IMPRESSO Confira na pág. 18 Santa Rosa, NOVEMBRO/ 2010 - Ano XIV - Edição 154 (A INFORMAÇÃO e FORMAÇÃO CRISTÃ) A Romaria ao Caaró começou há 400 anos. Mas não está na 77ª edição, ou 77 anos? A Romaria ao Caaró ultrapassa a fé e espiritualidade da devoção aos Santos Mártires. Ela é expressão da nossa história, da formação cultural, religiosa e organizacional de nossa região. Por isso, enquanto caminhada e peregrinação ao Santuário dos Mártires tem 77 anos, mas ela só acontece porque tem toda uma história que a antecede. É essa história que deu origem, por todo um processo de evangelização, martírio, beatificação e canonização, a esse grande e diverso acontecimento de evangelização da diocese de Santo Ângelo. O Jornal Missioneiro traz toda essa história que começa com a formação dos Sete Povos, o Martírio e as etapas da Romaria ao Santuário. Também, como projeto de evangelização a Romaria desse ano tem uma dimensão missionária, com a participação organizada pelas pastorais e movimentos. Essa missionaridade é apresentada nessa edição, revelando um pouco da história e suas ações. Comece a peregrinar conhecendo essa história. Geral SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 Expediente: EDITORIAL ASSOCIAÇÃO MISSIONEIRA DE COMUNICAÇÃO - AMC - CNPJ 05.394.324/0001-75 Presidente: Pe. Edegar Soares de Matos Vice-Presidente: Arnildo L. Rockenbach Redação e Administração: Milton Gehardt, Ir. Liria Maria Kreutz, Iracema de Souza e Pe. Afonso Werle Redator Chefe: Adair Adams Jornalista Respons.: Marilene Donadel Kroth Vendas: Iolanda Martinelli Diagramação: Sandra Pasini Fotos: Arquivo “Missioneiro” Endereço: Rua Guaíra, 1100 B. Esperança CEP.:98.900-000 Santa Rosa/RS Fone: 55 3512-3810 E- mail: [email protected] Tiragem: 20.000 exemplares Impressão: Empresa Jornalística Planalto Médio Ltda. S As obras do amor ão mais de três séculos da chegada de homens cheios de Deus, com o coração repleto de amor incondicional, com uma garra de leão mais forte, para trabalhar pelo bem das pessoas que no Rio Grande do Sul existiam naquele momento. Com objetivo bem definido, Roque Gonzales, Afonso Rodrigues e João Del Castilho, aportam em São Nicolau a fim de organizar os povos indígenas, vítimas da fúria colonialista dos bandeirantes paulistas, que os caçavam para serem levados como escravos no centro do Brasil. Quem se orienta pelo dinheiro, ganho fácil, jamais abre mão da violência ou da exploração. O problema era também bem maior que apenas os bandeirantes: todo um sistema de exploração sustentado por um projeto social e por toda força militar existente na época. As reduções jesuíticas eram a esperança e a salvação desses povos indígenas. Mesmo sem querer o uso da violência, infeliz- ASSINATURA: Preço - anual (12 edições) R$ 35,00 AUTO MECÂNICA SANTANA LTDA. 3512-6549 3512-3731 Rua Santa Rosa, 2437 Santa Rosa/RS 02 mente as reduções tiveram que apelar em legítima defesa, para afugentar os bandeirantes que insistiam na escravização e nas atrocidades entre os indígenas e abortavam assim o crescimento dos povos. Com a expulsão dos bandeirantes destas terras, foi possível consolidar o sonho de vida em abundância entre os pobres desta terra. Os santos: Roque, Afonso e João trouxeram o cristianismo para nossas terras. Sua coragem, seu amor a Jesus Cristo e aos necessitados foram tão fortes na época que sua luz irradia ainda hoje. Podemos dizer, sem sombra de dúvidas, que a ação dos primeiros missionários, a obra que veio depois: os sete povos das missões, a organização da igreja e demais obras até o dia de hoje, são obras do amor. Quem ama pode fazer muito. Quem não ama apenas destrói. O desamor e o ódio não conseguem realizar nada, absolutamente nada! NOME: ........................................................................................................... RUA: ............................................................................................ Nº: ............ BAIRRO .....................................FONE: ........................................................ CEP: ...........................................CIDADE: ................................. UF ............ RECEBI A EDIÇÃO Nº: ................................................................................. Pagamento: Cheque nominal para Associação Missioneira de Comunicação. Depósito: BANRISUL - Agência 355 Conta 06.858883.01 Obs.: Enviar comprovante de depósito. IRMÃS CARMELITAS Hóstias Velas litúrgicas e ornamentais Estandartes, alfaias, e paramentos litúrgicos em pintura e bordado R. Pe. Dionysio Basso, 2550 Tel.: 3361-1063 Giruá/RS E-mail: [email protected] Notícias SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 De 10 a 16 de novembro Diocese e região vão ao Caaró A Romaria ao Caaró é a maior celebração de fé, devoção e espiritualidade de nossa Diocese. Nossa cultura e nossa espiritualidade têm as marcas desse encontro de Jesuítas com os índios. Esse ano tem a presença material do encontro, através da relíquia do coração do Santo Padre Roque Gonzales. Programação da Romaria: 10/11 - Acolhida do Coração - Apostolado da Oração; 11/11 - Dia da Vida - Pastoral da Criança, Pastoral da Pes- soa Idosa e Pastoral da Saúde; 12/11 - Dia da Família - Pastoral Familiar, Cursilho e Movimento de Schoenstatt; 13/11 - Dia da Catequese; 14/11 - Noite - Vigília do Setor da Juventude e Peregrinos da Caminhada; 15/11 - Dia das Comunidades - Memória do martírio - ponto alto da Romaria; 16/11 - Dia dos Estudantes despedida da Relíquia do Coração do Santo Padre Roque Gonzales. Antônio Cardoso canta a família e o amor na região Três shows em uma semana na região. Antônio Cardoso fez Show da Família em Santa Rosa no dia 19 de outubro, promovido pela AVIPAE, Paróquias Católicas de Santa Rosa, Empresa Jornalística Noroeste, RBS/TV, Jornal Missioneiro e Sindilojas. No dia 21, em São Luiz Gonzaga, promovido pela Paróquia Católica em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e no dia 22, no município de Cerro Largo, promovido pela Paróquia Católica em parceria com a prefeitura municipal. A mensagem está voltada para as famílias, para que vivam intensamente o amor entre todos. Congresso reúne mais de 2 mil No dia 17 de outubro, a Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Porto Xavier acolheu mais de dois mil participantes no 20º Congresso Diocesano do Apostolado da Oração. Aproximadamente 30 paróquias estavam presentes, cantando, refletindo, orando e celebrando a espiritualidade do sagrado coração de Jesus. A reflexão sobre o discipulado missionário foi orientada pelo Pe. Sereno Boesing, SJ. O bispo emérito Dom Estanislau presidiu a eucaristia, concelebrada por 10 padres. O Pároco Aloísio Kuhn, a coordenação do Apostolado da Oração, os setores pastorais da paróquia, em parceria com a escola e entidades do município, preparam com esmero o espaço celebrativo do Ginásio de Esportes. Mereceu destaque a equipe de cantos e a animação musical. Parabéns Porto Xavier! 03 Mais de uma centena confirma a fé em Santa Ângelo No dia 16 de outubro, a Paróquia Sagrada Família de Santo Ângelo, viveu um momento muito celebrativo, em que 116 adolescentes, oriundos de suas comunidades se encontraram na Igreja Matriz para celebrar um passo decisivo, assumir o Sacramento do Crisma, ministrado pelo bispo emérito D. Estanislau, acompanhado pelo pároco Pe. Marcos Bruxel. Os adolescentes renovaram seus compromissos batismais perante padrinhos, pais, familiares, catequistas e comunidade. Todos eles envolvidos na celebração, orientados pelos 17 catequistas que fizeram com eles esta consciente e maravilhosa caminhada. Foi emocionante acompanhar os olhares de felicidade de todos os confirmandos. Pedimos que o Espírito Santo derrame suas bênçãos e envie seus dons a estes confirmados para que possam colocá-los em prática na caminhada evangelizadora das comunidades. Coordenação de Catequese - Elsi Rabuske Pacri realiza Encontro de Coordenadores Paroquiais de Área A Pastoral da Criança realiza mais um Encontro para todos(as) coordenadores(as) paroquiais de área. O encontro será nos dias 05 e 06 de novembro em Santo Ângelo. O local será o Seminário da Sagrada Família, com início às 12h. Ministros da Forania de Cerro Largo fazem retiro A Forania de Cerro Largo realiza no dia 27 de novembro, retiro de formação para todos os seus ministros, na paróquia de São Paulo das Missões, das 14h até às 18h. Cáritas em Assembleia Com imenso trabalho de gestão e fomento de desenvolvimento sustentável e socialmente justo a Cáritas Diocesana, realiza mais uma Assembleia Diocesana. Será na Paróquia de Cruzeiro, Santa Rosa, no dia 09 de novembro, das 9h até às 16h. Liga das Famílias tem Encontro O movimento de Schoenstatt realiza Encontro Diocesano da Liga das Famílias, no Santuário de Schoenstatt, em Santo Ângelo. O encontro será no dia 28 de novembro, das 14h às 18h. PE. ZEZINHO NA REGIÃO Local: Cerro Largo Data: 22/12/2010 Hora: 22h30mim Geral SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 04 A força do Caaró As mudanças e os motivos de quase 80 anos de peregrinação e romaria Pe. João Konzen e D. Estanislau A. Kreutz E ste ano, a tradicional Romaria Diocesana de Caaró se reveste de uma importância especial: durante uma semana o Santuário dos Santos Mártires será palco de veneração da Relíquia do Coração do Pe. Roque. A propósito, vamos fazer uma breve memória da história das Romarias, que desde o ano de 1934, alcançam este ano a de número 77. Ao longo deste período, podemos distinguir três etapas, cada uma com seu estilo próprio de romaria. 1ª Etapa A partir dos anos 1930, o Pe. Max von Lassberg, Pároco em Cerro Largo, começou a suscitar o interesse pela devoção aos Mártires de Caaró. Com a assessoria do historiador Pe. Luiz Gonzaga Jaeger, realizaram-se pesquisas tendo em vista encontrar o lugar da primeira redução fundada pelos Missionários Pe. Roque Gonzales e Pe. Afonso Rodrigues, e do martírio deles. As pesquisas concluíram como mais provável o local do atual santuário dos Santos Mártires em Caaró. Até hoje persiste esta crença constante, nunca desmentida por nenhuma pesquisa. Identificado com segurança o lugar do martírio, realizou-se, em novembro de 1934 - ano da beatificação dos Mártires - a primeira romaria de um grupo de devotos de Cerro Largo, que percorreram a pé a distância de cerca de 40 quilômetros até Caaró. Naquela ocasião, foi erguida uma cruz como marco sinalizador do lugar do martírio, estando presentes Mons. Estanislau Wolski, Pe. Tiago Kieling e Pe. Leopoldo Arnzen, Provincial dos Jesuítas. A partir daí, todos os anos a Paróquia de Cerro Largo vem promovendo romarias. Costumava ser um número relativamente reduzido de pessoas que se organizavam em grupos por localidade de origem, colocavam suas mochilas - barracas para acampar e mantimentos em carroças de bois que acompanhavam a caminhada dos romeiros. Durante a caminhada, havia momentos de oração, bem como tempos de conversa e entrosamento dos grupos. Chegando a Caaró, armavam suas barracas no mato e ficavam acampados por cerca de três dias, com orações e celebração de missa. Depois, no mesmo estilo, retornavam para suas casas. Este estilo de romaria, como iniciativa das paróquias de Cerro Largo e Caibaté, com assistência religiosa de padres jesuítas, com pequenas variações durou até o início dos anos 70. Com o passar dos anos, as carroças foram substituídas por caminhões, que passaram a transportar os romeiros na volta para casa. No início deste período, em 1936, os romeiros de Cerro Largo, em parceria com devotos da paróquia de Caibaté e da comunidade de Mato Queimado, construíram o primeiro san- tuário, de pequenas dimensões, mas com a fachada que se conserva até hoje. 2ª Etapa A partir dos anos 70, por iniciativa de D. Estanislau, um apaixonado pela história e a devoção dos Santos Mártires, começou-se a motivar e promover a romaria em toda a Diocese. No dia da celebração festiva, no 3º domingo de novembro, começaram a afluir caravanas em ônibus, das mais variadas paróquias da Diocese. A constante campanha de motivação fez crescer de ano para ano o número de paróquias que aderiam à romaria. A romaria passou a ter o caráter de uma festa popular, promovida pela Paróquia de Caibaté. Além da celebração festiva da missa pela manhã, não havia outra programação religiosa. Equipes da Paróquia de Caibaté, com a colaboração de uma equipe de São Luiz Gonzaga, atendiam a copa e o churrasco. Esta segunda fase de estilo de romaria durou até o final dos anos 70. Em 1978, um incidente trágico abalou profundamente o ambiente da festaromaria. Por motivo de uma intriga entre rivais, um dos envolvidos matou um brigadiano que quis intervir. O agressor por sua vez, também foi morto, e generalizando-se o tiroteio em que uma terceira pessoa também acabou sendo atingida. Evidentemente, este incidente abalou o clima da festa, e acabou motivando a passagem para um novo estilo de romaria. 3ª Etapa No ano seguinte a este incidente, temia-se que viesse a represália devido aos assassinatos ocorridos. Mas Deus colocou em cima sua mão providencial: naquele ano choveu torrencialmente no dia da romaria, de sorte que se reuniu pouca gente e a festa ficou pequena. Os contendores da briga não apareceram. Todos ficaram aliviados. A partir destes fatos, o Bispo D. Estanislau, com a equipe diocesana de coordenação pastoral, decidiu mudar radicalmente o estilo da romaria, que passou a ser essencialmente religiosa e penitencial. O tempo do dia da romaria foi preenchido com programação religiosa: celebração penitencial, oração da via sacra, celebração da eucaristia, e após o intervalo para almoço, uma tribuna missionária, concluindo-se com celebração de bênção da saúde. Eliminou-se completamente o aspecto festivo: venda de qualquer tipo de bebida alcoólica e de churrasco. Os romeiros deviam trazer de casa seus mantimentos para o dia. Esta decisão foi amplamente divulgada num esforço de motivação para a romaria. A resposta popular foi muito positiva. De ano a ano cresceu o número de romeiros, com espírito religioso e penitencial. Pessoas que não estivessem animadas deste espírito religioso não sentiam mais atrativo para vir a Caaró na romaria. Para atender melhor ao número crescente de romeiros, em 1996 foi ampliado o santuário para as dimensões que tem hoje, e foi construído o estrado e o altar da celebração no bosque, local das celebrações religiosas campais da romaria. No decorrer desta história, merecem ser recordados ainda os seguintes fatos: - em 1973, o coração do Pe. Roque esteve durante sete dias na catedral de Santo Ângelo, havendo celebrações diárias com catedral lotada. - em 1978, ao comemorar os 350 anos do martírio, novamente o coração da Pe. Roque esteve presente na romaria. - em 1988, o Papa João Paulo II canonizou os Mártires, em sua visita a Assunção do Paraguai. - em 1998, mais uma vez o coração do Pe. Roque foi trazido ao Rio Grande, onde visitou todas as catedrais diocesanas do Estado e algumas paróquias da Diocese de Santo Ângelo, estando presente em Caaró no dia da romaria. - no presente ano, novamente o coração do Pe. Roque estará conosco, permanecendo por diversos dias no santuário em Caaró, com programação já amplamente divulgada. Geral SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 05 A emocionante história dos heróis das Missões Roque Gonzales, Afonso Rodrigues, João de Castilho e outros... os santos de Caaró José Roberto Oliveira¹ A s Missões jesuítico-guaranis são um projeto iniciado em 1609 com a fundação da redução de San Ignácio Guaçu, onde hoje é Paraguai. De todo esse processo realizado, vamos destacar apenas a morte dos três missioneiros mortos em 1628, no Caaró e Assunção do Ijuí, e a morte do Padre Cristóvão de Mendonza. O Padre Roque Gonzales de Santa Cruz nasceu na cidade de Assunção no ano de 1576. Seu pai, Bartolomeu Gonzales de Valverde, e sua mãe, Maria de Santa Cruz, eram de origem espanhola. Roque naturalmente aprendeu a falar o Guarani, língua que naquela época, como hoje, é a base da cultura do Paraguai. Desde cedo, via com indignação as graves injustiças cometidas contra os guarani pelos colonizadores, especialmente pelos encomendeiros. Foi ordenado padre em 1599, com 22 anos de idade, assumindo o trabalho no meio dos índios da região de Maracaju. Logo foi nomeado cura da catedral de Assunção, já em 1609, foi nomeado Vigário-Geral da Diocese. Iniciou o noviciado na Companhia de Jesus no dia 09 de maio de 1609, onde ingressou, definitivamente em 1619. O Padre Afonso Rodrigues nasceu aos 10 de março de 1598, em Zamora, Espanha. Em 25 de março de 1614, entrou na Companhia de Jesus, em Salamanca. Em 02 de novembro de 1616, juntamente com outros trinta e sete companheiros, entre eles João de Castilho, foi enviado à América, chegando a Buenos Aires no dia 15 de fevereiro de 1617. Foi ordenado sacerdote em fins de 1623. Seu primeiro ministério ocorreu entre os ferozes guaicurus às margens do Pilcomaio. Após, foi destinado à redução de Itapua, onde trabalhou até que pediu que fosse enviado a uma missão mais desafiadora. Juntamente com Roque Gonzales, Afonso Rodrigues lança as bases do Caaró em 1628. O Padre João de Castilho nasceu em Belmonte na Espanha em 14 de setembro de 1595. Iniciou seu noviciado na Companhia de Jesus em 1614, com 18 anos de idade. Em 1617, chegava à América. Concluídos os estudos de Filosofia, foi enviado para o Colégio da Conceição, no Chile. Em 1625, foi ordenado sacerdote. Iniciou seu ministério na redução de São Nicolau, onde se aprofundou na Língua Guarani. No dia 15 de agosto de 1628 ajudou Roque Gonzales a fundar a redução de Assunção do Ijuí. Após dois meses e meio, Roque Gonzales o deixou para fundar Caaró. O drama dos martírios, conforme Estanislau A. Kreutz no livro Santos Mártires das Missões, 1999, começou quando os Padres Roque Gonzales e Afonso Rodrigues distribuíam as cunhas de ferro aos índios e esses se comprometiam a reduzir-se. No grupo, infiltraram-se três intrusos a mando do cacique Nheçu para que o feiticeiro Caarupé, um dos principais ca- ciques, matasse os padres. No dia 15 de novembro, após a missa, o Padre Roque preparava-se para erguer o sino, e foi quando dois índios desferiram violentos golpes de machadinhas de pedra (itaiçás) sobre a cabeça do padre. Em seguida, o Padre Afonso, saindo de sua cabana, também foi atingido mortalmente. Um velho cacique, catecúmeno, repreendeu os malvados pela ação. Os assassinos lançaram-se sobre ele e o mataram no mesmo instante. No dia seguinte, para completar a obra de destruição, os índios voltaram e subitamente ouviram uma voz que saía do coração do Padre Roque: "Matastes a quem vos amava e queria bem; matastes, porém, somente o meu corpo, pois minha alma está no céu. E não tardará o castigo porque virão meus filhos para punirvos por terdes maltratado a imagem da Mãe de Deus. Mas eu voltarei para vos ajudar porque muitos trabalhos vos hão de sobrevir por causa de minha morte." Os assassinos, ao ouvirem essa voz, enfureceram-se mais ainda. Arrancaram o coração do peito do Padre Roque, atravessaram-no com uma flecha, reacenderam a fogueira, e nela lançaram os restos mortais dos mártires e o coração. Do corpo do Padre Roque restou o tronco. O coração ficou ileso, atravessado que fora por uma ponta óssea de flecha. Do Padre Afonso conservou-se a parte superior do tronco e alguns restos mortais. No dia 17 de novembro de 1628, seguiu o projeto de Nheçu, quando às 15 horas, após a oração, o Padre João de Castilho foi abordado pelo cacique Araguirá, que, de pronto, investiu contra o missionário, juntamente com outros índios. Arrastaram-no por três quartos de légua, cravaram flechas e o apedrejaram, deixando-o morto. No dia seguinte, atearam fogo ao corpo do mártir. Em 28 de janeiro de 1934, o Papa Pio XI declarou a beatificação dos Três Mártires das Missões, e no dia 16 de maio de 1988, o Papa João Paulo II canonizou-os, declarando-os Santos oficialmente. O fato ocorreu em Assunção no Paraguai. Assistiram à cerimônia quinhentos mil fieis. ¹Historiador das Missões Geral SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 06 Caaró é um dos locais de maior visitação da Diocese O Santuário dos Santos Missioneiros é centro de fé, história e cultura na região S ituado no perímetro da primitiva Redução de Todos os Santos de Caaró, nas proximidades da histórica Redução de São Lourenço Mártir, no atual município de Caibaté. O Pe. Roque Gonzales de Santa Cruz, acompanhado pelo jovem missionário Pe. Afonso Rodrigues, fundou a redução de Todos os Santos de Caaró, no 1º de novembro de 1628. Em 1933 0 Pe. Luiz Gonzaga Jaeger, SJ, apoiado por um grupo de católicos de Cerro Azul (Cerro Largo), Caibaté e Mato Queimado, à luz das Cartas Anuais de antigos missionários, dirigiuse até o campo do Sr. Horácio de Menezes, no atual município de Caibaté. Iniciou uma série de escavações. Redescobriu, efetivamente, o local do martírio de Roque Gonzales e Afonso Rodrigues, segundo descrições registradas em sua obra Os Três Mártires Riograndenses, p. 292-316. No dia 15 de novembro de 1933, foi erigida uma grande cruz no local do martírio. Em 1936, por iniciativa do Pe. Max Von Lassberg, SJ, foi lançada a pedra fun- damental de um pequeno santuário em honra dos três bem-aventurados Mártires, em Caaró. A Diocese promoveu a construção de uma casa de retiros, dedicada ao Pe. Antônio Sepp. Foi inaugurada em 1988. Oferece espaço para alojamento de 45 pessoas. Logo após, edificou-se, ainda, a hospedaria e refeitório para os peregrinos. Em 1992, foi ampliada por dois terços a até então capela e transformouse em autêntica Igreja-Santuário. No interior do bosque, em frente ao santuário, ergueu-se um altar com ampla tribuna para a celebração de missas campais por ocasião das grandes romarias. Dois novos pavilhões servem, além do mais, como abrigo aos romeiros. O conjunto estrutural de Caaró está hoje profusamente enriquecido de expressivos símbolos: o Monumento aos Três Santos Mártires e ao(s) Índio(s) Mártir(es), a coluna de pedra encimada por um grande coração de bronze, lembrando o coração de São Roque, e a Cruz Missioneira. Fonte: Livro da Diocese - 40 anos Igreja do Santuário de Caaró SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 Geral 07 Geral 08 SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 Dos Sete Povos, os Mártires que se tornaram santos Como, quando, o que e porque os índios martirizaram três padres jesuítas *Nelmo Roque Ten Kathen busca de riquezas. Para tanto começaram a usar a mão de obra indígena pelo sistema de escravidão. Cedo descobriram que os guarani eram os mais trabalhadores. Os bandeirantes paulistas, aventureiros caçadores de índios, atacaram primeiro as reduções do Paraná e MS e, depois chegaram ao RS. Aqui o estrago foi grande, tanto que culminou com a retirada de índios e missionários, finalizando o primeiro ciclo das reduções. A s pessoas em geral, também os fieis das romarias, tem certa dificuldade de localizar historicamente os fatos em torno do martírio dos santos Roque, Afonso e João. Da mesma forma não conseguem fazer uma ligação destes com a história que se deu nos espaços das atuais ruínas dos Sete Povos. 1. América e Europa: antecedentes daqui e de lá. As pesquisas das últimas décadas comprovaram que aqui há sinais de vida de milhares de anos. Temos vestígios de presença humana de 11 mil anos. E há dois mil anos os guarani, descendo da Amazônia, chegaram ao rio Uruguai e entraram no atual território gaúcho. Em 1500, com a chegada dos primeiros europeus, os guarani ocupavam grande parte do território do Estado, junto com os charrua e minuano. Já a Europa vivia a passagem do feudalismo para o mercantilismo. Após quase mil anos presa aos seus limites, as navegações propiciaram a abertura de novas fronteiras comerciais e de conquistas geográficas significativas. Dois países tomaram a dianteira: Portugal e Espanha. Na época a Igreja católica estava perdendo muitos fieis por causa da reforma Luterana. Com os descobrimentos de novas terras e pessoas, novos fieis se tornaram possíveis. Aqui, o encontro de duas culturas tão diferentes foi trágico para os nossos povos indígenas. Sua estrutura social, política, econômica e religiosa foi quebrada pela superioridade bélica dos europeus. Houve um proces- so de conquista e submetimento dos nossos povos ao sistema europeu-cristão. Mas houve um ensaio de resistência e revolta que culminou com a morte de vários missionários. 2. Índios Guarani, Espanhóis e Portugueses. Os guarani na época da chegado de Espanhóis e Portugueses ocupavam, além do atual RS, parte da Argentina e Paraguai, também o oeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Eram um povo semi-nômade, de cultura simples. Lidavam com a agricultura, coleta de frutas e eram caçadores. Seu sistema organizativo era tribal, formando grupos de aproximadamente 500 pessoas. Na tribo a organização dava-se em torno do cacique e do pagé. Escolhido do meio de guerreiros valentes, o cacique tinha uma função política. Já o pagé era, por vocação, profeta, sacerdote, agrônomo, médico e professor. Controlava o saber da tribo. Os portugueses, após 1500, ocuparam inicialmente a costa brasileira. Depois adentraram o território em 3. Os mártires: o primeiro ciclo das reduções O grande trabalho começa com a fundação da província jesuítica do Paraguai, em 1607, pelo padre Diego de Torres Bollo. Rapidamente as reduções se espalham pelo Paraguai e pela bacia do Rio da Prata. E com uma novidade: por concessão da coroa espanhola, os índios reduzidos não estavam mais sob a encomienda. O índio passa a trabalhar para a missão e vive no ritmo da vida proposto pelos missionários. E nas reduções não havia presença de colonos espanhóis, somente missionários. Os Jesuítas começaram seu trabalho reducional no Guaíra, oeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul, em 1609. Logo foram criadas 14 reduções que duraram até 1628, quando são dizimadas pelos bandeirantes paulistas. Com a devastação, os jesuítas levaram os índios restantes ao Itatim, a 500 Km de Assunção. Começaram igualmente as reduções na Argentina, entre o rio Paraná e Uruguai. Atravessando o Uruguai, edificaram também 18 reduções nas bacias dos rios Ijuí, Ibicuí e Jacuí, a partir de 1620. Geral SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 É aqui que entra o Pe. Roque Gonzales, um criollo, filho de espanhol com índio, converteu sua vida de encomendero para missionário jesuíta. De explorador de índios passou a ser seu defensor, mas sempre fervoroso catequisador, a modo de Trento e a teologia da época. Quando foram implantadas as primeiras reduções logo houveram resistências e revoltas. Ele se referia a uma das reduções da região do Tape. Seu trabalho, como sabemos, continuou até 1628, quando foi martirizado, junto com o Pe. Afonso Rodrigues, na redução de Todos os Santos do Caaró, hoje local do Santuário a eles dedicado. Igualmente o Pe. João de Castilhos foi morto pelos mesmos índios na redução de Assunção do Ijuí, hoje município de Roque Gonzales. Após o martírio dos três, Roque, Afonso e João, as reduções ainda sobreviveram até por volta de 1641, quando a maioria havia sido devastada pelos bandeirantes paulistas, caçadores de escravos. Mesmo com a derrota dos bandeirantes na batalha de M'bororé, em 1641, os índios remanescentes todos haviam sido transferidos para a outra margem do rio Uruguai, atual Argentina. 4. Os Sete Povos: o segundo ciclo das reduções Após mais de 50 anos, agora já sem o perigo dos bandeirantes, houve a retomada do projeto reducional. Para os jesuítas era a continuidade do trabalho evangelizador e para a coroa espanhola significava a ocupação de um espaço geográfico de demarcação de fronteiras, já que em 1680 os portugueses invadiram o território espanhol, edificando a Colônia do Sacramento, atual Uruguai. Mesmo com limites vindos do sistema reducional, adaptada ao mesmo, a cultura guarani verdadeiramente floresceu produzindo impressionante acervo artístico, cultural e religioso. A construção dos Sete Povos iniciou com a redução de São Francisco de Borja, em 1682 e concluiu-se em 1706 com Santo Ângelo. SÃO BORJA Com sua localização na banda oriental do rio Uruguai, teve como fundador, em 1682, o padre Francisco Garcia, que reuniu índios do lado da Argentina e deste lado. Em 1694 já contava com 2.888 habitantes. Ao Pe. Garcia sucede o Pe.Tomas Bruno, irlandês de nascimento. Além de evangelizador era mestre em estatuária, arte que ensinou aos indígenas. Com a expulsão dos jesuítas, depois de 1759, a catequese dos índios começou a declinar apesar da presença de dois missionários franciscanos. Depois disto São Borja foi palco de muitos combates, especialmente em 1816, contra os uruguaios, quando Andrezito Artigas sitiou a cidade. em 1626. Três mil índios voltaram para São Nicolau, em 1687. Após os primeiros trabalhos de reconstrução, um grande furacão assolou a redução destruindo a capela e a casa dos padres, matando 24 pessoas. A chuva de granizo dizimou grande quantidade de gado. Em 1707 a cidade chegou a um grande florescimento e atingiu uma população de 5.389 habitantes. SÃO LUIZ GONZAGA Como redução foi fundada no mesmo ano da refundação de São Nicolau, em 1687. O Pe. Miguel Fernandes foi quem esteve primeiro na cidade, sendo também depois cura de São Lourenço. Foi construída uma bela igreja, a respeito da qual o historiador HemetérioVeloso escreveu, em 1855: "Com pouco trabalho, com pouco dispêndio, essa igreja teria sido salva do desmoronamento que, passados dois anos, se realizou". Mas São Luiz tivera antes, em torno de 1820, situações difíceis, especialmente pelo acelerado despovoamento provocado por um surto de varíola que dizimou muitos índios que chegaram a ser 3.997. SÃO LOURENÇO Esta redução nasceu em 1690, no lugar de Caaró, local do martírio dos padres Roque Gonzales e Afonso Rodrigues distante poucos quilômetros ao sul, na ponta do arroio Uruquazinho. Chegou a ter 4.912 habitantes, em 1707. Quem presidiu os trabalhos foi o Pe. Bernardo de la Vega. Conta o historiador Hemetério Veloso que ainda viu, em 1856, o colégio deste povo com suas celas como depósito das imagens do padroeiro e outros santos. SÃO MIGUEL SÃO NICOLAU A "primeira querência do Rio Grande" foi inicialmente fundada pelo Pe. Roque Gonzales, 09 Tendo como local as atuais ruínas, foi uma retransmigração de povos indígenas, que deu-se em 1687. De todos foi o mais populoso dos Sete Povos, com cerca de 7.000 habitantes, possuindo o templo mais majestoso e confortáveis habitações, com ruas bem feitas. A igreja da redução foi construída entre os anos de 1736 e 1745. Quem dirigiu os trabalhos de construção foi o irmão jesuíta João Batista Primolli, natural de Milão, Itália. SÃO JOÃO BA TIS BATIS TISTTA Este povo originou-se de um desmembramento de São Miguel, em setembro de 1697. Foi o Pe. Antônio Sepp, austríaco de nascimento, que encabeçou e dirigiu os trabalhos de sua construção. Como missionário aproveitou seus conhecimentos de música na catequese dos indígenas. Formou um coral com os índios sendo que eles mesmos chegaram a fabricar seus instrumentos musicais. Também nesta redução funcionou a primeira siderúrgica do país, onde possivelmente foram fundidos os sinos de São Miguel. Em 1707 contava com uma população de 3.361 habitantes. SANTO ÂNGELO Foi o último dos Sete Povos a ser fundado, em 1706, tendo à sua frente o Pe. Diogo Haze, um belga que veio da redução de Concepcion, com 737 famílias. Prosperou economicamente tornando-se, em pouco tempo, pela industrialização da erva-mate, a mais rica das cidades. Em 1767, época da expulsão dos jesuítas, produzia, por ano, 5.000 arrobas de erva e 4.000 arrobas da algodão, para exportação. Cinquenta anos durou o florescimento dos Sete Povos. Em 1750, com o Tratado de Madri, entre as coroas espanhola e portuguesa, iniciou sua agonia. Com a troca da Colônia do Sacramento pelas Missões, para nenhum dos dois países interessavam as cidades de guaranis. Os guarani não aceitaram a desocupação e foram massacrados pelos exércitos aliados. * Pesquisadores da História Missioneira Dr. Gilberto Donadel CRM 18943 Cardiologia - Eletrocardiograma - Holter - M.A.P.A. Supermercados 3512-2067 e 3512-2627 Rua Almirante Barroso, nº 286 Santa Rosa R. Alcides Pilau, 654 Av. Presidente Castelo Branco, 860 Fone: (55) 3361-1900 Giruá/RS Squizani & Rodrigues Ltda. Farm. Resp.: Marli T. S. Rodrigues CRF 10.3604 Tel.: 3511-2023 Av. Rio Branco, 417 Santa Rosa/RS HOLTER (Monitorização ambulatorial de eletrocardiograma) M.A.P.A. (Monitorização ambulatorial de pressão arterial). POLICLÍNICA SANTA ROSA Rua Borges de Medeiros, 390 Tel:3512-6868 HOSPITAL VIDA & SAÚDE R. Dr. Francisco Timm, 656 Tel: 3512-5050 - Santa Rosa/RS Destaque do Mês 10 SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 Caaró é fonte de vida Pastorais e Movimentos se abastecem nas fontes de Caaró PASTORAL DA CRIANÇA é uma história de amor à vida Mais de 800 líderes em 39 paróquias Tudo começou num lugar que tem um nome sugestivo: Bairro Maria Ritter, da Paróquia Sagrada Família, em Santo Ângelo. Aos poucos, a semente cresceu e estendeu seus ramos por toda a Diocese. Hoje, encontram-se ramos dessa árvore em 39 paróquias que não escondem seus preciosos frutos. O amor, a esperança e o espírito de serviço vividos na Pastoral da Criança contagiaram uma multidão de cerca de 900 líderes voluntárias e outras tantas pessoas. E não é só: há ainda equipes de coordenação, multiplicadores(as) e capacitadores(as), que preparam as líderes nas ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania, e nas ações complementares de alimentação e horta caseira, saúde bucal, articulação de políticas públicas, brinquedos e brincadeiras, e rede de comunicadores populares. ABRANGÊNCIA DA PASTORAL DA CRIANÇA NA DIOCESE DE SANTO ÂNGELO - 8.581 crianças acompanhadas; - 46 ramos com Pastoral da Criança; - 375 comunidades acompanhadas; - 811 líderes; - 7.481 famílias acompanhadas; - 461 gestantes acompanhadas; - 21 emissoras da Rádio com programa "Viva a Vida", - 12 alunos no curso de alfabetização de jovens e adultos na Pastoral da Criança. Marli Ludwig - Coordenadora Diocesana da Pastoral da Criança Estive doente e me visitaste... Pastoral da Saúde é a ação evangelizadora de todo o povo de Deus comprometido em promover, preservar, defender, cuidar e celebrar a vida, tornando presente no mundo da saúde a ação libertadora de Cristo. As três linhas de ação da Pastoral da Saúde são: Solidária - Vivência e presença samaritana junto aos doentes e sofredores nas instituições de saúde, na família e na comunidade. Comunitária - Visa a promoção e educação para a saúde no âmbito da saúde pública e do saneamento básico, atuando na prevenção das doenças. Político-institucional - Atua junto aos órgãos e instituições públicas e privadas que prestam serviços e formam profissionais na área de saúde, para que haja reflexão bioética e de humanização, formação ética e uma política de saúde plena. Na Diocese de Santo Ângelo a Pastoral da Saúde iniciou nos anos de 1969 - 1970, baseados nas orientações da CNBB. Ir. Erica Rockenbach - Coordenadora da Pastoral da Saúde Destaque do Mês 11 SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 Mais de 20 mil na catequese Na diocese temos, aproximadamente 20.000 catequizandos e 1.300 catequistas. Quando você, cara(o) catequista receber esse jornal já terá passado o Dia dos Finados, celebrado no dia 02 de novembro. Mas na Igreja todo esse mês possui um pouco desse clima de "fim", pois é final do ano litúrgico e por isso símbolo de tudo que é passageiro, também nossa vida aqui no planeta terra. Por isso certamente é o tempo mais favorável para tratar na catequese a temática da morte e ressurreição que está em nossos temas geradores. Como você costuma tratar esses temas? Qual a metodologia que usa? São assuntos delicados e complexos e muitos gostariam até de desviar deles. Muitos já me disseram que preferiam deixar esses assuntos para outros tratar e até chamam o padre ou a coordenadora da catequese. Penso, porém que é um bom momento para cada um de nós buscar subsídios e informações que nos ajudem a nos situar melhor diante dessas realidades e depois passar com mais Servidores da Igreja, o exército do Apostolado Em praticamente todas as 40 paróquias da Diocese existem os grupos do Apostolado da Oração (AO). Os membros do AO costumam se reunir na primeira sexta-feira do mês, ou data mais próxima, para cultivar a espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus através da oração, da participação na eucaristia, de encontro de formação e do assumir tarefas pastorais na comunidade. segurança para os catequizados. Um método bom para trabalhar isso é partir de textos bíblicos, especialmente do Evangelho ou Cartas de Paulo. É cada vez mais urgente clarear bem esses conceitos de nossa fé, pois vivemos um momento histórico de muita confusão nesse sentido. Confusão entre ressurreição e reencarnação (do espiritismo). Confusão sobre o nosso destino: céu, purgatório, inferno. Confusão sobre o que é mesmo a vida eterna. E por aí vai. É bom dar-nos conta de que temos um vasto campo de reflexão nesta temática! Pe. Décio José Walker Assessor Diocesano da Catequese O QUE É O AO É um movimento de espiritualidade apostólica. É uma associação eclesial de fieis, a serviço da Igreja, do Reino de Deus, dos irmãos. O próprio nome indica qual é o seu objetivo: oração e apostolado. ORGANIZAÇÃO DO AO A força está na base, na organização do AO em cada Paróquia, com sua coordenação, zeladores e associados que assumem a vivência do carisma. O AO também tem sua coordenação Regional, Nacional e Mundial, expressando a unidade. As duas intenções mensais (geral e missionária) são lembradas no mundo inteiro, com a recomendação do Papa. Segue na pág 12 Destaque do Mês 12 SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 Cursilho é uma esperança para muitos casais O Movimento de Cursilho de Cristandade iniciou no final da década de 1940, através da iniciativa da Juventude daAção Católica Espanhola (JACE) da Diocese de Palma de Maiorca (Ilha de Maiorca, Espanha), encorajada por seus assistentes eclesiásticos e por seu Bispo, Dom Juan Hervás. No Brasil os Cursilhos iniciaram no ano de 1962, sendo realizado em Valinhos (São Paulo). Na Diocese de Santo Ângelo, o Cursilho foi reconhecido por decreto de Dom Estanislau Kreutz, em 17/ 12/1975, atuando a 35 anos. No dia 27 de novembro do corrente ano, acontecerá a Ultreia Festiva Anual em Santo Cristo, onde haverá a comemoração dos 35 anos de atuação na Diocese. Os Cursilhos são promovidos no Seminário da Sagrada Família em Santo Ângelo. Ocorrem por ano, dois Cursilhos para adultos (homens e mulheres) e, um Cursilho para jovens. Fazem parte do Cursilho em nossa Diocese, 25 Paróquias, conforme relação abaixo: Alecrim, Auxiliadora Santa Rosa, Boa Vista do Buricá, Campina das Missões, Cândido Godói, Catedral Santo Ângelo, Catuípe, Cerro Largo, Cruzeiro, Entre-Ijuís, Eugênio de Castro, Giruá, Guarani das Missões, Horizontina, Independência, Sagrada Família Santo Ângelo, Sagrado Coração de Jesus Santa Rosa, Santo Antônio - Bairro Pippi Santo Ângelo, Santo Antônio das Missões, Santo Cristo, São Miguel das Missões, São Pedro do Butiá, Três de Maio, Tucunduva e Tuparendi. Coordenação Diocesana do Movimento de Cursilho 2008/2010: Carlos Alberto Pause. José Carlos Perini Juventude em ação Diante desses desafios apresentados hoje com nossos adolescentes e jovens queremos intensificar ainda mais nossas ações e colaborar no crescimento desta realidade. Nossa diocese está dando os primeiros passos. Representantes dos diferentes grupos e movimentos que trabalham com jovens vêm se encontrando e dialogando na possibilidade de conduzir um trabalho mais aproximado da juventude. Integram o Setor Juventude, representantes do JEM (Juventude em Movimento), EMAÚS, Movimento de Schoenstatt, Pastoral da Juventude, Cursilho Jovem, Catequese, Renovação Carismática Católica, Escolas Católicas, Juventude Dehoniana, contando com a assessoria dos padres da diocese. O principal objetivo do grupo é a integração e compartilhamento dos diferentes carismas, colocando- se a serviço da igreja, evangelizando a Juventude. O grupo, em grande expectativa, prepara um belíssimo momento de celebração e vigília para a noite que antecede a Romaria de Caaró, recepcionando os romeiros que vêm em caminhada. Ir. Maristela - Coor. do Setor Jovem Cuidar da família é missão da Igreja Já em 1978 na 3ª Conferência Geral do Episcopado Latino Americano, realizado em Puebla, reconhece o trabalho realizado em favor das famílias. Mas reconhece que a Pastoral Familiar precisava avançar mais. Revela então a intenção de implantar a Pastoral Familiar em suas dioceses, como uma Pastoral Orgânica na América Latina. Em 1994 a CNBB escolheu a Família como tema da Campanha da Fraternidade, com o lema "A família como vai?" lançando uma olhar sobre realidade da família e percebeu mais claramente que essa entidade social não estava bem. Em 1998, no 2º Encontro Mundial do Papa com as famílias do Brasil, foram traçadas metas mais concretas para a implantação da PF nas paróquias e a oferecer subsídios para a formação e informação das famílias. Qual a missão da Pastoral Familiar? O trabalho desenvolvido pela PF é amplo e abrangente, tendo com enfoque principal promover, fortalecer e evangelizar a família. Para tanto, a PF abrange os setores pré-matrimonial, pós-matrimonial e os casos especiais. A falta de tempo, o cansaço, as crises econômicas, as desilusões, a busca individualista de realização pessoal e a competição excessiva entre os cônjuges coloca em risco as famílias. Essa situação requer a presença da PF junto aos casais, no que diz respeito na prevenção, nos momentos de crise par ajudá-los a superar e enfrentar as dificuldades. A PF também é chamada a dar atenção especial as diferentes situações de conflito em que a família se encontra, como problemas de vícios, e outras "situações especiais" no lar, ou irregularidades na união do casal, tanto do ponto de vista civil como religioso, o afastamento das pessoas da Igreja, a destruição familiar. Tereza Celeste Scheid - Coordenador da Pastoral Familiar Geral 13 SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 Uma semana inteira de caminhada Trilha dos Santos Mártires das Missões é a mais longa das peregrinações da Romaria ao Caaró Sérgio Venturini Valorizar e divulgar a história das Missões A Trilha dos Santos Mártires inicia no local por onde os padres jesuítas ingressaram na nossa terra (Passo do Padre - Santo Isidro, São Nicolau) e deram início à evangelização do índio guarani com a organização das reduções que foram os primeiros povoados no futuro Rio Grande do Sul. Portanto, aqui nasceu a história de nosso estado vinculado à coroa espanhola (somente 111 anos depois, em 1737, os portugueses fundaram a cidade de Rio Grande, marcando a presença portuguesa na parte meridional do Brasil). Foi na região missioneira que nasceu a cultura gaúcha, como o chimarrão, herança legítima do guarani, a criação do gado, introduzida pelos jesuítas em 1634, e em consequência o churrasco, prato típico de nossa terra. O cavalo também foi trazido pelos padres da Companhia de Jesus e se tornou companheiro inseparável do gaúcho. Antes de chegar ao seu final, no Caaró, a Trilha passa pelo sítio arqueológico de São Nicolau, depois pela cidade de Pirapó, cruza o rio Ijuí e entra nas terras do município de Roque Gonzales, passa pela cruz onde foi abandonado o corpo do mártir João de Castilhos e chega ao santuário deAssunção do Ijuí. Dali segue para o Cerro do Inhacurutum, importante na história da resistência aos padres que foi comandada pelo cacique Nheçu, o qual morava nessa área e não aceitou o novo modelo de vida e a nova religião trazida de além mar. Depois de Roque Gonzales, a trilha passa ainda pelo próspero município de São Pedro do Butiá, onde se encontra o imponente Monumento Germânico Missioneiro dedicado a São Pedro Apóstolo e segue para o município de Rolador, passando pelo local onde existiu a Redução de Nossa Senhora da Candelária. Do município de Rolador, a trilha segue rumo à cidade de Caibaté em cuja praça central recentemente foi erigido um monumento que homenageia os Santos Mártires das Missões e dali segue até o Santuário do Caaró. Valorizar o meio ambiente A Trilha dos Santos Mártires valoriza o ambiente natural, sendo que se constitui de estrada de chão batido e, em alguns lugares, de trilhas no meio de áreas de matas. Durante o percurso o caminhante sobe ao Cerro Inhacurutum, que é o ponto topográfico mais alto de toda a região missioneira. Em todas as paradas nas comunidades para refeições e pernoites, além de se falar da ação evangelizadora dos jesuítas e da história da região, são feitos comentários sobre a importância de valorizar a natureza como meta para melhorar a qualidade de vida da população. Comunidades caminham juntas Grupo de romeiros faz palestra Como e onde acontece a trilha A Trilha dos Santos Mártires é realizada sempre na semana que antecede a Romaria do Santuário Diocesano de Caaró e tem como finalidade promover a fé nos Santos Mártires, desenvolver a espiritualidade dos que a acompanham, divulgar a história das Missões e destacar a importância de manter o meio ambiente ecologicamente equilibrado para que todos tenham boa qualidade de vida e vivam em paz. Pontos importantes da trilha Passo do Padre (junto à margem do rio Uruguai) lembra o local de ingresso dos jesuítas no Rio Grande do Sul, liderados por Roque Gonzalez de Santa Cruz em 1626. Ali nasceu o Rio Grande. Esse vau do rio Uruguai foi o mais importante porto fluvial de ligação entre os povos missioneiros das duas margens do Uruguai. Ali foi levantada uma cruz em 2001 com a finalidade de identificar o local por onde ingressaram os jesuítas em nossa terra e sinalizar o início da Trilha dos Santos Mártires que se propõe a divulgar a História das Missões jesuítico-guaranis. 1. Sítio arqueológico da Redução de São Nicolau do Piratini (São Nicolau), o primeiro povo de população permanente no Rio Grande do Sul e um dos poucos que mantém visível o testemunho da riqueza dos povos missioneiros. 2. Município de Pirapó, cidade de colonização alemã, tem seu nome ligado à história das Missões, pois o Salto do Pirapó (onde o peixe salta) no rio Ijuí, hoje interditado devido à construção da usina hidrelétrica Passo São João, foi local importante para os guarani antes da chegada dos europeus. Nessa região ficava a residência do cacique mais afamado dos guarani que, no primeiro momento, aceitou a presença jesuíta e posteriormente, por desentendimentos e incompreensões de parte a parte, foi o responsável pelo martírio dos três primeiros mártires missioneiros da Província Jesuítica do Paraguai. 3. Santuário de Assunção do Ijuí, redução fundada por Roque Gonzalez em agosto de 1628 e que ficou aos cuidados de João de Castilhos, martirizado no dia 17 de novembro do mesmo ano. Após o martírio desse sacerdote jesuíta, as terras na margem direita do Ijuí foram abandonadas pelos padres da Companhia de Jesus que concentraram sua atuação na margem esquerda do Uruguai entre os rios Ijuí e Piratini. 4. Cerro do Inhacurutum (ponto topográfico mais alto das Missões), em sua cercania perto do Salto do Pirapó morava o cacique Nheçu, responsável ideológico pelo martírio dos três Santos Mártires das Missões. 5. São Pedro do Butiá, cidade de colonização alemã, situada entre os rios Ijuí e Comandaí. No período das Missões por seu território passavam os guarani que se deslocavam em busca dos distantes ervais nativos situados nas atuais áreas de Ijuí e Palmeira das Missões. Na sede do município há pouco foi construído um dos mais belos monumentos do Rio Grande do Sul dedicado a São Pedro, localizado dentro do ParqueTemático Germânico Missioneiro. 6. Redução de Nossa Senhora da Candelária de Caaçapamini (Rolador), local que os três mártires das missões evangelizaram. Nessa redução, em fevereiro de 1628, um ano depois de sua fundação, foram realizados os primeiros batismos de adultos e crianças: 176 pelo Pe. Roque, 498 pelo Pe. Romero (cura da redução), 10 pelo Pe.Afonso Rodrigues e mais 10 pelo Pe. João de Castilhos, somando um total de 694 índios batizados (Monteiro, 1939:40). Em 1628 os guarani dessa redução já estavam liberados de prestar serviços aos colonos espanhóis porque já pagavam impostos como cidadãos reconhecidos pelas autoridades da Espanha. 7. Santuário do Caaró, local do assassinato dos padres Roque Gonzalez e Afonso Rodrigues, em 15 de novembro de 1628, e de um índio que recebeu seu batismo de sangue ao se pronunciar em defesa dos padres e hoje está recebendo a devida atenção da Igreja Católica e, poderá, brevemente ser mais um santo da nossa terra, o que seria um fato extraordinário para a Igreja e para nossa já rica e emocionante história. A Associação Amigos da Trilha dos Santos Mártires das Missões que promove a TRILHA DOS SANTOS MÁRTIRES é uma entidade civil, sem fins lucrativos, CNPJ 05.866.899/0001-43, com sede na rua Padre Anchieta nº 72, Casa da Cultura Nelson Hoffamann, centro da cidade de Roque Gonzales, RS, CEP 97.970-000. Fone (55) 3365-1000 ou email: [email protected]. Geral 14 SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 A vida é uma caminhada Peregrinar até o Caaró passando pela vida interior de cada um ¹Arnildo L. Rockenbach | ²Adair Adams SENTIDO DA CAMINHADA C abe destacar, desde o início, que a caminhada a Caaró, não é turismo, nem religioso nem com outro adjetivo. A caminhada se caracteriza como peregrinação. No jornal "Missioneiro", edição 118, de novembro de 2007, Adair Adams e Fábio Junges escrevem: "A peregrinação é uma forma de viagem. Sua especificidade está em ser uma viagem especial, peculiar. Uma viagem que integra o físico, como caminhada, o psíquico com motivações próprias, a religiosidade com suas crenças. O trajeto percorrido não é apenas a distância entre o fim e o começo dispostos geograficamente. Está ligado à acontecência da vida, como um caminho, um trajeto a ser percorrido, implicando a compreensão do sentido da vida" Chama atenção o específico da peregrinação que os caminhantes estão buscando, ou seja: a integração do físico, do psíquico e do religioso. O ser humano constitui um todo, constitui uma unidade e como tal se realiza a sua condição de humano. Portanto o caminhante em peregrinação não é um turista que se diverte, que busca conhecer e satisfazer sua curiosidade. Não é um religioso abstraído da realidade concreta de sua corporeidade, mas um ser humano complexo com suas luzes e sombras, suas contradições, seus altos e baixos que busca compreender-se, compreender o outro, compreender o mundo e compreender o sentido da vida. Desta maneira a caminhada a Caaró passa a ter o sentido de caminhada da vida mesmo, da pessoa em que todas as dimensões do humano estão presentes e precisam ser cultivadas. Os autores citados escrevem: "...as peregrinações e romarias tendem a ser vivenciadas como um ato religioso de imersão no sagrado..." e "O peregrino e o romeiro é alguém que tem suas motivações na convicção da vivência da espiritualidade, e por isso as peregrinações são formas de fortificar, implementar, contribuir para a planificação e profundidade de sua fé. Sua meta fundamental, o em vista do que, é a busca do sagrado." Consta ainda na capa do citado jornal: "Quem caminha em romaria ora com o corpo todo, busca a intimi- dade de Deus com o coração e os pés, mais do que apenas com a cabeça". As romarias são momentos de alegria e de festa onde o povo expressa sua fé, os seus sofrimentos, a sua resistência, a sua ternura, demonstrando sua capacidade de partilhar a vida, os sonhos e as conquistas. Dessa interpretação retiramos um profundo sentido para a caminhada: de forma concreta e integrada respondemos ao chamado de Cristo e nos colocamos em marcha. Em marcha os pobres de espírito, isto é: os humilhados do sopro. Falta sopro quando andamos sufocados, angustiados, preocupados, com medo, com ódio e ressentimentos. Então é necessário colocar-se em marcha, sair da estagnação, afastar-se das situações deprimentes. A dificuldade em respirar, a pobreza de sopro está ligada à dificuldade de manifestar afeto, de beijar, de compartilhar o sopro, dificuldade em confiar no outro, dificuldade de perdoar e ser perdoado. Dessa maneira a caminhada ou a peregrinação passa a ser uma vivência espiritual, uma terapia e um exercício físico, ou seja: uma construção integrada da saúde espiritual, psíquica, mental e física. O caminhante se torna mais humano e a caminhada, um processo pedagógico, humanizador. O caminhar se torna uma experiência física concreta de trilhar a estrada de Jesus que diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” ¹ Professor do IMT| ² Professor do IMT GERAL SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 15 AS DROGAS são sintomas e não causa! F requentemente afirma-se que as drogas estão acabando com a vida das pessoas, principalmente dos jovens. Pensando dessa forma, as drogas são causa para uma vida sem qualidade, que não vale a pena ser vivida, causa de problemas e de tristezas. Na verdade, quem tem uma vida com qualidade, uma vida feliz, uma família equilibrada, frequência numa igreja... não precisa de drogas. Somente quem tem uma droga de vida é que joga sua vida nas drogas, tentando buscar um alívio. O que encontra é uma forma de fugir, criando mais problemas. Ou seja, o uso de drogas é sintoma de uma vida ruim e com problemas. As drogas são buscadas para solucionar problemas, insatisfações, tristezas, vazios, falta de esperança e sentido para a vida. Sinais que ajudam a identificar pessoas que têm tendência ou já estão dependentes de drogas ou álcool: 1. A pessoa tem desejo sem controle de consumir qualquer droga; 2. Ela consome cada vez mais para ter a mesma sensação de doses pequenas; 3. Tem atitudes descontroladas e alucinações (vê coisas e ouve vozes) quando não tem drogas para consumir; 4. Aumenta o consumo para manter o controle e esconder a dependência; 5. Todas as coisas que a pessoa faz durante o dia são para conseguir drogas ou bebidas alcoólicas; 6. Perde os valores e abandona a família, a escola e os amigos; 7. Após algumas paradas de uso a vontade de usar drogas é mais forte. A qualidade de vida é uma construção de todos os dias. Quem é a AVIPAE? A entidade que já atendeu mais de 2.000 pessoas, chamada AVIPAE - Associação Vida Plena Amor Exigente, é mantenedora de uma rede de Comunidades Terapêuticas, situadas em Santa Rosa, Porto Mauá, Horizontina e Giruá. A AVIPAE é uma OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - que tem estatuto próprio, não identificada simplesmente como ONG, mas uma organização sem fins lucrativos, que busca recursos para financiar e fazer acontecer o tratamento das pessoas com dependências múltiplas, químicas de drogas e álcool. A AVIPAE tem um papel importante na desintoxicação, conscientização e ressocialização de pessoas dependentes de drogas de toda Região Noroeste e Missioneira. Como internar nas Comunidades Terapêuticas da AVIPAE Pátio interno da Com. Terapêutica Itajubá - Porto Mauá O que é preciso fazer e o que trazer: O paciente precisa fazer exames de hemograma, hepatite C e HIV. Em casos de problemas de saúde é encaminhado para um hospital para tratamento. Com. Terapêutica Ponte Pratos, Horizontina Para se internar precisa trazer roupas de uso diário e de trabalho, materiais de higiene, roupas de cama, toalhas, material para escrever (caderno, caneta e lápis), bíblia e erva-mate. Qual a duração do tratamento? Vagas gratuitas para tratamento na Comunidade Terapêutica Feminina Tupãcy - Santa Rosa A bela e novíssima estrutura disponibilizada pela Diocese de Santo Ângelo, Mosteiro Mãe de Deus é a sua sede. Com disponibilidade de 60 leitos, a AVIPAE conseguiu um feito histórico, de conveniar com a Secretaria de Estado da Saúde do RS 30 leitos para vagas adulVista parcial pátio interno tas e 10 para vagas adolescentes dependentes do crack. Essas vagas são gratuitas para as pacientes. Ela está localizada na Rua Guaíra, 1.100, Bairro Esperança - Santa Rosa. Com. Terapêutica Rincão Maciel, Giruá a) podem ser custeados por Convênio da Secretaria de Estado da Saúde do Estado para dependentes de crack - masculino adulto e adolescente e feminina adul- Centro de Triagem e Com. Terapêutica Feminina Santa Rosa ta e adolescente; b) Convênio com Prefeitura - conferir se sua prefeitura tem Convênio com a AVIPAE; particular com custo mensal de 01 (um) salário mínimo. AVIPAE Associação Vida Plena Amor Exigente - Santa Rosa/RS Blog: http://avipae.blogspot.com/ Cada pessoa é única e responde de forma diferente a um procedimento. A orientação nas Comunidades Terapêuticas é de permanecer internado nove meses. Mensalmente a família visita o/a interno/a, depois do sexto mês, o interno visita a família durante uma semana por mês. Os custos do tratamento Tratamento com qualidade é na Mantenedora das Comunidades Terapêuticas de Itajubá, Horizontina, Giruá e Santa Rosa. Tel.: (55) 3512.3810 E-mail: [email protected] Para internar, entre em contato com a Secretaria de seu Município ou diretamente com a AVIPAE - Centro de Triagem, pelos fones e endereços eletrônicos abaixo. Os contatos das Comunidades Terapêuticas e Centro de Triagem foram alterados. Confira: 8449 2155 - Centro de Triagem Santa Rosa 8449 2156 - Comunidade Terapêutica Masculina Itajubá - Porto Mauá 8449 2157 - Comunidade Terapêutica Masculina Rincão Maciel - Giruá 8449 2158 - Comunidade Terapêutica Masculina Ponte Pratos - Horizontina 8449 2159 - Comunidade Terapêutica Feminina Santa Rosa 8449 2154 - Antoninho Você, seu grupo eclesial, sua comunidade e paróquia também podem fazer sua parte! Poderíamos tratar mais pessoas, mas faltam recursos para isso. Faça sua doação, um gesto concreto! Encaminhe qualquer doação em alimentos, material de higiene e de construção, roupas, forros de cama ou em dinheiro para: Rua Guaíra, 1.100 - Bairro Esperança CEP 98900-000 Santa Rosa/RS. Nossas contas bancárias para você fazer sua doação: BANRISUL: Agência 0355 conta nº 06.850.160-02; SICREDI: AGÊNCIA 0335 conta nº 34.038-3 em nome da Associação Vida Plena Amor Exigente-Santa Rosa/RS -AVIPAE Geral SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 16 São Luiz Gonzaga caminha à Caaró há muito tempo Pe. Eugênio João Hartmann - romeiro A caminhada de São Luiz ao Caaró é a primeira que eu conheci e participei nos 10 anos que estive na Paróquia de São Luiz Gonzaga. A peregrinação já vinha de mais tempo. Mas nos anos de 1987, e seguintes a caminhada tinha muitos participantes. Era organizado com os jovens. Em 1988 tinha cerca de 200 jovens cruzando a noite de São Luiz ao Caaró. A caminhada tinha seu ponto de partida no Instituto Nossa Senhora Auxiliadora (INSA). As Irmãs e juvenistas coordenavam uma oração. Todos nós expressávamos em preces o sentido de fé que tinha a grande procissão. Depois da bênção do padre, as Irmãs e juvenistas puxavam a frente. Fora da cidade, onde hoje é o monumento de Jaime Caetano Braun, fazíamos mais uma pequena oração e alertávamos todos a não caminhar em grandes grupos e a cuidar muito no asfalto (naquele tempo o número de carros e caminhões era muito menor. Por isso, representava menos perigo do que hoje). Com tanta gente e divulgada pelas rádios nós nos sentíamos com uma responsabilidade muito grande e assim a coordenação de jovens, padres e irmãs pensamos muito no perigo e responsabilidade da peregrinação. O quartel nos emprestava "sinalizadores" que refletiam à luz dos carros, e alguém sempre ia a frente de todos os romeiros. Tínhamos também junto conosco pessoas que de carro nos acompanhavam, levando frutas, água e os cansados. No meu tempo, nos acompanhavam o Lúcio e o Valdemar. Os padres que se revezavam na Paróquia naqueles primeiros anos davam apoio e participavam da oração ini- Momento de celebração em Caaró cial e trechos da caminhada. Ao longo do trajeto conversávamos, rezávamos o terço, contávamos histórias e estórias e nos tornávamos sempre mais unidos e amigos. Por 2 anos um grupo de romeiros de Bossoroca, juntamente com o Pe. João Nelson Loro, caminhavam conosco. Uns caminhavam mais depressa e chegavam primeiro. Os últimos vinham exaustos. Todos iam primeiro lavar-se na fonte do Caaró e o cansaço passava. Depois deitavam-se nos bancos da Igreja, e embaixo das árvores. Ninguém escapava dos mosquitos. Quando iniciava a via-sacra e a celebração eucarística, todos já estavam refeitos. Era nos bons tempos da Pastoral da Juventude. Muitos destes jovens que caminhavam e organizavam a caminhada estão hoje liderando em muitas frentes: na Igreja, nos Sindicatos e na Política. Esta caminhada teve altos e baixos até hoje. Mas continua... O bom é que a partir desta surgiram várias outras: Caibaté, Santo Ângelo, Santa Rosa e a trilha dos Santos Mártires que parte do Passo do Padre de São Nicolau a Caaró e faz o trajeto em 1 semana , com encontros, palestras e celebrações pelas comunidades por onde passa. Geral 17 SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 A CEB’s é uma Romaria das Comunidades Uma forma de viver a Igreja em comunidade A s Comunidades Eclesiais de Base - CEBs da Diocese de Santo Ângelo, realizaram seu primeiro encontro em 1983, e vem realizando todos os anos um encontro, como também participando dos encontros estaduais e nacionais quando acontecem. Atualmente a coordenação diocesana é composta por: Neidi Paula Heck (coordenadora); Pe. João Nelson Loro (Vice-coordenador); Rafael Backes (representante no regional); Pe. Aloísio Ruedell (secretário); Fernando Nonnemacher (representante das pastorais); Pe. Eugênio Hartmann (assessor); Pe. Roque Zaro e Pe. Alcido Kaiser (representantes da paróquia acolhedora do encontro). Carta do 27º Encontro Diocesano de Comunidades Eclesiais de Base - CEB’s P essoas simples, fazendo coisas pequenas, em lugares não importantes, conseguem mudanças extraordinárias. (Provérbio africano). Nós, 200 participantes e organizadores do 27º Encontro Diocesano de CEB’s, com a presença do bispo diocesano e diversos padres e religiosos (as), reunidos na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Santa Rosa, nos dias 9 e 10 de outubro de 2010, refletindo sobre o tema CEB’s acolhendo a família em sua diversidade, à luz do lema Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe, saudamos fraternalmente a todas as comunidades e paróquias da Diocese de Santo Ângelo. O encontro foi um momento importante da caminhada das comunidades de base de nossa diocese e um espaço de acolhida e de discussão de preocupações e de vivências de nossas famílias. Foi uma bela experiência e um cultivo da acolhida, desde a recepção inicial, e com destaque à hospedagem nas casas e às celebrações, preparando-nos para a tarefa que resultaria do encontro. Partindo das sínteses das Paróquias, percebemos a angústia das comunidades diante das atuais mudanças e transformações das famílias. Inspirados na Bíblia e com a ajuda de bons assessores, tomamos consciência dos preconceitos e de uma visão pessimista, que dificultam e amarguram a nossa vida. A Palavra de Deus, interpretada e celebrada, nos acordou para um olhar diferente, mais positivo e propositivo. Ajudou-nos a compreender o quanto é verdadeiro o ditado de que "Deus escreve certo por linhas tortas." Toda a história bíblica está cheia de fatos que mostram as diferentes formas de família e como Deus se fez presente precisamente aí, onde, para a sociedade, se foge dos padrões estabelecidos. Ao longo da história, percebemos as mudanças estruturais da família, sem que isso signifique o abandono dos valores da vida cristã, como respeito, amor, dignidade, diálogo, compreensão, perdão, entendimento, que são fundamentais para um bom relacio- Detalhes do encontro em Santa Rosa namento e para a constituição do indivíduo humano. Não podemos ignorar problemas ou dificuldades reais que as famílias enfrentam, conduzindo, muitas vezes, à separação e, por vezes, à frustração de pais e filhos, ou ao isolamento de seus membros. É, entretanto, uma realidade que também traz consigo um ganho importante para a dignidade e o respeito das mulheres e dos filhos, no convívio familiar e na sociedade. Numa sociedade democrática, onde se busca direitos e participação igualitários, não se sustenta mais uma família autoritária. O conflito, muitas vezes, pode ser o caminho para rever conceitos estabelecidos e trazer perspectivas de transformação, melhorando a convivência nas mais diversas formas de família e favorecendo uma melhor formação do ser humano. Mais uma vez aprendemos de Jesus, que é preciso amar e não julgar, mas ir ao encontro, acolher e compreender, cada qual na sua diversidade. Provocados pelos atuais desafios da família, iluminados pela Pa- lavra de Deus e orientados pelas práticas de Jesus Cristo, convidamos a todas as comunidades cristãs da Diocese a assumirem conosco os seguintes compromissos: - Fazer nossa a máxima de Jesus de "não julgar, mas acolher e compreender as pessoas"; - Colocar em prática a ideia de que não há família ideal: todas têm suas limitações; - Organizar grupos de apoio à construção e à permanência da família cristã; - O tema da família e sua atual diversidade sejam assumidos nas reflexões da catequese; - Rever a preparação dos sacramentos, com destaque especial ao matrimônio; - Assumir os Grupos Eclesiais como espaço de reflexão e de inclusão de todas as famílias; - Que todas as paróquias façam um trabalho de reflexão e inclusão comunitária e social de todas as famílias; - Que a pastoral da família esclareça, junto às comunidades, a questão da nulidade de casamentos. Que acolhamos como nossas essas propostas, para que o Deus da Vida, que vem a nós a partir dos marginalizados e excluídos, nos ilumine e fortaleça num grande mutirão de inclusão das famílias. Que a todos(as) valha a intercessão dos Mártires das Missões e da Sagrada Família de Nazaré, e tenham sempre a bênção de Deus Pai e Mãe! Compromisso com o cliente Em Santa Rosa Rua Júlio Leopoldo Rauber, 162 Rua Dr. João Dahne, 488 Fone/Fax: (55) 3512-6555 [email protected] Av. Borges de Medeiros, 1179 Santa Rosa/RS Geral 18 SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 Brasil tem novo Cardeal O papa Bento XVI anunciou, no dia 20, a nomeação de 24 novos cardeais entre os quais o brasileiro dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam). Com sua nomeação, o Brasil passa a ter nove cardeais, dos quais seis são eméritos. Dos 24 novos cardeais, 20 têm menos de 80 anos e são eleitores. O Consistório de criação dos novos cardeais será no dia Dom Raymundo 20 de novembro. Este será o terDamasceno ceiro Consistório do pontificado de Bento XVI e os cardeais chegarão a um total de 203, dos quais 121 eleitores. Dom Damasceno, que participa em Roma do Sínodo para os bispos do Oriente Médio, tem 73 anos e foi secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por dois mandados (1995 a 1998 e 1999 a 2003). Mineiro de Capela Nova, o novo cardeal foi ordenado padre no dia 19 de março de 1968 para a arquidiocese de Brasília (DF). Nomeado bispo auxiliar de Brasília em 1986, recebeu a ordenação episcopal no dia 15 de setembro do mesmo ano e adotou como lema "Na alegria do Senhor". Em janeiro de 2004, foi transferido para a arquidiocese de Aparecida. Com pós-graduação em Filosofia da Ciência pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), dom Damasceno fez a filosofia no Seminário Maior de Mariana (MG) e teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma. Atividades de dom Damasceno como bispo: BispoAuxiliar de Brasília-DF (1986-2004); Vigário-Geral e Vigário Episcopal na Arquidiocese de Brasília-DF; Professor do Departamento de Filosofia da UnB (1976-1991); Secretário-Geral do CELAM (1991-1995); Secretário-Geral da IV Conferência Geral do Episcopado Latino-americano (Sto. Domingo); Secretário-Geral da CNBB (1995-1998) e (1999-2003); Delegado ao Sínodo Especial para a África, Sínodo sobre a vida religiosa, como convidado; Delegado à Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para aAmérica por eleição da Assembleia da CNBB e confirmado pelo Papa João Paulo II (1997); Membro do Pontifício Conselho para as Comunicações; Membro do Departamento de Comunicação do CELAM; Membro da Comissão para a Comunicação, Educação e Cultura da CNBB (2003-2007); Delegado do CELAM (2007); Presidente do CELAM; Membro da Pontifícia Comissão para a América Latina-CAL (2009); Sínodo para a África (2009). Diocese se prepara para ordenar mais um padre História de uma caminhada! O jovem Rafael José Backes, que recentemente foi ordenado Diácono na Catedral Angelopolitana, será ordenado sacerdote no próximo dia 10 de dezembro. Ele conta um pouco da sua história de vida, de caminhada no processo de formação. "Nasci dia 29 de novembro de 1984, fui batizado um mês depois na comunidade Santa Lúcia e residi com meus pais até os 14 anos na Linha Doze Norte, município de Cândido Godói. Neste tempo, fui educado na fé cristã em casa, na catequese, presente na comunidade, ajudei na liturgia e na catequese. Em 1990 ingressei na Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Lúcia na minha comunidade, cursei desde a pré-escola até a 5ª série. Em 1996 fui estudar no Instituto Cristo Redentor da cidade fazendo da 6ª a 8ª séries. Em 1999 iniciei minha vida de seminarista ao ingressar no Seminário São José, em Cerro Largo, cursando o magistério no Instituto Nossa Senhora da Anunciação das Irmãs Filhas do Amor Divino. Em 2002 comecei a cursar o Curso de Filosofia na Unijuí em Santa Rosa, e residir no Seminário Pe. Adolfo Gallas em Santo Cristo. Me formei em 2005 e logo no ano seguinte iniciei o Curso de Teologia no Instituto Missioneiro de Teologia que está vinculado à URI, residindo no Teologado Mártires das Missões, cursei o 1º ano. Em 2007 foi convidado a ser assistente de formação no Seminário São José, que aceitei com muito carinho, desempenhando esta função por todo o ano. Em 2008 voltei a cursar teologia me formando neste final de ano. Em maio de 2009 iniciei também o Curso de Pós Graduação em Metodologia Pastoral pelo IMT. E neste ano Rafael José Backes de 2010 assumi, por convite do Pároco da Catedral, a coordenação da Catequese desta paróquia. Fui ordenado Diácono em 1° de agosto na Catedral Angelopolitana. Esta é um pouco da história da caminhada da minha vida, trajetória construída até hoje com o apoio de amigos e amigas, da comunidade de origem e de pessoas que fui conhecendo ao longo deste percurso. Sempre busquei força e amparo no contato com as comunidades e grupos onde trabalhei e fui discernindo ao longo desta caminhada a assumir o compromisso de me dedicar no serviço a esta Igreja de Santo Ângelo como padre, a exemplo de Jesus Cristo nosso mestre e guia. ORDENAÇÃO - E dessa forma, convido todos vocês leitores a participarem da celebração eucarística de minha ordenação presbiteral, dia 10 de dezembro, às 19h30mim, na Igreja Matriz de Cândido Godói. PIEKALA FAZENDO PARTE DA SUA VIDA Farmácias de Manipulação - Indústria de Reciclagem: cartuchos de tinta, toner e laser - Locação de máquinas de xeróx - Xeróx preto e colorido. R. Fernando Ferrari, nº 435 sala 04 - em frente à Praça Alemã - Santa Rosa/RS TELEFONE: 3512-4900 Av. 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Isso ajuda a diminuir a tensão do dia-a-dia; - Enquanto estiver falando, mantenha a postura do corpo sempre reta, no eixo, porém relaxada, principalmente a cabeça; - Utilize alguns horários do seu dia para descansar e relaxar, tentando poupar a sua voz; Quando você estiver com uma rouquidão por mais de 15 dias, procure um otorrinolaringologista e/ou um profissional em fonoaudilogia. Hábitos Prejudiciais - Evite gritar ou falar com muita intensidade: sempre que possível procure se aproximar da pessoa para conversar. Quando estiver escutando música ou assistindo TV, abaixe o volume, evite competição sonora; - Pigarrear - essa ação provoca um forte atrito nas pregas vocais, irritando-as; - O fumo é altamente nocivo, pois a fumaça quente agride o sistema respiratório e principalmente as pregas vocais, podendo causar desde irritação, pigarro, edema, infecção. É considerado um dos prin- cipais fatores desencadeantes do câncer de laringe; - O consumo de álcool em excesso também é prejudicial para as pregas vocais e tem efeito analgésico propiciando abusos vocais; - Chupar balas ou pastilhas fortes quando estiver com a garganta irritada. Isso mascara o sintoma e a pessoa tende a forçar a voz sem perceber. Quando o efeito da bala passa, a irritação na garganta aumenta; - Ar condicionado - prejudica a mucosa das pregas vocais, pois o resfriamento é realizado através da redução da umidade do ar com consequente ressecamento do trato vocal, o que leva a pessoa a produzir a voz com maior esforço e tensão; - Evite a fala durante os exercícios físicos: qualquer exercício de esforço muscular junto com a fala irá provocar sobrecarga na musculatura da laringe; - Evite cantar de maneira inadequada ou abusiva em videokês ou fazer parte de corais sem preparo vocal; - Evite pastilhas refrescantes antes de cantar/falar. Estas geralmente têm efeito "anestésico" e você pode cometer abuso vocal sem se dar conta; - Evite falar em demasia em quadros gripais ou em crises alérgicas, pois o tecido que reveste a laringe está inchado e o atrito das pregas vocais durante a fala passa a ser de forte agressão; - Ingerir líquidos em temperaturas extremas, ou seja, muito gelado ou muito quente; alimentos e bebidas geladas também causam choque térmico, provocando muco e edema nas pregas vocais; - Evite usar roupas apertadas na altura do pescoço e na cintura, pois irá dificultar a livre movimentação da laringe e também a movimentação do diafragma; A prevenção vocal só depende da conscientização de cada pessoa, pois voz é um sinal de saúde e devemos tratá-la adequadamente. Texto elaborado pela Fonoaudióloga Ângela Guimarães Coelho (CRFa-RS 6243) Dicas Diversas C U L I N Á R I A Brigadeirão Fácil Ingredientes: 03 ovos 01 colher de sopa de margarina 01 lata de leite condensado 01 lata medida de leite de vaca 01 xícara de chocolate em pó Chocolate granulado para enfeitar. Açúcar e margarina para untar a forma. Modo de preparo - Bata todos os ingredientes no liquidificador. Unte uma forma de pudim com a margarina e polvilhe o açúcar nela toda. Despeje a massa e leve ao forno em banho-maria por aproximadamente 30 minutos ou até enfiar um garfo e ele sair limpo. Retire do forno, deixe esfriar e bote na geladeira. Retire da forma gelado. Enfeite com o chocolate granulado. Panqueca light de queijo Minas Ingredientes: Massa 01 colher (sobremesa) de azeite de oliva 02 xícaras (chá) de leite desnatado 01 xícara (chá) farinha de trigo 03 ovos e sal Recheio 400g queijo Minas light 1/2 lata de molho de tomate Banho-maria: para que a temperatura fique mais elevada, coloque na água um pouco de bicarbonato de sódio; Para que o suflê não murche, certifique-se que o forno está bem quente antes de colocar o preparado e não abra o forno antes de estar pronto; Nunca comece a fazer um prato sem, antes, ler a receita até o fim. Siga as instruções à risca, sem esquecer o tempo estipulado para o preparo; Os legumes devem ser cozidos, de preferência com casca para conservarem suas vitaminas. Onde você sempre compra melhor! Av. Helmuto Simm, 49 - Horizontina/RS Matriz: 55.3537.1688 Filial: (55) 3537.6540 Modo de Preparo: Massa: bata os ovos com o leite, a farinha de trigo e o sal no liquidificador. Esquente o azeite de oliva em uma frigideira rasa. Adicione uma porção da massa aproximadamente 05 (colheres de sopa) para fritar. Com uma escumadeira, vire a massa, para dourar dos dois lados. Reserve as panquecas. Recheio: corte o queijo Minas light em fatias grossas. Recheie cada panqueca com 01 colher (sopa) de molho de tomate e uma fatia de queijo e enrole-as. Coloque em um refratário e cubra com o molho de tomate. Leve ao forno pré-aquecido por cerca de 20 minutos, para derreter o queijo. Sirva em seguida. SANTA ROSA, NOVEMBRO DE 2010 Novo Serviço prestado pelo Hospital São José, de Giruá: REABILITAÇÃO VISUAL O novo Serviço de Reabilitação Visual habilitado pela Portaria nº 439 do dia 13 de Setembro de 2010, Publicado no Diário Oficial da União, no dia 14 de Setembro de 2010, será destinado aos usuários do Sistema Único de Saúde, o qual irá fornecer condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados ao diagnóstico e habilitação/reabilitação das pessoas com deficiência visual de forma articulada e integrada com o sistema local e regional de atenção à saúde. O Hospital São José se prepara para dar início ao mais novo projeto credenciado pelo Ministério da Saúde, "A Reabilitação em Baixa Visão" a fim de complementar um serviço de referência regional em reabilitação física onde o Hospital São José vem se tornando um marco nos serviços prestados em reabilitação no interior do Rio Grande do Sul . O CENTRO DE REABILITAÇÃO EM BAIXA VISÃO E CEGUEIRA contará com um programa de reabilitação integral onde, depois de diagnosticar as necessidades e particu- laridade de cada paciente, terá responsabilidade de traçar estratégias seguras e eficazes de intervenção, através de técnicas de deslocamentos, adaptação de recursos ópticos e não ópticos, estimulação para o desenvolvimento global de crianças e adultos, possibilitando uma vida mais independente. A expectativa é que o Centro de Reabilitação Visual crie um novo patamar de assistência à saúde visual no Estado, o que certamente dará impulso ao desenvolvimento de novas tecnologias e produtos aplicados a outros setores, além do terapêutico. O Centro terá a capacidade inicial de atender 120 pacientes/mês com uma equipe técnica multiprofissional com 1 médico oftalmologista, 1Assistente So- Manutenção, Peças e Assistência Técnica de Máquinas Rodoviárias Fone: 55 3361-1200/1007 Fax: 55 3361-1479 cial, 1 Psicóloga, 1 Reabilitador, 1 Terapeuta Ocupacional, 1 Técnico em Orientação e Mobilidade. Referenciado para 13 Coordenadorias Regionais de Saúde o Hospital São José estende seu serviço para mais de 250 mil habitantes do interior do Rio Grande do Sul. Apenas dois Hospitais estão habilitados para iniciar os atendimentos, o Banco de Olhos de Porto Alegre, hospital pertencente a REDE VERZERI Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Jesus e o Hospital São José de Giruá pertencente a mesma rede, estarão disponibilizando pelo Sistema Único de Saúde todo o suporte para a reabilitação Visual e Cegueira. Os pacientes deverão ser encaminhados pelas suas respectivas Secretarias Municipais de Saúde com laudo médico de oftalmologista solicitando o ingresso na rede de referência e contra referência Estadual. Avenida Presidente Vargas, 867 Tel.: (55) 3361.1200 E-mail:[email protected] Quem honra o passado, merece viver o presente e projetar um futuro promissor...