CIDADES SOLARES NO COMBATE
ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS
veja como várias cidades vem plantando sementes importantes
para incentivar o uso da energia solar
06Translação_
Fique por dentro do que vem acontecendo no mundo energia solar
22Casos de Sucesso_
Manser Manutenção aquecerá 10 mil litros de água por dia com energia solar
Construtoras utilizam cada vez mais o aquecimento solar como solução mais econômica e
ambientalmente correta
Polisol traz economia de energia para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul
CAPA
• Cidades Solares no Combate às Mudanças Climáticas
• A iniciativa: uma proposta para um modelo solar de desenvolvimento
• Abrava e Procobre fazem convênio para promover energia solar
• A iniciativa em 2006
• Primeiro projeto de lei no país que obriga a instalação de aquecedores solares em
novas edificações
• Aquecimento Solar obrigatório – o que pensar sobre o assunto?
• O Caso de Birigui: Obrigatório em habitações populares
• Lei de incentivos a energia solar é sancionada pelo Prefeito de Porto Alegre e coloca a
cidade em posição de destaque em todo o país
• Enquete: Você é a favor de que se torne obrigatório o uso de aquecedores solares em
novas edificações de sua cidade?
• Grupo de trabalho dá o tom solar na cidade baiana
• 2007: Um ano para as cidades solares
• PAC Solar: Em 16 anos o Brasil terá economizado mais de 20 Bilhões na geração de
energia elétrica se apostar no aquecimento solar para habitações de interesse social
Cidades Solares no Combate às Mudanças Climáticas
A questão das mudanças climáticas
voltou à moda na esfera governamental e
diversos países estão diante de uma
encruzilhada ambiental. A redução das
emissões de CO2 nas cidades de todo mundo
é um dos mais importantes desafios que a
humanidade vai encarar nos próximos anos
no intuito de proteger o clima de nosso
planeta. Em cidades mais industrializadas
estas emissões chegam a ser de 2 a 6 vezes
maiores que o aceitável hoje de 3,3
toneladas/capita e grandes cidades em
países em desenvolvimento também tem
aumentado seus níveis de emissão.
O problema é muito amplo e complexo e
exige um grande e integrado rol de ações,
globais e locais, individuais e coletivas.
Dentro deste escopo, a ampla utilização da
energia solar térmica para aquecimento de
água, calefação e refrigeração de ambientes
tem sido apontada por nações do mundo
inteiro como uma das principais
ferramentas de redução de emissão de CO2
na atmosfera. “Basta dizer que 25% das
metas de redução de emissão de CO2 na
União Européia serão cumpridas apenas
com a implantação de aquecedores solares”,
comenta Carlos Faria, diretor executivo do
DASOL - Depto. Nacional de Aquecimento
Solar da ABRAVA.
No Brasil existiam ao final de 2005 cerca
2,8 milhões m² de aquecedores solares de
água e segundo estudos da ABRAVA, em
2006 foram adicionados mais 430 mil
metros quadrados, totalizando 3,2 milhões
de m² de coletores solares aquecendo a água
de 670 mil domicílios, apenas 1,25% do total
de domicílios do país. Cabe destacar,
entretanto os grandes benefícios ambientais
que a tecnologia agrega, além dos
econômicos e sociais.
A geração de energia descentralizada e
em pequena escala pode contribuir
consideravelmente para a proteção do clima
global e, ao mesmo tempo, ter um
importante papel na melhoria da qualidade
de vida. Os aquecedores solares de água são
particularmente promissores já que a
tecnologia é uma das mais simples e baratas
fontes de energia renovável, com uma
relação custo-benefício bastante favorável
para a redução de emissões de gases-estufa e
da poluição local causada pela queima de
combustíveis fósseis em caldeiras. Segundo
pesquisa encomendada pela ABRAVA, a
instalação de 1 m² de coletor solar para o
aquecimento de água evita o uso de 215 kg de
lenha por ano, ou de 66 l de diesel por ano ou
ainda de 55 kg de gás por ano, dependendo
do combustível substituído pelo aquecedor
solar. Quando substitui aquecedores
elétricos, cada 1 m² de aquecedor solar evita
a inundação de aproximadamente 56 m² de
terras férteis que seriam utilizadas para a
construção de hidrelétricas.
Os aquecedores solares são uma
alternativa excelente para prover a água
quente desejada nas habitações, no comércio
e serviços e no setor industrial e têm muito a
contribuir para a mitigação dos impactos
socioambientais do setor elétrico brasileiro.
Apresentando amplas vantagens
ambientais, econômicas e sociais: por
substituir hidroeletricidade e combustíveis
fósseis, cada instalação de aquecedores
solares reduz de uma vez e para sempre o
dano ambiental regional e local associado às
fontes de energia convencionais: não produz
gases e materiais particulados que
contribuem para a poluição urbana, não
requer área alagada adicional para geração
de eletricidade e não deixa lixo radiativo
como uma herança perigosa para as gerações
futuras. Quando substituem combustíveis
fósseis, os aquecedores solares reduzem a
poluição ambiental por óxidos de nitrogênio,
monóxido de carbono, dióxido de enxofre,
compostos orgânicos voláteis e material
particulado, trazendo grandes benefícios ao
ar urbano.
Hoje é reconhecida e respeitada a
política pública e liderança política que
avança com a aplicação difundida das
tecnologias de energias renováveis, como é o
caso do aquecimento solar. “Metas firmes
para penetração dos aquecedores solares
deveriam ser estabelecidas com confiança na
esfera federal, estadual e municipal, pelos
próximos 20 anos no Brasil, assim como já é
feito em vários locais do mundo. Por isto
mesmo estamos levando a iniciativa Cidades
Solares em parceria com o Instituto Vitae
Civillis desde meados de 2006 para várias
cidades do país no intuito inserir o
aquecimento solar na pauta do dia das
cidades, seus planejadores e cidadãos”,
finaliza Faria.
O AQUECIMENTO SOLAR NO
BRASIL AO FINAL DE 2006
A área de coletores solares instalada no
Brasil de 3,2 milhões de metros
quadrados tem um enorme impacto na
mitigação das mudanças climáticas,
pontua Carlos Faria.
Evitou a emissão anual de mais de 200
mil toneladas de CO2 na atmosfera do
planeta; isto representa a capacidade de
absorção equivalente a uma área verde de
260,4 km².
Economizou para o país 1,7 bilhões de
reais retirando do horário de ponta o
equivalente a uma usina hidrelétrica de
mais de 550 MW.
.
Evitou o alagamento de 176,4 km² de
áreas férteis, ricas em flora e fauna, que
seriam necessárias para a construção de
usinas hidrelétricas, área pouco menor
que a da cidade de João Pessoa, capital do
Estado da Paraíba, que possui uma área
de 211 Km² e 650 mil habitantes.
A iniciativa: uma proposta para um modelo solar de desenvolvimento
A exemplo do que já acontece em países
como Espanha, Portugal, Israel, México,
Índia, Austrália, Alemanha, Áustria, China,
Estados Unidos, Japão entre outros, a
iniciativa Cidades Solares visa criar uma
legislação municipal que incentive o uso de
aquecedores solares em substituição a
chuveiros ou aquecedores elétricos ou a gás.
A substituição da energia elétrica
utilizada para aquecimento de água – hoje
responsável por 8% do consumo de energia
elétrica do país – por aquecimento solar,
gerou uma economia de mais de 430 mil
MWh de energia elétrica somente em 2006.
Este dado, por si só, explica a motivação de se
criar uma legislação que incentive ou
obrigue o uso de aquecedores solares no país.
E a forma da sociedade civil se organizar
para esta implantação está na iniciativa
Cidades Solares para promoção do uso da
energia solar no contexto do planejamento
urbano de longo prazo para o
desenvolvimento sustentável.
UMA FILOSOFIA E UM NOVO PENSAR SOBRE A
ENERGIA SOLAR
A iniciativa Cidades Solares nasceu com
uma filosofia de trabalho que busca
construir um projeto de desenvolvimento
local por meio de uma estratégia em que os
atores de uma localidade querem construir
um processo de mudança social a partir de
seus ativos endógenos, ou seja, de seus
recursos locais. É uma estratégia para
mudar uma situação de adversidade no
planejamento energético, ambiental e social
das cidades. É um movimento para a ação.
Mobiliza as pessoas, os técnicos, os agentes
produtivos e as instituições e passa pela
construção de novas institucionalidades
capazes de dar garantia de sucesso.
As novas institucionalidades
possibilitam uma intervenção critica,
criativa e propositiva na determinação dos
rumos da mudança para um modelo solar de
desenvolvimento. Essas novas
institucionalidades podem ser: conselhos,
fóruns, consórcios, agências de
desenvolvimento, acordos de parceria,
planos estratégicos, pactos e agendas de
desenvolvimento.
Abrava e Procobre fazem convênio para promover energia solar
Os aquecedores solares, fontes de
energia limpa e sustentável, devem ganhar
novo impulso no mercado nacional com o
convênio realizado para o ano de 2007 entre
a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar
Condicionado, Ventilação e Aquecimento
(Abrava) e o Instituto Brasileiro do Cobre
(Procobre).
Vão ser investidos aproximadamente
US$ 50 mil no programa “Cidades Solares”,
que vai contar com um trabalho direto junto
a prefeituras e população de algumas das
maiores cidades do país para orientar
programas de aquecimento solar.
Com os recursos naturais cada vez mais
escassos e os impactos ambientais tendo
mais e mais peso no cenário atual, o uso de
energia sustentável no Brasil tende a seguir,
em ritmo próprio, o exemplo de Israel,
Espanha, Portugal, Austrália, África do Sul,
China, Alemanha, Itália e França, países
A iniciativa em 2006
O ano de 2006 foi considerado um
sucesso: foram realizados sete seminários,
duas leis de incentivo ao aquecimento solar
foram aprovadas e mais três projetos já estão
em tramitação. As articulações entre agentes
municipais, organizações da sociedade civil,
fabricantes de equipamentos solares e
distribuidoras de energia elétrica tiveram
ganhos concretos, conseqüência de um
trabalho desenvolvido para envolver
prefeituras, empresas e organizações da
sociedade na mudança de demandas de
energia e na implementação de medidas para
o uso de energia solar.
Primeiro projeto de lei no
país que obriga a instalação
de aquecedores solares em
novas edificações
Na cidade de São Paulo, a Secretaria do
Verde e do Meio Ambiente, no âmbito do
Comitê Municipal de Mudanças Climáticas e
Eco-Economia, elaborou um Projeto de Lei
para instalação de aquecedores solares em
edificações na capital. O primeiro seminário
aconteceu em São Paulo em Abril e motivou a
Prefeitura da cidade a apresentar à Câmara
de Vereadores um projeto de lei que obriga a
instalação de coletores solares em novas
edificações da cidade. O projeto de lei foi
baseado na Ordenanza Solar da cidade de
Barcelona que foi a primeira cidade européia
a aprovar uma legislação deste tipo ainda em
1999. Depois disto, mais de 60 cidades
espanholas promulgaram suas próprias
ordenanzas solares até que em meados de
2006, os aquecedores solares passaram a ser
obrigatórios em toda a Espanha, através de
seu novo Código Técnico de Edificações.
cujos governos contemplam a energia solar
nos planos de eletrificação.
contabilização das mudanças climáticas
evitadas pelo uso da energia solar.
“Os governos locais, construtores,
cidadãos, concessionárias de energia, enfim,
todos os atores envolvidos na
sustentabilidade, só têm a ganhar com a
nova tecnologia. O aquecimento solar
promove uma imensa economia, sendo esse
um grande passo para termos cidades
sustentáveis no futuro”, afirma o diretor
executivo do Procobre, Antonio Maschietto.
O programa “Cidades Solares” foi
idealizado pela Abrava e pelo Instituto Vitae
Civillis e, além de contar com convênio do
Procobre, está em busca de novos parceiros
para ajudar a concretizar os planos de
desenvolvimento.
Entre as ações planejadas para o
“Cidades Solares” em 2007, estão o
lançamento de um guia, um novo portal na
Internet e novas palestras. De acordo com o
coordenador do Departamento Nacional de
Aquecimento Solar (Dasol) da Abrava,
Carlos Faria, o guia vai oferecer ferramentas
necessárias para as prefeituras implantarem
programas de energia solar e, o portal, vai
contar, por exemplo, com sistemas de
Aquecimento Solar obrigatório – o que pensar sobre
o assunto?
O uso obrigatório de aquecedores solares
não é novidade no planeta. Em Israel, mais
de 90% das residências utilizam a tecnologia
solar para aquecer água, pois neste
país,desde 1980,
somente emite-se o
“habite-se” após comprovada a instalação de
aquecedores solares nas novas edificações.
Em meados de 2006, os aquecedores solares
se tornaram obrigatórios em países como
Espanha e Portugal e outras lideranças
européias na França, Itália, Alemanha já
estudam legislações semelhantes. Cidades
de todo o mundo na China, Austrália,
Argentina, México, Índia, etc vem adotando
políticas que incentivam ou obrigam o uso da
tecnologia solar como forma de economia de
energia e combate às mudanças climáticas.
Nem sempre a obrigatoriedade é vista
como uma forma democrática de se tratar os
diferentes temas em nosso cotidiano. Ela é
supostamente válida quando de alguma
forma, acelera uma transformação cultural
necessária (vale lembrar o caso dos cintos de
segurança por exemplo onde só foi possível
inserir o conceito com um obrigatoriedade) e
atualmente tornar o aquecedor solar
obrigatório em novas edificações é uma
excelente alternativa de mudar a atual
cultura insustentável de se utilizar chuveiros
elétricos e combustíveis fósseis como o gás
para aquecer água no Brasil.
CÓDIGOS DE OBRAS NO PAÍS INCENTIVAM
A INSUSTENTABILIDADE
Ao analisar sob ótica da democracia, hoje
a imensa maioria dos códigos de obra
brasileiros não são nada democráticos, pois
obrigam, por exemplo, às novas edificações a
preverem pontos de energia para instalação
de chuveiros elétricos e a instalação de
tubulações para instalação de aquecedores a
gás e no contexto atual em que se fala do
combate as mudanças do clima, é
fundamental que estes códigos sejam
revistos. Aqui no Brasil, no mínimo, leis
municipais deveriam exigir que as novas
edificações que utilizam água quente sejam
devidamente projetadas para receber os
aquecedores solares. Isto quer dizer exigir
que se instalem tubulações de água quente
bem como a elaboração de um projeto
arquitetônico adequado que permita num
futuro próximo a instalação de coletores
solares para suprir pelo menos 50% da
demanda anual de energia. “Não basta
apenas instalar os tubos de água quente. É
necessário repensar os projetos das
edificações no país como um todo
permitindo o máximo de aproveitamento da
luz do Sol. Este sim seria um projeto de lei
democrático, pois deixaria a cargo dos
futuros moradores optarem pela solução que
lhes fosse mais conveniente e com certeza
num futuro não tão distante qualquer
cidadão do planeta não terá outra opção
senão a energia solar” comenta Faria.
Em algumas capitais do país como Belo
Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e São
Paulo projetos de lei que tornam obrigatório
somente o projeto solar vem sendo
analisados em diferentes instâncias. Esta
opção além de permitir uma escolha
democrática, ainda cria os necessários
canais para a formatação de programas de
capacitação de projetistas e arquitetos,
principalmente se bem acordados com
entidades representativas do setor da
construção civil como o Sinduscon, e ainda
permite a criação de campanhas
informativas para a população em geral.
O Caso de Birigui: Obrigatório em habitações
populares
Alguns dos resultados que o governo
federal espera de seu PAC – Plano de
Aceleração do Crescimento – já podem ser
medidos na prática na cidade paulista de
Birigüi, município com cerca de 100 mil
habitantes da região Oeste do Estado. Lá, um
grupo de 115 pessoas que em breve receberá
da Caixa Econômica Federal as chaves da
casa própria em um conjunto habitacional,
terá mais de um motivo para comemorar.
Enquete: Você é a favor
de que se torne
obrigatório o uso de
aquecedores solares em
novas edificações de sua
cidade?
Além de entrar em suas habitações
novinhas em folha, com valor médio de R$ 31
mil, financiadas pela CEF, esses moradores
de baixa renda estarão entre os primeiros do
Brasil a ter suas moradias equipadas com
coletores solares de banho – coisa que até há
pouco tempo, ainda que equivocadamente,
era considerada luxo para ricos.
MAIS DE 10 MIL CASAS POPULARES JÁ TEM
AQUECIMENTO SOLAR NO BRASIL. O
POTENCIAL É DE 7,9 MILHÕES DE CASAS
O novo conjunto habitacional tornou-se
possível graças ao PAR – Programa de
Arrendamento Residencial -, da CEF,
desenvolvido naquele município por meio de
uma parceria envolvendo a Prefeitura e a
Câmara Municipal – que disponibilizaram
terrenos e infra-estrutura -, a construtora
local Atlanta e outras empresas.
Birigüi, tornou-se o primeiro município
brasileiro a ser convertido numa cidade
solar, ou seja, um local no qual o poder
público promulgou Lei Municipal que
incentiva as construtoras a adotar a energia
solar nos empreendimentos imobiliários. No
caso dos empreendimentos populares, não
se trata de incentivo, mas de
obrigatoriedade. A Lei, aprovada por
unanimidade pela Câmara Municipal
birigüiense, foi inspirada em cidades da
Alemanha, país considerado líder mundial
em uso de energia solar para fins
residenciais.
Lei de incentivos a energia solar é sancionada pelo
Prefeito de Porto Alegre e coloca a cidade em posição
de destaque em todo o país
Segundo Carlos Faria, coordenador da
Iniciativa, o prefeito de Porto Alegre, José
Fogaça sancionou em Abril de 2007 a lei que
cria o Programa de Incentivo ao Uso de
Aquecimento Solar na cidade. A lei, que
prevê a criação de incentivos ao uso da
energia solar para o aquecimento de água,
havia sido aprovada por unanimidade, em
dezembro de 2006, pela Câmara de
Vereadores.
A proposta surgiu de um
encaminhamento do Seminário Cidades
Solares promovido pelos Amigos da Terra,
em parceria com o Instituto Vitae Civilis e
Departamento de Aquecimento Solar da
ABRAVA – Associação Brasileira de Ar
Condicionado, Refrigeração, Ventilação e
Aquecimento, em julho de 2006. O projeto,
de autoria da vereadora Mônica Leal, institui
o Programa de Incentivos ao uso de Energia
Solar nas Edificações com o objetivo de
promover medidas necessárias ao fomento
do uso e ao desenvolvimento tecnológico de
sistemas de aproveitamento de energia solar
térmica.
“Esperamos que na sua regulamentação
sejam criados mecanismos eficazes para a
promoção da energia solar, como incentivos
fiscais, programas de treinamento, de
capacitação e de difusão de informações”,
disse Lucia Ortiz, Coordenadora do ONG
Núcleo Amigos da Terra / Brasil,
comentando a sanção da lei.
Desde final de 2006 iniciamos uma
enquete perguntando aos nossos leitores e
visitantes sobre a questão da
obrigatoriedade do aquecimento solar em
novas edificações. Até o fechamento desta
edição os resultados obtidos são mostrados
acima.
“Sou estudante de arquitetura e acho
muito importante a conscientização de
arquitetos desde a sua formação para
práticas sustentáveis. Acredito que a
legislação pode dar um passo
importante nessa busca por um mundo
habitável para gerações futuras.”
“A obrigatoriedade de praticas
sustentáveis deveria ser implementada
via legislação. A tarefa do legislador
deve ser se antecipar positivamente as
demandas da população considerando
a qualidade de vida e a sustentabilidade
do planeta.”
“Sou usuário há 17 anos e posso
afirmar que o meu sistema já se pagou
várias vezes o que não acontece com os
sistemas convencionais onde cada gota
de agua aquecida teve algum custo.”
“É de suma importância que
construtores contribuam com o meio
ambiente e utilizem esse recurso até
mesmo como forma de valorizar os
imóveis que estão construindo.“
“Precisamos sair da chamada
indiferença irresponsável, em que todos
falamos mas poucos fazem alguma coisa
de prático.”
Participe da enquete. Ela
continua disponível no site
www.cidadessolares.org.br
Grupo de trabalho dá o tom solar na cidade baiana
Em um momento no qual se comprovam
os graves efeitos das mudanças climáticas
em nossa vida hoje e no futuro, o uso de
energias renováveis é um carro chefe para a
mitigação destas mudanças. E a cidade de
Salvador dá um exemplo que deveria ser
seguido por todas as demais cidades do país.
Em Dezembro de 2006 a capital baiana
sediou o seminário cidades solares e a partir
daí vem organizando sistematicamente
reuniões com diversos agentes da cidade
para debater o uso de aquecedores solares
nas edificações do município.
O grupo de trabalho já conta com
importantes membros como a COELBA,
PETROBRAS, SINDUSCON, ADEMI,
ABRAVA, CEFET-BA, o Instituto GAMBÁ, e
novos convites serão feitos para
complementar o grupo. Serão convidados o
CREA-BA, o IAB-BA, a FIEB, e algumas
secretarias com a SEHAB do setor de
habitação.
“Eu vejo a reunião de tantos agentes
importantes como o ponto forte da iniciativa
cidades solares em Salvador, pois isto
mostra que existe um grupo de pessoas que
está muito atento aos grandes desafios que
teremos pela frente no combate as mudanças
climáticas e mais do que isto, disposto a
debater de forma democrática e objetiva um
assunto tão importante, que é o uso de
aquecedores solares nas edificações da
cidade”, comenta Carlos “Café”,
coordenador da Iniciativa Cidades Solares
no Brasil.
Várias tarefas compõem o plano de ação
2007 do GT Salvador Solar cabendo
destacar:
• organização de palestras informativas
2007: Um ano para as
cidades solares
“Dividimos nosso plano de trabalho para
2007 em duas frentes de atividades: o
acompanhamento técnico e político do
desenvolvimento, tramitação e
regulamentação dos projetos que já
conseguimos colocar em marcha e, por outro
lado, a articulação do processo em cidades
ainda não atingidas pela Iniciativa Cidades
Solares”, ressalta Délcio Rodrigues.
Para este ano a iniciativa está
desenvolvendo materiais para campanhas
públicas com o objetivo de criar, em cada
cidade, uma base de apoio aos projetos em
discussão e para que a sociedade fique
informada quanto aos debates em
andamento. Tem-se como meta também
expandir a iniciativa para outras cidades. Por
isto já se iniciaram contatos com
organizações não governamentais e com
outros atores das capitais Brasília, Goiânia,
Vitória, Recife, Cuiabá, Campo Grande,
cidades importantes do interior e litoral de
São Paulo como Piracicaba, Americana, ABC
paulista, Santos, Taubaté, São José dos
Campos, Campinas, Ribeirão Preto e
Sorocaba, além de Londrina e Maringá no
interior do Paraná e Joinville e Blumenau,
em Santa Catarina. Destas conversas surgirá
a agenda da Iniciativa Cidades Solares para
2007, diz Carlos Faria.
sobre a tecnologia para diferentes
agentes;
• promoção de cursos de capacitação em
energia solar para arquitetos,
engenheiros, projetistas e instaladores
visando a certificação dos mesmos;
• organização de workshop especial com
os principais projetistas de edificações de
Salvador;
• criação de um evento especial sobre a
tecnologia solar térmica durante a Feira
Expo-Construção;
• elaboração de programa de divulgação
para os potenciais usuários da tecnologia
solar, construtores e incorporadores,
tomadores de decisão e formadores de
opinião;
• levantamento das estatísticas sobre o
uso de aquecedores solares na cidade;
• elaboração de projeto de lei que
regulamente e incentive a incorporação
dos aquecedores solares no
planejamento urbano de Salvador.
A meta do grupo de trabalho é identificar
um projeto de lei que seja moderno e
adequado às exigências que estão por vir,
destaca Café. A partir de 2008 se inicia o
programa de certificação energética de
edificios no Brasil, tanto residenciais como
comerciais, com já á feito em outros vários
países do mundo e um dos requisitos para
que as novas edificações obtenham
classificação A (melhor desempenho) é
justamente implantar aquecedores solares.
Precisamos acelerar a mudança cultural
nos projetos das edificações em Salvador e
por isto mesmo estamos discutindo a
proposição de um projeto de lei na cidade
que torna obrigatório o projeto de inserção e
infra-estrutura para a instalação de
aquecedores solares em novas construções
da cidade, ou seja, cada nova casa, edifício,
hotel, deverá preparar a infra-estrutura
adequada para receber os aquecedores
solares seja no ato da construção seja num
tempo futuro, comenta Faria.
A imensa maioria dos edifícios hoje da
forma como são projetados não permitem a
futura instalação dos aquecedores solares
obrigando os futuros moradores a usarem
tecnologias que consomem grande
quantidade de energia e emitem grande
quantidade de poluentes na atmosfera como
é o caso dos chuveiros elétricos e
aquecedores a gás. O projeto de lei a ser
proposto democratiza o acesso à tecnologia
solar, estimula o desenvolvimento de
projetos de edificações mais sustentáveis,
estimula a capacitação de arquitetos,
projetistas e construtores e fomenta o uso de
energias renováveis e limpas que preservam
o meio ambiente e ainda geram muitos
empregos locais e substanciais economias
para os usuários e para o país.
O GT Salvador Solar é multidisciplinar o
que vai facilitar o desenvolvimento das
tarefas propostas. Durante os próximos 5
anos A COELBA vai instalar aquecedores
solares em 20 novos edificios de Salvador
para comprovar de forma definitiva a
viabilidade técnicas e econômica da
tecnologia. No final de 2006, a companhia de
energia lançou o inovador programa
COELBA Solar em convênio com a ADEMI.
As informações completas sobre os
trabalhos e ações propostas pelo GT
Salvador Solar serão em breve,
disponibilizados oficialmente no site da
SEPLAM e da Iniciativa Cidades Solares.
PAC Solar: Em 16 anos o Brasil terá economizado mais
de 20 Bilhões na geração de energia elétrica se apostar
no aquecimento solar para habitações de interesse social
A nova contagem efetuada pelo
Ministério das Cidades, com base em dados
da Fundação João Pinheiro, de Belo
Horizonte, eleva de 7,2 milhões para 7,9
milhões de moradias o déficit habitacional
brasileiro. Para combater este déficit seriam
necessários investimentos de R$ 160
bilhões.
A secretária de Habitação do Ministério
das Cidades, Inês Magalhães, calcula que o
país levará pelo menos 16 anos para reduzir o
déficit habitacional. Para fazer esta
estimativa, ela utilizou projeções oficiais e
considerou a partilha de investimento entre
os governos federal, estaduais e municipais.
Em um cálculo rápido pode-se afirmar
com precisão que se estas 7,9 milhões de
habitações optarem pelo uso do chuveiro
elétrico (política atual do governo) será
necessário construir uma usina hidrelétrica
com potência de 7000 MW, pouco mais da
metade de uma Itaipu somente para aquecer
a água destas casas. Por outro lado se o
governo pensa num PAC Solar, agregando ao
custo das habitações um sistema de
aquecimento solar, seriam economizados
mais de 20 bilhões de Reais necessários a
construção da nova usina. Parece lógico
investir no aquecimento solar. Mais lógico
ainda quando se avaliam os impactos sociais
que este tipo de tecnologia traz aos futuros
moradores. Mais de 10 mil casas populares
em todo o país utilizam o aquecimento solar
e registra-se um aumento real de renda entre
25 e 50 reais por mês por família com as
economias de energia elétrica. “Usando um
jargão, o aquecimento solar significaria um
bolsa-familia solar que duraria pelo menos
20 anos” comenta Faria.
Cabe ressaltar que pela estrutura da
tecnologia, muitos empregos seriam gerados
localmente e milhões e milhões de toneladas
de CO2 deixariam de ser emitidos na
atmosfera do planeta nos próximos anos.
O que as cidades e cidadãos do país estão
esperando? Mãos a obra rumo às cidades
solares.
TRANSLAÇÃO
BRASIL
• Mercado aquecido para a FEBRAVA 2007
• Tecnologia Transsen está na Ecohouse, no Rio de Janeiro
• Acordo promove uso da energia solar para aquecimento de água em novas
edificações na Bahia
• O apelo das construções sustentáveis
• Academia ecológica recebe investimento de R$ 10 mi
• Cartilha sobre eficiência energética está disponível na internet
• Agência sustentável
• Centro de Estudos e Pesquisas em Energias Renováveis: Renovando as energias do Rio
de Janeiro
• Sol ganha força como fonte de energia
• Conjunto habitacional no interior do estado terá sistema de aquecimento solar
• Construção procura inverter o ciclo de desperdícios
• Onda verde na construção civil
• Com moderna arquitetura e uma série de recursos de tecnologia, prédios inteligentes
podem economizar até 30% de energia elétrica
Mercado aquecido para a FEBRAVA 2007
Fonte: Maxpress Notícias
A Febrava 2007 - Feira Internacional de
refrigeração, Ar condicionado, Ventilação,
Aquecimento e Tratamento do Ar - vai, com
certeza, acompanhar o crescimento do setor.
Nos últimos oito anos, esse mercado
registrou aumento de 205% no faturamento,
segundo pesquisa encomendada pelo
Departamento de Economia e Estatística da
ABRAVA e do Sindratar-SP. Para a 15ª
edição da Febrava, a Alcantara Machado
Feiras e Negócios, espera receber 25 mil
visitantes / compradores de 35 países e 550
expositores de 20 países. "Em função do
aquecimento do setor observado nos últimos
anos, houve um crescimento de cerca de 20%
em cada uma das duas últimas edições da
feira o que justifica o aumento significativo
de expositores e visitantes", diz Evaristo
Nascimento, diretor da Febrava. O evento
acontece de 18 a 21 de setembro de 2007, no
Centro de Exposições Imigrantes, na capital
paulista.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e
apurou o histórico de faturamento das
indústrias do HVAC-R que atuam no Brasil e
contou com dados oficiais, extraídos da PIA Pesquisa Industrial Anual, realizada
periodicamente pelo governo. O estudo feito
pelo departamento de Economia e
Estatística, a partir de dados fornecidos pelo
IBGE, mostrou também que, se for
descontada a inflação, o setor atingiu 218%
de crescimento no período analisado. O
faturamento real de 1998, em valores
deflacionados, foi de R$3,7 bilhões,
enquanto em 2005 esse resultado foi de R$
11,8 bilhões.
reais e o ENASOL levará ao grande público,
por 3 dias, palestras mini–cursos e
workshops”, comenta Carlos Faria, diretor
executivo do DASOL-ABRAVA e
coordenador de ilha temática e do ENASOL.
A programação completa do ENASOL e
da ilha temática estará completa e disponível
em breve no site www.dasolabrava.org.br
ILHA TEMÁTICA DE AQUECIMENTO SOLAR
E ENASOL PROMETEM SER DESTAQUE
O aquecimento solar promete ser
destaque durante a FEBRAVA 2007. Além
de implantar uma ilha temática de
aquecimento solar maior e mais atraente que
a ilha de 2005, o setor organizará em
paralelo a FEBRAVA, O ENASOL- Encontro
Nacional do Aquecimento Solar
“Neste ano vamos montar uma ilha com a
participação de vários parceiros, instalações
Tecnologia Transsen está na Ecohouse, no Rio de Janeiro Acordo promove uso da
energia solar para
excelente característica de isolamento
A Transsen Aquecedor Solar, empresa
térmico, assim como a fachada frontal foi
líder do mercado brasileiro de aquecimento
aquecimento de água em
protegida da insolação direta por uma
para banho e piscina, fornece a tecnologia de
novas edificações na Bahia
camada de vegetação. Isto faz com que
energia solar para o projeto Ecohouse Urca
Fonte: Transsen Aquecedor Solar (28.02.2007)
(www.ecohouse.com.br), uma residência
experimental situada na cidade do Rio de
Janeiro (RJ) desenvolvida com o objetivo de
reduzir o consumo residencial de água
potável e energia elétrica – sem, no entanto,
comprometer os padrões de conforto de uma
residência convencional.
O projeto Ecohouse ganhou destaque no
livro World Changing, lançado no final de
2006, que apresenta um compêndio de
soluções inovadoras em sustentabilidade. A
importância da publicação pode ser medida
pelo peso de quem assina o prefácio: o expresidente americano Al Gore, hoje entre os
mais destacados defensores mundiais da
sustentabilidade e do meio ambiente.
Os equipamentos da Transsen instalados
no imóvel proporcionam uma redução
média da ordem de 50% do consumo de
energia na Ecohouse, no comparativo com
uma residência comum usuária de
eletricidade.
Criado em 2002, o projeto Ecohouse
contemplou a reforma de uma antiga casa do
bairro da Urca (RJ) que recebeu diversas
adaptações para se transformar em um
modelo de construção sustentável. O telhado
original, por exemplo, em telha francesa, foi
substituído por uma “laje verde” por sua
menos calor seja admitido nos ambientes,
aumentando naturalmente seu conforto
térmico.
A Ecohouse é mantida por uma equipe de
profissionais que atua no mercado de
edificações sustentáveis, e auxilia seus
clientes a integrar empreendimentos
diversos à eficiência na utilização de
recursos naturais em processos de
construção e reforma.
No tocante ao sistema de aquecimento
solar, a Ecohouse Urca tem instaladas duas
baterias de coletores fornecidas pela
Transsen, que alimentam todas as
dependências nas quais se utiliza água
quente, como banheiros, cozinha e
lavanderia. “Esse projeto é a prova viva da
viabilidade técnica, da funcionalidade e das
dezenas de benefícios que a energia solar
leva às pessoas”, salienta Edson Pereira,
vice-presidente da Transsen.
Com 20 anos de atuação que completa
este ano, a Transsen registrou crescimento
próximo a 200% entre os períodos de 2002 e
2005. A empresa emprega cerca de 150
colaboradores e produz anualmente em
torno de 8,5 mil equipamentos, nas versões
banho e piscina, além de controladores
eletrônicos.
A Coelba (BA) e a Associação dos
Dirigentes do Mercado Imobiliário da Bahia
(Ademi) realizaram no dia 31 de outubro de
2006, o workshop Coelba Solar.
O objetivo foi oficializar o convênio que
será assinado entre a concessionária e a
associação para a promoção do uso da
energia solar para o aquecimento de água em
novas edificações.
O convênio determina que a Coelba terá
que fornecer gratuitamente, durante cinco
anos, os equipamentos e a instalação dos
aquecedores solares em 20
empreendimentos imobiliários de empresas
filiadas à Ademi.
A iniciativa possibilita a redução no valor
da conta e colabora para a manutenção dos
recursos naturais, além de incentivar o uso
racional da energia elétrica.
O diretor executivo do DASOL convidado
para o workshop de lançamento do convênio
apresentou a experiência brasileira e
mundial no uso dos aquecedores solares
para os mais de 100 participantes do evento.
“A iniciativa da COELBA é exemplar, pois
permite a consolidação dos conceitos de
projeto, inserção arquitetônica e
eficientização de sistemas de aquecimento
solar em edificações multifamiliares na
cidade de Salvador”, comenta Faria.
O apelo das construções sustentáveis
Arquitetos e construtores de
Florianópolis começam a direcionar seus
projetos para a chamada construção verde,
ou sustentável. Dois condomínios no sistema
ecovila e um prédio comercial (green office)
foram projetados com forte viés ecológico.
Alvaro Vargas, arquiteto do EcoCondomínio Rio Tavares, diz que, além do
baixo impacto ao seu ambiente social, as
ecovilas agregam valor pelo seu apelo
ambientalmente correto. O EcoCondomínio tem 33 mil m² de área e usa
energias alternativas (do sol, da água e do
vento), faz uso racional da água, tratamento
ecológico de esgoto e a permacultura,
conjunto de métodos ecologicamente
saudáveis e economicamente viáveis, sem
poluir o meio ambiente e que se torna autosuficiente a longo prazo.
Apesar da demanda, há carência de
imóveis integrados à natureza. Outra
ecovila, na praia dos Ingleses, foi projetada
numa área de 25 hectares. Para o diretor de
Meio Ambiente do Sindicato da Indústria da
Construção de Florianópolis (Sinduscon),
Olavo Kucker, as ecovilas são um bom
negócio para o construtor por terem baixo
custo de manutenção. Segundo ele, num
empreendimento normal, o custo da
implantação representa 5% e da operação
95%. "Outra vantagem é a de marketing, com
a diferenciação do produto. Em algumas
cidades, estes imóveis possuem
especificações acima das exigências das
prefeituras, de modo que as aprovações são
dinamizadas pelos departamentos de
construção civil e zoneamento."
Ele acrescenta que os construtores
sofrem hoje grande pressão da sociedade,
cada vez mais preocupada com o meio
ambiente e procurando o verde. Kucker, que
é diretor da construtora Bautec, tem nas
mãos o projeto e a incorporação de um
prédio comercial, o primeiro do País a obter a
classificação da Liderança em Energia
Design Ambiental (Leed), do United States
Green Building Council (USGBC). A Leed
avalia o desempenho ambiental de uma
edificação.
O projeto foi contratado pela
administradora Primavera ABPS, que vai
locar o prédio para seis empresas. No
planejamento da obra foram feitos todos os
cálculos de impacto ambiental e as
possibilidades de diminuição no consumo de
energia e de água.
A construção prevê luz natural, telhado
verde (green roof) que contribui para o
equilíbrio da temperatura, uso de materiais
ecologicamente corretos e gestão no uso da
água e energia. O Eco-Condomínio Rio
Tavares será construído com materiais
ecológicos e adotará a energia solar e tetos
verdes (com cobertura de grama) para
isolação térmica, que além de bonito,
dispensa o uso do ar-condicionado, diz
Álvaro Vargas.
O arquiteto, que coordena o Instituto
EcoHabitar, propôs um sistema cooperativo,
onde todas as possibilidades de uso são
pensadas, de modo que um não atrapalhe o
outro. O projeto mantém a mata nativa do
local e os lotes são orientados para o norte, de
forma a terem sol o ano inteiro e evitarem a
umidade da região. A vegetação alta foi
preservada para proteger do vento sul, típico
do inverno em Florianópolis e para tirar a
vista da rua. O abastecimento de água, além
da rede estadual e da chuva, será feito por
poços artesianos, com capacidade para 15
mil litros. A água será retirada do lençol
freático por motores alimentados por um
cata-vento.
"Se vamos tirar água do solo, o esgoto
não pode poluir o lençol. Por isso o
tratamento será ecológico, pelo sistema de
zona de raízes", diz Vargas. Neste método, há
dois tratamentos, um para a água cinza (de
chuveiro e pia) jogada fora e uma para a
negra (do vaso sanitário). O sistema permite
grau de purificação de até 95%. A água
tratada irá irrigar o pomar, ao longo do
condomínio, e o excedente correrá para
vários pequenos lagos ornamentais, onde
serão criados peixes que servirão de controle
de qualidade da água. A cada quatro casas
haverá um lago médio e, no centro do
condomínio, um grande.
O condomínio também terá uma ciclovia
e cada morador poderá ter uma horta. Há
também um viveiro para educação
ambiental e produção de mudas.
As casas serão separadas por cercas que
produzirão frutas e legumes, como chuchus e
maracujás. "É o que chamamos de
paisagismo produtivo", diz o arquiteto. O
projeto também possibilita construção de
uma edícula no terreno, que poderá ser
escritório ou atelier.
Academia ecológica recebe Cartilha sobre eficiência
investimento de R$ 10 mi
energética está disponível
na internet
A Ecofit foi instalada em uma área de 7,5
Fonte: Vitae Civilis
mil m² na zona oeste de São Paulo (SP),
fazendo uso de material reciclado.
A estrutura conta com aquecimento
solar, aproveitamento da água da chuva para limpeza e descargas -, madeiras
certificadas - de áreas reflorestadas - e
tratamento das piscinas com ozônio substância menos tóxica que o cloro, além de
racionalizar os recursos naturais no seu
interior. O resultado foi a premiação do
Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza,
que concedeu a Ecofit o Certificado de
Mérito Ambiental 2006. "No bolso, isso
também rende uma economia de 15% com a
conta de luz e cerca de 6% com a água",
destaca Antônio Gandra. Segundo ele, o
novo projeto pretende atingir um público
diferente daquele que está acostumado a
freqüentar academias apenas pelo culto ao
corpo. "Queremos atrair quem busca
qualidade de vida e, principalmente, bemestar e respeito ao meio ambiente", afirma.
"Criamos um ambiente agradável, repleto de
plantas naturais e um restaurante com
comidas saudáveis, realizamos palestras em
parcerias com organizações não
governamentais para conscientizar os
alunos sobre a necessidade de conservar a
natureza", conta Gandra, destacando que ele
próprio participou de projetos como
Greenpeace e SOS Mata Atlântica, hoje
parceiros da Ecofit.
Para freqüentar a academia, os
interessados terão de desembolsar a partir
de R$ 199 por mês, em uma plano de dois
anos, o que dá direito ao aluno freqüentar
todas as dependências da Ecofi e a participar
O Grupo de Trabalho sobre Energia do
FBOMS lançou no mês de fevereiro a cartilha
virtual intitulada “Eficiência Energética:
para todos, por um mundo sustentável”.
Marcio Vilela, físico pesquisador associado
do Vitae Civilis e um dos autores da obra,
destaca que a cartilha nada mais é que uma
ferramenta para conscientizar o cidadão
comum, tocado pelo chamado da
consciência ambiental e política, a agir sem
abrir mão do seu direito ao conforto para
exercer cidadania, que também é qualidade
de vida.
Segundo o jornalista Mayron Regis,
integrante do Fórum Carajás e editor dos
textos da cartilha, “ela não é meramente um
manual de melhores práticas de um
consumidor em época de aquecimento
global, mas vai além: qual é nossa
participação na crise social e ambiental e o
que podemos fazer para evitá-la ou amenizála? Essas questões tocam nos hábitos de vida
e de consumo, que exigem variedades de
produtos e energia ininterrupta para
grandes setores industriais, como as
empresas eletro intensivas (alumínio, ferrogusa e etc)”.
A Cartilha virtual, encontra-se
hospedada para consulta nos sites de várias
instituições que integram o GT Energia do
Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos
Sociais para o Meio Ambiente e o
Desenvolvimento (FBOMS).
Para ter acesso a cartilha entre em:
www.teiacomunicacao.com.br/eficiencia/
Centro de Estudos e Pesquisas em Energias Renováveis:
Renovando as energias do Rio de Janeiro
A Faculdade de Engenharia inaugurou o
Centro de Estudos e Pesquisas em Energias
Renováveis (Ceper), no Complexo Fonseca
Teles, em São Cristóvão. Com apoio da
Secretaria de Estado de Energia, Indústria
Naval e Petróleo (Seinpe), a iniciativa visa a
promover formação técnica, desenvolver
estudos e incentivar a utilização de fontes
renováveis de energia.
de Energia Solar, professor Manoel Antônio
da Fonseca, existe um projeto para
desenvolver um coletor solar (equipamento
que capta raios solares para
aproveitamento) de baixo custo, a ser
utilizado no aquecimento de água em
habitações populares. Ele destacou também
a montagem de uma estação meteorológica
no Complexo Fonseca Teles, em fase
bastante adiantada.
Os recursos para as obras - cerca de R$
800 mil provenientes de parcela de isenção
fiscal - foram investidos pela Termelétrica
Governador Leonel Brizola (TermoRio) e
serviram, basicamente, para a recuperação
das instalações do Complexo, onde já
funcionavam os laboratórios do Centro de
Ciência e Tecnologia da Faculdade de
Engenharia.
No Laboratório de Energia Eólica,
coordenado pela professora Mila Avelino,
uma das iniciativas que despertam mais
expectativas é a construção de um
aerogerador de 5 Kw, com apoio da
Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e
da empresa Enersud.
O Ceper atua em três linhas básicas de
pesquisa: solar, eólica e biomassa. Dos
projetos em andamento, alguns contam com
parceria de empresas privadas, como é o caso
da pesquisa “Avaliação da Vida Útil de
Sistema Fotovoltaico em Condições
Tropicais”, que recebeu doação de
equipamentos da BP Solar do Brasil e da
Acumuladores Moura.
As energias renováveis representam, no
mundo, 14% da produção e do consumo. O
Brasil, no entanto, apresenta quadro bem
diferente: 43,9% da sua matriz energética
provêm de fontes dessas energias, a maior
parte gerada por usinas hidrelétricas. Essa
característica confere ao país vantagens em
relação a outras nações, considerando as
crescentes pressões para a substituição dos
combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás),
mais poluentes e com reservas limitadas.
Segundo o coordenador do Laboratório
Agência sustentável
Fonte: Gazeta Mercantil (31/01/2007)
O Banco Real inaugurou em Cotia, região
metropolitana de São Paulo, sua primeira
agência construída de forma
ambientalmente correta. Segundo
informações do banco, o prédio foi projetado
para oferecer todo o conforto, praticidade e
conveniência aos clientes. A diferença está
nos recursos empregados. Tijolos reciclados,
tinta sem solventes e assoalho e móveis de
madeira certificada são alguns dos insumos
usados.
A obra levou nove meses entre
planejamento e execução, e o principal
desafio, segundo o banco, foi a incorporação
do maior número possível de elementos
sustentáveis, de forma a garantir elevada
eficiência energética e reduzido impacto
ambiental. A agência foi planejada para
aproveitar ao máximo a luz natural, utiliza
energia solar e possui um sistema de ar
condicionado que não emprega gases
nocivos à camada de ozônio. Foram
instalados sistemas para o aproveitamento
da água das chuvas e tratamento de esgoto.
Sol ganha força como fonte de energia
Brasil tem um dos maiores potenciais do
mundo, mas usa sistema apenas para
aquecer água de piscina e ducha.
O ex-ministro Jarbas Passarinho, de 87
anos, foi um pioneiro. Há cerca de 20 anos,
quando quase ninguém se preocupava com
energias limpas, Passarinho mandou
instalar um sistema de energia solar na casa
onde mora até hoje, no Lago Norte, em
Brasília. Hoje, quando até o presidente dos
Estados Unidos, George W. Bush, propõe
uma parceria com o Brasil para a produção
de energia alternativa como forma de
combate ao aquecimento global, Passarinho
sente-se recompensado.
Não só pela economia que fez ao optar
pelo aquecimento da água dos chuveiros e
das torneiras com energia solar, mas porque
seus vizinhos também aderiram em massa a
essa fonte energética. "Sou um adepto de
energia alternativa. Aqui em Brasília há sol à
vontade. O resultado tem sido espetacular",
afirma. "Neste ano está chovendo como
nunca. Mas, quando o sol aparece um
pouquinho, logo a água está quente. Outro
dia, ao abrir a torneira, quase queimei a
mão."
Há quatro anos, quem sobrevoava os
bairros mais ricos de Brasília, como Lago
Norte, Lago Sul e Park Way, via uma
imensidade de pontos azuis espalhados.
Eram as milhares de piscinas instaladas em
residências, numa região marcada por uma
longa estação quente e seca.
Hoje, o passageiro de avião continua a
ver os pontos azuis, mas ao lado de grandes
espelhos instalados sobre os telhados das
casas. São as placas de captação de energia
solar. Calcula-se que 90% das residências
dos três setores nobres da capital já contem
com energia solar para aquecimento de
banheiros e piscinas. Dos projetos de novas
edificações, 100% já vêm com energia solar.
Não é para menos. O Planalto Central,
onde se localiza Brasília, é um dos locais mais
privilegiados do País em luz solar. O sol é
constante de maio a agosto, período da seca.
E, mesmo de setembro a maio, época em que
as chuvas são abundantes, raramente há um
dia em que o sol não apareça pelo menos
durante algumas horas.
Lago Paranoá, pessoas de menor poder
aquisitivo de cidades-satélites como
Ceilândia, Taguatinga, Gama e Brazlândia
também estão aderindo à nova moda para o
consumo de energia. "Hoje nós vendemos
mais para lá do que para os Lagos e Park
Way", diz José Lourenço Neto, gerente de
uma empresa especializada em aquecimento
de piscinas.
O Palácio da Alvorada, onde mora o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem a
piscina, os chuveiros e a água das torneiras
aquecidas por energia solar. Os espelhos de
captação foram instalados por ordem do
então presidente Fernando Henrique
Cardoso, que adorava mergulhar pela
manhã e à noite na piscina aquecida do
quintal palaciano. Lula, ao que se sabe, não é
um apreciador dos mergulhos noturnos.
Prefere as caminhadas. Mas, se quiser nadar,
não importa a hora, vai encontrar a água da
piscina sempre quentinha. Quando seus
filhos e parentes viajam para Brasília,
esbaldam-se com as águas quentes da
piscina. E até divulgam as fotos em
comunidades da internet.
Apesar da previsão de que se o Produto
Interno Bruto (PIB) do País crescer acima de
5% ao ano haverá risco de apagão de energia
elétrica em 2009, não há ainda no governo
federal nenhum programa de incentivo ao
uso da energia solar. Mas haverá um até o fim
do ano. ‘Estamos preparando um projeto que
deverá ser lançado até o fim do ano para
estender o uso da energia solar para o
aquecimento de chuveiros para todas as
camadas sociais", conta Paulo de Tarso de
Alexandria Cruz, coordenador-geral de
Eficiência de Energia do Ministério de Minas
e Energia.
Segundo ele, um dos grandes problemas
para as distribuidoras de energia é
justamente o chuveiro. "Hoje, no fim do dia,
as distribuidoras são obrigadas a direcionar
a energia para as residências porque vai
começar um pico violentíssimo de gasto de
energia quando os chuveiros começam a ser
ligados", diz. "A energia elétrica é muito cara
e muito nobre para ser usada no
aquecimento de água de chuveiro, além de
gerar uma sobrecarga muito perigosa." Hoje,
diz Paulo de Tarso, a Caixa Econômica
Federal tem um projeto de financiamento de
energia solar com juros abaixo dos do
mercado.
A instalação do sistema de aquecimento
de chuveiros para casas que têm até cinco
quartos e igual número de banheiros fica
entre R$ 4 mil e R$ 6 mil; o de piscinas,
chega a R$ 8 mil. "É um sistema ainda caro,
que leva cerca de dois anos para ser pago. A
vantagem é que depois praticamente não
tem manutenção. E a economia de energia
elétrica é para sempre", diz Lúcia Bicalho,
gerente de uma das 25 lojas especializadas
em instalação e manutenção de energia solar
de Brasília. Ao todo, só essa loja atende 550
novos clientes em média por ano, cerca de
dois por dia útil.
O Brasil tem um dos maiores potenciais
para a energia solar, afirma Ricardo Ruther,
professor da Universidade Federal de Santa
Catarina. "Só para se ter uma idéia, uma área
do tamanho do lago de Itaipu com placas
coletoras de energia solar é suficiente para
gerar o mesmo número de megawatts que
Itaipu gera. Como há perda de energia
elétrica na geração e na distribuição, os
coletores de energia solar postos sobre os
telhados de casas e edifícios são mais
eficientes, porque nada é perdido."
Há algum tempo, lembra Lúcia, a
procura por energia solar era só de
moradores de maior poder aquisitivo. Hoje
isso mudou. Além do interesse pela energia
solar dos cerca de 400 mil moradores de
classe média-alta das centenas de
condomínios que surgiram às margens do
Ele lembra que Brasília tem um dos
maiores potenciais de captação de energia
solar do País, 50% acima de Florianópolis e
muito superior à da Alemanha, o país que
mais usa energia solar no mundo. Por ano,
segundo Ruther, a Alemanha consegue
instalar em energia solar o equivalente a mil
Conjunto habitacional no
interior do estado terá
sistema de aquecimento
solar
O Plano de Aceleração do Crescimento
(PAC), do governo federal, já mostra
resultados em Birigüi, município com cerca
de 100 mil habitantes da região Oeste do
Estado de São Paulo. Lá, um grupo de 115
pessoas que em breve receberá da Caixa
Econômica Federal (CEF) as chaves da casa
própria, em um conjunto habitacional, terá
mais um motivo para comemorar.
Além de entrar em habitações novas,
com valor médio de R$ 31 mil, esses
moradores de baixa renda estarão entre os
primeiros do País a ter moradias equipadas
com coletores de energia solar.
O novo conjunto habitacional tornou-se
possível graças ao Programa de
Arrendamento Residencial (PAR), da CEF,
desenvolvido naquele município por meio de
uma parceria envolvendo a Prefeitura, que
ofereceu terrenos e infra-estrutura, a
construtora local Atlanta e outras empresas.
Birigüi, que abriga a Transsen, uma das
maiores indústrias nacionais de
equipamentos para aquecimento solar em
residências, já começa a ser conhecida como
cidade solar, onde o poder público
promulgou lei municipal que incentiva as
construtoras a adotar esse tipo de energia
nos empreendimentos imobiliários.
No caso dos empreendimentos
populares, não se trata de um incentivo, mas
de obrigatoriedade. A lei, aprovada por
unanimidade pela Câmara Municipal da
cidade, foi inspirada em cidades da
Alemanha, país considerado líder mundial
em uso de energia solar para fins
residenciais.
ECONOMIA
"Esse empreendimento é uma prova da
viabilidade técnica, da funcionalidade e das
dezenas de benefícios que a energia solar
leva às pessoas e às comunidades,
independentemente de renda ou poder
aquisitivo", salienta Edson Pereira, vicepresidente da Transsen.
"Para começar, os moradores do
conjunto habitacional poderão contabilizar
uma economia de até 50% em sua conta de
energia elétrica", exemplifica Pereira. "Isso
sem falar na contribuição que dão ao meio
ambiente pelo uso de uma energia natural
renovável", complementa o executivo.
De acordo com Pereira, o exemplo de
Birigüi certamente será capaz de influenciar
o emprego da energia solar em outras
cidades brasileiras: a própria Companhia de
Desenvolvimento Habitacional Urbano
(CDHU), do governo paulista, já recebeu da
Transsen, em doação, coletores solares de
banho para equipar outras 50 casas que
foram construídas recentemente na cidade
de Cafelândia, também da região Oeste do
estado.
Construção procura inverter o ciclo de desperdícios
Fonte: Valor Econômico - Suplemento Curitiba
Mesmo sem ainda ser argumento de
vendas de empreendimentos, a construção
sustentável, que associa os aspectos
econômicos das obras à proteção ambiental e
justiça social, começa a ganhar corpo no
setor imobiliário. Campeão de consumo da
natureza - segundo dados internacionais,
40% a 75% dos recursos naturais extraídos
pelo homem seguem para construção civil - o
setor dá os primeiros passos para inverter o
ciclo do desperdício de materiais e ampliar a
sustentabilidade após a entrega da obra. Por
exemplo, pela instalação de equipamentos
que economizam energia ou água.
"A construção civil brasileira consome
cem vezes mais materiais, em massa, que a
produção automobilística do país. Imagine o
impacto positivo de reduzir este consumo,
ou reciclar 1% dos resíduos da construção",
diz o professor Ubiraci Espinelli de Souza, do
Departamento de Engenharia Civil da Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo
(PCC-USP).
Os resultados de uma pesquisa
coordenada por ele, que avaliou uma centena
de canteiros de obras em 12 Estados
brasileiros entre 1996 e 1999, instigaram
vários empreendedores, diz Souza. No caso
de paredes, comparando ao plano da obra,
observou-se um desperdício médio de 102%
no revestimento interno, e 53%, no externo.
Para blocos de cimento, o índice médio de
13%, escondia perdas de 3% a 48%,
dependendo da obra. "Consideramos perdas
econômicas, como desperdício na compra,
geração de resíduos e o problema mais
comum, que é a incorporação desnecessária
de materiais à obra, como divisórias mais
grossas que a especificação técnica."
Depois de uma experiência piloto em
Santo André (SP), cuja prefeitura buscava
um método de avaliação rápida de perdas de
materiais, nove empresas associadas ao
Sindicato da Indústria da Construção Civil
do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP)
quiseram testar o Gescomat, ferramenta de
gestão de materiais desenvolvida pelo PCCUSP, que propõe indicadores do desperdício,
com correção dos problemas durante o
andamento da obra.
"Nosso interesse em participar foi
aculturar a Fortenge para a redução do
desperdício", resume Renato Mesquita de
Oliveira, sócio-diretor da construtora. A
economia, diz ele, foi de 25% a 30% em
volume de materiais, mas de apenas 1,5% no
custo, pois o maior desperdício está em
materiais baratos, como blocos.
Seria pouco para compensar
investimentos contínuos em treinamento de
pessoal, materiais de apoio e planejamento
estratégico, não fossem os resultados
indiretos. "Além da redução física de
resíduos, segregamos os recicláveis, para
doação a organizações não-governamentais,
que retiram gratuitamente estes materiais.
Com isso, baixamos em 40% o número de
caçambas de entulhos. E os funcionários
gostam de saber que ajudam a minimizar a
poluição". A resposta dos clientes também
anima. "Nas visitas às obras, eles aprovam
nosso sistema integrado de gestão, que
abrange desde cuidados ambientais até a
alfabetização dos funcionários."
Igualmente energizada pelos resultados,
a Lucio Engenharia, que tem 25 anos de
mercado, acaba de criar um departamento
de sustentabilidade. "Vamos associar a
gestão ambiental e de qualidade, à
responsabilidade social empresarial", diz a
engenheira Priscila de França Pinheiro,
responsável pelo setor.
A escala, avisa o professor Vanderley
John, do PCC-USP, faz da construção civil
também vilã do aquecimento global. É que a
queima de uma tonelada calcário, matéria
prima do cimento portland, gera 440 kg de
gás carbônico (CO2), classificado como
maior causador do efeito estufa. Apesar de a
indústria cimenteira do país estar entre as
mais ecoeficientes, diz, ela responde por 6%
das emissões brasileiras de CO2, ou 40
milhões t/ano. Mas ele ressalta o papel de
recicladora: o popular cimento CP3 contém
70% de materiais reciclados.
Para Renato Mauro, diretor técnico da
Rem Construtora, um desafio da construção
sustentável é introduzir melhorias
socioambientais com custo equivalente ao da
construção usual. Desde 2004, diz ele, a
empresa, que constrói um edifício por ano,
investe no conceito "cliente natureza".
Propõe móveis ecologicamente corretos e
espaço para a segregação de recicláveis nas
áreas comuns, piscinas tratadas com ozônio,
aquecimento solar de água, e cuidados
sociais, como educação ambiental para
funcionários.
Onda verde na construção civil
Fonte: A Gazeta - ES
Construir de forma integrada ao meio
ambiente com a utilização de tecnologias que
garantem o reaproveitamento de recursos
naturais, como a água e a energia, tornou-se
mais do que uma necessidade. Os recentes
alertas sobre os efeitos do aquecimento
global para os próximos anos despertaram
nos diversos setores da sociedade a
preocupação com a preservação do meio
ambiente.
A construtora Mazzini Gomes é outra
adepta da construção sustentável. O edifício
Luiz Nogueira, na Praia do Canto, que será
entregue em julho, terá um sistema de
reutilização de água dos chuveiros e
torneiras que, após tratamento, volta para
abastecer as descargas sanitárias. A Estação
Hidro-Ecológica vai gerar uma economia de
água de 30%, em média.
No setor da construção civil do Espírito
Santo o cenário não é diferente. Apesar da
tímida adesão das construtoras capixabas ao
movimento sustentável, algumas empresas
procuram adotar conceitos dos chamados
"prédios verdes" e passam a investir na
captação e reaproveitamento da água da
chuva, no uso da iluminação natural e na
utilização de materiais reciclados como
forma de diminuir a degradação ao meio
ambiente.
A sustentabilidade já é uma realidade
para a Lorenge Construtora que faz uso de
materiais recicláveis nas obras.
Recentemente, a empresa lançou o edifício
Top Hill, no Barro Vermelho, projetado para
receber maior incidência de luz natural
durante o dia. O morador do prédio, Huberto
Brunner, conta que os gastos com a conta de
luz diminuíram bastante. "E até à noite a
luminosidade natural é significativa e
permite iluminar a parte da frente e de trás
do prédio", conta.
A construtora Sá Cavalcante é uma das
que apostam em empreendimentos
ecologicamente correto. Dois projetos que
serão erguidos pela empresa em 2008 vão
agregar soluções para o aproveitamento da
água da chuva para a irrigação de jardins e
para o sistema de ar condicionado.
É uma série de estratégias de utilização
do solo, projeto arquitetônico e construção
em si, que reduzem o impacto ambiental. Os
benefícios decorrentes de construir verde
incluem: menor consumo de energia,
proteção dos ecossistemas e mais saúde para
os ocupantes.
Com um conceito semelhante, a Sá
Cavalcante também lançou o Centro
Empresarial Praia da Costa, em Vila Velha. A
obra foi elaborada para gerar economia de
energia elétrica. O coordenador de
marketing da Sá Cavalcante, Marcelo Rigo,
explica que no edifício foram utilizados
vidros laminados com baixa absorção
térmica, que impedem a passagem de 70%
dos raios solares. Isso provocou uma
redução na utilização do ar-condicionado.
"Diminuímos a capacidade do ar
condicionado e, conseqüentemente, os
gastos de energia, não gerando assim um
condomínio muito caro".
O presidente do Sindicato da Indústria
da Construção Civil no Espírito Santo
(Sindicon), Aristóteles Passos Costa Neto,
prevê que o maior desenvolvimento de
construções planejadas sobre o viés da
sustentabilidade ainda é uma tendência para
o futuro no Estado. Segundo ele, as
iniciativas do setor nesse sentido ainda estão
muito isoladas. "Esses novos conceitos estão
aparecendo no Espírito Santo de forma
bastante isolada. São poucas as empresas
que começam a agregar valores, com a
racionalização da energia solar, com projetos
arquitetônicos voltados para a absorção de
luz e medidas de reaproveitamento da água.
Essa tendência no Estado será mais forte no
futuro", avalia.
Algumas soluções de recursos
disponíveis para uma construção
sustentável envolvem desde a escolha de
materiais de baixo impacto ambiental às
tecnologias que permitem a economia de
recursos naturais. "É possível erguer um
edifício sem demolir o ambiente", resume a
arquiteta Rachel Perin, da Usina
Arquitetura.
Para aumentar a economia de energia, a
arquiteta afirma que é necessário projetar
edificações de baixo consumo de energia
com o reaproveitamento ao aquecimento
solar. "O Espírito Santo tem sol o ano inteiro
e o aquecimento solar é um recurso que
deveria ser melhor utilizado nos
empreendimentos, por ser fácil e
relativamente barato".
Com a otimização do projeto de
construção de um imóvel também é possível
utilizar alguns materiais com mais eficiência
e redução de custos. "O setor tem que ser
mais aberto à aceitação de novos materiais
como, por exemplo, telhas de papel e paredes
de gesso acartolado, que reduzem a
quantidade de entulhos provocando menos
agressão ao meio ambiente" pontua Rachel.
"Por exemplo, hoje não é mais necessário
utilizar concreto nas paredes internas das
edificações, que poderiam ser de gesso. Mas
esse tipo de tecnologia ainda não é utilizada
com muita freqüência no Estado".
Outra alternativa para os campos de
obras é a separação e reciclagem do entulho.
Isso compensa economicamente, no
entanto, as medidas ainda não são adotadas
com freqüência. "Muitos profissionais ainda
não se alertaram quanto a importância da
reutilização dos materiais".
Com moderna arquitetura e uma série de recursos de tecnologia, prédios
inteligentes podem economizar até 30% de energia elétrica
Fonte: Procel Info
Quem nunca pensou em morar em um
prédio dotado de controles automatizados,
com redução do tempo de espera dos
elevadores, regulação da temperatura
ambiente, entre outras mordomias? Com
arquitetura moderna e uma parafernália de
recursos tecnológicos, os chamados edifícios
inteligentes ganham espaço na paisagem de
grandes cidades, como Rio de Janeiro e São
Paulo. Além de oferecer uma tecnologia
avançada, os prédios inteligentes podem
economizar até 30% da energia elétrica que
consomem.
"Os estudos apontam que, se a
intervenção começar na fase inicial do
projeto, com o aproveitamento dos
parâmetros ambientais, os resultados
aumentam e pode-se economizar até 50%",
diz o coordenador do Procel Edifica,
Frederico Souto Maior. O especialista
explica que quando falamos de eficiência
energética em edificações passamos por
vários temas transversais que trazem não só
questões ligadas ao consumo de energéticos,
como também ao conforto ambiental. "De
um modo geral, estes sistemas estão voltados
para o conforto dos habitantes e costumam
ser prédios construídos de maneira comum,
segundo os paradigmas da arquitetura
internacional", comenta.
Souto Maior conta que há um grande
número de equipamentos que auxiliam na
redução do consumo de eletricidade nos
prédios inteligentes, como sensores de
presença para a iluminação e controladores
de temperatura e umidade. "Outro recurso
interessante é o dos chillers e os
reservatórios de água gelada, que servem
para resfriar e, às vezes, até congelar a água
de uso", ressalta, destacando que nem
sempre os prédios inteligentes são
energicamente eficientes. Estudos apontam
que, se a intervenção começar na fase inicial
do projeto de um prédio inteligente, com o
aproveitamento dos parâmetros ambientais,
os resultados aumentam e pode-se
economizar até 50% de energia
Para o assessor da presidência do
Conselho Regional de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro
(CREA-RJ), Canagé Vilhena, os edifícios
inteligentes são mais voltados para a
tecnologia da informação e seu
funcionamento do que para a eficiência
energética. "O termo inteligente está ligado à
racionalização do uso dos equipamentos
para tornar o prédio mais funcional do que
eficiente", acrescentando que esses
empreendimentos são interessantes porque
trazem um adicional de conforto.
A Companhia Energética de Minas
Gerais (Cemig) já investiu cerca de R$ 7
milhões no projeto Prédios Eficientes no
período de dezembro de 2003 a dezembro de
2006. O engenheiro de Soluções Energéticas
da Cemig, Eduardo Nobre, explica que o
objetivo do projeto é reduzir o consumo de
energia de instalações. "Para atingi-lo, foram
criadas 112 Comissões Internas de
Conservação de Energia (CICE), que
acompanham todo o consumo de energia dos
prédios e implementam hábitos de eficiência
energética", conta o engenheiro. Além de
modificar as instalações elétricas,
substituindo lâmpadas antigas por
lâmpadas mais modernas e instalando
sensores de desligamento automático, a
Cemig também está treinando funcionários
para fazer a manutenção adequada dos
equipamentos.
A construtora e incoporadora Gafisa
lança em outubro deste ano o Eldorado
Business Tower, uma torre comercial que
terá 100% de automação predial, o que
implica em controle total de acesso, energia,
condicionamento de ar, iluminação e
elevadores. Segundo a construtora, o
empreendimento possuirá 32 andares de
2.100 m², cada, e contará ainda com o
sistema de antecipação de chamados, que
permitirá maior eficiência no transporte de
elevadores, reduzindo em 25% o consumo de
energia elétrica e em 20% o tempo de espera.
A Gafisa destaca também a economia de 20%
de água devido ao "economizador de água"
que evitará o desperdício.
Segundo a coordenadora do Grupo de
Pesquisa de Arquitetura e Sustentabilidade
da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(GPAS-UFRJ), Cláudia Barroso, as
edificações chamadas de inteligentes se
destacam pelo emprego de tecnologias
modernas. "Alguns já possuem até chaves
eletrônicas com código que impede, por
exemplo, que a empregada doméstica abra a
porta do apartamento no fim de semana se
não for permitido", salienta Cláudia. No
entanto, a coordenadora alerta para a
diferença entre os prédios inteligentes e os
chamados prédios verdes.
"Prédio verde é a tradução de green
building, que significa um prédio onde os
conceitos de sustentabilidade foram
utilizados corretamente", explica a
professora da UFRJ. Segundo Souto Maior,
do Procel Edifica, os prédios verdes seriam
capazes de conservar não só a energia na
forma de eletricidade e combustíveis, como
também a água, pelo uso e reaproveitamento
na reciclagem dos resíduos gerados na
edificação e até na relação com o meio
ambiente.
Porém, Claúdia Barroso acredita na
junção dos edifícios inteligentes com os
prédios verdes, evoluindo para um conceito
que ela prefere chamar de prédio
sustentável. Segundo a professora, isso seria
possível com a instalação de placas solares
para aquecimento de água, utilização da luz
natural, entre outros recursos. "Se forem
aproveitados e concebidos com qualidade e
aproveitamento da tecnologia existente,
claramente, será possível ter um prédio
sustentável", comenta.
Em relação ao preço dos
empreendimentos, Canagé Vilhena, do
CREA-RJ, aponta que o investimento é
realmente maior, mas que depois é
compensado pela funcionalidade
inteligente, já que há maior racionalidade
das funções. "Todas estas tecnologias têm
um alto custo, mas podem trazer um
conforto ambiental". Por isso, completa
Vilhena, estes empreendimentos são mais
voltados para as grandes corporações para
garantir um retorno melhor.
Para Souto Maior, a questão de
investimentos é delicada. Segundo ele, o uso
final da edificação determina quais sistemas
consomem mais energia. A estrutura de
consumo de eletricidade em shoppings
centers, explica, é similar à dos edifícios de
escritórios: cerca de 50% é em iluminação e
34% em climatização, ao passo que em lojas
de varejo em torno de 76% é consumido em
iluminação e 12% em ar-condicionado. "Ou
seja, possivelmente, ao se investir em uma
loja de varejo, o mais interessante seria
começar por um bom projeto de
iluminação", indica.
Em termos de economia de energia e de
uso mais adequado das instalações prediais,
diz Souto Maior, os benefícios dos sistemas
inteligentes são evidentes. "Acho que os
resultados individuais poderiam ser vistos
nas nossas contas de energia, quando
abríssemos uma janela, em vez de ligar uma
lâmpada e um aparelho de arcondicionado", diz. Prédio verde é a tradução
de green building, que significa um prédio
onde os conceitos de sustentabilidade foram
utilizados corretamente, segundo professora
da UFRJ
A professora Cláudia Barroso destaca
que as novas tendências se remetem à busca
de uma credibilidade internacional,
alcançada pela certificação. "Este é um novo
caminho, já com muitas trilhas iniciadas,
mas nenhuma com estabilização de
conhecimento que nos permita sua adoção
direta no Brasil", analisa, lembrando dos
problemas climáticos, de recursos e sociais
diversos. "Ao contrário dos demais países,
nós sequer temos uma legislação construtiva
e urbanística do solo básica, que
contemplaria ao usuário o direito a
condições de conforto ambiental e
aquecimento de água adequados", lamenta.
Segundo ela, é fundamental prescindir do
uso de elementos consumidores de energia
elétrica para iluminação, aquecimento e
resfriamento dos ambientes internos.
Vários prédios, explica Souto Maior,
principalmente de escritórios, estão optando
pelo emprego dessas tecnologias, desde a
fase de projeto, ou pelo retrofit, com
reduções no consumo de energia que pagam
os investimentos num espaço de tempo
menor. "Por isso, sabemos que o mercado de
empresas que trabalham com serviços de
eficiência energética, as chamadas ESCOs, é
muito promissor", observa.
São Paulo: maior metrópole brasileira
TRANSLAÇÃO
MUNDO
• Eficiência energética é necessária para atingir metas de estudo
• Nova lei de eficiência energética turca
• Ministro de energia propõe tornar obrigatório o uso da energia solar em novas
edificações
• Incentivos são oferecidos a consumidores que usarem aquecedores solares
• Cidade de Aspen oferece incentivos aos habitantes que instalarem aquecedores
solares
• Linha de financiamento para fomente do uso de energias renováveis
• Instalação de sistemas de aquecimento solar em habitações de baixa renda
• Governo canadense anuncia iniciativa EcoEnergy
• Programa HOSPISOL instalará sistemas de energia solar em todos 23 hospitais da
região
• Cidade é honrada por excelente eficiência energética
• Residências com economia de energia são elogiadas
• Residências com economia de energia são elogiadas
Eficiência energética é
necessária para atingir
metas de estudo
Fonte: Independent Online (01/02/2007)
Instalações de energia sustentável, como
a solar; linhas de transporte público
eficientes; e regulamentações de
construções poderiam reduzir as emissões
de dióxido de carbono da África do Sul em até
864 milhões de toneladas ao longo dos
próximos 20 anos.
Para atingir essa meta, governos locais
precisam liderar a promoção do uso eficiente
de energia, por meio de campanhas de
conscientização, conversão para sistemas
solares de aquecimento de água e
regulamentações de eficiência energética de
construções.
Esta é a visão do The State of Energy in
South African Cities 2006: um estudo
conduzido entre abril de 2005 e setembro de
2006, com recursos da Sustainable Energy
Africa, Danida, Wallace Global Fund e
Renewable Energy Efficiency Partnership. O
relatório foi divulgado no último dia 31 de
janeiro.
Segundo o documento, metas para
redução de dióxido de carbono entre 15% e
20% em 20 anos parecem possíveis para
cidades com a ajuda de eficiência energética
e fontes renováveis. Autoridades locais estão
começando a adotar eficiência energética. O
município de eThekwini (África do Sul)
instalou cerca de 1 milhão de lâmpadas
fluorescentes compactas eficientes em
comunidades de baixa renda.
Já a cidade de Cape Town (África do Sul)
assinou um acordo de 20 anos para
implantar um projeto de energia eólica na
região. Brian Jones, o gerente de energia
renovável nos serviços de eletricidade na
cidade disse: "É uma pequena quantidade de
eletricidade, mas já é um começo". Jones
disse ainda que pretende tornar obrigatório
o uso sistemas solares para aquecimento de
água em todas as novas construções.
Linha de financiamento
para fomente do uso de
energias renováveis
Fonte: www.idae.es
O Instituto IDAE (Instituto para la
Diversificación y Ahorro de la Energía)
liberou cerca de 30 milhões de Euros para
promover a eficiência energética e o uso de
energias renováveis. A nova linha de
empréstimo é destinada a financiar
investimentos em instalações de
aquecimento solar com potência igual ou
superior a 20KWt, instalações fotovoltaicas
conectadas a rede, sistemas de biomassa
domésticos com até 3 MW de potência e
plantas de cogeração de até 20 MW de
potência.
Podem ser beneficiadas desta nova linha
qualquer pessoa física, cooperativas,
entidades, municípios e organizamos
públicos. 100% dos custos são financiáveis
(até um teto de 1,6 milhões de Euros),
podendo ser amortizados em 11 anos e com
um ano de carência.
Nova lei de eficiência
energética turca
Fonte: GreenPrices.com (26.02.2007)
Uma comissão de eficiência energética
instalada recentemente coordenará e
monitorará atividades no âmbito da nova lei
de eficiência energética da Turquia,
abrangendo edificações, setor energético,
indústria e transporte. A lei, que inclui
sistema de apoio, foi elaborada semana
passada.
Nos próximos anos, a coordenação,
formada por representantes de todos os
departamentos relevantes, vão preparar e
executar estratégias de eficiência energética.
Serviços de eficiência energética de
companhias certificadas serão parte
importante na política energética turca.
Essas companhias também executarão
atividades relativas ao treinamento. Apoios
financeiros estão disponíveis para medidas
de eficiência energética. Projetos que são
aprovados pela comissão e com um
investimento inferior a 250 mil euros
deverão ser subsidiados com 20% do seu
valor total. Instalações que conseguem
voluntariamente uma redução do consumo
de energia ao menos de 10% na média em
três anos podem ter 20% de seus custos (não
ultrapassando 50 mil euros) de energia
totais compensados.
Cidade de Aspen oferece
incentivos aos habitantes
que instalarem
aquecedores solares
Pelo clima de Colorado, um sistema de
aquecimento solar pode prover toda água
quente numa residência durante o verão e
quase metade das necessidades nos meses de
inverno. Numa base anual, o sistema pode
suprir 75% das necessidades de água quente.
Uma das formas que a cidade de Aspen
entendeu como forma de reduzir os custos
iniciais dos equipamentos foi a criação de um
pacote de incentivos financeiros: financiar a
tecnologia a juros zero e ainda oferecer um
rebate de $ 500 para os consumidores.
Ministro de energia propõe
tornar obrigatório o uso da
energia solar em novas
edificações
O jornal africano Monitor publicou
recentemente uma matéria na qual o
ministro de energia da Uganda, Daudi
Migereko revelou durante uma entrevista
que o governo está trabalhando para tornar
obrigatório o uso de painéis solares em novas
edificações construídas no país.
Incentivos são oferecidos a
consumidores que usarem
aquecedores solares
Fonte: Aftabedin (Dez 2006)
Frente aos problemas energéticos
enfrentados na região caracterizados pela
carência de uma usina de 400MW todos os
dias nos horários de demanda de ponta, o
governo de Nova Delhi criou um mecanismo
de incentivo para a utilização de aquecedores
solares aos consumidores.
Com o objetivo de atingir 1,8 milhões de
consumidores, o governo oferecerá um
rebate de Rs 6000 para cada família que
optar em substituir os atuais aquecedores
elétricos pelos aquecedores solares, comenta
a ministra chefe, Sheila Dikshit.
Um sistema com capacidade de
armazenamento de 100 litros é capaz de
evitar o consumo anual de 1500 kWh e
espera-se que com esta medida economizese o equivalente a uma usina de 200 MW.
UM sistema como o proposto de 100 litros
custa entre Rs 18000 e Rs 20000 atende a
uma família de 4 pessoas aquecendo a água
acima dos 80 graus centígrados.
O governo espera que pelo menos 40%
das famílias migrem para a utilização dos
aquecedores solares nos próximos anos mas
alerta que o rebate será oferecido aos
consumidoressomente se as empresas de
instalação e fabricação dos equipamentos
estiverem aprovados e autorizados pelo
governo, destaca Dikshit.
Instalação de sistemas de
Governo canadense
aquecimento solar em
habitações de baixa renda anuncia iniciativa EcoEnergy
Uma vez comprado e instalado, sistemas
de aquecimento solar proporcionam aos
seus usuários grandes economias de dólares
nas contas de energia. Este fato é
especialmente notório em habitações de
baixa renda na medida em que reduzem os
gastos mensais da família ajudando-a na
busca pela auto suficiência.
A cidade da Filadélfia está estudando
uma forma de aplicar o aquecimento solar
nas habitações de baixa renda incentivando
pesquisas para desenvolvimento de
produtos com mínimo de falhas, de menor
custo e baixíssima manutenção e adequadas
às tipologias construtivas adotadas na
habitações de baixa renda. Este projeto faz
parte da iniciativa 1 milhão de telhados
solares.
No ultimo dia 19 de Janeiro o governo
federal canadense anunciou a nova iniciativa
EcoENERGY. Mais de 1,5 Bilhão de dólares
serão disponibilizados para financiar
iniciativas voltadas a aplicação de energias
renováveis. Um dos programas que cabe
destacar é de interesse direto do setor solar, o
chamado Calor Renovável (ecoENERGY for
Renewable Heat program): este programa
vai substituir um antigo programa
denominado REDI, que oferece como rebate
25% dos investimentos necessários em
instalações de aquecimento solar de água e
de ambientes. Este novo programa aumenta
os fundos disponíveis para o programa de
rebate (35 milhões de reais) pelos próximos
4 anos e explorará aplicações anteriormente
não cobertas pelo programa REDI.
Programa HOSPISOL instalará sistemas de energia
solar em todos 23 hospitais da região Castilha e Leon
A rede de saúde de Castilha e Leon, com
23 hospitais, identificou um grande e
considerável consumo de energéticos tanto
energia elétrica como combustíveis fósseis
para o aquecimento de água e calefação. Para
modificar esta situação, foi criado o
programa HOSPISOL. Desde 2001, Castilha
e Leon aprovaram seus planos solares para
impulsionar a utilização desta fonte de
energia emergente. De lá pra cá a área
coletora instalada na região multipicou-se e
3,4 vezes. A iniciativa de instalações solares
em prédios públicos permitiu nos últimos 3
anos realizar-se mais de 50 instalações
solares térmicas e fotovoltaicas em
dependências municipais.
O programa HOSPISOL está sendo
implementado pela Gerencia Regional de
Saúde (SACyl) e prevê a instalação de cerca
de 9.000 m² de coletores solares térmicos
para abastecer 60% das necessidades anuais
de produção de água quente de 7.000 leitos,
permitindo uma economia de mais de 760
toneladas equivalentes de petróleo por ano.
Cabe destacar que o programa receberá
investimentos da ordem de 4,5 milhões de
Euros aplicados pelo EREN (Ente Regional
de la Energia de Castilla y Leon) que analisa,
elabora os projetos, executa mensalmente a
manutenção cabendo aos hospitais pagarem
as faturas de energia produzidas pelos
sistemas de aquecimento solar(contrato de
venda de água quente). O hospital por sua
parte, recebe um serviço energético de custo
menor sem assumir responsabilidade
técnicas e contribuir para melhorias
consideráveis ao meio ambiente. Uma vez
que o EREN tenha recuperado o capital
investido, a instalação passa a titularidade
do Hospital que passa a se beneficiar do
sistema e economias que proporciona
durante toda sua vida útil estimada em mais
de 20 anos.
Cidade é honrada por
excelente eficiência energética
Residências com economia
de energia são elogiadas
A cidade de Dallas (EUA) recebeu
prêmio do State Energy Conservation Office
e do Texas Energy Partnership por
excelentes projetos em eficiência energética
e melhora da qualidade de ar.
Residências com economia de energia
em Glasgow (Escócia) têm sido elogiadas por
um grupo da indústria energética. O
programa de energia renovável da Scottish
Power doou 18 mil libras para ajudar no
desenvolvimento sustentável, que inclui
isolamento térmico, painéis solares e
aquecedor comunitário.
A cidade reduziu seu uso geral de energia
através de iniciativas, como o uso de
modernização da iluminação e painéis
solares; e instalação de novos sistemas de
aquecedores solares e aparelhos de ar
condicionado. Economias de energia vem
sendo realizadas também pela troca de
iluminação incandescente com emissão de
diodos, instalação de bomba de aquecimento
geotérmicas e troca de velhos tetos com
isolamento suplementar.
"Além disso, todos os novos prédios de
grande porte construídos na cidade devem
utilizar de 15% a 25% menos energia que
prédios convencionais", garantiu o
coordenador interino do Department of
Equipment and Building Services, Jesse
Dillard. "Esses novos prédios economizarão
energia e água, usarão materiais recicláveis e
promoverão uso de energia renovável",
acrescentou. Dillard disse ainda que os
membros continuarão implementando
medidas de conservação de energia nos
prédios da cidade sempre que possível.
Eles foram criados para reduzir emissão
doméstica de carbono em 1,5 mil kg por ano.
Alison Mc Kean, coordenadora de meio
ambiente na ScottishPower, comentou: "O
aquecedor central irá reduzir contas de
combustíveis de moradores, tal como sua
emissão de carbono".
O projeto aquece tanques de 800 litros
com energia proveniente de painéis solares.
Durante os períodos de alta demanda, dois
aquecedores tradicionais condensam o
desempenho do aquecedor central de forma
a manter a temperatura. Antes do projeto ser
assumido pela Patrick House Association, a
região na qual a habitação foi construída
estava vazia por mais de uma década.
Residências com economia de energia são elogiadas
Fonte: http://www.hareda.gov.in/thermal.htm
Visando eficientizaçao energética e
redução do consumo de energia , a instalação
de aquecedores solares em alguns tipos de
edificações se tornou obrigatória na região
de Haryana. Segundo autoridade local,
Chander Mohan, o aquecimento solar será
obrigatório para os setores industrial,
hospitais, enfermarias, hotéis, prisões,
companhias de habitação e todas edificações
com área construída maior do que 420 m².
Mohan disse que todos os prédios públicos
que demandem água quente também
deverão instalar aquecedores solares.
O programa está sendo implementado
pela agencia de desenvolvimento de energias
renováveis- HAREDA (Haryana Renewable
Energy Development Agency) e que
incentivos na forma de subsídios serão
oferecidos pelo governo central. O programa
solar de Haryana ainda contempla outras
tecnologias solares para calefação,
aquecimento de ar para processos
industriais e aplicação dos conceitos de
arquitetura solar passiva.
Para conhecer melhor o programa visite
http://www.hareda.gov.in/thermal.htm
CASOS DE SUCESSO
• Manser Manutenção aquecerá 10 mil litros de água por dia com energia solar
• Construtoras de edifícios residenciais utilizam cada vez mais o aquecimento solar
como solução mais econômica e ambientalmente correta. Os futuros moradores
agradecem...
• Polisol traz economia de energia para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Manser Manutenção aquecerá 10 mil litros de água por dia com energia solar
Foi inaugurado na indústria Manser
Manutenção e Serviço Ltda, mais um
sistema de aquecimento solar TUMA.
A Manser, uma das maiores indústrias
no setor de manutenção e recuperação de
máquinas elétricas, passou a contar com os
aquecedores SOLAREM para reduzir o seu
consumo de energia elétrica em alguns
setores. Cada vez mais o setor industrial vem
adotando a tecnologia solar como medida de
economia de energia, mas também como
importante ação de redução de emissão de
gases de efeito estufa na atmosfera.
Contando com um total de 150 m² de
coletores solares da marca SOLAREM,
etiquetados pelo INMETRO, o sistema
fabricado e instalado pela TUMA aquece o
volume de 10 mil litros de água por dia a uma
temperatura média de 45°C. A água aquecida
pelo sistema de aquecimento solar abastece a
cozinha e os vestiários em três turnos.
O sistema implantado economizará
anualmente para a Manser 112 MWh de
energia elétrica (ver gráfico), o equivalente a
46 residências consumindo 200 kWh por
mês. Com isto a empresa localizada na
cidade de Contagem, Minas Gerais, deixará
de emitir por ano mais de 27 toneladas de
CO2 na atmosfera contribuindo para a
preservação do meio ambiente e proteção do
clima do planeta.
Fazendo jus ao título de Capital Nacional
da Energia Solar, a região de Belo Horizonte
recebe da TUMA mais um sistema que,
certamente, se tornará referência no setor
como já ocorrido com outros em que a
qualidade TUMA se fez presente.
Construtoras de edifícios residenciais utilizam cada vez mais o aquecimento solar
como solução mais econômica e ambientalmente correta.
Os futuros moradores agradecem...
A Construtora Conartes inaugurou em
agosto de 2006, o Edifício Moreale, na zona
sul de Belo Horizonte, a capital solar do
Brasil.
solar evitando assim uma competição entre
os dois sistemas. O apoio a gás só entra em
funcionamento no caso de não haver água
aquecida com os aquecedores solares.
Este Edifício residencial conta com
sistema de aquecimento solar capaz de gerar
anualmente 4 milhões de litros de água
quente destinados para banhos e
lavatórios.Foi instalada na cobertura da
edificação uma área coletora de 90 m²
totalizando uma geração de
energia
termossolar de aproximadamente
89MWh/ano.
A Construtora Araújo Lima inaugurou
em julho deste ano Condomínio Ed. Firenze
localizado também em Belo Horizonte.O
edifício conta com sistema de aquecimento
Solar / Gás com backup elétrico customizado
pelo Departamento de Engenharia da
Enalter, com um alto padrão de qualidade,
capaz de gerar anualmente 3 milhões de
litros de água quente destinados para banhos
diários de 72 moradores.
A economia anual do condomínio será da
ordem de R$ 45.000,00.
Estima-se que o sistema irá economizar
um milhão de reais durante sua vida útil e
deixará de emitir aproximadamente 442
toneladas de CO 2 na atmosfera.Um
diferencial do sistema de aquecimento foi à
utilização do sistema híbrido gerando uma
economia extra ao usuário. O aquecimento
de apoio a gás é independente do sistema
Foi instalada uma área coletora capaz de
produzir energia termossolar da ordem de
66MWh/ano.
A economia anual proporcionada pelo
sistema é da faixa de R$ 28.000,00 e o
retorno de investimento está previsto para
menos de dois anos. Estima-se que o sistema
irá economizar aproximadamente meio
milhão de reais durante sua vida útil.
Polisol traz economia de energia para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul
A empresa mineira Polisol,
especializada no aquecimento solar de
piscinas com coletores de polipropileno, é a
responsável pela instalação do sistema de
aquecimento solar da piscina da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
em Porto Alegre (RS). A piscina aquecida
possui área de 400 m² e foram instalados
271,44 m² de coletores. Esses coletores
localizam-se no campus olímpico da
faculdade de educação física, no mesmo
prédio em que a piscina. O aquecimento
solar é o sistema principal de aquecimento
da piscina. Anteriormente, já havia o
aquecimento com resistências elétricas e
bombas de calor, mas com os coletores da
Polisol a economia para a Universidade será
muito maior.
De acordo com Alberto Folle de Menezes,
engenheiro civil da Studio Solar,
representante da Polisol em Porto Alegre,
40% de energia será poupada com o
aquecimento solar. “O gasto com o consumo
do sistema elétrico era muito alto. Isso com
certeza influenciou a escolha pela calefação
solar”, ressalta. Além disso, a questão
ambiental foi outro fator que pesou na
Informações Técnicas:
Data da instalação: 11/ 2006
Área da piscina: 400 m²
Área Coletora: 271,44 m²
N° de coletores: 72 painéis Hc40
escolha. “O orçamento para a obra foi feito
pelo laboratório de aquecimento solar da
UFRS. Por ser uma instituição de ensino que
faz pesquisa na área, eles estão bem
conscientes dos benefícios envolvidos, tanto
no campo econômico quanto na área
ecologia. A energia do sol é renovável e não
polui o meio-ambiente”, destaca o
engenheiro.
Menezes acredita que o aquecimento
solar da piscina da Universidade também
contribuirá para que as pessoas tenham mais
conhecimento sobre o sistema. “Será uma
propaganda indireta. Os freqüentadores
ficarão curiosos, entenderão um pouco mais
sobre o que é, os benefícios e a economia
gerada pelo aquecimento solar. Isso pode
nos gerar, inclusive, um aumento nas
vendas”.
A piscina da universidade é semiolímpica. Nela são desenvolvidas atividades
de educação física e aulas de natação para os
alunos, além de natação para as pessoas da
comunidade, estando aberta ao público em
diversos horários.
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CIDADES SOLARES NO COMBATE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS