UNISALESIANO Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium Curso de Administração Bruna Catallão Mirian Heloisa Fogolin Pedro Luiz Fogolin Filho LOGÍSTICA REVERSA: Uma alternativa para reduzir custos Promilat Indústria e Comércio de Laticínios Ltda. Promissão-SP. LINS – SP 2012 BRUNA CATALLÃO MIRIAN HELOISA FOGOLIN PEDRO LUIZ FOGOLIN FILHO LOGÍSTICA REVERSA: Uma alternativa para reduzir custos. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Banca Examinadora do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium, curso de Administração sob a orientação das professoras Ma. Máris de Cássia Ribeiro Vendrame e Ma. Heloisa Helena Rovery da Silva. LINS – SP 2012 C355l Catallão, Bruna; Fogolin, Mirian Heloisa; Fogolin, Pedro Luiz Logística Reversa: Uma alternativa para reduzir custos. Promilat Indústria e Comércio de Laticínios Ltda. / Bruna Catallão; Mirian Heloisa Fogolin; Pedro Luiz Fogolin Filho. – – Lins, 2012. 78p. il. 31cm. Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium – UNISALESIANO, Lins-SP, para graduação em Administração, 2012. Orientadores: Máris de Cássia Ribeiro Vendrame; Heloisa Helena Rovery da Silva 1. Logística Reversa. 2. Redução de Custos. 3. Promilat Ltda. I Título. CDU 658 BRUNA CATALLÃO MIRIAN HELOISA FOGOLIN PEDRO LUIZ FOGOLIN FILHO LOGÍSTICA REVERSA: Uma alternativa para reduzir custos Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium, para obtenção do título de Bacharel em Administração. Aprovada em: ___/___/___ Banca Examinadora: Professora Orientadora: Ma. Máris de Cássia Ribeiro Vendrame Titulação: Mestre em Administração pela Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP. Assinatura: _________________________________ 1º Profº (a): _____________________________________________________ Titulação: _______________________________________________________ _______________________________________________________________ Assinatura: _________________________________ 2º Profº (a): _____________________________________________________ Titulação: _______________________________________________________ _______________________________________________________________ Assinatura: _________________________________ A DEUS... Dedico ao senhor por tudo que me proporciona na vida. À minha mãe e meu pai, Maria José Andrade Fogolin e Pedro Luiz Fogolin, os quais amo muito, pelo exemplo de vida e família, a meus irmãos, Pedro Luiz Fogolin Filho e Carlos Eduardo Fogolin por tudo que me ajudaram até hoje, a meu namorado Emerson Gatti por entender minhas ausências e oferecer todo o apoio para que pudesse realizar meu trabalho, a minha amiga em especial Bruna Catallão pelo companheirismo e amizade, e a todos que acreditaram em mim na realização desse sonho. Amo muito vocês! Mirian Heloisa Fogolin Dedico este trabalho primeiramente a Deus que permitiu que este se fizesse, dedico também a meus familiares, minha mãe e meu pai que sempre apoiaram minhas ideias a minha irmã Mirian Fogolin, por encarar este desafio ao meu lado, também a Bruna Catallão, pelo companheirismo no desenvolvimento deste trabalho, não poderia me esquecer de agradecer minha noiva Graziele Mendonça por entender minhas ausências e por me oferecer o apoio fundamental para que jamais desistisse de meus sonhos, deixo a todos o meu muito obrigado. Pedro Luiz Fogolin Filho Em primeiro lugar agradeço a Deus. Dedico este trabalho a toda minha família especialmente meus pais Márcia e Carlos, meu marido Thiago, que me compreenderam e me apoiaram incentivaram, tiveram enorme paciência nos momentos em quais não pude lhes dar minha atenção durante esta jornada. Aos amigos do grupo, Pedro e Mirian, por juntos realizarmos esse sonho. Aos professores, a orientadora Máris e a pró-reitora Heloísa, pela dedicação e compreensão dada ao grupo, pelos ensinamentos que contribuiu para a realização deste trabalho. Obrigada a Todos! Bruna Catallão AGRADECIMENTOS A DEUS Por nos proporcionar a oportunidade e alegria de conviver com pessoas maravilhosas, por oferecer muita força, luz e coragem para superar as dificuldades na elaboração deste trabalho. A EMPRESA PROMILAT E FUNCIONÁRIOS Por nos abrir as portas para realização do trabalho, contribuindo de forma significativa, cedendo dados, informações, entre outros fatores relevantes. Muito obrigado a toda equipe, que nos recebeu de braços abertos. A NOSSA PROFESSORA ORIENTADORA MÁRIS C. R. VENDRAME Por aceitar o convite pelo seu profissionalismo, competência e pela sua dedicação, orientando em todos os passos de nossa pesquisa, pela amizade que conquistamos no decorrer destes anos, pelos ensinamentos em sala de aula, que Deus ilumine muito e proporcione tudo de melhor em sua vida! AO UNISALESIANO E A TODOS OS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS Pelos ensinamentos, dedicação, amizade e qualidade nos tornando os melhores profissionais. AOS AMIGOS E COLEGAS Por todos os momentos bons e difíceis que passamos juntos nestes quatro anos de aprendizado. Vocês tornaram esta fase muito especial e agradável. Bruna Catallão Mirian Heloisa Fogolin Pedro Luiz Fogolin Filho RESUMO Nos últimos anos a logística reversa adquiriu maior importância, devido às mudanças ambientais e o reconhecimento dos consumidores. A iniciativa relacionada à logística reversa tem trazido consideráveis retornos para as empresas, economia com a utilização de embalagens retornáveis ou com reaproveitamento de matérias para produção, os quais estimulam cada vez mais novas iniciativas. Além disto, os esforços em desenvolvimento e melhorias nos processos de logística reversa podem produzir também retornos consideráveis que justificam os investimentos realizados. Este trabalho vem explicitar a importância da logística reversa no setor produtivo da empresa Promilat/SP, como uma oportunidade de adicionar valor à imagem da empresa junto à sociedade com relação aos aspectos ambientais e a sua responsabilidade social. Com a prática da logística reversa cria diferenciais competitivos e gera gestão integrada do ciclo do produto e dos custos envolvidos ao longo de vida, possibilitando a redução de custos e gerando vantagem frente aos seus concorrentes. Devido a legislações ambientais mais rígidas e maior consciência por parte dos consumidores as empresas estão não só utilizando uma maior quantidade de materiais reciclados, mas como também se preocupando com o descarte ecologicamente correto. Com isso todas as empresas têm feito da logística reversa uma grande estratégia em seu planejamento de negócio. A pesquisa levou em consideração as práticas da logística reversa juntamente com atividades de reaproveitamento de produtos e embalagens. Palavras-chave: Logística reversa. Redução de custos. ABSTRACT In recent years, reverse logistics has become more important due to environmental changes and consumer recognition. The initiative related to reverse logistics has brought considerable returns for businesses, saving with the use of returnable containers or reuse of materials for production, which increasingly stimulate new initiatives. Moreover, efforts towards development and improvements in reverse logistics processes can also produce considerable returns that justify the investment. This work comes explain the importance of reverse logistics in the productive sector of the company Promilat-SP, as an opportunity to add value to the company's image in the society with respect to environmental and social responsibility. With practice of reverse logistics creates competitive advantages and generate integrated management of the product cycle and the costs involved throughout life, enabling reduced costs and generating advantage over their competitors. Due to stricter environmental laws and greater awareness by consumers companies are not only using a larger amount of recycled materials, but it also is worrying about the environmentally friendly disposal. With that all companies have done a great reverse logistics strategy in your business planning. The research took into account the practices of reverse logistics activities along with reusing products and packaging. Keywords : Reverse Logistics. Cost Reduction. LISTA DE FIGURAS Figura 1: Produtos Montanha Barnca ............................................................... 15 Figura 2: Produtos Promilat .............................................................................. 16 Figura 3: Principais Fornecedores da Promilat ................................................. 17 Figura 4: Clientes Promilat ................................................................................ 18 Figura 5: Organograma Funcional da Empresa Promilat .................................. 19 Figura 6: Empresas Concorrentes da Promilat no Segmento de Laticínios ...... 20 Figura 7: Frota de Caminhões da Promilat ....................................................... 22 Figura 8: Visita de Estudantes na Promilat ....................................................... 23 Figura 9: Processo Logístico Direto e Reverso ................................................. 40 Figura 10: Símbolo Reciclagem ........................................................................ 46 Figura 11: Processo de produção da massa do requeijão ................................ 60 Figura 12: Processo de produção do requeijão balde 3,6 quilos ..................... 61 Figura 13: Processo de produção do requeijão bag de 5quilos ....................... 62 LISTA DE QUADROS Quadro 1: Componentes utilizados para produção do requeijão.......................57 Quadro 2: Produção do requeijão balde três quilos e seiscentos......................57 Quadro 3: Produção do requeijão bag de cinco quilos......................................58 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS MPS - Plano Mestre de Produção PPCP - Programação e Controle da Produção PEAD – Polietileno de Alta Densidade Sumário INTRODUÇÃO.................................................................................................. 11 CAPÍTULO I – PROMILAT LTDA..................................................................... 13 1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA........................................................................... 13 1.1 Visão....................................................................................................... . 14 1.2 Missão.................................................................................................... . 14 1.3 Valores................................................................................................... .. 14 1.4 Crenças................................................................................................. .. 15 1.5 Produtos................................................................................................. . 15 1.6 Processos Básicos de Industrialização do Leite..................................... 16 1.7 Fornecedores......................................................................................... . 17 1.8 Clientes................................................................................................... . 18 1.9 Organograma.......................................................................................... 19 1.10 Concorrentes......................................................................................... .. 20 1.11 Projeto de Expansão............................................................................ ... 21 1.12 Recursos Humanos.............................................................................. ... 21 1.13 Logística da Empresa............................................................................. . 21 1.14 Responsabilidade Social e cultural......................................................... . 22 CAPÍTULO II – LOGÍSTICA ............................................................................. 24 1 LOGÍSTICA................................................................................................ 24 2.1 Origem.................................................................................................... . 24 2.2 Eras da Logística.................................................................................... . 25 2.2.1 Primeira era......................................................................................... . 25 2.2.2 Segunda era........................................................................................ . 25 2.2.3 Terceira era......................................................................................... . 25 2.2.4 Quarta era................................................................................... ......... 26 2.2.5 Quinta era............................................................................................ 26 2.3 Responsabilidades da logística................................................ ............... 26 2.4 Missão da logística.................................................................................. 27 2.5 Objetivos da logística.............................................................................. . 27 2.6 Benefícios da logística........................................................................... . 28 2.7 Funções da logística.............................................................................. . 29 2.8 Estocagem de um sistema logístico........................................... ............ 29 2.9 Manuseio de materiais........................................................................... . 30 2.10 Tipos de logística.................................................................................... . 31 2.10.1 Logística de transporte....................................................................... . 31 2.10.2 Logística de marketing................................................................ ........ 32 2.10.3 Logística industrial...................................................................... ......... 32 2.10.4 Logística empresarial................................................................... ....... 33 2.10.5 Logística integrada............................................................................. . 34 2.10.6 Logística verde................................................................................... . 35 2.10.7 Logística reversa................................................................................ . 36 2.10.7.1 O âmbito econômico e social da logística reversa.............................. 38 2.10.7.2 A logística reversa e o meio ambiente........................................ ........ 38 2.10.7.3 Logística reversa: sinônimo de ciclo de vida...................................... 39 2.10.7.4 A logística reversa como forma de diferencial competitivo ................. 41 2.11 Reciclagem............................................................................................. . 41 2.11.1 Etapas da reciclagem............................................................................ . 43 2.11.2 Tipos de reciclagem............................................................................... 44 2.11.3 Benefícios da reciclagem....................................................................... 44 2.11.4 Símbolo da reciclagem........................................................................ . 45 2.12 Gestão de custos.................................................................................... . 47 2.12.1 Tipos de custos........................................................................... ......... 47 2.12.1.1 Custos diretos..................................................................................... . 47 2.12.1.2 Custos indiretos.................................................................................. . 47 2.12.1.3 Custos fixos........................................................................................ . 48 2.12.1.4 Custos variáveis......................................................................... ......... 49 2.12.1.4.1 Custos semi-variaveis ou semi-fixo................................................. . 53 2.13 A importância da logística reversa para redução de custos no processo produtivo..................................................................................................... ....... 49 CAPÍTULO III – A PESQUISA.......................................................................... 55 3 INTRODUÇÃO............................................................................. ............... 55 3.1 Relato e discussão sobre logística reversa na Promilat – Promissão- SP..................................................................................................................... 56 3.1.1 3.2 3.2.1 Custo de produção do requeijão.......................................................... 57 Processo produtivo do requeijão................................................ ............ 59 Processo produtivo do requeijão......................................................... . 59 3.2.2 Processo produtivo do requeijão balde............................................... 60 3.2.3 Processo de produtivo do requeijão bag............................................. 61 3.3 Parecer final do caso............................................................................. 62 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO .................................................................... 63 CONCLUSÃO................................................................................................... 64 REFERÊNCIAS ............................................................................................... 65 APÊNDICES .................................................................................................... 72 11 INTRODUÇÃO A logística reversa é a área da logística empresarial que planeja, opera e controla fluxo e informações logísticas correspondentes ao retorno de bens ao seu ciclo produtivo de origem ou a sua destinação como matéria prima a outro ciclo produtivo. A logística reversa insere-se em um processo de revisão conceitual da manufatura na medida em que esta passou a discutir os impactos econômicos e ambientais da produção mais limpa em suas estratégias de negócios (ADLMAIER; SELLITTO, 2007). Segundo Ballou (1993), a logística reversa estuda a melhor forma de se atingir um melhor nível de rentabilidade na distribuição de produtos até o consumidor, planejando, organizando e controlando o movimento e estocagem, de forma a proporcionar facilidade no fluxo de mercadorias. No Brasil, a logística surgiu nas universidades a partir de 1990. Durante esse período, a logística estava integrada ao marketing, passando a ser um instrumento de manutenção da competitividade empresarial (ALVARENGA, NOVAES, 2000). A logística reversa é a área responsável por um fluxo reverso de produtos, seja qual for o motivo: reciclagem reusa recall, devoluções entre outras. A importância deste processo reside em dois extremos: em um, as regulamentações, que exigem o tratamento de alguns produtos após seu uso, o segundo, a possibilidade de agregar valor ao que seria lixo. Segundo Lacerda (2002), a utilização de embalagens retornáveis ou o reaproveitamento de materiais em processos produtivos tem proporcionado economia para as empresas que utilizam estas práticas o que vem cada vez mais despertando interesse em adotá-las. Com o objetivo de caracterizar a logística reversa e mostrar as oportunidades de redução de custos e a crescente sensibilidade ecológica relacionada ao meio ambiente foi realizada uma pesquisa de campo no período de fevereiro a outubro de 2012 na Promilat-SP. A Promilat indústria e comércio de laticínios, esta localizada no município de promissão, no noroeste do estado de São Paulo, os produtos da Promilat são distribuídos em São Paulo capital e em alguns comércios da região. A empresa trabalha com um variado portfólio de produtos para atender 12 a rede Habib’s e também ao mercado de varejo na região, investindo cada vez mais na qualidade de seus produtos para garantir a satisfação do cliente e conquistar novos mercados. Para realização da pesquisa utilizou-se dos métodos de observação sistemática, histórico e de estudo de caso descrito no capitulo III desta monografia. A pergunta problema que norteou este trabalho foi: Até que ponto a logística reversa pode contribuir para a sustentabilidade financeira e ambiental da organização? Em resposta a tal questionamento surgiu a seguinte hipótese: A Promilat através de sua prática de reciclagem, embalagem e responsabilidade sócio ambiental adota a logística reversa como alternativa para otimizar seus custos e garantir a sua sustentabilidade financeira no exercício de seu processo produtivo. O trabalho está assim estruturado: O capítulo I, discorre sobre a evolução histórica da empresa em estudo. O capítulo II, descreve a fundamentação teórica sobre logística, logística reversa e redução de custos. O capítulo III, demonstra a pesquisa realizada na empresa. Por fim vem a proposta de intervenção e a conclusão. 13 CAPÍTULO I A EMPRESA A Promilat indústria e comércio de laticínios está localizada no município de promissão, no noroeste do estado de São Paulo e tem como cidades vizinhas: ao norte Ubarana e Avanhandava, ao sul Getulina e Guaiçara, e a leste a cidade de Alto alegre. Distante 460 km da capital do estado é cercada por cidades relativamente grandes como Bauru, Araçatuba, Marília e São José do Rio Preto. Atualmente, no município, encontram-se três tipos de economia forte sendo elas a pecuária e agricultura de grande volume e agricultura de subsistência que são os assentamentos da reforma agrária que também contribuem para o desenvolvimento do município. No setor de pecuária destaca-se o frigorifico Marfrig que produz tanto para consumo interno como para exportação. No setor agrícola a usina Equipav que no ano de 2011 foi comprada pelo grupo indiano Renuka tornando-se assim Renuka do Brasil, hoje é uma das maiores usinas produtoras de açúcar e álcool do estado de São Paulo. 1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA EMPRESA No ano de 1997 o grupo Habib’s visando sua expansão em território nacional, teve a ideia de criar um laticínio que fornecesse produtos de origem láctea, como o queijo minas frescal utilizado em grande quantidade para rechear as esfirras vendidas em todas as lojas da rede Habib’s no Brasil e também o requeijão cremely utilizado principalmente no recheio de pizzas e coxinha, com intuito de conseguir preços mais competitivos e a padronização de seus produtos já que se trata de uma rede de franquias. Naquela ocasião os principais produtos lácteos utilizados pela rede eram comprados de marcas famosas o que encarecia o produto final no mercado, reduzindo assim o poder competitivo da rede Habib’s. 14 Com esta ideia foi feito um estudo da bacia leiteira nacional, foi constatado que a região noroeste paulista tinha grande potencial leiteiro. Foi então, através de influências politicas, que o prefeito do município concedeu ao grupo um terreno com área suficiente para que fosse feita as instalações industriais da Promilat, em setembro de 1997 iniciaram-se as atividades do laticínio do grupo Habib’s, então chamado de Promilat indústria e comércio de laticínios. A Promilat também conta com filiais na cidade de São Paulo capital que funciona como distribuidora de produtos, conta também com três postos de capitação de leite localizados em pontos estratégicos, um posto na Cidade de São Pedro do Turvo que fica a oeste do estado, outros dois postos localizados nas cidades de Santa Rita d’ Oeste e São Sebastião do Pontal/MG ao norte do estado. 1.1 Visão A visão atual da Promilat é expandir seu portfólio de produtos e divulgar a marca Montanha Branca que é utilizada somente no leite pasteurizado de modo a conquistar novos clientes, com importante diferencial que é a qualidade de seus produtos. 1.2 Missão Atender primeiramente a rede Habib’s com produtos de alta qualidade e padrão, garantindo assim o abastecimento da rede, contribuindo com desenvolvimento econômico e social da região. 1.3 Valores Baseada em princípios éticos a Promilat prega entre seus colaboradores, clientes e fornecedores, que a honestidade, integridade e justiça formam as bases do relacionamento humano e o caráter de cada indivíduo dentro e fora da empresa. 15 1.4 Crenças Há 14 anos a Promilat e seus gestores acreditam no potencial humano, e no desenvolvimento de cada colaborador e no valor profissional que cada um pode trazer para empresa. Por esse motivo trabalha com recrutamento interno, pois uma empresa só obtém sucesso se valorizar pessoas, é por meio delas que tudo se realiza. 1.5 Produtos A Promilat trabalha com um variado portfólio de produtos para atender a rede Habib’s e também ao mercado de varejo na região em que está instalada os principais produtos são: minas frescal, ricota fresca, requeijão tipo cremely, queijo processado sabor cheddar, mussarela tradicional, mussarela tipo bolinha de búfala, parmesão peça, parmesão ralado, manteiga, creme de leite, bebida láctea sabores morango e pêssego, iogurte de frutas, queijo prato eo leite pasteurizado integral. Investindo cada vez mais na qualidade de seus produtos para garantir a satisfação de seus clientes e conquistar novos mercados consumidores, buscando estar sempre a frente de seu tempo, a Promilat não mede esforços para satisfazer seus clientes. Figura 1: Produtos Montanha Branca Fonte: Elaborado pelos autores, 2012. 16 Figura 2: Produtos Promilat Fonte: Elaborado pelos autores, 2012. 1.6 Processos básicos de industrialização do leite A matéria prima conhecida como leite in natura chega ao laticínio por meio de caminhões tanque, que coletam o leite que fica em tanques de expansão, também conhecidos como balões de leite, refrigerados a 4C° na fazenda, a fim de garantir a qualidade do produto os caminhões são equipados com tanques isotérmicos. Ao chegar à plataforma de recebimento de leite no laticínio o leite passa por uma bateria de análises antes de ser descarregado, caso as analises apresentarem índices insatisfatórios o leite é devolvido ao produtor. No processo de descarregamento do leite ele é novamente refrigerado e armazenado em tanques conhecidos como balões de leite cru. Feito este procedimento o leite é bombeado para o pasteurizador, equipamento que faz o processo de pasteurização do leite que consiste no aquecimento do leite há temperatura de 76C°,o leite passa também pelo processo de centrifugação feito pelo equipamento conhecido como centrífuga, este equipamento faz a retirada de sujidades do leite e também padroniza o leite retirando o creme de leite que nada mais é do que a gordura do leite, produto este que mais adiante vai se 17 transformar em manteiga. Após sofrer todos esses processos o leite tem distintos destinos de acordo com cada item a ser produzido que ao final do processo produtivo cada produto e armazenado em camarás fria, ate ser expedido. 1.7 Fornecedores Figura 3: Principais fornecedores da Promilat Fonte: Elaborado pelos autores, 2012. A Promilat conta com vários fornecedores principalmente na área de embalagens como a empresa Artvac que fornece embalagens termoencolhivel, para queijos como mussarela, prato, minas frescal entre outros, ainda no setor de embalagens a principal fornecedora de baldes onde é colocado o requeijão cremely e o cheddar é a groupack fornecendo mais de vinte mil baldes mês para Promilat. Os produtos de limpeza são fornecidos pela nippon chemical, e os ingredientes lácteos, essenciais para produção de queijos e iogurtes são adquiridos de diversas empresas, como o coalho, fermentos, polpa de frutas, aromas, amidos dentre outros são fornecidos por empresas como, Bela vista fermentos, Borsato preparado de frutas, Horizonte amidos, CapLab fornecedora de materiais para o laboratório essenciais para liberação de 18 produtos após a produção, trabalha também com a empresa Dinamic fornecedora de garrafas para o iogurte com variados fornecedores é possível obter o melhor preço seguido de melhor qualidade. 1.8 Clientes Figura 4: Clientes Promilat Fonte: Elaborado pelos autores, 2012. Atualmente cerca de 80% de seus produtos são destinados ao abastecimento da rede Habib’s, os 20% restantes são vendidos no atacado para empresas do ramo alimentício, supermercados e refeitório de empresas como GRSA e rede Dia Brasil, Amigão supermercados, Grupo Marfrig e JBS. Dentro do grupo Habib’s são fornecidos derivados lácteos ás cozinhas centrais localizadas estrategicamente em cada estado por ordem de fundação: São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, Goiânia/GO, Belém/PA, Fortaleza/CE, recife/PE, Ribeirão Preto/SP, Curitiba/PR, Salvador/BA, Canoas/RS, Belo Horizonte/MG, Manaus/AM e Campo Grande/MS. Também abastece outras unidades ligadas ao grupo como a padaria Arabian Bread e o restaurante de 19 comida italiana Ragazzo cliente este que consome grande parte de sua produção de requeijão. O leite pasteurizado integral, industrializado na Promilat é bastante conhecido na região, pois o seu consumo dentro da rede é pequeno, então ele é destinado a supermercados, padarias, escolas, restaurantes, hotéis, refeitórios de empresas tanto na região de Promissão, Marília, Araçatuba e Lins, na cidade de São Paulo onde está localizada sua filial, são comercializados cerca 90% de toda a produção. 1.9 Organograma Figura 5: Organograma funcional da empresa Promilat EMPRESA PROMILAT Organograma Diretoria Geral Matriz Promissão Filial São Paulo Filial São Sebastião do Pontal Filial São Pedro do Turvo Filial Santa Rita d`Oeste 1 Matriz Promissão Gerencia Administrativa Gerencia Operacional Depto Vendas Recursos Humanos Captação de Leite Compras Industria Transportes Financeiro TI Dpto Fiscal e Contábil Recepção Manutenção Controle de Qualidade A 2 Industria Almoxarifado Embalagem Empacotamento de Leite, Creme e Manteiga Estação de Tratamento de Efluentes Expedição Produção de Queijos Frescos Lavagem de Caixas Pasteurização e Beneficiamento Plataforma Recepção de Leite Laboratório FísicoQuímico e Microbiológico Produção de Queijos Maturados Produção de Queijos Processados Fonte: Promilat, 2012. 20 O organograma é dividido em partes distintas, o setor de gerência administrativo é controlado pelo gerente administrativo onde são atribuídos os setores de compras de suprimentos e insumos para produção, o setor vendas que é responsável pela retirada de pedidos da rede e transferido para o setor de produção, e também o RH que controla o pagamento dos funcionários, gerencia também a TI, financeiro, contábil e captação de leite responsável pela politica leiteira do leite na região. A indústria é controlada pelo gerente industrial que comanda toda a produção e o controle de qualidade dos produtos contando com aproximadamente 116 funcionários que trabalham em três turnos. Responsável também pela logística de transportes e manutenção de maquinas e equipamentos, cada setor e controlado por um encarregado responsável pela produção de determinado produto e consequentemente pelos funcionários que trabalham no setor, com autonomia para resolver pequenos problemas referentes à produção. 1.10 Concorrentes Figura 6: Empresas concorrentes da Promilat no segmento de laticínios. Fonte: elaborado pelos autores, 2012. 21 Os principais concorrentes da Promilat no segmento de laticínios são: o laticínios Salute especializado na produção de iogurtes, está localizado na cidade de São Carlos e outro principal é o laticínios Catupiry com mais de cem anos de tradição, produz o requeijão com a marca Catupiry concorrente direto da marca Cremely feito pela Promilat e distribuído em toda a rede Habib’s do Brasil, as demais marcas concorrem em questão de captação de leite no estado de São Paulo que competem em um mercado bastante concorrente. 1.11 Projeto de expansão A Promilat pretende expandir o setor fabril em aproximadamente 10% para implantação de um novo setor de produção onde serão produzidos os novos produtos com a marca Montanha Branca. 1.12 Recursos humanos O setor de RH conta com duas funcionárias que cuidam da documentação, pagamentos e contratação de todos os funcionários da matriz e também das filiais, em São Paulo, são Sebastião do Pontal em Minas Gerais, Santa Rita do Oeste em São Paulo. 1.13 Logística da empresa Atualmente a Promilat possui frota própria, para efetuar as suas entregas em todas as centrais do Habib’s no Brasil desde a cidade de Canoas no estado do Rio Grande do Sul até Fortaleza no estado do Ceará percorrendo cerca de 70.000km por mês somente dentro da rede e mais 23.700km para transportar o leite in natura para produção de queijos em sua matriz. Contando com 4 carretas tanque sendo duas alugadas e duas próprias com capacidade para transportar 26.000 litros de leite cada tanque por viagem, 6 carretas tipo baú com capacidade para 24.000 quilos de produtos e 4 caminhões truck com capacidade para 14.000 quilos de produtos, possui também 4 veículos menores para entrega de produtos em supermercados das cidades vizinhas totalizando 13 veículos. 22 Segundo Lambert, “O papel da logística nas organizações é complementar as ações do marketing da empresa, visando garantir vantagens e diferenciais no mercado, “proporcionando um direcionamento eficaz do produto ao cliente e colocando o produto no lugar certo no momento certo” (1998, p.132). Figura 7: Frota de caminhões Promilat Fonte: elaborado pelos autores, 2012. 1.14 Responsabilidade social e cultural A Promilat realiza um trabalho beneficente com as instituições do município que cuidam principalmente de crianças carrentes e idosos, com doações mensais de leite e mantimentos, além do leite doado pela empresa os funcionários também contribuem com roupas e agasalhos. Constantemente a Promilat recebe a visita de estudantes desde o ensino fundamental, que são as escolas municipais e as faculdades de cidades vizinhas como Unip de Araçatuba e Unisalesiano de Lins, oferece também estagio aos estudantes de química, nutrição, engenharia de alimentos e veterinária, estudantes estes que buscam conhecer um pouco mais sobre o leite e seus derivados. 23 Figura 8: Visita de estudantes na Promilat Fonte: Elaborado pelos autores, 2011. Durante as visitas os estudantes tem a oportunidade de conhecer todo o processo de fabricação de queijos, iogurte, manteiga, requeijão entre outros sempre acompanhados pelos supervisores de produção e qualidade, que durante a visita explicam todo o processo de produção do laticínio desde a chegada do leite na plataforma de recepção, a preparação do leite para se transformar em queijo o processo de embalagem, armazenamento e por fim a expedição dos produtos. Após o passeio pela indústria todos são convidados a degustar alguns de seus produtos como o queijo minas, mussarela e o iogurte bastante apreciado pelos mais jovens, de acordo com a foto acima. 24 CAPÍTULO II LOGÍSTICA 2 LOGÍSTICA 2.1 Origem A logística originou-se no século XVIII, no reinado de Luiz XIV onde existia o posto de Marechal – General de Lógis – responsável pelo suprimento e pelo transporte do material bélico nas batalhas. (QUARESMA DIAS, 2005). O sistema logístico foi desenvolvido com intuito de abastecer, transportar e alojar tropas. Desde os tempos bíblicos, os líderes militares já utilizavam à logística. (QUARESMA DIAS, 2005). As guerras eram longas e geralmente distantes e eram necessários grandes e constantes deslocamentos de recursos, propiciando que os recursos certos estivessem no local certo e na hora certa. Este sistema operacional permitia que as campanhas militares fossem realizadas, e contribuía para a vitória das tropas nos combates. (POZO, 2004). A partir do momento em que os militares começaram a perceber o poder estratégico que o sistema logístico possuía, deu-se mais atenção ao serviço de apoio que as equipes prestavam no sentido de deslocamento de distribuição de equipamentos, armazenagem, suprimentos e socorro médico nas batalhas. (POZO, 2004). Consequentemente, despertou-se o interesse em estudos nesta área que foi evoluindo após os resultados observados na Segunda Guerra Mundial em relação ao sistema logístico utilizado pelos militares. (POZO, 2004). Existem algumas versões para a origem da palavra logística: alguns autores afirma que ela é vem do francês Logistique e tem como uma de suas definições a parte da arte da guerra que trata do planejamento, realização de projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material para fins operativos ou administrativos. Logística também pode ser definida como a satisfação do cliente ao menor custo total (POZO, 2004). 25 Pode-se dizer então que os termos logísticos e cadeia de suprimentos tem o mesmo significado, já que ambos têm a finalidade de satisfazer o cliente com menor custo possível. Outros historiadores defendem que a palavra logística vem do antigo grego logos, razão que significa a arte de calcular, pensar e analisar detalhes de uma operação. (OLIVEIRA, 2007). 2.2 Eras da logística Os professores John L. Kent. Jr. e Daniel J. Flint estudaram a evolução do pensamento de logística em cinco eras: 2.2.1 Primeira era A primeira era, denominada do campo ao mercado, teve seu início situado na virada para o século XX, sendo a economia agrária sua principal influência teórica. A principal preocupação, no caso, era com questões de transporte para escoamento da produção agrícola. (FIGUEIREDO; ARKADER, 2007). 2.2.2 Segunda era Rotulada de funções segmentadas, a segunda era, apesar dessa evolução, até a década de 40 havia poucos estudos e publicações sobre o tema. A partir dos anos 50 e 60, as empresas começaram a se preocupar com a satisfação do cliente. Foi então que surgiu o conceito logístico empresarial, motivado por uma nova atitude do consumidor. (FIGUEIREDO; ARKADER, 2007). 2.2.3 Terceira era A terceira era, denominada de funções integradas, vai do inicio da década de 70. 26 Como seu nome indica, trata-se do começo de uma visão integrada nas questões logísticas, explorando-se aspectos como custo total e abordagem de sistemas. (FIGUEIREDO; ARKADER, 2007). Pela primeira vez, o foco deixa de recair na distribuição física para englobar um aspecto mais amplo de funções, sobre influência da economia industrial. (FIGUEIREDO; ARKADER, 2007). É interessante observar que é neste período que se presencia o aparecimento, tanto no ensino quanto na prática da logística, de um gerenciamento consolidado das atividades de transportes de suprimentos e distribuição, armazenagem, controle de estoques e manuseio de materiais. (FIGUEIREDO; ARKADER, 2007). 2.2.4 Quarta era Na era seguinte, após os anos 80, a logística passa a ter realmente um desenvolvimento revolucionário, empurrado pelas demandas ocasionadas pela globalização, pela alteração da economia mundial e pelo grande uso de computadores na administração. (FIGUEIREDO; ARKADER, 2007). Nesse novo contexto da economia globalizada, as empresas passam a competir em nível mundial, mesmo dentro de seu território local, sendo obrigadas a passar de moldes multinacionais de operações para moldes mundiais de operação. (FIGUEIREDO; ARKADER, 2007). 2.2.5 Quinta era A quinta era que vai de meados da década de 80 até o presente, tem ênfase estrategicamente, como indica o rótulo que lhe foi atribuído: a logística como elemento diferenciador. (FIGUEIREDO; ARKADER, 2007). 2.3 Responsabilidades da Logística A logística é a área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa. A logística está intimamente ligada às ciências humanas, tais 27 como: à administração, a contabilidade, a estatística e o marketing, envolvendo diversos recursos da engenharia, tecnologia, do transporte e dos recursos humanos. (HARA, 2005). Fundamentalmente, a logística possui uma visão organizacional holística, onde esta administra os recursos materiais, financeiros e pessoais, onde exista movimento na empresa, gerenciando desde a compra e entrada de materiais, o planejamento de produção, o armazenamento, o transporte e a distribuição dos produtos, monitorando as operações e gerenciando informações. (HARA, 2005). Segundo Hara (2005), a logística trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que tem como objetivo facilitar o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até a finalização do produto, assim como, os fluxos de informações que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviços adequados aos clientes a um custo razoável. 2.4 Missão da logística De acordo com Bowersox e Closs (2001), a logística existe para atender às necessidades dos clientes, de modo a facilitar as operações relevantes de produção e marketing. O desafio é equiparar as expectativas de serviços e os gastos de modo a alcançar os objetivos do negócio. É possível atingir qualquer nível de serviço logístico se a empresa estiver disposta a alocar os recursos necessários. O serviço logístico representa um equilíbrio entre prioridade de serviço e custo. Quanto mais significativo for o impacto da falha do serviço sobre o cliente, maior será a prioridade dada ao desempenho logístico. (BOWERSOX; CLOSS, 2001). A medição do desempenho do serviço logístico se dá em termos de disponibilidade, desempenho (BOWERSOX; CLOSS, 2001). 2.5 Objetivos da logística operacional e confiabilidade do serviço. 28 Conforme Kotler e Armstrong (2003), infelizmente, nenhum sistema de logística pode maximizar o atendimento ao cliente e minimizar o custo de distribuição ao mesmo tempo. Um processo logístico efetivo é essencial para satisfazer o cliente e ganhar vantagem competitiva. Melhorar a qualidade do serviço que a logística fornece, aumenta a participação do mercado e a margem de lucro. (KOTLER; ARMSTRONG, 2003). Ao mesmo tempo, focalizar as reais necessidades do cliente elimina custo de serviço não valorizado. Melhorar a produtividade do processo logístico também reduz custo. Juntas, essas ações ajudam a tornar os produtos e serviços mais atraentes ao mercado. (KOTLER; ARMSTRONG, 2003). 2.6 Benefícios da logística Ao ser corretamente entendida e aplicada, a logística permite desenvolver estratégias para a redução de custos e o aumento de nível de serviço ofertado ao cliente. Com essas duas condições, isoladamente ou em conjunto, possibilitam o estabelecimento de diferenciais competitivos, justificando-se que este caminho escolhido por um número crescente de empresas para buscar vantagens sobre a concorrência. Segundo Guimarães e Jardim (2005), a utilização da logística pode permitir a uma empresa: a) penetrar rapidamente em novos mercados; b) dividir custos e riscos; c) ter acesso a soluções inovadoras, com a utilização de tecnologia da informação, através de hardware e software, para o gerenciamento e controle de centros de distribuição. Guimarães e Jardim (2005) enfatizam que a logística gera adicionalmente melhorias como: a) melhoria do nível de serviço ao cliente: pontualidade na entrega, rastreabilidade de carga, redução do tempo de ciclo; b) melhoria da qualidade dos serviços: que pode resultar em maior disponibilidade de estoques, menores tempos de ciclo e maior pontualidade nas entregas; 29 c) melhoria da malha logística: tamanho da frota, capacidade de veículos, localização dos centros de distribuição. 2.7 Funções da logística Em uma economia cada vez mais dependente de resultados operacionais, em que as empresas lutam para manter sua participação no mercado, o sucesso das operações passou a ser vital. Neste cenário, a logística é a ferramenta de maior impacto na melhoria dos resultados operacionais, pois é com ela que as empresa podem obter grandes reduções de custo e melhorias de desempenho. De acordo com Kotler e Armstrong (2003), as funções mais importantes da logística incluem processamento de pedidos, armazenagem, manuseio de materiais, gerenciamento de estoques e transportes. Podem-se incluir ainda os sistemas de informação. Os pedidos podem ser processados de diversas formas - por correio, telefone, vendedores, fax, internet e EDI. (KOTLER; ARMSTRONG, 2003). Em alguns casos até os próprios fornecedores geram pedidos para seus clientes recebendo diariamente relatórios com informações de vendas dos produtos. Essas informações são recebidas e analisadas pelos fornecedores que produz um novo pedido e reenvia ao cliente aguardando sua aprovação. (KOTLER; ARMSTRONG, 2003). Após o recebimento da aprovação do pedido pelo cliente, outro passo importante é o processamento com rapidez e precisão, acelerando assim o ciclo pedido - expedição - cobrança. (KOTLER; ARMSTRONG, 2003). 2.8 Estocagem de um sistema logístico Devem decidir quantos e de que tipos de depósitos irão precisar, onde serão localizados. Quanto maior o número de depósitos, mais rapidamente os produtos serão entregues. No entanto, se a empresa tiver muitos depósitos em localidades diferentes, os custos de armazenagem serão mais altos. O armazenamento de materiais é uma atividade especializada e consiste em armazenar adequadamente os materiais para que seja possível sua rápida 30 recuperação e a manutenção dos níveis de qualidade para que a entrega seja facilitada. (MARTINS, 2006). O bom armazenamento também ajuda a diminuir o espaço alocado, a estocagem dos materiais e consequentemente os custos relacionados a ela. Segundo Rosenbloom (2002), o componente armazenamento ou estocagem de um sistema logístico diz respeito à guarda dos produtos até que eles possam ser vendidos. O armazenamento pode ser um dos mais complexos componentes de um sistema logístico porque, ao considerar opções para armazenamento, a empresa frequentemente enfrenta várias decisões críticas, e cada uma delas pode ser difícil e complexa de se lidar. As mais básicas dessas decisões são: a localização das instalações, o número de unidades de armazenamento, o tamanho das unidades, o projeto das unidades, incluindo layout, sistemas internos e a questão da propriedade. 2.9 Manuseio de materiais Segundo Rosenbloon (2002), o manuseio de materiais envolve todas as atividades e equipamentos ligados à acomodação e movimentação de produtos em área de armazenamento. A manutenção dos estoques pode atingir de um a dois terços dos custos logísticos, o que torna a manutenção de estoques uma atividade chave da logística. Selecionar o equipamento adequado para manuseio físico dos produtos, incluindo o próprio prédio do armazém, constitui o subsistema do manuseio dos materiais na administração da distribuição física. (ROSENBLOON, 2002). Um equipamento bem apropriado para a tarefa pode minimizar prejuízos decorrentes de quebra, dano se furto. Um equipamento eficiente pode reduzir os custos de manuseio, bem como o tempo necessário para realizá-lo. (ROSENBLOON, 2002). A conteinerização é um sistema de manuseio da carga que se tornou uma prática padrão na distribuição física. Os carregamentos de produtos são colocados em grandes contêineres de metal ou madeira. Os contêineres são transportados fechados, desde o momento em que deixam as instalações do expedidor, até que cheguem ao seu destino. (ROSENBLOON, 2002). 31 A conteinerização minimiza o manuseio físico, reduzindo as avarias, diminuindo o risco de furto e permitindo um transporte mais eficiente. (ROSENBLOON, 2002). 2.10 Tipos de logística 2.10.1 Logística de transporte De acordo com Caixeta (2007), logística de transporte é responsável pelo deslocamento de bens de um ponto a outro, respeitando a integridade da carga e atendendo aos prazos estipulados. Apesar de não agregar valor ao produto, é essencial para que cheguem ao seu ponto de aplicação para garantir o retorno investi do pelos agentes econômicos envolvidos no processo. O subsistema transportes é o de maior risco e custo carecendo de uma necessidade de gerenciamento especial. Diante disso, o subsistema transporte precisa ser gerenciado de perto. Geralmente, as empresas capacitadas para fornecer um transporte mais ágil, podem cobrar mais caro pelo serviço, e quanto mais ágeis for à entrega, menor será o tempo que o estoque ficará em movimentação e indisponível. Sendo assim, é de extrema importância ter o equilíbrio entre a velocidade e o custo do transporte. (CAIXETA, 2007). Segundo Bowersox e Closs (2001), as necessidades de transporte são atendidas de três maneiras básicas: a) pode-se ter uma frota exclusiva de veículos; b) pode-se fazer contratos com empresas de transportes; c) pode-se contratar os serviços de várias transportadoras que ofereça diversos serviços de transporte de cargas individuais. Segundo Martins (2006), possuir os próprios meios de distribuição exige imobilização de recursos, grande investimento inicial e manutenção constante, que vem levando as empresas a fazer cada vez mais uso de terceiros. A gerência de transporte deve prover, a qualquer tempo, os serviços de transportes necessários, dentro do orçamento operacional aprovado. Também é responsabilidade da gerência de transporte a pesquisa de meios alternativos, 32 pelos quais o transporte possa ser efetuado com redução do custo logístico total. (BOWERSOX; CLOSS, 2001). 2.10.2 Logística de marketing Deve-se ter a clareza de que ambos os setores trabalham em função de gerar lucro para a empresa, um lucro suficientemente grande para valer a pena à existência do negócio. E isto ocorre quando é possível vender produtos a um preço acima dos gastos totais de disponibilizá-lo ao mercado. (COELHO; FOLLMANN; RODRIGUEZ, 2008). Um consumidor faz a sua compra quando percebe que o desembolso que irá fazer será um bom negócio para ele, isto é, perceber uma relação de valor favorável para ele no processo de aquisição. (COELHO; FOLLMANN; RODRIGUEZ, 2008). Desta forma, tem-se por um lado o marketing, trabalhando para que o cliente esteja disposto a gastar o maior valor possível com o produto. Isto é feito de diversas maneiras, dentre elas pode-se citar a propaganda com pessoas ou situações que geram uma sensação de glamour e status. (COELHO; FOLLMANN; RODRIGUEZ, 2008). Por outro lado tem-se a logística, que visa disponibilizar o produto nas condições ideais para o consumo. E isto tem duas frentes: pode-se aumentar a percepção de valor, auxiliando o marketing no convencimento do cliente, ou pode-se trabalhar na redução de custos do processo de distribuição. O que se pretende é propor um meio para que a logística seja mais efetiva na valorização do produto oferecido, agindo integradamente com a área de marketing. (COELHO; FOLLMANN; RODRIGUEZ, 2008). 2.10.3 Logística industrial De acordo com Christopher (apud KUEHNE, 2004), a logística industrial, no que tange a parte interna das organizações, acompanha fluxo do pedido desde o plano mestre de produção (MPS) através dos pedidos. Esta área é mencionada como planejamento, programação e controle da produção (PPCP). Menciona também que todas as abordagens logísticas, embora diferentes 33 conceitualmente, podem e devem ter uma inter-relação com aplicações distintas. O elo representado pela logística industrial objetiva que os resultados melhorem o desempenho de todos os outros elos, colaborando para a melhoria do nível de serviço de todo o contexto da logística empresarial. Conforme Martins (2006), o primeiro conceito de logística industrial apareceu no final do século XIX, nos Estados Unidos, com a sistematização do conceito de produtividade, onde a procura por melhores métodos de trabalho e processos de produção eram incessantes. 2.10.4 Logística empresarial Atualmente as empresas brasileiras vivem momentos extremamente desafiadores. Este novo cenário é caracterizado pela busca por maior competitividade, maior desenvolvimento tecnológico, maior oferta de produtos e serviços adequados às expectativas dos clientes e maior desenvolvimento e motivação. (BOWERSOX; CLOSS, 2001). A logística empresarial visa satisfazer as necessidades dos clientes, e ao mesmo tempo arranjar os recursos e esforços da empresa em sua produção, distribuição e competitividade. (BOWERSOX; CLOSS, 2001). Conforme Bowersox e Closs (2001), as atividades principais estão baseadas no transporte, na manutenção de estoques e no processamento de pedidos. Aliadas a estas, desenvolve-se a administração de materiais na armazenagem, no manuseio e obtenção de matéria prima, na programação de produtos e na manutenção de informação. A distribuição física e a administração de matérias são as operações chaves da logística empresarial, de outro modo, a empresa não satisfaria os interesses de seus clientes nem as expectativas próprias, aplicando esforços e recursos exageradamente. (BOWERSOX; CLOSS, 2001). “A logística empresarial tem como meta garantir a disponibilidade de produtos e materiais nos mercados e pontos de consumo com a máxima eficiência, rapidez e qualidade, com custos controlados e conhecidos.” (CAIXETA, 2007, p.211). Com a abertura de mercados ao comércio internacional, migração de capitais, uniformização e expansão tecnológica, avanço do comércio eletrônico 34 e expansão dos meios de comunicação, percebe-se que há uma constante mudança nos hábitos e conceitos, procedimentos e instituições. Globalização implica na uniformização de padrões econômicos e culturais em âmbito mundial. O mundo passou a ser visto como uma referência para obtenção de mercados, locais de investimento e fontes de matériasprimas. (POZO, 2002). Nesse universo de crescentes exigências em termos de produtividade e de qualidade do serviço oferecido aos clientes, as organizações passaram a se preocupar mais com a qualidade do fluxo de bens dentro do processo produtivo, com o objetivo de atender bem ao cliente e consequentemente fidelizá-lo, mas para isso houve a necessidade de mudarem suas estratégias. Uma das soluções encontradas para amparar tais mudanças foi à logística empresarial. (POZO, 2002). De acordo com Pozo (2002), logística empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável. Segundo Ribeiro e Gomes (2004), logística empresarial é o processo de gerenciar estrategicamente a aquisição, movimentação e armazenamento de materiais, peças e produtos acabados, sua distribuição, pela organização e pelos seus canais de marketing de modo a poder maximizar as lucratividades presentes e futuras por meio de atendimento dos pedidos a baixo custo. Porém, atualmente, somente a logística não basta para conquistar e fidelizar o mercado consumidor há uma mudanças na visão de consumo na sociedade moderna, qual tem-se preocupado com as questões que tratam do equilíbrio ambiental. 2.10.5 Logística integrada De acordo com Bowersox e Closs (2001), a logística integrada é vista como a competência que vincula a empresa a seus clientes e fornecedores. As informações recebidas de clientes e sobre eles fluem pela empresa na forma 35 de atividade de vendas, previsões e pedidos. As informações são filtradas em planos específicos de compra e de produção. No momento do suprimento de produtos e materiais, é iniciado um fluxo de bens de valor agregado que resulta na transferência de propriedade de produtos acabados aos clientes. Logística integrada é a gestão do planejamento, operação e controle de todo o fluxo de mercadorias e informações desde a fonte fornecedora até o consumidor. (DIAS, 2005). 2.10.6 Logística verde Conforme Donato (2008), a preservação do meio ambiente também está diretamente ligada aos diversos sistemas logísticos. Surgindo assim a Logística Verde ou Ecologística entre o final do século XX e inicio do XXI. A logística Verde ou Ecologística é a parte da logística que se preocupa com os aspectos e impactos ambientais causados pela atividade logística. Por se tratar de uma ciência em desenvolvimento ainda existe uma grande confusão conceitual a respeito deste conceito. Muitas pessoas confundem logística verde com logística reversa. Conforme Donato (2008), alguns fatores que deu início a movimentação da logística verde, tais como: a) a crescente poluição ambiental decorrente da emissão dos gases gerados pela combustão incompleta dos combustíveis fósseis durante os diversos sistemas de transportes; b) a crescente contaminação dos recursos naturais como consequência de cargas desprotegidas, tais como: caminhões com produtos químicos que acidentam e contaminam rios, navios petroleiros que contaminam os oceanos; c) movimentação e armazenagem destacou-se como fator de extrema importância que forma os impactos causados por vazamento dos diversos produtos contidos através de rompimento dos diques de contenção, utilizados pela armazenagem de resíduos da atividade produtiva (mineração e celulose); d) a necessidade de desenvolvimento de projetos adequados à efetiva necessidade do produto contido, de forma a evitar qualquer ações 36 geradas pelo transporte ou armazenagem não causem avarias à embalagem em produtos químicos, petroquímicos, defensivos agrícolas e farmacêuticos. O objetivo principal da logística verde é o de atender aos princípios de sustentabilidade ambiental como o da produção limpa, onde a responsabilidade é do começo ao fim, ou seja, quem produz deve se responsabilizar- se também pelo destino final dos produtos gerados, de forma a reduzir o impacto ambiental que eles causam. Assim, as empresas devem organizar canais reversos, retorno de materiais após seu ciclo de utilização, para terem a melhor destinação, seja por reparo, reutilização ou reciclagem. A logística verde será um referencial importante para as empresas que queiram ter um diferencial competitivo no mercado. (DONATO, 2008). Um dos desafios dos empresários que atuam na logística verde é construir um modelo de distribuição reversa com parte da cadeia de distribuição direta, pois com a rapidez que um produto é lançado no mercado, o rápido avanço da tecnologia, juntamente com um grande fluxo de informações, a alta competitividade das empresas e o crescimento da consciência ecológica quanto às consequências provocadas pelos produtos e seus descartes no meio ambiente, com isso estão contribuindo para conscientização da adoção de novos comportamentos por parte das organizações e da sociedade. (DONATO, 2008). 2.10.7 Logística reversa As diversas definições e citações de logística reversa revelam que o conceito ainda está em evolução, em face das novas possibilidades de negócios relacionadas com o crescente interesse empresarial, além daqueles em pesquisas, na última década, (SOUZA; FONSECA, 2011). Logística reversa é uma perspectiva de logística de negócios, o qual refere-se ao papel da logística no retorno de produtos, redução na fonte, reciclagem, substituição de materiais, reuso de materiais, disposição de resíduos, reforma reparação e remanufatura. (STOCK,1998, p.20). Rogers e Tibben-Lembke (1999), adaptando a definição de logística do Council of Logistics Management (CLM), definem a logística reversa como: o 37 processo de planejamento, implementação e controle da eficiência e custo efetivo do fluxo de matérias-primas, estoques em processo, produtos acabados e as informações correspondentes do consumo para o ponto de origem com o propósito de recapturar o valor ou destinar à apropriada disposição. Lacerda (2000), define que logística reversa pode ser entendida como sendo o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo de matérias-primas, estoque em processo e produtos acabados (e seu fluxo de informação) do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recapturar valor ou realizar um descarte adequado. A logística reversa trata dos aspectos de retornos de produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo. Esse processo já ocorre há alguns anos nas indústrias de bebidas (retorno de vasilhames de vidro) e distribuição de gás de cozinha com a reutilização de seus vasilhames, isto é, o produto chega ao consumidor e a embalagem retorna ao seu centro produtivo para que seja reutilizada e volte ao consumidor final em um ciclo contínuo. (DONATO, 2008). Processo da logística reversa movimenta materiais reaproveitados que retornam ao processo tradicional da produção. A logística reversa é composta por uma serie de atividades que a empresa tem que realizar para atendê-la, como por exemplo: coletas, embalagens, separações e expedições até os locais de reprocessamento das matérias, quando necessários. (GONÇALVES; MARTINS, 2006). O processo de logística reversa tem que ser sustentável, pois trata de questões muito mais amplas do que simples devoluções. Os materiais envolvidos nesse processo geralmente retornam ao fornecedor, são revendidos, recondicionados, reciclados, ou simplesmente, são descartados e substituídos. Os clientes valorizam empresas que possuem políticas de retorno de produtos, pois lhes garantem o direito de devolução ou troca de produtos. (GONÇALVES; MARTINS, 2006). Segundo Barbieri e Dias (2002), a logística reversa deve ser concebida como um dos instrumentos de uma proposta de produção e consumo sustentável, por exemplo, se o setor responsável desenvolver critérios de avaliação ficará mais fácil recuperar peças, componentes e embalagens reutilizáveis e reciclá-los. 38 A importância da logística reversa está relacionada, além da contribuição para a preservação do meio ambiente, também como a redução de custos e matérias na produção, acionando assim, a satisfação do seu consumidor a preços competitivos e respeitando as legislações ambientais cada vez mais rígidas. (SINNECKER, 2007). O estudo da logística reversa tornou-se relevante em função do crescimento da frequência das operações reversas nos últimos tempos, as empresas e a sociedade passaram a dar atenção especial para este tema, tendo em vista a vantagem competitiva. Conforme levantamentos efetuados é possível concluir os seguintes fatos de acordo com Leite (2003): a) a devolução de mercadorias tem se tornado uma prática comum dos clientes de varejo, visto seu alto nível de exigência; b) os produtos tornam-se obsoletos cada vez mais rápido devido ao avanço tecnológico, o que obriga as empresas a eliminarem tais produtos da forma mais econômica possível; c) as possibilidades de reutilização de materiais por meio da reciclagem, recondicionamento ou outro tipo de reaproveitamento, para a produção de novos produtos com menores custos; d) economia de recursos, gerando ganhos financeiros. 2.10.7.1 O âmbito econômico e social da logística reversa A importância da logística reversa pode ser vista em dois grandes âmbitos: o econômico e o social. O econômico refere-se aos ganhos financeiros obtidos a partir de práticas que envolvem a logística reversa. Por exemplo, uma empresa pode reduzir seus custos reutilizando materiais que seriam descartados pelos clientes finais, como retorno de revistas que não foram vendidas. Após a triagem, voltam às bancas como promoções. O âmbito social diz respeito aos ganhos recebidos pela sociedade. Por exemplo, ao se depositar menos lixo em aterros sanitários, adotando-se a reciclagem, reduz-se a chance de contaminação de lençóis freáticos e elimina a possibilidade de corte de árvores. 2.10.7.2 A logística reversa e o meio ambiente 39 No Brasil, a legislação exige o retorno de produtos considerados perigosos após o término da vida útil, por conter metais pesados, tais como pilhas e baterias, e de produtos considerados problemáticos, devido às poucas opções de tratamento, como pneus. Nestes casos a responsabilidade pela logística e pelo tratamento dos resíduos é do fabricante. Preocupadas com as questões ambientais, as empresas estão cada vez mais acompanhando o ciclo de vida de seus produtos. Isto torna-se cada vez mais claro quando se observa um crescimento considerável no número de empresas que trabalham com reciclagem de materiais. Um exemplo dessa preocupação é o projeto Replaneta, que consiste em coletas de latas de alumínio e garrafas PET, para posterior reciclagem, e que tem como bases de sustentação para o sucesso do negocio a automação e uma eficiente operação de logística reversa. As novas regulamentações ambientais, em especial as referentes aos resíduos, vem obrigando a logística a operar nos seus cálculos com os custos e os benefícios externos. E, em função disso, entende-se que a logística pode ser vista como um novo paradigma no setor. (COELHO, 2009). Existe uma clara tendência de que a legislação ambiental caminhe no sentido de tornar as empresas cada vez mais responsáveis por todo ciclo de vida de seus produtos. Isto significa ser legalmente responsável pelo seu destino após a entrega dos produtos aos clientes e do impacto que estes produzem no meio ambiente. Um segundo aspecto diz respeito ao aumento de consciência ecológica dos consumidores que esperam que as empresas reduzam os impactos negativos de sua atividade ao meio ambiente. Isto tem gerado ações por parte de algumas empresas que visam comunicar ao público uma imagem institucional ecologicamente correta. (LACERDA, 2002). 2.10.7.3 Logística reversa: sinônimo de ciclo de vida Por traz do conceito de logística reversa está um conceito mais amplo que é o do ciclo de vida. A vida de um produto, do ponto de vista logístico, não termina com sua entrega ao cliente. Produtos se tornam obsoletos, danificados, ou não funcionam e deve retornar ao seu ponto de origem para serem adequadamente descartados, reparados ou reaproveitados, danificados ou 40 absoletos dos pontos de consumo até os locais de reprocessamento, revenda ou de descarte. Do ponto de vista financeiro, fica evidente que além dos custos de compra de matéria-prima, de produção, de armazenagem e estocagem, o ciclo de vida de um produto inclui também outros custos que estão relacionados a todo o gerenciamento do seu fluxo reverso. Do ponto de vista ambiental, esta é uma forma de avaliar qual o impacto que um produto sobre o meio ambiente durante toda a sua vida. Esta abordagem sistêmica é fundamental para planejar a utilização dos recursos logísticos de forma a contemplar todas as etapas do ciclo de vida dos produtos. Neste contexto, pode-se então definir logística reversa como sendo o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo de matériasprimas, estoque em processo e produtos acabados (e seu fluxo de informação) do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recapturar valor ou realizar um descarte adequado. (LACERDA, 2002). Figura 9: Processo logístico direto e reverso Materiais novos Processo Logístico Direto novis Suprimento Materiais reaproveitados Produção Distribuição Processo Logístico Reverso Fonte: Adaptado de Lacerda (2002). novis O processo de logística reversa gera materiais reaproveitados que retornam ao processo tradicional de suprimento, produção e distribuição, conforme indicado na figura 9. Este processo é geralmente composto por um conjunto de atividades que uma empresa realiza para coletar, separar, embalar e expedir itens usados, medicamentos, dar destinação final e adequada aos produtos que 41 estiverem sendo comercializados na rede de farmácia no Estado do Paraná, que estejam com seus prazos de validade vencidos ou fora de condições de uso. 2.10.7.4 A logística reversa como forma de diferencial competitivo. A utilização da logística reversa como forma de diferencial é importante para a empresa. A obtenção de vantagem competitiva é um dos principais fatores que levam as organizações a implementarem o processo reverso de distribuição. Mudanças no comportamento de consumo das pessoas também têm contribuído para a incorporação da logística reversa por parte da empresa. Além deste aumento da eficiência e da competitividade das empresas, a mudança na cultura de consumo por parte dos clientes também tem incentivado a logística reversa. Os consumidores estão exigindo um nível de serviço mais elevado das empresas e estas, como forma de diferenciação e fidelização dos clientes, estão investindo em logística reversa. (CHAVES; MARTINS, 2005). Empresas que possuem um processo de logística reversa, bem gerido, tendem as e sobressair no mercado, uma vez que estas podem atender seus clientes de forma melhor e diferenciada de seus concorrentes (BARBOSA, 2009). As empresas que se anteciparem quanto à implementação da logística reversa em seus processos irá se destacar no mercado. Passará para a sociedade uma imagem de empresa corretamente ecológica, inovará na revalorização de seus produtos e irá explorar produtos e materiais de pósvenda e pós-consumo, agregando valor a estes. 2.11 Reciclagem Segundo Razzolini e Berté (2009), a reciclagem pode ser definida como uma atividade de recuperação de materiais descartados que podem ser transformados novamente em matéria prima para a fabricação de novos produtos. Também se denomina reciclagem o retorno da matéria prima ao ciclo de produção, além de designar, genericamente, o conjunto de operações 42 envolvidas para esse retorno, é importante esclarecer que, na maior parte dos processos de reciclagem, o produto reciclado é absolutamente diferente do produto original e também não pode ser reutilizado para compor o mesmo produto que lhe deu origem (alimentos, somente são aceitos materiais virgens como embalagem). Basicamente, a reciclagem pode se dividida em etapas, ou técnicas, com a finalidade de aproveitar os resíduos. Essas etapas podem ser divididas em: coleta, separação, revalorização e transformação. Reciclar significa Re (repetir) + Cycle (ciclo). De acordo com Simplício, Ribeiro e Rey (2008), a reciclagem tornou-se importante em muitas partes do mundo como, por exemplo, na cultura norte americana, onde na década de 40 vários produtos eram reciclados para suportar o período da guerra. Com economia dos anos pós-guerra voltou o aumento do consumo e a falta de conscientizar e racionalizar os recursos naturais. Nos anos 70 voltou a ideia de reciclagem e que atualmente vem crescendo a cada ano, não só da sociedade como das indústrias. Essa prática se atribuiu através das leis ambientais presente em determinados processos industriais. A reciclagem é o termo genericamente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são o papel, o vidro, o metal e o plástico. As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita de tratamento final, como aterramento, ou incineração. (COMPAM, 2009). Reciclagem é o processo pela qual passa um mesmo material já utilizado para fazer o mesmo produto ou um produto equivalente. A reciclagem é a transformação dos resíduos (o que resta) das embalagens, depois de terem sido separados por famílias de materiais (papel, metal, plástico e vidro) em novos objetos, que podem ou não voltarem a ser embalagens. Esta transformação faz-se através da utilização desses resíduos, substituindo-os por materiais novos no processo de produção. (BARBOSA, 2009). Segundo Barbosa (2009), os resíduos são resultados de processos de diversas atividades, tais como: 43 a) industrial; b) doméstica; c) hospitalar; d) comercial; e) agrícola; f) serviços. Tais resíduos pode apresentar-se em três estágios: sólido, gasoso e líquido. Está incluso nesta definição todos os resíduos que restam dos sistemas de tratamento de água, os gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição e determinados líquidos, cujas particularidades tornam inviável seu lançamento na rede pública de esgoto ou rios. Para o fim de tratar e preservar existe soluções técnicas e economicamente viáveis de acordo com a melhor tecnologia disponível. (BARBOSA, 2009). 2.11.1 Etapas da reciclagem Segundo Batista e Pagliuso (2006), a caracterização das etapas do processo de reciclagem, considerando as atividades que cada uma delas compreende, pode ser descrita da seguinte maneira: a) coleta: é a atividade de recolhimento dos materiais, nos locais onde são depositados ou descartados pelos consumidores ou usuários; b) separação: atividade de triagem dos materiais por seus tipos (plástico, vidro, metal, madeira, papel etc.); c) revalorização: etapa intermediária em que os materiais separados são preparados para serem transformados em novos produtos; d) transformação: é o processamento dos materiais revalorizados para a geração de novos produtos/insumos destinados a novos ciclos produtivos. Para compreender a reciclagem, é importante alterar o conceito que se tem de lixo, de algo sujo e inútil em sua totalidade. O primeiro passo é perceber que o lixo, quando encaminhado ao processo de tratamento correto, é fonte de riqueza. Para tanto, necessita que se faça uma separação de materiais, (BATISTA; PAGLIUSO, 2006). 44 2.11.2 Tipos de reciclagem Segundo a empresa COMPAM (2009), os principais tipos de reciclagem são: a) metal: são muito utilizados em equipamentos, estruturas e embalagens devido sua elevada durabilidade, resistência e facilidade de conformação, separam-se as sucatas em ferrosos e não ferrosos; b) papel: a reciclagem de papel é utilizada na transformação de novas folhas de papel comercialmente vendidas e são cortadas em tamanhos pré-definidos. Os mais comuns são carta e A4, usados em escritórios e tarefas escolares. As gráficas também usam papel em tamanho A3, principalmente para confecção de cartazes; c) plástico: vem das resinas derivadas do petróleo e pertence ao grupo dos polímeros (moléculas muito grandes, com características especiais e variadas). A palavra plástica tem origem grega e significa aquilo que pode ser moldado. Além disso, uma importante característica do plástico é manter a sua forma após a moldagem; d) vidro: o caco funciona como matéria prima já balanceada, podendo substituir o feldspato que tem função fundente, pois o caco precisa de menos temperatura para fundir. Os cacos devem ser separados por cor (transparente, marrom e verde). (COMPAM, 2009). 2.11.3 Benefícios da reciclagem Os resultados da reciclagem são expressivos tanto no campo ambiental, como nos campos econômico e social. No meio-ambiente a reciclagem pode reduzir a acumulação progressiva de resíduos na produção de novos materiais, como por exemplo o papel, que exigiria o corte de mais árvores; as emissões de gases como metano e gás carbônico; as agressões ao solo, ar e água; entre outros tantos fatores negativos. (CALVALCANTE, 1995). 45 No aspecto econômico a reciclagem contribui para o uso mais racional dos recursos naturais e a reposição daqueles recursos que são passíveis de reaproveitamento. No âmbito social, a reciclagem não só proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas, através das melhorias ambientais, como também tem gerado muitos postos de trabalho e rendimento para pessoas que vivem nas camadas mais pobres. De acordo com Cavalcante (1995), a reciclagem oferece os seguintes benefícios: a) contribui para diminuir a poluição do solo, água e ar; b) melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população; c) prolonga a vida útil de aterros sanitários; d) melhora a produção de compostos orgânicos; e) gera empregos para a população não qualificada; f) gera receita com a comercialização dos recicláveis; g) estimula a concorrência, uma vez que os produtos gerados a partir dos reciclados são comercializados em paralelos àqueles gerados a partir de matérias primas virgens; h) contribui para a valorização da limpeza pública e para formar uma consciência ecológica. A reciclagem é indispensável e beneficia não só ao meio ambiente como também ás empresa que as realizam gerando assim um lucro onde antes não existia. Poupar e preservar os recursos naturais reduzindo o volume de resíduos a ser tratado e descartado. Algumas indústrias brasileiras vêm praticando a reciclagem de seus próprios resíduos, buscando diminuir o impacto ambiental e reduzir os custos produtivos. (PIVA; WIEBECK, 2004). 2.11.4 Símbolo da reciclagem Conforme Saldanha (2009), com a conscientização ambiental crescente entre os consumidores, surgiu uma ideia de uma empresa de Chicago, a Container Corporation of America, a patrocinar um concurso nacional para estudantes de arte e design com o objetivo de encontrar o símbolo definitivo para o movimento. 46 Poucos podiam imaginar que o símbolo, ganhador de um concurso de ideias patrocinado por essa empresa, terminaria por se converter em um dos mais difundidos e conhecidos da história. (SALDANHA, 2009). O ganhador do concurso, no qual se apresentaram mais de 500 propostas, foi um jovem de 23 anos, estudante da University of Southern Califórnia, Gary Anderson. A grande sacada das três flechas, ou do anel que nunca termina, é que foi criado sobre a faixa Möbius, um signo conceitual matemático que revela duas faces e sugere eterna continuidade. (SALDANHA, 2009). Figura 10: Símbolo da Reciclagem Fonte: Pixabay, 2011. O símbolo mundial da reciclagem é um triângulo, formado por três setas no sentido horário. A primeira seta representa a indústria, que produz um determinado produto. A segunda refere-se ao consumidor, que utiliza o item. A terceira seta representa a reciclagem, que permite a reutilização da matéria prima. 47 2.12 Gestão de custos De acordo com Dutra (2003), custos é a parcela do gasto que é aplicada na produção ou em qualquer outra função de custo, gasto esse desembolsado ou não. Custo é o valor aceito pelo comprador por adquirir um bem ou é a soma de todos os valores agregados ao bem desde sua aquisição, até que atinja o estágio de comercialização. De acordo com Crepaldi (2004), qualquer que seja o sistema, necessita da distinção entre custos e despesas. Teoricamente, a distinção é fácil: custos são gastos (ou sacrifícios econômicos) relacionados com a transformação de ativos (exemplo: consumo de matéria prima ou pagamento de salários), despesas são gastos que provocam redução do patrimônio (exemplo: impostos, comissões de vendas etc.). E gastos é o termo genérico que pode representar tanto um custo como uma despesa, é o compromisso financeiro assumido por uma empresa na aquisição de bens e serviços. 2.12.1 Tipos de custos 2.12.1.1 Custos diretos Conforme Crepaldi (2004), custos diretos são os que podem ser diretamente (sem rateio) apropriados aos produtos, bastando existir uma medida de consumo (quilos, horas de mão-de-obra ou de máquina, quantidade de força consumida etc.) de maneira geral, associam-se a produtos e variam proporcionalmente a quantidade produzida. Custos diretos são os custos que se pode apropriar diretamente aos produtos, e variam com a quantidade produzida, sem ele o produto não existiria. Sua apropriação pode ser direta, bastando existir uma medida de consumo, como Kg, horas máquina, horas homens trabalhadas etc. (CREPALDI, 2004). 2.12.1.2 Custos indiretos 48 De acordo com Crepaldi (2004), custos indiretos são os que, para serem incorporados aos produtos, necessitam da utilização de algum critério de rateio. Exemplos: aluguel, iluminação, depreciação, salário de supervisores etc. Custos indiretos são os que não se pode identificar diretamente com os produtos e necessita de rateios para fazer a apropriação. É todo custo que não está vinculado diretamente ao produto, mas ao processo produtivo. A soma dos custos indiretos é chamada de custos indiretos de fabricação, gastos gerais de fabricação ou despesas indiretas de fabricação. (CREPALDI, 2004). Quando a empresa fabrica apenas um único produto, todos os custos são considerados diretos em relação a esse produto, não havendo, portanto, custos indiretos. Rateio dos custos indiretos de fabricação é um artifício empregado para distribuição dos custos, ou seja, é o fator pelo qual divide-se os custos indiretos de fabricação. (CREPALDI, 2004). Os custos indiretos, para serem incorporados aos produtos, obedecem a uma mecânica de apropriação de um processo de rateio. Exemplo de bases utilizadas: unidades produzidas; horas da mão-de-obra direta; horas de uso direto das máquinas; valor (custo) da mão-de-obra direta; matéria-prima consumida; horas diretas de serviços prestados; hora de energia elétrica, m 3 de ar comprimido e número de funcionários. A escolha da base deve ser feita em função do recurso mais utilizado na produção. (CREPALDI, 2004). Na prática, a separação de custos em diretos e indiretos, além de sua natureza, leva em conta a relevância e o grau de dificuldade da medição. Por exemplo: o gasto de energia elétrica é, por sua natureza, um custo direto, porém devido às dificuldades de medição do consumo por produto e ao fato de que o valor obtido com sua medição rigorosa, quase sempre é considerado como custo indireto de fabricação. (CREPALDI, 2004). 2.12.1.3 Custos fixos Segundo Crepaldi (2004), custos fixos são aqueles cujo total não varia proporcionalmente ao volume produzido. Por exemplo: aluguel. Um aspecto importante a ressaltar é que os custos fixos dentro de determinada faixa de produção em geral, não são sempre fixos, podendo variar em função de 49 grandes oscilações no volume de produção. É um custo fixo no total, mas variável nas unidades produzidas. Quanto mais produzir, menor será o custo por unidade. 2.12.1.4 Custos variáveis De acordo com Crepaldi (2004), custos variáveis são os que variam proporcionalmente ao volume produzido. Exemplo: matéria prima, embalagem. 2.12.1.4.1 Custos semi-variáveis ou semi-fixo Custos semi-variáveis ou semi-fixo é o custo que varia em função do volume de produção ou venda, mas não exatamente nas mesmas proporções. São considerados fixos até uma determinada parcela, e a partir deste ponto passam a ser variáveis. (CREPALDI, 2004). 2.13 A importância da logística reversa para redução de custos no processo produtivo. Com a logística reversa, as empresas criam uma imagem diferenciada, com novas oportunidades de lucros através da introdução das preocupações ambientais em sua estratégia corporativa e buscam constantemente por produtos e processos de menor impacto ambiental e de acordo com o desenvolvimento sustentável (LEITE, 2000). Brito e Dekker (2003), indicam quatro processos principais envolvidos no canal reverso de revalorização, que são: coleta, inspeção, seleção / classificação, recuperação direta ou redistribuição, que inclui revenda e reuso, recuperando maior valor do produto, e reprocessamento, que inclui reparo, reforma, remanufatura, restauração, reciclagem, incineração e descarte, recuperando, nessa ordem, menores valores do produto. De acordo com Lacerda (2000), as iniciativas relacionadas a logistica reversa tem trazido consideráveis retornos para as empresas, como economia com a utilização de embalagens retornáveis ou reaproveitamento de materiais. 50 Esta atitude no processo de produção tem trazido ganhos que estimulam cada vez mais novas iniciativas, pois os esforços para o desenvolvimento e melhoria nos processos de logística reversa, além de proporcionar a redução dos custos, podem produzir, também, retornos consideráveis, que justificam os investimentos realizados. A logística reversa tornou-se um assunto prioritário nos negócios da empresa, devido ao seu potencial de incremento simultâneo entre a satisfação do cliente e a rentabilidade da empresa. (MINAHAN, 1998). Um programa bem estruturado de logística reversa pode proporcionar a geração de informações valiosas, como exemplo: a identificação de padrões de defeitos ou áreas problemáticas da empresa, que podem estar resultando numa diminuição dos volumes de lucros, além de informações sobre o comportamento do consumidor e atendimento das suas expectativas ou até mesmo, se é o momento de retirar um produto de linha, devido a insatisfação por parte dos clientes. (DAUGHERTY et al., 2002). Rogers e Tibben-Lembke (1998) e Muller (2005), citam algumas razões para que as empresas criem condições para a implantação da logistica reversa: a) a legislação ambiental incumbe às empresas de receberem de volta materiais com vida útil vencida, e encaminhá-los a um descarte adequado; b) benefícios econômicos: a reutilização de uma matéria prima com baixo custo gera dividendos de produtividade extra, flexibilizando a produção e diminuindo os custos com o correto descarte do lixo; c) conscientização ambiental dos consumidores; d) razões de mercado: ter um diferencial nos produtos; e) limpeza no fluxo de distribuição; f) obtenção de margem de lucro segura; g) busca de valores e manutenção de ativos. De acordo com Kim (2001), a gestão de retorno de produtos é mais do que decidir o que fazer com ele, envolve a captura de informações que permitam entender os motivos do seu retorno e com isto atuar sobre as causas da insatisfação dos clientes contribuindo para reduzir os retornos futuros, além de que um processo rápido e eficiente para os clientes aumenta a credibilidade. 51 Estas informações podem ajudar tanto na fabricação, na embalagem e nas ações de marketing (promoções com produtos de retorno em determinados mercados e melhoria do produto/serviço). Para aproveitar o retorno de produtos do mercado de forma sincronizada e fazer ações de promoções específicas em certos mercados é necessário disponibilizar e sincronizar as informações para o marketing, isto pode ser feito através de um adequado gerenciamento da cadeia reversa, de modo que seja feito no menor tempo possível, reduzindo a perda de valor do produto por conta da depreciação de mercado e pelo aumento da eficiência. De acordo com Costa e Valle (2006), as atividades da logística reversa obtém o melhor reaproveitamento de produtos usados por meio da utilização do fluxo reverso podem agregar valor ao produto no mercado, pela imagem corporativa associada ao respeito ao meio ambiente, além de captar oportunidades econômicas para o processo produtivo, como a redução de compra de matéria prima virgem. Outros pontos a serem lembrados e que podem impulsionar a aplicação da logística reversa são: a) os custos de descarte em aterros sanitários que têm aumentado; b) considerações econômicas e ambientais estão forçando as empresas a utilizarem embalagens retornáveis; c) a maior consciência das empresas com relação a todo o ciclo de vida de seus produtos, ou seja, ser legalmente responsável pelo seu destino após a entrega dos produtos ao cliente, evita a geração de impacto negativo ao meio ambiente; d) a matéria-prima nova está se tornando menos abundante, e consequentemente, mais cara; e) as economias geradas para ás empresas devido ao reaproveitamento de materiais e componentes secundários, além de apresentar diferenciação em serviço ao cliente à medida que o fabricante tem políticas mais liberais de retorno de produtos, apresenta uma vantagem em relação à concorrência; f) há eliminação de produtos que se tornam obsoletos devido ao alto grau de desenvolvimento tecnológico; 52 g) face às regulamentações, muitas empresas são obrigadas a recolherem seus produtos quando os mesmos atingem o final da vida útil; h) as empresas devem desenvolver produtos amigáveis ao meio ambiente, i) técnicas para recuperação de produtos e gerenciamento do desperdício devem ser desenvolvidas. A logística reversa pode trazer ganhos diretos às empresas por meio da recuperação de produtos e redução de custos com o descarte adequado de materiais usados. Como exemplo: os equipamentos eletrônicos, que, normalmente, têm vida útil bastante curta, devido ao acelerado avanço tecnológico. Seus componentes, no entanto, podem ser reutilizados. A competição de mercado tem levado as empresas a desenvolverem o processo de recuperação de produtos objetivando evitar que terceiros tomem ciência sobre sua tecnologia de produção ou, até mesmo, para afastar a possibilidade de surgimento de novos competidores no mercado, situação que pode levar à redução do faturamento. Um exemplo são as empresas de telefonia móvel situadas no Brasil, que por meio de suas revendas, oferecem a troca do aparelho telefônico usado por um novo, pagando ao cliente somente a diferença de preço entre os aparelhos. Segundo o Conselho de Gestão da Logística (1993), a estruturação de um canal de distribuição reverso para o reaproveitamento de metais ferrosos e não ferrosos, papéis e gorduras de restaurantes foi realizada devido aos ganhos apresentados aos agentes envolvidos. Algumas empresas estão praticando o processo de recuperação de produtos para prevenir-se contra futuras imposições governamentais. Deste modo, não estarão despreparadas ao ter que cumprir alguma lei, e, consequentemente, não irão efetuar gastos inesperados para atender às exigências impostas. Conforme menciona Stock (1998), toda empresa, independentemente do ramo, tamanho, tipos de produtos ou localização geográfica, pode beneficiar-se do planejamento, implementação e controle de atividades da logística reversa, mesmo que não haja imposição governamental. 53 Como podem ser observados, os fatores econômicos apresentam-se por meio de ganhos diretos e indiretos, os quais segundo Stock (1998), são: a) ganhos diretos: reaproveitamento de materiais, redução de custos, adição de valor na recuperação; b) ganhos indiretos: antecipação à imposições legislativas, proteção contra a competição de mercado, imagem corporativa associada à proteção ambiental, melhoria de relacionamento fornecedor/cliente. A logística torna-se, neste momento, uma ferramenta importante na busca desta vantagem competitiva, contribuindo para minimizar os custos operacionais, controlando a produção, auxiliando nas tomadas de decisões e fazendo com que as organizações busquem conhecimento no processo de informação, contribuindo assim para a eficiência na cadeia de suprimentos, maximizando o lucro e fidelizando clientes (KOTLER; KELLER, 2006). O bom controle sobre o ciclo de vida do produto requer um bom sistema de gestão para possibilitar um controle eficaz deste ciclo Trigueiro (2003). O gerenciamento do retorno dos bens e materiais dentro da cadeia é fator decisivo para a otimização do ganho financeiro sobre esses produtos. Há possibilidade de este ser um dos benefícios proporcionados pela logística reversa. (KOTLER; KELLER, 2006). Ganhos financeiros e logísticos são apenas um dos benefícios que a logística reversa é capaz de proporcionar. Somem-se também os ganhos à imagem institucional da companhia por adotar uma postura ecologicamente correta, atraindo a atenção e preferência não só dos clientes, mas dos consumidores finais. (MIGUEL NETTO, 2004). As iniciativas relacionadas à logística reversa têm trazido consideráveis retornos para as empresas (LACERDA, 2002). A implementação da logística reversa pode reverte grandes benefícios às organizações, tanto no aspecto econômico como também à imagem institucional dentro do ambiente na qual a mesma está inserida, pois reflete a preocupação com o meio-ambiente e a sociedade. De acordo com Lacerda (2002), economias com a utilização de embalagens retornáveis ou com o reaproveitamento de materiais para produção têm trazido ganhos que estimulam cada vez mais novas iniciativas. O reaproveitamento de materiais é um dos processos que fazem parte da 54 dinâmica da logística reversa, e é um dos aspectos que mais possibilidades possuem para se agregar valor aos materiais retornáveis no processo inverso. A cada dia que passa a logística reversa, ainda pouco explorada no país, ganha força e espaço no mercado, seja pelo importante apelo ambiental ou pela redução potencial de custos. (CARDOSO, 2006, apud RAZZOLINI; BERTÉ, 2009, p. 57). Bronoski (2003), afirma que “a logística reversa se aplicada tanto como um fator de redução de custos na cadeia produtiva como um meio de preservação ambiental.” Com a otimização no uso dos produtos e matériasprimas, e a reutilização, proporcionam melhores resultados econômicos para as organizações e causam menos impactos ao meio ambiente. O foco econômico-financeiro é retratado pelo autor Cardoso da seguinte forma: (...) visa recuperar custos de produção por meio de retorno de produtos pós-consumo para a cadeia de abastecimento, em virtude de escassez e ou encarecimento de matérias-primas. Entre os segmentos industriais que já praticam a logística reversa para resíduos, subprodutos e embalagens, destacam-se as industrias de componentes eletrônicos, as montadoras automobilísticas e a industria de cosméticos. Em alguns países, isso já é prática bastante difundida e os resultados obtidos com a logistica reversa são expressivos. (CARDOSO, 2006, apud RAZZOLINI; BERTÉ, 2009, p.59). Ainda segundo Cardoso (2006), os gestores buscarão soluções nos sistemas logísticos inversos, o que promoverá ainda mais essa área. Outra colocação do autor é em relação a relevância das atividades de logística reversa na cadeia de suprimentos para agregar valor aos seus produtos e marca e primordialmente na diminuição dos custos diretos. 55 CAPÍTULO III A PESQUISA 3 INTRODUÇÃO A logística reversa trata dos aspectos de retornos de produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo. Esse processo já ocorre há alguns anos nas indústrias de bebidas (retorno de vasilhames de vidro) e distribuição de gás de cozinha com a reutilização de seus vasilhames, isto é, o produto chega ao consumidor e a embalagem retorna ao seu centro produtivo para que seja reutilizada e volte ao consumidor final em um ciclo contínuo. (DONATO, 2008) A importância da logística reversa está relacionada, além da contribuição para a preservação do meio ambiente, também com a redução de custos e materiais na produção, acionando assim, a satisfação do seu consumidor a preços competitivos e respeitando as legislações ambientais cada vez mais rígidas. (SINNECKER, 2007) Com objetivo de verificar a importância do processo da Logística Reversa no tocante à redução dos custos, foi realizada uma pesquisa de campo no período de fevereiro a outubro de 2012 na Promilat Ltda – Promissão SP. A Promilat, Indústria e Comércio de Laticínios, está localizada no município de Promissão, no noroeste do estado de São Paulo. A matéria-prima é o leite in natura, a qual chega ao laticínio por meio de caminhões-tanque rodoviários, que captam o produto em propriedades rurais conveniadas com a empresa. Ao chegar, o leite é analisado para ser processado e transformado em produtos. Os produtos da Promilat são distribuídos em São Paulo capital e em alguns comércios da região. A empresa trabalha com um variado portfólio de produtos para atender a rede Habib’s e também ao mercado de varejo na região, investindo cada vez mais na qualidade de seus produtos para garantir a satisfação do cliente e conquistar novos mercados. Para realização da pesquisa utilizou-se dos seguintes métodos e técnicas: 56 Método de Estudo de caso: foram analisados os aspectos voltados à Logística Reversa e a redução de custos. Método de Observação Sistemática: foram observados e analisados os procedimentos aplicados no setor de produção no tocante a Logística Reversa e os custos como suporte para o desenvolvimento do estudo de caso. Método histórico: foram observados os dados e a evolução histórica da empresa Promilat Ltda. para o desenvolvimento do estudo de caso. Técnicas: Roteiro de estudo de caso (APÊNDICE A) Roteiro de observação sistemática (APÊNDICE B) Roteiro do histórico da Promilat Ltda (APÊNDICE C) Roteiro de entrevista para o gerente de produção (APÊNDICE D) Segue relato e discussão da pesquisa. 3.1 Relato e discussão sobre logística reversa na Promilat – Promissão-SP. O processo de produção do requeijão na Promilat é de certo modo ainda bastante artesanal carecendo ainda de estudos. O estudo realizado de fevereiro a outubro de 2012, revelou a real necessidade de implantação do processo logístico reverso na Promilat, com finalidade de reduzir custos na produção do requeijão, bem como contribuir na conservação do meio ambiente na busca. Notou-se, que as embalagens utilizadas para o comercialização do produto são de grande impacto ao meio ambiente apesar do material PEAD com que as mesmas são fabricadas. A empresa já trabalha com embalagens que utilizam bem menos plástico conhecida como Bag a qual tem um custo bastante atraente. A empresa também utiliza caixas plásticas que comportam os Bags até o consumidor final, que após serem entregues ao cliente as mesmas retornam a central de produção para recomeçar o ciclo reverso novamente. As empresas socialmente responsáveis preocupadas com a preservação e interessadas em competir no mercado externo, trabalham cada vez mais para se adaptar a produção limpa. Este movimento provoca um efeito cascata, pois elas passam a exigir cada 57 vez mais o certificado de gestão ambiental de seus fornecedores. (DIAS, 2007, p.163.) 3.1.1 Custo de produção do requeijão No custo de produção do requeijão estão incluídos ingredientes para produção da massa base do produto e demais ingredientes bem como o custo com funcionário e embalagem. Quadro 1: Componentes utilizados para produção da massa base do requeijão. Componentes Leite in natura Acido lático Funcionário Energia elétrica Quantidades 1.900 litros 11 litros 3 funcionários 30 minutos Custo unitário R$ 0,88 / litro R$ 4,30 / litro R$ 5,54 / H.H R$ 7,50 / Kw/h Total Custo por produto R$ 1.672,00 R$ 47,30 R$ 16,63 p/hora R$ 3,75 R$ 1.739,68 Fonte: elaborado pelos autores, 2012. Com base nos dados acima fornecidos pela Promilat, pode-se saber que para cada quilo de massa produzido são utilizados em média onze litros e oitenta ml de leite, então, um mil e novecentos litros de leite rendem em média 160quilos de massa o que correspondem ao custo total de R$ 1.739,68. Quadro 2: componentes utilizados na produção do requeijão balde 3,6 quilos Componentes Custo unitário Quantidade Custo Amido modificado Aroma Sal Fundente Sal Redutor Sal Comum Sorbato potássio Creme de leite Massa Funcionário Energia elétrica Balde 3,6 Kg R$ 2,20 kg R$ 9,22 kg R$ 2,20 kg R$ 6,00 kg R$ 7,50 kg R$ 14,00 kg R$ 3,50 lit. R$ 10,87 kg R$ 4,95 p/hora R$ 3,75 p/hora R$ 2,20 unid. 2,500 kg 0,250 kg 0,300 kg 0,350 kg 2,300 kg 0,100 kg 25 litros 45 quilos 30 min 30min 32 unidades Total R$ 5,50 R$ 2,31 R$ 0,66 R$ 0,90 R$ 17,25 R$ 1,40 R$ 87,50 R$ 489,29 R$ 2,47 R$ 1,88 R$ 70.40 R$ 679,56 Fonte: elaborado pelos autores, 2012. Com o intuito de demonstrar com clareza a diferença de custo na utilização de determinado tipo de embalagem a tabela acima destaca o custo 58 da embalagem do requeijão, que é o balde de 3,6kg mais utilizado hoje pela Promilat. Cerca de 70% da produção total de requeijão utiliza este modelo de embalagem. O próximo quadro demonstra os mesmos ingredientes, mas com embalagem do tipo bag que comporta 5 quilos de requeijão, ou seja, um quilo e quatrocentos gramas a mais, porém, com um custo bem inferior ao referido balde. Quadro 3: Componentes utilizados para produção do requeijão bag de 5 quilos Componentes Custo unitário Amido modificado Aroma Sal Fundente Sal Redutor Sal Comum Sorbato potássio Creme de leite Massa Funcionário Energia elétrica Bag 5 Kg R$ 2,20 kg R$ 9,22 kg R$ 2,20 kg R$ 6,00 kg R$ 7,50 kg R$ 14,00 kg R$ 3,50 lit. R$ 10,87 kg R$ 4,95 p/hora R$ 3,75 p/hora R$ 0,47 unid. Quantidade Utilizada 2,500 kg 0,250 kg 0,300 kg 0,350 kg 2,300 kg 0,100 kg 25 litros 45 quilos 30 min 30min 23 unidades Total Custo por produção R$ 5,50 R$ 2,31 R$ 0,66 R$ 0,90 R$ 17,25 R$ 1,40 R$ 87,50 R$ 489,29 R$ 2,47 R$ 1,88 R$ 10,81 R$ 619,97 Fonte: Elaborado pelos autores, 2012. Como pode ser observado na tabela acima o custo da embalagem do tipo bag chega a 78,63% menos que o tradicional balde. Se os bags comportassem a mesma quantidade de requeijão que os baldes o custo final por unidade de bag seria de R$ 19,50 por unidade, contra R$ 21,23 dos atuais baldes. Isto significa que se fossem utilizados somente os bags como embalagem para o requeijão a Promilat teria uma redução de custo por produção de 8,11%. Outro detalhe que deve ser observado é o modo como os bags são armazenados e transportados, utilizando-se de caixas plásticas retornáveis onde são alocados 4 bags totalizando por caixa 20 quilos de requeijão, enquanto os baldes são embalados em fardos que comportam quatro unidades, totalizando 14,400g de requeijão. 59 O fato é que estes baldes não retornam a central de produção, apesar de serem fabricados com PEAD, material com grande potencial de reaproveitamento. Já o requeijão bag que é transportado em caixas retornáveis, ou seja, as caixas com bags chegam até o cliente que por sua vez as devolve a central de produção para que seja reutilizada novamente caracterizando assim o processo reverso que agride menos o meio ambiente e contribui para redução de custos na produção. Quando a empresa passa a valorizar sua relação com o meio ambiente e a tomar medidas preventivas sua imagem perante a opinião pública tende a apresentar conotação diferenciada. Valorizar sua preocupação com o meio ambiente tem um forte papel, entre outros, na manutenção dos clientes atuais e atração de novos consumidores. (PAIVA, 2003 p.48). 3.2 Processo produtivo do requeijão 3.2.1 Processo produtivo do requeijão No processo de produção do requeijão tudo começa pela preparação do leite, o qual antes de ser liberado para o setor de produção é feita uma análise completa das condições do leite, tais como: acides teor de gordura, crioscopia, alizarol entre outros, caso haja alguma anormalidade com as análises o leite é rejeitado. Após ser liberado o leite é pasteurizado e padronizado na plataforma de recepção. Quanto a preparação do leite, neste setor ficam alocadas os principais equipamentos responsáveis pelo processamento do leite, o qual é feito por máquinas. Após esta etapa, o leite chega por meio de tubulação até o setor de produção, onde o queijeiro responsável pela produção direciona o leite a tanques de inox e os preenche com cerca de 1900 litros. Em seguida, adiciona o acido lático que por sua vez faz com que o soro do leite se separe da massa. Cada tanque produz em média 160 quilos de massa e após este processo, a massa é retirada do interior do tanque e colocada em caixas os 60 quais seguem para câmara fria onde devem ficar durante o período mínimo de 6 horas para que ocorra o processo conhecido como dissoragem da massa. Neste período, todo resíduo de soro é eliminado ocorrendo também a maturação da massa essencial para a boa qualidade do requeijão antes de ir para a linha de produção. Figura 11: Processo de produção da massa do requeijão. Fonte: elaborado pelos autores, 2012. 3.2.2 Processo produtivo do requeijão balde Logo após o período de descanso da massa, a mesma é moída e pesada em porções de 45 quilos, colocada dentro de um tacho onde é cozida juntamente com os demais ingredientes à temperatura de 80c°. Dado o ponto ideal para a retirada do requeijão, o mesmo é retirado em baldes de 20 quilos e em seguida é despejado dentro dos baldes de 3,6 quilos. 61 Após este processo, o requeijão é embalado em fardos de 4 unidades e levado à câmara fria com temperatura de 3c°, para que seja resfriado e mantido suas propriedades até que chegue ao consumidor final. Figura 12: Processo de produção do requeijão balde 3,6 quilos. Fonte: elaborado pelos autores, 2012. 3.2.3 Processo produtivo do requeijão bag O processo de produção do requeijão bag é o mesmo do requeijão balde, o que difere os dois produtos é a embalagem e o modo como ele é feito. Depois do requeijão pronto dentro do tacho ele é bombeado até o equipamento que faz o processo de envase do produto para os bags. O operador da máquina tem que colocá-los dentro das caixas já previamente preparadas para recebê-los, os quais comportam 4 bags totalizando 20 quilos de requeijão. 62 Figura 13: Processo de produção do requeijão bag de 5quilos Fonte: elaborado pelos autores,2012. Fonte: Elaborado pelos autores 3.2 Parecer final do caso A vista da logística reversa o processo de retorno das caixas caracteriza claramente uma das vantagens da implantação da logística reversa dentro do setor de produção, pois contribui tanto para redução de custo quanto para a preservação do meio ambiente e após a entrega, as caixas retornam até a central de produção para serem reutilizadas novamente. 63 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO De acordo com os estudos realizados na Promilat/SP, mais precisamente no setor de produção, foram analisados os processos de produção utilizados pela empresa, com foco no setor de produção de Requeijão, que de acordo com informações fornecidas pelos gestores corresponde a 13% do faturamento total da empresa. Com análises de todos os processos, propõem-se: a) a adoção do processo logístico reverso no tocante a embalagem, pois a empresa já dispõe de grande potencial para implantação; b) a troca da atual embalagem utilizada para o requeijão 3,6 quilos para um novo modelo de embalagem, conhecida como Bag que comporta 5 quilos de requeijão, ou seja, a empresa ganharia com a redução do custo da embalagem e contribuiria também para preservação do meio ambiente; c) a adoção de processos logísticos reversos não só no setor produtivo, mas em toda a organização de modo geral; d) a criação de um projeto empresa/escola com o objetivo de conscientizar os estudantes e a sociedade no tocante a preservação do meio ambiente através do reaproveitamento dos materiais, mostrando isto dentro da organização; e) o início de uma parceria com uma empresa para que os materiais recicláveis utilizados tenham a destinação correta; f) a conscientização dos funcionários para utilizarem melhor a água, a energia e os outros materiais de forma que diminua o desperdício descontrolado, oferecendo benefícios à empresa além de reduzir custos. 64 CONCLUSÃO A logística reversa é ainda, de maneira geral, uma área com baixa prioridade. Isto se reflete no pequeno número de empresas que tem gerências dedicadas ao assunto. Pode-se dizer que se está em um estado inicial no tocante ao desenvolvimento das práticas de logística reversa. Esta realidade, como vista, está mudando em resposta às pressões externas como um maior rigor da legislação ambiental. A necessidade de reduzir custos e a necessidade de oferecer mais serviço através de políticas de devolução mais liberais, a logistica reversa deve ser usada não só para ganhar novos mercados como para se manter nele. Os esforços em desenvolvimento e melhorias nos processos de logística reversa podem produzir também retornos financeiros, de imagem corporativa e de nível de serviço consideráveis que justificam os investimentos realizados. A implantação da logística reversa é de suma importância para a gestão empresarial como um diferencial de mercado trazendo benefícios à empresa. Conclui-se então que a pergunta problema foi respondida e a hipótese de que a logistica reversa contribui para sustentabilidade financeira e ambiental da empresa, através de sua prática de retorno de embalagem, para otimizar seus custos e garantir a sua sustentabilidade financeira no exercício de seu processo produtivo, foi comprovada. O trabalho é direcionado a todos da área de Administração e que no meio acadêmico o assunto não fique estagnado e não deixe de ser explorado, que seja uma ferramenta para o aprofundamento do assunto no decorrer do tempo. A realização do trabalho de conclusão de curso proporcionou ao grupo crescimento tanto no campo teórico como no prático. 65 REFERÊNCIAS ADLMAIER D.; SELLITTO M. A. Logística Reversa. 2007. Disponível em www.logisticareversa.net.br. Acesso em: 24/05/2011. ALMEIDA, F. Os Desafios da Sustentabilidade: uma ruptura urgente. 3 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. ALMEIDA, J. R. et al. 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Acesso em: 18/08/2012. 72 APÊNDICES 73 APÊNDICE A – Roteiro de Estudo de Caso 1 INTRODUÇÃO Demonstração dos objetivos do Estudo de Caso, os métodos e técnicas de pesquisa, caracterizando os principais aspectos relacionados à logística reversa e a redução de custos no processo produtivo do requeijão na Promilat Ltda. 1.1 Relato do trabalho realizado referente ao assunto estudado a) será analisado o processo produtivo, onde serão avaliados métodos de produção, embalagens e transporte de produtos. b) serão analisados os procedimentos adotados pela Promilat Ltda. referente aos resultados financeiros, sociais e ambientais. c) será coletado depoimento do gerente e colaboradores de produção. 1.2 Discussão Através da pesquisa será realizado um confronto entre a teoria a prática observada na empresa. 1.3 Parecer final O parecer final sobre o caso com sugestões de modificação ou implantação de novos procedimentos na prática organizacional da Promilat Ltda. 74 APÊNDICE B – Roteiro de Observação Sistemática 1 IDENTIFICAÇÃO Empresa:......................................................................................................... Localização:..................................................................................................... Ramo de Atividades:........................................................................................ Porte:................................................................................................................ Número de Funcionários:................................................................................. II ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS 1 Evolução histórica da empresa. 2 Aspectos voltados para logística reversa. 3 Práticas de redução de custos no processo produtivo. 4 Aplicação da logística reversa. 75 APÊNDICE C – Roteiro Histórico 1 IDENTIFICAÇÃO Empresa:......................................................................................................... Localização:..................................................................................................... Ramo de Atividades:........................................................................................ Porte:................................................................................................................ Número de Funcionários:................................................................................. II ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS 1 Evolução. 2 Missão, visão, valores e crenças. 3 Parcerias. 4 Clientes. 5 Fornecedores. 6 Concorrentes. 7 Responsabilidade sócio-ambiental. 8 Projetos de expansão. 9 Organograma. 10 Produtos. 11 Propaganda. 12 RH. 76 APÊNDICE D – Roteiro de Entrevista para o gerente de produção. 1 IDENTIFICAÇÃO Cargo/função:................................................................................................... Tempo de empresa:......................................................................................... Escolaridade:.................................................................................................... Experiências profissionais anteriores:.............................................................. II PERGUNTAS ESPECÍFICAS 1 Qual seu entendimento sobre logística reversa? _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ 2 Existe alguma ferramenta da logística reversa utilizada pela Promilat ind. Laticínios que auxilia nos processos industriais? 2.1 sim Qual?_________________________________________________ 2.1.1 Em quais aspectos essa ferramenta auxilia nos processos industriais? _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ 3 Na sua percepção a logística reversa colabora com a redução de custos nos processos produtivos da Promilat Ltda.? 3.1 Se sim, de que forma? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 4 Para Você, qual é a contribuição da Promilat Ltda. para o desenvolvimento da logística reversa no setor de produção industrial? 77 _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 5 Qual o feedback esperado pela empresa que aplica conceitos de logistica reversa? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 6 Quais são os projetos socioambientais que a Promilat Ltda. participa? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 7 No processo produtivo do requeijão qual é a etapa que a logística reversa esta mais presente? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 7.1 Com a prática da logística reversa houve resultados satisfatórios no tocante a redução de custos? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 7.1.1 Qual o custo que foi mais reduzido com a aplicabilidade da logística reversa? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 8 Que resultado no tocante ao aspecto ambiental a Promilat pode realizar com a prática da logística reversa? 78 _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 9 Os colaboradores e líderes de equipe comprometam-se com o exercício da logística reversa? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 10 Quais as maiores dificuldades na implantação e manutenção da logística reversa? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 11 Existe algum setor responsável para cuidar da logística reversa? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 12 Quais os impactos ambientais que a Promilat desencadearia se não praticasse a logística reversa? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 13 A Promilat adota a ISO 14001? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 14 A Promilat tem alguma equipe para planejar e desenvolver embalagens mais baratas, menos impactantes e mais atrativas? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________