CASE:
Descarga ee transporte
transporte de
de carretéis
carretéis para
para mangotes
mangotes offshore
offshore
Descarga
CRANE
BRASIL
manuseio, movimentação e TRANSPORTE de cargas e materiais ANO IV NO 22 R$ 15,00
INTERMODAL
Setor
portuário
foi o grande
destaque
da feira de
logística
CAMINHÕES
Chassi para
guindastes
ainda é
genérico
LOCADORES
Ampliação
da frota e
estrutura
operacional
DICAS
A resistência
do solo sem
segredos
EQUIPAMENTOS
Aumenta
oferta e
variedade
de pórticos
e pontes
rolantes
MADE IN BRASIL
Manitowoc e Tadano inauguram fábricas no País
Dicas
É preciso saber quanto de
assentamento/compactação é
aceitável e se é permitida alguma
diferença entre os apoios
BRASIL
a
CRANE
42
Por: Camilo Filho*
proximadamente 94% dos acidentes envolvendo
guindastes têm suas raízes em falhas humanas. Sejam essas
causadas por negligência, imperícia, falta de treinamento, falta de
planejamento, problemas comportamentais ou, simplesmente, por
desobediência a normas/procedimentos, dentre outras. Dentro desse
universo, podemos destacar que a falha ao posicionar o equipamento
sobre o solo contribui com aproximadamente 13% do total desses
acidentes. A avaliação da resistência do solo e a consequente
quantidade de área sobre a qual deve ser distribuída essa carga é
muitas vezes negligenciada.
É preciso entender que cada içamento é único. Um guindaste
telescópico içando uma carga pela sua traseira, por exemplo, estará
distribuindo a maior parte desse carregamento entre duas patolas.
Já se essa mesma máquina gira e muda de quadrante, em certo
momento a maior parte desse carregamento estará sendo suportado
por uma única patola. Daí a necessidade de uma avaliação correta
de quanto calçamento é necessário, para que não se ultrapasse a
capacidade do solo em resistir a esse carregamento.
A resistência do solo está diretamente ligada a quanto de
compressão ou “assentamento” pode ser aceito e/ou quanto
de investimento em melhorias é necessário para tornar o risco
aceitável. Por exemplo, se você quer ser extremamente conservador
ou, em outras palavras, “seguro”, podemos construir quatro blocos
de concreto armado sobre estacas o que realmente minimizaria
o risco a praticamente zero, porém com um custo altíssimo e,
dependendo da situação, inexequível.
Como uma alternativa, poderíamos construir esses quatro pontos
para patolamento com uma remoção de solo, preenchendo-o
com pedras de mão nas camadas inferiores e depois com brita
e “mats”. Obviamente a um custo imensamente inferior ao do
primeiro caso. No caso do concreto armado e estacas, ele poderia
ser projetado para ter um assentamento ou compactação, se assim
preferirem, insignificante. Já no caso da brita e “mats”, poderia ter
sido projetado para um assentamento/compactação de, digamos,
aceitáveis 5,0 mm.
Se o içamento fosse executado diretamente sobre a traseira do
equipamento, de modo que as duas patolas afundassem 5,0 mm,
esse não seria um grande problema, uma vez que a lança não seria
submetida à carga lateral. Se o içamento incluísse um giro com
mudança de quadrante ou ainda um giro de 90º, e os 5,0 mm de
assentamento seguissem por todo o içamento, ou explicando melhor,
que os 5,0 mm estivessem distribuídos em todas as patolas, de
novo esse assentamento não seria problema. Daí a razão pela qual o
guindaste deve ser patolado segundo procedimento específico para tal.
O problema surge quando o assentamento ocorre com
intensidade diferente nas patolas. Várias coisas podem acontecer:
carga lateral na lança; a superestrutura tende a girar sozinha; quando
desmistificando
CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE SUPORTE DO SOLO
CLASSE MATERIAL
LIMITES
(tons/sq.ft)
1
Hard sound rock
100
2
Soft rock, hardpan overlaying rock
12
3
Very compact sandy gravel
10
4
Compact sandy gravel; very compact clay, sand,
and gravel; very compact coarse ou medium sand 6
5
Firm sandy gravel; compact clay, sand and gravel;
compact coarse or medium sand;
very compact sand-clay soils; hard clay
5
6
Loose sandy gravel, firm coarse or medium sand
4
7
Loose coarse or medium sand, compact fine sand,
compact sand-clay soils, stiff clay
3
8
Firm fine sand, compact inorganic silt,
firm sand-clay soils, medium clay
2
9
Loose fine sand, firm inorganic silt
1 1/2
Loose sand-clay soils, inorganic silt, soft clay 1
EXPLICAÇÃO DOS TERMOS
TermoDimensãoObservações
Loose
10 or less
These figures approximate
Firm
11 to 30
for medium sand, 2-in.
Compact
31 to 50
O.D. x 1.350-in I.D. spoon, Firm
11 to 30
140 lb, hammer,30-in. fall.
Compact
31 to 50 Coarser soil requires more
Very compact
51 or more blows, finer material,
fewer blows.
Consistência de acordo com o solo
Very soft Push to 2
Sample tends to lose shape under its own weight.
Soft
3 to 5
Molded with relatively slight finger pressure.
Medium
6 to 15
Molded with moderate finger pressure.
Stiff
16 to 25
Molded with substantial finger pressure; might be removed by spanding.
Hard
26 or more
Not molded by fingers, or extreme difficulty; might require picking for removal.
giramos para o lado que está mais alto sentimos o giro pesado,
etc. Consequentemente, na maioria dos casos, a preparação
do patolamento tem que ser pensada de modo que a diferença
entre os assentamentos seja a menor possível. Não quer dizer
que necessariamente teremos que usar concreto armado. O que
normalmente fazemos é melhorar a resistência do solo com pedra
britada e aumentar a área de suporte usando “mats” sobre ela.
Se a capacidade do solo na região onde vamos utilizar o
guindaste é ligeiramente inferior à pressão exercida pelo conjunto
guindaste mais carga, dificilmente ocorrerá uma falha do solo
por essa razão, apenas assentamento/compactação. Por exemplo,
considere um içamento em que a pressão exercida sobre as
importante saber quanto de assentamento/
compactação é aceitável e se é permitida
alguma diferença entre os apoios. A
tabela 1 foi extraída do livro “Basic Soils
Engineering”, cujo autor é Benjamin K.
Hough, e mostra algumas capacidades
de solos que podem ser usadas como
orientação quando for necessário estimar a
resistência da área de patolamento.
Sempre é recomendável ser conservador
no uso dos valores. Por exemplo, se
o local de utilização do guindaste for
formado por cascalho arenoso firme (firm
sandy gravel), escolha classe 6 com um
valor de suporte de 3,9 kg/cm², ao invés
de classe 5 com 4,88 kg/cm². Não pode
haver dúvida: se for um içamento crítico,
não arrisque. Peça ao cliente para preparar
a área de acordo com seus cálculos. Cada
içamento é único!
* Camilo Filho é e
Engenheiro Mecânico, especialista em
içamentos pesados, com mais de 29
anos de experiência em operações com
guindastes e movimentação de carga;
varios cursos na área feitos no exterior,
responsável por vários trabalhos de grande
envergadura no Brasil e no exterior.
Atualmente é diretor técnico da IPS –
Soluções Técnicas em Movimentação de
Cargas www.ips.eng.br e é membro da
ACRP - USA. Sugestões e comentários
enviar para [email protected] .
43
CRANE
patolas no solo sobre “mats” é de 2,45 kg/
cm² e que está sendo executado numa área
em que a resistência do solo é de 1,95 kg/
cm². Nesse caso, a área sob os apoios irá
assentar/compactar até que a compactação
seja suficiente para igualar a capacidade de
resistência do solo com a pressão exercida
pelas patolas, ou seja 2,45kg/ cm² e então
o assentamento/compactação cessará.
Isso é o que normalmente acontece e
ninguém se dá conta de que ocorreu
o assentamento/compactação, mesmo
que seja causada uma pequena diferença
entre as patolas e uma pequena carga
lateral na lança. A menos, é claro, que o
assentamento/compactação seja tal que um
acidente ocorra.
Resumindo, a capacidade de resistência
do solo é algo importantíssimo com o
qual devemos nos preocupar e é muito
BRASIL
a resistência do solo
Download

Leia Mais