TURISMO deLISBOA Nº 25 - Janeiro de 2006 Estudo do Observatório do Turismo de Lisboa Oferta hoteleira cresce 113% em 15 anos Plano Estratégico do Turismo de Lisboa Um novo patamar de desenvolvimento Novo estudo confirma 15,6% de “desistências” Deslocalização do aeroporto afasta turistas OBSERVATÓRIO do TURISMO de LISBOA NO INTERIOR Índice LISBOA 1298 Dezembro de 2005 ÍNDICE Editorial, por Carlos Fontão de Carvalho ......................... 8 Noticiário Nacional ........................................................................ 10 Boletim Interno ................................................................................ 19 Observatório .................................................................................... 21 Noticiário Internacional .............................................................. 40 Novo estudo sobre deslocalização do aeroporto confirma 15,6% de “desistências” Que impacto é que poderia ter (se nada fosse feito…) na actividade turística da Cidade de Lisboa, a deslocalização do seu aeroporto internacional? Foi esta pergunta que o Turismo de Lisboa se colocou e, para encontrar a resposta, encomendou um estudo à empresa DOMP. Pág. 4 Market Place ...................................................................................... 44 A Fechar, por Vítor Costa ............................................................ 50 Visões por Arménio Matias, Luís Raposo e Carlos do Carmo Hotelaria de Lisboa cresce 113% Entre 1990 e 2005 a oferta de quartos de hotel nas categorias estudadas (2, 3, 4 e 5 estrelas) cresceu 113% e o número de quartos aumentou de 6.178 para 13.172. Pág. 33 Plano Estratégico do Turismo de Lisboa O Plano Estratégico do Turismo de Lisboa pretende catapultar Lisboa para um novo patamar de desenvolvimento turístico, num contexto de profundas mudanças da lógica de funcionamento do Turismo. O Plano foi aprovado na última reunião de Direcção e estará concluído em Junho de 2006. Pág. 36 Espanhóis preferem Lisboa para escapada de Dezembro O jornal espanhol Cinco Dias adiantou recentemente que Lisboa foi o primeiro destino escolhido pelos espanhóis para passar a “ponte” de Dezembro. Esta altura do ano, geralmente aproveitada para fazer um curto período de férias de Inverno, resultou num número significativo de turistas a viajar para Lisboa e, logo a seguir, para Praga, o segundo destino mais escolhido. O período compreendido entre 2 e 6 de Dezembro foi o mais solicitado nas agências de viagens e nos portais da Internet especializados, que disponibilizaram “boas ofertas” aos turistas de ocasião. O jornal adiantava ainda que, por esta altura, os cidadãos de Espanha eram responsáveis por 80 por cento da ocupação das unidades hoteleiras lisboetas. A proximidade é uma das principais razões apontadas para a escolha de Lisboa pelos espanhóis. 3 Deslocalização do Aeroporto Novo estudo confirma 15,6% de “desistências” 4 Que impacto é que poderia ter (se nada fosse feito…) na actividade turística da Cidade de Lisboa, a deslocalização do seu aeroporto internacional? Foi esta pergunta que o Turismo de Lisboa se colocou. Para encontrar a resposta, encomendou um estudo à empresa DOMP. Viagens a Lisboa O objectivo do estudo é aferir qual o impacto nas visitas à Cidade de Lisboa da deslocalização do seu aeroporto internacional para a Ota, isto é, se o aumento da distância do acesso aeroportuário para 53 km levaria à anulação da vinda à capital portuguesa. Simultaneamente, procedeu-se à caracterização dos turistas em termos de origem dos visitantes, tempo de viagem origem-destino, duração da estada em Lisboa e motivo da visita. Também se procurou avaliar se um aumento de taxas aeroportuárias implicaria a anulação da viagem a Lisboa e estabelecer a importância do tempo de transporte entre o aeroporto e a cidade, assim como identificar o tempo de viagem considerado aceitável e qual o preço razoável para a deslocação. Foram inquiridos hóspedes de hotéis de Lisboa que se deslocaram de avião num total de 539 entrevistas. Efectuou-se uma estratificação proporcional à categoria dos hotéis pelo peso dos hóspedes ajustados à taxa de utilização do avião como meio de transporte para alcançar Lisboa. Os trabalhos decorreram entre 15 e 19 de Dezembro de 2005. A abordagem dos inquiridos foi feita aleatoriamente. Utilizou-se o método das entrevistas pessoais apoiadas por questionário estruturado de perguntas abertas e fechadas em alemão, espanhol, francês e inglês. Foi pedido aos turistas para reflectirem na viagem que estavam a fazer à Cidade de Lisboa. Neste contexto, inquiriu-se: “Caso o aeroporto se situasse a 53 km da cidade teria realizado esta viagem?”. As respostas “Certamente não” e “Provavelmente não” totalizaram 17,8%. Gostaria que reflectisse na viagem que efectuou à cidade de Lisboa. Caso o aeroporto se situasse a 53 Km da cidade teria realizado esta viagem? Cenários hipotéticos PROBABILIDADE DE EXCLUIR LISBOA DOS FUTUROS DESTINO DE VIAGEM... ... se o aeroporto for deslocalizado para a Ota ... se o preço da viagem do futuro aeroporto até à cidade de Lisboa for superior ao PC (25,53€) ... se o aeroporto for deslocalizado e o preço da viagem desse aeroporto até à cidade de Lisboa for superior ao PC (25,53€) 5 Abordou-se, seguidamente, a probabilidade de excluir a Cidade de Lisboa dos futuros destinos de viagem dos turistas com o aeroporto internacional deslocalizado para a Ota. Assim, perguntou-se, face ao novo facto, “qual a probabilidade de excluir a Cidade de Lisboa dos seus futuros destinos de viagem”. As respostas “Certamente excluirei” e “Provavelmente excluirei” somaram 15,6%. ... se o aeroporto for deslocalizado para a Ota ... se o preço da viagem do futuro aeroporto até à cidade de Lisboa for superior ao PO (20,58€) O novo aeroporto internacional de Lisboa (Ota) vai situar-se a 53 Km da cidade. Tendo em conta este facto, qual a probabilidade de excluir a cidade de Lisboa dos seus futuros destinos de viagem? ... se o aeroporto for deslocalizado e o preço da viagem desse aeroporto até à cidade de Lisboa for superior ao PO (20,58€) Caracterização da amostra Duração da estadia - Dias Sexo Homens em maior número City breakers dominam Motivo da visita Classe etária Turismo de Negócios é um segmento mais importante Maioria entre os 25 e os 44 anos País de residência Tipo de voo utilizado Charters têm pouca expressão 6 Reino Unido, França e Espanha – os principais mercados Duração da viagem Horas (desde o local de origem - residência - até ao alojamento - hotel em Lisboa) Habilitações literárias Maioria esmagadora de nível universitário Situação perante o trabalho Principalmente, activos Maioria a menos de 3 horas Categoria dos Hotéis 4 estrelas com maior fatia Assinale-se que os resultados desta pergunta coincidem praticamente com os obtidos no estudo anterior promovido pela consultora Roland Berger e disponível no site da NAER. Seguidamente, inquiriu-se os turistas acerca da importância – na escolha de um destino - do tempo de transporte entre o aeroporto e a cidade a que se pretendem deslocar. Perante a pergunta sobre a importância deste factor, 35,8% dos inquiridos responderam “Muito importante” e “muitíssimo importante”. Meios de transporte Aproveitou-se a oportunidade para hierarquizar os factores de escolha do meio de transporte entre aeroporto e cidade. A segurança foi, de longe, o factor mais referido. Qual dos seguintes factores considera mais importante na escolha do meio de transporte, para a sua deslocação do aeroporto até à cidade de Lisboa? Diga-me, por favor, em que medida considera o tempo de transporte, entre o aeroporto e a cidade a que se pretende deslocar, importante para a escolha de um destino? Pretendeu-se, ainda, avaliar da importância do preço das taxas aeroportuárias na formação da decisão de uma viagem. A pergunta: “Actualmente, o valor médio das taxas aeroportuárias no aeroporto da Portela é de cerca de 30 euros. Caso este valor aumente cerca de 25%, qual a probabilidade de excluir a Cidade de Lisboa dos seus futuros destinos de viagem?”. As respostas “Certamente excluirei” e “Provavelmente excluirei” totalizaram 14,1%. Actualmente o valor médio das taxas aeroportuárias no aeroporto da Portela é cerca de 30 Euros. Caso este valor aumente cerca de 25%, qual a probabilidade de excluir a cidade de Lisboa dos seus futuros destinos de viagem? Finalmente, perguntou-se aos turistas qual o meio de transporte preferido neste tipo de deslocação, sendo que o táxi “bateu” todos os concorrentes. Qual dos seguintes meios de transporte prefere, na deslocação do aeroporto até à cidade de Lisboa, tendo em conta os factores referidos na questão anterior? Hotéis que participaram no estudo Ibis Lisboa Suíço Atlântico Roma VIP Zurique Novotel Lisboa VIP Berna Best Western Eduardo VII Olissipo Marquês de Sá D. Carlos Park Almirante D. Carlos Liberty Lisboa Marriott Sana Metropolitan Vila Galé Ópera Best Western Altis Parque Tivoli Tejo Mundial Holiday Inn Continental Sana Lisboa Park Villa Rica Sofitel Lisboa Real Parque Açores Lisboa Fénix Marquês de Pombal Lisboa Plaza AC Lisboa Lisboa Sheraton & Towers Tivoli Lisboa Le Meridien Park Atlantic Lisboa Dom Pedro Lisboa Ritz Four Seasons 7 EDITORIAL AL Um novo ciclo com empenho renovado e muita determinação 8 Esta é a primeira vez que me dirijo aos leitores da Revista Turismo de Lisboa e aos associados que fizeram da instituição Turismo de Lisboa aquilo que ela é hoje. Ao assumir a responsabilidade de presidir à ATL quero assegurar a todos que o empenho da Câmara Municipal de Lisboa neste projecto vencedor será reforçado e que os laços entre estas duas instituições serão estreitados. Quero ainda sublinhar o trabalho realizado até aqui pela direcção anterior, cuja qualidade faz crescer o nível de responsabilidade e nos torna a todos muito motivados. Estou determinado a pegar nesta herança como ponto de partida para um tempo novo, pleno de desafios a que saberemos todos corresponder, como sempre temos feito desde que esta Associação foi criada. O Turismo de Lisboa, porventura como poucas outras Associações, tem sido capaz de demonstrar como o trabalho em parceria entre os sectores público e privado pode dar resultados que, de outra forma, seriam inalcançáveis. É neste fórum que têm sido reunidos os consensos necessários para transformar o posicionamento internacional de Lisboa enquanto destino turístico, no que já foi considerado um “caso de estudo”. A verdade é que a notoriedade da Cidade e da Região não têm parado de aumentar e que o contributo da ATL para esta realidade tem sido absolutamente determinante. A partir de 2007, uma invulgar conjugação de acontecimentos vai colocar grandes desafios ao Turismo de Lisboa, pelo que é preciso preparar o futuro sob pena de virmos a ser ultrapassados por ele. É desta forma que nasce o Plano Estratégico do Turismo de Lisboa, cujo lançamento foi aprovado na primeira reunião de Direcção a que tive a honra de presidir. Este Plano Estratégico, para o período 2007-2010, pretende aprofundar a dinâmica que a capital e a Região têm conhecido na última década no sector do Turismo. Com ambição, estabelecemos como meta atingir um novo patamar de desenvolvimento. Para o conseguir temos a consciência de que, mais do que não temer a mudança, devemos estar conscientes de que ela é fundamental para reforçar o sucesso do Turismo de Lisboa, tal como hoje o conhecemos. Carlos Fontão de Carvalho Presidente do Turismo de Lisboa “ Ao assumir a responsabilidade de presidir à ATL quero assegurar a todos que o empenho da Câmara Municipal de Lisboa neste projecto vencedor será reforçado e que os laços entre estas duas instituições serão estreitados. “ 9 • NOTICIÁRIO RIIIO O NACIONAL 10 Rali Dakar deu a Lisboa o “melhor Dezembro de sempre” A região de Lisboa, juntamente com a do Algarve, registaram, no ano passado, “o melhor Dezembro de sempre” em termos turísticos, principalmente devido à realização do Lisboa-Dakar, garantiu recentemente o Secretário de Estado do Turismo. Bernardo Trindade, que falava perante os deputados na sub-comissão parlamentar do Turismo, ao referir-se ao Lisboa-Dakar, cuja realização vai repetir-se em Portugal este ano e em 2007, salientou os sete mil artigos publicados e as 800 mil cópias distribuídas que deram uma visibilidade internacional ao país. O retorno do investimento vai concretizar-se a “curto prazo”, acrescentou ainda o representante do Governo. Por outro lado, “temos oportunidade de corrigir o que correu menos bem” e voltar a ter um bom desempenho do sector turístico incentivado pelo evento”. Os MTV Awards, em Lisboa, que contribuíram para o reposicionamento da marca Portugal e da marca Lisboa, no segmento entre os 18 e os 40 anos, também foi citado por Bernardo Trindade, bem como o Portugal Match Cup Cascais. Para 2006 e 2007 Portugal tem agendados acontecimentos como o Rock in Rio Lisboa, as comemorações do Dia Mundial do Turismo pela Organização Mundial do Turismo (OMT) e o Campeonato Mundial de Vela, cuja preparação está já a ser trabalhada por uma comissão. Bernardo Trindade avançou ainda que Portugal demonstrou interesse em realizar o “Fórum Europeu do Turismo” no segundo semestre de 2007, que coincide com a presidência portuguesa da União Europeia. Dese p Desempenho penho de d Outubro globalmente global globa globalment llmentte te positiv positivo A informação mensal sobre os índices turísticos, da Direcção-Geral do Turismo, dá conta de que a performance de Lisboa mantém a tendência de crescimento. Em termos globais, os passageiros desembarcados registados até Outubro de 2005, representam um acréscimo de 8% relativamente a igual período de 2004. Em termos absolutos, o crescimento mais elevados verificou-se no aeroporto de Lisboa, com mais cerca de 25 mil passageiros. No que diz respeito ao peso dos voos low-cost, este continua a aumentar, representando já cerca de 20% do total de ligações operadas de e a partir dos aeroportos nacionais. Já nos movimentos marítimos, o desempenho de Lisboa é menos positivo, registando-se uma quebra de 3,1% no número de passageiros desembarcados (menos 6.616). O peso relativo dos passageiros em trânsito continua a ser esmagador, constituindo 98,5% dos movimentos de passageiros nos portos marítimos nacionais. Nos alojamentos, os principais mercados emissores assumem comportamentos positivos no passado mês de Outubro, com destaque para os mercados holandês e britânico, com acréscimos de 15,9% e 13,4%, respectivamente. O período entre Janeiro e Outubro do ano passado foi caracterizado por uma subida global de 4% nas dormidas. Em Lisboa, a subida foi de 3,1%. Globalmente, e em termos de receitas de Turismo, até Setembro de 2005 totalizaram, a preços correntes, 656,5 milhões de euros, ou seja, mais 6,2% do que em Setembro de 2004. Quanto às despesas, cresceram 5,4% para 216 milhões de euros. 11 Voos low-cost continuam a aumentar, representando já cerca de 20% do total de ligações. Durante o ano de 2006 Arteh quer duplicar hotéis A Arteh – Hotels and Resorts pretende alargar a sua rede a 100 hotéis durante 2006, noticiou o Turisver. Depois da adesão do Hotel Aviz, um hotel de quatro estrelas com 70 quartos inaugurado em Setembro passado, a cadeia anunciou outras adesões durante a BTL, que aumentaram de 48 para 58 o número de unidades aderentes. De acordo com João Pedro Neto, director de marketing da Arteh, citado pela Turisver, o Hotel Aviz é uma unidade que “enriquece e prestigia a oferta da Arteh e reforça a sua capacidade no centro de Lisboa”. A Arteh, que neste momento se assume como “a maior marca de hotéis de luxo em Portugal”, tem como objectivo atingir as 100 unidades durante o ano de 2006, principalmente com adesões de hotéis no estrangeiro. Segundo João Pedro Neto, “em Portugal, já estamos quase no limite”, pelo que “não acredito que iremos crescer muito mais”, declarou. • NOTICIÁRIO NACIONAL VISÕES Arménio Matias Presidente da ADFER – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário Considera que as decisões sobre a Ota e o TGV foram baseadas em critérios razoáveis? 12 A futura rede de Alta Velocidade (AV) que resultou da Cimeira da Figueira da Foz e que o actual Governo mantém, tem, no essencial, uma concepção correcta. Errada está a prevista ligação Lisboa – Algarve que deve fazer-se via Sines e entrar pelo Barlavento para servir todo o Algarve e o Litoral do Alentejo. Indefinido continua o desenho da AV na região de Lisboa, em grande medida, consequência da escolha do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL). Discutível é o calendário previsto para a execução da AV que devia dar prioridade às ligações internacionais e seguir a passada da Espanha. Viciado foi o processo do NAL. Porque: não considerou com rigor os efeitos da AV sobre o transporte aéreo (pode ampliar a vida da Portela por cerca de uma década); não analisou com profundidade a solução combinada Portela+Montijo, viável segundo o estudo da ANA de 1994, capaz de prolongar, ainda mais, a vida da Portela; não se fez um estudo actualizado, considerando todo o território da região de Lisboa e o seu sistema de acessibilidades previsto, sobre o NAL e a sua futura expansão; se esconderam ou ignoraram estudos feitos de 74 a 98 que contradizem a tese da Ota; se exponenciaram determinados aspectos ambientais para precipitar a decisão sobre o NAL; se desprezou o impacto ambiental e económico resultante da construção do NAL sobre leitos de ribeiras e em terreno acidentado, que exige a movimentação de 50 milhões de m3 de terras, o equivalente à construção da muralha da China ao longo de toda a fronteira luso espanhola; se desprezou o efeito sobre o turismo, a sinistralidade rodoviária e as actividades económicas da localização do NAL a cerca de 50 km da origem/destino do seu mercado; porque se ignorou a existência, na margem esquerda do Tejo, de um vasto território plano e despovoado, em parte público (Base do Montijo e Campo de Tiro de Alcochete), com potencialidades de proporcionar um NAL de baixo custo, com capacidade de expansão ilimitada, a menos de metade da distância de Lisboa. Portugal merecia que os seus interesses fossem melhor acautelados! Estudo importante ficou por mostrar ADFER lança alerta sobre a Ota A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário (ADFER) manifestou-se recentemente contra a forma como o Governo se decidiu pela construção de um novo aeroporto na zona da Ota, acusando o executivo de não ter mostrado todos os estudos sobre a localização da nova infra-estrutura aeroportuária. Para o presidente da ADFER, Arménio Matias, trata-se de “um gravíssimo erro estratégico” concluir os estudos e aprovar a localização do novo aeroporto antes de estar definida e aprovada a nova rede ferroviária de bitola europeia e Alta Velocidade, nomeadamente o acesso desta a Lisboa. Este responsável defende ainda que a entrada em funcionamento das novas linhas permitiriam prolongar o funcionamento da Portela por cerca de uma década. “A localização do novo aeroporto sobre o eixo ferroviário LisboaPorto apenas faz concorrência ao Aeroporto Sá Carneiro, no Porto. No entanto, se tivesse ficado decidida a localização sobre o eixo Lisboa-Madrid, faria concorrência aos aeroportos de Madrid e de Faro, consolidando a posição portuguesa nos tráfegos intercontinentais para algumas regiões das Américas e de África, complementando o Aeroporto de Faro no tráfego turístico”. Estudo diz que Ota é a pior solução Num comunicado disponível no site da ADFER na Internet pode ainda ler-se que “a ANA e a NAER optaram por não divulgar, por ocasião da apresentação pública do processo de decisão sobre o novo aeroporto de Lisboa, os estudos feitos entre 1974 e 1998. É uma decisão só compreensível à luz de um processo sem a suficiente prudência e transparência”. Um desses estudos, realizado em 1994, pela ANA e disponível para consulta em http://adfer.cp.pt, na altura em que Ferreira do Amaral era Ministro das Obras Públicas, compara a Ota, Rio Frio e o Montijo, este último com duas alternativas. Para a ADFER, é importante que esta pesquisa seja divulgada, “porque prova que a Ota é a pior das quatro solução consideradas, porque demonstra que a solução “Portela+1”, neste caso Portela+Montijo, é viável, porque contém um conjunto vasto de argumentos dados pelos especialistas seus autores que contrariam as teses oficiais que suportaram a recente decisão”. O comunicado da ADFER termina a dizer que “o País tem razões para pôr em causa a opção da Ota, contestada a tempo por quem representa o mercado, por quem tem a exploração e pelos políticos eleitos pela principal região que o novo aeroporto serve”. Novos voos low-cost para Lisboa Voos têm origem em Londres, Paris e Milão EasyJet lança três novas ligações A partir de 1 de Março, a companhia low-cost easyJet vai abrir duas novas rotas com destino à capital portuguesa, a partir de Londres e Paris, e a 14 de Abril com origem em Milão (Malpensa). As ligações vão ter frequência diária com preços a partir de 30,99 euros (LondresLisboa), 41,99 euros (Paris-Lisboa) e 30,99 euros (Milão-Lisboa). A easyJet refere, em comunicado, que “as novas rotas reflectem o compromisso de expansão da companhia” ligando cidades populares “para assegurar aos passageiros o fácil acesso aos destinos mais atractivos”. Especificamente no caso de Lisboa, os representantes da companhia sublinham que estas novas ligações vão tornar “mais fácil e acessível visitar esta cidade da moda, que tanto tem para oferecer”. Os bilhetes já estão disponíveis no site da easyJet (www.easyjet.com), desde 6 de Janeiro. 13 Monarch Scheduled reforça voos A companhia low-cost Monarch Scheduled anunciou que vai aumentar o número de frequências para Lisboa, desde Londres (Gatwick) para Lisboa, a partir do próximo Verão. Ao todo vão ser dez os voos semanais, o que representa um aumento da capacidade na ordem dos 43% relativamente ao Verão de 2005. Este operador low-fare vai passar a ter uma segunda ligação às segundas, quartas e sextas, de Lisboa para Londres às 17h45, mantendo-se o voo diário de Londres para Lisboa às 6h10. As novas frequências de Londres para a capital portuguesa realizamse também às segundas, quartas e sextas, com saída de Gatwick às 14h15 e chegada à Portela às 16h45. Madrid-Lisboa Nova ligação da Vueling em Fevereiro O director-geral da Vueling, Lázaro Ros, anunciou em conferência de imprensa, nas instalações do Turismo de Lisboa, que esta companhia low-cost vai operar uma nova rota para Lisboa a partir de Madrid, com início a 20 de Fevereiro. O novo voo diário vai sair de Madrid pelas 13h30, chegando a Lisboa às 13h20. A partida de Lisboa é às 14h55 e a chegada à capital espanhola às 17h05. Os objectivos da Vueling para esta nova ligação, em 2006, passam por transportar cerca de 80.000 passageiros, nos 600 voos para Lisboa. A companhia low-fare que voa de Barcelona para Lisboa desde Maio de 2005, já transportou cerca de 50.000 passageiros da capital catalã, facto que leva o responsável da Vueling a ter “previsões tão boas na rota para Madrid”. • NOTICIÁRIO NACIONAL “O Poder da Arte” Serralves na Assembleia da República A primeira grande exposição de Serralves em Lisboa mostra no Palácio de São Bento obras pertencentes à Colecção da Fundação. São mais de 60 peças de 53 artistas portugueses e estrangeiros que vão estar expostas até meados de Abril. 14 Arte confronta arquitectura A Fundação de Serralves apresenta, de 12 de Janeiro a 16 de Abril, na Assembleia da República, em Lisboa, a exposição “O Poder da Arte”, composta por 66 obras pertencentes à Colecção da Fundação. Durante todo o período da exposição podem ser admiradas peças de 53 artistas que abrangem pintura, vídeo, escultura, instalação, livros de artista, fotografia e cartazes, seleccionados em função dos espaços do Palácio de São Bento. Uma grande instalação de Pedro Portugal, que vai ocupar a escadaria principal da Assembleia, e uma intervenção vídeo na fachada do Palácio, só visível à noite, da autoria de João Paulo Feliciano, são as duas obras criadas especificamente para esta exposição. Apesar de ser da exclusiva responsabilidade da Fundação de Serralves e do Director do Museu, João Fernandes, comissário da exposição, a programação deste projecto contou com o apoio do Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e foi definida em articulação com a Comissão dos Assuntos Culturais da Assembleia da República, presidida pela Deputada Matilde Sousa Franco (PS) e que integra Zita Seabra (PSD), Teresa Caeiro (CDS/PP), Luísa Mesquita (PCP), Fernando Rosas (Bloco de Esquerda) e José Luís Ferreira (Partido “Os Verdes”). “O Poder da Arte” é uma exposição que apresenta em espaços escolhidos da Assembleia da República um conjunto relevante de obras de arte contemporânea pertencentes ao acervo da Fundação de Serralves, assim como alguns projectos de artistas especificamente realizados para esta ocasião. A exposição desenvolve-se num itinerário que vai permitir aos seus públicos visitar muitos dos espaços mais nobres da Assembleia da República, num confronto inesperado e surpreendente entre as suas características arquitectónicas e as obras de arte que neles vão ser instaladas. Cada obra desafia deste modo o reconhecimento dos lugares, assim como as expectativas acerca dos espaços de apresentação da arte nos nossos dias. Vários espaços no exterior como a escadaria da Assembleia, vão ser igualmente utilizados de modo a suscitar uma intervenção da exposição na vida quotidiana da cidade, estimulando o convite à visita dos espaços interiores do Parlamento. Sendo o espaço que determina a selecção das obras, o percurso da exposição propiciará igualmente uma nova experiência dos espaços interiores do Parlamento, nomeadamente do Átrio de entrada, da Sala dos Passos Perdidos, do Salão Nobre, da Sala do Senado, dos corredores circundantes da Sala das Sessões, ou do Antigo Refeitório dos Frades, entre outros. As visitas realizam-se de Terça-Feira a Domingo, das 10h às 18h, sendo todas elas guiadas e em grupos de 25 pessoas. A entrada é gratuita. A exposição vai permitir visitar muitos dos espaços mais nobres da Assembleia da República, num confronto inesperado e surpreendente entre as suas características arquitectónicas e as obras de arte que neles vão ser instaladas. Parque das Nações impressiona delegação japonesa Uma delegação oficial japonesa, chefiada pelo Ministro de Estado para a Reforma Reguladora, Reforma Administrativa e Zonas Especiais para as Reformas Estruturais e Revitalização Regional, Kouki Chuma, visitou o Parque das Nações, em Lisboa, no passado dia 11, tendo-se manifestado “bastante emocionada” com a obra realizada pela Parque EXPO. O Japão organizou em 1970 a Exposição de Osaka e em 2005 a de Aichi, mas Kouki Chuma considerou que a EXPO ’98 não só foi um “grande sucesso” como a Parque EXPO deu um “grande passo” no desenvolvimento urbanístico do território nacional ao aproveitar a experiência acumulada com o evento. Face às experiências japonesa e portuguesa nesta área, o ministro nipónico lamentou que a empresa do seu país não seguisse a internacionalização que a Parque EXPO está a empreender, designadamente no Brasil. O Presidente da Parque EXPO, Rolando Borges Martins, explicou à comitiva japonesa, constituída por dez pessoas, a missão e as actividades da Empresa em território nacional e no estrangeiro, após o que a delegação visitou o Parque das Nações, e nomeadamente o Oceanário de Lisboa, o segundo maior do Mundo a seguir ao de Osaka, no Japão. 15 • NOTICIÁRIO Novas regras sobre azeite à mesa NACIONAL ARESP teme aproveitamento dos produtores A Associação da Restauração e Similares de Portugal (ARESP), manifestou-se preocupada com as notícias “confusas” a propósito da nova disposição legal que impede a utilização de galheteiros à mesa, obrigando a disponibilizar azeite em embalagens invioláveis e rotuladas e fala num quase inevitável aumento dos preços de aquisição ao produtor. Os estabelecimentos de hotelaria, de restauração e de bebidas, podem apresentar unidoses em saquetas ou garrafas pequenas, mas também outras garrafas de maior capacidade, desde que munidas de um sistema de abertura que perca a sua integridade após a primeira utilização e que não permita a sua reutilização (Portaria nº 24/2005), ao contrário do que acontecia com o uso do tradicional galheteiro do azeite. Todos os restantes temperos, incluindo o vinagre, não estão abrangidos pelas novas regras. A ARESP, em comunicado acrescenta que não pode aceitar “aproveitamentos dos embaladores de azeite, que utilizam esta situação para aumentar os seus preços de venda às nossas empresas. Estamos num ano de profunda crise económica, actualmente agravado com aumentos exponenciais dos nossos custos operacionais, como a electricidade, com um aumento inaceitável em 2006 de 14,9%. Não podemos suportar mais custos acrescidos”. Para além disso, a ARESP não aceita que os associados façam “publicidade gratuita às marcas de azeite, levando a ‘marca à mesa’, nas garrafas adquiridas, para oferecer o conteúdo aos clientes”. A questão ambiental é também levantada, uma vez que nem o Governo nem os embaladores apresentaram uma solução “para resolver o problema do aumento da poluição ambiental, através da colocação no mercado de milhões de garrafas usadas, com resíduos de azeite, altamente poluidoras”. Apesar das reservas levantadas, a ARESP assegura que os associados “estão preparados e a cumprir a nova legislação, assim como as regras de higiene e segurança alimentar”. 16 Estrelas de “CSI Miami” fascinadas com Lisboa Os actores norte-americanos Khandi Alexander e Adam Rodriguez, mais conhecidos do público como Alexx e Eric da série policial “CSI Miami” estiveram recentemente em Lisboa, tendo referido que “é uma cidade fantástica”. De passagem pela capital portuguesa, a convite de uma conhecida marca portuguesa de moda, os dois actores confessaramse rendidos às paisagens lisboetas, com destaque para o Castelo de São Jorge, como foi o caso de Adam Rodriguez. Já a actriz Khandi Alexander gostou mais da zona das Docas, que a fez lembrar de Nova Iorque, a sua cidade natal. “Senti-me em casa”, diria mesmo, lamentando o pouco tempo livre que tiveram para conhecer Lisboa. Hotel Dom Pedro acolheu os actores Durante a estada em na capital portuguesa, os dois “investigadores” de “CSI Miami” ficaram alojados no Hotel Dom Pedro Lisboa, tendo sido recebidos por Pedro Ribeiro, Director de Vendas e Marketing do grupo Dom Pedro Hotels. “Cowlumbus” já chegou a Lisboa No âmbito da Cow Parade, que este ano se realiza em Lisboa, foi instalada frente ao Centro Comercial Colombo a “Cowlumbus”, uma escultura com mais de quatro metros, suportada por uma estrutura de 100 quilos. Esta vaca original, foi criada pelo artista plástico catalão Enric Aromi para a Cow Parade que se realizou no ano passado em Barcelona e representa os Descobrimentos, sendo uma versão “bovina” do monumento a Colombo, um dos mais conhecidos da capital da Catalunha. Iniciativa comemora meio século Grandes Veleiros da “Tall Ships’ Race” regressam a Lisboa Numa iniciativa destinada a celebrar os 50 anos da Regata de Grandes Veleiros realiza-se este ano, com início em Julho, a “50th Anniversary Tall Ships’ Races”. Este evento de dimensão internacional pretende assinalar a primeira vez que se realizou a regata, em 1956, entre Torbay, no sul de Inglaterra e Lisboa. A concentração dos veleiros vai acontecer em St. Malo, França, entre 6 e 9 de Julho, de onde vão partir rumo a Torbay, terminando o percurso marítimo em Lisboa, repetindo desta forma a regata de há meio século. Prevê-se que os veleiros participantes, de várias nações, comecem a entrar no porto da capital portuguesa a partir de 17 de Julho. No âmbito deste evento, Lisboa vai ter um Programa Oficial, de 20 a 23 de Julho, que culmina num desfile naval no rio Tejo, que vai ser, certamente, um espectáculo memorável com mais de uma centena de grandes navios a prestarem homenagem à cidade. Os veleiros seguirão depois em cruzeiro para Cadiz, Espanha, com escala neste porto de 26 a 29 de Julho e dali partem para a Corunha, também em cruzeiro, com escala de 7 a 10 Agosto. É nesse dia que os veleiros participantes vão partir para a segunda regata, com destino ao porto de Antuérpia, na Bélgica, onde ancoram de 19 a 22 de Agosto, para a celebração final do evento. Em 1956, a primeira regata entre Torbay e Lisboa contou com a participação de 20 veleiros, entre os quais o navio-escola “Sagres” Iniciativa com origens humanistas 17 Esta regata tem um significado particular para Portugal e para a cidade de Lisboa em particular. Neste 50.º aniversário pretende-se também comemorar os valores que lhe deram origem. Em 1954, o Embaixador de Portugal no Reino Unido, Pedro Theotónio Pereira, e um advogado londrino, Bernard Morgan, ambos apaixonados pela vela e pelos desportos náuticos, pensaram numa iniciativa que reunisse os Grandes Veleiros ainda existentes depois da 2.ª Guerra Mundial e permitisse que embarcassem neles jovens instruendos, com o objectivo de enriquecerem as suas qualidades e capacidades pessoais, através da vida a bordo, da camaradagem e dos contactos com jovens de outras nacionalidades. Com o apoio do Duque de Edimburgo e de Lorde Mountbatten, foi formada uma comissão que, em 1956 arrancou com este projecto. A primeira regata entre Torbay e Lisboa contou com a participação de 20 Grandes Veleiros, entre os quais um bem conhecido dos portugueses, o navio-escola “Sagres”. O sucesso foi de tal ordem que, desde esse ano, a regata nunca mais deixou de se realizar, primeiro de dois em dois anos, até 1964 e depois anualmente, tendo aumentado a participação para os actuais 100 a 120 veleiros, de vários países da Europa, América do Sul e do Norte, bem como da Ásia e da Oceânia. Lisboa-Dakar começou com plantação de 40 mil árvores Numa iniciativa ligada ao rali Lisboa-Dakar, ainda antes do arranque da prova, a João Lagos Sports, em articulação com a Comissão Nacional de Combate à Desertificação, procedeu à plantação de 40 mil árvores, que cobrem cerca de 40 hectares de terreno, em zonas de passagem da prova no território nacional. Os principais destinatários desta iniciativa foram os concelhos de Portimão e de Castro Marim. O arranque desta reflorestação aconteceu na Tapada de Mafra, com a presença dos principais pilotos portugueses que participaram no LisboaDakar, que plantaram as primeiras árvores. Promoção turística de Lisboa apresentada como caso de estudo 18 O livro “Marketing Estratégico Internacional”, de José Júlio Caleia Rodrigues, que apresenta vários exemplos bem sucedidos de estratégias de marketing, refere o Turismo de Lisboa como um “case study”. O Comendador José Júlio Com o título “As cidade também se Caleia Rodrigues é mestre promovem”, o capítulo dedicado em Economia Política a Lisboa começa por referir que a Internacional e foi consultor posição da capital portuguesa alterou- económico das embaixadas portuguesas em Israel, se para melhor no palco do turismo Namíbia, África do Sul e urbano europeu, quando a Conde Marrocos, sendo, ainda, Nast Traveller, uma prestigiada revista delegado do ICEP nestes países do sector turístico a colocou “entre os destinos mais persuasivos para um fim-de-semana longo na Europa, para os norte-americanos”, dando um sinal bem claro da nova tendência. Para José Caleia Rodrigues, isto só aconteceu devido a “uma melhoria do posicionamento relativo” de Lisboa entre os vários destinos turísticos de referência, que passou “necessariamente, pela execução e implementação de um programa de marketing turístico urbano consistente”, reconhecendo que “promover uma cidade é promover algo único, já que não existem duas cidades iguais”. Para este resultado, tem contribuído, em muito, o acompanhamento quotidiano da opinião dos turistas sobre a cidade, promovendo” a reengenharia do produto de forma a melhorar a oferta de forma sistemática”. Para o autor desta obra, o ponto de viragem foi a Expo 98, evento aproveitado como forma de permitir, de forma sustentada, o “catapultar” da cidade para uma posição de maior destaque no palco do turismo urbano mundial. É ainda sublinhado que o Programa Lisboa 2010, nesta altura a meio da sua execução está a ser concretizado “sem o menor abrandamento da sua cultura de sucesso”. O livro foi lançado no passado mês de Dezembro. Eléctricos de Sintra retomam circulação em Fevereiro Depois de terem estado parados durante um mês, por causa das obras do centro Ciência Viva e das novas garagens, os eléctricos de Sintra retomam a circulação no fim-de-semana de 3,4 e 5 de Fevereiro. Esta intervenção obrigou ao levantamento da via-férrea na zona da Ribeira de Sintra, que foi alvo de reconstrução, tendo sido substituídos alguns dos carris, que apresentavam já evidentes e profundos sinais de desgaste, depois de 100 anos de utilização. Planos das marcas Portugal e regionais para 2006 aprovados Os planos para a promoção turística referentes à marca Portugal, bem como às diversas marcas regionais, durante o ano de 2006, foram aprovados no Conselho Estratégico da Promoção Turística. Nesta reunião, realizada dia 6 de Dezembro último, os planos foram validados pela Secretária de Estado do Turismo, pelo Instituto de Turismo de Portugal (ITP), pelas Agências Regionais de Promoção Turística e pelas associações empresariais. No que diz respeito ao protocolo de colaboração que rege a relação entre o ITP e o ICEP, este mantém-se em vigor e com objectivos claramente definidos relativamente à promoção no exterior. Golfe em destaque na BTL O Espaço Golfe, a área da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) inteiramente dedicada a este produto turístico de excelência, apresentou aos operadores os produtos e serviços ligados ao Golfe e ainda o Torneio de Golfe da BTL, dia 21 de Janeiro, no Campo Real, da Região de Turismo do Oeste. Este ano foi disponibilizada uma nova área, para que os visitantes pudessem entrar em contacto com esta modalidade, através de um simulador. Num cenário quase real, os jogadores puderam experimentar shots e até jogar num campo de 18 buracos. Nesta edição da BTL realizou-se ainda um seminário do Conselho Nacional da Indústria de Golfe, com o tema “Portugal destino de Golfe – Aumentar e qualificar a oferta”. • BOLETIM INTERNO Produtos tradicionais de Santarém na Loja de Artesanato da ATL em Lisboa A partir de agora podem ser adquiridos vinhos, azeites e compotas de Santarém, na Loja de Artesanato da ATL. A iniciativa que tem como finalidade dar a conhecer os produtos de Santarém, assim como reforçar a imagem turística deste concelho junto de um novo target foi apresentada no dia 30 de Dezembro, em Lisboa e contou com a presença do vereador do Turismo da Câmara de Santarém, Ramiro de Matos e do Director-geral da Associação de Turismo de Lisboa, Vitor Costa, entre outros. Estiveram também nesta acção alguns representantes dos produtores regionais que apoiam esta acção, entre eles os Azeites Quinta da Juncal, ScalRegional – Sabores do Campo, Azeites Choufarra, Adega Cooperativa de Alcanhões e Quinta da Ribeirinha. Durante a prova, Ramiro de Matos frisou que “esta iniciativa conjunta entre a Câmara de Santarém e a Associação Turismo de Lisboa é de louvar”, já que “Santarém, embora esteja a poucos quilómetros de Lisboa, é considerada uma cidade mais de interior apresentando, por isso, alguma dificuldade na captação de turistas. Perante isto, a promoção destes produtos – azeites, compotas e vinhos - é óptima para a imagem do concelho e espero que dê visibilidade aos nossos produtos e aos nossos produtores”. Da parte da ATL, Vitor Costa espera também que esta acção “tenha sucesso e se prolongue por muito tempo, no sentido de trazer vantagens para todos: para os produtores, para a nossa loja do Lisboa Welcome Center e para a imagem de Santarém e do Ribatejo”. Quinta do Juncal lança linha cosmética Durante a prova de compotas, vinhos e azeites foi apresentado o novo sabonete “Juncal”, da Quinta do Juncal. Trata-se de um produto natural feito à base de azeite e que surgiu, segundo a empresária Maria João, de vários contactos internacionais. “Nas viagens que faço à Europa apercebi-me de que o azeite não faz parte só da culinária mas também de uma vasta linha de cosmética. Foi então que em Outubro de 2005 decidimos apostar, para além dos azeites, na cosmética”. Depois do sabonete “Juncal”, que está à venda na loja do ATL por 4,50€ e nos armazéns da Quinta do Juncal, nas Comeiras de Baixo, na Primavera vai ser lançado um creme para as mãos, bem como um creme corporal. “Os novos produtos, criados num laboratório devidamente credenciado, vão poder ser adquiridos nas farmácias e em estabelecimentos de produtos naturais”, adiantou ainda Maria João, dos Azeites Quinta do Juncal. Diário de Bordo dos Órgãos Sociais Lapa Palace elogia Manual de Trabalho MICE da ATL Numa carta enviada à ATL, o Hotel Lapa Palace agradeceu o envio do Manual de Trabalho MICE e fez questão de sublinhar o “excelente trabalho conseguido”, através de “um exemplar completo de informação que, aliado à elegância e bom gosto, vem enaltecer sobriamente o Turismo de Lisboa”. Reunião da Direcção do Turismo de Lisboa de 10 de Janeiro • Aprovação da Acta da Reunião de Direcção de 07 de Dezembro • Elaboração de um Plano Estratégico para o Turismo de Lisboa • Prioridade dos PAE’s nas inscrições em feiras • Ratificação da designação do representante privado na Comissão de Gestão do PAE Estoril Novos sócios admitidos • • • • • • • • Arte Periférica, Galeria de arte pequena Mr. Friend, Empresa de animação turística Sesimbra Hotel & Spa, Hotel 4* Luxo A Outra Face da Lua, Loja pequena A Garrafeira Internacional, Gastronomia e vinhos Penha Longa Hotel & Golf Resort, Hotel 5* Bizarro, Restaurante Found You, Restaurante 19 • BOLETIM INTERNO PROMOÇÃO PLANO DE MARKETING E COMUNICAÇÃO DA REGIÃO DE LISBOA - Dezembro de 2005 MULTIPRODUTOS Participação em Encontros, Feiras e Workshops Gestão e organização da participação da ARPT Lisboa e respectivo trade em certames internacionais, através do portal das feiras de 2006. 20 Parcerias com Operadores Turísticos HOLANDA Estabelecimento e acompanhamento de parceria na produção de website de Lisboa e Região. Acção essencialmente destinada ao trade e produzida em parceria com a TAP – NL. HOLANDA Estabelecimento de parceria para a continuação do projecto “4YOU Travel Agents Club”, iniciado em 2004. Promoção da Região Lisboa junto do trade em parceria com a TAP – NL. ALEMANHA Estabelecimento de parceria para a produção de “window-displays” para acção junto de 300 agências de viagem. Promoção da Região Lisboa com o operador OLIMAR Reisen. ALEMANHA Estabelecimento de parceria para acções de promoção da Região Lisboa em projectos “online” utilizando três dos maiores websites de viagens. Projecto a desenvolver com o operador OLIMAR Reisen. ITÁLIA Estabelecimento de parceria para acções de promoção da Região Lisboa em projectos “online” utilizando as 7 marcas do Grupo ALPITOUR. EUA Estabelecimento de parceria para acções de formação junto do trade na promoção da Região Lisboa. Projecto a ser desenvolvido em parceria com o ICEP de S. Francisco e o operador CARLSON WAGONLIT Travel. EUA Estabelecimento de parceria de apoio a acção de formação junto dos representantes de vendas do operador COLLETE Vacations. Acção a ser monitorizada pela delegação do ICEP de S. Francisco. Promoção da Região de Lisboa. ÁUSTRIA Estabelecimento de parceria para apoio a projecto de promoção da Região de Lisboa no segmento de turismo sénior. Acção a desenvolver com o operador HOFER Reisen (EUROTOURS). ESPANHA Estabelecimento de parceria para a produção de brochura de verão “Portugal 2006”. Promoção da Região de Lisboa em conjunto com o operador Viajes EL CORTE INGLÉS. FRANÇA Acompanhamento de parceria e envio de informação e materiais gráficos para a brochura anual 2006 do operador EURO PAULI. FRANÇA Acompanhamento de parceria, produção e envio de materiais gráficos para a brochura de Verão “Portugal – Espagne 2006” do operador MUNDICOLOR. MERCADOS VÁRIOS Acompanhamento de parcerias em curso com diversos operadores estratégicos nos mercados prioritários para o destino Lisboa. Produção e envio de material gráfico da Região de Lisboa. Press Trips (4 visitas – 10 participantes) ALEMANHA Guia de viagens “Dumont Lissabon”. Programa de visita realizado na cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. SUÉCIA Revista “Avëntyrliga Fräldrar”, em colaboração com o ITP. Programa de visita realizado na Região de Lisboa (cidade de Lisboa, Sintra e Estoril). Presentes 4 elementos. JAPÃO Guia de viagens “Tabi Meijin”. Programa de visita realizado na Região de Lisboa (cidade de Lisboa e Estoril). Presentes 2 elementos. BRASIL Guia “Portugal de luxo”. Programa de visita realizado na Região de Lisboa (cidade de Lisboa, Estoril, Sintra e Leiria/Fátima). Organização e coordenação do programa. Selecção e envio de imagens. Presentes 2 elementos. Fam Trips com o Trade (3 visitas - 29 participantes) ESCANDINÁVIA “V.E. Airtours - Suécia”, em colaboração com o ICEP. Programa realizado na região de Lisboa (cidade de Lisboa, Estoril e Sintra). Presentes 2 elementos. FRANÇA “V.E. Jet Tours”, em colaboração com o associado Full Services Portugal. Programa realizado na região de Lisboa (cidade de Lisboa, Estoril e Sintra e Oeste). Presentes 13 elementos. ITÁLIA “V.E. Study Tours”, em colaboração com o associado Top Atlântico. Programa realizado na região de Lisboa (cidade de Lisboa, Estoril e Sintra). Presentes 14 elementos. CITY BREAKS Parcerias com Operadores Turísticos MERCADOS VÁRIOS Acompanhamento de parcerias em curso com diversos operadores estratégicos nos mercados prioritários para o destino Região de Lisboa. Produção e envio de material gráfico para operadores. ALEMANHA Estabelecimentoeacompanhamento de parceria na produção da brochura de anual do operador IBERO TOURS. Inserção e ampliação da programação e informação sobre Lisboa, Estoril e Sintra. POLÓNIA Estabelecimento e acompanhamento de parceria na produção da brochura de anual “Portugal 2006” do operador TRÍADE. Inserção e ampliação da programação e informação sobre Lisboa, Estoril e Sintra. POLÓNIA Estabelecimento e acompanhamento de parceria na produção da brochura de anual “Portugal 2006” do Operador ORBIS TRavel. Inserção e ampliação da programação e informação sobre Lisboa. ITÁLIA Acompanhamento de parceria, produção e envio de materiais gráficos para a brochura “Páscoa 2006” do operador KING HOLIDAYS. Press Trips (4 visitas – 29 participantes) FINLÂNDIA Freelance “Mira Jalomies”. Directo. Programa de visita realizado na cidade de Lisboa. Presentes 2 elementos. FRANÇA Revista “Jalouse”. Directo. Programa de visita realizado na cidade de Lisboa. Presentes 8 elementos. ESPANHA Catálogos “Sintesis/Amitié”, em colaboração com o ICEP. Programa de visita realizado na cidade de Lisboa. Produção de moda. Presentes 13 elementos. RÚSSIA Revista “Marie Claire”. Em colaboração com o ICEP. Programa de visita realizado na cidade de Lisboa. Produção de moda. Presentes 6 elementos. Mailing Lisboa Visitors Bureau MERCADOS VÁRIOS Produção e envio de mailing electrónico: lista de eventos 2006, newsletter, press release do Casino de Lisboa; página de publicidade “Major events in Lisbon 2006” e cartão de Boas Festas para operadores turísticos, técnicos das delegações do ICEP e agências de comunicação. Outros EUA Revista “Elle Décor”. Contactos contínuos com o jornalista americano Andrew Ferren no sentido de “alimentar” o artigo sobre Lisboa, a publicar na revista “Elle Décor” em Abril de 2006. Confirmação de informação sobre o destino, Casino de Lisboa, projectos urbanísticos, colecção de arte moderna do Comendador Joe Berardo, projecto do “Santos Design District”. Viabilização de contactos com o Nobel José Saramago e com o Arquitecto Siza Vieira. ALEMANHA Revista “Vogue”. Confirmação de informação sobre a cidade de Lisboa, pesquisa de dados e selecção de imagens. Temas: restauração e cafés, vida nocturna, “shopping”, cultura (galerias de arte, livros, exposições e eventos culturais e musicais), arquitectura e projectos urbanísticos em curso e projectados e cinema. O artigo será publicado em Março naquela revista. TURISMO DE NEGÓCIOS Participação em Feiras e Workshops SALES BLITZ, Reino Unido 12- 16 de Dezembro. Realizámos pela segunda vez este ano uma semana de visitas porta a porta com associados no Reino Unido. A acção foi organizada em colaboração com o marketing partner, Moulden Marketing. No total participaram 6 associados, que, divididos em dois grupos, efectuaram entre 16 a 18 visitas cada. Cada grupo foi acompanhado por um director da Moulden marketing. OBSERVATÓRIO do TURISMO Os resultados finais de 2005 para a amostra fixa da hotelaria da região de Lisboa, apontam para uma quebra face a um ano de 2004 muito beneficiado pelo Euro 2004, no que diz respeito à ocupação, preços e receitas médias por quarto. Com efeito, esses indicadores situaram-se ligeiramente abaixo dos verificados em 2003, pelo que será notória a influência negativa que o progressivo aumento da capacidade hoteleira na região teve ao nível do desempenho médio por quarto oferecido. Isto é, apesar da procura global ter crescido – os dados disponíveis apontam para um crescimento das dormidas em 2005 face, inclusivamente, a 2004 e um volume de receitas que será semelhante ao desse ano –, um aumento significativo da oferta de quartos hoteleiros teve como consequência que essa procura adicional tenha sido também ela distribuída por um maior número de unidades. Tal gerou menores ocupações médias e maior competição, com consequente baixa ao nível do preço médio do alojamento. Há contudo que realçar que se a tendência anual foi de perda nas ocupações e preços e, por consequência, na receita média por quarto, os dois últimos meses do ano inverteram a tendência, evidenciando um comportamento oposto, embora ainda tímido. Tais efeitos, a manterem-se e a reforçarem-se a prazo, serão sinal de um ajustamento a um maior parque hoteleiro, melhor preparado para um novo estádio evolutivo da actividade turística de Lisboa. Pelo menos, as “revoluções” mais recentes no transporte aéreo, que Lisboa tem sido capaz de aproveitar muito bem – especialmente no último ano – dão indícios de que tal possa ser uma realidade. Quanto à operação nos campos de golfe, destaca-se em 2005 o aumento do número de voltas realizadas face a 2004, fruto da maior afluência de jogadores não sócios. O crescimento nas receitas terá sido proporcional a essa evolução, na medida em que a receita média por volta realizada se manteve praticamente igual à do ano anterior. ÍNDICE LISBOA (VTQD-96) de LISBOA ANÁLISES DESTA EDIÇÃO AEROPORTOS E CRUZEIROS REGIÃO DE LISBOA HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA HOTELARIA DO ESTORIL HOTELARIA DA COSTA AZUL HOTELARIA DE LEIRIA FÁTIMA HOTELARIA DO OESTE ÍNDICES POR REGIÃO E OBJECTIVOS 2006 Índice Lisboa (VTQD-96): 1298 Este índice é baseado no valor médio de Vendas Totais por Quarto Disponível do ano de 1996, ano zero da InfoGest Lisboa Cidade INFOGOLFE 21 AEROPORTOS & CRUZEIROS OBSERVATÓRIO AEROPORTOS CRESCIMENTO DE 4,9% EM 2005 NO NÚMERO DE PASSAGEIROS O movimento comercial de passageiros no Aeroporto de Lisboa voltou a registar um máximo anual em 2005, ultrapassando, pela primeira vez os 11 milhões de passageiros. Tal facto resulta de um crescimento de 4,9% face a 2004, ano em que este indicador já tinha crescido 11% em comparação com o ano anterior. Embora em menor proporção, o número de voos registou igualmente uma variação positiva de 1,6%. TRÁFEGO COMERCIAL EM DEZEMBRO NÚMERO DE VOOS Dezembro 2005 NÚMERO DE PASSAGEIROS Acumulado 2005 Var% 05/04 2005 Dezembro Var% 05/04 2005 Acumulado 2005 Var% 05/04 2005 Var% 05/04 Lisboa 10.179 5,9% 124.124 1,6% 811.694 8,5% 11.234.709 4,9% Porto 3.585 3,5% 44.721 2,3% 232.459 9,0% 3.108.193 5,6% Faro 1.535 16,6% 34.155 4,8% 145.207 8,8% 4.753.979 2,4% P. Delgada 694 -0,6% 11.192 2,1% 51.772 0,6% 873.533 5,0% S. Maria 188 42,4% 1.987 17,4% 9.314 57,3% 90.254 34,2% Horta 289 6,3% 4.427 -1,0% 10.236 -0,7% 188.812 -2,9% Flores 78 0,0% 1.286 -0,2% 1.863 1,6% 36.382 2,3% 2.006 11,2% 24.204 3,4% 166.065 3,8% 2.319.753 2,1% 353 2,9% 5.850 -0,4% 8.368 5,0% 154.434 -8,2% Funchal Porto Santo Total 18.907 251.946 1.436.978 22.760.049 Fonte: ANA Aeroportos CRUZEIROS TURNAROUND CONTRARIA QUEBRA GERAL EM 2005 Em 2005, o número de escalas de navios de cruzeiro no Porto de Lisboa decresceu 7% face a 2004. De igual modo, o número de passageiros revelou uma perda muito ligeira de 0,8%. Em oposição a estes resultados, o turnaround exibiu um crescimento muito positivo de 25% no número de passageiros. MOVIMENTO DE CRUZEIROS NO PORTO DE LISBOA Dezembro 2004 Nº de navios Nº Passageiros Totais Em Turnaround Em trânsito Fonte: Administração Porto de Lisboa 2005 ACUMULADO ANUAL Var% 2004 2005 Var% 12 10 -16,7% 270 251 -7,0% 10.419 9.073 -12,9% 241.557 239.524 -0,8% 598 46 -92,3% 35.273 44.093 25,0% 9.821 9.027 -8,1% 206.284 195.431 -5,3% REGIÃO DE LISBOA Médias Gerais em Dezembro 2005 Ocupação por Quarto em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 ### -11,9% 37,6% 33,12% 34,8% -4,8% #### 12,4% 36,5% 41,08% 38,4% 6,9% ##### 17,5% 31,0% 36,42% 33,2% 9,6% Síntese 5,5% 35,7% 37,64% 36,2% 4,0% Acumulado de Janeiro a Dezembro ### -5,4% 58,0% 54,90% 58,4% -6,0% #### 1,1% 57,4% 58,01% 59,6% -2,7% ##### 2,2% 49,3% 50,38% 52,3% -3,7% Síntese -0,7% 55,9% 55,45% 57,8% -4,0% Preço Médio por Quarto Vendido em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 ### 4,1% 40,74 42,42 41,01 #### -6,1% 60,00 56,35 55,26 ##### -2,1% 119,08 116,55 115,69 Síntese -0,4% 64,63 64,35 61,92 Acumulado de Janeiro a Dezembro ### 0,1% 45,79 45,81 50,66 #### -4,6% 65,34 62,32 73,06 ##### -4,6% 148,97 142,14 172,71 Síntese -2,8% 74,58 72,47 83,92 Variação 05/04 3,4% 2,0% 0,7% 3,9% -9,6% -14,7% -17,7% -13,6% Preço Médio por Quarto Disponível em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 ### -8,3% 15,32 14,05 14,27 -1,5% #### 5,6% 21,92 23,15 21,22 9,1% ##### 15,0% 36,91 42,45 38,46 10,4% Síntese 5,0% 23,07 24,22 22,41 8,1% Acumulado de Janeiro a Dezembro ### -5,3% 26,57 25,15 29,58 -15,0% #### -3,5% 37,48 36,15 43,56 -17,0% ##### -2,5% 73,41 71,61 90,37 -20,8% Síntese -3,6% 41,67 40,19 48,48 -17,1% Vendas Totais por Quarto Vendido em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 ### 2,3% 64,35 65,84 61,04 7,9% #### -5,5% 97,93 92,54 89,86 3,0% ##### -1,1% 260,91 257,93 242,93 6,2% Síntese 0,6% 117,02 117,72 109,01 8,0% Acumulado de Janeiro a Dezembro ### -2,9% 67,27 65,31 70,94 -7,9% #### -3,8% 97,49 93,77 106,40 -11,9% ##### -3,4% 268,88 259,76 288,78 -10,1% Síntese -2,4% 119,60 116,68 128,05 -8,9% Vendas Totais por Quarto Disponível em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 ### -9,8% 24,19 21,81 21,24 2,7% #### 6,2% 35,78 38,01 34,52 10,1% ##### 16,2% 80,86 93,95 80,77 16,3% Síntese 6,1% 41,76 44,31 39,46 12,3% Acumulado de Janeiro a Dezembro ### -8,1% 39,04 35,86 41,42 -13,4% #### -2,7% 55,92 54,39 63,44 -14,3% ##### -1,2% 132,50 130,86 151,11 -13,4% Síntese -3,2% 66,82 64,70 73,97 -12,5% MÊS RAZOAVELMENTE BOM Um mês de Dezembro razoavelmente bom, quando comparado com 2004 e um pouco menos para 2003, ao nível dos preços, parece ser a principal observação dos valores conseguidos pela hotelaria da Região. No entanto, regra geral, os valores dos acumulados são de perda para ambos os anos. Incidentalmente há alguns indicadores que, sendo de recuperação para 2004, não o são para 2003, pela evolução ocorrida entretanto. Dado que terá havido algumas variações nas reacções das várias zonas, aliado a outros factores, como a evolução dos mercados e as variações de oferta, será de acompanhar de perto os novos dados comparativos que passarão a estar disponíveis em 2006. Dezembro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 23 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - REGIÃO DE LISBOA (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa ##### #### 13 29 2187 5199 4146 10407 Dezembro de 2005 ### Total 35 77 3370 10756 6798 21351 Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: • totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; • receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; • receitas totais da operação sem IVA. HOTELARIA DA CIDADE DE LISBOA Médias Gerais em Dezembro 2005 ### #### ##### OBSERVATÓRIO Síntese ### #### ##### Síntese ### #### ##### Síntese ### #### ##### Síntese ### #### ##### Síntese ### #### ##### Síntese ### #### ##### Síntese ### #### ##### Síntese ### #### ##### Síntese ### #### ##### Síntese Ocupação por Quarto em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -4,8% 56,9% 54,15% 53,0% 2,3% 22,1% 44,1% 53,79% 46,8% 15,0% 21,8% 31,6% 38,52% 35,3% 9,0% 15,0% 43,1% 49,52% 44,8% 10,5% Acumulado de Janeiro a Dezembro -9,8% 76,3% 68,82% 75,8% -9,2% 3,8% 59,9% 62,20% 63,8% -2,5% 4,2% 49,4% 51,51% 53,0% -2,9% 0,6% 60,2% 60,49% 63,4% -4,6% Preço Médio por Quarto Vendido em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 5,2% 40,47 42,59 41,50 2,6% -4,3% 61,60 58,95 56,74 3,9% -3,0% 121,58 117,92 120,54 -2,2% -1,2% 68,95 68,11 67,46 1,0% Acumulado de Janeiro a Dezembro -3,3% 48,20 46,59 52,90 -11,9% -3,9% 68,75 66,06 77,84 -15,1% -5,4% 147,77 139,79 173,01 -19,2% -4,2% 83,18 79,72 94,19 -15,4% Preço Médio por Quarto Disponível em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 0,1% 23,04 23,06 21,98 4,9% 16,8% 27,14 31,71 26,54 19,5% 18,1% 38,46 45,43 42,61 6,6% 13,6% 29,70 33,73 30,24 11,5% Acumulado de Janeiro a Dezembro -12,8% 36,76 32,06 40,10 -20,0% -0,3% 41,20 41,09 49,68 -17,3% -1,4% 73,05 72,01 91,75 -21,5% -3,6% 50,04 48,23 59,73 -19,3% Vendas Totais por Quarto Vendido em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 0,8% 58,18 58,63 57,75 1,5% -1,9% 94,16 92,38 87,71 5,3% -5,1% 246,48 233,85 235,88 -0,9% -1,9% 117,91 115,67 114,09 1,4% Acumulado de Janeiro a Dezembro -4,5% 66,66 63,68 69,87 -8,9% -2,1% 97,88 95,85 109,01 -12,1% -7,5% 254,00 234,83 272,51 -13,8% -4,8% 128,89 122,72 138,11 -11,1% Vendas Totais por Quarto Disponível em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -4,1% 33,11 31,75 30,59 3,8% 19,8% 41,48 49,69 41,03 21,1% 15,5% 77,97 90,09 83,37 8,1% 12,8% 50,79 57,28 51,14 12,0% Acumulado de Janeiro a Dezembro -13,8% 50,84 43,83 52,97 -17,3% 1,7% 58,65 59,62 69,57 -14,3% -3,7% 125,57 120,97 144,51 -16,3% -4,3% 77,54 74,24 87,58 -15,2% RECUPERAÇÃO FACE A 2004 xL 56,0% 51,8% 41,0% 50,3% 69,0% 60,6% 54,1% 61,0% xL 43,02 61,42 104,79 64,77 49,46 65,64 124,27 73,46 O mês de Dezembro ficou marcado por uma clara tendência de recuperação relativamente a 2004 na hotelaria da Cidade de Lisboa. Com efeito, mesmo que os acumulados se tenham mantido em valores negativos, Dezembro é quase todo positivo, tal como Novembro já tinha sido, sinal também de que os eventos que se realizaram tiveram algum impacto. Por outro lado e para o conjunto da hotelaria cidade, o aumento da oferta pode ter obrigado as ocupações a um percurso negativo, mas as nossas primeiras impressões apontam para um acréscimo no número de dormidas total. Dezembro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais Lx xL OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO xL 24,11 31,81 42,96 32,58 34,14 39,77 67,28 44,83 PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL xL 55,52 95,48 207,68 106,10 64,21 93,99 208,78 109,79 xL 31,11 49,45 85,13 53,37 VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 44,32 56,95 113,03 67,00 AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE LX (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa ##### #### 6 11 1545 2698 2978 5382 Dezembro de 2005 ### Total 9 26 1183 5426 2428 10788 AMOSTRA FIXA - LISBOA CIDADE XL (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa ##### #### 8 24 2040 4831 3840 9561 Dezembro de 2005 ### Total 20 52 2059 8930 4131 17532 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados A amostra Lx Cidade tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. A amostra xLtem como base o Universo de Hotéis da Zona, é fixa e é composta por Hotéis Full Service e Residênciais, independentemente da sua data de abertura. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; - receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; - receitas totais da operação sem IVA. HOTELARIA DO ESTORIL Médias Gerais em Dezembro 2005 ### #### ##### Síntese ### #### ##### Síntese ### #### ##### Síntese ### #### ##### Síntese Ocupação por Quarto em Dezembro 2005 21,5% 22,7% 23,3% 22,4% Acumulado de Janeiro a Dezembro 54,1% 54,9% 46,3% 53,5% Preço Médio por Quarto Vendido em Dezembro 2005 40,48 51,02 107,89 55,94 Acumulado de Janeiro a Dezembro 50,25 55,98 157,26 66,25 Preço Médio por Quarto Disponível em Dezembro 2005 ### 8,71 #### 11,59 ##### 25,11 Síntese 12,54 Acumulado de Janeiro a Dezembro ### 27,19 #### 30,71 ##### 72,88 Síntese 35,42 Vendas Totais por Quarto Vendido em Dezembro 2005 ### 67,84 #### 91,68 ##### 357,53 Síntese 122,30 Acumulado de Janeiro a Dezembro ### 68,47 #### 90,31 ##### 300,86 Síntese 108,63 Vendas Totais por Quarto Disponível em Dezembro 2005 ### 14,60 #### 20,82 ##### 83,22 Síntese 27,41 Acumulado de Janeiro a Dezembro ### 37,05 #### 49,54 ##### 139,42 Síntese 58,08 PROVÁVEL PERDA NA OCUPAÇÃO Nada nesta zona nos indica que possa ter havido algum fenómeno que influencie a operação turística de modo diferente das zonas que compõem a Região de Lisboa. A falta de elementos de comparação, que passarão e estar disponíveis já a partir da informação referente a Janeiro, permitenos apenas indicar como provável uma ligeira perda em ocupações, com os indicadores económicos a acompanhar em virtude da reacção da hotelaria para suster essas perdas. Dezembro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 25 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - ESTORIL (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa ##### #### 3 6 188 969 373 2038 Dezembro de 2005 ### Total 6 15 479 1636 953 3364 Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: • totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; • receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; • receitas totais da operação sem IVA. HOTELARIA DA COSTA AZUL OBSERVATÓRIO Médias Gerais em Dezembro 2005 Ocupação por Quarto em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 ### -11,3% 27,6% 24,5% 27,1% -9,6% #### -2,9% 16,9% 16,4% 17,3% -5,4% Síntese -7,5% 21,2% 19,6% 21,3% -7,7% Acumulado de Janeiro a Dezembro ### -14,8% 41,8% 35,7% 42,0% -15,0% #### -12,7% 41,5% 36,2% 41,6% -12,4% Síntese -13,5% 41,6% 36,0% 41,6% -13,5% Preço Médio por Quarto Vendido em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 ### 1,8% 42,35 43,12 41,54 3,8% #### 0,1% 49,06 49,12 46,86 4,8% Síntese 1,3% 45,53 46,14 44,12 4,6% Acumulado de Janeiro a Dezembro ### -1,4% 45,17 44,55 47,87 -6,9% #### -2,6% 58,69 57,14 64,66 -11,6% Síntese -1,8% 53,21 52,23 57,82 -9,7% Preço Médio por Quarto Disponível em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 ### -9,6% 11,71 10,58 11,27 -6,1% #### -2,8% 8,29 8,06 8,12 -0,8% Síntese -6,3% 9,67 9,06 9,39 -3,5% Acumulado de Janeiro a Dezembro ### -15,9% 18,90 15,88 20,08 -20,9% #### -15,0% 24,34 20,69 26,72 -22,6% Síntese -15,1% 22,14 18,80 24,04 -21,8% Vendas Totais por Quarto Vendido em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 ### -4,5% 62,50 59,66 62,34 -4,3% #### 5,9% 88,44 93,64 85,98 8,9% Síntese 2,6% 74,80 76,72 73,82 3,9% Acumulado de Janeiro a Dezembro ### 2,1% 57,94 59,18 61,85 -4,3% #### -0,3% 84,47 84,23 88,88 -5,2% Síntese 1,0% 73,70 74,45 77,87 -4,4% Vendas Totais por Quarto Disponível em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 ### -15,3% 17,27 14,63 16,91 -13,5% #### 2,8% 14,95 15,36 14,91 3,0% Síntese -5,1% 15,89 15,07 15,72 -4,1% Acumulado de Janeiro a Dezembro ### -13,0% 24,24 21,10 25,95 -18,7% #### -13,0% 35,04 30,50 36,73 -17,0% Síntese -12,7% 30,67 26,79 32,38 -17,3% DEZEMBRO ACOMPANHA TENDÊNCIA ANUAL A ano de 2005 acabou e a amostra fixa desta zona manteve, em Dezembro, os comportamentos que apresentou ao longo do ano. Quer para 2003, quer para 2004, os valores de ocupação cifraram-se em perdas da ordem dos 15%. Por outro lado, os preços atingidos são sempre inferiores aos de 2003, salvo no caso de vendas por quarto disponível. Os poucos exemplos de preços médios positivos, que aparecem agora no final do ano, sempre em valores de Dezembro e nunca acumulados, poderão ser reflexo de alguma reacção de recuperação no sector económico. Dezembro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - COSTA AZUL (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa #### 6 989 2078 Dezembro de 2005 ### Total 7 13 630 1619 1406 3484 Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: • totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; • receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; • receitas totais da operação sem IVA. HOTELARIA DE LEIRIA FÁTIMA Médias Gerais em Dezembro 2005 ### ### ### ### ### ### ### ### ### ### Ocupação por Quarto em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -43,1% 28,6% 16,3% 20,9% -21,8% Acumulado de Janeiro a Dezembro -6,9% 49,1% 45,7% 49,1% -6,8% Preço Médio por Quarto Vendido em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 4,6% 47,27 49,44 47,17 4,8% Acumulado de Janeiro a Dezembro 7,6% 41,85 45,05 46,65 -3,4% Preço Médio por Quarto Disponível em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -40,4% 13,53 8,06 9,84 -18,1% Acumulado de Janeiro a Dezembro 0,3% 20,54 20,60 22,88 -10,0% MÊS POSITIVO EM ANO PENALIZADOR Um mês com alguns pontos positivos num ano bastante penalizador parece ser o resumo de Dezembro para esta zona. O ano acabou com mais de 6% de perda na ocupação e ligeiros valores negativos para os indicadores por quarto vendido. Tudo isto conjugado potenciou um pouco os indicadores por quarto disponível para valores um pouco mais baixos. O ano chega assim ao final em posição intermédia entre 2003 e 2004 para alguns indicadores, o que, mesmo assim, se pode considerar um resultado razoável. Vendas Totais por Quarto Vendido em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 4,7% 75,02 78,53 75,34 4,2% Acumulado de Janeiro a Dezembro 0,0% 65,41 65,41 66,63 -1,8% Vendas Totais por Quarto Disponível em Dezembro Variação 05/03 2003 2005 2004 Variação 05/04 -40,4% 21,47 12,80 15,71 -18,5% Acumulado de Janeiro a Dezembro -6,9% 32,11 29,91 32,69 -8,5% Dezembro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL 27 Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - LEIRIA FÁTIMA (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa Dezembro de 2005 ### 9 599 1116 Esta amostra tem como base o Universo de Hotéis Full Service da Zona e é composta exclusivamente por unidades em funcionamento há mais de 3 anos. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: • totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; • receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; • receitas totais da operação sem IVA. HOTELARIA OESTE Médias Gerais em Dezembro 2005 Síntese OBSERVATÓRIO Síntese Síntese Síntese Ocupação por Quarto em Dezembro 2005 19,9% Acumulado de Janeiro a Dezembro 36,9% Preço Médio por Quarto Vendido em Dezembro 2005 65,58 Acumulado de Janeiro a Dezembro 61,77 Preço Médio por Quarto Disponível em Dezembro 2005 Síntese 13,03 Acumulado de Janeiro a Dezembro Síntese 22,82 DADOS COMPARATIVOS A PARTIR DE JANEIRO Extrapolando os dados de outras zonas, é natural que o Oeste se tenha comportado da mesma forma e apresentado alguns pontos de perda percentual com os anos anteriores. Apenas a partir de Janeiro nos será possível ter dados comparativos, pelo que tentaremos melhorar o nível da informação prestada à hotelaria do Oeste, à qual queremos desde já agradecer o excepcional acompanhamento que nos prestou na realização deste trabalho durante o passado ano Vendas Totais por Quarto Vendido em Dezembro 2005 Síntese 141,29 Acumulado de Janeiro a Dezembro Síntese 114,98 Vendas Totais por Quarto Disponível em Dezembro 2005 Síntese 28,06 Acumulado de Janeiro a Dezembro Síntese 42,48 Dezembro 2005 Valores Máximos, Médios e Mínimos Mensais OCUPAÇÃO PREÇO POR QUARTO VENDIDO PREÇO POR QUARTO DISPONÍVEL VENDAS TOTAIS/QUARTO VENDIDO VENDAS TOTAIS/QUARTO DISPONÍVEL Nota: média dos dois mais altos, média geral e média dos dois mais baixos resultados AMOSTRA FIXA - OESTE (Nº OFICIAIS DA DGT PARA O ANO) Hotéis Amostra Fixa Quartos Amostra Fixa Camas Amostra Fixa Dezembro de 2005 Síntese 13 980 1951 Esta amostra tem como base o Universo da hotelaria do Oeste, é fixa e foi formada com base numa proposta da respectiva Região de Turismo. Os números utilizados neste estudo são os seguintes: • totalidade dos quartos e camas ocupados indicados pelas unidades; • receitas de quartos, sem IVA e sem Pequeno Almoço; • receitas totais da operação sem IVA. 29 OBSERVATÓRIO ÍNDICES POR REGIÃO Há alguns meses que se apresentaram os primeiros indícios de abrandamento das quedas pronunciadas dos índices. Desde essa altura que se manteve um percurso de manutenção ou ligeira subida, que continuou a manter-se em Dezembro. Dado o método de cálculo destes valores, isso indica que os meses de Dezembro de 2004 e de 2005 se mantêm com níveis muito semelhantes, embora os últimos estejam ligeiramente positivos, o que já era evidente nos valores obtidos nas zonas. LISBOA CIDADE Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) Valor em Dezembro de 2005: 1004 Índice PMQV/LX - (1000, Média de 2003) Valor em Dezembro de 2005: 961 Índice VTQD/LX - (1000, Média de 2003) Valor em Dezembro de 2005: 957 ESTORIL E SINTRA Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) Valor em Dezembro de 2005: 951 Índice PMQV/LX - (1000, Média de 2003) Valor em Dezembro de 2005: 994 Índice VTQD/LX - (1000, Média de 2003) Valor em Dezembro de 2005: 958 COSTA AZUL Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) Valor em Dezembro de 2005: 866 Índice PMQV/LX - (1000, Média de 2003) Valor em Dezembro de 2005: 999 Índice VTQD/LX - (1000, Média de 2003) Valor em Dezembro de 2005: 874 LEIRIA E FÁTIMA Índice Ocupação/LX - (1000, Média de 2003) Valor em Dezembro de 2005: 964 Índice PMQV/LX - (1000, Média de 2003) Valor em Dezembro de 2005: 1036 Índice VTQD/LX - (1000, Média de 2003) Valor em Dezembro de 2005: 958 Todos os índices são a média móvel a 12 meses em função dos resultados acumulados do ano 2003. OBJECTIVOS 2006 Tal como acontece nos Índices, também nos Objectivos se tem vindo a notar um certo abrandamento nas quedas. O patamar atingido, com ligeiros sinais de recuperação, não é no entanto ainda suficiente para atingir as metas propostas. O Índice Lisboa, (Ver página 21) cujo valor vem em queda há alguns meses, reflecte o percurso dos acumulados mostrando que os valores de operação em Lisboa foram de perda no conjunto do ano de 2005. VALORES DE OCUPAÇÃO O Objectivo para Dezembro de 2005 era de: 55,87% O valor atingido foi de: 55,45% - -0,76% abaixo do objectivo 31 VALORES DE PREÇO MÉDIO QUARTO VENDIDO - ADR Objectivo para Dezembro de 2005 era de: 82,04 €. O valor atingido foi de: 72,47 €, -13,20% abaixo do objectivo. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo era em Dezembro de 2003: 0,31 €. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo é actualmente de: 1,11 €. Até Dezembro de 2006 este indicador terá que crescer: 18,3%. VALORES DE VENDAS TOTAIS QUARTO DISPONÍVEL Objectivo para Dezembro de 2005 era de: 73,50 €. O valor atingido foi de: 64,70 €, -13,60% abaixo do objectivo. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo era em Dezembro de 2003: 0,28 €. O crescimento mensal necessário para atingir o objectivo é actualmente de: 1,01 €. Até Dezembro de 2006 este indicador terá que crescer: 18,8%. Percurso linear para atingir o objectivo. Valor inicial de Dezembro de 2003 Percurso real, valores mensais com base nos últimos doze meses Percurso linear para atingir o objectivo partindo do valor real actual Cada valor corresponde à média móvel a 12 meses do indicador no mês de referência. INFOGOLFE OBSERVATÓRIO Ocupação em Dezembro 2005 2004 Variação Volt. Possível 54.535 51.047 6,8% Total Sócio 19.428 19.578 -0,8% 2005 2004 Variação Volt. Possível 819.878 772.183 6,2% Ocupação de Janeiro a Dezembro Total Sócio 304.653 37,2% 113.808 13,9% 290.850 37,7% 119.951 15,5% 4,7% -5,1% 35,6% 38,4% NÃO SÓCIOS CRESCEM 11,5% EM 2005 As ocupações dos campos incluídos na amostra indicam claramente uma subida de ocupações mesmo que os aspectos económicos não tenham acompanhado a 100%. As ocupações acabaram 4,7% acima de 2004, principalmente por influência dos jogadores não sócios, que cresceram 11,5%. Por outro lado, os indicadores económicos, que acabam o ano com o componente Green Fee ligeiramente acima da linha de água, são negativos na componente não sócio, o que em nosso entender revela o esforço de gestão realizado durante 2005. 8.826 10.265 -14,0% 16,2% 20,1% Não Sócio 10.428 19,1% 9.261 18,1% 12,6% Resultados em Dezembro por volta GreenFee Receita total Realizada Não Sócio Realizada 2005 17,26 32,15 27,11 2004 15,55 32,87 25,95 Variação 11,0% -2,2% 4,5% Não Sócio 190.444 23,2% 170.743 22,1% 11,5% Resultados de Janeiro a Dezembro por volta GreenFee Receita total Realizada Não Sócio Realizada 2005 20,93 33,49 35,30 2004 20,74 35,33 35,34 Variação 0,9% -5,2% -0,1% VOLTAS POR CAMPO EM DEZEMBRO NÚMERO DE VOLTAS POR MÊS Realizadas Possíveis PERCENTAGEM ABSOLUTA SÓCIO/NSÓCIO RECEITA POR VOLTA REALIZADA R/Sócios R/n Sócios NÚMERO DE VOLTAS EM POR NACIONALIDADE DEZEMBRO Nº DE VOLTAS ACUMULADO EM DEZEMBRO % POR NACIONALIDADES COMPOSIÇÃO DA AMOSTRA Dezembro de 2005 Campos Amostra Fixa 9 buracos 4 2 50,0% 18 buracos 13 12 92,3% Total 17 14 82,4% Campos de Golfe disponíveis na Região de Lisboa (9 e 18 buracos). Os números utilizados neste estudo são os seguintes: - capacidade máxima de saídas indicadas pelos campos para o mês; - número de saídas e nacionalidades fornecidos pelos campos; - receitas de Fee, sem IVA; - receitas Totais, sem IVA. LEGENDA: VP/Dia VR/Dia VSR/Dia VnSR/Dia Voltas possíveis, por dia Voltas realizadas, por dia Voltas de sócios realizadas, por dia Voltas de não sócios realizadas, por dia P-Portugal; GB-Grã-Bretanha; IR-Irlanda; E-Espanha; D-Alemanha; F-França; Bx-Benelux; EUA-Estados Unidos; Esc-Escandinávia; Out-Outras Nações. UMA PUBLICAÇÃO DO TURISMO DE LISBOA • EDIÇÃO E PRODUÇÃO LPMCom Tel. 21 031 27 00 - Fax 21 031 28 99 e-mail: [email protected] • www.visitlisboa.com Variação da oferta 1990-2005 Hotelaria da cidade de Lisboa cresce 113 por cento Entre 1990 e 2005 a oferta de quartos de hotel nas categorias estudadas (2, 3, 4 e 5 estrelas) cresceu 113% e o número de quartos aumentou de 6.178 para 13.172. Estas são as principais conclusões de um estudo do Observatório do Turismo de Lisboa, que, aqui, reproduzimos na sua essência. No final de 2005, as unidades de 4 estrelas representam quase metade (48,1%) da totalidade da oferta e é interessante verificar que a duplicação da oferta, relativamente a Janeiro de 1990, ocorreu em Maio de 2004, cerca de um mês antes do Euro 2004. A variação da oferta ao longo do período decorreu de forma gradual sem grandes oscilações ou picos e não foram detectadas influências negativas quer pelos acontecimentos de 11 de Setembro quer pela entrada do país na actual crise económica. VARIAÇÕES ABSOLUTAS • • Os hotéis de 3 estrelas cresceram QUADRO 1 SITUAÇÃO 1990/2005 OBSERVATÓRIO TL Quadro de Variações Totais de Oferta 1990 90/05 2005 6.178 Quota 113,2% 13172 Quota 2** 391 6,3% 101,5% 788 6,0% 3*** 1.683 27,2% 82,1% 3.064 23,3% 4**** 2.057 33,3% 208,1% 6.338 48,1% Os hotéis de 2 estrelas cresceram de 391 para 788, aumentando 101,5% 5***** 2.047 33,1% 45,7% 2.982 22,6% de 1.683 para 3.064, aumentando 82,1% • Os hotéis de 4 estrelas cresceram de 2.057 para 6.338, aumentando 208,1% • Os hotéis de 5 estrelas cresceram de 2.047 para 2.982, aumentando 45,7% Variação da composição da oferta de quartos entre Janeiro de 1990 e Dezembro de 2005 O quadro 1 está dividido em 3 conjuntos. O primeiro grupo representa os valores de oferta a 1 de Janeiro de 1990, por categoria e as percentagens indicadas são relativas à distribuição de quartos pelas quatro categorias. Idem para o conjunto mais abaixo, mas agora para a oferta actual, a 31 de Dezembro de 2005. O conjunto ao centro é representativo da variação entre essas datas. Em 1990 a oferta de quartos de hotel nas categorias referidas era de 6.178, tendo crescido até aos 13.172, o que corresponde a um aumento ligeiramente superior a 113%, acima da duplicação. Nessa data, o seu escalonamento indicava um conjunto de classificações, 3, 4 e 5 estrelas, cuja percentagem na composição da oferta andaria próxima de um terço, com os hotéis de 3 estrelas ligeiramente abaixo dessa fasquia. Os hotéis de 4 e 5 estrelas estavam em quase absoluta paridade e os de 2 estrelas tinham um peso muito baixo, pouco passando dos 6%. Os aumentos entre 1990 e 2005 divergem porque não se encontram distribuídos pelas diversas categorias de forma uniforme. Uma categoria apresentou variações muito fortes, acima dos 200%, o que na prática é triplicar, enquanto que no outro extremo da variação, o aumento não chegou a 50%. As unidades de 2 estrelas mantiveram uma proporcionalidade muito semelhante. Com efeito, numa oferta global que duplicou, ao duplicarem também a sua oferta mantiveram o mesmo valor no quadro geral, passando de 6,3% para 6%. As unidades de 3 estrelas desceram ligeiramente na representatividade: num parque que praticamente duplicou, ao crescerem abaixo dos 100%, reduziram o seu peso. Os hotéis de 4 estrelas sofreram um forte impulso, e de um terço do total passaram para muito perto dos 50% por força de terem triplicado a oferta. Os hotéis de 5 estrelas apresentaram um crescimento mais baixo, apenas perto de 50% e perderam a sua posição de um terço do mercado para pouco mais de um quinto. Em resumo, o quadro 1 revela o percurso desde uma situação de equilíbrio entre quase todos os segmentos, com excepção dos hotéis de 2 estrelas, em 1990, para uma situação de clara supremacia das unidades de 4 estrelas, que atingem o final de 2005 concentrando cerca de metade da oferta actual, mantendo-se a situação de equilíbrio entre as unidades de 3 e 5 estrelas e com os 2 estrelas muito abaixo. 33 VARIAÇÕES RELATIVAS QUADRO 2 VARIAÇÃO ANUAL 1990/2005 OBSERVATÓRIO TL VARIAÇÃO ANUAL 1990 2005 / DEZ Ano Pré90 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2** 3*** Var % NoQ Var % NoQ 391 1.683 391 26,4% 2.127 391 8,8% 2.314 391 2.314 391 2.314 54,0% 602 2.314 602 8,4% 2.508 602 3,9% 2.605 602 2.605 19,3% 718 6,9% 2.786 718 2.786 9,7% 788 2.786 788 2.786 788 6,7% 2.973 788 2.973 788 3,1% 3.064 788 3.064 4**** Var % NoQ 2.057 2.057 13,5% 2.335 12,7% 2.631 3,2% 2.715 16,7% 3.168 2,5% 3.248 4,1% 3.382 9,3% 3.697 2,3% 3.783 3.783 6,5% 4.029 6,9% 4.308 12,4% 4.842 7,8% 5.218 16,9% 6.101 3,9% 6.338 5***** Var % NoQ 2.047 2.047 2.047 4,6% 2.141 2.141 2.141 2.141 2.141 2.141 12,3% 2.404 2.404 2.404 7,9% 2.594 0,6% 2.609 2.609 6,6% 2.780 7,3% 2.982 Total Var % NoQ 6.178 7,2% 6.622 7,0% 7.087 5,5% 7.477 1,1% 7.561 8,8% 8.225 3,3% 8.499 2,7% 8.730 3,6% 9.045 7,1% 9.691 9.691 3,3% 10.007 4,7% 10.476 7,0% 11.212 3,4% 11.588 9,9% 12.733 3,4% 13.172 Nos últimos anos Lisboa registou um aumento de oferta hoteleira. É comummente aceite que essa variação na oferta ocorreu como resposta ao aumento da exposição mediática da cidade e do país como resultado dos grandes eventos ocorridos, nomeadamente a Expo 98 e o Euro 2004. Por isso, no sentido de obter a situação real actual e, ao mesmo tempo, conhecer a variação ocorrida, o Observatório recolheu informação sobre a abertura ou ampliação de novas unidades na cidade de Lisboa. Chama-se desde já a atenção para eventuais discrepâncias com os dados oficiais, nomeadamente de datas de abertura e dimensões, pois foram consideradas para este estudo as datas de efectiva recepção dos primeiros clientes, início da operação e não a data em que eventualmente foi concedida algum tipo de licença oficial. Assim como as dimensões são as reportadas pelas unidades e não as que derivam dos relatórios oficiais. Essa recolha recaiu sobre as unidades hoteleiras de 2, 3, 4 e 5 estrelas da cidade e teve como ponto de partida o ano de 1990, ano em que foi apresentada a candidatura à realização da Exposição Universal conhecida como Expo 98. Variação anual sucessiva da oferta nas várias categorias e no conjunto 34 Nas unidades de 2 estrelas a variação sofre um salto de grande amplitude em 1994, representando o maior crescimento anual do período estudado em todas as categorias, embora este facto aconteça com a abertura de uma única unidade numa oferta de valor baixo. A segunda variação é também de valor elevado mas já influencia uma oferta maior, diluindo o efeito. Por fim, a ultima variação é inferior a 10%. As variações na oferta foram sempre distanciadas entre si, com períodos que podem ser longos, sendo que a última ocorreu em 2000. Os hotéis de 3 estrelas tiveram um salto quantitativo também grande, o segundo em percentagem, com causas semelhantes, mas com a diferença de que foram mais unidades num conjunto maior. De resto, a variação ficou sempre dentro de valores abaixo dos 10%. Também aqui a variação da oferta se processa com intervalos de dois ou mais anos, salvo numa única ocorrência, 1995 e 1996. As unidades de 4 estrelas, sendo a categoria que mais vezes varia acima dos 10%, cinco vezes em 16 anos, é também aquela que apresenta variações consecutivas, pois nestes 16 anos somente em dois, um dos quais logo em 1990, transita de ano com o mesmo número de quartos do ano anterior. Os hotéis de 5 estrelas começam com intervalos espaçados: entre a primeira e a segunda variação passaram-se seis anos e apenas se verifica uma variação acima dos 10%. No entanto, no final do período, entram em variação quase sucessiva, pois nos últimos cinco anos apenas falham um. No conjunto é evidente uma variação uniforme: o número das que são superiores a 5% é quase semelhante às que são inferiores, e apenas num ano, em 1999, mantêm a oferta anterior. Em nenhum ano a variação é superior a 10%, se bem que, entre 2003 e 2004, tenha andado muito perto. É interessante verificar que, se entre 2005 e 2004 o crescimento se cifrou nos 3,4%, já em 2003 esse crescimento foi de 13,7%, 17,5% em 2002 e 25,7%, em 2001. Relativamente ao início do período praticamente duplicou, ou seja demorou perto de 15 anos a duplicar a oferta nas 4 categorias de topo de Lisboa. QUADRO 3 VARIAÇÕES DO CONJUNTO ENTRE CADA ANO E 2005 OBSERVATÓRIO TL VARIAÇÕES (Conjunto) Ano Pre 90 1990 1991 1992 1993 1994 1995 NoQ 6.178 6.622 7.087 7.477 7.561 8.225 8.499 Anual 113,2% 98,9% 85,9% 76,2% 74,2% 60,1% 55,0% O quadro 3 representa a variação não sucessiva, entre 2005 e cada um dos anos anteriores da oferta do conjunto, dos hotéis de 2, 3, 4 e 5 estrelas na cidade de Lisboa ESCALONAMENTOS ANUAIS QUADRO 4 PERCURSO DO CONJUNTO DESDE 1990 OBSERVATÓRIO TL Desde o início que os números, mesmo sendo díspares entre as diversas categorias apresentavam uma tendência uniforme de crescimento. Com efeito, o quadro 4 apresenta isso de forma muito evidente. A linha azul, a tendência uniforme ao longo do tempo, é quase sobreposta pela amarela, tendência a seis anos e que representa em cada ponto unicamente a influência dos valores de seis anos, 3 anos antes e 3 depois. Este comportamento é no entanto exclusivo apenas do grupo, pois as diferentes categorias têm comportamentos equilibrantes, crescendo de forma variada entre si. DATAS CHAVE QUADRO 5 ESCALONAMENTO TEMPORAL DA VARIAÇÃO DA OFERTA DESDE 1990 OBSERVATÓRIO TL 35 Foram escolhidos alguns marcos temporais para este trabalho. O primeiro foi a realização da Expo 98, com as suas três datas chave, a data de apresentação da candidatura, a da atribuição e a da realização, todas representadas a vermelho. Segundo, foi considerado o Euro 2004, também com as suas três datas, apresentação da candidatura, atribuição e realização, a verde. Por fim, duas outras, independentes mas igualmente importantes, o 11 de Setembro, marcado a amarelo, e a tomada de posse do 16º Governo Constitucional, a castanho. Uma pelo impacto que trouxe à actividade turística e a outra porque é comummente associada ao reconhecimento e declaração pública da entrada em crise económica em Portugal. Da observação do percurso, e para lá do facto de que não é evidente nenhuma variação abrupta no percurso da variação da oferta ao longo do tempo, surge, no entanto, a concentração de algumas aberturas em datas próximas dos dois eventos, Expo 98 e Euro 2004. No início do percurso não há grande concentração, parecendo que as várias aberturas se vão espraiando ao longo do tempo de forma continuada. Mais próximo da data de início da Expo 98 há um interregno, seguido de um conjunto de aberturas nos meses imediatamente antes. Imediatamente após, há outro período relativamente amplo onde não há aberturas e que coincide com a candidatura e atribuição da realização do Euro 2004. Os eventuais atrasos, como os adiantamentos de datas de abertura para coincidir com o evento, são naturais e perfeitamente explicáveis. As duas datas seguintes, não parecem ter efeitos negativos. Não é evidente pela distribuição das aberturas que tenha havido algum tipo de reacção àqueles acontecimentos. É mesmo possível verificar que, perto da referida tomada de posse, houve uma ligeira concentração de aberturas, quase semelhante à que ocorreu com os outros eventos. Posteriormente, e da mesma forma como já tinha acontecido antes, há uma concentração de aberturas imediatamente antes do Euro 2004, com a habitual clareira posterior. Algum tempo depois continua o progresso normal com mais algumas unidades a surgirem em conformidade com o percurso anterior. Convém realçar que a duplicação da oferta ocorreu um par de meses antes do Euro 2004, tal como se pode ver no gráfico, no cruzamento da linha dos 100%. Plano Estratégico do Um novo O Plano Estratégico do Turismo de Lisboa pretende catapultar Lisboa para um novo patamar de desenvolvimento turístico, num contexto de profundas mudanças da lógica de funcionamento do Turismo. O Plano foi aprovado na última reunião de Direcção e estará concluído em Junho de 2006. Para além destes factores de transição, coincide no tempo um conjunto de iniciativas simultâneas (desenvolvimentos em 2006) que terão reflexos no Turismo da região e que deverão ser desejavelmente convergentes. São as seguintes iniciativas que se assinalam: 36 Uma conjugação invulgar de acontecimentos, a ocorrer a partir de 2007, proporciona à nossa Associação a oportunidade de tomar medidas com vista ao redesenho do marketing turístico da Região, de forma a potenciar os recursos existentes e os que ficarão disponíveis, assim como a proporcionar uma estratégia de desenvolvimento adequada aos desafios que se perfilam a médio prazo. São, entre outros, os seguintes factores de transição: • Fim do período de vigência do Plano de Marketing e Comunicação actual (2002¬2005), tornando-se necessário dispor de instrumento equivalente para o futuro imediato; • Termo do período de contratualização (2003¬2005), tornando-se necessária a avaliação do sistema e a preparação para a negociação da respectiva renovação; • Abertura do Casino de Lisboa e disponibilidade das contrapartidas anuais a partir de 2007, embora a sua utilização deva ser antecipadamente preparada; • Primeiro ano (2006) de vigência do novo protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa e respectiva renegociação para o futuro; • Entrada em vigor da nova configuração territorial, no âmbito da CCDR¬LVT, da Região de Lisboa e Vale do Tejo, a qual passará a ser coincidente com a Área Metropolitana de Lisboa. • Elaboração do Plano Estratégico da CCDR¬LVT – “Lisboa 2015” ¬, o qual, designadamente, servirá de base ao novo quadro comunitário de apoio; • Elaboração do Plano Estratégico da Câmara Municipal de Lisboa; • Elaboração ou execução de diversos Planos de Desenvolvimento Turístico a nível de municípios da Área Metropolitana e iniciativas no território da Administração do Porto de Lisboa com repercussões na oferta turística; • Concepção de um programa de comemorações do Centenário da República por parte do Governo. Por este conjunto de razões, entendeu a Associação Turismo de Lisboa proceder ao estudo, debate e elaboração de um Plano Estratégico para o período 2007-2010 O estudo a elaborar deve, necessariamente, fornecer as seguintes contribuições: • Novo Plano de Marketing 2007¬2010 • Definir a metodologia e os responsáveis pela implementação das acções previstas no Plano de Marketing • Definir a metodologia relativa à aplicação das contrapartidas do Casino a nível do Concelho de Lisboa • Identificar projectos e programas susceptíveis de serem considerados “obras de interesse para o Turismo” visando o seu financiamento pelas contrapartidas do Casino • Definir um ou mais eventos-âncora e respectiva metodologia, assim como responsáveis pela implementação • Definir o Plano de Promoção para 2007. Turismo de Lisboa patamar de desenvolvimento O “Plano Estratégico do Turismo de Lisboa 2007-2010” será um momento para reflectir e participar e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para abrir novos caminhos. Um momento de reflexão e participação Projectos estruturantes No decurso do estudo procurará criar-se condições para a implementação, ao longo do período de elaboração do mesmo ou na sua sequência, de alguns projectos estratégicos estruturantes, designadamente: • Encontrar uma solução aeroportuária que possa servir os objectivos de atracção de mais rotas e passageiros para Lisboa; • Assegurar um novo período de contratualização com meios não inferiores aos actuais e um programa de financiamento de eventos sucedâneo do PIQTUR; • Regulamentar a utilização das contrapartidas anuais do casino; • Definir o âmbito territorial da Área Promocional; • Viabilizar um evento estruturante. O Turismo de Lisboa tem adoptado, desde a sua criação, uma metodologia de trabalho que privilegia a abordagem estratégica, próactiva, concertada e participada. A cada período da história da Associação e do desenvolvimento da economia do Turismo da região corresponde um estudo estratégico, dinamizado por consultores profissionais, formulado com a ampla e generosa contribuição dos associados e participado pelas entidades inscritas no relacionamento institucional do Turismo de Lisboa. Os próprios trabalhos de investigação e de orientação estratégica têm sido acompanhados, no tempo, pela execução de algumas das principais orientações definidas – criando-se, assim, um ambiente de conjugação entre os planos e a implementação das suas recomendações. Confirmando a metodologia utilizada no passado, o “Plano Estratégico do Turismo de Lisboa 2007-2010” será um momento para reflectir e participar e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para abrir novos caminhos e para iniciar o seu percurso. Para cumprir esse desiderato, contará com um prazo de desenvolvimento (6 meses) suficientemente largo para permitir investigar outros mercados e alargar a auscultação aos associados e outros actores, mas suficientemente realista para que as suas conclusões preparem a associação – e o Turismo da região – a tempo das alterações que se anunciam. O Plano Estratégico será elaborado durante o primeiro semestre de 2006 – Janeiro a Junho –, sendo esta a data prevista para a sua conclusão. Objectivos do Plano Estratégico • Reavaliar a estratégia de marketing seguida a nível da Cidade e da Área Promocional Lisboa; • Elaborar os instrumentos de planeamento e de execução dessa estratégia; • Confirmar ou propor a alteração do âmbito territorial da Área Promocional de Lisboa; • Contribuir para o fomento da participação dos associados do Turismo de Lisboa; • Reflectir sobre as principais áreas de intervenção do Turismo de Lisboa na nova fase e dar contribuições para a sua organização; • Reforçar institucionalmente a Associação Turismo de Lisboa; • Criar novas oportunidades de media e de relações públicas para a Associação e o Turismo. 37 O “pedigree” do Plano Estratégico Nos últimos 15 anos, o Turismo tem tido um desenvolvimento assinalável em Lisboa. Em 1994, com a realização do evento “Lisboa 2004 – Capital Europeia da Cultura”, corporizouse um novo élan de modernidade e projecção internacional de que a Cidade beneficiou progressivamente, a partir de 1990. 38 Este processo aprofundou-se e teve continuidade, criando as condições para a realização da Expo’98 – Exposição Internacional de Lisboa, a qual constituiu um verdadeiro ponto de viragem no que concerne ao Turismo. A fim de potenciar a Expo’98 para o desenvolvimento turístico foram desenvolvidas três iniciativas fundamentais: • Criação de uma parceria entre o sector público e o privado – a Associação Turismo de Lisboa, Visitors & Convention Bureau; • Estabelecimento de um protocolo entre a Associação Turismo de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa, através do qual esta delegava na primeira determinadas competências em matéria de Turismo, incluindo a Promoção turística, e transferia meios financeiros para o efeito; • Desenvolvimento do primeiro plano de marketing turístico para Lisboa, o “Programa Lisboa 2002”. Foi também em 1998 que o Governo, procurando conferir massa crítica à promoção internacional, decidiu criar cinco “áreas promocionais” no Continente, entre as quais a “Área Promocional de Lisboa e Vale do Tejo”, englobando os territórios da Área Metropolitana de Lisboa e das Regiões de Turismo do Oeste, Ribatejo, Templários e Leiria/Fátima. “Programa Lisboa 2002” O “Programa Lisboa 2002” constituiu um instrumento fundamental para o desenvolvimento do Turismo na Cidade de Lisboa. O processo de elaboração e implementação deste programa foi bastante participado e mobilizador, tendo contribuído para o reforço institucional e credibilidade da Associação Turismo de Lisboa. Beneficiando de uma conjuntura internacional extremamente favorável até meados de 2001, os objectivos ambiciosos estabelecidos no Programa foram ultrapassados por antecipação em 2000. O programa tinha por objecto a Cidade de Lisboa, embora relativamente a alguns produtos, como o Turismo de Negócios, o seu âmbito territorial ultrapassasse essas fronteiras, integrando na sua oferta atracções, hotelaria e equipamentos de outras áreas como o Estoril, que se associaram à ATL. A proposta de valor da marca apresentada nesse Plano já incluía o elemento resort, através da definição de uma trilogia única que se considerava poder diferenciar Lisboa da concorrência: História, Escala Humana e Resort integrado. O Programa “Lisboa 2002” é um verdadeiro Plano de Marketing, que integra diversos programas a nível do produto, da qualidade urbana, da qualidade dos serviços e dos eventos, para além de um Plano de Promoção. Em termos de implementação, a avaliação é extremamente positiva no que concerne aos programas executados ou influenciados pela ATL e apresenta algumas insuficiências no que toca aos programas dependentes de outras entidades. “Programa Lisboa 2010” Perante a decisão governamental, tomada em 2000, de deslocalizar o Aeroporto de Lisboa, foi desenvolvido um novo estudo sobre os impactos negativos dessa medida e sobre as estratégias para os enfrentar. O mais importante out put desse estudo foi a redefinição do produto e da estratégia de marketing, assumindo-se que se deveria conjugar a Cidade de Lisboa com as regiões envolventes o que, aliás, correspondia a um desenvolvimento lógico da ideia de “resort integrado” já contemplada no Plano Lisboa 2002. Na sequência deste Plano iniciaram-se alguns programas de acção conjunta envolvendo toda a Área Promocional de Lisboa e Vale do Tejo. Entretanto, devido ao congelamento pelo Governo do processo do novo Aeroporto, o “Programa Lisboa 2010” não teve outros desenvolvimentos. Plano de Marketing e Comunicação 2003-2006 Em 2002, foi elaborado um novo Plano de Marketing e Comunicação para suceder ao “Programa Lisboa 2002”. Este novo Plano deu continuidade ao “Programa Lisboa 2002”, actualizando muitos dos aspectos nele contidos, introduziu diversas inovações e incorporou parte da estratégia proposta no Plano Lisboa 2010. As principais inovações deste Plano de Marketing e Comunicação 2003-06 são as seguintes: • O âmbito territorial de intervenção passou a coincidir com a Área Promocional; • Foi assumida como marca umbrella a marca “Lisboa”; • Foi proposta (e aceite pelo Governo) a alteração da designação da Área Promocional para “Área Promocional Lisboa” Contratualização Em 2003, o Governo decidiu reestruturar o sistema nacional de Promoção Turística, designadamente através das seguintes medidas: • Reconhecimento de determinadas entidades como “Agências Regionais de Promoção Turística” (ARPT’s) as quais, entre outros requisitos, devem apresentar um âmbito territorial correspondente a uma Área Promocional (as cinco do Continente, a Madeira e os Açores) e constituir parcerias entre entidades públicas regionais e/ou locais e entidades privadas; • Celebração de contratos com as ARPT’s para descentralização de competências relativas à promoção turística internacional das suas áreas de intervenção e dos respectivos meios financeiros. A Associação Turismo de Lisboa veio a ser reconhecida como ARPT para a Área Promocional de Lisboa e a celebrar um contrato a três anos com o Instituto do Turismo de Portugal, com base num Plano Promocional elaborado a partir do “Plano de Marketing e Comunicação 2003-06”. Com base na experiência dos dois primeiros anos de implementação, o Plano Anual de Promoção foi redefinido para 2006, tendo sido criados alguns Planos de Acção Específica (PAE’s) para descentralizar a promoção de alguns produtos e sub-marcas (Estoril, Fátima, Região e Golfe), sob a umbrella das marcas Portugal e Lisboa. “Rebranding” de Lisboa Na sequência do novo sistema de identidade do Turismo nacional aprovado pelo Governo procedeu-se, em 1994, ao estudo de rebranding de Lisboa, definindo-se uma proposta de valor, uma ideia central e um conjunto de orientações gráficas e de comunicação. Em termos das acções em desenvolvimento pela ARPT, este sistema tem sido assumido e implementado. Casino Lisboa Ao abrigo da legislação publicada em 2003, foi aprovada a criação do Casino Lisboa, que se encontra em construção. O Casino Lisboa gerará contrapartidas anuais para Promoção Turística e obras de interesse para o Turismo, aumentando significativamente os recursos actualmente disponíveis para a Promoção e gerando recursos que deverão ser aplicados no desenvolvimento e melhoria do produto, os quais têm que ser obrigatoriamente aplicados em acções relacionadas com o Concelho de Lisboa. Novo Protocolo com a CML Em finais de 2005, a CML aprovou a renovação do protocolo de cooperação e delegação de competências na ATL. Este novo protocolo alarga o âmbito dos anteriores, passando a versar sobre: • Desenvolvimento turístico, em geral; • Promoção turística; • Informação turística; • Estudos de natureza turística; • Eventos de interesse turístico; • Equipamentos de interesse turístico; • Obras de interesse para o turismo, com vista à reengenharia e melhoria da qualidade do produto turístico; • Melhoria da qualidade dos serviços turísticos, designadamente através da Formação profissional; • Outras competências que a Lei vier a atribuir em matéria de turismo à CML, desde que não envolvam o exercício de poderes regulamentares ou de autoridade. Passados 8 anos sobre as principais alterações e tendo em conta o percurso feito, as alterações verificadas e as oportunidades que se colocam, importa fazer a avaliação deste processo, repensar toda a estratégia e preparar um novo ciclo, a iniciar em 2007, que coloque o Turismo num novo patamar de desenvolvimento e de exigência. O novo protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa alarga o âmbito dos anteriores. 39 • INTERNACIONAL Feedback Ringraziamento italiano De: Enrico Floris Enviada: quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006 16:34 Para: [email protected] Assunto: ringraziamento Gentile Direzione Ho appena ricevuto il materiale turistico riguardante la vostra città. Vi ringrazio molto e mi complimento con voi per l’attenzione e la rapidità del servizio. Grazie e arrivederci a presto. 40 Enrico Floris fl[email protected] Turismo em Lisboa entre os melhores da Europa O Turismo em Lisboa surge cotado entre os melhores indicadores europeus, nomeadamente no que diz respeito à ocupação hoteleira e ao número de estadias de turistas por habitante, num painel criado pela Urban Audit, uma iniciativa comunitária que compara as estatísticas de 258 cidades de 27 países da Europa (os 25 países-membros mais a Bulgária e a Roménia). Nas conclusões deste estudo conduzido pela DirecçãoGeral para a Política Regional, da Comissão Europeia, Lisboa surge particularmente bem colocada na vertente de turismo e lazer. Com classificações que vão de 1 a 5, sendo que 1 corresponde aos 20% mais baixos e 5 aos 20% mais altos, Lisboa consegue chegar ao cinco em indicadores como “número de dormidas em unidades hoteleiras registadas por ano, por população residente” (8), número de dormidas por ano” (4.476.300), “número de camas disponíveis em unidades hoteleiras registadas” (27.227), ou ainda no “número de passageiros por residente” (16,2). A capital portuguesa apenas desce para o indicador 4 no capítulo da “ocupação média das unidades hoteleiras” (164,4). Internamente, na comparação de Lisboa com as principais cidades portuguesas, Lisboa tem o número mais alto de dormidas e também o maior número de camas disponíveis, para além de apresentar o maior número de passageiros que utilizam o aeroporto mais próximo. Um dos principais objectivos da Urban Audit consiste em fornecer instrumentos que permitam aos decisores locais e regionais a comparação com outras cidades e países, em indicadores específicos, e serve ainda para avaliar de que forma cada país e cada cidade contribuem para a Agenda de Lisboa. Este estudo disponibiliza um simulador on-line em www.urbanaudit.org. Andaluzia perde com falta de divulgação de eventos na Internet De acordo com uma informação divulgada recentemente pela Direcção de Turismo da Comunidade Autónoma da Andaluzia, em Espanha, a falta de informação sobre espectáculos e outros eventos com a necessária antecedência, para poderem ser comercializados como produto turístico, e a escassa presença dos mesmos na Internet “está a travar o desenvolvimento do turismo andaluz”. Mercado Internacional de Turismo Dez tendências para 2006 Num cenário internacional de crise económica, o ano de 2005 terminou com nota positiva para a indústria do Turismo e de Viagens. As perspectivas para 2006 também são animadoras. O interesse pelo turismo de aventura tem vindo a aumentar. De acordo com uma pesquisa da Yesawich, Pepperdine, Brown & Russel, este vai ser um ano bom para o Turismo, independentemente dos receios relacionados com possíveis ataques terroristas, desastres naturais, para além da escalada dos preços do petróleo. Assim, prevê-se que, em 2006, continue a crescer a procura de viagens de lazer, em detrimento das viagens de negócios. São cada vez mais os lugares de avião preenchidos por turistas, que constituem também a maioria dos que se alojam em hotéis e consomem outros serviços de viagens. Este ano deve também ser marcado por um maior número de opções por cruzeiros e férias em time-sharing, como alternativas ao alojamento tradicional. Outra tendência tem a ver com a popularidade crescente de actividades que contribuem para reduzir o stress. O interesse pelo turismo de aventura tem vindo a aumentar, bem como o número de pessoas que concluem que não têm tido férias suficientes, o que deve fazer aumentar o número de turistas interessados em experimentar um turismo mais activo, complementado com outras ofertas, tais como spas. MICE em crescimento O turismo de negócios vai entrar em recuperação, graças ao crescimento do segmento MICE. Enquanto os homens de negócios, em termos individuais, vão continuar à procura de forma de conduzir a sua actividade sem ter de viajar, o sector das reuniões e congressos vai continuar a crescer. Este vai ser também o ano em que a disponibilidade de ligação à Internet nas unidades hoteleiras vai ser um factor determinante na escolha dos alojamentos. Isto é verdade não só para hotéis, mas também para centros de conferências, terminais de aeroporto e outras estruturas ligadas ao turismo. A ligação deve fornecer um acesso e alta velocidade, em banda larga, e grátis. Em 2006 prevê-se que as viagens de avião continuem a ser vendidas a preços surpreendentemente acessíveis. Esta tendência é tanto mais difícil de entender se tivermos em conta a subida dos preços dos combustíveis, nomeadamente os da aviação, a que se junta o facto de grande parte dos operadores domésticos estarem praticamente na bancarrota. Ainda assim, espera-se uma competição sem precedentes, associada a uma política de preços “transparentes” praticados por marcas indiferenciadas, que vão assegurar um nível baixo de custos se quando comparado com a subida relativa dos preços nos restantes serviços associados às viagens. Espera-se ainda que este ano seja dominado pela subida das tarifas de alojamento, a par do aumento da procura, principalmente nos escalões “superior” e “luxo”, que provavelmente vão ser os principais beneficiários desta tendência. Reinvenção das vendas Os agentes de viagens vão continuar a assumir riscos maiores, oferecendo serviços cada vez mais complexos, tais como pacotes que incluem cruzeiros, férias com “tudo incluído”, viagens com vários pontos de paragem ou para grupos. Espera-se ainda que o recurso à Internet para a contratação de serviços continue o processo de reinvenção da venda no sector do Turismo e das Viagens. A percentagem de consumidores que utilizam este meio para fazer reservas deve continuar a crescer de forma considerável. Por fim, uma política transparente de preços vai sublinhar a necessidade urgente de ter marcas sem “gatos escondidos”. Desde que os consumidores têm a possibilidade de consultar vários sites de viagens e de alojamento e de comparar preços de bilhetes, alugueres de viaturas, cruzeiros, quartos e até mesmo pacotes de férias completos, basta uma dúzia de cliques para decidir quem vai ser escolhido. E esta decisão vai ser determinada pelo valor acrescentado que a transparência de preços implica. Aqueles que oferecerem serviços relevantes e claros ao consumidor vão subir para o topo da lista, enquanto os que não o fizerem vão tornar-se vulneráveis. Espera-se que o recurso à Internet para a contratação de serviços continue o processo de reinvenção da venda no sector do Turismo e das Viagens. 41 • IN INTERNACIONAL CIION ONAL LISBOA AV VISTA STA DE FORA A cara mais romântica da Europa ocidental Turismo Y Ócio Lisboa considerada um dos destinos mais atractivos da Europa Meridional 42 Lisboa em destaque no jornal alemão Westdeutsche, D Dusseldorf. Também o Oceanário é motivo de referência em artigo sobre Portugal no jornal alemão Leipziger Volkszeitung, Leipzig. Na imprensa belga, no jornal De Standaard, a região de Lisboa foi tema de artigo de uma página onde se mencionam os principais eventos e novidades na região durante o ano de 2005. Em espanhol, na revista Oxigénio, Lisboa é uma das sugestões de visita na sessão de viagens da publicação. “Lisboa la cara más romântica de la Europa occidental” é o título do artigo publicado na Revista espanhola Mucho Viaje, na edição de Novembro. Ainda em espanhol, na revista Europa, Lisboa é um das “capitais da moda” destacadas em artigo sobre compras nas principais capitais europeias. “Belleza elegante” é o título de artigo de 9 páginas na publicação espanhola Excelente. Já na revista Turismo y Ócio, Lisboa é considerada um dos destinos mais atractivos da Europa meridional. Terminando em espanhol, na revista GEO, a região dos Templários é motivo para artigo de duas páginas. De Standaard Região de Lisboa no jornal belga Leipziger Volkszeitung, Leipzig Oceanário em alemão Europa Lisboa é uma das capitais da moda GEO Templários em destaque na revista espanhola. Oxigénio Lisboa como sugestão de visita Lisboa no gadling.com, um weblog de viagens Excelente Lisboa em artigo de 9 páginas Como se organiza uma viagem a Lisboa First Stop: Lisbon, Portugal Posted: Jan 6th 2006 1:37PM by Kelly Amabile Filed under: Cultures, History, Learning Wesdeutsche, D Dusseldorf Lisboa em destaque no jornal alemão Mucho Viaje Lisboa romântica em espanhol “Portugal, cá vou eu! Estou de partida para a cidade das sete colinas, vou andar de eléctrico, ouvir fado e deambular pelos bairros de Alfama, Baixa e Bairro Alto. Quero caminhar ao longo do rio Tejo, provar Vinho do Porto, aprender sobre a arte dos azulejos e visitar as ruínas do Castelo de São Jorge. Já me familiarizei com os nomes dos lugares através de guias, mas tento não ler demais. O que eu quero mesmo é chegar lá e deixar as “coisas acontecerem”. Durante as próximas semanas vou aprender o básico do português, para não me perder quando andar a vaguear pelas ruas. Vou também pesquisar um pouco sobre Sintra, Cascais e o Estoril, pois vou reservar um dia da minha viagem para visitar um desses locais. Fui à biblioteca buscar um exemplar da “Viagem a Portugal” de José Saramago. Está sobre a minha secretária, mas só vou ter tempo de passar os olhos mesmo antes de partir. Reservei um quarto para a minha primeira noite, mas vou ficar em Lisboa cerca de quatro dias em meados de Fevereiro. Espero bem que a minha visita em época baixa faça com que deambular por esta cidade portuária histórica seja uma tarefa fácil e pacífica.” 43 • MARKET RKE KET PLACE ACE Nova sede em Lisboa Pousadas de Portugal em tempo de expansão As Pousadas de Portugal acabam de inaugurar uma nova sede, no Alto de Santo Amaro, junto ao Pestana Palace, em Lisboa, que marca também o início de uma nova etapa de expansão desta marca de qualidade do turismo nacional. Paralelamente, foi também aberto um novo escritório de vendas, dos Hotéis Pestana e das Pousadas de Portugal, em Espanha e inaugurada a primeira Pousada de Portugal no estrangeiro, com a abertura de uma unidade no Brasil. Em Portugal, o Porto e Viseu vão ser as duas próximas cidade a receber novas pousadas, cujos projectos foram já aprovados, e que vão permitir a criação de 145 novos quartos. Ainda no primeiro semestre deste ano, está prevista a abertura das Pousadas de Tavira, no Convento da Graça, de Angra do Heroísmo, São Sebastião e de Linhares da Beira, Santa Eufémia. 44 “EHTEm Solidariedade” adoça Reis Rota do Vinho do Oeste sinalizada A partir de agora vai ser mais fácil percorrer os caminhos da Rota do Vinho do Oeste, depois de terem sido colocadas cerca de 200 placas de sinalização, por toda a região. Colocadas nas principais estradas do Oeste, as novas placas indicam os trajectos até às lojas e locais de prova mais próximos. A Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, no âmbito do projecto “EHTEm Solidariedade”, ofereceu, na Semana dos Reis, Bolos-Rei a sete instituições de Solidariedade Social, designadamente à Associação Portuguesa de Deficientes, Centro Comunitário de Tires, Centro Social e Paroquial S. Vicente de Alcabideche, Cooperativa Horizonte, IPS Ideia, Fundação “O Século” e Aldeia SOS Portugal. Nesta iniciativa a EHTE foi representada pelo Subdirector Pedro Vitorino, acompanhado de quatro alunos, que para além da oferta de Bolos-Rei levaram também consigo um sorriso e uma palavra de solidariedade. INFTUR Santarém promoveu Almoço do Dia de Reis O Núcleo Escolar de Santarém realizou dia 6 de Janeiro, um Almoço do Dia de Reis, iniciativa dinamizada em conjunto com a Câmara Municipal de Santarém e que contou com a estreita colaboração dos párocos das Paróquias da cidade. Este evento envolveu os formadores do Núcleo Escolar de Santarém, bem como os formandos dos cursos de Cozinha e de Restaurante/Bar. Com esta iniciativa tentou-se minimizar os efeitos da solidão em que muitos dos idosos do nosso se encontram nesta quadra. A animação deste almoço, que se estendeu pela parte da tarde contou com a presença de um grupo de dança da Escola Secundária D. João II, do Grupo Coral da Santa Casa da Misericórdia e contou ainda com as antigas glórias da canção portuguesa Artur Garcia e Maria José Valério. Neste almoço estiveram presentes cerca de 200 idosos, provenientes de todas as freguesias da cidade de Santarém. 45 • MARKET PLACE VISÕES Luís Raposo Director do Museu Nacional de Arqueologia 46 O que pensa do turismo em Lisboa e dos turistas que nos visitam? Confesso que sou e, o que bem mais importa, me sinto profundamente alfacinha. E pergunto-me por vezes o que sobremaneira aprecio em Lisboa, sendo certo que a não trocaria por provavelmente nenhuma outra cidade que me foi dado conhecer. A luz, o ondulado das colinas e do casario, a luz novamente, a simpatia das tertúlias, dos cafés e das gentes, a luz uma vez mais, o Tejo e uma rasgada frente ribeirinha, polvilhada de monumentos, antigos conventos – hoje museus –, pátios, divertículos e lugarejos os mais inesperados, a luz, enfim. Pergunto-me ainda, sendo forasteiro, que Lisboa me saltaria primeiro à vista. E logo me assaltam pesadelos: a degradação das casas, o trânsito caótico, a sujidade das ruas e passeios, enfim, uma certa incivilidade que nos diminui e profundamente nos deve magoar também. Haverá forma de conjugar estes contrários? Julgo que sim. E a receita pode até ser simples: façamos nós, e faça o turista, um dos muitos percursos em autocarro panorâmico que felizmente hoje já existem e são acessíveis a qualquer bolsa. Saiamos e entremos repetidamente, na Baixa ou nas Avenidas Novas, na Madre de Deus ou nos Jerónimos, na Estrela ou no Castelo… é toda uma Lisboa plural, castiça e cosmopolita, moderna e histórica, ocidental e oriental, atlântica e mediterrânica que se nos abrirá debaixo dos olhos, com a distância da altura e o inebrio da descoberta – os quais rapidamente nos farão esquecer o primeiro impacte das mazelas mais evidentes. Depois disto, que pedir ainda? Se temos a matéria-prima, resta-nos somente crescer civicamente, sermos exigentes e qualificados na nossa restauração, nos nossos monumentos e museus, nos nossos jardins e espaços verdes… enfim, resta-nos o querer colectivo de à nossa proverbial simpatia ajuntar o profissionalismo maduro, que dos outros faz amigos, abandonando de vez o amadorismo d’antanho, provinciano, fatalista e servil. Luminosa como naturalmente é, Lisboa, vista a esta humana luz, agigantarse-á, fazendo jus ao seu primevo e mítico estatuto: a cidade dos eleitos dos deuses, aquela que Ulisses ungiu e nos deixou em precioso legado. Oceanário parceiro de projecto na Antártida O Oceanário de Lisboa é um dos parceiros nacionais, para a divulgação, do Projecto PERMAMODEL que tem como objectivo estudar o permafrost (solo permanentemente gelado) da Antártida Marítima e as consequências das mudanças climáticas. A equipa deste projecto é constituída por investigadores espanhóis, suíços e alemães e coordenada pelo português Gonçalo Vieira, investigador no Centro de Estudos Geográficos e professor do Departamento de Geografia da Universidade de Lisboa. O projecto decorre desde 10 de Janeiro até 18 de Fevereiro nas Ilhas Shetlands do Sul (Península Antárctica), na Ilha Livingston, uma formação montanhosa com 90% da superfície coberta por glaciares, e também na Ilha Deception, um vulcão activo, onde os investigadores vão estudar as anomalias geotérmicas e a sua influência no solo gelado. Durante a campanha, vai estar disponível na Internet, em http://blog.geographus.com/ permamodel, um diário com perguntas de estudantes e respostas dos cientistas, diário igualmente acessível no site do Oceanário (www.oceanario.pt). O trabalho científico vai incidir na manutenção de equipamentos de monitorização de temperatura instalados em anos anteriores, instalação de novos sensores, cartografia geomorfológica e prospecção geofísica do solo. O Projecto PERMAMODEL, quase exclusivamente financiado pelo Programa Antárctico Espanhol, é um projecto prioritário no âmbito da investigação polar actual e enquadra-se na preparação do Ano Polar Internacional 2007-2008. AHP lança “Guia de Boas Práticas” na hotelaria A Associação de Hotéis de Portugal (AHP) acaba de editar o “Guia de Boas Práticas: Higiene, Segurança e Controlo Alimentar”, especificamente dirigido ao sector da hotelaria e que foi validado pela Direcção-Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar. Pensado para utilização exclusiva dos associados da AHP, este guia pretende transmitir aos profissionais do sector um conjunto de procedimentos fundamentais a todos os que intervêm directa ou indirectamente na manipulação de alimentos. Dia dos Namorados Sofitel faz proposta para dois Aproveitando o facto de Lisboa ser considerada uma das capitais mais românticas da Europa, o novo hotel Sofitel Lisboa, situado em plena Avenida da Liberdade, apresenta um programa para o Dia de São Valentim, 14 de Fevereiro. A promoção, pensada para transformar um encontro a dois numa ocasião especial, disponibiliza suites a partir de 250 euros por noite, para duas pessoas e também um package de duas noites pelo preço de uma, a 192 euros. Ambas as opções contemplam uma recepção com champanhe e serviço de pequeno-almoço. Para o jantar, o Sofitel preparou um menu afrodisíaco, com carpaccio de lagostins com lima e pétalas de rosas, filete de pata assado com porto e maracujá, terminando com um fondue de chocolate preto, baunilha e frutas frescas, para partilhar a dois, por 42 euros/ pessoa. “Champagne Party” dos Hotéis Dom Pedro no BBC Tal como acontece todos os anos, os Hotéis Dom Pedro oferecem aos clientes e amigos com uma festa que se pretende memorável, já considerada o evento inaugural da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), o maior certame dedicado ao Turismo realizado em Portugal. Este ano realizou-se no dia 18 de Janeiro, com o BBC a acolher a “Champagne Party”. Nesta festa, todos os convidados foram recebidos por um “Bar Aberto” de “Champagne Trouillard”, Selecção Especial Stefano Saviotti. Uma vez por ano, uma festa ao estilo dos Hotéis Dom Pedro, que certamente não deixou ninguém indiferente. Bob Geldof escolheu Pestana Palace O músico e produtor irlandês, Bob Geldof, que recentemente esteve em Lisboa, por ocasião dos Prémios MTV, fez questão de ficar alojado no Pestana Palace, juntandose ao exclusivo conjunto de figuras internacionais que escolheram este hotel de referência para muitos dos nomes do mundo artístico e político internacional quando visitam a capital portuguesa. A tranquilidade, privacidade, requinte e excelência de serviço têm sido atributos determinantes para que já tenham passado pelo antigo Palácio Valle Flor figuras como Madonna, Joaquin Cortés, Tony Blair, Bill Clinton, ou José Maria Aznar. Gonçalo Coelho de Sousa no Dom Pedro Lisboa Lisboa-Dakar Solplay acolheu equipa da Mercedes O Solplay Hotel alojou, durante os dias que antecederam a partida do Lisboa-Dakar, a equipa alemã da Mercedes bem como os respectivos veículos. Na classe dos Camiões, o concorrente Udo Khun e a sua equipa. Na classe de carros, a concorrente Ellen Lohr, uma das presenças femininas neste rali, e considerada uma das favoritas. Açores Lisboa recebeu equipas do Dakar Durante 4 dias, o Hotel Açores Lisboa recebeu várias equipas participantes no Lisboa-Dakar. Xavier Foj e Joan Pujolar, da equipa da Toyota Land Cruise KXR, vencedora da prova em 1999, na categoria de T2-2 (carros de série a diesel) e a equipa Epsilon Team, do piloto espanhol David Oliveras, na categoria de camiões, foram alguns dos elementos que se instalaram no hotel da Columbano Bordalo Pinheiro. No início do mês de Dezembro, Gonçalo Coelho de Sousa regressou ao hotel Dom Pedro Lisboa, onde assumiu o cargo de Director Residente, depois de uma passagem pelo hotel Quinta da Marinha & Villas Golf Resort, onde desempenhou, até à data, o cargo de Director de F&B. Licenciado em Direcção e Gestão de Empresas Turísticas, com Bacharelato em Direcção e Gestão Hoteleira, Gonçalo Sousa iniciou a sua carreira no Clube da Quinta Patino na área de Alojamento. Em 1997 integrou o grupo Dom Pedro Hotels, onde desempenhou diferentes funções em unidades no Algarve, Madeira e Lisboa. 47 • MARKET PLACE Agenda Mostra de Teatro de Almada faz dez anos A Mostra de Teatro de Almada completa, este ano, uma década de existência. De 10 a 26 de Fevereiro, este concelho vai receber novas ideias nas artes de palco, com novos projectos, numa iniciativa que já faz parte das tradições artísticas de Almada. Organizada anualmente pela Câmara Municipal de Almada e pelos grupos de teatro do concelho, esta mostra vai ter, em 2006, a participação de 18 companhias profissionais ou amadoras, com um total de 22 espectáculos, ente os quais 12 estreias, três espectáculos infantis e nove reposições. Companhia do Chapitô comemora 10 anos Fevereiro é o mês dedicado aos 10 anos da Companhia do Chapitô, com quatro espectáculos diferentes em cena, sempre às 22h00. De 2 a 5 de Fevereiro (22h00) está em cena o espectáculo premiado em Espanha “Talvez Camões”, por muitos considerado como a obra mais genial desta companhia de teatro. De 9 a 12 de Fevereiro é a vez da comédia “O Grande Criador”, a última produção do Chapitô. De 16 a 19 de Fevereiro volta à cena “Don Quixote”, com as aventuras e desventuras de duas grandes personagens. “É Bom Boiar na Banheira…” é o espectáculo infantil que também volta à cena aos sábados e domingos, às 16 horas, de 4 a 26 de Fevereiro. 48 Casino Estoril prepara Carnaval O Salão Preto e Prata do Casino Estoril vai receber, dia 27 de Fevereiro, o cantor brasileiro Jorge Ben Jor, que será o protagonista da noite de Carnaval. A festa começa às 20h30, com um welcome drink, a que se segue o jantar, no Salão Preto e Prata. A animação até de madrugada está garantida por vários grupos musicais. Entretanto, o mês de Fevereiro vai ter outras atracções no cartaz de espectáculos, com um concerto pela Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML), dia 11, pelas 17h00, no Salão Preto e Prata, com os solistas Igor Oistrakh no violino e Valeri Oistrakh na viola de arco. Orientada pelo maestro Álvaro Cassuto, a OML vai levar ao Casino a “Tarpeia – Marcha Triunfal”, de Beethoven, a “Sinfonia n.º2” de Domingos Bomtempo, e a “Sinfonia Concertante”, de Mozart. Cinema no Instituto Franco-Português Em Fevereiro continuam as exibições de um longo ciclo de cinema (13 filmes) dedicado ao tema “Fidelidade - Infidelidade”, que se estende até ao final do Março. Mais centrado na infidelidade da mulher – em particular da mulher casada, que parece ter sido a que mais inspirou os cineastas –, o ciclo presta homenagem à francofonia, com a participação de numerosos países francófonos, e ao cinema africano de expressão francesa e portuguesa. As sessões realizam-se no Instituto Franco-Português de Lisboa, sempre às 19h00 e os filmes estão legendados em português ou inglês: 6 de Fevereiro, La Peau Douce, de François Truffaut (drama); 7 de Fevereiro, La femme du Boulanger, de Marcel Pagnol (comédia); 13 de Fevereiro, La Femme Infidèle, de Claude Chabrol (drama); 14 de Fevereiro, L’Enfer, de Claude Chabrol (drama); 20 de Fevereiro, Marie Jo et ses deux amours, de Robert Guédiguian (romance); 21 de Fevereiro, Um casal encantador, de Lucas Belvaux (comédia). Othello no Teatro da Trindade Até 19 de Fevreiro, na sala principal do Teatro da Trindade está em cena o clássico de Shakespeare, Othello. Juntamente com Hamlet, Rei Lear e Macbeth , Othello é uma das quatro grandes tragédias de Shakespeare. O que mais distingue Othello das restantes tragédias é o papel do seu vilão: Iago. Enquanto o usurpador rei Cláudio de Hamlet , as descrentes filhas de Lear, e as endemoninhadas vilãs de Macbeth (Macbeth, a sua lady e as bizarras bruxas) são todos impressivamente malignos à sua maneira, nenhum deles goza mais com o seu diabólico papel como Iago. Texto de William Shakespeare e encenação de Joaquim Benite. De quarta-feira até sábado, às 21h30, e domingo às 16h00. Bilhetes entre 12 e 15 euros. Documentário português no Fórum Lisboa Panorama é a primeira Mostra do Documentário Português, um espaço para dar a conhecer os documentários que se fazem em Portugal ou por portugueses e proporcionar o encontro e partilha destas experiências. Durante 9 dias estão a ser apresentados cerca de 90 documentários nacionais produzidos nos últimos dois anos. A programação diária está organizada por blocos temáticos de filmes, sempre finalizados com um debate com a presença de pessoas ligadas ao cinema e ao tema concreto do bloco em questão. O Panorama é uma iniciativa conjunta da AporDOC (Associação pelo Documentário) e da Videoteca Municipal de Lisboa, que decorre no Fórum Lisboa até ao dia 5 Fevereiro. Lisboa foi tema da última “Egoísta” A Cidade de Lisboa foi o tema escolhido para a 25.ª edição da “Egoísta” e última de 2005. Os pontos de partida tratados neste número foram o terramoto, a cidade “de quando éramos crianças” e a dimensão histórica e factual dos destinos dos colaboradores da “Egoísta”. Foram recuperadas memórias, imagens e textos e publicadas abordagens de vários escritores, fotógrafos, jornalistas e artistas plásticos, que se revelaram surpreendentes e vão dar origem a um segundo volume deste número, a editar em Março. A revista da Estoril-Sol, “para ler, reler e coleccionar”, acaba de entrar no sétimo ano de publicação. Elevador da Bica pára até meados de Fevereiro O Elevador da Bica está parado desde dia 10 de Janeiro, pelo período de um mês, para trabalhos de manutenção periódica. Este elevador, declarado Monumento Nacional, e que liga a zona de São Paulo ao Bairro Alto, passando pelo Bairro da Bica, um dos mais castiços de Lisboa, volta a estar operacional em meados de Fevereiro, depois desta interrupção, que acontece todos os anos, de modo a garantir a sua total operacionalidade. Casa Cadaval convida a passar dia entre vinhos e cavalos lusitanos A Casa Cadaval criou um programa de um dia para que os visitantes conheçam melhor os vinhos ali produzidos e os cavalos criados desta casa de turismo rural, criada em 1648. À chegada, os participantes recebem as boas-vindas e têm a oportunidade de poder montar um cavalo lusitano para uma aula de dréssage. Depois é altura de conhecer, e provar, os vinhos de variedades seleccionadas (cabernet sauvignon, merlot e pinot noir), Padre Pedro, Herdade de Muge, e Marquesa do Cadaval. Abertos os apetites e os paladares, chega o convite para o almoço, pelo proprietário da quinta. Segue-se um passeio de charrete para ver esta propriedade em pormenor e antes de partir, é servido um chá junto ao lago. Rock in Rio cria kit para o Dia dos Namorados A organização do Rock in Rio – Lisboa e a FNAC vão colocar à venda, entre 1 e 15 de Fevereiro, 2.000 kits do Dia dos Namorados Rock in Rio-Lisboa 2006. Roberta Medina, Directora-Geral da Better World lembra que “depois de os kits de Natal esgotarem, muitas pessoas entraram em contacto com a organização dizendo que não o conseguiram comprar a tempo”, por isso os organizadores decidiram criar o kit para o Dia dos Namorados, “altura em que toda a gente procura oferecer bons presentes”. Composto por um voucher duplo, que pode ser trocado exclusivamente na FNAC entre os dias 21 de Fevereiro e 31 de Março por dois bilhetes de acesso ao mesmo dia do evento, à escolha. O kit contém ainda duas T-Shirts “Nós Vamos”, com um layout especial e único do Rock in Rio, para serem usadas em simultâneo pelos casais de namorados que o adquirirem. O kit do Dia dos Namorados Rock in Rio-Lisboa 2006 vai estar à venda exclusivamente na FNAC por 106 euros. VISÕES Carlos do Carmo Fadista O que pensa do turismo em Lisboa e dos turistas que nos visitam? Em 2006 falar sobre turismo é perder-se numa imensidão de conceitos. Começamos pela curiosidade, pelo desejo de ver, de aprender, de perguntar, de permutar culturas, civilizações e enfim viver com V maiúsculo na intemporalidade e continuamos pela oferta e pela democratização do turismo enquanto indústria competitiva num mundo globalizado, onde segundo o perfil do turista se oferece a diferença ao melhor preço. Portugal, país pequeno, muito antigo, bem presente na história dos povos e, segundo Agostinho da Silva, país que poderá de novo marcar a história da Humanidade, deve, na minha modesta opinião, pensar de uma forma profunda que turismo quer oferecer, que tipo de turista quer seduzir. Não basta o sol, o mar, a estrada, o porto, o aeroporto e o hotel. É necessária uma filosofia que passa pelo agigantamento de auto-estima e de uma criação de sinergias entre todos, olhando para o turismo como um desígnio nacional. Uma das características naturais que possuímos e que se revela em relação ao chamado Primeiro Mundo como uma vantagem é a nossa tradicional cordialidade e amabilidade que são um trunfo maior num país que deseja e precisa de turismo. A recuperação do nosso património histórico e cultural é seguramente indispensável, porque séculos de história são uma mais-valia que não temos o direito de subestimar. Não existe no mundo uma oferta qualitativa de peixe comparável à deste extremo ocidental da Europa. A nossa gastronomia, que se vai desenvolvendo de uma foram harmoniosa e cada vez mais no respeito pela sua própria raiz, é um aliado poderoso deste desígnio, assim como a cada vez maior qualidade dos nossos vinhos que pouco a pouco entram na selecção dos melhores. Não me vou alargar em mais considerações, que deixo para os especialistas, mas não me eximo de uma sugestão que resulta do que aprendi há décadas na Suíça – país de turismo por excelência. A abertura de uma unidade hoteleira ou de restauração não era possível sem que o seu proprietário não possuísse uma licenciatura em hotelaria e turismo. Se não nos tornarmos profissionais nesta matéria e se não estivermos atentos à descaracterização sistemática da nossa paisagem e qualidade de vida, estaremos condenados ao fracasso. Não o desejo porque gosto profundamente do meu querido Portugal! 49 • A FECHAR TURISMO deLISBOA Uma boa notícia Revista dirigida aos associados do Turismo de Lisboa, empresários, decisores e estudiosos da indústria turística. Director Vítor Costa [email protected] TURISMO DE LISBOA Tel: 21 031 27 00 Fax: 21 031 28 99 www.visitlisboa.com [email protected] • Editor 20 50 ano s de influên ci a Edifício Lisboa Oriente, Avenida Infante D. Henrique, 333 H Escritório 49 • 1800-282 Lisboa Tel. 21 850 81 10 - Fax 21 853 04 26 Email: [email protected] Directora de Marketing JOANA MACHADO [email protected] Secretariado ANA PAULA PAIS [email protected] Director Comercial NUNO MIGUEL DUARTE [email protected] Tel.: 96 214 93 40 Tel.: 21 850 81 10 • FAX: 21 853 04 26 Powered by Boston Media Tiragem 2500 exemplares Periodicidade Mensal Impressão RPO Depósito Legal 206156/04 Isento de registo no ICS ao abrigo do artigo 9º da Lei de Imprensa nº2/99 de 13 de Janeiro Durante a sessão de inauguração da BTL, o Presidente da AIP, Comendador Rocha de Matos, anunciou a construção de um novo Centro de Congressos, junto à FIL, no Parque das Nações. Trata-se de um novo equipamento, com capacidade para acolher os grandes Congressos até cerca de 10 mil participantes, que vai enriquecer a Cidade de Lisboa. Com este novo Centro de Congressos, a Cidade passará a poder candidatar-se em melhores condições a estes grandes eventos, em pé de igualdade com a concorrência. Lisboa é, já hoje, um destino de excelência para o MICE e o novo equipamento completará a oferta existente, tornando-a ainda mais competitiva. Este grande projecto, cuja concretização se espera o mais depressa possível, reforça a AIP como um parceiro fundamental do negócio turístico de Lisboa, enquanto gestora dos três principais equipamentos para o MICE: Centro de Congressos da Junqueira, FIL e, agora, este novo equipamento. E tudo isto com uma característica fundamental: é que, ao contrário da maioria das situações existentes, mesmo em cidades bastantes competitivas, a gestão destes equipamentos não é subsidiada pelo Estado ou pela autarquia. Parabéns à AIP. Repensar a BTL Realizou-se mais uma edição da BTL, desta vez mostrando alguns sinais de fragilidade do evento. A difícil situação económica que as empresas e instituições atravessam é um dos factores que afecta negativamente o evento. Mas há um aspecto que também se tornou evidente, e que foi a menor presença de compradores estrangeiros. É, pois, necessário que a BTL seja repensada e revitalizada, pois Portugal e Lisboa não podem perder a sua única feira de Turismo internacional, nem esta pode deixar de constituir uma oportunidade para vender o destino Portugal. O PENT Uma das iniciativas que marcou a BTL foi o anúncio do PENT – Plano Estratégico Nacional do Turismo. Trata-se de um documento elaborado ainda sem participação dos actores relevantes, mas que vai agora ser submetido a discussão pública, que esperamos clarificadora. Sobre a apresentação feita, que é a única informação publicamente divulgada, pouco se pode dizer: há muitas coisas que parece virem de outros Planos e documentos estruturantes; há aparentemente alguma mistura com coerência duvidosa de situações diferentes; não se percebe bem se o documento servirá de base, e em que condições, a um anunciado PIQTUR II; não foram estabelecidos objectivos quantificados; há algumas novidades aparentemente interessantes e positivas. Resta, agora, esperar por mais informação e participar na discussão pública. É, evidentemente, positivo que o Governo estruture um pensamento estratégico sobre o sector e ainda mais positivo que se disponha a ouvir – e esperemos a considerar – as opiniões dos intervenientes no processo. Mas também é importante que se passe à prática o mais rapidamente possível. Algumas das questões constantes do PENT arrastam-se há muito; outras, entre as quais a contratualização para 2007, não podem esperar pelo fim do ano para se definirem os termos da sua continuidade. DISTRIBUIÇÃO GRATUITA AOS ASSOCIADOS DO TURISMO DE LISBOA • Assinatura anual 24 euros Vítor Costa Director-Geral do Turismo de Lisboa