GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SECRETARIA DE ESTADO DO AMBIENTE – SEA
Consultoria e Assessoria Técnica de Engenharia à
SEA para Elaboração do Plano Estadual
de Resíduos Sólidos (PERS)
VOLUME 1
Proposição de Cenários de Desenvolvimento Socioeconômico
Agosto, 2013
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Rev. 00
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GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Sérgio Cabral
Governador
Luiz Fernando Pezão
Vice-governador
SECRETARIA DE ESTADO DO AMBIENTE (SEA)
Carlos Minc
Secretário
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Subsecretário Executivo
INSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE (INEA)
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EQUIPE TÉCNICA SEA
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Superintendente de Políticas de Saneamento - Coordenador
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Diego Khouri Mota
Erika Leite Soares
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Marcos Paulo Marques Araújo
Maria José Saroldi
Colaboradores
Adriano Nere Valente
Guilherme de Sousa Bispo
Vera Cristina Azevedo da Silva
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ECOLOGUS ENGENHARIA CONSULTIVA LTDA
Responsável Técnico
Claudia Provenzano Barros de Almeida e Silva
Edson Cruz de Sá
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Carlos Luz de Oliveira Cobucci
Equipe Técnica
Camila Garcia Neves
Gisana de Freitas Pereira
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Arcadio Agustín Pascual López
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Inmaculada Torres Sanchís
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Ramón Cañadas
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ÍNDICE
1
INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 5
2
CARACTERIZAÇÃO ECONÔMICO-DEMOGRÁFICA ..................................................... 6
2.1
CONTEXTO NACIONAL ............................................................................................................................ 6
2.2
ESTADO DO RIO DE JANEIRO .................................................................................................................. 11
2.2.1 VISÃO PANORÂMICA ....................................................................................................................... 11
2.2.2 ATIVIDADES AGROPECUÁRIAS............................................................................................................ 17
2.2.3 ATIVIDADES INDUSTRIAIS.................................................................................................................. 23
2.2.4 ATIVIDADES DOS SERVIÇOS ............................................................................................................... 31
2.2.5 ASPECTOS DEMOGRÁFICOS REGIONAIS ............................................................................................... 35
3
CENÁRIOS ECONÔMICO-DEMOGRÁFICOS ............................................................. 37
3.1
CRESCIMENTO POPULACIONAL TENDENCIAL .............................................................................................. 37
3.1.1 POPULAÇÕES TOTAIS ....................................................................................................................... 37
3.1.2 POPULAÇÕES URBANAS .................................................................................................................... 42
3.2
CRESCIMENTO POPULACIONAL “COM NOVOS POLOS” ................................................................................. 48
3.2.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................. 48
3.2.2 ESTIMATIVAS POPULACIONAIS ........................................................................................................... 48
3.3
CRESCIMENTO ECONÔMICO ................................................................................................................... 52
3.3.1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................. 52
3.3.2 CRESCIMENTO AGRÍCOLA.................................................................................................................. 53
3.3.3 CRESCIMENTO INDUSTRIAL ............................................................................................................... 59
4
BIBLIOGRAFIA ................................................................................................... 68
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1 INTRODUÇÃO
O presente relatório, Volume 1 – Proposição de Cenários de Desenvolvimento
Socioeconômico, tem por objetivo apresentar a evolução econômica e
demográfica do Estado do Rio de janeiro e suas diferentes regiões para, em
seguida, apresentar estimativas do ritmo de crescimento futuro de variáveis
fortemente correlacionadas com a geração de resíduos sólidos, como a
população (total e urbana) e os portes físicos de setores econômicos
selecionados.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305 de 2010, ao
estabelecer políticas claras para a recuperação e reciclagem dos resíduos,
detalhando diversos deles como reaproveitáveis, faz com que o planejamento
destes exija que se conheça (ou se estime) os quantitativos a serem objeto de
gestão ao longo de um horizonte de 20 (vinte) anos, e portanto é este o intervalo
temporal predominantemente considerado nos estudos econômico-demográficos
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2 CARACTERIZAÇÃO ECONÔMICO-DEMOGRÁFICA
2.1 CONTEXTO NACIONAL
O período pós-1930 da economia brasileira corresponde à vigência de uma
correlação social de forças com grande influência dos interesses urbanoindustriais, que se tornaram naquele ano hegemônicos, sucedendo o domínio
político e econômico precedente dos segmentos tradicionalmente ligados ao
circuito agrário-comercial.
Durante cinco décadas, esta nova etapa compreendeu o período áureo do
processo de industrialização da economia brasileira, cujo ímpeto só arrefeceu na
década de 1980, conhecida como a “década perdida”. Naquelas cinco décadas, a
indústria partiu de uma participação de 16% na economia em 1930 para alcançar
o auge histórico de sua presença relativa na economia nacional (35-36%) entre
1973 e 1980 (Figura 2.1-1).
Este aumento da participação revela que as atividades industriais cresceram
sistematicamente mais rápido que as demais, “puxando” assim a expansão do
sistema produtivo. Não coincidentemente, 1974 – ano que marcou o início do fim
da liderança industrial no crescimento econômico brasileiro, foi quando aconteceu
o “primeiro choque do petróleo”, evento central nas profundas transformações
ocorridas na economia mundial até 1979 – ano em que o “segundo choque do
petróleo” expôs, definitivamente, a fragilidade das contas externas dos países
endividados, entre eles – naquela época - o Brasil, iniciando um período de
dificuldades e novos desafios econômicos para o país.
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FIGURA 2.1-1: VALOR ADICIONADO A PREÇOS BÁSICOS DA INDÚSTRIA BRASILEIRA 1930-2011:
PREÇOS CONSTANTES DE 2011 E PARTICIPAÇÃO NO VALOR ADICIONADO TOTAL.
FONTES: IPEADATA, IBGE E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
Depois de crescer em média 8,3% a.a. até 1980, período em que – como se viu liderou o crescimento econômico brasileiro (cujo ritmo médio foi de 6,6% a.a.
nestas cinco décadas), a indústria desacelerou para uma expansão anual média
de 2,6% a.a. entre 1980 e 2011, quando o valor adicionado total do país se
expandiu a uma taxa média de 3,8% a.a. Isto fez com que a participação industrial
na economia decaísse do patamar acima de 35% que ostentou entre 1972 e 1980
para 27,5% em 2011, retornando assim à presença relativa do setor vigente por
volta de 1950.
Sustentadas pelo movimento de expansão da fronteira agrícola, a incorporação
de crescentes avanços tecnológicos e, a partir de 2000-2001, a forte valorização
dos preços internacionais das commodities vegetais e da carne, as atividades
produtivas rurais impulsionaram após 1980 a expansão da agropecuária brasileira
à taxa média anual de 5,1%, o que fez a participação do setor na economia
avançar de 4,2% naquele ano para 5,5% em 2011 (Figura 2.1-2).
1
O VAPB é a medida da riqueza gerada em cada setor. Às somas dos VAPB setoriais (o PIB a preços básicos) é
acrescentado o valor líquido de impostos (deduzidos os subsídios) para se chegar ao PIB a preços de mercado.
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FIGURA 2.1-2: VALOR ADICIONADO A PREÇOS BÁSICOS DA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA 1980-2011:
PREÇOS CONSTANTES DE 2011 E PARTICIPAÇÃO NO VALOR ADICIONADO TOTAL.
FONTES: IPEADATA, IBGE E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
Porém a pequena expressão proporcional da agropecuária na economia, de resto
uma tendência mundial que parece tão geral quanto irreversível, não facultou ao
dinamismo conjuntural do setor rural – como vem ocorrendo no Brasil desde 1980
- assumir o papel de “motor” do desenvolvimento econômico.
Com impulsos distintos segundo os contextos conjunturais2, este protagonismo foi
exercido após o “auge industrial” de 1972-1980 pelas atividades do setor terciário,
que cresceram em média 4,3% a.a. até 2011, elevando assim sua (já grande)
participação na economia de 60,6% em 1980 para 67% em 2011 (Figura 2.1-3).
2
São exemplos destes impulsos: a) o “boom” das telecomunicações e dos serviços de alta tecnologia após as medidas de
regulamentação e abertura do setor à iniciativa privada do final da década de 1990; e b) a forte expansão do comércio na
fase de crescimento acelerado do consumo doméstico iniciada em 2003.
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FIGURA 2.1-3: VALOR ADICIONADO A PREÇOS BÁSICOS DO SETOR TERCIÁRIO BRASILEIRO 1980-2011:
PREÇOS CONSTANTES DE 2011 E PARTICIPAÇÃO NO VALOR ADICIONADO TOTAL.
FONTES: IPEADATA, IBGE E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
No pós-1930, até 1960 a população brasileira apresentou taxas de crescimento
em aceleração em virtude da redução das taxas de mortalidade em um contexto
de ainda altas taxas de natalidade. A diminuição rápida das taxas de natalidade a
partir de 1960 passou então a comandar o processo de expansão populacional,
arrefecendo seu ritmo de crescimento. As mudanças nos ritmos de mortalidade e
mortalidade resultam também em alterações importantes na estrutura etária, com
o “envelhecimento” progressivo d população à medida em que decrescem o
número médio de filhos e consequentemente o tamanho médio das famílias.
Estes movimentos de mudança na composição e na dinâmica de crescimento da
população são típicos de um processo conhecido pelos especialistas como
“transição demográfica”.
Diretamente relacionada com fenômenos como a urbanização e a inserção
crescente das mulheres no mercado de trabalho, esta transformação resulta em
uma aproximação progressiva entre as taxas brutas de natalidade e mortalidade
que – mantidas as tendências atuais – levará à estabilização da população
brasileira por volta de 2050 (Alves, 2008).
Na Figura 2.1-4, observa-se tanto a rápida aceleração do crescimento
populacional no período 1940-1960 quanto a inflexão desaceleradora acentuada
na década de 1980 (quando a taxa de crescimento da população caiu
fortemente), coincidindo assim com o período de instabilidade econômica iniciado
naquele ano.
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FIGURA 2.1-4: POPULAÇÃO BRASILEIRA 1930-2011: QUANTITATIVOS E TAXAS DE CRESCIMENTO.
FONTES: IBGE, IPEADATA E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
A dinâmica combinada das expansões populacional e econômica brasileiras pós1930, representada na Figura 2.1-5, mostra – em primeiro lugar - que o processo
de inserção acelerada no circuito urbano-industrial vivenciado até 1980
proporcionou um salto na produtividade econômica do trabalho, perceptível no
aumento de 6,8 vezes do PIB per capita (crescimento anual médio de 3,9%a.a.).
Em segundo que, com a desaceleração econômica pós-1980, este ritmo diminuiu
drasticamente - para 0,3% a.a. até 2000, só retomando uma trajetória mais rápida
entre 2000 e 2011 – quando passou a ser de 2,6% a.a. Conforme anteriormente
registrado, os dois períodos de desenvolvimento rápido (1930-1980 e 2000-2011)
tiveram sua diferença marcante no papel de liderança exercido pelos setores
produtivos no crescimento econômico: no primeiro, este coube à indústria; no
segundo, ao setor terciário.
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FIGURA 2.1-5: PIB E PIB PER CAPITA BRASILEIROS 1930-2011.
FONTES: IBGE, IPEADATA E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
2.2 ESTADO DO RIO DE JANEIRO
2.2.1
VISÃO PANORÂMICA
Entre 1939 e 1980 a economia fluminense cresceu a um ritmo médio de 6% a.a.
enquanto a economia brasileira se expandia neste mesmo período a uma
velocidade de 7% a.a. Em consequência, mesmo apresentando elevado
dinamismo absoluto, as atividades produtivas do Rio de Janeiro tiveram sua
participação na economia nacional reduzida de 20,3% em 1939 para 13,7% em
1980 (Figura 2.2-1).
A recessão de 1980-90 paralisou a economia do Estado do Rio de Janeiro,
atingindo-a ainda mais fortemente do que ao conjunto do país, o que provocou a
continuidade nesta década da perda da importância econômica relativa da
economia estadual no Brasil. Assim, em 1989 a participação da economia
fluminense na brasileira atingiu seu mais baixo patamar até hoje: 10,3%.
De 1990 a 2009, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo da
produção de petróleo da plataforma continental confrontante, o PIB fluminense
voltou a crescer a um ritmo médio (2,9% a.a.) semelhante ao do brasileiro (2,8%
a.a.), mantendo assim neste período mais recente a responsabilidade por entre
11% e 13% do nível de atividade econômica do país.
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FIGURA 2.2-1: PIB DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: R$ MILHÕES E PARTICIPAÇÃO NO PIB BRASILEIRO
1939-2009. FONTES: IBGE, IPEADATA E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
Vanguarda do processo de transição demográfica, o Estado do Rio de Janeiro
apresentou um crescimento populacional desde 1930 de perfil semelhante ao
brasileiro (Figura 2.2-2), porém com movimentos acentuados pela influência do
componente migratório.
Como se sabe, as décadas entre 1940 e 1980 foram palco de expressivos
movimentos migratórios internos motivados pela transferência de grandes
contingentes de trabalhadores do campo e das cidades menos dinâmicas do país
para as metrópoles do Sudeste, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, onde
se incorporaram à força de trabalho da indústria em franca expansão. Neste
período, as taxas de crescimento populacional fluminenses atingiram um pico de
3,6% a.a. na década de 1960 (contra 3,2% a.a. no Brasil – ver Figura 2.1-4).
Com a incidência cumulativa das mudanças nos hábitos reprodutivos especialmente intensos nas regiões mais cosmopolitas – e da crise econômica da
década de 1980 (que atingiu intensamente a indústria e a geração de empregos),
o afluxo de migrantes e, em consequência, o ritmo de expansão populacional do
Estado do Rio de Janeiro decaíram rapidamente da década de 1970 para a de
1980, se estabilizando daí em diante em patamares de taxas de crescimento
médias anuais pouco acima de 1% a.a, que só seriam atingidas na média
nacional na década de 2000 (ver Figura 2.1-4).
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FIGURA 2.2-2: POPULAÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1930-2010: QUANTITATIVOS E
TAXAS DE CRESCIMENTO. FONTES: IBGE, IPEADATA E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
O efeito combinado do ritmo de crescimento econômico inferior à média nacional
com o aumento populacional acelerado foi uma contínua diminuição da riqueza
relativa do Estado do Rio de Janeiro.
De fato, partindo de um PIB per capita (Figura 2.2-3) mais do que duas vezes
superior à média nacional em 1940 (R$ 6,3 mil contra R$ 3 mil a preços
constantes de 2011), o Rio de Janeiro chegou a 1980 - auge do processo de
industrialização do país – com um PIB per capita de R$ 22,2 mil, apenas 42%
superior à média nacional daquele ano, que foi de R$ 15,6 mil. Em 2009, o PIB
per capita fluminense, de R$ 25,8 mil a preços constantes de 2011, foi apenas
20% superior à média nacional de R$ 21,5 mil.
Este ritmo inferior à média nacional de crescimento da geração média de riqueza
por habitante teve, naturalmente, efeitos importantes sobre a capacidade relativa
de investimento da sociedade fluminense e, por consequência, de geração de
empregos e receitas tributárias em quantidade e qualidade suficientes para
manter um ambiente de dinamismo e perspectivas favoráveis de futuro para a
população crescente.
Estes efeitos estão na raiz da disseminação de percepções pessimistas
sintetizadas em expressões como “desindustrialização” e “perda de importância”,
frequentemente utilizadas para descrever a situação econômico-financeira do Rio
de Janeiro. Em contrapartida, a partir do final da década de 1990, com o
fortalecimento das finanças públicas através das receitas de royalties do petróleo,
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o início de um ciclo de investimentos mais diversificados – em termos setoriais e
regionais – e, mais recentemente, o anúncio da realização dos grandes eventos
esportivos que movimentarão a capital estadual até 2016, percebe-se a retomada
de um quadro favorável de expectativas de progresso econômico-social no
estado.
FIGURA 2.2-3: PIB E PIB PER CAPITA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1940-2009 A
PREÇOS CONSTANTES DE 2011. FONTES: IBGE, IPEADATA E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
Como se verá adiante, nas apreciações sobre o setor industrial, a imputação do
resultado econômico da atividade petrolífera offshore aos municípios costeiros
confrontantes com as zonas produtoras prejudica a visualização do padrão
espacial do desenvolvimento estadual, já que exagera os efeitos locais
efetivamente apropriados naquele litoral. Para uma visão mais realista do padrão
territorial da dinâmica econômica fluminense, é apresentada na Figura 2.2-4 a
estratificação dos municípios segundo suas taxas de crescimento dos
rendimentos familiares totais (de todos os domicílios), uma medida mais precisa
do crescimento da riqueza efetivamente circulante nas diferentes regiões
estaduais.
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Observa-se nesta figura que há duas regiões especialmente extensas de
dinamismo econômico-demográfico3 elevado no estado do Rio de Janeiro. Uma
delas é a longa faixa costeira unindo a Região dos Lagos ao Norte Fluminense
(até São João da Barra), que atrai população e gera renda com apoio na base
turística tradicional, em sua parte ao sul, e nos estímulos tanto da economia real
do petróleo, estes irradiados principalmente, a partir de Macaé, quanto de
melhorias na infraestrutura e serviços públicos regionais, viabilizadas pelos
royalties recebidos por grande parte das prefeituras.
A outra está localizada no litoral sul do estado, incluindo os municípios da assim
chamada “Costa Verde” (Angra dos Reis, Paraty e Mangaratiba) - onde o turismo
é complementado por atividades industriais com peso local significativo - e o polo
metalmecânico-portuário de Itaguaí.
Este último estende seus efeitos aos municípios vizinhos de Seropédica e Rio
Claro, sendo que estes efeitos incluem a dinâmica populacional da expansão
metropolitana para seus territórios adjacentes menos congestionados.
3
O crescimento da renda domiciliar total resulta da combinação entre a expansão demográfica e o aumento dos
rendimentos domiciliares médios.
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FIGURA 2.2-4: TAXAS ANUAIS MÉDIAS DE CRESCIMENTO (%) DOS RENDIMENTOS DOMICILIARES TOTAIS NOS MUNICÍPIOS DO RIO DE JANEIRO 2000-2010. FONTES: IBGE E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
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Uma terceira região de expansão da renda no território estadual é observada no
leste da Região Metropolitana, incluindo os municípios de Maricá, Itaboraí,
Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, que recebem combinadamente os efeitos
de “borda” do núcleo metropolitano e das obras e perspectivas do grande projeto
do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - COMPERJ (localizado em
Itaboraí).
Uma quarta frente começa a se formar no Médio Paraíba Fluminense em torno do
eixo automotivo Porto Real – Itatiaia, municípios em que se situam as primeiras
montadoras de automóveis do Estado do Rio de Janeiro e seu cinturão de
fornecedores.
Finalmente, no ambiente rural, merecem atenção: a) o desenvolvimento pontual
do município agropecuário e turístico de Rio das Flores; e b) o crescimento rápido
de Porciúncula – provavelmente motivado pela expansão recente das lavouras
cafeeiras no município e no vizinho Varre-Sai, com reflexos positivos no centro
sub-regional de Itaperuna e demais municípios da microrregião.
2.2.2
ATIVIDADES AGROPECUÁRIAS
A agricultura estadual, historicamente ancorada nas lavouras do café e da canade-açúcar, pagou um elevado preço por sua herança escravocrata arraigada e
jamais conseguiu disseminar progresso técnico-econômico capaz de criar
mercados consumidores locais e cidades dinâmicas no interior (Pereira, 1995).
Uma fase de desenvolvimento da citricultura na Baixada Fluminense e nas
Baixadas Litorâneas se seguiu à derrocada do café no início do século XX, mas
foi interrompida pela valorização das terras causada tanto pelo crescimento da
metrópole quanto pela expansão urbana ao longo do vetor turístico-habitacional
que une a capital estadual à Região dos Lagos.
Um polo cafeeiro permanece ativo no noroeste do estado, assim como um
importante polo canavieiro no Norte Fluminense. Em municípios dispersos de
alguma tradição agrícola há ainda concentrações de lavouras de grãos e de
hortifrutigranjeiros, estas últimas principalmente no cinturão que envolve a zona
metropolitana. Porém o quadro geral da agropecuária fluminense é de recessão
continuada e baixa produtividade, sem que o setor como um todo mostre
capacidade de capitalização e indução de um desenvolvimento econômico
interiorano mais diversificado e articulado com os demais setores produtivos.
Na agricultura, subsetor da atividade rural mais relevante para a gestão de
resíduos sólidos por sua inserção na cadeia de logística reversa das embalagens
de insumos químicos, o Estado do Rio de Janeiro vivencia uma redução contínua
das áreas plantadas. De fato, conforme atesta a Figura 2.2-5, nas duas últimas
décadas (1990-2010) a superfície plantada de lavouras no estado foi reduzida em
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46%, passando de 380 mil hectares em 1990 para 204 mil hectares em 2010. A
cana de açúcar, as fruteiras perenes (quase exclusivamente laranja e banana) e
os grãos (arroz, feijão e milho), principais cultivos fluminenses em termos de
superfície plantada, tiveram expressivas reduções de áreas, determinando a
tendência contracionista geral observada na agricultura estadual.
A lavoura do café experimentou redução de áreas até 1997, quando atingiu um
mínimo estadual de 9,1 mil hectares, mas teve recuperação – impulsionada pelo
avanço da cultura, principalmente, em municípios do Noroeste Fluminense (VarreSai, Porciúncula e Bom Jesus do Itabapoana) - até 2003, ano a partir do qual a
superfície plantada da lavoura cafeeira passou a variar em uma faixa entre 13.000
e 14.000 hectares, semelhante à ocupada pelas lavouras de grãos em 2010.
O cultivo de hortifrutícolas - grupo em que sobressaem no contexto estadual as
áreas plantadas com abacaxi, tomate e batata-doce – apresentou dois períodos
distintos nas duas últimas décadas: de 1990 a 2000 a superfície dedicada a estas
explorações oscilou entre 5.000 e 6.300 hectares; de 2001 em diante, o avanço
da cultura do abacaxi no Norte Fluminense (São Francisco do Itabapoana) definiu
um novo patamar, entre 6.400 e 7.400 hectares.
FIGURA 2.2-5: ÁREAS PLANTADAS DE LAVOURAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1990-2010.
FONTE: IBGE/PAM (PESQUISA DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA MUNICIPAL).
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Na Figura 2.2-6, que mostra a evolução agrícola do RJ desde 1990 no recorte
regional, observa-se que o declínio foi contínuo no Norte Fluminense – em função
da crise no setor sucroalcooleiro regional, nas Baixadas Litorâneas – que
assistiram ao encolhimento de seus laranjais – e no Médio Paraíba, onde os
cafezais de Valença virtualmente desapareceram e os cultivos pulverizados de
grãos e cana de açúcar também recuaram bastante em termos de área plantada.
O mesmo aconteceu no Centro-Sul do estado, cujas lavouras de grãos e
hortifrutícolas enfrentaram consistente redução de áreas. Já no Noroeste
fluminense, após atingir um mínimo em 2002 a agricultura voltou a um patamar
acima de 24.000 hectares plantados, impulsionada pela recuperação dos cafezais
iniciada em 1997. Na Região Metropolitana, o avanço urbano parece ter eliminado
espaços agrícolas com maior intensidade até 1996 em Nova Iguaçu e na Zona
Oeste do Rio de Janeiro, mas a partir deste ano os bananais de Itaguaí e
Seropédica mantiveram certa estabilidade na área cultivada, sustentando a
superfície agrícola total no território metropolitano.
Na Região Serrana, a diversificação espacial e tipológica dos cultivos ao longo de
zonas intercaladas de cinturão verde e bolsões rurais típicos tem sido um fator de
amortecimento da tendência agrícola declinante que prevalece no contexto
estadual envolvente. Finalmente, na Costa Verde, assiste-se ao caso de maior
estabilidade das áreas agrícolas desde 1990 entre as Regiões de Governo
fluminenses, indicando a força do modelo de bananicultura praticado na vertente
oceânica da Serra do Mar em toda aquela faixa costeira, apoiado na agricultura
familiar e na proximidade ao grande mercado consumidor da capital estadual.
FIGURA 2.2-6: ÁREAS PLANTADAS DE LAVOURAS NAS REGIÕES DE GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO 1990-2010. FONTE: IBGE/PAM (PESQUISA DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA MUNICIPAL).
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Como resultado deste processo, vê-se na ilustração da Figura 2.2-7 que, em
2010, as lavouras se distribuíam no território fluminense com predomínio dos
municípios de pequenas áreas cultivadas. As zonas em que ainda se nota
presença significativa da agricultura são constituídas por 4 (quatro) grandes
blocos:
A região canavieira do Norte Fluminense, tendo como núcleo principal o
município de Campos dos Goytacazes, incluindo os municípios costeiros
adjacentes, os municípios interioranos adjacentes de Cardoso Moreira e São
Fidélis, e agregando também, de forma descontínua, os municípios de Macaé,
Cabo Frio e Araruama, nos quais há extensões significativas de plantio de
cana-de-açúcar;
Começando no extremo Norte do estado onde estão os principais polos
produtores - os municípios de Porciúncula e Varre-Sai, a zona cafeicultora do
estado contorna a região canavieira pelo interior, se estendendo até o centronorte estadual, nos municípios de Duas Barras e Silva Jardim;
Nas baixadas litorâneas e indo, no interior, até o município de Cachoeiras de
Macacu, tem-se a região de fruticultura de lavouras permanentes em que
predominam os cítricos (laranja, limão e tangerina), na qual também são
relevantes em alguns municípios o coco-da-baía, a goiaba e o maracujá;
Nos maciços costeiros do litoral centro-sul fluminense, tem-se a zona de
concentração do sistema de produção da bananicultura em áreas declivosas,
que se estende no interior até Paracambi, instalada nas morfologias de
transição para o relevo montanhoso central do estado.
Finalmente, vale destacar as correlações existentes entre o quadro da agricultura
fluminense, o relevo e as manchas combinadas de remanescentes florestais e
unidades de conservação (federais e estaduais). Indicado no detalhe da
Figura 3-7 pelas manchas das UCs de proteção integral e pelas principais
concentrações de remanescentes florestais, o relevo da Serra do mar corta o
Estado no sentido aproximado Oeste-Leste desde Paraty, no Sul do Estado, até o
Parque estadual do Desengano, no Oeste do extenso município de Campos dos
Goytacazes.
Ao Norte deste alinhamento montanhoso tem-se uma metade Oeste que
corresponde à antiga região cafeeira do Vale do Paraíba Fluminense, atualmente
de escassa atividade agrícola. Na metade Leste da parte do estado que fica ao
Norte da Serra do Mar, desde a altura dos municípios de Bom Jardim e Duas
Barras até o extremo Noroeste do estado, já no Vale do Rio Itabapoana se
desenvolve a nova fase de relativo dinamismo da cafeicultura fluminense
associada a uma agricultura diversificada. A Oeste e ao Sul da formação
montanhosa central, no baixo Vale do Paraíba e na faixa costeira, ficam a região
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canavieira do Norte Fluminense e as zonas de média intensidade agrícola das
baixadas litorâneas e da microrregião do Macacu-Caceribu.
Sobre as áreas declivosas e intensamente florestadas da principal cadeia
montanhosa, os limites impostos pelo relevo e pelo conflito com as atividades de
conservação ambiental e turísticas geram baixa intensidade agrícola no
alinhamento de municípios de características serranas de Mendes, Engo. Paulo
de Frontin, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Petrópolis, Teresópolis e Nova
Friburgo. Como se sabe, existe um cultivo de hortigranjeiros relevante nestes
municípios, mas sua característica de produção familiar desenvolvida em
pequenas áreas incrustradas no relevo predominantemente acidentado resulta em
áreas totais de reduzida monta em comparação com as regiões de agricultura
mais intensa do estado. Por fim, como já se viu anteriormente, nas encostas mais
baixas da Serra do Mar entre Paraty e Paracambi é significativa a coexistência da
bananicultura com as atividades turísticas e de conservação ambiental.
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FIGURA 3-7: ÁREAS TOTAIS (HECTARES) PLANTADAS DE LAVOURAS NOS MUNICÍPIOS DO RIO DE JANEIRO - 2010. FONTES: IBGE E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
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2.2.3
ATIVIDADES INDUSTRIAIS
Eventos de elevada ressonância pública, como o encolhimento da indústria naval
anterior ao atual ciclo de expansão deste segmento e a transferência de unidades
das indústrias têxtil e de confecções fluminenses para o Nordeste, se somaram à
vigência de um processo mais geral de descentralização industrial – do eixo
Rio/São Paulo em direção às demais regiões do país – para constituir nas
décadas recentes a percepção qualitativa de que existiria uma
“desindustrialização” do Estado do Rio de Janeiro. Isto pode ter sido – e foi verdade para gêneros industriais específicos, mas como um todo não se pode
dizer que a atividade industrial causou, através de seu suposto encolhimento, o
atraso relativo da economia fluminense acumulado ao longo do tempo em relação
ao Brasil.
Ao contrário, observa-se na Figura 2.2-8 que:
Após uma pequena redução entre 1940 e 1960, a participação da indústria na
atividade econômica estadual deu um salto até 1980, quando atingiu 21,2%
(contra 14,0% em 1940), demonstrando a liderança do setor no crescimento
econômico estadual nesta etapa, tal como aconteceu em todo o país;
Na década de 1980, o setor industrial fluminense permaneceu tão estagnado
quanto os demais setores, mantendo sua participação relativa na economia
estável em 21,2% até 1990;
Na retomada de crescimento pós-1990, a indústria claramente liderou o
desenvolvimento econômico do Estado, apresentando ampliação de sua
participação no nível de atividade produtiva para 26,4% até 2009.
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FIGURA 2.2-8: VALOR AGREGADO BRUTO INDUSTRIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1940-2009:
R$ MILHÕES A PREÇOS CONSTANTES DE 2009 E PARTICIPAÇÃO SETORIAL.
FONTES: IBGE, IPEADATA E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
Porém a evolução industrial recente do Rio de Janeiro tem como característica
marcante a concentração do dinamismo no setor de exploração e produção de
petróleo e gás natural. As atividades produtoras na bacia sedimentar de Campos localizadas na plataforma continental confrontante com o Norte do Estado do Rio
de Janeiro e o Sul do Espírito Santo – acontecem desde o final da década de
1970, mas a partir de 1998 iniciaram um processo acelerado de crescimento em
termos de importância econômica no estado.
De fato, conforme se observa na Figura 2.2-9, a extração mineral
(essencialmente petróleo, no caso do Rio de Janeiro) era o menor dos quatro
grandes subsetores industriais em 1998 e se tornou o maior a partir de 2005,
embora perdendo este “primeiro lugar” conjunturalmente em 2009 em função dos
agudos efeitos da crise internacional sobre a demanda e os preços de petróleo e
derivados. Os dados recentes disponíveis sobre volumes de produção e preços
de hidrocarbonetos indicam que a publicação dos dados das contas regionais do
IBGE de 2010 em diante mostrará por muito tempo ainda a preponderância do
setor petróleo na indústria fluminense, cujo comportamento agregado continuará
influenciando fortemente. A indústria de transformação – segundo maior subsetor
industrial – e os serviços industriais de utilidade pública (eletricidade, água/esgoto
e gás) tiveram crescimento lento e constante no período 1995-2009, enquanto a
construção civil – terceiro mais importante subsetor – oscilou entre crescimentos e
quedas terminando o período aproximadamente com o mesmo porte inicial.
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FIGURA 2.2-9: VALOR AGREGADO BRUTO INDUSTRIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1995-2009:
R$ MILHÕES A PREÇOS CONSTANTES DE 2009 TOTAIS E POR SUBSETORES.
FONTES: IBGE E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
Em face deste comportamento setorial, o valor agregado da produção industrial
do interior fluminense – onde estão situados os municípios confrontantes com as
regiões produtoras de petróleo offshore – vem crescendo muito mais rapidamente
do que o da Região Metropolitana, suplantando-o a partir de 2003 (Figura 2.210).
Esta influência é confirmada quando se observa o que ocorre entre as regiões do
interior (Figura 2.2-11), onde o Norte Fluminense (principal zona “produtora”4 de
petróleo) e as Baixadas Litorâneas (estas incluindo os municípios “produtores” de
Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Cabo Frio e Búzios) têm perfil de crescimento
do valor agregado industrial semelhante no tempo e preponderante no contexto
interiorano.
4
A aspas se justificam pela natureza offshore da atividade petrolífera fluminense, sendo que a definição de regiões e/ou
municípios “produtores” pelo IBGE para o rateio do valor agregado petrolífero é baseada nos critérios administrativos da
ANP que definem o conceito de unidade espacial confrontante com os campos e poços utilizados nos cálculos da
distribuição dos royalties do petróleo.
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FIGURA 2.2-10: VALOR AGREGADO BRUTO INDUSTRIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1995-2009:
R$ MILHÕES A PREÇOS CONSTANTES DE 2009 TOTAIS, DA REGIÃO METROPOLITANA E DO INTERIOR.
FONTES: IBGE E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
FIGURA 2.2-11: VALOR AGREGADO BRUTO INDUSTRIAL DO INTERIOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
1995-2009: R$ MILHÕES A PREÇOS CONSTANTES DE 2009 TOTAIS E POR REGIÕES DE GOVERNO DO
INTERIOR. FONTES: IBGE E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
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Vale destacar, como importante ressalva, que a particularidade da influência
elevada do setor petrolífero na formação do produto da economia fluminense
produz uma distorção em relação ao entendimento usual da dinâmica introduzida
pela atividade industrial no ambiente produtivo. A imagem que se tem das
economias fortemente industrializadas – como a de São Paulo, por exemplo –
evoca a intensa geração de emprego especializado, circulação regional de renda
e disseminação de efeitos indutores nas cadeias produtivas associadas,
resultando em processos de desenvolvimento sistêmicos.
A indústria do petróleo, como, aliás toda atividade extrativa mineral de porte
industrial, não tem tanto poder de irradiação de externalidades dinamizadoras em
seus locais de instalação.
Afora a indústria naval e alguns nichos altamente especializados (equipamentos
de perfuração e produção, tubulações, etc.), a atividade estabelece integração
restrita com cadeias produtivas locais “a montante”, por sua característica
altamente intensiva de capital que concentra elevados investimentos iniciais em
suas estruturas físicas, posteriormente compensados pela pequena proporção
(em valor) demandada de insumos e mão de obra na fase de produção.
Tal atributo é acentuado pela desconexão física entre as unidades produtivas
offshore e os espaços continentais próximos, o que dilui as economias de
proximidade dificultando ainda mais a formação de cadeias produtivas locais
integradas.
Estas características do setor resultam, no Rio de Janeiro, no estabelecimento de
cadeias industriais distintas, com um efeito emprego e renda maior nas regiões
onde se concentram os subsetores industriais mais tradicionais (indústria de
transformação, construção civil e SIUP), do que nas regiões confrontantes à Bacia
de Campos. É emblemática desta realidade a geração de empregos industriais
formais segundo as Regiões de Governo (Figura 2.2-12).
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FIGURA 2.2-12: EMPREGOS FORMAIS NA INDÚSTRIA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
POR REGIÕES DE GOVERNO 2001-2010. FONTE: CEPERJ.
Tem-se no Estado do Rio de Janeiro, portanto, uma dissociação espacial entre o
produto econômico da indústria (medido pelo PIB) e a dimensão física das
atividades fabris (inferida a partir do emprego industrial). Infelizmente, os PIB dos
municípios brasileiros publicados pelo IBGE não discriminam as atividades
industriais por subsetores, o que talvez permitisse utilizar os dados econômicos
de forma mais consistente como indicadores da distribuição física das atividades
do setor industrial no Rio de Janeiro.
Considerando que a geração de resíduos está principalmente associada
justamente à grandeza física das atividades da indústria, será necessário recorrer
a indicador(es) diferente(s) da distribuição e evolução espacial do PIB do setor
secundário para estimar a linha de base as perspectivas de crescimento dos
quantitativos envolvidos na gestão dos resíduos desta tipologia.
No sentido de se visualizar o padrão espacial do ritmo de expansão do porte físico
da atividade da Indústria fluminense no seu segmento, diretamente relacionado
com a geração de resíduos sólidos industriais, são ilustradas na Figura 2.2-13 as
taxas de crescimento dos empregos na indústria de transformação estadual
segundo microrregiões geográficas.
A agregação por microrregiões contribui para homogeneizar os comportamentos
espaciais do crescimento da atividade industrial medido por esta variável, por
vezes distorcido quando observado em nível municipal em função de oscilações
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numéricas excessivamente localizadas (como a obtenção de taxas de
crescimento muito elevadas para crescimentos absolutos pequenos incidentes
sobre bases ainda menores).
Como se verifica nesta figura, os mais rápidos crescimentos físicos recentes
(2000 a 2010) da indústria de transformação ocorreram na Baía da Ilha Grande
(11,3% a.a.) e na Bacia de São João (10,0% a.a.), no primeiro caso explicado
pela recuperação da construção naval e no segundo pelas irradiações do polo de
Macaé. Outras regiões de rápido crescimento foram a de Itaguaí (5,5% a.a.),
dinamizada pelo complexo industrial-portuário local, e a de Nova Friburgo (4,6%
a.a.), tradicional polo fluminense da indústria de confecções e metal-mecânica.
Ocorre ainda crescimento rápido do emprego industrial nas microrregiões:
De Cantagalo-Cordeiro (4,1% a.a.), onde provavelmente um comportamento
favorável do setor de confecções (este como irradiação do polo de Nova
Friburgo) e das grandes unidades cimenteiras da região explica substancial
parte do aumento observado;
Do Vale do Paraíba Fluminense (3,2% a.a.) e de Barra do Piraí (2,6% a.a.), nas
quais a recente instalação do polo automotivo se somou à dinâmica do
tradicional setor sídero-metalúrgico regional na criação de expressivo número
de oportunidades de trabalho diretas e indiretas;
Dos Lagos (3,2% a.a.), em que efeitos renda e emprego - gerados pelas
atividades em terra da cadeia petrolífera na região vizinha de Macaé, pela
irrigação da economia local com os efeitos financeiros dos royalties do petróleo
e pela dinâmica turística tradicional - provavelmente fomentam um setor de
pequenas e médias indústrias voltadas para o atendimento ao mercado local; e
De Macaé (2,3% a.a.), sob efeito das externalidades da exploração de petróleo
offshore.
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FIGURA 2.2-13: TAXAS DE CRESCIMENTO (% A.A.) DO EMPREGO NA INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO NAS MICRORREGIÕES DO RIO DE JANEIRO 2000-2010. FONTES: IBGE E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
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2.2.4
ATIVIDADES DOS SERVIÇOS
A atividade do setor terciário da economia fluminense (comércio, serviços e
administração pública) cresceu contínua e moderadamente na primeira década
do século (mais precisamente, entre 1999 e 2009), atingindo um ritmo médio
de 2% a.a.. Como se observa na Figura 2.2-14 o interior do estado teve
aumentada sua participação no setor de 18,7% em 1999 para 21% em 2009,
em função de ter apresentado crescimento mais rápido (3,2% a.a.) que o da
Região Metropolitana (1,8% a.a.).
FIGURA 2.2-14: VALOR AGREGADO BRUTO DO SETOR TERCIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
1999-2009: R$ MILHÕES A PREÇOS CONSTANTES DE 2011 E PARTICIPAÇÕES DA REGIÃO
METROPOLITANA E DO INTERIOR. FONTES: IBGE E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
A responsabilidade pelo crescimento mais rápido do interior coube neste
período, conforme indicado na Figura 2.2-15, a algumas regiões especialmente
dinâmicas:
a Costa Verde, cujo comércio e serviços responderam (crescimento de 5%
a.a.) a fortes estímulos provenientes da conjugação das dinâmicas da
indústria (construção naval e geração de energia nuclear), da construção
civil (implantação da usina nuclear Angra III) e do atrativo turismo da região,
que acarretaram rápida expansão da população e da massa de rendimentos;
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o Norte Fluminense (5% a.a.), dinamizado principalmente pelas atividades
em terra da cadeia produtiva do petróleo offshore e pela expansão da
administração pública em virtude do significativo impacto das receitas dos
royalties do petróleo;
as Baixadas Litorâneas (4,3% a.a.), onde as principais forças impulsoras do
setor terciário são a circulação regional das elevadas receitas dos royalties –
através do consumo direto das prefeituras e dos gastos dos servidores
públicos municipais - e a intensa atividade do turismo da Região dos Lagos,
principal polo de veraneio, turismo náutico e lazer costeiro do Estado do Rio
de Janeiro; e
finalmente, em ritmo inferior (2,9% a.a.) à média do interior mas ainda
superior à média estadual, tem-se a região do Médio Paraíba Fluminense,
na qual o fator de expansão do comércio e dos serviços tem ficado
principalmente por conta da geração de emprego e renda fruto da instalação
e do desenvolvimento do polo automotivo de Itatiaia-Resende-Porto Real,
que já conta com duas montadoras e um cinturão em crescimento de
fornecedores de autopeças.
FIGURA 2.2-15: TAXAS ANUAIS MÉDIAS DE CRESCIMENTO DO VALOR AGREGADO DO SETOR
TERCIÁRIO, A PREÇOS CONSTANTES, DAS REGIÕES DE GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1999-2009. FONTES: IBGE E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
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Na Figura 2.2-16, que mostra as taxas de crescimento do PIB do setor
serviços segundo os municípios do Rio de Janeiro, confirma-se que a
expansão das atividades terciárias em ritmo superior à média estadual (2%
a.a.) ocorreu, embora de forma espacialmente generalizada, principalmente
fora da microrregião da capital. No sentido norte - sudoeste, podem ser
mapeados como territórios dinâmicos da atividade terciária os seguintes:
Região cafeeira5 e turística em torno de Itaperuna;
Região petrolífera do Norte Fluminense;
Região das baixadas litorâneas estendida ao município de Cachoeiras de
Macacu, combinando as influências do turismo, royalties do petróleo e
atividades rurais;
Partes do Centro-Sul e da Região Serrana, de base turística e agropecuária;
Eixo de concentração industrial ao longo da Rodovia Presidente Dutra
(Japeri a Volta Redonda);
Zona do polo automotivo do Médio Paraíba (Porto Real, Resende, Itatiaia e
Quatis); e
Eixo industrial, turístico e portuário de Itaguaí e da Costa Verde.
5
No geral, a agropecuária fluminense mostra-se em declínio, porém alguns ambientes rurais permanecem
apresentando dinamismo, como o Noroeste Fluminense cafeicultor e o cinturão hortifrutigranjeiro da Região Serrana e
do Centro-Sul Fluminenses.
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FIGURA 2.2-16: TAXAS DE CRESCIMENTO (% A.A.) DO PIB REAL DO SETOR DE COMÉRCIO E SERVIÇOS NOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1999-2009. FONTES: IBGE E CÁLCULOS DA ECOLOGUS.
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2.2.5
ASPECTOS DEMOGRÁFICOS REGIONAIS
Em face dos diferentes processos econômicos regionais em curso, a dinâmica
demográfica estadual é bastante diferenciada no espaço e consistente com os
processos econômicos anteriormente descritos. De fato, na Figura 3-17
observa-se que duas regiões costeiras do estado concentram as maiores
velocidades de crescimento populacional:
o litoral entre Quissamã e Maricá, que une os atrativos econômicos
irradiados a partir da cadeia petrolífera do polo de Macaé ao fortalecimento
das administrações públicas através dos royalties do petróleo, às atividades
turísticas da Região dos Lagos e, mais ao Sul, ao transbordamento
metropolitano que forma zonas-dormitório principalmente em Maricá e
Saquarema; e
o litoral sul entre Itaguaí e Parati, no qual agem simultaneamente as
atrações populacionais decorrentes da expansão das atividades industriais,
logísticas e turísticas.
Embora com menor intensidade (taxas de crescimento anuais médias 20002010 entre 1,1% e 1,9%), observa-se uma expansão populacional expressiva
também nos espaços:
dos municípios cafeeiros e turísticos Porciúncula e Varre-Sai;
da área de influência expandida da dinâmica petrolífera no Norte Fluminense
(Conceição de Macabu, Campos dos Goytacazes, Italva e São João da
Barra), que já sente também os efeitos iniciais da implantação do Complexo
Logístico-Industrial do Porto do Açu (localizado em São João da Barra);
do eixo de expansão metropolitana ao longo da BR-101 (São Gonçalo,
Itaboraí, Tanguá e Rio Bonito) e, logo ao norte desta faixa, em direção ao
fundo leste da Baía de Guanabara (Guapimirim e Cachoeiras de Macacu),
chegando até o polo turístico de segunda residência de Teresópolis;
do eixo de expansão metropolitana ao longo Rodovia Presidente Dutra – BR116 (Queimados, Seropédica, Japeri, Paracambi, Piraí e Pinheiral); e
do polo automotivo de Porto Real – Resende – Itatiaia (incluindo o município
vizinho de Quatis).
Isoladamente, alguns outros municípios têm apresentado crescimento
populacional significativo (semelhante ou acima da média estadual): Aperibé
(2,4%), Areal (1,4%), Carmo (1,3%), Rio das Flores (1,2%) e Bom Jardim
(1,1%).
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FIGURA 3-17: TAXAS DE CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO (% A.A.) NOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, 2000-2010. FONTES: IBGE E CÁLCULOS DA ECOLOGUS
Caracterização Econômico-Demográfica
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3 CENÁRIOS ECONÔMICO-DEMOGRÁFICOS
3.1 CRESCIMENTO POPULACIONAL TENDENCIAL
3.1.1
POPULAÇÕES TOTAIS
3.1.1.1 ESTIMATIVAS NACIONAL E REGIONAIS
Conforme anteriormente registrado, a aproximação em curso entre as taxas de
natalidade e mortalidade resulta em uma progressiva desaceleração do
crescimento populacional brasileiro. E, já que os padrões culturais se disseminam
amplamente no território nacional, este processo se manifesta de forma
generalizada, embora apresentando estágios regionais diferenciados de evolução
e influências de processos migratórios ainda ativos (Quadros 3.1-1 e 3.1-2).
QUADRO 3.1-1: EVOLUÇÃO E PROJEÇÕES DAS POPULAÇÕES (MIL HABITANTES) NACIONAL,
REGIONAIS E DO SUDESTE 2000-2033.
BR, Regiões e UFs
Brasil
2000
2010
2014
2015
2019
2024
2033
169.799 190.756 196.915 198.286 203.309 208.727 215.163
Região Norte
12.901
15.864
16.601
16.765
17.366
18.014
18.788
Região Nordeste
47.742
53.082
54.728
55.094
56.437
57.885
59.603
Região Sudeste
72.412
80.364
82.754
83.286
85.234
87.336
89.829
17.891
3.097
14.391
37.032
19.597
3.515
15.990
41.262
20.191
3.627
16.446
42.490
20.323
3.652
16.548
42.763
20.808
3.743
16.919
43.765
21.330
3.841
17.321
44.845
21.950
3.958
17.796
46.125
Região Sul
25.108
27.387
28.112
28.273
28.864
29.502
30.256
Região Centro-Oeste
11.637
14.058
14.720
14.868
15.407
15.990
16.686
Minas Gerais
Espírito Santo
Rio de Janeiro
São Paulo
6
FONTES: IBGE E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS .
De fato, vê-se no Quadro 3.1-2 que já no horizonte imediato do Plano (2014–
2015) as taxas de crescimento caem substancialmente em relação às observadas
no período intercensitário 2000-2010, e que as perspectivas são de que
continuarão caindo até os horizontes seguintes de curto prazo (2016-2019), médio
prazo (2020-2023) e longo prazo (2024-2033). As reduções previstas do ritmo de
expansão populacional são generalizadas, mas as regiões Norte e Centro-Oeste
6
IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Gerência de Estudos e Análises da
Dinâmica Demográfica: Estimativas das populações das UFs 1980-2030, revisão 2008. Projeções 2010-2033 ajustadas por
um fator linear para coincidência em 2010 com os dados observados do Censo Demográfico daquele ano.
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Volume 1 – Proposição de Cenários de Desenvolvimento Socioeconômico
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– hoje ainda sujeitas a afluxos migratórios relevantes – não só partem de
velocidades de crescimento populacionais maiores como chegam aos horizontes
finais das projeções ainda apresentando taxas superiores. No extremo oposto, a
Região Sul do país é a que se apresenta em fase mais avançada do processo de
transição demográfica (com a maior proximidade entre as taxas de natalidade e
mortalidade), além de manter tradição de exportação de mão-de-obra para as
regiões de fronteira agrícola, tendo assim a menor velocidade média atual e
prevista de crescimento populacional. A Região Sudeste, e particularmente o
Estado do Rio de Janeiro, também é “moderna” em termos de hábitos
reprodutivos (baixas taxas de natalidade) e de reduzida mortalidade. Por esta
razão, tem expansão populacional atual e prevista entre as mais lentas.
QUADRO 3.1-2: TAXAS ANUAIS MÉDIAS (% A.A.) PROJETADAS DE CRESCIMENTO DAS POPULAÇÕES
NACIONAL, REGIONAIS E DO SUDESTE 2010-2033.
BR, Regiões e UFs
2000 a 2010 a
2010
2014
2015
2016 a 2020 a 2025 a
2019
2024
2033
Brasil
1,17
0,80
0,70
0,63
0,53
0,34
Região Norte
2,09
1,14
0,99
0,88
0,74
0,47
Região Nordeste
1,07
0,77
0,67
0,60
0,51
0,33
Região Sudeste
1,05
0,74
0,64
0,58
0,49
0,31
0,91
1,27
1,06
1,09
0,75
0,79
0,71
0,74
0,65
0,69
0,62
0,64
0,59
0,62
0,56
0,58
0,50
0,52
0,47
0,49
0,32
0,33
0,30
0,31
Região Sul
0,87
0,66
0,57
0,52
0,44
0,28
Região Centro-Oeste
1,91
1,16
1,00
0,90
0,74
0,47
Minas Gerais
Espírito Santo
Rio de Janeiro
São Paulo
FONTES: IBGE E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
3.1.1.2 ESTIMATIVAS MUNICIPAIS DO RIO DE JANEIRO
O modelo utilizado para as estimativas tendenciais das populações futuras totais
dos municípios fluminenses é o regularmente adotado pelo IBGE (também
conhecido como “método AiBi”), conforme explicitado no texto adiante, transcrito
do website daquela instituição7.
“O método de tendência de crescimento demográfico adotado tem como
princípio fundamental a subdivisão de uma área maior, cuja estimativa já se
conhece, em n áreas menores, de tal forma que seja assegurada ao final das
estimativas das áreas menores a reprodução da estimativa, previamente
conhecida, da área maior através da soma das estimativas das áreas menores
(MADEIRA E SIMÕES, 1972).
7
Disponível em http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/estimativa_pop.shtm, consultado em
30/07/2013.
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Considere-se, então, uma área maior cuja população estimada em um
momento t é P(t). Subdivida-se esta área maior em n áreas menores, cuja
população de uma determinada área i, na época t, é:
Pi (t) ; i = 1, 2, 3, ... , n
Desta forma, tem-se que:
n
P (t )
Pi (t )
i 1
Decomponha-se, por hipótese, a população desta área i, em dois termos:
ai P(t), que depende do crescimento da população da área maior, e b i. O
coeficiente ai é denominado coeficiente de proporcionalidade do incremento da
população da área menor i em relação ao incremento da população da área
maior, e bi é o denominado coeficiente linear de correção.
Como consequência, tem-se que:
Pi ( t ) = a i P ( t ) + b i
Para a determinação destes coeficientes utiliza-se o período delimitado por
dois Censos Demográficos. Sejam t0 e t1, respectivamente, as datas dos dois
Censos. Ao substituir-se t0 e t1 na equação acima, tem-se que:
P i ( t0 ) = a i P ( t 0 ) + b i
P i ( t1 ) = a i P ( t 1 ) + b i
Através da resolução do sistema acima, tem-se que:
Pi ( t1 ) – Pi ( t0 )
P ( t1 ) – P ( t0 )
b i = Pi ( t0 ) – ai P ( t0 )
ai =
Deve-se considerar nas expressões anteriores:
Época t0: 1º censo demográfico
Época t1: 2º censo demográfico
Época t: 1º de julho do ano t (ano estimado)”
As populações municipais totais observadas (Censos de 2000 e 2010) e
estimadas segundo este método para os horizontes de planejamento do PERS
podem ser visualizadas no Quadro 3.1-3, adiante.
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QUADRO 3.1-3: POPULAÇÕES TOTAIS OBSERVADAS E PROJETADAS DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO 2000-2033: CENÁRIO TENDENCIAL.
- PARTE 1 MUNICÍPIOS
Angra dos Reis
Aperibé
Araruama
Areal
Armação dos Búzios
Arraial do Cabo
Barra do Piraí
Barra Mansa
Belford Roxo
Bom Jardim
Bom Jesus do Itabapoana
Cabo Frio
Cachoeiras de Macacu
Cambuci
Campos dos Goytacazes
Cantagalo
Carapebus
Cardoso Moreira
Carmo
Casimiro de Abreu
Comendador Levy Gasparian
Conceição de Macabu
Cordeiro
Duas Barras
Duque de Caxias
Engenheiro Paulo de Frontin
Guapimirim
Iguaba Grande
Itaboraí
Itaguaí
Italva
Itaocara
Itaperuna
Itatiaia
Japeri
Laje do Muriaé
Macaé
Macuco
Magé
Mangaratiba
Maricá
Mendes
Mesquita*
Miguel Pereira
Miracema
Natividade
2000
2010
2014
2015
2019
2024
2033
119.247
8.018
82.803
9.899
18.204
23.877
88.503
170.753
434.474
22.651
33.655
126.828
48.543
14.670
406.989
19.835
8.666
12.595
15.289
22.152
7.924
18.782
18.601
10.334
775.456
12.164
37.952
15.089
187.479
82.003
12.621
23.003
86.720
24.739
83.278
7.909
132.461
4.886
205.830
24.901
76.737
17.289
166.080
23.902
27.064
15.125
169.511
10.213
112.008
11.423
27.560
27.715
94.778
177.813
469.332
25.333
35.411
186.227
54.273
14.827
463.731
19.830
13.359
12.600
17.434
35.347
8.180
21.211
20.430
10.930
855.048
13.237
51.483
22.851
218.008
109.091
14.063
22.899
95.841
28.783
95.492
7.487
206.728
5.269
227.322
36.456
127.461
17.935
168.376
24.642
26.843
15.082
183.851
10.839
120.340
11.858
30.229
28.810
96.568
179.827
479.277
26.098
35.912
203.173
55.908
14.872
479.919
19.829
14.698
12.601
18.046
39.111
8.253
21.904
20.952
11.100
877.755
13.543
55.343
25.065
226.718
116.819
14.474
22.869
98.443
29.937
98.976
7.367
227.915
5.378
233.453
39.752
141.932
18.119
169.031
24.853
26.780
15.070
187.043
10.979
122.195
11.955
30.823
29.054
96.967
180.276
481.491
26.268
36.024
206.946
56.272
14.882
483.523
19.828
14.996
12.602
18.182
39.949
8.269
22.058
21.068
11.138
882.810
13.611
56.203
25.558
228.657
118.539
14.566
22.863
99.022
30.194
99.752
7.340
232.633
5.403
234.819
40.486
145.154
18.160
169.177
24.900
26.766
15.067
198.737
11.489
128.989
12.309
33.000
29.947
98.427
181.918
489.600
26.892
36.432
220.765
57.605
14.918
496.724
19.827
16.088
12.603
18.681
43.019
8.329
22.623
21.493
11.277
901.327
13.861
59.351
27.364
235.759
124.841
14.901
22.839
101.144
31.134
102.594
7.242
249.911
5.492
239.819
43.175
156.955
18.311
169.711
25.072
26.714
15.057
211.352
12.040
136.319
12.692
35.348
30.910
100.001
183.690
498.349
27.566
36.873
235.672
59.043
14.958
510.965
19.826
17.266
12.604
19.220
46.331
8.393
23.233
21.953
11.426
921.303
14.130
62.747
29.312
243.421
131.640
15.263
22.812
103.434
32.149
105.659
7.136
268.550
5.588
245.213
46.075
169.685
18.473
170.287
25.258
26.659
15.046
226.299
12.693
145.004
13.145
38.130
32.051
101.867
185.789
508.714
28.363
37.395
253.336
60.747
15.004
527.838
19.824
18.661
12.606
19.857
50.255
8.469
23.955
22.496
11.603
944.971
14.449
66.770
31.620
252.500
139.695
15.692
22.782
106.146
33.352
109.291
7.010
290.635
5.702
251.604
49.511
184.769
18.665
170.970
25.478
26.593
15.033
Obs.: *População estimada em 2000, pois o município só foi criado em 2001,
FONTES: IBGE E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
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Volume 1 – Proposição de Cenários de Desenvolvimento Socioeconômico
Agosto, 2013 – Rev.00
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QUADRO 3.1-3: POPULAÇÕES OBSERVADAS E PROJETADAS DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO 2000-2033: CENÁRIO TENDENCIAL.
- PARTE 2 –
MUNICÍPIOS
Nilópolis
Niterói
Nova Friburgo
Nova Iguaçu
Paracambi
Paraíba do Sul
Paraty
Paty do Alferes
Petrópolis
Pinheiral
Piraí
Porciúncula
Porto Real
Quatis
Queimados
Quissamã
Resende
Rio Bonito
Rio Claro
Rio das Flores
Rio das Ostras
Rio de Janeiro
Santa Maria Madalena
Santo Antônio de Pádua
São Fidélis
S. Fco. de Itabapoana
São Gonçalo
São João da Barra
São João de Meriti
São José de Ubá
S. J. do Vale do Rio Preto
São Pedro da Aldeia
São Sebastião do Alto
Sapucaia
Saquarema
Seropédica
Silva Jardim
Sumidouro
Tanguá
Teresópolis
Trajano de Moraes
Três Rios
Valença
Varre-Sai
Vassouras
Volta Redonda
TOTAL
2000
2010
153.712
157.425
459.451
487.562
173.418
182.082
754.519
796.257
40.475
47.124
37.410
41.084
29.544
37.533
24.931
26.359
286.537
295.917
19.481
22.719
22.118
26.314
15.952
17.760
12.095
16.592
10.730
12.793
121.993
137.962
13.674
20.242
104.549
119.769
49.691
55.551
16.228
17.425
7.625
8.561
36.419
105.676
5.857.904
6.320.446
10.476
10.321
38.692
40.589
36.789
37.543
41.145
41.354
891.119
999.728
27.682
32.747
449.476
458.673
6.413
7.003
19.278
20.251
63.227
87.875
8.402
8.895
17.157
17.525
52.461
74.234
65.260
78.186
21.265
21.349
14.176
14.900
26.057
30.732
138.081
163.746
10.038
10.289
71.976
77.432
66.308
71.843
7.854
9.475
31.451
34.410
242.063
257.803
14.391.282 15.989.929
2014
158.484
495.582
184.554
808.164
49.021
42.132
39.812
26.766
298.593
23.643
27.511
18.276
17.875
13.382
142.518
22.116
124.111
57.223
17.766
8.828
125.434
6.452.403
10.277
41.130
37.758
41.414
1.030.713
34.192
461.297
7.171
20.529
94.907
9.036
17.630
80.446
81.874
21.373
15.107
32.066
171.068
10.361
78.989
73.422
9.937
35.254
262.293
16.446.003
2015
2019
158.720
159.584
497.367
503.907
185.104
187.120
810.815
820.526
49.443
50.990
42.366
43.220
40.320
42.178
26.857
27.189
299.189
301.371
23.848
24.602
27.778
28.754
18.391
18.811
18.161
19.207
13.513
13.993
143.532
147.247
22.533
24.061
125.078
128.619
57.595
58.958
17.843
18.121
8.887
9.105
129.833
145.946
6.481.783
6.589.394
10.267
10.231
41.251
41.692
37.806
37.981
41.427
41.476
1.037.611
1.062.879
34.514
35.692
461.881
464.021
7.209
7.346
20.590
20.817
96.472
102.207
9.067
9.182
17.653
17.739
81.829
86.894
82.695
85.702
21.378
21.398
15.153
15.321
32.363
33.450
172.698
178.669
10.377
10.435
79.335
80.604
73.774
75.061
10.040
10.418
35.442
36.131
263.293
266.955
16.547.545 16.919.472
2024
2033
160.516
510.962
189.294
831.001
52.659
44.142
44.183
27.548
303.725
25.414
29.807
19.265
20.335
14.510
151.255
25.709
132.439
60.429
18.421
9.340
163.328
6.705.479
10.192
42.168
38.171
41.528
1.090.137
36.963
466.329
7.494
21.061
108.393
9.305
17.831
92.358
88.946
21.419
15.503
34.624
185.110
10.498
81.974
76.450
10.824
36.873
270.905
17.320.689
161.620
519.322
191.871
843.412
54.636
45.235
46.559
27.972
306.514
26.377
31.055
19.803
21.673
15.124
156.004
27.662
136.964
62.172
18.777
9.618
183.922
6.843.024
10.146
42.732
38.395
41.590
1.122.434
38.469
469.064
7.670
21.350
115.722
9.452
17.941
98.833
92.790
21.444
15.718
36.014
192.742
10.573
83.596
78.096
11.306
37.753
275.586
17.796.073
FONTES: IBGE E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS
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Volume 1 – Proposição de Cenários de Desenvolvimento Socioeconômico
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3.1.2
POPULAÇÕES URBANAS
3.1.2.1 ESTIMATIVAS NACIONAL E REGIONAIS
O processo de industrialização brasileiro pós-1930 teve como uma de suas
principais consequências a atração de mão-de-obra para os centros urbanos que,
combinada com as fragilidades da economia rural e das relações fundiárias no
campo, engendrou os conhecidos fenômenos do êxodo rural e da metropolização.
Como resultado, o Brasil passou por um agudo processo de urbanização que, em
apenas três décadas, inverteu as proporções das populações urbanas e rurais do
país: de 1/3-2/3 em 1950 para 2/3-1/3 em 1980 (Quadro 3.1-4).
QUADRO 3.1-4: POPULAÇÕES BRASILEIRAS TOTAIS, URBANAS E ÍNDICES DE URBANIZAÇÃO 1950-2010.
Anos
População
total
População
urbana
Índice de
urbanização
(%)
1950
51.944.397
18.782.891
36,2
1960
70.992.343
32.004.817
45,1
1970
93.134.846
52.097.260
55,9
1980
119.011.052
80.437.327
67,6
1991
146.825.475 110.990.990
75,6
2000
169.799.170 137.953.959
81,2
2010
190.755.799 160.925.804
84,4
FONTE: IBGE.
Nesta trajetória, a população urbana brasileira já representava quase 85% do total
em 2010. Segundo previsões das Nações Unidas8, este índice tende a atingir
valores de 86,8% em 2020 e 89,1% em 2035. O ajuste de uma curva polinomial
do terceiro grau aos valores quinquenais das projeções da ONU para o índice de
urbanização brasileiro entre 2010 e 2035 resulta na seguinte equação de
regressão:
y = 0,00002303810097x
R² = 1,000
3
- 0,14328066969622x
2
+ 297,04416284007x - 205.189,39796597
Onde: y = índice de urbanização; e x = ano. Com este modelo, são obtidas as
previsões de índices de urbanização e populações urbanas brasileiras para os
anos-horizonte do PERS, apresentadas adiante no Quadro 3.1-5.
8
United Nations, Department of Economic and Social Affairs. World Urbanization Prospects: The 2011
Revision. Population Division, 2012.
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QUADRO 3.1-5: POPULAÇÕES BRASILEIRAS TOTAIS, URBANAS E ÍNDICES DE URBANIZAÇÃO PROJETADOS
1914-2033.
Anos
População
total
População
urbana
Índice de
urbanização
(%)
2014
196.915.010 168.165.419
85,4
2015
198.286.313 169.931.370
85,7
2019
203.309.067 176.065.652
86,6
2024
208.727.318 182.845.130
87,6
2033
215.162.672 191.279.616
88,9
FONTES: ONU E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
Para estimativa das populações urbanas regionais e estaduais projetadas,
utilizou-se a sistemática anteriormente explicitada para as populações municipais
totais (método AiBi), que – conforme se viu – ajusta a extrapolação das
tendências recentes ao total da população conhecida da unidade de nível superior
(no caso, as populações urbanas brasileiras indicadas no Quadro 3.1-5).
Contudo foi introduzida aqui uma condição adicional no modelo: que os índices de
urbanização regionais (Grandes Regiões e Unidades da Federação) não
ultrapassassem o patamar de 98%9. Isto é necessário por que em uma unidade
territorial com 100% de urbanização se exigiria que todas suas partes (estados ou
municípios) apresentassem também este índice, o que é irrealista considerando a
existência ainda hoje de várias zonas – mesmo nos estados mais urbanizados
como RJ e SP – com elevadas proporções de população rural.
A experiência internacional, de fato, mostra que apenas cidades-estados (como
Mônaco, Hong-Kong, Gibraltar e Singapura) ou pequenos Estados insulares
(como Bermuda, Ilhas Cayman e Nauru) alcançam a situação de urbanização
absoluta. Havendo um mínimo de base agropecuária, mesmo nas etapas mais
avançadas de urbanização persistirão bolsões remanescentes de populações
rurais nos territórios de maior superfície e economia mais diversificada. Como
referência para o patamar regional / estadual máximo admissível de urbanização,
tomou-se a Bélgica, país europeu com cerca de 11 milhões de habitantes para o
qual a ONU prevê uma população urbana equivalente a 98% da total em 2035.
A aplicação do modelo assim especificado resulta nas estimativas de populações
urbanas futuras para Grandes Regiões e Unidades da Federação de interesse
apresentadas adiante no Quadro 3.1-6, e nos índices de urbanização
correspondentes do Quadro 3.1-7. Observa-se que apenas os Estados de São
9
Quando superado este “teto”, os contingentes “reprimidos” de população urbana são redistribuídos pelas
demais unidades territoriais, respeitadas as características alocativas básicas do modelo.
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Paulo (a partir de 2019) e do Rio de Janeiro (a partir de 2024) atingem o “teto” de
urbanização (98%) ao longo do horizonte de planejamento do PERS.
QUADRO 3.1-6: EVOLUÇÃO E PROJEÇÕES DAS POPULAÇÕES URBANAS (MIL HABITANTES) NACIONAL,
REGIONAIS E DO SUDESTE 2000-2033.
BR, Regiões e UFs
Brasil
2000
2010
2014
2015
2019
2024
2033
137.954 160.926 168.165 169.931 176.066 182.845 191.280
Região Norte
9.014
11.665
12.500
12.703
13.411
14.247
15.305
Região Nordeste
32.975
38.821
40.664
41.113
42.674
44.567
46.974
Região Sudeste
65.549
74.696
77.579
78.282
80.725
83.049
85.821
14.672
2.463
13.821
34.593
16.715
2.931
15.464
39.585
17.359
3.079
15.982
41.159
17.516
3.115
16.108
41.542
18.062
3.240
16.547
42.876
18.735
3.391
16.974
43.948
19.595
3.583
17.440
45.203
Região Sul
20.322
23.261
24.187
24.413
25.198
26.164
27.395
Região Centro-Oeste
10.093
12.483
13.236
13.420
14.058
14.819
15.784
Minas Gerais
Espírito Santo
Rio de Janeiro
São Paulo
FONTES: IBGE, ONU E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
QUADRO 3.1-7: EVOLUÇÃO E PROJEÇÕES DOS ÍNDICES DE URBANIZAÇÃO (%) NACIONAL,
REGIONAIS E DO SUDESTE 2000-2033.
BR, Regiões e UFs
2000
2010
2014
2015
2019
2024
2033
Brasil
81,2
84,4
85,4
85,7
86,6
87,6
88,9
Região Norte
69,9
73,5
75,3
75,8
77,2
79,1
81,5
Região Nordeste
69,1
73,1
74,3
74,6
75,6
77,0
78,8
Região Sudeste
90,5
92,9
93,7
94,0
94,7
95,1
95,5
82,0
79,5
96,0
93,4
85,3
83,4
96,7
95,9
86,0
84,9
97,2
96,9
86,2
85,3
97,3
97,1
86,8
86,6
97,8
98,0
87,8
88,3
98,0
98,0
89,3
90,5
98,0
98,0
Região Sul
80,9
84,9
86,0
86,3
87,3
88,7
90,5
Região Centro-Oeste
86,7
88,8
89,9
90,3
91,2
92,7
94,6
Minas Gerais
Espírito Santo
Rio de Janeiro
São Paulo
FONTES: IBGE, ONU E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
Para a estimativa das futuras populações urbanas municipais, adota-se mais uma
vez o “método AiBi”, sendo que neste caso a restrição imposta é a de que,
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Volume 1 – Proposição de Cenários de Desenvolvimento Socioeconômico
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naturalmente, as populações urbanas não ultrapassem as totais10. As populações
observadas (Censos de 2000 e 2010) e estimadas desta maneira (2014 a 2033)
podem ser visualizadas no Quadro 3.1-8, adiante.
10
Novamente, quando restritos pela condição imposta os contingentes “reprimidos” de população urbana
são redistribuídos pelos municípios não atingidos pela restrição, mantendo-se estáveis as demais
características alocativas do modelo.
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QUADRO 3.1-8: POPULAÇÕES URBANAS OBSERVADAS E PROJETADAS DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO 2000-2033: CENÁRIO TENDENCIAL.
- PARTE 1 MUNICÍPIO
Angra dos Reis
Aperibé
Araruama
Areal
Armação dos Búzios
Arraial do Cabo
Barra do Piraí
Barra Mansa
Belford Roxo
Bom Jardim
Bom Jesus do Itabapoana
Cabo Frio
Cachoeiras de Macacu
Cambuci
Campos dos Goytacazes
Cantagalo
Carapebus
Cardoso Moreira
Carmo
Casimiro de Abreu
Comendador Levy Gasparian
Conceição de Macabu
Cordeiro
Duas Barras
Duque de Caxias
Engenheiro Paulo de Frontin
Guapimirim
Iguaba Grande
Itaboraí
Itaguaí
Italva
Itaocara
Itaperuna
Itatiaia
Japeri
Laje do Muriaé
Macaé
Macuco
Magé
Mangaratiba
Maricá
Mendes
Mesquita*
Miguel Pereira
Miracema
Natividade
2000
2010
2014
2015
2019
2024
2033
114.300
6.842
75.088
8.954
18.204
23.877
84.816
165.134
434.474
11.317
27.425
106.237
41.117
9.946
364.177
13.698
6.875
8.041
11.056
18.337
7.310
16.542
17.756
6.023
772.327
8.766
25.593
15.089
177.260
78.208
8.841
15.928
77.378
11.728
83.278
5.624
126.007
3.925
193.851
19.860
63.399
17.123
166.080
20.081
24.044
11.741
163.290
8.878
106.486
9.923
27.560
27.715
91.957
176.193
469.332
15.266
29.927
140.486
46.944
11.292
418.725
14.022
10.542
8.757
13.470
28.521
7.862
18.337
19.862
7.736
852.138
9.523
49.746
22.851
215.412
104.209
10.242
17.326
88.368
27.813
95.492
5.637
202.859
4.593
215.236
32.120
125.491
17.701
168.376
21.501
24.741
12.046
179.869
9.580
117.124
10.294
30.229
28.810
94.808
179.827
479.277
16.616
30.911
152.245
49.092
11.791
438.697
14.214
11.772
9.040
14.322
31.933
8.087
19.023
20.657
8.329
877.755
9.824
55.343
25.065
226.718
113.120
10.752
17.880
92.417
29.937
98.976
5.677
227.915
4.834
223.392
36.213
141.932
17.997
169.031
22.089
25.120
12.220
184.342
9.774
119.997
10.407
30.823
29.054
95.715
180.276
481.491
16.984
31.221
155.470
49.726
11.939
444.562
14.292
12.101
9.129
14.562
32.842
8.160
19.233
20.897
8.493
882.810
9.919
56.203
25.558
228.657
115.559
10.900
18.055
93.614
30.194
99.752
5.699
232.633
4.904
225.882
37.300
145.154
18.109
169.177
22.281
25.267
12.289
198.737
10.458
128.989
10.807
33.000
29.947
98.427
181.918
489.600
18.285
32.311
166.854
51.967
12.463
465.260
14.567
13.260
9.444
15.412
36.053
8.329
19.974
21.493
9.071
901.327
10.255
59.351
27.364
235.759
124.170
11.425
18.672
97.837
31.134
102.594
5.777
249.911
5.150
234.669
41.136
156.955
18.311
169.711
22.959
25.787
12.532
211.352
11.074
136.319
11.140
35.348
30.910
100.001
183.690
498.349
19.466
33.200
177.158
53.879
12.907
483.017
14.752
14.333
9.699
16.162
39.025
8.393
20.590
21.953
9.592
921.303
10.527
62.747
29.312
243.421
131.640
11.878
19.173
101.442
32.149
105.659
5.819
268.550
5.364
241.983
44.699
169.685
18.473
170.287
23.495
26.148
12.698
226.299
11.641
145.004
11.396
38.130
32.051
101.867
185.789
508.714
20.572
33.851
186.726
55.451
13.269
497.785
14.812
15.368
9.885
16.828
41.902
8.469
21.065
22.496
10.068
944.971
10.723
66.770
31.620
252.500
139.695
12.258
19.535
104.408
33.352
109.291
5.810
290.635
5.546
247.649
48.168
184.769
18.665
170.970
23.853
26.290
12.758
Obs.: *População estimada em 2000, pois o município só foi criado em 2001,
FONTES: IBGE E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
Consultoria e Assessoria Técnica de Engenharia à SEA para Elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS)
Volume 1 – Proposição de Cenários de Desenvolvimento Socioeconômico
Agosto, 2013 – Rev.00
46 / 69
QUADRO 3.1-8: POPULAÇÕES URBANAS OBSERVADAS E PROJETADAS DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO 2000-2033: CENÁRIO TENDENCIAL.
- PARTE 2
MUNICÍPIO
2000
2010
2014
2015
2019
2024
2033
Nilópolis
153.712
157.425
158.484
158.720
159.584
160.516
161.620
Niterói
459.451
487.562
495.582
497.367
503.907
510.962
519.322
Nova Friburgo
151.851
159.372
162.774
163.963
168.154
171.304
173.095
Nova Iguaçu
754.519
787.563
803.067
808.615
820.526
831.001
843.412
Paracambi
36.868
41.722
43.528
44.066
45.967
47.578
48.881
Paraíba do Sul
32.688
36.154
37.484
37.892
39.333
40.527
41.443
Paraty
14.066
27.689
32.186
33.364
37.521
41.425
45.299
Paty do Alferes
16.756
18.585
19.284
19.497
20.251
20.878
21.362
Petrópolis
270.671
281.286
286.447
288.335
294.993
299.828
302.220
Pinheiral
17.672
20.411
21.410
21.702
22.733
23.621
24.364
Piraí
18.070
20.836
21.846
22.142
23.186
24.084
24.834
Porciúncula
12.018
13.890
14.572
14.772
15.476
16.082
16.590
Porto Real
11.388
16.497
17.875
18.161
19.207
20.335
21.673
Quatis
9.412
12.029
12.936
13.187
13.993
14.510
15.124
Queimados
121.993
137.962
142.518
143.532
147.247
151.255
156.004
Quissamã
7.699
12.996
14.759
15.225
16.871
18.404
19.905
Resende
95.963
112.331
118.239
119.949
125.985
131.221
135.684
Rio Bonito
32.450
41.259
44.316
45.165
48.160
50.846
53.294
Rio Claro
11.616
13.769
14.540
14.761
15.542
16.223
16.813
Rio das Flores
5.364
5.959
6.186
6.255
6.499
6.702
6.860
Rio das Ostras
34.552
99.905
121.270
126.795
145.946
163.328
183.922
Rio de Janeiro
5.857.904 6.320.446 6.452.403 6.481.783 6.589.394 6.705.479 6.843.024
Santa Maria Madalena
5.530
5.932
6.097
6.151
6.341
6.492
6.594
Santo Antônio de Pádua
29.415
31.100
31.833
32.082
32.960
33.634
34.047
São Fidélis
26.513
29.679
30.872
31.233
32.505
33.573
34.417
S. Fco. de Itabapoana
19.228
21.092
21.818
22.044
22.840
23.494
23.982
São Gonçalo
891.119
998.999 1.030.713 1.037.611 1.062.879 1.090.137 1.122.434
São João da Barra
19.631
25.693
27.780
28.353
30.379
32.209
33.900
São João de Meriti
449.476
458.673
461.297
461.881
464.021
466.329
469.064
São José de Ubá
2.326
3.098
3.363
3.435
3.691
3.923
4.138
S. J. do Vale do Rio Preto
9.007
9.007
9.064
9.098
9.217
9.279
9.257
São Pedro da Aldeia
52.141
82.148
92.189
94.862
102.207
108.393
115.722
São Sebastião do Alto
3.677
4.612
4.938
5.029
5.350
5.637
5.896
Sapucaia
12.161
13.273
13.710
13.848
14.332
14.727
15.016
Saquarema
50.422
70.456
77.259
79.102
85.607
91.554
97.178
Seropédica
51.897
64.285
68.624
69.841
74.136
77.956
81.384
Silva Jardim
14.215
16.121
16.828
17.039
17.782
18.412
18.925
Sumidouro
2.334
5.440
6.460
6.725
7.661
8.545
9.431
Tanguá
22.448
27.428
29.182
29.678
31.425
32.972
34.346
Teresópolis
115.198
146.207
156.975
159.965
170.523
179.984
188.600
Trajano de Moraes
3.684
4.780
5.158
5.262
5.630
5.962
6.268
Três Rios
67.347
75.165
78.124
79.021
80.604
81.974
83.596
Valença
57.323
62.224
64.175
64.794
66.978
68.743
70.011
Varre-Sai
4.132
5.790
6.353
6.505
7.043
7.535
8.000
Vassouras
19.886
23.199
24.398
24.746
25.973
27.036
27.939
Volta Redonda
241.996
257.686
262.293
263.293
266.955
270.905
275.586
TOTAL
13.821.466 15.464.239 15.981.963 16.108.250 16.546.928 16.974.275 17.440.152
FONTES: IBGE E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS
Consultoria e Assessoria Técnica de Engenharia à SEA para Elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS)
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3.2 CRESCIMENTO POPULACIONAL “COM NOVOS POLOS”
3.2.1
INTRODUÇÃO
Os principais vetores regionais de crescimento populacional do Estado do Rio de
Janeiro refletem processos econômicos cujas manifestações demográficas já
estiveram presentes na década de 2000-2010, e portanto estão captadas nas
projeções do cenário tendencial. Apenas dois eventos econômicos em fase de
desencadeamento no estado têm potencial para induzir novas transformações
populacionais relevantes no território fluminense: a) o conjunto articulado formado
pelo grande projeto petroquímico integrado em implantação pela Petrobrás no
município metropolitano de Itaboraí – COMPERJ e o eixo viário (Arco
Metropolitano) que o conecta ao polo industrial-portuário de Itaguaí; e b) o
Complexo logístico-industrial do Porto do Açu (CLIPA), situado no município de
São João da Barra, em fase de planejamento pelo Grupo EBX.
Concebido para concentrar no retroporto do terminal marítimo planejado diversas
indústrias de grande porte e, assim, gerar centenas de milhares de empregos
(entre diretos, indiretos e induzidos) em uma região incapaz de ofertar mão de
obra nesta escala, o CLIPA provocaria, se implantado, intensa atração migratória
para sua área de influência. Porém recentes eventos dão conta de importantes
dificuldades para atração de investimentos e até mesmo para continuidade de
investimentos já iniciados no complexo industrial, gerando um ambiente de
elevada incerteza quanto à efetiva concretização do desenvolvimento local
planejado. Nestas condições, tem sido difícil até mesmo obter junto ao Grupo
EBX previsões atualizadas e confiáveis sobre o programa de implantação do
empreendimento. Por estas razões, considera-se prudente postergar para
revisões futuras do PERS, caso venha a se mostrar pertinente, a consideração
nos cenários demográficos dos efeitos populacionais do desenvolvimento
almejado para a região do Porto do Açu.
Assim, no presente estudo serão levados em conta, no “cenário com novos polos”
apenas os efeitos demográficos do binômio COMPERJ / Arco Metropolitano.
3.2.2
ESTIMATIVAS POPULACIONAIS
Na Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) do COMPERJ (La Rovere e outros,
2009), foram feitas projeções de população “... considerando o cenário com a
implantação dos empreendimentos da PETROBRAS, assim como do Arco
Metropolitano que os comunica com o Polo Siderúrgico e portuário em
implantação na Baía de Sepetiba...”. Estas projeções comportaram a princípio
duas hipóteses: (i) Migrações internas - oportunidades de emprego/renda
integralmente preenchidas por moradores da área estratégica11, mediante
11
Formada por 23 municípios do núcleo e da periferia metropolitana da capital do Estado do Rio de Janeiro
(conforme o Quadro 3.2-1).
Consultoria e Assessoria Técnica de Engenharia à SEA para Elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS)
Volume 1 – Proposição de Cenários de Desenvolvimento Socioeconômico
Agosto, 2013 – Rev.00
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redistribuição de uma parte do contingente populacional residente; e (ii)
Imigrações - oportunidades preenchidas por indivíduos que se deslocarão de fora
da área estratégica. Contudo, a AAE baseia-se na primeira hipótese, classificando
a segunda como “...meramente ilustrativa já que é de difícil ocorrência”, na
medida em que “...dados da PNAD12 mostram uma redução significativa da
entrada de imigrantes na RMRJ, apontando, inclusive, a presença de um
contingente significativo de migração de retorno aos lugares de origem”.
Serão aqui utilizadas, por estas razões, as projeções da AAE referentes ao
primeiro cenário - que originalmente antecipavam transformações para os anos de
2010 a 2020 (com resultados intermediários para 2015) – ajustadas para
ocorrência entre 2015 e 2025 de modo a refletir os atrasos ocorridos na
implantação do empreendimento. No Quadro 3.2-1, adiante, vê-se os fluxos de
ganhos e perdas populacionais previstos na área estratégica, com resultados para
os anos-horizonte intermediários do PERS obtidos por interpolação linear.
QUADRO 3.2-1: FLUXOS POPULACIONAIS (PESSOAS) PROJETADOS NOS MUNICÍPIOS DA ÁREA
ESTRATÉGICA DO COMPERJ / ARCO METROPOLITANO 2015-2025.
2025
MUNICÌPIO
2015
2019
2020
2024
Pessoas
Casimiro de Abreu
-587 -1.151 -1.292
-1.943
-2.106
Rio de Janeiro
14.494 -65.781 -85.850 -126.412 -136.553
Silva Jardim
-9
-21
-24
-38
-42
Nilópolis
15
-14
-21
-27
-28
Paracambi
-490
45
179
199
204
Itaguaí
-3.492
-107
739
744
745
São João de Meriti
-1.806
1.314
2.094
2.656
2.796
Seropédica
-1.828
40
507
541
549
Niterói
-930
207
491
3.922
4.780
Queimados
-1.062
652
1.080
1.366
1.438
Duque de Caxias
-8.836
4.938
8.382
10.602
11.157
Japeri
-1.358
640
1.140
1.440
1.515
Belford Roxo
-6.209
3.137
5.474
6.917
7.278
Nova Iguaçu
-10.194
5.292
9.164
11.583
12.188
Mesquita
-2.192
1.150
1.985
2.509
2.640
Rio Bonito
497
909
1.012
1.433
1.538
Maricá
-3.429 -2.004 -1.648
4.066
5.494
São Gonçalo
14.278 26.267 29.264
41.523
44.588
Tanguá
460
848
945
1.342
1.441
Cachoeiras de Macacu
924
1.706
1.901
2.699
2.899
Guapimirim
1.245
2.341
2.615
3.734
4.014
Magé
5.130
9.539 10.641
15.147
16.273
Itaboraí
5.379 10.053 11.222
15.998
17.192
12
% da
população
-4,5
-2,0
-0,2
0,0
0,4
0,6
0,6
0,6
0,9
0,9
1,2
1,4
1,5
1,5
1,5
2,5
3,2
4,1
4,1
4,9
6,3
6,6
7,0
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE.
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FONTES: COPPE/LIMA E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
É interessante verificar que o modelo de alocação espacial utilizado na AAE
responde com prioridade à variável “distância”, concentrando os maiores impactos
demográficos proporcionais no próprio município de Itaboraí (onde está localizado
o empreendimento) e nos municípios mais próximos: a) ao longo do eixo viário do
Arco Metropolitano (Magé e Guapimirim); b) ao longo do eixo da BR-101 (Tanguá,
São Gonçalo e Rio Bonito); e c) adjacentes, como Maricá e Cachoeiras de
Macacu.
Impactos de atração populacional de menor expressão proporcional, mas
relevantes em termos absolutos, são previstos também ao longo do Arco
Metropolitano nos populosos municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias e
Belfort Roxo.
No total, as transferências populacionais previstas são da ordem de 139 mil
habitantes, aparecendo o município do Rio de Janeiro, principal celeiro de mão de
obra da região, como maior centro emissor de fluxos demográficos: 136,6 mil
habitantes, equivalentes a 98,4% das “trocas” populacionais previstas.
Vistos município a município, os impactos deste reordenamento espacial da
população induzido pelo COMPERJ e o Arco Metropolitano em sua área de
influência não parecem significativos, já que implicam em uma proporção máxima
de acréscimo populacional de 7% (em Itaboraí). Porém, dependendo da logística
de atendimento em RSU (formação de consórcios) o efeito poderá ser relevante.
Basta observar que o grupo de municípios “receptores” de população incluindo
Itaboraí e seus vizinhos ao Norte e a Leste da Baía de Guanabara 13 concentrará
um acréscimo de 98,2 mil habitantes até 2025, contingente isoladamente
compatível com a escala econômica mínima de implantação de um aterro
sanitário (Menezes e outros, 2012), e que portanto é: a) potencialmente indutor de
pressões expressivas sobre sistemas locais que estejam operando no limite da
capacidade de atendimento; e b) capaz de fortalecer de maneira significativa as
condições de viabilidade técnico-econômicas de iniciativas conjuntas de gestão
de resíduos sólidos nesta região.
No Quadro 3.2-2, adiante, são apresentadas as projeções das populações totais
dos municípios afetados pela implantação do novo polo de desenvolvimento
COMPERJ / Arco Metropolitano. Vale lembrar que as projeções populacionais do
“cenário tendencial” para os demais municípios fluminenses permanecem
inalteradas neste cenário, já que as transformações aqui previstas são internas à
assim denominada “área estratégica”.
13
Itaboraí, Niterói, São Gonçalo, Maricá, Tanguá, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim e Magé.
Consultoria e Assessoria Técnica de Engenharia à SEA para Elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS)
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Agosto, 2013 – Rev.00
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QUADRO 3.2-2: POPULAÇÕES TOTAIS (PESSOAS) OBSERVADAS E PROJETADOS NOS MUNICÍPIOS DA ÁREA
ESTRATÉGICA DO COMPERJ / ARCO METROPOLITANO 2010-2033: CENÁRIO “COM NOVOS POLOS”.
MUNICÌPIO
2000
2010
2014
2015
2019
2024
2033
Belford Roxo
434.474
469.332
479.277
475.282
492.738
505.266
515.992
Cachoeiras de Macacu
48.543
54.273
55.908
57.196
59.310
61.742
63.646
Casimiro de Abreu
22.152
35.347
39.111
39.362
41.868
44.388
48.149
Duque de Caxias
775.456
855.048
877.755
873.974
906.266
931.905
956.128
Guapimirim
37.952
51.483
55.343
57.448
61.692
66.481
70.784
Itaboraí
187.479
218.008
226.718
234.036
245.813
259.419
269.692
Itaguaí
82.003
109.091
116.819
115.047
124.734
132.384
140.440
Japeri
83.278
95.492
98.976
98.394
103.234
107.099
110.806
Magé
205.830
227.322
233.453
239.949
249.357
260.359
267.877
Maricá
76.737
127.461
141.932
141.725
154.951
173.751
190.263
Mesquita*
166.080
168.376
169.031
166.985
170.861
172.796
173.610
Nilópolis
153.712
157.425
158.484
158.735
159.570
160.489
161.592
Niterói
459.451
487.562
495.582
496.437
504.114
514.885
524.102
Nova Iguaçu
754.519
796.257
808.164
800.621
825.818
842.584
855.600
Paracambi
40.475
47.124
49.021
48.953
51.035
52.858
54.840
Queimados
121.993
137.962
142.518
142.470
147.899
152.621
157.442
Rio Bonito
49.691
55.551
57.223
58.092
59.867
61.862
63.710
Rio de Janeiro
5.857.904 6.320.446 6.452.403 6.496.277 6.523.613 6.579.067 6.706.471
São Gonçalo
891.119
999.728 1.030.713 1.051.889 1.089.146 1.131.660 1.167.022
São João de Meriti
449.476
458.673
461.297
460.075
465.335
468.984
471.860
Seropédica
65.260
78.186
81.874
80.867
85.742
89.487
93.339
Silva Jardim
21.265
21.349
21.373
21.369
21.377
21.381
21.402
Tanguá
26.057
30.732
32.066
32.823
34.298
35.965
37.455
Obs.: *População estimada em 2000, pois o município só foi criado em 2001,
FONTES: COPPE/LIMA E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
Finalmente, no Quadro 3.2-3, podem ser observadas as projeções das
populações urbanas do mesmo conjunto de municípios no cenário “com novos
polos”. Para estas projeções, supõe-se que – dado o perfil dos trabalhadores
envolvidos - os fluxos previstos de origem e destinos de moradores se darão entre
áreas urbanas, não afetando assim as (pequenas) populações rurais da região.
Vale também neste caso a observação de que as populações tendenciais dos
demais municípios fluminenses permanecem inalteradas neste cenário.
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QUADRO 3.2-3: POPULAÇÕES URBANAS (PESSOAS) OBSERVADAS E PROJETADOS NOS MUNICÍPIOS DA
ÁREA ESTRATÉGICA DO COMPERJ / ARCO METROPOLITANO 2010-2033: CENÁRIO “COM NOVOS
POLOS”.
MUNICÌPIO
2000
2010
2014
2015
2019
2024
2033
Belford Roxo
434.474
469.332
479.277
475.282
492.738
505.266
515.992
Cachoeiras de Macacu
41.117
46.944
49.092
50.650
53.672
56.578
58.350
Casimiro de Abreu
18.337
28.521
31.933
32.255
34.902
37.082
39.796
Duque de Caxias
772.327
852.138
877.755
873.974
906.266
931.905
956.128
Guapimirim
25.593
49.746
55.343
57.448
61.692
66.481
70.784
Itaboraí
177.260
215.412
226.718
234.036
245.813
259.419
269.692
Itaguaí
78.208
104.209
113.120
112.067
124.063
132.384
140.440
Japeri
83.278
95.492
98.976
98.394
103.234
107.099
110.806
Magé
193.851
215.236
223.392
231.012
244.207
257.129
263.922
Maricá
63.399
125.491
141.932
141.725
154.951
173.751
190.263
Mesquita*
166.080
168.376
169.031
166.985
170.861
172.796
173.610
Nilópolis
153.712
157.425
158.484
158.735
159.570
160.489
161.592
Niterói
459.451
487.562
495.582
496.437
504.114
514.885
524.102
Nova Iguaçu
754.519
787.563
803.067
798.421
825.818
842.584
855.600
Paracambi
36.868
41.722
43.528
43.576
46.012
47.777
49.085
Queimados
121.993
137.962
142.518
142.470
147.899
152.621
157.442
Rio Bonito
32.450
41.259
44.316
45.662
49.069
52.279
54.832
Rio de Janeiro
5.857.904 6.320.446 6.452.403 6.496.277 6.523.613 6.579.067 6.706.471
São Gonçalo
891.119
998.999 1.030.713 1.051.889 1.089.146 1.131.660 1.167.022
São João de Meriti
449.476
458.673
461.297
460.075
465.335
468.984
471.860
Seropédica
51.897
64.285
68.624
68.013
74.176
78.497
81.933
Silva Jardim
14.215
16.121
16.828
17.030
17.761
18.374
18.883
Tanguá
22.448
27.428
29.182
30.138
32.273
34.313
35.787
Obs.: *População estimada em 2000, pois o município só foi criado em 2001,
FONTES: COPPE/LIMA E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
3.3 CRESCIMENTO ECONÔMICO
3.3.1
INTRODUÇÃO
A cenarização econômica no presente estudo teve como objetivo específico o
estabelecimento de parâmetros para estimar a velocidade de expansão da
geração de resíduos sólidos agrícolas e industriais e identificar padrões espaciais
desta expansão no território fluminense. Considera-se que o setor terciário
(comércio e serviços) tem sua geração de resíduos inserida no contexto mais
abrangente dos resíduos sólidos urbanos (RSU), e portanto que suas tendências
de crescimento estejam adequadamente representadas pelas projeções
populacionais.
No segmento agrícola, conforme anteriormente observado, a tendência estadual é
de redução generalizada das áreas cultivadas. O enfoque neste caso será então o
de identificar zonas de exceção, onde o quadro das atividades rurais indique
tendência de expansão e, portanto, justifique medidas de gestão de resíduos que
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considerem a ampliação da capacidade de atendimento além do que já é
necessário para se atingir um grau adequado de eficiência nas condições atuais.
No segmento industrial, o foco será na estimativa de ritmos de ampliação física
das atividades da indústria de transformação e da construção civil, segmentos
diretamente correspondentes a tipologias individuais de resíduos.
Nos dois setores econômicos (agricultura e indústria), para maior confiabilidade e
estabilidade estatística dos dados básicos e considerando-se ainda a tendência
dominante de regionalização da gestão de resíduos sólidos, as estimativas e
análises foram feitas tendo-se como principal matriz territorial o conjunto dos
espaços estaduais definidos pelas suas 18 (dezoito) microrregiões homogêneas
(MRHs).
Em termos temporais, definiu-se que as estimativas desta seção se estenderiam
até um máximo de dez anos após o último censo demográfico (2020, portanto), já
que: a) as estatísticas censitárias são fontes de algumas das principais
informações utilizadas nas estimativas feitas para o setor industrial; e b) esta
premissa mostra-se conveniente na medida em que as tendências econômicas
em nível regional são menos estáveis no tempo do que – por exemplo - as
demográficas, portanto pouco significativas para efeito de extrapolações para
horizontes mais extensos.
3.3.2
CRESCIMENTO AGRÍCOLA
3.3.2.1 LAVOURAS TEMPORÁRIAS
Conforme destacado no diagnóstico, as lavouras temporárias fluminenses – assim
como a agricultura estadual de forma geral, apresentam comportamento
consistentemente em declínio das áreas plantadas (Figura 3.3-1), que se
reduziram a menos da metade no período 1990-2011.
350.000
300.000
250.000
200.000
150.000
100.000
50.000
0
1985
1990
1995
2000
2005
2010
2015
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FIGURA 3.3-1: ÁREAS PLANTADAS (HECTARES) DE LAVOURAS TEMPORÁRIAS NO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO, 1990-2011. FONTE: IBGE / PAM – PRODUÇÃO AGRÍCOLA MUNICIPAL.
Apesar de se saber que, individualmente, a crise do sistema sucroalcooleiro
estadual e a consequente retração da área de cultivo da cana-de-açúcar no Norte
Fluminense foi o mais importante fator explicativo deste processo – dado o peso
dominante da lavoura canavieira na agricultura fluminense, a condição declinante
é sistêmica, atingindo as diferentes explorações e regiões de forma quase
unânime.
Como primeira exceção a esta regra, tem-se a interessante dinâmica agrícola do
município de São Francisco de Itabapoana, pouco populoso (cerca de 40 mil
habitantes em 2010) e de base eminentemente rural (por volta de metade da
população vivendo no campo), aonde desde 2000 a cultura do abacaxi vem tendo
um grande impulso e, recentemente (de 2007 em diante), ganhou a companhia da
lavoura da mandioca no fortalecimento do setor agrícola local (Figura 3.3-2), que
pode ser aquilatado pelo aumento de 3.600 hectares para 10.500 das áreas
plantadas conjuntas destas duas lavouras neste período (2007 – 2011). Esta
significativa superfície – e em rápido crescimento – é um dos fenômenos de
exceção no contexto agrícola estadual que vale a pena ser acompanhado no
processo de gestão de resíduos sólidos da agricultura.
12.000
10.000
8.000
6.000
4.000
2.000
Abacaxi
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
0
Mandioca
FIGURA 3.3-2: ÁREAS PLANTADAS (HECTARES) DE ABACAXI E MANDIOCA EM SÃO FRANCISCO DE
ITABAPOANA, 1999-2011. FONTE: IBGE / PAM – PRODUÇÃO AGRÍCOLA MUNICIPAL.
Outra exceção é o inesperado – embora suave - crescimento observado a partir
de 1996 das lavouras temporárias justamente na urbanizada MRH da capital
(Figura 3.3-3).
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8.000
7.000
6.000
5.000
4.000
3.000
2.000
1.000
0
1985
1990
1995
2000
2005
2010
2015
FIGURA 3.3-3: ÁREAS PLANTADAS TOTAIS (HECTARES) DE LAVOURAS TEMPORÁRIAS NA MRH DO RIO DE
JANEIRO, 1990-2011. FONTE: IBGE / PAM – PRODUÇÃO AGRÍCOLA MUNICIPAL.
Com especial clareza a partir de 2001, quando as demais lavouras temporárias da
região passam a apresentar áreas declinantes, a tendência de expansão recente
dos cultivos anuais observada nesta MRH é explicada pelo crescimento da cultura
da mandioca (Figura 3.3-4).
5.000
4.500
4.000
3.500
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
500
Cana-de-açúcar
Outras
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
0
Mandioca
FIGURA 3.3-4: ÁREAS PLANTADAS (HECTARES) SEGUNDO LAVOURAS TEMPORÁRIAS NA MRH DO RIO DE
JANEIRO, 1996-2011. FONTE: IBGE / PAM – PRODUÇÃO AGRÍCOLA MUNICIPAL.
Disseminada na região, embora mais concentrada no município da capital (45%
das áreas, segundo o gráfico da Figura 3.3-5), a expansão da lavoura da
mandioca na Região Metropolitana é, assim, mais um processo que merece
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monitoramento no contexto da gestão de resíduos agrícolas no Estado do Rio de
Janeiro.
Duque de
Caxias
6%
Guapimirim
5%
Outros
6%
Tanguá
7%
Rio de
Janeiro
45%
Japeri
9%
Magé
11%
Nova
Iguaçu
11%
FIGURA 3.3-4: DISTRIBUIÇÃO DAS ÁREAS PLANTADAS (%) DE MANDIOCA NA MRH DO RIO DE JANEIRO,
MÉDIA DO TRIÊNIO 2009--2011. FONTE: IBGE / PAM – PRODUÇÃO AGRÍCOLA MUNICIPAL.
É importante notar que as duas lavouras envolvidas nas excepcionalidades
identificadas no contexto agrícola estadual de áreas plantadas em declínio, o
abacaxi e a mandioca, são culturas em cujo manejo se faz uso intensivo de mão
de obra, frequentemente em produção de natureza familiar. Portanto, a correta
separação, armazenagem e reciclagem das embalagens de agroquímicos, nestes
casos em especial, não podem ser dissociadas de um contexto mais abrangente
da proteção ambiental que inclua de forma direta a questão da saúde dos
trabalhadores e produtores rurais, bem como de suas famílias.
Finalmente, vale lembrar que mesmo em processo sistêmico de declínio, o
avanço técnico e o aumento da cobertura da gestão de resíduos sólidos agrícolas,
principalmente dos contaminantes sujeitos a processos de logística reversa, não
pode desconsiderar outras lavouras que ocupam proporções significativas dos
cerca de 140 mil hectares que ainda eram cultivados de lavouras temporárias no
estado em 2011, como a cana de açúcar (74,3%), o milho (5,2%), o feijão (2,8%)
e o tomate (1,9%), além das já mencionadas mandioca (10,5%) e abacaxi (3,2%).
3.3.2.2 LAVOURAS PERMANENTES
Também sujeitas a um processo de declínio generalizado de áreas plantadas,
persistente e de longo prazo no Rio de Janeiro (Figura 3.3-5), as lavouras
permanentes têm como principal excepcionalidade no contexto estadual a
recuperação da lavoura cafeeira na MRH de Itaperuna (situada no Noroeste
Fluminense) que, como foi destacado no diagnóstico e se observa na Figura 3.3Consultoria e Assessoria Técnica de Engenharia à SEA para Elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS)
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6, vem promovendo substancial expansão dos plantios perenes da região desde
1995.
100.000
90.000
80.000
70.000
60.000
50.000
40.000
30.000
20.000
10.000
0
1985
1990
1995
2000
2005
2010
2015
FIGURA 3.3-5: ÁREAS PLANTADAS (HECTARES) DE LAVOURAS PERMANENTES NO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO, 1990--2011. FONTE: IBGE / PAM – PRODUÇÃO AGRÍCOLA MUNICIPAL.
12.000
10.000
8.000
6.000
4.000
2.000
0
1985
1990
1995
2000
2005
2010
2015
FIGURA 3.3-6: ÁREAS PLANTADAS (HECTARES) DE LAVOURAS PERMANENTES NA MRH DE ITAPERUNA,
1990--2011. FONTE: IBGE / PAM – PRODUÇÃO AGRÍCOLA MUNICIPAL.
Outro comportamento microrregional atípico foi o provocado pela expansão da
lavoura do coco-da-baía na MRH de Macaé (Figura 3.3-7). Hoje inteiramente
concentrado no município de Quissamã (após a virtual erradicação da cultura no
município de Carapebus sinalizada pelas estatísticas em 2010), esta lavoura
praticamente inexistia nesta região até 1995 e chegou a uma superfície total da
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ordem de 1.300 hectares em 2011, após atingir uma máximo de 1.670 hectares
em 2009 (antes do final do registro estatístico dos plantios de Carapebus).
4.000
3.500
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
500
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
0
Banana
Outras
Coco-da-baía
FIGURA 3.3-7: ÁREAS PLANTADAS (HECTARES) DE LAVOURAS PERMANENTES NA MRH DE M ACAÉ,
1990--2011. FONTE: IBGE / PAM – PRODUÇÃO AGRÍCOLA MUNICIPAL.
Merece registro ainda a expansão da lavoura do café na MRH de Nova Friburgo
(Figura 3.3-8). Concentrada (98,8% em 2011) nos municípios de Nova Friburgo e
Bom Jardim, a cafeicultura passou por uma grande queda na região em 1996
mas, a partir de 1999, recuperou-se passando de 1.270 hectares para 1.800 em
2011 – depois de passar pelo máximo de 2.200 hectares entre 2007 e 2011.
3500
3000
2500
2000
1500
1000
500
0
1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Banana
Outras
Café
FIGURA 3.3-8: ÁREAS PLANTADAS (HECTARES) DE LAVOURAS PERMANENTES NA MRH DE NOVA
FRIBURGO,1999--2011. FONTE: IBGE / PAM – PRODUÇÃO AGRÍCOLA MUNICIPAL.
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Por fim, cabe recordar que o aumento da cobertura da gestão de resíduos sólidos
agrícolas não pode deixar de contemplar as outras lavouras que ocupam
proporções significativas dos cerca de 50 mil hectares ainda cultivados de
lavouras perenes no estado em 2011, como a banana (44,9%) e as frutas cítricas
(laranja, tangerina e limão, com um total de 15,2%), além das já mencionadas
culturas do café (25,2%) e coco-da-baía (8,7%).
3.3.3
CRESCIMENTO INDUSTRIAL
O potencial de crescimento da economia brasileira é considerado pela maioria
dos analistas como sendo superior à média mundial.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE, 2013), por exemplo, prognostica taxas
médias de crescimento do PIB mundial até 2017 de 3,9% a.a. e de 4,0% a.a. de
2018 em diante. Para o Brasil, as estimativas são de, respectivamente, 4,5% e
5,0%.
Mais pessimistas, o Fundo Monetário Internacional14 e a Fundação de Assistência
e Previdência Social do BNDES (FAPES, 2013) situam a perspectiva de
crescimento econômico mundial até 2017 na faixa de 3,5%-4,1% e brasileiro em
3,8%-3,9%.
Em uma trajetória central no que se refere ao Brasil, o serviço de pesquisa
econômica do departamento norte-americano de agricultura15 (USDA/ERS)
projeta um crescimento médio do nível de atividade econômica mundial de 3,4%
a.a. até 2017 e de 3,3 % após 2018. Para o Brasil, as projeções são de estáveis
4,4% a.a. em média no futuro. Vale ressalvar que quando as previsões do USDA
foram elaboradas ainda não era conhecida e expansão modesta da economia
brasileira em 2012, o que certamente torna os prognósticos de curto prazo desta
instituição algo superestimados.
Incorporando-se os dados recentes da economia brasileira (estatísticas até 2012
e previsões do mercado para 201316) e tomando-se como referência principal de
futuro as projeções do USDA, adota-se neste estudo o cenário de referência para
o crescimento da economia brasileira até 2020 apresentado a seguir, no Quadro
3.3-1.
14
International Monetary Fund, World Economic Outlook Database, April 2013.
Disponível em http://www.ers.usda.gov/data-products/international-macroeconomic-data-set.aspx,
consultado pela última vez em 14/07/2013.
16
Banco Central do Brasil, Relatório de Mercado FOCUS 10/05/2013.
15
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59 / 69
QUADRO 3.3-1: EVOLUÇÃO E PREVISÕES DE CRESCIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA 2010-2020.
17
Anos
VAB em R$ milhões
(preços de 2010)
% a.a.*
2010
3.227.181
-
2011
3.315.380
2,733
2012
3.344.290
0,872
2013
3.444.618
3,000
2014
3.582.403
4,000
2020
4.638.499
4,400
Obs.: *a partir do período anterior no quadro.
FONTES: IBGE E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
Para o prognóstico do ritmo de crescimento das demandas setoriais de energia, a
Empresa de Pesquisa Energética do Ministério das Minas e Energia (EPE, 2013)
previu não só o ritmo global como a evolução estrutural da economia brasileira.
No Quadro 3.3-2 esta composição setorial projetada pode ser observada,
juntamente com a estimativa por interpolação dos percentuais para 2020 (os
demais anos são previsões da EPE).
QUADRO 3.3-2: EVOLUÇÃO E PREVISÕES DA COMPOSIÇÃO SETORIAL DA ATIVIDADE ECONÔMICA
BRASILEIRA 2010-2020.
Setores
2010
2013
2017
2020
2022
100,00
100,00
100,00
100,00
100,00
5,30
5,20
5,30
5,36
5,40
Indústria
- Extração mineral
28,07
2,98
27,90
3,18
28,60
4,15
28,60
4,13
28,60
4,12
- Transformação
16,22
15,43
14,87
14,75
14,67
- Construção
5,64
5,97
6,26
6,28
6,29
- SIUP
3,23
3,32
3,32
3,44
3,52
66,63
66,90
66,10
66,04
66,00
VAB
Agropecuária
Setor terciário
FONTES: EPE E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
Dadas, então, as previsões de crescimento global da economia (Quadro 3.3-1) e
de sua composição setorial (Quadro 3.3-2), estima-se os crescimentos
17
VAB = Valor Agregado Bruto, ou PIB a custo de fatores.
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Volume 1 – Proposição de Cenários de Desenvolvimento Socioeconômico
Agosto, 2013 – Rev.00
60 / 69
econômicos nacionais individualizados por setores produtivos (e subsetores, no
caso da indústria) apresentados adiante, no Quadro 3.3-3.
QUADRO 3.3-3: PREVISÕES DO CRESCIMENTO SETORIAL DA ATIVIDADE ECONÔMICA BRASILEIRA 20102020 (VALORES A PREÇOS DE 2010).
2013
Setores
VAB
2010
R$
milhões
3.227.181 3.444.618
2020
% a.a.*
R$
milhões
% a.a.*
2,2
4.638.499
4,3
Agropecuária
171.177
179.120
1,5
250.479
4,9
Indústria
905.852
961.049
2,0
1.326.610
4,7
95.886
109.560
4,5
191.032
8,3
- Transformação
523.616
531.460
0,5
680.551
3,6
- Construção
182.477
205.664
4,1
291.854
5,1
- SIUP
103.873
114.365
3,3
163.173
5,2
2.150.151 2.304.449
2,3
3.061.410
4,1
- Extração mineral
Setor terciário
Obs.: *a partir do período anterior no quadro.
FONTES: ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
Como, em função de mudanças tecnológicas que fazem variar a produtividade
econômica dos fatores de produção, o crescimento da renda nem sempre reflete
o crescimento da produção física (e portanto da geração potencial de resíduos
sólidos), um primeiro passo para melhor aproximação do ritmo de expansão do
porte físico das atividades produtivas é a verificação da relação entre as variações
do emprego e da renda nos setores industriais focalizados. No Quadro 3.3-4 são
então apresentados os dados básicos utilizados e os resultados dos cálculos de
elasticidades-renda do emprego para a indústria de transformação e a construção
civil brasileiras no período 2000-2010, segundo o seguinte modelo:
En = Eo [ (Yn / Yo) (1+e/100)n ]
e = { [ (En/Eo) / (Yn/Yo) ]1/n - 1 } x 100
( Equação 1), onde
En = emprego no setor no ano n
Eo = emprego no setor no ano inicial
Yn = renda no setor no ano n
Yo = renda no setor no ano inicial
e = coeficiente de elasticidade-renda do emprego
n = tempo transcorrido (em anos) entre o ano inicial e o ano n
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QUADRO 3.3-4: ESTIMATIVAS DE ELASTICIDADES-RENDA DO EMPREGO EM ATIVIDADES INDUSTRIAIS
SELECIONADAS, NO PERÍODO 2000-2010.
Setores industriais
Variáveis
VAB (R$ milhões de 2010)
Indústria de
transformação
Emprego (pessoas)
2000
2010
389.074
523.616
8.757.040 10.201.882
Elasticidade-renda do emprego
VAB (R$ milhões de 2010)
Construção civil
Emprego (pessoas)
-1,43
135.570
182.477
4.568.396
6.298.431
Elasticidade-renda do emprego
0,24
FONTES: IBGE E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
Estes resultados significam que o emprego na indústria de transformação cresceu
na década de 2000 em média 1,43% a.a. mais devagar do que a renda do setor,
indicando uma tendência de aumento da produtividade do trabalho. Já a
construção civil demonstrou no período tendência a se tornar mais intensiva em
mão de obra ao apresentar crescimento do emprego em média 0,24% a.a. mais
rápido do que a renda do setor.
A prevalecerem estas tendências até 2020, e considerando-se as previsões
anteriores de expansão da atividade econômica, pode-se antever o crescimento
do emprego nos setores em análise em nível nacional conforme indicado a seguir
no Quadro 3.3-5.
QUADRO 3.3-5: PROJEÇÕES DO EMPREGO NA INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E NA CONSTRUÇÃO CIVIL
NO BRASIL: 2010-2020.
Discriminação
VAB (R$ milhões)*
Indústria de
transformação
Empregos
Empregos
2013
2020
523.616
531.460
680.551
Pessoas 10.201.882 9.916.088 11.478.101
% a.a.**
VAB (R$ milhões)*
Construção
civil
2010
-0,9
182.477
205.664
2,1
291.854
Pessoas
6.298.431 7.150.041 10.318.398
% a.a.**
4,3
5,4
Obs.:
* a preços de 2010.
**a partir do período anterior no quadro.
FONTES: IBGE E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
Ou seja, segundo os parâmetros e critérios de projeção adotados é de se prever
uma velocidade média de expansão moderada (2,1% a.a.) do emprego na
indústria de transformação entre 2014 e 2020, sendo que na construção civil o
ritmo médio esperado indica uma expansão acelerada (5,4% a.a.) neste período
dos postos de trabalho no país.
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O rebatimento destas tendências nacionais do emprego nos contextos regionais,
estaduais e das microrregiões fluminenses, simultaneamente à sua expressão em
termos de crescimento da geração de resíduos (representada pelas variáveis
aproximativas “produção física da indústria da transformação” e “consumo de
materiais de construção na construção civil”), é feito mediante dois procedimentos
sequenciais:
a) determinação das tendências do emprego nos espaços subnacionais nas duas
atividades, mediante a aplicação do “método AiBi” (ver definição teórica e
resultados práticos da aplicação no item 3.1.1.2); e
b) estimativa de taxas de crescimento da geração de com o recurso a coeficientes
de elasticidade18 das variáveis aproximativas em relação à variável emprego.
As elasticidades da geração de resíduos em relação ao crescimento do emprego
no Estado do Rio de Janeiro são calculadas analogamente ao modelo da
Equação 1. Os dados (índices) e resultados são apresentados no Quadro 3.3-6,
adiante.
QUADRO 3.3-6: ESTIMATIVAS DE ELASTICIDADES DA GERAÇÃO DE RESÍDUOS EM RELAÇÃO AO EMPREGO
PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO, 2007-2011.
Discriminação
Produção Física RJ
Indústria de
19
transformação
Emprego RJ
Elasticidade
Consumo de materiais RJ
Construção
20
civil
Unidades
2007
2011
Índices
2007=100
100,00
105,08
100,00
101,61
Coeficiente
21
Emprego RJ
Índices
2007=100
Elasticidade
Coeficiente
0,84
100,00
179,37
100,00
177,77
0,23
FONTES: IBGE E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
A aplicação da sequência de procedimentos atrás descrita gera os resultados
apresentados, a seguir, nos Quadros 3.3-7 e 3.3-8.
18
Aqui o conceito de elasticidade é utilizado com liberdade conceitual, já que não há relação direta de
dependência entre as variáveis aproximativas da geração de resíduos, de um lado, e o emprego, de outro.
Porém as variáveis são correlacionadas entre si e ambas dependentes do nível de atividade econômica nos
dois setores. Trata-se, portanto, de uma estimativa indireta do coeficiente de resposta da geração de
resíduos às variações do nível de atividade econômica.
19
Fonte: IBGE/PIM - Pesquisa Industrial Mensal. Bases temporais transformadas (estimativas da Ecologus).
20
Fontes: IBGE/PAIC - Pesquisa Anual da Indústria da Construção e IBGE/SINAPI - Sistema Nacional de
Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil. Bases temporais transformadas (estimativas da Ecologus).
21
Índice de consumo físico de materiais obtido mediante correção do índice de valor do consumo de
materiais (IBGE/PAIC) pelo índice de preços de materiais de construção (IBGE/SINAPI).
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QUADRO 3.3-7: ESTIMATIVAS DAS TAXAS DE CRESCIMENTO DO EMPREGO E DA GERAÇÃO DE RESÍDUOS
SÓLIDOS NA INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, 2014-2020.
Empregos (pessoas)
BR, GRs, UFs e MRHs
fluminenses
2000
Brasil
2010
2013
% a.a. 2014-2020
2020
8.757.040 10.201.882 9.916.088 11.478.101
Norte
432.604
446.392
Empre- Geração
gos
de RSI
2,1
443.665
458.571
0,5
Nordeste
1.410.432
1.702.834 1.644.996
1.961.111
2,5
Sudeste
4.538.866
5.073.464 4.967.719
5.545.671
1,6
3.940.203
4.459.028 4.356.403
4.917.303
1,7
SP-MG-ES
Rio de Janeiro
Baía da Ilha Grande
Bacia de São João
Itaguaí
Nova Friburgo
Cantagalo-Cordeiro
V. do Paraíba Fluminense
Lagos
Barra do Piraí
Macaé
Itaperuna
Macacu-Caceribu
Serrana
Três Rios
Rio de Janeiro
Santo Antônio de Pádua
Campos dos Goytacazes
Vassouras
Santa Maria Madalena
Sul
Centro-Oeste
598.663
614.436
611.316
628.368
0,4
1,2
3.383
1.660
4.626
19.887
2.936
38.741
8.757
8.412
5.985
7.616
3.463
28.160
8.753
424.922
4.498
20.482
5.597
785
9.899
4.298
7.897
31.120
4.375
53.172
12.003
10.907
7.501
8.352
3.766
30.395
9.186
394.044
4.164
18.085
4.726
546
8.610
3.776
7.250
28.898
4.090
50.318
11.361
10.413
7.201
8.206
3.706
29.953
9.100
400.152
4.230
18.559
4.898
593
15.655
6.628
10.786
41.042
5.646
65.919
14.870
13.111
8.840
9.002
4.034
32.369
9.568
366.770
3.869
15.968
3.957
335
8,9
8,4
5,8
5,1
4,7
3,9
3,9
3,3
3,0
1,3
1,2
1,1
0,7
-1,2
-1,3
-2,1
-3,0
-7,8
9,8
9,3
6,7
6,0
5,6
4,8
4,8
4,2
3,8
2,2
2,1
2,0
1,6
-0,4
-0,4
-1,3
-2,2
-7,1
2.335.840 2.249.795
2.720.074
2,7
792.676
3,8
1.900.838
474.300
643.353
609.914
FONTES: IBGE E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
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QUADRO 3.3-6: ESTIMATIVAS DAS TAXAS DE CRESCIMENTO DO EMPREGO E DA GERAÇÃO DE RESÍDUOS
SÓLIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, 2014-2020.
Empregos
BR, GRs, UFs e MRHs
fluminenses
2000
Brasil
2010
2013
% a.a. 2014-2020
2020
4.568.396 6.298.431 7.150.041 10.318.398
Empre- Geração
gos
de RCC
5,4
Norte
249.719
540.833
898.107
7,5
Nordeste
971.062 1.501.176 1.762.125
2.732.966
6,5
2.233.161 2.815.590 3.102.291
4.168.941
4,3
1.774.800 2.231.052 2.455.642
3.291.214
4,3
Sudeste
SP-MG-ES
444.803
458.361
584.538
646.649
877.727
4,5
4,7
4.557
7.141
7.629
22.107
7.959
16.718
6.305
4.973
4.034
309.223
3.978
5.666
5.457
2.210
23.381
844
17.989
8189
11.473
12.623
12.222
32.633
11.720
24.100
8.444
6.522
5.162
385.006
4.827
6.580
6.314
2.517
26.418
919
19.246
7812
14.877
15.322
14.483
37.814
13.571
27.734
9.497
7.284
5.717
422.310
5.245
7.030
6.736
2.668
27.913
956
19.865
7.626
27.543
25.361
22.894
57.092
20.459
41.253
13.414
10.121
7.783
561.098
6.800
8.704
8.305
3.230
33.475
1.093
22.167
6.936
9,2
7,5
6,8
6,1
6,0
5,8
5,1
4,8
4,5
4,1
3,8
3,1
3,0
2,8
2,6
1,9
1,6
-1,3
9,4
7,7
7,0
6,3
6,3
6,1
5,3
5,0
4,7
4,4
4,0
3,3
3,3
3,0
2,9
2,2
1,8
-1,1
Sul
751.283 1.002.041 1.125.477
1.584.711
5,0
Centro-Oeste
363.171
933.673
6,0
Rio de Janeiro
Bacia de São João
Macaé
Baía da Ilha Grande
Lagos
Itaguaí
Campos dos Goytacazes
Itaperuna
Três Rios
Macacu-Caceribu
Rio de Janeiro
Santo Antônio de Pádua
Barra do Piraí
Vassouras
Cantagalo-Cordeiro
V. do Paraíba Fluminense
Santa Maria Madalena
Serrana
Nova Friburgo
534.821
619.316
FONTES: IBGE E ESTIMATIVAS DA ECOLOGUS.
Em virtude destas constatações e previsões, observa-se22 sobre a indústria de
transformação que:
Em função da esperada correlação relevantemente positiva da produção física
com o crescimento do emprego (elasticidade de 0,84), as taxas de crescimento
previstas da geração de resíduos sólidos industriais (RSI) nas microrregiões
22
Considerando-se o emprego total como referencial de porte físico, e portanto potencial de geração de
resíduos sólidos dos setores em cada MRH.
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homogêneas fluminenses são perceptivelmente superiores às tendências de
expansão do emprego na indústria de transformação;
Ainda assim, o Estado do Rio de Janeiro como um todo apresenta perspectiva
de crescimento moderado (1,2% a.a.) da geração de RSI, porém a dispersão
espacial das taxas de crescimento esperadas até 2020 é grande (de -7,1% a.a.
na MRH de Santa Maria Madalena até 9,8% a.a. na da Baía da Ilha Grande);
As regiões estaduais com maior potencial atual (2013) de geração de RSI são
as da capital (Rio de Janeiro), do Vale do Paraíba Fluminense, Serrana, de
Nova Friburgo e de Campos dos Goytacazes;
Já as regiões com perspectiva de maior velocidade de crescimento da geração
de RSI até 2020 são as da Baía da Ilha Grande (9,8% a.a.), da Bacia de São
João (9,3% a.a.), de Itaguaí (6,7% a.a.), de Nova Friburgo (6,0% a.a.) e de
Cantagalo-Cordeiro (5,6% a.a.);
Em virtude da ampla variação espacial das taxas de crescimento, as regiões
que mais tendem a ganhar posições na ordem de magnitude da geração
potencial de RSI de 2013 a 2020 são as da Bacia de São João (do 16º para o
13º lugar), da Baia da Ilha Grande (do 9º para o 6º), de Itaguaí ( do 11º para o
9º) e de Macacu-Caceribu (do 17º para o 15º);
As regiões com menor perspectiva de velocidade de crescimento da geração
de RSI até 2020 (na verdade, que apresentam tendência de redução da
geração) são as de Santa Maria Madalena (-7,1% a.a.), de Vassouras (-2,2%
a.a.), de Campos dos Goytacazes (-1,3% a.a.), de Santo Antônio de Pádua
(-0,4% a.a.) e do Rio de Janeiro (-0,4% a.a.);
Finalmente, as regiões que mais tendem a perder posições na ordem de
magnitude da geração potencial de RSI de 2013 a 2020 são a de Santo
Antônio de Pádua (do 14º para o 17º lugar), a de Vassouras (do 13º para o 16º)
e a de Três Rios (do 8º para o 10º).
No que se refere ao setor de construção civil, verifica-se que:
A baixa, ainda que positiva, resposta do consumo de materiais ao crescimento
do emprego (elasticidade de 0,23), faz com que as taxas de crescimento
previstas da geração de resíduos sólidos da construção (RCC) nas
microrregiões homogêneas fluminenses sejam muito semelhantes às
tendências de expansão do emprego no setor nestas unidades territoriais;
O Estado do Rio de Janeiro como um todo apresenta perspectiva de rápido
crescimento (4,5% a.a.) da geração de (RCC), e também neste caso a
dispersão espacial das taxas de crescimento esperadas até 2020 é grande (de
-1,1% a.a. na MRH de Nova Friburgo até 9,4% a.a. na da Bacia de São João);
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As regiões estaduais com maior potencial atual (2013) de geração de RCC são
as da capital (Rio de Janeiro), dos Lagos, do Vale do Paraíba Fluminense, de
Campos dos Goytacazes e Serrana;
Já as regiões com perspectiva de maior velocidade de crescimento da geração
de RCC até 2020 são as da Bacia de São João (9,4% a.a.), de Macaé (7,7%
a.a.), da Baía da Ilha Grande (7,0% a.a.), dos Lagos (6,3% a.a.) e de Itaguaí
(6,3% a.a.);
A única região que tende a ganhar posições expressivamente na ordem de
magnitude da geração potencial de RCC de 2013 a 2020 é a da Bacia de São
João (do 7º para o 5º lugar);
Com exceção da MRH de Nova Friburgo (-1,1% a.a.), mesmo as regiões com
menor perspectiva de velocidade de crescimento da geração de RCC até 2020
apresentam tendências de expansão; são elas a Serrana (1,8% a.a.), a de
Santa Maria Madalena (2,2% a.a.), a do Vale do Paraíba Fluminense (2,9%
a.a.) e a de Cantagalo-Cordeiro (3,0% a.a.);
Finalmente, neste quadro generalizado de perspectivas de crescimento
importantes da geração de RCC as únicas regiões que tendem a perder
posições de forma significativa na ordem de magnitude da geração potencial de
RCC de 2013 a 2020 são as de Nova Friburgo (do 11º para o 15º lugar) e a
Serrana (do 5º para o 8º).
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Volume 1 – Proposição de Cenários de Desenvolvimento Socioeconômico
Agosto, 2013 – Rev.00
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