TÍTULO: Promovendo a qualidade de vida: experiência vivenciada com cuidadores de enfermagem de
um hospital universitário do município de Belo Horizonte.
AUTORAS:
Maria Édila Abreu Freitas1 Sônia Maria Soares2; Ellen Midori Ribeiro dos Santos 3; Alexandra Freire
Vilela4; Lene Valentina Pedrosa Marques5; Soraia Menezes Gontijo6.
INSTITUIÇÃO: Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais
ÁREA TEMÁTICA: Promoção à saúde e qualidade de vida.
Introdução:
A busca pela qualidade de vida é hoje um ideal entre milhares de pessoas do mundo inteiro e
atualmente este tema tem sido estudado em diferentes áreas do conhecimento. Assim, pode-se percebêla sob diversas dimensões, cada uma com sua devida importância para a vida das pessoas.
Qualidade de vida, na sua dimensão individual, corresponde à percepção que cada um tem de si, num dado
momento. Quanto melhor for essa percepção, melhor a qualidade de vida. Quanto mais satisfeita, mais feliz, mais atendida
nas suas expectativas, mais qualidade de vida uma pessoa tem ( RIO, 1996). Se esta reflete a percepção qualitativa que cada
um tem de si mesmo, de sua saúde e o nível de bem-estar individual, a relação entre saúde e qualidade de vida é automática.
É impossível pensarmos em uma sem a outra. A presença da doença, da dor e do mal-estar físico ou psíquico compromete
radicalmente a qualidade de vida.
Assim, uma condição importante na obtenção de qualidade de vida é saber conviver com o estresse. Segundo LIPP
(1987), todos os seres humanos já experimentaram o estresse em qualquer idade, mas poucos o compreendem ou
reconhecem o impacto que ele pode provocar no indivíduo. O ritmo rápido e outras características da sociedade atual tornam
o estresse muito frequente, sobrando pouco tempo para relaxamento. Inúmeros fatores da vida atual levam a um excesso de
ação, de esforço e escassez de descontração e repouso.
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Enfermeira, Doutora em Enfermagem pela USP, Profa Adjunto do Depto. de Enfermagem Aplicada da Escola de Enfermagem da
UFMG. E-mail: [email protected]
2
Enfermeira, Doutora em Saúde Pública pela USP. Profa Assistente do Depto de Enfermagem Básica da Escola de Enfermagem da
UFMG. E-mail: [email protected]
3
Aluna do curso de graduação em Enfermagem/ UFMG, bolsista de extensão do Projeto “Cuidar... Cuidando-se!” E-mail:
[email protected]
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Alunas do curso de graduação de Enfermagem/ UFMG.
Uma questão que tem sido muito discutida atualmente é como o estresse diário afeta o ambiente
de trabalho e conseqüentemente a produtividade do trabalhador. As inovações tecnológicas e
organizacionais vêm causando importantes mudanças no mundo do trabalho, seja na produção, seja na
sociedade como um todo, com repercussões que parecem ser bastante profundas. Assim, segundo
OLIVEIRA (1997), esta nova relação traz como conseqüência o surgimento de novos riscos para a
saúde dos trabalhadores e deve ser compreendida em um conceito mais amplo envolvendo seu aspecto
físico, mental e social.
Na área de saúde não tem sido diferente, pois o estresse representa um fator que está cada vez
mais presente no cotidiano dos cuidadores de enfermagem como tem sido demonstrado em vários
estudos.
CARVALHO e LIMA (2001) realizaram um estudo com o objetivo de identificar sintomas físicos que podem estar
associados ao estresse ocupacional entre o pessoal de enfermagem do Centro Cirúrgico de um hospital escola em Belo
Horizonte.
Participaram deste estudo 50 profissionais entre os quais, 4 enfermeiras e 46 técnicos de
enfermagem. As pesquisadoras aplicaram um questionário adaptado do “Occupational Stree Indicator”
(OSI) que, além de itens relativos às características pessoais e profissionais, apresentava uma lista de 12
sintomas e um item em aberto, considerados pela área de psicopatologia do trabalho como sintomas que
caracterizam desgaste do trabalhador. Na análise dos dados percebeu-se que cada respondente
manifestou, em média, metade (seis) dos sintomas do inventário, nos últimos três meses. Os sintomas
apresentados pela maioria referem-se a problemas ligados às necessidades de sono e repouso,
sexualidade, percepção dolorosa e perturbação gástrica. Concluíram então, que todos esses eram
sintomas típicos de estresse, o que indicava estar havendo desgaste desses trabalhadores.
Portanto, estudos na área comprovam a importância de se levantar e analisar fatores geradores de
estresse no ambiente de trabalho da enfermagem, como também suas implicações (físicas e emocionais)
na vida e produtividade destes profissionais.
Assim, com a finalidade de compreender a dinâmica do estresse e suas implicações na vida e no
trabalho dos cuidadores de enfermagem, foi desenvolvida no curso de graduação de enfermagem a
disciplina qualidade de vida e estresse.
A disciplina, além de orientar os alunos sobre técnicas para o manejo do estresse, proporcionou a
realização de um estudo com cuidadores de enfermagem com os seguintes objetivos: conhecer a
percepção dos mesmos acerca de qualidade de vida e estresse no trabalho; identificar os fatores
determinantes do mesmo no ambiente de trabalho dessa equipe e elaborar uma proposta de intervenção
para o manejo do estresse no ambiente de trabalho.
2
Metodologia
Optou-se pelo estudo qualitativo utilizando alguns pressupostos da abordagem fenomenológica.
O mesmo foi realizado na maternidade de um hospital universitário de Belo Horizonte com enfermeiros,
técnicos e auxiliares de enfermagem que concordaram em participar do mesmo, sendo: 2 (dois)
enfermeiros, 7 (sete) técnicos e 2 (dois) auxiliares de enfermagem. A coleta de dados foi feita em
agosto de 2002, por acadêmicas de enfermagem, matriculadas na disciplina optativa: Qualidade de Vida
e Estresse. As informações foram obtidas através de entrevistas individuais com as seguintes questões:
O que é qualidade de vida para você? Como você percebe a sua qualidade de vida? Você se considera
uma pessoa estressada? O que mais estressa no trabalho que você desenvolve? As entrevistas foram
gravadas ou anotadas quando permitido pelos entrevistados seguindo todos os princípios ético-legais.
Os dados coletados foram analisados obedecendo as seguintes etapas: transcrição na íntegra das entrevistas, leitura e
releitura das mesmas, extração das unidades de significados que foram posteriormente transformadas, seleção de subtemas e
temas que emergiram da experiência dos cuidadores. Este processo permitiu chegar aos seguintes núcleos temáticos:
•
Qualidade de vida associada à satisfação das necessidades humanas básicas;
Qualidade de vida e trabalho:
•
Sobrecarga de trabalho x prazer no trabalho;
•
Relacionamento interprofissional;
•
Relação de poder na equipe de trabalho.
O estresse no trabalho:
•
O estresse relacionado ao contato com a paciente e com as colegas de trabalho;
•
O estresse relacionado à falta de tempo para si próprio e o autocuidado;
•
O estresse e as cobranças institucionais.
A partir da análise dos dados foi elaborada uma proposta de intervenção com os cuidadores de
enfermagem para o manejo do estresse, com o objetivo de discutir os fatores que se destacaram como
estressores no trabalho e orientar técnicas de autocuidado.
Conhecendo a percepção dos cuidadores de enfermagem acerca de qualidade de vida e estresse no
trabalho
3
A concepção individual dos cuidadores de enfermagem sobre qualidade de vida relaciona-se a
vários fatores, tais como: satisfação das necessidades humanas básicas, realização de seus sonhos e
desejos, possibilidade de exercer o autocuidado, além de ter mente sã e corpo são.
Foi muito explorado nos depoimentos a relação entre qualidade de vida e estresse no ambiente de trabalho,
principalmente nos aspectos que tangem o relacionamento interpessoal na equipe de enfermagem.
Para os entrevistados satisfazer as necessidades humanas básicas envolve condições que vão
desde vestuário e alimentação até lazer e saúde: (...) eu não sei como falar, mas eu sei que entra trabalho,
lazer, vestuário, alimentação... qualidade de vida pra mim tem que ter tudo isso. (TE)
Sobre qualidade de vida? Eu digo que são vários aspectos... uma boa alimentação, condições físicas né? A
pessoa estar com uma boa noite de sono... (TE)
Percebe-se a necessidade de um trabalho constante na relação cuidar de si/cuidar do outro, onde,
poder exercer o autocuidado surge como um fator essencial que não deve ser esquecido na qualidade
profissional de assistência em enfermagem, como demonstra a fala de um dos membros da equipe:
Alguns anos de enfermagem aprendi que primeiro devo me cuidar para depois cuidar do outro. Aprendi
muito bem a cuidar do outro, aprendi a desenvolver empatia, aprendi muitas coisas boas, mas esqueci o mais
importante, eu não aprendi a cuidar de mim antes. (E)
No estudo de BENERI et al. (2001), as enfermeiras verbalizaram a necessidade de realizarem práticas de cuidado de
si para posterior cuidado do outro. As autoras mostram que é essencial a implementação de práticas de cuidado de si e
medidas mais efetivas de modo a modificar o cotidiano das enfermeiras; mudanças não só nas condições de trabalho, mas no
próprio modo de ser da enfermeira, de como tem procedido ao longo de sua vida profissional. Suas considerações tiveram
como objetivo obter condições favoráveis para o cuidado do cliente, proporcionando uma assistência adequada, sem que a
profissional necessite doar-se e negar-se como pessoa.
Atualmente, as necessidades psicossociais do enfermeiro, analisadas sob a temática do
sofrimento psíquico, abrange praticamente todas as áreas de atividades, passando pelos processos de
administração e cuidado, relacionamentos interpessoais, organização do trabalho, satisfação com o
salário, reconhecimento profissional, entre outros (SANTOS e TREVIZAN, 2002).
Assim, a dinâmica do processo de trabalho em enfermagem, para cada entrevistada, representa um fator
determinante para a construção e problematização da sua qualidade de vida, bem como um processo responsável pelo
surgimento de vários fatores geradores de estresse para estas profissionais. Dentro destes fatores, emergiram dos
depoimentos a sobrecarga de trabalho, acúmulo de funções e suas implicações no sentimento de prazer no exercício da
profissão; falta de materiais, pessoal e baixa remuneração:
Acúmulo de função me estressa muito... A gente tem plantão de 6, de 12 e tem lugar que é de 8 (horas). A
gente tem o salário baixo, então a gente tem que ter 4... 5 empregos. (E)
No trabalho muitas vezes é a falta de material. Material, às vezes falta funcionário suficiente... (TE)
4
Outros fatores que foram mencionados como geradores de estresse no ambiente de trabalho foram a falta de tempo
para si próprio, para o lazer e a família;
Eu não tenho folga a semana inteira. Pra mim conseguir folga é só se eu sofrer um acidente, ficar um dia
necessitada e alguma coisa assim, entendeu? Então, eu acho que eu não tenho qualidade de vida. (E).
Eu trabalho mais que deveria. Eu não tenho tempo para o lazer, ficar com a família, o dinheiro está curto.
Eu estou com a minha qualidade de vida menor. (TE)
Situações advindas do relacionamento com as pacientes e com a instituição, também foram apontadas como fatores
estressantes conforme colocam abaixo:
Tem pacientes que chegam aqui e acham que você é empregada delas... eu sei que elas estão sentindo dor,
mas nem por isso elas precisam fazer o que fazem... (TE)
O que mais me estressa são as cobranças, imediatismo das pessoas. E nós já nos cobramos muito. E ainda
existe toda uma estrutura que vem cobrando. (...) e a gente é norteado por estas cobranças. (E)
Segundo SANTOS E TREVIZAN (2002), o trabalho de enfermagem aponta para uma situação em
condições insatisfatórias, com excessivo número de tarefas, ritmo desordenado, funcionários mal
preparados, falta de material com constante improvisação e absenteísmo. Esta situação interfere na
saúde mental dos trabalhadores e também na qualidade da assistência prestada. Assim, propõem a
necessidade de desenvolvimento de novos estudos a fim de avaliar as implicações psicológicas inerentes
à organização e divisão do trabalho, como possibilidade de analisar na prática as situações geradoras de
satisfação e insatisfação favorecendo a conscientização e o conhecimento das necessidades psicossociais
da equipe de enfermagem, além de predispor o diagnóstico da qualidade de vida no trabalho.
O relacionamento interprofissional na equipe de enfermagem e suas consequências para o
processo de trabalho foi o fator mais explorado pelas profissionais em seus depoimentos. O déficit
existente em relação ao trabalho em equipe constitui o fator mais estressante para a maioria das
cuidadoras.
O convívio com as colegas de profissão mostrou-se dificultado por comportamentos individualistas; falta de
demonstrações de amizade e vínculo com os integrantes da equipe; cobranças entre os profissionais e relações de poder na
equipe de trabalho e atuação profissional mecanizada. A busca de interesses próprios em detrimento dos interesses coletivos,
bem como os relacionados aos pacientes também surgiu como fator limitante para o trabalho de equipe em enfermagem.
Para RIO (1996), o hiperindividualismo, a retração do indivíduo para dentro de si mesmo, a necessidade de
autoafirmação como um ser à parte de tudo o mais, constroem um estado de desequilíbrio no fluxo das trocas, nas relações
entre os indivíduos, comprometendo seriamente a qualidade de vida: Às vezes... é... elas [colegas de trabalho] se fecham
muito dentro de si sabe? Muitas vezes ela não quer compartilhar com outras pessoas e às vezes têm problemas e
carregam isso e às vezes expressam isso onde elas estão, mas assim de outra forma, de forma agressiva e isso
interfere. Porque elas podem até ferir outras pessoas, mas as mais prejudicadas são elas... são estas pessoas.
(TE)
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Contudo, percebe-se a complexidade que é característica do processo de trabalho em enfermagem e como este
interfere positiva ou negativamente na construção das percepções acerca da qualidade de vida para as diferentes integrantes
de uma equipe de enfermagem.
Propondo oficinas para o manejo do estresse no ambiente de trabalho da enfermagem
Dentro dos objetivos que norteiam a realização deste trabalho e após conhecer a percepção
destas cuidadoras sobre qualidade de vida e estresse, o passo seguinte foi a proposição de um método de
intervenção com estas profissionais, que teve como base para sua construção, os principais fatores
mencionados como geradores de estresse que interferem o seu exercício profissional.Assim, para a
operacionalização desta etapa optou-se pela realização de oficinas com a equipe de enfermagem no seu
ambiente de trabalho.
A temática central para o desenvolvimento das oficinas foi o relacionamento interpessoal e suas
implicações no ambiente de trabalho na equipe de enfermagem. A escolha desta temática pautou-se no
conteúdo das entrevistas realizadas onde foram evidenciadas questões como falta de companheirismo e
comunicação no trabalho; cobranças na equipe; falta de reconhecimento dos serviços prestados e
interesse individual em detrimento ao coletivo.
A escolha de oficinas deve-se ao fato destas terem uma dimensão ou potencialidade terapêutica,
na medida que facilita o “insight” e a elaboração sobre questões subjetivas, interpessoais e sociais. Além
disso, deslancham um processo de aprendizagem, a partir da reflexão sobre a experiência, possibilitando
uma elaboração do conhecimento desenvolvido sobre o mundo e sobre si mesmo.
As oficinas serão implementadas com grupos de 15 a 20 pessoas da equipe de enfermagem, com
data, horário e duração a serem combinados com os participantes. Inicialmente serão realizados dois
encontros estruturados da seguinte forma: o primeiro constará de vivências com o intuito de promover
um contato inicial com os participantes e gerar a integração dos mesmos. Além disso, serão expostos os
resultados obtidos com as entrevistas; no segundo, será discutido com o grupo o relacionamento
interpessoal e a importância do trabalho em equipe. Posteriormente, serão planejados os próximos
encontros a partir das necessidades da equipe.
Em cada encontro serão desenvolvidos exercícios de relaxamento contextualizados dentro da
temática escolhida e ao final do mesmo uma avaliação com todos os coordenadores enfocando aspectos
como participação dos integrantes do grupo, possibilidade de reflexão a partir das discussões realizadas,
integração das participantes.
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Diante do exposto, acreditamos que as oficinas poderão ampliar o espaço de reflexão para a
equipe de enfermagem discutir situações relacionadas ao seu cotidiano gerando novas possibilidades de
enfrentamento das tensões advindas do trabalho.
Considerações Finais
Ao finalizar este trabalho é importante mencionar que a disciplina Qualidade de Vida e Estresse,
inserida como optativa na grade curricular do curso em graduação de Enfermagem da Universidade
Federal de Minas Gerais, possibilitou a construção de uma proposta de intervenção para cuidadores de
enfermagem integrando o ensino com a pesquisa e a extensão.
Ao mesmo tempo, a disciplina criou um espaço para os alunos refletirem sobre o cotidiano de
trabalho dos cuidadores de enfermagem nas instituições de saúde, voltando o olhar para os elementos
relevantes acerca da percepção destas profissionais sobre qualidade de vida e como o surgimento do
estresse interfere na vida e na assistência prestada por estas cuidadoras.
Acreditamos que estudos dessa natureza devem servir de base para o planejamento e
a
implementação de ações que busquem uma melhoria na qualidade de vida, pela consequente redução do
estresse ocupacional destes profissionais.
Referências Bibliográficas
LIPP, Marilda Novaes et al. Como enfrentar o stress. 2ª ed. São Paulo: Cone Ed., 1987. 91 p.
RIO, Rodrigo Pires do. O Fascínio do Stress: vencendo desafios num mundo em transformação. Rio de
Janeiro: Quality/Dunya Ed., 1996. 207 p.
SANTOS, Marcílio Sampaio dos.; TREVIZAN, Maria Auxiliadora. Sofrimento psíquico no trabalho do
enfermeiro. Nursing Revista Técnica de Enfermagem, São Paulo, p. 23-28, Set 2002.
CARVALHO, Daclé Vilma.; LIMA, Elenice Dias Ribeiro de Paula. Sintomas físicos de estresse na
equipe de enfermagem de um centro cirúrgico. Nursing Revista Técnica de Enfermagem, São Paulo,
p. 31-34, Mar 2001.
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OLIVEIRA, Simone. A qualidade da qualidade: uma perspectiva em saúde do trabalhador. Cad. de
Saúde Pública, Rio de Janeiro, n. 4, Out./Dez. 1997.
BENERI, Regina Ledo.; SANTOS, Letícia Rosa.; LUNARDI, Valéria Lerch. O trabalho da enfermagem
hospitalar: o cuidado de si e o cuidado do outro. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 54, n.
1, p. 108-118, Jan./Mar 2001.
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