CIDADES SOLARES NO COMBATE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS veja como várias cidades vem plantando sementes importantes para incentivar o uso da energia solar 06Translação_ Fique por dentro do que vem acontecendo no mundo energia solar 22Casos de Sucesso_ Manser Manutenção aquecerá 10 mil litros de água por dia com energia solar Construtoras utilizam cada vez mais o aquecimento solar como solução mais econômica e ambientalmente correta Polisol traz economia de energia para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul CAPA • Cidades Solares no Combate às Mudanças Climáticas • A iniciativa: uma proposta para um modelo solar de desenvolvimento • Abrava e Procobre fazem convênio para promover energia solar • A iniciativa em 2006 • Primeiro projeto de lei no país que obriga a instalação de aquecedores solares em novas edificações • Aquecimento Solar obrigatório – o que pensar sobre o assunto? • O Caso de Birigui: Obrigatório em habitações populares • Lei de incentivos a energia solar é sancionada pelo Prefeito de Porto Alegre e coloca a cidade em posição de destaque em todo o país • Enquete: Você é a favor de que se torne obrigatório o uso de aquecedores solares em novas edificações de sua cidade? • Grupo de trabalho dá o tom solar na cidade baiana • 2007: Um ano para as cidades solares • PAC Solar: Em 16 anos o Brasil terá economizado mais de 20 Bilhões na geração de energia elétrica se apostar no aquecimento solar para habitações de interesse social Cidades Solares no Combate às Mudanças Climáticas A questão das mudanças climáticas voltou à moda na esfera governamental e diversos países estão diante de uma encruzilhada ambiental. A redução das emissões de CO2 nas cidades de todo mundo é um dos mais importantes desafios que a humanidade vai encarar nos próximos anos no intuito de proteger o clima de nosso planeta. Em cidades mais industrializadas estas emissões chegam a ser de 2 a 6 vezes maiores que o aceitável hoje de 3,3 toneladas/capita e grandes cidades em países em desenvolvimento também tem aumentado seus níveis de emissão. O problema é muito amplo e complexo e exige um grande e integrado rol de ações, globais e locais, individuais e coletivas. Dentro deste escopo, a ampla utilização da energia solar térmica para aquecimento de água, calefação e refrigeração de ambientes tem sido apontada por nações do mundo inteiro como uma das principais ferramentas de redução de emissão de CO2 na atmosfera. “Basta dizer que 25% das metas de redução de emissão de CO2 na União Européia serão cumpridas apenas com a implantação de aquecedores solares”, comenta Carlos Faria, diretor executivo do DASOL - Depto. Nacional de Aquecimento Solar da ABRAVA. No Brasil existiam ao final de 2005 cerca 2,8 milhões m² de aquecedores solares de água e segundo estudos da ABRAVA, em 2006 foram adicionados mais 430 mil metros quadrados, totalizando 3,2 milhões de m² de coletores solares aquecendo a água de 670 mil domicílios, apenas 1,25% do total de domicílios do país. Cabe destacar, entretanto os grandes benefícios ambientais que a tecnologia agrega, além dos econômicos e sociais. A geração de energia descentralizada e em pequena escala pode contribuir consideravelmente para a proteção do clima global e, ao mesmo tempo, ter um importante papel na melhoria da qualidade de vida. Os aquecedores solares de água são particularmente promissores já que a tecnologia é uma das mais simples e baratas fontes de energia renovável, com uma relação custo-benefício bastante favorável para a redução de emissões de gases-estufa e da poluição local causada pela queima de combustíveis fósseis em caldeiras. Segundo pesquisa encomendada pela ABRAVA, a instalação de 1 m² de coletor solar para o aquecimento de água evita o uso de 215 kg de lenha por ano, ou de 66 l de diesel por ano ou ainda de 55 kg de gás por ano, dependendo do combustível substituído pelo aquecedor solar. Quando substitui aquecedores elétricos, cada 1 m² de aquecedor solar evita a inundação de aproximadamente 56 m² de terras férteis que seriam utilizadas para a construção de hidrelétricas. Os aquecedores solares são uma alternativa excelente para prover a água quente desejada nas habitações, no comércio e serviços e no setor industrial e têm muito a contribuir para a mitigação dos impactos socioambientais do setor elétrico brasileiro. Apresentando amplas vantagens ambientais, econômicas e sociais: por substituir hidroeletricidade e combustíveis fósseis, cada instalação de aquecedores solares reduz de uma vez e para sempre o dano ambiental regional e local associado às fontes de energia convencionais: não produz gases e materiais particulados que contribuem para a poluição urbana, não requer área alagada adicional para geração de eletricidade e não deixa lixo radiativo como uma herança perigosa para as gerações futuras. Quando substituem combustíveis fósseis, os aquecedores solares reduzem a poluição ambiental por óxidos de nitrogênio, monóxido de carbono, dióxido de enxofre, compostos orgânicos voláteis e material particulado, trazendo grandes benefícios ao ar urbano. Hoje é reconhecida e respeitada a política pública e liderança política que avança com a aplicação difundida das tecnologias de energias renováveis, como é o caso do aquecimento solar. “Metas firmes para penetração dos aquecedores solares deveriam ser estabelecidas com confiança na esfera federal, estadual e municipal, pelos próximos 20 anos no Brasil, assim como já é feito em vários locais do mundo. Por isto mesmo estamos levando a iniciativa Cidades Solares em parceria com o Instituto Vitae Civillis desde meados de 2006 para várias cidades do país no intuito inserir o aquecimento solar na pauta do dia das cidades, seus planejadores e cidadãos”, finaliza Faria. O AQUECIMENTO SOLAR NO BRASIL AO FINAL DE 2006 A área de coletores solares instalada no Brasil de 3,2 milhões de metros quadrados tem um enorme impacto na mitigação das mudanças climáticas, pontua Carlos Faria. Evitou a emissão anual de mais de 200 mil toneladas de CO2 na atmosfera do planeta; isto representa a capacidade de absorção equivalente a uma área verde de 260,4 km². Economizou para o país 1,7 bilhões de reais retirando do horário de ponta o equivalente a uma usina hidrelétrica de mais de 550 MW. . Evitou o alagamento de 176,4 km² de áreas férteis, ricas em flora e fauna, que seriam necessárias para a construção de usinas hidrelétricas, área pouco menor que a da cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, que possui uma área de 211 Km² e 650 mil habitantes. A iniciativa: uma proposta para um modelo solar de desenvolvimento A exemplo do que já acontece em países como Espanha, Portugal, Israel, México, Índia, Austrália, Alemanha, Áustria, China, Estados Unidos, Japão entre outros, a iniciativa Cidades Solares visa criar uma legislação municipal que incentive o uso de aquecedores solares em substituição a chuveiros ou aquecedores elétricos ou a gás. A substituição da energia elétrica utilizada para aquecimento de água – hoje responsável por 8% do consumo de energia elétrica do país – por aquecimento solar, gerou uma economia de mais de 430 mil MWh de energia elétrica somente em 2006. Este dado, por si só, explica a motivação de se criar uma legislação que incentive ou obrigue o uso de aquecedores solares no país. E a forma da sociedade civil se organizar para esta implantação está na iniciativa Cidades Solares para promoção do uso da energia solar no contexto do planejamento urbano de longo prazo para o desenvolvimento sustentável. UMA FILOSOFIA E UM NOVO PENSAR SOBRE A ENERGIA SOLAR A iniciativa Cidades Solares nasceu com uma filosofia de trabalho que busca construir um projeto de desenvolvimento local por meio de uma estratégia em que os atores de uma localidade querem construir um processo de mudança social a partir de seus ativos endógenos, ou seja, de seus recursos locais. É uma estratégia para mudar uma situação de adversidade no planejamento energético, ambiental e social das cidades. É um movimento para a ação. Mobiliza as pessoas, os técnicos, os agentes produtivos e as instituições e passa pela construção de novas institucionalidades capazes de dar garantia de sucesso. As novas institucionalidades possibilitam uma intervenção critica, criativa e propositiva na determinação dos rumos da mudança para um modelo solar de desenvolvimento. Essas novas institucionalidades podem ser: conselhos, fóruns, consórcios, agências de desenvolvimento, acordos de parceria, planos estratégicos, pactos e agendas de desenvolvimento. Abrava e Procobre fazem convênio para promover energia solar Os aquecedores solares, fontes de energia limpa e sustentável, devem ganhar novo impulso no mercado nacional com o convênio realizado para o ano de 2007 entre a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) e o Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre). Vão ser investidos aproximadamente US$ 50 mil no programa “Cidades Solares”, que vai contar com um trabalho direto junto a prefeituras e população de algumas das maiores cidades do país para orientar programas de aquecimento solar. Com os recursos naturais cada vez mais escassos e os impactos ambientais tendo mais e mais peso no cenário atual, o uso de energia sustentável no Brasil tende a seguir, em ritmo próprio, o exemplo de Israel, Espanha, Portugal, Austrália, África do Sul, China, Alemanha, Itália e França, países A iniciativa em 2006 O ano de 2006 foi considerado um sucesso: foram realizados sete seminários, duas leis de incentivo ao aquecimento solar foram aprovadas e mais três projetos já estão em tramitação. As articulações entre agentes municipais, organizações da sociedade civil, fabricantes de equipamentos solares e distribuidoras de energia elétrica tiveram ganhos concretos, conseqüência de um trabalho desenvolvido para envolver prefeituras, empresas e organizações da sociedade na mudança de demandas de energia e na implementação de medidas para o uso de energia solar. Primeiro projeto de lei no país que obriga a instalação de aquecedores solares em novas edificações Na cidade de São Paulo, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, no âmbito do Comitê Municipal de Mudanças Climáticas e Eco-Economia, elaborou um Projeto de Lei para instalação de aquecedores solares em edificações na capital. O primeiro seminário aconteceu em São Paulo em Abril e motivou a Prefeitura da cidade a apresentar à Câmara de Vereadores um projeto de lei que obriga a instalação de coletores solares em novas edificações da cidade. O projeto de lei foi baseado na Ordenanza Solar da cidade de Barcelona que foi a primeira cidade européia a aprovar uma legislação deste tipo ainda em 1999. Depois disto, mais de 60 cidades espanholas promulgaram suas próprias ordenanzas solares até que em meados de 2006, os aquecedores solares passaram a ser obrigatórios em toda a Espanha, através de seu novo Código Técnico de Edificações. cujos governos contemplam a energia solar nos planos de eletrificação. contabilização das mudanças climáticas evitadas pelo uso da energia solar. “Os governos locais, construtores, cidadãos, concessionárias de energia, enfim, todos os atores envolvidos na sustentabilidade, só têm a ganhar com a nova tecnologia. O aquecimento solar promove uma imensa economia, sendo esse um grande passo para termos cidades sustentáveis no futuro”, afirma o diretor executivo do Procobre, Antonio Maschietto. O programa “Cidades Solares” foi idealizado pela Abrava e pelo Instituto Vitae Civillis e, além de contar com convênio do Procobre, está em busca de novos parceiros para ajudar a concretizar os planos de desenvolvimento. Entre as ações planejadas para o “Cidades Solares” em 2007, estão o lançamento de um guia, um novo portal na Internet e novas palestras. De acordo com o coordenador do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol) da Abrava, Carlos Faria, o guia vai oferecer ferramentas necessárias para as prefeituras implantarem programas de energia solar e, o portal, vai contar, por exemplo, com sistemas de Aquecimento Solar obrigatório – o que pensar sobre o assunto? O uso obrigatório de aquecedores solares não é novidade no planeta. Em Israel, mais de 90% das residências utilizam a tecnologia solar para aquecer água, pois neste país,desde 1980, somente emite-se o “habite-se” após comprovada a instalação de aquecedores solares nas novas edificações. Em meados de 2006, os aquecedores solares se tornaram obrigatórios em países como Espanha e Portugal e outras lideranças européias na França, Itália, Alemanha já estudam legislações semelhantes. Cidades de todo o mundo na China, Austrália, Argentina, México, Índia, etc vem adotando políticas que incentivam ou obrigam o uso da tecnologia solar como forma de economia de energia e combate às mudanças climáticas. Nem sempre a obrigatoriedade é vista como uma forma democrática de se tratar os diferentes temas em nosso cotidiano. Ela é supostamente válida quando de alguma forma, acelera uma transformação cultural necessária (vale lembrar o caso dos cintos de segurança por exemplo onde só foi possível inserir o conceito com um obrigatoriedade) e atualmente tornar o aquecedor solar obrigatório em novas edificações é uma excelente alternativa de mudar a atual cultura insustentável de se utilizar chuveiros elétricos e combustíveis fósseis como o gás para aquecer água no Brasil. CÓDIGOS DE OBRAS NO PAÍS INCENTIVAM A INSUSTENTABILIDADE Ao analisar sob ótica da democracia, hoje a imensa maioria dos códigos de obra brasileiros não são nada democráticos, pois obrigam, por exemplo, às novas edificações a preverem pontos de energia para instalação de chuveiros elétricos e a instalação de tubulações para instalação de aquecedores a gás e no contexto atual em que se fala do combate as mudanças do clima, é fundamental que estes códigos sejam revistos. Aqui no Brasil, no mínimo, leis municipais deveriam exigir que as novas edificações que utilizam água quente sejam devidamente projetadas para receber os aquecedores solares. Isto quer dizer exigir que se instalem tubulações de água quente bem como a elaboração de um projeto arquitetônico adequado que permita num futuro próximo a instalação de coletores solares para suprir pelo menos 50% da demanda anual de energia. “Não basta apenas instalar os tubos de água quente. É necessário repensar os projetos das edificações no país como um todo permitindo o máximo de aproveitamento da luz do Sol. Este sim seria um projeto de lei democrático, pois deixaria a cargo dos futuros moradores optarem pela solução que lhes fosse mais conveniente e com certeza num futuro não tão distante qualquer cidadão do planeta não terá outra opção senão a energia solar” comenta Faria. Em algumas capitais do país como Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo projetos de lei que tornam obrigatório somente o projeto solar vem sendo analisados em diferentes instâncias. Esta opção além de permitir uma escolha democrática, ainda cria os necessários canais para a formatação de programas de capacitação de projetistas e arquitetos, principalmente se bem acordados com entidades representativas do setor da construção civil como o Sinduscon, e ainda permite a criação de campanhas informativas para a população em geral. O Caso de Birigui: Obrigatório em habitações populares Alguns dos resultados que o governo federal espera de seu PAC – Plano de Aceleração do Crescimento – já podem ser medidos na prática na cidade paulista de Birigüi, município com cerca de 100 mil habitantes da região Oeste do Estado. Lá, um grupo de 115 pessoas que em breve receberá da Caixa Econômica Federal as chaves da casa própria em um conjunto habitacional, terá mais de um motivo para comemorar. Enquete: Você é a favor de que se torne obrigatório o uso de aquecedores solares em novas edificações de sua cidade? Além de entrar em suas habitações novinhas em folha, com valor médio de R$ 31 mil, financiadas pela CEF, esses moradores de baixa renda estarão entre os primeiros do Brasil a ter suas moradias equipadas com coletores solares de banho – coisa que até há pouco tempo, ainda que equivocadamente, era considerada luxo para ricos. MAIS DE 10 MIL CASAS POPULARES JÁ TEM AQUECIMENTO SOLAR NO BRASIL. O POTENCIAL É DE 7,9 MILHÕES DE CASAS O novo conjunto habitacional tornou-se possível graças ao PAR – Programa de Arrendamento Residencial -, da CEF, desenvolvido naquele município por meio de uma parceria envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal – que disponibilizaram terrenos e infra-estrutura -, a construtora local Atlanta e outras empresas. Birigüi, tornou-se o primeiro município brasileiro a ser convertido numa cidade solar, ou seja, um local no qual o poder público promulgou Lei Municipal que incentiva as construtoras a adotar a energia solar nos empreendimentos imobiliários. No caso dos empreendimentos populares, não se trata de incentivo, mas de obrigatoriedade. A Lei, aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal birigüiense, foi inspirada em cidades da Alemanha, país considerado líder mundial em uso de energia solar para fins residenciais. Lei de incentivos a energia solar é sancionada pelo Prefeito de Porto Alegre e coloca a cidade em posição de destaque em todo o país Segundo Carlos Faria, coordenador da Iniciativa, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça sancionou em Abril de 2007 a lei que cria o Programa de Incentivo ao Uso de Aquecimento Solar na cidade. A lei, que prevê a criação de incentivos ao uso da energia solar para o aquecimento de água, havia sido aprovada por unanimidade, em dezembro de 2006, pela Câmara de Vereadores. A proposta surgiu de um encaminhamento do Seminário Cidades Solares promovido pelos Amigos da Terra, em parceria com o Instituto Vitae Civilis e Departamento de Aquecimento Solar da ABRAVA – Associação Brasileira de Ar Condicionado, Refrigeração, Ventilação e Aquecimento, em julho de 2006. O projeto, de autoria da vereadora Mônica Leal, institui o Programa de Incentivos ao uso de Energia Solar nas Edificações com o objetivo de promover medidas necessárias ao fomento do uso e ao desenvolvimento tecnológico de sistemas de aproveitamento de energia solar térmica. “Esperamos que na sua regulamentação sejam criados mecanismos eficazes para a promoção da energia solar, como incentivos fiscais, programas de treinamento, de capacitação e de difusão de informações”, disse Lucia Ortiz, Coordenadora do ONG Núcleo Amigos da Terra / Brasil, comentando a sanção da lei. Desde final de 2006 iniciamos uma enquete perguntando aos nossos leitores e visitantes sobre a questão da obrigatoriedade do aquecimento solar em novas edificações. Até o fechamento desta edição os resultados obtidos são mostrados acima. “Sou estudante de arquitetura e acho muito importante a conscientização de arquitetos desde a sua formação para práticas sustentáveis. Acredito que a legislação pode dar um passo importante nessa busca por um mundo habitável para gerações futuras.” “A obrigatoriedade de praticas sustentáveis deveria ser implementada via legislação. A tarefa do legislador deve ser se antecipar positivamente as demandas da população considerando a qualidade de vida e a sustentabilidade do planeta.” “Sou usuário há 17 anos e posso afirmar que o meu sistema já se pagou várias vezes o que não acontece com os sistemas convencionais onde cada gota de agua aquecida teve algum custo.” “É de suma importância que construtores contribuam com o meio ambiente e utilizem esse recurso até mesmo como forma de valorizar os imóveis que estão construindo.“ “Precisamos sair da chamada indiferença irresponsável, em que todos falamos mas poucos fazem alguma coisa de prático.” Participe da enquete. Ela continua disponível no site www.cidadessolares.org.br Grupo de trabalho dá o tom solar na cidade baiana Em um momento no qual se comprovam os graves efeitos das mudanças climáticas em nossa vida hoje e no futuro, o uso de energias renováveis é um carro chefe para a mitigação destas mudanças. E a cidade de Salvador dá um exemplo que deveria ser seguido por todas as demais cidades do país. Em Dezembro de 2006 a capital baiana sediou o seminário cidades solares e a partir daí vem organizando sistematicamente reuniões com diversos agentes da cidade para debater o uso de aquecedores solares nas edificações do município. O grupo de trabalho já conta com importantes membros como a COELBA, PETROBRAS, SINDUSCON, ADEMI, ABRAVA, CEFET-BA, o Instituto GAMBÁ, e novos convites serão feitos para complementar o grupo. Serão convidados o CREA-BA, o IAB-BA, a FIEB, e algumas secretarias com a SEHAB do setor de habitação. “Eu vejo a reunião de tantos agentes importantes como o ponto forte da iniciativa cidades solares em Salvador, pois isto mostra que existe um grupo de pessoas que está muito atento aos grandes desafios que teremos pela frente no combate as mudanças climáticas e mais do que isto, disposto a debater de forma democrática e objetiva um assunto tão importante, que é o uso de aquecedores solares nas edificações da cidade”, comenta Carlos “Café”, coordenador da Iniciativa Cidades Solares no Brasil. Várias tarefas compõem o plano de ação 2007 do GT Salvador Solar cabendo destacar: • organização de palestras informativas 2007: Um ano para as cidades solares “Dividimos nosso plano de trabalho para 2007 em duas frentes de atividades: o acompanhamento técnico e político do desenvolvimento, tramitação e regulamentação dos projetos que já conseguimos colocar em marcha e, por outro lado, a articulação do processo em cidades ainda não atingidas pela Iniciativa Cidades Solares”, ressalta Délcio Rodrigues. Para este ano a iniciativa está desenvolvendo materiais para campanhas públicas com o objetivo de criar, em cada cidade, uma base de apoio aos projetos em discussão e para que a sociedade fique informada quanto aos debates em andamento. Tem-se como meta também expandir a iniciativa para outras cidades. Por isto já se iniciaram contatos com organizações não governamentais e com outros atores das capitais Brasília, Goiânia, Vitória, Recife, Cuiabá, Campo Grande, cidades importantes do interior e litoral de São Paulo como Piracicaba, Americana, ABC paulista, Santos, Taubaté, São José dos Campos, Campinas, Ribeirão Preto e Sorocaba, além de Londrina e Maringá no interior do Paraná e Joinville e Blumenau, em Santa Catarina. Destas conversas surgirá a agenda da Iniciativa Cidades Solares para 2007, diz Carlos Faria. sobre a tecnologia para diferentes agentes; • promoção de cursos de capacitação em energia solar para arquitetos, engenheiros, projetistas e instaladores visando a certificação dos mesmos; • organização de workshop especial com os principais projetistas de edificações de Salvador; • criação de um evento especial sobre a tecnologia solar térmica durante a Feira Expo-Construção; • elaboração de programa de divulgação para os potenciais usuários da tecnologia solar, construtores e incorporadores, tomadores de decisão e formadores de opinião; • levantamento das estatísticas sobre o uso de aquecedores solares na cidade; • elaboração de projeto de lei que regulamente e incentive a incorporação dos aquecedores solares no planejamento urbano de Salvador. A meta do grupo de trabalho é identificar um projeto de lei que seja moderno e adequado às exigências que estão por vir, destaca Café. A partir de 2008 se inicia o programa de certificação energética de edificios no Brasil, tanto residenciais como comerciais, com já á feito em outros vários países do mundo e um dos requisitos para que as novas edificações obtenham classificação A (melhor desempenho) é justamente implantar aquecedores solares. Precisamos acelerar a mudança cultural nos projetos das edificações em Salvador e por isto mesmo estamos discutindo a proposição de um projeto de lei na cidade que torna obrigatório o projeto de inserção e infra-estrutura para a instalação de aquecedores solares em novas construções da cidade, ou seja, cada nova casa, edifício, hotel, deverá preparar a infra-estrutura adequada para receber os aquecedores solares seja no ato da construção seja num tempo futuro, comenta Faria. A imensa maioria dos edifícios hoje da forma como são projetados não permitem a futura instalação dos aquecedores solares obrigando os futuros moradores a usarem tecnologias que consomem grande quantidade de energia e emitem grande quantidade de poluentes na atmosfera como é o caso dos chuveiros elétricos e aquecedores a gás. O projeto de lei a ser proposto democratiza o acesso à tecnologia solar, estimula o desenvolvimento de projetos de edificações mais sustentáveis, estimula a capacitação de arquitetos, projetistas e construtores e fomenta o uso de energias renováveis e limpas que preservam o meio ambiente e ainda geram muitos empregos locais e substanciais economias para os usuários e para o país. O GT Salvador Solar é multidisciplinar o que vai facilitar o desenvolvimento das tarefas propostas. Durante os próximos 5 anos A COELBA vai instalar aquecedores solares em 20 novos edificios de Salvador para comprovar de forma definitiva a viabilidade técnicas e econômica da tecnologia. No final de 2006, a companhia de energia lançou o inovador programa COELBA Solar em convênio com a ADEMI. As informações completas sobre os trabalhos e ações propostas pelo GT Salvador Solar serão em breve, disponibilizados oficialmente no site da SEPLAM e da Iniciativa Cidades Solares. PAC Solar: Em 16 anos o Brasil terá economizado mais de 20 Bilhões na geração de energia elétrica se apostar no aquecimento solar para habitações de interesse social A nova contagem efetuada pelo Ministério das Cidades, com base em dados da Fundação João Pinheiro, de Belo Horizonte, eleva de 7,2 milhões para 7,9 milhões de moradias o déficit habitacional brasileiro. Para combater este déficit seriam necessários investimentos de R$ 160 bilhões. A secretária de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, calcula que o país levará pelo menos 16 anos para reduzir o déficit habitacional. Para fazer esta estimativa, ela utilizou projeções oficiais e considerou a partilha de investimento entre os governos federal, estaduais e municipais. Em um cálculo rápido pode-se afirmar com precisão que se estas 7,9 milhões de habitações optarem pelo uso do chuveiro elétrico (política atual do governo) será necessário construir uma usina hidrelétrica com potência de 7000 MW, pouco mais da metade de uma Itaipu somente para aquecer a água destas casas. Por outro lado se o governo pensa num PAC Solar, agregando ao custo das habitações um sistema de aquecimento solar, seriam economizados mais de 20 bilhões de Reais necessários a construção da nova usina. Parece lógico investir no aquecimento solar. Mais lógico ainda quando se avaliam os impactos sociais que este tipo de tecnologia traz aos futuros moradores. Mais de 10 mil casas populares em todo o país utilizam o aquecimento solar e registra-se um aumento real de renda entre 25 e 50 reais por mês por família com as economias de energia elétrica. “Usando um jargão, o aquecimento solar significaria um bolsa-familia solar que duraria pelo menos 20 anos” comenta Faria. Cabe ressaltar que pela estrutura da tecnologia, muitos empregos seriam gerados localmente e milhões e milhões de toneladas de CO2 deixariam de ser emitidos na atmosfera do planeta nos próximos anos. O que as cidades e cidadãos do país estão esperando? Mãos a obra rumo às cidades solares. TRANSLAÇÃO BRASIL • Mercado aquecido para a FEBRAVA 2007 • Tecnologia Transsen está na Ecohouse, no Rio de Janeiro • Acordo promove uso da energia solar para aquecimento de água em novas edificações na Bahia • O apelo das construções sustentáveis • Academia ecológica recebe investimento de R$ 10 mi • Cartilha sobre eficiência energética está disponível na internet • Agência sustentável • Centro de Estudos e Pesquisas em Energias Renováveis: Renovando as energias do Rio de Janeiro • Sol ganha força como fonte de energia • Conjunto habitacional no interior do estado terá sistema de aquecimento solar • Construção procura inverter o ciclo de desperdícios • Onda verde na construção civil • Com moderna arquitetura e uma série de recursos de tecnologia, prédios inteligentes podem economizar até 30% de energia elétrica Mercado aquecido para a FEBRAVA 2007 Fonte: Maxpress Notícias A Febrava 2007 - Feira Internacional de refrigeração, Ar condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar - vai, com certeza, acompanhar o crescimento do setor. Nos últimos oito anos, esse mercado registrou aumento de 205% no faturamento, segundo pesquisa encomendada pelo Departamento de Economia e Estatística da ABRAVA e do Sindratar-SP. Para a 15ª edição da Febrava, a Alcantara Machado Feiras e Negócios, espera receber 25 mil visitantes / compradores de 35 países e 550 expositores de 20 países. "Em função do aquecimento do setor observado nos últimos anos, houve um crescimento de cerca de 20% em cada uma das duas últimas edições da feira o que justifica o aumento significativo de expositores e visitantes", diz Evaristo Nascimento, diretor da Febrava. O evento acontece de 18 a 21 de setembro de 2007, no Centro de Exposições Imigrantes, na capital paulista. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e apurou o histórico de faturamento das indústrias do HVAC-R que atuam no Brasil e contou com dados oficiais, extraídos da PIA Pesquisa Industrial Anual, realizada periodicamente pelo governo. O estudo feito pelo departamento de Economia e Estatística, a partir de dados fornecidos pelo IBGE, mostrou também que, se for descontada a inflação, o setor atingiu 218% de crescimento no período analisado. O faturamento real de 1998, em valores deflacionados, foi de R$3,7 bilhões, enquanto em 2005 esse resultado foi de R$ 11,8 bilhões. reais e o ENASOL levará ao grande público, por 3 dias, palestras mini–cursos e workshops”, comenta Carlos Faria, diretor executivo do DASOL-ABRAVA e coordenador de ilha temática e do ENASOL. A programação completa do ENASOL e da ilha temática estará completa e disponível em breve no site www.dasolabrava.org.br ILHA TEMÁTICA DE AQUECIMENTO SOLAR E ENASOL PROMETEM SER DESTAQUE O aquecimento solar promete ser destaque durante a FEBRAVA 2007. Além de implantar uma ilha temática de aquecimento solar maior e mais atraente que a ilha de 2005, o setor organizará em paralelo a FEBRAVA, O ENASOL- Encontro Nacional do Aquecimento Solar “Neste ano vamos montar uma ilha com a participação de vários parceiros, instalações Tecnologia Transsen está na Ecohouse, no Rio de Janeiro Acordo promove uso da energia solar para excelente característica de isolamento A Transsen Aquecedor Solar, empresa térmico, assim como a fachada frontal foi líder do mercado brasileiro de aquecimento aquecimento de água em protegida da insolação direta por uma para banho e piscina, fornece a tecnologia de novas edificações na Bahia camada de vegetação. Isto faz com que energia solar para o projeto Ecohouse Urca Fonte: Transsen Aquecedor Solar (28.02.2007) (www.ecohouse.com.br), uma residência experimental situada na cidade do Rio de Janeiro (RJ) desenvolvida com o objetivo de reduzir o consumo residencial de água potável e energia elétrica – sem, no entanto, comprometer os padrões de conforto de uma residência convencional. O projeto Ecohouse ganhou destaque no livro World Changing, lançado no final de 2006, que apresenta um compêndio de soluções inovadoras em sustentabilidade. A importância da publicação pode ser medida pelo peso de quem assina o prefácio: o expresidente americano Al Gore, hoje entre os mais destacados defensores mundiais da sustentabilidade e do meio ambiente. Os equipamentos da Transsen instalados no imóvel proporcionam uma redução média da ordem de 50% do consumo de energia na Ecohouse, no comparativo com uma residência comum usuária de eletricidade. Criado em 2002, o projeto Ecohouse contemplou a reforma de uma antiga casa do bairro da Urca (RJ) que recebeu diversas adaptações para se transformar em um modelo de construção sustentável. O telhado original, por exemplo, em telha francesa, foi substituído por uma “laje verde” por sua menos calor seja admitido nos ambientes, aumentando naturalmente seu conforto térmico. A Ecohouse é mantida por uma equipe de profissionais que atua no mercado de edificações sustentáveis, e auxilia seus clientes a integrar empreendimentos diversos à eficiência na utilização de recursos naturais em processos de construção e reforma. No tocante ao sistema de aquecimento solar, a Ecohouse Urca tem instaladas duas baterias de coletores fornecidas pela Transsen, que alimentam todas as dependências nas quais se utiliza água quente, como banheiros, cozinha e lavanderia. “Esse projeto é a prova viva da viabilidade técnica, da funcionalidade e das dezenas de benefícios que a energia solar leva às pessoas”, salienta Edson Pereira, vice-presidente da Transsen. Com 20 anos de atuação que completa este ano, a Transsen registrou crescimento próximo a 200% entre os períodos de 2002 e 2005. A empresa emprega cerca de 150 colaboradores e produz anualmente em torno de 8,5 mil equipamentos, nas versões banho e piscina, além de controladores eletrônicos. A Coelba (BA) e a Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi) realizaram no dia 31 de outubro de 2006, o workshop Coelba Solar. O objetivo foi oficializar o convênio que será assinado entre a concessionária e a associação para a promoção do uso da energia solar para o aquecimento de água em novas edificações. O convênio determina que a Coelba terá que fornecer gratuitamente, durante cinco anos, os equipamentos e a instalação dos aquecedores solares em 20 empreendimentos imobiliários de empresas filiadas à Ademi. A iniciativa possibilita a redução no valor da conta e colabora para a manutenção dos recursos naturais, além de incentivar o uso racional da energia elétrica. O diretor executivo do DASOL convidado para o workshop de lançamento do convênio apresentou a experiência brasileira e mundial no uso dos aquecedores solares para os mais de 100 participantes do evento. “A iniciativa da COELBA é exemplar, pois permite a consolidação dos conceitos de projeto, inserção arquitetônica e eficientização de sistemas de aquecimento solar em edificações multifamiliares na cidade de Salvador”, comenta Faria. O apelo das construções sustentáveis Arquitetos e construtores de Florianópolis começam a direcionar seus projetos para a chamada construção verde, ou sustentável. Dois condomínios no sistema ecovila e um prédio comercial (green office) foram projetados com forte viés ecológico. Alvaro Vargas, arquiteto do EcoCondomínio Rio Tavares, diz que, além do baixo impacto ao seu ambiente social, as ecovilas agregam valor pelo seu apelo ambientalmente correto. O EcoCondomínio tem 33 mil m² de área e usa energias alternativas (do sol, da água e do vento), faz uso racional da água, tratamento ecológico de esgoto e a permacultura, conjunto de métodos ecologicamente saudáveis e economicamente viáveis, sem poluir o meio ambiente e que se torna autosuficiente a longo prazo. Apesar da demanda, há carência de imóveis integrados à natureza. Outra ecovila, na praia dos Ingleses, foi projetada numa área de 25 hectares. Para o diretor de Meio Ambiente do Sindicato da Indústria da Construção de Florianópolis (Sinduscon), Olavo Kucker, as ecovilas são um bom negócio para o construtor por terem baixo custo de manutenção. Segundo ele, num empreendimento normal, o custo da implantação representa 5% e da operação 95%. "Outra vantagem é a de marketing, com a diferenciação do produto. Em algumas cidades, estes imóveis possuem especificações acima das exigências das prefeituras, de modo que as aprovações são dinamizadas pelos departamentos de construção civil e zoneamento." Ele acrescenta que os construtores sofrem hoje grande pressão da sociedade, cada vez mais preocupada com o meio ambiente e procurando o verde. Kucker, que é diretor da construtora Bautec, tem nas mãos o projeto e a incorporação de um prédio comercial, o primeiro do País a obter a classificação da Liderança em Energia Design Ambiental (Leed), do United States Green Building Council (USGBC). A Leed avalia o desempenho ambiental de uma edificação. O projeto foi contratado pela administradora Primavera ABPS, que vai locar o prédio para seis empresas. No planejamento da obra foram feitos todos os cálculos de impacto ambiental e as possibilidades de diminuição no consumo de energia e de água. A construção prevê luz natural, telhado verde (green roof) que contribui para o equilíbrio da temperatura, uso de materiais ecologicamente corretos e gestão no uso da água e energia. O Eco-Condomínio Rio Tavares será construído com materiais ecológicos e adotará a energia solar e tetos verdes (com cobertura de grama) para isolação térmica, que além de bonito, dispensa o uso do ar-condicionado, diz Álvaro Vargas. O arquiteto, que coordena o Instituto EcoHabitar, propôs um sistema cooperativo, onde todas as possibilidades de uso são pensadas, de modo que um não atrapalhe o outro. O projeto mantém a mata nativa do local e os lotes são orientados para o norte, de forma a terem sol o ano inteiro e evitarem a umidade da região. A vegetação alta foi preservada para proteger do vento sul, típico do inverno em Florianópolis e para tirar a vista da rua. O abastecimento de água, além da rede estadual e da chuva, será feito por poços artesianos, com capacidade para 15 mil litros. A água será retirada do lençol freático por motores alimentados por um cata-vento. "Se vamos tirar água do solo, o esgoto não pode poluir o lençol. Por isso o tratamento será ecológico, pelo sistema de zona de raízes", diz Vargas. Neste método, há dois tratamentos, um para a água cinza (de chuveiro e pia) jogada fora e uma para a negra (do vaso sanitário). O sistema permite grau de purificação de até 95%. A água tratada irá irrigar o pomar, ao longo do condomínio, e o excedente correrá para vários pequenos lagos ornamentais, onde serão criados peixes que servirão de controle de qualidade da água. A cada quatro casas haverá um lago médio e, no centro do condomínio, um grande. O condomínio também terá uma ciclovia e cada morador poderá ter uma horta. Há também um viveiro para educação ambiental e produção de mudas. As casas serão separadas por cercas que produzirão frutas e legumes, como chuchus e maracujás. "É o que chamamos de paisagismo produtivo", diz o arquiteto. O projeto também possibilita construção de uma edícula no terreno, que poderá ser escritório ou atelier. Academia ecológica recebe Cartilha sobre eficiência investimento de R$ 10 mi energética está disponível na internet A Ecofit foi instalada em uma área de 7,5 Fonte: Vitae Civilis mil m² na zona oeste de São Paulo (SP), fazendo uso de material reciclado. A estrutura conta com aquecimento solar, aproveitamento da água da chuva para limpeza e descargas -, madeiras certificadas - de áreas reflorestadas - e tratamento das piscinas com ozônio substância menos tóxica que o cloro, além de racionalizar os recursos naturais no seu interior. O resultado foi a premiação do Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza, que concedeu a Ecofit o Certificado de Mérito Ambiental 2006. "No bolso, isso também rende uma economia de 15% com a conta de luz e cerca de 6% com a água", destaca Antônio Gandra. Segundo ele, o novo projeto pretende atingir um público diferente daquele que está acostumado a freqüentar academias apenas pelo culto ao corpo. "Queremos atrair quem busca qualidade de vida e, principalmente, bemestar e respeito ao meio ambiente", afirma. "Criamos um ambiente agradável, repleto de plantas naturais e um restaurante com comidas saudáveis, realizamos palestras em parcerias com organizações não governamentais para conscientizar os alunos sobre a necessidade de conservar a natureza", conta Gandra, destacando que ele próprio participou de projetos como Greenpeace e SOS Mata Atlântica, hoje parceiros da Ecofit. Para freqüentar a academia, os interessados terão de desembolsar a partir de R$ 199 por mês, em uma plano de dois anos, o que dá direito ao aluno freqüentar todas as dependências da Ecofi e a participar O Grupo de Trabalho sobre Energia do FBOMS lançou no mês de fevereiro a cartilha virtual intitulada “Eficiência Energética: para todos, por um mundo sustentável”. Marcio Vilela, físico pesquisador associado do Vitae Civilis e um dos autores da obra, destaca que a cartilha nada mais é que uma ferramenta para conscientizar o cidadão comum, tocado pelo chamado da consciência ambiental e política, a agir sem abrir mão do seu direito ao conforto para exercer cidadania, que também é qualidade de vida. Segundo o jornalista Mayron Regis, integrante do Fórum Carajás e editor dos textos da cartilha, “ela não é meramente um manual de melhores práticas de um consumidor em época de aquecimento global, mas vai além: qual é nossa participação na crise social e ambiental e o que podemos fazer para evitá-la ou amenizála? Essas questões tocam nos hábitos de vida e de consumo, que exigem variedades de produtos e energia ininterrupta para grandes setores industriais, como as empresas eletro intensivas (alumínio, ferrogusa e etc)”. A Cartilha virtual, encontra-se hospedada para consulta nos sites de várias instituições que integram o GT Energia do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS). Para ter acesso a cartilha entre em: www.teiacomunicacao.com.br/eficiencia/ Centro de Estudos e Pesquisas em Energias Renováveis: Renovando as energias do Rio de Janeiro A Faculdade de Engenharia inaugurou o Centro de Estudos e Pesquisas em Energias Renováveis (Ceper), no Complexo Fonseca Teles, em São Cristóvão. Com apoio da Secretaria de Estado de Energia, Indústria Naval e Petróleo (Seinpe), a iniciativa visa a promover formação técnica, desenvolver estudos e incentivar a utilização de fontes renováveis de energia. de Energia Solar, professor Manoel Antônio da Fonseca, existe um projeto para desenvolver um coletor solar (equipamento que capta raios solares para aproveitamento) de baixo custo, a ser utilizado no aquecimento de água em habitações populares. Ele destacou também a montagem de uma estação meteorológica no Complexo Fonseca Teles, em fase bastante adiantada. Os recursos para as obras - cerca de R$ 800 mil provenientes de parcela de isenção fiscal - foram investidos pela Termelétrica Governador Leonel Brizola (TermoRio) e serviram, basicamente, para a recuperação das instalações do Complexo, onde já funcionavam os laboratórios do Centro de Ciência e Tecnologia da Faculdade de Engenharia. No Laboratório de Energia Eólica, coordenado pela professora Mila Avelino, uma das iniciativas que despertam mais expectativas é a construção de um aerogerador de 5 Kw, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da empresa Enersud. O Ceper atua em três linhas básicas de pesquisa: solar, eólica e biomassa. Dos projetos em andamento, alguns contam com parceria de empresas privadas, como é o caso da pesquisa “Avaliação da Vida Útil de Sistema Fotovoltaico em Condições Tropicais”, que recebeu doação de equipamentos da BP Solar do Brasil e da Acumuladores Moura. As energias renováveis representam, no mundo, 14% da produção e do consumo. O Brasil, no entanto, apresenta quadro bem diferente: 43,9% da sua matriz energética provêm de fontes dessas energias, a maior parte gerada por usinas hidrelétricas. Essa característica confere ao país vantagens em relação a outras nações, considerando as crescentes pressões para a substituição dos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), mais poluentes e com reservas limitadas. Segundo o coordenador do Laboratório Agência sustentável Fonte: Gazeta Mercantil (31/01/2007) O Banco Real inaugurou em Cotia, região metropolitana de São Paulo, sua primeira agência construída de forma ambientalmente correta. Segundo informações do banco, o prédio foi projetado para oferecer todo o conforto, praticidade e conveniência aos clientes. A diferença está nos recursos empregados. Tijolos reciclados, tinta sem solventes e assoalho e móveis de madeira certificada são alguns dos insumos usados. A obra levou nove meses entre planejamento e execução, e o principal desafio, segundo o banco, foi a incorporação do maior número possível de elementos sustentáveis, de forma a garantir elevada eficiência energética e reduzido impacto ambiental. A agência foi planejada para aproveitar ao máximo a luz natural, utiliza energia solar e possui um sistema de ar condicionado que não emprega gases nocivos à camada de ozônio. Foram instalados sistemas para o aproveitamento da água das chuvas e tratamento de esgoto. Sol ganha força como fonte de energia Brasil tem um dos maiores potenciais do mundo, mas usa sistema apenas para aquecer água de piscina e ducha. O ex-ministro Jarbas Passarinho, de 87 anos, foi um pioneiro. Há cerca de 20 anos, quando quase ninguém se preocupava com energias limpas, Passarinho mandou instalar um sistema de energia solar na casa onde mora até hoje, no Lago Norte, em Brasília. Hoje, quando até o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, propõe uma parceria com o Brasil para a produção de energia alternativa como forma de combate ao aquecimento global, Passarinho sente-se recompensado. Não só pela economia que fez ao optar pelo aquecimento da água dos chuveiros e das torneiras com energia solar, mas porque seus vizinhos também aderiram em massa a essa fonte energética. "Sou um adepto de energia alternativa. Aqui em Brasília há sol à vontade. O resultado tem sido espetacular", afirma. "Neste ano está chovendo como nunca. Mas, quando o sol aparece um pouquinho, logo a água está quente. Outro dia, ao abrir a torneira, quase queimei a mão." Há quatro anos, quem sobrevoava os bairros mais ricos de Brasília, como Lago Norte, Lago Sul e Park Way, via uma imensidade de pontos azuis espalhados. Eram as milhares de piscinas instaladas em residências, numa região marcada por uma longa estação quente e seca. Hoje, o passageiro de avião continua a ver os pontos azuis, mas ao lado de grandes espelhos instalados sobre os telhados das casas. São as placas de captação de energia solar. Calcula-se que 90% das residências dos três setores nobres da capital já contem com energia solar para aquecimento de banheiros e piscinas. Dos projetos de novas edificações, 100% já vêm com energia solar. Não é para menos. O Planalto Central, onde se localiza Brasília, é um dos locais mais privilegiados do País em luz solar. O sol é constante de maio a agosto, período da seca. E, mesmo de setembro a maio, época em que as chuvas são abundantes, raramente há um dia em que o sol não apareça pelo menos durante algumas horas. Lago Paranoá, pessoas de menor poder aquisitivo de cidades-satélites como Ceilândia, Taguatinga, Gama e Brazlândia também estão aderindo à nova moda para o consumo de energia. "Hoje nós vendemos mais para lá do que para os Lagos e Park Way", diz José Lourenço Neto, gerente de uma empresa especializada em aquecimento de piscinas. O Palácio da Alvorada, onde mora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem a piscina, os chuveiros e a água das torneiras aquecidas por energia solar. Os espelhos de captação foram instalados por ordem do então presidente Fernando Henrique Cardoso, que adorava mergulhar pela manhã e à noite na piscina aquecida do quintal palaciano. Lula, ao que se sabe, não é um apreciador dos mergulhos noturnos. Prefere as caminhadas. Mas, se quiser nadar, não importa a hora, vai encontrar a água da piscina sempre quentinha. Quando seus filhos e parentes viajam para Brasília, esbaldam-se com as águas quentes da piscina. E até divulgam as fotos em comunidades da internet. Apesar da previsão de que se o Produto Interno Bruto (PIB) do País crescer acima de 5% ao ano haverá risco de apagão de energia elétrica em 2009, não há ainda no governo federal nenhum programa de incentivo ao uso da energia solar. Mas haverá um até o fim do ano. ‘Estamos preparando um projeto que deverá ser lançado até o fim do ano para estender o uso da energia solar para o aquecimento de chuveiros para todas as camadas sociais", conta Paulo de Tarso de Alexandria Cruz, coordenador-geral de Eficiência de Energia do Ministério de Minas e Energia. Segundo ele, um dos grandes problemas para as distribuidoras de energia é justamente o chuveiro. "Hoje, no fim do dia, as distribuidoras são obrigadas a direcionar a energia para as residências porque vai começar um pico violentíssimo de gasto de energia quando os chuveiros começam a ser ligados", diz. "A energia elétrica é muito cara e muito nobre para ser usada no aquecimento de água de chuveiro, além de gerar uma sobrecarga muito perigosa." Hoje, diz Paulo de Tarso, a Caixa Econômica Federal tem um projeto de financiamento de energia solar com juros abaixo dos do mercado. A instalação do sistema de aquecimento de chuveiros para casas que têm até cinco quartos e igual número de banheiros fica entre R$ 4 mil e R$ 6 mil; o de piscinas, chega a R$ 8 mil. "É um sistema ainda caro, que leva cerca de dois anos para ser pago. A vantagem é que depois praticamente não tem manutenção. E a economia de energia elétrica é para sempre", diz Lúcia Bicalho, gerente de uma das 25 lojas especializadas em instalação e manutenção de energia solar de Brasília. Ao todo, só essa loja atende 550 novos clientes em média por ano, cerca de dois por dia útil. O Brasil tem um dos maiores potenciais para a energia solar, afirma Ricardo Ruther, professor da Universidade Federal de Santa Catarina. "Só para se ter uma idéia, uma área do tamanho do lago de Itaipu com placas coletoras de energia solar é suficiente para gerar o mesmo número de megawatts que Itaipu gera. Como há perda de energia elétrica na geração e na distribuição, os coletores de energia solar postos sobre os telhados de casas e edifícios são mais eficientes, porque nada é perdido." Há algum tempo, lembra Lúcia, a procura por energia solar era só de moradores de maior poder aquisitivo. Hoje isso mudou. Além do interesse pela energia solar dos cerca de 400 mil moradores de classe média-alta das centenas de condomínios que surgiram às margens do Ele lembra que Brasília tem um dos maiores potenciais de captação de energia solar do País, 50% acima de Florianópolis e muito superior à da Alemanha, o país que mais usa energia solar no mundo. Por ano, segundo Ruther, a Alemanha consegue instalar em energia solar o equivalente a mil Conjunto habitacional no interior do estado terá sistema de aquecimento solar O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, já mostra resultados em Birigüi, município com cerca de 100 mil habitantes da região Oeste do Estado de São Paulo. Lá, um grupo de 115 pessoas que em breve receberá da Caixa Econômica Federal (CEF) as chaves da casa própria, em um conjunto habitacional, terá mais um motivo para comemorar. Além de entrar em habitações novas, com valor médio de R$ 31 mil, esses moradores de baixa renda estarão entre os primeiros do País a ter moradias equipadas com coletores de energia solar. O novo conjunto habitacional tornou-se possível graças ao Programa de Arrendamento Residencial (PAR), da CEF, desenvolvido naquele município por meio de uma parceria envolvendo a Prefeitura, que ofereceu terrenos e infra-estrutura, a construtora local Atlanta e outras empresas. Birigüi, que abriga a Transsen, uma das maiores indústrias nacionais de equipamentos para aquecimento solar em residências, já começa a ser conhecida como cidade solar, onde o poder público promulgou lei municipal que incentiva as construtoras a adotar esse tipo de energia nos empreendimentos imobiliários. No caso dos empreendimentos populares, não se trata de um incentivo, mas de obrigatoriedade. A lei, aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal da cidade, foi inspirada em cidades da Alemanha, país considerado líder mundial em uso de energia solar para fins residenciais. ECONOMIA "Esse empreendimento é uma prova da viabilidade técnica, da funcionalidade e das dezenas de benefícios que a energia solar leva às pessoas e às comunidades, independentemente de renda ou poder aquisitivo", salienta Edson Pereira, vicepresidente da Transsen. "Para começar, os moradores do conjunto habitacional poderão contabilizar uma economia de até 50% em sua conta de energia elétrica", exemplifica Pereira. "Isso sem falar na contribuição que dão ao meio ambiente pelo uso de uma energia natural renovável", complementa o executivo. De acordo com Pereira, o exemplo de Birigüi certamente será capaz de influenciar o emprego da energia solar em outras cidades brasileiras: a própria Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), do governo paulista, já recebeu da Transsen, em doação, coletores solares de banho para equipar outras 50 casas que foram construídas recentemente na cidade de Cafelândia, também da região Oeste do estado. Construção procura inverter o ciclo de desperdícios Fonte: Valor Econômico - Suplemento Curitiba Mesmo sem ainda ser argumento de vendas de empreendimentos, a construção sustentável, que associa os aspectos econômicos das obras à proteção ambiental e justiça social, começa a ganhar corpo no setor imobiliário. Campeão de consumo da natureza - segundo dados internacionais, 40% a 75% dos recursos naturais extraídos pelo homem seguem para construção civil - o setor dá os primeiros passos para inverter o ciclo do desperdício de materiais e ampliar a sustentabilidade após a entrega da obra. Por exemplo, pela instalação de equipamentos que economizam energia ou água. "A construção civil brasileira consome cem vezes mais materiais, em massa, que a produção automobilística do país. Imagine o impacto positivo de reduzir este consumo, ou reciclar 1% dos resíduos da construção", diz o professor Ubiraci Espinelli de Souza, do Departamento de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (PCC-USP). Os resultados de uma pesquisa coordenada por ele, que avaliou uma centena de canteiros de obras em 12 Estados brasileiros entre 1996 e 1999, instigaram vários empreendedores, diz Souza. No caso de paredes, comparando ao plano da obra, observou-se um desperdício médio de 102% no revestimento interno, e 53%, no externo. Para blocos de cimento, o índice médio de 13%, escondia perdas de 3% a 48%, dependendo da obra. "Consideramos perdas econômicas, como desperdício na compra, geração de resíduos e o problema mais comum, que é a incorporação desnecessária de materiais à obra, como divisórias mais grossas que a especificação técnica." Depois de uma experiência piloto em Santo André (SP), cuja prefeitura buscava um método de avaliação rápida de perdas de materiais, nove empresas associadas ao Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) quiseram testar o Gescomat, ferramenta de gestão de materiais desenvolvida pelo PCCUSP, que propõe indicadores do desperdício, com correção dos problemas durante o andamento da obra. "Nosso interesse em participar foi aculturar a Fortenge para a redução do desperdício", resume Renato Mesquita de Oliveira, sócio-diretor da construtora. A economia, diz ele, foi de 25% a 30% em volume de materiais, mas de apenas 1,5% no custo, pois o maior desperdício está em materiais baratos, como blocos. Seria pouco para compensar investimentos contínuos em treinamento de pessoal, materiais de apoio e planejamento estratégico, não fossem os resultados indiretos. "Além da redução física de resíduos, segregamos os recicláveis, para doação a organizações não-governamentais, que retiram gratuitamente estes materiais. Com isso, baixamos em 40% o número de caçambas de entulhos. E os funcionários gostam de saber que ajudam a minimizar a poluição". A resposta dos clientes também anima. "Nas visitas às obras, eles aprovam nosso sistema integrado de gestão, que abrange desde cuidados ambientais até a alfabetização dos funcionários." Igualmente energizada pelos resultados, a Lucio Engenharia, que tem 25 anos de mercado, acaba de criar um departamento de sustentabilidade. "Vamos associar a gestão ambiental e de qualidade, à responsabilidade social empresarial", diz a engenheira Priscila de França Pinheiro, responsável pelo setor. A escala, avisa o professor Vanderley John, do PCC-USP, faz da construção civil também vilã do aquecimento global. É que a queima de uma tonelada calcário, matéria prima do cimento portland, gera 440 kg de gás carbônico (CO2), classificado como maior causador do efeito estufa. Apesar de a indústria cimenteira do país estar entre as mais ecoeficientes, diz, ela responde por 6% das emissões brasileiras de CO2, ou 40 milhões t/ano. Mas ele ressalta o papel de recicladora: o popular cimento CP3 contém 70% de materiais reciclados. Para Renato Mauro, diretor técnico da Rem Construtora, um desafio da construção sustentável é introduzir melhorias socioambientais com custo equivalente ao da construção usual. Desde 2004, diz ele, a empresa, que constrói um edifício por ano, investe no conceito "cliente natureza". Propõe móveis ecologicamente corretos e espaço para a segregação de recicláveis nas áreas comuns, piscinas tratadas com ozônio, aquecimento solar de água, e cuidados sociais, como educação ambiental para funcionários. Onda verde na construção civil Fonte: A Gazeta - ES Construir de forma integrada ao meio ambiente com a utilização de tecnologias que garantem o reaproveitamento de recursos naturais, como a água e a energia, tornou-se mais do que uma necessidade. Os recentes alertas sobre os efeitos do aquecimento global para os próximos anos despertaram nos diversos setores da sociedade a preocupação com a preservação do meio ambiente. A construtora Mazzini Gomes é outra adepta da construção sustentável. O edifício Luiz Nogueira, na Praia do Canto, que será entregue em julho, terá um sistema de reutilização de água dos chuveiros e torneiras que, após tratamento, volta para abastecer as descargas sanitárias. A Estação Hidro-Ecológica vai gerar uma economia de água de 30%, em média. No setor da construção civil do Espírito Santo o cenário não é diferente. Apesar da tímida adesão das construtoras capixabas ao movimento sustentável, algumas empresas procuram adotar conceitos dos chamados "prédios verdes" e passam a investir na captação e reaproveitamento da água da chuva, no uso da iluminação natural e na utilização de materiais reciclados como forma de diminuir a degradação ao meio ambiente. A sustentabilidade já é uma realidade para a Lorenge Construtora que faz uso de materiais recicláveis nas obras. Recentemente, a empresa lançou o edifício Top Hill, no Barro Vermelho, projetado para receber maior incidência de luz natural durante o dia. O morador do prédio, Huberto Brunner, conta que os gastos com a conta de luz diminuíram bastante. "E até à noite a luminosidade natural é significativa e permite iluminar a parte da frente e de trás do prédio", conta. A construtora Sá Cavalcante é uma das que apostam em empreendimentos ecologicamente correto. Dois projetos que serão erguidos pela empresa em 2008 vão agregar soluções para o aproveitamento da água da chuva para a irrigação de jardins e para o sistema de ar condicionado. É uma série de estratégias de utilização do solo, projeto arquitetônico e construção em si, que reduzem o impacto ambiental. Os benefícios decorrentes de construir verde incluem: menor consumo de energia, proteção dos ecossistemas e mais saúde para os ocupantes. Com um conceito semelhante, a Sá Cavalcante também lançou o Centro Empresarial Praia da Costa, em Vila Velha. A obra foi elaborada para gerar economia de energia elétrica. O coordenador de marketing da Sá Cavalcante, Marcelo Rigo, explica que no edifício foram utilizados vidros laminados com baixa absorção térmica, que impedem a passagem de 70% dos raios solares. Isso provocou uma redução na utilização do ar-condicionado. "Diminuímos a capacidade do ar condicionado e, conseqüentemente, os gastos de energia, não gerando assim um condomínio muito caro". O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Espírito Santo (Sindicon), Aristóteles Passos Costa Neto, prevê que o maior desenvolvimento de construções planejadas sobre o viés da sustentabilidade ainda é uma tendência para o futuro no Estado. Segundo ele, as iniciativas do setor nesse sentido ainda estão muito isoladas. "Esses novos conceitos estão aparecendo no Espírito Santo de forma bastante isolada. São poucas as empresas que começam a agregar valores, com a racionalização da energia solar, com projetos arquitetônicos voltados para a absorção de luz e medidas de reaproveitamento da água. Essa tendência no Estado será mais forte no futuro", avalia. Algumas soluções de recursos disponíveis para uma construção sustentável envolvem desde a escolha de materiais de baixo impacto ambiental às tecnologias que permitem a economia de recursos naturais. "É possível erguer um edifício sem demolir o ambiente", resume a arquiteta Rachel Perin, da Usina Arquitetura. Para aumentar a economia de energia, a arquiteta afirma que é necessário projetar edificações de baixo consumo de energia com o reaproveitamento ao aquecimento solar. "O Espírito Santo tem sol o ano inteiro e o aquecimento solar é um recurso que deveria ser melhor utilizado nos empreendimentos, por ser fácil e relativamente barato". Com a otimização do projeto de construção de um imóvel também é possível utilizar alguns materiais com mais eficiência e redução de custos. "O setor tem que ser mais aberto à aceitação de novos materiais como, por exemplo, telhas de papel e paredes de gesso acartolado, que reduzem a quantidade de entulhos provocando menos agressão ao meio ambiente" pontua Rachel. "Por exemplo, hoje não é mais necessário utilizar concreto nas paredes internas das edificações, que poderiam ser de gesso. Mas esse tipo de tecnologia ainda não é utilizada com muita freqüência no Estado". Outra alternativa para os campos de obras é a separação e reciclagem do entulho. Isso compensa economicamente, no entanto, as medidas ainda não são adotadas com freqüência. "Muitos profissionais ainda não se alertaram quanto a importância da reutilização dos materiais". Com moderna arquitetura e uma série de recursos de tecnologia, prédios inteligentes podem economizar até 30% de energia elétrica Fonte: Procel Info Quem nunca pensou em morar em um prédio dotado de controles automatizados, com redução do tempo de espera dos elevadores, regulação da temperatura ambiente, entre outras mordomias? Com arquitetura moderna e uma parafernália de recursos tecnológicos, os chamados edifícios inteligentes ganham espaço na paisagem de grandes cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo. Além de oferecer uma tecnologia avançada, os prédios inteligentes podem economizar até 30% da energia elétrica que consomem. "Os estudos apontam que, se a intervenção começar na fase inicial do projeto, com o aproveitamento dos parâmetros ambientais, os resultados aumentam e pode-se economizar até 50%", diz o coordenador do Procel Edifica, Frederico Souto Maior. O especialista explica que quando falamos de eficiência energética em edificações passamos por vários temas transversais que trazem não só questões ligadas ao consumo de energéticos, como também ao conforto ambiental. "De um modo geral, estes sistemas estão voltados para o conforto dos habitantes e costumam ser prédios construídos de maneira comum, segundo os paradigmas da arquitetura internacional", comenta. Souto Maior conta que há um grande número de equipamentos que auxiliam na redução do consumo de eletricidade nos prédios inteligentes, como sensores de presença para a iluminação e controladores de temperatura e umidade. "Outro recurso interessante é o dos chillers e os reservatórios de água gelada, que servem para resfriar e, às vezes, até congelar a água de uso", ressalta, destacando que nem sempre os prédios inteligentes são energicamente eficientes. Estudos apontam que, se a intervenção começar na fase inicial do projeto de um prédio inteligente, com o aproveitamento dos parâmetros ambientais, os resultados aumentam e pode-se economizar até 50% de energia Para o assessor da presidência do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), Canagé Vilhena, os edifícios inteligentes são mais voltados para a tecnologia da informação e seu funcionamento do que para a eficiência energética. "O termo inteligente está ligado à racionalização do uso dos equipamentos para tornar o prédio mais funcional do que eficiente", acrescentando que esses empreendimentos são interessantes porque trazem um adicional de conforto. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) já investiu cerca de R$ 7 milhões no projeto Prédios Eficientes no período de dezembro de 2003 a dezembro de 2006. O engenheiro de Soluções Energéticas da Cemig, Eduardo Nobre, explica que o objetivo do projeto é reduzir o consumo de energia de instalações. "Para atingi-lo, foram criadas 112 Comissões Internas de Conservação de Energia (CICE), que acompanham todo o consumo de energia dos prédios e implementam hábitos de eficiência energética", conta o engenheiro. Além de modificar as instalações elétricas, substituindo lâmpadas antigas por lâmpadas mais modernas e instalando sensores de desligamento automático, a Cemig também está treinando funcionários para fazer a manutenção adequada dos equipamentos. A construtora e incoporadora Gafisa lança em outubro deste ano o Eldorado Business Tower, uma torre comercial que terá 100% de automação predial, o que implica em controle total de acesso, energia, condicionamento de ar, iluminação e elevadores. Segundo a construtora, o empreendimento possuirá 32 andares de 2.100 m², cada, e contará ainda com o sistema de antecipação de chamados, que permitirá maior eficiência no transporte de elevadores, reduzindo em 25% o consumo de energia elétrica e em 20% o tempo de espera. A Gafisa destaca também a economia de 20% de água devido ao "economizador de água" que evitará o desperdício. Segundo a coordenadora do Grupo de Pesquisa de Arquitetura e Sustentabilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GPAS-UFRJ), Cláudia Barroso, as edificações chamadas de inteligentes se destacam pelo emprego de tecnologias modernas. "Alguns já possuem até chaves eletrônicas com código que impede, por exemplo, que a empregada doméstica abra a porta do apartamento no fim de semana se não for permitido", salienta Cláudia. No entanto, a coordenadora alerta para a diferença entre os prédios inteligentes e os chamados prédios verdes. "Prédio verde é a tradução de green building, que significa um prédio onde os conceitos de sustentabilidade foram utilizados corretamente", explica a professora da UFRJ. Segundo Souto Maior, do Procel Edifica, os prédios verdes seriam capazes de conservar não só a energia na forma de eletricidade e combustíveis, como também a água, pelo uso e reaproveitamento na reciclagem dos resíduos gerados na edificação e até na relação com o meio ambiente. Porém, Claúdia Barroso acredita na junção dos edifícios inteligentes com os prédios verdes, evoluindo para um conceito que ela prefere chamar de prédio sustentável. Segundo a professora, isso seria possível com a instalação de placas solares para aquecimento de água, utilização da luz natural, entre outros recursos. "Se forem aproveitados e concebidos com qualidade e aproveitamento da tecnologia existente, claramente, será possível ter um prédio sustentável", comenta. Em relação ao preço dos empreendimentos, Canagé Vilhena, do CREA-RJ, aponta que o investimento é realmente maior, mas que depois é compensado pela funcionalidade inteligente, já que há maior racionalidade das funções. "Todas estas tecnologias têm um alto custo, mas podem trazer um conforto ambiental". Por isso, completa Vilhena, estes empreendimentos são mais voltados para as grandes corporações para garantir um retorno melhor. Para Souto Maior, a questão de investimentos é delicada. Segundo ele, o uso final da edificação determina quais sistemas consomem mais energia. A estrutura de consumo de eletricidade em shoppings centers, explica, é similar à dos edifícios de escritórios: cerca de 50% é em iluminação e 34% em climatização, ao passo que em lojas de varejo em torno de 76% é consumido em iluminação e 12% em ar-condicionado. "Ou seja, possivelmente, ao se investir em uma loja de varejo, o mais interessante seria começar por um bom projeto de iluminação", indica. Em termos de economia de energia e de uso mais adequado das instalações prediais, diz Souto Maior, os benefícios dos sistemas inteligentes são evidentes. "Acho que os resultados individuais poderiam ser vistos nas nossas contas de energia, quando abríssemos uma janela, em vez de ligar uma lâmpada e um aparelho de arcondicionado", diz. Prédio verde é a tradução de green building, que significa um prédio onde os conceitos de sustentabilidade foram utilizados corretamente, segundo professora da UFRJ A professora Cláudia Barroso destaca que as novas tendências se remetem à busca de uma credibilidade internacional, alcançada pela certificação. "Este é um novo caminho, já com muitas trilhas iniciadas, mas nenhuma com estabilização de conhecimento que nos permita sua adoção direta no Brasil", analisa, lembrando dos problemas climáticos, de recursos e sociais diversos. "Ao contrário dos demais países, nós sequer temos uma legislação construtiva e urbanística do solo básica, que contemplaria ao usuário o direito a condições de conforto ambiental e aquecimento de água adequados", lamenta. Segundo ela, é fundamental prescindir do uso de elementos consumidores de energia elétrica para iluminação, aquecimento e resfriamento dos ambientes internos. Vários prédios, explica Souto Maior, principalmente de escritórios, estão optando pelo emprego dessas tecnologias, desde a fase de projeto, ou pelo retrofit, com reduções no consumo de energia que pagam os investimentos num espaço de tempo menor. "Por isso, sabemos que o mercado de empresas que trabalham com serviços de eficiência energética, as chamadas ESCOs, é muito promissor", observa. São Paulo: maior metrópole brasileira TRANSLAÇÃO MUNDO • Eficiência energética é necessária para atingir metas de estudo • Nova lei de eficiência energética turca • Ministro de energia propõe tornar obrigatório o uso da energia solar em novas edificações • Incentivos são oferecidos a consumidores que usarem aquecedores solares • Cidade de Aspen oferece incentivos aos habitantes que instalarem aquecedores solares • Linha de financiamento para fomente do uso de energias renováveis • Instalação de sistemas de aquecimento solar em habitações de baixa renda • Governo canadense anuncia iniciativa EcoEnergy • Programa HOSPISOL instalará sistemas de energia solar em todos 23 hospitais da região • Cidade é honrada por excelente eficiência energética • Residências com economia de energia são elogiadas • Residências com economia de energia são elogiadas Eficiência energética é necessária para atingir metas de estudo Fonte: Independent Online (01/02/2007) Instalações de energia sustentável, como a solar; linhas de transporte público eficientes; e regulamentações de construções poderiam reduzir as emissões de dióxido de carbono da África do Sul em até 864 milhões de toneladas ao longo dos próximos 20 anos. Para atingir essa meta, governos locais precisam liderar a promoção do uso eficiente de energia, por meio de campanhas de conscientização, conversão para sistemas solares de aquecimento de água e regulamentações de eficiência energética de construções. Esta é a visão do The State of Energy in South African Cities 2006: um estudo conduzido entre abril de 2005 e setembro de 2006, com recursos da Sustainable Energy Africa, Danida, Wallace Global Fund e Renewable Energy Efficiency Partnership. O relatório foi divulgado no último dia 31 de janeiro. Segundo o documento, metas para redução de dióxido de carbono entre 15% e 20% em 20 anos parecem possíveis para cidades com a ajuda de eficiência energética e fontes renováveis. Autoridades locais estão começando a adotar eficiência energética. O município de eThekwini (África do Sul) instalou cerca de 1 milhão de lâmpadas fluorescentes compactas eficientes em comunidades de baixa renda. Já a cidade de Cape Town (África do Sul) assinou um acordo de 20 anos para implantar um projeto de energia eólica na região. Brian Jones, o gerente de energia renovável nos serviços de eletricidade na cidade disse: "É uma pequena quantidade de eletricidade, mas já é um começo". Jones disse ainda que pretende tornar obrigatório o uso sistemas solares para aquecimento de água em todas as novas construções. Linha de financiamento para fomente do uso de energias renováveis Fonte: www.idae.es O Instituto IDAE (Instituto para la Diversificación y Ahorro de la Energía) liberou cerca de 30 milhões de Euros para promover a eficiência energética e o uso de energias renováveis. A nova linha de empréstimo é destinada a financiar investimentos em instalações de aquecimento solar com potência igual ou superior a 20KWt, instalações fotovoltaicas conectadas a rede, sistemas de biomassa domésticos com até 3 MW de potência e plantas de cogeração de até 20 MW de potência. Podem ser beneficiadas desta nova linha qualquer pessoa física, cooperativas, entidades, municípios e organizamos públicos. 100% dos custos são financiáveis (até um teto de 1,6 milhões de Euros), podendo ser amortizados em 11 anos e com um ano de carência. Nova lei de eficiência energética turca Fonte: GreenPrices.com (26.02.2007) Uma comissão de eficiência energética instalada recentemente coordenará e monitorará atividades no âmbito da nova lei de eficiência energética da Turquia, abrangendo edificações, setor energético, indústria e transporte. A lei, que inclui sistema de apoio, foi elaborada semana passada. Nos próximos anos, a coordenação, formada por representantes de todos os departamentos relevantes, vão preparar e executar estratégias de eficiência energética. Serviços de eficiência energética de companhias certificadas serão parte importante na política energética turca. Essas companhias também executarão atividades relativas ao treinamento. Apoios financeiros estão disponíveis para medidas de eficiência energética. Projetos que são aprovados pela comissão e com um investimento inferior a 250 mil euros deverão ser subsidiados com 20% do seu valor total. Instalações que conseguem voluntariamente uma redução do consumo de energia ao menos de 10% na média em três anos podem ter 20% de seus custos (não ultrapassando 50 mil euros) de energia totais compensados. Cidade de Aspen oferece incentivos aos habitantes que instalarem aquecedores solares Pelo clima de Colorado, um sistema de aquecimento solar pode prover toda água quente numa residência durante o verão e quase metade das necessidades nos meses de inverno. Numa base anual, o sistema pode suprir 75% das necessidades de água quente. Uma das formas que a cidade de Aspen entendeu como forma de reduzir os custos iniciais dos equipamentos foi a criação de um pacote de incentivos financeiros: financiar a tecnologia a juros zero e ainda oferecer um rebate de $ 500 para os consumidores. Ministro de energia propõe tornar obrigatório o uso da energia solar em novas edificações O jornal africano Monitor publicou recentemente uma matéria na qual o ministro de energia da Uganda, Daudi Migereko revelou durante uma entrevista que o governo está trabalhando para tornar obrigatório o uso de painéis solares em novas edificações construídas no país. Incentivos são oferecidos a consumidores que usarem aquecedores solares Fonte: Aftabedin (Dez 2006) Frente aos problemas energéticos enfrentados na região caracterizados pela carência de uma usina de 400MW todos os dias nos horários de demanda de ponta, o governo de Nova Delhi criou um mecanismo de incentivo para a utilização de aquecedores solares aos consumidores. Com o objetivo de atingir 1,8 milhões de consumidores, o governo oferecerá um rebate de Rs 6000 para cada família que optar em substituir os atuais aquecedores elétricos pelos aquecedores solares, comenta a ministra chefe, Sheila Dikshit. Um sistema com capacidade de armazenamento de 100 litros é capaz de evitar o consumo anual de 1500 kWh e espera-se que com esta medida economizese o equivalente a uma usina de 200 MW. UM sistema como o proposto de 100 litros custa entre Rs 18000 e Rs 20000 atende a uma família de 4 pessoas aquecendo a água acima dos 80 graus centígrados. O governo espera que pelo menos 40% das famílias migrem para a utilização dos aquecedores solares nos próximos anos mas alerta que o rebate será oferecido aos consumidoressomente se as empresas de instalação e fabricação dos equipamentos estiverem aprovados e autorizados pelo governo, destaca Dikshit. Instalação de sistemas de Governo canadense aquecimento solar em habitações de baixa renda anuncia iniciativa EcoEnergy Uma vez comprado e instalado, sistemas de aquecimento solar proporcionam aos seus usuários grandes economias de dólares nas contas de energia. Este fato é especialmente notório em habitações de baixa renda na medida em que reduzem os gastos mensais da família ajudando-a na busca pela auto suficiência. A cidade da Filadélfia está estudando uma forma de aplicar o aquecimento solar nas habitações de baixa renda incentivando pesquisas para desenvolvimento de produtos com mínimo de falhas, de menor custo e baixíssima manutenção e adequadas às tipologias construtivas adotadas na habitações de baixa renda. Este projeto faz parte da iniciativa 1 milhão de telhados solares. No ultimo dia 19 de Janeiro o governo federal canadense anunciou a nova iniciativa EcoENERGY. Mais de 1,5 Bilhão de dólares serão disponibilizados para financiar iniciativas voltadas a aplicação de energias renováveis. Um dos programas que cabe destacar é de interesse direto do setor solar, o chamado Calor Renovável (ecoENERGY for Renewable Heat program): este programa vai substituir um antigo programa denominado REDI, que oferece como rebate 25% dos investimentos necessários em instalações de aquecimento solar de água e de ambientes. Este novo programa aumenta os fundos disponíveis para o programa de rebate (35 milhões de reais) pelos próximos 4 anos e explorará aplicações anteriormente não cobertas pelo programa REDI. Programa HOSPISOL instalará sistemas de energia solar em todos 23 hospitais da região Castilha e Leon A rede de saúde de Castilha e Leon, com 23 hospitais, identificou um grande e considerável consumo de energéticos tanto energia elétrica como combustíveis fósseis para o aquecimento de água e calefação. Para modificar esta situação, foi criado o programa HOSPISOL. Desde 2001, Castilha e Leon aprovaram seus planos solares para impulsionar a utilização desta fonte de energia emergente. De lá pra cá a área coletora instalada na região multipicou-se e 3,4 vezes. A iniciativa de instalações solares em prédios públicos permitiu nos últimos 3 anos realizar-se mais de 50 instalações solares térmicas e fotovoltaicas em dependências municipais. O programa HOSPISOL está sendo implementado pela Gerencia Regional de Saúde (SACyl) e prevê a instalação de cerca de 9.000 m² de coletores solares térmicos para abastecer 60% das necessidades anuais de produção de água quente de 7.000 leitos, permitindo uma economia de mais de 760 toneladas equivalentes de petróleo por ano. Cabe destacar que o programa receberá investimentos da ordem de 4,5 milhões de Euros aplicados pelo EREN (Ente Regional de la Energia de Castilla y Leon) que analisa, elabora os projetos, executa mensalmente a manutenção cabendo aos hospitais pagarem as faturas de energia produzidas pelos sistemas de aquecimento solar(contrato de venda de água quente). O hospital por sua parte, recebe um serviço energético de custo menor sem assumir responsabilidade técnicas e contribuir para melhorias consideráveis ao meio ambiente. Uma vez que o EREN tenha recuperado o capital investido, a instalação passa a titularidade do Hospital que passa a se beneficiar do sistema e economias que proporciona durante toda sua vida útil estimada em mais de 20 anos. Cidade é honrada por excelente eficiência energética Residências com economia de energia são elogiadas A cidade de Dallas (EUA) recebeu prêmio do State Energy Conservation Office e do Texas Energy Partnership por excelentes projetos em eficiência energética e melhora da qualidade de ar. Residências com economia de energia em Glasgow (Escócia) têm sido elogiadas por um grupo da indústria energética. O programa de energia renovável da Scottish Power doou 18 mil libras para ajudar no desenvolvimento sustentável, que inclui isolamento térmico, painéis solares e aquecedor comunitário. A cidade reduziu seu uso geral de energia através de iniciativas, como o uso de modernização da iluminação e painéis solares; e instalação de novos sistemas de aquecedores solares e aparelhos de ar condicionado. Economias de energia vem sendo realizadas também pela troca de iluminação incandescente com emissão de diodos, instalação de bomba de aquecimento geotérmicas e troca de velhos tetos com isolamento suplementar. "Além disso, todos os novos prédios de grande porte construídos na cidade devem utilizar de 15% a 25% menos energia que prédios convencionais", garantiu o coordenador interino do Department of Equipment and Building Services, Jesse Dillard. "Esses novos prédios economizarão energia e água, usarão materiais recicláveis e promoverão uso de energia renovável", acrescentou. Dillard disse ainda que os membros continuarão implementando medidas de conservação de energia nos prédios da cidade sempre que possível. Eles foram criados para reduzir emissão doméstica de carbono em 1,5 mil kg por ano. Alison Mc Kean, coordenadora de meio ambiente na ScottishPower, comentou: "O aquecedor central irá reduzir contas de combustíveis de moradores, tal como sua emissão de carbono". O projeto aquece tanques de 800 litros com energia proveniente de painéis solares. Durante os períodos de alta demanda, dois aquecedores tradicionais condensam o desempenho do aquecedor central de forma a manter a temperatura. Antes do projeto ser assumido pela Patrick House Association, a região na qual a habitação foi construída estava vazia por mais de uma década. Residências com economia de energia são elogiadas Fonte: http://www.hareda.gov.in/thermal.htm Visando eficientizaçao energética e redução do consumo de energia , a instalação de aquecedores solares em alguns tipos de edificações se tornou obrigatória na região de Haryana. Segundo autoridade local, Chander Mohan, o aquecimento solar será obrigatório para os setores industrial, hospitais, enfermarias, hotéis, prisões, companhias de habitação e todas edificações com área construída maior do que 420 m². Mohan disse que todos os prédios públicos que demandem água quente também deverão instalar aquecedores solares. O programa está sendo implementado pela agencia de desenvolvimento de energias renováveis- HAREDA (Haryana Renewable Energy Development Agency) e que incentivos na forma de subsídios serão oferecidos pelo governo central. O programa solar de Haryana ainda contempla outras tecnologias solares para calefação, aquecimento de ar para processos industriais e aplicação dos conceitos de arquitetura solar passiva. Para conhecer melhor o programa visite http://www.hareda.gov.in/thermal.htm CASOS DE SUCESSO • Manser Manutenção aquecerá 10 mil litros de água por dia com energia solar • Construtoras de edifícios residenciais utilizam cada vez mais o aquecimento solar como solução mais econômica e ambientalmente correta. Os futuros moradores agradecem... • Polisol traz economia de energia para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul Manser Manutenção aquecerá 10 mil litros de água por dia com energia solar Foi inaugurado na indústria Manser Manutenção e Serviço Ltda, mais um sistema de aquecimento solar TUMA. A Manser, uma das maiores indústrias no setor de manutenção e recuperação de máquinas elétricas, passou a contar com os aquecedores SOLAREM para reduzir o seu consumo de energia elétrica em alguns setores. Cada vez mais o setor industrial vem adotando a tecnologia solar como medida de economia de energia, mas também como importante ação de redução de emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Contando com um total de 150 m² de coletores solares da marca SOLAREM, etiquetados pelo INMETRO, o sistema fabricado e instalado pela TUMA aquece o volume de 10 mil litros de água por dia a uma temperatura média de 45°C. A água aquecida pelo sistema de aquecimento solar abastece a cozinha e os vestiários em três turnos. O sistema implantado economizará anualmente para a Manser 112 MWh de energia elétrica (ver gráfico), o equivalente a 46 residências consumindo 200 kWh por mês. Com isto a empresa localizada na cidade de Contagem, Minas Gerais, deixará de emitir por ano mais de 27 toneladas de CO2 na atmosfera contribuindo para a preservação do meio ambiente e proteção do clima do planeta. Fazendo jus ao título de Capital Nacional da Energia Solar, a região de Belo Horizonte recebe da TUMA mais um sistema que, certamente, se tornará referência no setor como já ocorrido com outros em que a qualidade TUMA se fez presente. Construtoras de edifícios residenciais utilizam cada vez mais o aquecimento solar como solução mais econômica e ambientalmente correta. Os futuros moradores agradecem... A Construtora Conartes inaugurou em agosto de 2006, o Edifício Moreale, na zona sul de Belo Horizonte, a capital solar do Brasil. solar evitando assim uma competição entre os dois sistemas. O apoio a gás só entra em funcionamento no caso de não haver água aquecida com os aquecedores solares. Este Edifício residencial conta com sistema de aquecimento solar capaz de gerar anualmente 4 milhões de litros de água quente destinados para banhos e lavatórios.Foi instalada na cobertura da edificação uma área coletora de 90 m² totalizando uma geração de energia termossolar de aproximadamente 89MWh/ano. A Construtora Araújo Lima inaugurou em julho deste ano Condomínio Ed. Firenze localizado também em Belo Horizonte.O edifício conta com sistema de aquecimento Solar / Gás com backup elétrico customizado pelo Departamento de Engenharia da Enalter, com um alto padrão de qualidade, capaz de gerar anualmente 3 milhões de litros de água quente destinados para banhos diários de 72 moradores. A economia anual do condomínio será da ordem de R$ 45.000,00. Estima-se que o sistema irá economizar um milhão de reais durante sua vida útil e deixará de emitir aproximadamente 442 toneladas de CO 2 na atmosfera.Um diferencial do sistema de aquecimento foi à utilização do sistema híbrido gerando uma economia extra ao usuário. O aquecimento de apoio a gás é independente do sistema Foi instalada uma área coletora capaz de produzir energia termossolar da ordem de 66MWh/ano. A economia anual proporcionada pelo sistema é da faixa de R$ 28.000,00 e o retorno de investimento está previsto para menos de dois anos. Estima-se que o sistema irá economizar aproximadamente meio milhão de reais durante sua vida útil. Polisol traz economia de energia para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul A empresa mineira Polisol, especializada no aquecimento solar de piscinas com coletores de polipropileno, é a responsável pela instalação do sistema de aquecimento solar da piscina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS). A piscina aquecida possui área de 400 m² e foram instalados 271,44 m² de coletores. Esses coletores localizam-se no campus olímpico da faculdade de educação física, no mesmo prédio em que a piscina. O aquecimento solar é o sistema principal de aquecimento da piscina. Anteriormente, já havia o aquecimento com resistências elétricas e bombas de calor, mas com os coletores da Polisol a economia para a Universidade será muito maior. De acordo com Alberto Folle de Menezes, engenheiro civil da Studio Solar, representante da Polisol em Porto Alegre, 40% de energia será poupada com o aquecimento solar. “O gasto com o consumo do sistema elétrico era muito alto. Isso com certeza influenciou a escolha pela calefação solar”, ressalta. Além disso, a questão ambiental foi outro fator que pesou na Informações Técnicas: Data da instalação: 11/ 2006 Área da piscina: 400 m² Área Coletora: 271,44 m² N° de coletores: 72 painéis Hc40 escolha. “O orçamento para a obra foi feito pelo laboratório de aquecimento solar da UFRS. Por ser uma instituição de ensino que faz pesquisa na área, eles estão bem conscientes dos benefícios envolvidos, tanto no campo econômico quanto na área ecologia. A energia do sol é renovável e não polui o meio-ambiente”, destaca o engenheiro. Menezes acredita que o aquecimento solar da piscina da Universidade também contribuirá para que as pessoas tenham mais conhecimento sobre o sistema. “Será uma propaganda indireta. Os freqüentadores ficarão curiosos, entenderão um pouco mais sobre o que é, os benefícios e a economia gerada pelo aquecimento solar. Isso pode nos gerar, inclusive, um aumento nas vendas”. A piscina da universidade é semiolímpica. Nela são desenvolvidas atividades de educação física e aulas de natação para os alunos, além de natação para as pessoas da comunidade, estando aberta ao público em diversos horários.