4111 Trabalho 3053 - 1/2 DESENVOLVIMENTO DE UM PROTOCOLO COM MEDIDAS DE PRECAUÇÃO E CONTROLE AMBIENTAL DA INFECÇÃO POR TB PULMONAR NAS UNIDADES DE PEDIATRIA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Souza, Luana Reis¹; Maciel, Renata Oliveira²; Filgueiras, Andréia Sabino³; Braz, Bruna Pereira4; RESUMO Introdução: Diagnosticar a tuberculose em crianças é um pouco mais complexo, pois o quadro clínico é bem menos característico e suas manifestações clínicas são bem variadas (revista hupe-tuberculose). No entanto, em alguns casos, a criança precisa ficar internada em uma unidade hospitalar até que se obtenha um diagnóstico concreto e se inicie o esquema quimioterápico. Durante esse período, a criança encontra-se em contato com o restante da clientela e com os profissionais de saúde, devendo esta unidade utilizar-se de métodos de proteção assegurando a biossegurança desta população. Objetivo: Desenvolver um manual com normas de controle de infecção de tuberculose pulmonar dentro das unidades pediátrica de um Hospital Universitário. Metodologia: Utilizou-se a pesquisa bibliográfica em livros, manuais, periódicos de enfermagem e médicos, publicados nos últimos cinco anos para o desenvolvimento deste protocolo. Resultados: O Ministério da Saúde preconiza a padronização da precaução para aerossóis para os casos de tuberculose pulmonar e segundo o II consenso brasileiro de tuberculose, a OMS e outras instituições internacionais propõem que sejam implementadas em “ambientes de risco” (unidades hospitalares ou não) medidas de controle da transmissão da tuberculose. Dentre as medidas que descrevemos em nosso manual estão o uso de quarto individual; pressão negativa em relação às áreas adjacentes com 6 trocas de ar por hora; exaustão de ar para ambiente externo; uso de filtros HEPA; no transporte do paciente este deve utilizar máscara cirúrgica cobrindo nariz e boca; Caso não haja quarto com pressão negativa, colocar em quarto individual com portas fechadas e desligar o ar condicionado; os profissionais de saúde que entrar em contato com o doente ou suspeito devem utilizar máscara N95; artigos e equipamentos utilizados pelo portador devem ser de uso exclusivo. O acompanhante da criança deverá realizar os exames diagnósticos e se positivos deverão ser tratados e isolados junto com a criança; Conclusão: Embora a tuberculose seja mais transmitida entre comunidades, pesquisas apontam para um aumento de infecção em escolas médicas, hospitais universitários, prisões e em casas de saúde psiquiátricas. Com isso, ressaltamos a importância de um protocolo com medidas de precaução e controle ambiental contra este bacilo. 1. Residente em Enfermagem do Programa de Pediatria do HUPE/ UERJ. Enfermeira da Unidade Pediátrica do Hospital Estadual Getúlio Vargas/ Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. 2. Mestre em Enfermagem. Chefe do Serviço da Mulher e da Criança do HUPE/ UERJ. Professora do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Veiga de Almeida. 3. Enfermeira Mestranda em Ciências do Cuidado em Saúde pela Universidade Federal Fluminense – RJ. 4. Enfermeira do Corpo de Bombeiro Militar do Estado do Rio de Janeiro. 4112 Trabalho 3053 - 2/2 Descritores: Tuberculose, prevenção e controle, pediatria, biossegurança e cuidado. Bibliografia: 1. CASTELO FILHO, Adauto et a. II Consenso Brasileiro de Tuberculose: Diretrizes Brasileiras para Tuberculose 2004. J. bras. pneumol., São Paulo, 2009. 2. JANSEN MANOEL, josé et al. Tuberculose. Rev Hospital Universitário Pedro Ernesto, Rio de Janeiro, dezembro de 2006. 3. Campos, Aléia et al. Guia para o diagnóstico, tratamento e prevenção da tuberculose. Hospital das clínicas da faculdade de medicina da universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. 4. HOCKENBERRY, Marilyn J; WINKELSTEIN, wilson. Wong fundamentos de enfermagem pediátrica. 7.ed. Rio de Janeiro: Mosby elsevier, 2006. 1. Residente em Enfermagem do Programa de Pediatria do HUPE/ UERJ. Enfermeira da Unidade Pediátrica do Hospital Estadual Getúlio Vargas/ Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. 2. Mestre em Enfermagem. Chefe do Serviço da Mulher e da Criança do HUPE/ UERJ. Professora do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Veiga de Almeida. 3. Enfermeira Mestranda em Ciências do Cuidado em Saúde pela Universidade Federal Fluminense – RJ. 4. Enfermeira do Corpo de Bombeiro Militar do Estado do Rio de Janeiro.