VI Encontro Nacional da Anppas
18 a 21 de setembro de 2012
Belém – PA – Brasil
Solidariedade territorial, turismo e desenvolvimento: uma
análise das políticas e práticas em Foz do Iguaçu, Paraná.
Ana Solange Biesek(Universidade Federal do Paraná)
Turismóloga, Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFPR
[email protected]
Marcos Aurélio Tarlombani da Silveira(Universidade Federal do Paraná)
Pós-Doutor pela Université de Paris 1 (IREST), Proferssor do Programa de Pós-Graduação em
Geografia da UFPR
[email protected]
O objetivo central do estudo é avaliar a política de desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária
(TBC) no contexto regional de Foz do Iguaçu, Paraná. O propósito do estudo é identificar como o destino
Foz do Iguaçu vem atuando com vistas a atender as demandas territoriais em escala local e regional,
assim como a repercussão, assimilação e articulação dessa política pelos diferentes atores sociais em
suas diversas formas de atuação. A pesquisa tem como ponto de partida a avaliação das iniciativas
públicas e privadas existentes no território iguaçuense, que tentam criar novas opções turísticas aos
visitantes, possibilitando ao mesmo tempo, novas fontes de renda e emprego para a população local,
dentro de uma perspectiva de inclusão social. As questões que norteiam o estudo são: Em que medida
as políticas e práticas de desenvolvimento turístico regional vem contribuindo para desenvolver
estratégias de produção associadas ao turismo de base comunitária no território de Foz do Iguaçu?
Quem são os agentes envolvidos e que ações têm sido levadas a efeito para promover a transformação
do território? O mercado possui capacidade para incluir um grupo crescente de pessoas que apostam
seu ganho econômico na atividade turística? O turismo pode configurar-se como um agente de inclusão
social, a partir do fomento às práticas de economia solidária? Considera-se válido mostrar como as
políticas públicas e suas práticas são importantes na organização econômica e social do território,
porém não de forma isolada, mas sim com a ativa participação dos atores locais e regionais. Diante
disso, definiu-se como hipóteses do estudo: O turismo pode ser considerado como um elo para
redefinição e produção de renda, geração de empregos, alternativa de trabalho para trabalhadores
informais, assim como para o fortalecimento de pequenos empreendimentos, preservando a cultura e
ambiente local, a partir do fomento às práticas de economia solidária na cadeia produtiva do turismo,
sendo mais efetiva a partir de iniciativas dos produtores locais e não exclusivamente do poder público.
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Para dar conta de analisar e avaliar o papel do turismo apoiar-se-á na abordagem territorial. O que é
abordagem territorial? A abordagem territorial é um objeto com o qual muitos estudiosos das ciências
sociais tem se ocupado, mas poucos desses estudos são dedicados à análise do turismo. O turismo é
uma atividade dinâmica que se apropria do espaço geográfico, da paisagem, e do território para
realização de suas práticas. Assim, buscando compreender essas relações por meio da análise das
formas, funções, estruturas e processos espaciais, da organização territorial, e dos impactos gerados nos
contextos social, econômico e ambiental, recorre-se à Geografia como apoio teórico-conceitual.
Defende-se a tese de que o turismo pode constituir-se em um agente de inclusão social, desde que o
seu desenvolvimento seja acompanhado por políticas e práticas territoriais, apoiados em ações,
programas e projetos de caráter social, que apresentem como meta principal a inclusão social. Do ponto
de vista operacional, a presente pesquisa utiliza-se de instrumentos metodológicos para uma
interpretação integral do objeto de estudo, considerando necessário investigar tanto a realidade
objetiva como subjetiva. Neste sentido, o trabalho investigativo utiliza-se de ferramentas de
diagnóstico, aplicadas em escala geográfica local e regional, e cujo intuito é verificar as transformações
territoriais, assim como compreender as relações entre turismo e pobreza, a partir do foco na discussão
das práticas de economia solidária, das políticas e práticas na cidade de Foz do Iguaçu e no Estado do
Paraná. A metodologia de pesquisa baseou-se também no estudo exploratório sobre as experiências
brasileiras atualmente em curso, de planejamento e gestão local que possam ser consideradas como
exemplos de espaços organizados para a exploração do turismo, e que contenham elementos de arranjo
sócio-produtivo de base local. Também se baseia no método qualitativo a partir da realização de
entrevistas com atores locais ligados ao poder público, a setor privado e às comunidades locais. Além
disso, serão realizadas leituras de relatórios técnicos, de documentos e estudos governamentais, de
publicações da imprensa, e da literatura científica como teses de doutorado e dissertações de mestrado.
Com os resultados do estudo espera-se trazer uma contribuição científica e acadêmica aos interessados
pelos assuntos pertinentes ao turismo, à inclusão social e ao desenvolvimento territorial. Também se
espera fornecer subsídios às políticas públicas e às comunidades locais no sentido de desenvolver o
destino turístico de Foz do Iguaçu, diversificando a oferta já consolidada e incrementando o fluxo de
turistas, além da valorização da cultura e da melhoria da qualidade de vida da população local,
agregando valor ao produto turístico. A conclusão geral do estudo aponta para necessidade de que o
planejamento e a gestão do turismo devem integrar aspectos sociais, espaciais, culturais e ambientais,
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compartilhando uma base territorial comum, com potencialidades e dificuldades similares, além de
incorporar os diversos atores sociais como órgãos públicos, agentes privados e comunidades locais.
Bibliografia básica
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Desenvolvimento Agrário Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável – CONDRAF.
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