AIDS F ont e: Pergunt ando e A prendendo Autor: Waldenir Aparec ido Cuin [...] - Qual deve ser o c omportamento da família, quando desc obrir que um dos seus membros está c om AIDS? RAUL T EIXEIRA - O c omportamento de toda pessoa lúc ida. Após a c onstataç ão, a busc a dos c uidados médic os e psic ológic os, c onsiderando- se que o portador do vírus nec essitará desse apoio; a proc ura do arrimo da fé, não para c horamingas inf ant is e impert inent es de quem deseja que Deus faç a milagres, mas para o sustento moral no testemunho difíc il, ante a c ert eza dos passos t erminais a que a síndrome c onduz. - Sugira algumas orientaç ões aos pais, para que eles possam melhor informar aos seus filhos, objetivando evitar que sejam c ontaminados pelo vírus da AIDS. RAUL T EIXEIRA - T odas essas orient aç ões esperadas enc ont ram- se nas bases de uma digna educ aç ão moral dos filhos. Desde novinhos, o hábito do diálogo, das c onversas c laras e honestas, sem inc utir pavores, sem liberalismos perigosos. Na esf era do uso de drogas injet áv eis ou do uso do sexo desorient ado e pert urbador, c hega a educ aç ão c omo element o profilátic o de urgênc ia, educ aç ão que os pais, muitas vezes, relegam à esc ola, a prof essores ou mesmo aos c olegas de rua, sem c oragem de abordar o problema c om a profundidade que lhes seja possível e c om a v erdade que o amor det ermina. Os pais que t enham f ilhos dependent es do rec ebiment o de sangue, em inst it ut os c orrespondent es, em razão de enfermidades variadas, ou em virtude de c irurgias diversas, deverão ter o c uidado de v erif ic ar se o sangue ut ilizado passou pelos indispensáv eis exames de qualidade etc . Há de se pensar que, à medida em que a soc iedade seja dev idament e educ ada, de modo amplo e sério, a t endênc ia aos c ontágios de AIDS diminuirá, c omo oc orre c om tantas outras doenç as c ont agiosas. - Os Espírit os t êm dit o algo sobre as perspec t iv as de desc obert a de medic amentos para a c ura da AIDS: RAUL T EIXEIRA - Os bons Espíritos têm sempre ac enado c om os progressos da farmac ologia, da bioquímic a, o que, a seu tempo, proporc ionaria aos homens a desc obert a dos "ant i- A IDS ", t ão logo a Humanidade t enha c hegado ao moment o de c onquist ar essa láurea abenç oada. - O que o Cent ro Espírit a pode f azer para soc orrer os port adores que a ele aport em? RAUL T EIXEIRA - Na esfera dos seus atendimentos, desde os fraternos, por meio da assistênc ia dos diálogos, do envolvimento amigo, até os c ampos da fluidoterapia, que em muito auxiliaria aos c ompanheiros marc ados pela AIDS a superar tormentos morais e mesmo dores físic as. Entretanto, em nenhum c aso presc indirá o c ompanheiro enfermo dos c uidados médic os mais espec ífic os possíveis. - Raul, diga alguma c oisa aos irmãos que são portadores da AIDS? RAUL T EIXEIRA - Aos meus irmãos assinalados pelo vírus da AIDS, em estado de enf ermidade insidiosa, gost aria de dizer sobre a nec essidade de não se deixarem abater. Ninguém duvida das marc as dolorosas que lhes c arc omem as almas. Entretanto, é bom saber que Deus vela, que Deus sabe das razões mais prof undas de t udo. Razões que, possiv elment e, v oc ês jamais tenham c onfidenc iado a ninguém, mas que Ele sabe. E, por saber, envolve- os sempre c om o Seu amor infindo, c onc edendo- lhes energias novas e forç a íntima, a fim de que meditem sobre a vida e sobre o signific ado libert ador da desenc arnaç ão, enf rent ando t oda a sua sit uaç ão c om ardent e c onfianç a no poder do amor de Deus, que vai enc ontrá- los através de mãos amigas e v ozes queridas, ajudando- os na t rav essia dif íc il dessas horas de testemunho, quando a c oragem é fundamental.