A MELHORA DA AFETIVIDADE DAS CRIANÇAS DE 6 A 10 ANOS ATRAVÉS DA PRÁTICA DO JUDÔ. POR ANTONIO JOSE PEREIRA PINHEIRO UNIVERSIDADE IGUAÇU – UNIG FACULDADE DE EDUCAÇÃO E LETRAS CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO 2007 A MELHORA DA AFETIVIDADE DAS CRIANÇAS DE 6 A 10 ANOS ATRAVÉS DA PRÁTICA DO JUDÔ. POR ANTONIO JOSE PEREIRA PINHEIRO Monografia final apresentada à Coordenação do Curso de Pós-Graduação, como cumprimento parcial das exigências para a conclusão do Curso de Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior. Orientador Professor Mestre Carlos Alberto Alves Sequeira UNIVERSIDADE IGUAÇU – UNIG FACULDADE DE EDUCAÇÃO E LETRAS CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO 2007 A minha família em especial ao meu filho Rafael que, sempre me apoiou e ajudou muito em mais esta jornada da minha vida. Quantas vezes queremos ser bons e amáveis, e vemos destruídos nossos propósitos de virtude. Mas ser bom com quem é bom não é vantagem. O heroísmo consiste, justamente, em ser bom com quem é mau. Em permanecer calmo diante das pessoas irritantes. Em ser generoso com as pessoas Egoístas. Procure chegar a esse ponto e Demonstre, com seu exemplo, que você sabe ser bom. C. TORRES PASTORINO(2000) AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por ter me dado forças para superar os momentos mais difíceis e poder vencer mais este desafio da minha vida. Ao professor Carlos Alberto Alves Sequeira meu orientador, que não mediu esforços para que este estudo fosse realizado, e tivesse um alto nível acadêmico. A todos os professores que direta ou indiretamente colaboraram para a realização desse estudo. RESUMO O presente trabalho tem como tema central as contribuições do judô no desenvolvimento da Afetividade em praticantes na faixa etária de 06 a 10 anos. Buscou-se o fato de utilizar o judô não apenas como luta, mas sim como ferramenta importante na ajuda para desenvolver o lado afetivo das crianças praticantes de Judô. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica onde vários autores defendem o desenvolvimento cognitivo e afetivo através do movimento. Buscou-se discutir no atual processo o que é mais importante a utilização do judô com o objetivo único da formação do mini- atleta ou a utilização como ferramenta de formação do ser humano numa visão holística. O presente estudo apóia-se em nossa experiência, no processo do qual fazemos parte e referências bibliográficas de autores renomados. Finalizando este estudo sugerimos aos professores de judô a utilizarem esta ferramenta “judô” na ajuda não só da Afetividade, mas também em outras necessidades importantes para a formação global da criança na faixa etária de 06 a 10 anos. Palavras – chave – Afetividade, Judô, Criança, Educação SUMÁRIO CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO--------------------------------------------------------------------9 CAPÍTULO II -- AFETIVIDADE E O SER HUMANO---------------------------------------------13 CAPÍTULO III O CONTEXTO HISTÓRICO DO JUDÔ E O SEU PAPEL NO ATUAL CONTEXTO EDUCACIONAL BRASILEIRO. -------------------------------------17 A FORMA COMO O JUDÔ AUXILIA O DESENVOLVIMENTO AFETIVO DE CRIANÇAS DOS 6 AOS 10 ANOS DE IDADE---------------------------------------------26 CONCLUSÃO ------------------------------------------------------------------------------------31 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS-----------------------------------------------------------34 UNIVERSIDADE IGUAÇU – UNIG Antonio Jose Pereira Pinheiro A MELHORA DA AFETIVIDADE DAS CRIANÇAS DE 6 A 10 ANOS ATRAVÉS DA PRÁTICA DO JUDÔ. Monografia final apresentada à Coordenação do Curso de Pós-Graduação, como cumprimento parcial das exigências para a conclusão do Curso de Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior. Aprovado em_____de dezembro de 2007 Nota:_____(______________________) PROF.___________________________ PROF.___________________________ PROF.___________________________ INTRODUÇÃO No contexto das questões educacionais a afetividade tem tido um destaque especial junto aos educadores comprometidos com um trabalho holístico para tratar os alunos com dignidade, respeitando a sua realidade, incluindo neste ponto suas necessidades, pois a afetividade acompanha o ser humano desde o nascimento até o fim de sua existência. É pela afetividade que a criança mergulha no meio social, constrói a sua história, a sua identidade, os seus conhecimentos. Segundo Rossini (2004), até os doze anos a vida é extremamente afetiva, a partir daí, o futuro adulto já tem estabelecido suas principais formas de afetividade, o que quer dizer que devemos construir uma boa relação afetiva nessa faixa etária e conseqüentemente a criança vai apresentar um bom desenvolvimento intelectual. Surge então uma pergunta: até que ponto o judô participa nessa construção afetiva? O judô tem grande parcela de influência sobre a construção do indivíduo, no que diz respeito aos valores que lhes são transmitidos, mas principalmente o professor possui um importante papel social, devendo compreender o aluno no âmbito da sua dimensão humana, tanto afetiva, quanto intelectual, já que ele depende, para se desenvolver, do amadurecimento biológico e da inserção no social. É na figura do professor que está depositada essa grande responsabilidade. A ele cabe essa difícil tarefa. É ele que através do seu trabalho educativo deverá transpor obstáculos ao lidar com diferentes turmas e com uma diversidade de alunos. Tudo isso se tornará um desafio, devendo ele ter a sabedoria e sensibilidade necessárias no momento de agir e isso só acontecerá se tiver muito amor a sua profissão e respeito ao próximo. Partindo do princípio que a relação professor-aluno contribui positivamente no desenvolvimento sócio-afetivo do aluno, torna-se evidente que através desse desenvolvimento se possam alcançar níveis satisfatórios na construção da afetividade. O contexto acima serve de base para justificar o meu interesse por este objeto de estudo com relação às aulas de judô ser uma ferramenta importante na melhora da Afetividade das crianças. Desta forma tornou-se necessário a realização deste estudo para poder comprovar através de dados bibliográficos e autores renomados a eficácia do judô na melhora da Afetividade em crianças de 06 a 10 anos. O judô não é excludente e sim multieducacional, com o que se pretende melhorar no inter-relacionamento pessoal e social da criança favorecendo com esse trabalho não só a melhora da Afetividade como a conduta ética e também o crescimento pessoal. Para o desenvolvimento deste trabalho aqui proposto, estabeleci alguns objetivos que pudessem ser norteadores deste estudo. Considerei um aspecto mais amplo discutir a maneira pela qual as aulas de judô contribuem no desenvolvimento afetivo de crianças dos 6 aos 10 anos de idade. Entender afetividade na perspectiva de alguns autores, ressaltando também, a sua função na vida do ser e levar o professor de judô a refletir sobre a importância de trabalhar nas suas aulas a melhora da Afetividade na faixa etária de 06 a 10 anos, tendo em vista o egocentrismo vivido pela sociedade atual. Explicar o papel do judô no atual contexto educacional da criança, pautado no respeito, na lealdade na justiça, na ética e moral, deixando claro para a criança que entre inimigo e adversário a uma grande lacuna. Ressaltar as contribuições das aulas de judô no desenvolvimento da afetividade em crianças dos 6 aos 10 anos de idade. O professor tem importante papel na formação dos alicerces que sustentarão a criança em sociedade. O ensino do judô poderá vir ao encontro das necessidades educacionais infantis desde que esse professor torne-se um educador consciente das oportunidades e limitações que permitirão o desenvolvimento apropriado dessas crianças praticantes de judô. As crianças de 06 a 10 anos devem receber ensino todo especial, baseado em recreação e ludicidade sem impingir-lhes formas ou técnicas, são importantíssimos, conforme alerta FRANCHINI (2001), “que as atividades ministradas nessa fase sejam adaptadas às suas condições biopsicossociais”. O que vem comprovar nossa afirmação de que o judô quando bem orientado ajuda de forma positiva não só no desenvolvimento da Afetividade, como em outras necessidades que venham a ser identificadas nas crianças praticantes de judô. Na academia ou fora dela, o judô para crianças deve ser proposto como contexto educacional de forma holística. Equívocos constantes observados é a busca pela plenitude atlética em crianças ainda em formação. Como apresentado neste trabalho, o judô na vida da criança deve ter como objetivo principal contribuir para sua educação e para sua formação como cidadão que, no exercício pleno de sua cidadania, podem ou não serem atletas. CAPÍTULO II AFETIVIDADE E O SER HUMANO Os aspectos afetivos variam de pessoa para pessoa em concordância com a vivência de cada um. Partindo desta idéia, entende-se que a afetividade varia de acordo com o temperamento que cada ser humano possui e ainda de acordo com a idade, onde o que interessa a um pode não interessar ao outro. Considerase ainda que a afetividade varie de acordo com o nosso estado de saúde, onde quando nos sentimos bem podemos ter prazer e esse mesmo prazer pode vir a diminuir de intensidade caso fiquemos ou nos sintamos doentes. Nesse sentido Rossini (2004, p.15), diz que “o ser humano pensa, sente, age. Ele pode ter um quociente intelectual (QI) altíssimo, porém se o seu SENTIR estiver comprometido ou bloqueado, a sua ação não será energizante, forte, eficaz, produtiva”. Todo ser humano precisa de afeto e esse afeto se faz necessário para que ele possa se sentir bem, trabalhar com satisfação, estudar com apreço e tiver uma vida prazerosa. Percebe-se que para uma pessoa relacionar-se bem com os outros, tem em primeiro lugar, de estar bem consigo mesma. Pode-se também dizer que pessoas cujo afetivo esteja prejudicado por alguma razão, tendem a transmitir esses sentimentos àqueles que com elas convivem, através de seus gestos ou ações. Rossini (2004, p.16), nos afirma que: Afetividade é à base da vida. Se o ser humano não está bem afetivamente, sua ação como ser social estará comprometido, sem expressão, sem força, sem vitalidade. Isto vale para qualquer área da atividade humana, independente de idade, sexo, cultura. A afetividade acompanha o ser humano desde o seu nascimento, existindo dentro de cada um de nós seres humanos como uma fonte de energia. Assim, se torna necessário que os educadores pensem na oportunidade que devem dar as nossas crianças, para que possam construir uma boa relação afetiva nessa faixa etária, a fim de que desse modo, apresentem um bom desenvolvimento na aprendizagem. O investimento afetivo nas inúmeras relações que se estabelecem, tais como: adulto/criança, professor/aluno, mestre/discípulo, mãe/bebê, construirão não somente o físico desse ser humano, mas acima de tudo o homem-ser, capaz de inventar, criar, renovar e descobrir. (SALTINI, 2002, p.48). Sente-se a necessidade de investir na afetividade em nosso contexto social, pois agindo assim, se estará pensando no futuro da criança que terá a oportunidade de crescer num mundo mais justo e mais humano. A educação frutifica através do relacionamento e do afeto, para isso chama-se à atenção no sentido de que o aluno deve ser tratado com respeito, que o professor deve valorizar a história de vida que o aluno traz e que assim, esse aluno se sentirá amado, querido na escola e conseqüentemente seu aprendizado será melhor. De acordo com Chalita (2001, p.154), “A educação é um processo que se dá através do relacionamento e do afeto para que possa frutificar”. Neste sentido, é fundamental que nas relações da vida diária o ser humano, tenha uma ação calçada no respeito para com o próximo, de forma que diálogo seja à base dessa relação. Que estas sejam então, relações que nasçam do respeito ao espaço e ao papel de cada um, seja ele professor ou aluno. Chalita (2001, p.161), nos aponta que “um mestre tem diante de si a responsabilidade e a missão de formar pessoas equilibradas e felizes, além de competentes”. Falar da afetividade na relação professor-aluno é falar de todo um envolvimento entre esses dois personagens. É falar de uma preocupação que deve estar sempre presente. A atenção por parte de um professor para com seu aluno deve ser uma das razões para proporcionar a esse aluno uma melhor aprendizagem. O professor não pode e nem deve ainda hoje, nos dias atuais, manter-se numa posição de mero transmissor de conteúdos. Deve buscar mediar o conhecimento com seus alunos fazendo com que estes participem mais das suas aulas, expressando opiniões, dando sugestões, o que ampliará a capacidade de aprender. Morales (2003, p.23), nos aponta que: Com o que somos, com a nossa maneira de nos apresentar, com o nosso estilo de relacionamento e atitude geral em relação aos alunos, com os comentários incidentais, [...] podemos estar ensinando, e os alunos podem estar aprendendo, atitudes e valores que podem ser positivos ou negativos. Um simples gesto, um simples olhar é capaz de produzir verdadeiros milagres, quando os professores se deparam com aqueles alunos irrequietos e indisciplinados, principalmente na fase da pré-adolescência. Alunos que ao ingressarem no judô estão sedentos de curiosidade, onde tudo para eles será novo, terão várias atividades bem diferentes daquelas que comumente fazem, lembrando, ainda, que este novo momento também gera novas responsabilidades. Nesse sentido Saltini (2002, p. 60), nos lembra que: O educador não pode ser aquele indivíduo que fala horas a fio a seu aluno, mas aquele que estabelece uma relação e um diálogo intimo com ele, bem como uma afetividade que busca mobilizar sua energia interna. É aquele que acredita que o aluno tem essa capacidade de gerar idéias e colocá-las ao serviço de sua vida. Um dos pontos relevantes para a construção de um melhor relacionamento entre professor e aluno é o da amizade. Participar da construção do seu conhecimento sendo amigo, ouvindo, acompanhando suas mudanças e o seu amadurecimento, de modo a fazer diferença na vida desse ser. CAPÍTULO III O CONTEXTO HISTÓRICO DO JUDÔ E O SEU PAPEL NO ATUAL CONTEXTO EDUCACIONAL BRASILEIRO. O Judô originou-se do Jiu-jitsu, arte milenar, sempre praticada com finalidade guerreira. Na história do Japão, as origens do Jiu-jitsu são vagas, mas sabe-se que foi praticado por séculos, embora sob diferentes nomes, de acordo com a região e a época. Os registros mais remotos referiam-se a combates de força e perícia. Com o decorrendo do tempo, o nome Jiu-jitsu sedimentando-se e tornou-se mal aceito. Esta arte milenar esteve sempre intimamente ligada ao regime feudal, no qual os Senhores Feudais (Daymios) tinham seus próprios guerreiros. É importante notar que esse regime no Japão estendeu-se por muito mais tempo que no Ocidente. Os candidatos para esses grupos seletos eram submetidos às mais duras provas e treinamentos das artes marciais, e gozavam de elevado status. O Jiu-jitsu era apenas uma luta a mão livre, mas, desenvolvia várias formas de técnicas com muitos instrumentos, como: a espada, o arco e flecha, o varapau, o punhal, o escudo, etc. Por serem tão hábeis esses lutadores (Samurais), vendiam seus serviços aos Senhores que melhores condições ofereciam-lhes, sendo exigida total fidelidade e lealdade (Bushido – espírito guerreiro). Os Samurais foram os grandes precursores do desenvolvimento das lutas na Ásia, principalmente na China e Japão. A sua fama era firmada por todos os lugares onde passavam, não só por seus atos de bravura, como também por atos de crueldade e injustiça, cometida a mando dos Daymios ou em troca de dinheiro. Eram os únicos a usar espada, usando-as, injustamente e com freqüência, contra o povo. Na metade do século XVIII e XIX, dá-se início na Europa a Revolução Industrial, havendo à necessidade de expansão para outros mercados consumidores, com isso durante o Império Mutsu Hinto (1867-1812), a civilização européia chega ao Japão, que adota aos poucos suas ciências, artes e técnicas. Essas mudanças atingiram frontalmente os samurais por não haver maiores batalhas corporais, pois o advento da arma de fogo reduziu bastante a utilização de suas habilidades e suas armas, agora obsoletas. Apesar de indiscutível eficiência como defesa pessoal, o Jiu-jitsu não poderia ser considerado um esporte, muito menos ser praticado como tal, por não haver regras e nem padronização pedagógica no ensino de suas técnicas, naquela época imperava o espírito de “lutar até a morte”. Os praticantes dessa luta começaram a ficar antipatizados perante a classe mais intelectualizada. Enquanto jovens que tentavam aprender a tão desejada arte de lutar, terminavam quase sempre gravemente contundidos, pois não havia nenhum respeito pelos mais fracos, que eram quase sempre espancados vindos a desistir do aprendizado. De uma maneira geral, os professores tinham como objetivo principal auferir lucros, não se importando com a formação dos discípulos. Nessa época de profundas transformações sociais no país, acabando as divisões de classes: samurais, comerciantes, artesãos e lavradores. Por volta de 1860, um professor de letras e ciências morais e estética, formado na Universidade de Tóquio, chamado Jigoro Kano, começa a preocupar-se com o futuro da luta a preocupar-se com o futuro da luta corporal ensinada aos hábeis samurais. Jigoro Kano estudou o Jiu-jitsu com os melhores mestres (Shihans) herdando muito de seus arquivos, que serviram como base para vários dos seus estudos. Uma de suas maiores preocupações era preservar o prestígio das lutas tradicionais, que vinha sendo ameaçada com a introdução da arma de fogo. Passa o período de modernidade, e antigos costumes reintegram-se ao status que outrora possuíam com isso o Jiu-jitsu retorna a sua antiga posição de arte marcial, tendo seu valor reconhecido inclusive pelas autoridades policiais. Jigoro Kano entendeu que o principal objetivo de uma “arte” não deveria ser a vitória a qualquer custo, mas sim a educação global do homem, sua prática deveria ser baseada na utilização racional da energia humana. Observando esses aspectos científicos Jigoro Kano estudou por várias décadas as diferentes escolas de Jiu-jitsu, selecionando as técnicas que poderiam ser praticadas por todos de uma forma saudável e segura procurando sempre explicações para cada uma delas, estabelecendo normas para um aprendizado fácil e racional, formulando assim, não apenas uma luta, mas sim um esporte o qual chamou de Judô. Sua preocupação era mostrar que no Judô, não havia apenas o intuito de lutar, mas sim, de um desenvolvimento mental e corporal. Isto era de suma importância, pois com a abertura dos portos japoneses para o ocidente, havia muita curiosidade em aprender aquele novo estilo de luta. A cultura Budista considerada o clima espiritual de todos os praticantes do Judô, o respeito, a humildade e a lealdade eram fatos que nunca deveriam ser abandonados. Para Jigoro Kano, a formação filosófica adicionada aos aspectos comportamentais compatíveis com a tradição do povo japonês, deveria ser sempre mais importante do que qualquer resultado em luta. Esses valores deveriam ter sempre prioridade, pois somente dessa maneira, o Judô, se firmaria sobre os antigos ideais do Jiu-jitsu, tudo isso sem perder as características tradicionais de combate, com sua beleza e virilidade na eficiência das técnicas. A religiosidade de Jigoro Kano não é questionada, mas tendo o Judô sido iniciado em um templo Budista, é muito provável que isso tenha influenciado muito a todos os princípios altamente morais e místicos existentes no Judô. Por serem exímios lutadores os alunos do Dr. Kano eram desafiados a todo o momento por profissionais do Jiu-jitsu, que não aceitavam as mudanças e achavam que os antigos ideais (vencer ou morrer e lutar até a morte) não poderiam ser mudados. Muitos encontros ocorreram, porém o mais célebre foi realizado pela polícia de Tóquio em 1886, com destaque para o Judoca Shiro Saigo que deu a vitória ao Judô, o que serviu para marcar definitivamente o Judô como dos esportes oficiais do Japão e a luta oficial da Polícia Japonesa. Com o governo tornando a Kodokan uma instituição pública em 1909, o desenvolvimento do Judô ganhou grande rapidez. Durante a II Guerra Mundial, o clima político fez com que as autoridades revissem as virtudes guerreiras da população. O espírito dos antigos Samurais que são despertados em todas as camadas sociais, assim o Judô e outras modalidades ensinadas como esporte passaram a ser novamente ensinadas como lutas para a guerra. Após a derrota japonesa, os aliados proibiram todas as artes que tivessem como fundamento o Bushido. Por volta de 1946, o Judô começou a ser ensinado para militares ocidentais em serviço no Japão. As aulas eram ministradas pelos professores da Kodokan, dentro da linha de pensamento de Jigoro Kano. Esses “alunos” serviam como sementes reprodutoras do Judô, ao retornar para seus países de origem. O JUDÔ NO BRASIL Um dos primeiros foi o japonês Mitsyo Maeda, altamente graduado pela Kodokan e aluno de Jigoro Kano. Maeda criou um pseudônimo de Conde Koma, para poder participar de lutas em espaços abertos e aceitar os mais variados tipos de desafios, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo, sempre com fins lucrativos, fugindo assim, dos princípios seguidos por Kano, que dizia que nenhum atleta deveria aceitar desafios ou auferir lucros em suas lutas. Posteriormente já famoso, radicou-se no Pará onde fundou uma academia de Jiujitsu. O I Campeonato Brasileiro de Judô foi realizado na cidade do Rio de Janeiro (1954) sagrando-se campeão Massayoshi Kawakami. A direção do campeonato coube ao professor Augusto Cordeiro, que mais tarde seria eleito presidente da União-Panamericana de Judô e também o primeiro presidente da Confederação Brasileira de Judô, para função de árbitro geral desse campeonato foi o professor Riuzo Ogawa, fundador da Associação Budokan, em São Paulo. Dentre todos os esportes de luta, o Judô foi o primeiro a fundar sua própria Confederação em 1972. Sendo praticado em todos os segmentos da sociedade e com um grande apoio das autoridades governamentais da época, nesse período surgiram grandes campeões de vários estados. O Judô, após década de 70 passa a ser um dos esportes mais praticados de forma dirigida, organizada dentro dos clubes, academias, e em todos os níveis escolares e nas instituições militares. Com o reconhecimento da Educação Física, muitos professores “instrutores” de judô buscaram na Faculdade melhorar seus conhecimentos, ou melhor, fundamentar cientificamente esses conhecimentos que, até então eram apenas repetidores de movimentos. Com essa visão cientifica o judô ganhou uma aliada muito importante que é a recreação que possibilita ao professor melhorar suas aulas e trabalhar com seus alunos não apenas os movimentos técnicos, mas, de forma mais global. As aulas de Judô para crianças devem ser de forma alegre e descontraída, explorando o máximo possível o seu aspecto lúdico. O professor deve fazer a criança entender que esse tipo de aula tem todo o seu lado sério e responsável, e que um descuido ou desatenção poderá causar um acidente. A disciplina deve ser sempre colocada nas aulas como um fator de segurança, assim, a atenção, o respeito aos colegas e a maneira de se comportar no dojô devem ser sempre lembradas. Para Freire (1996) “Ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou sua construção”. Quando estou no dojo devo estar sempre atento as necessidades dos alunos, aberto a indagações e curiosidades. Devemos aproveitar a ferramenta (judô) para investigar e identificar possíveis deficiências comuns como falta de ATENÇÃO, BAIXA-ESTIMA, EGOCENTRISMO, AFETIVIDADE entre tantas outras, e tentar trabalhar de forma completa e não fragmentada na busca apenas de resultados, que para alguns autores citados neste estudo é o que menos importa. Saber trabalhar com a heterogeneidade e a cooperação entre os alunos de forma que eles se sintam assistidos e bem orientados, são qualidades que o professor não deve esquecer em suas aulas de judô. Desenvolver a cooperação entre os alunos através de formas simples de ensino mútuo é uma característica na prática do judô, pois podemos observar que é comum o aluno mais antigo passar seus conhecimentos para os colegas mais novos, assim se criando uma roda viva de ensino informal entre eles, diria inclusive que tal formalidade faz parte da forma cavalheiresca que a prática do judô promove no aluno que tem prazer em ensinar ao colega mais novo as técnicas de melhor conhecimento. O professor deve estar sempre incentivando que a cooperação entre os alunos seja constante e que o ensino mútuo esteja presente no cotidiano de suas aulas, esta reciprocidade entre os alunos e o trabalho em equipe proporcionado pelo professor, certamente servirá para colaborar no desenvolvimento da Afetividade, como também o desenvolvimento de uma cultura de solidariedade e camaradagem O judô é sem duvida nenhuma um dos esportes que mais contribui para a formação do ser, porem não podemos nos ater ao egocentrismo, pois poderemos nos tornar sua própria vitima. Robert (1969, p. 16,) nos diz que; Unido pelo mesmo ideal, pratiquemos o judô para o nosso aperfeiçoamento e o progresso de todos. É neste espírito que, precisamente, poderemos cultivar harmoniosamente o físico e a mente, desenvolver o sentido da afetividade acima das divisões de classes, de países e de religiões. Porem a desigualdade no Brasil retarda o desenvolvimento do judô nacional, temos consciência da lacuna e dos limites, não visamos uma coletânea de técnicas especificas de judô, mas a busca de referências úteis, que nos possibilitem aperfeiçoamento didático-pedagógico inerente à iniciação da criança no judô. O judô vem conquistando no Brasil uma popularidade cada vez maior em todas as camadas sociais, Cabe-nos aproveitar e estudar o judô mais afundo e adequá-lo às necessidades de seus praticantes. Gama (1986, p. 100,) alerta-nos; Auscultar os problemas e as aspirações dos alunos, tentando ajudá-los a superar as suas dificuldades, articulando-se com colegas, com os orientadores educativos e até com os pais, se for preciso, para estar informado das diferenças individuais e das suas peculiaridades e, com isso melhor poder avaliar as suas possibilidades, orientando-os para as melhores soluções possíveis. Na pratica do judô varias ao as atividades que levam à melhora da Afetividade, porém, vamos nos ater ao trabalho de solo (luta de chão) onde o contato corporal se trona uma ferramenta fundamental, a doação do “eu” para o “outro” poder desenvolver suas habilidades, o poder tocar, o treino menina com menino são valores fundamentais para desenvolver a afetividade. Segundo Dante (2002, p. 96,) o. O desporto não possui nenhuma virtude mágica. Ele não é em si mesmo nem socializante nem antisocializante. É conforme: ele é aquilo que se fizer dele. A prática do judô pode formar tanto patifes como homens perfeitos, preocupados com o fair play. Essa afirmação vem confirmar nossa posição, quem faz a diferença é sem duvida o professor na condução do processo e da utilização do judô na perspectiva de torná-lo mais socializante. Luciana (1998, p. 104,) relata que. “Sem empatia, com as portas fechadas à afetividade, impossível se tornar um processo pleno, seja de informação ou de formação do educando.” Para tanto, é necessário valer-se da pedagogia do esporte e não simplesmente da pratica esportivizada, motivo suficiente para justificar a importância do judô no processo educacional Brasileiro. CAPÍTULO IV A FORMA COMO O JUDÔ AUXILIA O DESENVOLVIMENTO AFETIVO DE CRIANÇAS DOS 6 AOS 10 ANOS DE IDADE Este capítulo tem por objetivo mostrar algumas atividades realizadas na prática do judô que levam a criança a melhorar o seu lado afetivo. Para isso, selecionamos entre tantos outros, 7 (sete) atividades que pudesse fundamentar melhor nossa afirmação de que através da pratica regular do judô poderá vir a ocorrer uma melhora no lado afetivo da criança. 1ª ATIVIDADE • PIQUE COLA Desenvolvimento: o grupo disperso no dojo (local de treinamento do judô) o professor indica um para ser o colador, ao sinal ele corre para colar, ao ser colado o aluno fica parado, esperando um colega que não esta colado para o descolar, os alunos colados só podem ser descolados com um abraço. Sendo colando três vezes passa a estar com ele. Analise – Esta atividade além de atender ao objetivo do professor, que é o de preparar os alunos para as atividades especificas, tem no abraço que o aluno da para descolar o colega uma ferramenta muito importante para o professor trabalhar o lado afetivo da criança. Vilma (1999, p. 11,) diz; É preciso conhecer quais são as necessidades básicas de cada faixa etária, envolvendo desde as questões posturais até os aspectos afetivos e sociais que permeiam uma prática esportiva. Ou seja, entender os aspectos relacionados ao crescimento da criança para que se possa trabalhar com ela. 2ª ATIVIDADE APRESENTANDO A BOLA AO AMIGO • Desenvolvimento: os alunos colocados em circulo, o professor entrega uma bola a um aluno, e este aluno vai passar abola para seu colega do lado, porém, o aluno que está com a bola tem que apresentar a bola dizendo o nome do colega e a bola (ex. João esta é uma bola de futebol), o tempo fica por conta do professor. Analise - Esta atividade é muito importante para que os alunos possam se conhecer ficando com o nome dos colegas gravados alem de também ser uma forma de desinibir, sendo uma ótima atividade para o final da aula como volta à calma. Dante e colaboradores (2002, p. 90,) nos fala que; A riqueza do esporte está na sua diversidade de significados e re-segnificados, podendo, entre outras funções, atuar como facilitador na busca da melhor qualidade de vida do ser humano, e em todos os segmentos da sociedade. 3ª ATIVIDADE • SALVANDO O AMIGO Desenvolvimento: os alunos deitados em decúbito dorsal com os braços para cima e formando duas fileiras, a cabeça voltada para o mesmo lado, o professor designa um aluno para ser salvo, esse aluno vai até ao começo da fileira e deita em cima dos braços, ele terá que ser passado até ao outro lado da fila só com a ajuda dos braços. Analise – este trabalho alem de ser excelente para trabalhar força, desenvolve a autoconfiança, e por conseqüentemente leva a uma melhora da afetividade. Segundo os PCNs (1998, p. 34, ) Aqui reside a riqueza e o paradoxo das práticas da cultura corporal, particularmente nas situações que envolvem interação social, de criar uma situação de intensa mobilização afetiva, em que o caráter ético do individuo se explica para si mesmo e para o outro por meio de suas atitudes, permitindo a tomada de consciência e a reflexão sobre esses valores mais íntimos. 4ª ATIVIDADE • CARANGUEJO PEGA O PINGÜIM Desenvolvimento: os alunos colocados em duplas, um é o caranguejo (forma do caranguejo, em quatro apoios em decúbito dorsal), o outro o pingüim( forma do pingüim, ajoelhado), o caranguejo tenta pegar o pingüim com as pernas, e quando pegar o pingüim, tenta derrubá-lo, conseguindo, o caranguejo passa a ser o pingüim e vice versa. Analise – o contato entre os alunos nesta atividade é bastante intensa, obrigando-os a interagir o tempo todo levando o professor a identificar quais os alunos precisam ser mais trabalhados no seu lado afetivo, alem de ser um ótimo trabalho de RML. Segundo Vilma (1999, p. 10,) Se as crianças aprenderem esporte brincando e, quando adultos treinarem sob concepção humana, talvez continuem a brincar no esporte, por mais sério que ele possa parecer. 5ª ATIVIDADE • TIRANDO A BOLA Desenvolvimento: os alunos em duplas o professor da uma bola para cada dupla, um aluno fica de quatro apoios em decúbito ventral protegendo a bola, e o outro tenta tirar a bola dele, quando conseguir este protege a bola e assim vai trocando, o professor deve estar atento, pois tem criança que não consegue, devese ter o cuidado de colocar as duplas com o biótipo idêntico. Analise - Este é uma atividade em que a afetividade fica mais explicita, o professor vai identificar no grupo que a criança se identifica mais com uma do que com a outra. Porem para que o trabalho atinja seu objetivo, é preciso que o professor intervenha formando novas duplas. PCNs (1998, p. 34,) nos mostra que; O desenvolvimento moral do individuo, que resulta das relações entre a afetividade e a racionalidade, encontra no universo da cultura corporal um contexto bastante peculiar, no qual a intensidade e a qualidade dos estados afetivos experimentados corporalmente nas práticas da cultura de movimentos literalmente afetam as atitudes e decisões racionais. 6ª ATIVIDADE • LUTA DE SOLO Desenvolvimento: os alunos formam duplas e ajoelhados fazem o cumprimento, e a partir daí tentam imobilizar um ao outro, já que uma das vitórias do judô se da através da imobilização. O tempo é determinado pelo professor. Analise – é sem duvida a atividade que mais trabalha a afetividade, é onde a doação do ‘EU’ para com o “OUTRO” e vice versa acontece com mais evidencia, o poder lutar e ser amigo, o tentar vencer e ou ser vencido, mas, a amizade prevalece, é nesse momento que deve ficar bem claro para a criança que entre adversário e inimigo existe uma grande diferença. Para Dante (2002, p. 91,) A modernidade exige que o profissional de educação física compreenda o esporte e a pedagogia de forma mais ampla, transformando-os em facilitadores no processo de educação de crianças e de jovens. Nesse contexto, é preciso ir alem da técnica e promover a integração dos personagens, o que só será possível se a proposta pedagógica estiver embasada também por uma filosofia norteadora por princípios essenciais para a educação dos alunos. 7ª ATIVIDADE • RANDORI ( treino livre ) Desenvolvimento: os alunos divididos em duplas no dojo, o professor marca de dois a três minutos e comanda ragime (começar), os alunos tentaram projetar um ao outro através das quedas já aprendidas, vencera quem derrubar mais vezes. Analise – O lado afetivo da criança é desenvolvido, a partir do momento que este exercício está centrado no respeito mútuo, e, tendo em vista a doação de um com o outro para poder treinar, tem outro fator muito importante para contribuir na formação da criança no que diz respeito a enfrentar seus problemas no dia a dia que com certeza vão acontecer mais cedo ou mais tarde, que é a própria queda aplicada nos combates, cair e levantar e ir atrás de seu objetivo que é a vitoria. No judô todas as ações contribuem de forma positiva para a formação global do ser humano. Fundamentando esta idéia, Vieira (2005, p. 17), nos aponta que “não é só através das palavras que nos fazemos entender. As posições corporais, os gestos, a expressão facial, o olhar, o riso, a respiração, os silêncios, são alguns dos sinais emitidos que enriquecem a comunicação interpessoal”. Neste capitulo buscamos fundamentar nossa tese de que é possível através de uma pedagogia consciente, o professor de judô ser muito mais útil na formação da criança, do que apenas se focar no aprendizado do golpe com o objetivo de só ganhar os pontos do campeonato. V – CONCLUSÃO A partir das pesquisas bibliográficas utilizadas para a realização deste estudo, conclui-se que o judô quando bem utilizado pode ser uma ferramenta muito importante na melhora da Afetividade de crianças na faixa etária de 06 á 10 anos. Acredita-se cada vez mais que, o judô tem que ser visto pelos professores como uma ferramenta fundamental na formação global do ser humano. E que seu valor seja muito mais significativo para as crianças que o praticam do que a simples busca por uma medalha. O judô deve se mostrar para a criança como a possibilidade de uma troca com o seu oponente, ou seja, a condição de desenvolver não só os aspectos motores, mas também outros valores humanos em especial a afetividade. A legitimidade do professor em mostrar para a criança a importância da doação do corpo do outro que ali esta para que ele possa desenvolver suas habilidades, e não de alguém que apenas o quer derrotar. O relacionamento afetivo é o diferencial que irá aproximar o aluno. Desta forma, o prazer em aprender se fará presente em sua formação e a conduta do professor irá proporcionar várias possibilidades no processo educativo. O vínculo afetivo que esse professor construirá com seu aluno, afetará a aprendizagem do mesmo, na medida em que tornar as aulas mais prazerosas e eficazes, auxiliando o professor a atingir os objetivos pedagógicos a que se propõe. Assim, o professor conseguirá aproximar o aluno do conhecimento e o conhecimento do aluno. O professor nesta faixa etária deve utilizar-se das técnicas de Recreação para tornar o ensino-aprendizagem das aulas de judô, não numa obrigação, mas em algo que lhe traga prazer. Acreditando-se que, esta pesquisa bibliográfica possa ser útil para se começar a repensar as aulas de judô como uma ferramenta importante não só no lado Afetivo, mas na formação global da criança na faixa etária de 06 à 10 anos. Sugerimo-nos que o professor repense sobre seu estilo de trabalho com crianças, que use o judô como ferramenta na formação mais ampla da criança, e não apenas com o objetivo do resultado que no final de todo o processo poucos saem vencedores. Finalizando este estudo vejo que o professor de judô, como educador deve buscar em si mesmo o verdadeiro sentido de “educar” deve ser o exemplo vivo do seu ensinamento, e tornar sua profissão uma atividade mais cooperadora na formação da criança que nos dias atuais busca no esporte muito mais que uma simples medalha. Neste momento nós professores precisamos ter consciência de que mesmo o judô sendo uma luta, necessita ser visto dentro do atual contexto educacional como meio e não como fim, para que possa contribuir positivamente na construção holística do ser. REFERÊNCIAS __________ . Aprender tem que ser gostoso. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004. VIEIRA, Helena. A Comunicação na sala de aula. 2. ed. Lisboa: Editorial Presença, 2005. BAPTISTA, C. F. dos Santos. Judô: Da Escola a Competição. Rio de Janeiro, SPRINT, 2000. CHALITA, Gabriel. Educação: a solução está no afeto. 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