ABIN AGENTE TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA Língua Portuguesa Raciocínio Lógico Noções de Informática Legislação De Interesse da Atividade de Inteligência Noções de Direito Constitucional Noções de Direito Administrativo Noções de Administração Pública Noções de Administração Financeira e Orçamentária Noções de Gestão de Pessoas nas Organizações Noções de Administração de Recursos de Materiais Noções de Arquivologia © 10/2015 – Editora Gran Cursos ISBN: 789 86 2062 040 0 GG EDUCACIONAL EIRELI SIA TRECHO 3 LOTE 990, 3º ANDAR, EDIFÍCIO ITAÚ – BRASÍLIA-DF CEP: 71.200-032 TEL: (61) 3209-9500 [email protected] AUTORES: Bruno Pilastre Roberto Vasconcelos Wilson Garcia / Rodrigo Larizzatti Henrique Sodré Ivan Lucas / J. W. Granjeiro / Rodrigo Cardoso Bruno Eduardo Thiago Vesely Flavio de Sousa Zé Carlos PRESIDÊNCIA: Gabriel Granjeiro DIRETORIA EXECUTIVA: Rodrigo Teles Calado CONSELHO EDITORIAL: Bruno Pilastre e João Dino DIRETORIA COMERCIAL: Ana Camila Oliveira SUPERVISÃO DE PRODUÇÃO: Marilene Otaviano DIAGRAMAÇÃO: Charles Maia, Oziel Candido da Rosa e Washington Nunes Chaves REVISÃO: Carolina Fernandes, Emanuelle Alves Melo, Hudson Maciel, Luciana Silva e Sabrina Soares CAPA: Pedro Wgilson TODOS OS DIREITOS RESERVADOS – De acordo com a Lei n. 9.610, de 19.02.1998, nenhuma parte deste livro pode ser fotocopiada, gravada, reproduzida ou armazenada em um sistema de recuperação de informações ou transmitida sob qualquer forma ou por qualquer meio eletrônico ou mecânico sem o prévio consentimento do detentor dos direitos autorais e do editor. AUTORES BRUNO EDUARDO Bacharel em Administração pela UNB e especialista em Gerência de Projetos pela POSEAD. Administrador regis trado no CFA/CRA-DF. Servidor Público Federal de cargo efetivo no Superior Tribunal Militar, desde 2005, e exerce desde 2011 a função de Supervisor Substituto na Seção de Auditoria. Professor efetivo em empresa de capacitação de servidores públicos federais, estaduais, distritais e munici pais. Professor, desde 2005, em preparatórios de concursos públicos no Distrito Federal. BRUNO PILASTRE Mestre em Linguística pela Universidade de Brasília. Professor de Redação Discursiva e Interpretação de Textos. Autor dos livros Guia Prático de Língua Portuguesa e Guia de Redação Discursiva para Concursos pela editora Gran Cursos. FLÁVIO DE SOUSA Mestre em Ciência Política, Especialista em Direito Público, Especialista em Economia Brasileira para Negócios (USP), Economista, Jurista e Matemático. Mais de 13 anos de experiências em concursos públi cos, docente universitário, coordenador de Pós-graduação e servidor Público há mais de 15 anos. HENRIQUE SODRÉ Servidor efetivo do Governo do Distrito Federal desde 2005. Atualmente, é Gerente de Tecnologias de Transportes da Secretaria de Estado de Transportes do Distrito Federal. Atuou como Diretor de Tecnologia da Informação no perí odo de 2012 a 2013. Graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e pós-graduando em Gestão Pública. Ministra aulas de informática para concursos desde 2003. Leciona nos principais cursos preparatórios do Distrito Federal. Autor do livro Noções de Informática pela editora Gran Cursos. IVAN LUCAS Pós-graduando em Direito de Estado pela Universidade Católica de Brasília, Ivan Lucas leciona Lei 8.112/90, Direito Administrativo e Direito do Trabalho. Ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça, o professor atualmente é analista do Tri bunal Regional do Trabalho da 10ª Região. 4 Possui grande experiência na preparação de candida tos a concursos públicos. É autor, pela Editora Gran Cursos, das obras: Direito do Trabalho para concursos – Teoria e Exercícios; Lei n. 8.112/90 comentada – 850 exercícios com gabarito comen tado; Lei n. 8.666/1993 – Teoria e Exercícios com gabarito comentado; Atos Administrativos – Teoria e Exercícios com gabarito comentado; 1.500 Exercícios de Direito Administra tivo; 1.000 Exercícios de Direito Constitucional; Legislação Administrativa Compilada, dentre outras. J. W. GRANJEIRO Reconhecido por suas obras, cursos e palestras sobre temas relativos à Administração Pública, é professor de Direito Administrativo e Administração Pública. Possui experiência de mais de 26 anos de regência, sendo mais de 23 anos preparando candidatos para concursos públicos e 17 de Serviço Público Federal, no qual desempenhou atri buições em cargos técnicos, de assessoramento e direção superior. Ex-professor da ENAP, ISC/TCU, FEDF e FGV/DF. Autor de 21 livros, entre eles: Direito Administrativo Sim plificado, Administração Pública - Ideias para um Governo Empreendedor e Lei nº 8.112/1990 Comentada. Recebeu diversos títulos, medalhas e honrarias. Des tacam-se os seguintes: Colar José Bonifácio de Andrada, patriarca da Independência do Brasil (SP/2005), Professor Nota 10 (Comunidade/2005), Comendador (ABACH/2003), Colar Libertadores da América (ABACH/2003), Gente que Faz (Tribuna 2003), Profissional de Sucesso (Correio Bra ziliense/2003), Medalha do Mérito D. João VI (Iberg/Ibem/ Fenai-Fibra/Aidf/Abi-DF/2006), Cidadão Honorário de Brasí lia (Câmara Legislativa do DF/2007), Empresário do Cora ção 2006, 2007, 2008, 2010, 2011 e 2012, Master in Busi ness Leadership 2006, 2007 e 2009 conferido pela World Confederation of Business. ROBERTO VASCONCELOS Engenheiro Civil formado pela Universidade Federal de Goiás, pós-graduado em Matemática Financeira e Estatística. Leciona exclusivamente para concursos há 18 anos, ministrando: Matemática, Raciocínio Lógico e Estatística. Autor dos livros Matemática Definitiva para Concursos e Raciocínio Lógico Definitivo para Concursos pela editora GranCursos. Servidor do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, o professor Rodrigo Cardoso é graduado em Direito pela Universidade Católica de Brasília e especialista em Direito Administrativo e Direito Constitucional. Professor de Direito Administrativo, Lei 8.112/90 e palestrante, possui grande experiência na preparação de candidatos a concursos públicos. É coautor do livro Direito Administrativo Simplificado com o professor J. W. Granjeiro. RODRIGO LARIZZATTI Bacharel em Direito e Ciências Sociais pela Universi dade Paulista/SP (1996). Pós-graduado em MBA/Metodolo gia do Ensino Superior pela Universidade Católica de Brasí lia – UCB (2001) e MBA/Gestão de Polícia Judiciária pelas Faculdades Fortium (2008). É Delegado de Polícia Civil do Distrito Federal, professor de cursos preparatórios com larga experiência e ex-professor universitário, lecionando as dis ciplinas de Direito Penal, Legislação Penal Extra vagante e Direito Processual Penal. Ingressou na Polícia Civil do Estado de São Paulo no ano de 1991, no cargo de Agente Policial, tendo em 1992 sido novamente aprovado em cer tame para a função de Investigador de Polícia, que exer ceu até 1996. Aprovado em 1997 para o cargo de Agente de Polícia Federal, optou pela carreira jurídica de Delegado de Polícia Civil do Distrito Federal, ingressando nos quadros da PCDF em 1999, onde permanece até hoje. Atuou na advo cacia, nas áreas Criminal, Administrativa e Constitucional. Autor do livro Compêndio de Direito Penal pela editora Gran Cursos. THIAGO VESELY Thiago Andrigo Vesely é professor de Orçamento Público e Finanças (AFO) e Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no Gran Cursos. Instrutor do Siafi e de Orçamento no Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento da Câmara dos Deputados (CEFOR). É coordenador de orçamento de liderança partidária, atuando no ciclo orçamentário da União desde sua elabora ção até a execução e controle. Especialista em Administra ção Orçamentária e Financeira e em Contabilidade Pública e Responsabilidade Fiscal. Especialista em Política e Representação Parlamentar; mestrando em Educação; gestor público e técnico em con tabilidade. É autor, pela Editora Gran Cursos, dos livros LRF Comentada, Glossário de Finanças Públicas e Administração Orçamentária e Financeira Contemporânea. Ministra aulas de Direito Administrativo, LODF e Código de Defesa do Consumidor, das Leis 8.112/90, 8.429/92, 8.666/93, 9.784/99, 8.987/95, LC 840/11-DF, e outras legis lações. Professor em diversos cursos preparatórios para con cursos e preparatório para a OAB. Diretor do site: sites.google.com/site/professorwilson garcia; Grupo do facebook: Alunos do Prof. Wilson Garcia. Autor das obras: Série – A Prova – LODF pela Editora Gran Cursos, Direito Civil e Processual Civil. Volume 13, da Apostila Digital: “Resumão do Wilsão” - Direito Administra tivo, do Artigo “Prescrição e Decadência no Direito Civil” Revista Síntese, Autor dos livros digitais, pela Editora Saraiva, Principais Pontos – Volume I – Lei 8.429/92 – Improbidade Administra tiva – 2º edição; Principais Pontos – Volume II – LODF –2º edição; Principais Pontos – Volume IV – LC 840 em Exercí cios. ZÉ CARLOS José Carlos Guimarães Junior é professor universitário há 21 anos e atua em cursos preparatórios para concursos há 9 anos. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ, com habilitação em Empresa Pública e Privada. Foi pesqui sador do Programa de Pré-Iniciação e Iniciação Científica na mesma universidade, onde desenvolveu um projeto inédito no Brasil de Gerenciamento para Pequenas Propriedades Produtoras de Leite no Estado do Rio de Janeiro, além de ser o precursor e coordenador do 1º Laboratório de Informá tica do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universi dade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ. É Especialista em Administração Rural pela Univer sidade Federal de Lavras – FAEPE e Mestre em Planeja mento e Gestão Ambiental pela Universidade Católica de Brasília – UCB. Atuou também como coordenador de diversos cursos de Administração em faculdades de Brasília. É professor convidado pela Universidad de Léon – Fun dação Universitária Iberoamericana – como orientador dos Programas de Especialização e Mestrado. É autor dos livros Administração de Materiais e Patrimônio para Concursos, Administração Geral para Concursos, Série Granpockets: Arquivologia, Série Granpockets: Contabilidade, Recursos Humanos para Concursos, 1500 Questões de Administração Geral, Recursos Humanos, Material e Patrimônio e Arquivologia, todos pela Editora Gran Cursos. Desenvolve atividades acadêmicas em faculdades em Brasília. No setor público, atua como Analista de Políticas Governamentais do Governo do Distrito Federal. WILSON GARCIA Bacharel em Direito pela UCDB, Pós-Graduado em Direito Público pela UCDB, Curso da Escola Superior do Ministério Públicos/MS. 5 ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO RODRIGO CARDOSO Í N D I CE G E RAL LÍNGUA PORTUGUESA...................................................................................................................................7 RACIOCÍNIO LÓGICO.................................................................................................................................115 NOÇÕES DE INFORMÁTICA........................................................................................................................169 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE DA ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA..................................................................265 NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL..................................................................................................341 NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO....................................................................................................437 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA...................................................................................................517 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA..............................................................581 NOÇÕES DE GESTÃO DE PESSOAS NAS ORGANIZAÇÕES.........................................................................637 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS DE MATERIAIS..................................................................665 NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA.....................................................................................................................693 LÍNGUA PORTUGUESA S U M ÁRI O COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS...................................................................................... 58 TIPOLOGIA TEXTUAL............................................................................................................................... 59 ORTOGRAFIA OFICIAL............................................................................................................................... 8 ACENTUAÇÃO GRÁFICA.......................................................................................................................... 22 EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS.................................................................................................... 36 EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE.......................................................................................... 48 SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO.................................................................................................... 43 PONTUAÇÃO........................................................................................................................................... 55 CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL................................................................................................... 44 REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL............................................................................................................... 46 EMPREGO E COLOCAÇÃO DE PRONOMES............................................................................................. 50 SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS................................................................................................................ 53 CORRESPONDÊNCIA OFICIAL (CONFORME MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA).... 94 PARTE 1 – GRAMÁTICA DICA PARA A PROVA! CAPÍTULO 1 – FONOLOGIA Os certames costumam avaliar esse conteúdo da se guinte forma: ORTOGRAFIA OFICIAL BRUNO PILASTRE Iniciamos nossos trabalhos com o tema Ortografia Oficial. Sabemos que a correção ortográfica é requisito ele mentar de qualquer texto. Muitas vezes, uma simples troca de letras pode alterar não só o sentido da palavra, mas de toda uma frase. Em sede de concurso público, temos de estar atentos para evitar descuidos. Nesta seção, procuraremos sanar principalmente um tipo de erro de grafia: o que decorre do emprego inade quado de determinada letra por desconhecimento da grafia da palavra. Antes, porém, vejamos a distinção entre o plano sonoro da língua (seus sons, fonemas e sílabas) e a representação gráfica (escrita/grafia), a qual inclui sinais gráficos diversos, como letras e diacríticos. É importante não confundir o plano sonoro da língua com sua representação escrita. Você deve observar que a representação gráfica das palavras é realizada pelo sistema ortográfico, o qual apresenta características especí ficas. Essas peculiaridades do sistema ortográfico são res ponsáveis por frequentes divergências entre a forma oral (sonora) e a forma escrita (gráfica) da língua. Vejamos três casos importantes: I – Os dígrafos: são combinações de letras que repre sentam um só fonema. II – Letras diferentes para representar o mesmo fone ma. III –Mesma letra para representar fonemas distintos. Para ilustrar, selecionamos uma lista de palavras para representar cada um dos casos. O quadro a seguir apre senta, na coluna da esquerda, a lista de palavras; na coluna da direita, a explicação do caso. Exemplos Explicação do caso Achar Quilo Carro Santo Temos, nessa lista de palavras, exemplos de dígra fos. Em achar, as duas letras (ch) representam um único som (fricativa pós-alveolar surda). O mesmo vale para a palavra quilo, em que o as duas letras (qu) representam o som (oclusiva velar surda). Exato Rezar Pesar Nessa lista de palavras, encontramos três letras diferentes (x, z e s) para representar o mesmo fonema (som): fricativa alveolar sonora. Xadrez Fixo Hexacanto Exame Próximo Mesma letra para representar fonemas distintos. A letra x pode representar cinco sons distintos: (i) con soante fricativa palatal surda; (ii) grupo consonantal [cs]; (iii) grupo consonantal [gz]; (iv) consoante frica tiva linguodental sonora [z]; e consoante fricativa côncava dental surda. Há, também, letras que não representam nenhum fonema, como nas palavras hoje, humilde, hotel. 8 1. O vocábulo cujo número de letras é igual ao de fone mas está em: a. casa. b. hotel. c. achar. d. senha. e. grande. Resposta: item (a). Palavras-chave! Fonema: unidade mínima das línguas naturais no nível fonê mico, com valor distintivo (distingue morfemas ou palavras com significados diferentes, como faca e vaca). Sílaba: vogal ou grupo de fonemas que se pronunciam numa só emissão de voz, e que, sós ou reunidos a outros, formam pala vras. Unidade fonética fundamental, acima do som. Toda sílaba é constituída por uma vogal. Escrita: representação da linguagem falada por meio de signos gráficos. Grafia: (i) representação escrita de uma palavra; escrita, trans crição; (ii) cada uma das possíveis maneiras de representar por escrito uma palavra (inclusive as consideradas incorretas); por exemplo, Ivan e Ivã; atrás (grafia correta) e atraz (grafia incor reta); farmácia (grafia atual) e pharmacia (grafia antiga); (iii) transcrição fonética da fala, por meio de um alfabeto fonético ('sistema convencional'). Letra: cada um dos sinais gráficos que representam, na transcri ção de uma língua, um fonema ou grupo de fonemas. Diacrítico: sinal gráfico que se acrescenta a uma letra para conferir-lhe novo valor fonético e/ou fonológico. Na ortografia do português, são diacríticos os acentos gráficos, a cedilha, o trema e o til. EMPREGO DAS LETRAS EMPREGO DE VOGAIS As vogais na língua portuguesa admitem certa varie dade de pronúncia, dependendo de sua intensidade (isto é, se são tônicas ou átonas), de sua posição na sílaba etc. Por haver essa variação na pronúncia, nem sempre a memó ria, baseada na oralidade, retém a forma correta da grafia, a qual pode ser divergente do som. Como podemos solucionar esses equívocos? Temos de decorar todas as palavras (e sua grafia)? Não. A leitura e a prática da escrita são atividades fundamentais para evitar erros. Para referência, apresentamos a lista a seguir, a qual não é exaustiva. Em verdade, a lista procura incluir as difi culdades mais correntes em língua portuguesa. Palavras com E, e não I. acarear acreano (ou acriano) aéreo anteantecipar antevéspera aqueduto área beneficência beneficente betume boreal cardeal carestia cedilha cercear cereal continue de antemão deferir (conceder) delação (denúncia) demitir derivar descortinar descrição despender despensa (onde se guardam comestíveis) despesa elucidar embutir emergir (para fora) emigrar (sair do país) eminência (altura, exce lência) empecilho empreender encômio (elogio) endireitar entonação entremear entronizar enumerar estrear falsear granjear hastear homogêneo ideologia indeferir (negar) legítimo lenimento (que suaviza) menoridade meteorito meteoro(logia) nomear oceano palavreado parêntese (ou parênte sis) passeata preferir prevenir quase rarear receoso reentrância sanear se senão sequer seringueiro testemunha vídeo Palavras com I, e não E. aborígine acrimônia adiante ansiar antiarquiartifício atribui(s) cai calcário cárie (cariar) chefiar cordial desigual diante diferir (divergir) dilação (adiamento) dilapidar dilatar (alargar) discrição (reserva) discricionário discriminar (discernir, separar) dispêndio dispensa (licença) distinguir distorção dói feminino frontispício imbuir imergir (mergulhar) imigrar (entrar em país estrangeiro) iminente (próximo) imiscuir-se inclinar incorporar (encorpar) incrustar (encrostar) indigitar infestar influi(s) inigualável iniludível inquirir (interrogar) intitular irrupção júri linimento (medicamento untuoso) meritíssimo miscigenação parcimônia possui(s) premiar presenciar privilégio remediar requisito sentenciar silvícola substitui(s) verossímil O ou U? Palavras com O, e não U. abolir agrícola bobina boletim bússola cobiça(r) comprido (extenso, longo) comprimento (extensão) concorrência costume encobrir explodir marajoara mochila ocorrência pitoresco proeza Romênia romeno silvícola sortido (variado) sotaque tribo veio vinícola Palavras com U, e não O. acudir bônus cinquenta cumprido (realizado) cumprimento (saudação) cúpula Curitiba elucubração embutir entabular légua lucubração ônus régua súmula surtir (resultar) tábua tonitruante trégua usufruto vírgula vírus ENCONTROS VOCÁLICOS EI ou E? Palavras com EI, e não E. aleijado alqueire ameixa cabeleireiro ceifar colheita desleixo madeireira 9 LÍNGUA PORTUGUESA E ou I? peixe queijo queixa(r-se) reiterar reivindicar seixo treinar treino BRUNO PILASTRE Palavras com E, e não EI. adrede alameda aldeamento (mas aldeia) alhear (mas alheio) almejar azulejo bandeja calejar caranguejo carqueja cereja cortejo despejar, despejo drenar embreagem embrear enfear ensejar, ensejo entrecho estrear, estreante frear, freada igreja lampejo lugarejo malfazejo manejar, manejo morcego percevejo recear, receoso refrear remanejo sertanejo tempero varejo OU ou O? Palavras com OU, e não O. agourar arroubo cenoura dourar estourar frouxo lavoura Palavras com O, e não OU. alcova ampola anchova (ou enchova) arroba arrochar, arrocho arrojar, arrojo barroco cebola desaforo dose empola engodo estojo malograr, malogro mofar, mofo oco posar rebocar 10 Palavras-chave! Vogal: som da fala em cuja articulação a parte oral do canal de respiração não fica bloqueada nem constrita o bastante para causar uma fricção audível. Diz-se de ou cada uma das letras que representam os fonemas vocá licos de uma língua. Em português são cinco: a, e, i, o, u, além do y, acrescentado pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990. Semivogal: som da fala ou fonema que apresenta um grau de abertura do canal bucal menor do que o das vogais e maior do que o das consoantes, e que ocorre no início ou fim da sílaba, nunca no meio (as mais comuns são as semivogais altas fechadas i e u, em pai, quadro, pau); semiconsoante, vogal assilábica. Ditongo: emissão de dois fonemas vocálicos (vogal e semivogal ou vice-versa) numa mesma sílaba, carac terizada pela vogal, que nela representa o pico de sono ridade, enquanto a semivogal é enfraquecida. Além do ditongo intraverbal – no interior da palavra, como pai, muito –, ocorre em português também o ditongo inter verbal, entre duas palavras (por exemplo, na sequência Ana e Maria), que exerce papel importante na versifica ção portuguesa. Tritongo: grupo de três vogais em uma única sílaba. Hiato: grupo de duas vogais contíguas que perten cem a sílabas diferentes (por exemplo: aí, frio, saúde). EMPREGO DE CONSOANTES pouco pousar roubar tesoura tesouro De modo semelhante ao emprego das vogais, há algu mas consoantes – especialmente as que formam dígrafos, ou a muda (h), ou, ainda, as diferentes consoantes que representam um mesmo som – constituem dificuldade adi cional à correta grafia. A lista a seguir é consultiva. Emprego do H: com o H ou sem o H? Haiti herbáceo (mas erva) halo herdar hangar herege harmonia hermenêutica haurir hermético Havaí herói Havana hesitar haxixe hiato hebdomadário híbrido hebreu hidráulica hectare hidravião (hidroavião) hediondo hidro- (prefixo = água) hedonismo hidrogênio Hégira hierarquia Helesponto hieróglifo (ou hieroglifo) hélice hífen hemi- (prefixo = meio) higiene hemisfério Himalaia hemorragia hindu herança homogêneo homologar homônimo honesto honorários honra horário horda horizonte horror horta hóspede hospital hostil humano humilde humor Hungria O fonema /ž/: G ou J? Palavras com G, e não J. adágio agenda agiota algema algibeira apogeu argila auge Bagé (mas bajeense) Cartagena digerir digestão efígie égide Egito egrégio estrangeiro evangelho exegese falange ferrugem fuligem garagem geada gelosia gêmeo gengiva gesso gesto Gibraltar gíria giz herege impingir ligeiro miragem monge ogiva rigidez sugerir tangente viageiro viagem vigência Palavras com J, e não G. ajeitar eles viajem (forma verbal) encoraje (forma verbal) enjeitar enrijecer gorjeta granjear injeção interjeição jeca jeito jenipapo jerimum jesuíta lisonjear lojista majestade majestoso objeção ojeriza projeção projetil (ou projétil) rejeição rejeitar rijeza sujeito ultraje O fonema /s/: C, Ç ou S ou SS ou X ou XC? Palavras com C, Ç, e não S, SS, ou SC. à beça absorção abstenção açaí açambarcar acender (iluminar) acento (tom de voz, símbolo gráfico) acepção acerbo acerto (ajuste) acervo acessório aço (ferro temperado) açodar (apressar) açúcar açude adoção afiançar agradecer alçar alicerçar alicerce almaço almoço alvorecer amadurecer amanhecer ameaçar aparecer apreçar (marcar preço) apreço aquecer arrefecer arruaça asserção assunção babaçu baço balança Barbacena Barcelona berço caça cacique caçoar caiçara calça calhamaço cansaço carecer carroçaria (ou carroceria) castiço cebola cê-cedilha cédula ceia ceifar célere celeuma célula cem (cento) cemitério cenário censo (recenseamento) censura centavo cêntimo centro cera cerâmica cerca cercear cereal cérebro cerne cerração (nevoeiro) cerrar (fechar, acabar) cerro (morro) certame certeiro certeza, certidão certo cessação (ato de cessar) cessão (ato de ceder) cessar (parar) cesta ceticismo cético chacina chance chanceler cicatriz ciclo ciclone cifra cifrão cigarro cilada cimento cimo cingalês (do Ceilão) Cingapura (tradicional: Singapura) cínico cinquenta cinza cioso ciranda circuito circunflexo círio (vela) 11 LÍNGUA PORTUGUESA hino hiper- (prefixo = sobre) hipo- (prefixo = sob) hipocrisia hipoteca hipotenusa hipótese hispanismo histeria hodierno hoje holandês holofote homenagear homeopatia homicida homilia (ou homília) homogeneidade BRUNO PILASTRE cirurgia cisão cisterna citação cizânia coação cobiçar cociente (ou quociente) coerção coercitivo coleção compunção concelho (município) concertar (ajustar, har monizar) concerto (musical, acordo) concessão concílio (assembleia) conjunção consecução Criciúma decepção decerto descrição (ato de des crever) desfaçatez discrição (reserva) disfarçar distinção distorção docente empobrecer encenação endereço enrijecer erupção escaramuça escocês Escócia esquecer estilhaço exceção excepcional exibição expeço extinção falecer fortalecer Iguaçu impeço incerto (não certo) incipiente (iniciante) inserção intercessão isenção laço liça (luta) licença lucidez lúcido 12 maçada (importunação) maçante maçar (importunar) macerar maciço macio maço (de cartas) maçom (ou mação) manutenção menção mencionar muçulmano noviço obcecação (mas obsessão) obcecar opção orçamento orçar paço (palácio) panaceia parecer peça penicilina pinçar poça, poço presunção prevenção quiçá recender recensão rechaçar rechaço remição (resgate) resplandecer roça ruço (grisalho) sanção (ato de sancionar) soçobrar súcia sucinto Suíça, suíço taça tapeçaria tecelagem tecelão tecer tecido tenção (intenção) terça terço terraço vacilar viço vizinhança Palavras com S, e não C, SC, ou X. adensar adversário amanuense ânsia, ansiar apreensão ascensão (subida) autópsia aversão avulso balsa bolso bom-senso canhestro cansaço censo (recenseamento) compreensão compulsão condensar consecução conselheiro (que aconselha) conselho (aviso, parecer) consenso consentâneo consertar (remendar) contrassenso contraversão controvérsia conversão convulsão Córsega defensivo defensor descansar descensão, descenso (descida) desconsertar (desarranjar) despensa (copa, armário) despretensão dimensão dispensa(r) dispersão dissensão distensão diversão diverso emersão espoliar estender (mas extensão) estorno estorricar excursão expansão expensas extensão (mas estender) extorsão extrínseco falsário falso, falsidade farsa imersão impulsionar incompreensível incursão insinuar insípido insipiente (ignorante) insolação intensão (tensão) intensivo intrínseco inversão justapor mansão misto, mistura obsessão (mas obce cação) obsidiar obsoleto pensão percurso persa Pérsia persiana perversão precursor pretensão propensão propulsão pulsar recensão recensear, recenseamento remorso repreensão repulsa reverso salsicha Sansão seara sebe sebo seção (ou secção) seda segar (ceifar, cortar) sela (assento) semear semente senado senha sênior sensato senso série seringa sério RACIOCÍNIO LÓGICO S U M ÁRI O LÓGICA SENTENCIAL E DE PRIMEIRA ORDEM............................................................................................131 CONTAGEM: PRINCÍPIO ADITIVO E MULTIPLICATIVO...............................................................................116 ARRANJO......................................................................................................................................................117 PERMUTAÇÃO..............................................................................................................................................120 COMBINAÇÃO SIMPLES E COM REPETIÇÃO..............................................................................................118 R.9. Determine a altura relativa ao lado AB do triângulo abaixo. A F B A O 8 4 E C C D A= p ⋅ a Solução: p → semiperímetro. a → apótema*. 12. 4 8. hAB = 2 2 8 hAB = 48 *apótema é o segmento de reta (dos polígonos regu lares) que sai do seu “centro de massa” ou simplesmente “centro do polígono” e vai perpendicularmente ao ponto médio de um dos lados. Obs.: Se o polígono regular for um hexágono, o mesmo poderá ser dividido (desmembrado) em 6 triângulos equiláteros. hAB = 6 R.10. Um paralelogramo tem alturas iguais a 4 cm e 6 cm. Determine a área desse polígono, sabendo que seu perímetro é igual a 40 cm. a ROBERTO VASCONCELOS A F B 12 B 4cm b A = 4.b O a E C b M D ∆ equilátero a OM → apótema do hexágono = altura do ∆. a= 3 2 R.8. Determine a área de um triângulo cujos lados medem 5cm, 12cm e 13cm. Solução: 5 + 12 + 13 30 ⇒ p= ⇒ p = 15 cm 2 2 A= p ⋅ ( p − a )( p − b )( p − c ) A= 15 ⋅ (15 − 5)(15 − 12)(15 − 13) A= 15 ⋅ 10 ⋅ 3 ⋅ 2 A = 900 AB 14 A = 6a Logo, teremos: EXERCÍCIOS RESOLVIDOS p= 6cm 4b = 6a 40 2a + 2b = Dividindo a 1ª equação por 2, temos: 2b = 3a I 2a = 2b II Substituindo I em II: II 2a + (3a ) = 40 5a = 40 a = 8 cm Como A= 6a, temos que A = 6.8 ⇒ A = 48cm2 2. Um trapézio ABCD possui base maior igual a 20cm, base menor igual a 8cm e altura igual a 15cm. Assim, a altura, em cm, do triângulo limitado pela base menor e o prolon gamento dos lados não paralelos do trapézio é igual a: a. 5 b. 10 c. 12 d. 15 3. Um trapézio ABCD, com altura igual a h, possui bases AB = a e CD = b, com a > b. As diagonais deste tra pézio determinam quatro triângulos. A diferença entre as áreas dos triângulos que têm por bases AB e CD respectivamente e por vértices opostos a intersecção das diagonais do trapézio é igual a: a. a + b b. (a+ b) h/2 c. (a b) h/2 d. (b a)h 4. Um triângulo tem lados que medem respectivamente, 6m, 8m e 10m. Um segundo triângulo, que é um tri ângulo semelhante ao primeiro, tem perímetro igual a 30m. Assim, a razão entre a área do segundo e a do primeiro triângulo é igual a: a. 5/4 b. 8/5 c. 9/5 d. 25/16 5. Um terreno triangular, localizado em uma esquina de duas ruas que formam entre si um ângulo de π/2 ra dianos, tem frentes de 12m e 16m. Um arquiteto, para executar um projeto arquitetônico, calculou a área e o perímetro do terreno, encontrando respectivamente: a. 48m2 e 40m b. 96m2 e 48m c. 40m2 e 48m d. 192m2 e 96m 6. Os catetos de um triângulo retângulo medem, respec tivamente, A+X e A+Y, onde A, X e Y são números re ais. Sabendo que o ângulo oposto ao cateto que mede A+X é igual a 45º, segue-se que: a. Y=X b. Y = (31 / 2) / 2X c. Y = 2X d. Y = -2X 7. Em um triângulo equilátero de lado igual a 12cm, tra ça-se um segmento XY paralelo do lado BC de modo que o triângulo fique decomposto em um trapézio e em um novo triângulo. Sabendo-se que o perímetro do trapézio é igual ao perímetro do novo triângulo, então o comprimento do segmento de reta XY, em centíme tros, vale: a. 9 b. 10 c. 12 d. 6 E 12 cm A B 10 cm C D 20 cm Solução: E X 12 A B 10 C D 20 Observe que ∆ ECD ∼ ∆ ECD (critério AA) E E X A 12 B x + 10 C 20 D x + 10 20 x + 10 5 = ⇒ = x 12 x 3 ⇒ 5 x = 3 x + 30 ⇒ 2 x = 30 ⇒ x = 15 cm EXERCÍCIOS 1. Um triângulo isósceles tem um perímetro de 32cm e uma altura de 8cm em relação à base (isto é, com rela ção ao lado diferente dos demais). A área do triângulo, em cm2, é de: a. 24 b. 16 c. 48 d. 100 15 RACIOCÍNIO LÓGICO R.11. Em um trapézio, os lados paralelos medem, res pectivamente, 20 cm e 12 cm e a atlura é igual a 10 cm. Pro logando-se os lados não paralelos teremos o triângulo EAB. Determine a altura desse triângulo em relação ao lado AB. 8. 9. Se o raio de uma circunferência tiver um acréscimo de 50%, então o acréscimo percentual em seu compri mento será igual a: a. 25% b. 50% c. 75% d. 80% O raio do círculo A é 30% menor do que o raio do cír culo B. Desse modo, em termos percentuais, a área do círculo A é menor do que a área do círculo B em: a. 51% b. 49% c. 30% d. 70% D 3 C A a. b. c. d. ROBERTO VASCONCELOS 12. Na figura, um octógono regular e um quadrado estão n( A ) inscritos na circunferência de raio P ( A) = . A área n(S ) da região sombreada é a. 4 ⋅ b. c. ( ) 2 −1 2 +1 2 4⋅ ( ) 2 +1 5 d. 8 2 7 e. 2 +1 8 13. A figura acima representa um paralelepípedo retângulo. As medidas das arestas são AB = 3 cm BC = 7 cm , e CD = 3 cm. O perímetro do triângulo ACD mede 16 B 7 6 2 cm 12 cm 13 cm 14 cm 14. A peça de ferro abaixo foi obtida de um paralelepípedo reto-retângulo de dimensões 20 cm, 30 cm e 40 cm, com a retirada de quatro cubos iguais de aresta 10 cm. 10. A base de um triângulo isósceles é 2m menor do que a altura relativa à base. Sabendo-se que o perímetro deste triângulo é igual a 36m, então a altura e a base medem, respectivamente: a. 8m e 10m b. 12m e 10m c. 6m e 8m d. 14m e 12m 11. Os ângulos de um triângulo encontram-se na razão 2 : 3 : 4. O ângulo maior do triângulo, portanto, é igual a: a. 90º b. 80º c. 75º d. 70º 3 20 cm m 0c 30 40 cm Se a densidade do ferro é 7,8 g/cm3, então a massa dessa peça, em quilos, é: a. 187,2 b. 179,4 c. 171,6 d. 163,8 e. 156 15. Se as dimensões de um paralelepípedo reto retângu lo de volume 15 estão em progressão aritmética e a maior delas é 3, a soma dessas dimensões é: a. 25 8 b. 19 6 c. 9 2 d. 15 2 e. 21 4 16. Um dos lados de um retângulo é 7cm maior do que o outro lado. Se a diagonal deste retângulo mede 13cm, então o volume de um prisma regular, de 5cm de altu ra, e que tem como base este retângulo, é igual a: a. 50cm3 b. 65cm3 c. 200cm3 d. 300cm3 GABARITO 1. 2. 3. 4. 5. c b c d b a a b a b b a b e d d 3) Matriz Transposta Dada uma Matriz Anxm, chamamos de At mxn a matriz obtida trocando-se as linhas pelas colunas, ordenadamente. Exemplo: 7 1 7 0 −4 t = A = A 0 5 1 5 2 2 x 3 −4 2 3 x 2 MATRIZES 4) Matriz Triangular DEFINIÇÃO Matriz é uma tabela numérica disposta em linhas e colunas. Cada elemento de uma matriz A é designado por aij, onde i = nº da linha e j = nº da coluna, desse elemento. Exemplo: 3 7 8 A = −2 0 1 4 5 6 3 x3 a12 = 7 a21 = –2 a33 = 6 É toda Matriz quadrada em que acima ou abaixo da diagonal principal tem um “triângulo de zeros”. Exemplo: 1 4 A= 3 0 0 8 1 4 0 0 2 5 0 0 0 1 5) Matriz Identidade É toda Matriz quadrada que possui a diagonal princi pal formada pela unidade e todos os demais elementos são nulos. 1 0 I2 = 0 1 EXERCÍCIO RESOLVIDO R.1) Seja explicitar uma Matriz A = (aij)2x3 de tal modo que aij = (i + j)2 se i ≠ j e aij = 0 a A = 11 a21 se i=j. a12 a22 a13 a23 a11 = 0 a12 = (1 + 2)2 = 9 a13 = (1 + 3 )2 = 16 a21 = (2 + 1)2 = 9 a22 = 0 a23 = (2 + 3)2 = 25 (Matriz identidade de ordem 2) 1 I3 = 0 0 0 0 1 0 0 1 (Matriz identidade de ordem 3). 1 0 I 4 = 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 1 (Matriz identidade de ordem 4). 0 9 16 9 0 25 Portanto, a matriz A é: A = TIPOS DE MATRIZ 1) Matriz Quadrada É toda matriz cujo nº de linhas é igual ao nº de colunas. 2) Matriz Retangular É toda matriz cujo nº de linhas é diferente do nº de colu EXERCÍCIO RESOLVIDO R.2) Seja uma Matriz X = (xij )3x3 de tal modo que xij = 2i + j, se i ≠ j e xij = i j , se i = j. Determine a soma dos ele mentos da 3ª linha da Matriz Xt . x11 X = x 21 x 31 x12 x 22 x 32 x13 x 23 x 33 nas. 17 RACIOCÍNIO LÓGICO 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. X11 =11 = 1 1) Adição e/ou Subtração X 12 = 2 .1 + 2 = 4 X 13 = 2 . 1 + 3 = 5 Basta realizar a operação desejada com os elementos correspondentes. X 21 = 2 . 2 + 1 = 5 X 22 = 22 = 4 X 23 = 2 . 2 + 3 = 7 Exemplo: X 31 = 2 . 3 + 1 = 7 5 3 5 −8 −10 2 = A = B 5 4 −1 3 1 −10 X 32 = 2 . 3 + 2 = 8 X 33 = 33 = 27 1 4 5 t Logo, = X 5 4 7 = ⇒X 7 8 27 1 5 7 4 4 8 5 7 27 a) A + B −7 7 −3 A+ B = 8 5 −11 b) A – B Resposta: 5 + 7 + 27 = 39 13 3 −13 A− B = Lembre-se que: A - B = A + (- B) 9 2 3 IGUALDADE DE MATRIZES ROBERTO VASCONCELOS Dadas duas Matrizes A e B do mesmo tipo (apresen tam nº de linhas iguais entre si e n. de colunas iguais entre si) elas são ditas iguais se e somente se todos os seus ele mentos correspondentes forem iguais. Exemplo: Dadas as matrizes: 3 4 2 3 4 2 A = B e x y 10 y + 5 − x + 8 10 Determine x e y, sabendo que A = B. x= y + 5 y =− x + 8 5 x− y = 8 x+ y = Propriedades da adição e/ou subtração Sendo A, B e C matrizes do mesmo tipo, valem as quatro propriedades descritas a seguir: • Associativa: (A + B) + C = A + (B + C), o que quer dizer que a soma dessas matrizes pode ser indicada simplesmente por A + B + C, isto é, sem parênteses. • Comutativa: A + B = B + A. (Só para adição) • Elemento neutro: A + 0 = 0 + A = A, onde 0 é a matriz nula do mesmo tipo da matriz A. • Elempo oposto: para toda matriz A existe a matriz A’ tal que A + A’ = A’ + A = 0, onde 0 é a matriz nula do mesmo tipo de A e A’. As matrizes A e A’ são denominadas matrizes opostas. Indicamos A’ = – A (lê-se “A’ é igual à oposta de A”) ou A’ = – A. 2) Multiplicação 2 x = 13 13 x= 2 Dadas duas matrizes A e B nesta ordem, só podemos efetuar o produto A.B se e somente se o número de linhas de B for igual ao número de colunas de A . Substituindo na segunda equação: x+ y = 8 13 +y= 8 2 13 y= 8 − 2 16 − 13 y= 2 3 y= 2 OPERAÇÕES COM MATRIZES 18 Anxm . Bmxp = Cnxp Exemplo: 2 A= 1 5 B= 2 Seja: C = A.B 3 0 2 x2 4 1 1 3 2 x3 NOÇÕES DE INFORMÁTICA S U M ÁRI O AMBIENTES WINDOWS...............................................................................................................................170 INTERNET E INTRANET................................................................................................................................323 UTILIZAÇÃO DE TECNOLOGIAS, FERRAMENTAS, APLICATIVOS E PROCEDIMENTOS ASSOCIADOS À INTERNET/INTRANET...................................................................................................................................323 FERRAMENTAS E APLICATIVOS DE NAVEGAÇÃO, DE CORREIO ELETRÔNICO, DE GRUPOS DE DISCUSSÃO, DE BUSCA E PESQUISA................................................................................................................249 PRINCIPAIS APLICATIVOS COMERCIAIS PARA: EDIÇÃO DE TEXTOS E PLANILHAS, GERAÇÃO DE MATERIAL ESCRITO E MULTIMÍDIA (BR.OFFICE E MICROSOFT OFFICE)..................................................210/181 CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO.......................................................................253 WINDOWS 7 PRINCIPAIS INOVAÇÕES • Snap: é uma nova maneira de redimensionar jane las abertas, simplesmente arrastando-as para as bordas da tela. Dependendo do local para onde você arrastar uma janela você poderá colocá-la na tela inteira ou exibi-la lado a lado com outra janela. Caso o usuário clique no botão Mostrar a Área de Tra balho, as janelas serão minimizadas. Caso o usuário clique novamente o botão, as janelas serão mostradas novamente. • Aero Shake: ao pressionar e manter pressionado o botão esquerdo do mouse sobre a barra de títulos e chacoalhar o mouse para direita e para esquerda rapidamente, todas as janelas serão minimizadas exceto a janela na qual a ação foi feita. • Lista de atalhos: a lista de atalhos aparece ao se clicar com botão direito do mouse sobre um ícone na barra de tarefas. A lista de atalhos depende totalmente do programa. Ao se clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone do Word, aparecem os documentos recentes. Ao se clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone do Internet Explorer, aparece a lista de sites visitados com frequência. Ao se clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone do Windows Media Player, aparece uma lista com as músicas que você escuta mais. • Aero Peek: permite que você enxergue através de outras janelas abertas no Windows 7. Para visuali zar o desktop deixando todas as janelas transpa rentes, basta apontar o ponteiro do mouse para a borda direita da barra de tarefas e perceba que as janelas abertas ficarão transparentes: HENRIQUE SODRÉ Para visualizar uma janela deixando todas as janelas transparentes, basta apontar o ponteiro do mouse para o ícone da janela na barra de tarefas. 20 Clicar com o botão direito do mouse em um ícone de programa permite fixar ou desafixar um programa na barra de tarefas e permite fechar o programa. Fixar o programa permite manter o ícone do programa na barra de tarefas sempre disponível. • Windows Live Essentials: é um software gratuito que pode ser baixado da Internet permitindo ampliar os recursos do Windows 7. O download gratuito o Windows precisar emitir um aviso, aparecerá um ícone na barra de tarefas. Ao clicar o ícone, você verá alertas e correções sugeridas para problemas. Você poderá ajustar quais mensagens serão mos tradas no Painel de Controle. • Gadgets: o Windows 7 não tem o recurso de Barra Lateral (Sidebar) do Windows Vista. Mas os Gadgets (tradução: bugigangas) foram mantidos. O usuário poderá exibi-los na área de trabalho. Para adicionar, o usuário poderá clicar com o botão direito do mouse sobre a área de trabalho e selecionar a opção Gadgets. • Modo Windows XP: o modo Windows XP permite executar programas antigos do Windows XP na área de trabalho do Windows 7. O modo Windows XP é um download separado e funciona apenas no Windows 7 Professional, Ultimate e Enterprise. O modo Windows XP também exige software de virtualização como o Microsoft Virtual PC, que também está disponível gra tuitamente para download. A intenção é impedir que programas corporativos antigos se tornem obsoletos, ou seja, possam ser executados no Windows 7. • Streaming de mídia remoto: com dois computadores com Windows 7 e conectados à Internet, a ferramenta permite que você possa acessar a sua biblioteca do Windows Media Player remotamente. Essa ferramenta só está disponível nas versões Home Premium, Pro fessional, Ultimate e Enterprise do Windows 7. • Controle dos Pais: você pode usar os Controles dos Pais para definir limites para a quantidade de horas que seus filhos podem usar o computador, os tipos de jogos que podem jogar e os programas que podem executar. Com os Controles dos Pais no Win dows Media Center, também é possível bloquear o acesso a filmes e programas de TV censuráveis. • Central de Ações: o Central de Ações centraliza as mensagens dos principais recursos de manu tenção e segurança do Windows, incluindo o Win dows Defender e Controle de Conta de Usuário. Se 21 NOÇÕES DE INFORMÁTICA inclui: Messenger, Galeria de Fotos, Mail, Writer, Movie Maker, Proteção para a Família, Toolbar. O Messenger permite realizar uma conversa instan tânea com amigos e familiares. A Galeria de Fotos permite encontrar e compartilhar fotos. O Mail per mite gerenciar várias contas de e-mail. O Writer per mite gerenciar um blog, criando posts e adicionando fotos e vídeos. O Movie Maker permite transformar fotos e vídeos em filmes. O Proteção para a Famí lia permite gerenciar atividades online para a segu rança das crianças. O Toolbar permite fazer buscas na web utilizando o Bing. • Nova Barra de Tarefas do Windows: é o mesmo local para alternar entre janelas. Mas a barra de tarefas ganhou novas funcionalidades. Por exem plo, é possível fixar programas na barra de tarefas, reordenar os ícones clicando e arrastando, visuali zar uma miniatura dos programas e arquivos aber tos. Apontando para o ícone de um programa na barra de tarefas é possível visualizar a miniatura da janela e também fechar a janela. O Windows Vista somente permitia visualizar a miniatura, mas não permitia fechar a janela. • Lista de Saltos: a Lista de Saltos aparece no menu Iniciar e na barra de tarefas. As Listas de Saltos são listas de itens recentes, como arquivos, pastas ou sites, organizados pelo programa que você usa para abri-los. Além de poder abrir os itens recen tes usando uma Lista de Saltos, você pode também fixar itens favoritos em uma Lista de Saltos. Ferramentas que vieram do windows vista HENRIQUE SODRÉ • Windows Aero: é a interface de usuário para a visualização das janelas. O recurso possui uma aparência de vidro transparente com animações sutis de janelas e novas cores de janelas. Recur sos do Windows Aero: Miniatura ao Vivo na Barra de Tarefas, o Windows Flip, o Windows Flip 3D e a Barra Lateral. O Windows Aero foi aprimorado do Windows Vista para o Windows 7. • Windows Flip: é a evolução da alternância de janelas realizada pelas teclas ALT+TAB. O Win dows Flip exibe uma miniatura das janelas abertas ao invés de ícones genéricos, facilitando as iden tificações rápidas das janelas. • Windows Flip 3D: é outra maneira de se encon trar uma janela. Ao se utilizar as teclas WINKEY + TAB, o Windows Flip 3D exibe o conteúdo das janelas de forma empilhada e tridimensional. 22 • Pesquisa Indexada (Windows Search): o Win dows gera um arquivo de índice com as informa ções catalogadas dos arquivos que estão nas pastas cuja indexação é realizada. Para escolher quais pastas são indexadas, o usuário poderá acessar a opção Opções de Indexação do Painel de Controle. O índice armazena informações sobre arquivos, incluindo o nome do arquivo, data de modificação e propriedades como autor, marcas e classificação. Ou seja, a pesquisa é feita no índice e não nos arquivos e é esse índice que permite obter o resultado de uma pesquisa em apenas alguns segundos. O Windows Search foi aprimo rado do Windows Vista para o Windows 7. • Windows Defender: o Windows 7 possui anti -spyware nativo. Com o Windows Defender o usu ário poderá verificar a existência desse tipo de código malicioso. O Windows Defender foi aprimo rado do Windows Vista para o Windows 7. • Windows ReadyBoost: o Windows ReadyBoost foi projetado para ajuda quando a memória do PC for insuficiente. Pouca memória RAM pode tornar o computador lento porque, com pouco memó ria RAM, o Windows utiliza a memória virtual. A memória virtual é criada a partir do disco rígido. Como o disco rígido é uma memória lenta, ao utili zar a memória virtual o computador ficará lento. O ideal é ter bastante memória RAM. O ReadyBoost permite utilizar uma memória flash (como um pen drive, por exemplo) como alternativa para a pouca quantidade de memória RAM. • BitLocker: permite proteger os dados contra perda, roubo ou hackers. O BitLocker foi aprimo rado no Windows 7 e está disponível na versão Ultimate. O BitLocker criptografa toda a unidade na qual o Windows e seus dados estão armazenados. Uma inovação é o BitLocker To Go que permite criptografar todo o conteúdo de um dispositivo de armazenamento portátil como unidades flash USB e discos rígidos externos. O BitLocker foi aprimo rado do Windows Vista para o Windows 7. • Índice de Experiência do Windows: o Índice de Experiência do Windows mede a capacidade de configuração de hardware e software do computa dor e expressa essa medida como um número deno minado pontuação básica. Uma pontuação básica mais alta significa geralmente que o computador terá um desempenho melhor e mais rápido do que um computador com uma pontuação básica mais baixa ao executar tarefas mais avançadas e inten sivas em recursos. • Ferramenta de captura: permite capturar uma parte da tela para salvar ou compartilhar a imagem. DESKTOP É a tela inicial do Windows. Na configuração padrão do Windows 7, o Desktop aparece conforme a figura abaixo. O Desktop também é chamado de Área de Trabalho. LIXEIRA A lixeira é utilizada para armazenar temporariamente os arquivos excluídos. Só irão para a lixeira arquivos que estão em um disco local. O tamanho padrão da lixeira é de 10% do tamanho de cada unidade. • Lixeira Vazia Lixeira Cheia MENU INICIAR NOÇÕES DE INFORMÁTICA • Notas Autoadesivas: permite criar notas na área de trabalhar para lembrar de algo que deve ser feito. Atualização do Windows Anytime: caso o usuário queira atualizar o Windows 7 para uma versão com mais recursos, ele poderá comprar um disco de atualização ou usar o Windows Anytime para adquirir a atualização online. O usuário poderá, em menos de 10 minutos, fazer a atualização online do Windows 7 Home Premium para o Ultimate, por exemplo, mantendo os programas instalados, arqui vos e configurações. 23 1. Exibe os programas mais utilizados na conta de usu ário ativa. Por padrão, aparecem 10 programas na lista, mas essa quantidade pode ser alterada para um número de 0 a 30. Nos programas que aparece uma seta para a direita como no exemplo a seguir , a seta indica itens recentes a serem exibidos. A lista pode ser alterada para um número de 0 a 60. 2. Exibe uma lista com os programas instalados no com putador. 2.1 Acessórios • Bloco de Notas: cria e edita textos usando for matação de textos básica. • Calculadora: permite utilizar uma calculadora simples ou científica. • Central de Sincronização: sincroniza infor mações entre o computador e outros computadores dispositivos e pastas da rede. • Conectar a um Projetor de Rede: exibe a área de trabalho em um projetor de rede. • Conectar a um projetor: permite conectar o computador a um projetor pelo cabo de vídeo. • • • Conexão de Área de Trabalho Remota: per mite ao usuário conectar-se à área de trabalho de um outro computador e executar aplicativos como se o usuário estivesse diante do mesmo. Executar: abre a janela Executar permitindo abrir um programa, um arquivo, uma pasta ou um site. • Prompt de Comando: dá acesso ao ambiente de comando do Windows. • Transferência de Arquivo Bluetooth: permite transferir arquivos entre dispositivos ou computado res via Bluetooth. • Windows Explorer: gerenciador para arquivos e pastas. • Windows Mobility Center: permite gerenciar configurações de PC móvel como brilho do vídeo, volume e opções de energia. • Wordpad: permite criar ou editar documentos. 2.1.1. Acessibilidade • Central de Facilidade de Acesso: ajusta a configuração do computador conforme necessida des visuais, auditivas e motoras do usuário. • Lupa: amplia o texto selecionado e outros itens na tela para facilitar sua exibição. • Narrator: lê em voz alta texto, caixas de diá logo, menus e botões presentes na tela. • Reconhecimento de Fala do Windows: per mite usar a voz para controlar o computador. O usuário poderá dizer comandos aos quais o compu tador responderá e poderá ditar palavras para pro gramas editores de texto como o Wordpad. • Teclado Virtual: exibe um teclado que pode ser controlado com o mouse ou outro dispositivo de entrada de dados que utilize botão. Ferramenta de Captura: permite capturar uma parte da tela para salvar ou compartilhar a imagem. 2.1.2. Ferramentas do Sistema • HENRIQUE SODRÉ • • • • 24 Gravador de Som: permite gravar um som no computador. Notas Autoadesivas: permite criar notas na área de trabalhar para lembrar de uma algo que deve ser feito. Painel de Entrada de Expressões Matemáticas: permite criar expressões Matemáticas. • Agendador de Tarefas: permite agendar tare fas do computador para que sejam executadas auto maticamente. • Computador: exibe a janela Computador no Windows Explorer. • Desfragmentador de disco: desfragmenta o volume, tornando o computador mais rápido e efi ciente. • Editor de Caracteres Particulares: permite modificar como um caractere é exibido na tela. Paint: cria ou edita imagens. Ponto de Partida: permite conhecer os recur sos do Windows 7 e utilizá-los. LEGISLAÇÃO DE INTERESSE DA ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA S U M ÁRI O LEI N. 9.883/1999 E ALTERAÇÕES – INSTITUI O SISTEMA BRASILEIRO DE INTELIGÊNCIA, CRIA A AGÊNCIA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA – ABIN, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS....................................266 DECRETO N. 4.376/2002 E ALTERAÇÕES – DISPÕE SOBRE A ORGANIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DO SISTEMA BRASILEIRO DE INTELIGÊNCIA, INSTITUÍDO PELA LEI N. 9.883/1999, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS............................................................................................................................................270 DECRETO N. 6.408/2008 – APROVA A ESTRUTURA REGIMENTAL E O QUADRO DEMONSTRATIVO DOS CARGOS EM COMISSÃO, DAS GRATIFICAÇÕES DE EXERCÍCIO EM CARGO DE CONFIANÇA E DAS GRATIFICAÇÕES DE REPRESENTAÇÃO DA AGÊNCIA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA – ABIN, DO GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.......................................274 LEI N. 11.776/2008 – DISPÕE SOBRE A ESTRUTURAÇÃO DO PLANO DE CARREIRAS E CARGOS DA AGÊNCIA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA – ABIN, CRIA AS CARREIRAS DE OFICIAL DE INTELIGÊNCIA, OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA, AGENTE DE INTELIGÊNCIA E AGENTE TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS......................................................................................................319 PARTE ESPECIAL DO CÓDIGO PENAL (DECRETO–LEI N. 2.848/1940) E ALTERAÇÕES, NO REFERENTE AOS SEGUINTES TÓPICOS: TÍTULO I, CAPÍTULO VI, SEÇÃO IV – DOS CRIMES CONTRA A INVIOLABILIDADE DOS SEGREDOS; TÍTULO VIII, CAPÍTULOS I E II – DOS CRIMES DE PERIGO COMUM E DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E TRANSPORTE E OUTROS SERVIÇOS PÚBLICOS; TÍTULO X, CAPÍTULOS III E IV – DA FALSIDADE DOCUMENTAL E DE OUTRAS FALSIDADES; TÍTULO XI, CAPÍTULO I – DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL...................................................................................................329 LEI N. 8.159/1991 – DISPÕE SOBRE A POLÍTICA NACIONAL DE ARQUIVOS PÚBLICOS E PRIVADOS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS....................................................................................................................282 DECRETO N. 3.505/2000 – INSTITUI A POLÍTICA DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO NOS ÓRGÃOS E ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL............................................................................287 DECRETO N. 7.845, DE 2012 – REGULAMENTA PROCEDIMENTOS PARA CREDENCIAMENTO DE SEGURANÇA E TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO CLASSIFICADA EM QUALQUER GRAU DE SIGILO, E DISPÕE SOBRE O NÚCLEO DE SEGURANÇA E CREDENCIAMENTO..........................................................292 LEI N. 12.527, DE 2011.................................................................................................................................303 LEI N. 9.883, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1999 Institui o Sistema Brasileiro de Inteligência, cria a Agência Brasileira de Inteligência – ABIN, e dá outras providências. WILSON GARCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Fica instituído o Sistema Brasileiro de Inteligên cia, que integra as ações de planejamento e execução das atividades de inteligência do País, com a finalidade de forne cer subsídios ao Presidente da República nos assuntos de interesse nacional. § 1º O Sistema Brasileiro de Inteligência tem como fun damentos a preservação da soberania nacional, a defesa do Estado Democrático de Direito e a dignidade da pessoa humana, devendo ainda cumprir e preservar os direitos e garantias individuais e demais dispositivos da Constituição Federal, os tratados, convenções, acordos e ajustes interna cionais em que a República Federativa do Brasil seja parte ou signatário, e a legislação ordinária. § 2º Para os efeitos de aplicação desta Lei, entende -se como inteligência a atividade que objetiva a obtenção, análise e disseminação de conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado. § 3º Entende-se como contrainteligência a atividade que objetiva neutralizar a inteligência adversa. COMENTÁRI A Lei n. 9.883/1999 institui o Sistema Brasileiro de Inteligência que integra as ações de planejamento e execução das atividades de inteligência do País, tendo por finalidade o fornecimento de subsídios ao Presidente da República nos assuntos de interesse nacional. Quais são os fundamentos do Sistema Brasileiro de Inteligência? a preservação da soberania nacional; a defesa do Estado Democrático de Direito; a dignidade da pessoa humana; o cumprimento e a preservação dos direitos e garantias individuais e demais dispositivos da Constituição Federal, tratados, convenções, acordos e ajustes internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte ou signatário, e a legislação ordinária. Cuidado com as diferenças entre inteligência e contrainteligência: INTELIGÊNCIA CONTRAINTELIGÊNCIA a atividade que objetiva a obtenção, análise e disse minação de conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situa ções de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação governa mental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado. a atividade que objetiva neutralizar a inteligência adversa. 26 Art. 2º Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal que, direta ou indiretamente, possam produzir conhecimentos de interesse das atividades de inteligên cia, em especial aqueles responsáveis pela defesa externa, segurança interna e relações exteriores, constituirão o Sis tema Brasileiro de Inteligência, na forma de ato do Presi dente da República. § 1º O Sistema Brasileiro de Inteligência é responsá vel pelo processo de obtenção, análise e disseminação da informação necessária ao processo decisório do Poder Exe cutivo, bem como pela salvaguarda da informação contra o acesso de pessoas ou órgãos não autorizados. § 2º Mediante ajustes específicos e convênios, ouvido o competente órgão de controle externo da atividade de inte ligência, as Unidades da Federação poderão compor o Sis tema Brasileiro de Inteligência. COMENTÁRI Quais são os órgãos que constituirão o Sistema Brasileiro de Inteligência? Serão os órgãos e entidades da Administração Pública Federal que, direta ou indiretamente, possam produzir conhecimentos de interesse das atividades de inteligência, em especial aqueles responsáveis pela defesa externa, segurança interna e relações exteriores na forma de ato do Presidente da República. Mediante ajustes específicos e convênios, ouvido o competente órgão de controle externo da atividade de inteligência, as Unidades da Federação poderão compor o Sistema Brasileiro de Inteligência, podendo desse modo, observadas a legislação e as normas pertinentes, e objetivando o desempenho de suas atribuições, firmar convênios, acordos, contratos e quaisquer outros ajustes. Qual é a responsabilidade do Sistema Brasileiro de Inteligência? É responsável pelo processo de obtenção, análise e disseminação da informação necessária ao processo decisório do Poder Executivo, bem como pela salvaguarda da informação contra o acesso de pessoas ou órgãos não autorizados. Art. 3º Fica criada a Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, órgão da Presidência da República, que, na posi ção de órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência, terá a seu cargo planejar, executar, coordenar, supervisio nar e controlar as atividades de inteligência do País, obede cidas à política e às diretrizes superiormente traçadas nos termos desta Lei. (Redação dada pela Medida Provisória n. 1.999-17, de 2000) (Redação dada pela Medida Provisória n. 2.216-37, de 2001) Parágrafo único. As atividades de inteligência serão desenvolvidas, no que se refere aos limites de sua extensão e ao uso de técnicas e meios sigilosos, com irrestrita obser vância dos direitos e garantias individuais, fidelidade às ins tituições e aos princípios éticos que regem os interesses e a segurança do Estado. COMENTÁRI O que significa a sigla ABIN? Agência Brasileira de Inteligência. Quais são as características da ABIN? órgão da Presidência da República; está na posição de órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência. Art. 4º À ABIN, além do que lhe prescreve o artigo ante rior, compete: I – planejar e executar ações, inclusive sigilosas, relati vas à obtenção e análise de dados para a produção de conhe cimentos destinados a assessorar o Presidente da República; II – planejar e executar a proteção de conhecimentos sensíveis, relativos aos interesses e à segurança do Estado e da sociedade; III – avaliar as ameaças, internas e externas, à ordem constitucional; IV – promover o desenvolvimento de recursos humanos e da doutrina de inteligência, e realizar estudos e pesquisas para o exercício e aprimoramento da atividade de inteligência. Parágrafo único. Os órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência fornecerão à ABIN, nos termos e con dições a serem aprovados mediante ato presidencial, para fins de integração, dados e conhecimentos específicos relaciona dos com a defesa das instituições e dos interesses nacionais. COMENTÁRI Repare que a competência da ABIN refere-se tanto à proteção externa quanto à interna. Art. 5º A execução da Política Nacional de Inteligência, fixada pelo Presidente da República, será levada a efeito pela ABIN, sob a supervisão da Câmara de Relações Exte riores e Defesa Nacional do Conselho de Governo. Parágrafo único. Antes de ser fixada pelo Presidente da República, a Política Nacional de Inteligência será reme tida ao exame e sugestões do competente órgão de controle externo da atividade de inteligência. COMENTÁRI Repare que a Política Nacional de Inteligência é: Fixada: pelo Presidente da República; Executada: pela ABIN; Supervisionada: Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Conselho de Governo. Já o controle e fiscalização externos da atividade de inteligência serão exercidos pelo PL, na forma a ser estabelecida em ato do CN. Art. 6º O controle e fiscalização externos da atividade de inteligência serão exercidos pelo Poder Legislativo na forma a ser estabelecida em ato do Congresso Nacional. § 1º Integrarão o órgão de controle externo da atividade de inteligência os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, assim como os Pre sidentes das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. § 2º O ato a que se refere o caput deste artigo definirá o funcionamento do órgão de controle e a forma de desenvol vimento dos seus trabalhos com vistas ao controle e fiscali zação dos atos decorrentes da execução da Política Nacio nal de Inteligência. COMENTÁRI Vide comentários do art. 5º. Art. 7º A ABIN, observada a legislação e normas per tinentes, e objetivando o desempenho de suas atribuições, poderá firmar convênios, acordos, contratos e quaisquer outros ajustes. COMENTÁRI Vide comentários do art. 2º. Art. 8º A ABIN será dirigida por um Diretor-Geral, cujas funções serão estabelecidas no decreto que aprovar a sua estrutura organizacional. § 1º O regimento interno da ABIN disporá sobre a com petência e o funcionamento de suas unidades, assim como as atribuições dos titulares e demais integrantes destas. § 2º A elaboração e edição do regimento interno da ABIN serão de responsabilidade de seu Diretor-Geral, que o submeterá à aprovação do Presidente da República. COMENTÁRI O Decreto n. 4.376/2002 dispõe sobre a organização e o funcionamento do Sistema Brasileiro de Inteligência, instituído pela Lei n. 9.883, de 7 de dezembro de 1999, e dá outras providências. Tal tópico será visto no respectivo decreto. Art. 9º Os atos da ABIN, cuja publicidade possa comprometer o êxito de suas atividades sigilosas, deverão ser publicados em extrato. § 1º Incluem-se entre os atos objeto deste artigo os referentes ao seu peculiar funcionamento, como às atribui ções, à atuação e às especificações dos respectivos cargos, e à movimentação dos seus titulares. § 2º A obrigatoriedade de publicação dos atos em extrato independe de serem de caráter ostensivo ou sigiloso os recursos utilizados, em cada caso. COMENTÁRI A CF (art. 5º, XXXIII) determina a regra do princípio da publicidade, porém, quando for necessário será assegurado o devido sigilo, com base nisso os atos da ABIN, cuja publicidade possa comprometer o êxito de suas atividades sigilosas, deverão ser publicados em extrato (resumo), como por exemplo, às atribuições, à atuação e às especificações dos respectivos cargos, e à movimentação dos seus titulares. Art. 9º A - Quaisquer informações ou documentos sobre as atividades e assuntos de inteligência produzidos, em curso ou sob a custódia da ABIN somente poderão ser fornecidos, às autoridades que tenham competência legal para solicitá-los, pelo Chefe do Gabinete de Segurança Ins titucional da Presidência da República, observado o res pectivo grau de sigilo conferido com base na legislação em vigor, excluídos aqueles cujo sigilo seja imprescindível à 27 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE DA ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA Quais são as principais finalidades da ABIN? Planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar as atividades de inteligência do País, obedecidas à política e às diretrizes superiormente traçadas nos termos desta Lei. Cuidado: essas atividades de inteligência não podem violar os direitos humanos, pois serão desenvolvidas com base em limites de sua extensão e ao uso de técnicas e meios sigilosos, com irrestrita observância dos direitos e garantias individuais, fidelidade às instituições e aos princípios éticos que regem os interesses e a segurança do Estado. WILSON GARCIA segurança da sociedade e do Estado. (Incluído pela Medida Provisória n. 2.123-30, de 2001) (Incluído pela Medida Provisória n. 2.216-37, de 2001) § 1º O fornecimento de documentos ou informações, não abrangidos pelas hipóteses previstas no caput deste artigo, será regulado em ato próprio do Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. (Incluído pela Medida Provisória n. 2.123-30, de 2001) (Incluído pela Medida Provisória n. 2.216-37, de 2001) § 2º A autoridade ou qualquer outra pessoa que tiver conhecimento ou acesso aos documentos ou informações referidos no caput deste artigo obriga-se a manter o respec tivo sigilo, sob pena de responsabilidade administrativa, civil e penal, e, em se tratando de procedimento judicial, fica con figurado o interesse público de que trata o art. 155, inciso I, do Código de Processo Civil, devendo qualquer investigação correr, igualmente, sob sigilo. (Incluído pela Medida Provisória n. 2.123-30, de 2001) (Incluído pela Medida Provisória n. 2.216-37, de 2001) COMENTÁRI A legislação, nesse ponto, assegura o sigilo dos atos realizados pela ABIN. Quando for permitida a quebra desse sigilo, a autoridade ou qualquer outra pessoa que tiver conhecimento ou acesso aos documentos ou informações obriga-se a manter o respectivo sigilo, sob pena de responsabilidade administrativa, civil e penal. A responsabilidade penal será tratada na apostila referente a esses crimes previstos no Código Penal. Art. 10. A ABIN somente poderá comunicar-se com os demais órgãos da administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Esta dos, do Distrito Federal e dos Municípios, com o conheci mento prévio da autoridade competente de maior hierarquia do respectivo órgão, ou um seu delegado. COMENTÁRI Visando ao controle sobre as informações da ABIN, este órgão somente poderá comunicar-se com os demais órgãos da administração pública com o conhecimento prévio da autoridade competente de maior hierarquia do respectivo órgão, ou um seu delegado. Art. 11. Ficam criados os cargos de Diretor-Geral e de Diretor-Adjunto da ABIN, de natureza especial, e os em comissão, de que trata o Anexo a esta Lei. Parágrafo único. São privativas do Presidente da Repú blica a escolha e a nomeação do Diretor-Geral da ABIN, após aprovação de seu nome pelo Senado Federal. Art. 12. A unidade técnica encarregada das ações de inteligência, hoje vinculada à Casa Militar da Presidência da República, fica absorvida pela ABIN. § 1º Fica o Poder Executivo autorizado a transferir para a ABIN, mediante alteração de denominação e especifica ção, os cargos e funções de confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores, as Funções Gratificadas e as Gratificações de Representação, da unidade técnica encar regada das ações de inteligência, alocados na Casa Militar da Presidência da República. § 2º O Poder Executivo disporá sobre a transferência, para a ABIN, do acervo patrimonial alocado à unidade téc nica encarregada das ações de inteligência. § 3º Fica o Poder Executivo autorizado a remanejar ou transferir para a ABIN os saldos das dotações orçamentá rias consignadas para as atividades de inteligência nos orça mentos da Secretaria de Assuntos Estratégicos e do Gabi nete da Presidência da República. Art. 13. As despesas decorrentes desta Lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias. Parágrafo único. O Orçamento Geral da União con templará, anualmente, em rubrica específica, os recursos necessários ao desenvolvimento das ações de caráter sigi loso a cargo da ABIN. Art. 14. As atividades de controle interno da ABIN, inclusive as de contabilidade analítica, serão exercidas pela Secretaria de Controle Interno da Presidência da República. Art. 15. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 7 de dezembro de 1999; 178º da Independên cia e 111º da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Amaury Guilherme Bier Martus Tavares Alberto Mendes Cardoso Este texto não substitui o publicado no DOU de 08/12/1999 ANEXO CARGOS DE NATUREZA ESPECIAL CÓDIGO NAT. ESP NAT. ESP TOTAL QUANTITATIVO 1 1 2 VALOR UNITÁRIO 6.400,00 6.400,00 VALOR TOTAL 6.400,00 6.400,00 12.800,00 CÓDIGO DAS 101.5 DAS 101.4 DAS 102.4 QUANTITATIVO 5 18 4 VALOR UNITÁRIO 5.200,00 3.800,00 3.800,00 VALOR TOTAL 26.000,00 68.400,00 15.200,00 DAS 101.3 DAS 102.2 DAS 102.1 TOTAL 40 32 12 111 1.027,48 916,81 827,89 41.099,20 29.337,92 9.934,68 189.971,80 CARGOS EM COMISSÃO 28 1. 2. (CESPE/Agente Técnico de Inteligência – Área de Tecnologia da Informação/ABIN/2010) O SISBIN, insti tuído para integrar as ações de planejamento e execução das atividades de inteligência do país, fornece subsídios ao presidente da República nos assuntos de interesse nacional, cabendo à ABIN, órgão central do sistema, es tabelecer as necessidades de conhecimentos específi cos a serem produzidos pelos órgãos que o compõem e consolidá-los no Plano Nacional de Inteligência. (CESPE/Agente de Inteligência/ABIN/2008) Ao Depar tamento de Inteligência Estratégica compete obter in formações e exercer ações de salvaguarda de assun tos sensíveis e de interesse do Estado e da sociedade, bem como das áreas e dos meios que os retenham ou em que transitem. 3. (CESPE/Agente Técnico de Inteligência – Área de Tecnologia da Informação/ABIN/2010) As unidades da Federação podem compor o SISBIN, mediante ajus tes específicos e convênios e aprovação necessária do conselho consultivo instituído pelo referido decreto. 4. (CESPE/Agente Técnico de Inteligência – Área de Tec nologia da Informação/ABIN/2010) Exige-se, nas reu niões do conselho consultivo do SISBIN presença de, no mínimo, dois terços de seus membros. 5. 6. 7. 8. (CESPE/Agente de Inteligência/ABIN/2008) Considera -se inteligência a atividade de obtenção e análise de da dos e informações e de produção e difusão de conhe cimentos, dentro e fora do território nacional, relativos a fatos e situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório, a ação governamental, a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado. (CESPE/Agente de Inteligência/ABIN/2008) O Siste ma Brasileiro de Inteligência funciona mediante arti culação coordenada dos órgãos que o constituem, os quais não são dotados de autonomia funcional. (CESPE/Agente Técnico de Inteligência – Área de Tec nologia da Informação/ABIN/2010) Nas atividades de inteligência, o uso de técnicas e meios sigilosos com potencial suficiente para ferir direitos e garantias indi viduais só pode ocorrer mediante o conhecimento e a autorização prévia do presidente do Conselho Consul tivo do SISBIN e exclusivamente nos casos que envol vam a segurança do Estado. (CESPE/Agente Técnico de Inteligência – Área de Tecnologia da Informação/ABIN/2010) Os órgãos e entidades da administração pública federal que produzirem, direta ou indiretamente, conhecimen tos de interesse das atividades de inteligência, em especial aqueles responsáveis pela defesa exter na, segurança interna e relações exteriores, são membros natos do SISBIN. 9. (CESPE/Agente Técnico de Inteligência – Área de Tecnologia da Informação/ABIN/2010) A ABIN, mes mo sendo o órgão central do SISBIN, somente pode comunicar-se com os demais órgãos da administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, com o conhecimento prévio da auto ridade competente de maior hierarquia do respectivo órgão, ou de um delegado seu. 10. (CESPE/Agente Técnico de Inteligência – Área de Tec nologia da Informação/ABIN/2010) Os atos administra tivos, no âmbito da ABIN, que viabilizem aquisições de bens e serviços cuja publicidade possa comprometer o êxito das atividades sigilosas da agência devem ser publicados em extrato, cabendo ao gestor utilizar, nes ses casos, recursos orçamentários sigilosos. 11. (CESPE/Agente Técnico de Inteligência – Área de Tec nologia da Informação/ABIN/2010) O controle e a fisca lização externos da atividade de inteligência são exer cidos pela Comissão Mista de Controle de Órgãos de Inteligência do Congresso Nacional, criada junto com a ABIN. Integram-na os presidentes das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, os líderes da maioria e minoria na Câmara dos Deputados e no Senado Fe deral e o presidente do Tribunal de Contas da União. 12. (CESPE/Agente de Inteligência/ABIN/2008) A execu ção da Política Nacional de Inteligência é fixada pela ABIN, sob a supervisão da Câmara de Relações Ex teriores e Defesa Nacional do Conselho de Governo. 13. (CESPE/Agente de Inteligência/ABIN/2008) Os atos da ABIN cuja publicidade possa comprometer o êxito de suas atividades sigilosas devem ser publicados em extrato. 14. (CESPE/Agente de Inteligência/ABIN/2008) O controle e a fiscalização externos da atividade de inteligência são exercidos pelo presidente da República. 15. (CESPE/Agente de Inteligência/ABIN/2008) As ativida des de inteligência devem ser desenvolvidas, no que se refere aos limites de sua extensão e ao uso de téc nicas e meios sigilosos, independentemente da obser vância dos direitos e das garantias individuais e para fins de assessoramento ao presidente da República. 16. (CESPE/Agente de Inteligência/ABIN/2008) O SBI, em suas ações, deve cumprir e preservar os direitos e ga rantias individuais e demais dispositivos da CF e das leis ordinárias, mas não os derivados de tratados, con venções, acordos e ajustes internacionais, tendo em vista que o SBI tem como fundamento a preservação da soberania nacional. 17. (CESPE/Agente de Inteligência/ABIN/2008) As unida des da Federação podem compor o SBI, mediante ajustes específicos e convênios, ouvido o competente órgão de controle externo da atividade de inteligência. 29 LEGISLAÇÃO DE INTERESSE DA ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA EXERCÍCIOS GABARITO WILSON GARCIA 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. E E E E C E E E C C E E 13. 14. 15. 16. 17. C E E E C DECRETO N. 4.376, DE 13 DE SETEMBRO DE 2002 Dispõe sobre a organização e o funcionamento do Sistema Brasileiro de Inteligência, instituído pela Lei n. 9.883, de 7 de dezembro de 1999, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea a, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei n. 9.883, de 7 de dezembro de 1999, DECRETA: Art. 1º A organização e o funcionamento do Sistema Brasileiro de Inteligência, instituído pela Lei n. 9.883, de 7 de dezembro de 1999 , obedecem ao disposto neste Decreto. § 1º O Sistema Brasileiro de Inteligência tem por objetivo integrar as ações de planejamento e execução da atividade de inteligência do País, com a finalidade de fornecer subsídios ao Presidente da República nos assuntos de interesse nacional. § 2º O Sistema Brasileiro de Inteligência é responsável pelo processo de obtenção e análise de dados e informações e pela produção e difusão de conhecimentos necessários ao processo decisório do Poder Executivo, em especial no tocante à segurança da sociedade e do Estado, bem como pela salvaguarda de assuntos sigilosos de interesse nacional. COMENTÁRI O art. 8º da Lei n. 9.883/1999 determina que a ABIN será dirigida por um Diretor-Geral, cujas funções serão estabelecidas no decreto que aprovar a sua estrutura organizacional. Com base nisso, para dar fiel execução à citada lei, foi criado o Decreto n. 4.376/2002. Quais são os objetivos do Sistema Brasileiro de Inteligência? Integrar as ações de planejamento e execução da atividade de inteligência do País, com a finalidade de fornecer subsídios ao Presidente da República nos assuntos de interesse nacional. Quais são as responsabilidades do Sistema Brasileiro de Inteligência? O processo de obtenção e análise de dados e informações e a produção e difusão de conhecimentos necessários ao processo decisório do Poder Executivo, em especial no tocante à segurança da sociedade e do Estado, bem como a salvaguarda de assuntos sigilosos de interesse nacional. Art. 2º Para os efeitos deste Decreto, entende-se como inteligência a atividade de obtenção e análise de dados e informações e de produção e difusão de conhecimentos, dentro e fora do território nacional, relativos a fatos e situ ações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório, a ação governamental, a salvaguarda e a segu rança da sociedade e do Estado. Art. 3º Entende-se como contrainteligência a ativi dade que objetiva prevenir, detectar, obstruir e neutralizar a inteligência adversa e ações de qualquer natureza que constituam ameaça à salvaguarda de dados, informações e conhecimentos de interesse da segurança da sociedade e do Estado, bem como das áreas e dos meios que os rete nham ou em que transitem. COMENTÁRI Não confunda os conceitos: INTELIGÊNCIA a atividade de obtenção e análise de dados e informações e de produção e difusão de conhecimentos, dentro e fora do território nacional, relativos a fatos e situações de ime diata ou potencial influência sobre o processo decisório, a ação governamental, a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado. Art. 4º O Sistema Brasileiro de Inteligência é composto pelos seguintes órgãos: (Redação dada pelo Decreto n. 4.872, de 06/11/2003) I – Casa Civil da Presidência da República, por meio de sua Secretaria-Executiva; (Redação dada pelo Decreto n. 7.803, de 2012) II – Gabinete de Segurança Institucional da Presidên cia da República, órgão de coordenação das atividades de inteligência federal; (Redação dada pelo Decreto n. 4.872, de 06/11/2003) III – Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, do Gabi nete de Segurança Institucional da Presidência da Repú blica, como órgão central do Sistema; (Redação dada pelo Decreto n. 4.872, de 06/11/2003) 30 CONTRAINTELIGÊNCIA a atividade que objetiva prevenir, detectar, obstruir e neu tralizar a inteligência adversa e ações de qualquer natu reza que constituam ameaça à salvaguarda de dados, informações e conhecimentos de interesse da segurança da sociedade e do Estado, bem como das áreas e dos meios que os retenham ou em que transitem. IV – Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacio nal de Segurança Pública, da Diretoria de Inteligência Poli cial do Departamento de Polícia Federal, do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, do Departamento Penitenci ário Nacional e do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, da Secretaria Nacional de Justiça; (Redação dada pelo Decreto n. 6.540, de 2008). V – Ministério da Defesa, por meio da Subchefia de Inteligência Estratégica, da Assessoria de Inteligência Ope racional, da Divisão de Inteligência Estratégico-Militar da Subchefia de Estratégia do Estado-Maior da Armada, do Centro de Inteligência da Marinha, do Centro de Inteligên cia do Exército, do Centro de Inteligência da Aeronáutica, e do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia; (Redação dada pelo Decreto n. 7.803, de 2012) NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL S U M ÁRI O PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988............................................................342 DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS, NACIONALIDADE, CIDADANIA E DIREITOS POLÍTICOS........349 ORGANIZAÇÃO DO ESTADO: UNIÃO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.......................................................388 PODER EXECUTIVO.....................................................................................................................................418 O CONTROLE EXTERNO E OS SISTEMAS DE CONTROLE INTERNO..........................................................429 DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS: ESTADO DE DEFESA, ESTADO DE SÍTIO, FORÇAS ARMADAS E SEGURANÇA PÚBLICA.............................................................................................423 DIREITO CONSTITUCIONAL PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS NOÇÕES INTRODUTÓRIAS Conceito de Direito Constitucional O Direito Constitucional é um ramo do Direito Público Interno, que tem como função precípua organizar o funcio namento do Estado, no que tange à distribuição das esferas de competência do poder político, bem como no tocante aos direitos fundamentais dos indivíduos para com o Estado, ou como membros da comunidade política. Conceito de Constituição Nas palavras do ilustre doutrinador Alexandre de Moraes, Constituição latu sensu, é o ato de constituir, de estabelecer, de firmar; ou, ainda, o modo pelo qual se cons titui uma coisa, um ser vivo, um grupo de pessoas; organiza ção, formação. Juridicamente, porém, Constituição deve ser entendida como a lei fundamental e suprema de um Estado, que contém normas referentes à estruturação do Estado, à formação dos poderes públicos, forma de governo e aqui sição do poder de governar, distribuição de competências, direitos, garantias e deveres dos cidadãos. Além disso, é a Constituição que individualiza os órgãos competentes para a edição de normas jurídicas, legislativas ou administrativas. IVAN LUCAS Conceito de Estado A moderna acepção de Estado que conhecemos tem suas origens na famosa obra de Nicolau Maquiavel, intitu lada, “O Príncipe”. Nesse sentido, podemos definir o Estado como uma organização jurídica, social e política de um povo em um determinado território, dirigido por um governo soberano. Portanto, esses 3 elementos reunidos formam o Estado: povo, território e soberania. Ressalte-se que o Estado é um ente personalizado que se apresenta, tanto nas relações internacionais, no conví vio com outros Estados, quanto internamente, como sujeito capaz de adquirir direitos e contrair obrigações. Não obstante, a vontade do Estado é manifesta pelo exercício de seus Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciá rio. Esses poderes são independentes e harmônicos entre si. A função típica do Poder Executivo é a aplicação das leis ao caso concreto – função administrativa; o Legislativo tem as funções de legislar e fiscalizar – função normativa; e o Judiciário tem as funções de aplicar a lei a situações concre tas e litigiosas, e proteger as Constituições Federal e Esta duais e a Lei Orgânica do DF no julgamento de controle de constitucionalidade – função judicial aplicando a lei de forma coativa. ELEMENTOS PODERES Povo Legislativo Território Executivo Governo Soberano Judiciário 32 Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I – a soberania; II – a cidadania; III – a dignidade da pessoa humana; IV – os valores sociais do trabalho e da livre ini ciativa; V – o pluralismo político. Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. O art. 1º da Constituição coloca, em seu caput, as principais características do Estado brasileiro: forma de Estado: Federação; forma de Governo: República; Sistema de Governo: Presidencialista; característica do Estado brasi leiro: Estado democrático de direito; e os entes que compõe a Federação: União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Forma de Estado: – Estado Federal – Estado Unitário A forma de Estado que se adota no Brasil é a federa ção, ou seja, existem em um mesmo território unidades que são dotadas de autonomia política e que possuem compe tências próprias. O art. 1º da Constituição, em seu caput, aponta que a República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel, que significa que não pode haver separação ou secessão, dos Estados, Municípios e Distrito Federal. Ressalte-se que no art. 18, a Carta Maior estabelece, de forma complementar, que “a organização político-admi nistrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição”. Cabe observar que a forma federativa de Estado, no Brasil, é cláusula pétrea, não podendo ser objeto de deli beração propostas de emendas constitucionais tendentes a aboli-la. A Federação brasileira constitui-se de um poder central (União), poderes regionais (estados), e locais (municípios), além de possuir um ente híbrido (DF), que acumula os pode res regionais e locais. Por isso, afirma-se que o Brasil possui o federalismo tríade (ou de 3º grau), qual seja: • União: entidade de 1º Grau; • Estados: entidades de 2º Grau; • Municípios: entidades de 3º Grau; e por fim o Dis trito Federal, que é considerado entidade de grau misto ou sui generis (2º e 3º grau). Importante mencionar também que Existe a forma de Estado Unitário, onde o poder político é centralizado, havendo apenas uma esfera de poder. Ex.: Portugal. Brasil → Federação Forma de Governo: • República • Monarquia A forma de governo representa o modo como os gover nantes são escolhidos. Hoje prevalece a classificação de Maquiavel, onde os Estados ou são principados (monar quias) ou repúblicas. Temos, portanto, a Monarquia e a República. A monarquia é caracterizada pelos princípios da hereditariedade e vitaliciedade. O Chefe de Estado, que no caso será o rei ou monarca, é escolhido pelo princípio da hereditariedade e irá deter o poder de forma vitalícia. Já a República é caracterizada pela alternância entre os poderes, pela eletividade e temporariedade dos manda tos. Por eletividade podemos entender que a escolha dos governantes se dará por meio de eleição, em que quaisquer cidadãos que preencham os requisitos legais poderão con correr a um mandato, e tais mandatos terão prazos prede terminados. A palavra República vem do latim, res publicae, e significa coisa pública, ou seja, o governante deve buscar o bem público, e não os interesses próprios. O Brasil adota a República como forma de governo e tal forma de governo não é cláusula pétrea. Obs.: Consequências decorrentes da forma republi cana de governo: obrigação de prestação de contas por parte dos administradores; alternância entre os poderes; igualdade de todos perante a lei. Brasil → República Sistema de Governo: • Presidencialista • Parlamentarista O sistema de governo representa a maneira com que os poderes estão relacionados, como eles se interagem. No sistema presidencialista os poderes de chefia de Estado (representação internacional do Estado) e chefia de Governo (gerenciar e administrar assuntos internos) se concentram no Presidente da República, ou seja, em uma mesma pessoa. Nesse caso, o Chefe do Executivo pode governar de forma diferente das concepções adotadas pelos membros do legis lativo, o que implica em um equilíbrio maior entre os pode res, não existindo dependência entre eles, como no caso do parlamentarismo. Já no sistema parlamentarista as funções de chefia de Estado e chefia de Governo são de pessoas distintas, ao Rei ou Presidente é atribuída à chefia de Estado e ao Pri meiro Ministro a chefia de Governo. No parlamentarismo, o Primeiro-Ministro depende do apoio parlamentar para esta bilidade de seu governo, causando certa supremacia do Par lamento. Importante destacar que no presidencialismo a funções de chefia de Estado e Chefia de Governo se referem a uma mesma pessoa, enquanto que no parlamentarismo trata-se de pessoas distintas. Obs.: A República pode ser tanto presidencialista quanto parlamentarista; a Monarquia também pode adotar um dos dois sistemas de governo. Brasil → Presidencialista Característica do Estado Brasileiro: Estado Democrático de Direito O “Estado Democrático de Direito” traz a ideia de impé rio da lei e do Direito, ou seja, todos, indivíduos e poderes, estão sujeitos a esse império. O poder do Estado fica limi tado a estas leis e ao Direito, ou seja, ninguém está acima da lei, das normas jurídicas e da Constituição. Regime Político O regime político traduz a forma com que o poder é exercido. Têm-se duas formas, a ditadura, em que não temos a participação do povo; ou democracia, em que o poder é exercido pelo povo. Esta, por sua vez, divide-se em Demo cracia Direta, Democracia Indireta e Democracia Semidireta. O povo participa diretamente do processo de tomada de deci sões. O povo elege seus representan Democracia Indireta (ou Repre tes, os quais tomarão decisões sentativa) em seu nome. É uma mistura da democracia direta e indireta, na qual além dos representantes eleitos pelo povo, temos também a parti Democracia Semidireta cipação do povo nas decisões políticas do Estado, por meio dos institutos da democracia direta (plebiscito, referendo e iniciativa popular). Democracia Direta O art. 1º da Constituição permite concluir que o Brasil adota a democracia semidireta, ou participativa, ou seja, no Brasil o povo exerce o poder por meio de seus representan tes eleitos ou diretamente. Vale destacar que no parágrafo único do art. 1º da Constituição temos que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”, o povo tem, portanto, a titu laridade do poder. Brasil → Democracia Semidireta 33 NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL Estado Unitário: somente um poder político central exerce sua competência por todo o território nacional e sobre toda a população, e, ainda, controla todas as cole tividades regionais e locais. Nesta forma de Estado é que ocorre a centralização política. REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Forma de Estado: Federado Forma de Governo: Republicano Sistema de Governo: Presidencialismo Descentralização política Eletividade, temporariedade de mandato e responsabilização do governante Presidente da República: Chefe de Estado e Chefe de Governo Fundamentos da República Federativa do Brasil: Soberania Significa que o poder do Estado brasileiro não é supe rado por nenhuma outra forma de poder, e no âmbito inter nacional, o Estado brasileiro encontra-se em igualdade com os demais Estados. Cidadania Essa expressão foi utilizada de forma abrangente. Não expressa apenas os direitos políticos ativos e passivos do indivíduo, votando, sendo votado, e interferindo na vida polí tica do Estado. Temos cidadania como forma de integração do indivíduo na vida estatal, fazendo valer seus direitos e cobrando-os de seus representantes. IVAN LUCAS Dignidade da pessoa humana A razão de ser do Estado brasileiro consagra-se na pessoa humana. Conforme nos ensina Alexandre de Moraes, “esse fundamento afasta a ideia de predomínio das concep ções transpessoalistas de Estado e Nação, em detrimento da liberdade individual”. Reconhece-se que o ser humano detém um mínimo de direitos que são invioláveis. Diversos direitos decorrem deste fundamento, como direito à vida, à imagem, à intimidade etc. Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa Esse inciso compatibiliza a livre iniciativa com a valori zação do trabalho humano. O trabalho é entendido como um instrumento da dignidade humana e a livre iniciativa carac teriza o direito de propriedade, a existência do mercado e o regime capitalista. Esse capitalismo, porém, não se refere a sua forma mais liberal, mas sim na forma socialdemocrata. Pluralismo político Esse fundamento não se resume apenas ao pluripar tidarismo, ele visa reconhecer e garantir que as diversas formas de pensamento, grupos que representem interesses e ideologias políticas sejam tidas como legítimas para demo cracia, à exceção das que contrariem a Carta Magna. Jurisprudência: “O Estado de Direito viabiliza a preservação das práticas democráticas e, especialmente, o direito de defesa. Direito a, salvo circunstâncias excepcionais, não sermos presos senão após a efetiva comprovação da prática de um crime. Por isso, usu 34 fruímos a tranquilidade que advém da segurança de sabermos que, se um irmão, amigo ou parente próximo vier a ser acusado de ter cometido algo ilícito, não será arrebatado de nós e submetido a ferros sem antes se valer de todos os meios de defesa em qualquer circunstância à disposição de todos. [...] O que caracteriza a socie dade moderna, permitindo o aparecimento do Estado moderno, é, por um lado, a divisão do trabalho; por outro, a monopolização da tributação e da violência física. Em nenhuma sociedade na qual a desordem tenha sido superada, admite-se que todos cumpram as mesmas funções. O combate à criminalidade é missão típica e privativa da administração (não do Judiciário), através da polícia, como se lê nos incisos do art. 144 da Constituição, e do Ministério Público, a quem compete, privativamente, promover a ação penal pública (art. 129, I).” (HC 95.009, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 06.11.2008, Plenário, DJE de 19.12.2008) “Inexistente atribuição de competência exclusiva à União, não ofende a CB norma constitucional estadual que dispõe sobre apli cação, interpretação e integração de textos normativos estaduais, em conformidade com a Lei de Introdução ao Código Civil. Não há falar-se em quebra do pacto federativo e do princípio da interde pendência e harmonia entre os Poderes em razão da aplicação de princípios jurídicos ditos ‘federais’ na interpretação de textos norma tivos estaduais. Princípios são normas jurídicas de um determinado direito, no caso, do direito brasileiro. Não há princípios jurídicos apli cáveis no território de um, mas não de outro ente federativo, sendo descabida a classificação dos princípios em ‘federais’ e ‘estaduais’.” (ADI 246, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 16.12.2004, Plenário, DJ de 29.04.2005) “Se é certo que a nova Carta Política contempla um elenco menos abrangente de princípios constitucionais sensíveis, a denotar, com isso, a expansão de poderes jurídicos na esfera das coletividades autônomas locais, o mesmo não se pode afirmar quanto aos princí pios federais extensíveis e aos princípios constitucionais estabeleci dos, os quais, embora disseminados pelo texto constitucional, posto que não é tópica a sua localização, configuram acervo expressivo de limitações dessa autonomia local, cuja identificação – até mesmo pelos efeitos restritivos que deles decorrem – impõe-se realizar. A questão da necessária observância, ou não, pelos Estados-mem bros, das normas e princípios inerentes ao processo legislativo, provoca a discussão sobre o alcance do poder jurídico da União Federal de impor, ou não, às demais pessoas estatais que integram a estrutura da Federação, o respeito incondicional a padrões hete rônomos por ela própria instituídos como fatores de compulsória aplicação. [...] Da resolução dessa questão central, emergirá a defi nição do modelo de Federação a ser efetivamente observado nas práticas institucionais.” (ADI 216-MC, Rel. p/ o ac. Min. Celso de Mello, julgamento em 23.05.1990, Plenário, DJ de 07.05.1993) “As ‘terras indígenas’ versadas pela CF de 1988 fazem parte de um território estatal-brasileiro sobre o qual incide, com exclusividade, o Direito nacional. E como tudo o mais que faz parte do domínio de qualquer das pessoas federadas brasileiras, são terras que se submetem unicamente ao primeiro dos princípios regentes das relações internacionais da República Federativa do Brasil: a sobe rania ou ‘independência nacional’ (inciso I do art. 1º da CF). [...] Há compatibilidade entre o usufruto de terras indígenas e faixa de fronteira. Longe de se pôr como um ponto de fragilidade estrutu ral das faixas de fronteira, a permanente alocação indígena nesses estratégicos espaços em muito facilita e até obriga que as institui ções de Estado (Forças Armadas e Polícia Federal, principalmente) se façam também presentes com seus postos de vigilância, equi pamentos, batalhões, companhias e agentes. Sem precisar de licença de quem quer que seja para fazê-lo. Mecanismos, esses, a serem aproveitados como oportunidade ímpar para conscientizar ainda mais os nossos indígenas, instruí-los (a partir dos conscri tos), alertá-los contra a influência eventualmente malsã de certas organizações não governamentais estrangeiras, mobilizá-los em “A pesquisa científica com células-tronco embrionárias, autorizada pela Lei 11.105/2005, objetiva o enfrentamento e cura de patologias e traumatismos que severamente limitam, atormentam, infelicitam, desesperam e não raras vezes degradam a vida de expressivo con tingente populacional (ilustrativamente, atrofias espinhais progres sivas, distrofias musculares, a esclerose múltipla e a lateral amio trófica, as neuropatias e as doenças do neurônio motor). A escolha feita pela Lei de Biossegurança não significou um desprezo ou desapreço pelo embrião in vitro, porém uma mais firme disposição para encurtar caminhos que possam levar à superação do infortúnio alheio. Isto, no âmbito de um ordenamento constitucional que desde o seu preâmbulo qualifica ‘a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça’ como valores supre mos de uma sociedade mais que tudo ‘fraterna’. O que já significa incorporar o advento do constitucionalismo fraternal às relações humanas, a traduzir verdadeira comunhão de vida ou vida social em clima de transbordante solidariedade em benefício da saúde e contra eventuais tramas do acaso e até dos golpes da própria natu reza. Contexto de solidária, compassiva ou fraternal legalidade que, longe de traduzir desprezo ou desrespeito aos congelados embri ões in vitro, significa apreço e reverência a criaturas humanas que sofrem e se desesperam. Inexistência de ofensas ao direito à vida e da dignidade da pessoa humana, pois a pesquisa com células -tronco embrionárias (inviáveis biologicamente ou para os fins a que se destinam) significa a celebração solidária da vida e alento aos que se acham à margem do exercício concreto e inalienável dos direitos à felicidade e do viver com dignidade (Min. Celso de Mello). [...] A Lei de Biossegurança caracteriza-se como regração legal a salvo da mácula do açodamento, da insuficiência protetiva ou do vício da arbitrariedade em matéria tão religiosa, filosófica e etica mente sensível como a da biotecnologia na área da medicina e da genética humana. Trata-se de um conjunto normativo que parte do pressuposto da intrínseca dignidade de toda forma de vida humana, ou que tenha potencialidade para tanto. A Lei de Biossegurança não conceitua as categorias mentais ou entidades biomédicas a que se refere, mas nem por isso impede a facilitada exegese dos seus textos, pois é de se presumir que recepcionou tais categorias e as que lhe são correlatas com o significado que elas portam no âmbito das ciências médicas e biológicas.” (ADI 3.510, Rel. Min. Ayres Britto, julgamento em 29.05.2008, Plenário, DJE de 28.05.2010) “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato pro cessual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.” (Súmula Vinculante 11) “A cláusula da reserva do possível – que não pode ser invocada, pelo Poder Público, com o propósito de fraudar, de frustrar e de inviabilizar a implementação de políticas públicas definidas na própria Constituição – encontra insuperável limitação na garantia constitucional do mínimo existencial, que representa, no contexto de nosso ordenamento positivo, emanação direta do postulado da essencial dignidade da pessoa humana. [...] A noção de ‘mínimo existencial’, que resulta, por implicitude, de determinados precei tos constitucionais (CF, art. 1º, III, e art. 3º, III), compreende um complexo de prerrogativas cuja concretização revela-se capaz de garantir condições adequadas de existência digna, em ordem a assegurar, à pessoa, acesso efetivo ao direito geral de liberdade e, também, a prestações positivas originárias do Estado, viabilizado ras da plena fruição de direitos sociais básicos, tais como o direito à educação, o direito à proteção integral da criança e do adolescente, o direito à saúde, o direito à assistência social, o direito à moradia, o direito à alimentação e o direito à segurança. Declaração Univer sal dos Direitos da Pessoa Humana, de 1948 (Artigo XXV).” (ARE 639.337-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 23.08.2011, Segunda Turma, DJE de 15.09.2011) “Reconhecimento e qualificação da união homoafetiva como enti dade familiar. O STF – apoiando-se em valiosa hermenêutica cons trutiva e invocando princípios essenciais (como os da dignidade da pessoa humana, da liberdade, da autodeterminação, da igualdade, do pluralismo, da intimidade, da não discriminação e da busca da felicidade) – reconhece assistir, a qualquer pessoa, o direito funda mental à orientação sexual, havendo proclamado, por isso mesmo, a plena legitimidade ético-jurídica da união homoafetiva como enti dade familiar, atribuindo-lhe, em consequência, verdadeiro esta tuto de cidadania, em ordem a permitir que se extraiam, em favor de parceiros homossexuais, relevantes consequências no plano do Direito, notadamente no campo previdenciário, e, também, na esfera das relações sociais e familiares. A extensão, às uniões homoafetivas, do mesmo regime jurídico aplicável à união estável entre pessoas de gênero distinto justifica-se e legitima-se pela direta incidência, entre outros, dos princípios constitucionais da igualdade, da liberdade, da dignidade, da segurança jurídica e do postulado constitucional implícito que consagra o direito à busca da felicidade, os quais configuram, numa estrita dimensão que privilegia o sen tido de inclusão decorrente da própria CR (art. 1º, III, e art. 3º, IV), fundamentos autônomos e suficientes aptos a conferir suporte legi timador à qualificação das conjugalidades entre pessoas do mesmo sexo como espécie do gênero entidade familiar. [...] O postulado da dignidade da pessoa humana, que representa – considerada a centralidade desse princípio essencial (CF, art. 1º, III) – significativo vetor interpretativo, verdadeiro valor-fonte que conforma e inspira todo o ordenamento constitucional vigente em nosso País, traduz, de modo expressivo, um dos fundamentos em que se assenta, entre nós, a ordem republicana e democrática consagrada pelo sistema de Direito Constitucional positivo. [...] O princípio constitucional da busca da felicidade, que decorre, por implicitude, do núcleo de que se irradia o postulado da dignidade da pessoa humana, assume papel de extremo relevo no processo de afirmação, gozo e expan são dos direitos fundamentais, qualificando-se, em função de sua própria teleologia, como fator de neutralização de práticas ou de omissões lesivas cuja ocorrência possa comprometer, afetar ou, até mesmo, esterilizar direitos e franquias individuais. Assiste, por isso mesmo, a todos, sem qualquer exclusão, o direito à busca da feli cidade, verdadeiro postulado constitucional implícito, que se qua lifica como expressão de uma ideia-força que deriva do princípio da essencial dignidade da pessoa humana.” (RE 477.554-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 16.08.2011, Segunda Turma, DJE de 26.08.2011). No mesmo sentido: (ADI 4.277 e ADPF 132, Rel. Min. Ayres Britto, julgamento em 05.05.2011, Plenário, DJE de 14.10.2011) “O direito ao nome insere-se no conceito de dignidade da pessoa humana, princípio alçado a fundamento da República Federativa do Brasil (CF, art. 1º, III).” (RE 248.869, voto do Rel. Min. Maurício Corrêa, julgamento em 07.08.2003, Plenário, DJ de 12.03.2004) “É certo que a ordem econômica na Constituição de 1988 define opção por um sistema no qual joga um papel primordial à livre ini ciativa. Essa circunstância não legitima, no entanto, a assertiva de que o Estado só intervirá na economia em situações excepcionais. Mais do que simples instrumento de governo, a nossa Constituição enuncia diretrizes, programas e fins a serem realizados pelo Estado e pela sociedade. Postula um plano de ação global normativo para o Estado e para a sociedade, informado pelos preceitos veiculados 35 NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL defesa da soberania nacional e reforçar neles o inato sentimento de brasilidade. Missão favorecida pelo fato de serem os nossos índios as primeiras pessoas a revelar devoção pelo nosso país (eles, os índios, que em toda nossa história contribuíram decisivamente para a defesa e integridade do território nacional) e até hoje dar mostras de conhecerem o seu interior e as suas bordas mais que ninguém.” (Pet 3.388, Rel. Min. Ayres Britto, julgamento em 19.03.2009, Ple nário, DJE de 1º.07.2010) pelos seus arts. 1º, 3º e 170. A livre iniciativa é expressão de liber dade titulada não apenas pela empresa, mas também pelo trabalho. Por isso, a Constituição, ao contemplá-la, cogita também da ‘ini ciativa do Estado’; não a privilegia, portanto, como bem pertinente apenas à empresa. Se de um lado a Constituição assegura a livre iniciativa, de outro determina ao Estado a adoção de todas as provi dências tendentes a garantir o efetivo exercício do direito à educa ção, à cultura e ao desporto (arts. 23, V, 205, 208, 215 e 217, §3º, da Constituição). Na composição entre esses princípios e regras há de ser preservado o interesse da coletividade, interesse público pri mário. O direito ao acesso à cultura, ao esporte e ao lazer são meios de complementar a formação dos estudantes.” (ADI 1.950, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 03.11.2005, Plenário, DJ de 02.06.2006.) No mesmo sentido: (ADI 3.512, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 15-2-2006, Plenário, DJ de 23.06.2006) A partir de Montesquieu, com adaptações, tivemos a consolidação do conceito da Teoria da Separação de Pode res do modo como conhecemos hoje. Assim, a separação dos poderes consiste em discriminar as três funções esta tais, quais sejam: a função Legislativa, a Executiva e a Judiciária. Tais funções devem ser atribuídas a três órgãos autônomos e independentes entre si. Tais poderes visam precipuamente evitar o arbítrio e garantir os direitos funda mentais do homem. Montesquieu afirmava também que deveria haver um equilíbrio entre os Poderes. Nessa esteira, contribuiu o ilustre autor com o denominado sistema de freios e con trapesos. Montesquieu afirmava que “precisa-se combinar os Poderes, regrá-los, temperá-los, fazê-los agir; dar a um Poder, por assim dizer, um lastro, para pô-lo em condições de resistir a um outro”. QUESTÕES DE CONCURSO (CESPE/ STJ/ Técnico Judiciário/ Telecomunicações e Eletricidade/ Conhecimentos Básicos/ 2012) O povo exerce o poder por meio de representantes eleitos ou de forma direta, como nos casos de plebiscito e refe rendo. Resposta: CERTO IVAN LUCAS (FCC/ 2012/ TRT 6ª Região (PE)/ Analista Judiciário/ Execução de Mandados/ 2012) O voto é uma das prin cipais armas da Democracia, pois permite ao povo es colher os responsáveis pela condução das decisões políticas de um Estado. Quem faz mau uso do voto deixa de zelar pela boa condução da política e põe em risco seus próprios direitos e deveres, o que afeta a essência do Estado Democrático de Direito. Entre os fundamentos da República Federativa do Brasil, ex pressamente previstos na Constituição, aquele que mais adequadamente se relaciona à ideia acima ex posta é a: soberania. a. prevalência dos direitos humanos. b. cidadania. c. independência nacional. d. dignidade da pessoa humana. Sistema de freios e contrapesos (checks and balances) O sistema de freios e contrapesos possibilita que cada poder controle outros poderes e que sejam pelos outros con trolados. Sendo assim, além de suas funções típicas, deve riam possuir também funções atípicas. O Poder executivo tem como função típica administrar, mas também as funções legislativa e jurisdicional como fun ções atípicas. Da mesma forma, o Poder Legislativo legisla como função típica, e administra e julga como funções atí picas. Por fim, ao Poder Judiciário cabe julgar como função principal, e legislar e administrar em sua função atípica. Por isso, a ideia de independência e harmonia entre os poderes, visto que eles não estão subordinados uns aos outros, mas apenas se fiscalizam. Funções típicas Funções atípicas Resposta: c Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Inicialmente, o pensador Aristóteles vislumbrava uma divisão das funções estatais onde haveria uma Assembleia, que ficaria responsável por elaborar as leis, um Corpo de Magistrados e um Corpo Judicial. No Século XVII, John Locke esboçou a separação dos poderes, ao propor a classificação entre funções legislativa, executiva, judicial e confederativa. Porém, caberia a Mon tesquieu consagrar esta teoria. 36 Obs.: Poder Executivo Poder Judiciário Poder Legislativo Administrar Julgar Legislar/Fiscalizar Julgar/ Legislar Ex.: Legisla tiva: quando o Presidente da República edita medida provisó ria; Judicante: o Executivo julga, apreciando defesas e recur sos administra tivos. Administrar/ Legislar Ex. Legislativa: Quando elabora seus regimentos internos; Administrativa: concede licença e férias aos seus servidores. Julgar/ Adminis trar Ex.: Judicante: quando julga o Senado, julga o Presidente da República nos crimes de res ponsabilidade; Administrativa: quando concede férias aos seus servidores. A separação entre os poderes tem status de cláu sula pétrea. Dispõe o art. 60, §4º, que “Não será objeto de deliberação a proposta de Emenda ten dente a abolir: [...] III – a separação dos Poderes”. Jurisprudência: “O princípio constitucional da reserva de admi nistração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. É que, em tais matérias, o Legislativo não se qualifica como instância de revisão dos atos administrativos emanados do Poder Executivo. [...] Não cabe, desse modo, ao Poder Legislativo, sob pena de grave desrespeito ao postulado da separação de pode NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO S U M ÁRI O PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA...............................................................................438 PODERES ADMINISTRATIVOS: VINCULADO, DISCRICIONÁRIO, HIERÁRQUICO, DISCIPLINAR, REGULAMENTAR E DE POLÍCIA.......................................................................................................................489 ATOS ADMINISTRATIVOS: CONCEITOS E ELEMENTOS. COMPETÊNCIAS, FINALIDADE, FORMA, MOTIVO E OBJETO.............................................................................................................................................444 ATOS ADMINISTRATIVOS VINCULADOS E DISCRICIONÁRIOS..................................................................454 INVALIDAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS: REVOGAÇÃO, ANULAÇÃO E EFEITO..............................459 NOÇÕES DE REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS – LEI N. 8.112/1990 E ALTERAÇÕES.........464 CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO SERVIDOR PÚBLICO CIVIL DO PODER EXECUTIVO FEDERAL - DECRETO N. 1.171/1994 E ALTERAÇÕES...................................................................................................508 J. W. GRANJEIRO / RODRIGO CARDOSO II – aplicar o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto 1.171, de 1994, devendo: a) submeter à Comissão de Ética Pública propostas para seu aperfeiçoamento; b) dirimir dúvidas a respeito da interpretação de suas normas e deliberar sobre casos omissos; c) apurar, mediante denúncia ou de ofício, conduta em desacordo com as normas éticas pertinentes; e d) recomendar, acompanhar e avaliar, no âmbito do órgão ou entidade a que estiver vinculada, o desenvolvi mento de ações objetivando a disseminação, capacitação e treinamento sobre as normas de ética e disciplina; III – representar a respectiva entidade ou órgão na Rede de Ética do Poder Executivo Federal a que se refere o art. 9º; e IV – supervisionar a observância do Código de Conduta da Alta Administração Federal e comunicar à CEP situações que possam configurar descumprimento de suas normas. §1º Cada Comissão de Ética contará com uma Secre taria-Executiva, vinculada administrativamente à instância máxima da entidade ou órgão, para cumprir plano de tra balho por ela aprovado e prover o apoio técnico e material necessário ao cumprimento das suas atribuições. §2º As Secretarias-Executivas das Comissões de Ética serão chefiadas por servidor ou empregado do quadro per manente da entidade ou órgão, ocupante de cargo de dire ção compatível com sua estrutura, alocado sem aumento de despesas. Art. 8º Compete às instâncias superiores dos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, abrangendo a admi nistração direta e indireta: I – observar e fazer observar as normas de ética e dis ciplina; II – constituir Comissão de Ética; III – garantir os recursos humanos, materiais e finan ceiros para que a Comissão cumpra com suas atribuições; e IV – atender com prioridade às solicitações da CEP. Art. 9º Fica constituída a Rede de Ética do Poder Exe cutivo Federal, integrada pelos representantes das Comis sões de Ética de que tratam os incisos I, II e III do art. 2º, com o objetivo de promover a cooperação técnica e a avalia ção em gestão da ética. Parágrafo único. Os integrantes da Rede de Ética se reunirão sob a coordenação da Comissão de Ética Pública, pelo menos uma vez por ano, em fórum específico, para avaliar o programa e as ações para a promoção da ética na administração pública. Art. 10. Os trabalhos da CEP e das demais Comissões de Ética devem ser desenvolvidos com celeridade e obser vância dos seguintes princípios: I – proteção à honra e à imagem da pessoa investigada; II – proteção à identidade do denunciante, que deverá ser mantida sob reserva, se este assim o desejar; e III – independência e imparcialidade dos seus membros na apuração dos fatos, com as garantias asseguradas neste Decreto. Art. 11. Qualquer cidadão, agente público, pessoa jurí dica de direito privado, associação ou entidade de classe 38 poderá provocar a atuação da CEP ou de Comissão de Ética, visando à apuração de infração ética imputada a agente público, órgão ou setor específico de ente estatal. Parágrafo único. Entende-se por agente público, para os fins deste Decreto, todo aquele que, por força de lei, con trato ou qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária, excepcional ou eventual, ainda que sem retribuição financeira, a órgão ou entidade da adminis tração pública federal, direta e indireta. Art. 12. O processo de apuração de prática de ato em desrespeito ao preceituado no Código de Conduta da Alta Administração Federal e no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal será ins taurado, de ofício ou em razão de denúncia fundamentada, respeitando-se, sempre, as garantias do contraditório e da ampla defesa, pela Comissão de Ética Pública ou Comis sões de Ética de que tratam o incisos II e III do art. 2º, con forme o caso, que notificará o investigado para manifestar -se, por escrito, no prazo de dez dias. §1º O investigado poderá produzir prova documental necessária à sua defesa. §2º As Comissões de Ética poderão requisitar os docu mentos que entenderem necessários à instrução probató ria e, também, promover diligências e solicitar parecer de especialista. §3º Na hipótese de serem juntados aos autos da inves tigação, após a manifestação referida no caput deste artigo, novos elementos de prova, o investigado será notificado para nova manifestação, no prazo de dez dias. §4º Concluída a instrução processual, as Comissões de Ética proferirão decisão conclusiva e fundamentada. §5º Se a conclusão for pela existência de falta ética, além das providências previstas no Código de Conduta da Alta Admi nistração Federal e no Código de Ética Profissional do Servi dor Público Civil do Poder Executivo Federal, as Comissões de Ética tomarão as seguintes providências, no que couber: I – encaminhamento de sugestão de exoneração de cargo ou função de confiança à autoridade hierarquicamente superior ou devolução ao órgão de origem, conforme o caso; II -- encaminhamento, conforme o caso, para a Con troladoria-Geral da União ou unidade específica do Sistema de Correição do Poder Executivo Federal de que trata o Decreto n o 5.480, de 30 de junho de 2005, para exame de eventuais transgressões disciplinares; e III – recomendação de abertura de procedimento admi nistrativo, se a gravidade da conduta assim o exigir. Art. 13. Será mantido com a chancela de “reservado”, até que esteja concluído, qualquer procedimento instaurado para apuração de prática em desrespeito às normas éticas. §1º Concluída a investigação e após a deliberação da CEP ou da Comissão de Ética do órgão ou entidade, os autos do procedimento deixarão de ser reservados. §2º Na hipótese de os autos estarem instruídos com documento acobertado por sigilo legal, o acesso a esse tipo de documento somente será permitido a quem detiver igual direito perante o órgão ou entidade originariamente encarre gado da sua guarda. §3º Para resguardar o sigilo de documentos que assim devam ser mantidos, as Comissões de Ética, depois de con Art. 20. Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal darão tratamento prioritário às solicitações de documentos necessários à instrução dos procedimentos de investigação instaurados pelas Comissões de Ética . §1º Na hipótese de haver inobservância do dever fun cional previsto no caput, a Comissão de Ética adotará as providências previstas no inciso III do §5º do art. 12. §2º As autoridades competentes não poderão alegar sigilo para deixar de prestar informação solicitada pelas Comissões de Ética. Art. 21. A infração de natureza ética cometida por membro de Comissão de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2º será apurada pela Comissão de Ética Pública. Art. 22. A Comissão de Ética Pública manterá banco de dados de sanções aplicadas pelas Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2º e de suas próprias sanções, para fins de consulta pelos órgãos ou entidades da administração pública federal, em casos de nomeação para cargo em comissão ou de alta relevância pública. Parágrafo único. O banco de dados referido neste artigo engloba as sanções aplicadas a qualquer dos agentes públicos mencionados no parágrafo único do art. 11 deste Decreto. Art. 23. Os representantes das Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2º atuarão como ele mentos de ligação com a CEP, que disporá em Resolução própria sobre as atividades que deverão desenvolver para o cumprimento desse mister. Art. 24. As normas do Código de Conduta da Alta Admi nistração Federal, do Código de Ética Profissional do Servi dor Público Civil do Poder Executivo Federal e do Código de Ética do órgão ou entidade aplicam-se, no que couber, às autoridades e agentes públicos neles referidos, mesmo quando em gozo de licença. Art. 25. Ficam revogados os incisos XVII, XIX, XX, XXI, XXIII e XXV do Código de Ética Profissional do Servi dor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto nº 1.171, de 22 de junho de 1994, os arts. 2º e 3º do Decreto de 26 de maio de 1999, que cria a Comissão de Ética Pública, e os Decretos de 30 de agosto de 2000 e de 18 de maio de 2001, que dispõem sobre a Comissão de Ética Pública. Art. 26. Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação. Brasília, 1º de fevereiro de 2007; 186º da Independência e 119º da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Dilma Rousseff EXERCÍCIOS (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL/ DEPEN/ 2013/ CESPE) Julgue os itens subsecutivos à luz das disposi ções constantes do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. 1. A pena aplicável ao servidor público pela comissão de ética é a pena de suspensão do serviço público por, no máximo, trinta dias. 39 NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO cluído o processo de investigação, providenciarão para que tais documentos sejam desentranhados dos autos, lacrados e acautelados. Art. 14. A qualquer pessoa que esteja sendo investigada é assegurado o direito de saber o que lhe está sendo imputado, de conhecer o teor da acusação e de ter vista dos autos, no recinto das Comissões de Ética, mesmo que ainda não tenha sido notificada da existência do procedimento investigatório. Parágrafo único. O direito assegurado neste artigo inclui o de obter cópia dos autos e de certidão do seu teor. Art. 15. Todo ato de posse, investidura em função pública ou celebração de contrato de trabalho, dos agentes públicos referidos no parágrafo único do art. 11, deverá ser acompanhado da prestação de compromisso solene de aca tamento e observância das regras estabelecidas pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal, pelo Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Execu tivo Federal e pelo Código de Ética do órgão ou entidade, conforme o caso. Parágrafo único . A posse em cargo ou função pública que submeta a autoridade às normas do Código de Conduta da Alta Administração Federal deve ser precedida de con sulta da autoridade à Comissão de Ética Pública acerca de situação que possa suscitar conflito de interesses. Art. 16. As Comissões de Ética não poderão escusar -se de proferir decisão sobre matéria de sua competência alegando omissão do Código de Conduta da Alta Adminis tração Federal, do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal ou do Código de Ética do órgão ou entidade, que, se existente, será suprida pela analogia e invocação aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. §1º Havendo dúvida quanto à legalidade, a Comissão de Ética competente deverá ouvir previamente a área jurí dica do órgão ou entidade. §2º Cumpre à CEP responder a consultas sobre aspec tos éticos que lhe forem dirigidas pelas demais Comissões de Ética e pelos órgãos e entidades que integram o Exe cutivo Federal, bem como pelos cidadãos e servidores que venham a ser indicados para ocupar cargo ou função abran gida pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal. Art. 17. As Comissões de Ética, sempre que constata rem a possível ocorrência de ilícitos penais, civis, de impro bidade administrativa ou de infração disciplinar, encami nharão cópia dos autos às autoridades competentes para apuração de tais fatos, sem prejuízo das medidas de sua competência. Art. 18. As decisões das Comissões de Ética, na aná lise de qualquer fato ou ato submetido à sua apreciação ou por ela levantado, serão resumidas em ementa e, com a omissão dos nomes dos investigados, divulgadas no sítio do próprio órgão, bem como remetidas à Comissão de Ética Pública. Art. 19. Os trabalhos nas Comissões de Ética de que tratam os incisos II e III do art. 2º são considerados rele vantes e têm prioridade sobre as atribuições próprias dos cargos dos seus membros, quando estes não atuarem com exclusividade na Comissão. 2. Para fins de apuração de comprometimento ético, a retribuição financeira pela prestação de serviço não constitui elemento indispensável para a caracterização do indivíduo como servidor público. 3. É permitido ao servidor público omitir a verdade quan do esta for contrária aos interesses da própria pessoa interessada. 4. O servidor público não pode receber prêmio para o cumprimento de sua missão no âmbito da administra ção pública. Acerca de ética e função pública, bem como ética no serviço público, julgue os itens subsequentes. 5. A moralidade do ato praticado pela Administração Pú blica é evidenciada pela exclusiva análise da distinção entre o bem e o mal. 6. Embora a função pública, tida como exercício profis sional, integre a vida particular de cada servidor, os fatos ocorridos no âmbito de sua vida privada não po dem influenciar o seu bom conceito na vida funcional. Tendo em vista que, na análise dos aspectos que envol vem a ética e os serviços públicos, é imprescindível conside rar que a prestação desses serviços tem como base o servi dor público ou funcionário público, recrutados no meio social de onde se originam os seus valores tradicionais, julgue o item seguinte. 7. (ADMINISTRADOR/ FUB/ 2013/ CESPE) A função pública do servidor caracteriza seu exercício profissional, integrando-se, desse modo, à sua vida particular, fazen do que seus atos na conduta diária da vida privada acres çam ou diminuam o seu bom conceito na vida funcional. (VÁRIOS CARGOS/ TJDFT/ 2013/ CESPE) Julgue os itens subsequente, relativos à ética no serviço público. J. W. GRANJEIRO / RODRIGO CARDOSO 8. A penalidade de demissão pode ser aplicada a ser vidor público que deixa de utilizar os avanços do co nhecimento e da ciência para desempenhar, com mais qualidade, suas atribuições e responsabilidades. 9. A modicidade das tarifas cobradas pela prestação de serviços públicos é um exemplo da conduta ética do Estado para com a sociedade. 10. A qualidade dos serviços públicos depende fortemente da moralidade administrativa e do profissionalismo de servidores públicos. 11. Quando prejudica a reputação de um colega de traba lho, o servidor pratica ato de improbidade administra tiva que atenta contra os princípios da Administração Pública. 40 12. A procrastinação é uma conduta que pode configurar ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário, por gerar atrasos e ineficiência do serviço público. 13. O poder-dever de agir do servidor público revela-se quando ele cumpre seu dever para com a comunidade e para com os indivíduos que a ela pertencem. (ANALISTA AMBIENTAL/ TEMA 2/ IBAMA/ 2013/ CESPE) Acerca da ética no serviço público, julgue os itens que seguem. 14. No âmbito da Administração Pública federal, o servidor interessado deve solicitar a abertura de processo ad ministrativo à sua chefia imediata, a quem cabe decidir sobre a formalização do pedido e o início do processo. 15. Considere que uma servidora pública, impedida de se ausentar de uma reunião de trabalho, tenha solicitado ao motorista à sua disposição, designado pelo órgão onde ela trabalha, para buscar sua filha no colégio. Nessa situação hipotética, a conduta da referida servi dora foi antiética, pois ela desviou o motorista de suas atividades para atender a interesse particular. 16. Um servidor público que não apresente a declaração de bens e valores que componham seu patrimônio pri vado cometerá ato de improbidade administrativa que atentará contra os princípios da Administração Pública. 17. Caso uma servidora pública comente com sua chefia imediata e com alguns colegas de trabalho que um servidor estaria assediando sexualmente uma colega de departamento, a conduta dessa servidora será an tiética, pois prejudicará a reputação de um colega de trabalho. 18. Quando um servidor define fins, prioriza valores e deli mita regras de conduta conforme sua concepção parti cular de bem, ele age em consonância com princípios da ética pública. 19. (VÁRIOS CARGOS/ NÍVEL SUPERIOR/ MME/ 2013/ CESPE) O servidor público que age com res peito à hierarquia exibe em sua conduta a. cuidado com o local de trabalho, observando a or ganização e a ordem. b. assiduidade e frequência ao serviço. c. zelo pela estrutura de comando. d. participação de ações que melhoram suas atividades. e. desempenho de excelência em suas funções. 20. (VÁRIOS CARGOS/ NÍVEL SUPERIOR/ MME/ 2013/ CESPE) Informar todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público e divulgar a existência de um código de ética são exemplos de deveres do servidor público relacionados a. à comunicação. b. à organização. c. à legitimidade. d. ao desempenho. e. à urbanidade. 21. Ser assíduo e frequente ao serviço não é um dos prin cipais deveres do servidor público, caso este desem penhe bem e a tempo as atribuições do cargo, função ou emprego público de que seja titular. 22. A comissão de ética poderá aplicar ao servidor público que descumprir dever ético pena de advertência e, no caso de reincidência, censura ética, sendo necessário parecer assinado pelo presidente da comissão. (AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL/ DEPEN/ 2013/ CESPE) A respeito da moral e dos diversos aspectos relati vos à ética, julgue os itens que se seguem. 23. A ética refere-se a um conjunto de conhecimentos ad vindos da análise do comportamento humano e dos valores morais, enquanto a moral tem por base as re gras, a cultura e os costumes seguidos ordinariamente pelo homem. 24. A ética se confunde com a lei, pois ambos os institutos retratam o comportamento de determinada sociedade. No que se refere à ética e ao exercício da cidadania, julgue os próximos itens. 25. A atitude de ceder um assento a um idoso em um trans porte coletivo constitui um exemplo de comportamen to relacionado à cidadania, cuja concepção comporta não apenas a titularidade de direitos pelo indivíduo, mas também a transformação de valores e princípios em atitudes que atendam aos interesses coletivos. 26. Configura um dos elementos indispensáveis para o exercício da cidadania o efetivo conhecimento a res peito dos direitos. (TÉCNICO JUDICIÁRIO/ ADMINISTRATIVA/ TRE-GO/ 2015/ CESPE) Acerca da ética no serviço público, os itens que se seguem apresentam uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada. 27. Mauro, estudante de direito que cumpre estágio em um TRE, foi flagrado pelo presidente do tribunal quando acessava sítios eletrônicos impróprios em um dos com putadores do órgão. Nessa situação, não há que se falar em desobediência ao Código de Ética dos Servidores Públicos, uma vez que Mauro não é servidor público. 28. Rodrigo, servidor público, tem o hábito de consumir bebida alcoólica em excesso em bares e restaurantes da cidade duas ou três vezes por semana após seu horário de trabalho, ocasiões em que fica bastante embriagado. Nessa situação, ainda que a embriaguez habitual ocorra fora do ambiente do trabalho, a condu ta de Rodrigo fere dispositivo do Código de Ética dos Servidores Públicos. 29. Mirtes, que é servidora pública com mais de vinte anos de ofício em um TRE, acostumou-se com a forma tra dicional de realizar suas tarefas e, por isso, se recusa a utilizar os sistemas eletrônicos institucionais que fo ram instalados em seu departamento. Nessa situação, a chefia imediata de Mirtes deve adaptar a rotina de trabalho para que ela possa continuar a trabalhar da forma que lhe é mais conveniente em respeito a sua longa carreira no tribunal. (TÉCNICO JUDICIÁRIO/ ADMINISTRATIVA/ TJDFT/ 2013/ CESPE) A respeito de ética no serviço público, julgue os próximos itens. 30. No contexto da administração pública, a legitimidade dos atos do servidor público, de acordo com a CF, rela ciona-se, entre outros fatores, ao dever de probidade. 31. O servidor que, estando obrigado a prestar contas re ferentes a recursos recebidos, deixa de fazê-lo incorre em ato de improbidade administrativa passível de de missão do serviço público. 32. A qualidade dos serviços públicos pode ser verificada quando os servidores públicos exibem condutas em basadas na atualidade, na generalidade e na cortesia, por exemplo. 33. Os atos típicos de improbidade administrativa restrin gem-se ao descumprimento do princípio do sigilo e da confidencialidade de informações. 34. O servidor que se apresenta frequentemente embria gado no serviço comete ato de improbidade adminis trativa que atenta contra os princípios da administra ção pública. (VÁRIOS CARGOS/ ANTAQ/ 2014/ CESPE) Com base nas disposições do Decreto n. 1.171/1994, julgue os itens que se seguem. 35. Considera-se servidor público, para fins de apuração de comprometimento ético, todo indivíduo que presta serviços de natureza permanente, temporária, ou ex cepcional, ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do poder estatal. 36. A função pública representa exercício profissional do servidor, não devendo integrar-se à vida particular do servidor público. 37. É vedado ao servidor público desviar outros servidores para atender a seus interesses particulares, exceto em casos que envolvam risco da imagem do servidor ou da organização. 38. (VÁRIOS CARGOS/ NÍVEL SUPERIOR/ MME/ 2013/ CESPE) De acordo com o respectivo código de ética, o fato de o servidor público deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister é considerado como uma a. incumbência. 41 NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO (VÁRIOS CARGOS/ ANTAQ/ 2014/ CESPE) Com rela ção ao disposto no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, julgue os próximos itens. b. c. d. e. negligência. imperícia. inconveniência. vedação. (ANALISTA DO MPU/ MPU/ 2015/ CESPE) Com base no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, julgue o item seguinte. 39. Nos órgãos públicos federais, entre os servidores su jeitos à apuração de desvio ético, previsto no Decreto n. 1.171/1994, não estão incluídos colaboradores ter ceirizados, como brigadistas e vigilantes. 40. (VÁRIOS CARGOS/ NÍVEL SUPERIOR/ MME/ 2013/ CESPE) A ética preconiza, conforme a aborda gem da moral e dos direitos, que as decisões morais a. precisam preservar os direitos das pessoas afeta das por ela. b. devem ser claramente anunciadas e executadas de modo consistente e imparcial. c. levem ao bem comum em detrimento das preferên cias individuais. d. devem ser baseadas em equidade, justiça e impar cialidade. e. promovam os melhores interesses a longo prazo. GABARITO J. W. GRANJEIRO / RODRIGO CARDOSO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. E C E C E E C E C C E E C E C E C E c a E E C E C E E C E C 42 31. 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39. 40. C C E E C E E E E a NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA S U M ÁRI O CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DAS ORGANIZAÇÕES FORMAIS MODERNAS: TIPOS DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL, NATUREZA, FINALIDADES E CRITÉRIOS DE DEPARTAMENTALIZAÇÃO...................518 ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA: CENTRALIZAÇÃO, DESCENTRALIZAÇÃO, CONCENTRAÇÃO E DESCONCENTRAÇÃO; ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA UNIÃO; ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA......................................................................................................................................................518 GESTÃO DE PROCESSOS.............................................................................................................................544 GESTÃO DE CONTRATOS............................................................................................................................559 NOÇÕES DE PROCESSOS LICITATÓRIOS....................................................................................................562 ORGANIZAÇÃO INTRODUÇÃO AO CONTEÚDO BRUNO EDUARDO A função administrativa Organização consiste no “pro cesso administrativo que visa à estruturação da empresa, reunindo pessoas e equipamentos, de acordo com o plane jamento efetuado” 1. Ao utilizar o conceito acima da obra de Adelphino pode mos perceber que organizar não envolve apenas estruturar, mas também reunir pessoas e equipamentos, e assim deve mos ter em mente que ao organizar algo, iremos inserir na estrutura pessoas e equipamentos. Em muitos concursos quando se cobra a função orga nização é comum termos itens relacionados à estrutura organizacional, que será nosso primeiro assunto a abordar, demonstrando as vantagens e desvantagens dos tipos de estruturas existentes. Logo após estruturar é comum realizar a departamen talização, ou seja, em uma estrutura organizacional criada inserir os departamentos. Quando se aborda departamentali zação é comum alguns tipos se confundirem à estruturação, como por exemplo estrutura projetizada e departamento por projeto. O aluno que esteja estudando pela primeira vez deve estar atento ao enunciado da questão, para não confundir os conceitos, apesar de a essência ser a mesma, confira: Ano: 2011, Banca: FCC, Órgão: TRT - 24ª REGIÃO (MS), Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa O desenho departamental, ou departamentalização, apresenta uma variedade de tipos, dentre eles o a) linear. b) staff. c) funcional. d) programático. e) empresarial. A questão apresenta como respostas alguns tipos de estruturas organizacionais (linear, staff e funcional), porém apenas uma das alternativas pode ser também um tipo de departamentalização, que é a funcional. Veja que o tipo pode ser aplicado tanto na estrutura quanto no departa mento, com a mesma essência teórica. Após realizar a departamentalização o próximo passo é descentralizar o poder e responsabilidade. Quando se rea liza a etapa de descentralizar é necessário que já se tenha realizado o plano de atribuições dos cargos a fim de passar exatamente o poder compatível com o cargo. O próximo passo é de estabelecer o controle hierár quico. As comunicações podem ser trabalhadas em con junto com o controle hierárquico, pois serão definidos os níveis e assim a forma de comunicação vertical e horizontal, interna e externa. No setor público já temos a padronização das comunicações, tanto que o aluno normalmente estuda o manual de redações, em que são inseridos documentos, por exemplo, como ofício (comunicação externa) e memorando (comunicação interna). 1 SILVA, Adelphino T. Administração básica. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2011. 44 Nosso plano de estudo ficará nessa sequência, par tindo da estrutura organizacional e encerrando nas comu nicações. ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS O conceito de estrutura organizacional extraído da obra Organizações e Métodos, Cury (2007) é: “a estrutura com preende a disposição das diversas unidades que compõem a empresa – departamentos, divisões, seções etc. – e as relações entre superiores e subordinados.” 2 Ao explorar obras de outros autores como Chiavenato e Adelphino, todos apresentam as classificações das estru turas organizacionais um pouco diferente da obra de Cury, porém, todos apresentam os mesmos títulos em quase a totalidade dos tipos de estruturas. O aluno deve se preo cupar mais com os tipos de estruturas do que a forma que são apresentadas, pois em provas não são abordados, em geral, conceitos sobre a estrutura matricial ser tradicional ou moderna, mas sim se a estrutura matricial é a junção de dois tipos de estruturas a projetizada e a funcional. Outro tópico importante que o aluno deve ter é o que se classifica como estrutura e o que incorpora a uma estru tura. A estrutura em staff não é uma estrutura propriamente dita, mas um órgão assessor que se agrega a uma estrutura linear. Em provas ao se abordar o título linear o aluno deve se lembrar da cadeia hierárquica composta de gerentes e subordinados, e quando aborda o título staff o aluno deve estar atendo que o elaborador está falando de um assessor, ou unidade assessora. Os tipos mais comuns de estruturas organizacionais estudas para concursos público são: • Linear; • Staff; • Colegiado; • Funcional; • Divisional; • Projetizada; • Matricial; e • Redes. Nosso objeto de estudo será explicar uma a uma com suas respectivas vantagens e desvantagens, mas entenda como uma evolução das estruturas em que conforme formos avançando no conteúdo o custo da estrutura irá aumentar e os resultados tendem a melhorar. Estrutura linear: estrutura apresentada em forma de pirâmide, conhecida também como estrutura militar. É uma forma simples de organizar hierarquicamente uma empresa, indicando os setores conforme suas especialidades. 2 CURY, Antônio. Organização e métodos: uma visão holística. 8.ed. rev. e ampl. 3. reimpr. São Paulo: Atlas, 2007. Características: • Poder centralizado; • Autoridade única (um só chefe imediato). Vantagens: • Baixo custo de implantação; • Rápido processo decisório; • Simples transmissão de ordens (de cima para baixo); • Definição clara e objetiva dos deveres. Desvantagens: • Não favorece a especialização; • Excesso de burocracia; • Sobrecarrega a chefia com decisões; • Não favorece o trabalho em equipe; • Ruídos na comunicação; • Dificulta substituição das pessoas (chefes). Esse tipo de estrutura é muito comum em empresas familiares. b) Linear. c) Gerencial. d) Funcional. e) Operacional. A alternativa correta é a opção B. O aluno na hora da prova deve estar atento ao que o elaborador está exigindo. Vantagem ou desvantagem da estrutura ou o conceito da estrutura com base em suas características. Ano: 2008, Banca: CESPE, Órgão: MTE, Prova: Ad ministrador Em relação ao arranjo, ao desenho organizacional e aos tipos de estruturas, julgue o item que se segue. A organização que possui uma estrutura organiza cional em que a autoridade é única e centralizada, com aspecto piramidal, pode ser descrita como uma estrutura linear. O item anterior está correto. Para encerramos essa estrutura, veja que três tipos de bancas elaboradoras estão cobrando a mesma essência. Estrutura staff: não seria exatamente uma estrutura, mas uma forma de agregar o assessoramento à linha. Como visto na estrutura anterior, linear, podemos conferir a hierar quia no organograma. Ao apresentar a estrutura staff vamos perceber a necessidade de uma estrutura em linha, e por isso alguns autores costumam chamar de staff and line ou assessoramento em linha. Ano: 2014, Banca: Aeronáutica, Órgão: EEAR, Pro va: Sargento - Administração É uma das vantagens da Organização Linear: a) facilidade de implantação. b) autoridade linear baseada no comando único e direto. c) congestionamento das linhas formais de comu nicação. d) pressupõe a existência de chefes capazes de fazer tudo. A resposta correta é a opção A por afirmar ser de sim ples implantação. Veja que a alternativa B leva a confusão por afirmar ser comando único e direto. Quando afirmamos ter um só chefe, lembre-se que o chefe também tem chefe e assim a ordem superior é transmitida ao nível operacional por intermédio do nível tático, sendo assim, o comando não é direto. Agora veja outra questão afirmando o mesmo que a alternativa B, confira: Ano: 2014, Banca: IDECAN, Órgão: Colégio Pedro II, Prova: Auxiliar em Administração “Nesse tipo de estrutura organizacional, a princi pal característica é a autoridade única e absoluta do superior sobre seus subordinados, decorrente do princípio da unidade de comando.” (Idalberto Chiavenato. Teoria Geral da Adminis tração. Vol. 1. São Paulo: McGraw Hill, Makron Books, 1993.) Assinale a alternativa que define qual o tipo de es trutura organizacional a que o autor se refere. a) Staff. Confira as unidades que iniciam por assessoria ou assessor. Esse tipo de unidade está fora da cadeia hierár quica possuindo assim liberdade e autonomia sobre sua especialização. A forma correta de apresentá-la no organo grama é por uma linha traçada, ou pontilhada, de forma a indicar que ela não está inserida na linha. Quando afirma mos que o staff está fora da hierarquia dizemos que ele não tem subordinados fora do setor e que sua autonomia se res tringe em assessorar, sendo assim ele não pode decidir. A função de assessor é de assessorar o que está ime diatamente acima, ou seja, a assessoria de planejamento se restringe em assessorar o departamento de apoio, assim como o assessor técnico se restringe em assessorar a divi são de documentação, com base no organograma apresen tado. 45 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Perceba que houve uma divisão entre serviços e indús tria, o que leva a entender a divisão em área fim e área meio. Essa estrutura é indicada a pequenas empresas e tem um custo baixo de implantação devido à sua simplicidade. Quando a empresa evolui e suas atividades tornam-se com plexas é natural a evolução para a estrutura funcional. BRUNO EDUARDO Características: • A unidade linear conta com assessoria para assun tos técnicos; • O staff atua como um pesquisador, apresentando soluções aos problemas da unidade linear; • A unidade staff pode ser interna ou externa, fazer parte da estrutura ou ser contratada para um traba lho temporário. Vantagens: • Utilização de especialistas; • Melhoria da qualidade das decisões tomadas; • Promove a eficiência organizacional; • A organização torna-se flexível (baixa flexibilidade). Desvantagens: • O uso de especialistas encarece o custo organiza cional; • As sugestões podem ser confundidas com ordens, gerando conflitos; • O staff não aceita facilmente seus limites (de não decidir); • Os gerentes de linha tendem a reagir contraria mente aos conselhos dos assessores; • Os assessores tendem a utilizar da autoridade do gerente de linha para se inserir na cadeia hierár quica, gerando conflitos. Confira alguns itens: Ano: 2010, Banca: CESPE, Órgão: MPU, Prova: Técnico Administrativo Julgue o item seguinte, relativo ao tipo de estrutura organizacional, natureza e finalidade das organiza ções formais modernas. Os órgãos de assessoria da organização em estru tura linha-staff exercem autoridade de linha sobre os colaboradores dos demais setores, com o intuito de alcançar os objetivos organizacionais. Ao afirmar que o órgão de assessoria exerce autoridade de linha o item misturou conceitos das estruturas Linear e Staff. Lembre-se que uma estrutura staff não possui autori dade. O item está errado. Estrutura colegiada: o colegiado é outro tipo de estrutura que se insere noutra estrutura, como a linear. O colegiado consiste em decisões conjuntas, pois a decisão unitária, na maior autoridade, pode ser passiva de questio namentos. O colegiado só é exigido quando a entidade passa a ter situações mais complexas a serem decididas, podendo defi nir um colegiado permanente ou ad-hoc (temporário). Muitos órgãos públicos possuem colegiados permanentes devido à complexidade de alguns temas terem a necessidade de serem decididos em conjunto. No órgão colegiado é comum ter inserido a estrutura staff, tendo em vista que para decisões complexas será necessário o assessoramento de especialistas no assunto. 46 No organograma anterior podemos visualizar como autoridade máxima a Diretoria Executiva, e acima da auto ridade máxima o Conselho de Administração como Direção Geral. Perceba que a Direção Geral conta com quatro órgãos assessores em sua estrutura, cada qual com um tema espe cializado. As unidades assessoras servem de apoio às deci sões que serão tomadas pelo colegiado. Uma grande desvantagem na estrutura colegiada é a ausência de poder decisório na autoridade máxima da enti dade, passando a ser decidida agora em conjunto no cole giado. Normalmente o presidente da instituição assume o voto “minerva”, votando apenas em caso de empate. É comum confirmar essa estrutura em tribunais, quando ocor rem decisões colegiadas. Ano: 2006, Banca: CESPE, Órgão: ANCINE, Prova: Analista Administrativo Em relação a organização para a administração, jul gue o item a seguir. Os tipos de estruturas organizacionais mais usuais são: clássica ou linear; funcional; linha e assessoria; comissional ou colegiada; matricial. O item está correto. Veja que a afirmação foi dos tipos mais usuais de estruturas, considerado a colegiada ou comissional. Lembre-se que uma decisão colegiada é tomada em conjunto, numa comissão. Características: • Decisões no plural, em grupo; • Situa-se acima da autoridade máxima (presidente) da unidade; • Podem ser permanentes ou temporárias; • Os poderes do conselho são definidos para assun tos de alta complexidade. Desvantagens: • Eleva o custo da estrutura; • Enfraquece a autoridade máxima; • Responsabilidade fracionada (impossibilita culpa); • Retarda o processo decisório. Estrutura funcional: a estrutura funcional é uma evo lução da estrutura linear, apesar de cobrar em prova as funções de linha e levar o candidato à confusão. Quando tratamos das funções de linha entenda como atividades decisórias, diferente das funções de staff que consiste em atividades de assessoramento. Como dito, a estrutura linear A necessidade da estrutura funcional é de especia lidade, tornando cada setor mais técnico em sua área de domínio, como o exemplo da diretoria de pessoal que neces sita outras áreas internas de caráter técnico. Entenda como um curso de graduação, em que cada curso terá várias disciplinas. Assim será a estrutura funcio nal. Cada curso é a diretoria, e cada disciplina do curso é o setor subordinado à diretoria. Pode ser que o setor precise se dividir em mais unidades, ou não. No organograma apre sentado podemos ver diretorias com muitos setores, e outras com uma espécie de quantitativo padrão de setores. Prova velmente a que necessita de mais departamentos internos envolve a atividade fim da organização, e a segunda que conta com mais unidades pode ser a área de TI – Tecnolo gia da Informação, tendo em vista o crescimentos e investi mento na área por parte das organizações. Características: • Estrutura baseada na especialidade; • Sua base de estrutura é a função principal; • Objetivos permanentes em torno da função; • Voltada ao planejamento de longo prazo. é aplicável em pequenas empresas de cunho familiar, geral mente, e a estrutura funcional é a evolução da estrutura linear para ser aplicada em empresas maiores e com mais atividades internas a serem divididas. No primeiro exemplo (organograma linear) vimos que o setor de serviços concentrava atividades de material, pes soal e financeiro. Pense agora que cada atividade dessa precisa ser concentrada em uma diretoria, pois agora iremos organizar a Diretoria de Pessoal em outras atividades, como: recrutamento e seleção, avaliação de desempenho, provi mento e vacância, treinamento e desenvolvimento, cadastro de pessoal, entre outros. A estrutura mais utilizada no Brasil, seja instituição pública ou particular, é a funcional. A maioria dos órgãos públicos estão aderindo à estrutura matricial, que veremos mais adiante, enquanto isso confira o organograma de uma estrutura funcional. Vantagens: • Uso de especialistas; • Centralização dos assuntos em áreas funcionais; • Valoriza o uso de técnicos; • Permite aumento da qualidade dos produtos e ser viços; • Permite o trabalho em equipe. Desvantagens: • Aumento do custo da estrutura; • Possibilita ao subordinado ter mais de um chefe (área funcional); • Incompatível a ambiente instável; • Tendência à centralização (rígida); • Não favorece a harmonia do trabalho em equipe (conflitos interfuncionais). Ano: 2012, Banca: CESPE, Órgão: ANAC, Prova: Técnico Administrativo Acerca de estrutura e cultura organizacional, julgue o item que se segue. Os problemas de controle na estrutura funcional 47 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Vantagens: • Julgamento impessoal e imparcial; • Uso de assessores; • Ponto de vista geral, macro; • Discussão sobre várias soluções. podem decorrer do próprio sucesso da organiza ção, resultado do aumento da complexidade interna provocada pelo natural crescimento no conjunto de bens e (ou) serviços ofertados pela organização. BRUNO EDUARDO O item acima está correto. Quando falamos da evolução da estrutura linear para a funcional já está subentendido o sucesso da organização que antes era uma pequena empresa e passou a ser uma grande empresa, e com o crescimento da organização o controle deve também evoluir. Como muitas empresas deixam o controle como a última função a ser obser vada é habitual uma organização funcional ter problemas de controle em sua estrutura, por elevar a complexidade organi zacional sem investir em paralelo nas unidades de controle. Apesar de tratarmos da função administrativa controle em outro tópico, ao abordar o tema de estrutura organizacio nal um dos tópicos que trataremos é a criação dos controles hierárquicos. Recomendo ao aluno aprofundar seu estudo na função Controle, e os tipos de controle: Controle Estraté gico, Controle Tático e Controle Operacional. Estrutura Divisional: estrutura pouco parecida com a funcional, por isso passiva de confusão na hora da prova. Vamos abordar um exemplo prático para simplificar o conceito. Entenda como uma empresa que atue em diversos segmen tos no mercado na área de alimentos. Esses alimentos serão divididos em produção, porém, todos os temas relacionados a alimentos terá um departamento interno chamado de produ ção, assim como vendas, aquisições de matérias prima, entre outros departamentos. Os temas funcionais que tratamos na estrutura anterior passam a ser unidades de assessoramento, pois a prioridade passou a ser o produto da empresa. Características: • Estrutura dividida em órgãos menores (área de negócio); • Desenvolvimento da área de negócio; • Unidimensional (sua base é o produto); • Objetivos permanentes; Vantagens: • Cada gerente atua no seu produto a fim de atender o objetivo maior da empresa; • Facilita o processo de coordenação dentro do seg mento; • Permite utilizar o maior potencial humano do seg mento; • Histórico de sucesso no cumprimento de metas; • Facilita a aplicação de investimentos em segmentos. Desvantagens: • Custos elevados devido à duplicação de departa mentos; • Grupos de segmentos são independentes; • Autonomia elevada ao gerente divisional, acarre tando decisões desastrosas; • Tendência à centralização dos investimentos em um segmento em detrimento de outro; • Pode gerar instabilidade organizacional. Em pesquisa encontrei a seguinte questão, confira: Ano: 2013, Banca: CESPE, Órgão: FUB, Prova: As sistente em Administração Em relação à estrutura organizacional, julgue o item que se segue. As estruturas divisionais são elaboradas de acordo com a centralização dos recursos similares a cada função, otimizando os resultados das unidades. O item está errado. Veja que o elaborador tenta con fundi-lo com características da estrutura funcional. Confira outro item: Ano: 2011, Banca: CESPE, Órgão: TJ-ES, Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa Acerca de estrutura organizacional da administra ção pública, julgue o item subsequente Ao se departamentalizar uma organização de forma divisional, os departamentos devem ser agrupados em divisões separadas, independentes e baseados em um produto comum. Ao utilizar o organograma anterior podemos visuali zar melhor essa divisão. Veja que todas as divisões agora contam com departamentos de produção, marketing e logís tica, conforme seu produto. Atualmente a estrutura divisional é organizada, além de produtos, em serviços, função, processos, geograficamente etc. Em sala de aula costumo citar a marca Samsung, pois possui produtos em diversos segmentos: televisor, celular, máquina de lavar roupa, refrigerador etc. Perceba que cada segmento é como se fosse uma empresa, e cada segmento irá ter os mesmos setores que o outro, concentrando no pre sidente da organização as unidades assessoras de marke ting, finanças, etc. 48 Correta a afirmação. Veja as características de divisões separadas e independentes em torno se seu produto. Estrutura projetizada: a estrutura em projetos consiste na entrega de um produto em data certa. O conceito de projeto é justamente esse, vinculado ao prazo. Um projeto consiste em algo com datas de início e fim muito bem estabelecidas, e dele pode ser gerada uma atividade, que será algo contínuo. Uma empreiteira, por exemplo, segue, por vezes, estru tura em projetos, tendo em vista que seu produto será uma obra. Ao término de uma obra será dado início a outra obra, podendo manter ou alterar a equipe de trabalho a cada pro jeto. Devido à formação em gerência de projetos recomendo a leitura do PMBOK para que aprofunde seus conhecimentos em projetos, quando necessário. O guia de projetos PMBOK trata de temas relacionados às estruturas organizacionais, e classifica, além da funcional e projetizada, a matricial. NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA S U M ÁRI O ORÇAMENTO PÚBLICO...............................................................................................................................582 ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL...........................................................................................................587 O CICLO ORÇAMENTÁRIO..........................................................................................................................630 ORÇAMENTO NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA....................................................................................587 gastar o que foi autorizado. Se a receita do ano for superior à previsão inicial, o governo encaminha ao Con gresso um projeto de lei pedindo autorização para incorpo rar e executar o excesso de arrecadação, o que chamamos de créditos adicionais. Esse projeto define as novas des pesas que serão custeadas pelos novos recursos. Se, ao contrário, a receita cair, o governo fica impossibilitado de executar o orçamento na sua totalidade, o que exigirá corte nas despesas programadas. A inflação crônica, antes do Plano Real, distorcia o orçamento. Quando o governo elaborava a proposta orça mentária, previa uma taxa anual de inflação, a fim de corrigir as dotações orçamentárias para que elas mantivessem o valor real. Mas antes do real, por causa da inflação crônica e ascendente, essa taxa estimada quase sempre era menor que a inflação efetivamente ocorrida no ano. Com isso, o processo inflacionário corroía as dotações orçamentárias. Por exemplo, se o orçamento previa um determinado valor para a construção de uma estrada federal, quando o recurso era liberado, o seu valor real (ou seja, descontada a inflação do período) não era mais suficiente para a exe cução da obra. Esse problema gerou inúmeras distorções, como a paralisação de projetos pela metade ou a constru ção de estradas de péssima qualidade. THIAGO VESELY O OGU (Orçamento Geral da União) é constituído de três peças em sua composição: o Orçamento Fiscal, o Orçamento da Seguridade Social e o Orçamento de Investi mento das Empresas Estatais Federais. O caput do Art. 145 da CF/1988, em seus primeiros três incisos, tem a seguinte redação: “A União, os Esta dos, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: • impostos; • taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao con tribuinte ou postos a sua disposição; • contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.” A CONTA ÚNICA DO TESOURO A instituição da Conta Única se deu em 1988, com o intuito de unificar os recursos de caixa do Tesouro Nacional e, principalmente, trazer maior transparência aos gastos públicos. O advento da Conta Única veio beneficiar a adminis tração financeira, trazendo, de forma instantânea, a dis ponibilidade financeira do Governo Federal, provocando, assim, maior eficiência nos pagamentos dos órgãos públi cos. A Conta Única foi criada por Decreto, conforme apre sentamos: DECRETO N. 93.872, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1986 Dispõe sobre a unificação dos recursos de caixa do Tesouro Nacional, atualiza e consolida a legislação pertinente e dá outras providências. CAPÍTULO I DA UNIFICAÇÃO DOS RECURSOS DE CAIXA DO TESOURO NACIONAL Art. 1º A realização da receita e da despesa da União far-se-á por via bancária, em estrita observância ao prin cípio de unidade de caixa (Lei n. 4.320/1964, art. 56 e Decreto-lei n. 200/1967, art. 74). Art. 2º A arrecadação de todas as receitas da União far-se-á na forma disciplinada pelo Ministério da Fazenda, devendo o seu produto ser obrigatoriamente recolhido à conta do Tesouro Nacional no Banco do Brasil S.A. (Decreto-Lei n. 1.755/1979, art. 1º). Art. 3º Os recursos de caixa do Tesouro Nacional compreendem o produto das receitas da União, deduzidas as parcelas ou cotas-partes dos recursos tributários e de contribuições, destinadas aos Estados, ao Distrito Federal, aos Territórios e aos Municípios, na forma das disposições constitucionais vigentes. EXERCÍCIOS O que significa dizer que existem tributos Federais, Estaduais, Distritais e Municipais. O artigo 1° da Lei 4.320/1964 estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orça mentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, o que significa dizer que existe orça mento para todos os entes da federação, não apenas para o governo federal. Existem princípios básicos que devem ser seguidos para elaboração e controle dos Orçamentos Públicos, que estão definidos no caso brasileiro na Constituição, na Lei 4.320/1964, de 17 de março de 1994, no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na recente Lei de Res ponsabilidade Fiscal. 50 1. Para efeitos da LRF, a despesa total com pessoal en globa o somatório dos gastos do ente da Federação com os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis, militares e de membros de poder, com quais quer espécies remuneratórias, tais como vencimen tos e vantagens, fixas e variáveis, subsídios, proven tos da aposentadoria, reformas e pensões, inclusive adicionais, gratificações, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às enti dades de previdência. 3. A Lei Complementar n. 101 (Lei de Responsabilidade Fiscal), aprovada em maio de 2000, é uma importante ferramenta gerencial a serviço da administração públi ca. Com relação a essa lei não se pode afirmar que a. a LRF determina que receitas, despesas e disponi bilidades da previdência sejam agrupadas às con tas do Tesouro Público, permitindo o financiamento dos estados e municípios com recursos da Previ dência Social. b. na elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a LRF inovou ao introduzir o Anexo de Me tas Fiscais, para três anos, contendo metas para receita e despesa, resultado primário e nominal e dívida pública. c. a LRF resgatou o orçamento público como peça de planejamento e controle. d. a LRF determina o corte linear de despesas, caso os resultados fiscais se distanciem das metas fixa das na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). e. cria um sistema de controle institucional múltiplo, que permite que todos os poderes estejam sujeitos igualmente ao cumprimento de regras e à fiscali zação. Com relação à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), não se pode afirmar que a. os instrumentos preconizados pela LRF para o pla nejamento do gasto público são os mesmos adota dos na Constituição Federal: Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei do Orçamento Anual. b. a LRF traz uma nova noção de equilíbrio às cha madas “contas primárias”, traduzido no Resultado Primário equilibrado. c. a partir da vigência da LRF, a concessão dos cha mados incentivos fiscais deverão atender, não só o que dispuser a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), mas ainda demonstrar que a renúncia dela decorrente foi considerada ao se estimar a receita do orçamento e que não afetará as metas fiscais previstas na LDO. d. a LRF atribui, à contabilidade pública, novas fun ções no controle orçamentário e financeiro, garan tindo-lhe um caráter mais gerencial. e. o Anexo dos Riscos Fiscais introduzidos pela LRF destaca fatos que impactarão os resultados fiscais estabelecidos para os exercícios seguintes. 4. O TCU deve alertar imediatamente o Poder Executivo, os órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e o Mi nistério Público da União, sempre que as despesas de pessoal excederem 95% do limite autorizado na LRF. 5. Sempre que a despesa total com pessoal exceder o li mite prudencial, a União fica proibida de conceder van tagem, aumento, reajuste ou adequação de remunera ção. Contudo, poderá fazer admissão ou contratação de pessoal das áreas de educação, saúde e seguran ça, a título de reposição em virtude de aposentadoria ou falecimento de servidores. 6. Nos termos dos arts. 19 e 20 da Lei Complementar 101/00 (Lei de Responsabilidade Fiscal), a repartição dos limites globais de despesa total com pessoal do Ministério Público da União, em cada período de apu ração, não poderá exceder o percentual de a. 2% da receita corrente bruta. b. 6% da receita de capital. c. 0,6% da receita corrente líquida. d. 3% da receita total. 7. A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que os limites com gastos de pessoal do Poder Executivo e Legislativo na esfera municipal são respectivamente a. 60% e 4%. b. 50% e 10%. c. 52% e 8%. d. 54% e 6%. 8. Complete a sequência exata do texto contido na Lei de Responsabilidade Fiscal a respeito do Anexo de Metas Fiscais. “Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas Fiscais, em que serão estabeleci das___________________, em valores correntes e constantes, relativas a___________________, resul tados nominal e primário e montante da dívida públi ca, para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes.” a. metas fiscais / receitas e despesas. b. metas financeiras / receitas e despesas. c. receitas e despesas / programas governamentais. d. metas anuais / receitas e despesas. 9. A LRF estabeleceu que a Lei Orçamentária Anual con terá, entre outros a. demonstrativo de compatibilidade do orçamento com as metas previstas no anexo de riscos fiscais; Receita de contingência; e as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, bem como as suas receitas (recursos para pagamento da dí vida). b. demonstrativo de compatibilidade do orçamento com as metas previstas no anexo de metas fiscais; Reserva de contingência; e as despesas relativas à dívida ativa. c. demonstrativo de compatibilidade do orçamento com as metas previstas no anexo de metas fiscais; Alterações na legislação tributária; e despesas cor respondentes ao pagamento da dívida das empre sas estatais. d. demonstrativo de compatibilidade do orçamento com as metas previstas no anexo de metas fiscais; Reserva de contingência; e as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, bem como as suas receitas (recursos para pagamento da dívida). 51 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA 2. 10. Sobre a despesa pública e seu processamento, é cor reto afirmar: a. O empenho de despesa é o ato emanado de autori dade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. b. É permitida a realização de despesa sem prévio empenho e, em casos especiais, justificados pela autoridade competente, será dispensada a emis são da nota de empenho. c. Não será permitido o empenho por estimativa, quando o montante da despesa não se possa de terminar. d. Não é permitido o empenho global de despesas contratuais e outras, sujeitas a parcelamento. e. Para cada empenho será extraído um documento denominado “autorização de empenho” que indica rá o nome do devedor, a representação e a impor tância da despesa. THIAGO VESELY 11. A despesa orçamentária deve passar por estágios. Com relação ao estágio empenho, identifique a única opção falsa. a. É o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pen dente ou não de implemento de condição. b. Existem três modalidades de empenho, que são: extraordinário, por estimativa e global. c. Uma vez autorizado o empenho, pela autoridade competente, fica criada a obrigação de pagamento para o Estado, podendo ficar dependendo de algu mas condições ou não. d. O empenho da despesa não poderá exceder o limi te dos créditos concedidos. e. É vedada a realização de despesa sem prévio em penho. 12. Poderão ser objeto de limitação de empenho as des pesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao paga mento do serviço da dívida, desde que essa limitação esteja prevista na LDO. A abertura de sindicância ou a instauração de proces so disciplinar interrompe o prazo prescricional, até a decisão final proferida por autoridade competente. Com base em conceitos e na legislação pertinente a programação, execução e controle de recursos orça mentários e financeiros, julgue os itens a seguir. 13. Os recursos correspondentes às dotações orçamentá rias destinadas ao pagamento de pessoal e encargos sociais do TCU serão entregues em duodécimos de igual valor, até o dia 20 de cada mês. 14. Constatando-se, após a aprovação e publicação do orçamento, a impossibilidade de arrecadação da re ceita prevista no exercício, a alternativa de que dispõe o governo para cumprir a programação aprovada é a obtenção de empréstimos a título de antecipação da receita orçamentária. 52 Com relação aos estágios da despesa e à guia de re colhimento da União (GRU), julgue os seguintes itens. 15. Na assinatura de um contrato de seguro para cober tura de riscos que poderão afetar o patrimônio de um ente público no exercício subsequente, o empenho, a liquidação e o pagamento ocorrem antes do fato gera dor na ótica do regime de competência, de acordo com a doutrina e a legislação contábeis. 16. Além do documento de arrecadação de receitas fede rais (DARF) e da guia da previdência social (GPS), os ingressos de valores na conta única da União são efe tuados por meio da GRU, utilizada, por exemplo, para pagamento de inscrições em concursos públicos. (UnB/ CESPE/ TCU) Com base na legislação e nas práticas atinentes a suprimento de fundos, restos a pa gar, despesas de exercícios anteriores e rol de respon sáveis, julgue os itens que se seguem. 17. De acordo com a legislação federal, a inscrição de des pesas em restos a pagar é válida até o encerramento do exercício financeiro seguinte, mas, nos termos da legislação civil, os direitos dos respectivos credores só prescrevem cinco anos depois. 18. O atendimento de despesas de exercícios anteriores poderá ser feito mediante a reabertura de créditos adi cionais, desde que aprovados nos quatro últimos me ses do exercício antecedente. 19. Serão arrolados como responsáveis nos processos de contas os titulares e seus substitutos durante a gestão de que tratam as contas, mas, nos casos de delegação de competência, a responsabilidade se transfere exclusivamente à autoridade delegada. A respeito da retenção e do recolhimento de tribu tos incidentes sobre bens e serviços, julgue os itens subsequentes. 20. A retenção da contribuição para o PIS/PASEP inci dente sobre receitas governamentais é devida sobre transferências correntes, não se aplicando às trans ferências de capital. 21. Os rendimentos auferidos por pessoas físicas presta doras de serviços à administração, sujeitos à tributa ção na fonte mediante aplicação de tabela progressi va, sofrem a retenção com base no regime de caixa. No que diz respeito ao Sistema de Administração Fi nanceira do Governo Federal (SIAFI) e ao seu sub sistema Contas a Pagar e a Receber (CPR), julgue os próximos itens. 23. O SIAFI abrange a emissão das demonstrações con tábeis mensais e anuais; entretanto, como permite, a qualquer momento, apurar os saldos orçamentários e financeiros, possibilita, também a qualquer tempo, o levantamento daquelas demonstrações. Com base na Lei n. 4.320/1964 e nos conceitos e aplicações dela decorrentes, julgue os itens. 24. A referida lei determinou que o planejamento contá bil deve permitir a apuração dos custos dos serviços industriais, o que foi definitivamente implementado a partir da adoção do Plano de Contas Único no âmbito da administração federal. 25. A contabilidade pública se apoia tradicionalmente em quatro sistemas de contas que constituem a refe rência para registro, controle e análise dos eventos relacionados à administração pública: patrimonial, de resultados, orçamentário-financeiro e de com pensação. 26. De acordo com as características do regime contábil adotado no Brasil, a receita lançada e não arrecada da será apropriada no exercício de seu recebimento, exceto se inscrita em dívida ativa, hipótese em que o resultado econômico será imediatamente afetado. Com fundamento na Lei de Responsabilidade Fiscal e em seus desdobramentos, julgue os itens seguintes. 29. Entre as chamadas transferências legais, incluem-se aquelas realizadas fundo a fundo, destinadas à edu cação, que se caracterizam pela descentralização de recursos mediante convênios. 30. Se um município, ao final do primeiro quadrimestre de 2009, tiver ultrapassado o limite da sua dívida consoli dada em R$ 600 milhões, isso significará que, até o fi nal de agosto, ele deverá reduzi-la em R$ 200 milhões, sob pena de ficar impedido de receber transferências voluntárias a partir de setembro. 31. Considerando que o Poder Executivo tenha determi nado, em ato normativo, a realização de um progra ma iniciando-se em 2009 e com conclusão prevista para 2011, implicando despesas de custeio ao longo de todo o período, e mesmo considerando que haja disponibilidade de recursos na fonte indicada, ainda assim o parecer do órgão técnico deverá ser contrário à implementação imediata do referido programa, pois este dependerá de prévia inclusão no plano plurianual ou de lei que autorize sua inclusão. 32. Se o aumento acentuado e inesperado do número de matrículas na rede pública de ensino obrigar a admi nistração a efetuar a contratação de novos professores mediante terceirização, as despesas daí decorrentes terão de ser enquadradas entre as despesas de pes soal e computadas para efeito de cálculo do respectivo limite. 27. A lei em questão distinguiu as aplicações em imóveis ora como investimentos ora como inversões financei ras. Daí a diferença entre a construção e a simples aquisição para uso de imóveis já concluídos e em uti lização. No primeiro caso, gera-se um incremento no PIB; no segundo, mera transferência da propriedade de bens já produzidos. 33. A Liquidação da despesa pública é o processo de a. pagamento ao credor, por ordem bancária. b. emissão da nota de empenho. c. conferência e verificação do direito adquirido pelo credor. d. emissão da ordem bancária. 28. Considerando os saldos orçamentários de determi nado ente, em milhões de reais, ao final do exercício, apresentados na tabela a seguir, é correto concluir que o superávit do orçamento corrente foi de R$ 205 mi lhões. 34. A Lei n. 4.320/1964 veda, em seu art. 60, a realização de despesa sem prévio(a) a. empenho. b. registro. c. autorização. d. licitação. Receitas Despesas Receitas tributárias – R$ 350 Pessoal e encargos – R$ 75 Novos empréstimos – R$ 120 Outros custeios – R$ 70 Rolagem da dívida – R$ 60 Juros – R$ 65 Investimentos – R$ 130 Amortizações – R$ 180 Total R$ 530 Total R$ 520 35. Sobre a despesa pública e seu processamento, é cor reto afirmar a. O empenho de despesa é o ato emanado de autori dade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. b. É permitida a realização de despesa sem prévio empenho e, em casos especiais, justificados pela autoridade competente, será dispensada a emis são da nota de empenho. 53 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA 22. O subsistema CPR do SIAFI permite cadastrar docu mentos referentes aos valores a receber e a pagar, visando à elaboração do fluxo de caixa e, por conse guinte, da programação financeira. c. Não será permitido o empenho por estimativa, quando o montante da despesa não se possa de terminar. d. Não é permitido o empenho global de despesas contratuais e outras, sujeitas a parcelamento. e. Para cada empenho será extraído um documento denominado “autorização de empenho” que indica rá o nome do devedor, a representação e a impor tância da despesa. 36. Conforme a Lei n. 4.320/1964, o ato que consiste na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base o título e documento comprobatório do respectivo crédito é a. o empenho da despesa. b. a emissão do contrato. c. a liquidação da despesa. d. a reserva do valor para a execução da despesa. 37. São estágios da execução da despesa a. fixação, lançamento e pagamento. b. previsão, fixação e liquidação. c. empenho, liquidação e recolhimento. d. empenho, liquidação e pagamento. THIAGO VESELY 38. A verificação do direito adquirido por um credor deverá ser realizada tendo por base, além da nota de empe nho, o a. contrato e demais comprovantes. b. contrato, ajuste e opcionalidade comprovantes de entrega ou de prestação de serviço. c. contrato, acordo ou similar e, opcionalidade, com provante de entrega ou de prestação de serviço. d. comprovante de entrega similar. e. contrato, ajuste ou acordo e comprovantes de en trega ou prestação de serviço. O SIAFI é o principal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentá ria, financeira e patrimonial do governo federal. Com relação aos objetivos do SIAFI, julgue os itens a seguir. 39. Cabe ao SIAFI integrar e compatibilizar as informações no âmbito dos governos federal, estadual e municipal. 40. É objetivo do SIAFI padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, per manecendo essa atividade, no entanto, sob o total controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora. 41. Considerando que o SIAFI é um Sistema de teleinfor mática, seu acesso se dá apenas pela forma on-line. 42. Caso o valor do empenho exceda o montante da des pesa realizada, o empenho deverá ser anulado parcial mente. Será anulado totalmente quando o objeto do contrato não tiver sido cumprido, ou ainda, no caso de ter sido emitido incorretamente. 54 43. Ordinário é o tipo de empenho utilizado para as des pesas de valor fixo e previamente determinado, cujo pagamento deva ocorrer de uma só vez. 44. Conforme dispõe o art. 63 da Lei n. 4.320/1964, o em penho consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos com probatórios do respectivo crédito. 45. A liquidação da despesa por fornecimentos feitos ou serviços prestados terá por base: I –o contrato, ajuste ou acordo respectivo; II –a nota de empenho; III –os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do serviço. 46. Entre os principais objetivos do SIAFI, é correto afirmar que constam: I –fornecer meios para agilizar a programação finan ceira, otimizando a utilização dos recursos do Te souro Nacional, através da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal. II –permitir que a Contabilidade Aplicada à Adminis tração Pública seja fonte segura e tempestiva de informações gerenciais para todos os níveis da Ad ministração Pública. III – integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal e, principalmente, proporcio nar a transparência dos gastos públicos. GABARITO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. C a e C C c d d d a b E E E C C C E E E C C C 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39. 40. 41. 42. 43. 44. 45. 46. E E C C E E E E C c a a c d e E C E C C E C C NOÇÕES DE GESTÃO DE PESSOAS NAS ORGANIZAÇÕES S U M ÁRI O CONCEITOS, IMPORTÂNCIA, RELAÇÃO COM OS OUTROS SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO....................638 A FUNÇÃO DO ÓRGÃO DE GESTÃO DE PESSOAS: ATRIBUIÇÕES BÁSICAS E OBJETIVOS, POLÍTICAS E SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS..............................................................................................639 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL: RELAÇÕES INDIVÍDUO/ORGANIZAÇÃO, MOTIVAÇÃO, LIDERANÇA, DESEMPENHO........................................................................................................................643 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAS Introdução A Administração de Recursos Humanos (ARH) é uma área extremamente sensível à mentalidade que predomina nas organizações. Por isso, ela é contingencial e situacio nal. Depende da cultura que existe em cada organização. Também da estrutura organizacional adotada. E depende igualmente das características do contexto ambiental, do negócio da organização, das características internas, de suas funções e processos e de um sem-número de outras variáveis importantes. A ARH está passando por grandes mudanças e inova ções. Nesse novo contexto, as pessoas deixam de ser o pro blema das organizações para ser a solução de seus proble mas. As pessoas deixam de ser o desafio para se tornarem a vantagem competitiva das organizações que sabem como lidar com elas. As pessoas deixam de ser o recurso organi zacional mais importante para se tornar o parceiro principal do negócio em que há dinâmica, vigor e inteligência. A Interação entre Pessoas e Organizações FLAVIO DE SOUSA A expressão Recursos Humanos refere-se às pessoas que participam das organizações e que nelas desempenham determinados papéis. As pessoas passam maior parte de seu tempo trabalhando em organizações. As organizações requerem pessoas para suas atividades e operações da mesma forma que requerem recursos financeiros, materiais e tecnológicos. Daí a denominação Recursos Humanos para descrever as pessoas que trabalham nas organizações. O contexto em que funciona a Administração de Recur sos Humanos (ARH) é representado pelas organizações e pelas pessoas que delas participam. As organizações são constituídas de pessoas e dependem delas para atingir seus objetivos e cumprir suas missões. Para as pessoas, as organizações constituem um meio pelo qual elas podem alcançar vários objetivos pessoais, com um mínimo custo de tempo, esforço e de conflito. Muitos dos objetivos pessoais jamais poderiam ser alcançados apenas por meio do esforço pessoal isolado. As organizações surgem exatamente para aproveitar a sinergia dos esforços de várias pessoas que trabalham coordenadamente e em conjunto. O novo conceito de Administração de Recursos Huma nos ressalta três aspectos fundamentais: 1º As pessoas são diferentes entre si e dotadas de personalidade própria, com uma história pessoal e diferenciada, possuidoras de habilidades e conheci mentos, destrezas e competências indispensáveis à adequada gestão dos recursos organizacionais. As diferenças individuais devem ser ressaltadas e não aplainadas, padronizadas e homogeneizadas. Pessoas como pessoas e não como meros recur sos da organização. 2º As pessoas são os elementos vivos e impulsiona dores da organização e capazes de dotá-la da in teligência, talento e aprendizagem indispensáveis 56 a sua constante renovação e competitividade em um pleno de mudanças e desafios. As pessoas pos suem um incrível dom de crescimento e desenvol vimento pessoal. Pessoas como fonte de impulso próprio e não como agentes inertes ou estáticos. 3º As pessoas são os parceiros da organização e os únicos capazes de conduzi-la a excelência e ao sucesso. Como parceiros, as pessoas fazem inves timentos na organização – como esforço, dedicação, responsabilidade e comprometimento – na expectati va de colherem retornos desses investimentos – como salários, incentivos, crescimento profissional, carrei ra etc. Qualquer investimento somente se justifica quando traz algum retorno interessante. À medida que o retorno é bom e sustentável, a tendência cer tamente será o aumento do investimento. Daí, o ca ráter de reciprocidade nessa interação entre pesso as e organizações. E também o caráter de atividade e autonomia e não mais de passividade e inércia das pessoas. Pessoas como parceiros da organização e não como meros sujeitos passivos dela. Enfoque Sistêmico Para facilitar tanto o estudo do relacionamento entre indivíduos e organizações – como o próprio estudo da Admi nistração de Recursos Humanos – abordaremos as organi zações, grupos e pessoas como classes de sistemas aber tos em contínua interação com seus respectivos ambientes. O conceito de sistema aberto tem sua origem na Biologia em vista do estudo dos seres vivos e de sua dependência e adaptabilidade ao meio ambiente, tendo invadido rapida mente outras disciplinas científicas, como Psicologia, Socio logia, e chegado à Administração. O sistema aberto des creve as ações e interações de um organismo vivo dentro de um ambiente circundante. Assim, em Biologia, o desen volvimento e crescimento de um organismo inicia-se com a fertilização da célula, que depois se reproduz, por intermédio da nutrição, sempre por meio de ações e interações com seu ambiente. Utilizamos o conceito de sistemas porque nos permite uma maneira mais abrangente e contingente de abordar a complexidade das organizações e a administração de seus recursos. Esse conceito visualiza não só os fatores ambien tais internos e externos como um todo integrado, mas também as funções dos subsistemas que o compõem. Apesar do fato de as organizações serem complexas, esse conceito permite uma maneira de pensar que ultrapassa a complexidade e reconhece a natureza dos complicados problemas. O enfoque sistêmico em Administração de Recursos Humanos pode ser desdobrado em três níveis de análise, a saber: a) nível do comportamento social (a sociedade como um macrossistema): permite uma visualização da complexa e intrincada sociedade de organizações e da trama de interações entre as organizações. Esse nível retrata o relacionamento da organização como uma totalidade com a sociedade maior. O nível social funciona como a categoria ambiental do comportamento organizacional. O Contexto da ARH O contexto da ARH é, ao mesmo tempo, dinâmico e mutável. A primeira característica desse contexto é a com plexidade. A maneira como pessoas e organizações se rela cionam entre si para realizar a tarefa organizacional varia de uma organização para outra. Algumas organizações carac terizam-se pela visão democrática e aberta na maneira de tratar as pessoas, enquanto outras ainda se mostram para das no tempo e no espaço, adotando políticas ultrapassa das e retrógradas. A segunda característica é a mudança. O mundo está passando por grandes mudanças e transfor mações nos aspectos econômicos, sociais, tecnológicos, culturais, legais e demográficos. E essas mudanças e trans formações ocorrem de modo cada vez mais veloz e impre visível. A velocidade da mudança, cada vez maior, não é nem de longe acompanhada pelas organizações, pois estas tardam a incorporar as mudanças que ocorrem ao seu redor, em seu comportamento e em sua estrutura organizacional. O problema é que muitas organizações não têm a menor noção de que o mundo mudou e que elas se esqueceram de mudar. Conceitos de RH ou de Gestão de Pessoas a) Administração de Recursos Humanos (ARH): é o conjunto de políticas e práticas necessárias para conduzir os aspectos da posição gerencial relacio nados com as “pessoas” ou recursos humanos, in cluindo recrutamento, seleção, treinamento, recom pensas e avaliação do desempenho. b) ARH: é a função administrativa devotada à aqui sição, treinamento, avaliação e remuneração dos empregados. Todos os gerentes são, em um certo sentido, gerentes de pessoas, porque todos eles estão envolvidos em atividades como recrutamento, entrevistas, seleção e treinamento. c) ARH: é o conjunto de decisões integradas sobre as relações de emprego que influenciam a eficácia dos funcionários e das organizações. d) ARH: é a função na organização que está relacio nada com a provisão, treinamento, desenvolvimen to, motivação e manutenção dos empregados. A FUNÇÃO DO ÓRGÃO DE RECURSOS HUMANOS: ATRIBUIÇÕES BÁSICAS E OBJETIVOS, POLÍTICAS E SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS Objetivos Os objetivos da Gestão de Pessoas são variados. A ARH deve contribuir para a eficácia organizacional através dos seguintes meios: a) Ajudar a organização a alcançar seus objetivos e realizar sua missão: A função de RH é um compo nente fundamental da organização de hoje. Antiga mente, a ênfase era colocada no fazer corretamen te as coisas através dos métodos e regras impostos aos funcionários para obter eficiência. O salto para a eficácia veio com a preocupação em atingir obje tivos e resultados. Não se pode imaginar a função de RH sem se conhecer o negócio de uma organi zação. Cada negócio tem diferentes implicações na ARH. O principal objetivo da ARH é ajudar a organi zação atingir suas metas, objetivos e a realizar sua missão. b) Proporcionar competitividade à organização: Isto significa saber empregar as habilidades e compe tências da força de trabalho. A função da ARH é fazer com que as forças das pessoas sejam mais produtivas para beneficiar clientes, parceiros e em pregados. Esta foi a crença que levou Walt Disney a construir a Disney a partir das suas próprias pesso as. No nível macroeconômico, a competitividade é o grau em que uma nação pode, em condições livres e justas de mercado, produzir bens e serviços que sejam bem aceitos nos mercados internacionais, enquanto simultaneamente mantém ou expande os ganhos reais de seus cidadãos. Nesta definição, a palavra nação pode ser substituída por organização e a palavra cidadãos por empregados. c) Proporcionar à organização pessoas bem treinadas e bem motivadas: Quando um executivo diz que o propósito da ARH é construir e proteger o mais va lioso patrimônio da empresa – as pessoas – ele está se referindo a este objetivo da ARH. Preparar e capa citar continuamente as pessoas é o primeiro passo. O segundo é dar reconhecimento às pessoas e não apenas ao dinheiro. Para melhorar e incrementar seu desempenho, as pessoas devem perceber justiça nas recompensas que recebem. Isso significa recom pensar bons resultados e não recompensar pessoas que não se desempenham bem. Tornar os objetivos claros e explicitar como são medidos e quais as de corrências do seu alcance. As medidas de eficácia da ARH – e não apenas a medida de cada chefe – é que devem ser proporcionadas às pessoas certas, na fase certa do desempenho de um trabalho, e no tem po certo para a organização. d) Aumentar a auto-atualização e a satisfação das pessoas no trabalho: Antigamente a ênfase era colocada nas necessidades da organização. Hoje, sabe-se que as pessoas precisam ser felizes. Para 57 NOÇÕES DE GESTÃO DE PESSOAS NAS ORGANIZAÇÕES b) nível de comportamento organizacional (a organização como um sistema): visualiza a organiza ção como uma totalidade e dentro da qual intera gem seus componentes entre si e com as partes relevantes do ambiente. O nível organizacional fun ciona como categoria ambiental do comportamento individual. c) nível do comportamento individual (o indivíduo como um microssistema): permite uma síntese de vários conceitos sobre comportamento, motivação, aprendizagem etc., e melhor compreensão da na tureza humana. Este nível retrata o comportamento das pessoas e grupos na organização. que sejam produtivas, as pessoas devem sentir que o trabalho é adequado às suas capacidades e que estão sendo tratadas equitativamente. Para as pes soas, o trabalho é a maior fonte de identidade pes soal. As pessoas despendem a maior parte de suas vidas no trabalho, e isso requer uma estreita identi dade com o trabalho que fazem. Pessoas satisfeitas não são necessariamente as mais produtivas. Mas pessoas insatisfeitas tendem a desligar-se da em presa, a se ausentar frequentemente e a produzir com menos qualidade do que as pessoas satisfei tas. A felicidade na organização e a satisfação no trabalho são fortes determinantes do sucesso orga nizacional. e) Desenvolver e manter qualidade de vida no trabalho: Qualidade de vida no trabalho (QVT) é um con ceito que se refere aos aspectos da experiência do trabalho, como estilo de gestão, liberdade e auto nomia para tomar decisões, ambiente de trabalho agradável, segurança no emprego, horas adequa das de trabalho e tarefas significativas e agradáveis. Um programa de QVT procura estruturar o trabalho e o ambiente de trabalho no sentido de satisfazer a maioria das necessidades individuais das pes soas e tornar a organização um local desejável e atraente. A confiança das pessoas na organização também é fundamental para a retenção e a fixação de talentos. f) Administrar e impulsionar a mudança: Nas últi mas décadas, houve um período turbulento de mu danças sociais, tecnológicas, econômicas, culturais e políticas. Essas mudanças e tendências trazem novas abordagens, mais flexíveis e ágeis, que de vem ser utilizadas para garantir a sobrevivência das organizações. E os profissionais de ARH devem sa ber como lidar com mudanças se realmente querem contribuir para o sucesso de sua organização. São mudanças que se multiplicam exponencialmente e cujas soluções impõem novas estratégias, filoso fias, programas, procedimentos e soluções. g) Manter políticas éticas e comportamento socialmente responsável: Toda atividade de ARH deve ser aberta, transparente, confiável e ética. As pessoas não devem ser discriminadas, e os seus direitos básicos devem ser garantidos. Os princípios éticos devem ser aplicados a todas as atividades da ARH. Tanto as pessoas como as organizações devem seguir padrões éticos e de responsabilidade social. A responsabilidade social não é uma exigência feita apenas às organiza ções, mas também e principalmente às pessoas que nelas trabalham. ARH como Processo A ARH provoca impactos nas pessoas e nas organi zações. A maneira de lidar com as pessoas, de buscá-las no mercado, de integrá-las e orientá-las, fazê-las trabalhar, desenvolvê-las, recompensá-las ou monitorá-las e controlá -las – ou seja, a qualidade da maneira como as pessoas são geridas na organização – é um aspecto crucial na competiti vidade organizacional. OS CINCOS PROCESSOS BÁSICOS NA GESTÃO DE PESSOAS Processo Objetivo Provisão Quem irá trabalhar na organização. Pesquisa de mercado de RH. Recrutamento de Pessoas. Seleção de Pessoas. Aplicação O que as pessoas farão na organização. Integração de pessoas. Desenho de cargos. Descrição e análise de cargos. Avaliação do desempenho. Manutenção FLAVIO DE SOUSA Desenvolvimento Monitoração Como manter as pessoas trabalhando na orga Remuneração e compensação. nização. Benefícios e serviços sociais. Higiene e segurança do trabalho. Relações sindicais. Como preparar e desenvolver as pessoas. Treinamento Desenvolvimento organizacional Como saber o que são e o que fazem as pes Banco de Dados/Sistemas de informação. soas. Controles – Frequência – Produtividade – Balanço Social. Políticas de Recursos Humanos Em função da racionalidade organizacional, da filosofia e cultura organizacional surgem as políticas. Políticas são regras estabelecidas para governar funções e assegurar que elas sejam desempenhadas de acordo com os objetivos desejados. Constituem uma orientação administrativa para 58 Atividades envolvidas impedir que as pessoas desempenhem funções indesejá veis ou ponham em risco o sucesso de funções específicas. Assim, políticas são guias para a ação. Servem para prover respostas às questões ou aos problemas que podem ocorrer com certa frequência, evitando que os subordinados procu rem desnecessariamente seus supervisores para esclareci mentos ou solução de cada caso. Políticas de suprimento de recursos humanos: a) onde recrutar (fontes de recrutamento dentro ou fora da organização), em que condições de como recrutar (técnicas de recrutamento preferidas pela organização para abordar o mercado de recursos humanos) os recursos humanos necessários à or ganização. b) critérios de seleção de recursos humanos e pa drões de qualidade para admissão, quanto às ap tidões físicas e intelectuais, experiência e potencial de desenvolvimento, tendo-se em vista o universo de cargos dentro da organização. c) Como integrar os novos participantes ao ambiente interno da organização, com rapidez e eficácia. Políticas de aplicação de recursos humanos: a) como determinar os requisitos básicos da força de trabalho (requisitos intelectuais, físicos etc.), para o desempenho das tarefas e atribuições do universo de cargos da organização. b) critérios de planejamento, alocação e movimentação interna de recursos humanos, considerando-se o posicionamento inicial e o plano de carreiras, defi nindo as alternativas de oportunidades futuras pos síveis dentro da organização. c) critérios de avaliação da qualidade e da adequação dos recursos humanos através da avaliação do de sempenho. Políticas de manutenção de recursos humanos: a) critérios de remuneração direta dos participantes, tendo em vista a avaliação do cargo, os salários no mercado de trabalho e posição da organização fren te a essas duas variáveis. b) critérios de remuneração indireta dos participantes, tendo em vista os programas de benefícios sociais mais adequados à diversidade de necessidades existentes no universo de cargos da organização, e c manter uma força de trabalho motivada, de moral elevada, participativa e produtiva dentro de um cli ma organizacional adequado. c) critérios relativos às condições físicas ambientais de higiene e segurança que envolvem o desempe nho das tarefas e atribuições do universo de cargos da organização. d) relacionamento de um bom nível com sindicatos e representações do pessoal. Políticas de desenvolvimento de recursos humanos: a) critérios de diagnóstico e programação de prepara ção e reciclagem constantes da força de trabalho para o desempenho de suas tarefas e atribuições dentro da organização. b) critérios de desenvolvimento de recursos humanos a médio e longo prazos, visando a contínua reali zação do potencial humano em posições gradativa mente elevadas na organização. c) criação e desenvolvimento de condições capazes de garantir a saúde e excelência organizacional, por meio da mudança do comportamento dos par ticipantes. Políticas de monitoração de recursos humanos: a) como manter um banco de dados capaz de fornecer as informações necessárias para as análises quan titativa e qualitativa da força de trabalho disponível na organização. b) critérios para auditoria permanente da aplicação e adequação das políticas e dos procedimentos re lacionados com os recursos humanos da organiza ção. ARH como responsabilidade de linha e função de staff A responsabilidade básica pela ARH em nível institu cional cabe ao executivo máximo da organização: o pre sidente. Sob um ponto de vista mais amplo, cabe ao pre sidente a responsabilidade pela organização toda. É a ele que cabem as decisões sobre a dinâmica e os destinos da organização e dos recursos disponíveis ou necessários. Em nível departamental ou divisional, a responsabilidade pela ARH cabe a cada executivo de linha, como, por exemplo, o chefe ou o gerente responsável pelo órgão. Assim, cada chefe ou gerente é responsável pelos recursos humanos alocados em seu órgão – qualquer que ele seja, de linha ou de assessoria, de produção, de vendas, de finanças, de pessoal etc. Em suma, a responsabilidade pela ARH é compartilhada por toda a organização. Tanto o presidente como cada chefe ou gerente devem saber o essencial sobre recursos humanos. O papel da ARH Em um mundo de negócios caracterizado pela explosão da inovação tecnológica, pela globalização dos mercados, pela forte competição entre organizações, pela gradativa e intensa desregulamentação dos negócios e pelas mudanças demográficas, políticas e culturais – que provocam mudan ças rápidas, turbulência e incerteza – as organizações pre cisam ser rápidas, ágeis, eficazes em custos. Para tanto, 59 NOÇÕES DE GESTÃO DE PESSOAS NAS ORGANIZAÇÕES As políticas de recursos humanos referem-se às manei ras pelas quais a organização pretende lidar com seus mem bros e por intermédio deles atingir os objetivos organiza cionais, permitindo condições para o alcance de objetivos individuais. Variam enormemente conforme a organização. Cada organização desenvolve a política de recursos humanos mais adequada à sua filosofia e suas necessida des. A rigor, uma política de recursos humanos deve abran ger o que a organização pretende acerca dos seguintes aspectos principais: as organizações devem possuir recursos, conhecimentos, habilidades e competências e – acima de tudo – pessoas que incorporem essas novas características. Tudo isso requer novas práticas administrativas e – de lambujem – a contínua redefinição e realinhamento das prá ticas e políticas de RH para criar novos comportamentos e competências dos colaboradores. Assim o papel da ARH deixa de ser a simples manu tenção do status quo para se transformar gradativamente na área capaz de criar organizações melhores, mais rápidas, proativas e competitivas. As informações podem provir do ambiente externo (de fora da organização, como o mercado de traba lho, concorrentes, fornecedores, agências reguladoras, outras organizações etc.) ou do ambiente interno (de dentro da organização, como o organograma de cargos e respectivos salários na organização, pessoas que nela trabalham, homens/horas trabalhadas, volume de produ ção e de vendas, produtividade alcançada etc.). As infor mações que servem a toda a organização constituem o sistema de informações globais (envolvendo os níveis institucional, intermediário e operacional da organiza ção), enquanto as informações que suportam as deci sões dos gerentes constituem o sistema de informações gerenciais (envolvendo os níveis institucional e interme diário). Sistema de Informações Gerenciais (SIG) O sistema de processamento de dados tem objetivos específicos que variam de uma organização para outra. Informações • Pesquisa de mercado de recursos humanos. • Análise e descrição de cargos. • Banco de dados. • Avaliação do desempenho. • Avaliação e classificação de cargos. •Organograma. Processamento •Recrutamento. • Seleção de pessoal. • Treinamento e desenvolvimento. •Remuneração. • Benefícios sociais. •Adequação, estabilidade e integração das pessoas. • Recompensas e motivação. • Desenvolvimento de pessoas. •Desenvolvimento organizacional. ↓ ↓ ↓ Análise organizacional Técnicas operacionais Resultado FLAVIO DE SOUSA A montagem do sistema de informações precisa levar em conta o conceito de ciclo operacional utilizado tradicio nalmente em contabilidade. Esse conceito localiza cadeias de eventos que se iniciam fora da organização, englobam uma cadeia principal de eventos dentro da organização e terminam em um ponto externo à organização. O conceito de ciclo operacional permite identificar um ponto inicial e um ponto final (ambos externos à organização), que são ligados entre si por cadeias de eventos. Uma vez especificados os pontos inicial e final, evita-se o risco de projetar um sistema de informação apenas para uma parte dos fluxos de informa ções, uma vez que a dimensão do processo decisório está definida. Sistemas de Informação de Recursos Humanos Sistema de informação é um conjunto de elementos interdependentes (subsistemas) logicamente associados, 60 Objetivos para que de sua interação sejam geradas informações necessárias à tomada de decisões. Como a ARH é uma res ponsabilidade de linha e função de staff, o órgão de ARH deve municiar e abastecer os órgãos de linha das informa ções relevantes sobre o pessoal lotado em cada um dos órgãos para que os respectivos gerentes possam adminis trar seus subordinados. A montagem do sistema de informação de recursos humanos requer análise e avaliação da organização ou de seus subsistemas e das suas respectivas necessidades de informação. Um sistema de informação deve identificar e envolver toda a rede de fluxos de informação para ser projetado para cada grupo de decisões. A ênfase deve ser colocada na necessidade de informações e não no uso da informação, como convencionalmente se faz. No fundo, o sistema de informação é a base do processo decisório da organização. NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS S U M ÁRI O NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS........................................................................666 JOSÉ CARLOS • Custo por falta de estoques: refere-se aos pedi dos que os clientes fazem e não são entregues, por exemplo, ou mesmo aqueles custos em que os con tratos são previamente fechados entre empresa e clientes, e que esses cancelam o pedido. • Programa Mestre de produção: refere-se a pro gramação da produção a ser seguida, com quanti dades e prazos estipulados no planejamento. • Folha de operação: é o documento que mostra todos os dados de um item, tais como material que feito, as máquinas e os tempos necessários para sua fabricação, além das pessoas envolvidas no processo. • Frequência: é o número de vezes que um item é solicitado ou comprado em um determinado período. • Ponto de Pedido, Limite de Chamada ou Ponto de Ressuprimento: é a quantidade de item de estoque que ao ser atingida requer a análise para ressuprimento do item. • Ponto de Chamada de Emergência: é a quanti dade que quando atingida requer medidas espe ciais para que não ocorra ruptura no estoque. • Ruptura de Estoque: ocorre quando o estoque de determinado item zera ( E = 0 ). • Tempo de Tramitação Interna: é o tempo que um documento leva, desde o momento em que é emi tido até o momento em que a compra é formalizada. • Prazo de Entrega: tempo decorrido da data de formalização do contrato bilateral de compra até a data de recebimento da mercadoria. • Tempo de Reposição, Ressuprimento: tempo decorrido desde a emissão do documento de compra (requisição) até o recebimento da mercado ria no almoxarifado. • Requisição ou Pedido de Compra: documento interno que desencadeia o processo de compra. • Coleta ou Cotação de Preços: documento emitido pela unidade de Compras, solicitando ao fornece dor Proposta de Fornecimento. • Mapa Comparativo de Preços: documento que serve para confrontar condições de fornecimento e decidir sobre a mais viável. • Contato, Ordem ou Autorização de Fornecimento: documento formal, firmado entre compra dor e fornecedor, que juridicamente deve garantir a ambos (fornecimento x pagamento). • Estoque de Excedentes, Obsoletos ou Inservíveis : constitui as quantidades de itens em estoque, novos ou recuperados, obsoletos ou inúteis que devem ser eliminados. Constitui um Estoque Morto. • Estoque Teórico : é o resultado da soma do dispo nível com a quantidade pedida, aguardando o for necimento. • Estoque Médio, Operacional: é considerado como sendo a metade da quantidade necessária para um determinado período mais o Estoque de Segurança. • Proposta de Fornecimento: documento no qual o fornecedor explicita as condições nas quais se propõe a atender (preço, prazo de entrega, condi ções de pagamento etc.). 62 • Pontos de Estocagem: locais aonde os itens em estoque são armazenados e sujeitos ao controle da administração. • Estoque Ativo ou Normal: é o estoque que sofre flutuações quanto a quantidade, volume, peso e custo em consequência de entradas e saídas. • Estoque Morto ou Inativo: não sofre flutuações, é estático. • Estoque Empenhado ou Reservado: quantidade de determinado item, com utilização certa, compro metida previamente e que por alguma razão per manece temporariamente em almoxarifado. Está disponível somente para uma aplicação ou unidade funcional específica. • Análise de Mercado ou Necessidade de Produção: permite avaliar a capacidade de consumo. • Análise Econômico-financeira: é por meio dela que se analisa a capacidade empresarial, as despe sas e a lucratividade, visualizando assim as possibi lidades de investimento. • Programação e Controle de Estoque: consiste em definir o estoque ideal para as necessidades da empresa, e o controle visa, rapidez de atendimento, menor aplicação do capital de giro, possibilidades de rotatividade do estoque, etc. • Estoque de Recuperação:quantidades de itens constituídas por sobras de retiradas de estoque, salvados (retirados de uso por meio de desmon tagens). • Alienação: procedimento de transferência da posse e propriedade de um bem, por intermédio de venda, doação ou permuta. • Avaliação: procedimento adotado para incorpora ção de bens de origem desconhecida. • Bens de Terceiros/Cessão de Uso: “É a transfe rência gratuita da posse de um bem público de uma entidade ou órgão para outro, a fim de que o cessio nário o utilize nas condições estabelecidas no res pectivo termo, por tempo certo ou indeterminado. É ato de colaboração entre repartições públicas em que aquela que tem bens desnecessários aos seus serviços cede o uso a outra que o está precisando”. • Bens do Ativo Permanente: classificado quanto a sua natureza do ponto de vista do patrimonia mento, valendo-se, para a adequada classificação, da assessoria de Órgãos Técnicos e/ou Unidades interessadas. • Bens Semoventes: são bens constituídos por todos os animais utilizados pela empresa pública, que contabilmente farão parte do ativo imobilizado. • Convênio: acordo entre dois ou mais órgãos públi cos, resolução (4.715 de 22.10.1999) EXERCÍCIOS (CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR/ ANALISTA LEGISLATIVO/ MATERIAL E PATRIMÔNIO/ AOCP) 1. Na administração do patrimônio, a importância primor dial do controle interno está no controle das adições e das retiradas. As medidas tomadas para garantir a 2. 3. A integração do fluxo típico de materiais, da operação dos equipamentos de movimentação, combinado com as características que conferem maior produtividade ao elemento humano denomina-se de a. DiagramadoProcesso. b. Business Process Reengineering. c. Donwsizing. d. Fluxograma. e. Layout. Calcular, pelo método da soma dos dígitos, a depre ciação anual correspondente ao terceiro ano de uma máquina com vida útil de 7 anos e que custou R$ 50.000,00. a. R$ 10.714,29. b. R$ 9.568,77. c. R$ 8.163,27. d. R$ 8.928,57. e. R$ 7.142,86. Informe se é certo (C) ou errado (E) o que se afirma abaixo sobre controle do patrimônio público e depois assinale a alternativa que apresenta a sequência cor reta. 4. Bens públicos são todas as coisas materiais ou imate riais pertencentes às pessoas públicas e submetidas a um regime de Direito Público instituído em favor do interesse público. 5. Dominicais são os bens que constituem patrimônio da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, como objeto de direito real ou pessoal, não destinados ao uso comum, nem ao menos reservados em utilização especial, ou seja, desafetos de qualquer finalidade. 6. Os bens públicos de uso comum e especial são aliená veis; os bens dominicais são inalienáveis, porque são desafetados. 7. A alienação de bens imóveis deve ser precedida de avaliação prévia e licitação,dispensando-se essa últi ma nos casos, por exemplo, de doação para fins de interesse social e permuta ou venda para outras enti dades da Administração Pública indireta,sem utilidade para o órgão alienante. (EMPEL/ RECIFE/PE/ASSISTENTE DE DESENVOLVIMENTO/ MATERIAL E PATRIMÔNIO) Julgue as assertivas abaixo, baseando-se no texto As organizações, em face de suas complexidades e do tamanho, transacionam, constantemente, seus re cursos patrimoniais, ora adquirindo, ora vendendo, ora trocando-os. Para o seu bom desempenho tecnológi co, a obtenção dos recursos patrimoniais, tais como as máquinas e os equipamentos, podem ser adquiridos por etapas. Sobre essa obtenção, assinale a alterna tiva correta. 1. Sempre que os operários solicitarem a modernização dos equipamentos da empresa, sem se preocuparem com o investimento realizado. 2. Todos os meses em que o gerente decidir que tem uma reserva monetária disponível e que pode adquirir algum equipamento ou máquina mais sofisticada para os operários realizarem seus trabalhos sem o devido treinamento. 3. No início da empresa e quando da sua ampliação ou substituição, sempre em função de um planejamento estratégico, fundamentado numa projeção de retorno do investimento. 4. Apenas no início da empresa, e, quando quebrar ou perecer, não deve substituí-los. 5. No início da empresa e todo o final de exercício fiscal, quando fechar o balanço patrimonial e verificar que houve uma situação financeira desfavorável. 6. Em função do sistema de produtos ou serviços a se rem ofertados no mercado, os recursos patrimoniais de uma instituição são classificados como equipamen tos e máquinas, edificações, terrenos, jazidas e bens intangíveis. Podemos definir como bens intangíveis: a. os galpões, os escritórios, as garagens, as jazidas minerais, as patentes, dentre outros. b. os terrenos vazios, as praças públicas, as ruas, as jazidas e os parques. c. os bens patrimoniais passíveis de fracionamento, removíveis, os terrenos e as marcas existentes na organização. d. os recursos que não se pode tocar, não têm corpo ou forma física: as patentes, projetos, direitos au torais e marcas. e. os bens dominicais, semoventes e projetos que não podemos tocar. 7. A administração de materiais e patrimônio de uma or ganização, para ser eficaz, necessita manter o inter-re lacionamento de suas atividades com as mais diversas áreas de atuação. Sobre essa inter-relação, assinale a afirmativa verdadeira. 63 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS salvaguarda física e a segurança das unidades po dem ser tão importantes quanto o próprio controle das quantias investidas. Assim sendo, devem existir instru ções escritas sobre a política que governa a distribui ção dos custos atribuídos às contas do ativo imobiliza do e às de manutenção e reparo. Diante disso, qual(is) o(s)aspecto(s) que NÃO deve(m) ser definidos nessas instruções? a. As importâncias mínimas a serem capitalizadas. b. A existência de um sistema orçamentário. c. As classes de unidades e bens. d. Os métodos de depreciação e retirada. e. Os custos a serem incluídos. JOSÉ CARLOS a. Com recursos humanos, apenas por necessitar de capacitação. b. Com marketing para conhecer o que o público-alvo deseja como produção para consumo e com a área de produção, apenas, para atualizar os recursos tecnológicos desenvolvidos. c. Com finanças, porque é quem libera o capital em quantidade vultosa, para se comprar de tudo em excesso para o abastecimento. d. Com a área tecnológica, fazendo uso da informá tica como meio de comunicação e registro dos da dos de forma segura e eficaz em relação ao geren ciamento da atividade patrimonial. e. Com os principais gestores da instituição não parti cipando das decisões sobre o planejamento estra tégico da empresa, ao mesmo tempo em que au toriza aquisições isoladas e desnecessárias para o funcionamento desta. 8. 9. Ao se elaborar um programa para a implantação de uma administração de materiais, deve-se estabelecer objetivos financeiros e administrativos bem definidos. Sobre a elaboração do programa, assinale a alterna tiva incorreta. a. Eliminar totalmente itens sem movimentação, pela erradicação definitiva das causas da existência de itens em estoque sem utilidade. b. Reduzir em 50% os investimentos em estoques, sem prejuízo da produção e do atendimento aos clientes. c. Obter um nível de serviço próximo de 100% em relação ao atendimento dos pedidos dos clientes. d. Eliminar 50% do custo das embalagens dos ma teriais pela utilização de novos sistemas de movi mentação e abastecimento. e. Aumentar o investimento em estoques, mesmo ge rando prejuízo para a empresa. Ao se estabelecer uma política de redução de esto ques na organização, esta permitirá que a situação do caixa desta seja aliviada pelo retorno desses recursos à tesouraria. Identifique uma das técnicas que poderá ser adotada para se atingir um bom resultado. a. Desenvolver um planejamento estratégico, esta belecendo metas para os investimentos nos esto ques. b. Realizar inventário, apenas, quando solicitado pela gerência e técnicas de pré-contagem dos mate riais. c. Negociar a manutenção do estoque no fornecedor e o abastecimento semanal, independente das re ais necessidades da organização. d. Realizar compras especulativas em qualquer cir cunstância. e. Controlar a sucata técnica e a proveniente de des perdício em armazém adequado e não as descar tando. 64 10. O principal objetivo do tombamento dos bens perten centes ao ativo imobilizado é a. substituir algum bem na empresa. b. facilitar a identificação dos bens instalados na ins tituição, fazendo uso de chapas numéricas ou de codificação de barras. c. promover a não existência de controles físicos e analíticos. d. promover a inadequação ao sistema contábil. e. preservar a inexistência de uma política de admi nistração do ativo imobilizado. 11. A chapa de tombamento dos bens existentes na em presa deverá ser afixada a. na parte traseira dos bens, devendo ficar voltados para a parede, desde que não seja de fácil visuali zação, pois é de sigilo profissional. b. em local de difícil acesso, para não serem retirados por qualquer pessoa. c. em local de fácil visualização para tornar público que o bem pertence a uma instituição, além de fa cilitar sua visibilidade e localização a quem realiza os inventários. d. em local de fácil localização para que qualquer pessoa possa dela se apossar. e. Nenhuma das respostas está correta. 12. Para se adotar uma política de administração de ma teriais e recursos patrimoniais numa organização, é importante que a. se registrem e se controlem todos os bens patri moniais, fazendo-se uso das técnicas de classifica ção, codificação, normatização e descrição destes. b. a codificação dos bens deve ser complexa e do co nhecimento de qualquer pessoa, para que se pos sa localizar com rapidez. c. sejam adotadas, apenas, as regras de padrões in ternacionais e ABNT, haja vista o processo de glo balização que vivenciamos. d. a classificação dos materiais e bens possa seguir critérios de agrupamento em função das diferenças de características. e. Todas as respostas estão corretas. 13. Assinale a alternativa que NÃO se caracteriza como benefício resultante da utilização do código de barras. a. Leitura ótica dos respectivos bens com segurança e rapidez. b. Informações fidedignas e em tempo real para a to mada de decisão dos gestores. c. Alta velocidade na captura dos dados. d. Fácil utilização. e. Informações lentas e de baixa fidedignidade. 14. Assinale a alternativa que NÃO se caracteriza como cuidado e preocupação que se deve ter, ao se manu searem os bens móveis da organização. a. O carregamento e o descarregamento devem ser efetuados em condições que evitem o acúmulo de água nos produtos. 15. A guarda de materiais de escritório nas instituições de verá seguir algumas recomendações básicas quanto ao tipo de armazém a ser utilizado. Dentre elas, temos: a. armazenar em ambientes que apresentem facilida de de infiltrações de água, sem o uso de estantes de aço modular. b. a iluminação e a segurança do ambiente que não são elementos necessários para a boa conserva ção e guarda dos bens. c. os armazéns devem ser construídos em local de fá cil acesso, com piso plano e pavimentado, devendo ser mantido limposem todas as suas áreas de mo vimentação e estoque. d. os produtos leves, tais como fardos de papel hi giênico e papel toalha, devem ser armazenados nas prateleiras mais baixas,porém os produtos de maior peso, como as bombonas com 50 kg de sa bão em líquido, devem ser armazenados nasprate leiras mais altas, pois facilitam o manuseio destes. e. Todas as alternativas estão incorretas. 16. O almoxarifado de uma unidade administrativa é o lo cal recomendado para armazenar os bens adquiridos. Assinale a alternativa que NÃO caracteriza ser uma de suas funções. a. Receber para guarda e proteção os materiais ad quiridos pela empresa. b. Entregar os materiais mediante requisições autori zadas para os usuários da empresa. c. Manter atualizados os registros de entrada e saída dos materiais. d. Manter atualizada a ficha cadastral dos funcioná rios que podem requisitar materiais em função de sua área de atuação. e. Guardar e proteger os materiais de propriedade particular dos funcionários da empresa. 17. O estoque das organizações necessita de controle permanente e eficaz, para poder subsidiar os gestores no processo de tomada de decisão quanto às medidas a serem adotadas em qualquer momento que se dese je programar um novo produto ou serviço a ser lançado no mercado. Fazendo uso da informática, a partir de qual dos seguintes dados, o controle físico dos esto ques poderá ser analisado? a. Ficha de controle de estoque. b. Nota fiscal. c. Requisição de materiais. d. Ficha de localização. e. Notas técnicas de preservação dos bens. 18. As organizações necessitam realizar inventários de seus bens para maior controle e efetividade de suas ações. Quais são as épocas mais indicadas para a re alização dos inventários dos bens de alto valor e de fácil movimentação, tais como equipamentos de infor mática? a. Anualmente. b. Semanalmente. c. Toda vez que o gestor julgar necessário e anual mente. d. Semestralmente. e. Mensalmente. 19. A fácil localização dos bens guardados no almoxari fado depende de um layout adequado. Assinale a al ternativa que se refere à fácil localização dos bens no armazém. a. Separando os produtos por peso. b. Identificando as áreas de piso mais resistente, para colocar produtos leves no chão,sem nenhum tipo de proteção. c. Identificando os produtos incompatíveis e colocan do-os na mesma rua. d. Identificando as mais diversas áreas de guarda dos materiais em função de suas semelhanças, ende reçando por ruas, porta palete e cantilever. e. Identificando os produtos corrosivos e colocando -os expostos ao sol e à chuva. 20. LEC significa a. Lote econômico de separação. b. Lote econômico de compras. c. Lote especial de comparação d. Lote especial de compras. e. Lote econômico de comparação. 21. Material obsoleto é(são) a. o item que, mesmo em condições de uso, não mais satisfaz às exigências técnicas ou econômicas para sua utilização. b. o resíduo de material com valor econômico. c. o resíduo de material sem valor econômico. d. itens de consumo permanente. e. o material cuja vida útil já se exauriu. 22. O objetivo de um inventário é a. saber a real posição dos estoques em quantidade e valor. b. saber qual a real posição dos estoques em valor. c. saber qual a real posição dos estoques em quan tidade. d. colocar a quantidade levantada no balanço da em presa. e. apurar a movimentação de material durante um período. 23. Número de ressuprimento significa a. número de vezes adequado ao ressuprimento de materiais. b. número de vezes adequado à realização de inven tário. 65 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS b. Os produtos a serem expedidos devem estar reple tos de pó/sujeira para protegê-los, pois eles foram produzidos recentemente. c. Eventuais corpos estranhos no interior dos produ tos devem ser removidos. d. O descarregamento dos produtos no ato do recebi mento deve ser efetuado em local coberto, no caso de mau tempo. e. As alternativas A, C e D estão corretas. c. valor do lote de ressuprimento. d. número do pedido de ressuprimento. e. ponto em que se deve efetuar o ressuprimento do material. JOSÉ CARLOS 24. Indique abaixo a alternativa que NÃO apresenta uma das vantagens do uso do código de barras. a. Pode ser aplicado no armazenamento, em com pras e em vendas. b. Dispensa a etiquetação e reetiquetação de cada produto com o preço. c. Rapidez no tempo de processamento. d. O código não descola do produto. e. Maior acuracidade na entrada das informações no sistema. 25. Com relação à conferência qualitativa no recebimento de materiais, podemos afirmar que serve para a. confirmar os termos negociados entre o setor de compras da empresa e o fornecedor. b. examinar as características dimensionais, específi cas e restrições de especificações. c. permitir a certificação na ISO 9000. d. agilizar o processo de recebimento de materiais. e. otimizar o processo de recebimento de materiais. 26. Identifique abaixo a alternativa que NÃO apresenta ob jetivo da padronização de materiais. a. Diminuir o número de itens no estoque. b. Simplificar os materiais. c. Obter maior qualidade e uniformidade. d. Adquirir materiais com maior rapidez. e. Diminuir o número de colaboradores do almoxari fado. 27. Com relação à Acurácia dos Controles, podemos afir mar que a. serve para diminuir o número de itens a serem in ventariados. b. serve para determinar a obsolescência de um item. c. mede o percentual de itens incorretos antes de um inventário. d. mede o percentual de itens corretos após um in ventário. e. serve para diminuir os níveis de estoque de um item. 28. A solução dos problemas de conservação de materiais armazenados está na elaboração de critérios que con templam alguns tópicos. Indique abaixo a alternativa que NÃO contém um desses tópicos. a. inclusão de necessidades de proteção e embala gens nas especificações de compras. b. inspeção de proteção e/ou embalagem, por oca sião do recebimento. c. critérios para armazenamento. d. verificação das condições de proteção. e. finalidade do armazém. 66 (MPU/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/CESPE) Julgue os itens a seguir, relativos a administração de recursos materiais. 1. No que se refere à armazenagem de recursos mate riais, o uso de prateleiras é adequado à estocagem de materiais de dimensões variadas. 2. Considere que o responsável pelo setor de estoque de certa organização pretenda adotar um método de inventário físico que permita que os artigos de alta ro tatividade sejam contados com mais frequência que os de baixa rotatividade. Nessa situação, o responsável pelo referido setor deve adotar o método de inventário periódico. Julgue os itens a seguir, a respeito da função de admi nistrador patrimonial de recursos materiais. 3. Considere que, em uma organização pública, determi nado lote de bens tenha sido adquirido por baixo custo unitário. Nessa situação, admite-se que esse bem não seja incorporado ao patrimônio da organização, po dendo o seu controle ser feito em separado. 4. Caso seja necessário fazer anotações relativas à de preciação dos bens patrimoniais de determinado órgão para atender aos ditames da Receita Federal do Brasil, deve-se adotar a metodologia de depreciação técnica, que é voltada para a perda do valor decorrente da ob solescência tecnológica. 5. No processo de depreciação total, quando o bem ainda existe fisicamente, mas alcança 100% de depreciação, ele deve ser automaticamente baixado contabilmente, a despeito de sua utilidade. 6. Nas organizações públicas, todo bem listado como material permanente, independentemente de suas ca racterísticas físicas,deve ser identificado com plaqueta específica para isso. EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES 1. As compras no serviço público, em função de seus li mites de valor, são realizadas por modalidades, con forme especifica a Lei n. 8.666/1993 e suas comple mentações. Sobre as compras, assinale a alternativa correta. a. Dispensa de licitação, carta-convite, tomada de preços, concorrência, inexigibilidade, leilão, pregão presencial e pregão virtual. b. Compras diretas, carta-convite, tomada de preços, inexigibilidade, improbidade administrativa. NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA S U M ÁRI O CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE ARQUIVOLOGIA...................................................................................694 O GERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO E A GESTÃO DE DOCUMENTOS: DIAGNÓSTICOS; ARQUIVOS CORRENTES E INTERMEDIÁRIO; PROTOCOLOS; AVALIAÇÃO DE DOCUMENTOS; ARQUIVOS PERMANENTES.............................................................................................................................................695 TIPOLOGIAS DOCUMENTAIS E SUPORTES FÍSICOS: MICROFILMAGEM; AUTOMAÇÃO; PRESERVAÇÃO, CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE DOCUMENTOS.....................................................................701 NOÇÕES DE PROTOCOLO DE ARQUIVO FUNDAMENTOS DA ARQUIVOLOGIA Os documentos estão presentes em diversas ações realizadas diariamente por órgãos públicos e privados. Com o passar dos anos, a informação tem se multiplicado devido à evolução por que passa a sociedade e se acumulado nos Arquivos. A grande quantidade de documentos e a exigência da população pelo acesso rápido a informação levou a adminis tração pública a se preocupar a cada dia mais com o geren ciamento de seus arquivos. A Lei n. 8159/1991 1, em seu art. 1º, define muito bem o dever da administração: “É dever do Poder Público a gestão documental e a de proteção especial a documentos de arquivos, como instrumento de apoio à administração, à cultura, ao desenvolvimento científico e como elementos de prova e informação”. Gerenciar as informações minimiza o tempo perdido durante os processos de execução de uma atividade. Com a otimização dos processos é mais provável alcançar a efetivi dade nas atividades realizadas. ZÉ CARLOS A necessidade de se registrar as atividades humanas produz um grande número de documentos. Principalmente a partir do século XX, a produção documental tem crescido a níveis muito elevados fugindo, dessa maneira, do controle por parte das organizações e exigindo novas alternativas para gerir essa produção documental, tendo em vista que o acesso à informação é essencial e exigido pela sociedade, levando em conta a democracia e o exercício da cidadania. Os arquivos deixam de ser um depósito de papéis empoeirados e acumulados e começam a dar espaço a grandes centros de informação. A desarticulação no processo de controle da produção e tramitação documental, o acúmulo desordenado e a falta de normas e procedimentos arquivísticos efetivos compro metem o acesso à informação e, dessa forma, aumentam custos operacionais devido à guarda de informações des necessárias, o que impossibilita o acesso às informações relevantes no processo de tomada de decisão. AFINAL, O QUE É UM ARQUIVO? Arquivo = Conjunto de documentos Segundo Marilena Leite Paes, antigamente, os arqui vos eram apenas depósitos de papéis de qualquer espécie, tendo sempre relação com os direitos das instituições ou dos indivíduos. Diante do texto da Lei n. 8.159/1991 (anexo A), arqui vos são “Conjuntos de documentos produzidos e recebidos 1 Dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências 68 por órgãos públicos, instituições de caráter público e entidades privadas, em decorrência do exercício de atividades específicas, bem como por pessoa física, qualquer que seja o suporte da informação ou a natureza dos documentos”. Isso significa que os conjuntos de atas de reuniões, ofí cios, memorando, relatórios de atividades, projetos de pes quisa e as resoluções e processos produzidos e/ou recebi dos pela instituição constituem seu Arquivo e eles devem naturalmente refletir as suas atividades. Os arquivos se acu mulam diariamente de acordo com as atividades que cada setor da organização desenvolve. Dessa forma, os docu mentos de cada setor refletem os trabalhos realizados pelos funcionários dessa repartição. Arquivos = Instituições Entidade administrativa, pública e/ou privada, respon sável pela custódia, pelo tratamento documental e pela utili zação dos arquivos sob sua jurisdição. Ex.: Arquivo Público do DF. Arquivo = Local de armazenamento Móvel ou armário destinado ao armazenamento dos documentos. Dúvidas sobre a distinção entre ARQUIVO, MUSEU e BIBLIOTECA? Vamos saná-las então! Durante muito tempo essas três instituições se confun diam, pois tinham a mesma função: guardar os documen tos produzidos pelo homem, independente do objetivo que esses documentos tinham em sua criação. Com o passar dos anos e a evolução da sociedade, eles foram se diferenciando quanto ao seu objetivo e cada um deles foi absorvendo características próprias. Embora arquivo, museu e biblioteca tenham como fina lidade a guarda de documentos, cada instituição guarda documentos diferenciados. Para Marilena Leite Paes, arquivo é a “designação genérica de um conjunto de documentos produzidos e rece bidos por uma pessoa física ou jurídica, pública ou privada, caracterizado pela natureza orgânica de sua acumulação e conservado por essas pessoas ou por seus sucessores para fins de prova ou informação”. Já a Maria Alexandra Miranda Aparício, conceitua como “Conjunto de documentos que, independente da natureza ou do suporte, são reunidos por acumulação ao longo das atividades de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas.” Existem para atender a administração, seus documen tos são resultados de atividades específicas de cada orga nização. O Princípio da Unicidade preconiza o documento como único, produzido em virtude de uma necessidade, sob um contexto específico. Não se produz documentos sem uma razão específica ou uma necessidade emergente. Vale dizer que os documentos são únicos em termos de conte údo, podendo ser produzidos em exemplares únicos ou em número limitado de cópias. Institucional: está relacionado às instituições educa cionais, igrejas, corporações não lucrativas, sociedades e associações. Os arquivos podem ter também o que se chama de “Restrição de Acesso”, que dependerá do grau de importân cia ou sigilo do documento. Familiar ou Pessoal: diz respeito ao arquivo organi zado por grupos familiares ou por pessoas. Museu: “O museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvi mento, aberta ao público e que promove pesquisas relativas aos testemunhos materiais do homem e do seu ambiente, adquire-os, conserva-os, comunica-os e expõe-nos para estudo, educação e prazer” (Conselho Internacional dos Museus – ICOM). Essa instituição é fruto do hábito de colecionar. Seja pelo valor afetivo, cultural ou material o homem acaba por reunir peças por suas características e isso dá origem aos acervos de museu. Perceba que enquanto o arquivo tem finalidade funcional, a finalidade das bibliotecas e dos museus é essencialmente cultural. Em um segundo momento, os documentos de arquivo acabam perdendo seu valor administrativo, após cumprir o objetivo de sua criação, e passam a ter caráter cultural. A partir do caráter histórico, alguns documentos adquirem um valor secundário. QUAIS OS TIPOS DE ARQUIVOS? Existem vários tipos de arquivo, que se caracterizam e são diferenciados pelos seus objetivos e competências das Entidades produtoras. O QUE SÃO ARQUIVOS ESPECIAIS X ESPECIALIZADOS? Os Arquivos não guardam somente documentos em papel, são constituídos de documentos em formato físico diferenciado e, por esse motivo, necessitam de medidas especiais quanto ao seu armazenamento, guarda e conser vação. Arquivos Especiais: são os arquivos que por possuí rem sob sua guarda documentos de formas físicas diversas ou de suportes específicos, precisam de um cuidado espe cial quanto a sua conservação para que não tenham suas características físicas comprometidas, ou seja, precisam de um ambiente específico com temperatura, umidade e uso de materiais diferenciados para seu manuseio. Sem essas condições especiais esses arquivos se deterioram de forma rápida. Exemplo: arquivos que guar dam fotografias, discos, filmes, fitas. Arquivos especializados: São arquivos compostos por documentos referentes a determinados assuntos ou por atividades especializadas. São exemplos os arquivos médi cos, de engenharia, literários. Esses arquivos demandam técnicas e materiais específicos para sua organização (dis ponível em http://www.siarq.unicamp.br/siarq). ARQUIVOS SETORIAIS X ARQUIVOS CENTRAIS Com relação à localização dos arquivos nas institui ções, temos: Arquivos Setoriais: se definem pela proximidade dos documentos a quem os produz ou utiliza, ou seja, são os arquivos instalados nos setores de trabalho, fruto de grande utilização ou possibilidade de utilização no dia a dia. * Dica: guarde bem essa diferença, pois é um conteúdo que já foi cobrado em várias provas. Arquivos centrais: são os que se destinam a receber os documentos correntes provenientes dos diversos seto res que integram a estrutura de uma instituição, funcionando como extensão daqueles. CLASSIFICAÇÃO DE ARQUIVOS DOCUMENTOS E SUAS CARACTERÍSTICAS Público: arquivo de instituições governamentais de âmbito federal, estadual ou municipal. Os arquivos, que são formados pelos conjuntos de documentos, são espelhos das instituições e neles são refle tidas suas atividades. 69 NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA Bibliotecas: São coleções de informações, em sua maioria impressas, adquiridas por compra ou doação e não produzidas pela própria instituição. São organizadas por meio de um código próprio para estudo, pesquisa e consulta. As bibliotecas podem possuir temas específicos e carac terísticas próprias de acordo com seu objetivo, e possuir grande quantidade de exemplares e são abertas ao público, podendo ser direcionadas a públicos específicos. Comercial: arquivo de empresas, corporações e com panhias. Assim, para entendermos melhor, devemos antes conhecer três conceitos básicos que integram a área: informação, suporte e documento. Informação: Pode ser definida como ideia ou conheci mento, “Todo e qualquer elemento referencial contido num documento” (Dic.Terminologia Arquivística). Hoje em dia é um dos recursos mais importantes de uma instituição. As empresas com mais conhecimento e informações organizadas, são as que mais se destacam no mercado. Suporte: Meio no qual a informação é registrada. Entende-se por suporte qualquer meio utilizado para gravar a informação. Exemplo de suporte: o pergaminho e o papiro, (muito usados antigamente), o papel, disquete (quase não utilizado mais), CD , DVD, pendrive, cartão de memória. Com o avanço da tecnologia é cada vez maior o número de instrumentos capazes de servirem de suporte para a informação. ZÉ CARLOS Documento: Qualquer informação registrada em um suporte, e surgem no momento em que as informações são registradas em um suporte. Informação + Suporte = Documento VALOR DOS DOCUMENTOS Primário: “Valor atribuído a documento em função do interesse que possa ter uma entidade produtora, levando -se em conta a sua utilidade para fins administrativos, legais e fiscais” Fonte: Dicionário de Terminologia Arquivística (2005, p. 163). É o motivo pelo qual o documento foi criado para aten der as necessidades da organização no seu dia a dia. Todo documento nasce com valor primário, também conhecido como administrativo e com o tempo perde esse valor (prescrição). Secundário: “Valor atribuído a um documento em função do interesse que possa ter para a entidade produtora e outros usuários, tendo em vista a sua utilidade para fins diferentes daqueles para os quais foi originalmente produ zido”. Dicionário de Terminologia Arquivística (2005, p. 163). Dessa forma, alguns documentos mesmo depois de prescritos, por serem considerados importantes para preser var a memória ou a história da empresa ou da sociedade são conservados. Os documentos que compõem um arquivo podem ser divididos conforme o quadro abaixo: TABELA 1 Definição técnica Suporte Exemplos “Material no qual as informações são registradas.” Fita magnética, CD, pendrive, papel, papiro, pergaminho. Forma “Estágio de preparação e de transmissão de documentos.” Original, Cópia, Minuta, Rascunho. Formato “Configuração Física de um suporte, de acordo com a natu reza e o modo como foi conhecido.” Caderno, Cartaz, Diapositivo, Folha, Livro, Mapa, Planta, Rolo de filme. Gênero “Configuração que assume um documento de acordo com um sistema de signos utilizado na comunicação de seus conteúdos.” Documentação audiovisual, documentação fonográfica, documen tação iconográfica, documentação textual, documentação cartográ fica. Espécie “Configuração que assume um documento de acordo com a disposição e a natureza das informações nele contidas.” Boletim, Certidão, Declaração, relatório. Tipo “Configuração que assume uma espécie documental de acordo com a atividade que a gerou.” Boletim de ocorrência, Certidão de nascimento, Declaração de Bens, Declaração de imposto de renda, Relatório de atividades. Fonte: Como classificar e ordenar documentos de arquivo – Projeto como fazer; v. 2 TEORIA DAS TRÊS IDADES OU CICLO VITAL A chamada Teoria das três idades ou Ciclo vital, segundo o Dicionário de Terminologia Arquivística, é a “Sucessão de fases por que passam os documentos, desde o momento em que são criados até a sua destinação final.” 70 São os estágios ou fases por que passam os docu mentos dentro da instituição. Essa teoria tem embasamento na legislação a partir da Lei n. 8.159/1991 (anexo A), que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e priva dos. Define no art. 8º que os documentos públicos são iden tificados como correntes, intermediários e permanentes. Arquivo Corrente: Conjunto de documentos estreita mente vinculados aos objetivos imediatos para os quais foram produzidos ou recebidos no cumprimento de suas atividades -meio e que se conservam junto aos órgãos produtores em razão de sua vigência e da frequência com que são por eles consultados. O acesso é liberado apenas para seu produtor. tos históricos. Com o recolhimento destes documentos ao arquivo permanente, cessa seu uso primário e se inicia o uso científico, social e cultural” (Heloísa, 2000). Seu acesso é público, segundo a Lei n. 8.159/1991 (anexo A), em seu art. 10, os documentos de valor perma nente são inalienáveis e imprescritíveis. Arquivo Intermediário: é o arquivo constituído por documentos que não são de uso corrente e aguardam em local fora das unidades administrativas, sua destinação final. Seu acesso é liberado apenas para seu produtor. Aguardam o cumprimento dos prazos de precaução e prescrição Para melhor esquematizar, veja as figuras abaixo Figura 1 Arquivo Permanente: documentos que perderam seu valor administrativo, mas possuem valor secundário ou his tórico. “A função primordial dos arquivos permanentes ou históricos é recolher e tratar os documentos públicos após o cumprimento das razões pelas quais eles foram gerados. (...) Os documentos que não forem descartados e elimina dos através de tabelas de temporalidade possuem interesse histórico, possuem valor permanente e se tornam documen Fonte: Autor, 2013 Figura 2 Valor Acesso Sistema Justificativa de conserApoio às atividades cotidianas vação Volume 100% Localização Próxima ao acumulador Física Arquivo Permanente Secundário Aberto Centralizado Razões administrativas, legais ou fiscais Pesquisa, administrativa Sensível diminuição 5-10% do total acumulado Fora do setor de trabalho Instituição arquivística Fonte: Sousa (2009) Eliminação: trata-se da destruição dos documentos. Segundo o art. 9º da Lei n. 8.159/1991 (anexo A), a eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de cará ter público será realizada mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência. Transferência: é o envio dos documentos para o arquivo intermediário, acompanhados de listagem, onde aguardarão o cumprimento dos prazos de guarda e a destinação final. Recolhimento: é o envio dos documentos para o arquivo permanente. Nesta fase, o arquivo deve elaborar instrumentos de recuperação da informação com vistas à sua guarda permanente e seu acesso público. Fonte: apostilas.netsaber.com.br/apostilas/915.pdf CLASSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS O que é um Referencial de busca? Segundo o dicionário Brasileiro de Terminologia Arqui vística, “referencial de busca” é uma sequência de opera ções que, de acordo com as diferentes estruturas, funções e atividades da entidade produtora, visa a distribuir os docu mentos de um arquivo. A classificação de documentos possibilita a recupera ção do contexto original de produção dos documentos, ou seja, a identificação da atividade que determinou a sua exis tência, mantendo as relações contextuais do documento e a sequência das atividades realizadas. A Classificação consiste em organizar os documentos produzidos e recebidos pela organização no exercício de suas atividades, de forma a constituir um referencial. MÉTODOS DE CLASSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS Estrutural: toma como princípio de classificação a estrutura administrativa da entidade produtora. Funcional: é classificado de acordo com as funções desempenhadas pela entidade produtora. Assunto: nesse caso, o que se considera é o conteúdo dos documentos. A partir da Classificação é elaborado o instrumento denominado Plano de Classificação. Classificação quanto ao Grau de Sigilo (natureza do assunto) Os documentos classificados como OSTENSIVOS são aqueles que contêm informações comuns, cuja divulgação não compromete o andamento das atividades. 71 NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA Arquivo Itermediário Primário Primário Restrito aos acumuladores Restrito aos acumuladores ou com autorização Centralizado ou Descentralizado Centralizado Arquivo Corrente Documentos SIGILOSOS são os que contêm informa ções de caráter restrito e exigem medidas de segurança na sua guarda e conservação. Esses documentos possuem restrição de acesso, ou seja, não podem ser consultados pelo público. Os documentos sigilosos se dividem quanto ao grau de sigilo, de acordo com a Lei n. 12.527 (anexo B), de 18.11.2011. Ultrassecretos: Documentos que requerem elevado grau de segurança e que somente devem ser de conhe cimento de pessoas intimamente ligadas a seu estudo e manuseio, pois seu conhecimento pode acarretar dano à segurança da sociedade e do Estado. Prazo máximo de restrição de acesso: 25 anos Secretos: Requerem alto grau de segurança e só podem ser acessados por pessoas que, mesmo não estando intimamente ligadas ao assunto, tenham autorização para tomar conhecimento. Prazo máximo de restrição de acesso: 15 anos Reservados: Trata de assuntos que não devem ser de conhecimento do público em geral. Prazo máximo de restrição de acesso: 5 anos. GESTÃO DOCUMENTAL Figura 3 ZÉ CARLOS Fonte: Lei n. 8.159/1991 A Lei n. 8.159/1991 (Anexo A), em seu parágrafo 3º, define gestão de documentos como o conjunto de procedi mentos e operações técnicas referentes às atividades de produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento de documentos em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. Com a grande quantidade de documentos produzidos pelas instituições, a busca por informações se torna cada vez mais difícil, para que isso não aconteça, a gestão docu mental se tornou essencial. A gestão de documentos é atingida através do plane jamento, organização, controle, coordenação dos recursos humanos, do espaço físico e dos equipamentos, com o obje tivo de aperfeiçoar e simplificar o ciclo documental. Objetivos da Gestão de Documentos: • Assegurar, de forma eficiente, a produção, adminis tração, manutenção e destinação de documentos. • Garantir que a informação governamental esteja disponível quando e onde seja necessária ao governo e aos cidadãos. • Assegurar a eliminação dos documentos que não tenham valor administrativo fiscal, legal ou para a pesquisa científica. • Assegurar o uso adequado da micrográfica, proces samento automatizado de dados e outras técnicas avançadas de gestão da informação. 72 • Contribuir para o acesso e preservação dos docu mentos que mereçam guarda permanente por seus valores histórico e científico. FASES DA GESTÃO DE DOCUMENTOS Produção: Refere-se ao ato de elaborar documentos em razão das atividades específicas de um órgão ou setor. Nesta fase deve-se otimizar a criação de documentos, evi tando-se a produção daqueles não essenciais, diminuindo o volume, facilitando o controle, armazenamento e eliminação. Utilização: Refere-se ao fluxo percorrido pelos docu mentos, necessário ao cumprimento de sua função admi nistrativa, assim como sua guarda após cessar seu trâmite. Esta fase envolve métodos de controle relacionados às atividades de protocolo e às técnicas específicas para classificação, organização e elaboração de instrumentos de recuperação da informação e o arquivamento também será controlado nesta etapa. Desenvolve-se, também, a gestão de arquivos correntes e intermediários e a implantação de sistemas de arquivo e de recuperação da informação. Avaliação e Destinação: Envolve as atividades de análise, seleção e fixação de prazos de guarda dos docu mentos, ou seja, implica decidir quais os documentos a serem eliminados e quais serão preservados permanente mente. O que é um Protocolo? É um conjunto de operações que visa controlar a docu mentação de forma a facilitar a localização e acesso em tempo hábil. Através do recebimento, registro, classificação, distribui ção, controle da tramitação e expedição de documentos. A atividade de protocolo é típica da fase corrente, pois é nesta fase que a frequência de uso dos documentos é alta. Quais são as atividades do Protocolo? Recebimento Os documentos a serem tramitados pela instituição devem ser apresentados ao protocolo para que este passe a controlar tal atividade. É a etapa de recebimento dos documentos, tanto os produzidos internamente, quanto os encaminhados à insti tuição por outras empresas. Registro e Autuação No registro são inseridos dados de um documento em sistema de controle informatizado ou não, através desse cadastro o documento poderá ser rastreado na instituição. Essa fase é essencial, pois ela irá agilizar a recuperação da informação, que é o objetivo primordial da arquivologia. Expedição / Distribuição É a atividade que consiste em enviar o documento ao seu destinatário. Chama-se distribuição quando é interna, e expedição quando direcionada a outra instituição. Controle da Tramitação / Movimentação É a atividade realizada pelo protocolo que consiste em identificar os setores por que passam os documentos, de forma a recuperá-lo com rapidez, quando necessário, bem como identificar possíveis atrasos na tramitação destes. O setor de protocolo é responsável também por essas três atividades relacionadas aos processos: Juntada por Anexação: Faz a união definitiva e irre versível de um ou mais processos a outro processo, desde que pertencentes a um mesmo interessado e que conte nham o mesmo assunto. Juntada por Apensação: Faz a união provisória de um ou mais processos a outro processo, desde que contenham matérias semelhantes, com mesmo interessado ou não. Desentranhamento: A retirada de um determinado documento ou qualquer folha de um processo. Deve ser inserido o Termo de Desentranhamento. Fluxograma de Procedimentos de Protocolo Classificação Refere-se à análise e identificação do conteúdo do documento do qual se busca extrair o assunto pelo qual serão recuperados os documentos posteriormente. Podem ser atribuídos códigos de acordo com o plano de classifica ção da instituição, um exemplo de Plano de Classificação está na Resolução n. 14 do CONARQ (anexo C). Os documentos que entrarem na instituição em enve lopes fechados são abertos pelo protocolo para classifica ção, à exceção dos particulares 2 ou sigilosos 3. Dica: Tais documentos (particulares e/ou sigilosos) deverão ser encaminhados diretamente aos respectivos destinatários, sem a necessidade de serem classificados, pois têm acesso restrito. Apenas os destinatários poderão abrir estes documentos. Os documentos de natureza ostensiva 4 deverão ser abertos e analisados, classificados de acordo com o assunto tratado, antes de serem encaminhados aos seus destinatários. 2 documentos não endereçados à instituição, e sim a um funcionário em particular 3 ultra secretos, secretos, confidenciais ou reservados 4 ou seja, que seu acesso não causa nenhum prejuízo PRESERVAÇÃO, CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DE DOCUMENTOS O arquivo deve manter os documentos de valor perma nente pelo maior tempo possível e, por isso, é necessário que sejam adotadas algumas medidas. A Preservação, que, segundo o Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística, é a “Função arquivística destinada a assegurar as atividades de acondicionamento, armazena mento, conservação e restauração de documentos” é essen cial para aumentar a durabilidade dos documentos. A conservação é um conjunto de ações estabilizadoras que visam desacelerar o processo de degradação de docu 73 NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA PROTOCOLO mentos ou objetos, por meio de controle ambiental (higieni zação, reparos e acondicionamento). A conservação busca estender a vida útil dos documentos. Por outro lado, a restauração tem por objetivo revitali zar os documentos que foram agredidos por fatores físicos, biológicos e químicos. A preocupação com o ambiente onde serão armazena dos os arquivos é muito importante, pois os fatores ambien tais podem causar a desintegração dos materiais. O calor, por exemplo, acelera a velocidade da maioria das reações químicas. Já a umidade alta pode gerar mofo e proliferar insetos, caso ela esteja baixa demais pode ressecar as fibras do papel, por exemplo. Dessa forma, é muito importante que temperatura, umidade e iluminação sejam controladas. Fatores Físicos Luminosidade: a luz atua como catalisador na oxida ção, causando enfraquecimento ou enrijecimento do papel. Pode provocar também o amarelecimento, escurecimento ou descoloração do papel. Temperatura: Temperaturas demasiado altas ou baixas aceleram a degradação do papel, o mais recomendado é manter a temperatura entre 20° e 22°. ZÉ CARLOS Umidade: o excesso de umidade, bem como o clima muito seco, também contribui para a aceleração do processo de envelhecimento do documento. A oscilação também não é interessante, pois os materiais de arquivo são higroscópi cos, ou seja, absorvem e liberam facilmente a umidade, isso ocasiona ondulações e o enfraquecimento do papel. A umi dade ideal é de 45% a 58%. A medição da temperatura é feita pelos termômetros, e a de umidade com higrômetros, ou ainda pelo termoigrôme tro, que realiza as duas medições. Químicos Os documentos também são agredidos pelos fatores químicos como qualidade do ar, que causa deterioração representada pela poeira e poluição. Deve-se evitar a pre sença de grampos e clipes que enferrujam com o tempo e umidade. Deve-se evitar o manuseio desnecessário e tomar um cuidado especial com os materiais mais sensíveis como fotografias; a própria tinta e o papel utilizado também são responsáveis por danos futuros. Biológicos Os ambientes úmidos, quentes, escuros e de pouca ventilação são os mais propícios aos micro-organismos, insetos e até pequenos roedores. Os arquivos e bibliotecas de regiões tropicais são o ambiente ideal para sua moradia e reprodução. Os insetos que atacam os documentos, dentre eles podemos destacar as baratas, traças e brocas. Além deles há os fungos, ratos e o próprio homem. 74 Cuidados na conservação preventiva de documentos • Manter o local de guarda do acervo longe de fontes de alimentos. • Retirar o lixo do dia após o final do expediente, evi tando o pernoite do lixo. • Manter uma disposição das estantes que permita a circulação do ar. As estantes e arquivos devem ser de metal pintado, para evitar ferrugem. • Deve-se manter as mãos limpas ao manusear os documentos, não utilizar molha dedos ou saliva. • Não utilizar fitas adesivas tipo durex e fitas crepe, cola branca. Esses materiais possuem alta acidez, provocam manchas irreversíveis onde aplicados. • Não escrever nos documentos, quando necessário utilizar lápis. • Não dobrar as páginas. • Para a limpeza das folhas, utilizam-se trinchas, escovas macias e flanelas de algodão. • Remover grampos metálicos, etiquetas, fitas adesi vas, papéis e cartões ácidos. • Manusear fotografias sempre com luvas de algodão. • Preferir caixas de papelão ao invés das de plástico. • A remoção da poeira deve ser feita com cuidado, a fim de evitar o seu deslocamento para a superfície das estantes e para os documentos. Idealmente deve ser realizada com o auxílio de aspirador de pó, pois assim evita-se que a poeira fique em suspensão, pode-se utilizar também um pano úmido, mas sem excesso de água para não deixar o ambiente úmido. Métodos de arquivamento Arquivamento é o conjunto das operações que visam organizar a documentação para facilitar a localização futura. Pode-se dividir os métodos de arquivamento em dois grandes sistemas: direto e indireto. Sistema direto é aquele em que a busca do documento é feita diretamente no local onde está guardado. Sistema indireto é aquele em que, para se localizar o documento, necessita-se antes consultar um índice ou um código. MÉTODOS BÁSICOS DE ARQUIVAMENTO Método alfabético: esse é o método mais simples e uti liza o nome como objeto principal, é um sistema direto, pois não precisa de índice. É um método rápido, direto, fácil e barato. Esse método segue as regras de alfabetação. Regras de Alfabetação, segundo Marilena Leite Paes: Nos nomes de pessoas físicas, considera-se o último sobrenome e depois o prenome. Exemplo: Amanda Lira Pedro Álvares Cabral Kelly Pontes de Souza Lilian Cabral Marcos Roberto Araújo da Silva Os nomes estrangeiros são considerados pelo último sobrenome, salvo nos casos de nomes espanhóis e orien tais, esses são casos especiais. Churchill, Winston Schmidt, Jorge Arquivam-se As partículas de nome estrangeiros podem ou não ser consideradas, o mais comum é considerá-las parte inte grante do nome quando escritas com letra maiúscula. Quando houver sobrenomes iguais, prevalece a ordem alfabética do prenome. Cabral, Lilian Cabral, Pedro Álvares Sobrenomes compostos ou ligados por hífen, não se separam. Castelo Branco, Camilo Villa-Lobos, Heitor Os nomes formados por Santa, Santo e São seguem a regra dos sobrenomes compostos. Santa Clara, Heitor Santo Cristo, André As iniciais abreviadas de prenomes têm procedência na Classificação de sobrenomes iguais. Fernando, A. Fernando, Aguiar Os artigos e preposições, tais como a, o, de, d’, da, do, e, um, uma não são considerados. Almeida, Pedro de Andrade, Ricardo d’ Os sobrenomes que exprimem grau de parentesco como Filho, Júnior, Neto, Sobrinho são considerados parte integrante do último sobrenome, mas não são considerados na ordenação alfabética. Adjuto Júnior, Adriano Guimarães Júnior, José Carlos Dica: Os graus de parentesco só serão considerados na alfabetação quando servirem para distinção. Os títulos não são considerados na alfabetação, são colocados após o nome completo, entre parêntesis. Guimarães Jr., José (Professor) Rousseff, Dilma (Presidenta) Capri, Giulio di Du Ponte, Charles Os nomes espanhóis são registrados pelo penúltimo sobrenome, que corresponde ao sobrenome de família do pai. Pina de Melo, Francisco de Oviedo y Banõs, José de Os nomes orientais, japoneses, chineses e árabes, são registrados como se apresentam. Al Bem – Hur Li Yutang Nomes de instituições devem ser escritos como se apresentam, sem considerar os artigos e preposições. Os artigos iniciais podem ser colocados entre parêntesis após o nome. Embratel Fundação Getúlio Vargas Nos títulos de congresso, conferências, reuniões, assembleias, os números arábicos, romanos ou escritos por extenso deverão aparecer no fim entre parêntesis. Método numérico: esse método compõe o sistema de busca indireto, pois é preciso um índice. Ele se divide em: numérico simples (organiza pelo número que corresponde ao documento), cronológico (organiza por data) ou dígito-termi nal. Método geográfico: também é um sistema direto, é o método utilizado quando o principal elemento a ser utilizado é o local de produção. Ordenação por estado ou país: devem ser ordena dos alfabeticamente e a capital será sempre a primeira da lista. Ordenação por cidade, ordenação apenas alfabética. Método por assunto: utiliza o assunto do documento como referência. MICROFILMAGEM A microfilmagem é uma técnica permitida em todo ter ritório nacional, segundo a Lei 5.433 de 1968. Essa técnica consiste em criar uma cópia fotográfica do documento, atra vés da microfilmagem que possibilita a redução do espaço físico e a preservação do documento em papel, por exem plo. Símbolos utilizados nos microfilmes: 75 NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA Lira, Amanda Cabral, Pedro Álvares Souza, Kelly Pontes de Cabral, Lilian Silva, Marcos Roberto Araújo da FIGURA 4 ZÉ CARLOS Fonte: Resolução n. 10, de 6 de dezembro de 1999 Digitalização É uma técnica muito utilizada, atualmente, principal mente por órgãos públicos. Consiste em criar uma cópia digital de um documento, esse método é muito eficiente, pois facilita o acesso e a recuperação da documentação e reduz o tempo perdido. Segundo a Lei 12.682 de 2012, em seu art. 6° “Os regis tros públicos originais, ainda que digitalizados, deverão ser pre servados de acordo com o disposto na legislação pertinente”. Descrição Arquivística É uma atividade de grande importância para os arqui vos, pois cita particularidades dos documentos visando sua posterior identificação e localização. A descrição gera os chamados instrumentos de pes quisa, guia, inventário, catálogo e repertório. Guia: instrumento usado para orientar os usuários no conhecimento e na utilização dos fundos. Nele estão conti das informações gerais sobre o arquivo. Descreve o fundo (arquivo de uma instituição) ou coleção. Esse instrumento de pesquisa é o mais cobrado nas provas, portanto é impor tante gravar. Inventário: Descreve as unidades de arquivamento, ou seja, a composição de um fundo ou parte dele. Catálogo: Descreve individualmente os documentos. Repertório: Descrição mais detalhada. 76 LEMBRE-SE, a Descrição deve ser feita sempre do GERAL para o PARTICULAR. Na arquivologia existem algumas normas de descri ção arquivísticas, as mais cobradas nos concursos, são ISAD(G): Norma Geral Internacional de Descrição Arquivís tica e a NOBRADE – Norma Brasileira de Descrição Arqui vística, sendo que a segunda foi desenvolvida para os arqui vos brasileiros. A ISAD(G) possui 7 áreas de descrição e 26 elementos de descrição, sendo que desses apenas 6 são essenciais. A NOBRADE possui 8 áreas de descrição e 28 elemen tos, sendo que 7 deles são obrigatórios: código de referên cia; título; data(s); nível de descrição; dimensão e suporte; nome(s) do(s) produtor(es); condições de acesso (somente para descrições em níveis 0 e 1). ANEXO A Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI N. 8.159, DE 8 DE JANEIRO DE 1991 Dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: Art. 1º É dever do Poder Público a gestão documental e a de proteção especial a documentos de arquivos, como ins trumento de apoio à administração, à cultura, ao desenvol vimento científico e como elementos de prova e informação. Art. 2º Consideram-se arquivos, para os fins desta lei, os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por órgãos públicos, instituições de caráter público e entidades privadas, em decorrência do exercício de atividades espe cíficas, bem como por pessoa física, qualquer que seja o suporte da informação ou a natureza dos documentos. Art. 3º Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas à sua produção, tra mitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. Art. 4º Todos têm direito a receber dos órgãos públi cos informações de seu interesse particular ou de interesse coletivo ou geral, contidas em documentos de arquivos, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabili dade, ressalvadas aquelas cujos sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, bem como à inviolabi lidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas. Art. 5º A Administração Pública franqueará a consulta aos documentos públicos na forma desta lei. Art. 6º Fica resguardado o direito de indenização pelo dano material ou moral decorrente da violação do sigilo, sem prejuízo das ações penal, civil e administrativa. CAPÍTULO II DOS ARQUIVOS PÚBLICOS Art. 7º Os arquivos públicos são os conjuntos de docu mentos produzidos e recebidos, no exercício de suas ativi dades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. §1º São também públicos os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por instituições de caráter público, por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços públicos no exercício de suas atividades. §2º A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o recolhimento de sua documen tação à instituição arquivística pública ou a sua transferência à instituição sucessora. Art. 8º Os documentos públicos são identificados como correntes, intermediários e permanentes. §1º Consideram-se documentos correntes aqueles em curso ou que, mesmo sem movimentação, constituam de consultas freqüentes. §2º Consideram-se documentos intermediários aqueles que, não sendo de uso corrente nos órgãos produtores, por razões de interesse administrativo, aguardam a sua elimina ção ou recolhimento para guarda permanente. §3º Consideram-se permanentes os conjuntos de documentos de valor histórico, probatório e informativo que devem ser definitivamente preservados. Art. 9º A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será realizada mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência. Art. 10º Os documentos de valor permanente são ina lienáveis e imprescritíveis. CAPÍTULO III DOS ARQUIVOS PRIVADOS Art. 11. Consideram-se arquivos privados os conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por pessoas físicas ou jurídicas, em decorrência de suas atividades. Art. 12. Os arquivos privados podem ser identificados pelo Poder Público como de interesse público e social, desde que sejam considerados como conjuntos de fontes relevan tes para a história e desenvolvimento científico nacional. Art. 13. Os arquivos privados identificados como de interesse público e social não poderão ser alienados com dispersão ou perda da unidade documental, nem transferi dos para o exterior. Parágrafo único. Na alienação desses arquivos o Poder Público exercerá preferência na aquisição. Art. 14. O acesso aos documentos de arquivos priva dos identificados como de interesse público e social poderá ser franqueado mediante autorização de seu proprietário ou possuidor. Art. 15. Os arquivos privados identificados como de interesse público e social poderão ser depositados a título revogável, ou doados a instituições arquivísticas públicas. Art. 16. Os registros civis de arquivos de entidades reli giosas produzidos anteriormente à vigência do Código Civil ficam identificados como de interesse público e social. CAPÍTULO IV DA ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE INSTITUIÇÕES ARQUIVÍSTICAS PÚBLICAS Art. 17. A administração da documentação pública ou de caráter público compete às instituições arquivísticas federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais. §1º São Arquivos Federais o Arquivo Nacional do Poder Executivo, e os arquivos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. São considerados, também, do Poder Execu tivo os arquivos do Ministério da Marinha, do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério do Exército e do Ministé rio da Aeronáutica. §2º São Arquivos Estaduais o arquivo do Poder Exe cutivo, o arquivo do Poder Legislativo e o arquivo do Poder Judiciário. §3º São Arquivos do Distrito Federal o arquivo do Poder Executivo, o Arquivo do Poder Legislativo e o arquivo do Poder Judiciário. §4º São Arquivos Municipais o arquivo do Poder Execu tivo e o arquivo do Poder Legislativo. §5º Os arquivos públicos dos Territórios são organiza dos de acordo com sua estrutura político-jurídica. Art. 18. Compete ao Arquivo Nacional a gestão e o recolhimento dos documentos produzidos e recebidos pelo Poder Executivo Federal, bem como preservar e facultar o acesso aos documentos sob sua guarda, e acompanhar e implementar a política nacional de arquivos. 77 NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Parágrafo único. Para o pleno exercício de suas fun ções, o Arquivo Nacional poderá criar unidades regionais. Art. 19. Competem aos arquivos do Poder Legislativo Federal a gestão e o recolhimento dos documentos produzi dos e recebidos pelo Poder Legislativo Federal no exercício das suas funções, bem como preservar e facultar o acesso aos documentos sob sua guarda. Art. 20. Competem aos arquivos do Poder Judiciário Federal a gestão e o recolhimento dos documentos produzi dos e recebidos pelo Poder Judiciário Federal no exercício de suas funções, tramitados em juízo e oriundos de cartórios e secretarias, bem como preservar e facultar o acesso aos documentos sob sua guarda. Art. 21. Legislação estadual, do Distrito Federal e muni cipal definirá os critérios de organização e vinculação dos arquivos estaduais e municipais, bem como a gestão e o acesso aos documentos, observado o disposto na Constitui ção Federal e nesta lei. CAPÍTULO V DO ACESSO E DO SIGILO DOS DOCUMENTOS PÚBLICOS Art. 22. (Revogado pela Lei n. 12.527, de 2011) Art. 23. (Revogado pela Lei n. 12.527, de 2011) Art. 24. (Revogado pela Lei n. 12.527, de 2011) DISPOSIÇÕES FINAIS ZÉ CARLOS Art. 25. Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da legislação em vigor, aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente ou considerado como de interesse público e social. Art. 26. Fica criado o Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), órgão vinculado ao Arquivo Nacional, que definirá a política nacional de arquivos, como órgão central de um Sistema Nacional de Arquivos (Sinar). §1º O Conselho Nacional de Arquivos será presidido pelo Diretor-Geral do Arquivo Nacional e integrado por representantes de instituições arquivísticas e acadêmicas, públicas e privadas. §2º A estrutura e funcionamento do conselho criado neste artigo serão estabelecidos em regulamento. Art. 27. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 28. Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 8 de janeiro de 1991; 170º da Independência e 103º da República. FERNANDO COLLOR Jarbas Passarinho PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CASA CIVIL SUBCHEFIA PARA ASSUNTOS JURÍDICOS LEI N. 12.527, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2011 Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do §3o do art. 37 e no §2o do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei 78 no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1o Esta Lei dispõe sobre os procedimentos a serem observados pela União, Estados, Distrito Federal e Municí pios, com o fim de garantir o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do §3º do art. 37 e no §2º do art. 216 da Constituição Federal. Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei: I – os órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo, incluindo as Cortes de Contas, e Judiciário e do Ministério Público; II – as autarquias, as fundações públicas, as empre sas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Art. 2o Aplicam-se as disposições desta Lei, no que couber, às entidades privadas sem fins lucrativos que rece bam, para realização de ações de interesse público, recur sos públicos diretamente do orçamento ou mediante sub venções sociais, contrato de gestão, termo de parceria, convênios, acordo, ajustes ou outros instrumentos congê neres. Parágrafo único. A publicidade a que estão submetidas as entidades citadas no caput refere-se à parcela dos recur sos públicos recebidos e à sua destinação, sem prejuízo das prestações de contas a que estejam legalmente obrigadas. Art. 3o Os procedimentos previstos nesta Lei destinam -se a assegurar o direito fundamental de acesso à informa ção e devem ser executados em conformidade com os prin cípios básicos da administração pública e com as seguintes diretrizes: I – observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção; II – divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações; III – utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação; IV – fomento ao desenvolvimento da cultura de transpa rência na administração pública; V – desenvolvimento do controle social da administra ção pública. Art. 4o Para os efeitos desta Lei, considera-se: I – informação: dados, processados ou não, que podem ser utilizados para produção e transmissão de conheci mento, contidos em qualquer meio, suporte ou formato; II – documento: unidade de registro de informações, qualquer que seja o suporte ou formato; III – informação sigilosa: aquela submetida temporaria mente à restrição de acesso público em razão de sua impres cindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado; IV – informação pessoal: aquela relacionada à pessoa natural identificada ou identificável; CAPÍTULO II DO ACESSO A INFORMAÇÕES E DA SUA DIVULGAÇÃO Art. 6o Cabe aos órgãos e entidades do poder público, observadas as normas e procedimentos específicos aplicá veis, assegurar a: I – gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação; II – proteção da informação, garantindo-se sua disponi bilidade, autenticidade e integridade; e III – proteção da informação sigilosa e da informação pessoal, observada a sua disponibilidade, autenticidade, integridade e eventual restrição de acesso. Art. 7o O acesso à informação de que trata esta Lei compreende, entre outros, os direitos de obter: I – orientação sobre os procedimentos para a conse cução de acesso, bem como sobre o local onde poderá ser encontrada ou obtida a informação almejada; II – informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos; III – informação produzida ou custodiada por pessoa física ou entidade privada decorrente de qualquer vínculo com seus órgãos ou entidades, mesmo que esse vínculo já tenha cessado; IV – informação primária, íntegra, autêntica e atualizada; V – informação sobre atividades exercidas pelos órgãos e entidades, inclusive as relativas à sua política, organiza ção e serviços; VI – informação pertinente à administração do patrimô nio público, utilização de recursos públicos, licitação, contra tos administrativos; e VII – informação relativa: a) à implementação, acompanhamento e resultados dos programas, projetos e ações dos órgãos e entidades públicas, bem como metas e indicadores propostos; b) ao resultado de inspeções, auditorias, prestações e tomadas de contas realizadas pelos órgãos de controle interno e externo, incluindo prestações de contas relativas a exercícios anteriores. §1o O acesso à informação previsto no caput não com preende as informações referentes a projetos de pesquisa e desenvolvimento científicos ou tecnológicos cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. §2o Quando não for autorizado acesso integral à infor mação por ser ela parcialmente sigilosa, é assegurado o acesso à parte não sigilosa por meio de certidão, extrato ou cópia com ocultação da parte sob sigilo. §3o O direito de acesso aos documentos ou às informa ções neles contidas utilizados como fundamento da tomada de decisão e do ato administrativo será assegurado com a edição do ato decisório respectivo. §4o A negativa de acesso às informações objeto de pedido formulado aos órgãos e entidades referidas no art. 1o, quando não fundamentada, sujeitará o responsável a medidas disciplinares, nos termos do art. 32 desta Lei. §5o Informado do extravio da informação solicitada, poderá o interessado requerer à autoridade competente a imediata abertura de sindicância para apurar o desapareci mento da respectiva documentação. §6o Verificada a hipótese prevista no §5o deste artigo, o responsável pela guarda da informação extraviada deverá, no prazo de 10 (dez) dias, justificar o fato e indicar testemu nhas que comprovem sua alegação. Art. 8o É dever dos órgãos e entidades públicas promo ver, independentemente de requerimentos, a divulgação em local de fácil acesso, no âmbito de suas competências, de informações de interesse coletivo ou geral por eles produzi das ou custodiadas. §1o Na divulgação das informações a que se refere o caput, deverão constar, no mínimo: I – registro das competências e estrutura organizacio nal, endereços e telefones das respectivas unidades e horá rios de atendimento ao público; II – registros de quaisquer repasses ou transferências de recursos financeiros; III – registros das despesas; IV – informações concernentes a procedimentos lici tatórios, inclusive os respectivos editais e resultados, bem como a todos os contratos celebrados; V – dados gerais para o acompanhamento de progra mas, ações, projetos e obras de órgãos e entidades; e VI – respostas a perguntas mais frequentes da socie dade. §2o Para cumprimento do disposto no caput, os órgãos e entidades públicas deverão utilizar todos os meios e ins trumentos legítimos de que dispuserem, sendo obrigatória a divulgação em sítios oficiais da rede mundial de computado res (internet) §3o Os sítios de que trata o §2o deverão, na forma de regulamento, atender, entre outros, aos seguintes requisitos: I – conter ferramenta de pesquisa de conteúdo que per mita o acesso à informação de forma objetiva, transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão; II – possibilitar a gravação de relatórios em diversos formatos eletrônicos, inclusive abertos e não proprietários, tais como planilhas e texto, de modo a facilitar a análise das informações; III – possibilitar o acesso automatizado por sistemas externos em formatos abertos, estruturados e legíveis por máquina; 79 NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA V – tratamento da informação: conjunto de ações referentes à produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transporte, transmissão, distribuição, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação, des tinação ou controle da informação; VI – disponibilidade: qualidade da informação que pode ser conhecida e utilizada por indivíduos, equipamentos ou sistemas autorizados; VII – autenticidade: qualidade da informação que tenha sido produzida, expedida, recebida ou modificada por deter minado indivíduo, equipamento ou sistema; VIII – integridade: qualidade da informação não modifi cada, inclusive quanto à origem, trânsito e destino; IX – primariedade: qualidade da informação coletada na fonte, com o máximo de detalhamento possível, sem modificações. Art. 5o É dever do Estado garantir o direito de acesso à informação, que será franqueada, mediante procedimentos objetivos e ágeis, de forma transparente, clara e em lingua gem de fácil compreensão. ZÉ CARLOS IV – divulgar em detalhes os formatos utilizados para estruturação da informação; V – garantir a autenticidade e a integridade das infor mações disponíveis para acesso; VI – manter atualizadas as informações disponíveis para acesso; VII – indicar local e instruções que permitam ao interes sado comunicar-se, por via eletrônica ou telefônica, com o órgão ou entidade detentora do sítio; e VIII – adotar as medidas necessárias para garantir a acessibilidade de conteúdo para pessoas com deficiência, nos termos do art. 17 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000, e do art. 9o da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pelo Decreto Legislativo no 186, de 9 de julho de 2008. §4o Os Municípios com população de até 10.000 (dez mil) habitantes ficam dispensados da divulgação obrigatória na internet a que se refere o §2o, mantida a obrigatoriedade de divulgação, em tempo real, de informações relativas à execução orçamentária e financeira, nos critérios e prazos previstos no art. 73-B da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal). Art. 9o O acesso a informações públicas será assegu rado mediante: I – criação de serviço de informações ao cidadão, nos órgãos e entidades do poder público, em local com condi ções apropriadas para: a) atender e orientar o público quanto ao acesso a infor mações; b) informar sobre a tramitação de documentos nas suas respectivas unidades; c) protocolizar documentos e requerimentos de acesso a informações; e II – realização de audiências ou consultas públicas, incentivo à participação popular ou a outras formas de divul gação. CAPÍTULO III DO PROCEDIMENTO DE ACESSO À INFORMAÇÃO Seção I Do Pedido de Acesso Art. 10. Qualquer interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e entidades referidos no art. 1o desta Lei, por qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a identificação do requerente e a especificação da informação requerida. §1o Para o acesso a informações de interesse público, a identificação do requerente não pode conter exigências que inviabilizem a solicitação. §2o Os órgãos e entidades do poder público devem via bilizar alternativa de encaminhamento de pedidos de acesso por meio de seus sítios oficiais na internet. §3o São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de informações de interesse público. Art. 11. O órgão ou entidade pública deverá autorizar ou conceder o acesso imediato à informação disponível. §1o Não sendo possível conceder o acesso imediato, na forma disposta no caput, o órgão ou entidade que receber o pedido deverá, em prazo não superior a 20 (vinte) dias: I – comunicar a data, local e modo para se realizar a consulta, efetuar a reprodução ou obter a certidão; 80 II – indicar as razões de fato ou de direito da recusa, total ou parcial, do acesso pretendido; ou III – comunicar que não possui a informação, indicar, se for do seu conhecimento, o órgão ou a entidade que a detém, ou, ainda, remeter o requerimento a esse órgão ou entidade, cientificando o interessado da remessa de seu pedido de informação. §2o O prazo referido no §1o poderá ser prorrogado por mais 10 (dez) dias, mediante justificativa expressa, da qual será cientificado o requerente. §3o Sem prejuízo da segurança e da proteção das informações e do cumprimento da legislação aplicável, o órgão ou entidade poderá oferecer meios para que o próprio requerente possa pesquisar a informação de que necessitar. §4o Quando não for autorizado o acesso por se tratar de informação total ou parcialmente sigilosa, o requerente deverá ser informado sobre a possibilidade de recurso, prazos e condições para sua interposição, devendo, ainda, ser-lhe indicada a autoridade competente para sua aprecia ção. §5o A informação armazenada em formato digital será fornecida nesse formato, caso haja anuência do requerente. §6o Caso a informação solicitada esteja disponível ao público em formato impresso, eletrônico ou em qualquer outro meio de acesso universal, serão informados ao reque rente, por escrito, o lugar e a forma pela qual se poderá con sultar, obter ou reproduzir a referida informação, procedi mento esse que desonerará o órgão ou entidade pública da obrigação de seu fornecimento direto, salvo se o requerente declarar não dispor de meios para realizar por si mesmo tais procedimentos. Art. 12. O serviço de busca e fornecimento da informa ção é gratuito, salvo nas hipóteses de reprodução de docu mentos pelo órgão ou entidade pública consultada, situação em que poderá ser cobrado exclusivamente o valor neces sário ao ressarcimento do custo dos serviços e dos materiais utilizados. Parágrafo único. Estará isento de ressarcir os custos previstos no caput todo aquele cuja situação econômica não lhe permita fazê-lo sem prejuízo do sustento próprio ou da família, declarada nos termos da Lei no 7.115, de 29 de agosto de 1983. Art. 13. Quando se tratar de acesso à informação con tida em documento cuja manipulação possa prejudicar sua integridade, deverá ser oferecida a consulta de cópia, com certificação de que esta confere com o original. Parágrafo único. Na impossibilidade de obtenção de cópias, o interessado poderá solicitar que, a suas expensas e sob supervisão de servidor público, a reprodução seja feita por outro meio que não ponha em risco a conservação do documento original. Art. 14. É direito do requerente obter o inteiro teor de decisão de negativa de acesso, por certidão ou cópia. Seção II Dos Recursos Art. 15. No caso de indeferimento de acesso a informa ções ou às razões da negativa do acesso, poderá o interes sado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 (dez) dias a contar da sua ciência. Art. 20. Aplica-se subsidiariamente, no que couber, a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, ao procedimento de que trata este Capítulo. CAPÍTULO IV DAS RESTRIÇÕES DE ACESSO À INFORMAÇÃO Seção I Disposições Gerais Art. 21. Não poderá ser negado acesso à informação necessária à tutela judicial ou administrativa de direitos fun damentais. Parágrafo único. As informações ou documentos que versem sobre condutas que impliquem violação dos direi tos humanos praticada por agentes públicos ou a mando de autoridades públicas não poderão ser objeto de restrição de acesso. Art. 22. O disposto nesta Lei não exclui as demais hipó teses legais de sigilo e de segredo de justiça nem as hipóte ses de segredo industrial decorrentes da exploração direta de atividade econômica pelo Estado ou por pessoa física ou entidade privada que tenha qualquer vínculo com o poder público. Seção II Da Classificação da Informação quanto ao Grau e Prazos de Sigilo Art. 23. São consideradas imprescindíveis à segurança da sociedade ou do Estado e, portanto, passíveis de classi ficação as informações cuja divulgação ou acesso irrestrito possam: I – pôr em risco a defesa e a soberania nacionais ou a integridade do território nacional; II – prejudicar ou pôr em risco a condução de nego ciações ou as relações internacionais do País, ou as que tenham sido fornecidas em caráter sigiloso por outros Esta dos e organismos internacionais; III – pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população; IV – oferecer elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do País; V – prejudicar ou causar risco a planos ou operações estratégicos das Forças Armadas; VI – prejudicar ou causar risco a projetos de pesquisa e desenvolvimento científico ou tecnológico, assim como a sistemas, bens, instalações ou áreas de interesse estraté gico nacional; VII – pôr em risco a segurança de instituições ou de altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familia res; ou VIII – comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento, rela cionadas com a prevenção ou repressão de infrações. Art. 24. A informação em poder dos órgãos e entidades públicas, observado o seu teor e em razão de sua imprescin dibilidade à segurança da sociedade ou do Estado, poderá ser classificada como ultrassecreta, secreta ou reservada. 81 NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA Parágrafo único. O recurso será dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão impug nada, que deverá se manifestar no prazo de 5 (cinco) dias. Art. 16. Negado o acesso a informação pelos órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal, o requerente poderá recorrer à Controladoria-Geral da União, que deliberará no prazo de 5 (cinco) dias se: I – o acesso à informação não classificada como sigi losa for negado; II – a decisão de negativa de acesso à informação total ou parcialmente classificada como sigilosa não indicar a autoridade classificadora ou a hierarquicamente superior a quem possa ser dirigido pedido de acesso ou desclassifi cação; III – os procedimentos de classificação de informação sigilosa estabelecidos nesta Lei não tiverem sido observa dos; e IV – estiverem sendo descumpridos prazos ou outros procedimentos previstos nesta Lei. §1o O recurso previsto neste artigo somente poderá ser dirigido à Controladoria-Geral da União depois de subme tido à apreciação de pelo menos uma autoridade hierarqui camente superior àquela que exarou a decisão impugnada, que deliberará no prazo de 5 (cinco) dias. §2o Verificada a procedência das razões do recurso, a Controladoria-Geral da União determinará ao órgão ou enti dade que adote as providências necessárias para dar cum primento ao disposto nesta Lei. §3o Negado o acesso à informação pela Controladoria -Geral da União, poderá ser interposto recurso à Comissão Mista de Reavaliação de Informações, a que se refere o art. 35. Art. 17. No caso de indeferimento de pedido de des classificação de informação protocolado em órgão da admi nistração pública federal, poderá o requerente recorrer ao Ministro de Estado da área, sem prejuízo das competências da Comissão Mista de Reavaliação de Informações, previs tas no art. 35, e do disposto no art. 16. §1o O recurso previsto neste artigo somente poderá ser dirigido às autoridades mencionadas depois de submetido à apreciação de pelo menos uma autoridade hierarquicamente superior à autoridade que exarou a decisão impugnada e, no caso das Forças Armadas, ao respectivo Comando. §2o Indeferido o recurso previsto no caput que tenha como objeto a desclassificação de informação secreta ou ultrassecreta, caberá recurso à Comissão Mista de Reava liação de Informações prevista no art. 35. Art. 18. Os procedimentos de revisão de decisões denegatórias proferidas no recurso previsto no art. 15 e de revisão de classificação de documentos sigilosos serão objeto de regulamentação própria dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, em seus respectivos âmbi tos, assegurado ao solicitante, em qualquer caso, o direito de ser informado sobre o andamento de seu pedido. Art. 19. (Vetado) §1o (Vetado) §2o Os órgãos do Poder Judiciário e do Ministério Público informarão ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público, respectivamente, as decisões que, em grau de recurso, negarem acesso a informações de interesse público. ZÉ CARLOS §1o Os prazos máximos de restrição de acesso à infor mação, conforme a classificação prevista no caput, vigoram a partir da data de sua produção e são os seguintes: I – ultrassecreta: 25 (vinte e cinco) anos; II – secreta: 15 (quinze) anos; e III – reservada: 5 (cinco) anos. §2o As informações que puderem colocar em risco a segurança do Presidente e Vice-Presidente da República e respectivos cônjuges e filhos(as) serão classificadas como reservadas e ficarão sob sigilo até o término do mandato em exercício ou do último mandato, em caso de reeleição. §3o Alternativamente aos prazos previstos no §1o, poderá ser estabelecida como termo final de restrição de acesso a ocorrência de determinado evento, desde que este ocorra antes do transcurso do prazo máximo de classifica ção. §4o Transcorrido o prazo de classificação ou consu mado o evento que defina o seu termo final, a informação tornar-se-á, automaticamente, de acesso público. §5o Para a classificação da informação em determinado grau de sigilo, deverá ser observado o interesse público da informação e utilizado o critério menos restritivo possível, considerados: I – a gravidade do risco ou dano à segurança da socie dade e do Estado; e II – o prazo máximo de restrição de acesso ou o evento que defina seu termo final. SEÇÃO III Da Proteção e do Controle de Informações Sigilosas Art. 25. É dever do Estado controlar o acesso e a divul gação de informações sigilosas produzidas por seus órgãos e entidades, assegurando a sua proteção. §1o O acesso, a divulgação e o tratamento de informa ção classificada como sigilosa ficarão restritos a pessoas que tenham necessidade de conhecê-la e que sejam devi damente credenciadas na forma do regulamento, sem preju ízo das atribuições dos agentes públicos autorizados por lei. §2o O acesso à informação classificada como sigilosa cria a obrigação para aquele que a obteve de resguardar o sigilo. §3o Regulamento disporá sobre procedimentos e medi das a serem adotados para o tratamento de informação sigi losa, de modo a protegê-la contra perda, alteração indevida, acesso, transmissão e divulgação não autorizados. Art. 26. As autoridades públicas adotarão as providên cias necessárias para que o pessoal a elas subordinado hie rarquicamente conheça as normas e observe as medidas e procedimentos de segurança para tratamento de informa ções sigilosas. Parágrafo único. A pessoa física ou entidade privada que, em razão de qualquer vínculo com o poder público, executar atividades de tratamento de informações sigilosas adotará as providências necessárias para que seus empre gados, prepostos ou representantes observem as medidas e procedimentos de segurança das informações resultantes da aplicação desta Lei. 82 Seção IV Dos Procedimentos de Classificação, Reclassificação e Desclassificação Art. 27. A classificação do sigilo de informações no âmbito da administração pública federal é de competência: I – no grau de ultrassecreto, das seguintes autoridades: a) Presidente da República; b) Vice-Presidente da República; c) Ministros de Estado e autoridades com as mesmas prerrogativas; d) Comandantes da Marinha, do Exército e da Aero náutica; e e) Chefes de Missões Diplomáticas e Consulares per manentes no exterior; II – no grau de secreto, das autoridades referidas no inciso I, dos titulares de autarquias, fundações ou empresas públicas e sociedades de economia mista; e III – no grau de reservado, das autoridades referidas nos incisos I e II e das que exerçam funções de direção, comando ou chefia, nível DAS 101.5, ou superior, do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores, ou de hierarquia equivalente, de acordo com regulamentação específica de cada órgão ou entidade, observado o disposto nesta Lei. §1o A competência prevista nos incisos I e II, no que se refere à classificação como ultrassecreta e secreta, poderá ser delegada pela autoridade responsável a agente público, inclusive em missão no exterior, vedada a subdelegação. §2o A classificação de informação no grau de sigilo ultrassecreto pelas autoridades previstas nas alíneas “d” e “e” do inciso I deverá ser ratificada pelos respectivos Minis tros de Estado, no prazo previsto em regulamento. §3o A autoridade ou outro agente público que classificar informação como ultrassecreta deverá encaminhar a deci são de que trata o art. 28 à Comissão Mista de Reavaliação de Informações, a que se refere o art. 35, no prazo previsto em regulamento. Art. 28. A classificação de informação em qualquer grau de sigilo deverá ser formalizada em decisão que con terá, no mínimo, os seguintes elementos: I – assunto sobre o qual versa a informação; II – fundamento da classificação, observados os crité rios estabelecidos no art. 24; III – indicação do prazo de sigilo, contado em anos, meses ou dias, ou do evento que defina o seu termo final, conforme limites previstos no art. 24; e IV – identificação da autoridade que a classificou. Parágrafo único. A decisão referida no caput será man tida no mesmo grau de sigilo da informação classificada. Art. 29. A classificação das informações será reava liada pela autoridade classificadora ou por autoridade hierar quicamente superior, mediante provocação ou de ofício, nos termos e prazos previstos em regulamento, com vistas à sua desclassificação ou à redução do prazo de sigilo, observado o disposto no art. 24. §1o O regulamento a que se refere o caput deverá con siderar as peculiaridades das informações produzidas no exterior por autoridades ou agentes públicos. Seção V Das Informações Pessoais Art. 31. O tratamento das informações pessoais deve ser feito de forma transparente e com respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais. §1o As informações pessoais, a que se refere este artigo, relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem: I – terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo e pelo prazo máximo de 100 (cem) anos a contar da sua data de produção, a agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a que elas se referirem; e II – poderão ter autorizada sua divulgação ou acesso por terceiros diante de previsão legal ou consentimento expresso da pessoa a que elas se referirem. §2o Aquele que obtiver acesso às informações de que trata este artigo será responsabilizado por seu uso indevido. §3o O consentimento referido no inciso II do §1o não será exigido quando as informações forem necessárias: I – à prevenção e diagnóstico médico, quando a pessoa estiver física ou legalmente incapaz, e para utilização única e exclusivamente para o tratamento médico; II – à realização de estatísticas e pesquisas científi cas de evidente interesse público ou geral, previstos em lei, sendo vedada a identificação da pessoa a que as informa ções se referirem; III – ao cumprimento de ordem judicial; IV – à defesa de direitos humanos; ou V – à proteção do interesse público e geral preponde rante. §4o A restrição de acesso à informação relativa à vida privada, honra e imagem de pessoa não poderá ser invo cada com o intuito de prejudicar processo de apuração de irregularidades em que o titular das informações estiver envolvido, bem como em ações voltadas para a recupera ção de fatos históricos de maior relevância. §5o Regulamento disporá sobre os procedimentos para tratamento de informação pessoal. CAPÍTULO V DAS RESPONSABILIDADES Art. 32. Constituem condutas ilícitas que ensejam res ponsabilidade do agente público ou militar: I – recusar-se a fornecer informação requerida nos termos desta Lei, retardar deliberadamente o seu forneci mento ou fornecê-la intencionalmente de forma incorreta, incompleta ou imprecisa; II – utilizar indevidamente, bem como subtrair, destruir, inutilizar, desfigurar, alterar ou ocultar, total ou parcialmente, informação que se encontre sob sua guarda ou a que tenha acesso ou conhecimento em razão do exercício das atribui ções de cargo, emprego ou função pública; III – agir com dolo ou má-fé na análise das solicitações de acesso à informação; IV – divulgar ou permitir a divulgação ou acessar ou permitir acesso indevido à informação sigilosa ou informa ção pessoal; V – impor sigilo à informação para obter proveito pes soal ou de terceiro, ou para fins de ocultação de ato ilegal cometido por si ou por outrem; VI – ocultar da revisão de autoridade superior compe tente informação sigilosa para beneficiar a si ou a outrem, ou em prejuízo de terceiros; e VII – destruir ou subtrair, por qualquer meio, documen tos concernentes a possíveis violações de direitos humanos por parte de agentes do Estado. §1o Atendido o princípio do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, as condutas descritas no caput serão consideradas: I – para fins dos regulamentos disciplinares das Forças Armadas, transgressões militares médias ou graves, segundo os critérios neles estabelecidos, desde que não tipificadas em lei como crime ou contravenção penal; ou II – para fins do disposto na Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e suas alterações, infrações administra tivas, que deverão ser apenadas, no mínimo, com suspen são, segundo os critérios nela estabelecidos. §2o Pelas condutas descritas no caput, poderá o mili tar ou agente público responder, também, por improbidade administrativa, conforme o disposto nas Leis nos 1.079, de 10 de abril de 1950, e 8.429, de 2 de junho de 1992. Art. 33. A pessoa física ou entidade privada que deti ver informações em virtude de vínculo de qualquer natureza com o poder público e deixar de observar o disposto nesta Lei estará sujeita às seguintes sanções: I – advertência; II – multa; III – rescisão do vínculo com o poder público; IV – suspensão temporária de participar em licitação e impedimento de contratar com a administração pública por prazo não superior a 2 (dois) anos; e V – declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a administração pública, até que seja promovida a rea bilitação perante a própria autoridade que aplicou a penali dade. §1o As sanções previstas nos incisos I, III e IV poderão ser aplicadas juntamente com a do inciso II, assegurado o direito de defesa do interessado, no respectivo processo, no prazo de 10 (dez) dias. 83 NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA §2o Na reavaliação a que se refere o caput, deverão ser examinadas a permanência dos motivos do sigilo e a possi bilidade de danos decorrentes do acesso ou da divulgação da informação. §3o Na hipótese de redução do prazo de sigilo da infor mação, o novo prazo de restrição manterá como termo ini cial a data da sua produção. Art. 30. A autoridade máxima de cada órgão ou enti dade publicará, anualmente, em sítio à disposição na inter net e destinado à veiculação de dados e informações admi nistrativas, nos termos de regulamento: I – rol das informações que tenham sido desclassifica das nos últimos 12 (doze) meses; II – rol de documentos classificados em cada grau de sigilo, com identificação para referência futura; III – relatório estatístico contendo a quantidade de pedi dos de informação recebidos, atendidos e indeferidos, bem como informações genéricas sobre os solicitantes. §1o Os órgãos e entidades deverão manter exemplar da publicação prevista no caput para consulta pública em suas sedes. §2o Os órgãos e entidades manterão extrato com a lista de informações classificadas, acompanhadas da data, do grau de sigilo e dos fundamentos da classificação. §2o A reabilitação referida no inciso V será autorizada somente quando o interessado efetivar o ressarcimento ao órgão ou entidade dos prejuízos resultantes e após decor rido o prazo da sanção aplicada com base no inciso IV. §3o A aplicação da sanção prevista no inciso V é de competência exclusiva da autoridade máxima do órgão ou entidade pública, facultada a defesa do interessado, no res pectivo processo, no prazo de 10 (dez) dias da abertura de vista. Art. 34. Os órgãos e entidades públicas respondem diretamente pelos danos causados em decorrência da divul gação não autorizada ou utilização indevida de informações sigilosas ou informações pessoais, cabendo a apuração de responsabilidade funcional nos casos de dolo ou culpa, assegurado o respectivo direito de regresso. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se à pessoa física ou entidade privada que, em virtude de vín culo de qualquer natureza com órgãos ou entidades, tenha acesso a informação sigilosa ou pessoal e a submeta a tra tamento indevido. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS ZÉ CARLOS Art. 35. (Vetado) §1o É instituída a Comissão Mista de Reavaliação de Informações, que decidirá, no âmbito da administração pública federal, sobre o tratamento e a classificação de infor mações sigilosas e terá competência para: I – requisitar da autoridade que classificar informação como ultrassecreta e secreta esclarecimento ou conteúdo, parcial ou integral da informação; II – rever a classificação de informações ultrassecretas ou secretas, de ofício ou mediante provocação de pessoa interessada, observado o disposto no art. 7o e demais dispo sitivos desta Lei; e III – prorrogar o prazo de sigilo de informação classi ficada como ultrassecreta, sempre por prazo determinado, enquanto o seu acesso ou divulgação puder ocasionar ameaça externa à soberania nacional ou à integridade do território nacional ou grave risco às relações internacionais do País, observado o prazo previsto no §1o do art. 24. §2o O prazo referido no inciso III é limitado a uma única renovação. §3o A revisão de ofício a que se refere o inciso II do §1o deverá ocorrer, no máximo, a cada 4 (quatro) anos, após a reavaliação prevista no art. 39, quando se tratar de docu mentos ultrassecretos ou secretos. §4o A não deliberação sobre a revisão pela Comissão Mista de Reavaliação de Informações nos prazos previstos no §3o implicará a desclassificação automática das informa ções. §5o Regulamento disporá sobre a composição, organi zação e funcionamento da Comissão Mista de Reavaliação de Informações, observado o mandato de 2 (dois) anos para seus integrantes e demais disposições desta Lei. Art. 36. O tratamento de informação sigilosa resultante de tratados, acordos ou atos internacionais atenderá às normas e recomendações constantes desses instrumentos. 84 Art. 37. É instituído, no âmbito do Gabinete de Segu rança Institucional da Presidência da República, o Núcleo de Segurança e Credenciamento (NSC), que tem por objetivos: I – promover e propor a regulamentação do credencia mento de segurança de pessoas físicas, empresas, órgãos e entidades para tratamento de informações sigilosas; e II – garantir a segurança de informações sigilosas, inclusive aquelas provenientes de países ou organizações internacionais com os quais a República Federativa do Brasil tenha firmado tratado, acordo, contrato ou qualquer outro ato internacional, sem prejuízo das atribuições do Ministério das Relações Exteriores e dos demais órgãos competentes. Parágrafo único. Regulamento disporá sobre a compo sição, organização e funcionamento do NSC. Art. 38. Aplica-se, no que couber, a Lei no 9.507, de 12 de novembro de 1997, em relação à informação de pessoa, física ou jurídica, constante de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público. Art. 39. Os órgãos e entidades públicas deverão pro ceder à reavaliação das informações classificadas como ultrassecretas e secretas no prazo máximo de 2 (dois) anos, contado do termo inicial de vigência desta Lei. §1o A restrição de acesso a informações, em razão da reavaliação prevista no caput, deverá observar os prazos e condições previstos nesta Lei. §2o No âmbito da administração pública federal, a rea valiação prevista no caput poderá ser revista, a qualquer tempo, pela Comissão Mista de Reavaliação de Informa ções, observados os termos desta Lei. §3o Enquanto não transcorrido o prazo de reavaliação previsto no caput, será mantida a classificação da informa ção nos termos da legislação precedente. §4o As informações classificadas como secretas e ultrassecretas não reavaliadas no prazo previsto no caput serão consideradas, automaticamente, de acesso público. Art. 40. No prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da vigência desta Lei, o dirigente máximo de cada órgão ou entidade da administração pública federal direta e indireta designará autoridade que lhe seja diretamente subordinada para, no âmbito do respectivo órgão ou entidade, exercer as seguintes atribuições: I – assegurar o cumprimento das normas relativas ao acesso a informação, de forma eficiente e adequada aos objetivos desta Lei; II – monitorar a implementação do disposto nesta Lei e apresentar relatórios periódicos sobre o seu cumprimento; III – recomendar as medidas indispensáveis à imple mentação e ao aperfeiçoamento das normas e procedimen tos necessários ao correto cumprimento do disposto nesta Lei; e IV – orientar as respectivas unidades no que se refere ao cumprimento do disposto nesta Lei e seus regulamentos. Art. 41. O Poder Executivo Federal designará órgão da administração pública federal responsável: I – pela promoção de campanha de abrangência nacio nal de fomento à cultura da transparência na administração pública e conscientização do direito fundamental de acesso à informação; Brasília, 18 de novembro de 2011; 190o da Independên cia e 123o da República. DILMA ROUSSEFF José Eduardo Cardoso Celso Luiz Nunes Amorim Antonio de Aguiar Patriota Miriam Belchior Paulo Bernardo Silva Gleisi Hoffmann José Elito Carvalho Siqueira Helena Chagas Luís Inácio Lucena Adams Jorge Hage Sobrinho Maria do Rosário Nunes RESOLUÇÃO N. 14, DE 24 DE OUTUBRO DE 2001 Aprova a versão revisada e ampliada da Resolução n. 4, de 28 de março de 1996, que dispõe sobre o Código de Classificação de Documentos de Arquivo para a Administração Pública: Atividades-Meio, a ser adotado como modelo para os arquivos correntes dos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos (SINAR), e os prazos de guarda e a destinação de documentos estabelecidos na Tabela Básica de Temporalidade e Destinação de Documentos de Arquivo Relativos as Atividades-Meio da Administração Pública. CASA CIVIL ARQUIVO NACIONAL CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS – CONARQ, no uso de suas atribuições previs tas no item VII, do art. 17, de seu Regimento Interno e, Considerando a necessidade de se atualizar o Código de Classificação de Documentos de Arquivo para a Adminis tração Pública: Atividades-Meio e a Tabela Básica de Tem poralidade e Destinação de Documentos de Arquivo Relati vos às Atividades-Meio da Administração Pública, aprovados pela Resolução n. 4, de 28 de março de 1996, do CONARQ, publicada no Suplemento n. 62, do DOU de 29 de março de 1996, e alterados pela Resolução n. 8, de 20 de maio de 1997, do CONARQ, publicada no DOU, de 23 de maio de 1997, resolve: Art. 1º APROVAR a versão revista e ampliada do Código de Classificação de Documentos de Arquivo para a Administração Pública : Atividades-Meio, como um modelo a ser adotado nos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos – SINAR. §1º Caberá aos órgãos e entidades que adotarem o Código proceder ao desenvolvimento das classes relativas às suas atividades específicas ou atividades-fim, as quais deverão ser aprovadas pela instituição arquivística pública na sua específica esfera de competência. §2º Caberá ao CONARQ, por intermédio de câmara técnica específica, proceder à atualização periódica deste Código. Art. 2º Aprovar os prazos de guarda e a destinação dos documentos estabelecidos na versão revista e ampliada da Tabela Básica de Temporalidade e Destinação de Documen tos de Arquivos Relativos às Atividades-Meio da Administra ção Pública. §1 Caberá aos órgãos e entidades que adotarem a Tabela proceder às adaptações necessárias para sua cor reta aplicação aos conjuntos documentais produzidos e recebidos em decorrência de suas atividades, mantendo-se os prazos de guarda e a destinação nela definidos. §2º Caberá, ainda, aos órgãos e entidades que adota rem a Tabela estabelecer os prazos de guarda e a destina ção dos documentos relativos às suas atividades específi 85 NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA II – pelo treinamento de agentes públicos no que se refere ao desenvolvimento de práticas relacionadas à trans parência na administração pública; III – pelo monitoramento da aplicação da lei no âmbito da administração pública federal, concentrando e consoli dando a publicação de informações estatísticas relaciona das no art. 30; IV – pelo encaminhamento ao Congresso Nacional de relatório anual com informações atinentes à implementação desta Lei. Art. 42. O Poder Executivo regulamentará o disposto nesta Lei no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da data de sua publicação. Art. 43. O inciso VI do art. 116 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 116. ................................................................... ....................................................................................... ..... VI – levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao conhecimento da autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, ao conheci mento de outra autoridade competente para apuração; .................................................................................” (NR) Art. 44. O Capítulo IV do Título IV da Lei no 8.112, de 1990, passa a vigorar acrescido do seguinte art. 126-A: “Art. 126-A. Nenhum servidor poderá ser responsabi lizado civil, penal ou administrativamente por dar ciência à autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvi mento desta, a outra autoridade competente para apuração de informação concernente à prática de crimes ou improbi dade de que tenha conhecimento, ainda que em decorrência do exercício de cargo, emprego ou função pública.” Art. 45. Cabe aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, em legislação própria, obedecidas as normas gerais estabelecidas nesta Lei, definir regras específicas, especialmente quanto ao disposto no art. 9o e na Seção II do Capítulo III. Art. 46. Revogam-se: I – a Lei no 11.111, de 5 de maio de 2005; e II – os arts. 22 a 24 da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991. Art. 47. Esta Lei entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias após a data de sua publicação. cas ou atividades-fim, os quais deverão ser aprovados pela instituição arquivística pública na sua específica esfera de competência. §3º Caberá ao CONARQ, por intermédio de câmara técnica específica, proceder à atualização periódica desta Tabela. Art. 3º A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será realizada mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência, conforme determina o art. 9º da Lei n. 8.159, de 8 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, e de acordo com a Resolução n. 7, de 20 de maio de 1997, do CONARQ, que dispõe sobre os procedimentos para a eli minação de documentos no âmbito dos órgãos e entidades integrantes do Poder Público. Art. 4º O Código de Classificação de Documentos de Arquivo para a Administração Pública e a Tabela Básica de Temporalidade e Destinação de Documentos de que trata esta Resolução constitui-se numa publicação editada pelo CONARQ em outubro de 2001, intitulada Classificação, Temporalidade e Destinação de Documentos de Arquivo Relativos às Atividades-meio da Administração Pública. Art. 5º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 6º Ficam revogadas a Resolução n. 4, de 28 de março de 1996, e a Resolução n. 8, de 20 de maio de 1997, do CONARQ. ZÉ CARLOS 4. O processo feito através da análise e seleção de um documento, com vistas à fixação de prazos para sua guarda ou eliminação, contribuindo, assim, para a ra cionalização dos arquivos, denomina-se: a. destinação. b. avaliação. c. transcrição. d. transferência. e. descrição. 5. O primeiro instrumento de pesquisa a ser elaborado tanto para os fundos de arquivos públicos, quanto para os de arquivos privados, é o: a. relatório de atividades. b. conteúdo do documento. c. manual de tarefas. d. inventário sumário. e. planejamento arquivístico. 6. O que indica se uma guia é primária, secundária, sub sidiária ou especial é a: a. projeção. b. localização. c. posição. d. expansão. e. notação. 7. A maneira como os documentos estão dispostos, levando-se em conta a classificação e a codificação adotadas, constitui a etapa de: a. armazenamento. b. trâmite. c. ordenação. d. autuação. e. distribuição. 8. A espécie dos documentos está ligada a seu aspecto formal. Existem várias maneiras de registrar as infor mações nos documentos. Os formados por registros que fundamentam fatos ou ocorrências são chamados atos do seguinte tipo: a. de assentamento. b. normativos. c. enunciativos. d. de ajuste. e. de correspondência. 9. Os documentos de valor secundário constituem os ar quivos classificados como: a. correntes. b. temporários. c. pré arquivos. d. transitórios. e. permanentes. JAIME ANTUNES DA SILVA Presidente do CONARQ EXERCÍCIOS 1. O documento cuja forma escrita, exigida pelo sistema jurídico, configura a existência do ato, como por exem plo, um contrato celebrando um convênio, é chamado de documento: a. probativo. b. de apoio. c. narrativo. d. dispositivo. e. de contexto. 2. A mensagem transmitida pelo documento é chamada de: a. conteúdo. b. forma. c. ação. d. suporte. e. contexto. 3. A informação deve estar disponível no lugar certo, na hora certa, para as pessoas certas e com o menor cus to possível. Este é o princípio básico da: a. gestão de documentos. b. administração de arquivos. c. ordenação documental. d. terminologia arquivística. e. teoria arquivística. 86 10. São formas de eliminação de documentos: a. fumigação e incineração. b. laminação e venda. c. fragmentação e maceração. d. alisamento e doação. e. desinfestação e transferência. Observe cada um dos grupos listados nas questões de números 12,13, 14, 15 e 16 e organize os documentos de acordo com o método indicado: 12. Método Alfabético. 1) M. Lopes Filho 2) Marcelo Castro 3) Maurício Lopes 4) Marcelo Castro Neto 5) Maurício Lopes Filho 6) Marcelo Castro Junior A ordenação correta é: a. 2 – 6 – 4 – 3 – 1 – 5 b. 2 – 6 – 4 – 1 – 3 – 5 c. 2 – 1 – 5 – 6 – 3 – 4 d. 2 – 5 – 1 – 3 – 4 – 6 e. 1 – 2 – 6 – 3 – 4 – 5 13. Método Alfabético. 1) General Luiz Carlos Vieira 2) Professor Renato Santa Rita 3) Dr. Ricardo Abreu Filho 4) Ministro Paulo Melo 5) Professora Regina Santa Rita 6) Coronel Mário Sales A ordenação correta é: a. 6 – 3 – 1 – 4 – 2 – 5 b. 1 – 6 – 4 – 5 – 2 – 3 c. 3 – 4 – 6 – 5 – 2 – 1 d. 3 – 4 – 6 – 2 – 5 – 1 e. 1 – 2 – 5 – 6 – 4 – 3 14. Método Alfabético. 1) O Globo 2) El País 3) La Nación 4) Le Monde 5) Extra 6) Zero Hora A ordenação correta é: a. 2 – 5 – 3 – 4 – 1 – 6 b. 6 – 2 – 3 – 4 – 1 – 5 c. 2 – 5 – 6 – 3 – 4 – 1 d. 5 – 2 – 4 – 3 – 1 – 6 e. 5 – 1 – 4 – 3 – 2 – 6 15. Método geográfico na modalidade estado, cidade e correspondente. 1) Belo Horizonte – Minas Gerais – Alice Gomes 2) Amazonas – Manaus – Sergio Lopes 3) Bahia – Salvador – Mauro Aguiar 4) Caxambu – Minas Gerais – Sonia Reis 5) Ilhéus – Bahia – José Dias 6) Araxá – Minas Gerais – Marina Alves A ordenação correta é: a. 2 – 3 – 5 – 1 – 6 – 4 b. 2 – 5 – 3 – 6 – 4 – 1 c. 1 – 5 – 6 – 3 – 2 – 4 d. 3 – 6 – 5 – 1 – 2 – 4 e. 5 – 3 – 2 – 4 – 1 – 6 16. Método geográfico na modalidade cidade, estado e correspondente. 1) Curitiba – Paraná – Luiz Reis Filho 2) São Paulo – Itu – Rui Lemos 3) Campinas – São Paulo – R. Paes 4) Pará – Belém – Lia Castro 5) Paraná – Curitiba – L. Reis 6) Alagoas – Maceió – Léa Castro A ordenação correta é: a. 4 – 3 – 1 – 5 – 2 – 6 b. 2 – 1 – 5 – 3 – 4 – 6 c. 4 – 3 – 5 – 1 – 2 – 6 d. 6 – 4 – 2 - 5 – 1 – 3 e. 5 – 6 – 4 – 1 – 3 - 2 17. Quanto ao gênero, os documentos de arquivo podem ser classificados como: a. escritos ou textuais, cartográficos, iconográficos, filmográficos, sonoros, micrográficos, informáticos. b. manuscritos, datilografados, impressos, informáti cos, filmográficos, sonoros, micrográficos. c. escritos ou textuais, cartográficos, gráficos, impres sos, datilografados, sonoros, micrográficos. d. públicos, escritos ou textuais, cartográficos, sono ros, informáticos, impressos, filmográficos. e. particulares, oficiais, públicos, escritos ou textuais, impressos, sonoros, iconográficos. 18. Segundo a extensão de sua atuação (abrangência), os arquivos podem ser: a. especiais e centrais ou gerais. b. regionais e centrais ou gerais. c. comerciais e setoriais ou centrais. d. públicos e centrais ou gerais. e. setoriais e centrais ou gerais. 19. O arquivo que é composto do conjunto de documentos e, por vários motivos, permanece próximo ao arquivis ta e é de fácil acesso denomina-se: a. permanente. b. central. c. departamental. d. corrente. e. histórico. 87 NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA 11. A Remington Rand criou um método padronizado, uti lizando as cores como elementos auxiliares para facili tar não só o arquivamento, mas também a localização dos documentos. É o método chamado: a. Variadex. b. Rôneo. c. Mnemômico. d. Unitermo. e. Soundex. 20. O local ao qual se destinam materiais resultantes dos serviços específicos ou não de cada organização e/ou instituição, os chamados “documentos”, com caracte rísticas como infungibilidade, de unicidade, de provas, de prazo denomina-se: a. Biblioteca. b. Museu. c. Centro de Documentação. d. Arquivo. e. Centro de Informação. 21. A atividade que se ocupa da estrutura formal dos atos escritos de origem governamental e/ou notorial é a: a. filatelia. b. heráldica. c. diplomática. d. paleografia. e. filologia. 22. Os métodos de arquivamento pertencem aos dois sis temas básicos de acesso: a. direto e indireto. b. público e privado. c. secreto e público. d. sigiloso e privado. e. objetivo e subjetivo. ZÉ CARLOS 23. Quando o volume e a diversidade de assuntos da do cumentação a ser arquivada são pequenos, deve-se adotar um método alfabético, que poderá obedecer à ordem: a. enciclopédica ou composta. b. dicionária ou enciclopédica. c. dicionária ou cronológica. d. duplex ou decimal. e. simples ou decimal. 24. Quanto à natureza do assunto, os documentos podem ser classificados em: a. públicos e privados. b. correntes e permanentes. c. administrativos e públicos. d. públicos e particulares. e. ostensivos e sigilosos. 27. No arquivamento, pelo método alfabético, utiliza-se o seguinte elemento principal: a. número. b. nome. c. data. d. classe. e. assunto. 28. Para alfabetação, os nomes estrangeiros são consi derados pelo último sobrenome, salvo nos casos de nomes: a. italianos. b. gregos. c. portugueses. d. espanhóis. e. franceses. 29. O método de arquivamento ideográfico alfabético pode ser de dois tipos: a. enciclopédico e dicionário. b. enciclopédico e cronológico. c. decimal e duplex. d. dicionário e cronológico. e. duplex e simples. 30. A descrição é a única maneira de possibilitar que os dados contidos nas séries e/ou unidades documentais cheguem até os pesquisadores. A descrição é uma das tarefas dos arquivos classificados como: a. administrativos b. correntes c. setoriais d. especiais e. permanentes 31. Como entidade estruturada de acordo com as circuns tâncias contingentes de sua criação, o arquivo é um todo indivisível que os autores clássicos costumam designar: a. polianteia. b. coleção. c. universitas rerum. d. miscelânea. e. negotiorum gestio. 25. Fotografias, diapositivos, desenhos e gravuras são classificados como documentos do gênero: a. iconográfico. b. audiovisual. c. cartográfico. d. informativo. e. sonoro. 32. Em arquivologia, fundo fechado é aquele: a. cuja unidade produtora foi suprimida. b. cujos documentos foram eliminados após microfil magem. c. que só contém documentos em suporte-papel. d. em que os documentos não mantêm relações or gânicas entre si. e. que reúne apenas documentos textuais. 26. O registro e o controle dos documentos devem ser re alizados por meio de: a. requerimento. b. cartas. c. protocolo. d. ofício. e. memorando. 33. Dentre os serviços on-line prestados pelo TRT-6, des taca-se o que permite ao cidadão, por meio de várias possibilidades de busca, inclusive por palavra-chave, o acesso a um conjunto padronizado de informações, que incluem número do processo, nome do redator, data de publicação, nome das partes, ementa e a. decisão. 88 valor da causa. caução. fiança. artigo. 34. Embora a literatura especializada apresente diferentes modelos de diagnóstico de arquivos, o balanço reali zado por Julce Mary Cornelsen e Victor José Nelli en fatiza a importância do levantamento de dados sobre estrutura, funções e atividades do organismo produtor, sobretudo quando relacionados com a. os serviços de atendimento ao público ali prestados. b. o número de arquivistas que nele atuam. c. os recursos destinados aos depósitos de arquivo. d. o fluxo de informações que o permeiam. e. a qualidade do acondicionamento dos documentos. 35. Atos, medidas e diligências que devem ser executados e cumpridos para o andamento de um processo cons tituem a chamada a. ordenação cronológica. b. codificação. c. burocracia. d. sucessão arquivística. e. tramitação. 36. Segundo as regras de ordenação alfabética, a. João da Cunha Faria precede João da Cunha. b. Antônio de Moraes Sobrinho precede Antônio de Morais. c. Vicenta Cortés Alonso precede Heloísa Liberalli Bellotto. d. Camilo Castelo Branco precede Ignácio de Loyola Brandão. e. Supremo Tribunal Federal precede Conselho Su perior da Justiça do Trabalho. 37. A Resolução n. 2 do Conselho Nacional de Arquivos, de 18 de outubro de 1995, dispõe sobre as medidas a serem observadas no encaminhamento de docu mentos para o arquivo intermediário e para o arquivo permanente, no âmbito das instituições públicas. Do instrumento descritivo que acompanha tais operações deve constar, entre outros dados, o nome da entidade responsável pela transferência ou recolhimento, isto é, do órgão de a. triagem. b. proveniência. c. destino. d. procedência. e. reprografia. Instruções: Para responder às questões de números 38 e 39 utilize a informação abaixo. A Resolução n. 65 do Conselho Nacional de Justiça, de 16 de dezembro de 2008, instituiu, no âmbito do Poder Judiciário, a numeração única dos processos, composta por 6 campos obrigatórios, observada a es trutura NNNNNNN-DD.AAAA.J.TR.OOOO. 38. O último campo é destinado ao registro a. da unidade de origem. b. do valor da operação. c. do termo de outorga. d. da data do ofício. e. do código da obrigação. 39. No campo J, destinado a identificar o órgão ou seg mento do Poder Judiciário, a Justiça do Trabalho re cebeu o dígito a. 2. b. 3. c. 4. d. 5. e. 6. Instruções: Para responder às questões de números 40 e 41 considere a Resolução n. 67 do Conselho Su perior da Justiça do Trabalho, de 30 de abril de 2010, que edita a tabela de temporalidade de documentos unificada da Justiça do Trabalho de primeiro e segun do graus. 40. Os prazos de guarda indicados a. são calculados em número de meses. b. não podem ser ultrapassados. c. referem-se à fase corrente. d. podem ser diminuídos pelos Tribunais Regionais. e. são os mínimos a serem observados. 41. São de guarda permanente os processos de a. reajuste salarial. b. gratificação por tempo de serviço. c. indenização por dano moral coletivo. d. participação nos lucros ou resultados. e. abandono de emprego. 42. Ao discorrer sobre a avaliação, Schellenberg faz refe rência aos documentos que constituem testemunho da existência e das atividades do órgão que os acumulou. Os valores inerentes a tais documentos são por ele chamados de a. informativos. b. probatórios. c. históricos. d. legais. e. políticos. 43. No processo de avaliação, é importante considerar a condição sob a qual os direitos assegurados pelos documentos têm seus prazos de aquisição ou perda extintos. O termo jurídico que exprime tal condição é a. alienação. b. preempção. c. prescrição. d. sub-rogação. e. consignação. 44. O documento emanado de autoridade pública, judicial ou administrativa, em virtude do qual deve ser cumpri da a diligência ou medida que ali se ordena ou deter mina, é a. a convocação. 89 NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA b. c. d. e. b. c. d. e. da descrição do conteúdo de cada processo e do nú mero que os identifica, campos próprios para o registro do a. objetivo da ação e das palavras-chave. b. resultado da ação e dos nomes dos advogados. c. nome do reclamante e da profissão por ele exer cida. d. nome do reclamado e da profissão por ele exer cida. e. estado de conservação do documento e das condi ções de acesso. o memorando. o manifesto. a convenção. o mandado. 45. As considerações que antecedem os textos dos proje tos de lei, para mostrar suas vantagens e justificar as medidas propostas, configuram a chamada a. ordem de serviço. b. instrução normativa. c. carta declaratória. d. exposição de motivos. e. resolução de consulta. 46. Contrato e contrato temporário de trabalho são, do ponto de vista documental, respectivamente, a. espécie e tipo. b. gênero e forma. c. actio e conscriptio. d. suporte e formato. e. invólucro e técnica de registro. ZÉ CARLOS 47. Admitindo-se o meio magnético como suporte, pode -se afirmar que fita e disco são exemplos de a. gênero. b. formato. c. forma. d. espécie. e. tipo. 48. O princípio norteador da fixação de fundos de arqui vos, segundo Heloísa Bellotto, é a. temático. b. numérico cronológico. c. orgânico estrutural. d. enciclopédico. e. dígito-terminal. 49. Para dispor os documentos de arquivo de acordo com a estrutura organizacional da entidade produtora, uti liza-se a. a relação de equivalência ou tabela de controle. b. o esquema de ordenação ou plano de arquivamento. c. o plano de destinação ou organograma. d. o inventário topográfico ou plano de armazena mento. e. o quadro de arranjo ou plano de classificação. 50. O catálogo dos processos da Junta de Conciliação e Julgamento de Jaboatão (1963-1973) é fruto do proje to de “Organização e disponibilização dos processos trabalhistas da zona rural de Pernambuco”, de iniciati va da Universidade Federal de Pernambuco, e figura no site do TRT-6. O instrumento de pesquisa, segundo seus organizadores, apresenta-se sob dois formatos: uma planilha, destinada a identificar os processos sucintos ou desprovidos de maiores informações, e fichas discursivas, para os processos mais extensos. Nesta última modalidade, os verbetes incluem, além 90 GABARITO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39. 40. 41. 42. 43. 44. d a a b d e c a e c a b c e a c a e d d c a b e a c b d a e c a a d e b d a d e c b c e 45. 46. 47. 48. 49. 50. d a b d c a