DANIEL REVELA REALIZA TARDE DE AUTÓGRAFOS NA SARAIVA MEGASTORE DO RIOPRETO SHOPPING O cantor conta momentos marcantes, como a perda de João Paulo e a relação com o irmão mais velho, Em Daniel – Minha estrada, lançado pela Benvirá, o ídolo sertanejo revela acontecimentos marcantes tanto de sua vida pessoal como de sua carreira. Em um relato sincero ao jornalista Tom Cardoso, Daniel abre seu coração e mostra sua verdadeira essência. O cantor estará recebendo fãs na Saraiva Megastore do Riopreto Shopping, no dia 24 de julho, das 16h30. O evento será realizado dentro da loja da Saraiva e serão atendidos 100 fãs. A equipe da livraria distribuirá pulseirinhas para as 100 primeiras pessoas que passarem pela loja, a partir das 10h, do dia 24. Com trinta anos de carreira e mais de 13 milhões de discos vendidos, Daniel começou a arranhar seu primeiro violão aos 8 anos. Aos 12 anos, começou a dividir o palco com João Paulo, e por mais de 15 anos enfrentaram inúmeros desafios, um dos principais era por formarem uma dupla “café com leite” (composta por um negro e um branco). Além disso, eles tinham poucos recursos. Correram o interior de São Paulo em uma caminhonete abarrotada de instrumentos e se apresentaram, quase sem plateia, em muitos circos pelo caminho. Um dos temas mais impactantes é a sua relação com o irmão mais velho, Gilmar, que sofreu uma paralisia cerebral no nascimento. Apesar das dificuldades com a fala, o irmão sempre gostou de música e, junto com o pai, foi um dos primeiros a notar o talento de Daniel para cantar. O carinho pelo irmão e as dificuldades que a família enfrentou são alguns dos motivos que levaram Daniel a apoiar e ajudar associações que cuidam de pessoas com deficiência física e mental. Por decisão do cantor sua porcentagem no livro será integralmente destinada à Federação Nacional das Apaes, já que é embaixador da instituição. Essa iniciativa vai beneficiar diretamente as 2.136 Apaes do Brasil ligadas à Federação, que não mede esforços para a melhoria dos atendimentos e estruturas das suas unidades. Daniel também conta em detalhes o momento mais difícil de sua vida: perder o parceiro João Paulo em um acidente automobilístico. “Eu caí em desespero. Nunca tinha sentido nada parecido na vida”, diz o cantor. A tristeza ao ouvir a notícia e a lembrança dos momentos seguintes chegam a emocionar. Daniel também relembra a vontade de abandonar a carreira e de nunca mais pisar em um palco, mas, com a ajuda da família, amigos e fãs, ele conseguiu construir uma das carreiras-solo de maior sucesso na música brasileira. Ao decorrer das páginas, é possível reconhecer toda simplicidade e simpatia do cantor e ainda se surpreender com suas experiências. Entre as notícias mais curiosas, estão o relato do dia em que Daniel foi visitar uma de suas maiores fãs, Dona Mafalda, cuja casa está repleta de imagens e recordações do cantor; o modo como ele conheceu sua esposa e a lembrança de sua paixão por Eliana quando era menino e ela se apresentava com a banda A Patotinha. Daniel – Minha estrada Autor: Daniel em depoimento a Tom Cardoso Benvirá, 2014, 1.ª edição, 208 páginas, R$ 24,90 ISBN: 978-85-8540-078-4 Leia alguns trechos: COMEÇO DE CARREIRA Foi uma fase de muita ralação, mas muito prazerosa. “Não foi fácil divulgar os dois. Primeiro, porque havia pouco espaço para a música sertaneja na época — programas de televisão do gênero eram pouquíssimos. Além do mais, a gente tinha que enfrentar o preconceito dos contratantes, que não aceitavam trazer para as suas cidades uma dupla formada por um branco e um negro. Recebi diversas propostas de empresários para formar uma dupla só de cantores brancos. Foi muito difícil. Na falta de lugar para se apresentar, a gente fez muitos shows em circo. Era uma dureza só. Quando não havia pipoqueiro na porta, era sinal de que a gente ia tomar ferro — a bilheteria não ia dar para o cachê. Às vezes, nós passávamos dias na estrada, e, quando chegávamos para cantar na cidade, o circo já tinha ido embora. Quando dava um pouco de público, eu, o porteiro do circo, o bilheteiro, o animador tentávamos levantar os meninos. A gente anunciava a dupla com aquela pompa toda, para dar um clima: — Vem aí pela primeira vez nesta cidade a dupla que canta para a terra e para o céu: João Paulo e Daniel! Meia dúzia aplaudia.” Depoimento de Hamilton GILMAR (irmão mais velho que teve paralisia cerebral no nascimento) Minha grande alegria era cantar para o Gilmar. Tem uma coisa que nunca saiu da minha cabeça. A gente ainda morava em Brotas. Eu enchia o tanque de lavar roupas, pulava dentro e ficava cantando a tarde inteira. Para o Gilmar, com todas as suas dificuldades, de fala inclusive, música era uma grande terapia. Ele cantava do jeito dele, e a gente começou a perceber que a música lhe fazia muito bem. O Gilmar tem limitações, porém é muito inteligente. Saca coisas que ninguém mais saca. E foi um dos primeiros a notar, e meu pai também, que eu tinha talento, jeito para cantar. MORTE DO JOÃO PAULO Eu não poderia imaginar que aquela seria a última imagem que eu teria dele vivo. — O João Paulo faleceu, filho. Eu caí em desespero. Nunca tinha sentido nada parecido na vida. O meu primeiro impulso foi pegar as minhas coisas, o meu carro, e ir atrás do João Paulo. Nem sabia onde ele estava, mas eu não queria ficar ali. Queria estar com o meu parceiro, tentar fazer alguma coisa. A ficha não tinha caído. O pessoal tentou me segurar, me explicar o que havia acontecido, mas eu corri até o meu quarto para arrumar as minhas coisas. Chegando lá, vi, para minha surpresa, a mala do João Paulo ao lado da minha cama. Alguém da produção tinha deixado ali para levar direto para Limeira no dia seguinte — João Paulo voltara para Brotas apenas com uma maleta. Desci novamente para o saguão, aquela confusão, as pessoas tentando me acalmar. Foi preciso que o meu pai ligasse no hotel de novo e me explicasse os detalhes do acidente — o carro tinha capotado e pegado fogo — para eu entender, enfim, que não podia fazer nada. Eu havia perdido o meu parceiro, o meu irmão. [...] Aquela confusão de informações e os buchichos todos só agravaram o meu estado de choque. Daquela terrível viagem de volta a Brotas, no dia mais triste da minha vida, eu me lembro apenas do noticiário no rádio, que só falava do acidente, de uma canção ao fundo, “To love you more”, de Céline Dion, e do elevador do hotel se fechando, com o João Paulo do lado de fora. Eu só tinha uma certeza: nunca mais subiria num palco. FÃS Acho que sou o único artista que faz DR com fã Sempre tive uma relação muito harmoniosa com as minhas fãs, mesmo as mais fanáticas, que, apesar de serem completamente loucas pelo artista Daniel, sempre foram muito respeitosas. A Dona Mafalda é uma das fãs mais ardorosas, daquelas que tatuam o meu nome no corpo, que levam o fanatismo ao extremo, porém, apesar disso, nunca tive qualquer problema com ela. Hoje, a Dona Mafalda mora em São Paulo, mas, quando fui visitá-la, ela ainda residia em Uberlândia. Eu quis fazer esse agrado e fui até a casa dela. Tomei um susto. Já sabia que ela era louca pelo meu trabalho, mas não imaginava que fosse tanto. A partir da porta de entrada da casa, tudo o que eu olhava tinha o meu nome ou o meu rosto. Embaixo da tampa de vidro da mesa da sala havia uma grande foto minha. Nos quartos, o travesseiro, o lençol, tudo tinha a minha cara. Tudo. Uma hora, pedi para ir ao banheiro. Entro, olho para o vaso sanitário, e a tampa era forrada com uma foto minha… PAIXÃO DE MENINO (Eliana) Falei da Hebe, da Xuxa e da Ana, três amigas loiras e muito queridas. Falta falar da quarta loira, também apresentadora e também uma pessoa da qual gosto muito e com quem tenho, diferentemente da Hebe, da Xuxa e da Ana Maria, uma relação que vem desde muito antes de eu começar a fazer sucesso. Estou falando da Eliana. Pouca gente sabe, mas eu e ela trabalhamos juntos na época em que eu e o João Paulo fazíamos o show de abertura da banda A Patotinha, da qual ela fazia parte e que também era empresariada pelo Hamilton. E menos gente ainda sabe que eu era louco pela Eliana, tinha uma quedinha por ela. Na verdade, uma quedona. Imagina o que era para mim e para o João Paulo viajar junto com aquelas garotas d’A Patotinha, uma mais bonita que a outra. Aquela mulherada dentro do furgão, todo mundo espremido. Foi uma das poucas vezes que fiquei feliz por viajar apertado… A Eliana era especial. Mas a gente nunca chegou a ter nada. Sempre bateu na trave. Hoje, cada um leva a sua vida, e continuamos muito amigos. ALINE (ex-bailarina e atual esposa) Havia um número em que um dos bailarinos entrava no palco com uma mala grande e dizia que tinha uma encomenda para mim. Ele abria a mala, e de lá saia uma boneca de pano, a Gigi, que era interpretada pela Aline. Eu pegava essa boneca toda mole, colocava deitada no meu colo e começava a conversar com ela. A Gigi, com uma vozinha fina de boneca, se queixava que estava com ciúme da maneira como eu falava com as outras mulheres durante o show, e eu dizia para ela parar com aquilo, que eu a adorava. Até que eu pedia para ela dançar, e ela ia, toda mole; então, no meio da dança, se transformava numa mulher. O número acabava aí. Toda vez que a Aline participava desse quadro, eu aproveitava para brincar com ela, para sacanear um pouco, principalmente no momento em que ela saía da caixa e deitava no meu colo. Eu dava uns tapas na bunda dela e dizia: — Essa boneca é ajeitadinha! E ela me dava uns beliscões. O público nem percebia. [...] Foi duro convencer a Aline a subir para o meu quarto. Havia uma norma dentro do balé, instituída pelo Hamilton, que sabia das minhas fases mais mulherengo, que proibia todas as dançarinas de se aproximarem de mim. PAIZÃO Na intimidade, sou um paizão. Mesmo. Sou daqueles pais que gostam de participar de tudo, de dar banho, de trocar fralda, de dar mamadeira, de levar para a escola. Só não faço aquilo que não consigo mesmo fazer. As minhas filhas já entendem que, por causa da minha carreira, eu preciso passar um tempo fora de casa. No entanto, organizo a minha agenda de shows para ficar no máximo (e ainda assim raramente) uma semana longe de casa. Quando volto de madrugada de algum show, faço questão de dar uma olhada nas meninas. Sou orgulhoso do quanto sou um pai participativo e sei que a Luiza e a Lara sentem meu amor por elas. Sobre o Grupo Saraiva O Grupo Saraiva, companhia nacional de capital aberto com cerca de seis mil funcionários e que em 2014 celebra seu centenário, cria e distribui conteúdo, tecnologia e serviços por meio de seus Negócios Editoriais e Varejo. O Grupo é referência na produção de conteúdo para educação básica, ensino técnico e superior, em especial Direito, onde é líder de mercado. Suas soluções educacionais incorporam tecnologias inovadoras, tais como aprendizagem adaptativa, biblioteca digital por assinatura, plataformas gamificadas, fornecendo também conteúdo e metodologia para o ensino à distância. Com 115 lojas em 17 Estados brasileiros e Distrito Federal, possui a maior rede varejista de conteúdo, cultura e entretenimento do País e comercializa seu leitor digital próprio, o Lev. Desde que lançou sua plataforma de e-commerce em 1998, opera com uma abordagem integrada e multicanal, que oferece ao cliente produtos e serviços no www.saraiva.com.br ou nas lojas físicas. Possui um rico acervo em literatura, papelaria, música, filmes, games e softwares, telefonia, eletrônicos, periódicos, além de serviços de recarga de celular, venda de ingressos, cartão presente, cartões pré-pagos, seguros, assistência técnica, entrega garantida e entrega em domicílio. Fonte: Assessoria de Imprensa cantor Daniel Giana Rodrigues [email protected] (14) 99119 3160