UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAI GRAZIELLA VALERIO FELTRIN ANÁLISE DO PERFIL ACADÊMICO DA UNIVALI EM COMPARAÇÃO ÀS ESCOLAS FRANCESAS E A INSERÇÃO NO MERCADO DA HOTELARIA INTERNACIONAL ESTUDO DE CASO: PARK HYATT PARIS VENDÔME Balneário Camboriú – Santa Catarina - Brasil 2008 2 GRAZIELLA VALERIO FELTRIN ANÁLISE DO PERFIL ACADÊMICO DA UNIVALI EM COMPARAÇÃO ÀS ESCOLAS FRANCESAS E A INSERÇÃO NO MERCADO DA HOTELARIA INTERNACIONAL ESTUDO DE CASO: PARK HYATT PARIS VENDÔME Produção Técnica-Científica apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria, na Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Ciências Sociais Aplicadas – Comunicação, Turismo e Lazer – Campus Balneário Camboriú. Orientadora: Marli Cardoso Blehm, MSc Balneário Camboriú – Santa Catarina - Brasil 2008 3 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Curso de Turismo e Hotelaria José Roberto Provesi Reitor Mário César dos Santos Vice-Reitor Valdir Cechinel Filho Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão Amândia Maria de Borba Pró-Reitora de Ensino Mércio Jacobsen Secretário Executivo Carlos Alberto Tomelin Diretor do Centro de Ciências Aplicadas – Comunicação, Turismo e Lazer Silvia Regina Cabral Coordenadora do Curso de Turismo e Hotelaria Arno Minella Responsável de Estágio – Curso de Turismo e Hotelaria Balneário Camboriú – Santa Catarina - Brasil 2008 4 GRAZIELLA VALERIO FELTRIN ANÁLISE DO PERFIL ACADÊMICO DA UNIVALI EM COMPARAÇÃO ÀS ESCOLAS FRANCESAS E A INSERÇÃO NO MERCADO DA HOTELARIA INTERNACIONAL ESTUDO DE CASO: PARK HYATT PARIS VENDÔME Esta Produção Técnica-Científica foi julgada adequada para obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria e aprovada pelo Curso de Turismo e Hotelaria da Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Ciências Sociais Aplicadas – Comunicação, Turismo e Lazer. Área de Concentração: Ciências Sociais Aplicadas Sub-Área: Turismo e Hotelaria Balneário Camboriú, 09 de junho de 2008. Profª. Marli Cardoso Blehm, MSc UNIVALI – CECIESA: Comunicação, Turismo e Lazer Orientadora Prof. Arno Minella, MSc UNIVALI – CECIESA: Comunicação, Turismo e Lazer Responsável pelo Estágio Supervisionado Profª. Marlene Huebes Novaes, DRA UNIVALI – CECIESA: Comunicação, Turismo e Lazer Membro da banca Balneário Camboriú – Santa Catarina - Brasil 2008 5 DEDICATÓRIA À minha mãe, Maria Apparecida, que nunca mediu esforços para me ajudar em qualquer momento de minha vida, que lutou pela minha vida e segurança, que teve paciência nos momentos de minha rebeldia, que me acolheu em seus braços nas minhas tristezas, que me aconselhou nas minhas dúvidas e incertezas, que compartilhou comigo inúmeros momentos de alegria, que sempre aceitou minhas escolhas, mesmo que estas significassem a distância e a saudade. A meu pai, Dario (in memoriam). A meu irmão, Bruno, por seu amor, carinho, incentivo e cumplicidade e pelas pelejas que dividimos. 6 AGRADECIMENTOS À Deus, por tudo, por ter me dado a vida e a força para enfrentá-la, À minha família, pelos momentos felizes que compartilhamos, A meu chéri Jean-Rémi, pelo seu amor, apoio e dedicação, Aos amigos que torceram pelo meu sucesso, À UNIVALI e aos seus funcionários, que me proporcionaram o melhor para minha vida acadêmica, Aos professores, que me proporcionaram a possibilidade do aprendizado e desenvolvimento profissional, À minha orientadora, Marli Cardoso Blehm, pelo conhecimento transmitido e dedicação em suas atividades, contribuindo para viabilidade deste trabalho, À empresa Park Hyatt Paris Vendôme e seus funcionários, que me acolheram e fizeram o possível para o meu bom desempenho na empresa, A todos que, de alguma forma, contribuíram para a realização deste trabalho. 7 LISTA DE TABELAS Tabela 01: Quadro de Recursos Humanos do setor de A & B do Hotel Park Hyatt Paris Vendôme........................................................................ 121 8 LISTA DE QUADROS Quadro 01: Programa e Atividades do curso de Graduação de Turismo e Hotelaria da UNIVALI.................................................................... 43 Quadro 02: Programa do Curso de Bacharelado da Escola ESC Troyes........ 47 Quadro 03: Assuntos inseridos no programa do curso de Mestrado da escola ESC Troyes........................................................................ 48 Quadro 04: Assuntos inseridos no programa do curso Técnico Operacional da Escola Ecole Supérieure Internationale de Savignac............... 49 Quadro 05: Assuntos inseridos no programa do curso de Bacharelado da escola Ecole Supérieure Internationale de Savignac.................... 50 Quadro 06: Assuntos inseridos no programa do curso de Mestrado da escola Ecole Supérieure Internationale de Savignac.................... 51 Quadro 07: Assuntos inseridos no programa do curso de Bacharel da Escola Institut VATEL.................................................................... 53 Quadro 08: Assuntos inseridos no programa do curso de Mestrado da Escola Institut VATEL.................................................................... 53 Quadro 09: Assuntos inseridos no programa do curso de Recepcionista na escola École Internationale Tunon................................................ 55 Quadro 10: Assuntos inseridos no programa do curso de Assistente na escola École Internationale Tunon................................................ 57 Quadro 11: Programa do curso de Mestrado MBA da escola ESSEC............. 60 Quadro 12: Resumo das escolas francesas analisadas nesta pesquisa......... 63 Quadro 13: Horário de atendimento do Restaurante “Les Orchidées” e do espaço “La Cheminée”.................................................................. 145 9 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 01: Gênero dos entrevistados ...................................................................... .72 Gráfico 02: Faixa etária dos entrevistados. ............................................................... 73 Gráfico 03: Origem dos estagiários. .......................................................................... 73 Gráfico 04: Tipo de curso dos estagiários. ................................................................ 74 Gráfico 05: Escolha pela profissão pelos estagiários. ............................................... 75 Gráfico 06. Experiência na realização de estágios.................................................... 75 10 LISTA DE FIGURAS Figura 01: Entrada do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome ........................................ .115 Figura 02: Fachada do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome ........................................ 115 Figura 03: Restaurante Les Orchidées.................................................................... 116 Figura 04: Restaurante Pur’Grill. ............................................................................. 116 Figura 05: Le Bar..................................................................................................... 117 Figura 06: Sala de tratamento do Spa “Hyatt Pure Spa” ......................................... 117 Figura 07: Quarto Park Suíte................................................................................... 118 Figura 08: Banheiro Park Suíte. .............................................................................. 119 Figura 09: Organograma do setor de Alimentos e Bebidas .................................... 120 11 LISTA DE ANEXOS ANEXO A – Matriz Curricular III do Curso de Graduação em Turismo e Hotelaria da UNIVALI..................................................................... ANEXO B – Matriz Curricular IV do Curso de Graduação em Turismo e Hotelaria da UNIVALI .................................................................... ANEXO C – 91 92 Matriz Curricular V do Curso de Graduação em Turismo e Hotelaria da UNIVALI .................................................................... 93 ANEXO D – Roteiro de Relatório de Estágio..................................................... 94 ANEXO E – Roteiro de Projeto de Ação............................................................ 95 ANEXO F – Roteiro de Relatório de Pesquisa.................................................. 96 12 LISTA DE APÊNDICES APÊNDICE A – Questionário aplicado aos estagiários (Português).............. 98 APÊNDICE B – Questionário aplicado aos estagiários (Francês)................. 99 APÊNDICE C – Entrevista realizada com o responsável pelo Room Service................................................................................. APÊNDICE D – Entrevista realizada com o assistente do responsável pelo Room Service....................................................................... APÊNDICE E – 101 Entrevista realizada com o responsável pelo Serviço de Eventos................................................................................. APÊNDICE F – 100 102 Entrevista realizada com o Responsável pelo Restaurante Les Orchidées...................................................................... 103 APÊNDICE G – Entrevista realizada com o Gerente de Alimentos e Bebidas................................................................................. APÊNDICE H – 104 Entrevista realizada com o assistente do responsável de Recursos Humanos.............................................................. 105 13 RESUMO O trabalho de conclusão de curso desenvolvido no Park Hyatt Paris Vendôme, da cidade de Paris, França, é de pesquisa. O objetivo geral é analisar o perfil acadêmico da UNIVALI em comparação às escolas francesas, visando à inserção dos egressos da universidade brasileira em empreendimentos do mercado hoteleiro internacional, através de um estudo de caso neste estabelecimento. Nesta pesquisa buscaram-se subsídios teóricos em bibliográficas sobre a formação em hotelaria; contextualizou-se o Park Hyatt como estudo de caso e foram descritos os perfis acadêmicos desenvolvidos pelo curso de Turismo e Hotelaria da UNIVALI e pelas escolas francesas, estabelecendo-se o perfil acadêmico para a inserção no mercado hoteleiro internacional. O Estudo detectou que, tanto as escolas francesas quanto a UNIVALI, preparam corretamente seus alunos para a inserção no mercado nacional em seus países, e que as francesas estão mais direcionadas à inserção de seus alunos no mercado internacional que a UNIVALI, que tem apresentado mudanças, aproximando-se cada vez mais de um modelo de ensino globalizado. Palavras - chave: Perfil Acadêmico. Hotelaria Internacional. Mercado de Trabalho. 14 SUMÁRIO PARTE I PRODUÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA DE ESTÁGIO 1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 18 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................ 23 2.1 Contextualização de turismo............................................................................ 23 2.2 Turismo em aprendizagem acadêmica ............................................................ 28 2.3 Aprendizagem acadêmica versus experiência profissional .......................... 32 3 CONTEXTUALIZAÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO ............................................. 37 3.1 Formação acadêmica da UNVALI em hotelaria .............................................. 37 3.2 Formação acadêmica das escolas francesas ................................................ 45 3.3 Park Hyatt Paris Vendôme enquanto cenário para realização de estágio ... 63 4 RESULTADOS DA PESQUISA ............................................................................. 68 4.1 Procedimentos metodológicos ........................................................................ 68 4.2 Resultados alcançados..................................................................................... 71 4.2.1 Acadêmicos ...................................................................................................... 71 4.2.2 Administradores .............................................................................................. 78 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 81 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 86 ANEXOS ................................................................................................................... 90 APENDICES ............................................................................................................. 97 15 PARTE II RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1 IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA E DO (A) ACADÊMICO (A) ............................ 135 1.1 Dados da empresa .......................................................................................... 135 1.2 Dados da acadêmica ....................................................................................... 135 2 JUSTIFICATIVA................................................................................................... 136 3 OBJETIVOS ......................................................................................................... 138 3.1 Objetivo geral .................................................................................................. 138 3.2 Objetivos específicos...................................................................................... 138 4 CONTEXTUALIZAÇÃO DA EMPRESA .............................................................. 139 4.1 Evolução histórica da empresa até sua organização atual ......................... 139 4.2 Infra-estrutura física atual .............................................................................. 141 4.3 Infra-estrutura administrativa ........................................................................ 146 4.4 Quadro de recursos humanos segundo o organograma............................. 148 4.5 Serviços prestados ao cliente ........................................................................ 141 5 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS POR SETOR ................... 151 5.1 Room Service .................................................................................................. 151 5.1.1 Funções do setor............................................................................................ 151 5.1.2 Infra-estrutura do setor ................................................................................... 160 5.1.3 Atividades desenvolvidas pelo acadêmico no setor ....................................... 161 5.1.4 Conhecimentos técnicos adquiridos ............................................................... 161 5.1.5 Aspectos positivos, limitantes e sugestões administrativas ........................... 162 5.2 Eventos ............................................................................................................ 163 5.2.1 Funções do setor............................................................................................ 163 5.2.2 Infra-estrutura do setor .................................................................................. 167 5.2.3 Atividades desenvolvidas pelo acadêmico no setor ....................................... 169 5.2.4 Conhecimentos técnicos adquiridos ............................................................... 169 5.2.5 Aspectos positivos, limitantes e sugestões administrativas ........................... 170 5.3 Restaurante Les Orchidées e espaço La Cheminée .................................... 171 16 5.3.1 Funções do setor............................................................................................ 171 5.3.2 Infra-estrutura do setor ................................................................................... 178 5.3.3 Atividades desenvolvidas pelo acadêmico no setor ...................................... 179 5.3.4 Conhecimentos técnicos adquiridos ............................................................... 180 5.3.5 Aspectos positivos, limitantes e sugestões administrativas ........................... 180 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 182 REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 183 ASSESSORIAS TÉCNICAS E EDUCACIONAIS ................................................... 184 ANEXOS ................................................................................................................. 185 17 PARTE I PRODUÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA DE ESTÁGIO 18 1 INTRODUÇÃO A globalização trouxe grandes mudanças para o Brasil, inclusive com novas exigências no setor hoteleiro. Grandes redes hoteleiras estrangeiras se instalaram no país nos últimos anos, trazendo com elas clientes de diversos países, empregos e oportunidades. Conseqüentemente, os serviços hoteleiros brasileiros necessitaram ser adaptados a essa nova realidade e a mão-de-obra teve que se qualificar para atender as exigências do novo cliente. Este cenário é confirmado por Rodrigues quando diz que: [...] no início da década de 70, com a vinda das cadeias internacionais, a hotelaria passou a ser desenvolvida com bases mais profissionais, deixando de atender às necessidades pessoais de seus proprietários e buscando atender às necessidades dos seus clientes potenciais. (2008, p.1) Isso provocou um movimento entre os acadêmicos de hotelaria no Brasil, crescendo a procura de experiências de trabalho e estudo no exterior. Essa tendência teve por objetivo o aprendizado de novas línguas, o conhecimento de novas culturas e a aquisição de experiência profissional para melhor atender às necessidades do setor da hotelaria, ora com novos horizontes. No ponto de vista de Carlos Brasil (2008, p.01): Uma série de fatores colaboram para o crescimento do interesse dos brasileiros em viver uma experiência internacional: o diferencial de contar com uma formação no exterior; ter uma experiência de vida em outra sociedade e cultura; e o contato direto com outro idioma. Além disso, o mundo tem-se tornado "menor" com a facilidade proporcionada pelas novas tecnologias da informação e da comunicação globalizadas. Dentre tantos países a serem escolhidos pelos alunos brasileiros, a França se destaca quando se fala em hotelaria. Em sua capital, Paris, estão localizados grandes e renomados hotéis de luxo, assim como conceituados estabelecimentos gastronômicos, que transformam a cidade em destino almejado por acadêmicos do mundo todo, quer estejam em busca de cursos, estágios ou empregos. No site de 19 CampusFrance - agência do Ministério das Relações Exteriores da França, Antoine Pouillieute, embaixador da França no Brasil, afirma que : A qualidade do ensino superior francês atrai anualmente cerca de 250 mil estrangeiros, o que coloca nosso país na terceira posição mundial em termos de destinação estudantil. Nesse conjunto, os brasileiros destacam-se por constituírem, depois da China, a primeira nacionalidade na obtenção de bolsas de excelência do governo francês. (2008, p.01) A realização do estágio no Park Hyatt Paris Vêndome, em Paris-França, permitiu adquirir experiências no setor da hotelaria de luxo e, através da convivência com outros estagiários, constatar as diferenças existentes entre o ensino brasileiro e o francês, o que provocou o delineamento de diferentes perfis acadêmicos. O estudo teve como objetivo geral analisar o perfil acadêmico da UNIVALI em comparação às escolas francesas, visando à inserção dos egressos da universidade brasileira em empreendimentos do mercado hoteleiro internacional. Os objetivos específicos foram: • Buscar subsídios teóricos em bibliografias sobre a formação em hotelaria; • Contextualizar o Park Hyatt Paris Vendôme como estudo de caso; • Descrever o perfil acadêmico desenvolvido pelo curso de Turismo e Hotelaria da UNIVALI e pelas escolas francesas; • Estabelecer o perfil acadêmico para a inserção no mercado hoteleiro internacional. Este trabalho trata-se de um estudo de caso que segundo Goldenberg: [...] é uma análise holística, a mais completa possível, que considera a unidade social estudada como um todo seja um indivíduo, uma família, uma instituição ou uma comunidade, com o objetivo de compreendê-los em seus próprios termos. O estudo de caso reúne o maior número de informações detalhadas, por meio de diferentes técnicas de pesquisa, com o objetivo de aprender a totalidade de uma situação e descrever a complexidade de um caso completo. (1999, p. 33) 20 Na opinião de Gil, (1991, p. 58) “O estudo de caso é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos objetos, de maneira que permita o seu amplo e detalhado conhecimento, tarefa praticamente impossível mediante os outros delineamentos considerados.” E para a realização deste estudo de caso utilizou-se de acordo com Laville e Dionne, “[...] uma reflexão sobre o método, suas variedades, suas práticas e seus efeitos, o que se denomina metodologia” (2001, p.13). A metodologia da pesquisa utilizada foi quantitativa e qualitativa, que de acordo com Silva e Menezes (2001, p.20), a pesquisa quantitativa “considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas”. Já a pesquisa qualitativa: [...] considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem. (2001, p.20) Na obtenção de dados para o presente estudo, foram empregadas três técnicas de pesquisa: observação direta intensiva, observação direta extensiva e documentação indireta, que segundo Marconi e Lakatos (2006, p. 62 e 63): A documentação indireta é a fase da pesquisa realizada com o intuito de recolher informações prévias sobre o campo de interesse [...] O levantamento de dados, primeiro passo de qualquer pesquisa científica, é feito de duas maneiras: pesquisa documental (ou de fontes primárias) e pesquisa bibliográfica (ou de fontes secundárias). Ainda de acordo com os mesmos autores (p. 87 e 98) “A observação direta intensiva é realizada por meio de duas técnicas: observação e entrevista [...] A observação direta extensiva realiza-se por meio do questionário, do formulário, de medidas de opinião e atitudes e de técnicas mercadológicas.” 21 Primeiramente, foi utilizada a observação direta intensiva, efetuada através de entrevistas realizadas com seis administradores responsáveis por setores do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome. Em segundo lugar, foi utilizada a observação direta extensiva, através de questionários respondidos pelos onze estagiários do referido hotel, procedentes de cursos de administração Turística, Hoteleira e de Restaurantes. Finalmente, utilizou-se a técnica de documentação indireta, através de pesquisa documental efetuada junto à UNIVALI e escolas francesas que oferecem cursos de Administração Turística, Hoteleira e de Restaurantes, no sentido de obter a Matriz Curricular de cada uma das instituições. Os dados obtidos foram organizados, sendo que os provenientes do questionário estão apresentados na forma de gráficos, enquanto que as informações, por meio de entrevistas, encontram-se descritas em forma texto. Já a pesquisa documental efetuada junto às instituições de ensino, está apresentada na forma de texto descritivo e quadros contendo as disciplinas ofertadas. O presente estudo está dividido em quatro capítulos. O capítulo dois apresenta os fundamentos teóricos que embasaram o presente estudo; o capítulo três apresenta o objeto de estudo, sendo este a formação acadêmica em Turismo e Hotelaria da Universidade do Vale do Itajaí, e das escolas francesas conveniadas ao Hotel Park Hyatt Paris Vêndome enquanto cenário para a realização de estágio. No capítulo quatro, apresentam-se os resultados das pesquisas realizadas entre os acadêmicos franceses que realizavam estágio no momento deste estudo e de alguns dos administradores responsáveis por setores de interesse. Já no capítulo cinco, são apresentadas as considerações finais onde se exprime o resultado deste estudo de caso. Esse estudo poderá esclarecer dúvidas e trazer conhecimentos aos acadêmicos que pretendem se lançar nessa fatia do mercado, além de alertá-los sobre as ferramentas necessárias ao bom desempenho profissional na hotelaria internacional. Serão apresentados os pontos chaves para o atendimento das exigências do setor, os quais serão relacionados e elencados em sua ordem de prioridade, para que 22 melhor orientem os interessados. Diante desse cenário justifica-se a realização do presente estudo. 23 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Contextualização de turismo Desde a primeira definição para turismo, em 1911, até os dias atuais, ocorreram muitas transformações tecnológicas, sociais, econômicas e conceituais, mas a atividade turística continua a mesma em sua essência (BARRETTO, 1998). Os conceitos foram se ampliando na medida em que mudanças mundiais estavam ocorrendo. A autora (1998) informa que foi um economista austríaco, o primeiro a considerar que “turismo é o conceito que compreende todos os processos, especialmente os econômicos, que se manifestam na chegada, na permanência e na saída do turista de um determinado município, país ou estado” (1998, p.9). É claro que essa abordagem do turismo como atividade econômica, basicamente, é verdadeira e continua atual, mas não se pode esquecer algumas outras interfaces que a atividade apresenta como a social, a antropológica, a ambiental, a política, a científica. A abordagem científica, por exemplo, tornou-se objeto de preocupação há pouco tempo. Ignarra (2003) esclarece que por mais que se trate de uma atividade econômica, geradora de empregos, que muitas vezes é uma forma de diversificar as fontes de renda de uma localidade, o turismo faz parte das ciências humanas e por sua característica interdisciplinar merece um aprofundamento técnico-científico. Atualmente, a definição mais aceita é a adotada pela OMT – Organização Mundial do Turismo que considera o turismo como a “soma de relações e de serviços resultantes de um câmbio de residência temporário e voluntário motivado por razões alheias a negócios ou profissionais” (TORRE, 2002, p.19). Por mais que constem definições contrárias a essa, como a de turismo de negócios, ou atividades que não atendem ao preceito de não obter remuneração ou lucro a partir deste deslocamento, como o intercâmbio internacional de trabalho e estudos (BARRETTO, 1998), deve-se entender a atividade turística, como um fenômeno 24 complexo que exige um planejamento amplo desde infra-estrutura básica e de acesso numa destinação, até os serviços hoteleiros mais sofisticados. As tipologias de turismo, assim como os conceitos, também foram se aperfeiçoando, mas algumas motivações de viagem são antigas. Campos e Gonçalves (1998) descrevem que, historicamente, o homem começou a viajar motivado pela necessidade de comércio com outros povos e a partir disso surgiram as grandes viagens exploratórias. O turismo de saúde, por exemplo, em locais com águas termais, era comum durante o Império Romano1, enquanto o turismo ligado à prática de esportes já estava presente através dos jogos olímpicos na época da Civilização Helênica2. Algum tempo depois, percebe-se a motivação religiosa presente nas Cruzadas3. Data dessa mesma época, o hábito de famílias abastadas enviarem seus filhos para estudar em grandes centros, inaugurando a prática de viagens de intercâmbio cultural. Mas o entendimento de viajar como uma forma de educação consolidou-se a partir da Idade Moderna, após o advento do capitalismo comercial (IGNARRA, 2003). Seguindo a evolução dos tempos, as contribuições mais significativas para o desenvolvimento do turismo surgiram durante a fase do capitalismo industrial. Este cenário é descrito por Campos e Gonçalves (1998) quando apontam as contribuições: • Pesquisas tecnológicas que levaram à construção de maquinário para equipamento de navios, locomotivas; • Recursos de engenharia e arquitetura, que revolucionaram a construção civil, tornando mais confortáveis os meios de hospedagem e mais rápidos e seguros, os meios de transporte; 1 Período de 509 a.C. a 27 a.C. Fase da Grécia Antiga entre 338 a.C. a 146 a.C. 3 Expedições militares, de caráter religioso, ocorridas durante a Idade Média - século XI até século XIII. 2 25 • O crescimento urbano, tanto quanto os novos métodos de administração da produção, decorrentes da industrialização ; • O aparecimento de novos personagens no cenário social: banqueiros, negociantes, engenheiros, professores, advogados, administradores etc., que passam a constituir as chamadas classes médias. Diante disso pode-se perceber a interface social do turismo porque a atividade sofre influências, positivas ou negativas, das mudanças no estilo de vida, no poder de compra, nos desejos das pessoas. Os autores (1998) explicam que, após a II Guerra Mundial4, houve uma mudança na noção de conforto e nos hábitos de convivência social, bem como na organização do turismo, que foi se moldando conforme a sociedade ia evoluindo. Os fatores que contribuíram foram: • A expansão das pesquisas tecnológicas; • O advento da informatização; • A mudança na percepção do uso do tempo livre e; • A diversificação dos eletrodomésticos. Quanto à origem do termo “turismo”, de acordo com Barretto (1998) há duas correntes: o suíço Arthur Haulot considera que a etimologia da palavra vem do hebraico Tur, citado na Bíblia como viagem de reconhecimento. Já o francês tem a palavra tour significando volta, empregado pelos nobres ingleses no século XVII para se referir a um tipo especial de viagem. Independente de como ou onde surgiu a expressão turismo, compreender sua evolução histórica é importante para perceber o grau de influência das mudanças globais na atividade turística que se desenvolve no entorno, no Brasil, em cada Estado e município. Mas para que esse desenvolvimento ocorra são necessários alguns elementos básicos que segundo a autora (1998) compõem o turismo: estrutura de atendimento no local de origem do turista, ou seja, o serviço de planejamento e organização das agências de viagens; as transportadoras rodoviárias ou aéreas (mais comuns) que viabilizam o deslocamento, a viagem propriamente dita e o equipamento receptor no 4 Conflito entre nações do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e Aliados (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França) que se estendeu entre 1939 e 1945 . Fonte: Veja on-line, 2008. 26 local de destino, com serviços prestados ao turista, além das relações entre os visitantes e os residentes do local visitado. Ignarra (2003) compartilha dessa idéia, mas a apresenta com base em quatro componentes: o próprio turista, que busca experiências pessoais e físicas; os prestadores de serviços que trabalham com turismo para obter lucros; o governo que considera o turismo como gerador de recursos e a comunidade do destino turístico que ganha com a geração de empregos e o intercâmbio cultural. Essa visão inicial aprecia os pontos positivos, mas o autor lembra que quando mal planejado e desenvolvido de forma desordenada, o turismo pode causar impactos muito negativos nas comunidades receptoras como especulação imobiliária, poluição ambiental, perda ou alteração significativa da identidade local e aumento dos índices de criminalidade, prostituição etc. Para que não haja implicações negativas ou que elas possam ser minimizadas é necessário direcionar esforços dos poderes: público e privado. E a tomada de decisões correta só é possível com informações consistentes. A grande problemática é que o Turismo, como curso universitário no Brasil, completa pouco mais de 30 anos e a pesquisa científica na área continua incipiente (ANSARAH, 2002). Esse cenário prejudica a profissionalização da atividade turística, pois se observa que, em muitos lugares, ainda é tratada com amadorismo. Assim, entende-se que a qualificação da mão-de-obra merece atenção especial. Pimenta (2005) acredita que treinamento é um fator determinante para qualidade em serviços e o percebe com dois objetivos principais: • Proporcionar conhecimentos que influenciem, positivamente, sobre habilidades e atitudes e; • Exercitar, habituar um funcionário a desempenhar determinada função. Castelli (2003) é enfático na importância que a capacitação do funcionário tem para o sucesso de um empreendimento hoteleiro, mas pode-se estendê-la para todos os setores que se interligam para que a atividade turística seja possível em uma destinação. 27 Este mesmo autor afirma que: As empresas prestadoras de serviços devem apostar fundamentalmente na qualidade do elemento humano, já que a excelência do serviço, condição de competitividade e sobrevivência da empresa, depende de como o elemento humano está interagindo com os clientes. Essa qualidade se obtém através da educação e do treinamento (CASTELLI, 2003, p. 29). Neste cenário, Flores (2002) adverte que alguns gestores hoteleiros, não levam em consideração esse modelo de administração e recusam-se a investir em treinamento de funcionários. Os mesmos argumentam que a sazonalidade e a grande concorrência geram alta rotatividade de pessoal, por isso entendem que treinar um funcionário é aprimorá-lo para os concorrentes. O que eles não percebem é que oferecer treinamento e desenvolvimento pessoal é justamente uma das formas de reter os recursos humanos na empresa. Matias (2002) complementa expondo que até pouco tempo, muitos empresários do setor de turismo percebiam a formação acadêmica como oposta à profissionalização. Aos poucos essa situação está mudando e alguns já se convenceram que uma complementa a outra. Diante dessa realidade em que os empreendedores não investem em qualificação da mão-de-obra, a solução está nas mãos do profissional que tem de escolher entre instituições de ensino que oferecem cursos cada vez mais diversificados. Barretto (1998) ressalta que o grande desafio é desenvolver a capacidade de entender os processos em sua totalidade e intervir neles de forma criativa, mas ao mesmo tempo encontrar uma especialidade que se adapte às características pessoais e às demandas de mercado. Intermediando as relações entre as necessidades do mercado de trabalho e as expectativas das pessoas que buscam qualificação profissional estão as instituições de ensino. Segundo o economista Rodrigo Capelato (2008) não se pode abrir mão da qualidade na educação, mas como a maioria das instituições de ensino superior no Brasil são privadas, precisam seguir tendências e estarem atentas às necessidades de seu público para se manterem no mercado. 28 Para tal, são oferecidos diferenciais como os programas de intercâmbio universitário, voltados aos alunos de graduação que desejam cursar disciplinas em universidades estrangeiras conveniadas. As disciplinas cursadas com aproveitamento e sem possibilidade de convalidação podem ser inseridas no histórico oficial do aluno como disciplinas extracurriculares, o que garante ao aluno um importante diferencial no mercado de trabalho. No caso da Universidade do Vale do Itajaí, há possibilidade de estudar em instituições conveniadas na Alemanha, na Áustria, na Espanha, nos Estados Unidos, na França, na Itália e em Portugal (UNIVALI, 2008). As operadoras de turismo também já perceberam esse nicho de mercado e oferecem programas tanto de trabalho, quanto de estudos no exterior. A empresa STB – Student Travel Bureau, por exemplo, é especializada em comercializar serviços na área de viagens culturais e de lazer no exterior direcionados a jovens e estudantes. Em 2006, o STB recebeu o prêmio Mérito Operadora de Cursos no Exterior, concedido pela Revista Viagem e Turismo da Editora Abril (STB, 2008). Outras empresas como Intercultural Cursos no Exterior, CI – Central de Intercâmbio e BtoW – Brazilians to the World oferecem basicamente os mesmos produtos, mas elementos como o reconhecimento da instituição de ensino ou empresa para trabalhar no exterior, o preço do programa e o que este inclui, a qualidade no atendimento e a confiança na empresa de intercâmbio são determinantes para escolha do cliente. 2.2 Turismo em aprendizagem acadêmica A formação profissional em Turismo no Brasil é relativamente recente, pois apenas a partir da década de 70, após mudanças socioeconômicas e sociais, promovidas pela disponibilidade de capital externo conjugada com a determinação dos governos militares em desenvolver a industrialização no país e realizar investimentos em infraestrutura, é que surgiu a necessidade de melhorar o setor turístico do país, que se expandia rapidamente, apesar da carência de mão-de-obra especializada (REJOWSKI, 2001). Foram criados, então, os primeiros cursos específicos para o setor. Esta situação é confirmada por Matias, quando diz que: 29 A atuação do Bacharel em Turismo emerge no contexto de uma nova profissão, cujos fundamentos foram estabelecidos pelo Governo Federal nos idos de 1971, quando instituiu o curso superior de Turismo no Brasil. Este ato de criação denotou uma opção da sociedade brasileira por desenvolver o turismo de forma planejada, estimulando a formação acadêmica de um profissional destinado a atuar nos diversos campos do sistema do turismo. (2002, p. 86). Bissoli (2003) esclarece que o Ensino Superior de Turismo no Brasil evoluiu à medida que a atividade turística se desenvolvia no país, procurando sempre atender às necessidades do mercado. Prova disso foi a preocupação em levantar quais as disciplinas compunham o currículo de escolas européias para adaptá-las à realidade brasileira e formatar o primeiro curso de Turismo oferecido pela atual Universidade Anhembi Morumbi. Percebeu-se depois, porém, que o currículo mínimo era, excessivamente humanístico e pouco profissionalizante. Atualmente, os currículos dos cursos de graduação disponíveis na área de Turismo e Hotelaria são multidisciplinares, já que a própria atividade turística necessita da colaboração de administradores, designers, economistas, geógrafos, sociólogos etc. Ansarah (2002) informa que o parecer no 35/71 de 28/01/1971 determinava que os Cursos Superiores de Turismo deveriam ter, no mínimo, 1700 horas, e oferecer as matérias de Sociologia, História e Geografia do Brasil, História da Cultura, Estudos Brasileiros, Introdução à Administração, Noções de Direito, Técnica Publicitária e Planejamento e Organização do Turismo. Mas desde 1996 a LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº 9.394), de 20 de dezembro de 1996, documento que norteia e regulamenta os cursos de graduação no Brasil, convencionou que o curso de bacharel em hotelaria deve ter carga-horária mínima de 3000 horas sendo 25% para disciplinas de formação básica, 45% para disciplinas de formação profissional, 15% para disciplinas de formação complementar e 15% para prática do estágio obrigatório. O Curso de Bacharel em Turismo possui estrutura semelhante e difere apenas no que se refere à carga-horária mínima exigida para disciplinas complementar, 20%, restando 10% para prática do estágio obrigatório. de formação 30 A LDB, afirma no artigo que a educação superior no Brasil abrange os cursos seqüenciais por campo de saber, a graduação e os cursos de pós-graduação que compreendem os cursos de mestrado, doutorado, cursos de especialização, aperfeiçoamentos e outros. Ainda neste parágrafo a lei determina que os cursos de graduação sejam reservados aos concluintes do ensino médio ou equivalente e que devem passar por um processo seletivo, já os cursos de pós-graduação são abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação e que atendam as exigências das instituições de ensino. A mesma lei afirma que “A preparação para o exercício do magistério superior far-se-á em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado” (1996, p. 23). O desejo dos pioneiros na formação acadêmica em turismo era profissionalizar pessoas que exercessem o papel de negociadores em empresas privadas e órgãos públicos, visando incrementar, ainda mais, o crescimento que a atividade apresentava durante o “Milagre Econômico”5. Essa visão é demonstrada pelo discurso feito pelo professor Mário Beni na Abertura do I Congresso Nacional de Turismo em 1975: A partir da instalação do primeiro curso de Turismo no Brasil, a fase da improvisação, adaptação e repentinidade começa a ser seriamente ameaçada. O turismo improvidente, desgovernado começa a ser criticamente analisado. São muitos os que hoje se preocupam com sua problemática, mantendo-se em permanente atividade de reflexão e vigília [...] O turismo no Brasil deixou de ser somente posição política administrativa empresarial e passou a constituir-se também, agora em assunto de ordem técnica e científica, e como tal deve ser encardo [...] (REJOWSKI apud MATIAS, 2002, p. 4). Após a grande procura pelo curso de turismo no início da década de 70, fatores socioeconômicos provocaram uma queda considerável durante os anos 80. Em 1989, havia 28 cursos de Turismo em funcionamento no Brasil. A partir de 1996, com a relativa estabilidade econômica proporcionada pelo Plano Real e abertura a investimentos internacionais ocorreu um crescimento na oferta de serviços de lazer, turismo, hotelaria, gastronomia e entretenimento gerando demanda por mão-de-obra 5 Governo de Emílio G. Médici entre 1969 e 1973. 31 capacitada. Por isso, dos 51 cursos existentes em 1996, o número pulou para 200 em 1999 (MATIAS, 2002). Ansarah (2002) apresenta a atualização desses números e descreve que em 2002 já havia 425 cursos em funcionamento no Brasil, sendo 293 caracterizados como bacharelado6 em turismo, 22 como bacharelado em hotelaria, 19 como bacharelado em turismo e hotelaria e 3 como bacharelado em gastronomia. Outros dados da pesquisa “Oferta de Cursos na área de turismo no Brasil: levantamento 2002” demonstra que a modalidade de curso seqüencial7 ou tecnológico8 aparece em menor proporção, a maior concentração de cursos é no Estado de São Paulo e 91,5% dos estabelecimentos de ensino que oferecem cursos de turismo são particulares. Os grandes impasses, com relação a atingir o objetivo de formar profissionais capacitados no ensino superior de turismo, são a qualificação do corpo docente e as propostas pedagógicas oferecidas pelos cursos. Ansarah (2002) ainda considera que o professor, que atua em cursos de turismo, deve estar atento às tendências de mercado, aos impactos gerados e aos acontecimentos que podem interferir na atividade turística como guerras, epidemias, variações climáticas, cambiais. E complementa: O ensino no turismo deve atingir dimensão tanto teórica como prática e o docente somente poderá aprofundar-se nos conhecimentos e direcionar o ensino quando tiver domínio do conteúdo e vivenciar a prática de turismo, realizando visita in loco, antes de abordagem em sala de aula ou em visita técnica com os alunos para a aplicação da teoria na prática. [...] é preciso que o docente mantenha-se atualizado no que concerne à teoria, adequando-se à prática, pois no turismo, o que se entende por verdadeiro hoje, não quer dizer que necessariamente o será amanhã (ANSARAH, 2002, p. 29). Rejowski (2001) antecipou este questionamento, quando considerou o aumento no número de cursos de turismo como uma explosão ou expansão desordenada, colocando em pauta o binômio quantidade versus qualidade. A autora discute se o 6 Bacharelado: graduação de longa duração (4 a 5 anos) voltada para o mercado de trabalho. Curso seqüencial: modalidade de ensino superior de curta duração (1 ano a 1 ano e meio) na qual o aluno que recém concluiu o Ensino Médio desenvolve sua qualificação profissional. 8 Curso tecnológico: graduação de curta duração (2 a 3 anos), em área específica, voltada para o mercado de trabalho (MEC - Secretaria de Educação superior, 2008). 7 32 grande número de acadêmicos formados será, suficientemente, absorvido pelo mercado ou se adquiriram capacitação para constituírem um empreendimento próprio que obtenha sucesso. Por outro lado, a melhor distribuição dos cursos, através da expansão para fora das capitais, gerou propostas diferenciadas, adaptadas às necessidades e realidades locais e regionais. Atualmente, o Brasil já desenvolveu grandes pesquisadores no setor turístico e hoteleiro, que influenciam a qualidade de ensino e aprendizado no Brasil. Trigo e Netto (2003, p.11) confirmam esta situação quando afirmam que: A academia de turismo brasileira tem um papel fundamental na resolução de problemas aqui apontados e discutidos. Primeiro porque hoje já existem mais de quatrocentos cursos superiores de turismo no país; segundo porque um grande número desses cursos conta com pesquisadores jovens que estão se qualificando e começando a compreender o papel social do turismo no mundo contemporâneo. A efervescência de idéias novas e pesquisas profícuas é sentida nos congressos e nos livros sobre turismo que são laçados anualmente no mercado. Assim, com o passar dos anos, várias escolas de turismo foram surgindo e outras se aprimorando. Essa expansão se deve à demanda existente, em um país em desenvolvimento, com um setor turístico recente. E por mais que sejam necessárias algumas mudanças estruturais no setor de ensino superior em turismo, percebe-se que é possível melhorar ainda mais. Pois, à medida que se profissionaliza, o setor adquire know how para certificar pessoas capazes de melhorar os serviços, diversificar a oferta, conquistar clientes potenciais, traçar diretrizes de políticas públicas, enfim, fazer com que a atividade turística cresça e se consolide. 2.3 Aprendizagem acadêmica versus experiência profissional A busca pelo equilíbrio entre a teoria e a prática deve ser o principal objetivo do corpo docente e discente dos cursos de turismo em nível superior. Ansarah (2002) acredita que devido ao caráter interdisciplinar do estudo do turismo torna-se um grande desafio combinar adequadamente educação formal com treinamento profissional, sendo a primeira baseada no desenvolvimento intelectual, e o segundo no processo de desenvolver habilidades e eficiência pela aquisição de conhecimento 33 prático. Uma das formas mais eficientes para se obter conhecimento prático é realizar estágios. Bianchi et al (2002) explica a relevância do estágio como complementação da teoria repassada em sala de aula e oportunidade para vivenciar as práticas na rotina de trabalho habitual de uma empresa do setor turístico. No caso do Estágio Curricular9, enfatiza a necessidade de coerência entre as características da empresa e a área de pesquisa que se deseja direcionar o projeto, pois algumas instituições o exigem, além do relatório de estágio. Para isto, os autores esclarecem que: A grade curricular do curso de Turismo abrange as disciplinas de cunho geral e as específicas, sendo essas últimas direcionadas para as áreas às quais normalmente são encaminhadas as buscas para a realização de estágio. [...] Os locais de estágio devem atender aos conteúdos das disciplinas do curso, para que haja inter-relação entre elas e a prática correspondente. [...] Os alunos matriculados em cursos de Turismo devem ser encaminhados para estágios em: operadoras e agências de viagens; transportadoras turísticas; empresas organizadoras de eventos; empresas organizadoras de recreação e estabelecimentos hoteleiros (BIANCHI et al, 2002, p. 89). Vale lembrar que é bastante válido realizar estágios, curricular ou profissional, não só em empresas privadas, mas também públicas e do terceiro setor, pois ações de conscientização, qualificação e marketing turístico também estão carentes de mãode-obra especializada. O setor turístico, de acordo Barretto (1998), é composto por três áreas principais: transporte, hospedagem e alimentação. E dentre estas áreas pode-se encontrar diversas funções, desde serviços restritamente operacionais a cargos gerenciais ou até mesmo de desenvolvimento do turismo como a pesquisa e a consultoria. Bissoli (2003) também considera a prática de estágio como parte do processo de formação profissional. A autora acredita que o objetivo principal é consolidar os conhecimentos adquiridos na teoria através da observação e prática exercidas no 9 Estágio Curricular: engloba as atividades de aprendizagem social, profissional e cultural, proporcionadas ao estudante pela participação em situações reais de vida e trabalho de seu meio, sendo realizada na comunidade em geral ou junto a pessoas jurídicas de direito público ou privado, sob responsabilidade e coordenação de instituição de ensino (Lei 6.494/77, alterada pela Lei 8.859/94, Decreto 87.497/82). 34 local de trabalho. Outro fator é a familiarização com o ambiente e a situação de trabalho, o que em turismo e hotelaria é crucial, pois os horários são corridos e algumas folgas no meio da semana, característica com a qual nem todos se adaptam. Assim, percebe-se que realizar estágios contribui, inclusive, para que o acadêmico possa encontrar qual área dentro do amplo leque do Turismo e Hotelaria se identifica mais. Para isso, indica-se que o acadêmico busque a prática profissional em diferentes áreas, desde o início do curso, para que na conclusão já tenha adquirido experiência e possa escolher com o que trabalhar. Para que esses estudantes, futuros profissionais, tenham sucesso é preciso que tenham, ou ao menos desenvolvam, algumas características pessoais que as empresas procuram. Bissoli (2003) considera como principais: bom humor, entusiasmo, humildade, participação e apresentação pessoal. Também são muito importantes dinamismo, iniciativa, dedicação, atitudes éticas e facilidade de comunicação. Plum (2008) apresenta que a capacidade de inovação de estagiários e trainees é a nova “menina dos olhos” das empresas, para as quais a inovação representa a combinação entre criatividade e empreendedorismo: identificar um problema, propor a solução e a executar, mas para isso é preciso, em primeiro lugar, estar atento ao que acontece ao seu redor. O mercado busca jovens que tenham idéias criativas e energia para torná-las realidade, mas de acordo com Cabral (2007), estes estão em falta. As universidades não estão formando pessoas preparadas para esse novo perfil, provocando um déficit entre o que a universidade oferece e o que o mercado precisa. A formação do turismólogo precisa, ainda, se desenvolver. O mercado de trabalho não está empregando os turismólogos por não considerá-los aptos e capacitados. Multidisciplinaridade torna complexo o campo de atuação do turismólogo. Atualmente, o profissional de turismo necessita de um cabedal de conhecimentos que o habilite a desempenhar sua função. O aprendizado verdadeiro se dá na prática (CABRAL, 2007, p. 25). Uma das formas de o aluno aplicar os conhecimentos técnicos repassados em sala de aula é participar de empresas juniores. Faria (2007) explica que elas são uma alternativa para complementar, na prática, a experiência nas áreas de gestão e 35 consultoria, já que a maioria das empresas tradicionais que aceitam estagiários lhes designa funções operacionais. As empresas juniores presentes em algumas universidades tem o objetivo de desenvolver profissionais que atendam aos perfis exigidos pelo mercado. A título de curiosidade, a primeira empresa júnior surgiu na França, em 1967, por iniciativa de estudantes da L’Ecole Supérieure des Sciences Economiques et Commerciales de Paris e a partir de então o modelo difundiu-se pelo mundo. Desde aquela época, a preocupação principal era proporcionar experiências práticas antes que os alunos terminassem seus cursos de graduação. Outra opção para moldar a formação profissional é desenvolver atividades complementares, que potencializem a eficiência do desenvolvimento de habilidades e competências. Ansarah (2002) apresenta a teoria da aprendizagem vivencial que defende as experiências práticas, vividas pelo aluno, como essenciais para reflexão, sistematização e teste dos seus conhecimentos teóricos e instrumentais. Diante disso, as instituições de ensino passaram a perceber a importância da participação em eventos relacionados à área de estudo, em projetos de extensão e pesquisa e em trabalhos sociais voluntários cuja carga-horária ajuda a integralizar a cargahorária total prevista para o curso universitário. A experiência de trabalho internacional, além de proporcionar fluência em outros idiomas, é uma das alternativas para conjugar na prática as habilidades pessoais desenvolvidas e o conhecimento teórico adquirido durante o curso de graduação. Ter essa vivência no currículo profissional também tem contado pontos no momento da seleção para uma empresa, pois os recrutadores entendem que quem já morou no exterior assimila com mais facilidade as diferenças e minorias, torna-se mais capaz de se adaptar ao novo e de se relacionar com pessoas e realidades distintas. Em pesquisa da Association Language Travel Organizations foi mensurado o crescimento no interesse por cursos de aprimoramento profissional. O incremento da procura por programas executivos e focados na carreira passou de 36% para 54% (STB, 2008). Mas com a globalização, as exigências de mercado mudam constantemente. Campos e Gonçalves (1998) acreditam que há uma tendência à unificação de 36 empresas e países em grandes conglomerados ou blocos econômicos. E isso dá à cultura, um significado mais internacional e abrangente, propiciando uma articulação em várias áreas, predominantemente, as relacionadas à educação, artes, cultura e lazer. Esse panorama pode ser percebido pelo fato de que, há alguns anos, cursar a graduação em uma instituição renomada e ter fluência em uma segunda língua era suficiente para um recém-formado se colocar no mercado. Hoje, esses “diferenciais” tornaram-se essenciais. Komatsu (2008) complementa que com a aproximação dos países e de suas economias, as empresas se sentem no dever de mudar e se adaptar constantemente. Os programas de intercâmbio de trabalho e estudos são uma resposta a esse contexto de extrema competitividade. A busca pelo terceiro idioma também é cada vez mais freqüente entre executivos e jovens profissionais, sendo que os mais cotados após o inglês são o espanhol, alemão, francês e agora, aquecido pela importância econômica da China, surge interesse pelo mandarin. Atualmente, de acordo com Massari (2007), o Brasil ocupa o 59º lugar no ranking mundial de competitividade no turismo, ficando atrás de países latino-americanos como Costa Rica, Chile, México e Panamá. A infra-estrutura brasileira de transporte terrestre foi o quesito com a pontuação mais baixa, seguida da falta de priorização de estratégias para o turismo e disponibilidade de mão-de-obra especializada. Diante disso, os cinco milhões, aproximadamente, de turistas que visitaram o Brasil, em 2007, segundo Anuário da Embratur, vêm atraídos pelas belezas naturais e culturais. A pesquisa apontou também que itens como segurança, regulamentações específicas, infra-estrutura de transporte aéreo e terrestre e competitividade de preços merecem atenção especial, se o Brasil deseja melhorar essa classificação e incrementar as estatísticas de turistas que visitam o país. E isso só será possível através da educação e capacitação de profissionais polivalentes, com formação multidisciplinar, capazes de assimilar todos os aspectos, impactos e inovações possíveis da atividade turística brasileira. 37 3 CONTEXTUALIZAÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO 3.1 Formação acadêmica da UNVALI em hotelaria10 A Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI iniciou suas atividades no ano de 1989 no município de Itajaí, em Santa Catarina, porém sua história inicia-se no ano de 1964, de acordo com o registro do primeiro documento oficial da Sociedade Itajaiense de Ensino Superior, que previa o funcionamento de duas faculdades. Em 1968, através de uma lei municipal foi criada a Autarquia Municipal de Educação e Cultura da cidade de Itajaí, dois anos depois, em 1970, a autarquia é transformada em Fundação de Ensino do Pólo Geoeducacional do Vale do Itajaí, conhecida como FEPEVI. No ano de 1986 ocorreu mais uma mudança, as Faculdades Isoladas de Ciências Jurídicas e Sociais, de Filosofia, Ciências e Letras, e de Enfermagem e Obstetrícia são transformadas em Faculdades Integradas do Litoral Catarinense (FILCAT). E, somente no ano de 1989 a FILCAT torna-se Universidade do Vale do Itajaí, como é conhecida até os dias de hoje. Na década de 70 iniciou-se uma reivindicação pela instalação de um curso na área do turismo no município de Balneário Camboriú. A escolha deste município se deu pela sua posição econômica ligada diretamente ao turismo. Apesar da implantação deste curso ter sido aprovada em 1971, o Conselho Estadual de Educação não recomendou sua criação, devido a recentes implantados de outros cursos na UNIVALI em Itajaí. Somente no ano de 1989, a Universidade recebeu a solicitação, do poder público e da iniciativa privada do município de Balneário Camboriú, para a realização de convênio entre o Município e a Universidade prevendo a implantação de um curso de Turismo e Hotelaria. 10 Dados extraídos do Site Oficial da UNIVALI (2008), de Projetos Pedagógicos do Curso de Graduação de Turismo e Hotelaria da UNIVALI (2001, 2004 e 2008) e do Caderno de Ensino – Regulamentos das Atividades de Conclusão e das Atividades Complementares do Curso de Turismo e Hotelaria da UNIVALI (2007). 38 O curso de Turismo e Hotelaria da UNIVALI foi criado no ano de 1990 com a implantação do primeiro campus fora da sede da Instituição. No ano de sua criação recebeu o nome de Faculdade de Turismo e Hotelaria – FATUHVI. Com o passar dos anos, outros cursos foram criados no campus de Balneário Camboriú, sendo orientados por uma concepção inter e transdisciplinar ligados ao Turismo. O curso de Turismo e Hotelaria passou por algumas modificações através dos 18 anos de sua existência, alterando sua matriz curricular e modificando aspectos importantes para aprimorar o ensino superior ali oferecido. Atualmente, o curso de Turismo e Hotelaria possui a titulação de Bacharel em Turismo e Hotelaria com duração de 4 anos ou 8 períodos semestrais. No corpo docente do curso encontra-se 7 doutores, 24 mestres e 8 especialistas, além de 2 professores cursando o doutorado e 2 o mestrado. A qualificação do corpo docente do curso influencia, positivamente, a qualidade das aulas oferecidas, assim como outros fatores existentes como os laboratórios e os trabalhos desenvolvidos pelos alunos do curso. O Projeto Pedagógico (2008, p. 09) do Curso de Turismo e Hotelaria exibe o objetivo do curso como sendo: Formar Bacharéis em Turismo e Hotelaria com sólida formação humanística e técnico-científica para atuar no mercado de trabalho, de forma responsável e ética nas áreas de planejamento, gestão sustentável do turismo e/ou áreas afins, produzindo e aplicando conhecimentos multidisciplinares. O curso de Turismo e Hotelaria da UNIVALI capacita seus alunos para agirem nas áreas de Hospitalidade e Lazer, Gestão de Empresas Turísticas, Planejamento e Organização do Turismo e no Planejamento e Desenvolvimento de Eventos. O curso se estende em uma ampla área de atuação, dando a oportunidade dos seus acadêmicos trabalharem em empresas turísticas públicas e privadas, meios de hospedagem e similares, agenciamento e transportes, eventos, consultoria em turismo e hotelaria, turismo e meio ambiente e ainda no setor de alimentos e bebidas. 39 Durante o decorrer dos primeiros anos, o curso atualizou a sua matriz curricular chegando à Matriz Curricular III (Anexo A) no ano de 1997, distribuídos em 10 semestres e oferecendo aulas de todas as áreas, anteriormente citadas, finalizando com a realização da Ambientação Profissional e o Estágio Supervisionado totalizando 3.420 horas de aula. Para melhorar este currículo, no ano de 2004 a Matriz Curricular foi novamente reformulada, criando a de número IV (Anexo B), na qual foram implantadas as disciplinas Viagens Técnicas e aumentou o número de horas de Ambientação Profissional, que já existiam, mas não eram chamadas desta forma. Esta mudança provocou uma diminuição de carga horária do curso passando a 2.940 horas de aula em 8 semestres, porém os assuntos estudados pelos alunos não diminuíram, mas foram distribuídos dentre as disciplinas existentes neste currículo. O Quadro 01 mostra as disciplinas existentes na Matriz Curricular IV do curso de Graduação de Turismo e Hotelaria da UNIVALI e os respectivos trabalhos realizados por semestre: PRIMEIRO SEMESTRE DISCIPLINAS TRABALHOS DESENVOLVIDOS • Sociologia Aplicada ao Turismo; • Projeto Integrado, elaborado na • História e Patrimônio Cultural; integração • Comunicação e Expressão; disciplinas do Primeiro Período, • Elaboração exceto Viagem Técnica. de Acadêmicos; • Turismo e Hotelaria; • Viagem Técnica. Trabalhos de todas as R P 40 DISCIPLINAS TRABALHOS DESENVOLVIDOS SEGUNDO SEMESTRE • Lazer e Entretenimento; • Projeto Interdisciplinar – • Sistema do Turismo; Campanha de Conscientização • Geografia; Turística – Parte 1, envolvendo • Administração Aplicada ao as disciplinas de Sistema do Turismo e Relações Públicas no Turismo e Hotelaria; • Direito Aplicado ao Turismo e Turismo. Hotelaria; • Língua Estrangeira – Inglês; • Viagem Técnica. TERCEIRO SEMESTRE • Gestão de Políticas no Turismo; • Projeto Interdisciplinar – • Economia do Turismo; Campanha de Conscientização • Turismo e Meio Ambiente; Turística - Parte 2; • Matemática Financeira; • Maratona Intelectual de Turismo, • Gestão de Pessoas; dentro das disciplinas Sistema • Língua Estrangeira – Inglês; do Turismo e Gestão de Políticas • Relações Públicas no Turismo; no • Ambientação conhecimento Profissional Turismo, (Laboratório de Turismo e Meio gerando Ambiente). competição; o ampliando dos alunos espírito o e da • Pôster, envolvendo as disciplinas de Turismo e Meio Ambiente, e Ambientação Profissional DISCIPLINAS TRABALHOS DESENVOLVIDOS • Planejamento e Organização do • Pesquisa Aplicada ao Turismo e R P 41 QUARTO SEMESTRE Turismo; Hotelaria, iniciando os alunos à • Pesquisa em Turismo e Hotelaria; praticas de trabalhos técnicos- • Estatística; científicos, desenvolvido disciplinas de estatística e Pesquisa em Turismo e • Administração de Materiais e Patrimônio; • Planejamento e Desenvolvimento • Marketing Turístico; Desenvolvimento Turístico e de Profissional Profissional (Laboratório de Eventos). • Planejamento e Organização do Turismo; Organização • Meios de Hospedagem; • Promoção e Comercialização de do Turismo e Marketing Turístico; • Plano de Turístico • Agências e Transportes; QUINTO SEMESTRE Marketing Municipal – Parte 1, disciplinas de Planejamento e (Inventário Turístico); • Ambientação Hotelaria; • Projeto Interdisciplinar: Plano de de Eventos; • Ambientação nas Desenvolvimento e de Marketing Municipal – Parte 2; • Projeto Interdisciplinar: Criação e Desenvolvimento de uma Agência de Viagens e Turismo Produtos Turísticos; • Contabilidade Gerencial; nos diferentes segmentos do • Ambientação Profissional Mercado – Parte 1, envolvendo (Laboratório de Agenciamento e as disciplinas de Agências e Transportes); Transportes • Ambientação Profissional (Plano de Desenvolvimento Turístico); • Viagem Técnica. e Contabilidade Gerencial; • Roteiro para a elaboração do plano de marketing – Empresas turísticas, disciplina desenvolvido de Comercialização Turísticos. Promoção de na e Produtos DISCIPLINAS R P 42 TRABALHOS DESENVOLVIDOS • Agências e Transportes; • Criação e Desenvolvimento de • Meios de Hospedagem; uma • Planejamento e Desenvolvimento Turismo • Gastronomia; SEXTO SEMESTRE de nos Viagens e diferentes segmentos do Mercado – Parte dos Meios de Hospedagem; • Gestão Agência 2; Financeira e • Projeto Interdisciplinar de Meios de Hospedagem – PIMH – Parte Orçamentária; • Ambientação Profissional 1. (Laboratório de Hospedagem); • Ambientação Profissional (Laboratório de Agenciamento de Transportes); • Ambientação (Laboratório Profissional de Alimentos e Bebidas). • Ambientação Profissional (Laboratório de Hospedagem); • Projeto Interdisciplinar de Meios SÉTIMO SEMESTRE de Hospedagem – PIMH; • Planejamento e Desenvolvimento de Meios de Hospedagem; • Gestão de Serviços de Alimentação; • Consultoria em Turismo e Hotelaria; • Mercado de Trabalho – Tendências; • Viagem Técnica. • Projeto Interdisciplinar de Meios de Hospedagem – PIMH – Parte 2. R P 43 DISCIPLINAS SEMESTRE OITAVO • Estágio Supervisionado TRABALHOS DESENVOLVIDOS • Relatório de Estágio Supervisionado; • Projeto de Ação ou Relatório de Pesquisa. Quadro 01: Programa e Atividades do curso de Graduação de Turismo e Hotelaria da UNIVALI. Fonte: Adaptado do Projeto Pedagógico do Curso de Graduação de Turismo e Hotelaria da UNIVALI, 2004. A última mudança na matriz do curso de Turismo e Hotelaria ocorreu no ano de 2007 com a implantação da Matriz Curricular V (Anexo C). Esta nova matriz não passou por grandes mudanças mantendo a duração de 8 semestres e aumentando poucas horas passando a ter 2.985 horas de aula, porém o número de horas exigidas no Estágio Supervisionado realizado no último semestre do curso diminuiu dando espaço para Atividades Complementares. Estas atividades estão divididas em 160 horas de Ensino, 20 horas Pesquisa e 15 horas Extensão e Cultura, incentivando os acadêmicos a se aperfeiçoarem no setor turístico e hoteleiro. As atividades Complementares de Ensino de acordo com o Projeto Pedagógico 2008 compreendem: I – Estágio Curricular não obrigatório desenvolvido na Organização em que se realizou o Estágio Curricular Supervisionado; II – Demais estágios curriculares não-obrigatórios; III – Monitoria Voluntária e/ou remunerada. As Atividades Complementares de Pesquisa compreendem: I – Participação no Programa de Bolsas de Iniciação Científica (ProBIC); II – Participação no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC); III – Participação no Programa de Bolsa de Pesquisa concedida através do Artigo 170 da Constituição Estadual; IV – Participação no Programa Integrado de Pós-Graduação e Graduação (PIPG); 44 V – Participação Voluntária em programas de pesquisa; VI – Trabalhos científicos publicados, em mídia imprensa ou eletrônica, na área e/ou afim (artigos, resumos, resenhas, pôsteres) publicados em periódicos nacionais, periódicos internacionais, anais e periódicos eletrônicos; VII – Artigos nas áreas e/ou afim, publicados em jornais, revistas, cadernos e similares; VIII – Publicação de livro ou capítulo de livro na área de Turismo e Hotelaria e/ou afim; IX – Apresentação de projetos de pesquisa em eventos de iniciação científica (internos e externos); X – Apresentação de trabalhos, pôsteres e/ou comunicação oral em eventos científicos, em forma de pôsteres e/ou comunicação oral (internos e externos); XI – Participação, como ouvinte, em bancas de defesa pública de teses de Doutorado, dissertações de Mestrado ou monografias de Especialização e Graduação em áreas afins; XII – Publicação de artigo científico do TCC/Monografia; XIII – Participação, como ouvinte, em palestras, mini-cursos, conferências, oficinas, congressos, simpósios, seminários, cursos e fóruns, com carga mínima de 8 horas. As Atividades Complementares de Extensão e Cultura compreendem: I – Participação em projetos de Programa industrial de Extensão e Cultura da UNIVALI; II – Participação em colegiados: dos Superiores, do Centro e do Curso; III – Atividades relativas à organização de eventos na área de Turismo e Hotelaria; IV – Participação em ações sociais, cívicas e comunitárias, prestando serviços relacionados à área de Turismo e Hotelaria de forma voluntária para a comunidade, desde que reconhecidos pela comissão de acompanhamento das Atividades Complementares do Curso de Graduação em Turismo e Hotelaria da UNIVALI; V – Premiação de trabalhos em concursos e festivais acadêmicos; VI – Atividades Profissionais desenvolvidas em empresas turísticas no Brasil e/ou no Exterior. 45 O Estágio Supervisionado do Curso de Turismo e Hotelaria da UNIVALI é obrigatório para todos os acadêmicos do curso e deve ser realizado em empresas do setor turístico e hoteleiro conveniadas ao curso. A carga horária do estágio é de no mínimo 300 horas e os acadêmicos são acompanhados por orientações com professores de turismo e hotelaria para a realização de um Relatório de Estágio (Anexo D) e um Projeto de Ação (Anexo E) ou Relatório de Pesquisa (Anexo F). Além do curso de Graduação de Turismo e Hotelaria, o Centro de Educação de Balneário Camboriú – CE-BC oferece os cursos de Mestrado e Doutorado. O Curso de Mestrado em Turismo e Hotelaria está em funcionamento desde 1997 e possui dois focos de pesquisa: Planejamento e Gestão dos Espaços para o Turismo e Planejamento e Gestão de Empresas de Turismo. Já o curso de Doutorado em Administração e Turismo se instalou mais recentemente, no ano de 2007, e é a primeira universidade no Estado de Santa Catarina a oferecer este tipo de programa. 3.2 Formação acadêmica das escolas francesas As escolas e universidades francesas no setor turístico e hoteleiro apresentam diferentes tipos de programa de curta ou longa duração. Um aspecto importante a ressaltar é que em sua maioria possui estágios durante todo o curso e que têm diversas parcerias com outras escolas e universidades no exterior, além dos convênios de empresas nomeadas na França e em outros países, nos cinco continentes. As escolas francesas cujas matrizes curriculares foram escolhidas para a pesquisa por serem as freqüentadas pelos estagiários presentes no Hotel Park Hyatt Paris Vêndome, durante o período no qual a autora estagiou. Vale ressaltar que o hotel recebe estagiários do mundo todo. • École ESC Troyes A Escola ESC Troyes foi fundada em 1992, mas somente em 2004 iniciaram-se os cursos de Administração do Turismo, com opção de Bacharelado em três anos 46 (Indústria do Turismo, Viagens e Lazer) ou Mestrado em cinco anos (Administração Internacional do Turismo e de Lazer). O curso conta com parcerias de diversas empresas do setor turístico que interagem regularmente com os estudantes. Os cursos ainda oferecem trabalhos de grupo; seminários especializados, animados por profissionais; projetos de eventos; cursos de inglês e experiência obrigatória no estrangeiro. Os estudantes são colocados em situações práticas através da gestão de projetos e também trabalham com projetos de pesquisa. O curso de Bacharelado tem duração de três anos iniciando com o aprendizado teórico e prático, passando por um semestre obrigatório em uma das 34 universidades conveniadas no exterior a partir do segundo ano. No primeiro ano, os alunos devem realizar um estágio de descoberta obrigatório de no mínimo um mês. No segundo ano devem passar por um estágio operacional de no mínimo três meses, além de um intercâmbio de um semestre em uma Universidade no exterior ou trabalhar durante um ano em uma empresa turística. No decorrer do terceiro ano os alunos realizam um estágio profissional obrigatório de no mínimo cinco meses e assistem diversas palestras no decorrer do semestre. Todos os estágios devem ser realizados em empresas turísticas. O Quadro 02 apresenta algumas das disciplinas dos cursos seguidos pelos estudantes do curso de Bacharelado da escola ESC Troyes: PRIMEIRO ANO Fundamentos SEGUNDO ANO do Regulamento Turístico Marketing Nacional e Internacional Comunicação Marketing de Eventos Abertura sobre o Direito Seminário TERCEIRO ANO Teatro e Improvisação Relatório de Gerenciamento de Comercial e Direito Civil Desenvolvimento Pessoal Economia Internacional Hotelaria Atualidades do Turismo Gerenciamento de Equipe 47 PRIMEIRO ANO Línguas SEGUNDO ANO e Culturas do e Futuro da Mundo História Restaurantes Indústria de Viagens e do Desenvolvimento Turístico TERCEIRO ANO Analise Financeira Seminários Lazer; Venda de Produtos Turísticos Controle de Gestão Marketing de Serviços Seminários Tours Operators Transportes Turísticos de Turismo e Hotelaria no Desenvolvimento Pessoal campo e acampamento Eventos Parques de Lazer Relação Cliente Restaurantes Turísticos Contabilidade e Análise de Custos Estratégias de Distribuição Cassinos Instrumentos de Escritório Eventos, Salões e Turismo e Informática; de Negócios Marketing Turístico Estudo de Mercado Turismo em Estações de Verão e Inverno. Quadro 02: Programa do Curso de Bacharelado da Escola ESC Troyes. Fonte: Adaptado de Escola ESC Troyes, 2008 O curso de Mestrado tem duração de dois anos, sendo a continuação do curso de Bacharelado da mesma escola ou para estudantes que vem de outras escolas com no mínimo de três ou quatro anos de estudos universitários, mas não obrigatoriamente na mesma área. Para a adaptação de alunos de outras áreas são realizados seminários sobre assuntos do setor turístico. No primeiro semestre do mestrado, metade das aulas é realizada em inglês e o segundo semestre totalmente na língua inglesa. No segundo ano os alunos passam por uma das universidades conveniadas durante os primeiros seis meses garantindo a obtenção de um duplo diploma e aulas em inglês, alemão ou espanhol; e, no segundo semestre realizam um estágio de pesquisa e aplicação durante seis meses. 48 O Quadro 03 a seguir mostra alguns dos assuntos estudados durante o curso de mestrado: DISCIPLINAS REALIZADAS PRIMEIRO ANO Administração MODULOS SEGUNDO ANO SETORIAIS e Primeiro semestre em uma Grandes e Universidades Tour Operators Marketing de Serviços das Avançados Viagens conveniadas Turismo e Indústria do Gerencia Lazer: uma perspectiva Hospitalidade de estratégia Internacional Gerencia Financeira da Gerencia de Hotéis de Internacional Luxo Inovação no Turismo Gerencia de restaurantes de Luxo Projetos de Engenharia Organização do Turismo Grandes Eventos de Turismo Internacional Evolução, impactos e Segundo semestre: estágio de do pesquisa possibilidades e aplicação na França ou exterior. turismo de luxo Recrutamento no Setor de Luxo Marketing Turístico de Luxo e (distribuição e ferramentas) Clientes e serviços especiais; Gerenciamento de Marcas e Problemas no Turismo de Luxo Quadro 03: Assuntos inseridos no programa do curso de Mestrado da escola ESC Troye.s. Fonte: Adaptado de Escola ESC Troyes, 2008. 49 • Ecole Supérieure Internationale de Savignac A Escola Superior de Savignac é um estabelecimento administrado pela Câmara de Comércio e Indústria de Périgueux criado em 1988. Desde esta data a escola já formou 616 estudantes, sendo 12% de estrangeiros e está localizada na cidade de Savignac-les-Eglises, próximo de Périgueux, sudoeste da França. A Escola Savignac oferece três tipos de curso: Técnico Operacional, Bacharelado e Mestrado, podendo ser seqüencial. O curso Técnico Operacional tem duração de dois anos e prepara seus alunos para a gerência de serviços operacionais bilíngüe passando parte da formação na Universidade conveniada Stratford upon Avon College em Londres na Inglaterra e por um Estágio Obrigatório de 1000 horas em uma empresa conveniada, sendo que a escola podendo esta ser na França ou no exterior. O Quadro 04 mostra algumas das disciplinas e/ou assuntos realizados durante o curso: PRIMEIRO ANO SEGUNDO ANO NA FRANÇA (1º E 2º TRIMESTRE) NA INGLATERRA Inglês intensivo Inglês Eficiência pessoal Administração operacional Administração Operacional de Restaurantes Administração Operacional da Recepção Introdução a Gestão Financeira Aplicada ao Setor NA INGLATERRA (3º TRIMESTRE) Marketing Eficiência Pessoal Conhecimento do Mundo Empresarial Gestão de Horários de Trabalho na Hotelaria e em Restaurantes CURSOS OPCIONAIS Inglês Administração de Cafés Qualidade de Serviços Administração de Cozinhas Administração dos Empregados Administração de Restaurantes Administração de Hospedagem Quadro 04: Assuntos inseridos no programa do curso Técnico Operacional da Escola Ecole Supérieure Internationale de Savignac. Fonte: Adaptado de Escola Ecole Supérieure Internationale de Savignac, 2008. 50 Durante o período realizado na Inglaterra, o estudante passará dois dias por semana na Universidade e três ou quatro dias por semana na empresa, na qual fará o estágio em uma das empresas conveniadas a universidade. O curso de Bacharelado tem duração de um ano suplementar ao curso de Técnico Operacional, totalizando 3 anos de curso para a obtenção do diploma de Bacharel, passando por aulas técnicas e teóricas, assim como cursos no exterior. É obrigatória a realização do curso Técnico Operacional da Escola Savignac ou equivalente para ingressar no curso de Bacharelado. (Quadro 05) PRIMEIRO TRIMESTRE SEGUNDO TRIMESTRE TERCEIRO TRIMESTRE NA FRANÇA NA INGLATERRA NA FRANÇA Inglês intensivo Conhecimento de Instrumentos de Gerencia Estratégica Informática Aplicados ao Aplicada Setor Novas Desenvolvimento Pessoal Tendências de Gerenciamento no Setor Auditoria, Hoteleiro e Controle e de Conselho de Empresas Restaurantes Introdução a Gerenciamento de Organização de Eventos Estratégias Aplicadas Introdução a Auditoria Controle e Conselho de Empresas Monografia em Pesquisa Monografia em Pesquisa Aplicada (continuação) Aplicada. Quadro 05: Assuntos inseridos no programa do curso de Bacharelado da escola Ecole Supérieure Internationale de Savignac. Fonte: Adaptado de Escola Ecole Supérieure Internationale de Savignac, 2008. O curso de Mestrado tem duração de dois anos e possui como requisito uma formação no mesmo setor de no mínimo três anos ou do certificado de conclusão do curso de Bacharel da Escola Savignac. Para estudantes de outras áreas será acrescentado um ano de formação preparatória. Assim como os outros cursos 51 oferecidos pela escola, uma parte é realizada na Universidade conveniada Stratford upon Avon College em Londres na Inglaterra. Durante o curso de mestrado os alunos aprendem sobre a Administração Hoteleira e de Restaurantes, passando pela realização de um estágio obrigatório de cinco meses e da realização de um projeto de criação de uma empresa. O Quadro 06 apresenta os assuntos vistos durante o curso: PRIMEIRO ANO SEGUNDO ANO Política Geral de Empresas e Estratégias Administraçao Turistica Marketing e Gerência Comercial Administração de Eventos Gestão e Desenvolvimento de Recursos Administração de SPA Humanos Gestão Econômica e Financeira Administração de Cassinos Direito Projeto de Construção de Empresa Comunicação Estagio de cinco meses na França ou no estrangeiro (USA, Canadá, China, Índia, Oriente médio, Polinésia) Gerencia da Hospitalidade Gerencia Hoteleira e de A&B11 Mercado Global de Serviços Alimentícios O Mercado de Restaurantes e as Projeto de Criação de uma empresa Tendências de Consumação Estudos de Marketing em A&B Regulamentos Hoteleiros e em Restaurantes Quadro 06: Assuntos inseridos no programa do curso de Mestrado da escola Ecole Supérieure Internationale de Savignac. Fonte: Adaptado de Escola Ecole Supérieure Internationale de Savignac, 2008. 11 Alimentos e Bebidas 52 • Institut VATEL A Escola Superior de Comercio e Gestão Vatel foi fundada em 1981 e desde a sua criação aumentou o número de escolas chegando hoje à 16 escolas em diversos países. Na Europa suas escolas estão concentradas em 3 cidades da França e uma na Rússia, na América Latina ela possui uma escola no Canadá, uma no México e duas na Argentina. Na África possui uma escola na Tunísia, uma no Marrocos e uma na Ilha Maurice. No continente Asiático existe ainda quatro escolas localizadas nas Filipinas, Índia, Tailândia e China. A Escola Vatel possui 2 diplomas diferentes sendo cursos complementares e seqüenciais. O curso de Bacharel e o curso de Mestrado. O curso de Bacharel em Administração do Turismo, especializado na Hotelaria Internacional tem duração de 3 anos e permite aos estudantes de incorporarem cargos operacionais no meio cultural e econômico europeu. O Quadro 07 mostra os assuntos estudados durante os três anos de curso de Bacharel: PRIMEIRO ANO. SEGUNDO ANO TERCEIRO ANO Administração Administração Gerenciamento Marketing Marketing Promoção de empresas Administração de Administração de Administração Recursos Humanos Recursos Humanos Recursos Humanos Informática Informática Informática Economia de empresas Direito Hoteleiro e Direito Projeto de Carreira de negócios Cultura Profissional Economia Gerenciamento Intercultural Imagem Própria Atualidades Estudo de Caso Inglês Engenharia/Arquitetura Marketing Espanhol ou Alemão Nutrição Cultura Européia Alimentos e Bebidas Vinhos do Mundo Economia Turística de 53 Hotelaria Inglês Negociação Aplicações Práticas Espanhol ou Alemão Inglês Estágio de 4 meses Aplicações Práticas Espanhol ou Alemão Estágio de 4 meses Aplicações Práticas Estágio de 6 meses Quadro 07: Assuntos inseridos no programa do curso de Bacharel da Escola Institut VATEL. Fonte: Adaptado de Escola Institut VATEL, 2008. O curso de Mestrado em Administração do Turismo, especializado na Hotelaria Internacional visa formar alunos para cargos gerenciais em Marketing/Comercial, Gestão/ Finanças, Alimentos e Bebidas além do gerenciamento hoteleiro Operacional. Este curso possui a duração de um ano suplementar ao curso de Bacharel ou outro curso que seja considerado equivalente ao curso da escola Vatel. O Quadro 08 mostra alguns dos assuntos vistos pelos alunos durante o curso de Mestrado da escola Vatel: PRIMEIRO ANO SEGUNDO ANO Gestão e economia Financeira Gestão Marketing Finança Gestão de Recursos Humanos Marketing Economia Turística Recursos Humanos Direito de Negócios Psicologia Fiscalização de empresas Estratégia de criação de empresas Estratégia de empresas Geopolítica do Turismo Turismo e Viagens Europa e a organização turística Inglês e Espanhol ou Alemão Línguas Ferramentas da comunicação e Informática Informática aplicada Projeto Pessoal e Profissional Projeto Pessoal (inicio) (Continuação) Estágio de 6 meses Estágio de 9 meses e Profissional Quadro 08: Assuntos inseridos no programa do curso de Mestrado da Escola Institut VATEL. Fonte: Adaptado de Escola Institut VATEL, 2008 54 As práticas de todos os estágios podem ser realizadas em outros países em empresas turísticas ou hoteleiras que possuem parcerias com a Escola Vatel, assim como empresas renomadas na França. • École Internationale Tunon A Escola Tunon possui quinze campi em diferentes cidades francesas e um na Suíça, oferecendo cursos profissionalizantes de pequena duração e especializados nos setor turístico e hoteleiro. As escolas estão localizadas nas cidades de Bordeaux, Caen, Lille, Lyon, Marseille, Montpellier, Nancy, Nantes, Nice, Paris, Reims, Strasbourg, Toulouse, Tours e Genebra. A Escola Tunon foi criada em 1964 iniciando com o curso de Recepcionista. Até 1987, a escola criou parcerias com empresas internacionais e se tornou internacional criando as primeiras escolas no exterior (EUA e Suíça). Entre 1987 e 1990 novos cursos foram criados assim como os certificados de primeiros socorros. Em 2001, o último campus foi instalado na cidade de Nice, na França. Até o ano de 2008 novos cursos foram criados melhorando a reputação da escola que hoje possui 44 anos no mercado. A última conquista da escola foi o certificado de aulas de inglês via Internet perante o Conselho da Europa. A escola oferece seis cursos no setor turístico e hoteleiro, sendo estes os cursos de Recepcionista, Assistente, Turismo, Recepção Hoteleira e Promoção do Turismo, porém os mesmos não são todos oferecidos nos mesmos campi. O curso deformação de Recepcionista forma os alunos para trabalharem em hotéis, agencias de viagens, companhias aéreas e em agencias de relações públicas. O curso tem duração de um ou dois anos e 11 semanas de estágio profissional em empresas durante os dois anos de curso. No primeiro ano de curso o aluno iniciará o aprendizado das técnicas profissionais e o segundo ano de curso é especializado em turismo, viagens e relacionamento de prestigio. O Quadro 09 mostra os assuntos vistos nos 2 anos de curso: 55 PRIMEIRO ANO SEGUNDO ANO Inglês; Inglês; Alemão ou Espanhol ou Italiano; Alemão ou espanhol ou Italiano; História as civilizações; Maquiagem, estética e valor próprio; Geografia econômica e política Oratória; História da Literatura; Recepção VIP; Comportamento não verbal; Organização de eventos; Expressões teatrais; Psicologia e gestão de conflitos; Expressões escritas; Estratégias de sucesso; Metodologia da escrita; Conselhos de Moda, beleza e Luxo; Anotações; Relação com os Clientes; Normas de boas maneiras; Cultura e termos Internacionais; Economia Geral; Turismo; Instruções civis; Organização de viagens; Atualidade; Animação e Lazer; Economia turística; Recepção Hoteleira; Mundo do turismo e da Hotelaria; Comunicação e Relações Públicas; Marketing Pessoal; Marketing Telefônico e comunicação eficaz; Recepção; Técnicas de redação em empresas; Correspondência; Geografia, arte e localizações turísticas; Informática; Informática e Internet. Procura por emprego e direito social; Atualidades. CURSOS COMPLEMENTARES CURSOS COMPLEMENTARES Intensivos de inglês, alemão, espanhol e Intensivos de inglês, alemão, espanhol, italiano. italiano, japonês e mandarim. Quadro 09: Assuntos inseridos no programa do curso de Recepcionista na escola École Internationale Tunon. Fonte: Adaptado de Escola École Internationale Tunon, 2008. O curso de formação de Assistente da Escola Tunon tem duração de 2 anos e é realizado m alternância, ou seja, o aluno passa uma semana na escola e uma semana em uma empresa conveniada, assim continuamente durante todo o curso. 56 Este curso prepara os alunos para trabalharem como Animadores do Turismo, agentes comerciais, recepcionista de hotel ou comissário/comissária de bordo. O curso visa sobre tudo o setor da comunicação do turismo. O Quadro 10 mostra alguns dos assuntos estudados pelos alunos durante os dois anos de curso: PRIMEIRO ANO SEGUNDO ANO Inglês; Inglês de Negócios; Espanhol ou Alemão; Espanhol ou Alemão ou Italiano; Desenvolvimento pessoal e facilidade Imersão em empresa: simulação de comportamental: Expressão teatral e entrevista, teste de seleção, legislação e oratória; direito social; Psicologia e gestão de conflitos; Informática e Internet; Recepção VIP e organização de eventos; Serviços de escritório; Organização, Comunicação e princípios de Marketing; Orientação e Acompanhamento de viagens; Potencial da comunicação e marketing telefônico; Relações públicas; Hotelaria – técnicas e softwares; Transportes; Técnicas de redação em empresas e Orientação e Comunicação no Marketing competências da comunicação; Publicitário; Técnicas Turísticas: Ofícios do setor Estudo de Mercado e meios de ação do turísticos; Marketing; Turismo: Geografia, arte e localizações turísticas; Plano e estratégia da comunicação; Negociações aplicadas ao turismo e Publicidade: vendas por telefone; criação, redação criatividade; Organização de viagens; Animação e lazer; Recepção Hoteleira – técnicas e softwares; Competências de escritório: Informática e Internet; Atualidades: noticia na mídia, atualidade Comunicação e ações publicitárias; e 57 internacional do turismo e da comunicação. VISITAS E CONFERÊNCIAS Visitas culturais e industriais; Conferencias (em inglês). CURSOS COMPLEMENTARES VISITAS E CONFERÊNCIAS Turismo e comunicação: visitas tours operators e em empresas turísticas; Conferências: ofícios, profissões e mercado de recrutamento. CURSOS COMPLEMENTARES Cursos intensivos de Inglês, Espanhol, Cursos intensivos de Inglês, Espanhol, Alemão, Japonês e Mandarim. Alemão, Japonês e Mandarim. Preparação para a seleção em companhias aéreas e Certificado de primeiros socorros para Comissários ou Circuitos Turísticos e acompanhamento Comissárias de bordo; em Viagens (guias); Curso de aperfeiçoamento do software hoteleiro e turístico; Curso de aperfeiçoamento em informática e multimídia. Quadro 10: Assuntos inseridos no programa do curso de Assistente na escola École Internationale Tunon. Fonte: Adaptado de Escola École Internationale Tunon, 2008. O Curso de Técnico Superior de Turismo é especializado no setor de Vendas e da Produção Turística com duração de 2 anos. O curso prepara os alunos para trabalhar em tours operators, companhias aéreas, companhias marítimas e agências de viagens, possuindo cargos responsáveis pela organização e comercialização de viagens, assim como a promoção e venda de produtos turísticos e possui três estágios práticos durante os dois anos de curso. Durante os dois anos de curso de Turismo na Escola Tunon os alunos assistirão aulas dos seguintes assuntos: • Comunicação em Línguas (Inglês, Alemão, Espanhol e Italiano); • Cultura General e Expressão; 58 • Geografia Turística; • História das Civilizações; • Economia; • Direito; • Gestão; • Marketing; • Produções Turísticas; • Concepção turística; • Comercialização de produtos turísticos; • Software de reserva de bilhetes; • Informática; • Conselho de Imagem; • Ações profissionais (elaboração de suportes comerciais e documentos de viagens). O curso de formação em Recepção Hoteleira tem duração de 1 ano, porém exige o certificado de Recepcionista ou de Assistente da Escola Turon para a admissão no curso. Este curso é realizado em alternância, ou seja, o aluno passa uma semana na escola e uma semana em uma empresa conveniada, assim continuamente durante todo o ano. O curso possui aulas de: • Recepção; • Gestão de estadia; • Domínio de sistema de administração hoteleira; • Línguas; • Comunicação; • Competências comerciais e relacionamento; • Pratica de gerenciamento hoteleiro; • Direito e Gestão na Hotelaria; • Gerencia operacional na Hotelaria. O curso de formação em Promoção Turística prepara os alunos para uma formação especializada em Marketing na promoção turística e comercial, sendo um curso em 59 alternância, ou seja, o aluno passa uma semana na escola e uma semana em uma empresa conveniada, assim continuamente durante o período de um ano. Para a admissão neste curso, os alunos devem possuir o certificado de Assistente da Escola Tunon, sendo um curso seqüencial. Este curso oferece aulas dos seguintes assuntos: • Comercialização de Produtos Turísticos e Hoteleiros; • Comercialização de Transportes de Viagens e Imobiliário; • Inglês Comercial e Turístico; • Habilidades Comerciais; • Espanhol ou Alemão Comercial e Turístico; • Técnicas de Afirmação Própria; • Comunicação Comercial; • Marketing Operacional; • Marketing Estratégico • Marketing Internacional; • Marketing Específico; • Gestão Aplicada ao Marketing ; • Direito no Turismo; • Novas Tecnologias da Informática e da Comunicação • Gestão de Sites de Internet; • Recursos Humanos, Entrevistas e Simulações; • Cultura Européia. • Grupo ESSEC O Grupo ESSEC existe desde 1907 oferecendo cursos de Administração e Gerenciamento que foram aprimorados durantes os anos, criando alianças com outras universidades internacionais e centros de pesquisa. Dentre os cursos oferecidos encontra-se o curso de Mestrado MBA em International Hospitality Management (Gerenciamento Internacional de Hospitalidade). Para o ingresso neste curso, o aluno precisa ter de três a quatro anos de estudos universitários, diploma do 60 TOEFL12, preencher uma candidatura, passar por uma entrevista e comprovar experiência de trabalho. Após 20 anos de tradição no ensino de gestores no setor hoteleiro, o curso acrescentou em 2005 um ano seqüencial a estes estudos, dando a oportunidade para o aluno escolher a formação de um ano ou dois inteiramente em inglês. O Quadro 11 mostra alguns assuntos vistos durante o curso de Mestrado MBA da escola ESSEC: PRIMEIRO ANO SEGUNDO ANO Introdução a Indústria Internacional de Finanças Coorporativas; Hospitalidade; Introdução a Administração Financeira; Gerencia de Pessoas; Contas Financeiras; Estratégias de Marketing; Negócios e Informática; Línguas; Comunicação Gerencial; Estratégias Inteligentes; Introdução ao Marketing; Inglês ou Francês; Estratégias de Gerenciamento; Gerenciamento dos Rendimentos; Introdução a um dos seguintes módulos: Sistema de Informações Turísticas; Serviços de Luxo; Métodos de Pesquisa; Comercio via Internet. INTRODUÇÃO A UM DOS SEGUINTES CONTINUAÇÃO A UM DOS MÓDULOS: SEGUINTES MÓDULOS: Serviços de Luxo; Serviços de Luxo; Comércio via Internet; Comércio via Internet; Realidade Empresarial. e Desenvolvimento Realidade e Desenvolvimento Empresarial. Programa de alternância em empresas Projeto de Consultoria Industrial. hoteleiras. Quadro 11: Programa do Curso de Mestrado MBA da escola ESSEC. Fonte: Adaptado de Escola ESSEC, 2008. 12 TOEFL: Test of English as a Foreign Language (Teste de inglês como língua estrangeira) 61 Este curso conta com a realização de um projeto de consultoria da indústria hoteleira, programas de alternância em empresas do setor hoteleiro e possíveis intercâmbios em universidades parceiras. Dentre as escolas pesquisadas para este relatório de pesquisa, observou-se que estas possuem algumas características importantes. Em geral os cursos técnicos ou de formação tem duração de 1 a 2 anos, já os cursos de Bacharelado são de no máximo 3 anos e os cursos de mestrado ou MBA variam de 1 a 2 anos. A maior parte destes cursos apresenta estágios obrigatórios em todos os anos do curso e possuem convênio com escolas no estrangeiro. O Quadro 12 a seguir mostra um resumo de todas essas escolas com relação ao tempo de curso, estágios e algumas atividades: ESCOLA TIPOS DE CURSO DURAÇÃO ESTÁGIOS, ATIVIDADES E CONVÊNIOS Bacharelado 3 anos • Estágio de descoberta – 1 mês; • Estágio operacional – 3 meses; • Intercâmbio (Universidade de no 6 meses exterior) ou trabalhar durante um ano em uma (2004) ÉCOLE ESC TROYES • Estágio profissional – 5 meses; empresa turística. Mestrado 2 anos • Intercâmbio de 6 meses (Universidade no exterior) - duplo diploma; • Estágio de pesquisa e aplicação – 6 meses. 62 Técnico 2 anos Operacional • Intercâmbio estrangeira empresa em em turística Universidade alternância (dois com dias por quatro dias por semana na empresa; • Estágio 1000 horas - França ou no (1988) ECOLE SAVIGNAC semana na Universidade e três ou exterior. Bacharelado Seqüencial 1 ano ao (total • Curso seqüencial ao técnico 3 • Cursos no exterior; curso técnico anos) • Monografia em pesquisa aplicada. Mestrado 2 anos • Estágio 5 meses França ou no exterior; • Cursos no exterior; • Projeto de Criação de uma empresa. Bacharelado 3 anos • Estágio de 4 meses (França ou exterior); exterior); • Estágio de 6 meses (França ou (1981) INSTITUT VATEL • Estágio de 4 meses (França ou exterior). Mestrado 1 ano • Estágio de 6 meses (França ou exterior); • Estágio de 9 meses (França ou exterior); Curso de formação 2 anos • Estágio profissional de 11 semanas. de Recepcionista TUNON INTERNATIONALE ÉCOLE • Projeto Pessoal e Profissional. Curso de formação 2 anos de Assistente • Curso realizado em alternância - uma semana na escola e uma semana em uma empresa conveniada, durante todo o curso. 63 Curso Técnico 2 anos Superior • 3 Estágios práticos. de Turismo - Vendas e Produção turística Curso de formação 1 ano de Recepção • Curso seqüencial recepcionista Hoteleira ou ao curso de ao curso de curso de Assistente; • Realizado em alternância. Curso de formação 1 ano de Promoção do • Curso seqüencial ao Assistente. Turismo Mestrado MBA 2 anos • Aulas em inglês; hoteleira; (1985) ESSEC • Projeto de consultoria da indústria • Possíveis intercâmbios em universidades conveniadas; • Programas de alternância em empresas do setor hoteleiro. Quadro 12: Resumo das escolas francesas analisadas nesta pesquisa. Fonte: Feltrin, 2008. 3.3 Park Hyatt Paris Vêndome enquanto cenário para realização de estágio13 A história da empresa Hyatt se iniciou no ano de 1957 com a compra de um pequeno hotel nas proximidades do aeroporto internacional de Los Angeles (EUA) por um jovem advogado chamado Jay Pritzker, durante uma de suas viagens de negócios. Jay Pritzker não tinha a intenção de comprar um hotel no dia em que se hospedou no Hyatt House, mas enquanto tomava o seu café da manhã no restaurante do hotel, começou a se impressionar pela comida e pelo serviço ali oferecido, 13 Dados extraídos, traduzidos e adaptados do site oficial da rede Hyatt, site oficial do “The Pritzker Architeture Prize” e Manual do Colaborador do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome 2007/2008. 64 realizando o enorme potencial existente na Hotelaria. O Hyatt House não estava à venda, no entanto, Jay Pritzker obteve sucesso ao propor a compra ao antigo proprietário, um holandês chamado Hyatt Von Dehn. A única exigência por parte do antigo proprietário foi que o hotel continuasse a ter o nome Hyatt, e desta forma criou-se a Hyatt Hotels Corporation. O jovem advogado se tornou um jovem investidor e em pouco tempo os hotéis Hyatt começaram a se multiplicar e a ganhar reputação no mercado hoteleiro. Os primeiros hotéis se situavam nas proximidades dos aeroportos e mais tarde já se encontravam nas principais grandes cidades americanas, se expandindo rapidamente pela costa oeste dos Estados Unidos nos primeiros dez anos da criação da rede. No ano de 1967, a Corporação Hyatt torna-se conhecida internacionalmente após a inauguração do primeiro hotel Átrio (Atrium14) do mundo. Este empreendimento, gerou impacto muito importante perante os clientes, com um desing diferente dos tradicionais hotéis da época, substituindo as grandes paredes fechadas por janelas e vitrais e criando jardins em espaços internos. Um conceito revolucionário que fora rejeitado por outras redes hoteleiras na época, gerando um modelo padrão para os hotéis Hyatt até os dias de hoje. A partir desta data, houve uma grande mudança na indústria da arquitetura hoteleira, que não mais estava preocupada em eliminar o espaço em excesso, mas em criar grandes espaços abertos e iluminados. Em 1969, criou-se a empresa Hyatt Internacional com a inauguração do primeiro hotel fora dos Estados Unidos, o Hyatt Regency Hong Kong na China. Somente três anos após, a empresa Hyatt International inaugura o seu primeiro Grande hotel com 700 unidades Habitacionais, o Hyatt Singapore. Em 1979, Hyatt International e Hyatt Corporation demonstram um rápido e glorioso crescimento. Nos Estados Unidos, a rede semeia uma imagem de luxo e oferece 14 Átrio [Do latim, atriu] Substantivo masculino (Dicionário Aurélio): Grande sala central, de distribuição da circulação, num edifício; Pátio interno, de acesso a um edifício; vestíbulo; Espaço, defeso, na frente de edifício; Adro. 65 serviços que cativam a imaginação dos turistas americanos. Na escala mundial, Hyatt International atinge 28 países. No mesmo ano, Jay Pritzker e sua esposa criam o Prêmio Pritzker de Arquitetura, considerado até os dias de hoje um dos prêmios de maior prestígio neste setor, também chamado de o Nobel de Arquitetura. Na década de 80, a rede cria diferentes marcas com a finalidade de distinguir os diferentes estilos de cada hotel, criando: Hyatt Regency, Grand Hyatt, Park Hyatt e Hyatt Resorts & Spa. Em 1989, Hyatt International comemora o seu vigésimo aniversário ao mesmo tempo em que a rede Hyatt ganha o prêmio de melhor rede hoteleira do ano. Com o passar dos anos a empresa Hyatt se aprimorou e expandiu seus hotéis rapidamente. Hoje, são mais de 735 hotéis e resorts com mais de 136.000 unidades habitacionais, em mais de 44 países. Atualmente, a empresa recebe o nome de Global Hyatt e é uma empresa privada de administração Hoteleira, com base em Chicago, nos EUA. A Global Hyatt consiste em duas empresas diferentes, mas que trabalham juntas: Hyatt International, que administra os hotéis Hyatt situados fora do território norte americano juntamente com investidores estrangeiros, assim como todos os Park Hyatt através do mundo e a Hyatt Corporation, que opera os hotéis Hyatt nos EUA, Canadá e Caribe. Ambas as empresas pertencem integralmente a família Pritzker. O Hotel Park Hyatt Paris Vendôme foi inaugurado no ano de 2002 e possui uma localização privilegiada no centro da cidade de Paris entre lojas e hotéis de luxo. É o primeiro Hotel Palácio dos últimos 50 anos a abrir suas portas na cidade de Paris, diferenciando-se dos clássicos hotéis de luxo da cidade por representar um hotel design e ter um estilo contemporâneo. Para a criação da arquitetura e da decoração existente no hotel, renomados profissionais foram selecionados, dentre eles o arquiteto Ed Tuttle e os artistas Ed Paschke, Sam Gilliam e Roseline Granet. Recentemente, o Restaurante Pur’Grill do hotel Park Hyatt Paris Vêndome, recebeu sua primeira estrela do Guia Michelin - França, considerado o mais importante e 66 renomado guia de hotéis e restaurantes do mundo segundo o site “Negócios de Turismo (2008)”. O Hotel Park Hyatt Paris Vendôme recebe todos os anos estagiários de diferentes nacionalidades vindos de diversas escolas do mundo. Os períodos de estágio são diferentes em cada escola o que permite ao hotel receber estagiários durante todo o ano, porém um número menor em algumas épocas. O hotel pode receber estagiários de diversos níveis escolares, pois possui vagas para os diferentes tipos de estágio. Em sua maioria o hotel oferece estágios operacionais nos setores de Alimentos e Bebidas, Hospedagem ou Cozinha. Com um número menor de vagas, o hotel pode também oferecer estágios em setores administrativos como Recursos Humanos, Finanças, Compras, Marketing, Comercial, Administração dos pontos de Alimentos e Bebidas ou Administração do Setor de Hospedagem. A candidatura para estágios no Park Hyatt Paris Vendôme pode ser feito diretamente com o setor de Recursos Humanos do hotel ou através das escolas conveniadas. Em ambos os casos os candidatos serão avaliados pelo Curriculum Vitae, por uma Carta de Motivação do candidato e pelo seu nível de formação técnica. Uma vez analisados estes itens, o setor de recursos humanos oferecerá vagas aos alunos conforme o perfil e o conhecimento técnico. O hotel tem como principal critério de escolha a motivação do candidato, seguido pelo domínio da língua francesa e inglesa. O conhecimento técnico é também avaliado, porém somente para a escolha do tipo de estágio, sendo estes operacionais ou administrativos. O hotel acredita que os estagiários estão em fase de aprendizado e os recebe com este propósito, por isso os conhecimentos técnicos são vistos como importantes, porém não são primordiais. As realizações de estágios operacionais colocam os estagiários em posições reais da vida profissional. Os estagiários do setor de Hospedagem acompanham os serviços de recepção como check in, check out, apresentam o hotel aos clientes e os levam até as unidades habitacionais. Os estagiários também podem acompanhar 67 alguns serviços administrativos da recepção, porém sempre acompanhados de um supervisor. No setor de Governança, os estagiários acompanham os serviços da Governanta chefe ou das Governantas de andares, verificando a correta realização dos serviços das camareiras, lavanderia e gerenciamento dos produtos de limpeza. Diariamente, presenciam ou colocam em prática tarefas diárias destes setores acompanhados de funcionários. No setor de Alimentos e Bebidas, os alunos passam por alguns ou todos os pontos de venda de Alimentos e Bebidas conforme a duração do estágio. Vivenciam através da realização de serviços de commins e de garçom a realidade dos serviços de restaurantes de luxo, aprendendo ou aprimorando seus conhecimentos de serviços em sala e dos produtos ali vendidos. Ainda no setor de Alimentos e Bebidas, existem os estagiários da cozinha que passam por atividades diárias nos setores de Confeitaria, Garde Manger e Cozinha Quente. Estes estagiários possuem atividades supervisionadas pelos renomados Chefs de Cozinha do hotel. Os estágios administrativos se restringem a alunos em período final de curso, com total domínio da língua francesa, bom conhecimento da língua inglesa e do setor ao qual é destinado. Estes estagiários são acompanhados diretamente pelas chefias de cada setor, sendo uma grande oportunidade para o aprendizado; e para o hotel, é a oportunidade de conhecer melhor potenciais empregados, já que o empreendimento procura, constantemente, inserir os bons estagiários na empresa após o término dos cursos. Todos os novos funcionários e estagiários passam por dois dias de treinamento antes do início de suas atividades no hotel. Neste treinamento os novos colaboradores aprendem sobre a história dos hotéis Hyatt, assim como as normas, procedimentos de segurança e política do hotel. A visita do hotel é realizada nos mesmos dias que o treinamento, sendo apresentados aos novos colaboradores todo o hotel, inclusive os espaços sociais, unidades habitacionais e área de funcionários. 68 4 RESULTADOS DA PESQUISA 4.1 Procedimentos metodológicos Inicialmente, a pesquisa foi idealizada apenas com os estudantes de escolas de Turismo, Hotelaria e Restaurantes que estavam realizando estágio no hotel, sendo desenvolvida em seis fases: • Primeira Fase: Foram levantados os nomes dos estagiários, os setores de realização de estágio e as escolas de procedência de cada um deles. Nesta fase, os dados foram obtidos através do setor de Recursos Humanos do hotel; • Segunda Fase: Realizou-se uma triagem dos estagiários que apresentavam potenciais perfis para a participação nesta pesquisa, utilizando somente aqueles que freqüentavam cursos de Administração Turística, Hoteleira e de Restaurantes. Os estudantes de escolas de gastronomia não foram entrevistados por desempenharem somente atividades nos setores de produção de alimentos. Assim, a pesquisa foi dirigida para estudantes de escolas que se assemelharam ao curso de Turismo e Hotelaria da UNIVALI, cursos que possuem um foco mais gestor; • Terceira Fase: Aplicaram-se os questionários a onze estagiários, representando 100% daqueles que freqüentavam escolas direcionadas a gestão do Turismo, da Hotelaria e de Restaurantes. Primeiramente, foram desenvolvidos questionários em português (Apêndice A), porém houve a necessidade de sua versão para o francês (Apêndice B), sendo esta a língua do país. A versão e a adaptação deste questionário para o Francês foram realizadas pela acadêmica, devido ao tempo e recursos disponíveis para a realização de todas as fases desta pesquisa. Cada estagiário foi entrevistado individualmente pela autora, durante o horário de almoço ou após o término do horário de trabalho, dentro da empresa. Uma pequena parcela dos 69 questionários foi aplicada fora da empresa. Esta etapa se realizou no período de 14 a 25 de abril de 2008; • Quarta Fase: Foi realizada a tabulação dos dados obtidos e a tradução das respostas abertas recebidas dos questionados. Esta tradução foi novamente realizada pela autora, pelos mesmos motivos mencionados anteriormente; • Quinta Fase: Confeccionaram-se os gráficos que representam o resultado das respostas dos estagiários utilizando o aplicativo Microsoft Excel; • Sexta Fase: Nesta última fase, foi realizada a análise dos gráficos e das respostas das perguntas abertas fornecidas pelos estagiários, chegando aos resultados dos questionários. Neste primeiro momento, a pesquisa teve o objetivo de traçar o perfil acadêmico dos estagiários do Park Hyatt Paris Vêndome. Foi realizada de forma quanti-qualitativa através da aplicação de questionários individuais com 100% dos estagiários vindo de escolas ligadas ao Turismo, Hotelaria e/ou Restaurantes. No entanto, gerou-se dúvida com relação a alguns dos resultados obtidos através deste questionário. Quando os estagiários foram questionados sobre as dificuldades por eles encontradas, nenhum dos estagiários assumiu não ter conhecimentos técnicos suficientes, resultado estranhamente fora da realidade de novos acadêmicos que iniciam a realização de estágios. Em função dessa realidade, sentiu-se a necessidade de aprofundamento na coleta de dados, optando-se pela adoção de nova pesquisa, a ser aplicada a alguns dos administradores do hotel. Para suprir esta necessidade, foram realizadas entrevistas individuais com pessoas que ocupam cargos de responsabilidade gerencial e de contratação de novos funcionários no Park Hyatt Paris Vêndome. Iniciando-se assim mais sete fases, em que se realizaram entre 21 e 30 de abril de 2008, para realização dessa nova pesquisa onde foram entrevistados: • O Responsável pelo room service (Apêndice C) e seu Assistente, (Apêndice D); 70 • O Responsável pelo setor de Eventos (Apêndice E); • O Responsável pelo Restaurante Les Orchidées (Apêndice F); • O Gerente de Alimentos e Bebidas (Apêndice G) e; • A Assistente de Direção de Recursos Humanos (Apêndice H). • Primeira Fase: Foram confeccionadas questões, em português, sobre como é feita a escolha dor estagiários, os pontos positivos e negativos da presença deles no hotel, a formação acadêmica dos mesmos, seus desempenhos e as possibilidades de crescimento deles dentro da empresa; • Segunda Fase: Realizou-se a versão das questões para a língua francesa pela autora. Não foi utilizado nenhum órgão de tradução juramentada divido ao curto tempo disponível para a realização desta pesquisa; • Terceira Fase: Marcaram-se os dias de realização das entrevistas com cada um dos entrevistados, porém estas datas não foram cumpridas em todos os casos, divido a imprevistos, sendo algumas datas mudadas várias vezes; • Quarta Fase: Realizaram-se as entrevistas com a utilização de um gravador no intuito de deixar fluir os assuntos da melhor forma possível e de facilitar a captação dos dados. As perguntas não seguiram necessariamente a ordem prevista, pois conforme o assunto da pergunta gerou-se a resposta de uma ou mais perguntas na mesma frase; • Quinta Fase: Todas as entrevistas foram transcritas, sendo retirado do texto sons de expressão irrelevantes ou inícios de frases não terminadas, que foram modificadas, transcrevendo somente as frases que foram finalizadas, sem modificar o significado a frase; • Sexta Fase: Traduziu-se para o português o resultado da transcrição das entrevistas, adaptando-se algumas frases para as formas de expressão da língua portuguesa, sem modificar o conteúdo fornecido pelos entrevistados. 71 • Sétima Fase: Na última fase, foi realizada a análise dos textos transcritos como um todo, chegando aos resultados das entrevistas. Estas entrevistas foram realizadas individualmente com cada entrevistado, após o horário de trabalho, individualmente e com a utilização de um gravador. Houve certa dificuldade com relação à disponibilidade de tempo dos entrevistados, pois a sua maioria, disponibilizou o tempo necessário a pesquisa. Porém dois dos entrevistados, o responsável pelo Room Service e seu Assistente, foram muito rápidos com suas respostas, demonstrando, o que se acredita ser, falta de tempo, impaciência ou desinteresse por esta pesquisa. Um dos entrevistados, o responsável pelo Restaurante Les Orchidées, preferiu responder a entrevista sozinho, e, desta forma, as perguntas foram fornecidas a esta pessoa que as respondeu diretamente em uma folha de papel e as devolveu posteriormente. Neste caso, acredita-se que o entrevistado não dispunha de tempo suficiente para a realização da entrevista nos horários em que se encontrava no hotel, devido à freqüente demanda por seus serviços quando presente no estabelecimento, mesmo quando estava em horário de almoço. 4.2 Resultados alcançados Os resultados destas pesquisas foram apresentados primeiramente em forma de gráficos e, em um segundo momento, em forma de texto descritivo. 4.2.1 Acadêmicos O questionário aplicado aos estagiários do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome possui 11 questões. As questões de 1 a 3 visavam traçar o perfil pessoal destes acadêmicos, através de perguntas sobre o gênero, idade e origem. As perguntas 4, 5 e 6 foram formuladas com o objetivo de gerar o perfil acadêmico destes estagiários, onde foram estabelecidas perguntas sobre a escola, o tipo de curso e as matérias vistas durante o curso. A pergunta de número 7 teve a finalidade de entender os motivos pela escolha desta profissão. Na questão 8, procurou-se saber 72 se este era o primeiro estágio que realizavam na vida acadêmica e as perguntas de 9 a 11 fixaram-se em entender as dificuldades encontradas por estes estagiários e se estavam satisfeitos com a realização do atual estágio. Após a tabulação dos questionários aplicados aos estagiários, confeccionaram-se os gráficos para apresentação dos resultados: a) Perfil Pessoal Na Questão 01, em relação ao gênero dos entrevistados (Gráfico 01) 64% são femininos, e 36% são masculinos. Gráfico 01: Gênero dos entrevistados. Fonte: Feltrin, 2008. Na Questão 02, em relação à faixa etária (Gráfico 02) 18 anos representam 9%, 19 anos representam 45%, 20 anos representam 9%, 21 anos representam 9%, 22 anos representam 18% e 24 anos representam 9%. 73 Gráfico 02: Faixa etária dos entrevistados. Fonte: Feltrin, 2008. Na Questão 03, em relação à origem dos estagiários (Gráfico 3) 82% são franceses, 9 % são norte-americanos e 9% são holandeses. Gráfico 03: Origem dos estagiários. Fonte: Feltrin, 2008. Analisando os gráficos apresentados, observou-se que a maioria dos estagiários são mulheres, representando 64 % dos entrevistados. A idade destes estagiários mostra que são pessoas jovens e abaixo dos 25 anos, variando de 18 a 24 anos, sendo que 54% apresentavam menos que 20 anos e 46%, 20 anos ou mais. A maioria dos 74 entrevistados é de origem francesa, representando 82%, e, dos 18% de estrangeiros, metade vem dos EUA e a outra metade, da Holanda. Está análise possibilitou a realização de uma triagem, sendo que o estudo de caso, comparando escolas, se restringiu àquelas dos acadêmicos franceses. No Curso de Turismo da UNIVALI, apesar de não ter sido feita a pesquisa com este objetivo, nota-se um cenário semelhante, no qual a participação da mulher é notadamente maior que a homem, bem como o público jovem é a sua maioria. b) Perfil Acadêmico Na Questão 04, em relação aos tipos de cursos estudado pelos estagiários (Gráfico 4), 18% fazem o curso técnico, 73% graduação e 9% mestrado. Gráfico 04: Tipo de curso dos estagiários. Fonte: Feltrin, 2008. Na Questão 05, em relação aos motivos que levaram a escolha da profissão (Gráfico 5), 18 % informaram que foi o salário, 55% as oportunidades de trabalho, 82 % afinidade, 18% por ser uma nova profissão e 82 % oportunidade de viagens. 75 Gráfico 05: Escolha pela profissão pelos estagiários. Fonte: Feltrin, 2008. Na Questão 06, em relação à experiência na realização de estágios (Gráfico 6), 64% realizam o primeiro estágio e 36% já fizeram outros estágios. Gráfico 06. Experiência na realização de estágios. Fonte: Feltrin, 2008. Obteve-se o resultado em porcentagem do tipo de curso no qual se encontram os estagiários da empresa em questão. Todos os estagiários estão estudando, sendo que 18% deles fazem o curso técnico, 73% a graduação e 9% o mestrado. O único entrevistado que está cursando mestrado, ao responder ao questionário, citou as 76 disciplinas por ele estudadas, comentando que este curso apresenta maior abrangência que os cursos de graduação, como seria de se esperar, por ser um curso de pós-graduação. Quanto ao gráfico que representa o motivo que levaram estes acadêmicos a escolherem esta profissão, 18 % afirmam ser o salário, 55% as oportunidades de trabalho, 82 % acreditam ter afinidade com esta profissão, 18% fizeram esta escolha por ser uma nova profissão e 82 % vêem oportunidade de viagens. Alcançou-se o objetivo de identificar o nível de experiência dos estagiários envolvidos na presente pesquisa com relação à porcentagem de estagiários que já realizaram algum estágio ou se estes passariam pela primeira experiência de estágio da vida acadêmica. Foi possível observar que 64% estão vivenciando o primeiro estágio em sua vida acadêmica e os restantes 36% já fizeram estágio em outras empresas. Para a obtenção de informações mais precisas, questões abertas foram colocadas aos estagiários com o intuito de saber a opinião individual de cada um deles sobre suas dificuldades e conhecimentos para com a realização do estágio neste hotel. c) Dificuldades encontradas pelos estagiários Na Questão 07, questionou-se “Hoje você realiza um estágio no Hotel Hyatt, quais foram as dificuldades encontradas durante este estágio?” No que diz respeito às dificuldades encontradas no estágio, os estrangeiros responderam que a falta de domínio da língua francesa e o pouco conhecimento sobre a cultura do país foram os maiores desafios encontrados. Já para os franceses, as dificuldades citadas, durante o estágio desenvolvido no Hyatt, dizem respeito à capacidade de se adaptarem ao ritmo e à metodologia de trabalho, à necessidade de contato e ao relacionamento a ser desenvolvido com os hóspedes. Os entrevistados de origem francesa, disseram achar que deveriam estar mais envolvidos com a área administrativa e menos com os setores operacionais. 77 Este resultado gerou dúvidas com relação às reais dificuldades encontradas por estes acadêmicos e seus desempenhos. Nenhum dos questionados admitiu ter dificuldades quanto aos conhecimentos técnicos e administrativos, subentendendo que eles tinham total conhecimento das atividades que deveriam realizar. Sabe-se que esta afirmação não é real, pois a observação diária da vida destes estagiários pela autora comprova o contrário. Independente da origem ou escola dos estagiários, foram observadas durante o estágio, as dúvidas com relação aos serviços e produtos oferecidos pela empresa. d) Formação e expectativas Na Questão 08 a pergunta era “O atual estágio que se realiza no Hotel Hyatt corresponde a sua formação e as suas expectativas?” De forma geral, os estagiários reconhecem que fazer estágio no Hyatt tem inúmeras vantagens, entre elas a possibilidade de passar por vários setores e, mesmo sabendo que o rigor estabelecido é grande, existe a boa estrutura do hotel e a boa relação entre os colegas. O fato de se sentirem colocados em situações reais, que exigia muita responsabilidade e apresenta possibilidades, das mais variadas, fez com que reconhecessem que, através dos estágios, o aprendizado é muito rico. Além disso, declararam que o estágio proporcionou a possibilidade, do futuro profissional, vivenciar as diferentes facetas da profissão, pois o comportamento dos supervisores detalha as dificuldades da profissão. Citaram que a relação com os empregados foi enriquecedora para esse aprendizado e que o nível dos serviços, assim como o ambiente dessa empresa, é excelente. O fato de poder falar outros idiomas todos os dias, e estar em contato com a variabilidade de hóspedes ali existentes enriquecem a vivência e a percepção das características de outras culturas. Alguns dos entrevistados apresentaram os pontos que consideraram problemáticos, como: existência de falhas de comunicação entre os diversos setores da empresa, dificuldade de adaptação própria ao funcionamento do hotel e dos cargos existentes, o que é preciso que seja feito de forma rápida e eficiente, problemas com os 78 horários de trabalho e com o relacionamento com alguns clientes. O cansaço físico e mental pode agravar esses problemas. Estagiários podem não se sentir fazendo parte da equipe, principalmente quando não possuem autoconfiança, o que é uma característica pessoal que treinamentos podem não resolver. Outros estagiários podem não estar de acordo com alguns métodos de trabalho e a maneira de ver as coisas por parte do supervisor, principalmente, quando a política da empresa está voltada para que o profissional faça todo tipo de serviço, antes de ocupar um cargo administrativo. Esta ação caracteriza o saber fazer para saber coordenar a equipe. 4.2.2 Administradores Com a finalidade de fazer um aprofundamento da pesquisa anterior realizada com os estagiários, foram entrevistadas pessoas que ocupam cargos de chefia e que possuem relação direta com os estagiários. Estes profissionais acompanham os estagiários durante o período de estágio e possuem o conhecimento das dificuldades destes acadêmicos. Os entrevistados foram os supervisores de alguns dos pontos de venda de Alimentos e Bebidas, o gerente do setor de Alimentos e Bebidas e a assistente do responsável de Recursos Humanos que é a responsável pelo recrutamento dos estagiários, e analisando essas entrevistas, obtiveram-se os seguintes resultados. De forma geral, esses administradores foram categóricos ao afirmar que mais do que uma boa escola, a motivação e a vontade de aprender e se superar é a mola mestre que impulsiona o profissional a atingir a competência e o sucesso. Mas, ainda assim, alguns dos gerentes entrevistados defendem a superioridade das escolas francesas em relação à maioria das escolas estrangeiras. Justificam essa opinião baseados no fato de as escolas francesas entenderem as necessidades do mercado e das empresas e direcionarem os cursos na formação dos tipos de profissionais requeridos. 79 Porém, todos os entrevistados são unânimes ao afirmar que o estágio faz com que o futuro profissional passe a entender realmente a carreira escolhida em seus detalhes, as características exigidas das pessoas que ali trabalham e que, ainda que estejam bem embasados ao receber seus diplomas, somente o aprendizado adquirido nos estágios faz com que a dimensão de cada atitude e decisão tomada esteja de acordo com as necessidades da profissão e da empresa a que ele está ligado. O profissional que concluiu seu curso e que não fez estágio tem grande probabilidade de se sentir perdido ou frustrado ao se confrontar com a dura realidade do trabalho. Outra constatação interessante é a de que o estágio pode funcionar como um teste probatório para futuras contratações por parte da empresa, pois nesse período os gerentes já podem ter a percepção de quem possui as características desejáveis num futuro membro da equipe. Quando perguntados sobre as dificuldades que os estudantes enfrentam durante o período de estágio, todos os entrevistados citaram a adaptação aos horários, esforços físicos e psicológicos, necessidade de dinamismo, rapidez de raciocínio e de atitudes a serem tomadas a cada situação enfrentada. Para os estrangeiros, isso recebe o agravo da falta de conhecimento ou fluência da língua, além dos costumes de hóspedes das mais variadas origens. O conhecimento de várias línguas ajuda muito no desempenho que o estudante apresenta durante o período de estágio, pois, no caso da hotelaria internacional, a diversidade de origem dos hóspedes é muito grande, o que proporciona uma miscelânea de idiomas e costumes. Conhecimento nessas áreas facilita muito o desempenho e a segurança do estagiário. Com relação às vantagens do hotel receber estagiários, foi possível apurar que o hotel pode ter benefícios financeiros pelo fato da remuneração de estagiários ser menor do que a dos funcionários e ainda treinar adequadamente pessoas que possam ser futuros contratados da empresa. Já no que diz respeito às desvantagens, os gerentes citam que o treinamento dos estagiários demanda tempo e quando eles já estão apresentando bom desempenho é praticamente quando o 80 tempo de estágio está terminando. Mas que essa é uma das funções sociais dos estabelecimentos e, portanto, isso é sinal de que a missão foi cumprida. Com a análise das entrevistas foi possível concluir que as características e qualificações necessárias de um profissional competente no ramo de turismo e hotelaria são: grande motivação, capacidade de adaptação, bom conhecimento técnico e lingüístico, comunicabilidade e humildade. Todas essas características podem ser potencializadas com a prática dos estágios durante a graduação. 81 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo teve como objetivo geral analisar o perfil acadêmico da UNIVALI em comparação às escolas francesas, visando à inserção dos egressos da universidade brasileira em empreendimentos do mercado hoteleiro internacional. Considera-se que o objetivo foi totalmente alcançado, pois o relatório de pesquisa permitiu que o perfil dos estagiários fosse avaliado por dois ângulos: o dos próprios estagiários e o dos gerentes dos setores nos quais os estágios foram realizados. Com a pesquisa realizada foi possível traçar um paralelo entre os cursos ofertados nas escolas francesas e o curso ofertado pela UNIVALI, levantando os tipos ofertados, tempo de duração, disciplinas existentes e atividades como estágios, trabalhos acadêmicos, projetos e intercâmbios. Além disso, buscaram-se subsídios teóricos em bibliografias sobre a formação em hotelaria e contextualizou-se o Park Hyatt Paris Vêndome como estudo de caso. E por último, o perfil acadêmico necessário para a inserção no mercado hoteleiro internacional, pode ser estabelecido, por meio das informações, obtidas através de questionários respondidos pelos estagiários do Hotel Park Hyatt Paris Vendôme. Dos quais se percebeu que existe uma grande diversidade de tipos de cursos realizados pelos estagiários recebidos pelo hotel, a maioria está realizando o primeiro estágio da vida acadêmica, o que gerou conflito quanto à experiência real destes estagiários e o relato de conhecimentos técnicos fornecido pelos mesmos. E as entrevistas realizadas com os administradores possibilitaram uma visão da situação real dos estagiários dentro da empresa Park Hyatt Paris Vendôme. Os entrevistados assumiram uma posição importante quanto à realização de estudos superiores, acreditam que estes cursos são importantes e estão qualificados, mas que nada substitui a experiência e a realização de estágios. Na visão desses administradores, os novos profissionais de Turismo e Hotelaria chegam ao mercado de trabalho ansiando por cargos elevados, o que na realidade das empresas não é a mesma. As empresas querem conhecer o novo profissional e, 82 antes de colocá-lo em posições de liderança, esperam vê-los fazendo trabalhos operacionais, pois atuar em uma posição de liderança é, antes de tudo, conhecer os serviços que esperamos cobrar de outros. A experiência da autora, na realização do estágio no Hotel, possibilitou traçar uma análise comparativa entre a formação acadêmica do Curso de Turismo e Hotelaria da UNIVALI e a das escolas francesas e foi possível constatar que esta universidade possui experiência de ensino. O curso tem se aprimorado no decorrer dos anos, melhorando sua matriz curricular, criando projetos e parcerias importantes, além de incentivar cada vez mais, os acadêmicos a realizações de atividades importantes para uma boa formação universitária no setor Turístico e Hoteleiro. Os quadros comparativos das matrizes curriculares da UNIVALI como também das escolas francesas obteve-se um resultado satisfatório, pois se constatou que as escolas francesas também atendem ao mercado turístico e hoteleiro de seu país. Essa pesquisa sobre as diferentes escolas francesas freqüentadas pelos estagiários da empresa em questão possibilitou a análise do ensino nas escolas de turismo e hotelaria da França, assim como os tipos de curso, duração e conteúdo programático das disciplinas cursadas pelos alunos. Foi possível observar que as escolas francesas oferecem uma grande diversidade de tipos de cursos no setor turístico e hoteleiro; e, possuem um grande número de horas obrigatórias de estágio, além de terem vários convênios com escolas internacionais, incentivando os acadêmicos a terem uma formação bilíngüe e vantajosa para um setor extremamente multicultural e internacional. Os cursos nos quais os estagiários se encontram matriculados apresentam variação das disciplinas, em função da variabilidade de tipos de cursos da rede de ensino francesa, conforme citado no parágrafo anterior. Existem cursos com diferentes níveis e variadas durações, para o atendimento das necessidades do setor de turismo e hotelaria. Quanto maior o nível de formação exigido pelo curso, maior a abrangência e profundidade das disciplinas ofertadas, e maior o nível dos cargos a serem ocupados pelo profissional. Os cursos técnicos têm pequena duração e menor abrangência, mas são de qualidade e eficiência e aos profissionais, assim 83 diplomados, são reservadas atividades mais operacionais, enquanto que os cursos que apresentam maior duração formam profissionais mais voltados às atividades de coordenação, gerência e supervisão. A comparação do estudo feito entre as escolas francesas e a UNIVALI mostrou semelhanças e diferenças. É visível que as matrizes curriculares se assemelham com relação aos assuntos abordados nos cursos, porém, a grande diferença observada entre os cursos das escolas francesas e o curso da UNIVALI foi à exigência com relação aos estágios. A maioria das escolas na França dá ênfase à necessidade da prática, inserindo estágios obrigatórios de longa duração em todos os anos dos cursos. A UNIVALI apresenta ambientações profissionais de curta duração durante grande parte do curso e apenas um estágio obrigatório supervisionado no final do curso. Outra diferença entre as escolas desses dois países é a quantidade de convênios entre escolas internacionais. A pesquisa possibilitou mostrar que as escolas francesas possuem convênios com escolas renomadas em outros países e que esse tipo de intercâmbio de alunos é uma atividade normal, sendo obrigatório em alguns cursos. A UNIVALI também possui alguns convênios com universidades fora do país, porém esta atividade ainda é muito recente quando comparada às escolas francesas. Os profissionais do Turismo e da Hotelaria formados na França têm a oportunidade de escolher entre diferentes níveis de cursos, com duração que varia de 1 a 6 anos, visando suprir os cargos de diversos tipos e complexidade existentes nas empresas da área. Já no Brasil, temos os cursos de tecnologia e bacharelado, os quais dão oportunidade de cargos operacionais, aos tecnólogos, e gerência, aos bacharéis. Além disso, existem os cursos de especialização, mestrado e doutorado que são dirigidos às pessoas que possuem curso superior. Os cursos de mestrado no Brasil são voltados principalmente para profissionais da educação. Na França, ao contrário, a conclusão de um mestrado significa ser especializado em determinado assunto. Percebeu-se, após vivência de seis meses, que na França os cursos são mais dirigido às profissões, formando pessoas para cargos específicos e são mais 84 valorizados que no Brasil. Um garçom no Brasil deve saber receber um cliente e fazer um serviço estritamente operacional, já na França o garçom deve ser uma pessoa muito bem informada, mas isso não se restringe somente a fazer a memorização do cardápio, ele deve conhecer os pratos, saber a origem dos alimentos, a forma exata de sua preparação, os nomes dos ingredientes, além de ter uma postura correta perante os clientes, sendo educado e simpático. Assim acontece com outros cargos, como o recepcionista, que além de saber fazer o seu serviço deve conhecer a história do hotel e os artistas que expõem suas obras na empresa. O carregador de malas e o manobrista também têm um papel importante, ao contrário ao nosso país, na França estas profissões não se restringem ao serviço de carregar malas e estacionar carros, devem ser pessoas informadas sobre atualidades, sobre a cidade e sobre a empresa. Após a realização deste Relatório de Pesquisa, pode-se identificar que tanto as escolas francesas quanto a UNIVALI estão em situação positiva quanto à preparação de seus acadêmicos para o mercado de trabalho em seus países. Porém, as escolas francesas estão mais preparadas para um mercado internacional que a UNIVALI. No entanto, é de suma importância destacar que a realidade histórica, financeira, econômica e geográfica de cada um destes países deve ser analisada para melhor compreensão da situação de cada instituto educacional. Sabe-se que a realidade financeira e econômica do Brasil está ainda distante da realidade dos países europeus. Geograficamente, o Brasil possui distâncias muito maiores de seus países vizinhos que os países europeus. Além disso, esses países vizinhos possuem problemas econômicos e financeiros semelhantes ao dele, o que também dificulta, em grande parte, o intercâmbio de alunos com países próximos. Pode se concluir que existe uma maior dificuldade do nosso país em se assemelhar aos países europeus, como a França. Porém, acredita-se que o Brasil prepara corretamente seus alunos para a entrada no mercado de trabalho brasileiro. O presente estudo não pretende esgotar o tema, porém sugere-se a sua continuidade. A autora reforça a importância deste estudo, em função do conhecimento técnico e científico desenvolvido na produção do mesmo. E acrescenta que pretende aprofundá-lo em nível de pós-graduação, inclusive em 85 cenário francês, visto que, durante a realização do estágio, foi convidada a retornar a empresa. Este convite foi aceito e acredita que o mesmo ocorreu, em razão do reconhecimento das habilidades e competências demonstrados durante a realização do estágio, ou seja, uma comprovação da qualidade do ensino oferecido pelo curso de Turismo e Hotelaria da UNIVALI. 86 REFERÊNCIAS ANSARAH, Marília G.R. Formação e capacitação do profissional em turismo e hotelaria. São Paulo: Aleph, 2002. BARRETO, Margarita e REJOWSI, Mirian. Turismo: interfaces, desafios e incertezas. Caxias do Sul: EDUCS, 2001. BARRETO, Margarita, TAMANINI, Elizabete e SILVA, Maria Ivonete Peixer da. Discutindo o ensino universitário de turismo. Campinas, SP: Papirus, 2004. BARRETTO, Margarita. Manual de iniciação ao estudo do turismo. Campinas-SP: Papirus, 1998. BIANCHI, Anna Ceccilia; ALVARENGA, Marina; BIANCHI, Roberto. 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PRÉREQUISITOS DISCIPLINAS CARGA HORÁRIA 060 1378 Planejamento e Organização do Turismo - CRÉD. 04 H/A - CRÉD. 04 H/A 1363 Sociologia Aplicada ao Turismo 1364 Folclore e Artesanato Popular - 04 060 0057 Marketing - 04 060 1366 Português (Oratória) - 02 030 0156 Contabilidade de Custos 0159 04 060 0851 Metodologia Científica - 04 060 1377 Agências e Transportes 1376 04 060 1365 Português (Técnica da Comunicação) - 04 060 0995 Organização de Eventos - 04 060 0732 História do Brasil - 04 060 20 300 22 330 SUB-TOTAL PRÉREQUISITOS DISCIPLINAS 7º PERÍODO COD. 2º PERÍODO COD. SUB-TOTAL 060 PRÉREQUISITOS DISCIPLINAS CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA CRÉD. 04 H/A - 1379 Planejamento e Organização do Turismo 1378 04 060 0057 04 060 060 H/A 0071 Administração Financeira 060 060 1224 Espanhol - CRÉD. 04 1223 Inglês - 04 060 1380 Marketing 0687 Geografia do Brasil - 04 060 0999 Técnica Publicitária - 04 0993 História da Cultura - 04 060 0910 Ética Profissional - 04 060 1370 Turismo - 04 060 20 300 0511 Noções de Direito - SUB-TOTAL 04 060 24 360 SUB-TOTAL COD. DISCIPLINAS 3º PERÍODO COD. PRÉREQUISITOS DISCIPLINAS 1249 Espanhol 1224 CARGA HORÁRIA CRÉD. 04 H/A 060 8º PERÍODO REQUISITOS PARALELOS 0989 Marketing, Promoção e Vendas em Hotelaria 2479 Administração Hoteleira 1383/0996/2481 1383 Administração de Restaurantes 060 060 04 060 04 060 04 060 24 360 060 1371 Turismo 1370 04 060 - 04 060 0996 Planejamento e Desenvolvimento de 2479/1383/2481 Hotéis 2480 Higiene e Segurança no Trabalho - 0511 04 060 2481 Ambientação Profissional - 04 060 24 360 4º PERÍODO COD. PRÉREQUISITOS DISCIPLINAS 060 04 04 SUB-TOTAL H/A 04 1223 1372 Legislação Aplicada ao Turismo e Hotelaria 2478 Relações Públicas Aplicadas ao Turismo CRÉD. 04 2479/0996/2481 1268 Inglês 0068 Introdução à Administração CARGA HORÁRIA 2479/1383/0996 SUB-TOTAL 9º PERÍODO COD. PRÉREQUISITOS DISCIPLINAS CARGA HORÁRIA CARGA HORÁRIA CRÉD. 04 H/A 0996 - 04 060 - CRÉD. 04 H/A 1373 Informática 1279 Economia - 04 060 1374 Ecoturismo - 04 060 2482 Planejamento e Desenvolvimento de Hotéis 2483 Teoria e Prática de Produção de Alimentos 1386 Lazer e Recreação - 04 060 0296 Matemática Financeira - 04 060 2484 Administração Hoteleira 2479 04 060 1449 Organização, Sistemas e Métodos - 04 060 2485 Administração de Restaurantes 1383 04 060 1375 Administração de Recursos Humanos - 04 060 20 300 24 360 SUB-TOTAL 060 DISCIPLINAS 0847 Téc. da Pesquisa em Turismo e Hotelaria 1376 Agências e Transportes PRÉREQUISITOS DISCIPLINAS CARGA HORÁRIA H/A 0851 CRÉD. 04 - 04 060 060 0275 Estatística - 04 060 0069 Administração de Materiais - 04 060 0159 Contabilidade Geral - 04 060 20 300 SUB-TOTAL 10º PERÍODO COD. 5º PERÍODO COD. SUB-TOTAL 060 0990 Estágio Supervisionado em Turismo e Hotelaria SUB-TOTAL TOTAL PRÉREQUISITOS Conforme Regulamento CARGA HORÁRIA CRÉD. 30 H/A 450 30 450 228 3420 93 ANEXO B Matriz Curricular IV do Curso de Graduação em Turismo e Hotelaria da UNIVALI 94 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ a 5 Avenida, s/n - Bairro dos Municípios - Campus II da UNIVALI - Fone: Fone/Fax(47) 261-1202/261-1216 E-Mail [email protected] Cx.P. 201 - CEP: 88330-000 - Balneário Camboriú - Santa Catarina CURRÍCULO CURSO DE TURISMO E HOTELARIA (IV) COD. 1363 5250 5251 5252 5253 5254 DISCIPLINAS 1º PERÍODO Pré -Requisitos Requisitos Paralelos Sociologia Aplicada ao Turismo História e Patrimônio Cultural Comunicação e Expressão Elaboração de Trabalhos Acadêmicos Turismo e Hotelaria Viagem Técnica SUB-TOTAL COD. DISCIPLINAS - 5254 5254 5253 / 5250 2º PERÍODO Pré Requisitos Requisitos Paralelos CARGA HORÁRIA CRÉD. TEÓRICA PRÁTICA C/H Total C/H C/H Total 04 04 04 04 04 02 22 60 60 60 60 60 300 30 30 60 60 60 60 60 30 330 COD. 1379 5344 5345 5346 5349 5350 5324 5325 5326 Lazer e Entretenimento Sistema do Turismo Geografia 5327 Administração Aplicada ao Turismo e Hotelaria Direito Aplicado ao Turismo e Hotelaria Língua Estrangeira – Inglês Viagem Técnica SUB-TOTAL 5253 - 5330 5330 04 04 04 60 60 60 - 60 60 60 - - 04 60 - 60 - - 04 60 - 60 - 5324 e 5326 02 03 25 30 330 45 45 30 45 375 COD. 5328 5329 5330 COD. DISCIPLINAS 3º PERÍODO Pré Requisitos Requisitos Paralelos 1377 5351 5352 5353 5354 5355 CARGA HORÁRIA 5357 CRÉD. TEÓRICA PRÁTICA C/H Total C/H C/H Total COD. Gestão de Políticas no Turismo Economia do Turismo Turismo e Meio Ambiente Matemática Financeira Gestão de Pessoas Língua Estrangeira – Inglês Relações Públicas no Turismo Ambientação Profissional (Laboratório de Turismo e Meio Ambiente) SUB-TOTAL DISCIPLINAS 5325 5329 - 5337 - - 5333 04 04 04 04 04 02 02 60 60 60 60 60 30 30 - 60 60 60 60 60 30 30 01 - 15 15 25 360 15 375 4º PERÍODO PréRequisitos Requisitos Paralelos 5338 5339 0275 5340 5341 5366 5342 5343 Planejamento e Organização do Turismo Pesquisa em Turismo e Hotelaria Estatística Administração de Materiais e Patrimônio Planejamento e Desenvolvimento de Eventos Marketing Turístico Ambientação Profissional (Inventário Turístico) Ambientação Profissional (Laboratório de Eventos) SUB-TOTAL COD. TEÓRI PRÁTI CA CA C/H C/H 45 60 60 60 - Planejamento e Organização do Turismo Agências e Transportes Meios de Hospedagem Promoção e Comercialização de Produtos Turísticos Contabilidade Gerencial Ambientação Profissional (Laboratório de Agenciamento e Transportes) Ambientação Profissional (Plano de Desenvolvimento Turístico) Viagem Técnica SUB-TOTAL DISCIPLINAS Agências e Transportes Meios de Hospedagem Planejamento e Desenvolvimento dos Meios de Hospedagem Gastronomia Gestão Financeira e Orçamentária Ambientação Profissional (Laboratório de Hospedagem) Ambientação Profissional (Laboratório de Agenciamento de Transportes) Ambientação Profissional (Laboratório de Alimentos e Bebidas) SUB-TOTAL DISCIPLINAS 5358 5359 5360 C/H Total - 5342 - 03 04 04 04 45 60 60 60 5336 5343 04 60 - 60 - 5338 04 01 60 - 15 60 15 - 5341 01 - 15 15 25 345 30 375 5361 5362 5363 5364 COD. 5365 Ambientação Profissional (Laboratório de Hospedagem) Projeto Interdisciplinar de Meios de Hospedagem – PIMH Planejamento e Desenvolvimento de Meios de Hospedagem Gestão de Serviços de Alimentação Consultoria em Turismo e Hotelaria Mercado de Trabalho – Tendências Viagem Técnica SUB-TOTAL DISCIPLINAS Estágio Supervisionado SUB-TOTAL TOTAL GERAL TEÓRICA PRÁTI C/H CA C/H 60 45 60 60 - C/H Total 5338 5366 5349 5348 e 5350 5350 - 04 03 04 04 - 5344 04 01 60 - 15 60 15 - 1379 01 - 15 15 - 5344 e 5345 02 23 285 30 60 30 345 6º PERÍODO PréRequisitos Requisitos Paralelos 60 45 60 60 CARGA HORÁRIA TEÓRICA PRÁTI C/H CA C/H 60 60 60 - C/H Total 5344 5345 - 5356 5355 - 04 04 04 - 5357 5351 04 04 01 60 60 - 15 60 60 15 5348 1377 01 - 15 15 - 5353 01 - 15 15 23 300 45 345 7º PERÍODO PréRequisitos Requisitos Paralelos 60 60 60 CARGA HORÁRIA CRÉD. Total CARGA HORÁRIA CRÉD. Total CARGA HORÁRIA CRÉD. Total 5356 5331 5332 5333 0296 5334 5335 5336 5337 5º PERÍODO PréRequisitos Requisitos Paralelos CRÉD. Total 5347 5348 CARGA HORÁRIA CRÉD. TEÓRICA PRÁTICA C/H Total C/H C/H Total DISCIPLINAS TEÓRICA PRÁTI C/H CA C/H 15 C/H Total 5355 - 01 5351 / 5352 / 5354 / 5353 5352 5360 / 5361 04 60 - 60 5359 04 60 - 60 5353 - 5359 5364 5364 5362 / 5363 05 04 03 02 23 60 60 45 285 15 30 60 75 60 45 30 345 8º PERÍODO PréRequisitos 5252 / 5324 / 5328 / 5331 / 5333 / 5339 / 0275 / 5341 / 5346 / 5347 / 1379 / 1377 / 5351 / 5354 5359 / 5360 / 5361 / 5362 / 5364 Requisit os CRÉD. Paralelo Total s 30 30 196 15 CARGA HORÁRIA TEÓRICA PRÁTI C/H C/H CA Total C/H 450 450 2205 450 735 450 2940 95 ANEXO C Matriz Curricular V do Curso de Graduação em Turismo e Hotelaria da UNIVALI 96 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5a Avenida, s/n - Bairro dos Municípios - Campus II da UNIVALI - Fone: Fone/Fax(47) 261-1202/261-1216 E-Mail [email protected] Cx.P. 201 - CEP: 88330-000 - Balneário Camboriú - Santa Catarina CURRÍCULO CURSO DE TURISMO E HOTELARIA (V) 5º PERÍODO 1º PERÍODO COD. 1363 5250 5251 5252 5253 5254 CARGA HORÁRIA Pré Requisitos CRÉD. TEÓRICA PRÁTICA C/H Requisitos Paralelos Total C/H C/H Total DISCIPLINAS Sociologia Aplicada ao Turismo História e Patrimônio Cultural Comunicação e Expressão Elaboração de Trabalhos Acadêmicos Turismo e Hotelaria Viagem Técnica SUB-TOTAL - 04 04 04 04 5254 - - 5254 5253 / 5250 60 60 60 60 04 02 22 60 300 - 60 60 60 60 30 30 60 30 330 2º PERÍODO COD. DISCIPLINAS Pré Requisitos 5324 Lazer e Entretenimento 5325 Sistema do Turismo 5326 Geografia 5327 Administração Aplicada ao Turismo e Hotelaria 5328 Direito Aplicado ao Turismo e Hotelaria 5329 Língua Estrangeira – Inglês 5330 Viagem Técnica SUB-TOTAL Requisitos CARGA HORÁRIA Paralelos CRÉD. TEÓRICA PRÁTICA C/H Total C/H C/H Total 5253 - 5330 5330 04 04 04 60 60 60 - 60 60 60 - - 04 60 - 60 - - 04 60 - 60 - 5324 e 5326 02 03 25 30 330 45 45 30 45 375 3º PERÍODO COD. 5331 5332 5333 0296 5334 5335 5336 5337 DISCIPLINAS Gestão de Políticas no Turismo Economia do Turismo Turismo e Meio Ambiente Matemática Financeira Gestão de Pessoas Língua Estrangeira – Inglês Relações Públicas no Turismo Ambientação Profissional (Laboratório de Turismo e Meio Ambiente) SUB-TOTAL Pré Requisitos Requisitos Paralelos TEÓRICA C/H PRÁTICA C/H 04 60 - 60 - 04 60 - 60 - 5337 04 60 - 60 - - 04 60 - 60 5329 - 04 02 60 30 - 60 30 - - 02 30 - 30 - 5333 01 - 15 15 25 360 15 375 1377 5351 5352 5338 5339 0275 5340 5341 5366 5342 5343 DISCIPLINAS 5359 5360 Planejamento e Organização do Turismo Pesquisa em Turismo e Hotelaria Estatística Administração de Materiais e Patrimônio Planejamento e Desenvolvimento de Eventos Marketing Turístico Ambientação Profissional (Inventário Turístico) Ambientação Profissional (Laboratório de Eventos) SUB-TOTAL PréRequisitos 5362 Requisitos Paralelos CARGA HORÁRIA 5363 CRÉD. Total TEÓRICA C/H PRÁTICA C/H C/H Total - 5342 03 45 - 45 - - 04 60 - 60 - - 04 04 60 60 - 60 60 5336 5343 04 60 - 60 - 5338 04 01 60 - 15 60 15 - 5341 01 - 15 15 5364 345 30 375 04 60 - 60 5348 e 5350 5350 - 03 04 04 45 60 60 - 45 60 60 - 5344 04 01 60 - 15 60 15 - 1379 01 - 15 15 - 5344 e 5345 02 23 285 30 60 30 345 DISCIPLINAS PréRequisitos Requisitos Paralelos CARGA HORÁRIA Agências e Transportes Meios de Hospedagem Planejamento e Desenvolvimento dos Meios de Hospedagem Gastronomia Gestão Financeira e Orçamentária Ambientação Profissional (Laboratório de Hospedagem) Ambientação Profissional (Laboratório de Agenciamento de Transportes) Ambientação Profissional (Laboratório de Alimentos e Bebidas) SUB-TOTAL 5344 5345 - 5356 5355 - 04 04 04 60 60 60 - 60 60 60 - 5357 5351 04 04 01 60 60 - 15 60 60 15 5348 1377 01 - 15 15 - 5353 01 - 15 15 23 300 45 345 DISCIPLINAS PréRequisitos Requisitos Paralelos CARGA HORÁRIA Ambientação Profissional (Laboratório de Hospedagem) Projeto Interdisciplinar de Meios de Hospedagem – PIMH Planejamento e Desenvolvimento de Meios de Hospedagem Gestão de Serviços de Alimentação Consultoria em Turismo e Hotelaria Mercado de Trabalho – Tendências Viagem Técnica SUB-TOTAL 5355 - 01 - 15 15 5351 / 5352 / 5354 / 5353 5352 5360 / 5361 04 60 - 60 5359 04 60 - 60 5353 5359 05 60 15 75 - 5364 04 60 - 60 - 5364 03 45 - 45 - 5362 / 5363 02 23 285 30 60 30 345 CARGA HORÁRIA TEÓRICA PRÁTICA C/H C/H C/H Total 8º PERÍODO COD. ------ 25 5349 5366 CRÉD. TEÓRICA PRÁTICA C/H Total C/H C/H Total 5361 COD. 5338 7º PERÍODO COD. 5358 4º PERÍODO CARGA HORÁRIA CRÉD. TEÓRICA PRÁTICA C/H Total C/H C/H Total 5357 - Requisitos Paralelos 6º PERÍODO COD. 5356 - PréRequisitos 1379 Planejamento e Organização do Turismo 5344 Agências e Transportes 5345 Meios de Hospedagem 5346 Promoção e Comercialização de Produtos Turísticos 5347 Contabilidade Gerencial 5348 Ambientação Profissional (Laboratório de Agenciamento e Transportes) 5349 Ambientação Profissional (Plano de Desenvolvimento Turístico) 5350 Viagem Técnica SUB-TOTAL C/H Total 5325 DISCIPLINAS CRÉD. TEÓRICA PRÁTICA C/H Total C/H C/H Total 5353 5354 5355 CARGA HORÁRIA CRÉD. Total COD. DISCIPLINAS Estágio Supervisionado ------- Atividades Complementares SUB-TOTAL TOTAL GERAL PréRequisitos Requisitos Paralelos 5252 / 5324 / 5328 / 5331 / 5333 / 5339 / 0275 / 5341 / 5346 / 5347 / 1379 / 1377 / 5351 / 5354 5359 / 5360 / 5361 / 5362 / 5364 - CRÉD. Total 20 - 20 186 2205 300 300 195 195 495 780 495 2985 97 ANEXO D Roteiro de Relatório de Estágio 98 ROTEIRO BÁSICO PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1- IDENTIFICAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E DO ALUNO 1.1- Razão Social,CGC/MF, Inscrição Estadual, Registro na EMBRATUR, Nome Fantasia, Endereço completo, Proprietário(s), Supervisores de Estágio. 1.2- Dados do aluno: Nome, RG, CPF, Endereço, Telefone, Filiação a entidade relacionada ao Turismo e Hotelaria 2- JUSTIFICATIVA Razões práticas: * Obrigatoriedade legal * Motivação da área de estágio * Motivação da escolha da empresa Razões teóricas:# Pressupor a importância do Estágio: * para avanço do conhecimento * para o campo do estágio * para o estagiário como futuro profissional 3- OBJETIVOS 3.1- Objetivo Geral Desenvolver atitudes e hábitos profissionais, bem como adquirir, exercitar e aprimorar conhecimentos técnicos nos campos do Turismo e da Hotelaria 3.2- Indicadores dos resultados parciais durante o Estágio • • • • • • Identificar na literatura especializada os fundamentos teóricos de ...( agenciamento e transportes turísticos, hotelaria, alimentos e bebidas, turismo público, eventos). Identificar/reconhecer a estrutura administrativa e organizacional da... (nome da organização). Empregar os conhecimentos teóricos nos diferentes setores a serem percorridos durante a realização do Estágio. Reunir as informações observadas e vivenciadas no campo de Estágio para fins de relatório e compreensão. Processar o Relatório de Estágio Identificar uma situação com potencial de mudança ou melhoria a ser planejada no projeto de ação, exigência parcial para obtenção do título de bacharel em Turismo e Hotelaria (específico para área principal) 4- CONTEXTUALIZAÇÃO DA EMPRESA 4.1- Evolução histórica da organização até sua organização atual 4.2- Infra-estrutura física atual 4.3- Infra-estrutura administrativa 4.4- Quadro de recursos humanos segundo o organograma 99 4.5- Serviços prestados ao cliente, quando Empresa, e ao mercado turístico quando Entidade Pública. Relacionar todos os serviços que a Empresa/Entidade presta aos clientes e ao mercado. 5- DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS POR SETOR 5.1-(1º setor), responsável pelo setor, período e nº de horas 5.1.1- Funções do setor: 5.1.2- Infra-estrutura do setor (recursos materiais). 5.1.3- Atividades desenvolvidas pelo acadêmico no setor (relacionar por títulos) 5.1.4- Conhecimentos técnicos adquiridos 5.1.5- Aspectos positivos, limitantes e sugestões administrativas. 5.2 (2 º setor) 5.2.1- Funções administrativas do setor 5.2.2- Infra-estrutura do setor 5.2.3- Atividades desenvolvidas no setor e assim por diante... 5.3 (3º setor) 5.3.1- Funções administrativas do setor e assim por diante.... 6- CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ASSESSORIAS TÉCNICAS E EDUCACIONAIS * Professor Responsável pelo Estágio * Professor (es) Orientador (es) ANEXOS APÊNDICE 100 ANEXO E Roteiro de Projeto de Ação 101 ESTRUTURA DO PROJETO DE AÇÃO TÍTULO RESUMO 1 INTRODUÇÃO 1.1 Objetivos 1.1.1 Objetivo Geral Genericamente, o que se pretende alcançar. 1.1.2 Objetivos específicos Etapas necessárias ou os aspectos em tópicos – que devem ser estudados para alcançar o objetivo geral. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3 DESCRIÇÃO E ANÁLISE DA SITUAÇÃO ATUAL 4 PROPOSTA DE AÇÃO Definição da proposta Operacionalização Ações / etapas Cronograma Orçamento 5 VIABILIDADE REFERENCIAS APÊNDICES ANEXOS. 102 ANEXO F Roteiro de Relatório de Pesquisa 103 ROTEIRO DO RELATÓRIO DE PESQUISA TÍTULO ÁREA DE PESQUISA: Ciências Sociais Aplicadas SUB-ÁREA: Turismo e Hotelaria RESUMO: Até 250 palavras Palavras-Chave: Três 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral 2.2 Objetivos Específicos . 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4 RESULTADOS DA PESQUISA 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APÊNDICES ANEXOS 104 APENDICES 105 APÊNDICE A Questionário aplicado aos estagiários (Português) 106 Eu Graziela Valerio Feltrin, acadêmica do curso de Turismo e Hotelaria do Centro de Ciências Sociais e aplicada: Comunicação, Turismo e Lazer da Universidade do Vale do Itajaí solicito o preenchimento da pesquisa: Analise do perfil acadêmico Francês. Os dados serão utilizados somente para a realização do TCC - Trabalho de Conclusão de Curso, para a obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria, sob a orientação da Profª. Marli Cardoso Blehm, MSc. A divulgação do resultado visará apenas mostrar os possíveis benefícios obtidos pela pesquisa em questão. Paris, 16 de Abril de 2008. 1. Sexo : ( ) feminino ( ) masculino 2. Idade:___________ 3. De qual cidade e região você é originado? Cidade:___________________________ Região:___________________________ País: _____________________________ 4. Em qual instituição educacional você está inscrito? ________________________________________________________________ 5. Qual o tipo de curso você esta cursando? ( ) Curso técnico ( ) Curso de Graduação ( ) Curso de Mestrado ( ) Curso de Doutorado ( ) Outro_________________________________________________________ 6. Quais dos seguintes assuntos são estudados durante o seu curso de formação hoteleira? ( ) História ( ) Geografia ( ) Cultura ( ) Informática ( ) Matemática ( ) Economia ( ) Finanças ( ) Contabilidade ( ) Estatística ( ) Arquitetura ( ) Gerencia de Restaurantes ( ) Bebidas ( ) Pratica de serviços de Restaurante ( ) Pratica de serviços de Restaurante Gastronômicos ( ) Gerencia de Serviços de Recepção e Governança ( ) Pratica de serviços de recepção ( ) Pratica de serviços de governança ( ) Gerencia de agencias de viagens ( ) Organização de Eventos ( ) Relacionamento Cliente ( ) Língua Francesa ( ) Línguas Estrangeiras ( ) Direito ( ) Marketing ( ) Comunicação ( )Recursos Humanos ( ) Sociologia ( ) Psicologia ( ) Turismo ( ) Ética ( ) Metodologia da pesquisa ( ) Outros..................................... 107 7. Quais os motivos que levaram você a escolher esta formação? (Possibilidade de mais de uma resposta) ( ) Salário ( ) Oportunidades de trabalho ( ) Afinidade com a profissão ( ) Ser uma profissão relativamente nova e em expansão ( ) possibilidade de viajar ( ) A proximidade de línguas e culturas diferentes ( ) Outros___________________________________________________ 8. Antes da realização deste estágio no Hyatt, você já tinha realizado outro(s) estágio(s)? ( ) Sim ( ) Não 9. Se sim, quais foram as dificuldades encontradas? ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ 10. Hoje você realiza um estágio no Hotel Hyatt, quais foram as dificuldades encontradas durante este estágio? ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ 11. O atual estágio que se realiza no Hotel Hyatt corresponde a sua formação e as suas expectativas? ( ) Sim ( ) Não Por que? ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ _______________________________________________________________ 108 APÊNDICE B Questionário aplicado aos estagiários (Francês) 109 Je suis Graziella Valério Feltrin, étudiante brésilienne à l’ Université UNIVALI dans le secteur du Tourisme et de l’Hôtellerie du Centre des Sciences Sociales et Appliquées : Communication, Tourisme, Loisir. Par le biais de ce questionnaire, je souhaiterais analyser le profil académique français. Les données seront seulement utilisées pour ma recherche afin d’obtenir mon diplôme de Tourisme – Hôtellerie, suive par Profª. Marli Cardoso Blehm, MSc. La divulgation des résultats sont seulement là pour montrer les possibles avantages obtenus par cette recherche. Paris, le 18 avril 2008. 12. Sexe : ( ) féminin ( ) masculin 13. Age :___________ 14. De quelle ville et région êtes-vous originaire ? Ville :_____________________________ Région :___________________________ 15. Dans quelle école êtes-vous inscrite tout en précisant dans quel secteur ? ________________________________________________________________ 16. Quelle est votre cursus scolaire ? ( ) BTS – Brevet de Technicien Supérieur ( ) École Privé ou Université Publique ( ) Master ( ) Doctorat (DESS) ( ) Autre_________________________________________________________ 17. Quels sont les cours (ou thèmes) ci-dessous que vous étudiez lors de votre formation ? ( ) Histoire ( ) Géographie ( ) Culture ( ) Informatique ( ) Mathématique ( ) Economie ( ) Finances ( ) Comptabilité ( ) Statistiques ( ) Architecture ( ) Gestion de Restaurant ( ) Connaissance des Boissons ( ) Pratique de Service en Restauration ( ) Pratique de Service en Restauration Gastronomique ( ) Gestion Hôtelière ( ) Pratique de l’Hébergement ( ) Pratique de la Réception ( ) Pratique du Housekeeping ( ) Gestion des Agences de Voyage ( ) Organisation des Événements 110 ( ) Relation Client ( ) Ressources Humaines ( ) Langue Française ( ) Sociologie ( ) Psychologie ( ) Langue Étrangère ( ) Droit ( ) Tourisme ( ) Marketing ( ) Ethique ( ) Communication ( ) Méthodologie de Recherche Autres______________________________________________________________________ _________________________________________________________________ 18. Quels sont les raisons qui vous ont poussé à choisir cette formation ? (Plusieurs réponses sont possibles) ( ) Salaire ( ) Opportunité de travail ( ) Attirance pour le métier ( ) Nouvelle profession en plein essor ( ) Possibilité de voyage ( ) Autre________________________ 19. Avant de faire votre stage chez Hyatt, avez-vous déjà fait un stage auparavant dans le domaine de l’hôtellerie ? ( ) Oui ( ) Non 20. Si oui, quelles ont été les difficultés rencontrées ? ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________ 21. Aujourd’hui vous faîtes votre stage chez Hyatt, quelles sont les difficultés que vous avez rencontré? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ________________________________________ 22. Est ce que votre stage chez Hyatt correspond à votre formtion et à vos attentes ? ( ) Oui ( ) Non Pourquoi?_____________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _____________________________________________ 111 APÊNDICE C Entrevista realizada com o responsável pelo Room Service 112 Interview Lahcen OTMANE – Manager Room Service Entrevista Lahcen OTMANE – Responsável do Room Service 1. Les écoles françaises proposent-elles une bonne formation à ses étudiants ? As escolas francesas proporcionam uma boa formação aos seus alunos? A mon avis ce n’est pas la formation qui fait défaut aux stagiaires, c’est plutôt, leur degré de motivation, d’implication et de volonté d’apprendre. No meu ponto de vista não é a formação que faz um bom profissional, mas o grau de motivação e a vontade de aprender do aluno. 2. A votre avis, les écoles étrangères possèdent-elles la même qualification? No seu ponto de vista, as escolas estrangeiras possuem a mesma qualificação? Toutes les écoles étrangères ne donnent pas le même niveau de formation à leur étudiant As escolas estrangeiras não dão o mesmo nível de formação aos seus estudantes. 3. Pensez-vous que les nouveaux professionnels dans l’Hôtellerie/Restauration sont prêts à entrer dans le marché du travail ? La formation scolaire est-elle suffisante ? La réalisation des stages est-elle efficace ? Você considera que os novos profissionais no mercado hoteleiro/ Restauração estão prontos para sua inserção no mercado de trabalho? A formação escolar é suficiente? A realização de estágios é eficaz? La base du métier est acquise au niveau de l’école. Les stages prennent les relais pour affiner cette base et la mettre en pratique. A base da profissão é adquirida na escola. Os estágios confirmam esta formação e a colocam na prática. 4. Quels sont les avantages et les difficultés pour l’hôtel en acceptant des stagiaires ? Pourquoi ? Quais são os benefícios e as dificuldades para o hotel em receber estagiários? Por quê? L’un des avantages pour l’hôtel en acceptant des stagiaires c’est de faire découvrir l’hôtel à l’école avec l’opportunité pour le stagiaire de devenir un employé de l’hôtel. N’oublions pas que le stagiaire est un employé potentiel et qu’il est plus facile de le connaître pendant son stage qu’à travers simplement un Curriculum Vitae. L’inconvénient majeur pour l’hôtel d’accepter un stagiaire c’est que très souvent les stages sont de très courte durée par service. A descoberta do hotel pelo estagiário e da escola pelo hotel através dos estagiários é uma avantajem. Um estagiário é um empregado potencial, podemos conhecê-lo melhor durante o estágio que apenas por um Curriculum Vitae. O inconveniente é a duração dos estágios que são muito curtos. 5. Quels sont les difficultés rencontrées par les stagiaires dans les activités réalisées durant leur stage ? Quais as dificuldades encontradas pelos estagiários nas atividades realizadas no setor? 113 Durant leur stage, les stagiaires rencontrent des difficultés comme le manque de pratique. Ils n’ont pas la gestion du stress et ils manquent de contact avec la clientèle. A cela s’ajoute pour certain la barrière de la langue. Durante o estágio, os estagiários encontrem dificuldades como a falta de prática. Eles não administram corretamente o stress e falta a experiência do contato com o cliente. Para alguns podemos acrescentar a barreira da língua (quando estrangeiros). 6. Quels sont les caractéristiques et qualifications nécessaires pour l’insertion des nouveaux professionnels dans le marché de l’hôtellerie français/international ? Quais as características e qualificações necessárias para a inserção de novos profissionais no mercado hoteleiro Francês/internacional? Une grande motivation, une bonne capacite d’adaptabilité, avoir un profil complet : connaissance technique, linguistique ... Uma grande motivação, uma boa capacidade de adaptação, ter um perfil completo: conhecimento técnico e lingüístico. 114 APÊNDICE D Entrevista realizada com o assistente do responsável pelo Room Service 115 Interview Johnathan CAMPONET– Assistant Manager Room Service Entrevista Johnathan CAMPONET – Assistente do responsável do Room Service 1. Les écoles françaises proposent-elles une bonne formation à ses étudiants ? As escolas francesas proporcionam uma boa formação aos seus alunos? Je pense que les écoles françaises sont parmis les meilleures au niveau mondial Eu acho que as escolas francesas estão entre as melhores escolas em âmbito mundial. 2. A votre avis, les écoles étrangères possèdent-elles la même qualification? As escolas estrangeiras possuem a mesma qualificação? Je pense que très peu des écoles étrangères puissent rivaliser avec les français. Eu penso que muito poucas escolas estrangeiras podem concorrer com as escolas francesas. 3. Pensez-vous que les nouveaux professionnels dans l’Hôtellerie/Restauration sont prêts à entrer dans le marché du travail ? La formation scolaire est-elle suffisante ? La réalisation des stages est-elle efficace ? Você considera que os novos profissionais no mercado hoteleiro e/ou de restaurantes estão prontos para sua inserção no mercado de trabalho? A formação escolar é suficiente? A realização de estágios é eficaz? Oui, mais tout dépend vraiment de la motivation du candidat. Sim, mas tudo depende realmente da motivação do candidato. 4. Quels sont les avantages et les difficultés pour l’hôtel en acceptant des stagiaires ? Pourquoi ? Quais são os benefícios e as dificuldades para o hotel em receber estagiários? Porque? Il faut prendre du temps pour former les stagiaires. Une fois la formation acquise, c’est souvent la fin du stage. Mais si le stagiaire est compétent, cela peut déboucher sur un emploi. É necessário tempo para formar os estagiários. Quando a formação está completa ou quase, o estágio já se encontra no final. Mas se o estagiário é competente, ele pode ser contratado na empresa. 5. Quels sont les difficultés rencontrées par les stagiaires dans les activités réalisées durant leur stage ? Quais as dificuldades encontradas pelos estagiários nas atividades realizadas no setor? Durant leurs stage, les stagiaires sont confrontés à plusieurs difficultés telles que le manque de motivation, l’implication, la ponctualité sans oublier le contact avec le client qui est parfois laborieux. Pour les étrangers c’est aussi la barrière de la langue. Durante o estágio, os estagiários se confrontam com várias dificuldades, tais como a falta de motivação e de interesse pelo estágio ou pela profissão, além da dificuldade de ter um bom contato de relacionamento com os clientes e da pontualidade. Para os estrangeiros ainda existe uma barreira com relação a língua. 116 6. Quels sont les caractéristiques et qualifications nécessaires pour l’insertion des nouveaux professionnels dans le marché de l’hôtellerie français/international ? Quais as características e qualificações necessárias para a inserção de novos profissionais no mercado hoteleiro Francês/internacional? Il faut avant tout parler plusieurs langues et surtout l’anglais. Un des critères important dans l’hôtellerie c’est d’être motivé car c’est un domaine oú le travail n’est pas facile. Il est aussi important de savoir s’adapter et de s’intégrer facilement. Enfin et surtout avoir l’envie d’apprendre, s’intéresser au service donc d’être curieux. É importante falar várias línguas, sobretudo o inglês, e ter motivação, pois a hotelaria não é um trabalho fácil. É necessário que o estagiário consiga se adaptar e se integrar facilmente, além de ter vontade de aprender, ser curioso e se interessar pelos serviços. 117 APÊNDICE E Entrevista realizada com o responsável pelo Serviço de Eventos 118 Interview Miguel LOPES – Manager Banquet Entrevista Miguel LOPES – Responsável de Eventos 1. Les écoles françaises proposent-elles une bonne formation à ses étudiants ? As escolas francesas proporcionam uma boa formação aos seus alunos? Oui tout à fait les écoles françaises proposent de bonnes formations car elles sont variées sur le plan des études elles ont à peu près entre 7 et 10 diplômes différents qui vont du CAP au MBA, donc pas mal de niveau dans tous les domaines. Il est vrai que les écoles ont compris le besoin des entreprises et du marché et proposent aux étudiants de très bonnes formations. Sim, as escolas francesas proporcionam uma boa formação, pois possuem diversos tipos de níveis de cursos (entre 7 a 10 tipos) que vão de CAP (Certificado de Aptidão Profissional, que não exige que o aluno tenha terminado o segundo grau para obter o certificado) até MBA (Master of Business Administration, o nível mais elevado de estudos). Existem vários níveis em todas as áreas, porque é verdade que as escolas entendem a necessidade das empresas e do mercado e, assim, proporcionam boa formação aos estudantes. 2. A votre avis, les écoles étrangères possèdent-elles la même qualification? No seu ponto de vista, as escolas estrangeiras possuem a mesma qualificação? Oui en effet, il y a des écoles par exemple pour la Suisse où elles sont réputées pour le management de Lausanne ou de Glions, on commence à en trouver un peu partout dans le monde des filiales de ces écoles là ou même des nouvelles écoles qui proposent largement des qualifications suffisantes on le voit à travers nos stagiaires provenant du monde entier. Sim, de fato existem escolas famosas, como por exemplo, na Suíça existem escolas de administração hoteleira como Lausanne ou Glion. Já começamos a encontrar em todo o mundo as filiais dessas escolas ou mesmo de novas escolas que propõem qualificações suficientes. Isso é o que nós observamos através dos estagiários que vem do mundo inteiro. 3. Pensez-vous que les nouveaux professionnels dans l’Hôtellerie/Restauration sont prêts à entrer dans le marché du travail ? La formation scolaire est-elle suffisante ? La réalisation des stages est-elle efficace ? Você considera que os novos profissionais no mercado hoteleiro e/ou de restaurantes estão prontos para sua inserção no mercado de trabalho? A formação escolar é suficiente? A realização de estágios é eficaz? Ils sont prêts à condition d’avoir réalisé des stages, maintenant toutes les formations proposent des stages qui sont vraiment nécessaires justement pour que ces étudiants ne soient pas perdus et confrontés à la dure réalité du travail surtout dans notre domaine. Ils sont prêts à partir du moment qu’ils ont réalisé 1 ou 2 stages, qu’ils se soient rendu compte des horaires ou sur le plan physique ou psychologique de notre métier. Les stages sont complètement efficaces et nécessaires. Eles estão prontos desde que realizem estágios. Atualmente, todas as formações defendem a necessidade da feitura de estágios, justamente para que os estudantes não se encontrem perdidos e se confrontem com a dura realidade do trabalho, sobretudo na nossa área. Eles estão prontos a enfrentar a vida profissional desde que tenham realizado 1 ou 2 estágios, que conheçam as dificuldades de horários, esforços físicos e psicológicos da nossa profissão. Os estágios são completamente eficazes e necessários. 119 4. Quels sont les avantages et les difficultés pour l’hôtel en acceptant des stagiaires ? Pourquoi ? Quais são os benefícios e as dificuldades para o hotel em receber estagiários? Por quê? Sur le plan financier il y a un avantage pour l’hôtel car un stagiaire est loin d’être rémunéré comme un employé normal et il nous aide beaucoup même si c’est vrai qu’il y a un temps de formation à lui accordé. Pour l’hôtel le stagiaire c’est l’avantage. Les difficultés : on ne peut pas non plus trop se permettre de refuser des stagiaires, on est la pour former les gens et on peut tomber sur des stagiaires qui découvrent un métier. Ils se rendent compte qu’ils n’en ont pas envie et prennent la place d’autres stagiaires. Malheureusement ils ne sont pas aussi compétitifs. Do ponto de vista financeiro, existe um benefício para o hotel, pois o estagiário está longe de ser remunerado como um empregado normal e ele nós ajuda muito, mesmo sendo necessário certo tempo de formação. Para o hotel um estagiário é um benefício. Quanto às dificuldades, nós não podemos nos permitir a recusa de estagiários, pois estamos aqui para formá-los. Às vezes, recebemos estagiários que estão descobrindo a realidade da profissão. Eles descobrem que não gostam realmente da profissão e ocupam a vaga de outros estudantes. Infelizmente eles não são tão competitivos. 5. Quels sont les difficultés rencontrées par les stagiaires dans les activités réalisées durant leur stage ? Quais as dificuldades encontradas pelos estagiários nas atividades realizadas no setor? Je pense que c’est concernant le Banquet, la flexibilité au niveau des horaires car chaque manifestation on commence à des heures différentes y a sur le plan horaire, sur le plan physique et le timing maintenant que c’est réglementé (7heures/jour) la plus grosse difficulté pour eux c’est d’être le plus dynamique possible, c’est de s’aligner un peu comme les professionnels qui le sont déja donc ils doivent très vite comprendre ce que va être leur travail afin de ne pas ralentir le service. S’il y a la bonne formation, pas de souci, ils comprennent bien ce qu’il faut faire. Ils sont encadrés. Généralement il y a pas de problèmes. Eu penso que, no caso no setor de eventos, a flexibilidade aos horários de trabalho (pois cada evento começa em um horário diferente) representa uma dificuldade, mas a maior dificuldade é o dinamismo necessário. Os estagiários deveriam ser como os profissionais e entender rapidamente qual é o trabalho deles, com o objetivo de realizar um bom serviço. Quando eles possuem boa formação, não aparecem dificuldades, eles entendem tudo o que devem fazer e, além disso, são assistidos por profissionais. Normalmente não há problemas. 6. Quels sont les caractéristiques et qualifications nécessaires pour l’insertion des nouveaux professionnels dans le marché de l’hôtellerie français/international ? Quais as características e qualificações necessárias para a inserção de novos profissionais no mercado hoteleiro Francês/internacional? L’expérience professionnelle comme les stages, sont vraiment très nécessaires, c’est leur première expérience et l’hôtel préfère toujours recruter avec plus d’expérience et avoir réalisé plusieurs stages sous un même ou voir un différent service. Au niveau des qualifications tout dépend du niveau d’études. Aujoud’hui nous avons des BAC PRO qui nous forment de très 120 bons éléments en France, ensuite sur un plan plus général et évolutif il faudra un minimum un BAC + 2 juquà voir 6 ans d’études dans l’hôtellerie. A vivência profissional, proporcionada pelos estágios, é realmente muito necessária. O Hotel sempre prefere recrutar estudantes com mais experiência e que já tenham realizado vários estágios no mesmo ou em diferentes serviços. O nível de qualificações depende do nível de estudos. Hoje, na França, nós temos cursos profissionalizantes que nos fornecem ótimos profissionais e, em uma visão mais geral e evolutiva, o ideal é que o profissional deva ter de 2 a 6 anos de estudos na hotelaria. 121 APÊNDICE F Entrevista realizada com o Responsável pelo Restaurante Les Orchidées 122 Interview Daniel DULOR – Manager Restaurant Les Orchidées Entrevista Daniel DULOR – Responsável do Restaurant Les Orchidées 1. Les écoles françaises proposent-elles une bonne formation à ses étudiants ? As escolas francesas proporcionam uma boa formação aos seus alunos? Oui, les écoles françaises proposent une bonne formation à ses étudiants car il existe plusieurs choix de formations et dans différentes sortes d’écoles : École hôtelière publique, École hôtelière privée, LEP, BTS… Sim, as escolas francesas propõem uma boa formação à seus estudantes pois existem muitas escolhas de formações e em diferente tipos de escoas. Escolas hoteleiras públicas, escolas hoteleiras privadas, LEP, BTS... 2. A votre avis, les écoles étrangères possèdent-elles la même qualification? No seu ponto de vista, as escolas estrangeiras proporcionam a mesma qualificação? Absolument nous l’avons constaté lorsque nous avons reçu des stagiaires étrangers qui possédaient un bon niveau de qualification. Absolutamente, nós constatamos quando nos recebemos estagiários estrangeiros que possuem um bom nível de qualificação. 3. Pensez-vous que les nouveaux professionnels dans l’Hôtellerie/Restauration sont prêts à entrer dans le marché du travail ? La formation scolaire est-elle suffisante ? La réalisation des stages est-elle efficace ? Você considera que os novos profissionais do mercado hoteleiro e/ou de restaurantes estão prontos para sua inserção no mercado de trabalho? A formação escolar é suficiente? A realização de estágios é eficaz? Cela dépend des personnes, je pense qu’ils sont bien formés mais le problème est qu’ils veulent obtenir un poste à responsabilités dès leur sortie d’école par rapport à leur expérience sur le terrain. Il est bien clair que la formation scolaire est indispensable mais les stages sont utiles et nécessaires. Enfin pour répondre à la question de la réalisation des stages, je pense qu’ils sont efficaces et surtout importants pour leur propre expérience professionnelle. Isto depende das pessoas, eu acho que eles são bem formados, mas o problema é que eles querem obter um cargo de responsabilidade logo que terminam a escola com relação experiência que eles possuem. É claro que a formação escolar é indispensável mas os estágios são úteis e necessários Enfim, para responder a questão sobre realização de estágios, eu acho que eles são eficazes e sobre tudo importantes para a própria experiência profissional dos estudantes. 4. Quels sont les avantages et les difficultés pour l’hôtel en acceptant des stagiaires ? Pourquoi ? Quais são os benefícios e as dificuldades para o hotel em receber estagiários? Por quê? Les avantages pour l’hôtel d’accepter des stagiaires sont tout d’abord de pouvoir profiter d’une main d’oeuvres supplémentaire, la possibilité de leur faire découvrir l’entreprise et parfois de les embaucher après les avoir formés. La difficulté la plus souvent rencontrée est le manque de temps à s’occuper pleinement de leur formation. Une difficulté qui peut se transformer en avantage car ils apprennent à prendre des décisions eux-mêmes, à gérer leur travail… 123 As vantagens para o hotel de aceitar estagiários é em primeiro lugar de poder aproveitar de uma mão de obra suplementar, a possibilidade de fazê-los descobrir a empresa e às vezes de contratá-los depois de formá-los. A dificuldade encontrada mais freqüentemente é a falta de tempo para nos dedicarmos plenamente da formação dos estagiários na empresa. Une dificuldade que pode se transformar em avantajem pois eles aprendem à tomar decisões eles mesmos e gerenciar o trabalho. 5. Quels sont les difficultés rencontrées par les stagiaires dans les activités réalisées durant leur stage ? Quais as dificuldades encontradas pelos estagiários nas atividades realizadas no setor? La première difficulté rencontrée pour chaque stagiaire est l’adaptation dans l’entreprise car cela reste une étape importante, arrive ensuite la compréhension de nos standards, et enfin l’application du travail demandé tout en faisant le moins d’erreur possible. Si Certains réussissent très bien, d’autres ont un peu plus de mal. A primeira dificuldade encontrada por cada estagiário é a adaptação na empresa, pois esta é uma etapa importante, depois é a compreensão de nossas regras, e enfim a aplicação do trabalho fazendo o menor número de erros possíveis. Alguns conseguem muito bem, outros têm mais dificuldades. 6. Quels sont les caractéristiques et qualifications nécessaires pour l’insertion des nouveaux professionnels dans le marché de l’hôtellerie français/international ? Quais as características e qualificações necessárias para a inserção de novos profissionais no mercado hoteleiro Francês/internacional? Les caractéristiques et qualifications nécessaires pour l’insertion des nouveaux professionnels dans le marché de l’hôtellerie français/international sont : être ouvert, de s’ouvrir, s’adapter, d’accepter le fait qu’ils ont encore beaucoup à apprendre et surtout de ne pas avoir peur de se remettre en question et de faire un maximum d’heures. As características e qualidades necessárias para a inserção de novos profissionais no mercado de trabalho hoteleiro francês e internacional são: Ser aberto, aceitar, se adaptar, aceitar o fato que eles ainda têm muito a aprender e sobre tudo não ter medo de se questionar e fazer o máximo de horas de trabalho. 124 APÊNDICE G Entrevista realizada com o Gerente de Alimentos e Bebidas 125 Interview Arnaud Duhem - Directeur de la Restauration Entrevista Arnaud Duhem – Gerente de Alimentos e Bebidas 1. Quelles sont les caractéristiques et les qualifications nécessaires pour l’insertion des nouveaux professionnels dans le secteur de l’hôtellerie français/International? Quais as características e qualificações necessárias para a inserção de novos profissionais no mercado hoteleiro Francês/International? Avant tout je pense qu’il faut tout d’abord avoir envie , plus que les qualifications, c’est un métier de passion, il faut avoir le sens de l’hospitalité et du service., c’est la première des choses majeure qu’il faut et ensuite les qualifications, évidemment qu’elles sont importantes mais on fait un métier d’artisan aujourd’hui et toutes les études de la terre ne peuvent pas remplacer l’expérience . Les portes de cette maison (Hyatt) seront ouvertes à n’importe qu’elle personne qui a toutes ces qualités humaines parce qu’on ne s’arrête pas exclusivement au diplome. Maintenant les qualifications ca dépend du niveau de recrutement, on prend aussi bien les gens qui ont des CAP et des BEP en apprentissage que des gens qui ont des maîtrises en Management-Hôtelier mais des gens qui sont en Management Hôtelier cherchent des postes exécutif immédiatemment ce qui est parfois complique comme des maisons comme la notre. Antes de tudo eu penso que a primeira coisa é ter vontade, mais que qualificações, hotelaria é uma profissão de paixão, deve se ter o senso da hospitalidade e do serviço. Isso é o mais importante de todas as coisas. Além disso, com certeza, as qualificações também são necessárias e importantes, mas hoje nós somos uma profissão de artesões e todas as escolas da terra não podem substituir a experiência. As portas de Hyatt estarão sempre abertas a todas as pessoas que tenham estas qualificações humanas, pois não paramos exclusivamente no diploma. Agora, as qualificações dependem do nível de recrutamento, nós recrutamos pessoas que tem CAP e BEP em contrato de aprendiz e também de pessoas com estudos de Gerenciamento Hoteleiro, mas estas pessoas que estudam gerenciamento procuram cargo de supervisores imediatamente, o que é às vezes complicado em lugares com o Hyatt. 2. Les écoles françaises proposent-elles une bonne formation sur la partie Managment à ses étudiants ? As escolas francesas de Gerenciamento Hoteleiro proporcionam uma boa formação aos seus alunos? De tout façon on sait très bien qu’en sortant de l’école on ne sait pas travailler. Aujourd’hui on sait très bien que les écoles nous inculquent comme toujours les bases du métier, les bases du management du métier de la restauration et de l’hôtellerie, maintenant rien ne remplace l’expérience. quelque soit le domaine. Quand on sort de l’école maitre verrier, on n’est pas verrier tout de suíte, il faut d’abord souffler et casser quelques vases avant d’être maitre verrier, en restauration en hôtellerie dans tous les métiers c’est la même chose , rien ne remplace l’expérience. Le management oui maintenant, le management c’est un mot qui est très à la mode mais tout le monde veut utiliser c’est comme le marketing mais je pense très 126 peu de gens savent en faire. Les stages c’est primordial, ça nous permet de voir les capacités des élèves et des gens qui sont avec nous en stage, les jeunes gens et les jeunes femmes qui sont avec nous en stage. De voir leur potentiel effectivemment à long terme c’est à dire avant d’avoir un potentiel de managerial, il faut une rapidité de compréhension à l’exécution, une vivacité d’esprit, c’est avant tout l’une des premières qualité à avoir. Après le management ça vient naturellement, la management c’est aussi une question de charisme, de personnalité des gens qui seront peut être timides. On peut être du mal de à être de grand manager et des gens qui sont peut être moins intravertie pourront être un homme de leader. Il faut déja avoir une ame de leader pour pouvoir avoir envie de faire du management et d’en avoir la possibilité L’envie c’est une chose mais en avoir les opportunités de le faire s’en est une autre ça passe par le respect des gens avec qui on travaille. Et ça c’est pas marquer dans les livres De qualquer forma, nós sabemos muito bem que quando saímos da escola não sabemos trabalhar. Hoje, nós sabemos muito bem que as escolas nos fornecem, como sempre, as bases da profissão, as bases do gerenciamento de restaurantes e da hotelaria, mas nada substitui a experiência, qualquer que seja a área. Quando saímos do curso de mestre em vidro, não somos mestres logo no começo. É necessário primeiramente aprender a assoprar o vidro, quebrar alguns vasos, para depois nos tornarmos mestres. Nos restaurantes, na hotelaria e em todas as profissões é a mesma coisa, nada substitui a experiência. O gerenciamento, assim como o marketing são palavras que estão na moda, que as pessoas gostam de utilizar, mas muito poucos sabem fazer. Os estágios são primordiais. Eles nos permitem ver a capacidade dos jovens estudantes e estagiários que estão conosco, perceber efetivamente o potencial deles em um futuro distante. Isso quer dizer que antes de terem um potencial de administradores é necessário ter rapidez de compreensão à execução das tarefas e vivacidade de espírito. Esta é uma das primeiras qualidades que se deve ter. Depois o gerenciamento vem naturalmente, a administração é também uma questão de carisma e de personalidade, as pessoas que são tímidas podem encontrar dificuldades em serem grandes líderes e as pessoas que são mais extrovertidas poderão mais facilmente conseguilo. É necessário ter uma alma de líder para ter vontade de fazer gerenciamentos e é preciso ter também a oportunidade. Ter a vontade é uma coisa, mas ter oportunidades é outra e passa pelo respeito de outros com quem trabalhamos e isso não esta escrito nos livros. 3. Quelles sont les difficultés rencontrées par les stagiaires étrangers dans les activités réalisées dans l’hôtel ? Quais as dificuldades encontradas pelos estagiários estrangeiros nas atividades realizadas no hotel? Quand on arrive dans une maison surtout quand on est étudiant on n’a pas forcément l’expérience c’est normal. Effectivement ils pensent tout savoir mais ils savent rien. Il préfère aujourd’hui me dire oui et mal faire que dire je ne sais pas parce que dans la vie que l’on mène aujourd’hui, dans la vie de tous les jours, dire je ne sais pas représente un échec. Ce qui est loin d’être le cas. Moi je préfère qu’on me dise je ne sais pas, montre moi plutot que de dire oui je sais et de mal faire. Même si c’est ce qu’on leur apprend, c’est justement, je ne sais pas faire montrez moi par le biais des formations qu’on peut faire f and b expert, elle demande aux 127 gens de faire certaines choses. Et elle leur donne les moyens de le savoir, et je pense que c’est une grande force d’Hyatt. C’est un programme qui fonctionne très bien, c’est comme le body programm qu’on a mis en place ( quand un nouvel employé arrive c’est un employé/ un stagiaire) c’est le meilleur moyen de montrer à quelqu’un comment trouver ses marques, il peut l’accompagner dans la découverte de la maison. Quando nós chegamos a uma empresa, sobretudo quando somos estudantes, é normal não termos obrigatoriamente experiência. Efetivamente, os estagiários, ao chegarem, pensam que sabem fazer tudo, mas eles não sabem fazer nada. Eles preferem concordar comigo, me dizem “sim” e fazerem mal feito do que dizerem, “eu não sei”, pois na nossa vida diária, dizer “eu não sei” representa um fracasso. Mas isto está longe de ser verdade. Eu prefiro que me digam “eu não sei, por favor me ensine” do que ouvir “sim eu sei” e fazer mal feito. E é justamente o que fazemos neste hotel através do programa de formação F & B experts. Pedimos às pessoas para fazerem certas coisas, mas damos oportunidades para que aprendam e eu acho que é isso é um grande impulso proporcionado pelo Hyatt. Temos um programa que funciona muito bem. É o bodyprogram que nós implantamos. Quando um novo empregado ou estagiário chega ao hotel, é acompanhado por um body(colega de trabalho) para o aprendizado das tarefas. É a melhor forma de mostrar a alguém como encontrar o seu caminho, sendo acompanhado durante a descoberta do funcionamento da empresa. 4. Y a t il une grande différence entre un stagiaire français et un stagiaire étranger ? Existe uma grande diferença entre os estagiários franceses e estrangeiros? Non, il n’ y a pas de différence, je pense que les français sont plus arrogants, plus prétentieux. On ne peut pas généraliser non plus. Les étudiants étrangers arrivent avec plus d’humilité. Parce qu’ils arrivent dans un pays qu’ils ne connaissent pas forcément. Ils doivent pratiquer une langue qu’ils ne maîtrisent pas forcément et ca les rend plus humble, ça les force à écouter et à se concentrer bcp plus qu’un français donc ca les oblige à avoir une technique et à appliquer ce qu’on leur demande au niveau technique ce n’est pas forcément plus mauvais. J’ai pas de préférencej e pense qu’une des forces d’ Hyatt c’est de recruter des gens dans le monde entier de différentes nationalités, donc c’est pas un critère selectif; Leur intégration professionnelle est tout aussi facile que celle des français. Si ce n’est que leur comportement qui est différent. Não, não há diferença. Eu acho que os franceses são mais arrogantes, mais pretensiosos, mas não podemos generalizar. Os estrangeiros chegam com mais humildade, pois chegam a um país que eles, muitas vezes, não conhecem. Eles precisam praticar uma língua que nem sempre dominam e, por isso também, eles se transformam em pessoas mais humildes, o que os obriga a escutar e a se concentrar mais que um francês. Isso os obriga a desenvolver tanto o conhecimento técnico e a se empenharem quando lhe pedimos alguma coisa. Quanto ao nível técnico, não são obrigatoriamente melhores ou piores. Eu não tenho preferência. Penso que a força de Hyatt é de recrutar pessoas no mundo todo, de diferentes nacionalidades e, sendo assim, a nacionalidade não é um critério seletivo. A integração profissional de estrangeiros é tão fácil quanto a de franceses, se não tiverem comportamentos diferentes. 128 5. Avez-vous beaucoup de stagiaires qui restent chez Hyatt aprés le stage? São muitos os estagiários que ficam nas empresas Hyatt após o estágio? Oui, c’est le but du jeu, c’est l’objectif car Hyatt se développe. Sim, este é o objetivo, pois o Hyatt está se desenvolvendo. 6. Votre Parcours ? Suas experiências? BEP de Service (2 ans) , 4 ans d’école hôttelière, 1an ½ dans un restaurant à toulouse comme Commis, Travailler 1 an ½ dans une brasserie, Monte à Paris pour travailler à l’hôtel Costes à l’ouverture comme chef de rang au petit déjeuner, Chef de rang passe à responsable du matin Travailler chez Ladurée sur les Champs Elysées comme responsable de fermeture. Pour savoir choisir il faut savoir de quoi on parle. Descend dans lê sud ( Cote d’azur ) ou il a travaillé au Palais des maeterlinck pendant une saison sur le cap de nice. Ensuite au Martinez à Cannes comme second maître d’hôtel dans la brasserie. Ensuite Alain Ducasse à Monaco ouvrir un restaurant “Bar et Boeuf” qui est un restaurant d’été ou il était maître d’hôtel, ensuite il est allé au Louis XV toujours restaurant d’Alain Ducasse ou il reste 3 ans ½ . Après monter sur paris pour créer le service de recrutement pour lê groupe Alain Ducasse. (Développer un site Internet RH des recrutement) Part aux Pays Basque pour ouvrir un hotel comme directeur d’exploitation toujours pour Alain Ducasse et ensuite rejoint Hyatt Paris Vendome depuis 2 ½ ans. Eu fiz um BEP (2 anos), são 4 anos de escola hoteleira, 1 ano e meio em um restaurante à Toulouse como commis, 1 ano e meio em uma Brasserie, Se mudou para Paris para trabalhar no Hotel Coste na sua abertura como Chef de Rang (Garçom) no café da manhã, passou a ser responsável do período matutino, mudou de emprego e passou a trabalhar no restaurante Ladurée na avenida Champs Elysées como responsável da noite e fechamento. Para saber escolher, devemos saber do que falamos, por isso fiz de tudo na setor de restaurantes. Me mudei para o sul da França (Cote d’Azur),onde trabalhei no Palais Maeterlinck durante uma temporada no Cap de Nice (região do sul da França), depois passei ao hotel Martinez em Cannes como segundo maître d’hotel na Brasserie. Depois passei a trabalhar para Alain Ducasse em Monaco em um novo restaurante chamado Bar et Boeuf que funcionava somente no verão onde fui maître d’hôtel, depois passei a trabalhar no Restaurante Louis XV de Alain Ducasse onde fiquei durante 3 anos e meio. Retornei à Paris para criar o serviçode recrutamento deo grupo Alain Ducasse, desenvolver um site de internet para o Recursos Humanos. Partiu ao Pais Basque para abrir um hotel ainda para o grupo Alain Ducasse e em fim passei a trabalhar para Hyatt como Gerente de Alimentos e Bebidas e já fazem 2 anos e meio. 129 APÊNDICE H Entrevista realizada com o assistente do responsável de Recursos Humanos 130 Interview Anne-Sophie MADOIRE-ROUZAUD - Assistante directeur des RH Entrevista Anne-Sophie MADOIRE-ROUZAUD – Assistente Diretor RH 1. Quelles sont les caractéristiques et les qualifications nécessaires pour l’insertion des nouveaux professionnels dans le secteur de l’hôtellerie français ? Quais são as características e as qualificações necessárias para a inserção de novos profissionais no setor hoteleiro Frances? On recherche surtout des valeurs qui sont partagés chez Hyatt, l’humilité est quelque chose de très important. L’expérience n’est pas si importante, ce qui est important c’est plutôt qu’ ils soient motivés, l’envie de le faire sans prétention. L’anglais est un critère important car 99 % de la clientèle est anglophone. La Volonté, l’Humilité, L’Anglais. Nos procuramos, sobretudo, os valores de Hyatt e, entre eles, a humildade é uma das mais importantes. A experiência não é tão importante, o mais importante e que eles sejam motivados, tenham a vontade de fazer sem pretensão. O inglês é um critério importante, pois 99 % de nossos clientes falam inglês. Sendo assim, a vontade, a humildade e o inglês, são os mais importantes. 2. Les écoles françaises proposent-elles une bonne formation à ses étudiants ? As escolas francesas proporcionam uma boa formação aos seus alunos? Les stagiaires de 1ère année font des stages opérationnels, ils font du terrain. Quand ils se rapprochent BAC + 4-5 lá ils commencent à postuler a des postes comme stage finance, stage ressources humaines, achats ou même au banquet en stage administratif. Os estagiários de primeiro ano fazem estágios operacionais, quando eles se aproximam do quarto ou quinto ano, eles começam a se candidatar para vagas no setor de finanças, recursos humanos, compras ou mesmo no setor de eventos em estágios mais administrativos. 3. Lorsque les étudiants postulent pour un stage, répondent-ils aux attentes de l’hôtel ? A qualificação dos alunos que se candidatam as vagas de estágio estão de acordo com as necessidades do hotel? Oui ils répondent aux attentes de l’hôtel mais il peut y avoir des ruptures de stage car ils ne répondent pas aux attentes de l’hôtel mais c’est très rare (2 sur un an ) Sim, eles correspondem as necessidades do hotel, mas pode acontecer rupturas de estágio quando essa correspondência não ocorre, o que é muito raro. 4. Quand vous choisissez les stagiaires, c’est par rapport aux meilleures écoles ? Quando você escolhe os estagiários, leva em consideração as melhores escolas? Ce qui me tient à coeur c’est la mixité des écoles, je ne veux pas qu’une école prédomine même si c’est le cas de temps en temps. Je fais attention d’avoir plusieurs écoles et pas seulement des écoles dans l’hôtellerie. Para mim é importante a mistura de escolas, eu não quero que uma escola predomine, mesmo que às vezes aconteça. Eu presto atenção para selecionar alunos de varias escolas e não somente escolas hoteleiras. 5. Les écoles françaises proposent-elles une bonne formation à ses étudiants ? 131 As escolas francesas proporcionam uma boa formação aos seus alunos? Le seul problème des écoles françaises, c’est quand ils sortent diplômés, ils sont persuadés qu’ils vont avoir un poste de Manager. Ils comprennent pas qu’il doivent passer par le terrain. O único problema das escolas francesas é que quando os alunos obtêm o diploma, eles são acreditam que terão um emprego no cargo de responsável. Eles não compreendem que devem passar pelo diversos níveis do terreno. 6. Quels sont les avantages et les inconvénients pour l’hôtel de recevoir des stagiaires ? Quais são os benefícios e os problemas para o hotel receber estagiários? Les avantages, c’est la première source, le premier vivier de recrutement. Chez Hyatt on marche énormément sur la promotion interne c’est un gros pilier de la chaine ça veut dire que dès qu’un poste se libere on va pas forcément le publier si c’est un poste à responsabilité on va déjà chercher à l’interne. Qui fait qu’il y a une évolution naturelle, les gens montent et que les gens qu’on recrute sont les gens de la base c’est donc les premiers postes qui sont intéressants pour les sortie de l’école. On puise énormément dans les stagiaires. Après ca sera un gros vivier pour les extras, pour les postes. Avoir un stagiaire c’est pas forcément un avantage financier parce que il n’est pas un employé, il est là pour apprendre. Mais c’est propre à l’hôtellerie, il considère que le stagiaire, c’est normal, que c’est comme un employé, que le salaire est du. L’hôtellerie n’a pas forcément l’optique de développer certain secteur. As vantagens: O estágio é a primeira fonte de recrutamento. Nos Hotéis Hyatt, trabalhamos com a promoção interna, que é um grande pilar para a rede, isso quer dizer que, quando uma vaga se libera, nós não vamos obrigatoriamente divulgar se for um cargo de responsabilidade. Antes iremos procurar internamente. Isso cria uma ascensão natural e as novas pessoas que nós recrutamos são para a base, ou seja, os primeiros cargos mais operacionais, que são interessantes para os recém diplomados. Nós contamos muito com os estagiários para recrutamento posterior como funcionários extras. Ter um estagiário não é exatamente uma vantagem financeira, pois ele não é um empregado, ele esta lá para aprender. Mas é normal na hotelaria, que eles considerem os estagiários como funcionários e que o salário é normal. Na hotelaria, alguns setores não têm a ambição de desenvolver os estagiários. 7. Quel sont les différence entre les stagiaires français et étrangers ? Quais são as diferenças entre os estagiários franceses e estrangeiros? Les étrangers sont plus rigoureux car ils sont pas dans leur pays et ils manquent de repères, donc plus rigoureux. C’est plus agréable. Les français sont très sûrs d’eux. Ils ne veulent pas faire de services opérationnels. Tout est acquis pour eux. les stagiaires étrangers c’est déja une preuve de mobilité, j’ai quelqu’un qui a fait l’effort de faire le déplacement, de trouver un appart, donc c’est déjà quelqu’un qui a un minimum de débrouillardise. Motivation + Implication = TRES IMPORTANT Os estrangeiros são mais rigorosos pois eles não estão no país deles, eles não têm referência, assim são mais rigorosos. É mais agradável. Os franceses são pretenciosos. Eles não querem fazer serviços operacionais. Eles acreditam saber fazer tudo. Os estagiários estrangeiros já passam por uma prova de mobilidade. Uma pessoa que fez o esforço de se deslocar, de encontrar um apartamento para alugar, já mostra ser alguém que consegue se virar sozinho. Ter motivação e envolvimento é muito importante. 132 8. Considérez-vous que les nouveaux professionnels dans le secteur de l’hôtellerie/restauration sont prêts à entrer dans le marché du travail ? La formation scolaire est-elle suffisante ? La réalisation des stages est-elle efficace ? Você considera que os novos profissionais no mercado hoteleiro e/ou de restaurantes estão prontos para sua inserção no mercado de trabalho? A formação escolar é suficiente? A realização de estágios é eficaz? Oui ils sont relativement prêts. Ils s’attendent pas toujours à la réalité du travail car ils l’ont toujours vu comme stagiaire. Psychologiquement, ils sont peut être pas prêts mais après sur le terrain ils sont prêts. Sim, eles estão relativamente prontos. Eles não correspondem sempre a realidade de trabalho, pois eles sempre tiveram uma perspectiva de estagiário. Psicologicamente, eles talvez ainda não estejam prontos, mas depois eles se adaptam. 133 PARTE II RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 134 GRAZIELLA VALERIO FELTRIN RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO PARK HYATT PARIS VENDÔME Relatório de Estágio Supervisionado apresentado como requisito parcial pra a obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria, na Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação, Turismo e Lazer do Campus Balneário Camboriú. Orientadora: Marli Cardoso Blehm, MSc Balneário Camboriú – Santa Catarina - Brasil 2008 135 1 IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA E DO (A) ACADÊMICO (A) 1.1 Dados da empresa Razão Social: SASIH Número de registro : Siret: 417782190 00033 Nome Fantasia: Park Hyatt Paris Vêndome Endereço Completo: 5, rue de La Paix 75002 Paris - França Proprietário: Global Hyatt Coorporation Site: http://paris.vendome.hyatt.com/hyatt/hotels/index.jsp e-mail: [email protected] Supervisores de Estágio: Lahcen Otmane, Miguel Lopes e Daniel Dulor Responsável Recursos Humanos: Emmanuelle Lacoste 1.2 Dados da acadêmica Nome: Graziella Valerio Feltrin RG: 8.200.988-4 SSP/PR CPF: 007.735.029-47 Endereço: Rua Wantuil Goulart Barbosa, n◦ 376, loteamento Barbosa Município: Bandeirante-PR - Brasil Telefone: (43) 3542-5032 E-mail: [email protected] 136 2 JUSTIFICATIVA As atividades de Estágio Supervisionado estão fundamentadas na Lei nº 494, de 07/12/1977, regulamentada pelo Decreto nº 87.497, de 18/08/1982, Pareceres normativos CST nº 326, de 06/05/1971, Resolução nº 127/CONSUN-CaEn/07 da Universidade do Vale do Itajaí e pelas normas administrativas aprovadas pela Coordenação do Curso de Turismo e Hotelaria. A realização do estágio no setor hoteleiro deve-se às afinidades adquiridas pela acadêmica durante sua vida estudantil e profissional, além do fato do segmento representar um ramo de grande diversidade de serviços, possibilitando a amplitude de conhecimentos a serem adquiridos durante a realização de um estágio. O Hotel Park Hyatt Paris Vêndome, pertencente à rede Global Hyatt, está localizado na cidade de Paris na França. A escolha pela realização do estágio neste hotel se fez devido aos resultados que a rede Hyatt tem apresentado nos últimos anos. A rede de Hotéis Hyatt tem se desenvolvido rapidamente e aumentado o número de hotéis em todo o mundo, se afirmando no mercado hoteleiro. A realização de um estágio é um processo de aprendizado que permite aos estudantes assimilar a teoria e a prática no mercado de trabalho, sendo indispensável para a preparação de profissionais capacitados. A repetição de tarefas, assim como os desafios e dificuldades encontrados durante um estágio proporcionam o conhecimento da realidade, a aquisição de experiência, a oportunidade de analisar situações reais e de construir o seu caráter profissional. Ronaldo Martins, Supervisor de Administração de Estágios da Central de Estágios da PUC-SP15 afirma que: É durante o estágio que o estudante começa a moldar seu caráter como profissional. Com o tempo, o estudante que vê o estágio como alternativa para pagar os livros e dar conta das baladas de final de semana, dá espaço para a criação de um novo ser, com responsabilidade, acima de tudo. Moldar este caráter, no entanto, não é nada fácil. Além do interessante do 15 Pontifícia Universidade Católica de São Paulo 137 estudante, outros atores têm presença determinante neste cenário, a universidade e as empresas. (2008, p.1). Segundo Novaes e Ansarah (2000, p. 377): A importância do TCC está no desenvolvimento das aptidões no campo profissional e de habilidades para discernir questões específicas, estimulando a pesquisa, atualizando conhecimentos, transformando-se numa oportunidade singular de confronto entre a teoria e a prática. Como estratégia de profissionalização, o bacharelando poderá vivenciar novas experiências com possibilidades de enriquecer o aprendizado, assim como facilitar sua entrada no mercado de trabalho. A realização dos estágios acompanhados de trabalhos de conclusão de curso avalia os conhecimentos adquiridos e desenvolvidos pelos acadêmicos, aprovando ou desaprovando a capacitação da inserção deste acadêmico no mercado de trabalho. No ponto de vista de Sparrowe e Chon (2003, p. 350): Um estágio é um bom meio de ingressar em uma empresa na qual você gostaria de atuar permanentemente. Muitas das empresas de hospitalidade usam esse programa de estágio para identificar candidatos para futuras oportunidades. Mesmo que acabe não trabalhando na empresa onde fez estágio, você terá ganho o benefício de uma experiência sólida. A realização de estágios, sobretudo em bons estabelecimentos, promove o conhecimento, experiência e o possível desenvolvimento profissional, conforme o interesse do estagiário. A realização de um projeto de ação ou de pesquisa ajuda no desenvolvimento intelectual pessoal, aumentando a capacidade para a realização de projetos profissionais e auxiliando no desenvolvimento da empresa e até mesmo da universidade. 138 3 OBJETIVOS 3.1 Objetivo geral Desenvolver atitudes e hábitos profissionais, bem como adquirir, exercitar e aprimorar conhecimentos técnicos nos campos do Turismo e da Hotelaria. 3.2 Objetivos específicos • Identificar na literatura especializada os fundamentos teóricos de hotelaria; • Identificar/reconhecer a estrutura administrativa e organizacional do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome; • Empregar os conhecimentos teóricos nos diferentes setores a serem percorridos durante a realização de estágio; • Reunir as informações observadas e vivenciadas no campo de estágio para fins de relatório e compreensão; • Processar o Relatório de Estágio; • Identificar uma situação com potencial de mudanças ou melhoria a ser planejada no projeto de ação, exigência parcial para a obtenção do título de bacharel em Turismo e Hotelaria. 139 4 CONTEXTUALIZAÇÃO DA EMPRESA16 4.1 Evolução histórica da empresa até sua organização atual A história da empresa Hyatt se iniciou no ano de 1957 com a compra de um pequeno hotel nas proximidades do aeroporto internacional de Los Angeles (EUA) por um jovem advogado chamado Jay Pritzker, durante uma de suas viagens de negócios. Jay Pritzker não tinha a intenção de comprar um hotel no dia em que se hospedou no Hyatt House, mas enquanto tomava o seu café da manhã no restaurante do hotel, começou a se impressionar pela comida e pelo serviço ali oferecido, realizando o enorme potencial existente na hotelaria. O Hyatt House não estava à venda, no entanto, Jay Pritzker obteve sucesso ao propor a compra ao antigo proprietário, um holandês chamado Hyatt Von Dehn. A única exigência por parte do antigo proprietário foi que o hotel continuasse a ter o nome Hyatt, e desta forma criou-se a Hyatt Hotels Corporation. O jovem advogado se tornou um jovem investidor e em pouco tempo os hotéis Hyatt começaram a se multiplicar e a ganhar reputação no mercado hoteleiro. Os Primeiros hotéis se situavam nas proximidades dos aeroportos e mais tarde já se encontravam nas principais grandes cidades americanas, se expandindo rapidamente pela costa oeste dos Estados Unidos nos primeiros dez anos da criação da rede. No ano de 1967, a Corporação Hyatt torna-se conhecida internacionalmente após a inauguração do primeiro hotel Átrio (Atrium17) do mundo. Este empreendimento, gerou impacto muito importante perante os clientes, com um desing diferente dos tradicionais hotéis da época, substituindo as grandes paredes fechadas por janelas e vitrais e criando jardins em espaços internos. Um conceito revolucionário que fora 16 Dados extraídos, traduzidos e adaptados do site oficial da rede Hyatt, site oficial do “The Pritzker Architeture Prize” e Manual do Colaborador do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome 2007/08 17 Átrio [Do latim, atriu] Substantivo masculino (Dicionário Aurélio): Grande sala central, de distribuição da circulação, num edifício; Pátio interno, de acesso a um edifício; vestíbulo; Espaço, defeso, na frente de edifício; Adro. 140 rejeitado por outras redes hoteleiras na época, gerando um modelo padrão para os hotéis Hyatt até os dias de hoje. A partir desta data, houve uma grande mudança na indústria da arquitetura hoteleira, que não mais estava preocupada em eliminar o espaço em excesso, mas em criar grandes espaços abertos e iluminados. Em 1969, criou-se a empresa Hyatt Internacional com a inauguração do primeiro hotel fora dos Estados Unidos, o Hyatt Regency Hong Kong na China. Somente três anos após, a empresa Hyatt International inaugura o seu primeiro Grande hotel com 700 unidades Habitacionais, o Hyatt Singapore. Em 1979, Hyatt International e Hyatt Corporation demonstram um rápido e glorioso crescimento. Nos Estados Unidos, a rede semeia uma imagem de luxo e oferece serviços que cativam a imaginação dos turistas americanos. Na escala mundial, Hyatt International atinge 28 países. No mesmo ano, Jay Pritzker e sua esposa criam o Prêmio Pritzker de Arquitetura, considerado até os dias de hoje um dos prêmios de maior prestígio neste setor, também chamado de o Nobel de Arquitetura. Na década de 80, a rede cria diferentes marcas com a finalidade de distinguir os diferentes estilos de cada hotel, criando: Hyatt Regency, Grand Hyatt, Park Hyatt e Hyatt Resorts & Spa. Em 1989, Hyatt International comemora o seu vigésimo aniversário ao mesmo tempo em que a rede Hyatt ganha o prêmio de melhor rede hoteleira do ano. Com o passar dos anos a empresa Hyatt se aprimorou e expandiu seus hotéis rapidamente. Hoje, são mais de 735 hotéis e resorts com mais de 136.000 unidades habitacionais, em mais de 44 países. Atualmente, a empresa recebe o nome de Global Hyatt e é uma empresa privada de administração Hoteleira, com base em Chicago, nos EUA. A Global Hyatt consiste em duas empresas diferentes, mas que trabalham juntas: Hyatt International, que administra os hotéis Hyatt situados fora do território norte americano juntamente com investidores estrangeiros, assim como todos os Park Hyatt através do mundo e a 141 Hyatt Corporation, que opera os hotéis Hyatt nos EUA, Canadá e Caribe. Ambas as empresas pertencem integralmente a família Pritzker. O Hotel Park Hyatt Paris Vêndome foi inaugurado no ano de 2002 e possui uma localização privilegiada no centro da cidade de Paris entre lojas e hotéis de luxo. É o primeiro Hotel Palácio dos últimos 50 anos a abrir suas portas na cidade de Paris, diferenciando-se dos clássicos hotéis de luxo da cidade por representar um hotel design e ter um estilo contemporâneo. Para a criação da arquitetura e da decoração existente no hotel, renomados profissionais foram selecionados, dentre eles o arquiteto Ed Tuttle e os artistas Ed Paschke, Sam Gilliam e Roseline Granet. Recentemente o restaurante Pur’Grill do hotel Park Hyatt Paris Vêndome, recebeu sua primeira estrela do Guia Michelin - França, o mais importante e renomado guia de hotéis e restaurantes do mundo segundo o site Negócios de Turismo (2008). 4.2 Infra-estrutura física atual O imóvel em que está situado o Hotel Park Hyatt Paris Vêndome (Figuras 01 e 02) é o resultado da junção de cinco edifícios históricos considerados as primeiras habitações urbanas da cidade de Paris no século XIV. Estes edifícios passaram por grandes modificações em suas estruturas iniciais para melhor se adaptar as exigências da hotelaria. 142 Figura 01: Entrada do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome. Fonte: Site do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome (2008). Figura 02: Fachada do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome Fonte: Site do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome (2008). O hotel localiza-se em uma das ruas mais caras da cidade de Paris, a Rue de La Paix, conhecida por hospedar lojas e hotéis de luxo, e por estar próximo a praças e avenidas que mantém o mesmo nível luxuoso. Atualmente, o Hotel Park Hyatt Paris Vêndome esta distribuídos em 9 andares, sendo 2 andares subterrâneos e possuindo duas entradas por ruas diferentes, a entrada principal e a entrada de serviço e entregas. 143 No nível térreo encontram-se a conciergeria, a recepção, o restaurante Les Orquidées (Figura 03) - café da manhã e almoço, espaço La Cheminée, restaurante Pur’Grill (Figura 04) - jantar, Le Bar (Figura 05). A cozinha principal que realiza o serviço oferecido nestes pontos de alimentos e bebidas, uma lavação, copa de Bar e copa dos restaurantes. Figura 03: Restaurante Les Orchidées Fonte: Site do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome (2008). Figura 04: Restaurante Pur’Grill. Fonte: Site do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome (2008). 144 Figura 05: Le Bar. Fonte: Site do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome (2008). No nível subterrâneo 1, estão o SPA (Figura 06), as salas de eventos (totalizando 9 salas, em 454 m2), escritório do setor de eventos, almoxarifado do setor de eventos, a cozinha que faz a preparação de alimentos para os eventos e alguns itens do café da manhã, a lavação, as geladeiras, os congeladores, as câmeras frias, e os setores de: almoxarifados, room service, recursos humanos, além do escritório de compras, vestiário de funcionários, refeitório dos funcionários e sala da governanta e da distribuição de uniformes. Figura 06: Sala de tratamento do Spa “Hyatt Pure Spa” Fonte: Site do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome (2008). 145 No nível subterrâneo 2 encontram-se o estacionamento, o almoxarifado do setor de governança, o almoxarifado de louça e utensílios, a rouparia central, salas de serviços técnicos e as lixeiras. Do primeiro ao sexto andar se encontram os quartos e suítes do hotel, variando de pequenos quartos de 30 m2 até grandes suítes de até 250 m2, totalizando 168 unidades habitacionais. Possui 8 tipos de quartos diferentes: • Park Room (aproximadamente 30 m2) – Figuras 07 e 08; • Park Deluxe Room (aproximadamente 40 m2); • 13 Park Suite (aproximadamente 50 m2); • 11 Executive Suite (aproximadamente 70 m2); • Prestige Suite (aproximadamente 85 m2); • 3 Suite Diplomatique (aproximadamente 125 m2); • 3 Suite Présidentielle (aproximadamente 200 m2); • 1 Suite Impériale (aproximadamente 250 m2). Figura 07: Quarto Park Suíte. Fonte: Site do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome (2008). 146 Figura 08: Banheiro Park Suíte. Fonte: Site do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome (2008). No primeiro andar, juntamente com algumas UH’s, encontram-se os escritórios administrativos, as salas dos gerentes, pequenas salas de eventos para reuniões e o apartamento do gerente geral da Europa. O hotel possui dois elevadores de serviço principalmente utilizados pelos setores de governança, room service e manutenção, dois elevadores sociais, um elevador exclusivo para os carregadores e dois elevadores de serviços para as entregas e acesso a garagem. 4.3 Infra-estrutura administrativa A realização do Estágio Supervisionado ocorreu somente no setor de alimentos e bebidas divido a indisponibilidade de vagas de estágio no hotel para os outros setores, da mesma forma restringiu-se o organograma do hotel somente para este setor. O Organograma do hotel fornecido pelo assistente do Gerente de Alimentos e Bebidas não se mostrou atualizado, desta forma, foi desenvolvido um novo organograma (Figura 09) para este setor. 147 Gerente de A&B Assistente de A&B Responsável room service Responsável Eventos Assistente de room service Supervisor de room service Garçom Respon. Lês Orchidées Respon. Pur`Grill Responsável Lê Bar Assistente Eventos Assistente Orchidées Assistente Pur ` Grill Assistente Lê Bar Supervisor Eventos Supervisor Orchidées Supervisor Pur ` Grill Supervisor Lê Bar Order Taker Relação Cliente vendas Garçom Primeiro Garçom Segundo Garçom Commis Commis Garçom Barrman Commnis Commis Auxiliar Serv.Gerais Auxiliar de serviços gerais Auxiliar de serviços gerais Figura 09: Organograma do setor de Alimentos e Bebidas . Fonte: Feltrin, 2008. Aprendiz Aprendiz Responsável Stewarding Chefe de equipe Auxiliar de Stewarding 148 4.4 Quadro de recursos humanos segundo o organograma Tabela 01: Quadro de Recursos Humanos no Setor de A e B do Hotel Park Hyatt Paris Vêndome. Gerente de A e B SETOR Alimentos e Bebidas NÚMERO DE COLABORADORES 1 Assistente de A e B Alimentos e Bebidas 1 Responsável Room Service 1 Assistente Room Service 1 Supervisor Room Service 1 Garçom / Garçonete Room Service 6 Order Taker Room Service 1 Commis Room Service 2 Auxiliar de Serviços Room Service FUNÇÃO / CARGO Gerais 1 Responsável Eventos 1 Assistente Eventos 1 Supervisor Eventos 1 Garçom / Garçonete Eventos 1 Auxiliar de Serviços Eventos Gerais Responsável Assistente Supervisor Primeiro Garçom / Garçonete Segundo Garçom/Garçonete Commis Restaurante Les Orchidées Restaurante Les Orchidées Restaurante Les Orchidées Restaurante Les Orchidées Restaurante Les Orchidées Restaurante Les Orchidées 1 1 2 5 6 2 1 149 FUNÇÃO / CARGO Auxiliar de Serviços SETOR Restaurante Les Orchidées Gerais Aprendiz Recepcionista Restaurante Les Orchidées Restaurante Les Orchidées NÚMERO DE COLABORADORES 1 2 3 Responsável Restaurante Pur Grill 1 Assistente Restaurante Pur Grill 1 Supervisor Restaurante Pur Grill 3 Garçom / Garçonete Restaurante Pur Grill 6 Commis Restaurante Pur Grill 1 Aprendiz Restaurante Pur Grill 2 Responsável Bar 1 Assistente Bar 1 Barman Bar 3 Commis Bar 2 Responsável Stewarding 1 Supervisor Stewarding 1 Steward Stewarding 12 TOTAL 78 Fonte: Adaptado do setor de recursos humanos do hotel, 2008. 4.5 Serviços prestados ao cliente O Hotel Park Hyatt Paris Vêndome é considerado um hotel luxo por diversos motivos, dentre eles a diversificação e a qualidade dos serviços disponível aos hóspedes. No setor de Alimentos e Bebidas o hotel oferece serviços de café da manhã, almoço e jantar diariamente, e brunch nos finais de semana e feriados, além do ambiente loungue do Bar aberto todos os dias. Os serviços de room service são oferecidos 24 horas por dia, em todos os dias da semana e também com a opção de 150 agendamento. Nenhum destes serviços é inclusos na diária, havendo exceções para alguns clientes com relação ao café da manhã. No setor de hospedagem, a recepção do hotel se responsabiliza pelos serviços de despertar, entrega de jornais e mensagens, e a governança pela limpeza dos quartos, troca de lençóis, empréstimo de materiais e serviço de lavanderia, sendo apenas cobrados dos hóspedes os serviços de lavanderia pessoal. Dentre todos os setores do hotel, a conciergerie é o setor que presta o maior número de serviços diferenciais, porém em sua grande parte são serviços terceirizados. Alguns dos serviços oferecidos são: serviço de garagem com manobrista, serviços de reserva de espetáculos, táxis, carros alugados, limusines, personal shopper, babysiter, tradutores, interpretes, guias, informações turísticas e entregas de encomendas. O hotel ainda oferece aos seus hospedes, os serviços de bussiness center, disponibilizando uma sala com computadores com acesso a internet,impressoras, telefone, fax e copiadora. 151 5 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS POR SETOR 5.1 Room Service Setor: Room Service Responsável pelo setor Lahcen Otmane Período: 03/12/2007 à 10/02/2008 Nº de horas: 350 horas 5.1.1 Funções do setor O setor de room service possui a função de atender as necessidades e/ou vontades dos clientes do hotel no que se refere ao serviço de restauração realizado nos quartos, funcionando sem interrupção 24 horas por dia. O room service é responsável pelo registro da comanda do cliente, pelo encaminhamento de pedidos para a cozinha, pela preparação do mise en place da mesa ou bandeja que servira o hospede, pela entrega do pedido até o quarto e recolhimento da louça no final da refeição, além de funções de faturamento e recebimento pelos serviços prestados. • Registro do Pedido O pedido ou comanda do hóspede na maioria das vezes é feita por telefone ou através de door knob. A utilização de e-mail entre setores internos do hotel auxilia a realização de pedidos especiais, ou que necessitam de uma preparação mais elaborada ou longa, ou até mesmo que requerem um fornecedor especial. Em geral, este tipo de comunicação acontece entre o setor de reservas ou Guest Relations e o room service. A utilização do door knob é exclusiva para o café da manhã e se encontra nos quartos, juntamente, com o cardápio completo e outros documentos referentes aos serviços oferecidos pelo hotel. O cliente marca sobre o door knob sua escolha para o café da manhã e o horário que deseja ser servido, seguindo as instruções escritas no formulário, e o coloca na maçaneta da porta do lado exterior do quarto. Um 152 funcionário do setor de room service passará por todos os andares, durante a madrugada, recolhendo-os e os encaminhando à preparação na hora indicada pelo cliente. Os pedidos feitos via telefone seguem um padrão de atendimento rigidamente desenvolvidos por todos os order takers, com perguntas e sugestões que auxiliam e incentivam a consumação por parte dos clientes. O atendente que registra os pedidos está sempre equipado de todos os menus do hotel e das sugestões do dia, assim como a Carta de Bebidas. Este funcionário desenvolve rapidamente a memorização da composição dos pratos com a rotina de trabalho, facilitando a venda destes produtos e das bebidas que melhor lhes acompanham. O atendimento padrão realizado pelos atendentes segue as seguintes regras: • Atender ao telefone antes da terceira campainha; • Não colocar o cliente em espera por mais de 15 segundos, propor de retornar a ligação nos próximos 3 minutos se necessário; • Atender ao telefone de forma cortês, se apresentando e utilizando o nome do cliente que aparece no identificador de chamada: (Room Service, Graziella, bom dia, como posso ajudá-lo senhor fulano e tal?); • Escutar o cliente atenciosamente, anotando o pedido de maneira calma e organizada; • Fazer as “perguntas chaves” dando opções ao cliente: Para as bebidas Softs: propor gelo e limão; Para as bebidas quentes: propor leite (tipo e temperatura) e se for o caso de chá propor também limão; Para as águas minerais: propor natural, gaseificada e a marca; Para as sobremesas: propor servir 30 minutos após o prato principal; Para as comandas que possuem ovos: propor torradas de pão branco ou integral. 153 • Incentivar a venda propondo de suplementos como: bebidas e sobremesas; • Repetir o pedido ao cliente confirmando suas escolhas; • Informar o cliente o tempo de espera pelo pedido: Café da manhã: 20 a 30 minutos; Almoço, Jantar e lanches: 30 minutos; Somente bebidas: 15 minutos. • Se despedir do cliente de forma cortês, utilizando seu nome novamente: (Tenha um bom dia, Senhor fulano de tal); • Imprimir e verificar a fatura, escrever o nome do cliente procedido por Senhor, Senhora, ou Senhorita, em função da pessoa que fez o pedido. • Digitar o pedido no Sistema Opera (Sistema Informatizado de Gerência Hoteleira) e enviar ordem de serviço para os setores responsáveis (room service e/ou cozinha). Para todas as comandas especiais, pedir a permissão ao cliente de retornar a ligação no quarto, depois de verificar a possibilidade com o Chef ou funcionário responsável pela preparação dos pratos no período em questão. Em geral, os pedidos realizados via e-mail são encaminhados pelo setor comercial/reservas para o room service antes da chegada do hóspede. Freqüentemente são pedidos feitos pelos hóspedes devido a hábitos alimentícios especiais. O responsável pelo room service se encarrega de ordenar a compra ou se desloca ele mesmo para esta tarefa. • Preparo do pedido Para iniciar a preparação do pedido, o Commis de room service aguarda a impressão da ordem de serviço enviado pelo order taker, em seguida faz a escolha de uma mesa ou bandeja conforme o tamanho do pedido a ser preparado. Inicia-se a colocação da toalha, guardanapo, talheres, louça e copos seguindo os padrões do 154 hotel para a posição de cada item. Para finalizar a preparação, colocam-se os alimentos e as bebidas sobre a mesa ou bandeja e a Ordem de Serviço sob a toalha. Quando necessário, são utilizados caixas térmicas para a conservação da temperatura dos alimentos. Tudo é verificado pelo Responsável ou pelo seu Assistente que marca sobre um quadro branco o número do quarto, a hora que foi levado o pedido e especifica se foi utilizado uma bandeja ou uma mesa. Tanto este quadro, como a colocação da Ordem de Serviço sob a toalha, são ações de controle para melhor administrar o retorno das mesas e bandejas ao setor. Em seguida o pedido é levado até o quarto pelo garçom de room service juntamente com a conta que deverá ser assinada pelo cliente ou paga em dinheiro. Quando o garçom retorna ao setor, este deverá entregar a fatura assinada ou o valor da conta em dinheiro ao order taker que fechara a conta, finalizando o pedido. O atendimento padrão realizado pelos garçons e garçonetes segue as seguintes regras: • Diante da porta do quarto, tocar a campainha uma vez e dizer “room service”. Se ninguém responder ou abrir a porta, tocar a campainha uma segunda vez ou bater delicadamente na porta e abrir-la com a chave de serviço pedindo permissão para entrar no quarto antes de abrir a porta completamente; • Quando o quarto se encontrar com o aviso de “não perturbe”, informar ao order taker que telefonará ao quarto do cliente e irá lhe avisar que um Garçom do “room service” se encontra diante a porta; • Quando a porta se abrir, cumprimentar o cliente utilizando o seu nome e pedir permissão para entrar; • Perguntar ao cliente onde prefere ser servido, propondo os melhores lugares do quarto, como próximo a janela ou em frente à televisão; 155 • Fazer a abertura da mesa posicionando os talheres e o prato corretamente e ajeitar a cadeira para o cliente; • Fazer a apresentação dos pratos e bebidas, e perguntar se o cliente prefere que sejam retirados das Hot Box18 imediatamente os pratos quentes. Servir os pratos quentes se for a escolha do cliente ou mostrar-lhe como retira-los mais tarde; • Se houver uma bebida, propor ao cliente de abri-la e servi-lo; • Perguntar ao cliente se ele gostaria de algo mais, garantindo sua satisfação; • Apresentar a conta ao cliente com uma caneta; • Quando estiver saindo do quarto, agradecer ao cliente (utilizando o seu nome) e convidá-lo a ligar ao room service se desejar algo mais ou quando terminar a refeição, lembrando-o que um garçom passará em 90 minutos para retirar a louça. Os pratos quentes são colocados em Hot Box, durante o trajeto até o quarto, para garantir o mínimo de perda de temperatura e, as bebidas quentes são servidas em jarras térmicas com o mesmo objetivo. A maior parte dos alimentos e bebidas oferecidos nos cardápios do hotel se encontram disponíveis no setor do room service, exceto bebidas alcoólicas e pratos que devem ser preparados na hora. As bebidas alcoólicas e coquetéis são retirados diretamente no bar do hotel com um funcionário do setor e os pratos preparados na hora são retirados na cozinha ou na confeitaria do hotel. Todos os outros produtos são armazenados em prateleiras secas ou nas geladeiras do próprio setor, conforme a necessidade. Os produtos que requerem um pré- 18 Caixas térmicas utilizadas no transporte de alimentos 156 preparo, como saladas de frutas ou sucos naturais, são realizados no período noturno, momento de menor movimento no setor. • Recolhimento da louça No momento da preparação da mesa ou bandeja, o Commis acrescenta um pequeno display informativo para explicar ao cliente que após 90 minutos da entrega do pedido, um funcionário do setor irá até o quarto para buscar a mesa ou bandeja, mas que o setor está a disposição para recolher a louça quando desejado. O recolhimento da louça se passa a partir de uma hora da entrega do pedido, tempo estimado para a consumação de uma refeição. Os pedidos entregues após as 22 horas são recolhidos no dia seguinte a partir das 11 horas da manhã, no intuito de garantir o silêncio nos corredores do hotel e o descanso dos hóspedes. No entanto, o serviço de recolhimento de louça pode ser realizado no período noturno se houver o pedido do cliente. Após verificar os quartos já disponíveis para retorno de louça no quadro de controle, o garçom de room service retorna aos quartos, respeitando os avisos de “não perturbe”. Se houver a presença do cliente, o garçom deverá cumprimentá-lo respeitosamente, e pedir sua permissão para entrar no quarto e retirar a mesa ou bandeja. Quando estiver dentro do quarto, deverá dispuser a louça da melhor forma possível para o transporte, evitando ao máximo o barulho e agindo rapidamente. Ao sair do quarto, agradecer e desejar um bom dia ao hóspede. A mesa ou bandeja deve retornar ao setor de room service, e ser encaminhado pelo Commis para o local onde passará pelo processo de higienização. A louça deve ser entregue a um funcionário da lavação e os restos jogados no lixo, a mesa ou bandeja retorna ao room service que troca a tolha e reinicia a utilização da mesa. É de responsabilidade do garçom de room service de apagar o número do quarto do quadro de controle quando este for recolhido. 157 Se houver quartos inacessíveis pelo aviso de “não perturbe”, o garçom de room service deverá marcar no quadro de controle esta informação e a hora da ocorrência. Este controle será verificado a cada hora. Em alguns casos, os clientes colocam a mesa ou bandeja utilizada no corredor fora do quarto, para não serem incomodados. Neste momento o garçom de room service verificará a Ordem de Serviço sob a toalha para identificar de qual quarto teve procedência, garantindo que este seja apagado do quadro de controle. • Mini Bar O serviço de mini bar é realizado por um funcionário do setor de room service. Este funcionário trabalha com um carrinho de mini bar onde ficam estocados todos os produtos necessários para a reposição do mini bar. Para a realização dos serviços de mini bar, o funcionário recebe do responsável pelo turno da manhã a lista de quartos a serem realizados a reposição do mini bar. Durante a jornada de trabalho, o funcionário mini bar se comunica com o order taker para a atualização da lista de quartos quando necessário. • Outras atividades Nos momentos que não existem pedidos, todos os funcionários do setor realizam atividades de manutenção, como: limpeza, polimento, estocagem e pré-preparo de alimentos. Estas atividades são realizadas com maior freqüência no período noturno devido ao baixo número de pedidos. • Limpeza A limpeza é considerada como um dos fatores primordiais no setor, sobretudo para evitar possíveis contaminações alimentares. Todos os dias é realizada a limpeza dos balcões de trabalho, dos utensílios, da máquina de café, da torradeira, do aquecedor de leite, do microondas, das bandejas da geladeira e do chão. 158 A limpeza das prateleiras que armazenam os materiais e os alimentos é realizada semanalmente. Tudo é retirado das prateleiras, limpo, verificado a data de validade e recolocado de forma organizada e de fácil acesso. As paredes e locais de difícil acesso são limpos uma vez ao mês, porém esta limpeza pode acontecer mais regularmente, se houver a necessidade. • Polimento Todos os materiais, louças, copos, taças, jarras e talheres são obrigatoriamente polidos antes de serem reutilizados. Todos os talheres, jarras e bandejas de pratas são polidos com um produto especial uma vez por semana pelo Auxiliar de Serviços Gerais, garantindo o brilho deste tipo de material. Todos os copos e taças de vidros devem ser verificados com atenção contra as marcas de impressões digitais ou manchas de produtos de limpeza. Somente após uma constatação positiva do estado de limpeza destes materiais, os mesmos serão guardados nos locais específicos. • Estocagem Ao receber os produtos do Almoxarife, estes devem ser verificados com relação ao seu estado de limpeza e a existência de um lacre. Os funcionários do setor fazem esta verificação e garantirem estocagem correta nas prateleiras. • Pré-preparo dos alimentos e produtos Para a realização de um serviço de qualidade e com agilidade, diversos produtos são pré-preparados. • As frutas são descascadas, cortadas e armazenadas corretamente nas geladeiras para o preparo de saladas de frutas; 159 • As manteigas são retiradas das embalagens originais e dispostas em manteigueiras e guardadas na geladeira; • O pó de café e os chás são retirados dos sacos originais e armazenados em potes específicos e de fácil acesso, assim como o açúcar, o chocolate em pó, o sal e a pimenta. • Inventário O inventário do material do setor é realizado normalmente a cada 4 meses, porém não existe uma regra para este período já que o pedido do inventário é feito pelo Gerente de A e B ou pelo setor de compras. A realização do inventário ocorre em períodos de menor movimento no setor, sendo estes no final da tarde ou no turno noturno. O responsável pelo setor é que define o melhor horário para a realização da contagem do material levando em conta a taxa de ocupação. A partir do momento que começa a ser feito o inventário, todo o material é contado antes de ser enviado aos quartos e marcado no quadro de informações quais quartos receberam materiais que já passarão pelo inventário, com o objetivo de evitar erros. Ao mesmo tempo é recuperado o material existente no setor de lavação para o mesmo procedimento, assim como o material estocado no setor. Os materiais que se encontravam nos quantos antes do inicio do inventário, ou seja, que foram levados na noite anterior, serão contados quando retornarem ao setor de lavação, neste momento o funcionário deverá verificar no quadro de informações se o quarto recebeu materiais antes ou depois do inicio do inventário. É feito a soma de todo o material e entregue ao Responsável pelo setor que encaminha aos interessados o resultado do inventário. • Troca de toalhas As toalhas e guardanapos sujos são levados no final do dia à rouparia central e trocados por limpos. Esta atividade pode acontecer repetidas vezes ao dia se necessário. 160 • Lixo Sempre que necessário, o lixo recolhido no setor é levado à lixeira central do hotel. • Amenities O serviço de amenities é realizado pelo setor de guest relations e operacionalizado pelo room service. Antes que o hóspede entre no quarto, um garçom ou garçonete do room service prepara e coloca no quarto os itens escolhidos, juntamente com uma carta de boas vindas assinada por um dos guest relations ou pelo Gerente Geral do hotel. 5.1.2 Infra-estrutura do setor O setor de room service se encontra no piso inferior-1, composto por uma sala de preparação de pedidos e uma área de estocagem de materiais e mesas. Está localizado próximo aos elevadores de serviço e das cozinhas, local estratégico para realizar a preparação dos pedidos com rapidez. Os recursos materiais que o setor dispõe são: • 01computador; • 1 tela de sistema interno (Opera); • 3 geladeiras; • 1 maquina de café; • 1 microondas; • 1 torradeira; • 1 máquina de suco; • 1 cave de vinhos; • Prateleiras fixas as paredes; • 20 Mesas; • Bandejas; • 2 Murais informativos; 161 • Louças; • Copos; • Talheres. 5.1.3 Atividades desenvolvidas pelo acadêmico no setor No período de estágio realizado no setor de room service, eu pude participar das atividades diárias do setor realizando serviços de garçom e Commis. • Preparação da mise en place do pedido dos clientes; • Recebimento dos pratos na cozinha; • Entrega do pedido nos quartos; • Recolhimento da louça após a refeição; • Entrega da louça suja ao setor de lavação; • Polimento de louça, talheres, copos e taças; • Realização da limpeza das máquinas, materiais e equipamentos do Setor; • Reposição dos produtos em estocagem; • Entrega e recolhimento de toalhas e guardanapos na rouparia central; • Entrega do lixo na lixeira central; • Entrega de Aminities nos quartos. Tais serviços se restringiram a atividades operacionais, porém pude observar o trabalho do order taker assim como o do responsável e do Assistente do room service, que possuíam tarefas mais administrativas. 5.1.4 Conhecimentos técnicos adquiridos Todas as atividades realizadas no estágio, durante o período efetuado no setor de room service foram ao encontro do aprendizado recebido durante as aulas administradas na Universidade do Vale do Itajaí e em estágios não obrigatórios. O acréscimo a esse conhecimento já adquirido, durante o estágio em questão, foi a vivência em relação aos serviços de luxo oferecidos pelo hotel e a rotina de trabalho do setor. 162 5.1.5 Aspectos positivos, limitantes e sugestões administrativas A pessoa responsável pelo room service é totalmente qualificada para a função que exerce. É uma pessoa responsável, de fácil relacionamento, observadora e com espírito de liderança. Dedica grande parte do seu tempo ao trabalho, está sempre atento aos mais diversos detalhes, sobretudo à limpeza e à organização. É uma pessoa aberta a críticas e sugestões e recebe os estagiários com o intuito de orientá-los e ensinar os melhores procedimentos. A forma como o setor é administrado torna o ambiente de trabalho agradável e disciplinado. Todos os funcionários procuram estar atentos a realização correta das atividades, mesmo àquelas que não lhe concernem. Os serviços são desempenhados com muita rapidez e eficiência devido a atenção a eles dedicada, colocando sempre o cliente em primeiro lugar. Todos os novos funcionários do setor recebem o Manual do Colaborador, elaborado pelo próprio setor. Este possui informações importantes sobre o hotel, os serviços prestados por este e, sobretudo as atividades realizadas no room service, visando à boa operacionalização das tarefas de cada um. No entanto, o setor sofre com a existência de alguns problemas, dentre eles a insuficiência de espaço físico ideal para a realização de suas atividades, gerando incômodos em dias de maior demanda. Outros problemas encontrados no setor foram: a inexistência de um controle para a louça encaminhada aos quartos; a má administração dos horários de trabalho dos funcionários, gerando um grande número de horas extras; e, a utilização dos mesmos talheres e taças pelo setor em questão e o setor de Eventos, atividade que gera um grande número de conflitos entre os mesmos. Para um melhor desempenho no setor em questão, sugiro a implantação do controle de louça utilizando uma folha com a lista da louça utilizada para cada pedido colocada juntamente com a ordem de serviço sob a toalha. 163 Quanto ao trabalho dos funcionários, sugiro uma reformulação da divisão de tarefas entre os períodos, não sobrecarregando os que trabalham no período matutino, como atualmente, mas passando o serviço de ameinities para a segunda equipe evitando a realização de horas extras por determinados colaboradores, assim diminuindo os gastos com horas suplementares. O problema da utilização dos mesmos talheres por dois setores diferentes seriam resolvidos com a compra de novos talheres para um dos setores, sendo considerada uma ação necessária, porém não urgente pelo Gerente de Alimentos e Bebidas. 5.2 Eventos Setor: Eventos Responsável pelo Setor: Miguel Lopes Período: 11/02/2008 a 06/04/2008 Nº de horas: 280 horas 5.2.1 Funções do setor O setor de eventos possui somente atividades operacionais visto que o setor de vendas de eventos estão junto ao setor comercial do hotel. O setor comercial envia uma ordem de serviço ao setor de eventos que se responsabiliza de fazer a contratação de colaboradores extras e de realizar o evento. É o setor de eventos que operacionaliza a realização de banquetes, coquetéis, jantares, seminários, cursos, feiras, desfiles, lançamento de produtos, palestras e outras atividades de escolha do cliente. Estes podem ser nas salas reservadas para a realização de eventos ou nas áreas sociais do hotel, conforme a disponibilidade e capacidade, visando um atendimento com qualidade. Dentre as atividades realizadas pelo setor está a preparação ou a mise en place do material e do local, conforme configuração desejada pelo cliente; a preparação de 164 equipamentos eletrônicos; o serviço realizado durante o evento; e, a limpeza das salas após a finalização do mesmo. Importante ressaltar que o responsável do Setor delega tarefas a cada funcionário no início do dia, conforme a ordem de serviço recebida pelo setor comercial. Desta forma, cada funcionário recebe uma folha explicativa das atividades do dia garantindo a realização de todas as tarefas. • Pré-Preparação ou a mise en place do material Todo material utilizado para a realização de um evento é separado, contado, polido e marcado o nome do evento um dia antes da realização do evento por um funcionário do Setor. Esta tarefa se realiza com os talheres, copos, taças, louças e materiais eletrônicos assim como, cadeias e mesas. • Preparação do material em sala A partir do momento que uma sala está liberada e limpa após um evento, inicia-se a preparação do próximo, com a colocação da mise en place preparada no dia anterior. Os equipamentos de som são instalados ou verificados, as mesas são montadas e as toalhas, louças talheres e copos são colocados conforme o evento, e por ultimo é realizada a colocação das cadeiras. • O serviço durante o evento Para cada tipo de evento um serviço diferente é realizado, existindo possibilidades diversas. Em geral, para a realização de reuniões, cursos, seminários e palestras são utilizados coffee breaks. Para a realização de almoços, jantares e coquetéis, o Setor conta com o preparo de pratos feitos pela cozinha e pela confeitaria do hotel. O setor de eventos pode realizar eventos que possuem um cardápio especial, conforme o pedido do cliente. 165 Independente do tipo de evento, o setor conta com profissionais que prestam serviços de luxo, possuindo conhecimentos diversos para todas as exigências de seus clientes. • Limpeza do local do evento Após a realização de um evento, inicia-se o processo de limpeza e preparação do próximo evento no local. Toda a louça, copos e talheres são encaminhados ao setor de lavação e entregues a um funcionário que se responsabiliza pela limpeza do material. As toalhas e guardanapos são colocados em grandes sacos plásticos e armazenados na Sala de Estocagem de Material, que no final do dia serão levados à rouparia central. O mesmo procedimento é utilizado para o lixo. Nos locais que existem carpete, são utilizados um aspirador de pó no final de cada evento para garantir a limpeza ideal. O processo de preparação de um novo evento se reinicia após a limpeza do local. • Outras atividades As outras atividades que se realizam estão ligadas diretamente a manutenção e limpeza do setor. Estas atividades são realizadas durante todo o dia, conforme a agenda. A pessoa responsável por estas atividades é o Auxiliar de Serviços Gerais, porém todos os funcionários de Setor podem realizar estas tarefas, se for necessário. • Limpeza A limpeza das salas de eventos é de responsabilidade do setor, podendo ser auxiliado pelo setor de governança, em casos especiais quando necessário, como por exemplo, manchas nos tapetes ou de limpeza no parquê. 166 O solo da sala de estocagem é limpo no final de todos os dias pelo Auxiliar de Serviços Gerais do setor, porém as paredes e as prateleiras recebem atenção menos freqüente. • Polimento Todos os materiais, louças, copos, taças, jarras e talheres são recolhidos do setor de lavação e guardados em seus devidos locais, porém o polimento dos mesmos não é realizado antes de serem guardados, mas no momento de sua utilização. Somente os copos e taças de vidros são polidos com antecedência a sua utilização. Esta tarefa acontece durante todo o dia, conforme tempo disponível dos funcionários. Este material é guardado em caixas plásticas e envolvido com plástico filme para proteger da poeira. Para o controle de um serviço bem realizado, cada funcionário deve marcar o seu nome sobre a caixa a qual realizou o polimento. Os talheres recebem um tratamento parecido, são polidos e guardados em caixas plásticas e recebem uma folha com o nome do evento ao qual serão utilizados. • Estocagem Todos os produtos fornecidos pelo Almoxarife são recebidos por um funcionário do setor e armazenados na sala de estocagem de materiais. O material recebido é conferido e armazenado, porém a limpeza das garrafas é realizada somente no momento da utilização, acumulando poeira e sujeira neste ambiente. • Inventário O Inventário do material do setor é realizado normalmente a cada 4 meses, semelhante a outros setores, porém não existe uma regra para este período, já que o pedido do inventário é feito pelo Gerente de A e B ou pelo setor de compras. No setor de eventos, o inventário é realizado nos dias que não existem eventos no hotel, assim todo o material se encontra armazenado no setor, facilitando a 167 contagem e diminuindo os possíveis erros. Uma vez que todo o material foi recuperado do setor de lavação, inicia-se a contagem. Os resultados são entregues ao responsável pelo setor que encaminha aos interessados ao inventário. A realização do inventário do setor de eventos é realizada no mesmo dia que o setor de room service, pois estes setores utilizam os mesmos talheres, desta forma evitase a dupla contagem de material. • Troca de toalhas Todas as toalhas e guardanapos utilizados pelo setor são levados no final do dia à rouparia central, onde é feito a troca por limpos, que são estocados na Sala de Estocagem de Materiais. • Lixo O lixo recolhido das salas de eventos é estocado na sala de estocagem de materiais, durante o dia e levados à lixeira central do hotel quando necessário ou no final do dia. 5.2.2 Infra-estrutura do setor O setor de eventos é composto de um escritório para as tarefas administrativas, de uma sala de armazenamento de material de acesso exclusivo dos colaboradores e de salas moduláveis para a realização de eventos em geral como reuniões, coquetéis, jantares, entre outros, sendo cinco salas e dois foyer no subsolo e duas salas no primeiro andar, totalizando 450 m2 de espaços podendo receber até 400 pessoas para um coquetel ou 180 para uma reunião. O setor de eventos ainda conta com o bar e com os dois restaurantes do hotel para a realização de eventos, fora do horário de funcionamento destes locais, ampliando ainda mais a capacidade da realização de eventos no hotel. Os recursos materiais que o setor dispõe são: 168 Escritório • 01computador; • 1 tela de sistema interno (Opera); • 1 fotocopiadora; • 1 impressora. Sala de estocagem de material (subsolo 1) • 1 Geladeira; • Prateleiras fixas as paredes; • Copos; • Taças; • Talheres; • Jarras térmicas; • Galheteiros; • Açucareiros; • Baldes de Gelo; • Vasos; • Materiais de decoração; • Máquinas de café; • Estoque de bebidas. Sala de estocagem de material (subsolo 2) • Mesas redondas; • Mesas retangulares; • Mesas de apoio; • Cadeiras. Salas de eventos • Améthyste I e II (2 data shows); • Cornaline III e IV (2 data shows); • Saphir V (1 Televisão Plasma). 169 Todas as salas são equipadas com sistema de som adaptados para a utilização de microfones. Quando os clientes necessitam de equipamentos de maior potencia, estes serviços são requisitados pelo hotel à uma empresa terceirizada. 5.2.3 Atividades desenvolvidas pelo acadêmico no setor Diariamente, realizei atividades de Garçonete e Auxiliar de Serviços Gerais, realizando a limpeza de material, a mise en place e serviço de chapelaria. • Preparação da mise en place de reuniões, coffee break, coquetéis e jantares; • Limpeza das salas após o evento; • Entrega da louça suja ao Setor de Lavação; • Limpeza dos materiais e equipamentos do Setor; • Polimento de louça, talheres, copos e taças; • Reposição dos produtos em estocagem; • Entrega e recolhimento de toalhas e guardanapos na Rouparia Central; • Entrega do lixo a lixeira central; • Serviço de Chapelaria. Nenhuma atividade administrativa foi realizada no setor de eventos. 5.2.4 Conhecimentos técnicos adquiridos No período estagiado no setor de eventos foi possível aprofundar meus conhecimentos quanto aos serviços de luxo oferecidos pelo hotel, bem como a observação das dificuldades apresentadas pelo setor que me proporcionaram o aprendizado, no que se refere à solução de problemas e possíveis melhorias. Infelizmente, o setor não me proporcionou o aprendizado administrativo esperado, no entanto, as atuais mudanças de colaboradores e de chefia podem justificar esta falha, sendo que o setor necessita em primeiro momento de realizar a adaptação do novo responsável. Acredita-se que uma vez que o colaborador que assumiu o cargo 170 esteja, completamente, familiarizado as suas tarefas, este poderá dar o suporte necessário para os estagiários do setor. 5.2.5 Aspectos positivos, limitantes e sugestões administrativas O setor de eventos possui um Manual do Colaborador bem elaborado e explicativo, com tabelas de fácil compreensão e fotos demonstrativas. O setor também possui um grande potencial, perante o espaço disponível, a localização do hotel e aos clientes potenciais. No entanto, a existência de alguns aspectos limitantes afeta sobre tudo a boa operacionalização do setor. Recentemente, o setor passou por uma modificação de chefias. A demissão da pessoa que ocupava o cargo de responsável gerou a promoção de seu Assistente, porém o colaborador em questão passa por um período de adaptação às novas atividades e responsabilidades. O atual responsável do setor possui características de liderança, porém deixa a desejar em relação à organização e planejamento. Em nenhum momento fui supervisionada pelo responsável para garantir a realização correta das atividades, e não houve nenhum interesse de sua parte em me apresentar tarefas administrativas do setor, mesmo após ter feito o pedido em diferentes momentos. Os materiais utilizados pelo setor se encontram em mal estado de conservação e com grande freqüência, são guardados nas prateleiras sem a limpeza necessária ou o polimento. A sala de estocagem de materiais recebe um tratamento inadequado quanto à limpeza, e os funcionários do setor possuem hábitos incorretos com relação ao patrimônio da empresa. A implantação de um programa de treinamento para todos os funcionários do setor, inclusive para o novo responsável, poderá acrescentar inúmeras melhorias nos serviços evitando a troca dos colaboradores e, criando uma disciplina necessária visando à melhoria das atividades do setor. 171 5.3 Restaurante Les Orchidées e espaço La Cheminée Setor: Restaurante Responsável pelo setor Daniel Dulor Período: 07/04/2008 à 30/05/2008 Nº de horas: 280 horas 5.3.1 Funções do setor O Restaurante Les Orchidées é um dos pontos de venda mais movimentados do hotel, onde são realizados as atividades de café da manhã, brunch e almoço. O espaço La Cheminée é um salão aberto com poltronas e sofás dispostos entorno de uma lareira artificial, um ponto de Alimentos e Bebidas especializados nos serviços de chá e pequenas refeições. O Quadro 13 apresenta os horários de funcionamento do restaurante Les Orchidées e do espaço La Chéminée, assim como a segmentação da clientela, dividido em hóspedes do hotel e clientes passantes: HORÁRIOS DE ATENDIMENTO DOS PONTOS DE VENDA “LES ORCHIDÉE” TIPO DE REFEIÇÃO HORÁRIO Café da manhã, segunda à sexta Café da manhã, fim de semana e feriados Café da manhã, após as 11 horas Almoço, segunda à sexta Brunch, fim de semana e feriados SEGMENTAÇÃO DA CLIENTELA 06h30min às 11h00min Hóspedes e passantes 06h30min às 11h30min Hóspedes e passantes 11h00min às 12h00min Somente hóspedes, servido no La Chéminée 12h00min às 15h00min Hóspedes e passantes 12h00min às 15h00min Somente hóspedes 172 HORÁRIOS DE ATENDIMENTO DOS PONTOS DE VENDA “LES ORCHIDÉE” TIPO DE REFEIÇÃO Brunch, fim de semana e HORÁRIO SEGMENTAÇÃO DA CLIENTELA 12h30min às 15h00min Passantes Serviço de Bebidas 06h30min à 01h00min Hóspedes e passantes Afternoon Tea (Chá da tarde) 15h00min à 18h00min Hóspedes e passantes Sopas 23h00min à 01h00min Depende da atividade feriados Quadro 13: Horário de atendimento do Restaurante “Les Orchidées” e do espaço “La Cheminée” Fonte: Extraído e traduzido do Manual do Colaborador do Restaurante “Les Orchidées”, 2008 Ambos os locais, restaurante Les Orchidées e o espaço La Chaminée, trabalham juntos possuindo duas copas diferentes, porém os mesmos funcionários, divididos entre os locais conforme o planejamento do dia, porém podendo ser deslocados conforme a demanda de clientes. • Serviço do café da manhã O funcionário responsável pela abertura do café da manhã inicia suas atividades 30 minutos antes da abertura do restaurante para os clientes. Durante este tempo, todos os equipamentos são ligados, é feito o café, conferido a mise en place realizada no dia anterior e a posta sobre o buffet por um funcionário da cozinha. Se houver a inexistência de alguma mise en place ou algum problema técnico de equipamentos o funcionário deve rapidamente realizar a preparação do material ou entrar em contato com o setor de manutenção para possíveis reparações. O setor raramente passa por esta situação, pois na noite anterior todo o material é verificado assim como a funcionalidade dos equipamentos. Para a boa realização do serviço de café da manhã, as seguintes normas estabelecidas pelo Hotel Hyatt devem ser seguidos: 173 • Nos primeiros 20 segundos da chegada do cliente: Receber os clientes sorrindo e falando claramente, de maneira calorosa e amigável, mantendo contato visual, acompanhá-los até a mesa e puxar a cadeira para ajudá-los a se sentarem; • No primeiro minuto que seguem a chegada do cliente: Propor as diferentes fórmulas de café da manhã e receber a comanda de bebidas quentes e sucos de fruta; • Nos 3 primeiros minutos após receber a comanda: Servir as bebidas rapidamente e sem se enganar; • Nos 5 primeiros minutos após os clientes se sentarem à mesa: Receber a comanda do tipo de café da manhã, digitar no sistema interno do Hotel, colocar a manteiga sobre a mesa a ajudar os clientes a se servirem no buffet se for necessário; • No máximo 15 minutos após o registro da comanda: Buscar os pratos preparados pela cozinha se comandados e apresentá-los antes de servi-los, verificando a necessidade de servir outras bebidas ou a retirada de louça utilizada; • Nos 5 primeiros minutos após o cliente terminar de comer: Limpar rapidamente a mesa, sem deixar coisas inúteis sobre a mesa. Recolocar talheres se necessário; • Nos 2 primeiros minutos após o pedido do cliente: Levar a conta até a mesa e agradecer o cliente; • Nos 2 primeiros minutos após colocar a conta sobre a mesa: Receber a forma de pagamento escolhida pelo cliente e perguntar se tudo se passou bem, agradecendo e saudando - o utilizando seu nome; • O mais rápido possível após a partida dos clientes: Limpar toda a mesa, verificando que o cliente não esqueceu nada, e arrumar a mesa para receber um novo cliente. Os funcionários da cozinham são responsáveis pela colocação dos alimentos e bebidas sobre o buffet, além da preparação dos pratos quentes como omeletes ou panquecas. No momento que o funcionário do restaurante digita a comanda de pratos quentes, é enviado e impresso na cozinha uma comanda com o número da 174 mesa, em que posição se encontra a pessoa e o alimento desejado, facilitando aos garçons a entrega do prato quando este estiver pronto. Todas as bebidas quentes e sucos de frutas devem ser servidos todo o tempo aos clientes e jamais as louças sujas devem ficar sobre a mesa após que os clientes terminarem de comer, assim os funcionários devem estar sempre atentos aos mínimos detalhes. Após o final do horário de atendimento de café da manhã, as mesas são preparadas para o almoço, modificando-se a mise en place e o buffet que é retirado por um funcionário da cozinha. • Serviço do almoço Assim que o café da manhã é terminado, inicia-se a colocação dos talheres, copos e taças de vinho para a preparação das mesas para a realização do serviço do almoço. O número de lugares por mesa devem ser verificados com a recepcionista do restaurante, que é responsável pelas reservas dos clientes. Sobre o balcão onde estava o buffet do café da manhã são preparadas as garrafas de vinho branco e champagne em baldes de gelo e as garrafas de vinho tinto são colocadas sobre o balcão, assim como as taças de champagne e o material de apoio como abridores de garrafas, descanso de garrafas, bandejas e talheres. No serviço de almoço outras normas são utilizadas pelos funcionários: • Nos primeiros 20 segundos da chegada do cliente: Receber os clientes sorrindo e falando claramente, de maneira calorosa e amigável, mantendo contato visual, acompanhá-los até a mesa e puxar a cadeira para ajudá-los a se sentarem; • No primeiro minuto que seguem a chegada do cliente: Entregar os cardápios e apresentar as sugestões do dia. Servir pão, manteiga e propor um aperitivo e água mineral; 175 • Nos 3 primeiros minutos após receber a comanda: Servir as bebidas rapidamente e sem se enganar; • Nos 5 primeiros minutos após os clientes se sentarem à mesa: Receber a comanda das entradas, pratos principais e vinhos. Digitar a comanda no sistema; • Nos 5 primeiros minutos após o registro da comanda: Servir o vinho e colocar os talheres conforme o prato; • No máximo 15 minutos após o registro da comanda: Buscar as entradas preparadas pela cozinha e apresentá-los antes de servi-los, verificando a necessidade de servir mais bebidas ou pão. Desejar uma agradável refeição; • Nos 5 primeiros minutos após o cliente terminar a entrada: Limpar rapidamente a mesa, sem deixar coisas inúteis sobre a mesa. Colocar talheres para o prato principal e os condimentos necessários conforme o pedido do cliente; • Nos 25 primeiros minutos após o pedido do cliente: Buscar os pratos principais preparados pela cozinha e apresentá-los antes de servi-los, verificando a necessidade de servir mais bebidas, pão ou manteiga. Desejar uma excelente continuação; • No máximo 5 minutos após terminarem de comer: Limpar a mesa, propondo um prato de queijo ou sobremesa. Se a resposta for positiva, apresentar o carrinho de sobremesas, mas se for negativa simplesmente limpar a mesa. Propor café ou chá. • Nos 2 primeiros minutos após o pedido do cliente: Levar a conta até a mesa e agradecer o cliente; • Nos 2 primeiros minutos após colocar a conta sobre a mesa: Receber a forma de pagamento escolhida pelo cliente e perguntar se tudo se passou bem, agradecendo e saudando - o utilizando seu nome; • O mais rápido possível após a partida dos clientes: Limpar toda a mesa, verificando que o cliente não esqueceu nada, e arrumar a mesa para receber um novo cliente. 176 • Serviço de brunch O serviço de brunch segue exatamente os mesmos passos que o serviço do almoço, a única diferença é que o restaurante tem o serviço contínuo entre café da manhã e o brunch, sendo trocado os itens do buffet às 11h30min horas, e a mudança de cardápio. • Preparação das mesas A preparação das mesas para o café da manhã é a ultima atividade realizada pela equipe da noite após o termino do serviço do restaurante Pur’Grill. O material é preparado durante o dia pelo Commis e armazenado nos armários da copa cambuza do restaurante. Além da preparação das mesas, a equipe da noite também realiza a pré-preparação do buffet. • Outras atividades Durante todo o dia, mesmo durante a realização dos serviços, o Commis e/ou o Auxiliar de Serviços Gerais são responsáveis pelas atividades de polimento, estocagem, limpeza, reposição de material, entre outros. Estas atividades não devem seguir uma ordem ou serem realizadas em um determinado horário, o necessário para o setor é não faltar nenhum material ou produto para o bom desempenho nas realizações das atividades e que no final do dia, todo o material esteja preparado para o dia seguinte. • Limpeza A limpeza tanto do restaurante quanto ao salão de chá, é realizada após o término das atividades, ou seja, o restaurante é limpo no final do serviço do almoço por volta das 16:00 horas e o salão no final do serviço noturno a 01:00 da manhã. Diariamente é realizada a limpeza dos balcões de trabalho, dos utensílios, da máquina de café, da torradeira, do aquecedor de leite, da geladeira e do chão. A 177 limpeza das prateleiras que armazenam os materiais e os alimentos é realizada conforme a necessidade. A limpeza das copas cambuzas e do setor de lavação são realizadas varias vezes ao dia, sempre que necessário, sendo que o setor de lavação é de responsabilidade de um funcionário deste setor. A limpeza permanente dos locais de trabalho garante a inexistência de insetos e outros animais. A limpeza das paredes e dos locais de difícil acesso é determinada pelos supervisores conforme disponibilidade de tempo e necessidade. • Requisição e Armazenamento de produtos A requisição dos produtos é feita diariamente no período da manhã pelo Commis do restaurante e o mesmo encaminha esta requisição ao almoxarifado e se responsabiliza de retirar os produtos no período vespertino. O Commis também é o responsável por fazer o armazenamento destes produtos nos devidos locais e verificar que as geladeiras e os balcões refrigerados estejam completos com os produtos necessários para a realização do serviço. • Polimento Todos os materiais, louças, copos, taças, jarras e talheres são polidos antes de serem reutilizados. O Commis está sempre atento ao material que se encontra no setor de lavação para que possa ser polido rapidamente após a lavagem e recolocado para a utilização. Todos os materiais em prata são polidos com um produto especial para este material uma vez por semana pelo Commis ou Auxiliar de Serviços Gerais, garantindo a limpeza e o brilho deste material. Todos os copos e taças de vidros devem ser verificados com atenção contra as marcas de impressões digitais ou manchas de produtos de limpeza. Somente após uma constatação positiva do estado de limpeza destes materiais, os mesmos serão guardados nos locais específicos. 178 • Inventário O inventário do material do setor é realizado igualmente aos outros setores, normalmente a cada 4 meses, porém não existe uma regra para este período já que o pedido do inventário é feito pelo Gerente de A & B, ou pelo setor de compras. O inventário do setor é realizado normalmente no primeiro turno da manhã, antes da abertura do restaurante e do salão aos clientes, desta forma, garante-se a contagem correta, pois todo o material se encontre fora do uso. Após a contagem do material, o funcionário que realizou a tarefa passa os dados ao Responsável do setor que encaminha aos setores interessados. • Troca de toalhas As toalhas e guardanapos limpos são retirados na rouparia central no início da manhã e estocados em armários próximos ao restaurante e ao salão. No final do dia as toalhas e guardanapos sujos são levados à Rouparia Central. Esta atividade pode acontecer repetidas vezes ao dia se necessário. • Lixo Todo o lixo acumulado tanto na copa cambuza do restaurante como o do salão é recolhido e encaminha a lixeira central por um funcionário do stewarding, setor responsável pela lavação dos utensílios, diferente dos outros setores ao qual realizei o estágio onde o setor se responsabiliza por esta ação. 5.3.2 Infra-estrutura do setor O Restaurante Les Orchidées tem estrutura para receber até 68 pessoas por serviço, sendo que no café da manhã podem realizar o serviço varias vezes respeitado o horário de atendimento, porém no almoço é realizado somente um serviço. 179 O Salão La Cheminée pode receber até 24 pessoas, sendo que a metade do salão é reservado para clientes do hotel. A rotatividade de pessoas no salão é grande, desta forma os funcionários devem garantir que o estoque de material esteja sempre completo. Os recursos materiais que o setor dispõe são: • 2 tela de sistema interno (Opera); • 1 geladeiras; • 1 frigobar; • 2 balcões refrigerados; • 2 máquina de café; • 1 torradeira; • 1 cave de vinhos; • Prateleiras fixas as paredes; • 1 Mural informativo; • Louças; • Copos; • Talheres. 5.3.3 Atividades desenvolvidas pelo acadêmico no setor As atividades realizadas durante o período de estágio realizado no Setor do Restaurante Les Orchidées e no salão de chá La Chéminée, se restringiram a atividades operacionais, porém me permitiram um grande acréscimo no aprendizado do setor em questão: • Preparação da mise en place do material; • Realização do serviço de café da manhã e almoço: Recepção do cliente; Apresentação do cardápio; Serviço de bebidas; Limpeza das mesas e da Copa Cambuza 180 Entrega e retirada dos pratos; Retirada da louça após a refeição; Entrega da louça no setor de lavação; Apresentação do Carrinho de Sobremesas; Utilização do sistema Opera (Genesis). • Polimento de louça, talheres, copos e taças; • Realização da limpeza das máquinas, materiais e equipamentos do Setor; • Reposição dos produtos em estocagem; • Entrega e recolhimento de toalhas e guardanapos na rouparia central; • Entrega do lixo na lixeira central. 5.3.4 Conhecimentos técnicos adquiridos Durante o período de estágio realizado no Restaurante Les Orchidées e no salão La Chéminée, presenciei e aprofundei meus conhecimentos com a equipe de trabalho nos serviços realizados nos restaurantes de luxo. Também foram adquiridos conhecimentos sobre enologia, cozinha contemporânea francesa e sobre diferentes tipos de chá, café e bebidas alcoólicas. O conhecimento de todos esses assuntos é de primordial importância para o profissional do setor de restaurantes, principalmente para aqueles que pretendem trabalhar no setor de luxo. O estágio neste setor se restringe a atividades operacionais, desta forma fui privada de todas as atividades administrativas do setor. 5.3.5 Aspectos positivos, limitantes e sugestões administrativas O restaurante possui um cardápio contemporâneo e diversificado que agrada facilmente seus clientes. A existência de “prato do dia” permite a oferta de um prato diferente todos os dias, assim como a entrada e sobremesa. 181 O setor não possui um funcionário especializado em vinhos, porém esta carência é suprida pelo responsável pelo setor ou pelo gerente de A e B que possuem longa experiência no assunto. Outro problema do setor é a forma de trabalho dos funcionários, alguns mais organizados e outros menos, gerando dificuldades no trabalho durante o serviço e a inexistência de um assistente administrativo no setor que sobrecarrega o responsável pelo setor, porém esta vaga foi recentemente preenchida por um profissional que iniciará suas atividades no inicio de julho. Para um melhor funcionamento do setor, sugiro a contratação de um funcionário especializado em vinhos, assim como um melhor treinamento dos funcionários, melhorando os hábitos de desorganização existentes durante o serviço, impondo maior disciplina e recebendo melhores resultados. 182 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS A realização do estágio supervisionado no setor de Alimentos e Bebidas dentro da hotelaria de Luxo proporcionou a prática de atividades vista até então somente na teoria, gerando maior conhecimento técnico e experiência no setor. O tempo dedicado a realização de estágio foi relativamente longo, com relação as exigências do curso de Turismo e Hotelaria, sendo visto positivamente pois houvese tempo necessário para o bom aprendizado do funcionamento de cada setor, porém reduziu-se tempo disponível para realização do trabalho escrito, sendo necessário a realização do Relatório de Estágio e do Relatório de Pesquisa ao mesmo tempo, gerando dificuldades e talvez um menor desempenho. A longa permanência no exterior provocou dificuldades na procura por livros ou outros materiais de assuntos específicos, porém uma parte desta dificuldade pode ser resolvida através da pesquisa em sites na internet, de livros digitalizados na mesma e de alguns livros levados para o exterior. As orientações com o professor orientador se realizaram na maior parte pela Internet e mais raramente por telefone. As orientações presenciais se realizaram após o término do estágio. As orientações, via Internet, não foram realizadas, semanalmente, durante a realização do estágio, mas conforme a realização de trabalho escrito. O curso de Turismo e Hotelaria da UNIVALI forneceu o suporte necessário sempre que necessário e com agilidade, assim como o professor orientador. A realização do Estágio Supervisionado proporcionou aprendizado e experiência no mercado da Hotelaria de Luxo, assim como se gerou novas oportunidades profissionais para a acadêmica, comprovando a conquista dos objetivos da realização deste estágio. 183 REFERÊNCIAS CÂNDIDO, Índio e VIEIRA, Elenara Vieira. Gestão de hotéis: técnicas, operações e serviços. Caxias do Sul: Educs, 2003. CHON, Kye-Sung. SPARROWE, Raymond T. Hospitalidade conceitos e aplicações. São Paulo: Thomson, 2003. GLOBAL HYATT CORPORATION. History Of Hyatt Corporation. Disponível em <lhttp://www.hyatt.com/hyatt/about/overview/history-of-hyatt-corporation.jsp> Acesso em: 20 de janeiro de 2008. GLOBAL HYATT CORPORATION. Information And Much More From Answers.Com. Disponível em: <http://www.answers.com/topic/global-hyattcorporation?cat=biz-fin> Acesso em: 20 de janeiro de 2008. MARTINS, Ronaldo. Qual é a função do estágio? Universia Brasil. Disponível em : <http://aol.universiabrasil.net/materia/materia.jsp?id=13175> Acesso em: 20 de fevereiro de 2008. NEGÓCIOS E TURISMO. Disponível em: http://www.negociosdeturismo.com.br/guia-michelin-2008-revela-novos-chefs/> Acesso em 09 de abril de2008. <: NOVAES, Marlene Huebes. ANSARAH, Marília Gomes dos Reis. Turismo: como aprender, como ensinar. São Paulo: SENAC, 2000. NOVO DICIONÁRIO AURÉLIO. 2ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986 PARK HYATT PARIS VÊNDOME. Manual do Colaborador do room service, banquets et restaurant. França. 2007/2008. THE PRITZKER ARCHITETURE PRIZE. Disponível em: http://www.pritzkerprize.com/main.htm> Acesso em 21de janeiro de 2008. <: ZANELLA, Luiz C.; CÂNDIDO, Índio. Restaurante: técnicas e processos de administração e operação. Caxias do Sul: Educs, 2002. 184 ASSESSORIAS TÉCNICAS E EDUCACIONAIS Profª.Silvia Regina Cabral, MSc Coordenadora do Curso de Turismo e Hotelaria Prof. Arno Minella, MSc Coordenador de Estágio Prof. Marli Cardoso Blehm, MSc Orientadora 185 LISTA DE ANEXOS ANEXO G – Termo de Convênio de Estágio Supervisionado............................ 159 ANEXO H – Carta de autorização de Estágio Supervisionado.......................... 160 ANEXO I – Programa de Estágio Supervisionado.......................................... 161 ANEXO J – Controle de Carga Horária do Estágio Supervisionado................. 162 ANEXO L – Ficha de Avaliação do Estágio Supervisionado............................. 163 ANEXO M – Declaração de Realização de Estágio Supervisionado................. 164 186 ANEXOS 187 ANEXO G Termo de Convênio de Estágio Supervisionado 188 ANEXO H Carta de autorização de Estágio Supervisionado 189 ANEXO I Programa de Estágio Supervisionado 190 ANEXO J Controle de Carga Horária do Estágio Supervisionado 191 ANEXO L Ficha de Avaliação do Estágio Supervisionado 192 ANEXO M Declaração de Realização de Estágio Supervisionado