ANO 11 NÚMERO 120 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA AGOSTO 2012 Série de debates individuais com candidatos a prefeito na ACIL, entre os dias 22 e 29 de agosto, abre espaço para questionamentos de cidadãos londrinenses. Após mais uma crise política na cidade, é preciso mudar o protagonismo das eleições municipais e fazer com que o eleitor seja o principal personagem desta história. Participe: venha aos debates da ACIL e envie você também as suas perguntas aos candidatos. Páginas 2 e 3 A falta que eles fazem... CENTRO DE CONVENÇÕES Páginas 10 e 11 PLANO DIRETOR Páginas 16 e 17 JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 2 O partido é Londrina A ACIL nasceu em 5 de junho de 1937. Cinco meses depois, veio o liberdade e estrutura para cumprir suas funções constitucionais. A Lei de golpe do Estado Novo. Houve intervenções federais em todo o País e Responsabilidade Fiscal veio impedir antigas distorções e vícios. A ACIL as casas legislativas foram fechadas. Como não havia representantes e as outras entidades não precisam, e não devem, repetir as fórmulas de democraticamente eleitos, os fundadores de nossa entidade atuaram 12 anos atrás, até para que se evite o oportunismo político-eleitoral dos sem medo para que a população fosse ouvida. Já naqueles dias, a ACIL foi que só enxergam as máculas dos adversários. A história não se repete. a voz de Londrina. Era apenas o começo de um engajamento na luta em Desde que surgiram os escândalos na Prefeitura que culminaram prol da cidade – uma luta que não tem fim, pois novos na cassação do mandato de Homero Barbosa Neto, desafios estão sempre surgindo. a ACIL manteve-se coerente ao exigir transparência, Há 75 anos, o partido da ACIL já era Londrina. Em Entendemos que as rigor e celeridade nas apurações. Entendemos que as outros momentos, a entidade se posicionou nas grandes instituições como o Ministério Público, a Justiça e a instituições como o Câmara de Vereadores têm legitimidade para fiscalizar, questões de interesse público. Dificilmente terá havido um episódio significativo de história local em que a ACIL e, se for o caso, punir atos de corrupção e Ministério Público, a investigar não estivesse presente, muitas vezes como protagonista. improbidade. Voltamos a dizer: basta de meia-noite Mas a ACIL não se limitou a lutar por conta própria. Ao em Londrina! Justiça e a Câmara longo do tempo, os líderes empresariais se empenharam A ACIL não tem medo. Se amanhã for necessário de Vereadores têm no fortalecimento das instituições democráticas. ir às ruas para empunhar bandeiras e gritar slogans, É com grande orgulho que podemos dizer hoje: as nós iremos. São formas legítimas de manifestação. Mas legitimidade para nossas instituições evoluíram. Mesmo que as pessoas hoje, com as instituições amadurecidas e funcionando fiscalizar, investigar plenamente, a ACIL entende que o seu papel deve cometam erros, existem mecanismos para fiscalizar o funcionamento da máquina pública. O poder precisa outro. Ajudamos, com os parceiros do Núcleo de e, se for o caso, punir ser de limites – e as instituições existem para garanti-los. Desenvolvimento Empresarial, a elaborar o projeto atos de corrupção e da Lei de Metas – para impedir que os políticos façam Nos anos 1999-2000, como se sabe, a cidade passou por uma grave crise política. Na época, algumas mirabolantes e irrealizáveis durante a improbidade. Voltamos promessas instituições estavam enfraquecidas, entre elas a campanha. Atuamos, ao lado do Observatório de Gestão imprensa e o Poder Legislativo. O próprio Ministério a dizer: basta de meia- Pública, em defesa da Lei de Acesso à Informação – Público não contava com a estrutura que hoje possui. porque precisamos de uma administração pública noite em Londrina! A pluralidade de vozes e opiniões estava ameaçada. transparente, uma Prefeitura do meio-dia. Apoiamos Portanto, foi necessário que a ACIL – ao lado de outras o trabalho didático que o Ministério Público começa entidades locais – se posicionasse com firmeza diante a realizar nas escolas. Criamos o blog O Monitor da dos escândalos que se verificavam. E o fez sem medo. O resultado entrou Câmara para que a sociedade acompanhe diretamente o trabalho dos para a história, provando que Londrina pode até errar na escolha de vereadores. E agora faremos uma série de sabatinas com os candidatos a seus representantes, mas, ao contrário de outras cidades, não aceita a prefeito – para que os eleitores assumam o protagonismo da campanha persistência no erro. eleitoral. O tempo passou e, como dissemos, as instituições evoluíram. A Esse trabalho não começou agora; vem dos tempos pioneiros. Nosso imprensa – para tristeza de alguns – hoje é livre. O Ministério Público tem partido foi, é e sempre será um só: Londrina. Flávio Montenegro Balan Presidente da ACIL Fundada em 5 de junho de 1937 RUA MINAS GERAIS 297 . 1º ANDAR, ED. PALÁCIO DO COMÉRCIO LONDRINA . PR . CEP 86010-905 TELEFONE (43) 3374-3000 FAX (43) 3374-3060 E-MAIL [email protected] Curta Flávio Montenegro Balan Presidente Luiz Carlos I. Adati Vice-Presidente Ary Sudan Diretor Secretário Fabricio Massi Salla 2º Diretor Secretário Rogério Pena Chineze Diretor Financeiro Rodolfo Tramontini Zanluchi 2º Diretor Financeiro Marcelo Paganucci Ontivero Diretor Comercial Herson R. Figueiredo Júnior Diretor Industrial Marcelo Bisatto Cardoso Diretor de Serviços Brasilio Armando Fonseca Diretor de Comércio Internacional Luigi Carrer Filho Diretor de Produtos Fernando Lopes Kireeff Diretor Institucional Rosangela Khater Presidente do Conselho da Mulher Empresária CONSELHO DELIBERATIVO Carlos Alberto De Souza Faria David Dequêch Neto Eduardo Yoshimura Ajita Enio Luiz Sehn Júnior Fábio Aurélio Mansano Malaré José Guidugli Júnior Marcelo Massayuki Cassa Nivaldo Benvenho Oswaldo Pitol Rubens Benedito Augusto Silvana Martins Cavicchioli Valter Luiz Orsi Wellington Moreira CONSELHO FISCAL Titulares Jaime Celeste Ponce Michel Menegazzo Gouvêa Ronaldo Pena Chineze Suplentes Marcus Vinícius Bossa Grassano Marcus Vinicius Gimenes Rafael Andrade Lopes O JORNAL DA ACIL É UMA PUBLICAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE LONDRINA. DISTRIBUIÇÃO GRATUITA. CORRESPONDÊNCIAS PARA O “JORNAL DA ACIL”, INCLUINDO RECLAMAÇÕES E SUGESTÕES DE REPORTAGENS, DEVEM SER ENVIADAS À SEDE DA ASSOCIAÇÃO OU PELO E-MAIL [email protected] | ANUNCIE NO JORNAL: [email protected] COORDENAÇÃO E EDIÇÃO PAULO BRIGUET REDATORA FERNANDA BRESSAN FOTOGRAFIA JOSOÉ DE CARVALHO COLABORADORES AURÉLIO CARDOSO BETÂNIA RODRIGUES BIANCA BARILLE EDSON VITORETTI GISELE RECH JOTA KAREN KRINCHEV KARINA CONSTANCIO MURIEL AMARAL NARA CHIQUETTI DIAGRAMAÇÃO E TRATAMENTO DE IMAGENS THIAGO MAZZEI IMPRESSÃO FOLHA DE LONDRINA TIRAGEM 8.000 EXEMPLARES JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 SUA EXCELÊNCIA, O ELEITOR 3 Sabatinas na ACIL Série de debates com candidatos a prefeito reforça a necessidade de situar o eleitor como verdadeiro protagonista na campanha eleitoral Valmor Venturini (PSOL) – 22 de agosto Márcia Lopes (PT) – 23 de agosto Paulo Briguet e Karina Constancio ACIL Nos anos 80, fez sucesso no Brasil uma peça teatral chamada “Sua Excelência, o Candidato”, de Jandira Martini e Marcos Caruso. O título da comédia revela a forma como os políticos no Brasil são tratados, especialmente em períodos eleitorais. Em geral, os candidatos são os protagonistas da eleição; recebem todas as atenções, reverências e tapinhas nas costas. Chegou a hora de mudar o protagonismo dessa história! O personagem principal da democracia é – ou deveria ser – o eleitor. Por isso, a ACIL vai realizar uma série de sabatinas com os candidatos a prefeito de Londrina, intitulada “Sua Excelência, o Eleitor”. Em dias separados, os candidatos vão responder a questões sobre o desenvolvimento da cidade formuladas pela ACIL e também pelo público participante. Afinal, o eleitor londrinense tem o direito de saber o que o nosso futuro administrador pensa em fazer nos próximos quatro anos. As sabatinas com os candidatos estão marcadas para o período entre 22 e 29 de agosto, sempre com início às 8h30, no Auditório David Dequêch, na ACIL. Após a cassação do mandato de Homero Barbosa Neto (PDT) pela Câmara de Vereadores, no dia 30 de julho, o quadro político de Londrina, que já enfrentava severas turbulências, vive um momento ainda mais complicado. A Justiça Eleitoral Luiz Eduardo Cheida (PMDB) – 24 de agosto – pelo menos até o fechamento desta edição – manteve a candidatura de Barbosa Neto. A cidade pode, mais uma vez, viver uma disputa judicial com consequências imprevisíveis. Mais um motivo para colocar o interesse dos eleitores – e não os dos candidatos – na pauta do processo político. “ H á 7 5 a n o s , a AC I L l u t a p e l o desenvolvimento de Londrina, mas sabemos que ele depende de três fatores essenciais: a segurança jurídica, a estabilidade política e o combate a todas as formas de corrupção”, diz o presidente da ACIL, Flávio Balan. “As sabatinas serão um momento importante para saber o que os candidatos pensam e garantir as condições para que a cidade se desenvolva.” Outra condição básica para o funcionamento da democracia é a transparência do governo. Com o evento “Londrina Meio-Dia”, organizado numa parceria com o Observatório de Gestão Pública de Londrina, a ACIL entrou na luta pelo cumprimento da Lei de Acesso à Informação, promulgada neste ano. “Procuramos todos os candidatos a prefeito para mostrar a importância de fortalecer uma cultura de transparência no setor público, em contraposição à cultura do segredo, que tanto estrago tem causado”, diz o presidente do Observatório, Waldomiro Grade. A escolha do título “Londrina Meio-Dia” deve-se ao editorial do Jornal da ACIL em que a entidade fez uma defesa veemente da transparência, clareza e rigor na administração pública. Todos os candidatos já confirmaram Alexandre Kireeff (PSD) – 27 de agosto Marcelo Belinati (PP) – 28 de agosto a participação nas sabatinas da ACIL. Para Valmor Venturini (PSOL), o encontro será uma oportunidade importante para esclarecer os pontos de vista e expor as plataformas de sua candidatura pela Frente de Esquerda. “Fiquei muito honrado com o convite. É no debate que veremos nossas divergências e convergências e poderemos discutir melhor cada ponto. A cidade tem que ser boa para todos”, disse Valmor. Márcia Lopes (PT), que falará no dia 23, lamenta a crise política que a c i d a d e a t rave s s a , m a s e n c o n t ra espaço para otimismo. “Em razão dos desmandos administrativos e da falta de compromisso com a ética e a transparência, o desenvolvimento econômico e social é prejudicado. Mas o momento, acima de tudo, é de esperança, pois a superação e o crescimento são nossas vocações”, afirmou a candidata. Luiz Eduardo Cheida (PMDB) definiu a série de debates como “encontro privilegiado com lideranças e convidados, que oportuniza o diálogo e a apreciação das propostas para novas políticas públicas, em especial o desenvolvimento econômico e social da cidade”. Segundo ele, a iniciativa da ACIL “eleva a qualidade da campanha à Prefeitura de Londrina”. Para Alexandre Kireff, os encontros com candidatos na ACIL oferecem a possibilidade de uma discussão de ideias em alto nível. “A expectativa é que essa ação dê qualidade ao debate político. O esclarecimento das propostas é fundamental para que não seja uma campanha de propaganda e sim Barbosa Neto (PDT) – 29 de agosto de conteúdo e conhecimento das propostas dos candidatos”, comentou Kireeff. “Nossa campanha é de propostas e consideramos fundamentais as oportunidades para apresentarmos nosso plano de governo”, declarou o candidato Marcelo Belinati (PP). “A ACIL faz parte da história de Londrina e queremos ter a entidade e seus associados ao nosso lado, num grande projeto para o desenvolvimento econômico da cidade”, afirmou. O candidato do PDT, Homero Barbosa Neto, que encerrará a série de debates, parabenizou a ACIL pela iniciativa. “Será a oportunidade de apresentarmos as ações como o Estatuto do Micro e Pequeno Empreendedor, que possibilitou 6.200 trabalhadores se formalizarem, a pedagogia empreendedora nas escolas municipais, o apoio ao Arco Norte e outras medidas que fomentam o desenvolvimento da cidade”, declarou Barbosa. O presidente da ACIL, Flávio Balan, destaca que as sabatinas na ACIL só reforça o engajamento da entidade na luta por uma Londrina melhor: “Seja qual for o prefeito, vamos colaborar com projetos que beneficiem a cidade e apontar eventuais falhas e omissões. Voltamos a dizer: o candidato da ACIL é o eleito – e o partido é Londrina”. – Para enviar perguntas aos candidatos, utilize os e-mails [email protected] e [email protected] CUSTOS JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 DA ELETRICIDADE 4 Luz no fim do túnel? Mesmo com a diminuição de tributos, a tarifa de energia é um dos custos mais elevados para os empresários – e uma preocupação constante Muriel Amaral Especial para a ACIL Ter a vida iluminada pela energia elétrica no Paraná está cada dia mais inviável. Ainda mais para empresários, comerciantes e industriais que arcam com tarifas astronômicas. Mesmo com a redução em 10% da tarifa para os próximos meses (ver quadro), a energia elétrica representa uma fatia considerável dos custos do empreendimento dentro do setor produtivo, podendo chegar a 5%. Parece pouco, mas esse índice não passava de 2% do orçamento e hoje se tornou um gasto preocupante. A conta de energia elétrica se tornou um tormento nos cálculos de Bruno Veronesi, que gerencia uma rede de hotéis em Londrina e Cianorte. “É um absurdo o valor cobrado pela Copel. Como pode ser tão cara a energia elétrica sendo que é produzida aqui no Paraná e vem da maior usina do mundo?”, questiona o empresário. Não é por menos. Pelas quatro unidades da rede, o consumo de energia elétrica chega a R$ 60 mil por mês. Para atender os hotéis, o consumo é feito sob a tarifa de demanda, em que é calculada uma estimativa de consumo de energia e o excedente é pago separadamente. Esse plano, segundo o empresário, aumentou ao longo de seis anos mais de 350%, o que fez ele estudar a possibilidade de recorrer a outras fontes de energia. O empresário analisa a possibilidade da instalação de geradores de energia nos hotéis que seriam utilizados nos horários de maior consumo, entre às 18 e 21 horas. “Mesmo sendo equipamentos caros, acredito que seja mais vantajoso que utilizar a energia da Copel”, alega Veronesi. Além da instalação de geradores, Veronesi acredita que uma forma de baixar o custo da energia consumida é, ao menos, reduzir a tributação sobre ela. Ele lembra que para amenizar o calvário da conta de energia, alguns anos atrás houve a tentativa de negociação entre o empresariado local e a Copel, mas a iniciativa naufragou. Quando abriu sua primeira padaria, o empresário Alexandre Dida nunca pensou que a energia elétrica teria um dos mais altos custos nas unidades de panificação. Atualmente, para manter as três lojas mais uma pequena fábrica de processamento, Dida desembolsa em torno de R$ 6 mil. Segundo o empresário, se antes a energia elétrica representava uma fatia de 2%, hoje Bruno Veronesi: “Como pode ser tão cara a energia elétrica, produzida no Paraná?” essa despesa é de quase 5%. Ele lembra que quando abriu a primeira padaria, em 1995, o valor do kW/h era de R$ 0,1225, hoje o valor saltou para R$ 0,4521, quase quatro vezes mais. Como se não bastasse, naquele ano a taxa de iluminação pública era de R$ 8,70, atualmente é de R$ 53,70. “O consumo de uma unidade aumentou em 10% de 1995 para cá, mas os custos aumentaram em mais 300%. Está ficando muito complicado o consumo da energia elétrica”, afirma. Dida buscou orientações da Copel para que a despesa com energia pudesse baixar, mas as medidas que a companhia ofereceu não poderiam ser aplicadas em seus empreendimentos por serem de pequeno e médio porte. Assim, a solução foi arregaçar as mangas e cortar custos. “Passamos a usar lâmpadas mais econômicas e colocamos sistemas inteligentes de refrigeração para geladeiras e freezers ”, conta o empresário, que já percebeu a economia nesse mês em mais de 10%. Foram realizadas várias tentativas de contato com a Copel pela assessoria de imprensa, mas até o final dessa edição não houve retorno da instituição para explicações sobre a tarifa. Frederico Theophilo: carga tributária e falta de concorrência elevam as taxas “Tarifa de energia é uma caixa-preta”, diz advogado A afirmação é do advogado tributarista Frederico Theophilo a respeito do custo da energia elétrica no País. “A energia no País é muito cara, o Paraná ainda é um dos estados em que se cobra menos”, alega o advogado. De acordo com ele, o alto custo se explica, porque no Brasil são poucas as distribuidoras que oferecem a energia e a baixa concorrência é algo que pode encarecer o produto. Além disso, como o sistema de atendimento é por meio de concessões, essas empresas precisam gerar lucro, arcar com as despesas de investimento e os compromissos financeiros com o Estado. “O que pesa também são os altos impostos”, completa Theophilo. Ele exemplifica que uma conta de R$ 100, por exemplo, o subsídio com os impostos como o ICMS e ISS representa aproximadamente um terço do valor da tarifa. Theophilo vê com bons olhos a medida do governo de retirar alguns tributos. “Será uma forma de aquecer a economia e do setor produtivo aumentar a produção”, afirma. “A energia do País é muito cara. Baixa concorrência é algo que pode encarecer o produto.” Frederico Theophilo, advogado tributarista JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 Governo federal retira tributos para diminuir tarifa Ainda há uma luz no fim do túnel. Não só no fim do túnel, mas poderá haver mais luzes e energia nas empresas e estabelecimentos comerciais. Em junho desse ano a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou aumento da tarifa da energia pela Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). Para pequenos consumidores, que são residências e comércio, a tarifa sofreu um reajuste médio de 3,16%, já para os grandes consumidores, como as indústrias, o reajuste foi de 2,77%. Após negociações oferecidas pela própria Aneel, houve reajuste de, em média, 0,86% do custo da tarifa. Mesmo assim, o índice não agradou principalmente o setor produtivo. Parece que as preces dos empresários londrinenses foram atendidas. No final de julho, Edison Lobo, ministro de Minas e Energias, afirmou que o governo irá cortar 10% do valor da energia elétrica retirando parte dos tributos sobre a tarifa como a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e Reserva Global de Reversão (RGR). “Acredito que a redução será bem vinda”, afirma Alexandre Dida. “Não será num primeiro momento que veremos sim, mas ao longo de um ano será percebida a economia”, explica o empresário. A promessa de redução do governo passa a valer a partir de agosto, mas o ministro não soube precisar por quanto tempo a medida ficará em vigor. Alexandre Dida: lâmpadas mais econômicas e sistemas inteligentes de refrigeração 5 VAREJOMAIS JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 EM AÇÃO 6 Pequenas mudanças, grandes resultados Programa - que é uma modalidade do VarejoMais - chega neste mês aos Cinco Conjuntos. A ação desenvolvida pelo Sebrae é uma oportunidade para os comerciantes melhorarem desde o atendimento ao visual da loja Karen Krinchev Especial para a ACIL O VarejoMais em Ação está na região norte de Londrina. A partir da terceira semana de agosto os empresários começam a receber as primeiras orientações do programa desenvolvido pelo Sebrae, em parceria com o Sistema Fecomércio/PR. O lançamento foi no dia 19 de julho na regional norte da ACIL, entidade parceira da ação. De imediato, o programa agradou micro e pequenos empresários do comércio varejista que querem melhorar os resultados de suas empresas. Com duas lojas nos Cinco Conjuntos (Beth Presentes), o casal Elizabeth Cardoso de Oliveira e Paulo Pereira de Oliveira já se inscreveu e está com boas expectativas. “Logo de cara nos interessamos, sempre tivemos vontade de crescer e a ACIL, junto ao Sebrae, nos possibilita a profissionalização”, expõe Elizabeth. A comerciante fez algumas modificações em sua loja no ano passado, a começar pela informatização, e quer orientações para ir ainda mais longe. Por isso, quer que a consultoria mostre os pontos fracos da loja. “Eu sempre brinco que temos que ter olhos de águia para observar, porém, mesmo ficando atentos, não conseguimos ver pequenos detalhes que uma terceira pessoa poderá enxergar”, revela. O atendimento é outra preocupação da empresária que há 17 anos atua no varejo. Além da família, há mais sete funcionários nas duas lojas. Para ela, o bom atendimento ao cliente reflete diretamente nos resultados financeiros, sendo assim, os empregados precisam estar motivados. Paulo Pereira de Oliveira acrescenta que, inicialmente, os dois buscaram o programa porque ele abre as portas para o mercado. “Os módulos vão nos capacitar e profissionalizar nossos vendedores e, com isso, poderemos oferecer um atendimento de qualidade. Temos muito a aprender nesses quatro meses.” Oliveira diz ainda que os micro empresários precisam se unir e que ações desse tipo fortalecem o relacionamento entre os comerciantes locais. Uma característica que deixou o lojista e a esposa satisfeitos foi o fato dos encontros serem na regional norte da ACIL. “As Elizabeth Oliveira, lojista da Região Norte: “Sempre tivemos vontade de crescer” ações estavam muito centralizadas, mas o VarejoMais em Ação vindo para cá facilita a nossa locomoção”, afirma. A consultoria individual também animou os participantes. De acordo com Oliveira, isso vai ser um termômetro, já que os consultores têm ideias inovadoras e poderão fazer críticas ou, então, apontar falhas, as quais auxiliarão no crescimento da loja. “A gente está acostumado com o nosso ambiente de trabalho e, muitas vezes, não enxergamos onde estão os erros”, diz o empresário. Edna Mendes Rossato, também lojista na Região Norte, decidiu participar do programa para conhecer as novidades do mercado. “Meu foco é atrair mais clientes. Pretendo, ainda, informatizar a loja, mudar o visual, melhorar o atendimento. Não quero ficar para trás”, conta. Com duas lojas de lingeries (Stilo Vip), a microempresária sabe o quanto é importante investir em pequenos detalhes. Ela diz que até a cor e a disposição das peças na vitrine influenciam a entrada do cliente na loja. Para ela, a ação é um sinal de valorização da região. “Programas como esse vêm para fortalecer o nosso comércio que é forte e o fato dos encontros serem aqui na sede da ACIL foi muito bom. No meu caso, não daria tempo de ir para o centro, aqui consigo fazer com tranquilidade”, concluiu. O programa O VarejoMais em Ação está em seu quarto ano e, em 2012, vai chegar até varejistas de Cornélio Procópio, Rolândia, São Pedro do Ivaí, Jacarezinho, além de Londrina. Em Cornélio, por exemplo, a participação ativa dos empresários mudou a “cara” da cidade: os que participaram acabaram incentivando a melhoria das lojas vizinhas, conforme relata Simone Millan Shavarski, gestora do VarejoMais em Ação. Se por um lado a ação melhora o visual do comércio, por outro, trabalha a gestão financeira. “Nas pequenas empresas, a gestão é um dos principais problemas enfrentados. Muitas vezes, o proprietário não sabe quanto ganha e quanto gasta”, aponta Simone. Desenvolvido ao longo de quatro meses e dividido em cinco etapas, o VarejoMais em Ação conta com o apoio do Sindicato Varejista de Londrina (Sincoval), que tem à frente o empresário Yukio Ajita. Com sete lojas em Londrina e 13 em outros municípios do Paraná, Ajita já participou do VarejoMais e, após as consultorias, percebeu inúmeras mudanças em seu negócio. “As minhas lojas já tiveram essa consultoria e as melhorias ocorreram em todos os sentidos – desde a postura dos funcionários, a vitrine, até a gestão – o Sebrae faz um acompanhamento geral do negócio, apontando falhas que, às vezes, passam despercebidas”, diz. O presidente do Sincoval recomenda que os varejistas participem do VarejoMais em Ação. “Todo comerciante tem que se apoiar em programas que cooperem para o crescimento da empresa. O Sebrae abre os olhos da gente.” JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 As etapas do programa Autodiagnóstico e plano de ação das empresas: Nessa etapa os varejistas receberão informações sobre gestão, estrutura e atendimento em nível de integração empresarial local. Por fim, será elaborado um plano de ação. Serão dois encontros de 4 horas e 20 empresas por oficina. Uma reunião com o grupo de empresários participantes será feita, posteriormente, para a entrega do relatório com as notas da auto-avaliação. Simone Millan Shavarski, gestora do VarejoMais: “Segredo está em uma boa gestão” Finanças: Esta etapa trará temas como controles financeiros essenciais e compreende uma oficina de 4 horas e 1 hora de consultoria individual na empresa. A gestão financeira é outro assunto inserido dentro deste módulo que inclui uma oficina de 4 horas e mais 1 hora de consultoria individual na empresa. Visual de Loja: A estrutura física da loja é o foco da penúltima etapa do programa. Os comerciantes farão duas oficinas, as quais serão realizadas em dois encontros de 4 horas cada. Mais 2 horas de consultoria individual na empresa estão incluídas neste módulo. Qualidade no Atendimento: O último módulo é focado nas vendas. Na oportunidade, haverá uma palestra de 2 horas com os pequenos empresários e os seus colaboradores. No encerramento os participantes participarão de uma palestra sobre promoção eficaz (2 horas) e os certificados serão entregues. Carga horária total: 40 horas. (Fonte: Sebrae) 7 NECESSIDADES JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 ESPECIAIS 8 Acesso livre ao mercado Em Londrina, empresários investem na comercialização de produtos diferenciados que facilitam a vida de deficientes físicos, visuais e auditivos Gisele Rech Especial para a ACIL A inclusão das pessoas com deficiência é tema recorrente na sociedade. Diferentemente do que ocorria décadas atrás, quando os portadores de necessidades especiais não tinham tantas oportunidades de emprego, estudo e até mesmo convívio, cada vez mais essas pessoas dividem o espaço com pessoas que não têm nenhum tipo de deficiência. A liberdade e a independência dos portadores de deficiências estão diretamente ligadas à redução do preconceito e à atenção especial que essas pessoas vêm recebendo no que se refere à oferta de produtos que facilitam as suas vidas. Carrinhos motorizados; cadeiras de rodas para a prática de esportes radicais; adaptadores que ajudam a dar firmeza nas mãos e possibilitam à pessoa se alimentar, fazer a barba ou passar batom sozinha; pegadores de grandes distâncias que funcionam como prolongamentos do braço... Isso sem falar nos teclados adaptados para deficientes visuais – os teclados colmeia – e na grande sorte de softwares que auxiliam a leitura e o trabalho. Há ainda os livros que contam histórias de superação. A cada dia surgem novos produtos e os comerciantes não perdem tempo: estão de olho neste filão, que mistura lucro com satisfação de promover mais independência aos deficientes. A empresária Fernanda Canesin de Almeida inaugurou, em junho deste ano, uma loja que ela chama de conceito – a Espaço IN. Em um único espaço, ela vende produtos para deficientes físicos, visuais e auditivos – algo mais explorado nos mercados europeu e norte-americano. Além da grande sorte de produtos, o diferencial é sempre ouvir os clientes para buscar a oferta de novos equipamentos que atendam às necessidades deles. “Nós trabalhamos com um escritório de design de produtos que desenvolve projetos. Então corremos atrás de quem possa produzilos”, explica. A última ideia, que já está em fase de produção, é um guarda-chuva para cadeira de rodas com uma cobertura impermeável que ajude a proteger o painel elétrico do braço das cadeiras elétricas. A ideia surgiu após a reclamação da cliente Luzia Terezinha Fante, a Tuca, que se queixava do prejuízo que as intempéries poderiam causar no seu equipamento. “É ótimo ver que as pessoas estão percebendo as nossas necessidades Luzia Fante, a Tuca: “Com ajuda de alguns equipamentos, conseguimos ser independentes” Pesquisadores desenvolvem produtos de menor custo Apesar do aumento na oferta de produtos para deficientes, alguns ainda reclamam do custo de alguns equipamentos. Para o estudante Cléber Pereira, que é deficiente físico, é interessante saber que tem pessoas apostando na oferta de produtos diferenciados para os deficientes. Porém, reclama do custo de alguns deles. “O preço de alguns produtos ainda é alto, pois parte deles tem que ser adaptado a cada pessoa e usa matéria-prima cara. O que seria importante é o governo criar incentivos fiscais aos empresários que trabalham nesse setor, de modo que tornassem esses produtos acessíveis a todos”, sugere. No que se refere à redução de custos na fabricação de produtos para deficientes, os pesquisadores trabalham numa frente que busca novos materiais, de custo mais reduzido, e equipamentos que cada vez sejam mais fáceis de usar. É o que garante o pesquisador da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Walter Germanovix, que coordenou o projeto de criação de uma cadeira de rodas movida a sopro e sucção, inspirado na refilmagem do clássico “Janela Indiscreta”, estrelado pelo ator tetraplégico Christopher Reeve. “A gente teve a ideia de desenvolver algo semelhante em Londrina. O projeto segue firme, com nova coordenação, mas ainda não foi viabilizado financeiramente”, explica. Outra ideia que surgiu no curso de Engenharia Elétrica da UEL, desenvolvido por um mestrando, foi o Sistema de Braille Automatizado, criado para auxiliar na alfabetização de cegos. “São ideias que são desenvolvidas com os alunos pensando em capacitá-los para aprimorar e desenvolver novos produtos”. Em suma, o objetivo é preparar mão-de-obra que se dedique ao trabalho na busca por soluções no processo de independência dos deficientes. A mais pura tradução do termo inclusão social. e constatando que somos pessoas como as outras. Com ajuda de alguns equipamentos, conseguimos ser independentes”, diz Tuca. Para a empresária, essa independência propalada por Tuca foi a fonte de inspiração para a abertura da loja. Fernanda tem um primo, chamado Marcos Rossi, que nasceu sem braços ou pernas e, a despeito da deficiência, formou-se advogado, teve dois filhos e trabalhou em um grande banco, ocupando cargo de chefia. “Ele é um exemplo de que, com os estímulos, oportunidades e equipamentos certos, a independência da pessoa com deficiência é possível”. Quem também aposta no setor, mas com foco exclusivo nos deficientes físicos, é a Ortopédica Londrina, no mercado desde 1981. A empresa vende desde cadeiras de rodas até próteses, que de tão avançadas muitas vezes nem são notadas. São produtos diretamente focados à emancipação do deficiente. “Hoje temos, por exemplo, as cadeiras esportivas, que são bem mais leves e facilitam a mobilidade”, diz a gerente, Adriana Felipe. A empresa tem ainda o diferencial de ir até o cliente, onde quer que ele esteja – seja na própria residência ou em hospitais, já que muitos não conseguem ir à loja. Outro diferencial é oferecer consultoria de projetos segurança em banheiros, rampas e tudo mais que pode facilitar a vida dos deficientes. “Ajudamos a tornar a vida dos deficientes mais independente.” A Ortopédica Central também aposta no diferencial no atendimento aos deficientes. De acordo com o gerente Ivaldo Rovino, a empresa também vai até o cliente e presta consultoria no que se refere às adaptações necessárias em locais como banheiro, por exemplo. “Além de se locomover de modo mais independente, os deficientes também buscam fazer tarefas do dia a dia com mais facilidade”, explica. A empresa foi aberta há quase dois anos e Rovino aposta no crescimento do setor. Serviço: Espaço IN Rua Piauí, 339 - Loja 34 (43) 3024-2135 Ortopédica Londrina Rua Souza Naves, 1.232 (43) 3323-2370 Ortopédica Central Rua Souza Naves, 1.159 (43) 3026-9495 JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 9 Cartilha divulga lei para adequação de calçadas Um rápido passeio pelas ruas de Londrina basta para constatar: por todos os lados há calçadas irregulares, com rachaduras ou buracos, que acabam sendo o corredor de centenas de pessoas diariamente. Se para quem consegue se caminhar perfeitamente o problema pode representar um risco de queda, imagine para quem tem dificuldades de locomoção, como idosos e deficientes físicos? E o que dizer então dos deficientes visuais, que além das falhas nas calçadas nem sempre têm o piso tátil à disposição? Embalada pelo Código de Obras, aprovado no ano passado, a Secretaria do Idoso criou, em parceria com a Assessoria Especial da Pessoa com Deficiência, o Movimento Calçada Caminhar Seguro. No código ficou estabelecido que os proprietários de imóveis que têm calçadas irregulares no quadrilátero central devem adequá-las até novembro – caso contrário, o poder público executará a obra e o proprietário terá que arcar com os custos, pagando ainda 20% em cima do valor à Prefeitura. O movimento vem como um apoio a essa adequação, servindo tanto como canal de conscientização, quanto de denúncia de irregularidades. Segundo a gerente de planejamento de Gestão da Secretaria do Idoso, Fernanda Serenaro, é de conhecimento público o problema de quedas em calçadas na cidade. “É algo que acontece e a gente costuma visualizar a dificuldade que algumas pessoas têm ao passar por calçadas irregulares, especialmente idosos e deficientes”. Com o respaldo do código, aprovado no final de 2011, foram criados uma cartilha e cartazes dando orientações sobre as normas de adequação e conscientização, deixando clara a importância de investir nesta medida de segurança. “Nós distribuímos o material em postos de saúde, sindicatos e terminais. Também colocamos a cartilha à disposição na Prefeitura”, explica Fernanda. Na cartilha, além das informações, há telefone de contato para tirar dúvidas e denunciar o descaso de comerciantes ou proprietários de imóveis, já que independente do fim da edificação, a calçada é responsabilidade dos donos. “Algumas pessoas já ligaram e sempre encaminhamos os casos os órgãos competentes.” Para mais informações sobre o Movimento Calçada Caminhar Seguro, ligue 3372-4502. CENTRO JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 DE CONVENÇÕES 10 Só falta ele... Por não ter um Centro de Convenções adequado, a cidade perdeu 35 eventos, 180 mil visitantes e R$ 115 milhões nos últimos três anos. Londrina busca espaço adequado para grandes eventos Paulo Briguet ACIL Congresso Internacional de Citricultura, 3 mil pessoas. Convenção Nacional da Unimed, 2,5 mil pessoas. Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos, 3 mil pessoas. Congresso Brasileiro da Soja, 2 mil pessoas. Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, 4 mil pessoas. AVESUI América Latina, 11 mil pessoas. Congresso Brasileiro de Cardiologia, 7 mil pessoas. Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, 7 mil pessoas. Congresso de Ecologia do Brasil, 4 mil pessoas. Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, 4 mil pessoas. Esses foram alguns dos 35 eventos que Londrina perdeu nos últimos três anos. No período, a cidade deixou de receber 180 mil visitantes; R$ 115,5 milhões deixaram de ser injetados na economia local (dos quais R$ 50 milhões somente em alimentação e comércio); e cerca de R$ 7,5 milhões em impostos deixaram de ser arrecadados. Os dados são do Londrina Convention & Visitors Bureau, entidade que atua na captação de eventos para o município. O mais lamentável é que a vinda dos 35 eventos estava definida. Os organizadores já haviam escolhido Londrina para sede. Mas, na última hora, voltaram atrás e optaram por outras cidades. Tudo por um único motivo: Londrina não tem um Centro de Convenções adequado para receber eventos de grande porte. Até quando a cidade vai continuar perdendo eventos, visitantes e dinheiro? Londrina reúne qualidades essenciais para atração de eventos acadêmicos, técnico-científicos, corporativos, culturais, esportivos. Polo de desenvolvimento regional, o município tem localização estratégica no Mercosul, exercendo influência em um raio de 300 km. Londrina JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 “Perdemos 35 eventos nos últimos três anos. Mas imaginem a quantidade enorme de outros eventos, dos mais variados segmentos, que poderemos pleitear, quando possuirmos um equipamento adequado. Quando alcançarmos esse objetivo, Londrina entrará definitivamente no circuito nacional e internacional dos grandes eventos. Seria uma excelente oportunidade de desenvolvimento.” Reinaldo Cassimiro da Costa Júnior, presidente do Londrina Convention é referência na prestação de serviços, comércio, educação e saúde para mais de 100 cidades, onde vivem 1,5 milhão de pessoas. O Terminal Rodoviário local é considerado um dos melhores do Brasil. O Aeroporto José Richa, que passa por uma fase de melhorias e expansão, fica a apenas 3 km do centro da cidade e recebe 22 voos por dia, com movimentação de 1 milhão de passageiros/ano. A infraestrutura hoteleira é invejável, com 6.800 leitos dispostos em 45 hotéis. Temos o melhor índice leitos/habitante do País. Possuímos 987 bares e restaurantes onde se encontra a culinária de todo o planeta, representando a forma como a região foi colonizada. Nossa rede hoteleira e gastronômica tem uma das melhores relações custobenefício no turismo brasileiro, com preços altamente competitivos e boa qualidade de atendimento. Para completar, Londrina oferece algo que não se acha facilmente: o calor humano e a receptividade de um povo formado por mais de 40 etnias. Aqui, ninguém se sente forasteiro, pois o londrinense é especialista na arte de bem receber. Em suma: Londrina tem tudo para captar eventos de grande porte. Ou quase tudo. “Só não temos um Centro de Convenções e Eventos à altura de nossa vocação”, diz o executivo do Londrina Convention & Visitors Bureau, Diego Menão. Mesmo com essa lacuna estrutural, a cidade tem conseguido captar um grande número de eventos importantes. Só em 2011, a cidade recebeu 3 mil eventos, dos Até quando a cidade vai continuar perdendo eventos, visitantes e dinheiro? Londrina reúne qualidades essenciais para atração de eventos acadêmicos, técnicocientíficos, corporativos, culturais, esportivos quais participaram 1,2 milhões de pessoas, movimentando R$ 160 milhões na economia local. De 2003 para cá, o Londrina Convention captou 53 eventos, que representaram R$ 67 milhões em movimentação financeira. A cada ano, o setor cresce 15% na cidade – mesmo sem o Centro de Convenções. Imagine-se o quanto não poderia crescer se o espaço existisse. “Se pensarmos bem, o turismo de eventos é uma indústria que gera diariamente riquezas para a cidade, sem contar o ganho em imagem”, diz o empresário Nivaldo Benvenho, membro do Conselho Deliberativo da ACIL. “É importante saber que essa indústria pode crescer muito mais com um Centro de Convenções e Eventos, que seria um vetor de desenvolvimento para Londrina e região”, complementa. Preocupados com a quantidade de eventos que Londrina vem perdendo nos últimos anos, os integrantes do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial, reunidos na ACIL, decidiram procurar entidades estaduais e nacionais para que se faça um plano de viabilidade para a construção do Centro de Convenções na cidade. Com isso, será possível definir possíveis locais para a instalação do equipamento. “Vamos atuar também para sensibilizar a comunidade sobre a importância do projeto”, afirma o presidente da ACIL, Flávio Balan, que atua no Núcleo. O executivo do Convention, Diego Menão, observa que a existência de um plano de viabilidade será importante para atrair investidores privados para o projeto. “Quando defendemos a construção de um Centro de Convenções, não estamos dizendo que as atuais estruturas são ruins, mas que é preciso complementar as já existentes”, comenta Menão. Segundo ele, um Centro de Convenções capaz de atrair eventos de grande porte precisa reunir diversas características e deve ser gerido preferencialmente pela iniciativa privada. Um equipamento adequado deve ter um auditório para 3,5 mil pessoas; salas modulares; espaço de 8 a 12 mil m2 para feiras; e uma estrutura arquitetônica moderna e sustentável, com heliporto, pédireito alto, climatização, acústica, cabines de tradução simultânea. Não é pouco, mas é o necessário para uma cidade que sonha em ser referência para eventos no Paraná, no País e no Mercosul. “Temos tudo, só não temos o espaço”, reforça Diego Menão. Chegou a hora de virar esse jogo. Cidades que já têm Centro de Convenções Joinville (SC) Uberlândia (MG) Curitiba (PR) Goiânia (GO) Bonito (MS) Cuiabá (MT) Campinas (SP) Foz do Iguaçu (PR) Atibaia (SP) Florianópolis (SC) Porto Alegre (RS) Gramado (RS) Blumenau (SC) Londrina deixa de ganhar R$ 1,2 milhão por dia com a falta de um Centro de Convenções, segundo os cálculos do Londrina Convention & Visitors Bureau. 11 JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 12 Decisão histórica, impasse à vista Divergência Causa O pedetista Barbosa Neto continuará na disputa pela Prefeitura de Londrina mesmo tendo sido cassado no dia 30 de julho. A decisão é do juiz da 41ª Zona Eleitoral, Álvaro Rodrigues Júnior, que manteve o deferimento da candidatura de Barbosa apesar da solicitação feita pelo Ministério Público Eleitoral. A principal justificativa é que o prazo de contestações venceu em 5 de julho. O pedetista foi punido por improbidade administrativa em função da negligência e omissão nas irregularidades contratuais entre a prefeitura e a empresa de vigilância Centronic descobertas por Comissão Processante (CP) da Câmara. Queda O batalhão de advogados contratados por Barbosa não conseguiu evitar sua derrota no Legislativo. O ex-prefeito foi retirado do cargo por 13 votos favoráveis, dois contrários e três abstenções. A histórica sessão de julgamento durou cerca de 12 horas, atraindo dezenas de jornalistas e manifestantes, vigiados por forte esquema de policiamento militar. Barbosa Neto se tornou o segundo prefeito cassado na história de Londrina, depois de Antonio Belinati (2000). Racha A discordância sobre o voto na sessão de julgamento resultou na dissolução do diretório municipal do PHS. O partido era favorável à cassação de Barbosa Neto (PDT) e o único vereador da legenda, Eloir Valença, desobedeceu a orientação e absteve-se da votação. Por isso, o PHS abriu um processo interno de expulsão. Farpas Valença contra-atacou acusando o presidente do diretório municipal, Marcos DeFreitas, de coação motivada por interesses pessoais. Para acabar de vez com o bate-boca público, o presidente estadual do PHS, Valter Viana, extinguiu o diretório londrinense. Com isso, a tendência é que a possibilidade de expulsão do vereador cairá no esquecimento. Fiscalização Até o momento, quatro vereadores de Londrina foram multados pela Justiça Eleitoral por propaganda irregular. O primeiro foi Rony Alves (PTB), punido em R$ 5 mil por campanha antecipada na Zona Oeste. Em seguida, Roberto Fú (PDT), Rodrigo Gouvêa (PTC) e Gerson Araújo (PSDB) receberam multa de R$ 2 mil cada por ultrapassarem a medida permitida nos adesivos para veículos. Lado Por enquanto, a maioria dos vereadores não sabe dizer qual será a posição deles sobre a nova administração. O atual prefeito José Joaquim Ribeiro (PSC) já visitou a Câmara e pediu apoio dos vereadores para concluir o mandato-tampão. Seu líder na Casa, Antenor Ribeiro (PSC), demonstra entusiasmo no exercício da função. Com sua experiência no Legislativo e comunicação, ele espera garantir a maioria dos votos para o Executivo. Cartada Os membros da CEI da Educação adiaram a votação do relatório com o intuito de obter os votos necessários a sua aprovação. Um de seus principais encaminhamentos é a abertura de Comissão Processante (CP). Embora o mandato de Barbosa Neto (PDT) esteja cassado, a Oposição teme que ele volte à prefeitura com aval da Justiça. Desta forma, uma CP engatilhada poderia – no mínimo – incomodá-lo bastante durante a campanha eleitoral e final de administração. – Acesse o site www.omonitordacamara.com.br e deixe seus comentários. RUA JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 SERGIPE 13 Festa, malabaristas e ofertas para o consumidor O dia 15 de setembro terá atividades especiais em uma das ruas mais tradicionais do comércio varejista de Londrina Atividades culturais, produtos em liquidação, recreação para crianças. O dia 15 de setembro terá agenda especial na Rua Sergipe, um sábado dedicado ao consumidor. A ação integra o projeto Nova Sergipe e tem como objetivo proporcionar momentos de descontração e alegria para o consumidor. O mote do Dia da Sergipe é justamente esse: um dia para ser feliz. E não vão faltar opções para isso. A começar pelas apresentações culturais com música, teatro, acrobatas e malabares, as ações são voltadas para toda a família. Palhaços e workshops vão envolver as crianças que poderão aprender segredos do circo, traços da pintura e interpretações do teatro. “A Sergipe começou como um projeto piloto de revitalização, que está em andamento, e agora estamos juntos nessa ação para oferecer algo diferente para o consumidor, uma opção de compras e lazer em um único dia”, afirma Eduardo Agita, membro do conselho da ACIL. Ele acrescenta que a data será uma ótima oportunidade para empresários e consumidores realizarem bons negócios. A via é uma das mais tradicionais do comércio varejista e tem ainda parte da história de Londrina marcada nas edificações, na arquitetura. “Com as ações do projeto Nova Sergipe a rua está sendo resgatada”, pontua Eduardo Agita. O Dia da Sergipe será das 9 às 15 horas. A realização é da ACIL, Sebrae, Rede Massa, Sistema Fecomércio e conta ainda com outros apoiadores. “A Sergipe começou como um projeto piloto de revitalização, e agora estamos juntos nessa ação para oferecer algo diferente para o consumidor” Eduardo Agita, conselheiro da ACIL LONDRINA JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 LIQUIDA Dia dos Pais e ofertas impulsionam vendas Varejo de Londrina celebra aumento no movimento com a combinação entre campanha promocional e a data comemorativa Nara Chiquetti Especial para a ACIL Muitas sacolas, ruas e corredores de lojas cheios de consumidores atraídos por uma palavrinha: liquidação. De 9 a 11 de agosto o comércio de Londrina realizou a 9ª edição da Londrina Liquida, campanha promocional organizada pela ACIL. Envolvendo todas as regiões da cidade, a ação potencializou os resultados do varejo, elevando as vendas em 4% em relação ao ano passado. Cada vez mais democrática, a Londrina Liquida teve adesão de segmentos diversificados com resultados animadores. De lojas de roupas e calçados a depósito de materiais de construção, empresários de vários segmentos aproveitaram a oportunidade para aumentar o faturamento. Júlio César dos Santos é gerente de uma loja de materiais de construção na Região Norte de Londrina e afirma que o movimento na loja nos dias da Londrina Liquida aumentou cerca de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. “A ação auxilia nas vendas de ferramentas, escadas, aparador de grama e vários outros produtos para presentear os pais”, afirma Santos. A loja ofereceu descontos de até 30% e parcelamento facilitado. Em sua segunda participação, Rita de Cássia, proprietária de uma loja de cosméticos, comemora o aumento no movimento. “Cosméticos não são produtos tão visados no Dia dos Pais, mas a promoção e o horário estendido funcionam como chamariz. Isso incrementa as vendas. As pessoas acabam levando diversos produtos”, relata. Este empurrãozinho na liquidação dos estoques de inverno vêm junto com a expectativa de que as vendas sejam mais expressivas neste segundo semestre. Os comerciantes afirmam que os consumidores foram mais cautelosos nos primeiros seis meses do ano, mas apostam em aumento nas vendas a partir da Londrina Liquida. Para alguns dos lojistas visitados pela reportagem, a campanha tem melhorado a cada edição, mas sugerem que a divulgação seja intensificada para aumentar o fluxo de consumidores, principalmente durante o horário noturno. “O horário noturno é válido, mas pode melhorar com mais divulgação”, opina Clailton Borges, gerente de uma loja masculina no centro da cidade. Além do preço mais baixo, o horário diferenciado agrada os consumidores. Apesar dos lojistas se queixarem de que o fluxo de consumidores à noite estaria um pouco abaixo do esperado, quem trabalha Júlio César dos Santos: campanha ajudou a alavancar as vendas de presentes para o pais na loja de material de construção 14 JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 Simoni Gomes: “Com tudo em promoção estou aproveitando. Não só o pai, mas a família também vai ganhar presente” o dia todo agradece o tempo extra para ir às compras. Para poder levar mais produtos para casa, a agente comunitária de saúde Rosane dos Santos aproveitou o horário estendido e visitou as lojas em dois dias. “Vim à noite com meu marido comprar presente para o pai e voltei no sábado para comprar calçados para mim. A liquidação está muito boa. Consegui comprar cinco pares pelo preço de dois”, conta. Com preços menores, não foram apenas os pais que ganharam presente. Cheia de sacolas, a bancária Simoni Gomes, que mora em Wenceslau Brás (cidade a 200 km de Londrina), afirma que vem periodicamente fazer compras na cidade e, além do presente do Dia dos Pais, comprou produtos para ela e para os familiares. “Eu gosto de comprar aqui, e agora com tudo em promoção estou aproveitando. O preço está bom e ainda posso parcelar em várias vezes. Não só o pai, mas a família também vai ganhar presente”, diz. Em meio ao movimento de consumidores indo e vindo em busca de descontos e presentes, a família Leme também tirou o dia para aproveitar a liquidação. “Nesses dias de Londrina Liquida a gente tem mais tempo para comprar e consegue levar mais produtos para casa e economizar. Estamos comprando roupas e calçados para a família toda”, afirma James Leme. “Poderia ser assim sempre”, sugere. Maria Fernanda Beneli, gerente de Mercado da ACIL, explica que o objetivo desta campanha é atrair os clientes para o comércio de rua, contribuindo ainda para os lojistas abrirem espaço nas prateleiras para as peças da nova estação que já estão chegando. “A Londrina Liquida já tem seis anos e temos obtido excelentes resultados, melhorando a cada edição”, afirma. A liquidação de verão por exemplo, ocorrida em fevereiro deste ano, resultou em um bom aumento nas vendas e isso estimulou os comerciantes a participarem novamente da edição de inverno. “No Liquida Verão obtivemos um aumento de 15% nas Rosane dos Santos: “Vim à noite com meu marido comprar presente para o pai e voltei no sábado para comprar calçados para mim. A liquidação está muito boa” vendas em relação ao ano anterior e tivemos a participação de cerca de 500 lojistas. Isso mostra que esta ação tem atendido seus objetivos”, analisa. Para potencializar a campanha e medir seus resultados, a ACIL investe em materiais publicitários e realiza pesquisas com os lojistas antes e depois da liquidação. “As datas desta ação foram definidas pelos próprios lojistas em pesquisa feita pela ACIL. 65% dos empresários ouvidos preferiram liquidar próximo ao Dia dos Pais porque a proximidade com a data estimularia não só a ida às compras de artigos de inverno em promoção, mas também a venda de produtos extras”, explica Maria Fernanda. Já consolidada no calendário de atividades do comércio varejista, a Londrina Liquida tem se mostrado eficiente. Desde novembro de 2008 ela alavanca as vendas no fim das estações, agradando consumidores, empresários e também a ACIL, que busca movimentar a economia para fortalecer a cidade e seus moradores. Rita de Cássia: “Cosméticos não são produtos tão visados no Dia dos Pais, mas a promoção e o horário estendido funcionam como chamariz” James Leme: “Nesses dias de Londrina Liquida a gente tem mais tempo para comprar e consegue levar mais produtos para casa e economizar” 15 16 JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 PLANO D O futuro da cidad Aprovação de leis que compõem o Plano Diretor de Lond bom ambiente de negócios no município. Falta d Aurélio Cardoso Especial para a ACIL Depoisdeumprimeirosemestreconturbado de Comissões Especiais de Inquérito e da Comissão Processante que cassou o prefeito Barbosa Neto (PDT), a Câmara de Vereadores de Londrina voltou do recesso com a importante tarefa de aprovar o Plano Diretor do município e impedir que a cidade perca recursos federais, estaduais, além de investimentos privados. Para a aprovação total do Plano Diretor, a Câmara ainda precisa votar os projetos complementares de Uso e Ocupação do Solo (também chamada de Lei do Zoneamento) e Sistema Viário, matérias de alta complexidade, importantes para garantir segurança jurídica a investidores que pretendem instalar empresas na cidade. Sem regras claras nesse sentido, Londrina corre o risco de perder terreno para outros municípios que já tenham aprovado seu Plano Diretor. Logo que assumiu o cargo, no início de agosto, o prefeito José Joaquim Ribeiro (PSC) foi até a Câmara pedir rapidez na votação dos dois projetos complementares ao Plano Diretor, fundamentais para que a cidade pleiteie recursos da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC2. Na ocasião, Ribeiro não soube mensurar a quantia de recursos que Londrina pode perder, mas garantiu se tratar de um prejuízo “irrecuperável”. Os debates em torno do Plano Diretor de Londrina – de autoria do Executivo – já se arrastam há pelo menos sete anos e, segundo Segundo o prefeito José Joaquim Ribeiro, a ausência de regras pode causar um “prejuízo irrecuperável” para a cidade especialistas, o assunto já foi mais do que discutido com a sociedade de maneira geral. “Foram 144 reuniões em quase dois anos de audiências públicas nos bairros e mais reuniões do Conselho das Cidades e IPPUL. Inclusive, os vereadores e os membros da sociedade civil organizada foram convidados para o debate”, explica o conselheiro da ACIL, Osvaldo Pitol. Para ele, o ideal seria aprovar o Plano e, com o tempo, fazer as correções necessárias, por meio de legislação específica. O arquiteto, urbanista e ex-diretor do IPPUL, atualmente professor na Universidade Estadual de Londrina, Gilson Bergoc, concorda com Pitol e alerta para a necessidade urgente de aprovação do Plano Diretor, uma vez que muitos dos municípios brasileiros já o fizeram há algum tempo. “As regras foram colocadas para todos e estamos com anos de atraso. O Plano era para estar aprovado ainda em 2008, por isso não temos mais tempo.” Para Pitol, as 49 emendas propostas pela Câmara só “atrapalham”, já que “o Plano pode acabar ficando muito retalhado e precisamos que seja aprovado logo, nosso prazo estoura daqui uns meses”. Segundo ele, a tese de que o Plano Diretor de Londrina beneficia empresários, em detrimento de moradores, não se confirma. “O Plano não privilegia ninguém, só põe regras. O empresariado quer regras claras, o importante é se planejar. O empresário que vem de fora não quer ser surpreendido.” O urbanista Gilson Bergoc completa que a “briga” entre Executivo e Legislativo, acaba abrindo “brecha para outros interesses”. “A Câmara dos Vereadores precisa votar projetos complementares de Uso e Ocupação do Solo e Sistema Viário JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 DIRETOR 17 de em discussão drina é fundamental para atrair investimentos e criar um de regras claras dificulta a instalação de empresas lei que regulamenta um ordenamento urbano deve ter iniciativa no Executivo e uma certa perenidade. Não pode ficar mudando toda hora, não atendendo particularidades especificas demais”, defende Bergoc. De acordo com Margareth Pongelupe, do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL), as longas discussões acerca da lei de zoneamento acabaram gerando insegurança, não só em investidores de fora, como nos próprios londrinenses. “Isso afeta várias áreas, como a construção civil, já que as pessoas não sabem o que vai acontecer. Complica tanto para quem vende, quanto para quem compra terrenos, sem essa garantia do zoneamento”, afirma. A arquiteta Margareth Pongelupe, do CEAL: “A falta de um Plano Diretor afeta várias áreas, como a construção civil, porque as pessoas não sabem o que vai acontecer” Insegurança jurídica afasta investidores A ausência de regras para a instalação de empresas já afugentou muitos investidores de Londrina, de acordo com Gilson Bergoc. Ele recorda que a situação cria um clima de insegurança jurídica, o que é negativo para a cidade. “Ao procurar um novo local para instalar sua empresa, o empresário precisa saber qual a zona.” Margareth Pongelupe completa que, para o empresário, pior do que a existência de uma regra não tão boa é não saber as regras. “Os empreendedores estão querendo saber logo a regra do jogo.” Nesse sentido, Bergoc lembra de que, quando era diretor do IPPUL, vários investidores de outras regiões chegavam querendo saber do zoneamento para definir uma estratégia de implantação de sua empresa na cidade. “O empresário pedia detalhes das regras e quando informávamos que ainda não existia uma lei, ele recuava. Cheguei a ouvir de um deles que quando tivesse a regra certa, que o avisasse e se ele tivesse verba ainda, poderia repensar seu investimento para Londrina. Os investimentos têm momentos certos para ocorrer e a cidade precisa estar preparada para isso.” “Os municípios que não estiverem com seus planos diretores aprovados podem ter problema em receber os recursos federais e estaduais. E isso chama atenção para a urgência.” Gilson Bergoc, arquiteto e ex-diretor do IPPUL JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 AEROPORTO 18 A volta dos brevês A pedido da comunidade, Agência Nacional de Aviação Civil reativa bancas de exames teóricos em Londrina Pilotos, comissários e mecânicos de Londrina e região não precisam mais ir até Curitiba ou São Paulo para fazer provas de habilitação em suas atividades profissionais. A Agência Nacional de Aviação Civil realizará em Londrina, de julho a dezembro, exames iniciais e de revalidação para brevês e outras habilitações de transporte aéreo. A viabilização das provas tornou-se possível graças à ação conjunta da ACIL, do Aeroclube de Londrina e do deputado federal Alex Canziani (PTB-PR). Desde 18 de março de 2011, as provas estavam suspensas em Londrina. A ACIL tomou conhecimento do problema e solicitou ao deputado Canziani, vice-líder do governo federal na Câmara de Deputados, que buscasse uma saída negociada. “Reunimos todos os interessados – a ACIL, o Aeroclube, as companhias aéreas – e conseguimos mostrar à diretoria da ANAC que Londrina é uma referência na formação de pilotos, comissários e mecânicos, por realizar cursos de qualidade procurados por pessoas de todo o País”, disse o deputado Alex Canziani. “A volta das provas a Londrina é mais uma demonstração de que unidos podemos trazer muitas coisas boas para a cidade e a região. Foi uma bela conquista”, afirma. As provas de revalidação começaram a ser realizadas no dia 16 de julho; as provas iniciais para pilotos, comissários e mecânicos começaram no dia 23 do mês passado. Uma prova para piloto privado dura em média três horas; para comissário, duas horas; para piloto comercial, três horas e quarenta e cinco minutos. “Londrina é uma referência importante para o setor aéreo”, afirma o inspetor da ANAC em Londrina, Tilson Souza. “Muitos dos que estão fazendo provas agora vieram do interior de São Paulo e do Mato Grosso do Sul.” “Ter de viajar a Curitiba ou São Paulo para tirar brevê ou fazer revalidação de documentos era um transtorno para os profissionais da área, sobretudom para os mecânicos. Agora está bem melhor”, observa Tilson. Depósito Em junho, após várias negociações intermediadas pela ACIL, o Governo do Estado fez o depósito de R$ 9.213.965,00 na conta da Prefeitura de Londrina. Os recursos serão usados para a desapropriação de 44 imóveis próximos ao Aeroporto Governador José Richa, permitindo a expansão e melhorias da pista. Segundo o secretário estadual da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, o governo assumiu a responsabilidade de fornecer o dinheiro necessário para a Justiça Federal fazer as desapropriações com cada proprietário da região. Mais uma vez, a ACIL teve atuação decisiva em favor do desenvolvimento de Londrina, ao atuar como interlocutora nas negociações entre os governos federal, estadual e municipal. Tilson Souza, da ANAC: “Londrina é uma referência para o setor aéreo” Você conhece as mídias mais utilizadas pelos seus clientes? Você ouve rádio FM? Ouve rádio AM? Pesquisa realizada pela Chiusoli em 2012 apontou que de cada 10 londrinenses, 8 ouvem rádio FM. A mesma pesquisa apontou ainda que 38,6% dos londrinenses ouvem rádio AM. Empresa especializada em pesquisa de mercado com mais de ^ 18 anos de experiencia! 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Na prática, o documento virtual elimina o papel e, por meio dele, a Receita Federal e as secretarias estaduais de Fazenda podem acompanhar em tempo real as transações das empresas para fiscalizar o recolhimento de tributos. Segundo a Receita Federal, a NF-e substitui a nota fiscal modelo 1 e 1-A em todas as hipóteses previstas na legislação em que esses documentos possam ser utilizados. Isso inclui, por exemplo: a Nota Fiscal de entrada, operações de importação, operações de exportação, operações interestaduais ou ainda operações de simples remessa. Para emitir a Nota Fiscal Eletrônica, a empresa precisa possuir certificação digital (fornecida por uma autoridade certificadora) e se cadastrar na secretaria de Fazenda do seu estado. Para facilitar esse trâmite para seus associados, a ACIL oferece o serviço de NFe. A entidade é credenciada junto à Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (FACIAP) e por isso pode emitir certificados aos associados. E com custos menores que os praticados no mercado. Um dos grandes diferenciais é que o associado paga apenas pelas notas que emitir, sem mensalidade fixa. E com menos papel, há economia na impressão e arquivamento desses documentos. A instalação do sistema é rápida e o manuseio, muito fácil e prático. “O sistema detém uma interface totalmente on-line para que possa disponibilizar sua operação de qualquer computador conectado à internet. O ambiente on-line foi desenvolvido com linguagem de programação moderna e recursos que oferecem maior agilidade, eficiência e navegabilidade no sistema”, explica Adão Lopes, CEO da Varitus Brasil, empresa que fornece o sistema operacional do produto. Ele explica que o processo de emissão começa antes mesmo da digitação da nota, com a configuração da tributação vinculada ao regime tributário da empresa. “Nesta fase, o NFe.VARITUS propicia a integração do contador de forma online para participar da configuração, e também o contador pode verificar as notas antes que elas sejam transmitidas para o Secretaria Estadual de Fazenda do Paraná”, completa. Gerente de mercado da ACIL, Maria Fernanda Beneli lembra que a entidade oferece todo suporte aos empresários para simplificar a burocracia. “Nós fazemos o backup exigido pela Receita por seis anos – é tudo online e não há preocupação com o armazenamento”, explica. NF-e: sistema totalmente on-line permite que operação seja feita de qualquer computador conectado à internet, garantia de agilidade, eficiência e navegabilidade à ação. Adão Lopes, CEO da Varitus Brasil Vantagens e benefícios do sistema: 1. Dispensa qualquer instalação de software e gasto extra com servidores e equipamentos. 2. Agiliza o processo interno de emissão com validações e checagens automatizadas. 3. Elimina o trâmite de papel e busca em arquivos físicos pelo escritório contábil. 4. Garantia de que o arquivo digital de NFe ou CTe (Conhecimento de Transporte Eletrônico) está sincronizada com o FISCO e validada durante o prazo que a situação do mesmo pode ser alterado no SEFA/PR. 5. Avisa o responsável se uma NFe ou CTe for cancelada pelo fornecedor, pulada numeração pelo faturista ou algum evento de CC-e foi gerado no SEFA/PR. 6. Armazenamento das NFe e CTe em modo seguro por 5 anos. 7. Oferece acesso aos documentos digitais emitidos e recebidos em ambiente on-line. 8. Possibilita verificar a NFe e CTe antes da chegada das mercadorias. 9. Possibilita melhor planejamento de logística, devido à recepção antecipada das informações da Nota Fiscal Eletrônica. 10. Obtém-se redução de erros de escrituração devido a eventuais erros de digitação de notas fiscais. 11. Integração com qualquer sistema de informação de forma rápida e fácil. ARTIGO DE OPINIÃO JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 20 Liderando com Sabedoria... Uma aula de gestão e liderança com Salomão – o homem que buscou o conhecimento para bem governar o seu povo Por Paulo Varela Sendin A Sabedoria é uma virtude ou uma dádiva divina que precisa ser buscada, cultivada e aplicada, conforme nos mostrou o arcebispo de Londrina, Dom Albano Cavalin, na solenidade da posse da nova Diretoria da ACIL, no dia 5 de julho. Citando o exemplo de Salomão, que pediu a Deus apenas Sabedoria para que pudesse bem governar seu povo, Dom Albano nos deu uma excelente aula de liderança e gestão. Mas, o que mais podemos aprender com Salomão? Ao pedir Sabedoria a Deus, Salomão descobriu que ela vinha acompanhada de muitas outras coisas e que ele deveria esforçarse para alcançá-las. Assim, a “dádiva” de Deus não era algo que ele obteria sem nenhum esforço... Em primeiro lugar, para exercer sua Sabedoria, Salomão buscou obter muito conhecimento. Conforme nos diz a Bíblia, Salomão era um erudito que “...discorria sobre plantas, animais, aves e peixes...”. Era também escritor e poeta, como podemos ver pelos livros que escreveu e que estão na Bíblia. O livro de Provérbios, por exemplo, poderia estar em qualquer coleção de “livros de autoajuda”, com certeza de melhor qualidade do que muitos dos que são hoje editados... Assim, Salomão poderia ser colocado como um paradigma de conhecimento, tanto em literatura como em ciências naturais, o que lhe dava uma condição importante para exercer a Liderança sobre o povo e a Gestão do reino. Em segundo lugar, outra lição que podemos aprender com Salomão é que, embora fosse reconhecido pelo seu alto nível de conhecimento, Salomão poderia ser colocado como um paradigma de conhecimento o que lhe dava uma condição importante para exercer a Liderança sobre o povo e a Gestão do reino. tinha a humildade de buscar pessoas tecnicamente competentes para planejar e executar as obras públicas que faziam parte de seu “plano de governo” como Rei de Israel. Ao decidir sobre a construção do Templo, Salomão mandou buscar um especialista no reino de Tiro que era hábil “...para elaborar qualquer plano que se lhe proponha...”. Reflete-se aí outra qualidade importante para se exercer liderança e gestão: saber buscar pessoas qualificadas para planejar e executar tarefas em áreas em que o líder não está (nem precisa estar) preparado. Uma terceira lição a ser aprendida com Salomão é sua percepção sobre a necessidade de não governar sozinho. No livro de Provérbios Salomão diz: “Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança”. Esta é uma orientação muito importante, pois vem de alguém que, em princípio, deveria ter todas as condições para decidir tudo por si só. No entanto, mesmo com toda sua Sabedoria (ou, precisamente em decorrência de toda sua Sabedoria), Salomão reconhecia que era preciso ouvir os conselhos ou opiniões de outras pessoas. Entre as muitas lições que podemos aprender da sabedoria de Salomão, essas três podem ajudar muito a quem assume responsabilidades de Liderança e Gestão, seja no setor privado ou no setor público. E a recompensa vem, além da satisfação de obter bons resultados em benefício dos liderados, pelo reconhecimento da obra bem feita, pois como diz o próprio Salomão: “Vê a um homem perito em sua obra? Perante reis será posto...” Paulo Varela Sendin é engenheiro agrônomo e integrante do Fórum Desenvolve Londrina. RECURSOS HUMANOS JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 O X e o Y das empresas João Dornellas, vice-presidente de Recursos Humanos e Corporate Communication da Nestlé, dá dicas de atuação organizacional no mercado contemporâneo Bianca Barille Especial para o Jornal da ACIL A inovação é um instrumento essencial para uma organização empresarial, seja qual for o seu tamanho. Para o vicepresidente de Recursos Humanos e Corporate Communication da Nestlé, João Dornellas, uma empresa ideal, que busca crescimento, precisa fazer do seu dia a dia uma combinação entre as principais características dos profissionais X (os funcionários que já estão na empresa) e os profissionais Y (aqueles que chegam à organização). O faturamento da Nestlé no Brasil, só em 2011, foi de R$ 20,5 bilhões, ano em que a companhia registrou um aumento orgânico de 10,6%. Presente em diferentes tipos de negócios, a Nestlé é uma das poucas indústrias que mantiveram o ritmo de crescimento. Com foco no mercado brasileiro, Dornellas reforça que o aumento no faturamento se deve também à preparação da Nestlé e das pessoas que fazem parte do seu quadro de colaboradores. “A sociedade brasileira está em constante mudança, com a ascensão das classes C, D e E, graças ao crédito fácil e ao aumento de poder de compra provocado pelo incremento de renda. A entrada de novos consumidores e os hábitos de consumo elevam as possibilidades de crescimento de marcas e produtos”, explica o vice-presidente da Nestlé. Perfil corporativo João Dornellas está na Nestlé há 28 anos. Nesse período, exerceu importantes papéis de direção industrial, inclusive no México, onde trabalhou por quase oito anos. Desde 2003 está à frente da Direção de Recursos Humanos da Nestlé Brasil Ltda e em abril de 2007 assumiu Divisão de Assuntos Públicos e Institucionais. No dia 15 de fevereiro deste ano, assumiu ainda a área de Relações com Imprensa. Dornellas também é Presidente da Fundação Nestlé Brasil, além de integrante do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) e da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaúde), da Fiesp. “Eu tive vários empregos, funções e responsabilidades, só que dentro de uma mesma companhia. Isso se deve à cultura de desenvolvimento da Nestlé e a um departamento de RH estratégico que, ao lado das pessoas, levam em conta as suas histórias, necessidades, desejos e anseios particulares, que devem ser compreendidos e respeitados”, ressalta Dornellas. Mas a formação não depende apenas da empresa. Segundo Donellas, os profissionais precisam estar cada vez mais atentos a um mercado dinâmico e globalizado. Aos profissionais cabe conhecer seu papel dentro da companhia e o mercado em que atuam, ou seja, os pontos fortes e os pontos a serem aprimorados. Para a organização, ter colaboradores alinhados com os valores da empresa é fundamental para garantir um desempenho positivo. Dessa forma, a companhia precisa auxiliar o desenvolvimento profissional e também humano de seus colaboradores – assim trabalha um departamento de relações humanas estratégico. O principal desafio deste departamento dentro das empresas é atingir a excelência em todos os processos, mantendo sempre em vista a perspectiva humana, a fim de contribuir com o desenvolvimento de cada colaborador da companhia, e assim, fazer a empresa crescer também. Além disso, é missão da área de recursos humanos criar condições para que as pessoas e a empresa cresçam a partir de um modelo que se retroalimenta constantemente. “O colaborador sabe que tornar a Nestlé líder e confiável só é possível a partir do comprometimento e paixão pelo seu trabalho”, diz Ornellas. Esse processo é de extrema importância para a excelência da empresa, e só é possível se o colaborador estiver inserido na cultura e nos valores em que a empresa trabalha. “Os profissionais de RH lidam com fatores humanos o tempo todo e é fundamental entendê-los. Mais do que gerenciar colaboradores, atuamos ao lado das pessoas, levando em conta as suas histórias, necessidades, desejos e anseios particulares, que devem ser compreendidos e respeitados. Motivar cada colaborador para que ele atinja o melhor de si e evolua constantemente é um desafio. Saber entender as diferentes gerações de colaboradores, desde os baby-boomers até a Geração Y, o é fundamental para que eles se sintam felizes numa empresa, e isso é relevante para qualquer empresa”, reforça João Dornellas. O vice-presidente da Nestlé, João Dornellas: “Tornar a empresa líder só é possível com paixão e comprometimento” Nestlé desenvolve projeto de regionalização A área de recursos humanos tem importância fundamental para garantir que os colaboradores estejam informados sobre as estratégias da empresa, e assim, atingir os consumidores. Pensando em atingir os consumidores de diferentes regiões, que apresentam perfis diferentes, desde 2003, a Nestlé realiza um projeto de regionalização, no qual desenvolve ações, programas e produtos específicos para cada região, com o objetivo de atender os hábitos de consumo locais e até mesmo as necessidades nutricionais dos diferentes locais. Com isso, é possível acompanhar e estar próximo do desenvolvimento econômico do interior e cidades menores, oferecendo produtos e soluções para atender as necessidades da população local. “A região sul tem bastante potencial de mercado e muito a ser explorado pelas empresas. Londrina é um dos principais pólos comerciais do Paraná, e, com certeza, se insere no contexto estratégico da Nestlé”, observa Dornellas. 21 NOVOS JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 ASSOCIADOS COMÉRCIO AÇOUGUE Casa de Carnes Ouro Carnes Av. Pedro Carasco Alduan, 1.184 ARTIGOS PARA PRESENTES Fly Distribuidora R. Alameda Ferreira Marques, 436 Nathibi Presentes R. Lindinalva da Silva Basseto, 58, sala 3 Nayara Presentes R. Dionezio Cruzatte, 492 ARTIGOS RELIGIOSOS Silvio Capeleti Ferreira R. Pará, 566 AUTO CENTER Marcelo autopeças Av. Arcebispo Dom Geraldo Fernandes, 2.503 BOLSAS Andre Luiz Sovierzoski R. Cordeiro de Farias, 33 Casa das Bolsas R. Sergipe, 521, loja 3 RM Bolsas e Acessórios R. Benjamin Constant, 1.053, box 6 BRECHÓ Bazar da Marlene R. Ruy Virmond Carnacialli, 609 BRINQUEDOS E ARTIGOS RECREATIVOS Cristina Chueiri Okuyana R. Paranaguá, 901 BRINQUEDOS ELETRÔNICOS Armarinhos Wanne Av. Saul Elkind, 5.209, sala 01 COMÉRCIO ATACADISTA DE CALÇADOS Bianca Kolenda Sacola Chic R. Santa Catarina, 50 Morena Bella Calçados Av. São João, 995 COMÉRCIO DE DOCES Andreza Benedita Muller R. Café Ouro Verde, 276, quadra 19 Elizabete Cordoba Teixeira R. Jaão Fiatkooski, 67 COMÉRCIO DE MODELADORES Elizama Muller R. Café Supremo, 67, loja 01 COMÉRCIO DE MÓVEIS E ELETRO ELETRÔNICOS Móveis Brasília Rod. Carlos João Strass, 780 COMÉRCIO DE PEÇAS DE AUTOMÓVEIS Amortece Carros R. Araguaia, 265 COMÉRCIO DE VEÍCULOS Motocar R. Catarina de Bora, 539 Moura Veículos R. Uruguai, 180 CONFECÇÕES/VESTUÁRIO Claudineia Sabino R. Helena Borges Ruzzon, 70 Comércio Belly R. Vasco da Gama, 102 Dy Cara R. João Izaias, 67 Gente Elétrica Av. Tiradentes, 1.411, loja 35/36 Irondi Aparecida Colombo Capra R. Waldomiro Fernandes, 25 Janete Aparecida Tobias de Oliveira R. Silvia Mariano da Silva, 104 KID Maleon Av. Sylvio Barros, 100 Lebrune Lingerie Av. Rio de Janeiro, 131, box 41 Leonora Pereira R. das Castanheiras, 852, loja 1 Mega Stock R. Minas Gerais, 194 Ozana Aparecida da Silva R. Bonifácio Rodrigues, 126 Rita Aparecida de Oliveira R. Vitorio Zendrini, 31 Rosaline R. Tarcisa Kikuti, 35 – sala 02 Rose Modas Unisex Av. Presidente Eurico Gaspar Dutra, 980 Silvana Baldini da Silva R. Zerbo Quintino Pontes, 353 COSMÉTICOS E PERFUMARIAS Michele Caroline Rodrigues da Silva R. Juracy Hugo Cabral Messias, 994 DECORAÇÃO Bella Casa Store R. Pernambuco, 182 PANIFICADORA E CONFEITARIA Doce Tentação Av. Higienópolis, 1.322 Panificadora e Confeitaria Ilha Bella R. Lindalva Silva Basseto, 979 PAPELARIA HB FISIO R. Arcindo Sardo, 460, sala 14 PEÇAS DE AUTOMÓVEIS Auto Elétrica Zaqueu R. Salim Sahão, 590 PET SHOP Curti Dog Pet Shop R. Foz do Iguaçi, 180, sala 2 PRODUTOS ELETRÔNICOS Londricenter Av. Paul Harris, 620 PRODUTOS FITOTERÁPICOS Hoffmann Pilates R. Anna Moreno de Mello Menezes, 250 PRODUTOS PARA IMPERMEABILIZAÇÃO Ronny Peterson Freire R. Jorge Velho, 1.222 FECHADURAS Carlos Henrique Reis Av. Lucia Helena Gonçalves Viana, 893 VENDEDOR AMBULANTE Annelise Pazuch R. Jorge de Aquino Oliveira, 72 Denise Renata de Oliveira Av. Clarice de Lima Castro, 155 Elaine Paulino R. Fortunato Moro, 163 Flavia Lucas Vieira de Oliveira R. João Alves da Rocha Loures, 113 Luciana Oliveira de Moraes R. Camila Kauam, 448 Mônica Aparecida de Cruz Lourenço R. Leonidas Rezende Dutra, 212 Piccoli Fogos Av. Arthur Thomas, 2.430 Rosângela Alves de Lima R. Valter Athos Vanzo, 463 Sidney dos Santos R. Olympio Theodoro, 585 Thiago de Oliveira Czigler R. Acungui, 322 Walter Luiz Baltieri R. Fernando de Noronha, 741 FERRAMENTAS M E M Pisconti R. Damasco, 578 VIDRAÇARIA Vidraçaria Art-Glass R. Aratinga, 144 LINGERIE Viviane de Souza Gonçalves R. Franz Hesselman, 621 SERVIÇOS DISTRIBUIDORA DE GÁS Rodrigo Alves da Rosa R. Virginio Marchezini, 55 ELETRÔNICA Adenilson da Silva Pereira R. Orlando Sisti, 226 Cercanimal Amazonas Av. Abelio Benatti, 4.772 EMBALAGENS Menthapimenta Av. Jorge Casoni, 1.699 FARMÁCIA Farmácia Drogalar Av. Saul Elkind, 5.293 Medcom Av. Bandeirantes, 299 MÁQUINA INDUSTRIAL KBRX Metal Next Av. Luis Pasteur, 430 Rtech Equipamentos Industriais Av. Inglaterra, 466, sala 7 MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO Eletro Suprimat Norte do Paraná LTDA Rod. Carlos João Strass, 1.155 Tecknodoor R. Brasil, 1.810, loja 4 MATERIAIS ELÉTRICO Guadaim Mix Av. Serra da Esperança, 215 ÓTICAS, JOIAS E RELÓGIOS Casa do Óculos R. Senador Souza Naves, 282, lojas 1 e 2 Ótica Luz dos Olhos R. Senador Souza Naves, 558 ACABAMENTOS EM GESSO Ponto do Gesso R. Carolina Vendrame Vaz Primo, 641 Sidnei Lourenço Francisco R. Augusto Gomes, 683 ACADEMIAS Ricardo Rodrigues Franca R. Araguaia, 514 ADVOGADO Patrícia Cristiane Brites Av. José Gabriel de Oliveira, 915 AGÊNCIA DE PROPAGANDA Estúdio S Video Produções R. Casemiro de Abreu, 467 Madre Markting Propaganda Av. Higienópolis, 210, sala 1.201 AR CONDICIONADO Ar Life Ar Condicionado R. Arungui, 105 ATENDIMENTO HOSPITALAR CIS Centro Integrado em Saúde R. Senador Souza Naves, 1.082 R. Marabu, 656 AUTO CENTER Reginaldo Nogueira Moraes R. Sebastião Montilha Garcia, 181 CABELEIREIROS Alessandra Vilela R. Primavera, 400 – Ibiporã Cintia Cristina de Oliveira Lara Av. Pres. Abraham Lincoln, 960 Cristina Tiemi Nemoto R. Irmão José Valerio de Souza, 405 Edina Maria de Oliveira Torquato Av. Madre Leonia Milito, sala 250 Geisi Aparecida Geremias Alves R. Nilo Gonzales Vicente, 630 Manicuri.com R. Deputado Nilson Ribas, 380 Paulo Rogério Dona Av. Higienópolis, 2.700, loja 1 Rafaela Lopes de Almeida R. Luiz Pereira de Lima, 191 Raimunda Marcelino da Cruz Rezende R. Santos, 558 Suzeli Felicia de São Miguel R. Minas Gerais, 194, sala 508 Taciane de Souza Urano R. Maria Irene Vicentini Theodoro, 93 COBRANÇA Fernando Rosseti Tozatti R. Mossoró, 625 COMUNICAÇÃO VISUAL Adriano Peruci Carbeloti R. Lindalva Silva Basseto, 1.375 Hot New R. Euclides Saladine, 265 CONSULTORIA, ASSESSORIA E ADMINISTRAÇÃO TWB Consultoria R. Santos, 488 CONSTRUÇÃO CIVIL Sebastião Rodrigues dos Santos R. Via Lactea, 198 CONTABILIDADE Riatla Contabilidade Av. Inglaterra, 571, sala 7 CORRETORA DE SEGUROS A1 Adm. e Corretora de Seguros LTDA Av. Inglaterra, 639, sala 03 COSTUREIRA Nazilda Ventura Salviano R. Araçauba, 462 Sandra Helena Gervasoni R. José Domingos de Oliveira, 142 DESENVOLVIMENTO DE WEBSITE Napse Av. Maringá, 813, sala 20 EDUCAÇÃO E ENSINO IBC Instituto do Conhecimento R. Dr. Elias Cesar, 55, sala 1.104 ELETRICISTA Edson Calbaizer R. do Atletismo, 146 ENSINO DE ARTE E CULTURA Fabiano Teixeira R. União da Vitória, 298 ESCOLA DE IDIOMAS Wizard Aeroporto Av. Santos Dumont, 1.075 22 JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 ESTETICISTA Gracielle Maria Azedo R. Ucrania, 297 FECHADURAS Diego da Silva Horácio R. Guaporé, 770 FOTÓGRAFO Marcelo Pereira R. Luiz Bruzim, 820 Marco Aurelio Lopes da Silva R. Anai, 288 Silvio Bueno Fernandes Junior R. Ubirajara, 129 Ofir Ramos R. Kanane Monma, 78 Pedro José da Silva R. Jaime Moura de Lima, 662 Rafael Moreira Brandas Alves Av. Laranjeiras, 233 Roberto Tosi R. Osório Soares, 53 Sueli Maria Ferreira da Silva R. Alinor Elias, 29 MÁQUINAS E IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS Paulo Fernando Zerbini R. Serra do Mel, 103 GRÁFICA Gráfica e Editora Vale Verde R. Etiene Lenoir, 85 MARKETING DIRETO Cliente Show Av. General Mendonça Lima, 667, sala 4 IMOBILIÁRIAS Romeu Curi R. Paranaguá, 777 MONTAGEM DE STANDS Fabio de Oliveira Paes R. Santa Fé, 79 Willians Rogério Gimenes R. Pedregulho, 46 INSTALAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIP. INDUSTRIAIS Claudio Siqueira R. Wanda Carno, 140 Ofir Ramos R. Kawane Monma, 78 INSTITUIÇÕES Instituto PHD R. Espírito Santo, 653, sala 601 JARDINEIRO Comércio MLR Flores e Jardinagem Av. Saul Elkind, 3.945 Jacir Joaquim Costa R. José Vitorino, 335 Valdecir Cardoso R. Petronio Portella, 43 Valdemar Ortiz da Silva R. Antonio Carlos de Oliveira Leme, 83 LABORATÓRIO DE PRÓTESE Cor e Forma Laboratório de Prótese R. Ibiporã, 404 LAVA RÁPIDO Eliane Fogaça Marques R. Antônio Salema, 279 LOCAÇÃO DE AUTOMÓVEIS Paulo Henrique Bispo dos Santos R. Pernambuco, 134 MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES Carlos Alberto de Brito R. Severino Santini, 800 MANUTENÇÃO DE REPAROS ELETRÔNICOS Ana Irina dos Santos R. da Aeronáutica, 91 Carlos Alberto Carvalho R. Reinaldo Benes, 285 Daniel Menck R. Alcina Dornellas Monteiro, 208 Euromaquinas Av. Henrique Mansano, 2.140 Henrique Ferreira Ribas Xavier R. Rio Grande do Norte, 1.070 Jhader Flavio Ferrari de Oliveira R. Domingos Julião, 117 José Carlos Venâncio R. Cianorte, 365 José Maria Besso R. Ernesto Gonçalves Mendes, 505 Josefa Nerci da Conceição Oliveira R. Dom Fernando, 263, sala 02 Laércio Paulo Novaes R. Adulcino José Jordão, 434 OBRAS DE ALVENARIA Aparecido Rosa R. Doutor Moacyr Arcoverde, 1.039 José Carlos Fritola R. José Dean, 140 José Faustino de Andrade R. Paulo Moldovan, 59, quadra 14 lote 39 Leocadio Ramos Martins R.Gabriel Cestari, 556 Osi Florencio Freire R. João Lot, 83 ODONTOLOGIA Odontocompany Av. Duque de Caxias, 1.615 PEDREIRO Devanil da Luz R. Ignes Sirley Mazer Cardoso, 132 José Benedito Ribeiro R. Maurício de Paulo, 139 PINTOR Claudinei Lino de Souza R. Antonio Baldan, 215, casa 09 Davi Barbosa Alves R. Nello Thomaz Lainetti, 89 B Edio Ilson de Oliveira R. Ana Vargas Ilario, 22 Evandro Luiz Gomes Pintor R. Sebastião Luiz Gomes, 111 Guilherme Sanches Hipólito R. Jorge Velho, 1.180 Jair Barbosa Mendes R. Generoso da Silva, 558 Luiz Carlos Valente R. Victor Correia de Farias, 53 Magno Borges Dias R. Cambui, 98 Marcos dos Santos Pelegrini R. Seringueira, 687 PRODUTORA BFU Box R. Alfredo Batini, 558 PROFESSOR DE MÚSICA João Luiz Gilberto de Carvalho R. Ulrico Zuimglio, 100 REPARAÇÃO DE MOBILIÁRIO Camila Horácio da Silva R. Nilo Peçanha, 9 RESTAURANTE Dayanne Cristine de Oliveira Av. Celso Garcia Cid, 239 La Gondola Av. Santos Dumont, 1.300 SEGURANÇA Liberty Segurança Patrimonial R. Michigan, 550 TÉCNICO EM INFORMÁTICA Gustavo Santos Silva R. José Anisio de Goes, 84 Jardel de Oliveira R. José Vargas, 47 Rafael Luis Splicido Giraldo Av. Paul Harris, 88 COMÉRCIO DE GESSO Walace Bruno Cera R. Antonio Dias Adorno, 919 CONCESSIONÁRIA Mizumi Veículos Av. Higienópolis, 1.674 TELEFONIA E COMUNICAÇÃO Sati R. Serra da Canastra, 73 EVENTOS E FESTAS Edna Aparecida Silva R. Camille Flammarion, 195 João Luiz Nogueira Arrudo R. Jacy, 76 Lucas Rodrigo da Silva R. Angelo Merlo, 83 – Ibiporã Reginaldo Barbosa de Jesus R. dos Cravos, 103 TRANSPORTADORA Julio Cesar Fernandes Silva R. Silvio Bussadori, 619 FERRAMENTAS Locadrill Av. Winstor Churchill, 485 TRANSPORTE DE PASSAGEIROS E CARGAS Adriano Faga R. Nelson Roversi Forattini, 310 FOTOGRAFIA Foto Fan Av. Saul Elkind, 732 IND/COM ALIMENTAÇÃO Produtos Naninha R. Lupércio Pozatto, 1.025 BOLSAS Bags Confecções Lune Baby R. Cacilda Nasralla Neme, 940 CONCRETO Tecno Blok R. José da Silva, 90 CONFECÇÃO Agrovest R. Virgilio Jorge, 126 CONSTRUÇÃO Construtora Zacarias Av. Curitiba, 1.317 – Apucarana Higiban Rod. Melo Peixoto, 3.942 – Cambé Pisos Passarela R. Dolores Peralta, 112 FERRAMENTAS Lexno Indústria R. Abelio Benatti, 4.734 HIGIENE E LIMPEZA Londrirodos R. Lisboa, 323 INDÚSTRIA Akecer R. Pedro Botelho de Rezende, 2.121 MÁQUINAS INDUSTRIAIS Hidromar R. Amélia Abib Tauil, 151 PINOS PARA BICICLETA Mobile Europa Rod. Carlos João Strass, 4.333 PURIFICAÇÃO Tecnopuro Tecnologia em Purificação LTDA Rod. Celso Garcia Cid, 1.719 COM/SERVIÇOS ALIMENTAÇÃO Casa da Panqueca R. Vergilio Perin, 152 Lourdes Paviani Cimitan R. Wilson Gonçalves Brandão, 198 23 INFORMÁTICA AG7 Informática R. Pref. Hugo Cabral, 557, sala 502 Bruno Lourenço Rodrigues Av. da Maratona, 291 Celso Toshio Marques R. São Rafael, 150 LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Bruno de Souza Rosolen R. Serra do Bedengo, 568 Bunker Locações R. Guaporé, 109 Crediário JM Rodrigues R. Maria Luiza de Faria Lemos Figueiredo, 181 G42 Soluções Av. Robert Koch, 1.185 MATERIAIS PARA MARCENARIA Milton Carpinel R. Tanzânia, 107 MECÂNICO E COMÉRCIO DE PEÇAS CFG CAR R. Sebastião Palhares, 55 Elcio Antonio Guillen R. Campo Mourão, 105 MONITORAMENTO DE SISTEMAS DE SEGURANÇA Inovare Serviço de Monitoramento Eletrônico R. Michigan, 550 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS Ademir Pinturas R. Elpidio Alves, 81 Anderson Luis Basseto R. Amélia Riskallah Abib Tauil, 777 Asa Condomínios Av. Higienópolis, 32, loja 08 José Marques Carneiro R. das Bananeiras, 256 TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS GERAIS Via Dezessete Setenta R. Ruy Virmond Carnacialli, 684 TELEFONIA E COMUNICAÇÃO Elitel Telecomunicações R. Rio Grande do Norte, 511 JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 PERFIL 24 Empreendedor de fé Alexandre de Achiropita, um restaurador de imagens de santos que faz do seu trabalho uma profissão de fé e talento Edson Vitoretti Especial para a ACIL O trabalho de um homem pode mostrar quem ele é. Alexandre Passarini, conhecido por Alexandre de Achiropita, é restaurador de imagens de santos. É uma pessoa loquaz. Fala muito e sobre vários assuntos sem perder o fôlego. Mostra paixão ao falar de seu ofício, tornando sua fala ansiosa, fragmentada, como estátuas em cacos. Restaurando seus relatos, compomos sua imagem. A contemplação é característica de muitos santos, seja na história de suas vidas humanas, seja nas expressões faciais representadas nas estátuas. Alexandre de Achiropita gosta de contemplar: “Às vezes eu paro em frente a uma árvore e fico prestando atenção nela, vendo sua beleza, sem nem mesmo saber por quê.” Alexandre teve o tempo necessário para desenvolver esse hábito da contemplação. Dos 13 aos 28 anos de idade, uma micose no corpo todo o impediu de trabalhar. A medicina, humana e moderna, nada pôde fazer por ele. A cura, segundo Alexandre, veio de um milagre concedido por uma santa que ele admirava desde criança, Nossa Senhora de Achiropita. “Aos cinco anos, fiz uma pintura dessa santa sem a conhecer. Daí em diante sempre procurei saber mais sobre ela”, diz Alexandre. Conforme relata, uma prima lhe deu um santinho com a imagem da santa, e no dia seguinte a micose desapareceu do seu corpo. A espera de 15 anos pela cura da micose parece ter produzido em Alexandre um componente fundamental em seu trabalho: a paciência. “Às vezes chegam estátuas aqui quebradas em dezenas de caquinhos. Aí eu colo um a um, como se fosse um quebra-cabeças.” Para secar as pinturas dos santos, mais paciência: “Dependo do tempo natural para trabalhar. Se estiver frio e chovendo, fica mais demorado. Não luto contra a natureza”. A fala de Alexandre é detalhista. Esmiúça as várias histórias que conta, como se estivesse preocupado em decalcar o que está em sua mente e transferir a cópia exata à mente do interlocutor, esculpindo nosso entendimento. Se o comportamento de Alexandre denota uma íntima vinculação com seu trabalho, suas crenças as fundem a ele. A maneira como aprendeu seu ofício demonstra isso. Achiropita significa pintura feita por mãos divinas. No final do século VI, foi encontrada uma pintura numa gruta na região da Calábria, na Itália, que teria sido feita por Nossa Senhora. Alexandre, após ser curado da micose, passou a rezar à santa pedindo que ela lhe ensinasse a pintar. A santa parece ter atendido suas preces concedendo-lhe algo mais que o dom de pintar: “Ela aparecia em meus sonhos e me ensinava a restaurar imagens”, conta. O desapego ao dinheiro faz parte da biografia de santos. Alexandre de Achiropita não cobra pelas restaurações que faz para igrejas. E as pessoas que pagam pelo seu serviço não voltam para casa apenas com a imagem restaurada: “Sempre dou uma outra imagem de presente para a pessoa. Eu olho pra cara dela e me lembro de um santo. Aí dou esse santo pra ela”, afirma. Sua casa, que também é seu local de trabalho, atesta que Alexandre trabalha para viver, e não para enriquecer. Ele vive numa casa humilde, de madeira. Móveis simples e velhos disputam espaço com dezenas de estátuas de santos espalhadas por toda parte. A riqueza da casa é a enorme variedade de imagens: “Costumo dizer que aqui em casa as igrejas se encontram. Há santos de várias igrejas aqui”, diz. Na parede, um quadro do papa Pio X, que, segundo Alexandre, é seu ancestral. O aparente desinteresse por ganhar dinheiro pelo que faz rende a Alexandre outras formas de recompensa, como a gratidão. Certa vez, um santo de São Judas Tadeu caiu do andor em plena missa. Foi uma choradeira total entre os fiéis. Alexandre se ofereceu para consertar a estátua gratuitamente. “Isso foi há sete anos, e até hoje quando volto a essa comunidade, as pessoas me tratam muito bem. O padre pede para eu subir no altar da missa pra me agradecer, e as pessoas me aplaudem e me abraçam. Eu ganho muito mais fazendo de graça. Ganho a estima e o carinho do povo”, diz. Às vezes a gratidão é expressa em lágrimas. Uma senhora havia procurado um outro restaurador que menosprezou o valor sentimental que a imagem tinha para ela, além de recusar o serviço por ser uma estátua antiga, de difícil restauração. Alexandre aceitou fazer o trabalho e quando entregou a estátua restaurada à senhora, ela chorou de felicidade. “Essa senhora tinha dado essa estátua de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de presente para sua mãe, quando ela tinha 14 anos de idade, logo após conseguir seu primeiro emprego”, comenta. O dicionário Michaelis diz que empreendedor é aquele “que se aventura à realização de coisas difíceis ou fora do comum”. Nesse sentido, Alexandre de Achiropita poderia ser chamado de um empreendedor de fé. Não só por contribuir para manter viva uma crença milenar, mas por ousar acreditar em grandes feitos: “Meu sonho é aprender a técnica da pintura furta-cor, que mãos humanas nunca conseguiram fazer, mas que está no rosto de Nossa Senhora de Guadalupe. Por isso o rosto dela muda de cor. Eu não quero morrer sem fazer isso. Ela ainda vai me conceder essa graça”, confia. JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 O restaurador de santos Alexandre de Achiropita: “Eu amo o que faço. Meu trabalho é minha vida.” “Santo não é para enfeite, nem decoração. É para se ter veneração e respeito.” SICOOB. A PRIMEIRA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA A DISPONIBILIZAR IMPRESSÃO DE EXTRATOS, SALDOS E COMPROVANTES VIA CELULAR. É assim, investindo em tecnologia, que o Sicoob inova mais uma vez e coloca nas mãos de seus mais de 2 milhões de associados uma nova funcionalidade para facilitar o dia a dia, garantindo praticidade e comodidade. Quem foi o primeiro a disponibilizar o acesso às informações da conta corrente via Facebook tinha que sair na frente também na hora de permitir a impressão de extratos, saldos e comprovantes direto de um celular. Para mais informações, acesse nosso site. * Faça uso consciente. Imprima somente quando necessário. 25 NOVA JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 GESTÃO 26 Envolvimento com a cidade Uma bela e emocionante festa no Buffet Planalto no dia 5 de julho marcou a posse da nova Diretoria da ACIL e dos Conselhos Deliberativo e Fiscal da entidade para o biênio 2012/2014. Em seu discurso, o presidente Flávio Montenegro Balan destacou as três palavras fundamentais para o associativismo: agradecimento, envolvimento, desenvolvimento. As fotos são de Josoé de Carvalho e Fernanda Bressan. Dom Albano Cavalin Luiz Carlos Adati, Beto Richa, Flávio Balan e Rainer Zielasko Flávio Balan e Beto Richa “O trabalho da ACIL em Londrina é fundamental. Com o Flávio Balan, temos um contato muito próximo, uma relação de amizade que vai facilitar esse bom entendimento entre o Governo do Estado e a entidade. Há uma série de projetos, como o Arco Norte, que visa um desenvolvimento integrado, um desenvolvimento regional em Londrina. Portanto, fiz questão de prestigiar a posse da nova diretoria da ACIL e, em especial, do novo presidente.” Governador Beto Richa, na solenidade de posse Enio e Eliana Sehn Flavio Meneghetti, Flávio Balan, Juraci Barbosa Marcelo Ontivero, Fabrício Salla e Luiz Adati Conselho da Mulher Empresária Flávia e Flávio Balan Ione Taki e Luiz Carlos Adati, Lucas e Rodrigo Gilberto Martin, Orlando Pessuti Márcio Amaro *Bandeira Sicredi na rede própria. Visa e MasterCard na RedeCard e na Cielo. SAC Sicredi - 0800 724 7220. Deficientes Auditivos ou de Fala - 0800 724 0525. Ouvidoria Sicredi - 0800 646 2519. Antecipação de Recebíveis Sicredi. O valor das suas vendas, quando você precisar. Agora, associados ACIL podem antecipar o valor de suas vendas no cartões* Sicredi, Visa e MasterCard, com domicílio bancário no Sicredi, e garantir o capital de giro de seu estabelecimento. É a cooperação que o seu negócio precisa para crescer. Consulte o seu gerente Sicredi para mais informações. JORNAL DA ACIL AGOSTO 2012 BBB da Corrupção Jota Especial para a ACIL Assistindo ao julgamento do mensalão tive uma ideia que pode render uns bons trocados para o Brasil. O canal do Supremo Tribunal Federal (STF) vem transmitindo ao vivo todas as sessões e tendo uma boa audiência, com acessos feitos também pela internet. Tribunais costumam ter um ar de espetáculo, com a oratória e gestos dos advogados e também os ritos que fazem parte de todo julgamento. Um caso como o do mensalão atrai ainda mais a atenção do público. Às estrelas que estão no banco dos réus juntam-se renomados advogados, alguns deles até famosos no noticiário nacional, pois estão sempre envolvidos na defesa de acusados em escândalos de corrupção. Uma das estrelas mais esperadas era o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, que atua na defesa de um mensaleiro. Foi um fiasco. Ele perdeu-se na explanação e até trocou o nome do cliente, de José Roberto Salgado para “José Roberto Toledo”, errando também o local de trabalho do acusado, citado como “Banco Real” em vez de Banco Rural. Isso não pode ser visto como nervosismo de estréia do ex-ministro, que é um veterano na defesa de acusados por corrupção. Ele foi protagonista inclusive de outro caso quente, que rendeu até uma CPI no Congresso. Thomaz Bastos defendia até pouco tempo atrás o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Porém, no julgamento do mensalão sua performance foi tão chata que até ele a chamou de “fastidiosa” e finalizou a defesa dizendo que fazia isso para “o bem de todos nós”. Num BBB o ex-ministro seria expulso da Casa no primeiro “paredão”. E aqui chegamos à ideia de que falei, que é de promover um BBB da Corrupção. Conteúdo para isso é o que não falta, na rede nacional de corrupção que foi formada em todo o território nacional. O programa teria câmeras acompanhando o cotidiano dos corruptos. Todos sabem como o brasileiro gosta dessas coisas. Corrupto flagrado em ação pela imprensa ou pelo Gaeco dá tanta audiência quanto baixaria do BBB. Temos vários exemplos nacionais e até em Londrina foi um sucesso danado a divulgação do grampo telefônico do Gaeco em caso de acusação de propina de vereador. No BBB do Corruptos ninguém vai precisar ficar confinado, como se faz no BBB normal. Isso inviabilizaria a produção. Logo iriam aparecer advogados de todo lado para impedir o confinamento. Esta espetacular versão de BBB vai acompanhar o dia a dia dos corruptos, com suas figuras pitorescas, as brigas internas e paixões. E dando um sabor erótico à corrupção teremos até musas, como já ocorre em escândalos como o da CPI do Cachoeira. É claro que as musas do BBB da Corrupção vão acabar também nas revistas de fofoca e até na capa da Playboy. E da Veja também, é claro. O programa pode ser veiculado por uma dessas emissoras estatais que não dão nem traço de audiência. Com o BBB da Corrupção, elas vão bombar. E ainda venderemos os direitos desta nova grife televisiva, como faz o BBB pelo mundo todo. Esta é a melhor novidade: pela primeira vez no mundo este país vai ganhar algum dinheiro com a corrupção. 28 Já que um dia vamos rir de tudo isso por que não começar já? Eleitor, o voto é sua arma. Por isso, muito cuidado com o tiro no pé. ... As pessoas só começam a esconder a idade quando ela aparece. ... Nossa democracia é composta de quatro poderes: o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e os que podem mais. ... Já se sabia um dia que o círculo iria se fechar aproximando a esquerda da direita. Mas também não precisavam se juntar para roubar. Empresário pode realizar o pagamento do PIS Emissores de cupom fiscal sem MFD não podem mais ser utilizados no comércio sob pena de multa Tem direito ao PIS o trabalhador que recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais no ano-base considerado Segundo a cultura mercadológica, tempo é dinheiro. Por isso, todo serviço e tecnologia que agilizem a produção são é sempre muito bem-vindo. A Caixa Econômica Federal disponibiliza às empresas um convênio que facilita o pagamento de abono salarial e rendimento do PIS no contracheque dos funcionários. O Caixa - PIS Empresa é um serviço totalmente gratuito que proporciona mais comodidade ao trabalhador e economia ao empresário. “Existe uma lei que concede ao trabalhador a possibilidade de utilizar um dia útil para receber o PIS. Viabilizando o pagamento do benefício, exclusivamente com recursos da Caixa, o empresário evita as faltas e o funcionário não precisa mudar sua rotina para usufruir deste direito”, explicou o contador de Londrina, Mario Sergio Curti, que também é bacharel em Direito. Para aderir ao convênio, o empresário deve ter – no mínimo – 10 funcionários cadastrados no PIS e obter a certificação eletrônica no programa Conectividade Social oferecido pela Caixa. Isto pode ser feito via internet no site do banco (www. caixa.gov.br) ou diretamente numa agência da Caixa. O c o nvê n i o é vá l i d o p o r p ra z o indeterminado. Assim, a empresa é notificada anualmente para ratificar sua participação e verificar a necessidade de alterações cadastrais. O banco credita antecipadamente o valor necessário ao pagamento dos empregados, independentemente do escalonamento no calendário do PIS. Para obter mais informações sobre as funcionalidades do Conectividade Social e a adesão ao convênio CAIXA-PIS Empresa ligue para 0800-726-0101. Quem tem direito ao PIS: Os trabalhadores cadastrados no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor (PASEP) até 04/10/1988 e que possuem saldo de quotas. Tem direito ao Abono Salarial, no valor de um salário mínimo, o trabalhador que: está cadastrado no PIS/ PAS E P h á p e l o m e n o s c i n c o a n o s ; tenha recebido, em média, até dois salários mínimos mensais no ano-base que for considerado para a atribuição do benefício; tenha trabalhado, pelo menos, 30 dias no anobase considerado, consecutivos ou não, para empregador contribuinte do PIS/PASEP; tenha sido informado corretamente na RAIS do ano-base considerado. Receita cobra equipamento com memória Emissores de cupom fiscal sem MFD não podem mais ser utilizados no comércio sob pena de multa Desde 1º de Julho de 2012, as empresas instaladas na circunscrição da Receita Estadual de Londrina estão proibidas de usar o Equipamento Emissor de Cupom Fiscal – MR (Máquina Registradora). A ordem está descrita no inciso I, do artigo 3º, do Decreto nº 3.947/2012. Segue redação do referido artigo: “Art. 3º. Ficam cessadas as autorizações de uso dos seguintes equipamentos ECF - Emissores de Cupom Fiscal (Convênio ICMS 114/2008): I - Emissores de Cupom Fiscal do tipo ECF-MR, sem MFD - Memória de Fita-detalhe (Convênio ICMS 156/1994), a partir do dia 1º de julho de 2012; II - Emissores de Cupom Fiscal do tipo ECFPDV, sem MFD (Convênio ICMS 156/1994), a partir do dia 1º de janeiro de 2013. Parágrafo único: Os contribuintes usuários dos equipamentos ECF-PDV, de que trata o inciso II, deverão providenciar sua cessação de uso na ARE - Agência da Receita Estadual de seu domicílio tributário nos termos definidos em Norma de Procedimento Fiscal.” Segundo informações obtidas junto à Receita Estadual, o objetivo é aprimorar a fiscalização e apresentar novos recursos operacionais ao empresário que otimizarão sua rotina de trabalho. O Paraná é um dos poucos Estados que ainda permitia o uso de equipamentos em Memória Fita-Detalhe (MFD). O descumprimento a esta norma resultará em multa discriminada no artigo 55, §1º ,da lei 11.580/96. Quem tiver dúvidas sobre o assunto deve ligar para o seguinte número: 0800-41-1528 que o encaminhará ao Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC). EVENTOS CAPTADOS PELO CONVENTION AQUECEM A ECONOMIA E GERAM NEGÓCIOS PARA MANTENEDORES Os dois últimos eventos captados atraíram cerca de 900 turistas e movimentaram aproximadamente R$ 1 milhão em cinco dias como estes movimentam a economia da cidade, mostram uma imagem positiva e deixam um grande legado para as áreas envolvidas. Com esforço coletivo e a melhoria das estruturas podemos trazer cada vez mais eventos desse porte, beneficiando uma grande cadeia de envolvidos.” Ainda sobre os eventos, Menão ressalta que confirmação da cidade como sede oportunizou a realização de Rodadas de negócios entre os mantenedores da entidade que ofereciam serviços referentes às demandas especificas para realização dos eventos, gerando negócios e fortalecendo a rede do Convention. Foto/ Edsley Saito Rodadas de negócios organizadas pelo Londrina Convention transformam eventos captados em oportunidades para mantenedores. Entre os dias 15 e 19 de julho Londrina sediou o 41º Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola (CONBEA) e o 10º Congreso Latinoamericano y Del Caribe de Ingeniería Agrícola (CLIA). Juntos, os eventos atraíram cerca de 900 participantes de 22 estados brasileiros, além de representantes da Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Espanha, México, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Espanha e Vanuatu (ilha situada na Oceania). A realização dos eventos na cidade foi fruto do trabalho da equipe do Londrina Convention & Visitors Bureau, que para captar os eventos incentivou a convergência de esforços entre entidades e empresas privadas para viabilizar a candidatura da cidade. Desde a sua criação em 2003, o Convention prospecta eventos em todo o Brasil, atuando pró-ativamente na candidatura de Londrina para ser a sede de grandes eventos. Com o objetivo de fomentar o crescimento da economia local, já captou 53 eventos que movimentaram R$ 65 milhões. Para captação dos dois últimos eventos, CONBEA e CLIA, a entidade contou com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), EMATER-PR, Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) e Universidade Estadual de Londrina (UEL). De acordo com os organizadores, os eventos geraram um aquecimento da economia e movimentaram aproximadamente R$ 1 milhão durante os cinco dias, criando oportunidades também para os mantenedores do Convention. O reflexo positivo na arrecadação do município evidenciou a relevância da realização de eventos desse porte, que oportunizam negócios que contribuem para o desenvolvimento da cidade. Segundo Diego Menão, gestor do Londrina Convention, os serviços do setor turístico como hospedagem, alimentação, transporte e entretenimento foram os mais impactados pelo elevado número de participantes nos congressos. “Eventos Para Daiana Bisognin Lopes, proprietária da FB Eventos, empresa mantenedora do Convention e responsável pela organização dos Congressos, as rodadas são excelentes ferramentas para otimização do tempo. “Através das rodadas é possível reunir um grande número de fornecedores em uma única manha, essa facilidade de acesso aos fornecedores dinamiza negociações inerentes ao processo de organização de um evento”. Nos próximos meses a cidade receberá outro evento relevante, o 2º Seminário DOCOMOMO do Paraná captado em 2011, através de esforços conjuntos entre Convention, UNIFIL e a Secretaria de Cultura do Município. O seminário, que tem abrangência estadual, propõe um debate sobre a preservação e documentação de criações do Movimento Moderno na arquitetura e urbanismo. A expectativa é que aproximadamente 300 pessoas participem do evento e que a cidade receba pesquisadores renomados de áreas relacionadas à arquitetura e urbanismo. Um movimento que certamente irá gerar novas demandas e novas rodadas. Rodadas de negócios De acordo com Diego Menão, as Rodadas de Negócio não são uma novidade para os mantenedores da entidade que sempre tem oportunidades de participar desse tipo de encontro. “Empresas, entidades e organizadores de eventos sempre buscaram o apoio do Londrina Convention para realização de ações na cidade, em resposta a entidade criou as Rodadas de Negócio com objetivo de oportunizar a realização de negociações. Através das Rodadas empresas ou pessoas que precisam de fornecedores podem ter acesso aos serviços oferecidos pelos mantenedores do Convention.” Aos interessados, vale lembrar que antes de realizar uma Rodada de Negócios com os mantenedores da entidade é preciso conversar com a equipe do Convention que avaliará se a proposta é condizente com o objetivo das rodadas. “Para dinamizar as negociações nossa equipe tem se preocupado em melhorar cada vez mais o Briefing realizado junto aqueles que procuram o Convention para realização do evento, isso para garantir efetividade dos encontros. Nosso objetivo é viabilizar o fechamento de negócios que possam trazer benefícios a todos os envolvidos”. EDITORIAL INFORMATIVO APP Programetes mensais de segundos levarão mensagens estratégicas ao mercado anunciante A todo o mercado. O empresário precisa ver que a comunicação frequente é uma grande parceira do negócio dele, ajudando a estimular as vendas, a se relacionar melhor com os clientes e a criar uma imagem sólida da marca. Hoje vemos muitos empresários que fazem trabalhos esporádicos e não conseguem avaliar os resultados. Além disso, não veem as agências como parceiras, faltando confiança na seriedade do trabalho. Essa visão precisa ser mudada”, avalia. Spartaco Puccia, diretor da SpB Comunicação, destaca que a consolidação do conhecimento do mercado sobre a atividade publicitária é fundamental para a sustentabilidade do negócio como um todo que envolve clientes, veículos, prestadores de serviço e agências. “A utilização da TV aberta aumenta a visibilidade da mensagem. O empresário tem que ver a comunicação com o olhar da importância que ela tem para o seu negócio. Se ele não valorizar a sua marca, jamais vai valorizar uma prestação de serviço especializada como a comunicação”, ensina. Renato Bastos, diretor da Blubox Propaganda, enfatiza que o APPTV, agora exibido em TV aberta e em novo formato, será um importante canal de comunicação da entidade “que vai facilitar o entendimento da sua relevante contribuição para o mercado, ressaltando o valor da comunicação de qualidade executada por profissionais, suas regras e boas práticas. A criação e produção dos materiais por diferentes agências e produtoras também contribui para a exposição : Edifício Twin Business Tower Av. Tiradentes, 501 - Térreo - Box 10 86070-545 Tel [43] 3329 5959 [email protected] www.applondrina.com.br diagramação paraleloz.com.br DE VOLTA À partir de agosto a APP retoma os programas de televisão, agora em novo formato. Programetes de 30 segundos levarão mensagens ao mercado anunciante com o objetivo de ressaltar a importância de os empresários contarem com profissionais para o desenvolvimento da comunicação empresarial, para a construção de valor para as marcas e para o estabelecimento de relacionamentos duradouros com os consumidores. “Queremos mostrar o valor da comunicação de qualidade e as regras construídas neste mercado, de forma transparente, contribuindo para um mercado melhor e mais sustentável”, afirma Cláudia Romariz, presidente da entidade. Os roteiros estão sendo construídos por agências associadas à APP Londrina, entre elas a Blubox Propaganda, Boyband, Egg Comunicação, OZ Londrina e SpB Comunicação. Flávio Lanaro, diretor da OZ Londrina, destaca a iniciativa da APP, que representa o negócio da propaganda, em utilizar os recursos e canais que se insere para se comunicar com o mercado anunciante. “A missão da APP é valorizador profissionais e empresas filiadas à entidade. É importante mostrar que as agências trabalham para entregar o melhor para o cliente, focadas em mídia, branding, qualidade estética e público alvo”, ressalta. Patrícia Hemerly, diretora da EGG Comunicação, ressalta que a iniciativa da APP é importante para que o mercado perceba que a propaganda é um negócio sério e tem regras. “O APP TV vai poder contar isso para GESTÃO APP NA TV | A partir de agosto a APP volta com os programas em TV, desta vez exibidos em redes abertas. Com o apoio dos veículos, a intenção é disseminar mensagens que ajudem as empresas a entenderem e a valorizarem o negócio da comunicação. Boa leitura. TV dos talentos locais”, afirma. A escolha de uma agência de propaganda para promover a competitividade da marca, produtos e serviços de uma empresa, segundo ele, deve considerar, acima de tudo, a experiência, qualidade e profissionalismo. “Quando o fator principal da escolha é o valor cobrado pelos serviços, a consequência natural é a de um investimento sem o retorno esperado. ‘O barato sai caro’ é uma realidade no mercado da propaganda. A APP criou uma tabela referencial de custos internos das agências adequada à realidade do mercado local e com reduções de até 70% em relação aos valores cobrados nas capitais. O uso dessa tabela pelas agências e profissionais de design, normatiza o mercado e referência aos anunciantes o valor da execução dos serviços”, salienta. Thomaz Fukui, diretor da Boyband, reforça que é responsabilidade das agências, produtoras e veículos fortalecerem a imagem da APP. “A comunicação é uma das frentes mais importantes para qualquer negócio. Os empresários que ainda não se atentaram aos resultados de um bom trabalho de comunicação, precisam entender que existem regras, normas no mercado publicitário que precisam ser cumpridas para o bem de toda a cadeia de negócios, que passa pelas agências, fornecedores, produtoras e veículos até voltar ao cliente”, destaca.