PROJETO BÁSICO
Implantação do Plano de Resíduos Sólidos Urbanos
São João do Piauí
NOVEMBRO / 11
Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI
Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected]
CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70
APRESENTAÇÃO
A Prefeitura Municipal de São João do Piauí (Pi), apresenta o Projeto Básico
para execução dos serviços de implantação do Plano de Resíduos Sólidos
Urbanos (RSU) da sede do município.
Este projeto é composto de todas as informações necessárias, as quais
possibilitarão as definições dos serviços, e permitido aos licitantes, pleno
conhecimento dos elementos necessários a execução da obra, bem como os
elementos necessários para a avaliação dos custos e cotação dos preços
unitários.
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OBJETIVO
O objetivo deste empreendimento visa a melhoria da qualidade de vida da
população atendida pelo projeto no que diz respeito a diminuição
de
doenças causadas resíduos sólidos mal administrados.
Com isso possibilita ao município, oferecer qualidade de saúde para a
população além de possibilitar a diminuição de desemprego no período de
execução das obras, tendo em vista que a mão de obras a ser utilizada será
da própria região.
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ÁREA DE INFLUÊNCIA DO PROJETO
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DA REGIÃO:
Localização
O município está localizado na microrregião de Alto Médio Canindé,
compreendendo uma área de 1.488,84 km², tendo como limites os
municípios de Pedro Laurentino e Socorro do Piauí ao norte, ao sul com João
Costa e Dom Inocêncio, a leste com Campo Alegre do Fidalgo e Capitão
Gervásio de Oliveira e, a oeste com Brejo do Piauí e Ribeira do Piauí.
A sede municipal tem as coordenadas geográficas de 08°21’29” de latitude
sul e 42o14’48” de longitude oeste de Greenwich e dista cerca de 482 km
de Teresina.
Mapa de localização do município
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Aspectos Socioeconômicos
Os dados socioeconômicos relativos ao município foram obtidos a partir de
pesquisa nos sites do IBGE (www.ibge.gov.br) e do Governo do Estado do
Piauí (www.pi.gov.br).
O município foi criado pelo Decreto Lei nº 414 de 05/07/1906, sendo
desmembrado do município de São Raimundo Nonato. A população total,
segundo o Censo 2000 do IBGE, é de 17.670 habitantes e uma densidade
demográfica de 11,9 hab/km2, onde 64,2% das pessoas estão na zona
urbana. Com relação à educação, 72,1% da população acima de 10 anos de
idade são alfabetizadas.
A sede do município dispõe de energia elétrica distribuída pela Companhia
Energética do Piauí S/A - CEPISA, terminais telefônicos atendidos pela
TELEMAR Norte Leste S/A, agencia de correios e telégrafos, posto de saúde
e escolas de ensino fundamental.
A agricultura praticada no município é baseada na produção sazonal de
feijão, algodão, mandioca e milho.
Aspectos Fisiográficos
As condições climáticas do município de São João do Piauí (com altitude da
sede a 222 m acima do nível do mar) apresentam temperaturas mínimas de
22°C e máximas de 39 oC, com clima semi-árido, quente e seco. A
precipitação pluviométrica média anual é definida no Regime Equatorial
Continental, com isoietas anuais em torno de 500 mm e trimestres janeirofevereiro-março e dezembro-janeirofevereiro como os mais chuvosos.
Apresenta elevada deficiência hídrica. Estas informações foram obtidas a
partir do Perfil dos Municípios (IBGE, 1977).
Os solos da região, em grande parte provenientes da alteração de
filito, arenito, siltito, laterito e folhelho, são rasos ou pouco espessos,
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jovens, às vezes pedregosos, ainda com influência do material subjacente.
Dentre os solos regionais predominam latossolos álicos e distróficos de
textura média a argilosa, presença de misturas de vegetais, fase caatinga
hipoxerófila (grameal) e/ou caatinga/cerrado caducifólio. Secundariamente,
solos
podzólicos
vermelho-amarelos,
textura
média
a
argilosa,
fase
pedregosa e não pedregosa, com misturas e transições vegetais, floresta
sub-caducifólia/caatinga, além de areias quartzosas, que compreendem
solos
arenosos
essencialmente
quartzosos,
profundos,
drenados,
desprovidos de minerais primários, de baixa fertilidade, com transições
vegetais, fase caatinga hiperxerófila e/ou cerrado sub-caducifólio/floresta
sub-caducifólia (Jacomine et al.,1986).
Os grandes traços do modelado nordestino atual devem-se a processos
morfogenéticos subatuais, com ênfase para as condições áridas dominantes
desde o Neógeno ao Quaternário, em toda sua evolução geomorfológicobiogeográfica. As formas de relevo, na região em apreço, compreendem,
principalmente,
superfícies
tabulares
reelaboradas
(chapadas
baixas),
relevo plano com partes suavemente onduladas e altitudes variando de 150
a 300 metros; superfícies tabulares cimeiras (chapadas altas), com relevo
plano, altitudes entre 400 a 500 metros, com grandes mesas recortadas e
superfícies onduladas com relevo movimentado, encostas e prolongamentos
residuais de chapadas, desníveis e encostas mais acentuadas de vales,
elevações (serras, morros e colinas), com altitudes de 150 a 500 metros
(Jacomine et al.,1986).
Abastecimento de Água e Esgoto
O sistema de abastecimento de água da cidade fica a cargo da AGESPISA. A
água é proveniente de poços tubulares e a rede de distribuição atende
80,45% da população da zona urbana.
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A cidade de São
João do Piauí não
apresenta problemas com o
abastecimento de água, o que não pode ser dito em relação sistema de
esgotamento sanitário que não existe.
Destino do lixo
Um grave problema da cidade é a destinação de resíduos sólidos. Um
aspecto bastante negativo é que a destinação final dos resíduos vai para um
LIXÃO, onde os mesmos não possuem tratamento adequado.
DESTINAÇÃO FINAL DO RSU
As intervenções públicas para resolver o problema dos resíduos sólidos na
cidade de São João do Piauí surgem diante da ingerência no sistema de
Limpeza urbana da cidade e refletindo na destinação final.
No presente estudo foi abordada a questão do gerenciamento do sistema de
limpeza Urbana e aterro Sanitário a ser projetado tendo em vista sua
relevância enquanto problema a ser equacionado.
Aspectos técnicos e econômicos da coleta, da limpeza de vias e logradouros,
do tratamento e da destinação final foram levantados.
Por fim, com base nesta análise foram levantados os principais problemas
do setor e as alternativas de solução, para a indicação de cenários para
modernização do setor.
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A EVOLUÇÃO DO PROBLEMA
ABORDAGEM DO PROBLEMA
Inicialmente foi realizada uma visita técnica com objetivo de realizar o
diagnostico de tudo que existe na sede do município relativo ao sistema de
limpeza urbana com reaproveitamento do que existe de efetivamente
positivo e recomendações para correções nas distorções existentes e
historicamente executadas.
Devido à urgência em se atuar na limpeza da cidade, não se procedeu a
caracterização dos resíduos sólidos coletados em regime de urgência,
(geração e composição física). Não havia uma infra-estrutura física e
operacional na destinação
final, além
das
competências
e
arranjos
institucionais, recursos humanos, aspectos financeiros (receitas, despesas,
taxas e tarifas), sendo, portanto ausente um modelo gerencial.
O sistema proposto aproveita a área do lixão existente, com a execução de
ações de remediação.
A COLETA E A LIMPEZA DOS LOGRADOUROS
Estão enquadrados nestes serviços:
i)
varrição de vias pavimentadas;
ii)
pintura de meio-fio e linha d'água;
iii) capina e varrição de vias pavimentadas;
iv) capina e varrição de vias não-pavimentadas;
v)
limpeza de caixas coletoras;
vi) limpeza e lavagem de feiras livres e mercados.
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ANÁLISE DA SITUAÇÃO ATUAL
De posse dos dados e das investigações acima mencionadas, fez-se uma
análise da situação atual dos resíduos sólidos na cidade de São João do
Piauí.
Aspectos relativos à recuperação do novo aterro sanitário e sítios
degradados, definição de atribuições dos setores envolvidos no sistema de
limpeza urbana, seja de administração pública ou particular; e, efetiva
implantação
do
monitoramento
de
custo,
qualidade,
atendimento
e
produtividade nos serviços públicos de coleta, limpeza pública, tratamento e
destinação final.
ATERRO SANITÁRIO IMPLANTAÇÃO: AVALIAÇÃO
Atualmente o aterro apresenta alguns problemas advindo da ingerência do
mesmo, conforme listados abaixo:
•
escavação não ordenada;
•
não há cerca e ou muro;
•
inexistência de portão de entrada, sem controle de entrada eficiente;
•
o lixo não está sendo coberto com camada de solo;
•
inexistência de poços de monitoramento;
•
indefinição de local para os resíduos de fossa sépticas.
PLANO DE MOVIMENTAÇÃO
O plano de movimentação de resíduos estabelece a logística para a
movimentação dos resíduos desde a sua geração até a destinação final,
considerando-se o trajeto interno a ser realizado, as ruas e rodovias,
avaliando-se o caminho mais curto e mais seguro até a destinação final
adequada.
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Desta forma, deve-se conhecer o resíduo produzido, estabelecer sua
quantidade, o local de estocagem temporário, o tempo que esse resíduo
permanece em sua estocagem temporária, a quantidade a ser transportada
e sua destinação final.
Numa cidade, reconhecem-se facilmente os resíduos abaixo citados:
→
lixo de varrição e capina de vias e limpeza de terrenos;
→
lodos
resultantes
de
limpeza
de
fossas
(leito
de
secagem);
→
resíduos de construção e demolição;
→
resíduos domésticos;
→
resíduos de saúde;
→
resíduos industriais;
→
resíduo comercial.
Em um programa de gerenciamento de resíduos, o manejo dos resíduos
deve ser realizado de modo a minimizar o risco à saúde pública e à
qualidade do meio ambiente; desta forma, a disposição final dos resíduos
deverá ser pensada em conjunto com formas de tratamento do mesmo:
reprocessamento,
reciclagem,
descontaminação,
incorporação,
co-
processamento, re-refino, incineração ou disposição em aterros.
A movimentação dos resíduos deverá observar, dentre outras coisas, o
critério de contaminação do mesmo, de forma que o mesmo possa ser
classificado como perigoso ou não. Contudo, o fato de não ser considerado
perigoso, não minimiza o cuidado com o resíduo gerado, caso específico do
resíduo de construção que embora não seja perigoso apresenta elevado
volume cuja deposição irregular acabar por provocar danos ambientais
como obstrução de córregos e redução de áreas para deposição.
Em São João do Piauí, de acordo com informações da Prefeitura, a coleta
pública é realizada de forma não sistemática, sendo cada região ou bairro,
contemplada com visitas semanais variadas; não existe uma diferenciação
entre os carros que coletam resíduos hospitalares, resíduos domiciliares ou
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comerciais, resíduos de construção e resíduos provenientes de capina e
varrição.
No que se refere à coleta e tratamento de resíduos sólidos, de um modo
geral, a cidade de São João do Piauí apresenta uma porcentagem de 20%
da população atendida pela coleta pública de resíduos.
Observando o itinerário atualmente adotado pela prefeitura, verifica-se um
dispêndio desnecessário de tempo, pelos bairros percorridos por cada
equipamento de transporte.
Tal situação resulta em custos adicionais de coleta que poderão ser
minimizados a partir de uma redefinição do itinerário, que consiste no plano
de movimentação sugerido para a cidade de São João do Piauí.
Com o intuito de coordenar e melhorar de forma contínua o sistema de
coleta deve-se dispor em pontos pré-determinados de cada área, segundo
sua caracterização, recipientes padrão, com capacidade, de 100 litros, para
o qual deve ser transferido todo o lixo recolhido em cada ponto, antes de
despejá-lo no caminhão.
Para a cidade de São João do Piauí, detecta-se a necessidade de utilização
de tais recipientes nas áreas de restaurantes, no mercado público, em
praças públicas e áreas de eventos.
Considerando o fluxo de pessoas e a sazonalidade da geração de lixo,
estabelece-se que:
•
Nas áreas densamente povoadas, devem ser colocados recipientes
com o volume de 100 l a cada 150m;
•
Em praças públicas, devem ser colocados recipientes de 100l a cada
200m;
•
No mercado público, os recipientes devem ser colocados a cada 50m,
recipientes de 100l;
•
Em áreas de eventos, deve-se utilizar recipientes com volume de
100l a cada 100m.
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Após discussões e acertos do plano de movimentação, o mesmo será
implantado e verificado durante um período de 10 semanas, para, em
seguida, fazer-se uma avaliação e proceder os ajustes necessários.
A metodologia para avaliação do plano de movimentação definido consiste
em verificar, pelo menos uma vez por semana, o tempo de coleta do
percurso e o peso do resíduo coletado, para avaliação.
RECOMENDAÇÕES DE AÇÕES P/ O INÍCIO DA IMPLANTAÇÃO DO
SISTEMA DE LIMPEZA URBANA
Para a operação do inicio da implantação do sistema de limpeza da
cidade deve se preparar o local de lançamento de todos os resíduos
coletados. O sistema a ser adotado pode ser o de mutirão da limpeza
a ser realizado por bairros ou zonas definindo se como prioritário os
resíduos largado nas ruas e o lixo domestico convencional. O primeiro
será coletado em caminhões basculantes contratados e o segundo
com o equipamento adquirido pelo sistema.
PROJETO PARA IMPLANTAÇÃO DO ATERRO SANITÁRIO
Os serviços de limpeza urbana e destinação final dos resíduos sólidos
devem ser definidos, quantificados e planejados de forma a atender
satisfatoriamente às necessidades do município, utilizando com o máximo
de otimização os recursos disponíveis para execução dos serviços.
O planejamento e caracterização dos diversos tipos de serviços nas diversas
áreas da cidade, tais como: coleta dos resíduos, varrição, capina,
tratamento
e
diversos
serviços
considerados
especiais,
deverão
rotineiros, programados, sistematizados e registrados em relatório.
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ser
O Aterro
Sanitário
complementará aos
serviços
de
limpeza urbana
programado para o município.
COLETA E TRANSPORTE DE RESÍDUOS SÓLIDOS
COLETA E TRANSPORTE DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES
CONCEITUAÇÃO
A coleta e o transporte do lixo domiciliar produzido em imóveis residenciais,
em estabelecimentos públicos e no pequeno comércio são, em geral,
efetuados pelo órgão municipal encarregado da limpeza urbana. Para esses
serviços, podem ser usados recursos próprios da prefeitura, de empresas
sob contrato de terceirização ou sistemas mistos, como o aluguel de
viaturas e a utilização de mão-de-obra da prefeitura.
O lixo dos “grandes geradores” (estabelecimentos que produzem mais de
120 litros de lixo por dia) deve ser coletado por empresas particulares,
cadastradas e autorizadas pela prefeitura.
Pode-se então conceituar como coleta domiciliar comum ou ordinária o
recolhimento dos resíduos produzidos nas edificações residenciais, públicas
e comerciais, desde que não sejam, estas últimas grandes geradoras.
REGULARIDADE DA COLETA
A coleta do lixo domiciliar deverá ser efetuada em cada imóvel, sempre nos
mesmos dias e horários, regularmente. Somente assim os cidadãos
habituar-se-ão
e
serão
condicionados
a
colocar
os
recipientes
ou
embalagens do lixo nas calçadas, em frente aos imóveis, sempre nos dias e
horários em que o veículo coletor irá passar.
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Em conseqüência, o lixo domiciliar não ficará exposto, a não ser pelo
tempo, necessário à execução da coleta. A população não jogará lixo em
qualquer local, evitando prejuízos ao aspecto estético dos logradouros e o
espalhamento por animais ou pessoas.
O tempo de permanência do lixo no logradouro público é um assunto que
merece especial atenção em cidades turísticas, em função dos aspectos
estéticos, emissão de odores e atração de vetores e animais.
Regularidade da coleta é, portanto, um dos mais importantes atributos do
serviço.
O ideal, portanto, em um sistema de coleta de lixo domiciliar, é estabelecer
um recolhimento com dias e horários determinados, de pleno conhecimento
da população, através de comunicações individuais e cada responsável pelo
imóvel e de placas indicativas nas ruas.
A população deve adquirir confiança de que a coleta não vai falhar e assim
irá prestar sua colaboração, não atirando lixo em locais impróprios,
acondicionando e posicionando embalagens adequadas, nos dias e horários
marcados, com grandes benefícios para a higiene ambiental, a saúde
pública, a limpeza e o bom aspecto dos logradouros públicos.
FREQÜÊNCIA DE COLETA
O tempo decorrido entre a geração do lixo domiciliar e seu destino final não
deve exceder a três dias para evitar proliferação de moscas, aumento do
mau cheiro e a atratividade que o lixo exerce sobre roedores, insetos e
outros animais.
A freqüência mínima de coleta admissível em um município de clima
quente como o de São João do Piauí é, portanto de três vezes por semana.
Há que considerar ainda a capacidade de armazenamento dos resíduos nos
domicílios.
Na cidade de São João do Piauí, comunidade carente, as
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edificações não têm capacidade para armazená-lo por mais de dois dias, o
mesmo
ocorrendo
no
centro
da
cidade,
onde
os
estabelecimentos
comerciais e de serviços, além da falta de local apropriado para o
armazenamento, produzem lixo em quantidade considerável. No centro da
cidade é conveniente estabelecer a coleta domiciliar com freqüência diária.
HORÁRIOS DE COLETA
Para redução significativa dos custos e otimização da frota a coleta deve ser
realizada em dois turnos.
Dessa forma tem-se normalmente:
DIAS DE COLETA
SEGUNDAS,
QUARTAS E SEXTAS
TERÇAS, QUINTAS
E SÁBADOS
PRIMEIRO
SEGUNDO
TURNO
TURNO
25% DOS
ITINERÁRIOS
25% DOS
ITINERÁRIOS
25% DOS
ITINERÁRIOS
25% DOS
ITINERÁRIOS
É conveniente estabelecer turnos de 12 horas (dividindo-se o dia ao meio,
mas trabalhando efetivamente cerca de oito horas por turno).
Em vias que possuem varrição pouco freqüente, é muito importante a
limpeza da coleta, ou seja, o recolhimento sem deixar resíduo. Sempre que
possível, a varrição deve ser efetuada após a coleta, para recolher os
eventuais resíduos derramados na operação.
Nos bairros estritamente residenciais, a coleta deve preferencialmente ser
realizada durante o dia. Deve-se, entretanto, evitar fazer coleta em horários
de grande movimento de veículos nas vias principais.
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REDIMENSIONAMENTO DE ITINERÁRIOS DE COLETA DOMICILIAR
O aumento ou diminuição da população, as mudanças de características de
bairros e a existência do recolhimento irregular dos resíduos são alguns
fatores que indicam a necessidade de redimensionamento dos roteiros de
coleta. Vários elementos devem ser considerados:
• Guarnições de coleta
• Equilíbrio dos roteiros
• Local de início da coleta
• Verificação da geração do lixo domiciliar
• Cidades que não dispõem de balança para
pesagem de lixo
• Traçado dos roteiros de coleta
Guarnições de coleta – A tendência da municipalidade é adotar
guarnições de quatro trabalhadores.
Equilíbrio dos roteiros – Cada guarnição de coleta deve receber como
tarefa uma mesma quantidade de trabalho, que resulte em um esforço
físico equivalente. Em áreas com lixo concentrado, os garis carregam muito
peso e percorrem pequena extensão de ruas. Inversamente, em áreas com
pequena concentração de lixo, os garis carregam pouco peso e percorrem
grande extensão. Em ambos os casos, o número de calorias desprendidas
será aproximadamente o mesmo. O conceito físico, como se pode concluir,
é o do “trabalho”, sendo:
TRABALHO = FORÇA X DESLOCAMENTO
O método de redimensionamento aqui descrito e um dos mais simples e
prevê a divisão da área a ser redimensionada em “subáreas” com
densidades demográficas semelhantes, nas quais as concentrações de lixo
(medidas em kg/m) variam pouco. Nessas “subáreas” é lícito fixar um
mesmo tempo de trabalho. Evidentemente tem-se que levar também em
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conta as diferenças de vigor físico entre as pessoas. As guarnições devem,
portanto, ser equilibradas inclusive nesse aspecto particular.
Local de início de coleta – Os roteiros devem ser planejados de tal forma
que as guarnições comecem seu trabalho no ponto mais distante do local de
destino do lixo e, com a progressão do trabalho, se movam na direção
daquele local, reduzindo as distancias (e o tempo) de percurso.
Verificação da geração do lixo domiciliar – Será verificado a geração de
resíduos sólidos nos domicílios, estabelecimentos públicos e no pequeno
comércio, pois esses dados serão utilizados no redimensionamento dos
roteiros necessários à coleta regular do lixo.
A pesquisa deve ser efetuada em bairros de classe econômica alta, média e
baixa. Com base na projeção baseada em dados do último censo disponível,
pode-se calcular a quantidade média do lixo gerado por uma pessoa dia.
Este índice deve ser determinado com certo rigor técnico, pois pode variar
entre 0,35 a 1,00 kg por pessoa por dia. Nas cidades brasileiras, a geração
é da ordem de 0,50 a 0,70 kg/hab./dia.
Este dado fundamental deve ser levado em conta no dimensionamento do
número de veículos a serem utilizados na coleta do lixo domiciliar.
A determinação da geração per capta pode ser efetuada quando dos
estudos para a determinação das características dos resíduos sólidos.
Eventualmente, na prática, o redimensionamento de roteiros de coleta
poderá ser mais complexo, apresentando maior número de variáveis, que
devem ser levadas em conta pelo projetista.
Realizado
o
dimensionamento,
os
novos
itinerários
podem
ser
implementados e, após cerca de duas semanas, ajustadas em relação a
detalhes que se revelem inadequados.
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Para definição do roteiro de coleta é necessário mapear toda, nomeado ou
numerando cada rua, conforme esquema apresentado na Figura 04.
Figura 4 – Exemplo de esquema de coleta
Traçado dos roteiros de coleta – Os itinerários de coleta devem ser
projetados de maneira a minimizar os percursos improdutivos, isto é, ao
longo dos quais não há coleta.
Um roteiro pode ser traçado buscando-se, através de tentativas, a melhor
solução que atenda simultaneamente condicionantes tais como o sentido do
tráfego das ruas, evitando manobras à esquerda em vias de mão dupla,
assim como percursos duplicados e improdutivos. Costuma-se traçar os
itinerários de coleta pelo método dito “heurístico”, levando-se em conta o
sentido do tráfego, as declividades acentuadas e a possibilidade de acesso e
manobra dos veículos.
A Figura 5 exemplifica um percurso racional de um roteiro de coleta
(método heurístico).
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Início
Término
Figura 5– Método heurístico de traçado de itinerários de coleta
PRODUÇÃO DE RESÍDUOS
DADOS DO PROJETO:
População de 13.470 habitantes (início de projeto);
(padronizou-se adoção 14 mil)
Taxa de crescimento populacional = 2 %;
Índice de cobertura do serviço de coleta quando regular =
100%;
Densidade do resíduo sólido (sem compactação) = 300 kg/m3;
Recém compactado no ASM = 400kg/m3;
Estabilizado no ASM = 600kg/m3.
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CÁLCULO DO VOLUME NECESSÁRIO DO ATERRO
A – Projeção da População:
Pf = P0 (1 + r)n
B – Geração de RSU “per capta”:
O índice de geração per capta calcula-se aplicando a equação:
G pc
MCsem
=
Purb x7 xPAC
C – Massa de resíduos sólidos:
Geração diária, calculada a partir da equação:
Mtr = Purb x Gpc
Geração anual, calculada multiplicando-se a geração diária de
resíduos sólidos pelos 365 dias do ano coluna 4.
D – Volume de resíduos sólidos:
Volume anual compactado, com densidade de 400 kg/m3
devido à operação manual coluna 7:
Var / comp =
MRa
x365
Drsu
Var / estab =
MRa
x365
Drsu
Volume do aterro sanitário
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O volume do aterro sanitário é definido pelo volume dos resíduos sólidos e do
material de cobertura. Neste caso, pode-se estimar o volume do material de
cobertura como correspondente a 20% do volume de lixo, conforme a equação
coluna 9:
V
ta
=V
ar
x f
mc
É importante destacar que a coluna 10 apresenta o volume do aterro
acumulado anualmente, permitindo identificar a vida útil do aterro ao comparála com a capacidade volumétrica local.
E – Cálculo da área necessária:
A área do aterro, calculada a partir da equação AAS =
VASvu
, se
hms
adotarmos a profundidade média igual a 3 m, as áreas
necessárias serão:
No primeiro ano, 0,07 ha
No último ano, 1,39 ha
Pode-se observar a área necessária para dois, três ou mais anos, calculada a
partir dos dados acumulados na coluna 10.
Área total calculada a partir da equação A t As = A AS x f inf,
levando-se
em
consideração
um
coeficiente
de
incremento(finf) para as áreas adicionais (coluna 12). Neste
caso, adotou-se o coeficiente de 30%, isto é: Volume e área
necessária.
Observação: A área superficial necessária de 3,45 ha é inferior à área
disponível do aterro de 08 ha; havendo portanto condições de planejamento da
ocupação da área do emprendimento. O volume final de confinamento ao final
do projeto é de 86.240,43 m³.
DIMENSIONAMENTO ATERRO SANITÁRIO SÃO JOÃO DO PIAUÍ
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PARÂMETROS BÁSICOS :
Vida útil do aterro :
15 anos
Densidade média do lixo compactado :
0,60 t/m3
Contribuição per capita de lixo :
0,50 kg/hab.dia
Seqüência de Cálculos :
I. MASSA DE LIXO GERADA POR DIA : M
M = NÚMERO DE HABITANTES X 0,50 KG/HAB.DIA
II. VOLUME DE LIXO GERADO POR DIA (COMPACTADO) : V
V = M (t/dia) / 0,60 (t/m3)
III. VOLUME DE LIXO GERADO EM 15 ANOS (COMPACTADO) : V15
V15 = V (M3/DIA) X 365 DIAS X 15 ANOS X 1,20
Obs. : Considerando 20% para a cobertura das camadas de lixo com argila.
DIMENSIONAMENTO DE ATERRO SANITÁRIO PARA ATENDER UMA COMUNIDADE
DE
14000 HABITANTES.
Adotando-se :
Seção Transversal
Talude 1:1.5
Altura Útil = 2,5 m
h = 2,50 m
Largura da Base = 2,00 m
L = 2,00 m
af = 5 m
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Cálculos :
I . MASSA DE LIXO GERADA POR DIA : M
M = 14.000
HABITANTES X 0,50
KG/HAB.DIA = 7.000 KG/DIA =7 T/DIA
II . VOLUME DE LIXO GERADO POR DIA (COMPACTADO) : V
V = 7 (T/DIA) / 0,60 (T/M3) = 12 M3/DIA
III . VOLUME DE LIXO GERADO EM 15 ANOS (COMPACTADO) : V15
V15 = 12 (M3/DIA) X 365 DIAS X 15 ANOS X 1,20 = 78.840 M3
IV . DIMENSÕES NECESSÁRIAS PARA O ATERRO
ÁREA DA SEÇÃO TRANSVERSAL :
STRANSVERSAL = [ (12 + 2 ) ⍦ 2 ] X2,5 = 17.5 M2
O COMPRIMENTO DA TRINCHEIRA SERÁ :
L = V20 / STRANSVERSAL = 78.840 M3 / 17,5 M2 =4.505,14 M
SUPERFÍCIE OCUPADA PELA TRINCHEIRA :
S = 12 M X 4.505,14 M = 54.061,68 M2 = 5,406 HECTARES
DIMENSIONAMENTO FINAL
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A Área total do Aterro Sanitário será acrescida em cerca de 20 % da superfície
destinada às trincheiras para viabilizar as vias de serviço e áreas de
preservação.
Desta forma a área disponível de 08 hectares. Satisfaz o projeto do
empreendimento.
DIMENSIONAMENTO DA TRINCHEIRA BÁSICA
Informações Básicas
-
População a ser atendida = 14.000,00 habitantes
-
Índice de geração per capta = 0,50kg/hab. Dia
-
Índice de cobertura dos serviços de coleta = 100%
A – Massa de resíduos sólidos gerada:
7.000,00 kg/hab. dia
B – Massa de resíduo sólido coletada
8.190,00 kg/hab. Dia
C – Volume da Trincheira Básica
Considerando-se o material de cobertura equivalente a 20% do volume de
resíduos sólido urbano, uma vida útil de 365 dias a uma densidade dos
resíduos enterrados de 400 kg/m3, teremos:
Vt =
txMRaxfmc
Drsu
D – Dimensões da Trincheira básica (1º Etapa )
at = profundidade média da trincheira = 2,50 m
lt = largura da Trincheira ( fundo ) = 2,0m
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ct = comprimento médio da Trincheira = 100 m ( variável)
OPERAÇÕES DAS TRINCHEIRAS
Concluído a implantação de toda a infra-estrutura básica, pode-se iniciar a
operação do aterro, colocando-se o lixo na Trincheira básica. O lixo deverá ser
depositado, espalhado, compactado e em seguida lançado à cobertura de solo
na proporção de camadas de lixo para uma camada de solo. A cobertura do
lixo deverá ser diária e a espessura da camada diária deverá ser de 0,20m. Só
no topo a camada final deverá ter espessura mínima de 0,4m.
Na operação será necessário implantar os drenos de gases e a drenagem
superficial, neste ultimo caso para evitar a infiltração de água de chuva no
interior da Trincheira.
Enquanto se processa a deposição dos resíduos na Trincheira Básica, deve-se
providenciar a implantação da seqüência de Trincheiras Futuro de tal forma
que ao atingir a capacidade máxima da Trincheira Básica uma nova Trincheira
já esteja preparada para receber e confinar o lixo.
É importante ressaltar que, após a escavação da Trincheira deverá ser feita a
drenagem de fundo.
MÉTODO DA OPERAÇÃO DO ATERRO DE SÃO JOÃO DO PIAUÍ:
MÉTODO DA TRINCHEIRA :
Fundamenta-se na abertura de valas no solo, onde o lixo é disposto no fundo,
compactado e posteriormente recoberto com terra.
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Cobert
L ix o
T r in c h e ir a P r o n t a
T r in c h e ir a e m E x e c u ç ã o
F u t u r a T r in c h e ir a
Trabalho de Preenchimento das Trincheiras
Seção transversal das trincheiras
MÉTODO DA ÁREA :
É empregado, geralmente, em locais onde a topografia se apresenta de
forma irregular e o lençol freático está no limite máximo.
CÉLULA SANITÁRIA :
No final do dia, ou quando a coleta estiver terminada, o lixo será espalhado e
compactado no talude recebendo uma cobertura de terra (15 a 30 cm), com
a finalidade de evitar a propagação de vetores (moscas, ratos, baratas,
urubus, etc.), ficando assim constituída a célula sanitária.
Frente de trabalho de um dia encerrada (célula)
Seção Longitudinal de uma trincheira
Lixo
Recobrimento (15 a 30 cm)
Trincheira
em Execução
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Célula de aterro sanitário tronco-piramidada executada em área
Seção longitudinal
Cobertura
o
Lixo
Nível do terreno
Natural
Recomendações :
O Aterro Sanitário da Cidade de São João do Piauí foi projetado para operar
pelo Método da Trincheira, combinado com o Método da Área;
Não é necessário o revestimento especial das vias internas, podendo-se adotar
o revestimento primário;
Não é obrigatória a execução de sistema de iluminação interna e redes de
drenagem pluvial;
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Efetuar a construção de célula sanitária com drenos verticais e horizontais para
a coleta dos gases e chorume; Sugere-se um dreno horizontal e drenos
verticais instalados de forma estratégica, visto que o volume de lixo deverá ser
pequeno;
Cercar toda a área com estacas de concreto ponta virada e arame farpado,
para impedir o acesso de animais e pessoas estranhas ao local;
O espalhamento, a compactação e o recobrimento poderão ser manuais.
O chorume produzido poderá ser recirculado para o interior da própria célula à
medida que o seu volume for aumentando no ponto de captação;
Os operadores deverão utilizar ferramentas e equipamentos de segurança e
proteção individual adequados;
CINTURÃO VERDE
O cinturão verde que servirá para proteger e o aterro sanitário será composto
de mudas de nim, Casuarina, caju, coco da Praia, bambus e/ou eucalipto em
uma faixa de 15 m ao longo do perímetro do terreno do aterro. Todas as mudas
devem ser plantadas espaçadas de no Maximo 4 metros e as mudas de bambu
a cada 6 metros.
SISTEMA DE TRATAMENTO DE PERCOLADO
CHORUME
O chorume é o líquido resultante da decomposição da matéria orgânica
presente no aterro. Porém, para o cálculo do chorume e o posterior
dimensionamento da drenagem de fundo na Trincheira, deve-se levar em
consideração também o lixiviado da percolação de líquidos no interior da
Trincheira.
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Portanto, o volume do chorume gerado varia com a precipitação pluviométrica,
a evaporação, o escoamento superficial, a altura do nível do lençol freático e a
umidade dos resíduos aterrados.
De acordo com a literatura, há ainda outros fatores que alteram a quantidade
do chorume como a idade do aterro, a temperatura, a permeabilidade do
maciço de lixo (depende do grau de compactação) e a degradabilidade dos
resíduos pela via anaeróbia. Em geral, é previsível uma elevação do teor de
carga orgânica do chorume até cinco a oito anos e, em seguida, decréscimos
sucessivos até a completa estabilização em períodos da ordem de 30 anos ou
mais.
A complexidade dos processos iterativos, de sinergia e antagonismo envolvidos
na geração do chorume em um meio heterogêneo, explica a grande variação
de concentração nos constituintes do mesmo. Tem-se observado em aterros
sanitários convencionais, variações da DBO de cinco dias e a 20 ºC de 2.000
mg/l a 30.000 mg/l; da DQO de 3.000 mg/l a 60.000 mg/l; da dureza total de
100 mg/l a 10.000 mg/l e do nitrogênio amoniacal de 10 mg/l a 800 mg/l.
SISTEMA DE DRENAGEM
A drenagem superficial de águas pluviais será feita de forma simples e eficiente
com o objetivo de evitar a infiltração das águas de chuva no interior da
Trincheira. Sugere-se a construção de um canaletas em concreto com
dimensões de 1,00 x 0,60 m, próximo as ultima Trincheira em uso. A
declividade longitudinal deverá ser igual ou superior a 0,002 m/m. (ver
desenhos).
No interior da Trincheira será construída uma caneleta de seção retangular em
terra compacta de 0,30 x 0,40 m, impermeabilizada e preenchida de forma
regular com seixo ou pedra de mão. A declividade longitudinal será igual ou
superior a 0,002 m/m que no inicio funcionará como drenagem superficial, e à
medida que a Trincheira for sendo fechada passara a funcionar como dreno
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sub-superficial que recolherá o chorume, e o encaminhara para a caixa de
inspeção e daí para o reservatório anaeróbio.
A caixa de inspeção funcionará da seguinte forma: o chorume recolhido pela
canaleta chegará a caixa de inspeção e daí sairá por uma tubulação em PVC
de 100 mm de diâmetro que conduzirá o chorume até o reservatório anaeróbio.
Serão instalados drenos verticais para permitir o escape de gás contido na
massa de resíduos para a atmosfera. Os drenos verticais consistem,
basicamente, de tubos de concreto armado perfurados, de diâmetro de 300 mm
e justaposto uns sobre os outros formando uma coluna vertical.
Ao redor dos tubos de concreto, deverá ser posta uma camada de pedra de
mão com espessura mínima de 50 cm, para servir de proteção contra eventuais
choques de cargas externas.
Serão colocados seixos ao redor do tubo de concreto com o auxilio de uma tela
metálica, tipo TELCON, de modo a permitir a estabilidade do dreno mesmo
antes da colocação do lixo.
Após a instalação, o interior do tubo poderá ser preenchido com pedra de mão.
O percolado gerado no interior da massa de lixo será coletado através dos
drenos e encaminhado para tratamento no Tanque anaeróbio e em seguida vai
para uma lagoa de tratamento.
Estimou-se uma vazão de percolado para ser tratado de 0,1 m³/dia, conforme
cálculos apresentados no item 9.2.
TANQUE ANAERÓBIO
O reservatório anaeróbio foi dimensionado considerando-se um tempo de
detenção de 10 dias, a DBO de 2.500 mg/l e a vazão afluente do percolado de
0,1 m³/dia. A DBO efluente foi de 500 mg/l.
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O reservatório anaeróbio é de forma circular tendo as seguintes dimensões:
altura = 3,0 m; Diâmetro = 1,5 m;
COBERTURA DO LIXO NA TRINCHEIRA
Existem dois tipos de cobertura dos resíduos, a que se processa diariamente
nas atividades normais de deposição de lixo e a cobertura final do aterro.
A cobertura diária é importante porque promove uma melhor visualização do
aterro, reduz o transporte de lixo leve (papel, etc.) pela ação do vento, reduz os
riscos de transmissão de doenças por vetores, diminui odores, reduz a
ocorrência de pontos de fogo e ajuda na atenuação do percolado.
Portanto, é importante que tal camada funcione adequadamente e não seja
destruída por erosões provocadas por águas pluviais. Daí a necessidade de um
sistema de drenagem provisória ao longo da Trincheira para controlar as águas
de chuva durante a implantação do depósito.
A camada de solo diária a ser executada no aterro deve ter uma espessura
mínima de 20 cm e a cobertura final de solo, deverá ter uma espessura mínima
de 40 cm, devidamente compactada.
Para possibilitar a revegetação do aterro, deve ser colocada uma camada de
solo orgânico para funcionar como adubo.
OPERAÇÃO DO ATERRO SANITÁRIO
ACESSOS E ISOLAMENTO DA ÁREA DO ATERRO
O aterro sanitário deverá ter um portão de entrada para pedestre e outro
exclusivo para passagem de veículos.
Para o controle de entrada e saída dos veículos transportadores de resíduos, a
Prefeitura deverá cadastrá-los anteriormente com o nome do proprietário,
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número da placa, peso da tara sem motorista e batizado com um número
código para facilitar o fluxo dos veículos.
O cadastramento também facilitará no controle da tonelada vazada, que poderá
ser identificada pelo tipo de resíduo ou pela região de coleta. O sistema de
medição dos resíduos que chegam ao aterro poderá ser feito de duas
maneiras:
considerando o peso específico dos resíduos, e a capacidade de
carga de cada veículo, que resultará num peso estimado.
O cálculo da tonelagem será feito usando o seguinte critério :
Para veículos cadastrados, serão identificados o tipo de lixo conforme tabela
indicada a seguir e considerando-se a seguinte fórmula para a determinação do
peso do lixo :
peso do lixo = peso específico do lixo x volume ocupado no
veículo
Tipo A
d=273 kg/m3 - domiciliar, industrial (não tóxico), feira,
supermercado, comercial, podação (lixo não compactado).
d=670 kg/m3 para lixo compactado.
Tipo B
d=1.255 kg/m3 - varrição, raspagem de coxias, entulhos.
Tipo C
d=286 kg/m3 - hospitalar.
Os
resíduos
industriais
deverão
ser
previamente
classificados
pelo
empreendedor e analisados pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e
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Recursos Hídricos- SEMAR-PI, que emitirá autorização para disposição final
dos resíduos a serem acondicionados no aterro licenciado pela SEMAR-PI. O
empreendedor deverá trazer cópia do contrato firmado com o aterro sanitário
para a SEMAR-PI.
A disposição final dos resíduos industriais será processada pela Prefeitura ou
Operadora do aterro mediante as seguintes condições :
a) que a indústria e/ou usuário seja previamente licenciada nos órgãos de
meio ambiente competentes;
b) que a SEMAR-PI forneça à operadora, licença especificando a
natureza do resíduo a ser disposto no Aterro Sanitário;
c) que a SEMAR-PI relacione os tipos de resíduos industriais passíveis de
disposição em valas comuns;
d) que a indústria e/ou usuário se disponha a pagar à operadora, os
custos praticados no mercado, para disposição final dos resíduos;
e) a operadora se obriga a tornar público os preços, por tonelada, para
disposição de resíduos industriais, que poderá variar conforme a
classificação do resíduo gerado;
f) a operadora deverá fornecer mensalmente à Prefeitura, relatório
contendo a indicação da origem, classificação e volume de resíduos
dispostos, a fim de que a SEMAR-PI exerça o controle ambiental e
operacional relativo a disposição final dos resíduos industriais
autorizados para disposição no aterro;
g) Nos casos em que o usurário do aterro não conste nos cadastros
fornecidos pela SEMAR-PI, a operadora deverá analisar a natureza do
resíduo, destinando-o ao acondicionamento adequado e efetuando o
registro do produtor, fazendo constar no relatório mensal a indicação,
para que o órgão do meio ambiente competente proceda o cadastro.
OBS.: Especialmente na hipótese de autorização para disposição de resíduos
industriais, deve-se estabelecer um controle também qualitativo dos resíduos
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recebidos pelo aterro, com a coleta de amostras na portaria para posterior
análise laboratorial e/ou registro da célula (local) de disposição do resíduo no
aterro após verificação visual.
Para o recebimento de lixo de terceiros, a operadora do aterro deverá realizar
um cadastro próprio e manter a Prefeitura informada a respeito.
Na guarita só será permitida a presença de Fiscais da Prefeitura e/ou da
SEMAR.
Entre todas as Trincheiras haverá um espaçamento 4,0 metros para cada lado.
E o acesso do veículo à Trincheira se dará sempre pelo lado de montante a ser
escavada. (ver desenho).
Toda a área destinada ao aterro sanitário será cercada com cercas de arame
farpado, com 12 fios, sustentados através de mourões em concreto armado. O
único acesso à área do aterro será feito pelo portão de entrada que será
localizado próximo da casa de administração (ver desenho).
O aterro sanitário é um sistema que envolve, tanto na fase de implantação
quanto nas fases de operação e manutenção, o emprego de grandes
quantidades de material pétreo (pedra de mão, seixos, etc), principalmente
para serem utilizados na execução de drenos de gás e drenagem do percolado.
É importante, portanto, que o aterro tenha disponibilizado áreas adequadas
para o armazenamento destes materiais. O ideal seria o armazenamento com
antecedência para agilizar a execução dos serviços e permitir a boa operação
do aterro.
SISTEMA DE UTILIZAÇÃO DA ÁREA
A ocupação da área útil do aterro se processará basicamente pelo método da
trincheira combinando-se as áreas de topografia mais baixa, com o método da
área.
A combinação dos dois métodos se dá pela necessidade da
superposicão de 1 (uma) camada de lixo em todas as trincheiras. Esta
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superposição só deverá ser realizada quando decorrido o prazo de 60
(sessenta) dias após a cobertura parcial aplicada à camada de lixo confinada
na trincheira.
Todo o perímetro que delimita o terreno será cercado com estacas de concreto
pré-moldadas e arame farpado.
A partir da cerca, em todo o perímetro do terreno do aterro, será preservada a
vegetação nativa, numa faixa de no mínimo 25 (vinte e cinco) metros, para
resguardar os terrenos vizinhos do aterro. Nessas áreas de proteção ambiental
será implantado um projeto de paisagismo (revegetação).
De acordo com a planta de situação e locação e com a planta baixa do Aterro,
ou vista superior, procede-se à construção das vias de acesso ao Aterro
(internas e externas).
A área do Aterro Sanitário propriamente dita, utilizada para a disposição de lixo,
será dividida em trincheiras, cada uma com um certo número de setores.
A locação das trincheiras e setores será feita por topógrafos, observando a
cota de fundo definida em projeto, materializando os marcos com estacas de
concreto para verificações futuras. A abertura das trincheiras obedecerá às
dimensões e cortes estabelecidos no projeto. Sua escavação poderá ser feita
com trator de esteira, com uso de uma pá carregadeira para retirada da terra
que será depositada nas caçambas basculantes ou através de procedimento
manual, conforme a natureza do terreno e volumes a escavar.
O desmatamento e escavações devem ser realizados de forma parcelada,
iniciando-se na primeira célula e trincheira, indicada no Projeto, promovendo-se
os desmatamentos e escavações à proporção que as áreas forem sendo
utilizadas.
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A escavação das trincheiras será executada por um trator de esteiras que, ao
cortar a terra, deverá acumular este material na área da trincheira vizinha, para
utilização do mesmo no recobrimento do lixo compactado.
PÁTIO PARA DESCARGA DE RESIDUOS SÓLIDOS
O desmatamento somente ocorrerá na área estritamente necessária para a
construção do aterro.
Deverá ser recomposta a cobertura vegetal das áreas severamente atacadas,
como em empréstimos, jazidas, bota-fora, etc. O.local onde serão depositados
os resíduos precisa está preparado para receber o lixo e deverá incorporar na
sua execução, cuidados ambientais que precedem a chegada do primeiro
caminhão de lixo. Entre estes cuidados preliminares destacam-se os seguintes:
•
Desmatamento e Limpeza
As operações de desmatamento e limpeza deverão ser executadas
mecanicamente e/ou manualmente com a utilização de equipamentos
adequados.
Nenhum movimento de terra deverá ser iniciado até que as operações de
desmatamento e limpeza das áreas de interesse estejam totalmente concluídas
e liberadas.
DRENOS HORIZONTAIS
Com o objetivo de evitar-se a contaminação dos recursos hídricos, deve-se
prever a execução de um sistema de valas de drenagem para a coleta do
chorume produzido no aterro e seu encaminhamento a pontos de captação.
Deverão ser implantados drenos longitudinais no fundo da trincheira. Serão
abertas valas de 40 x 40 cm, que deverão ser preenchidas com brita no 04. Os
drenos terão declividade mínima em torno de 1%. A distância entre os drenos
será de 15 m, na forma de espinha de peixe.
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TRANSPORTE E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
DESCARGA
Após a pesagem o motorista encaminha o veículo até a trincheira em operação
para descarga dos resíduos, fará a manobra e retornará pela balança para
nova pesagem. Nesta hora estará registrado o peso exato dos resíduos
depositados no aterro, ficando o veículo livre para retornar ao serviço de coleta.
A descarga dos resíduos será feita diretamente dentro da trincheira junto da
base do talude ou do lixo já depositado.
A descarga também poderá ser feita pela parte superior do talude despejando
no fundo da trincheira.
COMPACTAÇÃO
Os resíduos serão compactados a partir de uma das extremidades da
trincheira, após o descarregamento dos veículos, considerando-se que o trator
trabalhará de baixo para cima, no talude da célula de lixo, e passará de 4 a 5
vezes sobre a camada de lixo que espalhar, em sentido ascendente do talude.
O talude a ser formado pela massa de lixo deverá ser da ordem de 1 : 2, de
forma que seu peso, concentrando-se na parte traseira do sistema de esteiras,
compacte o material e reduza o volume do lixo do modo mais eficiente do que
se empurrasse o material de cima do barranco para baixo, garantindo um grau
de compactação de 1 : 3.
RECOBRIMENTO
Toda a superfície do lixo compactado será recoberta com terra ou outro
material inerte e permeável, impreterivelmente no final do dia, não podendo
passar mais de 48 horas sem o referido recobrimento. A camada de
recobrimento deverá ficar entre 20 e 30cm. O material de cobertura poderá ser
o escavado das trincheiras.
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O recobrimento do lixo compactado, deverá ser feito com trator de esteiras no
sentido de cima para baixo, que é a forma usual do trator empurrar, porque não
exige o mesmo grau de compactação das camadas de lixo.
Quando as camadas de lixo atingirem o terreno natural, a última camada
deverá ser recoberta com terra ou outro material inerte e permeável, com
espessura média de 80 cm (60 a 100 cm). A medida em que estas trincheiras
vão sendo seladas, é recomendável que seja gramada para repor a topografia
inicial, transformando-se em área verde, e para que se processe a
decomposição dos resíduos.
O recobrimento dos resíduos traz grandes vantagens no gerenciamento do
aterro, promove uma melhor apresentação visual, melhora as condições de
acesso à trincheira, evita a retirada do lixo leve (papel, plástico, etc) pelo vento,
reduz os riscos de transmissão de vetores, diminui odores, reduz a ocorrência
de pontos de fogo, e ajuda na atenuação do percolado. É importante a
conservação da última camada para que ela não seja destruida, principalmente
por erosão provocada por águas superficiais não controladas, daí a
necessidade de um sistema de drenagem de águas superficiais.
DRENAGEM DOS GASES
O lixo confinado em aterros sanitários sofre o processo de decomposição
predominantemente anaeróbio, gerando, dessa forma, gases, entre eles o
metano e o gás carbônico. Esses gases podem infiltrar-se no subsolo e atingir
a rede de esgotos, fossas e poços. Sendo o metano inflamável e passível de
explosão espontânea (quando em concentração de 5% a 15% no ar), o
controle da geração e migração desses gases deve ser feito por meio de um
sistema de drenagem vertical.
Para o controle da geração e migração dos gases deverá ser implantado um
sistema de drenagem. Para tanto, deverão ser utilizados drenos (chaminés
verticais), constituídos por tubos de concreto vazado com diâmetro de 60 cm,
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revestidos com brita no 4. Os furos existentes no tubo de concreto deverão ter o
diâmetro de 3 cm, espaçados em linhas verticais a cada 30 cm, sendo ainda,
em linhas adjacentes, desordenadas em metade do espaçamento. Estes
drenos serão localizados em algumas trincheiras obedecendo um raio máximo
de 30 m. Deverão ser adotados dois tipos de dreno vertical :
O primeiro terá início no pé da trincheira, isto é, nascendo em cima
do dreno horizontal (coletor) e subindo até 1 m acima da última
camada de lixo;
o segundo tipo terá início na última camada de lixo com uma
profundidade de
60 cm, subindo 1 m acima da camada de terra
que sela a trincheira.
O primeiro tipo de dreno ajudará na drenagem de fundo fazendo com que os
líquidos percolados escoem para o dreno horizontal.
Antes da compactação do lixo será colocado gradativamente ao redor dos
drenos uma camada de 30 cm de brita no 4, perfazendo um diâmetro total de
120 cm. Para contenção da brita será utilizado tela de aço soldada com um
diâmetro de 120 cm. Os tubos serão colocados uns sobre os outros como uma
chaminé e o acoplamento de um com o outro se dará pelo sistema de “ponta e
bolsa”. No extremo desses drenos verticais serão instalados queimadores para
eliminar os gases, evitando os seus inconvenientes, principalmente os maus
odores. Esses queimadores serão providos de protetores com tela para que o
vento não apague a chama. A extremidade do último tubo, em cada poço
formado, deverá estar a uma altura mínima de 90 cm, a partir da cota da
camada do lixo recoberto, que juntamente com os queimadores (principalmente
no período noturno), evitarão eventuais danos aos veículos e ao pessoal em
trânsito no aterro. O último tubo não será furado.
Uma boa alternativa é a utilização de queimadores especiais na terminação
dos drenos de gases.
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Baseando-se em observações de campo, recomenda-se que entre um dreno e
outro sejam deixadas distâncias que variem entre 30 m e 50 m.
HORÁRIO E RECEBIMENTO DO LIXO
Recomenda-se o horário de recebimento da coleta de lixo de segunda e sextafeira de 8 às 12 hs e das 13 às 17 hs, e aos sábados de 8 às 12 hs, inclusive
feriados. Caso a quantidade de lixo aumente, este horário poderá sofrer
alterações.
RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
Deve-se adotar a utilização de vala especial para receber resíduos de serviços
de saúde (RSS), na falta de um incinerador e na obrigatoriedade de destino em
Aterro Sanitário, através de autorização do órgão de Meio Ambiente Estadual.
Recomenda-se os seguintes critérios para a execução deste serviço :
A escavação deverá ser feita com a utilização de retro escavadeira,
trator
de
esteira
e/ou
pá
carregadeira,
mantendo-se
em
disponibilidade o material escavado, ao lado da vala, para a
execução do recobrimento do lixo depositado;
Executar uma calha no solo para drenagem de águas pluviais ao
redor da vala;
Para dar início aos serviços de operação, deve-se isolar a área com
cerca de tela, arame, madeira, ou outro sistema qualquer, colocando
placas indicativas de perigo e permitir o acesso somente a pessoas
credenciadas;
Os resíduos devem ser depositados diretamente dentro da vala, sem
que haja catação ou qualquer outro manuseio;
Plantar grama dentro da área cercada para evitar erosão;
Colocar no fundo da vala uma camada de cal virgem;
Geralmente estes resíduos são acondicionados em sacos plásticos,
devendo-se ter o cuidado de não danificar os invólucros;
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Após o descarregamento, os resíduos devem ser imediatamente
recobertos com uma camada de cerca de 60 cm de terra, sem
compactação, colocando uma nova camada com cerca de 20 cm de
cal virgem, para evitar a ação bactericida;
No período de operação é aconselhado que esta vala fique coberta
com telhas de alumínio para evitar o acúmulo de água no período de
chuva;
Quando atingir a vida útil da vala, o último recobrimento deverá ficar
pelo menos a 60 cm do terreno natural a fim de evitar acúmulo de
água pluvial;
Não se aconselha o reuso desta vala.
VIGILÂNCIA, SEGURANÇA E SINALIZAÇÃO
A vigilância e segurança será responsável pelo patrimônio do aterro durante as
24 (vinte e quatro) horas por dia. Qualquer acesso ao aterro deverá ser feito
através de uma ficha controle de visitante, onde deverá ser identificado tanto o
veículo como o motorista e passageiros. A identificação deverá ser feita no
portão de entrada através de protocolo específico.
A vigilância deverá evitar a entrada de pessoas estranhas, catadores, como
também a entrada de animais, deverá ainda, fazer ronda em todo o contorno
da cerca de proteção para evitar o corte da mesma, não permitindo a entrada
de pessoas ou o acesso de animais.
CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO
Deverá ser mantida em perfeito estado de conservação toda a instalação física
do aterro.
NORMAS GERAIS
Quando
houver
irregularidades
quanto
ao
cumprimento
das
normas
estabelecidas neste projeto, o fiscal da Prefeitura deverá registrar a ocorrência
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no Relatório de Inspeção Técnica e encaminhar o fato a Prefeitura para adoção
de providências cabíveis, bem como, qualquer anormalidade (estrutural,
funcional e técnica) em relação ao bom andamento do Aterro.
Deverá ser proibida a catação de lixo e matança de animais no interior do
Aterro, em qualquer circunstância.
Fica vedada a utilização de mão-de-obra de menores de idade no interior do
Aterro.
Deverá ser exigida, de todos aqueles que trabalharem no Aterro, a utilização de
equipamentos
de
proteção
individual
de
acordo
com
as
normas
regulamentadoras dessa atividade. As pessoas que trabalharem nas trincheiras
deverão usar fardamento adequado à sua função e identificação pessoal.
Não será permitido o acesso às trincheiras, por parte de terceiros, sem a
utilização de equipamentos de segurança adequado, inclusive máscaras
descartáveis.
A Prefeitura fornecerá a relação do patrimônio do aterro para a operadora,
ficando sob a responsabilidade desta o uso e manutenção do patrimônio
listado. A Prefeitura deverá identificar um fiscal para a pesagem na guarita das
balanças.
EQUIPAMENTOS
O aterro sanitário de São João do Piauí iniciará recebendo diariamente cerca
de 6,25 m3 de lixo dia, e chegando a receber aproximadamente 10,88 m3 de
lixo dia, até o final do projeto. Neste sentido, o equipamento considerado ideal
para a operação do aterro é:
•
Um trator Cargo Compactador 4 x 4 com caixa 6m3.
•
Um Dumper basculante com pá frontal para auto carregamento.
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MONITORAMENTO
O projeto de Aterro Sanitário tem como premissa um estudo detalhado das
condições geotécnicas e ambientais do local a ser implantado. No entanto,
devem ser observados os princípios e normas técnicas de engenharia sanitária
esboçados no projeto executivo, quando da implantação e operação do Aterro,
para que as obras projetadas funcionem a contento. Esse acompanhamento
objetiva o reparo imediato de qualquer falha no sistema operacional, visando
atenuar os riscos de contaminação do ambiente, bem como, prejuízos no
sistema implantado.
MONITORAMENTO DE LÍQUIDOS, SÓLIDOS E GASES
JUSTIFICATIVA
O monitoramento de líquidos, sólidos e gases do Aterro Sanitário, tem como
finalidade fazer o controle da qualidade dos parâmetros água-solo-ar, através
de
análises
físico-químicas
das
amostras
coletadas
na
área
do
empreendimento e no entorno mais próximo.
A
análise
global
dos
resultados
dos
ensaios
físico-químicos
pelo
monitoramento permitirá a avaliação da eficácia das técnicas utilizadas no
gerenciamento ambiental da área, no sentido de evitar o comprometimento dos
recursos hídricos, do solo e do ar, quanto as suas qualidades em função da
operacionalização do aterro sanitário.
METODOLOGIA
Levantamento Prévio da qualidade dos parâmetros a serem monitorados.
Antes da implementação do monitoramento deve ser realizado um diagnóstico,
em que deverão ser estabelecidas as características das águas superficiais,
águas subterrâneas, do solo e do ar, permitindo o acompanhamento do
sistema físico e da sua dinâmica. Este diagnóstico deverá estabelecer os
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parâmetros qualitativos que caracterizam a situação atual, que tenderá a ser
modificada pela operação do Aterro.
DEFINIÇÃO DOS PONTOS DE AMOSTRAGEM
Águas superficiais
Devem ser selecionados cinco pontos de amostragem de águas superficiais,
seguindo critérios de representatividade e estabelecimento de padrões de
qualidade.
Águas Subterrâneas
Serão monitoradas através da construção de poços de monitoramento, sendo
um localizado à montante do aterro sanitário, fora da área de influência direta
do aterro, para servir de padrão de qualidade da água do local e dois a jusante,
para monitorar a eventual contaminação das águas subterrâneas pelo
percolamento do Aterro.
Gases
O plano de monitoramento deverá incluir também o acompanhamento
qualitativo do biogás produzido durante a biodegradação. Os pontos de coleta
serão nas extremidades superiores dos condutores (chaminés verticais) da
drenagem dos gases.
Sólidos
Serão analisados materiais sólidos aterrados, coletados em vários pontos do
aterro sendo em três profundidades para cada ponto amostrado, a fim de
acompanhar o processo de biodegradação dos resíduos ali depositados.
Deverão ser monitoradas todas as células de aterramento de resíduos.
FREQUÊNCIA
A frequência da amostragem deverá ser a cada 1 (um) ano, para o caso do
monitoramento das águas superficiais de cursos e corpos d’água, de regime
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intermitente, a frequência da amostragem ficará condicionada ao período de
termitência do riacho e/ou açude a ser monitorado.
PARÂMETROS ANALISADOS
LÍQUIDOS - superficiais, percolados e subterrâneos
Os parâmetros adotados para análise de águas superficiais são os mesmos
adotados para os líquidos percolados, ou sejam :
Ph
Alcalinidade
Condutividade
Resíduos gravimétricos
Demanda química de oxigênio (DQO)
Demanda bioquímica de oxigênio (DBO)
Nitrogênio
Fósforo
Metais
SÓLIDOS
Os sólidos deverão ser analisados para acompanhar o grau de degradação dos
resíduos aterrados e para classificação segundo a norma NBR 10.004, sendo
ensaiados os seguintes parâmetros:
pH
Umidade
Demanda química de oxigênio (DQO)
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Sólidos voláteis
Solubilização
Lixiviação
GASES
Os gases deverão ser analisados em seus principais componentes - CH4,
CO2, CO, H2, N2 e O2, os quais serão fonte de subsídios para a verificação na
fase de biodegradação dos resíduos.
CONTROLE DE VETORES E ENDEMIAS
Nos empreendimentos que tratam com a disposição do lixo, ocorrem
modificações do ambiente que podem facilitar ou agravar a transmissão de
doenças nas áreas de sua influência.
O lixo disposto inadequadamente, sem qualquer tratamento, pode poluir o solo,
alterando suas características físicas, químicas e biológicas, constituindo-se
num problema de ordem estética e numa séria ameaça à saúde pública.
Por conter substâncias de alto teor energético e por oferecer disponibilidade
simultânea de água, alimento e abrigo, o lixo é preferido por inúmeros
organismos vivos, ao ponto de algumas espécies o utilizarem como nicho
ecológico.
Existem dois grandes grupos de seres que habitam o lixo : os Macrovetores,
como por exemplo, os ratos, baratas, moscas e mesmo animais de maior porte,
como cães, aves, bovinos, suínos e equinos. O próprio homem, o catador de
lixo, enquadra-se neste grupo. No segundo grupo, os Microvetores, estão os
vermes, bactérias, fungos, vírus etc.
O controle de vetores e endemias deverá ser efetuado com a participação dos
organismos públicos especializados em saúde pública.
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DIMENSIONAMENTO
ÁREA SUPERFICIAL DO LIXO A SER ATERRADO
Volume do lixo a ser aterrado = 86.240,43 m3
Profundidade das trincheiras = 2,5 m
Área superficial = 3,45 ha.
PRODUÇÃO DE CHORUME
A vazão dos líquidos percolados foi estimada pelo Método Suíço.
Q = I.P.A. K / t
Q = Vazão media de líquidos percolados em l/s
P = Precipitação media anual.
A = área do aterro em m²
t = Numero de segundos em um ano = 31.536.000 seg.
I = Infiltração do terreno = 1 (nula)
K = Coeficiente que depende do grau de compactação do lixo.
Os valores de K dependem do peso especifico aparente do lixo compactado.
Para o peso específico maior ou igual a 0,4 ton/m³ e menor ou igual a 0,7
ton/m³ os valores de K podem variar entre 0,25 a 0,5. Para o peso especifico
maior que 0,7 ton/m³, k pode assumir valores entre 0,15 a 0,25.
Adotou-se K = 0,5
P = 1.445 mm
A = 0,2331 ha = 2.331 m²
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Q = (1x1,445x2.331x0,5)/31.536.000
Q = 0,000053 l/s = 0,0046 m³/dia
Q adotado = 0,05 m³/dia
SISTEMA DE TRATAMENTO
TANQUE ANAERÓBIO
Vazão efluente de percolado = 0,05 m³/dia
DBO afluente = 2.500 mg/l
•
Volume do reservatório anaeróbio (V )
V = tdxQ
Td = tempo de detenção = 10 dias
V = 10x0,05 = 0,5 m³
FS = fator de segurança = 1,5
V = 0,50x1,5 = 0,75 m³
Volume adotado = 2,0 m³
•
Área superficial do reservatório anaeróbio
Adotando-se uma lamina liquida de percolado de 1,0 m, a área
superficial será de 1,0 m²
•
Conformação geométrica
Adotou-se um reservatório de forma circular com as seguintes
dimensões: altura = 3,0 m; diâmetro = 1,5 m;
•
DBO efluente do reservatório anaeróbio
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Segundo Silva e Maia, para lagoas anaeróbias com temperaturas maiores que
20 ºC, a redução de DBO para um tempo de detenção de cinco dias é de 70 %.
Como no presente trabalho o tempo de detenção considerado foi de 10 dias,
admitiu-se uma eficiência de 80 %.
DBO efluente = 2.500 mg/l x 0,2 = 500 mg/l
DIMENSIONAMENTO DOS DRENOS DE GASES
A quantidade e a distribuição dos drenos de gases devem ser estimadas com o
objetivo de evitar a ocorrência de zonas mortas dentro do aterro. (ver
desenhos)
A quantidade de gases gerados por cada Trincheira foi estimado através de
dados da literatura que diz que, após 20 anos, 1,0 toneladas de lixo domiciliar
produz em média 0,25 m3 de gás. No presente trabalho, a produção de lixo por
Trincheira será de 2,12 toneladas por Trincheira e produzirá cerca de 0,53 m3
de gás, fazendo –se necessário a colocação de apenas um dreno vertical por
Trincheira com diâmetro de 300 mm e altura de 3,5 m.
CONSIDERAÇÕES
Ressalta-se que os resíduos provenientes de construção e da atividade de
capina e varrição deverão ser colocados em locais pré-definidos pela
prefeitura; contudo, não é recomendável que os resíduos de capina e varrição
sejam destinados à área do aterro.
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
A eficiente implementação de um programa de gerenciamento municipal de
resíduos requer a conscientização de toda a comunidade local, visando a
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Educação no processo de gestão ambiental, articulação e integração das
comunidades em favor da Educação Ambiental.
O programa de educação ambiental deverá favorecer uma conscientização dos
munícipes quanto aos aspectos ligados a ecologia, qualidade ambiental,
sustentabilidade,
parceria
e
integração;
pluralidade
e
diversidade
sócioambiental-cultural; interdisciplinaridade; caráter permanente e contínuo;
planejamento participativo e gestão compartilhada; processo avaliativo e a
questões relativas às leis e suas respectivas sanções, regras e regulamentos
de controle de poluição, conduta e higiene relacionadas, direta ou
indiretamente, com a atividade por ele exercida e de atividades usuais no dia a
dia. Deverão ser abordados os itens a seguir:
1. Sensibilizar a população quanto aos impactos causados pelos resíduos
sólidos ao meio ambiente; o impacto de suas ações e das atividades por
ele exercidas;
2. Orientar a população sobre segurança, manejo adequado para proteção
da flora, da fauna e dos recursos naturais em geral, para a manutenção
da qualidade ambiental da região;
3. Demonstrar a viabilidade da redução, reutilização e reciclagem do lixo;
4. Demonstrar a necessidade de engajamento pessoal da população como
um todo no adequado manejo dos resíduos sólidos;
5. Promover
mudanças
de
comportamento
e
a
incorporação
de
procedimentos favoráveis à segurança das pessoas, à conservação e à
saúde pública.
Além de ações diretas, o município deverá capacitar educadores na área de
gestão por meio do desenvolvimento da secretaria do meio ambiente e
desenvolver atividades extensionistas na área ambiental, como a criação de
visitas técnicas periódicas ao aterro e áreas afetadas pelo mau gerenciamento
do resíduo urbano como as áreas de deposição clandestinas, a fim de
complementar o programa de educação formal que consiste na:
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CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70
→ elaboração de cartilhas e folhetos explicativos;
→ realização de propagandas nos meios de comunicação;
→ realização periódica de palestras da comunidade e treinamentos a
setores específicos como: coletores de resíduos, catadores,
pessoas atuantes nas mais diferentes áreas da cidade: saúde,
alimentação, educação, indústria e comércio.
→ As palestras deverão ter periodicidade mensal.
PLANO DE AÇÕES
→ Elaboração de uma cartilha sobre o gerenciamento de resíduos
sólidos urbanos.
→ Elaboração de folhetos para ser anexado nas diversas regiões da
cidade (escolas, hospitais, comércio e indústria).
→ Realização
de
evento
para
apresentação
do
programa à
comunidade.
→ Realização de palestras para diferentes usuários: escolas,
funcionários
da
rede
hospitalar,
funcionários
do
comercio,
associações de moradores, condomínios, funcionários de mercado,
ambulantes.
→ Realização de visitas técnicas ao aterro controlado e a áreas de
deposição clandestina, com o intuito de sensibilizar quanto aos
problemas advindos da deposição irregular, da falta de controle do
resíduo geral e da necessidade de minimizar a geração de
resíduos.
Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI
Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected]
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ANEXOS
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ANEXO I
TABELA DA EVOLUÇÃO DO CONFINAMENTO DA MASSA DE
LIXO AO LONGO DA VIDA ÚTIL DO ATERRO
Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI
Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected]
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TABELA DA EVOLUÇÂO DO CONFINAMENTO DA MASSA DE LIXO AO LONGO DA VIDA UTIL DO ATERRO DA CIDADE DE SÃO JOÃO DO PIAUÍ/PI
ano
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2021
2022
2023
2024
2025
2026
população
( habitantes)
geração
per capta
(kg/hab/dia)
diária
(kg)
(1)
(2)
(3)
14.000
14.140
14.281
14.424
14.568
14.714
14.861
15.010
15.160
15.312
15.465
14.000
14.000
14.000
16.093
0,500
0,505
0,510
0,515
0,520
0,526
0,531
0,536
0,541
0,547
0,552
0,558
0,563
0,569
0,575
7.000
7.141
7.284
7.431
7.580
7.732
7.888
8.046
8.208
8.373
8.541
7.810
7.888
7.967
9.249
massa de resíduos
anual
acumulada
(t)
(t)
(4)
(5)
2.555,00
2.606,36
2.658,74
2.712,18
2.766,70
2.822,31
2.879,04
2.936,91
2.995,94
3.056,16
3.117,59
2.850,53
2.879,04
2.907,83
3.375,90
2.555,00
5.161,36
7.820,10
10.532,28
13.298,98
16.121,29
19.000,33
21.937,24
24.933,17
27.989,33
31.106,92
33.957,45
36.836,49
39.744,32
43.120,21
volume de residuos sólidos
estabilizados aterro
anual
RS+mc
(m3)
(m3)
(8)
(9)
compactados
diária
anual
(M3)
(m3)
(6)
(7)
17,50
17,85
18,21
18,58
18,95
19,33
19,72
20,12
20,52
20,93
21,35
19,52
19,72
19,92
23,12
6.387,50
6.515,89
6.646,86
6.780,46
6.916,75
7.055,77
7.197,59
7.342,27
7.489,85
7.640,39
7.793,96
7.126,33
7.197,59
7.269,57
8.439,75
4.258,33
4.343,93
4.431,24
4.520,31
4.611,16
4.703,85
4.798,40
4.894,84
4.993,23
5.093,59
5.195,98
4.750,89
4.798,40
4.846,38
5.626,50
5.110,00
5.212,71
5.317,49
5.424,37
5.533,40
5.644,62
5.758,08
5.873,81
5.991,88
6.112,31
6.235,17
5.701,07
5.758,08
5.815,66
6.751,80
total
(há)
(12)
0,17
0,34
0,52
0,70
0,89
1,07
1,27
1,46
1,66
1,87
2,07
2,26
2,46
2,65
2,87
0,20
0,41
0,63
0,84
1,06
1,29
1,52
1,75
1,99
2,24
2,49
2,72
2,95
3,18
3,45
5.110,00
10.322,71
15.640,20
21.064,57
26.597,96
32.242,58
38.000,66
43.874,47
49.866,35
55.978,66
62.213,83
67.914,90
73.672,97
79.488,63
86.240,43
Area dispónivel em (ha)
acumulado de RSU por ano
4,00
60.000,00
40.000,00
30.000,00
20.000,00
10.000,00
1
2
3
4
5
6
ano
7
8
9
10
3,50
3,00
área (ha)
55.978,66
49.866,35
43.874,47
38.000,66
32.242,58
26.597,96
21.064,57
15.640,20
10.322,71
5.110,00
50.000,00
vol ( m3)
acumulado
(m3)
(10)
área
necessária
aterro
(há)
(11)
2,50
2,00
1,50
1,00
0,50
0,00
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
anos
11
12
13
14
15
16
17
18
ANEXO II
PLANILHA ORÇAMENTÁRIA DO ATERRO SANITÁRIO DE
SÃO JOÃO DO PIAUÍ – PI
Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI
Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected]
CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70
PLANILHA ORÇAMENTÁRIA
Obra: IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE LIMPEZA URBANA DE SÃO JOÃO DO PIAUÍ
PREÇO (R$)
ITEM
DISCRIMINAÇÃO
UNID.
QUANT.
UNITÁRIO
1.0
1.1
ADMINISTRAÇÃO
GUARITA
2.1
Guarita
3.0
ELEVATÓRIA
3.1
Elevatória
und
und
und
4.1
Aterro Sanitário
5.0
GALPÃO DE TRIAGEM
6.1
Equipamentos
54.947,00
1,00
13.578,67
13.578,67
1,00
7.450,41
7.450,41
395.235,57
und
1,00
395.235,57
395.235,57
105.505,60
Galpão de Triagem
EQUIPAMENTOS
54.947,00
7.450,41
ATERRO SANITÁRIO
6.0
1,00
13.578,67
4.0
5.1
54.947,00
Administração
2.0
TOTAL
und
2,00
52.752,80
105.505,60
223.282,75
und
1,00
223.282,75
Valor Total
ORÇAMENTO FINANCIADO TOTAL DE R$ 800.000,00 (Oitocentos mil reais) .
Rua Jorn. João Rocha Marinho, nº 1178, Sl. 01, Bairro Ininga - Teresina - PI
Fone/Fax: 86 3221 1812 Celular: 86 9405 9356 Email: [email protected]
CNPJ 08.735.679/0001-79 - Insc. Estadual 1.946.220-70
223.282,75
800.000,00
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PROJETO BÁSICO Implantação do Plano de