Programa de Formação da FETEMS e CNTE Eixo I – Concepção Sindical: Um novo conceito de atuação sindical Fascículo II – Teoria Política Data: 28 e 29 de maio de 2012 Local: FETEMS RELATÓRIO Programa de Formação da FETEMS e CNTE Eixo I – Concepção Sindical: Um novo conceito de atuação sindical Fascículo III – ECONOMIA POLÍTICA PERCURSO FORMATIVO Dia 28/05/12 HORARIO CONTEUDO OBJETIVO EDUCADOR 09h00min I Momento: Abertura e dinâmica inicial de apresentação dos participantes. Apresentação do Percurso do Curso. Comissões de Apoio. Combinados. FETEMS – Coordenação do Programa: Joaquim Donizete e Sueli Veiga. 10h30min II Momento: Economia Política. Conteúdos: Origem da riqueza; Valor e preço das mercadorias; Valor e preço da força de trabalho; A relação entre o desemprego e a contenção dos salários; Como se dá a exploração (Mais-Valia); A crise econômica mundial à luz da teoria marxista; Sintomas e causas da crise; Saídas da crise; A pressão internacional pela redução dos custos do trabalho como caminho para acelerar a acumulação e afirmar a competitividade da produção de cada país; Bolsa de valores como termômetro da crise. O papel do Estado. Encerramento Abertura do Curso com a participação de Dirigentes da FETEMS e convidados. Apresentar o Percurso do Curso, formar comissões de apoio, combinar algumas regras de convivência para o bom aproveitamento do Curso. Fazer uma reflexão teórica sobre o tema Economia Política e trabalhar relacionando a teoria com a realidade, ora com algum trabalho em grupos, ora com exposições, ora com as dinâmicas possíveis, levando em consideração os limites do tempo e o tamanho do público que costuma comparecer. 17:30 Emilio Gennari Cientista Social, Escritor, Pesquisador, Educador Popular da Escola 13 de Maio – SP. Dia 29/05/12 HORARIO CONTEUDO 08h30min 08h15min 10h15min 11h30min Dinâmica de abertura. Iniciar o dia de forma dinâmica. Continuidade... Intervalo III Momento: Avaliação e Encaminhamentos para levantamento encaminhamentos para o da história do movimento sindical no próximo curso. Estado de MS e Avaliar a atividade. Almoço 12h00min OBJETIVO EDUCADOR Definir Emilio Gennari FETEMS Joaquim Sueli. Dia 29/05/12 - Vespertino Atividade com o DIEESE HORARIO CONTEUDO OBJETIVO 14h00min DIEESE – 1ª. Jornada de Debates com o Setor Público, com o Tema: Finanças Públicas – Desafios para a Negociação no Serviço Público. Assembleia de constituição do Escritório do DIEESE em Mato Grosso do Sul. Encerramento Aproveitar o Curso de formação e a DIEESE Assembleia de constituição do DIEESE para fazer um debate sobre os desafios para as negociações no setor público. 16h30min 17h30min EDUCADOR Criar o Escritório do DIEESE em DIEESE MS. O Roberto, presidente da FETEMS fez a abertura oficial. Em seguida foram escolhidas as pessoas para ajudarem na organização: Relatório: Masé e Maria Auxiliadora Dinâmica: Sueli e Vânia Despertador: Fátima e Irene Nos combinados ficou definido o almoço entre as 12 e 14 horas. Em seguida, foi feita uma dinâmica de apresentação pessoal, onde, em uma tarjeta, cada pessoa deveria escrever o nome e, pensar uma qualidade que começasse com a inicial do nome. Assim, cada um/a se apresentou e falou sua qualidade. Em seguida colocou a tarjeta com nome na frente da cadeira. II Momento: Economia Política. Emilio Gennari O Emílio iniciou falando que o tempo é curto, mas o objetivo é aprender a montar o quebracabeças da economia política. O tempo todo será feita a ponte entre a teoria e a prática. 1. Origem da riqueza. – e Não existe $$$ - fábrica de camisas e sapatos. Oferta pequena – preço maior. Oferta grande – preço menor. A relação entre preço e valor estimula a economia. Camisa: material usado na fabricação: Necessidade – o mercado cria necessidades Conhecimento, Tempo de produção, Durabilidade, Volume produzido. Valor – quanto de trabalho medido pelo tempo (hora/homem). Ultimamente vem se acelerando a competitividade e reduzindo o tempo. O mundo depois da crise se acelerou. Lei da oferta e da procura. O jogo de forças na economia é que domina. Fabrica de camisas x fabrica de sapatos. Para fabricar a camisa são necessárias 30 jornadas. Para fabricar o par de sapatos são necessárias 15 jornadas. Então para cada camisa serão 2 pares de sapatos. Competitividade mundial Suíça – 1º. EUA – 5º. China – 26º. Brasil – 53º. Condições para competitividade Grau de tecnologia Salários maiores ou menores. Tempo para produzir. Infraestrutura O problema do Brasil é que ele ainda está na pré-história da tecnologia. 2. Valor e preço das mercadorias. Para o sistema a durabilidade é um problema. Exemplo do celular. Se quebrar e você levar para o conserto, ele fica mais caro que comprar o celular novo. Para definir o preço existem outras variáveis: concorrência e oferta e procura. Quando você vai trocar suas camisas, se estas são poucas, valem mais. Se no outro dia, todos levam sapatos em grande quantidade, eles caem de preço. Na origem preço e valor coincidem. Mas ao chegar para vender: a procura por camisas é grande e a quantidade é pequena. Os preços sobrem. Se todos fabricam camisas, no outro dia, o preço cai. Como o preço caiu, as fabricas deixam de fabricar camisas, os preços sobrem novamente. Mas, faltam sapatos e ai todos vão produzir sapatos, os preços caem. E assim, por diante. A lei da oferta e da procura que vai influenciar o preço. Escassez – o preço sobre. Abundancia – o preço cai. Brasil – hoje. Situações a se refletir: Crise atual... de sobra.b Como preparar pessoas para um futuro que ainda não sabe o que será. A nossa elite não é empreendedora. Ela é rentista. Ela não quer produzir. Ela quer ganhar renda. O papel da moda e dos modismos para o mercado. A moda muda muito. A moda gera necessidades. Exemplo da calça rasgada vendida no shopping... A moda gera uma grande procura. Enquanto a gente permanece no valor monetário... A relação na economia política (a economia é sempre política) é uma relação de forças. O mercado só vai ceder se perceber que se resistir vai perder mais que ganhar. Vale do Rio Doce... leva 1 ano de meio para fabricar apenas um “tatu” que permite extrair minérios com mais rapidez. Se a Vale decidir aumentar a produção vai levar 1 ano e meio. Enquanto isso, ela vai pressionar o governo. Meios de comunicação forma a sociedade do consumo x lei da oferta e da procura. Sociedade: ser alguém pelos seus valores x ser alguém pelo que possui. Consumo – sensação de prazer. Propaganda... de onde se tira o valor da propaganda? Exemplo da fabrica de sapatos. Quanto vale? 100,00. Um grande comprador, faz a proposta de comprar o lote fechado por 90,00. O fabricante vai ter de decidir se vai vender por 90,00 ou se vai dizer que vai comprar do concorrente. A propaganda custa caro e ela é tirada do valor do produto. Tempo na TV Globo – 15 segundos – 250.000,00. De onde vem? Do valor do que foi produzido. Valor e preço da força de trabalho. Nós somos mercadoria – força de trabalho. Cálculo – quantidade de mercadorias necessárias para produção/reprodução. No capitalismo o aumento de salários só importante nos cargos que interessa. Porque não se compra o trabalhador a vista por 4 milhões? O valor da força de trabalho é o necessário para o trabalhador fazer a produção e a sua reprodução. Quanto vale a força de trabalho hoje? Para o DIEESE o valor de um salário mínimo para uma família de 4 pessoas, R$2.329,35. Quanto vale a força de trabalho de “professor”: trabalho + comida + livros + estudos + transporte + tempo... Quanto é o PSPN? R$1.541,00. É insuficiente. A lógica da força de trabalho é a mesma da mercadoria... onde existem muita gente/profissionais os salários são mais baixos. A inflação repõe com atraso o que já foi corroído. O sistema não dá ponto sem nó. Quais as consequências da nossa força de trabalho ter valor e preço: peão sobrando – força de trabalho baixa; falta de trabalhador – força de trabalho mais alta. O mercado cria uma situação de sobra para fazer a força de trabalho cair. Exemplo: pedreiro/construção civil. Qual a relação que a força de trabalho tem com o desemprego? Na nossa sociedade não teremos pleno emprego. Porque não interessa ao sistema. Porque pleno emprego teria que se pagar o valor justo da força de trabalho. Para o mercado interessa pessoas de sobra para abaixar o valor da força de trabalho. O desemprego não pode ser tão alto que gere saques... mas deve servir para dosar o mercado. Para medir o desemprego é preciso criar regras. DIEESE x IBGE... O IBGE usa critérios diferentes. Exemplos: nos últimos 30 dias você procurou emprego? Nos últimos 30 dias você não trabalhou em nada que te gerou uns trocados? A pessoa já não é considerada desempregada. Precisamos saber como as estatísticas são feitas. Brasil – país de classe média. Foi ler os relatórios do Banco Central e os relatórios da Presidência da República, para saber o que estava acontecendo. Classe C – 52% com renda entre 1 mil e 4 mil reais. Censo de 2010 – mais de 40 milhões de brasileiros, ganhavam mais de 400,00 (famílias de 4 pessoas). Não é padrão de classe média. Classe média acima de 7 mil de renda familiar. Ainda não somos de classe média. Somos menos pobres que nos governos passados. Mas, ainda pobres. Do ponto de vista empresarial, os pobres são muitos, se reproduzem com facilidade, não estão em extinção... ai então vai se “dilapidar” a força de trabalho (reduzir o valor). Para o mercado: matéria prima abundante, leis frouxas, lucros fáceis... Pleno emprego... não existe. 1978 – Margareth Thatcher: quebrar a resistência dos trabalhadores britânicos para que as empresas tenham mais lucros e vai se espalhando pelos países. Qual a base deste processo? Valor e preço da força de trabalho. Grécia – uma greve geral por semana. Moeda: boi, prata, ouro... Para definir o valor: PIB e Ouro. A moeda apenas representa PIB e o ouro. Década de 90 - A moeda brasileira se desvalorizou porque foi emitida em grande quantidade sem lastro (PIB e ouro) o que gerou grande inflação. Quando a oferta não é acompanhada da demanda sobre o preço. Exemplo da década de 80/90... nota maior 5 mil, depois 10 mil; depois 50 mil e depois 100 mil. As moedas eram emitidas sem lastro. Na nossa sociedade jamais teremos pleno emprego. O dinheiro é para facilitar as trocas: Valor da moeda – PIB – Ouro (alicerce da moeda). Para a sociedade olhar e medir a quantidade. Valor = quantidade de trabalho/horas/homem/tempo. Preço – mercado, enfrentando a oferta e a procura. Salário – etiqueta nosso preço. Em economia política não existe medida sem efeito colateral. Período Vespertino Retomada da discussão da manhã... sobre preço e valor. Papel do governo para regular a economia: aumenta a taxa de juros ou aumenta da importação. Se os produtos são mais baratos ela prejudica a indústria nacional. Não existe medida sem efeito colateral. O que está acontecendo agora com o “real” em relação ao “dólar”. Para se sustentar o “real” criou-se uma muleta: a ancora cambial. Ancora cambial: no inicio 1 dólar = 1 real. O que sustenta nossa moeda: PIB – Ouro – Dólares em caixa. Exemplo da caixa d’água... todo dia tem dinheiro entrando e dinheiro saindo. O ideal é quando o que entra e o que sai está equilibrado. Quando entra dinheiro em excesso o BC tem de comprar. Como ele faz isso? Ele pega emprestado dos bancos privados com juro e compra os dólares. Se o país precisa de dólares, o papel do Governo é chamar dólares. Para isso: 1. Estimular o turismo e o turismo de negócios (que entra recursos no Brasil e significa construir mais centros de convenções e hotéis que hospitais); 2. Investimento estrangeiro direito (chamar empresários para vierem para o Brasil investir, para isso, os empresários querem incentivos fiscais e o governo concede). Exemplo: montadora em Betim. Investimento direto em dólares: 66 bilhões; 3. Empréstimos junto aos Bancos Internacionais/estrangeiros: Banco Mundial, BIRD, etc; 4. Vender (exportar) mais do que importa (superávit); 5. Dinheiro especulativo – dólar volátil (aproveita a taxa de juros altos do Brasil, se beneficia e sai rapidamente). Hoje mais ou menos 1/3 do dinheiro da “caixa d’água” é dinheiro especulativo... todo dia entra e todo dia sai... Vc não pode contar com ele. Relação DÍVIDA X PIB O problema é regular a “caixa d’água”. Quando entra mais dinheiro que está saindo, o BC, pega os dólares em “excesso” e leva para o que se chama de “reservas cambiais”. São reservas que serão utilizadas. Em 30/04/2102, este montante era de 374 bilhões de dólares na caixa... Mas o problema é: de onde vem o dinheiro para comprar dólares: emitir moedas, impostos, empréstimos... Mas o grosso vem da divida interna: o governo pega dinheiro a 9% nos Bancos privados e usa a 2%... Se ele precisar mais dinheiro vai cortar investimentos básicos em saúde, educação, transporte, etc. Porque o dólar subir de 1,75 para 2,05 é porque saíram mais do que entraram 2 bilhões e xyz, porque os investidores, não querem ficar com real no bolso, querem ficar com dólar. Então o Governo precisa injetar dólares no mercado. o Governo fez isso, para ficar em 2,05 porque para o próprio governo é melhor ficar alto para melhorar os preços dos produtos brasileiros. Porque a divida interna cresceu tanto nos últimos anos: compra de dólares, dividas dos municípios... O mundo está desacelerando... menos produtos e os preços estão caindo. Papel do Estado – dar suporte ao capital. Então, quem manda? O capital. Então o povo vai perder sempre? Vai. O que garante que os mercados vão continuar emprestando dinheiro? Se eles veem que vc tem condição de pagar. Dados do Brasil de 2011: Arrecadação – 17% e endividamento – 6%. A divida externa brasileira não foi paga. O Guido Mantega disse que a divida estava “tecnicamente paga”. Isto quer dizer que vc deve menos e que pode pagar o que deve. O que mostra que estamos no caminho certo é que a diferença entre o PIB e a divida externa. Em 2011, a diferença fechou em 37%. 2011 arrecadação cresceu 17,2%, divida aumentou em 11% (287 bilhões) reservas 374 bilhões Dívida = arrecadação geral – gastos totais = valor antes de pagar os juros. Superávit primário 128 bilhões de reais 236 bilhões de reais - juros 108 vira dívida. Isto mostra que tem dinheiro para continuar pagando os juros. A China hoje tem 3 trilhões, grande parte, em títulos da divida dos EUA. A China não coloca no mercado porque os títulos perderiam o valor e o mundo iria abaixo. Em tempos de crise quem tem dinheiro compra ouro. O ouro teve uma evolução enorme pela procura. E, quem tem não vende porque se vender o preço cai. No momento ainda a moeda que representa a maior estabilidade do planeta é o dólar. O equilíbrio da economia mundial é sempre momentâneo. Japão após o terremoto a economia está patinando porque destruiu grandes partes de suas fontes e reservas energéticas. Quem está ameaçando a supremacia dos EUA nos próximos 20 anos é a China, que vem investindo pesado em pesquisa. Superávit primário é que está sobrando... o que? O que o Governo arrecada. O governo arrecada 1 trilhão e mais... de reias. Menos tudo os “gastos totais” que o Governo faz (saúde, educação, etc., etc., etc.) antes de pagar os juros da divida. É superávit porque está sobrando dinheiro na conta. Mas porque é primário? Porque ainda falta pagar os juros. Superávit em 2011 foi de 128 bilhões de reais. Juros da dívida 236,67 bilhões. A diferença vira mais dívida. A dívida vai aumentando porque a diferença entre o superávit e o pagamento da dívida é sempre grande... Grécia x Euro. Quem manda no Euro é a Alemanha. Que diz, a Grécia que tem problemas, eles que resolvam... A França tem a saída? Não. Mas, está falando: o que a Alemanha vai fazer para ajudar a sair da crise. A tendência do assalariamento não é de crescimento... é de arrocho. A tendência dos empregadores do Brasil não é elevar os salários. É a abaixar ainda mais, frente a crise mundial. O aumento do salário mínimo abriu uma comporta para o consumo... a tendência é fechar a comporta. Família abaixo do nível da pobreza... que ganha menos de 4 salários ou seja que ganha menos de 2.400,00. A família pobre compra o básico. Empregados – Fábrica de sapatos – produzir por dia 10 pares de sapato Um empresário está contratando empregados: salário de 3 mil + 40 horas + Convênios + Salário família + plano saúde. O salário sai da força de trabalho vivo. Cada par custa R$100,00. Se cada um produz 10 pares, ao final do dia, produziu 1.000,00. Parte que é investimento: prédio, energia, água, maquinas... 40% do valor final (é o previsto). Assim, de 10 pares, 4 paga este investimento. Portanto, 6 pares – 600,00 é valor novo produzido pela força de trabalho. 60% do valor final. Para pagar o salário... 3.000,00 mês dá 100,00 por dia. Então, 100,00 paga o salário. E sobram 500,00. No marxismo isto é a mais valia. A parte do trabalho que não foi pago. O dono da empresa tem 100 funcionários. Com trabalho de 30 trabalhadores ele paga todos. Sobre para ele o equivalente a 70 funcionários x 500,00 = 35.000,00 por dia. O imposto: INSS, FGTS, PIS, 13º., férias, etc. sobre o lucro liquido equivale a A sociedade ainda paga o estrago que a empresa faz na saúde do trabalhador. Braskem o que equivale a salário dos trabalhadores corresponde a 3,1%. O que sobre é o que garante o enriquecimento e o excedente que gera a crise. O que integra salário: é parte da reposição da força de trabalho... A batalha é ideológica. Previdência na lógica dos empresários e nossa... para nós ela é superavitária e para os empresários é deficitária. Óleo 37% de impostos. O plantador e exportador de soja (produto primário) não paga imposto. Energia usada pela indústria custa menos que a gasta em casa. Até 2 salários mínimos o que sai em tributos é 48% e acima de 30 salários mínimos o que sai em tributos /e 26,3%. Conta de lucros do Bradesco... em um trimestre lucrou 5 bilhões de reais, que significa 22%. Quem ganha isto? Se o empresário ganha menos de 9% (taxa de juros) ele diz que está no vermelho. A economia não admite que não analisemos os dados porque cada um vai puxar para seu lado. PLR x condições de trabalho. Os trabalhadores trabalham doentes, acidentados para não perder a PLR (porque lá está escrito que se faltar perde a PLR). A crise O que vem a nossa cabeça quando se fala em crise: Arrocho salarial. Custo de vida aumenta. Fechamento de comércios. Redução do emprego. Demissões. Falências. Redução de investimentos. Falta de dinheiro. Liquidações. Redução de salários. Excesso de produção. Aumento do custo de vida. Qual o melhor cenário para o empresário? O sonho do empresário é (e o seu pesadelo é o contrário): Meio de produção (subsídio de energia, equipamentos, matérias primas, etc.) Salários baixos (trabalhador com reajuste abaixo da produtividade, massa desempregada); Mais valia alta; Preços altos na hora da venda... Meio de produção Baixo Juros Salários Mais valia Preço Baixo + baixo que a produtividade Aumenta Aumenta A crise nunca é crise de “falta” é sempre uma crise de “sobra”. Sobram mercadorias e capitais. Mercadoria é o que se vê: parques de montadoras cheios... Capitais – não entra dinheiro porque não vende... A mercadoria nova desvaloriza a que está em estoque. Crise – sobra de mercadorias (pátios cheios, liquidações...). Capital pode produzir mais – mas a sobra só aumenta. A “sobra” emperra todo o funcionamento da economia. Crise – gera “transformação”. A crise estourou com a “bolha imobiliária nos EUA”. O que significa “bolha imobiliária”? Voltar em 2001, o Presidente do BC Americano disse: só tem um jeito de sair da crise de maneira rápida: mantendo a taxa de juro abaixo de 1%. Assim, as pessoas pegavam dinheiro barato para aplicar em alguma coisa... as pessoas iam pegar dinheiro emprestado no mercado. A taxa na época se chamava PRIME... compra quem pode. PRIME – primeira linha – juros 1% - inflação de 20%. Resumo: Banco Empresta dinheiro para empreiteira. Fica com a promissória. Divida pessoal – de quem financiou a casa. O trabalhador comum não pode comprar com taxa PRIME. Para este público o Governo Americano criou a taxa SUB PRIME para aqueles que não tinham como provar sua renda. Prevendo que este público (10%) dariam um calote, portanto era preciso se precaver. Então o SUB PRIME emprestaria a 5% (para não perder com os possíveis não pagadores). 1º. Dinheiro no Banco. Promissórias no Banco e a dívida quem fez o financiamento. Nos EUA muitos bancos empenharam 30 vezes o capital disponível. Uma época faltou dinheiro para construir e foram pegar dinheiro no exterior (exemplo o Credic Suiço). O Banco Suíço emprestava e pegava as promissórias. E o mercado explode de consumo... As família passaram a se endividar 120% da sua renda... janeiro de 2008, milhares de famílias percebendo o endividamento, devolvem as chaves das casas... e os preços caem. Os Bancos emprestaram 60 e as casas, agora, valem 40. Estes são os sintomas. Quais são as causas da crise? Resumo: Produção coletiva e apropriação privada. O que dirige a produção não é organizada. Ela é orientada pelo lucro... vai de acordo com aquilo que garante um lucro maior (não de acordo com a necessidade). Redução do retorno sobre o patrimônio (chega mais rápido no vermelho). O sistema capitalista ao gerar lucros (anárquico) pelo lucro e não pela necessidade, sem controle ele dá um tiro no próprio pé. A chance do lucro é o que alimenta a economia. Dia 29/05/2012 O Professor Emilio Genari, dá continuidade ao Curso de Formação Sindical- Módulo Economia Política. A crise econômica Mundial Alta do custo de produção Queda da mais valia Sobra da produção Desemprego Salário arrochado Crise de Sobra: sobra mercadorias e capitais. Os capitalistas vão ter dinheiro, porém sem ter onde e como investir. Na crise alguém ganha e alguém perde. (enquanto alguém chora a outra pessoa vende lenços de papel) A queda do preço leva o empresário a não poder/querer produzir. É uma alerta para os empresários como um todo, é um sintoma de que o sistema está entrando em crise. Sintomas e causas da crise: -queda da taxa de juro; -cai o lucro; -queda dos preços. Causa da Crise: -produção coletiva da riqueza, mas a concentração é privada; -anarquia da produção; -automação (reduzindo o valor novo de cada mercadoria) Quando a crise é apenas em um setor, não posso falar em crise econômica, para configurar tem que atingir mais de um setor. Onde o sistema brecou na última crise? Mercadoria: meio de produção força de trabalho Só se sustenta esse sistema porque existe: -A existência da propriedade privada dos meios de produção (tudo que for produzido pelo operário será apropriado pelo patrão); -trabalho assalariado (quanto menos salário ele tiver mais ameaçada será essa posição); -produziu tem que vender (qdo a mercadoria está no estoque precisa ser vendida para produzir o valor novo, liquidação). O processo estanca na produção, quando os bancos não têm mais dinheiro para financiar, em virtude de os negócios de produção terem dado errado. Em 2007, 23% do PIB dos Estados Unidos investido construção civil ficou sobrando (interrompeu o processo que movimentava um terço da economia). Quando os Estados Unidos afundam afunda todo mundo. Eles representam 25% do PIB mundial. Hoje representa, aproximadamente, 23%. Ele atinge os outros países, pois, se ele para de comprar da China a China para de comprar do Brasil e reflete na economia mundial. No passado, tínhamos na economia mundial o efeito gangorra, quando os Estados Unidos estava em baixa a economia europeia estava em alta, um compensava o outro, porém se os dois fracassam afetam todo mundo. Houve a queda do efeito gangorra. A britis representava 13% da economia mundial, desse modo não compensa a queda dos gigantes Estados Unidos e União Europeia. O momento da crise destrói as perdas das pessoas (capital). Alguém que comprou uma ação por 110 e ela cai para 90, essa está nas mãos de quem teve lucro até chegar às mãos de quem perdeu. O capitalismo quer vender pouco para pouca gente e obter muito lucro. O sistema capitalista não é beneficente. Saída da CRISE -Se a abundância é a crise, termina-se a crise destruindo-se a abundância; -fechar empresas (segurar a produção, desativar. Ex: tem muito café, arranca-se os pés, para-se de produzir os carros); -aumentar o desemprego (salário diminui); -arrochar salários; -preços de máquinas e matéria-prima vai cair (meios de produção); -intervenção do Estado (por que os estados têm um déficit público tão grande? A Irlanda não tem déficit, tem superávit. Na crise os bancos da Irlanda pegam dinheiro injetado pelo Estado. Só um banco precisou de 29 bilhões de euro para sair da crise) Como adequar às contas públicas? -demitir funcionário público; -reduzir salário; -corta aposentadorias; -reduzir investimentos (estradas, aeroportos etc...); -reduzir gastos públicos (qto gastar em saúde, educação, é a máquina do estado); -balança comercial Na Grécia, a aplicação dessas medidas está fazendo o país se enterrar. Em 2011 a economia Grega caiu 6,9 e este ano está previsto cair mais ainda. Quando a sua moeda pertence a mais de 16 países, você não manda na moeda. Isso mexe no custo do trabalho. Em 2008, quando a crise começa e a Grécia começa a aplicar medidas restritivas como as descritas, a produtividade do trabalhador grego comparado como da Alemanha faz com que o grego produza mercadorias com baixa produtividade, já o alemão, embora ganhe mais, a produtividade é maior. Na Grécia está acontecendo muitas greves e isso inviabiliza os investimentos de fora lá. A China está começando a ter problema. O salário da China é de 1,36 dólares a hora, em média. o salário do chinês aumentou 20% abaixo da produtividade do trabalhador. O salário é de 70% do salário do trabalhador dos Estados Unidos. Produzir no México é 2% mais barato do que produzir na china. Em 2011 o México aumentou suas vendas para o Estados Unidos. No processo de custo mundial do trabalho, o Brasil precisa investir no mínimo 26% do PIB na renovação do capital, porém isso não está acontecendo. Até 2016 temos um freio para evitar a crise que são: pré-sal, olimpíadas (serão criadas vagas de trabalho com salários menores). Agora é preciso investir em máquinas senão a economia não decola. A presidente quer acelerar a economia para em 2013 ter condições de pagar as dívidas externas do país. A situação do México que parece não nos atingir pode ter reflexo na classe trabalhadora do Brasil. O pensamento que predomina hoje é o pensamento neoliberal. Zona do euro é formada por 16 países e a União Européia engloba 27 países. Existe um atrito que se acelera na hora da crise. No Brasil houve crise, embora menor que na União Européia e Estados Unidos. Essa economia teve déficit de emprego. A classe trabalhadora brasileira não entrou nessa briga. A paz social é a peça chave para a acumulação. O efeito da crise faz a produtividade subir. O retorno sobre o patrimônio aumenta. A economia capitalista funciona mais ou menos como uma montanha russa, quando se está subindo a economia está crescendo, aumenta emprego e produção. Esse auge da economia é a crise, é o momento em que a produção superou a demanda e para de crescer. Nesse momento para sair da crise é preciso reduzir salário, reduzir investimento, cortar gastos e, novamente, ocorrer a intervenção do Estado. E o carrinho da montanha russa começa a subir. Quanto mais forem plicadas as regras para sair da crise, menos chance de entrar nela nós teremos. Bolsa de Valores: negocia mercadorias e ações. Existe uma mistura de feira livre e cassino. Ela negocia e vende coisas, inclusive, que ainda serão produzidas. A soja, por exemplo. Ela venda a produção de soja, através de contrato de risco futuro, para vender a soja dos próximos doze meses. E só poderemos saber quem vai ganhar ou perder só saberemos no ato da entrega do produto. Se a produção da soja aumentar o preço cai. Para quem trabalha com óleo de soja vai ter um maior retorno do investimento, porém, caso ela seja eliminada para aumentar o preço, o produtor do óleo também pode ter dificuldade com a matéria-prima. O que é uma ação? É um título de propriedade de uma empresa. Se eu comprar as ações me torno proprietário dela. As empresas emitem ações para poder, de forma mais rápida e menos burocrática, de obter dinheiro para investimento, tendo em vista que empréstimo junto aos bancos é mais complicado. O que dá valor às ações de uma empresa? -Uma parte do valor das ações pode ser medido pelos bens da empresa; -qual a perspectiva de lucro futuro (quanto vai voltar em cada real investido). Quem são as pessoas que encontro na bolsa de valores? -pessoas que querem ter lucro e investir; -os donos da empresa; -especuladores. Se uma pessoa muito influente e poderosa compra e investe, vai despertar o desejo de muita gente comprar as ações, ele começa a vender, o preço dessas ações caem. Quando o preço cai ele compra de novo (Realização de Lucro). No dia seguinte a bolsa começa a subir novamente. Fatores como catástrofes, terremotos também podem fazer a oscilação nas bolsa, pois existem produtos vendidos e que podem ser afetados, porém, em questão de horas a bolsa já constata. Quando se percebe que se está diante de uma crise na bolsa de valores? Quando a bolsa começa em alta e cai e sobe e cai e a média fica abaixo do período em que estava em alta e se mantém por um período longo. Esse comportamento indica incerteza e instabilidade. Hoje a economia globalizada transfere os insucessos econômicos aos outros países. O sistema tem freios e desacelerar a chegada da crise é possível: -quebrar o caráter obsoleto dos produtos; -aproveitamento dos produtos produzidos (reciclar); -fundir as empresas (aumentar a produção e torná-la mais rentável), organizar a produção mundial. A crise abre a porta para mudança mundial, porém é preciso que os trabalhadores tomem consciência de sua missão e comecem a efetivar essa mudança. Ou o trabalhador acaba com a exploração ou ela acaba com a gente. É preciso o time estar preparado para produzir a mudança. Em seguida, foi feita a Avaliação. Destaques: -abriu o universo do conhecimento; -aguçou a pesquisa; -conhecimento da problemática das crises e como elas podem afetar o nosso país e as economias dos outros países, desejo de sanar dúvidas futuras e socialização do conhecimento; -agradecimento e também que o curso serviu para esclarecer suas dúvidas e a possibilidade de poder interferir melhor nas questões sindicalistas em prol da classe trabalhadora; (Denise) -interessante, não cai no tecnicismo da economia; (Deusmar) -enriqueceu seu conhecimento e também na vida pessoal; (Conceição) -a mudança (Maria Auxiliadora). Sueli finalizou com agradecimentos ao Professor Emílio e também falando sobre a perspectiva de continuar estudos e pesquisas. O Joaquim de Mattos finalizou com os encaminhamentos: 1. levantamento da história do movimento sindical no Estado de MS; 2. levar o fascículo sobre a História do Movimento Sindical e Popular e fazer a leitura; 3. trazer pratos juninos típicos; 4. trazer roupas juninas típicas. Lista de Presença PARTICIPANTE Ada Maria da C.R. Venturine Admir Candido da Silva Ana Clayre Rodrigues Martins Anderci da silva Aneci Castro Alves Artur de Arruda Calvacante Alaíde Riboli Aucelia Centurion Lopes Rocha Aurora Maria Alves Pinto Clotildes C. Echevernia de Alcântara Dalva de Suza Denise de Paula Medeiros Deusmar Jatobá Espindola Divino Xavier Damaceno Edevagno Pereira da Silva Edivaldo Vieira Edmar Martins Borges Edna Maria S. da Silva Eliane Rossue Gomes Lopes Elizangela Soares Martins Elza Raimundo de Oliveira Ernandes Joel Marques Fàtima Palmier Lemes dos Santos Francisco Tavares da Câmara Humberto Vilhalva Idalina da Silva Idelcides Gutierres Irene do Carmo EMAIL [email protected] [email protected] [email protected] x [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] denisepaula.medeiros@gmail [email protected] [email protected] x [email protected] x [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] fá[email protected] chicotavares@[email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] TELEFONE 9938-4412 9634-6713 8127-6721 x 9657-8853 9645-7667 9699-8236 9948 3319 9984 1435 9911 3380 9972-5690 9941-3903 3232-9590 8421-9413 x 8161-6298 x 9142-3114 9288-6592 96712663 9635 6838 9245-1375 8152-3803 9994 0946 9976-2245 9280-8350 9965-2825 99164960 Joaquim Donizete de Matos José Aureliano da Silva José Félix Filho Josefa Oliveira de Queiroz Juliano Meneghetti Mazzini Leuslania Cruz de Matos Lídia Oliveira Albuquerque Luiz Carlos M. Valejo Maria Aparecida da Conceição Mauricio dos Santos Max Lima de Albuquerque Mireille Rosi Lima Queiroz Nelfiitali. F de Asis Neuza Narciso Zanforlim Onesio da S. Medeiros Paulo Pereira da Silva Rodney Custódio da Silva Ferreira Sergio Alencar Semensato Simone Moraes Julio Sueli R. Souza Militão Pereira Sueli Veiga Melo Thereza Cristina Ferreira Pedro Valdeir R. Mandallo Vânia Gonçalves de Souza Bernardes Vania Regina Schneider Vitor Hugo Costa Silva Mércia Ribeiro Arajo Maria Aparecida Santos Ramos Norma de Freitas Silva Evaldo Zschrmack Kelem Cristiane Bruna Carmimati Zedechias Cruciol Filho Maria José de S. Piazzalunga Guerbas Marize Rodrigues Maria Auxiliadora Franca Benevides Adriana Bento de Andrade Leandro Domingues Olga Tobias Mariano Almair Lima de Grandi Jorge Guedes Denise S. Oliveira Heraldo Mendes [email protected] [email protected] jose_fé[email protected] [email protected] [email protected] [email protected] lidiasantos1312hotmail.com [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] Atestado [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] [email protected] 8103-6886 9933-3562 9233-7578 8122-2805 9223-2850 9235-9038 9928-2254 9629-1273 9935-7740 9977-0647/9245-8463 8171-5000 3461-1954 9940-7401 x 9988-8481 9238-5373 8150-9905 9963-0319 9643-4801 9961-2771 9995-0920 8139-5191 9963-5245 9601-7368 3295-2766 9957-8928 9800-5373 8403-8119 9914-7858 8140-3371 8466-7253 9973-6653 8442-2131 8453-2886 9903-7004 9663-4408 9901-1144 8118-3941 9975 4584 9975 9473 9209 0070