ISSN: 2358-0259 FENOLOGIA DE FILTRO DE MACRÓFITAS FLUTUANTES EM WETLAND CONSTRUÍDO PARA O TRATAMENTO DE EFLUENTE DOMÉSTICO Tainã Coelho Quevedo* Universidade Feevale, Novo Hamburgo – RS, Brasil Laboratório de Botânica [email protected] Mariana de Lima Paz Universidade Feevale, Novo Hamburgo – RS, Brasil Laboratório de Botânica [email protected] Daiane Trindade Costa Universidade Feevale, Novo Hamburgo – RS, Brasil Laboratório de Biotecnologia Vegetal [email protected] Günther Gehlen Universidade Feevale, Novo Hamburgo – RS, Brasil Programa de Pós-graduação em Qualidade Ambiental [email protected] Jairo Lizandro Schmitt Universidade Feevale, Novo Hamburgo – RS, Brasil Programa de Pós-graduação em Qualidade Ambiental [email protected] Resumo Os wetlands construídos utilizados em tratamento de efluentes e possuem um moderado custo de capital e baixo custo de energia e manutenção. A fenologia estuda a ocorrência de eventos biológicos cíclicos em decorrência das mudanças climáticas. Os objetivos do estudo foram analisar os eventos vegetativos e reprodutivos de Typha domingensis Pers., verificando a relação destes com as variáveis climáticas, em uma Estação Experimental de Tratamento de Efluente Doméstico, Novo Hamburgo, RS, Brasil. A estação utiliza uma tecnologia inovadora, consistindo em um Filtro de Macrófitas Flutuantes (FMF). O monitoramento dos eventos fenológicos ocorreu durante 2014, UTFPR – Câmpus Curitiba, Avenida Sete de Setembro, 3165 - Rebouças, Curitiba 2º Simpósio Brasileiro sobre Wetlands Construidos – 11 a 13 de Junho de 2015 observando as fenofases de renovação foliar, senescência foliar e fertilidade. Nos 12 meses de monitoramento, as fenofases vegetativas ocorreram de modo constante. A população apresentou uma única floração na primavera, tendo no mês seguinte, a formação de frutos imaturos, caracterizando uma sazonalidade das fenofases reprodutivas. Nenhuma das fenofases apresentou relação com temperatura, fotoperíodo e precipitação, sugerindo que outros fatores como os nutrientes do meio e a adaptação à flutuabilidade podem possuir influência no comportamento fenológico das plantas. Palavras-chave: Estação de tratamento de esgoto. Monitoramento. Sazonalidade. Taboa. Typha domingensis. 1 Introdução O atual crescimento populacional acarreta em altos níveis de poluição no meio ambiente, de forma que as consequências são observadas diretamente no solo, água e atmosfera. Esta poluição, em geral, inclui metais e outras substâncias tóxicas ao ambiente e ao ser humano (PRASAD & FREITAS, 2003). A poluição por metais e outros contaminantes pode levar à ocorrência de alterações nos processos e estruturas celulares, e causar sérios desequilíbrios ambientais (ORTEGAVILLASANTE et al., 2007). A disponibilidade de água doce é limitada mundialmente, sendo necessária sua preservação, visto que os recursos hídricos são objetos de demanda crescente em razão da explosão demográfica e do aumento das necessidades destes na agricultura e indústria (DERÍSIO, 2000). O tratamento de esgoto é um dos maiores problemas ambientais, principalmente por não atender aos requisitos da legislação e, assim, causar prejuízos ao meio ambiente (CIKOSKI, 2008). O efluente tratado deve estar de acordo com os parâmetros da legislação vigente, de forma que ao ser lançado no meio ambiente, não cause impactos (SPIRO & STIGLIANI, 2009). O efeito de um tratamento inadequado do esgoto pode causar vários danos à saúde humana, em especial, a ocorrência de doenças transmitidas por veiculação hídrica (BRAGA & HESPANHOL, 2002). A fitorremediação utiliza plantas diferentes para extrair e estabilizar poluentes no meio ambiente, apresentando alta credibilidade, bom desempenho e baixo custo (CHANDRA & KULSHRESHTHA, 2004). Mas para que o sistema funcione, deve-se ter cuidado na seleção da espécie vegetal, pois a mesma deve ser tolerante às grandes quantidades de poluentes, possuir um alto índice de absorção para resistir às cargas de poluição (HEGAZI et al., 2011) e apresentar tolerância ao alagamento contínuo (DAVIS, 1995). As macrófitas aquáticas, um conjunto de plantas que crescem no meio aquático, em solos saturados ou alagados, tal como espécies de Typha L., desempenham em geral papéis importantes na remoção de poluentes, além de possuírem um rápido crescimento, estabilizam a superfície do leito pela formação de denso sistema radicular, proporcionam um habitat para espécies de animais e agradável aspecto estético para as unidades de tratamento (BRIX, 1994; 1997; REED et al., 1995; TANNER, 2001; U.S. EPA, 2000). UTFPR – Câmpus Curitiba, Avenida Sete de Setembro, 3165 - Rebouças, Curitiba 2º Simpósio Brasileiro sobre Wetlands Construidos – 11 a 13 de Junho de 2015 Os Sistemas alagados construídos, ou wetlands construídos, visando o tratamento de efluentes possuem como característica um moderado custo de capital e baixo custo de energia e manutenção (MICHAEL JR., 2003). Existem poucos sistemas avaliados continuamente e por maiores períodos de tempo, além disso, os parâmetros analisados e a metodologia utilizada não possuem um padrão, tornando os dados de difícil comparação (VALENTIM, 2003). O Brasil oferece condições climáticas ótimas para a implantação deste tipo de sistema e apresenta notável carência no tratamento de esgoto (VALENTIM, 1999). A fenologia estuda a ocorrência de eventos biológicos cíclicos em decorrência das mudanças climáticas, permitindo a percepção dos processos relativos à dinâmica populacional, reprodução e regeneração das espécies (LEE et al., 2009). Além disso, as variações de nutrientes do meio possuem influência na dinâmica da comunidade de macrófitas aquáticas (ESTEVES, 1998). Os objetivos do estudo foram analisar os eventos vegetativos e reprodutivos de Typha domingensis Pers., verificando a relação destes com as variáveis climáticas e analisar a sazonalidade dos eventos fenológicos, em uma Estação Experimental de Tratamento de Efluente Doméstico (ETE), no município de Novo Hamburgo, RS, Brasil. 2 Material e métodos 2.1 Área de Estudo O trabalho foi desenvolvido na Estação Experimental de Tratamento de Efluentes Domésticos (ETE), no município de Novo Hamburgo, RS, entre as coordenadas geográficas 29°69’37.21”S e 51°10’21.22”O. A unidade possui 17m de comprimento por 17m de largura e 2,5m de profundidade e está em operação desde fevereiro de 2012. A estação utiliza uma tecnologia inovadora, consistindo em um Filtro de Macrófitas Flutuantes (FMF), o qual emprega o uso de balsas que permitem a flotação das plantas e sua adaptação, formando um emaranhado de raízes flutuantes sobre a superfície da água. As plantas em flutuação absorvem as impurezas e injetam oxigênio de forma natural no esgoto, além de fornecerem uma grande superfície para a fixação de microrganismos que auxiliam no processo de purificação, através do filtro de raízes. O sistema de plantio e suporte de plantas em água maximiza as chances de sobrevivência, permite a adaptação das plantas à flutuabilidade e possibilita o crescimento das plantas jovens para formação do filtro. No entanto, a resposta das espécies do gênero Typha à lâmina d'água maior do que 90 centímetros é relativamente desconhecida (SHARMA et al., 2008). 2.2 Material Biológico UTFPR – Câmpus Curitiba, Avenida Sete de Setembro, 3165 - Rebouças, Curitiba 2º Simpósio Brasileiro sobre Wetlands Construidos – 11 a 13 de Junho de 2015 A planta selecionada é a Typha domingensis (Typhaceae), nativa do Brasil, apresenta em geral de dois a três metros de comprimento (LORENZI, 1982). Esta espécie ocorre em grande variedade de habitats aquáticos, possui fácil cultivo, propagação por semente, rizoma ou touceira, rápido crescimento, capacidade de absorção de poluentes e distribuição cosmopolita, sendo encontrada em ambos os hemisférios nas regiões temperadas e tropicais (JOLY, 1979). Sua importância ecossistêmica refere-se a grande quantidade de matéria orgânica produzida pela decomposição, e a participação da maior parte desta na teia alimentar de detritos (SANTOS & ESTEVES, 2002; GONÇALVES et al., 2004). Além disso, ambientes com macrófitas aquáticas fornecem aos macroinvertebrados proteção contra predadores, e fonte de alimento para organismos raspadores, detritívoros e predadores que são fonte de alimento para aves (SHAFFER, 1998; OERTLI & LACHAVANNE, 1995). 2.3 Monitoramento Fenológico Foram selecionadas aleatoriamente dentro do tanque de tratamento seis unidades amostrais de 1m², sendo demarcadas com o canos de PVC. O monitoramento dos eventos fenológicos vegetativos e reprodutivos dos indivíduos das unidades amostrais selecionadas ocorreu em intervalos mensais durante 12 meses (janeiro a dezembro de 2014), observando as fenofases de renovação foliar, senescência foliar, floração e frutificação. A intensidade dos eventos fenológicos foi estimada individualmente através de uma escala intercalar semiquantitativa de cinco categorias (0 a 4), com intervalo de 25% entre elas (FOURNIER, 1974), permitindo estimar a porcentagem de intensidade das fenofases em cada unidade amostral. Para cada mês foi realizada a soma de todas as categorias de intensidade dada para cada unidade amostral e dividiu-se pela soma máxima que a população poderia receber. O índice de atividade, método qualitativo que verifica a presença e a ausência da fenofase, foi obtido pela frequência dos indivíduos em cada fenofase. 2.4 Dados Climatológicos Os dados de precipitação e temperatura foram obtidos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET, 2014). A medida astronômica padrão para a latitude foi proveniente do anuário interativo do Observatório Nacional (ON, 2014). 2.5 Análise Estatística As intensidades foram submetidas ao teste de Shapiro-Wilk e como não atenderam ao pressuposto de normalidade, foi aplicado o teste de correlação de postos de Spearman (rs), em nível de significância de 5%, para verificar as relações entre os eventos fenológicos com precipitação, UTFPR – Câmpus Curitiba, Avenida Sete de Setembro, 3165 - Rebouças, Curitiba 2º Simpósio Brasileiro sobre Wetlands Construidos – 11 a 13 de Junho de 2015 temperatura e média astronômica do comprimento do dia. As análises foram realizadas usando o software estatístico BioEstat versão 5.3. 3 Resultados e discussão De janeiro a dezembro de 2014, a precipitação acumulada foi de 2121mm e a média mensal foi de 176,75mm (Fig.1). O mês mais chuvoso foi setembro (264,2mm) e o com menor precipitação foi maio (83,8mm). A temperatura média anual foi de 20,6°C, sendo que a média do mês mais quente ocorreu em janeiro (26,5°C), e a do mais frio foi em julho (14,9°C). O fotoperíodo variou de 10,24 horas (junho) a 14,04 (dezembro). Figura 1 – Média astronômica mensal de comprimento do dia (fotoperíodo), precipitação e temperatura do período de janeiro a dezembro de 2014, em Novo Hamburgo, RS, Brasil. As colunas indicam a precipitação e as linhas indicam a temperatura. H: horas; Mm: milímetros; °C: Grau Celsius. Fonte: INMET, 2014; ON, 2014. Nos 12 meses de monitoramento, Typha domingensis apresentou renovação foliar de modo constante, apresentando uma frequência máxima de ocorrência nas unidades amostrais, porém a intensidade não ultrapassou 50% (Fig.2). Enquanto que, para indivíduos com folhas senescentes os picos de intensidade foram em maio, julho, outubro e dezembro (63%). Com exceção de setembro UTFPR – Câmpus Curitiba, Avenida Sete de Setembro, 3165 - Rebouças, Curitiba 2º Simpósio Brasileiro sobre Wetlands Construidos – 11 a 13 de Junho de 2015 (83%), as unidades amostrais apresentaram frequência máxima de senescência em todos os meses. A população apresentou uma única floração ao longo dos 12 meses, acontecendo em outubro, quando 33% das unidades amostrais possuíam inflorescências. Consequentemente, no mês seguinte, o mesmo número de unidades amostrais apresentava a formação de frutos imaturos. As fenofases reprodutivas apresentaram intensidade de 17% nos seus respectivos meses. Figura 2 – Índice de atividade e de intensidade das fenofases de renovação foliar (A), senescência foliar (B), floração (C) e frutificação (D) de Typha domingensis durante 12 meses de amostragem (janeiro a dezembro de 2014), em Estação de Tratamento de Efluente Doméstico, Novo Hamburgo, RS, Brasil. (.........) Intensidade e (―) Atividade. A B C D Fonte: Pesquisa de campo (2014). UTFPR – Câmpus Curitiba, Avenida Sete de Setembro, 3165 - Rebouças, Curitiba 2º Simpósio Brasileiro sobre Wetlands Construidos – 11 a 13 de Junho de 2015 Em regiões de baixa sazonalidade do regime de chuvas, como a região do presente estudo, as espécies não apresentam influência da precipitação sobre as variações fenológicas. Alvim (1964) propôs que a relação da fenologia de plantas tropicais com o fotoperíodo tende a ser maior à medida que ocorre o distanciamento da região equatorial. Apesar disso, nenhuma das fenofases vegetativas ou reprodutivas de Typha domingensis apresentou relação com temperatura, fotoperíodo ou precipitação (Tab.1). Contudo, as inflorescências surgiram após o mês de setembro, o qual possuiu a maior precipitação com 264,2mm. Da mesma forma, o pico de intensidade de renovação foliar ocorreu em dezembro, que possuiu o maior fotoperíodo (14,04 horas). O fato de não ocorrer relação dos eventos fenológicos com os fatores climáticos é pouco comum para angiospermas crescendo no sul do Brasil. Aide (1988) destacou que a pressão de herbívoros, predadores e competidores, entre outros, são decisivos da fenologia vegetal, em lugares com pouca sazonalidade climática, fato do presente estudo, já que existe a presença de plantas invasoras na ETE. Borchert (1980) sugeriu que as mudanças ambientais são fatores secundários, sendo que os processos cíclicos endógenos atuam primeiramente sobre a reprodução e crescimento de espécies tropicais de plantas. Além disso, a dinâmica da comunidade de macrófitas aquáticas apresenta variações de acordo com a disponibilidade de nutrientes do meio (ESTEVES, 1998), o que pode possuir maior influência no local de estudo. Tabela 1 – Correlações entre das variáveis fenológicas das unidades amostrais de Typha domingensis durante 12 meses de amostragem (janeiro a dezembro de 2014) com a temperatura, fotoperíodo e precipitação, em Estação de Tratamento de Efluente Doméstico, Novo Hamburgo. Evento Fenológico Temperatura Fotoperíodo Precipitação Renovação Foliar r=-0,10 e P=0,75 r=0,06 e P=0,84 r=0,17 e P=0,59 Senescência Foliar r=-0,43 e P=0,15 r<0,01 e P=0,92 r=-0,32 e P=0,30 Floração r=0,04 e P=0,89 r=0,1310 e P=0,68 r=0,13 e P=0,68 Frutificação r=0,21 e P=0,49 r=-0,21 e P=0,49 r=0,30 e P=0,33 Fonte: Pesquisa de campo (2014). As fenofases vegetativas foram contínuas ao longo do período e não evidenciaram sazonalidade na população monitorada. As fenofases reprodutivas foram altamente sazonais e concentraram-se na primavera. A frutificação e a floração ocorreram dentro do período esperado para a espécie, a qual, de acordo com a literatura, floresce e frutifica de julho a fevereiro (REITZ, 1984). O fato observado da baixa incidência de floração na população pode ser justificado pela maior altura da lâmina de água, visto que ao se aumentar a profundidade, as plantas desenvolvem folhas mais altas e diminui a ocorrência de floração, diminuindo também a alocação de biomassa para rizomas e raízes (GRACE & WETZEL, 1982). UTFPR – Câmpus Curitiba, Avenida Sete de Setembro, 3165 - Rebouças, Curitiba 2º Simpósio Brasileiro sobre Wetlands Construidos – 11 a 13 de Junho de 2015 4 Considerações finais As plantas mostram-se bem adaptadas ao sistema FMF, e observações adicionais indicaram que a multiplicação dos indivíduos está ocorrendo pela emissão de brotos laterais. Mediante os resultados obtidos neste estudo, conclui-se que, temperatura, fotoperíodo e precipitação não são bons preditores das fenofases de Typha domingensis crescendo em flutuação na ETE. Referências AIDE, T. M. Herbivory as a selective agent on the timing of leaf production in a tropical understory community. Nature 336: 574-575, 1988. ALVIM, P. T. Periodicidade do crescimento das árvores em climas tropicais. In: Anais do XV Congresso Nacional de Botânica (Sociedade Botânica do Brasil, ed.), Sociedade Botânica do Brasil, Porto Alegre, p.405-422, 1964. BORCHERT, R. Phenology and ecophysiology of tropical trees: Erytrina poeppigiana O.F. Cook. Ecology 61: 1065-1074, 1980. BRAGA, B. & HESPANHOL, I. Introdução à engenharia ambiental. São Paulo: Prentice Hall, 2002. BRIX, H. Do macrophytes play a role in constructed treatment wetlands? Water Science Technology, v.35, n.5, pp.1117, 1997. BRIX, H. Functions of macrophytes in constructed wetlands. 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