Prefeitura do Município de Jacareí
Secretaria de Infraestrutura Municipal
Contrato nº 6.007.00/2010
Plano Diretor de Drenagem
Relatório 2 – R2 Revisão 01
Formulação de Cenários; Diagnostico e Prognóstico das Inundações.
AGOSTO/ 2011
SUMÁRIO
1 - INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 10
2 - FORMULAÇÃO DE CENÁRIOS .............................................................................. 11
2.1 - ANÁLISE DA INFLUÊNCIA SOBRE OS ESCOAMENTOS PLUVIAIS ................................... 11
2.1.1 - Modelo Matemático de Simulação – Modelo Hidrológico ............................ 12
2.1.1.2 - Preparação de Dados para o Modelo Hidrológico HEC-HMS............... 12
2.2 - CENÁRIO ATUAL - 2010 ....................................................................................... 28
2.2.1 – Resultados do Modelo Hidrológico ............................................................. 33
2.2.1.1 – Bacia do Córrego do Tanquinho .......................................................... 33
2.2.1.2 – Bacia do Córrego do Turi ..................................................................... 34
2.2.1.3 – Bacia do Rio Comprido ........................................................................ 38
2.2.1.4 – Bacia do Córrego Quatro Ribeiras ...................................................... 39
2.2.1.5 – Bacia do Córrego Seco ........................................................................ 41
2.3 – CENÁRIO TENDENCIAL - 2030............................................................................... 41
2.3.1 – Resultados do Modelo Hidrológico ............................................................. 46
2.3.1.1 – Bacia do Córrego do Tanquinho .......................................................... 46
2.3.1.2. Bacia do Córrego do Turi ....................................................................... 47
2.3.1.3 – Bacia do Rio Comprido ....................................................................... 52
2.3.1.4. Bacia do Córrego do Quatro Ribeira ...................................................... 53
2.3.1.5. Bacia do Córrego Seco .......................................................................... 54
2.4 - CENÁRIO DIRIGIDO ............................................................................................... 55
2.4.1 Diretrizes Regionais e Locais ........................................................................ 55
2.4.1.1 - Previsão de Adensamento de Uso e Ocupação ................................... 57
2.4.2 - Distribuição populacional para novo arranjo territorial................................. 61
2.4.2.1 Metodologia da estimativa de distribuição populacional ......................... 62
2.4.3 Resultados do Modelo Hidrológico ............................................................... 72
2.4.3.1 Bacia do Córrego do Tanquinho ............................................................ 72
2.4.3.2 Bacia do Córrego do Turi ....................................................................... 73
2.4.3.3 - Bacia do Rio Comprido ........................................................................ 76
2.4.3.4 Bacia do Córrego do Quatro Ribeira ...................................................... 77
2.4.3.5. Bacia do Córrego Seco .......................................................................... 78
3. - MODELAGEM HIDRÁULICA ................................................................................. 81
3.1 - ............................................................................................................................ 82
O MODELO HEC-RAS .................................................................................................. 82
3.2 SEÇÕES TRANSVERSAIS .......................................................................................... 83
3.3 VERIFICAÇÕES HIDRÁULICAS ................................................................................... 86
3.3.1 - Bacia hidrográfica do córrego Tanquinho .............................................. 86
3.3.1.1 - Preparação de dados ........................................................................... 86
3.4.1.2 Resultados das simulações hidráulicas ..... Erro! Indicador não definido.
ANEXOS ......................................................................................................... 92
ANEXO I – CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES
........................................................................... Erro! Indicador não definido.
ANEXO II – HIDROGRAMAS DE CHEIAS NA FOZ – TR50- VERIFICAÇÃO
DA DURAÇÃO CRÍTICA ................................................................................. 94
ANEXO III – RELATÓRIO DE TRANSPORTE DE RN.................................. 104
ÍNDICE DE TABELA
TABELA 1 : DADOS PARA ELABORAÇÃO DO MODELO HIDROLÓGICO – BACIA
DO CÓRREGO DO TANQUINHO ................................................................................. 18
TABELA 2: DADOS PARA ELABORAÇÃO DO MODELO HIDROLÓGICO – BACIA
DO CÓRREGO DO TURI .............................................................................................. 19
TABELA 3: DADOS PARA ELABORAÇÃO DO MODELO HIDROLÓGICO – BACIA
DO CÓRREGO RIO COMPRIDO .................................................................................. 20
TABELA 4: DADOS PARA ELABORAÇÃO DO MODELO HIDROLÓGICO – BACIA
DO CÓRREGO QUATRO RIBEIRAS ........................................................................... 21
TABELA 05: DADOS PARA ELABORAÇÃO DO MODELO HIDROLÓGICO – BACIA
DO CÓRREGO SECO .................................................................................................. 22
TABELA 6: DISTRIBUIÇÃO TEMPORAL DA CHUVA DE PROJETO ........................ 26
TABELA 7: RESULTADO DA DENSIDADE POPULACIONAL E DA
PORCENTAGEM DE ÁREA IMPERMEÁVEL POR SUB-BACIA HIDROGRÁFICA NO
CENÁRIO ATUAL – 2010. ............................................................................................ 30
TABELA 8: VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO CÓRREGO DO TANQUINHO33
TABELA 9 : CURVA COTA X DESCARGA DA BACIA DE DETENÇÃO VILA
FORMOSA .................................................................................................................... 34
TABELA 10: CURVA COTA X DESCARGA DA BACIA DE DETENÇÃO JARDIM
PITORESCO ................................................................................................................. 35
TABELA 11: VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO CÓRREGO DO TURI. ........ 35
TABELA 12: VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO RIO COMPRIDO. ............... 38
TABELA 13: VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO CÓRREGO QUATRO
RIBEIRAS. .................................................................................................................... 39
TABELA 14: VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO CÓRREGO SECO.............. 41
TABELA 15: RESULTADO DA DENSIDADE POPULACIONAL E DA
PORCENTAGEM DE ÁREA IMPERMEÁVEL POR SUB-BACIA HIDROGRÁFICA NO
CENÁRIO TENDENCIAL. ............................................................................................. 43
TABELA 16: VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO CÓRREGO DO
TANQUINHO. ................................................................................................................ 46
TABELA 17: CURVA COTA X DESCARGA – BACIA DE DETENÇÃO CHÁCARA
COLEGINHO ................................................................................................................. 47
TABELA 18: CURVA COTA X DESCARGA- BACIA DE DETENÇÃO PARQUE DOS
PRINCIPIES .................................................................................................................. 48
TABELA 19: VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO CÓRREGO DO TURI. ........ 48
TABELA 20 : VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO RIO COMPRIDO. .............. 52
TABELA 21: VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO CÓRREGO QUATRO
RIBEIRAS. .................................................................................................................... 53
TABELA 22: VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO CÓRREGO SECO.............. 54
TABELA 23 : ESTIMATIVA DE DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO 2030 POR
MICROBACIA DE ESGOTAMENTO. ........................................................................... 64
TABELA 24 : RESULTADO DA DENSIDADE POPULACIONAL BEM COMO A
PORCENTAGEM DE ÁREA IMPERMEÁVEL, POR SUB-BACIA HIDROGRÁFICA NO
CENÁRIO DIRIGIDO. .................................................................................................... 69
TABELA 25: VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO CÓRREGO DO TANQUINHO72
TABELA 26 : VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO CÓRREGO DO TURI. ....... 73
TABELA 27: COMPARAÇÃO DA VAZÃO MÁXIMA NA FOZ DA BACIA DO
CÓRREGO TURI EM DIFERENTES TEMPOS DE RETORNO. ................................... 75
TABELA 28: VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO RIO COMPRIDO. ............... 76
TABELA 29 : VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO CÓRREGO QUATRO
RIBEIRAS. .................................................................................................................... 77
TABELA 30: VAZÕES DE PICO NAS SUB-BACIAS DO CÓRREGO SECO.............. 78
TABELA 31: APRESENTAÇÃO DO RESUMO DAS VAZÕES MÁXIMAS NA FOZ EM
CADA BACIA HIDROGRÁFICA. .................................................................................. 80
TABELA 32: VAZÕES MÁXIMAS OBTIDAS NO HEC- HMS PARA CÓRREGO
TANQUINHO – LEITO PRINCIPAL. ............................................................................. 89
TABELA 33: VAZÕES MÁXIMAS OBTIDAS NO HEC- HMS PARA CÓRREGO
TANQUINHO – AFLUENTES. ...................................................................................... 90
ÍNDICE DE QUADRO
QUADRO 01: ZONEAMENTO DA ÁREA DE ADENSAMENTO ................................. 59
QUADRO 02: ESTIMATIVA DE INCREMENTO POPULACIONAL ............................. 61
QUADRO 03: TIPOLOGIA DE OCUPAÇÃO E POPULAÇÃO 2010. ........................... 62
QUADRO 04: TIPOLOGIA DE OCUPAÇÃO E POPULAÇÃO 2030. ........................... 63
QUADRO 5:GLOSSÁRIO DE TEREMOS TÉCNICOS DO MODELO HEC-RAS ......... 82
ÍNDICE DE FIGURAS
FIGURA 1: BACIAS HIDROGRÁFICAS DO MUNICÍPIO DE JACAREÍ ...................... 13
FIGURA 2: BACIA DO CÓRREGO TANQUINHO - DELIMITAÇÃO DAS SUB-BACIAS14
FIGURA 3: BACIA DO CÓRREGO TURI- DELIMITAÇÃO DAS SUB-BACIAS .......... 15
FIGURA 4: BACIA DO RIO COMPRIDO - DELIMITAÇÃO DAS SUB-BACIAS .......... 15
FIGURA 5: BACIA DO CÓRREGO QUATRO RIBEIRA - DELIMITAÇÃO DAS SUBBACIAS ......................................................................................................................... 16
FIGURA 6: BACIA DO CÓRREGO SECO - DELIMITAÇÃO DAS SUB-BACIAS ....... 17
FIGURA 7: DIAGRAMA UNIFILAR DA BACIA DO CÓRREGO TANQUINHO ........... 23
FIGURA 8: DIAGRAMA UNIFILAR DA BACIA DO CÓRREGO TURI ......................... 23
FIGURA 9: DIAGRAMA UNIFILAR DA BACIA DO RIO COMPRIDO ......................... 24
FIGURA 10: DIAGRAMA UNIFILAR DA BACIA DO CÓRREGO QUATRO RIBEIRA 24
FIGURA 11: DIAGRAMA UNIFILAR DA BACIA DO CÓRREGO SECO ..................... 25
FIGURA 12: VARIAÇÃO DO GRAU DE IMPERMEABILIZAÇÃO COM A DENSIDADE
DEMOGRÁFICA ........................................................................................................... 29
FIGURA 13: APRESENTAÇÃO DA DENSIDADE POPULACIONAL (HAB/HA) NO
CENÁRIO ATUAL. ........................................................................................................ 32
FIGURA 14: APRESENTAÇÃO DA PORCENTAGEM DE ÁREA IMPERMEÁVEL NO
CENÁRIO ATUAL. ........................................................................................................ 32
FIGURA 15 HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 3 HORAS34
FIGURA 16: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 2
HORAS.......................................................................................................................... 36
FIGURA 17: HIDROGRAMA AFLUENTE E EFLUENTE DA BACIA DE DETENÇÃO
VILA FORMOSA PARA TR DE 50 ANOS E DURAÇÃO CRÍTICA DE 2 HORAS. ...... 37
FIGURA 18: HIDROGRAMA AFLUENTE E EFLUENTE DA BACIA DE DETENÇÃO
JARDIM PITORESCO PARA TR DE 50 ANOS E DURAÇÃO CRÍTICA DE 2 HORAS.37
FIGURA 19: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 2
HORAS.......................................................................................................................... 38
FIGURA 20: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 2
HORAS.......................................................................................................................... 40
FIGURA 21: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 2
HORAS.......................................................................................................................... 41
FIGURA 22: APRESENTAÇÃO DA DENSIDADE POPULACIONAL (HAB/HA) NO
CENÁRIO TENDENCIAL. ............................................................................................. 45
FIGURA 23: APRESENTAÇÃO DA PORCENTAGEM DE ÁREA IMPERMEÁVEL NO
CENÁRIO TENDENCIAL. ............................................................................................. 45
FIGURA 24: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 3
HORAS.......................................................................................................................... 47
FIGURA 25: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 2
HORAS.......................................................................................................................... 49
FIGURA 26: HIDROGRAMA AFLUENTE E EFLUENTE DA BACIA DE DETENÇÃO
VILA FORMOSA PARA DE TR DE 50 ANOS E DURAÇÃO CRÍTICA DE 2 HORAS. 49
FIGURA 27: HIDROGRAMA AFLUENTE E EFLUENTE DA BACIA DE DETENÇÃO
JARDIM PITORESCO PARA TR DE 50 ANOS E DURAÇÃO CRÍTICA DE 2 HORAS.50
FIGURA 28: HIDROGRAMA AFLUENTE E EFLUENTE DA BACIA DE DETENÇÃO
CHÁCARA COLEGINHO PARA TR DE 50 ANOS E DURAÇÃO CRÍTICA DE 2
HORAS.......................................................................................................................... 50
FIGURA 29: HIDROGRAMA AFLUENTE E EFLUENTE DA BACIA DE DETENÇÃO
PARQUE DOS PRINCIPIES PARA TR DE 50 ANOS E DURAÇÃO CRÍTICA DE 2
HORAS.......................................................................................................................... 51
FIGURA 30: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 2
HORAS.......................................................................................................................... 52
FIGURA 31: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 2
HORAS.......................................................................................................................... 54
FIGURA 32: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 2
HORAS.......................................................................................................................... 55
FIGURA 33: MACROMETRÓPOLE LOGÍSTICA PROJETADA .................................. 56
FIGURA 34: DIRETRIZES REGIONAIS E LOCAIS ..................................................... 57
FIGURA 35: PREVISÃO DE ADENSAMENTO DE USO E OCUPAÇÃO .................... 58
FIGURA 36: URBANIZAÇÃO CONSOLIDADA JACAREÍ E SÃO JOSÉ DOS
CAMPOS ....................................................................................................................... 60
FIGURA 37: CONDICIONANTES AMBIENTAIS .......................................................... 61
FIGURA 38 : CRUZAMENTO ENTRE AS DENSIDADES 2030 PARA O CENÁRIO
DIRIGIDO E AS DENSIDADES ESTABELECIDAS PELO PDOT................................ 68
FIGURA 39: APRESENTAÇÃO DA DENSIDADE POPULACIONAL (HAB/HA) NO
CENÁRIO DIRIGIDO. .................................................................................................... 71
FIGURA 40: APRESENTAÇÃO DA PORCENTAGEM DE ÁREA IMPERMEÁVEL NO
CENÁRIO DIRIGIDO. .................................................................................................... 71
FIGURA 41: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 3
HORAS.......................................................................................................................... 73
FIGURA 42: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 2
HORAS.......................................................................................................................... 74
FIGURA 43: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 2
HORAS.......................................................................................................................... 76
FIGURA 44: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 2
HORAS.......................................................................................................................... 78
FIGURA 45: HIDROGRAMA DE VAZÃO – FOZ– TR 50 ANOS – DURAÇÃO 2
HORAS.......................................................................................................................... 79
FIGURA 46: FLUVIOGRAMA OBSERVADO NA ESTAÇÃO FLUVIOMÉTRICA DO
SAAE NO PERÍODO DE JANEIRO 1999 A JULHO DE 2010. .................................... 87
FIGURA 47: BACIA DO CÓRREGO TANQUINHO – LOCALIZAÇÃO DOS TRECHOS
QUE FORAM REALIZADAS AS SIMULAÇÕES HIDRÁULICAS. ............................... 88
FIGURA 48: PERFIL HIDRÁULICO DO CÓRREGO TANQUINHO – TRECHO 01CENÁRIO ATUAL. ................................................ ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 49: PERFIL HIDRÁULICO DO CÓRREGO TANQUINHO – TRECHO 02 CENÁRIO ATUAL. ................................................ ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 50: PERFIL HIDRÁULICO DO CÓRREGO TANQUINHO – TRECHO 03 CENÁRIO ATUAL. ................................................ ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 51: PERFIL HIDRÁULICO DO CÓRREGO TANQUINHO – TRECHO 01CENÁRIO TENDENCIAL. ..................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 52: PERFIL HIDRÁULICO DO CÓRREGO TANQUINHO – TRECHO 02 CENÁRIO TENDENCIAL. ..................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 53: PERFIL HIDRÁULICO DO CÓRREGO TANQUINHO – TRECHO 03CENÁRIO TENDENCIAL. ..................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 54: PERFIL HIDRÁULICO DO CANAL PAULISTANO - CENÁRIO ATUAL.ERRO! INDIC
FIGURA 55: PERFIL HIDRÁULICO DO CANAL PAULISTANO - CENÁRIO
TENDENCIAL. ...................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 56: PERFIL HIDRÁULICO DO CANAL SÃO LUIZ – CENÁRIO ATUAL.ERRO! INDICADO
FIGURA 57: PERFIL HIDRÁULICO DO CANAL SÃO LUIZ – CENÁRIO
TENDENCIAL. ...................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 58: PERFIL HIDRÁULICO DO AFLUENTE C – CENÁRIO ATUALERRO! INDICADOR N
FIGURA 59: PERFIL HIDRÁULICO DO AFLUENTE C – CENÁRIO TENDENCIAL.ERRO! INDICA
FIGURA 60: PERFIL HIDRÁULICO DO AFLUENTE D – TRECHO01- CENÁRIO
ATUAL. ................................................................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 61: PERFIL HIDRÁULICO DO AFLUENTE D - TRECHO 02- CENÁRIO
ATUAL. ................................................................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 62: PERFIL HIDRÁULICO DO AFLUENTE D – TRECHO 01 - CENÁRIO
TENDENCIAL ....................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 63: PERFIL HIDRÁULICO DO AFLUENTE D –– TRECHO 02- CENÁRIO
TENDENCIAL ....................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 64: PERFIL HIDRÁULICO DO AFLUENTE E – TRECHO 01- CENÁRIO
ATUAL .................................................................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 66: PERFIL HIDRÁULICO DO AFLUENTE E – TRECHO 01 - CENÁRIO
TENDENCIAL. ...................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
FIGURA 67: PERFIL HIDRÁULICO DO AFLUENTE E– TRECHO 02 – CENÁRIO
TENDENCIAL. ...................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
1 - INTRODUÇÃO
Este documento constitui a Revisão 01 do Segundo Relatório – R2 Formulações de
Cenários, Diagnóstico e Prognóstico das Inundações, parte integrante do projeto
denominado “Elaboração do Plano Diretor de Drenagem do Município de Jacareí”,
conforme estabelecido no Contrato nº 6.007.00/2010 celebrado entre a Secretaria de
Infraestrutura Municipal, da Prefeitura Municipal de Jacareí e a Companhia Brasileira
de Projetos e Empreendimentos – COBRAPE.
O presente apresenta a formulação e desenvolvimento de cenários e o diagnóstico das
Inundações da bacia do córrego Tanquinho, os diagnósticos das demais bacias serão
apresentados em volumes individuais.
2 - FORMULAÇÃO DE CENÁRIOS
Esta atividade teve por objetivo definir os arranjos ou alternativas potencialmente
viáveis para a evolução do uso e ocupação do solo na área do município de Jacareí,
correlacionando-os com as influências, seja por intensificação ou surgimento, sobre
eventuais problemas que afetam o desempenho operacional do sistema de drenagem.
A primeira condicionante a ser considerada na avaliação de cenários refere-se ao
adensamento da área urbanizada com os conseqüentes aumentos das áreas
impermeabilizadas e dos escoamentos pluviais. Nesse contexto, foram preparados os
cenários dirigido e tendencial, onde a evolução pode ser influenciada por fatores
econômicos externos (regionais) e/ou induzida a partir da imposição de condicionantes
para o plano de ordenamento territorial.
Uma segunda vertente para o estabelecimento de cenários alternativos diz respeito às
propostas de intervenções estruturais, mitigadoras – cujas implementações visam
solucionar problemas de drenagem pré-existentes, ou preventivas – que têm por
objetivo preparar o sistema de drenagem para um adequado funcionamento, mesmo
nas condições futuras, que serão apresentadas no relatório 3.
Finalmente, permeando ou combinando-se com as condicionantes anteriores,
concorrem as propostas de ações de cunho não estruturais. Em síntese, o estudo
compreende a montagem de configurações de estruturas hidráulicas e afins,
contemplando os diversos usos urbanos e, inclusive, as medidas não estruturais, que
serão apresentadas no relatório 4.
Em seguida, cada uma das alternativas será avaliada, conforme detalhado nas
atividades seguintes.
2.1 - Análise da influência sobre os escoamentos pluviais
Uma das principais atividades envolvidas na avaliação de cenários em estudos de
drenagem urbana refere-se à determinação das alterações nas magnitudes dos
deflúvios superficiais de uma bacia hidrográfica, considerada uma seção de referência,
frente às diferentes alternativas de arranjos estruturais e não estruturais propostas.
Para essa determinação, os estudos hidrológicos forma conduzidos a partir da
aplicação de modelo de simulação hidrológica.
2.1.1 - Modelo Matemático de Simulação – Modelo Hidrológico
Para caracterização dos problemas associados à macrodrenagem, necessita-se
inicialmente das estimativas das vazões afluentes aos diferentes pontos ou seções de
referência de uma dada bacia hidrográfica. As vazões afluentes são associadas a uma
determinada probabilidade de ocorrência, em geral, tratada em número de anos ou
período de retorno, que por sua vez resulta da aplicação de metodologias estatísticas
às
séries
de
observações
pluviométricas
disponíveis
para
localidades
de
monitoramento da própria bacia ou do entorno próximo.
A estimativa das vazões máximas afluentes às seções de referência foi efetuada a
partir da aplicação do Modelo Hidrológico HEC-HMS1. O modelo permite a reunião, em
um único software, dos algoritmos de desagregação de precipitações, infiltração,
escoamento superficial e geração de hidrogramas sintéticos para bacias hidrográficas.
2.1.1.2 - Preparação de Dados para o Modelo Hidrológico HEC-HMS
O município de Jacareí apresenta quatro bacias hidrográficas representadas na figura
01, sendo elas:
- Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul;
- Bacia Hidrográfica de Santa Branca;
- Bacia Hidrográfica do Rio Parateí; e
- Bacia Hidrográfica do Rio Jaguari.
1
‘Hydrological Engeneering Center – Hudrological Modelling System” - US Corps of Engeneers
Figura 1: Bacias Hidrográficas do Município de Jacareí
Sendo objeto do Plano Diretor de Drenagem, principalmente, a área urbana do
município de Jacareí, foram destacadas as bacias de maior interesse para a
modelagem hidrológica: Córrego Turi; Tanquinho; Rio Comprido; Seco e Quatro
Ribeira. Todas essas bacias estão inseridas na bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do
Sul.
Bacia do Córrego Tanquinho
O Córrego Tanquinho é afluente da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, com uma
área de drenagem total de 15,97 Km2, e extensão de 7,88 Km, sendo em sua maioria
em canal natural.
A bacia do Canal do Tanquinho é composta por terrenos em colinas no seu trecho
superior e uma ampla várzea a jusante da travessia da Av. Lucas Nogueira Garcez.
A figura 02 apresenta as microbacias do Córrego Tanquinho, considerando um nível de
desagregação ou detalhamento ajustado às necessidades de estimativas das vazões
de cheias ao longo de seções de referência tomadas ao longo de suas calhas fluviais.
Figura 2: Bacia do Córrego Tanquinho - Delimitação das Sub-Bacias
Bacia do Córrego Turi
O Córrego Turi é afluente da margem direita do Rio Paraíba do Sul, com uma área de
drenagem total de 19,36 Km2, e extensão de 10,66 Km, sendo em sua maioria em
canal natural.
A figura 03 apresenta as microbacias do Córrego Turi, cujo detalhamento permite
estimar vazões de cheias máximas ao longo de todas as calhas fluviais.
Figura 3: Bacia do córrego Turi- delimitação das sub-bacias
Bacia do Rio Comprido
O Rio Comprido é afluente da margem direita do Rio Paraíba do Sul, com uma área de
drenagem total de 47,18 Km2, e extensão de 17,14 Km, sendo em sua maioria em
canal natural.
A figura 04 apresenta as microbacias do Rio Comprido, cujo detalhamento permite
estimar vazões de cheias máximas ao longo de todas as calhas fluviais.
Figura 4: Bacia do Rio Comprido - Delimitação das Sub-Bacias
Bacia do Córrego Quatro Ribeiras
O Córrego Quatro Ribeiras é afluente da margem direita do Rio Paraíba do Sul, com
uma área de drenagem total de 12,85 Km2, e extensão de 7,25Km, sendo em sua
maioria em canal natural.
A figura 05 a seguir apresenta as microbacias do Córrego Quatro Ribeiras, cujo
detalhamento permite estimar vazões de cheias máximas ao longo de todas as calhas
fluviais.
Figura 5: Bacia do Córrego Quatro Ribeira - Delimitação das Sub-Bacias
Bacia do Córrego Seco
O Córrego Seco é afluente da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, com uma
área de drenagem total de 8,70 Km2, e extensão de 7,6 Km, sendo em sua maioria
em canal natural.
A figura 06 a seguir apresenta as microbacias do Córrego Seco, cujo detalhamento
permite estimar vazões de cheias máximas ao longo de todas as calhas fluviais.
Figura 6: Bacia do córrego Seco - delimitação das sub-bacias
Os dados para geração do modelo hidrológico estão apresentados nas Tabelas de 1 a
5.
Tabela 1 : Dados para elaboração do Modelo Hidrológico – Bacia do Córrego do Tanquinho
Tabela 2: Dados para elaboração do Modelo Hidrológico – Bacia do Córrego do Turi
Tabela 3: Dados para elaboração do Modelo Hidrológico – Bacia do Córrego Rio Comprido
Tabela 4: Dados para elaboração do Modelo Hidrológico – Bacia do Córrego Quatro Ribeiras
Tabela 05: Dados para elaboração do Modelo Hidrológico – Bacia do Córrego Seco
Inseridos os dados de entrada no modelo computacional HEC-HMS, foram realizadas simulações com o objetivo de determinar os
hidrogramas de cheias, para a duração crítica e diferentes períodos de retorno.
CONFIGURAÇÕES DAS BACIAS PARA O MODELO HIDROLÓGICO
As Figuras 07 a 11 apresentam o modelo topológico das bacias em estudo,
desenvolvidos no modelo HEC-HMS.
Figura 7: Diagrama Unifilar da Bacia do Córrego Tanquinho
Figura 8: Diagrama Unifilar da Bacia do Córrego Turi
Figura 9: Diagrama Unifilar da Bacia do Rio Comprido
Figura 10: Diagrama Unifilar da Bacia do Córrego Quatro Ribeira
Figura 11: Diagrama Unifilar da Bacia do Córrego Seco
Chuvas de Projeto
Como a cidade de Jacareí não apresenta uma equação de chuvas intensas, a equação
adotada foi a definida para a cidade de Taubaté2:
it,T = 54,5294 (t+30)–0,9637+ 11,0319 (t+20)–0,9116.[–0,4740–0,8839 ln ln(T/T–1)]
Onde:
10 ≤ t ≤ 1440
i: intensidade da chuva, correspondente à duração t e período de retorno T, em
mm/min;
t: duração da chuva em minutos;
2
“Equações de Chuvas Intensas no Estado de São Paulo” – Departamento de Águas e Energia Elétrica – DAEE / Centro Tecnológico de
Hidráulica e Recursos Hidricos, Outubro/1999.
T: período de retorno em anos.
Na Tabela 06 a seguir é apresentada a distribuição temporal da chuva de projeto para
período de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100 anos, duração de 2 horas e intervalo de
cálculo de 10 minutos.
Tabela 6: Distribuição temporal da chuva de projeto
Tempo
(min)
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
150
160
170
180
190
200
210
220
230
240
250
260
270
280
290
300
Período de Retorno - TR
10
25
50
100
Precipitação (mm)
1.479
1.69
1.955 2.152 2.348
1.976 2.252 2.601 2.859 3.116
2.808 3.195 3.684 4.047 4.407
4.375 4.978 5.741 6.306 6.867
7.953 9.088 10.523 11.587 12.643
19.846 23.146 27.314 30.407 33.476
11.842 13.617 15.861 17.525 19.177
5.751 6.552 7.564 8.316 9.061
3.455 3.931 4.531 4.976 5.418
2.334 2.658 3.066
3.37
3.67
1.699 1.938
2.24
2.465 2.687
1.302 1.489 1.725
1.9
2.074
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
0.1
5
Determinação da duração crítica das chuvas intensas
A determinação da duração crítica da precipitação foi realizada por meio de simulações chuvavazão para os eventos pluviométricos com diferentes durações, identificando aquela que
produziu a maior vazão de pico no exutório das bacias.
Foram gerados hidrogramas de cheias no exutório de cada bacia (ponto de controle Foz do
modelo hidrológico), resultantes das simulações para eventos de diferentes durações e período
de retorno de 50 anos, apresentados no Anexo II.
Os resultados indicaram que o evento que resultou na situação mais crítica, ou seja, na maior
vazão de cheia, praticamente em todas as bacias, foi equivalente à duração de 120 minutos
com exceção a bacia hidrográfica do córrego Tanquinho que apresentou a duração de 180
minutos.
Dessa forma, os eventos de precipitação de duração igual a 120 ou 180 minutos foram
adotados para a determinação dos hidrogramas de cheias relativos aos demais períodos de
retorno.
2.2 - Cenário Atual - 2010
Esse cenário representa a condição atual, 2010, de uso e ocupação do solo para o
município de Jacareí.
O número de habitantes no cenário atual foram obtidos por meio do Censo IBGE 2010.
A população total de 211.214 habitantes foi distribuída por bacias de esgotamento
proporcionalmente, conforme estudo populacional e distribuição espacial por Bacias de
Esgotamento Sanitário (Consórcio Cobrape/Gerentec)3.
No entanto, como esse estudo de drenagem é realizado por bacias hidrográficas, foi
realizado no software Arc- GIS o cruzamento da base com as delimitações das bacias
de esgotamento e a base das delimitações das bacias hidrográficas para enfim obter o
número de habitantes por bacia hidrográfica.
Com relação à impermeabilidade do solo o método para cálculo, específico para áreas
com ocupação urbana, foi baseado em coleta de dados nas cidades de São Paulo,
Porto Alegre e Curitiba, desenvolvido por Campana e Tucci, 1994. Neste estudo
associou-se a densidade demográfica ao grau de impermeabilização do solo, conforme
mostrado na figura 12.
Essa metodologia permite por meio da projeção do crescimento anual da população,
fornecer indicações acerca da impermeabilização da bacia para diferentes horizontes
de projeto.
.
3
Projeto “Elaboração de Estudos e Projeto Básico do Sistema de Esgoto Sanitário Córrego Turi e Margem Esquerda do Rio
Paraíba do Sul e Projeto Executivo do Sistema Córrego Turi e Bacias B 2.1 e B 2.2 realizado para o SAEE.
Figura 12: Variação do grau de impermeabilização com a densidade demográfica
O ajuste efetuado aos pontos definidos pelos pares de densidade habitacional e área
impermeável, calculadas para algumas das grandes metrópoles brasileiras, resultou
nas equações apresentadas a seguir:
Aimpermeável = - 3,86 + 0,55 d (para d ≤ 115 hab/ha)
Aimpermeável = 53,2 + 0,054 d (para d > 115 hab/ha)
onde:
Aimpermeável = % de área impermeável em relação à área total da bacia:
d = densidade populacional (hab/ha).
A área impermeável é entendida como a área que não permite infiltração da água da
chuva e a água precipitada sobre a mesma escoa diretamente para a rede pluvial.
Estas relações foram obtidas para as seguintes condições:
•
Bacias com áreas acima de 2 Km2.;
•
Áreas com predominância de ocupação residencial;
•
Distribuição uniforme de ocupação uni a multifamiliar;
•
Bacias com acentuado relevo e grandes áreas verdes poderão ocorrer
distorções.
A tabela 7 apresenta o resultado da densidade populacional bem como a porcentagem
de área impermeável, por sub-bacia hidrográfica no cenário atual – 2010.
Tabela 7: Resultado da densidade populacional e da porcentagem de área impermeável por subbacia hidrográfica no cenário atual – 2010.
RIO COMPRIDO
CÓRREGO DO TURI
CÓRREGO DO TANQUINHO
BACIA
MICRO-BACIA
DENSIDADE (hab/ha)
% ÁREA IMPERMEÁVEL
B20-A
B20-B
B20-C
B20-D
B20-E
B20-F
B20-G
B20-H
B20-Ia
B20-Ib
B20-J
B20-L
B20-M
B20-N
B20-Oa.
B20-Ob
B20-P
B20-Q
B20-R
B37-A
B37-B
B37-C
B37-D
B37-E
B37-F
B37-G
B37-H
B37-I
B37-J
B37-L
B37-M
B36-A
B36-B
B36-C
B36-D
B36-E
B36-F
B36-G
B36-H
2,66
0,55
1,48
36,59
36,29
4,89
0,41
32,23
14,64
57,13
0,58
16,31
31,23
2,58
6,77
57,73
2,63
2,80
0,00
6,74
0,53
8,21
26,41
40,03
40,34
66,61
78,58
81,92
76,98
81,46
81,53
0,40
0,06
1,76
0,44
1,12
6,33
5,84
18,77
0,00
0,00
0,00
16,27
16,10
0,00
0,00
13,86
4,19
27,56
0,00
5,11
13,32
0,00
0,00
27,89
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,66
10,66
18,16
18,33
32,78
39,36
41,19
38,48
40,94
40,98
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
6,46
CÓRREGO
SECO
CÓRREGO DO QUATRO RIBEIRA
BACIA
MICRO-BACIA
DENSIDADE (hab/ha)
% ÁREA IMPERMEÁVEL
B36-I
B36-J
B49-A
B49-B
B49-C
B49-D
B49-E
B49-F
B49-G
B49-H
B49-I
B49-J
B49-L
B49-M
B49-N
B49-O
B49-P
B49-Q
B49-R
B49-S
B49-T
B49-U
B-32A
B-32B
B-32C
B-32D
B-32E
10,35
4,75
0,02
3,85
0,62
1,28
3,69
2,28
2,04
1,28
5,59
1,28
1,47
27,99
7,28
0,01
1,60
0,89
2,01
2,03
2,05
2,65
47,09
44,87
47,44
31,58
9,42
1,83
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
11,54
0,15
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
22,04
20,82
22,23
13,51
1,32
A figura 13 apresenta a densidade populacional (hab/ha) e a figura 14 apresenta a
porcentagem de área impermeável no cenário atual.
Figura 13: Apresentação da densidade populacional (hab/ha) no cenário atual.
Figura 14: Apresentação da porcentagem de área impermeável no cenário atual.
2.2.1 – Resultados do Modelo Hidrológico
2.2.1.1 – Bacia do Córrego do Tanquinho
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do córrego do Tanquinho, geradas
para os períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 3 horas estão
apresentados na Tabela 8 .
Tabela 8: Vazões de pico nas sub-bacias do córrego do Tanquinho
Sub-bacia
B-20A
B-20B
B-20C
B-20D
B-20E
B-20F
B-20G
B-20H
B-20I-a
B-20I-b
B-20J
B-20L
B-20M
B-20N
B-20O-a
B-20O-b
B-20P
B-20Q
B-20R
Foz
Área
(km2)
0,56
0,03
0,29
0,23
0,17
0,52
0,21
0,28
4,50
0,55
0,21
0,36
0,78
1,06
1,99
1,86
0,40
1,34
0,63
-
Lag time
(min)
8,85
3,72
14,09
8,30
5,65
5,58
6,50
7,48
35,01
6,79
7,65
13,70
16,04
23,72
12,37
17,46
16,91
37,05
19,24
-
TR5
1,10
0,10
0,50
0,90
0,70
1,20
0,50
1,00
7,80
3,20
0,40
0,70
2,20
1,30
3,70
7,80
0,60
1,30
0,90
26,60
TANQUINHO
Vazão máxima (m3/s)
TR10
TR25
TR50
1,90
3,20
4,20
0,10
0,20
0,30
0,80
1,30
1,80
1,40
2,00
2,60
1,10
1,60
2,10
2,00
3,20
4,40
0,80
1,30
1,70
1,60
2,40
3,00
11,80
17,70
22,50
4,40
6,20
7,70
0,80
1,20
1,70
1,00
1,50
2,00
3,30
5,00
6,40
2,00
3,10
4,10
5,90
9,80
13,10
11,10
15,60
19,30
0,90
1,40
1,80
2,00
3,00
3,90
1,30
2,10
2,70
39,50
58,40
73,80
TR100
5,40
0,40
2,30
3,10
2,50
5,50
2,10
3,60
27,80
9,20
2,10
2,50
7,90
5,00
16,60
23,20
2,20
4,80
3,30
90,10
CN médio
Atual
61
61
61
67
67
61
61
66
63
71
61
63
66
61
61
71
61
61
61
-
O hidrograma de vazão na foz da bacia do Córrego Tanquinho é apresentado na Figura
15, para o TR de 50 anos e duração crítica de 3 horas.
Figura 15 Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 3 horas
2.2.1.2 – Bacia do Córrego do Turi
Na simulação do cenário atual da Bacia do Turi foi considerada a influência da Bacia de
Detenção Vila Formosa e a Bacia de Detenção Jardim Pitoresco, em operação no
sistema de drenagem. A tabela 9 apresenta a curva Cota x Descarga da Bacia de
Detenção Vila Formosa e a tabela 10 da Bacia de Detenção Jardim Pitoresco.
Tabela 9 : Curva Cota X Descarga da Bacia de Detenção Vila Formosa
Cota
584.50
585.00
585.58
586.00
587.00
588.00
589.00
590.00
591.00
BACIA DE DETENÇÃO
VILA FORMOSA
Vazão de descarga (m/s)
0
1.15
2.09
2.56
3.30
3.90
4.43
4.90
5.32
Tabela 10: Curva Cota X Descarga da Bacia de Detenção Jardim Pitoresco
BACIA DE DETENÇÃO
JARDIM PITORESCO
Cota
Vazão de descarga (m/s)
591
0
592
1,53
593,27
3,36
594
4,12
595
4,9
596
5,57
597
6,18
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do Córrego do Turi, geradas para os
períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 2 horas estão
apresentados na Tabela 11.
Tabela 11: Vazões de pico nas sub-bacias do Córrego do Turi.
TURI - COM BDVF E BDJP
Vazão máxima (m3/s)
Subbacia
Área
(km2)
Lag time
(min)
TR5
TR10
TR25
TR50
TR100
37A
37B
37C
37D
37E
37F
37G
37H
37I
37J
37L
37M
Foz
1,62
2,63
2,16
1,52
0,86
1,82
1,16
0,54
0,63
0,53
1,48
0,97
-
22,17
37,14
14,68
8,70
8,57
19,70
14,28
6,37
7,47
10,87
12,06
16,95
-
2,60
3,30
4,00
4,90
3,80
6,10
6,50
4,60
5,10
3,70
10,70
6,20
31,50
4,20
5,30
6,50
7,70
5,60
8,80
9,00
6,20
7,00
5,10
14,70
8,40
43,20
6,70
8,40
10,50
11,80
8,10
12,90
12,60
8,30
9,60
7,00
20,00
11,50
59,30
8,80
11,00
13,80
15,10
10,10
16,30
15,40
10,10
11,60
8,50
24,20
14,00
72,40
11,20
13,90
17,70
18,60
12,30
19,90
18,20
12,00
13,60
10,00
28,60
16,50
85,90
CN
médio
Atual
61
61
61
65
68
68
73
76
76
75
76
76
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Córrego Turi é apresentado na Figura 16,
para o TR de 50 anos e duração crítica de 2 horas.
Figura 16: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 2 horas
A Figura 17 apresenta o hidrograma afluente e efluente da bacia de detenção Vila
Formosa e a figura 18 apresenta o hidrograma afluente e efluente da bacia de
detenção Jardim Pitoresco, nos dois casos para o TR de 50 anos e duração crítica de 2
horas.
Como forma de facilitar a interpretação das figuras segue a legenda de identificação de
cada tipo de linha representada nos gráficos:
Volume de água armazenado na bacia de detenção
Elevação do nível d’ água na bacia de detenção
Hidrograma de vazão afluente
Hidrograma de vazão efluente
Figura 17: Hidrograma afluente e efluente da bacia de detenção Vila Formosa para TR de 50 anos
e duração crítica de 2 horas.
A Figura 18 apresenta o hidrograma afluente e efluente da bacia de detenção Jardim
Pitoresco para TR de 50 anos e duração crítica de 2 horas.
Figura 18: Hidrograma afluente e efluente da bacia de detenção Jardim Pitoresco para TR de 50
anos e duração crítica de 2 horas.
2.2.1.3 – Bacia do Rio Comprido
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do córrego do Rio Comprido,
geradas para os períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 2
horas estão apresentados na Tabela 12.
Tabela 12: Vazões de pico nas sub-bacias do Rio Comprido.
Subbacia
Área
(km2)
B-36A
B-36B
B-36C
B-36D
B-36E
B-36F
B-36G
B-36H
B-36I
B-36J
Foz
5,67
12,84
2,61
3,33
2,91
2,32
2,10
8,84
1,95
4,62
-
Lag
time
(min)
33,25
66,70
22,92
15,49
9,76
7,23
9,84
80,27
17,74
28,91
-
RIO COMPRIDO
Vazão máxima (m3/s)
TR5
TR10
TR25
TR50
TR100
7,50
11,20
4,10
6,00
5,90
5,00
4,30
8,20
3,80
6,50
34,10
12,10
17,90
6,60
9,80
9,90
8,60
7,20
12,70
6,10
10,60
54,00
19,20
28,10
10,60
15,90
16,00
14,00
11,50
19,40
9,50
16,80
83,90
25,30
36,70
14,00
21,00
21,50
18,40
15,50
24,90
12,60
22,20
108,90
31,90
46,00
17,70
26,50
27,40
23,00
19,70
30,90
15,90
28,00
135,90
CN
médio
Atual
61
61
61
61
61
61
61
63
62
61
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Rio Comprido é apresentado na Figura 19,
para o TR de 50 anos e duração crítica de 2 horas.
Figura 19: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 2 horas
2.2.1.4 – Bacia do Córrego Quatro Ribeiras
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do Córrego Quatro Ribeiras, geradas
para os períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 2 horas estão
apresentados na Tabela 13.
Tabela 13: Vazões de pico nas sub-bacias do Córrego Quatro Ribeiras.
Subbacia
Área
(km2)
B-49A
B-49B
B-49C
B-49D
B-49E
B-49F
B-49G
B-49H
B-49I
B-49J
B-49L
B-49M
B-49N
B-49O
B-49P
1,34
1,63
0,54
0,32
0,68
0,31
0,35
0,47
0,18
0,33
0,49
1,18
0,25
1,85
0,83
Lag
time
(min)
22,72
17,52
14,09
5,03
14,51
9,68
5,69
12,42
6,33
9,82
10,37
11,63
5,16
21,33
8,36
B-49Q
B-49R
B-49S
B-49T
B-49U
Foz
0,63
0,84
0,31
0,06
0,25
-
15,65
9,92
11,64
4,82
5,56
-
QUATRO RIBEIRAS
Vazão máxima (m3/s)
TR5
TR10
TR25
TR50
TR100
2,10
2,80
1,00
0,70
1,20
0,60
0,80
0,90
0,40
0,70
1,00
3,60
0,60
3,00
1,80
3,40
4,60
1,70
1,20
2,10
1,10
1,30
1,50
0,70
1,10
1,60
5,50
1,00
4,90
2,90
5,50
7,40
2,60
2,00
3,30
1,70
2,10
2,40
1,10
1,80
2,60
8,30
1,60
7,70
4,80
7,20
9,80
3,50
2,70
4,40
2,30
2,90
3,20
1,40
2,40
3,50
10,70
2,10
10,30
6,40
9,10
12,50
4,50
3,50
5,60
2,90
3,70
4,10
1,80
3,10
4,50
13,40
2,70
13,00
8,10
CN
médio
Atual
61
61
61
61
61
61
61
61
61
61
61
65
61
61
61
1,10
1,70
0,60
0,10
0,60
15,30
1,90
2,90
1,00
0,20
1,00
24,30
3,00
4,60
1,60
0,40
1,50
38,00
4,00
6,20
2,20
0,50
2,10
49,50
5,00
7,90
2,70
0,70
2,60
61,90
61
61
61
61
61
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Córrego Quatro Ribeiras é apresentado na
figura 20, para o TR de 50 anos e duração crítica de 2 horas.
Figura 20: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 2 horas
2.2.1.5 – Bacia do Córrego Seco
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do Córrego Seco, geradas para os
períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 2 horas estão
apresentados na Tabela 14.
Tabela 14: Vazões de pico nas sub-bacias do Córrego Seco
SECO
Vazão máxima (m3/s)
Subbacia
Área
(km2)
Lag time
(min)
TR5
TR10
TR25
TR50
TR100
32 A
32 B
32 C
32 D
32 E
Foz
1,74
0,79
0,38
3,61
2,16
-
14,93
10,22
8,96
32,16
16,21
-
7,00
3,50
1,80
8,00
3,80
19,20
10,10
5,20
2,60
12,00
6,30
28,20
14,80
7,60
3,80
17,70
10,20
41,60
18,60
9,60
4,70
22,40
13,40
52,60
22,50
11,60
5,60
27,60
17,00
64,10
CN
médio
Atual
69
69
69
66
61
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Córrego Seco é apresentado na figura 21,
para o TR de 50 anos e duração crítica de 2 horas.
Figura 21: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 2 horas
2.3 – Cenário Tendencial - 2030
Esse cenário representa a condição futura, para o horizonte de projeto de 20 anos, de
uso e ocupação do solo para o município de Jacareí.
A
determinação
da
população
prevista
para
o
cenário
tendencial,
que
consequentemente embasou o cálculo da impermeabilização para esse mesmo
cenário, foi determinada por meio da taxa de crescimento anual
prevista no estudo
para o SAEE4, assim obteve- se a população prevista para o ano de 2030 por bacia de
esgotamento de 257.913 habitantes.
De acordo com este estudo, o crescimento populacional para o município de Jacareí foi
dimensionado pelo método das componentes demográficas, que levam em
consideração as variáveis fecundidade, mortalidade e saldo migratório. Este método
realiza a projeção a partir de uma população base e das três variáveis citadas, que
determinam mudanças no crescimento e na estrutura deste mesmo contingente inicial.
Como no cenário atual, para a obtenção final da população por bacia hidrográfica
novamente foi utilizado o software Arc- GIS, como já explicado anteriormente no item
2.2.
Com relação à determinação das áreas impermeáveis a metodologia utilizada para a
elaboração do cenário tendencial foi a mesma utilizada para o cenário atual. A tabela
15 apresenta a densidade populacional bem como a porcentagem de área
impermeável, por sub-bacia hidrográfica no Cenário Tendencial.
4
Projeto “Elaboração de Estudos e Projeto Básico do Sistema de Esgoto Sanitário Córrego Turi e Margem Esquerda do Rio
Paraíba do Sul e Projeto Executivo do Sistema Córrego Turi e Bacias B 2.1 e B 2.2 realizado para o SAEE.
Tabela 15: Resultado da densidade populacional e da porcentagem de área impermeável por subbacia hidrográfica no cenário tendencial.
RIO COMPRIDO
CÓRREGO DO TURI
CÓRREGO DO TANQUINHO
BACIA MICRO-BACIA DENSIDADE (hab/ha) % ÁREA IMPERMEÁVEL
B20-A
3,67
0,00
B20-B
1,53
0,00
B20-C
3,99
0,00
B20-D
38,99
17,59
B20-E
38,85
17,51
B20-F
5,51
0,00
B20-G
0,85
0,00
B20-H
34,57
15,15
B20-Ia
20,37
7,34
B20-Ib
59,51
28,87
B20-J
1,41
0,00
B20-L
19,73
6,99
B20-M
34,33
15,02
B20-N
6,32
0,00
B20-Oa.
14,31
4,01
B20-Ob
70,33
34,82
B20-P
6,44
0,00
B20-Q
4,62
0,00
B20-R
0,00
0,00
B37-A
7,51
0,27
B37-B
0,61
0,00
B37-C
10,36
1,84
B37-D
32,96
14,27
B37-E
48,45
22,79
B37-F
48,25
22,68
B37-G
75,22
37,51
B37-H
87,64
44,34
B37-I
91,22
46,31
B37-J
86,04
43,46
B37-L
90,71
46,03
B37-M
90,83
46,10
B36-A
0,87
0,00
B36-B
0,14
0,00
B36-C
3,86
0,00
B36-D
1,17
0,00
B36-E
2,20
0,00
B36-F
10,36
1,84
B36-G
9,60
1,42
B36-H
28,93
12,05
B36-I
20,11
7,20
B36-J
3,80
0,00
CÓRREGO
SECO
CÓRREGO DO QUATRO RIBEIRA
BACIA MICRO-BACIA DENSIDADE (hab/ha) % ÁREA IMPERMEÁVEL
B49-A
0,03
0,00
B49-B
4,39
0,00
B49-C
1,15
0,00
B49-D
2,40
0,00
B49-E
5,08
0,00
B49-F
3,60
0,00
B49-G
3,31
0,00
B49-H
2,39
0,00
B49-I
6,97
0,00
B49-J
2,39
0,00
B49-L
2,58
0,00
B49-M
29,44
12,33
B49-N
9,16
1,18
B49-O
0,03
0,00
B49-P
3,35
0,00
B49-Q
1,86
0,00
B49-R
4,21
0,00
B49-S
4,25
0,00
B49-T
4,29
0,00
B49-U
4,83
0,00
B-32A
56,37
27,14
B-32B
53,76
25,71
B-32C
56,71
27,33
B-32D
37,56
16,80
B-32E
12,50
3,01
A figura 22 apresenta a densidade populacional (hab/ha) e a figura 23 apresenta a
porcentagem de área impermeável no cenário tendencial.
Figura 22: Apresentação da densidade populacional (hab/ha) no Cenário Tendencial.
Figura 23: Apresentação da porcentagem de área impermeável no Cenário Tendencial.
2.3.1 – Resultados do Modelo Hidrológico
2.3.1.1 – Bacia do Córrego do Tanquinho
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do córrego do Tanquinho, geradas
para os períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 3 horas estão
apresentados na Tabela 16.
Tabela 16: Vazões de pico nas sub-bacias do Córrego do Tanquinho.
TANQUINHO
Vazão máxima (m3/s)
Subbacia
Área
(km2)
Lag time
(min)
TR5
TR10
TR25
TR50
TR100
B-20A
B-20B
B-20C
B-20D
B-20E
B-20F
B-20G
B-20H
B-20I-a
B-20I-b
B-20J
B-20L
B-20M
B-20N
B-20O-a
B-20O-b
B-20P
B-20Q
B-20R
Foz
0,56
0,03
0,29
0,23
0,17
0,52
0,21
0,28
4,50
0,55
0,21
0,36
0,78
1,06
1,99
1,86
0,40
1,34
0,63
-
8,85
3,72
14,09
8,30
5,65
5,58
6,50
7,48
35,01
6,79
7,65
13,70
16,04
23,72
12,37
17,46
16,91
37,05
19,24
-
1,10
0,10
0,50
1,00
0,70
1,20
0,50
1,20
8,50
3,40
0,40
0,70
2,40
1,30
4,00
9,70
0,60
1,30
0,90
29,00
1,90
0,10
0,80
1,50
1,10
2,00
0,80
1,70
12,70
4,70
0,80
1,10
3,60
2,00
6,60
13,30
0,90
2,00
1,30
42,60
3,20
0,20
1,30
2,20
1,60
3,20
1,30
2,50
18,80
6,60
1,20
1,70
5,30
3,10
10,70
18,30
1,40
3,00
2,10
62,00
4,20
0,30
1,80
2,70
2,10
4,40
1,70
3,20
23,90
8,10
1,70
2,10
6,80
4,10
14,10
22,40
1,80
3,90
2,70
77,80
5,40
0,40
2,30
3,30
2,50
5,50
2,10
3,80
29,40
9,70
2,10
2,60
8,30
5,00
17,70
26,60
2,20
4,80
3,30
94,80
CN
médio
Cenário
61
61
61
68
67
61
61
67
64
72
61
64
67
61
62
74
61
61
61
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Córrego Tanquinho é apresentado na Figura
24, para o TR de 50 anos e duração crítica de 3 horas.
Figura 24: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 3 horas
2.3.1.2. Bacia do Córrego do Turi
Na simulação do cenário tendencial da Bacia do Turi foi considerada a influência das
Bacias de Detenção em operação Vila Formosa e Jardim Pitoresco, bem como as
bacias de detenção projetadas Chácara Coleginho e Parque dos Príncipes no sistema
de drenagem. As tabelas 17 e 18 apresentam as Curvas Cota x Descarga das bacias
de detenção projetadas.
Tabela 17: Curva Cota X Descarga – Bacia de Detenção Chácara Coleginho
BACIA DE DETENÇÃO
CHÁCARA COLEGINHO
Cota
Vazão de descarga (m/s)
580,50
0
581,00
0,54
582,00
2,52
582,84
3,36
583,00
3,66
584,00
4,51
585,00
5,24
585,93
5,88
586,64
6,72
587,00
6,98
Tabela 18: Curva Cota X Descarga- Bacia de Detenção Parque dos Principies
BACIA DE DETENÇÃO
PARQUE DOS PRÍNCIPES
Cota
Vazão de descarga (m/s)
574,20
0
575,00
2,20
579,92
5,13
576,00
5,82
577,00
7,94
577,60
8,82
578,39
9,81
578,50
10,05
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do córrego do Turi, geradas para os
períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 2 horas estão
apresentados na Tabela 19 .
Tabela 19: Vazões de pico nas sub-bacias do Córrego do Turi.
Subbacia
Área
(km2)
Lag time
(min)
37A
37B
37C
37D
37E
37F
37G
37H
37I
37J
37L
37M
Foz
1,62
2,63
2,16
1,52
0,86
1,82
1,16
0,54
0,63
0,53
1,48
0,97
-
22,17
37,14
14,68
8,70
8,57
19,70
14,28
6,37
7,47
10,87
12,06
16,95
-
TURI - COM 4 BDs
Vazão máxima (m3/s)
TR5
TR10
TR25
TR50
2,60
4,20
6,70
8,80
3,30
5,30
8,40
11,00
4,40
7,20
11,30
14,90
5,50
8,40
12,60
16,00
4,10
6,00
8,60
10,70
6,60
9,50
13,70
17,20
7,50
10,20
13,90
16,80
4,90
6,50
8,70
10,60
5,90
7,90
10,60
12,60
4,30
5,80
7,70
9,30
12,30
16,50
22,10
26,50
7,10
9,50
12,80
15,30
30,80
41,00
54,70
65,40
TR100
11,20
13,90
18,90
19,60
13,00
20,90
20,00
12,60
14,70
10,90
30,90
17,90
76,30
CN médio
Tendencial
61
61
62
66
69
69
75
77
78
77
78
78
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Córrego Turi é apresentado na Figura 25,
para o TR de 50 anos e duração crítica de 2 horas.
Figura 25: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 2 horas
Para ilustrar a contribuição de cada bacia de detenção serão apresentados em seguida
os hidrogramas (vazão (m3/s) X tempo (horas)) afluente e efluente de cada bacia de
detenção.
A figura 26 apresenta o hidrograma afluente e efluente da bacia de detenção Vila
Formosa.
Figura 26: Hidrograma afluente e efluente da bacia de detenção Vila Formosa para de TR de 50
anos e duração crítica de 2 horas.
A figura 27 apresenta o hidrograma afluente e efluente da bacia de detenção Jardim
Pitoresco.
Figura 27: Hidrograma afluente e efluente da bacia de detenção Jardim Pitoresco para TR de 50
anos e duração crítica de 2 horas.
As figuras 28 e 29 apresentam os hidrogramas afluente e efluente das bacias de
detenção projetadas.
A figura 28 apresenta o hidrograma afluente e efluente da bacia de detenção Chácara
Coleginho.
Figura 28: Hidrograma afluente e efluente da bacia de detenção Chácara Coleginho para TR de 50
anos e duração crítica de 2 horas.
A figura 29 apresenta o hidrograma afluente e efluente da bacia de detenção Parque
dos Principies.
Figura 29: Hidrograma afluente e efluente da bacia de detenção Parque dos Principies para TR de
50 anos e duração crítica de 2 horas.
2.3.1.3 – Bacia do Rio Comprido
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do Rio Comprido, geradas para os
períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 2 horas estão
apresentados na Tabela 20.
Tabela 20 : Vazões de pico nas sub-bacias do Rio Comprido.
Subbacia
Área
(km2)
B-36A
B-36B
B-36C
B-36D
B-36E
B-36F
B-36G
B-36H
B-36I
B-36J
Foz
5,67
12,84
2,61
3,33
2,91
2,32
2,10
8,84
1,95
4,62
-
Lag
time
(min)
33,25
66,70
22,92
15,49
9,76
7,23
9,84
80,27
17,74
28,91
-
COMPRIDO
Vazão máxima (m3/s)
TR5
TR10
TR25
TR50
TR100
CN médio
Tendencial
7,50
11,20
4,10
6,00
5,90
5,70
4,80
10,00
4,70
6,50
35,90
12,10
17,90
6,60
9,80
9,90
9,50
7,90
14,90
7,20
10,60
56,30
19,20
28,10
10,60
15,90
16,00
15,10
12,50
22,10
11,10
16,80
86,80
25,30
36,70
14,00
21,00
21,50
19,60
16,60
28,10
14,40
22,20
112,20
31,90
46,00
17,70
26,50
27,40
24,40
21,10
34,50
17,90
28,00
139,60
61
61
61
61
61
62
62
65
64
61
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Rio Comprido é apresentado na Figura 30,
para o TR de 50 anos e duração crítica de 2 horas.
Figura 30: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 2 horas
2.3.1.4. Bacia do Córrego do Quatro Ribeira
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do Córrego Quatro Ribeiras, geradas
para os períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 2 horas estão
apresentados na Tabela 21 .
Tabela 21: Vazões de pico nas sub-bacias do Córrego Quatro Ribeiras.
Subbacia
B-49A
B-49B
B-49C
B-49D
B-49E
B-49F
B-49G
B-49H
B-49I
B-49J
B-49L
B-49M
B-49N
B-49O
B-49P
B-49Q
B-49R
B-49S
B-49T
B-49U
Foz
Área
(km2)
1,34
1,63
0,54
0,32
0,68
0,31
0,35
0,47
0,18
0,33
0,49
1,18
0,25
1,85
0,83
0,63
0,84
0,31
0,06
0,25
-
Lag time
(min)
22,72
17,52
14,09
5,03
14,51
9,68
5,69
12,42
6,33
9,82
10,37
11,63
5,16
21,33
8,36
15,65
9,92
11,64
4,82
5,56
-
QUATRO RIBEIRAS
Vazão máxima (m3/s)
TR5
TR10
TR25
TR50
2,10
3,40
5,50
7,20
2,80
4,60
7,40
9,80
1,00
1,70
2,60
3,50
0,70
1,20
2,00
2,70
1,20
2,10
3,30
4,40
0,60
1,10
1,70
2,30
0,80
1,30
2,10
2,90
0,90
1,50
2,40
3,20
0,40
0,70
1,10
1,40
0,70
1,10
1,80
2,40
1,00
1,60
2,60
3,50
3,90
6,00
8,90
11,40
0,60
1,00
1,60
2,10
3,00
4,90
7,70
10,30
1,80
2,90
4,80
6,40
1,10
1,90
3,00
4,00
1,70
2,90
4,60
6,20
0,60
1,00
1,60
2,20
0,10
0,20
0,40
0,50
0,60
1,00
1,50
2,10
15,50
24,50
38,20
49,70
TR100
9,10
12,50
4,50
3,50
5,60
2,90
3,70
4,10
1,80
3,10
4,50
14,20
2,70
13,00
8,10
5,00
7,90
2,70
0,70
2,60
62,20
CN médio
Tendencial
61
61
61
61
61
61
61
61
61
61
61
66
61
61
61
61
61
61
61
61
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Córrego Quatro Ribeiras é apresentado na
Figura 31, para o TR de 50 anos e duração crítica de 2 horas.
Figura 31: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 2 horas
2.3.1.5. Bacia do Córrego Seco
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do Córrego Seco, geradas para os
períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 2 horas estão
apresentados na Tabela 22.
Tabela 22: Vazões de pico nas sub-bacias do Córrego Seco.
Subbacia
32 A
32 B
32 C
32 D
32 E
Foz
Área
(km2)
1,74
0,79
0,38
3,61
2,16
-
Lag time
(min)
14,93
10,22
8,96
32,16
16,21
-
TR5
8,10
4,20
2,10
8,70
4,30
21,60
SECO
Vazão máxima (m3/s)
TR10
TR25
TR50
11,70
16,70
20,60
6,00
8,60
10,60
3,00
4,20
5,20
12,90
18,80
23,80
6,90
11,00
14,40
31,40
45,50
56,90
TR100
24,80
12,70
6,30
29,10
18,00
68,90
CN médio
Tendencial
71
71
71
67
62
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Córrego Seco é apresentado na Figura 32
para o TR de 50 anos e duração crítica de 2 horas.
Figura 32: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 2 horas
2.4 - Cenário Dirigido
O presente cenário considera a consolidação de diretrizes regionais e locais que
envolvem direta ou indiretamente a organização territorial do município de Jacareí e os
rebatimentos destas diretrizes na dinâmica de distribuição populacional.
O cenário fundamenta-se em um território efetivamente planejado, tendo como
premissas:
O crescimento urbano em conformidade com o zoneamento de uso e ocupação
do solo.
Não adensamento em áreas de restrições ambientais.
Consolidação de projetos previstos.
2.4.1 Diretrizes Regionais e Locais
Neste item estão sintetizadas as principais diretrizes que influenciam o ordenamento
territorial do município de Jacareí, considerando as escalas regional e local.
a) Escala Regional
A área urbana de Jacareí desenvolve se entre a BR-116 (Via Dutra) e a Rodovia Ayrton
Senna, eixo de ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro, envolvendo diferentes
projetos de expansão da infraestrutura logística regional Figura 33 Macrometrópole
Logística Projetada :
i.
Corredor de Exportação na Rodovia D. Pedro I, conectando na área urbana de
Jacareí a BR-116 e a Rod. Ayrton Senna
ii.
Eixo da Via Dutra:
TAV - Trem de Alta Velocidade (Trem Bala) conectando Campinas
ao Rio de Janeiro
Expresso de Carga ao longo da ferrovia que cruza o norte
municipal, juntamente com a previsão de plataforma logística em São
José dos Campos
Figura 33: Macrometrópole Logística Projetada
Fonte: Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos para a Macrometrópole Paulista - 2010
b) Escala Local
Na escala local os projetos previstos são:
i.
Oficina do Trem Bala, estendendo se em 2 km da Via Dutra
ii.
Montadora de Veículos, aproximadamente no KM 163 da Via Dutra
iii.
Ligações rodoviárias: SP-66 (São Paulo/ Taubaté) e SP 77 (Jacareí/ Santa
Branca)
iv.
Adensamento no entorno do Parque Meia-Lua
v.
Novos Empreendimentos e Loteamentos
A figura 34 localiza as diretrizes citadas no território municipal.
Figura 34: Diretrizes Regionais e Locais
Fonte: Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos para a Macrometrópole Paulista – 2010 e Prefeitura Municipal de
Jacareí 2010.
2.4.1.1 - Previsão de Adensamento de Uso e Ocupação
Considerando a consolidação das diretrizes regionais, a Via Dutra e o trecho urbano da
Rodovia Dom Pedro I tornam-se eixos de adensamento, em especial para atividades
de indústria, serviços e apoio logístico.
As diretrizes locais indicam adensamento habitacional, principalmente no leste da área
urbana. A ligação entre as rodovias SP-66 e SP-77 reforça a tendência de conurbação
urbana com São José dos Campos , conforme figura 35.
Figura 35: Previsão de Adensamento de Uso e Ocupação
Fonte: Elaboração própria
2.4.1.1.1 - Rebatimentos no Ordenamento Territorial
As áreas de adensamento foram avaliadas quanto aos rebatimentos no ordenamento
territorial do município, considerando três aspectos:
I.
Zoneamento de uso e ocupação do solo
II.
Área de urbanização consolidada
III.
Áreas de restrições ambientais
a) Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo
A área de adensamento estende-se predominantemente sobre as Zonas Industriais e
de Adensamento Preferencial 2, conforme o quadro 01.
Embora a Lei de Uso e Ocupação do Solo (LEI Nº. 5.100/ 2007) estabeleça densidades
líquidas máximas para cada zona, o melhor indicador de densidade continua sendo o
menor lote permitido, considerando que as densidades máximas estabelecidas são
bastante altas em relação ao padrão de ocupação atual da cidade que corresponde a
uma densidade urbana média de 28 hab/ha para área de urbanização consolidada.
Considerando a Lei nº. LEI Nº. 5.100/ 2007, as Zonas de Adensamento Preferencial,
como o próprio nome sugere, permitem ocupações de maiores densidades, com lotes
mínimos inferiores a 500m², enquanto as demais zonas possuem lote mínimo de
1.000m².
Essas análises descritas acima foram utilizadas como ponderação para as densidades
projetadas para 2030, ou seja, estas seguiram a regra de não extrapolarem as
máximas permitidas pelo Plano em suas respectivas zonas.
A exceção se faz para a Zona Especial de Interesse Social, que tem parâmetros de uso
e ocupação do solo definidos por lei específica, com padrões destinados a atender à
demanda de habitação de baixa renda e à regularização fundiária, sendo em geral
áreas de alta densidade.
Outra consideração a ser ressaltada é que embora a zona industrial tenha o mesmo
padrão de densidade em relação às Zonas de Adensamento Controlado e Restrito, a
sua tipologia de ocupação resulta em maior quantidade de áreas impermeáveis.
Quadro 01: Zoneamento da Área de Adensamento
ZOEAMENTO
DENSIDADE
liq.(hab/ha)
LOTE MÍNIMO (m²)
ÁREA (ha)
%
300
235,9
12%
225
450
433,9
21%
-
1.000
1.000
685,5
33%
Zona de Adensamento Controlado
100
1.000
-
314,1
15%
Zona de Adensamento Restrito
50
1.000
2.500
342,0
17%
37,9
2%
2.049,4
100%
Zona de Adensamento
Preferencial 1
Zona de Adensamento
Preferencial 2
Zona Industrial
Zona Especial de Interesse Social
Declividade até
20%
Declividade de 20% a
30%
600
150
300
-
lei específica
Total
Fonte: Legislação de Uso e Ocupação do Solo (LEI Nº. 5.100/ 2007)
a) Área de Urbanização Consolidada
A área de urbanização consolidada de Jacareí concentra-se entre a Via Dutra e a
Rodovia Ayrton Senna, irradiando do cruzamento dos trechos urbanos das rodovias SP
66 e SP 77, em iminência de conturbação com a cidade de São José dos Campos.
Considerando a imagem satélite de 2007 (DigitalGlobe) figura 36 e as densidades
obtidas para o ano de 2010, estima-se que a área de urbanização consolidada
represente uma área de aproximadamente 4 mil hectares.
Figura 36: Urbanização Consolidada Jacareí e São José dos Campos
Fonte: DigitalGlobe 2007
As áreas já ocupadas concentram-se nas zonas de maiores densidades permitidas e
tenderão a conturbarem com as áreas de adensamento previstas.
a) Áreas de Restrições Ambientais
A partir dos mapeamentos fornecidos pela Prefeitura Municipal de Jacareí foram
identificadas como principais áreas de restrições ambientais ao uso antrópico:
i.
Áreas de várzea
ii.
Áreas de Preservação Permanente
iii.
Áreas suscetíveis a erosão
iv.
Áreas verdes e unidades de conservação
v.
Mananciais de abastecimento
O cenário considera que estas áreas não serão ocupadas, partindo da fundamentação
de um território efetivamente planejado. Conforme apresenta a figura 37, a presença
de restrições ambientais na área de adensamento é bastante pontual, não
representando em áreas significativas a serem descontadas.
Figura 37: Condicionantes Ambientais
Fonte: Prefeitura Municipal de Jacareí
2.4.2 - Distribuição populacional para novo arranjo territorial
Posta todas as considerações referentes ao uso e ocupação do solo frente à previsão
de adensamento em função das diretrizes regionais e locais, foi realizada uma
estimativa de distribuição populacional para novo arranjo territorial.
A expectativa de incremento populacional em função das diretrizes avaliadas é de
cerca de 90 mil habitantes em relação ao cenário tendencial, considerando o quadro
02.
Quadro 02: Estimativa de incremento populacional
População
Atual 2010
211.214
Tendecial 2030
257.913
Capacidade de absorção populacional dos novos loteamentos¹
67.738
Crescimento Esperado no Corredor de Alta Velocidade (0,05% aa)²
22.165
Cenário Dirigido 2030
347.816
¹Prefeitura Municipal de Jacareí: unidades habitacionais x 3,68 habitantes por domicílio (IBGE 2000)
²Projeto TAV Brasil, Volume 3 Avaliação de Benefícios Econômicos, 2009
Para a determinação da capacidade de absorção populacional dos novos loteamentos
foi utilizado o número de unidades habitacionais novas (previsão da Prefeitura de
Jacareí) vezes o número médio de pessoas por família em Jacareí, conforme IBGE
2000.
2.4.2.1 Metodologia da estimativa de distribuição populacional
Para determinar a estimativa populacional para o município de Jacareí no cenário
Dirigido foi utilizado como base à população atual e a população no cenário tendencial,
conforme as seguintes etapas:
•
Determinação das tipologias de ocupação: por meio das densidades
populacionais de cada bacia de esgotamento (prevista para 2010 estudo para o
SAEE) agrupou-se as áreas por faixas de densidade gerando as tipologias de
ocupação (alta densidade, média densidade, baixa densidade e expansão),
conforme apresenta o quadro 03.
Quadro 03: Tipologia de Ocupação e população 2010.
Tipo de ocupação
Urbanização Consolidada
Alta Densidade
Urbanização Consolidada
Média Densidade
Urbanização Consolidada
Baixa Densidade
Expansão
Total
Área (ha)
População
(hab)
Densidade
(hab/há)
1.504,37
121.830
80,98
1.728,51
59.002
34,13
907,32
4.722,70
8.862,90
11.500
18.882
211.214
12,67
4,00
23,83
Critérios para as estimativas de crescimento e distribuição populacional em
2030:
a. Área de abrangência: as microbacias consideradas no planejamento na rede
de esgotamento sanitário, incluindo a área de drenagem do Rio Paraíba do
Sul.
b. População em 2030 de 347.931habitantes, projeção tendencial mais
incremento populacional das diretrizes projetadas.
c. As densidades projetadas para 2030 não ultrapassam os limites de saturação
das densidades previstas pelo Plano Diretor de Uso e Ocupação do Solo.
d. As áreas de urbanização consolidada com alta e média densidade sofrem
menor adensamento em função do preço da terra.
e. As áreas de baixa densidade e de adensamento sofrem crescimento mais
acentuado em função do menor custo e do incentivo das diretrizes locais e
regionais.
•
Determinação das densidades de ocupação – 2030: as densidades de
ocupação 2030 foram estimadas em função da semelhança de comportamento
com cidades do mesmo porte e balizadas pela população total projetada
(347mil), apresentada no quadro 04.
Quadro 04: Tipologia de Ocupação e população 2030.
Área Densidade
População (hab)
(ha)
(hab/ha)
Urbanização Consolidada Alta Densidade 1.504,37
96,51
145.184
Urbanização Consolidada Média
Densidade
1.728,51
49,98
86.397
Urbanização Consolidada Baixa
Densidade
907,32
37,89
34.376
Adensamento na área de expansão
925,06
26,93
24.914
Expansão
3.797,63
14,99
56.945
Total
8.862,89
39,24
347.816
Tipo de ocupação
•
Determinação do número de habitantes por bacia de esgotamento:
determinou-se quanto da área total da bacia de esgotamento correspondia para
cada tipologia de ocupação. Com esses valores e a densidade de cada tipologia
obteve – se o número de habitantes para cada bacia de esgotamento (Tabela
23).
Tabela 23 : Estimativa de distribuição da população 2030 por microbacia de esgotamento.
Bacia
Área (ha)
B1.1
560,9
B1.2
362,5
B1.2-E
159,9
B1.3
139,2
B1.3-E
179,5
B1.7-E
42,7
B2.1
55,6
B2.2
112,6
B2.3
102,1
B2.4-E
47,2
B2.5-E
370,8
B2.6-E
273,4
B2.7-E
151,2
B3.1
329,0
B3.1-E
118,0
B3.2
138,3
B3.2-E
28,0
B3.3a
494,4
B3.3b
85,2
B3.4-E
153,4
B4.1
154,6
B4.2
339,7
B4.3-E
289,4
B4.4-E
111,2
urbanização
consolidada alta
densidade (ha)
urbanização
consolidada média
densidade (ha)
540,9
20,0
345,6
31,0
98
urbanização
consolidada
baixa densidade
(ha)
32,0
15,0
66,0
adensamento
(ha)
16,9
14,5
126
85,0
75,2
20
145,5
108,2
32,1
23,6
38,3
10,6
141,1
36,1
1,7
165,0
expansão (ha)
47,2
369,1
273,4
151,2
164,0
14,3
103,8
10,8
17,2
70,2
83,3
216,0
52,1
73,3
59,2
12,0
409,4
10,0
134,6
339,7
População 2030
53.206
17.729
2.571
5.649
3.149
1.503
2.493
10.174
4.667
708
5.583
4.101
2.269
14.463
1.941
12.786
549
28.665
7.754
3.138
8.659
12.876
6.917
2.289
Bacia
Área (ha)
B4.5-E
416,9
B5
150,0
B6.1
105,7
B6.1-E
326,5
B6.2
207,3
B6.3A
44,3
B6.3B
53,7
B6.4
52,7
B6.4.1-E
144,0
B7.1
145,9
B7.1.1-E
58,9
B7.1.2-E
93,0
B7.1.3-E
26,3
B7.1.4-E
22,6
B7.2
74,9
B7.2.1-E
149,8
B7.3
37,2
B7.4
73,1
B7.4.1-E
143,4
B7.4.2-E
70,3
B7.5
18,9
B7.5.1-E
13,3
B8
68,6
B8.1-E
196,5
B8.2-E
102,3
B8.3-E
171,0
urbanização
consolidada alta
densidade (ha)
urbanização
consolidada média
densidade (ha)
26,0
105,7
87,3
10,0
urbanização
consolidada
baixa densidade
(ha)
adensamento
(ha)
expansão (ha)
9,1
407,8
14,6
311,9
1,7
142,3
39,0
2,1
19,9
93,0
26,3
20,5
92,5
57,3
9,8
133,6
70,3
3,1
10,2
24,7
5,2
36,9
171,8
97,1
134,0
124,0
15,0
120,0
34,3
20,0
37,7
65,9
80,0
33,7
74,9
37,2
73,1
12,9
6,0
69
População 2030
6.358
8.708
10.199
5.068
14.426
2.680
2.279
3.329
2.179
10.356
1.349
1.395
394
364
7.226
3.350
1.410
7.055
2.265
1.053
1.543
235
6.621
3.241
1.595
3.004
Bacia
Área (ha)
B8.4-E
41,8
B8.5-E
324,7
B9.1
152,6
B9.1.1-E
52,4
B9.1.2 -E
34,6
B9.1.3-E
152,1
B9.1.4-E
282,9
B9.2
55,9
TOTAL
8.862,9
urbanização
consolidada alta
densidade (ha)
urbanização
consolidada média
densidade (ha)
urbanização
consolidada
baixa densidade
(ha)
adensamento
(ha)
0,1
30,0
35,9
1.728,5
41,8
324,7
122,6
10,0
20
1.504,4
expansão (ha)
907,3
52,4
22,7
11,9
142,1
87,0
195,9
925,1
3.797,6
População 2030
628
4.868
6.146
785
660
4.205
5.280
3.723
347.816
A figura 38 apresenta o cruzamento entre as densidades 2030 para o cenário dirigido e
as densidades estabelecidas pelo PDOT, Observa-se que não há incompatibilidade
entre o estudo e o PODT, pois as áreas com densidade de 96 hab/ha estão dentro das
zonas de adensamento preferencial, as demais não ossuem mais de 50hab/ha, que é
densidade mais restrita do PDOT.
Figura 38 : Cruzamento entre as densidades 2030 para o cenário dirigido e as densidades estabelecidas pelo PDOT
Como no cenário atual e tendencial, para a obtenção final da população por bacia
hidrográfica foi utilizado o software Arc- GIS.
A tabela 24 apresenta o resultado da densidade populacional bem como a
porcentagem de área impermeável, por sub-bacia hidrográfica no cenário Dirigido.
Tabela 24 : Resultado da densidade populacional bem como a porcentagem de área
impermeável, por sub-bacia hidrográfica no cenário Dirigido.
RIO COMPRIDO
CÓRREGO DO TURI
CÓRREGO DO TANQUINHO
BACIA
MICRO-BACIA
DENSIDADE (hab/ha)
% ÁREA IMPERMEÁVEL
B20-A
B20-B
B20-C
B20-D
B20-E
B20-F
B20-G
B20-H
B20-Ia
B20-Ib
B20-J
B20-L
B20-M
B20-N
B20-Oa.
B20-Ob
B20-P
B20-Q
B20-R
B37-A
B37-B
B37-C
B37-D
B37-E
B37-F
B37-G
B37-H
B37-I
B37-J
B37-L
B37-M
B36-A
B36-B
B36-C
B36-D
B36-E
B36-F
B36-G
B36-H
B36-I
B36-J
10,35
8,21
21,69
52,55
50,11
25,53
4,54
43,47
31,36
70,92
3,38
29,29
44,60
15,18
27,66
70,81
15,48
8,31
0,00
15,44
7,55
23,36
40,11
53,36
54,05
79,73
91,41
94,66
90,02
94,21
94,15
3,01
0,47
13,64
5,00
5,58
13,32
12,24
39,20
15,46
6,19
1,83
0,66
8,07
25,05
23,70
10,18
0,00
20,05
13,39
35,15
0,00
12,25
20,67
4,49
11,35
35,08
4,65
0,71
0,00
4,63
0,29
8,99
18,20
25,49
25,87
39,99
46,41
48,20
45,65
47,96
47,92
0,00
0,00
3,64
0,00
0,00
3,47
2,87
17,70
4,64
0,00
CÓRREGO
SECO
CÓRREGO DO QUATRO RIBEIRA
BACIA
MICRO-BACIA
DENSIDADE (hab/ha)
% ÁREA IMPERMEÁVEL
B49-A
B49-B
B49-C
B49-D
B49-E
B49-F
B49-G
B49-H
B49-I
B49-J
B49-L
B49-M
B49-N
B49-O
B49-P
B49-Q
B49-R
B49-S
B49-T
B49-U
B-32A
B-32B
B-32C
B-32D
B-32E
0,20
8,19
7,20
15,05
17,43
15,90
15,69
15,00
18,92
14,96
14,96
42,40
19,89
0,11
11,81
6,51
14,81
14,90
15,00
15,38
58,98
57,30
59,33
43,66
18,51
0,00
0,64
0,10
4,42
5,73
4,89
4,77
4,39
6,55
4,37
4,37
19,46
7,08
0,00
2,64
0,00
4,29
4,34
4,39
4,60
28,58
27,66
28,77
20,15
6,32
A figura 39 apresenta a densidade populacional (hab/ha) e a figura 40 apresenta a
porcentagem de área impermeável no cenário dirigido.
Figura 39: Apresentação da densidade populacional (hab/ha) no Cenário Dirigido.
Figura 40: Apresentação da porcentagem de área impermeável no Cenário Dirigido.
2.4.3 Resultados do Modelo Hidrológico
2.4.3.1 Bacia do Córrego do Tanquinho
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do córrego do Tanquinho, geradas
para os períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 3 horas estão
apresentados na Tabela 25.
Tabela 25: Vazões de pico nas sub-bacias do Córrego do Tanquinho
TANQUINHO
Vazão máxima (m3/s)
Subbacia
Área (km2)
Lag time
(min)
TR5
TR10
TR25
TR50
TR100
B-20A
B-20B
B-20C
B-20D
B-20E
B-20F
B-20G
B-20H
B-20I-a
B-20I-b
B-20J
B-20L
B-20M
B-20N
B-20O-a
B-20O-b
B-20P
B-20Q
B-20R
Foz
0,56
0,03
0,29
0,23
0,17
0,52
0,21
0,28
4,50
0,55
0,21
0,36
0,78
1,06
1,99
1,86
0,40
1,34
0,63
-
8,85
3,72
14,09
8,30
5,65
5,58
6,50
7,48
35,01
6,79
7,65
13,70
16,04
23,72
12,37
17,46
16,91
37,05
19,24
-
1,20
0,10
0,70
1,20
0,90
1,80
0,50
1,30
10,10
3,90
0,40
0,90
2,90
1,60
5,50
9,70
0,70
1,30
0,90
33,30
2,1
0,1
1,1
1,7
1,4
2,9
0,8
1,9
14,7
5,3
0,8
1,3
4,2
2,4
8,7
13,3
1,1
2
1,3
47,80
3,40
0,20
1,70
2,40
2,00
4,40
1,30
2,70
21,30
7,30
1,20
1,90
6,00
3,60
13,30
18,30
1,60
3,00
2,10
68,40
4,50
0,30
2,20
3,00
2,40
5,70
1,70
3,30
26,80
8,90
1,70
2,40
7,60
4,60
17,00
22,40
2,00
3,90
2,70
85,20
5,70
0,40
2,80
3,60
2,90
7,00
2,10
4,00
32,50
10,50
2,10
2,90
9,20
5,60
20,90
26,60
2,50
4,80
3,30
103,10
CN
médio
Cenário
62
61
64
70
70
65
61
68
66
74
61
66
69
63
65
74
63
61
61
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Córrego Tanquinho é apresentado na Figura
41, para o TR de 50 anos e duração crítica de 3 horas.
Figura 41: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 3 horas
2.4.3.2 Bacia do Córrego do Turi
Na simulação do cenário Dirigido da Bacia do Turi foi considerada a influência das
Bacias de Detenção em operação Vila Formosa e Jardim Pitoresco, bem como as
bacias de detenção projetadas Chácara Coleginho e Parque dos Príncipes no sistema
de drenagem.
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do córrego do Turi, geradas para os
períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 2 horas estão
apresentados na Tabela 26.
Tabela 26 : Vazões de pico nas sub-bacias do Córrego do Turi.
Subbacia
Área (km2)
Lag time
(min)
37A
37B
37C
37D
37E
37F
37G
37H
37I
37J
37L
37M
Foz
1,62
2,63
2,16
1,52
0,86
1,82
1,16
0,54
0,63
0,53
1,48
0,97
-
22,17
37,14
14,68
8,70
8,57
19,70
14,28
6,37
7,47
10,87
12,06
16,95
-
TURI - COM 4 BDs
Vazão máxima (m3/s)
TR5
TR10
TR25
TR50
TR100
3,20
3,30
5,50
6,60
4,50
7,70
8,00
5,20
6,30
4,60
13,10
7,60
32,80
5,00
5,30
8,60
9,80
6,40
10,80
10,80
6,90
8,30
6,10
17,40
10,00
43,30
7,80
8,40
13,10
14,30
9,10
15,50
14,60
9,20
11,00
8,10
23,20
13,40
57,40
10,10
11,00
17,10
17,90
11,30
19,20
17,60
11,10
13,20
9,70
27,60
16,00
68,30
12,70
13,90
21,40
21,6
13,70
23,10
20,90
13,10
15,30
11,30
32,10
18,60
79,60
CN
médio
Dirigido
63
61
64
68
70
71
76
78
79
78
79
79
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Córrego Turi é apresentado na Figura 42,
para o TR de 50 anos e duração crítica de 2 horas.
Figura 42: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 2 horas
Novamente com relação a eficiências das bacias de detenção é possível perceber a contribuição das quatro bacias de detenção por
meio da tabela 27, na qual se apresenta a comparação da vazão máxima na foz da bacia do córrego Turi em diferentes tempos de
retorno.
Tabela 27: Comparação da vazão máxima na foz da bacia do córrego Turi em diferentes tempos de retorno.
Bacia
Área
hidrográfica (Km2)
Córrego
Turi
19,36
Qmáx(m3/s)
Atual -2010
Com Bacia de Detenção Vila Formosa e
Jd. Pitoresco
TR5
TR10 TR25 TR50 TR100
Qmáx(m3/s)
Tendencial - 2030
Com Bacia de Detenção Vila Formosa e
Jd. Pitoresco
TR5
TR10 TR25 TR50 TR100
Qmáx(m3/s)
Dirigido - 2030
Com Bacia de Detenção Vila Formosa
e Jd. Pitoresco
TR5 TR10 TR25 TR50 TR100
31,50
35,20
38,00 50,80 68,70 82,60
43,20
59,30
72,40
85,90
47,50
64,60
78,20
92,20
Com Bacia de Detenção Vila Formosa,Jd.
Pitoresco, Pq. dos Princípies e Chácara
Coleginho
30,80
41,00
54,70
65,40
76,30
97,00
Com Bacia de Detenção Vila
Formosa,Jd. Pitoresco, Pq. dos
Princípies e Chácara Coleginho
32,80 43,30 57,40 68,30
79,60
2.4.3.3 - Bacia do Rio Comprido
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do Rio Comprido, geradas para os
períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 2 horas estão
apresentados na Tabela 28.
Tabela 28: Vazões de pico nas sub-bacias do Rio Comprido.
Subbacia
B-36A
B-36B
B-36C
B-36D
B-36E
B-36F
B-36G
B-36H
B-36I
B-36J
Foz
COMPRIDO
Vazão máxima (m3/s)
Área (km2)
Lag time
(min)
TR5
TR10
TR25
TR50
TR100
5,67
12,84
2,61
3,33
2,91
2,32
2,10
8,84
1,95
4,62
-
33,25
66,70
22,92
15,49
9,76
7,23
9,84
80,27
17,74
28,91
-
7,50
11,20
4,60
6,00
5,90
5,70
4,80
12,90
4,20
6,50
38,40
12,10
17,90
7,30
9,80
9,90
9,50
7,90
18,50
6,60
10,60
59,40
19,20
28,10
11,50
15,90
16,00
15,10
12,50
26,60
10,30
16,80
90,60
25,30
36,70
14,90
21,00
21,50
19,60
16,60
33,20
13,50
22,20
116,70
31,90
46,00
18,90
26,50
27,40
24,40
21,10
40,20
16,90
28,00
144,70
CN
médio
Dirigido
61
61
62
61
61
62
62
68
63
61
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Rio Comprido é apresentado na Figura 43,
para o TR de 50 anos e duração crítica de 2 horas.
Figura 43: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 2 horas
2.4.3.4 Bacia do Córrego do Quatro Ribeira
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do Córrego Quatro Ribeiras, geradas
para os períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 2 horas estão
apresentados na Tabela 29.
Tabela 29 : Vazões de pico nas sub-bacias do Córrego Quatro Ribeiras.
Subbacia
Área (km2)
Lag time
(min)
B-49A
B-49B
B-49C
B-49D
B-49E
B-49F
B-49G
B-49H
B-49I
B-49J
B-49L
B-49M
B-49N
B-49O
B-49P
B-49Q
B-49R
B-49S
B-49T
B-49U
Foz
1,34
1,63
0,54
0,32
0,68
0,31
0,35
0,47
0,18
0,33
0,49
1,18
0,25
1,85
0,83
0,63
0,84
0,31
0,06
0,25
-
22,72
17,52
14,09
5,03
14,51
9,68
5,69
12,42
6,33
9,82
10,37
11,63
5,16
21,33
8,36
15,65
9,92
11,64
4,82
5,56
-
QUATRO RIBEIRAS
Vazão máxima (m3/s)
TR5
TR10
TR25
TR50
TR100
2,10
2,80
1,00
0,90
1,60
0,80
1,00
1,10
0,50
0,90
1,20
4,70
0,80
3,00
2,00
1,10
2,20
0,80
0,20
0,70
17,20
3,40
4,60
1,70
1,50
2,50
1,30
1,60
1,80
0,80
1,40
2,00
6,90
1,30
4,90
3,30
1,90
3,40
1,20
0,30
1,10
26,70
5,30
7,00
2,50
2,50
3,70
2,00
2,50
2,70
1,30
2,10
3,00
9,70
2,00
7,40
5,20
2,80
5,30
1,80
0,50
1,80
44,20
7,20
9,80
3,50
3,10
5,10
2,60
3,30
3,70
1,70
2,80
4,10
12,90
2,60
10,30
6,90
4,00
7,10
2,50
0,60
2,40
53,00
9,10
12,50
4,50
3,90
6,40
3,30
4,20
4,60
2,10
3,50
5,10
15,90
3,20
13,00
8,60
5,00
8,90
3,10
0,70
3,00
66,00
CN
médio
Dirigido
61
61
61
63
63
63
63
63
63
63
63
68
64
61
62
61
63
63
63
63
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Córrego Quatro Ribeiras é apresentado na
Figura 44, para o TR de 50 anos e duração crítica de 2 horas.
Figura 44: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 2 horas
2.4.3.5. Bacia do Córrego Seco
Os resultados das vazões de pico nas sub-bacias do Córrego Seco, geradas para os
períodos de retorno de 5, 10, 25, 50 e 100, e duração crítica de 2 horas estão
apresentados na Tabela 30.
Tabela 30: Vazões de pico nas sub-bacias do Córrego Seco.
SECO
Subbacia
32 A
32 B
32 C
32 D
32 E
Foz
Vazão máxima (m3/s)
Área (km2)
Lag time
(min)
TR5
TR10
TR25
TR50
TR100
1,74
0,79
0,38
3,61
2,16
-
14,93
10,22
8,96
32,16
16,21
-
8,80
4,20
2,30
9,50
4,80
23,20
12,50
6,00
3,20
13,90
7,60
33,50
17,60
8,60
4,40
20,00
11,80
48,00
21,70
10,60
5,50
25,20
15,40
59,70
25,90
12,70
6,60
30,60
19,10
72,10
CN
médio
Dirigido
72
71
72
68
63
-
O hidrograma de vazão da foz da bacia do Córrego Seco é apresentado na Figura 45,
para o TR de 50 anos e duração crítica de 2 horas.
Figura 45: Hidrograma de vazão – Foz– TR 50 ANOS – Duração 2 horas
Na tabela 31 apresenta-se o resumo das vazões máximas na foz em cada bacia hidrográfica.
Tabela 31: Apresentação do resumo das vazões máximas na foz em cada bacia hidrográfica.
Bacia
hidrográfica
CN proporcional
Área
2
(Km )
* Qmáx(m3/s) Atual
Atual Tendencial Dirigido
TR5
TR10
** Qmáx(m3/s) Tendencial
TR25
TR50
TR100
TR5
TR10
TR25
TR50
TR100
** Qmáx(m3/s) Dirigido
TR5
TR10
TR25
TR50
TR100
Córrego
Tanquinho
15,97
63
64
66
26,60 39,50 58,40
73,80
90,10
29,00 42,60 62,00
77,80
94,80
33,30 47,80 68,40
85,20
103,10
Córrego Turi
19,36
67
68
70
31,50 43,20 59,30
72,40
85,90
30,80 41,00 54,70
65,40
76,30
32,80 43,30 57,40
68,30
79,60
Rio
Comprido
47,18
61
61
61
34,10 54,00 83,90 108,90 135,90 35,90 56,30 86,80 112,20 139,60 38,40 59,40 90,60 116,70 144,70
Quadro
Ribeiras
12,85
61
61
61
15,30 24,30 38,00
49,50
61,90
15,50 24,50 38,20
49,70
62,20
17,20 26,70 44,20
53,00
66,00
Seco
8,68
66
67
68
19,20 28,20 41,60
52,60
64,10
21,60 31,40 45,50
56,90
68,90
23,20 33,50 48,00
59,70
72,10
* Bacia do Turi BD Vila Formosa e BD Jd. Pitoresco em operação
**Bacia do Turi com as 4 BD em operação
3. - MODELAGEM HIDRÁULICA
Dentro da engenharia hidráulica, a modelação matemática já comprovou ser
indispensável nos campos específicos da hidráulica fluvial e drenagem urbana,
principalmente quando o estudo das situações transitórias do escoamento é
necessário.
Neste particular, o emprego de modelos matemáticos associados a suportes
informáticos – que facilitam a entrada e manipulação de extensas quantidades de
dados, além da fácil obtenção de resultados – tem sido utilizado em todo o mundo com
o objetivo de verificação e projeto de obras hidráulicas.
O escoamento permanente e não permanente nos canais artificiais ou naturais tem
como objetivo a análise do funcionamento dos mesmos, em condições onde as
grandezas hidráulicas variam ao longo do tempo e no espaço, em função de certo
conjunto de dados de geometria e de condições de extremidade.
Esta metodologia é largamente empregada no dimensionamento de redes de
drenagem e esgotos, canais de irrigação, acesso a casas de força e outras aplicações
dentro da engenharia hidráulica.
Para avaliar o sistema hidráulico em questão, o escoamento em canais pode ser
definido opcionalmente, como um problema unidimensional, no qual todas as
características são associadas à dimensão de comprimento do conduto. Os aspectos
relativos às particularidades das seções transversais são considerados na forma dos
parâmetros hidro-geométricos das mesmas, como área e forma da seção, rugosidade
das paredes, declividade do trecho representado e distância entre as seções
representativas.
O escoamento não permanente tem como característica a variação ao longo do tempo
das condições de extremidade, que usualmente são hidrogramas de enchentes,
limnigramas, equipamentos hidráulicos associados a esquemas operacionais, estações
de bombeamento, etc.
Como produtos da análise do escoamento variado nos canais, podem ser obtidos os
níveis d’água para enchentes hipotéticas em função de diferentes condições
operacionais da calha e dos efeitos introduzidos nas extremidades, tais como
reservatórios, marés e estações elevatórias.
Para o presente estudo foi aplicado o Modelo HEC RAS para a simulação do escoamento
hidrodinâmico unidimensional em canais. O modelo é dotado de uma interface gráfica para
entrada de dados e visualização de resultados, além de permitir a recuperação de quadros e
tabelas
detalhadas
contendo
essas
mesmas
informações.
Além disso, o modelo permite a análise da interação entre rios principais e seus
afluentes.
3.1 - O modelo HEC-RAS
O quadro 5 apresenta o glossário de termos técnicos do modelo HEC – RAS.
Quadro 5:Glossário de teremos técnicos do Modelo HEC-RAS
CANAIS - GERAL
River
Reach
River Sta. RS
Geom
Nome adotado para o rio ou canal
Segmento ou trecho de canal considerado
“River Station” – Seção do rio ou canal. Nomenclatura adotada para o local
de representação da seção transversal de canal (em geral associada a algum
tipo de estaqueamento ou quilometragem do curso d’água
Nome da configuração adotado para a configuração da geometria
CANAIS – ESCOAMENTO EM REGIME PERMANENTE
Q total
Min
ChannelElev.
E.G. Slope
Vazão computada ou informada para a seção do canal
“MinimumChannelElevation” – Cota de fundo do canal (para elaboração do perfil
longitudinal de fundo)
“WaterSurfaceElevation” - Elevação (cota) do nível d’água (para elaboração da linha
d’água)
“Energy Grade LineSlope” - Declividade da linha de energia
VelChnel
Velocidade média do escoamento
Flow Área
Área de escoamento (correspondente ao perímetro molhado)
Top Width
Altura da lâmina d’água atingida na seção do canal
Froud # Chl
Número de Froude para o canal principal
Elevation
Elevação (cota) da lâmina d’água na seção do canal
Crit PF
“Critical Profile” – Perfil da linha d’água crítica
WS PF
“WaterSurface Profile” – Perfil da linha d’água
Ground
Perfil de fundo do canal
“Left Over Bank” – Topo da margem esquerda (demarca o ponto de início de
extravasamento)
“Right Over Bank” – Topo da margem direita (demarca o ponto de início de
extravasamento)
W.S. Elev.
LOB
ROB
CANAIS – ESCOAMENTO EM REGIME NÃO PERMANENTE OU TRANSITÓRIO
E.G. Slope
Perfil associado a um determinado instante de cálculo (exemplo: “Max WS” – Perfil da
linha d’água máxima)
Vazão computada ou informada para a seção do canal
“MinimumChannelElevation” – Cota de fundo do canal (para elaboração do perfil
longitudinal de fundo)
“WaterSurfaceElevation” - Elevação (cota) do nível d’água (para elaboração da linha
d’água)
“Energy Grade LineSlope” - Declividade da linha de energia
VelChnel
Velocidade média do escoamento
Flow Área
Área de escoamento (correspondente ao perímetro molhado)
Top Width
Altura da lâmina d’água na seção do canal
Froud # Chl
Número de Froude para o canal principal
Elevation
Flow
Elevação (cota) da lâmina d’água na seção do canal
“Critical Profile” – Perfil da linha d’água crítica associado a um determinado instante
‘PF’
“WaterSurface Profile” – Perfil da linha d’água associado a um determinado instante
‘PF’
Perfil de fundo do canal
“Left Over Bank” – Topo da margem esquerda (demarca o ponto de início de
extravasamento)
“Right Over Bank” – Topo da margem direita (demarca o ponto de início de
extravasamento)
Hidrograma de vazões informado ou calculado em uma seção do canal
Stage
Cotagrama resultante em uma determinada seção do canal
Profile
Q total
Min
ChannelElev.
W.S. Elev.
Crit ‘PF’
WS ‘PF’
Ground
LOB
ROB
BACIAS DE DETENÇÃO
StorageArea
Net Inflow
Stage
Reservatório
Hidrograma de vazões instantâneas afluentes (valores positivos) ou defluentes
(valores negativos) do reservatório
Cotagrama do reservatório
ESTRUTURA LATERAL (VERTEDOURO OU COMPORTA)
Flow
Stage
Stage TW
Stage HW US
Stage HW DS
Flow HW US
Flow HW DS
FlowLeaving
Gate Flow
Hidrograma de vazões em trânsito pela estrutura lateral. Valores positivos indicam
vazão que saem do canal e, valores negativos, vazões que entram para o canal
passando pela estrutura lateral
Cotagrama
“StageTailWater” – Cotagrama na estrutura lateral
“Stage Head WaterUpstream” – Cotagrama na seção do canal, junto a extremidade
de montante da estrutura lateral
“Stage Head WaterDownstream” – Cotagrama na seção do canal, junto a
extremidade de jusante da estrutura lateral
“Flow Head WaterUpstream” – Vazão na seção do canal, junto a extremidade de
montante da estrutura lateral
“Flow Head WaterDownstream” – Vazão na seção do canal, junto a extremidade de
jusante da estrutura lateral
Vazão em trânsito pela estrutura lateral (valores positivos indicam fluxo de vazão
partindo do canal para a estrutura hidráulica e, valores negativos, no sentido inverso)
Vazão em trânsito por uma comporta de superfície ou fundo
BUEIROS E PONTES
Stage
Elevação (cota) do nível d’água em uma estrutura hidráulica ou singularidade
Stage TW
“StageTailWater” – Nível d’água no desemboque
Stage HW
“Stage Head Water” – Cotagrama a montante do emboque
Flow
Hidrograma de vazões no emboque
3.2 Seções transversais
Caracterização das seções transversais: - A discretização do rio ou canal para o
cálculo do regime permanente ou variado é sempre feita por meio de seções
transversais típicas. A escolha do número de seções deve atender ao critério de se
representar o mais fielmente possível as variações do conduto, tanto em planta como
em perfil. Uma maior acuracidade, para fins de estabilidade numérica pode ser obtida
posteriormente com critérios de interpolação a cargo do próprio software de cálculo.
A escolha de um número pequeno de seções pode levar a erros físicos muito grandes
e, por outro lado, um número muito elevado de seções provoca grande quantidade de
cálculos, aumentando a propagação de erros numéricos. Vários autores têm citado que
o espaçamento ideal de seções deve ser entre 10 e 20 vezes a largura da seção à
superfície. Trechos sinuosos ou com grandes variações de fundo devem ser
representados por seções menos espaçadas, que traduzam as influências dos
alargamentos e estreitamentos bruscos, soleiras de fundo e outros controles.
Canais naturais: - As seções transversais dos canais naturais devem ter seus
parâmetros
bem
avaliados,
para
cada
cota
assumida
pelo
nível
d'água.
Representando-se as seções através de pontos cartesianos, os parâmetros de
interesse podem ser calculados por meio da subdivisão em lamelas verticais, para as
quais são obtidas as características hidrogeométricas pelas seguintes expressões:
n
Área Molhada
A = ∑ Ai
i +1
n
Perímetro Molhado
p = ∑ pi
i +1
Raio Hidráulico Composto
Q = ∑ Qi =
1
1
2
1
2
1
ARh 3 S f 2 = ∑ Ai Rhi3 S f 2
n
n
3
 ∑ Ai R h 3 
i

Rh = 
A


1
1
1
1
Q = ∑ Qi = Ci Ai Rh 2 S f 2 = CAR E2 S f 2
2
Raio Hidráulico de Engelund
2
 ∑ Ci Ai R h 2 
i

RE = 
CA


1
Coeficiente
Movimento
de
Quantidade
de
2
∑ AV β = ∑Ci Rh Ai
2
2
β=
i i
2
AV
i
C RE A
3.3 Verificações Hidráulicas
3.3.1 - Bacia hidrográfica do córrego Tanquinho
03.3.1.1
•
- Preparação de dados
Cotas altimétricas
Nas simulações hidráulicas foram utilizados os dados do projeto existente10 e os dados
do levantamento topográfico realizado atualmente. As cotas do projeto foram ajustadas
à nova topografia.
Para o mesmo ponto, início da canalização projetada, a diferença de cotas de fundo
entre o projeto, e o novo levantamento foi de 1,15 m, sendo respectivamente as
seguintes cotas 555,800 e 554,652. Assim, foi necessário rebaixar proporcionalmente
as cotas do projeto para ficar compatível com o restante do levantamento.
•
Nível d’ água do Rio Paraíba do Sul
Para a avaliação dos efeitos de remanso decorrentes das flutuações dos níveis d’água
do Rio Paraíba do Sul, sobre os escoamentos das cheias na calha do Córrego
Tanquinho, foi necessário estabelecer uma referência de vazão e/ou nível d’ água
máximo para aquele rio.
Foram consultados os dados hidrológicos (cota, vazão, medições de descarga líquida
etc.) disponíveis no SIH-Sistema de Informações Hidrológicas – Agência Nacional de
Águas – ANA e os registros históricos de operação da estação fluviométrica mantida
pelo SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Jacareí junto às estruturas de
captação da ETA Jacareí.
Após a análise dos dados disponíveis optou-se pela utilização dos dados fornecidos
pelo SAAE para o estabelecimento da referência de vazão e/ou nível d’água. Os
registros históricos (nível d’água e vazão) abrangem um período de 11 anos (1999 a
2010), porém com medições referenciadas a um RN arbitrário.
A conversão dos valores medidos do RN arbitrário para o RN absoluto, conforme
necessidades dos estudos de modelação ora em desenvolvimento exigiu uma atividade
10
Projeto executivo de macrodrenagem do Canal do Tanquinho – DRENATEC - 2002
adicional relativa ao transporte de referência de nível, conforme demonstrado no Anexo
III.
Obteve-se para as seções de régua da estação liminimétrica a elevação 560,153 m
para o “zero da régua”, sendo então adotado esse valor para os níveis d’água da série
histórica.
Conforme o fluviograma apresentado na Figura 46 destaca-se o valor (máximo
instantâneo) observado em janeiro de 2010 – NA = 560,853 (correspondente a leitura
de 3,10 m na estação de monitoramento). Segundo os dados do SAEE essa cota
representa uma vazão igual a 490 m3/s no rio Paraíba do Sul. Entretanto, vale lembrar
que o evento climático que deu origem ao nível d’água e vazão do rio Paraíba do Sul,
naquele ano, apresentou condições muito atípicas, sobretudo na região de suas
cabeceiras, fato que levou a desconsideração do mesmo para o estabelecimento de
uma referência de jusante para os estudos hidráulicos do Córrego do Tanquinho.
561.00
Jan- 10 - 560.853
560.50
Elevação (m)
560.00
Fev -10 - 559.733
559.50
559.00
558.50
558.00
557.50
557.00
Mar-97
Jul-98
Dec-99
Apr-01
Sep-02
Jan-04
May-05
Oct-06
Feb-08
Jul-09
Nov-10
Apr-12
Data (mês / ano)
Figura 46: Fluviograma observado na estação fluviométrica do SAAE no período de Janeiro 1999
a Julho de 2010.
Cabe observar que, para o Plano Diretor de Macrodrenagem e respectivo plano de
intervenções que visam mitigar situações de insuficiências hidráulicas, a consideração
de eventos muito atípicos, com ocorrências simultâneas nas calhas dos cursos d’água
que cruzam a área urbana de Jacareí e na do corpo receptor, o rio Paraíba do Sul,
superestimam as condições de projeto, notadamente, no que diz respeito aos riscos
probabilísticos (períodos de retorno).
Como a proposição de intervenções estruturais e não estruturais são decorrências
diretas da magnitude adotada para a referência de nível d’água e/ou vazão, optou-se
pela adoção do segundo maior NA-máximo observado na estação de monitoramento,
correspondente a elevação 559,733 m (NA = 1,98m ou vazão igual a 264 m3/s)
registrado no mês de fevereiro de 2010.
•
Trechos simulados e Vazões máximas
A figura 47 ilustra a localização na Bacia do Tanquinho dos trechos que foram
realizadas as simulações hidráulicas, isto é, o Córrego Tanquinho e os afluentes
indicados na figura.
Figura 47: Bacia do Córrego Tanquinho – Localização dos trechos que foram realizadas as
simulações hidráulicas.
Foram consideradas a situação de uso e ocupação atual do solo e a situação do
cenário Tendencial, devido os valores das vazões entre o Cenário Tendencial e
Cenário Dirigido apresentarem mínimas variações (conforme tabela 31 as simulações
hidráulicas foram realizadas apenas para o cenário Tendencial).
Para a realização das simulações hidráulicas foram obtidos os hidrogramas no software
HEC-HMS, para os períodos de retorno TR5, TR 10, TR25, TR50 e TR100, e inseridos
no HEC-RAS.
A Tabela 32 apresenta as vazões máximas obtidas no HEC – HMS para os TRs indicados – Córrego Tanquinho – leito
principal. A Tabela 33 apresenta os mesmos dados da Tabela 32 para os afluentes. A Figura 07 apresenta o modelo topológico
(Diagrama Unifilar - HMS) da Bacia do Córrego Tanquinho onde é possível observar a localização dos pontos indicados nas
tabelas a seguir.
CÓRREGO TANQUINHO - leito principal
TR 5
CENÁRIO
Q máx
3
(m /s)
TR 10
ATUAL CENÁRIO
Q máx
Q máx
3
3
(m /s)
(m /s)
TR 25
CENÁRIO
Q máx
3
(m /s)
TR 50
ATUAL CENÁRIO
Q máx
Q máx
3
3
(m /s)
(m /s)
TR 100
ATUAL CENÁRIO
Q máx
Q máx
3
3
(m /s)
(m /s)
Local
Áre de
Drenagem
2
(Km )
5025.61
Estrada do Tanquinho
4.50
7.80
8.50
11.80
12.70
17.70
18.80
22.50
23.90
27.80
29.40
J1
4517.38
Confluência do afluente D e
Córrego Tanquinho
7.55
6.30
6.40
9.90
10.10
15.10
15.50
19.70
20.10
24.60
25.00
J3
3863.67
8.69
2.70
2.90
3.90
4.10
5.80
6.00
7.30
7.60
8.80
9.10
J5
2648.81
14.00
11.80
13.00
16.70
19.50
25.60
29.00
33.00
36.80
41.10
45.10
J6
1800
Projeto de canalização
15.34
2.80
3.00
4.30
4.60
6.80
7.10
8.70
9.20
10.90
11.30
20R
1000
Projeto de canalização
0.63
0.90
0.90
1.30
1.30
2.10
2.10
2.70
2.70
3.30
3.30
Modelo de simulação
Identificação dos pontos
HEC-HMS
HEC-RAS
20 I-a
Confluência do afluente C e
Córrego Tanquinho
Confluência do Canal
Paulistano e
Córrego Tanquinho
ATUAL
Q máx
3
(m /s)
ATUAL
Q máx
3
(m /s)
Tabela 32: Vazões máximas obtidas no HEC- HMS para Córrego Tanquinho – leito principal.
CÓRREGO TANQUINHO - AFLUENTES
Afluente E
Afluente D
Afluente C Canal São Luiz Canal Paulistano
Modelo de simulação
Identificação dos pontos
Local
Áre de
Drenagem
2
(Km )
ATUAL
Q máx
3
(m /s)
TR 5
CENÁRIO
Q máx
3
(m /s)
TR 10
ATUAL CENÁRIO
Q máx
Q máx
3
3
(m /s)
(m /s)
ATUAL
Q máx
3
(m /s)
TR 25
CENÁRIO
Q máx
3
(m /s)
TR 50
ATUAL CENÁRIO
Q máx
Q máx
3
3
(m /s)
(m /s)
TR 100
ATUAL CENÁRIO
Q máx
Q máx
3
3
(m /s)
(m /s)
HEC-HMS
HEC-RAS
J8
1421.12
Confluência do Canal São Luiz e
Canal Paulistano
1.86
3.90
4.85
5.55
6.65
7.80
9.15
9.65
11.20
11.60
13.30
J5
348.61
Confluência do Canal Paulistano
e
Córrego Tanquinho
0.40
0.60
0.60
0.90
0.90
1.40
1.40
1.80
1.80
2.20
2.20
20O-a
1500.92
Jd. Terras de St. Helena
(montante do Canal São Luiz)
1.99
3.70
4.00
5.90
6.60
9.80
10.70
13.10
14.10
16.60
17.70
J8
641.78
Confluência do Canal São Luiz e
Canal Paulistano
1.86
3.90
4.85
5.55
6.65
7.80
9.15
9.65
11.20
11.60
13.30
J3
3829.79
Confluência do afluente C e
Córrego Tanquinho.
0.78
2.20
2.40
3.30
3.60
5.00
5.30
6.40
6.80
7.90
8.30
20B
1091.52
2.40
2.50
4.00
4.10
6.50
6.70
8.60
8.70
10.90
11.10
J4
731.90
0.70
0.70
1.10
1.10
1.60
1.60
2.10
2.10
2.50
2.50
J1
464.38
Confluência do afluente D e
Córrego Tanquinho.
0.28
1.00
1.20
1.60
1.70
2.40
2.50
3.00
3.20
3.60
3.80
20F
264.81
Estr. São Benedito do Forgio
0.52
1.20
1.20
2.00
2.00
3.20
3.20
4.40
4.40
5.50
5.50
J4
110.72
Confluência do afluente E e
Córrego Tanquinho.
0.21
0.50
0.50
0.80
0.80
1.30
1.30
1.70
1.70
2.10
2.10
Av. Lucas Nogueira Garcez
Confluência do afluente E e
Córrego Tanquinho.
0.17
Tabela 33: Vazões máximas obtidas no HEC- HMS para Córrego Tanquinho – Afluentes.
ANEXOS
ANEXO II – HIDROGRAMAS DE CHEIAS NA
FOZ – TR50- VERIFICAÇÃO DA DURAÇÃO
CRÍTICA
CENÁRIO ATUAL
Bacia do Córrego Tanquinho
80,00
70,00
60,00
180 minutos
120 minutos
Vazão (m3/s)
50,00
90 minutos
40,00
60 minutos
30 minutos
30,00
20,00
10,00
0,00
00:00
01:12
02:24
03:36
04:48
06:00
Tempo (minutos)
Bacia do Córrego Turi
80
70
60
Vazão (m3/s)
120 minutos
50
90 minutos
40
60 minutos
30 minutos
30
20
10
0
00:00
01:12
02:24
03:36
Tempo (minutos)
04:48
06:00
Bacia do Córrego Rio Comprido
120
100
120 minutos
Vazão (m3/s)
80
90 minutos
60 minutos
60
30 minutos
40
20
0
00:00
01:12
02:24
03:36
04:48
06:00
Tempo (minutos)
Bacia do Córrego Quatro Ribeiras
60
50
120 minutos
Vazão (m3/s)
40
90 minutos
60 minutos
30
30 minutos
20
10
0
00:00
01:12
02:24
03:36
Tempo (minutos)
04:48
06:00
Bacia do córrego Seco
60,00
180 minutos
120 minutos
50,00
Vazão (m3/s)
90 minutos
40,00
60 minutos
30 minutos
30,00
20,00
10,00
0,00
00:00
01:15
02:30
Tempo (min)
03:45
05:00
CENÁRIO TENDENCIAL
Bacia do Córrego Tanquinho
90,00
80,00
180 minutos
70,00
120 minutos
60,00
Vazão (m3/s)
90 minutos
60 minutos
50,00
30 minutos
40,00
30,00
20,00
10,00
0,00
00:00
01:12
02:24
03:36
Tempo (minutos)
04:48
06:00
Bacia do Córrego Turi
80
70
60
Vazão (m3/s)
120 minutos
50
90 minutos
60 minutos
40
30 minutos
30
20
10
0
00:00
01:12
02:24
03:36
Tempo (minutos)
04:48
06:00
Bacia do Córrego Rio Comprido
120
100
120 minutos
Vazão (m3/s)
80
90 minutos
60 minutos
60
30 minutos
40
20
0
00:00
01:12
02:24
03:36
04:48
06:00
Tempo (minutos)
Bacia do Córrego Quatro Ribeiras
60
50
120 minutos
Vazão (m3/s)
40
90 minutos
60 minutos
30
30 minutos
20
10
0
00:00
01:12
02:24
03:36
Tempo (minutos)
04:48
06:00
Bacia do Córrego Seco
60
180 minutos
120 minutos
50
90 minutos
Vazão ( m3/s)
40
60 minutos
30 minutos
30
20
10
0
00:00
01:15
02:30
Tempo (min)
03:45
05:00
CENÁRIO DIRIGIDO
Bacia do Córrego Tanquinho
90,0
80,0
70,0
Vazão (m3/s)
60,0
180 minutos
50,0
120 minutos
90 minutos
40,0
60 minutos
30,0
30 minutos
20,0
10,0
0,0
00:00
01:12
02:24
03:36
04:48
06:00
Tempo (minutos)
Bacia do Córrego Turi
80
70
60
Vazão (m3/s)
120 minutos
50
90 minutos
60 minutos
40
30 minutos
30
20
10
0
00:00
01:12
02:24
03:36
Tempo (minutos)
04:48
06:00
Bacia do Córrego Rio Comprido
140
120
Vazão (m3/s)
100
120 minutos
90 minutos
80
60 minutos
60
30 minutos
40
20
0
00:00
01:12
02:24
03:36
04:48
06:00
Tempo (minutos)
Bacia do Córrego Quatro Ribeiras
60
120 minutos
50
90 minutos
Vazão (m3/s)
40
60 minutos
30
30 minutos
20
10
0
00:00
01:12
02:24
03:36
Tempo (minutos)
04:48
06:00
Bacia do Córrego Seco
70
120 minutos
60
90 minutos
Vazão (m3/s)
50
60 minutos
40
30 minutos
30
20
10
0
00:00
01:15
02:30
Tempo (min)
03:45
05:00
ANEXO III – RELATÓRIO DE TRANSPORTE
DE RN.
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Relatório 2 - Cenários e Estudo hidrológico