PROJETO BÁSICO Implantação do Plano de Resíduos Sólidos Urbanos São João do Piauí NOVEMBRO / 11 Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 APRESENTAÇÃO A Prefeitura Municipal de São João do Piauí (Pi), apresenta o Projeto Básico para execução dos serviços de implantação do Plano de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) da sede do município. Este projeto é composto de todas as informações necessárias, as quais possibilitarão as definições dos serviços, e permitido aos licitantes, pleno conhecimento dos elementos necessários a execução da obra, bem como os elementos necessários para a avaliação dos custos e cotação dos preços unitários. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 OBJETIVO O objetivo deste empreendimento visa a melhoria da qualidade de vida da população atendida pelo projeto no que diz respeito a diminuição de doenças causadas resíduos sólidos mal administrados. Com isso possibilita ao município, oferecer qualidade de saúde para a população além de possibilitar a diminuição de desemprego no período de execução das obras, tendo em vista que a mão de obras a ser utilizada será da própria região. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 ÁREA DE INFLUÊNCIA DO PROJETO Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 CARACTERÍSTICAS GERAIS DA REGIÃO: Localização O município está localizado na microrregião de Alto Médio Canindé, compreendendo uma área de 1.488,84 km², tendo como limites os municípios de Pedro Laurentino e Socorro do Piauí ao norte, ao sul com João Costa e Dom Inocêncio, a leste com Campo Alegre do Fidalgo e Capitão Gervásio de Oliveira e, a oeste com Brejo do Piauí e Ribeira do Piauí. A sede municipal tem as coordenadas geográficas de 08°21’29” de latitude sul e 42o14’48” de longitude oeste de Greenwich e dista cerca de 482 km de Teresina. Mapa de localização do município Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Aspectos Socioeconômicos Os dados socioeconômicos relativos ao município foram obtidos a partir de pesquisa nos sites do IBGE (www.ibge.gov.br) e do Governo do Estado do Piauí (www.pi.gov.br). O município foi criado pelo Decreto Lei nº 414 de 05/07/1906, sendo desmembrado do município de São Raimundo Nonato. A população total, segundo o Censo 2000 do IBGE, é de 17.670 habitantes e uma densidade demográfica de 11,9 hab/km2, onde 64,2% das pessoas estão na zona urbana. Com relação à educação, 72,1% da população acima de 10 anos de idade são alfabetizadas. A sede do município dispõe de energia elétrica distribuída pela Companhia Energética do Piauí S/A - CEPISA, terminais telefônicos atendidos pela TELEMAR Norte Leste S/A, agencia de correios e telégrafos, posto de saúde e escolas de ensino fundamental. A agricultura praticada no município é baseada na produção sazonal de feijão, algodão, mandioca e milho. Aspectos Fisiográficos As condições climáticas do município de São João do Piauí (com altitude da sede a 222 m acima do nível do mar) apresentam temperaturas mínimas de 22°C e máximas de 39 oC, com clima semi-árido, quente e seco. A precipitação pluviométrica média anual é definida no Regime Equatorial Continental, com isoietas anuais em torno de 500 mm e trimestres janeirofevereiro-março e dezembro-janeirofevereiro como os mais chuvosos. Apresenta elevada deficiência hídrica. Estas informações foram obtidas a partir do Perfil dos Municípios (IBGE, 1977). Os solos da região, em grande parte provenientes da alteração de filito, arenito, siltito, laterito e folhelho, são rasos ou pouco espessos, Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 jovens, às vezes pedregosos, ainda com influência do material subjacente. Dentre os solos regionais predominam latossolos álicos e distróficos de textura média a argilosa, presença de misturas de vegetais, fase caatinga hipoxerófila (grameal) e/ou caatinga/cerrado caducifólio. Secundariamente, solos podzólicos vermelho-amarelos, textura média a argilosa, fase pedregosa e não pedregosa, com misturas e transições vegetais, floresta sub-caducifólia/caatinga, além de areias quartzosas, que compreendem solos arenosos essencialmente quartzosos, profundos, drenados, desprovidos de minerais primários, de baixa fertilidade, com transições vegetais, fase caatinga hiperxerófila e/ou cerrado sub-caducifólio/floresta sub-caducifólia (Jacomine et al.,1986). Os grandes traços do modelado nordestino atual devem-se a processos morfogenéticos subatuais, com ênfase para as condições áridas dominantes desde o Neógeno ao Quaternário, em toda sua evolução geomorfológicobiogeográfica. As formas de relevo, na região em apreço, compreendem, principalmente, superfícies tabulares reelaboradas (chapadas baixas), relevo plano com partes suavemente onduladas e altitudes variando de 150 a 300 metros; superfícies tabulares cimeiras (chapadas altas), com relevo plano, altitudes entre 400 a 500 metros, com grandes mesas recortadas e superfícies onduladas com relevo movimentado, encostas e prolongamentos residuais de chapadas, desníveis e encostas mais acentuadas de vales, elevações (serras, morros e colinas), com altitudes de 150 a 500 metros (Jacomine et al.,1986). Abastecimento de Água e Esgoto O sistema de abastecimento de água da cidade fica a cargo da AGESPISA. A água é proveniente de poços tubulares e a rede de distribuição atende 80,45% da população da zona urbana. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 A cidade de São João do Piauí não apresenta problemas com o abastecimento de água, o que não pode ser dito em relação sistema de esgotamento sanitário que não existe. Destino do lixo Um grave problema da cidade é a destinação de resíduos sólidos. Um aspecto bastante negativo é que a destinação final dos resíduos vai para um LIXÃO, onde os mesmos não possuem tratamento adequado. DESTINAÇÃO FINAL DO RSU As intervenções públicas para resolver o problema dos resíduos sólidos na cidade de São João do Piauí surgem diante da ingerência no sistema de Limpeza urbana da cidade e refletindo na destinação final. No presente estudo foi abordada a questão do gerenciamento do sistema de limpeza Urbana e aterro Sanitário a ser projetado tendo em vista sua relevância enquanto problema a ser equacionado. Aspectos técnicos e econômicos da coleta, da limpeza de vias e logradouros, do tratamento e da destinação final foram levantados. Por fim, com base nesta análise foram levantados os principais problemas do setor e as alternativas de solução, para a indicação de cenários para modernização do setor. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 A EVOLUÇÃO DO PROBLEMA ABORDAGEM DO PROBLEMA Inicialmente foi realizada uma visita técnica com objetivo de realizar o diagnostico de tudo que existe na sede do município relativo ao sistema de limpeza urbana com reaproveitamento do que existe de efetivamente positivo e recomendações para correções nas distorções existentes e historicamente executadas. Devido à urgência em se atuar na limpeza da cidade, não se procedeu a caracterização dos resíduos sólidos coletados em regime de urgência, (geração e composição física). Não havia uma infra-estrutura física e operacional na destinação final, além das competências e arranjos institucionais, recursos humanos, aspectos financeiros (receitas, despesas, taxas e tarifas), sendo, portanto ausente um modelo gerencial. O sistema proposto aproveita a área do lixão existente, com a execução de ações de remediação. A COLETA E A LIMPEZA DOS LOGRADOUROS Estão enquadrados nestes serviços: i) varrição de vias pavimentadas; ii) pintura de meio-fio e linha d'água; iii) capina e varrição de vias pavimentadas; iv) capina e varrição de vias não-pavimentadas; v) limpeza de caixas coletoras; vi) limpeza e lavagem de feiras livres e mercados. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 ANÁLISE DA SITUAÇÃO ATUAL De posse dos dados e das investigações acima mencionadas, fez-se uma análise da situação atual dos resíduos sólidos na cidade de São João do Piauí. Aspectos relativos à recuperação do novo aterro sanitário e sítios degradados, definição de atribuições dos setores envolvidos no sistema de limpeza urbana, seja de administração pública ou particular; e, efetiva implantação do monitoramento de custo, qualidade, atendimento e produtividade nos serviços públicos de coleta, limpeza pública, tratamento e destinação final. ATERRO SANITÁRIO IMPLANTAÇÃO: AVALIAÇÃO Atualmente o aterro apresenta alguns problemas advindo da ingerência do mesmo, conforme listados abaixo: • escavação não ordenada; • não há cerca e ou muro; • inexistência de portão de entrada, sem controle de entrada eficiente; • o lixo não está sendo coberto com camada de solo; • inexistência de poços de monitoramento; • indefinição de local para os resíduos de fossa sépticas. PLANO DE MOVIMENTAÇÃO O plano de movimentação de resíduos estabelece a logística para a movimentação dos resíduos desde a sua geração até a destinação final, considerando-se o trajeto interno a ser realizado, as ruas e rodovias, avaliando-se o caminho mais curto e mais seguro até a destinação final adequada. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Desta forma, deve-se conhecer o resíduo produzido, estabelecer sua quantidade, o local de estocagem temporário, o tempo que esse resíduo permanece em sua estocagem temporária, a quantidade a ser transportada e sua destinação final. Numa cidade, reconhecem-se facilmente os resíduos abaixo citados: → lixo de varrição e capina de vias e limpeza de terrenos; → lodos resultantes de limpeza de fossas (leito de secagem); → resíduos de construção e demolição; → resíduos domésticos; → resíduos de saúde; → resíduos industriais; → resíduo comercial. Em um programa de gerenciamento de resíduos, o manejo dos resíduos deve ser realizado de modo a minimizar o risco à saúde pública e à qualidade do meio ambiente; desta forma, a disposição final dos resíduos deverá ser pensada em conjunto com formas de tratamento do mesmo: reprocessamento, reciclagem, descontaminação, incorporação, co- processamento, re-refino, incineração ou disposição em aterros. A movimentação dos resíduos deverá observar, dentre outras coisas, o critério de contaminação do mesmo, de forma que o mesmo possa ser classificado como perigoso ou não. Contudo, o fato de não ser considerado perigoso, não minimiza o cuidado com o resíduo gerado, caso específico do resíduo de construção que embora não seja perigoso apresenta elevado volume cuja deposição irregular acabar por provocar danos ambientais como obstrução de córregos e redução de áreas para deposição. Em São João do Piauí, de acordo com informações da Prefeitura, a coleta pública é realizada de forma não sistemática, sendo cada região ou bairro, contemplada com visitas semanais variadas; não existe uma diferenciação entre os carros que coletam resíduos hospitalares, resíduos domiciliares ou Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 comerciais, resíduos de construção e resíduos provenientes de capina e varrição. No que se refere à coleta e tratamento de resíduos sólidos, de um modo geral, a cidade de São João do Piauí apresenta uma porcentagem de 20% da população atendida pela coleta pública de resíduos. Observando o itinerário atualmente adotado pela prefeitura, verifica-se um dispêndio desnecessário de tempo, pelos bairros percorridos por cada equipamento de transporte. Tal situação resulta em custos adicionais de coleta que poderão ser minimizados a partir de uma redefinição do itinerário, que consiste no plano de movimentação sugerido para a cidade de São João do Piauí. Com o intuito de coordenar e melhorar de forma contínua o sistema de coleta deve-se dispor em pontos pré-determinados de cada área, segundo sua caracterização, recipientes padrão, com capacidade, de 100 litros, para o qual deve ser transferido todo o lixo recolhido em cada ponto, antes de despejá-lo no caminhão. Para a cidade de São João do Piauí, detecta-se a necessidade de utilização de tais recipientes nas áreas de restaurantes, no mercado público, em praças públicas e áreas de eventos. Considerando o fluxo de pessoas e a sazonalidade da geração de lixo, estabelece-se que: • Nas áreas densamente povoadas, devem ser colocados recipientes com o volume de 100 l a cada 150m; • Em praças públicas, devem ser colocados recipientes de 100l a cada 200m; • No mercado público, os recipientes devem ser colocados a cada 50m, recipientes de 100l; • Em áreas de eventos, deve-se utilizar recipientes com volume de 100l a cada 100m. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Após discussões e acertos do plano de movimentação, o mesmo será implantado e verificado durante um período de 10 semanas, para, em seguida, fazer-se uma avaliação e proceder os ajustes necessários. A metodologia para avaliação do plano de movimentação definido consiste em verificar, pelo menos uma vez por semana, o tempo de coleta do percurso e o peso do resíduo coletado, para avaliação. RECOMENDAÇÕES DE AÇÕES P/ O INÍCIO DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE LIMPEZA URBANA Para a operação do inicio da implantação do sistema de limpeza da cidade deve se preparar o local de lançamento de todos os resíduos coletados. O sistema a ser adotado pode ser o de mutirão da limpeza a ser realizado por bairros ou zonas definindo se como prioritário os resíduos largado nas ruas e o lixo domestico convencional. O primeiro será coletado em caminhões basculantes contratados e o segundo com o equipamento adquirido pelo sistema. PROJETO PARA IMPLANTAÇÃO DO ATERRO SANITÁRIO Os serviços de limpeza urbana e destinação final dos resíduos sólidos devem ser definidos, quantificados e planejados de forma a atender satisfatoriamente às necessidades do município, utilizando com o máximo de otimização os recursos disponíveis para execução dos serviços. O planejamento e caracterização dos diversos tipos de serviços nas diversas áreas da cidade, tais como: coleta dos resíduos, varrição, capina, tratamento e diversos serviços considerados especiais, deverão rotineiros, programados, sistematizados e registrados em relatório. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 ser O Aterro Sanitário complementará aos serviços de limpeza urbana programado para o município. COLETA E TRANSPORTE DE RESÍDUOS SÓLIDOS COLETA E TRANSPORTE DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES CONCEITUAÇÃO A coleta e o transporte do lixo domiciliar produzido em imóveis residenciais, em estabelecimentos públicos e no pequeno comércio são, em geral, efetuados pelo órgão municipal encarregado da limpeza urbana. Para esses serviços, podem ser usados recursos próprios da prefeitura, de empresas sob contrato de terceirização ou sistemas mistos, como o aluguel de viaturas e a utilização de mão-de-obra da prefeitura. O lixo dos “grandes geradores” (estabelecimentos que produzem mais de 120 litros de lixo por dia) deve ser coletado por empresas particulares, cadastradas e autorizadas pela prefeitura. Pode-se então conceituar como coleta domiciliar comum ou ordinária o recolhimento dos resíduos produzidos nas edificações residenciais, públicas e comerciais, desde que não sejam, estas últimas grandes geradoras. REGULARIDADE DA COLETA A coleta do lixo domiciliar deverá ser efetuada em cada imóvel, sempre nos mesmos dias e horários, regularmente. Somente assim os cidadãos habituar-se-ão e serão condicionados a colocar os recipientes ou embalagens do lixo nas calçadas, em frente aos imóveis, sempre nos dias e horários em que o veículo coletor irá passar. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Em conseqüência, o lixo domiciliar não ficará exposto, a não ser pelo tempo, necessário à execução da coleta. A população não jogará lixo em qualquer local, evitando prejuízos ao aspecto estético dos logradouros e o espalhamento por animais ou pessoas. O tempo de permanência do lixo no logradouro público é um assunto que merece especial atenção em cidades turísticas, em função dos aspectos estéticos, emissão de odores e atração de vetores e animais. Regularidade da coleta é, portanto, um dos mais importantes atributos do serviço. O ideal, portanto, em um sistema de coleta de lixo domiciliar, é estabelecer um recolhimento com dias e horários determinados, de pleno conhecimento da população, através de comunicações individuais e cada responsável pelo imóvel e de placas indicativas nas ruas. A população deve adquirir confiança de que a coleta não vai falhar e assim irá prestar sua colaboração, não atirando lixo em locais impróprios, acondicionando e posicionando embalagens adequadas, nos dias e horários marcados, com grandes benefícios para a higiene ambiental, a saúde pública, a limpeza e o bom aspecto dos logradouros públicos. FREQÜÊNCIA DE COLETA O tempo decorrido entre a geração do lixo domiciliar e seu destino final não deve exceder a três dias para evitar proliferação de moscas, aumento do mau cheiro e a atratividade que o lixo exerce sobre roedores, insetos e outros animais. A freqüência mínima de coleta admissível em um município de clima quente como o de São João do Piauí é, portanto de três vezes por semana. Há que considerar ainda a capacidade de armazenamento dos resíduos nos domicílios. Na cidade de São João do Piauí, comunidade carente, as Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 edificações não têm capacidade para armazená-lo por mais de dois dias, o mesmo ocorrendo no centro da cidade, onde os estabelecimentos comerciais e de serviços, além da falta de local apropriado para o armazenamento, produzem lixo em quantidade considerável. No centro da cidade é conveniente estabelecer a coleta domiciliar com freqüência diária. HORÁRIOS DE COLETA Para redução significativa dos custos e otimização da frota a coleta deve ser realizada em dois turnos. Dessa forma tem-se normalmente: DIAS DE COLETA SEGUNDAS, QUARTAS E SEXTAS TERÇAS, QUINTAS E SÁBADOS PRIMEIRO SEGUNDO TURNO TURNO 25% DOS ITINERÁRIOS 25% DOS ITINERÁRIOS 25% DOS ITINERÁRIOS 25% DOS ITINERÁRIOS É conveniente estabelecer turnos de 12 horas (dividindo-se o dia ao meio, mas trabalhando efetivamente cerca de oito horas por turno). Em vias que possuem varrição pouco freqüente, é muito importante a limpeza da coleta, ou seja, o recolhimento sem deixar resíduo. Sempre que possível, a varrição deve ser efetuada após a coleta, para recolher os eventuais resíduos derramados na operação. Nos bairros estritamente residenciais, a coleta deve preferencialmente ser realizada durante o dia. Deve-se, entretanto, evitar fazer coleta em horários de grande movimento de veículos nas vias principais. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 REDIMENSIONAMENTO DE ITINERÁRIOS DE COLETA DOMICILIAR O aumento ou diminuição da população, as mudanças de características de bairros e a existência do recolhimento irregular dos resíduos são alguns fatores que indicam a necessidade de redimensionamento dos roteiros de coleta. Vários elementos devem ser considerados: • Guarnições de coleta • Equilíbrio dos roteiros • Local de início da coleta • Verificação da geração do lixo domiciliar • Cidades que não dispõem de balança para pesagem de lixo • Traçado dos roteiros de coleta Guarnições de coleta – A tendência da municipalidade é adotar guarnições de quatro trabalhadores. Equilíbrio dos roteiros – Cada guarnição de coleta deve receber como tarefa uma mesma quantidade de trabalho, que resulte em um esforço físico equivalente. Em áreas com lixo concentrado, os garis carregam muito peso e percorrem pequena extensão de ruas. Inversamente, em áreas com pequena concentração de lixo, os garis carregam pouco peso e percorrem grande extensão. Em ambos os casos, o número de calorias desprendidas será aproximadamente o mesmo. O conceito físico, como se pode concluir, é o do “trabalho”, sendo: TRABALHO = FORÇA X DESLOCAMENTO O método de redimensionamento aqui descrito e um dos mais simples e prevê a divisão da área a ser redimensionada em “subáreas” com densidades demográficas semelhantes, nas quais as concentrações de lixo (medidas em kg/m) variam pouco. Nessas “subáreas” é lícito fixar um mesmo tempo de trabalho. Evidentemente tem-se que levar também em Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 conta as diferenças de vigor físico entre as pessoas. As guarnições devem, portanto, ser equilibradas inclusive nesse aspecto particular. Local de início de coleta – Os roteiros devem ser planejados de tal forma que as guarnições comecem seu trabalho no ponto mais distante do local de destino do lixo e, com a progressão do trabalho, se movam na direção daquele local, reduzindo as distancias (e o tempo) de percurso. Verificação da geração do lixo domiciliar – Será verificado a geração de resíduos sólidos nos domicílios, estabelecimentos públicos e no pequeno comércio, pois esses dados serão utilizados no redimensionamento dos roteiros necessários à coleta regular do lixo. A pesquisa deve ser efetuada em bairros de classe econômica alta, média e baixa. Com base na projeção baseada em dados do último censo disponível, pode-se calcular a quantidade média do lixo gerado por uma pessoa dia. Este índice deve ser determinado com certo rigor técnico, pois pode variar entre 0,35 a 1,00 kg por pessoa por dia. Nas cidades brasileiras, a geração é da ordem de 0,50 a 0,70 kg/hab./dia. Este dado fundamental deve ser levado em conta no dimensionamento do número de veículos a serem utilizados na coleta do lixo domiciliar. A determinação da geração per capta pode ser efetuada quando dos estudos para a determinação das características dos resíduos sólidos. Eventualmente, na prática, o redimensionamento de roteiros de coleta poderá ser mais complexo, apresentando maior número de variáveis, que devem ser levadas em conta pelo projetista. Realizado o dimensionamento, os novos itinerários podem ser implementados e, após cerca de duas semanas, ajustadas em relação a detalhes que se revelem inadequados. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Para definição do roteiro de coleta é necessário mapear toda, nomeado ou numerando cada rua, conforme esquema apresentado na Figura 04. Figura 4 – Exemplo de esquema de coleta Traçado dos roteiros de coleta – Os itinerários de coleta devem ser projetados de maneira a minimizar os percursos improdutivos, isto é, ao longo dos quais não há coleta. Um roteiro pode ser traçado buscando-se, através de tentativas, a melhor solução que atenda simultaneamente condicionantes tais como o sentido do tráfego das ruas, evitando manobras à esquerda em vias de mão dupla, assim como percursos duplicados e improdutivos. Costuma-se traçar os itinerários de coleta pelo método dito “heurístico”, levando-se em conta o sentido do tráfego, as declividades acentuadas e a possibilidade de acesso e manobra dos veículos. A Figura 5 exemplifica um percurso racional de um roteiro de coleta (método heurístico). Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Início Término Figura 5– Método heurístico de traçado de itinerários de coleta PRODUÇÃO DE RESÍDUOS DADOS DO PROJETO: População de 13.470 habitantes (início de projeto); (padronizou-se adoção 14 mil) Taxa de crescimento populacional = 2 %; Índice de cobertura do serviço de coleta quando regular = 100%; Densidade do resíduo sólido (sem compactação) = 300 kg/m3; Recém compactado no ASM = 400kg/m3; Estabilizado no ASM = 600kg/m3. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 CÁLCULO DO VOLUME NECESSÁRIO DO ATERRO A – Projeção da População: Pf = P0 (1 + r)n B – Geração de RSU “per capta”: O índice de geração per capta calcula-se aplicando a equação: G pc MCsem = Purb x7 xPAC C – Massa de resíduos sólidos: Geração diária, calculada a partir da equação: Mtr = Purb x Gpc Geração anual, calculada multiplicando-se a geração diária de resíduos sólidos pelos 365 dias do ano coluna 4. D – Volume de resíduos sólidos: Volume anual compactado, com densidade de 400 kg/m3 devido à operação manual coluna 7: Var / comp = MRa x365 Drsu Var / estab = MRa x365 Drsu Volume do aterro sanitário Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 O volume do aterro sanitário é definido pelo volume dos resíduos sólidos e do material de cobertura. Neste caso, pode-se estimar o volume do material de cobertura como correspondente a 20% do volume de lixo, conforme a equação coluna 9: V ta =V ar x f mc É importante destacar que a coluna 10 apresenta o volume do aterro acumulado anualmente, permitindo identificar a vida útil do aterro ao comparála com a capacidade volumétrica local. E – Cálculo da área necessária: A área do aterro, calculada a partir da equação AAS = VASvu , se hms adotarmos a profundidade média igual a 3 m, as áreas necessárias serão: No primeiro ano, 0,07 ha No último ano, 1,39 ha Pode-se observar a área necessária para dois, três ou mais anos, calculada a partir dos dados acumulados na coluna 10. Área total calculada a partir da equação A t As = A AS x f inf, levando-se em consideração um coeficiente de incremento(finf) para as áreas adicionais (coluna 12). Neste caso, adotou-se o coeficiente de 30%, isto é: Volume e área necessária. Observação: A área superficial necessária de 3,45 ha é inferior à área disponível do aterro de 08 ha; havendo portanto condições de planejamento da ocupação da área do emprendimento. O volume final de confinamento ao final do projeto é de 86.240,43 m³. DIMENSIONAMENTO ATERRO SANITÁRIO SÃO JOÃO DO PIAUÍ Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 PARÂMETROS BÁSICOS : Vida útil do aterro : 15 anos Densidade média do lixo compactado : 0,60 t/m3 Contribuição per capita de lixo : 0,50 kg/hab.dia Seqüência de Cálculos : I. MASSA DE LIXO GERADA POR DIA : M M = NÚMERO DE HABITANTES X 0,50 KG/HAB.DIA II. VOLUME DE LIXO GERADO POR DIA (COMPACTADO) : V V = M (t/dia) / 0,60 (t/m3) III. VOLUME DE LIXO GERADO EM 15 ANOS (COMPACTADO) : V15 V15 = V (M3/DIA) X 365 DIAS X 15 ANOS X 1,20 Obs. : Considerando 20% para a cobertura das camadas de lixo com argila. DIMENSIONAMENTO DE ATERRO SANITÁRIO PARA ATENDER UMA COMUNIDADE DE 14000 HABITANTES. Adotando-se : Seção Transversal Talude 1:1.5 Altura Útil = 2,5 m h = 2,50 m Largura da Base = 2,00 m L = 2,00 m af = 5 m Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Cálculos : I . MASSA DE LIXO GERADA POR DIA : M M = 14.000 HABITANTES X 0,50 KG/HAB.DIA = 7.000 KG/DIA =7 T/DIA II . VOLUME DE LIXO GERADO POR DIA (COMPACTADO) : V V = 7 (T/DIA) / 0,60 (T/M3) = 12 M3/DIA III . VOLUME DE LIXO GERADO EM 15 ANOS (COMPACTADO) : V15 V15 = 12 (M3/DIA) X 365 DIAS X 15 ANOS X 1,20 = 78.840 M3 IV . DIMENSÕES NECESSÁRIAS PARA O ATERRO ÁREA DA SEÇÃO TRANSVERSAL : STRANSVERSAL = [ (12 + 2 ) ⍦ 2 ] X2,5 = 17.5 M2 O COMPRIMENTO DA TRINCHEIRA SERÁ : L = V20 / STRANSVERSAL = 78.840 M3 / 17,5 M2 =4.505,14 M SUPERFÍCIE OCUPADA PELA TRINCHEIRA : S = 12 M X 4.505,14 M = 54.061,68 M2 = 5,406 HECTARES DIMENSIONAMENTO FINAL Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 A Área total do Aterro Sanitário será acrescida em cerca de 20 % da superfície destinada às trincheiras para viabilizar as vias de serviço e áreas de preservação. Desta forma a área disponível de 08 hectares. Satisfaz o projeto do empreendimento. DIMENSIONAMENTO DA TRINCHEIRA BÁSICA Informações Básicas - População a ser atendida = 14.000,00 habitantes - Índice de geração per capta = 0,50kg/hab. Dia - Índice de cobertura dos serviços de coleta = 100% A – Massa de resíduos sólidos gerada: 7.000,00 kg/hab. dia B – Massa de resíduo sólido coletada 8.190,00 kg/hab. Dia C – Volume da Trincheira Básica Considerando-se o material de cobertura equivalente a 20% do volume de resíduos sólido urbano, uma vida útil de 365 dias a uma densidade dos resíduos enterrados de 400 kg/m3, teremos: Vt = txMRaxfmc Drsu D – Dimensões da Trincheira básica (1º Etapa ) at = profundidade média da trincheira = 2,50 m lt = largura da Trincheira ( fundo ) = 2,0m Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 ct = comprimento médio da Trincheira = 100 m ( variável) OPERAÇÕES DAS TRINCHEIRAS Concluído a implantação de toda a infra-estrutura básica, pode-se iniciar a operação do aterro, colocando-se o lixo na Trincheira básica. O lixo deverá ser depositado, espalhado, compactado e em seguida lançado à cobertura de solo na proporção de camadas de lixo para uma camada de solo. A cobertura do lixo deverá ser diária e a espessura da camada diária deverá ser de 0,20m. Só no topo a camada final deverá ter espessura mínima de 0,4m. Na operação será necessário implantar os drenos de gases e a drenagem superficial, neste ultimo caso para evitar a infiltração de água de chuva no interior da Trincheira. Enquanto se processa a deposição dos resíduos na Trincheira Básica, deve-se providenciar a implantação da seqüência de Trincheiras Futuro de tal forma que ao atingir a capacidade máxima da Trincheira Básica uma nova Trincheira já esteja preparada para receber e confinar o lixo. É importante ressaltar que, após a escavação da Trincheira deverá ser feita a drenagem de fundo. MÉTODO DA OPERAÇÃO DO ATERRO DE SÃO JOÃO DO PIAUÍ: MÉTODO DA TRINCHEIRA : Fundamenta-se na abertura de valas no solo, onde o lixo é disposto no fundo, compactado e posteriormente recoberto com terra. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Cobert L ix o T r in c h e ir a P r o n t a T r in c h e ir a e m E x e c u ç ã o F u t u r a T r in c h e ir a Trabalho de Preenchimento das Trincheiras Seção transversal das trincheiras MÉTODO DA ÁREA : É empregado, geralmente, em locais onde a topografia se apresenta de forma irregular e o lençol freático está no limite máximo. CÉLULA SANITÁRIA : No final do dia, ou quando a coleta estiver terminada, o lixo será espalhado e compactado no talude recebendo uma cobertura de terra (15 a 30 cm), com a finalidade de evitar a propagação de vetores (moscas, ratos, baratas, urubus, etc.), ficando assim constituída a célula sanitária. Frente de trabalho de um dia encerrada (célula) Seção Longitudinal de uma trincheira Lixo Recobrimento (15 a 30 cm) Trincheira em Execução Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Célula de aterro sanitário tronco-piramidada executada em área Seção longitudinal Cobertura o Lixo Nível do terreno Natural Recomendações : O Aterro Sanitário da Cidade de São João do Piauí foi projetado para operar pelo Método da Trincheira, combinado com o Método da Área; Não é necessário o revestimento especial das vias internas, podendo-se adotar o revestimento primário; Não é obrigatória a execução de sistema de iluminação interna e redes de drenagem pluvial; Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Efetuar a construção de célula sanitária com drenos verticais e horizontais para a coleta dos gases e chorume; Sugere-se um dreno horizontal e drenos verticais instalados de forma estratégica, visto que o volume de lixo deverá ser pequeno; Cercar toda a área com estacas de concreto ponta virada e arame farpado, para impedir o acesso de animais e pessoas estranhas ao local; O espalhamento, a compactação e o recobrimento poderão ser manuais. O chorume produzido poderá ser recirculado para o interior da própria célula à medida que o seu volume for aumentando no ponto de captação; Os operadores deverão utilizar ferramentas e equipamentos de segurança e proteção individual adequados; CINTURÃO VERDE O cinturão verde que servirá para proteger e o aterro sanitário será composto de mudas de nim, Casuarina, caju, coco da Praia, bambus e/ou eucalipto em uma faixa de 15 m ao longo do perímetro do terreno do aterro. Todas as mudas devem ser plantadas espaçadas de no Maximo 4 metros e as mudas de bambu a cada 6 metros. SISTEMA DE TRATAMENTO DE PERCOLADO CHORUME O chorume é o líquido resultante da decomposição da matéria orgânica presente no aterro. Porém, para o cálculo do chorume e o posterior dimensionamento da drenagem de fundo na Trincheira, deve-se levar em consideração também o lixiviado da percolação de líquidos no interior da Trincheira. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Portanto, o volume do chorume gerado varia com a precipitação pluviométrica, a evaporação, o escoamento superficial, a altura do nível do lençol freático e a umidade dos resíduos aterrados. De acordo com a literatura, há ainda outros fatores que alteram a quantidade do chorume como a idade do aterro, a temperatura, a permeabilidade do maciço de lixo (depende do grau de compactação) e a degradabilidade dos resíduos pela via anaeróbia. Em geral, é previsível uma elevação do teor de carga orgânica do chorume até cinco a oito anos e, em seguida, decréscimos sucessivos até a completa estabilização em períodos da ordem de 30 anos ou mais. A complexidade dos processos iterativos, de sinergia e antagonismo envolvidos na geração do chorume em um meio heterogêneo, explica a grande variação de concentração nos constituintes do mesmo. Tem-se observado em aterros sanitários convencionais, variações da DBO de cinco dias e a 20 ºC de 2.000 mg/l a 30.000 mg/l; da DQO de 3.000 mg/l a 60.000 mg/l; da dureza total de 100 mg/l a 10.000 mg/l e do nitrogênio amoniacal de 10 mg/l a 800 mg/l. SISTEMA DE DRENAGEM A drenagem superficial de águas pluviais será feita de forma simples e eficiente com o objetivo de evitar a infiltração das águas de chuva no interior da Trincheira. Sugere-se a construção de um canaletas em concreto com dimensões de 1,00 x 0,60 m, próximo as ultima Trincheira em uso. A declividade longitudinal deverá ser igual ou superior a 0,002 m/m. (ver desenhos). No interior da Trincheira será construída uma caneleta de seção retangular em terra compacta de 0,30 x 0,40 m, impermeabilizada e preenchida de forma regular com seixo ou pedra de mão. A declividade longitudinal será igual ou superior a 0,002 m/m que no inicio funcionará como drenagem superficial, e à medida que a Trincheira for sendo fechada passara a funcionar como dreno Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 sub-superficial que recolherá o chorume, e o encaminhara para a caixa de inspeção e daí para o reservatório anaeróbio. A caixa de inspeção funcionará da seguinte forma: o chorume recolhido pela canaleta chegará a caixa de inspeção e daí sairá por uma tubulação em PVC de 100 mm de diâmetro que conduzirá o chorume até o reservatório anaeróbio. Serão instalados drenos verticais para permitir o escape de gás contido na massa de resíduos para a atmosfera. Os drenos verticais consistem, basicamente, de tubos de concreto armado perfurados, de diâmetro de 300 mm e justaposto uns sobre os outros formando uma coluna vertical. Ao redor dos tubos de concreto, deverá ser posta uma camada de pedra de mão com espessura mínima de 50 cm, para servir de proteção contra eventuais choques de cargas externas. Serão colocados seixos ao redor do tubo de concreto com o auxilio de uma tela metálica, tipo TELCON, de modo a permitir a estabilidade do dreno mesmo antes da colocação do lixo. Após a instalação, o interior do tubo poderá ser preenchido com pedra de mão. O percolado gerado no interior da massa de lixo será coletado através dos drenos e encaminhado para tratamento no Tanque anaeróbio e em seguida vai para uma lagoa de tratamento. Estimou-se uma vazão de percolado para ser tratado de 0,1 m³/dia, conforme cálculos apresentados no item 9.2. TANQUE ANAERÓBIO O reservatório anaeróbio foi dimensionado considerando-se um tempo de detenção de 10 dias, a DBO de 2.500 mg/l e a vazão afluente do percolado de 0,1 m³/dia. A DBO efluente foi de 500 mg/l. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 O reservatório anaeróbio é de forma circular tendo as seguintes dimensões: altura = 3,0 m; Diâmetro = 1,5 m; COBERTURA DO LIXO NA TRINCHEIRA Existem dois tipos de cobertura dos resíduos, a que se processa diariamente nas atividades normais de deposição de lixo e a cobertura final do aterro. A cobertura diária é importante porque promove uma melhor visualização do aterro, reduz o transporte de lixo leve (papel, etc.) pela ação do vento, reduz os riscos de transmissão de doenças por vetores, diminui odores, reduz a ocorrência de pontos de fogo e ajuda na atenuação do percolado. Portanto, é importante que tal camada funcione adequadamente e não seja destruída por erosões provocadas por águas pluviais. Daí a necessidade de um sistema de drenagem provisória ao longo da Trincheira para controlar as águas de chuva durante a implantação do depósito. A camada de solo diária a ser executada no aterro deve ter uma espessura mínima de 20 cm e a cobertura final de solo, deverá ter uma espessura mínima de 40 cm, devidamente compactada. Para possibilitar a revegetação do aterro, deve ser colocada uma camada de solo orgânico para funcionar como adubo. OPERAÇÃO DO ATERRO SANITÁRIO ACESSOS E ISOLAMENTO DA ÁREA DO ATERRO O aterro sanitário deverá ter um portão de entrada para pedestre e outro exclusivo para passagem de veículos. Para o controle de entrada e saída dos veículos transportadores de resíduos, a Prefeitura deverá cadastrá-los anteriormente com o nome do proprietário, Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 número da placa, peso da tara sem motorista e batizado com um número código para facilitar o fluxo dos veículos. O cadastramento também facilitará no controle da tonelada vazada, que poderá ser identificada pelo tipo de resíduo ou pela região de coleta. O sistema de medição dos resíduos que chegam ao aterro poderá ser feito de duas maneiras: considerando o peso específico dos resíduos, e a capacidade de carga de cada veículo, que resultará num peso estimado. O cálculo da tonelagem será feito usando o seguinte critério : Para veículos cadastrados, serão identificados o tipo de lixo conforme tabela indicada a seguir e considerando-se a seguinte fórmula para a determinação do peso do lixo : peso do lixo = peso específico do lixo x volume ocupado no veículo Tipo A d=273 kg/m3 - domiciliar, industrial (não tóxico), feira, supermercado, comercial, podação (lixo não compactado). d=670 kg/m3 para lixo compactado. Tipo B d=1.255 kg/m3 - varrição, raspagem de coxias, entulhos. Tipo C d=286 kg/m3 - hospitalar. Os resíduos industriais deverão ser previamente classificados pelo empreendedor e analisados pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Recursos Hídricos- SEMAR-PI, que emitirá autorização para disposição final dos resíduos a serem acondicionados no aterro licenciado pela SEMAR-PI. O empreendedor deverá trazer cópia do contrato firmado com o aterro sanitário para a SEMAR-PI. A disposição final dos resíduos industriais será processada pela Prefeitura ou Operadora do aterro mediante as seguintes condições : a) que a indústria e/ou usuário seja previamente licenciada nos órgãos de meio ambiente competentes; b) que a SEMAR-PI forneça à operadora, licença especificando a natureza do resíduo a ser disposto no Aterro Sanitário; c) que a SEMAR-PI relacione os tipos de resíduos industriais passíveis de disposição em valas comuns; d) que a indústria e/ou usuário se disponha a pagar à operadora, os custos praticados no mercado, para disposição final dos resíduos; e) a operadora se obriga a tornar público os preços, por tonelada, para disposição de resíduos industriais, que poderá variar conforme a classificação do resíduo gerado; f) a operadora deverá fornecer mensalmente à Prefeitura, relatório contendo a indicação da origem, classificação e volume de resíduos dispostos, a fim de que a SEMAR-PI exerça o controle ambiental e operacional relativo a disposição final dos resíduos industriais autorizados para disposição no aterro; g) Nos casos em que o usurário do aterro não conste nos cadastros fornecidos pela SEMAR-PI, a operadora deverá analisar a natureza do resíduo, destinando-o ao acondicionamento adequado e efetuando o registro do produtor, fazendo constar no relatório mensal a indicação, para que o órgão do meio ambiente competente proceda o cadastro. OBS.: Especialmente na hipótese de autorização para disposição de resíduos industriais, deve-se estabelecer um controle também qualitativo dos resíduos Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 recebidos pelo aterro, com a coleta de amostras na portaria para posterior análise laboratorial e/ou registro da célula (local) de disposição do resíduo no aterro após verificação visual. Para o recebimento de lixo de terceiros, a operadora do aterro deverá realizar um cadastro próprio e manter a Prefeitura informada a respeito. Na guarita só será permitida a presença de Fiscais da Prefeitura e/ou da SEMAR. Entre todas as Trincheiras haverá um espaçamento 4,0 metros para cada lado. E o acesso do veículo à Trincheira se dará sempre pelo lado de montante a ser escavada. (ver desenho). Toda a área destinada ao aterro sanitário será cercada com cercas de arame farpado, com 12 fios, sustentados através de mourões em concreto armado. O único acesso à área do aterro será feito pelo portão de entrada que será localizado próximo da casa de administração (ver desenho). O aterro sanitário é um sistema que envolve, tanto na fase de implantação quanto nas fases de operação e manutenção, o emprego de grandes quantidades de material pétreo (pedra de mão, seixos, etc), principalmente para serem utilizados na execução de drenos de gás e drenagem do percolado. É importante, portanto, que o aterro tenha disponibilizado áreas adequadas para o armazenamento destes materiais. O ideal seria o armazenamento com antecedência para agilizar a execução dos serviços e permitir a boa operação do aterro. SISTEMA DE UTILIZAÇÃO DA ÁREA A ocupação da área útil do aterro se processará basicamente pelo método da trincheira combinando-se as áreas de topografia mais baixa, com o método da área. A combinação dos dois métodos se dá pela necessidade da superposicão de 1 (uma) camada de lixo em todas as trincheiras. Esta Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 superposição só deverá ser realizada quando decorrido o prazo de 60 (sessenta) dias após a cobertura parcial aplicada à camada de lixo confinada na trincheira. Todo o perímetro que delimita o terreno será cercado com estacas de concreto pré-moldadas e arame farpado. A partir da cerca, em todo o perímetro do terreno do aterro, será preservada a vegetação nativa, numa faixa de no mínimo 25 (vinte e cinco) metros, para resguardar os terrenos vizinhos do aterro. Nessas áreas de proteção ambiental será implantado um projeto de paisagismo (revegetação). De acordo com a planta de situação e locação e com a planta baixa do Aterro, ou vista superior, procede-se à construção das vias de acesso ao Aterro (internas e externas). A área do Aterro Sanitário propriamente dita, utilizada para a disposição de lixo, será dividida em trincheiras, cada uma com um certo número de setores. A locação das trincheiras e setores será feita por topógrafos, observando a cota de fundo definida em projeto, materializando os marcos com estacas de concreto para verificações futuras. A abertura das trincheiras obedecerá às dimensões e cortes estabelecidos no projeto. Sua escavação poderá ser feita com trator de esteira, com uso de uma pá carregadeira para retirada da terra que será depositada nas caçambas basculantes ou através de procedimento manual, conforme a natureza do terreno e volumes a escavar. O desmatamento e escavações devem ser realizados de forma parcelada, iniciando-se na primeira célula e trincheira, indicada no Projeto, promovendo-se os desmatamentos e escavações à proporção que as áreas forem sendo utilizadas. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 A escavação das trincheiras será executada por um trator de esteiras que, ao cortar a terra, deverá acumular este material na área da trincheira vizinha, para utilização do mesmo no recobrimento do lixo compactado. PÁTIO PARA DESCARGA DE RESIDUOS SÓLIDOS O desmatamento somente ocorrerá na área estritamente necessária para a construção do aterro. Deverá ser recomposta a cobertura vegetal das áreas severamente atacadas, como em empréstimos, jazidas, bota-fora, etc. O.local onde serão depositados os resíduos precisa está preparado para receber o lixo e deverá incorporar na sua execução, cuidados ambientais que precedem a chegada do primeiro caminhão de lixo. Entre estes cuidados preliminares destacam-se os seguintes: • Desmatamento e Limpeza As operações de desmatamento e limpeza deverão ser executadas mecanicamente e/ou manualmente com a utilização de equipamentos adequados. Nenhum movimento de terra deverá ser iniciado até que as operações de desmatamento e limpeza das áreas de interesse estejam totalmente concluídas e liberadas. DRENOS HORIZONTAIS Com o objetivo de evitar-se a contaminação dos recursos hídricos, deve-se prever a execução de um sistema de valas de drenagem para a coleta do chorume produzido no aterro e seu encaminhamento a pontos de captação. Deverão ser implantados drenos longitudinais no fundo da trincheira. Serão abertas valas de 40 x 40 cm, que deverão ser preenchidas com brita no 04. Os drenos terão declividade mínima em torno de 1%. A distância entre os drenos será de 15 m, na forma de espinha de peixe. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 TRANSPORTE E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DESCARGA Após a pesagem o motorista encaminha o veículo até a trincheira em operação para descarga dos resíduos, fará a manobra e retornará pela balança para nova pesagem. Nesta hora estará registrado o peso exato dos resíduos depositados no aterro, ficando o veículo livre para retornar ao serviço de coleta. A descarga dos resíduos será feita diretamente dentro da trincheira junto da base do talude ou do lixo já depositado. A descarga também poderá ser feita pela parte superior do talude despejando no fundo da trincheira. COMPACTAÇÃO Os resíduos serão compactados a partir de uma das extremidades da trincheira, após o descarregamento dos veículos, considerando-se que o trator trabalhará de baixo para cima, no talude da célula de lixo, e passará de 4 a 5 vezes sobre a camada de lixo que espalhar, em sentido ascendente do talude. O talude a ser formado pela massa de lixo deverá ser da ordem de 1 : 2, de forma que seu peso, concentrando-se na parte traseira do sistema de esteiras, compacte o material e reduza o volume do lixo do modo mais eficiente do que se empurrasse o material de cima do barranco para baixo, garantindo um grau de compactação de 1 : 3. RECOBRIMENTO Toda a superfície do lixo compactado será recoberta com terra ou outro material inerte e permeável, impreterivelmente no final do dia, não podendo passar mais de 48 horas sem o referido recobrimento. A camada de recobrimento deverá ficar entre 20 e 30cm. O material de cobertura poderá ser o escavado das trincheiras. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 O recobrimento do lixo compactado, deverá ser feito com trator de esteiras no sentido de cima para baixo, que é a forma usual do trator empurrar, porque não exige o mesmo grau de compactação das camadas de lixo. Quando as camadas de lixo atingirem o terreno natural, a última camada deverá ser recoberta com terra ou outro material inerte e permeável, com espessura média de 80 cm (60 a 100 cm). A medida em que estas trincheiras vão sendo seladas, é recomendável que seja gramada para repor a topografia inicial, transformando-se em área verde, e para que se processe a decomposição dos resíduos. O recobrimento dos resíduos traz grandes vantagens no gerenciamento do aterro, promove uma melhor apresentação visual, melhora as condições de acesso à trincheira, evita a retirada do lixo leve (papel, plástico, etc) pelo vento, reduz os riscos de transmissão de vetores, diminui odores, reduz a ocorrência de pontos de fogo, e ajuda na atenuação do percolado. É importante a conservação da última camada para que ela não seja destruida, principalmente por erosão provocada por águas superficiais não controladas, daí a necessidade de um sistema de drenagem de águas superficiais. DRENAGEM DOS GASES O lixo confinado em aterros sanitários sofre o processo de decomposição predominantemente anaeróbio, gerando, dessa forma, gases, entre eles o metano e o gás carbônico. Esses gases podem infiltrar-se no subsolo e atingir a rede de esgotos, fossas e poços. Sendo o metano inflamável e passível de explosão espontânea (quando em concentração de 5% a 15% no ar), o controle da geração e migração desses gases deve ser feito por meio de um sistema de drenagem vertical. Para o controle da geração e migração dos gases deverá ser implantado um sistema de drenagem. Para tanto, deverão ser utilizados drenos (chaminés verticais), constituídos por tubos de concreto vazado com diâmetro de 60 cm, Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 revestidos com brita no 4. Os furos existentes no tubo de concreto deverão ter o diâmetro de 3 cm, espaçados em linhas verticais a cada 30 cm, sendo ainda, em linhas adjacentes, desordenadas em metade do espaçamento. Estes drenos serão localizados em algumas trincheiras obedecendo um raio máximo de 30 m. Deverão ser adotados dois tipos de dreno vertical : O primeiro terá início no pé da trincheira, isto é, nascendo em cima do dreno horizontal (coletor) e subindo até 1 m acima da última camada de lixo; o segundo tipo terá início na última camada de lixo com uma profundidade de 60 cm, subindo 1 m acima da camada de terra que sela a trincheira. O primeiro tipo de dreno ajudará na drenagem de fundo fazendo com que os líquidos percolados escoem para o dreno horizontal. Antes da compactação do lixo será colocado gradativamente ao redor dos drenos uma camada de 30 cm de brita no 4, perfazendo um diâmetro total de 120 cm. Para contenção da brita será utilizado tela de aço soldada com um diâmetro de 120 cm. Os tubos serão colocados uns sobre os outros como uma chaminé e o acoplamento de um com o outro se dará pelo sistema de “ponta e bolsa”. No extremo desses drenos verticais serão instalados queimadores para eliminar os gases, evitando os seus inconvenientes, principalmente os maus odores. Esses queimadores serão providos de protetores com tela para que o vento não apague a chama. A extremidade do último tubo, em cada poço formado, deverá estar a uma altura mínima de 90 cm, a partir da cota da camada do lixo recoberto, que juntamente com os queimadores (principalmente no período noturno), evitarão eventuais danos aos veículos e ao pessoal em trânsito no aterro. O último tubo não será furado. Uma boa alternativa é a utilização de queimadores especiais na terminação dos drenos de gases. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Baseando-se em observações de campo, recomenda-se que entre um dreno e outro sejam deixadas distâncias que variem entre 30 m e 50 m. HORÁRIO E RECEBIMENTO DO LIXO Recomenda-se o horário de recebimento da coleta de lixo de segunda e sextafeira de 8 às 12 hs e das 13 às 17 hs, e aos sábados de 8 às 12 hs, inclusive feriados. Caso a quantidade de lixo aumente, este horário poderá sofrer alterações. RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE Deve-se adotar a utilização de vala especial para receber resíduos de serviços de saúde (RSS), na falta de um incinerador e na obrigatoriedade de destino em Aterro Sanitário, através de autorização do órgão de Meio Ambiente Estadual. Recomenda-se os seguintes critérios para a execução deste serviço : A escavação deverá ser feita com a utilização de retro escavadeira, trator de esteira e/ou pá carregadeira, mantendo-se em disponibilidade o material escavado, ao lado da vala, para a execução do recobrimento do lixo depositado; Executar uma calha no solo para drenagem de águas pluviais ao redor da vala; Para dar início aos serviços de operação, deve-se isolar a área com cerca de tela, arame, madeira, ou outro sistema qualquer, colocando placas indicativas de perigo e permitir o acesso somente a pessoas credenciadas; Os resíduos devem ser depositados diretamente dentro da vala, sem que haja catação ou qualquer outro manuseio; Plantar grama dentro da área cercada para evitar erosão; Colocar no fundo da vala uma camada de cal virgem; Geralmente estes resíduos são acondicionados em sacos plásticos, devendo-se ter o cuidado de não danificar os invólucros; Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Após o descarregamento, os resíduos devem ser imediatamente recobertos com uma camada de cerca de 60 cm de terra, sem compactação, colocando uma nova camada com cerca de 20 cm de cal virgem, para evitar a ação bactericida; No período de operação é aconselhado que esta vala fique coberta com telhas de alumínio para evitar o acúmulo de água no período de chuva; Quando atingir a vida útil da vala, o último recobrimento deverá ficar pelo menos a 60 cm do terreno natural a fim de evitar acúmulo de água pluvial; Não se aconselha o reuso desta vala. VIGILÂNCIA, SEGURANÇA E SINALIZAÇÃO A vigilância e segurança será responsável pelo patrimônio do aterro durante as 24 (vinte e quatro) horas por dia. Qualquer acesso ao aterro deverá ser feito através de uma ficha controle de visitante, onde deverá ser identificado tanto o veículo como o motorista e passageiros. A identificação deverá ser feita no portão de entrada através de protocolo específico. A vigilância deverá evitar a entrada de pessoas estranhas, catadores, como também a entrada de animais, deverá ainda, fazer ronda em todo o contorno da cerca de proteção para evitar o corte da mesma, não permitindo a entrada de pessoas ou o acesso de animais. CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO Deverá ser mantida em perfeito estado de conservação toda a instalação física do aterro. NORMAS GERAIS Quando houver irregularidades quanto ao cumprimento das normas estabelecidas neste projeto, o fiscal da Prefeitura deverá registrar a ocorrência Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 no Relatório de Inspeção Técnica e encaminhar o fato a Prefeitura para adoção de providências cabíveis, bem como, qualquer anormalidade (estrutural, funcional e técnica) em relação ao bom andamento do Aterro. Deverá ser proibida a catação de lixo e matança de animais no interior do Aterro, em qualquer circunstância. Fica vedada a utilização de mão-de-obra de menores de idade no interior do Aterro. Deverá ser exigida, de todos aqueles que trabalharem no Aterro, a utilização de equipamentos de proteção individual de acordo com as normas regulamentadoras dessa atividade. As pessoas que trabalharem nas trincheiras deverão usar fardamento adequado à sua função e identificação pessoal. Não será permitido o acesso às trincheiras, por parte de terceiros, sem a utilização de equipamentos de segurança adequado, inclusive máscaras descartáveis. A Prefeitura fornecerá a relação do patrimônio do aterro para a operadora, ficando sob a responsabilidade desta o uso e manutenção do patrimônio listado. A Prefeitura deverá identificar um fiscal para a pesagem na guarita das balanças. EQUIPAMENTOS O aterro sanitário de São João do Piauí iniciará recebendo diariamente cerca de 6,25 m3 de lixo dia, e chegando a receber aproximadamente 10,88 m3 de lixo dia, até o final do projeto. Neste sentido, o equipamento considerado ideal para a operação do aterro é: • Um trator Cargo Compactador 4 x 4 com caixa 6m3. • Um Dumper basculante com pá frontal para auto carregamento. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 MONITORAMENTO O projeto de Aterro Sanitário tem como premissa um estudo detalhado das condições geotécnicas e ambientais do local a ser implantado. No entanto, devem ser observados os princípios e normas técnicas de engenharia sanitária esboçados no projeto executivo, quando da implantação e operação do Aterro, para que as obras projetadas funcionem a contento. Esse acompanhamento objetiva o reparo imediato de qualquer falha no sistema operacional, visando atenuar os riscos de contaminação do ambiente, bem como, prejuízos no sistema implantado. MONITORAMENTO DE LÍQUIDOS, SÓLIDOS E GASES JUSTIFICATIVA O monitoramento de líquidos, sólidos e gases do Aterro Sanitário, tem como finalidade fazer o controle da qualidade dos parâmetros água-solo-ar, através de análises físico-químicas das amostras coletadas na área do empreendimento e no entorno mais próximo. A análise global dos resultados dos ensaios físico-químicos pelo monitoramento permitirá a avaliação da eficácia das técnicas utilizadas no gerenciamento ambiental da área, no sentido de evitar o comprometimento dos recursos hídricos, do solo e do ar, quanto as suas qualidades em função da operacionalização do aterro sanitário. METODOLOGIA Levantamento Prévio da qualidade dos parâmetros a serem monitorados. Antes da implementação do monitoramento deve ser realizado um diagnóstico, em que deverão ser estabelecidas as características das águas superficiais, águas subterrâneas, do solo e do ar, permitindo o acompanhamento do sistema físico e da sua dinâmica. Este diagnóstico deverá estabelecer os Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 parâmetros qualitativos que caracterizam a situação atual, que tenderá a ser modificada pela operação do Aterro. DEFINIÇÃO DOS PONTOS DE AMOSTRAGEM Águas superficiais Devem ser selecionados cinco pontos de amostragem de águas superficiais, seguindo critérios de representatividade e estabelecimento de padrões de qualidade. Águas Subterrâneas Serão monitoradas através da construção de poços de monitoramento, sendo um localizado à montante do aterro sanitário, fora da área de influência direta do aterro, para servir de padrão de qualidade da água do local e dois a jusante, para monitorar a eventual contaminação das águas subterrâneas pelo percolamento do Aterro. Gases O plano de monitoramento deverá incluir também o acompanhamento qualitativo do biogás produzido durante a biodegradação. Os pontos de coleta serão nas extremidades superiores dos condutores (chaminés verticais) da drenagem dos gases. Sólidos Serão analisados materiais sólidos aterrados, coletados em vários pontos do aterro sendo em três profundidades para cada ponto amostrado, a fim de acompanhar o processo de biodegradação dos resíduos ali depositados. Deverão ser monitoradas todas as células de aterramento de resíduos. FREQUÊNCIA A frequência da amostragem deverá ser a cada 1 (um) ano, para o caso do monitoramento das águas superficiais de cursos e corpos d’água, de regime Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 intermitente, a frequência da amostragem ficará condicionada ao período de termitência do riacho e/ou açude a ser monitorado. PARÂMETROS ANALISADOS LÍQUIDOS - superficiais, percolados e subterrâneos Os parâmetros adotados para análise de águas superficiais são os mesmos adotados para os líquidos percolados, ou sejam : Ph Alcalinidade Condutividade Resíduos gravimétricos Demanda química de oxigênio (DQO) Demanda bioquímica de oxigênio (DBO) Nitrogênio Fósforo Metais SÓLIDOS Os sólidos deverão ser analisados para acompanhar o grau de degradação dos resíduos aterrados e para classificação segundo a norma NBR 10.004, sendo ensaiados os seguintes parâmetros: pH Umidade Demanda química de oxigênio (DQO) Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Sólidos voláteis Solubilização Lixiviação GASES Os gases deverão ser analisados em seus principais componentes - CH4, CO2, CO, H2, N2 e O2, os quais serão fonte de subsídios para a verificação na fase de biodegradação dos resíduos. CONTROLE DE VETORES E ENDEMIAS Nos empreendimentos que tratam com a disposição do lixo, ocorrem modificações do ambiente que podem facilitar ou agravar a transmissão de doenças nas áreas de sua influência. O lixo disposto inadequadamente, sem qualquer tratamento, pode poluir o solo, alterando suas características físicas, químicas e biológicas, constituindo-se num problema de ordem estética e numa séria ameaça à saúde pública. Por conter substâncias de alto teor energético e por oferecer disponibilidade simultânea de água, alimento e abrigo, o lixo é preferido por inúmeros organismos vivos, ao ponto de algumas espécies o utilizarem como nicho ecológico. Existem dois grandes grupos de seres que habitam o lixo : os Macrovetores, como por exemplo, os ratos, baratas, moscas e mesmo animais de maior porte, como cães, aves, bovinos, suínos e equinos. O próprio homem, o catador de lixo, enquadra-se neste grupo. No segundo grupo, os Microvetores, estão os vermes, bactérias, fungos, vírus etc. O controle de vetores e endemias deverá ser efetuado com a participação dos organismos públicos especializados em saúde pública. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 DIMENSIONAMENTO ÁREA SUPERFICIAL DO LIXO A SER ATERRADO Volume do lixo a ser aterrado = 86.240,43 m3 Profundidade das trincheiras = 2,5 m Área superficial = 3,45 ha. PRODUÇÃO DE CHORUME A vazão dos líquidos percolados foi estimada pelo Método Suíço. Q = I.P.A. K / t Q = Vazão media de líquidos percolados em l/s P = Precipitação media anual. A = área do aterro em m² t = Numero de segundos em um ano = 31.536.000 seg. I = Infiltração do terreno = 1 (nula) K = Coeficiente que depende do grau de compactação do lixo. Os valores de K dependem do peso especifico aparente do lixo compactado. Para o peso específico maior ou igual a 0,4 ton/m³ e menor ou igual a 0,7 ton/m³ os valores de K podem variar entre 0,25 a 0,5. Para o peso especifico maior que 0,7 ton/m³, k pode assumir valores entre 0,15 a 0,25. Adotou-se K = 0,5 P = 1.445 mm A = 0,2331 ha = 2.331 m² Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Q = (1x1,445x2.331x0,5)/31.536.000 Q = 0,000053 l/s = 0,0046 m³/dia Q adotado = 0,05 m³/dia SISTEMA DE TRATAMENTO TANQUE ANAERÓBIO Vazão efluente de percolado = 0,05 m³/dia DBO afluente = 2.500 mg/l • Volume do reservatório anaeróbio (V ) V = tdxQ Td = tempo de detenção = 10 dias V = 10x0,05 = 0,5 m³ FS = fator de segurança = 1,5 V = 0,50x1,5 = 0,75 m³ Volume adotado = 2,0 m³ • Área superficial do reservatório anaeróbio Adotando-se uma lamina liquida de percolado de 1,0 m, a área superficial será de 1,0 m² • Conformação geométrica Adotou-se um reservatório de forma circular com as seguintes dimensões: altura = 3,0 m; diâmetro = 1,5 m; • DBO efluente do reservatório anaeróbio Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Segundo Silva e Maia, para lagoas anaeróbias com temperaturas maiores que 20 ºC, a redução de DBO para um tempo de detenção de cinco dias é de 70 %. Como no presente trabalho o tempo de detenção considerado foi de 10 dias, admitiu-se uma eficiência de 80 %. DBO efluente = 2.500 mg/l x 0,2 = 500 mg/l DIMENSIONAMENTO DOS DRENOS DE GASES A quantidade e a distribuição dos drenos de gases devem ser estimadas com o objetivo de evitar a ocorrência de zonas mortas dentro do aterro. (ver desenhos) A quantidade de gases gerados por cada Trincheira foi estimado através de dados da literatura que diz que, após 20 anos, 1,0 toneladas de lixo domiciliar produz em média 0,25 m3 de gás. No presente trabalho, a produção de lixo por Trincheira será de 2,12 toneladas por Trincheira e produzirá cerca de 0,53 m3 de gás, fazendo –se necessário a colocação de apenas um dreno vertical por Trincheira com diâmetro de 300 mm e altura de 3,5 m. CONSIDERAÇÕES Ressalta-se que os resíduos provenientes de construção e da atividade de capina e varrição deverão ser colocados em locais pré-definidos pela prefeitura; contudo, não é recomendável que os resíduos de capina e varrição sejam destinados à área do aterro. PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL A eficiente implementação de um programa de gerenciamento municipal de resíduos requer a conscientização de toda a comunidade local, visando a Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 Educação no processo de gestão ambiental, articulação e integração das comunidades em favor da Educação Ambiental. O programa de educação ambiental deverá favorecer uma conscientização dos munícipes quanto aos aspectos ligados a ecologia, qualidade ambiental, sustentabilidade, parceria e integração; pluralidade e diversidade sócioambiental-cultural; interdisciplinaridade; caráter permanente e contínuo; planejamento participativo e gestão compartilhada; processo avaliativo e a questões relativas às leis e suas respectivas sanções, regras e regulamentos de controle de poluição, conduta e higiene relacionadas, direta ou indiretamente, com a atividade por ele exercida e de atividades usuais no dia a dia. Deverão ser abordados os itens a seguir: 1. Sensibilizar a população quanto aos impactos causados pelos resíduos sólidos ao meio ambiente; o impacto de suas ações e das atividades por ele exercidas; 2. Orientar a população sobre segurança, manejo adequado para proteção da flora, da fauna e dos recursos naturais em geral, para a manutenção da qualidade ambiental da região; 3. Demonstrar a viabilidade da redução, reutilização e reciclagem do lixo; 4. Demonstrar a necessidade de engajamento pessoal da população como um todo no adequado manejo dos resíduos sólidos; 5. Promover mudanças de comportamento e a incorporação de procedimentos favoráveis à segurança das pessoas, à conservação e à saúde pública. Além de ações diretas, o município deverá capacitar educadores na área de gestão por meio do desenvolvimento da secretaria do meio ambiente e desenvolver atividades extensionistas na área ambiental, como a criação de visitas técnicas periódicas ao aterro e áreas afetadas pelo mau gerenciamento do resíduo urbano como as áreas de deposição clandestinas, a fim de complementar o programa de educação formal que consiste na: Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 → elaboração de cartilhas e folhetos explicativos; → realização de propagandas nos meios de comunicação; → realização periódica de palestras da comunidade e treinamentos a setores específicos como: coletores de resíduos, catadores, pessoas atuantes nas mais diferentes áreas da cidade: saúde, alimentação, educação, indústria e comércio. → As palestras deverão ter periodicidade mensal. PLANO DE AÇÕES → Elaboração de uma cartilha sobre o gerenciamento de resíduos sólidos urbanos. → Elaboração de folhetos para ser anexado nas diversas regiões da cidade (escolas, hospitais, comércio e indústria). → Realização de evento para apresentação do programa à comunidade. → Realização de palestras para diferentes usuários: escolas, funcionários da rede hospitalar, funcionários do comercio, associações de moradores, condomínios, funcionários de mercado, ambulantes. → Realização de visitas técnicas ao aterro controlado e a áreas de deposição clandestina, com o intuito de sensibilizar quanto aos problemas advindos da deposição irregular, da falta de controle do resíduo geral e da necessidade de minimizar a geração de resíduos. Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 ANEXOS Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 ANEXO I TABELA DA EVOLUÇÃO DO CONFINAMENTO DA MASSA DE LIXO AO LONGO DA VIDA ÚTIL DO ATERRO Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 TABELA DA EVOLUÇÂO DO CONFINAMENTO DA MASSA DE LIXO AO LONGO DA VIDA UTIL DO ATERRO DA CIDADE DE SÃO JOÃO DO PIAUÍ/PI ano 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 população ( habitantes) geração per capta (kg/hab/dia) diária (kg) (1) (2) (3) 14.000 14.140 14.281 14.424 14.568 14.714 14.861 15.010 15.160 15.312 15.465 14.000 14.000 14.000 16.093 0,500 0,505 0,510 0,515 0,520 0,526 0,531 0,536 0,541 0,547 0,552 0,558 0,563 0,569 0,575 7.000 7.141 7.284 7.431 7.580 7.732 7.888 8.046 8.208 8.373 8.541 7.810 7.888 7.967 9.249 massa de resíduos anual acumulada (t) (t) (4) (5) 2.555,00 2.606,36 2.658,74 2.712,18 2.766,70 2.822,31 2.879,04 2.936,91 2.995,94 3.056,16 3.117,59 2.850,53 2.879,04 2.907,83 3.375,90 2.555,00 5.161,36 7.820,10 10.532,28 13.298,98 16.121,29 19.000,33 21.937,24 24.933,17 27.989,33 31.106,92 33.957,45 36.836,49 39.744,32 43.120,21 volume de residuos sólidos estabilizados aterro anual RS+mc (m3) (m3) (8) (9) compactados diária anual (M3) (m3) (6) (7) 17,50 17,85 18,21 18,58 18,95 19,33 19,72 20,12 20,52 20,93 21,35 19,52 19,72 19,92 23,12 6.387,50 6.515,89 6.646,86 6.780,46 6.916,75 7.055,77 7.197,59 7.342,27 7.489,85 7.640,39 7.793,96 7.126,33 7.197,59 7.269,57 8.439,75 4.258,33 4.343,93 4.431,24 4.520,31 4.611,16 4.703,85 4.798,40 4.894,84 4.993,23 5.093,59 5.195,98 4.750,89 4.798,40 4.846,38 5.626,50 5.110,00 5.212,71 5.317,49 5.424,37 5.533,40 5.644,62 5.758,08 5.873,81 5.991,88 6.112,31 6.235,17 5.701,07 5.758,08 5.815,66 6.751,80 total (há) (12) 0,17 0,34 0,52 0,70 0,89 1,07 1,27 1,46 1,66 1,87 2,07 2,26 2,46 2,65 2,87 0,20 0,41 0,63 0,84 1,06 1,29 1,52 1,75 1,99 2,24 2,49 2,72 2,95 3,18 3,45 5.110,00 10.322,71 15.640,20 21.064,57 26.597,96 32.242,58 38.000,66 43.874,47 49.866,35 55.978,66 62.213,83 67.914,90 73.672,97 79.488,63 86.240,43 Area dispónivel em (ha) acumulado de RSU por ano 4,00 60.000,00 40.000,00 30.000,00 20.000,00 10.000,00 1 2 3 4 5 6 ano 7 8 9 10 3,50 3,00 área (ha) 55.978,66 49.866,35 43.874,47 38.000,66 32.242,58 26.597,96 21.064,57 15.640,20 10.322,71 5.110,00 50.000,00 vol ( m3) acumulado (m3) (10) área necessária aterro (há) (11) 2,50 2,00 1,50 1,00 0,50 0,00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 anos 11 12 13 14 15 16 17 18 ANEXO II PLANILHA ORÇAMENTÁRIA DO ATERRO SANITÁRIO DE SÃO JOÃO DO PIAUÍ – PI Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 PLANILHA ORÇAMENTÁRIA Obra: IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE LIMPEZA URBANA DE SÃO JOÃO DO PIAUÍ PREÇO (R$) ITEM DISCRIMINAÇÃO UNID. QUANT. UNITÁRIO 1.0 1.1 ADMINISTRAÇÃO GUARITA 2.1 Guarita 3.0 ELEVATÓRIA 3.1 Elevatória und und und 4.1 Aterro Sanitário 5.0 GALPÃO DE TRIAGEM 6.1 Equipamentos 54.947,00 1,00 13.578,67 13.578,67 1,00 7.450,41 7.450,41 395.235,57 und 1,00 395.235,57 395.235,57 105.505,60 Galpão de Triagem EQUIPAMENTOS 54.947,00 7.450,41 ATERRO SANITÁRIO 6.0 1,00 13.578,67 4.0 5.1 54.947,00 Administração 2.0 TOTAL und 2,00 52.752,80 105.505,60 223.282,75 und 1,00 223.282,75 Valor Total ORÇAMENTO FINANCIADO TOTAL DE R$ 800.000,00 (Oitocentos mil reais) . Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected] CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70 223.282,75 800.000,00