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C o\eção
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\BEGEANA _
A DIRETORIA DE GEODtSIA E CARTOGRAFIA DO IBGE
Realizações no Periodo de
Jan./80 a Mar./85
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- DIRETORIA DE GEODÉSIA E CARTOGRAFIA
. MAURO PEREIRA VE MELLO
- SUPERINTENDÊNCIA DE GEODÉSIA
. ANGELO JOSt PAVAN
- SUPERINTENDÊNCIA DE CARTOGRAFIA
. ANTONIO FERREIRA ANTUNES
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ÍNDICE
APRESENTAÇÃO
1. A GEODÉSIA E CARTOGRAFIA NO IBGE
1.1 - HISTORICO-EVOLUÇAO
1.2- ATRIBUIÇOES E ESTRUTURA
1.2.1 - SUPERINTENDtNCIA DE CARTOGRAFIA
1.2.2- SUPERINTENDtNCIA DE GEODtSIA
2. SITUAÇÃO ATUAL DAS ATIVIDADES DA DGC
2.1 - ~REA DE GEODtSIA
2.1.1 - PLANIMETRIA
2.1.1.1 - TRIANGULAÇAO
2.1.1.2- POLIGONAÇAO
2.1.1.3- ASTRONOMIA
2. 1. 1.4 - BASES
2.1.1.5- RASTREIO DE SATtLITES
2.1.2- ALTIMEiRIA
2.1.1.1 -NIVELAMENTO TRIGONOMtTRICO
2.1.1.2- NIVELAMENTO GEOMtTRICO
2.1.3- GRAVIMETRIA
2.1.4- C~LCULOS GEODtSICOS _
2.1.5- RECURSOS DISPONTVEIS E NECESS~RIOS
2.1.5.1 -RECURSOS HUMANOS
2.1.5.2- INSTRUMENTAL
2.1.5.3- EQUIPAMENTOS
2.1.5.4- VETCULOS
2.2 - ~REA DE CARTOGRAFIA
2.2.1 -MAPEAMENTO SISTEM~TICO EM ESCALAS TOPOGRAFICAS
2.2.1.1- ESCALA--uE 1:250.000
2.2.1.2- ESCALA DE 1:100.000
2.2.1.3- ESCALA DE 1: 50.000
2.2.1.4- ESCALA DE 1: 25.000
2.2.2 - MAPEM~ENTO SISTEM~TICO EM ESCALAS GEOGRAFICAS
2.2.2.1 -ESCALA DE 1:1.000.000 (CIM)
2.2.2.2- ESCALA DE 1: 500.000
2.2.3 - MAPAS DO BRASIL E DAS UNIDADES DA FEDERAÇAO
2.2.3.1 -MAPA DO BRASIL 1:5.000.000
1
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2.2.4 -
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2.2.6 -
2.2.7 -
2.2.3.2- MAPA DO BRASIL 1:2.500.000
61
62
2. 2. 3. 3 - MAPAS DAS UNIDADES DA FEDERAÇAO
63
2.2.3.4 - MAPAS REGIONAIS
63
MAPEAMEN10 TEMÃTICO E ESPECIAL
2.2.4.1 -MAPAS MURAIS TEMÃTICOS E ESPECIAIS
64
2.2.4.2 - CARTA AERONAUTICA MUNDIAL
65
2.2.4.3 - CARTA AERONAUTICA DE PILOTAGEM
65
ATLAS
66
2.2.5.1 -ATLAS GEOGRÃFICO ESCOLAR
68
68
2.2.5.2 - ATLAS DO BRASIL
2. 2. 5. 3 - ATLAS DAS UNIDADES DA FEDERAÇft;O
69
70
2.2.5.4 - ATLAS REGIONAIS
2.2.5.5 - ATLAS ESPECIAIS
70
MAPEAMENTO PARA FINS ESTAT1STICOS
71
2.2.6.1 -MAPAS MUNICIPAIS PARA FINS ESTATTSTICOS (MME) 75
2.2.6.2 - PLANTAS URBANAS PARA FINS ESTAT1STICOS (PUE) 77
2.2.6.3 - CALCULO DAS ÃREAS MUNICIPAIS
78
RECURSOS DISPON1VEIS E NECESSÃRIOS
7,9
79
2.2.7.1 -RECURSOS HUMANOS
83
2.2.7.2- INSTRUMENTAL
3. ÁREA DE INFORMAÇÕES CARTOGRÁFICAS
3.1 -SISTEMA DE INFORMAÇOES CARTOGRÃFICAS
3.2 - MICROFILMAGEM DE DOCUMENTOS~
3.3- RECURSOS DISPON1VEIS-E NECESSÃRIOS
3.3.1 -RECURSOS HUMANOS
3.3.2 - EQUIPAMENTOS
87
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4. VISÃO PROSPECTIVA
90
5. CONCLUSÃO
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APRESENTAÇÃO
Este relatõrio objetiva a exposição do realizado no âmbito da
Diretoria de Geodesia e Cartografia~ no periodo compreendido entre janeiro/
1980 e janeiro/1985~ buscando atingir, a titulo de conclus~o, umasintese qua_!!
to a visão futura desses campos da tecnologia, delineando suas deficiencias e
apontando soluções que possam acelerar o processo evolutivo a curto prazo.
Como antecedentes cabem algumas considerações, de ordem tecni
ca e administrativa, que poderão justificar ou respaldar diversas das coloca
çoes ao longo do texto.
Inicialmente, cabe justificar o periodo escolhido para esta a
nãlise. Os cinco anos abrangidos foram marcados pela continuidade administr~
tiva, tanto a nivel da direção superior do IBGE quanto ao da diretoria, tendo
-se uma unica diretriz de atuação, o que leva a uma segunda interpretação das
finalidades do relatõrio, como uma prestação de contas das ações empreendidas
no periodo.
A primeira metade desta decada tem sido marcada pelas· dificul
dades impostas pela situação econõmico -financeira do pais; não tendo a atua
ção da Diretoria de Geodesia e Cartografia isentado-se dessa influência.
Pe
saram sobremaneira as restrições quanto as importações de equipamentos eas re
duções dos niveis de investimento, alem da impossibilidade de se expandir· o
quadro de pessoal a patamares mais adequados ou urgenciados no atendimento da
demanda nacional de documentos e informações cartogrãficas.
As reduções sucessivas das dotações orçamentãrias nos programas internos e do Programa de Dinamização da Cartografia, atribuida anualmente pela COCAR, convergem para um cenãrio bastante comprometedor da atuação da
Diretoria~ e que~ sem duvida, acarretarã a impossibilidade de se atender acur
to e media prazo~ a el~boração dos documento~-~olicitados pela retomada d~de
senvolvimento. A dinamização do mapeamento da região amazõnica, a nivel
de
documentos gerais em escalas topogrãficas, se faz urgente, ao par da atualiza
ção do mapeamento do nordeste e sudeste, com a re-edição das folhas editadas
na decada de sessenta.
A despeito da forte aceleração imprimida ao processo de mape~
mente do espaço territorial brasileiro~ no periodo em anãlise, longe se estã
de atingir a elaboração de documentos e informações em todos os niveis da de
manda. O mapeamento temãtico e especial não tem merecido a atenção adequada,
face ãs limitações dos recursos financeiros e humanos, o que deixa o planej~
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mento sem a visão dos diversos temas naturais e sociais que necessitam de cor
reta modelagem no solucionamento dos problemas nacionais, em todos os campos
de atuação da administração publica.
No atendimento ã demanda interna, o Mapeamento Municipal para
Fins Estatisticos, base operacional para as pesquisas e coletas, apresenta-se
como critico, na consideração da baixa capacidade de investimento emequipame~
tos computacionais, unico recurso acelerador no processo de feitura de tais
documentos, em volume e prazos compativeis com aqueles estabelecidos para os
levantamentos estatisticos.
O futuro reserva um papel de grande relevo para a Cartografia,
embora no momento nem sempre seja possivel visualizã-lo no planejamento a to
dos os niveis da atuação governamental, seja municipal, estadual ou federal.
Sem duvida, o IBGE ao longo de pouco mais de quarenta anos de atividade nas
ãreas de geod~sia e cartografia, contribuiu decisivamente para o conhecimento
do espaço ~erritorial brasileiro, sendo necessãrio dar continuidade a sua atu
ação, para que cada vez mais a geod~sia e a cartografia ampliem seus compr~ _
missas de tributãrios do processo de desenvolvimento nacional.
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1. A GEODÉS IA E A CARTOGRAFIA NU .IBGE
1.1- HISTORICO- EVOLUÇAO
Os historiadores apontam as guerras napoleônicas como balisad~
ras do processo evolutivo das tecnologias cartogrãficas e geodésicas, consid!
rando que o sucesso das campanhas militares, então empreendidas, deveu-se, em
grande parte, ã disponibilidade de conhecimentos e documentos cartogrãficos
que permitiram a visão adequada do terreno e.a anãlise das correlações exis
tentes entre os fatos naturais e sociais, nas regiões em que tiveram lugar.
A partir de então a cartografia deixou de ser preocupaçao de
algumas pOUCaS instituiçÕeS ac~dêmicas_, abandonando-se a ideia de que OS Ca_!:_
tõgrafos fossem simples desenhistas. Ganhou corpo a valorização dos mapas c~
mo elementos sociais,não sõ para a correta ordenação das unidades militares
nos campos de batalha, mas tambem para o planejamento da atuação dos organismos publicas~ A cartografia passou a receber enfoque nacional e a ser um pr~
blema de-governo.
No Brasil, as preocupaçoes com o mapeamento do espaço territo
rial ganharam destaque ao final do seculo passado; no segundo imperio, com a
criação da Comissão Geral da Carta do Imperio, subordinada ao Estado-Maior do
Modelo administrativo calcado na cultura francesa, que a epoca en
Exercito.
centrava-se em voga.
O acervo de trabalhos recebidos pela República foi inexpressl
vo, estando os resultados da atuação no segundo imperio restritos a levantamentos geodésicos esparsos, nas fronteiras do Rio Grande do Sul com o Uruguai.
Ao inicio deste seculo foi criada a Comissão da Carta Geral do Brasil que, ã
semelhança do modelo imperial, foi subordinada ao Estado-Maior do Exercito.
A Revolução de 1930, com o redirecionamento do desenvolvimento
nacional, encontrou um pais desconhecido do ponto de vista cartogrãfico.
Os
documentos existentes ã epoca, eram de baixa qualidade e correspondiam aesfor
ços isolados de alguns estados como o de São Paulo,-~ de Minas Gerais e o do
Rio de Janeiro. A Comissão da Carta Geral do Brasil, transformada
em
Serviço Geogrãfico do Exercito, atuava no Rio Grande do Sul, com os esforços
concentrados na implantação de uma rede geodésica planimetrica (triangulação)
e uma altimétrica (nivelament~ geométrico), sem possibilidades de estender su
as atividades para outras ãreas do pais.
o unico documento cartogrãfico que representava o espaço terri
torial brasileiro, de forma continua e homogênea, tinha sido elaborado pelo
Clube de Engenharia por ocasião das comemoraçoes do centenãrio da Independê~
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cia. Constituldo por um conjunto de folhas articuladas, na escal~ de ·--1
1:1.000.000, e denominado Carta do Brasil ao Milionésimo. A documentação a
presentava imperfeições acentuadas, fruto do processo de compilação calcado
em documentos das mais diferentes origens e qualidade duvidosa. Era o que se
pode rea 1i za r.
A criação do Instituto Nacional de Estatlstica, em 1934, defla
grou o processo de fusão das atividades estatlsticas e cartogrãficas, apartir
do reconhecimento de que sem uma documentação cartogrãfica adequada os levan
tamentos estatlsticos estariam fadados ao insucesso. Destarte, em 1936, com
a instalação da Convenção
Nacional de Estatlstica,
preocupou-se o legislador
.
.
em caracterizar a importância da Cartografia para os trabalhos estatisticos,
prevendo na Clãusula 13ª do Capitulo III da Convenção - regulada pelo Decreto
n9 102.2, de 11 de agosto de 1936- rra centralização, para fins de slntese n~
cional, na Diretoria de Estatistica da Produção do Ministério da Agricultura,
dos trabalhos de Cartografia Geogrãfica necessãrios ã Estatistica~" Tais tra
balhos sériam realizados em colaboração com os governos estaduais. por 5rgãos
dos serviços técnicos competentes, fossem de Engenharia em geral, fossem esp~
cializados em Geografia ou Cartografia; filiados ou não ao Instituto Nacional
de Estatlstica.
Outro passo decisivo foi dado, em 1937, quando da instituição
do Conselho Brasileiro de Geografia através do decreto n9 1527, d~ 2.4.03.1937.
Em janeiro do ano seguinte, através do decreto n9 2.18, o Instituto Nacional de
Estatlstica e o Conselho Brasileiro de Geografia foram incorporados ao Insti
tuto Brasileiro de Geografia e Estatist1ca, com os nomes de Conselho Nacional
de Geografia e Conselho Nacional de Estatistica.
Através do decreto nQ 237, ~e 02.0~.1938, foram estabelecidas
as normas para a realização do Recenseamento Geral de 1940, atribuindo-se ao
Conselho Nacional de Geografia a tarefa de atualização da Carta do Brasil ao
Milionésimo, de 1922, com o objetivo -de apoiar aos levantamentos estatisticos
que teriam lugar em 1940.
Os trabalhos foram iniciados a partir da compilação dos documentos cartogrãficos então existentes, oriundos de Õrgãos estaduais e do Ser
viço Geogrãfico do Exercito. A documentação mostrou-se deficiente, 1numeras
cidades e vilas não apresentavam suas posições geogrãficas (latitude e longi
tude) conhecidas. Na tentativa de solucionar esse problema, encetou-se camp~
nhas de observações astronômicas, buscando-se a Determinação das Coordenadas
primeiro projeto em que o IBGE incursionava no campo da
das Cidades e Vilas
Geodesia.
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. 5.
Outra determinação, expressa no decreto n9 237, dizia respeito
ã elaboraç~o do Atlas Estatistico Corogrãfico, a ser constituido por uma cole
ção de mapas dos municipios brasileiros; empreendimento cuja execução asinju~
ções anteriormente apontadas condicionavam fortemente o sucesso.
Os compromissos atribuidos e assumidos pelo IBGE, decorrentes
da jã citada Convenção Nacional de Estatistica e legislação posterior, condu
ziram ã emissão de Resoluções da Assembleia Geral do Conselho Nacional de Es
tatistica,que convergiram para o estabelecimento do decreto-lei n9 311, de 02.
03.1938, que sistematizou e definiu as categorias da Divisão Administrativa
em âmbito Nacional, obri_gando inclusive, O? municipios a apresentarem os ma
pas de seus territõrios ao Conselho Nacional de Geografia.
Em 1940, pela primeira vez na histõria da Estatistica Brasilei
ra, o censo pode apresentar a coleta e as tabulações referidas a uma base car
togrãfica sistematizada, pelo menos quanto as categorias administrativas: Mu
nicipais e Distritais - Cidades e Vilas. Evidentemente que em tão pouco espaço de tempo nao ficaram-so
lucionadas as deficiências da documentação cartogrãfica, contudo o momento re
presentou um marco decisivo para a Cartografia Nacional. Era a primeira vez
que, com enfoque sistêmico e extensão nacional, equacionava-se o problema car
togrãfico, e resultados foram atingidos, demonstrando-se que a perseverança,
a motivação por algo maior e a canalização adequada de recursos humanos e fi
nanceiros, poderiam dar respostas eficazes para o conhecimento do espaço ter
ritorial brasileiro.
Os acontecimentos vinculados a 2ª Grande Guerra, ~a dêcada de
quarenta, começaram a exigir documentação cartogrãfica de qualidade no -prot~
berante nordestino, para onde dirigiram-se os esforços do Serviço Geogrãfico
do Exercito, com a elaboração das folhas da carta topogrãfica na escala de
1:100.000.
A experiência acumulada pelo IBGE e a continuidade dos trabalhos apõs o Recenseamento Geral de·1940 não foram abandonadas. Em 1944, atra
vês do Decreto-Lei n9 6826, foi.criado o Serviço de Geografia e Cartografia,
como Õrgão central do Conselho Nacional de Geografia, sendo-lhe atribuida a e
xecução de trabalhos geogrãfi~os, cartogrãficos e fotogrametricos, na
busca
da adequada representação do território. Com o pais preocupado e imerso no
conflito mundial, reconhecia-se a importância da cartografia para-toda a admi
nistração publica, e o IBGE era convocado a contribuir para o processo de mo
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dernização da sociedade brasileira.
Em maio de 1944~o IBGE iniciava o estabelecimento do Sistema
Geodésico Brasileiro, orientado por enfoque sistêmico, com a medição da base
de Goiãnia. No mês seguinte foram iniciados os trabalhos de medição angular.
Em agosto de 1945, procederam-se ãs primeiras observações as
tronômicas de 1? ordem e, em outubro, teve inicio a atividade de nivelamento
geométrico, ponto inicial da rede altimétrica que integra o Sistema Geodésico
Brasileiro.
Em 1946 tiveram inicio os trabalhos de mapeamento em escala t~
pogrãfica (1:250.000), no vale do Rio São Francisco em territõrio da Bahia.
O crescimento da atuação do IBGE em campos antes reservados p~
ra o Serviço Geogrãfico do Exercito, não se deu sem conflitos entre as insti
tuições, o que pode ser considerado salutar pelos frutos decorrentes. Em1946
baixa o governo federal o Decreto-Lei nQ 9.210, que disciplinou e normatizou
a atuação dos Õrgão federais nos campos da Geodesia e da Cartografia. Ao IBGE
foram incumbidas as atribuições normativas para os documentos em escala infe
rior a 1-:250.000 e o estabelecimento_do Sistema Geodésico Brasileiro.
A consolidação da geodesia e cartografia procedeu-se ao sabor
dos anos, inúmeras foram as restrições impostas, de origem as mais diversas,
sendo crônica as relativas a recursos humanos e financeiros. O reconhecimento por todos os segmentos da nação deu-se na medida da excelência e eficãcia
que sempre caracterizaram os documentos cartogrãficos elaborados pelo IBGE.
Contudo, o processo evolutivo não foi sustado, uma organização
sobrevive na medida que for capaz de se atualizar e adequar seus meios aoaten
dimento de novas solicitações, inclusive aquelas decorrentes dos avanços tec
nolÕgicos.
Os primeiros anos da década de sessenta assinalam a moderniza
ção da geodesia e cartografia do IBGE, estrutura-se e consolida-se a linha de
instrumentos fotogrametricos e, em conseqüência, inicia-se a prQdução de folhas das cartas de 1:100.000 e 1:50.000, ate então não trabalhadas pela insti
tuição.
A motivação principal para engajamento do IBGE em tais ativid~
des se deu com a disponibilidade de fotografias aéreas, na escalade 1:60.000,
obtidas pela "United States Air Force- USAF", em convênio com o governo br~
sileiro ao abrigo do Acordo Cartogrãfico Brasil-Estados Unidos, firmado eapr~
vado pelo Congresso Nacional em 1962.
A inserção de novas tecnologias e a aquisição de instrumental
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avançado, processou-se em ritmo lento a partir dos anos sessenta, as condicio
nantes crônicas se faziam presentes, mas não a ponto de obstacular a evolução
e modernização, embora as dimensões cic1Õpicas do pais exigissem respostas
mais rãpidas, impossiveis de serem dadas na medida das restrições.
Com a passagem do IBGE para o regime de Fundação de direito pQ
blico, através da Lei n9 5.878, de 11.05.1973, a geodésia e cartografia ganh~
ram novo alento, tendo no art. 29 ficado caracterizada a participação, com . o
enunciado:
"Constitui objetivo bãsico do IBGE assegurar a produção
e anãlise de informações estatisticas, geogrãficas, cartogrãfi
cas, geodésicas, demogrãficas, sõcio-econõmicas, de recursos
naturais e de condições do meio ambiente, inclusive poluição,
necessãrias ao conhecimento da realidade fisica, econômica e
social do Pais, em seus aspectos considerados essenciais aopla
nejamento econômico e social e ã segurança nacional...
O Decreto-Lei n9 74.084, de 20.05.1974, que instituiu o PLANO
GERAL DE INFORMAÇOES ESTATISTICAS E GEOGRAFICAS, veio explicitar a atuação da
Fundação nas ãreas de Geodésia e Cartografia, atribuindo, atravês do item IV
do anexo ao decreto:
IV ATIVIDADES CARTOGRAFICAS
11
1.
LEVANTAMENTOS GEODtSICOS
1.1 -Triangulação Geodésica de Precisão de 19 Ordem.
a) Segundo prioridades estabelecidas;
b) Cobrindo ãreas especificas do Territõrio Nacional.
1.2- PoligonaisdePrecisão de 19 Ordem.--·
a) Segundo prioridades estabelecidas;
b) Cobrindo ãreas especificas-e integrando a rede de
19 ordem.
1.3- Estações estabelecidas pelo rastreamento de satélites artificiais.
a) Segundo prioridades estabelecidas;
b) Cobrindo ãreas especificas e integrando a rede de
19 ordem.
1.4- Triangulação ou Poligonação Secundãria.
a) Segundo prioridades estabelecidas;
b) Em apoio a trabalhos do mapeamento top-ogrãfico.
1.5- Redes de Nivelamento de Precisão de 19 Ordem.
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.8.
a) Em concordância com as medições de 1? ordem reali
zadas;
b) Em areas especificas.
1.6- Redes Secundãrias de Nivelamento.
a) Em apoio ao mapeamento topogrãfico;
b) Em ãreas especificas.
2.
TRABALHOS CARTOGRAFICOS
2.1 - Mapeamento com Escalas Topogrãficas
(1:50.000, 1:100.000 e 1:250.000)
a) Segundo prioridades estabelecidas;
b) Em ãreas especificas.
2 •'-' l
- Mapas e Cartas em Escalas Geogrãficas Gerais e
Esp~
ciais.
a) Atualizações periõdicas;
b) Segundo programação especifica.
2.3 - Mapas do Brasil em diferentes escalas
1:2.500.000 e outras)
a) Atualização periÕdica;
b) Segundo programação especifica.
(1:5.000.000;-
2.4 - Mapas Temãticos.
a) Segundo prioridades estabelecidas;
b) Focalizando aspectos fisicos; sõcio-econômicos~r~
cursos naturais, poluição e outros._
2.5 - Mapeamento com Base
2.5.1 -Com imagens
2.5.2 - Com imagens
2.5.3- Com imagens
em Sensoreamento Remoto.
tomadas de satélites;
tomadas de aeronaves;
tomadas por outros meios~"
Na colimação dos objetivos legalmente propostos, o IBGE ematen
dimento ã representação do territõrio nacional, e em carãter infonnativo, pa~
sou a produzir:
Cartas Gerais que proporcionam infonnações genericas,de uso
não particularizado;
Cartas Especiais que registram infonnações especificas, de
interesse a uma unica classe de usuãrios;
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.9.
- Cartas Temãti cas que apresentam um ou mais fenômenos especi f..:!_
cos, servindo a representação dimensional apenas para situar
o tema.
A produção de documentos cartogrãficos obedece a seguintelinha
de açao, segundo a escala da representação grãfica:
Cartas Gerais:
- 1:1.000.000- Carta Internacional do Mundo ao milionésimo;
- 1:250.000 - em duas seriei, uma com base no metodo fotog~ametrico e outra nos processos de compilaçao;
- Mapeamento Sistemãtico;
- 1 : 100. 000
- Mapeamento Sistemãtico;
- 1 :50.000
- Mapeamento Sistemãtico;
- 1 :25.000
- Mapas Estaduais;
-Mapas do Brasil:
- 1:2.500.000 . Pol1tico
. Fl si co ·
- 1:5.000.000 • Po11tico
Físico
. Escolar
-Cartas Especiais:
- 1:1.000.000- CAM- Carta Aeronãutica Mundial;
- 1:250.000
- CAP - Carta Aeronãutica de Pilotagem.
-Cartas Temãticas:
- Mapas Murais Diversos.
- Outras formas ~e representação:
- Mos a i cos;
- Ortofotocartas;
- Atlas.
Cumpre
esclarecer, tambem, que Q 1BGE atraves da DGC, passou a colaborar com inúmeras instituições publicas, federais e estaduais executando, mediante o estabelecimento de conv~nios, projetos espec1ficos de-in-_
teresse nacional.
Ainda na decada de setenta, mais precisamente no ano de 1977,
a Presid~ncia da República aprovando Exposição de Motivos da COCAR/SEPLAN,cr..:!_
ou o Programa de Dinamização da Cartografia, dando novo alento para a modern..:!_
zação do instrumental e permitindo ao IBGE, no segundo semestre de 1978 e pr..:!_
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. 1o.
meirode 1979, ad...juirir os equipamentos e instrumentos que possibilitaram o red_!
mensionamento das linhas de trabalho da Geodésia e Cartografia, também ampli~
das em recursos humanos com a contratação de pessoal, em reposição is aposen
tadorias que ate então vinham ocorrendo sem merecerem os cuidados de recompl~
tamento dos quadros, em função das restrições orçamentãrias.
Sob o peso da tradição e diante dos recursos injetados pelq Prg_
grama de Dinamização da Cartografia, eque se deve proceder a anãlise desses
ultimas cinco anos, que culminam com a reestruturação da Diretoria de Geodesi
a e Cartografia, a partir de 1Q de janeiro de 1985 (R.PR nQ 43, de 19.10.84).
Cabe ressaltar, ainda, que um dos fatores condicionantes da a
nãlise do periodo em questão, e dado pelo grau de desenvolvimento das comuni
cações no pais, principalmente as rodovias implantadas nas regiões Centro::.Oe~
te e Norte, que permitiu a penetração dos levantamentos geodésicos, ate então
contidos pelas dificuldades de circulação.
1.2- ATRIBUIÇOES E ESTRUTURA
Os encargos atribuidos ao longo dos ultimas quarenta anos ã O_!
retoria de Geodesia e Cartografia~ foram sendo ampliados na medida da evolução das ci~ncias e dos avanços tecnolõgicos que lhe possibilitaram atender,
em prazos mais curtos e com maior qualidade, a linha de produtos cartogrãficos requeridos para o planejamento nacional.
A R.PR nQ 43, de-19.10.84, atribuiu ã DGC os encargos que p~
dem ser sumarizados na enunciação do artigo 29:
"Art. 2Q - A DIRETORIA DE GEODrSIA E CARTOGRAFIA, -nos ter
mos do arL 36 do Estatuto da FUNDAÇAO INSTITUTO BRASILEIRO DI
GEOGRAFIA E ESTAT1STICA - IBGE, cabe o planejamento, a organi
zação, a direção, a coordenação e a execução dos estudos, pes
quisas e trabalhos de natureza geodésica e cartogrãfica,em con
sonância com o Plano Geral de Informações Estatisticas e Geo~
grãficas, bem como a preparação de instruções e normas operaci
onais necessãrias ã orientação, coordenação e desenvolvimento:
em todo territõrio nacional, das atividades técnicas do referi
do Plano, no que concerne aos Õrgãos e entidades integrantes ão
Sistema Cartogrãfico Nacional, observado o disposto no Decreto
-Lei nQ 243, de 28_de fevereiro de 1967, com as alterações in_
traduzidas pela Lei nQ 5.878, de 11 de maio de 1973, epelos De
eretos nQs. 78.086, de 06 de agosto de 1975, e 78.378, de 06de
setembro de 1976."
A DIRETORIA DE GEODtSIA E CARTOGRAFIA compoe-se dos
orgaos:
I
- DIREÇAO
1. ASSESSORIA (ASGEC)
seguintes
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
. 11.
2. CENTRO DE INFORMAÇOES CARTOGRÃFICAS (CIC)
a) Setor de Apoio Operacional (CIC-S.01)
b) Setor de Apoio Tecnico
(CIC-S.02)
II - SUPERINTENDtNCIA DE GEODtSIA (SUDEG)
III - SUPERINTENDtNCIA DE CARTOGRAFIA {SUCAR).A estrutura de que se dotou a DGC e os encargos que lhe foram
cometidos~ apresenta uma melhor definição nas linhas de trabalho concentradas
em suas duas Superintendências~ de Geodêsia e de Cartografia.
A cerca de dois anos a reestruturação levada a efeito se fazia
necessãria~ contudo o bom senso indicava o ensaio de alguns procedimentos e o
grupamento de atividades em tentativas. Como resultado das experiências con
duzidas nesses anos, atingiu-se uma concepçao estrutural amadurecida e viven
ciada que, agora, se oficializa, na perspectiva de ser alterada somente a lon
go prazo.
Outro aspecto que merece ser enfatizado relaciona-se com o -~
cesso aos dados e informações geodésicas e cartogrãficas, de longa data recl~
mado e criticado pelos usuãrios. Buscou-se dotar a DGC de uma estrutura mais
dinâmica quanto a centralização e disseminação de dados~ caracterizada pelo
Centro de Informações Cartogrãficas (CIC)~ subordinado diretamente ao Gabine -te da Diretoria. Acredita-se que com essa unidade se possa atender ãs solici
tações com maior presteza e qualidade, eliminando-se um dos focos de constan
tes reclamações externas.
1.2.1 - SUPERINTENDtNCIA -nE CARTOGRAFIAc_
No âmbito da Superintendência de Cartografia, buscou-se a
separação das g~andes linhas de trabalho; a.fotogramêtrica, a .de compilação
ou preparaçao de bases e temas, e~ de preparo para~ impressão, concentrando
-se todas as .atividades de apoio, como documentação tecnica e laboratõrios,em
outra unidade.~ SUCAR encontram-se atribuidos os encargos e estrutura: _
A SUPERINTENDtNCIA DE CARTOGRAFIA tem por finalidade plan~
jar, organizar, coordenar, supervisionar e executar os trabalhos -cartogrãficos a cargo do IBGE, em consonância com o Plano Geral de Informações Estatis
ticas e Geogrãficas, visando, especialmente, a produção de mapas e cartas g~
~·a. i s, especiais, temãticos e outros documentos de natureza cartogrãfi ca neces
sãrios ã representação do Espaço Territorial Brasileiro.
Compreende, em sua estrutura orgânica, as seguintes
des:
unida-
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
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I
I
I
I
I
. 12.
I
- DIREÇAO
1. ASSESSORIA (ASCAR)
2. COORDENADORIA DE PROGRAMAÇAO E CONTROLE (COPRO)
a) Setor de Pesquisas e Metodos (COPRO-S.01);
b) Setor de Programação e Controle (COPRO-S.02).
II
- DEPARTAMENTO DE APOIO TtCNICO E OPERACIONAL (DEATO)
1. Divisão de DocumentaÇão Tecnica (DIDOT);
a) Setor de Arquivo Cartogrãfico(DIDOT-S.01);
b) Setor de Arquivo Fotogrametrico (DIDOT-S.02);
c) Setor de Arquivo de Imagens Orbitais - EROS
(DIDOT-S.03);
d) Setor de Atualização da Documentação - (DIDOTS.04).
2. Divisão de Laboratõrio (DILAB);
a) Setor Fotocartogrãfico (DILAB-S.01);
b) Setor de Fotocomposição (DILAB-S.~2);
c) Setor de Montagem e Retoques (DILAB-S.03);
d) Setor de Provas em Cores (DILAB-S.04);
e) Setor de Reprografia (DILAB-S.05).
III - DEPARTAMENTO DE AEROFOTOGRAMETRIA (DEARO)
1. Divisão de Organização e Aerotriangulação (DIORT);
a) Setor de Aerotriangulação (DIORT-S.01);
b) Setor de Cãlculos (DIORT-S~02);
c) Setor de Organização do Apoio Fotogrametrico, A
poio Terrestre-e Reambulação (DIORT-S.03).~
2. Divisão de Restituição Aerofotogrametrica (DIRES):
a) Setor de Organização da Minuta (DIRES-S.01);
b) Setor de Ortofoto e Fotomontagem (DIRES-S.02);
c) Setor de Restituição Aerofotogrametrica (DIRESS.03);
d) Setor de Revisão (DIRES-S.04).
IV - DEPARTAMENTO DE CARTOGRAFIA GERAL, ESPECIAL E TEMATICA (DECTE)
1. Divisão de Organização Cartogrãfica (DIORC)
a) Setor de Anãlise (DIORC-S.01);
I
I
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. 13.
b) Setor de Organização (DIORC-S.02);
c) Setor de Atualização
de Bases (DIORC-S.03).
.
2. Divisão de Elaboração de Cartas e Mapas Gerais
(DICt1G):
a) Setor de Compilação (DICMG-S.01);
b) Setor de Seleção e Generalização (DICMG-S.02).
3. Divisão de Elaboração de Cartas e Mapas Temãticos
e Especiais (DICMT):
a) Setor de Compilação Temãtica (DICMT-S.01);
b) Setor de Organização, Seleção e Generalização
(DICMT-S.02);
c) Setor de Compilação e Elaboração de Altas(DICMT
-S.03);
4. Divisão de Mapeamento para Fins Estatlsticos
(DIMAF):
a) Setor de Limites (DIMAF-S.01);
b) Setor de Preparação e Desenho Final(DH1AF-S;02);
c) Setor de Medição de Ãreas Municipais (DIMAF-S.
03).
DEPARTAMENTO DE PREPARO DE GRIGINAIS PARA REPRODUÇAO
(DEPRE)
1. Divisão de Separação de Cores (DISEC):
a) Setor de Gravação (DISEC-S;01);
b) Setor de Nomeclatura (DISEC-S;1J2);·
c) Setor de Relevo Sombreado-(DISEC-S.03);- d) Setor de Seleção de Cores (DISEC-S.04);
e) Setor de Montagem e Ilustrações (DISEC-S.05). ·
.
V -
2. Divisão de Planejamento e Comprovação (DIPCO):_
a) Setor de Comprovação (DIPCO-S.01);
b) Setor de Planejamento de Originais (DIPCO-S.02).
1.2.2 - SUPERINTENDtNCIA DE GEODtSIA
A reestruturação da Superintendência de Geodesia foi um po~
co mais complexa, diante do retorno a uma posição organizacional anterior,com
as unidades de levantamentos circunscritas a determinados estados e não centradas em Brasllia, esta ultima situação implantada a partir de 1979.
Foram
previstos 3 (três) Distritos de Levantamentos Geodésicos e na estrutura des
I
I
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I
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I
I
. 14.
ses um Serviço de Operações Avançadas que,na medida da demanda de serviços,p~
derão vir a ser transformados em Distritos. O cãlculo geod~sico foi redimensionado, da mesma forma que o manuseio da documentação tecnica.
Cabem algumas considerações a respeito da retomada dos Ois
tritos de Levantamentos Geodésicos. A centralização em Brasília foi adotada
em função de um diagnõstico errado quanto ã configuração das atividades de le
vantamentos, que considerava as regiões Sul e Sudeste atendidas quanto a infra
-estrutura geodésica. A inexistência de uma rede planimetrica e de uma alti
metrica, em grandes ãreas do Paranã, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ao i
nicio do seculo atendidas pelo Serviço Geogrãfico do Exercito, começou a dema.!!_
dar volumes crescentes de recursos financeiros, que poderiam ser melhoresapli
cados com a descentralização. Por outro lado, não se considerou a recuperação e manutenção das redes, que podem ser atendidas com eficiência e eficãcia
a partir de unidades mais prõximas das ãreas em questão.
A medio prazo prevê-se a necessidade da criação de Distritos de Levantamentos Geodésicos em Manaus e Floriar.Õpolis, o que otimizarã a
utilização dos ~ecursos materiais e atendimento a~rescente demanda de infor
mações geodésicas e cartogrãficas. Prevê-se, ainda, uma expansão dos recursos alocados ao Distrito sediado no Cearã. ·
A SUDEG encontram-se atribuídos os encargos e estrutura:
A SUPERINTENDtNCIA DE GEODtSIA tem por finalidade planejar,
organizar, coordenar, supervisionar e executar os estudos, pesquisas e trab~
lhos de natureza geodésica, a cargo do IBGE, em consonância com .o Plano Geral
de Informações fstatisticas e Geogrãficas visando, especialmente, o. estabele
cimento e manutenção do Sistema Geodésico Brasileiro e os levantamentos terrestres indispensãveis ao mapeamento do espaço territorial nacional.
A SUPERINTENDtNCIA DE GEODtSIA compreende em sua estrutura
orgânica:
I - DIRECAO
1. ASSESSORIA (ASDEG).
II - DEPARTAMENTO DE COORDENAÇAO E PLANEJAMENTO (DECOP) .
1. Divisão de Dados Técnicos (DIDTE)
a) Setor de Arquivos Altim~tricos (DIDTE-S.01);
b) Setor de Arquivos Planimetricos(DIDTE-S.02);
c) Setor de Arquivos de Dados Especiais(DIDTE-S.03);
2. Divisão de Planejamento (DIPLO)
a) Setor de Planejamento e Acompanhamento
S.01);
(DIPLO-
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I
I
I
I
I
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I
I
I
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I
I
I
I
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I
I
I
I
. 15.
b) Setor de Controle de Recursos (DIPLO-S.02).
III - DEPARTAMENTO DE CALCULOS E ANALISES GEODtSICAS(DECAN)
1. Divisão de Métodos Geométricos (DIMEG):
a) Setor de Altimetria (DIMEG-S.01);
b) Setor de Planimetria(DIMEG-S.02).
2. Divisão de Métodos F1sicos e Orbitais (DIMEF):
a) Setor de Gravimetria (DIMEF-S.01);
b) Setor de Satélites Artificiais (DIMEF-S02);
c) Setor de Astronomia (DIMEF-S.03).
3. Divisão de Pesquisas em Geodésia (DIPEG):
a) Setor de Modelos Geométricos (DIPEG-S.01);
b) Setor de Modelos F1sicos e Orbitais(DIPEG-S.02).
IV
- DISTRITOS DE LEVANTAMENTOS GEODtSICOS (DLG)
1. Divisão de Controle de Projetos (DICAP):
a) Setor de Planejamento, Coordenação e Acompanh! __
menta (DICAP-S.01);
b) Setor de Cilculos-Preliminares ~DICAP-S.02);
c) Setor de Cr1tica e Seleção de Observações(DICAP
-S.03);
2. Divisão de Operações de Campo (DICAM):
a) Serviço de Operações Avançadas (DICAM-S.1);
b) Setor de Levantamentos . 1 (DICAM-S.01);
b.1) Seção de Operação 11 (DICAM-S.011 );
b.2) Seção de Operação 12 (DICAM-S.012);
b.3) Seção de Operação 13 (DICAM-S.013);
c) Setor de Levantamentos 2 (DICAM-S.02);
c.1) Seção de Operação 21 (DICAM-S.021);
c.2) Seção de Operação_ 22 (DICAM-S.022);
c.3) Seção de Operação 23 (DICAM-S.023);
d) Setor de Levantamentos 3 (DICAM-5.03);
d.1) Seção de Operação 31 (DICAM-S.031);
d.2) Seção de Operação 32 (DICAM-S.032);
e) Setor de Levantamentos 4 (DICAM-S.04);
e.1) Seção de Operação 41 (DICAM-S.041);
e.2) Seção de Operação 42 (DICAM-S.042);
I
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I
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I
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. 16.
f) Setor de Levantamentos 5 (DICAM-S.05);
Setor de Levantamentos 6 /DICAM-S.06);
h) Seção de Reconhecimento e Construção de Marcos 1
(DICAM-S.001);
i ) Seção de Reconhecimento e Construção de Marcos 2
(DICAM-S.002);
j) Seção de Comunicações e Transportes (DICAM-S.003);
3. Serviço de Administração (SERAD):
a) Setor de Orçamento e Finanças (SERAD-S.1);
b) Setor de Patrimônio e Encargos Gerais(SERAD-S.2);
b.1) Seção de Material e Registro Patrimonial
(SERAD-S.21);
b.2) Seção de Oficina (SERAD-S.22);
b.3) Seção de Zeladoria (SERAD-S.23);
c) Setor de Pessoal (SERAD-S.3).
g)
.17.
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I
I
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I
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I
I
2.
SITUAÇAO ATUAL DAS ATIVIDADES DA DGC
Como na Apresentação foi colocado, uma das motivações do presente relatõrio encontra-se na prestação de contas das realizações no ultimo
qOinqUênio, que neste capítulo ganharã forma na exposição comparativa das me
tas atingidas anualmente.
No sentido de facilitar a exposição, a itemização do presente
capítulo seguiu os grandes títulos das atividades que se desenrolam ao abrigo
das Superintendências subordinadas, sem preocupaçao com a hierarquização de
importância ou a seql'.lenciação histõrica em que os encargos foram sendo atribui.
dos, mas apenas com o conceito e a seqUênci a acadêmica, bem mais apropria da para
a caracterização de metodologias e procedimentos.
2.1 -
~REA
DE GEODESIA
A ãrea encontram-se atribuídos os levantamentos geodésicos ta~
to para fins de estruturação do Sistema Geodésico Brasileiro quanto os necessa
rios ao apoio imediato das atividades de mapeamento ..
Os levantamentos geodes~cos realizam-se a ceu aberto, nas diver
sas georegiões que compõem o espaço brasileiro, enfrentando-se toda a serie de
dificuldades decorrentes das ãreas inõspitas e de difícil acesso, especialme~
te a região amazônica, onde a penetração ··e efetuada utilizando-se as vias flu
viais, helicõpteros e aviões de diversos portes.
As operações de campo encontram-se fortemente condicionadas aos
períodos de condições atmosferi cas favorãveis que permitam a rea 1i zação ~ ..:...dos
trabalhos programados em campanhas de., em media,·40 (quarenta){!ias de-duração;·
A tarefa envolve um planejamento têcnico e logístico aprimorado, com deslocamento de equipamentos, viaturas e pessoal, empregando-se mais diversos recur
sos de comunicação.
Sendo o IBGE o unico õrgão com atribuições legais, no pais, p~
ra a implantação e manutenção do Sistema Geodésico Brasileiro, as metas deter
minadas vêm sendo atingidas satisfatoriamente. No momento, cerca de 7.500.000
2
km encontram-se razoavelmente atendidos pelo Sistema Geodésico Brasileiro, co~
tudo muito resta a se fazer em termos de densificação, principalmente para o
atendimento dos processos de regularização fundiãria.
Os levantamentos geodésicos envolvem os procedimentos
geometri
.18.
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I
I
I
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I
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I
I
I
I
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I
I
I
cos de triangulação, poligonação e rastreio de satêlites, na determinação de
coordenadas, e a medição de bases e a determinação astronômica no controle da
escala e orientação, respectivamente. Dos procedimentos fisico a ·gravimetria
merece maior ênfase na determinação do campo gravitacional terrestre, objetivo
primãrio da Geodêsia. O nivelamento geométrico e o trigonométrico encontram-se
no rol dos levantamentos geodésicos como procedimentos basilares para a deter
minação de altitudes.
2.1. l - PLANIMETRIA
Sob o titulo encontram-se os levantamentos geodésicos que co~
duzem ã determinação ou ao controle da posição planimêtrica (latitude e long~
tude) dos pontos integrantes do Sistema Geodêsico Brasileiro.
2.1.1. 1 - TRIANGULAÇAO
As atividades-de triangulação foram iniciadas em d~
zembro de 1944, com a medição da base de Goiãnia e a medição angular da figura
de expansão da base. O arco de meridiano 499 mereceu as atenções iniciais do
emprego.do procedimento triangular em cadeias.
A partir de 1944, a atividade TRIANGULAÇAO mostrouseininterrupta atê o ano de 1975, quando foi paralisada com a justificativa e!
rõnea de que era um procedimento fadado ao abandono em função do instrumental
de rastreio de satêlites, cujo emprego se consolidava naquele ano. - A despeito do alto custo ·operacional da- triangulação, o procedimento se mostra economicamente viãvel quando-não se dispõe de c~
pacidade de investimento em novos equipamentos-e quando se tem que estabelecer
uma grande quantidade de pontos por unidade de ãrea, no terreno. Em 1980, qua_!!
do se pensou na retomada da triangulação e decidiu-se a formação de um setor
com tais encargos, os argumentos cbãsicos foram dados pela necessidade de se r~--=­
cuperar os arcos de meridianos e paralelos na Região Sul do pais, implantados
pelo Serviço Geográfico do Exercito ao inicio do sêculo, e a densificação de
arcos no entorno da região do datum planimétrico do Sistema Geodêsico Brasilei
ro, cobrindo os estados de GO, SP, MG e MS.
Em julho de 1980 foi dado inicio ao treinamento e
formação de um setor de triangulação, que seria empregado na recuperação, manu
tenção e densificação de redes nas regiões e locais em que ficasse demonstrada
a excelência do procedimento, comparativamente com outros.
.1 9.
I
I
I
I
I
I
I
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I
I
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I
I
I
I
I
I
I
I
No segundo semestre desse mesmo ano foram retomados
os trabalhos com a medição de um trecho do arco de meridiano 49Q que se encontrava destru1do e havia sido, em parte~ recuperado na dêcada de sessenta,
sem
ter sido, na ocasião, medido.
No Quadro I pode ser apreciada a evolução dos quantitativos atingidos na triangulação. Na figura (1) pode ser apreciada, esquematicamente, a situação dos trabalhos em 1979 e na figura (2) a situação atual.
QUADRO (I)
I
'ATE 1974
I
2.9~8
VT - Medidos
! 1975
i 1976
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1977
TRIANGULAÇl\0
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1979
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EHasão Ht:a1_
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(t.m)
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1
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1984
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103
129
57
908
931
516
I
II
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I
1983
11982
I
'
I
26
; 1981
!
:
~ 27.920 '
300
220
590
Os trabalhos programados para l985encontram-se atri
buidos ao DLG/DF na ãrea de Goiãs
-Minas Gerais e ao DLG/RJ no Rio Grande do
Sul. Na figura (2}~ em verde, representou-se os arcos de meridianos e paralelos programados para medição, ~abendo destacar que se espera para os prõximos
cinco anos a intensa aplicação do procedimento na densificação e complementação
de per1metros triangulares, necessãrios para o perfeito ajustamento_ em bloco
da planimetria integrante do Sistema Geodésico Brasileiro.
O IBGE dispões hoje de quantidade suficiente de ~ns
trumentos para manter a atividade em crescimento. O DLG/CE, que não vem executan~o triangulação, poderã ser engajado na atividade sem que tal implique
na
aquisição de instrumentos. O que mais preocupa para a manutenção da ativjdade e
sua ampliação são equipamentos complementares tais como: torres de 31 m, equipamento de rãdiocomunicação, forõis de sinalização e viatur.as para qualquer ter
reno (utilitãrios e caminhões semi-pesados).
.20.
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GEODESIA .. S..TÉLITE
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224 estações
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GRAVIMETRIA
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FIG. 1 - TRIANGULAÇAO, POLIGONAÇAO, RASTREIO DE SATtLITES
Ate 1979
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LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS
APOIO BÁSICO-PLANIMÉTRICO
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TRIANGULAÇÃO
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Projetada
POLIGONAL
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ESTAÇÃO DE HIRAN
ESTAÇÃO DE SHf~.'."l
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FIG. 2 - TRIANGULAÇAO E POLIGONAÇAO
Ate 1984
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.22.
2.1 .1 .2 - POLIGONAÇAO
O procedimento de POLIGONAÇAO compete e complementa ao de TRIANGULAÇAO, tendo crescido em importância a partir do final
da
decada de cinqaenta, quando surgiram os primeiros medidores eletrônicos de dis
tâncias.
As atividades de poligonação, com caracteristi
cas geodésicas, tiveram lugar no IBGE em 1960, em apoio ao mapeamento, e com
o emprego de medidores eletromagnéticos de distâncias do tipo TELUROMETRO, mo
delo MRA-1. Em 1962, foram medidas as primeiras poligonais de alta precisão.
Nas figuras (1) e (2) encontram-se representa das as poligonais de alta precisão, implantadas pelo IBGE,serrlona figura(l) ate
1979 e na figura (2) ate 1984. Da comparação das figuras pode-se apreciar
a
evolução do uso do procedimento nos ultimas cinco anos.
QUADRO (TI)
Até 197~
1976
1975
1977
POLIGONAÇAO
1979
1978
POLIGO~Ç~O
EP - l'.êci das
Extensdo
p.i,eClC!ê
'
295 :
115
7 .E 56 •
2.423
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.·23.
No Quadro (II) pode ser avaliada a evolução do
quantitativo de estações implantadas, cabendo distingüir entre a Poligonação
de Alta Precisão, que compete na exceleência dos resultados com a Triangulação, e a Poligonação de Precisão voltada para a determinação de coordenadas no
apoio terrestre ao procedimento fotogramétrico, empregado no mapeamento em es
calas topogrãficas.
O procedimento de Poligonação se mostra mais efi
ciente que o de Triangulação em ãreas de topografia plana ou de cobertura ve
getal exuberante. Nos ultimas cinco anos a Poligonação vem sendo empregada
ao longo das estradas, em areas com as caracteristicas anteriores e em apoio
ao mapeamento.
O IBGE dispõe de instrumental suficiente para ma~
ter setores voltados para essas atividades em todos os Distritos de Levantamentos Geodésicos, cabendo destacar, contudo, que o instrumental disponivel
nao e o mais moderno. Os telurômetros MRA-3 datam do_final da década de ses~
senta e alguns poucos-do inicio-da setenta, alternativamente encontram-se di!_
poniveis para emprego 20 (vinte) pares do modelo CA-1000,adquiridos em 1978,
de uso recomendado somente na-Poligonação de Precisão.
A aquisição de pelo menos 6 (seis) pares do mode
lo MRA-6 se farã necessãria nos prõximos dois anos, diante do melhor rendimen
to para as aplicações nas Regiões Norte e Centro-Oeste.
A programação para 1985 prevê a Poligonação aplj_
cada aos projetos de mapeamento nas Regiões Sul e Nordeste, atribui dos .ao DLG/
RJ e DLG/CE, respectivamente. -Na-complementação do apoio ao mapeamento na e!
cala de 1:100.000, das folhas que recobrem o Distrito Federal, previu-se-.o em
prego do procedimento por parte do DLG/DG em regime de alternativa ~e trabalho.
2.1.1.3- ASTRONOMIA
As determinações astronômicas de 1~ ordem foram i
niciadas no IBGE em 1945, buscando-se o-controle de orientação das cadeias de
triangulação,através dos Pontos de Laplace -pontos em que se determinam alon
gitude e o azimute astronômico de uma direção.
Na figura (3) encontram-se representados os pontos astronômicos determinados pelo IBGE.
No periodo de 1945 a 1963 e no periodo de 1975 a
1984, a atividade foi conduzida por um sõ setor de Astronomia, no periodo de
1964 a 1974 atuaram dois setores. No QUADRO (III) encontram-se lançados os
quantitativos de produção ao longo dos anos.
.24.
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LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS
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APOIO BÁSICO-PLANIMÉTRICO
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PONTOS llf LAPLACE MEDIDOS
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FIG. 3 - ASTRONOMIA
(1944-1984)
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QUADRO ( II I )
ASTRONOMIA
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---
A Superintendência de Geodesia dispõe de instrume~
tal suficiente para a formação de três setores de Astronomia, estando prevista
para o ano de 1985 a atuação de um setor no DLG/RJ, cobrindo os trabalhos nas
regiões Sul e Sudeste (parcial), a consolidação de um setor no DLG/DF, em fase final de treinamento, para atuar nas Regiões Centro-Oeste e Norte, alem da
estruturação e treinamento de um setor no DLG/CE, para atuar na Região Nordeste e Norte (parcial).
Encontrando-se os três setores em operaçao,_a_ ati
vidade estarã plenamente dimensionada, não havendo necessidade de-"€xpansão, em
bora seja imprescindivel a aquisição de 2 (dois) cronõgrafos- do tipo OMEGA
OTR-6, para que não haja solução de continuidade quando da ocorrência de panes
instrumentais.
2.1.1.4 -BASES
-~
As bases são lados da triangulação com comprimentos detenninados diretamente no terreno. A atividade foi -iniciada em_ outubro
de 1944;- com a ocupação da base de Goiânia~ A medição e fundamental para se as
segurar a escala dos desenvolvimentos triangulares.
Na figura ( 4) encontram-se -representadas as _bases
medidas ate l984,cujos quantitativos anuais de produção podem ser lidos
no
QUADRO (IV).
QUADRO (IV)
ATE 1974
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1975
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BASES
1979
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1983
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LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS
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APOIO BÁSICO-PLANIMÉTRICO
BASES MEDtDAS
e
237
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FIG. 4
BASES MEDIDAS
(1944-1984)
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I
I
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I
.27.
At~
o ano de 1961 as bases foram medidas com fios
e fitas de alta precisão, confeccionadas em liga metãlica INVAR. A partir de
1962 a medição vem se processando com medidores eletro-Õpticos de distâncias,
de alta precisão.
A atividade sofreu descontinuidade ao longo do
tempo em função da disponiblidade de instrumental. No periodo de 1968 a 1973
não se mediram bases por falta de equipamento, em 1973 foi recebido o GEODIMf
TRO modelo M-8 operando com fonte luminosa LASER que entrou em operaçao em
1974. Como o instrumento sofreu pane no emissor,em 1977, a atividade sofreu
nova paralisação ate 1980, quando entraram em operação dois equipamentos GEO
DIMETRO modelo _AGA-600, adquiridos e recebidos em 1979.
No momento, o GEOD1METRO M-8 e um AGA-600 encontram-se em pane, carecendo de manutenção e substituição do emissor LASER, com
retorno a operaçao previsto para abril de 1985.
Dada a -frag i1 i da de dos equipamentos empregados na atividade e o numero de anos em operação dos atualmente disponiveis, identif_!
ca-se a necessidade de aquisição de 3(três) novos equipamentos do tipo GEODI
METRO AGA--600-,_c para que os três Distritos de Levantamentos Geodes i cos possam
atuar sem solução de continuidade.
2.1.1.5- RASTREIO DE SATtLITES
O rastreamento de satélites com fins de posicion~
mento geodésico foi iniciado pelo IBGE em setembro de 1973, quando operando
com dois equipamentos GEOCEIVER AN-PRR-14~ cedidos pelo US DMA~IAGS; foram d!
terminadas as coordenadas dos primeiros-pontos em Rondônia.
A aquisição de três equipamentos similares em1974
facultou, a partir de 1975, a sistematização da atividade.
Em 1977 foram adquiridos três equipamentos JMR-1
e em 1979 mais seis de mesma origem.A utilização dos equipamentos relacionados_ perm_!
tiram o estabelecimento de 919 pontos, at~ dezembro de 1984, representados
na figura (5) e cujos quantitativos de produção anual encontram~se n~ QUADRO-
(V).
Para o cumprimento da programação de 1985, contarã a Superintendência de Geodesia com o emprego de 3 (três) GEOCEIVER AN-PRR14, adquiridos em 1974 e que ano a ano vêm perdendo a confiabilidade, em de
corrência do envelhecimento dos circuitos eletrônicos e falta de componentes
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LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS
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(1973
1984)
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RASTREIO DE SATtLITES
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02
07
37
65
28
07
------
para substituição~ devendo-se~ ainda, considerar que o equipamento nao dispõe
de receptor compativel com os novos modelos de satelites da serie OSCAR. Sete
outros JMR-1 serão empregados, correspondentes aos lotes de aquisição de 1977/
1979. Dos nove equipamentos originalmente adquiridos~ um foi extraviado~ pela
companhia a~rea encarregada de seu transporte (VARIG)~ e outro danificado no
incêndio de uma clareira na Amazônia.
A atividade requer urgente redimensionamentoqua..!!_
to as disponibilidades instrumentais, tendo-se em vista o encerramento de programa de satélites~ gerenciado pela marinha americana~ previsto para 1989 ~
alem do desgaste sofrido pelo instrumental em uso ininterrupto desde a aquis_.:!_
çao.
Encontram-se disponiveis no mercado -internacional os equipamentos para o GLOBAL POSITIONING SYSTEN - GPS 11 que substituirã o
atual. Urge a aquisição de ao menos cinco desses -equipamentos,- sem-o que_ o
IBGE perdera agilidade nas operações em que o procedimento~ o unico possivel de ser aplicado em grandes ãreas do territôrio nacional.
11
A atividade ao longo desses anos desenvolveu- se
prioritariamente nas Regiões Centro-Oeste e Norte ~ principalmente no interior
do perimetro da denominada Amazônia Legal. Todo o mapeamento executado -- pelo
IBGE, nesta ãrea, sô foi possivel pelo emprego do rastreio de satélites na de
finição das coordenadas dos pontos de apoio~ sem contar inúmeros outros projetos governamentais em que o suporte de coordenadas foi dado pelo rastr~io,tais
como os complexos hidrelétricos de Tucurui, Balbina, Cachoeira Porteira e Samuel;· a demarcação das fronteiras internacionais com a Venezuela, Colômbia
Peru e Bolivia; e o posicionamento dos aerõdromos cadastrados e homologados na
região amazônica.
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.30.
2.1.2- ALTIMETRIA
Sob o titulo grupam-se as atividades de nivelamento geometrico e trigonométrico desenvolvidas com o intuito de definir a terceira coor
denada dos pontos geodésicos, a altitude.
2.1.2.1 -NIVELAMENTO TRIGONOMtTRICO
As operações de nivelamento trigonométrico, resumidas a observação simultânea ou não dos ângulos verticais dos extremos dosl~
dos das triangulações e poligonais, foram iniciadas concomitantemente com a
triangulação em 1944.
Atualmente todos os vértices de triangulação e e~
tações poligonais têm suas altitudes definidas por nivelamento trigonométrico.
No QUADRO (VI) encontram-se resumidos os quantit~
ti vos anuais de produção.
QUADRO (VI1 - NIVELAMENTO TRIGONOMETRICO
!Ate 1974
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EP
2.234
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1975
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26
20
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138
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158
:
! 1984
57
78
2.1.2.2- NIVELAMENTO GEOMrTRICO
O nivelamento geometrico~resume-se ã determinação
da diferença de nivel entre dois pontos guarnecidos por miras especiais, atra
vês de um equipamento que materializa o plano do horizonte do ponto estação~­
nivel.As operaçoes de nivelamento geométrico foram ini
ciadas em outubro de 1945 pelo IBGE, que a partir de então perc~rreu todas as
rodovias e ferrovias federais, as principais rodovias estaduais e diversas es
tradas de rodagem vicinais, estabelecendo a cada 3 km, em media, um marco al
timetrico ~Referência de Nivel.
Nas figuras ( 6) e ( 7) encontram-se representadas,
esquematicamente, as situações dos trabalhos em 1979 e em 1984, respectivame~
te.
.31.
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- - - - - ·-------LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS
APOIO BÁSICO
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EXECUTADO
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estabelecidas
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FIG. 6 - NIVELAMENTO GEOMtTRICO
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LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS
APOIO BÁSICO-ALTIMETRICO
EXECUTAOO
MARÉ GRAFO
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FIG. 7 - NIVELAMENTO GEOMtTRICO
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No QUADRO (VII) os quantitativos anuais de
çao foram lançados para fins comparativos.
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QUADRO (VII) - NIVELAMENTO GEOMETRICO
ATE 1974
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Extensão Nivelada (YJ!l}
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Estabelecidas
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1.978
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1983
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3.29~
12.989
9.225
18.103
2.690
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I
6.508
As equipes do IBGE percorreram a pe o equivalente
a 3,25vezes a circunferência terrestre, nivelando ao longo das estradas brasi
leiras.
Para o ano de 1985, encontram-se programados·
2.500 Km de nivelamento geométrico, atribu1dos aos três Distritos de Levan
tamentos Geodésicos em suas correspondentes ãreas de atuação.
A atividade pode.ser mantida com os atuais n1veis
de produção, sem a aquisição de novos instrumentos, a não ser a renovação das
miras de aita precisão, para o que se faz necessãria a aquisição de no m1nimo
8 (oito) pares, na consideração do desgaste das que se encontram em uso;
A atividade faculta, diante ~o n1vel de treinamen
to facilitado a grande numero de empregados com lotação na SUDEG, a ampliação
dos quantitativos de produção, quando da necessidade de se diversificar.D.SOP! -··
raçoes. A atividade e a~que menos recursos dispende para a sua concretizaçao.
Dada a importância dos pontos de altitudes conhe
cidas para diversos projetos de engenharia,.tanto aqueles que envolvem as are
as rurais quanto as urbanas, a atividade tem sido intensificada nos ultimas a
nos. Hoje identifica-se a urgencia em se recuperar os trechos de nivelamento
cujos marcos foram destru1dos nas mais diversas regiões do pa1s, principalme_!!.--- -·
te as regiões Nordeste e Sudeste cobertas pelos trabalhos mais antigos.
2.1.3- GRAVIMETRIA
Os levantamentos gravimetricos imprescind1veis para a defi
nição do campo gravitacional em território brasileiro, foram iniciados em 1952,
quando o IBGE adquiriu um Grav1metro WORDEN com dial geodésico e associou-se
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.34.
ao Observatõrio Nacional no estabelecimento de uma linha de calibração de gr~
vimetros entre o Rio de Janeiro e Porto Alegre.
No ano de 1958 o IBGE deu inicio aos trabalhos de
gravimetria na ãrea do Datum Geodesico Brasileiro~ circulo de 300 km em torno
do vertice de triangulação CHUA.
As atividades foram desenvolvidas ininterruptame~
te ate o ano de 1970, quando o gravimetro do IBGE apresentou pane no sistema
de massa, sem possibilidades de recuperação.
Ate o ano de 1981, as atividades gravimetricas pe..!:_
maneceram paralisadas, quando, então, atraves de convenio com a Universidade
de São Paulo- Instituto Astronômico e Geofisico (IAG), com o Observatõrio Na
cional e com a Fundação Universidade de Brasilia (FUB), pode o IBGE contar com
gravimetros que permitiram a produção representada na figura (8), e o atingi
mento dos quantitativos anuais lançados no QUADRO (VIII).
QUADRO (VIII) - GRAVIMETRIA
:ATE 19741 1975
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EG - Diversos :
2.206
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1976
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913
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11.845
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Um dos aspectos relevantes nos ~ltimos cinco anos;na area de Geodesia, foi a retomada das atividades de gravimetrfa, sem dispor
a instituição ate a presente data-de gravimetros.
A manutenção
da atividade requer a aquisição
de 6
.
.
(seis) gravimetros do tipo LACOSTE-ROMBERG de alta precisão e 6 (seis)gravime
tros de prospecção com dial geodesico, do tipo SCINTREX, para que cada Distri -to de Levantamento~ Geodésicos possa, com dois equipamentos de cada modelo~ dar seqüência aos trabalhos em-suas ãreas de competência.- -Para o ano de 1985 o programa de trabalho previ.u
a continuidade dos levantamentos na ãrea do datum com o emprego de um gravim~
tro cedido ao abrigo do convênio com a Fundação Universidade de Brasilia e um
outro com a USP-IAG. Com o Observatõrio Nacional previu-se a expansão da re
de na Região Sul do pais.
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LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS
GRAVIMETRIA
LEVANTAMENTOS GRAVIMETRICOS PARA
D€TERMINAÇÃO 00 OATUM-IBG~
"-!
2206 estações
REDE GRAVIMÉTRICA FUNDAMENTAL 00
OBSERVATóRIO NACIONAL
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REDE GRA VIMITRICA FUNDAMENTAL 00
ESTAOO DE SÃO PAULO-USP/IAG-UffiREDE GRAVIMITRICA SECUNDÁRIA 1969-1972
OBSEfl)l ATóRIO NACIONAL
~-
I
REDE GRAVIMÉTRICA SECUNDÁRIA 1981-1983
CONV~NIO IBGE·USP/IAG
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LIGAÇÃO ENTRE EST AÇ0ES DA IGSN. 71
FfiT AS PElO OBSERVATÓRIO NACIONAL
EST AÇO(S IGSN INTERLIGADAS PELO
OIISERV ,néJRio NACIONAL
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FIG. 8 - GRAVIMETRIA
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.36.
2.1.4- CALCULOS GEODtSICOS
Os cilculos geodisicos abrangem o tratamento das observações
coligidas nas operações anteriormente discutidas, sendo desdobrados em dois
grupos quanto ã oportunidade de utilização de seus resultados.
No primeiro grupo encontram-se os cilculos correntes ou pr~
visarias, voltados para a obtenção das coordenadas (latitude, longitude e al
titude) dos pontos geodésicos para emprego imediato nas atividades de mapeamento e de engenharia~
No segundo grupo podem ser alinhados os cilculos mais com
plexos,referentes ao ajustamento da planimetria, da altimetria e da gravimetria, somente possTveis de serem realizados quando a coleção de observações
seja suficientemente ampla para justifici-los.
Os cilculos provisórios vêm sendo realizados sem qualquer
A
obstãculo; no momento processa-se a produção do segundo semestre de 1984~
realização das atividades de cilculo mereceram criteriosa anilise nos dois ul
timos anos, tendo em grande parte sido descentralizadas da Superintendência ~e
Geodésia para os Distritos de Levantamentos ~eodisicos. No ano de_1984 concluiu~se a-instalação no_DLG/CE e DLG/DF de microcomputadores
SCOPUS modelo
NEXUS 1600, dotados de processador de ponto flutuante e impressora de 100 CPS.
Por outro lado, para os cilculos menores, equipou-se os três Distritos com m~
quinas programãveis HP-97. ~Para o DLG/RJ previu-se um equipamento SCOPUS, a
ser adquirido em 1985, o que deixari todas as unidades com_idêntica capacidade de cilculo.
Os ajustamentos ficaram atribuTdos-_exclusivamente ao ---Depa.!:_ -tamento de Cilculos-e Anãlise da SUDEG, que nos ultimas três anos desenvolveu,
adaptou-e implantou os programas e-sistemas necessirios ao tratamento -em blo
co das observações decorrentes do uso dos diferentes procedimentos empregados
nos 1evantamentos geodésicos-. Igual preocupação mereceu o tratamento dos- ·ar
quivos geodésicos jnclusive quando a compatibilização dos mesmos para veTculos passTveis de tratamento automatizado em computadores.
Foram desenvolvidos, adaptados e implantados,_dentre outros
nao menos importantes, os seguintes programas:
(a) - CrTtica ao Arquivo de Resumo de Direções Horizontais da Tri
angulação,- criação e implantação do software CRITRIA de
crTtica ao arquivo ~itado, tomando-se por base as Especific~
ções e Normas Gerais para Levantamentos Geodésicos em Terri
tõrio Brasileiro;
11
11
,
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
.37.
(b) - Critica e Cãlculo de Poligonais Topogrãficas - criação e implantação do software 11 POLITOP0 11 de critica e cãlculo de p~
ligonais Topogrãficas - previsto para o convênio com a
CODEPLAN;
(c) -Tabelas da Projeção UTM para o elipsõide UGGI-67 - desenvolvimento de software para geração de tabelas contendo as coe
ficientes para cálculos da projeção UTM~ referidas-ao elipsõide UGGI-67;
(d) - Sistema de Processamente de Estações 11 SAT 11 determinadas com
Geocei ver- - cri ação e imp 1antação de um novo programa "GEOMUDA11, objetivando uma otimização no processo de correção dos
arquivos de dados observados. Iniciada a criação, em conjunto com a TECNOCOOP, de um novo programa de conversão de dados inscritos em fita tipo Telex, para fitas magnéticas de 9
Trilhas;
(e) - Processamento de Estações 11 SAT 11 determinadas- com JMR,
pelo
Programa "SP -2 P-A" - execução de vã rios-testes :Com o--progr~
ma, os quais evidenciaram a viabilidade de -sua
utilização
apenas no cãlculo das estações quê apresentam problemas
no
processamento convencional. O programa SP 2 P-A consiste em
uma adaptação do SP 2 P, objetivando o ajuste simultâneo das
passagens observadas;
(f) - Organização dos Arquivos de dados observados-- das estações
"SAT 11 - projeto em fase final -consiste em organizar€m-fitas magneticas~de~ trilhas, os dados observados de todas as
estações a Satélite, quer determinadas com Geoceiver ou JMR.
Para cada estação estão sendo armazenados os dados originaise os corrigidos - tal operação, na maioria dos casos, exige
o reprocessamento do ponto;(g) - Estudo de utilização do software 11 GPCP-Il 11 no traçado do M~
pa Geoidal -projeto em fase de teste, com a utilização~ -do
programa de geração de isolinhas sobre as estações que parti
ciparam da elaboração da 3~ versão do Mapa Geoidal;
{h) - Implantação do conjunto de programas "GEOPACK 11 no sistema IBM
do IBGE- projeto em fase inicial, ate o momento foram convertidos os programas "PREDOP 11 e 11 GEODDP 11 , implantados origl
I
I
I
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I
I
.38.
nalmente em sistema CDC. O GEOPACK e um software
para o cãlculo do rastreio de satélites;
potente
(i) - Implantação do programa ••LEVEL" no sistema computaci~
nal do IBGE- projeto em fase inicial, o programa tem por
objetivo o cãlculo e o ajustamento do Nivelamento Geometrl
co, os trabalhos voltam-se para a conversão da concepção
original, em Fortran V
ambiente UNIVAC, para a linguagem Fortran IV - ambiente IBM 3032;
(j) - Manutenção do programa ••LCNIV003" - expansão do programa
gerador de listagens criticas de Nivelamento, através da
revisão no numero de mensagens de advertência, alem do pr~
paro para o cãlculo preliminar;
projeto em~fase final -consiste na
(1) -Programa "USHER"
conversão do programa USHER", concebido originalmente p~
lo DMA/IAGS em um ambiente UNIVAC ::-- Fortran V~ ao siste
ma computacional do IBGE, ambiente·IBM-3032 - FortraniV~
Carece, para sua finalização, de testes com uma massa reaH
de dados explorando-se toda a sua gama de potencialida-de.
11
(m) - Programa DEFORMA - . ~rojeto em fase final - implantação
do programa desenvolvido no IBGE, com a finalidade de pesquisar- e analisar a rigidez de redes- geodésicas -horizontais.
As atividades anteriores puderam ser conduzida~ ~ parti~ de
1982, quando atingiu a SUDEG, particularmente no DECAN, o quadro minimo
de
pessoal eapecializado. A estruturação do quadro de pessoal foi objeto de--cuida----dosa po1itica~na seleção de profissionais, com alto nivel de formação e conheci .
mentos.;
Por muitos anos o Departamento de Cãlculos e·Anãlise não foi
1tendido em suas solicitações com relação a pessoal especializado, tendo
·, ·Jclusive a partir de 1979 suas atividades reduzidas a niveis preocupantes, que
convergirão em 1980 para o menor quantitativo de sua existência, dois engenheiros e dois auxiliares não especializados.
I
I
I
I
I
I
I
I
I
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I
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I
I
I
I
.39.
Para a agilização dos cãlculos a cargo da SUDEG, cabem as se
guintes providências:
- instalação do "modem•• e cabos que possibilitarão a operaçao
do SCOPUS - NEXUS - 1600 do DECAN, como terminal inteligente do Sistema da Di
retoria de Informãtica (DI);
- instalação do modem e cabos que possibilitarão a operaçao
do SCOPUS - NEXUS - 1600 do DLG/DF, como terminal inteligente do Sistema do
Departamento Regional de Informãtica (DERIN);
- instalação de 3 (três) terminais de video COBRA na SUDEG;
- revisão da configuração do HP~21 MX da SUDEG, com a instala
ção das expansões minimas para dinamização do sistema de pre-processamentodas
fitas de rastreio de satélites;
- implantação das rotinas de digitação, junto ã DI, para din~
mizar as transferências dos arquivos de observações para veiculas perif~ricos
do Sistema Central ~a DI.
11
11
2.1.5- RECURSOS_DISPONIVEIS E NECESSARIOS
Neste ítem desenvolver-se-ã uma anãlise dos recursos disp~
niveis na SUDEG, com vistas a sustentação das atuais marcas de_produção ,e a
intensificação de certas atividades consideradas em niveis criticas~
2.1.5.1 -RECURSOS
HUMANOS_~
Um dos grandes-problemas e~onsiderado como cr5ni
co na Superintendência de Geodesia,tem sido~ dos Recursos Humanos, tanto a
nivel quantitativo quanto ao treinamento adequado ãs tarefas atribuidas.
O efetivo atual da Superintendência, de acordo com
os niveis de classificação dos recursos humanos-no-Quadro de Pessoal do IBGE
e segundo as unidades subordinadas, pode ser apreciado no QUADRO (IX).
Do Quadro (IX) podem ser verificadas as deficiên~
cias de pessoal, principalmente em decorrência da comparação entre as difere~
tes unidades :assemelhadas, notando-se entre os Distritos de Levantamentos -Geod~slcos as mais sensiveis.
O atual Quadro de Pessoal foi inteiramente estru
turado a partir de 1980, em função do grande volume de aposentadorias que
vieram desfalcando, na medida em que se processavam, as unidades operacionais
de pessoal adestrado e experiente.
As reposições ocorreram e ocorrem, a nivel medi o, com
pessoal semhabilitaçãoespecifica,oque acarretou a intensificaçãodecursosde
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
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I
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I
I
I
I
.40.
curta duração para o treinamento das equipes de trabalho.
As preocupações retiveram~se no treinamento em sobrevivência em areas inõspitas (cooperação do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio
de Janeiro); uso de equipamentos de medicina e segurança do trabalho (ccoperação da DA/SUHAN); e operações bãsicas com instrumental geodésico. Recorreu-se ao
Curso de Formação de Topõgrafos da UERJ e a formação de Técnicos de Geodésia e
Cartografia da ENCE, como solução de largo prazo para adestrar os funcionãrios
com maior potencialidade intelectual.
Para os recrutados com n1vel superior o treinamento
foi focado em técnicas de administração e controle de projetos; anãlise de sistemas (curso externo na PUC/RJ) e técnicas de processamento de dados (cursos in
ternos).
QUADRO (IX) - RECURSOS HUMANOS
"""-
SUPERINTENDENCIA DE--- GEODESIA~
GABINETE DA SUDEG
PDC
P AGC
ANESP
3
ASTCAD
1
-
AUTCAD
2
-
1
-
CONTIN
1
-
SERVENTE
1
-
DATESP
-
DECAM-
ANESP
8
-
ASTCAD
1
-
AUTCAD
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-g
-
-
DATESP
1
-
PREPAR -
1
-
TCOPER ..
1
-
DE COP
ANESP
3
1
ASTCAD
4
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AUTCAD
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I
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.41.
continuação
OE COP
DATESP
CONTIN
DLG/DF
17
1
TECADM
-
-
CONTADOR
-
-
ASTCAD
32
6
AUTCAD
42
20
AUXCPO
19
15
RADTEC
1
-
RADOP
-
-
ARTMAN
-
-
AJDMEC
-
-
MOTORISTA
2
-
CONTIN , --
3
SERVEN
2
ANESP
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-
-
DLG/CE ANESP
10
-
TECADM
-
-
CONTADOR
-
-
ASTCAD-
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2
AUTCAD
34
3
AUXCPO
14
6
RADTEC
-
-
RADOP
-
-
ARlMAN
4
-
AJDMEC
-
-
MOTORISTA
2
-
DESENHISTA
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-
PORTE/CONTINUO
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I
.42.
continuação
DLG/RJ
ANESP
8
-
TECADM
-
-
CONTADOR
1
-
ASTCAD
31
-
AUTCAD
50
-
AUXCPO
44
-
RADTEC
-
-
RADOP
-
-
ARTMAN
-
-
AJDMEC
-
-
MOTORISTA
-
-
No QUADRO (X) encontram-se resumidas as necessid~
des de pessoal da SUDEG, sem contudo, distingOir as unidades, apenas os qua~
titativos~ cabendo os seguintes esclarecimentos:
(a) - previu-se a ampliação da capacidade operacional do DLG/CE, ho
je com cerca de 2/3 do efetivo dos demais distritos;
(b) - recompletamento dos quadros de pessoal do DECAN e DECOP,quec!
deram funcionãrios para a formação do DLG/RJ;
(c) - ampliação do Serviço de Operações Avançadas, do DLG/DF sedia
do em Manaus, configurando-o para no prazo de um ano e meio
ser transformado em Distrito de Levantamentos Geodésicos;
(d) - previu-se a instalação do Serviço de Operações Avançadas
DLG/RJ em Florianõpolis.
do
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I
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I
.43.
QUADRO (X)
ESTIMATIVA DE RECURSOS HUMANOS PARA A SUDEG
(ampliação do QP)
CARGO
ANESP
CONTADOR
ASTCAD
AUTCAD
AUXCPO
DATESP
RADTEC
RADOP
CONTINUO
SERVENTE
MOTORISTA
COMPLEMENTAÇ1S:O
IN~TÓ BL87~tAM
12*
2
20
6
40
15
74
40
3
4
4
2
5
2
7
6
4
4
5
4
* Sendo 9 Engenheiros Cartõgrafos e 3 Engenheiros Cartõgrafos com Mestrado em
Geodêsia.
A ampliação do quadro poderã se daL com a transferência entre Diretorias do IBGE, onde se possa identificar excedentes-~e pe~
soal.
2.1.5.2 - INSTRUMENTALNo QUADRO (XI1 encontram~se résumidos os ~uantita­
tivos do instrumental existente e os correspondentes ãs aquisições que se fa
zem necessãrias de acordo com o exposto na anãlise de cada procedimento, efe
tuada nos_itens anteriores desse capltulD.
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
.44.
QUADRO (XI) - INSTRUMENTAL DE GEODESIA
TI PO
QUANTIDADE
EXISTENTE
TEODOLITOS
• WILD T-4
. WILD T-3
• WILD T-2
. WILD T-1
• WILD T-0
• KERN DKM-3A
02
42
44
01
05
02
COLIMADORES
. WILD
. GURLEY
19
03
N1VEIS
WILD N-III
ZEISS Ni-I
ZEISS Ni-II
ZEISS N-002
30
04
01
05
GIROSCOPIO
. WILD GAK-1
05
MIRAS
AQUISIÇOES
06
---
-
·~
WILD GPL-3
• ZEISS
TELUROMETRO
MRA-3
. CA-1000
• MRA-6
21 pares
11 pares
12 pares
20 pares
20 pares
03 pares
GEOD1METRO
AGA M-8
• AGA-600
01
02
RASTREADO R
• GEOCEIVER AN-PRR-14
03
03
I
I
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I
I
I
I
.45.
(continuação)
QUANTIDADE
EXISTENTE
TI PO
JMR-1
JMR-2000
MICROMETER
BAROMETROS
PAULLIN
. WALLACE
. THOMEN
PSICOMETROS
LAMBRECHT
. BENDIX
. HANNI
CRONOGRAFOS
OMEGA OTR-2
. OMEGA OTR-o
. LONGINES
CRONOMETROS
GOLA V
ULLISSES NARDIN
. HEUER Hr-420
--
AQUISIÇOES
lO
02
03
05
39
59
03
13
39
02
02
03
01
05
11
Não se poderia deixar de destacar que as ultimas aquisições maciças de instrumentos deu-se em 1978/79. No periodo de 19801984, a-s quantidades foram minimas,~-restritas a três -níveis WILO N-3 (ZOOM) e
cinco pares de miras WILO GPL-3.
2.1 .5.3 - EQUIPAMENTOS
No quadro (XII) encontram-se resumidas as ne cessidades de aquisição de equipamentos de campanha e aqueles complementares
das operações técnicas.
Da mesma forma que se procedeu em re 1ação ao i ns
.46.
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trumental, as aquisições de equipamentos nao foram significativas, destacandose no perlodd 1980-1984 a aquisição de:
- 20 barracas sendo 4 (1 ,90 x 2,60m) e 16 (2,50 x 3,00m);
- 10 rãdios transceptores TELEFUNKEN;
- 08 moto-serras STHILL.
QUADRO (XII) - EQUIPAMENTOS DE GEODtSIA
(AQUISIÇAO)
T I P OS
.
.
.
.
.
.
•
Torre Metãlica Desmontãvel para 31 m
Torre Metãlica Desmontãvel para 12m
Cinto de Segurança para Oper.ação em Torre
Trava queda para operação em Torre
Colete luminescente _
Barraca (1,90 x 2,60m) ~
Barraca {2,50 x 3,00m)
Transceptor TELEFUNKEN modelo RTV-200
Transceptor TELEFUNKEN modelo RTH-183
Rãdio receptor de sinais horãrios
Reboque tanque d'ãgua
Farõl de sinalização
Mãquina de escrever manual
Mãquina-de calcular com bob~na de papel
Mira topográfica retrãtil ROSENHAIM --Balisa metãlica de 2m seções, rosqueãveis
Coturno tipo selva
QUANTIDADE
06
06
18
12
15
05
15
15
12
02
06
lO
15
20
lO
20
100 pares
INST. DO DLG/AM
E DO DLG/SC
12
12
18
12
10
lO
20
20
20
02
06
30
16
16
08
20
~-
20 pares
2.1 .5.4 - VETCULOS
Se a situação de instrumentos e equipamentos e_razoãvel,
o mesmo nao se pode dizer em -relação a viaturas. Por muito tempo
nao
.47.
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se procedeu a reposição do material rodante, o que vem prejudicando o deslocame_!!
to das equipes de campo e encarecendo sobremaneira os trabalhos com a manutenção.
No QUADRO (XIII) pode ser visualizada a situação
da frota de veiculas alocada ãs atividades geodésicas, merecendo destaque o nQ
mero de anos de rodagem dos veiculas pesados, como caminhões, e as adaptações
impostas a outros, como os FORO F-350 que tem como propulsor motores TOYOTA a
diesel, reflexo do aproveitamento de viaturas em lotes de alienação,procedidas
a partir de 1981 ·
No QUADRO (XIV) encontra-se a proposta para renov~
ção de frota de veiculas, em um prazo de três anos. Cabe destacar·a preocup~­
ção em se adaptar certas linhas de veiculas ãs caracteristicas do trabalho e a
revisão da filosofia de uso, com implicações metodolÕgicas.
2~2
- AREA DE CARTOGRAFIA
A ãrea encontram-se atribuidos os encargos relativos ã elabor~
çao e ao preparo para impressão de todo o espectro de documentos cartogrãficos
produzidos pelo IBGE.
Os produtos~-cartogrãficos encontram-se grupados segundo as -gra.!!_~­
des linhas previstas no Decreto-Lei n9 243, quanto .ao uso ou finalidade, em g~
rais, temãticos ou espec1a1s. Nos grandes titulas quanto ãs escalas - topogr~
ficas (1:25.000 a 1:250~000) e ~eogrãfica~ (menores qu~ 1:250.000).
A atuação da DGC na ãrea cartogrãfica e compartilhada comoutras
instituições, destacadamente com a Diretoria de Serviço Geogrãfico do. Minist~
rio do Exercito quanto aos documentos gerais em escalas topogrãficas; com oln~
tituto de Cartografia ~Aeronãutica -quanto aos documentos especiais de apoio a
navegação;~ com a Diretoria de Hidrografia e Navegação quanto aos-documentos
especiais e temãticos de interesse--e uso para_.o -navegante maritimo ou fluvial~-A elaboração de outros documentos cartogrãficos e compartilhada
com uma gama.bastante ampla de empresas privadas e outros Õrgãos do governo,
destacadamente os mapas murais do Brasil e das Unidades Federativas eos Atlas.
De competência exclusiva são-os Mapas Municipais par.a Fins Est~ _
tisticos, objetivo primeiro, sob o enfoque histõrico, da Superintendência-~ de
Cartografia.
Em todas as areas deatuação da SUCAR os produtos gerados aca.!:_
retaram a fama do IBGE quanto ã qualidade e estética da representação cartogr~
fica, que vem agora, ganhando reconhecimento internacional. Sem sombras dedu
vida, a documentação cartogrãfica produzida pelo IBGE encontra-se entre as de
melhor qualidade produzidas por paises em desenvolvimento ou desenvolvido.
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.48.
QUADRO (XIII) - DISTRIBUIÇAO ATUAL DE VETCULOS
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Uso OERAO
** Uso COCAR
••• Uso AAESE
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VE!CULOS
AQUISIÇAO
QUANTIDADE
........ ............. .
12
. Caminhão Mercedez Benz Modelo LA-1113, distincia en
tre eixo 4830mm, carroceria longa ......•........•.
14
. Caminhão Mercedez Benz 1IlS-com chassi longo e _carroceria comum ........•........•....••.............
02
. Caminhão Mercedez Benz 608-n
06
. Caminhonete Chevrolet-C-1000 Pick-Up
03
. Caminhonete Chevrolet-t-1000 Pick-Up dupla ....... .
05
··············~
06
.....................
10
. Jeeps Toyota Modelo OJSOLV -
_.
. Caminhonete Chevrolet C-10 Veraneio
. Jeep Ford com capota de Vinil
. Veiculo tipo Ford montado com carroceria tipo Trai1e r .............................................. .
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I
I
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I
I
I
.49.
As atividades cartogrãficas ao contrãrio das geodésicas, dese~
volvem- se em gabinete, ã exceção do apoio terrestre para as operações de m~
peamantoque recorrem ao método fotogrametrico. Tais atividades são desenvolvi
das pela SUDEG em estreita cooperação com a SUCAR, como não poderia deixar de
ser entre Superintendências subordinadas ã mesma direção.
2.2.1 - MAPEAMENTO SISTEMATICO EM ESCALAS TOPOGRAFICAS
Sob o titulo encontram-se as atividades voltadas para a geração de documentos de uso geral, nas escalas compreendidas entre 1:25.000 e
1:250.000.
As folhas das cartas em Escalas Topogrãficas são elaboradascom recurso aos métodos e procedimentos fotogrametricos, a partir de fotogra fias aéreas tomadas a partir de altitudes compativeis com as escalas dos documentos cartogrãficos.
- elaboradas por procesNa escala de 1 :250.000 as folhas sao
sos de compilação, nas areas em que se fazem necessãrias e que anteriormente f~
ram objeto rle mapeamentos em escalas maiores {1 :50.000 e 1: 100.000), ou por
procedimento fotogrametrico.
Nos ultimas anos a escala de 1:250.000 foi enfatizada-diante da possibilidade de se v-ir a ter todo o espaço territorial brasileiro,
a
topogrãfica, meta ate hoje atingidaapenas
curto prazo, mapeado nessa escala
na escala geogrãfica de 1:1.000.000. Por outro lado, a escala mostra-se como
a mais _favorãvel para a elaboração das bases dos diversos mapeamentos temeti -~
cos, facultados pela interpretação das imagens sensoriais obteniveis -a nivel
aero ou- espacial (satel ites)-: -Fato que em si e suficiente para justificar-:~=- os
esforços dispendidos na ampliação da ãrea-reservada ã escala.~·- O mapeamento em_escaJa -topogrãfica encontra-se • fortemente -condicionado ã disponibilidade de fotografias aéreas. Ate o ano de 1976-o IBGE
procedeu ao paroveitamento dos vôos realizados pela USAF no periodo-1964-1970,
a partir de então, passou a depender de convênios com o Ministedo da Aeronãutica e de contratos com as empresas privadas, sendo os volumes de serviços dependentes dos recursos orçamentãrios destinados-especificamente para essa fina
lidade.
A partir de 1979,- c·om o Programa de-Dinamização da Cartogr~
fia, os recursos fluíram diretamente para o Ministério da Aeronãutica e dotações especiais foram alocadas ao IBGE com vistas ã contratação de empresas pr1
vadas, contudo restam cerca de 1,5 milhões de quilômetros quadrados, na região
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I
.50.
amazon1ca, por fotografar. As condições climaticas reinantes na região têm di
ficultado a tomada das fotografias aeras.
Na figura (9) encontram-se representadas as areas cuja caber
tura fotogrametrica ficou a cargo do IBGE, no contexto do Programa de Dinamiz~
ção da Cartografia, da mesma forma em que se delimitou as ãreas por fotografa~
Destacam-se dentre o conjunto de atividades sob o titulo, a
aerotriangulação, o apoio terrestre e a restituição fotogrametrica. A primei
ra e a ultima desenvolvem-se exclusivamente sob a supervisão da SUCAR, com a
aplicação ae instrumental altamente sofisticado e de origem externa.
No momento, a Superintendência conta com uma configuração de
instrumentos plenamente satisfatoria, embora na aerotriangulação dos cinco ap~
relhos disponiveis, três apresentam-se com mais de vinte anos de uso. A ampll
ação dos encargos exigi rã a revisão da configuração atual, com a necessãria mo
dernização dos-instrumentos, principalmente dos registradores de coordenadas,
que deverão ser substituidos por equipamentos eletrõnicos de maior confiabilidade e rendimento.No conjunto de instrumentos-de--restituição, de um total --de
16, seis tambem encontram-se a mais de vinte_ anos em trabalho; o que exigirã a_--substituição gradual dos mesmos, em uma ampliação dos encargos.
A associação de dois instrumentos WILD A-10 equipados com me
sa automatica e registradores de coordenadas na aerotriangulação, e uma bateri
a de oito AVIOGRAFOS WILD B-8, permitira a duplicação da atual capacidade instalada em termos de produção.
No apoio terrestre, a sistemãtica utilizada-pela-SUDEG- pode
ser resumida no emprego do rastreio de satel ites e barometria ,--na regi~o amázô
nica, e o estabelecimento de poligonais e barometria, nas demais regiões do pa
is. A atual configuração do instrumental mostra-se satisfatoria- para-amanuten
ção dos niveis de produção, contudo, se for ampliada a demanda de serviços-,ter
-se-a que revê-la. O emprego dos sistemas de multiposicionamento GPS,-em num!rode seis equipamentos, podera garantir-a-duplicação dos niveis atuais ate o
limite da disponibilidade-dos satélites do sistema de navegação,da marinha americana.
2.2.1.1 -ESCALA DE 1:250.000
o IBGE lançou-se a esta escala na decada de quare~
ta, mais precisamente no ano de 1946, quando foi solicitado a mapear a area da
Bacia do Rio São Francisco, compreendida pelo estado da Bahia.
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.52.
At~
meados da d~cada cinqUenta, os trabalhos foram
desenvolvidos, sofrendo, em seguida ;- uma paralisação at~ 1972, data em que re
tomados, não mais sofreram descontinuidade acentuada, merecendo pioridade apa~
tir de 1978.
No quadro (XV) encontram-se lançados os quantitati
vos da produção anual nessa escala. Na figura (10) encontram-se assinaladas
as folhas elaboradas pelo IBGE.
QUADRO (XV) - ESCALA DE 1 :250.000
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1974
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15
2.2.1.2- ESCALA DE 1:100.000
O engajamento do IBGE nessa escala teve _lugar em
1960, quando foram estabelecidas as bases do programa, embora as pdmeiras -- f~
lhas elaboradas datem de 1962. No correr dos anos~ quantidade de folhas pr~­
duzidas tem oscilado em função das ãreas atribuidas- ao _IBGE para mapeamento em
escala topogrãfica.
At~ recentemente, a escala sõ era aplicada emãreas
ao norte do paralelo 20° Sul, em função do grau de ocupação e desenvolvimento.
Da mes ma fo rma que se encontrava na Região Amazõnica restrita as fronteiras in ternacionais e ãs vizinhanças das vias de comunica~ão.
A revisão, por parte da COCAR, -quanto ã demanda da
escala, veio exigir do IBGE um maior envolvimento nos ultimes anos, - em -detrimento do esforço que era aplicado na elaboração das folhas da carta de~ :50.000.
No QUADRO (XVI) fora m lançados os numeres represe~
tativos das produções anuais.
Na figura (11) encontram-se lançadas as folhas
produzidas e em trabalho pelo IBGE.
.53.
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CARTAS DO
BRAS~L
1: 250.000
Até 1979
De 1980 a 1984
FIG. 10 - MAPEAMENTO GERAL EM ESCALA TOPOGRAFICA
1 :250.000
.54.
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CARTAS DO BRASJL
1: 100.000
Até 1979
De 1980 a 1984
FIG. 11 - MAPEAMENTO GERAL EM ESCALA TOPOGRAFICA
1:100.000
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.55.
QUADRO (XVI) -ESCALA DE 1:100.000
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Folhas
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Folhas Re-ecitacas
1979 1 1980
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Folhas Jrr.p ressas
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Cabe notar que . ~m Decorrência
da revisão
- de - esc~la .
procedida pela COCAR, algumas ãreas mapeadas- anteriormente -em 1:250.000 sofre
ram transfonnação para a escala de -1:100.000, em- conseqüência disppe-se.., ..hoje, de 92 f o1has apofadas -e aerotri angul adas que serão gradual mente ~esti tu i das
e preparadas para a i mpressão. Tal ocorrência
garantirã a ocupação das unidades de restituição por cerca de 12 meses e um fluxo regular de documentos para
o Preparo -para Impressão.
.
2.2.1.3- ESCALA DE -1:50.000
A partir do ano _de 1963 o IBGE passou a - elaborar
as folhas da - carta Topogrãfica na escala de 1:50.000, concentrando esforços nos- - estados do Rio de Janeiro € São Paulo. Logo ao in1cio da- decada de setenta a
ãrea foi estendida ao territõrio de Minas Gerais ao sul do paralelo 200 Sul ,Pa
ranã e Santa Catarina. Ao in1cio da decada de setenta haviam sido_ elaboradas
133 folhas na escala.
A partir de 1983 passou-se a elaboração de folhas
na Região Nordeste, com . ~ ênfase ao litoral de Alagoas, em decorrência do con
vênia fi rmado com o Instituto de Pesquisas Espaciajs, Representa o primeiro e.!:
volvi mento do IBGE com documentos deste tipo fora das regiões Sul e Sudeste.
No QUADRO (XVII) fixou-se os quantitativos - anuais
de produção, sendo representada na figura (12) a ãrea mapeada e em trabalho p~
lo IBGE na escala.
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CARTAS DO BR AS!L
1: 50.000
•
Até 1979
De 1980 a 1984
FIG. 12 - MAPEAMENTO GERAL EM ESCALA TOPOGRAFICA
1 :50.000
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.57.
QUADRO {XVII) -ESCALA DE 1:50.000
IATE 1974:
Fo1~as
Aerotrianguladas
Folnas
Rest•t~~das
Folnas
lc~ressas
Fo~n~s Re-i~~ressas
Folhas Re-eéitadas
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427
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1975
1976
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1978
1979
1980
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9
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65
68
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12
20
22
12
56
72
25
28
30
03
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03
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198Z
07
1983
1984
7
2
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16
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09
17
04
Os traba 1hos nessa escala têm sido concent~ados nasareas mais desenvolvidas âo pais.
Destacãvel e o esforço que se vem desenvolvendo p~
ra manter atualizado o mapeamento. A partir de 1981-, algumas folhas mereceram
prioridade para re-impressão ou re-edição, considerando-se que a tiragem inici
al encontrava-se esgotada ou que o grau de desenvolvimento da ãrea mapeada ti
vesse introduzido profundas modificações na topografia. Dos projetos desenvo..!_
vidas nesse sentido, a atualização do mapeamento da Região Metropolitana deSão
Paulo, em convênio com a EMPLASA, sobressai-por sua importância- e_pela revisão
dos procedimentos e convenções que tiveram que ser-~daptadas diante dadensid~
de de dados- a--:serem representados. Nos anos de::"1983/84- completou-se o- conju~
to de 11 folhas desta ultima ãrea.
Para o exerci cio de 1985 encontram-se -~ programadas
13
folhas na aerotriangulação,
13 _ folhas f'la restitujção,c __ 17
fo~
lhas no preparo para impressão_e _ 07 folhas para impressão.
Os estados do Paranã e São Paulo dispõem de cober
tura aerofotogrãfica passive] de aproveitamento na escala, -contudo_a capacidade operacional do IBGL·encontra-se 1imitada diante do envolvimento em 1:100.000.
A curto prazo dever-se-ã buscar o envolvimento nessas areas.
l.l.1.4
~ESCALA
DE 1:25.000
O IBGE engajou-se nos trabalhos referentes ao map~
amento na escala de 1:25.000, pela primeira vez, em 1983, quando foram inicia
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.58.
dos os trabalhos de apoio terrestre e aerotriangulação de vinte e oito folhas
que cobrem parcialmente o Distrito Federal.
Na escala são trabalhadas as areas com forte ocup~
çao humana e regime de parcelamento da terra do tipo minifúndio.
O trabalho realizado no Distrito Federal em conve
nio com a Companhia do Desenvolvimento do Planalto Central-CODEPLAN, serviu p~
ra o estabelecimento da metodologia de trabalho e treinamento das equipes, ta~
to de campo, quanto de gabinete.
Para o ano de J985 prevê-se a conclusão de mais 15
folhas, em conjunto com as anteriores. Estuda-se a realização de trabalhos em
ãreas selecionadas do Estado de São Paulo, a partir de convênios com orgaos do
governo ~stadual.
QUADRO (XVIII) -ESCALA DE 1:25.000
AT[ 1982
-
Fo1has J\erotriangul adas
Folhas Restitui das
--
-
Folhas Impressas
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---
--- --1983
25
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1985 *
1984
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18
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28
-
- -
28
04
--
* Atê 31 -de janeiro.--, --
2.2.2 --MAPEAMENTO SISTEMÃTICO EM ESCALAS GEOGRAFICAS-=-"'-- O mapeamento em escalas geogrificas constitui o marco das a-~­
tividades cartogrificas no IBGE. Iniciado com a revisão da Carta do Brasil do
Milionêsimo, desdobrou-se, no correr dos anos, para o conjunto de folhas que c~
brem o espaço territorial brasileiro sob o titulo de Carta Internacional doMun
do ao milionêsimo ~- CIM; a partir de 1962.
·No conjunto enquadram-se os projetos da CIM e da -carta na es
cala de 1:500.000~ cujas_ folhas são elaboradas por processos de compilação, on
de a participação das imagens orbitais na atualização tem sido a t5nica na ul
tima decada.
2.2.2.1 -ESCALA DE 1:1.000.000
Iniciados os trabalhos de atualização das
folhas
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.59.
da Carta do Brasil ao milionésimo em 1938, com a coleta de documentos cartogrã
ficos que permitiram a compilação da coleção de quarenta e seis folhas neces
sãrias ã completa representação do pafs, teve-se a primeira folha publicada em
1947 (folha CORUMB~) e a Ultima em 1959, ocorrendo no ano de 1960 a divulgação
da obra na forma do ~lbum da Carta do Brasil ao Milionésimo.
Acoleção divulgada foi elaborada com base em
um conjunto de convençoes fixado em 1909. Ao longo da década de cinqüenta, o
Brasil, através do IBGE, se fez representar em diversas reuniões e conferências da ONU, com vistas a estabelecer um plano ~e folhas e convençoes cartogrãfi
cas que permitissem a representação do mundo em forma de uma carta, a Carta In
ternacional do Mundo ao Milionésimo.
Da participação dos têcnicos do IBGE consolidou-se
o projeto CIM, no capitulo correspondente ao Brasil, a partir de 1963, quando
foi iniciada- a e1aboração das--quarenta e seis f o1has da prime i r a edição, que
daria seqüênda a iniciada em 1938.
A concepção da CIM deixou assinalada a condição---i--deal de uma revisão decenal do conjunto de fo~has, buscando-se sempre uma nova
edição revista e melhorada. Po~ocasião do_sesquicentenãrto-da independência
do Brasil, em 1972, surgiu a 19 edição.
No periodo 1982/83
foi concluida a 29 edição,
apro..
.
veitando-se na compilação todo o mapeamento topogrãfico existente, as imagens
dos satélites LANDSAT e do Projeto RADAM,na atualização.
No momento, encontra-se em final de planejaQento
a 3é}. edição, que deverã estar concluida em -1992, sendo prevista a impressão das
primeiras -folhas para 1986/87-.:.:_No QUADRO (XIX) foram lançados os -valores da prod~
çao anual, em numero de folhas, ao longo-do periodo em anãlise~
QUADRO -{XIX)-_. ESCALA DE 1 :1.000.000-=cccc _---"
1982
1983
-~----
lATE 19741
1979
1975
Preparo de Bases
49
Preparo para Jnpressão
49
6
6
Impressão
49
6
6
11
6
10
10
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1980
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1981
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13
01
13
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11
11
1984
A atividade foi profundamente marcada pela sucessao de aposentadorias ocorridas a partir de 1979, diante da dependência de mão-
.60.
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_-de-obra especializada e experimentada em trabalhos de compilação~ No momento
encontra-se a SUCAR com efetivo em niveis minimos, para iniciar os trabalhos da
3g edição, começando a sobressair os novos valores técnicos.
Das atividades ate agora enumeradas e a que menos
exige instrumental especializado, embora demande grandes volumes de mão-de-obra
e material especifico para acabamento cartogrãfico.
2;2.2.2- ESCALA DE 1:500.000
O projeto foi iniciado na década de cinquenta, bu~
cando um detalhamento maior que o possibilitado pela escala ao mi~ionesimo.
Ao inicio da decada de sessenta haviam sido elaboradas 68 folhas cobrindo as regiões Sul, Sudeste e Nordeste, sendo a primeira
folha publicada a LAGOA MIRIM-NO, em 1945.
O projeto sempre conteve uma boa dose de polêmica
quanto a sua validade. Permitindo a representação de um volume maior de informaçoes que a CIM e meno~ que a elaborada na escala de 1:250.000, tem poucas aplicações como base cartogrãfica para o mapeamento temãtico ou especiaL
Abandonado o projeto a_partir ~e 1960,optou-se nos
últimos anos por mantê-lo nesta situação.- A curto prazo deverã sofrer uma avaliação quanto a
sua retomada, diante do interesse do Ministério da Aeronãutica em elaborar o
conjunto de folhas da Carta de Aeronavegação nessa escala.--Para o envolvimento da SUCAR no projeto, ter-se-ã
que rever os quantitativos de pessoal, na medida em que o volume de serviços de
compilação-tendem a crescer continuadamente.
2.2.3 --MAPAS- DO-BRASIL Et>AS UNIDADES DA: FEDERAÇAO
No ano de 1940, com o objetivo de chamar atençãoparao Recen
seamento Geral, foi elaborado o primeiro Mapa do Brasil pelo IBGE, na forma de.::cmural e na escala de 1:7.500.000. O resultado foi bem aceito e começaram a_sur --gir solicitações- de outros murais, tanto das representações do Brasil -_quanto
das unidades da federação, o que implicou no surgimento dessa atividade em carãter permanente na ãrea de cartografia.
2.2.3.1 -MAPA DO BRASIL 1:5.000.000
A experiência do mural de 1940 serviu para demonstrar a necessidade de um planejamento e a seriação das edições dos Mapas do Br~
sil.
A partir de 1946 consolidaram-se as preocupaçoes e
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.61.
escolhidaa escala de 1:5.000.000 corno a mais adequada diante da relação de 1/5
com as folhas da CIM. Em 1950 divulgou-se o primeiro mural fisico do Brasil,
seguido, em 1954, pelo politico-administrativo.
No QUADRO (XX) resumiu-se a sucessao de edições,
nas versoes fisica e politico-administrativa, cabendo destacar que a partir da
dêcada de sessenta as edições sucessivas serviram de base
para a elaboração
de
.
.
diversos mapas temãticos e especiais, que oportunamente merecerão as atenções
neste relatõrio.
A partir de 1968 surge uma versão do Mapa do Brasil
como mural para salas de aula, o escolar na escala de 1:5.000.000, cuja segun
da edição teve lugar em 1972.
QUADRO (XX) -MAPA DO BRASIL 1:5.000.000
TI PO
ANOS DE ED IÇAO -:-- .-
F1SICO
1950 1965
1974 1978
POLITICO ...
1954 1964
1968 1973
ESCOLAR
1968 1972
---
---
---
-
-
---
1977
1980
---
---
A partir da edição de 1980~ reirnpressa em 1983 e
1984, decidiu-se aguardar a conclusão da 21 edição da CIM para-se compilar uma
nova base para os mapas· murais, reflexo da atualização dos mapeamentos em-esca
las topogrãficas e o mais correta possivel.
Para 1985 encontra-se prevista a impressão da 31 e
dição do escolar, com a nova base, e programou-se o inicio dos trabalhos decom
pilação das versões politico-administr~tiva e fisica.
Estuda-se a sistematização das edições dos· mapas
nesta escala, que em principio deverão-ocorrer nos-anos zero (coincidentes com
os recenseamentos gerais). para os politicos-administrativos, nos anos cinco a
versão escolar e nos anos sete o fisico.
2.2.3.2- MAPA DO BRASIL 1:2.500.000
No ano de 1969 apareceu a primeira edição do Mapa
do Brasil na escala de 1:2.500.000, em forma mural e composto em quatro folhas.
A segunda edição teve lugar em 1973 e a terceira em
1982.
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I
.62.
Com a atualização das folhas da CIM, preve-se uma
nova edição para o ano de 1988, na versão politico-administrativa.
Não houve ate o momento a preocupação em se sist~
matizar as edições nessa escala, diante da consideração de que um mapa mural
com as dimensões do 1:2.500.000 encontra pouca demanda. Prevê-se edições ã m~
dida em que se acentuar a ocupação do territõrio e a ampliação da malha rodovi
ãria. Em principio, uma edição a cada dez anos mostra-se suficiente.
2.2.3.3 - MAPAS DAS UNIDADES DA FEDERAÇAO
No ano de 1951 surgiu o primeiro mapa estadual edi
tado pelo IBGE, do Estado da PARA1BA, na escala de 1:500.000. A partir de en
tão, sucederam-se as edições, normalmente surgidas de convênios com organismos
estaduais.
Nos ultimas anos foram editados os mapas estaduais
do Amapã, Roraima, Rondônia, Acre, Maranhão, Mato Grosso e Mato-Grosso do Sul.
Para 1985, encontram-se previstos o da Bahia e o do nistrito Federal, alem do
inicio da compilação do de Goiãs.
QUADRO (XXI) - MAPAS DAS .UNIDADES DA FEDERACAO
ANOS DE ED IÇAO-~
UF
1961
1965
1961
1966 ---
------ ---
Amazonas
1961
1966 ---
---.
---
Roraima
1970
--- ---
---
---
Acre
1961
1970
1982 ---
---
Rondônia
1961
1919
1982
------ ---
Mato Grosso
1963
1983
---
---
---
Mato Grosso do Sul
1983
---
---
---
---
Goiãs
1961
1962 1969
1978
Distrito Federal
1969
---
Maranhão
1962
1983
-------
Amapã
Parã
-
1974 1981
-----
-----
(continua}
I
I
I
lI
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
.63.
(continuação)
UF
-
ANOS-DE EDIÇAO
Piaui
1960
1967
1970
---
---
Cearã
1967
1969
---
---
---
Rio Grande do Norte
1958 1957
---
---
---
Paraiba
1951
1970
---
---
Pernambuco
1957
1969
---
-----
Alagoas_
1962
---
---
---
---
Sergipe
1961
1964
1974 ---
Bahia
1953
1966
Espirito Santo
1954
1967
Minas Gerais
1965
1967
----- --1974 ---
---------
Ri o de Janei ró _
1958 1961
São Paulo
1974
--
Paranã
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
-----
1974
---
-::1965 - 1967 1975
-----
---
--- ----- ----- ---
1963
1966
1974 1977
-------
---
2.2.3.4 - MAPAS REGIONAIS---No ano de 1971 o IBGE -publicou o primeiro-illapa re
gional~ o da Bac-ia Amazõnica,-na escala de 1:1.500.-ooo, em ~uas-folhas.
Em 1982, foi publicado o mapa da Região---Nordeste,
na escala de 1.:2.500.000, em convênio com o Banco do Nordeste. c Em 1984 surgiu
nova edição, desdobrada em duas tiragens, lJma com o selo comemorativo cdos --2.5
anos da SUDENE, adquirida por aquele organismo
regional
e outra _para di~
tribuição pelo IBGE.
Encontra-se planejado o mapa da região Centro-Oeste com o inicio dos trabalhos de compilação programados para 1985.
O projeto não se encontra sistematizado, atendendo
o IBGE ã solicitações fonnuladas por outros organismos governamentais.
2.2.4 - MAPEAMENTO TEMATICO E ESPECIAL
Sob o titulo grupou-se os projetos de mapeamento que objetl
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
.64.
vam a representação de um fenômeno ou de grupamento de i nfonnações destinadas a
usuãrios específicos.
Nos dias atuais o mapeamento temãtico ganha relevo, na medi
da em que sintetiza na representação cartogrãfica o conhecimento sobre o meio
ambiente, em seus aspectos fenomenolÕgicos, como a geologia, o uso da terra, a
distribuição da população, dentre outros temas relevantes para se planejar o
desenvolvimento nacional.
Os unicos projetos sistematizados são os das Cartas Aeronãuticas Mundial e de Pilotagem, desenrolados em convênio com o Ministêrio da Ae
ronãutica. No mais, a produção ê constituída por uma miscelãnea de documentos
nas mais diversas escalas e temas.
l.l.4.1 -MAPAS MURAIS TEMÃTICOS E ESPECIAIS
O primeiro mapa mural temãtico editado pelo IBGE
surgiu em 1954, o Mapa Geolõgico do Espiritb Santo,-elaborado na- escala de
1:400.000.
A partir_de então, espQradicamente, foram surgindo
documentos temãticos, como segue:
-1958 - Plano rodoviãrio do Estado-do Ri<> Grande do_ Sul---(1:2.000.000);
-1968 - Mapa .GeomorfolÕgico- do Brasil (1 :5.000.000); -1969/71 - 03 folhas da Carta de Distribuição -.da População, __
c_ _ _-_
ao mil ionêsimo,- correspondente aos estados do ~J>a ranã, Santa Catarina-e Rio Grande do-Sul;-1970 - Mapa da Vegetação do Brasil {1 :5.000.000)_; c=-1971 - Mapa de Distribuição da Temperatura no_-fkasil _
(1:5.000.000);
- 1972 - Mapa do Uso da Terra do Estado do Rio Grande do Sul
em 2 folhas -(1:750.000); --1974 - Mapa Rodoviãrio do -Brasil (1~5.000.000)-;
-1974 - Mapa Rodoviãrio doBrasil (L:2.500~{)00);
- 197 4 - Mapa Geo 1Õgi co do Estado de- São Paulo ( 1:: 1. 000.000);
-1975 - Mapa da Região Metropolitana do Rio de Janeiro
(1:200.000);
-1977 - Mapa Geolõgico do Estado âo Rio de- Janeiro
(1:400.000);
-1977- Mapa Rodoviãrio do Rio de Janeiro (1:400.000); ·
~--
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I
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I
I
I
I
I
I
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I
I
I
.65.
-1979- Mapa Rodoviãrio da Bacia do São Francisco, em duas
partes, na escala de 1:1.000.000.
2.2.4.2
~
CARTA AERONÃUTICA MUNDIAL
A partir de 1975 o IBGE, em convênio com o Ministê
rio da Aeronãutica, passou a elaborar as folhas da Carta Aeronãutica Mundial,
na escala de 1:1.000.000, obedecendo ao corte de folhas e convenções preconiza
das pela ICAO. No ano de 1978 foi entregue o conjunto de 46 folhas que recobrem o espaç~ territorial brasileiro, constituindo a 1~ edição da Carta,em que
as primeiras folhas foram impressas em 1976.
O envolvimento do IBGE no projeto exigiu o treina
menta de equipes especialmente alocadas e que muito contribuíram para o aprim~
ramento das técnicas de compilação.
No ano de 1984 o projeto foiretomado na_busca _da_
2g edição de algumas f-alhas que se encontram esgotadas~ Para 1985 prevê-se a
impressão da folha São Paulo e a compilação_das folhas Rio da Prata,- Brasil ia
e Porto Alegre •.
No QUADRO (XXII} encontra-se a evoluçãodo projeto,
segundo as atividades de Preparo de Bases (compilação), Preparo para Impressão
e Impressão.
QUADRO (XXII}·-'- CARTA AERONAUTICA KJNDIAL:
· - - - · - - - - - - - - ------·-··
-----·--·-------.--,~----r-
AT!VIUJ\!lE
Pn:~arc
.
1~73
de Bases
1974 . 1975
9
· 1976
; 1977
6
31
Preparo p.ar4 Impressão; --
9
6
!:·:~r~ssão
9
6
i
~-
-c
-·-
.-,--1---.-~-.----,--.,.--
1978
1979
31
1
31
* 2g edição- --Para a 2g edição o Preparo para Impressão vem sen
do realizado pelo Ministério da Aeronãutica,diante da impossibilidade do IBGE
arcar com os encargos, em função
da mão-de-obra
disponivel. Reconhece-se a ne
cessidade de acelerar os trabalhos da 2g edição, para o que ter-se-ã que ampli
ar o quadro de pessoal da SUCAR.
2.2.4~3 - CARTA AERONÃUIICA DE PILOTAGEM
No ano de 1980 foram iniciados os trabalhos para a
I
I
I
I
I
I
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I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
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.66.
elaboração da Carta Aer(,.·:?\utica de Pilotagem, na escala de 1:2.50.000, em conve
nio com o Ministério da A~ronãutica, com um compromisso de 19 folhas por ano.
No QUADRO (XXIII) encontram-se os quantitativos a
nuais de produção e na figura (13) as folhas publicadase em trabalho.
QUADRO (XXIII) - CARTA AERONAUTICA DE PILOTAGEM
ATIVIDADE
1980
'1981
Preparo de Bases
19
19
19
Preparo para Impressão
-
19
Impressão
-
19
1983
1982
-
-
1984
19
19
19
19
19
14
5
38
O projeto diante de sua importância para a defesa
aerea do territõrio brasileiro necessita ser acelerado, pal"a o que se far-á -ne
cessãria a ampliação do quadro de pessoal da SUCAR, tanto ·para a Compilação qua.!!_
to para o Preparo de Bases.
As atividades programadas para--1985-envolvem a com
pilação de 19 folhas e o Preparo para Impressão de outro tanto, estando a real ização comprometidacom o fornecimento de todo o material cartogrãfico necessãrio por parte do Ministério--da- Aeronãuti-ca.
2.2..5 - ATLAS
Sob o titulo encontram-se -gr.upadas as atividades cque~se vo..!_tam para a expressão cartogrãfica dos-estudos-e anãlises geogrãfi~as,relativas­
aos ambientes natural e cultural modificados ou criados pelo homem, sintetizadas na forma de ATLAS.
As atividades tiveram com partida a-elaboração-do ATLAS-GEOGRÃFICO ESCOLAR, em convênio com o Ministério da Educação e Cultura, publicado
em 1956, como uma das primeiras obras dada a-divulgação pela Campanha Nacional
de Materia1 de Ensino, que, hoje, deu origem ã Fundação de Amparo ao Estudante. _
Ao longo dos anos surgiram diversas publicações na forma de
Atlas cobrindo todos os aspectos da vida nacional, possiveis de expressão ca!
togrãfica, sendo destacãvel o Atlas Nacional do Brasil, Atlas das Unidades da
Federação, Atlas de Ãreas Especiais, dentre outros que serão abordados
neste
item.
.67.
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I·
ND22
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I
I
I
CARTAS DO BRASIL
1: 250.000 -
(CAP)
De 1981 a 1984
FIG. 13 - MAPEAMENTO ESPECIAL EM ESCALA TOPOGRAFICA
CAP - 1 :250.000
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.68.
Os trabalhos sempre demonstraram o perfeito entrosamento entre
as ãreas-de Geografia e Cartografia, atribuindo-se ã primeira a responsabilid~
de pelo tratamento geogrãfico dos temas constantes dos Atlas e ã segunda a el~
boração cartogrãfica. Algumas dificuldades são antevistas com relação as ati
vidades, decorrentes da re-estruturação conduzida em 1984, em que não ficaram
explicitadas as competências tradicionais das ãreas, cabendo a emissão, porpa!
te da Presidência do IBGE, de uma resolução em que fiquem definidas as atribui
ções e o relacionamento entre a Diretoria de Geodêsia e Cartografia-DGCe a_Dire~
ria de Agropecuãria, Geografia e Recursos Naturais-DAG. Ultimam-se os estudos
referentes a elaboração da minuta do documento, atendendo-se as conveniências
funcionais e a dinamização no preparo de Atlas.
2.2.5.1 -ATLAS GEOGRAFICO ESCOLAR
Como acima referenciado, o primeiro Atlas elaborado pelo IBGE foi o ATLAS GEOGRÃFICO ESCOLAR, em 1956. A partir de então suces-sivas edições foram preparadas buscando-se atender ao ~nsino de primeiro e- se
gundo graus.
No ano de 1980 atingiu-se a 99--ediçao, caracteriz!
da com o ,t-l'tulo de ATLAS GEOGAAFICO.-- A novidade não se restringe ao titulo, a
obra decorreu de uma nova elaboração e revisão em todos os seus-aspectos- di
dãtico, pedagõgico, grãfico, metodolõgico e cartogrãfico.
Destaque-se que a elaboração geogrãfica e cartogrã
fica ~a Gltima edição-foi conduzida pela extinta Divisão de Atlas da Diretoria
Tecnica, com o concurso da SUCAR nas atividades-~e laboratõrio foto-cartogrãfi -co e preparo dos fotolitos para a impressão.
No momento n~o se encontram previ-stos trabalhosvo_ttados para uma nova edição do Atlas Geogrãfico, o que deverã-ocorrer mediantesolicitação do Ministério da Educação e Cultura.
2.2.5.2._- ATLAS DO BRASit:-~~Sob o titulo, em 1959, o IBGE trou~e ã -comunidade~
brasileira uma-=.obra dividida em três partes. A primeira, de-carãter regional,
constituida por mapas e seus respectivos comentãrios do qua~ro natural e cult~
ral. A segunda parte constituida por mapas gerais do Brasil; que integram os
aspectos regionais abordados na primeira parte. A terceira, constituida por
uma coleção de mapas dos estados e territõrios, complementa as duas anteriores.
O Atlas do Brasil constituiu, de certa forma, uma
pequena Geografia do Brasil, representando o que de mais atualizado existia, ã
ocasião, no IBGE, como sintese da anãlise geogrãfica do pais.
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.69.
Com o sucesso daquele atlas, que em pouco mais de
três meses teve os 10 mil exemplares da tiragem esgotados, foi .lançada uma ver
são em formato livro-de-bolso,nomesmo ano de 1959.Cabe esclarecer que esta edição
não substituiu a anterior, apenas serviu para divulgar de forma mais ampla, no
alcance publico, e resumida, a visão geogrâfica do pais.
Os trabalhos ficaram restritos a 1ª edição e nao
mais foram retomados com o enfoque adotado na decada de cinqüenta.
Em 1966 foi publicado o ATLAS NACIONAL DO BRASIL,
em folhas soltas, colecionãveis em uma capa divulgada com as primeiras pranchas
publicadas.
A concepçao do Atlas Nacional do Brasil enquadrase nas recomendações
da União
Geogrâfica Internacional, adequadas ao caso bra
.
.
sileiro. Foram publicadas cerca de 50 folhas ate o ano de 1970, grupadas em
duas partes, Brasil Geral e Brasil Regional. A elaboração do Atlas, resultou de~
uma ampla· conjugação de esforços e refletiu o estâgio do conhecimento geogrâfi
co sobre o pa1s ou uma etapa de sua evolução.
Para o ano de -1985 a-programação dos-trabalhos da_
DGC previu a conclusão do planejamento de uma nova edição e a compilaç~o da ba
se cartogrâfica nas diferentes escalas que ir~o compor o ATLAS NACIONAL DO B~
SIL em sua segunda edição.
A continuidade e o sucesso do empreendimento-~fic~
rao garantidos quando da articulação dos entendimentos entre a DGC e a DAG,co~
substanciaQos na forma de uma resolução que regularã a fluição dos trabalhos en
tre as ãreas.
2.2.5.3 - ATLAS DAS UNIDADES DA FEDERAÇJi;O-c
Em 1966 surgiu o ATLAS DO TERRITORIO FEDERAL DO AMAPA, primeiro da derie dos Atlas das Unidades da Federação, ã epoca imaginada
como uma forma de divulgação dos conhecimentos geogrâficos -e voltadas para o
atendimento dos estudiosos interessados~nos aspectos naturais e sõcio-econõmicos no âmbito das unidades.Em 1968, por ocasião da 19 Conferência Sobre Geografia e Estatistica-CONFEGE, surgiu uma coleção de normas gerais e especific~
çoes bâsicas para a elaboração de Atlas das Unidades da Federação.
Compreende mapas, textos interpretativos e sinte---ses dos fatos geogrâficos naturais e culturais, sua localização, distribuiçao, fatores determinantes e tendências de sua evolução no espaço territorial.
Constitui a· partir dos textos, mapas e cartogramas, não apenas uma obra didãti
.70.
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ca mas em uma coletânea de informações sobre o territõrio, bãsicas para os planejadores responsãveis pelos programas de desenvolvimento regional.
No QUADRO (XXIV) encontram-se lançados os anos de p~
blicação dos Atl~s, sendo d~ relevo a edição de dois no perlodo abrangido por
este relatõrio.
QUADRO (XXIV) - ATLAS DAS UNIDADES DA FEDERAÇAO
UF
ANO DA PUBLICAÇAO
T. F. do Amapã
1966
T. F. de Rondônia
1975
T. F. de Roraima
1981
Maranhão
1984
2.2.5.4 - ATLAS REGIONAIS
O primeiro Atlas Regional foi publicado em 1985, sob
a denominação de ATLAS DA REGIAO NOROESTE.
As normas gerais e especificações bãsicas para
os
Atlas Regionais foram dadas ã divulgação na l~ CONFEGE em 1968.
O Atlas da Região Nordeste- foi contratado p:ela SUDENE
em 1977, contudo os trabalhos somente foram iniciados -em 1982 -pela extinta OIATA
e concluldo em 1984 pela SUCAR, cumprindo o novo prazo-fixado pelo Termo Aditivo ao compromisso original de 1977.
No momento não se encontram -previstos- outros __ -Atlas _
Regi ona ts~
2.2.5.5 - ATLAS ESPECIAISSob o titulo coleciona-se a publicação de mapas
e
cartogramas referentes a uma ãrea especial ou em atendimento a um projeto espe~
cifico do governo federal.
O primeiro Atlas Especial foi publicado em 1960, sob
o tltulo de ATLAS DE RELAÇOES INTERNACIONAIS~ Em-1981, foi elaborado o ATLAS DO
GRANDE CARAJAS, composto de 18 pranchas temãticas na escala de 1 :2;500.000 e re
presentativas da sintese do quadro natural, populacional e do uso da terra, acom
panhadas por textos elucidativos dos aspectos cartografados. Uma segunda obra
publicada no mesmo ano, corresponde ao Atlas do IPEA, composto de 18 pranchas t~
mãticas.
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.71.
No ano de 1983 foi elaborado o ATLAS DO ZONEAMENTO
PEDOCLIMATICO DO PROGRAMA GRANDE CARAJAS~- composto de 18 pranchas- temãticas
reprGsentativas do potencial do-uso do solo, segundo diversas categorias de
produtos agropecuãrios, estrutura do parcelamento e uso da terra.
- foram programados Atlas Es
Para o ano de 1985 nao
peciais.
2.2.6 - MAPEAMENTO PARA FINS ESTATISTICOS
Os documentos cartogrãficos são necessãrios em todas as etapas de um censo ou pesquisa estatistica. São necessãrios para o pl~
nejamento, para a compilação de dados -e para-a representação e anãlise dos
resultados. Em conseq~ência, os programas cartogrãficos de apoio aos levanta
mentes estatisticos, representam grandes inversões em trabalho, tempo e recursos financeiros, face ao que surge o questionamento do grau de importân cia dos mapas para tal finalidade.
A resposta, em sua forma mais geral, pode ser colo~
cada diante do objetivo de um-censo ou qualquer outro levantamento estatistLco - proporcionar dados exatos, oportunos e fiteis- em que os documentos car
togrãficos--são recursos que auxiliam a colimação deste triplo objetivo.
Especificamente, documentos cartogrãficos de boa qua
1idade são requeridos nas diversas etapas de um censo pelas seguintes razões:-a) Planejamento das Operações - documentos cartogrã
ficas razoavelmente atua1izados_permitem a deli- mitação das ãreas de atuação das diversas unidades de campo, a estima de tempo e custo dos- des
1ocamentos, o es tabe 1ecime-nto de esc ri tõri os tem
porãrios-para- centralização local e coordenação·
dos traba 1hos;- a -\:lefi nição --dos~Õdigos ..geogrãficos para que as ãreas delimitadas-possam-ser-com
binadas e a identificação_de desmembramentos p~
ra pesquisas por amostragem;
b) Compi 1ação- dos dados - documentos -eartogrãficos;- em escalas adequadas e representandofeições no
tãveis do quadro natural e obras do homem, gara!
tem o recobrimento completo da ãrea de trabalho,
sem omjssões ou duplicações, garantindo os melh~
res caminhos a serem adotados na penetração dos
diversos setores e, no interior dos mesmos, permitindo medir distâncias, localização de de-
.72.
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terminado setor ou facilitando a identificação de uma
unidade domiciliar especifica, quando necessãrio o retorno ã mesma; alem de servir como meio auxiliar para
o acompanhamento do progresso dos trabalhos;
c) Representação e Anãlise dos Resultados - os documentos
cartogrãficos se mostram bastante eficientes para o e~
tabelecimento das correlações entre dados coligidos e
uma determinada ãrea geogrãfica a que se atribuem alg~
mas estatisticas, facilitando a compreensão das estatisticas e assegurando ao publico maior uso dos dados
1evantados.
Sem os documentos cartogrãficos corre-se o risco de dupli
car ou omitir ãreas recobertas por um levantamento estatistico, o que daria lugar a resultados inexatos e a decisão equivocadas por parte daqueles a que se
atribuem a formulação de planejamentos e dos usuãrios dos dados. Os retornos a
campo para corrigir deficiênciascno recobrimento de'ãreas podem comprometer- os
resultados do levantamento estãtistico; ate o ponto de, com atrasos, limitar se
veramente sua fi na 1i da de. -- Sem duvida, muitos-dos pontos anteriores mereceram a con
sideração dos legisladores-de 1938, quando do--estabelecimento das bases e~~pre­
missas para a realização do cendo de 1940 calcado em documentos cartogrãficos
elaborados a nivel municipal~-~
A despeito do~enso de 1940 ter sido o primeiro~ calcado
em uma malha administrativa ao nivel municipal e distrital~ a documentação-car- -~­
togrãfica que serviu de suporte, gerada~a.partir dos mapas municipais exigidospelo Decreto-lei nQ 311; de~l938, longe estava-de-apresentar---qualidade suficien
te para servir de~suporte aos levantamentos estatisticos;·sem reparos~
Para os Recenseamentos Gerais de-1950-e 1960, a despeito
da evolução ~no~conhecimento cartogrãfico 110 espaço territorial ~brasileir--o, -os
Mapas Municipais Censitãrios-MMC, então elaboraâos, não se apresentaram com~qu~
lidade muito melhor que os utilizados em quarenta.-~
A evolução do mapeamento em escala -topogrãfica, no correr
da década de sessenta nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, alem da tomada de fo
tografias aéreas, que possibilitaram a elaboração de mosaicos não controlados ,
·,deram permitir a elaboração de melhores Mapas Municipais Censitãrios-MMC para
o cendo de 70, contudo inúmeras distorções se mantinham, não sõ nas regiões Ce~
tro-Oeste e Norte, não contempladas com a evolução do mapeamento, mas
também
nas demais.
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.73.
Neste ponto torna-se conveniente discorrer a respeito da me
todologia então adotada na elaboração dos MMC.
Três anos antes da realização de cada censo, a unidade carta
grãfica do IBGE procedia a revisão da documentação disponivel, identificando os
municipios passiveis de sofr~rem o redesenho do MMC correspondente, ao mesmo
tempo que preparava a documentação correspondente ao desmembramento das areas
municipais, quando da criação de novas unidades.
A documentação assim separada era submetida ã criticá da uni
dade cartogrãfica da ãrea estatistica~ ouvida as delegacias. A documentação en
riquecida era então devolvida para a ãrea cartogrãfica.
Quando da existência de mosaicos não controlados, compostos
a partir de aerofotografias, procedia-se a leitura dos mesmos, ressaltando -se
a traços os elementos naturais e culturais relevantes para o MMC, sendo então
submetido ã-critica e retornando.Cerca de um ano a-seis meses da data prevista para a ida a campo
do MMC,com vista ao estabelecimento dos setores censitãrios, contratava-se per
to de um milhar de desenhistas, estranhos aos ~uadros do IBGE e remunerados a
base de serviços prestados, que procediam ao desenhado original do MMC. O tra
bal ho era -então supervisionado e aprovado por .fundonãrios da unidade cartogrã _
fica da ãrea estatistica, portanto dos quadros do IBGE, especialmente design~
dos para a tarefa e recebendo remuneração a titulo de gratificação especial.
Os desenhos finais eram copiados heliograficamente~-assinalados os limites dossetores censitãrios e recortados_ para serem colados ãs cadernetas dos recense~--~-­
dores.
Para o censo de -c1980:- a -S istemãti ca_foi 1i gei ramente~alterada,
o que se fazia possivel_diante do avanço do mapeamento_em~scala topogrãfica e
da existênc~a das folhas planimêtricas na escala de 1:250.000 e1aboradas- pelo
PROJETO RADAM na ãrea da Amazônia_Legal e gr_ande parte da Região Nordeste.
Ao mesmo tempo alterou-se-a concepção dos mapas municipais,
que deixaram de ser-elaborados apenas para o atendimento dos-censos, suas- -ca
racteristicas foram alteradas para atender a todas as pesquisas-=-estatisticas,-- _recebendo a -denominação de .Mapas Municipais-para Fins Estatisticos-MME.
A Superintendência de Cartografia, a partir de 1978,passou a
realizar a substituição total das bases para a elaboração dos MME, partindo da
montagem das folhas topogrãficas, editadas pelos diferentes ôrgãos do Sistema
Cartogrãfico Nacional, e das folhas planimêtricas do RADAM.
Cada municipio passou a ser delimitado sobre essa montagem,
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.74.
as duvidas surgidas nos perimetros e no interior dos territõrios municipais fo
r~m assinaladas no verso, sendo o conjunto encaminhado ã unidade cartogrãfica
da coleta estatistica para critica junto ãs delegacias.
A documentação assim montada foi enriquecida e deu origem aos
MME para o Censo 80, com o desenho original realizado da-mesma forma que nos
censos anteriores, por prestação de serviços.
Como fruto do trabalho de preparação para o Censo 80, surgiu
a Divisão de Mapas Municipais, subordinada ã estrutura da Superintendência de
Car-tografia, em ~979, e com atribuições-para elaborar e manter atualizados os
Mapas Municipais para Fins E~tatisticos.
A unidade foi criada mas não mereceu as atenções necessãrias,
diante da não alocação de recursos humanosemateriais para os trabalhos. Situ
açao que persistiu atê meados de 1980.
Cabe destacar que esta foi-a primeira tentativa, em quarenta
anos de atividade, de se configurar na estrutura da_ Superintendência de Carta ...
grafia uma unidade voltada para D mapeamento com fins estatisticos.
Por outro lado, a: existência de uma unidade car.togrãfica ju_!!
to a coleta est~tistica,.na então Diretoria Têcnica,no DECME, -não permitiu ao
longo dos anos-que os trabalhos se desenvolvessem sem o surgimento de--conflitos que muito atrapalharam a ordenação dos trabalhos, podendo-se identificar,
inclusive, a duplicidade ne esforços.
Encerra·da a elaboração dos MME .para o .Censo 80, com a poste rios ida a campo apoiando a coleta, motivou a SUCAR a solicitarâo DECMEa re
messa de toda a documentação original de 80 para que-'-a- DIMAM pudesse cumprir---=.- ã manutenção e--atualização
dos MME. Por dois anos
suas atribuições-r-eferentes
.
.
as sol i citações --foram exaustivamente reiteradas -sem alcançar solução favorãvel. Com a entrada em pauta do-.Censo 85, cuja-base operacional.,re
presentada pelos MME, deveria ser iniciada ao final de 1982, ~uscou aDGC, mais
uma vez; entendimentos ·com -ã DT p~ra.: o· repasse da documentação de 80, o q·ue ~
final foi ajustado para-1983, obedecendo-se a um cronograma balisado em. nove_!!!-~
bro de 1984 para·-têrmino da elaboração dos MME·;·cujos trabalhos-serão descritos no ttem que se segue, o de cõdigo 2.2.6.1.
Com a reestruturação das diretorias do IBGE, a unidade carta
grãfica- junto a estatistica passou a denominação de-Departamento de Bases Op!
racionais Geogrãficas~DEBOG, diretamente subordinado ao gabinete da DPS.
Por outro lado, na estrutura da SUCAR, foi consilidada a Di
visão de Mapas Municipais para Fins Estatisticos - DIMAF, com atribuições am-
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.75.
pliadas a toda gama de trabalhos cartogrificos referentes a municlpios.
De 1979 a 1983, a antiga DIMAM funcionou com uma media de 10
funcionirios, quase todos desviados do Programa de Dinamização da Cartografia
para atender aos trabalhos da irea. Ao final de 1983 a unidade foi reforçada
com um contingente de Auxiliares Técnico-Administrativos Censitãrios, num to
tal de 18, transferidos da antiga~T. No momento a atividade~onta com o con
curso_de 30 funcionãrios, sendo a metade em fase de adestramento.
Sem sombra de duvidas, estas atividades merecem as maiores
preocupações quanto a -eontratação.!le Auxiliares Tecnico Administrativos, sendo_
desejãvel um contingente adicional de 30 funcionãrios, ou seja, se faz necessa
rio duplicar o contingente atual, pelas razoes que ficarão sobejamente expo~
tas nas considerações a seguir.
2.2.6.1 -_f-lAPAS MUNICIPAIS PARA FINS ESTATISTICOS (MME)
Como ficou demonstrado na exposição anterior, a ge
ração desses produtos teve inicio em 1979raproveitando..:se amontagem das _fo.;;
lhas topogrãficas criticadas pela rede de-coleta. A preocupação in-icial focou
-se no desenho_dos MML::dos municipios recem-cri_ados ou da_quelesque- ----passaram~==--_,_­
a apresentar documentação-cartográfica mais atualizada_e de melhor .qualidade.
No QUADRO (XXV) retratou-se a evolução dos quantitativos de produção de MME no periodo em-questão neste relatõrio.
QUADRO {XXV) --MAPAS MUNICIPAIS PARAFINS ESTATfSTICOS
1980
1981
1982
1983
-1984·
Preparação-- ·
107
116
88
-147
262
Desenho Final
107
116
88
147
262
.
-
Realce merece a conclusão no_ mês de fevereiro do
corrente,dos MME necessãrios .. ao atendimento do CENSO 85, pela primeira ·vez,-to
da a -base opera ci ona 1 do Censo prescindiu da contratação de prestadores de ser _
viço, conseqüentemente, os trabalhos foram desenvolvidos sem acréscimo de cus
tos ã folha de pagamento normal do IBGE.
Neste ponto pode ser indagado.se os MME agora est~o i sentas das distorç~es que caracterizaram os MMC, infelizmente a resposta ~
inda e negativa. Algumas ãreas carecem de mapeamento em escala topogrãfica,
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.76.
portanto os MME que as cobrem contêm distorções oriundas dos mapeamentos prec!
rios de que são compilados. Por outro lado,a criação de municipios e distritos
nem sempre estã respaldada em documentação cartogrãfica de boa qualidade, con
seqüentemente se torna impraticãvel o fechamento do perimetro municipal com se
gurança.
No momento, apos cinco anos de experiências, acertos e desacertos, concluiu-se que a metodologia adotada apresenta falhas que,
na maioria das vezes, sao responsãveis pelas incorreções apontadas nos MME pela rede ~e coleta.
Com a reestrututação da DIMAF, posta em atuação a
partir de 01.01.85, e o remanejamento das chefias, seguida de uma pesquisa de
organização e métodos, ficou demonstrada que uma nova metodologia calcada nos
pontos abaixo discutidos, poderã vir a facilitar a elaboração dos MME para o
censo de 1990, a ser iniciada em janeiro de 1986, no majs ta~dar,sem o concurso de contingentes excessivos de prestadores de serviços eal tos custos adicionais.
São pontos bãsicos no estabelecimento-da nova meto
dologia:_ (a)- lançamento-de toda.a malha municipal, a partir da interpretação de 1eis, sobre as --f o1has topogrãficas ex i~
tentes, criando-se uma fonte unica de referência para
o traçado dos limites municipais; __
(b) - centraljzação.de toda a documentação legal referente a
1indeiras municipais e de ãreas especiais {reservas i!!_ digenas ,-reservas biolÕgicas, reservas ecolÕgicas,_- r-e
servas florestais-etc.), de preferência-em veiculos;com-~~ ._ pativeis com b tratamento computacional; _
(c) - levantamento de todas as duvidas, quanto a~limites mu
nicipais, de cunho legal, _para encaminhamento -aos or--==-=- :=gãos legislativos estaduais juntamente com sugestões pa
r a novas redações; (d) - levantamento de todas as ~uvidas quanto a limites muni
cipais,dependentes de interpretação cartogrãfica no 1~
cal, para encaminhamento ã SUDEG para dirimi-las mediante procedimento de reambulacão;
(e) - levantamento de todas as duvidas remanescentes atraves
da pesquisa de documentos cartogrãficos de diferentes
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.77.
epocas, inclusive com recurso a fotografias aereas
madas em diferentes ocasiões;
to
(f) -consolidadas as duvidas, os limites municipais serão d..!_
gitalizados por sistema vetorial e arquivados em fitas
ou discos magnéticos, em sua forma defini~iva,para uso
rotineiro em coordenatõgrafos automãticos;
(g) - numa segunda etapa, serão digitalizados os elementos
naturais e culturais que deverão constar dos MME, pa~
sando a constituir o arquivo bãsico em fita ou disco
magnético, com manutenção periÕdica para o traçado au
tomatizado dos mapas;
(h) - aquisição de equipamentos para digitalização e traçado
automãtico, sendo, inicialmente, previstas duas unidades digitalizadoras,-do tipo GEBER com plotter-78/UDS
2500 com as respectiYa~_mesas,e~d~dois plntter GEBER
78, dimensões 1520 X 1830 mm, a 1em do software GEBER/ IBM para~ processamento tanto da djgitalização quanto
do traçado automãtico;
(i)- fusão do OEBOG, unidade da _QPS,_com a DIMAF,- -unidade
da DGC,_dando origem a um Departamento na estrutura da
SUCAR que absorveria os encargos dos dois -anteriores,
centralizando us esforços d~mapeamento municipal~ de
finição de setores censitãrios.
Mais uma_ vez destacamos _que-o atendimento dos- po~
tos relacionados, principalmente aqueles-referentes ã aquisição _de __ equipame~
tos, irão dinamizar sobejamente a elaboração dos MME, garantindo a-qualidade que
os mesmos deverão apresentar para o sucesso-da coleta estatistica.
2.2.6.2 - PLANTAS URBANAS PARA FINS ESTAT!STICOS (PUE)
As ãreas densamente povoadas, com grande numero de
domicilias a serem levantados nas operações~censitãrias, merecem tratamento es
pecial do ponto de vista cartogrãfico, em que os documentos terão que ser elab~
rados em escalas cadastrais (maiores ~ue 1:25.000).
A SUCAR ate o momento não atende a rede de coleta
nestas escalas, sendo, tradicionalmente, os trabalhos realizados diretamente
nas delegacias, mediante a coleta de documentos cartogrãficos junto aos orgaos
municipais.
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. 78.
A SUCAR apoia simplesmente as DEGES com informes e
dados para a obtenção dos documento junto a Õrgãos regionais ou estaduais.
Reconhece-se a necessidade da SUCAR envolver-se,no
menor prazo possivel, com os trabalhos deste tipo, Única solução possibilitada
no equacionamento das distorções que vêm sendo obsevadas nas ultimas operaçoes
censitãrias.
Para o equacionamento da SUCAR tornam-se necessãri
as a adoção de diversas providências relativas a recursos humanos e equipamentos. Em principio ter-se-ã que envolver um efetivo de 100 funcionãrios a nivel
Auxiliar Técnico Administrativo e duplicar a configuração de digitalizadores e
coordenatõgrafos automãticos.
A ampliação das instalações da SUCAR para receber
esses ultimas encargos e equipamentos, não poderã ser desconsiderada. No momen
to existe disponibilidade de ãrea para a construção de 1200 m2 em dois pavimentos, que seriam~uficientes par~ alojar o pessoal e ~quipamentos.
2.2.6.3-
CALCULO-DE~REAS
MUNICIPAIS
As atividades de cãlculo das areas dos mun1c1p1os
brasileiros encontram-se atr-ibuidas ao -IBGE des-de 1946,.- por resolução da Assem
bleia Geral do CNG. Esses valores são de suma importãncia para a redução das
estatisticas e, nos ultimas anos, ganharam relevo na consideração de serem par~
metros bãsicos para o repasse de recursos financeiros do Governo Federal aos Go
vernos Municipais.
Por longo periodo os cãlculos foram conduzidos com
apoio na_malha municipal lançada sobre as folhas da Carta Internacional do Mundo ao mi~ionesimo-CIM. O ultimo lanç~mento data ~e 1980, encontrando-se, o pr~
jeto, na fase de medição com o emprego de planimetros polares, prevendo-se
a
conclusão-dos trabalhos para,meados deste exercicio.
A metodologia foi desenvolvida e aplicada ate se
tembro de 1984 pela extinta DIATA, a partir de quando a atividade foi atribui da
ã SUCAR,
Revendo-se as bases metodológicas e os procedimentos .. con,_luiu-se serem inadequados ao_ grau de desen_volvimento alcançado pelo _p~
is.
Encontra-se em fase de avaliação nova metodologiae
novos procedimentos, que serão c~lcados no lançamento dos limites municipais s~
bre as folhas topogrãficas, em suas diferentes escalas. As prõximas medições~
verão efetuar-se sobre esse material e não mais sobre as folhas da CIM. Acredi
ta-se que com a adoção dessa sistemãtica, tenha-se um ganho de precisão de gra~
.79.
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I
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de expressividade.
A aceleração da atividade encontra-se fortemente
condicionada ã ampliação de seu atual efetivo, restrito a 6 funcionãrios de nivel Auxiliar Técnico Administrativo3 para o dobro do atual contigente, alem da
aquisição de ao menos oito planimetros.
Os equipamentos de digitalização GEBER, apontados
na elaboração dos MME 3 poderão contribuir com eficiência e eficãcia na dinamiza
ção dessa atividade, hoje desenvolvida de fonna rudimentar~
2.2.7 - RECURSOS DISPONlVEIS E NECESSARIOS
A semelhança do adotado para a ãrea de Geodésia, na anãlise
proceder-se-ã com a caracterização do existente, do necessãrio para a sustentação das atuais marcas da produção e finalmente, a intensificação de atividades
consideradas criticas.
2.2.7.1 -RECURSOS HUMANOS
No ano de 1978 a SUCAR, através do Programa de Dinamização -da-cartografia, recebeu 81 novos funcionãrios em reposição ã demissões
e aposentadorias, objetivando recompor o efetivo para fazer frente c(lOS encargos
do Programa que ora se iniciava.
A parti r_ de 1980 i nten·s·; ficaram-se as aposentador_!
as e ocorreram demissões disciplinares em numeras e~evados. Somente em 1983
veio a Superintendência contar com novas levas de funcionãrios, quase todos ori
undos de unidades cens"i tãr_i as e sem treinamento.
Em todo_-o periodo desta anãlise -procurou-se incenti
var os funcionãrios para cursarem o Técnico Profissionalizante de Geodesia . e
Cartografia oferecido pela ENCE. Em paralelo foram apresentados cursos intensi
vos de t:artografia e Fotogrametri a-; objetivando ao- treinamento mi nimo -e homoge_!
nização de conhecimentos.
No QUADRO (XXVI) enéontra-se representado .o-..:· atua 1
efetivo da SUCAR, observando-se a classificação funcional do QP.
I
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I
I
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I
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I
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I
I
I
.80.
QUADRO (XXVI) - RECURSOS HUMANOS
-SUPERINTENDtNCIA DE CARTOGRAFIA
· PAGC
GABINETE DA SUCAR
PDC
-
ANESP
9
ASTCAD
4
AUTCAD
3
1
DATESP
-
TELEFONISTA
1
-
CONTIN
1
-
SERVENTE
1
-
ANESP
4
-
ASTCAD
1
-
AUTCAD
3
-
DATESP
-
-
CONTIN
-
-
CO
PRO
SERVENTE
--
-
DE ARO
ANESP
20
--
-
ASTCAD
7
-
TECESP
1
-
14
20
DATESP
1
-
PREDADOS
1
-
PORTEIRO
1
-
SERVENTE
-
-
AUTCAD
-
-
(continua)
I
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I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
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.81.
{continuação)
-
-
DE ATO
-
13*
-
TELCONT
1
-
BIBLIO
4
-
TECESP
-
-
ASTCAD
16
1
AUTCAD
20
5
AUXCONT
1
DATESP
1
OPMCP
3
-
CONTIN
1
-
-
-
ANESP
SERVENTE--
-
-
--
-
O E C TE
-
ANESP
24**
ASTCAD
12
1
1
-
- -·-
PREPDADOS
-
-
AUTCAD
59
21**
DATESP
-
CONTIN
1
-
1
-
-
-
PORTEIRO
--
SERVENTE
---
----
D E P R- E- - :_: __ -=-
4
-
ASTCAD
10
-
AUTCAD
23
25
PREPDADOS
1
-
DATESP
-
-
PORTEIRO
1
-
ANESP
----
-
{continua)
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
.82.
(continuação) ·
DE P R E
CONTIN
SERVENTE
* 1 ANESP prestando colaboração ã DF;
** 2 ANESP e 1 AUTCAD prestando colaboração ã SUEGER.
No QUADRO (XXVII) resumiu-se as necessidades depe~
soal, sem distingüir as unidades, apenas os quantitativos, cabendo os seguintes esclarecimentos:
(a) - recompletamento do quadro de pessoal para elaboraçãode
Atlas, que com a transferência da-atividade para-a DGC
não recebeu os recursos humanos em quantitativo sufici
ente para o andamento normal dos trabalhos;
(b) - recompletamento da DIMAF tendo em vista a aceleração
dos trabalhos de mapeamento municipal e -cãlculo de ãre
as;
(c) - recompletamento dos quadros do preparo para impressão,
na estima de novos~produtos;~(d) - recompletamento dos quadros dos
togrãfico; -e
labor~tõrios
foto-car- -
(e) - recompletamento_dos efetivos envolvidos na linha foto
grametrica.
QUADRO (XXVII)
ESTIMATIVA-DE RECURsOS HUMANOS -PARA A-SUCAR .
(Ampliação-do QP)
CARGO
ANESP
ASTCAD
TECESP
AUTCAD
QUANTIDADE - -1O*
1o .
10 .
125**
I
I
I
I
I
I
I
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I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
.83.
{continuação) ·
CARGO
QUANTIDADE
DATESP
CONTINUO
SERVENTE
3
2
5
* Sendo 5 Engenheiros Cartõgrafos e 5 Engenheiros Cartõgrafos
com Mestrado em Geodêsia-e Fotogrametria;
** prevendo-se as atividades relativas ãs Plantas Urbanas
Fins Estatisticos.
\
para
A ampliação do quadro poderã se dar com a transf~
rência entre diretorias do IBGE, onde se possa identificar excedentes de pesso
al.
2.2.7.2 - INSTRUMENTALNos ultimes anos .foram adquiridos equipamentos com
plementares-~ que não haviam sido_:previstos 110 Programa de Dinamização, princi
pa lmente-os destinados-ãs_uperações de 1aboratõrios fotocartogrãficos. Sobres .
saem nas .aquisições os seguintes itens:
- 01 processadora de filmes positivos e negativos
KODAK - em 1980;
- 04 mesas de montagem ELENCO - em 1980;
01 copiadora OCt Copirama 214.para cõpias
grãfi cas ·a- seco - -em 1980i- ~-
helio -
01 guilhotina .automãtica-para~orte de papeis e
filmes - em-1980;
- 01 transferidor de pontos WILD PUG-:--4 - em 1981;
- 03 pranchetas para desenho- em 1981;
- 06 conjuntos de compassos KERN - em 1981;
- 03 compassos KERN ;. em 1981_;- 01 bomba centrifuga- em 1981;
- 03 estabilizadores de tensão- em 1981;
- 01 processadora de filmes KODAK - em 1982;
- 01 mesa perfuradora de registros ELENCO-em 1982;
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
.84.
- 04 estereoscõpios de bolso DFV - em 1982;
- 03 normõgrafos LEROY - em 1982;
- 02 prensas de contato face simpl·es ELENCO 1983;
em
- 01 prensa dupla face ELENCO - em 1983;
- 02 projetores de luz-ponto KODAK - em 1983;
- 15 conta fios
~
em 1983;
- 50 carrinhos de gravação HIDROMEC - em 1983;
03 tampas protetoras para WILD B-8 esquerda e i
gual numero direita - em 1983;
- 06 mesas de luz ELENCO - em 1984;
- 01 banheira de montagem ELENCO - em 1984.
Cabe ressaltar-que as aquisições objetivaram a hu
manização dos laboratõrios foto-cartogr~ficos, em ~termos de h~giene~ e-- seguran
ça do trabalho, ao mesmo tempo que aumentaram a velocidade~de processamento dos
filmes e ~a confiabilidade~dos resultados finais;
No QUADRO (XXVIII) encontram-se resumidos os lança
mentes referentes:ao instrumental_disponivel pela-sUCAR para a realização dos
trabalhos atribu]dos.
QUADRO
:"(-XXVIII)~~--~_iNSTRUMENTAL--DE ~cARTOGRAFIA--,
TI PO
Ampliador-Fotogrãfico ELENCO-tipo coluna
Ampliador Fotogrãfico
WURST
Copiador-Redutor U-9
Retificador de fotografias
Densitômetro de transmissão
Densitômetro de reflexão
Mesas perfuradoras de registro
Mãquina KLIMSCH - quadro duplo
QUANTIDADE ~QUISiç0ES- ~
EXISTENTE NECESS7\R1AS -~~ 1
1
1
1
2
1
3
1
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
.85.
(continuação)
TI PO
Mãquina KLIMSCH - autovertical
Prensa de contato para positivos e
negativos
Mãquina de encerar para fotocomposição
Prensa para cõpia de fotografias ~
êreas LOG-E
Laminadoras CROMALlN para prova em
cores
Fotocanpos'itora el etromecâni ca
Fotocompositora manual
Estufa secadora de filmes
Esmaltadeira de fotografiasMãquina recuperadora de prata em
solução liquida de fixador
Visor para exame de imagens de sa
têlites
Carrinho-de gravação fixo
Carrinho de gravação mõvel
Lupa
Microscõpico para eferição-de agu lhas
Aerõgrafo
Normõgrafo LERDYPlanimetro
Coordenatõgrafo mecânico ARISTO
Estereoscõpio de bolso
Estereoscõpi o de espelhos
Aerotríangulaâores
• WILD A-10
• ZEISS C-8
. WILD A-9
• KERN PG-2
Registradores de coordenadas
. WILD EK-5
• WILD EK-8
I QUANTIDADE
AQUISIÇOES
EXISTENTE NECESSÃRlAS
1
9
2
3
2
4*
1
2
2
1
4
116
65
8
3
8
16
7
1
16
14
25
15
12
2
4.
20
10
10
2
1
2
2
1
(continua)
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
.86.
(continuação)·
TIPO
KERN ER-2
WILD EK-20
ZEISS ECOMAT-11
Restitui dores
WILD B-9
• WILD B-8
• KERN PG-2
Monocomparador
. KERN PGM-1
Transferidor de PontosWILD PUG-3
• WILD PUG-4
Ortofoto
• MATRA 3g Câmara
MATRA DIGITALIZADOR
. MATRA CAMARA 1NDEPENDENTE
MICROCOMPUTADOR NOVA/720
Digitalizador. GEBER 78/VDS2500
QUANTIDADE
EXISTENTE
AQUISIÇOES
NECESSÃRIAS
3
4
1
6
6
8
4
1
1
2
1
3
1
3
Coordenatõgrafo~utomãtico
• GEBER 78- (.1520 XJ 830 mm)
3
Fotocompositora Automática
. GEPETO
2**
Microcomputador
_
• NEXUS 1600 - SCOPUS-
1
*
Das quatro compositoras somente duas estão operacionais, as
duas outras encontram-se desmontadas fornecendo peças para
a manutenção das demais.
~*
Um fotocompositora GEPETO encontra-se em aquisição com recursos do PDC-Projeto 1985.
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
.87.
3.
AREA DE INFORMAÇOES CARTOGRAFICAS
Na ultima década a demanda de informações, em sua concepçao
mais ampla, dominou os interesses dos mais diversos grupos sociais, chegando-se
a predizer o inicio de uma nova era no processo evolutivo da sociedade humana a ERA DE INFORMAÇ~O.
A Cartografia tem na representação e posicionamento da informa
ção o seu mõvel, chegando a ser, enquanto produto ou base de veiculação da i~
formação, arte e técnica de disseminação de informes e dados sobre os mais dife
rentes ambientes de interesse do homem, tanto na superficie do planeta Terra ,
quanto na de outros corpos planetãrios.
Em âmbito brasileiro a cartografia vem se destacando como refe
rencial para a construção de sistemas de informações geoambientais polivalentes.
Sentido do qual o IBGE não pode ignorar ou buscar o isolamento, diante de seu
papel como um dos principais õrgãos do Sistema Cartogrãfico Nacional.
Acompanhando _a tendência evolucionjsta, a reestruturação da Di
reteria de Beodésia-e Cartografia contemplou a criação do Centro de Informações
Cartogrãficas- CIC, subordinado ao gabinete da-Diretoria.
Ao CIC encontram-se atribuidas ~s funções de-organização, manu
tenção e-disseminação das bases de dados geodésicos e cartogr-áficos do IBGE. De
longa úata identificava~se a fragi-lidade do-sistema-convencionaL-de veiculação.
dos dados gerados_pela_DGC~ não_sendo poucas as ocasiões em que os usuãrios re
clamaram em simpõsios, seminãrios e congressos;- da lentidão no atendimento -de
suas necessidades. Com a reestruturação pretende-se dinamizar o atendimento, re
correndo-se aos modernos meios computacionais_ na montagem e cruzamento dos arquivos.
3.1 - O SISTEMA DE lflFORMAÇOE~RTOGRAFICAS ~-SI-C- O Sistema de Informações Cartogrãficas teve inicio no segundo semestre-de 1978, quando um grupo de Engenhe1ros da Superintendência da Geo
désia, deram partida a estruturação dos arquivos de triangulação, poligonação,
nivelamento e~rastreio de satélites, com o objetivo de facilitar o colecionamen ~~=
to de dados para o planejamento das atividades geodésicas.0 grupo instituido informalmente, evoluiu em-suas--t:oncepções ,
chegando-se a 1980, apõs uma descontinuidade tie pouco mais de seis meses e apõs
diversos testes,- a definição dos arquivos bãsicos e seu conteúdo, expandido; age
ra, a todos os segmentos de produtores ~e informações geodésicas e cartogrãfi
cas. O grupo atuou em carãter experimental de 1980 a 1984.
Durante a sua existência foram desenvolvidos os programas bãsi
cos para estruturação e manutenção de arquivos e o sistema gerencial dos mesmos. Encontra-se em operação limitada ao ambiente do IBGE o SIC, atendendo ao
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planejamento das operações de toda a DGC.
Cabe destacar que todo o trabalho foi desenvolvido por 3 Engenheiros Cartõgrafos, sendo que dofs comp1etaram -a formação em-Anãlisede---Siste
mas na medida em que montavam os programas necessãrios a operacionalização das
consultas.
3.2 - MICROFILMAGEM DE DOCUMENTOS
O CIC, ainda quando informal, passou, em 1983, a consolidar os
estudos e a efetuar o planejamento da microfilmagem dos documentos geodêsicos e
cartogrãficos julgados de valor histõrico ou que poderiam ter dinamizada a sua
consulta em microforma.
No momento em que se oficializa o ClC, dispõe-se de uma quanti
dade significativa de documentos microfilmados, com acesso garantido por três
leitoras -copiadoras 3M, dotadas de objetivas com fatores de ampliação adequados ãs consultas do âcervo. Sendo digno de nota a recuperação de uma coleção de
microfilmes em rolo 35mm, correspondentes a redução das cadernetas de triangulação-e nivelamento de todo o serviço_executado. atê o ano de 1969. O trabalho
de microfilmagem havia sido executado pelo USA-DMA-IAGS-em·cooperação com
o
IBGE, no periodo de 1965/1970. No momento sente-se a necessidade-de acelerar a microfilmagem ,
para o que pode-se contar com os equipamentos existentes~na _DA/SUPAL Por -outro lado, a contratação de serviços em Fortaleza e Brasilia poderi~ir a imprimir
maior velocidade nos trabalhos, alêm de aumentar a segurança, na medida em que
se evitarã o ·transporte dos originais entre essas cidades e· o Rio de Janeiro.- 3.3 - RECURSOS DISPONIVEIS E NECESSARlOS
Os recursos alocados~:-ao CIC, tanto humanos-quanto ---materiais
sempre o foramcde forma5azona1, na-medida-em~ue outrascunidades-.deles .pudes-__ _
sem abri r mão, pore-peri odos 1imita dos de tempo. __
3.3 .1 - RECURSOS HUMANOS-_
No momento o CIC conta com 35 funcionãrios, sendo destes _5
Engenheiros-Cartõgrafosi dos quais_ três- com curso de AnãHse de Sistemas~ --A com
posição-do quadro de pessoal .pode ser resumida:
- 11
- ANESP
- CONTADOR - 1
- TECCONT
1
1
- BIBLIO
-·ASTCAD
- 4
- AUTCAD
- 9
- PREPDADOS - 7
1
- PORTEIRO
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Com a ampliação das atividades preve-se um adicional no efetivo, com o seguinte perfil:
- ANESP
- 4 *
- ASTCAD
- 2
- TECOPER - 2
- PREPDADOS - 6
- CONTINUO - 1
* Engenheiros Cartõgrafos
3.3.2 - EQUIPAMENTOS
Os equipamentos do CIC resumem-se a um terminal RJE/IBM, com
impressora e unidade leitora de cartões, conectado via modem com~a DI.
Um concentrador COBRA TR-200 com quatro terminais de video e
uma impressora matricial ELEBRA de 120 cps, tambem conectado ã DI via modem, em
uma LP telefônica partilhada com o equipamento anterior.
Urge a alocação de mais uma LP-para tornar-independente
e
mais ãgil a comunicação dos equipamentos--Com a DI. Poroutro lado, sente-se a
necessidade~ de se dobrar o numero-de terminais de video,- para o-que a alocação
de um micr-ocomputador, favorecerã -a operação-de alguns~dos-termina'is~"Como inteligentes, provjdencia=que ~e faz necessiria a curto prazo.'
Na ãrea de microformas encontram-se- em operação 3 leitorascopiadoras de microfilmes;-sendo necessãria-a complementação das objetivas e aaquisição de uma 1e i tora para~ cartão-_janela~-= _
A unidade ressente-se de mobiliário especial, como seis ar..;
quivos de oito gavetas para~microfilmes; dois desumidificadores _,_um-para o-ter
minal e outro para a sala do arquivo de microfilmes e mapotecas verticais
em
trilhos para montagem matricial.
Evidentemente que todo ~ esforçe do CIC encontra-se conjuga- _
do com a DI, para o que nas- instalações tiessa cse faz necessari"O-a reserva'deuma
unidade de disco magnético para 100MB, de uso exclusivo pela unidade de infor-- ~
mações~ cartogrãfi ca s. ~Um dos-tentos mais sensiveis~avrados-no ~periodo-em anãlise
nesse r-elatõrio,~~foksem duvida a operacional ização do Centro _de-Informações Ca_!:.
togrãficas, aspiração-antiga e-que no futuro constituir-se-ã na pedra angular da
automação cartogrãfica.
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4.
VIS~O
PROSPECTIVA
A ânsia por informações da sociedade contemporânea, vem exlglndo da cartografia respostas de melhor qualidade e a prazos cada vez mais curtos.
Na diminuição dos prazos para a elaboração de documentos cartogrãficos, torna-se patente a necessidade de se proceder a automação das linhas
de trabalho, para o que os avanços da micro-eletrônica e suas conseq~ências so
bre a informãtica, tornam-se poderosas aliadas do profissional da cartografia.
Os avanços da tecnologia de aerolevantamentos, com o homem con
quistando e dominando os satélites artificiais como plataformas previlegiadas pa
ra assesta~ os sensores remotos na~bservação da superficie terrestre, facultam
uma coleção inumerãvel de dados sensoriais capazes de serem transformados
em
imagens ou informações dignas de representação cartogrâfica.
A convergência evolutiva da informatização na cartografia e dos
aerolevantamentos definem as bases para a anãlise prospectiva das ãreas de geo
'dêsia e cartografia.
São comuns as profecias audazes sobre futuras tecnologias, sendo encontradiças as colocaçõe~_que-se-~ituam no ~lano da fantasia e~aquelas·que
se tornam ultrapassadas flO espaço de~ tempo centre a concepçãn e~a divulgação~--~
Ninguêm que olhasse para o espaço sideral hã um quarto de seculo anteveria todas as formas pelas quais os sistemas espaciais têm alterado a
vida humana, como ninguem hoje e capaz de prever todos os usos aos quais--c-estarão destinados os satel ites nos_.prõximos cinq~enta:anos:. - --Muito se conhece sobr-e~o potencial !lo-espaço e sobre as necessi
dades {)a-1erra,-a tal ponto que certas ideias·como colonização-~spaciaLem gran
de escala, satélites de energia solar e mineração-de asterõides podem ser desconsideradas como_metas prãticas e desejãveis.-A lição mais contundente-que· po
de ser extrai da do espaço e a de que o destino da humanidade serã determinado na
Terra. Em razão do que, pode-se afirmar que os esforços-da tecnologia espacial
concentrar-se-ão na observação da superf1cie terrestre nesta decada e meia que
nos separa do prõximo milênio, buscando satisfazer ao planejamento da sociedade
humana na sua interação com o meio-ambiente~ no caminho da organização da vida,
unica garantia para- a sobrev-lvência na e da biosfet"a-~~-:_.:-.
Esboçado o cenãrio ou delimitado o horizonte da visão prospecti
va, pode-se afirmar que o papel reservado aos aerolevantamentos e ã cartografia
e dos mais destacados, pois a sociedade do futuro demandarã informações e visua
lizações instantâneas do ambiente e dos fenômenos que nele ocorrem, como única
maneira de atender aos reclamos do planejamento e ã dinâmica das soluções urgen
ciadas.
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No momento identifica-se um descompasso acentuado entre a aquisição de dados e a tradução e interpretação das imagens, ou seja, o processo de
aquisição de dados - o aerolevantamento, têm sido aplicado com intensidade sup!
rior a capacidade de absorção dos resultados, restante uma grande quantidade de
imagens não analisadas de forma conveniente e esgotante.
No futuro hã que se encontrar a solução para o desequilibrio en
tre a aquisição e a interpretação.-0 desenvolvimento dos sistemas grãficos- in
terativos, assistidos por computadores de media e grande capacidade, representam uma solução para o impasse gerado pelo volume de imagens disponiveis. A s~
fisticação de tais equipamentos e a obtenção de programas e sistemas adequados
para a interpretação e- a tradução, demonstram o -incremento no uso o(!e tecnologias digitais no campo dos aerolevantamentos e sensoriamente remoto.
A demanda de documentos cartogrãficos para as múltiplas aplic~
ções. do dia-a-1:1ia manter-se-ã praticamente -eonstante de parte dos usuãrios in
di vi duais -e esporãdicos, --tendendo a-ampliar-se nas ãreas mais desenvolvidas de-qual quer nação~ As exigências--governamentais e comerciais de c]nformações cCartogrãficas, sem-exageros, -são esperadas -crescentes em quantidade ~-complexidade 1 ~
exigindo rle parte dos profissionais -da cartografia o acompanhamento-~das _inova----_ ções tecnolõgicas,a absorção de-novos conhecimentos e a aplicação de novas ha
bilidades em seu labor diãrio. Por outro lado, esses usuãrios tenderão a desca!
tar-se dos- produtos em papel impresso e de fotografias, em favor da utilização~~~­
dos dispositivos eletrônicos de visualização ---videos, da mesma-forma que- passarão a exigir em lugar do documento cartogrãfico tradicional_ multinfomativo ,_
os de representação temã ti ca para uso orientado em aplica-ções =-1 imitadas:.c~A--1Jti -'- 1 ização de~-recursos computacionais serã exigida--extensa e intensivamente-de par-__--~
te dos~usoãriosce, principalmente_, dos -profissfonais_de cartografia;;A tendência esboçada conduz a técnicas novas e inovadoras na
apreciação_e na utilização de documentos cartogrãficos, em que as~ imagens sensoriais serão imprescindiveis no estabelecimento dos parâmetros da interpreta ção, sendo o unico ãuxiliar-eficaz no atingimento da dinâmica exigida pelos no
vos usos.
Nesse cenãrio caberã ao IBGE preparar-'se, a curto prazo, _ _para
enfrentar os novos desafios tecnolõgicos, ao mesmo tempo em que deverã continuar
a atender solicitações a prazos mais exiguos, no prestar informações ou elaborar documentos cartogrãficos.
A documentação temãtica e especial ganharã importância superior a que hoje se atribui ã geral.
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5.
CONCLUSJl:O
Nos ultimas cinco anos não se perdeu a sinalização dos avanços
tecnolõgicos, tendo os esforços sido concentrados na sistematização de todas
as linhas da produção de documentos cartogrãficos, ao mesmo tempo em que se
procurou formar equipes altamente adestradas que, agora, deverão inicia~se na
utilização de recursos computacionais e- da informãtica para aprimorar o trato
manual ou semi-automatizado que passaram a dominar.
Os esforços dispendidos nem sempre foram reconhecidos. A multiplicidade da formação dos recursos -humanos com 1evas sucessivas de recêm-admi --tidos sem qualquer treinamento~ muitas vezes conduziram as direções setoriais
as raias do desânimo~ Contudo as marcas de-produção alcançadas demonstram que
nao foram debaldes os esforços e refletem o gradual aprimoramento de processos e rotinas.
A automação das linhas de trabalho da geodêsia e da cartografia
se faz urgente; o que pode ser conseguido mediante a aquisição de equipamentos digital izadores e coordenatõgrafos automãticos, --acompanhada do treinamento dos-funcionãrios hoje alocados ao esforço da produção.
Destaque-se que o trabalho nao se encontra estabilJzado e tampouco consolidado,-a diminuição-no ritmo das solicitações ou ..o alívic:Ldas pre~- _
sões dirigidas-aos processos produtivos, poderão co~ocar::.-a perder os esforços---dispendidos neste ultimo qUinqUênio.~
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1 - Biblioteca IBGE