Políticas Sociais e uma Visão Pragmática do CRAS Adriana Moreira Dominato Orientadora: Profa. Profa Amarilis Tudella Nanias Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão das Políticas Sociais Introdução A assistência é uma prática tão remota quanto à própria humanidade, sempre existiram os pobres, em contra partida, sempre existiram boas pessoas para cuidarem dos mesmos.Parentes, amigos, vizinhos, instituições de caridade e/ou filantropia. A pobreza material é resultado de diversos fatores sociais, como baixa escolaridade, falta de acesso à escola, falta de qualificação profissional, desemprego, etc. Esses fatores acabam gerando uma série de transtornos, conflitos e desequilíbrios na sociedade; constituem responsabilidade do Estado. Quando esse é omisso, a sociedade precisa lutar para fazer valer os seus direitos. As políticas sociais surgem como resultado de grandes enfrentamentos por parte da classe trabalhadora trabalhadora. Diante da contradição que é patente entre o Estado capitalista e o bem-estar da sociedade, surge um questionamento: As políticas de assistência social, de fato conseguem prover o mínimo necessário à população que depende dela? Metodologia A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica para o embasamento teórico, foram consultados autores competentes que versam sobre o tema das políticas sociais desde a sua origem, o seu desenvolvimento e as conquistas da humanidade, em termos de assistência, como direito. Para mostrar a proximidade dessas políticas com a população foi verificada, através de uma pesquisa qualiquantitativa, a realidade vivenciada pelos Cras no município de Aracruz, como número de famílias atendidas, área de abrangência e casos mais comuns de atendimentos, dentre outros. Resultados As políticas sociais, como já foi dito, surgiram dos conflitos e enfrentamentos, da classe trabalhadora, da sociedade com o Governo/Estado. No entanto, tomando como base os temas abordados nessa pesquisa, vemos que essa política é extremamente limitada e repleta de lacunas, além de contraditória. A princípio a política social deveria ser universal, todavia é seletiva, uma vez que atende somente os mais necessitados; não conseguindo atender muitas vezes, nem às metas a que se propõem, como é o caso dos Cras no município de Aracruz. Possuem um determinado numero de famílias cadastradas, e em alguns casos só conseguem atender 40% dessas famílias. Os dados obtidos nos Cras mostraram a precariedade das condições de vida daqueles que dependem da assistência, e comprovou que as políticas sociais não atendem de forma satisfatória, nem mesmo, os mais carentes financeiramente. Conclusões Se levarmos em conta o assistencialismo do tempo do Brasil colônia, pode-se dizer que avançamos em termos de direitos sociais. Porém, se atentarmos para o atendimento contemporâneo, veremos que a assistência social no Brasil, ainda está centralizada na pobreza absoluta e não na questão das desigualdades sociais; o que nos leva a pensar que as políticas sociais atendem muito mais os interesses capitalistas do que os interesses das massas populares. A resolução do problema da pobreza no Brasil, não se dará em curto prazo, mas é exequivel. E é responsabilidade do governo, pois só temos pobreza extrema, onde não há o devido investimento na educação, pois talvez seja p j ela,, a única capaz p de diminuir a desigualdade social, capacitando as pessoas a ocuparem cargos com remunerações mais decentes, de maneira que possam elas mesmas prover o seu sustento com dignidade. Referências Bibliográficas BEHRING, Elaine Rossetti e BOSCHETTI, Ivanete. Política Social, fundamentos e história. São Paulo: Cortez, 2006. BRASIL, Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome/ Conselho Nacional de Assistência Social. Norma Operacional Básica – Sistema Único de Assistência Social. Brasília, 2005. CRUZ, Lílian Rodrigues da e GUARESCHI, Neuza. Políticas Públicas e Assistência Social – Diálogo com as práticas psicológicas. Rio de Janeiro: Vozes, 2009. Ministério do Desenvolvimento Social e combate à fome, Guia do Centro de referência de Assistência Social – CRAS, 2005. Política Nacional de Assistência Social/2004. Brasília, 2005. SPOSATI, Aldaíza. Os direitos ( dos desassistidos) sociais. São Paulo: Cortez, 1995. Conceitos e Impactos do Programa Bolsa Família no Brasil Audrey Banks Meirelles Orientadora: O e tado a Profa. o a Daniela a e a Emilena e a Santiago Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão das Políticas Sociais Introdução O Programa Bolsa Família foi lançado em 2003 e fornece suporte de renda às famílias pobres, condicionado ao cumprimento de determinados requisitos de desenvolvimento humano. É o maior programa de transferências monetárias condicionadas do mundo. No final de 2010, havia coberto aproximadamente 50 milhões de pessoas, equivalente a um quarto da população brasileira, a um custo anual de 4,5 bilhões de dólares (0,4% do PIB). (SANTOS, 2010). Um esforço conjunto dos Ministérios do Trabalho e Desenvolvimento Social e dos governos locais procura trabalhar políticas complementares para superar as barreiras à entrada no mercado de trabalho e melhorar a capacidade de trabalho dos beneficiários. beneficiários O presente estudo fornece visão geral dos fundamentos, concepção e gestão do Programa no Brasil, incluindo revisão dos principais estudos e avaliações do seu impacto e objetiva identificar os pontos fortes e limitações que poderiam ser considerados em futuras discussões. Metodologia A metodologia utilizada foi uma revisão bibliográfica através de várias pesquisas multimídia (livros, artigos e teses). Resultados Foi possível observar, estudar e relacionar: O conceito histórico e institucional do programa Bolsa Família no Brasil; Suas características; Como se dá o processo de seleção; Algumas avaliações sobre seu impacto no âmbito de consumo familiar, emprego, educação, trabalho infantil, vacinação e nutrição; Observações relacionadas ao futuro do Programa; Impactos negativos relacionados a problemas de infraestrutura, falta de treinamento adequado de funcionários, u c o á os, orçamento o ça e to apertado, ape tado, e entre t e out outros; os; Conclusões Do ponto de vista das políticas públicas públicas, o programa é importante para melhorar as condições de vida das famílias, mesmo que por si só, não garanta bons indicadores de segurança alimentar. Portanto, é necessário manter e fortalecer o programa associando-o a outras políticas públicas. Para que o Programa seja mais eficaz recomenda-se: 1. Na formulação de cada política setorial é necessário estabelecer prioridades de forma compatível com os recursos disponíveis; 2. Garantir recursos específicos, sua continuidade e regularidade de fluxo para execução de prioridades; 3. Treinar e Melhorar a qualidade dos recursos humanos dos órgãos responsáveis pela coordenação e execução do Programa; 4. Sistematizar informações e permitir avaliações e correções necessárias; 5. Incluir estratégias para obtenção de consenso, com identificação de conflitos potenciais. Referências Bibliográficas SANTOS, Rodrigo Lofrano Alves dos. Programa Bolsa Família: as políticas de transferência de renda e a pobreza rural. Fórum Internacional de Desenvolvimento Territorial. Recife, 25 nov, 2010. Disponível em http://www.iicaforumdrs.org.br/IICA2010/adm/adm/imag ens/arquivos/rodrigo.pdf acesso em 11/12/2010 BRITTO, T. 2008. The emergence and Popularity of Conditional Cash Transfers in Latin America. In: Armando Barrientos and David Hulme (eds.) Social Protection for the Poor and Poorest: Concepts, policies and Politics. London, Palgrave Macmillan. SOARES, F. V.; SOARES, S. S. D. MEDEIROS, M.; OSÓRIO, R. G. 2007. Programas de transferência de renda no Brasil: impactos sobre a desigualdade desigualdade. Em: Desigualdade de renda no Brasil: uma análise da queda recente, Vol. 2. Orgs: R. P. De Barros, M. N. Foguel e G. Ulyssea. (IPEA, Brasília). Disponível em http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/ PDFs/livros/Livrocompleto3.pdf acesso em 03/01/2011. AT Terceira i Idade Id d e as Políticas Sociais Cristina Rocha dos Passos Ferreira. Orientadora: Profa. Daniela Emilena Santiago Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Gestão de Políticas Sociais, Universidade Paulista Introdução Justificativa: Aumento da população idosa de 26,23% (1991-2000) – censo IBGE; aumento da expectativa de vida para 73,1 anos – IPEA; crescimento da demanda por políticas sociais; Hipótese: A crescente demanda por políticas sociais que determinaram o grau de satisfação dos idosos em instituições de longa permanência em Goiânia. Objetivo: Analisar a influência das políticas sociais na vida dos idosos nas instituições de longa permanência em Goiânia. Goiânia Metodologia O método utilizado foi: pesquisa bibliográfica; livros, revistas; pesquisa de campo; em instituições de longa permanência. Foi estudado os seguintes tópicos: Capítulo I – A evolução demográfica e participação do idoso na população brasileira. Capítulo II – Evolução histórica das políticas. sociais e a situação do idoso na sociedade. Capítulo III – Caracterização dos órgãos g de atendimento ao idoso em instituições de longa permanência em Goiânia. Resultados Capítulo 1 – A evolução demográfica da população idosa no Brasil e a participação do segmento do idoso na população brasileira. pessoas com mais de 60 anos na população (IPEA) 1940 – 4% 2000 – 9% longevidade 1991 Centro Oeste 1991 - 0,668; 2000 - 0,745 Capítulo 2 – Evolução histórica das políticas sociais e a situação do idoso na sociedade. Constituição Federal 1988 Estatuto do idoso Capítulo 3 – Caracterização dos órgãos de atendimento ao idoso em instituições de longa permanência em Goiânia. OVG SEMAS Rejeição e discriminação 63,64% Grau de satisfação – 36,36% Conclusões Conclui-se que a hipótese é negada, pois 63,64% dos idosos não se encontram satisfeitos nas instituições de longa permanência em Goiânia. Neste contexto, ficou comprovado que a participação familiar nesta fase da vida é determinante, uma vez que os mesmos em sua grande maioria se encontram esquecidos pelos seus entes familiares nestas instituições. Então, as políticas sociais, tem que fazer na prática seu papel na vida destes idosos, que são tratados como agentes dispendiosos. Observou-se que a redefinição do papel do idoso, não mais como velho no sentido de depreciação, de inutilidade, de ultrapassado, e resgatando o siginificado da velhice como um círculo de vida vida, de processos processos, diguinificante pela inevitável da intersubjetividade, não encerrando com a morte orgânica, Castorides (2000). Referências Bibliográficas CAMARANO, Ana Amélia. Texto discussão n. 858. Envelhecimento da população brasileira: uma contribuição demográfica. IPEA: Rio de Janeiro, 2002. BRASIL. Lei 8.842 de 04 de janeiro de 1994. Estabelece a criação do Conselho Nacional do Idoso. Diário Oficial da União, Brasília. PASSOS PASSOS, Cristina C i ti Rocha. R h A estrutura t t Familiar F ili e a Velhice. Monografia Universidade Católica de Goiás, 2004. BRASIL. Estatuto do Idoso. Senado Federal, Brasília, 2003. BRASIL. Política Nacional do Idoso, 2006. BRASIL BRASIL. Constituição C tit i ã d da R Republica bli F Federal d ld de 1988 1988. Brasília, DF: Gráfica do Senado Federal, Subsecretaria de edição Técnica, 2006. Política P líti H Habitacional bit i l no Brasil: B il Habitação de Interesse Social e a Intervenção Social Edna Joaquina Magnago O Orientadora: Profa. f Daniela Emilena Santiago Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão das Políticas Sociais Introdução O presente trabalho busca através de uma abordagem documental e bibliográfica, identificar aspectos da política habitacional no Brasil, os projetos e programas habitacionais em nível nacional, com foco na intervenção social, refletindo sobre a trajetória do trabalho técnico social em programas de habitação de interesse social, destacando as principais características desse trabalho, seus limites e O presente trabalho parte da certeza de que a moradia é um direito humano, e como tal deve ser reconhecido, protegido e efetivado através de políticas públicas específicas. A consolidação do direito à moradia digna, trata-se não somente de suprir a falta de habitação, mas criar mecanismos que dêem soluções aos principais problemas urbanos: a violência, a marginalidade e a exclusão l ã social, i l a inclusão i l ã social i l e a melhoria lh i da d qualidade de vida dos cidadãos. Metodologia A metodologia consiste na pesquisa bibliográfica a respeito da questão habitacional no Brasil, na coleta e avaliação de informações contidas na legislação que dispõe sobre o Sistema Nacional de Habitação , nos atos normativos do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social e publicações do Ministério das Cidades e demais bibliografia disponível. Para contextualização do problema foi apresentado a trajetória da política habitacional brasileira e os principais marcos que direcionaram o enfrentamento das questões habitacionais no período que compreende os anos de 1940 até 2010. Apresentamos a história e teoria do trabalho social em programas de habitação de interesse social, recuperando a trajetória histórica, os objetivos, metodologias t d l i e técnicas té i de d abordagem b d e os principais i i i programa da atual política em que o Trabalho social é exigido Resultados O estudo apresentado mostram um longo caminho a percorrer, que depende de um processo de consolidação de uma cultura política em que o Estado seja o legítimo controlador da função social das propriedades urbanas e indutor do crescimento das cidades segundo o interesse público. Depende p ainda,, que q o Governo Federal tenha a capacidade p de organizar o funcionamento dos Sistemas Nacionais propostos garantindo recursos para os municípios viabilizarem a política urbana, e que as estruturas municipais se preparem técnica e administrativamente para este desafio. Destacamos papel dos grupos organizados da sociedade civil, que sempre será central e imprescindível para que para garantir a reversão da extrema desigualdade e exclusão sócio-espaciais apresentadas pelas cidades brasileiras. A trajetória do trabalho social em habitação revela momentos importantes de contribuição dos profissionais com a construção de uma política habitacional e urbana conectadas com a democracia, cidadania, participação e atendimento as demandas da população. Conclusões Para a intervenção social nos programas habitacionais, o MCidades tem buscado definir diretrizes, orientações e estabelecer normas gerais e definir percentuais de financiamento do trabalho social, desta forma as normatizações do Ministério das Cidades representam avanços para a intervenção das equipes profissionais, respaldando o trabalho que prioriza a mobilização, a participação ti i ã e organização i ã d dos moradores, d a educação d ã sanitária e ambiental, a gestão comunitária e os projetos de geração de renda que buscam promover a autonomia das famílias. Apesar dos passos que já foram dados para a consolidação da intervenção social na política habitacional do país, é necessário continuar a debater, nas esferas municipais, estaduais e federais, e incluir aqui as acadêmicas, as estratégias para ampliação do campo de ação, as técnicas e instrumentos do trabalho social, visando garantir a postura de protagonista do cidadão nas comunidades beneficiadas e, por conseqüência, contribuir para sustentabilidade dos projetos. Referências Bibliográficas Instrução Instr ção Normati Normativa an n.ºº 08/2009 08/2009. Brasília Brasília, DF DF, 2009 ______Ministério das Cidades. Política Nacional de Desenvolvimento Urbano. Cadernos MCidades nº 1, Brasília,2004. ______. Ministério das Cidades. Política Nacional de Habitação. Cadernos MCidades nº 4, Brasília,2004. IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad 1992-2004. Microdados.Rio de Janeiro: IBGE, 2006. MACHADO, Luiz Antônio e FIGUEIREDO, Ademir. Urbanização x Remoção: uma polarização recente. Trabalho apresentado no V Encontro da ANPOCS ANPOCS, outubro de 1981. OSÓRIO, Letícia Marques. Direito à Moradia Adequada na América Latina. In ALFONSIN, Betânia e FERNANDES, Edésio. Direito à Moradia e Segurança da Posse no Estatuto da Cidade. Belo Horizonte: Editora Fórum, 2006, p. Programa Renda Cidadã Cidadã: Condicionalidades e Perfil das Famílias Beneficiadas Eliane de Oliveira Ruiz Oi t d Orientadora: P f Daniela Profa. D i l Emilena E il Santiago Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão de Políticas Sociais Introdução Contato com a realidade: O interesse em estudar o tema: perfil e cumprimento das condicionalidades da famílias beneficiárias do Programa Renda Cidadã, nasce do contato com a realidade na condição de assistente social, responsável pelo Centro de Referencia da Assistência Social (CRAS) São Manoel. Observação assistemática: Despertou o interesse em conhecer a realidade das famílias usuárias do Programa Renda Cidadã. Sistematização do estudo – O projeto de pesquisa: Formulação do Problema e Definição do Tema; Levantamento de bibliografia sobre o tema; Organização e coleta de dados; Reflexão, analise e articulação entre teoria e prática. Organização, elaboração e apresentação do TCC. Palavras chave: Programa Renda Cidadã, Família, Política Social, Condicionalidade. Metodologia Escolha do Tema: Renda Cidadã Definição do Problema: Perfil e cumprimento das condicionalidades por parte das famílias beneficiárias; Formulação de referencial teórico: Tendo como eixo de analise Políticas públicas, Movimentos Sociais, a Assistência Social na trajetória das Políticas brasileiras e Si t Sistema Único Ú i da d Assistência A i tê i Social S i l e o Programa P Renda R d Cidadã. Universo da pesquisa: Centro de Referencia da Assistência (CRAS) São Manuel - município de Leme -SP. Pesquisa por amostragem com 16 famílias beneficiárias do Programa Renda Cidadã (16%) do total de 100 famílias. Aplicação de questionário e organização dos dados: Questionário com 15 itens, resultando em 15 gráficos Analise e síntese dos dados da pesquisa: Articulação entre os vários os vários pontos ... Resultados O esforço intelectual para conhecer e articular teoria e prática se mostra como um dos melhores resultados de um estudo e pesquisa. Tratando-se de um estudo a respeito de uma política pública – a assistência social, que até pouco tempo se configurava como caridade, benesse, favor e na Constituição de 1988 foi guindada à condição de Política Pública: (Direito do cidadão e dever do Estado), aponta para a necessidade de continuidade de estudo. O principal resultado, objeto deste estudo, é que o cumprimento das condicionalidades é um fator levado a sério pelas famílias beneficiadas com o Programa Renda Cidadã, o que significa que não querem viver só da caridade e da benesse benesse, mas querem buscar maior qualidade de vida e conquista de autonomia. Esta resposta das famílias aponta para a necessidade do Estado implantar Projetos de inclusão produtiva. Conclusões O principal mérito deste estudo é abordar uma unidade do Centro de Referencia da Assistência Social (CRAS) municipal, por ser ainda escassa a realização de pesquisa numa perspectiva local. Certamente, há muitas questões a investigar a respeito da Política Pública de Assistência social no que toca a conquista de autonomia das famílias. Consideramos, no entanto, que os objetivos propostos foram alcançados por revelar o perfil das famílias e o cumprimento das condicionalidades estabelecidas pelo Programa Renda Cidadã. Pois sem o assentimentos das famílias estes benefícios são apenas benemerência, sem qualquer crescimento para as mesmas. Com este estudo esperamos contribuir com a ciência e estimular a continuidade de novos estudos sobre o tema. Referências Bibliográficas BEHRING, E. BOSCHETTI, I. Política Social: Fundamentos e História. São Paulo: Cortez, 2006. BRASIL. Política Nacional de Assistência Social. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Brasília, setembro de 2004. _______. Norma Operacional Básica - NOB/SUAS, C Construindo t i d as bases b para a implantação i l t ã do d Sistema Si t Único de Assistência Social. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Brasília, julho de 2005. IANNI, Otavio. A idéia de Brasil Moderno. São Paulo. Brasiliense, 1996. MESTRINER MESTRINER, M. M L. L O Estado entre a filantropia e a assistência social. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2001. MIOTO, R.C. T. Família e Serviço Social: contribuições para o debate. In Serviço Social & Sociedade, nº55. São Paulo: Cortez, 1997. O Beneficio de Prestação ç Continuada para a Pessoa com Deficiência e o Auxílio-doença: A Tensa Relação entre as Políticas da Assistencia e da Previdencia Social Fernanda Gomes Mattos Orientadora: Profa. Daniela Emília Santiago Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão de Políticas Sociais Introdução Este trabalho é um estudo investigativo acerca das dificuldades na compreensão da relação entre a política da Previdência e a política da Assistência Social, mais especificamente nas representações sociais do auxíliodoença e do benefício de prestação continuada para pessoa com deficiência. O levantamento da problemática se deu a partir da inquietação que surgiu no contexto do campo de trabalho, no cotidiano profissional desta pesquisadora, frente a encaminhamentos de BPC para pessoas com deficiência – PCD estando o usuário encaminhado na qualidade de segurado, com implicações diretas no reconhecimento do seu direito, seja enquanto segurado da previdência ou política da assistência social. como beneficiário da p Assim, a contradição fundante é perpassada entre a tensão que surge entre essas políticas a partir dos encaminhamentos realizados. Metodologia Objetivo geral: analisar as representações sociais em torno do BPC e do auxílio-doença a partir da perspectiva sujeitos envolvidos diretamente nos encaminhamentos destes benefícios ao INSS ; Referencial teórico-metodológico: a categoria trabalho, o processo de (des)construção da seguridade social e, por fim, a tensa relação entre a política social da previdência e d assistência da i tê i social.; i l Método crítico-dialético: análise circunscrita às mediações macrossocietárias que perpassam as relações sociais; Universo/amostra: o universo da pesquisa são os/as 09 assistentes sociais dos CRAS e os/as 09 presidentes dos STR’s. A amostra foi feita por acessibilidade, sendo que 07 assistentes sociais e 04 representantes p sindicais responderam;; Coleta dos dados: abordagem quanti-qualitativa; questionários para os 02 tipos de sujeitos; observação assistemática; Análise dos dados: tratamento estatístico e análise de articulação empírica e teórica para os dados qualitativos. Resultados Assistentes Sociais: Demanda majoritariamente do BPC buscando informações de como acessar o benefício – 60%; Demanda espontâncea ou encaminhada de outros setores/serviços dos municípios; Demanda do auxílio-doença em apenas – 20%; Há um acompanhamento posterior ao atendimento; Em sua maioria, maioria não reconhecem os procedimentos necessários para o encaminhamento do benefício previdenciário; Nñao reconhecem com clareza a diferença/relação entre os benefícios em questão. Representantes dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais: Auxílio-doença é ums dos benefícios mais procurados pelos trabalhadores/trabalhadoras rurais; Sindicatos dominam procedimentos para encaminhamento deste benefício; Fazem relação frágil das diferenças/relação entre os dois benefícios aqui estudados; Há diálogo com os serviços de assistência social do município quando se tratao do BPc, uma vez que não dominam os procedimentos necessários para encaminhamento deste benefício; Conclusões Conclui-se assim que os profissionais de Serviço Social do CRAS, apesar de fazer uma análise frágil dos benefícios e da relação das políticas envolvidas, tendem a valorizar a política da assistência social, identificando-a como benéfica para a situação do usuário. Já os representantes dos sindicatos fazem uma análise com vistas a valorização da previdência social, remetendo a esta um status de direito que o BPC não tem, tendo em vista as condições de comprovação a qual o sujeito requerente tem que se submeter. Há de se ter cuidado para não supervalorizar a política da Assistência social como redentora da sociedade salarial, a qual pode salvar um requerente de uma situação de exclusão Bem como superestimar o trabalho e a proteção exclusão. previdenciária como única política com status de direito, uma vez que a assistência social é direito garantida via Constituição Federal fruto de lutas e debates na sociedade civil. Referências Bibliográficas ALMEIDA, Maria Helena Tenório de. O elo perdido entre o trabalho e a seguridade. In Trabalho e seguridade social: percursos e dilemas. BEHRING, Elaine; ALMEIDA, Maria Helena Tenório (orgs.). – São Paulo : Cortez ; Rio de Janeiro : FSS/UERJ, 2008. BOSCHETTI, Ivanete. Assistência social no Brasil: um direito entre originalidade e conservadorismo. Brasília: Ivanete Boschetti 2003. Boschetti, 2003 SILVA, Maria Lúcia Lopes da. Trabalho e população em situações de rua no Brasil. São Paulo: Cortez, 2009. SITCOVISKY, Marcelo. Particularidades da expansão da assistência social no Brasil. In: MOTA, Ana Elizabete (org.). O mito da assistência social: ensaios sobre Estado, Política e Sociedade. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008. VIEIRA, Evaldo Amaro. As políticas sociais e os direitos sociais no Brasil: avanços e retrocesso. In: Revista Serviço Social & Sociedade, ano XVIII, nº 53, março de 1997: Cortez. O Programa Fome Zero e a Importância de suas Políticas de Segurança Alimentar e Nutricional Fernando Meirelles Orientador: Prof. Vanderlei da Silva Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão das Políticas Sociais Introdução O Programa Fome Zero foi a base do programa de governo do Presidente Lula, originado de um projeto desenvolvido com o objetivo de oferecer uma política de segurança alimentar e nutricional para o país, baseada na crença de que é possível erradicar a fome unindo e articulando coordenadamente ações emergenciais e estruturais, havendo o desenvolvimento e a geração de emprego. Desde D d jjaneiro i de d 2003, 2003 estabeleceu-se t b l estrutura t t institucional associada com o executivo, o Gabinete do Ministro da Segurança Alimentar e Combate à Fome (MESA), vinculado à Presidência da República, com o orçamento inicial de R$ 1,8 bilhões e foi recriado o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONDESEA) como um órgão de aconselhamento do presidente. A avaliação do Programa no período de 2003 a 2006 mostrou que foram promovidos o direito humano à alimentação adequada, nutrição e segurança alimentar, através do fortalecimento da agricultura familiar, o estímulo à formação de cooperativas, criação de infraestrutura, geração de emprego formal e acesso a adequação nutricional (BRASIL, 2005) Metodologia A metodologia utilizada foi uma revisão bibliográfica através de várias pesquisas multimídia (livros, artigos e teses de diversos autores). Resultados Expor a importância do Programa Fome Zero e suas políticas de segurança alimentar para o Brasil; Estudar suas características políticas e sociais; Abordar os princípios da Política de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN); Melhor compreender p os conceitos sobre a insegurança g ç alimentar, a nova política alimentar e sua importância; Aprofundar os conhecimentos dos principais orientadores do Programa Fome Zero que se resumem em modelo operacional, gestão participativa, construção participativa, efetivação e coordenação das políticas SAN e o compromisso do governo. D Demonstrar t a iimportância tâ i d das políticas líti SAN na melhora lh dos padrões de vida da população, o emprego, a educação, a distribuição de renda, entre outros. Conclusões As políticas SAN mostraram-se importantes para a diminuição da fome no Brasil. Avaliações dos resultados indicam progressos nos objetivos do alcance da segurança alimentar, atribuídos ao aumento da disponibilidade dos alimentos, em seu custo diminuído relativamente, ao aumento da renda das famílias mais pobres e na redução da desnutrição infantil. Questões para o futuro: 1. Necessária prioridade dada ao combate à fome (ações de emergência) e implantação de uma política de segurança alimentar de caráter permanente e de médio prazo; 2. Dificuldade de coordenar a frequente ‘oferta’ das empresas e instituições privadas com as iniciativas privadas; 3. Mobilização e participação social. Os interesses da sociedade civil e autoridades públicas nem sempre coincidem e ocorrem conflitos permanentes que clamam por uma maior definição do papel e dos limites de atuação de cada área de decisão: pública e privada. Referências Bibliográficas BARROS, R. P. De; FOGUEL, M. N. Focalização dos gastos públicos sociais e erradicação da pobreza no Brasil. In: HENRIQUES, R. (org.) Desigualdade e Pobreza no Brasil. Rio de Janeiro: IPEA, 2000. BICKEL, G.; ANDREWS, M. A evolução do programa de cupom alimentação e a mensuração da fome nos Estados Unidos. In: TAKAGI, M.; SILVA, J.; BELIK, W. Combate à fome e à pobreza rural. São Paulo, Instituto Cidadania, 2002. FERREIRA, F. H. G. Os determinantes da desigualdade de renda no Brasil: luta de classes ou heterogeneidade educacional? In: HENRIQUES, R. (org.) Desigualdade e pobreza no Brasil. Rio de Janeiro: IPEA, 2000. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de orçamentos familiares 2002-2003. 2004. Disponível em www.ibge.org.br acesso em 15/11/2010. A Importância da Escolarização para a Formação do Indivíduo Francielly de Lima Cambrone Orientadora: Profa. Silmara Cristina Ramos Quintana Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão de Políticas Sociais Introdução Sabemos que desde o nascimento o indivíduo depende de relações sociais para sua sobrevivência. Até determinado período as relações advindas do seio familiar bastam para o seu desenvolvimento, porém, posteriormente a criança necessitará socializar com terceiros com o fim de adquirir normas e valores que já não são comuns de seu lar e sim de uma sociedade, no qual ele já faz parte e precisará manter bom relacionamento. Quando falamos em socialização percebemos que a mais eficaz maneira de colocarmos essa ação em prática é a escolarização, que devido sua importância é garantida por lei. Levando em consideração a importância dessa escolarização para a formação do indivíduo, sua personalidade e sua integração p g ç com a sociedade esse trabalho foi desenvolvido, com foco no indivíduo e suas interações. Metodologia O trabalho monográfico, cujo tema é “A Importância da Escolarização para a Formação do Indivíduo” foi desenvolvido através de pesquisa bibliográfica qualitativa, no qual, foi feito, a primeira vista uma leitura exploratória do material selecionado, posteriormente uma leitura seletiva e interpretativa, onde pode-se chegar ao referencial teórico que compões o referido trabalho. Várias fontes de pesquisa foram utilizadas, como revistas, artigos de internet, sites especializados, legislações, livros, jornais, etc. Após a leitura do material previamente selecionado houve a necessidade de separação de tópicos e trechos relevantes para a execução e montagem do trabalho monográfico Feito isso o trabalho pode ser desenvolvido monográfico. com riqueza de detalhes e com as devidas referências e fontes citadas. Resultados A hipótese levantada no presente trabalho demonstra que, apesar de o indivíduo já ter uma vida social dentro do seu seio familiar é de extrema importância que o mesmo seja introduzido ao meio escolar, uma vez que nesse ambiente, além dos conteúdos educacionais propostos, o indivíduo irá adquirir e desenvolver valores e condutas típicas de uma sociedade, o que, por muitas vezes fará com que o mesmo seja inserido e aceito dentro dessa mesma sociedade. De acordo com o material bibliográfico analisado e acontecimentos no cotidiano de nossa sociedade, é possível observar que indivíduos evadidos de escolas regulares tentem a ser “excluídos” ou “se excluírem” do por muitas vezes esse índice pode p ser meio social e p acrescido ao índice de marginalização. Conclusões Através dos dados coletados, analisados e discutidos, pode-se chegar a conclusão de que o ensino escolar influencia, direta ou indiretamente, na formação da personalidade do indivíduo, quando esse adquire, dentro da instituição, uma série de conteúdos que lhe serão úteis para por em prática no seu cotidiano. Na escola contemporânea um dos temas primordiais a serem tratados dentro de sala e até mesmo fora dela, é a socialização do indivíduo com os demais membros integrantes da sociedade. Essa socialização traz conseqüências benéficas para a sociedade em geral, pois até mesmo a marginalização tenderá a diminuir, a partir do momento em que o indivíduo se ver como um ser p e necessário para p a organização g ç social,, importante quando ele for capaz de exercer sua cidadania. Referências Bibliográficas ARANHA, Márcio Iorio. Interpretação constitucional e as garantias institucionais dos direitos fundamentais. 2. Ed. São Paulo: Atlas, 2000. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 33. Ed. São Paulo: Brasiliense, 1995. DIMENSTEIN, Gilberto. O cidadão de papel: a infância, a adolescência d l ê i e os direitos di it humanos. h 18. 18 Ed. Ed São Sã Paulo: P l Ática, 1999. NEILL, A. S. Liberdade sem medo (Summerhill). 31. Ed. São Paulo: Ibrasa, 1998. NOGUEIRA, Maria Alice. Relação família-escola: novo objeto na sociologia da educação. Paidéia, Ribeirão Preto FFCLRP-USP Preto, FFCLRP-USP, v. v 8, 8 n. n 14/15, 14/15 p p. 91-103 91-103, fev-ago 1998. Serviço Social e Políticas Sociais Juçara Rodrigues de Lima Orientadora: Profa. Profa Amarilis Tudella Nanias Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão das Políticas Sociais Introdução As bases do Serviço Sociais tiveram forte influência sob o movimento de recristianização no Brasil, incorporada pela classe dominante, onde a benemerência e imposição de limites aos conflitos, visavam o fortalecimento do sistema capitalista. Na década de 60, o Movimento de Reconceituação trouxe a expansão profissional, rompendo com o tradicionalismo, através da interlocução crítica e pluralismo profissional. No entanto, o processo de produção e reprodução capitalista desencadeou uma série de questões sociais. Neste cenário, os mínimos sociais passaram a ser cobrados pela população e coube ao Estado a obrigação de provê-los, para atender as necessidades dos cidadãos, legitimados na Constituição de 1988. O Assistente Social atua como mediador de conflitos, flit na implementação i l t ã e execução ã das d Políticas P líti Sociais, promovendo o acesso da população à estes direitos. A implantação das Políticas Sociais teve como objetivo incorporar as demandas presentes na sociedade e efetivá-las como direito de cidadania. Metodologia Realizamos uma pesquisa bibliográfica com o objetivo de visualizar o papel do Assistente Social frente à atuação na área das Políticas Sociais, suas demandas, implementação e execução de políticas sociais que visem minimizar a questão da vulnerabilidade social. Destacamos que a busca por referenciais teóricos em sites de publicações científicas e livros relacionados ao tema nos proporcionou uma visão sobre a realidade da Assistência Social: mesmo com a existência de políticas sociais setoriais, percebemos a necessidade de implantação de novas políticas sociais e reestruturação daquelas já existentes, visando proporcionar o acesso e melhor qualidade de vida a toda sociedade. Resultados Em Setembro de 2004 foi aprovada a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) com o objetivo de incorporar as demandas presentes na sociedade no que se refere à responsabilidade política e tornar claras suas diretrizes na efetivação da Assistência Social como direito de cidadania e responsabilidade do Estado. O processo de implantação do SUAS esteve desde sua criação rodeado de contradições e dificuldades no campo de suas estratégias de acesso aos direitos, embasada na dicotomia implícita nas relações de poder e a formação social brasileira, onde quanto maior a concentração de riquezas, maior a dependência político-econômica da classe social explorada. A efetivação dos direitos sociais é resultado do processo de lutas entre as classes, na sua relação contraditória junto ao Estado. As políticas sociais possuem como prerrogativas principais propiciar condições objetivas no processo de formação de sujeitos críticos, onde suas práticas estejam voltadas a afirmação dos princípios básicos contidos no Código de Ética Profissional. Conclusões Podemos concluir que, o Assistente Social enquanto mediador e interventor das Políticas Sociais tem ganho espaço no mercado de trabalho, haja vista que se trata de um profissional indispensável no processo de implantação e execução das Políticas Sociais existentes, bem como a implementação e adequação destas conforme a necessidade da demanda. Os desafios para a implementação das Políticas Sociais vem passando por um processo de estagnação em relação à captação de recursos financeiros para o custeamento destas Políticas, tendo em vista que a expansão dos direitos sociais de caráter não contributivo concorre para a incompatibilidade entre o padrão de arrecadação e a aplicação que os recursos arrecadados. A legitimação da Constituição F d l de Federal d 1988 e a implantação i l t ã da d Lei L i Orgânica O â i da d Assistência Social (LOAS) em 1993 representaram a materialização destas conquistas no campo das políticas sociais. Todavia, torna-se necessário o rompimento com a visão endógena, que permeia no meio profissional e superar a alienação constante acerca da profissão. Referências Bibliográficas BEHING, Elaine Rossetti. Política Social: fundamentos e história. 7 ed. São Paulo: Cortez, 2010. BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome. Política Nacional de Assistência Social - PNAS/2004 e Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social – NOB/SUAS. Brasília, 2005. IAMAMOTO IAMAMOTO, Marilda M ild Vill Villela. l Renovação R ã e conservadorismo no Serviço Social. 6 ed.-São Paulo: Cortez, 2002. SILVEIRA, Jucimeri Isolda. Sistema Único da Assistência Social: Institucionalidade e práticas. In: Suas – Sistema Único da Assistência Social em debate, por Odária Battini (org.), 59-100. São Paulo: Veras, 2007. SPOSATI, Aldaiza de Oliveira et al. A Assistência na trajetória das políticas sociais brasileiras: uma questão em análise. 8. Ed. – São Paulo: Cortez, 2003. O Benefício de Prestação Continuada e as Implicações do Trabalho: A Acessibilidade do Benefício Assistencial como Alternativa de Sobrevivência Kênia Lúcia Taves de Sá Orientadora: Profa. Silmara Cristina Ramos Quintana Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Gestão de Políticas Sociais Introdução O estudo que se segue objetiva conhecer os condicionantes da demanda de trabalhadoras informais do município de Sapé para o Benefício de Prestação Continuada – BPC requerido devido a alguma doença/deficiência adquirida que as incapacitou para a vida laborativa e independente. O caráter investigativo perpassa a relação da atividade laborativa com a doença/deficiência adquirida, bem como a caracterização do benefício assistencial como alternativa de sobrevivência. O tema foi escolhido com a finalidade de contribuir para o debate em torno da acessibilidade ao BPC e o alcance das políticas públicas voltadas para o atendimento das p que q abraçam ç a necessidades das mulheres sapeenses informalidade como perspectiva de sobrevivência. Para o seu desenvolvimento, esta monografia demandou um conhecimento mais aprofundado dos termos Benefício de Prestação Continuada – BPC e trabalho, bem como o contexto em que se encontram inseridos. Metodologia A construção deste estudo priorizou a abordagem qualitativa, usando como técnicas a observaçãoparticipante, a análise de conteúdo e a entrevista nãodiretiva e como instrumento o questionário semiestruturado. Os dados coletados foram obtidos no INSS/APS de Sapé/PB, a partir das avaliações sociais para o requerimento do BPC para deficientes. Foram analisadas 31 avaliações sociais, realizadas no período de janeiro a junho/2010, sendo as requerentes mulheres, residentes no município de Sapé, com idades entre 18 e 65 anos, cujas identidades foram preservadas. O instrumento de avaliação social foi composto por 28 questões fechadas e a história social da requerente. Cada entrevista teve duração de até uma hora sendo trabalhados fatores relacionados a funcionalidade. As histórias sociais foram lidas e, após a permissão das requerentes, gravadas no sistema operacional do INSS. A decodificação das mesmas possibilitou organizar os dados em tabelas e gráficos facilitando a análise que foi relacionada ao referencial teórico. Resultados O resultado evidenciou características específicas: mulheres analfabetas e semi-analfabetas, a maioria assumindo a postura de chefe de família, sem nenhuma assistência dos ex-companheiros, ambas exercendo atividade informal como alternativa para garantir o sustento próprio e dos descendentes. Ao serem impossibilitadas de continuarem a atividade laborativa em virtude da doença/deficiência adquirida, buscam o BPC como oportunidade de sobrevivência. Ressalta-se que 93,55% das avaliadas alegaram que adquiriram a doença/deficiência ao longo da vida laborativa, entretanto ao longo deste estudo as patologias predominantes (crônicas e mentais) não puderam ser q pela p atividade caracterizadas como adquiridas profissional, posto não haver elementos que pudessem comprovar tais afirmações. Quanto ao BPC, apresentaram um conhecimento superficial do mesmo, desconhecendo os critérios de elegibilidade para seu acesso. Conclusões O estudo teórico ó apontou que o trabalho tem se modificado f ao longo dos anos, assumindo características singulares, obrigando seu público a assumir novas posturas para sobrevivência. A trajetória de vida das sapeenses não é diferente da maioria das mulheres brasileiras que, apesar de obterem um g grande avanço ç na q questão dos direitos,, ainda enfrenta a discriminação de gênero no âmbito profissional. Ao assumirem a atividade informal para garantir o sustento familiar, as mulheres sapeenses são marginalizadas quanto aos direitos trabalhistas e sociais. Sem a cobertura previdenciária, as doenças/deficiências surgem como barreiras para o exercício da atividade laborativa. O BPC passa a ser uma realidade lid d vivenciada i i d por essas mulheres na busca da sobrevivência. Os novos critérios para sua elegibilidade, pautados na CID e CIF, ampliam o acesso ao benefício assistencial, entretanto não correspondem as esperanças de quem possui uma doença/deficiência que restringe mas que não incapacita para o trabalho e para a vida independente.’ Referências Bibliográficas ANTUNES, Ricardo L. C.; ALVES, Giovanni. As mutações no mundo do trabalho na era da mundialização do capital. Educ. Soc., Campinas, vol. 25, n. 87, p. 335-351, maio/ago.2004.Disponível em <http://www.cedes.unicamp.br> Acesso em 15.Dez.2010. DI NUBILA, H. B. V.; BUCHALLA, C. M. O papel das classificações da OMS – CID e CIF nas definições de deficiência e incapacidade. Rev. Bras. Epidemiol. 2008; 11(2):324-35. Disponível em: <http: //www.scielosp.org/pdf/rbepid/v11n2/14.pdf> Acesso em 20.Dez.2010. Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. Institucional. Disponível em <http://wwwinss prevnet/interna php?acao=INSTITUCIONAL> inss.prevnet/interna.php?acao=INSTITUCIONAL> Acesso em 05.Dez.2010. A Política de Assistência Social na Sociedade Brasileira Lady Daiane Pires de Araújo Orientadora: Profa. Silmara Cristina Ramos Quintana Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão das Políticas Sociais Introdução A Assistência Social é uma política pública de proteção social não contributiva, destinada a todos os cidadãos que dela necessitar, sendo de responsabilidade do Estado a sua execução. Porém muitos são os desafios e as críticas em torno desta política, a qual tem em sua trajetória histórica a marca do assistencialismo, da troca de favores, da caridade, prestada aos pobres ou carentes da sociedade capitalista, a fim de corrigir os “desajustes sociais” advindos da questão social, conseqüência essa do processo de industrialização e modernização dos processos de trabalho. Após muitas lutas, tal política conquistou sua regulamentação como direito social. Assim sendo: “A partir de suas conquistas q legais g tem assistência social a p se constituído na sociedade brasileira como uma política social de direito do cidadão ou ainda lhe permeia ações assistencialistas, de ajuda ou favores que contribuem para a não emancipação do seu usuário?” Metodologia Utilizou-se Pesquisa Bibliográfica , Artigos científicos retirados da Internet, Revistas, Periódicos e Livros. Esta foi dividida em 3 capítulos: O 1º aborda as políticas sociais no Brasil a partir da Era Vargas e após a CF de 1988, breve histórico do Estado de Bem-Estar social nos países capitalistas. No 2° capítulo N ít l discorremos di sobre b a assistência i tê i social i l no Brasil, concepção histórica, e seu desenvolvimento a partir de sua inscrição na CF de 1988, Seguridade Social etc. E por fim no 3º capítulo enfocamos os avanços conquistados pela assistência social que lhe atribuíram características de política pública dever do Estado e direito do cidadão; sua regulamentação pela LOAS e implementação com o SUAS; e discussão dos autores em volta do tema proposto. Resultados A descontinuidade e fragmentação são uma das características históricas da assistência social no Brasil. Mesmo com a Constituição de 1988 e a aprovação da LOAS que são considerados marcos divisores de águas entre o feitiço da ajuda e a criação de uma política pública, constitutiva de direitos, estas marcas não foram totalmente superadas.(MOTA ET AL, 2006) Para Yasbek (2010) as décadas de clientelismo consolidam no país uma cultura tuteladora que não tem permitido o protagonismo ou a emancipação dos usuários da assistência social e sim negado os direitos constitutivos da cidadania como conquistas históricas desencadeadas por meio das lutas sociais, configuradas pelos movimentos sociais. p Segundo dados apresentados na V Conferência Nacional de Assistência Social mais de 40% dos municípios brasileiros ainda têm primeiras-damas na gestão da assistência social, muitas delas presidem também os Conselhos Municipais; (Capacita Suas, 2010) Conclusões No decorrer deste trabalho podemos verificar que a Assistência Social em sua trajetória histórica de luta, conquistou um aparato jurídico (CF 88 Seguridade Social, LOAS, SUAS) que contribuíram para sua afirmação como uma política social publica direito do cidadão e dever do Estado, estabelecendo fundamentos para a reversão da lógica do simples favor para a garantia do direito a proteção social a quem dela necessitar. Porém ainda assim, de acordo com os diversos autores pesquisados, há um forte legado de favor, ajuda e primeiro-damismo no desenvolvimento de tal política e isso vem a dar continuidade muitas vezes a ações fragmentadas que prejudicam a emancipação dos usuários desta. Portanto cabe aos envolvidos no processo de construção e efetivação desta, tais como governos, cidadãos e categorias profissionais intensificar a busca pela desmistificação dessas ações fazendo valer os direitos conquistados. Referências Bibliográficas YASBEK, M. C. Estado, Políticas Sociais e implementação do SUAS. Capacita SUAS, V 1 2ª Ed. Brasília, 2010. CAPACITA SUAS. Planos de Assistência Social: diretrizes para elaboração. V 3 2ª Ed. Brasília, 2010. LAJÚS, M. L. de S. A política Pública da Assistência S i l e o Sistema Social Si t Único Ú i de d Assistência A i tê i Social S i l – SUAS.SUAS Políticas públicas: memórias e experiências. Cadernos do CEOM – Ano 22, nº.30, 2009. MOTA, A. E. ET AL. O Sistema Único de Assistência Social e a formação profissional. IN: Revista Serviço Social e Sociedade Especial SUAS e SUS. Ano 26. Nº 87, 2006. Mulher e suas Conquistas Lilian de Carvalho Marques Orientadora: Profa. Amarilis Tudella Nanias Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão de Políticas Públicas Introdução O objetivo principal deste trabalho é o estudo da evolução histórica e social da mulher brasileira, especificamente sobre os avanços e conquista e a igualdade conquistada entre os gêneros de que trata a Constituição Federal de 1988. Buscamos identificar a evolução da mulher que outrora desempenhava seu papel exclusivamente dentro dos lares, para aquela que busca melhorias com reivindicações e movimentos sociais. No primeiro capítulo abordamos a imagem da mulher, e suas primeiras profissões. Já no segundo capítulo, contemplamos as conquistas e avanços através da igualdade de direitos e a inserção no mercado de trabalho. O terceiro capitulo, relatamos sobre o trabalho e a saúde da mulher trabalhadora, e no quarto e último tratamos sobre políticas públicas. Metodologia A Metodologia tem como função mostrar como devemos seguir na pesquisa, ajudando a refletir e instigar um novo olhar sobre o mundo: um olhar curioso, indagador e criativo. Para tanto neste trabalho utilizamos a pesquisa bibliográfica abrangendo a leitura, análise e interpretação de livros ,textos, dissertações, entre outros, que possibilitou conhecer as diferentes contribuições científicas disponíveis sobre o tema escolhido, dando suporte à pesquisa. Resultados Através das pesquisas identificamos que a evolução da mulher ao longo dos tempos se deu através de conquistas entretanto, a desigualdade de gêneros continua enraizada em nossa cultura, sendo passada e repassada de geração em geração. A igualdade de direitos trata-se de uma luta constante que passa pelo cotidiano e vai até a política, passa pelo cuidado com as crianças vai até as tarefas domésticas, enfim, passa por muitos aspectos que envolvem a vida das mulheres. Observa-se um grande avanço das organizações de mulheres na vida social e política do país, conquistando e consolidando direitos, trazendo muita ajuda na criação e implantação de políticas públicas. públicas Conclusões Se faz necessário novas políticas públicas para mulheres, ou então o debate da não Compreensão de algumas já existentes, como a lei Maria da Penha, embora a lei exista ela não esta bem executada. Nos programas escolares – desde o ensino fundamental até o universitário – precisa haver a inclusão da dimensão gênero mostrando como a hierarquia existente na cultura brasileira de subordinação da mulher ao homem traz desequilíbrios de todas as ordens – econômico, familiar, emocional e incrementa a violência. Políticas públicas transversais visando ao mesmo objetivo – a equidade entre homens e mulheres – constitui um caminho para alterar a violência em geral e de gênero em particular. particular Concluo com a frase da Declaração Universal dos Direitos das Mulheres – “ Todas nós , mulheres do nosso planeta, nascemos livres e com dignidade. Nós temos o direito de ser sujeito, e não objetos na vida e na história” ... Referências Bibliográficas AQUINO, E. M. L.; MENEZES, G. M. de S.; MARINHO, L. F. B. Mulher, saúde e trabalho no Brasil: desafios para um novo agir. Cad Saúde Pública, v.11, n.2. p. 281-290, abr./jun. 1995. BÍBLIA. Bíblia sagrada. Velho e novo testamento. São Paulo: Maltese, 1962. BRASIL BRASIL, Constituição. C tit i ã Constituição C tit i ã da d República R úbli Federativa do Brasil. 10.ed. São Paulo: Saraiva,1994. FERNANDES. Antonio Sergio Araujo. Políticas Públicas: Definição evolução e o caso brasileiro na política social. IN DANTAS, Humberto e JUNIOR, José Paulo M. (orgs). Introdução à política brasileira, São Paulo. Paulus. 2007. UNIFEM/IPEA. Retrato das Desigualdades. Programa de igualdade de gênero e raça. Brasília, Novembro, 2005 “As As Políticas Sociais e a Prática do Assistente Social no CRAS – Centro de Referência de Assistência Social” Maria Luisa da Costa Fogari Orientador: Profa. Ma. Daniela E. Santiago Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão das Políticas Sociais Introdução Vicente Faleiros (1988) define as políticas sociais como dádivas que se relacionam com as exigências do capital, da força de trabalho, das lutas sociais e crises do capitalismo. Para o autor as políticas sociais ao mesmo tempo que são consideradas sociais, também são consideradas apaziguadoras. O assistente social sendo o profissional detentor da prática interventiva, deverá ser portador do olhar critico e reflexivo na condução das políticas expressão da luta/conquista pelos direitos, fato concretizado pelos movimentos sociais em âmbito local. Metodologia Esse estudo realizou-se através da revisão bibliográfica sobre o tema, por meio de leituras específicas da área. Para os autores (NORONHA E FERREIRA, 2000, p. 191): (...) os estudos que analisam a produção bibliográfica em determinada área temática, dentro de um recorte de tempo, fornecendo uma visão geral ou um relatório do estado-da-arte t d d t sobre b um tópico tó i específico, ífi evidenciando id i d novas idéias, métodos, subtemas, que tem recebido maior ou menor ênfase na literatura selecionada. Resultados Diante dos resultados obtidos nesse estudo relatamos que todos os âmbitos da vida social, cultural e econômica da classe operária foram privatizados pela classe burguesa no decorrer das décadas. A Constituição de 1988 atribui em seu texto a condição de cidadania de cada brasileiro, porém esses não são universais. Porém com a LOAS – Lei Orgânica da Assistência Social, a assistência social ganha status de política pública a quem dela necessitar. Típico de países periféricos (colonizados), os direitos chegaram no Brasil tardiamente, juntamente com a globalização e o neoliberalismo. Quanto a assistência construímos paradigmas, entretanto os mesmos precisam ser estabelecidos estabelecidos, adequados adequados, propostos e efetivados cotidianamente nos municípios. A efetivação das políticas sociais nos CRAS ainda não se consolidaram, pois o atendimento despendido nesse órgão decorre através de programas sociais de transferência de renda pontuais e focalistas. Conclusões Entendemos que as políticas sociais são fragilizadas e vulneráveis, incapazes de mudar ou ascender socialmente os usuários do Serviço Social brasileiro. As intervenções por meio das políticas sociais são paliativas, pontuais intensificando cada vez mais as desigualdades sociais. A prática áti d do A Assistente i t t S Social i l frente f t a tal t l contexto t t é inócua/irrisória, a reversão dessa circunstância virá através da reflexão critica, com competência teóricometodológica, teórico-operativa e ético-política. O usuário do Serviço Social brasileiro deverá ser politizado para participar enquanto controle social das conferências e conselhos nas três esferas executivas, associações de bairro, gerenciando e sugerindo o direcionamento das políticas sociais em âmbito municipal. Referências Bibliográficas BEHRING, Elaine Rossetti & BOSCHETTI, Ivanete. Política social: fundamentos e história. São Paulo: Cortez, 2007. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: texto constitucional promulgado em 5 de outubro de 1988, com as alterações adotadas pelas Emendas Constitucionais n n° 1/92 45/2004 e pelas Emendas Constitucionais de Revisão n°. 1 a 6/94. Brasília/DF: Subsecretaria de Edições Técnicas do Senado Federal, 2005. BRASIL - Lei nº 8.742/1993 - Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS. COUTO, Berenice Rojas. O direito social e a assistência social na sociedade brasileira: uma equação possível? São Paulo: Cortez, 2006. A Seguridade Social Brasileira no Seculo XXI Raquel Bernardo da Silva Orientadora: Profa. Silmara Cristina Ramos Q i t Quintana Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Gestão das Políticas Sociais Introdução O presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) atende as exigências do curso de pós-graduação em gestão das políticas sociais da Faculdade Paulista – UNIP, e busca discutir a seguridade social brasileira no século XXI. Muito se fala em seguridade social em nosso País, porem devemos nos perguntar se a mesmo tem suprido a demanda nos dias atuais nesse novo século. Acreditamos que esta pesquisa tem relevância, pois considerando que o assunto abordado é de suma importância para todo cidadão brasileiro. Como sabemos esses direitos estão assegurados na constituição brasileira de 1988, no seu capitulo II(art.194 a 204). A seguridade social é uma proteção que a sociedade confere ao individuo através de um conjunto de medidas de caráter social destinadas a atender certas necessidades individuais, tais como saúde, previdência social e assistência social. Essas necessidades estão diretamente ligadas às condições de vida e aos recursos que cada pessoa necessita para sobreviver. Metodologia Trata-se de uma pesquisa de caráter bibliográfico e documental onde foram consultados materiais publicados (livros, teses, dissertações, artigos), relacionados ao tema os quais puderam embasar o desenvolvimento do trabalho já que a pesquisa bibliográfica tem por objetivo conhecer as diferentes contribuições científicas disponíveis sobre determinado tema. Para organização desta pesquisa optou-se pela divisão em três capítulos: o primeiro abordando a temática da previdência social, seu conceito, seu processo de evolução, a fim de mostrar os avanços da seguridade social no Brasil.O segundo capítulo faz um breve histórico do Serviço Social no Brasil, desde as primeiras escolas, o ç , e suas transformações ç na movimento de reconceituação, contemporaneidade visando contextualizar e refletir sobre a seguridade social no Brasil. O terceiro capítulo objetivou-se a analisar os textos utilizados na pesquisa, e em seguida apresentamos as considerações finais e referências bibliográficas utilizadas para compor o presente estudo. Resultados Tendo em vista a importância da seguridade para a coesão e coerência à proteção social, é necessário, estabelecer mecanismos para permitir o funcionamento mais integrado das políticas de saúde, assistência e previdência e obter os seguintes resultados: Eliminação de múltiplas ações para a gestão e concessão de benefícios, que podem ser realizadas de forma unificada, colocando em relevo as condições de cada município. Adoção de medidas que dêem racionalidade para ações de caráter preventivo e reduzam gastos hospitalares, com benefícios da previdência imprevisíveis e minimização da incidência de pobreza, que exige a implementação de políticas de caráter compensatório; Garantia da unificação dos orçamentos e da transferência de recurso para setores mais carentes, sem a especialização de fontes de financiamento e obedecendo às normas de um plano plurianual. É preciso reforço de atuação de CNPS - Conselho Nacional de Previdência Social e a reativação do Conselho Nacional de Previdência Social e a criação de conselhos Estaduais e Municipais. Conclusões Como podemos observar todo esse debate gira em torno da previdência social, por que nesse tripé de seguridade social apenas a previdência é contributiva, e todos querem saber quem vai pagar a conta, da saúde e da assistência. A saúde em todo o Brasil ainda é noticia à nível mundial por falta de estrutura, visto que, onde existe espaço físico não há profissionais e quando tem profissionais não tem material de expediente. Deparamos-nos a todo instante com aparelhos de grande relevância dentro de um centro médico, quebrados e sem prazo para voltar a funcionar. E é por esses motivos que devemos buscar garantir esses direitos e a permanência do sistema público de seguridade social e desse modo, aperfeiçoá-lo, adequá-lo que dela e,, sobretudo estendê-lo a todos os cidadãos q necessitarem. Para que essa seguridade social seja colocada em pratica no Brasil, todos nós cidadãos devemos fiscalizar e levar para a plenária esse assunto para que seja debatido, e só assim descobrirmos as suas deficiências. Referências Bibliográficas BEHRING, E. R. e ALMEIDA, M. H. T (Orgs) Trabalho e seguridade Social: Percursos e Dilemas. Rio de Janeiro: Cortez, 2008. BOSCHETTI, I. Assistência Social no Brasil: Um Direito entre Originalidade e Conservadorismo. Brasília DF. GESST/ SER/ UNB, 2001.. BOSCHETTI BOSCHETTI, I. I Seguridade S id d social i l no Brasil: B il conquistas i t e limites à sua efetivação. Disponível em: < http://vsites.unb.br/ih/dss/gesst/seguridade.pdf> . Acesso em 19/03/2011. Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes Rosana Muzatio Vietri Orientadora: Profa. Profa Amarilis Tudella Nanias Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão das Políticas Sociais Introdução A família representa a base de toda estrutura da sociedade, as raízes morais e a segurança das relações humanas. Mas, se nos confrontarmos com a realidade da vida moderna, observamos um conjunto de fatores de ordem moral, sentimental, econômica e jurídica que caminham para a quebra do conceito tradicional de família, uma parcela significativa dos pais está despreparada para orientar seus filhos. Em muitas famílias, o modelo de educação mais constante, ainda é, o que inclui a violência física contra a criança/adolescente como um de seus métodos para educá-los. Infelizmente, o que se percebe é que o número de notificações é muito baixo, sendo este um indicativo que ç dos técnicos e órgãos g competentes p e os esforços compromissados com a defesa dos direitos da criança e do adolescente deve continuar, utilizando-se dos diversos instrumentos de divulgação, reflexão, debates, entre outros, para minimizar a problemática da Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes. Metodologia Bem sabemos que em nossa sociedade o adulto não precisa de licença para transgredir e, é neste contexto que a violência doméstica ocorre, independentemente de classes sociais, idade, etnia, credos religiosos e políticos. Sem contar, os fatores sócio-culturais que dão condição ao adulto de tornar-se agressor, utilizando-se dessa relação adulta-criança para violentá-la física ou sexualmente, em nome do afeto, da educação. Com o intuito de obter dados de incidência sobre a Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes (VDCA) em Santo André, foram realizadas pesquisas na “Casa Lar Ebenezer e, para um melhor aprofundamento, foi acrescentado os dados do Conselho Tutelar 1 Sub Distrito . Resultados Na Casa Lar Ebenezer , de 30 casos notificados, as causas do abriga mento foram: 87% negligência 13% violência sexual com meninas No Conselho Tutelar,dos 92 casos notificados: 63% negligência 35% violência física 2% violência sexual É importante ressaltar que numa população de aproximadamente 664.263 habitantes, exista uma subnotificação dos casos, ou seja, o número de subnotificação é insignificante. insignificante Conclusões O objetivo com esse trabalho foi apresentar um recorte sobre a violência doméstica contra crianças e adolescentes , fenômeno insidioso que faz milhares de vítimas todos os anos. Enquanto fenômeno que se instala na intimidade da família, a partir do estabelecimento de relações de poder abusivas, com graves repercussões quanto ao desenvolvimento global de suas vítimas, a violência doméstica ainda é mantida como um segredo ou mesmo não reconhecida como algo a ser combatido. Assim, fazse necessário sensibilizar a comunidade para que cumpra a sua parte de responsabilidade nos cuidados que deve dispensar às crianças e adolescentes, de acordo com o que está determinado no Estatuto da Criança q ç e Adolescentes. Referências Bibliográficas AZEVEDO, M. A. & GUERRA, V. A. (2005). Violência de pais contra filhos. Ed. São Paulo: Cortez NEUMANN,M., O que é violência doméstica contra crianças e adolescentes. Psicólogo e Coordenador do CRAMI , 2000 A Trajetória da Política de Assistência Social: Implementação da LOAS e SUAS a partir da Constituição Federal de 1988 Solange Vilarim de Araujo Orientadora: Profa. Amarilis Tudella Nanias Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão de Políticas Sociais Introdução A Constituição Federal é um marco fundamental porque reconhece a assistência social como política social que, junto com as políticas de saúde e de previdência social, compõem o sistema de seguridade social brasileiro. Os objetivos aos quais nos propomos é de reforçar os aspectos positivos da política de assistência social, refletir sobre os marcos legais e todo o contexto histórico, enfatizando as conquistas nesta área. No primeiro capítulo intitulado A trajetória da Assistência Social será feita uma busca aos antecedentes acontecimentos, onde pretendemos abordar o contexto histórico da política de assistência social, desde os primórdios. No segundo tem o objetivo de abordar sobre a política em seu contexto no território brasileiro,, a questão p q social presente e a publicação da Constituição Federal de 1988. No terceiro objetiva discutir sobre a implementação da Lei Orgânica da Assistência Social e do Sistema Único da Assistência Social, as principais preocupações, desafios e conquistas a partir desta regulamentação. Metodologia O presente trabalho de conclusão de curso parte da revisão bibliográfica com a reflexão de diversos autores que falam desta temática. Desta forma, este trabalho monográfico se classifica como uma pesquisa bibliográfica. Resultados A trajetória de afirmação da Assistência Social como política social, demonstra que as inovações legais estabelecidas na Constituição Federal, na LOAS, na Política Nacional de Assistência Social e na Norma Operacional Básica/SUAS, por si sós, são incapazes de modificar de imediato o legado das práticas de assistência social sedimentadas na ajuda, na filantropia e no clientelismo. As mudanças propostas precisam ser compreendidas, debatidas, incorporadas e assumidas por todos os envolvidos no processo de gestão da Política de Assistência Social, que está em franco processo de institucionalização; de profissionalização e de alcance de p racionalidade técnica e política. Tanto seus agentes públicos quanto os usuários da política devem se empoderar de todas as conquistas e direitos adquiridos a partir das legislações. Conclusões Considerando a atual conjuntura política, social e econômica em que se insere a Política de Assistência Social é necessário compreender os limites e constrangimentos de ordem estrutural, que comprometem a sua efetividade. Apesar de todos os esforços e avanços, ainda permanece um abismo entre os direitos garantidos constitucionalmente e a sua efetiva afirmação. Avaliar os impactos da Política de Assistência Social na vida dos cidadãos é condição igualmente importante em função da escassez de conhecimento e dados referentes à população que recorre a Assistência Social para satisfazer suas demandas histórica e socialmente produzidas. É fundamental que haja uma investigação do processo de execução da Política de Assistência Social Social, na perspectiva de implementação do Sistema Único de Assistência Social, capaz de analisar, avaliar e construir conhecimentos sobre a área. Referências Bibliográficas ANGELIM, C. F. Assistência Social: Uma Questão de Cidadania. Rev. Humanidades, Fortaleza, v. 17, n. 1, p. 22-30, jan./jul. 2002. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, 2003. HISTÓRICO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. C Capacitação it ã R Regional i l de d Conselheiros C lh i Estaduais E t d i e Municipais de Assistência Social. Agosto/2000. LONARDONI, et al. Processo de afirmação da assistência social como política social. 2010? YASBEK, M. C. A Política Social Brasileira nos Anos 90: A refilantropização da Questão Social. In I Conferência Nacional de Assistência Social Social. Caderno de Textos Textos. Conselho Nacional de Assistência Social. Brasília. 1995. Organizações Não Governamentais - ONGS: Trajetórias e Concepções Vanessa a essa Mara a a So Solcia c a Borges o ges Orientador: Prof. Vanderlei da Silva Trabalho de Conclusão de Curso da PósGraduação em Gestão das Políticas Sociais Introdução Com a perspectiva neoliberal, o Estado passa a intervir minimamente nas políticas sociais, passando a colaborar com a inclusão de novos atores na formulação e principalmente na execução de tais políticas, através de um sistema de parceria. Assim, a sociedade civil se organiza em prol de objetivos coletivos que venham atender às necessidades básicas que já não fora subsidiadas e garantidas pelo Estado, formando novos atores no cenário econômico e social, conceituado como Terceiro Setor. Sendo assim, este trabalho tem por objetivo conhecer e compreender o Terceiro Setor na conjuntura econômica, política e social, e também conhecer duas entidades que projetos j sociais no município p de Porecatudesenvolvem p PR, o SOS que possui parceria com a Prefeitura e a Associação Comunidade Irmã Clorinda que desenvolve seus trabalhos com recursos próprios, ou seja com doações, promoções,etc. Metodologia Foi utilizada como metodologia, uma revisão bibliográfica, através de pesquisas (livros, artigos, dissertações, teses e internet). Visando à consecução dos objetivos, adotamos também, procedimentos metodológicos de caráter qualitativo, pois a análise foi pautada na realização de entrevistas semiestruturadas, sendo os sujeitos representantes legais das ONGs. Cabe ressaltar quanto a metodologia que, foram encaminhados os questionários as duas ONGs, pois não havia tempo hábil para uma entrevista nos locais. Resultados Foi possível conhecer as duas ONGs que desenvolvem atividades no município de Porecatu-PR. Identificou-se que a falta de recursos é um dos fatores que atrapalham o desenvolvimento dos projetos nas duas ONGs. Observa-se que a falta mobilização comunitária, e de parceiros i em uma região iã onde d não ã há indústrias, i dú t i e sabemos que muitas desenvolvem a Política de Responsabilidade Social, é um fator que contribui para o não financiamento de Projetos Sociais. Conclusões O Terceiro Setor ressurge, emancipando e expandindo suas ações nessas duas ultimas décadas, trazendo para a sociedade uma nova proposta de trabalho e desenvolvimento de políticas públicas, se configurando como um setor proveniente da sociedade civil organizada. São instituições com caráter técnico, político, possuem uma visão integral da pessoa humana, da totalidade e adotam a gestão estratégica e participativa. No entanto, são muitos os caminhos a serem percorridos para esse novo setor da economia, uma vez que não são todas as instituições que adquirem tais praticas. Diante dessa relevância e importância do Terceiro Setor para o sistema econômico, político e social, e diante da sua nova configuração atual atual, não podemos negar que esse setor demanda por uma equipe de profissionais interdisciplinares, que contemplam um caráter técnico e profissional em suas ações, com competência e qualidade nos serviços prestados, com vários desafios entre eles o de captação de recursos, na elaboração de Projetos Sociais. Referências Bibliográficas COSTA, Selma F. O Espaço Contemporâneo de Fortalecimento das Organizações da sociedade civil, sem fins lucrativos: o Terceiro Setor em evidencia. In: O desafio da construção de uma atuação. Gestão atualizada e Contextualizada na Educação Infantil. 2003. 233p, Tese (Doutorado em Educação) USP/SP. FERNANDES, S, Rubem ube César.O Césa O que é o Terceiro e ce o Setor. Seto Terceiro Setor. Desenvolvimento Nacional Sustentado. LASCHPE, Evely Berg et al, São Paulo: Paz e terra, 1997. LANDIN, Leilah .(org.)Ações em sociedade : militância, caridade, assistência etc. Rio de Janeiro : Editora NAU, 1998. SCHREIDER, Érika, É Ong’s, Terceiro Setor e Sociedade Civil - Terminologias. In: Anais do XI Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais. III Encontro Nacional De Serviço Social e Seguridade – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Escola de Serviço Social/2004. As Dificuldades de Implementação p ç de Políticas Sociais no Município de Araras: O CRAS Seria um Equipamento que Realmente Funciona? Viviane Zanchetta Orientadora: Profa. Ma. Amarilis Tudella Nanias Trabalho de Conclusão de Curso de PósGraduação em Gestão de Políticas Sociais Introdução Este trabalho permite uma breve visão da construção das Políticas Sociais em especial da Assistência Social como política de direito social e também em busca da efetivação desses direitos para com a população usuária dos serviços prestados. Para efetivação desses direitos existe a necessidade de implementar os princípios contidos nesta política, principalmente através da implantação e implementação do CRAS – Centro de Referência de Assistência Social. Partindo deste contexto e mediante as observações possibilitadas na prática de coordenação do único CRAS do município de Araras, o qual se encontra em fase de implementação desde 2008, na região leste da cidade, é que surgiu q g essa temática. Assim, parte-se do pressuposto de que as mudanças exigidas aos municípios, a partir da descentralização político administrativo e conseqüente municipalização dos serviços, provocaram dificuldades na adaptação ao novo modelo de gestão proposto. Metodologia O processo deste trabalho foi dividido em capítulos, não independentes entre si, porém didaticamente distribuídas de forma a facilitar a compreensão do todo. A metodologia utilizada foi a bibliográfica, trazendo todo o histórico sobre a origem das Políticas Sociais e sua importância e relevância, em seguida a origem e histórico do Serviço Social e Assistência Social, após foi exposto sobre os Fundamentais Legais: desde a Constituição Federal de 1988; Lei Orgânica de Assistência Social de 1993 (LOAS); Política Nacional de Assistência Social de 2004 (PNAS); Sistema Único de Assistência Social de 2005 (SUAS), até o CRAS – Centro de Referência de Assistência Social e PAIF – Programa de Atenção Integral à Família. Foi utilizado também o método dialético para discorrer sobre o processo histórico do Município de Araras, dentro do contexto sócio econômico, geográfico, político e social, caracterizando o órgão gestor e o CRAS. Resultados Diante das reflexões desenvolvidas se tem como eixo principal à idéia de que a implementação do CRAS só se efetivará se houver vontade política, amplo conhecimento dos gestores e um trabalho articulado entre equipe e rede socioassistencial, pois recursos financeiros existem e não é um dificultador. Desde 2008 até o ano em questão (2011) muito se caminhou, houve problemas políticos, como a questão de mudança de governo, cassação do então prefeito, permanência de um prefeito interino, depois nova eleição com o prefeito interino conseguindo entrar na legenda do governo. Atualmente a parte política está definida e os olhares estão começando a se voltar para a área da q fazer,, como Assistência Social,, mas ainda há muito o que a efetivação do CRAS existente, construção de outros CRAS, a criação e implantação do CREAS e o entendimento por parte dos gestores que a Assistência Social é tão e quanto importante que a Saúde, a Educação, entre outras temáticas. Conclusões Pode-se ressaltar que a implementação do CRAS precisa e deve se efetivar, mas por falta de vontade política, falta de movimentação do poder público municipal e também por desconhecimento e despreparo da própria equipe do CRAS e os gestores da Secretaria ainda se têm um caminho longo a percorrer. Necessita de capacitação, maior entendimento sobre os fundamentais legais apresentados e vontade de arriscar, ter ousadia e criatividade para sair da mesmice e provocar o pensamento de cada pessoa que procura pelo CRAS. Portanto, os profissionais que trabalham neste CRAS têm uma árdua batalha pela frente, que é tentar fazer valer os direitos sociais dos cidadãos somente com a vontade de que a rede seja j articulada,, trabalhar. E com a vontade de q que não tenha duplicidade no atendimento, que o usuário do serviço não necessite ficar indo e voltando aos locais, que tenha um atendimento digno e sem pré-conceitos. Não tem-se a intenção de concluir algo, pois ainda possui indagações e questões a serem respondidas e esclarecidas. Referências Bibliográficas BRASIL, Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome / Conselho Nacional de Assistência Social. Norma Operacional Básica – Sistema Único de Assistência Social (NOB/SUAS). Brasília, 2005. _______. Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. CNAS – Conselho Nacional de Assistência Social. Brasília, 2009. CRESS/SP. Os desafios na construção dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) nos municípios e a atuação profissional. Cadernos Cress SP, volume 3, é uma publicação do Conselho Regional de Serviço Social do Estado de São Paulo – SP, 9ª região, 2008. Material do Curso de Pós-Graduação da UNIP – Gestão de Políticas Sociais. Prefeitura Municipal de Araras, disponível em www.araras.sp.gov.br, acessado em 26 de dezembro de 2010.