Editorial
O 17º Congresso Inda, a realizar-se,
em São Paulo, nos dias 25 e 26 de
setembro de 2006, vai refletir sobre o
futuro da distribuição de aço no Brasil.
Estarão presentes os maiores
representantes das usinas nacionais; por
isso, o evento configura-se como
momento ideal para os distribuidores e
seus principais clientes consumidores
discutirem sobre o negócio da
distribuição de aço.
O mundo vive hoje a era das
consolidações no setor siderúrgico.
Observa-se atualmente o movimento das
maiores siderúrgicas no sentido de
ganhar escala, para diminuir custos e
ganhar competitividade internacional.
Não passa dia em que não se vêem
notícias sobre as negociações entre
siderúrgicas de diferentes países para se
fundirem, nem sempre amistosas, a
exemplo da disputa entre a Mittal Steel e
a Arcelor.
Devemos estar atentos para as
mudanças no cenário internacional, pois
trarão conseqüências para a siderurgia
brasileira, sem esquecer, porém, que
nada podemos fazer para influenciá-las.
Acreditamos que as questões mais
relevantes para o dia-a-dia dos negócios
da distribuição pautam-se nas análises
de setores consumidores, no
acompanhamento de estoques, e de
abastecimento interno.
Esta edição acompanha essas
indicações de temperatura nos negócios,
trazendo os números do Indata
referentes aos meses de janeiro e
fevereiro; os acontecimentos que vêm
mexendo com o setor; as perspectivas
de crescimento econômico dos
mercados de linha branca, construção
civil e indústria naval; análises sobre o
impacto da taxa de câmbio, da
importação de produtos chineses e da
redução do IPI sobre a cadeia produtiva
do aço.
Com isso, esperamos contribuir para
o fortalecimento contínuo dos negócios
de nossos associados.
Como o próximo Governo poderá elevar
a confiança na economia brasileira?
O crescimento sustentado de um
país é decorrência da confiança no
futuro de sua economia, pois esta
estimula o investimento, do lado da
oferta, e a demanda por créditos,
da parte dos consumidores. Pelo
vai-e-vem do crescimento da
economia brasileira, denominado
pelos economistas de vôo de
galinha, o Brasil não alcançou ainda
esta confiança. Fica a questão:
como obtê-la?
Para João Luiz Mascolo, analista
de economia do Inda, a confiança
na economia do país depende do
governo sinalizar uma trajetória
crível de política monetária e fiscal
coordenadas, ao mesmo tempo em
que lance mão de políticas
microeconômicas que simplifique e
desobstrua a vida das empresas e
das famílias.
Vivemos o momento ideal para
conhecer os planos do próximo
governo para a condução de nossa
economia. Aproxima-se o momento
que poderá trazer esclarecimentos
importantes sobre as intenções dos
principais candidatos sobre como
pretendem conduzir a política
econômica.
“Não existem dúvidas de que
grandes avanços foram feitos nos
últimos anos, como a estabilização
dos
preços,
uma
maior
conscientização a respeito das
questões fiscais e a recuperação
das contas externas. No entanto,
nossas taxas de crescimento
continuam
decepcionantes,
enquanto nossas taxas de juros
reais são estratosféricas. O que
fazer?”, questiona Mascolo.
Teto
dos
gastos
governamentais deveriam
ser contemplados em
Emendas Constitucionais
Para ele, a falta de confiança da
economia brasileira é conseqüência
de uma política fiscal inadequada
que, apesar de perseguir um
superávit primário de 4,25% do PIB,
ainda não é suficiente para indicar
uma redução na relação dívida
pública/PIB. “Seria necessário um
valor maior por um período inicial
de tempo, o qual seria reduzido à
medida que a credibilidade nesta
política levasse a uma queda na
taxa de juros”, afirma Mascolo. “Por
esta razão, seria de suma
importância que as medidas de
cortes de gastos contidas nesta
reforma macroeconômica viessem
através de Emendas Constitucionais, com o intuito de evitar
dúvidas sobre a vontade política do
Governo, acelerando assim a
redução dos juros e a retomada dos
investimentos”, completa.
Por outro lado, em termos
setoriais, é imprescindível aumentar
a eficiência e a formalidade da
economia
brasileira,
como
contrapartidas ao investimento
produtivo. Um estudo da Fundação
Heritage, o Index of Economic Freedom, mostra que, de um universo de
cerca de 160 países acompanhados,
o Brasil ocupa a 90ª posição em
termos de liberdade econômica, o
que significa que estamos ainda
longe do ideal de funcionamento
sustentado da economia.
Boa leitura!
01
Acontece no Setor
Gerdau inaugura sua primeira
usina siderúrgica em São Paulo
Crédito: Arquivo Gerdau
Fórum discute o novo perfil da
siderurgia no Brasil
Instalada em Araçariguama, próxima ao Rodoanel, a Gerdau
São Paulo tem capacidade de produção de 900 mil toneladas
de aço por ano. A produção por metro quadrado chega a ser 2,5
vezes maior do que a de uma usina tradicional, em razão da
pequena área de estocagem.
Ainda no segundo semestre, entrará em operação o laminador
da Gerdau São Paulo, que terá capacidade instalada anual de
600 mil toneladas de vergalhões. O processo de laminação, com
velocidade de 120 km/h, será online – o aço será transformado
em vergalhão e embalado para o consumidor automaticamente.
Esta é a 30ª siderúrgica do Grupo Gerdau nas Américas e
demandou investimento de R$ 500 milhões.
Persiste a indefinição sobre os
preços do minério de ferro
Numa negociação que se arrasta, as três maiores mineradoras
mundiais, que concentram 75% das exportações mundiais de
minério de ferro – Vale do Rio Doce, Rio Tinto e BHP Billinton –
e as grandes siderúrgicas chinesas – responsáveis por 26% da
produção mundial de aço – não chegaram ainda num acordo
para o preço do minério para o ano vigente.
O Governo Chinês vem monitorando as compras de suas
siderúrgicas, após ter oficialmente informado que retirou as
restrições impostas para a importação de minério de ferro. A
preocupação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil é
se esse monitoramento poderá significar uma nova intervenção
do governo no mercado.
Segundo as últimas informações noticiadas na mídia estatal
chinesa, os preços do mineral poderão subir de 5 a 10% este
ano em relação a 2005.
02
O 27º Fórum Projeto Brasil, ocorrido em 21 de março último,
em São Paulo, discutiu os rumos da siderurgia nacional diante
das consolidações no setor em torno de grandes grupos
globais.
Com o fechamento das usinas nos países desenvolvidos,
o deslocamento da produção de aço para a Ásia, a influência
da China sobre os preços do produto, a integração das
cadeias produtivas e a consolidação do setor, a saída para a
siderurgia brasileira seria a exportação de produtos semielaborados de aço. Isto porque estes são produtos que correm
menos riscos de sofrerem restrições protecionistas nos
mercados importadores.
Segundo Luís Nassif, mediador do Fórum, o grande desafio
brasileiro é o acesso a mercados, que pode ser alcançado
por duas estratégias bem definidas: a associação com
grandes grupos estrangeiros, ganhando condições de
fornecer para a indústria de produtos intensivos em aço; e a
aquisição de siderúrgicas médias em países desenvolvidos.
Estatísticas
Estoques voltando a normalidade
Com o bom desempenho das vendas nos últimos meses e com
as compras sendo realizadas de forma mais ordenada, a rede
associada vem conseguindo estabilizar os estoques.
Cabe salientar que os estoques de alguns produtos, tais como,
bobina fria, chapa zincada, pré-pintados e galvalume estão em
fase de ajustes em nossas análises.
Confira abaixo os principais números da distribuição de aço.
03
Análises
Com o aumento do salário mínimo
para R$ 350 a partir de abril, a previsão
de queda da taxa Selic e o controle da
inflação, fatores impulsionadores de
crediário, o segmento eletroeletrônico
projeta crescer 17% em 2006. O setor
de linha branca crescerá, porém, 3,5%.
Os dados são da Eletros – Associação
Nacional de Fabricantes de Produtos
Eletroeletrônicos.
Em ano de Copa do Mundo, a maior
parcela do crediário para o segmento
de eletroeletrônicos vai para os
televisores, cuja projeção de
crescimento é de 16% (10 milhões de
unidades). Boa expectativa existe
também para os aparelhos de DVD
(65%). “Os produtos de baixo preço
unitário, focados no perfil das classes
C e D, poderão ter um desempenho
melhor, em função do impacto das
propagandas
governamentais
centradas na inclusão social e no
aumento do salário mínimo”, observa
Paulo Saab, presidente da Eletros.
Conseqüentemente, a expectativa de
vendas internas para refrigeradores,
Crédito: Burson-Marsteller
Setor de Linha Branca espera crescer 3,5% este ano
lavadoras, fogões e secadoras de
roupas não é tão otimista. Outro fator
que poderá comprometer as vendas é
a tradicional insegurança gerada pelo
clima de eleições, na medida em que
tem impacto sobre o ânimo dos
consumidores.
– a previsão da Eletros é de crescimento
de 5 a 8% para o setor de linha branca.
Além disso, os altos custos de logística,
da burocracia e da indústria fazem com
que as importações de geladeiras e de
lavadoras de louça e roupa venham
aumentando.
Com relação às vendas externas, o
cenário é mais preocupante em função
da contínua desvalorização do dólar.
Este fato tem feito a indústria nacional
perder competitividade nas exportações
Construção Civil vislumbra cenário positivo
A redução do IPI para 41 materiais
de construção, a liberalização de 18,7
bilhões para o financiamento imobiliário,
o aumento de recursos de R$ 110
milhões para R$ 1 bilhão do Fundo
Nacional de Habitação de Interesse
Social e os subsídios para habitação
popular da ordem de R$ 2,7 bilhões têm
estimulado as entidades do setor da
construção civil a projetar um
crescimento de 5,1% para este ano.
Em janeiro foram abertas 20 mil novas vagas de empregos na construção
civil, aumento de 9,12% no nível de
emprego em relação ao mesmo mês de
2005, segundo o SindusCon-SP
(Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Estado de São Paulo) e a
GVConsult.
“A alta em janeiro já era esperada,
pois vem influenciada pela sazonalidade
de dezembro, mês típico de demissões
no setor. Mas o resultado revela um forte
crescimento do emprego”, pondera João
Cláudio Robusti, presidente do
SindusCon-SP. Em janeiro, a construção
civil brasileira registrou 1,415 milhão de
trabalhadores formais, igualando o
número alcançado em setembro de 2005.
Indústria Naval a todo vapor
A expectativa é positiva para a
indústria naval brasileira. No último dia
15 de março, a Transpetro abriu as
propostas de preços apresentadas para
a construção de 22 petroleiros. As
negociações com o presidente da Venezuela, Hugo Chaves, para a construção
de 36 navios – negócio estimado em
US$ 3 bilhoes - devem prosseguir,
apesar do cancelamento da reunião
marcada entre Chavez, cinco estaleiros
04
brasileiros e representantes do setor.
O ano de 2006 deverá contar também
com a contratação de novas plataformas
de petróleo (P-55 e P-57), novos editais
para mais uma etapa do Programa de
Renovação da Frota Nacional de Apoio
Marítimo, com a expansão do setor de
construção de barcos de pequeno porte,
no âmbito do Programa Profrota
Pesqueira.
Produtos Importados da China: Evolução Recente e
Possíveis Impactos sobre Clientes da indústria do Aço
Os dados comparados de 2003 e 2005 indicam
pontos interessantes. O total de importações da
China aumentou de US$2,1 bilhões em 2003 para
US$5,3 bilhões em 2005, um acréscimo de 149%.
Em 2003, ano em que a siderurgia brasileira iniciou
um processo de forte aceleração, em grande
medida acentuado pela performance da economia
chinesa, variações de carvão mineral (hulha) se
situavam no topo das importações de produtos
chineses; em 2005, os mesmos itens ainda são o
maior item na pauta de importações da China, mas
representou apenas 3,5% do total de importações,
contra 11,1% em 2003. Tal efeito se dá
principalmente pela pulverização da pauta de
importações entre os cem itens mais importados,
e provavelmente pelo efeito direto da menor
produção doméstica de aço, que com certeza teve
impacto em termos absolutos na quantidade de
carvão importado.
Observamos que entre os itens que claramente
têm uso intensivo de aço, apenas alguns
constavam entre os cem mais importados em 2003
e permaneceram em 2005 [como indicado na
tabela 1]. Entretanto, observa-se pelas tabelas 2
e 3, que em 2005 entraram na pauta itens que
têm peso importante para a siderurgia doméstica,
ligados ao setor de autopeças e componentes
elétricos: partes para motocicletas, partes para
tratores e automóveis, parafusos, pinos de ferro
fundido e aço, motores elétricos, interruptores para
circuitos elétricos. O montante dessas importações
não se configura ainda um foco de preocupação
no curto prazo; entretanto, à luz do planejamento
estratégico do governo chinês (de dar foco às
exportações de maior valor agregado), pode-se
representar um efeito negativo sobre os clientes
das siderúrgicas domésticas.
Tabela 1 – Itens importados da China, 2003-2005
Fonte: Estatíticas do Governo Brasileiro, MDIC
Uma das questões que vem sendo levantadas
recentemente a respeito da grande influência que
o crescimento da China vem causando na indústria
global do aço é o possível impacto não sobre os
produtores de aço especificamente, mas sobre
outros agentes que circundam a indústria, sejam
como insumos ou consumidores de aço.
Examinamos aqui o comportamento dos cem
principais produtos chineses importados pelo
Brasil, bem como a mudança na composição
dessas importações, com o foco nos possíveis
impactos sobre a siderurgia brasileira.
Tabela 2— Itens importados da China, produtos intensivos em aço, 2003
Tabela 3 — Itens importados da China, produtos intensivos em aço, 2005
05
Artigo
Brasil 2006 - Reflexões sobre Competitividade de
Cadeias Produtivas Industriais
Paulo Musetti
Qualquer país precisa de uma
agenda
estruturada
de
desenvolvimento, sustentada no tempo
e ao longo de diferentes governos,
focada na implantação de ações
práticas e efetivas voltadas para a
crescente competitividade do país, de
sua economia, sociedade e população.
Competitividade não é um fim em si
mesmo, mas é sim um dos meios
essenciais para a obtenção de ciclos
longos de desenvolvimento sustentável.
Temos hoje no mundo diversos
exemplos de países (China, Espanha,
Coréia do Sul, Chile) que, a partir de
uma
agenda
focada
em
competitividade, têm avançado rápida
e eficazmente na direção maior, que é
a de gerar desenvolvimento e bem-estar
crescentes para suas populações e
sociedades.
O nosso Brasil não deveria ser
diferente, e não deveria então abrir mão
de fazer sempre crescer a
competitividade de sua economia e de
suas cadeias produtivas industriais e
agrícolas. Mas, sabemos todos, a
realidade de cadeias produtivas
intensivas em matérias-primas, insumos
e empregos brasileiros tem sido
bastante difícil já há algum tempo, e este
fato encontra seu mais claro efeito em
estudos da Fiesp, que mostram que,
entre os anos de 1980 e 2004, o PIB
industrial brasileiro cresceu apenas
40%, contra a média de 140% nos
países emergentes. Temos aqui
problemas crônicos de competitividade,
como juros altos, deficiente infraestrutura logística, altíssima carga
tributária, legislação trabalhista
complexa e envelhecida, estrutura
política que torna difícil o avanço rápido
de temas cruciais para o país, e muitos
outros.
Em adição a estas crônicas
deficiências, a taxa de câmbio tem
agravado
dramaticamente
a
competitividade das cadeias produtivas
brasileiras. Se nada mudar rapidamente
neste crucial aspecto, alguns fatos e
movimentos estarão cada vez mais
presentes no nosso dia-a-dia, como o
aumento das importações de matériasprimas e produtos industrializados, a
perda de competitividade, de produção,
de vendas, e de mercados nas
06
exportações,
a
queda
de
investimentos produtivos, a queda na
geração de empregos industriais.
Os brilhantes resultados recentes da
balança comercial brasileira têm sido
gerados pelo vigoroso crescimento da
economia mundial, pelos impactos
deste crescimento na demanda e nos
preços dos produtos exportados, e pela
competitividade inequívoca de setores
econômicos locais, como agro-negócio,
mineração, siderurgia, metais nãoferrosos, papel e celulose, petróleo e
derivados. A questão é que, por conta
da deterioração competitiva, alguns
destes setores estão refazendo planos
e investimentos (caso do agro-negócio,
e também da indústria automobilística),
ou ainda, mesmo continuando
fortemente exportadores (caso da
mineração), encontram-se no início de
cadeias produtivas, e então não
chegam a escalas mais intensivas de
valor e de utilização de capacidades
produtivas e empregos aqui no país.
A agenda do país deve sempre
buscar uma evolução favorável de
coisas essenciais, como os
investimentos produtivos, a oferta
competitiva de bens físicos no mercado
consumidor brasileiro, as exportações
crescentes de manufaturados, a
geração de empregos qualificados, e
elas somente serão realidade se o
Brasil tiver competitividade comparativa
atraente e crescente em relação a
outros países também ávidos por
investimentos e por desenvolvimento.
Os investidores internacionais irão
sempre direcionar a maior parte de
seus recursos produtivos para países
nos quais existam, de forma simultânea
e duradoura, segurança ao capital,
regras claras de mercado, potencial de
crescimento econômico e custos de
produção competitivos.
No caso recente brasileiro, a
dramática e contínua valorização da
moeda nacional, que atualmente atinge
níveis realmente críticos, tem sido um
dos principais fatores dentre os que têm
impedido o país de obter taxas de
crescimento econômico mais
agressivas, e já gera também
constrangimento e inibição de novos e
maiores investimentos produtivos.
Como já pudemos observar na
história recente do Brasil, em especial
no período de 1994 a 1998, assim como
na da Argentina, no período da
conversibilidade e câmbio fixo,
processos de valorização de moedas
absolutamente não são práticas
recomendáveis para países em
desenvolvimento que decisivamente
precisam de setores produtivos fortes.
O Brasil precisa rapidamente virar o
jogo na direção da competitividade
sustentada de sua indústria e de sua
agricultura, pois, caso contrário,
continuará a apresentar taxas de
crescimento muito abaixo de seu
potencial e, principalmente, de suas
enormes e inadiáveis necessidades
sociais.
Sindisider quer conhecer as propostas dos seus associados
ao futuro Presidente da República
O Sindicato Nacional das Empresas
Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos
(Sindisider) apresentará aos candidatos
à Presidência da República uma carta
de intenções do setor, contemplando as
necessidades e propostas de seus
associados em relação à cadeia
produtiva do aço.
Para conhecer as opiniões dos
associados, o Sindisider elaborou uma
enquete com dez perguntas sobre
macro e micro-economia, abordando a
política monetária e fiscal do governo,
a questão da infra-estrutura nacional,
a política de financiamento para o setor
de distribuição de aço, a necessidade
de se adotar salvaguardas, as medidas
governamentais necessárias para
estimular o setor, além da reforma
trabalhista.
“A idéia é conhecer o que o
associado tem a dizer para o próximo
Presidente da República, elaborar um
documento formal representativo do
setor e entregá-lo aos candidatos”,
explica Gilson Santos Bertozzo,
superintendente do Instituto Nacional
dos Distribuidores do Aço (Inda).
Trabalhadores mineiros em distribuidoras de aço
ganham sindicato
Os empregados das empresas
distribuidoras de produtos siderúrgicos de
Minas Gerais ganharam, desde o dia 5
de janeiro último, um sindicato
representativo da categoria. Reconhecido
oficialmente pelo Ministério do Trabalho
e Emprego com a publicação da
concessão de registro sindical no Diário
Oficial da União, o Sindicato dos
Empregados em Empresas Distribuidoras
de Produtos Siderúrgicos do Estado de
Minas Gerais (Seedsider) passa a
representar esses profissionais, antes sob
tutela do Sindicato dos Empregados no
Comércio de Belo Horizonte e Região
Metropolitana (SECBHRM).
No último dia 8 de março, o Sindisider e
o Seedsider firmaram Convenção
Coletiva de Trabalho 2005/2006,
estendendo a Convenção estabe-lecida
anteriormente com o SECBHRM para
todo o Estado.
“O Seedsider oferece uma maior
representatividade aos profissionais
empregados nas empresas de
distribuição de produtos siderúrgicos,
na medida em que representa as
empresas de todo o estado, que
contabilizam 846 e 5000 empregados”,
explica Carlos de Freitas Nieuwenhoff,
consultor jurídico do Sindisider.
Antes da criação do Sindicato, apenas
os trabalhadores da Grande Belo
Horizonte estavam cobertos pelas
convenções estabelecidas entre o
SECBHRM e o sindicato patronal.
“Sentimos uma boa vontade da diretoria
do sindicato em negociar, e de
estabelecermos uma relação sindical
mais moderna, preocupada com a
geração de empregos”, disse
Nieuwenhoff.
O Seedsider abrange os profissionais
em empresas que fazem a compra,
estocagem, preparo para revenda e
comercialização de aços planos e
longos. Sua diretoria tomou posse no
dia 11 de janeiro, sendo eleito Carlos
Roberto Periard como presidente. A
gestão tem mandato de três anos.
Sindisider moderniza seu Estatuto
A Assembléia Geral Ordinária do Sindisider, realizada em 20 de março último, aprovou as contas de 2005 e promoveu alguns ajustes
no Estatuto, com vistas à sua modernização.
Os principais acertos foram:
1. Condição de funcionamento - substituição de livro por registro e arquivos eletrônicos – artigo 4º letra e;
2. Identificação e definição entre:
- filiados associados – aqueles que apresentam por escrito seu pedido como associado, efetuam pagamento de mensalidade, tem
direito de votar e ser votado – artigo 6º letra a;
- filiados contribuintes - aqueles que, por sua atividade econômica, são representados pelo SINDISIDER, e que fazem algum tipo de
contribuição para participarem ou comprarem produtos ou serviços oferecidos pelo Sindicato – artigo 6º letra b;
- filiados - aqueles que, por sua atividade econômica, são representados pelo SINDISIDER – artigo 6º letra c;
3. Alteração no procedimento e forma de inclusão de novos filiados associados. Simplificar documentação – artigos 7º ao 11º;
4. Eliminação das punições aos filiados associados ausentes nas Assembléias. – artigo 23º;
5. Alteração e inclusões das competências, conceituação e convocação das Assembléias gerais – artigos 33º ao 39º;
6. Inclusão da eleição à distância (voto via correio), alteração da forma e de quem pode votar (filiados associados) – artigos
62º a 69º, 82º e 86º. O objetivo e criar um maior envolvimento dos associados nacionais nos processos de eleição.
07
Expediente
Diretoria executiva
Presidente
André Zinn
Vice-presidente
Heitor Luís Benincá Bergamini
Diretor administrativo e financeiro
Walter Roberto Areias
Diretor para assuntos extraordinários
Heuler de Almeida
Conselho diretor
Alberto Piñera Graña
Newton Roberto Longo
Paulo Musetti
Valdecir Bersaghi
Superintendente
Gílson Santos Bertozzo
Revista Brasileira do Aço
Fone: 11 3812-6122
E-mail:
[email protected]
Editor
Fábio Luís Pedroso (Mtb 41728)
E-mail:
[email protected]
Projeto gráfico, diagramação e editoração
Victor Augusto Pereira
Impressão:
Gráfica H Rosa
Fotos:
Criatura
Distribuição exclusiva para aos Associados ao
Inda. Os artigos e opiniões publicados não
refletem necessariamente a opinião da Revista
Brasileira do Aço e são de inteira responsabilidade
de seus autores
Inda trabalha meta de adquirir nova
sede este ano
A atual gestão do Inda assumiu a
entidade com o forte compromisso de
adequá-la aos novos tempos. Com a
abertura de mercado às empresas
estrangeiras e a onda de privatizações
ocorridas na década de 90, o setor
siderúrgico e de distribuição de aço
tornou-se altamente competitivo,
demandando das empresas choques de
gestão e de competitividade. Para fazer
frente a essa nova realidade, o Instituto
Nacional dos Distribuidores do Aço
reformulou
suas
atividades,
transformando-se em entidade de
inteligência competitiva. A missão do
Instituto é gerenciar dados e
informações de interesse de seus
associados, de maneira a incrementar
seus negócios e a valorizar a cadeia
produtiva do aço.
Face a isso, a nova estrutura
organizacional e funcional do Instituto
tem carecido de uma adequada
estrutura física. “O Inda comprou seu
atual espaço físico numa época muito
diferente da que vivemos hoje. A
estrutura da sede atual separa os
funcionários em compartimentos
isolados, dificultando a interatividade;
nosso auditório carece de espaço e infra-estrutura adequada à demanda
recebida pelos cursos que oferecemos;
o prédio não recebe boa manutenção
por parte do condomínio e está
localizado numa região de difícil acesso
aos nossos associados”, explica Walter
Roberto Areias, diretor administrativo e
financeiro do Inda.
Para completar e consolidar o plano de
reformulação do Instituto, foi lançado
este ano um rateio extra entre os
associados com o objetivo de compor
um fundo para aquisição de uma nova
sede,
adequada
às
atuais
necessidades. Este fundo está aplicado
em conta bancária separada do
orçamento anual do Inda.
“Esperamos que ainda este ano
consigamos comprar um local que
melhor atenda ao crescente dinamismo
do Instituto”, conclui Areias.
Agenda
Curso de Especialização em
Vendas de Aço
Objetivo de preparar o profissional da área
comercial das empresas distribuidoras de aço
para atuar no mercado com visão estratégica,
fornecendo ferramentas de análises que podem
lhe auxiliar na melhoria de suas vendas.
As inscrições para a 5ª turma já estão abertas. O
curso vai ser realizado de 11 de abril a 08 de
junho.
Workshop sobre Aplicabilidade
do Aço
Integrar os funcionários das empresas
distribuidoras de aço pelo conhecimento do setor
siderúrgico, do mercado do aço, de seus produtos
e aplicações, formando uma equipe coesa e em
sintonia com os valores, metas e políticas da
empresa onde trabalha.
Inscrições abertas.
Curso de Formação em Vendas
de Aço
Formar profissionais com conhecimento sobre a
cadeia produtiva do aço, informando-os sobre os
produtos e suas aplicações, os elos da cadeia e
a importância dos profissionais envolvidos com
o negócio.
Inscrições abertas
Para mais informações e reservas de vagas,
entrar em contato com Kátia dos Reis pelo
telefone (11) 3812-6122 ou pelo e-mail:
[email protected]
08
Congresso Inda 2006 abre cotas de
Patrocínio e Apoio
Já estão sendo comercializadas as cotas de Patrocínio e Apoio, que oferecem às
empresas:
Empresa apoiadora tem direito a:
•Inserção de logomarca em um dos totens de identificação do evento nos locais apontados
juntamente com os demais apoiadores
•Inserção de logomarca nas peças de divulgação do evento – Anúncio, mala-direta, site, etc
•Inserção de material impresso na pasta do congresso.
Empresa patrocinadora tem direito a:
•Exposição fotográfica de seus produtos em um display exclusivo
•Inserir sua marca em:
-Convite mala-direta do evento
-Anúncios de divulgação do evento
-Cartazetes de divulgação do evento
-Site do INDA
-Totens da área de recepção do evento
-Tapadeiras de sinalização dentro do auditório
-Inserção de folhetos junto com o material de apoio do evento
-Inserção de meia página no informe do INDA
-6 convites vip para participar do evento.
Os interessados em adquirir as cotas, favor entrar em contato:
Tel. (11) 3812-6122
e-mail: [email protected]
Após dia 17 de março, as cotas remanescentes serão disponibilizadas para empresas
não associadas.
Contamos com a sua colaboração.
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Edição 77 Mar/Abril2006