Anais do VIII Seminário de Iniciação Científica SóLetras – CLCA – UENP/CJ - ISSN 18089216
O PROFESSOR DE LÍNGUA INGLESA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO
FUNDAMENTAL: EM BUSCA DE NOVAS METODOLOGIAS
Ederson da Paixão
(Especialista em Educação Especial – Integrante do Projeto de Pesquisa “Os Primeiros
Dramas Elisabetanos” – GP “A Arte Teatral: Conceituação, História e Reflexões” –
UENP/CLCA –Jac.)
[email protected]
É fundamental pensar que os alunos são completamente diferentes uns dos
outros. Todos se diferem no que se refere à idade, ao sexo, à nacionalidade, à personalidade e
até mesmo no que concerne ao nível de conhecimento de uma língua.
Desta forma, seu comportamento em sala de aula é afetado por sua
motivação, necessidades, formação cultural, além de sua personalidade e estilo de apreensão
do conhecimento.
Segundo os estudos de Hadfield & Hadfield (2009, p. 8), o interesse em
aprender o inglês é fruto de razões externas, ou através de uma motivação extrínseca, visando
sua carreira ou estudos e, neste caso, podem se interessar em passar em um determinado
exame.
Por outro lado, muitos indivíduos podem visar ao aprendizado do inglês por
puro prazer, para se interagirem com os demais membros da sociedade, ou por apreciar
determinado país ou cultura. A estes indivíduos, cujas motivações se apresentam de dentro
para fora, chama-se de motivação intrínseca (HADFIELD & HADFIELD, 2009, p. 8).
Dependendo da formação cultural e educacional, os educandos apresentarão
diferentes expectativas no que diz respeito às aulas de Língua Inglesa. Em determinados
países, as aulas de Língua Estrangeira estão baseadas em regras gramaticais, tradução, leitura
e interpretação textos, enquanto em outros, o foco principal está mais na produção da fala
(oral), compreensão e comunicação.
Muitas vezes alguns alunos podem não ter aprendido a Língua Inglesa em
sala de aula, mas através de visitas ou por terem vivido em determinados países cujo idioma é
falado, e aprendido através de situações práticas do cotidiano.
Quando se refere ao aprendizado de um idioma pelos educandos (como é o
caso do inglês, por exemplo), devem ser levados em consideração os estilos de aprendizagem,
já que pessoas diferentes usam sentidos diferentes para aprender.
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Hadfield & Hadfield (2009, p. 9), apontam para três tipos de estilos de
aprendizagem, sendo estes os seguintes:
•
Estilo de Aprendizagem Auditivo: Onde o parendizado será mais eficaz quando
houver estímulos auditivos, como é o caso da língua falada, das músicas, dentre outros;
•
Estilo de Aprendizagem Visual: Onde o aprendizado será mais eficaz através da
utilização de materiais, tais como figuras, gráficos ou a própria escrita;
•
Estilo de Aprendizagem Cinestésico: Onde o aprendizado terá maior eficácia através
da utilização de movimentos.
De acordo com os moldes tradicionais, o estilo de aprendizagem
denominado como visual tende a atender melhor as necessidades educativas. Porém há
diversas atividades que podem ser elaboradas para atender todos os estilos de aprendizagem.
Sem dúvida alguma, os estilos de aprendizagem dependem muito da
personalidade de cada cidadão. Se os educandos forem mais extrovertidos, estes irão buscar
por atividades de produção oral, enquanto os menos extrovertidos terão preferência pelo
trabalho individual, como é o caso da leitura, por exemplo.
Assim como existem os estilos de ensino, para que haja um bom educando
deve-se levar em consideração, também, os diferentes estilos de ensino. Existem educadores
que são muito organizados e planejados, enquanto outros são mais abertos e flexíveis, por
exemplo.
Alguns professores por serem dinâmicos e extrovertidos, conseguem chamar
a atenção dos alunos. Outros são mais calmos e, na maioria das vezes, acabam perdendo o
domínio da turma.
O estilo de ensino que é utilizado pelo educador também dependerá da
personalidade do mesmo. Além disso, a postura assumida em sala de aula também dependerá
das suas ideias no que diz respeito ao processo de ensino e de aprendizagem.
Desta forma, um bom educador é aquele que busca sempre adquirir um
equilíbrio. Há ocasiões em que se torna imprescindível explicar e passar informações,
enquanto em outros deve-se motivar os discentes a buscar o conhecimento por si próprios.
Torna-se fundamental que o educador busque um estilo de ensino que esteja
adequado a si mesmo, e através do qual se sinta confortável. Já que todos os docentes
necessitam de princípios norteadores, são estes aos quais definem as técnicas e as atividades
que devem ser aceitas ou recusadas.
O Ensino de Idiomas: Princípios Norteadores
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O ensino de uma Língua Estrangeira Moderna está baseado em anos de
estudos e pesquisas, e encontra-se em constante desenvolvimento.
Não é ofertado em nenhuma hipótese um padrão a ser seguido em todas as
aulas, mas há alguns princípios que servem como base para nortear a forma como os
professores desenvolvem suas práticas pedagógicas.
Os estudos de Hadfield &Hadfield (2009, p. 11-12), enfocam quatro
princípios, descritos a seguir:
•
Língua como Veículo de Comunicação: Aponta que o objetivo de aprender um
determinado idioma está em estabelecer uma comunicação através do mesmo;
•
As Individualidades Discentes: Sabendo que os alunos aprendem de formas diferentes,
faz-se necessário que o professor atenda às diversas dificuldades, ofertando um ensino com
qualidade a todos;
•
Aprendizagem como Experiência Positiva: Onde os docentes devem procurar ofertar
atividades interessantes e inovadoras, cujas aulas devem deixar transparecer um objetivo
claro;
•
Estimular os Educandos a Atingir seu Potencial Máximo: Obtido através de desafios e
estímulos mediados pela prática pedagógica adequada por parte do educador.
Ao pensar no ensino de Línguas Estrangeiras, é fundamental considerar-se
as perspectivas de linguagens que estão na base da compreensão entre as relações dos sujeitos.
É a partir das perspectivas de linguagem que são propostas algumas formas de considerar o
ensino de línguas (LIBERALI, 2009, p. 10).
O ensino de idiomas está pautado nas perspectivas de linguagens, e
organiza-se de forma a oportunizar os educandos a trabalhar no sentido de conceber a língua
(SCHNEUWLY & DOLZ, 2004).
O ensino determinado normativo é aquele que busca focalizar o trabalho
com elementos onde a forma gramatical correta é a base deste trabalho.
O ensino de funções consiste naquele em que os atos de fala se combinam
com as situações comunicativas, e servem para aplicar aquilo que trabalharam em situações
fechadas para os poucos se tornarem mais livres para participar de outras situações.
Ao realizar um trabalho com gêneros textuais, há a preocupação em se
trabalhar com a forma global do texto, e espera-se que os alunos possam abstrair
generalizações de propriedades globais. O ensino de gêneros tem o propósito de focalizar
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textos materializados na vida diária dos indivíduos, como é o caso de telefonemas, bilhetes,
mensagens SMS, e-mails, conversa entre amigos, dentre outros.
No desenvolvimento do ensino temático há um enfoque das ideias centrais
do texto, de forma que se ocupa de certos fatores de produção e compreensão como sendo
essenciais, onde o discurso terá interesse devido ao seu teor temático, e toda a discussão de
estratégias para a compreensão e produção (LIBERALI, 2009, p.11).
O ensino por meio de estratégias destaca o trabalho com processos
cognitivos, os quais são necessários à compreensão, produção e aprendizagem do idioma. O
foco recairá, portanto, sobre o desenvolvimento e a discussão dos processos cognitivos.
Refletindo no ensino por meio de atividades sociais (LIBERALI, 2009),
percebe-se que este se realiza através de ações desenvolvidas por determinado grupo social,
no intuito de alcançar um determinado motivo ou objetivo. Desta forma, os gêneros textuais
não são mais o foco, mas “artefatos” que possibilitam a transformação e o desenvolvimento
da atividade.
A disciplina de Língua Estrangeira Moderna possui duas abordagens
teóricas para a prática em sala de aula. A primeira delas trata – se da estruturalista, que se
refere ao ensino da gramática, e a segunda trata – se da comunicativa, que consiste no fato de
estudar a língua Estrangeira de acordo com as necessidades reais de comunicação.
É a partir destas duas abordagens que surgem as diferentes perspectivas e
maneiras de ensinar, que serão descritas abaixo:
•
Perspectiva Tradicional: Era utilizada no século XVI no ensino da Língua Grega e
da Língua Latina. O objetivo era fazer com que os educandos dominassem a gramática
normativa e a tradução literal. Dentre as estratégias propostas encontram – se o
trabalho com exercícios de tradução de textos, memorização de regras gramaticais e
vocabulário, por exemplo;
•
Perspectiva Direta: Tornou – se oficial no Brasil nas décadas de 1930 e 1940. O
principal defensor foi Antônio Carneiro Leão. O objetivo desta perspectiva era o de
fazer o educando a começar a pensar em outro idioma sem a técnica de tradução.
Algumas das estratégias eram as de praticar exercícios de conversação sob a forma de
perguntas e respostas. A língua materna não era utilizada, e todo o processo de
compreensão dos diálogos se dava por meio de gestos e jogos de imagens. A
aprendizagem estava baseada em ouvir – falar – ler – escrever, com atividades
gramaticais e de compreensão textual;
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•
Perspectiva Audiolingual: Tal método surdiu nos anos de 1950, e sofreu forte
influencia de Burrhs Frederic Skinner e Ferdinand Saussure. O objetivo era o de fazer
o aluno a adquirir a fluência no idioma estrangeiro de uma forma totalmente natural. O
ensino encontra – se totalmente embasado na audição, repetição, memorização e
exercícios orais a partir de sentenças já elaboradas;
•
Perspectiva Sociointeracionista: A presente metodologia passou a ser utilizada a
partir da década de 1970, de acordo com os pensamentos de Lev Vygotsky. Também
recebe o nome de método sociocultural, não defendendo um método específico. O
objetivo deste foca – se no ato de apreender a Língua Estrangeira nos diferentes
contextos onde realmente é empregada. Dentre as suas estratégias de ensino destacam
– se a elaboração de situações reais de uso da língua, através do desenvolvimento de
atividades que necessitem da comunicação entre as pessoas e, para isto, fazendo – se o
uso de diferentes gêneros textuais.
O sucesso de uma boa aula (de língua estrangeira, por exemplo), dependerá
do planejamento da mesma, e se o educador conhece bem a turma, certamente consegue
prever a reação dos alunos quanto a realização da mesma, e se terá resultados (MALAMAH –
THOMAS, 1987).
Sendo assim, conclui – se de maneira explícita que, quando o professor
conhece seus alunos e, constantemente busca atividades inovadoras para suas aulas, terá mais
facilidade para transmitir o conteúdo e uma maior aceitação por parte dos educandos.
De acordo com Hadfield (1994), ao escolher atividades inovadoras, os
docentes devem refletir sobre os seguintes fatores:
•
O perfil dos alunos;
•
O estilo do professor bem como sua personalidade;
•
O desenvolvimento das aulas;
•
O planejamento das aulas (dias, semanas, período letivo, carga horária);
•
As limitações apresentadas pelo conteúdo programático a ser estudado.
Provavelmente o docente terá preferência ao escolher atividades
relacionadas à sua personalidade. Porém, ao escolher atividades diversificadas, poderá ajudar
a alterar o ritmo das suas aulas (NOBRE, 2010, p. 14).
A seguir serão propostas algumas atividades que poderão servir como base
para a prática pedagógica, e que certamente facilitarão o trabalho do educador em seu dia – a
– dia.
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Sugestões de Atividades para as Aulas de Língua Inglesa
Atividade 1 – Board Races (Corrida ao Quadro Negro) – Adaptada de Nobre (2010)
Objetivo da atividade:
Desenvolver a agilidade, rapidez, atenção e raciocínio dos educandos.
Como praticar:
A sala será dividida em equipes. Cada equipe contará com um representante
que iniciará a corrida.
O docente fará o ditado de uma palavra, e o aluno terá que correr até o
quadro para escreve – la. Em seguida, retornará para o seu lugar e passará o giz para o seu
colega.
Após todos jogarem, o professor fará a correção das palavras escritas
juntamente com os alunos, e será atribuída uma pontuação “X” para cada acerto, para
verificar qual das equipes foi a campeã.
Atividade 2 – Interviewing your Classmates (Entrevistando seus Colegas de Classe)
Objetivo da atividade:
Treinar a pronúncia das palavras, e praticar o diálogo em inglês.
Como praticar:
Depois de trabalhar frases curtas em inglês (saudações, por exemplo),
através das quais os alunos poderão conhecer outras pessoas, o professor poderá propor que
todos os alunos sentem – se em duplas ou pequenos grupos e realizem breves diálogos através
de perguntas diversas, onde eles poderão conhecer melhor seus colegas.
Atividade 3 – Adição e Subtração
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Objetivo da atividade:
Praticar o raciocínio matemático e os números em inglês.
Como praticar:
O educador deverá elaborar pequenas cartelas de bingo, as quais possuam
uma simples continha de adição ou subtração. O resultado de cada operação deverá ser escrito
em um pedaço de papel e colocado em uma urna. O professor fará o sorteio e cantará o
resultado em inglês, e em seguida colocar o resultado no quadro.
Os alunos terão que fazer o cálculo e analisar se possuem o resultado em sua
cartela. Para facilitar a atividade, o professor poderá disponibilizar alguns minutos no início
para que os alunos possam realizar as operações.
Atividade 4 – Miscelânea de Palavras – Adaptada de Weissheimer (2011)
Objetivo da atividade:
Mostrar aos educandos desde cedo, a diferença entre palavras estrangeiras e
da própria Língua Portuguesa, encontradas no dia – a – dia.
Como praticar:
O professor irá dividir a classe em grupos, aos quais serão distribuídas
diversas palavras recortadas de jornais ou revistas já recortadas pelo educador. Em seguida, os
alunos serão orientados a localizar quais delas são de origem estrangeira e, oralmente, apontar
o resultado de suas conclusões, bem como as características de cada palavra estudada.
Atividade 5 – Spelling (Soletrando)
Objetivo da atividade:
Trabalhar o alfabeto em inglês, o raciocínio, a atenção, e a grafia de
palavras em Língua Inglesa.
Como praticar:
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O educador terá que selecionar algumas palavras já estudadas ou que
estejam sendo trabalhadas. O professor terá que soletrar as palavras de acordo com o alfabeto
em inglês, e os educandos terão que montar as palavras de acordo com o ditado do docente..
Após o término da atividade, o professor escreverá todas as palavras na
lousa, e os alunos farão a própria correção no caderno.
Atividade 6 – Memory Game (Jogo da Memória)
Objetivo da atividade:
Trabalhar com a memória e o raciocínio dos alunos.
Como praticar:
O professor recortará as figuras das revistas e/ou jornais (ou até mesmo
desenhá-las), e as colocará em pequenos cartões do mesmo tamanho, recortados da cartolina
ou do papelão.
Em outros cartõezinhos, o educador escreverá o nome de cada figura em
inglês com a canetinha, em letra legível.
O educador, antes de começar o jogo, deverá apresentar todas as peças ao
aluno, apontando as figuras e o seu respectivo nome. Sugere-se que o profissional não utilize
muitas palavras, nem muito difíceis, aproximadamente 10 ou 15 palavras.
As figuras devem estar viradas sobre a mesa, e o seu nome em posse do
professor. O educador escolherá uma palavra aleatoriamente e mostrará ao educando (que já
deve conhecer o seu significado), que deverá procurar dentre as figuras dispersas. Propõe-se
mudar a palavra a cada erro, para não correr o risco de o discente adivinhar a figura, e não ter
o real conhecimento.
Atividade 7 - “Find and Say” (Encontre e diga o nome)
Objetivo da atividade:
Desenvolver a habilidade do tato, o raciocínio e a atenção dos educandos.
Como praticar:
Todos os materiais devem ser colocados em uma caixa para evitar que se
“percam” do aluno enquanto este pratica.
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O educando deve ter o conhecimento de todos os objetos e de seu
significado em inglês.
O professor deverá escolher um dos objetos dispostos dentro da caixa, dizer
seu nome em inglês e pedir ao aluno (que estará com os olhos vendados), que procure aquele
objeto e em seguida repetir o seu nome.
Cabe ressaltar que os objetos devem estar relacionados com o conteúdo
estudado. Além de avaliar a parte escrita (que também é importante), o professor pode
utilizar, também, este tipo de metodologia para facilitar o aprendizado, visto que o discente
não consegue ver os objetos.
Atividade 8 – Jogo da Forca
Objetivo da atividade:
Trabalhar a memória dos discentes e a escrita das palavras em inglês.
Como praticar:
Para realizar esta brincadeira, é importante que o educador elabore um
material que possa ser utilizado várias vezes e em turmas diferentes. Os materiais propostos
são os seguintes: EVA de várias cores; Tesoura; Canetinha e Fita adesiva.
O educador deve desenhar o modelo da forca com a canetinha no EVA e em
seguida recortá-lo. Logo em seguida em EVA colorido, deve-se desenhar o corpinho de uma
criança (pode ser menino e/ou menina), com as partes do corpo separadas, para ser montado
com o desenrolar da brincadeira.
O professor de inglês antes de começar a brincadeira deve selecionar um
tema como colors (cores), por exemplo, já que se deve utilizar palavras do contexto escolar
que o educando conheça.
Logo após brincar com todas as cores mais conhecidas, sugere-se que o
profissional alterne os temas, que devem estar relacionados com o conteúdo que foi ou está
sendo estudado, como é o caso dos meses do ano (moths of the year), dias da semana (days of
the week), números (numbers), roupas (clothes) e animais (animals), por exemplo.
É importante destacar que ao mesmo tempo em que ocorre a brincadeira, o
professor pode ensinar paralelamente as partes do corpo (parts of the body), enquanto montase o corpo da criança a cada letra errada.
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Atividade 9 - “Memory Game with words ” (Jogo da Memória com Palavras)
Objetivo da atividade:
Trabalhar com a memória e o raciocínio dos alunos.
Como praticar:
Para desenvolver este jogo, o professor da Língua Inglesa deve fazer uma
seleção de palavras e dispô-las em uma sequência que deve ficar em suas mãos. Para isso ele
deve utilizar-se de um dicionário, do qual deve retirar palavras que dizem respeito ao
conteúdo trabalhado.
O professor de Língua Inglesa deverá fazer a leitura das palavras
selecionadas pausadamente, para uma melhor fixação por parte do educando, para que este
repita a mesma sequência de palavras na mesma ordem.
Isso deve ser feito com poucas palavras por vez, mas deve – se utilizar
palavras diferentes em cada ocasião. É interessante e importante que o significado das
palavras selecionadas sejam apresentadas aos discentes para que, se não consigam ler,
consigam guardar na memória.
Dentre as palavras selecionadas podem ser utilizadas as colors (cores), os
numbers (números), dentre outros.
Uma das propostas de atividades diferenciadas pode ser a utilização de
brincadeiras e/ou jogo para a Língua Inglesa, pois assim o aluno estará se divertindo,
trabalhando o seu psicológico e ao mesmo tempo estudando e aprendendo inglês.
Os jogos e brincadeiras aqui apresentados são algumas sugestões para os
educadores, podendo ser modificados dependendo dos conteúdos a serem estudados. Diversos
outros podem ser elaborados dependendo da disponibilidade de tempo, de materiais e de
criatividade por parte do educador.
Considerações finais
É nítido o desinteresse pela maioria dos educandos quanto ao aprendizado
de uma língua estrangeira, já que muitos não têm interesse nem pela sua língua materna.
Assim sendo, é fundamental que o docente dos anos iniciais do ensino fundamental explore
ao máximo suas metodologias, para que possa despertar o interesse dos discentes desde cedo.
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A presente pesquisa teve o propósito de apresentar algumas ideias referentes
à prática docente em sala de aula para alunos dos anos iniciais, através de propostas de
atividades que facilitarão o trabalho docente.
O presente trabalho não teve o propósito de esmiuçar os dados aqui
explanados. Os dados aqui apresentados não se esgotam, portanto, nesta breve análise.
Referências
HADFIELD, J. Classroom Dynamics (Dinâmicas em Sala de Aula). Resourse Book for
Teachers. Oxford: Oxford University Press, 1994.
MALAMAH – THOMAS, A. Classroom Interaction (Interação em Sala de Aula).
Language Teaching. A Scheme for Teacher Education. Oxford: Oxford University Press,
1987.
NOBRE, Vinicius. Estratégias para gerar interesse e disciplina em alunos adolescentes.
In: Inglês na sala de aula: Aça e reflexão. (Org.) Sandra Possas. 1. ed. São Paulo: Moderna,
2010. p. 13 – 18.
WEISSHEIMER, Janaina. Como aprender uma língua estrangeira. In: Mundo Jovem: Um
jornal de ideias. Nº144. Março de 2011. Porto Alegre: PUCRS Editora. ISSN nº 1677 – 1451.
p. 21.
Para citar este artigo:
PAIXÃO, Éderson da. O professor de língua inglesa nos anos iniciais do ensino
fundamental: em busca de novas metodologias. In: VIII SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO
CIENTÍFICA SÓLETRAS - Estudos Linguísticos e Literários. 2011. Anais... UENP –
Universidade Estadual do Norte do Paraná – Centro de Letras, Comunicação e Artes.
Jacarezinho, 2011. ISSN – 18089216. p. 541 -551.
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O PROFESSOR DE LÍNGUA INGLESA NOS ANOS INICIAIS