Indicadores Macroeconômicos
Brasil e Nordeste
2000 a 2009
Dezembro de 2010
Banco do Nordeste do Brasil S/A
Presidente:
Roberto Smith
Diretoria:
Oswaldo Serrano de Oliveira
João Emílio Gazzana
Luís Carlos Everton de Farias
José Sydrião de Alencar Júnior
Paulo Sérgio Rebouças Ferraro
Stélio Gama Lyra Júnior
Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste
Superintendente: José Narciso Sobrinho
Coordenação:
Central de Informações Econômicas, Sociais e Tecnológicas
Gerente: Francisco Diniz Bezerra
Elaboração:
Hamilton Reis de Oliveira
Colaboração:
Antônio Ricardo de Norões Vidal
Sumário
Apresentação.................................................................................................. 10
1. Nível de Atividade Econômica .................................................................. 11
1.1. Índices de Crescimento e Variação Real do PIB e PIB Per Capita no
Brasil – 2000 a 2009. .................................................................................... 11
1.2 Índices de Crescimento e Variação Real do PIB e PIB Per Capita no
Nordeste – 2000 a 2009................................................................................ 14
1.3.Participação relativa dos agregados do PIB pela ótica da despesa no
Brasil – 2000 a 2009. .................................................................................... 17
1.4.Índices de crescimento acumulado do PIB e seus componentes pela ótica
da despesa no Brasil – 2000 a 2009. ............................................................ 20
1.5.Participação relativa dos agregados do PIB pela ótica da produção no
Brasil – 2000 a 2009. .................................................................................... 22
1.6.Índices de crescimento acumulado do PIB e seus componentes pela ótica
da produção no Brasil – 2000 a 2009. .......................................................... 25
1.7.Investimento Direto Estrangeiro (IDE) no Brasil no Brasil – 2000 a 2009.
...................................................................................................................... 27
1.8.Índices de Produção Física Industrial no Brasil - 2000 a 2009. .............. 29
1.9.Índices de Produção Física Industrial no Nordeste - 2000 a 2009. ......... 31
1.10.Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria no Brasil 2000 a 2009 .................................................................................................. 33
1.11.Evolução do nível de Preços e da Taxa de Juros no Brasil – 2000 a
2009. ............................................................................................................. 35
2.Nível de Emprego e Rendimentos do Fator Trabalho .............................. 37
2.1.População economicamente ativa (PEA), pessoal ocupado e desocupado
nas principais regiões metropolitanas – 2002 a 2009. .................................. 37
2.2.População economicamente ativa (PEA), pessoal ocupado e desocupado
em Salvador – 2002 a 2009. ......................................................................... 39
2.3.População economicamente ativa (PEA), pessoal ocupado e desocupado
em Recife – 2002 a 2009. ............................................................................. 41
2.4.Pessoal ocupado, empregos formais e informais nas principais regiões
metropolitanas – 2002 a 2009. ...................................................................... 43
2.5.Pessoal ocupado, empregos formais e informais em Salvador – 2002 a
2009. ............................................................................................................. 45
2.6.Pessoal ocupado, empregos formais e informais em Recife - 2000 a 2009.
......................................................................................................................... 47
2.7.Evolução dos empregos formais (RAIS) no Brasil e Nordeste – 2000 a
2009. ............................................................................................................. 49
2.8.Evolução da massa salarial real no Brasil e Nordeste e evolução do
salário mínimo real no Brasil – 2000 a 2009. ................................................ 51
3.Finanças Públicas ....................................................................................... 54
3.1.Evolução da dívida líquida do setor público no Brasil. ............................ 54
3.2.Necessidades de financiamento do setor público no Brasil .................... 56
4.Setor Externo ............................................................................................... 58
4.1.Evolução do balanço de pagamentos e seus componentes no Brasil 2000
a 2009. .......................................................................................................... 58
4.2.Exportações, importações e saldo do comércio exterior do Brasil de 2000
a 2009. .......................................................................................................... 61
4.3.Exportações, importações e saldo do comércio exterior do Nordeste de
2000 a 2009. ................................................................................................. 63
4.4.Pauta de exportações da balança comercial do Brasil – 2000 a 2009. ... 65
4.5.Pauta de importações da balança comercial do Brasil – 2000 a 2009. ... 67
4.6.Pauta de exportações da balança comercial do Nordeste – 2000 a 2009.
...................................................................................................................... 69
4.7.Pauta de importações da balança comercial do Nordeste – 2000 a 2009.
...................................................................................................................... 71
4.8.Evolução do estoque de reservas internacionais no Brasil de 2000 a
2009. ............................................................................................................. 73
5.Operações de Crédito no Brasil ................................................................. 75
5.1.Saldo total das operações de crédito no Brasil – 2001 a 2009. .............. 75
5.2.Relação saldo total das operações de crédito no Nordeste e o PIB
regional – 2004 a 2009. ................................................................................ 77
5.3.Saldo Total das operações de crédito com recursos livres no Brasil –
2000 a 2009. ................................................................................................. 79
5.4.Saldo total das operações de crédito com recursos direcionados no Brasil
– 2000 a 2009. .............................................................................................. 81
5.5.Saldo das operações de crédito das agências oficiais de fomento no
Nordeste de 2005 a 2009.............................................................................. 84
Referências ...................................................................................................... 87
Lista de Tabelas
Tabela 1: PIB nacional: a preços correntes, constantes, taxas e índices reais de
variação e de crescimento - 2000 a 2009. ....................................................... 12
Tabela 2: PIB Per Capita nacional: a preços correntes, constantes, taxas e
índices reais de variação e de crescimento - 2000 a 2009. ............................. 13
Tabela 3: PIB do Nordeste: a preços correntes, constantes, taxas e índices
reais de variação e de crescimento - 2000 a 2009. .......................................... 15
Tabela 4: PIB Per Capita do Nordeste: a preços correntes, constantes, taxas e
índices reais de variação e de crescimento - 2000 a 2009. ............................. 16
Tabela 5: Composição do PIB a preços correntes¹ pela ótica da despesa no
Brasil - 2000 a 2009. ........................................................................................ 18
Tabela 6: Composição do PIB a preços constantes¹ pela ótica da despesa no
Brasil - 2000 a 2009. ........................................................................................ 18
Tabela 7: Participação relativa dos agregados do PIB pela ótica da despesa no
Brasil – 2000 a 2009¹. ...................................................................................... 18
Tabela 8: Índice de crescimento acumulado do PIB e seus componentes pela
ótica da despesa no Brasil – 2000 a 2009¹. ..................................................... 20
Tabela 9: Composição do PIB a preços correntes pela ótica do produto no
Brasil - 2000 a 2009. ........................................................................................ 22
Tabela 10: Composição do PIB a preços constantes¹ pela ótica do produto no
Brasil - 2000 a 2009. ........................................................................................ 23
Tabela 11: Participação relativa dos agregados do PIB pela ótica do produto no
Brasil – 2000 a 2009¹. ...................................................................................... 23
Tabela 12: Índice de crescimento acumulado do PIB e seus componentes pela
ótica do produto no Brasil – 2000 a 2009¹. ....................................................... 25
Tabela 13: Investimento Direto Estrangeiro Líquido¹ no Brasil ........................ 27
Tabela 14: Índices de Produção Física Industrial no Brasil – 2000 a 2009. ..... 29
Tabela 15: Índices de Produção Física Industrial no Nordeste ........................ 31
Tabela 16: Nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) por setores
industriais no Brasil – 2000 a 2009¹. ................................................................ 34
Tabela 17: Índice de preços e taxa de juros¹ no Brasil – 2000 a 2009. ............ 35
Tabela 18: Proporção de pessoas ocupadas e desocupadas na PEA nas
principais regiões metropolitanas¹ – 2002 a 2009. ........................................... 38
.
Tabela 19: Proporção de pessoas ocupadas e desocupadas na PEA em
Salvador – 2002 a 2009. .................................................................................. 39
Tabela 20: Proporção de pessoas ocupadas e desocupadas na PEA em Recife
– 2002 a 2009. ................................................................................................. 41
Tabela 21: Proporção de empregos formais, informais no total de pessoas
ocupadas nas principais regiões metropolitanas – 2002 a 2009. ..................... 43
Tabela 22: Proporção de empregos formais, informais no total de pessoas
ocupadas em Salvador – 2002 a 2009. ............................................................ 45
Tabela 23: Proporção de empregos formais, informais no total de pessoas
ocupadas em Recife – 2002 a 2009. ................................................................ 47
Tabela 24: Evolução do estoque de empregos formais no Brasil e Nordeste 2000 a 2009. .................................................................................................... 49
Tabela 25: Evolução da massa salarial real no Brasil e Nordeste – 2000 a 2009.
......................................................................................................................... 51
Tabela 26: Evolução real do salário mínimo e do PIB no Brasil – 2000 a 2009.
......................................................................................................................... 53
Tabela 27: Proporção entre a dívida líquida do setor público¹ e o PIB no Brasil –
2001 a 2009. .................................................................................................... 54
Tabela 28: Proporção entre a Necessidade de Financiamento do Setor Público¹
e o PIB no Brasil – 2002 a 2009. ...................................................................... 57
Tabela 29: Saldo do balanço de pagamentos e seus componentes (FOB) no
Brasil - 2000 a 2009. ........................................................................................ 59
Tabela 30: Saldo do balanço de pagamentos e seus componentes a preços
constantes no Brasil (FOB) – 2000 a 2009. ..................................................... 59
Tabela 31: Proporção do saldo do balanço de pagamentos e seus
componentes no PIB no Brasil (FOB) – 2000 a 2009....................................... 60
Tabela 32: Exportações, importações e saldo comercial no Brasil de 2000 a
2009 (FOB)....................................................................................................... 61
Tabela 33: Proporção das exportações, importações e do saldo comercial no
PIB - Brasil de 2000 a 2009 (FOB). .................................................................. 62
Tabela 34: Proporção das exportações, importações e do saldo comercial no
PIB no Nordeste de 2000 a 2009 (FOB). ......................................................... 63
Tabela 35: Pauta de exportações da balança comercial do Brasil por fator
agregado¹ – 2000 a 2009. ................................................................................ 66
Tabela 36: Pauta de importações da balança comercial do ............................. 68
Tabela 37: Pauta de exportações da balança comercial do ............................. 70
Tabela 38: Pauta de importações da balança comercial do Nordeste por fator
agregado¹ – 2000 a 2009. ................................................................................ 71
Tabela 39: Proporção com o PIB e crescimento real do estoque de reservas
internacionais¹ no Brasil de 2000 a 2009. ........................................................ 73
Tabela 40: Relação do saldo total de operações de crédito com o PIB e taxa de
juros no Brasil – 2001 a 2009. .......................................................................... 76
Tabela 41: Relação do saldo total de operações de crédito no Nordeste com o
PIB regional – 2004 a 2009. ............................................................................. 77
Tabela 42: Saldo total das operações de crédito com recursos livres¹ no Brasil
– 2000 a 2009. ................................................................................................. 79
Tabela 43: Proporção entre o Saldo Total das Operações de Crédito com
Recursos Direcionados¹ e PIB no Brasil – 2000 a 2009................................... 82
Tabela 44: Saldo das operações de crédito das agências oficiais de fomento no
Nordeste de 2005 a 2010. ................................................................................ 85
Lista de Gráficos
Gráfico 1: Variação e índices de crescimento real do PIB² no Brasil – 2000 a
2009. ................................................................................................................ 12
Gráfico 2: Variação e índices de crescimento real do PIB Per Capita² no Brasil
– 2000 a 2009. ................................................................................................. 13
Gráfico 3: Variação e índices de crescimento real do PIB³ do Nordeste 2000 a
2009. ................................................................................................................ 15
Gráfico 4: Variação e índices de crescimento real do PIB Per Capita² no
Nordeste – 2000 a 2009. .................................................................................. 16
Gráfico 5: Participação relativa dos agregados do PIB² pela ótica da despesa
no Brasil – 2000 a 2009. .................................................................................. 19
Gráfico 6: Índice de crescimento acumulado do PIB e seus componentes pela
ótica da despesa no Brasil – 2000 a 2009. ...................................................... 21
Gráfico 7: Participação Relativa dos Agregados do PIB pela ótica do Produto no
Brasil – 2000 a 2009. ....................................................................................... 24
Gráfico 8: Índice de crescimento acumulado do PIB e seus componentes pela
ótica do produto no Brasil – 2000 a 2009. ........................................................ 26
Gráfico 9: Variações anuais e participação relativa do investimento direto
estrangeiro líquido³ no PIB – Brasil – 2000 a 2009. ......................................... 28
Gráfico 10: Índices de Produção Física Industrial no Brasil – 2000 a 2009. .... 30
Gráfico 11: Índices de Produção Física Industrial no Nordeste ........................ 32
Gráfico 12: Nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) por setores
industriais no Brasil - 2000 a 2009. .................................................................. 34
Gráfico 13: Índice de Preços e Taxa de Juros no Brasil – 2000 a 2009. .......... 36
Gráfico 14: Proporção entre pessoal ocupado, desocupado e PEA² nas
Principais Regiões Metropolitanas³ - 2002 a 2009. .......................................... 38
Gráfico 15: Proporção entre Pessoal Ocupado, Desocupado e PEA² em
Salvador - 2002 a 2009. ................................................................................... 40
Gráfico 16: Proporção entre Pessoal Ocupado, Desocupado e PEA² em Recife
- 2002 a 2009. .................................................................................................. 42
Gráfico 17: Proporção entre Empregos Formais, Informais e Pessoal Ocupado
nas Principais Regiões Metropolitanas² - 2002 a 2009. ................................... 44
Gráfico 18: Proporção entre Empregos Formais, Informais e Pessoal Ocupado
em Salvador - 2002 a 2009. ............................................................................. 46
Gráfico 19: Proporção entre Empregos Formais, Informais e Pessoal Ocupado
em Recife - 2002 a 2009. ................................................................................. 48
Gráfico 20: Evolução do Estoque de Empregos Formais no Brasil e Nordeste 2000 a 2009. .................................................................................................... 50
Gráfico 21: Crescimento acumulado da massa salarial¹ real² no Brasil e
Nordeste - 2000 a 2009. ................................................................................... 52
Gráfico 22: Crescimento acumulado do salário mínimo e PIB reais no Brasil 2000 a 2009. .................................................................................................... 53
Gráfico 23: Relação¹ entre a dívida líquida do setor público² a preços correntes
e PIB no Brasil – 2001 a 2009. ......................................................................... 55
Gráfico 24: Proporção¹ entre a Necessidade de Financiamento do Setor
público² e o PIB no Brasil – 2002 a 2009. ........................................................ 57
Gráfico 25: Proporção¹ do saldo do Balanço de Pagamentos (FOB) e PIB no
Brasil – 2000 a 2009. ....................................................................................... 60
Gráfico 26: Saldo do Comércio Exterior e Taxa de Câmbio Brasil (FOB) de
2000 a 2009. .................................................................................................... 62
Gráfico 27: Saldo do Comércio exterior e taxa de câmbio de 2000 a 2009 no
Nordeste (FOB). ............................................................................................... 64
Gráfico 28: Pauta de exportações² da balança comercial do Brasil por fator
agregado³ de 2000 a 2009 (FOB). ................................................................... 66
Gráfico 29: Pauta de importações¹ da balança comercial do Brasil por fator
agregado² de 2000 a 2009 (FOB). ................................................................... 68
Gráfico 30: Pauta de exportações² da balança comercial do Nordeste por fator
agregado³ de 2000 a 2009 (FOB). ................................................................... 70
Gráfico 31: Pauta de importações¹ da balança comercial do Nordeste por fator
agregado² de 2000 a 2009 (FOB). ................................................................... 72
Gráfico 32: Índice de Crescimento Real¹ do Estoque de Reservas
Internacionais² no Brasil – 2000 a 2009. .......................................................... 74
Gráfico 33: Relação Saldo² Total das Operações de Crédito, Taxa de Juros e
PIB no Brasil – 2001 a 2009. ............................................................................ 76
Gráfico 34: Relação Saldo² Total das Operações de Crédito e PIB no Nordeste
- 2004 a 2009. .................................................................................................. 78
Gráfico 35: Relação do Saldo¹ Total das Operações de Crédito com recursos
livres² e PIB no Brasil – 2000 a 2009. .............................................................. 80
Gráfico 36: Relação do Saldo¹ das Operações de Crédito com Recursos
Direcionados² e PIB no Brasil – 2000 a 2009. .................................................. 83
Gráfico 37: Saldo³ das Operações de Crédito das Agências Oficiais de
Fomento no Nordeste - 2005 a 2009................................................................ 86
Apresentação
O documento “Indicadores de Desempenho Macroeconômico - Brasil e
Nordeste” foi elaborado pelo Banco do Nordeste, através da Central de
Informações Econômicas, Sociais e Tecnológicas, do Escritório Técnico de
Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), tendo como objetivo retratar a
evolução da economia brasileira e da região Nordeste de 2000 a 2009,
apresentando o comportamento dos principais agregados macroeconômicos e
suas variações nesse período.
Apresentado de forma sintética, preponderantemente na forma de Gráficos e
Tabelas, o trabalho foi desenvolvido visando transformar os dados disponíveis
sobre agregados macroeconômicos em informações úteis a serem utilizadas
em análises posteriores sobre as tendências relativas ao comportamento do
nível de atividade, mercado de trabalho, finanças públicas, comércio exterior e
crédito, temas abordados no documento.
Espera-se, com a sistematização das informações sobre agregados
macroeconômicos empreendida neste trabalho, contribuir para estimular o
debate e facilitar a elaboração de outros estudos nesta temática, permitindo os
pesquisadores focarem os seus esforços na análise do conteúdo.
1. Nível de Atividade Econômica
Neste primeiro tópico serão demonstradas as variações ocorridas com o PIB e
seus componentes (pela ótica da despesa e do produto), com o PIB Per Capita,
investimentos estrangeiros diretos, atividade industrial, nível de preços e taxa
de juros no Brasil e quando possível para o Nordeste entre os anos 2000 a
2009.
1.1. Índices de Crescimento e Variação Real do PIB e PIB Per
Capita no Brasil – 2000 a 2009.
As variações anuais em termos reais do PIB e PIB Per Capita no Brasil
apresentaram considerável oscilação no período de 2000 a 2009, com picos de
alta e de baixa significativos. O PIB nacional alcançou variações positivas da
ordem de 5,7% em 2004 e 6,1% em 2007 (Gráfico 1). Em contraposição, os
recuos atingiram patamares próximos a 1% (2001 e 2003), chegando mesmo a
valores negativos (-0,6% em 2009). Em valores monetários, o PIB cresceu de
R$ 2,37 trilhões em 2000 (a preços de 2009), para R$ 3,18 trilhões em 2009, o
que corresponde a uma taxa média de crescimento anual em torno de 3,6% ao
ano.
Paralelamente, a taxa de variação do PIB Per Capita, apresentou tetos
ligeiramente inferiores (4,3% e 4,9%), mas os picos de baixa foram todos
negativos (Gráfico 2). A sua taxa média de crescimento foi de 1,9% ao ano,
permitindo um crescimento em termos reais de R$ 14 mil em 2000 para 16,6
mil em 2009 (Tabela 2).
Não obstante o grau de oscilação das variações anuais e aos recuos
observados em 2009, de 0,6% e 1,6%, o PIB e o PIB Per Capita no Brasil
tiveram um crescimento acumulado, em termos reais, consistente ao longo do
período com curvas solidamente ascendentes no intervalo de 2000 a 2009
como mostram os Gráficos 1 e 2, onde são atingidos índices de crescimento da
ordem de 132,3 e 118,3 respectivamente.
Tabela 1: PIB nacional: a preços correntes, constantes, taxas e índices reais de variação
e de crescimento - 2000 a 2009.
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
PIB a preços
correntes
R$ 1.000.000
1.179.482
1.302.136
1.477.822
1.699.948
1.941.498
2.147.239
2.369.484
2.661.344
3.031.864
3.185.125
PIB a preços
Índice do
constantes¹
Deflator do PIB
R$ 1.000.000
(1995=100)
151,3
2.408.236
164,9
2.439.859
182,3
2.504.715
207,3
2.533.435
224,0
2.678.152
240,1
2.762.773
254,9
2.872.096
269,8
3.047.048
292,3
3.204.351
309,0
3.185.125
Variação real
anual (%)²
4,3
1,3
2,7
1,1
5,7
3,2
4,0
6,1
5,2
-0,6
Crescimento
Acumulado
(Índice)
100
101,3
104,0
105,2
111,2
114,7
119,3
126,5
133,1
132,3
135
7,0
130
6,0
125
5,0
120
4,0
115
3,0
110
2,0
105
1,0
100
0,0
95
-1,0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Crescimento Acumulado
Variação Real¹
Gráfico 1: Variação e índices de crescimento real do PIB² no Brasil – 2000 a 2009.
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais.
Nota: 1 - Base = Ano imediatamente anterior.
2 - Valores obtidos a partir do PIB deflacionado a preços de 2009.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Variação Real (%)
Índice Cresc. Acumulado
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Notas: 1 - A preços de 2009.
2 - Ano imediatamente anterior = 100.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Tabela 2: PIB Per Capita nacional: a preços correntes, constantes, taxas e índices reais
de variação e de crescimento - 2000 a 2009.
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
PIB Per Capita
PIB Per Capita
a preços
correntes R$
1,00
6.886
a preços
constantes¹ R$
1,00
14.060
7.492
8.382
9.511
10.720
11.709
12.769
14.183
15.990
16.634
14.038
14.207
14.174
14.788
15.066
15.478
16.239
16.899
16.634
Variação real
anual (%)²
2,8
-0,2
1,2
-0,2
4,3
1,9
2,7
4,9
4,1
-1,6
Crescimento
Acumulado
(Índice)
100
99,8
101,0
100,8
105,2
107,2
110,1
115,5
120,2
118,3
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Notas: 1 - A preços de 2009, corrigido pelo índice do deflator implícito do PIB.
2 - Base = ano imediatamente anterior.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
6,0
5,0
120
4,0
115
3,0
110
2,0
1,0
105
Varaição Real (%)
Índice Cresc. Acumulado
125
0,0
100
-1,0
95
-2,0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Crescimento Acumulado
Variação Real¹
Gráfico 2: Variação e índices de crescimento real do PIB Per Capita² no Brasil – 2000 a
2009.
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais.
Nota: 1 - Base = Ano imediatamente anterior.
2 - Valores obtidos a partir do PIB deflacionado a preços de 2009.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
1.2 Índices de Crescimento e Variação Real do PIB e PIB Per
Capita no Nordeste – 2000 a 2009.
O perfil das taxas de variação real e de índices de crescimento acumulado do
PIB e PIB Per Capita do Nordeste é ligeiramente favorável (Tabelas 3 e 4) aos
já mostrados no plano nacional. Com relação às variações anuais, o PIB do
Nordeste atinge seu maior teto em 2002 com uma variação de 6,0% em
relação ao ano anterior, significativamente superior ao observado no plano
nacional, de 2,7%. Mesmo com um ligeiro recuo de 0,4% em 2003, suas
variações anuais a partir do ano seguinte mantém uma trajetória relativamente
estável até 2008 (Gráfico 3), diferentemente das variações ocorridas com o PIB
nacional no mesmo período. Com uma taxa média de crescimento em torno de
4,9% ao ano (superior em 1,3 pontos à taxa do PIB nacional), o PIB do
Nordeste elevou-se de R$ 299,7 bilhões em 2000 para R$ 415,7 em 2009, o
que equivale a um índice aproximado de crescimento de 138,7. Mesmo com
uma retração de 1% em 2009, maior do que a ocorrida no cenário nacional, o
PIB do Nordeste supera o índice de crescimento do PIB nacional em 6,4 pontos
entre 2000 e 2009 (Tabela 3).
O PIB Per Capita nordestino preserva trajetória idêntica ao PIB do Nordeste
(comparar Gráficos 3 e 4), exceto pela magnitude das variações, favoráveis a
este último (comparar Tabelas 3 e 4). De modo idêntico, a taxa média de
crescimento do PIB Per Capita superou a taxa obtida no plano nacional, 3,7%
contra 2,3%, elevando-o de R$ 6,2 mil em 2000 para R$ 7,7 mil em 2009, o
que resulta num índice de crescimento 124,6. Mesmo com o recuo de 2% em
2009, o PIB Per Capita nordestino acaba por superar o nacional em 6,3 pontos
em termos de crescimento acumulado real no período de 2000 a 2009.
É importante salientar que, mesmo com os resultados positivos, o PIB Per
Capita observado no Nordeste, considerando a média do período, R$ 6,8 mil a
preços de 2009, ainda não atinge a metade do PIB Per Capita médio do Brasil,
R$ 14,9 mil, já que a razão entre ambos no período em questão situou-se em
torno de 45,9%.
Tabela 3: PIB do Nordeste: a preços correntes, constantes, taxas e índices reais de
variação e de crescimento - 2000 a 2009.
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009³
PIB a preços
correntes
R$ 1.000.000
146.827
163.465
191.592
217.037
247.043
280.545
311.104
347.797
397.503
415.750
PIB a preços
constantes¹
R$ 1.000.000
299.788
306.290
324.723
323.451
340.777
360.967
377.095
398.203
420.117
415.750
Variação real
anual (%)²
4,3
2,2
6,0
-0,4
5,4
5,9
4,5
5,6
5,5
-1,0
Crescimento
Acumulado
(Índice)
100,0
102,2
108,3
107,9
113,7
120,4
125,8
132,8
140,1
138,7
145,0
7,0
140,0
6,0
135,0
5,0
130,0
4,0
125,0
3,0
120,0
2,0
115,0
1,0
110,0
105,0
0,0
100,0
-1,0
95,0
-2,0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009¹
Crescimento Acumulado
Variação Real²
Gráfico 3: Variação e índices de crescimento real do PIB³ do Nordeste 2000 a 2009.
Fonte: IBGE – Contas Regionais.
Notas: 1 - Em 2009 o PIB do Nordeste é uma projeção realizada pelo BNB/ETENE.
2 - Base = Ano imediatamente anterior.
3 - Valores obtidos a partir do PIB deflacionado a preços de 2009.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Variação Real (%)
Índice Cresc. Acumulado
Fonte: IBGE - Contas Regionais
Notas: 1 - A preços de 2009, calculado pelo índice do deflator implícito do PIB Nacional.
2 - Ano imediatamente anterior = 100.
3 - Em 2009 o PIB do Nordeste é uma projeção realizada pelo BNB/ETENE.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Tabela 4: PIB Per Capita do Nordeste: a preços correntes, constantes, taxas e índices
reais de variação e de crescimento - 2000 a 2009.
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009³
PIB Per Capita a PIB Per Capita a
Variação real
preços
preços
anual (%)²
correntes R$
constantes¹ R$
1,00
1,00
3.049
6.226
3,1
3.347
3.870
4.327
4.863
5.457
5.983
6.617
7.488
7.758
6.273
6.560
6.449
6.709
7.022
7.253
7.578
7.915
7.758
0,7
4,6
-1,7
4,0
4,7
3,3
4,5
4,4
-2,0
Crescimento
Acumulado
(Índice)
100
100,7
105,4
103,6
107,8
112,8
116,5
121,7
127,1
124,6
130
5,0
125
4,0
3,0
120
2,0
115
1,0
110
0,0
105
Variação Real (%)
Índice Cresc. Acumulado
Fonte: IBGE - Contas Regionais
Notas: 1 - A preços de 2009, calculado pelo índice do deflator implícito do PIB Nacional.
2 - Ano imediatamente anterior = 100.
3 - Em 2009 o PIB do Nordeste é uma projeção realizada pelo BNB/ETENE.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
-1,0
100
-2,0
95
-3,0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009¹
Crescimento Acumulado
Variação Real²
Gráfico 4: Variação e índices de crescimento real do PIB Per Capita³ no Nordeste – 2000
a 2009.
Fonte: IBGE – Contas Regionais
Notas: 1 - Em 2009 o PIB do Nordeste é uma projeção realizada pelo BNB/ETENE.
2 - Base = Ano imediatamente anterior.
3 - Valores obtidos a partir do PIB deflacionado a preços de 2009.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
1.3.Participação relativa dos agregados do PIB pela ótica da
despesa no Brasil – 2000 a 2009.
Na composição do PIB, segundo a ótica da despesa e a preços constantes, o
consumo das famílias foi o agregado com maior participação relativa durante o
período entre 2000 e 2009, em média, 61% do PIB, seguido pelos gastos
públicos, 19,9%, pela formação bruta de capital fixo (FBCF), 16,6% e pelo
saldo comercial 1,5%.
Embora as despesas de consumo de bens finais a preços constantes tivessem
um crescimento em torno de 27%, elevando-as de R$ 1,5 trilhões para R$ 1,9
trilhões (Tabela 6) entre 2000 e 2009, a sua relação com o PIB apresentou um
recuo ao longo do período abordado (Tabela 7), caindo de 64,3% para 61,7%
do PIB, ou 2,6 pontos percentuais. O resultado de 2009, entretanto, representa
uma recuperação em relação ao ano anterior, de 2,8 pontos percentuais, uma
vez que em 2008 as despesas atingiram o mais baixo resultado do período,
58,9% do PIB (Gráfico).
As despesas com investimento (FBCF) também seguiram trajetória de queda
em relação ao PIB, a despeito de seu crescimento absoluto, R$ 86,3 bilhões de
2000 a 2009 (Tabela 6). Nesse período, sua proporção no PIB recuou de
18,3% para 16,5%, ou 1,8 pontos, resultado que poderia ser mais favorável não
fosse o recuo de 4,2 pontos de 2008 para 2009 (Gráfico 5), dado que em 2008
os investimentos alcançam seu melhor resultado 20,7% do PIB.
Por outro lado, as despesas governamentais cresceram tanto em termos
absolutos como também em relação ao PIB. No período compreendido, o
consumo do governo teve uma variação positiva de 50,5%, significando uma
variação de R$ 462 bilhões em 2000 para R$ 695 bilhões em 2009 (Tabela 6),
valores que correspondem a 19,2% e 21,8% do PIB respectivamente, o que
representa um acréscimo de em 2,6 pontos percentuais.
O saldo comercial (exportações menos importações) inicia a série histórica com
déficits de 1,8 e 1,3% do PIB (R$ 42,4 e R$ 32 bilhões a preços constantes) em
2000 e 2001(Tabelas 6 e 7). A partir de 2002 ele inicia trajetória de
recuperação, vindo a alcançar em 2004, um superávit de R$ 103,8 bilhões
(3,9% do PIB) seu melhor resultado no período. A partir de 2005, os superávits
iniciam trajetória inversa, declinando sucessivamente, finalizando o período
com um déficit aproximado de 0,1% do PIB (R$ 1,7 bilhões) em 2009.
Tabela 5: Composição do PIB a preços correntes¹ pela ótica da despesa no Brasil - 2000
a 2009.
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Consumo
famílias
758.941
826.468
912.058
1.052.759
1.160.611
1.294.230
1.428.906
1.594.068
1.786.840
1.966.493
Gasto público
FBCF²
Exportações
Importações
226.085
258.043
304.044
329.596
373.284
427.553
474.773
539.061
612.105
694.598
215.257
234.754
239.351
268.095
314.333
347.976
397.027
487.761
627.158
525.816
117.691
158.619
208.323
254.770
318.892
324.842
340.457
355.672
414.294
354.236
-138.492
-175.748
-185.954
-205.272
-243.622
-247.362
-271.679
-315.218
-408.534
-356.015
Saldo
comercial
-20.801
-17.129
22.369
49.498
75.270
77.480
68.778
40.454
5.760
-1.779
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Notas: 1 - Em R$ 1.000.000 correntes.
2 - Formação Bruta de Capital Fixo. Inclusa a variação de estoques.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Tabela 6: Composição do PIB a preços constantes¹ pela ótica da despesa no Brasil 2000 a 2009.
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Consumo
famílias
1.549.586
1.548.583
1.545.819
1.568.928
1.600.977
1.665.238
1.732.004
1.825.094
1.888.496
1.966.493
Gasto público
FBCF²
Exportações
Importações
461.615
483.504
515.315
491.197
514.918
550.117
575.481
617.186
646.929
694.598
439.506
439.867
405.669
399.542
433.599
447.728
481.244
558.451
662.838
525.816
240.298
297.210
353.080
379.684
439.888
417.962
412.674
407.219
437.864
354.236
-282.769
-329.305
-315.168
-305.917
-336.058
-318.272
-329.307
-360.902
-431.776
-356.015
Saldo
comercial
-42.471
-32.095
37.913
73.767
103.829
99.691
83.367
46.317
6.088
-1.779
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Notas: 1 - A preços de 2009, corrigido pelo índice do deflator implícito do PIB.
2 - Formação Bruta de Capital Fixo. Inclusa a variação de estoques.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Tabela 7: Participação relativa¹ dos agregados do PIB pela ótica da despesa no Brasil –
2000 a 2009.
Percentual do PIB (%)¹
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Consumo
famílias
64,3
63,5
61,7
61,9
59,8
60,3
60,3
59,9
58,9
61,7
Gasto Público
FBCF²
Exportações
Importações
19,2
19,8
20,6
19,4
19,2
19,9
20,0
20,3
20,2
21,8
18,3
18,0
16,2
15,8
16,2
16,2
16,8
18,3
20,7
16,5
10,0
12,2
14,1
15,0
16,4
15,1
14,4
13,4
13,7
11,1
-11,7
-13,5
-12,6
-12,1
-12,5
-11,5
-11,5
-11,8
-13,5
-11,2
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Notas: 1: Valores calculados a partir de preços de 2009, corrigidos pelo índice do deflator implícito do PIB.
2 - Formação Bruta de Capital Fixo. Inclusa a variação de estoques.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Saldo
comercial
-1,8
-1,3
1,5
2,9
3,9
3,6
2,9
1,5
0,2
-0,1
Proporção no PIB (%)
1,5
2,9
3,9
3,6
2,9
1,5
0,2
18,3
18,0
16,2
15,8
16,2
16,2
16,8
18,3
20,7
19,2
19,8
20,6
19,4
19,2
19,9
20,0
20,3
20,2
64,3
63,5
61,7
61,9
59,8
60,3
60,3
59,9
58,9
-1,8
-1,3
2000
2001
16,5
21,8
61,7
-0,1
2002
Consumo Final
2003
2004
2005
Gasto Público
2006
FBCF¹
2007
2008
2009
Saldo comercial
Gráfico 5: Participação relativa dos agregados do PIB² pela ótica da despesa no Brasil –
2000 a 2009.
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Notas: 1 – Formação Bruta de Capital Fixo. Inclusa a variação de estoques.
2 – Valores calculados a partir de preços de 2009, corrigidos pelo índice do deflator
implícito do PIB.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
1.4.Índices de crescimento acumulado do PIB e seus
componentes pela ótica da despesa no Brasil – 2000 a 2009.
Apesar do pequeno papel relativo do saldo comercial na formação do produto,
as exportações obtiveram, dentre os demais componentes e em relação ao
próprio PIB, o maior índice médio de crescimento acumulado ao longo do
período de 2000 a 2009, 163,7, com destaque para os tetos de 183,1 em 2004
e 182,2 em 2008 (Gráfico 6). As importações mostraram índices de
crescimento mais modestos, proporcionando uma média de 116,4 no mesmo
intervalo. Em contraste com as exportações, elas iniciaram uma trajetória de
alta consistente a partir de meados do período, culminando com o pico 152,7 e
2008.
A FBCF, que desde 2001 apresentava baixas taxas de crescimento (com
recuos inclusive - 2002 e 2003), iniciou um sólido ritmo de crescimento,
atingindo um índice acumulado de 150,8 em 2008, mas, a exemplo das
exportações e importações, recuou abruptamente em 2009. De todos os
agregados, foi o que mostrou o menor índice médio de crescimento, 100,9.
Similarmente, os gastos públicos e as despesas de consumo final tiveram um
firme curso de crescimento acumulado, principalmente a partir de 2003,
atingindo índices de 150,5 e 126,9 respectivamente em 2009 (Tabela 8).
Contudo, ao contrário dos demais e do próprio PIB, foram os únicos agregados
que mantiveram o perfil da curva ascendente até o final do período estudado.
Como resultado, a contribuição desses agregados possibilitou um crescimento
real do PIB nacional de 32,8% em 2009 em comparação com 2000.
Tabela 8: Índice de crescimento acumulado do PIB e seus componentes pela ótica da
despesa no Brasil – 2000 a 2009¹.
Anos
PIB
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
100
101,3
104,0
105,2
111,2
114,7
119,3
126,5
133,1
132,3
Consumo
famílias
100
99,9
99,8
101,2
103,3
107,5
111,8
117,8
121,9
126,9
Gasto público
FBCF²
Exportações
Importações
100
104,7
111,6
106,4
111,5
119,2
124,7
133,7
140,1
150,5
100
100,1
92,3
90,9
98,7
101,9
109,5
127,1
150,8
119,6
100
123,7
146,9
158,0
183,1
173,9
171,7
169,5
182,2
147,4
100
116,5
111,5
108,2
118,8
112,6
116,5
127,6
152,7
125,9
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Notas: 1: Valores calculados a partir de preços de 2009, corrigidos pelo índice do deflator implícito do PIB.
2 - Formação Bruta de Capital Fixo. Inclusa a variação de estoques.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Cresc. Acumulado (2000 = 100)
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
PIB¹
101,3
104,0
105,2
111,2
114,7
119,3
126,5
133,1
132,3
Consumo
99,9
99,8
101,2
103,3
107,5
111,8
117,8
121,9
126,9
Gasto Público
104,7
111,6
106,4
111,5
119,2
124,7
133,7
140,1
150,5
FBCF²
100,1
92,3
90,9
98,7
101,9
109,5
127,1
150,8
119,6
Exportações
123,7
146,9
158,0
183,1
173,9
171,7
169,5
182,2
147,4
Importações
116,5
111,5
108,2
118,8
112,6
116,5
127,6
152,7
125,9
Gráfico 6: Índice de crescimento acumulado do PIB e seus componentes pela ótica da
despesa no Brasil – 2000 a 2009.
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Notas: 1 - A preços de 2009, calculados pelo deflator implícito bruto do PIB.
2 – Formação Bruta de Capital Fixo. Inclusa a variação de estoques.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
1.5.Participação relativa dos agregados do PIB pela ótica da
produção no Brasil – 2000 a 2009.
Pela ótica do produto (ou valor adicionado) o setor de serviços foi o maior
responsável pela formação do produto a preços constantes, na média 56,8%,
seguido pela contribuição da indústria, 23,9%, 14% relativos aos impostos
líquidos e 5% do setor agropecuário entre os anos de 2000 e 2009.
Com um aumento de 35%, o valor adicionado do setor de serviços na
composição do PIB, cresce de R$ 1,4 trilhões em 2000 para R$ 1,9 trilhões em
2009. Esse crescimento em termos absolutos é acompanhado pelo seu
crescimento na relação com o PIB, variando de 57,7% para 58,9% (1,2 pontos),
sendo a maior entre as verificadas pelos demais agregados entre 2000 a 2009.
Impostos líquidos e o setor agropecuário tiveram, de acordo com a Tabela 7,
incrementos abaixo de um (01) ponto percentual na formação do PIB, 0,6 e 0,3
pontos. Expressos monetariamente representam aumentos de R$ 122 e R$ 50
bilhões (38 e 43% respectivamente) do valor adicionado por cada setor em
2009 em confronto com 2000.
No setor industrial houve queda do valor adicionado: recuou de 24% para 21,%
do PIB (Gráfico 7), significando que sua participação na composição do PIB
pela ótica da produção recuou 2,1 pontos, embora ela tenha crescido de forma
absoluta de R$ 578 para R$ 697 bilhões (Tabela 10) ao longo do período.
Tabela 9: Composição do PIB a preços correntes¹ pela ótica da produção no Brasil - 2000
a 2009.
Anos
Agropecuária
Indústria
Serviços
Valor
adicionado
Impostos
líquidos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
57.241
66.819
84.251
108.619
115.194
105.163
111.566
127.267
152.273
166.704
283.321
301.171
344.406
409.504
501.771
539.283
584.952
636.280
719.987
696.610
681.086
750.623
844.472
952.491
1.049.293
1.197.807
1.337.903
1.524.311
1.707.849
1.877.417
1.021.648
1.118.613
1.273.129
1.470.614
1.666.258
1.842.253
2.034.421
2.287.858
2.580.110
2.740.734
157.834
183.523
204.693
229.334
275.240
304.986
335.063
373.486
451.753
444.393
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Nota: 1 - Em R$ 1.000.000 correntes.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Tabela 10: Composição do PIB a preços constantes¹ pela ótica da produção no Brasil 2000 a 2009.
Anos
Agropecuária
Indústria
Serviços
Valor
adicionado
Impostos
líquidos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
116.873
125.201
142.794
161.875
158.902
135.309
135.231
145.712
160.936
166.704
578.478
564.315
583.723
610.284
692.156
693.875
709.031
728.495
760.948
696.610
1.390.624
1.406.469
1.431.269
1.419.499
1.447.422
1.541.174
1.621.698
1.745.227
1.805.011
1.877.417
2.085.975
2.095.986
2.157.787
2.191.658
2.298.479
2.370.359
2.465.960
2.619.433
2.726.896
2.740.734
322.261
343.874
346.928
341.777
379.673
392.414
406.136
427.615
477.454
444.393
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Nota: 1: A R$ 1.000.000 de 2009, corrigidos pelo índice do deflator implícito do PIB.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Tabela 11: Participação relativa dos agregados do PIB pela ótica da produção no Brasil –
2000 a 2009.
Percentual do PIB (%)¹
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Agropecuária
Indústria
Serviços
4,9
5,1
5,7
6,4
5,9
4,9
4,7
4,8
5,0
5,2
24,0
23,1
23,3
24,1
25,8
25,1
24,7
23,9
23,7
21,9
57,7
57,6
57,1
56,0
54,0
55,8
56,5
57,3
56,3
58,9
Valor
adicionado
86,6
85,9
86,1
86,5
85,8
85,8
85,9
86,0
85,1
86,0
Impostos
líquidos
13,4
14,1
13,9
13,5
14,2
14,2
14,1
14,0
14,9
14,0
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Nota: 1: Valores calculados a partir de preços de 2009, corrigidos pelo índice do deflator implícito do PIB.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Proporção do PIB (%)
13,4
14,1
13,9
13,5
14,2
14,2
14,1
14,0
14,9
14,0
57,7
57,6
57,1
56,0
54,0
55,8
56,5
57,3
56,3
58,9
24,0
23,1
23,3
24,1
25,8
25,1
24,7
23,9
23,7
21,9
4,9
5,1
5,7
6,4
5,9
4,9
4,7
4,8
5,0
5,2
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Agropecuária
Indústria
Serviços
Impostos Líquidos
Gráfico 7: Participação relativa dos agregados do PIB pela ótica da produção no Brasil –
2000 a 2009¹.
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Nota: 1 - Com base em valores deflacionados aos preços de 2009 pelo deflator do PIB.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
1.6.Índices de crescimento acumulado do PIB e seus
componentes pela ótica da produção no Brasil – 2000 a 2009.
Em relação ao crescimento acumulado, o setor de serviços e o agropecuário
foram os únicos a mostrarem uma tendência de alta consistente, atingindo em
2009 índices de 135,5 e 142,7 respectivamente, considerando 2000 como o
ano-base. Embora a participação relativa do setor agropecuário seja a menor
na formação do PIB, diferentemente dos outros agregados, apresentou a
melhor média dos índices de crescimento, 126, 7, em razão dos picos de alta
observados em 2003 e 2004, onde foram alcançados índices da ordem de
138,5 e 136,0 (Tabela 12).
Impostos líquidos e o setor industrial, a partir de meados do período,
impulsionaram o PIB com significativos níveis de crescimento, atingindo os
respectivos índices de 148,4 e 128,8 em 2008, sofrendo ambos, contudo,
razoáveis decréscimos no ano seguinte, interrompendo de certa maneira a
tendência inicialmente observada (gráfico 8).
Tabela 12: Índice de crescimento acumulado do PIB e seus componentes pela ótica da
produção no Brasil – 2000 a 2009¹.
Anos
PIB
Agropecuária
Indústria
Serviços
Valor
adicionado
Impostos
líquidos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
100,0
101,3
104,0
105,2
111,2
114,7
119,3
126,5
133,0
132,8
100,0
107,1
122,2
138,5
136,0
115,8
115,7
124,7
138,0
142,7
100,0
97,6
100,9
105,5
119,7
119,9
122,6
125,9
128,8
120,7
100,0
101,1
102,9
102,1
104,1
110,8
116,6
125,5
130,8
135,5
100,0
100,5
103,4
105,1
110,2
113,6
118,2
125,6
130,7
131,8
100,0
106,7
107,7
106,1
117,8
121,8
126,0
132,7
148,4
139,2
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Nota: 1: Valores calculados a partir de preços de 2009, corrigidos pelo índice do deflator implícito do PIB.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Cresc. Acumulado (2000=100)
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
PIB¹
101,3
104,0
105,2
111,2
114,7
119,3
126,5
133,0
132,8
Agropecuária
107,1
122,2
138,5
136,0
115,8
115,7
124,7
138,0
142,7
Indústria
97,6
100,9
105,5
119,7
119,9
122,6
125,9
128,8
120,7
Serviços
101,1
102,9
102,1
104,1
110,8
116,6
125,5
130,8
135,5
Impostos Líquidos
106,7
107,7
106,1
117,8
121,8
126,0
132,7
148,4
139,2
Gráfico 8: Índice de crescimento acumulado do PIB e seus componentes pela ótica do
produto no Brasil – 2000 a 2009¹.
Fonte: IBGE - Contas Nacionais Trimestrais
Nota: 1 - A preços de 2009, calculados pelo deflator implícito do PIB.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
1.7.Investimento Direto Estrangeiro (IDE) no Brasil no Brasil –
2000 a 2009.
O fluxo de capitais externos destinados a investimentos diretos no Brasil
apresentou oscilações significativas ao longo da década (Gráfico 9). No início
da mesma, a participação relativa desses capitais na composição do PIB
atingia um percentual de 5,1%, o que representava aproximadamente um
montante de R$ 122,4 bilhões, por sinal, o maior em todo o período. Em três
(03) anos, porém, experimentou acentuada retração, em torno de 62% uma vez
que sua participação cai ao nível de 1,8% do PIB em 2003 (Tabela 13), o
equivalente a R$ 45,7 bilhões. Observa-se posteriormente dois aparentes
movimentos de recuperação do ingresso de IDEs, em 2004 ao elevar-se para
2,7% do PIB e no biênio 2007/2008 com respectivos 2,5 e 2,7% aos quais,
entretanto, sucederam-se recuos consideráveis em torno de 1,7 e 1,6 do PIB. A
característica da curva de variação real confirma a inconsistência da trajetória
do fluxo de IDEs ao longo do período, com picos de alta e de baixa se
alternando praticamente a cada ano e, além disso, acentuadamente, como está
demonstrado no Gráfico 9, onde as variações positivas alcançam tetos da
ordem de mais de 50% (2004 e 2007), e as negativas recuos entre 30 e 40%
(2003, 2005 e 2009).
Tabela 13: Investimento Direto Estrangeiro Líquido¹ no Brasil
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
IDE US$
correntes
32.779
22.457
16.590
10.144
18.146
15.066
18.822
34.585
45.058
25.949
R$/US$²
1,830
2,350
2,921
3,078
2,926
2,435
2,176
1,948
1,835
1,998
IDE R$
correntes
59.993
52.785
48.462
31.225
53.093
36.689
40.959
67.366
82.662
51.835
IDE R$
constantes³
122.492
98.904
82.138
46.534
73.238
47.207
49.648
77.130
87.365
51.835
Fonte: BACEN e IPEA
Notas: 1 - Diferença entre ingresso e saída de capitais.
2: Taxa de câmbio R$/US$ comercial (venda) - média anual.
3 - A R$ 1.000.000 de 2009, corrigidos pelo índice do deflator implícito do PIB.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
IDE /PIB (%)
5,1
4,1
3,3
1,8
2,7
1,7
1,7
2,5
2,7
1,6
Variação real
anual (%)
9,0
-19,3
-17,0
-43,3
57,4
-35,5
5,2
55,4
13,3
-40,7
6,0
60,0
5,0
Variação Real (%)
40,0
4,0
20,0
3,0
0,0
2,0
-20,0
1,0
-40,0
-60,0
0,0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
IDE/PIB¹
5,1
4,1
3,3
1,8
2,7
1,7
1,7
2,5
2,8
1,6
Variação Real²
9,0
-19,3
-17,0
-43,3
57,4
-35,5
5,2
55,4
13,3
-40,7
Gráfico 9: Variações anuais e participação relativa do investimento direto estrangeiro
líquido³ no PIB – Brasil – 2000 a 2009.
Fonte: BACEN e IPEA
Notas: 1 – A partir de valores corrigidos pelo deflator implícito do PIB com base em 2009.
2 - Base = Ano imediatamente anterior
3 - Diferença entre ingresso e saída de capitais
4 - Valores convertidos pela taxa de câmbio (R$/US$) comercial (venda) média anual.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Proporção IDE/ PIB (%)
80,0
1.8.Índices de Produção Física Industrial no Brasil - 2000 a
2009.
Retirados os efeitos da sazonalidade, pode-se observar, de acordo com o
Índice 1, que o comportamento da produção física industrial no Brasil e no
Nordeste, a partir de 2003, adquire a forma de um ciclo estável e ascendente,
culminando em 2008 num índice de crescimento da ordem de 128,75 no âmbito
nacional (Gráfico 12) e 118,2 no plano regional (Gráfico13), considerando como
base a média de 2002. Mesmo com o recuo ano seguinte, os índices nacional
(118,82) e nordestino (112,82) ficaram bem acima do observado em 2002 (99,4
e 103,04, respectivamente), demonstrando uma aparente tendência de alta
tanto para o Brasil quanto para o Nordeste. O recuo da produção física
industrial nordestina, porém foi menor no mesmo período, 5,36 pontos
percentuais, contra 9,93 na produção física nacional. Por outro lado, quando
observada pelas variações anuais ocorridas em agosto (Índice 2), a produção
física industrial no Brasil e no Nordeste apresentou comportamento instável,
alternando elevações e recuos significativos dos índices e, culminando, a partir
de agosto de 2007, numa queda acentuada até o fim do período, atingindo
índice de 92,94 para a produção física nacional, o mais baixo do período.
Tabela 14: Índices de Produção Física Industrial no Brasil – 2000 a 2009.
Período
ago/00
ago/01
ago/02
ago/03
ago/04
ago/05
ago/06
ago/07
ago/08
ago/09
Índices de produção física
Base fixa
Acumulado de
Mensal²
mensal¹
12 meses³
97,13
108,02
106,03
97,72
99,95
104,65
99,39
100,38
98,99
98,3
97,24
101,65
110,08
113,34
106,92
112,57
103,68
105,04
115,57
103,24
102,19
123,61
106,61
104,48
128,75
101,94
106,44
118,82
92,94
91,17
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física
Notas: 1 - Com ajuste sazonal (Base: média de 2002 = 100).
2 - Índice mensal (Base: igual mês do ano anterior = 100).
3 - Índice Acum. de 12 Meses (Base: últimos 12 meses
anteriores = 100).
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Produção Física
ago/00 ago/01 ago/02 ago/03 ago/04 ago/05 ago/06 ago/07 ago/08 ago/09
Índice 1 97,13
97,72
99,39
98,3
110,08 112,57 115,57 123,61 128,75 118,82
Índice 2 108,02 99,95 100,38 97,24 113,34 103,68 103,24 106,61 101,94 92,94
Índice 3 106,03 104,65 98,99 101,65 106,92 105,04 102,19 104,48 106,44 91,17
Gráfico 10: Índices de Produção Física Industrial no Brasil – 2000 a 2009.
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física.
Notas: Índice 1: com ajuste sazonal (Base: média de 2002 = 100).
Índice 2: mensal (Base: igual mês do ano anterior = 100).
Índice 3: Acumulado de 12 Meses (Base: últimos 12 meses anteriores = 100).
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
1.9.Índices de Produção Física Industrial no Nordeste - 2000 a
2009.
Para o Nordeste, essa retração foi menos acentuada, uma vez que em agosto
de 2006, quando ela se iniciou, a região apresentava um índice superior ao
nacional, 104,45 contra 103,24. E ainda, o percentual de 95,69 atingido em
agosto de 2009, o mais baixo durante o período, foi superior ao índice nacional
de 92,94. No acumulado dos últimos 12 meses (Índice 3), a produção industrial
apresentou desempenho similar, sendo que, entretanto, em agosto de 2006
inicia-se um visível movimento de alta na produção física industrial no Brasil,
onde é alcançado um índice de 106,44 em agosto de 2008. A queda repentina
e acentuada no ano seguinte (91,17) do índice, não permite avaliar se aquele
era realmente um movimento de alta consistente. Os índices da produção
industrial nordestina seguiram a mesma trajetória flutuante da observada nos
índices nacionais, observando o período 2002/2005, onde há uma curva
pronunciada de crescimento, culminando com o alcance do maior índice no
período, 106,05. Similar à produção física nacional, há uma queda abrupta
entre os índices de 2008 e 2009, 103,85 e 93,48 respectivamente, o que
corresponde a um recuo de aproximadamente 10 pontos percentuais, bem
inferior à observada para a produção física industrial no Brasil, que se deu em
torno de 15 pontos para o mesmo período.
Tabela 15: Índices de Produção Física Industrial no Nordeste
2000 a 2009.
Período
ago/00
ago/01
ago/02
ago/03
ago/04
ago/05
ago/06
ago/07
ago/08
ago/09
Índices de produção física
Acumulado de
Base fixa
Mensal²
mensal¹
12 meses³
99,95
99,57
101,38
95,12
94,62
99,84
103,04
107,77
97,06
99,09
94,42
101,54
106,52
109,04
103,08
108,08
103
106,05
113,24
104,45
102,16
115,02
102,1
102,68
118,18
101,49
103,85
112,82
95,69
93,48
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física
Notas: 1 - Com ajuste sazonal (Base: média de 2002 = 100).
2 - Índice mensal (Base: igual mês do ano anterior = 100).
3 - Índice Acum. de 12 Meses (Base: últimos 12 meses
anteriores = 100).
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Produção Física
ago/00 ago/01 ago/02 ago/03 ago/04 ago/05 ago/06 ago/07 ago/08 ago/09
Índice 1 99,95
95,12 103,04 99,09 106,52 108,08 113,24 115,02 118,18 112,82
Índice 2 99,57
94,62 107,77 94,42 109,04
Índice 3 101,38 99,84
103
104,45 102,1 101,49 95,69
97,06 101,54 103,08 106,05 102,16 102,68 103,85 93,48
Gráfico 11: Índices de Produção Física Industrial no Nordeste
2000 a 2009
Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física.
Notas: Índice 1: com ajuste sazonal (Base: média de 2002 = 100).
Índice 2: mensal (Base: igual mês do ano anterior = 100).
Índice 3: Acumulado de 12 Meses (Base: últimos 12 meses anteriores = 100).
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
1.10.Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria
no Brasil - 2000 a 2009
A indústria, englobando todos os seus segmentos, alcançou percentuais
superiores a 80% na utilização da capacidade instalada no período
compreendido entre 2000 e terceiro trimestre de 2010. Por nível de utilização
da capacidade instalada, compreende-se o volume físico total produzido pelas
unidades fabris, por unidade de tempo. Pode-se alcançar um volume de
produção igual ao especificado no projeto o que corresponde ao pleno
emprego dos fatores de produção (100%), ou inferior a ele (< 100%), sendo
essa diferença, por sua vez, conhecida como nível de ociosidade industrial.
Assim sendo, o nível de utilização dos três segmentos em estudo experimentou
certo grau de flutuação no período, observando que esta ocorreu mais
acentuadamente na indústria de bens de capital, onde o NUCI atingiu o
percentual mais baixo entre os três setores em 2002 (71,9% de utilização dos
fatores), e também o mais elevado, 88% em 2008. Deve-se observar também a
consistente recuperação e crescimento do NUCI a partir de 2002, que por volta
de 2005, atinge percentuais superiores a 80%. Mesmo com uma retração
abrupta em 2009, já nos três primeiros trimestres deste ano, o nível de
utilização dos fatores recupera-se consideravelmente, onde a indústria geral e
de bens de consumo final alcançam percentuais em torno de 85%, bem
próximos aos verificados em 2008. A indústria de bens de capital em 2009 foi o
setor onde se verificou o maior desemprego de fatores, retração de 13,4 pontos
percentuais em relação a 2008, mas também foi a que mostrou maior força de
recuperação, com um crescimento de 8 pontos no terceiro trimestre de 2010
em comparação a 2009, contra 5,5 pontos da indústria em geral e 3,8 pontos
da indústria de consumo final.
Tabela 16: Nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) por setores industriais no
Brasil – 2000 a 2009¹.
NUCI por setors industriais (%)
Bens de
Indústria Geral
Bens de capital
consumo final
81,3
76,5
80,0
80,8
76,3
79,1
79,2
74,7
71,9
80,3
76,2
72,7
82,4
78,4
79,3
83,3
80,2
82,3
83,0
80,0
81,7
84,8
82,6
85,4
85,5
85,5
88,0
79,5
81,5
74,6
Período
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Fonte: BACEN - Sistema Gerenciador de Séries
Nota: 1 - Os valores anuais são médias dos quatro trimestres.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
90,0
88,0
86,0
NUCI (%)
84,0
82,0
80,0
78,0
76,0
74,0
72,0
2000
2001
2002
2003
2004
Indústria 1
2005
Indústria 2
2006
2007
2008
2009
Indústria 3
Gráfico 12: Nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) por setores industriais no
Brasil - 2000 a 2009.
Fonte: BACEN - Sistema Gerenciador de Séries
Notas: Indústria 1: Geral
Indústria 2: de Bens de Consumo Final
Indústria 3: de Bens de Capital
Os valores anuais são médias dos quatro trimestres.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
1.11.Evolução do nível de Preços e da Taxa de Juros no Brasil
– 2000 a 2009.
A taxa de juros no Brasil apresentou uma clara trajetória de queda durante o
decênio 2000/2009. Após a elevação inicial, onde é atingido o pico de
aproximadamente 22% ao ano em 2002, os juros praticados na economia
reduzem-se gradualmente. Apesar de picos isolados ocorridos em 2005
(18,5%) e 2008 (13,7%), a taxa de juros atinge o patamar de 8,7% ao ano em
2009, o que corresponde a uma diferença de 7,7 pontos percentuais em
relação ao início do período. O nível de preços no Brasil, medido pelo IPCA
(Índice de Preços ao Consumidor Amplo), também mostrou uma tendência
baixista no período em estudo. Com exceção do pico isolado de 2002 (12,5%
ao ano), a inflação, a partir dele, recuou progressivamente onde, em 2006,
atingiu seu menor nível em todo o período, 3,1% ao ano. A significativa alta em
2008 (5,9%) não se traduz em uma tendência altista, o que é confirmado pelo
resultado no ano seguinte, 4,3% ao ano o qual, comparado com o índice de
preços de 2000, 6% ao ano, resulta numa queda de 1,7 pontos percentuais no
nível de preços no final do período em estudo.
Tabela 17: Índice de preços e taxa de juros¹ no Brasil – 2000 a 2009.
Anos
IPCA²
Taxa Anual³
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
5,97
7,67
12,53
9,3
7,6
5,69
3,14
4,46
5,9
4,31
16,38
19,05
21,9
17,32
17,23
18,49
13,67
11,18
13,65
8,65
Fonte: BACEN
Notas: 1 - A taxa SELIC, ou Taxa do Sistema
Especial de Liquidação e Custódia, é a taxa
referencial de juros da economia. Trata-se de uma
taxa administrada pelas Autoridades Monetárias
através do Conselho de Política Monetária (COPOM).
órgão pertencente
Banco
Central
do Brasil.
2 - Inflaçãoao
anual
efetiva
medida
pelo IPCA
(Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado
pelo IBGE e usado pelo Banco Central do Brasil para
estabelecer as metas futuras de inflação.
3 - Taxa média diária de juros, anualizada
com base em 252 dias úteis.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
21,9
19,1
17,2
16,4
18,5
17,3
13,7
13,7
12,5
9,3
11,2
7,6
7,7
6,0
5,9
5,7
4,5
3,1
2000
2001
2002
2003
2004
Taxa de Inflação¹
2005
8,7
2006
2007
4,3
2008
2009
Taxa SELIC²
Gráfico 13: Índice de Preços e Taxa de Juros no Brasil – 2000 a 2009.
Fonte: BACEN
Notas: 1 - Inflação anual efetiva medida pelo IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo,
medido e divulgado pelo IBGE.
2 - Taxa referencial de juros da economia, anualizada com base em 252 dias úteis.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
2.Nível de Emprego e Rendimentos do Fator Trabalho
Esta parte objetiva demonstrar as variações ocorridas no nível de emprego do
fator trabalho e suas remunerações nas regiões metropolitanas que fazem
parte da pesquisa mensal do emprego realizada pelo IBGE (Salvador, Recife,
São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre) durante os anos de
2002 a 2009. Serão mostrados à parte, os dados das duas primeiras capitais
pelo simples motivo de serem as únicas representantes da região Nordeste
nesta pesquisa e assim poder compará-los com a totalidade.
Deve-se informar que este trabalho procurou somente mostrar a evolução do
estoque referente ao n° de vínculos empregatícios f ormais, não formais (com e
sem carteira de trabalho assinada) e ao n° de desem pregados. Por isso
excluíram-se os outros componentes da variável "Pessoal Ocupado", divulgada
pelo IBGE: militares, funcionários públicos estatutários, empregadores,
autônomos e empregados não remunerados.
No período abordado, registra-se uma significativa elevação dos níveis de
emprego em relação à população economicamente ativa e do número de
registros em carteira de trabalho. Pelo lado dos rendimentos reais, aqueles
isentos dos efeitos inflacionários, a massa de salários efetivamente paga aos
trabalhadores com carteira assinada cresceu acentuadamente ao longo do
período, bem como o salário mínimo real em comparação com o PIB.
2.1.População economicamente ativa (PEA), pessoal ocupado e
desocupado nas principais regiões metropolitanas – 2002 a
2009.
No início do período, em 2002, a população economicamente ativa (PEA) nas
seis capitais observadas pela pesquisa mensal do emprego do IBGE alcançava
um estoque de aproximadamente 36,7 milhões de indivíduos, sendo que em
termos relativos, 49,5% (18,1 milhões) tinham uma ocupação em confronto
com um contingente de 5,8% (2,1 milhões) de desempregados (Tabela 18). O
estoque observado em 2009 (41,1 milhões) indica um crescimento da PEA a
uma taxa média de 1,65% no período. Em confronto, o número de pessoas
ocupadas apresentou uma taxa média de crescimento superior, em torno de
2,66%, elevando sua proporção relativa na PEA, de 49,5% em 2002 para 53%
em 2009, o correspondente ao ingresso de 3,6 milhões de novos
trabalhadores. A participação relativa do estoque de pessoal desocupado na
PEA em 2009 caiu para 3,9%, um recuo de 1,9 pontos percentuais em relação
a 2002, (Gráfico 14). Em virtude de uma taxa média de retração
proporcionalmente maior (-3,8%) em relação às taxas de crescimento
observadas nas duas variáveis anteriores, o contingente de desempregados
diminuiu em cerca de 538 mil pessoas, o equivalente a 25,2% do estoque
inicial em 2002.
Tabela 18: Proporção de pessoas ocupadas e desocupadas na PEA nas principais
regiões metropolitanas¹ – 2002 a 2009.
Anos
PEA
36.674
37.420
38.088
38.732
39.278
39.911
40.436
41.135
dez/02
dez/03
dez/04
dez/05
dez/06
dez/07
dez/08
dez/09
1.000 Pessoas
Pessoal
Pessoal
Ocupado
Desocupado
18.146
2.130
18.946
2.314
19.525
2.081
19.928
1.824
20.361
1.863
20.883
1.681
21.506
1.566
21.814
1.592
% da PEA
Pessoal
Pessoal
Ocupado
Desocupado
49,5
5,8
50,6
6,2
51,3
5,5
51,5
4,7
51,8
4,7
52,3
4,2
53,2
3,9
53,0
3,9
Proporção na PEA (%)
Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Emprego
Nota: 1 - Dados referentes às regiões metropolitanas de Salvador, Recife, Belo Horizonte, São
Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
5,8
6,2
5,5
4,7
4,7
4,2
3,9
3,9
49,5
50,6
51,3
51,5
51,8
52,3
53,2
53,0
2002
2003
2004
2005
Pessoal Ocupado
2006
2007
2008
2009
Pessoal Desocupado
Gráfico 14: Proporção entre pessoal ocupado, desocupado e PEA nas Principais Regiões
Metropolitanas¹ - 2002 a 2009.
Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Emprego
Notas: 1 – Salvador, Recife, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre de
acordo com a pesquisa do IBGE.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
2.2.População economicamente ativa (PEA), pessoal ocupado e
desocupado em Salvador – 2002 a 2009.
A pesquisa mensal de emprego divulgada pelo IBGE contempla apenas duas
capitais nordestinas, Salvador e Recife. Em Salvador, a taxa média de
crescimento da PEA entre 2002 e 2009 situou-se ao redor de 2,9% ao ano, o
que resultou num acréscimo de 606 mil novos indivíduos ao estoque dessa
variável, elevando-a para cerca de 3,3 milhões em 2009 (Tabela 19). Como no
conjunto das demais capitais, a taxa de crescimento para o estoque de pessoal
ocupado também foi superior à da PEA, 3,5% ao ano. Mas olhando-se a
relação entre o pessoal ocupado e a PEA, vê-se que durante o período, essa
proporção aumentou somente 1,8 pontos percentuais na capital baiana, em
contraste com os 3,5 pontos observados no âmbito de todas as capitais
apontadas na pesquisa. Quanto ao pessoal desocupado, observa-se certa
oscilação nessa variável, com uma aparente ascensão da mesma entre 2002 e
2004 (com picos em torno de 9% da PEA no biênio 2003/04) e posterior queda
até 2008. Mesmo com nova elevação em 2009, verifica-se que no período em
estudo a proporção de desempregados na PEA em Salvador experimenta um
recuo de expressivos 2,4 pontos (28 mil pessoas).
Tabela 19: Proporção de pessoas ocupadas e desocupadas na PEA em Salvador – 2002 a
2009.
Anos
dez/02
dez/03
dez/04
dez/05
dez/06
dez/07
dez/08
dez/09
PEA
2.706
2.807
2.908
2.986
3.053
3.165
3.214
3.312
1.000 Pessoas
Pessoal
Pessoal
Ocupado
Desocupado
1.328
231
1.374
255
1.446
264
1.494
256
1.570
222
1.625
209
1.631
181
1.687
203
Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Emprego
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
% da PEA
Pessoal
Pessoal
Ocupado
Desocupado
49,1
8,5
48,9
9,1
49,7
9,1
50,0
8,6
51,4
7,3
51,3
6,6
50,7
5,6
50,9
6,1
Proporção na PEA (%)
8,5
9,1
9,1
8,6
7,3
6,6
5,6
6,1
49,1
48,9
49,7
50,0
51,4
51,3
50,7
50,9
2002
2003
2004
2005
Pessoal Ocupado
2006
2007
2008
2009
Pessoal Desocupado
Gráfico 15: Proporção entre Pessoal Ocupado, Desocupado e PEA¹ em Salvador - 2002 a
2009.
Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Emprego.
Nota: 1 - PEA - População Economicamente Ativa.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST.
2.3.População economicamente ativa (PEA), pessoal ocupado e
desocupado em Recife – 2002 a 2009.
Para a capital pernambucana registrou-se uma variação positiva de 13,7% para
a PEA entre os anos de 2002 e 2009, elevando o estoque dessa variável para
3,2 milhões de indivíduos (Tabela 20). Isto remete a uma taxa média de
crescimento em torno de 1,8% ao ano, que similarmente às taxas observadas
em todas as regiões da pesquisa e em Salvador é menor do que a taxa média
de crescimento do estoque de pessoas ocupadas, 2,5% ao ano. Em função
disso, a variação relativa dessa última variável situou-se em 18,8%, elevando-a
de 1,2 para 1,4 milhões entre 2002 e 2009, atingindo o equivalente a 45,1% da
PEA no fim do período, valor próximo aos patamares de sua média histórica,
44,2%. Como em Salvador, o volume de pessoal desempregado em Recife
apresentou oscilações, porém menos acentuadas, embora tenha se registrado
um pico significativo em 2005 (7% da PEA). Contudo, a variável assume um
comportamento descendente até 2008 quando atinge seu melhor resultado,
3,8% da PEA e, a despeito do ligeiro aumento em 2009, o volume de pessoal
desocupado encerra a série histórica com uma retração 1,4 pontos percentuais.
Tabela 20: Proporção de pessoas ocupadas e desocupadas na PEA em Recife – 2002 a
2009.
Anos
dez/02
dez/03
dez/04
dez/05
dez/06
dez/07
dez/08
dez/09
PEA
2.844
2.893
2.964
3.030
3.044
3.106
3.198
3.235
1.000 Pessoas
Pessoal
Pessoal
Ocupado
Desocupado
1.227
155
1.291
178
1.309
162
1.315
213
1.370
159
1.351
147
1.441
122
1.458
133
Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Emprego
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
% da PEA
Pessoal
Pessoal
Ocupado
Desocupado
43,1
5,5
44,6
6,2
44,2
5,5
43,4
7,0
45,0
5,2
43,5
4,7
45,1
3,8
45,1
4,1
Proporção na PEA (%)
5,5
6,2
5,5
7,0
5,2
4,7
3,8
4,1
43,1
44,6
44,2
43,4
45,0
43,5
45,1
45,1
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Pessoal Ocupado
Pessoal Desocupado
Gráfico 16: Proporção entre Pessoal Ocupado, Desocupado e PEA¹ em Recife - 2002 a
2009.
Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Emprego
Nota: 1 - PEA - População Economicamente Ativa
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
2.4.Pessoal ocupado, empregos formais e informais nas
principais regiões metropolitanas – 2002 a 2009.
No conjunto das capitais abordadas na pesquisa mensal do emprego realizada
pelo IBGE, a razão média entre empregos formais (com registro em carteira de
trabalho) e o total do pessoal ocupado nessas capitais ficou em torno de 46% o
que em termos absolutos representa uma média de 9,2 milhões de postos de
trabalho no intervalo 2002/2009. O desempenho dessa variável no decorrer
deste período mostrou-se positivo, pois o estoque inicial de 2002 sofreu uma
variação de 28,1%, elevando – o em 2009 para 10,7 milhões (Tabela 21) o que
corresponde a um ingresso aproximado de 2,4 milhões de novos postos de
trabalho com vínculos formais. A proporção de pessoas trabalhando sem
registro em carteira no conjunto das pessoas ocupadas no mesmo período foi
em média 21% ou 4,3 milhões de trabalhadores. Embora essa proporção tenha
recuado 1,8 pontos percentuais entre 2002 e 2009, houve um aumento
absoluto em torno de 388 mil pessoas (10,2% em termos relativos) no estoque
de empregos informais no mesmo período o que resultou num estoque final
aproximado de 4,2 milhões de trabalhadores sem registro em carteira em 2009.
Tabela 21: Proporção de empregos formais, informais no total de pessoas ocupadas nas
principais regiões metropolitanas – 2002 a 2009.
Anos
dez/02
dez/03
dez/04
dez/05
dez/06
dez/07
dez/08
dez/09
Pessoal
Ocupado²
18.146
18.946
19.525
19.928
20.361
20.883
21.506
21.814
1.000 Pessoas
Empregos
Formais
8.389
8.237
8.553
9.070
9.378
9.938
10.574
10.749
Empregos
Informais
3.805
4.272
4.524
4.395
4.320
4.248
4.119
4.193
% do Pessoal Ocupado
Empregos
Empregos
Formais
Informais
46,2
21,0
43,5
22,5
43,8
23,2
45,5
22,1
46,1
21,2
47,6
20,3
49,2
19,2
49,3
19,2
Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Emprego
Notas: 1 - Dados referentes às regiões metropolitanas de Salvador, Recife, Belo Horizonte, São
Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre
2 - Como só procurou-se abordar o estoque referente ao n° de vínculos empregatícios
formais, não-formais (com e sem carteira de trabalho assinada) e ao n° de desempregados, excluiuse deste trabalho os demais componentes da variável "Pessoal Ocupado": militares, funcionários
públicos estatutários, empregadores, autônomos e empregados não remunerados.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Prop. do Pessoal Ocupado (%)
21,0
22,5
23,2
22,1
21,2
20,3
19,2
19,2
46,2
43,5
43,8
45,5
46,1
47,6
49,2
49,3
2002
2003
2004
2005
Empregos Formais
2006
2007
2008
2009
Empregos Informais
Gráfico 17: Proporção entre o nº de Empregos Formais, Informais e Pessoal Ocupado¹
nas Principais Regiões Metropolitanas² - 2002 a 2009.
Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Emprego
Notas: 1 - Como só procurou-se abordar o estoque referente ao n° de vínculos empregatícios
formais, não formais (com e sem carteira de trabalho assinada) e ao n° de desempregados,
excluiu-se deste trabalho os demais componentes da variável "Pessoal Ocupado": militares,
funcionários públicos estatutários, empregadores, autônomos e empregados não remunerados.
2 - Salvador, Recife, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre de
acordo com a pesquisa do IBGE.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
2.5.Pessoal ocupado, empregos formais e informais em
Salvador – 2002 a 2009.
No período de 2002 e 2009 o percentual médio de trabalhadores com carteira
assinada no total de pessoas ocupadas em Salvador girou em torno de 42,6%,
3,5 pontos percentuais abaixo da média observada (46,1%) para o conjunto
das capitais abordadas pela pesquisa mensal do emprego realizada pelo IBGE.
Ainda em termos médios, o percentual representa um estoque de
aproximadamente 638 mil trabalhadores com registro em carteira na capital
baiana. Em comparação com o início do período, o estoque final de 778 mil
empregos em 2009 (Tabela 22) representa uma variação positiva de 41,2%,
ou, um incremento de 227 mil novos postos formais de trabalho, percentual
significativamente superior ao ocorrido no total das capitas abordadas, 28,1%.
A proporção média da informalidade em relação ao número de pessoas
ocupadas nesta capital atingiu o percentual aproximado de 22% (média de 336
mil postos de trabalho), apenas um (01) ponto percentual acima da média das
outras regiões metropolitanas. Com relação à evolução do nível de
informalidade no período em estudo, registrou-se um aumento de 4,5% da
mesma na capital baiana, praticamente a metade do aumento observado para
o total das capitais pesquisadas, 10,2%.
Tabela 22: Proporção de empregos formais, informais no total de pessoas ocupadas em
Salvador – 2002 a 2009.
Anos
dez/02
dez/03
dez/04
dez/05
dez/06
dez/07
dez/08
dez/09
Pessoal
Ocupado¹
1.328
1.374
1.446
1.494
1.570
1.625
1.631
1.687
1.000 Pessoas
Empregos
Formais
551
593
592
608
667
694
745
778
Empregos
Informais
308
285
313
350
350
362
353
322
% do Pessoal Ocupado
Empregos
Empregos
Formais
Informais
41,5
23,2
43,2
20,7
40,9
21,6
40,7
23,4
42,5
22,3
42,7
22,3
45,7
21,6
46,1
19,1
Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Emprego
Nota: 1 - Como só procurou-se abordar o estoque referente ao n° de vínculos empregatícios formais,
não-formais (com e sem carteira de trabalho assinada) e ao n° de desempregados, excluiu-se deste
trabalho os demais componentes da variável "Pessoal Ocupado": militares, funcionários públicos
estatutários, empregadores, autônomos e empregados não remunerados.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Prop. do Pessoal Ocupado (%)
23,2
20,7
21,6
23,4
22,3
22,3
21,6
19,1
41,5
43,2
40,9
40,7
42,5
42,7
45,7
46,1
2002
2003
2004
2005
Empregos Formais
2006
2007
2008
2009
Empregos Informais
Gráfico 18: Proporção entre o nº de Empregos Formais, Informais e Pessoal Ocupado¹
em Salvador - 2002 a 2009.
Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Emprego
Nota: 1 - Nota: 1 - Como só procurou-se abordar o estoque referente ao n° de vínculos
empregatícios formais, não formais (com e sem carteira de trabalho assinada) e ao n° de
desempregados, excluiu-se deste trabalho os demais componentes da variável "Pessoal
Ocupado": militares, funcionários públicos estatutários, empregadores, autônomos e
empregados não remunerados.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
2.6.Pessoal ocupado, empregos formais e informais em Recife 2000 a 2009.
Em Recife, o estoque médio de empregos formais entre 2002 e 2009 alcançou
uma proporção de 38,1% (média de 512 postos de trabalho) em relação ao
número de pessoas ocupadas, o que equivale a aproximadamente 4,5 pontos
abaixo da proporção média desse estoque observada em Salvador. Em relação
a 2002, houve para a capital pernambucana um incremento de 39% em 2009
no estoque dessa variável, ou um ingresso de 175 mil novos postos de trabalho
formais em comparação com o estoque inicial, 453 mil (Tabela 23). Pelo lado
dos postos informais de trabalho, eles representaram em média cerca de
23,6% (305 mil pessoas) do pessoal ocupado em Recife, 1,7 pontos acima do
observado em Salvador. Entretanto, quando se observa a evolução da
informalidade ao longo do período, registra-se uma queda de 6% (18 mil
pessoas) dessa variável na capital pernambucana, em contraposição aos já
mencionados movimentos de alta ocorridos em Salvador e no conjunto das
capitais abordadas na pesquisa mensal do emprego realizada pelo IBGE.
Tabela 23: Proporção de empregos formais, informais no total de pessoas ocupadas em
Recife – 2002 a 2009.
Anos
dez/02
dez/03
dez/04
dez/05
dez/06
dez/07
dez/08
dez/09
Pessoal
Ocupado¹
1.227
1.291
1.309
1.315
1.370
1.351
1.441
1.458
1.000 Pessoas
Empregos
Formais
453
445
487
500
524
552
621
628
Empregos
Informais
300
314
319
310
324
274
262
282
% do Pessoal Ocupado
Empregos
Empregos
Formais
Informais
36,9
24,4
34,5
24,3
37,2
24,4
38,0
23,6
38,2
23,6
40,9
20,3
43,1
18,2
43,1
19,3
Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Emprego
Nota: 1 - Como só procurou-se abordar o estoque referente ao n° de vínculos empregatícios formais,
não-formais (com e sem carteira de trabalho assinada) e ao n° de desempregados, excluiu-se deste
trabalho os demais componentes da variável "Pessoal Ocupado": militares, funcionários públicos
estatutários, empregadores, autônomos e empregados não remunerados.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Prop. do Pessoal Ocupado (%)
24,4
24,4
23,6
23,6
20,3
18,2
24,3
19,3
36,9
37,2
38,0
38,2
40,9
43,1
34,5
43,1
2002
2003
2004
2005
Empregos Formais
2006
2007
2008
2009
Empregos Informais
Gráfico 19: Proporção entre o nº de Empregos Formais, Informais e Pessoal Ocupado em
Recife - 2002 a 2009.
Fonte: IBGE - Pesquisa Mensal de Emprego
Nota: 1 - Nota: 1 - Como só procurou-se abordar o estoque referente ao n° de vínculos
empregatícios formais, não formais (com e sem carteira de trabalho assinada) e ao n° de
desempregados, excluiu-se deste trabalho os demais componentes da variável "Pessoal
Ocupado": militares, funcionários públicos estatutários, empregadores, autônomos e
empregados não remunerados.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
2.7.Evolução dos empregos formais (RAIS) no Brasil e
Nordeste – 2000 a 2009.
Diferentemente da pesquisa mensal do emprego realizada pelo IBGE onde
somente seis capitais são alvo da pesquisa, a RAIS – Relatório Anual de
Informações Sociais, elaborado pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego),
divulga os dados sobre o estoque de emprego formal em âmbito nacional,
entretanto, somente essa variável é abordada na pesquisa. No período
compreendido entre 2000 a 2009, o crescimento dessa variável mostrou-se
significativo e consistente tanto no plano nacional quanto na região Nordeste.
Com relação à primeira, registra-se em 2009 um estoque aproximado de 41,2
milhões de postos de trabalho formalmente contratados, uma variação positiva
de 57,1%, o correspondente à geração de 15 milhões de novos empregos
desde o início do período, o que indica uma taxa de crescimento médio em
torno de 5,5% ao ano para essa variável.
No Nordeste o estoque de empregos formais em 2009 situou-se ao redor de
7,4 milhões, o correspondente a 18% do estoque nacional. Com uma taxa
média de crescimento de 6,2%, superior à observada no plano nacional, a
variável obteve um incremento aproximado de 3 milhões de novas contratações
com carteira assinada em relação a 2000, o que aponta para uma variação
positiva de aproximadamente 69,7%, também superior à observada em escala
nacional em cerca de 12 pontos percentuais.
Tabela 24: Evolução do estoque de empregos formais no Brasil e Nordeste - 2000 a 2009.
1.000 pessoas
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Cresc.acumulado (índice)
Variação anual (%)¹
Brasil
Nordeste
Brasil
Nordeste
Brasil
Nordeste
26.229
27.190
28.684
29.545
31.408
33.239
35.155
37.607
39.442
41.208
4.375
4.555
4.859
5.095
5.395
5.809
6.186
6.568
6.949
7.422
100
103,7
109,4
112,6
119,7
126,7
134,0
143,4
150,4
157,1
100
104,1
111,1
116,5
123,3
132,8
141,4
150,1
158,8
169,7
3,7
5,5
3,0
6,3
5,8
5,8
7,0
4,9
4,5
4,1
6,7
4,9
5,9
7,7
6,5
6,2
5,8
6,8
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego/RAIS.
Nota: 1 - Ano imediatamente anterior = 100.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Milhões de Pessoas
27,2
26,2
4,4
2000
4,6
2001
28,7
4,9
2002
31,4
29,5
5,1
2003
5,4
2004
Brasil
33,2
5,8
2005
35,2
6,2
2006
37,6
6,6
2007
39,4
6,9
2008
41,2
7,4
2009
NE
Gráfico 20: Evolução do Estoque de Empregos Formais no Brasil e Nordeste - 2000 a
2009.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego/RAIS.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
2.8.Evolução da massa salarial real no Brasil e Nordeste e
evolução do salário mínimo real no Brasil – 2000 a 2009.
A massa salarial no período 2000/2009, deflacionada pelo IPCA – Índice de
Preços ao Consumidor Amplo - mostrou uma sólida tendência de alta no plano
nacional e nordestino (Gráfico 21), registrando expressivos índices de
crescimento acumulado (tendo o ano de 2000 como base) da ordem de 173,7 e
203,9 respectivamente (Tabela 25). Importante observar o melhor resultado
para a região nordeste, justamente em função de uma taxa de crescimento
médio de 8,8% ao ano em comparação com a taxa de 5,7% ocorrida no resto
do Brasil.
A relação massa salarial/PIB no Brasil e no Nordeste, com seus respectivos
produtos internos e deflacionados pelo mesmo índice, o IPCA, em 2009 atingiu
patamares semelhantes nos dois planos, mas ligeiramente favorável à região
Nordeste, uma vez que o total de salários pagos representou cerca de 25,8%
do seu produto em comparação com a participação da massa total paga no
Brasil no PIB nacional, em torno de 24,1%. Em relação a 2000, significam
aumentos de 8,2 e 5,3 pontos percentuais respectivamente.
No mesmo intervalo, o salário mínimo, também corrigido pelo IPCA, atingiu um
índice de crescimento de 172,7 em termos reais no final do período, patamar
significativamente superior ao do PIB nacional a preços constantes que
simultaneamente teve um índice de crescimento real de 132,8 (Tabela 25 e
também Gráfico 21).
Tabela 25: Evolução da massa salarial real no Brasil e Nordeste – 2000 a 2009.
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Massa Salarial
(R$ 1.000.000 correntes)
Brasil
NE
241.262
28.844
270.770
31.969
304.756
36.486
349.327
43.024
398.986
49.148
453.049
58.225
521.502
68.809
587.519
77.594
679.989
91.005
759.408
106.567
IPCA² - Média
Anual
1636,1
1748,0
1895,7
2174,7
2318,1
2492,1
2582,5
2676,2
2826,9
2965,1
Massa Salarial
(R$ 1.000.000 de 2009)
Brasil
NE
437.239
52.274
459.298
54.228
476.668
57.068
476.296
58.662
510.337
62.864
539.041
69.276
598.758
79.002
650.950
85.972
713.227
95.453
759.408
106.567
Índice de Crescimento
Acumulado (2000=100)
Brasil
NE
100,0
100,0
105,0
103,7
109,0
109,2
108,9
112,2
116,7
120,3
123,3
132,5
136,9
151,1
148,9
164,5
163,1
182,6
173,7
203,9
Fonte: Ministério do Trabalho/RAIS e Emprego e IBGE.
Notas: 1 - É o resultado do produto entre a remuneração média dos empregados e o número de empregos. Na RAIS, as
informações de remuneração excluem o 13º salário.
2 - Valores deflacionados pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido e divulgado pelo IBGE. Índices
coletados de série histórica com base em 1993.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Cresc. Real Acumulado
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Brasil 100,0
104,8
110,4
116,7
116,2
123,8
132,6
144,1
161,0
170,2
NE
103,5
110,6
120,3
119,8
133,1
146,3
159,2
180,2
199,8
100,0
Gráfico 21: Crescimento acumulado da massa salarial¹ real² no Brasil e Nordeste - 2000 a
2009.
Fonte: RAIS/RAISESTB/Ministério do Trabalho e Emprego e IBGE
Nota: 1 - É o resultado do produto entre a remuneração média dos empregados e o número de
empregos. Na RAIS, as informações de remuneração excluem o 13º salário.
2 - Valores deflacionados a preços de 2009 pelo IPCA - Índice de Preços ao
Consumidor Amplo (média anual), medido e divulgado pelo IBGE. Índices coletados de série
histórica com base em 1993.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Tabela 26: Evolução real do salário mínimo e do PIB no Brasil – 2000 a 2009.
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Cresc. acumulado real (Índice)
Sal. Mín. Médio
Sal. Mín. a
IPCA² - Média
Nominal
Preços de
Salário
PIB³
Anual
R$ 1,00
2009² - R$ 1,00
Mínimo
147,25
172,75
195,00
230,00
253,33
286,67
337,50
372,50
406,25
460,83
1636,1
1748,0
1895,7
2174,7
2318,1
2492,1
2582,5
2676,2
2826,9
2965,1
266,86
293,03
305,00
313,60
324,03
341,08
387,50
412,72
426,11
460,83
100,0
109,8
114,3
117,5
121,4
127,8
145,2
154,7
159,7
172,7
100
101,3
104,0
105,2
111,2
114,7
119,3
126,5
133,1
132,3
Fonte: IBGE
Notas: 1 - IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Amplo, medido e divulgado pelo IBGE.
2 - Salário mínimo deflacionado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido
e divulgado pelo IBGE. médio anual. Índices coletados de série histórica com base em 1993.
3 - Deflacionado pelo deflator implícito do PIB a preços de 2009.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Índice Cresc. Real (2000=100)
172,7
159,7
154,7
145,2
133,1
127,8
114,3
117,5
111,2
109,8
101,3
2000
2001
121,4
132,3
126,5
119,3
114,7
104,0 105,2
2002
2003
2004
2005
Salario Mínimo Real¹
2006
2007
2008
2009
PIB²
Gráfico 22: Crescimento acumulado do salário mínimo e PIB reais no Brasil - 2000 a
2009.
Fonte: IBGE
Notas: 1- Deflacionado a preços de 2009 pelo IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Amplo
(média anual), com base em série histórica iniciada em 1993.
2 - Deflacionado a preços de 2009 pelo deflator implícito do PIB.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
3.Finanças Públicas
Neste tópico serão demonstrados: a evolução da dívida líquida do setor
público, interna e externa, o índice de crescimento acumulado e sua proporção
com o PIB (indicador da capacidade de pagamento da mesma) no Brasil entre
2001 a 2009 e, em seguida, as necessidades de financiamento do setor
público, principal indicador da condução da política fiscal do governo no
período entre 2002 e 2009.
3.1.Evolução da dívida líquida do setor público no Brasil.
A dívida líquida do setor público durante o período de 2001 a 2009 manteve
patamares elevados, em média 48,2% do PIB a preços correntes. Pela Tabela
27, nota-se que embora a dívida externa líquida tenha tido quedas sucessivas
ao logo da série histórica, chegando mesmo a atingir valores negativos a partir
de 2006, o percentual acima manteve-se naquele nível em função do forte
crescimento da dívida interna líquida. O índice de crescimento acumulado no
período, aproximadamente 296 (Tabela 28), indica que a dívida interna líquida
quase que triplicou no período em estudo. Com isto, o efeito positivo da
redução do estoque da dívida externa líquida sobre o estoque da dívida líquida
do setor público anulou-se e, consequentemente, manteve um elevado índice
de crescimento, em torno de 198, praticamente duplicando-a de 2001 a 2009.
Tabela 27: Proporção entre a dívida líquida do setor público¹ e o PIB no Brasil – 2001 a
2009.
Em R$ 1.000.000 correntes²
Anos
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Dívida
Líquida
Total
680.078
896.096
933.630
981.973
1.035.278
1.112.701
1.200.799
1.153.631
1.345.325
Dívida
Interna
Dívida
Externa
551.349
658.557
739.024
824.991
964.658
1.138.232
1.397.394
1.483.740
1.633.255
128.729
237.539
194.606
156.982
70.621
-25.531
-196.594
-328.561
-287.930
Proporção no PIB (%)
Dívida
Líquida
Total
52,2
60,6
54,9
50,6
48,2
47,0
45,1
38,1
42,2
Dívida
Interna
Dívida
Externa
42,3
44,6
43,5
42,5
44,9
48,0
52,5
48,9
51,3
9,89
16,07
11,45
8,09
3,29
-1,08
-7,39
-10,8
-9,0
Índice de crescimento acumulado
Dívida
Líquida
Total
100,0
131,8
137,3
144,4
152,2
163,6
176,6
169,6
197,8
Dívida
Interna
Dívida
Externa
100,0
119,4
134,0
149,6
175,0
206,4
253,4
269,1
296,2
100,0
184,5
151,2
121,9
54,9
-19,8
-152,7
-255,2
-223,7
Fonte: BACEN - Indicadores Econômicos
Notas: 1 - É o total de obrigações (passivos) de todas as esferas do setor público não - financeiro e do BACEN com o sistema
financeiro, público ou privado, setor privado não - financeiro e o resto do mendo, deduzido o total de ativos financeiros (disponibilidades
em caixa e créditos a receber) em seu poder. Os dados acima exclem o estoque de ativos e passivos da Petrobrás.
2 - Valores apurados em regime de competência.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
60,6
54,9
52,2
42,3
Proporção do PIB (%)
52,5
48,2
48,0
45,1
44,9 47,0
50,6
44,6
43,5
42,5
51,3
48,9
42,2
38,1
16,1
11,4
9,9
8,1
3,3
2001
2002
2003
2004
2005
-1,1
2006
2007
-7,4
2008
-10,8
Div. Líq.Setor Púb.
Dív.Int. Líquida
Dív. Ext. Líquida
Gráfico 23: Relação¹ entre a dívida líquida do setor público² a preços correntes e PIB no
Brasil – 2001 a 2009.
Fonte: BACEN – Indicadores Econômicos
Nota: 1 – Percentuais obtidos a partir de valores correntes.
2 – Valores apurados em regime de competência. Além disso excluiu-se o estoque de
ativos e passivos da Petrobrás.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
2009
-9,0
3.2.Necessidades de financiamento do setor público no Brasil
O esforço fiscal do governo (política de arrecadação e contenção de gastos do
governo) ou resultado primário manteve-se relativamente estável no período
estudado, em média 3,3% do PIB, tendo seu melhor resultado em 2005,
atingindo um patamar de 3,9% (84,4 bilhões). No fim do período registra-se um
recuo de 1,8 pontos percentuais, o que acabou por reduzir esse esforço em
aproximadamente 19,9 bilhões em 2009 (Tabela 28).
Por sua vez, os juros nominais sobre o estoque da dívida líquida do setor
público tiveram em média uma proporção de 6,7% do PIB, sendo que em 2003
atingiu o teto de 8,5%, o maior do período. Em termos absolutos, entretanto,
tiveram um crescimento sucessivo a partir de 2004, acabando por alcançar em
2009, um estoque aproximado de 170 bilhões, o que representa uma variação
positiva aproximada de 32% em relação àquele ano e de praticamente 50% em
confronto com o início do período, 2002.
A soma entre o resultado primário e o estoque de juros sobre a dívida pública
se constitui no resultado nominal do setor público, variável que expressa a real
necessidade de financiamento do setor público não financeiro. Em termos
absolutos, o resultado primário médio do período ficou em torno de 75,3 bilhões
ao passo que o estoque médio de juros devidos foi de -158,8 bilhões. Portanto,
o resultado nominal médio do período ficou em torno de 83,5 bilhões (Tabela
28), o que em relação ao PIB representa uma proporção média de 3,4%.
Deve-se notar que essa variável oscilou razoavelmente durante o período,
principalmente em temos absolutos, fato demonstrado no triênio de 2003 a
2005 onde as suas variações alternaram picos positivos e negativos de mais de
30% ao ano e na abrupta elevação de 82% entre 2008 e 2009.
Tabela 28: Proporção entre a necessidade de financiamento do setor público¹ e o PIB no
Brasil – 2002 a 2009.
Anos
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
R$ 1.000.000 correntes²
Resultado
Juros
Resultado
Primário
Nominais
Nominal
47.440
-112.774
-65.333
56.829
-144.056
-87.227
73.844
-127.972
-54.128
84.431
-157.031
-72.600
76.828
-160.718
-83.890
89.730
-161.222
-71.492
106.420
-163.660
-57.240
64.517
-169.139
-104.622
Variação Anual (%)
Resultado
Juros
Resultado
Primário
Nominais
Nominal
19,8
27,7
33,5
29,9
-11,2
-37,9
14,3
22,7
34,1
-9,0
2,3
15,6
16,8
0,3
-14,8
18,6
1,5
-19,9
-39,4
3,3
82,8
Proporção do PIB (%)
Resultado
Juros
Resultado
Primário
Nominais
Nominal
3,2
7,6
4,4
3,3
8,5
5,1
3,8
6,6
2,8
3,9
7,3
3,4
3,2
6,8
3,5
3,4
6,1
2,7
3,5
-5,4
-1,9
2,0
-5,3
-3,3
Fonte: BACEN - Indicadores Econômicos
Notas: 1 - Conceito por meio do qual é medida a pressão exercida pelo setor público não - financeiro sobre a disponibilidade, interna e
externa, de recursos financeiros, expresso pelo resultado nominal que, por sua vez, representa a diferença entre o resultado primário
(política de arrecadação e gastos do governo) e os juros nominais sobre o estoque da dívida líquida do setor público.
2 - Os dados, apurados em regime de competência, referem-se ao conceito sob a ótica operacional, isto é, sem correção
cambial e também excluem o estoque de ativos e passivos da Petrobrás.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
3,9
3,8
3,3
3,2
3,5
3,4
3,2
Proporção do PIB (%)
2,0
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
-1,9
-2,7
-2,8
-3,4
-3,3
-3,5
-4,4
-5,1
-5,4
-6,6
-7,3
-7,6
-5,3
-6,1
-6,8
-8,5
Resultado Primário
Juros Nominais
Resultado Nominal
Gráfico 24: Proporção¹ entre a necessidade de financiamento do setor público² e o PIB
no Brasil – 2002 a 2009.
Fonte: BACEN – Indicadores Econômicos
Nota: 1 – Percentuais obtidos a partir de valores correntes.
2 – Conceito operacional (sem correção cambial) e excluído o estoque de ativos e
passivos da Petrobrás.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
4.Setor Externo
A seguir será demonstrada a evolução das principais variáveis do setor externo
da economia brasileira entre 2000 a 2009. Em primeiro, serão mostrados os
resultados obtidos pelo saldo do balanço de pagamentos e seus componentes,
a preços correntes e constantes e a relação de cada um com o PIB. A seguir
serão mostrados os resultados do saldo da balança comercial brasileira e
nordestina, confrontados com as variações da taxa de câmbio ao longo do
período, bem como o perfil da pauta de exportações e importações de ambas.
Por último, será mostrada a proporção do estoque de reservas internacionais
acumuladas no período com o PIB e o seu índice de crescimento acumulado.
4.1.Evolução do balanço de pagamentos e seus componentes
no Brasil 2000 a 2009.
Apesar dos ingressos significativos de capitais entre 2000 e 2002 (3,2%, 4,9%
e 2% do PIB), os saldos reduzidos do balanço de pagamentos decorreram
principalmente (como mostra o Gráfico 25) dos déficits ocorridos no saldo em
transações correntes (-4%, -4,2% e -1,9% do PIB). A melhora do saldo
comercial a partir 2002 não contribuiu para a melhora das contas externas,
uma vez que os saldos da conta capital e financeira declinaram a partir de 2003
e os saldos em transações correntes, apesar de tornarem-se positivos nesse
ano, não foram suficientes para compensar o recuo dos ingressos de capital.
O saldo do balanço de pagamentos esboça um movimento ascendente a partir
de 2006 (Gráfico 25), onde atinge um superávit de 2,8% do PIB, principalmente
em função do resultado do saldo comercial (4,2% do PIB) e, em menor
proporção, dos saldos em transações correntes (1,2% do PIB), e da conta
capital e financeira (1,5% do PIB).
O pico de 5,9% do PIB no saldo do balanço em 2007 (R$ 178,8 bilhões a
preços de 2009 de acordo com a Tabela 29) é explicado principalmente por um
ingresso de capitais da ordem de 6% do PIB e, em seguida, pelo desempenho,
mesmo decrescente, do saldo comercial, com 2,7% do PIB.
O drástico recuo observado no saldo do balanço em 2008, de 5,7 pontos,
deveu-se à nova redução no ingresso de capitais (3,7 pontos em relação a
2007) e ao déficit significativo na conta de transações correntes (-2,2% do PIB).
No último ano da série, 2009, um incremento de 1,6 pontos percentuais no
saldo da conta capital e financeira eleva-a para 3,9% do PIB, o que permite
uma recuperação (2,4 pontos de acordo com a Tabela 31) do saldo do balanço
de pagamentos, elevando-o para 2,6% do PIB em 2009. Apesar de
significativa, a persistência de déficit no saldo em transações correntes (-1,3%
do PIB) somado ao declínio de 0,5 pontos no saldo comercial, fazendo-o recuar
para 1,4% do PIB, limitaram, contudo, a expansão do superávit do balanço de
pagamentos em 2009.
Tabela 29: Saldo do balanço de pagamentos e seus componentes (FOB) no Brasil - 2000
a 2009.
Anos
Saldo
Comercial
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
-1.370
6.262
47.577
72.530
91.442
102.168
99.877
71.496
59.467
44.275
R$ 1.000.000 correntes¹
Saldo
Saldo Conta
Saldo
Transações
Capital e
Balanço de
Correntes
Financeira Pagamentos
-47.560
37.942
-4.440
-54.849
63.916
7.813
-27.690
29.023
1.095
12.220
14.951
24.852
31.747
-20.449
6.100
31.962
-21.630
9.872
29.330
35.041
65.721
2.770
159.107
156.247
-67.503
70.280
7.109
-42.546
124.826
81.672
Fonte: BACEN e IPEA
Nota:1 - Valores convertidos pela taxa de câmbio R$/US$ comercial (venda) média anual
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Tabela 30: Saldo do balanço de pagamentos e seus componentes a preços constantes
no Brasil (FOB) – 2000 a 2009.
Anos
Saldo
Comercial
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
-2.797
11.734
80.636
108.091
126.137
131.456
121.063
81.858
62.850
44.275
R$ 1.000.000 constantes¹
Saldo
Saldo Conta
Saldo
Transações
Capital e
Balanço de
Correntes
Financeira Pagamentos
-97.107
77.470
-9.066
-102.772
119.762
14.639
-46.930
49.191
1.856
18.211
22.282
37.037
43.792
-28.207
8.414
41.124
-27.831
12.702
35.552
42.474
79.661
3.171
182.166
178.891
-71.343
74.278
7.514
-42.546
124.826
81.672
Fonte: BACEN e IPEA
Nota: 1 - Saldos a preços de 2009, corrigidos pelo índice do deflator implícito
do PIB e convertidos pela taxa de câmbio R$/US$ comercial (venda) - média
anual
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Tabela 31: Proporção do saldo do balanço de pagamentos e seus componentes no PIB
no Brasil (FOB) – 2000 a 2009.
Anos
Saldo
Comercial
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
-0,1
0,5
3,2
4,3
4,7
4,8
4,2
2,7
1,9
1,4
Proporção do PIB (%)¹
Saldo
Saldo Conta
Saldo
Transações
Capital
Balanço
Correntes
Financeira Pagamentos
-4,0
3,2
-0,4
-4,2
4,9
0,6
-1,9
2,0
0,1
0,7
0,9
1,5
1,6
-1,1
0,3
1,5
-1,0
0,5
1,2
1,5
2,8
0,1
6,0
5,9
-2,2
2,3
0,2
-1,3
3,9
2,6
Fonte: BACEN e IPEA
Nota: 1 - Percentuais calculados com base em saldos a preços de 2009,
corrigidos pelo índice do deflator implícito do PIB e convertidos pela taxa de
câmbio R$/US$ comercial (venda) - média anual
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
8,0
Proporção do PIB (%)
6,0
4,0
2,0
0,0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
-2,0
-4,0
-6,0
Balança Comercial
Trans. Correntes
Conta Cap. Financeira
Saldo B.Pagamentos
Gráfico 25: Proporção¹ do saldo do Balanço de Pagamentos (FOB) e PIB no Brasil – 2000
a 2009.
Fonte: BACEN e IPEA.
Nota: 1 - Percentuais calculados com base em valores convertidos pela taxa de câmbio
(R$/US$) nominal anual média para a venda e deflacionados aos preços de 2009 pelo índice
do deflator do PIB.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
4.2.Exportações, importações e saldo do comércio exterior do
Brasil de 2000 a 2009.
Entre 2000 e 2009, registrou-se, com exceção do déficit de 0,1% do PIB em
2000, a prevalência de superávits comerciais na balança comercial brasileira.
Em termos médios, o volume de exportações ao longo da série histórica
manteve-se em torno de 12% do PIB, em confronto com os 8,8% apresentados
pelas importações.
As expressivas desvalorizações cambiais ocorridas entre 2002 e 2004
impulsionaram o ritmo das exportações, elevando-as de 8,4% em 2000 para
14,3% do PIB em 2004, motivando o acúmulo de superávits comerciais em
torno de 5,1% do PIB (Gráfico 26), o correspondente a R$ 135,7 bilhões a
preços constantes de 2009 (Tabela 33).
No ano seguinte há um recuo de 1,1 pontos percentuais na relação entre as
exportações e o PIB, o mesmo ocorrendo também com o preço do dólar que
recuou cerca de 16,7% frente ao real. Como as importações reduziram em
cerca de 1,2 pontos a sua relação com o PIB, o superávit comercial em relação
ao PIB manteve-se estável, mas em valores monetários registrou-se um
acréscimo aproximado de R$ 4,4 bilhões (Tabela 33).
O movimento descendente do dólar a partir de 2005 coincide com o recuo
proporcional e significativo do volume das exportações e o crescimento das
importações, trajetórias que acabam por reduzir sensivelmente o superávit
comercial, fazendo-o atingir o piso de 1,6% do PIB (R$ 50,6 bilhões) em 2009,
um recuo de 3,5 pontos se comparado com sua relação com o PIB nos anos de
2004 e 2005.
Tabela 32: Exportações, importações e saldo comercial no Brasil de 2000 a 2009 (FOB).
US$ 1.000.000 correntes
Período
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Exportações Importações
55.086
58.223
60.362
73.084
96.475
118.308
137.470
160.649
197.942
152.995
55.835
55.581
47.240
48.260
62.835
73.551
91.351
120.621
172.985
127.647
R$ 1.000.000 correntes
Saldo
Comercial
R$/US$¹
-749
2.642
13.122
24.824
33.640
44.757
46.119
40.028
24.958
25.347
1,830
2,350
2,921
3,078
2,926
2,435
2,176
1,948
1,835
1,998
Exportações Importações
100.819
136.849
176.326
224.973
282.278
288.103
299.152
312.921
363.139
305.622
Fonte: MDIC/Estatísticas do Comércio Exterior/DPLA e IPEA
Nota: 1 - Valores convertidos pela taxa de câmbio R$/US$ comercial (venda) - média anual
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
102.190
130.639
137.997
148.557
183.849
179.112
198.791
234.952
317.352
254.988
Saldo
Comercial
-1.371
6.211
38.330
76.417
98.429
108.991
100.361
77.969
45.787
50.634
Tabela 33: Proporção das exportações, importações e do saldo comercial no PIB - Brasil
de 2000 a 2009 (FOB).
R$ 1.000.000 constantes¹
Período
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Exportações Importações
205.849
256.419
298.850
335.278
389.381
370.691
362.608
358.272
383.798
305.622
208.648
244.783
233.886
221.394
253.606
230.457
240.958
269.003
335.407
254.988
Proporção do PIB (%)
Saldo
Comercial
Exportações
Importações
Saldo
Comercial
-2.799
11.637
64.964
113.884
135.775
140.234
121.650
89.269
48.391
50.634
8,5
10,5
11,9
13,2
14,5
13,4
12,6
11,8
12,0
9,6
8,7
10,0
9,3
8,7
9,5
8,3
8,4
8,8
10,5
8,0
-0,1
0,5
2,6
4,5
5,1
5,1
4,2
2,9
1,5
1,6
Fonte: MDIC/Estatísticas do Comércio Exterior/DPLA
Nota: 1 - Valores deflacionados aos preços de 2009 pelo índice do deflator do PIB e convertidos pela taxa de
câmbio R$/US$ comercial (venda) - média anual
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
16,0
3,5
3,0
12,0
2,5
10,0
8,0
2,0
6,0
1,5
4,0
1,0
2,0
0,5
0,0
-2,0
2000
2001
Exportações
2002
2003
2004
Importações
2005
2006
2007
2008
Saldo Comercial
2009
0,0
R$/US$¹
Gráfico 26: Saldo do Comércio Exterior e Taxa de Câmbio Brasil (FOB) de 2000 a 2009.
Fonte: MDIC/Estatísticas do Comércio Exterior/DPLA e IPEA
Nota: 1 - Percentuais calculados com base em valores convertidos pela taxa de câmbio
(R$/US$) comercial para a venda (média anual) e deflacionados a preços de 2009 pelo índice
do deflator do PIB.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Taxa de Câmbio (R$/US$)
Proporção do PIB (%)
14,0
4.3.Exportações, importações e saldo do comércio exterior do
Nordeste (FOB) de 2000 a 2009.
Em comparação com o desempenho nacional, o superávit comercial da região
nordeste foi significativamente inferior, apresentando uma participação média
em relação ao PIB regional ao redor de 0,6% ao longo do período estudado,
2,1 pontos percentual abaixo da relação média observada para o Brasil.
A desvalorização cambial ocorrida em 2000 e 2001 (valorização de 28,4% do
dólar) não repercutiu de imediato sobre o volume de importações, mantendo-o
acima do volume de exportações, resultando em déficits seguidos da ordem de
0,9 e 1,3% do PIB nordestino (Tabela 34), sendo que, comparativamente, o
saldo comercial brasileiro registrou um déficit de 0,1% seguido de superávit de
0,5% do PIB (Tabela 33).
A tendência de alta do dólar prossegue até 2003 onde a moeda americana
alcança seu maior valor perante o real no período (R$ 3,078 / US$ 1,00), o que
coincide com a elevação da participação do saldo das exportações no PIB
nordestino para 8,7% (Gráfico 27). Embora o câmbio tenha recuado nos dois
anos seguintes (R$ 2,9 e R$ 2,4 por dólar) a participação do saldo das
exportações no PIB nordestino ultrapassou o teto de 9%.
Com o paralelo recuo do saldo das importações, o saldo comercial nordestino
atingiu em 2004 e 2005 seu melhor resultado no período, 3,0% e 3,7% do PIB
regional, valores consideravelmente próximos aos registrados pelo saldo da
balança comercial brasileira 5,1% do PIB nacional no mesmo período.
A partir de 2006 com a progressiva valorização do câmbio, os saldos de
exportação e de importação adquirem trajetórias opostas, de queda e elevação,
repercutindo diretamente no saldo comercial nordestino, reduzindo-o
progressivamente, levando-o a atingir em 2009 o piso de 0,4% do PIB regional
(Tabela 34).
Tabela 34: Proporção das exportações, importações e do saldo comercial no PIB no
Nordeste de 2000 a 2009 (FOB).
R$ 1.000.000 constantes¹
Período
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009²
Exportações Importações
15.040
18.427
23.030
28.040
32.463
33.091
30.674
29.184
29.960
23.205
17.880
22.534
23.010
19.858
22.241
19.764
23.356
26.264
30.105
21.565
Proporção do PIB do Nordeste (%)
Saldo
Comercial
Exportações
Importações
Saldo
Comercial
-2.840
-4.106
20
8.182
10.222
13.327
7.318
2.921
-145
1.640
5,0
6,0
7,1
8,7
9,5
9,2
8,1
7,3
7,1
5,6
6,0
7,4
7,1
6,1
6,5
5,5
6,2
6,6
7,2
5,2
-0,9
-1,3
0,0
2,5
3,0
3,7
1,9
0,7
-0,03
0,4
Fonte: MDIC/Estatísticas do Comércio Exterior/DPLA
Notas: 1 - Valores convertidos pela taxa de câmbio R$/US$ comercial (venda) - média anual e corrigidos pelo
deflator implícito do PIB nacional a preços de 2009.
2 - Em 2009 o PIB do Nordeste é projeção realizada pelo BNB/ETENE.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
3,5
8,0
3,0
2,5
6,0
2,0
4,0
1,5
2,0
1,0
0,0
0,5
2000 2001 2002
2003
2004 2005 2006
2007
2008 2009¹
-2,0
0,0
Exportações
Importações
Saldo Comercial
R$/US$²
Gráfico 27: Saldo do Comércio exterior e taxa de câmbio de 2000 a 2009 no Nordeste
(FOB).
Fonte: MDIC/Estatísticas do Comércio Exterior/DPLA e IPEA
Notas: 1 – Em 2009 o PIB do Nordeste é uma projeção realizada pelo BNB/ETENE.
2 - Percentuais calculados com base em valores convertidos pela taxa de câmbio
(R$/US$) comercial para a venda (média anual) e deflacionados aos preços de 2009 pelo
índice do deflator do PIB nacional.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Taxa de Câmbio (R$/US$)
Prop. PIB do Nordeste (%)
10,0
4.4.Pauta de exportações da balança comercial do Brasil – 2000
a 2009.
No que se refere à composição das exportações brasileiras entre 2000 e 2009
a preços constantes de 2009, verifica-se a predominância dos produtos
manufaturados (automóveis, computadores, etc.), com participação média de
54,5% na pauta. Os produtos básicos (commodities, por exemplo) vêm em
seguida com uma participação média de 29,3% do total exportado e,
finalmente, os produtos semimanufaturados (suco de laranja congelado, couro,
etc.), com 14%. Como as operações especiais respondem somente por 2,1%
das exportações e constam de bens de difícil classificação, não serão tratadas
nesse trabalho.
Não obstante o seu maior peso na pauta de exportações e o crescimento
absoluto de suas exportações em aproximadamente em 10% ou R$ 13 bilhões
(Tabela 35), a proporção de manufaturados nas exportações totais recuou
gradualmente ao logo de 2000 a 2009 (Gráfico 28). Atingiu nesse último ano
um percentual de 44% na composição da pauta (Tabela 35), reduzindo dessa
maneira a participação relativa dos manufaturados no total das exportações em
15 pontos percentuais em relação a 2000.
O volume de exportações de produtos básicos teve um crescimento acentuado,
saltando de R$ 47 bilhões para R$ 124 bilhões (Tabela 35), o que corresponde
a uma variação de 164% entre 2000 e 2009. Consequentemente elevou-se a
proporção de produtos básicos na pauta, saltando de 22,8% em 2000 para
40,5% em 2009 (Gráfico 28), ou 17,7 pontos,
A exportação de semimanufaturados apresentou um crescimento modesto em
relação à de produtos básicos, 29%, lhe proporcionando um acréscimo de R$
9,1 bilhões de 2000 a 2009 no volume exportado. A relação entre este volume
e o total exportado também apresentou recuo no período, mas menos
acentuado do que os manufaturados, de 2 pontos percentuais o que a reduziu
para 13,4% em 2009 em comparação ao ano 2000 (Gráfico 28).
Tabela 35: Pauta de exportações da balança comercial do Brasil por fator agregado¹ –
2000 a 2009.
Período
Básicos
R$ 1.000.000 constantes²
Industrializados
Operações
Semi
Manufaturados Especiais³
manufaturados
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
46.939
67.568
83.929
97.160
115.101
108.790
106.229
115.067
141.596
123.766
31.760
36.307
44.390
50.206
54.201
50.010
51.488
48.617
52.493
40.949
121.553
144.895
163.372
181.911
213.707
204.114
197.027
187.206
179.706
134.536
5.598
7.650
7.159
6.001
6.373
7.777
7.863
7.382
10.003
6.370
Total
Exportações
205.849
256.419
298.850
335.278
389.381
370.691
362.608
358.272
383.798
305.622
Proporção no Total de Exportações (%)
Industrializados
Operações
Semi
Básicos
Manufaturados Especiais²
manufaturados
22,8
26,4
28,1
29,0
29,6
29,3
29,3
32,1
36,9
40,5
15,4
14,2
14,9
15,0
13,9
13,5
14,2
13,6
13,7
13,4
59,0
56,5
54,7
54,3
54,9
55,1
54,3
52,3
46,8
44,0
2,7
3,0
2,4
1,8
1,6
2,1
2,2
2,1
2,6
2,1
Fonte: MDIC/Estatísticas do Comércio Exterior/DPLA e IPEA
Notas: 1 - Trata-se da maior ou menor quantidade de transformação (agregação de valor) que
a mercadoria sofreu durante o seu processo produtivo, até a venda final.
2 - Valores corrigidos pelo índice do deflator do PIB a preços de 2009 e convertidos pela taxa de câmbio R$/US$ comercial (venda) - média anual.
3 - Tratam-se de bens que se incluem na balança comercial, mas nem sempre é possível identificá-los com o maior grau de detalhamento da
classificação de mercadorias. São classificadas como transações especiais de exportação.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Proporção nas Exportações (%)
2,7
59,0
15,4
22,8
3,0
56,5
2,4
1,8
1,6
2,1
2,2
2,1
2,6
2,1
54,3
54,9
55,1
54,3
52,3
46,8
44,0
54,7
14,9
15,0
13,9
13,5
14,2
13,6
14,2
26,4
28,1
29,0
29,6
29,3
29,3
32,1
13,7
36,9
13,4
40,5
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Básicos Semi Manufaturados Manufaturados Oper.Especiais¹
Gráfico 28: Pauta de exportações² da balança comercial do Brasil por fator agregado³ de
2000 a 2009 (FOB).
Fonte: MDIC/Estatísticas do Comércio Exterior/DPLA e IPEA
Notas: 1 - Operações Especiais referem-se a certos tipos de bens que se incluem na balança
comercial, mas nem sempre é possível identificá-los com o maior grau de detalhamento da
classificação de mercadorias. São classificadas como transações especiais de exportação.
2 - Percentuais calculados com base em valores convertidos pela taxa de câmbio
(R$/US$) comercial para a venda (média anual) e deflacionados aos preços de 2009 pelo
deflator do PIB.
3 – Fator Agregado corresponde à maior ou menor quantidade de transformação
(agregação de valor) que a mercadoria sofreu durante o seu processo produtivo, até a venda
final.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
4.5.Pauta de importações da balança comercial do Brasil – 2000
a 2009.
Pelo lado das importações, a preços constantes de 2009, como mostra o
Gráfico 29, os produtos manufaturados tiveram participação ainda maior, em
média 78,7% na pauta de importações brasileira (24,2 pontos acima do
observado para as exportações) entre 2000 a 2009. A participação média dos
produtos básicos na pauta manteve-se ao redor de 17,1%, algo em torno de
3,1 pontos acima da participação dos mesmos nas exportações no mesmo
período. Por fim, os produtos semimanufaturados representaram em média
4,1% da pauta, quase 10 pontos abaixo da sua participação nas exportações.
Em 2000 o volume de importações de manufaturados representava cerca de
83% do total da pauta de importações, o equivalente a R$173,5 bilhões a
preços constantes de 2009 (Tabela 36). O Gráfico 29 mostra que até o ano de
2006, essa proporção regride progressivamente, atingindo nesse ano o seu
menor percentual, 76,5% do total de importações de manufaturados. A relação
volta a elevar-se em 2009, mas num patamar inferior ao de 2000 em 1,9
pontos. Em termos de volume, a exportação desses produtos elevou-se de R$
174 bilhões para R$ 207 bilhões, o correspondente a uma variação em torno de
19%.
A proporção da importação de básicos sobre as importações totais apresentou
elevações significativas a partir de 2002, vindo a alcançar o teto de 18,8% no
ano de 2006 (Gráfico 29). Embora tenha havido um recuo para 14,7% em 2009
do total das importações, esse percentual ainda mostrou-se superior em 1,6
pontos em relação ao ano de 2000. O crescimento do volume de importações
de produtos básicos no fim do período foi de R$ 10 bilhões, 37% a mais do que
no ano 2000.
A importação de semimanufaturados, por sua vez, apresentou um crescimento
menos acentuado do que a de produtos básicos, alcançando em 2008 o
percentual de 5,1% (o mais elevado da série) do total da pauta de importações
superando em aproximadamente 1,3 pontos a proporção observada em 2000.
Mesmo com a queda de 1,1 pontos no ano seguinte, ela ainda permanece
acima 0,2 pontos da proporção observada em 2000 (gráfico 29).
Tabela 36: Pauta de importações da balança comercial do Brasil por fator agregado¹ –
2000 a 2009.
Período
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Básicos
27.243
29.917
33.836
37.301
47.272
40.147
45.272
48.578
61.331
37.414
R$ 1.000.000 constantes²
Industrializados
Total das
Semi
Manufaturados Importações
Manufaturados
7.850
8.352
8.337
8.839
11.377
9.917
11.356
12.627
17.179
10.189
173.555
206.514
191.713
175.255
194.957
180.392
184.330
207.798
256.897
207.385
Proporção no total de Importações (%)
Industrializados
Básicos
Semi
Manufat.
Manufat.
208.648
244.783
233.886
221.394
253.606
230.457
240.958
269.003
335.407
254.988
13,1
12,2
14,5
16,8
18,6
17,4
18,8
18,1
18,3
14,7
3,8
3,4
3,6
4,0
4,5
4,3
4,7
4,7
5,1
4,0
83,2
84,4
82,0
79,2
76,9
78,3
76,5
77,2
76,6
81,3
Proporção nas Importações (%)
Fonte: MDIC/Estatísticas do Comércio Exterior/DPLA e IPEA
Notas: 1 - Trata-se da maior ou menor quantidade de transformação (agregação de valor) que
a mercadoria sofreu durante o seu processo produtivo, até a venda final.
2 - Valores corrigidos pelo deflator do PIB a preços de 2009 e convertidos pela taxa de câmbio R$/US$ comercial
(venda) - média anual.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
84,4
82,0
79,2
3,8
3,4
3,6
4,0
13,1
12,2
14,5
16,8
83,2
76,9
78,3
76,5
77,2
76,6
4,5
4,3
4,7
4,7
5,1
18,6
17,4
18,8
18,1
18,3
81,3
4,0
14,7
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Básicos
Semi Manufaturados
Manufaturados
Gráfico 29: Pauta de importações¹ da balança comercial do Brasil por fator agregado² de
2000 a 2009 (FOB).
Fonte: MDIC/Estatísticas do Comércio Exterior/DPLA e IPEA
Notas: 1 – Percentuais calculados com base em valores convertidos pela taxa de câmbio
(R$/US$) comercial para a venda (média anual) e deflacionados aos preços de 2009 pelo
deflator do PIB.
2 - Fator Agregado corresponde à maior ou menor quantidade de transformação
(agregação de valor) que a mercadoria sofreu durante o seu processo produtivo, até a venda
final.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
4.6.Pauta de exportações da balança comercial do Nordeste –
2000 a 2009.
Seguindo a tendência nacional, os produtos manufaturados também compõem
a maior parte da pauta de exportações da balança comercial do Nordeste,
48,2% em média, e inferior em 6,3 pontos à média dessa proporção no plano
nacional. Os manufaturados ampliaram esse peso para 51,1% em 2006,
aumento de 7,5 pontos em relação ao ano 2000. Entretanto, a exportação de
manufaturados recua nos anos seguintes 10 pontos percentuais, finalizando o
período, 2009, com uma participação relativa de 41,1% (Gráfico 30) o que
corresponde a um recuo de 2,5 pontos em confronto com o ano 2000. Em
termos de volume, as exportações atingiram seu melhor resultado em 2005,
com um valor correspondente a R$ 16,9 bilhões (Tabela 37). Mesmo com a
queda em 2009 para R$ 9,5 bilhões, ela ainda representa um acréscimo de
45,5% sobre o volume exportado em 2000.
Numa comparação entre a composição da pauta de exportações nacional e
nordestina, os produtos semimanufaturados tiveram maior importância para a
última, respondendo em média por 30% do valor das exportações totais do
nordeste. Entretanto, esse percentual oscilou consideravelmente (Gráfico 30),
uma vez que em 2000 os semimanufaturados representavam 36,3% da pauta e
em 2005, apenas 23,5%, uma queda de 12,8 pontos. Apesar da significativa
recuperação nos anos seguintes, com um acréscimo de 8,7 pontos, o
percentual alcançado em 2009, 32,2%, ainda foi inferior ao observado no início
do período em 4,1 pontos. Mesmo com esse recuo na sua proporção com o
total exportado, as exportações de semimanufaturados tiveram um crescimento
de R$ 5,4 bilhões para R$ 7,4 bilhões, ou de 37% entre 2000 e 2009, que
poderia ser mais expressivo não fosse o recuo significativo de 28% em relação
a 2008 (Tabela 37).
Os produtos básicos, com participação em torno de 21,3% da pauta, iniciam a
série histórica representando 18,3% do valor das exportações, ou R$ 2,7
bilhões (Tabela 37), aumentando essa participação nos anos seguintes
obtendo resultados expressivos até alcançar o percentual de 25,3% de
participação na pauta em 2004, mas recuando 7,5 pontos em 2006, atingindo o
piso de 17,8% do total exportado. Contudo esse recuo é recuperado com uma
nova trajetória de crescimento iniciada em 2007 (Gráfico 30), o que lhe
proporciona alcançar o mesmo percentual de 2004, 25,3%, no ano de 2009, o
qual supera o de 2000 em 7 pontos. Comparando os valores de exportação
entre 2000 e 2009 (Tabela 37), comprova-se que dentre os componentes da
pauta, os produtos básicos tiveram a maior variação relativa, 112%.
Tabela 37: Pauta de exportações da balança comercial do Nordeste por fator agregado¹ –
2000 a 2009.
Período
R$ 1.000.000 constantes²
Industrializados
Operações
Semi
Manufaturados Especiais³
Básicos
manufaturados
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2.759
3.544
4.694
6.590
8.227
8.024
5.454
5.810
6.690
5.860
5.462
5.966
6.907
7.171
7.910
7.774
9.213
8.987
10.388
7.477
6.554
8.602
11.158
14.014
16.005
16.890
15.660
13.993
12.404
9.533
271
331
291
264
321
402
348
395
477
335
Total
Exportações
15.045
18.443
23.050
28.040
32.463
33.091
30.674
29.184
29.960
23.205
Proporção no total das Exportações (%)
Industrializados
Operações
Básicos
Semi
Manufaturados Especiais
manufaturados
18,3
19,2
20,4
23,5
25,3
24,2
17,8
19,9
22,3
25,3
36,3
32,3
30,0
25,6
24,4
23,5
30,0
30,8
34,7
32,2
43,6
46,6
48,4
50,0
49,3
51,0
51,1
47,9
41,4
41,1
1,8
1,8
1,3
0,9
1,0
1,2
1,1
1,4
1,6
1,4
Fonte: MDIC/Estatísticas do Comércio Exterior/DPLA e IPEA
Notas: 1 - Trata-se da maior ou menor quantidade de transformação (agregação de valor) que a mercadoria sofreu durante o seu processo produtivo, até a
venda final.
2 - Valores corrigidos pelo índice do deflator do PIB nacional a preços de 2009 e convertidos pela taxa de câmbio R$/US$ comercial (venda) - média
3 - Tratam-se de bens que se incluem na balança comercial, mas nem sempre é
possível identificá-los com o maior grau de detalhamento da classificação de mercadorias.
São classificadas como transações especiais de exportação.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Proporção nas Exportações (%)
1,8
1,8
1,3
0,9
1,0
1,2
1,1
1,4
1,6
1,4
51,1
47,9
41,4
41,1
32,2
30,8
34,7
30,0
17,8
19,9
22,3
25,3
43,6
46,6
48,4
50,0
49,3
51,0
36,3
32,3
30,0
25,6
24,4
23,5
18,3
19,2
20,4
23,5
25,3
24,2
2000 2001 2002 2003 2004
Básicos
Semimanufaturados
2005 2006 2007 2008 2009
Manufaturados
Oper. Especiais¹
Gráfico 30: Pauta de exportações² da balança comercial do Nordeste por fator agregado³
de 2000 a 2009 (FOB).
Fonte: MDIC/Estatísticas do Comércio Exterior/DPLA e IPEA
Notas: 1- Operações Especiais referem-se a certos tipos de bens que se incluem na balança
comercial, mas nem sempre é possível identificá-los com o maior grau de detalhamento da
classificação de mercadorias. São classificadas como transações especiais de exportação
2 - Percentuais calculados com base em valores convertidos pela taxa de câmbio
(R$/US$) comercial para a venda (média anual) e deflacionados aos preços de 2009 pelo
deflator do PIB.
3 - Fator Agregado corresponde à maior ou menor quantidade de transformação
(agregação de valor) que a mercadoria sofreu durante o seu processo produtivo, até a venda
final.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
4.7.Pauta de importações da balança comercial do Nordeste –
2000 a 2009.
Similarmente à pauta de importações nacional, os produtos manufaturados
tiveram maior importância relativa na composição das importações nordestinas,
em média, 79,9%. No período, os anos mais significativos foram os de 2001
onde se alcança o teto de 83,1% de participação relativa e 2004 onde ela
atinge seu menor nível, 71,3% (Gráfico 31). Fechando a série, o percentual de
importações de manufaturados em 2009 é de 80,6% do total de produtos
importados no nordeste. No período de 2000 a 2009 as importações também
cresceram em torno de 30%, passando de R$ 13,2 bilhões para R$ 17,3
bilhões (Tabela 38), resultado limitado pelo recuo de 28% entre 2008 e 2009.
Diferentemente da pauta de exportações, os produtos semimanufaturados tem
um peso significativamente reduzido na pauta de importados, apenas 2,8% em
média, contra os 30% observados na pauta de produtos exportados. Mostrou
uma tendência oscilatória durante o período, obtendo seu melhor resultado em
2008 alcançando 3,7% das importações.
Os produtos básicos mantiveram uma participação média na pauta de
importados em torno de 17,6%, ligeiramente superior ao observado no
panorama nacional, 16,2%. Inicia a série com 22,8% de participação, atingindo
seu melhor resultado em 2004 com 25,8%, caindo sensivelmente a partir daí,
acabando por descer ao nível de16% em 2009, o que corresponde a um recuo
de 6,8 em relação ao ano 2000. Da mesma forma, o volume de importações
recua o equivalente a 15%, ou R$ 612 milhões em valores monetários.
Tabela 38: Pauta de importações da balança comercial do Nordeste por fator agregado¹ –
2000 a 2009.
R$ 1.000.000 constantes²
Período
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Básicos
4.064
3.250
3.685
4.040
5.730
3.442
4.621
4.659
4.793
3.451
Proporção no Total das Importações (%)
Industrializados
Total das
Semi
Manufaturados Importações
manufaturados
494
562
662
617
652
445
467
717
1.107
742
13.291
18.776
18.724
15.201
15.859
15.878
18.268
20.888
24.204
17.372
17.849
22.588
23.071
19.858
22.241
19.764
23.356
26.264
30.105
21.565
Industrializados
Básicos
22,8
14,4
16,0
20,3
25,8
17,4
19,8
17,7
15,9
16,0
Semimanufat.
Manufat.
2,8
2,5
2,9
3,1
2,9
2,3
2,0
2,7
3,7
3,4
74,5
83,1
81,2
76,5
71,3
80,3
78,2
79,5
80,4
80,6
Fonte: MDIC/Estatísticas do Comércio Exterior/DPLA e IPEA
Notas: 1 - Trata-se da maior ou menor quantidade de transformação (agregação de valor) que a mercadoria sofreu durante o
seu processo produtivo, até a venda final.
2 - Valores corrigidos pelo índice do deflator do PIB nacional a preços de 2009 e convertidos pela taxa de câmbio
R$/US$ comercial (venda) - média anual.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Proporção nas Importações (%)
74,5
83,1
81,2
2,8
22,8
2,5
2,9
14,4
16,0
76,5
3,1
20,3
71,3
80,3
78,2
79,5
80,4
80,6
2,3
2,0
2,7
3,7
3,4
17,4
19,8
17,7
15,9
16,0
2,9
25,8
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Básicos
Semimanufaturados
Manufaturados
Gráfico 31: Pauta de importações¹ da balança comercial do Nordeste por fator agregado²
de 2000 a 2009 (FOB).
Fonte: MDIC/Estatísticas do Comércio Exterior/DPLA e IPEA
Notas: 1 – Percentuais calculados com base em valores convertidos pela taxa de câmbio
(R$/US$) comercial para a venda (média anual) e deflacionados aos preços de 2009 pelo
deflator do PIB.
2 - Fator Agregado corresponde à maior ou menor quantidade de transformação
(agregação de valor) que a mercadoria sofreu durante o seu processo produtivo, até a venda
final.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
4.8.Evolução do estoque de reservas internacionais no Brasil
de 2000 a 2009.
Observando o Gráfico 32, verifica-se que a trajetória de crescimento do
estoque de reservas internacionais a preços constantes de 2009 já se fazia
sólida, alcançando praticamente 9% do PIB (R$ 222,2 bilhões a preços de
2009 – Tabela 39) entre os anos de 2000 a 2003. O índice de crescimento
acumulado nesse período, 183,3, sinaliza para uma taxa média de crescimento
em torno de 20,7% ao ano. Após a retração ocorrida no biênio 2004/2005, o
ritmo de crescimento das reservas internacionais é reiniciado, resultando num
acúmulo da ordem de 15,2% do PIB (R$ 476,4 bilhões) com um índice
acumulado de 393 tendo o ano de 2000 como base (Tabela 39). Tomando
como base, porém, o ano de 2006 onde as reservas voltam a crescer, deparase com um índice de 210 em 2009, superior ao visto em 2003, 183,3, indicando
assim a ocorrência de uma taxa média de crescimento de 30,5% ao ano no
intervalo entre 2006 a 2009.
Tabela 39: Proporção com o PIB e crescimento real do estoque de reservas
internacionais¹ no Brasil de 2000 a 2009.
Anos
US$
1.000.000
correntes
R$
1.000.000
correntes²
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
33.011
35.866
37.823
49.296
52.935
53.799
85.839
180.334
193.783
238.520
60.417
84.301
110.487
151.747
154.883
131.011
186.796
351.264
355.508
476.468
R$
Proporção
Cresc.
1.000.000 Reservas/PIB acumulado
constantes³
(%)
Real (índice)
123.358
157.957
187.260
226.149
213.650
168.567
226.419
402.172
375.733
476.468
5,1
6,5
7,5
8,9
8,0
6,1
7,9
13,2
11,7
15,0
100
128,0
151,8
183,3
173,2
136,6
183,5
326,0
304,6
386,2
Fonte: BACEN - Sistema Gerenciador de Séries e IPEA
Nota: 1 - Sob o conceito de liquidez internacional. Além das disponibilidades imediatas em
moeda estrangeira (conceito de caixa, que deixou de ser divulgado desde 2001), títulos em
dólar e outros recursos de médio e longo prazo em poder do BACEN são também
contabilizados na apuração do montante de reservas em determinado período.
2 - Convertidos pela taxa de câmbio R$/US$ comercial (venda) - Média anual
3 - Corrigidos pelo índice do deflator implícito do PIB a preços de 2009.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
450
14,0
400
350
12,0
300
10,0
250
8,0
200
6,0
150
4,0
100
2,0
Índice Crescimento Real
Proporção do PIB (%)
16,0
50
0,0
0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Proporção do PIB (%)
Crescimento Real
Gráfico 32: Índice de Crescimento Real¹ do Estoque de Reservas Internacionais² no
Brasil – 2000 a 2009.
Fonte: BACEN - Sistema Gerenciador de Séries e IPEA
Notas: 1 – Percentuais e índices calculados com base em valores convertidos pela taxa de
câmbio (R$/US$) comercial para a venda (média anual) e deflacionados aos preços de 2009
pelo deflator do PIB.
2 - Sob o conceito de liquidez internacional. Além das disponibilidades imediatas em
moeda estrangeira (conceito de caixa, que deixou de ser divulgado desde 2001), títulos em
dólar e outros recursos de médio e longo prazo em poder do BACEN são também
contabilizados na apuração do montante de reservas em determinado período.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
5.Operações de Crédito no Brasil
O último tópico deste trabalho procurará demonstrar a evolução do crédito no
Brasil no período compreendido entre 2000 a 2009, sendo que para algumas
abordagens, a série histórica é consideravelmente reduzida, devido à não
disponibilização de dados mais antigos pelas fonte consultadas. Serão
mostrados os resultados do saldo das operações de crédito no Brasil e
Nordeste bem como a sua relação com os seus respectivos produtos internos.
No plano nacional esses resultados serão mostrados em paralelo com as
variações da taxa de juros. Com relação às operações de crédito com recursos
livres, somente serão demonstrados números no plano nacional devido à falta
de dados para essa modalidade para a região Nordeste. Para as operações
com recursos direcionados no Brasil, os números se referem ao destino do
crédito por setores e expressam a sua relação com o PIB e, para o Nordeste,
os números demonstram a contribuição, em valores correntes, das agências de
fomento oficiais na oferta de crédito na região.
5.1.Saldo total das operações de crédito no Brasil – 2001 a
2009.
Em quase sua totalidade, as operações de crédito no Brasil, no período
2001/2009 foram oferecidas pelas instituições financeiras privadas, como
mostrado no Gráfico 33. No início do período, a relação Operações de
Crédito/PIB no Brasil alcançou o patamar de 25,8%, o equivalente a
aproximadamente R$ 336,3 bilhões. Só os créditos vindos dos bancos privados
totalizavam 25,1%, enquanto que somente 0,8% do PIB foi o volume de
recursos oferecidos pelos bancos públicos.
No fim do período, o volume total de crédito ofertado ao público no Brasil saltou
para 44,4% do PIB, ou R$ 1,4 trilhões (Tabela 40), o representa uma variação
de 320,4% em relação a 2001. Desse volume, só os bancos privados
responderam por 42,6% do PIB, ou 95,8% dos créditos ofertados
nacionalmente. Embora o volume de recursos oferecidos pelas instituições
financeiras públicas foi apenas 1,9% do PIB (ou 4,2% da oferta total de crédito
no Brasil), foi o que apresentou o maior acréscimo durante o período, 498,8%
comparando-se com o já citado para o Brasil e 315% para os bancos privados.
Em paralelo e inversamente a essa expansão do crédito no Brasil, a taxa de
juros durante o período em estudo seguiu uma trajetória de queda, atingindo
em 2009 um percentual de 8,65% ao ano (Gráfico 33), menos do que a metade
do percentual observado oito anos antes. Fato que pode sugerir que o aumento
da demanda dos indivíduos pelo crédito no Brasil foi proporcional à redução
observada na taxa de juros.
Tabela 40: Relação do saldo total de operações de crédito com o PIB e taxa
de juros no Brasil – 2001 a 2009.
Anos
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
R$ 1.000.000 correntes
Proporção do PIB (%)
Op. Crédito
Setor
Setor
Op. Crédito
Setor
Setor
Totais
Público
Privado
Totais
Público
Privado
336.376
9.848
326.526
25,8
0,8
25,1
384.396
12.821
371.573
26,0
0,9
25,1
418.258
14.987
403.271
24,6
0,9
23,7
498.722
19.203
479.519
25,7
1,0
24,7
607.023
20.556
586.467
28,3
1,0
27,3
732.590
18.872
713.718
30,9
0,8
30,1
935.973
18.833
917.140
35,2
0,7
34,5
1.227.294
27.217
1.200.076
40,5
0,9
39,6
1.414.344
58.974
1.355.369
44,4
1,9
42,6
Taxa Selic¹
(a.a.)
19,05
21,9
17,32
17,23
18,49
13,67
11,18
13,65
8,65
Fonte: BACEN - Sistema Gerenciador de Séries
Nota: 1 - Taxa média diária de juros, anualizada com base em 252 dias úteis. É a taxa referencial de juros
da economia, administrada pela autoridade monetária, o BACEN, através do COPOM (Comitê de Política
Monetária), segundo os objetivos estipulados de política monetária.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
25
50,0
45,0
Proporção do PIB (%)
35,0
15
30,0
25,0
20,0
10
15,0
10,0
5
5,0
0,0
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Oper. Crédito
25,8
26,0
24,6
25,7
28,3
30,9
35,2
40,8
45,0
Setor público
0,8
0,9
0,9
1,0
1,0
0,8
0,7
0,9
1,9
Setor privado 25,1
25,1
23,7
24,7
27,3
30,1
34,5
39,9
43,1
Taxa Selic¹
21,9
17,32 17,23 18,49 13,67 11,18 13,65
8,65
19,05
0
Gráfico 33: Relação saldo² total das operações de rédito, taxa de juros e PIB no Brasil –
2001 a 2009.
Fonte: BACEN - Sistema Gerenciador de Séries
Notas: 1 - Taxa média diária de juros, anualizada com base em 252 dias úteis. É a taxa
referencial de juros da economia, administrada pela autoridade monetária, o BACEN, através
do COPOM (Comitê de Política Monetária), segundo os objetivos estipulados de política
monetária.
2 - Percentuais obtidos a partir de preços correntes
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Taxa Selic (%a.a.)
20
40,0
5.2.Relação saldo total das operações de crédito no Nordeste e
o PIB regional – 2004 a 2009.
Mesmo com uma série histórica reduzida em seis anos, os dados referentes ao
saldo total das operações de crédito no Nordeste, disponibilizados pelo Banco
Central, mostram que os empréstimos e financiamentos concedidos nessa
região também tiveram significativa expansão. Entre 2004 e 2009 sua relação
com o PIB regional a preços de mercado variou de 18,2 para 38,8% (Tabela
41), o que em termos absolutos representa um incremento aproximado de 116
bilhões ou ainda, uma variação relativa de 257,6% no período.
Quanto aos agentes demandantes de crédito, verifica-se uma maior
participação relativa das pessoas jurídicas em relação às pessoas físicas na
procura pelo crédito, embora essa proporção tenha se mostrado mais favorável
para essas últimas no decorrer do período (Gráfico 34). Em 2009 a razão entre
demanda por crédito das pessoas jurídicas e o total de crédito ofertado foi de
55,6%, oito pontos percentuais a menos em relação a 2004. Em sentido
oposto, a razão Pessoas Físicas/Crédito elevou-se coincidentemente também
em oito pontos, variando de 36,4 para 44,4% no período, o que em termos de
variação relativa representa um crescimento de 335,6% em confronto com os
212,9% da demanda das pessoas jurídicas.
Tabela 41: Relação do saldo total de operações de crédito no Nordeste com o PIB
regional – 2004 a 2009.
Anos
2004
2005
2006
2007
2008
2009³
R$ 1.000.000 correntes
Dados divulgados
Dados estimados²
Op. Crédito Pessoas
Pessoas Op. Crédito Pessoas
Pessoas
Totais¹
Jurídicas
Físicas
Totais
Jurídicas
Físicas
40.538
25.754
14.784
45.042
28.616
16.427
49.110
29.315
19.795
54.567
32.572
21.994
61.774
34.610
27.164
68.638
38.456
30.182
81.437
42.977
38.460
90.486
47.752
42.733
110.967
59.940
51.027
123.297
66.600
56.697
144.998
80.591
64.407
161.109
89.546
71.563
Proporção do PIB do Nordeste (%)
Op. Crédito
Totais
18,2
19,5
22,1
26,0
31,0
38,8
Pessoas
Jurídicas
11,6
11,6
12,4
13,7
16,8
21,5
Pessoas
Físicas
6,6
7,8
9,7
12,3
14,3
17,2
Fonte: BACEN - Sistema Gerenciador de Séries
Nota: 1 - Os valores consolidados das operações de crédito totais (pessoas jurídicas e físicas) para o nordeste divulgados pelo Banco
central, correspondem a aproximadamente 90% da carteira de crédito das instituições financeiras.
2 - Estimativa dos valores totais (valores divulgados/0,9), a fim de se obter a relação entre as operações de crédito totais no
Nordeste e o PIB regional.
3 - Em 2009 o PIB do Nordeste é uma projeção realizada pelo BNB/ETENE.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Proporção do PIB do Nordeste (%)
38,8
31,0
26,0
22,1
21,5
19,5
18,2
17,2
16,8
11,6
11,6
7,8
6,6
2004
2005
Op. Crédito Totais
12,4
9,7
2006
13,7
12,3
2007
Pessoas Jurídicas
14,3
2008
2009¹
Pessoas Físicas
Gráfico 34: Relação saldo² total das operações de crédito³ e PIB no Nordeste - 2004 a
2009.
Fonte: BACEN - Sistema Gerenciador de Séries
Notas: 1 - Em 2009 o PIB do Nordeste é uma projeção realizada pelo BNB/ETENE.
2 - Valores a preços correntes.
3 - Os valores consolidados das operações de crédito totais (pessoas jurídicas e físicas)
para o Nordeste, divulgados pelo Banco Central, correspondem a aproximadamente 90% da
carteira de crédito das instituições financeiras. Por isso, se fez necessário estimar os valores
totais (valores divulgados/0,9), a fim de se obter uma relação aproximada entre as operações
de crédito totais no Nordeste e o PIB regional.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
5.3.Saldo Total das operações de crédito com recursos livres
no Brasil – 2000 a 2009.
Os créditos ofertados na forma de recursos livres no Brasil tiveram um aumento
de 16% para 30% do PIB (R$ 954,5 bilhões) entre 2000 e 2009 (Tabela 42).
Isto significa uma variação de 407% no período, que em termos absolutos
representam uma expansão de R$ 766,4 bilhões em relação ao valor de 2000.
Quanto ao destino dos recursos, observa-se no plano nacional que, ao longo
do período, a concessão de crédito às pessoas físicas teve uma expansão
superior àquela destinada às pessoas jurídicas (Gráfico 35). O fato pode ser
visto com mais clareza a partir de 2004, onde o volume de crédito concedido às
pessoas físicas cresce a uma taxa média em torno de 20,5% ao ano, enquanto
que os créditos oferecidos às pessoas jurídicas apresentam taxas da ordem de
29%. Isto o leva a atingir o percentual de 14,8% do PIB (R$ 469,8 bilhões) em
2009, praticamente equiparando-se com o volume de concessões às pessoas
jurídicas, 15,2% do PIB (R$ 484,6 bilhões), o que equivale a variações
respectivas de 608% e 298%, comparando-as com o ano 2000.
Tabela 42: Saldo total das operações de crédito com recursos livres¹ no Brasil – 2000 a
2009.
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
R$ 1.000.000 correntes
Operações
Pessoa
Pessoa
Recursos
Jurídica
Física
Livres
188.142
121.763
66.379
220.887
138.235
82.652
240.209
149.745
90.464
255.642
154.638
101.004
317.917
179.355
138.562
403.707
212.976
190.731
498.331
260.363
237.968
660.811
343.250
317.561
871.177
476.890
394.287
954.524
484.661
469.863
Proporção do PIB (%)
Operações
Pessoa
Pessoa
Recursos
Jurídica
Física
Livres
16,0
10,3
5,6
17,0
10,6
6,3
16,3
10,1
6,1
15,0
9,1
5,9
16,4
9,2
7,1
18,8
9,9
8,9
21,0
11,0
10,0
24,8
12,9
11,9
28,7
15,7
13,0
30,0
15,2
14,8
Fonte: BACEN - Sistema Gerenciador de Séries
Nota: 1 - Créditos oferecidos ao público, sob várias modalidades, desvinculadas das políticas
de direcionamento de crédito do governo
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
35,0
30,0
Proporção do PIB (%)
25,0
20,0
15,0
10,0
5,0
0,0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Total
16,0
17,0
16,3
15,0
16,4
18,8
21,0
24,8
28,7
30,0
P. Física
10,3
10,6
10,1
9,1
9,2
9,9
11,0
12,9
15,7
15,2
P. Jurídica
5,6
6,3
6,1
5,9
7,1
8,9
10,0
11,9
13,0
14,8
Gráfico 35: Relação do saldo¹ total das operações de crédito com recursos livres² e PIB
no Brasil – 2000 a 2009.
Fonte: BACEN - Sistema Gerenciador de Séries
Notas: 1 - Percentuais obtidos a partir de preços correntes.
2 - Créditos oferecidos ao público, sob várias modalidades, desvinculadas das políticas
de direcionamento de crédito do governo.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
5.4.Saldo total das operações de crédito com recursos
direcionados no Brasil – 2000 a 2009.
O volume total de recursos ofertados sob a forma de crédito direcionado no
Brasil entre 2000 a 2009 representaram em média 9,8% do PIB a preços
correntes. Coube ao BNDES, principal agente de fomento do Governo, o
principal papel na concessão de crédito sob essa modalidade, o equivalente a
5,9% do PIB em média. O setor rural vem em seguida com um aporte
correspondente a 2,1%, seguido pelo setor habitacional com 1,6% e por último,
demais setores, com 0,3% do PIB.
O volume total de recursos direcionados no início da série correspondia a
11,8% do PIB ou R$ 138,7 bilhões (Tabela 43), sofrendo, no ano seguinte, um
recuo significativo de 2,9 pontos. Contudo, ele é revertido ao longo da década,
atingindo, em 2009, uma participação em torno de 14,4% do PIB, R$ 459,8
bilhões, o que, em relação a 2000, representa um aumento de 231,5%.
Paralelamente, as concessões de crédito direcionado realizadas pelo BNDES,
elevaram–se de 5,2% em 2000 para 8,9% do PIB em 2009 (Tabela 43),
correspondendo a um incremento de R$ 221,2 bilhões ou, uma variação de
358% no período. Os créditos direcionados ao setor habitacional, após a
retração acentuada de 2,8 pontos entre 2000 e 2001, recuperam-se ao longo
da década, alcançando em 2009 o percentual de 2,7% do PIB (Gráfico 36), R$
87,3 bilhões (Tabela 43) em valores correntes, representando uma variação em
torno de 65% no período. Por último, o setor rural teve um recuo menos
acentuado entre 2000 e 2001, 0,3 pontos (Tabela 43) iniciando a partir daí,
uma trajetória ascendente, permitindo-lhe atingir em 2009 o percentual de 2,5%
do PIB, R$ 78,7 bilhões, o que corresponde a um aumento de 277% em
relação a 2000.
Tabela 43: Proporção entre o saldo total das operações de crédito com recursos
direcionados¹ e PIB no Brasil – 2000 a 2009.
Anos
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Total
138.684
115.490
144.187
162.617
180.805
203.316
234.258
275.162
356.117
459.820
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
11,8
8,9
9,8
9,6
9,3
9,5
9,9
10,3
11,7
14,4
R$ 1.000.000 correntes
Habitação
Rural
BNDES
52.858
20.872
61.750
22.038
19.705
70.562
22.605
24.854
93.430
23.673
34.576
100.182
24.694
40.712
110.013
28.125
45.113
124.100
34.479
54.376
138.984
43.583
64.270
159.974
59.714
78.304
209.259
87.361
78.754
283.032
Proporção do PIB (%)
4,5
1,8
5,2
1,7
1,5
5,4
1,5
1,7
6,3
1,4
2,0
5,9
1,3
2,1
5,7
1,3
2,1
5,8
1,5
2,3
5,9
1,6
2,4
6,0
2,0
2,6
6,9
2,7
2,5
8,9
Outros
3.203
3.184
3.297
4.186
5.386
5.979
6.420
7.336
8.840
10.673
0,3
0,2
0,2
0,2
0,3
0,3
0,3
0,3
0,3
0,3
Fonte: BACEN - Sistema Gerenciador de Séries
Nota: 1 - Linhas de crédito oferecidas às pessoas jurídicas, vinculadas às
políticas de desenvolvimento sócio-econômico do governo.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Proporção do PIB (%)
0,3
0,2
0,2
0,2
0,3
0,3
0,3
0,3
0,3
0,3
5,2
6,3
5,9
5,7
5,8
5,9
6,0
6,9
8,9
1,7
2,0
2,1
2,1
2,3
2,4
2,6
2,5
1,7
1,5
1,4
1,3
1,3
1,5
1,6
2,0
2,7
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
5,4
1,8
1,5
4,5
2000
Habitação
Rural
BNDES
Outros
Gráfico 36: Relação do saldo¹ das operações de crédito com recursos direcionados² e
PIB no Brasil – 2000 a 2009.
Fonte: BACEN - Sistema Gerenciador de Séries
Notas: 1 - Percentuais obtidos a partir de preços correntes.
2 - Linhas de crédito oferecidas às pessoas jurídicas, vinculadas às políticas regionais
de desenvolvimento socioeconômico do Governo.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
5.5.Saldo das operações de crédito das agências oficiais de
fomento no Nordeste de 2005 a 2009.
Em média, o Banco do Nordeste (BNB) foi o agente de fomento oficial
responsável pela concessão do maior volume de crédito na região entre 2005 a
2009, com uma média em torno de 7,1% do PIB do nordeste a preços
correntes. O saldo de R$ 35,8 bilhões em 2009 (Tabela 44) representa uma
elevação aproximada de 62% em relação a 2005.
As operações de crédito das demais agências de fomento oficiais também
evoluíram expressivamente no Nordeste durante o período abordado. O saldo
das operações de crédito totais realizadas pela Caixa Econômica Federal
saltaram de aproximadamente R$ 5 para R$ 21 bilhões entre 2005 e 2009
(Tabela 44), o que corresponde a um aumento de 232% no período, o maior
entre todas as agências. Isso permitiu que a participação de suas operações no
PIB regional subisse de 1,8% para 4,1% (Gráfico 37), dando-lhes uma média
de 3,2% do PIB no período.
A média de concessões de crédito realizadas pelo BNDES no período situou-se
em torno de 3,8 do PIB regional. A variação relativa entre os saldos de 2005 e
2009 (R$ 10,8 e R$ 37,3 bilhões, Tabela 44) revela que a evolução dos
investimentos do BNDES na região foi de 214%, superando consideravelmente
o desempenho do BNB no mesmo período, consequentemente elevando sua
participação de 3,9% para 8,2% no PIB nordestino (Gráfico 37).
As concessões feitas pelo Banco do Brasil representaram em média 4,7% do
PIB regional (superado apenas pelo BNB), índice alcançado pelo incremento
de R$ 18,8 bilhões ao longo de 2005 e 2009 (Tabela 44), o que corresponde a
uma evolução por volta de 195% dos investimentos do Banco do Brasil no
Nordeste e da relação Operações de Crédito/PIB com a adição de 3 pontos
percentuais neste período (Gráfico 37).
Por fim, os financiamentos concedidos pelo FINAME, linha de crédito do
BNDES, específica para a aquisição de máquinas e equipamentos, tiveram
uma participação média de 1,1% do PIB do Nordeste, variando apenas 0,3
pontos. Em termos monetários isso representa uma elevação de R$ 3 para R$
5,2 bilhões, ou um aumento aproximando de 69% de 2005 a 2009.
Tabela 44: Saldo das operações de crédito das agências oficiais de fomento no Nordeste
de 2005 a 2010.
Anos
dez-05
dez-06
dez-07
dez-08
dez-09
dez-05
dez-06
dez-07
dez-08
dez-09
R$ 1.000.000 correntes
Banco do Banco do
Caixa
BNDES
Nordeste
Brasil
Econômica
22.061
9.643
5.072
10.825
19.750
12.649
6.531
11.622
22.748
16.514
10.976
12.784
28.352
22.255
13.934
16.723
35.793
28.447
16.845
34.022
Proporção do PIB do Nordeste (%)²
7,9
3,4
1,8
3,9
6,3
4,1
2,1
3,7
6,5
4,7
3,2
3,7
7,1
5,6
3,5
4,2
8,6
6,8
4,1
8,2
FINAME¹
3.091
3.255
3.954
5.009
5.215
1,1
1,0
1,1
1,3
1,3
Fonte: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Nota: 1 - FINAME - Financiamento de Máquinas e Equipamentos. É uma linha de
crédito destinada à produção e comercialização desses produtos fabricados no
Brasil, fornecida pelo BNDES.
2 - Em 2009 o PIB do Nordeste é uma projeção realizada pelo BNB/ETENE.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Proporção do PIB do Nordeste (%)
1,1
1,0
1,1
1,3
1,3
3,9
3,7
3,7
4,2
1,8
2,1
3,2
3,5
4,1
4,7
5,6
6,3
6,5
7,1
8,6
2006
2007
2008
2009
3,4
7,9
2005
BNB
8,2
4,1
BB
CEF
BNDES
6,8
FINAME²
Gráfico 37: Saldo³ das operações de crédito das agências oficiais de fomento no
Nordeste - 2005 a 2009.
Fonte: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Notas: 1 – Em 2009 o PIB do Nordeste é uma projeção realizada pelo BNB/ETENE.
2 - FINAME - Financiamento de Máquinas e Equipamentos. É uma linha de crédito
destinada à produção e comercialização desses produtos fabricados no Brasil, fornecida pelo
BNDES.
3 - Valores a preços correntes.
Elaboração: BNB/ETENE/CIEST
Referências
Banco Central do Brasil. Sistema Gerenciador de Séries e Indicadores
Econômicos. Disponível em http://www.bacen.gov.br/
______. Indicadores Econômicos. Disponível em http://www.bacen.gov.br/
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Sistema Nacional de Contas
Trimestrais. Disponível em http://www.ibge.gov.br/
______. Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física. Disponível em
http://www.sidra.ibge.gov.br/
______. Pesquisa Mensal do Emprego. Disponível em
http://www.sidra.ibge.gov.br/
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Estatísticas de
Comércio Exterior – DEPLA. Disponível em
http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/index.php?area=5
Secretaria do Tesouro Nacional. Estatística. Disponível em
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/estatistica/index.asp
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados e Estatísticas.
Disponível em http://www.planejamento.gov.br/secretaria.asp?cat=310&sec=4
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. IPEA Data – Séries Históricas.
Disponível em http://www.ipeadata.gov.br/ipeaweb.dll/ipeadata?7639625
Ministério do Trabalho e Emprego. Anuário RAIS. Disponível em
http://www.mte.gov.br/pdet/consultas/anuario_rais.asp
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Indicadores Macroeconômicos no Brasil e Nordeste