Peregrino
das Letras
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Ribeirão
Preto
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Ano
IX - Nº 105- R$
- janeiro/2009
Ribeirão
Preto - SP
- Ano IV
- Nº- 41
- Setembro/2003
1,00
“O único modo de ter um amigo é ser um amigo.”
- Ralph Waldo Emerson
O papel da mulher no novo milênio!
A graça da humildade
Sou de uma época em que as mulheres eram infantilizadas e tratadas como propriedade.
A mulher que se enfeitava despertava suspeitas. Um traje ou o próprio corpo alegre
aumentava o risco de ela, ser agredida ou de sofrer víolência sexual. Eram mantidas
como jardins sem cultivo, mas felizmente sempre...
Nem sempre associamos a humildade com a virtude da graça. Expressões de humildade
podem algumas vezes comunicar inferioridade, afirmações de indignidade e desaprovação
própria. Tais expressões vêm através de dissimulações, serviço do ego e um atentado
para evocar simpatia. Em outras palavras, não são uma maneira graciosa de aceitar elogios...
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A Criação de Adão é a mais famosa das nove cenas do Gênese que compõem a parte central do painel que cobre o teto da capela Sistina, de autoria de Michelangelo. Poderosas figuras
de profetas e sibilas que previam o nascimento de Cristo situam-se nas laterais do teto, enquanto as cenas centrais são flanqueadas por belos jovens nus, cujo exato significado é incerto.
Ao completar tal empreitada praticamente sem auxílio e em apenas quatro anos (1508 – 12), Michelangelo demonstrou uma resistência física quase heróica, bem como um gênio artístico
inigualável.
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Editorial
Tenho uma massagista que se tornou minha amiga ao longo do tempo. Afinal, faz mais de dez anos que nos
conhecemos. O interessante é que somos muito diferentes. E é aí que reside a riqueza de nossa relação. Eu, que
sempre adorei ler, e pensar a respeito das coisas. Eu, que sempre adorei pessoas que saibam discorrer sobre as
coisas baseadas em muita pesquisa e leitura e toda a parafernália acadêmica, encontrei, nessa minha amiga algo
maravilhoso. Já explico. Ela não é uma intelectual. Duvido que tenha lido tratados a respeito da psique humana,
ou sobre as várias formas de entender o nascimento e a morte ou que perca seu tempo em pensar qual a razão
de estarmos por aqui, ou de onde viemos ou para onde vamos. Isto não quer dizer que não seja muito inteligente
e que não seja capaz de entregar-se a tais temas. Se quisesse. Não quer!
Solta frases muito pertinentes. Às vezes desembesta em um discurso e eu me pego pensando. Não é que
essa danada tem razão! Outro dia quando se falava sobre a ecologia e a possível destruição do planeta ela
disse: Quer saber, Tô nem aí. Eu vou vivendo a minha vida, eu quero é viver bem. Doutra feita quando alguém
reclamava demais ela se irritou e disse: Você reclama demais, assim não dá. A vida é boa de ser vivida. Quanto
mais a gente reclama pior. Viver é bom, sô.
Pode parecer egoísmo, mas não é. Ela vai vivendo a vida com intensidade, com gosto. Ela cozinha com
gosto, faz massagem por gosto, namora o marido com vontade. Não está nem aí, como ela mesma diz. Talvez
alguém diga: Nossa, é alienada. Talvez eu também tenha pensado dessa forma há um tempo.
É que, para ela, a frase “não estar nem aí” quer dizer: não vou me preocupar com o que não posso resolver,
não vou deixar que coisas que não são de minha alçada me impeçam de fazer o que posso fazer. E posso fazer
muita coisa. No hoje, no meu presente, agradecida ao presente que Deus me deu, que é o de estar aqui pronta
para os embates que me concernem. Pode ser que não se preocupe mesmo com as grandes questões da
humanidade, mas certamente ela contribui para uma humanidade melhor na medida em que dá valor à vida. Se
todos agíssemos assim e fôssemos primeiro felizes no microcosmo para depois mirar as grandes galáxias, quem
sabe produziríamos gente alegre por estar vivo. E não será a alegria o combustível para melhorar homens e
mulheres neste Planeta? Haverá ideologia melhor do que essa?
Então estou elegendo essa mulher como símbolo de um ano novo. Um 2009 de pleno viver com as coisas do
dia-a-dia. Não sei se ela conhece o filósofo chinês Lin Yutang. Ele escreveu um livro chamado a Importância de
Viver, que é uma apologia à vida, como o próprio título revela. Há uma frase de que gosto muito e que tem a cara
desta minha amiga. Na verdade é uma pergunta “É tão fácil mesmo traçar uma distinção entre o gozo de um
sanduíche e o gozo de um panorama que chamamos poesia?”
Mariza Helena Ribeiro Facci Ruiz
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Michelangelo.
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A graça da humildade
Triangles Bulletin – nº 165 – September 2008
ou self deve ser colocado de lado.
Se ele é verdadeiramente humilde
ele permanecerá em silêncio sobre
suas realizações, sabendo que o
trabalho feito satisfatoriamente
falará por si só. A verdadeira
humildade vem como uma graciosa
virtude da alma abnegada.
Nem sempre associamos a
humildade com a virtude da graça.
Expressões de humildade podem
algumas vezes comunicar inferioridade, afirmações de indignidade
e desaprovação própria. Tais
expressões vêm através de dissimulações, serviço do ego e um
atentado para evocar simpatia. Em
outras palavras, não são uma
maneira graciosa de aceitar elogios
ou agradecimentos por um trabalho
bem feito.
Uma verdadeira expressão de graça
deve comunicar uma elegância
natural, beleza e porte – como a
linha graciosa e o movimento de
um dançarino de balé, ou algo que
se vê em alguém que caminha com
facilidade, em passo balanceado.
É uma elegância que vem sem
qualquer influência externa, sem
nada de falso adicionado.
A verdadeira humildade vem de
dentro; é uma das virtudes
expressas através do coração
abnegado; é uma qualidade da
alma. Para que esta qualidade de
graça tome forma, o ego pessoal
Há uma graça similar que vem
através da rede dos Triângulos. No
serviço dos Triângulos existe uma
maneira de desenvolver uma
expressão de humildade grupal.
Uma das qualidades necessárias
para desenvolver humildade é “um
senso ajustado de proporção
correta”. Através da visualização
do triângulo de alguém na vasta
rede mundial de triângulos, devese apreciar a contribuição para com
o todo. Nesta rede, as pessoas
trabalham sem reconhecimento,
satisfeitas ao perceberem que o
self individual é apenas um canal
disposto para as energias divinas;
fica-se de lado para o bem maior.
Isto é a graça da humildade fluindo
através de nós.
A verdadeira humildade é aquela
constante, força silenciosa que se
apresenta quando alguém está
disposto a permanecer no lugar
reconhecido no todo. Uma
particular qualidade de beleza
levanta-se quando, digamos, todos
os membros do grupo podem
trabalhar dessa maneira; quando
todos estão desinteressados de
EDIÇÕES EM PDF
A partir deste mês estamos disponibilizando para os nossos
leitores em nosso site: www.jperegrino.com.br, os arquivos
em PDF’s das edições do Peregrino das Letras referentes
aos anos de 2006, 2007 e 2008.
sua pequena contribuição; quando
todos podem se perder no serviço
para o todo, sem reconhecimento.
Então uma nova e abrangente
energia começa a irradiar e todos
são elevados e a intenção e
propósito internos do trabalho
grupal são realizados. Isto é
humildade grupal, uma qualidade
rara de se encontrar nos dias atuais.
Não há nada falso – nem reinvidicação exagerada – emergindo
do grupo; somente seu propósito
intencional é levado em conta.
Assim como acontece com a rede
de Triângulos, somente as
qualidades divinas da alma de luz
e amor e boa vontade serão vistos,
transformando a consciência
humana de egoísta em abnegada.
A graça natural da alma humana se
expressará no mundo em toda sua
grandiosidade e beleza.
(Tradução livre de José Roberto
Ruiz e Mariza Helena Ribeiro Facci
Ruiz)
Nota: Triângulos é uma atividade
de serviço mundial através da
qual pessoas se unem por meio do
pensamento em grupos de três
para criar uma rede planetária de
triângulos de luz e boa vontade.
Usando uma oração mundial, a
Grande Invocação, eles invocam
a luz e o amor como um serviço à
humanidade. Informações adicionais podem ser obtidas em:
www.triangles.org.
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O papel da mulher no novo milênio!
*Marina Silva
Sou de uma época em que as
mulheres eram infantilizadas e
tratadas como propriedade. A
mulher que se enfeitava despertava
suspeitas. Um traje ou o próprio
corpo alegre aumentava o risco de
ela, ser agredida ou de sofrer
víolência sexual. Eram mantidas
como jardins sem cultivo, mas
felizmente sempre chegava alguma
semente trazida pelo vento. Embora
o que escrevessem fosse desautorizado, insistiam mesmo assim.
Embora o que pintassem não
recebesse reconhecimento, nutria
a alma do mesmo jeito. As mulheres
tinham de implorar pelos instrumentos e pelo espaço necessários.
Observamos, ao longo dos
séculos, a pilhagem, a redução do
espaço e o esmagamento da
natureza instintiva feminina.
Quero dizer com isso que as
questões da alma feminina não
podem ser tratadas tentando-se
esculpi-la de uma forma mais
adequada a uma cultura, nem é
possível dobrá-la até que tenha um
formato intelectual mais aceitável.
Foi isso que provocou a transformação de milhões de mulheres que começaram como forças
poderosas e naturais - em párias
na sua própria cultura.
As características consideradas femininas como intuição,
espiritualidade, emoção, ternura,
afeto, compaixão, solidariedade,
cooperação que também deveriam
ser vividas pelos homens, eram
desvalorizadas e temidas, tinham a
ver com expressar emoções,
portanto ligadas à fraqueza
humana em oposição à razão, a
inteligência que, consideradas
masculinas, valorizavam e fortaleciam o homem.
Essa desvalorização do feminino foi também incorporada pela
própria mulher, que “aceitou” seu
papel inferior e submisso e assim
reprimiu sua natureza original,
dissimulou suas características e
adotou como exemplo de felicidade
e sucesso o modelo masculino.
Perderam todos, homens e
mulheres, perdeu a humanidade.
Entretanto, nas últimas
décadas vem a mulher entrando
numa fase rica e extremamente
positiva de mudança. O feminino
reconquistado é compreendido
como fundamental. E quando isso
acontece é natural que nos
livremos da mesa de trabalho, dos
relacionamentos destrutivos, que
esvaziemos nossa mente, viremos
uma nova página, insistamos numa
ruptura e desobedeçamos às
regras. Uma vez recuperada nossa
autoestima, lutaremos para mantêla, pois com ela nossas vidas criativas florescem, nossos relacionamentos adquirem significado,
profundidade, nossos ciclos de
sexualidade, criatividade, trabalho
e diversão são restabelecidos e
assim caminhamos em busca de
uma vida plena.
Neste novo milênio temos um
grande desafio: encontrar nossas
próprias referências. O modelo
masculino não serve mais, ele é útil
para os homens. Temos de buscar
nosso próprio jeito de ser e sobreviver como mulher, referências que
estão dentro da alma feminina. Nos
ambientes em que predominem a
competitividade e a agressividade
devemos levar a solidariedade e a
partilha. Ao ingressarmos no
mercado de trabalho, no sistema
produtivo, devemos levar conosco
nossa capacidade intelectual,
criativa, transformadora, terna e
amorosa.
Não basta que os homens
aceitem as transformações femininas e que o mundo reclame pela
mudança, é preciso que, acima de
tudo, a mulher acredite em si
mesma, assuma e deseje tal
transformação! Hoje, não são mais
os homens os nossos opressores,
temos opressores internos, os
nossos medos, culpas, ambivalência de sentimentos, baixa
autoestima, que são os grandes
obstáculos à nossa libertação.
A mulher recupera sua liberdade na medida em que coloca a
serviço da humanidade seu
potencial de reconciliação, sua
presença solidária e afetiva,
sensível e dinâmica, sua capacidade especial de amar, de perdoar
e sempre retomar a vida com
coragem e esperança.
Um exemplo disso é a participação da mulher na vida pública
das grandes democracias, trazendo
para esses países um inegável
desenvolvimento de sistemas
sociais mais justos capazes de
incorporar de forma harmônica as
diferenças de gênero e a diversidade cultural e étnica presentes
na maioria das sociedades modernas.
A experiência da participação
da mulher na política em todo o
mundo tem demonstrado que ela
transfere para administração do
bem público os valores éticos que
orientam a sua atividade cotidiana,
tanto profissional como familiar.
Como mulher e profissional,
sinto também em mim estas
transformações, é uma imposição
que vem do nosso íntimo, de nosso
potencial original. O trabalho que
nos aguarda é árduo. Diante dessa
ambiciosa tarefa, necessitamos
reunir esforços de todos - mulheres
e homens - que desejam construir
um novo tempo, onde a mulher
ocupe plenamente o seu espaço e
assuma, ao lado do homem, o seu
papel de agente transformador na
sociedade brasileira.
Somente assim, poderemos
construir um futuro onde nossos
filhos possam desenvolver relações mais iguais, onde homens e
mulheres sejam parceiros nos
sonhos e na realidade.
Fonte: Jornal Corpo Mente –
Feira de Santana – janeiro/
2004.
* Socióloga, diretora do ILEI Instituto Latinoamericano de
Educação Integral e coord. da
Revista CGT Mulher
[email protected]
Ribeirão Preto - SP - janeiro/2009
A certeza da insegurança
*Aureo Augusto
Uma pessoa pela qual tenho muita admiração é Montaigne. Não
conheço muito sobre ele. Li com atenção, degustando cada palavra os
seus Ensaios e foi isso que me deu tal admiração. Em diversas
oportunidades ele comenta que não tem certeza. Há uma coisa decidida
que torna sólidos alguns homens e mulheres. Michel de Montaigne não
era assim, o que não quer dizer que não tinha consistência ou que à sua
maneira em si não incluísse solidez. Como sabemos, a água é fácil de ser
penetrada, mas quando se apresenta sob a forma de gelo é bastante
dura. Montaigne gostava de Pirro, filósofo cético grego que considerava
impossível conhecer a verdade. Admiro-me frequentemente daqueles que
têm certeza, porque em geral sou igual a Montaigne (talvez por isso o
admire, porque nisso eu sou igual a ele), no fato de que é raro que eu
tenha a certeza de algo. Tenho visto tantas vezes minhas certezas se
esvaírem no ralo da realidade... Insegurança? Pode ser. Que bom!
Uma vez um estudante fez uma consulta comigo, queria ser médico,
mas queixava-se de ser uma pessoa insegura. Fiquei feliz de ver uma
pessoa que se reconhecia insegura, pois estava aberto a questionar a
própria conduta. Pobre de quem, vivendo em um mundo como o nosso,
em uma época como esta, mantém-se como um rochedo resistindo à força
das águas do tempo, firme, incólume, incapaz de se desviar, porque
incapaz também de se deslocar, de mudar o ângulo de visão, de perceber
o mundo ao redor. Brigitte Bardot, há muitos anos disse que “apenas os
idiotas não mudam de idéia”. Toda intransigência é idiota. Estas certezas
são resultado do conforto psíquico que a certeza nos dá. Não são poucos
aqueles que se encastelam em suas certezas, tornando-as muralhas de
defesa contra o mundo tão sólido, tão forte, tão sutil, tão fluido que aí
está a nossa volta (e dentro). As muralhas com que se protegem
frequentemente têm como tijolos altas doses de arrogância.
Já aquele jovem, questionando suas condutas permitia-se crescer, se
abria à possibilidade de melhorar, não tendo a posse da verdade, estava
aberto a recebê-la. Veja você se é possível a um ser humano conhecer a
verdade. Podemos aproximar-nos dela ou afastar-nos. Talvez em muitas
situações em que pensamos estar longe da verdade, ela está logo ali,
debaixo dos nossos pés. Aliás, tenho a sensação que a verdade está
todo o tempo sob os nossos pés. Mas não é muito frequente que
estejamos atentos à textura, ou à temperatura do piso.
Em ciência esta coisa da verdade é algo incrível. Nos disse Karl Popper
que só pode ser considerado científico aquilo sobre o que pesa a
possibilidade de ser provado como falso. Genial! E, no entanto, nós
médicos tantas vezes dizemos: “É assim”, “Não é isso”, “Isso não é
científico” (e usamos a palavra científico como sinônimo de verdadeiro).
E definimos a vida dos nossos clientes pelas nossas certezas. Ou pelo
conforto intelectual (na verdade emocional) que nos traz tais certezas
que são expressões do nosso limite de conhecimento naquele momento
e não da verdade absoluta. Tratamos medicina como se fosse certeza e
receitamos medicamentos como se fossem absolutamente seguros porque
foram testados. Esquecemos de dizer ao cliente que aquela substância
que aplicamos tem demonstrado que leva a resultados bastante positivos
nos casos semelhantes ao que ele apresenta. Achamos que como o
resultado em 100 pessoas foi o esperado, em nosso cliente também o
será. Quando eu era estudante, estagiando na Maternidade Tsylla Balbino,
vi uma mulher muito agitada, sofrendo com um parto difícil, ser tratada
com uma medicação tranquilizante. O médico disse à enfermeira: “aplique
10 mg de tal medicação que ela se acalmará”. Foi feito, e a mulher espancou
o médico e foi muito difícil segurá-la. Que Deus me proteja destas certezas!
Fonte: Jornal Corpo Mente – Feira de Santana – maio/2003.
*Médico Caetê-Açu (Vale do Capão)
Palmeiras - Ba
aureoaug @terra.com.br
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O que é a amizade?
Tanto se fala sobre o cultivo da amizade, como se fora plantinha
regada com água fresca para que não feneça. Coisa a guardar
carinhosamente do lado esquerdo do peito, para sempre e com muita
atenção. Afinal, em que consiste a amizade? Afinal, o que é ser amigo?
Será fazer coisas boas para o outro? Sim. Amá-lo e protegê-lo? Sim. Fiéis
escudeiros, defendê-lo de tudo e de todos? Certamente, sim. Ouvi-lo
quando precisa de nós? Nem se fale. Os amigos são um bem precioso, um
tesouro, uma benção? São. Únicos, caminhantes, empreendedores da
jornada nessa Terra aparecem em nossa vida para nos ensinar coisas?
Certamente. São muitas vezes nossos espelhos, refletem nossas
contrariedades, refletem nossos gozos e êxitos? Como não! São acima de
tudo diferentes e por isso mesmo magníficos? Claro. São o Tu, permissão para que entendamos melhor o nosso
Eu? É, são.
Maravilha é esse negócio de amigo. Pensemos, então, em alguns quesitos necessários para esse mister.
Disponibilidade é um deles. O ligar e dizer: preciso. O amigo responder: estou indo. Ouvidos receptivos é outro.
Nada melhor do que falar do espinho que nos fere, da ferida que sangra, do dissabor recém sofrido e sentir as
palavras acolhidas uma a uma, com atenção, como se empilhadas em útero úmido e profícuo. Contar sobre a
alegria que nos acometeu e brindar o outro com nossa risada espontânea e cristalina, também é delicioso. Rir
juntos é a melhor parte no convívio de amigos. Fidelidade é necessária. Ou seja, amigo que é constante e nos
acompanha em momentos bons e ruins. Não abandona o barco em dias de naufrágio assim como permanece em
dias ensolarados.
Ocorre-me, porém, que aceitação é algo imprescindível. Capacidade de olhar para as diferenças e aceitá-las
é fundamental. É que não há relação que sobreviva sem liberdade e liberdade pressupõe deixar que o outro seja
o que é. Explico-me. O amigo é brigão e eu sou da paz, ele é malcriado e eu sou pelas boas palavras, ele é
impetuoso e eu sou meio lerdo. Puxa, que oportunidade. Talvez estejam me faltando algumas pitadas da
pimenta que ele tem e esteja faltando nele o mel que há em mim. Ou talvez eu não perceba que sou pimenta e ele
não perceba que é mel. Ou que ambos tenham receio de aceitar qualidades que lhes são pertinentes. Mas que
ainda não vieram à tona. O importante é dizer: que venha o touro como ele é.
O amigo não concorda com o que digo? Que bom. Oportunidade boa para conversar sobre as opiniões
divergentes e aprender a entendê-lo. Aprender a entender, também, que muitas vezes não queremos enxergar
algo em nós e ficamos obliterados quando alguém cutuca exatamente o nosso calcanhar de Aquiles. Quem sabe
da união das idéias surja um novo conceito, mais abrangente e benéfico para ambas as partes. O que vale é o
aprendizado mútuo.
O amigo está meio afastado? Parece que está cansado de nós? Ótimo. Momento propício para entender que
às vezes precisamos de solidão, de refúgio onde estar em contato com nós mesmos. É hora de exercitar o
desapego e de entender que cada um tem sua vida interna e precisa entrar em contato com ela e nem sempre,
pelo amor de Deus, precisamos estar juntos.
O amigo não é quem eu pensava que fosse? Provavelmente não é mesmo. Se para me conhecer levo anos,
se é que chego lá, como posso querer que o outro seja para mim um livro aberto, cujas palavras eu leia e
compreenda perfeitamente?
O amigo arrumou outros amigos e parece que tem se dado melhor com eles de que comigo. Não é hora de
desesperar, nem de se sentir rejeitado. Isso é muito pertinente a crianças de escola primária que ficam de mal
quando trocadas por outras. Para adultos, é momento de observar que há infinitas possibilidades de
relacionamento e que aprendemos com aqueles que entram em nossas vidas. Cuidado. Talvez estejamos querendo
dominar a outra pessoa, e tolher-lhe a liberdade. Que tal arrumarmos novos amigos, também? Que tal fazer uma
reunião para unir os novos conhecidos?
Através de pequenas coisas, podemos exercer a verdadeira amizade. Proponho agora que respiremos
fundo e que imaginemos um espaço harmonioso, nossos pés livres de sapatos, nossos cabelos balouçando
por conta do vento. Vamos imaginar que nos vestem roupas leves e brancas. Pessoas chegam ao local,
juntamente conosco. São várias. São amigos do passado, do presente e do futuro. É quase automático que
formemos um círculo. Nossas mãos presas umas nas outras. Nossos pés estão firmes no chão, nossos corpos
estão leves e soltos. Nossos olhos se encontram e não temos medo. Cada um de nós sabe que ao nos defrontar,
olhos mergulhados em outros olhos, vamos encontrar a essência que nos pertence desde sempre. Lentamente,
começamos a dançar. Nossa liberdade é honrada pelo respeito às individualidades.
Mariza Helena Ribeiro Facci Ruiz
Terapeuta Corporal e Practitioner em Florais de Bach
Tel.: (16) 3621 8407 / 3621 9225
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Guia prático da nova Ortografia
Introdução
A partir desta edição vamos expor aos nossos leitores as alterações
introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo
Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de
dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe,
Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor
Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo nº
54, de 18 de abril de 1995. Queremos ressaltar esta orientação é básica,
não excluindo um estudo aprofundado por parte dos nossos leitores,
mas, que atenderá rapidamente as dúvidas advindas das mudanças.
Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e
y.
O alfabeto completo passa a ser: A B C D E F G H I J K L M N O P Q
R S T U V WX Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria
dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações.
Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg
(quilograma), W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados):
show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William,
kaiser, Kafka, kafkiano.
Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para
indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.
Como era
agüentar
argüir
bilíngüe
cinqüenta
delinqüente
eloqüente
ensangüentado
eqüestre
freqüente
lingüeta
lingüiça
qüinqüênio
sagüi
seqüência
seqüestro
tranqüilo
Como fica
aguentar
arguir
bilíngue
cinquenta
delinquente
eloquente
ensanguentado
equestre
frequente
lingueta
linguiça
quinquênio
sagui
sequência
sequestro
tranquilo
Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em
suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.
Douglas Tufano
Professor e autor de livros didáticos de língua portuguesa
Editora Melhoramentos Ltda.
Continua na próxima edição.
Um conto de carinhos
Claude M. Steiner
Era uma vez, há muito tempo, um
casal feliz, Antônio e Maria, com dois
filhos chamados João e Lúcia. Para
entender a felicidade deles, é preciso
retroceder àquele tempo.
Cada pessoa, quando nascia,
ganhava um saquinho de carinhos.
Sempre que uma pessoa punha a mão
no saquinho podia tirar um Carinho
Quente. Os Carinhos Quentes faziam
as pessoas sentirem-se quentes e
aconchegantes, cheias de carinho. As
pessoas que não recebiam Carinhos
Quentes expunham-se ao perigo de
pegar uma doença nas costas que as
fazia murchar e morrer.
Era fácil receber Carinhos Quentes. Sempre que alguém os queria,
bastava pedi-los. Colocando-se a mão
na sacolinha surgia um Carinho do
tamanho da mão de uma criança. Ao
vir à luz o Carinho se expandia e se
transformava num grande Carinho
Quente que podia ser colocado no
ombro, na cabeça, no colo da pessoa.
Então, misturava-se com a pele e a
pessoa se sentia toda bem.
As pessoas viviam pedindo
Carinhos Quentes umas às outras e
nunca havia problemas para conseguilos, pois eram dados. Por isso todos
eram felizes e cheios de carinhos, na
maior parte do tempo.
Um dia uma bruxa má ficou brava
porque as pessoas, sendo felizes, não
compravam as poções e unguentos que
ela vendia. Por ser muito esperta, a
bruxa inventou um plano muito
malvado. Certa manhã chegou perto
de Antônio enquanto Maria brincava
com a filha e cochichou em seu ouvido:
“Olha, Antônio, veja os carinhos que
Maria está dando à Lúcia. Se ela
continuar assim vai consumir todos os
carinhos e não sobrará nenhum para
você”.
Antônio ficou admirado e perguntou: “Quer dizer então que não é
sempre que existe um Carinho Quente
na sacola?”
E a bruxa respondeu: “Eles podem
acabar e você não os ganhará mais”.
Dizendo isso a bruxa foi embora,
montada na vassoura, gargalhando
muito.
Antônio ficou preocupado e
começou a reparar cada vez que Maria
dava um Carinho Quente para outra
pessoa, pois temia perdê-los. Então
começou a se queixar a Maria, de quem
gostava muito, e Antônio também parou de dar carinhos aos outros, reservando-os somente para ela.
As crianças perceberam e passaram
também a economizar carinhos, pois
entenderam que era errado dá-los.
Todos foram ficando cada vez mais
mesquinhos.
As pessoas do lugar começaram a
sentir-se menos quentes e acarinhadas
e algumas chegaram a morrer por falta
de Carinhos Quentes. Cada vez mais
gente ia à bruxa para adquirir ungüentos
e poções.
Mas a bruxa não queria realmente
que as pessoas morressem porque se
isso ocorresse, deixariam de comprar
poções e ungüentos: inventou um novo
plano. Todos ganhavam um saquinho
que era muito parecido com o Saquinho
de Carinhos, porém era frio e continha
Espinhos Frios. Os Espinhos Frios faziam as pessoas se sentirem frias e espetadas, mas evitava que murchassem.
Daí para frente, sempre que
alguém dizia “Eu quero um Carinho
Quente”, aqueles que tinham medo de
perder um suprimento respondiam:
“Não posso lhe dar um Carinho
Quente, mas, se você quiser, posso
dar-lhe um Espinho Frio”.
A situação ficou muito complicada
porque desde a vinda da bruxa havia
cada vez menos Carinhos Quentes para
se achar e estes se tornaram valiosíssimos. Isto fez com que as pessoas
tentassem de tudo para consegui-los.
Antes da bruxa chegar as pessoas
costumavam se reunir em grupos de
três, quatro, cinco, sem se preocuparem com quem estava dando carinho
para quem. Depois que a bruxa
apareceu, as pessoas começaram a se
juntar aos pares, e a reservar todos os
seus Carinhos Quentes exclusivamente
para o parceiro. Quando se esqueciam
e davam um Carinho Quente para outra
pessoa, logo se sentiam culpadas. As
pessoas que não conseguiam encontrar
parceiros generosos precisavam
trabalhar muito para obter dinheiro
para comprá-los.
Outra pessoas se tornavam simpáticas e recebiam muitos Carinhos
Quentes sem ter de retribuí-los. Então,
passavam a vendê-los aos que precisavam deles para sobreviver. Outras
pessoas, ainda, pegavam os Espinhos
Frios, que eram ilimitados e de graça,
cobriam-nos com cobertura branquinha
e estufada, fazendo-os passar por
Carinhos Quentes. Eram na verdade
Carinhos falsos, de plástico, que
causavam novas dificuldades. Por
exemplo, duas pessoas se juntavam e
trocavam entre si, livremente, os seus
Carinhos de Plástico. Sentiam-se bem
em alguns momentos, mas, logo
depois, sentiam-se mal. Como pensavam que estavam trocando Carinhos
Quentes, ficavam confusas.
A situação, portanto, ficou muito
grave.
Não faz muito tempo uma mulher
muito especial chegou ao lugar. Ela
nunca tinha ouvido falar na bruxa e não
se preocupava que os Carinhos Quentes acabassem. Ela os dava, mesmo
quando não eram pedidos. As pessoas
do lugar desaprovavam sua atitude
porque a mulher dava às crianças a
idéia de que não deviam se preocupar
com que os Carinhos Quentes
terminassem, e a chamavam de Pessoa
Especial.
As crianças gostavam muito da
Pessoa Especial porque se sentiam bem
em sua presença e passaram a dar
Carinhos Quentes, sempre que tinham
vontade.
Os adultos ficaram muito preocupados e decidiram impor uma lei
para proteger as crianças do
desperdício de seus Carinhos Quentes.
A lei dizia que era crime distribuir
Carinhos Quentes sem uma licença.
Muitas crianças, porém, apesar da lei,
continuavam a trocar Carinhos
Quentes sempre que tinham vontade
ou que alguém os pedia. Como existiam
muitas crianças parecia que elas
prosseguiam seu caminho.
Ainda não sabemos dizer o que
acontecerá. As forças da lei e da ordem
dos adultos forçarão as crianças a parar
com sua imprudência? Os adultos se
juntarão à Pessoa Especial e às crianças
e entenderão que sempre haverá
Carinhos Quentes, tantos quantos
forem necessários? Lembrar-se-ão dos
dias em que os Carinhos Quentes eram
inesgotáveis porque eram distribuídos
livremente?
Fonte:
http://www.claudesteiner.com/
fuzzyesp.htm
CURSO DE FLORAIS DE BACH
INÍCIO EM MARÇO
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Ribeirão Preto - SP - janeiro/2009
Peregrino
das Letras
7
Informação, Cultura e Livre Expressão
A prática da Arteterapia – Patrícia Pinna Bernardo
Este é um livro sobre recursos da arteterapia e sobre formas práticas de
usá-la. Baseando-se em pressupostos Junguianos, nos mitos e contos
de fada, entrelaçando seu conhecimento sobre Psicologia Analítica,
Ecologia Profunda e Antropologia, a autora propõe trabalhos criativos
que apresentam o novo e possibilitem às pessoas traçar um mapa
particular e único de si mesmas seja individualmente ou em grupo. Assim
são propostas atividades adequadas às estórias individuais e ao momento
vivido pelos participantes tais como: confecção de mandalas, confecção
de bonecos, confecção de máscaras, pintura em ovos, pintura em telas,
colchas de retalho e muitos outros.
Editado pela autora
TelFax.: (11) 3862 2411
www.patriciapinna.psc.br
Planejamento Estratégico de Eventos – Hélio Afonso Braga de Paiva e
Marcos Fava Neves
Apresenta um roteiro para estudo ou aplicação do processo de
planejamento estratégico em eventos. Um livro completo para quem quer
aprender como realizar a gestão de eventos de um ponto de vista
estratégico e considerando como fonte de sucesso para esta atividade
as demais empresas da rede de eventos e turismo. Teorias em uma
estrutura que pode ser utilizada como livro-texto ou manual.
Livraria Atlas Ribeirão
Tel.: (16) 3977 6070
[email protected]
Deus, “Deuses” e Divindades – Alexandre Cumino
Este é um livro a respeito de Deus, visto como o Uno, o Todo, das formas
pelas quais reconhecemos sua essência e suas Divindades, que são
partes do Todo. O autor mostra que Deus é um, mas muitos são os nomes
pelos quais Ele é conhecido. Situação análoga acontece com as
Divindades, manifestadoras das qualidades de Deus. O leitor terá acesso
a uma relação desses diversos nomes, e verá que o Ser Supremo assume
diferentes formas e nomes nas diversas culturas. Com a leitura desta
obra, você verá que Orixás, Santos, Anjos, Devas, Deuses, Divindades
têm funções e atributos similares, pois todos derivam do Um – o TodoPoderoso.
Grupo Editorial Madras
Tel.: (11) 6959 1127 – Fax: (11) 6959 3090
www.madras.com.br
AutoCAD 2009 – Adriano de Oliveira
O objetivo desta publicação é mostrar de forma clara e didática os
conceitos, técnicas e procedimentos para criar objetos e imagens 3D,
explorando os recursos que o AutoCAD oferece, o que possibilita o
desenvolvimento de trabalhos com qualidade melhor. Por meio de
exercícios explicados passo a passo, descreve como modelar objetos
com a aplicação de comandos de extrusão para gerar volumes, além de
operações booleanas para compor ou decompor objetos. Aprende a definir
imagens de fundo, escolher e ajustar tipos de luz, usar iluminação Standard
ou fotométrica, trabalhar com materiais e ajustar tamanhos com os
recursos de mapeamento.
Editora Érica Ltda.
Tel.: (11) 2295 3066 – Fax: (11) 6197 4060
www.editoraerica.com.br
Reflexão
MARX dizia que a religião é o ópio do povo. Hoje, tira-se a religião
das escolas. E entra o ópio. As estatísticas apontam essa realidade. E
fazem-nos estremecer. Marco Pólo, lá no seu distante tempo (12541323) contava sobre o Oriente por ele desvendado, que soube de
indivíduos que consumiam haxixe e sob efeito dessa droga cometiam
assassinatos (a palavra assassínio vem de haxixe). No Brasil de hoje,
indivíduos consomem um sem-número de alucinógenos e os efeitos
estão aí. Os drogados assassinam, torturam, queimam vivos, arrastam
crianças presas a veículos, atiram em grupos de estudantes dentro
das escolas, ficam alucinados ao volante enchendo os hospitais de
mutilados, e não sei quantas coisas mais. Por que o homem de hoje
anda tão carente de drogas? Que se passa dentro dos nascidos na era
mais progressista da História? Freud dizia que, em qualquer época, é
só raspar a pele do homem para ver o troglodita debaixo dela. Que
gravidade é essa que atrai o espírito do homem para a insanidade, a
viajar para fora da realidade que o cerca que, graças à ciência, nunca
lhe foi tão favorável? Gravidade que o arrasta atrás de sensações,
desejos e impulsos incontroláveis? Ah, Santo Inácio de Loyola, ah
Santo Inácio, Você que criou uma milícia cujos indivíduos hora a hora
analisavam seus impulsos, suas emoções, para discipliná-los e pô-los
sob o império da sã vontade, quanta falta Você faz hoje!
Ernani Valter Ribeiro
Empresas e
Profissionais
Se os seus atuais e/ou futuros clientes têm o perfil de nossos leitores, os convidamos a
participarem do nosso Jornal
Peregrino das Letras, divulgando seus produtos e serviços em nosso periódico e site www.jperegrino.com.br.
(16) 3621 9225
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Pintor – Michelangelo Buonarroti (1475 – 1564) , escultor,
A profetiza líbia, 1508
pintor, arquiteto, desenhista e poeta, uma das maiores figuras do
Renascimento. Foi aprendiz de Ghirlandaio, em Florença, embora Giotto
e Masaccio constituam as maiores influências de sua formação. Em 1496,
mudou-se para Roma, onde produziu sua primeira obra-prima, a célebre
Pietà (concluída em 1499), que se encontra na catedral de São Pedro. No
retorno a Florença, em 1501, consolidou sua reputação com a grande
estátua de David (1501 – 4), que se tornou o símbolo do orgulho cívico
florentino. Em 1505, de volta a Roma, dedicou-se a duas grandes
encomendas do papa Júlio II. A primeira era o próprio túmulo do papa,
mas pequena parte dos planos originais chegou a termo e apenas a figura
de Moisés (1513 – 6) é de sua autoria. A outra era a decoração do teto da
capela Sistina, no Vaticano (1508 – 12). Esta obra verdadeiramente sublime,
com figuras de grandiosidade supra-humana, consagrou Michelangelo
como o maior artista de sua época. Depois de um período passado em
Florença, entre 1516 e 1534, voltou a Roma, onde pintou O Juízo Final na
parede do altar da capela Sistina (1536 – 41). Trata-se de uma obra
completamente diferente em espíritos dos afrescos do teto, com figuras
imponentes e de poder aterrador. Nesta época, o artista trabalhou cada
vez mais como arquiteto, destacando-se entre seus maiores feitos a
construção da catedral de São Pedro (a partir de 1546) e o projeto de sua
grande cúpula.
Peregrino
das Letras
Informação, Cultura e Livre Expressão
Ribeirão Preto - SP - janeiro/2009
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