ensando caminhos1
Maria Célia Detoni
Para que este texto se apresente como um ponto de passagem da autora
com suas trajetórias, inicio na voz de um brilhante ficcionista da subjetividade
que diz: “pensando bem, não a um princípio para as coisas e para as pessoas,
tudo o que um dia começou tinha começado antes, a história desta folha de
papel, tomemos o exemplo mais próximo das mãos, para ser verdadeira e
completa, teria de ir remontando até os princípios do mundo, de propósito se
uso o plural em vez do singular, e ainda assim duvidemos, que esses
princípios princípios não foram, somente pontos de passagem, rampas de
escorregamento, pobre cabeça, a nossa, sujeita a tais puxões, admirável
cabeça, apesar de tudo, que por todas as razões é capaz de enlouquecer, menos
por essa.” (Saramago, 1999, 47).
Vale salientar para o leitor atual que na época em que este texto foi
escrito o título foi convocante, na medida em que propôs pensar sobre
questões históricas na psicologia, e será essa minha intenção, fazer certo
resgate histórico, de como penso a história. Não porque há um começo como
já disse Saramago ou, uma causalidade linear, mas a história como momentos
disruptivos.
A ideia de que seríamos uma categoria ou classe nos remete
imediatamente a uma discussão que esteve muito presente na década de 80
com a seguinte dialética: “somos ou não somos trabalhadores?” Se somos
como podemos nos fazer representar? Era uma questão política: diretas já,
1
Este texto foi apresentado na mesa-redonda “Representatividade e Classe Profissional: caminhos para uma articulação política em
psicologia” na Ia. Jornada Estadual de Estudantes de Psicologia da Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul, realizada na PUC –
RS, em junho de 2000, com o título, “Da Universidade à vida profissional: os caminhos da nossa formação”.
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participação popular, psicologia social, psicologia marxista, movimento
antimanicomial, rompimentos de muros, mobilizações nacionais, greves.
Foi na primeira parte desta década que fiz Universidade. Vou usar como
dispositivo este percurso para dar consistência a este diálogo. Não se tratam de
dados autobiográficos em si, mas noções dos deslocamentos que a psicologia
foi fazendo e da velocidade de tais movimentos.
Em 1981 quando ingressei na Psicologia eram poucos os cursos no
Estado. O trabalho era pouco conhecido e ainda mais enigmático no interior.
Entrei na terceira turma de uma Universidade do interior que, contava com
nove psicólogos sendo que quatro deles há pouco chegados vinham em função
do próprio curso. Ressalto que falamos de menos de 20 anos e a realidade está
de tal forma que é quase irreconhecível assim como o discurso da época, para
boa parte de nós.
A questão política chegava via clandestina ao saber psi. Era no
restaurante universitário, (RU) no bar, no bosque, no Diretório Central de
Estudantes, (DCE) eram os primeiros possíveis retomados no movimento
estudantil após os anos de ditadura. Entre hormônios adolescentes e saberes
embolorados2 surgiam ares de revolução. Passeatas, greves, reuniões de estudo
de Marx, Foucault, Engels, anarquistas. Deleuze parece definir bem estes
momentos quando diz que o que conta é que estamos no início de alguma
coisa, e, portanto, não cabe temer ou esperar, mas buscar novas armas. Este
conhecimento paralelo ou ainda, estas novas armas iam fazendo oposição à
psicologia de laboratório, aos clichês da clínica adaptativa, dos saberes
hierárquicos, das avalanches de testes. Foi assim que descobri o psicólogo
2
Refere-se aqui àqueles saberes inseridos na lógica da repetição que trazem em si um repasse moral: tudo foi assim, e assim será.
Repassam a certeza, a verdade, e a fidelidade histórica. NIETZSCHE, F. W. Da utilidade e desvantagem da história para a vida. In:_____.
Obras Incompletas - Coleção "Os Pensadores". Vol II, Tradução de Rubens R. T. Filho. São Paulo: Nova Cultural, 19991, p. 22-34.
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trabalhador e a relação entre psicologia e política: numa práxis. Fui
percebendo que esta práxis juntava a psicologia e a política.
Foucault (1993, 69,70) falava dos poderes, do intelectual militante,
dizia claramente numa conversa com Deleuze: “A prática é um conjunto de
revezamentos de uma teoria a outra e a teoria um revezamento de uma prática
a outra. Nenhuma teoria pode se desenvolver sem encontrar uma espécie de
muro e é preciso a prática para atravessar o muro.”
Neste sentido a psicologia passou a ser vivida como militância e por
isso minha satisfação de falar das questões que este tema suscitou. Questões
que tomo no conjunto dos agenciamentos que foram produzindo as psicologias
que atualmente conhecemos. Ao olhar a psicologia na sua história é que
reencontro minha caminhada profissional e, desta intersecção escolho platôs
de análise para esta reflexão.
Uma primeira idéia é o que vou chamar da queda do muro da
normalidade ou a politização do psicólogo. Psicólogo, é psicóloga, profissão
feminina diferente da tradição americana da métrica dos testes. Profissão de
mulheres para mulheres, visto que os homens que habitavam aquele campus
ainda eram “repletos de lágrimas escondidas para acreditarem que eram
homens.” (Fernandez, 1994, 11).
Eu vi desde que cheguei naquele clima “campus" uma efervescência,
algo em ebulição que recebia o nome de política estudantil. Um contraste
entre a linha de hegemonização e certa força da “função positiva da
ignorância”. (Fernandez, 1994). Da psicologia, se destacavam as moças de
longos e rodados vestidos, chinelos ou sandálias e bolsas de couro cru, ou
crochê, cabelos longos e um ar de boas-vindas. Estas eram estranhas figuras
entre moças bem educadas. Ao falar de campus refiro-me a geografia, mas
também ao que Deleuze e Guattari (1995, 33) denominam platô. Para eles
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platô é “algo muito especial: uma região contínua de intensidades, vibrando
sobre ela mesma, e que se desenvolve evitando toda orientação sobre um
ponto ou finalidade”. Ou seja, é o campo das forças subjetivantes que nas suas
intensidades contemplam o múltiplo porque não há instância enunciativa,
causa primeira, mas aglomeração de traços de intensidades que vão compondo
contornos subjetivos.”
Era isso que eu descobria, a multiplicidade pela estética. Fascinada
mergulhei nestas novas intensidades, modos de existir e de construir
referências para o trabalho psi e a vida. Percebi que a estética aqui definia
diferentes “campus”, aliás eram muitos “campus” ou platôs, que se podiam
fazer ver e sentir todos os dias.
Outro platô pode ser assim colocado: eu, você e nossa certeza. Os (as)
professoras, com sua exceções, todas bem comportadamente trajadas de suas
teorias e suas gordas saúdes3 faziam grande esforço para tornar este um único
campus. Davam vazão a uma linha dura de homogeneização, campo ou platô
da homogeneidade. Uma certa moda prêt à porter era ofertada para consumo
de todos e, como recompensa o reconhecimento de fazer parte desta nova
categoria, -as psicólogas- que, abstratamente, não era trabalhadora, ou seja,
temas como trabalho, dinheiro, competição ficavam mascarados pela garantia
de um futuro de normalidade. Daí a importância da estética: a roupa, a
postura, os gestos, a fala como campos identificatórios da normalidade
garantida.
A estética dá visibilidade para esta micropolítica de homogeneização de
costumes e saberes. Caber no taier é como caber no Freud, no Makinon, na
Melanie, na sagrada família e na sagrada ordem social. Entendi então que era
3
Deleuze, Gilles. Crítica y clínica. Barcelona:Anagrama, 1996.
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na
estética
que
algumas
colegas
afirmavam
a
multiplicidade,
a
heterogeneidade. Não tive dúvidas de que lado ficaria. Sim porque fazia parte
deste tipo de pensamento acreditar que existiam dois lados e era preciso estar
em algum deles- a margem era sinônimo de marginalidade. Foi assim que a
política saia do DCE para a vida e para uma prática em psicologia
fundamentalmente ética e política.
Rolnik (1993) deixa muito claro esta idéia de um outro paradigma:
ético-estético-político. Ela escreve: ético quando da escuta das diferenças que
se fazem em nós e, portanto afirmamos o devir a partir destas diferenças;
estético porque não parte de um campo já dado, mas da criação que encarna as
marcas do pensamento, do viver; político porque se dá na luta contra as forças
que em nós obstruem as nascentes do devir.
Encontram-se então sempre em formação novas psicologias e aí vai
outra marca desta cartografia: a descoberta de que não há imunidade. Estas
experiências se davam com conflitos. Se polarizavam na época entre esquerda
e direita, caretas e vanguarda, etc... E, foi bastante penoso reconhecer nesta
lógica binária uma linha subjetivante também fascista que não escolhe lados.
O fascismo é uma potência, uma força que nos habita, que rechaça o
desconforto que a diferença causa em cada um, em mim, no grupo, na família.
Ele não é somente totalitário, entre raças, gêneros e classes, ele habita o
campo das intensidades. Assim, não é equivalente ao lugar externo de um
corpo mas a herança dos valores que no combate da constituição subjetiva
imprime o rechaço da diferença e cria lógicas binárias entre bom e mau. Desta
forma neste platô onde descubro que não temos imunidade foi primeiro
preciso perceber que era evidente que a verdade não era preta porte ao que
correspondia outra posição, de que se não estava ali devia estar em algum
outro canto. Isto criou outra espécie de fascismo: clínica = direita; comunitária
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- social = esquerda. O contraponto a este fascismo criou um rico movimento: o
surgimento de inúmeras abordagens de trabalho na psicologia como as
psicologias grupais e institucionais, as terapias corporais, gestalt, psicodrama.
Não cabe discutir aqui as peculiaridades e a velocidade de cada referencial,
mas de um acontecimento. Um momento em que somos forçados,
constrangidos a coexistir com múltiplas vozes psis. É o mapeamento do
psicólogo cidadão, é o reconhecimento da diversidade teórico – prática.
Reconhecimento que traz o caos: o que é psicologia, quem somos, se não tem
dois lados como vou saber onde estou? E, o caos, foi tomado, em boa parte
dos momentos, como uma desordem mortífera e estéril.
O caos é a multiplicidade em movimento, que pode ser vivida como a
morte da existência porque o perigo é confundir a morte de alguns
referenciais, das partes como a morte do todo. Isto deve ser bem fácil de
entender pois é o mecanismo nosso de cada dia, sofrer os fins como mortes
absolutas.
Se não vivermos como morte absoluta são como passagens. O
sofrimento das passagens. Deste turbilhão do caos se engendram milhares de
organizações
estudantis,
profissionais,
congressos,
encontros,
greves
estudantis, múltiplas vozes, o caos. “A vida é tão bela que chega a dar medo;
não o medo que paralisa e gela, estátua súbita, mas; esse medo fascinante e
tremente de curiosidade que faz o jovem felino seguir pra frente farejando o
vento ao sair, pela primeira vez da gruta; medo que ofusca: luz.” Assim diz
Mário Quintana de forma bem mais bonita o que tento definir para nós.
O caos não é um fato, é uma força em potência, está sempre aí podendo
engendrar algo de novo. O caos é um acontecimento gerador, um campo de
possibilidades, uma fecundidade em potência. Não é bom, nem mau em si. Ele
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tem também toda força de nos fazer fixar, aderir, colar no conhecido seja pelo
pavor de nos sentirmos sem formas, seja pela força da dureza do fascismo.
Habitar o caos é sempre um rito de passagem. Ele não fica atrás, não é
passado, tipo vivemos o caos e agora tudo ok. Depois da tempestade vem mais
tempestade. Habitar o caos é uma possibilidade de subjetivação, que fica
muito clara na clínica, pois estamos (paciente e terapeuta) o tempo todo sendo
remetidos ao movimento do múltiplo. Mas, se está a potência do novo,
também está a potência do reestabelecimento do que já era, ou de um novo
fixante, um novo em forma de parafuso.
O caos traz tantas ofertas que ameaçam a existência. Não se trata do
vazio, mas do excedente, daquilo que se oferece em abundância. A esta
delicada existência chamo de “situação em navalha”, dos riscos de habitar, de
receber a multiplicidade: risco de dissolução ou risco de fixação. Ainda
falando através de Saramago: (1999, 138, 139) “esta curiosa situação, reparese, apenas, repete, com as diferenças que sempre distinguem as situações que
se repetem. Os motivos, de que adiantaria falar de motivos, às vezes basta um
só, outras vezes nem juntando todos, se as vidas de cada um de vocês não vos
ensinaram isto, coitados, e digo vidas, não vida, porque temos várias,
felizmente vão-se matando umas às outras, senão não poderíamos viver.
Queria pensar, mas não o balancé do costume, terei feito bem, terei feito mal,
o feito feito está, queria era pensar na vida, para que serve, para que servi eu
nela, sim, cheguei a uma conclusão e julgo que não há outra, não sei como a
vida é.”
Risco de aderir de pensar que ah, agora entendi tudo, e sermos os
novos cavaleiros, encarnados numa missão e assim não migrar e ocupar o
lugar do sedentário. Sedentário ou peregrino, o primeiro imóvel, o segundo
num ato de conversão e fé, ambas, formas de não se criarem linhas novas de
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viver o acontecimento. Reproduzir em miniatura as afetações da linha dura
(fascista): da família para a comunidade, do casamento ao regime de trocas, ou
as novas mães que ninam eternamente seus filhos. Em lugar do binário, mil
maniazinhas ritualizadas, sobre seu caso, minha escolha, minha subjetividade,
a tirania de um eu gordo e guloso.
Outro risco é o de recodificar tudo novamente, definir, nomear,
classificar, fazer um novo CID, discutir infinitamente, entender, tornar
consciente, conter o desespero que sentimos diante de existir fora da
binaridade, fora do codificado, ser baixo no mundo dos altos, ser feio no
mundo dos bonitos, ser satisfeito no mundo dos insatisfeitos, e assim por
diante. Recodificar criando o grupo dos baixos, dos feios, novos estatutos,
outras identidades. Fixar o como devo ser.
Há ainda o risco de que engajados nos fluxos do caos, ao invés de nos
conectarmos com forças de consistência alimentemos o que Deleuze e
Guattari (1995, 112) chamam de paixão de abolição ou de destruição que faz
da singularização uma força mortal, um suicídio contínuo, como por exemplo
a adição à droga, a comida, ao consumo, ao jogo, ao sexo.
Habitar o fluxo mutante e desenhar contornos flexíveis é a
“situação em navalha”, viver perigosamente, levar a sério o que diz o poeta,
que viver não é preciso, não tem precisão ou como dizia Diadorim em Grande
Sertão Veredas, (1982) viver é muito perigoso. Viver na borda do que se fixa e
endurece e do que escapa sempre a qualquer codificação.
Habitar o processo em devir. Extrair maneiras não dominantes de
existir, não abusar dos clichês, enfrentar o medo do incontrolável, discernir o
caos fecundo do caos capitalista que também tem uma oferta farta e veloz, que
nos atravessa e desterritorializa a todo o momento. Traçar territórios,
constituir referências que contenham respiradouros por onde a vida possa
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pulsar é acolher o estranhamento engendrado nos encontros que fazemos ao
mesmo tempo em que possamos ter algum resto de solo, de terra fixa para
poder pensar, poder articular o movimento.
Não se trata de embarcar nas forças subjetivantes sem critérios, mas de
que critérios adotar, como constituí-los de forma que não obstruam a
mudança. Há então um limiar de desterritorialização possível que é a meu ver
esta a escuta por excelência da psicologia, da política, da clínica, porque desta
forma não haveria escuta do psicólogo que não fosse clínica – social. Se a
educação tem como tarefa ensinar a lidar com a mudança a clínica está
comprometida com este limiar sem embarcar em linhas homogeneizantes, mas
também não em linhas de abolição.
Então território sempre se fazendo, sempre tendo o caos como
potência, critérios em estado de acolhimento, é esta arte das passagens, que
nada tem a ver com estágios ou fases.
Estamos diante de outros tempos e os psicólogos: Acredito que se até
aqui tenha conseguido trazer vocês mais ou menos na escuta do que fui
falando, concordando ou não, fique evidente que não é possível representar
alguém sejam grupos, pessoas, instituições a não ser no campo formal da
questão, como por exemplo, no voto. Mas, e o que fazemos com toda essa
outra dimensão que não pede licença.
Qualquer sindicato ou entidade de representação, que esteja trabalhando
sério, está hoje muito preocupada com esta questão. Existem categorias em
extinção, novas surgindo e durando tão pouco tempo que às vezes sequer as
percebemos como nas fábricas onde a automação foge ao nosso olhar. O
desemprego que faz mudanças nas relações, nas famílias e que não temos
muita idéia do que se passa quando valores que eram tidos como universais
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estão regionalizados e datados e ao mesmo tempo convivem com a
globalização.
Outros tempos, outras velocidades, múltiplos vendidos em kits cinema
+ bar + restaurante + super + loja + status + segurança + identidade, tudo à
nossa disposição num shopping perto de sua casa. Então vamos falar sério,
que negócio é esse de ficar correndo atrás do ego, da identidade, do papel, do
lugar do psicólogo. A ordem é que nos façamos diferentes, que possamos
estudar coisas diferentes, abrir e não fechar, que não nos fascinemos com a
vida cor-de-rosa dos possíveis normais e necessários. Que nossa
representatividade seja realmente um ato político, ou seja, ponha em evidência
as armadilhas de ser bom cidadão.
E, hoje, que cartografias poderíamos fazer com os avanços
tecnológicos, com as pílulas da felicidade, com a psicologia espremida entre
psiquiatrias, psicanálises. Já falamos de dinheiro, trabalho, gênero e
psicologia?
Deixo muitas questões em aberto pois meu intuito foi na verdade
propor uma via de pensar a questão.
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Referencias Bibliográficas:
DELEUZE, G. & GUATTARI, F. Mil platôs- capitalismo e esquizofrenia. Rio
de Janeiro: Editora 34, 1995.
DELEUZE, G. Crítica y clínica. Barcelona: Anagrama, 1996.
FERNANDEZ, A. A mulher escondida na professora. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1994.
FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1993.
ROLNIK, S. Pensamento, corpo e devir. uma perspectiva
ético/estético/política no trabalho acadêmico. Cadernos de Subjetividade,
1,n°2, 241-251, 1993.
ROSA, J. G. Grande sertão: veredas. 15@ ed, Rio de Janeiro: José Olympio,
1982.
SARAMAGO, J. A jangada de pedra. São Paulo: Companhia das Letras,
1999.
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