia. O professor da PUC
Minas, David Bonfim, falou sobre "Administração e pedagogia:
ligações necessárias e não perigosas", no dia 12 de março, durante aula magna do curso de
Administração da PUC Minas
Arcos.
Treinamento
De acordo com David Bonfim, o administrador, ao atuar como educador tornará o conjunto
das relações mais eficientes. Para
ele, existe uma diferença clara entre os profissionais de treinamento e desenvolvimento e os pedagogos, mas o conhecimento das
técnicas pedagógicas pode ajudar
a definir melhor o processo de ensino-aprendizagem. "O maior desafio do treinamento como forma
de educação está no querer de todas as pessoas envolvidas e não
no método em si", avalia.
David Bonfim é doutor em
Educação pela Wisconcin’s International University, Estados
Unidos, e lançou recentemente a
segunda edição do livro Pedagogia
no Treinamento (Qualitymark, 208
páginas). A publicação aborda as
várias correntes pedagógicas que
mais influenciam direta
ou indiretamente a área
de treinamento, enfatizando o papel da educação.
Oficina de inglês recebe adesão da comunidade acadêmica
N
este semestre, 84 alunos de
todos os cursos, professores
e funcionários se inscreveram para a oficina de inglês. A oficina
surgiu, em 2002, para fins de nivelamento dos alunos de Comércio Exterior na língua inglesa, considerando a
importância para os profissionais na
área. Atualmente, foi estendida aos demais cursos do campus, dando assim
oportunidade a todos os estudantes interessados, uma vez que o inglês é necessário a quaisquer áreas, explica a
coordenadora do curso de Comércio
Exterior, profª Maria Imaculada de Almeida e Curi.
O objetivo da oficina é dar oportunidade à comunidade acadêmica de
aquisição de vocabulário e fluência na
língua inglesa, de acordo com a coordenadora da oficina, profª Gislene Maria
de Souza Diniz. Estão em funcionamento quatro turmas nos níveis 1, 2 e 3,
coordenadas por monitores voluntários
do curso de Comex. "Além de contribuir com os meus colegas, eu aprendo,
fazendo um treinamento constante do
CIDA REZENDE
Os monitores Guilherme Anselmo e Flávia Ribeiro ao lado de estudantes
da PUC Minas Arcos que participam da oficina de língua inglesa
meu inglês", afirma o monitor voluntário Guilherme Anselmo (3º período).
Há um ano e meio como monitora da
oficina, Flávia Ribeiro do Vale concorda com Guilherme e salienta o avanço
dos alunos. "Eles têm evoluído bastante. Para mim, é uma ótima oportunidade de praticar o inglês".
Informações sobre o funciona-
mento das oficinas no telefone 33521016.
Horários das turmas em andamento
Módulo
Módulo
Módulo
Módulo
1
1
2
3
2ª
3ª
2ª
3ª
e
e
e
e
4ª
5ª
4ª
4ª
Sala
Sala
Sala
Sala
217
217
215
217
18h
18h
18h
18h
Estágio proporciona aprendizado prático a estudantes
O
estágio é o momento de
aplicação da teoria à prática.
A PUC Minas tem diversos
laboratórios e agências júnior, em todas
as unidades, para proporcionar ao aluno
uma prática da realidade de trabalho:
jornais-laboratório, escritórios de assistência jurídica (SAJ) e agências de consultoria são alguns exemplos. Entretanto, existem alunos que passam por esta
experiência na universidade e vão além
dos muros do campus. Káthia Leal e
Maria Aparecida Leal, do 7º período de
Jornalismo, foram monitoras do curso e
agora participam da produção da primeira revista da região Centro-Oeste: A
Par, de Formiga.
Para a estagiária Kátia, que integra
a redação da revista, a experiência tem
sido muito importante. "É muito bom
quando uma empresa proporciona condições a um aluno para estagiar; é um
voto de confiança". A aluna de jornalismo diz também que o estágio em uma
empresa dá uma autonomia ao aluno
que os estágios na faculdade não permitem, por serem direcionados pelos professores.
Segundo Maria Aparecida, que
atua como repórter e também participa
da produção da revista, os alunos que
não fazem estágio por causa da remuneração perdem em experiência. "Os
estudantes não vêem o estágio como
forma de aprendizado e, sim, como forma de ganhar dinheiro fácil". E é justamente o contrário, completa a estagiária, porque há questões que só são
aprendidas e assimiladas na prática, como por exemplo, a ética.
A revista
A
revista A Par é uma publicação da empresa jornalística Laudares e Fonseca Ltda, a
mesma que edita o jornal Pergaminho, no município de Formiga.
A empresa tem convênio de cooperação com o curso de Jornalismo da PUC Minas Arcos. A
revista tratará de assuntos ligados ao comportamento e cultura,
segundo seus idealizadores. A revista será mensal e terá 40 páginas, com uma tiragem de 1 mil
exemplares. O lançamento está
previsto para o dia 28 de abril.
7
Regionalização das atividades de
Extensão começa por Lagoa da Prata
N
o campus de Arcos, a PUC ver in loco a situação social da populaMinas recebe estudantes de ção, o estudante lida com os problemas
todas as cidades da região e e é estimulado a encontrar soluções
por isso é considerada uma referência imediatas", afirma o secretário de Saúde
estudantil no coração do Centro-Oeste e vice-prefeito, Elizeu Silva, que falou
mineiro. A coordenadora de Extensão, sobre os programas, entre eles o de
profª Rita Leal, explica que a Universi- saúde mental, oferecidos pelo SUS.
dade pretende incentivar a partiA assistente social Adriana
cipação dos seus alunos em “Queremos Maria Morais destacou os proiluminar o
projetos de extensão, que
gramas de Erradicação do
envolvam a comunidade em
Trabalho Infantil (Peti) e
ensino, sob a
que ele vive. "Queremos iluAgente Jovem, além da inluz da
minar o ensino, sob a luz da realidade que terface que a Secretaria de
realidade que nos cerca", enfanos cerca” Ação Social estabelece com as
tiza.
áreas de saúde e educação. SeLagoa da Prata, no dia 20 de mar- gundo ela, esse trabalho mostrou que
ço, abriu caminho para que esse traba- 80% das crianças atendidas nesses prolho possa ser desenvolvido em toda a gramas estão desnutridas. "Estará varegião. Neste dia, alunos da PUC que lendo a pena se os futuros profissionais
moram na cidade conheceram os proje- tiverem a noção de que o sucesso de
tos sociais desenvolvidos pela Prefeitu- uma pessoa depende de duas coisas: das
ra Municipal, que estão beneficiando a oportunidades que teve e das escolhas
população da cidade e da região em que fez", acredita Adriana.
várias áreas. Estudantes de Comércio
Na área de Direito, os alunos poExterior, Comunicação, Direito, Psico- dem atuar junto à Promotoria na aplicalogia e Sistemas de Informação identifi- ção de penas alternativas e no acompacaram várias oportunidades de atuação nhamento de penas, explica a coordenas áreas de saúde, educação, assistên- nadora do Serviço de Assistência Judicia social e meio ambiente. "Além de ciária, profª Maria do Carmo Metkzer.
CLÁUDIA SILVA
8
Moradores de Lagoa da Prata que estudam na PUC Minas Arcos se
reuniram com representantes dos poderes Executivo e Judiciário
Seminário analisa
comunicação na
região Centro-Oeste
N
o dia 28 de abril, às 20h, a
PUC Minas Arcos promove
seminário e um amplo debate sobre o papel da comunicação na
região Centro-Oeste, reunindo proprietários de veículos de comunicação, profissionais de agências de publicidade,
editores e repórteres de jornais, rádio e
TV, além de professores e alunos dos
cursos de Comunicação Social.
No seminário será apresentado o
painel "Aspectos da Comunicação Regional do Centro-Oeste Mineiro", pelo
prof. Gerson Martins, especializado em
jornalismo regional. "É uma oportunidade de reflexão para todos aqueles que trabalham com a comunicação no CentroOeste: o jornalismo e a publicidade produzido na região é adequado? Essa é a
pergunta que queremos refletir e discutir", afirma a coordenadora do Seminário,
profª Filomena Bomfim. Mais informações: (37) 3352-1016.
Professor vence
concurso de poesia
O
s jornalistas premiados no 1º
Concurso Nacional de Poesia irão receber os prêmios e
o troféu no dia 15 de abril na Academia
Brasileira de Letras. O concurso, realizado no final de 2003, teve cinco jornalistas vencedores, entre eles, o professor
e coordenador do curso de jornalismo
da PUC Minas Arcos, João Evangelista
Rodrigues. A poesia premiada do professor tem o título de "O namorado da
poesia". A divulgação da ordem de classificação das poesias vencedoras e os
respectivos autores, do 5º ao 1º lugar,
ocorrerá durante a entrega de prêmios.
O evento é dedicado ao jornalista e
poeta Carlos Drummond de Andrade e
promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio
de Janeiro. Na solenidade será lançado
o livro Poesia dos Jornalistas.
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“Nossa Senhora das Águas, orai por nós!”