2A opinião A GAZETA CUIABÁ, TERÇA-FEIRA, 31 DE AGOSTO DE 2010 Dejamil É só o treino E Editorial m constantes escândalos que envolveram desde lavagem de dinheiro, superfaturamento, até a cassação de parlamentares, a Câmara Municipal de Cuiabá tem seu dia ‘D’ nessa quarta-feira, quando será eleita a nova mesa diretora do legislativo municipal. A escolha que deveria ocorrer na semana passada terminou adiada, depois de novas manobras entre os grupos rivais que disputam a direção da casa protelarem o pleito, novamente sob suspeita de negociatas. Alheio aos bastidores do Palácio do antigo campo D’Ourique que já abrigou a Assembléia Legislativa, o eleitor quase passa desapercebido por Nesta “eleição” onde mais esse movimento; mas, os eleitos deveriam quem respira o dia a dia da nossa política sabe que, escolher seu líder, muito mais do que presidir infelizmente o a Câmara outros tantos contribuinte eleitor interesses estão por trás do não tem direito ao voto desejo de ocupar a cadeira central do plenário. Nesta “eleição” onde os eleitos deveriam escolher seu líder, infelizmente o contribuinte eleitor não tem direito ao voto, fica refém das decisões costuradas nos bastidores, com uma linha que já se viu romper, tão tênue que permite num estado de direito democrático - mas sem nenhuma fidelidade - que um vereador mude sua escolha num piscar de olhos. Fica claro nessa disputa que, com a debandada de parte dos legisladores para a campanha eleitoral de outubro, assuntos que interessem diretamente ao executivo ganharam maior importância, principalmente a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que vai ditar o ritmo e o destino do atual prefeito. Este, por si só, assumiu a cadeira do seu antecessor para um mandato tampão, mas revela, ainda que timidamente, o desejo de concorrer ao cargo efetivo daqui há dois anos. Portanto, não é apenas o presidente da Câmara que será eleito nessa quarta, mas também aqueles que escolherão entre em apoiar as pretensões do atual chefe do executivo, ou acompanhar o Ministério Público que já investiga novas denúncias contra a atual gestão. Em tempo, é bom o eleitor lembrar que os 19 vereadores que ali estão, passaram os últimos 12 meses, dos quais dois e meio não apareceram na Câmara, discutindo como cassariam A ou B, a sexualidade e a falta de decoro de C; copiando Leis já existentes, enquanto a população não obtém respostas concretas aos seus principais anseios. Quarta é só o treino; o jogo é em 3 de outubro. A “ J “ A GAZETA www.gazetadigital.com.br pessoas, que estão prontas a comprar um espaço no céu. Um taxista baiano, depois que passamos diante de um monumental templo religioso, me contou que o pai dele, ao morrer, deixara R$ 120 mil na poupança. O filho quis comprar um carro novo e pediu ajuda à mãe. A viúva explicou que já não tinha o dinheiro, porque pagara aos pastores uma garantia de que a alma do marido sairia do purgatório e iria para o paraíso. Lutero insurgiu-se contra isso em 1517, e a ingenuidade continua a sustentar o estelionato. Os velhos truques se repetem infinitamente porque a ingenuidade se recusa a aprender com as lições. A ingenuidade se recusa a permitir que o cérebro aja como protetor da vida que mora naquele corpo. A ingenuidade pode ser uma característica de temperamento: os bons acabam por ser usados pelos aproveitadores, como demonstra o psicanalista Flávio Gikowate. Além disso, a ingenuidade é filha da ignorância. A falta de conhecimento faz com que a pessoa não entenda o que está acontecendo e, para não passar por ignorante, aceita tudo e é enganada. Quando vejo anúncio de carrinho popular a 60 prestações de R$ 599 percebo logo que a pessoa vai pagar 36 mil - menos 60 reais - por um carro que vale menos da metade disso. O pecado da ingenuidade também custa caro. Mas nada se compara à ingenuidade diante da urna eleitoral. É pecado que pode resultar em quatro anos de inferno ou purgatório - e não há dinheiro que compre indulgência. ALEXANDRE GARCIA É JORNALISTA EM BRASÍLIA E ESCREVE EM A GAZETA ÀS TERÇAS-FEIRAS. E-MAIL: [email protected] Propriedade da Gráfica e Editora Centro-Oeste Ltda. Rua Professora Tereza Lobo, 30 Bairro Consil - Cuiabá-MT CEP 78.048-700 - Fone: (0xx65) 3612-6000 Redação - fax: (0xx65) 3612-6330 DEPARTAMENTO COMERCIAL Rua Professora Tereza Lobo, 30 Bairro Consil - Cuiabá-MT CEP 78.048-700 - Fone: (0xx65) 3612-6199 - Fax: (0xx65) 36126306 [email protected] [email protected] Assinatura - 3612-6110 [email protected] Serv. atendimento ao assinante [email protected] - 3612-6166 Classificados - 3612-6167 [email protected] REPRESENTAÇÃO COMERCIAL FTPI - Matriz: Alameda dos Maracatins, nº 508 - 9 andar - Moema - São Paulo Capital - CEP: 04089-001 Fone/Fax - (0xx11)2178-8700 www.ftpi.com.br ignorou informações científicas. E tem mais: todos os anos, entre junho e setembro é sabido do nível de seca que atinge Mato Grosso. Ou seja, o risco de termos focos de calor e incêndios é enorme. É só olhar para anos anteriores. E as nossas autoridades devem ser responsabilizadas sim. Desde o presidente, ministros da área ambiental e da agricultura. Assim como o governador, secretários estaduais, prefeitos e seus auxiliares em todo Mato Grosso. Inclusive com processo judicial, por danos ambientais e gastos com a nossa saúde. Principalmente nossos parlamentares. Estes erram duplamente, pela ganância de querer desviar dinheiro público para seus grupos no poder, como comprovam processos na Justiça e operações da Polícia Federal, e por não fiscalizarem ações do Poder Executivo. Porque eles são pagos com o assalto dos impostos aos nossos bolsos. Têm que prestar contas do que fazem ou deixam de fazer. Eles devem trabalhar para dar benefício à população com suas atividades nos órgãos públicos em que estão. Até os agricultores não podem ficar fora dessa responsabilização de terra arrasada em que se transformou Mato Grosso. Assim como outros empresários urbanos que colocam fogo deliberadamente em quintais, lotes. O mesmo que faz parte da população. As pessoas também podem e devem atuar para livrarnos deste clima de terror ambiental. Existe mecanismo de orientar autoridades sobre o que ocorre na comunidade. Chamar uma emergência, o Corpo de Bombeiros e outros meios de conter a destruição imediata de reservas naturais e a nossa saúde aos poucos. Ficar aí parado, só a tossir e criticar não resolve. É preciso mudança da forma de agir. Ou seremos engolidos pela fumaça e a poluição, ao sermos destruídos bem devagar, como um peixe que morre pela boca. JONAS DA SILVA É JORNALISTA EM CUIABÁ, MATO GROSSO DIRETOR ADMINISTRATIVO Adair Nogarol [email protected] DIRETORIA COMERCIAL José Carlos Teixeira de Carvalho [email protected] Carlos Eduardo Dorileo Carvalho [email protected] Os dois. O governo que não está cumprindo seu papel, com iniciativa para educar a sociedade, a população por sempre esperar das autoridades, medidas mais eficazes. População. A cada foco de queimada registrada em Mato Grosso, fico triste com a sociedade, que faz questão de destruir nossa natureza, que pode ser considerada a mais rica do mundo. Os dois. A população que não se sensibiliza e o governo que investe pouco na propaganda e menos ainda no combate. Pela extensão de nosso território, deveria se investir muito mais. ARTUR HENRIQUE, 21, ESTUDANTE. ANA FLAVIA, 16, ESTUDANTE DIRETORA DE REDAÇÃO Margareth Botelho (0xx65) 3612.6309 EDITOR DE POLÍTICA Jorge Estevão (0xx65) 3612-6318 [email protected] [email protected] EDITORA EXECUTIVA Janã Pinheiro (0xx65) 3612.6327 EDITORA DE ECONOMIA Fabiana Reis (0xx65 ) 3612-6319 [email protected] [email protected] EDITOR DE ARTE Cláudio Castro - (0xx65) 3612.6315 EDITORA DE GERAL Andréia Fontes (0xx65) 3612-6321 [email protected] [email protected] EDITOR DE ESPORTE Oliveira Junior (0xx65) 3612-6322 [email protected] EDITORA DO VIDA E ZINE Liana D’ Menezes (0xx65) 3612-6324 [email protected] 46% A população O governo 11% 43% Os dois Ponto Contraponto A A nalistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam pela manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 10,75% na reunião de hoje pelo Copom. inadimplência das empresas brasileiras subiu 8,5% em julho em relação a junho deste ano, informou a Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito. STJ e o reconhecimento da união homoafetiva A falta de atenção do Poder Legislativo brasileiro em relação segmento LGBT SYLVIA MARIA ao resulta na falta de leis que assegurem seus mais elementares direitos, como o de estabelecer união estável, tal como ocorre com casais heterossexuais. Se por um lado não existe lei que garanta tal direito, por outro nada há em nossa legislação que impeçam as uniões homoafetivas. Não reconhecer as uniões estáveis estabelecidas entre pessoas do mesmo sexo impossibilita o acesso a uma série de outros direitos, o que demonstra claramente que reconhecê-las é um direito fundamental. Considerando-se a lacuna de nossa legislação e que essas uniões fazem parte de nossa realidade, cabe ao Poder Judiciário acolhê-las e avaliá-las. E mais uma vez estão os representantes da Justiça legislando, o que, por certo, em tese, não lhes caberia fazer. As discussões acerca do reconhecimento dos direitos de homossexuais, principalmente no que diz respeito à possibilidade de estabelecerem uniões estáveis, existem há anos em nosso Judiciário, com uma gama de decisões proferidas em vários estados do país, já tendo o Superior Tribunal de Justiça (STJ) se manifestado sobre o assunto mais de uma vez. O tema chegou novamente aos ministros da 4ª Turma do STJ através de um Recurso Especial do Ministério Público do Rio Grande do Sul, inconformado com sentença de 1ª instância que julgou adequada a ação declaratória movida por companheiros do mesmo sexo com o intuito de reconhecimento da união estável mantida entre eles. Já votaram favoravelmente ao casal os ministros João Otavio de Noronha e Luis Felipe Salomão estando agora o processo sob análise de Raul Araujo Filho. Após seu voto os autos seguirão para apreciação e voto dos ministros Maria Isabel Gallotti e Aldir Passarinho Junior. O entendimento bastante retrógrado do Ministério Público vai ao sentido de que a sentença de 1ª instância deve ser anulada já que proferida por juiz de vara de família. Alegam os representantes do MP que as uniões homoafetivas são sociedades de fato, sem configurar a existência de uma entidade familiar, diante da ausência de previsão legal, cabendo seu julgamento, portanto, aos juízes de varas cíveis. Em seu voto, o ministro relator do Recurso REDAÇÃO Fone (065) 3612-6000 ADMINISTRAÇÃO DIRETOR SUPERINTENDENTE João Dorileo Leal [email protected] Quem você acha que é culpado pelo alto índice de queimadas em Mato Grosso? ESTUDANTE DE ENFERMAGEM De quem é a culpa pela fumaça sufocante? á ficou mais do que comprovado que o atual ritmo das queimadas em Mato Grosso tem pelo menos um viés criminoso numa ponta, ao se constatar matas com ação do fogo na beira de estradas na região Norte de Mato Grosso, na área urbana de Cuiabá e próximo à capital. JONAS DA SILVA É o caso que ocorreu na semana passada no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, com 9 hectares destruídos pelo fogo, e a queima de 300 hectares em Santo Antônio do Leverger no final de semana. Sem falar da tragédia de Marcelândia em agosto. Em outra situação adversa contra as queimadas, a falha é de quem deveria ajudar a fiscalizar e prevenir para que o ar que respiramos na região metropolitana de Cuiabá e em Mato Grosso não seja igual àquele saído de uma chaminé. E nessa outra falha, estamos todos nós cidadãos, que ficamos imóveis, sem reação, asfixiados pela fumaça que Assim como o a cada dia. governador, secretários aumenta Não bastam só umidificadores, estaduais, prefeitos toalhas, baldes e bacias com água. Temos que ter mais atitude. Somente e seus auxiliares em com a mobilização popular é que vamos todo Mato Grosso conseguir avançar para ter um ar respirável e uma qualidade de vida digna dos nossos esforços cotidianos. Mas o que preocupa não é apenas esse tom de tempo nublado ou sombrio que nos rouba parte da vida, com umidades de alerta do ar em 10% a 13% em Cuiabá e Várzea Grande. Recorro ao exemplo de Marcelândia para ilustrar a falta de compromisso de nossas autoridades. Sim, pois informações como do Sivam, do Inpe e outras ferramentas de planejamento do setor público são de conhecimento bem antes dessas pessoas que tomam decisão. E se alguém não agiu para preparar ação preventiva, fiscalizar mais e dispor antecipadamente de recursos extras é porque omitiu ou RESULTADO PARCIAL ARIANA MAGALHÃES, 24, O pecado da ingenuidade polícia acaba de prender mais um estelionatário digital. Muito jovem, 19 anos, já percebera que as pessoas tendem a acreditar no meio e esquecem a mensagem. Se saiu na TV, no rádio, no jornal, na revista, na internet, então, para elas, é verdade incontestável. ALEXANDRE GARCIA Esquecem-se de que alguém como elas aproveitou-se do computador, da câmera, do microfone ou do papel, para, talvez, passar uma mentira. O estelionatário em questão, de Foz do Iguaçu, passava-se por bom partido, milionário, e cortejava mulheres internautas. Por fim, pedia a elas um dinheiro de emergência e, com isso, arrecadou no mínimo R$ 60mil, segundo a polícia. Valeu-se da ingenuidade de outrem. Ingenuidade vira quase virtude quando recebe o nome de boa-fé nos códigos legais. Mas é um pecado, às vezes mortal. A virtude é ser cético, ou seja, aquele que duvida, até que a razão lhe demonstre a A ingenuidade se realidade. Se fôssemos eleitores céticos, recusa a permitir que desconfiados, que puséssemos em dúvida os candidatos, certamente não seríamos o cérebro aja como enganados, porque nossa escolha seria protetor da vida que feita por eliminação, até que o raciocínio mora naquele corpo nos indicasse a opção. Por causa do pecado da ingenuidade eleitoral, pagamos preço pesado, inclusive com nossos impostos, e em troca temos péssimos serviços de educação, saúde e segurança pública, porque temos elegido legisladores e governantes que não sabem organizar e gerenciar o estado. Agora leio no noticiário que a polícia dos Estados Unidos está no encalço de bispos brasileiros por lavagem de dinheiro trazido do Brasil, à razão de R$ 5 milhões por mês. Imaginem o quanto o pecado da ingenuidade tira das Enquete EDITOR DE SEGUNDA-FEIRA Waldemir Felix (0xx65) 3612-6317 [email protected] EDITORA DE SUPLEMENTOS Rita Comini (0xx65) 3612-6323 [email protected] GAZETA DIGITAL [email protected] (0xx65) 3612-6320 Especial afirma que às relações homoafetivas deve ser aplicado o princípio da analogia, de modo que recebam o mesmo tratamento conferido às uniões estáveis heterossexuais, fazendo menção à igualdade de direitos. O resultado desse novo caso que chega ao STJ pode influenciar outros tantos que já tramitam perante tribunais do país. Sendo ele positivo, favorável aos parceiros homossexuais, abrem-se caminhos para novos pedidos, fazendo com que inúmeros casais tenham por fim reconhecido direito essencial que lhes garantirá acesso a outros tantos. O reconhecimento da união estável homoafetiva garante aos parceiros o direito à herança, à partilha de bens e até mesmo a possibilidade de adoção de crianças, considerando-se que na maior parte das vezes tais direitos lhes são negados sob a argumentação de que a lei não prevê as uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo. O STJ já decidiu que as questões referentes às uniões homoafetivas devem ser julgadas em varas de família, da mesma forma como ocorre com as uniões estáveis estabelecidas entre heterossexuais. Isso porque era frequente que as ações de reconhecimento fossem julgadas por varas cíveis, que viam a relação de afeto como sociedades de fato, como verdadeiras sociedades comerciais. Inobstante a decisão anterior do STJ, alguns julgadores ainda mantêm esse entendimento, remetendo as ações às varas cíveis para análise e julgamento. Reconhecer nas uniões homoafetivas sociedades de fato, ao invés de uniões estáveis, pode trazer grandes prejuízos financeiros para os companheiros, além de ser, o que é mais grave, ato absolutamente discriminatório, que não pode ser praticado por caracterizar violação frontal aos princípios constitucionais de igualdade, liberdade e privacidade, dentre outros. Se o Legislativo insiste em ser omisso, colocando de lado os projetos de lei que visam a proteger os homossexuais, cabe tal tarefa ao Poder Judiciário, que não pode permitir que parte significativa de nossa sociedade permaneça fora do alcance da proteção do estado. SYLVIA MARIA MENDONÇA DO AMARAL É ESPECIALISTA EM DIREITO HOMOAFETIVO, FAMÍLIA E SUCESSÕES, SÓCIA DO ESCRITÓRIO MENDONÇA DO AMARAL ADVOCACIA E AUTORA DOS LIVROS “HISTÓRIAS DE AMOR NUM PAÍS SEM LEIS” E “MANUAL PRÁTICO DOS DIREITOS DE HOMOSSEXUAIS E TRANSEXUAIS” - [email protected] ARTICULISTAS NACIONAIS Arnaldo Jabor, Ricardo Noblat, Reginaldo Leme, Drauzio Varella, Paulo Coelho, Gaudêncio Torquato, Arthur Virgílio e Aquiles Rique Reis. ARTICULISTAS LOCAIS Alfredo da Mota Menezes, Lourembergue Alves, Eliás Januário, Claudinet Coltri Júnior, Pedro Nadaf e Giancarlo Piazzeta. COLUNISTAS Fernando Baracat, Ungareth Paz, Josanas Salles, Saulo Gouveia e Naita Mello. Cartas para as seções de Opinião e Do Leitor: Rua Professora Tereza Lobo, 30 - Bairro Consil - Cuiabá-MT CEP 78.048-700 - Fax: (0xx65) 3612-6330 [email protected] AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS Estado, Folha, Associated Press, Carta Z, Canal 1, Agência Brasil e Alô Comunicação. 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