Informativo da Associação
Brasileira de Odontologia
Seção Minas Gerais
Maio Junho/2007
Nº 258 - Ano XVIII
O dentista e o vício de fumar
Profissional precisa alertar pacientes quanto aos efeitos do tabagismo na saúde bucal
L eia mais
Minas Gerais ganha
Associação de
Odontologia do Trabaho
Página 4
Cinco cursos de
especialização ainda
têm inscrições abertas
Página 8
Especialistas apontam
desafios da educação
para a saúde
Páginas 20 e 21
BH vai sediar
Congresso de
Homeopatia
Com apoio da ABO-MG, será
realizado em Belo Horizonte, de 6
a 8 de setembro, o VIII Congresso
Brasileiro de Homeopatia em
Odontologia. Com o tema “Homeopatia em Odontologia: um
caminho para promoção de saúde” - o evento defende a visão de
que a promoção de saúde transcende a dimensão meramente técnica da atuação odontológica.
Página 3
Começar a fumar é fácil. Segundo
a Organização Mundial da Saúde –
OMS, 99% das pessoas que tragam
um cigarro pela primeira vez tornam-se fumantes. Parar é muito mais
difícil. Exige força de vontade, apoio
da família e acompanhamento multidisciplinar de profissionais especializados.
Já se sabe que o tabaco afeta a
saúde dos indivíduos como um todo
e, em especial, a saúde bucal, predispondo à gengivite, escurecimento dos
dentes, enfraquecimento da dentina,
halitose e câncer de boca. De acordo
com pesquisas publicadas, quem
fuma tem quatro vezes mais chances
de contrair doenças periodontais.
A FUMAÇA do cigarro contém
substâncias que fazem mal à
saúde e elementos radioativos
Cabe ao cirurgião-dentista, ciente
dos riscos causados pelo uso do
tabaco, contribuir para a melhoria
dos hábitos de vida dos pacientes.
Acrescentar à anamnese habitual
perguntas referentes à quantidade
de cigarros consumidos por dia e se
há a intenção de largar o vício,
informar a respeito dos perigos do
cigarro, das dificuldades que podem
surgir ao cessar o seu consumo,
como enfrentá-las e falar dos recursos terapêuticos existentes são obrigações de todo o profissional da
área de saúde.
Páginas 12 a 14
Jornada
Acadêmica
abre inscrições
Estão abertas as inscrições
para a 2a Jornada Acadêmica da
ABO-MG, que acontece nos
dias 22 e 29 de setembro, na
sede da Associação. Serão dois
dias de palestras voltadas para
os universitários. Haverá também exposição de painéis.
Página 11
E ditorial
Pesquisa científica, ética e compromisso social
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O fortalecimento da reflexão
sobre a ética na pesquisa médica
ganhou maior visibilidade a partir
das denúncias e do posicionamento da sociedade global, contrária
aos abusos e à banalização da condição humana nos experimentos
realizados durante a II Guerra Mundial. À essa preocupação com a
ética das ciências da vida e da
saúde, mais recentemente foi incorporada a relação do homem com o
meio ambiente, consubstanciandose um novo campo dentro da própria ética – a bioética.
A ética, por si, pertence a uma
instância superior à pesquisa científica e deve preceder a escolha dos
objetivos pessoais, assim como
deve servir de parâmetro e limite a
ser imposto na ambição de alcançar os objetivos individuais. A ética,
como processo flexível no tempo e
na história de vida dos homens,
constrói e estabelece as normas que
dizem respeito ao ambiente natural
e às relações entre pessoas e das
pessoas com os objetos e as coisas.
Como pano de fundo das fraudes
e abusos científicos veiculados
pelas pesquisas médica e odontológica, há um contexto econômico,
social e cultural que colabora para
o desprezo dos valores éticos. São
parte desse contexto o atual ciclo
de acumulação, a ambição e o fascínio pelo poder, a competição
silenciosa e globalizada no mundo
das ciências e dos avanços tecnológicos, em meio à decadência dos
valores humanísticos.
O modelo de crescimento global
não incorpora a discussão social e a
própria globalização somente
amplia a concentração de renda e
de poder, exacerbando as desigualdades sociais e a competitividade,
clamando, em contrapartida, por
uma contra-resposta da sociedade
que busca no apelo à ética, contrabalançar o movimento de desumanização da vida.
A partir dessa compreensão, vêse que um dos desafios da humanidade é conquistar os avanços da
ciência e tecnologia que certamente contribuirão para a superação
das condições de miséria e doenças, com a firme determinação de
considerar prioritariamente a ética
como fundamento para a regulação
de ações e relações.
Para nós, que caminhamos nos
bastidores de uma instituição que
estimula a formação profissional
com base na investigação científica,
cabe ressaltar e discutir com os alunos e associados que a pesquisa
científica deve ser tomada como um
compromisso social e contribuição
com o coletivo e não como justificativa e instrumento de poder e vantagens individuais. Assumimos junto
aos associados da ABO-MG e os
alunos da Escola de Aperfeiçoamento Profissional - EAP o compromisso
de estimular o fundamento ético no
ato da construção da ciência na
sociedade contemporânea.
Assim, nessa trajetória de luta
pelo reconhecimento dos nossos
cursos pelo Ministério da Educação
e Cultura, travamos outra silenciosa
e profunda batalha – a de preservação da ética, a partir do exemplo de
nossa conduta.
A reelaboração do Manual de
Normas de Metodologia Científica, o processo de revisão dos
prontuários clínicos, o trabalho
junto aos coordenadores dos cursos considerados agentes multiplicadores dos nossos valores e princípios, a participação em ações
sociais, entre outras iniciativas, são
formas práticas que encontramos
de exercitar a ética.
A Diretoria
Seminário na UFMG
discute o mercado de trabalho
A secretária geral da ABO-MG, Licínia Maria de Souza Pires do Rio,
representou a entidade no Seminário sobre Mercado de Trabalho em
Odontologia, realizado na Faculdade de Odontologia da UFMG, no dia
16 de maio. O evento, organizado por Simone Dutra Lucas, coordenadora da disciplina Ciências Sociais Aplicadas à Saúde, foi direcionado aos
acadêmicos do curso e contou com a participação de membros da ABOMG, do SOMGE e do CRO-MG.
Com o tema “O papel da ABO-MG no mercado de trabalho odontológico”, Licínia falou sobre a missão da Associação e as perspectivas para
os futuros dentistas. “Essa iniciativa da FO-UFMG é de suma relevância
para nós, profissionais da área”, afirmou a CD, que também salientou a
importância de ações mutuamente colaborativas entre as faculdades e
entidades de classe.
Livro informa a população
sobre cuidados odontológicos
“Promoção e proteção da
saúde bucal na família”, livro de
autoria do CD Carlos Renato Dias,
foi lançado oficialmente no dia 22
de maio, às 19 horas, na sede do
CRO-MG. A obra é voltada para os
dentistas e todas as pessoas que se
envolvem com a área odontológica
– como os agentes comunitários de
saúde e os ACDs – e a população
em geral, principalmente os grupos
operativos dos Centros de Saúde
(gestantes, diabéticos, idosos,
hipertensos etc). É um trabalho
inédito na área odontológica,
pois ainda não havia sido publicado um livro direcionado para
as equipes de saúde. Carlos
Renato afirmou que essa é a sua
forma de contribuir, mesmo em
pequenas proporções, para solucionar o problema da falta de
conhecimentos odontológicos
básicos da população, que não é
bem orientada sobre cuidados
com a saúde oral.
Associação Brasileira de Odontologia
Seção Minas Gerais
Rua Tenente Renato César, 106
Cidade Jardim - Belo Horizonte/MG
CEP 30.380-110
Telefone: (31) 3298-1800
Fax: (31) 3298-1838
CEPAC: (31) 3298-1823
http://www.abomg.org.br
e-mail: [email protected].
DIRETORIA (2006-2008)
Márcio Silva Araújo
Presidente
Carlos Augusto Jayme Machado
Vice-presidente
Licínia Maria de Souza Pires do Rio
Secretária geral
Célia Dal Moro
1ª secretária
Beatriz de Souza Araújo Barros
2ª secretária
Maria Aparecida de Oliveira
3º secretária
João Victor Faria Velloso
1º diretor financeiro
Rodrigo Cassini Marques
2º diretor financeiro
Osmir Luiz Oliveira
Diretor da EAP
CONSELHO DELIBERATIVO
Efetivos: Arnaldo de Almeida
Garrocho; Marcílio Moreira
Miranda; Mauro Ivan Salgado;
Wilde Brasil Vieira; Ailton Amado;
Édison Stecca e Humberto
Nazareth da Costa Júnior
Suplentes: Eustachio Oliveira Costa
e Mara Valadares Abreu
CONSELHO FISCAL
Efetivos: Luciano Roberto Rocha,
Maria Leoni Lopes Gomes e
Telma Advínculo Osório
Suplente: Maria do Rosário Oliveira
CONSELHO CONSULTIVO
Aírton Costa, Darcy Rebello,
Edgar Carvalho Silva, Joaquim
Resende, Maria de Lourdes Carvalho
de Cabrera, Osmir Luiz Oliveira,
Oswaldo Costa Filho, Paulo
César Teixeira de Carvalho, Pedro
Luiz Diniz Vianna, Rubens Guzela
e Walter José de Carvalho
Redação, Edição e Diagramação:
DOMUS Assessoria em
Comunicação - (31) 3373-7770
[email protected]
Jornalista Responsável:
Kenia Chieppe - MG 06.393 JP
Publicidade: ABO-MG
(31) 3298-1800
Fotolito e Impressão: FUMARC
Tiragem: 8.000 exemplares
Distribuição gratuita
Textos assinados são de responsabilidade
dos autores. A ABO-MG não se responsabiliza pelos serviços e produtos dos anunciantes, sujeitos às normas de mercado e
do Código de Defesa do Consumidor.
Correio ABO - Maio - Junho/2007
Congresso Brasileiro de Homeopatia
Evento tem o apoio da ABO-MG; professor Osmir Oliveira é o patrono
Dia das Mães com
emoção e homenagem
Para comemorar o Dia das Mães, a ABO-MG realizou uma confraternização com a presença de funcionários e diretoria (foto), no dia 16 de maio.
A funcionária Valéria Vanessa Fernandes, que está licenciada por motivo de
saúde, foi homenageada representando todas as mães. Ela recebeu duas caixas com mantimentos e produtos de higiene pessoal, doados por colegas,
diretores e professores. Nas palavras da secretária geral da Associação, Licínia Maria Pires do Rio,
“Vanessa é exemplo
de mulher, mãe, força
e coragem”.
Outra iniciativa
para celebrar a data
foi a montagem de um
painel com fotos de
funcionários e diretores com seus filhos e
mães. A idéia contou
com a contribuição de
todos e o resultado
final foi um sucesso.
PAINEL foi construído coletivamente
Correio ABO - Maio - Junho/2007
Taxas de
inscrição
Até
30/6/07
Sócios da
ABCDH e
ABO-MG
R$ 200,00
Não sócios da
ABCDH e
ABO-MG
R$ 250,00
Acadêmicos em
R$ 80,00
Odontologia
Até
30/7/07
R$ 220,00
Até
30/8/07
Até o
evento
R$ 250,00
R$ 270,00
R$ 270,00
R$ 300,00
R$ 320,00
R$ 90,00
R$ 100,00
R$ 120,00
gicas e aplicações clínicas
- Político/pedagógico: Cirurgiãodentista homeopata - formação e
reconhecimento, tendências, desafios e perspectivas.
O evento tem como patrono o
professor Osmir Luiz Oliveira, diretor da EAP/ABO-MG e ex-presidente da ABO-MG.
Inscrições
O pagamento das inscrições
pode ser dividido em três parcelas
iguais. Acadêmicos em Odontologia têm desconto de 50% nas inscrições até o dia 30 de junho. Será
obrigatório apresentar o comprovante bancário do pagamento da
Taxa de Adesão, a ser efetuada no
Banco Credicom – Nº 756, agência
4027, conta 15668002-0, em
nome da Associação Mineira de
Cirurgiões-Dentistas Homeopatas –
AMCDH. Confira os preços.
Para mais informações, os emails para contato são: [email protected] e amcdh.abc
[email protected].
Participam da Comissão Organizadora do VIII CBHO: Tânia R.
Santos (Presidente), Regina C. Coelho Barbosa (Secretária), Cristina A
M. Coutinho e Celi T. Bizzinoto
(Tesouraria), Shirley Almeida,
Wânia Trajano (Comissão Científica), Regina C. Castro (Comissão
Comercial), Marisa Perpétuo
Socorro Silva e Neura C. Andrade
(Comissão de Divulgação), e Luciana Breder Barros (Comissão Relações Sociais).
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Dentista mineiro participa de
Encontro Internacional de Sedação
O I Encontro Internacional de Emergências Médicas e Sedação, realizado de
9 a 11 de abril, em São Paulo, ofereceu
palestras com profissionais de renome de
todo o país e teve a participação do professor norte-americano Stanley Malamed, uma das maiores autoridades mundiais em analgesia, anestesia local e
medicina de emergência. Representando
Minas Gerais, Marcelo Hannas (foto),
coordenador do curso de Analgesia e
Sedação do Paciente da EAP/ABO-MG,
ministrou a palestra Medicação em
Emergência Médica. “Esse foi o primeiro
evento dessa envergadura no Brasil.
Minha palestra procurou colocar para os profissionais quais as medicações importantes de se ter no consultório no caso de emergência
com um paciente”, explica.
Arquivo ABO-MG
Homeopatia no contexto multidisciplinar ao paciente, promovendo
a integralidade da atenção à saúde,
e abordará a atuação e interação
da terapêutica homeopática nas
especialidades odontológicas.
Os tópicos temáticos abordarão os seguintes eixos:
- Filosófico: A contribuição da
homeopatia na promoção de
saúde.
- Teórico/prático: A construção da
clínica homeopática em odontologia e abordagens interdisciplinares
- Ensino/Pesquisa: Ensino e pesquisa nas práticas integrativas - aspectos fundamentais, bases metodoló-
Fotos: ABO-MG
De 6 a 8 de setembro, Belo
Horizonte vai sediar o VIII Congresso Brasileiro de Homeopatia
em Odontologia, no Hotel Quality
(Av. Afonso Pena, 3761), promoção
conjunta das associações Mineira e
Brasileira de Cirurgiões-Dentistas
Homeopatas - AMCDH/ ABCDHMG. Com o tema “Homeopatia em
Odontologia: um caminho para
promoção de saúde”, o evento
busca defender a visão de que a
promoção de saúde transcende a
dimensão meramente técnica da
atuação odontológica.
A grade científica compreenderá a análise de assuntos da
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Posse da AMOT
Entidade pretende valorizar a Odontologia do Trabalho
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A primeira diretoria da
Associação Mineira de Odontologia do Trabalho – AMOT
tomou posse, no dia 22 de
maio, em solenidade realizada
no CRO-MG. Criada com o
intuito de atuar nas questões do
exercício da Odontologia do
Trabalho dentro das empresas, a
entidade congrega profissionais
em torno da discussão e promoção da saúde do trabalhador e
suas relações com o meio
ambiente.
Os integrantes da diretoria
da AMOT foram eleitos por três
anos: Ronaldo Radicchi (presidente), Beatriz Barros (vice-presidente), Rolanda Saric (1ª
secretária), Thaís Lobato (2ª
secretária), Antônio
César
Radicchi (diretor científico),
Juliana Reis (1ª tesoureira), Jardel Cunha (2o tesoureiro). Conselho Fiscal: Luciano Elói, Gláu-
Foto: ABO-MG
cio Salomé, Heloiza Costa e
Vanda Paulo. A secretária geral
da ABO-MG, Licínia Maria de
Souza Pires do Rio, representou
a diretoria e parabenizou a iniciativa, desejando sucesso.
DIRETORIA defende a
inserção de especialistas
nas empresas
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Correio ABO - Maio - Junho/2007
DTM e Ortopedia
Estão abertas as inscrições para
o II Curso de Especialização em
Disfunção Temporomandibular e
Dor Orofacial, promovido pela
Escola de Aperfeiçoamento Profissionai da ABO-MG. Ele será coordenado pelo professor doutor Marcelo Henrique Mascarenhas, especialista em DTM/DOF, em Cirurgia
e Traumatologia Bucomaxilofacial,
e fisioterapeuta, e pela PhD Patrícia Valério. O início está previsto
para o segundo semestre, de acordo com o fechamento da turma. As
aulas, que acontecerão duas vezes
ao mês, serão ministradas às sextas-feiras e aos sábados, das 8 às
12 e das 14 às 18 horas.
Um dos principais objetivos do
curso, como explica Marcelo Mascarenhas, é possibilitar ao cirurgião-dentista desenvolver o senso
crítico, com análise das variedades
de diagnóstico, e a interação com
os membros da equipe de saúde,
como o psicólogo, fisioterapeuta,
neurologista e otorrinolaringologista. Sobre a demanda do mercado,
ele avalia: “Aproximadamente 5%
da população necessita de atenção
especializada, por apresentarem
quadro sintomatológico severo
manifestado por dores orofaciais.
Isso sem levar em conta o fato de
que mais de 75% apresentam um
ou mais sinais de DTM. Estima-se
que, após a fase de conscientização da comunidade a respeito
dessa nova especialidade, o número de pacientes portadores de dor
orofacial e DTM que demandem
tratamento venha a crescer estatisticamente, pois muitos ainda não
puderam ser corretamente tratados
pela falta de encaminhamento
adequado”.
Segundo a coordenadora Patrícia Valério, a fundamentação teórico-metodológica da abordagem de
ensino deverá ser cognitivista, permitindo ao aluno buscar e ampliar
seus conhecimentos do tema,
criando ambiente participativo e
com maior ênfase nos trabalhos de
grupo, como seminários, discussão
de artigos científicos e casos clínicos complexos. “Os professores
deverão funcionar como estimuladores da busca do conhecimento,
incitando discussões e coordenando projetos conjuntos”, explica.
De acordo com a Resolução
CFO nº 22, de 27/12/2001, compete ao especialista em Disfunção
Temporomandibular e Dor Orofacial promover e desenvolver
conhecimentos científicos para a
compreensão do diagnóstico e tratamento das dores e desordens do
aparelho mastigatório, região orofacial e estruturas relacionadas. As
atividades específicas são: diagnóstico e prognóstico das dores
orofaciais complexas, incluindo as
disfunções temporomandibulares,
particularmente as de natureza
crônica; realização de estudos epidemiológicos e de fisiopatologia
das disfunções e demais dores que
se manifestam na região orofacial,
dentre outras atribuições.
Ortopedia
ORLANDO Santiago
coordena Ortopedia
Outra especialização que terá
nova turma é a de Ortopedia Funcional dos Maxilares. Segundo o
coordenador do curso, doutor
Orlando Santiago Júnior, o especialista formado pela EAP/ABOMG estará apto a diagnosticar e
tratar os diversos tipos de maloclu-
Correio ABO - Maio - Junho/2007
Fotos: Arquivo ABO-MG
Cursos de especialização nas duas áreas estão com inscrições abertas
são com Ortopedia Funcional dos
Maxilares, em todas as idades: da
prevenção e tratamento precoce
em dentição decídua sem uso de
aparelhos, ao tratamento em dentição mista, passando pelo tratamento em adultos e alguns tipos de disfunções temporomandibulares e
dores orofaciais. “Serão abordadas
as cefalometrias de Bimler, Lavergne e Petrovic, Rocabado, Compasso articular, frontal de Ricketts,
panorograma Simões de Simetria.
Também será ensinada a aparatologia de Planas, Bimler, Maurício e
Simões NetWork (SNs) do 1 ao
11”, diz Santiago. Cada aluno receberá cerca de 25 pacientes com as
MARCELO
Mascarenhas:
curso
desenvolve
o senso
crítico
diversas más oclusões. Nos seminários haverá discussão dos casos
clínicos tratados no curso além de
casos dos próprios alunos.
As áreas de responsabilidade
do ortopedista são: diagnóstico,
prevenção, prognóstico e tratamento das maloclusões, através de
métodos ortopédicos; tratamento e
planejamento mediante o manejo
das forças naturais, em relação a
crescimento e desenvolvimento,
erupção dentária, postura e movimento mandibular, posição e
movimento da língua; inter-relacionamento com outras especialidades afins, necessárias ao tratamento integral dos defeitos da face.
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Reunião deixa Odontologistas
do Trabalho animados
Representantes de diversas entidades odontológicas reuniram-se com
o deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB-MG), relator do Projeto de
Lei nº 422/2007, que visa inserir o Dentista do Trabalho no setor de segurança e saúde das empresas. Participaram da reunião, no dia 21 de maio,
em Brasília, representantes da ABO, do CRO, do CFO, da ABOT, do
SOMGE e também da recém-criada Associação Mineira de Odontologia
do Trabalho (AMOT), que procuraram, na reapresentação do Projeto, mostrar como ele ressaltará a importância da especialidade Odontologia do
Trabalho, quando aprovado. O PL em discussão cria a obrigatoriedade de
profissionais devidamente capacitados ocupando o cargo de Odontologistas do Trabalho nas empresas.
Segundo Ronaldo Radicchi, presidente da AMOT, os representantes
da Odontologia foram muito bem recebidos pelo deputado, que afirmou
ter opinião favorável à aprovação do Projeto de Lei. “A especificidade da
relação entre saúde bucal e trabalho exige que a Lei seja colocada em
vigor. Não se pode falar em saúde integral do trabalhador sem incluir cuidados odontológicos”, disse o presidente da Associação.
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Seminário discute uso do flúor
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Implementando a agenda de
formação profissional de dentistas,
THDs e ACDs, a ABO-MG promoveu, através do seu Departamento
de Saúde Coletiva, o V Seminário
sobre o Flúor: Uma Abordagem
Atual. O evento foi realizado no
auditório do Clube dos Oficiais da
Polícia Militar, no dia 25 de maio,
e contou com parceria da UFMG,
Diretoria de Saúde da PMMG, Instituto de Previdência dos Militares,
Corpo de Bombeiros, Clube dos
Oficiais, Faculdade São Camilo e
COPASA.
Na programação, palestras
com o professor dr. Jayme Cury,
dra. Efigênia Ferreira, professor
Carlos Alfredo Loureiro e o engenheiro da Copasa, dr. José Magno
Senra Fernandes. Participaram do
Seminário os pós-graduandos da
especialização em Saúde Coletiva
da ABO-MG e da UFMG, além de
oficiais e praças militares da área
de Odontologia da PMMG, acadêmicos e associados interessados
em debater o tema.
Leia, a seguir, resumo da apresentação do dr. Jaime A. Cury, professor titular de Bioquímica da
FOP-UNICAMP.
FLUORETOS – Atualização
Jaime A. Cury
Uma série de mudanças de
conceitos ocorreram no passado
recente a respeito de cárie dental,
as quais não estão ainda totalmente consolidadas e assim devem ser
revisadas em termos de tomada de
posição quer seja do ponto de vista
individual como principalmente do
coletivo no controle desta doença.
A primeira questão diz respeito
ao conceito de cárie, pois durante
muito tempo a detecção dos sinais
da doença (“buraco”) e sua reparação por uma restauração foi considerada como tratamento. Embora a
princípio isso pareça ter mudado, ao
se falar hoje em tratamento de mancha branca, sinal mais precoce da
doença, se comete o mesmo erro
filosófico de achar que obturação é a
solução para a cárie. Assim, nos dias
6
atuais deve ser feita distinção clara
entre detecção dos sinais da doença
na estrutura do esmalte ou dentina,
diagnóstico da doença e plano de
tratamento – não só das suas conseqüências como principalmente do
controle das suas causas.
Outro conceito extremamente
relevante diz respeito a placa dental
como agente etiológico da doença
e as bactérias responsáveis pela
doença cárie. Embora os estreptococos mutans tenham características que os candidatam como os
principais agentes bacterianos responsáveis pela cárie dental, eles
são bactérias oportunistas que estão
presentes na boca de todos. Assim,
sob determinadas condições essas
bactérias proliferam na superfície
dental, no que hoje é chamado de
biofilme dental, uma comunidade
bacteriana organizada embebida
em polissacarídeo (“cola biológica”). A ingestão freqüente de açúcares fermentáveis (a partir dos
quais são produzidos ácidos) favorece o crescimento no biofilme das
bactérias do tipo mutans e lactobacilos em detrimento das menos
cariogênicas que não sobrevivem
no meio ácido. Entre os açúcares da
dieta, a sacarose é considerada o
mais cariogênico porque além de
ser fermentável é o único que serve
de substrato para a síntese de “colas
biológicas”, as quais tem profundas
implicações na estrutura do biofilme formado. Assim, cárie dental
deve ser conceituada como uma
doença biofilme-açúcar dependente, cuja freqüência de uso de sacarose por dia provoca profundas
alterações no biofilme e obviamente como conseqüência na estrutura
do esmalte-dentina subjacente.
Por último, profundas mudanças de conceito ocorreram com
relação ao uso de fluoretos no controle da cárie dental. No passado foi
considerado que seria indispensável ingerir flúor como preventivo de
cárie, mas no presente há consenso
que o efeito do flúor é essencialmente pós-eruptivo e local. Ele
deveria estar presente no lugar
certo (biofilme dental), na hora
certa (de preferência quando ácido
Foto: ABO-MG
Debates apontam importância da equipe odontológica na prevenção
EVENTO
contou
com
palestrantes de
alto nível
é produzido) e na quantidade certa
(menor que 1,0 ppm). Mantendo-se
a constância de flúor na cavidade
bucal ele inibe a desmineralização
dental quando o pH cai devido a
fermentação de açúcar e ativa a
remineralização salivar quando o
pH retorna ao normal. Desse
modo, fluoreto interfere com a desremineralização dental e qual tipo
de flúor vai ser usado não importa,
mas sim que seja regularmente
usado.
Nesse particular, água fluoretada não pode mais ser classificada
de método sistêmico de uso de
flúor, mas sim de meio coletivo, o
qual garante a manutenção de fluoreto constante na cavidade bucal se
ela for utilizada diariamente. Do
mesmo modo, dentifrício não pode
mais ser conceituado como meio
tópico de uso de flúor, mas sim de
auto-uso pelo paciente ou população. Ao escovar os dentes objetivando o controle do acúmulo de
biofilme na superfície dental se o
dentifrício contiver flúor este agirá
no controle da cárie dental. Géis,
vernizes, etc devem ser considerados meios profissionais de uso de
flúor. Esses vários meios de manter
flúor na cavidade bucal – coletivos,
de auto-uso ou profissionais – agem
essencialmente por um mesmo
mecanismo de ação e assim sendo
a combinação deles dever ser criteriosamente avaliada em termos dos
fatores de risco de cárie dental.
Por último, cárie dental é uma
doença multifatorial e o seu controle depende não só do conhecimento dos fatores necessários, determi-
nantes e modificadores envolvidos,
como principalmente de medidas
eficazes não só para reduzir o
impacto dos fatores determinantes
negativos como para aperfeiçoar os
de efeito positivos. Assim, a doença
cárie é provocada pelo acúmulo de
bactérias sobre os dentes (fator
necessário) e pela sua exposição a
uma dieta contendo açúcar (fator
determinante negativo), sendo que
fluoreto é um determinante positivo
interferindo com o desenvolvimento da doença.
Embora tenha havido grandes
mudanças nos conceitos de como
essa doença pode ser controlada,
ainda persistem alguns paradoxos.
Desse modo, o sucesso do controle
da doença cárie com foco exclusivamente no fator necessário para o
seu desenvolvimento tem sido limitado em termos de saúde pública e
no presente isto tem sido rediscutido considerando a diferença entre
placa e biofilme dental. Do mesmo
modo, o controle da doença centralizada na dieta também tem sido
limitado e o papel desta em termos
de formação do biofilme dental
cariogênico tem sido explorado do
ponto de vista bioquímico e molecular.
Por último, têm havido grandes
mudanças nos conceitos sobre o
uso de fluoreto, a medida isolada
de maior impacto no controle da
cárie em termos de saúde publica.
Por outro lado, essas mudanças
ainda não se consolidaram e esta
medida não tem sido ainda usada
da forma mais racional possível em
termos de riscos e benefícios.
Correio ABO - Maio - Junho/2007
Saúde bucal no Pacto de Gestão
Ministério da Saúde participa de seminário da Esmig em Belo Horizonte
A Escola de Saúde Pública de
Minas Gerais – Esmig recebeu, no
dia 23 de maio, representantes de
entidades ligadas a Odontologia
mineira no Seminário A Saúde
Bucal no Pacto de Gestão e a
Qualificação da Política Nacional
de Saúde Bucal. O evento, promovido pela Esmig, Coordenação
Nacional de Saúde Bucal e Sindicato dos Odontologistas de Minas
Gerais, contou com a participação
do cirurgião-dentista dr. Felipe
Rhiane, representando o coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, dr. Gilberto Alfredo
Pucca Júnior.
Balancete Sintético levantado
em 31 de março de 2007
ATIVO
ATIVO CIRCULANTE
Caixa
Bancos conta Movimento
Banco conta VinculadaSeguro Saúde
Aplicações Financeiras
Aplicações Financeiras Seguro Saúde
Adiantamentos
Contas a Receber – Correio ABO
Devedores Seguro Saúde
Cartão Visa
Devedores Diversos
ATIVO PERMANENTE
Bens Imóveis
Bens Móveis
Direito de Uso de Bens
Instalações
TOTAL DO ATIVO
PASSIVO
PASSIVO CIRCULANTE
Fornecedores
Obrigações Sociais a Recolher
Obrigações Tributárias a Recolher
Seguro Saúde a Pagar
Outras Contas a Pagar
O principal ponto de discussão foi a inserção da saúde bucal
no pacto federativo do setor saúde
– Pacto pela Saúde – que vem
substituindo o processo das Normas Operacionais Básicas da
Saúde no SUS.
Minas Gerais foi o primeiro
estado brasileiro a contestar a
ausência da Política Nacional de
Saúde Bucal no texto do Pacto pela
Vida. A proposta mineira é organizar uma comissão composta pelos
representantes das entidades para
redigir o relatório final do seminário, a ser encaminhado ao Ministério da Saúde.
Demonstração do Resultado
em 31 de março de 2007
Receita Social
49.745,00
546.258,10
20.392,43
26.605,91
Receitas Patrimoniais
8.390,00
Receitas Financeiras
9.420,30
Receita Seguro Saúde
32.581,31
6.803,84
272.760,66
Receitas Diversas
10.339,10
Receita Correio ABO
22.873,00
110.642,50
6365,21
40.308,84
40.617,03
11.055,95
10.705,73
2.999.992,13
1.931.315,99
911.856,93
27.883,47
128.935,74
3.546.250,23
Receitas de Cursos
400.150,64
TOTAL DAS RECEITAS
533.499,35
Despesas com Pessoal
139.591,08
Benefícios Sociais
Despesas c/Material de Consumo
Associação lamenta a
morte de remidos
A Odontologia mineira perdeu três profissionais de destaque, nos
últimos meses: Márcio Resende Piedade, José Jackson Figueiredo
Freire e Galdino Fagundes.
Falecido no dia 29 de março, aos 65 anos, Márcio Resende Piedade era natural de Três Pontas (MG). Cirurgião bucomaxilofacial e
radiologista, formou-se em Odontologia pela UFMG em 1964. Trabalhou em consultório particular, em Belo Horizonte, e também no
Ipsemg, como radiologista. Foi vice-presidente da ABO-MG de 1994
a 1996, e Conselheiro do CROMG.
José Jackson Figueiredo Freire
morreu no dia 11 de fevereiro, aos
78 anos. Formado pela UFMG, em
1953, foi professor de Fisiologia
naquela universidade e trabalhou
em consultório particular, em Belo
Horizonte. Foi também supervisor
do serviço odontológico da Secretaria Estadual de Saúde de Minas
Gerais. Convidado para ministrar
curso na Cruz Vermelha, em Lyon,
na França, não pôde comparecer
em razão do falecimento de seu
pai, na mesma época.
JOSÉ Jackson Freire
1.809,54
1.622,90
Despesas com Serviços
P. Física
54,00
Despesas com Serviços
83.041,03
1.916,15
18.198,44
25.433,46
26.547,57
10.945,41
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Patrimônio Social
Reserva Seguro Saúde
Resultado do Período
3.463.209,20
3.412.082,31
53.029,16
-1.902,27
TOTAL DO PASSIVO
3.546.250,23
P. Jurídica
13.885,97
Despesas Administrativas
60.215,88
Despesas com viagens
1.324,16
Despesas com Correio ABO
32.158,05
Despesas Tributárias
18.003,29
Despesas Financeiras
5.441,16
Despesas Seguro Saúde
1.726,47
Despesas de Cursos
224.659,75
TOTAL DAS DESPESAS
535.401,62
RESULTADO
Antônio de Assis - Contador - CRC-MG 23.208
A
B
O
8.859,84
Despesas de Conservação de
Bens Imóveis/Instalações
ã
o
lecionou na UFMG
26.049,53
Despesas de Conservação de
Bens Móveis
Aç
-1.902,27
GALDINO Fagundes
fez carreira na PBH
Nascido em Aimorés (MG),
Galdino Fagundes faleceu no dia
1o de dezembro de 2006. Ele era
formado em Odontologia pela
UFMG (turma de 1952) e pós-graduado como dentista sanitarista
pela Escola de Saúde Pública de
Minas Gerais. Trabalhou como
assistente da Clínica de Serviços
Odontológicos do Hospital São
Vicente, da UFMG. Dentista concursado da Prefeitura de Belo
Horizonte, foi membro da Banca
Organizadora das provas do concurso da PBH para CDs e supervisor das unidades integradas de
saúde do setor de postos odontológicos, também na Prefeitura.
Informe-se sobre os eventos da ABO-MG. Acesse o site: www.abomg.org.br
Correio ABO - Maio - Junho/2007
7
Cursos de Especialização
A Escola de Aperfeiçoamento Profissional da ABO-MG tem mais de
30 anos de tradição no ensino odontológico. Conta com instalações
modernas e equipamentos de última geração, corpo docente
qualificado e professores experientes. As condições de pagamento
e os preços são os melhores do mercado. Por isso, na hora de
escolher um curso de pós-graduação, procure a EAP/ABO-MG.
Disfunção Temporomandibular e
Dor Orofacial - II Turma
(Aulas expositivas / atendimento a pacientes
/ discussão de casos clínicos e de artigos)
Coordenadores: Prof. Dr. Marcelo
Henrique Mascarenhas e Profa.
Dra. Patrícia Valério
Equipe interprofissional: neurologista, clínico de dor, reumatologista, cefaliatra, fisioterapeuta e psicólogo
Seleção: a definir (análise de currículo e entrevista)
E
A
P
Previsão de início: a definir
Inscrições: abertas
Duração: 18 meses
Taxa de inscrição: R$ 80,00
Horários: sextas-feiras e sábados aulas quinzenais
Documentação: xerox da carteira
do CRO, currículo vitae com comprovação e uma foto 3x4 recente
Odontopediatria - VII Turma
Coordenação geral: Profª Dra. Renata Antonini Pimenta
Coorden. parte prática: Dra. Maria
Iolanda G. de Almeida Araújo
Professores convidados: Dra. Célia
Cristina Dal Moro, Dr. Rodrigo
Cassini, Dra. Maria Emir Silbiger,
Dra. Maria do Rosário Oliveira e
Dra. Maria Cristina de Assis Cabral
Duração: 22 meses, uma vez por
mês (segunda a sexta-feira - men-
salmente)
Horário: das 8 às 12 hs, e das 14 às
18 hs
Data da seleção: 11/8
Vagas: 12
Carga horária: 865 hs/aula
Documentos necessários: currículo
com xerox dos certificados, comprovante do CRO, CPF, Carteira de
Identidade e 1 foto 3x4 recente
Inscrições: abertas
Ortodontia - V Turma
Coordenador: Dr. Marcos Souza
Pinto de Carvalho
Carga Horária: 1460 horas/aula
Inscrição para seleção: Até 25/6
Seleção: 29 e 30/6, às 8h
Critérios para seleção: Análise de
Currículum, entrevista e prova escrita
Prova Teórica: 29/6, (versará sobre
temas da matéria ministrada no curso de graduação. Serão questões
discursivas ou tipo teste.
Prova de Inglês: 29/6 (constará de
tradução de um texto técnico da
área, seguida da formulação de 3
perguntas que poderão ser respondidas em português. Será permitido
o uso de dicionário.
Análise de Curriculum: somente
com os alunos que alcançarem
aproveitamento superior a 85% das
provas teórica e de Inglês.
Prova Prática: 30/6 (os alunos selecionados deverão estar munidos de
alicate 139, alicate corta-fios e lápis
vitrográfico vermelho)
Entrevista: 30/6 (serão iniciadas às
13:00 horas com os professores do
curso)
Taxa de Inscrição para seleção: R$
80,00
Documentos necessários*: curriculum vitae, xerox autenticado do diploma de graduação e Histórico Escolar, comprovante das atividades
citadas no curriculum, comprovante
de inscrição no CRO, uma foto 3 x
4 recente, documento de identidade
e CPF (xerox autenticados)
*Preferencialmente encadernadas
em espiral. Documentação incompleta não será submetida à seleção.
Matrículas: 3 a 6/7
Início do curso: 13/8
Horários: de segunda a sexta-feiras,
das 8 às 18h, mensalmente
Inscrições: abertas
Ortopedia Funcional dos Maxilares - II Turma
(Certificação do MEC através da parceria com a Faculdade São Camilo)
Coordenador: Prof. Dr. Orlando
Santiago Júnior
Data da seleção: a definir
Início: maio
Duração: 34 meses (uma vez por
mês, sendo 16 meses de segunda a
sexta-feira e 18 meses de segunda
a quinta-feira)
Carga horária: 1.216 horas/aula
Taxa de inscrição para seleção: R$
80,00
Documentos necessários: currículo
com xerox dos certificados, comprovante do CRO, CPF, Carteira de
Identidade e 1 foto 3x4 recente
Inscrições: abertas
Radiologia Odontológica e Imaginologia
Coordenadora: Dra. Fernanda Fonseca Nunes
Data da seleção: 3/8
Início: agosto
Carga horária: 640 horas/aula
Taxa de inscrição para seleção: R$
8
80,00
Documentos necessários: currículo
com xerox dos certificados, comprovante do CRO, CPF, Carteira de
Identidade e 1 foto 3x4 recente
Inscrições: abertas
Correio ABO - Maio - Junho/2007
Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofaciais
Implantodontia
Aperfeiçoamento em Cirurgia e
Traumatologia Bucomaxilofaciais
IV Curso de Cirurgia Avançada em Implantodontia
Objetivo: Ministrar conhecimento teórico na área de cirurgias especializadas bem como capacitar
o cirurgião-dentista a realizar cirurgias odontológicas ambulatoriais
Coordenadores: Dr. Marcelo
Drummond Naves, Dr. Adriano do
Valle Fernandes, Dr. Vladimir Reimar Augusto de Souza Noronha
Início: a confirmar
Carga horária: 240 horas/aula
Vagas: 16
Inscrições: abertas
Dentística
VIII Curso de Aperfeiçoamento em Odontologia Estética
Coordenadores: Dr. Artur Napoleão Pereira Araújo, Dr. Ari Castelo
Branco e Dr. Miguel Vigatti
Professores convidados: Dr. Paulo
Emílio Pinheiro e Dr. Ricardo
Marçal
Início previsto: junho
Horários: das 14 às 22h (sextas-feiras) e das 8 às 18h (sábados) uma
vez por mês
Duração: 10 meses
Carga horária: 160 horas/aula
Vagas: 24
Inscrições: abertas
Programação teórica
Plano de tratamento
- Condutas terapêuticas integradas
- Ananmese
- Exames clínicos
- Exames complementares
- Enceramento diagnóstico
Núcleos pré-fabricados (Estéticos e
Metálicos)
- Tipos de pinos
- Indicações / Aplicações
- Vantagens
- Desvantagens
Lâminas Anteriores
Resinas anteriores e posteriores
Noções de oclusão em Dentística
- Relação Cêntrica
- MIH
- Contatos prematuros
- Refinamento oclusal
Inlay / Onlay (Cerâmica e resina)
- Moldagem
- Casquete
- Silicone de adição
Coroas Metalo - Cerâmicas e puras
Clareamento dental
Endodontia
Aperfeiçoamento em Endodontia - II Turma
(Teórico / Pré-Clínico e Clínico)
Coordenadores: Dr. Geraldo Moreira Avelar, Dr. Marcos Rogério Rabelo e Dr. Otaviano L. Durães Pereira
Objetivo: Proporcionar ao profissional o conhecimento técnicocientífico para executar uma endodontia racional, através de um reformulado conceito didático. O
profissional irá compreender, de
forma fácil, eficiente e inteligente,
como vencer os desafios existentes
em cada anatomia, na visão de
grandes nomes da endodontia,
com isso, a maneira mais consistente de limpar e modelar esse
complexo anatômico imprevisível.
O curso abordará a endodontia
com informações científicas e téc-
nicas diferenciadas, baseadas em
uma visão interdisciplinar, critérios
sólidos e uma abordagem voltada
para um padrão de atendimento
completo.
Natureza: Conhecimento teóricocientífico e aplicação técnica intensiva pré-clínica e clínica
Público-alvo: Especialista e clínico
em endodontia
Início: 28/6
Horários: das 8 às 12h e das
13h30min às 17h30min
Periodicidade: uma vez por mês
Duração: 12 meses
Carga horária: 212 horas/aula
Vagas: 24
Inscrições: abertas
Correio ABO - Maio - Junho/2007
Coordenador: Dr. Newton
Miranda de Carvalho
Natureza: teórico - prático
Início: agosto
Periodicidade: mensal (sextafeira e sábado - manhã e tarde)
Duração: 9 meses
Odontopediatria
Aperfeiçoamento em Odontologia para Bebês
Coordenadoras: Dra. Célia Cristina
Dal Moro
Professores: Equipe da EAP/ABOMG
Público alvo: cirurgiões-dentistas e
odontopediatras
Carga Horária: 330 horas/aula,
sendo 192 prática e 144 teórica
Duração: 12 meses
Frequência: semanal (das 14 às
22h)
Inscrições: abertas
Periodontia
Atualização em Periodontia
Coordenadores: Dra. Andréa Mara
de Oliveira Azevedo, Dr. Gerdal
Roberto de Souza e Dr. Lívio de
Barros Silveira
Objetivo: Desenvolver no aluno
conhecimentos que o capacite a
prevenir as doenças periodontias e
restabelecer a saúde periodontal
dentro de uma visão crítica da
odontologia atual.
Início: junho
Horários: das 18h30 às 21h30, às
segundas-feiras, semanalmente
Carga horária: 57 horas/aula
Vagas: 50
Inscrições: abertas
E
A
P
Aos associados:
Se você participou de cursos,
palestras, simpósios e outros
eventos promovidos pela EAP,
venha buscar o seu certificado.
O certificado é o documento
oficial que comprova a sua
participação e qualificação
profissional.
Secretaria da EAP/ABO-MG
9
Prótese
Aperfeiçoamento em Prótese sobre Implantes
(Teórica e prática com atendimento à pacientes)
Coordenadores: Dr. Adélio Pimenta Macedo e Dr. Maurício Miranda
de Carvalho
Professores: Dr. Adélio Pimenta
Macedo e professores convidados
Início: agosto
Duração: 10 meses (1 módulo/
mês)
Horário: sextas-feiras, das 14 às
20h e sábados, das 8 às 18h, mensalmente
Vagas: 24
Inscrições: abertas
Programa: Planejamento em Prótese sobre Implantes - Oclusão aplica
à Implantodontia - Articuladores
semi-ajustáveis / arco facial - Mol-
dagem aberta e fechada: quando e
como usar - Confecção de guia
cirúrgico e radiográfico - Componentes protéticos: seleção e uso dos
mesmos - Prótese cimentadas x
Próteses parafusadas - Restaurações
provisórias sobre implantes - Estética em Prótese sobre Implantes Prótese unitárias e múltiplas - Overdentures: indicação e confecção Prótese tipo protocolo: indicação e
confecção - Carga imediata (restauração em 48 horas) - Escolha do
material restaurador oclusal: quais
os critérios de seleção? - Controle e
orientação ao paciente portador de
próteses sobre implantes.
Planejamento em Prótese Dentária Parcial Removível
E
A
P
Coordenadores: Prof. Tarcísio Fernandes Quaresma; Prof. Hidilberto
de Assis Martins (assistente)
Professores colaboradores: Profa.
Iracema Maria Utsch Braga, Profa.
Maria Celeste D. Rezende
Público-alvo: cirurgiões-dentistas
clínicos e especialistas
Início: 18/6
Carga horária: 32 horas/aula
Horário: sábado, das 8 às 12h, e das
14 às 18h
Vagas: 48 (por ordem de inscrição)
Investimento: R$ 400,00
Inscrições: abertas
Metodologia: Preparo dos modelos
com split cast, montagem no ASA,
uso correto do delineador, planejamento de PPRs, desenho da estrutura metálica, novos grampos (atuais e
estéticos), preparo de boca, uso do
sistema adesivo na estabilidade e retenção das PPRs. O curso será teórico - demonstrativo e laboratorial,
com mesa demonstrativa, ministrado pelo prof. Tarcísio Quaresma e
equipe. Realizar-se-á quatro casos
de planejamento de próteses dentárias parciais removíveis.
Todas as fases laboratoriais serão
demonstradas nos laboratórios da
ABO-MG.
Homeopatia em Odontologia
A EAP/ABO-MG, através do seu Departamento de Homeopatia, disponibiliza professores para ministrar cursos nas regionais. Informações
através do telefone: (31) 3298-1800, Fax: (31) 3298-1838 ou pelo e-mail
[email protected]
PALESTRA
“Interpretação de Exames laboratoriais”
Coordenadora: Dra. Rogéria Barros Romano Fontes
Ministradora: Dra. Mariela Dutra Gontijo de Moura
Data: 20/6
Horário: das 19 às 21h
Vagas: limitadas
GRATUITO
10
Curso Analgesia Inalatória com Óxido Nitroso/Oxigênio
Coordenador: Dr. Marcelo Hannas, MSc.
Três módulos
Início: após preenchimento das
vagas
Carga horária: 90hs
Periodicidade: mensal
Vagas: 12
Inserção da Odontologia no PSF
Ministrador: Dr. José Otávio
Guerra de Assis
Datas previstas: a definir
Horários: sextas-feiras, das 8 às 18
horas, e sábados, das 8 às 12
horas
Carga Horária: 50 horas sendo:
36 horas didáticas e 14 horas
exercícios em casa
Vagas: 40
Inscrições: abertas
Material: 01 CD-gravável
PSF:
- Conceito
- Equipe
- Atividades: individual e coletiva
- Estrutura de apoio Processo de
organização
- Avaliação de resultados
- Programas especiais
- Sistema de informações
Odontologia PSF:
- Inserção da Odontologia no PSF
- Incentivos
- Procedimentos e ações primárias
- Referências e programação de
atenção no CEO
- Programação no PSF de procedimentos de Prótese
- Programação no PSF de procedimentos de alto custo
- Alimentação de banco de dados
Exercícios práticos:
- Elaboração de questionários
- Seleção de programas
- Elaboração de programas
- Elaboração de projeto
IV Curso de Formação Teórico / Prático de Atendente
de Consultório Dentário (ACD) Diurno
Coordenadores: Dra. Alcione Lúcia Morais Rímulo e Dr. Anilton
Rímulo
Objetivo: formar recursos humanos para atuar na equipe odontológica tanto no setor público
como no privado, dentro de princípios éticos, de políticas de saúde vigentes, de controle de infecção e de relação interpessoal da
Odontologia atual, através do domínio de conhecimentos adquiridos em atividades teóricas, práticas e estágios supervisionados e
obrigatórios.
Início: junho
Duração: 8 meses (incluindo-se o
período de férias, com aulas práticas e teóricas) 8 módulos
Carga horária: 320 horas/aula
Horário: das 8 às 18, as sextasfeiras
Vagas: 30
Inscrições: abertas
Pré-requisito: 1º grau completo
(apresentar comprovante no ato
da inscrição)
Obs.: Só terão direito ao certificado as alunas que tiverem 75% de
frequência em todos os módulos.
Estágios:
Supervisionados - 20 horas: acontecerá em dias e horários diferentes das aulas e será em clínicas
das especializações da ABO-MG
Obrigatório - 64 horas: em serviço público ou privado (local e horário ficarão a cargo do aluno)
Atualização Cultural Porque Mulher
- 14/6 - Bioenergia e desempenho da consciência - Helmar Andrade
- 21/6 - O que deixar aos filhos - Inez Lemos
- 28/6 - Tema a definir - Maria José Marinho
Correio ABO - Maio - Junho/2007
8º Curso de Atualização Clínica
MÓDULO VI
Data: 11 e 13/6
Horário: das 19 às 21h, segundas e
quartas-feiras
Inscrições: abertas a partir de 10/5
Programação:
- 11/6
Medicina Periodontal
Prof. Gerdal Roberto de Souza
- 13/6
Aumento da coroa clínica - quando? como? porque?
Prof. Lívio de Barros Silveira
MÓDULO VII
Data: 25/6 a 6/8
Horário: das 19 às 21h, segundas e
quartas-feiras
Inscrições: abertas a partir de 25/5
Programação:
- 25/6
Cerâmicas Odontológicas
Profa. Patrícia Valente Araújo
- 27/6
Interrelação Dentística / Periodontia: preparo do paciente
Prof. Walisson Arthuso Vasconcelos
- 6/8
Coroas Totais x Facetas Estéticas
Prof. Hugo Henriques Alvim
MÓDULO VIII
Data: 8 e 20/8
Horário: das 19 às 21h, segundas e
quartas-feiras
Inscrições: abertas a partir de 1/6
Programação:
- 8/8
Como planejar as Próteses Parciais
Removíveis
Prof. Sérgio Carvalho Costa
- 20/8
Prática de Execução do Planejamento de PPR
Prof. Edson Chaves Júnior
MÓDULO IX
Data: 22/8 a 17/9
Horário: das 19 às 21h, segundas e
quartas-feiras
Inscrições: abertas a partir de 1/8
Programação:
- 22/8
Disfunções Temporomandibulares:
revisão anatômica e biomecânica Etiologias
Prof. Marcelo Mascarenhas
- 3/9
DTM - Classificação - Exame e
Diagnóstico
Prof. Rodrigo Estevão
- 5/9
Tratamento das DTMs
Prof. Patrícia Valério
- 17/9
Dores Odontológicas não odontogênicas
Prof. Marcelo Mascarenhas e Profa.
Patrícia Valério
Dois dias de palestras voltadas para os universitários
Dia: 22 e 29 de setembro de 2007
Horário: das 8 às 12h30
Local: Associação Brasileira de Odontologia - Seção Minas Gerais
22/9
das 8h às 9h15min
Trabalhando com pacientes diabéticos e
hipertensos - Prof. Marcelo Drummond
Naves (UFMG)
das 9h20min às 10h50min
Introdução à Laserterapia
Amostras de casos clínicos - Prof. Gerdal
Roberto de Sousa (ABO-MG)
das 11h às 12h10min
Mantenedor de espaço - Prof. Henrique
Pretti (Unincor)
22/9
das 8h às 9h50 min
Fundamento para concursos públicos Profª Cláudia Rossi Dutra (Unincor)
das 9h55min às 10h40min
Procedimentos estéticos - Prof. Fernando
de Oliveira Costa (UFMG)
das 10h50min às 12h40min
Restaurações estéticas em metal free Prof. Guilherme de Senna Figueiredo
(PUC)
E
A
P
Exposição de painéis
Inscrição: 15de março a 24 de setembro de 2007
Regulamento já disponível no site www.abog.org.br
Realização
Departamento universitário
Érika Brandão Marcos Franco
Anamaria Ramos Castro
Filipe Augusto de Faria Fonseca Macedo
Endodontia conclui curso de
aperfeiçoamento e abre nova turma
Terminou no dia 19 de maio o Curso de Aperfeiçoamento
em Endodontia, coordenado pelos professores Geraldo Moreira
Avelar, Marcos Rogério Rabelo e Otaviano Luiz Durães Pereira.
Participaram 14 alunos. A próxima turma já está
programada para começar em junho.
Correio ABO - Maio - Junho/2007
Os cursos da EAP poderão ser adiados ou
cancelados e, no seu decorrer, sofrer
alterações, de acordo com as
necessidades dos coordenadores e da
ABO-MG. Informações e inscrições para
todos os cursos: Secretaria da ABO-MG,
Rua Tenente Renato César, 106
Cidade Jardim, BH/MG.
Telefone: (31) 3298-1800
11
Na luta contra o tabaco, dentista tem o
Males provocados pelo tabagismo são assintomáticos: a pessoa pode fumar durante anos e
Es
p
e
c
i
a
l
12
Só no Brasil, a cada ano são
consumidos cerca de 500
milhões de cigarros. A indústria
do tabaco no país movimenta,
aproximadamente, 8,5 bilhões de
reais por ano, empregando,
desde o plantio, a industrialização até a comercialização final
do produto, cerca de 2,2 milhões
de pessoas. O fato é que o tabagismo vicia e está associado a
doenças que podem matar. A
fumaça do cigarro, por exemplo,
contém entre quatro e cinco mil
substâncias, sendo que 80%
delas são perigosas para a saúde
– como a nicotina, o alcatrão – e
elementos radioativos – urânio,
polônio 210 e plutônio. O cigarro não é o único vilão nessa história, pois o hábito de fumar charuto e cachimbo ou mascar fumo
também são prejudiciais.
De acordo com dados da
Organização Mundial de Saúde,
30% dos tipos de câncer estão
relacionados direta ou indiretamente ao hábito de fumar, assim
como 85% das mortes decorrentes de câncer pulmonar, 25% dos
problemas cardíacos e 25% dos
distúrbios vasculares cerebrais.
Isso sem contar que a possibilidade de contrair infecções por bactérias e vírus aumenta até 400%
com o consumo de tabaco.
O tabagismo também está
associado a vários tipos de câncer, como o de pulmão, bexiga,
esôfago e boca. No caso dos
fumantes, em torno de 90% dos
problemas pulmonares, como
bronquite, asma e pneumonia,
estão associados ao hábito de
fumar. Cerca de 80% das pessoas
que morrem por causa de problemas pulmonares são fumantes.
São inúmeras as patologias
associadas ao tabagismo, que
pode causar ainda hipertensão
arterial, impotência sexual, infertilidade, e nas gestantes, até
aborto ou parto prematuro. Os
não-fumantes ou fumantes passivos, que são as pessoas que convivem diariamente com outras
que fumam, estão sujeitos a ter os
mesmos problemas. A chance de
um fumante passivo ser vítima de
doenças associadas ao fumo é
250% maior do que quem não
convive com fumantes.
O tabaco afeta a saúde dos
indivíduos como um todo e, em
especial, a saúde bucal, predispondo à gengivite, escurecimento dos dentes, enfraquecimento
da dentina, halitose e câncer de
boca. De acordo com pesquisas
publicadas, quem fuma tem quatro vezes mais chances de contrair doenças periodontais.
Responsabilidade
Cabe ao profissional da área
de saúde, ciente dos riscos causados pelo uso do tabaco, contribuir para a melhoria dos hábitos
de vida dos pacientes. Acrescentar à anamnese habitual perguntas referentes à quantidade de
cigarros consumidos por dia e se
há a intenção de largar o vício,
informar a respeito dos perigos do
cigarro, das dificuldades que
podem surgir ao cessar o seu consumo, como enfrentá-las e falar
dos recursos terapêuticos existentes são obrigações de todo o profissional da área de saúde.
O profissional deve enfatizar
principalmente os benefícios
que o paciente vai conseguir largando o vício. Não adianta falar
só dos problemas, porque a
maioria das pessoas já conhece
e sabe quais são. O dentista tem
que mostrar e explicar melhor
quais são os riscos e orientar
detalhadamente, conscientizando e educando, falando aberta-
mente sobre o assunto e esclarecendo todas as dúvidas.
Tratamento
Começar a fumar é fácil.
Segundo a OMS, 99% dos indivíduos que tragam um cigarro pela
Números que assustam
O tabagismo:
! mata quatro milhões de pessoas no mundo e 120 mil no Brasil, por ano;
! são quase 14 mortes por hora no país;
! o risco de morte do fumante em função do tabagismo é cerca de 50%;
! está associado a pelo menos 56 doenças diferentes;
! a possibilidade de um fumante passivo ser vítima de doenças associadas
ao fumo é 250% maior do que a de quem não convive com fumantes;
! a fumaça do cigarro contém 60 substâncias cancerígenas comprovadas
cientificamente;
! cerca de 99% das pessoas que tragam um cigarro pela primeira vez
tornam-se fumantes;
! apenas 3% dos fumantes abandonam o hábito por força de vontade.
Fontes: OMS e revistas Estado de Minas Bem Viver, ano 2 - nº 7,
e Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, vol. 55
Correio ABO - Maio - Junho/2007
dever de alertar pacientes sobre o vício
e só descobrir os efeitos negativos quando surgirem e se agravarem os primeiros problemas
31 de maio é o Dia Mundial sem Tabaco
O Dia Mundial sem Tabaco – 31 de maio – foi
criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
com o intuito de sensibilizar o maior número possível de pessoas sobre os males causados pelo consumo do tabaco e seus derivados.
No Brasil, a data é comemorada sob a coordenação do Instituto Nacional do Câncer e Ministério
da Saúde, em parceria com as 27 coordenações esta-
O TABAGISMO está
associado a vários
tipos de câncer
primeira vez tornam-se fumantes.
Parar é muito mais difícil. Exige
muita força de vontade, apoio da
família e acompanhamento multidisciplinar de profissionais especializados.
Se as informações a respeito
das doenças causadas pelo uso do
tabaco são cada vez mais divulgadas, o mesmo não ocorre com as
formas de tratamento. Engana-se
quem encara esse vício como um
problema do indivíduo que, se
quiser, pode abandoná-lo apenas
com o seu próprio esforço.
A dependência da nicotina é
intensa e um fator limitante para o
fumante alcançar o seu êxito. A
"força de vontade" pode não ser
suficiente para enfrentar os sintomas da Síndrome de Abstinência.
Mal-estar, ansiedade, depressão,
insônia, aumento de apetite, dificuldade de concentração, distúrbios gastrointestinais são freqüentes, atingindo, em graus variados,
70% das pessoas que tentam parar
de fumar. Por isso, só 5% conseguem fazê-lo sozinho. A maioria
só obtém êxito após quatro tentativas de parar de fumar.
Por isso, educar é a melhor
forma de prevenção, mas não é
tarefa fácil, pois mesmo sabendo
dos riscos, muita gente reluta em
parar de fumar. Para piorar a situação, de acordo com a OMS, as
pessoas têm começado a fumar
cada vez mais cedo, geralmente, a
partir dos 13 anos. E quanto maior
o tempo de exposição ao tabagismo, maior a possibilidade de
desenvolver alguma doença relacionada.
O hábito de fumar é associado pelas propagandas da indústria tabagista a sensações de prazer e poder, status social, liberdade ou rebeldia, mostrando sempre pessoas felizes fumando num
mundo ilusório e fictício de
sucesso e poder.
Correio ABO - Maio - Junho/2007
duais do Programa Nacional de Controle do Tabagismo e outros Fatores de Risco, que orientam seus
respectivos municípios.
Atualmente, 80% dos cerca de 1,2 bilhão de
fumantes em todo o mundo vivem em países em
desenvolvimento. Dos 100 mil jovens que começam
a fumar a cada dia, 80% são de países pobres. No
Brasil, um terço da população adulta fuma.
10 motivos para parar
de fumar agora
Para animar os futuros ex-fumantes,
é bom saber que há muitos
benefícios a curtíssimo prazo
quando se larga o vício de fumar.
A seguir, uma lista com 10 boas
notícias para a saúde de quem
apaga o último cigarro.
1 - Em 20 minutos a pressão arterial e os batimentos cardíacos retornam
ao normal
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2 - Em 8 horas os níveis de monóxido de carbono retornam ao normal
3 - Em 1 dia há redução do risco de ataque cardíaco
4 - Em 3 dias há relaxamento dos brônquios e aumento da capacidade
respiratória
5 - De 2 a 12 semanas: melhora a circulação
6 - Entre poucos dias e algumas semanas o paladar e o olfato se recuperam completamente (dependendo do quanto e por quanto tempo a
pessoa fumava)
7 - De 1 a 9 meses há redução de tosse, infecções e ocorre melhora da
capacidade respiratória
8 - Em 1 ano o risco de doença coronária cai pela metade
9 - De 10 a 15 anos o risco de doença coronariana se iguala ao de uma
pessoa que nunca fumou
10 - De 15 a 20 anos o risco de câncer se aproxima do risco de uma
pessoa que nunca fumou
Fonte: PrevFumo/Unifesp
13
Câncer de boca e o hábito de fumar
Marcelo Drummond Naves *
Evandro Neves Abdo**
Es
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14
O câncer é uma doença progressiva crônica, em que as células
de determinada área do organismo
tendem para um crescimento anormal e desordenado, substituindo o
tecido sadio por uma massa inerte e
sem função. Segundo o dr. Décio
Santos Pinto, professor titular da
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Alfenas, o câncer nos Estados Unidos foi responsável por 165.484 mortes em 1989,
perdendo apenas para as doenças
do coração. Desses casos, o câncer
de boca foi responsável por cerca
de 5% dos óbitos. No Brasil, em
estudo realizado pelo Registro
Nacional de Patologias Tumorais, o
quadro se assemelha ao americano
e pode-se observar a incidência de
4,4% de câncer bucal nos 530.000
casos de câncer verificados no
período de 1981 a 1985. Nesse
período, o câncer de boca no Brasil
representou o 3º lugar na incidência
de lesões malignas em homens e o
7º lugar em mulheres, atrás do câncer de pele, estômago, colo de
útero e mama.
De cada dez tumores malignos, diagnosticados na boca, nove
são carcinomas espinocelulares,
isto é, tumores derivados das
camadas celulares da mucosa da
boca. Esse tipo de tumor tem etiologia multifatorial e o papel de
cada fator não é bem compreendido, mas sabe-se que alguns
deles, de modo isolado, mas principalmente associados, têm relação direta com o aumento de incidência no aparecimento de lesões
malignas na boca e nos lábios
como fumo, bebidas alcóolicas
(principalmente as destiladas),
radiação solar, má condição dos
dentes e gengivas, traumatismo
crônico (por exemplo, dentaduras
que machucam constantemente
as mucosas), infecções virais, tendência hereditária, deficiências
nutricionais e falha no sistema
imunológico.
Para o professor Evandro
Neves Abdo, da Faculdade de
Odontologia da UFMG, o consumo de fumo sob as suas diversas
formas aparece constantemente
nas pesquisas sobre o carcinoma epidermóide bucal. Os
fumantes somam 1,1 bilhões
de pessoas no mundo, sendo
35 milhões de pessoas no
Brasil. Desse total mundial, 3
milhões morrem a cada ano
vítimas de doenças relacionadas ao tabaco. No País, o
número de óbitos entre os
tabagistas é de cerca de
100.000, ou seja 10 mortes
por hora.
O tabagismo foi introduzido na Europa no século XVI
por exploradores espanhóis e
desde o século XVIII suspeitava-se haver relação entre câncer de boca e tabagismo. A
correlação entre o fumo e o
câncer bucal já havia sido
observada por Sir James
Paget, em 1870, que notificou
a relação entre o uso de
cachimbo e o câncer de palato, conforme relata BOUQUOT (1999).
De acordo com o manual
de prevenção do INCA (BRASIL,
1996) a temperatura da ponta do
cigarro pode chegar a 835 à 884
graus centígrados e assim potencializa a agressão aos tecidos.
Além disso, já foram identificadas
cerca de 4.700 substâncias tóxicas
na fumaça e no tabaco, sendo que
60 delas apresentaram ação carcinogênica conhecida, entre elas as
nitrosaminas. Outras substâncias
que participam da gênese de tumores têm sido encontradas, tais
como níquel, cádmio, carbono 14,
polônio 210 e resíduos de agrotóxicos utilizados na lavoura, como
o
dicloro-difenil-tricloroetano
(DDT).
No ano de 1998, no Hospital
Geral de Ensino em São Paulo,
ARAÚJO FILHO e colaboradores
encontraram, entre 54 casos de
CEB, 88,9% de fumantes e 65%
de usuários de bebidas alcoólicas, sendo que a média de idade
da ocorrência do câncer entre os
não fumantes foi de 72 anos,
enquanto a média geral nos
fumantes foi de 58,2 anos. O professor Luiz Paulo Kowalski, Diretor do Departamento de Cirurgia
de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia do Hospital do Cân-
cer A. C. Camargo, de São Paulo,
e a profª Inês Nobuko Nishimoto,
estaticista nesse mes-mo hospital,
afirmam que em diversos estudos
epidemiológicos ficou claramente demonstrado não só o risco de
câncer de boca nos tabagistas,
como também um notável efeito
dose-resposta. Em estudo casocontrole realizado no Brasil, verificou-se que o consumo de fumo
é o mais importante fator de risco
entre os fumantes de cachimbo, e
que não existem diferenças apreciáveis na magnitude dos riscos
de acordo com os vários estilos
de consumo de tabaco. Nesse
mesmo estudo, demonstrou-se
que o risco de câncer de boca
para indivíduos que fumaram
cigarros industrializados decresce
progressivamente,
atingindo,
após dez anos de abandono do
hábito, o mesmo nível verificado
para os não fumantes.
Existe clara relação entre a
quantidade e o tempo de exposição ao tabaco e a prevalência de
CEB em fumantes. Segundo FRANCO e colaboradores (1989) e REIS
(1997), no Brasil, apenas cerca de
4,3% dos portadores de CEB nunca
fumaram. Em relação aos não
fumantes, esses autores revelaram
que o risco de desenvolvimento de
CEB em fumantes de cigarros é de
6,3; em usuários de cachimbo é de
14 e entre consumidores de cigarro de palha o risco é de 7 vezes
mais elevado. Por outro lado, o
desaparecimento ou redução do
risco após a interrupção do hábito
de fumar tem sido comprovado por
várias pesquisas. Para BLOT e colaboradores (1998) e FRANCO e
colaboradores (1989), a interrupção do hábito de fumar, após 10
anos, reduz o risco de câncer a um
nível próximo aos que nunca
fumaram. Em estudo de caso-controle realizado em São Paulo,
Goiânia e Curitiba, entre 1986 e
1989, SCHLECHT e colaboradores
mostraram que o risco para exfumantes de cigarros industrializados reduziu a níveis próximos aos
daqueles que nunca fumaram após
15 anos. Para ex-fumantes de
cigarros com fumo de rolo o tempo
para redução foi de 20 anos.
Os dados descritos sugerem a
importância do cirurgião-dentista
na prevenção e diagnóstico precoce do câncer bucal. Dados preocupantes publicados na British Dental
Journal indicam que a maioria dos
CDs conhecem a relação do fumo
com o câncer bucal mas este fato
não é bem compreendido pelos
seus pacientes. Desta forma, é de
extrema importância a atuação do
cirurgião-dentista como profissional de saúde, informando seus
pacientes da correlação entre o
fumo e o carcinoma epidermóide
de boca e tentando ajudá-lo a
parar de fumar devendo, até
mesmo, encaminhá-lo a profissionais que poderão ajudá-lo.
* Professor Adjunto da FO-UFMG,
Doutor em Estomatologia
(FO-PUC/RS), Especialista
em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (FORP-USP)
** Professor Adjunto da FO-UFMG,
Especialista em Cirurgia
e Traumatologia Bucomaxilofacial (FOUFMG)
Observação: artigo publicado
no Correio ABO n°193,
julho de 2001
Correio ABO - Maio - Junho/2007
Correio ABO - Maio - Junho/2007
15
Monlevade participa de Jornada
Evento voltado para médicos e CDs teve a palestra sobre traumatismo dentário
giões-dentistas da região.
Desde abril, a Regional está oferecendo o curso de Atendente de
Consultório (ACD), com término
previsto em novembro. O curso,
sob a coordenação de Alcione Lúcia
Rímulo, professora da EAP/ABOMG, é realizado aos sábados e
conta com 27 alunas.
Fotos: ABO-Regional João Monlevade
A Regional foi representada na
19ª Jornada Médica de João Monlevade por Maria Ilma de Souza
Côrtes, PhD que ministrou a
palestra Traumatismo Dentário na
Criança e Adulto: Protocolo de
Atendimento de Urgência, no dia
11 de maio. O evento teve como
público-alvo médicos e cirur-
S ão João del-Rei
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s
O curso Descomplicando a Prótese Fixa, que aconteceu no dia 28 de
abril, na sede da ABO em São João del-Rei (foto), foi considerado de alto
nível pela diretoria da Regional. Ministrado pelo coordenador da especialização em Prótese da Faculdade de Odontologia de Itaúna, Wilson
Batista Mendes, o curso contou com a presença de 30 profissionais e
mostrou ter grande aplicação no dia-a-dia do profissional.
Descomplicando a Prótese Fixa é um curso que faz parte do cronograma previamente estabelecido pelo Departamento Científico da nova
diretoria da Regional São João Del-Rei, que tem programadas várias atividades inovadoras.
MARIA Ilma (direita) ministrou palestra
Foto: ABO-Regional São João del Rei
CURSO de ACD termina em novembro
Confira a programação dos cursos
da EAP nas páginas 8 a 11 desta edição
16
Correio ABO - Maio - Junho/2007
Guanhães
ção de dentistas, familiares e amigos, visando estreitar as relações
de amizade da categoria.
Um novo curso, envolvendo
as áreas de Endodontia, Dentística e Ortodontia, já está agendado para os dias 6 e 7 de julho.
Paralelamente, será realizado
também um curso para as ACDs,
com programação a ser divulgada. Guanhães vem, com muito
comprometimento, promovendo
a união da classe e a permanente capacitação e atualização dos
associados.
Foto: ABO-Regional Guanhães
A Regional realizou, nos dias 27
e 28 de abril, o curso Estética com
ênfase em resinas anteriores,
coroas metal free e facetas de porcelana. Ministrado pelo professor
Hugo Henriques Alvim, o curso
contou com a participação de 26
dentistas da região, que discutiram
os casos clínicos apresentados e
conheceram os novos materiais
disponíveis no mercado. Para finalizar o evento com sucesso, a diretoria da Regional Guanhães promoveu um coquetel de confraternização no dia 28, com a participa-
Foto: ABO-Regional Lagoa da Prata
HUGO Alvim falou para 26 CDs da região
V içosa
L agoa da Prata
A Regional realizou, dia 18 de maio, o curso Integrando o clareamento ao tratamento restaurador, no Centro Cultural Hilde Shimidt. Ministrado por Marcílio Moreira Miranda, o evento contou
com a presença de profissionais de Lagoa da Prata e de outras
cidades da região, como Formiga, Arcos, Bom Despacho, Dores
do Indaiá, Luz e Barbacena (foto).
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Está marcado para o dia 22 de junho, das 8 às 18h, o curso sobre clareamento envolvendo as técnicas Laserterapia e Fototerapia. Será no
Auditório do Centreinar, no campus da Universidade Federal de Viçosa
(UFV), com apresentação de tópicos importantes dessa área, como: conceito, aplicações clínicas, terapia fotodinâmica PTD, técnicas atuais, sistemas fotoativados e noções de marketing. Haverá também demonstração ao vivo de um clareamento LED/Laser.
O curso será ministrado por Ismael Drigo Cação, professor adjunto do
Curso de Aperfeiçoamento de Cirurgia, em Ribeirão Preto, coordenador
do curso Treinamento de Clareamento a Laser – LED e Laserterapia, promovido pela central SpaziOdonto de treinamento, e ministrador de cursos e conferências em lasers e clareamento dental em diversos congressos nacionais e internacionais.
Para mais informações, o telefone da ABO Viçosa é (31) 3891-5936
ou (31) 8417-1544 (falar com Elizabel).
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Correio ABO - Maio - Junho/2007
17
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Santiago
CRO-MG 1174
Especialista em O.F.M. e D.T.M. e
Dor Orofacial
Coordenadora da especialidade O.F.M.
da ABO de Muriaé-MG
CONSULTÓRIO:
Av. do Contorno, 8000 - Conj. 1712
Santo Agostinho - 30110-907
Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3291-5560
E-mail: [email protected]
Dr. Orlando Santiago Júnior
CRO-MG 11842
Mestre em Patofisiologia Geral
Especialista em OFM e DTM e
Dor Orofacial
Coordenador do curso de Especialização
da ABO-MG
CONSULTÓRIO:
Av. do Contorno, 8000 - Conj. 1712
Santo Agostinho - 30110-907
Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3291-5560
E-mail: [email protected]
Clínica Dr. Edson Mariano
CRO-MG 3559
Professor da FO-UFMG
Implantodontia e Prótese
Especialista em DTM e Dor Orofacial
Fisioterapia para DTM
LASERTERAPIA
ATENDIMENTO DOMICILIAR
EMERGÊNCIA - 24 Horas
Inclusive Domingos e Feriados
Av. do Contorno, 5302 - Savassi
(31) 3227-6366
Telefax: (31) 3225-6181
Patologia Bucal
ORALCITO - Laboratório de
Patologia Bucal
Exames para diagnóstico de doenças da boca
Av. Contorno 6064 Lj. 3 – Savassi
Belo Horizonte – MG – CEP 30110-110
Telefax: (31) 3281-1296
Correio ABO - Maio - Junho/2007
Dr. Carlos Roberto Martins
CRO-MG 2.425
Periodontista e Estomatologista
Professor da UFMG e PUC-MG
Rua do Ouro, 136 - 1º andar
Serra - BH - MG
Fone: (31) 3284-7611 - 3284-7133
Dr. Joaquim Resende
CRO-MG 905
Exclusivamente Periodontia
Rua Santa Rita Durão, 321 sala 611
BH - MG - Telefax: (31) 3225-3444
E-mail: [email protected]
Dra. Cássia Pascoal Menezes
Dr. José Fernando V. Machado
Dr. Fabiano Araújo Cunha
Dr. José Cláudio Faria Amorim
CRO-MG 24.678
Periodontia - Implantodontia
Especialista e Mestre em Periodontia / PUC-MG
Av. Assis Chateaubriand, 29 - Floresta
Tel: (31) 3222-4789 / Santa Bárbara/MG
Tel: (31) 3832-2835 - [email protected]
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Periodontia - Laserterapia - Mestre USP/SP,
Prof. FO de Itaúna/MG e Especialização em
Periodontia de Diamantina
R.Espírito Santo, 1204/806 BH (31) 3226-6132
Pça Dr. Augusto Gonçalves, 146/ 703 - Itaúna
5ª e 6ª feiras - (37) 3241-1257
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Dr. José Geraldo Martins
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Periodontia e Laserterapia
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Serra - BH - MG
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Fax: (31) 3284-7133
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Dr. Glênio Coutinho de Oliveira
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i
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Confira a programação dos cursos da
EAP nas páginas 8 a 11 desta edição
19
Desafios da educação para a saúde
Especialistas relatam auto-análise de projeto realizado em escola pública
Educação em Saúde no Contexto
da Atenção à Saúde Bucal Avaliação de Programa de
Educação para a Saúde Bucal em
Escola Pública de Minas Gerais
Maria Aparecida
de Oliveira, ABO-MG
Cecília M. C. S. Oliveira, FASC
Eduardo Rêgo Araújo, FASC
Resumo
Pe
s
q
u
i
s
a
Este artigo tem como objetivo
relatar a auto-análise realizada
sobre as metodologias e práticas
de educação para a saúde bucal
que vínhamos implementado,
como equipe de Odontologia, em
uma escola pública de um município de Minas Gerais. Considerando que as ações educativas dos
programas de saúde pública têm
sido concebidas como ferramentas
de empoderamento da população
e instrumento de viabilização da
participação desta no cuidado
com a saúde, avaliou-se o sentido
do processo de educação para
saúde bucal que a odontologia
vem construindo junto a escolares
de nível básico (1ª a 4ª serie), no
espaço social da escola pública.
Na primeira parte do artigo é
apresentada uma revisão, em que se
resgata os principais aspectos defendidos por diferentes autores no que
diz respeito à proposta de educar as
pessoas como forma de municiá-las
para suas decisões e iniciativas
quanto à adoção e melhoria de
hábitos e posturas saudáveis. Na
segunda parte são contextualizados
os resultados observados quanto a
abordagem utilizada por nossa
equipe de saúde bucal na escola,
enfatizando as dificuldades enfrentadas pela equipe em negar um
modelo tradicional, no qual ela
mesma fora formada e do qual carregava marcas profundas.
Introdução
Muito tem se falado do poder
de influência da informação e educação dos grupos populacionais nos
diferentes cenários e espaços coleti-
20
vos, em especial no próprio espaço
de formação da escola, para se
alcançar melhorias no quadro de
saúde geral das populações. No
entanto, observa-se que tal influência vai depender da concepção da
educação em saúde e, portanto, da
inserção do tema nos diferentes
modelos assistências. Convivendo
com modelos assistenciais diversos,
os profissionais da Odontologia buscam o melhor emprego desta interface entre a educação e a saúde,
sujeitos a falhas e acertos que têm
origem muito mais na conformação
da assistência a saúde e no modelo
político econômico capitalista do
que no ideário profissional.
Materiais e métodos
Realizou-se esse estudo a partir
da aplicação de entrevistas e da
auto-avaliação como Equipe de
Saúde Bucal lotada em uma escola
pública de ensino fundamental de
um município da Região Metropolitana de Belo Horizonte que convive com uma complexidade de
problemas sócio-culturais relacionados ao saneamento básico, analfabetismo, saúde e habitação. Analisou-se, ainda, o material didático
utilizado nas ações educativas do
Programa quanto ao conteúdo das
mensagens transmitidas, quanto ao
modelo de saúde bucal veiculado
nas informações, e das concepções
de educação e de saúde observados nestes materiais.
Perspectiva histórica
A prevenção de doenças, a
partir do final do século XIX, tem
sido uma proposta muito analisada
nos programas de Saúde Pública.
Considera-se que vivenciamos a
“Era da Prevenção”, pois ouvimos
discursos dando grande ênfase aos
métodos preventivos de doenças.
Na área da Odontologia, é transparente este direcionamento, inclusive com estímulos financeiros por
parte do Sistema Único de Saúde
para os procedimentos preventivos
que são desenvolvidos nas comunidades escolares.
No final do século XIX, com a
descoberta da bacteriologia, as teorias pasteurianas, tiveram grande
impacto na assistência social e atenção médica, mudando o rumo do
controle das doenças. Até então,
com base na teoria miasmática, as
noções para combate das doenças,
se davam de modo coletivo. A partir
das descobertas de Pasteur, as
noções de combate às doenças
começaram a se dar de modo mais
centrado na responsabilidade individual, através de regras de bem viver,
limpeza, higiene pessoal, para
manutenção da saúde.
Em 1890, com a descoberta da
flora bacteriana bucal, as noções
de higiene bucal também passam a
ser orientadas pelo comportamento
individual, já que o agente patológico deve ser atacado e eliminado
em cada um dos indivíduos. A teoria quimio-parasitária das cáries foi
o modelo para as práticas curativas
e também para práticas de prevenção (ou higiene bucal, como era
considerada na época), a limpeza
dos dentes era a única saída para
manutenção da saúde da boca e,
portanto, de todo organismo.
(ROSEN, 1994).
Analisando os conceitos do
século passado, percebe-se que o
enfoque das ações educativas dos
programas preventivos em odontologia, até então, pautava-se na
doença, determinada por fatores
específicos, limitados pelas teorias
científicas do processo saúde/doença, sustentadas por diagnósticos epidemiológicos que proporcionam o
ponto de partida para estes programas e ou campanhas fragmentadas,
que enfatizam esta questão.
Este pensamento traduz o que
pretende a maioria dos programas
de saúde; combater a ignorância,
difundir a informação, transmitir
conhecimentos e hábitos de higiene
cientificamente elaborados.
Será esta a mentalidade das
ações educativas nos programas de
saúde bucal atuais? O que mudou?
A educação para saúde bucal auxilia na construção da cidadania dos
indivíduos (consciência de direitos),
ou é muito mais imposição do
modelo tradicional de saber odontológico - científico?
Vivência prática
O Quadro 1 resume os principais aspectos abordados e os respectivos resultados encontrados.
O Programa de Educação em
Saúde da área de odontologia
desenvolvido nesta instituição foi
estruturado de acordo com as recomendações do coordenador da
equipe de saúde bucal, com definição do cronograma de atividades
deste Programa, cujos procedimentos deveriam envolver: educação
em saúde para escolares e comunidade em geral, escovação orientada
e evidenciação de placa bacteriana,
aplicação semanal de flúor solução
a 0,2% e aplicação trimestral de
flúor gel acidulado a 1,23%.
Este rol de procedimentos foi
rigorosamente cumprido, porém as
análises mostram que as metodologias utilizadas especificamente para
a educação em saúde não contribuíram para o sucesso do mesmo.
Observou-se uma verticalização da
abordagem dos alunos, com o
repasse de informações sobre os
métodos preventivos sem conceder
a oportunidade da manifestação dos
mesmos no processo. Reproduzindo o mesmo modelo de formação
profissional na graduação de odontologia, os dentistas colocaram em
todas as apresentações e palestras a
cárie como uma doença com possibilidade de ser totalmente evitada,
sendo que para isto é necessário que
as crianças sigam a risca todos os
preceitos de higiene bucal.
Nos eventos festivos que ocorriam mensalmente observava-se
grande esforço dos profissionais e
professoras que coordenavam apresentações de teatros, números musicais e estórias envolvendo os alunos
com o tema. Da mesma forma que
ocorria com as palestras em sala de
aula, as técnicas de abordagem
eram tradicionais e repetitivas, e as
mensagens veiculavam a responsabilização das próprias pessoas pelo
insucesso das medidas.
Ao analisar a linguagem utiliza-
Correio ABO - Maio - Junho/2007
Quadro 1
ASPECTO
OBSERVADO
Sim / Não
RESULTADOS
Ruptura com
o modelo
biológico
N
O modelo de saúde bucal veiculado nas informações é cientificista e pressupõe que a cárie é
causada pela placa bacteriana em indivíduos de
risco (modelo da teoria químio-parasitária).
A mensagem veiculada no material didático se
apresenta distante da realidade da comunidade.
As informações a respeito de prevenção das
doenças bucais são fragmentadas e dissociadas
da saúde geral e das condições de vida.
Condicionantes
sociais, culturais,
econômicos e
políticos
N
Os problemas relacionados à saúde bucal das
crianças estão minimizados ao âmbito biológico, orgânico e individual.
Informações sobre o processo saúde/doença se
reduzem a explicar a doença a partir de fatores
intrínsecos ao indivíduo (higiene oral inadequada, dieta cariogênica).
Articulação com
ensino escolar
N
O nível de articulação obtido é parcial e fragmentado. Professores, alunos e funcionários assimilam, cada um a seu modo, os conteúdos trabalhados. Alguns professores incorporam os
temas em suas práticas pedagógicas.
Incorporação da
consciência da
prevenção
N
Observou-se alguma mudança de atitude
sem significado para a adoção de hábitos
saudáveis.
Processo de
“auto-culpabilização”
S
A mensagem transmitida é de que as pessoas são
responsáveis pela sua saúde ou doença e que o
desrespeito às regras ditadas pela equipe odontológica (higiene adequada, diminuição da
ingestão de açúcar) será punido com a doença.
Metodologias
educacionais
construtivistas
e participativas
N
As práticas pedagógicas são principalmente
intuitivas, normativas e verticais. Com freqüência há repetição das informações. A linguagem
utilizada não encontra sintonia com a maturidade das crianças e possui forte conteúdo técnico.
da pelos organizadores e participantes do programa em estudo, percebeu-se que a mesma não estava
em sintonia com o desenvolvimento e maturidade das crianças usuárias do programa. Não havia também uma preocupação em adequar
essa linguagem à realidade na qual
vivem essas crianças. Muitas vezes,
a fala dos orientadores era bastante
técnica e ainda ressaltava diversas
regras distantes da realidade dos
escolares. Como por exemplo, os
conselhos para a ingestão diária de
frutas e verduras, além do uso do fio
dental, sendo que muitas das crianças não tem nem mesmo acesso à
escova de dentes. Kramer (1987)
aborda esta questão ao afirmar que
“Sendo a inserção social das crianças diferentes, é impróprio ou inadequado supor a existência de uma
população infantil homogênea.
O modelo de saúde bucal veiculado nas informações se enquadrava no modelo cientificista, o qual
entende que a doença cárie é cau-
sada pela placa bacteriana em indivíduos de risco (modelo da teoria
químio-parasitária). Por isso, orientavam as crianças para que comam
o melhor e cuidem bem da sua
higiene oral. Não considera que o
processo saúde-doença é socialmente determinado. Se não, entenderia que a cárie, como qualquer
outra doença, é socialmente determinada. Ninguém é doente porque
quer. As pessoas moram, trabalham,
comem, vestem-se e divertem-se
como podem. Luz (1988) se refere
ao equívoco de utilizarmos o discurso da educação para a saúde,
sem que concretamente esteja se
negando o modelo hegemônico tradicional. Segundo o autor, na tentativa de se impor uma mensagem
(que vem se mostrando na maioria
das vezes única, neutra, atemporal e
ahistórica reduzida pelo cientificismo), às ações educativas dos programas preventivos, que são
implantados em realidades diversas
e distintas, estamos correndo riscos
Correio ABO - Maio - Junho/2007
de não conseguirmos transformar o
perfil e a concepção de saúde da
população alvo dessas ações educativas. A saúde ainda é vista não
como afirmação da vida, mas como
ausência de uma patologia, e a cura
é a cessação de sintomas, que são a
chave da doença.
O material didático utilizado
continha o mesmo apelo observado: a exceção do macromodelo e
de alguns desenhos explicativos do
desenvolvimento da cárie e da
doença periodontal, foram exploradas nos demais materiais estórias de
crianças que não escovam os dentes e como conseqüência vão parar
no dentista com dor de dentes ou
são afastadas dos amigos por apresentarem mau-hálito.
Os cartazes espalhados na
Escola reproduziam a filosofia do
programa: os problemas relacionados à saúde bucal das crianças
estão minimizados ao âmbito biológico, orgânico e individual. Estes
cartazes foram produzidos por
indústrias fabricantes de produtos
odontológicos (pasta dental e
creme dental), e objetivam
demonstrar que a utilização destes
produtos leva, certamente, a
alcançar a saúde bucal.
Além de uma terminologia técnica inapropriada para as crianças,
a mensagem veiculada em todo o
material didático se apresentava
muito distante da realidade daquela
comunidade, (ingestão de frutas,
queijos e leite, uso de escovas especiais como fator fundamental para
uma boa saúde bucal e uso constante do fio dental), pois uma parcela significativa da população não
possui a infra-estrutura básica para
viver dignamente (ausência de
saneamento básico, por exemplo).
educativas incluídas nos programas
preventivos da Odontologia, sabidamente bastante difundidos na
atualidade. Para tanto, foram identificadas as abordagens e linguagens
veiculadas nas ações educativas.
Foi analisado o seu conteúdo e
avaliado, através da fala das crianças e docentes da Escola, a influência das mesmas na transformação
dos hábitos dos escolares.
Percebeu-se que conceitos
sobre teorias de desenvolvimento
das doenças bucais, informações a
respeito de sua prevenção e controle estavam sendo trabalhados de
forma fragmentada, com metodologias tradicionais e inadequadas à
construção do conhecimento.
Observou-se, no primeiro momento, o impacto de tantas informações
repassadas de forma vertical transforma o comportamento dos indivíduos frente a manutenção do seu
estado saúde/doença bucal, conformando um processo de “auto culpabilização”. Indivíduos passam a
ter medo das doenças e, de maneira aleatória e sem convicção, exercitam os ensinamentos aprendidos.
Acredita-se que dentre os desafios
da educação para a saúde está a
necessária ruptura com o modelo
biologicista da formação dos profissionais, partindo para a adoção da
dimensão ampliada e multifatorial
dos conceitos e aspectos que envolvem o processo saúde-doença.
Assim, com a utilização de metodologias educacionais construtivistas e
participativas, os profissionais de
saúde bucal terão maiores chances
de conduzir os indivíduos na aquisição de conhecimento cada vez
maior, melhor e efetivo desse seu
mundo e das variáveis e fatores que
o regem e influenciam.
Pe
s
q
u
i
s
a
Conclusão
Enquanto profissionais de
Odontologia preocupados com a
educação em saúde, acreditamos
que educar é auxiliar na construção
do saber de indivíduos, é auxiliar
pessoas a edificar sua cidadania,
sua auto-estima, e estas ações
devem ser consideradas como uma
grande oportunidade de levar ao
conhecimento da comunidade uma
concepção mais ampla do processo
saúde-doença.
Buscou-se, através dos resultados obtidos, abrir um espaço de
discussão e reflexão sobre as ações
Referências
bibliográficas
KRAMER, Sônia. A política do
pré-escolar no Brasil: a arte do
disfarce. 3. ed. São Paulo: Cortez,
1995. 140p.
LUZ, Madel T. Natural, racional,
social; razão médica e racionalidade científica moderna. Rio de
Janeiro: Campus, 1988. p.83-116.
ROSEN, George. Uma história de
saúde pública. São Paulo :
UNESP: HUCITEC : ABRASCO,
1994. p. 231-385.
21
Calendário da
ABO Nacional
Junho
ABO / SP
III Congr. Inter. de Odontologia
ABO São Paulo - CIODONTO
Data: de 12 a 15
Local: Expo Center Norte - SP
Informações: (11) 6950-3332
ABO / PA
VIII Congresso Internacional de
Odontologia da Amazônia
Data: de 28 a 1/7
Local: Hotel Sagres
Informações: (91) 3277-3212
Julho
A
g
e
n
d
a
22
ABO / DF
XII Cong. Intern. de Odontologia do Distrito Federal - CIODF
Data: de 24 a 30
Local: Centro de Convenções
Ulysses Guimarães
Informações: (61) 3445-4800
Agosto
ABO / PR
Congresso Internacional de
Odontologia do Paraná CIOPAR
Data: de 2 a 4
Local: Estação Embratel Convention Center
Informações: (41) 3028-5839
ABO / RN
X Congresso de Odontologia do
Rio Grande do Norte
Data: de 23 a 26
Local: Centro de Convenções de
Natal
Informações: (84) 3222-3812
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