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Boletim do Rotary Club de São Paulo Leste
Números 43 - 27 de Junho de 2013 - Página 1
Sede: Avenida Higienópolis 996 ̽ Edifício Rotary ̽ 01238-000 São Paulo
Fone: 3667-2078 ̽ Fax: 3663-5887
E-mail: [email protected] ̽ Site: www.rotarybrasil.com.br
Distrito 4430 - Membro Número 8516 do Rotary International
Conselho Diretor 2012/13
Presidente
Klaus-Wilhelm Lege
1º Vice Presidente
Domingos Damia
2º Vice Presidente
Nicolaos Evangelos Simos
1º Secretário
Arnaldo Colognese
2º Secretário
Archimedes Baccaro
1º Tesoureiro Arial
Orlando Júlio Gonçalves
2º Tesoureiro
Antonio Carlos Pela
1º Diretor Protocolo
Antonio G. Moraes Jr.
2º Diretor Protocolo
Luis Eduardo Schoueri
Pres. Com. Administração
Rinaldo Carlos Carneiro
Pres. Com. Quadro Social
Robert Schoueri
Pres. Com. Proj. Prest. Serviços
Júlio Magri
Pres. Com. Fundação Rotária
Paulo Chedid
Pres. Com. Relações Públicas
Diretores sem Pasta
Nelson Abbud João
Haroldo R. Zacharias
Presidente Eleito 2013/14
Domingos Damia
Presidente Último
Luiz Carlos de Oliveira Ramos
Palavras de Despedida do
Presidente
"Dar de Si antes de Pensar
em Si"
Os Rotary Clubs apenas tapam buracos,
se o seu trabalho social e beneficente
continuar assim. No entanto deveriam
trabalhar na raiz do mal social, ou seja,
tornar o Estado responsável pelo
atendimento básico do povo, a saber
Providenciar
Educação
(creches,
escolas,
universidades)
Atender à
Saúde
(cuidados
primários em
consultórios
médicos,
hospitais)
Cuidar dos
Idosos (lares,
asilos).
O Governo deve ser responsabilizado e
não os cidadãos que já fizeram a sua
parte pagando impostos para que o
Estado faça o trabalho social-beneficente
nas áreas acima referidas, com
preferência através da iniciativa privada.
Infelizmente
a
divisão
de
responsabilidade dos três poderes
democráticos - legislativo, executivo e
jurisdição - somente funciona em termos
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Números 43 - 27 de Junho de 2013 - Página 2
limitados porque de certa forma existe
um conjunto de interesses em comum,
que resulta em corrupção e nepotismo, e
que cobre a transparência das contas
públicas; todos fatos que provocaram os
protestos de milhares de cidadãos dos
últimos dias nas grandes capitais
brasileiras.
Estes cidadãos rebeldes querem aplicar
melhores controles sobre os governos,
que os Rotarianos deveriam ter feito já
faz muito tempo.
Quando eu digo isto, como Presidente do
RCSP Leste, eu não gostaria de ser mal
interpretado, por favor.
Eu não vou parar de empenhar-me em
conformidade com os objetivos do
Rotary, mas eu quero usar meus
recursos limitados e meu tempo escasso
de forma mais eficiente para ter
finalmente um sucesso maior do que é
possível com o minúsculo trabalho social
e beneficente de cada um dos pequenos
Rotary Clubs convencionais.
Ou queremos que o nosso Rotary Club
fique no mesmo nível de qualquer
Organização Não Governamental - ONG,
ou seja no nível de um clube com fins
sociais, uma associação religiosa ou
simplesmente de uma organização com o
objetivo de acalmar a consciência pesada
dos respectivos membros?
Os Rotarianos que em geral são
eticamente orientados e pagam demais
impostos em relação ao desempenho do
Estado não devem tirar o trabalho social
do Governo, mas monitorá-lo em relação
aos gastos, para que as repartições
públicas trabalham sem burocracia, com
um mínimo de funcionários públicos,
favorecendo sempre a iniciativa privada.
No ano de minha Presidência aprendi
com quais meios retóricos e psicológicos
a Organização Rotary trabalha para tirar
o máximo de benefícios sociais de cada
Associado, começando com o RI,
passando pelo Distrito até chegar ao RC.
Não tenho nada a dizer contra estas
medidas enquanto os Associados se
submetem a elas voluntariamente.
Além dos serviços básicos prestados por
professores, médicos e assistentes
sociais, a principio, deve ser exigido do
Estado que pague adicionalmente
apenas as despesas com policiais,
fiscais, juízes e do Ministério Público,
que também são do interesse da
população e necessários para o
funcionamento de uma comunidade.
Continuação página 4
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Momentos de Reflexão
Reuniões
Johann Wolfgang von Goethe
(28.08.1749 - 22.03.1832):
Reunião de hoje, 27.06.2013: Almoço
festivo de Transmissão dos Cargos e
Posse
- "Não há arte patriótica nem
ciência patriótica. As duas, tal
como tudo o que é bom e
elevado, pertencem ao
mundo inteiro e não podem
progredir a não ser pela livre
ação recíproca de todos os
contemporâneos e tendo
sempre em conta aquilo que
nos resta e aquilo que
conhecemos do passado."
Próxima Reunião, 04.07.2013:
Assembleia Geral Ordinária e
Companheirismo
- "Aprender a dominar é fácil,
mas a governar é difícil."
- "A maior necessidade de um
Estado é a de governantes
corajosos."
- "Nada mais assustador que a
ignorância em ação."
- "Onde se deve abster da moral,
deixa de ter poder."
- "Uma atividade sem limites
acaba em bancarrota."
- "Um nobre exemplo torna fáceis
as ações difíceis."
- "A democracia não corre, mas
chega segura ao objetivo."
Última Reunião, 20.06.2013: Discurso
de Despedida e Companheirismo
Índice/Sumário/Conteúdo
Palavras de Despedida do Presidente:
"Dar de Si antes de Pensar em Si": 1
Índice, Reuniões, Reflexão: 3
"Paz Através do Servir": 4
Responsabilidades do Presidente fora do
Rotary: 6
Síntese de Pensamentos sobre Rotary
2012/13: 7
Importantes Decisões do Conselho
Diretor 2012/13: 8
Frequência do mês de Maio de 2013: 9
Mural do Leste: 10
Agradecimentos: 11
Contribuição alemã para a formação do
Brasil - 10:
Economia e siderurgia: 13
Reconhecimento do espaço brasileiro:14
Galeria de Fotos:
Reunião Ordinária: Discurso de
Despedida e Companheirismo: 16
Início e fim da Gestão 2012/13: 17
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Números 43 - 27 de Junho de 2013 - Página 4
Continuação da página 2:
"Paz Através do Servir"
Somente lamento que este trabalho
conduz os Associados à direção errada,
e abre um posso sem fundo.
Admiro o atual Presidente mundial do RI,
que a partir de sua experiência na
infância luta contra a guerra no mundo.
Resumindo eu diria, portanto, que o
Rotary deve limitar-se a apenas dois
grandes projetos da área socialbeneficente
ou
filantrópica,
nomeadamente o projeto tradicional da
área de Saúde:
Da minha
própria
experiência
familiar
posso apoiar
plenamente
este objetivo
(o meu pai e
seus dois
irmãos
morreram na
Segunda
Guerra
Mundial).
Polio Plus para erradicar definitivamente
a paralisia infantil (poliomielite) no mundo
inteiro
e mais um outro projeto, ao qual muitos
RCs já aderiram, ou seja na área da
Educação/Ensino:
Intercâmbio Rotário de Estudantes e
jovens Profissionais nos mais diversos
países para formar cidadãos que podem
assumir posições de liderança no sentido
rotariano no mundo inteiro.
No entanto, eu me pergunto por que a
Organização Mundial de Rotary também
não aborda este mal pela raiz para evitar
guerras desde o início, em vez de
apontar o serviço rotário ao próximo para
promover a paz mundial.
Quase todas as guerras - se não todas foram iniciadas por nacionalismo ou
mesmo chauvinismo. Provavelmente
também o patriotismo levou às guerras.
Para que precisamos dos símbolos deste
patriotismo, ou seja de uma bandeira
nacional e de um hino nacional? Por que
razão nós queremos que um povo jure a
sua comunidade?
Devemos nos esforçar ou não para
sermos cidadãos do mundo e respeitar
os outros seres humanos? A resposta
somente pode ser afirmativa: Devemos
respeitar todos os seres humanos,
incluindo os de outra tribo, de outro país,
de uma raça diferente, outra religião, os
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Números 43 - 27 de Junho de 2013 - Página 5
de uma cor de pele diferente, devemos
respeitar os de uma outra orientação
sexual e os de deficiência mental ou
corporal.
Neste contexto surge a seguinte
pergunta: A Organização Rotary deveria
ou não abolir os rituais herdados e
acarinhados para alcançar o objetivo da
paz e abrir-se realmente ao mundo
pacifista?
Porque gastamos muito dinheiro para
formar times e equipes nacionais de
atletas, seja no futebol, na natação e nas
outras disciplinas esportivas? Porque não
bastam os campeonatos de clubes que
representam muito mais e melhor a
diversidade dos povos de nosso Planeta?
para se tornarem cidadãos globais e não
japoneses. Assim, nas escolas-piloto o
culto da bandeira não existe mais, o hino
nacional não é mais cantado e os heróis
nacionais inventados pela história não
são mais cultivados.
Nós devemos realmente parar de criar
hostilidades em relação aos outros
países do nosso mundo!
O programa para os 12 anos escolares
tem apenas as cinco seguintes matérias
para alcançar a Cidadania Mundial:
Há países que não têm exército, 26
destes países são conhecidos. A minha
proposta de hoje não é abolir os militares;
provavelmente eles são necessários para
a defesa contra violações territoriais e
outras atividades, pelo menos enquanto
os rituais acima apontados são mantidos
por outros países.
Por isso, o Presidente mundial do RI
deveria promover um plano piloto, que já
existe em seu próprio país, para uma
mudança completa de educação e ensino
nas escolas, o plano de Mudança Valente
(Futoji no henko), que educa as crianças
- Civismo: respeito total às leis, ética,
tolerância, altruísmo, respeito às
normas de convivência e ao meio
ambiente
- Leitura de livros
- Aritmética de negócios
- Computação
- Quatro idiomas bem como quatro
alfabetos, quatro culturas e religiões,
combinado com o intercâmbio de alunos
em famílias dos respectivos países.
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Números 43 - 27 de Junho de 2013 - Página 6
O último ponto desta lista de matérias
escolares corresponde aos objetivos
definidos acima para Educação e Ensino,
ou seja o Intercâmbio Rotário.
Responsabilidades
do Presidente fora do Rotary
Assim fecha-se o círculo das macroatividades dos Rotarianos nas áreas de
Saúde e de Educação/Ensino para a
Cidadania Mundial:
1. HamburgAmbassador,
Representante ad honorem da
Cidade Livre e Hanseática de
Hamburgo
Polio Plus e Intercâmbio Rotário.
2. Representante do Venerável Mestre
Distrital de Hamburgo (Rito
Schröder)
Esta recomendação significa em última
consequência que os Rotary Clubs se
abstêm, no futuro, da ajuda às creches e
aos asilos de idosos, bem como da
doação
de
alimentos
aos
mais
necessitados, que são as tarefas
obrigatórias de todos os governos.
Se um RC se sente pequeno demais
para as macro-atividades Polio Plus e
Intercâmbio Rotário sugerem-se a
- realização destas atividades em
conjunto com outros RCs ou até
- fusões de Rotary Clubs.
3. Representante da Associação
Alemã de Salva-Vidas (DLRG) de
Hamburgo
4. Membro da Diretoria da HStF em
Hamburgo (até Maio de 2013)
5. Presidente do Instituto Sócio
Cultural Brasil-Alemanha
6. Diretor Honorário da Câmara BrasilAlemanha
7. Diretor do Club Transatlântico
8. Porto-Voz da Aliança das
Instituições de Língua Alemã em
São Paulo
9. Conselheiro da Sociedade
Beneficente Alemã - SBA
10. Conselheiro do Instituto Martius
Staden, Instituto de Ciências, Letras
e Intercâmbio Cultural BrasileiroAlemão (da Fundação Visconde de
Porto Seguro)
11. Membro da Comissão para o
Distintivo Alemão de Esporte
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Síntese de Pensamentos sobre
Rotary 2012/13
1. A raiz da decadência do Rotary é mais
profunda que supomos até agora
(declínio no número de Associados nos
países tradicionais e aumento somente
nos novos países da África e Ásia)
2. Não é o problema somente do RCSP
Leste, é do RI (com uma estrutura muito
grande para pressionar todos os
Associados dos RCs para desenvolver-se
em atividades sociais)
3. Precisa-se de um plano estratégico de
médio e longo prazo (com a finalidade
principal de angariar novos Associados
de alto nível para
3.1. o desenvolvimento do
Companheirismo e as três
costumeiros objetivos adicionais do
Rotary, ou seja:
3.2. reconhecimento do mérito de toda
ocupação útil e a difusão das normas
de ética profissional
3.3. melhoria da comunidade pela
conduta exemplar de cada um na sua
vida pública e privada
3.4. aproximação dos profissionais de
todo o mundo, visando a
consolidação das boas relações, da
cooperação e da paz entre as
nações)
4. Sem território (somente com pequenas
partes do território original, que não são
representativas e longe da sede do
RCSP Leste) não existe campo de
atuação
adequado
para
atrair
Companheiros "ativistas" nas cinco
Avenidas de Serviços do Rotary.
5.Temos que questionar as reuniões
semanais num ambiente com tempo
escasso (porque não bastam duas
reuniões por mês? para projetos: sim!
mas
pode
se
desenvolver
um
Companheirismo satisfatório?)
6. Temos que questionar os nossos
projetos basicamente sociais (porque
assumir
responsabilidades
dos
governantes para Creches, Escolas,
Casas de enfermos, Asilos de repouso e
Comunidades pobres em geral? Estes
projetos são chamativos para atrair novos
Associados?)
7. Temos que questionar às atividades
para ganhar prêmios internos do mundo
Rotary (a princípio o RC precisa somente
seguir o objetivo de servir, promovendo e
apoiando as quatro finalidades do ponto
3, ou não?)
8. Devemos ampliar os campos de
atuação que tem grande repercussão
(p.ex.
Intercâmbio
de
Jovens e
Profissionais, PolioPlus) e criar novos
campos chamativos, por exemplo:
8.1. realização de projetos culturais em
todas as áreas de manifestação
artística
8.2. projetos sociais e esportivos atrativos
(p.ex. apoiar esportes paraolímpicos)
8.3. promoção do desenvolvimento
sustentável (p.ex. meio ambiente:
Gestão Verde)
8.4. prestação de apoio a outras
organizações sem fins lucrativos e a
órgãos do setor público que atuam
em áreas afins.
9. Devemos aproveitar os sistemas de
comunicação mais modernos e trabalhar
também no nível virtual (p.ex. fazer
reuniões de forma virtual em frente de
Laptops com câmara e voz alta: EClubs).
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Números 43 - 27 de Junho de 2013 - Página 8
Importantes Decisões do
Conselho Diretor 2012/13
Almoços de candidatos / associados
em potencial (20120703)
Candidatos levados com o objetivo de
ingressar no quadro associativo do Clube
serão convidados pelo RCSP Leste para
almoçar.
Guarda do material histórico do RCSP
Leste no Internet (20120703)
As atas e boletins devem ser
encadernados, uma via também para o
último presidente.
Digitalização de documentos, retratos,
troféus e flâmulas (20120703)
Devem ser digitalizados não somente
documentos, mas também os retratos,
troféus, flâmulas etc.
Gravações em fitas cassetes,
disquetes, CDs etc. (20120730)
As gravações eletrônicas dos eventos no
RCSP Leste devem ser tratadas como
documentos históricos.
Certificados e Troféus etc. (20120730)
Certificados e troféus, etc. foram
fotografados e aparecerão como Galerias
no Site do RCSP Leste.
Decisão sobre a guarda do Material de
altíssimo valor para a história Clube
(20130605)
O material de altíssimo valor para a
história do RCSP Leste listado no
Relatório Anual 2012/13 deve ser
mantido permanentemente na Secretaria.
A digitalização deste material deve ser
continuada, de modo que o material
digitalizado possa ser guardado e estará
acessivel para sempre, no Portal do
RCSP Leste.
Estatuto e Regimento Interno
(20121031)
Todos os participantes da reunião partem
do ponto de vista que no caso de haver
diferentes disposições de Estatuto e de
Regimento
Interno
prevalecerá
a
disposição do Estatuto.
Além disso, todos os participantes da
reunião compreendem as disposições de
Regimento Interno sobre o tamanho do
Conselho Diretor assim, que os
respectivos presidentes sejam livres em
sua escolha de preencherem as vagas
disponíveis ou não, para terem condições
de trabalhar com uma equipe adequada
às necessidades da sua gestão.
Cobrança das mensalidades
(20130404)
Para evitar situações desagradáveis a
respeito das remessas bancárias, foi
decidido que se use o boleto bancário
para a cobrança das mensalidades, a
partir do mês de abril.
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Frequência do mês de Maio de 2013
Nome do Companheiro
2
9
Frequência facultativa
Clóvis César da Rocha
Domingos Damia
Fausto Amadeu Francisco Favale
Haroldo Rodolfo Zacharias
P
P
P
Julio Magri
Klaus-Wilhelm Lege
16 23
P
P
P
P
P
%
Recuperações e Visitas
100%
100% 2 RCSP Penha / 2 Guarulhos
P
100% 3 RC Hamburg Dammtor / Conf.Distrital
Leonardo Kersnovsky
Nelson Abbud João
Nicolaos Evangelos Simos
Pedro Nunes de Abreu
Pedro Olavo Severini Filho
Pedro Olavo Severini
Renaldo Pizzimenti
Robert Schoueri
Luiz Ugolini
Frequência obrigatória
Alfredo Cotait Neto
Antonio Carlos Pela
Antonio Guimarães Moraes Junior
Archimedes Baccaro
Arnaldo Colognese
Daniel Esteves Seviéri
Edson Machado Filgueiras
Elmi Manoel Rinaldi
Fernando Aurélio Zilveti
Giulio Garbini
Luciano Wertheim
Luis Eduardo Schoueri
Matheus Cherulli Alcântara Viana
Orlando Julio Gonçalves
Paulo Chedid
Rinaldo Carlos Carneiro
Rodrigo Damasio de Oliveira
Sebastião Barbosa de Almeida
33 Associados / 4 Reuniões
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
100% 2 RC São Paulo
100% 1 RCSP Liberdade
100% 1 RCSP Aclimação / Conf.Distrital
P
P
100%
100% 4 RCSP Brás / 4 Liberdade / 4 Aclimação
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
100%
100% Conf.Distrital / Assembl.Col.Governadores
P
P
P
P = Presença (100% ao ano 2012/13)
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Números 43 - 27 de Junho de 2013 - Página 10
Mural do Leste
Perdemos ao longo da Gestão oito Companheiros, sendo um por
óbito, Maurice Costin, e sete por desligamento: Bruna Renata
Cantele, Paulo Ferreira, Edson Machado Filgueiras, Maria
Marineide de Souza Filgueiras, Argos Magno de Paula Gregório,
Terezinha Ana Ghellar Melaré, Luiz Carlos de Oliveira Ramos
(agora Associado Honorário):
Reunião Ordinária
19 de Julho de 2012
03.02.1928 - 12.08.2012
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Números 43 - 27 de Junho de 2013 - Página 11
Agradecimentos
Estimados Companheiros do RCSP
Leste, esposas, amigos e Companheiros
de
outros
Clubes
que
nós
acompanharam durante esta Gestão,
agradeço muito por tê-los tido presentes
ao longo desta Gestão.
no ano passado (29.11. e 06.12.2012)
e durante a suas viagens à Argentina
(14.02.2013) e Alemanha (25.04.,
02.05., 09.05. e 16.05.2013) bem como
durante sua participação na
Conferência Distrital (23.05.2013)
- aos Ex-Governadores Paulo Chedid
(1995/96) e Fausto Amadeu Francisco
Favale (200/01) que auxiliaram o
Presidente e o acompanharam sempre
durante a difícil Gestão
- ao Luis Eduardo Schoueri e ao
Matheus Cherulli Alcântara Viana por
ter reativado o nosso Rotaract Club
Os nossos cordiais agradecimentos a
todos os integrantes do Conselho Diretor
e aos Presidentes das Comissões,
especialmente
- ao incansável Diretor de Protocolo,
Antonio Guimarães Moraes Junior
- ao 1º Tesoureiro, Orlando Júlio
Gonçalves, quem cuidou das nossas
finanças com o carinho de um
verdadeiro Rotariano, sem aparecer,
mas sempre presente
- ao 2º Secretário, Archimedes Baccaro,
Governador Indicado 2014/15, quem
sempre estava às ordens na frequente
ausência do 1º Secretário, Arnaldo
Colognese, e nós ajudou com as
nossas publicações
- aos 1º e 2º Vice-Presidentes,
Domingos Damia e Nicolaos
Evangelos Simos, os quais
substituíram o Presidente durante
as suas ausências após a sua cirurgia
- ao Haroldo Rodolfo Zacharias por ter
oferecido o seu belíssimo Sítio para o
nosso encontro com os nossos
Rotaractianos e o seu trabalho para
promover o Brasil no exterior
- aos outros Diretores do Conselho,
especialmente ao Companheiro
Antonio Carlos Pela pelos seus
conselhos
- aos outros Presidentes das Comissões
e Subcomissões, especialmente aos
Companheiros Rinaldo Carlos
Carneiro, Robert Schoueri, Júlio Magri
e Nelson Abbud João pelas suas
contribuições
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Números 43 - 27 de Junho de 2013 - Página 12
- aos outros Companheiros do RCSP
Leste por sua paciência
- às esposas dos nossos Companheiros
por terem participadas nas atividades
da ASFAR, em especial à Léa Jeanne
Lege, que se superou nas suas
atividades como esposa do Presidente.
Encerrando-se a minha missão, se fecha
o círculo que se abriu na minha posse,
por isso saúdo vocês de novo
cordialmente com a oração das Nações
Unidas:
Senhor Deus, Adonai, Grande Arquiteto
do Universo,
a nossa terra é apenas um pequeno astro
no grande universo. Depende de nós
fazer dela um planeta, cujas criaturas não
sejam
atormentadas
pela
guerra,
torturadas pela fome e pelo medo,
divididas pela absurda separação de
raças, de cores e de ideologias.
Senhor Deus, Adonai, Grande Arquiteto
do Universo,
Um cordial agradecimento, também, ao
casal Edson e Marineide Filgeiras pela
grande ajuda na conquista das Menções
Presidencial e Distrital.
Finalmente agradecemos a nossa
Secretária Jessica Stoianov e às
Secretárias da Governadoria, as quais
nos sempre ajudaram.
Perdemos um Companheiro muito
querido, Maurice Costin, quem se
dedicou ao Rotary em tal forma que
também assumiu a difícil tarefa de
Tesoureiro da Fundação dos Rotarianos
de São Paulo.
Vamos todos continuando realizar os
sonhos de todos nós para um mundo
sem analfabetismo, sem doenças e sem
miséria, onde todos possam ser felizes e
iguais na verdadeira paz, alegria e
prosperidade. Obrigado a todos vocês.
Herzlichen Dank!
concede-nos a coragem e a lucidez de
começarmos hoje esta tarefa, a fim de
que nossos filhos e os filhos de nossos
filhos possam um dia usar com orgulho o
nome de Homens, Seres Humanos.
Amém.
Que o nosso Rotary Club de São Paulo
Leste floresça, cresça e prospere!
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Números 43 - 27 de Junho de 2013 - Página 13
Contribuição alemã para a
formação do Brasil - 10
Economia e siderurgia
O Rei Dom João VI já tinha reconhecido
a necessidade de um empresariado
atuante no Brasil e fomentava a chegada
de especialistas estrangeiros para
desenvolvimento da economia, o que era
impossível durante a era colonial.
As primeiras oficinas artesanais, que
eventualmente se transformaram em
manufaturas, foram fundadas no Brasil
principalmente por artesãos alemães,
inclusive
por
aqueles
soldados
dispensados. O exemplo de São
Leopoldo no Rio Grande do Sul é
marcante. São Leopoldo atuava como
multiplicador. Em 1854 já tinham
emigrado da cidade de São Leopoldo
para a vizinhança, onde fundavam novas
oficinas, mais de 6.000 artesãos.
Um alemão construía os primeiros pianos
no Rio de Janeiro. As salinas em Cabo
Frio, no norte do Estado do Rio de
Janeiro, foram reativadas por um oficial
alemão, que as desenvolveu de tal
maneira que passaram a serem as
maiores do país. Ludwig Rau inaugurou,
em 1829, o primeiro curtume do Brasil
em Novo Hamburgo, hoje capital dos
calçados no Rio Grande do Sul.
ligado com a siderurgia, que fornece o
ferro para os bens de capital dos
processos produtivos. As siderúrgicas
começaram com a vinda da corte
portuguesa para o Brasil, em cujo séquito
vieram
especialistas
alemães
em
mineração e siderurgia.
A moderna técnica siderúrgica foi trazida
por Friedrich Ludwig Wilhelm Varnhagen
(1783 - 1842) e introduzida por ele em
1811 na sua siderúrgica de São João de
Ipanema.
Varnhagen
nasceu
em
Wetterburg, perto de Arolsen (Waldeck).
Entrou a serviço português como
especialista em siderurgia e mineração, e
seguiu o regente Príncipe Dom João em
1809 ao Brasil. A sua primeira tarefa era
analisar a qualidade da jazida de ferro
encontrada em Ipanema, perto de
Sorocaba, a 70 km de São Paulo. Esta
tarefa o levou em 1811 a fundar a
siderúrgica “São João de Ipanema”. Em
1818 foi inaugurado, após alguns anos
muito difíceis, o primeiro alto forno do
Brasil sob a direção de Varnhagen. O
fornecimento de ferro para São Paulo,
até 1896, era realizado principalmente
pela Ipanema.
Em 1828 Friedrich Bonne, de Hamburgo,
fundou uma fábrica de chapéus na Bahia.
No Rio Grande do Sul foi fundada por um
alemão, com muito sucesso, uma fábrica
similar durante a Revolução Farroupilha.
Também em São Paulo foi aberta, em
1835, uma confecção alemã de chapéus.
Fundador da siderurgia brasileira é,
todavia, Wilhelm Ludwig Freiherr von
Eschwege (1777 - 1855). Ele nasceu
numa família nobre no povoado de Aue,
perto de Eschwege, Hesse. Von
Eschwege estudou em Göttingen e na
Academia de Minas em Clausthal, antes
de ser chamado a Portugal. Em Portugal
ele desenvolveu junto com Friedrich
Ludwig Wilhelm Varnhagen a siderurgia e
a mineração.
O
desenvolvimento
próprio
das
manufaturas
e
estabelecimentos
industriais no Brasil está intimamente
Von Eschwege conseguiu a aprovação
governamental para o seu projeto
siderúrgico no Brasil e em 1812
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Boletim do Rotary Club de São Paulo Leste
Números 43 - 27 de Junho de 2013 - Página 14
inaugurou a sua “Fábrica Patriótica” em
Congonhas do Campo, Minas Gerais.
Von Eschwege é reconhecido o “Criador
da Indústria Pesada brasileira”. Ele
defendeu com sucesso a sua ideia de
construir muitas fábricas menores, em
lugar de uma grande. As condições dos
caminhos e estradas da época validaram
este conceito. Ele também teve sorte na
escolha do local da sua primeira fábrica.
Ainda no ano de 2000 o minério de ferro
é colhido em grandes quantidades, e a
céu aberto, nas minas de Congonhas do
Campo.
Como na época do Rei Dom João VI a
obtenção de ouro no Brasil estava nas
mãos de garimpeiros primitivos e de
oficinas trabalhando com escravos, von
Eschwege
fundou
a
Sociedade
Mineralógica, que introduziu modernos
métodos de lavra e produção do ouro.
Ele explorou também a primeira mina de
chumbo no Brasil. O país deve a ele a
primeira legislação específica sobre
mineração. Wilhelm Ludwig Freiherr von
Eschwege foi o mais competente
empresário do início do século 19 e é
considerado “Patriarca da Geologia
brasileira”; o nome do Instituto Eschwege
de Geociências em Diamantina, Minas
Gerais, é em sua homenagem.
Já em 1814 Daniel Peter Müller tinha
fundado em São Paulo a primeira forjaria
de armas do Brasil. Esta era dirigida por
especialistas da Fábrica de Armas de
Potsdam. Com a matéria-prima, que
chegava da siderúrgica de Ipanema,
também se produziam objetos de uso
comum.
Em 1819 o Dr. Rochus Schüch produziu,
pela primeira vez no Brasil, chapas de
ferro em sua fábrica em Itabira do Mato
Dentro, em Minas Gerais.
Reconhecimento do espaço brasileiro
O avanço alcançado no reconhecimento
do espaço físico brasileiro, durante o
reinado de Dom Pedro II, teve
participação proeminente de imigrantes
alemães. Naquela época, geógrafos e
cartógrafos, geólogos, antropólogos e
etnólogos, botânicos e zoólogos, assim
como astrônomos e meteorologistas, e
ainda pintores e outros artistas alemães
percorreram o imenso país em todas as
direções.
No Norte do Brasil, o geógrafo Robert
Hermann Schomburgk (1804 - 1865),
irmão do botânico Richard Schomburgk,
realizou viagens exploratórias na região
limítrofe com a Guiana, entre 1835 e
1844, por incumbência da coroa inglesa.
Na bacia amazônica, realizou estudos
nos rios Negro e Branco. Ele deixou os
melhores mapas geográficos da época.
O cartógrafo Konrad Jakob von Niemeyer
(1788 - 1862), que trabalhou muito ao
lado de Daniel Peter Müller e foi um dos
fundadores do Instituto Histórico e
Geográfico Brasileiro, no Rio de Janeiro,
publicou em 1846 o primeiro mapa do
Império do Brasil. Com idade avançada,
ele ainda fez um mapa topográfico do
atual Estado do Rio de janeiro.
Wilhelm Schüch, Barão de Capanema,
estudou as condições geológicas do
Nordeste brasileiro e publicou em 1878
as suas observações sobre o problema
das
secas,
incluindo
aí
dados
astronômicos e meteorológicos. Ele criou
no Rio de Janeiro um observatório
astronômico
e
uma
estação
meteorológica, que foi dirigida por Ernst
Niemeyer. Em Curitiba também foi criada
uma estação meteorológica por Wilhelm
Schüch. Em Quixeramobim, no Ceará,
funcionava uma estação meteorológica,
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sob a direção de Oswald Benno Weber,
que muito contribuiu para o estudo do
tempo no Nordeste.
O inspetor de telégrafos, engenheiro e
geógrafo Gustav Ludwig Wilhelm Dodt
(1831 - 1903), natural de Dannenberg,
perto de Hanôver, realizou estudos sobre
o sertão nordestino, partindo de Natal,
Fortaleza e São Luís, principalmente o
curso dos rios Araguaia, Tocantins e
Parnaíba. Foi o primeiro a estabelecer
correlações entre as tradições dos índios
e de outros povos, no seu livro publicado
em 1873.
Anton Ludwig von Hoonholtz, Barão de
Tefé, pioneiro da hidrografia brasileira e,
durante muitos anos, vice-presidente da
Sociedade Geográfica Brasileira, também
contribuiu para o estudo do território
brasileiro. Seus trabalhos hidrográficos
sobre a baía de São Marcos, onde se
localiza São Luís do Maranhão, e sobre a
baía de Paranaguá, assim como seus
levantamentos cartográficos da ilha de
Santa Catarina e do curso superior do
Rio Javari, na bacia amazônica (1874),
são valiosos subsídios científicos.
seu livro de viagens, publicado em 1874,
”The Amazon and Madeira River”18).
O Rio São Francisco, que corre do oeste
de Minas Gerais para o Nordeste do
Brasil e deságua no Atlântico, foi
estudado com grande acuidade científica
por Heinrich Wilhelm Ferdinand Halfeld,
de 1852 a 1854. Halfeld explorou o Rio
Pirapora até sua foz, descreveu sua
navegabilidade e fez um mapa geográfico
de Minas Gerais.
Os conhecimentos sobre o Brasil
disponíveis até 1871 foram reunidos pelo
professor da Universidade de Göttingen,
Johann
Eduard
Wappäus,
num
calhamaço de 724 páginas contendo tudo
quanto fosse de interesse sobre
geografia,
população,
economia,
administração, costumes e tradições. A
obra foi traduzida para o português pelo
historiador brasileiro Capistrano de
Abreu, em 1884.
Antes dele, o Príncipe prussiano Heinrich
Wilhelm Adalbert Prinz von Preußen
(1811 - 1873) já estivera na região
amazônica. Objetos de especial interesse
da sua expedição foram o Rio Xingu,
então ainda desconhecido, e os índios
Jurunas.
Suas
anotações
foram
impressas em forma de manuscrito “Aus
meinem Reisetagebuch 1842 - 43” (Do
meu diário de viagem 1842 - 43).
O engenheiro Franz Keller-Leuzinger
(1835 - 1890) fez levantamentos
cartográficos do alto Amazonas. Mestre
na arte de desenhar, realizou também um
trabalho de valor artístico, como
demonstram as gravuras que ilustram
Lege, Klaus-Wilhelm (Editor): A História
Alemã do Brasil. Publicações da Câmara de
Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de
São Paulo, Volume 7. São Paulo 2001
(ISBN 85.85577-21-5).
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