Nota de Imprensa
Projetos de estudantes de Santa Catarina são semifinalistas do
Prêmio Santander de Empreendedorismo
■ Arthur Philip Sanders Júnior, de Florianópolis, aluno da UFSC, usa o celular
para autenticação pessoal, elevando segurança de transações comerciais e
sociais em meios digitais
■ Bruno Degaspari Minardi, com Ana Paula Lorenzen Voytena, alunos da
Univali, de Itajaí, planeja reproduzir o Butiá, palmeira ameaçada de extinção
■ Caroline Di Bernardi Luft, doutoranda da UFSC, cria jogos por computador
para avaliar desempenho cognitivo de crianças e auxiliar tratamento
■ Djali Avelino Valois, aluna da Unisul, de Florianópolis, desenvolve projeto de
estímulo à ciência por meio da utilização de brinquedos
■ Marcelo Assumpção Ulysséa, graduando da Univali, fabrica prancha de surf
ambientalmente correta, combatendo vegetação degradante de ecossistemas
■ Roberto Carlos Valicheski, de Joinville, mestrando da UDESC, em parceria
com Rogerio Martins Pereira e Marco Alan Pavanello, produz sistema para
analisar qualidade de leite
Florianópolis, 04 de novembro – Seis projetos de estudantes de universidades
catarinenses estão entre os semifinalistas da 5ª edição do Prêmio Santander de
Empreendedorismo, realizado pelo Santander Universidades, com o desenvolvimento e
a gestão do Universia Brasil.
Arthur Philip Sanders Júnior, graduando de Administração de Empresas da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), cria sistema de autenticação pessoal,
via celular, para ampliar a segurança de transações por meios eletrônicos que
necessitem de confirmação da identidade do usuário, concorrendo na categoria
Tecnologia da Informação e Comunicação. Bruno Degaspari Minardi, em parceria com a
colega Ana Paula Lorenzen Voytena, alunos de Ciências Biológicas da Universidade do
Vale do Itajaí (Univali), disputa a categoria Biotecnologia com um projeto de reprodução,
em laboratório, do Butiá, espécie de palmeira ameaçada de extinção. Doutoranda em
Psicologia pela UFSC, Caroline Di Bernardi Luft cria uma bateria de jogos de computador
para avaliar o desempenho cognitivo de estudantes, a partir dos 10 anos de idade, e que
auxilia o tratamento para a dificuldade de aprendizagem, concorrendo na categoria
Cultura e Educação. Djali Avelino Valois, estudante de Relações Internacionais da
Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), pretende estimular o interesse e o
conhecimento da ciência por meio da utilização de brinquedos, disputando a categoria
Cultura e Educação. Aluno de oceonografia da Univali, Marcelo Assumpção Ulysséa
desenvolve a fabricação de pranchas de surf ambientalmente corretas, por meio da
utilização da Agave ou Piteira, espécie de planta degradante de vegetação de dunas,
restinga e mata atlântica, em substituição aos materiais tradicionais, poluentes,
concorrendo na categoria Indústria. Participante da mesma categoria, Roberto Carlos
Valicheski, mestrando em Engenharia Elétrica na Universidade do Estado de Santa
Catarina (UDESC), em conjunto com Marco Alan Pavanello e Rogerio Martins Pereira,
analisa a qualidade e rastreabilidade de leite por meio de um sistema que utiliza corrente
elétrica, conhecido como bioimpedância elétrica.
Ao todo, são 28 projetos semifinalistas de estudantes de graduação e pósgraduação de todo o País. Quatro finalistas da região Sudeste e um da etapa Norte,
Nordeste e Centro Oeste já foram anunciados durante as cerimônias de São Paulo (em
07/10) e em Recife (em 29/10). Os demais serão conhecidos na etapa em Porto Alegre
(05/11). A cerimônia final, onde serão divulgados os vencedores, será realizada no dia
17 de novembro, em São Paulo. Os vencedores receberão prêmio no valor de R$ 50 mil
para viabilização do projeto, além de certificado e troféu.
Autenticação pessoal via celular
Nascido em Nova Lima (MG), Arthur Philip Sanders Júnior, graduando de
Administração de Empresas na UFSC, criou um sistema de autenticação junto a serviços
fornecidos por meios eletrônicos, se posicionando como um modelo intermediário entre o
tradicional 'login e senha', passíveis de captura e utilização indevida, e a Certificação
Digital, ainda pouco disseminada à grande parte da população. Para isso, utiliza um
programa único instalado no celular do usuário, como portador de todas suas 'chaves' de
convênios, tornando-o um aglutinador de autenticações em serviços, destinado a todos
os usuários de tecnologias e empresas prestadoras de serviços que necessitem de
segurança em suas relações. “É quase um 'canivete suiço' da autenticação pessoal”,
afirma Sanders Júnior, que conta com orientação do professor Ricardo Felipe Custódio,
nas palavras do estudante, “um dos maiores expoentes do segmento de segurança
computacional do País”. “O objetivo direto é o aumento de segurança nas transações
entre empresas prestadoras de serviços e seus clientes, porém também impacta na
redução de custos no fornecimento de instrumentos de autorização para os usuários
finais; na ergonomia de utilização pelo usuário, por ser um instrumento único que
permitirá autenticação em vários serviços; e, em questões ambientais, pela não
necessidade de utilizar matérias-primas e energia para manufatura de instrumentos
exclusivos de validação, além do controle de descarte que segue as mesmas regras dos
aparelhos celulares”, pondera o semifinalista. O empreendimento já rende uma parceria
com a empresa BRy Certificação Digital, líder nacional no segmento de assinatura e
protocolação digital.
Reprodução do Butiá
Graduando de Ciências Biológicas – Biotecnologia, na Univali, Bruno Degaspari
Minardi pretende, por meio de micropropagação in vitro, uma técnica biotecnológica,
obter mudas padronizadas com qualidade genética e fitossanitária, em larga escala e
curto espaço de tempo, do Butiá, uma espécie de palmeira, nativa do Sul do País, e que
está ameaçada de extinção. Natural de Jacarezinho (PR), Minardi explica que a planta
tem grande potencial paisagístico e que os frutos são muito apreciados, mas que tem
sido comprometida por conta da exploração agropecuária e não pode ser cultivada por
métodos tradicionais pois a semente apresenta “uma característica dormente”. Em
parceria com Ana Paula Lorenzen Voytena e orientado pelo professor Gilmar Roberto
Zaffari, o estudante planeja superar, por meio da biotecnologia, essa “dormência” da
semente. “O projeto de produção de mudas micropropagadas de diferentes espécies de
Butiá pretende ajudar na manutenção da biodiversidade vegetal, ao atenuar o risco de
extinção, e viabilizando a produção e comercialização de mudas e plantas, gerando
renda em diferentes segmentos da economia”, sustenta .
Jogos para avaliar desempenho cognitivo
Graduada em Educação Física, mestre em Ciências do Movimento Humano,
especialista em Neuropsicologia e doutoranda em Psicologia pela UFSC, Caroline Di
Bernardi Luft, nascida em Cruz Alta (RS), criou uma bateria de jogos cognitivos
computadorizados, chamada de “NeuroEduca”, para avaliar o desempenho cognitivo de
estudantes, a partir dos 10 anos de idade. O sistema, com funcionamento on-line, é
destinado a profissionais que trabalham com estudantes que sofrem de dificuldade de
aprendizagem. “Ao conhecer a forma como o estudante processa as informações, o
educador poderá preparar estratégias educacionais mais adequadas para o
funcionamento cerebral desse estudante”, explica Caroline. O projeto recebe orientação
do professor Emilio Takase e, segundo a doutoranda, avança na avaliação da eficiência
de atividades e propostas para melhorar a aprendizagem de crianças e adolescentes.
“Ao utilizarem a NeuroEduca, os profissionais da educação ampliarão os seus
conhecimentos sobre o cérebro, por meio de ferramentas de fácil aplicação no seu
cotidiano”, argumenta.
Encantamento pela ciência pelo uso de brinquedos
Valendo-se da oferta de brinquedos de fundo científico, a estudante de Relações
Internacionais da Unisul Djali Avelino Valois pretende estimular nas pessoas o interesse
pela ciência e a vontade de compreendê-la. Soteropolitana, dizendo-se aficionada por
instrumental científico e autômatos de todos os tipos, Djali entende que as ciências
podem ser incorporadas ao cotidiano das pessoas por meio de uma participação ativa e
exploração de experimentos memoráveis, com total imersão dos sentidos. “Tocar,
realizar, mexer, cheirar, sentir e ver as consequências de sua própria experimentação,
combinada com a alegria das próprias descobertas, proporcionará uma forma divertida
de compreender os princípios científicos”, sustenta. O projeto é orientado pela professora
Beatrice Maria Zanellato Fonseca Mayer. “O despertar do cientista interior de cada um
promoverá uma transformação positiva na forma de ver a si e ao mundo, já que o que
oferecemos é inteligência, autoconhecimento e autoestima”, afirma a estudante.
“Queremos criar competências em ciências para formar indivíduos mais atuantes, mais
conscientes e mais comprometidos com o bem comum, para que se tornem agentes do
desenvolvimento econômico e social sustentáveis.”
Sustentabilidade na fabricação de pranchas de surf
Marcelo Assumpção Ulysséa, 35 anos, curitibano, pratica surf desde os 12 e é
amante de ondas grandes. Graduando de oceonografia da Univali, ele fabrica pranchas
de surf ambientalmente corretas, por meio da utilização da Agave ou Piteira, espécie de
vegetação exótica e invasora, que degrada vegetações de restinga, dunas e mata
atlântica. Segundo ele, o Projeto Agave Hunter Ecoblocos é sustentável porque a planta
tem ciclo de vida de sete a 12 anos, morrendo após fornecer o “espigão” reprodutivo
(madeira). Além disso, a construção de pranchas com essa matéria-prima substitui os
blocos produzidos com material extremamente tóxico e poluente, caso do poliuretano,
fibra de vidro e resinas, sem comprometer o desempenho dos praticantes do esporte,
profissionais e amadores. “O projeto nasceu como um hobby para satisfazer minha
necessidade de pranchas de surf para ondas grandes e, com o passar do tempo,
comecei a receber encomendas de amigos que gostavam muito da ideia das pranchas”,
conta. “Não só o nosso projeto, mas todos aqueles que conseguem diminuir a poluição
ambiental são de suma importância para tentarmos frear a degradação do nosso
planeta”, argumenta, ao complementar que a prancha “chamará atenção da comunidade
do surf para a necessidade de reavaliarmos os danos ambientais causados por nossa
propria ânsia de pranchas perfeitas sem nos preocuparmos com o que acontece quando
esta prancha volta em forma de lixo”.
Aferição de qualidade e rastreabilidade de leite
Graduado em Sistemas de Informação e mestrando em Engenharia Elétrica pela
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Roberto Carlos Valicheski
desenvolve um sistema de bioimpedância elétrica para analisar a qualidade e a
rastreabilidade do leite, por meio de um sensor que fornece os dados na forma de
espectrograma, demonstrando a concentração dos constituintes contidos no líquido.
“Quando um animal está acometido por uma doença, o organismo tenta se defender,
liberando nos dutos lácteos uma concentração diferenciada de minerais, como é o
exemplo da mastite. Ionicamente, esses minerais produzem uma alteração no espectro,
medido pelo sensor. O procedimento será realizado no momento da coleta da matériaprima e a análise será processada por um equipamento móvel, armazenando ou
enviando os dados para o laticínio”, explica Valicheski. O projeto, desenvolvido em
parceria com Rogério Martins Pereira e Marco Alan Pavanello, conta com orientação do
professor Pedro Bertemes Filho.
“Os objetivos envolvem o desenvolvimento de um sistema de bioimpedância
elétrica portátil e de baixo custo; de um método em linguagem de programação JAVA
para o processamento e transferência dos dados coletados em equipamento móvel; e de
um protocolo para teste in loco de identificação da qualidade do leite; além de possibilitar
uma rastreabilidade sanitária do leite em conformidade com Instrução Normativa 51, que
regulamenta parâmetros de produção, industrialização, identidade e qualidade do leite”,
indica o mestrando.
O estudante Arthur Philip Sanders Júnior está disponível para entrevistas pelos
telefones (48) 3028-4979 e (48) 9963-0740.
O estudante Bruno Degaspari Minardi está disponível para entrevistas pelos
telefones (47) 3366-2356 e (47) 8433-1159.
A doutoranda Caroline Di Bernardi Luft está disponível para entrevistas pelos
telefones (48) 3206-8886 e (48) 8801-7727.
A estudante Djali Avelino Valois está disponível para entrevistas pelos telefones
(48) 3025-1403 e (48) 9983-3214.
O estudante Marcelo Assumpção Ulysséa está disponível para entrevistas pelos
telefones (47) 9109-0774 e (47) 9161-7400.
O mestrando Roberto Carlos Valicheski está disponível para entrevistas pelo
telefone (47) 8808-6109.
Critérios de avaliação
O Prêmio Santander de Empreendedorismo tem como objetivo estimular a atitude
empreendedora no meio acadêmico e é destinado a graduandos e pós-graduandos que
desenvolvem o melhor plano de negócios, com prêmios de R$ 50 mil para o vencedor de
cada uma das quatro categorias: Indústria, Cultura e Educação, Tecnologia da
Informação e Comunicação, e Biotecnologia. Todos os planos que concorrerem ao
Prêmio Empreendedorismo serão avaliados pelos objetivos gerais e específicos,
viabilidade financeira e de infra-estrutura, valor criado para organização brasileira,
indicadores dos resultados esperados (quantitativos e qualitativos), caráter inovador,
potencial para a geração de riqueza, e análise de impactos social e ambiental. A seleção
e validação dos projetos estão sob a responsabilidade do professor e consultor Fernando
Dolabela e do professor Afonso Cozzi, do Núcleo de Empreendedorismo da Fundação
Dom Cabral.
Sobre o Universia
O Universia é uma rede de cooperação universitária que reúne 1.126 instituições de
ensino superior na América Latina e Península Ibérica, e tem como parceiro financeiroestratégico o Grupo Santander. A Rede Universia atua em quatro eixos estratégicos:
fomento à empregabilidade (emprego), incentivo à formação (formação),
desenvolvimento dos meios científico e acadêmico (observatório), e apoio às
comunidades e eventos para o relacionamento universitário (redes sociais).
O objetivo da Rede Universia é contribuir com serviços de valor agregado às
universidades, apoiando o desenvolvimento de projetos comuns e a geração de novas
oportunidades para a comunidade universitária, contribuindo, dessa forma, para o
desenvolvimento sustentável dos países onde o Universia está presente.
O principal elemento integrador desta rede é o portal Universia, que desenvolve
conteúdo e serviços gratuitos para o meio acadêmico, em línguas portuguesa e
espanhola. O Portal está presente em 18 países: Andorra, Argentina, Brasil, Chile,
Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Espanha, México, Panamá, Paraguai, Peru,
Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, congregando 72% do
público universitário, com 12,1 milhões de alunos e professores.
Lançado no Brasil em março de 2002, o portal Universia (www.universia.com.br)
conquistou em sete anos, a parceria com 257 universidades, alcançou a marca de 2,4
milhões de usuários cadastrados e uma média mensal de 1,2 milhão de usuários únicos
(Fonte: Nielsen//NetRatings).
Os conteúdos e os serviços atendem aos pré-universitários, universitários,
pós-universitários, docentes e gestores das instituições de ensino superior. Os serviços
oferecidos são: estágios, cursos on-line, salas de aula virtuais, e informações sobre
bolsas de estudo, intercâmbio, empreendedorismo, pesquisa científica, carreira, entre
outros.
Sobre o Santander Universidades
O apoio à educação superior é o principal foco de sustentabilidade do Grupo
Santander, que mantém convênios com mais de 700 universidades no mundo e cerca de
320 parceiras no Brasil. Desde a criação do Santander Universidades em 1996, o Banco
investiu mais de R$ 1 bilhão em iniciativas de apoio à Educação no mundo. Até o final de
2009, serão concedidas mais de 16,5 mil bolsas de estudos nacionais e internacionais
para aprimorar a formação de universitários e professores brasileiros em diferentes áreas
do conhecimento. Além dos Prêmios Santander e das bolsas de estudos, outra iniciativa
importante é o Espaço Digital Santander Universidades, que ampliam o acesso ao
mundo digital em diferentes regiões do país.
Sobre o Grupo Santander Brasil
O Grupo Santander Brasil, que reúne os bancos Santander e Real, em junho de
2009 contava com ativos totais de R$ 315 bilhões, R$ 207 bilhões de captações totais –
R$ 121,5 bilhões em depósitos e R$ 85,5 bilhões em fundos de investimentos, mais de
10 milhões de correntistas ativos e uma rede de 3.612 pontos de venda, entre agências
e postos de atendimento.
Sobre o Grupo Santander no mundo
O Banco Santander (SAN.MC, STD.N) é um banco comercial com sede na
Espanha. No final de 2008, o Santander era o primeiro banco da zona do euro por valor
em bolsa e o terceiro do mundo em lucro. Fundado em 1857, tem € 1,271 trilhão em
fundos administrados. Após a aquisição do Sovereign Bancorp dos Estados Unidos, em
janeiro, passou a contar com 90 milhões de clientes, mais de 14 mil agências - mais do
que qualquer outro banco internacional - e mais de 170 mil funcionários. É o principal
grupo financeiro da Espanha e da América Latina, com posições de liderança no Reino
Unido e Portugal e conta com uma ampla presença na Europa por meio de sua unidade
Santander Consumer Finance. No primeiro semestre de 2009, o Santander registrou um
lucro líquido atribuído de € 4,519 bilhões.
Informações à Imprensa:
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