Projeto Pedagógico Institucional 2 Elaboração do PPI Organizadores: »» Ana Lúcia Souza de Freitas »» Afonso Strehl »» Letícia Lopes Leite »» Márcia Cristina Moraes »» Marlene Correro Grillo »» Rosana Maria Gessinger »» Valderez Marina do Rosário Lima Colaboradores: »» Elaine Turk Faria »» Jocelyne da Cunha Bocchese »» Maria Inês Corte Vitória »» Valéria Pinheiro Raymundo Revisor: »» Marisa Magnus Smith Capa e Diagramação: »» ASPLAM ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR Reitor Joaquim Clotet Vice-Reitor Evilázio Teixeira Pró-Reitora Acadêmica Solange Medina Ketzer Pró-Reitor de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento Jorge Luis Nicolas Audy Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários Sérgio Luiz Lessa de Gusmão Pró-Reitor de Administração e Finanças Ricardo Melo Bastos Missão da PUCRS A PUCRS, fundamentada nos direitos humanos, nos princípios do Cristianismo e na tradição educativa marista, tem por Missão produzir e difundir conhecimento e promover a formação humana e profissional, orientada pela qualidade e relevância, visando ao desenvolvimento de uma sociedade justa e fraterna. Visão de Futuro da PUCRS Em 2015, a PUCRS será referência nacional e internacional pela qualidade do ensino e pela relevância das pesquisas, com a marca da inovação e da gestão sustentável, promovendo a formação integral dos alunos e contribuindo para o desenvolvimento científico, cultural, social e econômico. Apresentação O Projeto Pedagógico Institucional da PUCRS (PPI) traduz as concepções que fundamentam a ação pedagógica em consonância com a Missão e a Visão de Futuro dessa Universidade. Os valores educativos presentes no PPI perpassam também o Plano Estratégico e o Plano de Desenvolvimento Institucional, impulsionando sua operacionalização em todas as instâncias acadêmicas. Constitui, assim, um documento capaz de contribuir favoravelmente para os rumos da Universidade, permitindo novas reflexões, interpretações e revisões. Os objetivos pedagógicos expostos neste documento, entretanto, somente serão alcançados se forem permanentemente vitalizados e dinamizados pela coletividade que se empenhou em sua elaboração, num processo dialógico, cooperativo e crítico, fundamentado em decisões compartilhadas. As respostas às demandas da sociedade contemporânea terão êxito na medida em que cada membro da comunidade universitária for movido pelo compromisso de serviço e de qualidade institucionais. Para a efetivação e para a consolidação deste Projeto, a PUCRS conta com o conhecimento, o entusiasmo e o engajamento de todos. Joaquim Clotet Reitor Sumário 1.INTRODUÇÃO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 2.PERCURSO DA CONSTRUÇÃO DO PPI NA PUCRS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 3.CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS ORIENTADORAS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NA PUCRS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 3.1.Ciência e produção de conhecimento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 3.2.Currículo como construção social. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 3.3.Ensino, aprendizagem e avaliação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 3.4.Perfil do egresso: a busca da competência. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 3.5.Multidisciplinaridade / Interdisciplinaridade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 3.6.Linguagem, interação e conhecimento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 3.7.Educação e tecnologia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 3.8.Inclusão social. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 3.9.Atenção à comunidade universitária. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 3.10.Iniciação à pesquisa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 3.11.Flexibilidade curricular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 3.12.Educação continuada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 3.13.Mobilidade acadêmica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 4.VISÃO PROSPECTIVA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 REFERÊNCIAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 1.INTRODUÇÃO O Projeto Pedagógico Institucional da PUCRS (PPI) constitui um documento que expressa a afirmação pública daquilo em que a comunidade acadêmica acredita e que deseja realizar, ao mesmo tempo em que fundamenta a ação educativa. Traz implícito o conceito de ideal como impulsionador da comunidade na busca da inovação, o que significa um compromisso com a construção do futuro. O ideal, nessa perspectiva, é uma possibilidade de existência concreta, que reforça o caráter político da educação e valoriza o papel da Universidade, visando ao desenvolvimento de um projeto histórico de transformação social. Tratando-se de uma elaboração solidária para uma realidade específica em permanente mudança, o PPI caracteriza-se por três marcas indissociáveis: a singularidade, a dinamicidade e a coletividade. A construção do PPI revela a singularidade da opção por uma filosofia de educação e por um referencial teóricometodológico, o que possibilita à Universidade contribuir para a formação integral do ser humano – como pessoa, como cidadão e como profissional aberto para o seu tempo e voltado para o futuro. A dinamicidade do PPI traz consigo a oportunidade de atualização, fato que demanda um amplo processo de reflexão crítica sobre sua coerência com os avanços do conhecimento e com as demandas da sociedade contemporânea. A coletividade tem sido a marca da PUCRS, a qual, desde sua origem em 1931, tem refletido sobre o fazer pedagógico e traçado rumos para as práticas institucionais com o intuito de aproximá-las do ideal desejado. O resultado dessas iniciativas, registrado neste documento, revisa a versão anterior e atualiza as concepções que fundamentam as ações pedagógicas na Universidade. PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL 2.PERCURSO DA CONSTRUÇÃO DO PPI NA PUCRS Movimentos significativos relacionados à construção do PPI buscaram explicitar a razão de ser da Instituição e traduzir o espírito e o clima a serem vivenciados na Universidade. Entre eles, registra-se a elaboração do Marco Referencial em 1982, constituído por vinte princípios orientadores da ação educativa. Outro passo importante da organização do PPI desencadeou-se em 1992, sob a coordenação de uma comissão1 responsável pela elaboração de novo documento, o qual foi validado em janeiro de 1993 pela comunidade acadêmica. A reflexão empreendida nesse período foi pautada pela condição essencial da Instituição: a de Universidade Católica. Os resultados de tal reflexão foram retomados e ampliados em um novo movimento, iniciado em julho de 1998, quando nova comissão2 coordenou a revisão do PPI, contando com representantes das 21 Faculdades que compunham o Campus Central e das quatro que pertenciam ao Campus Uruguaiana. Esses professores foram, junto a seus colegas e alunos, os legitimadores da ação participativa pretendida, permitindo a reorganização do PPI, bem como a configuração dos Projetos Pedagógicos dos Cursos da Universidade, em consonância com as orientações do PPI. Em dezembro de 1999, apresentou-se o novo documento, o qual orientou as ações pedagógicas da Instituição até 2006. Em atendimento ao princípio de dinamicidade, que demanda a abertura a mudanças advindas dos desafios permanentes do entorno, novo movimento de atualização foi realizado a partir de 2006, com representantes de toA Comissão Coordenadora foi constituída pelas professoras Délcia Enricone, Ivane Hernández, e Vera Lúcia Strube de Lima, e pelo professor Odone Quadros. 1 Esta Comissão contou, em sua formação inicial, com a presença das professoras Darli Collares (SEDIPE), Helena Sporleder Côrtes (FACED), Jussara da Rocha Freitas (SEDIPE), Leonilda S. Rivera (SEDIPE), Mari M. Forster (SEDIPE), Maria Walesca Cruz (FACED), Noemia Fialcow (SEDIPE), Renata Homrich (FACED) e Valdemarina B. de A. e Souza (SEDIPE). 2 11 12 das as Pró-Reitorias, sob a coordenação da Pró-Reitoria de Graduação, por meio da então Coordenadoria de Desenvolvimento Acadêmico3. Procedeu-se a um diagnóstico, tendo como referências principais a Constituição Apostólica Ex corde ecclesiae (JOÃO PAULO II, 1990), a Declaração Mundial sobre Educação Superior do Século XXI: visão e ação (UNESCO, 1998), o Rapport Mondial de l’UNESCO “Vers les sociétés du savoir” (UNESCO, 2005), o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e o Plano Estratégico 2001-2010 ambos da PUCRS. Também contribuiu para esse diagnóstico o relatório de Autoavaliação Institucional, concluído em outubro de 2005. Aberto à participação das diversas instâncias da comunidade universitária, esse processo avaliativo permitiu identificar potencialidades e fragilidades, bem como acolher proposições advindas da reflexão coletiva, que assim construía seu projeto singular. Definidos os fundamentos teóricos, realizaram-se diversas ações de análise e reformulação, das quais participaram todos os segmentos da Universidade, tendo em vista a redação final do documento. Destacam-se, entre outras, a interlocução com representantes dos Programas de Pós-Graduação, o exame dos Projetos Pedagógicos dos Cursos e as manifestações dos professores participantes do Projeto Reflexões4. Desse processo resultou um conjunto de temas fundantes, traduzidos em concepções pedagógicas orientadoras da Educação Superior na PUCRS, que constituíram o corpus teórico da versão preliminar do PPI PUCRS 2006. Tais concepções assumiram a forma de textos elaborados por especialistas da comunidade acadêmica indicados por seus pares. ras e precisas para fundamentar o referencial pedagógico da Universidade, sem deixarem de ser suficientemente amplas e genéricas. O detalhamento coube às instâncias responsáveis pela formulação de projetos nas respectivas áreas de abrangência. As várias versões que precederam a conclusão do PPI foram apreciadas pelo Colegiado da Reitoria e pelas Direções das Faculdades. O encaminhamento às Direções foi acompanhado de um instrumento para coleta dos resultados da análise e validação nessa instância, etapa marcada por significativo envolvimento da comunidade. Em dezembro de 2006, foi aprovada a versão definitiva do documento, cuja atualização teve início após cinco anos, ou seja, a partir de 2011. A versão atual agrega aos aportes teóricos anteriores as conclusões da Conferência Mundial sobre a Educação Superior, realizada em Paris em julho de 2009. Reitera, assim, o papel da Educação Superior não só no sentido de desenvolver habilidades para o mundo presente e futuro, mas também no de contribuir para a formação de cidadãos éticos, comprometidos com a construção da paz, com a defesa dos direitos humanos e com os valores democráticos (UNESCO. World Conference on Higher Education, Paris, 2009, item n. 4). O compromisso permanente da Instituição com os crescentes avanços teóricos e com o atendimento das novas demandas sociais justifica a versão atualizada do documento que ora se apresenta. Comissão Coordenadora constituída pelos profas. Marlene Correro Grillo, Valderez Marina do Rosário Lima e Vera Wannmacher Pereira e pelo prof. Maurivan Güntzel Ramos. Participaram como colaboradores as profas. Ana Lúcia Freitas, Elaine T. Faria, Idília Fernandes, Ivonilda M. Hansen, Maria Waleska Cruz, Moema Fulgêncio e Vera Strube de Lima e o prof. Afonso Strehl. 3 O Projeto Reflexões é uma atividade institucional que tem como objetivo promover a refle-xão, de forma ampla e profunda, sobre a identidade e a missão da Universidade, assim como sobre o compromisso da comunidade para com a Instituição. Está inserido no planejamento da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, tendo em vista a necessidade de qualificação permanente dos professores e dos funcionários técnico-administrativos. 4 Para cumprir com fidelidade o objetivo proposto, as concepções orientadoras deveriam ser suficientemente cla- PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL 3.CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS ORIENTADORAS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NA PUCRS Conforme já referido, o PPI explicita as concepções pedagógicas gerais subjacentes às práticas desenvolvidas na Universidade. Apresenta os conceitos que orientam tais práticas e lhe conferem identidade, respeitando, no entanto, as peculiaridades e as diferenças dos sujeitos envolvidos no ensino e na aprendizagem. 3.1. CIÊNCIA E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO A Universidade é espaço de produção e disseminação de conhecimento, fortalecido pelo protagonismo dos sujeitos envolvidos, pelo desenvolvimento da cultura da pesquisa na dinâmica da atuação docente e discente, bem como pela responsabilidade social inerente a esse processo de produção. O conhecimento produzido na Universidade e por ela socializado emerge da problematização da realidade e da investigação sistemática e rigorosa, visando à construção de respostas ou de alternativas de solução aos problemas estudados. Tanto a sociedade quanto o conhecimento estão em permanente interação dinâmica, movimento que os leva a um processo de constante transformação. Assim, o conhecimento ocupa um lugar cada vez mais destacado na sociedade, impulsionando os fatores produtivos. A busca pelo conhecimento científico-tecnológico, criativo e inovador, a socialização desse conhecimento e a sua função como instrumento fundamental para o desenvolvimento socioeconômico sustentável permeiam as ações presentes nos Cursos de Graduação, de Pós-Graduação e de Extensão da PUCRS, bem como a pesquisa realizada na Instituição. 13 14 3.2. CURRÍCULO COMO CONSTRUÇÃO SOCIAL O projeto educativo se expressa por meio de um currículo que organiza as intenções e as práticas educativas na Instituição. O currículo é uma construção social e cultural em permanente diálogo com o contexto mais amplo, tornando explícitas as experiências de ensino e de aprendizagem vividas pela comunidade acadêmica, bem como a relação dessas práticas com os saberes historicamente construídos. Encontra-se impregnado pelos valores inerentes ao contexto que o referencia, constituindo um instrumento de qualificação das decisões educativas. No sentido de sua atualização permanente, requer o diálogo não apenas com a produção de conhecimentos específicos, mas também com conteúdos relevantes que transversalizam as áreas do conhecimento, tais como ética, direitos humanos, educação ambiental, responsabilidade social, educação das relações étnico-raciais e temáticas relativas à história e à cultura afro-brasileira e dos povos indígenas. Em consonância com a concepção de currículo aqui delineada, os Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) representam o resultado da elaboração conjunta de todos os integrantes do quadro docente da Unidade Acadêmica à qual o curso se encontra vinculado, constituindo o instrumento orientador das ações desenvolvidas e assegurando um processo dinâmico e flexível, aberto a revisões periódicas. O PPC define a identidade formativa que se pretende alcançar, considerando as dimensões humana, científica e profissional. Tendo em vista a consecução dos objetivos propostos, nele são explicitados os componentes curriculares e as concepções pedagógicas que lhes dão sustentação, as estratégias para o ensino e para a aprendizagem, bem como os critérios para a avaliação. Nele também fica expressa a estrutura acadêmica necessária ao seu funcionamento. Desse modo, o PPC cumpre a função de garantir a expressão da identidade do curso, inserido no contexto local e regional, orientado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, em articulação com as especificidades da área de conhecimento do respectivo campo de saber, mantendo coerência com o Projeto Pedagógico da Instituição. 3.3. ENSINO, APRENDIZAGEM E AVALIAÇÃO Um projeto educativo capaz de fazer frente aos múltiplos desafios do futuro deve revelar a conjunção dos três grandes constituintes da ação pedagógica: ensino, aprendizagem e avaliação. O ensino consiste na organização de situações capazes de contribuir para a construção e produção do conhecimento pelo aluno, distanciando-se da ideia de transferência de informação. A aprendizagem, mais do que acúmulo de informações, é compreendida como construção de significados que permitam a interpretação da realidade e sua transformação. A avaliação é um componente de diagnóstico e de reorientação do ensino e da aprendizagem, numa perspectiva de compreensão da prática docente e da trajetória acadêmica do aluno. Assumindo-se que o aluno aprende quando atribui significado ao que percebe e sente e ao que o professor lhe diz, é possível afirmar que a aprendizagem é um processo de autoconstrução, que implica a elaboração, pelo estudante, de significados próprios, mediante sínteses sobre o que vivencia e o que busca conhecer. Nesse sentido, as circunstâncias externas desempenham papel relevante, pois a aprendizagem é influenciada pelo meio cultural em que o aluno se situa e pela interação que estabelece com o grupo a que pertence. PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL O ensino tem no professor o orientador do processo pedagógico, o mediador da relação do estudante com o objeto de conhecimento. As ações propostas pelo professor, além de darem relevo à atuação do aluno, criam condições para que este estabeleça relações e atribua sentido aos conteúdos estudados. O ensino deixa de ser restrito à centralidade de um professor que somente expõe os conteúdos: abre espaço para metodologias colaborativas que estimulem o espírito investigador, o confronto de ideias, a crítica e a autonomia, trabalhando temas iluminados pelos significados dos alunos. a distância, propiciando a vivência de atitudes científicas, o desenvolvimento da capacidade de busca de solução de problemas por meio da reflexão e do relacionamento entre teoria e prática. Tal movimento, fundamentado na pesquisa como princípio educativo, coloca professores e alunos como produtores de saberes, característica de sujeitos que detêm autonomia intelectual. A avaliação, por sua vez, presente em toda atividade pedagógica, possibilita a reflexão sobre a prática e orienta a tomada de decisões, tendo como funções o diagnóstico e a mediação. Como diagnóstico, objetiva identificar o patamar em que se encontra a aprendizagem do aluno, com vistas à tomada das decisões necessárias. Como mediação, faz-se presente no espaço da reconstrução, pelo aluno, do conhecimento e da produção de um saber mais rico e mais complexo. Em uma sociedade complexa, espera-se que o aluno da PUCRS desenvolva, ao longo de sua formação acadêmica, um conjunto de competências que o torne apto para o mundo do trabalho, para o enfrentamento de problemas do cotidiano, para a geração de novos conhecimentos e para a construção de uma sociedade justa, fraterna e solidária. Espera-se igualmente, que seja educado para a cidadania, preocupado com a inclusão social e a sustentabilidade do meio ambiente, aberto às relações pessoais, à diversidade, ao diálogo e à convivência. Entende-se, portanto, ensino, aprendizagem e avaliação como fundamentos indissociáveis do processo educativo no qual professor e aluno tornam-se protagonistas pela relação dialógica vivenciada em ambiente de aula. O aluno constitui-se protagonista pela vinculação que identifica entre conteúdos, realidades sociais, experiências, vivências e problemas práticos que lhe são apresentados pelo professor, o qual o estimula a explorar situações desafiadoras, a correr riscos e a ousar, rompendo com o imobilismo, a acomodação e a linearidade limitadora. Por sua vez, o professor constitui-se como protagonista ao atuar como mediador na interação do aluno com o conhecimento. Desse modo, a sala de aula torna-se um ambiente de investigação, tanto no ensino presencial como no ensino 3.4. PERFIL DO EGRESSO: A BUSCA DA COMPETÊNCIA O egresso da PUCRS deve ser capaz de criar, prever, compartilhar, empreender e inovar, destacando-se como um profissional reflexivo, autônomo e crítico, cooperativo e comprometido com sua educação continuada para dialogar com a contemporaneidade. Para tanto, a Universidade investe na formação de cidadãos éticos, competentes nas diferentes áreas de conhecimento, cientes da responsabilidade e do compromisso social, preparados para a atuação profissional qualificada e para a participação positiva e colaborativa no desenvolvimento da sociedade. 15 16 3.5. MULTIDISCIPLINARIDADE / INTERDISCIPLINARIDADE 3.6. LINGUAGEM, INTERAÇÃO E CONHECIMENTO Admitindo-se serem os termos interdisciplinaridade e multidisciplinaridade polissêmicos, já que ambos referemse a uma interação entre disciplinas que pode variar em forma e intensidade, parece pertinente referir algumas definições. A multidisciplinaridade consiste na justaposição de disciplinas em torno de um tema comum, colocadas lado a lado, prescindindo de maior interação. A interdisciplinaridade pressupõe uma relação mais intensa entre as disciplinas a partir das contribuições advindas de vários campos de conhecimento para o estudo de um determinado objeto. São interdisciplinares os estudos ou as investigações científicas que integram saberes e metodologias de campos diferentes do conhecimento. A relação entre linguagem, interação e conhecimento fundamenta o processo de ensinar e aprender de tal modo que consiste necessariamente numa das concepções norteadoras da Educação Superior na PUCRS. Na Universidade, as práticas interdisciplinares ganham relevância na medida em que, em diferentes intensidades, propiciam o estabelecimento de relações em que o conhecimento específico ganha sentido ao contribuir para a religação dos saberes e ao permitir vislumbrar respostas para problemas complexos e abrangentes. A integração de especialistas de áreas diversas constitui-se como oportunidade para reflexão sobre limites e possibilidades da realização de práticas interdisciplinares, contribuindo sobremaneira não só para soluções de problemas relevantes para a sociedade, mas também para uma sólida formação dos jovens e um contínuo aprimoramento de todos os atores deste processo. Nessa relação, a linguagem é a palavra-chave, exercendo sua força na formação da visão de mundo, na expressão da arte, na manifestação da cultura, na construção da ciência, na organização do discurso racional e na expressão dos conceitos religiosos. É necessário, pois, nos currículos, colocar luz sobre a língua materna e as línguas estrangeiras, expressas uma e outras através do falar, do ouvir, do ler, do escrever e do sinalizar (LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais), utilizando diferentes gêneros textuais. 3.7. EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA No cenário atual, é imperativo que se tenha uma educação para o uso da tecnologia, possibilitando a democratização do conhecimento e sua utilização pela sociedade na busca de uma vivência alinhada às demandas atuais. Desse modo, ampliam-se as possibilidades de ressignificação da docência e da discência no que se refere ao pensar, sentir e atuar na realidade, superando uma perspectiva linear de construção do conhecimento em prol de uma visão plural, marcada pela multiplicidade e pela complexidade de redes e conexões, que contribuem para o rompimento da rigidez dos currículos e do entendimento de que a educação ocorre somente dentro do ambiente escolar. Os recursos proporcionados pela tecnologia, consorciados a metodologias inovadoras, incentivam os estudantes a desenvolverem habilidades, despertam o interesse cien- PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL tífico, estimulam a busca de conhecimentos e sua relação com outros temas. Possibilitam, também, contemplar diferentes estilos de aprendizagem, contribuindo para a autonomia acadêmica, independentemente da modalidade de ensino que está sendo desenvolvida, seja presencial ou a distância. Para a utilização das diferentes estratégias metodológicas, tanto no ensino presencial como no a distância, é necessário proceder à capacitação digital de professores e alunos, preparando-os para a adequada utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no Ensino Superior. Também é necessário investir continuamente em recursos tecnológicos a fim de contribuir para a qualificação da ação educativa presencial e a distância. 3.8. INCLUSÃO SOCIAL A instituição de ensino é um dos importantes espaços para vivências não discriminatórias, na medida em que é local de encontro de sujeitos diferentes. Reconhecer e valorizar a diferença em sala de aula, desenvolver atitudes de aceitação e respeito e trabalhar o imaginário social da comunidade universitária acerca dessa temática são ações que contribuem para a inclusão, possibilitando o exercício da cidadania. O compromisso da Instituição com a inclusão supõe a investigação sobre os conhecimentos prévios trazidos pelos estudantes ao ingressarem na Universidade e um adequado tratamento no caso de identificação de dificuldades. Isso pode se dar pelo oferecimento de modalidades alternativas e variadas – monitorias, atividades em laboratórios, atendimento individual ou em grupos em horários diferenciados – de modo a favorecer o êxito da aprendizagem e facultar a consequente inclusão. O desenvolvimento da política institucional de inclusão vai além de reunir, no mesmo ambiente físico, diferentes culturas e ideias, mas expressa o compromisso em qualificar o acolhimento e o atendimento às pessoas com deficiência/necessidades especiais, por meio da criação de espaços físicos adequados, da disponibilização de equipamentos específicos e atendimento especializado para diferentes necessidades, sejam elas físicas, visuais, auditivas e altas habilidades, entre outras, com implicações cognitivas. 3.9. ATENÇÃO À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA A vivência acadêmica do aluno universitário é um processo que ultrapassa o conteúdo curricular formal e inclui a relação com os professores, com os colegas e com os demais protagonistas do processo de ensino e de aprendizagem, além do contato com o entorno social e cultural. A revolução desencadeada pela tecnologia interfere na realidade educacional e nas qualificações profissionais necessárias ao futuro mercado de trabalho, cujas condições alteram-se constantemente, exigindo maior flexibilidade da educação universitária e do aluno. Numa sociedade competitiva, os estudantes universitários podem encontrar situações desvantajosas e bloqueadoras, que afetam as percepções da realidade e, consequentemente, seus comportamentos, tornando-os sensíveis e vulneráveis a certos fatores socioculturais. Esses fatores podem concorrer para o desencadeamento de alterações psicológicas, sociais e de aprendizagem, leves ou agudas, vividas muitas vezes como insolúveis, e demandando intervenção. Passa, portanto, a ser preocupação da Universidade dar atenção ao seu público interno e agregar às ações educacionais vigentes informação e orientação de cunho pedagógico, psicológico e sociocultural que 17 18 atendam às necessidades imperiosas dessa população, favorecendo seu melhor desenvolvimento. Nesse sentido, busca-se ampliar os espaços de formação acadêmica a partir de atividades de capacitação discente, oportunizando a interlocução entre estudantes de diferentes áreas e cursos de formação no debate de temas contemporâneos. Busca-se também gerar um ambiente interno propício à humanização das relações acadêmicas, ao convívio social e cultural, incentivando, ao mesmo tempo, atividades relacionadas ao lazer e ao esporte. Como mediação entre o aprendente e o objeto de conhecimento, a ação docente é essencial para o desenvolvimento de aprendizagens e da autonomia intelectual, o que implica a necessidade de apoio ao trabalho do professor, principalmente por meio de iniciativas que visem a qualificá-lo e a atualizá-lo frente aos novos desafios da Educação Superior. As Diretrizes Curriculares, editadas pelo Ministério da Educação para as diversas áreas de ensino, preconizam a importância de a Instituição contar com professores capacitados para lidar com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Assim, atividades de educação continuada e de capacitação docente são necessárias para promover a reflexão dos professores sobre sua prática, com vistas ao aperfeiçoamento do trabalho tanto em sala de aula como em outros ambientes de aprendizagem. É igualmente importante que a atenção ao professor se traduza no atendimento a suas necessidades, em termos de recursos de trabalho e de capacitação para o seu uso. O apoio psicossocial também se faz necessário ao bom andamento das ações docentes, diante das diversas situações que se manifestam no cotidiano das atividades da Educação Superior, pois os professores também podem apresentar dificuldades associadas ao relacionamento in- terpessoal, a problemas familiares e a situações adversas de natureza socioeconômica, com implicações na prática docente. 3.10.INICIAÇÃO À PESQUISA Dentre as ações que contribuem para a iniciação à prática da pesquisa, incluem-se disciplinas e/ou conteúdos curriculares com foco na investigação científica, bem como programas dentre os quais se destacam a Iniciação Científica com bolsas do Programa de Pesquisa para Alunos da Graduação (BPA/PUCRS), do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/ CNPq) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PROBIC/FAPERGS), a Monitoria e o Programa de Educação Tutorial (PET), e o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), os quais desempenham papel fundamental no currículo. Além dessas iniciativas, os Grupos, Núcleos, Centros e Laboratórios de Pesquisa também estimulam o espírito investigativo e contribuem para a criação de uma cultura de pesquisa. Nesse sentido, a integração entre Graduação e Pós-Graduação é assumida pela Instituição como compromisso que relaciona diferentes saberes, fomentando a partilha entre eles e incentivando a participação em eventos científicos e em outras atividades educativas e organizativas, numa perspectiva de articulação entre ensino, pesquisa e extensão e com a possibilidade de vivências multidisciplinares e interinstitucionais. Da mesma forma, a participação dos alunos em projetos de pesquisa em conjunto com empresas e organizações governamentais possibilita o desenvolvimento de novos conhecimentos e a aproximação com a realidade do mercado de trabalho. PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL 3.11.FLEXIBILIDADE CURRICULAR O princípio da flexibilização curricular atende a orientações da LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei no. 9394/96) e das decorrentes Diretrizes Curriculares Nacionais. A flexibilização que orienta os cursos da PUCRS, tanto na graduação quanto na pós-graduação, transcende as possibilidades de aumento e/ou redução de carga horária das disciplinas e desafia a criação de uma matriz curricular diferenciada, capaz de traduzir uma concepção emergente de currículo que supere as marcas da homogeneidade, da sequencialidade, da fragmentação e da conformidade que caracterizam, em grande parte, as estruturas vigentes. Esse movimento pode ser identificado por meio de alguns mecanismos ou componentes curriculares, como os seguintes: a redução dos requisitos disciplinares; a possibilidade de realizar diferentes modalidades de atividades complementares; a oferta de disciplinas eletivas; o uso da modalidade semipresencial em cursos de graduação, e das modalidades semipresencial e a distância em cursos de pós-graduação e extensão; os estágios curriculares não obrigatórios; a inserção de práticas de pesquisa; o trabalho extensionista; e o estímulo aos programas de mobilidade acadêmica. As Atividades Complementares visam a ampliar a formação do graduando, mediante a aquisição de experiências em diferentes campos de atuação. São escolhidas pelos estudantes dentre um rol de opções indicadas nas Normas das Atividades Complementares do respectivo curso. São exemplos de Atividades Complementares: ações de cunho social desenvolvidas na comunidade, em programas de extensão universitária; atividades de instrumentalização científica, envolvendo a participação em eventos e em cursos de complementação de conteúdos curriculares; apresentação de trabalhos em congressos; participação em projetos de pesquisa, de iniciação científica, com produção escrita; participação em atividades de monitoria; realização de estágios não obrigatórios (voluntários); outras modalidades, desde que aprovadas pelo Colegiado da Faculdade. Na matriz curricular dos cursos de bacharelado e licenciatura da PUCRS, incluem-se de 105 a 120 horas de Atividades Complementares, salvo disposição diversa nas Diretrizes Curriculares específicas do curso. As Disciplinas Eletivas têm por finalidade o acesso a conhecimentos e o desenvolvimento de competências, com vistas à complementação da formação do aluno. São escolhidas pelo graduando entre as disciplinas oferecidas nos diferentes cursos de graduação, a partir da matrícula no segundo nível do seu curso. Na matriz curricular dos cursos de graduação da PUCRS, incluem-se de 12 a 16 créditos de disciplinas eletivas. Nos cursos de PósGraduação, os projetos pedagógicos e seus regulamentos explicitam disciplinas opcionais disponíveis para escolha dos pós-graduandos. 3.12.EDUCAÇÃO CONTINUADA É papel da Universidade participar da educação continuada com a consciência da incompletude desse processo. Permear os cursos, em seus vários níveis, com atitude de permanente busca é um compromisso necessário que cabe à Instituição universitária assumir ante a sociedade, pela formação de profissionais e cidadãos envolvidos em continuado aprimoramento e permanente atualização, visando à reconstrução de conhecimentos e experiências pessoais e profissionais. O sucesso de projetos de educação continuada implica adesão e compromisso do corpo docente. 19 20 Assim, tanto para os egressos como para os docentes, a educação continuada pode significar a realização de cursos em nível lato e stricto sensu e em nível de extensão na modalidade presencial ou a distância; a participação em grupos de estudos e em eventos, preferentemente com apresentação de produção acadêmica; a participação em programas de capacitação pedagógica; a realização de pesquisas sobre a própria prática profissional. São igualmente importantes as parcerias interinstitucionais e os convênios de cooperação que, além de contribuírem para a qualificação profissional na perspectiva da educação continuada, captam novas demandas a serem contempladas nos currículos para garantia de uma formação inovadora, atenta às transformações contemporâneas. É imperativo, pois, que a Instituição estimule o desenvolvimento de programas voltados à educação continuada, envolvendo tanto o corpo docente como os egressos de seus vários cursos. 3.13.MOBILIDADE ACADÊMICA A mobilidade acadêmica vem sendo largamente incentivada em todos os níveis de ensino. Na graduação, é um programa que possibilita aos alunos a realização de estudos compatíveis com o seu currículo em Universidades que possuem Acordo ou Convênio de Cooperação Científica e Cultural com a PUCRS ou por meio de bolsas provenientes de programas financiados por órgãos públicos e privados, por um período de até dois semestres ou de acordo com os editais, com possibilidade de aproveitamento em sua matriz curricular. A mobilidade oferece, além do enriquecimento em termos curriculares, experiências acadêmicas em nível internacional, tais como a aprendizagem de língua estrangeira e o exercício da autonomia, dentre outros. O programa também recebe alunos de outros países, oportunizando a convivência destes com alunos e professores da PUCRS. São promovidas atividades de capacitação discente, mediante encontros que favorecem a socialização das experiências vivenciadas por alunos estrangeiros na PUCRS, bem como de alunos que realizaram intercâmbio, qualificando a formação profissional e, ao mesmo tempo, beneficiando a comunidade acadêmica. Programas específicos permitem a dupla diplomação dos participantes em nível de graduação, e ampliam as possibilidades de internacionalização. No que se refere à pós-graduação stricto-sensu, a mobilidade acadêmica é recurso essencial à qualificação dos projetos e à inserção dos jovens pesquisadores nas redes de pesquisa nacionais e internacionais. Fundamentalmente, o aluno pode usufruir de duas modalidades de mobilidade: estágio-sanduíche e dupla-diplomação. Na primeira, tem a oportunidade de realizar um período de seu curso em outra instituição. No mestrado, o estágio costuma durar de um a seis meses e pode ser feito em instituições nacionais ou estrangeiras. No caso do doutorado, essa modalidade de estágio geralmente ocorre em uma instituição no Exterior, com duração máxima de 24 meses. O doutorado sanduíche é custeado por programas de agências estatais ou privadas, nacionais ou internacionais. A segunda modalidade, dupla-diplomação é importante mecanismo disponibilizado na PUCRS no nível do doutorado, que permite a obtenção concomitante de dois diplomas (em dois países), mediante convênio e termos específicos. Essas alternativas se integram à presença cada vez mais frequente de alunos, docentes e pesquisadores estrangeiros na Universidade, valorizando a convivência e a multiculturalidade no ambiente universitário. PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL VISÃO PROSPECTIVA A partir dos princípios filosóficos e religiosos característicos da missão institucional, o PPI assume significação plural, aberta e receptiva aos movimentos da ciência, da sociedade e da cultura, assegurando a unidade na diversidade e valorizando o compromisso de cada membro da comunidade acadêmica com a Universidade. O PPI contribui para a manutenção, atualização e permanente recriação da identidade da PUCRS, enquanto instituição comunitária de educação superior que atua no ensino, na pesquisa e na extensão, em interação com a sociedade. Ao explicitar as concepções pedagógicas da educação superior na PUCRS, orienta a elaboração dos Projetos de Cursos de graduação, pós-graduação e extensão, sugerindo caminhos possíveis para a materialização dessas concepções a partir das peculiaridades dos cursos. Serve também de orientação pedagógica às demais ações acadêmicas, em diferentes instâncias. A leitura do PPI – o contato continuado com ele e a consulta a suas páginas –, sempre que houver definições em processo, permite uma compreensão mais ampla dos princípios institucionais, no que se refere à inovação e à solidariedade. Tal compreensão encaminhará, prospectivamente, à materialização dos ideais propostos neste documento, que representa as aspirações institucionais. Assim, o PPI constitui referência para permanente reflexão e avaliação, contribuindo para projetar ações educativas e consolidar a identidade institucional da PUCRS como Universidade Católica de tradição educativa Marista. A partir das concepções pedagógicas aqui expostas e dos resultados dos diagnósticos realizados no contexto universitário, a PUCRS atualiza periodicamente seu Plano Estratégico e o Plano de Desenvolvimento Institucional. O conjunto de tais documentos serve de orientação para realizar as ações presentes e futuras da Universidade, ten- 21 22 do em vista cada vez mais a consolidação da imagem da PUCRS como Instituição de Ensino Superior que prima pela excelência acadêmica. PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ LEIS/l9394.htm>. Acesso em: 12 mar. 2012. FEDERAÇÃO NACIONAL DAS APAES. Declaração Internacional de Montreal sobre inclusão. 2001. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/ pdf/dec_inclu.pdf>. Acesso em 12 mar. 2012. DEMO, P. Educar pela pesquisa. Campinas: Autores Associados, 1998. ESTEVE, J. N. 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