ANO 11 NÚMERO 120 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA AGOSTO 2012
Série de debates individuais com candidatos a prefeito na ACIL, entre os dias 22 e 29 de agosto,
abre espaço para questionamentos de cidadãos londrinenses. Após mais uma crise política na
cidade, é preciso mudar o protagonismo das eleições municipais e fazer com que o eleitor seja o
principal personagem desta história. Participe: venha aos debates da ACIL e envie você também
as suas perguntas aos candidatos.
Páginas 2 e 3
A falta que eles fazem...
CENTRO DE
CONVENÇÕES
Páginas 10 e 11
PLANO
DIRETOR
Páginas 16 e 17
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
2
O partido é Londrina
A ACIL nasceu em 5 de junho de 1937. Cinco meses depois, veio o
liberdade e estrutura para cumprir suas funções constitucionais. A Lei de
golpe do Estado Novo. Houve intervenções federais em todo o País e
Responsabilidade Fiscal veio impedir antigas distorções e vícios. A ACIL
as casas legislativas foram fechadas. Como não havia representantes
e as outras entidades não precisam, e não devem, repetir as fórmulas de
democraticamente eleitos, os fundadores de nossa entidade atuaram
12 anos atrás, até para que se evite o oportunismo político-eleitoral dos
sem medo para que a população fosse ouvida. Já naqueles dias, a ACIL foi
que só enxergam as máculas dos adversários. A história não se repete.
a voz de Londrina. Era apenas o começo de um engajamento na luta em
Desde que surgiram os escândalos na Prefeitura que culminaram
prol da cidade – uma luta que não tem fim, pois novos
na cassação do mandato de Homero Barbosa Neto,
desafios estão sempre surgindo.
a ACIL manteve-se coerente ao exigir transparência,
Há 75 anos, o partido da ACIL já era Londrina. Em
Entendemos que as rigor e celeridade nas apurações. Entendemos que as
outros momentos, a entidade se posicionou nas grandes
instituições como o Ministério Público, a Justiça e a
instituições como o Câmara de Vereadores têm legitimidade para fiscalizar,
questões de interesse público. Dificilmente terá havido
um episódio significativo de história local em que a ACIL
e, se for o caso, punir atos de corrupção e
Ministério Público, a investigar
não estivesse presente, muitas vezes como protagonista.
improbidade. Voltamos a dizer: basta de meia-noite
Mas a ACIL não se limitou a lutar por conta própria. Ao
em Londrina!
Justiça e a Câmara
longo do tempo, os líderes empresariais se empenharam
A ACIL não tem medo. Se amanhã for necessário
de Vereadores têm
no fortalecimento das instituições democráticas.
ir às ruas para empunhar bandeiras e gritar slogans,
É com grande orgulho que podemos dizer hoje: as
nós iremos. São formas legítimas de manifestação. Mas
legitimidade para
nossas instituições evoluíram. Mesmo que as pessoas
hoje, com as instituições amadurecidas e funcionando
fiscalizar, investigar plenamente, a ACIL entende que o seu papel deve
cometam erros, existem mecanismos para fiscalizar o
funcionamento da máquina pública. O poder precisa
outro. Ajudamos, com os parceiros do Núcleo de
e, se for o caso, punir ser
de limites – e as instituições existem para garanti-los.
Desenvolvimento Empresarial, a elaborar o projeto
atos de corrupção e da Lei de Metas – para impedir que os políticos façam
Nos anos 1999-2000, como se sabe, a cidade
passou por uma grave crise política. Na época, algumas
mirabolantes e irrealizáveis durante a
improbidade. Voltamos promessas
instituições estavam enfraquecidas, entre elas a
campanha. Atuamos, ao lado do Observatório de Gestão
imprensa e o Poder Legislativo. O próprio Ministério a dizer: basta de meia- Pública, em defesa da Lei de Acesso à Informação –
Público não contava com a estrutura que hoje possui.
porque precisamos de uma administração pública
noite em Londrina!
A pluralidade de vozes e opiniões estava ameaçada.
transparente, uma Prefeitura do meio-dia. Apoiamos
Portanto, foi necessário que a ACIL – ao lado de outras
o trabalho didático que o Ministério Público começa
entidades locais – se posicionasse com firmeza diante
a realizar nas escolas. Criamos o blog O Monitor da
dos escândalos que se verificavam. E o fez sem medo. O resultado entrou
Câmara para que a sociedade acompanhe diretamente o trabalho dos
para a história, provando que Londrina pode até errar na escolha de
vereadores. E agora faremos uma série de sabatinas com os candidatos a
seus representantes, mas, ao contrário de outras cidades, não aceita a
prefeito – para que os eleitores assumam o protagonismo da campanha
persistência no erro.
eleitoral.
O tempo passou e, como dissemos, as instituições evoluíram. A
Esse trabalho não começou agora; vem dos tempos pioneiros. Nosso
imprensa – para tristeza de alguns – hoje é livre. O Ministério Público tem
partido foi, é e sempre será um só: Londrina.
Flávio Montenegro Balan
Presidente da ACIL
Fundada em 5 de junho de 1937
RUA MINAS GERAIS 297 . 1º ANDAR,
ED. PALÁCIO DO COMÉRCIO
LONDRINA . PR . CEP 86010-905
TELEFONE (43) 3374-3000
FAX (43) 3374-3060
E-MAIL [email protected]
Curta
Flávio Montenegro Balan
Presidente
Luiz Carlos I. Adati
Vice-Presidente
Ary Sudan
Diretor Secretário
Fabricio Massi Salla
2º Diretor Secretário
Rogério Pena Chineze
Diretor Financeiro
Rodolfo Tramontini Zanluchi
2º Diretor Financeiro
Marcelo Paganucci Ontivero
Diretor Comercial
Herson R. Figueiredo Júnior
Diretor Industrial
Marcelo Bisatto Cardoso
Diretor de Serviços
Brasilio Armando Fonseca
Diretor de Comércio Internacional
Luigi Carrer Filho
Diretor de Produtos
Fernando Lopes Kireeff
Diretor Institucional
Rosangela Khater
Presidente do Conselho da Mulher
Empresária
CONSELHO DELIBERATIVO
Carlos Alberto De Souza Faria
David Dequêch Neto
Eduardo Yoshimura Ajita
Enio Luiz Sehn Júnior
Fábio Aurélio Mansano Malaré
José Guidugli Júnior
Marcelo Massayuki Cassa
Nivaldo Benvenho
Oswaldo Pitol
Rubens Benedito Augusto
Silvana Martins Cavicchioli
Valter Luiz Orsi
Wellington Moreira
CONSELHO FISCAL
Titulares
Jaime Celeste Ponce
Michel Menegazzo Gouvêa
Ronaldo Pena Chineze
Suplentes
Marcus Vinícius Bossa Grassano
Marcus Vinicius Gimenes
Rafael Andrade Lopes
O JORNAL DA ACIL É UMA PUBLICAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE LONDRINA.
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA. CORRESPONDÊNCIAS PARA O “JORNAL DA ACIL”, INCLUINDO RECLAMAÇÕES
E SUGESTÕES DE REPORTAGENS, DEVEM SER ENVIADAS À SEDE DA ASSOCIAÇÃO OU PELO E-MAIL
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COORDENAÇÃO E EDIÇÃO
PAULO BRIGUET
REDATORA
FERNANDA BRESSAN
FOTOGRAFIA
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COLABORADORES
AURÉLIO CARDOSO
BETÂNIA RODRIGUES
BIANCA BARILLE
EDSON VITORETTI
GISELE RECH
JOTA
KAREN KRINCHEV
KARINA CONSTANCIO
MURIEL AMARAL
NARA CHIQUETTI
DIAGRAMAÇÃO E TRATAMENTO
DE IMAGENS
THIAGO MAZZEI
IMPRESSÃO
FOLHA DE LONDRINA
TIRAGEM
8.000 EXEMPLARES
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
SUA EXCELÊNCIA, O ELEITOR
3
Sabatinas na ACIL
Série de debates com candidatos a prefeito reforça a necessidade de
situar o eleitor como verdadeiro protagonista na campanha eleitoral
Valmor Venturini
(PSOL) – 22 de agosto
Márcia Lopes
(PT) – 23 de agosto
Paulo Briguet e Karina Constancio
ACIL
Nos anos 80, fez sucesso no Brasil uma
peça teatral chamada “Sua Excelência, o
Candidato”, de Jandira Martini e Marcos
Caruso. O título da comédia revela a forma
como os políticos no Brasil são tratados,
especialmente em períodos eleitorais. Em
geral, os candidatos são os protagonistas
da eleição; recebem todas as atenções,
reverências e tapinhas nas costas.
Chegou a hora de mudar o protagonismo
dessa história! O personagem principal
da democracia é – ou deveria ser – o
eleitor. Por isso, a ACIL vai realizar uma
série de sabatinas com os candidatos
a prefeito de Londrina, intitulada “Sua
Excelência, o Eleitor”. Em dias separados,
os candidatos vão responder a questões
sobre o desenvolvimento da cidade
formuladas pela ACIL e também pelo
público participante. Afinal, o eleitor
londrinense tem o direito de saber o que o
nosso futuro administrador pensa em fazer
nos próximos quatro anos. As sabatinas
com os candidatos estão marcadas para o
período entre 22 e 29 de agosto, sempre
com início às 8h30, no Auditório David
Dequêch, na ACIL.
Após a cassação do mandato de Homero
Barbosa Neto (PDT) pela Câmara de
Vereadores, no dia 30 de julho, o quadro
político de Londrina, que já enfrentava
severas turbulências, vive um momento
ainda mais complicado. A Justiça Eleitoral
Luiz Eduardo Cheida
(PMDB) – 24 de agosto
– pelo menos até o fechamento desta
edição – manteve a candidatura de Barbosa
Neto. A cidade pode, mais uma vez, viver
uma disputa judicial com consequências
imprevisíveis. Mais um motivo para colocar
o interesse dos eleitores – e não os dos
candidatos – na pauta do processo político.
“ H á 7 5 a n o s , a AC I L l u t a p e l o
desenvolvimento de Londrina, mas sabemos
que ele depende de três fatores essenciais: a
segurança jurídica, a estabilidade política e
o combate a todas as formas de corrupção”,
diz o presidente da ACIL, Flávio Balan. “As
sabatinas serão um momento importante
para saber o que os candidatos pensam e
garantir as condições para que a cidade se
desenvolva.”
Outra condição básica para
o funcionamento da democracia é a
transparência do governo. Com o evento
“Londrina Meio-Dia”, organizado numa
parceria com o Observatório de Gestão
Pública de Londrina, a ACIL entrou na
luta pelo cumprimento da Lei de Acesso
à Informação, promulgada neste ano.
“Procuramos todos os candidatos a prefeito
para mostrar a importância de fortalecer
uma cultura de transparência no setor
público, em contraposição à cultura do
segredo, que tanto estrago tem causado”, diz
o presidente do Observatório, Waldomiro
Grade. A escolha do título “Londrina
Meio-Dia” deve-se ao editorial do Jornal
da ACIL em que a entidade fez uma defesa
veemente da transparência, clareza e rigor
na administração pública.
Todos os candidatos já confirmaram
Alexandre Kireeff
(PSD) – 27 de agosto
Marcelo Belinati
(PP) – 28 de agosto
a participação nas sabatinas da ACIL.
Para Valmor Venturini (PSOL), o encontro
será uma oportunidade importante para
esclarecer os pontos de vista e expor as
plataformas de sua candidatura pela Frente
de Esquerda. “Fiquei muito honrado com o
convite. É no debate que veremos nossas
divergências e convergências e poderemos
discutir melhor cada ponto. A cidade tem
que ser boa para todos”, disse Valmor.
Márcia Lopes (PT), que falará no
dia 23, lamenta a crise política que
a c i d a d e a t rave s s a , m a s e n c o n t ra
espaço para otimismo. “Em razão dos
desmandos administrativos e da falta de
compromisso com a ética e a transparência,
o desenvolvimento econômico e social é
prejudicado. Mas o momento, acima de
tudo, é de esperança, pois a superação e o
crescimento são nossas vocações”, afirmou
a candidata.
Luiz Eduardo Cheida (PMDB) definiu
a série de debates como “encontro
privilegiado com lideranças e convidados,
que oportuniza o diálogo e a apreciação das
propostas para novas políticas públicas, em
especial o desenvolvimento econômico e
social da cidade”. Segundo ele, a iniciativa
da ACIL “eleva a qualidade da campanha à
Prefeitura de Londrina”.
Para Alexandre Kireff, os encontros com
candidatos na ACIL oferecem a possibilidade
de uma discussão de ideias em alto nível. “A
expectativa é que essa ação dê qualidade
ao debate político. O esclarecimento das
propostas é fundamental para que não
seja uma campanha de propaganda e sim
Barbosa Neto
(PDT) – 29 de agosto
de conteúdo e conhecimento das propostas
dos candidatos”, comentou Kireeff.
“Nossa campanha é de propostas
e consideramos fundamentais as
oportunidades para apresentarmos nosso
plano de governo”, declarou o candidato
Marcelo Belinati (PP). “A ACIL faz parte
da história de Londrina e queremos ter a
entidade e seus associados ao nosso lado,
num grande projeto para o desenvolvimento
econômico da cidade”, afirmou.
O candidato do PDT, Homero Barbosa
Neto, que encerrará a série de debates,
parabenizou a ACIL pela iniciativa. “Será a
oportunidade de apresentarmos as ações
como o Estatuto do Micro e Pequeno
Empreendedor, que possibilitou 6.200
trabalhadores se formalizarem, a pedagogia
empreendedora nas escolas municipais, o
apoio ao Arco Norte e outras medidas que
fomentam o desenvolvimento da cidade”,
declarou Barbosa.
O presidente da ACIL, Flávio Balan,
destaca que as sabatinas na ACIL só reforça
o engajamento da entidade na luta por
uma Londrina melhor: “Seja qual for o
prefeito, vamos colaborar com projetos que
beneficiem a cidade e apontar eventuais
falhas e omissões. Voltamos a dizer: o
candidato da ACIL é o eleito – e o partido
é Londrina”.
– Para enviar perguntas aos candidatos,
utilize os e-mails [email protected]
e [email protected]
CUSTOS
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
DA ELETRICIDADE
4
Luz no fim do túnel?
Mesmo com a diminuição de tributos, a tarifa de energia é um dos custos
mais elevados para os empresários – e uma preocupação constante
Muriel Amaral
Especial para a ACIL
Ter a vida iluminada pela energia
elétrica no Paraná está cada dia mais
inviável. Ainda mais para empresários,
comerciantes e industriais que arcam com
tarifas astronômicas. Mesmo com a redução
em 10% da tarifa para os próximos meses
(ver quadro), a energia elétrica representa
uma fatia considerável dos custos do
empreendimento dentro do setor produtivo,
podendo chegar a 5%. Parece pouco, mas esse
índice não passava de 2% do orçamento e hoje
se tornou um gasto preocupante.
A conta de energia elétrica se tornou um
tormento nos cálculos de Bruno Veronesi, que
gerencia uma rede de hotéis em Londrina e
Cianorte. “É um absurdo o valor cobrado
pela Copel. Como pode ser tão cara a energia
elétrica sendo que é produzida aqui no
Paraná e vem da maior usina do mundo?”,
questiona o empresário. Não é por menos.
Pelas quatro unidades da rede, o consumo de
energia elétrica chega a R$ 60 mil por mês.
Para atender os hotéis, o consumo é feito
sob a tarifa de demanda, em que é calculada
uma estimativa de consumo de energia e o
excedente é pago separadamente. Esse plano,
segundo o empresário, aumentou ao longo de
seis anos mais de 350%, o que fez ele estudar
a possibilidade de recorrer a outras fontes
de energia.
O empresário analisa a possibilidade da
instalação de geradores de energia nos hotéis
que seriam utilizados nos horários de maior
consumo, entre às 18 e 21 horas. “Mesmo
sendo equipamentos caros, acredito que
seja mais vantajoso que utilizar a energia da
Copel”, alega Veronesi. Além da instalação de
geradores, Veronesi acredita que uma forma
de baixar o custo da energia consumida é,
ao menos, reduzir a tributação sobre ela. Ele
lembra que para amenizar o calvário da conta
de energia, alguns anos atrás houve a tentativa
de negociação entre o empresariado local e a
Copel, mas a iniciativa naufragou.
Quando abriu sua primeira padaria, o
empresário Alexandre Dida nunca pensou
que a energia elétrica teria um dos mais
altos custos nas unidades de panificação.
Atualmente, para manter as três lojas mais
uma pequena fábrica de processamento,
Dida desembolsa em torno de R$ 6 mil.
Segundo o empresário, se antes a energia
elétrica representava uma fatia de 2%, hoje
Bruno Veronesi: “Como pode ser tão cara a energia elétrica, produzida no
Paraná?”
essa despesa é de quase 5%. Ele lembra que
quando abriu a primeira padaria, em 1995, o
valor do kW/h era de R$ 0,1225, hoje o valor
saltou para R$ 0,4521, quase quatro vezes
mais. Como se não bastasse, naquele ano a
taxa de iluminação pública era de R$ 8,70,
atualmente é de R$ 53,70. “O consumo de uma
unidade aumentou em 10% de 1995 para cá,
mas os custos aumentaram em mais 300%.
Está ficando muito complicado o consumo
da energia elétrica”, afirma.
Dida buscou orientações da Copel
para que a despesa com energia pudesse
baixar, mas as medidas que a companhia
ofereceu não poderiam ser aplicadas em seus
empreendimentos por serem de pequeno e
médio porte. Assim, a solução foi arregaçar
as mangas e cortar custos. “Passamos a usar
lâmpadas mais econômicas e colocamos
sistemas inteligentes de refrigeração para
geladeiras e freezers ”, conta o empresário,
que já percebeu a economia nesse mês em
mais de 10%.
Foram realizadas várias tentativas de
contato com a Copel pela assessoria de
imprensa, mas até o final dessa edição não
houve retorno da instituição para explicações
sobre a tarifa.
Frederico Theophilo: carga tributária e
falta de concorrência elevam as taxas
“Tarifa de energia é uma
caixa-preta”, diz advogado
A afirmação é do advogado tributarista
Frederico Theophilo a respeito do custo da
energia elétrica no País. “A energia no País é
muito cara, o Paraná ainda é um dos estados
em que se cobra menos”, alega o advogado. De
acordo com ele, o alto custo se explica, porque
no Brasil são poucas as distribuidoras que
oferecem a energia e a baixa concorrência é
algo que pode encarecer o produto. Além disso,
como o sistema de atendimento é por meio de
concessões, essas empresas precisam gerar
lucro, arcar com as despesas de investimento
e os compromissos financeiros com o Estado.
“O que pesa também são os altos impostos”,
completa Theophilo. Ele exemplifica que uma
conta de R$ 100, por exemplo, o subsídio com
os impostos como o ICMS e ISS representa
aproximadamente um terço do valor da
tarifa. Theophilo vê com bons olhos a medida
do governo de retirar alguns tributos. “Será
uma forma de aquecer a economia e do setor
produtivo aumentar a produção”, afirma.
“A energia do País é muito
cara. Baixa concorrência é
algo que pode encarecer o
produto.”
Frederico Theophilo,
advogado tributarista
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
Governo federal retira tributos para diminuir tarifa
Ainda há uma luz no fim do túnel. Não só
no fim do túnel, mas poderá haver mais luzes
e energia nas empresas e estabelecimentos
comerciais. Em junho desse ano a Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
autorizou aumento da tarifa da energia pela
Companhia Paranaense de Energia Elétrica
(Copel). Para pequenos consumidores,
que são residências e comércio, a tarifa
sofreu um reajuste médio de 3,16%, já
para os grandes consumidores, como as
indústrias, o reajuste foi de 2,77%. Após
negociações oferecidas pela própria Aneel,
houve reajuste de, em média, 0,86% do
custo da tarifa. Mesmo assim, o índice não
agradou principalmente o setor produtivo.
Parece que as preces dos empresários
londrinenses foram atendidas. No final de
julho, Edison Lobo, ministro de Minas e
Energias, afirmou que o governo irá cortar
10% do valor da energia elétrica retirando
parte dos tributos sobre a tarifa como a
Conta de Consumo de Combustíveis (CCC),
Conta de Desenvolvimento Energético
(CDE) e Reserva Global de Reversão
(RGR). “Acredito que a redução será bem
vinda”, afirma Alexandre Dida. “Não será
num primeiro momento que veremos sim,
mas ao longo de um ano será percebida
a economia”, explica o empresário. A
promessa de redução do governo passa a
valer a partir de agosto, mas o ministro não
soube precisar por quanto tempo a medida
ficará em vigor.
Alexandre Dida: lâmpadas mais econômicas e
sistemas inteligentes de refrigeração
5
VAREJOMAIS
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
EM AÇÃO
6
Pequenas mudanças, grandes resultados
Programa - que é uma modalidade do VarejoMais - chega neste mês aos Cinco Conjuntos.
A ação desenvolvida pelo Sebrae é uma oportunidade para os comerciantes melhorarem
desde o atendimento ao visual da loja
Karen Krinchev
Especial para a ACIL
O VarejoMais em Ação está na região norte
de Londrina. A partir da terceira semana de
agosto os empresários começam a receber
as primeiras orientações do programa
desenvolvido pelo Sebrae, em parceria com
o Sistema Fecomércio/PR. O lançamento foi
no dia 19 de julho na regional norte da ACIL,
entidade parceira da ação.
De imediato, o programa agradou micro e
pequenos empresários do comércio varejista
que querem melhorar os resultados de suas
empresas. Com duas lojas nos Cinco Conjuntos
(Beth Presentes), o casal Elizabeth Cardoso
de Oliveira e Paulo Pereira de Oliveira já se
inscreveu e está com boas expectativas. “Logo
de cara nos interessamos, sempre tivemos
vontade de crescer e a ACIL, junto ao Sebrae,
nos possibilita a profissionalização”, expõe
Elizabeth.
A comerciante fez algumas modificações
em sua loja no ano passado, a começar pela
informatização, e quer orientações para ir ainda
mais longe. Por isso, quer que a consultoria
mostre os pontos fracos da loja. “Eu sempre
brinco que temos que ter olhos de águia para
observar, porém, mesmo ficando atentos, não
conseguimos ver pequenos detalhes que uma
terceira pessoa poderá enxergar”, revela.
O atendimento é outra preocupação da
empresária que há 17 anos atua no varejo.
Além da família, há mais sete funcionários
nas duas lojas. Para ela, o bom atendimento
ao cliente reflete diretamente nos resultados
financeiros, sendo assim, os empregados
precisam estar motivados.
Paulo Pereira de Oliveira acrescenta
que, inicialmente, os dois buscaram o
programa porque ele abre as portas para o
mercado. “Os módulos vão nos capacitar e
profissionalizar nossos vendedores e, com
isso, poderemos oferecer um atendimento
de qualidade. Temos muito a aprender nesses
quatro meses.” Oliveira diz ainda que os micro
empresários precisam se unir e que ações
desse tipo fortalecem o relacionamento entre
os comerciantes locais.
Uma característica que deixou o lojista e
a esposa satisfeitos foi o fato dos encontros
serem na regional norte da ACIL. “As
Elizabeth Oliveira, lojista da Região Norte: “Sempre tivemos vontade de crescer”
ações estavam muito centralizadas, mas o
VarejoMais em Ação vindo para cá facilita a
nossa locomoção”, afirma.
A consultoria individual também animou
os participantes. De acordo com Oliveira, isso
vai ser um termômetro, já que os consultores
têm ideias inovadoras e poderão fazer críticas
ou, então, apontar falhas, as quais auxiliarão no
crescimento da loja. “A gente está acostumado
com o nosso ambiente de trabalho e, muitas
vezes, não enxergamos onde estão os erros”,
diz o empresário.
Edna Mendes Rossato, também lojista na
Região Norte, decidiu participar do programa
para conhecer as novidades do mercado. “Meu
foco é atrair mais clientes. Pretendo, ainda,
informatizar a loja, mudar o visual, melhorar
o atendimento. Não quero ficar para trás”,
conta. Com duas lojas de lingeries (Stilo Vip), a
microempresária sabe o quanto é importante
investir em pequenos detalhes. Ela diz que
até a cor e a disposição das peças na vitrine
influenciam a entrada do cliente na loja.
Para ela, a ação é um sinal de valorização
da região. “Programas como esse vêm para
fortalecer o nosso comércio que é forte e o
fato dos encontros serem aqui na sede da
ACIL foi muito bom. No meu caso, não daria
tempo de ir para o centro, aqui consigo fazer
com tranquilidade”, concluiu.
O programa
O VarejoMais em Ação está em seu quarto
ano e, em 2012, vai chegar até varejistas
de Cornélio Procópio, Rolândia, São Pedro
do Ivaí, Jacarezinho, além de Londrina. Em
Cornélio, por exemplo, a participação ativa
dos empresários mudou a “cara” da cidade:
os que participaram acabaram incentivando
a melhoria das lojas vizinhas, conforme
relata Simone Millan Shavarski, gestora do
VarejoMais em Ação.
Se por um lado a ação melhora o visual
do comércio, por outro, trabalha a gestão
financeira. “Nas pequenas empresas, a gestão
é um dos principais problemas enfrentados.
Muitas vezes, o proprietário não sabe quanto
ganha e quanto gasta”, aponta Simone.
Desenvolvido ao longo de quatro meses
e dividido em cinco etapas, o VarejoMais
em Ação conta com o apoio do Sindicato
Varejista de Londrina (Sincoval), que tem à
frente o empresário Yukio Ajita. Com sete
lojas em Londrina e 13 em outros municípios
do Paraná, Ajita já participou do VarejoMais
e, após as consultorias, percebeu inúmeras
mudanças em seu negócio. “As minhas lojas
já tiveram essa consultoria e as melhorias
ocorreram em todos os sentidos – desde
a postura dos funcionários, a vitrine, até a
gestão – o Sebrae faz um acompanhamento
geral do negócio, apontando falhas que, às
vezes, passam despercebidas”, diz.
O presidente do Sincoval recomenda que
os varejistas participem do VarejoMais em
Ação. “Todo comerciante tem que se apoiar em
programas que cooperem para o crescimento
da empresa. O Sebrae abre os olhos da gente.”
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
As etapas do programa
Autodiagnóstico e plano de ação das
empresas:
Nessa etapa os varejistas receberão
informações sobre gestão, estrutura
e atendimento em nível de integração
empresarial local. Por fim, será elaborado
um plano de ação. Serão dois encontros
de 4 horas e 20 empresas por oficina.
Uma reunião com o grupo de empresários
participantes será feita, posteriormente,
para a entrega do relatório com as notas da
auto-avaliação.
Simone Millan Shavarski, gestora
do VarejoMais: “Segredo está
em uma boa gestão”
Finanças:
Esta etapa trará temas como controles
financeiros essenciais e compreende uma
oficina de 4 horas e 1 hora de consultoria
individual na empresa. A gestão financeira é
outro assunto inserido dentro deste módulo
que inclui uma oficina de 4 horas e mais 1
hora de consultoria individual na empresa.
Visual de Loja:
A estrutura física da loja é o foco da
penúltima etapa do programa. Os comerciantes
farão duas oficinas, as quais serão realizadas
em dois encontros de 4 horas cada. Mais 2
horas de consultoria individual na empresa
estão incluídas neste módulo.
Qualidade no Atendimento:
O último módulo é focado nas vendas.
Na oportunidade, haverá uma palestra de 2
horas com os pequenos empresários e os seus
colaboradores.
No encerramento os participantes
participarão de uma palestra sobre promoção
eficaz (2 horas) e os certificados serão
entregues.
Carga horária total: 40 horas.
(Fonte: Sebrae)
7
NECESSIDADES
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
ESPECIAIS
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Acesso livre ao mercado
Em Londrina, empresários investem na comercialização de produtos diferenciados
que facilitam a vida de deficientes físicos, visuais e auditivos
Gisele Rech
Especial para a ACIL
A inclusão das pessoas com deficiência é
tema recorrente na sociedade. Diferentemente
do que ocorria décadas atrás, quando os
portadores de necessidades especiais não
tinham tantas oportunidades de emprego,
estudo e até mesmo convívio, cada vez mais
essas pessoas dividem o espaço com pessoas
que não têm nenhum tipo de deficiência.
A liberdade e a independência dos
portadores de deficiências estão diretamente
ligadas à redução do preconceito e à atenção
especial que essas pessoas vêm recebendo no
que se refere à oferta de produtos que facilitam
as suas vidas. Carrinhos motorizados;
cadeiras de rodas para a prática de esportes
radicais; adaptadores que ajudam a dar
firmeza nas mãos e possibilitam à pessoa
se alimentar, fazer a barba ou passar batom
sozinha; pegadores de grandes distâncias que
funcionam como prolongamentos do braço...
Isso sem falar nos teclados adaptados para
deficientes visuais – os teclados colmeia – e
na grande sorte de softwares que auxiliam a
leitura e o trabalho. Há ainda os livros que
contam histórias de superação. A cada dia
surgem novos produtos e os comerciantes
não perdem tempo: estão de olho neste filão,
que mistura lucro com satisfação de promover
mais independência aos deficientes.
A empresária Fernanda Canesin de
Almeida inaugurou, em junho deste ano, uma
loja que ela chama de conceito – a Espaço
IN. Em um único espaço, ela vende produtos
para deficientes físicos, visuais e auditivos –
algo mais explorado nos mercados europeu
e norte-americano. Além da grande sorte
de produtos, o diferencial é sempre ouvir
os clientes para buscar a oferta de novos
equipamentos que atendam às necessidades
deles. “Nós trabalhamos com um escritório de
design de produtos que desenvolve projetos.
Então corremos atrás de quem possa produzilos”, explica. A última ideia, que já está em fase
de produção, é um guarda-chuva para cadeira
de rodas com uma cobertura impermeável
que ajude a proteger o painel elétrico do
braço das cadeiras elétricas. A ideia surgiu
após a reclamação da cliente Luzia Terezinha
Fante, a Tuca, que se queixava do prejuízo
que as intempéries poderiam causar no seu
equipamento. “É ótimo ver que as pessoas
estão percebendo as nossas necessidades
Luzia Fante, a Tuca: “Com ajuda de alguns equipamentos,
conseguimos ser independentes”
Pesquisadores desenvolvem
produtos de menor custo
Apesar do aumento na oferta de produtos
para deficientes, alguns ainda reclamam
do custo de alguns equipamentos. Para o
estudante Cléber Pereira, que é deficiente
físico, é interessante saber que tem pessoas
apostando na oferta de produtos diferenciados
para os deficientes. Porém, reclama do custo
de alguns deles. “O preço de alguns produtos
ainda é alto, pois parte deles tem que ser
adaptado a cada pessoa e usa matéria-prima
cara. O que seria importante é o governo
criar incentivos fiscais aos empresários que
trabalham nesse setor, de modo que tornassem
esses produtos acessíveis a todos”, sugere.
No que se refere à redução de custos na
fabricação de produtos para deficientes, os
pesquisadores trabalham numa frente que
busca novos materiais, de custo mais reduzido,
e equipamentos que cada vez sejam mais
fáceis de usar. É o que garante o pesquisador
da Universidade Estadual de Londrina (UEL),
Walter Germanovix, que coordenou o projeto
de criação de uma cadeira de rodas movida
a sopro e sucção, inspirado na refilmagem
do clássico “Janela Indiscreta”, estrelado
pelo ator tetraplégico Christopher Reeve.
“A gente teve a ideia de desenvolver algo
semelhante em Londrina. O projeto segue
firme, com nova coordenação, mas ainda
não foi viabilizado financeiramente”,
explica. Outra ideia que surgiu no curso de
Engenharia Elétrica da UEL, desenvolvido
por um mestrando, foi o Sistema de Braille
Automatizado, criado para auxiliar na
alfabetização de cegos. “São ideias que são
desenvolvidas com os alunos pensando em
capacitá-los para aprimorar e desenvolver
novos produtos”. Em suma, o objetivo é
preparar mão-de-obra que se dedique ao
trabalho na busca por soluções no processo
de independência dos deficientes. A mais
pura tradução do termo inclusão social.
e constatando que somos pessoas como as
outras. Com ajuda de alguns equipamentos,
conseguimos ser independentes”, diz Tuca.
Para a empresária, essa independência
propalada por Tuca foi a fonte de inspiração
para a abertura da loja. Fernanda tem um
primo, chamado Marcos Rossi, que nasceu
sem braços ou pernas e, a despeito da
deficiência, formou-se advogado, teve dois
filhos e trabalhou em um grande banco,
ocupando cargo de chefia. “Ele é um exemplo
de que, com os estímulos, oportunidades e
equipamentos certos, a independência da
pessoa com deficiência é possível”.
Quem também aposta no setor, mas com
foco exclusivo nos deficientes físicos, é a
Ortopédica Londrina, no mercado desde 1981.
A empresa vende desde cadeiras de rodas até
próteses, que de tão avançadas muitas vezes
nem são notadas. São produtos diretamente
focados à emancipação do deficiente. “Hoje
temos, por exemplo, as cadeiras esportivas, que
são bem mais leves e facilitam a mobilidade”,
diz a gerente, Adriana Felipe. A empresa tem
ainda o diferencial de ir até o cliente, onde quer
que ele esteja – seja na própria residência ou
em hospitais, já que muitos não conseguem ir
à loja. Outro diferencial é oferecer consultoria
de projetos segurança em banheiros, rampas
e tudo mais que pode facilitar a vida dos
deficientes. “Ajudamos a tornar a vida dos
deficientes mais independente.”
A Ortopédica Central também aposta no
diferencial no atendimento aos deficientes. De
acordo com o gerente Ivaldo Rovino, a empresa
também vai até o cliente e presta consultoria
no que se refere às adaptações necessárias em
locais como banheiro, por exemplo. “Além de
se locomover de modo mais independente,
os deficientes também buscam fazer tarefas
do dia a dia com mais facilidade”, explica. A
empresa foi aberta há quase dois anos e Rovino
aposta no crescimento do setor.
Serviço:
Espaço IN
Rua Piauí, 339 - Loja 34
(43) 3024-2135
Ortopédica Londrina
Rua Souza Naves, 1.232
(43) 3323-2370
Ortopédica Central
Rua Souza Naves, 1.159
(43) 3026-9495
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
9
Cartilha divulga lei para adequação de calçadas
Um rápido passeio pelas ruas de
Londrina basta para constatar: por
todos os lados há calçadas irregulares,
com rachaduras ou buracos, que acabam
sendo o corredor de centenas de pessoas
diariamente. Se para quem consegue se
caminhar perfeitamente o problema pode
representar um risco de queda, imagine
para quem tem dificuldades de locomoção,
como idosos e deficientes físicos? E o que
dizer então dos deficientes visuais, que
além das falhas nas calçadas nem sempre
têm o piso tátil à disposição?
Embalada pelo Código de Obras,
aprovado no ano passado, a Secretaria do
Idoso criou, em parceria com a Assessoria
Especial da Pessoa com Deficiência, o
Movimento Calçada Caminhar Seguro.
No código ficou estabelecido que os
proprietários de imóveis que têm calçadas
irregulares no quadrilátero central devem
adequá-las até novembro – caso contrário,
o poder público executará a obra e o
proprietário terá que arcar com os custos,
pagando ainda 20% em cima do valor à
Prefeitura. O movimento vem como um
apoio a essa adequação, servindo tanto
como canal de conscientização, quanto de
denúncia de irregularidades.
Segundo a gerente de planejamento de
Gestão da Secretaria do Idoso, Fernanda
Serenaro, é de conhecimento público o
problema de quedas em calçadas na cidade.
“É algo que acontece e a gente costuma
visualizar a dificuldade que algumas pessoas
têm ao passar por calçadas irregulares,
especialmente idosos e deficientes”. Com
o respaldo do código, aprovado no final de
2011, foram criados uma cartilha e cartazes
dando orientações sobre as normas de
adequação e conscientização, deixando
clara a importância de investir nesta medida
de segurança. “Nós distribuímos o material
em postos de saúde, sindicatos e terminais.
Também colocamos a cartilha à disposição
na Prefeitura”, explica Fernanda.
Na cartilha, além das informações,
há telefone de contato para tirar dúvidas
e denunciar o descaso de comerciantes
ou proprietários de imóveis, já que
independente do fim da edificação, a calçada
é responsabilidade dos donos. “Algumas
pessoas já ligaram e sempre encaminhamos
os casos os órgãos competentes.” Para mais
informações sobre o Movimento Calçada
Caminhar Seguro, ligue 3372-4502.
CENTRO
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
DE CONVENÇÕES
10
Só falta ele...
Por não ter um Centro de Convenções adequado, a cidade perdeu 35 eventos,
180 mil visitantes e R$ 115 milhões nos últimos três anos. Londrina busca
espaço adequado para grandes eventos
Paulo Briguet
ACIL
Congresso Internacional de Citricultura,
3 mil pessoas. Convenção Nacional da
Unimed, 2,5 mil pessoas. Congresso
Brasileiro de Ciência e Tecnologia de
Alimentos, 3 mil pessoas. Congresso
Brasileiro da Soja, 2 mil pessoas. Congresso
Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia,
4 mil pessoas. AVESUI América Latina,
11 mil pessoas. Congresso Brasileiro de
Cardiologia, 7 mil pessoas. Congresso
Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, 7
mil pessoas. Congresso de Ecologia do Brasil,
4 mil pessoas. Fórum Mundial de Educação
Profissional e Tecnológica, 4 mil pessoas.
Esses foram alguns dos 35 eventos que
Londrina perdeu nos últimos três anos. No
período, a cidade deixou de receber 180 mil
visitantes; R$ 115,5 milhões deixaram de
ser injetados na economia local (dos quais
R$ 50 milhões somente em alimentação e
comércio); e cerca de R$ 7,5 milhões em
impostos deixaram de ser arrecadados. Os
dados são do Londrina Convention & Visitors
Bureau, entidade que atua na captação de
eventos para o município.
O mais lamentável é que a vinda dos 35
eventos estava definida. Os organizadores já
haviam escolhido Londrina para sede. Mas,
na última hora, voltaram atrás e optaram
por outras cidades. Tudo por um único
motivo: Londrina não tem um Centro de
Convenções adequado para receber eventos
de grande porte.
Até quando a cidade vai continuar
perdendo eventos, visitantes e dinheiro?
Londrina reúne qualidades essenciais
para atração de eventos acadêmicos,
técnico-científicos, corporativos, culturais,
esportivos. Polo de desenvolvimento
regional, o município tem localização
estratégica no Mercosul, exercendo
influência em um raio de 300 km. Londrina
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
“Perdemos 35 eventos nos últimos três anos. Mas imaginem a quantidade enorme de outros eventos,
dos mais variados segmentos, que poderemos pleitear, quando possuirmos um equipamento
adequado. Quando alcançarmos esse objetivo, Londrina entrará definitivamente no circuito nacional e
internacional dos grandes eventos. Seria uma excelente oportunidade de desenvolvimento.”
Reinaldo Cassimiro da Costa Júnior,
presidente do Londrina Convention
é referência na prestação de serviços,
comércio, educação e saúde para mais de
100 cidades, onde vivem 1,5 milhão de
pessoas. O Terminal Rodoviário local é
considerado um dos melhores do Brasil.
O Aeroporto José Richa, que passa por
uma fase de melhorias e expansão, fica a
apenas 3 km do centro da cidade e recebe
22 voos por dia, com movimentação de 1
milhão de passageiros/ano. A infraestrutura
hoteleira é invejável, com 6.800 leitos
dispostos em 45 hotéis. Temos o melhor
índice leitos/habitante do País. Possuímos
987 bares e restaurantes onde se encontra
a culinária de todo o planeta, representando
a forma como a região foi colonizada.
Nossa rede hoteleira e gastronômica
tem uma das melhores relações custobenefício no turismo brasileiro, com preços
altamente competitivos e boa qualidade de
atendimento.
Para completar, Londrina oferece algo
que não se acha facilmente: o calor humano
e a receptividade de um povo formado por
mais de 40 etnias. Aqui, ninguém se sente
forasteiro, pois o londrinense é especialista
na arte de bem receber.
Em suma: Londrina tem tudo para captar
eventos de grande porte. Ou quase tudo.
“Só não temos um Centro de Convenções
e Eventos à altura de nossa vocação”, diz o
executivo do Londrina Convention & Visitors
Bureau, Diego Menão.
Mesmo com essa lacuna estrutural, a
cidade tem conseguido captar um grande
número de eventos importantes. Só em
2011, a cidade recebeu 3 mil eventos, dos
Até quando a cidade
vai continuar perdendo
eventos, visitantes e
dinheiro? Londrina reúne
qualidades essenciais
para atração de eventos
acadêmicos, técnicocientíficos, corporativos,
culturais, esportivos
quais participaram 1,2 milhões de pessoas,
movimentando R$ 160 milhões na economia
local. De 2003 para cá, o Londrina Convention
captou 53 eventos, que representaram R$
67 milhões em movimentação financeira.
A cada ano, o setor cresce 15% na cidade
– mesmo sem o Centro de Convenções.
Imagine-se o quanto não poderia crescer
se o espaço existisse. “Se pensarmos bem,
o turismo de eventos é uma indústria que
gera diariamente riquezas para a cidade, sem
contar o ganho em imagem”, diz o empresário
Nivaldo Benvenho, membro do Conselho
Deliberativo da ACIL. “É importante saber
que essa indústria pode crescer muito mais
com um Centro de Convenções e Eventos,
que seria um vetor de desenvolvimento para
Londrina e região”, complementa.
Preocupados com a quantidade de
eventos que Londrina vem perdendo nos
últimos anos, os integrantes do Núcleo de
Desenvolvimento Empresarial, reunidos
na ACIL, decidiram procurar entidades
estaduais e nacionais para que se faça um
plano de viabilidade para a construção do
Centro de Convenções na cidade. Com isso,
será possível definir possíveis locais para a
instalação do equipamento. “Vamos atuar
também para sensibilizar a comunidade
sobre a importância do projeto”, afirma o
presidente da ACIL, Flávio Balan, que atua
no Núcleo. O executivo do Convention, Diego
Menão, observa que a existência de um plano
de viabilidade será importante para atrair
investidores privados para o projeto.
“Quando defendemos a construção de
um Centro de Convenções, não estamos
dizendo que as atuais estruturas são
ruins, mas que é preciso complementar as
já existentes”, comenta Menão. Segundo
ele, um Centro de Convenções capaz de
atrair eventos de grande porte precisa
reunir diversas características e deve ser
gerido preferencialmente pela iniciativa
privada. Um equipamento adequado deve
ter um auditório para 3,5 mil pessoas;
salas modulares; espaço de 8 a 12 mil m2
para feiras; e uma estrutura arquitetônica
moderna e sustentável, com heliporto, pédireito alto, climatização, acústica, cabines
de tradução simultânea. Não é pouco, mas
é o necessário para uma cidade que sonha
em ser referência para eventos no Paraná,
no País e no Mercosul. “Temos tudo, só
não temos o espaço”, reforça Diego Menão.
Chegou a hora de virar esse jogo.
Cidades que já têm Centro de Convenções
Joinville (SC)
Uberlândia (MG)
Curitiba (PR)
Goiânia (GO)
Bonito (MS)
Cuiabá (MT)
Campinas (SP)
Foz do Iguaçu (PR)
Atibaia (SP)
Florianópolis (SC)
Porto Alegre (RS)
Gramado (RS)
Blumenau (SC)
Londrina deixa de ganhar
R$ 1,2 milhão por dia
com a falta de um Centro de Convenções, segundo os cálculos do
Londrina Convention & Visitors Bureau.
11
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
12
Decisão histórica, impasse à vista
Divergência
Causa
O pedetista Barbosa Neto continuará na
disputa pela Prefeitura de Londrina mesmo
tendo sido cassado no dia 30 de julho. A
decisão é do juiz da 41ª Zona Eleitoral, Álvaro
Rodrigues Júnior, que manteve o deferimento
da candidatura de Barbosa apesar da
solicitação feita pelo Ministério Público
Eleitoral. A principal justificativa é que o
prazo de contestações venceu em 5 de julho.
O pedetista foi punido por improbidade
administrativa em função da negligência e
omissão nas irregularidades contratuais entre
a prefeitura e a empresa de vigilância Centronic
descobertas por Comissão Processante (CP)
da Câmara.
Queda
O batalhão de advogados contratados por
Barbosa não conseguiu evitar sua derrota no
Legislativo. O ex-prefeito foi retirado do cargo
por 13 votos favoráveis, dois contrários e três
abstenções. A histórica sessão de julgamento
durou cerca de 12 horas, atraindo dezenas de
jornalistas e manifestantes, vigiados por forte
esquema de policiamento militar. Barbosa
Neto se tornou o segundo prefeito cassado
na história de Londrina, depois de Antonio
Belinati (2000).
Racha
A discordância sobre o voto na sessão
de julgamento resultou na dissolução do
diretório municipal do PHS. O partido era
favorável à cassação de Barbosa Neto (PDT)
e o único vereador da legenda, Eloir Valença,
desobedeceu a orientação e absteve-se da
votação. Por isso, o PHS abriu um processo
interno de expulsão.
Farpas
Valença contra-atacou acusando o
presidente do diretório municipal, Marcos
DeFreitas, de coação motivada por interesses
pessoais. Para acabar de vez com o bate-boca
público, o presidente estadual do PHS, Valter
Viana, extinguiu o diretório londrinense. Com
isso, a tendência é que a possibilidade de
expulsão do vereador cairá no esquecimento.
Fiscalização
Até o momento, quatro vereadores
de Londrina foram multados pela Justiça
Eleitoral por propaganda irregular. O
primeiro foi Rony Alves (PTB), punido
em R$ 5 mil por campanha antecipada na
Zona Oeste. Em seguida, Roberto Fú (PDT),
Rodrigo Gouvêa (PTC) e Gerson Araújo
(PSDB) receberam multa de R$ 2 mil cada
por ultrapassarem a medida permitida nos
adesivos para veículos.
Lado
Por enquanto, a maioria dos vereadores
não sabe dizer qual será a posição deles sobre
a nova administração. O atual prefeito José
Joaquim Ribeiro (PSC) já visitou a Câmara e
pediu apoio dos vereadores para concluir o
mandato-tampão. Seu líder na Casa, Antenor
Ribeiro (PSC), demonstra entusiasmo no
exercício da função. Com sua experiência no
Legislativo e comunicação, ele espera garantir
a maioria dos votos para o Executivo.
Cartada
Os membros da CEI da Educação adiaram
a votação do relatório com o intuito de obter
os votos necessários a sua aprovação. Um
de seus principais encaminhamentos é a
abertura de Comissão Processante (CP).
Embora o mandato de Barbosa Neto (PDT)
esteja cassado, a Oposição teme que ele volte
à prefeitura com aval da Justiça. Desta forma,
uma CP engatilhada poderia – no mínimo –
incomodá-lo bastante durante a campanha
eleitoral e final de administração.
– Acesse o site
www.omonitordacamara.com.br
e deixe seus comentários.
RUA
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
SERGIPE
13
Festa, malabaristas e ofertas
para o consumidor
O dia 15 de setembro terá atividades especiais em uma das ruas mais
tradicionais do comércio varejista de Londrina
Atividades culturais, produtos em
liquidação, recreação para crianças. O
dia 15 de setembro terá agenda especial
na Rua Sergipe, um sábado dedicado ao
consumidor. A ação integra o projeto Nova
Sergipe e tem como objetivo proporcionar
momentos de descontração e alegria para
o consumidor. O mote do Dia da Sergipe
é justamente esse: um dia para ser feliz.
E não vão faltar opções para isso. A
começar pelas apresentações culturais
com música, teatro, acrobatas e malabares,
as ações são voltadas para toda a família.
Palhaços e workshops vão envolver as
crianças que poderão aprender segredos
do circo, traços da pintura e interpretações
do teatro. “A Sergipe começou como um
projeto piloto de revitalização, que está em
andamento, e agora estamos juntos nessa
ação para oferecer algo diferente para o
consumidor, uma opção de compras e lazer
em um único dia”, afirma Eduardo Agita,
membro do conselho da ACIL.
Ele acrescenta que a data será uma
ótima oportunidade para empresários e
consumidores realizarem bons negócios. A
via é uma das mais tradicionais do comércio
varejista e tem ainda parte da história
de Londrina marcada nas edificações, na
arquitetura. “Com as ações do projeto Nova
Sergipe a rua está sendo resgatada”, pontua
Eduardo Agita.
O Dia da Sergipe será das 9 às 15 horas.
A realização é da ACIL, Sebrae, Rede Massa,
Sistema Fecomércio e conta ainda com
outros apoiadores.
“A Sergipe começou como um
projeto piloto de revitalização,
e agora estamos juntos nessa
ação para oferecer algo
diferente para o consumidor”
Eduardo Agita,
conselheiro da ACIL
LONDRINA
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
LIQUIDA
Dia dos Pais e ofertas
impulsionam vendas
Varejo de Londrina celebra aumento no
movimento com a combinação entre campanha
promocional e a data comemorativa
Nara Chiquetti
Especial para a ACIL
Muitas sacolas, ruas e corredores de lojas
cheios de consumidores atraídos por uma
palavrinha: liquidação. De 9 a 11 de agosto
o comércio de Londrina realizou a 9ª edição
da Londrina Liquida, campanha promocional
organizada pela ACIL. Envolvendo todas as
regiões da cidade, a ação potencializou os
resultados do varejo, elevando as vendas em
4% em relação ao ano passado.
Cada vez mais democrática, a Londrina
Liquida teve adesão de segmentos
diversificados com resultados animadores.
De lojas de roupas e calçados a depósito de
materiais de construção, empresários de vários
segmentos aproveitaram a oportunidade para
aumentar o faturamento.
Júlio César dos Santos é gerente de uma
loja de materiais de construção na Região
Norte de Londrina e afirma que o movimento
na loja nos dias da Londrina Liquida aumentou
cerca de 10% em relação ao mesmo período
do ano passado. “A ação auxilia nas vendas
de ferramentas, escadas, aparador de grama
e vários outros produtos para presentear os
pais”, afirma Santos. A loja ofereceu descontos
de até 30% e parcelamento facilitado.
Em sua segunda participação, Rita de
Cássia, proprietária de uma loja de cosméticos,
comemora o aumento no movimento.
“Cosméticos não são produtos tão visados
no Dia dos Pais, mas a promoção e o horário
estendido funcionam como chamariz. Isso
incrementa as vendas. As pessoas acabam
levando diversos produtos”, relata.
Este empurrãozinho na liquidação
dos estoques de inverno vêm junto com a
expectativa de que as vendas sejam mais
expressivas neste segundo semestre. Os
comerciantes afirmam que os consumidores
foram mais cautelosos nos primeiros seis
meses do ano, mas apostam em aumento nas
vendas a partir da Londrina Liquida.
Para alguns dos lojistas visitados pela
reportagem, a campanha tem melhorado a
cada edição, mas sugerem que a divulgação
seja intensificada para aumentar o fluxo de
consumidores, principalmente durante o
horário noturno. “O horário noturno é válido,
mas pode melhorar com mais divulgação”,
opina Clailton Borges, gerente de uma loja
masculina no centro da cidade.
Além do preço mais baixo, o horário
diferenciado agrada os consumidores.
Apesar dos lojistas se queixarem de que o
fluxo de consumidores à noite estaria um
pouco abaixo do esperado, quem trabalha
Júlio César
dos Santos:
campanha ajudou
a alavancar
as vendas de
presentes para
o pais na loja
de material de
construção
14
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
Simoni
Gomes: “Com
tudo em
promoção
estou
aproveitando.
Não só o pai,
mas a família
também
vai ganhar
presente”
o dia todo agradece o tempo extra para ir
às compras. Para poder levar mais produtos
para casa, a agente comunitária de saúde
Rosane dos Santos aproveitou o horário
estendido e visitou as lojas em dois dias. “Vim
à noite com meu marido comprar presente
para o pai e voltei no sábado para comprar
calçados para mim. A liquidação está muito
boa. Consegui comprar cinco pares pelo preço
de dois”, conta.
Com preços menores, não foram apenas
os pais que ganharam presente. Cheia de
sacolas, a bancária Simoni Gomes, que mora
em Wenceslau Brás (cidade a 200 km de
Londrina), afirma que vem periodicamente
fazer compras na cidade e, além do presente
do Dia dos Pais, comprou produtos para ela
e para os familiares. “Eu gosto de comprar
aqui, e agora com tudo em promoção estou
aproveitando. O preço está bom e ainda posso
parcelar em várias vezes. Não só o pai, mas
a família também vai ganhar presente”, diz.
Em meio ao movimento de consumidores
indo e vindo em busca de descontos e
presentes, a família Leme também tirou o
dia para aproveitar a liquidação. “Nesses
dias de Londrina Liquida a gente tem mais
tempo para comprar e consegue levar mais
produtos para casa e economizar. Estamos
comprando roupas e calçados para a família
toda”, afirma James Leme. “Poderia ser assim
sempre”, sugere.
Maria Fernanda Beneli, gerente de
Mercado da ACIL, explica que o objetivo desta
campanha é atrair os clientes para o comércio
de rua, contribuindo ainda para os lojistas
abrirem espaço nas prateleiras para as peças
da nova estação que já estão chegando. “A
Londrina Liquida já tem seis anos e temos
obtido excelentes resultados, melhorando a
cada edição”, afirma.
A liquidação de verão por exemplo,
ocorrida em fevereiro deste ano, resultou
em um bom aumento nas vendas e isso
estimulou os comerciantes a participarem
novamente da edição de inverno. “No Liquida
Verão obtivemos um aumento de 15% nas
Rosane dos
Santos: “Vim
à noite com
meu marido
comprar
presente para
o pai e voltei
no sábado
para comprar
calçados
para mim. A
liquidação
está muito
boa”
vendas em relação ao ano anterior e tivemos
a participação de cerca de 500 lojistas. Isso
mostra que esta ação tem atendido seus
objetivos”, analisa.
Para potencializar a campanha e medir
seus resultados, a ACIL investe em materiais
publicitários e realiza pesquisas com os
lojistas antes e depois da liquidação. “As
datas desta ação foram definidas pelos
próprios lojistas em pesquisa feita pela ACIL.
65% dos empresários ouvidos preferiram
liquidar próximo ao Dia dos Pais porque a
proximidade com a data estimularia não só
a ida às compras de artigos de inverno em
promoção, mas também a venda de produtos
extras”, explica Maria Fernanda.
Já consolidada no calendário de atividades
do comércio varejista, a Londrina Liquida
tem se mostrado eficiente. Desde novembro
de 2008 ela alavanca as vendas no fim
das estações, agradando consumidores,
empresários e também a ACIL, que busca
movimentar a economia para fortalecer a
cidade e seus moradores.
Rita de Cássia:
“Cosméticos não são
produtos tão visados
no Dia dos Pais, mas a
promoção e o horário
estendido funcionam
como chamariz”
James Leme: “Nesses dias de Londrina
Liquida a gente tem mais tempo
para comprar e consegue levar mais
produtos para casa e economizar”
15
16
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
PLANO
D
O futuro da cidad
Aprovação de leis que compõem o Plano Diretor de Lond
bom ambiente de negócios no município. Falta d
Aurélio Cardoso
Especial para a ACIL
Depoisdeumprimeirosemestreconturbado
de Comissões Especiais de Inquérito e da
Comissão Processante que cassou o prefeito
Barbosa Neto (PDT), a Câmara de Vereadores
de Londrina voltou do recesso com a importante
tarefa de aprovar o Plano Diretor do município
e impedir que a cidade perca recursos federais,
estaduais, além de investimentos privados. Para
a aprovação total do Plano Diretor, a Câmara
ainda precisa votar os projetos complementares
de Uso e Ocupação do Solo (também chamada de
Lei do Zoneamento) e Sistema Viário, matérias
de alta complexidade, importantes para garantir
segurança jurídica a investidores que pretendem
instalar empresas na cidade. Sem regras claras
nesse sentido, Londrina corre o risco de perder
terreno para outros municípios que já tenham
aprovado seu Plano Diretor.
Logo que assumiu o cargo, no início de
agosto, o prefeito José Joaquim Ribeiro (PSC)
foi até a Câmara pedir rapidez na votação dos
dois projetos complementares ao Plano Diretor,
fundamentais para que a cidade pleiteie recursos
da segunda fase do Programa de Aceleração do
Crescimento, o PAC2. Na ocasião, Ribeiro não
soube mensurar a quantia de recursos que
Londrina pode perder, mas garantiu se tratar
de um prejuízo “irrecuperável”.
Os debates em torno do Plano Diretor
de Londrina – de autoria do Executivo – já se
arrastam há pelo menos sete anos e, segundo
Segundo o prefeito José Joaquim
Ribeiro, a ausência de regras
pode causar um “prejuízo
irrecuperável” para a cidade
especialistas, o assunto já foi mais do que
discutido com a sociedade de maneira geral.
“Foram 144 reuniões em quase dois anos de
audiências públicas nos bairros e mais reuniões
do Conselho das Cidades e IPPUL. Inclusive, os
vereadores e os membros da sociedade civil
organizada foram convidados para o debate”,
explica o conselheiro da ACIL, Osvaldo Pitol.
Para ele, o ideal seria aprovar o Plano e, com o
tempo, fazer as correções necessárias, por meio
de legislação específica.
O arquiteto, urbanista e ex-diretor do
IPPUL, atualmente professor na Universidade
Estadual de Londrina, Gilson Bergoc, concorda
com Pitol e alerta para a necessidade urgente de
aprovação do Plano Diretor, uma vez que muitos
dos municípios brasileiros já o fizeram há algum
tempo. “As regras foram colocadas para todos e
estamos com anos de atraso. O Plano era para
estar aprovado ainda em 2008, por isso não
temos mais tempo.”
Para Pitol, as 49 emendas propostas pela
Câmara só “atrapalham”, já que “o Plano pode
acabar ficando muito retalhado e precisamos
que seja aprovado logo, nosso prazo estoura
daqui uns meses”. Segundo ele, a tese de
que o Plano Diretor de Londrina beneficia
empresários, em detrimento de moradores, não
se confirma. “O Plano não privilegia ninguém, só
põe regras. O empresariado quer regras claras, o
importante é se planejar. O empresário que vem
de fora não quer ser surpreendido.”
O urbanista Gilson Bergoc completa que
a “briga” entre Executivo e Legislativo, acaba
abrindo “brecha para outros interesses”. “A
Câmara dos Vereadores precisa
votar projetos complementares
de Uso e Ocupação do Solo e
Sistema Viário
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
DIRETOR
17
de em discussão
drina é fundamental para atrair investimentos e criar um
de regras claras dificulta a instalação de empresas
lei que regulamenta um ordenamento urbano
deve ter iniciativa no Executivo e uma certa
perenidade. Não pode ficar mudando toda hora,
não atendendo particularidades especificas
demais”, defende Bergoc.
De acordo com Margareth Pongelupe,
do Clube de Engenharia e Arquitetura de
Londrina (CEAL), as longas discussões acerca
da lei de zoneamento acabaram gerando
insegurança, não só em investidores de fora,
como nos próprios londrinenses. “Isso afeta
várias áreas, como a construção civil, já que
as pessoas não sabem o que vai acontecer.
Complica tanto para quem vende, quanto para
quem compra terrenos, sem essa garantia do
zoneamento”, afirma.
A arquiteta Margareth Pongelupe,
do CEAL: “A falta de um Plano
Diretor afeta várias áreas, como a
construção civil, porque as pessoas
não sabem o que vai acontecer”
Insegurança jurídica
afasta investidores
A ausência de regras para a instalação de
empresas já afugentou muitos investidores
de Londrina, de acordo com Gilson Bergoc.
Ele recorda que a situação cria um clima de
insegurança jurídica, o que é negativo para
a cidade. “Ao procurar um novo local para
instalar sua empresa, o empresário precisa
saber qual a zona.” Margareth Pongelupe
completa que, para o empresário, pior do que
a existência de uma regra não tão boa é não
saber as regras. “Os empreendedores estão
querendo saber logo a regra do jogo.”
Nesse sentido, Bergoc lembra de
que, quando era diretor do IPPUL, vários
investidores de outras regiões chegavam
querendo saber do zoneamento para definir
uma estratégia de implantação de sua empresa
na cidade. “O empresário pedia detalhes das
regras e quando informávamos que ainda não
existia uma lei, ele recuava. Cheguei a ouvir
de um deles que quando tivesse a regra certa,
que o avisasse e se ele tivesse verba ainda,
poderia repensar seu investimento para
Londrina. Os investimentos têm momentos
certos para ocorrer e a cidade precisa estar
preparada para isso.”
“Os municípios que não
estiverem com seus planos
diretores aprovados podem
ter problema em receber
os recursos federais e
estaduais. E isso chama
atenção para a urgência.”
Gilson Bergoc,
arquiteto e ex-diretor do IPPUL
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
AEROPORTO
18
A volta dos brevês
A pedido da comunidade, Agência Nacional de Aviação Civil
reativa bancas de exames teóricos em Londrina
Pilotos, comissários e mecânicos de
Londrina e região não precisam mais ir até
Curitiba ou São Paulo para fazer provas de
habilitação em suas atividades profissionais.
A Agência Nacional de Aviação Civil realizará
em Londrina, de julho a dezembro, exames
iniciais e de revalidação para brevês e outras
habilitações de transporte aéreo.
A viabilização das provas tornou-se
possível graças à ação conjunta da ACIL, do
Aeroclube de Londrina e do deputado federal
Alex Canziani (PTB-PR). Desde 18 de março
de 2011, as provas estavam suspensas em
Londrina. A ACIL tomou conhecimento do
problema e solicitou ao deputado Canziani,
vice-líder do governo federal na Câmara
de Deputados, que buscasse uma saída
negociada.
“Reunimos todos os interessados – a
ACIL, o Aeroclube, as companhias aéreas – e
conseguimos mostrar à diretoria da ANAC que
Londrina é uma referência na formação de
pilotos, comissários e mecânicos, por realizar
cursos de qualidade procurados por pessoas
de todo o País”, disse o deputado Alex Canziani.
“A volta das provas a Londrina é mais uma
demonstração de que unidos podemos trazer
muitas coisas boas para a cidade e a região.
Foi uma bela conquista”, afirma.
As provas de revalidação começaram a
ser realizadas no dia 16 de julho; as provas
iniciais para pilotos, comissários e mecânicos
começaram no dia 23 do mês passado. Uma
prova para piloto privado dura em média
três horas; para comissário, duas horas;
para piloto comercial, três horas e quarenta
e cinco minutos. “Londrina é uma referência
importante para o setor aéreo”, afirma o
inspetor da ANAC em Londrina, Tilson Souza.
“Muitos dos que estão fazendo provas agora
vieram do interior de São Paulo e do Mato
Grosso do Sul.”
“Ter de viajar a Curitiba ou São Paulo para
tirar brevê ou fazer revalidação de documentos
era um transtorno para os profissionais da
área, sobretudom para os mecânicos. Agora
está bem melhor”, observa Tilson.
Depósito
Em junho, após várias negociações
intermediadas pela ACIL, o Governo do Estado
fez o depósito de R$ 9.213.965,00 na conta
da Prefeitura de Londrina. Os recursos serão
usados para a desapropriação de 44 imóveis
próximos ao Aeroporto Governador José
Richa, permitindo a expansão e melhorias
da pista. Segundo o secretário estadual da
Fazenda, Luiz Carlos Hauly, o governo assumiu
a responsabilidade de fornecer o dinheiro
necessário para a Justiça Federal fazer as
desapropriações com cada proprietário da
região.
Mais uma vez, a ACIL teve atuação decisiva
em favor do desenvolvimento de Londrina,
ao atuar como interlocutora nas negociações
entre os governos federal, estadual e municipal.
Tilson Souza, da ANAC:
“Londrina é uma referência
para o setor aéreo”
Você conhece as mídias mais
utilizadas pelos seus clientes?
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Ouve rádio AM?
Pesquisa realizada pela Chiusoli
em 2012 apontou que de cada 10
londrinenses, 8 ouvem rádio FM.
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DADOS
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
VIRTUAIS
19
Cada vez mais empresas
precisam da NFe
Para facilitar o trâmite burocrático, ACIL oferece o serviço aos associados
Fernanda Bressan
Equipe ACIL
Ano a ano cresce o número de setores
e empresas que precisam emitir a Nota
Fiscal Eletrônica (NFe). A exigência federal
começou em 2005 e foi paulatinamente
ampliando a obrigatoriedade para diversos
segmentos da economia. Na prática, o
documento virtual elimina o papel e, por
meio dele, a Receita Federal e as secretarias
estaduais de Fazenda podem acompanhar
em tempo real as transações das empresas
para fiscalizar o recolhimento de tributos.
Segundo a Receita Federal, a NF-e
substitui a nota fiscal modelo 1 e 1-A em
todas as hipóteses previstas na legislação
em que esses documentos possam ser
utilizados. Isso inclui, por exemplo: a Nota
Fiscal de entrada, operações de importação,
operações de exportação, operações
interestaduais ou ainda operações de
simples remessa.
Para emitir a Nota Fiscal Eletrônica,
a empresa precisa possuir certificação
digital (fornecida por uma autoridade
certificadora) e se cadastrar na secretaria
de Fazenda do seu estado. Para facilitar
esse trâmite para seus associados, a ACIL
oferece o serviço de NFe. A entidade
é credenciada junto à Federação das
Associações Comerciais e Empresariais
do Estado do Paraná (FACIAP) e por isso
pode emitir certificados aos associados.
E com custos menores que os praticados
no mercado.
Um dos grandes diferenciais é que
o associado paga apenas pelas notas
que emitir, sem mensalidade fixa. E com
menos papel, há economia na impressão
e arquivamento desses documentos. A
instalação do sistema é rápida e o manuseio,
muito fácil e prático. “O sistema detém uma
interface totalmente on-line para que possa
disponibilizar sua operação de qualquer
computador conectado à internet. O ambiente
on-line foi desenvolvido com linguagem
de programação moderna e recursos que
oferecem maior agilidade, eficiência e
navegabilidade no sistema”, explica Adão
Lopes, CEO da Varitus Brasil, empresa que
fornece o sistema operacional do produto.
Ele explica que o processo de emissão
começa antes mesmo da digitação da nota,
com a configuração da tributação vinculada
ao regime tributário da empresa. “Nesta
fase, o NFe.VARITUS propicia a integração
do contador de forma online para participar
da configuração, e também o contador pode
verificar as notas antes que elas sejam
transmitidas para o Secretaria Estadual de
Fazenda do Paraná”, completa.
Gerente de mercado da ACIL, Maria
Fernanda Beneli lembra que a entidade
oferece todo suporte aos empresários para
simplificar a burocracia. “Nós fazemos o
backup exigido pela Receita por seis anos
– é tudo online e não há preocupação com
o armazenamento”, explica.
NF-e: sistema totalmente on-line
permite que operação seja feita de
qualquer computador conectado
à internet, garantia de agilidade,
eficiência e navegabilidade à ação.
Adão Lopes,
CEO da Varitus Brasil
Vantagens e benefícios do sistema:
1. Dispensa qualquer instalação de software e gasto extra com servidores e equipamentos.
2. Agiliza o processo interno de emissão com validações e checagens automatizadas.
3. Elimina o trâmite de papel e busca em arquivos físicos pelo escritório contábil.
4. Garantia de que o arquivo digital de NFe ou CTe (Conhecimento de Transporte Eletrônico)
está sincronizada com o FISCO e validada durante o prazo que a situação do mesmo pode
ser alterado no SEFA/PR.
5. Avisa o responsável se uma NFe ou CTe for cancelada pelo fornecedor, pulada numeração
pelo faturista ou algum evento de CC-e foi gerado no SEFA/PR.
6. Armazenamento das NFe e CTe em modo seguro por 5 anos.
7. Oferece acesso aos documentos digitais emitidos e recebidos em ambiente on-line.
8. Possibilita verificar a NFe e CTe antes da chegada das mercadorias.
9. Possibilita melhor planejamento de logística, devido à recepção antecipada das informações
da Nota Fiscal Eletrônica.
10. Obtém-se redução de erros de escrituração devido a eventuais erros de digitação de notas
fiscais.
11. Integração com qualquer sistema de informação de forma rápida e fácil.
ARTIGO
DE OPINIÃO
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
20
Liderando com Sabedoria...
Uma aula de gestão e liderança com Salomão – o homem que
buscou o conhecimento para bem governar o seu povo
Por Paulo Varela Sendin
A Sabedoria é uma virtude ou uma dádiva
divina que precisa ser buscada, cultivada e
aplicada, conforme nos mostrou o arcebispo de
Londrina, Dom Albano Cavalin, na solenidade
da posse da nova Diretoria da ACIL, no dia 5 de
julho. Citando o exemplo de Salomão, que pediu
a Deus apenas Sabedoria para que pudesse bem
governar seu povo, Dom Albano nos deu uma
excelente aula de liderança e gestão.
Mas, o que mais podemos aprender com
Salomão?
Ao pedir Sabedoria a Deus, Salomão
descobriu que ela vinha acompanhada de
muitas outras coisas e que ele deveria esforçarse para alcançá-las. Assim, a “dádiva” de Deus
não era algo que ele obteria sem nenhum
esforço...
Em primeiro lugar, para exercer sua
Sabedoria, Salomão buscou obter muito
conhecimento. Conforme nos diz a Bíblia,
Salomão era um erudito que “...discorria sobre
plantas, animais, aves e peixes...”. Era também
escritor e poeta, como podemos ver pelos livros
que escreveu e que estão na Bíblia. O livro de
Provérbios, por exemplo, poderia estar em
qualquer coleção de “livros de autoajuda”, com
certeza de melhor qualidade do que muitos
dos que são hoje editados... Assim, Salomão
poderia ser colocado como um paradigma de
conhecimento, tanto em literatura como em
ciências naturais, o que lhe dava uma condição
importante para exercer a Liderança sobre o
povo e a Gestão do reino.
Em segundo lugar, outra lição que podemos
aprender com Salomão é que, embora fosse
reconhecido pelo seu alto nível de conhecimento,
Salomão poderia
ser colocado como
um paradigma de
conhecimento o que
lhe dava uma condição
importante para exercer a
Liderança sobre o povo e a
Gestão do reino.
tinha a humildade de buscar pessoas
tecnicamente competentes para planejar e
executar as obras públicas que faziam parte de
seu “plano de governo” como Rei de Israel. Ao
decidir sobre a construção do Templo, Salomão
mandou buscar um especialista no reino de Tiro
que era hábil “...para elaborar qualquer plano que
se lhe proponha...”. Reflete-se aí outra qualidade
importante para se exercer liderança e gestão:
saber buscar pessoas qualificadas para planejar
e executar tarefas em áreas em que o líder não
está (nem precisa estar) preparado.
Uma terceira lição a ser aprendida com
Salomão é sua percepção sobre a necessidade
de não governar sozinho. No livro de Provérbios
Salomão diz: “Não havendo sábia direção,
cai o povo, mas na multidão de conselheiros
há segurança”. Esta é uma orientação muito
importante, pois vem de alguém que, em
princípio, deveria ter todas as condições para
decidir tudo por si só. No entanto, mesmo
com toda sua Sabedoria (ou, precisamente em
decorrência de toda sua Sabedoria), Salomão
reconhecia que era preciso ouvir os conselhos
ou opiniões de outras pessoas.
Entre as muitas lições que podemos
aprender da sabedoria de Salomão, essas
três podem ajudar muito a quem assume
responsabilidades de Liderança e Gestão,
seja no setor privado ou no setor público. E a
recompensa vem, além da satisfação de obter
bons resultados em benefício dos liderados,
pelo reconhecimento da obra bem feita, pois
como diz o próprio Salomão: “Vê a um homem
perito em sua obra? Perante reis será posto...”
Paulo Varela Sendin é engenheiro
agrônomo e integrante do Fórum Desenvolve
Londrina.
RECURSOS
HUMANOS
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
O X e o Y das empresas
João Dornellas, vice-presidente de Recursos Humanos e Corporate Communication
da Nestlé, dá dicas de atuação organizacional no mercado contemporâneo
Bianca Barille
Especial para o Jornal da ACIL
A inovação é um instrumento essencial
para uma organização empresarial, seja
qual for o seu tamanho. Para o vicepresidente de Recursos Humanos e
Corporate Communication da Nestlé, João
Dornellas, uma empresa ideal, que busca
crescimento, precisa fazer do seu dia a
dia uma combinação entre as principais
características dos profissionais X (os
funcionários que já estão na empresa) e
os profissionais Y (aqueles que chegam à
organização).
O faturamento da Nestlé no Brasil, só
em 2011, foi de R$ 20,5 bilhões, ano em
que a companhia registrou um aumento
orgânico de 10,6%. Presente em diferentes
tipos de negócios, a Nestlé é uma das
poucas indústrias que mantiveram o ritmo
de crescimento. Com foco no mercado
brasileiro, Dornellas reforça que o aumento
no faturamento se deve também à preparação
da Nestlé e das pessoas que fazem parte do
seu quadro de colaboradores.
“A sociedade brasileira está em constante
mudança, com a ascensão das classes C, D
e E, graças ao crédito fácil e ao aumento
de poder de compra provocado pelo
incremento de renda. A entrada de novos
consumidores e os hábitos de consumo
elevam as possibilidades de crescimento de
marcas e produtos”, explica o vice-presidente
da Nestlé.
Perfil corporativo
João Dornellas está na Nestlé há 28 anos.
Nesse período, exerceu importantes papéis
de direção industrial, inclusive no México,
onde trabalhou por quase oito anos. Desde
2003 está à frente da Direção de Recursos
Humanos da Nestlé Brasil Ltda e em abril de
2007 assumiu Divisão de Assuntos Públicos
e Institucionais. No dia 15 de fevereiro deste
ano, assumiu ainda a área de Relações com
Imprensa. Dornellas também é Presidente da
Fundação Nestlé Brasil, além de integrante
do Conselho Superior do Agronegócio
(Cosag) e da Cadeia Produtiva da Saúde
(Comsaúde), da Fiesp.
“Eu tive vários empregos, funções e
responsabilidades, só que dentro de uma
mesma companhia. Isso se deve à cultura
de desenvolvimento da Nestlé e a um
departamento de RH estratégico que, ao
lado das pessoas, levam em conta as suas
histórias, necessidades, desejos e anseios
particulares, que devem ser compreendidos
e respeitados”, ressalta Dornellas.
Mas a formação não depende apenas da
empresa. Segundo Donellas, os profissionais
precisam estar cada vez mais atentos a
um mercado dinâmico e globalizado. Aos
profissionais cabe conhecer seu papel dentro
da companhia e o mercado em que atuam,
ou seja, os pontos fortes e os pontos a serem
aprimorados.
Para a organização, ter colaboradores
alinhados com os valores da empresa é
fundamental para garantir um desempenho
positivo. Dessa forma, a companhia precisa
auxiliar o desenvolvimento profissional e
também humano de seus colaboradores –
assim trabalha um departamento de relações
humanas estratégico.
O principal desafio deste departamento
dentro das empresas é atingir a excelência
em todos os processos, mantendo sempre
em vista a perspectiva humana, a fim de
contribuir com o desenvolvimento de cada
colaborador da companhia, e assim, fazer a
empresa crescer também.
Além disso, é missão da área de
recursos humanos criar condições para
que as pessoas e a empresa cresçam a
partir de um modelo que se retroalimenta
constantemente. “O colaborador sabe que
tornar a Nestlé líder e confiável só é possível
a partir do comprometimento e paixão pelo
seu trabalho”, diz Ornellas. Esse processo é
de extrema importância para a excelência
da empresa, e só é possível se o colaborador
estiver inserido na cultura e nos valores em
que a empresa trabalha.
“Os profissionais de RH lidam com
fatores humanos o tempo todo e é
fundamental entendê-los. Mais do que
gerenciar colaboradores, atuamos ao
lado das pessoas, levando em conta as
suas histórias, necessidades, desejos
e anseios particulares, que devem ser
compreendidos e respeitados. Motivar cada
colaborador para que ele atinja o melhor de
si e evolua constantemente é um desafio.
Saber entender as diferentes gerações de
colaboradores, desde os baby-boomers até
a Geração Y, o é fundamental para que eles
se sintam felizes numa empresa, e isso é
relevante para qualquer empresa”, reforça
João Dornellas.
O vice-presidente da Nestlé, João Dornellas: “Tornar a
empresa líder só é possível com paixão e comprometimento”
Nestlé desenvolve projeto
de regionalização
A área de recursos humanos tem importância fundamental para
garantir que os colaboradores estejam informados sobre as estratégias
da empresa, e assim, atingir os consumidores. Pensando em atingir os
consumidores de diferentes regiões, que apresentam perfis diferentes,
desde 2003, a Nestlé realiza um projeto de regionalização, no qual
desenvolve ações, programas e produtos específicos para cada região,
com o objetivo de atender os hábitos de consumo locais e até mesmo
as necessidades nutricionais dos diferentes locais. Com isso, é possível
acompanhar e estar próximo do desenvolvimento econômico do interior
e cidades menores, oferecendo produtos e soluções para atender as
necessidades da população local.
“A região sul tem bastante potencial de mercado e muito a ser
explorado pelas empresas. Londrina é um dos principais pólos comerciais
do Paraná, e, com certeza, se insere no contexto estratégico da Nestlé”,
observa Dornellas.
21
NOVOS
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
ASSOCIADOS
COMÉRCIO
AÇOUGUE
Casa de Carnes Ouro Carnes
Av. Pedro Carasco Alduan, 1.184
ARTIGOS PARA PRESENTES
Fly Distribuidora
R. Alameda Ferreira Marques, 436
Nathibi Presentes
R. Lindinalva da Silva Basseto, 58, sala 3
Nayara Presentes
R. Dionezio Cruzatte, 492
ARTIGOS RELIGIOSOS
Silvio Capeleti Ferreira
R. Pará, 566
AUTO CENTER
Marcelo autopeças
Av. Arcebispo Dom Geraldo Fernandes, 2.503
BOLSAS
Andre Luiz Sovierzoski
R. Cordeiro de Farias, 33
Casa das Bolsas
R. Sergipe, 521, loja 3
RM Bolsas e Acessórios
R. Benjamin Constant, 1.053, box 6
BRECHÓ
Bazar da Marlene
R. Ruy Virmond Carnacialli, 609
BRINQUEDOS E ARTIGOS RECREATIVOS
Cristina Chueiri Okuyana
R. Paranaguá, 901
BRINQUEDOS ELETRÔNICOS
Armarinhos Wanne
Av. Saul Elkind, 5.209, sala 01
COMÉRCIO ATACADISTA DE CALÇADOS
Bianca Kolenda Sacola Chic
R. Santa Catarina, 50
Morena Bella Calçados
Av. São João, 995
COMÉRCIO DE DOCES
Andreza Benedita Muller
R. Café Ouro Verde, 276, quadra 19
Elizabete Cordoba Teixeira
R. Jaão Fiatkooski, 67
COMÉRCIO DE MODELADORES
Elizama Muller
R. Café Supremo, 67, loja 01
COMÉRCIO DE MÓVEIS E ELETRO
ELETRÔNICOS
Móveis Brasília
Rod. Carlos João Strass, 780
COMÉRCIO DE PEÇAS DE AUTOMÓVEIS
Amortece Carros
R. Araguaia, 265
COMÉRCIO DE VEÍCULOS
Motocar
R. Catarina de Bora, 539
Moura Veículos
R. Uruguai, 180
CONFECÇÕES/VESTUÁRIO
Claudineia Sabino
R. Helena Borges Ruzzon, 70
Comércio Belly
R. Vasco da Gama, 102
Dy Cara
R. João Izaias, 67
Gente Elétrica
Av. Tiradentes, 1.411, loja 35/36
Irondi Aparecida Colombo Capra
R. Waldomiro Fernandes, 25
Janete Aparecida Tobias de Oliveira
R. Silvia Mariano da Silva, 104
KID Maleon
Av. Sylvio Barros, 100
Lebrune Lingerie
Av. Rio de Janeiro, 131, box 41
Leonora Pereira
R. das Castanheiras, 852, loja 1
Mega Stock
R. Minas Gerais, 194
Ozana Aparecida da Silva
R. Bonifácio Rodrigues, 126
Rita Aparecida de Oliveira
R. Vitorio Zendrini, 31
Rosaline
R. Tarcisa Kikuti, 35 – sala 02
Rose Modas Unisex
Av. Presidente Eurico Gaspar Dutra, 980
Silvana Baldini da Silva
R. Zerbo Quintino Pontes, 353
COSMÉTICOS E PERFUMARIAS
Michele Caroline Rodrigues da Silva
R. Juracy Hugo Cabral Messias, 994
DECORAÇÃO
Bella Casa Store
R. Pernambuco, 182
PANIFICADORA E CONFEITARIA
Doce Tentação
Av. Higienópolis, 1.322
Panificadora e Confeitaria Ilha Bella
R. Lindalva Silva Basseto, 979
PAPELARIA
HB FISIO
R. Arcindo Sardo, 460, sala 14
PEÇAS DE AUTOMÓVEIS
Auto Elétrica Zaqueu
R. Salim Sahão, 590
PET SHOP
Curti Dog Pet Shop
R. Foz do Iguaçi, 180, sala 2
PRODUTOS ELETRÔNICOS
Londricenter
Av. Paul Harris, 620
PRODUTOS FITOTERÁPICOS
Hoffmann Pilates
R. Anna Moreno de Mello Menezes, 250
PRODUTOS PARA IMPERMEABILIZAÇÃO
Ronny Peterson Freire
R. Jorge Velho, 1.222
FECHADURAS
Carlos Henrique Reis
Av. Lucia Helena Gonçalves Viana, 893
VENDEDOR AMBULANTE
Annelise Pazuch
R. Jorge de Aquino Oliveira, 72
Denise Renata de Oliveira
Av. Clarice de Lima Castro, 155
Elaine Paulino
R. Fortunato Moro, 163
Flavia Lucas Vieira de Oliveira
R. João Alves da Rocha Loures, 113
Luciana Oliveira de Moraes
R. Camila Kauam, 448
Mônica Aparecida de Cruz Lourenço
R. Leonidas Rezende Dutra, 212
Piccoli Fogos
Av. Arthur Thomas, 2.430
Rosângela Alves de Lima
R. Valter Athos Vanzo, 463
Sidney dos Santos
R. Olympio Theodoro, 585
Thiago de Oliveira Czigler
R. Acungui, 322
Walter Luiz Baltieri
R. Fernando de Noronha, 741
FERRAMENTAS
M E M Pisconti
R. Damasco, 578
VIDRAÇARIA
Vidraçaria Art-Glass
R. Aratinga, 144
LINGERIE
Viviane de Souza Gonçalves
R. Franz Hesselman, 621
SERVIÇOS
DISTRIBUIDORA DE GÁS
Rodrigo Alves da Rosa
R. Virginio Marchezini, 55
ELETRÔNICA
Adenilson da Silva Pereira
R. Orlando Sisti, 226
Cercanimal Amazonas
Av. Abelio Benatti, 4.772
EMBALAGENS
Menthapimenta
Av. Jorge Casoni, 1.699
FARMÁCIA
Farmácia Drogalar
Av. Saul Elkind, 5.293
Medcom
Av. Bandeirantes, 299
MÁQUINA INDUSTRIAL
KBRX Metal Next
Av. Luis Pasteur, 430
Rtech Equipamentos Industriais
Av. Inglaterra, 466, sala 7
MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO
Eletro Suprimat Norte do Paraná LTDA
Rod. Carlos João Strass, 1.155
Tecknodoor
R. Brasil, 1.810, loja 4
MATERIAIS ELÉTRICO
Guadaim Mix
Av. Serra da Esperança, 215
ÓTICAS, JOIAS E RELÓGIOS
Casa do Óculos
R. Senador Souza Naves, 282, lojas 1 e 2
Ótica Luz dos Olhos
R. Senador Souza Naves, 558
ACABAMENTOS EM GESSO
Ponto do Gesso
R. Carolina Vendrame Vaz Primo, 641
Sidnei Lourenço Francisco
R. Augusto Gomes, 683
ACADEMIAS
Ricardo Rodrigues Franca
R. Araguaia, 514
ADVOGADO
Patrícia Cristiane Brites
Av. José Gabriel de Oliveira, 915
AGÊNCIA DE PROPAGANDA
Estúdio S Video Produções
R. Casemiro de Abreu, 467
Madre Markting Propaganda
Av. Higienópolis, 210, sala 1.201
AR CONDICIONADO
Ar Life Ar Condicionado
R. Arungui, 105
ATENDIMENTO HOSPITALAR
CIS Centro Integrado em Saúde
R. Senador Souza Naves, 1.082
R. Marabu, 656
AUTO CENTER
Reginaldo Nogueira Moraes
R. Sebastião Montilha Garcia, 181
CABELEIREIROS
Alessandra Vilela
R. Primavera, 400 – Ibiporã
Cintia Cristina de Oliveira Lara
Av. Pres. Abraham Lincoln, 960
Cristina Tiemi Nemoto
R. Irmão José Valerio de Souza, 405
Edina Maria de Oliveira Torquato
Av. Madre Leonia Milito, sala 250
Geisi Aparecida Geremias Alves
R. Nilo Gonzales Vicente, 630
Manicuri.com
R. Deputado Nilson Ribas, 380
Paulo Rogério Dona
Av. Higienópolis, 2.700, loja 1
Rafaela Lopes de Almeida
R. Luiz Pereira de Lima, 191
Raimunda Marcelino da Cruz Rezende
R. Santos, 558
Suzeli Felicia de São Miguel
R. Minas Gerais, 194, sala 508
Taciane de Souza Urano
R. Maria Irene Vicentini Theodoro, 93
COBRANÇA
Fernando Rosseti Tozatti
R. Mossoró, 625
COMUNICAÇÃO VISUAL
Adriano Peruci Carbeloti
R. Lindalva Silva Basseto, 1.375
Hot New
R. Euclides Saladine, 265
CONSULTORIA, ASSESSORIA E
ADMINISTRAÇÃO
TWB Consultoria
R. Santos, 488
CONSTRUÇÃO CIVIL
Sebastião Rodrigues dos Santos
R. Via Lactea, 198
CONTABILIDADE
Riatla Contabilidade
Av. Inglaterra, 571, sala 7
CORRETORA DE SEGUROS
A1 Adm. e Corretora de Seguros LTDA
Av. Inglaterra, 639, sala 03
COSTUREIRA
Nazilda Ventura Salviano
R. Araçauba, 462
Sandra Helena Gervasoni
R. José Domingos de Oliveira, 142
DESENVOLVIMENTO DE WEBSITE
Napse
Av. Maringá, 813, sala 20
EDUCAÇÃO E ENSINO
IBC Instituto do Conhecimento
R. Dr. Elias Cesar, 55, sala 1.104
ELETRICISTA
Edson Calbaizer
R. do Atletismo, 146
ENSINO DE ARTE E CULTURA
Fabiano Teixeira
R. União da Vitória, 298
ESCOLA DE IDIOMAS
Wizard Aeroporto
Av. Santos Dumont, 1.075
22
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
ESTETICISTA
Gracielle Maria Azedo
R. Ucrania, 297
FECHADURAS
Diego da Silva Horácio
R. Guaporé, 770
FOTÓGRAFO
Marcelo Pereira
R. Luiz Bruzim, 820
Marco Aurelio Lopes da Silva
R. Anai, 288
Silvio Bueno Fernandes Junior
R. Ubirajara, 129
Ofir Ramos
R. Kanane Monma, 78
Pedro José da Silva
R. Jaime Moura de Lima, 662
Rafael Moreira Brandas Alves
Av. Laranjeiras, 233
Roberto Tosi
R. Osório Soares, 53
Sueli Maria Ferreira da Silva
R. Alinor Elias, 29
MÁQUINAS E IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS
Paulo Fernando Zerbini
R. Serra do Mel, 103
GRÁFICA
Gráfica e Editora Vale Verde
R. Etiene Lenoir, 85
MARKETING DIRETO
Cliente Show
Av. General Mendonça Lima, 667, sala 4
IMOBILIÁRIAS
Romeu Curi
R. Paranaguá, 777
MONTAGEM DE STANDS
Fabio de Oliveira Paes
R. Santa Fé, 79
Willians Rogério Gimenes
R. Pedregulho, 46
INSTALAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIP.
INDUSTRIAIS
Claudio Siqueira
R. Wanda Carno, 140
Ofir Ramos
R. Kawane Monma, 78
INSTITUIÇÕES
Instituto PHD
R. Espírito Santo, 653, sala 601
JARDINEIRO
Comércio MLR Flores e Jardinagem
Av. Saul Elkind, 3.945
Jacir Joaquim Costa
R. José Vitorino, 335
Valdecir Cardoso
R. Petronio Portella, 43
Valdemar Ortiz da Silva
R. Antonio Carlos de Oliveira Leme, 83
LABORATÓRIO DE PRÓTESE
Cor e Forma Laboratório de Prótese
R. Ibiporã, 404
LAVA RÁPIDO
Eliane Fogaça Marques
R. Antônio Salema, 279
LOCAÇÃO DE AUTOMÓVEIS
Paulo Henrique Bispo dos Santos
R. Pernambuco, 134
MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES
Carlos Alberto de Brito
R. Severino Santini, 800
MANUTENÇÃO DE REPAROS ELETRÔNICOS
Ana Irina dos Santos
R. da Aeronáutica, 91
Carlos Alberto Carvalho
R. Reinaldo Benes, 285
Daniel Menck
R. Alcina Dornellas Monteiro, 208
Euromaquinas
Av. Henrique Mansano, 2.140
Henrique Ferreira Ribas Xavier
R. Rio Grande do Norte, 1.070
Jhader Flavio Ferrari de Oliveira
R. Domingos Julião, 117
José Carlos Venâncio
R. Cianorte, 365
José Maria Besso
R. Ernesto Gonçalves Mendes, 505
Josefa Nerci da Conceição Oliveira
R. Dom Fernando, 263, sala 02
Laércio Paulo Novaes
R. Adulcino José Jordão, 434
OBRAS DE ALVENARIA
Aparecido Rosa
R. Doutor Moacyr Arcoverde, 1.039
José Carlos Fritola
R. José Dean, 140
José Faustino de Andrade
R. Paulo Moldovan, 59, quadra 14 lote 39
Leocadio Ramos Martins
R.Gabriel Cestari, 556
Osi Florencio Freire
R. João Lot, 83
ODONTOLOGIA
Odontocompany
Av. Duque de Caxias, 1.615
PEDREIRO
Devanil da Luz
R. Ignes Sirley Mazer Cardoso, 132
José Benedito Ribeiro
R. Maurício de Paulo, 139
PINTOR
Claudinei Lino de Souza
R. Antonio Baldan, 215, casa 09
Davi Barbosa Alves
R. Nello Thomaz Lainetti, 89 B
Edio Ilson de Oliveira
R. Ana Vargas Ilario, 22
Evandro Luiz Gomes Pintor
R. Sebastião Luiz Gomes, 111
Guilherme Sanches Hipólito
R. Jorge Velho, 1.180
Jair Barbosa Mendes
R. Generoso da Silva, 558
Luiz Carlos Valente
R. Victor Correia de Farias, 53
Magno Borges Dias
R. Cambui, 98
Marcos dos Santos Pelegrini
R. Seringueira, 687
PRODUTORA
BFU Box
R. Alfredo Batini, 558
PROFESSOR DE MÚSICA
João Luiz Gilberto de Carvalho
R. Ulrico Zuimglio, 100
REPARAÇÃO DE MOBILIÁRIO
Camila Horácio da Silva
R. Nilo Peçanha, 9
RESTAURANTE
Dayanne Cristine de Oliveira
Av. Celso Garcia Cid, 239
La Gondola
Av. Santos Dumont, 1.300
SEGURANÇA
Liberty Segurança Patrimonial
R. Michigan, 550
TÉCNICO EM INFORMÁTICA
Gustavo Santos Silva
R. José Anisio de Goes, 84
Jardel de Oliveira
R. José Vargas, 47
Rafael Luis Splicido Giraldo
Av. Paul Harris, 88
COMÉRCIO DE GESSO
Walace Bruno Cera
R. Antonio Dias Adorno, 919
CONCESSIONÁRIA
Mizumi Veículos
Av. Higienópolis, 1.674
TELEFONIA E COMUNICAÇÃO
Sati
R. Serra da Canastra, 73
EVENTOS E FESTAS
Edna Aparecida Silva
R. Camille Flammarion, 195
João Luiz Nogueira Arrudo
R. Jacy, 76
Lucas Rodrigo da Silva
R. Angelo Merlo, 83 – Ibiporã
Reginaldo Barbosa de Jesus
R. dos Cravos, 103
TRANSPORTADORA
Julio Cesar Fernandes Silva
R. Silvio Bussadori, 619
FERRAMENTAS
Locadrill
Av. Winstor Churchill, 485
TRANSPORTE DE PASSAGEIROS E CARGAS
Adriano Faga
R. Nelson Roversi Forattini, 310
FOTOGRAFIA
Foto Fan
Av. Saul Elkind, 732
IND/COM
ALIMENTAÇÃO
Produtos Naninha
R. Lupércio Pozatto, 1.025
BOLSAS
Bags Confecções Lune Baby
R. Cacilda Nasralla Neme, 940
CONCRETO
Tecno Blok
R. José da Silva, 90
CONFECÇÃO
Agrovest
R. Virgilio Jorge, 126
CONSTRUÇÃO
Construtora Zacarias
Av. Curitiba, 1.317 – Apucarana
Higiban
Rod. Melo Peixoto, 3.942 – Cambé
Pisos Passarela
R. Dolores Peralta, 112
FERRAMENTAS
Lexno Indústria
R. Abelio Benatti, 4.734
HIGIENE E LIMPEZA
Londrirodos
R. Lisboa, 323
INDÚSTRIA
Akecer
R. Pedro Botelho de Rezende, 2.121
MÁQUINAS INDUSTRIAIS
Hidromar
R. Amélia Abib Tauil, 151
PINOS PARA BICICLETA
Mobile Europa
Rod. Carlos João Strass, 4.333
PURIFICAÇÃO
Tecnopuro Tecnologia em Purificação LTDA
Rod. Celso Garcia Cid, 1.719
COM/SERVIÇOS
ALIMENTAÇÃO
Casa da Panqueca
R. Vergilio Perin, 152
Lourdes Paviani Cimitan
R. Wilson Gonçalves Brandão, 198
23
INFORMÁTICA
AG7 Informática
R. Pref. Hugo Cabral, 557, sala 502
Bruno Lourenço Rodrigues
Av. da Maratona, 291
Celso Toshio Marques
R. São Rafael, 150
LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS
Bruno de Souza Rosolen
R. Serra do Bedengo, 568
Bunker Locações
R. Guaporé, 109
Crediário JM Rodrigues
R. Maria Luiza de Faria Lemos Figueiredo, 181
G42 Soluções
Av. Robert Koch, 1.185
MATERIAIS PARA MARCENARIA
Milton Carpinel
R. Tanzânia, 107
MECÂNICO E COMÉRCIO DE PEÇAS
CFG CAR
R. Sebastião Palhares, 55
Elcio Antonio Guillen
R. Campo Mourão, 105
MONITORAMENTO DE SISTEMAS DE
SEGURANÇA
Inovare Serviço de Monitoramento Eletrônico
R. Michigan, 550
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
Ademir Pinturas
R. Elpidio Alves, 81
Anderson Luis Basseto
R. Amélia Riskallah Abib Tauil, 777
Asa Condomínios
Av. Higienópolis, 32, loja 08
José Marques Carneiro
R. das Bananeiras, 256
TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS GERAIS
Via Dezessete Setenta
R. Ruy Virmond Carnacialli, 684
TELEFONIA E COMUNICAÇÃO
Elitel Telecomunicações
R. Rio Grande do Norte, 511
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
PERFIL
24
Empreendedor de fé
Alexandre de Achiropita, um restaurador de
imagens de santos que faz do seu trabalho
uma profissão de fé e talento
Edson Vitoretti
Especial para a ACIL
O trabalho de um homem pode mostrar quem ele é.
Alexandre Passarini, conhecido por Alexandre de Achiropita,
é restaurador de imagens de santos. É uma pessoa loquaz.
Fala muito e sobre vários assuntos sem perder o fôlego.
Mostra paixão ao falar de seu ofício, tornando sua fala
ansiosa, fragmentada, como estátuas em cacos. Restaurando
seus relatos, compomos sua imagem.
A contemplação é característica de muitos santos, seja na
história de suas vidas humanas, seja nas expressões faciais
representadas nas estátuas. Alexandre de Achiropita gosta
de contemplar: “Às vezes eu paro em frente a uma árvore
e fico prestando atenção nela, vendo sua beleza, sem nem
mesmo saber por quê.” Alexandre teve o tempo necessário
para desenvolver esse hábito da contemplação. Dos 13 aos
28 anos de idade, uma micose no corpo todo o impediu de
trabalhar. A medicina, humana e moderna, nada pôde fazer
por ele. A cura, segundo Alexandre, veio de um milagre
concedido por uma santa que ele admirava desde criança,
Nossa Senhora de Achiropita. “Aos cinco anos, fiz uma pintura
dessa santa sem a conhecer. Daí em diante sempre procurei
saber mais sobre ela”, diz Alexandre. Conforme relata, uma
prima lhe deu um santinho com a imagem da santa, e no dia
seguinte a micose desapareceu do seu corpo.
A espera de 15 anos pela cura da micose parece ter
produzido em Alexandre um componente fundamental em
seu trabalho: a paciência. “Às vezes chegam estátuas aqui
quebradas em dezenas de caquinhos. Aí eu colo um a um,
como se fosse um quebra-cabeças.” Para secar as pinturas
dos santos, mais paciência: “Dependo do tempo natural para
trabalhar. Se estiver frio e chovendo, fica mais demorado.
Não luto contra a natureza”.
A fala de Alexandre é detalhista. Esmiúça as várias
histórias que conta, como se estivesse preocupado em
decalcar o que está em sua mente e transferir a cópia exata
à mente do interlocutor, esculpindo nosso entendimento.
Se o comportamento de Alexandre denota uma íntima
vinculação com seu trabalho, suas crenças as fundem a
ele. A maneira como aprendeu seu ofício demonstra isso.
Achiropita significa pintura feita por mãos divinas. No final
do século VI, foi encontrada uma pintura numa gruta na
região da Calábria, na Itália, que teria sido feita por Nossa
Senhora. Alexandre, após ser curado da micose, passou a
rezar à santa pedindo que ela lhe ensinasse a pintar. A santa
parece ter atendido suas preces concedendo-lhe algo mais
que o dom de pintar: “Ela aparecia em meus sonhos e me
ensinava a restaurar imagens”, conta.
O desapego ao dinheiro faz parte da biografia de santos.
Alexandre de Achiropita não cobra pelas restaurações que
faz para igrejas. E as pessoas que pagam pelo seu serviço
não voltam para casa apenas com a imagem restaurada:
“Sempre dou uma outra imagem de presente para a pessoa.
Eu olho pra cara dela e me lembro de um santo. Aí dou esse
santo pra ela”, afirma.
Sua casa, que também é seu local de trabalho, atesta
que Alexandre trabalha para viver, e não para enriquecer.
Ele vive numa casa humilde, de madeira. Móveis simples e
velhos disputam espaço com dezenas de estátuas de santos
espalhadas por toda parte. A riqueza da casa é a enorme
variedade de imagens: “Costumo dizer que aqui em casa
as igrejas se encontram. Há santos de várias igrejas aqui”,
diz. Na parede, um quadro do papa Pio X, que, segundo
Alexandre, é seu ancestral.
O aparente desinteresse por ganhar dinheiro pelo que
faz rende a Alexandre outras formas de recompensa, como
a gratidão. Certa vez, um santo de São Judas Tadeu caiu
do andor em plena missa. Foi uma choradeira total entre
os fiéis. Alexandre se ofereceu para consertar a estátua
gratuitamente. “Isso foi há sete anos, e até hoje quando volto
a essa comunidade, as pessoas me tratam muito bem. O padre
pede para eu subir no altar da missa pra me agradecer, e as
pessoas me aplaudem e me abraçam. Eu ganho muito mais
fazendo de graça. Ganho a estima e o carinho do povo”, diz.
Às vezes a gratidão é expressa em lágrimas. Uma senhora
havia procurado um outro restaurador que menosprezou
o valor sentimental que a imagem tinha para ela, além de
recusar o serviço por ser uma estátua antiga, de difícil
restauração. Alexandre aceitou fazer o trabalho e quando
entregou a estátua restaurada à senhora, ela chorou de
felicidade. “Essa senhora tinha dado essa estátua de Nossa
Senhora do Perpétuo Socorro de presente para sua mãe,
quando ela tinha 14 anos de idade, logo após conseguir seu
primeiro emprego”, comenta.
O dicionário Michaelis diz que empreendedor é aquele
“que se aventura à realização de coisas difíceis ou fora do
comum”. Nesse sentido, Alexandre de Achiropita poderia
ser chamado de um empreendedor de fé. Não só por
contribuir para manter viva uma crença milenar, mas por
ousar acreditar em grandes feitos: “Meu sonho é aprender
a técnica da pintura furta-cor, que mãos humanas nunca
conseguiram fazer, mas que está no rosto de Nossa Senhora
de Guadalupe. Por isso o rosto dela muda de cor. Eu não
quero morrer sem fazer isso. Ela ainda vai me conceder
essa graça”, confia.
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
O restaurador de santos Alexandre de
Achiropita: “Eu amo o que faço. Meu
trabalho é minha vida.”
“Santo não é para enfeite, nem decoração.
É para se ter veneração e respeito.”
SICOOB. A PRIMEIRA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA A DISPONIBILIZAR
IMPRESSÃO DE EXTRATOS, SALDOS E COMPROVANTES VIA CELULAR.
É assim, investindo em tecnologia, que o Sicoob inova mais uma vez e coloca nas mãos de seus mais de 2 milhões de associados uma
nova funcionalidade para facilitar o dia a dia, garantindo praticidade e comodidade. Quem foi o primeiro a disponibilizar o acesso às
informações da conta corrente via Facebook tinha que sair na frente também na hora de permitir a impressão de extratos, saldos e
comprovantes direto de um celular. Para mais informações, acesse nosso site.
* Faça uso consciente. Imprima somente quando necessário.
25
NOVA
JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
GESTÃO
26
Envolvimento com a cidade
Uma bela e emocionante festa no Buffet Planalto no dia 5 de julho marcou a posse da nova Diretoria da ACIL e dos
Conselhos Deliberativo e Fiscal da entidade para o biênio 2012/2014. Em seu discurso, o presidente Flávio Montenegro
Balan destacou as três palavras fundamentais para o associativismo: agradecimento, envolvimento, desenvolvimento.
As fotos são de Josoé de Carvalho e Fernanda Bressan.
Dom Albano Cavalin
Luiz Carlos Adati, Beto Richa, Flávio Balan e
Rainer Zielasko
Flávio Balan e Beto Richa
“O trabalho da ACIL em Londrina é fundamental. Com o Flávio Balan, temos um contato muito próximo, uma relação de amizade que
vai facilitar esse bom entendimento entre o Governo do Estado e a entidade. Há uma série de projetos, como o Arco Norte, que visa um
desenvolvimento integrado, um desenvolvimento regional em Londrina. Portanto, fiz questão de prestigiar a posse da nova diretoria da
ACIL e, em especial, do novo presidente.”
Governador Beto Richa, na solenidade de posse
Enio e Eliana Sehn
Flavio Meneghetti, Flávio Balan,
Juraci Barbosa
Marcelo Ontivero, Fabrício Salla
e Luiz Adati
Conselho da Mulher Empresária
Flávia e Flávio Balan
Ione Taki e Luiz Carlos Adati, Lucas e
Rodrigo
Gilberto Martin, Orlando Pessuti
Márcio Amaro
*Bandeira Sicredi na rede própria. Visa e MasterCard na RedeCard e na Cielo.
SAC Sicredi - 0800 724 7220.
Deficientes Auditivos ou de Fala - 0800 724 0525.
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JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012
BBB da Corrupção
Jota
Especial para a ACIL
Assistindo ao julgamento do mensalão tive uma
ideia que pode render uns bons trocados para o Brasil.
O canal do Supremo Tribunal Federal (STF) vem
transmitindo ao vivo todas as sessões e tendo uma boa
audiência, com acessos feitos também pela internet.
Tribunais costumam ter um ar de espetáculo, com
a oratória e gestos dos advogados e também os ritos
que fazem parte de todo julgamento. Um caso como
o do mensalão atrai ainda mais a atenção do público.
Às estrelas que estão no banco dos réus juntam-se
renomados advogados, alguns deles até famosos no
noticiário nacional, pois estão sempre envolvidos
na defesa de acusados em escândalos de corrupção.
Uma das estrelas mais esperadas era o ex-ministro
Márcio Thomaz Bastos, que atua na defesa de um
mensaleiro. Foi um fiasco. Ele perdeu-se na explanação
e até trocou o nome do cliente, de José Roberto Salgado
para “José Roberto Toledo”, errando também o local
de trabalho do acusado, citado como “Banco Real” em
vez de Banco Rural.
Isso não pode ser visto como nervosismo de
estréia do ex-ministro, que é um veterano na defesa
de acusados por corrupção. Ele foi protagonista
inclusive de outro caso quente, que rendeu até uma
CPI no Congresso. Thomaz Bastos defendia até pouco
tempo atrás o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Porém,
no julgamento do mensalão sua performance foi tão
chata que até ele a chamou de “fastidiosa” e finalizou a
defesa dizendo que fazia isso para “o bem de todos nós”.
Num BBB o ex-ministro seria expulso da Casa
no primeiro “paredão”. E aqui chegamos à ideia de
que falei, que é de promover um BBB da Corrupção.
Conteúdo para isso é o que não falta, na rede nacional
de corrupção que foi formada em todo o território
nacional.
O programa teria câmeras acompanhando o
cotidiano dos corruptos. Todos sabem como o
brasileiro gosta dessas coisas. Corrupto flagrado em
ação pela imprensa ou pelo Gaeco dá tanta audiência
quanto baixaria do BBB. Temos vários exemplos
nacionais e até em Londrina foi um sucesso danado
a divulgação do grampo telefônico do Gaeco em caso
de acusação de propina de vereador.
No BBB do Corruptos ninguém vai precisar
ficar confinado, como se faz no BBB normal. Isso
inviabilizaria a produção. Logo iriam aparecer
advogados de todo lado para impedir o confinamento.
Esta espetacular versão de BBB vai acompanhar o
dia a dia dos corruptos, com suas figuras pitorescas,
as brigas internas e paixões. E dando um sabor erótico
à corrupção teremos até musas, como já ocorre em
escândalos como o da CPI do Cachoeira. É claro que
as musas do BBB da Corrupção vão acabar também
nas revistas de fofoca e até na capa da Playboy. E da
Veja também, é claro.
O programa pode ser veiculado por uma dessas
emissoras estatais que não dão nem traço de audiência.
Com o BBB da Corrupção, elas vão bombar. E ainda
venderemos os direitos desta nova grife televisiva,
como faz o BBB pelo mundo todo. Esta é a melhor
novidade: pela primeira vez no mundo este país vai
ganhar algum dinheiro com a corrupção.
28
Já que um dia
vamos rir de tudo
isso por que não
começar já?
Eleitor, o voto é sua arma. Por isso, muito
cuidado com o tiro no pé.
...
As pessoas só começam a esconder a
idade quando ela aparece.
...
Nossa democracia é composta de quatro
poderes: o Executivo, o Legislativo, o
Judiciário e os que podem mais.
...
Já se sabia um dia que o círculo iria se
fechar aproximando a esquerda da direita.
Mas também não precisavam se juntar
para roubar.
Empresário pode realizar o
pagamento do PIS
Emissores de cupom fiscal sem MFD não podem
mais ser utilizados no comércio sob pena de multa
Tem direito ao PIS o trabalhador que recebeu, em média, até dois salários
mínimos mensais no ano-base considerado
Segundo a cultura mercadológica,
tempo é dinheiro. Por isso, todo serviço e
tecnologia que agilizem a produção são é
sempre muito bem-vindo.
A Caixa Econômica Federal disponibiliza
às empresas um convênio que facilita o
pagamento de abono salarial e rendimento
do PIS no contracheque dos funcionários.
O Caixa - PIS Empresa é um serviço
totalmente gratuito que proporciona mais
comodidade ao trabalhador e economia ao
empresário.
“Existe uma lei que concede ao
trabalhador a possibilidade de utilizar um
dia útil para receber o PIS. Viabilizando o
pagamento do benefício, exclusivamente
com recursos da Caixa, o empresário evita as
faltas e o funcionário não precisa mudar sua
rotina para usufruir deste direito”, explicou
o contador de Londrina, Mario Sergio Curti,
que também é bacharel em Direito.
Para aderir ao convênio, o empresário
deve ter – no mínimo – 10 funcionários
cadastrados no PIS e obter a certificação
eletrônica no programa Conectividade
Social oferecido pela Caixa. Isto pode ser
feito via internet no site do banco (www.
caixa.gov.br) ou diretamente numa agência
da Caixa.
O c o nvê n i o é vá l i d o p o r p ra z o
indeterminado. Assim, a empresa é
notificada anualmente para ratificar sua
participação e verificar a necessidade de
alterações cadastrais.
O banco credita antecipadamente o valor
necessário ao pagamento dos empregados,
independentemente do escalonamento no
calendário do PIS.
Para obter mais informações sobre as
funcionalidades do Conectividade Social e
a adesão ao convênio CAIXA-PIS Empresa
ligue para 0800-726-0101.
Quem tem direito ao PIS:
Os trabalhadores cadastrados no
Programa de Integração Social (PIS) ou no
Programa de Formação do Patrimônio do
Servidor (PASEP) até 04/10/1988 e que
possuem saldo de quotas.
Tem direito ao Abono Salarial, no valor
de um salário mínimo, o trabalhador que:
está cadastrado no PIS/
PAS E P h á p e l o m e n o s c i n c o a n o s ;
tenha recebido, em média, até dois salários
mínimos mensais no ano-base que for
considerado para a atribuição do benefício;
tenha trabalhado, pelo menos, 30 dias no anobase considerado, consecutivos ou não, para
empregador contribuinte do PIS/PASEP;
tenha sido informado corretamente na RAIS
do ano-base considerado.
Receita cobra equipamento com memória
Emissores de cupom fiscal sem MFD não podem mais ser utilizados no comércio sob pena de multa
Desde 1º de Julho de 2012, as empresas
instaladas na circunscrição da Receita
Estadual de Londrina estão proibidas de usar
o Equipamento Emissor de Cupom Fiscal –
MR (Máquina Registradora). A ordem está
descrita no inciso I, do artigo 3º, do Decreto
nº 3.947/2012.
Segue redação do referido artigo:
“Art. 3º. Ficam cessadas as autorizações
de uso dos seguintes equipamentos ECF -
Emissores de Cupom Fiscal (Convênio ICMS
114/2008):
I - Emissores de Cupom Fiscal do tipo
ECF-MR, sem MFD - Memória de Fita-detalhe
(Convênio ICMS 156/1994), a partir do dia 1º
de julho de 2012;
II - Emissores de Cupom Fiscal do tipo ECFPDV, sem MFD (Convênio ICMS 156/1994), a
partir do dia 1º de janeiro de 2013.
Parágrafo único: Os contribuintes usuários
dos equipamentos ECF-PDV, de que trata o
inciso II, deverão providenciar sua cessação de
uso na ARE - Agência da Receita Estadual de
seu domicílio tributário nos termos definidos
em Norma de Procedimento Fiscal.”
Segundo informações obtidas junto à
Receita Estadual, o objetivo é aprimorar a
fiscalização e apresentar novos recursos
operacionais ao empresário que otimizarão
sua rotina de trabalho. O Paraná é um dos
poucos Estados que ainda permitia o uso
de equipamentos em Memória Fita-Detalhe
(MFD).
O descumprimento a esta norma resultará
em multa discriminada no artigo 55, §1º ,da
lei 11.580/96.
Quem tiver dúvidas sobre o assunto deve
ligar para o seguinte número: 0800-41-1528
que o encaminhará ao Serviço de Atendimento
ao Cidadão (SAC).
EVENTOS CAPTADOS PELO CONVENTION
AQUECEM A ECONOMIA E GERAM NEGÓCIOS
PARA MANTENEDORES
Os dois últimos eventos captados atraíram cerca de 900
turistas e movimentaram aproximadamente R$ 1 milhão em
cinco dias
como estes movimentam a economia da cidade, mostram
uma imagem positiva e deixam um grande legado para as
áreas envolvidas. Com esforço coletivo e a melhoria das
estruturas podemos trazer cada vez mais eventos desse porte,
beneficiando uma grande cadeia de envolvidos.” Ainda sobre
os eventos, Menão ressalta que confirmação da cidade como
sede oportunizou a realização de Rodadas de negócios entre
os mantenedores da entidade que ofereciam serviços referentes
às demandas especificas para realização dos eventos, gerando
negócios e fortalecendo a rede do Convention.
Foto/ Edsley Saito
Rodadas de negócios
organizadas pelo
Londrina Convention
transformam
eventos captados em
oportunidades para
mantenedores.
Entre os dias 15 e 19 de julho Londrina sediou o 41º
Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola (CONBEA) e
o 10º Congreso Latinoamericano y Del Caribe de Ingeniería
Agrícola (CLIA). Juntos, os eventos atraíram cerca de 900
participantes de 22 estados brasileiros, além de representantes
da Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Espanha,
México, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Espanha e Vanuatu
(ilha situada na Oceania).
A realização dos eventos na cidade foi fruto do trabalho da
equipe do Londrina Convention & Visitors Bureau, que para
captar os eventos incentivou a convergência de esforços entre
entidades e empresas privadas para viabilizar a candidatura da
cidade. Desde a sua criação em 2003, o Convention prospecta
eventos em todo o Brasil, atuando pró-ativamente na candidatura
de Londrina para ser a sede de grandes eventos. Com o objetivo
de fomentar o crescimento da economia local, já captou 53
eventos que movimentaram R$ 65 milhões. Para captação dos
dois últimos eventos, CONBEA e CLIA, a entidade contou
com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa), EMATER-PR, Instituto Agronômico do Paraná
(IAPAR) e Universidade Estadual de Londrina (UEL).
De acordo com os organizadores, os eventos geraram um
aquecimento da economia e movimentaram aproximadamente
R$ 1 milhão durante os cinco dias, criando oportunidades
também para os mantenedores do Convention. O reflexo
positivo na arrecadação do município evidenciou a relevância
da realização de eventos desse porte, que oportunizam negócios
que contribuem para o desenvolvimento da cidade.
Segundo Diego Menão, gestor do Londrina Convention,
os serviços do setor turístico como hospedagem, alimentação,
transporte e entretenimento foram os mais impactados pelo
elevado número de participantes nos congressos. “Eventos
Para Daiana Bisognin Lopes, proprietária da FB Eventos,
empresa mantenedora do Convention e responsável pela
organização dos Congressos, as rodadas são excelentes
ferramentas para otimização do tempo. “Através das rodadas
é possível reunir um grande número de fornecedores em uma
única manha, essa facilidade de acesso aos fornecedores
dinamiza negociações inerentes ao processo de organização
de um evento”.
Nos próximos meses a cidade receberá outro evento
relevante, o 2º Seminário DOCOMOMO do Paraná captado em
2011, através de esforços conjuntos entre Convention, UNIFIL
e a Secretaria de Cultura do Município. O seminário, que tem
abrangência estadual, propõe um debate sobre a preservação
e documentação de criações do Movimento Moderno na
arquitetura e urbanismo.
A expectativa é que aproximadamente 300 pessoas
participem do evento e que a cidade receba pesquisadores
renomados de áreas relacionadas à arquitetura e urbanismo.
Um movimento que certamente irá gerar novas demandas e
novas rodadas.
Rodadas de negócios
De acordo com Diego Menão, as Rodadas de Negócio não são uma novidade para os mantenedores da entidade
que sempre tem oportunidades de participar desse tipo de encontro. “Empresas, entidades e organizadores de eventos
sempre buscaram o apoio do Londrina Convention para realização de ações na cidade, em resposta a entidade criou
as Rodadas de Negócio com objetivo de oportunizar a realização de negociações. Através das Rodadas empresas ou
pessoas que precisam de fornecedores podem ter acesso aos serviços oferecidos pelos mantenedores do Convention.”
Aos interessados, vale lembrar que antes de realizar uma Rodada de Negócios com os mantenedores da entidade
é preciso conversar com a equipe do Convention que avaliará se a proposta é condizente com o objetivo das rodadas.
“Para dinamizar as negociações nossa equipe tem se preocupado em melhorar cada vez mais o Briefing realizado
junto aqueles que procuram o Convention para realização do evento, isso para garantir efetividade dos encontros.
Nosso objetivo é viabilizar o fechamento de negócios que possam trazer benefícios a todos os envolvidos”.
EDITORIAL
INFORMATIVO
APP
Programetes mensais de  segundos levarão
mensagens estratégicas ao mercado anunciante
A
todo o mercado. O empresário precisa
ver que a comunicação frequente é
uma grande parceira do negócio dele,
ajudando a estimular as vendas, a se
relacionar melhor com os clientes e
a criar uma imagem sólida da marca.
Hoje vemos muitos empresários que
fazem trabalhos esporádicos e não
conseguem avaliar os resultados.
Além disso, não veem as agências
como parceiras, faltando confiança
na seriedade do trabalho. Essa visão
precisa ser mudada”, avalia.
Spartaco Puccia, diretor da SpB
Comunicação, destaca que a consolidação do conhecimento do mercado sobre a atividade publicitária é
fundamental para a sustentabilidade
do negócio como um todo que envolve clientes, veículos, prestadores de
serviço e agências. “A utilização da
TV aberta aumenta a visibilidade da
mensagem. O empresário tem que ver
a comunicação com o olhar da importância que ela tem para o seu negócio. Se ele não valorizar a sua marca,
jamais vai valorizar uma prestação de
serviço especializada como a comunicação”, ensina.
Renato Bastos, diretor da Blubox
Propaganda, enfatiza que o APPTV,
agora exibido em TV aberta e em novo
formato, será um importante canal de
comunicação da entidade “que vai
facilitar o entendimento da sua relevante contribuição para o mercado,
ressaltando o valor da comunicação
de qualidade executada por profissionais, suas regras e boas práticas.
A criação e produção dos materiais
por diferentes agências e produtoras
também contribui para a exposição
:
Edifício Twin Business Tower
Av. Tiradentes, 501 - Térreo - Box 10
86070-545 Tel [43] 3329 5959
[email protected]
www.applondrina.com.br
diagramação
paraleloz.com.br
DE VOLTA À
partir de agosto a APP retoma os programas de televisão, agora em novo formato.
Programetes de 30 segundos levarão
mensagens ao mercado anunciante
com o objetivo de ressaltar a importância de os empresários contarem
com profissionais para o desenvolvimento da comunicação empresarial,
para a construção de valor para as
marcas e para o estabelecimento de
relacionamentos duradouros com os
consumidores. “Queremos mostrar o
valor da comunicação de qualidade e
as regras construídas neste mercado,
de forma transparente, contribuindo para um mercado melhor e mais
sustentável”, afirma Cláudia Romariz,
presidente da entidade.
Os roteiros estão sendo construídos
por agências associadas à APP Londrina, entre elas a Blubox Propaganda, Boyband, Egg Comunicação, OZ
Londrina e SpB Comunicação. Flávio
Lanaro, diretor da OZ Londrina, destaca a iniciativa da APP, que representa
o negócio da propaganda, em utilizar
os recursos e canais que se insere para
se comunicar com o mercado anunciante. “A missão da APP é valorizador
profissionais e empresas filiadas à
entidade. É importante mostrar que
as agências trabalham para entregar
o melhor para o cliente, focadas em
mídia, branding, qualidade estética e
público alvo”, ressalta.
Patrícia Hemerly, diretora da EGG
Comunicação, ressalta que a iniciativa da APP é importante para que o
mercado perceba que a propaganda
é um negócio sério e tem regras. “O
APP TV vai poder contar isso para
GESTÃO
APP NA TV | A partir de agosto a APP volta com os programas em TV, desta vez
exibidos em redes abertas. Com o apoio dos veículos, a intenção é disseminar
mensagens que ajudem as empresas a entenderem e a valorizarem o negócio da
comunicação. Boa leitura.
TV
dos talentos locais”, afirma.
A escolha de uma agência de propaganda para promover a competitividade da marca, produtos e serviços
de uma empresa, segundo ele, deve
considerar, acima de tudo, a experiência, qualidade e profissionalismo.
“Quando o fator principal da escolha é
o valor cobrado pelos serviços, a consequência natural é a de um investimento sem o retorno esperado. ‘O barato
sai caro’ é uma realidade no mercado da propaganda. A APP criou uma
tabela referencial de custos internos
das agências adequada à realidade do
mercado local e com reduções de até
70% em relação aos valores cobrados
nas capitais. O uso dessa tabela pelas
agências e profissionais de design,
normatiza o mercado e referência aos
anunciantes o valor da execução dos
serviços”, salienta.
Thomaz Fukui, diretor da Boyband,
reforça que é responsabilidade das
agências, produtoras e veículos
fortalecerem a imagem da APP. “A
comunicação é uma das frentes mais
importantes para qualquer negócio.
Os empresários que ainda não se
atentaram aos resultados de um bom
trabalho de comunicação, precisam
entender que existem regras, normas
no mercado publicitário que precisam
ser cumpridas para o bem de toda a
cadeia de negócios, que passa pelas
agências, fornecedores, produtoras e
veículos até voltar ao cliente”, destaca.
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A falta que eles fazem