44ª JORNADA MARANHENSE DE ENFERMAGEM E 74ª SEMANA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 15 a 16 de Maio, 2013 – auditório do Hospital Universitário Presidente Dutra e dia 17 auditório do Instituto Florence de Ensino Superior “85 ANOS DE COMPROMISSO SOCIAL PARTICIPAÇÃO E LUTA.” Seção Maranhão FORMULÁRIO DE SUBMISSÃO DE RESUMO ESCOLHA SUA OPÇÃO DE APRESENTAÇÃO: SENTIMENTOS VIVENCIADOS PELOS FAMILIARES NO PROCESSO DE Título: HOSPITALIZAÇÃO DA CRIANÇA NA UTI Relator: Danilo Marcelo Araujo dos Santos1 Autores: Francisca Georgina Macedo de Sousa2 Sabrina Furtado Cunha Araújo3 Heloisa Rosário Furtado Oliveira Lima4 Dennyse Cristina Macedo da Silva5 Instituição: UFMA Introdução: com os direitos adquiridos pela criança e pela família definidos no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (BRASIL, 1990) que estabelece que os hospitais devam proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável nos casos de internação de criança ou adolescente baseado na premissa de que a família é importante instituição social para a promoção e recuperação da saúde da criança. No entanto, o processo de hospitalização da criança em terapia intensiva causa na família sentimentos de impotência, angústia, sofrimento e desespero, pois nesse contexto vivencia uma ruptura em sua estrutura e funcionamento por duas situações. Na Resumo primeira, os familiares perdem o poder sobre a criança que passa a pertencer temporariamente à equipe de saúde e, a segunda é determinada pela condição de saúde da criança e pelas interações que vivencia com o ambiente e com os profissionais que ali atuam. A criança e a família configuram-se, portanto, como importantes unidades de cuidado para os profissionais de saúde, e, em especial para a enfermagem, pois é uma ciência cujo objeto é o cuidado e o individuo e as respectivas intercessões que 1 Enfermeiro Assistencial do HUUFMA, Discente do Mestrado em Enfermagem da UFMA, Membro do GEPSFCA. Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Docente UFMA, Coordenadora do Grupo de Estudo e Pesquisa na Saúde da Família, da Criança e do Adolescente – GEPSFCA 3 Enfermeira Consultora Técnica da Superintendência de Ações em Saúde da SEMUS de São Luís, Discente do Mestrado em Enfermagem da UFMA, Membro do GEPSFCA. 4 Enfermeira Assistencial do HUUFMA, Discente do Mestrado em Enfermagem da UFMA, Membro do GEPSFCA. 5 Enfermeira, Discente do Mestrado em Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba, Membro do GEPSFCA/UFMA e doGEPSCA/UFBA 2 203 Seção Maranhão 44ª JORNADA MARANHENSE DE ENFERMAGEM E 74ª SEMANA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 15 a 16 de Maio, 2013 – auditório do Hospital Universitário Presidente Dutra e dia 17 auditório do Instituto Florence de Ensino Superior “85 ANOS DE COMPROMISSO SOCIAL PARTICIPAÇÃO E LUTA.” caracterizam a pessoa e o viver humano. Compreende-se que a hospitalização pode gerar nos familiares diferentes sentimentos, e assim questiona: que sentimentos são vivenciados pelos familiares no processo de hospitalização da criança em UTI? Objetivos: compreender os sentimentos vivenciados pelos familiares no processo de hospitalização da criança em UTI. Metodologia:estudo descritivo com abordagem qualitativa desenvolvido em uma UTI Pediátrica. A coleta de dados foi realizada com o recurso da entrevista realizada no período de fevereiro e março de 2012. Para a análise dos dados foram utilizados os passos da Análise Temática definidas por Minayo (2010). Foram sujeitos de estudo 8 (oito) familiares de crianças internadas na UTI Pediátrica sendo 2 (duas) avós, 2(dois) pais e 4( quatro) mães com idade entre 26 a 48 anos.Foram observados os aspectos éticos da pesquisa com seres humanos sendo inicialmente aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Maranhão e aprovado em 06/05/2011 conforme parecer nº 092/11. Resultados: do processo de análise dos dados emergiu o tema Sentimentos vivenciados pelos familiares no processo de hospitalização da criança na UTI. As unidades de sentido que definiram esse tema fizeram compreender que a ação terapêutica na UTI limita-se, na maioria das vezes, a aspectos técnicos e científicos importantes para o controle e cura de doenças de pacientes graves sem levar em consideração o aspecto ameaçador e incompreensível do adoecimento, do ambiente estranho da UTI, os valores culturais e religiosos, o saber e marcas que o sofrimento físico e emocional provoca nos familiares que acompanham a criança hospitalizada. Dessa maneira, a hospitalização configura-se como ameaça à integridade corporal e principalmente emocional do acompanhante resultando no despertar de vários sentimentos que vão sendo descobertos e vivenciados pelo familiar. Para Oliveira e Angelo (2000), os fatos vivenciados e o significado atribuído à doença e à hospitalização da criança levam a família a um limiar de sentimentos originados em fatos reais ou imaginários que se manifestam por meio de sentimentos que refletem como o familiar lida com a situação. Um desses sentimentos é verbalizado pela esperança dos familiares na recuperação da criança. Enquanto que a necessidade de apoio é revelada pelos familiares quando descrevem que estar próximo à família significa apoio para o enfrentamento do adoecimento, da hospitalização da criança e para compartilhamento das experiências vivenciadas durante a hospitalização da criança. Os relatos dos 204 Seção Maranhão 44ª JORNADA MARANHENSE DE ENFERMAGEM E 74ª SEMANA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 15 a 16 de Maio, 2013 – auditório do Hospital Universitário Presidente Dutra e dia 17 auditório do Instituto Florence de Ensino Superior “85 ANOS DE COMPROMISSO SOCIAL PARTICIPAÇÃO E LUTA.” familiares demonstram a importância da presença e da participação da família ampliada como elemento fundamental no apoio à criança e aos pais durante a hospitalização. O sentimento de ambivalência foi identificado, em especial, nas falas das mães que reconhecem que possuem necessidades, entretanto as suportam por compreenderem que o mais importante não é o suprimento de suas necessidades e sim, das necessidades do filho. Manter-se ao lado da criança hospitalizada está relacionado ao papel de dar proteção mantendo-se vigilante e controlando tudo o que é ou não é feito com a criança. Essa condição gera sentimentos de insegurança, intranquilidade e angústia e definem os esforços para a permanência contínua do familiar, em especial da mãe, durante todo o período da hospitalização, o que por sua vez gera a necessidade de apoio e compartilhamento de toda a família. Trata-se, de forças que são ao mesmo tempo, dependentes, independentes e complementares. Conclusão: o tema abordado revela o necessário envolvimento do enfermeiro para um cuidado ampliado em terapia intensiva que ultrapasse o modelo biológico e alcance os aspectos que dizem repeito às necessidades da família como um sistema e dos familiares enquanto subsistema, e, que por isso apresentam singularidades e especificidades. Emerge a necessária interação profissional com a família no sentido de alinhar suas ações e cooperar com seu fortalecimento para os enfrentamentos dos eventos que possam ocorrer durante o processo de adoecimento e hospitalização da criança em terapia intensiva. Para tanto, os profissionais devem abrir canais mais efetivos de comunicação com os familiares não somente no sentido de informação, mas, sobretudo de escuta sensível para assim identificar necessidades e planejar cuidado para atender as famílias na sua singularidade. 205 Seção Maranhão 44ª JORNADA MARANHENSE DE ENFERMAGEM E 74ª SEMANA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 15 a 16 de Maio, 2013 – auditório do Hospital Universitário Presidente Dutra e dia 17 auditório do Instituto Florence de Ensino Superior “85 ANOS DE COMPROMISSO SOCIAL PARTICIPAÇÃO E LUTA.” Referências BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília: DOU, 1990. MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 12ª. ed. São Paulo: Hucitec, 2010. OLIVEIRA, I; ANGELO,M. Vivenciando com o filho uma passagem difícil e reveladora – a experiência da mãe acompanhante. Revista Escola de Enfermagem da USP, v.34, n.2, p.202-8, jun 2000. Palavras-chave: Enfermagem; Família; Saúde da Criança; Unidade de Terapia Intensiva Identificação profissional: Enfermeiro do HUUFMA, Coren-MA 116759 E-mail do relator: [email protected] 206 Seção Maranhão 44ª JORNADA MARANHENSE DE ENFERMAGEM E 74ª SEMANA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 15 a 16 de Maio, 2013 – auditório do Hospital Universitário Presidente Dutra e dia 17 auditório do Instituto Florence de Ensino Superior “85 ANOS DE COMPROMISSO SOCIAL PARTICIPAÇÃO E LUTA.” PARECER DA COMISSÃO CIENTÍFICA: A comissão científica julga trabalho: “NOME DO TRABALHO” como: Aceito Recusado Aceito (se corrigido) Situação final de apresentação: Sessão Poster Comunicação Oral JUSTIFICATIVA (Caso reprovado ou aceito secorrigido): Não explicitar o nome da instituição onde foi realizada a pesquisa. Número de correções: Primeira correção Segunda correção Terceira correção (final) Data do parecer: 13/05/2013 Avaliador:Comissão Científica 207 Não aceito Seção Maranhão 44ª JORNADA MARANHENSE DE ENFERMAGEM E 74ª SEMANA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 15 a 16 de Maio, 2013 – auditório do Hospital Universitário Presidente Dutra e dia 17 auditório do Instituto Florence de Ensino Superior “85 ANOS DE COMPROMISSO SOCIAL PARTICIPAÇÃO E LUTA.” RESUMOS ACEITOS SE CORRIGIDOS Prezado (a) Danilo Marcelo Araujo dos Santos, Vimos por meio desta, informar-lhe que seu trabalho intitulado: "SENTIMENTOS VIVENCIADOS PELOS FAMILIARES NO PROCESSO DE HOSPITALIZAÇÃO DA CRIANÇA NA UTI"submetido foi aceito para exposição na 44ª Jornada Maranhense de Enfermagem e 74ª Semana Brasileira de Enfermagem, será aceito se corrigido, as faltas encontradas no seu resumo são: 1- Retirar a caracterização explícita da instituição onde foi realizada a pesquisa, HUMI, visto que necessita de autorização da instituição para esse fim, além do Parecer do Comitê de Ética. Aguardamos o seu retorno o mais rápido possível. Atenciosamente: Comissão Científica 44ª Jornada Maranhense de Enfermagem e 74ª Semana Brasileira de Enfermagem “85 anos de compromisso social, participação e luta” 208