Ironia Dramática Quando o espectador fica sabendo de algo que pelo menos uma das pessoas na tela não sabe. “David Howard e Edward Mabley” © copyright - Felipe Neves Ironia Dramática Esse momento é chamado de revelação. Sempre que houver uma revelação desse tipo para o público, quem conta a história fica obrigado a criar um momento de reconhecimento, em que o personagem descobre aquilo que nós já sabemos. © copyright - Felipe Neves Ironia Dramática A revelação põe o espectador numa posição de superioridade – sabendo mais do que alguém na tela – e isto se traduz num sentimento de participação. © copyright - Felipe Neves Ironia Dramática A revelação e o reconhecimento penetram bem no âmago daquilo que faz o drama; sem eles, uma história é mais narrativa do que dramática. Sem o uso dessas ferramentas cruciais para contar uma história, o espectador fica relegado à posição de testemunha que observa a sequência de eventos mas não desfruta daquela antecipação de acontecimentos futuros que se encontra no centro de toda experiência dramática. © copyright - Felipe Neves Ironia Dramática (Romeu e Julieta) se nós não soubéssemos que Julieta estava viva quando Romeu a encontra aparentemente morta. Imagine qual seria o fim. dramática. © copyright - Felipe Neves Ironia Dramática x Surpresa Embora a surpresa crie momentos muitos fortes – e não resta dúvida de que há lugar para ela em qualquer filme – trata-se, no geral, de uma ferramenta menos eficaz que o suspense, que por sua vez é criado através da ironia.. © copyright - Felipe Neves Ironia Dramática x Surpresa Se um grupo de personagem está sentado em volta da mesa e há uma bomba ali embaixo, mas nós não sabemos de sua existência, nem os personagens, haverá um grande momento de surpresa – quando a bomba estourar. Se, por outro lado, soubermos da bomba e os personagens não, conseguiremos manter a participação do público, que espera e teme durante um tempo considerável. Exemplo dado por Alfred Hitchcock © copyright - Felipe Neves Ironia Dramática x Surpresa Se um grupo de personagem está sentado em volta da mesa e há uma bomba ali embaixo, mas nós não sabemos de sua existência, nem os personagens, haverá um grande momento de surpresa – quando a bomba estourar. Se, por outro lado, soubermos da bomba e os personagens não, conseguiremos manter a participação do público, que espera e teme durante um tempo considerável. Exemplo dado por Alfred Hitchcock © copyright - Felipe Neves Exercício: Tente criar uma situação de ironia dramática. © copyright - Felipe Neves Incidente Incitante O primeiro grande evento da narrativa, é a causa primária de tudo o que se segue, colocando os outros elementos em movimentos. (complicações progressiva, crise, clímax e resolução) © copyright - Felipe Neves Incidente Incitante O incidente incitante desarranja radicalmente o equilíbrio de forças na vida do protagonista. © copyright - Felipe Neves Incidente Incitante Às vezes, um Incidente Incitante requer dois eventos: uma pista e uma recompensa. TUBARÃO: pista, um tubarão come uma banhista e seu corpo é levado à praia pela maré. Recompensa, o xerife descobre o corpo. Quando o Incidente Incitante requer uma pista, o escritor não pode atrasar a recompensa. © copyright - Felipe Neves Incidente Incitante O protagonista deve reagir ao Incidente incitante, levando a história para frente. © copyright - Felipe Neves Crise Esse dilema confronta o protagonista, que, quando face-a-face com as forças do antagonismo, deve tomar uma decisão de fazer uma ou outra ação em uma última tentativa para alcançar seu Objeto de Desejo. © copyright - Felipe Neves Clímax Uma revolução nos valores, indo do positivo ao negativo ou do negativo ao positivo com ou sem ironia – um valor mudado em sua carga máxima que é absoluto e irreversível. O significado dessa mudança move o coração do público. © copyright - Felipe Neves Resolução A Resolução é qualquer material deixado após o Clímax. © copyright - Felipe Neves Força do Antagonismo Soma total das forças que se opõe ao desejo e à necessidade da personagem. © copyright - Felipe Neves