TURISMO
deLISBOA
Nº 25 - Janeiro de 2006
Estudo do Observatório do Turismo de Lisboa
Oferta hoteleira
cresce 113% em 15 anos
Plano Estratégico do Turismo de Lisboa
Um novo patamar
de desenvolvimento
Novo estudo confirma 15,6% de “desistências”
Deslocalização do aeroporto
afasta turistas
OBSERVATÓRIO
do TURISMO de LISBOA
NO INTERIOR
Índice LISBOA
1298
Dezembro de 2005
ÍNDICE
Editorial, por Carlos Fontão de Carvalho ......................... 8
Noticiário Nacional ........................................................................ 10
Boletim Interno ................................................................................ 19
Observatório .................................................................................... 21
Noticiário Internacional .............................................................. 40
Novo estudo sobre
deslocalização do aeroporto
confirma 15,6% de “desistências”
Que impacto é que poderia ter (se nada
fosse feito…) na actividade turística da
Cidade de Lisboa, a deslocalização do seu
aeroporto internacional? Foi esta pergunta
que o Turismo de Lisboa se colocou e, para
encontrar a resposta, encomendou um
estudo à empresa DOMP.
Pág. 4
Market Place ...................................................................................... 44
A Fechar, por Vítor Costa ............................................................ 50
Visões por Arménio Matias, Luís Raposo e Carlos do Carmo
Hotelaria de Lisboa cresce 113%
Entre 1990 e 2005 a oferta de quartos de
hotel nas categorias estudadas (2, 3, 4 e
5 estrelas) cresceu 113% e o número de
quartos aumentou de 6.178 para 13.172.
Pág. 33
Plano Estratégico
do Turismo de Lisboa
O Plano Estratégico do Turismo de Lisboa
pretende catapultar Lisboa para um novo
patamar de desenvolvimento turístico, num
contexto de profundas mudanças da lógica
de funcionamento do Turismo.
O Plano foi aprovado na última reunião de
Direcção e estará concluído em Junho de
2006.
Pág. 36
Espanhóis preferem Lisboa
para escapada de Dezembro
O jornal espanhol Cinco Dias adiantou recentemente que Lisboa foi o primeiro
destino escolhido pelos espanhóis para passar a “ponte” de Dezembro.
Esta altura do ano, geralmente aproveitada para fazer um curto período de férias de
Inverno, resultou num número significativo de turistas a viajar para Lisboa e, logo a
seguir, para Praga, o segundo destino mais escolhido.
O período compreendido entre 2 e 6 de Dezembro foi o mais solicitado nas agências
de viagens e nos portais da Internet especializados, que disponibilizaram “boas
ofertas” aos turistas de ocasião.
O jornal adiantava ainda que, por esta altura, os cidadãos de Espanha eram
responsáveis por 80 por cento da ocupação das unidades hoteleiras lisboetas.
A proximidade é uma das principais razões apontadas para a escolha de Lisboa pelos
espanhóis.
3
Deslocalização do Aeroporto
Novo estudo confirma
15,6% de “desistências”
4
Que impacto é que poderia ter (se nada fosse feito…) na actividade
turística da Cidade de Lisboa, a deslocalização do seu aeroporto
internacional? Foi esta pergunta que o Turismo de Lisboa se colocou.
Para encontrar a resposta, encomendou um estudo à empresa DOMP.
Viagens a Lisboa
O objectivo do estudo é aferir qual o impacto nas
visitas à Cidade de Lisboa da deslocalização do seu
aeroporto internacional para a Ota, isto é, se o aumento
da distância do acesso aeroportuário para 53 km levaria
à anulação da vinda à capital portuguesa.
Simultaneamente, procedeu-se à caracterização dos
turistas em termos de origem dos visitantes, tempo
de viagem origem-destino, duração da estada em
Lisboa e motivo da visita. Também se procurou avaliar
se um aumento de taxas aeroportuárias implicaria
a anulação da viagem a Lisboa e estabelecer a
importância do tempo de transporte entre o aeroporto
e a cidade, assim como identificar o tempo de viagem
considerado aceitável e qual o preço razoável para a
deslocação.
Foram inquiridos hóspedes de hotéis de Lisboa que
se deslocaram de avião num total de 539 entrevistas.
Efectuou-se uma estratificação proporcional à categoria
dos hotéis pelo peso dos hóspedes ajustados à taxa
de utilização do avião como meio de transporte para
alcançar Lisboa.
Os trabalhos decorreram entre 15 e 19 de Dezembro
de 2005. A abordagem dos inquiridos foi feita
aleatoriamente. Utilizou-se o método das entrevistas
pessoais apoiadas por questionário estruturado de
perguntas abertas e fechadas em alemão, espanhol,
francês e inglês.
Foi pedido aos turistas para reflectirem na viagem que estavam
a fazer à Cidade de Lisboa. Neste contexto, inquiriu-se: “Caso
o aeroporto se situasse a 53 km da cidade teria realizado esta
viagem?”. As respostas “Certamente não” e “Provavelmente não”
totalizaram 17,8%.
Gostaria que reflectisse na viagem que efectuou à cidade de Lisboa.
Caso o aeroporto se situasse a 53 Km da cidade teria realizado esta
viagem?
Cenários hipotéticos
PROBABILIDADE DE EXCLUIR LISBOA DOS FUTUROS DESTINO DE VIAGEM...
... se o aeroporto for
deslocalizado para a Ota
... se o preço da viagem do futuro
aeroporto até à cidade de Lisboa
for superior ao PC (25,53€)
... se o aeroporto
for deslocalizado e
o preço da viagem
desse aeroporto
até à cidade de
Lisboa for superior
ao PC (25,53€)
5
Abordou-se, seguidamente, a probabilidade de excluir a Cidade
de Lisboa dos futuros destinos de viagem dos turistas com
o aeroporto internacional deslocalizado para a Ota. Assim,
perguntou-se, face ao novo facto, “qual a probabilidade de
excluir a Cidade de Lisboa dos seus futuros destinos de viagem”.
As respostas “Certamente excluirei” e “Provavelmente excluirei”
somaram 15,6%.
... se o aeroporto for
deslocalizado para a Ota
... se o preço da viagem do futuro
aeroporto até à cidade de Lisboa
for superior ao PO (20,58€)
O novo aeroporto internacional de Lisboa (Ota) vai situar-se a 53
Km da cidade. Tendo em conta este facto, qual a probabilidade
de excluir a cidade de Lisboa dos seus futuros destinos de
viagem?
... se o aeroporto
for deslocalizado
e o preço da
viagem desse
aeroporto até à
cidade de Lisboa
for superior ao
PO (20,58€)
Caracterização da amostra
Duração da estadia - Dias
Sexo
Homens em
maior número
City
breakers
dominam
Motivo da visita
Classe etária
Turismo de
Negócios é um
segmento mais
importante
Maioria entre os
25 e os 44 anos
País de residência
Tipo de voo utilizado
Charters
têm pouca
expressão
6
Reino Unido, França
e Espanha – os
principais mercados
Duração da viagem
Horas (desde o local de origem - residência - até ao alojamento - hotel em Lisboa)
Habilitações literárias
Maioria
esmagadora de
nível universitário
Situação perante o trabalho
Principalmente,
activos
Maioria a menos
de 3 horas
Categoria dos Hotéis
4 estrelas com
maior fatia
Assinale-se que os resultados desta pergunta coincidem
praticamente com os obtidos no estudo anterior promovido pela
consultora Roland Berger e disponível no site da NAER.
Seguidamente, inquiriu-se os turistas acerca da importância – na
escolha de um destino - do tempo de transporte entre o aeroporto
e a cidade a que se pretendem deslocar. Perante a pergunta sobre a
importância deste factor, 35,8% dos inquiridos responderam “Muito
importante” e “muitíssimo importante”.
Meios de transporte
Aproveitou-se a oportunidade para hierarquizar os factores
de escolha do meio de transporte entre aeroporto e cidade. A
segurança foi, de longe, o factor mais referido.
Qual dos seguintes factores considera mais importante na escolha
do meio de transporte, para a sua deslocação do aeroporto até à
cidade de Lisboa?
Diga-me, por favor, em que medida considera o tempo de
transporte, entre o aeroporto e a cidade a que se pretende
deslocar, importante para a escolha de um destino?
Pretendeu-se, ainda, avaliar da importância do preço das taxas
aeroportuárias na formação da decisão de uma viagem. A pergunta:
“Actualmente, o valor médio das taxas aeroportuárias no aeroporto
da Portela é de cerca de 30 euros. Caso este valor aumente cerca de
25%, qual a probabilidade de excluir a Cidade de Lisboa dos seus
futuros destinos de viagem?”. As respostas “Certamente excluirei” e
“Provavelmente excluirei” totalizaram 14,1%.
Actualmente o valor médio das taxas aeroportuárias no aeroporto
da Portela é cerca de 30 Euros. Caso este valor aumente cerca de 25%,
qual a probabilidade de excluir a cidade de Lisboa dos seus futuros
destinos de viagem?
Finalmente, perguntou-se aos turistas qual o meio de transporte
preferido neste tipo de deslocação, sendo que o táxi “bateu” todos
os concorrentes.
Qual dos seguintes meios de transporte prefere, na deslocação
do aeroporto até à cidade de Lisboa, tendo em conta os factores
referidos na questão anterior?
Hotéis que participaram no estudo
Ibis Lisboa
Suíço Atlântico
Roma
VIP Zurique
Novotel Lisboa
VIP Berna
Best Western Eduardo VII
Olissipo Marquês de Sá
D. Carlos Park
Almirante
D. Carlos Liberty
Lisboa Marriott
Sana Metropolitan
Vila Galé Ópera
Best Western Altis Parque
Tivoli Tejo
Mundial
Holiday Inn Continental
Sana Lisboa Park
Villa Rica
Sofitel Lisboa
Real Parque
Açores Lisboa
Fénix
Marquês de Pombal
Lisboa Plaza
AC Lisboa
Lisboa Sheraton & Towers
Tivoli Lisboa
Le Meridien Park Atlantic Lisboa
Dom Pedro Lisboa
Ritz Four Seasons
7
EDITORIAL
AL
Um novo ciclo
com empenho renovado
e muita determinação
8
Esta é a primeira vez que me dirijo aos leitores da Revista Turismo de Lisboa e aos
associados que fizeram da instituição Turismo de Lisboa aquilo que ela é hoje.
Ao assumir a responsabilidade de presidir à ATL quero assegurar a todos que o
empenho da Câmara Municipal de Lisboa neste projecto vencedor será reforçado e
que os laços entre estas duas instituições serão estreitados. Quero ainda sublinhar o
trabalho realizado até aqui pela direcção anterior, cuja qualidade faz crescer o nível
de responsabilidade e nos torna a todos muito motivados.
Estou determinado a pegar nesta herança como ponto de partida para um tempo
novo, pleno de desafios a que saberemos todos corresponder, como sempre temos
feito desde que esta Associação foi criada.
O Turismo de Lisboa, porventura como poucas outras Associações, tem sido capaz de
demonstrar como o trabalho em parceria entre os sectores público e privado pode
dar resultados que, de outra forma, seriam inalcançáveis. É neste fórum que têm sido
reunidos os consensos necessários para transformar o posicionamento internacional
de Lisboa enquanto destino turístico, no que já foi considerado um “caso de estudo”.
A verdade é que a notoriedade da Cidade e da Região não têm parado de aumentar
e que o contributo da ATL para esta realidade tem sido absolutamente determinante.
A partir de 2007, uma invulgar conjugação de acontecimentos vai colocar grandes
desafios ao Turismo de Lisboa, pelo que é preciso preparar o futuro sob pena de
virmos a ser ultrapassados por ele.
É desta forma que nasce o Plano Estratégico do Turismo de Lisboa, cujo lançamento
foi aprovado na primeira reunião de Direcção a que tive a honra de presidir.
Este Plano Estratégico, para o período 2007-2010, pretende aprofundar a dinâmica
que a capital e a Região têm conhecido na última década no sector do Turismo.
Com ambição, estabelecemos como meta atingir um novo patamar de
desenvolvimento.
Para o conseguir temos a consciência de que, mais do que não temer a mudança,
devemos estar conscientes de que ela é fundamental para reforçar o sucesso do
Turismo de Lisboa, tal como hoje o conhecemos.
Carlos Fontão de Carvalho
Presidente do Turismo de Lisboa
“
Ao assumir
a responsabilidade
de presidir à ATL
quero assegurar
a todos que
o empenho
da Câmara Municipal
de Lisboa neste
projecto vencedor
será reforçado
e que os laços entre
estas duas instituições
serão estreitados.
“
9
• NOTICIÁRIO
RIIIO
O
NACIONAL
10
Rali Dakar
deu a Lisboa o “melhor
Dezembro de sempre”
A região de Lisboa,
juntamente com a do
Algarve, registaram,
no ano passado, “o
melhor Dezembro
de sempre” em
termos turísticos,
principalmente
devido à realização do
Lisboa-Dakar, garantiu
recentemente o
Secretário de Estado
do Turismo.
Bernardo Trindade, que falava perante os deputados na sub-comissão parlamentar do Turismo,
ao referir-se ao Lisboa-Dakar, cuja realização vai repetir-se em Portugal este ano e em 2007,
salientou os sete mil artigos publicados e as 800 mil cópias distribuídas que deram uma
visibilidade internacional ao país.
O retorno do investimento vai concretizar-se a “curto prazo”, acrescentou ainda o representante
do Governo.
Por outro lado, “temos oportunidade de corrigir o que correu menos bem” e voltar a ter um
bom desempenho do sector turístico incentivado pelo evento”.
Os MTV Awards, em Lisboa, que contribuíram para o reposicionamento da marca Portugal e da
marca Lisboa, no segmento entre os 18 e os 40 anos, também foi citado por Bernardo Trindade,
bem como o Portugal Match Cup Cascais.
Para 2006 e 2007 Portugal tem agendados acontecimentos como o Rock in Rio Lisboa, as
comemorações do Dia Mundial do Turismo pela Organização Mundial do Turismo (OMT) e o
Campeonato Mundial de Vela, cuja preparação está já a ser trabalhada por uma comissão.
Bernardo Trindade avançou ainda que Portugal demonstrou interesse em realizar o “Fórum
Europeu do Turismo” no segundo semestre de 2007, que coincide com a presidência
portuguesa da União Europeia.
Dese p
Desempenho
penho de
d Outubro
globalmente
global
globa
globalment
llmentte
te positiv
positivo
A informação mensal sobre os índices turísticos, da Direcção-Geral
do Turismo, dá conta de que a performance de Lisboa mantém a
tendência de crescimento.
Em termos globais, os passageiros
desembarcados registados até Outubro de
2005, representam um acréscimo de 8%
relativamente a igual período de 2004.
Em termos absolutos, o crescimento mais
elevados verificou-se no aeroporto de Lisboa,
com mais cerca de 25 mil passageiros.
No que diz respeito ao peso dos voos
low-cost, este continua a aumentar,
representando já cerca de 20% do total
de ligações operadas de e a partir dos
aeroportos nacionais.
Já nos movimentos marítimos, o
desempenho de Lisboa é menos positivo,
registando-se uma quebra de 3,1% no
número de passageiros desembarcados
(menos 6.616). O peso relativo dos
passageiros em trânsito continua a ser
esmagador, constituindo 98,5% dos
movimentos de passageiros nos portos
marítimos nacionais.
Nos alojamentos, os principais mercados
emissores assumem comportamentos
positivos no passado mês de Outubro, com
destaque para os mercados holandês e
britânico, com acréscimos de 15,9% e 13,4%,
respectivamente.
O período entre Janeiro e Outubro do ano
passado foi caracterizado por uma subida
global de 4% nas dormidas.
Em Lisboa, a subida foi de 3,1%.
Globalmente, e em termos de receitas de
Turismo, até Setembro de 2005 totalizaram,
a preços correntes, 656,5 milhões de euros,
ou seja, mais 6,2% do que em Setembro de
2004. Quanto às despesas, cresceram 5,4%
para 216 milhões de euros.
11
Voos low-cost continuam a
aumentar, representando já cerca
de 20% do total de ligações.
Durante o ano de 2006
Arteh quer duplicar hotéis
A Arteh – Hotels and Resorts pretende alargar a sua rede a 100 hotéis durante 2006, noticiou o Turisver.
Depois da adesão do Hotel Aviz, um hotel de quatro estrelas com 70 quartos inaugurado em Setembro
passado, a cadeia anunciou outras adesões durante a BTL, que aumentaram de 48 para 58 o número de
unidades aderentes.
De acordo com João Pedro Neto, director de marketing da Arteh, citado pela Turisver, o Hotel Aviz é uma
unidade que “enriquece e prestigia a oferta da Arteh e reforça a sua capacidade no centro de Lisboa”.
A Arteh, que neste momento se assume como “a maior marca de hotéis de luxo em Portugal”, tem como
objectivo atingir as 100 unidades durante o ano de 2006, principalmente com adesões de hotéis no
estrangeiro. Segundo João Pedro Neto, “em Portugal, já estamos quase no limite”, pelo que “não acredito
que iremos crescer muito mais”, declarou.
• NOTICIÁRIO
NACIONAL
VISÕES
Arménio Matias
Presidente da
ADFER – Associação
Portuguesa para o
Desenvolvimento do
Transporte Ferroviário
Considera que as decisões sobre a Ota e o
TGV foram baseadas em critérios razoáveis?
12
A futura rede de Alta Velocidade (AV) que
resultou da Cimeira da Figueira da Foz e que
o actual Governo mantém, tem, no essencial,
uma concepção correcta. Errada está a
prevista ligação Lisboa – Algarve que deve
fazer-se via Sines e entrar pelo Barlavento
para servir todo o Algarve e o Litoral do
Alentejo. Indefinido continua o desenho da
AV na região de Lisboa, em grande medida,
consequência da escolha do Novo Aeroporto
de Lisboa (NAL). Discutível é o calendário
previsto para a execução da AV que devia dar
prioridade às ligações internacionais e seguir
a passada da Espanha. Viciado foi o processo
do NAL. Porque: não considerou com rigor os
efeitos da AV sobre o transporte aéreo (pode
ampliar a vida da Portela por cerca de uma
década); não analisou com profundidade
a solução combinada Portela+Montijo,
viável segundo o estudo da ANA de 1994,
capaz de prolongar, ainda mais, a vida da
Portela; não se fez um estudo actualizado,
considerando todo o território da região de
Lisboa e o seu sistema de acessibilidades
previsto, sobre o NAL e a sua futura expansão;
se esconderam ou ignoraram estudos feitos
de 74 a 98 que contradizem a tese da Ota;
se exponenciaram determinados aspectos
ambientais para precipitar a decisão sobre
o NAL; se desprezou o impacto ambiental
e económico resultante da construção do
NAL sobre leitos de ribeiras e em terreno
acidentado, que exige a movimentação de
50 milhões de m3 de terras, o equivalente à
construção da muralha da China ao longo de
toda a fronteira luso espanhola; se desprezou
o efeito sobre o turismo, a sinistralidade
rodoviária e as actividades económicas da
localização do NAL a cerca de 50 km da
origem/destino do seu mercado; porque se
ignorou a existência, na margem esquerda
do Tejo, de um vasto território plano e
despovoado, em parte público (Base do
Montijo e Campo de Tiro de Alcochete), com
potencialidades de proporcionar um NAL de
baixo custo, com capacidade de expansão
ilimitada, a menos de metade da distância de
Lisboa.
Portugal merecia que os seus interesses
fossem melhor acautelados!
Estudo importante ficou por mostrar
ADFER lança alerta
sobre a Ota
A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte
Ferroviário (ADFER) manifestou-se recentemente contra a forma como
o Governo se decidiu pela construção de um novo aeroporto na zona
da Ota, acusando o executivo de não ter mostrado todos os estudos
sobre a localização da nova infra-estrutura aeroportuária.
Para o presidente da ADFER, Arménio Matias, trata-se de “um
gravíssimo erro estratégico” concluir os estudos e aprovar a localização
do novo aeroporto antes de estar definida e aprovada a nova rede
ferroviária de bitola europeia e Alta Velocidade, nomeadamente o
acesso desta a Lisboa.
Este responsável defende ainda que a entrada em funcionamento das
novas linhas permitiriam prolongar o funcionamento da Portela por
cerca de uma década.
“A localização do novo aeroporto sobre o eixo ferroviário LisboaPorto apenas faz concorrência ao Aeroporto Sá Carneiro, no Porto.
No entanto, se tivesse ficado decidida a localização sobre o eixo
Lisboa-Madrid, faria concorrência aos aeroportos de Madrid e de Faro,
consolidando a posição portuguesa nos tráfegos intercontinentais
para algumas regiões das Américas e de África, complementando o
Aeroporto de Faro no tráfego turístico”.
Estudo diz que Ota é a pior solução
Num comunicado disponível no site da ADFER na Internet pode ainda
ler-se que “a ANA e a NAER optaram por não divulgar, por ocasião da
apresentação pública do processo de decisão sobre o novo aeroporto
de Lisboa, os estudos feitos entre 1974 e 1998. É uma decisão só
compreensível à luz de um processo sem a suficiente prudência e
transparência”.
Um desses estudos, realizado em 1994, pela ANA e disponível para
consulta em http://adfer.cp.pt, na altura em que Ferreira do Amaral era
Ministro das Obras Públicas, compara a Ota, Rio Frio e o Montijo, este
último com duas alternativas.
Para a ADFER, é importante que esta pesquisa seja divulgada, “porque
prova que a Ota é a pior das quatro solução consideradas, porque
demonstra que a solução “Portela+1”, neste caso Portela+Montijo,
é viável, porque contém um conjunto vasto de argumentos dados
pelos especialistas seus autores que contrariam as teses oficiais que
suportaram a recente decisão”.
O comunicado da ADFER termina a dizer que “o País tem razões
para pôr em causa a opção da Ota, contestada a tempo por quem
representa o mercado, por quem tem a exploração e pelos políticos
eleitos pela principal região que o novo aeroporto serve”.
Novos voos low-cost para Lisboa
Voos têm origem em
Londres, Paris e Milão
EasyJet lança três
novas ligações
A partir de 1 de Março, a companhia
low-cost easyJet vai abrir duas novas rotas
com destino à capital portuguesa, a partir
de Londres e Paris, e a 14 de Abril com
origem em Milão (Malpensa).
As ligações vão ter frequência diária com
preços a partir de 30,99 euros (LondresLisboa), 41,99 euros (Paris-Lisboa) e 30,99
euros (Milão-Lisboa).
A easyJet refere, em comunicado, que “as
novas rotas reflectem o compromisso de
expansão da companhia” ligando cidades
populares “para assegurar aos passageiros
o fácil acesso aos destinos mais atractivos”.
Especificamente no caso de Lisboa, os
representantes da companhia sublinham
que estas novas ligações vão tornar “mais
fácil e acessível visitar esta cidade da
moda, que tanto tem para oferecer”.
Os bilhetes já estão disponíveis no site da
easyJet (www.easyjet.com), desde 6 de
Janeiro.
13
Monarch Scheduled
reforça voos
A companhia low-cost Monarch Scheduled
anunciou que vai aumentar o número de
frequências para Lisboa, desde Londres
(Gatwick) para Lisboa, a partir do próximo
Verão.
Ao todo vão ser dez os voos semanais, o que
representa um aumento da capacidade na
ordem dos 43% relativamente ao Verão de
2005.
Este operador low-fare vai passar a ter uma
segunda ligação às segundas, quartas e
sextas, de Lisboa para Londres às 17h45,
mantendo-se o voo diário de Londres para
Lisboa às 6h10. As novas frequências de
Londres para a capital portuguesa realizamse também às segundas, quartas e sextas,
com saída de Gatwick às 14h15 e chegada à
Portela às 16h45.
Madrid-Lisboa
Nova ligação da Vueling em Fevereiro
O director-geral da Vueling, Lázaro Ros, anunciou em conferência de imprensa, nas
instalações do Turismo de Lisboa, que esta companhia low-cost vai operar uma nova
rota para Lisboa a partir de Madrid, com início a 20 de Fevereiro.
O novo voo diário vai sair de Madrid pelas 13h30, chegando a Lisboa às 13h20. A
partida de Lisboa é às 14h55 e a chegada à capital espanhola às 17h05.
Os objectivos da Vueling para esta nova ligação, em 2006, passam por transportar
cerca de 80.000 passageiros, nos 600 voos para Lisboa.
A companhia low-fare que voa de Barcelona para Lisboa desde Maio de 2005,
já transportou cerca de 50.000 passageiros da capital catalã, facto que leva o
responsável da Vueling a ter “previsões tão boas na rota para Madrid”.
• NOTICIÁRIO
NACIONAL
“O Poder da Arte”
Serralves na Assembleia
da República
A primeira grande exposição
de Serralves em Lisboa mostra
no Palácio de São Bento obras
pertencentes à Colecção da
Fundação. São mais de 60 peças
de 53 artistas portugueses
e estrangeiros que vão estar
expostas até meados de Abril.
14
Arte confronta arquitectura
A Fundação de Serralves apresenta, de 12
de Janeiro a 16 de Abril, na Assembleia
da República, em Lisboa, a exposição “O
Poder da Arte”, composta por 66 obras
pertencentes à Colecção da Fundação.
Durante todo o período da exposição
podem ser admiradas peças de 53 artistas
que abrangem pintura, vídeo, escultura,
instalação, livros de artista, fotografia e
cartazes, seleccionados em função dos
espaços do Palácio de São Bento. Uma
grande instalação de Pedro Portugal,
que vai ocupar a escadaria principal da
Assembleia, e uma intervenção vídeo na
fachada do Palácio, só visível à noite, da
autoria de João Paulo Feliciano, são as duas
obras criadas especificamente para esta
exposição.
Apesar de ser da exclusiva
responsabilidade da Fundação de Serralves
e do Director do Museu, João Fernandes,
comissário da exposição, a programação
deste projecto contou com o apoio do
Presidente da Assembleia da República,
Jaime Gama, e foi definida em articulação
com a Comissão dos Assuntos Culturais da
Assembleia da República, presidida pela
Deputada Matilde Sousa Franco (PS) e que
integra Zita Seabra (PSD), Teresa Caeiro
(CDS/PP), Luísa Mesquita (PCP), Fernando
Rosas (Bloco de Esquerda) e José Luís
Ferreira (Partido “Os Verdes”).
“O Poder da Arte” é uma exposição que apresenta
em espaços escolhidos da Assembleia da
República um conjunto relevante de obras de
arte contemporânea pertencentes ao acervo
da Fundação de Serralves, assim como alguns
projectos de artistas especificamente realizados
para esta ocasião.
A exposição desenvolve-se num itinerário que
vai permitir aos seus públicos visitar muitos dos
espaços mais nobres da Assembleia da República,
num confronto inesperado e surpreendente
entre as suas características arquitectónicas e as
obras de arte que neles vão ser instaladas. Cada
obra desafia deste modo o reconhecimento dos
lugares, assim como as expectativas acerca dos
espaços de apresentação da arte nos nossos dias.
Vários espaços no exterior como a escadaria da
Assembleia, vão ser igualmente utilizados de modo
a suscitar uma intervenção da exposição na vida
quotidiana da cidade, estimulando o convite à
visita dos espaços interiores do Parlamento. Sendo
o espaço que determina a selecção das obras,
o percurso da exposição propiciará igualmente
uma nova experiência dos espaços interiores do
Parlamento, nomeadamente do Átrio de entrada,
da Sala dos Passos Perdidos, do Salão Nobre, da
Sala do Senado, dos corredores circundantes da
Sala das Sessões, ou do Antigo Refeitório dos
Frades, entre outros.
As visitas realizam-se de Terça-Feira a Domingo, das
10h às 18h, sendo todas elas guiadas e em grupos
de 25 pessoas. A entrada é gratuita.
A exposição vai
permitir visitar
muitos dos espaços
mais nobres
da Assembleia
da República,
num confronto
inesperado e
surpreendente entre
as suas características
arquitectónicas e
as obras de arte
que neles vão ser
instaladas.
Parque das Nações
impressiona
delegação japonesa
Uma delegação oficial japonesa, chefiada
pelo Ministro de Estado para a Reforma
Reguladora, Reforma Administrativa e Zonas
Especiais para as Reformas Estruturais e
Revitalização Regional, Kouki Chuma, visitou
o Parque das Nações, em Lisboa, no passado
dia 11, tendo-se manifestado “bastante
emocionada” com a obra realizada pela
Parque EXPO.
O Japão organizou em 1970 a Exposição
de Osaka e em 2005 a de Aichi, mas Kouki
Chuma considerou que a EXPO ’98 não só
foi um “grande sucesso” como a Parque EXPO
deu um “grande passo” no desenvolvimento
urbanístico do território nacional ao
aproveitar a experiência acumulada com o
evento.
Face às experiências japonesa e portuguesa
nesta área, o ministro nipónico lamentou
que a empresa do seu país não seguisse a
internacionalização que a Parque EXPO está a
empreender, designadamente no Brasil.
O Presidente da Parque EXPO, Rolando
Borges Martins, explicou à comitiva japonesa,
constituída por dez pessoas, a missão e
as actividades da Empresa em território
nacional e no estrangeiro, após o que a
delegação visitou o Parque das Nações, e
nomeadamente o Oceanário de Lisboa, o
segundo maior do Mundo a seguir ao de
Osaka, no Japão.
15
• NOTICIÁRIO
Novas regras sobre azeite à mesa
NACIONAL
ARESP teme aproveitamento dos produtores
A Associação da Restauração e Similares de
Portugal (ARESP), manifestou-se preocupada
com as notícias “confusas” a propósito
da nova disposição legal que impede a
utilização de galheteiros à mesa, obrigando
a disponibilizar azeite em embalagens
invioláveis e rotuladas e fala num quase
inevitável aumento dos preços de aquisição
ao produtor.
Os estabelecimentos de hotelaria, de
restauração e de bebidas, podem apresentar
unidoses em saquetas ou garrafas pequenas,
mas também outras garrafas de maior
capacidade, desde que munidas de um
sistema de abertura que perca a sua
integridade após a primeira utilização e que
não permita a sua reutilização (Portaria nº
24/2005), ao contrário do que acontecia com
o uso do tradicional galheteiro do azeite.
Todos os restantes temperos, incluindo o
vinagre, não estão abrangidos pelas novas
regras.
A ARESP, em comunicado acrescenta que
não pode aceitar “aproveitamentos dos
embaladores de azeite, que utilizam esta
situação para aumentar os seus preços de
venda às nossas empresas. Estamos num ano
de profunda crise económica, actualmente
agravado com aumentos exponenciais
dos nossos custos operacionais, como a
electricidade, com um aumento inaceitável
em 2006 de 14,9%. Não podemos suportar
mais custos acrescidos”.
Para além disso, a ARESP não aceita que os
associados façam “publicidade gratuita às
marcas de azeite, levando a ‘marca à mesa’,
nas garrafas adquiridas, para oferecer o
conteúdo aos clientes”.
A questão ambiental é também levantada,
uma vez que nem o Governo nem os
embaladores apresentaram uma solução
“para resolver o problema do aumento da
poluição ambiental, através da colocação no
mercado de milhões de garrafas usadas, com
resíduos de azeite, altamente poluidoras”.
Apesar das reservas levantadas, a ARESP
assegura que os associados “estão
preparados e a cumprir a nova legislação,
assim como as regras de higiene e segurança
alimentar”.
16
Estrelas de “CSI Miami”
fascinadas com Lisboa
Os actores norte-americanos
Khandi Alexander e Adam
Rodriguez, mais conhecidos
do público como Alexx e Eric
da série policial “CSI Miami”
estiveram recentemente em
Lisboa, tendo referido que “é
uma cidade fantástica”.
De passagem pela capital
portuguesa, a convite de
uma conhecida marca
portuguesa de moda, os
dois actores confessaramse rendidos às paisagens
lisboetas, com destaque para o Castelo de São Jorge, como foi o caso de
Adam Rodriguez.
Já a actriz Khandi Alexander gostou mais da zona das Docas, que a fez
lembrar de Nova Iorque, a sua cidade natal. “Senti-me em casa”, diria
mesmo, lamentando o pouco tempo livre que tiveram para conhecer
Lisboa.
Hotel Dom Pedro acolheu os actores
Durante a estada em na capital portuguesa, os dois “investigadores” de “CSI
Miami” ficaram alojados no Hotel Dom Pedro Lisboa, tendo sido recebidos
por Pedro Ribeiro, Director de Vendas e Marketing do grupo Dom Pedro
Hotels.
“Cowlumbus”
já chegou a Lisboa
No âmbito da Cow Parade, que este ano se realiza
em Lisboa, foi instalada frente ao Centro Comercial
Colombo a “Cowlumbus”, uma escultura com mais de
quatro metros, suportada por uma estrutura de 100
quilos.
Esta vaca original, foi criada pelo artista plástico
catalão Enric Aromi para a Cow Parade que se
realizou no ano passado em Barcelona e representa
os Descobrimentos, sendo uma versão “bovina” do
monumento a Colombo, um dos mais conhecidos da
capital da Catalunha.
Iniciativa comemora meio século
Grandes Veleiros da
“Tall Ships’ Race” regressam a Lisboa
Numa iniciativa destinada a celebrar os 50 anos da Regata de
Grandes Veleiros realiza-se este ano, com início em Julho, a “50th
Anniversary Tall Ships’ Races”. Este evento de dimensão internacional
pretende assinalar a primeira vez que se realizou a regata, em 1956,
entre Torbay, no sul de Inglaterra e Lisboa.
A concentração dos veleiros vai acontecer em St. Malo, França, entre
6 e 9 de Julho, de onde vão partir rumo a Torbay, terminando o
percurso marítimo em Lisboa, repetindo desta forma a regata de há
meio século.
Prevê-se que os veleiros participantes, de várias nações, comecem a
entrar no porto da capital portuguesa a partir de 17 de Julho.
No âmbito deste evento, Lisboa vai ter um Programa Oficial, de 20 a
23 de Julho, que culmina num desfile naval no rio Tejo, que vai ser,
certamente, um espectáculo memorável com mais de uma centena
de grandes navios a prestarem homenagem à cidade.
Os veleiros seguirão depois em cruzeiro para Cadiz, Espanha, com
escala neste porto de 26 a 29 de Julho e dali partem para a Corunha,
também em cruzeiro, com escala de 7 a 10 Agosto.
É nesse dia que os veleiros participantes vão partir para a segunda
regata, com destino ao porto de Antuérpia, na Bélgica, onde
ancoram de 19 a 22 de Agosto, para a celebração final do evento.
Em 1956, a primeira regata entre Torbay e Lisboa contou com a
participação de 20 veleiros, entre os quais o navio-escola “Sagres”
Iniciativa com origens humanistas
17
Esta regata tem um significado particular para Portugal e para a cidade de Lisboa em particular. Neste 50.º aniversário pretende-se também
comemorar os valores que lhe deram origem.
Em 1954, o Embaixador de Portugal no Reino Unido, Pedro Theotónio Pereira, e um advogado londrino, Bernard Morgan, ambos apaixonados
pela vela e pelos desportos náuticos, pensaram numa iniciativa que reunisse os Grandes Veleiros ainda existentes depois da 2.ª Guerra Mundial e
permitisse que embarcassem neles jovens instruendos, com o objectivo de enriquecerem as suas qualidades e capacidades pessoais, através da
vida a bordo, da camaradagem e dos contactos com jovens de outras nacionalidades.
Com o apoio do Duque de Edimburgo e de Lorde Mountbatten, foi formada uma comissão que, em 1956 arrancou com este projecto.
A primeira regata entre Torbay e Lisboa contou com a participação de 20 Grandes Veleiros, entre os quais um bem conhecido dos portugueses, o
navio-escola “Sagres”.
O sucesso foi de tal ordem que, desde esse ano, a regata nunca mais deixou de se realizar, primeiro de dois em dois anos, até 1964 e depois
anualmente, tendo aumentado a participação para os actuais 100 a 120 veleiros, de vários países da Europa, América do Sul e do Norte, bem
como da Ásia e da Oceânia.
Lisboa-Dakar começou com
plantação de 40 mil árvores
Numa iniciativa ligada ao rali Lisboa-Dakar, ainda antes do arranque da
prova, a João Lagos Sports, em articulação com a Comissão Nacional de
Combate à Desertificação, procedeu à plantação de 40 mil árvores, que
cobrem cerca de 40 hectares de terreno, em zonas de passagem da prova
no território nacional.
Os principais destinatários desta iniciativa foram os concelhos de Portimão e
de Castro Marim.
O arranque desta reflorestação aconteceu na Tapada de Mafra, com a
presença dos principais pilotos portugueses que participaram no LisboaDakar, que plantaram as primeiras árvores.
Promoção
turística
de Lisboa
apresentada
como caso
de estudo
18
O livro “Marketing Estratégico
Internacional”, de José Júlio Caleia
Rodrigues, que apresenta vários
exemplos bem sucedidos de
estratégias de marketing, refere o
Turismo de Lisboa como um “case
study”.
O Comendador José Júlio
Com o título “As cidade também se
Caleia Rodrigues é mestre
promovem”, o capítulo dedicado
em Economia Política
a Lisboa começa por referir que a
Internacional e foi consultor
posição da capital portuguesa alterou- económico das embaixadas
portuguesas em Israel,
se para melhor no palco do turismo
Namíbia, África do Sul e
urbano europeu, quando a Conde
Marrocos, sendo, ainda,
Nast Traveller, uma prestigiada revista
delegado do ICEP nestes países
do sector turístico a colocou “entre os
destinos mais persuasivos para um
fim-de-semana longo na Europa, para os norte-americanos”, dando
um sinal bem claro da nova tendência.
Para José Caleia Rodrigues, isto só aconteceu devido a “uma
melhoria do posicionamento relativo” de Lisboa entre os vários
destinos turísticos de referência, que passou “necessariamente, pela
execução e implementação de um programa de marketing turístico
urbano consistente”, reconhecendo que “promover uma cidade é
promover algo único, já que não existem duas cidades iguais”.
Para este resultado, tem contribuído, em muito, o
acompanhamento quotidiano da opinião dos turistas sobre a
cidade, promovendo” a reengenharia do produto de forma a
melhorar a oferta de forma sistemática”.
Para o autor desta obra, o ponto de viragem foi a Expo 98, evento
aproveitado como forma de permitir, de forma sustentada, o
“catapultar” da cidade para uma posição de maior destaque no
palco do turismo urbano mundial.
É ainda sublinhado que o Programa Lisboa 2010, nesta altura
a meio da sua execução está a ser concretizado “sem o menor
abrandamento da sua cultura de sucesso”.
O livro foi lançado no passado mês de Dezembro.
Eléctricos de Sintra
retomam circulação
em Fevereiro
Depois de terem estado parados durante um mês, por causa das
obras do centro Ciência Viva e das novas garagens, os eléctricos
de Sintra retomam a circulação no fim-de-semana de 3,4 e 5 de
Fevereiro.
Esta intervenção obrigou ao levantamento da via-férrea na zona
da Ribeira de Sintra, que foi alvo de reconstrução, tendo sido
substituídos alguns dos carris, que apresentavam já evidentes e
profundos sinais de desgaste, depois de 100 anos de utilização.
Planos das marcas Portugal
e regionais para 2006
aprovados
Os planos para a promoção turística referentes à marca Portugal,
bem como às diversas marcas regionais, durante o ano de 2006,
foram aprovados no Conselho Estratégico da Promoção Turística.
Nesta reunião, realizada dia 6 de Dezembro último, os planos
foram validados pela Secretária de Estado do Turismo, pelo
Instituto de Turismo de Portugal (ITP), pelas Agências Regionais de
Promoção Turística e pelas associações empresariais.
No que diz respeito ao protocolo de colaboração que rege a
relação entre o ITP e o ICEP, este mantém-se em vigor e com
objectivos claramente definidos relativamente à promoção no
exterior.
Golfe em destaque na BTL
O Espaço Golfe, a área da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) inteiramente dedicada a este produto
turístico de excelência, apresentou aos operadores os produtos e serviços ligados ao Golfe e ainda o
Torneio de Golfe da BTL, dia 21 de Janeiro, no Campo Real, da Região de Turismo do Oeste. Este ano
foi disponibilizada uma nova área, para que os visitantes pudessem entrar em contacto com esta
modalidade, através de um simulador. Num cenário quase real, os jogadores puderam experimentar
shots e até jogar num campo de 18 buracos.
Nesta edição da BTL realizou-se ainda um seminário do Conselho Nacional da Indústria de Golfe,
com o tema “Portugal destino de Golfe – Aumentar e qualificar a oferta”.
• BOLETIM INTERNO
Produtos tradicionais de Santarém
na Loja de Artesanato da ATL em Lisboa
A partir de agora podem ser adquiridos vinhos, azeites e compotas
de Santarém, na Loja de Artesanato da ATL. A iniciativa que tem como
finalidade dar a conhecer os produtos de Santarém, assim como reforçar a
imagem turística deste concelho junto de um novo target foi apresentada
no dia 30 de Dezembro, em Lisboa e contou com a presença do vereador
do Turismo da Câmara de Santarém, Ramiro de Matos e do Director-geral da
Associação de Turismo de Lisboa, Vitor Costa, entre outros.
Estiveram também nesta acção alguns representantes dos produtores
regionais que apoiam esta acção, entre eles os Azeites Quinta da Juncal,
ScalRegional – Sabores do Campo, Azeites Choufarra, Adega Cooperativa de
Alcanhões e Quinta da Ribeirinha.
Durante a prova, Ramiro de Matos frisou que “esta iniciativa conjunta entre
a Câmara de Santarém e a Associação Turismo de Lisboa é de louvar”, já que
“Santarém, embora esteja a poucos quilómetros de Lisboa, é considerada
uma cidade mais de interior apresentando, por isso, alguma dificuldade na
captação de turistas. Perante isto, a promoção destes produtos – azeites,
compotas e vinhos - é óptima para a imagem do concelho e espero que dê
visibilidade aos nossos produtos e aos nossos produtores”.
Da parte da ATL, Vitor Costa espera também que esta acção “tenha sucesso e
se prolongue por muito tempo, no sentido de trazer vantagens para todos:
para os produtores, para a nossa loja do Lisboa Welcome Center e para a
imagem de Santarém e do Ribatejo”.
Quinta do Juncal lança linha cosmética
Durante a prova de compotas, vinhos e azeites foi apresentado o novo sabonete “Juncal”, da Quinta do Juncal. Trata-se de
um produto natural feito à base de azeite e que surgiu, segundo a empresária Maria João, de vários contactos internacionais.
“Nas viagens que faço à Europa apercebi-me de que o azeite não faz parte só da culinária mas também de uma vasta linha de
cosmética. Foi então que em Outubro de 2005 decidimos apostar, para além dos azeites, na cosmética”.
Depois do sabonete “Juncal”, que está à venda na loja do ATL por 4,50€ e nos armazéns da Quinta do Juncal, nas Comeiras de
Baixo, na Primavera vai ser lançado um creme para as mãos, bem como um creme corporal. “Os novos produtos, criados num
laboratório devidamente credenciado, vão poder ser adquiridos nas farmácias e em estabelecimentos de produtos naturais”,
adiantou ainda Maria João, dos Azeites Quinta do Juncal.
Diário de Bordo
dos Órgãos Sociais
Lapa Palace
elogia Manual
de Trabalho
MICE da ATL
Numa carta enviada à ATL, o Hotel
Lapa Palace agradeceu o envio
do Manual de Trabalho MICE e fez
questão de sublinhar o “excelente
trabalho conseguido”, através
de “um exemplar completo
de informação que, aliado à
elegância e bom gosto, vem
enaltecer sobriamente o Turismo
de Lisboa”.
Reunião da Direcção do Turismo
de Lisboa de 10 de Janeiro
• Aprovação da Acta da Reunião de Direcção de
07 de Dezembro
• Elaboração de um Plano Estratégico para o
Turismo de Lisboa
• Prioridade dos PAE’s nas inscrições em feiras
• Ratificação da designação do representante
privado na Comissão de Gestão do PAE Estoril
Novos sócios admitidos
•
•
•
•
•
•
•
•
Arte Periférica, Galeria de arte pequena
Mr. Friend, Empresa de animação turística
Sesimbra Hotel & Spa, Hotel 4* Luxo
A Outra Face da Lua, Loja pequena
A Garrafeira Internacional, Gastronomia e vinhos
Penha Longa Hotel & Golf Resort, Hotel 5*
Bizarro, Restaurante
Found You, Restaurante
19
• BOLETIM INTERNO
PROMOÇÃO
PLANO DE MARKETING E COMUNICAÇÃO
DA REGIÃO DE LISBOA - Dezembro de 2005
MULTIPRODUTOS
Participação em Encontros, Feiras e Workshops
Gestão e organização da participação da
ARPT Lisboa e respectivo trade em certames
internacionais, através do portal das feiras de
2006.
20
Parcerias com Operadores Turísticos
HOLANDA Estabelecimento e acompanhamento de parceria na produção de website
de Lisboa e Região. Acção essencialmente
destinada ao trade e produzida em parceria
com a TAP – NL.
HOLANDA Estabelecimento de parceria para a
continuação do projecto “4YOU Travel Agents
Club”, iniciado em 2004. Promoção da Região
Lisboa junto do trade em parceria com a TAP
– NL.
ALEMANHA Estabelecimento de parceria para
a produção de “window-displays” para acção
junto de 300 agências de viagem. Promoção
da Região Lisboa com o operador OLIMAR
Reisen.
ALEMANHA Estabelecimento de parceria para
acções de promoção da Região Lisboa em
projectos “online” utilizando três dos maiores
websites de viagens. Projecto a desenvolver
com o operador OLIMAR Reisen.
ITÁLIA Estabelecimento de parceria para acções
de promoção da Região Lisboa em projectos
“online” utilizando as 7 marcas do Grupo
ALPITOUR.
EUA Estabelecimento de parceria para acções
de formação junto do trade na promoção da
Região Lisboa. Projecto a ser desenvolvido
em parceria com o ICEP de S. Francisco e o
operador CARLSON WAGONLIT Travel.
EUA Estabelecimento de parceria de apoio a
acção de formação junto dos representantes de
vendas do operador COLLETE Vacations. Acção
a ser monitorizada pela delegação do ICEP de S.
Francisco. Promoção da Região de Lisboa.
ÁUSTRIA Estabelecimento de parceria para
apoio a projecto de promoção da Região de
Lisboa no segmento de turismo sénior. Acção
a desenvolver com o operador HOFER Reisen
(EUROTOURS).
ESPANHA Estabelecimento de parceria para a
produção de brochura de verão “Portugal 2006”.
Promoção da Região de Lisboa em conjunto
com o operador Viajes EL CORTE INGLÉS.
FRANÇA Acompanhamento de parceria e
envio de informação e materiais gráficos para
a brochura anual 2006 do operador EURO
PAULI.
FRANÇA Acompanhamento de parceria,
produção e envio de materiais gráficos para a
brochura de Verão “Portugal – Espagne 2006”
do operador MUNDICOLOR.
MERCADOS VÁRIOS Acompanhamento de
parcerias em curso com diversos operadores
estratégicos nos mercados prioritários para o
destino Lisboa. Produção e envio de material
gráfico da Região de Lisboa.
Press Trips (4 visitas – 10 participantes)
ALEMANHA Guia de viagens “Dumont Lissabon”.
Programa de visita realizado na cidade de
Lisboa. Presentes 2 elementos.
SUÉCIA Revista “Avëntyrliga Fräldrar”, em
colaboração com o ITP. Programa de visita
realizado na Região de Lisboa (cidade de Lisboa,
Sintra e Estoril). Presentes 4 elementos.
JAPÃO Guia de viagens “Tabi Meijin”. Programa
de visita realizado na Região de Lisboa (cidade
de Lisboa e Estoril). Presentes 2 elementos.
BRASIL Guia “Portugal de luxo”. Programa de
visita realizado na Região de Lisboa (cidade
de Lisboa, Estoril, Sintra e Leiria/Fátima).
Organização e coordenação do programa.
Selecção e envio de imagens. Presentes 2
elementos.
Fam Trips com o Trade (3 visitas - 29 participantes)
ESCANDINÁVIA “V.E. Airtours - Suécia”, em
colaboração com o ICEP. Programa realizado
na região de Lisboa (cidade de Lisboa, Estoril
e Sintra). Presentes 2 elementos.
FRANÇA “V.E. Jet Tours”, em colaboração com
o associado Full Services Portugal. Programa
realizado na região de Lisboa (cidade de
Lisboa, Estoril e Sintra e Oeste). Presentes 13
elementos.
ITÁLIA “V.E. Study Tours”, em colaboração com
o associado Top Atlântico. Programa realizado
na região de Lisboa (cidade de Lisboa, Estoril
e Sintra). Presentes 14 elementos.
CITY BREAKS
Parcerias com Operadores Turísticos
MERCADOS VÁRIOS Acompanhamento de
parcerias em curso com diversos operadores
estratégicos nos mercados prioritários para o
destino Região de Lisboa. Produção e envio de
material gráfico para operadores.
ALEMANHA Estabelecimentoeacompanhamento
de parceria na produção da brochura de anual do
operador IBERO TOURS. Inserção e ampliação da
programação e informação sobre Lisboa, Estoril
e Sintra.
POLÓNIA Estabelecimento e acompanhamento
de parceria na produção da brochura de anual
“Portugal 2006” do operador TRÍADE. Inserção e
ampliação da programação e informação sobre
Lisboa, Estoril e Sintra.
POLÓNIA Estabelecimento e acompanhamento
de parceria na produção da brochura de anual
“Portugal 2006” do Operador ORBIS TRavel.
Inserção e ampliação da programação e
informação sobre Lisboa.
ITÁLIA Acompanhamento de parceria, produção
e envio de materiais gráficos para a brochura
“Páscoa 2006” do operador KING HOLIDAYS.
Press Trips (4 visitas – 29 participantes)
FINLÂNDIA Freelance “Mira Jalomies”. Directo.
Programa de visita realizado na cidade de
Lisboa. Presentes 2 elementos.
FRANÇA Revista “Jalouse”. Directo. Programa de
visita realizado na cidade de Lisboa. Presentes
8 elementos.
ESPANHA Catálogos “Sintesis/Amitié”, em
colaboração com o ICEP. Programa de visita
realizado na cidade de Lisboa. Produção de
moda. Presentes 13 elementos.
RÚSSIA Revista “Marie Claire”. Em colaboração
com o ICEP. Programa de visita realizado na
cidade de Lisboa. Produção de moda. Presentes
6 elementos.
Mailing Lisboa Visitors Bureau
MERCADOS VÁRIOS Produção e envio de
mailing electrónico: lista de eventos 2006,
newsletter, press release do Casino de Lisboa;
página de publicidade “Major events in Lisbon
2006” e cartão de Boas Festas para operadores
turísticos, técnicos das delegações do ICEP e
agências de comunicação.
Outros
EUA Revista “Elle Décor”. Contactos contínuos
com o jornalista americano Andrew Ferren no
sentido de “alimentar” o artigo sobre Lisboa,
a publicar na revista “Elle Décor” em Abril de
2006. Confirmação de informação sobre o
destino, Casino de Lisboa, projectos urbanísticos,
colecção de arte moderna do Comendador Joe
Berardo, projecto do “Santos Design District”.
Viabilização de contactos com o Nobel José
Saramago e com o Arquitecto Siza Vieira.
ALEMANHA Revista “Vogue”. Confirmação de
informação sobre a cidade de Lisboa, pesquisa
de dados e selecção de imagens. Temas:
restauração e cafés, vida nocturna, “shopping”,
cultura (galerias de arte, livros, exposições e
eventos culturais e musicais), arquitectura e
projectos urbanísticos em curso e projectados
e cinema. O artigo será publicado em Março
naquela revista.
TURISMO DE NEGÓCIOS
Participação em Feiras e Workshops
SALES BLITZ, Reino Unido 12- 16 de Dezembro.
Realizámos pela segunda vez este ano uma
semana de visitas porta a porta com associados
no Reino Unido. A acção foi organizada em
colaboração com o marketing partner, Moulden
Marketing. No total participaram 6 associados,
que, divididos em dois grupos, efectuaram entre
16 a 18 visitas cada. Cada grupo foi acompanhado
por um director da Moulden marketing.
OBSERVATÓRIO
do
TURISMO
Os resultados finais de 2005 para a amostra fixa da
hotelaria da região de Lisboa, apontam para uma
quebra face a um ano de 2004 muito beneficiado
pelo Euro 2004, no que diz respeito à ocupação,
preços e receitas médias por quarto. Com efeito, esses
indicadores situaram-se ligeiramente abaixo dos
verificados em 2003, pelo que será notória a influência
negativa que o progressivo aumento da capacidade
hoteleira na região teve ao nível do desempenho
médio por quarto oferecido. Isto é, apesar da procura
global ter crescido – os dados disponíveis apontam
para um crescimento das dormidas em 2005 face,
inclusivamente, a 2004 e um volume de receitas
que será semelhante ao desse ano –, um aumento
significativo da oferta de quartos hoteleiros teve como
consequência que essa procura adicional tenha sido
também ela distribuída por um maior número de
unidades. Tal gerou menores ocupações médias e
maior competição, com consequente baixa ao nível do
preço médio do alojamento.
Há contudo que realçar que se a tendência anual foi
de perda nas ocupações e preços e, por consequência,
na receita média por quarto, os dois últimos meses
do ano inverteram a tendência, evidenciando um
comportamento oposto, embora ainda tímido. Tais
efeitos, a manterem-se e a reforçarem-se a prazo,
serão sinal de um ajustamento a um maior parque
hoteleiro, melhor preparado para um novo estádio
evolutivo da actividade turística de Lisboa. Pelo menos,
as “revoluções” mais recentes no transporte aéreo,
que Lisboa tem sido capaz de aproveitar muito bem
– especialmente no último ano – dão indícios de que
tal possa ser uma realidade.
Quanto à operação nos campos de golfe, destaca-se
em 2005 o aumento do número de voltas realizadas
face a 2004, fruto da maior afluência de jogadores
não sócios. O crescimento nas receitas terá sido
proporcional a essa evolução, na medida em que
a receita média por volta realizada se manteve
praticamente igual à do ano anterior.
ÍNDICE LISBOA (VTQD-96)
de
LISBOA
ANÁLISES DESTA EDIÇÃO
AEROPORTOS E CRUZEIROS
REGIÃO DE LISBOA
HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA
HOTELARIA DO ESTORIL
HOTELARIA DA COSTA AZUL
HOTELARIA DE LEIRIA FÁTIMA
HOTELARIA DO OESTE
ÍNDICES POR REGIÃO E OBJECTIVOS 2006
Índice Lisboa (VTQD-96): 1298
Este índice é baseado no valor médio de Vendas Totais por Quarto Disponível
do ano de 1996, ano zero da InfoGest Lisboa Cidade
INFOGOLFE
21
AEROPORTOS & CRUZEIROS
OBSERVATÓRIO
AEROPORTOS
CRESCIMENTO DE 4,9% EM 2005 NO NÚMERO DE PASSAGEIROS
O movimento comercial de passageiros
no Aeroporto de Lisboa voltou a registar
um máximo anual em 2005, ultrapassando,
pela primeira vez os 11 milhões de
passageiros. Tal facto resulta de um
crescimento de 4,9% face a 2004, ano
em que este indicador já tinha crescido
11% em comparação com o ano anterior.
Embora em menor proporção, o número
de voos registou igualmente uma variação
positiva de 1,6%.
TRÁFEGO COMERCIAL EM DEZEMBRO
NÚMERO DE VOOS
Dezembro
2005
NÚMERO DE PASSAGEIROS
Acumulado 2005
Var% 05/04
2005
Dezembro
Var% 05/04
2005
Acumulado 2005
Var% 05/04
2005
Var% 05/04
Lisboa
10.179
5,9%
124.124
1,6%
811.694
8,5% 11.234.709
4,9%
Porto
3.585
3,5%
44.721
2,3%
232.459
9,0%
3.108.193
5,6%
Faro
1.535
16,6%
34.155
4,8%
145.207
8,8%
4.753.979
2,4%
P. Delgada
694
-0,6%
11.192
2,1%
51.772
0,6%
873.533
5,0%
S. Maria
188
42,4%
1.987
17,4%
9.314
57,3%
90.254
34,2%
Horta
289
6,3%
4.427
-1,0%
10.236
-0,7%
188.812
-2,9%
Flores
78
0,0%
1.286
-0,2%
1.863
1,6%
36.382
2,3%
2.006
11,2%
24.204
3,4%
166.065
3,8%
2.319.753
2,1%
353
2,9%
5.850
-0,4%
8.368
5,0%
154.434
-8,2%
Funchal
Porto Santo
Total
18.907
251.946
1.436.978
22.760.049
Fonte: ANA Aeroportos
CRUZEIROS
TURNAROUND CONTRARIA QUEBRA GERAL EM 2005
Em 2005, o número de escalas de navios
de cruzeiro no Porto de Lisboa decresceu
7% face a 2004. De igual modo, o número
de passageiros revelou uma perda
muito ligeira de 0,8%. Em oposição a
estes resultados, o turnaround exibiu um
crescimento muito positivo de 25% no
número de passageiros.
MOVIMENTO DE CRUZEIROS NO PORTO DE LISBOA
Dezembro
2004
Nº de navios
Nº Passageiros Totais
Em Turnaround
Em trânsito
Fonte: Administração Porto de Lisboa
2005
ACUMULADO ANUAL
Var%
2004
2005
Var%
12
10
-16,7%
270
251
-7,0%
10.419
9.073
-12,9%
241.557
239.524
-0,8%
598
46
-92,3%
35.273
44.093
25,0%
9.821
9.027
-8,1%
206.284
195.431
-5,3%
REGIÃO DE LISBOA
Médias Gerais em Dezembro 2005
Ocupação por Quarto em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
### -11,9%
37,6% 33,12% 34,8% -4,8%
####
12,4%
36,5% 41,08% 38,4%
6,9%
#####
17,5%
31,0% 36,42% 33,2%
9,6%
Síntese
5,5%
35,7% 37,64% 36,2%
4,0%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
###
-5,4%
58,0% 54,90% 58,4% -6,0%
####
1,1%
57,4% 58,01% 59,6% -2,7%
#####
2,2%
49,3% 50,38% 52,3% -3,7%
Síntese -0,7%
55,9% 55,45% 57,8% -4,0%
Preço Médio por Quarto Vendido em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004
###
4,1%
40,74 42,42 41,01
####
-6,1%
60,00 56,35 55,26
#####
-2,1%
119,08 116,55 115,69
Síntese -0,4%
64,63 64,35 61,92
Acumulado de Janeiro a Dezembro
###
0,1%
45,79 45,81 50,66
####
-4,6%
65,34 62,32 73,06
#####
-4,6%
148,97 142,14 172,71
Síntese -2,8%
74,58 72,47 83,92
Variação 05/04
3,4%
2,0%
0,7%
3,9%
-9,6%
-14,7%
-17,7%
-13,6%
Preço Médio por Quarto Disponível em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
###
-8,3%
15,32 14,05 14,27 -1,5%
####
5,6%
21,92 23,15 21,22
9,1%
#####
15,0%
36,91 42,45 38,46 10,4%
Síntese
5,0%
23,07 24,22 22,41
8,1%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
###
-5,3%
26,57 25,15 29,58 -15,0%
####
-3,5%
37,48 36,15 43,56 -17,0%
#####
-2,5%
73,41 71,61 90,37 -20,8%
Síntese -3,6%
41,67 40,19 48,48 -17,1%
Vendas Totais por Quarto Vendido em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
###
2,3%
64,35 65,84 61,04
7,9%
####
-5,5%
97,93 92,54 89,86
3,0%
#####
-1,1%
260,91 257,93 242,93
6,2%
Síntese
0,6%
117,02 117,72 109,01
8,0%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
###
-2,9%
67,27 65,31 70,94 -7,9%
####
-3,8%
97,49 93,77 106,40 -11,9%
#####
-3,4%
268,88 259,76 288,78 -10,1%
Síntese -2,4%
119,60 116,68 128,05 -8,9%
Vendas Totais por Quarto Disponível em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
###
-9,8%
24,19 21,81 21,24
2,7%
####
6,2%
35,78 38,01 34,52 10,1%
#####
16,2%
80,86 93,95 80,77 16,3%
Síntese
6,1%
41,76 44,31 39,46 12,3%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
###
-8,1%
39,04 35,86 41,42 -13,4%
####
-2,7%
55,92 54,39 63,44 -14,3%
#####
-1,2%
132,50 130,86 151,11 -13,4%
Síntese -3,2%
66,82 64,70 73,97 -12,5%
MÊS RAZOAVELMENTE BOM
Um mês de Dezembro razoavelmente bom, quando
comparado com 2004 e um pouco menos para 2003, ao nível
dos preços, parece ser a principal observação dos valores
conseguidos pela hotelaria da Região.
No entanto, regra geral, os valores dos acumulados são
de perda para ambos os anos. Incidentalmente há alguns
indicadores que, sendo de recuperação para 2004, não o são
para 2003, pela evolução ocorrida entretanto.
Dado que terá havido algumas variações nas reacções das
várias zonas, aliado a outros factores, como a evolução dos
mercados e as variações de oferta, será de acompanhar de
perto os novos dados comparativos que passarão a estar
disponíveis em 2006.
Dezembro 2005
Valores Máximos,
Médios e Mínimos Mensais
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
23
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - REGIÃO DE LISBOA
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
##### ####
13
29
2187
5199
4146
10407
Dezembro de 2005
###
Total
35
77
3370
10756
6798
21351
Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente
por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
• totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
• receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
• receitas totais da operação sem IVA.
HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA
Médias Gerais em Dezembro 2005
###
####
#####
OBSERVATÓRIO
Síntese
###
####
#####
Síntese
###
####
#####
Síntese
###
####
#####
Síntese
###
####
#####
Síntese
###
####
#####
Síntese
###
####
#####
Síntese
###
####
#####
Síntese
###
####
#####
Síntese
###
####
#####
Síntese
Ocupação por Quarto em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-4,8%
56,9% 54,15% 53,0% 2,3%
22,1%
44,1% 53,79% 46,8% 15,0%
21,8%
31,6% 38,52% 35,3% 9,0%
15,0%
43,1% 49,52% 44,8% 10,5%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
-9,8%
76,3% 68,82% 75,8% -9,2%
3,8%
59,9% 62,20% 63,8% -2,5%
4,2%
49,4% 51,51% 53,0% -2,9%
0,6%
60,2% 60,49% 63,4% -4,6%
Preço Médio por Quarto Vendido em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
5,2%
40,47 42,59 41,50 2,6%
-4,3%
61,60 58,95 56,74 3,9%
-3,0%
121,58 117,92 120,54 -2,2%
-1,2%
68,95 68,11 67,46 1,0%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
-3,3%
48,20 46,59 52,90 -11,9%
-3,9%
68,75 66,06 77,84 -15,1%
-5,4%
147,77 139,79 173,01 -19,2%
-4,2%
83,18 79,72 94,19 -15,4%
Preço Médio por Quarto Disponível em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
0,1%
23,04 23,06 21,98 4,9%
16,8%
27,14 31,71 26,54 19,5%
18,1%
38,46 45,43 42,61 6,6%
13,6%
29,70 33,73 30,24 11,5%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
-12,8%
36,76 32,06 40,10 -20,0%
-0,3%
41,20 41,09 49,68 -17,3%
-1,4%
73,05 72,01 91,75 -21,5%
-3,6%
50,04 48,23 59,73 -19,3%
Vendas Totais por Quarto Vendido em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
0,8%
58,18 58,63 57,75 1,5%
-1,9%
94,16 92,38 87,71 5,3%
-5,1%
246,48 233,85 235,88 -0,9%
-1,9%
117,91 115,67 114,09 1,4%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
-4,5%
66,66 63,68 69,87 -8,9%
-2,1%
97,88 95,85 109,01 -12,1%
-7,5%
254,00 234,83 272,51 -13,8%
-4,8%
128,89 122,72 138,11 -11,1%
Vendas Totais por Quarto Disponível em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-4,1%
33,11 31,75 30,59 3,8%
19,8%
41,48 49,69 41,03 21,1%
15,5%
77,97 90,09 83,37 8,1%
12,8%
50,79 57,28 51,14 12,0%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
-13,8%
50,84 43,83 52,97 -17,3%
1,7%
58,65 59,62 69,57 -14,3%
-3,7%
125,57 120,97 144,51 -16,3%
-4,3%
77,54 74,24 87,58 -15,2%
RECUPERAÇÃO FACE A 2004
xL
56,0%
51,8%
41,0%
50,3%
69,0%
60,6%
54,1%
61,0%
xL
43,02
61,42
104,79
64,77
49,46
65,64
124,27
73,46
O mês de Dezembro ficou marcado por uma clara tendência de recuperação
relativamente a 2004 na hotelaria da Cidade de Lisboa.
Com efeito, mesmo que os acumulados se tenham mantido em valores negativos,
Dezembro é quase todo positivo, tal como Novembro já tinha sido, sinal também de
que os eventos que se realizaram tiveram algum impacto.
Por outro lado e para o conjunto da hotelaria cidade, o aumento da oferta pode ter
obrigado as ocupações a um percurso negativo, mas as nossas primeiras impressões
apontam para um acréscimo no número de dormidas total.
Dezembro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais
Lx
xL
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
xL
24,11
31,81
42,96
32,58
34,14
39,77
67,28
44,83
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
xL
55,52
95,48
207,68
106,10
64,21
93,99
208,78
109,79
xL
31,11
49,45
85,13
53,37
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
44,32
56,95
113,03
67,00
AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE LX
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
##### ####
6
11
1545
2698
2978
5382
Dezembro de 2005
###
Total
9
26
1183
5426
2428
10788
AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE XL
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
##### ####
8
24
2040
4831
3840
9561
Dezembro de 2005
###
Total
20
52
2059
8930
4131
17532
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
A amostra Lx Cidade tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente
por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
A amostra xLtem como base o Universo de Hotéis da Zona, é fixa e é composta por Hotéis Full Service e
Residênciais, independentemente da sua data de abertura.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
- totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
- receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
- receitas totais da operação sem IVA.
HOTELARIA DO ESTORIL
Médias Gerais em Dezembro 2005
###
####
#####
Síntese
###
####
#####
Síntese
###
####
#####
Síntese
###
####
#####
Síntese
Ocupação por Quarto em Dezembro
2005
21,5%
22,7%
23,3%
22,4%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
54,1%
54,9%
46,3%
53,5%
Preço Médio por Quarto Vendido em Dezembro
2005
40,48
51,02
107,89
55,94
Acumulado de Janeiro a Dezembro
50,25
55,98
157,26
66,25
Preço Médio por Quarto Disponível em Dezembro
2005
###
8,71
####
11,59
#####
25,11
Síntese
12,54
Acumulado de Janeiro a Dezembro
###
27,19
####
30,71
#####
72,88
Síntese
35,42
Vendas Totais por Quarto Vendido em Dezembro
2005
###
67,84
####
91,68
#####
357,53
Síntese
122,30
Acumulado de Janeiro a Dezembro
###
68,47
####
90,31
#####
300,86
Síntese
108,63
Vendas Totais por Quarto Disponível em Dezembro
2005
###
14,60
####
20,82
#####
83,22
Síntese
27,41
Acumulado de Janeiro a Dezembro
###
37,05
####
49,54
#####
139,42
Síntese
58,08
PROVÁVEL PERDA NA OCUPAÇÃO
Nada nesta zona nos indica que possa ter havido algum
fenómeno que influencie a operação turística de modo
diferente das zonas que compõem a Região de Lisboa. A falta
de elementos de comparação, que passarão e estar disponíveis
já a partir da informação referente a Janeiro, permitenos apenas indicar como provável uma ligeira perda em
ocupações, com os indicadores económicos a acompanhar em
virtude da reacção da hotelaria para suster essas perdas.
Dezembro 2005
Valores Máximos,
Médios e Mínimos Mensais
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
25
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - ESTORIL
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
##### ####
3
6
188
969
373
2038
Dezembro de 2005
###
Total
6
15
479
1636
953
3364
Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente
por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
• totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
• receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
• receitas totais da operação sem IVA.
HOTELARIA DA COSTA AZUL
OBSERVATÓRIO
Médias Gerais em Dezembro 2005
Ocupação por Quarto em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
### -11,3%
27,6% 24,5% 27,1% -9,6%
####
-2,9%
16,9% 16,4% 17,3% -5,4%
Síntese -7,5%
21,2% 19,6% 21,3% -7,7%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
### -14,8%
41,8% 35,7% 42,0% -15,0%
#### -12,7%
41,5% 36,2% 41,6% -12,4%
Síntese -13,5%
41,6% 36,0% 41,6% -13,5%
Preço Médio por Quarto Vendido em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
###
1,8%
42,35 43,12 41,54
3,8%
####
0,1%
49,06 49,12 46,86
4,8%
Síntese
1,3%
45,53 46,14 44,12
4,6%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
###
-1,4%
45,17 44,55 47,87 -6,9%
####
-2,6%
58,69 57,14 64,66 -11,6%
Síntese -1,8%
53,21 52,23 57,82 -9,7%
Preço Médio por Quarto Disponível em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
###
-9,6%
11,71 10,58 11,27 -6,1%
####
-2,8%
8,29
8,06
8,12 -0,8%
Síntese -6,3%
9,67
9,06
9,39 -3,5%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
### -15,9%
18,90 15,88 20,08 -20,9%
#### -15,0%
24,34 20,69 26,72 -22,6%
Síntese -15,1%
22,14 18,80 24,04 -21,8%
Vendas Totais por Quarto Vendido em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
###
-4,5%
62,50 59,66 62,34 -4,3%
####
5,9%
88,44 93,64 85,98
8,9%
Síntese
2,6%
74,80 76,72 73,82
3,9%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
###
2,1%
57,94 59,18 61,85 -4,3%
####
-0,3%
84,47 84,23 88,88 -5,2%
Síntese
1,0%
73,70 74,45 77,87 -4,4%
Vendas Totais por Quarto Disponível em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
### -15,3%
17,27 14,63 16,91 -13,5%
####
2,8%
14,95 15,36 14,91
3,0%
Síntese -5,1%
15,89 15,07 15,72 -4,1%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
### -13,0%
24,24 21,10 25,95 -18,7%
#### -13,0%
35,04 30,50 36,73 -17,0%
Síntese -12,7%
30,67 26,79 32,38 -17,3%
DEZEMBRO ACOMPANHA
TENDÊNCIA ANUAL
A ano de 2005 acabou e a amostra fixa desta zona manteve,
em Dezembro, os comportamentos que apresentou ao longo
do ano.
Quer para 2003, quer para 2004, os valores de ocupação
cifraram-se em perdas da ordem dos 15%. Por outro lado, os
preços atingidos são sempre inferiores aos de 2003, salvo no
caso de vendas por quarto disponível. Os poucos exemplos
de preços médios positivos, que aparecem agora no final do
ano, sempre em valores de Dezembro e nunca acumulados,
poderão ser reflexo de alguma reacção de recuperação no
sector económico.
Dezembro 2005
Valores Máximos,
Médios e Mínimos Mensais
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - COSTA AZUL
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
####
6
989
2078
Dezembro de 2005
###
Total
7
13
630
1619
1406
3484
Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis da Zona e é composta exclusivamente
por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
• totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
• receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
• receitas totais da operação sem IVA.
HOTELARIA DE LEIRIA FÁTIMA
Médias Gerais em Dezembro 2005
###
###
###
###
###
###
###
###
###
###
Ocupação por Quarto em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-43,1%
28,6% 16,3% 20,9% -21,8%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
-6,9%
49,1% 45,7% 49,1% -6,8%
Preço Médio por Quarto Vendido em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
4,6%
47,27 49,44 47,17
4,8%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
7,6%
41,85 45,05 46,65 -3,4%
Preço Médio por Quarto Disponível em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-40,4%
13,53
8,06
9,84 -18,1%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
0,3%
20,54 20,60 22,88 -10,0%
MÊS POSITIVO EM ANO PENALIZADOR
Um mês com alguns pontos positivos num ano bastante
penalizador parece ser o resumo de Dezembro para esta zona.
O ano acabou com mais de 6% de perda na ocupação e
ligeiros valores negativos para os indicadores por quarto
vendido. Tudo isto conjugado potenciou um pouco os
indicadores por quarto disponível para valores um pouco mais
baixos. O ano chega assim ao final em posição intermédia
entre 2003 e 2004 para alguns indicadores, o que, mesmo
assim, se pode considerar um resultado razoável.
Vendas Totais por Quarto Vendido em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
4,7%
75,02 78,53 75,34
4,2%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
0,0%
65,41 65,41 66,63 -1,8%
Vendas Totais por Quarto Disponível em Dezembro
Variação 05/03 2003
2005
2004 Variação 05/04
-40,4%
21,47 12,80 15,71 -18,5%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
-6,9%
32,11 29,91 32,69 -8,5%
Dezembro 2005
Valores Máximos,
Médios e Mínimos Mensais
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
27
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - LEIRIA FÁTIMA
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
Dezembro de 2005
###
9
599
1116
Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente
por unidades em funcionamento há mais de 3 anos.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
• totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
• receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
• receitas totais da operação sem IVA.
HOTELARIA OESTE
Médias Gerais em Dezembro 2005
Síntese
OBSERVATÓRIO
Síntese
Síntese
Síntese
Ocupação por Quarto em Dezembro
2005
19,9%
Acumulado de Janeiro a Dezembro
36,9%
Preço Médio por Quarto Vendido em Dezembro
2005
65,58
Acumulado de Janeiro a Dezembro
61,77
Preço Médio por Quarto Disponível em Dezembro
2005
Síntese
13,03
Acumulado de Janeiro a Dezembro
Síntese
22,82
DADOS COMPARATIVOS
A PARTIR DE JANEIRO
Extrapolando os dados de outras zonas, é natural que o Oeste
se tenha comportado da mesma forma e apresentado alguns
pontos de perda percentual com os anos anteriores.
Apenas a partir de Janeiro nos será possível ter dados
comparativos, pelo que tentaremos melhorar o nível da
informação prestada à hotelaria do Oeste, à qual queremos
desde já agradecer o excepcional acompanhamento que nos
prestou na realização deste trabalho durante o passado ano
Vendas Totais por Quarto Vendido em Dezembro
2005
Síntese
141,29
Acumulado de Janeiro a Dezembro
Síntese
114,98
Vendas Totais por Quarto Disponível em Dezembro
2005
Síntese
28,06
Acumulado de Janeiro a Dezembro
Síntese
42,48
Dezembro 2005
Valores Máximos,
Médios e Mínimos Mensais
OCUPAÇÃO
PREÇO POR QUARTO VENDIDO
PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL
VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO
VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL
Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados
AMOSTRA FIXA - OESTE
(Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO)
Hotéis Amostra Fixa
Quartos Amostra Fixa
Camas Amostra Fixa
Dezembro de 2005
Síntese
13
980
1951
Esta amostra tem como base o Universo da hotelaria do Oeste, é fixa e foi formada com base numa proposta
da respectiva Região de Turismo.
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
• totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades;
• receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço;
• receitas totais da operação sem IVA.
29
OBSERVATÓRIO
ÍNDICES POR REGIÃO
Há alguns meses que se apresentaram os primeiros indícios de
abrandamento das quedas pronunciadas dos índices. Desde essa
altura que se manteve um percurso de manutenção ou ligeira
subida, que continuou a manter-se em Dezembro. Dado o método
de cálculo destes valores, isso indica que os meses de Dezembro de
2004 e de 2005 se mantêm com níveis muito semelhantes, embora
os últimos estejam ligeiramente positivos, o que já era evidente nos
valores obtidos nas zonas.
LISBOA CIDADE
Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003)
Valor em Dezembro de 2005: 1004
Índice PMQV/LX - (1000, Média de 2003)
Valor em Dezembro de 2005: 961
Índice VTQD/LX - (1000, Média de 2003)
Valor em Dezembro de 2005: 957
ESTORIL E SINTRA
Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003)
Valor em Dezembro de 2005: 951
Índice PMQV/LX - (1000, Média de 2003)
Valor em Dezembro de 2005: 994
Índice VTQD/LX - (1000, Média de 2003)
Valor em Dezembro de 2005: 958
COSTA AZUL
Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003)
Valor em Dezembro de 2005: 866
Índice PMQV/LX - (1000, Média de 2003)
Valor em Dezembro de 2005: 999
Índice VTQD/LX - (1000, Média de 2003)
Valor em Dezembro de 2005: 874
LEIRIA E FÁTIMA
Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003)
Valor em Dezembro de 2005: 964
Índice PMQV/LX - (1000, Média de 2003)
Valor em Dezembro de 2005: 1036
Índice VTQD/LX - (1000, Média de 2003)
Valor em Dezembro de 2005: 958
Todos os índices são a média móvel a 12 meses em função dos resultados acumulados do ano 2003.
OBJECTIVOS 2006
Tal como acontece nos Índices, também nos Objectivos se tem vindo
a notar um certo abrandamento nas quedas. O patamar atingido,
com ligeiros sinais de recuperação, não é no entanto ainda suficiente
para atingir as metas propostas.
O Índice Lisboa, (Ver página 21) cujo valor vem em queda há alguns
meses, reflecte o percurso dos acumulados mostrando que os valores
de operação em Lisboa foram de perda no conjunto do ano de 2005.
VALORES DE OCUPAÇÃO
O Objectivo para Dezembro de 2005 era de: 55,87%
O valor atingido foi de: 55,45% - -0,76% abaixo do
objectivo
31
VALORES DE PREÇO MÉDIO QUARTO VENDIDO - ADR
Objectivo para Dezembro de 2005 era de: 82,04 €.
O valor atingido foi de: 72,47 €, -13,20% abaixo do
objectivo. O crescimento mensal necessário para atingir
o objectivo era em Dezembro de 2003: 0,31 €. O
crescimento mensal necessário para atingir o objectivo
é actualmente de: 1,11 €.
Até Dezembro de 2006 este indicador terá que crescer:
18,3%.
VALORES DE VENDAS TOTAIS QUARTO DISPONÍVEL
Objectivo para Dezembro de 2005 era de: 73,50 €.
O valor atingido foi de: 64,70 €, -13,60% abaixo do
objectivo. O crescimento mensal necessário para
atingir o objectivo era em Dezembro de 2003: 0,28 €.
O crescimento mensal necessário para atingir o
objectivo é actualmente de: 1,01 €. Até Dezembro de
2006 este indicador terá que crescer: 18,8%.
Percurso linear para atingir o objectivo.
Valor inicial de Dezembro de 2003
Percurso real, valores mensais com base
nos últimos doze meses
Percurso linear para atingir o objectivo partindo
do valor real actual
Cada valor corresponde à média móvel a 12 meses
do indicador no mês de referência.
INFOGOLFE
OBSERVATÓRIO
Ocupação em Dezembro
2005
2004
Variação
Volt. Possível
54.535
51.047
6,8%
Total
Sócio
19.428
19.578
-0,8%
2005
2004
Variação
Volt. Possível
819.878
772.183
6,2%
Ocupação de Janeiro a Dezembro
Total
Sócio
304.653
37,2%
113.808
13,9%
290.850
37,7%
119.951
15,5%
4,7%
-5,1%
35,6%
38,4%
NÃO SÓCIOS CRESCEM 11,5%
EM 2005
As ocupações dos campos incluídos na
amostra indicam claramente uma subida
de ocupações mesmo que os aspectos
económicos não tenham acompanhado a
100%.
As ocupações acabaram 4,7% acima de
2004, principalmente por influência dos
jogadores não sócios, que cresceram 11,5%.
Por outro lado, os indicadores económicos,
que acabam o ano com o componente Green
Fee ligeiramente acima da linha de água, são
negativos na componente não sócio, o que
em nosso entender revela o esforço de gestão
realizado durante 2005.
8.826
10.265
-14,0%
16,2%
20,1%
Não Sócio
10.428
19,1%
9.261
18,1%
12,6%
Resultados em Dezembro por volta
GreenFee
Receita total
Realizada Não Sócio
Realizada
2005
17,26
32,15
27,11
2004
15,55
32,87
25,95
Variação
11,0%
-2,2%
4,5%
Não Sócio
190.444
23,2%
170.743
22,1%
11,5%
Resultados de Janeiro a Dezembro por volta
GreenFee
Receita total
Realizada Não Sócio
Realizada
2005
20,93
33,49
35,30
2004
20,74
35,33
35,34
Variação
0,9%
-5,2%
-0,1%
VOLTAS POR CAMPO EM DEZEMBRO
NÚMERO DE VOLTAS POR MÊS
Realizadas
Possíveis
PERCENTAGEM
ABSOLUTA
SÓCIO/NSÓCIO
RECEITA POR VOLTA REALIZADA
R/Sócios
R/n Sócios
NÚMERO DE VOLTAS EM
POR NACIONALIDADE
DEZEMBRO
Nº DE VOLTAS ACUMULADO EM
DEZEMBRO % POR NACIONALIDADES
COMPOSIÇÃO DA AMOSTRA
Dezembro de 2005
Campos
Amostra Fixa
9 buracos
4
2
50,0%
18 buracos
13
12
92,3%
Total
17
14
82,4%
Campos de Golfe disponíveis na Região de Lisboa (9 e 18 buracos).
Os números utilizados neste estudo são os seguintes:
- capacidade máxima de saídas indicadas pelos campos para o mês;
- número de saídas e nacionalidades fornecidos pelos campos;
- receitas de Fee, sem IVA;
- receitas Totais, sem IVA.
LEGENDA:
VP/Dia
VR/Dia
VSR/Dia
VnSR/Dia
Voltas possíveis, por dia
Voltas realizadas, por dia
Voltas de sócios realizadas, por dia
Voltas de não sócios realizadas, por dia
P-Portugal; GB-Grã-Bretanha; IR-Irlanda;
E-Espanha; D-Alemanha; F-França; Bx-Benelux;
EUA-Estados Unidos; Esc-Escandinávia;
Out-Outras Nações.
UMA PUBLICAÇÃO DO TURISMO DE LISBOA • EDIÇÃO E PRODUÇÃO LPMCom
Tel. 21 031 27 00 - Fax 21 031 28 99
e-mail: [email protected] • www.visitlisboa.com
Variação da oferta 1990-2005
Hotelaria da cidade de Lisboa
cresce 113 por cento
Entre 1990 e 2005 a oferta de quartos de
hotel nas categorias estudadas (2, 3, 4 e
5 estrelas) cresceu 113% e o número de
quartos aumentou de 6.178 para 13.172.
Estas são as principais conclusões de um
estudo do Observatório do Turismo de
Lisboa, que, aqui, reproduzimos na sua
essência.
No final de 2005, as unidades de 4 estrelas representam quase
metade (48,1%) da totalidade da oferta e é interessante verificar que
a duplicação da oferta, relativamente a Janeiro de 1990, ocorreu em
Maio de 2004, cerca de um mês antes do Euro 2004.
A variação da oferta ao longo do período decorreu de forma gradual
sem grandes oscilações ou picos e não foram detectadas influências
negativas quer pelos acontecimentos de 11 de Setembro quer pela
entrada do país na actual crise económica.
VARIAÇÕES ABSOLUTAS
•
• Os hotéis de 3 estrelas cresceram
QUADRO 1  SITUAÇÃO 1990/2005 OBSERVATÓRIO TL
Quadro de Variações
Totais de Oferta
1990
90/05
2005
6.178
Quota
113,2%
13172
Quota
2**
391
6,3%
101,5%
788
6,0%
3***
1.683
27,2%
82,1%
3.064
23,3%
4****
2.057
33,3%
208,1%
6.338
48,1%
Os hotéis de 2 estrelas cresceram
de 391 para 788, aumentando 101,5%
5*****
2.047
33,1%
45,7%
2.982
22,6%
de 1.683 para 3.064, aumentando 82,1%
•
Os hotéis de 4 estrelas cresceram
de 2.057 para 6.338, aumentando 208,1%
•
Os hotéis de 5 estrelas cresceram
de 2.047 para 2.982, aumentando 45,7%
Variação da composição da oferta de quartos entre Janeiro de 1990 e Dezembro de 2005
O quadro 1 está dividido em 3 conjuntos. O primeiro grupo representa os
valores de oferta a 1 de Janeiro de 1990, por categoria e as percentagens
indicadas são relativas à distribuição de quartos pelas quatro categorias.
Idem para o conjunto mais abaixo, mas agora para a oferta actual, a 31 de
Dezembro de 2005. O conjunto ao centro é representativo da variação
entre essas datas.
Em 1990 a oferta de quartos de hotel nas categorias referidas era de
6.178, tendo crescido até aos 13.172, o que corresponde a um aumento
ligeiramente superior a 113%, acima da duplicação.
Nessa data, o seu escalonamento indicava um conjunto de classificações,
3, 4 e 5 estrelas, cuja percentagem na composição da oferta andaria
próxima de um terço, com os hotéis de 3 estrelas ligeiramente abaixo
dessa fasquia. Os hotéis de 4 e 5 estrelas estavam em quase absoluta
paridade e os de 2 estrelas tinham um peso muito baixo, pouco passando
dos 6%. Os aumentos entre 1990 e 2005 divergem porque não se
encontram distribuídos pelas diversas categorias de forma uniforme. Uma
categoria apresentou variações muito fortes, acima dos 200%, o que na
prática é triplicar, enquanto que no outro extremo da variação, o aumento
não chegou a 50%.
As unidades de 2 estrelas mantiveram uma proporcionalidade
muito semelhante. Com efeito, numa oferta global que duplicou,
ao duplicarem também a sua oferta mantiveram o mesmo valor no
quadro geral, passando de 6,3% para 6%.
As unidades de 3 estrelas desceram ligeiramente na representatividade:
num parque que praticamente duplicou, ao crescerem abaixo dos
100%, reduziram o seu peso.
Os hotéis de 4 estrelas sofreram um forte impulso, e de um terço do
total passaram para muito perto dos 50% por força de terem triplicado
a oferta.
Os hotéis de 5 estrelas apresentaram um crescimento mais baixo,
apenas perto de 50% e perderam a sua posição de um terço do
mercado para pouco mais de um quinto.
Em resumo, o quadro 1 revela o percurso desde uma situação de
equilíbrio entre quase todos os segmentos, com excepção dos hotéis
de 2 estrelas, em 1990, para uma situação de clara supremacia das
unidades de 4 estrelas, que atingem o final de 2005 concentrando
cerca de metade da oferta actual, mantendo-se a situação de equilíbrio
entre as unidades de 3 e 5 estrelas e com os 2 estrelas muito abaixo.
33
VARIAÇÕES RELATIVAS
QUADRO 2  VARIAÇÃO ANUAL 1990/2005 OBSERVATÓRIO TL
VARIAÇÃO ANUAL 1990  2005 / DEZ
Ano
Pré90
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2**
3***
Var % NoQ Var % NoQ
391
1.683
391 26,4% 2.127
391 8,8% 2.314
391
2.314
391
2.314
54,0% 602
2.314
602 8,4% 2.508
602 3,9% 2.605
602
2.605
19,3% 718 6,9% 2.786
718
2.786
9,7% 788
2.786
788
2.786
788 6,7% 2.973
788
2.973
788 3,1% 3.064
788
3.064
4****
Var % NoQ
2.057
2.057
13,5% 2.335
12,7% 2.631
3,2% 2.715
16,7% 3.168
2,5% 3.248
4,1% 3.382
9,3% 3.697
2,3% 3.783
3.783
6,5% 4.029
6,9% 4.308
12,4% 4.842
7,8% 5.218
16,9% 6.101
3,9% 6.338
5*****
Var % NoQ
2.047
2.047
2.047
4,6% 2.141
2.141
2.141
2.141
2.141
2.141
12,3% 2.404
2.404
2.404
7,9% 2.594
0,6% 2.609
2.609
6,6% 2.780
7,3% 2.982
Total
Var % NoQ
6.178
7,2% 6.622
7,0% 7.087
5,5% 7.477
1,1% 7.561
8,8% 8.225
3,3% 8.499
2,7% 8.730
3,6% 9.045
7,1% 9.691
9.691
3,3% 10.007
4,7% 10.476
7,0% 11.212
3,4% 11.588
9,9% 12.733
3,4% 13.172
Nos últimos anos Lisboa registou
um aumento de oferta hoteleira. É
comummente aceite que essa variação
na oferta ocorreu como resposta ao
aumento da exposição mediática
da cidade e do país como resultado
dos grandes eventos ocorridos,
nomeadamente a Expo 98 e o Euro
2004.
Por isso, no sentido de obter a
situação real actual e, ao mesmo
tempo, conhecer a variação ocorrida,
o Observatório recolheu informação
sobre a abertura ou ampliação de
novas unidades na cidade de Lisboa.
Chama-se desde já a atenção para
eventuais discrepâncias com os dados
oficiais, nomeadamente de datas de
abertura e dimensões, pois foram
consideradas para este estudo as datas
de efectiva recepção dos primeiros
clientes, início da operação e não a data
em que eventualmente foi concedida
algum tipo de licença oficial. Assim
como as dimensões são as reportadas
pelas unidades e não as que derivam
dos relatórios oficiais.
Essa recolha recaiu sobre as unidades
hoteleiras de 2, 3, 4 e 5 estrelas da
cidade e teve como ponto de partida
o ano de 1990, ano em que foi
apresentada a candidatura à realização
da Exposição Universal conhecida
como Expo 98.
Variação anual sucessiva da oferta nas várias categorias e no conjunto
34
Nas unidades de 2 estrelas a variação sofre um salto
de grande amplitude em 1994, representando o maior
crescimento anual do período estudado em todas as
categorias, embora este facto aconteça com a abertura de
uma única unidade numa oferta de valor baixo. A segunda
variação é também de valor elevado mas já influencia uma
oferta maior, diluindo o efeito. Por fim, a ultima variação
é inferior a 10%. As variações na oferta foram sempre
distanciadas entre si, com períodos que podem ser longos,
sendo que a última ocorreu em 2000.
Os hotéis de 3 estrelas tiveram um salto quantitativo
também grande, o segundo em percentagem, com causas
semelhantes, mas com a diferença de que foram mais
unidades num conjunto maior. De resto, a variação ficou
sempre dentro de valores abaixo dos 10%. Também aqui
a variação da oferta se processa com intervalos de dois ou
mais anos, salvo numa única ocorrência, 1995 e 1996.
As unidades de 4 estrelas, sendo a categoria que mais vezes
varia acima dos 10%, cinco vezes em 16 anos, é também
aquela que apresenta variações consecutivas, pois nestes 16
anos somente em dois, um dos quais logo em 1990, transita
de ano com o mesmo número de quartos do ano anterior.
Os hotéis de 5 estrelas começam com intervalos espaçados:
entre a primeira e a segunda variação passaram-se seis
anos e apenas se verifica uma variação acima dos 10%. No
entanto, no final do período, entram em variação quase
sucessiva, pois nos últimos cinco anos apenas falham um.
No conjunto é evidente uma variação uniforme: o número
das que são superiores a 5% é quase semelhante às que
são inferiores, e apenas num ano, em 1999, mantêm a
oferta anterior. Em nenhum ano a variação é superior
a 10%, se bem que, entre 2003 e 2004, tenha andado
muito perto. É interessante verificar que, se entre 2005 e
2004 o crescimento se cifrou nos 3,4%, já em 2003 esse
crescimento foi de 13,7%, 17,5% em 2002 e 25,7%, em 2001.
Relativamente ao início do período praticamente duplicou,
ou seja demorou perto de 15 anos a duplicar a oferta nas 4
categorias de topo de Lisboa.
QUADRO 3  VARIAÇÕES DO CONJUNTO ENTRE CADA ANO E 2005
OBSERVATÓRIO TL
VARIAÇÕES (Conjunto)
Ano
Pre 90
1990
1991
1992
1993
1994
1995
NoQ
6.178
6.622
7.087
7.477
7.561
8.225
8.499
Anual
113,2%
98,9%
85,9%
76,2%
74,2%
60,1%
55,0%
O quadro 3 representa a variação não sucessiva, entre 2005 e cada um dos anos
anteriores da oferta do conjunto, dos hotéis de 2, 3, 4 e 5 estrelas na cidade de
Lisboa
ESCALONAMENTOS ANUAIS
QUADRO 4  PERCURSO DO CONJUNTO
DESDE 1990 OBSERVATÓRIO TL
Desde o início que os números, mesmo sendo díspares entre as
diversas categorias apresentavam uma tendência uniforme de
crescimento. Com efeito, o quadro 4 apresenta isso de forma muito
evidente. A linha azul, a tendência uniforme ao longo do tempo,
é quase sobreposta pela amarela, tendência a seis anos e que
representa em cada ponto unicamente a influência dos valores
de seis anos, 3 anos antes e 3 depois. Este comportamento é no
entanto exclusivo apenas do grupo, pois as diferentes categorias têm
comportamentos equilibrantes, crescendo de forma variada entre si.
DATAS CHAVE
QUADRO 5  ESCALONAMENTO TEMPORAL DA VARIAÇÃO
DA OFERTA DESDE 1990 OBSERVATÓRIO TL
35
Foram escolhidos alguns marcos temporais
para este trabalho. O primeiro foi a realização da
Expo 98, com as suas três datas chave, a data de
apresentação da candidatura, a da atribuição e a
da realização, todas representadas a vermelho.
Segundo, foi considerado o Euro 2004, também
com as suas três datas, apresentação da
candidatura, atribuição e realização, a verde.
Por fim, duas outras, independentes mas
igualmente importantes, o 11 de Setembro,
marcado a amarelo, e a tomada de posse do
16º Governo Constitucional, a castanho. Uma
pelo impacto que trouxe à actividade turística
e a outra porque é comummente associada
ao reconhecimento e declaração pública da
entrada em crise económica em Portugal.
Da observação do percurso, e para lá do facto
de que não é evidente nenhuma variação
abrupta no percurso da variação da oferta
ao longo do tempo, surge, no entanto, a
concentração de algumas aberturas em datas
próximas dos dois eventos, Expo 98 e Euro 2004.
No início do percurso não há grande
concentração, parecendo que as várias
aberturas se vão espraiando ao longo do tempo
de forma continuada. Mais próximo da data de
início da Expo 98 há um interregno, seguido
de um conjunto de aberturas nos meses
imediatamente antes. Imediatamente após, há
outro período relativamente amplo onde não
há aberturas e que coincide com a candidatura
e atribuição da realização do Euro 2004. Os
eventuais atrasos, como os adiantamentos de
datas de abertura para coincidir com o evento,
são naturais e perfeitamente explicáveis.
As duas datas seguintes, não parecem ter efeitos
negativos. Não é evidente pela distribuição
das aberturas que tenha havido algum tipo de
reacção àqueles acontecimentos. É mesmo
possível verificar que, perto da referida tomada
de posse, houve uma ligeira concentração de
aberturas, quase semelhante à que ocorreu com
os outros eventos.
Posteriormente, e da mesma forma como já
tinha acontecido antes, há uma concentração
de aberturas imediatamente antes do Euro
2004, com a habitual clareira posterior. Algum
tempo depois continua o progresso normal
com mais algumas unidades a surgirem em
conformidade com o percurso anterior. Convém
realçar que a duplicação da oferta ocorreu um
par de meses antes do Euro 2004, tal como se
pode ver no gráfico, no cruzamento da linha
dos 100%.
Plano Estratégico do
Um novo
O Plano Estratégico do Turismo de Lisboa pretende
catapultar Lisboa para um novo patamar de
desenvolvimento turístico, num contexto de profundas
mudanças da lógica de funcionamento do Turismo.
O Plano foi aprovado na última reunião de Direcção
e estará concluído em Junho de 2006.
Para além destes factores de transição,
coincide no tempo um conjunto de
iniciativas simultâneas (desenvolvimentos
em 2006) que terão reflexos no Turismo da
região e que deverão ser desejavelmente
convergentes. São as seguintes iniciativas
que se assinalam:
36
Uma conjugação invulgar de
acontecimentos, a ocorrer a partir de
2007, proporciona à nossa Associação a
oportunidade de tomar medidas com vista
ao redesenho do marketing turístico da
Região, de forma a potenciar os recursos
existentes e os que ficarão disponíveis, assim
como a proporcionar uma estratégia de
desenvolvimento adequada aos desafios que
se perfilam a médio prazo. São, entre outros,
os seguintes factores de transição:
• Fim do período de vigência do Plano
de Marketing e Comunicação actual
(2002¬2005), tornando-se necessário
dispor de instrumento equivalente para o
futuro imediato;
• Termo do período de contratualização
(2003¬2005), tornando-se necessária a
avaliação do sistema e a preparação para
a negociação da respectiva renovação;
• Abertura do Casino de Lisboa e
disponibilidade das contrapartidas anuais
a partir de 2007, embora a sua utilização
deva ser antecipadamente preparada;
• Primeiro ano (2006) de vigência do novo
protocolo com a Câmara Municipal de
Lisboa e respectiva renegociação para o
futuro;
• Entrada em vigor da nova configuração
territorial, no âmbito da CCDR¬LVT, da
Região de Lisboa e Vale do Tejo, a qual
passará a ser coincidente com a Área
Metropolitana de Lisboa.
• Elaboração do Plano Estratégico da
CCDR¬LVT – “Lisboa 2015” ¬, o qual,
designadamente, servirá de base ao novo
quadro comunitário de apoio;
• Elaboração do Plano Estratégico da
Câmara Municipal de Lisboa;
• Elaboração ou execução de diversos
Planos de Desenvolvimento Turístico a
nível de municípios da Área Metropolitana
e iniciativas no território da Administração
do Porto de Lisboa com repercussões na
oferta turística;
• Concepção de um programa de
comemorações do Centenário da
República por parte do Governo.
Por este conjunto de razões, entendeu a
Associação Turismo de Lisboa proceder ao
estudo, debate e elaboração de um Plano
Estratégico para o período 2007-2010
O estudo a elaborar deve, necessariamente,
fornecer as seguintes contribuições:
• Novo Plano de Marketing 2007¬2010
• Definir a metodologia e os responsáveis
pela implementação das acções previstas
no Plano de Marketing
• Definir a metodologia relativa à aplicação
das contrapartidas do Casino a nível do
Concelho de Lisboa
• Identificar projectos e programas
susceptíveis de serem considerados “obras
de interesse para o Turismo” visando o seu
financiamento pelas contrapartidas do
Casino
• Definir um ou mais eventos-âncora e
respectiva metodologia, assim como
responsáveis pela implementação
• Definir o Plano de Promoção para 2007.
Turismo de Lisboa
patamar de desenvolvimento
O “Plano Estratégico
do Turismo de Lisboa
2007-2010” será um
momento para reflectir
e participar e, ao
mesmo tempo, uma
oportunidade para abrir
novos caminhos.
Um momento de reflexão
e participação
Projectos
estruturantes
No decurso do estudo procurará
criar-se condições para a
implementação, ao longo do
período de elaboração do
mesmo ou na sua sequência, de
alguns projectos estratégicos
estruturantes, designadamente:
• Encontrar uma solução
aeroportuária que possa servir
os objectivos de atracção de
mais rotas e passageiros para
Lisboa;
• Assegurar um novo período de
contratualização com meios
não inferiores aos actuais e um
programa de financiamento de
eventos sucedâneo do PIQTUR;
• Regulamentar a utilização das
contrapartidas anuais do casino;
• Definir o âmbito territorial da
Área Promocional;
• Viabilizar um evento
estruturante.
O Turismo de Lisboa tem adoptado, desde
a sua criação, uma metodologia de trabalho
que privilegia a abordagem estratégica, próactiva, concertada e participada.
A cada período da história da Associação
e do desenvolvimento da economia do
Turismo da região corresponde um estudo
estratégico, dinamizado por consultores
profissionais, formulado com a ampla e
generosa contribuição dos associados e
participado pelas entidades inscritas no
relacionamento institucional do Turismo de
Lisboa.
Os próprios trabalhos de investigação
e de orientação estratégica têm sido
acompanhados, no tempo, pela execução
de algumas das principais orientações
definidas – criando-se, assim, um ambiente
de conjugação entre os planos e a
implementação das suas recomendações.
Confirmando a metodologia utilizada no
passado, o “Plano Estratégico do Turismo de
Lisboa 2007-2010” será um momento para
reflectir e participar e, ao mesmo tempo, uma
oportunidade para abrir novos caminhos e
para iniciar o seu percurso.
Para cumprir esse desiderato, contará com
um prazo de desenvolvimento (6 meses)
suficientemente largo para permitir investigar
outros mercados e alargar a auscultação
aos associados e outros actores, mas
suficientemente realista para que as suas
conclusões preparem a associação – e o
Turismo da região – a tempo das alterações
que se anunciam.
O Plano Estratégico será elaborado durante
o primeiro semestre de 2006 – Janeiro a
Junho –, sendo esta a data prevista para a sua
conclusão.
Objectivos
do Plano Estratégico
• Reavaliar a estratégia de
marketing seguida a nível da
Cidade e da Área Promocional
Lisboa;
• Elaborar os instrumentos de
planeamento e de execução
dessa estratégia;
• Confirmar ou propor a alteração
do âmbito territorial da Área
Promocional de Lisboa;
• Contribuir para o fomento da
participação dos associados do
Turismo de Lisboa;
• Reflectir sobre as principais
áreas de intervenção do
Turismo de Lisboa na nova fase
e dar contribuições para a sua
organização;
• Reforçar institucionalmente a
Associação Turismo de Lisboa;
• Criar novas oportunidades de
media e de relações públicas
para a Associação e o Turismo.
37
O “pedigree” do Plano Estratégico
Nos últimos 15 anos,
o Turismo tem tido
um desenvolvimento
assinalável em Lisboa.
Em 1994, com
a realização do
evento “Lisboa 2004
– Capital Europeia da
Cultura”, corporizouse um novo élan
de modernidade
e projecção
internacional de que
a Cidade beneficiou
progressivamente, a
partir de 1990.
38
Este processo aprofundou-se e teve
continuidade, criando as condições
para a realização da Expo’98 – Exposição
Internacional de Lisboa, a qual constituiu
um verdadeiro ponto de viragem no que
concerne ao Turismo.
A fim de potenciar a Expo’98 para
o desenvolvimento turístico foram
desenvolvidas três iniciativas fundamentais:
• Criação de uma parceria entre o sector
público e o privado – a Associação Turismo
de Lisboa, Visitors & Convention Bureau;
• Estabelecimento de um protocolo entre a
Associação Turismo de Lisboa e a Câmara
Municipal de Lisboa, através do qual
esta delegava na primeira determinadas
competências em matéria de Turismo,
incluindo a Promoção turística, e transferia
meios financeiros para o efeito;
• Desenvolvimento do primeiro plano
de marketing turístico para Lisboa, o
“Programa Lisboa 2002”.
Foi também em 1998 que o Governo,
procurando conferir massa crítica à
promoção internacional, decidiu criar cinco
“áreas promocionais” no Continente, entre
as quais a “Área Promocional de Lisboa e
Vale do Tejo”, englobando os territórios da
Área Metropolitana de Lisboa e das Regiões
de Turismo do Oeste, Ribatejo, Templários e
Leiria/Fátima.
“Programa Lisboa 2002”
O “Programa Lisboa 2002” constituiu
um instrumento fundamental para o
desenvolvimento do Turismo na Cidade de
Lisboa.
O processo de elaboração e implementação
deste programa foi bastante participado e
mobilizador, tendo contribuído para o reforço
institucional e credibilidade da Associação
Turismo de Lisboa.
Beneficiando de uma conjuntura
internacional extremamente favorável até
meados de 2001, os objectivos ambiciosos
estabelecidos no Programa foram
ultrapassados por antecipação em 2000.
O programa tinha por objecto a Cidade
de Lisboa, embora relativamente a alguns
produtos, como o Turismo de Negócios, o
seu âmbito territorial ultrapassasse essas
fronteiras, integrando na sua oferta atracções,
hotelaria e equipamentos de outras áreas
como o Estoril, que se associaram à ATL.
A proposta de valor da marca apresentada
nesse Plano já incluía o elemento resort,
através da definição de uma trilogia única
que se considerava poder diferenciar Lisboa
da concorrência: História, Escala Humana e
Resort integrado.
O Programa “Lisboa 2002” é um verdadeiro
Plano de Marketing, que integra diversos
programas a nível do produto, da qualidade
urbana, da qualidade dos serviços e
dos eventos, para além de um Plano de
Promoção.
Em termos de implementação, a avaliação
é extremamente positiva no que concerne
aos programas executados ou influenciados
pela ATL e apresenta algumas insuficiências
no que toca aos programas dependentes de
outras entidades.
“Programa Lisboa 2010”
Perante a decisão governamental, tomada
em 2000, de deslocalizar o Aeroporto de
Lisboa, foi desenvolvido um novo estudo
sobre os impactos negativos dessa medida e
sobre as estratégias para os enfrentar.
O mais importante out put desse estudo
foi a redefinição do produto e da estratégia
de marketing, assumindo-se que se deveria
conjugar a Cidade de Lisboa com as regiões
envolventes o que, aliás, correspondia a um
desenvolvimento lógico da ideia de “resort
integrado” já contemplada no Plano Lisboa
2002.
Na sequência deste Plano iniciaram-se alguns
programas de acção conjunta envolvendo
toda a Área Promocional de Lisboa e Vale do
Tejo.
Entretanto, devido ao congelamento pelo
Governo do processo do novo Aeroporto,
o “Programa Lisboa 2010” não teve outros
desenvolvimentos.
Plano de Marketing e
Comunicação 2003-2006
Em 2002, foi elaborado um novo Plano de
Marketing e Comunicação para suceder ao
“Programa Lisboa 2002”.
Este novo Plano deu continuidade ao
“Programa Lisboa 2002”, actualizando muitos
dos aspectos nele contidos, introduziu
diversas inovações e incorporou parte da
estratégia proposta no Plano Lisboa 2010.
As principais inovações deste Plano de
Marketing e Comunicação 2003-06 são as
seguintes:
• O âmbito territorial de intervenção passou
a coincidir com a Área Promocional;
• Foi assumida como marca umbrella a
marca “Lisboa”;
• Foi proposta (e aceite pelo Governo)
a alteração da designação da Área
Promocional para “Área Promocional
Lisboa”
Contratualização
Em 2003, o Governo decidiu reestruturar o
sistema nacional de Promoção Turística,
designadamente através das seguintes
medidas:
• Reconhecimento de determinadas
entidades como “Agências Regionais de
Promoção Turística” (ARPT’s) as quais, entre
outros requisitos, devem apresentar um
âmbito territorial correspondente a uma
Área Promocional (as cinco do Continente,
a Madeira e os Açores) e constituir
parcerias entre entidades públicas
regionais e/ou locais e entidades privadas;
• Celebração de contratos com as ARPT’s
para descentralização de competências
relativas à promoção turística internacional
das suas áreas de intervenção e dos
respectivos meios financeiros.
A Associação Turismo de Lisboa veio a
ser reconhecida como ARPT para a Área
Promocional de Lisboa e a celebrar um
contrato a três anos com o Instituto do
Turismo de Portugal, com base num Plano
Promocional elaborado a partir do “Plano de
Marketing e Comunicação 2003-06”.
Com base na experiência dos dois primeiros
anos de implementação, o Plano Anual
de Promoção foi redefinido para 2006,
tendo sido criados alguns Planos de Acção
Específica (PAE’s) para descentralizar a
promoção de alguns produtos e sub-marcas
(Estoril, Fátima, Região e Golfe), sob a
umbrella das marcas Portugal e Lisboa.
“Rebranding” de Lisboa
Na sequência do novo sistema de identidade
do Turismo nacional aprovado pelo
Governo procedeu-se, em 1994, ao estudo
de rebranding de Lisboa, definindo-se
uma proposta de valor, uma ideia central e
um conjunto de orientações gráficas e de
comunicação.
Em termos das acções em desenvolvimento
pela ARPT, este sistema tem sido assumido e
implementado.
Casino Lisboa
Ao abrigo da legislação publicada em 2003,
foi aprovada a criação do Casino Lisboa, que
se encontra em construção.
O Casino Lisboa gerará contrapartidas
anuais para Promoção Turística e obras
de interesse para o Turismo, aumentando
significativamente os recursos actualmente
disponíveis para a Promoção e gerando
recursos que deverão ser aplicados no
desenvolvimento e melhoria do produto,
os quais têm que ser obrigatoriamente
aplicados em acções relacionadas com o
Concelho de Lisboa.
Novo Protocolo com a CML
Em finais de 2005, a CML aprovou a
renovação do protocolo de cooperação e
delegação de competências na ATL.
Este novo protocolo alarga o âmbito dos
anteriores, passando a versar sobre:
• Desenvolvimento turístico, em geral;
• Promoção turística;
• Informação turística;
• Estudos de natureza turística;
• Eventos de interesse turístico;
• Equipamentos de interesse turístico;
• Obras de interesse para o turismo, com
vista à reengenharia e melhoria da
qualidade do produto turístico;
• Melhoria da qualidade dos serviços
turísticos, designadamente através da
Formação profissional;
• Outras competências que a Lei vier a
atribuir em matéria de turismo à CML,
desde que não envolvam o exercício de
poderes regulamentares ou de autoridade.
Passados 8 anos sobre as principais
alterações e tendo em conta o percurso feito,
as alterações verificadas e as oportunidades
que se colocam, importa fazer a avaliação
deste processo, repensar toda a estratégia
e preparar um novo ciclo, a iniciar em 2007,
que coloque o Turismo num novo patamar
de desenvolvimento e de exigência.
O novo protocolo com a Câmara
Municipal de Lisboa
alarga o âmbito dos anteriores.
39
• INTERNACIONAL
Feedback
Ringraziamento
italiano
De: Enrico Floris
Enviada: quinta-feira, 5 de Janeiro de
2006 16:34
Para: [email protected]
Assunto: ringraziamento
Gentile Direzione
Ho appena ricevuto il materiale
turistico riguardante la vostra
città.
Vi ringrazio molto e mi
complimento con voi per
l’attenzione e la rapidità del
servizio.
Grazie e arrivederci a presto.
40
Enrico Floris
fl[email protected]
Turismo em Lisboa entre
os melhores da Europa
O Turismo em Lisboa surge cotado entre os melhores
indicadores europeus, nomeadamente no que diz
respeito à ocupação hoteleira e ao número de estadias
de turistas por habitante, num painel criado pela Urban
Audit, uma iniciativa comunitária que compara as
estatísticas de 258 cidades de 27 países da Europa (os
25 países-membros mais a Bulgária e a Roménia).
Nas conclusões deste estudo conduzido pela DirecçãoGeral para a Política Regional, da Comissão Europeia,
Lisboa surge particularmente bem colocada na
vertente de turismo e lazer.
Com classificações que vão de 1 a 5, sendo que 1
corresponde aos 20% mais baixos e 5 aos 20% mais
altos, Lisboa consegue chegar ao cinco em indicadores
como “número de dormidas em unidades hoteleiras
registadas por ano, por população residente” (8),
número de dormidas por ano” (4.476.300), “número de
camas disponíveis em unidades hoteleiras registadas”
(27.227), ou ainda no “número de passageiros por
residente” (16,2).
A capital portuguesa apenas desce para o indicador
4 no capítulo da “ocupação média das unidades
hoteleiras” (164,4).
Internamente, na comparação de Lisboa com as
principais cidades portuguesas, Lisboa tem o número
mais alto de dormidas e também o maior número de
camas disponíveis, para além de apresentar o maior
número de passageiros que utilizam o aeroporto mais
próximo.
Um dos principais objectivos da Urban Audit consiste
em fornecer instrumentos que permitam aos decisores
locais e regionais a comparação com outras cidades
e países, em indicadores específicos, e serve ainda
para avaliar de que forma cada país e cada cidade
contribuem para a Agenda de Lisboa.
Este estudo disponibiliza um simulador on-line em
www.urbanaudit.org.
Andaluzia
perde com falta
de divulgação
de eventos
na Internet
De acordo com uma informação
divulgada recentemente
pela Direcção de Turismo da
Comunidade Autónoma da
Andaluzia, em Espanha, a falta de
informação sobre espectáculos e
outros eventos com a necessária
antecedência, para poderem ser
comercializados como produto
turístico, e a escassa presença dos
mesmos na Internet “está a travar
o desenvolvimento do turismo
andaluz”.
Mercado Internacional de Turismo
Dez tendências para 2006
Num cenário internacional de
crise económica, o ano de 2005
terminou com nota positiva
para a indústria do Turismo e de
Viagens. As perspectivas para
2006 também são animadoras.
O interesse pelo turismo de aventura tem vindo a aumentar.
De acordo com uma pesquisa da
Yesawich, Pepperdine, Brown & Russel,
este vai ser um ano bom para o Turismo,
independentemente dos receios
relacionados com possíveis ataques
terroristas, desastres naturais, para além da
escalada dos preços do petróleo.
Assim, prevê-se que, em 2006, continue
a crescer a procura de viagens de lazer,
em detrimento das viagens de negócios.
São cada vez mais os lugares de avião
preenchidos por turistas, que constituem
também a maioria dos que se alojam em
hotéis e consomem outros serviços de
viagens.
Este ano deve também ser marcado por um
maior número de opções por cruzeiros e
férias em time-sharing, como alternativas ao
alojamento tradicional.
Outra tendência tem a ver com a
popularidade crescente de actividades
que contribuem para reduzir o stress. O
interesse pelo turismo de aventura tem
vindo a aumentar, bem como o número
de pessoas que concluem que não têm
tido férias suficientes, o que deve fazer
aumentar o número de turistas interessados
em experimentar um turismo mais activo,
complementado com outras ofertas, tais
como spas.
MICE em crescimento
O turismo de negócios vai entrar em
recuperação, graças ao crescimento do
segmento MICE. Enquanto os homens
de negócios, em termos individuais, vão
continuar à procura de forma de conduzir a
sua actividade sem ter de viajar, o sector das
reuniões e congressos vai continuar a crescer.
Este vai ser também o ano em que a
disponibilidade de ligação à Internet nas
unidades hoteleiras vai ser um factor
determinante na escolha dos alojamentos.
Isto é verdade não só para hotéis, mas também
para centros de conferências, terminais de
aeroporto e outras estruturas ligadas ao
turismo. A ligação deve fornecer um acesso e
alta velocidade, em banda larga, e grátis.
Em 2006 prevê-se que as viagens de
avião continuem a ser vendidas a preços
surpreendentemente acessíveis. Esta
tendência é tanto mais difícil de entender
se tivermos em conta a subida dos preços
dos combustíveis, nomeadamente os da
aviação, a que se junta o facto de grande
parte dos operadores domésticos estarem
praticamente na bancarrota. Ainda
assim, espera-se uma competição sem
precedentes, associada a uma política de
preços “transparentes” praticados por marcas
indiferenciadas, que vão assegurar um nível
baixo de custos se quando comparado com
a subida relativa dos preços nos restantes
serviços associados às viagens.
Espera-se ainda que este ano seja dominado
pela subida das tarifas de alojamento, a par
do aumento da procura, principalmente
nos escalões “superior” e “luxo”, que
provavelmente vão ser os principais
beneficiários desta tendência.
Reinvenção das vendas
Os agentes de viagens vão continuar a
assumir riscos maiores, oferecendo serviços
cada vez mais complexos, tais como pacotes
que incluem cruzeiros, férias com “tudo
incluído”, viagens com vários pontos de
paragem ou para grupos.
Espera-se ainda que o recurso à Internet
para a contratação de serviços continue o
processo de reinvenção da venda no sector
do Turismo e das Viagens. A percentagem de
consumidores que utilizam este meio para
fazer reservas deve continuar a crescer de
forma considerável.
Por fim, uma política transparente de preços
vai sublinhar a necessidade urgente de
ter marcas sem “gatos escondidos”. Desde
que os consumidores têm a possibilidade
de consultar vários sites de viagens e de
alojamento e de comparar preços de
bilhetes, alugueres de viaturas, cruzeiros,
quartos e até mesmo pacotes de férias
completos, basta uma dúzia de cliques para
decidir quem vai ser escolhido. E esta decisão
vai ser determinada pelo valor acrescentado
que a transparência de preços implica.
Aqueles que oferecerem serviços relevantes
e claros ao consumidor vão subir para o topo
da lista, enquanto os que não o fizerem vão
tornar-se vulneráveis.
Espera-se que o recurso à Internet para a contratação
de serviços continue o processo de reinvenção da
venda no sector do Turismo e das Viagens.
41
• IN
INTERNACIONAL
CIION
ONAL
LISBOA
AV
VISTA
STA DE FORA
A cara mais romântica
da Europa ocidental
Turismo Y Ócio
Lisboa considerada um dos destinos mais atractivos
da Europa Meridional
42
Lisboa em destaque no jornal
alemão Westdeutsche, D
Dusseldorf.
Também o Oceanário é motivo
de referência em artigo sobre
Portugal no jornal alemão Leipziger
Volkszeitung, Leipzig.
Na imprensa belga, no jornal De
Standaard, a região de Lisboa foi
tema de artigo de uma página
onde se mencionam os principais
eventos e novidades na região
durante o ano de 2005.
Em espanhol, na revista Oxigénio,
Lisboa é uma das sugestões de
visita na sessão de viagens da
publicação.
“Lisboa la cara más romântica de
la Europa occidental” é o título
do artigo publicado na Revista
espanhola Mucho Viaje, na edição
de Novembro.
Ainda em espanhol, na revista
Europa, Lisboa é um das “capitais
da moda” destacadas em artigo
sobre compras nas principais
capitais europeias.
“Belleza elegante” é o título de
artigo de 9 páginas na publicação
espanhola Excelente.
Já na revista Turismo y Ócio,
Lisboa é considerada um dos
destinos mais atractivos da Europa
meridional.
Terminando em espanhol,
na revista GEO, a região dos
Templários é motivo para artigo de
duas páginas.
De Standaard
Região de Lisboa no jornal belga
Leipziger Volkszeitung, Leipzig
Oceanário em alemão
Europa
Lisboa é uma das capitais da moda
GEO
Templários em destaque na revista espanhola.
Oxigénio
Lisboa como sugestão de visita
Lisboa no gadling.com,
um weblog de viagens
Excelente
Lisboa em artigo de 9 páginas
Como se organiza
uma viagem a Lisboa
First Stop: Lisbon, Portugal
Posted: Jan 6th 2006 1:37PM by Kelly Amabile
Filed under: Cultures, History, Learning
Wesdeutsche, D Dusseldorf
Lisboa em destaque no jornal alemão
Mucho Viaje
Lisboa romântica
em espanhol
“Portugal, cá vou eu! Estou de partida para a
cidade das sete colinas, vou andar de eléctrico,
ouvir fado e deambular pelos bairros de Alfama,
Baixa e Bairro Alto. Quero caminhar ao longo do
rio Tejo, provar Vinho do Porto, aprender sobre a
arte dos azulejos e visitar as ruínas do Castelo de
São Jorge.
Já me familiarizei com os nomes dos lugares
através de guias, mas tento não ler demais. O
que eu quero mesmo é chegar lá e deixar as
“coisas acontecerem”.
Durante as próximas semanas vou aprender
o básico do português, para não me perder
quando andar a vaguear pelas ruas. Vou também
pesquisar um pouco sobre Sintra, Cascais e
o Estoril, pois vou reservar um dia da minha
viagem para visitar um desses locais. Fui à
biblioteca buscar um exemplar da “Viagem a
Portugal” de José Saramago. Está sobre a minha
secretária, mas só vou ter tempo de passar os
olhos mesmo antes de partir.
Reservei um quarto para a minha primeira noite,
mas vou ficar em Lisboa cerca de quatro dias em
meados de Fevereiro. Espero bem que a minha
visita em época baixa faça com que deambular
por esta cidade portuária histórica seja uma
tarefa fácil e pacífica.”
43
• MARKET
RKE
KET PLACE
ACE
Nova sede em Lisboa
Pousadas de
Portugal em tempo
de expansão
As Pousadas de Portugal acabam de
inaugurar uma nova sede, no Alto de Santo
Amaro, junto ao Pestana Palace, em Lisboa,
que marca também o início de uma nova
etapa de expansão desta marca de qualidade
do turismo nacional.
Paralelamente, foi também aberto um novo
escritório de vendas, dos Hotéis Pestana e
das Pousadas de Portugal, em Espanha e
inaugurada a primeira Pousada de Portugal
no estrangeiro, com a abertura de uma
unidade no Brasil.
Em Portugal, o Porto e Viseu vão ser as duas
próximas cidade a receber novas pousadas,
cujos projectos foram já aprovados, e que
vão permitir a criação de 145 novos quartos.
Ainda no primeiro semestre deste ano, está
prevista a abertura das Pousadas de Tavira, no
Convento da Graça, de Angra do Heroísmo,
São Sebastião e de Linhares da Beira, Santa
Eufémia.
44
“EHTEm
Solidariedade”
adoça Reis
Rota do Vinho
do Oeste sinalizada
A partir de agora vai ser mais fácil percorrer
os caminhos da Rota do Vinho do Oeste,
depois de terem sido colocadas cerca de 200
placas de sinalização, por toda a região.
Colocadas nas principais estradas do Oeste,
as novas placas indicam os trajectos até às
lojas e locais de prova mais próximos.
A Escola de Hotelaria e Turismo
do Estoril, no âmbito do
projecto “EHTEm Solidariedade”,
ofereceu, na Semana dos Reis,
Bolos-Rei a sete instituições
de Solidariedade Social,
designadamente à Associação
Portuguesa de Deficientes,
Centro Comunitário de Tires,
Centro Social e Paroquial
S. Vicente de Alcabideche,
Cooperativa Horizonte, IPS Ideia,
Fundação “O Século” e Aldeia
SOS Portugal.
Nesta iniciativa a EHTE foi
representada pelo Subdirector
Pedro Vitorino, acompanhado
de quatro alunos, que para além
da oferta de Bolos-Rei levaram
também consigo um sorriso e
uma palavra de solidariedade.
INFTUR Santarém
promoveu Almoço
do Dia de Reis
O Núcleo Escolar de Santarém realizou dia
6 de Janeiro, um Almoço do Dia de Reis,
iniciativa dinamizada em conjunto com a
Câmara Municipal de Santarém e que contou
com a estreita colaboração dos párocos das
Paróquias da cidade.
Este evento envolveu os formadores do
Núcleo Escolar de Santarém, bem como
os formandos dos cursos de Cozinha e de
Restaurante/Bar.
Com esta iniciativa tentou-se minimizar os
efeitos da solidão em que muitos dos idosos
do nosso se encontram nesta quadra. A
animação deste almoço, que se estendeu
pela parte da tarde contou com a presença
de um grupo de dança da Escola Secundária
D. João II, do Grupo Coral da Santa Casa da
Misericórdia e contou ainda com as antigas
glórias da canção portuguesa Artur Garcia e
Maria José Valério.
Neste almoço estiveram presentes cerca
de 200 idosos, provenientes de todas as
freguesias da cidade de Santarém.
45
• MARKET PLACE
VISÕES
Luís Raposo
Director do
Museu Nacional
de Arqueologia
46
O que pensa do turismo em Lisboa e dos
turistas que nos visitam?
Confesso que sou e, o que bem mais
importa, me sinto profundamente
alfacinha. E pergunto-me por vezes o que
sobremaneira aprecio em Lisboa, sendo
certo que a não trocaria por provavelmente
nenhuma outra cidade que me foi dado
conhecer. A luz, o ondulado das colinas
e do casario, a luz novamente, a simpatia
das tertúlias, dos cafés e das gentes, a luz
uma vez mais, o Tejo e uma rasgada frente
ribeirinha, polvilhada de monumentos,
antigos conventos – hoje museus –, pátios,
divertículos e lugarejos os mais inesperados,
a luz, enfim.
Pergunto-me ainda, sendo forasteiro, que
Lisboa me saltaria primeiro à vista. E logo
me assaltam pesadelos: a degradação das
casas, o trânsito caótico, a sujidade das ruas
e passeios, enfim, uma certa incivilidade
que nos diminui e profundamente nos deve
magoar também.
Haverá forma de conjugar estes contrários?
Julgo que sim. E a receita pode até ser
simples: façamos nós, e faça o turista,
um dos muitos percursos em autocarro
panorâmico que felizmente hoje já existem
e são acessíveis a qualquer bolsa. Saiamos
e entremos repetidamente, na Baixa ou nas
Avenidas Novas, na Madre de Deus ou nos
Jerónimos, na Estrela ou no Castelo… é toda
uma Lisboa plural, castiça e cosmopolita,
moderna e histórica, ocidental e oriental,
atlântica e mediterrânica que se nos abrirá
debaixo dos olhos, com a distância da
altura e o inebrio da descoberta – os quais
rapidamente nos farão esquecer o primeiro
impacte das mazelas mais evidentes.
Depois disto, que pedir ainda? Se temos
a matéria-prima, resta-nos somente
crescer civicamente, sermos exigentes e
qualificados na nossa restauração, nos nossos
monumentos e museus, nos nossos jardins e
espaços verdes… enfim, resta-nos o querer
colectivo de à nossa proverbial simpatia
ajuntar o profissionalismo maduro, que dos
outros faz amigos, abandonando de vez o
amadorismo d’antanho, provinciano, fatalista
e servil. Luminosa como naturalmente é,
Lisboa, vista a esta humana luz, agigantarse-á, fazendo jus ao seu primevo e mítico
estatuto: a cidade dos eleitos dos deuses,
aquela que Ulisses ungiu e nos deixou em
precioso legado.
Oceanário parceiro de projecto
na Antártida
O Oceanário de Lisboa é um dos parceiros nacionais, para a divulgação, do Projecto
PERMAMODEL que tem como objectivo estudar o permafrost (solo permanentemente gelado)
da Antártida Marítima e as consequências das mudanças climáticas.
A equipa deste projecto é constituída por investigadores espanhóis, suíços e alemães e
coordenada pelo português Gonçalo Vieira, investigador no Centro de Estudos Geográficos e
professor do Departamento de Geografia da Universidade de Lisboa.
O projecto decorre desde 10 de Janeiro até 18 de Fevereiro nas Ilhas Shetlands do Sul
(Península Antárctica), na Ilha Livingston, uma formação montanhosa com 90% da superfície
coberta por glaciares, e também na Ilha Deception, um vulcão activo, onde os investigadores
vão estudar as anomalias geotérmicas e a sua influência no solo gelado.
Durante a campanha, vai estar disponível na Internet, em http://blog.geographus.com/
permamodel, um diário com perguntas de estudantes e respostas dos cientistas, diário
igualmente acessível no site do Oceanário (www.oceanario.pt).
O trabalho científico vai incidir na manutenção de equipamentos de monitorização de
temperatura instalados em anos anteriores, instalação de novos sensores, cartografia
geomorfológica e prospecção geofísica do solo.
O Projecto PERMAMODEL, quase exclusivamente financiado pelo Programa Antárctico
Espanhol, é um projecto prioritário no âmbito da investigação polar actual e enquadra-se na
preparação do Ano Polar Internacional 2007-2008.
AHP lança “Guia
de Boas Práticas”
na hotelaria
A Associação de Hotéis de Portugal (AHP) acaba de
editar o “Guia de Boas Práticas: Higiene, Segurança
e Controlo Alimentar”, especificamente dirigido
ao sector da hotelaria e que foi validado pela
Direcção-Geral de Fiscalização e Controlo da
Qualidade Alimentar.
Pensado para utilização exclusiva dos associados da
AHP, este guia pretende transmitir aos profissionais
do sector um conjunto de procedimentos
fundamentais a todos os que intervêm directa ou
indirectamente na manipulação de alimentos.
Dia dos Namorados
Sofitel faz proposta
para dois
Aproveitando o facto de Lisboa ser
considerada uma das capitais mais
românticas da Europa, o novo hotel Sofitel
Lisboa, situado em plena Avenida da
Liberdade, apresenta um programa para o
Dia de São Valentim, 14 de Fevereiro.
A promoção, pensada para transformar um
encontro a dois numa ocasião especial,
disponibiliza suites a partir de 250 euros
por noite, para duas pessoas e também um
package de duas noites pelo preço de uma,
a 192 euros.
Ambas as opções contemplam uma
recepção com champanhe e serviço de
pequeno-almoço.
Para o jantar, o Sofitel preparou um menu
afrodisíaco, com carpaccio de lagostins com
lima e pétalas de rosas, filete de pata assado
com porto e maracujá, terminando com um
fondue de chocolate preto, baunilha e frutas
frescas, para partilhar a dois, por 42 euros/
pessoa.
“Champagne Party” dos
Hotéis Dom Pedro no BBC
Tal como acontece todos os anos, os Hotéis Dom Pedro
oferecem aos clientes e amigos com uma festa que se
pretende memorável, já considerada o evento inaugural da
Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), o maior certame dedicado
ao Turismo realizado em Portugal.
Este ano realizou-se no dia 18 de Janeiro, com o BBC
a acolher a “Champagne Party”. Nesta festa, todos os
convidados foram recebidos por um “Bar Aberto” de “Champagne Trouillard”, Selecção Especial
Stefano Saviotti.
Uma vez por ano, uma festa ao estilo dos Hotéis Dom Pedro, que certamente não deixou
ninguém indiferente.
Bob Geldof
escolheu Pestana
Palace
O músico e produtor irlandês, Bob Geldof,
que recentemente esteve em Lisboa, por
ocasião dos Prémios MTV, fez questão de
ficar alojado no Pestana Palace, juntandose ao exclusivo conjunto de figuras
internacionais que escolheram este hotel
de referência para muitos dos nomes do mundo artístico e político internacional quando
visitam a capital portuguesa.
A tranquilidade, privacidade, requinte e excelência de serviço têm sido atributos
determinantes para que já tenham passado pelo antigo Palácio Valle Flor figuras como
Madonna, Joaquin Cortés, Tony Blair, Bill Clinton, ou José Maria Aznar.
Gonçalo Coelho
de Sousa no Dom
Pedro Lisboa
Lisboa-Dakar
Solplay acolheu
equipa da Mercedes
O Solplay Hotel alojou, durante os dias que
antecederam a partida do Lisboa-Dakar, a
equipa alemã da Mercedes bem como os
respectivos veículos.
Na classe dos Camiões, o concorrente Udo
Khun e a sua equipa. Na classe de carros, a
concorrente Ellen Lohr, uma das presenças
femininas neste rali, e considerada uma das
favoritas.
Açores Lisboa
recebeu equipas
do Dakar
Durante 4 dias, o Hotel Açores Lisboa
recebeu várias equipas participantes no
Lisboa-Dakar.
Xavier Foj e Joan Pujolar, da equipa da Toyota
Land Cruise KXR, vencedora da prova em
1999, na categoria de T2-2 (carros de série
a diesel) e a equipa Epsilon Team, do piloto
espanhol David Oliveras, na categoria de
camiões, foram alguns dos elementos que se
instalaram no hotel da Columbano Bordalo
Pinheiro.
No início do mês de Dezembro, Gonçalo
Coelho de Sousa regressou ao hotel Dom
Pedro Lisboa, onde assumiu o cargo de
Director Residente, depois de uma passagem
pelo hotel Quinta da Marinha & Villas Golf
Resort, onde desempenhou, até à data, o
cargo de Director de F&B.
Licenciado em Direcção e Gestão de
Empresas Turísticas, com Bacharelato em
Direcção e Gestão Hoteleira, Gonçalo Sousa
iniciou a sua carreira no Clube da Quinta
Patino na área de Alojamento. Em 1997
integrou o grupo Dom Pedro Hotels, onde
desempenhou diferentes funções em
unidades no Algarve, Madeira e Lisboa.
47
• MARKET PLACE
Agenda
Mostra de Teatro de Almada faz dez anos
A Mostra de Teatro de Almada completa, este ano, uma
década de existência.
De 10 a 26 de Fevereiro, este concelho vai receber novas
ideias nas artes de palco, com novos projectos, numa
iniciativa que já faz parte das tradições artísticas de Almada.
Organizada anualmente pela Câmara Municipal de Almada
e pelos grupos de teatro do concelho, esta mostra vai ter,
em 2006, a participação de 18 companhias profissionais ou
amadoras, com um total de 22 espectáculos, ente os quais
12 estreias, três espectáculos infantis e nove reposições.
Companhia do Chapitô comemora 10 anos
Fevereiro é o mês dedicado aos 10 anos da Companhia
do Chapitô, com quatro espectáculos diferentes em cena,
sempre às 22h00.
De 2 a 5 de Fevereiro (22h00) está em cena o espectáculo premiado em Espanha “Talvez
Camões”, por muitos considerado como a obra mais genial desta companhia de teatro. De 9 a
12 de Fevereiro é a vez da comédia “O Grande Criador”, a última produção do Chapitô. De 16 a
19 de Fevereiro volta à cena “Don Quixote”, com as aventuras e desventuras de duas grandes
personagens.
“É Bom Boiar na Banheira…” é o espectáculo infantil que também volta à cena aos sábados e
domingos, às 16 horas, de 4 a 26 de Fevereiro.
48
Casino Estoril
prepara Carnaval
O Salão Preto e Prata do Casino Estoril
vai receber, dia 27 de Fevereiro, o cantor
brasileiro Jorge Ben Jor, que será o
protagonista da noite de Carnaval.
A festa começa às 20h30, com um
welcome drink, a que se segue o jantar,
no Salão Preto e Prata. A animação até
de madrugada está garantida por vários
grupos musicais.
Entretanto, o mês de Fevereiro vai
ter outras atracções no cartaz de
espectáculos, com um concerto pela
Orquestra Metropolitana de Lisboa
(OML), dia 11, pelas 17h00, no Salão
Preto e Prata, com os solistas Igor
Oistrakh no violino e Valeri Oistrakh na
viola de arco. Orientada pelo maestro
Álvaro Cassuto, a OML vai levar ao
Casino a “Tarpeia – Marcha Triunfal”, de
Beethoven, a “Sinfonia n.º2” de Domingos
Bomtempo, e a “Sinfonia Concertante”,
de Mozart.
Cinema no Instituto Franco-Português
Em Fevereiro continuam as exibições de um longo ciclo de cinema (13 filmes) dedicado
ao tema “Fidelidade - Infidelidade”, que se estende até ao final do Março. Mais centrado na
infidelidade da mulher – em particular da mulher casada, que parece ter sido a que mais
inspirou os cineastas –, o ciclo presta homenagem à francofonia, com a participação de
numerosos países francófonos, e ao cinema africano de expressão francesa e portuguesa.
As sessões realizam-se no Instituto Franco-Português de Lisboa, sempre às 19h00 e os filmes
estão legendados em português ou inglês: 6 de Fevereiro, La Peau Douce, de François Truffaut
(drama); 7 de Fevereiro, La femme du Boulanger, de Marcel Pagnol (comédia); 13 de Fevereiro,
La Femme Infidèle, de Claude Chabrol (drama); 14 de Fevereiro, L’Enfer, de Claude Chabrol
(drama); 20 de Fevereiro, Marie Jo et ses deux amours, de Robert Guédiguian (romance); 21 de
Fevereiro, Um casal encantador, de Lucas Belvaux (comédia).
Othello no Teatro da Trindade
Até 19 de Fevreiro, na sala principal do Teatro da Trindade está em cena o clássico de
Shakespeare, Othello.
Juntamente com Hamlet, Rei Lear e Macbeth , Othello é uma das quatro grandes tragédias
de Shakespeare. O que mais distingue Othello das restantes tragédias é o papel do seu
vilão: Iago. Enquanto o usurpador rei Cláudio de Hamlet , as descrentes filhas de Lear, e as
endemoninhadas vilãs de Macbeth (Macbeth, a sua lady e as bizarras bruxas) são todos
impressivamente malignos à sua maneira, nenhum deles goza mais com o seu diabólico papel
como Iago.
Texto de William Shakespeare e encenação de Joaquim Benite. De quarta-feira até sábado, às
21h30, e domingo às 16h00. Bilhetes entre 12 e 15 euros.
Documentário português no Fórum Lisboa
Panorama é a primeira Mostra do Documentário Português,
um espaço para dar a conhecer os documentários que se
fazem em Portugal ou por portugueses e proporcionar o
encontro e partilha destas experiências. Durante 9 dias estão
a ser apresentados cerca de 90 documentários nacionais
produzidos nos últimos dois anos.
A programação diária está organizada por blocos temáticos de
filmes, sempre finalizados com um debate com a presença de
pessoas ligadas ao cinema e ao tema concreto do bloco em
questão.
O Panorama é uma iniciativa conjunta da AporDOC
(Associação pelo Documentário) e da Videoteca Municipal de
Lisboa, que decorre no Fórum Lisboa até ao dia 5 Fevereiro.
Lisboa foi tema da
última “Egoísta”
A Cidade de Lisboa foi o tema
escolhido para a 25.ª edição da
“Egoísta” e última de 2005.
Os pontos de partida tratados neste
número foram o terramoto, a cidade
“de quando éramos crianças” e a
dimensão histórica e factual dos
destinos dos colaboradores da
“Egoísta”.
Foram recuperadas memórias,
imagens e textos e publicadas
abordagens de vários escritores,
fotógrafos, jornalistas e artistas
plásticos, que se revelaram
surpreendentes e vão dar origem a
um segundo volume deste número, a
editar em Março.
A revista da Estoril-Sol, “para ler, reler
e coleccionar”, acaba de entrar no
sétimo ano de publicação.
Elevador da
Bica pára até
meados de
Fevereiro
O Elevador da Bica está parado
desde dia 10 de Janeiro, pelo
período de um mês, para
trabalhos de manutenção
periódica. Este elevador,
declarado Monumento
Nacional, e que liga a zona
de São Paulo ao Bairro Alto,
passando pelo Bairro da Bica,
um dos mais castiços de
Lisboa, volta a estar operacional
em meados de Fevereiro,
depois desta interrupção, que
acontece todos os anos, de
modo a garantir a sua total
operacionalidade.
Casa Cadaval convida
a passar dia entre vinhos
e cavalos lusitanos
A Casa Cadaval criou um programa de um dia para que
os visitantes conheçam melhor os vinhos ali produzidos e
os cavalos criados desta casa de turismo rural, criada em
1648.
À chegada, os participantes recebem as boas-vindas e têm
a oportunidade de poder montar um cavalo lusitano para
uma aula de dréssage.
Depois é altura de conhecer, e provar, os vinhos de
variedades seleccionadas (cabernet sauvignon, merlot e
pinot noir), Padre Pedro, Herdade de Muge, e Marquesa do Cadaval.
Abertos os apetites e os paladares, chega o convite para o almoço, pelo
proprietário da quinta. Segue-se um passeio de charrete para ver esta
propriedade em pormenor e antes de partir, é servido um chá junto ao lago.
Rock in Rio cria kit
para o Dia dos Namorados
A organização do Rock in Rio – Lisboa e a FNAC vão colocar à venda, entre 1 e 15 de
Fevereiro, 2.000 kits do Dia dos Namorados Rock in Rio-Lisboa 2006.
Roberta Medina, Directora-Geral da Better World lembra que “depois de os kits de Natal
esgotarem, muitas pessoas entraram em contacto com a organização dizendo que não o
conseguiram comprar a tempo”, por isso os organizadores decidiram criar o kit para o Dia
dos Namorados, “altura em que toda a gente procura oferecer bons presentes”.
Composto por um voucher duplo, que pode ser trocado exclusivamente na FNAC entre
os dias 21 de Fevereiro e 31 de Março por dois bilhetes de acesso ao mesmo dia do
evento, à escolha. O kit contém ainda duas T-Shirts “Nós Vamos”, com um layout especial e
único do Rock in Rio, para serem usadas em simultâneo pelos casais de namorados que o
adquirirem.
O kit do Dia dos Namorados Rock in Rio-Lisboa 2006 vai estar à venda exclusivamente na
FNAC por 106 euros.
VISÕES
Carlos do Carmo
Fadista
O que pensa do turismo em Lisboa
e dos turistas que nos visitam?
Em 2006 falar sobre turismo é perder-se numa
imensidão de conceitos.
Começamos pela curiosidade, pelo desejo de ver,
de aprender, de perguntar, de permutar culturas,
civilizações e enfim viver com V maiúsculo na
intemporalidade e continuamos pela oferta
e pela democratização do turismo enquanto
indústria competitiva num mundo globalizado,
onde segundo o perfil do turista se oferece a
diferença ao melhor preço.
Portugal, país pequeno, muito antigo, bem
presente na história dos povos e, segundo
Agostinho da Silva, país que poderá de novo
marcar a história da Humanidade, deve, na minha
modesta opinião, pensar de uma forma profunda
que turismo quer oferecer, que tipo de turista
quer seduzir. Não basta o sol, o mar, a estrada, o
porto, o aeroporto e o hotel. É necessária uma
filosofia que passa pelo agigantamento de
auto-estima e de uma criação de sinergias entre
todos, olhando para o turismo como um desígnio
nacional. Uma das características naturais
que possuímos e que se revela em relação ao
chamado Primeiro Mundo como uma vantagem
é a nossa tradicional cordialidade e amabilidade
que são um trunfo maior num país que deseja e
precisa de turismo.
A recuperação do nosso património histórico e
cultural é seguramente indispensável, porque
séculos de história são uma mais-valia que não
temos o direito de subestimar.
Não existe no mundo uma oferta qualitativa de
peixe comparável à deste extremo ocidental
da Europa. A nossa gastronomia, que se vai
desenvolvendo de uma foram harmoniosa e cada
vez mais no respeito pela sua própria raiz, é um
aliado poderoso deste desígnio, assim como a
cada vez maior qualidade dos nossos vinhos que
pouco a pouco entram na selecção dos melhores.
Não me vou alargar em mais considerações, que
deixo para os especialistas, mas não me eximo
de uma sugestão que resulta do que aprendi
há décadas na Suíça – país de turismo por
excelência. A abertura de uma unidade hoteleira
ou de restauração não era possível sem que o seu
proprietário não possuísse uma licenciatura em
hotelaria e turismo.
Se não nos tornarmos profissionais nesta matéria
e se não estivermos atentos à descaracterização
sistemática da nossa paisagem e qualidade de
vida, estaremos condenados ao fracasso. Não o
desejo porque gosto profundamente do meu
querido Portugal!
49
• A FECHAR
TURISMO
deLISBOA
Uma boa notícia
Revista dirigida aos associados
do Turismo de Lisboa,
empresários, decisores
e estudiosos da indústria turística.
Director
Vítor Costa
[email protected]
TURISMO DE LISBOA
Tel: 21 031 27 00
Fax: 21 031 28 99
www.visitlisboa.com
[email protected]
•
Editor
20
50
ano
s de influên
ci
a
Edifício Lisboa Oriente,
Avenida Infante D. Henrique, 333 H
Escritório 49 • 1800-282 Lisboa
Tel. 21 850 81 10 - Fax 21 853 04 26
Email: [email protected]
Directora de Marketing
JOANA MACHADO
[email protected]
Secretariado
ANA PAULA PAIS
[email protected]
Director Comercial
NUNO MIGUEL DUARTE
[email protected]
Tel.: 96 214 93 40
Tel.: 21 850 81 10 • FAX: 21 853 04 26
Powered by Boston Media
Tiragem
2500 exemplares
Periodicidade
Mensal
Impressão
RPO
Depósito Legal
206156/04
Isento de registo no ICS ao abrigo
do artigo 9º da Lei de Imprensa
nº2/99 de 13 de Janeiro
Durante a sessão de inauguração da BTL, o
Presidente da AIP, Comendador Rocha de
Matos, anunciou a construção de um novo
Centro de Congressos, junto à FIL, no Parque
das Nações.
Trata-se de um novo equipamento, com
capacidade para acolher os grandes
Congressos até cerca de 10 mil participantes,
que vai enriquecer a Cidade de Lisboa. Com
este novo Centro de Congressos, a Cidade
passará a poder candidatar-se em melhores
condições a estes grandes eventos, em pé de
igualdade com a concorrência.
Lisboa é, já hoje, um destino de excelência
para o MICE e o novo equipamento
completará a oferta existente, tornando-a
ainda mais competitiva.
Este grande projecto, cuja concretização se
espera o mais depressa possível, reforça a AIP
como um parceiro fundamental do negócio
turístico de Lisboa, enquanto gestora dos três
principais equipamentos para o MICE: Centro
de Congressos da Junqueira, FIL e, agora, este
novo equipamento.
E tudo isto com uma característica
fundamental: é que, ao contrário da maioria
das situações existentes, mesmo em cidades
bastantes competitivas, a gestão destes
equipamentos não é subsidiada pelo Estado
ou pela autarquia.
Parabéns à AIP.
Repensar a BTL
Realizou-se mais uma edição da BTL, desta
vez mostrando alguns sinais de fragilidade do
evento.
A difícil situação económica que as empresas
e instituições atravessam é um dos factores
que afecta negativamente o evento.
Mas há um aspecto que também se tornou
evidente, e que foi a menor presença de
compradores estrangeiros.
É, pois, necessário que a BTL seja repensada
e revitalizada, pois Portugal e Lisboa não
podem perder a sua única feira de Turismo
internacional, nem esta pode deixar de
constituir uma oportunidade para vender o
destino Portugal.
O PENT
Uma das iniciativas que marcou a BTL foi o
anúncio do PENT – Plano Estratégico Nacional
do Turismo.
Trata-se de um documento elaborado ainda
sem participação dos actores relevantes,
mas que vai agora ser submetido a discussão
pública, que esperamos clarificadora.
Sobre a apresentação feita, que é a única
informação publicamente divulgada, pouco
se pode dizer: há muitas coisas que parece
virem de outros Planos e documentos
estruturantes; há aparentemente alguma
mistura com coerência duvidosa de
situações diferentes; não se percebe bem
se o documento servirá de base, e em que
condições, a um anunciado PIQTUR II; não
foram estabelecidos objectivos quantificados;
há algumas novidades aparentemente
interessantes e positivas.
Resta, agora, esperar por mais informação e
participar na discussão pública.
É, evidentemente, positivo que o Governo
estruture um pensamento estratégico
sobre o sector e ainda mais positivo que
se disponha a ouvir – e esperemos a
considerar – as opiniões dos intervenientes
no processo.
Mas também é importante que se passe à
prática o mais rapidamente possível.
Algumas das questões constantes do PENT
arrastam-se há muito; outras, entre as quais
a contratualização para 2007, não podem
esperar pelo fim do ano para se definirem
os termos da sua continuidade.
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
AOS ASSOCIADOS
DO TURISMO DE LISBOA
•
Assinatura anual
24 euros
Vítor Costa
Director-Geral do Turismo de Lisboa
Download

Oferta hoteleira cresce 113% em 15 anos