Pesquisa brasileira em Administração: um meta-estudo em temáticas do período 2000-2009 Autoria: Saulo Aparecido de Souza, José Nilson Reinert, Renato Luiz Sproesser Resumo O objetivo deste estudo foi analisar as principais temáticas na pesquisa em Administração nacional em periódicos do período entre 2000 e 2009, identificando os temas mais freqüentes na produção científica, bem como, quando possível, os comparando com as temáticas mais freqüentes na produção da década de 1990. Para tanto, foi realizada uma revisão bibliográfica de meta-estudos sobre a produção científica em Administração, destacando-se as principais temáticas da década de 1990. Em seguida, procedeu-se uma pesquisa descritiva a partir das palavras-chave encontradas em 1.400 artigos, distribuídos entre 20 periódicos nacionais com avaliação Qualis/Capes A2, B1 e B2. Cada palavra-chave foi considerada uma temática e as mais freqüentes foram agrupadas em categorias representativas das áreas da Administração. Os resultados destacam as palavras-chave Estratégia e Competitividade como mais comuns no universo de observações. Ademais, entre as áreas da Administração, a área Estratégia em Organizações também emergiu como a mais freqüente, seguida por Administração da Informação e Marketing. Quanto às temáticas das áreas específicas em comparação com meta-estudos realizados sobre a produção da década de 1990, verifica-se certa diversidade: em algumas áreas, as temáticas permanecem as mesmas verificadas na década passada; em outras, diferem das mais freqüentes na década anterior; há áreas, ainda, onde os resultados confirmam tendências. Conclui-se, portanto, que tanto o tema quanto a área da Administração mais comuns na produção do período 2000-2009 é relacionado à Estratégia, sendo que esta e as demais áreas apresentam temáticas ora semelhantes, ora diversas às da década passada. 1 Introdução A realização de meta-estudos sobre a produção científica na área de Administração no Brasil teve início no final da década de 1980. Devido ao aumento na quantidade de publicações conferido nas últimas décadas em relação a períodos anteriores, torna-se cada vez mais necessária a realização de balanços críticos e avaliações da qualidade dos trabalhos produzidos, a fim de se verificar se a qualidade acompanha o crescimento em quantidade. Nesse sentido, diversos pesquisadores vêm somando esforços na construção de um corpo de meta-estudos abrangendo diversos aspectos das publicações científicas. Normalmente, esses estudos buscam a classificação da base epistemológica, dos procedimentos metodológicos, do referencial teórico, do número de artigos por instituições de ensino, do número de artigos por unidade federativa e do número de autores por artigos (HOCAYEN-DA-SILVA et al., 2008). O objetivo é levantar conclusões a respeito de campos do conhecimento da Administração ou mesmo da produção como um todo. Apesar dos esforços se mostrarem expressivos, dentre as preocupações mais habituais, ainda apresentam participação tímida os estudos que, para além de análises bibliométricas ou cientométricas, procuram especialmente pelas temáticas mais tratadas na produção nacional. São pouco comuns, também, estudos que procuram por tendências ou mudanças nas temáticas tratadas ao longo dos anos nas áreas do conhecimento da Administração (ARKADER, 2003; TONELLI et al., 2003; TONELLI, CALDAS, 2004). Além disso, tendo em vista a produção meta-analítica já realizada sobre a publicação da década de 1990, torna-se possível, ao final da década de 2000, a realização de análises comparativas entre estes períodos. Desse modo, o objetivo desta pesquisa foi analisar as principais temáticas na pesquisa em Administração nacional, limitando-se a periódicos do período entre 2000 e 2009. Especificamente, identificaram-se as palavras-chave mais freqüentes na produção científica 1 brasileira e em cada uma das subáreas da Administração, buscando-se compará-las, quando possível, com as temáticas mais freqüentes na produção científica da década de 1990. Não se procurou uma comparação exaustiva e detalhada entre décadas, mas apenas apontar algumas possíveis tendências ou mudanças nas temáticas de pesquisa nas áreas da Administração. Para tanto, partiu-se do pressuposto de que as palavras-chave dos trabalhos científicos refletem uma síntese dos principais temas discutidos em seu conteúdo. Assim, espera-se contribuir com subsídios para a reflexão acerca dos temas mais abordados na produção nacional nos últimos anos, bem como identificar possíveis mudanças em turno. Ao mesmo tempo, levantamentos desta natureza são relevantes por retratar o que é produzido, de modo a situar a comunidade acadêmica sobre os temas mais tratados tanto na Administração geral quanto em suas áreas específicas, da mesma forma que os rankings de produção científica (WOOD JR., CHUEKE, 2008). Outrossim, os resultados obtidos podem ainda ensejar um diagnóstico da forma como a pesquisa em Administração vem sendo utilizada para o desenvolvimento do conhecimento necessário às organizações no país. 2 Meta-estudos anteriores e áreas temáticas mais estudadas em Administração A auto-avaliação da produção científica brasileira teve início no fim da década de 1980. Nesse período, algumas publicações menos expressivas foram realizadas com o intuito de avaliar a produção em Administração Pública e em Recursos Humanos (ROSSONI, 2006). Entretanto, o estudo considerado pioneiro por muitos autores foi o de Machado-da-Silva, Amboni e Cunha (1990), que demonstraram a necessidade de se avaliar a produção nacional. Desde então, uma série de meta-estudos em áreas da Administração vêm sendo realizados. Segundo Rossoni (2006), a principal característica desses estudos é o levantamento de conclusões sobre a produção científica em determinado campo do conhecimento ou disciplina, a partir da análise de elementos presentes em artigos, como metodologia, base epistemológica e referencial teórico. Por isso, são intitulados meta-estudos. O conjunto destes estudos pode ser dividido em dois grupos: avaliação da produção em Administração como um todo e avaliação da produção em áreas específicas, como Administração Financeira e Administração Mercadológica. Em geral, o balanço realizado na produção em Administração geral da década de 1990 é preocupante. Há pouca participação de pesquisadores em redes (BULGACOV, VERDU, 2001), a produção desse período é metodologicamente deficiente, epistemologicamente falha, periférica, sem originalidade e sem relevância prática ou acadêmica, configurando um cenário onde a reflexão em prol da qualidade se torna indispensável (BERTERO, CALDAS, WOOD JR., 1999). Quanto aos temas de pesquisa, os estudos de Quintella (2003a, 2003b), com base nos Encontros da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (EnANPAD), oferecem um panorama amplo da produção nacional. Os resultados indicam que os temas com maior número de publicações são: Comportamento Organizacional; Estratégia nas Organizações; Administração da Informação; Marketing; e Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho. O autor ressalta que as duas primeiras áreas também são as mais submetidas em uma das maiores conferências internacionais, a Academy of Management (AOM). Quanto às áreas específicas, Administração Mercadológica parece ser a que mais produz meta-estudos. Nesta área, já foram amplamente discutidos diversos aspectos, especialmente os metodológicos (CAMPOMAR, 2005; KOVACS et al., 2004; SAMPAIO, PERIN, 2006). Merece destaque a “trilogia” de Vieira (1998, 1999, 2000), que aponta as categorias de estudos mais freqüentes na década de 1990: Comportamento do Consumidor; Serviços; Estratégias de Mercado; e Sistemas de Informação e Pesquisa em Marketing. Na área de Gestão de Pessoas (ou de Recursos Humanos - RH), durante a década de 1990, assistiu-se à consolidação do Comportamento Organizacional como tema dominante, 2 em substituição às Funções de RH, de modo que os grupos temáticos mais freqüentes foram: Comportamento Organizacional (comprometimento, stress e aprendizagem); Políticas de RH (qualidade de vida no trabalho, modelos de RH e gestão por competências); Funções de RH (avaliação do desempenho, funções por competências e treinamento); e outros (cultura e universidades corporativas) (TONELLI et al., 2003; TONELLI, CALDAS, 2004). Um trabalho de referência na área de Gestão de Operações e Logística foi desenvolvido por Arkader (2003) a partir da análise de 354 artigos publicados entre 1961 e 2002. Segundo a autora, as abordagens de Produção Enxuta e Qualidade cedem lugar a um interesse crescente por questões mais estratégicas e relacionadas com o Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Assim, as categorias de estudos mais freqüentes neste período foram: Gerência de Qualidade; Sistemas de Compras e Suprimentos; Logística, Distribuição e Manuseio de Materiais; Estratégia e Políticas de Operações; e Just-in-Time/Produção Enxuta. Diversos balanços críticos também foram realizados sobre a produção científica na área de Contabilidade e Finanças, como a análise bibliométrica de Leal, Oliveira e Soluri (2003). No período 1990-2003, os temas de pesquisa mais freqüentes em contabilidade foram: Contabilidade de Custos; Contabilidade Gerencial; e Contabilidade e Mercados de Capital (CARDOSO et al., 2005). Já a produção em Finanças, no período entre 2000 e 2004, manteve o foco em: Finanças Corporativas; Derivativos e Gestão de Riscos; Mercado de Capitais; e Investimentos (CAMARGOS, COUTINHO, AMARAL, 2005). Os meta-estudos na área de Estratégia em Organizações focalizam principalmente a análise das bases filosóficas, originalidade, abordagens e aspectos teóricos das publicações (BIGNETTI, 2008; BIGNETTI, PAIVA, 2002; PEGINO, 2005; SARAIVA, CARRIERI, 2009). Em Estratégia, os temas mais freqüentes entre 1991 e 2002, de acordo com as categorias criadas por Bertero, Vasconcelos e Binder (2003), foram: Fundamentos Organizacionais; Porter, Fundamentos Econômicos e Organização Industrial; Planejamento Estratégico; Processo Decisório Estratégico; Recursos e Competências; Alianças e Redes Estratégicas; e Análise de Competitividade. Na área de Estudos Organizacionais, meta-estudos foram realizados acerca da metodologia, constatando predominância de pesquisas qualitativas associadas à estratégia de estudo de caso (MARIZ et al., 2004), bem como a utilização maciça de bibliografia estadunidense (HEMAIS, VERGARA, 2001; VERGARA, PINTO, 2001). Os temas mais freqüentes em Estudos Organizacionais entre 1990 e 1999 foram: Epistemologia; Cultura Organizacional; Mudança e Inovação Organizacional; Estrutura Organizacional; Processos Decisórios; e Comportamento Organizacional (RODRIGUES, CARRIERI, 2001). A produção científica em Administração Pública possui a característica de abarcar uma grande diversidade temática. Pacheco (2003), por exemplo, identificou 24 assuntos diferentes em 35 artigos da Revista de Administração Pública (RAP) em 2002. Fleury et al. (2003) identificaram como mais freqüentes na produção da RAP, entre 1992 e 2002, os seguintes temas: Estudos Organizacionais; Modernização e Reforma Administrativa/do Estado; Gestão Hospitalar e Serviços de Saúde; e Gestão Pública. Estudando os EnANPADs entre 2000 e 2005, Hocayen-da-Silva et al. (2008) elencaram como grupos temáticos mais freqüentes: Gestão Pública e Governança; Políticas Públicas; e Gestão Social e Ambiental. Por fim, na área de Administração da Informação, o estudo de Hoppen (1998) indica que as principais áreas de estudo entre 1990 e 1997 foram: Sistemas de Informação (SI); Administração de SI; Uso de SI; Desenvolvimento e Operação de SI; e Educação e Pesquisa em SI. Mais tarde, Hoppen e Meirelles (2005) ampliaram o período de estudo para o intervalo entre 1990 e 2003, e notaram que o tema Administração de SI apresentou grande crescimento, de modo que os temas mais freqüentes neste segundo estudo foram: Administração de SI; Sistemas de Informação; Uso de SI; Ambiente Organizacional; e Desenvolvimento e Operação de SI. Outro estudo, desenvolvido por Lunardi, Rios e Maçada (2005), abrangendo 3 o período 1997-2004, apontam os temas Tecnologia da Informação e Administração de SI como os mais freqüentes, ganhando destaque ainda o tópico Internet/Intranet/E-commerce. Em suma, os meta-estudos em Administração são bastante diversos, sendo que, além destas áreas tradicionalmente abordadas, existem meta-estudos em áreas como Gestão Ambiental (JABBOUR et al., 2008), Estudos Críticos em Administração (DAVEL, ALCADIPARI, 2002) e Processo Decisório (LÖBLER, HOPPEN, 2004). Também chama a atenção o fato desses balanços críticos convergirem na conclusão de que na qualidade da produção científica brasileira ainda há espaço para melhorias (TONELLI et al., 2003). 3 Palavras-chave como síntese do conteúdo de trabalhos científicos Palavras-chave são muito úteis para a identificação de textos ou gêneros científicos (RECSKI, 2005). Com o crescimento progressivo na quantidade de produções científicas e a conseqüente impossibilidade de se ler tudo que é publicado a respeito de um determinado assunto, surgiu a necessidade da criação de mecanismos que traduzissem o conteúdo de maneira condensada, sem perda de informação. Ao mesmo tempo, o surgimento de bases de dados amplas e o crescimento das publicações online tornaram necessário o desenvolvimento de metadados, ou seja, padrões para extração de elementos descritivos de um documento ou para recuperação de informações (GONÇALVES, 2008). Assim, as palavras-chave assumiram a função de metadado, tornando-se elementos pré-textuais obrigatórios em artigos. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas, palavra-chave é uma “palavra representativa do documento, escolhida, preferencialmente, em vocabulário controlado” (ABNT, 2003, p. 1). Estas fornecem o resumo do conteúdo de um documento e podem ser interpretadas individualmente e independentemente umas das outras (DIAS, 2004). Além da utilidade para recuperação de informações, também são utilizadas como itens em índices de busca e como referências para agrupamento de documentos. A maneira ideal para eleição das palavras-chave em um texto científico é a indexação. Trata-se de um processo onde o conteúdo de um documento é resumido através de termos descritores oriundos de análise e leitura técnica (RIBEIRO, 2006). Estes termos identificam assuntos em vocabulários estruturados, conhecidos como thesaurus, onde existem conceitos das áreas do conhecimento que servem como tradutores para a linguagem livre ou natural. Embora alguns periódicos disponham de profissionais para determinarem as palavraschave mais adequadas para os textos submetidos, é comum os próprios autores realizarem este trabalho. Isso pode conduzir a casos onde as palavras escolhidas não expressam corretamente os principais temas do texto, já que o autor pode adotar termos muito gerais, escolher palavras de forma subjetiva e aleatória, ou, ainda, utilizar incorretamente termos de outras línguas (DIAS, 2004). Contudo, alguns estudos (GIL-LEIVA, ALONSO-ARROYO, 2005; GILLEIVA, ALONSO-ARROYO, 2007) concluem que as palavras-chave fornecidas por autores são muito similares às determinadas por indexadores profissionais, corroborando sua validade e evidenciando sua importância para a recuperação de informação. 4 Metodologia Esta pesquisa delineou-se como exploratória e descritiva, por fornecer um diagnóstico detalhado do objeto de estudo, no caso, temáticas da pesquisa nacional em Administração. De acordo com Collis e Hussey (2005), a pesquisa descritiva procura descrever o comportamento dos fenômenos, geralmente através da compilação de dados quantitativos e do uso de técnicas estatísticas para resumo de informações. Ela tende a ir além da pesquisa exploratória, pois descreve e avalia as características do problema. Quanto à abordagem, caracteriza-se como quantitativa, pois se baseou em freqüências de ocorrências de palavras-chave. 4 Alguns estudos anteriores já se utilizaram de palavras-chave para alcançar o conteúdo da produção científica (ARENAS et al., 2001; FRANCO, 2007; HOPPEN, 1998). Nesse sentido, Arenas et al. (2001) desenvolveram um método de análise da produção científica formalizando uma estratégia de investigação baseada em rankings de palavras-chave. Com base nas palavras-chave dos trabalhos selecionados, Arenas et al. (2001) chegaram aos conteúdos da produção científica através de seis passos: a) determinação dos periódicos estudados; b) revisão dos periódicos e eleição dos artigos com o tema de estudo; c) coleta das palavras-chave; d) construção de uma tabela de dados; e) determinação de linhas de investigação (categorias temáticas); e f) análise das palavras-chave por meio de freqüências. Seguindo o método de Arenas et al. (2001), quanto ao critério para seleção da amostra de artigos, nota-se que um grande número de pesquisas se utilizam dos anais do EnANPAD (por exemplo, SAMPAIO, PERIN, 2006; QUINTELLA, 2003a, 2003b). Outras se apóiam na regularidade e tradição dos periódicos considerados para a pesquisa (por exemplo, VIEIRA, 2000). Nesta pesquisa, o critério para seleção dos artigos da amostra foi a classificação de seus respectivos periódicos de acordo com os critérios de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), conhecido como Qualis/Capes. Foram selecionados 20 periódicos classificados como A2, B1 e B2, todos nacionais e da área de Administração. Não foram selecionados periódicos A1, pois estes não contemplam nenhum de origem brasileira. A revista Organizações & Sociedade não foi incluída por não possuir palavras-chave em seus artigos, impossibilitando a coleta de dados. Além do Qualis, outro critério utilizado foi a disponibilização online de artigos pelos periódicos selecionados. Ao todo, foram coletadas palavras-chave de 1.400 artigos escolhidos aleatoriamente no intervalo entre 2000 e primeiro semestre de 2009, durante o mês julho de 2009. Procurouse coletar quantidades iguais de artigos em todas as revistas, sendo que foram tomados 70 por revista por esta ter sido a quantidade total publicada em duas delas no momento da coleta de dados (Brazilian Administration Review e Revista Brasileira de Finanças). A Tabela 1 apresenta a relação de periódicos e as respectivas quantidades de artigos amostrados por ano. Tabela 1. Distribuição dos artigos amostrados por periódico e ano de publicação Revistas Base Brazilian Administration Review Brazilian Business Review Cadernos EBAPE.BR Comunicação, Mídia e Consumo Gestão e Produção Organizações Rurais e Agroindustriais Pesquisa Operacional Produção Rev. de Adm. Contemporânea Rev. de Adm. Contemporânea (Eletr.) Rev. de Adm. de Empresas Rev. de Adm. de Empresas (Eletr.) Rev. de Administração Mackenzie Rev. de Administração da USP Rev. Brasileira de Adm. Pública Rev. Brasileira de Finanças Rev. Contabilidade & Finanças Rev. Eletrônica de Administração Rev. de Gestão da Tec. e Sist. Inform. Total 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Total 0 0 0 0 0 7 8 7 0 7 0 7 0 0 7 7 0 0 7 0 57 0 0 0 0 0 7 8 7 0 7 0 7 0 5 7 7 0 8 7 0 70 0 0 0 0 0 7 8 7 9 7 0 7 10 9 7 7 0 8 7 0 93 0 0 0 10 0 7 8 7 9 7 0 7 10 7 7 7 10 8 7 0 111 5 5 10 10 14 7 8 7 9 7 0 7 9 9 7 7 10 8 7 6 152 16 10 11 10 15 7 8 7 9 7 0 7 9 10 7 7 10 8 7 16 181 17 10 15 10 19 7 8 7 9 7 0 7 9 10 7 7 10 8 7 16 190 16 15 14 10 11 7 7 7 9 7 30 7 8 10 7 7 10 8 7 16 213 16 20 14 10 11 7 7 7 8 7 30 7 9 10 7 7 15 7 7 16 222 0 70 10 70 6 70 10 70 0 70 7 70 0 70 7 70 8 70 7 70 10 70 7 70 6 70 0 70 7 70 7 70 5 70 7 70 7 70 0 70 111 1400 Fonte: Elaborado pelos autores. 5 As palavras-chave coletadas foram tabuladas com o auxílio do software Microsoft Excel, sendo que para o tratamento dos dados e listagem de palavras, também foi utilizado o software AntConc 3.2.1w, que permite realizar contagens de freqüências de palavras. Em alguns casos, foi necessária a intervenção dos pesquisadores para a tradução livre das palavras-chave em periódicos que aceitam artigos nos idiomas inglês e/ou espanhol. Após a coleta, observou-se ainda a necessidade de correção ortográfica de algumas palavras não acentuadas, bem como a padronização de outras quanto ao número (por exemplo, as palavras “estratégias competitivas” foram colocadas no singular “estratégia competitiva”). A grade de categorias de análise utilizada foi determinada a priori, definidas como sendo as mesmas áreas temáticas do EnANPAD. Este evento possui, atualmente, 11 áreas: Administração da Informação; Administração Pública e Gestão Social; Contabilidade; Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade; Estudos Organizacionais; Estratégia em Organizações; Finanças; Gestão de Ciência, Tecnologia e Inovação; Gestão de Operações e Logística; Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho; e Marketing. Convencionou-se agrupar as áreas Finanças e Contabilidade, assim como o próprio evento já as agrupou em algumas edições. Além disso, foi criada uma categoria a mais, Administração Geral/Outros, para palavras-chave cujo tema não se enquadra em apenas uma área específica da Administração, são pouco próximos das demais categorias ou não são específicos da Administração. Uma potencial limitação da categorização pode ter sido a não diferenciação entre níveis, com a indistinção entre temas e subitens desses temas. Contudo, esta pesquisa se limita a temas mais freqüentes, independentemente de este possuir ou não subitens como temáticas. Por fim, para a alocação em categorias, aplicou-se a técnica análise de conteúdo, pois esta procura “identificar o que está sendo dito a respeito de determinado tema” (VERGARA, 2006, p. 15). Seguindo o preconizado por Bardin (2007), inicialmente, o material foi préanalisado a fim de se obter os primeiros contatos com as palavras. Em seguida, o material foi relido e as palavras mais freqüentes foram alocadas nas categorias pré-estabelecidas, de acordo com suas temáticas. Utilizou-se a palavra única ou a expressão como unidade de registro, pois, em muitos casos, a palavra-chave é constituída por um grupo de palavras. 5 Resultados Ao todo, foram coletadas 5.469 palavras-chave, sendo que algumas apresentaram repetição. Desse total, 3.408 são diferentes entre si, ou seja, 2.061 palavras são repetições de alguma das outras 3.408. A quantidade de palavras por revista variou de 228 em Pesquisa Operacional e em Organizações Rurais e Agroindustriais, a 331, na Revista de Administração de Empresas. Isso resulta em uma média de palavras-chave por artigo que varia entre 3,3 e 4,7, sendo que a média geral é 3,9 palavras-chave por artigo. A Tabela 2 apresenta o número de palavras-chave coletadas por periódico, sua participação relativa e a média por artigo. A distribuição dos artigos tomados ao longo dos anos não é regular. Isso ocorre por alguns periódicos tomados serem relativamente novos: as revistas Base, Brazilian Business Review e Comunicação, Mídia e Consumo, por exemplo, tiveram início em 2004. Já a Revista de Administração Contemporânea Eletrônica teve início em 2006. Assim, a quantidade de artigos e, portanto, de palavras-chave, é crescente ao longo dos anos. Além disso, algumas ainda não haviam disponibilizado online os artigos referentes aos volumes do ano 2009 no momento da coleta de dados. A distribuição das palavras-chave se mostrou bastante concentrada nas mais freqüentes, sendo que um grande percentual apresentou apenas uma freqüência. Se for considerado o total de palavras-chave diferentes (3.408), tem-se que 2.708 (79,46%) foram registradas com uma única freqüência, 356 (10,45%) apresentaram duas freqüências e 131 6 (3,48%) apresentaram três freqüências. Apenas 213 (6,25%) tiveram quatro ou mais freqüências no total de 3.408 diferentes palavras-chave. Tabela 2. Número de palavras-chave tomadas por periódico, participação relativa e média por artigo Revistas Base Brazilian Administration Review Brazilian Business Review Cadernos EBAPE.BR Comunicação, Mídia e Consumo Gestão e Produção Organizações Rurais e Agroindustriais Pesquisa Operacional Produção Revista de Administração Contemporânea Revista de Administração Contemporânea (Eletrônica) Revista de Administração de Empresas Revista de Administração de Empresas (Eletrônica) Revista de Administração Mackenzie Revista de Administração Pública Revista de Administração da USP Revista Brasileira de Finanças Revista Contabilidade & Finanças Revista Eletrônica de Administração Revista de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação Total N 246 272 242 244 285 273 228 228 263 270 276 331 328 295 258 285 277 272 288 308 5.469 % 4,5% 5,0% 4,4% 4,5% 5,2% 5,0% 4,2% 4,2% 4,8% 4,9% 5,0% 6,1% 6,0% 5,4% 4,7% 5,2% 5,1% 5,0% 5,3% 5,6% 100,0% Média 3,5 3,9 3,5 3,5 4,1 3,9 3,3 3,3 3,8 3,9 3,9 4,7 4,7 4,2 3,7 4,1 4,0 3,9 4,1 4,4 3,9 Fonte: Elaborado pelos autores. 5.1 Palavras-chave mais freqüentes A Tabela 3 apresenta as 34 palavras-chave mais freqüentes e suas freqüências relativas ao total de observações (5.469). As maiores freqüências são Estratégia (constituindo 0,84% do total de palavras-chave), Competitividade (0,64%) e Tecnologia da Informação (0,60%). É possível verificar o alto grau de concentração entre as primeiras, pois, do total de palavraschave diferentes, apenas 34 representam quase 11% do total. A Tabela 3 dispõe ainda a relação das palavras únicas mais freqüentes independentemente de sua posição na formação de uma palavra-chave. Nota-se alta freqüência das preposições “de”, “da”, “do”, “e” e “em” como palavras únicas. Estas palavras são essenciais para que as expressões tenham sentido, servindo como ligações entre substantivos e adjetivos e, por isso, aparecem em grande parte das expressões. Dentre as palavras únicas, as que possuem significado próprio e mais freqüentes são Gestão (1,89%), Organizacional (0,96%), Informação (0,75%) e Estratégia (0,67%). Estas normalmente fazem parte de palavras compostas, como Memória Organizacional ou Gestão de Fornecedores. Esta lista também aponta certa concentração, pois, do total de 12.515 palavras únicas listadas, 34 respondem por quase um terço do total (30,54%). 5.2 Palavras-chave mais freqüentes por áreas da Administração Apesar dos riscos inerentes à tarefa de agrupamento de temáticas em uma área do conhecimento tão multidisciplinar como a Administração, o agrupamento das palavras-chave mais freqüentes em categorias é apresentado, de forma não exaustiva, no Quadro 1. A área da Administração com maior quantidade de observações é Estratégia em Organizações, onde as 7 seis palavras-chave mais freqüentes somam 132 freqüências e 2,41% do total. Nesta área, as palavras-chave ou temáticas mais comuns são Estratégia (0,84%) e Competitividade (0,64%). Tabela 3. Palavras-chave e palavras únicas mais freqüentes no período 2000-2009 Ordem 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 Total Palavras-chave Palavras Estratégia Competitividade Tecnologia da informação Marketing Mudança organizacional Gestão do conhecimento Internet Comportamento do consumidor Governança corporativa Inovação Brasil Publicidade Redes Vantagem competitiva Cultura Organizações Competências Desempenho Administração Cadeia de suprimentos Contabilidade Desenvolvimento de produtos Gestão Gestão ambiental Globalização Mercado de capitais Consumo Empreendedorismo Estrutura de capital Responsabilidade social Serviços Sistemas de informação Tecnologia Teoria institucional N 46 35 33 25 22 21 21 20 19 19 18 18 18 17 16 16 14 14 13 13 13 13 13 13 13 13 12 12 12 12 12 12 12 12 592 % 0,84% 0,64% 0,60% 0,46% 0,40% 0,38% 0,38% 0,37% 0,35% 0,35% 0,33% 0,33% 0,33% 0,31% 0,29% 0,29% 0,26% 0,26% 0,24% 0,24% 0,24% 0,24% 0,24% 0,24% 0,24% 0,24% 0,22% 0,22% 0,22% 0,22% 0,22% 0,22% 0,22% 0,22% 10,85% Palavras únicas Palavras N de 1375 Gestão 236 da 227 do 175 e 132 Organizacional 120 Informação 94 em 92 Estratégia 84 Análise 78 Teoria 69 Tecnologia 67 Desenvolvimento 63 Mercado 62 Desempenho 61 Trabalho 59 Empresas 58 Redes 58 Sistemas 54 Administração 53 Risco 51 Produção 50 Social 49 Capital 47 Valor 45 Avaliação 44 Aprendizagem 43 Marketing 43 Cadeia 41 Indústria 41 Mudança 39 Conhecimento 38 das 38 Qualidade 38 3786 % 10,99% 1,89% 1,81% 1,40% 1,05% 0,96% 0,75% 0,74% 0,67% 0,62% 0,55% 0,54% 0,50% 0,50% 0,49% 0,47% 0,46% 0,46% 0,43% 0,42% 0,41% 0,40% 0,39% 0,38% 0,36% 0,35% 0,34% 0,34% 0,33% 0,33% 0,31% 0,30% 0,30% 0,30% 30,54% Fonte: Elaborado pelos autores. A segunda área com maior número de referências é Administração da Informação, cujas seis palavras-chave mais freqüentes somam 104 freqüências (1,89% do total). As temáticas mais comuns nesta área são Tecnologia da Informação (0,60%), Gestão do Conhecimento (0,38%) e Internet (0,38%). Em terceiro lugar, aparece Marketing, cujas palavras-chave somam 97 freqüências (1,78%). Em Marketing, as temáticas mais comuns são Marketing (0,46%) e Comportamento do Consumidor (0,37%). Em seguida, aparece a categoria Estudos Organizacionais, sendo que as seis palavras-chave mais presentes somam 91 freqüências (1,66%). Nesta área, os temas mais comuns são Mudança Organizacional (0,40%) e Governança Corporativa (0,35%). 8 Quadro 1. Palavras-chave mais freqüentes por áreas da Administração no período 2000-2009 Administração da N Informação Tecnologia da 33 informação Gestão do 21 conhecimento Internet 21 Sistemas de 12 informação Informação 9 Capital intelectual 8 Total 104 % Administração Pública N e Gestão Social 0,60% Gestão ambiental % % 13 0,24% 0,38% Responsabilidade social 12 0,22% Mercado de capitais 13 0,24% 0,38% Desenvolvimento local 11 0,20% Estrutura de capital 12 0,22% 0,22% Políticas públicas 11 0,20% CAPM 8 0,15% 0,16% Gestão pública 0,15% Privatização 1,89% Total 8 0,15% Custos 8 0,15% Valor em risco 63 1,16% Total 8 0,15% 8 0,15% 62 1,15% 10 0,18% Estratégia 46 0,84% 10 0,18% Competitividade 9 0,16% Vantagem competitiva 5 0,09% Empreendedorismo 35 0,64% 17 0,31% 12 0,22% Pesquisa 5 0,09% Estratégia competitiva 11 0,20% 5 0,09% Estratégia empresarial 11 0,20% 44 0,79% Total 132 2,41% Simulação de Monte Carlo Total N 13 0,24% Contabilidade Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade Análise de Envoltória de Dados Educação Estudo de caso Ensino superior N Contabilidade e Finanças % Estratégia em Organizações N Gestão de Ciência, Gestão de Operações e Tecnologia e N % Logística Informação Inovação 19 0,35% Redes Desenvolvimento de 13 0,24% Cadeia de suprimentos produtos Gestão da cadeia de Tecnologia 12 0,22% suprimentos Inovação tecnológica 6 0,11% QFD P&D 5 0,09% Logística Transferência de tecnologia Total Produção enxuta; Sistemas ERP 59 1,08% Total 4 0,07% Marketing Marketing Comportamento do consumidor Publicidade Consumo Serviços Varejo Total N % 25 20 18 12 12 10 97 0,46% 0,37% 0,33% 0,22% 0,22% 0,18% 1,78% N % % Estudos Organizacionais N Mudança organizacional Governança corporativa Organizações Teoria institucional Aprendizagem organizacional Cultura organizacional; Processo decisório Total Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho % 22 0,40% 19 0,35% 16 0,29% 12 0,22% 11 0,20% 11 0,20% 91 1,66% N % 18 0,33% Competências 14 0,26% 13 0,24% Aprendizagem 11 0,20% 10 0,18% Gestão de pessoas 11 0,20% 7 0,13% Recursos humanos Comprometimento 6 0,11% organizacional 8 0,15% 5 0,09% Ergonomia 7 0,13% 59 1,08% Total 58 1,07% Administração Geral/Outros Brasil Cultura Desempenho Administração Gestão Globalização Total 7 0,13% N % 18 16 14 13 13 13 87 0,33% 0,29% 0,26% 0,24% 0,24% 0,24% 1,60% Fonte: Elaborado pelos autores. Com menores freqüências, figuram em ordem decrescente: Administração Pública e Gestão Social (com seis palavras respondendo por 1,16% do total); Contabilidade e Finanças (1,15%); Gestão de Ciência, Tecnologia e Informação (1,08%); Gestão de Operações e 9 Logística (1,08%); Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho (1,07%); e Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade (0,79%). Por fim, na categoria Administração Geral/Outros aparecem como mais freqüentes Brasil (0,33%) e Cultura (0,29%). Em suma, o Quadro 1 sintetiza as palavras mais freqüentes, consideradas principais indicadores das temáticas de pesquisa nas dez áreas da Administração. O Quadro dispõe 856 palavras-chave, representando 15,67% do total (5.469). 6 Discussão O objetivo deste estudo foi identificar as principais temáticas na pesquisa em Administração brasileira entre 2000 e 2009, comparando-as com as temáticas da década passada, apesar de nem todos os meta-estudos já realizados cobrirem exatamente este período. Para tanto, foi realizado um levantamento de palavras-chave de artigos em periódicos de Administração nacional, que, em seguida, foram agrupadas em categorias. A distribuição das palavras-chave identificadas indica alta concentração nas mais freqüentes. Esse padrão é comum, pois um corpus de palavras possui tipicamente um pequeno número de palavras com grande freqüência, em um extremo, e um grande número de palavras que ocorrem apenas uma vez, no outro extremo (RECSKI, 2005). Tal concentração em parte pode ser explicada pela falta de utilização de vocabulários estruturados para a escolha das palavras-chave. No corpus analisado, é comum encontrar palavras semelhantes e com sentidos também semelhantes. Esse limiar tênue pode, em muitos casos, dificultar a eleição de termos por autores ou até mesmo por indexadores profissionais. Contudo, mesmo quando são similares, palavras-chave diferentes possuem significados diferentes, como, por exemplo, “pesquisa de marketing” e “pesquisa em marketing” (ver Campomar, 2005). Em geral, as palavras-chave mais freqüentes na produção nacional em Administração são relacionadas com estratégia: Estratégia e Competitividade. Em seguida, aparecem Tecnologia da Informação, Marketing e Mudança Organizacional. É interessante notar que a primeira palavra aparece 31% a mais que a segunda, e quase o dobro da quarta, indicando alta concentração desta temática. Isso provavelmente se deve ao fato do termo “Estratégia” ser utilizado em pesquisas não apenas com referência à área de estratégia, mas também a uma grande variedade de temas em áreas específicas, como Estratégias de Marketing, Estratégias de Manufatura, etc. (BERTERO, VASCONCELOS, BINDER, 2003). Tal constatação é corroborada pela alta freqüência de Estratégia como palavra única, que, em muitos casos, está associada a outra palavra para constituir alguma palavra-chave “estratégica” em um artigo. Quanto aos resultados por áreas da Administração, cumpre ressalvar, inicialmente, o desafio que constitui o agrupamento de temáticas em categorias, pois esta tarefa inevitavelmente provoca discussões (TONELLI, CALDAS, 2004). Nos estudos de Vieira (1998, 2000), por exemplo, sempre estão presentes categorias intituladas Aspectos Multidisciplinares e Pluralísticos, justamente pela dependência que existe entre áreas para a construção e consolidação de um estatuto teórico particular. De qualquer modo, a partir da comparação entre as áreas da Administração, nota-se que a mais freqüente é Estratégia em Organizações, especialmente pelas temáticas relacionadas com Estratégia, Competitividade e Vantagem Competitiva. Excetuando-se a própria palavra Estratégia, que é a mais freqüente, Competitividade é o tema mais tratado, de forma muito semelhante à Análise de Competitividade, que aparecia como quinto tema mais tratado nesta área no período entre 1991 e 2003 (BERTERO, VASCONCELOS, BINDER, 2003). A temática Porter & Fundamentos Econômicos, que aparece em segundo lugar no período anterior, parece incluir Vantagem Competitiva, que aparece como terceiro tema no período 2000-2009. Nota-se, portanto, que os principais temas em Estratégia permanecem 10 bastante similares ao longo das duas últimas décadas. Por outro lado, Planejamento Estratégico, que foi o terceiro tema mais tratado no período citado, agora é apenas o sétimo. A alta freqüência de palavras relacionadas com Estratégia entre as mais freqüentes vai de encontro à predominância da área Business Policy and Strategy nos encontros da AOM (QUINTELLA, 2003b), bem como com o fato de este ter sido o tema mais comum nos artigos da Revista de Administração Contemporânea, entre 2005 e 2007 (BENETTI et al., 2008). Entretanto, difere das temáticas mais tratadas nos EnANPADs, considerado por Quintella (2003b) como o equivalente brasileiro da AOM, onde estratégia aparece em média apenas como o quarta área temática mais tratada entre 2000 e 2008. A segunda área da Administração mais freqüente, de acordo com as palavras-chave, é Administração da Informação. Nessa área, as temáticas Tecnologia da Informação e Sistemas de Informação já haviam sido identificadas em estudos anteriores como entre as mais comuns no período 1990-2004 (HOPPEN, MEIRELLES, 2005; LUNARDI, RIOS, MAÇADA, 2005). Um tema não mencionado em estudos anteriores e que parece ter ascendido é Gestão do Conhecimento. O tópico Internet, que apresentou crescimento no período anterior, continua como um dos temas mais tratados. Entretanto, o tema Administração de SI, que havia emergido na década de 1990, aqui, apresentou baixa freqüência entre as palavras-chave. Na área de Marketing, excetuando-se a palavra Marketing, a temática Comportamento do Consumidor é a mais comum, assim como verificado na década de 1990 (VIEIRA, 1998, 1999, 2000). O tema Serviços, que apareceu em segundo lugar na década de 1990, aparece, aqui, na quarta posição. Porém, ressalte-se que, além de Serviços, o tema Serviço ao Cliente apareceu como a nona palavra mais freqüente. Este resultado expressa o predomínio e a consistência destas temáticas ao longo dos anos nos estudos de Marketing. Estudos Organizacionais, devido sua abrangência, talvez seja o campo de estudos onde haja maior diversidade de temáticas, bem como espaços comuns com outros campos da Administração. A temática mais freqüente entre as palavras-chave, Mudança Organizacional, foi a terceira mais freqüente na década de 1990 (RODRIGUES, CARRIERI, 2001). Cultura Organizacional, que foi a segunda mais comum no período anterior, aparece apenas na quinta posição entre as palavras-chave. Cumpre registrar, ainda, que entre esses períodos os temas Governança Corporativa e Teoria Institucional parecem ter crescido como temas de estudo em Organizações, pois estes não aparecem entre os mais freqüentes na década passada. No grupo de estudos em Administração Pública e Gestão Social, a temática se volta principalmente para questões socioambientais. A participação de Gestão Social, neste grupo, se mostra maior do que Administração Pública, sendo Gestão Ambiental e Responsabilidade Social as palavras-chave mais comuns. Relacionado com Administração Pública, aparece com maior freqüência Políticas Públicas, Privatização e Gestão Pública, sendo que apenas esta última temática havia sido encontrada com grande freqüência na década de 1990 (FLEURY et al., 2003). O tema Reforma do Estado, que ora apresentou grande freqüência, não aparece entre as palavras-chave mais comuns, pois registra apenas quatro freqüências, o que pode ser indicativo de redução dos estudos nesse sentido de um período para outro. Na área de Contabilidade e Finanças, verificam-se temas que também aparecem em pesquisa (CARDOSO et al., 2005) do período 1990-2003: Mercado de Capitais e Custos. Assim como ocorre nas áreas de Estratégia e de Marketing, a primeira palavra nesta área é a própria Contabilidade, aparecendo mais do que Finanças, que conta cinco freqüências, indicando que geralmente se escolhem palavras-chave gerais para resumir o conteúdo do artigo nessas áreas. Neste grupo, aparecem ainda os modelos CAPM (Capital Asset Pricing Model) e Valor em Risco (VAR), o que sugere uma grande utilização destes em pesquisas. As palavras-chave pertencentes à categoria Gestão de Operações e Logística confirmam as tendências encontradas por Arkader (2003) no período entre 1961 e 2002, onde as abordagens de Produção Enxuta e Qualidade cedem espaço para o Gerenciamento da 11 Cadeia de Suprimentos. Em primeiro lugar, aparece Redes, seguido por Cadeia de Suprimentos e Gestão da Cadeia de Suprimentos. Contudo, o tema qualidade ainda está presente, por meio de técnica QFD (Quality Function Deployment); do mesmo modo que Produção Enxuta, que ocupa a sexta posição entre os temas. Ainda acompanhando tendências, a redução da presença de temas relacionados com Funções de RH em pesquisas na década de 1990 em Gestão de Pessoas parece ter persistido. Além das seis palavras-chave mais freqüentes não contemplarem explicitamente esta temática, nota-se algo interessante: a freqüência de Gestão de Pessoas é maior que a de Recursos Humanos, de modo que essa substituição de termos pode ser reflexo de mudanças de concepções na área. De acordo com as palavras-chave, ainda se mostram relevantes as temáticas Competências e Aprendizagem, pois já ocupavam grande espaço na década anterior. As áreas Gestão de Ciência, Tecnologia e Informação e Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade ainda não possuem meta-estudos que possibilitem análises comparativas em cortes transversais. Na primeira, além dos temas Inovação e Tecnologia, que dão nome à área, ganham destaque Desenvolvimento de Produtos e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que parecem ser temáticas próximas entre si. Na segunda, estão listadas principalmente palavras-chave relacionadas com métodos de pesquisa utilizados em Administração e Contabilidade. Cabe ressaltar que Análise de Envoltória de Dados e Simulação de Monte Carlo tiveram altas freqüências principalmente na revista Pesquisa Operacional, com respectivamente seis e duas observações. Ainda é possível notar a presença de Estudo de Caso, um método de abordagem de investigação que vem crescendo em popularidade nos estudos em Administração, assim como constatado por Mariz et al. (2004). Por fim, na categoria Administração Geral/Outros estão temas gerais e/ou comuns às áreas da Administração. A palavra Brasil possui onze freqüências apenas nas revistas Brazilian Administration Review, Brazilian Business Review e Revista Brasileira de Finanças, o que pode ser expressão do forte caráter internacional destes periódicos, o que leva os trabalhos a se delimitarem ao caso brasileiro por meio da inclusão desta palavra-chave. Já o tema Cultura foi classificado nesta categoria, e não na categoria Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho, por, além de possuir múltipos empregos, registrar 6 das 16 observações na revista Comunicação, Mídia e Consumo, que parece empregar este termo com sentido diferente daquele de Cultura Organizacional. 7 Conclusões Este estudo procurou identificar as principais temáticas na pesquisa em Administração brasileira entre 2000 e 2009, comparando-as, quando possível, com as temáticas da década passada. O meio empregado foi o levantamento de palavras-chave de artigos de periódicos nacionais de Administração que, posteriormente, foram agrupadas em categorias. A partir da categorização das palavras-chave mais freqüentes, a área Estratégia em Organizações se destacou, apresentando a maior freqüência. Ademais, Estratégia e Competitividade emergiram como as palavras-chave mais comuns no universo de observações. Este resultado indica que, pelo menos nos periódicos nacionais estudados, há uma forte tendência ao emprego da abordagem estratégica. Essa área talvez tenha recebido destaque nos resultados por ser uma das mais presentes em outras áreas específicas da Administração, conferindo-lhes uma abordagem estratégica nas pesquisas. Além de Estratégia em Organizações, as demais áreas da Administração com as maiores freqüências de palavras-chave são Administração da Informação e Marketing. O conjunto formado por essas três áreas também aparecem como o mais freqüente na pesquisa em Administração nacional nos estudos de Benetti et al. (2008) e de Quintella (2003a, 2003b). 12 Quanto às temáticas das áreas específicas em comparação com resultados de metaestudos realizados sobre a produção da década de 1990, nota-se certa diversidade. Em algumas áreas, as palavras-chave mais freqüentes, consideradas como principais temáticas, permanecem as mesmas verificadas na década passada, como Comportamento do Consumidor, em Marketing. Em outras, as principais temáticas reveladas pelas palavras-chave diferem das mais freqüentes na década anterior, como Gestão do Conhecimento, em Administração da Informação, ou Teoria Institucional, em Estudos Organizacionais. Há áreas, ainda, onde os resultados confirmam tendências, como a orientação da pesquisa em Gestão de Operações e Logística para o tema Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. A utilização de palavras-chave como expressão do conteúdo de artigos se mostrou compatível com a necessidade de objetividade na determinação dos temas tratados que, em alguns casos, pode ser limitada, como asseveram Arenas et al. (2001). Entretanto, ao mesmo tempo, apresentam algumas limitações, em grande parte decorrentes do fato de usualmente não serem utilizados vocabulários padronizados para a determinação das palavras-chave. As conseqüências são a utilização de palavras muito específicas, como nomes de empresas, de autores, neologismos, etc.; o emprego de palavras-chave diferentes para o mesmo objeto de estudo, mas que poderiam ser padronizadas; o desmembramento de uma palavra composta, como a utilização das palavras únicas “difusão” e “informação” para o tema “difusão de informação”; ou a utilização de termos ambíguos ou com diversos significados, com diversas utilizações possíveis no âmbito da Administração, como a palavra “cultura”. Ainda que cada diferente palavra ou expressão tenha seu significado particular, a diversidade encontrada pode ter conduzido os resultados para os termos mais gerais utilizados como palavras-chave. Para além das limitações, recomendam-se como pesquisas futuras estudos que realizem comparações mais detalhadas entre conteúdos de publicações em periódicos e anais de congressos, a fim de evidenciar possíveis ênfases temáticas entre as duas formas de divulgação de trabalhos científicos nas áreas de Administração. Outra possibilidade são metaestudos nas áreas de Gestão de Ciência, Tecnologia e Informação e Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade, onde os balanços críticos ainda são muito escassos ou inexistentes. 8 Referências ABNT. NBR 6028: resumos. Rio de Janeiro, 2003. 2 p. ARENAS, J. G. et al. Aproximación empírica sobre el análisis de la literatura de alianzas estratégicas. In: INTERNATIONAL CONFERENCE OF AEDEM, 10., 2001. Proceedings... Chania, Greece: AEDEM, 2001. Paper n. 6. ARKADER, R. A pesquisa científica em gerência de operações no Brasil. Revista de Administração de Empresas, v. 43, n. 1, p. 70-80, 2003. BARDIN, L. Análise de conteúdo. 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