CLORHEXEDINA, Digluconato
Desinfectante
DCB: 02437
Indicações:
A clorhexedina é uma biguanida desinfetante que é efetiva contra uma vasta quantidade de bactérias grampositivas e negativas vegetativas. É mais efetivo contra bactérias gram positivas do que gram negativas, algumas espécies
de Pseudomonas e Proteus tem sido relativamente menos sensíveis. A clorhexedina é ativa contra alguns vírus e fungos. É
inativa a esporos em temperatura ambiente. A clorhexedina é mais ativa em pH neutro ou levemente acido.
Propriedades:
Hiperplasia gengival e redução de placas – Uma redução de 66% na formação de placas e 24% de redução na
inflamação gengival comparada com controles foi observada em 40 pacientes, idade entre 19 e 39 anos, quando foi usado
10ml de solução de 0,1 ou 0,2% de acetato ou gluconato de clorhexedina como enxaguatório bucal 2 vezes ao dia por 8
semanas. Nos 2 meses seguintes os dentes foram polidos, e a redução da placa foi de 84% e o índice degengival foi
reduzido para 43%. Não houve diferença significante entre as soluções 0,2% e 0,1%.
Candidíase oral – o gluconato de clorhexedina é um efetivo desinfetante para candidiase crônica atrófica.
Aftas e estomatite – o enxaguatório bucal de clorhexedina 0,2% usado 3 x ao dia por 6 semanas por 38 pacientes
com ulceração de aftas menores teve um aumento significante no numero de dias livres de ulceras de 17 para 22 dias e o
intervalo entre sucessivas ulceras foi quase dobrado.
Contra-indicações:
A clorhexedina é contra-indicada em pacientes com hipersensibilidade à droga.
Dose Usual / Posologia:
É usada em loções anti-sépticas, inclusive para acne, nas concentrações de 0.05% a 1% (2).
Precauções:
Devido ser irritante é recomendado que a clorhexedina não seja utilizada em tecidos sensíveis. A atividade
microbiana da clorhexedina pode ser diminuída devido a incompatibilidade. Sua atividade também pode ser reduzida em
presença de material orgânico. O gel oral de clorhexedina não deve ser usado concomitantemente com o dentifrício.
Reações Adversas:
Sensibilidade dérmica a clorhexedina tem sido ocasionalmente relatada. Soluções fortes pode causar irritação da
conjuntiva e outros tecidos sensíveis. O uso do gel dental de clorhexedina e enxaguatório bucal tem sido associado a uma
descoloração reversível da língua, dentes e silicatos ou restaurações compostas. No inicio do uso pode ocorrer distúrbios
de gosto e ardência da língua. Descamação oral e inchaço da glândula parótida tem sido relatado com o uso de
enxaguatório bucal. Se a descamação ocorrer pode se fazer uma diluição a 50% com água e uma lavagem menos vigorosa
deve ser continuada.
A clorhexedina é pouco absorvida pelo trato gastro intestinal. Efeitos tóxicos devido a ingestão de clorhexedina
devem ser tratados pela lavagem gástrica.
Interações Medicamentosas:
Não constam.
Informações Farmacotécnicas:
pH de estabilidade: sua ação antibacteriana diminui em pH alcalino. Apresenta maior atividade antibacteriana
em pH neutro a ligeiramente acido (5,5 a 7,0).
Incompatibilidades: o digluconato de clorhexedina é incompatível com tensoativos aniônicos, agentes
suspensores tais como alginatos e goma adraganta.Soluções de digluconato de clorexedina são incompatíveis com boratos,
bicarbonatos, carbonatos, cloretos, citratos, nitratos fosfatos e sulfatos formando sais pouco solúveis e que podem
precipitar. Sua ação diminui em presença de matéria orgânica e taninos. Se inativa quando entra em contato com rolhas
de cortiça. Forma sais insolúveis em presença de água dura. Atividade antibacteriana da clorhexedina pode diminuir com
a presença de sacarina na formulação. Um sal insolúvel é formado entre a clorhexedina e a sacarina, resultante
provavelmente de uma interação de cargas positivas da clorhexedina com o grupo sulfonil da sacarina, podendo ocorrer
uma precipitação ou turvação da solução (3).
Referências Bibliográficas:
1.
MARTINDALE – The Extra Pharmacopoeia. 29ªEd. 1989.
2.
BATISTUZZO, J.A.O., ITAYA, M., ETO, Y. Formulário Médico Farmacêutico. 3ed, São Paulo: Pharmabooks, 2006.
3.
FERREIRA, A.O. SOUZA, G.F. Preparações orais líquidas. 1ª Ed, São Paulo: Pharmabooks, 2005.
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ITF Clorhexedina, digluconato – V.01 – abril / 2007
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CLORHEXEDINA, Digluconato