Informativo da Associação Brasileira de Odontologia Seção Minas Gerais Maio Junho/2007 Nº 258 - Ano XVIII O dentista e o vício de fumar Profissional precisa alertar pacientes quanto aos efeitos do tabagismo na saúde bucal L eia mais Minas Gerais ganha Associação de Odontologia do Trabaho Página 4 Cinco cursos de especialização ainda têm inscrições abertas Página 8 Especialistas apontam desafios da educação para a saúde Páginas 20 e 21 BH vai sediar Congresso de Homeopatia Com apoio da ABO-MG, será realizado em Belo Horizonte, de 6 a 8 de setembro, o VIII Congresso Brasileiro de Homeopatia em Odontologia. Com o tema “Homeopatia em Odontologia: um caminho para promoção de saúde” - o evento defende a visão de que a promoção de saúde transcende a dimensão meramente técnica da atuação odontológica. Página 3 Começar a fumar é fácil. Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, 99% das pessoas que tragam um cigarro pela primeira vez tornam-se fumantes. Parar é muito mais difícil. Exige força de vontade, apoio da família e acompanhamento multidisciplinar de profissionais especializados. Já se sabe que o tabaco afeta a saúde dos indivíduos como um todo e, em especial, a saúde bucal, predispondo à gengivite, escurecimento dos dentes, enfraquecimento da dentina, halitose e câncer de boca. De acordo com pesquisas publicadas, quem fuma tem quatro vezes mais chances de contrair doenças periodontais. A FUMAÇA do cigarro contém substâncias que fazem mal à saúde e elementos radioativos Cabe ao cirurgião-dentista, ciente dos riscos causados pelo uso do tabaco, contribuir para a melhoria dos hábitos de vida dos pacientes. Acrescentar à anamnese habitual perguntas referentes à quantidade de cigarros consumidos por dia e se há a intenção de largar o vício, informar a respeito dos perigos do cigarro, das dificuldades que podem surgir ao cessar o seu consumo, como enfrentá-las e falar dos recursos terapêuticos existentes são obrigações de todo o profissional da área de saúde. Páginas 12 a 14 Jornada Acadêmica abre inscrições Estão abertas as inscrições para a 2a Jornada Acadêmica da ABO-MG, que acontece nos dias 22 e 29 de setembro, na sede da Associação. Serão dois dias de palestras voltadas para os universitários. Haverá também exposição de painéis. Página 11 E ditorial Pesquisa científica, ética e compromisso social O p i n i ã o 2 O fortalecimento da reflexão sobre a ética na pesquisa médica ganhou maior visibilidade a partir das denúncias e do posicionamento da sociedade global, contrária aos abusos e à banalização da condição humana nos experimentos realizados durante a II Guerra Mundial. À essa preocupação com a ética das ciências da vida e da saúde, mais recentemente foi incorporada a relação do homem com o meio ambiente, consubstanciandose um novo campo dentro da própria ética – a bioética. A ética, por si, pertence a uma instância superior à pesquisa científica e deve preceder a escolha dos objetivos pessoais, assim como deve servir de parâmetro e limite a ser imposto na ambição de alcançar os objetivos individuais. A ética, como processo flexível no tempo e na história de vida dos homens, constrói e estabelece as normas que dizem respeito ao ambiente natural e às relações entre pessoas e das pessoas com os objetos e as coisas. Como pano de fundo das fraudes e abusos científicos veiculados pelas pesquisas médica e odontológica, há um contexto econômico, social e cultural que colabora para o desprezo dos valores éticos. São parte desse contexto o atual ciclo de acumulação, a ambição e o fascínio pelo poder, a competição silenciosa e globalizada no mundo das ciências e dos avanços tecnológicos, em meio à decadência dos valores humanísticos. O modelo de crescimento global não incorpora a discussão social e a própria globalização somente amplia a concentração de renda e de poder, exacerbando as desigualdades sociais e a competitividade, clamando, em contrapartida, por uma contra-resposta da sociedade que busca no apelo à ética, contrabalançar o movimento de desumanização da vida. A partir dessa compreensão, vêse que um dos desafios da humanidade é conquistar os avanços da ciência e tecnologia que certamente contribuirão para a superação das condições de miséria e doenças, com a firme determinação de considerar prioritariamente a ética como fundamento para a regulação de ações e relações. Para nós, que caminhamos nos bastidores de uma instituição que estimula a formação profissional com base na investigação científica, cabe ressaltar e discutir com os alunos e associados que a pesquisa científica deve ser tomada como um compromisso social e contribuição com o coletivo e não como justificativa e instrumento de poder e vantagens individuais. Assumimos junto aos associados da ABO-MG e os alunos da Escola de Aperfeiçoamento Profissional - EAP o compromisso de estimular o fundamento ético no ato da construção da ciência na sociedade contemporânea. Assim, nessa trajetória de luta pelo reconhecimento dos nossos cursos pelo Ministério da Educação e Cultura, travamos outra silenciosa e profunda batalha – a de preservação da ética, a partir do exemplo de nossa conduta. A reelaboração do Manual de Normas de Metodologia Científica, o processo de revisão dos prontuários clínicos, o trabalho junto aos coordenadores dos cursos considerados agentes multiplicadores dos nossos valores e princípios, a participação em ações sociais, entre outras iniciativas, são formas práticas que encontramos de exercitar a ética. A Diretoria Seminário na UFMG discute o mercado de trabalho A secretária geral da ABO-MG, Licínia Maria de Souza Pires do Rio, representou a entidade no Seminário sobre Mercado de Trabalho em Odontologia, realizado na Faculdade de Odontologia da UFMG, no dia 16 de maio. O evento, organizado por Simone Dutra Lucas, coordenadora da disciplina Ciências Sociais Aplicadas à Saúde, foi direcionado aos acadêmicos do curso e contou com a participação de membros da ABOMG, do SOMGE e do CRO-MG. Com o tema “O papel da ABO-MG no mercado de trabalho odontológico”, Licínia falou sobre a missão da Associação e as perspectivas para os futuros dentistas. “Essa iniciativa da FO-UFMG é de suma relevância para nós, profissionais da área”, afirmou a CD, que também salientou a importância de ações mutuamente colaborativas entre as faculdades e entidades de classe. Livro informa a população sobre cuidados odontológicos “Promoção e proteção da saúde bucal na família”, livro de autoria do CD Carlos Renato Dias, foi lançado oficialmente no dia 22 de maio, às 19 horas, na sede do CRO-MG. A obra é voltada para os dentistas e todas as pessoas que se envolvem com a área odontológica – como os agentes comunitários de saúde e os ACDs – e a população em geral, principalmente os grupos operativos dos Centros de Saúde (gestantes, diabéticos, idosos, hipertensos etc). É um trabalho inédito na área odontológica, pois ainda não havia sido publicado um livro direcionado para as equipes de saúde. Carlos Renato afirmou que essa é a sua forma de contribuir, mesmo em pequenas proporções, para solucionar o problema da falta de conhecimentos odontológicos básicos da população, que não é bem orientada sobre cuidados com a saúde oral. Associação Brasileira de Odontologia Seção Minas Gerais Rua Tenente Renato César, 106 Cidade Jardim - Belo Horizonte/MG CEP 30.380-110 Telefone: (31) 3298-1800 Fax: (31) 3298-1838 CEPAC: (31) 3298-1823 http://www.abomg.org.br e-mail: [email protected]. DIRETORIA (2006-2008) Márcio Silva Araújo Presidente Carlos Augusto Jayme Machado Vice-presidente Licínia Maria de Souza Pires do Rio Secretária geral Célia Dal Moro 1ª secretária Beatriz de Souza Araújo Barros 2ª secretária Maria Aparecida de Oliveira 3º secretária João Victor Faria Velloso 1º diretor financeiro Rodrigo Cassini Marques 2º diretor financeiro Osmir Luiz Oliveira Diretor da EAP CONSELHO DELIBERATIVO Efetivos: Arnaldo de Almeida Garrocho; Marcílio Moreira Miranda; Mauro Ivan Salgado; Wilde Brasil Vieira; Ailton Amado; Édison Stecca e Humberto Nazareth da Costa Júnior Suplentes: Eustachio Oliveira Costa e Mara Valadares Abreu CONSELHO FISCAL Efetivos: Luciano Roberto Rocha, Maria Leoni Lopes Gomes e Telma Advínculo Osório Suplente: Maria do Rosário Oliveira CONSELHO CONSULTIVO Aírton Costa, Darcy Rebello, Edgar Carvalho Silva, Joaquim Resende, Maria de Lourdes Carvalho de Cabrera, Osmir Luiz Oliveira, Oswaldo Costa Filho, Paulo César Teixeira de Carvalho, Pedro Luiz Diniz Vianna, Rubens Guzela e Walter José de Carvalho Redação, Edição e Diagramação: DOMUS Assessoria em Comunicação - (31) 3373-7770 [email protected] Jornalista Responsável: Kenia Chieppe - MG 06.393 JP Publicidade: ABO-MG (31) 3298-1800 Fotolito e Impressão: FUMARC Tiragem: 8.000 exemplares Distribuição gratuita Textos assinados são de responsabilidade dos autores. A ABO-MG não se responsabiliza pelos serviços e produtos dos anunciantes, sujeitos às normas de mercado e do Código de Defesa do Consumidor. Correio ABO - Maio - Junho/2007 Congresso Brasileiro de Homeopatia Evento tem o apoio da ABO-MG; professor Osmir Oliveira é o patrono Dia das Mães com emoção e homenagem Para comemorar o Dia das Mães, a ABO-MG realizou uma confraternização com a presença de funcionários e diretoria (foto), no dia 16 de maio. A funcionária Valéria Vanessa Fernandes, que está licenciada por motivo de saúde, foi homenageada representando todas as mães. Ela recebeu duas caixas com mantimentos e produtos de higiene pessoal, doados por colegas, diretores e professores. Nas palavras da secretária geral da Associação, Licínia Maria Pires do Rio, “Vanessa é exemplo de mulher, mãe, força e coragem”. Outra iniciativa para celebrar a data foi a montagem de um painel com fotos de funcionários e diretores com seus filhos e mães. A idéia contou com a contribuição de todos e o resultado final foi um sucesso. PAINEL foi construído coletivamente Correio ABO - Maio - Junho/2007 Taxas de inscrição Até 30/6/07 Sócios da ABCDH e ABO-MG R$ 200,00 Não sócios da ABCDH e ABO-MG R$ 250,00 Acadêmicos em R$ 80,00 Odontologia Até 30/7/07 R$ 220,00 Até 30/8/07 Até o evento R$ 250,00 R$ 270,00 R$ 270,00 R$ 300,00 R$ 320,00 R$ 90,00 R$ 100,00 R$ 120,00 gicas e aplicações clínicas - Político/pedagógico: Cirurgiãodentista homeopata - formação e reconhecimento, tendências, desafios e perspectivas. O evento tem como patrono o professor Osmir Luiz Oliveira, diretor da EAP/ABO-MG e ex-presidente da ABO-MG. Inscrições O pagamento das inscrições pode ser dividido em três parcelas iguais. Acadêmicos em Odontologia têm desconto de 50% nas inscrições até o dia 30 de junho. Será obrigatório apresentar o comprovante bancário do pagamento da Taxa de Adesão, a ser efetuada no Banco Credicom – Nº 756, agência 4027, conta 15668002-0, em nome da Associação Mineira de Cirurgiões-Dentistas Homeopatas – AMCDH. Confira os preços. Para mais informações, os emails para contato são: [email protected] e amcdh.abc [email protected]. Participam da Comissão Organizadora do VIII CBHO: Tânia R. Santos (Presidente), Regina C. Coelho Barbosa (Secretária), Cristina A M. Coutinho e Celi T. Bizzinoto (Tesouraria), Shirley Almeida, Wânia Trajano (Comissão Científica), Regina C. Castro (Comissão Comercial), Marisa Perpétuo Socorro Silva e Neura C. Andrade (Comissão de Divulgação), e Luciana Breder Barros (Comissão Relações Sociais). Aç ã o A B O Dentista mineiro participa de Encontro Internacional de Sedação O I Encontro Internacional de Emergências Médicas e Sedação, realizado de 9 a 11 de abril, em São Paulo, ofereceu palestras com profissionais de renome de todo o país e teve a participação do professor norte-americano Stanley Malamed, uma das maiores autoridades mundiais em analgesia, anestesia local e medicina de emergência. Representando Minas Gerais, Marcelo Hannas (foto), coordenador do curso de Analgesia e Sedação do Paciente da EAP/ABO-MG, ministrou a palestra Medicação em Emergência Médica. “Esse foi o primeiro evento dessa envergadura no Brasil. Minha palestra procurou colocar para os profissionais quais as medicações importantes de se ter no consultório no caso de emergência com um paciente”, explica. Arquivo ABO-MG Homeopatia no contexto multidisciplinar ao paciente, promovendo a integralidade da atenção à saúde, e abordará a atuação e interação da terapêutica homeopática nas especialidades odontológicas. Os tópicos temáticos abordarão os seguintes eixos: - Filosófico: A contribuição da homeopatia na promoção de saúde. - Teórico/prático: A construção da clínica homeopática em odontologia e abordagens interdisciplinares - Ensino/Pesquisa: Ensino e pesquisa nas práticas integrativas - aspectos fundamentais, bases metodoló- Fotos: ABO-MG De 6 a 8 de setembro, Belo Horizonte vai sediar o VIII Congresso Brasileiro de Homeopatia em Odontologia, no Hotel Quality (Av. Afonso Pena, 3761), promoção conjunta das associações Mineira e Brasileira de Cirurgiões-Dentistas Homeopatas - AMCDH/ ABCDHMG. Com o tema “Homeopatia em Odontologia: um caminho para promoção de saúde”, o evento busca defender a visão de que a promoção de saúde transcende a dimensão meramente técnica da atuação odontológica. A grade científica compreenderá a análise de assuntos da 3 Posse da AMOT Entidade pretende valorizar a Odontologia do Trabalho Aç ã o A primeira diretoria da Associação Mineira de Odontologia do Trabalho – AMOT tomou posse, no dia 22 de maio, em solenidade realizada no CRO-MG. Criada com o intuito de atuar nas questões do exercício da Odontologia do Trabalho dentro das empresas, a entidade congrega profissionais em torno da discussão e promoção da saúde do trabalhador e suas relações com o meio ambiente. Os integrantes da diretoria da AMOT foram eleitos por três anos: Ronaldo Radicchi (presidente), Beatriz Barros (vice-presidente), Rolanda Saric (1ª secretária), Thaís Lobato (2ª secretária), Antônio César Radicchi (diretor científico), Juliana Reis (1ª tesoureira), Jardel Cunha (2o tesoureiro). Conselho Fiscal: Luciano Elói, Gláu- Foto: ABO-MG cio Salomé, Heloiza Costa e Vanda Paulo. A secretária geral da ABO-MG, Licínia Maria de Souza Pires do Rio, representou a diretoria e parabenizou a iniciativa, desejando sucesso. DIRETORIA defende a inserção de especialistas nas empresas A B O 4 Correio ABO - Maio - Junho/2007 DTM e Ortopedia Estão abertas as inscrições para o II Curso de Especialização em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial, promovido pela Escola de Aperfeiçoamento Profissionai da ABO-MG. Ele será coordenado pelo professor doutor Marcelo Henrique Mascarenhas, especialista em DTM/DOF, em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, e fisioterapeuta, e pela PhD Patrícia Valério. O início está previsto para o segundo semestre, de acordo com o fechamento da turma. As aulas, que acontecerão duas vezes ao mês, serão ministradas às sextas-feiras e aos sábados, das 8 às 12 e das 14 às 18 horas. Um dos principais objetivos do curso, como explica Marcelo Mascarenhas, é possibilitar ao cirurgião-dentista desenvolver o senso crítico, com análise das variedades de diagnóstico, e a interação com os membros da equipe de saúde, como o psicólogo, fisioterapeuta, neurologista e otorrinolaringologista. Sobre a demanda do mercado, ele avalia: “Aproximadamente 5% da população necessita de atenção especializada, por apresentarem quadro sintomatológico severo manifestado por dores orofaciais. Isso sem levar em conta o fato de que mais de 75% apresentam um ou mais sinais de DTM. Estima-se que, após a fase de conscientização da comunidade a respeito dessa nova especialidade, o número de pacientes portadores de dor orofacial e DTM que demandem tratamento venha a crescer estatisticamente, pois muitos ainda não puderam ser corretamente tratados pela falta de encaminhamento adequado”. Segundo a coordenadora Patrícia Valério, a fundamentação teórico-metodológica da abordagem de ensino deverá ser cognitivista, permitindo ao aluno buscar e ampliar seus conhecimentos do tema, criando ambiente participativo e com maior ênfase nos trabalhos de grupo, como seminários, discussão de artigos científicos e casos clínicos complexos. “Os professores deverão funcionar como estimuladores da busca do conhecimento, incitando discussões e coordenando projetos conjuntos”, explica. De acordo com a Resolução CFO nº 22, de 27/12/2001, compete ao especialista em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial promover e desenvolver conhecimentos científicos para a compreensão do diagnóstico e tratamento das dores e desordens do aparelho mastigatório, região orofacial e estruturas relacionadas. As atividades específicas são: diagnóstico e prognóstico das dores orofaciais complexas, incluindo as disfunções temporomandibulares, particularmente as de natureza crônica; realização de estudos epidemiológicos e de fisiopatologia das disfunções e demais dores que se manifestam na região orofacial, dentre outras atribuições. Ortopedia ORLANDO Santiago coordena Ortopedia Outra especialização que terá nova turma é a de Ortopedia Funcional dos Maxilares. Segundo o coordenador do curso, doutor Orlando Santiago Júnior, o especialista formado pela EAP/ABOMG estará apto a diagnosticar e tratar os diversos tipos de maloclu- Correio ABO - Maio - Junho/2007 Fotos: Arquivo ABO-MG Cursos de especialização nas duas áreas estão com inscrições abertas são com Ortopedia Funcional dos Maxilares, em todas as idades: da prevenção e tratamento precoce em dentição decídua sem uso de aparelhos, ao tratamento em dentição mista, passando pelo tratamento em adultos e alguns tipos de disfunções temporomandibulares e dores orofaciais. “Serão abordadas as cefalometrias de Bimler, Lavergne e Petrovic, Rocabado, Compasso articular, frontal de Ricketts, panorograma Simões de Simetria. Também será ensinada a aparatologia de Planas, Bimler, Maurício e Simões NetWork (SNs) do 1 ao 11”, diz Santiago. Cada aluno receberá cerca de 25 pacientes com as MARCELO Mascarenhas: curso desenvolve o senso crítico diversas más oclusões. Nos seminários haverá discussão dos casos clínicos tratados no curso além de casos dos próprios alunos. As áreas de responsabilidade do ortopedista são: diagnóstico, prevenção, prognóstico e tratamento das maloclusões, através de métodos ortopédicos; tratamento e planejamento mediante o manejo das forças naturais, em relação a crescimento e desenvolvimento, erupção dentária, postura e movimento mandibular, posição e movimento da língua; inter-relacionamento com outras especialidades afins, necessárias ao tratamento integral dos defeitos da face. Aç ã o A B O Reunião deixa Odontologistas do Trabalho animados Representantes de diversas entidades odontológicas reuniram-se com o deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB-MG), relator do Projeto de Lei nº 422/2007, que visa inserir o Dentista do Trabalho no setor de segurança e saúde das empresas. Participaram da reunião, no dia 21 de maio, em Brasília, representantes da ABO, do CRO, do CFO, da ABOT, do SOMGE e também da recém-criada Associação Mineira de Odontologia do Trabalho (AMOT), que procuraram, na reapresentação do Projeto, mostrar como ele ressaltará a importância da especialidade Odontologia do Trabalho, quando aprovado. O PL em discussão cria a obrigatoriedade de profissionais devidamente capacitados ocupando o cargo de Odontologistas do Trabalho nas empresas. Segundo Ronaldo Radicchi, presidente da AMOT, os representantes da Odontologia foram muito bem recebidos pelo deputado, que afirmou ter opinião favorável à aprovação do Projeto de Lei. “A especificidade da relação entre saúde bucal e trabalho exige que a Lei seja colocada em vigor. Não se pode falar em saúde integral do trabalhador sem incluir cuidados odontológicos”, disse o presidente da Associação. 5 Seminário discute uso do flúor Aç ã o A B O Implementando a agenda de formação profissional de dentistas, THDs e ACDs, a ABO-MG promoveu, através do seu Departamento de Saúde Coletiva, o V Seminário sobre o Flúor: Uma Abordagem Atual. O evento foi realizado no auditório do Clube dos Oficiais da Polícia Militar, no dia 25 de maio, e contou com parceria da UFMG, Diretoria de Saúde da PMMG, Instituto de Previdência dos Militares, Corpo de Bombeiros, Clube dos Oficiais, Faculdade São Camilo e COPASA. Na programação, palestras com o professor dr. Jayme Cury, dra. Efigênia Ferreira, professor Carlos Alfredo Loureiro e o engenheiro da Copasa, dr. José Magno Senra Fernandes. Participaram do Seminário os pós-graduandos da especialização em Saúde Coletiva da ABO-MG e da UFMG, além de oficiais e praças militares da área de Odontologia da PMMG, acadêmicos e associados interessados em debater o tema. Leia, a seguir, resumo da apresentação do dr. Jaime A. Cury, professor titular de Bioquímica da FOP-UNICAMP. FLUORETOS – Atualização Jaime A. Cury Uma série de mudanças de conceitos ocorreram no passado recente a respeito de cárie dental, as quais não estão ainda totalmente consolidadas e assim devem ser revisadas em termos de tomada de posição quer seja do ponto de vista individual como principalmente do coletivo no controle desta doença. A primeira questão diz respeito ao conceito de cárie, pois durante muito tempo a detecção dos sinais da doença (“buraco”) e sua reparação por uma restauração foi considerada como tratamento. Embora a princípio isso pareça ter mudado, ao se falar hoje em tratamento de mancha branca, sinal mais precoce da doença, se comete o mesmo erro filosófico de achar que obturação é a solução para a cárie. Assim, nos dias 6 atuais deve ser feita distinção clara entre detecção dos sinais da doença na estrutura do esmalte ou dentina, diagnóstico da doença e plano de tratamento – não só das suas conseqüências como principalmente do controle das suas causas. Outro conceito extremamente relevante diz respeito a placa dental como agente etiológico da doença e as bactérias responsáveis pela doença cárie. Embora os estreptococos mutans tenham características que os candidatam como os principais agentes bacterianos responsáveis pela cárie dental, eles são bactérias oportunistas que estão presentes na boca de todos. Assim, sob determinadas condições essas bactérias proliferam na superfície dental, no que hoje é chamado de biofilme dental, uma comunidade bacteriana organizada embebida em polissacarídeo (“cola biológica”). A ingestão freqüente de açúcares fermentáveis (a partir dos quais são produzidos ácidos) favorece o crescimento no biofilme das bactérias do tipo mutans e lactobacilos em detrimento das menos cariogênicas que não sobrevivem no meio ácido. Entre os açúcares da dieta, a sacarose é considerada o mais cariogênico porque além de ser fermentável é o único que serve de substrato para a síntese de “colas biológicas”, as quais tem profundas implicações na estrutura do biofilme formado. Assim, cárie dental deve ser conceituada como uma doença biofilme-açúcar dependente, cuja freqüência de uso de sacarose por dia provoca profundas alterações no biofilme e obviamente como conseqüência na estrutura do esmalte-dentina subjacente. Por último, profundas mudanças de conceito ocorreram com relação ao uso de fluoretos no controle da cárie dental. No passado foi considerado que seria indispensável ingerir flúor como preventivo de cárie, mas no presente há consenso que o efeito do flúor é essencialmente pós-eruptivo e local. Ele deveria estar presente no lugar certo (biofilme dental), na hora certa (de preferência quando ácido Foto: ABO-MG Debates apontam importância da equipe odontológica na prevenção EVENTO contou com palestrantes de alto nível é produzido) e na quantidade certa (menor que 1,0 ppm). Mantendo-se a constância de flúor na cavidade bucal ele inibe a desmineralização dental quando o pH cai devido a fermentação de açúcar e ativa a remineralização salivar quando o pH retorna ao normal. Desse modo, fluoreto interfere com a desremineralização dental e qual tipo de flúor vai ser usado não importa, mas sim que seja regularmente usado. Nesse particular, água fluoretada não pode mais ser classificada de método sistêmico de uso de flúor, mas sim de meio coletivo, o qual garante a manutenção de fluoreto constante na cavidade bucal se ela for utilizada diariamente. Do mesmo modo, dentifrício não pode mais ser conceituado como meio tópico de uso de flúor, mas sim de auto-uso pelo paciente ou população. Ao escovar os dentes objetivando o controle do acúmulo de biofilme na superfície dental se o dentifrício contiver flúor este agirá no controle da cárie dental. Géis, vernizes, etc devem ser considerados meios profissionais de uso de flúor. Esses vários meios de manter flúor na cavidade bucal – coletivos, de auto-uso ou profissionais – agem essencialmente por um mesmo mecanismo de ação e assim sendo a combinação deles dever ser criteriosamente avaliada em termos dos fatores de risco de cárie dental. Por último, cárie dental é uma doença multifatorial e o seu controle depende não só do conhecimento dos fatores necessários, determi- nantes e modificadores envolvidos, como principalmente de medidas eficazes não só para reduzir o impacto dos fatores determinantes negativos como para aperfeiçoar os de efeito positivos. Assim, a doença cárie é provocada pelo acúmulo de bactérias sobre os dentes (fator necessário) e pela sua exposição a uma dieta contendo açúcar (fator determinante negativo), sendo que fluoreto é um determinante positivo interferindo com o desenvolvimento da doença. Embora tenha havido grandes mudanças nos conceitos de como essa doença pode ser controlada, ainda persistem alguns paradoxos. Desse modo, o sucesso do controle da doença cárie com foco exclusivamente no fator necessário para o seu desenvolvimento tem sido limitado em termos de saúde pública e no presente isto tem sido rediscutido considerando a diferença entre placa e biofilme dental. Do mesmo modo, o controle da doença centralizada na dieta também tem sido limitado e o papel desta em termos de formação do biofilme dental cariogênico tem sido explorado do ponto de vista bioquímico e molecular. Por último, têm havido grandes mudanças nos conceitos sobre o uso de fluoreto, a medida isolada de maior impacto no controle da cárie em termos de saúde publica. Por outro lado, essas mudanças ainda não se consolidaram e esta medida não tem sido ainda usada da forma mais racional possível em termos de riscos e benefícios. Correio ABO - Maio - Junho/2007 Saúde bucal no Pacto de Gestão Ministério da Saúde participa de seminário da Esmig em Belo Horizonte A Escola de Saúde Pública de Minas Gerais – Esmig recebeu, no dia 23 de maio, representantes de entidades ligadas a Odontologia mineira no Seminário A Saúde Bucal no Pacto de Gestão e a Qualificação da Política Nacional de Saúde Bucal. O evento, promovido pela Esmig, Coordenação Nacional de Saúde Bucal e Sindicato dos Odontologistas de Minas Gerais, contou com a participação do cirurgião-dentista dr. Felipe Rhiane, representando o coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, dr. Gilberto Alfredo Pucca Júnior. Balancete Sintético levantado em 31 de março de 2007 ATIVO ATIVO CIRCULANTE Caixa Bancos conta Movimento Banco conta VinculadaSeguro Saúde Aplicações Financeiras Aplicações Financeiras Seguro Saúde Adiantamentos Contas a Receber – Correio ABO Devedores Seguro Saúde Cartão Visa Devedores Diversos ATIVO PERMANENTE Bens Imóveis Bens Móveis Direito de Uso de Bens Instalações TOTAL DO ATIVO PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE Fornecedores Obrigações Sociais a Recolher Obrigações Tributárias a Recolher Seguro Saúde a Pagar Outras Contas a Pagar O principal ponto de discussão foi a inserção da saúde bucal no pacto federativo do setor saúde – Pacto pela Saúde – que vem substituindo o processo das Normas Operacionais Básicas da Saúde no SUS. Minas Gerais foi o primeiro estado brasileiro a contestar a ausência da Política Nacional de Saúde Bucal no texto do Pacto pela Vida. A proposta mineira é organizar uma comissão composta pelos representantes das entidades para redigir o relatório final do seminário, a ser encaminhado ao Ministério da Saúde. Demonstração do Resultado em 31 de março de 2007 Receita Social 49.745,00 546.258,10 20.392,43 26.605,91 Receitas Patrimoniais 8.390,00 Receitas Financeiras 9.420,30 Receita Seguro Saúde 32.581,31 6.803,84 272.760,66 Receitas Diversas 10.339,10 Receita Correio ABO 22.873,00 110.642,50 6365,21 40.308,84 40.617,03 11.055,95 10.705,73 2.999.992,13 1.931.315,99 911.856,93 27.883,47 128.935,74 3.546.250,23 Receitas de Cursos 400.150,64 TOTAL DAS RECEITAS 533.499,35 Despesas com Pessoal 139.591,08 Benefícios Sociais Despesas c/Material de Consumo Associação lamenta a morte de remidos A Odontologia mineira perdeu três profissionais de destaque, nos últimos meses: Márcio Resende Piedade, José Jackson Figueiredo Freire e Galdino Fagundes. Falecido no dia 29 de março, aos 65 anos, Márcio Resende Piedade era natural de Três Pontas (MG). Cirurgião bucomaxilofacial e radiologista, formou-se em Odontologia pela UFMG em 1964. Trabalhou em consultório particular, em Belo Horizonte, e também no Ipsemg, como radiologista. Foi vice-presidente da ABO-MG de 1994 a 1996, e Conselheiro do CROMG. José Jackson Figueiredo Freire morreu no dia 11 de fevereiro, aos 78 anos. Formado pela UFMG, em 1953, foi professor de Fisiologia naquela universidade e trabalhou em consultório particular, em Belo Horizonte. Foi também supervisor do serviço odontológico da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais. Convidado para ministrar curso na Cruz Vermelha, em Lyon, na França, não pôde comparecer em razão do falecimento de seu pai, na mesma época. JOSÉ Jackson Freire 1.809,54 1.622,90 Despesas com Serviços P. Física 54,00 Despesas com Serviços 83.041,03 1.916,15 18.198,44 25.433,46 26.547,57 10.945,41 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Patrimônio Social Reserva Seguro Saúde Resultado do Período 3.463.209,20 3.412.082,31 53.029,16 -1.902,27 TOTAL DO PASSIVO 3.546.250,23 P. Jurídica 13.885,97 Despesas Administrativas 60.215,88 Despesas com viagens 1.324,16 Despesas com Correio ABO 32.158,05 Despesas Tributárias 18.003,29 Despesas Financeiras 5.441,16 Despesas Seguro Saúde 1.726,47 Despesas de Cursos 224.659,75 TOTAL DAS DESPESAS 535.401,62 RESULTADO Antônio de Assis - Contador - CRC-MG 23.208 A B O 8.859,84 Despesas de Conservação de Bens Imóveis/Instalações ã o lecionou na UFMG 26.049,53 Despesas de Conservação de Bens Móveis Aç -1.902,27 GALDINO Fagundes fez carreira na PBH Nascido em Aimorés (MG), Galdino Fagundes faleceu no dia 1o de dezembro de 2006. Ele era formado em Odontologia pela UFMG (turma de 1952) e pós-graduado como dentista sanitarista pela Escola de Saúde Pública de Minas Gerais. Trabalhou como assistente da Clínica de Serviços Odontológicos do Hospital São Vicente, da UFMG. Dentista concursado da Prefeitura de Belo Horizonte, foi membro da Banca Organizadora das provas do concurso da PBH para CDs e supervisor das unidades integradas de saúde do setor de postos odontológicos, também na Prefeitura. Informe-se sobre os eventos da ABO-MG. Acesse o site: www.abomg.org.br Correio ABO - Maio - Junho/2007 7 Cursos de Especialização A Escola de Aperfeiçoamento Profissional da ABO-MG tem mais de 30 anos de tradição no ensino odontológico. Conta com instalações modernas e equipamentos de última geração, corpo docente qualificado e professores experientes. As condições de pagamento e os preços são os melhores do mercado. Por isso, na hora de escolher um curso de pós-graduação, procure a EAP/ABO-MG. Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial - II Turma (Aulas expositivas / atendimento a pacientes / discussão de casos clínicos e de artigos) Coordenadores: Prof. Dr. Marcelo Henrique Mascarenhas e Profa. Dra. Patrícia Valério Equipe interprofissional: neurologista, clínico de dor, reumatologista, cefaliatra, fisioterapeuta e psicólogo Seleção: a definir (análise de currículo e entrevista) E A P Previsão de início: a definir Inscrições: abertas Duração: 18 meses Taxa de inscrição: R$ 80,00 Horários: sextas-feiras e sábados aulas quinzenais Documentação: xerox da carteira do CRO, currículo vitae com comprovação e uma foto 3x4 recente Odontopediatria - VII Turma Coordenação geral: Profª Dra. Renata Antonini Pimenta Coorden. parte prática: Dra. Maria Iolanda G. de Almeida Araújo Professores convidados: Dra. Célia Cristina Dal Moro, Dr. Rodrigo Cassini, Dra. Maria Emir Silbiger, Dra. Maria do Rosário Oliveira e Dra. Maria Cristina de Assis Cabral Duração: 22 meses, uma vez por mês (segunda a sexta-feira - men- salmente) Horário: das 8 às 12 hs, e das 14 às 18 hs Data da seleção: 11/8 Vagas: 12 Carga horária: 865 hs/aula Documentos necessários: currículo com xerox dos certificados, comprovante do CRO, CPF, Carteira de Identidade e 1 foto 3x4 recente Inscrições: abertas Ortodontia - V Turma Coordenador: Dr. Marcos Souza Pinto de Carvalho Carga Horária: 1460 horas/aula Inscrição para seleção: Até 25/6 Seleção: 29 e 30/6, às 8h Critérios para seleção: Análise de Currículum, entrevista e prova escrita Prova Teórica: 29/6, (versará sobre temas da matéria ministrada no curso de graduação. Serão questões discursivas ou tipo teste. Prova de Inglês: 29/6 (constará de tradução de um texto técnico da área, seguida da formulação de 3 perguntas que poderão ser respondidas em português. Será permitido o uso de dicionário. Análise de Curriculum: somente com os alunos que alcançarem aproveitamento superior a 85% das provas teórica e de Inglês. Prova Prática: 30/6 (os alunos selecionados deverão estar munidos de alicate 139, alicate corta-fios e lápis vitrográfico vermelho) Entrevista: 30/6 (serão iniciadas às 13:00 horas com os professores do curso) Taxa de Inscrição para seleção: R$ 80,00 Documentos necessários*: curriculum vitae, xerox autenticado do diploma de graduação e Histórico Escolar, comprovante das atividades citadas no curriculum, comprovante de inscrição no CRO, uma foto 3 x 4 recente, documento de identidade e CPF (xerox autenticados) *Preferencialmente encadernadas em espiral. Documentação incompleta não será submetida à seleção. Matrículas: 3 a 6/7 Início do curso: 13/8 Horários: de segunda a sexta-feiras, das 8 às 18h, mensalmente Inscrições: abertas Ortopedia Funcional dos Maxilares - II Turma (Certificação do MEC através da parceria com a Faculdade São Camilo) Coordenador: Prof. Dr. Orlando Santiago Júnior Data da seleção: a definir Início: maio Duração: 34 meses (uma vez por mês, sendo 16 meses de segunda a sexta-feira e 18 meses de segunda a quinta-feira) Carga horária: 1.216 horas/aula Taxa de inscrição para seleção: R$ 80,00 Documentos necessários: currículo com xerox dos certificados, comprovante do CRO, CPF, Carteira de Identidade e 1 foto 3x4 recente Inscrições: abertas Radiologia Odontológica e Imaginologia Coordenadora: Dra. Fernanda Fonseca Nunes Data da seleção: 3/8 Início: agosto Carga horária: 640 horas/aula Taxa de inscrição para seleção: R$ 8 80,00 Documentos necessários: currículo com xerox dos certificados, comprovante do CRO, CPF, Carteira de Identidade e 1 foto 3x4 recente Inscrições: abertas Correio ABO - Maio - Junho/2007 Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofaciais Implantodontia Aperfeiçoamento em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofaciais IV Curso de Cirurgia Avançada em Implantodontia Objetivo: Ministrar conhecimento teórico na área de cirurgias especializadas bem como capacitar o cirurgião-dentista a realizar cirurgias odontológicas ambulatoriais Coordenadores: Dr. Marcelo Drummond Naves, Dr. Adriano do Valle Fernandes, Dr. Vladimir Reimar Augusto de Souza Noronha Início: a confirmar Carga horária: 240 horas/aula Vagas: 16 Inscrições: abertas Dentística VIII Curso de Aperfeiçoamento em Odontologia Estética Coordenadores: Dr. Artur Napoleão Pereira Araújo, Dr. Ari Castelo Branco e Dr. Miguel Vigatti Professores convidados: Dr. Paulo Emílio Pinheiro e Dr. Ricardo Marçal Início previsto: junho Horários: das 14 às 22h (sextas-feiras) e das 8 às 18h (sábados) uma vez por mês Duração: 10 meses Carga horária: 160 horas/aula Vagas: 24 Inscrições: abertas Programação teórica Plano de tratamento - Condutas terapêuticas integradas - Ananmese - Exames clínicos - Exames complementares - Enceramento diagnóstico Núcleos pré-fabricados (Estéticos e Metálicos) - Tipos de pinos - Indicações / Aplicações - Vantagens - Desvantagens Lâminas Anteriores Resinas anteriores e posteriores Noções de oclusão em Dentística - Relação Cêntrica - MIH - Contatos prematuros - Refinamento oclusal Inlay / Onlay (Cerâmica e resina) - Moldagem - Casquete - Silicone de adição Coroas Metalo - Cerâmicas e puras Clareamento dental Endodontia Aperfeiçoamento em Endodontia - II Turma (Teórico / Pré-Clínico e Clínico) Coordenadores: Dr. Geraldo Moreira Avelar, Dr. Marcos Rogério Rabelo e Dr. Otaviano L. Durães Pereira Objetivo: Proporcionar ao profissional o conhecimento técnicocientífico para executar uma endodontia racional, através de um reformulado conceito didático. O profissional irá compreender, de forma fácil, eficiente e inteligente, como vencer os desafios existentes em cada anatomia, na visão de grandes nomes da endodontia, com isso, a maneira mais consistente de limpar e modelar esse complexo anatômico imprevisível. O curso abordará a endodontia com informações científicas e téc- nicas diferenciadas, baseadas em uma visão interdisciplinar, critérios sólidos e uma abordagem voltada para um padrão de atendimento completo. Natureza: Conhecimento teóricocientífico e aplicação técnica intensiva pré-clínica e clínica Público-alvo: Especialista e clínico em endodontia Início: 28/6 Horários: das 8 às 12h e das 13h30min às 17h30min Periodicidade: uma vez por mês Duração: 12 meses Carga horária: 212 horas/aula Vagas: 24 Inscrições: abertas Correio ABO - Maio - Junho/2007 Coordenador: Dr. Newton Miranda de Carvalho Natureza: teórico - prático Início: agosto Periodicidade: mensal (sextafeira e sábado - manhã e tarde) Duração: 9 meses Odontopediatria Aperfeiçoamento em Odontologia para Bebês Coordenadoras: Dra. Célia Cristina Dal Moro Professores: Equipe da EAP/ABOMG Público alvo: cirurgiões-dentistas e odontopediatras Carga Horária: 330 horas/aula, sendo 192 prática e 144 teórica Duração: 12 meses Frequência: semanal (das 14 às 22h) Inscrições: abertas Periodontia Atualização em Periodontia Coordenadores: Dra. Andréa Mara de Oliveira Azevedo, Dr. Gerdal Roberto de Souza e Dr. Lívio de Barros Silveira Objetivo: Desenvolver no aluno conhecimentos que o capacite a prevenir as doenças periodontias e restabelecer a saúde periodontal dentro de uma visão crítica da odontologia atual. Início: junho Horários: das 18h30 às 21h30, às segundas-feiras, semanalmente Carga horária: 57 horas/aula Vagas: 50 Inscrições: abertas E A P Aos associados: Se você participou de cursos, palestras, simpósios e outros eventos promovidos pela EAP, venha buscar o seu certificado. O certificado é o documento oficial que comprova a sua participação e qualificação profissional. Secretaria da EAP/ABO-MG 9 Prótese Aperfeiçoamento em Prótese sobre Implantes (Teórica e prática com atendimento à pacientes) Coordenadores: Dr. Adélio Pimenta Macedo e Dr. Maurício Miranda de Carvalho Professores: Dr. Adélio Pimenta Macedo e professores convidados Início: agosto Duração: 10 meses (1 módulo/ mês) Horário: sextas-feiras, das 14 às 20h e sábados, das 8 às 18h, mensalmente Vagas: 24 Inscrições: abertas Programa: Planejamento em Prótese sobre Implantes - Oclusão aplica à Implantodontia - Articuladores semi-ajustáveis / arco facial - Mol- dagem aberta e fechada: quando e como usar - Confecção de guia cirúrgico e radiográfico - Componentes protéticos: seleção e uso dos mesmos - Prótese cimentadas x Próteses parafusadas - Restaurações provisórias sobre implantes - Estética em Prótese sobre Implantes Prótese unitárias e múltiplas - Overdentures: indicação e confecção Prótese tipo protocolo: indicação e confecção - Carga imediata (restauração em 48 horas) - Escolha do material restaurador oclusal: quais os critérios de seleção? - Controle e orientação ao paciente portador de próteses sobre implantes. Planejamento em Prótese Dentária Parcial Removível E A P Coordenadores: Prof. Tarcísio Fernandes Quaresma; Prof. Hidilberto de Assis Martins (assistente) Professores colaboradores: Profa. Iracema Maria Utsch Braga, Profa. Maria Celeste D. Rezende Público-alvo: cirurgiões-dentistas clínicos e especialistas Início: 18/6 Carga horária: 32 horas/aula Horário: sábado, das 8 às 12h, e das 14 às 18h Vagas: 48 (por ordem de inscrição) Investimento: R$ 400,00 Inscrições: abertas Metodologia: Preparo dos modelos com split cast, montagem no ASA, uso correto do delineador, planejamento de PPRs, desenho da estrutura metálica, novos grampos (atuais e estéticos), preparo de boca, uso do sistema adesivo na estabilidade e retenção das PPRs. O curso será teórico - demonstrativo e laboratorial, com mesa demonstrativa, ministrado pelo prof. Tarcísio Quaresma e equipe. Realizar-se-á quatro casos de planejamento de próteses dentárias parciais removíveis. Todas as fases laboratoriais serão demonstradas nos laboratórios da ABO-MG. Homeopatia em Odontologia A EAP/ABO-MG, através do seu Departamento de Homeopatia, disponibiliza professores para ministrar cursos nas regionais. Informações através do telefone: (31) 3298-1800, Fax: (31) 3298-1838 ou pelo e-mail [email protected] PALESTRA “Interpretação de Exames laboratoriais” Coordenadora: Dra. Rogéria Barros Romano Fontes Ministradora: Dra. Mariela Dutra Gontijo de Moura Data: 20/6 Horário: das 19 às 21h Vagas: limitadas GRATUITO 10 Curso Analgesia Inalatória com Óxido Nitroso/Oxigênio Coordenador: Dr. Marcelo Hannas, MSc. Três módulos Início: após preenchimento das vagas Carga horária: 90hs Periodicidade: mensal Vagas: 12 Inserção da Odontologia no PSF Ministrador: Dr. José Otávio Guerra de Assis Datas previstas: a definir Horários: sextas-feiras, das 8 às 18 horas, e sábados, das 8 às 12 horas Carga Horária: 50 horas sendo: 36 horas didáticas e 14 horas exercícios em casa Vagas: 40 Inscrições: abertas Material: 01 CD-gravável PSF: - Conceito - Equipe - Atividades: individual e coletiva - Estrutura de apoio Processo de organização - Avaliação de resultados - Programas especiais - Sistema de informações Odontologia PSF: - Inserção da Odontologia no PSF - Incentivos - Procedimentos e ações primárias - Referências e programação de atenção no CEO - Programação no PSF de procedimentos de Prótese - Programação no PSF de procedimentos de alto custo - Alimentação de banco de dados Exercícios práticos: - Elaboração de questionários - Seleção de programas - Elaboração de programas - Elaboração de projeto IV Curso de Formação Teórico / Prático de Atendente de Consultório Dentário (ACD) Diurno Coordenadores: Dra. Alcione Lúcia Morais Rímulo e Dr. Anilton Rímulo Objetivo: formar recursos humanos para atuar na equipe odontológica tanto no setor público como no privado, dentro de princípios éticos, de políticas de saúde vigentes, de controle de infecção e de relação interpessoal da Odontologia atual, através do domínio de conhecimentos adquiridos em atividades teóricas, práticas e estágios supervisionados e obrigatórios. Início: junho Duração: 8 meses (incluindo-se o período de férias, com aulas práticas e teóricas) 8 módulos Carga horária: 320 horas/aula Horário: das 8 às 18, as sextasfeiras Vagas: 30 Inscrições: abertas Pré-requisito: 1º grau completo (apresentar comprovante no ato da inscrição) Obs.: Só terão direito ao certificado as alunas que tiverem 75% de frequência em todos os módulos. Estágios: Supervisionados - 20 horas: acontecerá em dias e horários diferentes das aulas e será em clínicas das especializações da ABO-MG Obrigatório - 64 horas: em serviço público ou privado (local e horário ficarão a cargo do aluno) Atualização Cultural Porque Mulher - 14/6 - Bioenergia e desempenho da consciência - Helmar Andrade - 21/6 - O que deixar aos filhos - Inez Lemos - 28/6 - Tema a definir - Maria José Marinho Correio ABO - Maio - Junho/2007 8º Curso de Atualização Clínica MÓDULO VI Data: 11 e 13/6 Horário: das 19 às 21h, segundas e quartas-feiras Inscrições: abertas a partir de 10/5 Programação: - 11/6 Medicina Periodontal Prof. Gerdal Roberto de Souza - 13/6 Aumento da coroa clínica - quando? como? porque? Prof. Lívio de Barros Silveira MÓDULO VII Data: 25/6 a 6/8 Horário: das 19 às 21h, segundas e quartas-feiras Inscrições: abertas a partir de 25/5 Programação: - 25/6 Cerâmicas Odontológicas Profa. Patrícia Valente Araújo - 27/6 Interrelação Dentística / Periodontia: preparo do paciente Prof. Walisson Arthuso Vasconcelos - 6/8 Coroas Totais x Facetas Estéticas Prof. Hugo Henriques Alvim MÓDULO VIII Data: 8 e 20/8 Horário: das 19 às 21h, segundas e quartas-feiras Inscrições: abertas a partir de 1/6 Programação: - 8/8 Como planejar as Próteses Parciais Removíveis Prof. Sérgio Carvalho Costa - 20/8 Prática de Execução do Planejamento de PPR Prof. Edson Chaves Júnior MÓDULO IX Data: 22/8 a 17/9 Horário: das 19 às 21h, segundas e quartas-feiras Inscrições: abertas a partir de 1/8 Programação: - 22/8 Disfunções Temporomandibulares: revisão anatômica e biomecânica Etiologias Prof. Marcelo Mascarenhas - 3/9 DTM - Classificação - Exame e Diagnóstico Prof. Rodrigo Estevão - 5/9 Tratamento das DTMs Prof. Patrícia Valério - 17/9 Dores Odontológicas não odontogênicas Prof. Marcelo Mascarenhas e Profa. Patrícia Valério Dois dias de palestras voltadas para os universitários Dia: 22 e 29 de setembro de 2007 Horário: das 8 às 12h30 Local: Associação Brasileira de Odontologia - Seção Minas Gerais 22/9 das 8h às 9h15min Trabalhando com pacientes diabéticos e hipertensos - Prof. Marcelo Drummond Naves (UFMG) das 9h20min às 10h50min Introdução à Laserterapia Amostras de casos clínicos - Prof. Gerdal Roberto de Sousa (ABO-MG) das 11h às 12h10min Mantenedor de espaço - Prof. Henrique Pretti (Unincor) 22/9 das 8h às 9h50 min Fundamento para concursos públicos Profª Cláudia Rossi Dutra (Unincor) das 9h55min às 10h40min Procedimentos estéticos - Prof. Fernando de Oliveira Costa (UFMG) das 10h50min às 12h40min Restaurações estéticas em metal free Prof. Guilherme de Senna Figueiredo (PUC) E A P Exposição de painéis Inscrição: 15de março a 24 de setembro de 2007 Regulamento já disponível no site www.abog.org.br Realização Departamento universitário Érika Brandão Marcos Franco Anamaria Ramos Castro Filipe Augusto de Faria Fonseca Macedo Endodontia conclui curso de aperfeiçoamento e abre nova turma Terminou no dia 19 de maio o Curso de Aperfeiçoamento em Endodontia, coordenado pelos professores Geraldo Moreira Avelar, Marcos Rogério Rabelo e Otaviano Luiz Durães Pereira. Participaram 14 alunos. A próxima turma já está programada para começar em junho. Correio ABO - Maio - Junho/2007 Os cursos da EAP poderão ser adiados ou cancelados e, no seu decorrer, sofrer alterações, de acordo com as necessidades dos coordenadores e da ABO-MG. Informações e inscrições para todos os cursos: Secretaria da ABO-MG, Rua Tenente Renato César, 106 Cidade Jardim, BH/MG. Telefone: (31) 3298-1800 11 Na luta contra o tabaco, dentista tem o Males provocados pelo tabagismo são assintomáticos: a pessoa pode fumar durante anos e Es p e c i a l 12 Só no Brasil, a cada ano são consumidos cerca de 500 milhões de cigarros. A indústria do tabaco no país movimenta, aproximadamente, 8,5 bilhões de reais por ano, empregando, desde o plantio, a industrialização até a comercialização final do produto, cerca de 2,2 milhões de pessoas. O fato é que o tabagismo vicia e está associado a doenças que podem matar. A fumaça do cigarro, por exemplo, contém entre quatro e cinco mil substâncias, sendo que 80% delas são perigosas para a saúde – como a nicotina, o alcatrão – e elementos radioativos – urânio, polônio 210 e plutônio. O cigarro não é o único vilão nessa história, pois o hábito de fumar charuto e cachimbo ou mascar fumo também são prejudiciais. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, 30% dos tipos de câncer estão relacionados direta ou indiretamente ao hábito de fumar, assim como 85% das mortes decorrentes de câncer pulmonar, 25% dos problemas cardíacos e 25% dos distúrbios vasculares cerebrais. Isso sem contar que a possibilidade de contrair infecções por bactérias e vírus aumenta até 400% com o consumo de tabaco. O tabagismo também está associado a vários tipos de câncer, como o de pulmão, bexiga, esôfago e boca. No caso dos fumantes, em torno de 90% dos problemas pulmonares, como bronquite, asma e pneumonia, estão associados ao hábito de fumar. Cerca de 80% das pessoas que morrem por causa de problemas pulmonares são fumantes. São inúmeras as patologias associadas ao tabagismo, que pode causar ainda hipertensão arterial, impotência sexual, infertilidade, e nas gestantes, até aborto ou parto prematuro. Os não-fumantes ou fumantes passivos, que são as pessoas que convivem diariamente com outras que fumam, estão sujeitos a ter os mesmos problemas. A chance de um fumante passivo ser vítima de doenças associadas ao fumo é 250% maior do que quem não convive com fumantes. O tabaco afeta a saúde dos indivíduos como um todo e, em especial, a saúde bucal, predispondo à gengivite, escurecimento dos dentes, enfraquecimento da dentina, halitose e câncer de boca. De acordo com pesquisas publicadas, quem fuma tem quatro vezes mais chances de contrair doenças periodontais. Responsabilidade Cabe ao profissional da área de saúde, ciente dos riscos causados pelo uso do tabaco, contribuir para a melhoria dos hábitos de vida dos pacientes. Acrescentar à anamnese habitual perguntas referentes à quantidade de cigarros consumidos por dia e se há a intenção de largar o vício, informar a respeito dos perigos do cigarro, das dificuldades que podem surgir ao cessar o seu consumo, como enfrentá-las e falar dos recursos terapêuticos existentes são obrigações de todo o profissional da área de saúde. O profissional deve enfatizar principalmente os benefícios que o paciente vai conseguir largando o vício. Não adianta falar só dos problemas, porque a maioria das pessoas já conhece e sabe quais são. O dentista tem que mostrar e explicar melhor quais são os riscos e orientar detalhadamente, conscientizando e educando, falando aberta- mente sobre o assunto e esclarecendo todas as dúvidas. Tratamento Começar a fumar é fácil. Segundo a OMS, 99% dos indivíduos que tragam um cigarro pela Números que assustam O tabagismo: ! mata quatro milhões de pessoas no mundo e 120 mil no Brasil, por ano; ! são quase 14 mortes por hora no país; ! o risco de morte do fumante em função do tabagismo é cerca de 50%; ! está associado a pelo menos 56 doenças diferentes; ! a possibilidade de um fumante passivo ser vítima de doenças associadas ao fumo é 250% maior do que a de quem não convive com fumantes; ! a fumaça do cigarro contém 60 substâncias cancerígenas comprovadas cientificamente; ! cerca de 99% das pessoas que tragam um cigarro pela primeira vez tornam-se fumantes; ! apenas 3% dos fumantes abandonam o hábito por força de vontade. Fontes: OMS e revistas Estado de Minas Bem Viver, ano 2 - nº 7, e Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, vol. 55 Correio ABO - Maio - Junho/2007 dever de alertar pacientes sobre o vício e só descobrir os efeitos negativos quando surgirem e se agravarem os primeiros problemas 31 de maio é o Dia Mundial sem Tabaco O Dia Mundial sem Tabaco – 31 de maio – foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o intuito de sensibilizar o maior número possível de pessoas sobre os males causados pelo consumo do tabaco e seus derivados. No Brasil, a data é comemorada sob a coordenação do Instituto Nacional do Câncer e Ministério da Saúde, em parceria com as 27 coordenações esta- O TABAGISMO está associado a vários tipos de câncer primeira vez tornam-se fumantes. Parar é muito mais difícil. Exige muita força de vontade, apoio da família e acompanhamento multidisciplinar de profissionais especializados. Se as informações a respeito das doenças causadas pelo uso do tabaco são cada vez mais divulgadas, o mesmo não ocorre com as formas de tratamento. Engana-se quem encara esse vício como um problema do indivíduo que, se quiser, pode abandoná-lo apenas com o seu próprio esforço. A dependência da nicotina é intensa e um fator limitante para o fumante alcançar o seu êxito. A "força de vontade" pode não ser suficiente para enfrentar os sintomas da Síndrome de Abstinência. Mal-estar, ansiedade, depressão, insônia, aumento de apetite, dificuldade de concentração, distúrbios gastrointestinais são freqüentes, atingindo, em graus variados, 70% das pessoas que tentam parar de fumar. Por isso, só 5% conseguem fazê-lo sozinho. A maioria só obtém êxito após quatro tentativas de parar de fumar. Por isso, educar é a melhor forma de prevenção, mas não é tarefa fácil, pois mesmo sabendo dos riscos, muita gente reluta em parar de fumar. Para piorar a situação, de acordo com a OMS, as pessoas têm começado a fumar cada vez mais cedo, geralmente, a partir dos 13 anos. E quanto maior o tempo de exposição ao tabagismo, maior a possibilidade de desenvolver alguma doença relacionada. O hábito de fumar é associado pelas propagandas da indústria tabagista a sensações de prazer e poder, status social, liberdade ou rebeldia, mostrando sempre pessoas felizes fumando num mundo ilusório e fictício de sucesso e poder. Correio ABO - Maio - Junho/2007 duais do Programa Nacional de Controle do Tabagismo e outros Fatores de Risco, que orientam seus respectivos municípios. Atualmente, 80% dos cerca de 1,2 bilhão de fumantes em todo o mundo vivem em países em desenvolvimento. Dos 100 mil jovens que começam a fumar a cada dia, 80% são de países pobres. No Brasil, um terço da população adulta fuma. 10 motivos para parar de fumar agora Para animar os futuros ex-fumantes, é bom saber que há muitos benefícios a curtíssimo prazo quando se larga o vício de fumar. A seguir, uma lista com 10 boas notícias para a saúde de quem apaga o último cigarro. 1 - Em 20 minutos a pressão arterial e os batimentos cardíacos retornam ao normal Es p e c i a l 2 - Em 8 horas os níveis de monóxido de carbono retornam ao normal 3 - Em 1 dia há redução do risco de ataque cardíaco 4 - Em 3 dias há relaxamento dos brônquios e aumento da capacidade respiratória 5 - De 2 a 12 semanas: melhora a circulação 6 - Entre poucos dias e algumas semanas o paladar e o olfato se recuperam completamente (dependendo do quanto e por quanto tempo a pessoa fumava) 7 - De 1 a 9 meses há redução de tosse, infecções e ocorre melhora da capacidade respiratória 8 - Em 1 ano o risco de doença coronária cai pela metade 9 - De 10 a 15 anos o risco de doença coronariana se iguala ao de uma pessoa que nunca fumou 10 - De 15 a 20 anos o risco de câncer se aproxima do risco de uma pessoa que nunca fumou Fonte: PrevFumo/Unifesp 13 Câncer de boca e o hábito de fumar Marcelo Drummond Naves * Evandro Neves Abdo** Es p e c i a l 14 O câncer é uma doença progressiva crônica, em que as células de determinada área do organismo tendem para um crescimento anormal e desordenado, substituindo o tecido sadio por uma massa inerte e sem função. Segundo o dr. Décio Santos Pinto, professor titular da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Alfenas, o câncer nos Estados Unidos foi responsável por 165.484 mortes em 1989, perdendo apenas para as doenças do coração. Desses casos, o câncer de boca foi responsável por cerca de 5% dos óbitos. No Brasil, em estudo realizado pelo Registro Nacional de Patologias Tumorais, o quadro se assemelha ao americano e pode-se observar a incidência de 4,4% de câncer bucal nos 530.000 casos de câncer verificados no período de 1981 a 1985. Nesse período, o câncer de boca no Brasil representou o 3º lugar na incidência de lesões malignas em homens e o 7º lugar em mulheres, atrás do câncer de pele, estômago, colo de útero e mama. De cada dez tumores malignos, diagnosticados na boca, nove são carcinomas espinocelulares, isto é, tumores derivados das camadas celulares da mucosa da boca. Esse tipo de tumor tem etiologia multifatorial e o papel de cada fator não é bem compreendido, mas sabe-se que alguns deles, de modo isolado, mas principalmente associados, têm relação direta com o aumento de incidência no aparecimento de lesões malignas na boca e nos lábios como fumo, bebidas alcóolicas (principalmente as destiladas), radiação solar, má condição dos dentes e gengivas, traumatismo crônico (por exemplo, dentaduras que machucam constantemente as mucosas), infecções virais, tendência hereditária, deficiências nutricionais e falha no sistema imunológico. Para o professor Evandro Neves Abdo, da Faculdade de Odontologia da UFMG, o consumo de fumo sob as suas diversas formas aparece constantemente nas pesquisas sobre o carcinoma epidermóide bucal. Os fumantes somam 1,1 bilhões de pessoas no mundo, sendo 35 milhões de pessoas no Brasil. Desse total mundial, 3 milhões morrem a cada ano vítimas de doenças relacionadas ao tabaco. No País, o número de óbitos entre os tabagistas é de cerca de 100.000, ou seja 10 mortes por hora. O tabagismo foi introduzido na Europa no século XVI por exploradores espanhóis e desde o século XVIII suspeitava-se haver relação entre câncer de boca e tabagismo. A correlação entre o fumo e o câncer bucal já havia sido observada por Sir James Paget, em 1870, que notificou a relação entre o uso de cachimbo e o câncer de palato, conforme relata BOUQUOT (1999). De acordo com o manual de prevenção do INCA (BRASIL, 1996) a temperatura da ponta do cigarro pode chegar a 835 à 884 graus centígrados e assim potencializa a agressão aos tecidos. Além disso, já foram identificadas cerca de 4.700 substâncias tóxicas na fumaça e no tabaco, sendo que 60 delas apresentaram ação carcinogênica conhecida, entre elas as nitrosaminas. Outras substâncias que participam da gênese de tumores têm sido encontradas, tais como níquel, cádmio, carbono 14, polônio 210 e resíduos de agrotóxicos utilizados na lavoura, como o dicloro-difenil-tricloroetano (DDT). No ano de 1998, no Hospital Geral de Ensino em São Paulo, ARAÚJO FILHO e colaboradores encontraram, entre 54 casos de CEB, 88,9% de fumantes e 65% de usuários de bebidas alcoólicas, sendo que a média de idade da ocorrência do câncer entre os não fumantes foi de 72 anos, enquanto a média geral nos fumantes foi de 58,2 anos. O professor Luiz Paulo Kowalski, Diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia do Hospital do Cân- cer A. C. Camargo, de São Paulo, e a profª Inês Nobuko Nishimoto, estaticista nesse mes-mo hospital, afirmam que em diversos estudos epidemiológicos ficou claramente demonstrado não só o risco de câncer de boca nos tabagistas, como também um notável efeito dose-resposta. Em estudo casocontrole realizado no Brasil, verificou-se que o consumo de fumo é o mais importante fator de risco entre os fumantes de cachimbo, e que não existem diferenças apreciáveis na magnitude dos riscos de acordo com os vários estilos de consumo de tabaco. Nesse mesmo estudo, demonstrou-se que o risco de câncer de boca para indivíduos que fumaram cigarros industrializados decresce progressivamente, atingindo, após dez anos de abandono do hábito, o mesmo nível verificado para os não fumantes. Existe clara relação entre a quantidade e o tempo de exposição ao tabaco e a prevalência de CEB em fumantes. Segundo FRANCO e colaboradores (1989) e REIS (1997), no Brasil, apenas cerca de 4,3% dos portadores de CEB nunca fumaram. Em relação aos não fumantes, esses autores revelaram que o risco de desenvolvimento de CEB em fumantes de cigarros é de 6,3; em usuários de cachimbo é de 14 e entre consumidores de cigarro de palha o risco é de 7 vezes mais elevado. Por outro lado, o desaparecimento ou redução do risco após a interrupção do hábito de fumar tem sido comprovado por várias pesquisas. Para BLOT e colaboradores (1998) e FRANCO e colaboradores (1989), a interrupção do hábito de fumar, após 10 anos, reduz o risco de câncer a um nível próximo aos que nunca fumaram. Em estudo de caso-controle realizado em São Paulo, Goiânia e Curitiba, entre 1986 e 1989, SCHLECHT e colaboradores mostraram que o risco para exfumantes de cigarros industrializados reduziu a níveis próximos aos daqueles que nunca fumaram após 15 anos. Para ex-fumantes de cigarros com fumo de rolo o tempo para redução foi de 20 anos. Os dados descritos sugerem a importância do cirurgião-dentista na prevenção e diagnóstico precoce do câncer bucal. Dados preocupantes publicados na British Dental Journal indicam que a maioria dos CDs conhecem a relação do fumo com o câncer bucal mas este fato não é bem compreendido pelos seus pacientes. Desta forma, é de extrema importância a atuação do cirurgião-dentista como profissional de saúde, informando seus pacientes da correlação entre o fumo e o carcinoma epidermóide de boca e tentando ajudá-lo a parar de fumar devendo, até mesmo, encaminhá-lo a profissionais que poderão ajudá-lo. * Professor Adjunto da FO-UFMG, Doutor em Estomatologia (FO-PUC/RS), Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (FORP-USP) ** Professor Adjunto da FO-UFMG, Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (FOUFMG) Observação: artigo publicado no Correio ABO n°193, julho de 2001 Correio ABO - Maio - Junho/2007 Correio ABO - Maio - Junho/2007 15 Monlevade participa de Jornada Evento voltado para médicos e CDs teve a palestra sobre traumatismo dentário giões-dentistas da região. Desde abril, a Regional está oferecendo o curso de Atendente de Consultório (ACD), com término previsto em novembro. O curso, sob a coordenação de Alcione Lúcia Rímulo, professora da EAP/ABOMG, é realizado aos sábados e conta com 27 alunas. Fotos: ABO-Regional João Monlevade A Regional foi representada na 19ª Jornada Médica de João Monlevade por Maria Ilma de Souza Côrtes, PhD que ministrou a palestra Traumatismo Dentário na Criança e Adulto: Protocolo de Atendimento de Urgência, no dia 11 de maio. O evento teve como público-alvo médicos e cirur- S ão João del-Rei R e g i o n a i s O curso Descomplicando a Prótese Fixa, que aconteceu no dia 28 de abril, na sede da ABO em São João del-Rei (foto), foi considerado de alto nível pela diretoria da Regional. Ministrado pelo coordenador da especialização em Prótese da Faculdade de Odontologia de Itaúna, Wilson Batista Mendes, o curso contou com a presença de 30 profissionais e mostrou ter grande aplicação no dia-a-dia do profissional. Descomplicando a Prótese Fixa é um curso que faz parte do cronograma previamente estabelecido pelo Departamento Científico da nova diretoria da Regional São João Del-Rei, que tem programadas várias atividades inovadoras. MARIA Ilma (direita) ministrou palestra Foto: ABO-Regional São João del Rei CURSO de ACD termina em novembro Confira a programação dos cursos da EAP nas páginas 8 a 11 desta edição 16 Correio ABO - Maio - Junho/2007 Guanhães ção de dentistas, familiares e amigos, visando estreitar as relações de amizade da categoria. Um novo curso, envolvendo as áreas de Endodontia, Dentística e Ortodontia, já está agendado para os dias 6 e 7 de julho. Paralelamente, será realizado também um curso para as ACDs, com programação a ser divulgada. Guanhães vem, com muito comprometimento, promovendo a união da classe e a permanente capacitação e atualização dos associados. Foto: ABO-Regional Guanhães A Regional realizou, nos dias 27 e 28 de abril, o curso Estética com ênfase em resinas anteriores, coroas metal free e facetas de porcelana. Ministrado pelo professor Hugo Henriques Alvim, o curso contou com a participação de 26 dentistas da região, que discutiram os casos clínicos apresentados e conheceram os novos materiais disponíveis no mercado. Para finalizar o evento com sucesso, a diretoria da Regional Guanhães promoveu um coquetel de confraternização no dia 28, com a participa- Foto: ABO-Regional Lagoa da Prata HUGO Alvim falou para 26 CDs da região V içosa L agoa da Prata A Regional realizou, dia 18 de maio, o curso Integrando o clareamento ao tratamento restaurador, no Centro Cultural Hilde Shimidt. Ministrado por Marcílio Moreira Miranda, o evento contou com a presença de profissionais de Lagoa da Prata e de outras cidades da região, como Formiga, Arcos, Bom Despacho, Dores do Indaiá, Luz e Barbacena (foto). R e g i o n a i s Está marcado para o dia 22 de junho, das 8 às 18h, o curso sobre clareamento envolvendo as técnicas Laserterapia e Fototerapia. Será no Auditório do Centreinar, no campus da Universidade Federal de Viçosa (UFV), com apresentação de tópicos importantes dessa área, como: conceito, aplicações clínicas, terapia fotodinâmica PTD, técnicas atuais, sistemas fotoativados e noções de marketing. Haverá também demonstração ao vivo de um clareamento LED/Laser. O curso será ministrado por Ismael Drigo Cação, professor adjunto do Curso de Aperfeiçoamento de Cirurgia, em Ribeirão Preto, coordenador do curso Treinamento de Clareamento a Laser – LED e Laserterapia, promovido pela central SpaziOdonto de treinamento, e ministrador de cursos e conferências em lasers e clareamento dental em diversos congressos nacionais e internacionais. Para mais informações, o telefone da ABO Viçosa é (31) 3891-5936 ou (31) 8417-1544 (falar com Elizabel). Acesse o site da ABO-MG e fique por dentro de tudo o que acontece na Odontologia mineira: www.abomg.org.br Correio ABO - Maio - Junho/2007 17 Ortodontia Dr. Adauto Lopes CRO-MG 14.380 Mestre em Ortodontia - PUC Minas Especialista em Ortodontia - FO Bauru Professor do Curso de Especialização em Ortodontia da EAP/ABO-MG R. Pernambuco, 1002 Sala 801 Savassi - BH - MG - Fone: (31) 3261-6990 e-mail: [email protected] Dr. Célio Soares de Oliveira Jr. CRO-MG 4.160 Prof. Adjunto da FO-UFMG; Especialista em Implantodontia - Especialista em Periodontia - Mestre e Doutor em Prótese pela F.O. Bauru - USP R. Felipe dos Santos, 825 salas 305-306 Tel.: (31) 3291-8350 / 3292-2002 / Telefax (31) 3337-2567 E-mail: [email protected] Dr. Denis de Paula Pereira CRO-MG 7.122 Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial R. Sergipe, 1.167/503 - Savassi BH - MG - Fone: (31) 3223-6680 e-mail: [email protected] Dr. Luiz Gonzaga de Oliveira Dra. Alessandra Simões Machado Dr. Oswaldo Magela Lima CRO-MG 16.320 Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial Professora do Curso de Aperfeiçoamento em Ortodontia da EAP/ABO-MG Atendimento a crianças, adolescentes e adultos. I n d i c a d o r Av. do Contorno, 5351 sala 207 Cruzeiro - BH/MG Fone: (31) 3223-9779 Radiologia Radiografias Bucodental e SERO Dr. Fernando A. Fonseca – CRO-MG 1972 Dr. Carlos Matheus Mangelli – CRO-MG 1675 30 Anos de confiabilidade e credibilidade Radiodiagnóstico e Documentações odontológicas Av. Afonso Pena, 867 / 1213 Ed. Acaiaca Fone: (31) 3224-7859 Rua Pernambuco, 989 - Sobreloja Fone: (31) 3224-7859 Rua Paraíba, 330/1504 Central Shopping Fone: (31) 3273-5353 Dr. Jackson de A. Ferreira CRO-MG 5.899 Especialista em Radiologia Pós-graduado pela OSEC-SP Av. Cristóvão Colombo, 550 sala 507 BH/MG - Fone: (31) 3261-7078 R. Rio de Janeiro, 462 sala 909 - BH/MG Fone: (31) 3212-4305/Fax: (31) 3271-2094 Mantenha seu endereço sempre atualizado 18 Endodontia Prótese e Implantodontia CRO-MG 0973 Professor da UFMG Implantodontia e Periodontia Rua Gonçalves Dias, 142 - Sala 305 BH/MG Consultório: (31) 3221-4503/ Residência: (31) 3332-7334 CRO-MG 15.216 Implantes ósseo-integrados Execução cirúrgica e protética Estacionamento para cliente no próprio prédio Av. do Contorno, 2646 sls 1003/1005 Área Hospitalar - Fones: (31) 3241-1330 / 3588-3347 / 9201-9667 E-mail: [email protected] DTM e Dor Orofacial Clínica Dr. Edson Mariano CRO-MG 3.559 Professor da FO-UFMG Especialista em DTM e Dor Orofacial Fisioterapia para DTM Av. do Contorno, 5.302 - Savassi BH/MG - Fone: (31) 3227-6366 / 3225-6181 Dra. Madalena Caporali P. Rabelo CRO-MG 6.998 Dr. Márcio J. M. Rabelo CRO-MG 4.748 Especialistas em Disfunções Temporomandibulares e Dores Orofaciais Pós-graduação c/ 2 anos de Residência no "Centro de Dor Orofacial" da Kentucky University-USA. End.Praça da Bandeira, 200 Mangabeiras/BH-MG/Telefax(31)3223-6711 Clínica Marcelo Mascarenhas CRO-MG 6.644 Especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial Especialista em Disfunções Temporomandibulares e Dores Orofaciais Fisioterapeuta NOVO ENDEREÇO: Av. Bandeirantes, 412 – Mangabeiras Telefax: (31) 3223-7177 Dr. Paulo Coelho Andrade CRO-MG 16.838 Mestre em Implantodontia - Campinas; Especialista em Implantes - ABO; Pós-graduado em Cirurgias Avançadas - Sociedade Americana de Implantes e Transplantes; Pós graduado em Periodontia - ABO e em Odontologia Estética Av. Bandeirantes, 466 - Mangabeiras - BH/MG Fone: (31) 3227-7076/3227-5524 - e-mail: [email protected] [email protected] Dr. José Alfredo Mendonça CRO-MG 12009 Planej. e execução cirúrgica p/ protesistas Especialista em Periodontia (USP-FO-Bauru) Especialista em Prótese (Ipsemg-MG) Mestre em Periodontia (USP-FO-Bauru) Doutor em Periodontia (USP-FO-Bauru) Coordenador do Curso de Especialização em Implantodontia da PUC-MG Cirurgias Avançadas em Implantodontia; Analgesia com Sedação; Anestesia Geral Av. Pasteur, 89 / Conj. 1507-10 – BH/MG PABX: (31) 3224-0708 e-mail: [email protected] Home Page: www.clinicajosealfredo.com.br Dra. Cláudia Maria R. Cruvinel CRO-MG 11.854 Especialista em Endodontia. Casos especiais com uso de microscópio. Tratamento de perfurações. Rua Carijós, 136 Sala 1007 – BH – MG Fone: (31) 3212-4924 Dr. Eduardo Nunes CRO-MG 12.989 Especialista, Mestre e Doutor – F.O. Bauru – Espec. em Radiologia (ABO), Prof. Adjunto e Coord. do curso de pós-graduação em Endodontia da PUC.Minas. R. Rodrigues Caldas, 726/1104 – BH – MG (31) 3291-6496 – [email protected] Dr. Fernando Antônio Costa Zuba CRO-MG 7.510 Especialista em Endodontia pela UFMG Av. do Contorno, 6.283/ 1301 - Savassi BH/MG Fone: (31) 3281-9433/9116-5333 [email protected] Dr. Helmon Ângelo Cotta Atendimento domiciliar Clínica Dr. Edson Mariano CRO-MG 3559 Professor da FO-UFMG Fones: (31) 3227-6366/(31) 3225-6181 Odontopediatria Dr. Rodrigo Cassini Marques CRO-MG 24.823 Especialista em Odontopediatria pela ABOMG; Prof. do Curso de Especialização em Odontopediatria da EAP/ABO-MG Rua Sta. Rita Durão, 378 - BH - MG Fone: (31) 3287-0173/9614-4009 e-mail: [email protected] Dra. Maria de Fátima Léles CRO-MG 12403 Especialista em Odontopediatria pela PUC-MG Av. João César de Oliveira, 2959 sala 207 Eldorado - Contagem – MG Telefax: (31) 3351-9028 Odontologia - Apnéia e Ronco Dr. Jorge Machado Caram CRO-MG 08903 Ortodontia, ronco e apnéia do sono Prótese bucal de uso noturno R. Rodrigues Caldas, 726 sala 608 - Santo Agostinho - BH/MH Fones: (31) 3275-2358/3291-9538 CRO-MG 207 Especialista em Endodontia Av. Brasil, 1831 - sala 1401 Tel: (31) 3261-7177 Cel: (31) 9979-3242 Dra. Maria Ilma de S. Côrtes CRO-MG 4.322 Endodontia e traumatismo dentário Plantão permanente para emergências, inclusive com atendimento hospitalar (31) 9975-1714 - R. Gonçalves Dias, 142/502 Funcionários - BH/MG - (31) 3221-4304 Dr. Geraldo Herivelton Guimarães CRO-MG 12012 Especialista em Endodontia PUC-93 Tratamento de perfurações / clareamento endógeno Av. do Contorno, 4747 sala 814 Lifecenter 3282-1700 Av. Amazonas, 115 sala 809 Ed. Caxias 3274-7888 / Emergências: 9977-3387 Anuncie aqui. Informe-se pelo telefone (31) 3298-1800 Correio ABO - Maio - Junho/2007 Periodontia Cirurgia e Traumatismo Dr. Adriano do Valle Fernandes CRO-MG 15.154 Especialista, pós-graduado pela USP-Bauru Cirurgias Bucais Cirurgias Ortognáticas Patologias Bucomaxilofaciais Fraturas da Face Implantes dentários Atendimento hospitalar Av. Brasil, 1831 sala 405 - Bairro Funcionários - CEP: 30140-002 Tel: (31) 3261-2767 Urgências: (31) 9231-8234 (24 horas) Dr. Ronaldo Raivil Arruda CRO-MG 3.875 Cirurgia e Traumatologia; Bucomaxilofaciais; Cirurgia Oral; Implantes; Enxertos Av. do Contorno, 4.852 - Sala 507 BH - MG - Fone: (31) 3227-0138 Dr. Sebastião Hélio Pereira Godinho CRO-MG 1.790 Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofaciais; Implantes Branemark Grupo Odontológico Mangabeiras Praça da Bandeira, 200 - Mangabeiras BH - MG - Fone: (31) 3225-7376 Dr. Belini Freire Maia CRO-MG 15.418 Espec. e Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial; Prof. da PUC-Minas; Implantes Orais / Cir. Avançadas; Fraturas faciais e Cirurgia Ortognática Lifecenter, Av. do Contorno, 4747/Conj. 1011 Fone: (31) 3281-3817 / Urgência 9984-3817 Dr. Edgard Carvalho Silva CRO-MG 015 Cirurgia - Radiologia - Diagnóstico Bucal Professor Titular da UFMG Av. Afonso Pena, 4.334 BH - MG - Fone: (31) 3225-0966 Dr. João do Carmo Marquez CRO-MG 15.715 Especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial Mestrando em Implantodontia, Prof. da FOUI, Implantes Orais, Enxertos Ósseos, Cirurgias Menores e Ortognáticas. Rua Ceará, 1431 / 301 – Funcionários Av. Sinfrônio Brochado, 624 / 101 – Barreiro (31) 3273-0267 / 3384-3134 - [email protected] Dr. Leandro Napier de Souza CRO-MG 19328 Espec. Cirurgia Bucomaxilofacial e Mestre Estomatologia - Prof. Newton Paiva - Coord. Especializ. Estomatologia ABO - Cir. Bucal, ortognática, fraturas, implantes e diagnóstico Av. Contorno, 4747/705 - Lifecenter (31) 3227-2498 / Urgências 9973-9946 Reabilitação Oral Ortopedia Dra. Ieda Píramo Moreira Santiago CRO-MG 1174 Especialista em O.F.M. e D.T.M. e Dor Orofacial Coordenadora da especialidade O.F.M. da ABO de Muriaé-MG CONSULTÓRIO: Av. do Contorno, 8000 - Conj. 1712 Santo Agostinho - 30110-907 Belo Horizonte - MG Tel: (31) 3291-5560 E-mail: [email protected] Dr. Orlando Santiago Júnior CRO-MG 11842 Mestre em Patofisiologia Geral Especialista em OFM e DTM e Dor Orofacial Coordenador do curso de Especialização da ABO-MG CONSULTÓRIO: Av. do Contorno, 8000 - Conj. 1712 Santo Agostinho - 30110-907 Belo Horizonte - MG Tel: (31) 3291-5560 E-mail: [email protected] Clínica Dr. Edson Mariano CRO-MG 3559 Professor da FO-UFMG Implantodontia e Prótese Especialista em DTM e Dor Orofacial Fisioterapia para DTM LASERTERAPIA ATENDIMENTO DOMICILIAR EMERGÊNCIA - 24 Horas Inclusive Domingos e Feriados Av. do Contorno, 5302 - Savassi (31) 3227-6366 Telefax: (31) 3225-6181 Patologia Bucal ORALCITO - Laboratório de Patologia Bucal Exames para diagnóstico de doenças da boca Av. Contorno 6064 Lj. 3 – Savassi Belo Horizonte – MG – CEP 30110-110 Telefax: (31) 3281-1296 Correio ABO - Maio - Junho/2007 Dr. Carlos Roberto Martins CRO-MG 2.425 Periodontista e Estomatologista Professor da UFMG e PUC-MG Rua do Ouro, 136 - 1º andar Serra - BH - MG Fone: (31) 3284-7611 - 3284-7133 Dr. Joaquim Resende CRO-MG 905 Exclusivamente Periodontia Rua Santa Rita Durão, 321 sala 611 BH - MG - Telefax: (31) 3225-3444 E-mail: [email protected] Dra. Cássia Pascoal Menezes Dr. José Fernando V. Machado Dr. Fabiano Araújo Cunha Dr. José Cláudio Faria Amorim CRO-MG 24.678 Periodontia - Implantodontia Especialista e Mestre em Periodontia / PUC-MG Av. Assis Chateaubriand, 29 - Floresta Tel: (31) 3222-4789 / Santa Bárbara/MG Tel: (31) 3832-2835 - [email protected] CRO-MG 11.813 Periodontia - Laserterapia - Mestre USP/SP, Prof. FO de Itaúna/MG e Especialização em Periodontia de Diamantina R.Espírito Santo, 1204/806 BH (31) 3226-6132 Pça Dr. Augusto Gonçalves, 146/ 703 - Itaúna 5ª e 6ª feiras - (37) 3241-1257 [email protected] Dr. Fernando de Oliveira Costa Dr. José Geraldo Martins CRO-MG 12.940 Periodontia e Laserterapia Av. João César de Oliveira, 2.959 Sala 118 Eldorado - Contagem - MG Fone: (31) 3351-8808 Pça Clemente Faria - 110 - Barro Preto Fone: (31) 3295-4363 CRO-MG 12.391 Especialista e Mestre em Periodontia, Prof. Adjunto em Periodontia da FOUF-MG, Dr. em ciência da saúde Av. Contorno, 4849/5º andar - Funcionários BH/MG Fone: (31) 3284-2466 / 3282-6787 Dr. Gerdal Roberto de Sousa CRO-MG 3.264 Periodontia De 2ª a 5ª, das 13 às 20 hs - e 6ª, das 9 às 13 hs Av. Brasil, 1701 - Salas 601/602 - BH - MG Fone: (31) 3261-1382 (Consult) (31) 3223-6467 (Res.) CRO-MG 3.873 Periodontia Rua do Ouro, 136 1º andar Serra - BH - MG Fone: (31) 3284-7611 Fax: (31) 3284-7133 Dr. Lívio de Barros Silveira CRO-MG 14.925 Especialista em Periodontia Mestre em Lasers - IPEN - FOUSP Rua Espírito Santo, 1204 Conj. 1202/1204 BH - MG - Fone: (31) 3224-6377 CRO-MG 17.775 Clínica Odontológica - Laserterapia Especialista em Periodontia Av. Raja Gabaglia, 2680 - s/902 - Estoril BH - MG - Tel: (31) 3297-0886 (cons.) (31) 3378-1806 (res.) Dr. Glênio Coutinho de Oliveira Dr. Vagner Pereira dos Santos CRO-MG 16.360 Periodontia Rua Rio Grande do Norte, 726/1104 BH - MG Fone: (31) 3261-5927 (Cons.) (31) 3462-9321 (Res.) I n d i c a d o r CRO-MG 3.830 Especialista em Periodontia Av. Afonso Pena, 2522 - Sala 701 - BH/ MG Fone: (31) 3261-7000 (Cons.) (31) 3463-7305 (Res.) Dr. Herbert de Simone Molina CRO-MG 5.420 Periodontia Especialista pela UNICAMP Av. José Pedro Muniz, 100 – Jardim Agenor de Lima - Guaxupé – MG - Fones: (35) 3551-0153/3551-0162 Confira a programação dos cursos da EAP nas páginas 8 a 11 desta edição 19 Desafios da educação para a saúde Especialistas relatam auto-análise de projeto realizado em escola pública Educação em Saúde no Contexto da Atenção à Saúde Bucal Avaliação de Programa de Educação para a Saúde Bucal em Escola Pública de Minas Gerais Maria Aparecida de Oliveira, ABO-MG Cecília M. C. S. Oliveira, FASC Eduardo Rêgo Araújo, FASC Resumo Pe s q u i s a Este artigo tem como objetivo relatar a auto-análise realizada sobre as metodologias e práticas de educação para a saúde bucal que vínhamos implementado, como equipe de Odontologia, em uma escola pública de um município de Minas Gerais. Considerando que as ações educativas dos programas de saúde pública têm sido concebidas como ferramentas de empoderamento da população e instrumento de viabilização da participação desta no cuidado com a saúde, avaliou-se o sentido do processo de educação para saúde bucal que a odontologia vem construindo junto a escolares de nível básico (1ª a 4ª serie), no espaço social da escola pública. Na primeira parte do artigo é apresentada uma revisão, em que se resgata os principais aspectos defendidos por diferentes autores no que diz respeito à proposta de educar as pessoas como forma de municiá-las para suas decisões e iniciativas quanto à adoção e melhoria de hábitos e posturas saudáveis. Na segunda parte são contextualizados os resultados observados quanto a abordagem utilizada por nossa equipe de saúde bucal na escola, enfatizando as dificuldades enfrentadas pela equipe em negar um modelo tradicional, no qual ela mesma fora formada e do qual carregava marcas profundas. Introdução Muito tem se falado do poder de influência da informação e educação dos grupos populacionais nos diferentes cenários e espaços coleti- 20 vos, em especial no próprio espaço de formação da escola, para se alcançar melhorias no quadro de saúde geral das populações. No entanto, observa-se que tal influência vai depender da concepção da educação em saúde e, portanto, da inserção do tema nos diferentes modelos assistências. Convivendo com modelos assistenciais diversos, os profissionais da Odontologia buscam o melhor emprego desta interface entre a educação e a saúde, sujeitos a falhas e acertos que têm origem muito mais na conformação da assistência a saúde e no modelo político econômico capitalista do que no ideário profissional. Materiais e métodos Realizou-se esse estudo a partir da aplicação de entrevistas e da auto-avaliação como Equipe de Saúde Bucal lotada em uma escola pública de ensino fundamental de um município da Região Metropolitana de Belo Horizonte que convive com uma complexidade de problemas sócio-culturais relacionados ao saneamento básico, analfabetismo, saúde e habitação. Analisou-se, ainda, o material didático utilizado nas ações educativas do Programa quanto ao conteúdo das mensagens transmitidas, quanto ao modelo de saúde bucal veiculado nas informações, e das concepções de educação e de saúde observados nestes materiais. Perspectiva histórica A prevenção de doenças, a partir do final do século XIX, tem sido uma proposta muito analisada nos programas de Saúde Pública. Considera-se que vivenciamos a “Era da Prevenção”, pois ouvimos discursos dando grande ênfase aos métodos preventivos de doenças. Na área da Odontologia, é transparente este direcionamento, inclusive com estímulos financeiros por parte do Sistema Único de Saúde para os procedimentos preventivos que são desenvolvidos nas comunidades escolares. No final do século XIX, com a descoberta da bacteriologia, as teorias pasteurianas, tiveram grande impacto na assistência social e atenção médica, mudando o rumo do controle das doenças. Até então, com base na teoria miasmática, as noções para combate das doenças, se davam de modo coletivo. A partir das descobertas de Pasteur, as noções de combate às doenças começaram a se dar de modo mais centrado na responsabilidade individual, através de regras de bem viver, limpeza, higiene pessoal, para manutenção da saúde. Em 1890, com a descoberta da flora bacteriana bucal, as noções de higiene bucal também passam a ser orientadas pelo comportamento individual, já que o agente patológico deve ser atacado e eliminado em cada um dos indivíduos. A teoria quimio-parasitária das cáries foi o modelo para as práticas curativas e também para práticas de prevenção (ou higiene bucal, como era considerada na época), a limpeza dos dentes era a única saída para manutenção da saúde da boca e, portanto, de todo organismo. (ROSEN, 1994). Analisando os conceitos do século passado, percebe-se que o enfoque das ações educativas dos programas preventivos em odontologia, até então, pautava-se na doença, determinada por fatores específicos, limitados pelas teorias científicas do processo saúde/doença, sustentadas por diagnósticos epidemiológicos que proporcionam o ponto de partida para estes programas e ou campanhas fragmentadas, que enfatizam esta questão. Este pensamento traduz o que pretende a maioria dos programas de saúde; combater a ignorância, difundir a informação, transmitir conhecimentos e hábitos de higiene cientificamente elaborados. Será esta a mentalidade das ações educativas nos programas de saúde bucal atuais? O que mudou? A educação para saúde bucal auxilia na construção da cidadania dos indivíduos (consciência de direitos), ou é muito mais imposição do modelo tradicional de saber odontológico - científico? Vivência prática O Quadro 1 resume os principais aspectos abordados e os respectivos resultados encontrados. O Programa de Educação em Saúde da área de odontologia desenvolvido nesta instituição foi estruturado de acordo com as recomendações do coordenador da equipe de saúde bucal, com definição do cronograma de atividades deste Programa, cujos procedimentos deveriam envolver: educação em saúde para escolares e comunidade em geral, escovação orientada e evidenciação de placa bacteriana, aplicação semanal de flúor solução a 0,2% e aplicação trimestral de flúor gel acidulado a 1,23%. Este rol de procedimentos foi rigorosamente cumprido, porém as análises mostram que as metodologias utilizadas especificamente para a educação em saúde não contribuíram para o sucesso do mesmo. Observou-se uma verticalização da abordagem dos alunos, com o repasse de informações sobre os métodos preventivos sem conceder a oportunidade da manifestação dos mesmos no processo. Reproduzindo o mesmo modelo de formação profissional na graduação de odontologia, os dentistas colocaram em todas as apresentações e palestras a cárie como uma doença com possibilidade de ser totalmente evitada, sendo que para isto é necessário que as crianças sigam a risca todos os preceitos de higiene bucal. Nos eventos festivos que ocorriam mensalmente observava-se grande esforço dos profissionais e professoras que coordenavam apresentações de teatros, números musicais e estórias envolvendo os alunos com o tema. Da mesma forma que ocorria com as palestras em sala de aula, as técnicas de abordagem eram tradicionais e repetitivas, e as mensagens veiculavam a responsabilização das próprias pessoas pelo insucesso das medidas. Ao analisar a linguagem utiliza- Correio ABO - Maio - Junho/2007 Quadro 1 ASPECTO OBSERVADO Sim / Não RESULTADOS Ruptura com o modelo biológico N O modelo de saúde bucal veiculado nas informações é cientificista e pressupõe que a cárie é causada pela placa bacteriana em indivíduos de risco (modelo da teoria químio-parasitária). A mensagem veiculada no material didático se apresenta distante da realidade da comunidade. As informações a respeito de prevenção das doenças bucais são fragmentadas e dissociadas da saúde geral e das condições de vida. Condicionantes sociais, culturais, econômicos e políticos N Os problemas relacionados à saúde bucal das crianças estão minimizados ao âmbito biológico, orgânico e individual. Informações sobre o processo saúde/doença se reduzem a explicar a doença a partir de fatores intrínsecos ao indivíduo (higiene oral inadequada, dieta cariogênica). Articulação com ensino escolar N O nível de articulação obtido é parcial e fragmentado. Professores, alunos e funcionários assimilam, cada um a seu modo, os conteúdos trabalhados. Alguns professores incorporam os temas em suas práticas pedagógicas. Incorporação da consciência da prevenção N Observou-se alguma mudança de atitude sem significado para a adoção de hábitos saudáveis. Processo de “auto-culpabilização” S A mensagem transmitida é de que as pessoas são responsáveis pela sua saúde ou doença e que o desrespeito às regras ditadas pela equipe odontológica (higiene adequada, diminuição da ingestão de açúcar) será punido com a doença. Metodologias educacionais construtivistas e participativas N As práticas pedagógicas são principalmente intuitivas, normativas e verticais. Com freqüência há repetição das informações. A linguagem utilizada não encontra sintonia com a maturidade das crianças e possui forte conteúdo técnico. da pelos organizadores e participantes do programa em estudo, percebeu-se que a mesma não estava em sintonia com o desenvolvimento e maturidade das crianças usuárias do programa. Não havia também uma preocupação em adequar essa linguagem à realidade na qual vivem essas crianças. Muitas vezes, a fala dos orientadores era bastante técnica e ainda ressaltava diversas regras distantes da realidade dos escolares. Como por exemplo, os conselhos para a ingestão diária de frutas e verduras, além do uso do fio dental, sendo que muitas das crianças não tem nem mesmo acesso à escova de dentes. Kramer (1987) aborda esta questão ao afirmar que “Sendo a inserção social das crianças diferentes, é impróprio ou inadequado supor a existência de uma população infantil homogênea. O modelo de saúde bucal veiculado nas informações se enquadrava no modelo cientificista, o qual entende que a doença cárie é cau- sada pela placa bacteriana em indivíduos de risco (modelo da teoria químio-parasitária). Por isso, orientavam as crianças para que comam o melhor e cuidem bem da sua higiene oral. Não considera que o processo saúde-doença é socialmente determinado. Se não, entenderia que a cárie, como qualquer outra doença, é socialmente determinada. Ninguém é doente porque quer. As pessoas moram, trabalham, comem, vestem-se e divertem-se como podem. Luz (1988) se refere ao equívoco de utilizarmos o discurso da educação para a saúde, sem que concretamente esteja se negando o modelo hegemônico tradicional. Segundo o autor, na tentativa de se impor uma mensagem (que vem se mostrando na maioria das vezes única, neutra, atemporal e ahistórica reduzida pelo cientificismo), às ações educativas dos programas preventivos, que são implantados em realidades diversas e distintas, estamos correndo riscos Correio ABO - Maio - Junho/2007 de não conseguirmos transformar o perfil e a concepção de saúde da população alvo dessas ações educativas. A saúde ainda é vista não como afirmação da vida, mas como ausência de uma patologia, e a cura é a cessação de sintomas, que são a chave da doença. O material didático utilizado continha o mesmo apelo observado: a exceção do macromodelo e de alguns desenhos explicativos do desenvolvimento da cárie e da doença periodontal, foram exploradas nos demais materiais estórias de crianças que não escovam os dentes e como conseqüência vão parar no dentista com dor de dentes ou são afastadas dos amigos por apresentarem mau-hálito. Os cartazes espalhados na Escola reproduziam a filosofia do programa: os problemas relacionados à saúde bucal das crianças estão minimizados ao âmbito biológico, orgânico e individual. Estes cartazes foram produzidos por indústrias fabricantes de produtos odontológicos (pasta dental e creme dental), e objetivam demonstrar que a utilização destes produtos leva, certamente, a alcançar a saúde bucal. Além de uma terminologia técnica inapropriada para as crianças, a mensagem veiculada em todo o material didático se apresentava muito distante da realidade daquela comunidade, (ingestão de frutas, queijos e leite, uso de escovas especiais como fator fundamental para uma boa saúde bucal e uso constante do fio dental), pois uma parcela significativa da população não possui a infra-estrutura básica para viver dignamente (ausência de saneamento básico, por exemplo). educativas incluídas nos programas preventivos da Odontologia, sabidamente bastante difundidos na atualidade. Para tanto, foram identificadas as abordagens e linguagens veiculadas nas ações educativas. Foi analisado o seu conteúdo e avaliado, através da fala das crianças e docentes da Escola, a influência das mesmas na transformação dos hábitos dos escolares. Percebeu-se que conceitos sobre teorias de desenvolvimento das doenças bucais, informações a respeito de sua prevenção e controle estavam sendo trabalhados de forma fragmentada, com metodologias tradicionais e inadequadas à construção do conhecimento. Observou-se, no primeiro momento, o impacto de tantas informações repassadas de forma vertical transforma o comportamento dos indivíduos frente a manutenção do seu estado saúde/doença bucal, conformando um processo de “auto culpabilização”. Indivíduos passam a ter medo das doenças e, de maneira aleatória e sem convicção, exercitam os ensinamentos aprendidos. Acredita-se que dentre os desafios da educação para a saúde está a necessária ruptura com o modelo biologicista da formação dos profissionais, partindo para a adoção da dimensão ampliada e multifatorial dos conceitos e aspectos que envolvem o processo saúde-doença. Assim, com a utilização de metodologias educacionais construtivistas e participativas, os profissionais de saúde bucal terão maiores chances de conduzir os indivíduos na aquisição de conhecimento cada vez maior, melhor e efetivo desse seu mundo e das variáveis e fatores que o regem e influenciam. Pe s q u i s a Conclusão Enquanto profissionais de Odontologia preocupados com a educação em saúde, acreditamos que educar é auxiliar na construção do saber de indivíduos, é auxiliar pessoas a edificar sua cidadania, sua auto-estima, e estas ações devem ser consideradas como uma grande oportunidade de levar ao conhecimento da comunidade uma concepção mais ampla do processo saúde-doença. Buscou-se, através dos resultados obtidos, abrir um espaço de discussão e reflexão sobre as ações Referências bibliográficas KRAMER, Sônia. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. 3. ed. São Paulo: Cortez, 1995. 140p. LUZ, Madel T. Natural, racional, social; razão médica e racionalidade científica moderna. Rio de Janeiro: Campus, 1988. p.83-116. ROSEN, George. Uma história de saúde pública. São Paulo : UNESP: HUCITEC : ABRASCO, 1994. p. 231-385. 21 Calendário da ABO Nacional Junho ABO / SP III Congr. Inter. de Odontologia ABO São Paulo - CIODONTO Data: de 12 a 15 Local: Expo Center Norte - SP Informações: (11) 6950-3332 ABO / PA VIII Congresso Internacional de Odontologia da Amazônia Data: de 28 a 1/7 Local: Hotel Sagres Informações: (91) 3277-3212 Julho A g e n d a 22 ABO / DF XII Cong. Intern. de Odontologia do Distrito Federal - CIODF Data: de 24 a 30 Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães Informações: (61) 3445-4800 Agosto ABO / PR Congresso Internacional de Odontologia do Paraná CIOPAR Data: de 2 a 4 Local: Estação Embratel Convention Center Informações: (41) 3028-5839 ABO / RN X Congresso de Odontologia do Rio Grande do Norte Data: de 23 a 26 Local: Centro de Convenções de Natal Informações: (84) 3222-3812 Acesse o site da ABO-MG: www.abomg.org.br Correio ABO - Maio - Junho/2007 Venda Três consultórios Dabi Atlanti, novos, ainda embalados, estofamento na cor azul, super bonito, ainda na loja. Por motivo de mudança de estado, vendo com um grande desconto para vender os três juntos. Procurar por Aleandro, telefone 9611-1916 ou Sérgio, telefone 9984-1685. Equipamento Dabi Atlanti: croma plus, 2 seringas tríplice, 3 pontas, 2 sugadores, fotopolimerizador na cadeira. Todo revisado. Telefone: 9237-3716. 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