O QUE É TCC EM PSICOLOGIA?
É o Trabalho de Conclusão de Curso realizado por alunos de nono e décimo semestres do
curso de Psicologia e avaliado por banca examinadora. Na defesa de seu trabalho, o aluno
apresenta os resultados de sua pesquisa, sob a orientação de um professor do curso.
É um trabalho que deve apresentar contribuições relevantes para o conhecimento
científico, para a comunidade, para a formação do aluno e para a promoção da iniciação
científica no meio discente. Como característica principal do TCC em Psicologia, pode ser
indicada sua relação direta com o trabalho de intervenção que o aluno desenvolve em seu estágio
curricular obrigatório, realizado no Núcleo Orientado de sua escolha: Psicologia e Saúde ou
Psicologia e Trabalho Humano.
Este caderno visa ser um meio de divulgação dos resumos dos Trabalhos de Conclusão de
Curso desenvolvidos pelos alunos do Curso de Psicologia.
Além dos resumos dos Trabalhos de Conclusão de Curso, no caderno constam também as
datas e locais das apresentações das pesquisas. Confira a seguir...
DATA, HORA E LOCAL DAS DEFESAS DOS
TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO
DESENVOLVIDOS PELOS ALUNOS
Data
Hora
22/06
20h45min
às
22h10min
23/06
Autor (a)
Título do trabalho
Orientador (a)
Auditório
Bloco C
Pedra
Branca
Tamara do
Nascimento
Aspectos psicossociais da atenção a crianças
afastadas das famílias de origem em processo
de destituição do poder familiar em um
Serviço de Acolhimento Institucional da
Grande Florianópolis
Ana Maria
Pereira Lopes
08h15min
às
09h40min
Sala 603
Torre A
Trajano
Luiza Cechetto
Batista
A percepção de pessoas que optaram pela
adoção tardia
Ana Maria
Pereira Lopes
09h50min
às
11h20min
Sala 603
Torre A
Trajano
Hiago Lucas
Caetano
19h10min
às
20h35min
Auditório
Bloco C
Pedra
Branca
Auditório
Bloco C
Pedra
Branca
Auditório
Bloco C
Pedra
Branca
20h45min
às
22h10min
24/06
17h20min
às
18h50min
Sala/
Bloco
Suzane
Nienkötter
Judicialização: a intervenção do estado sobre
famílias: estudo bibliográfico sobre a
concepção de judicialização e seus impactos
nas famílias
Diferentes gerações, mas algo em comum: um
sonho roubado - Um estudo sobre a percepção
de atletas e ex-atletas sobre sua carreira
esportiva
Ana Maria
Pereira Lopes
Banca examinadora
Deise Maria do
Nascimento e
Zuleica Pretto
Deise Maria do
Nascimento e
Lílian Maciejescki
Deise Maria do
Nascimento e
Igor Schutz dos
Santos
Michelle Regina
da Natividade
Georgia Maria
Ferro Benetti e
Vanderlei Brasil
Ana Paula
Panichi
Trabalhar e/ou aprender: o sentido que jovens
atribuem à sua participação no Programa
Jovem Aprendiz
Michelle Regina
da Natividade
Vanderlei Brasil e
Luciano Gonçalves
Bitencourt
Jéssica
Francielle da
Silva
Afinal, o que querem os homens?”: os
projetos afetivo-sexuais de homens
universitários heterossexuais
Michelle Regina
da Natividade
Vanderlei Brasil e
Zuleica Pretto
RESUMOS
BATISTA, Luiza Cechetto. A percepção de pessoas que optaram pela adoção tardia. Trabalho de
Conclusão de Curso – TCC (Curso de Psicologia – Graduação). Universidade do Sul de Santa
Catarina, Palhoça, 2015.
RESUMO
Adoção de crianças de e adolescentes é um assunto que merece reflexão profunda, pois coloca
em xeque os direcionamentos do Estado brasileiro em resguardar o direito relativo a essa fase do
desenvolvimento humano. A presente pesquisa abrange os fenômenos relativos à adoção, de
modo geral, e a adoção tardia, especificamente, procurando ampliar a visibilidade dos fenômenos
envolvidos nesse processo. Tem como objetivo geral caracterizar a percepção de pessoas que
optaram pela adoção tardia sobre a vivência desse processo. Como objetivos específicos busca
identificar o que motivou as pessoas a optarem pela adoção tardia, como se deu o processo de
acompanhamento profissional durante e após a adoção, como ocorreu a criação de vínculos com
a criança e como foi a relação com a sociedade após a adoção tardia. Nesse sentido, a pesquisa
foi realizada consultando o banco de dados do Fórum do município de Palhoça. Foram
selecionadas as três primeiras pessoas membros de famílias que optaram pela adoção tardia e
aceitaram participar da pesquisa. Utilizou-se como instrumento para a coleta de dados a
entrevista semi-estruturada gravada, que depois de transcrita teve seu conteúdo estruturado em
categorias e subcategorias de análise de acordo com os objetivos específicos. A pesquisa
realizada foi de natureza qualitativa e quanto aos procedimentos técnicos foi adotado o estudo de
caso. A análise dos resultados obtidos indicam a construção de vínculos como ponto relevante no
processo e tem seu impasse no que se refere ao acompanhamento profissional. Como
motivadores da adoção tardia verificou-se a vontade de ser mãe, a impossibilidade de gerar filhos
biológicos e a cobrança da sociedade para que tenha filhos. Apesar de ser fundamental o
acompanhamento profissional durante e após todo o processo, constatou-se que este ocorre de
forma pontual, apenas no estágio de convivência da criança ou do adolescente com a nova
família. A criação de vínculos na adoção tardia ocorreu na aproximação inicial entre os
envolvidos no processo se fortalecendo durante a convivência familiar e superação dos
problemas vivenciados. Com a pesquisa foi ratificado que a relação com a sociedade após a
adoção tardia requer um esforço constante da nova família para que a criança ou adolescente se
sintam seguros e inseridos de forma natural na sociedade. A vontade de exercer a maternidade,
de acordo com as entrevistadas, supera qualquer obstáculo vivenciado.
Palavras-chave:. Adoção tardia. Direito da criança e adolescente.
Núcleo Orientado: Psicologia e Saúde.
Orientador: Ana Maria Pereira Lopes, Dra.
Membros da Banca examinadora: Deise Maria do Nascimento, Dra.
Lílian Maciejescki, Esp.
Data e hora da defesa: 23 de junho de 2015, às 08 horas
CAETANO, Hiago Lucas. Judicialização: a intervenção do estado sobre famílias: estudo
bibliográfico sobre a concepção de judicialização e seus impactos nas famílias. Trabalho de
Conclusão de Curso – TCC (Curso de Psicologia – Graduação). Universidade do Sul de Santa
Catarina, Palhoça, 2015.
RESUMO
Entende-se como judicialização a intervenção da justiça para solucionar conflitos oriundos das
relações sociais, que no contexto brasileiro, antes da Constituição Federal (1988) eram
resolvidos em outros espaços. O discurso da judicialização se faz presente nas relações sociais,
inclusive na instituição base da sociedade: a família. Questões ligadas à família passaram a sofrer
intervenções do Estado como um meio para garantir dos direitos dos cidadãos. A presente
pesquisa objetivou caracterizar a processo de judicialização sobre a família em artigos científicos
disponibilizados em bases de dados, com base na identificação das concepções do fenômeno da
judicialização, nas formas de atuação do fenômeno judicialização sobre a família e nas
violências sofridas pela família frente ao fenômeno da judicialização. A pesquisa se caracterizou
como qualitativa, exploratória e bibliográfica. As bases de dados utilizadas foram: Biblioteca
Virtual em Saúde (Bvs), Periódicos Eletrônicos em Psicologia (Pepsic), Scientific Eletronic
Library Online (Scielo), Revista dos Tribunais Online (RT) e a Social Services Abstracts (Ssa).
As bases de dados foram escolhidas considerando o tema da pesquisa, relativo à dimensão
subjetiva das pessoas envolvidas no fenômeno da judicialização, em especial na perspectiva da
família, e a partir das classificações no sistema da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (CAPES). Foram encontrados 07 artigos que correspondiam os critérios, que
se dedicavam a fazer a interrelação entre processo de judicialização e a problemática de família.
Foi realizado uma leitura na íntegra dos artigos, com a finalidade de organizar os dados
encontrados, visando o encontro de respostas para o problema de pesquisa. Foram criadas
categorias para organização dos dados, analisados de acordo com fundamentos teóricos relativos
à temática da pesquisa. Como resultado da pesquisa o fenômeno da judicialização pode ser
analisado como um mecanismo do Estado para controle social. O Estado utiliza ações visando a
garantia da consolidação de direitos constitucionais. Entretanto, ao analisar o exercício do poder
por parte do Estado, pode-se perceber artifícios que objetivavam o controle da sociedade. Outra
confirmação da pesquisa foi a identificação das formas de ocorrência do fenômeno da
judicialização, na perspectiva da família, que promovem a criminalização da pobreza,
estigmatização como negligentes, por não se enquadrarem no modelo de consumo da
capitalismo. Ficou evidenciado também as tentativas do Estado de judicializar ações que se
modificaram com o tempo, consequentemente praticando atos de normalização da sociedade,
família e do cuidado. O enquadramento do sujeito ocorre com práticas que promovem um
discurso impactante para a subjetividade dos sujeitos. Os artigos trouxeram como modos de
subjetivação o discurso do estado, da culpa e da vulnerabilidade que acarretam em sofrimento
psíquico para as pessoas.
Palavras-chave: judicialização, família, pobreza, Sistema de Justiça, psicologia jurídica.
Núcleo Orientado: Psicologia e Saúde.
Orientador: Prof.ª Ana Maria Pereira Lopes, Dra.
Membros da Banca examinadora: Deise Maria do Nascimento, Dra.
Igor Schutz dos Santos, Bel.
Data e hora da defesa: 23 de junho de 2015, às 9h50min
NASCIMENTO, Tamara do. Aspectos psicossociais da atenção a crianças afastadas das famílias
de origem em processo de destituição do poder familiar em um Serviço de Acolhimento
Institucional da Grande Florianópolis. Trabalho de Conclusão de Curso - TCC (Curso de
Psicologia - Graduação). Universidade do Sul de Santa Catarina. Palhoça, 2015.
RESUMO
As crianças destituídas do poder familiar, acolhidas em serviços de acolhimento institucional,
demandam cuidados físicos e, sobretudo, psíquicos referentes ao sentimento de abandono
referente ao processo de afastamento da família de origem. A referida pesquisa teve como
objetivo caracterizar os aspectos psicossociais da atenção a essas crianças em um Serviço de
Acolhimento Institucional da Grande Florianópolis. Mais especificamente, buscou conhecer o
acolhimento no abrigo, as intervenções de cuidado à essas crianças e organização da dinâmica de
trabalho entre a equipe do abrigo. Em relação aos procedimentos metodológicos, este estudo se
caracterizou como de natureza qualitativa, exploratória e estudo de casos (multicasos). Foram
entrevistados cinco profissionais do abrigo, sendo eles, o psicólogo, o assistente social e três
educadores sociais. Por serem os únicos profissionais no abrigo nesta função, o assistente social
e o psicólogo foram incluídos na pesquisa sem pré-requisitos. Quantos aos educadores, foram
selecionados os três primeiros, que aceitaram participar da pesquisa. Como instrumento de coleta
de dados foi utilizado uma entrevista semi-estruturada, construída a partir dos objetivos
específicos. As entrevistas foram gravadas e transcritas e os conteúdos organizados em
subcategorias construídas a posteriori. Na análise, as subcategorias que eram próximas foram
agrupadas em categorias de acordo com os objetivos específicos. A discussão e análise dos
conteúdos se deram com o apoio nas referências sobre a temática, através da análise de conteúdo.
Verificou-se que o acolhimento da criança no abrigo é frágil e burocratizado, não sendo
possibilitado espaço de escuta às crianças. O cuidado físico dispensado a elas aparece como as
ações de maior efetividade dos profissionais. Há um silenciamento em relação aos processos de
abrigamento com as crianças. Essas não tem espaços para se expressarem em relação ao
afastamento da família, seus sentimentos sobre isso e sua nova condição de vida. Há também,
uma impossibilidade dos dois grupos de profissionais em abordar o que seja os efeitos de uma
situação de abandono da criança e de afastamento da família de origem. Ocorre uma
centralização de atividades na equipe técnica e impossibilidade de participação dos educadores
no que concerne os aspectos psicossociais das crianças. A comunicação entre eles é fragmentada.
A institucionalização infantil não é estruturada de maneira completa para a proteção dos direitos
das crianças, o que a torna, também, um dos fatores de vulnerabilidade social delas.
Palavras-chave: Destituição do Poder Familiar. Serviço de Acolhimento. Atenção Psicossocial.
Núcleo Orientado: Psicologia e Saúde
Orientador: Ana Maria Pereira Lopes, Dra
Membros da Banca Examinadora: Deise Maria do Nascimento, Dra
Zuleica Pretto, Dra
Data e hora: 22 de junho de 2015, às 19h15min.
NIENKÖTTER, Suzane. Diferentes gerações, mas algo em comum: um sonho roubado - Um
estudo sobre a percepção de atletas e ex-atletas sobre sua carreira esportiva. Trabalho de
Conclusão de Curso – TCC (Curso de Psicologia – Graduação). Universidade do Sul de Santa
Catarina, Palhoça, 2015.
RESUMO
Este artigo propôs-se a caracterizar a percepção de atletas de categoria de base e ex-atletas
profissionais ou não profissionais sobre os fatores que intervêm/intervieram em sua carreira no
esporte, buscando identificar o sentido que atribuem a sua categoria esportiva, bem como
caracterizar os fatores sociais, familiares, emocionais, biológicos e financeiros que
intervêm/intervieram em suas carreiras e identificar o sentido que atleta e ex-atletas atribuem ao
planejamento de sua carreira. Quanto ao método, à pesquisa definiu-se como exploratória e
descritiva, delineada como estudo de caso, utilizando-se dois questionários semiestruturados. Os
resultados foram analisados qualitativamente por meio da análise de conteúdo. Participaram da
pesquisa seis sujeitos, sendo três atletas de categorias de base e três ex-atletas profissionais e não
profissionais, ambos os públicos são da região da Grande Florianópolis. Por meio desta pesquisa
foi possível concluir que o esporte é fator constitutivo desses sujeitos e um meio de desenvolver
habilidades técnicas, comportamentais e de relacionamento. Foram apontados pelos atletas e exatletas como fatores favoráveis para a carreira: a rede de apoio que compreende colegas de
equipe, treinador e família; a coesão da equipe; o estudo; às condições de saúde e o adequado
condicionamento físico; a mídia; a satisfação com a modalidade e os benefícios materiais que
recebem decorrente da prática. No que referem-se aos fatores desfavoráveis, os sujeitos
entrevistados apontam: a falta de reconhecimento social da modalidade e do atleta na sociedade;
obstáculos existentes no esporte; a falta de apoio familiar; relacionamentos amorosos com
pessoas fora do contexto esportivo; a falta de oportunidades; problemas familiares e pessoais; a
ansiedade; a idade, o apadrinhamento; o comércio de atleta; as dores; as lesões e a gravidez. Em
relação ao planejamento de carreira foi evidenciado que há necessidade do planejamento de
carreira entre atletas desde a iniciação esportiva até ao alto nível. O principal objetivo apontado é
para os atletas e foi para os ex-atletas de chegarem ao alto nível. Ao se falar sobre o
encerramento da carreira, os atletas de categoria de base percebem que quando tiverem que fazer
tal escolha, será uma decisão difícil. Para os ex-atletas os principais motivos que os levaram ao
encerramento da carreira foram: lesão, gravidez e falta de oportunidade. Por fim, conclui-se que
apesar de no esporte haver diversos obstáculos, os sujeitos desta pesquisa remetem à satisfação,
há a realização e identificação com o que fazem. Foi possível verificar que em relação a carreira
esportiva diversos são os fatores que podem favorecer para que o sonho de ser atleta de alto nível
seja roubado. Neste contexto, o psicólogo pode contribuir significativamente e sua intervenção é
importante nas categorias iniciais até o mais alto nível.
Palavras-chave: Atletas. Ex-atletas. Carreira. Esporte. Voleibol.
Núcleo Orientado: Psicologia e Trabalho Humano.
Orientador: Prof.ª Michelle Regina da Natividade, Msc.
Membros da Banca examinadora: Georgia Maria Ferro Benetti, Dra.
Vanderlei Brasil, Esp.
Data e hora da defesa: 23 de junho de 2015, às 19h
PANICHI, Ana Paula. Trabalhar e/ou aprender: o sentido que jovens atribuem à sua participação
no Programa Jovem Aprendiz. Trabalho de conclusão de curso - TCC (curso de Psicologia –
graduação). Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, 2015.
RESUMO
A presente pesquisa se propôs caracterizar os sentidos que jovens atribuem à sua participação no
Programa Jovem Aprendiz (PJA) por meio da identificação do PJA, dos pontos positivos e
negativos do PJA, das motivações iniciais em relação ao PJA e das expectativas para sua carreira
profissional. Participaram 06 jovens, de ambos os sexos, com idades entre 15 e 17 anos, em
contrato de aprendizagem por pelo menos 1 ano e 1 mês, fazendo curso de aprendizagem numa
entidade sem fins lucrativos de Florianópolis e que estivessem em sua primeira experiência
profissional. Foi utilizada uma abordagem qualitativa, de corte transversal, delineada como
estudo de caso, de caráter exploratório e com utilização de entrevista semiestruturada. Os dados
foram submetidos à análise de conteúdo e organizados em cinco eixos vinculados aos objetivos
específicos. Para os jovens da presente pesquisa, na experiência do PJA, houveram aprendizados
prioritariamente comportamentais. Tanto o curso de aprendizagem, quanto a experiência na
empresa, apresentaram pontos positivos como na relação com os colegas e o amadurecimento
pessoal que obtiveram, e pontos negativos como em atividades que ficavam como muito tempo
ocioso e a fofoca presente nas relações com os colegas. Os jovens inicialmente achavam que o
trabalho seria chato, mas ao participarem do PJA mudaram sua opinião. Quanto a sua carreira
profissional buscam para seu futuro trabalhar em algum lugar que lhes dê satisfação. Com base
no que foi levantado, conclui-se que o jovem entra no PJA para aprender e atender as
necessidades da empresa, porém o cuidado e atenção dados no momento que o jovem é admitido
tem-se demonstrado superficial em vista das demandas que estes jovens têm sobre sua formação
para mercado de trabalho. Portanto pontua-se que haja uma aproximação da empresa com os
jovens aprendizes, proporcionando a melhoria no alcance dos objetivos propostos pela Lei do
Jovem Aprendiz.
Palavras-chave: Programa Jovem Aprendiz. Jovens. Aprendizagem. Trabalho.
Núcleo Orientado: Psicologia e Trabalho Humano.
Orientador: Prof.ª Michelle Regina da Natividade, Msc.
Membros da Banca examinadora: Vanderlei Brasil, Esp.
Luciano Gonçalves Bitencourt, Esp.
Data e hora da defesa: 23 de junho de 2015, às 20h50min
SILVA, Jéssica Francielle da. “Afinal, o que querem os homens?”: os projetos afetivo-sexuais de
homens universitários heterossexuais. Trabalho de Conclusão de Curso – TCC (Curso de
Psicologia – Graduação). Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, 2015.
RESUMO
A presente pesquisa objetivou caracterizar os projetos afetivo-sexuais de homens universitários
heterossexuais. Para isso, fez-se necessário identificar as expectativas dos pesquisados quanto os
seus relacionamentos afetivo-sexuais, suas concepções de amor e sexo, os recursos e as
estratégias utilizados nos seus projetos afetivo-sexuais e os critérios utilizados na escolha de uma
parceira afetivo-sexual para cada tipo de relacionamento. Esta pesquisa caracteriza-se como
exploratória e descritiva, de corte transversal, e delineada como levantamento. Foi utilizado um
questionário anônimo, com 8 questões de identificação e 13 questões relacionadas aos projetos
afetivo-sexuais dos sujeitos, produzido na ferramenta online SurveyMonkey. Os pesquisados
cumpriam os seguintes critérios: homens heterossexuais maiores de 18 anos de idade, sem
vinculação a relacionamento matrimonial, estudantes de graduações presenciais de
Universidades da Grande Florianópolis definidas a priori. O questionário foi encaminhado
virtualmente por meio da rede social Facebook, e respondido por 388 sujeitos. Foram utilizados
procedimentos de análise estatística e análise sistêmica dos dados. Os projetos afetivo-sexuais
dos pesquisados demonstram a adesão a características contemporâneas da sociedade, como a
dualidade da pretensão em estabelecer do momento atual até dois anos relacionamentos
eventuais (como o „ficar‟) e relacionamentos estáveis (como o „namoro‟), imediatismo,
individualismo e busca do prazer; bem como a adesão a características tradicionais da sociedade,
como a pretensão em estabelecer relacionamento formalizado (como o noivado) daqui seis a oito
anos, e em estabelecer relacionamento matrimonial (como o casamento) daqui mais de oito anos.
Também apresentaram concepções tradicionais e contemporâneas sobre amor e sexo,
relacionando o amor ao ser e fazer o outro feliz, parceria, cumplicidade e confiança; e o sexo
desvinculado do compromisso, relacionado ao sentir e proporcionar prazer, intimidade, tesão e
respeito. Utilizam mais recursos/estratégias nos relacionamentos eventuais, sendo os virtuais as
redes sociais; e presenciais as festas, os bares e as praias, com destaque à própria universidade,
exposta como recurso/estratégia para todos os tipos de relacionamento. Foi possível perceber
uma desigualdade de criticidade em relação à mulher para cada tipo de relacionamento; um
maior número de critérios foi atribuído à „mulher para namorar‟, assinalando as qualidades mais
importantes para o relacionamento estável referentes à fidelidade, cumplicidade, parceria,
aparência, dedicação e independência. Os pesquisados demonstraram também a não completa
ruptura com padrões tradicionais de gênero, encarando simultaneamente como importante a
inserção da mulher no mercado do trabalho e sua independência financeira, mas esperando dela
características associadas à „feminilidade‟ como o cuidado e a dedicação. Por fim, considera-se
que este estudo contribui para a elucidação de características dos relacionamentos afetivosexuais na contemporaneidade, que denotam a presença de múltiplos atravessamentos e
significações.
Palavras-chave: Relacionamento afetivo-sexual. Homem jovem. Contemporaneidade.
Núcleo Orientado: Psicologia e Saúde.
Orientadora: Prof.ª Michelle Regina da Natividade, Msc.
Membros da Banca examinadora: Vanderlei Brasil, Esp.
Zuleica Pretto, Dra.
Data e hora da defesa: 24 de junho de 2015, às 17h20min
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