03 Histórico 03 Panorama 04 Palavra de Presidente 06 Conferências 10 Minicursos 12 Mesas-redondas 14 Comentários 16 Psicoterapia 18 Ensino 19 Citações 20 Talentos além da Psiclogia 22 Bastidores 23 Avaliação Cartas “Agradeço o convite para participar da abertura do Encontro Paranaense de Psicologia. Infelizmente não poderei estar presente, pois estou morando em Campo Grande – MS. Porém podem ter certeza que estarei aí, ainda que só em pensamento, pois são muito fortes as lembranças daquela primeira vez, onde, graças ao seu dinamismo, conseguimos realizar o que viria a ser o I Encontro Paranaense de Psicologia. Fico muito feliz de ter participado e esta felicidade é então reforçada com o XIII EPP, sinal que quem participou do primeiro, já faz parte da história. Desejo muito sucesso em mais esse evento e que ele continue perpetuando a história da Psicologia no Paraná”. E-mail do psicólogo Eduino Sbardelini Filho (CRP-08/01418), que foi o Presidente do I Encontro Paranaense de Psicologia, em 1987, enviado ao Presidente do CRP-08, João Baptista Fortes de Oliveira (CRP-08/00173), no dia 09 de junho de 2009. g Histórico Editorial O suplemento da Edição 64 da Revista Contato pretende proporcionar um panorama geral das atividades desenvolvidas no XIII Encontro Paranaense de Psicologia que aconteceu de 10 a 13 de junho, no Hotel Pestana, em Curitiba. Nessa publicação, você, leitor, vai ter uma ideia de algumas discussões que aconteceram no XIII EPP, um evento que teve programação intensa, temáticas abrangentes e proporcionou troca de experiências entre os psicólogos. Esse suplemento é um breve registro do encontro que é considerado o maior evento técnico do CRP-08, em 2009. Aqui há um pouco de tudo o que aconteceu no XIII EPP, e como é um registro, há um pouco, não tudo! g O s Encontros Paranaenses de Psicologia iniciaram em agosto de 1987, numa iniciativa do CRP-08, servindo como um importante instrumento de crescimento da Psicologia no Paraná. Esses encontros vêm sendo realizados periodicamente e fazem parte da história da Psicologia. O I e o II EPP (1987 e 1988) foram realizados em Foz do Iguaçu; o III EPP em Curitiba (1989); o IV em Londrina (1990); o V em Maringá (1991); o VI em Curitiba (1992); o VII em Foz do Iguaçu (1994); o VIII em Paranaguá (1995); o IX em Foz do Iguaçu (1997). A X edição do evento aconteceu em Curitiba (2002), seguido pelo XI, em Londrina (2004) e o XII, em Maringá (2006). Este ano o X Plenário do CRP-08 preparou a realização do XIII EPP, em Curitiba. g Panorama Boa leitura! P Expediente: Esse suplemento é uma publicação especial do CRP-08 sobre a cobertura do XIII Encontro Paranaense de Psicologia, que aconteceu de 10 a 13 de junho em Curitiba. Conselho Regional de Psicologia 8ª Região Avenida São José, 699 - CEP 80050-350 - Cristo Rei Curitiba - Paraná - Fone: (41) 3013-5766 Site: www.crppr.org.br Tiragem: 10.000 Impressão: Maxigráfica e Editora Ltda. Jornalista Responsável: Licemar Vieira Melo (9635/SRTE-RS) Colaboradora: Viviane Martins de Souza Comissão de Comunicação do CRP-08: Maria Elizabeth Nickel Haro, Mariana Patitucci Bacellar, Maria Fernanda Mendes Petry e Mildred Marcon. Projeto Gráfico: RDO Brasil – (41) 3338-7054 www.rdobrasil.com.br Designer Responsável: Leandro Roth Diagramação: Eduardo Rozende Fotos: Rhema - Foto e Vídeo - (41) 3267-6684 [email protected] ara promover a troca de experiências e a discussão de diversos temas da área da Psicologia, o XIII Encontro Paranaense de Psicologia contou com programação intensa. No evento, através de conferências, mesas-redondas, minicursos e oficina, foram discutidos os seguintes temas: Avanços tecnológicos: repercussões e a ética no trabalho do Psicólogo | Transplante: “de quem é o corpo?” | Desenvolvimento de Pessoas | Habilidades Intelectuais e Aprendizagem | A conquista da Atenção à Saúde Mental na Perspectiva Antimanicomial | Desafios à Psicologia na Área do Trânsito | Crise e Engajamento nas Organizações | Avaliação Neuropsicológica em Psiquiatria | Direitos Humanos | O Assédio Moral | Avaliação Neuropsicológica | Direitos Humanos e Cidadania | Convênios e Psicologia Clínica | O modelo avançado das Constelações na Hellinger Sciencia e as Terapias Sistêmicas | O Psicólogo e suas Condições de Trabalho | Corpo, rascunho retificado pela ciência | Violência | Avaliação Psicológica no Mundo Contemporâneo: questões éticas e técnicas | Inclusão | Psicoterapias | Políticas Públicas em Saúde Mental | Drogas | A Avaliação Psicológica | Psicologia Jurídica: diferentes perspectivas | Desafios ao Psicólogo na Justiça | Políticas Públicas - SUS | Os Critérios Diagnósticos Atuais e a Psicanálise | História da Criança | Psicologia Hospitalar | Oficina da Memória | O Papel da Psicologia no Desenvolvimento Sustentável | Novos Nomes, Velhas Doenças | Stress em Relação ao Trabalho | Produção de Conhecimento na Psicologia | Paradigmas da Psicopatologia | Novas Configurações Familiares | “Coaching” Executivo e Empresarial | Políticas Públicas SUAS | Pesquisa Qualitativa | Perícia | Intersubjetividade na Saúde Pública | Psicologia do Esporte. No XIII EPP aconteceram: nove conferências, 23 mesas-redondas, 10 minicursos, uma oficina, o Seminário Regional de Psicoterapia, o Fórum de Coordenadores do Curso de Psicologia, o Encontro de Professores de Ética e Deontologia. No evento foram apresentados 75 temas livres, sendo 48 exposições orais e 27 pôsteres. Além das discussões técnicas, o XIII EPP contou com uma programação cultural, no espaço denominado “Talentos além da Psicologia”, que abrangeu: a apresentação da peça teatral “Psicólogo da Silva”, exposição de telas, esculturas e varal de poesias. No evento também houve lançamento de livros. Números O XIII EPP contou com 252 participantes, destes, 155 eram psicólogos e 96 eram estudantes. Entre conferencistas, participantes de mesas-redondas e ministrantes de minicursos, o evento contou com 112 convidados – 92 do Paraná e 20 de outros Estados. g 03 Palavra de Presidente Presidentes falam sobre a importância do EPP para a categoria F oram registradas as opiniões de quatro presidentes que estiveram no XIII Encontro Paranaense de Psicologia: a Presidenta do XIII EPP, Maria Joana Mäder-Joaquim; o Presidente do CRP-08, João Baptista Fortes de Oliveira; o presidente do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Verona; e do Presidente do CRP-04 (Minas Gerais), Rogério de Oliveira Silva. Eles falaram sobre a importância do evento para a categoria. A Presidenta do XIII EPP concluiu afirmando que, a partir do encontro, os psicólogos podem “levar novas ideias, questões sobre sua prática e novos contatos”. e as questões sociais que vêm ancoradas em nosso trabalho, dão outra dimensão para a área e, consequentemente, para o próprio Encontro Paranaense”. cussão de várias ideias. Não é uma única linha de pensamento, ciência ou raciocínio. Este evento está possibilitando posições diferentes sobre um assunto”. João Baptista Fortes de Oliveira Humberto Verona Rogério Oliveira Silva Para o Presidente do CRP-04, Rogério Oliveira Silva, a importância de eventos como o XIII EPP se dá no momento em que ele supre três funções: “mobilizar a categoria, esclarecer as diretrizes e objetivos pautados politicamente para a nossa profissão e estabelecer metas para a solução de problemas elencados”. Maria Joana Mäder-Joaquim “O evento foi muito bem recebido pelos psicólogos, ocorreram algumas discussões importantes sobre aspectos técnicos da Psicologia e do papel do psicólogo em vários contextos de trabalho”, enfatizou a Presidenta do XIII EPP, Maria Joana Mäder Joaquim. Ela também afirmou que o evento superou as expectativas em termos de: “qualidade dos temas e do nível das discussões em mesas. Os profissionais que contribuíram, nossos palestrantes, fizeram apresentações excelentes. Com isso, o nosso objetivo de trazer profissionais de diversas áreas para encontrarem-se e trocarem experiências foi atingido”. Para a presidenta do XIII EPP, Maria Joana Mäder-Joaquim: “o objetivo de trazer profissionais de diversas áreas para encontrarem-se e trocarem experiências foi atingido”. 04 “O XIII EPP foi bem produtivo, ele teve uma boa qualidade técnica”, avaliou o presidente do CRP-08 João Baptista Fortes de Oliveira. “O encontro trouxe um sentido democrático, como espaço para apresentação e discussão de várias ideias”, declarou o presidente do CFP, Humberto Verona. O Presidente do CRP-08, João Baptista Fortes de Oliveira, avaliou que o evento “foi bem produtivo, teve uma boa qualidade técnica, tanto dos palestrantes que compuseram as mesas-redondas, quanto de todas as pessoas que foram e deram uma contribuição técnica, de muita qualidade, com muita objetividade”. Ele também era o Presidente do CRP-08, quando aconteceu o I Encontro Paranaense de Psicologia, em 1987. Comparando a trajetória dos Encontros, ele avaliou: “a diferença entre o I e XIII Encontro é muito grande. No I encontro, nós trabalhamos, basicamente, as áreas de clínica, escolar e trabalho, com algumas abordagens na área clínica, trabalhando linhas de terapias, como Psicodrama, Psicanálise, Gestáltica. Na área organizacional e escolar algumas abordagens determinadas, que era o que a gente trabalhava na área de Psicologia em 87. Hoje a amplitude que vem tendo a Psicologia, O Presidente do CFP, Humberto Verona, comentou que “a história do EPP mostra uma iniciativa que vem dando certo, pois reúne a categoria e tem muitos temas importantes que fazem parte da pauta da Psicologia. Essa iniciativa tem que ser elogiada e parabenizada, pois mantêm uma tradição da Psicologia”. Humberto Verona também disse que: “esse é um espaço rico que contempla toda a diversidade da Psicologia. A organização teve o cuidado de colocar temas importantes e relevantes da Psicologia Brasileira”. Segundo Verona, o XIII EPP foi “uma oportunidade para as pessoas atualizarem seus conhecimentos, proporcionado pela troca de linhas de raciocínio e ideias. Realmente é um encontro que está trazendo muitas contribuições para a Psicologia de uma forma geral”. O Presidente do CFP afirmou que o encontro trouxe um sentido democrático, como “espaço para apresentação e dis- Para o presidente do CRP-04, Rogério Oliveira Silva, o XIII EPP foi importante por “mobilizar a categoria, esclarecer as diretrizes e objetivos pautados politicamente para a nossa profissão e estabelecer metas para a solução de problemas elencados”. O Presidente do CRP-04 também considera que é “fundamental a aproximação das representações políticas com a sua base de representação. Este modelo de se fazer política, a democracia participativa, traz mais legitimidade para as ações necessárias”. Silva concluiu dizendo que “torna-se fundamental a apreciação de novos temas, bem como se colocar pontos problemáticos em discussão e debate para efetivarmos uma construção coletiva da profissão”. g 05 Conferência Conferências no XIII EPP Direitos Humanos Camino falou sobre a ambiguidade do papel da Psicologia, quando se trata de Direitos Humanos, e afirmou que “a Psicologia, como instituição, teve muitas vezes um papel destacável na luta Nessa editoria você encontra uma síntese de todas as conferências que aconteceram no XIII EPP. pelos Direitos Humanos, outras vezes nem tanto. Então esse é um papel ambíguo, a história é ambígua, às vezes liberta, às vezes usa Avanços tecnológicos: Repercussões e a Ética no Trabalho do Psicólogo Bellkiss Romano fez a conferência de abertura do XIII EPP. A Conferência de abertura do XIII Encontro Paranaense de Psicologia – EPP foi com a psicóloga Bellkiss Romano, de São Paulo, que falou sobre os “Avanços Tecnológicos: Repercussões e a Ética no Trabalho do Psicólogo”. Crise e Engajamento nas Organizações O psicólogo Dante Ricardo Quadros foi o conferencista que abordou o tema “Crise e Engajamento nas Organizações”. Como psicólogo organizacional, Quadros mantém o seu foco de atuação voltado para a organização e, portanto, trabalha com processos de gestão. Ele enfatiza que, em termos de gestão, “é preciso ter um panorama, para perceber como as pessoas estão reagindo a essa instabilidade gerada pela crise”. O conferencista, que é do Paraná, defendeu que: “o psicólogo pode intervir no sentido de ajudar a organização a dar resposta a essa crise econômica e financeira mundial, através de mecanismos de engajamento”. Entre os mecanismos que podem auxiliar no engajamento das pessoas, nas organizações, Quadros citou o endobranding, explicando que “se refere a postura empresarial de passar para os colaboradores a visão, finalidade e missão da organização. É essa ferramenta que ajuda o funcionário a entender a empresa onde ele trabalha”; e o diálogo, 06 A conferencista destacou que, no passado, a Psicologia Hospitalar era aplicada no mesmo modelo clínico e se vinculava muito mais à Psiquiatria. “Havia um afastamento da equipe multiprofissional. Esse paradigma, num momento histórico, teve que ser quebrado. Hoje já há o entendimento de que o psicólogo faz parte da equipe multiprofissional, ele atende o paciente e a família, e todos da equipe passam a olhar para o mesmo objeto, os pacientes que estão dentro do hospital”, afirmou ela. A psicóloga enfatizou que é preciso “entender como funciona o processo do adoecimento para entender o paciente”. No novo modelo “o hospital assiste o paciente, forma RH e estimula pesquisas nas diferentes áreas”. Bellkiss afirmou que a tecnologia, na área da saúde, implica em questões éticas, e cabe à Psicologia acompanhar tudo isso. Como exemplo de desafios para a Psicologia, na atualidade, a conferencista citou as questões ligadas a: “transplante entre doadores vivos, crianças anencefálicas, clonagem, questões sobre vida e morte, procedimentos de fertilização humana (o embrião é uma pessoa ou não?) e eugenia”. “que pressupõe o falar e o ouvir para viabilizar uma terceira alternativa criada a partir desse diálogo entre gestores e colaboradores”. Dante Ricardo Quadros defendeu que, conforme pesquisas: “pessoa engajada na organização é mais feliz, mais saudável e os resultados são melhores.” mecanismos de controle. A mesma Psicologia que liberta, também usa mecanismos de controle”. O conferencista disse que é preciso “ter clareza de que ponto estamos falando e com que objetivos. Porque, de fato, caso se queira fazer debate, tem que se pensar no debate, porque nós psicólogos que fazemos as práticas e os conhecimentos teóricos, pesquisadoO Dr. em Psicologia Social Leoncio Camino falou sobre Direitos Humanos no XIII EPP. O Dr. em Psicologia Social e professor da Universidade Federal da Paraíba, Leoncio Camino, proferiu a conferência sobre “Direitos Humanos”. neutra!”. Camino enfatizou o fato de que “a Psicologia tem várias brigas internas. É bom que cada psicólogo saiba onde está e o que está fazendo. Ele pode estar colaborando com concepções que não sejam tão libertárias”. Atuação do Neuropsicólogo em vários contextos A psicóloga Maria Joana-Mäder Joaquim apresentou a conferência “Atuação do Neuropsicólogo em vários contextos”. Com experiência na área de Psicologia e Neuropsicologia, Maria Joana atua, principalmente, nos seguintes campos: epilepsia, memória, função cognitiva e demências. A psicóloga, do Paraná, ressaltou tanto a prática clínica como a pesquisa em neuropsicologia, abordando áreas de atuação em neuropsicologia que incluem demências, trauma crânio encefálico, acidente vascular cerebral, doenças degenerativas, epilepsias. Maria Joana destacou que a neuropsicologia é um campo vasto O tema “Atuação do Neuropsicólogo em vários contextos” foi ainda em desenvolvimento e muito vinculado as equipes multiproabordado pela psicóloga Maria Joana Mäder-Joaquim. fissionais, principalmente neurologistas, psiquiatras e geriatras. Desafios ao Psicólogo na Justiça A coordenadora geral do Programa de Fomento às Penas e Medidas Alternativas, do Ministério da Justiça, psicóloga Márcia Alencar de Araújo Matos, falou sobre os “Desafios ao Psicólogo na Justiça”. O psicólogo organizacional Dante Ricardo Quadros falou sobre a crise e engajamento nas organizações. res, etc...estamos inseridos num campo de luta. E a Ciência não é Durante a conferência, Márcia enfatizou que existem três desafios que precisam ser superados pelos psicólogos que realizam trabalho no ambiente jurídico. “Eles se referem à: comunicação, compreensão e explicação”, explanou a psicóloga. Sobre a comunicação, a conferencista defendeu que: “o profissional de Psicologia tem que se comunicar a partir da lógica jurídica e, para que isso aconteça, ele deve ter conhecimentos básicos da área do Direito, embora a intervenção dele deva acontecer numa perspectiva psicológica”. Referindo-se à compreensão, Márcia Alencar ponderou que: “a Psicologia Jurídica tem que atuar dentro de uma perspectiva 07 compreensiva sintética, e não numa perspectiva compreensiva analítica. Nesse sentido, os pareceres psicológicos nos processos têm que ser repensados e resignificados, para que possam, dentro da linha da intervenção no ambiente jurídico, guardar conceitos e princípios, que são importantes para a Psicologia. Esse é um cuidado que se tem que ter, porque, muitas vezes os pareceres se tornam uma verdadeira sentença criminal”. Paradigmas da Psicopatologia O tema “Paradigmas da Psicopatologia” foi abordado pelo Doutor em Educação e Desenvolvimento Humano e Mestre em Psicologia Clínica, Alfredo Jerusalinsky, do Rio Grande do Sul. O conferencista destacou que a psicopatologia tem uma história milenar, já que há registro dela no mundo ocidental desde a antiguidade. Segundo Jerusalinsky, “o modo como se define o que é normal e o que é patológico, em termos de pensamento, paixão e comportamento, tem mudado ao longo da história de acordo com a ética prevalente e com um capítulo especialmente dessa ética, que se chama moral. Quando falamos de ética temos que falar da moral, da verdade e responsabilidade do sujeito sobre o outro”. As Novas Configurações Familiares foram abordadas pela psicóloga Zélia do Nascimento. A psicóloga Zélia do Nascimento, de Minas Gerais, esteve no XIII Encontro Paranaense de Psicologia para falar sobre as “Novas Configurações Familiares”. A conferencista enfatizou que há uma dificuldade de se falar de família, “uma vez que a gente está imerso nesse contexto, então temos que fazer um esforço, em vários sentidos; primeiro desse afastamento crítico e depois de aproximação para localizar as particularidades”. A coordenadora geral do Programa de Fomento às Penas e Medidas Alternativas, do Ministério da Justiça, psicóloga Márcia Alencar de Araújo Matos, realizou a conferência Desafios ao Psicólogo na Justiça. E, sobre a explicação, Márcia Alencar afirmou que: “para o sujeito, autor da violência, é necessário que a resposta apresentada tenha um caráter, pela natureza objetiva do contexto jurídico, que permita, na perspectiva do sujeito, autor da violência, que ele encontre sentido explicativo da sua atitude, para que o psicólogo possa desconstruir, com ele, a possibilidade de repetição daquele ato, e, principalmente, construir nele o sentido de responsabilização do comportamento dele em relação a outrem”. Novas Configurações Familiares O tema Paradigmas da Psicopatologia foi abordado por Alfredo Jerusalinsky. O conferencista considerou que: “o modo de definir esses três aspectos tem uma influência decisiva do que é considerado normal e do que é considerado patológico, em termos do psiquismo”. Psicoterapia Produção de Conhecimento na Psicologia A conferência “Produção de conhecimento na Psicologia” foi com o psicólogo cubano Fernando Gonzalez Rey. O conferencista falou sobre a forma em que a Psicologia tem produzido conhecimento. O psicólogo fez uma crítica da teoria na Psicologia, dizendo que “a Psicologia tem tido uma orientação empírica, na pesquisa, e tem deixado a teoria para modelos teóricos, ao longo do tempo”. Fernando Gonzalez Rey fez uma análise epistemológica das novas necessidades que se apresentam para o desenvolvimento do conhecimento psicológico, e falou sobre a epistemologia qualitativa, tema este que ele vem desenvolvendo. O conferencista abriu espaço para uma discussão teórica com o público sobre temas como: a subjetividade e a epistemologia qualitativa na Psicologia. 08 Outra discussão promovida durante a conferência, foi sobre a transição entre a família tradicional aristocrática e a família evolutiva. Sobre os desafios para a Psicologia de trabalhar com as novas configurações familiares, Zélia destacou que existe uma duplicidade a ser considerada. “Eu vejo o ser humano como um ser bipolar: ele é social nas suas relações externas, e é individuado. E aí há um cabo de tensão, que, necessariamente não precisa ser de guerra, em atender as expectativas sociais antigas e atuais, e, ao mesmo tempo, a individualidade, a individuação de cada um, de acordo com a sua história, com a sua compreensão. E esse imaginário, que é tão antigo, numa luta contra a evolução que vai se dando”. “O desafio do Psicólogo, do terapeuta, é ser um facilitador nesse processo de ponte, de transição, de trazer esse imaginário para dentro do real, porque o real acolhe o imaginário, acolhe a tradição. Evoluir é preservar o que ainda é vitalizado e descartar o que já está em decadência e essa posição, na verdade, é uma coisa complicada porque a demanda, o cliente, põe o terapeuta como um juiz. E, dentro dessa relação, ele tem que entrar como juiz, evidentemente quando ele é chamado como juiz, fazendo papel de mediador, de facilitador de novas relações”, explicou a psicóloga. Nélio Pereira da Silva: “é importante que o psicoterapeuta faça a sua Psicoterapia”. Fernando Gonzalez Rey falou sobre a Produção de Conhecimento na Psicologia. A “Psicoterapia” foi tema de conferência no XIII EPP. O assunto foi abordado pelo psicólogo Nélio Pereira da Silva, do Paraná. Com 36 anos de experiência na área, o conferencista defendeu que: “só a escolha não define o psicoterapeuta, ele tem que ter vocação”. E complementou: “O terapeuta nasce, o que implica numa transformação pessoal, e muita dedicação”. O conferencista acredita que o principal desafio para os psicólogos que trabalham com Psicoterapia é se dar conta de que esse é um papel muito complexo e cheio de armadilhas. Ele justificou afirmando que “o terapeuta carrega uma projeção de curador, de salvador, que é jogado sobre ele. Então ele precisa ser crítico. Ele sabe que vai receber essas projeções, mas ele tem que saber que não tem todo esse poder”. O psicólogo enfatizou que “é importante que o psicoterapeuta faça a sua Psicoterapia, criando essa oportunidade de lidar com as próprias feridas, de se cuidar também. Senão correse o risco de termos dois cegos rumo a um abismo (terapeuta e paciente)”. O conferencista também defendeu que “Psicoterapia não é para todos, nem para tudo. Têm vezes em que a Psicoterapia, inclusive, não é indicada!”. g 09 Minicursos Minicursos: experiências compartilhadas N o XIII EPP foram realizados 11 minicursos, entre os dias 12 e 13 de junho. Nessa matéria, estão registradas informações sobre três minicursos que aconteceram no evento: “Coaching Executivo e Empresarial”, “História da Criança” e “Psicologia Hospitalar”. Coaching Executivo e Empresarial Cleila: “O cuidado que o psicólogo deve ter, é o de não se ‘encantar‘ com a ideia do coaching”. O minicurso “Coaching Executivo e Empresarial” aconteceu no dia 13 de junho e foi ministrado pela psicóloga Cleila Elvira Lyra, do Paraná. No minicurso Cleila alertou que o psicólogo deve ter o cuidado de não se “encantar” com a ideia do coaching, imaginando-o apenas como uma abertura de um campo de trabalho, uma oportunidade para atuar nas organizações, “onde supostamente as pessoas são bem remuneradas, onde elas têm mais demanda de clientes, onde elas cobram mais pela sua hora de trabalho. Essa é uma escolha que requer uma vocação para ser coach e não para ser terapeuta”. Na prática, são duas atividades diferentes e as condições requeridas pelo profissional, seu perfil, são igualmente distintas. Cleila diferenciou o trabalho do coach executivo e empresarial do trabalho do terapeuta ao enfatizar que “na Psicoterapia, se a pessoa está querendo trazer uma questão emocional que esteja interferindo em algum setor da sua vida, por exemplo no trabalho, o terapeuta vai acolher sem restrições e ouvir, ouvir, ouvir, oferecer o tempo necessário para que o cliente elabore a questão. Mas no coaching executivo, por ser 10 orientado para as questões de trabalho, como o nome indica, não acontece assim. O coach tem que limitar, endereçar para outro âmbito, porque não é esse o foco, senão, não existiria esse campo. Em outras palavras, para que existiria um campo de Psicoterapia se o coach também fosse acolher uma questão psicológica, que envolve uma ordem afetiva, mais profunda?”, comenta. A psicóloga esclareceu que uma sessão de coaching funciona de maneira diferente de uma sessão de Psicoterapia. “Geralmente, em uma sessão de Psicoterapia o paciente chega, fala o que quiser e não se estabelece nenhum objetivo para ser buscado naquela sessão, não se combina nada de nada. No coaching a gente combina. Por exemplo, o que você gostaria de trabalhar hoje? Qual é a questão que está lhe preocupando hoje? Como foi a semana que passou? É todo um posicionamento, que permite abordagem, acompanhamento e solução de questões que se encontram em níveis mais conscientes, mas, por outro lado, esse posicionamento limita o aprofundamento para outros níveis da experiência psíquica, intrapsíquica. Nosso objetivo é permitir que sejam trabalhadas questões pontuais levando-se em conta o ambiente organizacional no qual a pessoa está inserida. História da Criança O minicurso “História da Criança”, ministrado pela psicóloga Esther Arantes, do Rio de Janeiro, que também atua como docente na UERJ e PUCRJ, aconteceu no dia 12 de junho. No evento a psicóloga abordou o tema numa perspectiva histórica, pois, conforme destacou: “a questão da criança é situada dentro da formação do estado brasileiro, desde o descobrimento, em 1500, abrangendo, portanto, nessa época do Brasil Colônia, a questão da criança indígena, dos escravos, dos órfãos e dos expostos; passando para a época do Império e na República”. Esther disse ser importante a discussão da problemática da criança na época do Brasil Império, pois foi nesse momento histórico, a partir da Lei do Ventre Livre, e, portanto, da Abolição da Escravidão no país, que aconteceram mudanças importantes. “Foi daí que resultou no sistema Tutelar do menor no Brasil, um sistema de assistência pensado como auxiliar da Justiça, um sistema como correcional, repressivo. A partir daí é que se consolidou essa diferença entre criança e o menor abandonado”. Esther: “a questão da criança é situada dentro da formação do estado brasileiro, desde o descobrimento, em 1500”. A psicóloga disse que, nesse contexto, foram instituídos dois caminhos: “um para a criança dita em situação regular, que mora com os pais, que vai para a escola, e outro, a do menor abandonado, que vai ser objeto de uma proteção, mas de uma proteção repressiva, correcional, e que vai ser encaminhado para instituições como internatos e estabelecimentos profissionalizantes”. Sobre o contexto contemporâneo, ela destacou, como marco a Constituição Federal de 1988, que no seu artigo 277 coloca a criança como “sujeito de direitos e pessoa em desenvolvimento - sujeito à proteção integral”. Segundo a psicóloga: “a partir daí é um novo paradigma, que coloca alguns desafios na medida em que elege a criança, como sujeito de direito e pessoa em desenvolvimento”. Esther explicou que: “a criança e o adolescente são sujeitos de direito, mas esses direitos não são absolutos, porque elas são pessoas em desenvolvimento. (...) O fato deles serem sujeitos de direito e pessoas em desenvolvimento estabelece uma tensão, a criança tem direito à liberdade, direito de se expressar, direito de ir e vir, mas ao mesmo tempo é uma pes- soa em desenvolvimento. Esta tensão é de extrema complexidade, e coloca como desafio para nós a questão do protagonismo infanto-juvenil”. Psicologia Hospitalar O minicurso sobre “Psicologia Hospitalar” foi ministrado pela Dra. Rachel Jurkiewicz, psicóloga do Paraná, que trabalha no Hospital de Clínicas da UFPR, na área de Cardiologia e Cirurgia Cardíaca e em consultório. Foi destacado que no hospital, o psicólogo é integrante de uma equipe constituída por vários profissionais, sendo o médico o responsável pela internação e o estado clínico do paciente. Os outros profissionais colaboram com o tratamento médico através de avaliações e acompanhamentos específicos de cada área. Rachel apontou para o fato de que apesar do psicólogo ser solicitado pela equipe, quando o paciente encontra-se desanimado, impaciente ou não aceita se submeter aos procedimentos médicos, sua intervenção tem por finalidade a abordagem da subjetividade durante a internação, esta considerada como um momento da história de vida que se vincula com outras vivências. Este tipo de ação justifica a inserção do psicólogo no hospital. Rachel: “a intervenção do psicólogo hospitalar tem por finalidade a abordagem da subjetividade”. A Psicóloga salientou ainda que a partir da Psicologia Hospitalar, pode-se pensar na importância do psicólogo nas equipes de saúde como responsável por uma rotina de avaliação e acompanhamento sistemático de condições subjetivas que podem favorecer o adoecer. g 11 Mesa-redonda Políticas Públicas em Saúde Mental tamente relacionada à saúde mental das famílias e/ou cuidadores, e depende de como eles foram preparados para as exigências da vida. O papel da Psicologia no Desenvolvimento Sustentável D urante o XIII EPP foram realizadas 23 mesas-redondas com diversos temas de interesse da categoria. Abaixo há as discussões de três mesas-redondas que aconteceram nos dias 11, 12 e 13 de junho, respectivamente. Transplante: “de quem é o corpo?” Abordagens das Mesas-redondas do XIII EPP Integrantes da Mesa-redonda “Transplante de quem é o corpo”? 12 A mesa-redonda: “Transplante: de quem é o corpo?”, que aconteceu no dia 11 de junho, contou com a participação da assistente social Edi Glaucia Repula, da Central Estadual de Transplante do Paraná, órgão ligado à Secretaria de Saúde do Estado - SESA, que falou sobre a captação de órgãos; do psicólogo Luiz Fernando Stacechen, que falou sobre Famílias Doadoras; e do professor do Departamento de Sociologia da UFPR, José Miguel Rasia, que falou sobre a reconstrução da identidade social dos receptores. A mesaredonda foi coordenada pela psicóloga Claire Terezinha Lazaretti. A assistente social explicou que “quando há doação, o receptor é selecionado de acordo com a lista de espera, levando em conta a compatibilidade do órgão”. Ela enfatizou que, hoje, “a decisão sobre a doação de órgãos é dos familiares da pessoa que morreu”. Edi também apresentou alguns dados da Central de Transplantes e informou que, em março de 2009, 4.336 paranaenses esperavam pela doação de algum órgão. O psicólogo Luiz Fernando Stacechen, que é mestrando em Sociologia, divulgou, na mesa-redonda, uma pesquisa que realizou junto às famílias que doaram órgãos de parentes. Ele explicou que nove famílias foram entrevistadas, no intuito de se perceber quais significados atribuíram com essa doação e os resultados que obtiveram com isso. Na pesquisa, Luiz levantou que muitas famílias (doador e receptor) se conhecem e que há um processo de identificação. Com isso, ele percebe que muitas famílias doadoras encaram que: “o doador vive no receptor”, conta Luiz. O sociólogo Rasia também realizou pesquisas na área. Ele afirmou “o transplante muda um conjunto de relações do sujeito, que era o doente da família e/ou da comunidade. Quando ele receber o órgão, terá que fazer uma reelaboração de sua posição na configuração social. Então há toda uma reconstrução da identidade.” Dione Menz fez um panorama sobre a atuação do psicólogo no SUS. A mesa-redonda “Políticas Públicas em Saúde Mental”, que aconteceu no dia 12 de junho, contou com a participação da psicóloga, enfermeira e professora de Psicologia Comunitária na Faculdade Evangélica, Dione Maria Menz (CRP-08/05491), que falou sobre o Panorama da Atuação do Psicólogo no SUS; da psicóloga e gerente do CAPS infantil de Curitiba, Deisy Maria Rodrigues Joppert, que falou sobre a Avaliação no Contexto do CAPSI, e da médica e coordenadora do Programa Adolescente Saudável da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, Júlia Valéria Ferreira Cordelini. A mesa foi coordenada pelo psicólogo Bruno Jardini Mäder (CRP-08/13323), coordenador do Núcleo de Articulações em Políticas Públicas do CRP-08. A psicóloga Dione apresentou o princípio do SUS de integralidade, que, segundo ela, abrange “ações de promoção, prevenção, cura e reabilitação. A saúde mental no SUS aborda esses quatro aspectos”. Dione também comentou que, com a reforma psiquiátrica, os leitos para internamento estão sendo substituídos por modelos substitutivos, como NASF (Núcleo de Apoio em Saúde da Família), CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), CRAS (Centro de Referência em Assistências Social) e CREAS (Centro de Referência Especializada em Assistência Social). Segundo a psicóloga, em 1991 eram 86 mil leitos psiquiátricos no Brasil, e em 2007 o número baixou para 38 mil. “Nós da Psicologia estamos nos adaptando a esses novos processos, como CRAS e CREAS”, avaliou a psicóloga que também destacou que, com essa Política Pública em Saúde Mental, muitas portas se abriram para os psicólogos. A psicóloga Deisy afirmou que “as Políticas Públicas não criam os direitos, elas fazem com que os direitos preestabelecidos na sociedade sejam cumpridos”, e acrescentou: “elas (as Políticas Públicas) têm como objetivo buscar e alcançar o princípio da dignidade humana”. Deisy ponderou que o CAPS infantil é um dos instrumentos utilizados para a prática das Políticas Públicas de Saúde Mental. “As Políticas Públicas em Saúde Mental são recentes. O CAPS é um modelo em construção, que tem uma função psicossocial. Não dá para pensar em CAPS a partir de teoria e modelos de duas profissionais, temos que ter a cabeça aberta. Temos que ter um conhecimento compartilhado”, enfatizou a psicóloga quando comentou sobre a multidisciplinaridade. A médica Júlia Valéria falou que a Saúde Mental do adolescente está dire- A mesa-redonda “O papel da Psicologia no Desenvolvimento Sustentável”, que aconteceu no dia 13 de junho, contou com a participação da psicóloga e coordenadora da Comissão de Psicologia Ambiental do CRP08, Maria Otávia D’Almeida (CRP-8/04191), que falou sobre a Psicologia Ambiental, do economista e Dr. em Engenharia da Produção, Christian da Silva, que falou sobre a interação social e sustentabilidade, e da psicóloga, técnica em saúde mental indígena da FUNASA, Camila de Oliveira Borges (CRP-08/11213). A mesa foi coordenada pela psicóloga Liliane Sabbag (CRP-08/01407). A psicóloga Maria Otávia destacou que a Psicologia Ambiental é um tema inovador e que vem sendo discutido há pouco tempo no Brasil. Segundo a psicóloga, um dos objetivos da Psicologia Ambiental é identificar “o que o ambiente proporciona em termos de cura?”. Ela também apresentou algumas práticas da Psicologia ambiental, entre elas: a intervenção psicossocial em desastres naturais; o estudo da qualidade ambiental nos bairros das grandes cidades; valores e crenças ambientais no compromisso ecológico de economia de água e energia, além do comportamento de reciclagem. O economista Christian da Silva, defendeu que o desenvolvimento sustentável é um processo interdisciplinar, pois os problemas são comuns a todos e interrelacionados. Ele complementou dizendo que “um processo de transformação que ocorre de forma harmoniosa nas dimensões espacial, ambiental, cultural e econômica, acontece a partir do individual para o global, porém a compreensão do coletivo se torna determinante”, explica. E a psicóloga Camila falou sobre o seu trabalho em tribos indígenas, para isso contextualizou como está a situação do índio no Paraná e como é o sistema que cuida dele. Ela também divulgou dados, segundo os quais, no Paraná, existem, hoje, 12.500 índios, divididos em 48 aldeias, em 28 municípios. Camila acredita que “os problemas de saúde mental indígena estão diretamente relacionados ao desenvolvimento sustentável”. A psicóloga disse que, nas tribos indígenas, foram detectados: o uso abusivo do álcool, expressões de violência e transtornos mentais. g A psicóloga Camila de Oliveira Borges falou sobre a comunidade indígena no Paraná. 13 Comentários Participantes comentam sobre a programação do 14 XIII EPP “O que mais me chamou atenção nessa mesa-redonda foram as questões burocráticas. As colocações da psicóloga Mariana, do grupo SIP, foram bem concretas, claras, mas a mesa também abordou a questão salarial do psicólogo, que é tabu para a categoria discutir dinheiro.” | Nicolle Roman Ferreira, estudante de Psicologia da PUC-PR, sobre a mesa-redonda Convênios e Psicologia Clínica, no dia 11 de junho. “Antes de entender o outro, você deve conhecer os seus limites. A pessoa não se prepara e quando se depara com o inesperado, não sabe o que fazer. Tem que ter humildade para chegar no outro. A peça faz refletir como pessoa.” | Francismara Aparecida Lourenço, estudante de Psicologia da Faculdade Dom Bosco, de Curitiba, sobre a peça Psicólogo da Silva, no dia 11 de junho. “A conferência foi boa. A profissional mostrou propriedade sobre o assunto. Chamou atenção a contextualização do tema que trouxe.” | Patrícia Adriana Kopp Ferreira (CRP 08/10559), de Curitiba, sobre a conferência Avanços Tecnológicos: Repercussões e a Ética No Trabalho do Psicólogo, no dia 11 de junho. “Foi excelente. As três palestrantes foram perfeitas! Não se delongaram e deram o recado.” | Rosemary Parras Menegatti (CRP-08/03524), de Maringá, sobre a mesa-redonda Avaliação Psicológica, no dia 12 de junho. “A questão da ética me chamou a atenção. O psicólogo precisa reavaliar para que as coisas mudem. Essa questão dos convênios definirem cinco sessões é um absurdo, eu não me submeto.” | Psicóloga Lucélia Michalizen (CRP-08/07504), de Curitiba, comentário sobre a mesa-redonda Convênios e Psicologia Clínica, no dia 11 de junho. “Achei interessante a ênfase de que a Psicoterapia como técnica cabe ao SUS, porém em lugares como o CAPS e ambulatório de saúde mental, e não necessariamente nas unidades” | Renata Heller de Moura (CRP 08/11090), de Campo Mourão, sobre a mesa-redonda Psicoterapias, no dia 12 de junho. “Percebi que estou defasada em relação aos termos. Na conferência percebi uma outra forma de enxergar a organização e de trabalhar de uma forma mais atual.” | Karla Veronika Fabro (CRP 08/10193), de Curitiba, sobre a conferência Crise e Engajamento nas Organizações, no dia 11 de junho. “Brilhante a palestra que me deixa mais chocado do que admirado.” | Joel Camara, estudante de Psicologia da PUCPR, de Curitiba, sobre a conferência Produção de Conhecimento na Psicologia, no dia 13 de junho. 15 Psicoterapia discussão contínua estabelecendo como imperativo a disciplina de ética e legislação em Psicologia. Estimular junto às Instituições de Ensino Superior - IES (graduação e pós-graduação) a criação de núcleos de orientação ética composto por professores psicólogos, com a finalidade de orientar a prática profissional dos alunos em supervisão de estágios. Eixo III: Relações com os demais grupos profissionais Psicoterapia Seminário Regional do Ano da Psicoterapia acontece durante o XIII EPP O Seminário Regional do Ano da Psicoterapia do CRP-08 aconteceu no dia 12 junho, durante o XIII EPP. No Seminário houve a discussão dos três eixos temáticos do Ano da Psicoterapia, propostos pelo CFP. O evento contou com a participação de 47 psicólogos, sendo que 27 eram delegados. Propostas por Eixos As propostas, por eixo temático, que surgiram no Seminário Regional do Ano da Psicoterapia foram as seguintes: Eixo I: A constituição das Psicoterapias como campo multidisciplinar Definição dos critérios (parâmetros técnicos e éticos) de qualidade e responsabilidade que deverão reger a prática psicoterápica pelo psicólogo, visto a inexistência de legislação que a valide. Intensificar a discussão sobre o problema da cientificidade das psicoterapias, evitando-se as distorções advindas de interesses pessoais e corporativistas. Clarificar, estabelecer e disseminar o fazer do psicólogo para os próprios psicólogos. Psicoterapia e Psicologia Clínica: dois conceitos a serem definidos como base fundamental para nortear as demais decisões nos âmbitos ético e profissional. Eixo II: Parâmetros técnicos e éticos mínimos para a formação na graduação e na formação especializada e para o exercício da psicoterapia pelos psicólogos O Sistema Conselhos deve organizar um mapeamento das áreas de atuação profissional do trabalho do psicólogo como psicoterapeuta delineando com quais profissionais se relacionam. O Sistema Conselhos de Psicologia deve procurar os demais Conselhos de Classe envolvidos com a prática psicoterapêutica para discutir e propor critérios de regulação da área em conjunto. Fortalecer a categoria, fazer campanhas de esclarecimento do trabalho profissional do psicólogo e suas interfaces. Promover eventos de discussão entre as categorias que trabalham em parceria. O CFP não deve apoiar (ideológica e/ou financeiramente) organizações que não defendam os interesses específicos da categoria como a ABRAP e entidades de formação em Psicanálise. Todas essas propostas que surgiram no Seminário Regional do Ano da Psicoterapia serão apresentadas no Seminário Nacional, que acontece de 1º a 3 de outubro, em Brasília. Estimular o graduando em Psicologia a se submeter à prática de psicoterapia. Necessidade do mapeamento dessas psicoterapias, a fim de delimitar as fronteiras dessa prática que, cada vez mais, se expande na sua diversidade. Tendo em vista que a formação necessária para o exercício da Psicoterapia vai além das disciplinas teórica-técnicas da graduação é necessário discutir e produzir parâmetros mínimos para este exercício. Definir quais teorias (fundamentações teórica) a nossa categoria aceita como norteadoras do “fazer” psicoterápico. Incentivar nos diálogos junto ao MEC, Conselho Nacional de Educação e SESU e as instituições formadoras de psicólogos, a 16 Manter os grupos de trabalho nacional e regionais para a discussão do tema, a expansão do evento, a construção das diretrizes e encaminhamentos exclusivamente entre os psicólogos, antes de buscar as interfaces com profissionais de outras áreas. Delegados efetivos No Seminário Regional foram eleitos os três delegados efetivos do CRP-08 para representar o Conselho Regional de Psicologia do Paraná, no Seminário Nacional de Psicoterapia. Os delegados eleitos foram os seguintes: Nélio Pereira da Silva (CRP-08/00016), para discutir as propostas do Eixo I, Rosemary Parras Menegatti (CRP-08/03524), para discutir as propostas do Eixo II, e Anaídes Pimentel da Silva Orth (CRP08/01175), para discutir as propostas do Eixo III. Delegados suplentes Foram eleitos como delegados suplentes para representar o CRP-08 no Seminário Nacional de Psicoterapia, os psicólogos: César Rey Xavier (CRP-08/06093); Carlos Nicolau Pfiero Steibel (CRP-08/4726), Carmem Garcia de Almeida (CRP-08/00433), Márcia Walter (CRP-08/09551), Ivete Goinsk Pelizzetti (CRP-08/01832) e Suzana Maria Borges (CRP-08/01855). Avaliação O GT de Psicoterapia, que trabalhou na organização do Seminário Regional, bem como na elaboração do relatório com as propostas a serem apresentadas no Seminário Nacional, avaliou que a discussão do seminário regional, dia 12 de junho, “iniciou de forma tímida e foi crescendo na participação dos colegas e assim conseguimos o resultado do início de um grande debate da nossa categoria. Agradecemos e parabenizamos a todos pelo empenho, ensinamento, comprometimento e a grande participação. A Psicoterapia é um tema que provoca muitas discussões, vontade de falar, pois está no sangue, no coração de todos psicólogos. Houve muita colaboração dos participantes”. GT de Psicoterapia A coordenadora da COF, Anaides Pimentel e da COE, Márcia Walter, coordenaram o Seminário Regional e o GT de Psicoterapia do CRP-08. Fizeram parte do GT de Psicoterapia do CRP-08 as psicólogas: Anaídes Pimentel da Silva Orth (coordenadora), Márcia Walter; Luciane Maria Ribas Vieira; Patrícia Kopp; Suzana Maria Borges; Carlos Nicolau Stibel; Anita Castro Menezes Xavier e Odete Aparecida Pinheiro. O GT de Psicoterapia continuará se reunindo na sede do CRP-08. As reuniões vão acontecer quinzenalmente, nas quartas-feiras, das 13h às 14h, a partir do dia 1º de julho. g 17 Ensino Citações EPP abre espaço para discussões com professores e coordenadores dos cursos de Psicologia Citações no XIII EPP D urante o XIII Encontro Paranaense de Psicologia aconteceu o II Encontro de Professores de Ética e Deontologia e VI Fórum de Coordenadores, ambos dos cursos de Psicologia, nos quais foram discutidos os temas abaixo e retirados alguns encaminhamentos. 1 As ações dos alunos que agridem o Código de Ética e a Psicologia: VI Fórum de Coordenadores de Curso que aconteceu no dia 13 de junho. A história dos cursos de Psicologia mostra que os acadêmicos, no afã de se identificar com a Psicologia e de divulgar sua familiaridade com os termos da profissão escolhida, promovem ações que, por ingenuidade, fragilizam, denigrem e depreciam a própria Psicologia. Expressões do tipo: “sanduíche de libido”, “empada histérica” e eventos associando marcas de bebidas, entre outras, são largamente empregadas em festas ou eventos promovidos entre acadêmicos. Entende-se que o uso destes termos, embora tenha caráter lúdico entre os acadêmicos, pode gerar efeitos nocivos para a população que vê a Psicologia associada a comportamentos maníacos, pejorativos e com conotação negativa. Preocupados e procurando enfrentar esta questão, o CRP-08 e a Associação Brasileira de Ensino em Psicologia (ABEP) resolveram promover um trabalho de conscientização destes acadêmicos, principalmente do primeiro ano. As instituições entendem que este será mais efetivo com a participação dos coordenadores de curso. A sugestão é que na aula inaugural ou na semana de recepção dos calouros seja abordado este tema e que se reporte aos seguintes artigos do Código de Ética - Princípios fundamentais - Alinea VI, art. 1º. Alíneas a) e j), e art. 17. disciplina de ética. A carga horária varia de 36 horas (em um semestre) a 120 horas (anual). Alguns cursos não ofertam esta disciplina. Foi dada a sugestão de obrigatoriedade na oferta da disciplina e ampliação da carga horária. 2 A análise e sugestão dos cursos sobre o ENADE: A novidade do ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) tem trazido situações novas para professores, alunos e coordenadores. Procurando produzir material que subsidie discussões e diretrizes, foi solicitado aos coordenadores que apresentem uma análise, posicionamento (aspectos positivos e negativos) e sugestões sobre este processo de avaliação dos acadêmicos dos cursos de Psicologia. Algumas Instituições de Ensino Superior (IES), principalmente particulares, estão extinguindo os cargos de coordenadores de curso, substituindo-os por diretores de área. Será averiguado com o Sindicato que posicionamentos podem ser tomados. Foi solicitada a contribuição de todos os coordenadores, no que se refere aos itens 5 e 6, no sentido de informarem ao CRP-08 quais as dificuldades que estão encontrando. Essas informações devem ser encaminhadas para o e-mail da gerência técnica do CRP (gerencia@ crppr.org.br). 3 A obrigatoriedade e ampliação da disciplina da ética no cursos: ABEP No encontro de professores de ética percebeu-se uma grande discrepância entre os cursos com relação ao tratamento dado à 18 4 O posicionamento sobre o ensino de Psicologia à distância: Preocupados com a qualidade na formação do profissional de Psicologia, o Fórum de Coordenadores solicitou que os coordenadores de cursos de Psicologia apresentem seu posicionamento com relação ao ensino de Psicologia, no nível de graduação, na modalidade EAD (ensino a distância). Foi questionado se: “Ele deve ser ofertado ou não?” “Valeu a pena o sonho dos pioneiros. É gratificante ver o Conselho atuante, levantando bandeiras sociais, trabalhando na defesa, dos Direitos Humanos, aderindo a luta antimanicomial, e tantas outras iniciativas que vão além de suas funções primordiais”. | Maria Júlia Trevezan, primeira Presidenta do CRP-08, na Solenidade de Abertura. “O objetivo do encontro é permitir que os psicólogos discutam sobre os pontos comuns, da sua prática profissional, e aprendam com a diversidade”. | Maria Joana Mäder-Joaquim, Presidenta do XIII EPP, durante a Solenidade de Abertura. A lei de estágio tem criado dificuldades aos cursos, principalmente em se tratando dos estágios extracurriculares. 6 A retirada de coordenadores por algumas IES: no VI Fórum de Coordenadores serão encaminhadas à ABEP. g “No momento de uma crise profunda, do capitalismo, a Psicologia tem contribuído pouco em torno do tema trabalho”. | Marcus Vinícius Oliveira, da Bahia, participante da mesa-redonda O Psicólogo e suas Condições de Trabalho. “O psicólogo pode ajudar a pensar melhor o que se quer adquirir como direito”. | Leoncio Camino, durante a conferência Direitos Humanos. 5 A lei de estágio e sua operacionalização: As discussões que surgiram, durante o XIII Encontro Paranaense de Psicologia, no II Encontro de Professores de Ética e Deontologia e “A Psicologia Brasileira, hoje, tem um projeto nacional, um rumo, que tem sido construído por muitos psicólogos, com a participação do Sistema Conselhos de Psicologia. Esse projeto está relacionado ao fato de estarmos ligados à realidade do nosso país, dos problemas que a sociedade demanda ...”. | Humberto Verona, Presidente do CFP, na Solenidade de Abertura. “O psicólogo não está ali (no hospital) para atender a expectativa médica, mas sim para atender a subjetividade do paciente”. | Rachel Jurkiewski, do Paraná, durante o minicurso Psicologia Hospitalar. “A Psicologia, enquanto profissão, tem um papel fundamental na discussão do trabalho, na luta pela extinção do trabalho pela necessidade”. | Rogério Oliveira Silva, de Minas Gerais, Presidente do CRP-04, durante a mesa-redonda O Psicólogo e suas Condições de Trabalho. “A Psicoterapia não é tudo, nem é para todos. Nem tudo se resolve na Psicoterapia”. | Aloísio Lopes Britto, da Paraíba, participante da mesa-redonda Psicoterapia. “Nós temos que olhar (a criança) para a questão do protagonismo, para políticas universalizantes, educação, saúde e não só como vítima, mas como protagonista, o que é a criança como sujeito de direito!”. | Esther Arantes, do Rio de Janeiro, durante o minicurso História da Criança. 19 Talentos Além da Psicologia EPP promoveu encontro entre a Arte e a Psicologia N o espaço: “Talentos além da Psicologia”, alguns psicólogos tiveram a chance de mostrar o seu talento artístico. Houve: apresentação da peça teatral “Psicólogo da Silva”, “Noite de Autógrafos”, com o lançamento e relançamento de livros, DVDs e CDs, além do Varal de Poesias e exposição de telas e esculturas. “Psicólogo da Silva” | Tonio Luna interagindo com o público do XIII EPP durante a peça “Psicólogo da Silva”. Telas | Quatro telas da psicóloga Cristina Blanco foram expostas no espaço Talentos Além da Psicologia. Esculturas | A psicóloga Clara Rossana de Sá expôs duas esculturas no evento. 20 A peça, escrita pelo psicólogo Tonio Dorrenbach Luna (CRP-08/07258), de Curitiba, é um monólogo que conta a história de um estudante de Psicologia, que, ao terminar a faculdade, se sente preparado para atuar na área. Aos poucos, ele vai se dando conta que só os conhecimentos técnicos não bastam. Ele precisa se encontrar, humanizar-se. “Na verdade essa é uma provocação para os psicólogos”, comenta Tonio Luna que atua, no palco, como ator. Com bom humor, ele faz um monólogo interativo com a platéia. Promove uma reflexão entre os psicólogos, por meio do teatro, tornando “extremamente prazeroso”, explica. A psicóloga Cristina Blanco (CRP-08/00725) expôs quatro telas, usando tinta a óleo, com o tema “árvores” espatuladas. Para ela pintar é “um imenso prazer, que impera a liberdade da expressão de sentimentos. Cores!!!! O que mais me estimula, motiva e desencadeia todo o processo são as cores. Para mim, cada cor é um sentimento específico e se identifica com o momento atual. Há momentos monocromáticos (sépia/ branco/preto ), momentos vibrantes (vermelhos/alaranjados/ amarelos), momentos espirituais (azuis/lilases/verdes), momentos terra (marrons e seus matizes), momentos água, ar, fogo. Cada cor abre o olhar para os motivos que trabalharei”. A psicóloga Clara de Sá (CRP-08/04374), que também é formada em Artes Plásticas, trouxe duas esculturas feitas em mármore, de Carrara. A psicóloga conseguiu uma associação das duas áreas – Psicologia e Artes Plásticas - ao abordar uma temática específica, “a partir de uma deusa da fertilidade em bronze nasceram muitas deusas e me especializei no feminino, paralelamente ao estudo do feminino dentro da linha Junguiana. Busquei nos mitos o imaginário da criação”. A psicóloga Wael de Oliveira (CRP-08/01323) levou quatro poemas para o XIII EPP: “Ultimato” (brincadeira entre um ditado popular e a vida conjugal); “Amor em Pedaços” (variação amorosa sobre receita de bolo); “Vôo” (saudação às palavras surgidas em processo de psicanálise) e “Síntese” (elegia amorosa). Wael escreve poemas desde jovem e explica que a sua inspiração vem da paixão “qualquer que seja (amorosa, profissional, social)”. Outra psicóloga que enviou poemas para o Varal de Poesias foi Jandyra Kondera (CRP-08/01715). Os poemas foram “Retratos”, “O poema ontem” e “Para João de Barro”. E a psicóloga Camila Zoschke (CRP-08/10751) também participou da mostra, “Homem-Leão” e “No mundo tralalelo” foram os poemas enviados pela psicóloga. Varal de Poesias Durante a Noite de Autógrafos houve o lançamento de dois livros: “Consultoria em Psicologia Escolar/Educacional – Princípios Teóricos e Técnicos e Contribuições de Práticas Sistematizadas”, organizado pela Psicóloga e Mestre em Educação, Mariita Bertasoni da Silva (CRP-08/00101). Foram colaboradores nessa obra: Cloves Antônio de Amissis Amorim, Eliana Santos, Fernanda Rafaela Cabral Bonato, Ilma Lopes de Meireles Siqueira, Maria das Graças Fernandes de Souza, Maria de Lourdes Bairão Sanchez, Mari Angela Calderari Oliveira, Patrícia Dietrich Schner, Solange Múglia Wechsler, Susana de Jesus Fadel, Tatiana de Souza Centurion e Vera Regina Miranda. A psicóloga Mariita destaca que: “Esse livro já era um projeto bem antigo, desde a época que começamos a trabalhar com a consultoria em Psicologia Escolar e Educacional. A ideia de escrever o livro, é porque a bibliografia existente hoje no Brasil é extremamente escassa, são pouquíssimos os livros que trazem alguma coisa específica sobre consultoria em Psicologia Escolar/ Educacional”. “Psicologia Jurídica - Temas de Aplicação II”, organizadas pelas psicólogas: Maria Cristina Neiva de Carvalho (CRP-08/01397), Telma Fontoura (CRP-08/00748) e Vera Regina Miranda (CRP-08/01386). Foram colaboradores nessa publicação: Alberto Vellozo Machado, Antonia Lélia Neves Sanches, Diana C. Orlandi Perotti, Diane Saboya Pitta, Dirce Koliski Vons, Ilma Lopes Soares de Meireles Siqueira, Julia Del Valle Mañez, Maíra Marchi Gomes, Marisa Schmidt Silva, Mari Angela Calderari de Oliveira, Shirley Regina França Borges, Tatiana Mazziotti Bulgacov e Vilma Demori. A psicóloga Maria Cristina de Carvalho explicou que esse livro é o segundo de uma coletânea lançada pelo curso de especialização em Psicologia Jurídica da PUC/PR. Nessa publicação há artigos de psicólogos e de profissionais da área de Direito, para mostrar o diálogo entre as duas áreas - Direito e Psicologia. g Livro | A psicóloga Mariita Bertassoni da Silva no lançamento de um livro sobre consultoria na área escolar/educacional, durante o XIII EPP. Livro | A psicóloga Maria Cristina Neiva de Carvalho no lançamento de um livro na área de Psicologia Jurídica, no XIII EPP. 21 Avaliação Participantes avaliam o XIII EPP A través do preenchimento de um formulário os participantes avaliaram o XIII EPP, apontaram aspectos positivos, negativos e deixaram suas sugestões. Foram preenchidos 165 formulários. Confira, na sequência, o resultado: Bastidores Nos bastidores: 55 pessoas trabalharam para garantir o sucesso do evento O XIII Encontro Paranaense de Psicologia só aconteceu graças ao envolvimento de muitas pessoas, seja na preparação do evento ou no apoio durante a realização do mesmo. Entre comissão organizadora, científica, de apoio logístico, monitores, funcionários do CRP-08 e colaboradores das comissões, 55 pessoas estiveram envolvidas na organização do XIII EPP. Elas trabalharam convidando conferencistas, integrantes de mesas-redondas e ministrantes dos minicursos, preparando a programação, avaliando os temas livres inscritos para serem apresentados como pôsteres ou exposição oral, recebendo as inscrições, entregando o material para os participantes, divulgando informações, recepcionando os convidados, dando apoio logístico nas salas aonde aconteciam as discussões, fazendo a cobertura jornalística do evento, entregando os certificados, enfim... trabalhando muito. 22 Resultado Funcionários do CRP-08 durante a entrega dos certificados aos participantes. Parte da Comissão de Comunicação Social trabalhando na cobertura do evento. Das 165 pessoas que preencheram o formulário de avaliação, 49,09% consideraram o evento excelente; 47,88% consideraram bom ; 1,82% regular; 1,21% ruim; e 0% péssimo. Sugestões As sugestões dadas pelos participantes: Funcionários do CRP-08 e Monitores trabalharam na secretaria do evento. Ao todo 55 pessoas trabalharam nos bastidores. Talentos Além da Psicologia durante o dia e não à noite. Melhora do Coffee break; mais espaço para exposição de livros. Realizar Encontro com mais dias e horários; intensificar divulgação. O Seminário de Psicoterapia deveria ser apenas para profissionais. Realizar um Encontro a cada dois anos. Abordar temas como: diversidade sexual, instrumentos de avaliação psicológica e comportamento de consumo. Pagamento de curso por módulo. Pontos positivos Os pontos positivos apontados pelos participantes foram: Ótimos palestrantes Diversidade de temas Pontualidade Organização Cortesia no atendimento Temas atuais Mais profissionais do que estudantes Boa localização Socialização do saber Minicursos Data com feriado, facilitou a participação Evento focado no profissional Pontos Negativos Já os aspectos negativos: Poucas atividades na área de Psicologia Organizacional e do Trabalho Poucos banheiros Falta de alguns palestrantes Data com feriado Pouco tempo para exposição de temas complexos Número pequeno de participantes Não esclarecido antecipadamente o perfil do Seminário de Psicoterapia Coffee break Preço de inscrição Muitos temas ao mesmo tempo Houve interferência de som entre as salas David Carneiro 23 O que fica do XIII EPP? “O Encontro de profissionais da Psicologia foi extremamente importante para a minha prática, pois houve troca de experiências, materiais, informações...” | Deise Rosa da Silva (CRP-08/09425), de Cascavel. “Como estudante, acho importante este conhecimento diferente do que temos na faculdade. Foram debatidos diversos temas, em diferentes salas, e esta possibilidade de escolha da margem a ouvir o que se tem interesse, ou até mesmo conhecer outras áreas de conhecimento da Psicologia”. | Nicolle Roman Ferreira, estudante de Psicologia, de Curitiba. “O encontro foi maravilhoso, trazendo temas atuais para a reflexão”. | Solange Iamin (CRP 08/12219), de Curitiba. “Este é o primeiro evento que participo. Gostei dos palestrantes, que passaram bem os conteúdos. Estou procurando absorver um pouco de tudo”. | Rachel Gonçalves, estudante de Psicologia, de Londrina. “O Encontro trouxe muitas informações da área e muita troca. Foi o momento de me inteirar dos assuntos e das políticas e de refletir sobre nosso papel e trabalho enquanto psicólogos”. | Derlei José Soares (CRP 08/05882), de Curitiba. *Aos membros da comissão organizadora do XIII EPP “Parabenizo-os pela organização do evento, pela diversidade de temáticas e pela pontualidade nas atividades. Agradeço a abertura do espaço para o lançamento do livro Psicologia jurídica - temas de aplicação II, pois acredito que esta é também uma vitória da Psicologia no Paraná. | Maria Cristina Neiva de Carvalho (CRP-08/01397), de Curitiba. A mesa em que eu participei foi grandiosa pela aprendizagem com os outros palestrantes. Gostei muito e recomendo para todos os psicólogos para que se façam presentes no próximo encontro.” | Deise Rosa da Silva (CRP-08/09425), de Cascavel. “A diversidade dos temas novos também foi muito interessante para mim”. | Regina Célia Veiga da Fonseca (CRP-08/13604), de Curitiba.