ASSESSORIA PARLAMENTAR INFORMATIVO 18/04/2013 CONGRESSO NACIONAL Comissão encarregada de consolidar legislação divide trabalho em subrelatorias A Comissão Mista de Consolidação das Leis e Regulamentação da Constituição, instalada no início de abril, iniciou na reunião desta quinta-feira (18) a divisão do trabalho em sub-relatorias. Além da regulamentação do trabalho doméstico, primeira tarefa do grupo, estima-se que haja mais 117 dispositivos constitucionais que necessitam de regulamentação. - É um trabalho árduo, nós temos mais de cem dispositivos que precisam ser regulamentados e houve a distribuição ou democratização do trabalho no sentido de cada segmento ser trabalhado por um subrelator – explicou o relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Além de regulamentar a constituição, a comissão, trabalha também com a tarefa de consolidar as leis e de tornar sem efeito leis obsoletas. O presidente da comissão, deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) afirmou que o trabalho da comissão deve fazer com que milhares de dispositivos percam o efeito por motivos como colisão com o texto Constitucional ou com outras leis. - Ninguém sabe exatamente o número. Nós sabemos que tem 183 mil dispositivos legais, milhares deles obsoletos, outros milhares colidentes entre si - disse o deputado. O trabalho deve ser subsidiado por levantamentos feitos pela Casa Civil da Presidência da República durante o atual governo e os dois anteriores, além de outro feito pela Câmara dos Deputados há alguns anos. Segundo Jucá, a comissão,que foi criada para funcionar durante 180 dias, deve ter o prazo prorrogado. A estimativa do senador é de que os trabalhos se estendam por dois anos e de que as proposições sejam enviadas alternadamente à Câmara e ao Senado à medida que ficarem prontas. - No caso da regulamentação, à medida que os textos forem ficando prontos, serão colocados em votação. Os resultados aparecerão à medida que o trabalho for andando, portanto é uma comissão que vai apresentar trabalhos permanentemente – garantiu. Divisão 1 A divisão dos trabalhos ainda poderá ser modificada, já que nem todos os parlamentares foram ouvidos e alguns temas ainda não foram distribuídos aos sub-relatores. Uma das definições da reunião foi de que o deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) deve ficar responsável pelo levantamento das leis que precisam perder o efeito. Como a tarefa é extensa, o presidente da comissão afirmou que também trabalhará no tema. O senador Pedro Taques (PDT-MT), por sua vez, se ofereceu para fazer o levantamento de proposições que buscam regulamentar questões ligadas aos Poderes Executivo e Judiciário, como as atribuições do vice-presidente e o regime de pagamento de precatórios. Além disso, deve ser o responsável por regulamentar as medidas a serem adotadas durante o estado de sítio e o estado de defesa. O senador Aloysio Nunes deve ser responsável por questões de administração pública. Entre elas está o direito de greve dos servidores públicos. O senador foi indicado por já ter apresentado projeto de lei sobre o tema. O PLS 710/2011 tramita na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, onde aguarda relatório do senador Paulo Paim (PT-RS). Outros temas O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) ficará com o tema ordem social, que envolve questões ligadas á previdência, seguridade social, educação e cultura, por exemplo. Também foram distribuídos os temas comunicação social para o deputado Sérgio Sveiter (PDS-RJ) e ordem econômica e financeira para o relator, senador Romero Jucá. O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) deve ser o responsável pelos temas transparência e desburocratização e segurança pública e proteção da família. 2 SENADO FEDERAL Comissão de modernização da Lei de Arbitragem apresenta plano de trabalho dia 26 A Comissão de Juristas encarregada de apresentar um anteprojeto de reforma das leis sobre mediação e arbitragem reúne-se em 26 de abril, às 9h, para apresentação do plano de trabalho do colegiado. Na reunião, os membros da comissão também apresentarão seu diagnóstico sobre os problemas enfrentados pela arbitragem, avaliarão as sugestões de pessoas e entidades relacionadas ao tema e discutirão o regulamento para o funcionamento das atividades da comissão. Instalada no dia 3 deste mês, a comissão, tem como objetivo modernizar a Lei 9.307/1996, que regulamenta a arbitragem - forma de garantir às partes uma solução prática, célere e eficaz de conflitos, sem a necessidade de recorrer ao Poder Judiciário - e propor um regulamento que preencha a lacuna legislativa sobre a mediação. Na cerimônia de instalação da comissão, o presidente do Senado, Renan Calheiros, explicou que, na mediação, as partes buscam saída para um litígio com a ajuda de um terceiro neutro. Renan, porém, lembrou que a mediação ainda é pouco usada no Brasil. Por sugestão do presidente da comissão, ministro Luis Felipe Salomão, os juristas debaterão os problemas enfrentados pela arbitragem nos aspectos de administração pública, conflitos societários, consumidor, direito do trabalho, direito estrangeiro e arbitragem internacional, procedimento arbitral, medida cautelar, terceiros na arbitragem, nomeação e qualificação de árbitros, provas, impugnação de sentença arbitral, homologação de sentença estrangeira, conflitos de competência e direitos transindividuais. O colegiado deverá concluir seu trabalho, com a apresentação de anteprojeto de lei, no prazo de 180 dias. 3 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL STF aplica prazo em dobro no julgamento de mais dois recursos na AP 470 Em outros dois recursos (23º e 24º agravos regimentais) interpostos nos autos da Ação Penal (AP) 470, o Supremo Tribunal Federal (STF) aplicou entendimento firmado ontem (17) no sentido de dobrar o prazo – de 5 para 10 dias – para apresentação de possíveis recursos (embargos de declaração), a partir da publicação do acórdão da ação penal. A decisão ocorreu por maioria dos votos. Os agravos regimentais foram interpostos pela defesa de Ramon Hollerbach e José Dirceu contra decisões proferidas pelo relator da ação, ministro Joaquim Barbosa, em 20 de março de 2013, que negaram pedidos de vista dos votos dos ministros na AP 470 antes da publicação do acórdão no Diário da Justiça Eletrônico do STF (DJe). Os advogados também solicitavam a ampliação do prazo para a apresentação de embargos declaratórios. Na sessão de hoje, o Plenário do STF decidiu, na linha do julgamento desta quarta-feira (17), dar parcial provimento aos recursos a fim de conceder prazo em dobro para a interposição de embargos de declaração e negar pedido de disponibilização de votos antes da publicação do acórdão. Ficou vencido o ministro Joaquim Barbosa, que votou pelo desprovimento dos recursos. O ministro Marco Aurélio também se manifestou de forma contrária ao entendimento da maioria, ao votar pela concessão do prazo de 20 dias. Extensão O decano da Corte, ministro Celso de Mello, ressaltou que ao caso deve ser aplicada regra do artigo 580, do Código de Processo Penal (CPP), que prevê a extensão do julgamento aos outros acusados. “Nós temos que estender essa decisão, que é benéfica, a todos os réus, reconhecendo em favor deles a duplicação do prazo recursal”, afirmou. Esse entendimento foi adotado pelo Plenário. 4 SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO Relatórios sobre indicados ao CNMP são lidos na CCJ do Senado Aconteceu nesta quarta-feira, 17/4, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a leitura dos relatórios relativos às indicações dos conselheiros do Conselho Nacional do Ministério Público para o biênio 2013-2015. Foram lidos os relatórios dos conselheiros candidatos a recondução: o subprocurador-geral do Trabalho Jeferson Coelho, como representante do Ministério Público do Trabalho; o procurador de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais Jarbas Soares e o procurador de Justiça Alessandro Tramujas, representantes dos Ministérios Públicos estaduais. Também aconteceu a leitura dos relatórios de conselheiros indicados para primeiro mandato: os advogados Esdras Dantas e Walter Barros, representando a OAB; o procurador da República Vladimir Barros Aras, na vaga do Ministério Público Federal; o procurador de Justiça Militar Antônio Pereira Duarte, para representar o Ministério Público Militar; e o promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios Cláudio Henrique Portela. As sabatinas ainda serão agendadas pela CCJ. Os passos seguintes são aprovação das indicações pela CCJ e pelo Plenário do Senado, em votação, e nomeação pela presidente da República. 5 Fórum da Copa discute preparativos e temas como combate à exploração sexual Aconteceu na tarde desta quinta-feira, 18/4, a abertura do II Seminário do Fórum Nacional de Articulação das Ações da Copa do Mundo. Promovido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o evento reúne em Brasília membros do Ministério Público das cidades-sede da Copa do Mundo FIFA 2014 e da Copa das Confederações FIFA 2013 - incluindo promotores e procuradores dos MPs Estadual, Federal e do Trabalho e de Contas -, além de representantes do Judiciário e de órgãos envolvidos com a realização dos jogos. O objetivo é discutir temas como atual estágio dos preparativos dos jogos, combate à exploração sexual, juizado especial do torcedor, situação jurídica do torcedor estrangeiro, entre outros. A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, participou da solenidade de abertura representando o presidente do CNMP e procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ela ressaltou a importância do Fórum, que objetiva “pensar as Copas sob a ótica do Ministério Público”. Ela lembrou que cabe ao MP a fiscalização e o controle das ações que envolvem grandes eventos. “No entanto, é preciso atuar de forma cuidadosa e articulada, para garantir, de um lado, a fiscalização das obras e projetos e, de outro, o andamento dos trabalhos. O Fórum cumpre esse propósito”, disse. Segundo o coordenador do Fórum, conselheiro Fabiano Silveira, a intenção do CNMP é “nivelar informações e articular ações entre os diversos Ministérios Públicos, para um trabalho eficiente e coordenado”. Além disso, segundo ele, o Fórum tem permitido o diálogo entre o Ministério Público e as instituições públicas e privadas envolvidas na organização das duas Copas, e já apresenta bons resultados. O conselheiro do CNMP e um dos membros do Fórum Jarbas Soares e o sub-procurador da República Rodrigo Janot também participaram da abertura do evento. O secretário executivo do Ministério do Esporte, Luiz Fernandes, reforçou a importância do diálogo constante entre as instituições envolvidas. “Como as missões das instituições e sua participação na Copa são diferentes, é normal que haja divergências. Mas devemos focar no interesse público e ter um ambiente aberto e franco de diálogo sobre as interpretações diferentes, para o sucesso desses dois mega eventos, que irão projetar a imagem do Brasil”, afirmou durante a abertura, na qualidade de representante do governo federal. De acordo com o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado, o MP desempenha papel fundamental no acompanhamento das Copas, uma vez que é o fiscal da lei e do cumprimento dos 6 valores da Constituição. “A Copa que todos queremos é uma Copa que, mais do que bem organizada, traga heranças benéficas para a população brasileira”. O presidente do Comitê Organizador Local e presidente da CBF, José Maria Marin, afirmou que, para o sucesso das Copas, é imprescindível o envolvimento das instituições, entre elas o Ministério Público. O CEO do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Trade, fez apresentação sobre o funcionamento do COL e citou números relativos à organização. Já foram vendidos, segundo ele, 546 mil ingressos para a Copa das Confederações, a maior parte deles para brasileiros. Há 130 mil inscritos no programa de voluntários da Copa. Mais de 24 mil pessoas trabalham hoje nos estádios e a expectativa é que milhares de empregos diretos e indiretos sejam gerados em função dos dois eventos. Depois da abertura, houve palestra de Luiz Fernandes sobre Situação do planejamento operacional para a Copa das Confederações. A apresentação tratou dos ciclos de planejamento e do realização do que foi planejamento em áreas-chave, como telecomunicações, transporte, fornecimento de energia, segurança, etc. O Seminário segue até amanhã, com palestras e grupos de trabalho. Veja aqui a programação. O que é o Fórum? O Fórum Nacional de Articulação das Ações do MP na Copa do Mundo, lançado em novembro de 2012, é um espaço institucional que visa a troca de experiências e de informações entre os vários ramos do Ministério Público. Tem o objetivo de aprimorar, coordenar e otimizar a fiscalização de obras, serviços e outros empreendimentos públicos voltados para realização da Copa das Confederações e da Copa do Mundo no Brasil, além de estudar e conceber ações para garantir os direitos do consumidor e do torcedor. A primeira edição do Seminário teve como resultado a Carta de Brasília (leia aqui a íntegra ), que manifesta publicamente as metas e compromissos dos participantes do Fórum. O segundo seminário irá discutir ações concretas para colocar em prática as metas da Carta. 7 CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA CNJ reúne-se em sessão extraordinária na terça-feira O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reúne-se em sessão extraordinária na próxima terça-feira (23/4), a partir das 9 horas, para julgar uma pauta com 39 itens. Há 15 pedidos de providências contra o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que estaria contratando servidores, a título precário, para exercer atividades típicas de servidores efetivos da Justiça, em vez de chamar profissionais já aprovados em concurso público. Está na pauta também um pedido da construtora CR Almeida para que o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná divulgue a lista dos credores de precatórios, em ordem cronológica, com informações sobre valores devidos, casos pendentes de pagamentos e os já pagos. A requerente alega que o tribunal está descumprindo a Resolução CNJ n. 115, que determina a elaboração e divulgação de listas de credores de precatórios por ordem cronológica. CNJ cria grupo de trabalho que fará diagnóstico da Justiça Militar O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) constituiu, por meio da Portaria n. 60, de 17 de abril, o Grupo de Trabalho (GT) responsável pela elaboração do diagnóstico da Justiça Militar nos âmbitos federal e estadual. Composto por seis membros do CNJ, sendo três conselheiros, o GT tem o prazo de 90 dias para apresentar o relatório final com as propostas que serão encaminhadas ao Congresso Nacional e às Assembleias Legislativas dos estados onde existe Justiça Militar: Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais. A proposta de criação do GT foi aprovada por unanimidade durante a 166ª Sessão Ordinária do CNJ, realizada em 2 de abril, quando foi julgado o processo administrativo contra dois juízes do Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais (TJM/MG). Na ocasião, os conselheiros criticaram o Código Penal Militar e as regras de prescrição de crimes. As propostas que serão encaminhadas aos Poderes Legislativos, nos níveis federal e estadual, poderão recomendar até mesmo a extinção da Justiça Militar caso seja diagnosticada sua inviabilidade. Entre os conselheiros do CNJ, integram o GT Wellington Saraiva, Gilberto Martins e Jefferson Kravchychyn, responsáveis pela coordenação dos trabalhos. O juiz auxiliar da presidência do CNJ Clenio Schulze, o diretor do Departamento de Gestão Estratégica do Conselho, Ivan 8 Bonifácio, e a diretora-executiva do Departamento de Pesquisa Judiciária (DPJ), Janaína Penalva, completam o quadro de membros do grupo de trabalho, que poderá contar, ainda, com o auxílio de outras autoridades ou especialistas de entidades públicas e privadas. Custos – De acordo com o conselheiro Bruno Dantas, que propôs a criação do GT, o TJM/MG consome R$ 30 milhões por ano de recursos públicos para manter estrutura com sete desembargadores e seis juízes que julgam pouco mais de 300 processos. Em São Paulo, o custo da Justiça Militar estadual é ainda mais elevado: são R$ 40 milhões por ano. No Rio Grande do Sul, são desembolsados R$ 30 milhões anuais para julgamento de poucos processos. Já o Superior Tribunal Militar (STM) consome R$ 322 milhões de recursos públicos com 15 ministros e 962 servidores. A corte julga em torno de 600 processos por ano. Bruno Dantas ressaltou que o gasto do STM corresponde a um terço do orçamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que é responsável pelo julgamento de um volume expressivo de processos. 9