Panorama setorial do alumínio
e das empresas integradas
Comportamento social e trabalhista - perfil do setor
PUBLICAÇÃO DO OBSERVATÓRIO SOCIAL
Setembro de 2003
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil
APRESENTAÇÃO ______________________________________ 03
INTRODUÇÃO ________________________________________ 05
NOTA METODOLÓGICA ___________________________________ 06
PANORAMA INTERNACIONAL _______________________________ 07
Produção Mundial ____________________________________ 09
Consumo Mundial ____________________________________ 16
Comércio Mundial ____________________________________ 20
Principais Grupos e Empresas Integradas ________________________ 26
Perfil setorial de atuação dos grupos e empresas ____________________ 26
Organização e atuação mundial da Alcoa ________________________ 32
Organização e atuação mundial da Alcan ________________________ 44
Posição relativa das empresas na cadeia produtiva e fontes de suprimentos _____ 52
Internacionalização e fluxo espacial de produção por empresa ____________ 59
PANORAMA NACIONAL ___________________________________ 65
Produção nacional ____________________________________ 67
Consumo Nacional ____________________________________ 68
Comércio Exterior _____________________________________ 70
Importações _______________________________________ 70
Exportações ________________________________________ 72
Grupos Empresariais ___________________________________ 75
CADEIA PRODUTIVA DO ALUMÍNIO PRIMÁRIO ______________________ 81
CONCLUSÕES ________________________________________ 85
ANEXOS ___________________________________________ 91
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS _____________________________ 105
N
uma economia cada vez mais globalizada, a geração e a manutenção
dos empregos e dos direitos trabalhistas estão cada vez mais
condicionadas ao desempenho produtivo e comercial dos grupos
empresarias. Acompanhar a concorrência, fusões e aquisições das
empresas cada vez mais interessa aos sindicatos, porque milhares
de empregos estão sendo decididos.
Pela importância do setor do alumínio e de sua cadeia produtiva, o
presente estudo representa um esforço para acompanhar as principais
tendências do segmento, para que os sindicatos possam atuar frente
as principais mudanças que estão ocorrendo neste setor.
O estudo está estruturado da seguinte forma:
- A primeira parte apresenta um estudo e traça um perfil do panorama
mundial e nacional do setor, destacando as principais tendências da
produção, consumo e comercialização do alumínio;
- A segunda parte identifica os principais grupos e empresas
integradas inseridos neste segmento. Incluímos dados das principais
empresas na cadeia do alumínio, com destaque para a organização
e atuação mundial e no Brasil da Alcoa (EUA) e da Alcan (Canadá).
Ao descrever as estratégias empresarias, oferecemos um forte
subsídio para que os sindicatos elaborem suas estratégias no espaço
nacional e internacional, em sintonia com as mudanças no processo
de produção e na conduta dos principais grupos empresariais.
A terceira parte do trabalho destaca o panorama nacional, com dados
sobre a produção, consumo, comércio exterior e os principais grupos
empresariais.
Hoje, mais do que nunca, as ações sindicais nacionais e sobretudo
as de caráter internacional, requerem uma dose elevada de análise e
estudos. Por isto, a nossa convicção é de que o “Panorama Setorial
do Alumínio e das Empresas Integradas” contribuirá para fortalecer
os sindicatos neste segmento.
O presente estudo contou com o esforço técnico conjunto do DESEP/
CUT (Departamento de Estudos Sócio-Econômicos e Políticos da CUT)
e do Observatório Social.
Ao mesmo tempo, o estudo e a publicação que dele resultou contaram
com uma enorme rede de apoiadores: em âmbito internacional
contamos com a cooperação das centrais sindicais da Noruega (LO
Noruega), da Alemanha (DGB Bildunsgwerk), da Holanda (FNV
Mondiaal) e dos Estados Unidos da América (Centro de Solidariedade
da AFL-CIO).
No Brasil, contamos com o apoio das principais entidades envolvidas
neste segmento: Confederações Nacionais dos Metalúrgicos (CNM/
CUT), dos Químicos (CNQ/CUT) e do Setor Mineral (CNTSM/CUT),
além do INST/CUT (Instituto da Saúde o Trabalhador).
A enorme coalizão de entidades envolvidas neste projeto
proporcionou um estudo de qualidade e inédito pela sua abrangência
que, ao nosso juízo, permitirá maior qualidade na atuação dos atores
sociais.
Kjeld Jakobsen
Presidente do Observatório Social
Apresentação
4
O
alumínio vem progressivamente substituindo
outros metais não metálicos como insumo de
diversos ramos industriais. Em análises
anteriores, enfatizamos que o alumínio
primário ganha espaço na indústria de
materiais de transporte, na construção civil e
na indústria de embalagens, na qual há tempos
é o insumo primordial. De fato, dados para
1995 (último disponível) sobre a composição
do consumo mundial de alumínio indicam que
71% do consumo estão concentrados nesses
três segmentos.
Trata-se, portanto, de problema de pesquisa
que encerra inegável justificativa em sua
compreensão. Primeiro, porque a indústria de
materiais de transporte, na qual se inserem as
montadoras automobilísticas e os hangares
aeroespaciais, representa parcela expressiva
do PIB industrial mundial e do comércio
intrafirmas internacional. Segundo, porque a
construção civil traduz a expansão do estoque
de capital de qualquer economia, trata-se,
então, de investimento. Terceiro, porque a
indústria de embalagens é termômetro preciso
do nível de atividades de qualquer economia.
Assim, busca-se neste estudo traçar duas
dimensões sobre a cadeia produtiva do
alumínio. Dimensões essas complementares
às que aqui estão segmentadas, em virtude da
eficácia analítica. O primeiro objetivo é traçar
dois perfis do setor: um panorama mundial e
um panorama nacional. Em ambos avaliamos a
produção, o consumo e o comércio exterior.
O segundo objetivo é identificar e detalhar as
estratégias empresariais dos principais grupos
inseridos nesse segmento. Dessa forma,
identificamos as posições relativas de cada um
dos principais grupos na produção mundial de
bauxita, alumina, alumínio primário e, na
medida da disponibilidade de informações, na
produção de transformados de alumínio. Além
disso, identificamos os fluxos especiais
derivados das estratégias de
internacionalização da produção.
A consecução de ambos os objetivos nos
capacita a analisar a estrutura de mercado
para o alumínio primário. Especificamente para
esse elo da cadeia produtiva porque se trata
da fase mais próxima dos produtos
transformados e porque, para esses produtos,
não dispomos de estatísticas suficientes.
Introdução
5
NOTA METODOLÓGICA
As informações apresentadas nos capítulos relativos à estrutura organizacional e à
atuação dos grupos Alcoa e Alcan, tanto no Brasil quanto no mundo, foram
elaboradas a partir de inúmeras fontes nacionais e internacionais. No recorte
temporal, buscou-se privilegiar, tanto quanto possível, séries históricas (a partir de
1998) e os dados mais recentes disponíveis (normalmente, os anos de 2000 e
2001).
Os dados relativos à produção global de bauxita, alumina e alumínio primário, bem
como sua distribuição geográfica, foram compostos por meio das seguintes fontes:
relatórios anuais das empresas, World-Aluminium, US Geological Survey e World
Bureau of Metal Statistical.
As informações econômico-financeiras dos grupos, além das referências aos
processos de aliança, fusão e aquisição empresariais, localização de plantas e
número de funcionários foram obtidas dos relatórios anuais das empresas e de
publicações setoriais como “Balanço Anual”, da Gazeta Mercantil, “Melhores e
Maiores” da Revista Exame, e da imprensa especializada.
No que diz respeito aos itens 4.4.1.1 e 4.4.1.2, os grupos Alcoa e Alcan atuam no
Brasil através de empresas próprias (filiais) ou nas quais possuam participação
acionária. Para este último caso, dever-se-ia proceder a uma ponderação que
considerasse o número de trabalhadores da unidade em proporção equivalente à
sua participação acionária, o que revelaria com maior exatidão o número de
trabalhadores sobre os quais cada grupo teria responsabilidade.
6
Panorama Internacional
7
8
Produção mundial
A produção mundial de alumínio primário cresceu cerca
de 26% entre 1992 e 2001 (Tabela 1). Isso reflete, em
grande medida, a expansão mundial da produção
industrial no período, mas especialmente o avanço
progressivo da utilização do alumínio como suprimento
em setores industriais que detêm posições expressivas
na formação do produto industrial em escala mundial,
particularmente as indústrias de material de transporte,
embalagens, construção, material elétrico, mecânica e de
bens de consumo.
Observa-se que a variação da produção mundial
nesse período foi muito influenciada pela
expansão da produção na China (+ 1,6 milhão
de toneladas), Austrália (+ 564 mil t.), Canadá
(+ 528 mil t.), África do Sul (+ 507 mil t.) e
Rússia (+ 500 mil t.). Ao mesmo tempo, houve
expressiva queda da produção nos EUA (-1,44
milhão t.).
Assim, entre os quatro maiores produtores
mundiais, os EUA apresentaram desempenho
muito ruim, com variação negativa de 36%.
Essa queda da produção dos EUA concentrase no período de 2000/2001. A redução da
produção em 29% é especialmente motivada
pelo racionamento da energia. Nesse período,
várias empresas reduziram a produção, já que
os lucros decorrentes da venda de energia
passaram a ser superiores aos lucros
operacionais (US Geological Survey,
Aluminium 2001, Plunkert). Com isso, os EUA
perderam a posição de líder mundial para a
Rússia, cuja produção cresceu cerca de 18%.
Nesse seleto clube dos maiores produtores
mundiais, a China exibiu a maior taxa de
expansão, com 145%. Saltou da sexta para a
segunda posição na produção mundial de
alumínio primário. Isso reflete a fantástica
expansão da demanda interna de alumínio e
do crescimento do PIB industrial da China,
atingindo taxas superiores a 15% ao ano nos
anos noventa (FMI).
comportamento dos produtores mais
tradicionais e daqueles mais recentes, nos
quais a capacidade instalada ganha relevância
internacional no início dos anos noventa. No
primeiro grupo (Austrália, Brasil, Noruega, Índia,
Alemanha, Venezuela, França e Espanha), os
países que exibiram menor dinamismo foram:
Alemanha, Brasil, Venezuela, Espanha e
França. No caso do Brasil, o baixo crescimento
econômico e os dilemas do setor energético
explicam, entre outros aspectos, a estagnação
da produção. Ainda na categoria dos
produtores mais tradicionais (exceto os quatro
maiores produtores), os países que relevaram
maior dinamismo foram: Austrália, Índia e
Noruega, com taxas de crescimento de 45%,
29%, e 23%, respectivamente.
Já no grupo de produtores mais recentes, devese salientar a notável expansão da produção
de alumínio primário na África do Sul, EAU
(Emirados Árabes Unidos) e Barein, com
variações de 293%, 104% e 74%,
respectivamente.
Já o Canadá parece consolidar sua posição
entre os quatro maiores produtores mundiais
por meio de um crescimento robusto de 27%
(somente inferior ao da China, entre os quatro
líderes), beneficiando-se, em grande medida,
do racionamento de energia nos EUA.
A diferenciação do crescimento da produção
de alumínio primário entre os quinze maiores
produtores refletiu-se em mudanças na
participação relativa desses países na
produção mundial, como se pode observar na
Tabela 2. Os países que aumentam suas
participações na produção mundial são, em
ordem decrescente: China, Austrália, África do
Sul, Barein e EAU. A China eleva sua posição
relativa na produção mundial de 6% para 11%.
Outros países (Canadá, Noruega e Índia) foram
capazes de manter suas posições no ranking
mundial. Os demais revelaram queda, com
destaque para os EUA, que perdem a metade
de sua participação.
Entre os demais países que constam na
Tabela 1, deve-se atentar para o
Desse modo, o comportamento da produção
mundial de alumínio primário resultou em
9
dinâmicas muito distintas entre os maiores
produtores mundiais e adicionalmente refletiu
relativa desconcentração geográfica da
produção (Tabela 2). A participação somada
dos dez maiores produtores caiu de 76% para
cerca de 69%, influenciada, em grande medida,
pelo baixo desempenho da produção norteamericana.
Tabela 1 – Produção mundial de alumínio primário e países líderes – mil/ton/ano
País
Rússia
China
EUA
Canadá
Austrália
Brasil
Noruega
África do Sul
Índia
Alemanha
Venezuela
França
Barein
EAU
Espanha
Sub-total (4)
Sub-total (10)
Sub-total (15)
Outros
Total
1992
1994
1996
1998
2000
2.700,0
1.100,0
4.042,0
1.972,0
1.236,0
1.193,0
813,0
173,0
496,0
603,0
561,0
418,0
292,0
245,0
359,0
9.950,0
14.716,0
16.203,0
3.297,0
19.500,0
2.670,0
1.450,0
3.299,0
2.255,0
1.317,0
1.185,0
858,0
172,0
472,0
505,0
585,0
388,0
447,0
247,0
338,0
9.674,0
14.596,0
16.188,0
3.012,0
19.200,0
2.874,0
1.770,0
3.577,0
2.283,0
1.372,0
1.195,0
863,0
570,0
531,0
576,0
629,0
380,0
461,0
259,0
362,0
10.504,0
15.709,0
17.702,0
3.098,0
20.800,0
3.005,0
2.340,0
3.713,0
2.374,0
1.627,0
1.208,0
996,0
677,0
542,0
612,0
585,0
424,0
501,0
387,0
362,0
11.432,0
17.137,0
19.353,0
3.247,0
22.600,0
3.245,0
2.550,0
3.668,0
2.373,0
1.769,0
1.277,0
1.026,0
671,0
560,0
644,0
570,0
441,0
509,0
500,0
366,0
11.836,0
17.793,0
20.169,0
3.831,0
24.000,0
2001
(e)(*)
3.200,0
2.700,0
2.600,0
2.500,0
1.800,0
1.200,0
1.000,0
680,0
641,0
600,0
570,0
450,0
11.000,0
16.921,0
24.521,0
92/01
(%)(**)
18,5
145,5
-35,7
26,8
45,6
0,6
23,0
293,1
29,3
-0,5
1,6
7,7
74,3
104,1
1,9
10,5
15,0
25,7
Fonte: U.S. Geological Survey, Mineral Commodity Summaries, diversos números.
(e) estimativa.
(*) O Total de 2001 é indicado pelo World Bureau of Metal Statistical.
(**) As taxas de variação de Barein, EAU e Espanha correspondem ao período 92/00.
Elaboração: DESEP/CUT
10
Cap.inst
(2000)
3.200,0
2.640,0
4.280,0
2.550,0
1.770,0
1.260,0
1.020,0
676,0
640,0
26.200,0
Tabela 2 – Participação de países líderes na produção mundial de alumínio primário - (%)
País
1992
1994
1996
1998
2000
2001 (e)
Rússia
13,8
13,9
13,8
13,3
13,5
13,1
China
5,6
7,6
8,5
10,4
10,6
11,0
EUA
20,7
17,2
17,2
16,4
15,3
10,6
Canadá
10,1
11,7
11,0
10,5
9,9
10,2
Austrália
6,3
6,9
6,6
7,2
7,4
7,3
Brasil
6,1
6,2
5,7
5,3
5,3
4,9
Noruega
4,2
4,5
4,1
4,4
4,3
4,1
África do Sul
0,9
0,9
2,7
3,0
2,8
2,8
Índia
2,5
2,5
2,6
2,4
2,3
2,6
Alemanha
3,1
2,6
2,8
2,7
2,7
2,4
Venezuela
2,9
3,0
3,0
2,6
2,4
2,3
França
2,1
2,0
1,8
1,9
1,8
1,8
Bahrein
1,5
2,3
2,2
2,2
2,1
-
EAU*
1,3
1,3
1,2
1,7
2,1
-
Espanha
1,8
1,8
1,7
1,6
1,5
-
Sub-total(4)
50,2
50,4
50,5
50,6
49,3
44,9
Sub-total (10)
73,3
74,0
75,0
75,6
74,1
69,0
Sub-total (15)
82,9
84,4
84,9
85,6
84,0
73,1
Outros
17,1
15,6
15,1
14,4
16,0
26,9
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
Total
Fonte: U.S. Geological Survey, Mineral Commodity Summaries, diversos números.
(e) estimativa.
Elaboração: DESEP/CUT
A produção mundial de alumina entre 1992 e
2000 acompanha a trajetória da produção de
alumínio primário, porém com crescimento
pouco menor, cerca de 18% (Tabela 3). Este
segmento coloca-se em fase anterior na cadeia
produtiva do alumínio primário. Portanto, o seu
volume de produção é determinado, em grande
medida, pela demanda de produção do alumínio
primário e pela política de formação e gestão
de estoques das grandes empresas produtoras
de alumínio primário. É o caso especialmente
das empresas que não são integradas (não
atuam em diversas fases da cadeia do alumínio)
ou daquelas que, apesar de contar com
presença em fases (inclusive de alumina), não
contam com volume de produção adequado às
necessidades de suas smelters (usinas de
fundição do alumínio primário).
minério que é o insumo básico da produção
da alumina. Em razão disso, a configuração
dos maiores produtores mundiais de alumina
é distinta daquela observada no alumínio
primário. Ao compararmos a composição dos
quinze maiores produtores de alumina e
alumínio primário, é possível identificar uma
nítida especialização da Jamaica, Ucrânia,
Irlanda, Cazaquistão e Itália na produção de
alumina. Além disso, os demais países ocupam
posições diferenciadas na produção mundial
nessas fases da cadeia do alumínio.
Observa-se que a territorialidade da produção
mundial de alumina está associada não só aos
grandes centros produtores do alumínio
primário, mas também à proximidade
geográfica das grandes minas de bauxita,
De fato, entre os quatro maiores produtores
mundiais, a China, assim como em alumínio
primário, revelou crescimento da produção
muito superior aos demais, com cerca de
174%, deslocando-se da sétima para a terceira
Nota-se também que a evolução da produção
da alumina, entre os maiores produtores
mundiais, não foi linear no período 1992/2000,
revelando taxas de crescimento muito
diferenciadas.
11
posição no ranking mundial. Já a Austrália
manteve-se na liderança mundial, com
crescimento de 33%. A Jamaica exibiu
expansão pouco superior a 23%. O único país
entre os quatro maiores produtores que revelou
queda de produção de alumina foi os EUA, com
taxa negativa de 8%.
Já entre os demais produtores é possível
identificar quatro comportamentos distintos
quanto à evolução da produção. No Brasil
ocorre expressiva expansão da produção de
alumina, com taxa superior a 90%, só inferior
ao ritmo de crescimento da China. Em
situação oposta ao Brasil, há queda de
produção na Alemanha e Rússia, com retração
de 18% e 8%, respectivamente. Já a Índia,
Ucrânia, Irlanda, Espanha e Itália exibem taxas
de crescimento de 17% a 25%, enquanto a
produção cresce em ritmo menor na Venezuela,
Cazaquistão e Canadá.
Esses ritmos distintos de produção entre 1992
e 2000 alteram a participação relativa dos
quinze maiores produtores no ranking mundial
de alumina (Tabela 4). Os países que
aumentam suas respectivas participações são
a China, Brasil, Austrália e, em menor medida,
a Ucrânia. Os países que perdem
participações mais visíveis são EUA, Rússia
e Alemanha. A queda de participação é menos
intensa nos casos da Jamaica, Venezuela,
Cazaquistão e Canadá. Nos demais países
há relativa estabilidade de participação,
especialmente na Índia.
Em decorrência dessas alterações na
participação relativa dos países na produção
mundial de alumina, a Austrália consolida-se
na liderança, detendo cerca de 32% da
produção mundial. E essa destacada posição
da Austrália é responsável, em grande medida,
pela robusta concentração geográfica da
produção mundial, na qual os quatro maiores
produtores respondem por cerca de 58%.
Tabela 3 – Produção mundial de alumina e países líderes – mil/ton/ano
País
Austrália
EUA
China
Jamaica
Brasil
Rússia
Índia
Venezuela
Ucrânia
Irlanda
Kazaquistão
Espanha
Canadá
Itália
Alemanha
Sub-total (4)
Sub-total (10)
Sub-total (15)
Outros
Total
1992
11.783,0
5.190,0
1.580,0
2.917,0
1.833,0
3.100,0
1.700,0
1.308,0
1.100,0
973,0
1.100,0
959,0
1.104,0
762,0
857,0
21.470,0
31.484,0
36.266,0
5.434,0
41.700,0
1994
12.892,0
4.860,0
1.850,0
3.221,0
1.868,0
2.254,0
2.000,0
1.300,0
1.070,0
1.000,0
900,0
1.000,0
1.170,0
825,0
824,0
22.823,0
32.315,0
37.034,0
4.466,0
41.500,0
1996
13.348,0
4.700,0
2.550,0
3.200,0
2.752,0
2.105,0
1.780,0
1.701,0
1.000,0
1.234,0
1.083,0
1.095,0
1.060,0
881,0
755,0
23.798,0
34.370,0
39.244,0
4.756,0
44.000,0
1998
13.853,0
5.650,0
3.330,0
3.440,0
3.322,0
2.465,0
1.890,0
1.553,0
1.291,0
1.200,0
1.085,0
1.100,0
1.229,0
930,0
600,0
26.273,0
37.994,0
42.938,0
4.462,0
47.400,0
2000 (e)
15.681,0
4.780,0
4.330,0
3.600,0
3.500,0
2.850,0
2.000,0
1.400,0
1.360,0
1.200,0
1.200,0
1.200,0
1.200,0
950,0
700,0
28.391,0
40.701,0
45.951,0
6.362,0
49.300,0
92/00 (%)
33,1
-7,9
174,1
23,4
90,9
-8,1
17,6
7,0
23,6
23,3
9,1
25,1
8,7
24,7
-18,3
32,2
29,3
26,7
17,1
18,2
Fonte: U.S. Geological Survey, Mineral Commodity Summaries, diversos números.
(e) estimativa.
Elaboração: DESEP/CUT
12
Tabela 4 – Participação dos países lideres na produção mundial de alumina (%)
País
Austrália
EUA
China
Jamaica
Brasil
Rússia
Índia
Venezuela
Ucrânia
Irlanda
Kazaquistão
Espanha
Canadá
Itália
Alemanha
Sub-total (4)
Sub-total (10)
Sub-total (15)
Outros
Total
1992
28,3
12,4
3,8
7,0
4,4
7,4
4,1
3,1
2,6
2,3
2,6
2,3
2,6
1,8
2,1
51,5
75,4
86,8
13,2
100,0
1994
31,1
11,7
4,5
7,8
4,5
5,4
4,8
3,1
2,6
2,4
2,2
2,4
2,8
2,0
2,0
55,1
77,9
89,3
10,7
100,0
1996
30,3
10,7
5,8
7,3
6,3
4,8
4,0
3,9
2,3
2,8
2,5
2,5
2,4
2,0
1,7
54,1
78,2
89,3
10,7
100,0
1998
29,2
11,9
7,0
7,3
7,0
5,2
4,0
3,3
2,7
2,5
2,3
2,3
2,6
2,0
1,3
55,4
80,1
90,6
9,4
100,0
2000 (e)
31,8
9,7
8,8
7,3
7,1
5,8
4,1
2,8
2,8
2,4
2,4
2,4
2,4
1,9
1,4
57,6
82,6
93,1
6,9
100,0
Fonte: U.S. Geological Survey, Mineral Commodity Summaries, diversos números.
(e) estimativa.
Elaboração: DESEP/CUT
Já a produção de bauxita, mineral básico
utilizado na produção de alumina, aumentou
cerca de 30% entre 1992 e 2001 (Tabela 5). A
taxa de crescimento da produção de bauxita é
superior à observada nas fases posteriores na
cadeia produtiva do alumínio (alumina e
alumínio primário). Isso reflete a política de
estoques das grandes refinadoras de alumina.
A territorialidade da produção da bauxita
também releva especificidades, quando
comparada ao perfil geográfico da produção de
alumina, apesar de serem menores quando
confrontadas às distribuições geográficas da
produção de alumina e alumínio primário.
Ao confrontarmos os quinze maiores
produtores de bauxita e alumina, nota-se uma
nítida especialização dos seguintes países na
produção de bauxita: Guiné, Suriname,
Guiana, Indonésia, entre outros, além das
posições diferenciadas que os demais países
ocupam em importância na produção mundial
nessas fases da cadeia do alumínio.
Da mesma forma que nas fases anteriores da
cadeia
produtiva,
identificam-se
comportamentos muito diferenciados na
produção de bauxita entre os quinze maiores
produtores mundiais. Entre os líderes (quatro
maiores produtores), o Brasil e a Austrália
revelam as maiores taxas de crescimento, com
50% e 35%, respectivamente. Já a produção
na Jamaica e Guiné cresce 15% e 9%,
respectivamente.
Nos outros produtores mundiais, ocorre
sensível expansão da produção. A Venezuela
e Irã têm taxas de 318% e 900%,
respectivamente. A China, assim como nas
outras fases da cadeia produtiva, exibe
crescimento de 241%, colocando-se na quinta
posição mundial.
13
Tabela 5 – Produção mundial de bauxita e países líderes – mil/ton./ano
País
Austrália
Guiné
Brasil
Jamaica
China
Índia
Venezuela
Suriname
Rússia
Kazaquistão
Guiana
Grécia
Indonésia
Hungria
Irã
Serra Leoa (*)
Sub-total (4)
Sub-total (10)
Sub-total (15)
Outros
Total Mundial
1992
1994
1996
1998
2000
39.746,0 41.733,0 43.063,0 44.553,0 53.802,0
13.800,0 14.400,0 15.600,0 15.000,0 15.000,0
9.366,0
8.673,0 10.998,0 11.961,0 14.000,0
11.302,0 11.564,0 11.863,0 12.646,0 11.127,0
2.700,0
3.700,0
6.200,0
8.200,0
9.000,0
4.898,0
4.809,0
5.757,0
6.102,0
7.366,0
1.052,0
4.419,0
4.834,0
4.826,0
4.200,0
3.250,0
3.772,0
3.695,0
3.890,0
3.610,0
4.578,0
3.000,0
3.300,0
3.450,0
4.200,0
3.036,0
2.425,0
3.140,0
3.437,0
3.727,0
2.376,0
2.100,0
2.475,0
2.267,0
2.404,0
2.078,0
2.196,0
2.452,0
1.823,0
1.991,0
804,0
1.342,0
842,0
1.056,0
1.200,0
1.721,0
830,0
1.044,0
1.138,0
1.047,0
100,0
100,0
150,0
336,0
1.000,0
1.250,0
735,0
74.214,0 76.370,0 81.524,0 84.160,0 93.929,0
93.728,0 98.495,0 108.450,0 114.065,0 126.032,0
100.807,0 105.063,0 115.413,0 120.685,0 133.674,0
4.193,0
1.937,0
1.587,0
1.315,0
1.326,0
105.000,0 107.000,0 117.000,0 122.000,0 135.000,0
2001(e) 92/01(%)
53.500,0
34,6
15.000,0
8,7
14.000,0
49,5
13.000,0
15,0
9.200,0
240,7
8.000,0
63,3
4.400,0
318,2
4.000,0
23,1
4.000,0
-12,6
22,7
2.000,0
-15,8
-4,4
49,2
-39,1
900,0
95.500,0
28,7
125.100,0
33,5
137.000,0
30,5
Fonte: U.S. Geological Survey, Mineral Commodity Summaries, diversos números.
(e) estimativa.
(*) a produção foi encerrada em 1995.
Elaboração: DESEP/CUT
A Índia, Indonésia, Suriname e Cazaquistão
revelaram crescimento mais moderado da
produção de bauxita, se comparado aos países
mais dinâmicos identificados anteriormente. As
taxas de crescimento desses países, entre
1992 e 2001, variaram de 23% a 63%. Em
situação oposta aos demais países, a Rússia,
Guiana, Hungria e Grécia registraram queda
de produção, com taxas que oscilaram de 4%
14
a 39%. Neste grupo destaca-se a redução da
produção na Rússia e Guiana, países que em
1992 situavam-se entre os dez maiores
produtores mundiais.
As distintas trajetórias de crescimento da
produção de bauxita entre os quinze maiores
resultam em mudanças nas posições relativas
que cada um ocupa na produção mundial
(Tabela 6).
Tabela 6 – Participação dos países lideres na produção mundial de bauxita – (%)
País
Austrália
Guiné
Brasil
Jamaica
China
Índia
Venezuela
Suriname
Rússia
Guiana
Kazaquistão
Grécia
Indonésia
Hungria
Irã
Serra Leoa
Sub-total (4)
Sub-total (10)
Sub-total (15)
Outros
Total mundial
1992
37,9
13,1
8,9
10,8
2,6
4,7
1,0
3,1
4,4
2,9
2,3
2,0
0,8
1,6
0,1
1,2
70,7
89,4
96,2
3,8
100,0
1994
39,0
13,5
8,1
10,8
3,5
4,5
4,1
3,5
2,8
2,3
2,0
2,1
1,3
0,8
0,1
0,7
71,4
92,1
98,4
1,6
100,0
1996
36,8
13,3
9,4
10,1
5,3
4,9
4,1
3,2
2,8
2,7
2,1
2,1
0,7
0,9
0,1
69,6
92,6
98,5
1,5
100,0
1998
36,5
12,3
9,8
10,4
6,7
5,0
4,0
3,2
2,8
2,8
1,9
1,5
0,9
0,9
0,3
69,0
93,5
99,0
1,0
100,0
2000
39,9
11,1
10,4
8,2
6,7
5,5
3,1
2,7
3,1
2,8
1,8
1,5
0,9
0,8
0,7
69,6
93,5
99,2
0,8
100,0
2001 (e)
39,1
10,9
10,2
9,5
6,7
5,8
3,2
2,9
2,9
1,5
69,7
91,2
100,0
Fonte: U.S. Geological Survey, Mineral Commodity Summaries, diversos números.
(e) estimativa
Elaboração: DESEP/CUT
A Austrália consolida sua liderança, obtendo
cerca de 39% da produção mundial de bauxita.
O Brasil amplia sua participação na produção
mundial, deslocando a Jamaica da terceira
colocação mundial. A Índia, Venezuela e Irã
aumentam suas participações na extração
mundial de bauxita. Mas o aumento mais
expressivo ocorre na China, que elevou sua
participação de 3% para cerca de 7%. A Guiana
e a Indonésia asseguram suas posições no
período e os demais países perdem posições,
com destaque para Guiné, Rússia e Jamaica.
15
Tabela 7 – Reserva mundial de bauxita e países líderes – milhões/ton e %
País
1996
(milhões/ton)
Guiné
5.900,0
Austrália
7.900,0
Brasil
3.898,0
Jamaica
2.000,0
China
1.500,0
Índia
1.200,0
Guiana
900,0
Suriname
600,0
Venezuela
350,0
Rússia
200,0
Sub-total (4)
19.698,0
Sub-total (10)
24.448,0
Outros
4.400,0
Total
28.848,0
1996
(%)
20,4
27,4
13,5
6,9
5,2
4,2
3,1
2,1
1,2
0,7
68,2
84,7
15,3
100,0
2000
(milhões/ton)
8.600,0
7.400,0
4.900,0
2.500,0
2.000,0
1.400,0
900,0
600,0
350,0
250,0
23.400,0
28.900,0
4.700,0
33.600,0
2000
(%)
25,6
22,0
14,6
7,4
6,0
4,2
2,7
1,8
1,0
0,7
69,6
86,0
14,0
100,0
Fonte: DPNM-DIRIN e U.S. Geological Survey, Mineral Summaries, janeiro de 2002
Elaboração: DESEP/CUT.
A forte expansão dos países líderes na
produção mundial de bauxita aumenta ainda
mais a concentração geográfica. Enquanto a
produção somada dos quatro maiores mantém
elevada participação (cerca de 70%), os quinze
maiores produtores elevam sua posição de
97% para cerca de 99% da produção mundial
de bauxita. Nas duas situações, o grau de
concentração geográfica é muito superior ao
identificado nas demais fases cadeia produtiva
do alumínio, dada a localização das minas.
A posição dos atuais níveis de produção de
bauxita nos maiores produtores mundiais,
quando comparada com os níveis de reservas
minerais, coloca-se como variável chave para
indicar a sustentabilidade da produção e, ao
mesmo tempo, medir o seu potencial de
expansão. Observa-se, por meio da Tabela 7,
que os países que ainda exibem enorme
potencial da produção são o Brasil e a Guiné.
Consumo mundial
O consumo mundial de alumínio primário
cresceu cerca de 20% entre 1995 e 2000.
Porém, há diferenças na demanda pelo metal
entre os diversos continentes (Tabela 8). Notase que a expansão do consumo na África, Ásia
e Oceania é superior à mundial, enquanto a
demanda na América Latina, Europa e América
do Norte exibe taxas de crescimento inferiores
à mundial. Essa desigualdade nas taxas de
expansão do consumo por continente mantém
forte concentração do consumo na Ásia,
Europa e América do Norte. Em 2000, esses
continentes representaram cerca de 93% do
consumo mundial de alumínio primário.
Tabela 8 – Consumo mundial de alumínio primário – por continente- mil/ton./ano
Continente
1995
Ásia
7.081,0
Europa
6.240,0
América do Norte 5.667,0
América Latina
866,0
Oceania
352,0
África
254,0
Total Mundial
20.460,0
1996
7.283,0
5.915,0
5.968,0
935,0
321,0
241,0
20.663,0
1997
7.474,0
6.632,0
6.032,0
903,0
362,0
290,0
21.693,0
1998
6.640,0
7.230,0
6.430,0
950,0
340,0
280,0
21.870,0
1999
8.001,0
6.657,0
6.775,0
1.012,0
380,0
248,0
23.073,0
2000 95/00(%)
8.893,0
25,6
7.448,0
19,4
6.799,0
20,0
1.016,0
17,3
431,0
22,4
324,0
27,6
24.911,0
21,8
Fonte: BNDES e World Bureau of Metal Statistical. Obs: o consumo, segundo a fonte primária,
não inclui a utilização de sucata.
Elaboração: DESEP/CUT
16
A evolução do consumo nos principais mercados
domésticos (por países) explica, em grande
medida, o comportamento do consumo nos
continentes (Tabela 9). Em termos absolutos,
os países que mais contribuem para a expansão
do consumo mundial são os EUA (+ 2,91
milhões de toneladas) e China (+ 1,89 milhão de
t.). O Canadá, México, Brasil e Itália adicionam
300 mil t. a 390 mil t. ao consumo mundial.
No entanto, os países que apresentaram as
maiores taxas de crescimento do consumo são
a China (178%), México (172%), Brasil
(102%), Holanda (98%), Espanha (84%),
Canadá (65%), Suécia (53%), EUA (42%) e
Índia (36%). Os demais países apresentam
taxas de expansão do consumo inferiores à
média observada dos 37 maiores
consumidores mundiais, segundo a Aluminium
Statistical Review. Cabe destacar que, entre
os quinze maiores consumidores mundiais, o
Japão é o único a apresentar variação negativa,
com 7%, refletindo sua estagnação econômica
dos últimos anos.
Tabela 9 – Consumo doméstico de alumínio em países selecionados – mil/ton/ano
País
EUA
Japão
China
Alemanha
Itália
França
Canadá
Reino Unido
Brasil
Espanha
México
Índia
Holanda
Austrália
Suécia
Sub-total (4)
Sub-total (10)
Total (37)
1992
6.952,0
3.619,0
1.060,0
2.044,0
1.132,0
989,0
600,0
800,0
326,0
302,0
202,0
383,0
261,0
289,0
163,0
13.675,0
17.824,0
19.122,0
1994
8.107,0
3.631,0
1.668,0
2.018,0
1.195,0
999,0
735,0
811,0
466,0
335,0
233,0
443,0
384,0
354,0
185,0
15.424,0
19.965,0
21.564,0
1996
8.282,0
3.876,0
2.367,0
1.958,0
1.067,0
1.019,0
728,0
1.040,0
547,0
406,0
231,0
534,0
398,0
340,0
234,0
16.483,0
21.290,0
23.027,0
1998
9.151,0
3.513,0
2.630,0
2.233,0
1.371,0
1.167,0
853,0
891,0
704,0
530,0
417,0
480,0
444,0
377,0
253,0
17.527,0
23.043,0
25.014,0
1999
9.863,0
3.370,0
2.950,0
2.222,0
1.435,0
1.236,0
988,0
838,0
660,0
555,0
550,0
520,0
516,0
384,0
249,0
18.405,0
24.117,0
26.336,0
92/99 (%)
41,9
-6,9
178,3
8,7
26,8
25,0
64,7
4,8
102,5
83,8
172,3
35,8
97,7
32,9
52,8
34,6
35,3
37,7
Fonte: ABAL, Anuário Estatístico, 2.000 e Aluminium Statistical Review, 1999.
Obs: O mercado doméstico, segundo a fonte primária, envolve a utilização de sucata +
produção primária + ou – saldo externo + ou - estoque.
Elaboração: DESEP/CUT
As diferenças de comportamento entre os
países que mais consomem resultam em
mudanças na posição que cada um deles
ocupa no consumo mundial (Tabela 10).
México e Canadá. Há relativa estabilidade de
participação da Índia, Austrália e Suécia. Nos
demais países nota-se queda, especialmente
na Alemanha e Reino Unido.
Entre os quatro maiores consumidores
mundiais de alumínio, os EUA consolidam sua
posição de liderança, representando cerca de
36%. O Japão, vice-líder no ranking, perde
participação (17% para 12%) e passa a sofrer
a concorrência da China, cuja participação
cresce de 5% para cerca de 11%.
A concentração geográfica do consumo
mundial de alumínio é superior à concentração
da produção de alumínio primário (tabelas 2 e
10). Enquanto os quatro maiores consumidores
de alumínio asseguram 66% do consumo
mundial, os quatro maiores produtores
mundiais de alumínio primário representam
cerca de 45% da produção mundial. Nota-se
também concentração mais elevada no
consumo quando se comparam os dez
maiores consumidores e produtores mundiais.
Ainda entre os países que aumentam suas
participações no consumo mundial, observase ganho expressivo no Brasil, Espanha,
17
Tabela 10 – Participação do consumo doméstico de alumínio em países selecionados no
consumo mundial – (%)
País
EUA
Japão
China
Alemanha
Itália
França
Canadá
Reino Unido
Brasil
Espanha
México
Índia
Holanda
Austrália
Suécia
Sub-total (4)
Sub-total (10)
Total (37)
1992
33,1
17,2
5,0
9,7
5,4
4,7
2,9
3,8
1,6
1,4
1,0
1,8
1,2
1,4
0,8
65,0
84,8
91,0
1994
34,4
15,4
7,1
8,6
5,1
4,2
3,1
3,4
2,0
1,4
1,0
1,9
1,6
1,5
0,8
65,5
84,7
91,5
1996
33,2
15,5
9,5
7,8
4,3
4,1
2,9
4,2
2,2
1,6
0,9
2,1
1,6
1,4
0,9
66,0
85,3
92,2
1998
33,9
13,0
9,7
8,3
5,1
4,3
3,2
3,3
2,6
2,0
1,5
1,8
1,6
1,4
0,9
64,9
85,4
92,6
1999
35,6
12,2
10,7
8,0
5,2
4,5
3,6
3,0
2,4
2,0
2,0
1,9
1,9
1,4
0,9
66,5
87,2
95,3
Fonte: ABAL, Anuário Estatístico, 2.000 e Aluminium Statistical Review, 1999.
Elaboração: DESEP/CUT
Observa-se que a territorialidade do consumo
mundial de alumínio é distinta da territorialidade
da produção mundial de alumínio primário.
Grandes produtores mundiais de alumínio
primário, tais como a Rússia, Noruega, África
do Sul, Venezuela, Barein e EAU, sequer
figuram entre os quinze maiores consumidores
de alumínio. Em sentido inverso, alguns
grandes consumidores (Japão, México,
Holanda, Suécia e Coréia, que não está
presente na tabela anterior) não constam entre
os quinze maiores produtores.
Além disso, é importante ressaltar que os
demais países que constam entre os quinze
maiores consumidores e produtores mundiais
de alumínio, exibem posições diferenciadas no
ranking do consumo quando comparado ao da
produção. Pode-se usar como exemplo a
inserção dos EUA e Alemanha na produção e
consumo mundial de alumínio. Os EUA
respondem por mais de 1/3 do consumo
mundial de alumínio, mas concentram cerca
de 11% da produção mundial de alumínio
primário. A Alemanha é responsável por 8%
do consumo enquanto produz somente 2% da
produção mundial.
As diferenças de inserção dos países na
produção e consumo mundial de alumínio
18
refletem situações distintas de atendimento do
consumo local, em geral, por importações e
reciclagem local de alumínio. Há países que
detêm participação muito pequena na produção
primária de alumínio, fase que absorve cerca
de 85% da energia consumida em toda a
cadeia (BNDES, 2001), mas detêm
participação relevante na produção mundial de
reciclados de alumínio.
Há ainda situações de grandes produtores
mundiais de alumínio que, ao mesmo tempo,
detêm grandes mercados consumidores e
possuem índices elevados de reciclagem. Ou
ainda detêm participação elevada nas
importações mundiais, como será possível
identificar no item 4.3 a seguir.
Os produtos da reciclagem assumem
características físicas idênticas aos produtos
derivados da redução eletrolítica, a exemplo
do lingote, chapas, folhas. Estes são utilizados
como insumos básicos para a fabricação de
produtos de alumínio, adequados aos mais
distintos
segmentos
industriais,
particularmente para embalagens e material de
transporte.
Assim, a configuração geográfica do consumo
mundial de alumínio reflete, em grande medida,
a configuração geográfica dos maiores
produtores mundiais de produtos de alumínio,
fase final da cadeia. Essa fase absorve mãode-obra mais qualificada, é intensiva em
pesquisa e desenvolvimento, agrega mais valor
à produção final, se comparada às demais
fases. Concentra as grandes alianças
corporativas entre as empresas de alumínio e
empresas dos segmentos de transportes,
embalagens, material de construção, elétrico,
mecânico e bens de consumo. Esses
segmentos são responsáveis por 90% da
fabricação de produtos de alumínio, como pode
ser observado pela Tabela 11.
Tabela 11 – Consumo mundial de alumínio por setor – 1970/1995 – (%)
Setor
1970
1995
Transportes
Embalagens
Construção
Elétrico
Mecânico
Bens de consumo
Outros
Total
23,0
12,0
22,0
14,0
7,0
9,0
13,0
100,0
31,0
21,0
19,0
8,0
6,0
5,0
10,0
100,0
Média de crescimento
70/95
4,5
5,4
2,6
0,7
2,9
1,5
2,6
3,3
Fonte: BNDES, MBR- Metal Bulletin Resources
Elaboração: DESEP/CUT
A participação dos diversos segmentos na
fabricação de produtos de alumínio alterou-se
de modo sensível nas últimas décadas. Em
meados dos anos setenta, os que mais
absorveram o alumínio no processo industrial
foram os segmentos de material de transporte,
construção e elétrico, com 23%, 22% e 14%,
respectivamente.
Os avanços tecnológicos nas últimas décadas
conferiram ao alumínio primário maior
resistência, condutibilidade de calor e
eletricidade, preços decrescentes, além de ser
reciclável e maleável às condições de processo
industrial e de produtos em muitos setores da
indústria de transformação. Em razão disso, o
alumínio primário passa a substituir
progressivamente o aço, vidros e demais
insumos concorrentes, exceto o plástico. Este
também obtém ganhos relevantes no período,
ao substituir os demais insumos na elaboração
industrial.
Assim, os segmentos que apresentam maior
dinamismo de 1970 a 1995 na absorção de
alumínio são o de embalagens e transporte,
com crescimento médio anual de 5,4% e 4,5%,
respectivamente.
Diante do comportamento distinto entre os
diversos segmentos de 1970 a 1995, os líderes
na absorção do alumínio, ao final do período,
são transportes, embalagens e construção
com 31%, 21% e 19%, respectivamente. Com
o expressivo crescimento dos segmentos de
embalagens e transporte, os demais perdem
participação, especialmente os de material
elétrico e de bens de consumo.
Identifica-se na Tabela 12 a participação distinta
dos diversos segmentos, por país, na absorção
do alumínio como insumo industrial. Os dados
sugerem relativa especialização geográfica na
fabricação mundial de produtos de alumínio.
No segmento de transporte, os países que se
destacam com taxas superiores à média
mundial são França, Espanha, EUA e
Alemanha. No de embalagens, os países que
exibem taxas acima da média mundial de
utilização do alumínio como insumo industrial
são Espanha, Brasil, Reino Unido e EUA. No
da construção, os países que detêm inserção
mais expressiva são a Itália e o Japão. No de
material elétrico, destacam-se a França e o
Brasil. No de bens de consumo, o Japão e a
Itália. No segmento de máquinas e
equipamentos, nota-se inserção robusta da
Alemanha, Itália e Reino Unido.
19
Tabela 12 – Consumo de alumínio por setor em países selecionados - 1999 (%) (*)
País
Constr.
EUA
14,9
Japão
22,2
Alemanha
20,1
Itália
31,7
França
13,9
Reino Unido 15,5
Brasil
17,8
Espanha
6,7
Mundial (**) 19,0
Transp.
36,6
33,6
35,1
23,4
41,1
22,1
17,7
37,1
31,0
Elétrica
7,5
6,0
5,3
7,4
12,4
4,1
11,9
8,0
8,0
B. Cons.
7,7
13,1
3,8
10,4
4,1
3,7
8,8
5,0
5,0
Embal.
23,5
11,7
10,0
12,1
10,8
25,0
28,5
32,1
21,0
Maq/Equip.
6,7
3,9
9,2
8,7
5,1
8,7
4,5
6,1
6,0
Outros
3,1
9,5
16,5
6,3
12,6
20,9
10,8
5,0
10,0
Fonte: BNDES, MBR- Metal Bulletin Resources.
(*) ordem por importância no consumo mundial.
(**) dado de 1995
Elaboração: DESEP/CUT
Comércio mundial
As diferenças entre as posições de continentes
e países no consumo e produção mundial de
alumínio citadas explicam-se, em grande
medida, pela contribuição dada pelo comércio
mundial ao nível de produção através das
exportações e do atendimento ao mercado de
consumo com importações.
De fato, por meio da Tabela 13 observa-se
nítida diferenciação de inserção dos
continentes no comércio mundial. Enquanto a
Ásia produz déficit superior a 2,82 milhões de
toneladas de alumínio primário em 2001, a
Oceania gera superávit acima de 1,73 milhão
de toneladas ao ano.
O déficit comercial da Ásia em 2001 representa
cerca de 33% do seu consumo. O superávit da
Oceania, África, Europa e América representam
cerca de 470%, 255%, 10% e 6% de seus
respectivos consumos. Desse modo, nota-se que
a Ásia consome, isoladamente, o equivalente à
produção excedente dos demais continentes,
particularmente da Oceania e África.
Tabela 13 – Superávit/déficit mundial de alumínio primário – por regiões –
mil/ton/ano – 2000/2001 (*)
Regiões
2000
Ásia
5.218,0
Europa
7.816,0
Américas 8.213,0
Oceania
2.090,0
África
1.201,0
Total
24.538,0
Produção
2001
5.853,0
7.996,0
7.211,0
2.107,0
1.353,0
24.520
2000
8.894,0
7.448,0
7.815,0
431,0
324,0
24.912
Consumo
2001
8.680,0
7.278,0
6.834,0
370,0
361,0
23.523
Superávit/Déficit
2000
2001
-3.676,0
-2.827,0
368,0
718,0
398,0
377,0
1.660,0
1.737,0
877,0
922,0
-374,0
997,0
Fonte: BNDES, ABAL, World Bureau of Metal Statistical.
(*) ordem por consumo
Elaboração: DESEP/CUT
O fluxo líquido do comércio de alumínio descrito
por continentes concentra-se em número
pequeno de países. Nota-se, na Tabela 14, que
apenas onze países respondem por mais de
20
87% das exportações mundiais em 1999. Os
quatro maiores exportadores representam
cerca de 60%. Somente a Rússia detém
participação superior a 25% nas exportações
exportações no período são os EUA e Brasil,
com 51% e 4%, respectivamente.
mundiais de alumínio primário.
Além disso, deve-se observar que as
exportações respondem por cerca de 50% da
produção mundial de alumínio primário (tabelas
1 e 14). Isso indica elevado grau de
internacionalização, via fluxo comercial, na
indústria do alumínio.
A participação dos países líderes nas
exportações mundiais não é linear ao longo
do período (1992/1999). Em termos relativos,
os países que apresentam maior expansão das
exportações no período são a Rússia, com
variação de 230%, e África do Sul, Venezuela,
Barein e China, com variação de 100%. Em
escala inferior, destaca-se a expansão das
exportações da Austrália e Holanda, com 46%
e 43%, respectivamente. Em escala mais
inferior, a Noruega e o Canadá têm taxas de
crescimento das exportações correspondentes
a 23% e 16%, respectivamente.
Os países que exibem variação negativa das
As diferenças de expansão das exportações
mundiais de alumínio primário entre os países
alteram suas posições no ranking mundial.
Nota-se que a Rússia desloca o Canadá da
liderança mundial. A Austrália consolida sua
posição entre os quatro maiores exportadores
mundiais, distanciando-se em quantidade
exportada da Noruega. O Brasil perde a quarta
posição para a Noruega.
Destaca-se o recuo dos EUA da sexta para a
décima primeira posição no ranking dos
maiores exportadores. Ocorre também o
ingresso de países no final dos anos noventa
(África do Sul, Venezuela, Barein). Os
Emirados Árabes Unidos não constam na
tabela, em razão de elevados investimentos
em ampliação da capacidade instalada,
direcionados a atender a crescente demanda
asiática e norte-americana por alumínio
primário.
Tabela 14 – Exportações mundiais de alumínio primário e países líderes – mil/ton/ano (1)
País
Rússia
Canadá
Austrália
Noruega
Brasil
África do Sul
Holanda
Venezuela
Bahrein
China
EUA
Sub-total (4)
Sub-total (11)
Outros
Total
1992
944,7
1.603,3
934,0
802,7
817,5
336,0
657,6
4.284,7
6.095,8
1994
2.293,6
1.877,5
946,8
866,7
777,8
443,9
387,3
5.984,6
7.593,6
1996
2.618,4
1.820,4
1.067,4
875,7
709,0
483,8
446,6
6.381,9
8.021,3
1999 (2)
3.115,6
1.862,4
1.365,9
988,0
788,6
550,0
480,5
445,7
409,0
370,0
323,2
7.331,9
10.698,9
1.567,7
12.266,6
92/99 (%)
229,8
16,1
46,2
23,0
-3,5
100,0
43,0
-50,8
71,1
-
Fonte: BNDES e ABAL. Os dados de 1992,1994 e 1996 são do World Metal Statistical. Os dados
de 1999 são da Aluminium Statistical Review, Aluminium Association.
(1) exportações de lingotes. Não estão incluídos os dados sobre exportações de semi e
manufaturados.
(2) O total de 1999, envolve somente 28 países.
Elaboração: DESEP/CUT
A composição dos maiores exportadores
mundiais é, desde logo, muito diferente da
composição dos maiores importadores
mundiais, como pode ser observada na Tabela
15. Entre os onze maiores importadores de
alumínio primário, somente os EUA e China
constam também entre os onze maiores
exportadores.
Nota-se que os países que apresentaram
taxas mais elevadas de expansão das
importações de alumínio primário são Hong
21
Kong, EUA e Coréia do Sul, com 270%, 135%
e 71%, respectivamente.
Entre os quatro maiores importadores
mundiais, os quais respondem por mais de
66%, os EUA deslocam o Japão da primeira
posição no ranking, com importações
adicionais de quase 1 milhão de toneladas entre
1992 e 1999. O volume das importações
nesses dois países é muito superior aos
demais, representando cerca de 49% das
importações mundiais de alumínio primário.
Apesar disso, o Japão, entre 1992 e 1999, exibe
pequeno crescimento de 5% das importações
de alumínio primário. Na Alemanha e Itália, as
importações aumentam em 15% e 23%,
respectivamente. Para os demais países que
constam entre os maiores importadores
mundiais de alumínio primário, tais como
Holanda, França, Reino Unido, China e
Bélgica, só foi possível identificar a evolução
das importações no Reino Unido, com
crescimento de 20%.
A composição e evolução das exportações e
importações mundiais de alumínio primário
apresentadas não permitem, contudo, concluir
observações sobre a inserção dos países no
comércio mundial do alumínio. Tais
informações limitam-se apenas ao fluxo
internacional do alumínio primário. As tabelas
16, 17 e 18 apresentam informações das
exportações, importações e saldo comercial
por composição do alumínio, segundo o grau
de elaboração industrial na cadeia produtiva
(lingotes, semi e manufaturados).
Tabela 15 – Importações mundiais de alumínio primário e países líderes – mil/ton/ano (*)
País
1992
EUA
1.172,2
Japão
2.532,3
Alemanha
1.162,2
Itália
529,2
Coréia (***)
425,5
Holanda
nd
França
nd
Hong Kong (***) 125,8
Reino Unido 367,9
China
nd
Bélgica
nd
Sub-total (4) 5.395,9
Outros
3.723,6
Total
10.038,7
1994
2.495,9
2.639,1
1.197,3
577,6
689,3
nd
nd
147,9
477,9
nd
nd
7.021.6
5.023,5
13.248,5
1996
1.979,8
2.762,0
1.108,8
484,9
728,7
nd
nd
465,6
651,4
nd
nd
6.579,3
5.426,7
13.607,9
1999 (**)
2.748,9
2.659,2
1.333,2
652,8
nd
584,1
509,1
444,0
434,0
413,2
7.394,1
3.694,1
13.472,9
92/99 (%)
134,5
5,0
14,7
23,3
71,2
270,0
20,7
37,0
-
Fonte: BNDES e ABAL. Os dados de 1992,1994 e 1996 são do World Metal Statistical. Os
dados de 1999 são da Aluminium Statistical Review, Aluminium Association.
(*) Importações de lingotes. Não estão incluídos os dados sobre importações de semi e
manufaturados.
(**) O total de 1999, envolve somente 26 países.
(***) As taxas de variação correspondem ao período 92/96.
Elaboração: DESEP/CUT
A Alemanha, França, Reino Unido, Bélgica e
Japão, que sequer constam entre os maiores
exportadores mundiais de alumínio primário,
assumem posições entre os maiores
exportadores de alumínio em razão do volume
de exportações de semi e manufaturados de
alumínio (tabelas 14 e 16). Os EUA, líderes
em exportações de semi e manufaturados,
assumem a quarta posição no total de
exportações de alumínio. A Alemanha, ao
ocupar a vice-liderança no ranking de
22
exportações de semi e manufaturados de
alumínio, insere-se na sexta posição mundial
de exportações de alumínio.
Identifica-se nítida especialização entre os
países nas exportações mundiais de alumínio.
Nos EUA, Alemanha, França, Bélgica e Japão,
observa-se expressiva concentração nas
exportações de semi e manufaturados. Isso
revela taxas de participação dos produtos de
maior valor agregado e conteúdo tecnológico
no total das exportações, que variam de 74%
na Alemanha até 97% no Japão.
Em situação oposta, encontra-se Barein, África
do Sul, Canadá, Brasil, Venezuela e Noruega.
Esses países exibem baixos índices de
participação de semi e manufaturados no total
exportado, revelando que a inserção desses
países concentra-se em lingotes. O lingote é
um produto do alumínio primário de baixo valor
agregado e conteúdo tecnológico, se
comparado aos demais elos à frente na cadeia
produtiva. Em situação intermediária, ressaltase o relativo equilíbrio entre a participação dos
lingotes, semi e manufaturados no total das
exportações observado na China e Reino
Unido, com taxas de 50% e 56%,
respectivamente.
Tabela 16 – Exportações de alumínio por composição em países selecionados – mil/ton/
ano –1999 (*)
País
Rússia
Canadá
Austrália
EUA
Noruega
Alemanha
Brasil
China
França
África do Sul
Venezuela
Reino Unido
Holanda
Bélgica
Barein
Japão
Lingotes (A)
3.115,7
1.862,4
1.365,9
323,2
988,0
300,3
788,6
370,0
153,3
550,0
445,7
233,6
480,5
66,7
409,0
10,5
Semi e
manufaturados (B)
nd
572,1
108,3
1.006,6
213,1
873,5
107,6
365,0
492,4
18,0
87,0
295,8
nd
386,5
357,8
Total
3.115,7
2.434,5
1.474,2
1.329,8
1.201,1
1.173,8
896,2
735,0
645,7
568,0
532,7
529,4
480,5
453,2
409,0
368,3
% (B)
no total
23,5
7,4
75,7
17,8
74,4
12,0
49,7
76,3
3,2
16,3
55,9
85,3
0,0
97,2
Fonte: ABAL, Anuário Estatístico 2000, Aluminium Statistical Review, Aluminium Association
(*) ordem por exportações globais
Elaboração: DESEP/CUT
O perfil indicado acima da especialização das
exportações por composição (lingote, semi e
manufaturados) encontra sua correspondência
em importações na Tabela 17. Entre os
maiores importadores mundiais por
composição e os de alumínio primário (Tabela
15), nota-se que o Canadá, França, China e
Reino Unido crescem em importância relativa
no total das importações. O motivo é a maior
participação dos semi e manufaturados na
composição de suas importações, com taxas
que variam de 45% a 70%. Os EUA, apesar
de liderarem em quantidade as importações
de semi e manufaturados, contam com forte
concentração dos lingotes no total importado.
Japão. Quase a totalidade das suas importações
de alumínio corresponde a lingotes.
No extremo desses países, insere-se o Brasil no
qual os semi e manufaturados representam mais
de 98% do total das importações de alumínio.
Em situação oposta à do Brasil encontra-se o
23
Tabela 17 – Importações de alumínio por composição em países selecionados – mil/ton/
ano –1999 (*)
País
EUA
Japão
Alemanha
Itália
França
China
Canadá
Reino Unido
Holanda
Bélgica
Brasil
Lingotes (A)
2.748,9
2.659,2
1.333,2
652,8
509,1
434,0
246,5
444,0
584,1
413,2
2,1
Semi e manufaturados (B)
931,3
62,0
667,6
391,9
532,6
410,0
588,4
368,7
205,5
236,4
129,0
Total
3.680,2
2.721,2
2.000,8
1.044,7
1.041,7
844,0
834,9
812,7
789,6
649,6
131,1
% (B) no total
25,3
2,3
33,3
37,5
51,1
48,6
70,5
45,3
26,0
36,4
98,4
Fonte: ABAL, Anuário Estatístico 2000, Aluminium Statistical Review, Aluminium
Association.
(*) ordem por importações globais
Elaboração: DESEP/CUT
O perfil de inserção dos países na indústria do
alumínio torna-se mais evidente ainda quando
são observados os saldos comerciais por
composição do alumínio e a participação das
exportações e importações no consumo
doméstico (Tabela 18). É possível identificar,
desde logo, que a corrente comercial do
alumínio, em quantidade, está concentrada em
lingotes. Esse segmento determina os maiores
exportadores e importadores líquidos de
alumínio.
Os maiores exportadores líquidos de alumínio
são a Rússia, Canadá, Austrália, Noruega e
Brasil. Neles observa-se também elevada
proporção das exportações em relação ao
consumo doméstico, especialmente na
Noruega, tornando a exportação variável
determinante para o comportamento da
produção nesses países.
Apesar disso, as taxas de proporção das
exportações em relação ao consumo
doméstico entre os maiores exportadores
líquidos indicam elevada dispersão, já que
variam de 135% (Brasil) até 1.040% (Noruega).
Os dados refletem diferentes níveis de
dependência da produção por exportações,
bem como de importância do mercado
doméstico na absorção da produção local.
Deve-se ressaltar que, entre os maiores
exportadores líquidos, encontram-se níveis
diferenciados de participação das importações
no suprimento de alumínio para o mercado
doméstico. A Noruega apresenta a taxa mais
24
elevada, superior a 190%, seguida pelo Canadá,
com cerca de 84%.
Nesses países, mas especialmente na
Noruega, pode-se admitir que parte
considerável das importações são de semimanufaturados que, submetidos ao processo
de manufatura de bens finais, são exportados
em período seguinte. O Brasil, a Austrália e a
Rússia apresentam as taxas mais baixas,
variando de 18% a 24%. Em situação
intermediária insere-se a Venezuela e a África
do Sul, com taxas superiores a 30% de
proporção das importações no mercado
doméstico.
Apesar da elevada dependência das
exportações de lingotes nesses países, para
a formação dos seus expressivos superávits
comerciais, ressalte-se que a Noruega deve
ser considerada exceção. Este país também
revela notável superávit em semi e
manufaturados, se comparado aos demais
exportadores líquidos nesse segmento, em
geral, identificados como importadores líquidos,
considerando toda a cadeia do alumínio.
Os maiores importadores líquidos de alumínio
são o Japão, EUA, Alemanha e Itália, seguidos
de outros países, dos quais somente o México
e a China não são do continente Europeu. Os
EUA e o Japão destacam-se com saldos
negativos próximos a 2,35 milhões de toneladas
ao ano, acompanhados pela Alemanha e Itália,
com cerca de 830 mil toneladas e 745 mil
toneladas ao ano, respectivamente.
Entre os maiores importadores líquidos de
alumínio, identificam-se taxas elevadas de
participação das importações no atendimento
do mercado interno, confirmando a condição
de dependentes de importações,
especialmente de lingotes.
Tabela 18 - Saldo comercial do alumínio em países selecionados - em mil/ton/ano -1999
Países/ exportadores e Saldo
Saldo de
importadores líquidos total(C) lingotes(A)
Exportadores líquidos
Rússia (3)
3.017,2
3.017,2
Canadá
1.599,6
1.615,9
Austrália
1.404,0
1.359,5
Noruega
975,1
802,0
Brasil
765,1
786,5
Venezuela
499,1
445,2
África do Sul
491,0
495,0
Barein
409,0
409,0
EAU (4)
380,0
380,0
Importadores líquidos
Japão
-2.352,9
-2.648,7
EUA
-2.350,4
-2.425,7
Alemanha
-827,0
-1.032,9
Itália
-743,8
-623,2
França
-396,0
-355,8
Holanda
-309,1
-103,6
Reino Unido
-279,3
-210,4
Bélgica
-196,4
-346,6
Espanha (5)
-142,9
-148,9
México
-122,7
36,6
China
-109,0
-64,0
Suécia
-105,3
-62,8
Saldo de semi e
manufaturados(B)
% da exportação(1)
no consumo(2)
% da importação
no consumo
-16,3
44,5
173,1
-21,4
53,9
-4,0
-
755,8
246,4
383,9
1.047,1
135,8
526,4
286,3
426,0
316,6
23,9
84,5
18,3
197,0
19,8
33,2
38,8
-
295,8
75,3
205,9
-120,6
-40,2
-205,5
-68,9
150,2
6,0
-159,3
-45,0
-42,5
10,9
13,5
52,8
21,0
52,2
93,1
63,2
230,7
40,6
14,8
24,9
63,5
80,7
37,3
90,0
72,8
84,3
153,0
97,0
330,7
60,5
37,1
28,6
105,7
Fonte: ABAL, Anuário Estatístico 2000, Aluminium Statistical Review, Aluminium Association.
(1) exportação de lingotes + semi e manufaturados.
(2) o mercado doméstico, segundo a fonte primária, envolve a utilização de sucata + produção
primária + ou – saldo externo + ou – estoque.
(3) consumo de alumínio primário em 1997.
(4) o consumo doméstico de 1999 é estimado em 120 mil t.
Elaboração: DESEP/CUT
Há relativa diferenciação, entretanto, na
importância que as importações exercem como
fontes de suprimentos de alumínio. Destacase a Bélgica, na qual o volume de importações
representa mais de 330% do mercado interno,
seguida da Holanda com cerca de 150%. Em
situação oposta encontram-se a China, México
e EUA, que apresentam taxas de participação
das importações no consumo doméstico de
29% a 37%. Em posição intermediária
colocam-se a Espanha, Itália, Japão, França,
Alemanha, Reino Unido e Suécia, com taxas
que oscilam de 60% a 106%.
Os países com altos índices de penetração
das importações no mercado doméstico
utilizam elevado volume de importações de
lingotes para produzir semi e manufaturados,
com vistas não só a atender a demanda
pelos produtos de alumínio no mercado
doméstico, bem como exportar o excedente.
E esse tipo de inserção que conjuga a
condição de importador líquido de alumínio
com posições de superávit em semi e
manufaturados parece refletir maior inserção
externa do Japão, Alemanha e Bélgica e, em
menor medida, dos EUA.
25
Principais grupos e empresas
integrada
O grau de centralização da produção do
alumínio em escala mundial e o porte de suas
principais empresas já são similares aos
observados nos demais setores produtores de
bens comercializáveis que detêm expressiva
participação no mercado mundial de bens e
serviços. Isso decorre da aceleração de
processos de aquisições e fusões nas últimas
duas décadas, da integração de mercados e
do acirramento da concorrência, tanto por
preços cadentes, como por economias de
escala e de escopo (OCDE, La Mundialisation
de L´industrie, 1996).
E são as empresas integradas da cadeia do
alumínio que têm conduzido as principais
iniciativas de aquisições e fusões, capturando
crescentes fatias do mercado mundial. Assim,
deve-se ressaltar que as empresas tratadas
aqui como as maiores do alumínio são
empresas integradas, ou seja, que atuam em
diversas etapas da cadeia produtiva do alumínio.
Estão excluídas empresas que detêm foco de
atuação em apenas uma fase da cadeia
produtiva, particularmente as que só atuam em
produtos de alumínio como, por exemplo,
grandes empresas de embalagens (LatapackBall, Crown Cork, entre outras) e nos demais
segmentos de transformados de alumínio
(Mitsui, Sumitomo, Kobe, entre outras).
Optamos por não incluir a Corus (angloholandesa), em razão da venda de seus ativos
no alumínio para a Alcan e Pechiney (Valor
Econômico, 24/10/02).
As maiores empresas que atuam no alumínio,
entre outros setores, são Alcoa, Norsk Hydro
e BHP Billiton, com faturamento global variando
de US$ 22,9 bilhões a US$ 19,0 bilhões. Em
situação intermediária estão a Alcan, Pechiney
e Rio Tinto, nas quais o faturamento global
oscila de US$ 12,6 bilhões a US$ 10,6 bilhões.
E em nível inferior de porte encontram-se a
CVRD, Rusal, Chinalco e Kaiser, nas quais o
faturamento global varia de US$ 4,7 bilhões a
US$ 1,7 bilhão (Tabela 19).
A configuração econômica dos maiores grupos
e empresas que atuam na cadeia produtiva do
alumínio reflete distintas trajetórias de inserção
na indústria. As diferenças estão vinculadas,
em grande medida, ao perfil setorial de atuação
(decorrente, em geral, do foco original de
atuação da própria empresa), a presença delas
nas diversas fases da cadeia do alumínio
(bauxita, alumina, alumínio primário e produtos
do alumínio) e ao grau de internacionalização e
distribuição geográfica de suas operações
produtivas, como poderá ser observado a seguir.
Perfil setorial de atuação dos grupos e
empresas
Quanto ao perfil setorial de atuação, pode-se
estabelecer as seguintes diferenciações entre
as maiores empresas: as especializadas no
alumínio, mineradoras e de perfil intersetorial.
Na categoria de empresas especializadas na
produção de alumínio insere-se a maioria das
empresas líderes no ranking mundial do
alumínio, tanto por faturamento como por
volume de produção. Nesta categoria estão a
Alcoa, Alcan, Pechiney, Rusal, Sual, Chinalco
e Kaiser.
A Pechiney (capital francês) ocupa o terceiro
26
lugar mundial por faturamento, dada sua
posição privilegiada em produtos de alumínio,
no qual detém a quarta posição mundial.
Excluindo os resultados da aquisição da VAW
no potencial produtivo da Norsk Hydro, a
Pechiney está na terceira posição na produção
mundial de produtos de alumínio.
A empresa atua em todos os segmentos da
cadeia produtiva e cresce em importância
relativa à medida que se aproxima das fases
finais da cadeia produtiva, agregando mais
valor à produção, conteúdo tecnológico e
parcerias produtivas e tecnológicas com os
setores que mais utilizam o alumínio em seus
processos industriais.
A estrutura de seus negócios industriais reflete
as seguintes divisões: produção de alumínio,
transformados de alumínio, embalagens e
ligas de ferro. Em 2001, o faturamento global
alcançou US$ 11,0 bilhões. E cerca de 62%
do faturamento global, o equivalente a US$
6,82 bilhões, correspondem à cadeia do
alumínio. O emprego total na empresa envolve
cerca de 33,4 mil trabalhadores, dos quais
aproximadamente 44% atuam na cadeia do
alumínio (tabelas 19 e 20).
A relativa concentração das operações da
empresa nas fases finais da cadeia produtiva
pode ser identificada na seguinte distribuição
do faturamento por segmentos de produtos:
transformados de alumínio (37%), embalagens
(33%), produção de alumínio (25%) e ligas de
ferro (3%). O segmento de produção de
alumínio envolve a produção de bauxita,
alumina e alumínio primário. Entre os
transformados de alumínio, destaca-se o valor
da produção destinada a indústria automotiva,
aeroespacial e marítima, representando 15%,
14% e 10%, respectivamente, do faturamento
do segmento de transformados de alumínio.
Assim como a Alcoa e Alcan, a Pechiney
possui contratos de longa duração, envolvendo
inclusive parceria tecnológica e produtiva, com
as grandes companhias da aviação comercial,
tais como a Boeing e Airbus, e com empresas
automotivas, como PSA-Peugeot/Citroen,
Renault, Audi e Daimler-Chrysler (Pechiney,
Summary Consolidated Data, 2001).
A Pechiney não conta com fontes próprias
nos elos iniciais da cadeia produtiva na
mesma proporção que a Alcoa e Alcan,
particularmente de bauxita, como poderá ser
observado no item que trata da presença das
empresas nas diversas fases da cadeia
produtiva. Trata-se de empresa especializada
na produção de alumínio, com forte
concentração de suas operações nas fases
finais da cadeia produtiva em proporções
superiores à da Alcoa e Alcan.
Já para a Rusal e Sual (ambas de capital
russo), Chinalco (de capital chinês) e Kaiser
(de capital norte-americano) não foi possível
encontrar informações vinculadas à estrutura
de negócios e composição do faturamento.
Cabe registrar que essas empresas (exceto
a Kaiser) foram formadas em período recente,
fruto dos processos de reestruturação
patrimonial na Rússia e China. A Chinalco
(estatal) foi constituída em 2001, herdando o
patrimônio da Chalco e de outras empresas
que atuavam especificamente em
determinadas fases cadeia produtiva do
alumínio.
Essas empresas atuam somente na cadeia
do alumínio e detêm importantes posições ao
longo da cadeia. A Chinalco detém a segunda
posição mundial em alumina, a Rusal ocupa
a vice-liderança mundial na produção de
alumínio primário e a Sual conta com
participação equilibrada na produção mundial
de bauxita, alumina e alumínio primário. Entre
essas empresas, somente a Rusal insere-se
com relativa relevância na fabricação de
produtos de alumínio, contrariando o perfil das
demais empresas de países em
desenvolvimento (tabelas 21 a 24).
As diferenças de inserção na cadeia do
alumínio refletem-se no faturamento de cada
empresa. O faturamento da Rusal em 2001
soma cerca de US$ 4,1 bilhões, empregando
pouco mais de 73 mil trabalhadores. O
faturamento da Chinalco alcança pouco mais
de US$ 2,1 bilhões, com cerca de 79 mil
trabalhadores. Já a Sual em 2001 obteve
faturamento de aproximadamente US$ 655
milhões (tabelas 19 e 20).
A Kaiser (de capital norte-americano) está
inserida em toda a cadeia produtiva (da bauxita
aos produtos de alumínio). Mas concentrase nas fases iniciais (bauxita e alumina),
distinguindo-se das líderes com matriz na
América Norte (Alcoa e Alcan) e Europa
(Pechiney, Hydro). O faturamento da empresa
em 2001 correspondeu a US$ 1,73 bilhão,
com cerca de 5,3 mil trabalhadores (tabelas
19 e 20).
O faturamento e o emprego nessas quatro
empresas respondem exclusivamente por
operações em alumínio, revelando clara
especialização quanto à configuração
produtiva delas.
27
Tabela 19 – Principais empresas de alumínio do mundo – 2001
Empresa
Faturamento em
alumínio (US$/milhões)
Alcoa (*)
17.761,0
Alcan (*)
9.722,0
Pechiney
6.820,0
Hydro (**)
6.574,3
Rusal
4.100,0
BHP Billiton
3.052,6
Chinalco (***)
2.134,0
Kaiser
1.733,0
Rio Tinto
1.171,7
Aditya Birla
1.026,8
Sual
654,9
Glencore
615,8
CVRD
592,4
Faturamento global
(US$/milhões)
22.859,0
12.626,0
11.000,0
19.922,0
4.100,0
19.079,0
2.134,0
1.733,0
10.652,0
6.040,0
654,9
44.500,0
4.756,0
Faturamento em
alumínio(%)
77,7
77,0
62,0
33,0
100,0
16,0
100,0
100,0
11,0
17,0
100,0
1,4
12,4
(*) O faturamento em alumínio está subestimado, já que subtraímos do total o faturamento
do segmento de embalagens no qual não foi possível identificar, separadamente, o
percentual correspondente a embalagens plásticas e embalagens de alumínio.
(**) Dados não contemplam a aquisição da VAW pela Norsk Hydro. Agregando os valores
da VAW, tem-se um faturamento de US$ 23,7 bilhões. No segmento do alumínio, o
faturamento somaria cerca de US$ 10,37 bilhões (44% do total).
(***) Valor para 2000 e correspondente ao faturamento da Chalco, empresa que deu origem
à formação da Chinalco em 2001.
Fonte: Empresas (relatórios anuais, demais informações dos sites das empresas e Revista
Exame, Melhores Maiores, julho de 2002).
Elaboração: DESEP/CUT
Na categoria de mineradoras que atuam na
cadeia produtiva do alumínio inserem-se a BHP
Billiton, Rio Tinto e Companhia Vale do Rio
Doce (CVRD). Essas empresas são líderes
mundiais na mineração, ocupando a segunda,
terceira e quarta posições, respectivamente,
no ranking mundial, superadas apenas pela
Anglo American.
A BHP Billiton Group (anglo-australiana) está
estruturada em divisões de minerais e minerais
metálicos (carvão, ferro, cobre, níquel,
diamante, prata, chumbo, zinco e ouro),
alumínio (bauxita, alumina e alumínio primário),
petróleo (petróleo e gás), aço e materiais de
aço carbono. Sua atuação envolve operações
de extração, refino e usinagem industrial. Em
2001 contava com cerca de 59 mil
trabalhadores (BHP Billiton PLC e Limited,
Relatório Anual, 2001).
28
O faturamento global da empresa por produtos
em 2000 (US$ 18,6 bilhões no total) tem a
seguinte distribuição: aço (minério de ferro e
aço) com 32%; petróleo e gás, com 17%;
alumínio, com 10%; cobre, com 9%; e níquel
e ferro-ligas (ferro-carbono e ferro-manganês),
com participações iguais de 5%. A BHP Billiton
é líder mundial na produção de ferro-ligas, junto
à Anglo American, vice-líder na produção
mundial de minério de ferro. A empresa inserese entre os cinco maiores produtores mundiais
de níquel, cobalto, prata e cobre (BNDES,
Mineração e Metalurgia, Nº44, abril de 2001).
Nos últimos anos, a empresa vem ampliando
seus
investimentos
no
alumínio,
particularmente em suas operações na
Austrália e África do Sul. Essas iniciativas
resultaram no aumento de 10% para 16% na
participação do alumínio no faturamento global
da empresa. Com isso a BHP Billiton passou
a exibir faturamento superior a US$ 3,0 bilhões
em 2001, contando com cerca de 5,3 mil
trabalhadores alocados nesse segmento de
negócios.
Já a Rio Tinto (anglo-australiana) estrutura seu
negócio em seus principais grupos de
produtos: minerais industriais (diamantes,
boratos, sal e dióxido de titânio), energia
(carvão e urânio), ferro, cobre, alumínio, ouro
e outros minerais (prata, zinco, níquel, chumbo
e molibdênio).
O faturamento global da empresa em 2001
soma cerca de US$ 10,6 bilhões, dos quais
US$ 1,2 bilhão corresponde somente às
atividades do alumínio. A empresa exibe relativa
concentração do faturamento em minerais
industriais e carvão, com percentuais iguais
de 20%. Em seguida estão o minério de ferro,
cobre, alumínio e ouro, com 16%, 12%, 11%
e 10%, respectivamente. A empresa emprega
pouco mais de 36 mil trabalhadores, dos quais
3,25 mil estão vinculados às operações no
alumínio (Rio Tinto PLC e Limited, Relatório
Anual, 2001).
A CVRD, de capital brasileiro, organiza-se nas
seguintes divisões de negócios: mineração,
logística, energia e participações. A divisão de
mineração estrutura-se nos segmentos de
ferrosos (minério de ferro, pelotas de ferro,
manganês e ligas) e não ferrosos (metais
nobres, básicos e minerais industriais). A
divisão de logística envolve a atuação em
ferrovias, portos e navegação. A de energia
responde pelas operações da empresa em oito
consórcios hidrelétricos. A de participações
compreende a atuação da empresa no
alumínio, fertilizantes, papel e celulose e
siderurgia.
Em 2001 a empresa tinha vínculos com 21,6
mil trabalhadores, contando com 1,6 mil
empregados associados às operações com o
alumínio. O faturamento global da empresa em
2001 alcançou cerca de US$ 4,7 bilhões,
exibindo forte concentração em minério de ferro
e derivados (minério de ferro, pelotas e aço),
com cerca de 64% do total. A distribuição do
faturamento por produto é a seguinte: minério
de ferro, 37,7%; pelotas de ferro, 16,1%;
logística, 13,5%; aço, 10,4%; alumínio, 10,1%;
manganês e ferro-ligas, 5,7%; ouro, 3,0%, entre
outros produtos (CVRD, Demonstrações
Contábeis, 2001).
Nota-se nessas três empresas (BHP Billiton,
Rio Tinto e CVRD) que parte considerável do
volume de extração dos diversos minérios
alimenta os estágios subseqüentes da cadeia
produtiva de cada uma delas. Esses dados
revelam clara estratégia de verticalização
industrial por segmento mineral, especialmente
na BHP Billiton.
Somam-se a isso as sinergias quanto à
amortização de custos de tecnologia de
processo industrial, dadas as semelhanças
existentes no refino e manufatura de diversos
minérios, bem como o aproveitamento das
estruturas e tecnologia de logística e energia
como suporte às operações em todas as
cadeias minerais. Nesse último aspecto
ressalta-se o desempenho da CVRD, na qual
os sistemas de logística representam cerca
de 13,5% do seu faturamento global.
Assim, a BHP Billiton, Rio Tinto e CVRD
conjugam atuação horizontal na mineração
com verticalização da produção por cadeia
produtiva mineral, envolvendo a extração, refino
e manufatura de produtos, em geral, de semielaborados. No alumínio, as empresas atuam
em diversas fases da cadeia produtiva, mas
a partir da posição privilegiada que detêm em
reservas e extração de bauxita. É o contrário
das empresas especializadas na produção do
alumínio, nas quais o foco de suas operações
concentra-se na produção de alumínio
primário e produtos de alumínio, mesmo que
detenham fontes próprias e excedentes de
suprimentos de bauxitas.
Essas empresas exibem perfil de inserção
ao longo da cadeia produtiva, no qual se
observa sensível concentração nas fases
iniciais (bauxita e alumina). No entanto, desde
a metade nos anos noventa, seus
investimentos (em aquisições e ampliação de
capacidade instalada) estão sendo
direcionados a, de um lado, consolidar
posições em minérios nos quais possuem
posições já consideradas relevantes e, de
outro lado, na agregação de valor à produção.
Disso resulta que, a rigor, tais empresas estão
distanciando-se progressivamente da
condição típica de mineradoras. Estão se
colocando como concorrentes das empresas
especializadas na produção de alumínio ou
desenvolvendo parcerias por fases produtivas
com algumas delas, especialmente com as
detentoras de tecnologia de processo e
produto (Kaiser, Pechiney e Hydro).
Entre os maiores projetos de expansão
recente de investimentos (ampliação de
capacidade instalada e aquisições), bem
como nos programados para os próximos
anos (Norsk Hydro, Rusal, Chinalco, Aditya
Birla, Pechiney, entre outras), destacam-se
os da BHP Billiton e CVRD em alumínio
primário e alumina.
Na categoria de empresas com forte perfil
intersetorial de atuação nos mercados estão
a Norsk Hydro, Aditya Birla e Glencore.
A Norsk Hydro (de capital norueguês) obteve
faturamento de US$ 19,92 bilhões em 2001,
com cerca de 37 mil trabalhadores, dos quais
17 mil estão vinculados à produção de
alumínio. A empresa estrutura seu negócio
em quatro divisões: óleo e energia, agricultura,
alumínio e outras atividades, incluindo plantas
de material plástico, especialmente de PVC.
A divisão de alumínio engloba os segmentos
de produtos metálicos de alumínio, extrusão
29
de alumínio, produtos axiais de alumínio,
estruturas automotivas e magnésio. A divisão
de agricultura estrutura-se nos segmentos de
nutrição vegetal, gás e química e petroquímica.
Tabela 20 – Principais empresas de alumínio do mundo – 2001
Empresa
Alcoa
Chinalco *
Rusal *
Alcan
Hydro**
Pechiney
Aditya Birla
Kaiser
BHP Billiton
Rio Tinto
CVRD
Emprego
no alumínio
99.330
78.804
73.000
40.249
17.020
14.747
11.880***
5.800
5.306
3.253
1.626
Emprego global
129.000
78.804
73.000
51.800
37.000
33.395
72.000
5.800
58.953
36.141
21.618
Emprego no
alumínio (%)
77,0
100,0
100,0
77,7
46,0
44,2
16,5***
100,0
9,0
9,0
7,5
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Empresas (relatórios anuais e demais informações dos sites das empresas).
*Os dados relativos ao emprego da Rusal e Chinalco, segundo as informações dos
sites das empresas, são anunciados como o volume de emprego da cadeia do
alumínio. No entanto, não foi possível confirmar se essas empresas atuam
exclusivamente na cadeia do alumínio. Além disso, o número de empregados da
Chinalco refere-se à informação da Chalco de 2000.
**Dados não contemplam a aquisição da VAW pela Norsk Hydro. Agregando os
valores da VAW, obtêm-se 52.000 trabalhadores no grupo, sendo 33.000 no
alumínio (63% do total).
***O número de empregados do grupo (Hindalco e Indal, empresas da Aditya Birla)
foi estimado a partir do número aferido na Indal (5.760), tendo como parâmetro o
seu coeficiente de produção de alumínio por empregado.
Em 2001 as receitas da Norsk Hydro por
divisões operacionais obedecem a seguinte
distribuição: óleo e energia (34,0%), alumínio
(33,0%) e agricultura (32,0%). Naquele mesmo
ano, o faturamento da divisão de agricultura
apresenta distribuição na qual os segmentos
de nutrição vegetal, petroquímica e gás e
química representam 22,0%, 7,0% e 3,0%,
respectivamente, do faturamento global da
empresa. A expressiva participação do
segmento de nutrição vegetal no faturamento
reflete a liderança da empresa em fertilizantes,
respondendo por mais de 15% da produção
mundial.
A participação de 33,0% do alumínio no
faturamento da empresa equivale a US$ 6,6
bilhões. Esse resultado insere a Norsk Hydro
na quarta posição mundial, a qual é assegurada
por meio de expressiva participação na
fabricação de produtos de alumínio,
contabilizando a produção da VAW (maior
empresa de capital alemão), adquirida pela
Norsk Hydro no início de 2001, cujo processo
encerrou-se no princípio de 2002. Em produtos
30
de alumínio, a Norsk Hydro (considerando a
incorporação da VAW Aluminium) detém a
terceira posição mundial, superando assim a
Pechiney.
A aquisição da VAW insere-se na estratégia
da Norsk Hydro de reforçar sua produção de
alumínio primário, dotando-a de condições para
aumentar sua participação na produção
mundial de 2,5% para 5,5% e em produtos de
alumínio, especialmente nos segmentos de
produtos laminados (Norsk Hydro, janeiro de
2002). Nesse segmento o potencial para
aumentar sua participação no mercado europeu
é elevado, podendo crescer de 4,0% para cerca
de 23%. Deve-se observar que a Norsk Hydro
já detém a liderança no mercado europeu de
extrudados. Por meio de plantas da VAW nos
EUA, reforça ainda mais sua presença mundial
no segmento de extrudados.
Apesar de estar presente em todas as fases
da cadeia produtiva do alumínio, a Norsk Hydro
concentra-se em particular nos produtos de
alumínio, agregando mais valor e conteúdo
tecnológico à sua produção. Ainda detém
participação relevante na produção de outros
setores industriais. O que diferencia a Norsk
Hydro das empresas caracterizadas aqui como
mineradoras, já que também detém atuação
diversificada por setor industrial, é a posição
da empresa na cadeia produtiva dos diversos
setores, concentrando-se mais nas fases de
refino e manufatura de produtos finais.
E isso ocorre também na produção de alumínio,
na qual a Norsk Hydro está mais concentrada
na fase final da cadeia produtiva, se comparada
às demais empresas. Estas também possuem
atuação destacada no segmento e são, em
grande medida, especializadas na produção
de alumínio (Alcoa, Alcan e Pechiney). Tratase de estratégia diferenciada quanto às fontes
de suprimentos de bauxita e alumina.
Enquanto a Alcoa e Alcan contam com fontes
próprias, embora nem sempre excedentes, de
produção nessas fases para alimentar as suas
plantas de alumínio primário e de produtos de
alumínio, a Norsk Hydro, assegura tais fontes
por meio de contratos de longa duração (longterm), em geral, com as mineradoras que
atuam na cadeia do alumínio ou com empresas
que possuem excedentes (Rio Tinto, BHP
Billiton e CVRD). A CVRD está entre as
maiores fornecedoras de longo prazo da Norsk
Hydro. Essa relação é, em geral, assegurada
por meio de participações acionárias, ainda que
minoritárias, em empreendimentos conjuntos.
Há ainda mais duas empresas com perfil
intersetorial que devem ser consideradas
exceções em relação às demais: a Aditya Birla
e a Glencore.
A Aditya Birla (de capital indiano) possui
configuração econômica típica dos grandes
grupos asiáticos, com elevada diversificação
de seus negócios por setor e, ao mesmo
tempo, elevada integração de suas operações
por cadeia produtiva, como, por exemplo, a do
petróleo.
A empresa constitui-se em conglomerado
econômico com atuação na indústria do
alumínio, petróleo e gás, química e
petroquímica, telecomunicações, software e
sistema financeiro (banco múltiplo, inclusive
em seguros). Nota-se que esse grupo possui
a atuação mais diversificada por setor de
atividade econômica, em relação às demais
empresas. Porém conjuga tal característica de
atuação com a verticalização para frente na
cadeia produtiva dos diversos setores em que
está presente ou por meio da aglomeração de
atividades conexas às suas operações no
sistema bancário e nas telecomunicações.
No alumínio, o grupo Aditya Birla atua através
de duas empresas: Hindalco e Indal. O grupo
adquiriu a totalidade do controle acionário da
Indal no ano passado por meio da Hindalco.
Atualmente suas operações e divisões de
negócios estão em processo de fusão. Com
isso, o grupo Aditya Birla reforça sua atuação
na cadeia do alumínio, o qual passa a
responder em 2001 por cerca de 17% (US$
1,03 bilhão) do seu faturamento global,
equivalente a pouco mais de US$ 6 bilhões.
No mesmo ano, o grupo emprega cerca de 72
mil trabalhadores, dos quais 11,88 mil (16,5%
do total) vinculam-se à produção de alumínio
(tabelas 19 e 20). As empresas controladas
pelo grupo (Hindalco/Indal) atuam em todas as
fases da cadeia do alumínio, destacando-se
na fabricação de produtos de alumínio,
particularmente de produtos laminados e de
componentes automotivos (rodas de alumínio,
entre outros).
Assim, as empresas do grupo Aditya Birla,
bem como a Rusal já tratada aqui, detêm
configuração econômica mais próxima das
empresas líderes (players), nas quais se
observa expressiva concentração da produção
nas fases finais da cadeia do alumínio. Apesar
das semelhanças, deve-se salientar a menor
diferenciação quanto ao market-share entre as
fases iniciais e finais na cadeia produtiva, além
da notável diferenciação quanto à sofisticação
dos produtos de alumínio.
As empresas líderes (Alcoa, Alcan, Pechiney
e Norsk Hydro) colocam-se como fornecedoras
de produtos de maior valor agregado e
conteúdo tecnológico, especialmente nos
segmentos aeroespacial e automotivo. Em
determinadas situações elas também se
responsabilizam por custos de P&D e produção
crescente de blocos de motores/transmissão
e carrocerias. Até se co-responsabilizam na
construção e pré-montagem de sub-conjuntos
de aviões comerciais e veículos de transporte
para as suas principais clientes. Em sentido
oposto, a atuação do grupo Aditya Birla e Rusal
concentram-se em produtos finais com padrão
tecnológico mais maduro dos segmentos de
embalagens, automotivo, entre outros.
Já a Glencore (de capital suíço) atua
especialmente como empresa de
comercialização de commodities mineral,
agrícola e seus derivados; e secundariamente
na produção efetiva de bens e serviços. Não
foi possível desagregar do faturamento global
da empresa o percentual e os valores
correspondentes ao faturamento proveniente de
31
suas atividades vinculadas à produção.
Além disso, o faturamento da empresa em
2001, cerca de US$ 44,5 bilhões, não encontra
correspondência nas fontes internacionais que
geram bases de dados sobre as empresas
multinacionais, particularmente na UNCTAD
(Conferência das Nações Unidas para o
Comércio e Desenvolvimento). Provavelmente
há divergências quanto a critérios de
reconhecimento de empresas declaradas
como suas filiais ou controladas.
De todo modo, no alumínio foi possível
identificar a participação da Glencore
International AG no controle acionário da
Century International Aluminium, a qual detém
participações acionárias em plantas de
alumínio primário ou ainda participações
acionárias efetuadas diretamente pela
Glencore em plantas de metal primário e
alumina (Anexos 2 e 3). Para efeito de análise,
tomaremos como referência a Glencore e sua
respectiva participação acionária na Century
ou demais refinarias (alumina) e usinas de
alumínio primário, bem como o faturamento
global declarado pela empresa em seu site na
Internet.
Assim, pode-se admitir que as operações de
alumínio representam somente 1,4% do
faturamento global da empresa, equivalentes
a cerca de US$ 615,8 milhões. E esse
faturamento no alumínio, entre os maiores
grupos e empresas, só é superior ao
faturamento em alumínio da CVRD. A empresa
parece atuar somente em duas fases da cadeia
produtiva (alumina e alumínio primário),
ausentando-se da produção nos extremos
(bauxita e produtos de alumínio).
Apesar disso, esse perfil de atuação ao longo
da cadeia do alumínio deve ser tomado apenas
como uma referência. A empresa parece
utilizar, com freqüência e relevância comercial,
contratos de longa duração (long-term), nos
quais a empresa, na prática, promove a
terceirização e subcontratação de produção,
tanto de sua capacidade operacional ou de
outras empresas em seu benefício. Isso reforça
ainda mais sua condição de empresa que
detém atuação expressiva no mercado de
minerais, porém especializada na
intermediação comercial de produtores e
consumidores de matérias primas, semi e
manufaturados.
Essas distintas configurações econômicas dos
grupos e empresas identificadas como maiores
produtores mundiais de alumínio tornam-se
mais evidentes quando se observa a presença
de cada uma delas em todas as fases da
cadeia produtiva do alumínio. Pode-se ainda
identificar políticas distintas de suprimentos e
de encadeamento do fluxo produtivo das
empresas.
A seguir daremos tratamento especial ao
estudo da inserção da Alcoa e da Alcan no
segmento do alumínio.
Organização e atuação mundial da Alcoa
Atuação global por segmentos e localização geográfica
Em meados de 1880, o alumínio ainda era um
metal semiprecioso tão escasso quanto a
prata. Inspirado pelas aulas na faculdade de
química, Charles Martin Hall desenvolveu a
redução eletrolítica 1 da alumina em seu
pequeno laboratório. Isso ocorreu no início de
1886. O processo desenvolvido por Hall para
a obtenção de alumínio consistiu em mergulhar
a alumina numa solução de criolita e submeter
a solução a uma corrente elétrica. O metal
obtido foi o alumínio puro. O processo de
redução separa o alumínio do oxigênio,
rompendo sua ligação iônica.
Feita a descoberta, Hall buscou financiamento
1 Ver Cadeia Produtiva do Alumínio
32
para iniciar a produção. Obteve-o junto a um
grupo de industriais de Pittsburg. O grupo de
empreendedores e Hall formaram a Pittsburg
Reduction Company. Em fins de 1888, a planta
produzia os primeiros lotes de alumínio
comercial.
A preliminar ausência de clientes foi
contornada ao longo do tempo, enquanto a
empresa de Hall elaborava os primeiros
artefatos comerciais de alumínio, tais como
utensílios de cozinha, fios elétricos, partes de
motores etc. Em fins de 1893, o custo do
alumínio produzido nas plantas de Hall era de
US$ 0,78 ante US$ 4,86 em 1888.
Na primeira década do século XX a companhia
já possuía minas de bauxita no Arkansas, uma
refinaria de alumina em Illinois e três smelters
de alumínio primário em Nova Iorque e no
Canadá. Por essa época modificou-se o nome
da empresa para Aluminium Company of
America. Após a internacionalização da sua
produção em meados da década de sessenta,
o nome modificou-se para Alcoa.
No início da Segunda Guerra Mundial o custo
do alumínio havia declinado para US$ 0,20. A
Guerra trouxe expressivo estímulo às
operações da empresa. Dobraram-se as
quantidades demandadas de alumínio. O
governo norte-americano financiou a expansão
da companhia. Após o fim da Guerra, as
plantas novas construídas com o financiamento
estatal foram vendidas para firmas
concorrentes.
Durante a segunda metade do século XX, a
companhia promoveu a internacionalização da
sua produção na esteira do expressivo
crescimento no uso do alumínio em diversas
indústrias.
O processo de redução eletrolítica do alumínio,
descoberto por Charles Martin Hall, viabilizou
a exploração comercial do alumínio, que se
tornou uma importante matéria prima para
diversos segmentos da indústria de
transformação. Isso aconteceu em 1888. Uma
vez que empresas só se estruturam pela
viabilidade econômica do que pretendem
produzir, a descoberta da redução eletrolítica,
etapa primordial da transformação da alumina
em alumínio, possibilitou a criação da Alcoa
Inc.
A Alcoa Inc. é a principal produtora mundial
de bauxita, alumina, alumínio primário e
produtos de alumínio. Atua em diversos
segmentos industriais e de prestação de
serviços vinculados à utilização do alumínio,
tais como transporte comercial, indústria
aeroespacial, construção civil, embalagens de
alumínio, indústria automobilística, entre
outros. Atua inclusive na produção de
maquinaria para a elaboração e tratamento de
marketing de embalagens de alumínio.
Em 2002, a Alcoa Inc. contava com 127 mil
empregados em 350 unidades de produção e
de comercialização, espalhadas em 37 países,
inclusive no Brasil. Ainda em 2002, a empresa
obteve faturamento de US$ 20,2 bilhões. O
lucro líquido chegou a US$ 420 milhões.
A Alcoa Inc. está estruturada em oito
segmentos de atuação: Transporte comercial;
Embalagens e produtos para consumidores;
Lingotes de alumínio, Edificação e construção;
Alumina e Química, Aeroespacial, Automotivo
e Componentes industriais (Anexo 1).
No segmento de Transporte Comercial, a
Alcoa Inc. produz componentes para sistemas
eletro-eletrônicos, alumínio, rodas de alumínio
e acessórios para veículos de transporte
pesado, estruturas para motores,
compressores e outros componentes, chapas,
além de perfis e chicotes de alumínio. O
faturamento desse segmento deriva das vendas
para a indústria automobilística, inclusive para
transporte comercial, e para a indústria
aeroespacial.
As expectativas da empresa para este
segmento estão pautadas nas projeções de
aumento da utilização de alumínio em
automóveis de passeio na Europa e nos EUA.
Em especial nos EUA, as expectativas de
maiores faturamentos estão centradas no fato
de que veículos de transporte leve (vans,
utilitários e caminhões leves) absorveram
parcela majoritária das vendas totais de
veículos. Ultrapassam a parcela dos veículos
de passeio, que usam menos alumínio em
relação aos veículos de transporte leve. As
plantas do segmento de Transporte Comercial
estão presentes no Canadá, México, EUA,
Venezuela, Alemanha, Hungria, Irlanda, Itália,
Países Baixos, Noruega e Reino Unido.
Em relação aos segmentos de Produtos e
Serviços Aeroespaciais, a Alcoa Inc. produz
barras, tubos, folhas, formas de alumínio,
superfícies, fuselagens, condutores térmicos,
rodas e produtos forjados, rodas para trens de
pouso, gabinetes para turbinas, alças e
ferrolhos de alumínio para fixação, entre outros
produtos. As plantas deste segmento estão
fortemente concentradas nos EUA. No que diz
respeito às vendas para a indústria
aeroespacial, a empresa tem expectativas de
que a China venha a ser o maior mercado
(excluindo-se os EUA) de aviação comercial
até 2020.
O segmento de Produtos Automotivos possui
interfaces com os de Transporte Comercial,
em especial por produzir plantas, estruturas e
sistemas elétricos para automóveis. Mas
distingue-se desse segmento pelos escritórios
de design automotivo. As plantas e escritórios
desse segmento estão presentes no Canadá,
México, EUA, Venezuela, Alemanha, Hungria,
Irlanda, Itália, Noruega e Reino Unido.
A divisão de Embalagens e produtos para
33
consumidores produz injeção e compressão
plástica, embalagens de alumínio, garrafas de
plástico, filmes, equipamentos para decoração
de latas de alumínio, latas de alumínio, chapas
de alumínio para a produção de latas para
bebidas, garrafas plásticas, embalagens para
comida, embalagens flexíveis e máquinas para
embalagem, em especial máquinas de
acabamento para latas de alumínio.
Nos últimos anos a Alcoa Inc. expandiu a
capacidade produtiva desse segmento nas
suas plantas da América Latina e da Ásia. As
plantas estão localizadas na Costa Rica,
México, EUA, Argentina, Brasil, Chile,
Colômbia, Peru, Alemanha, Hungria, Países
Baixos, Rússia, Espanha, Barein, Japão e
Filipinas.
A produção de alumina e de derivados químicos
da alumina está estruturada no segmento de
Alumina e Química. A Alcoa Inc. é a maior
produtora mundial de alumina, com 26,2% da
produção mundial em 2002, que foi de 49,8
milhões de toneladas, segundo o World Bureau
of Metal Statistical. Os produtos principais
deste segmento são: bauxita para a produção
de alumina a ser utilizada no processamento
de hidrocarbonetos; alumínio de alta pureza;
pó de alumínio atomizado; alumina; e produtos
químicos baseados em alumina para refratários,
cerâmica, abrasivos, plásticos e polímeros, e
tratamento de água. As plantas de Alumina
e Química estão distribuídas na Jamaica,
EUA, Brasil, Suriname, Alemanha, Países
Baixos, Espanha, China, Índia, Japão,
Cingapura, Austrália e Guiné. O Gráfico 1 e o
Gráfico 2 detalham a distribuição geográfica
da produção de, respectivamente, bauxita e
alumina da Alcoa.
Gráfico 1 - Distribuição geográfica da produção de bauxita da Alcoa Inc. (%). 2001 e 2002
Elaboração: DESEP/CUT. Fonte: World-Aluminium, relatórios anuais das empresas, US
Geological Survey e World Bureau of Metal Statistical.
Gráfico 2 - Distribuição geográfica da produção de alumina da Alcoa Inc. (%). 2001 e 2002
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: World-Aluminium, relatórios anuais das empresas, US Geological
Survey e World Bureau of Metal Statistical.
34
Com relação à bauxita, as minas de extração
estão concentradas na Austrália, com pouco
menos da metade da produção total do grupo.
Há duas plantas (minas) na África (Guiné e
Gana), cujos desenhos de joint ventures são
traçados com grandes empresas públicas, em
especial na Guiné. O Brasil aparece com cerca
de 9% (1,7 milhões de toneladas) da
capacidade de produção, atrás da Jamaica e
do Suriname.
A produção de alumina está mais concentrada
nos EUA. Como se verá, a produção de
alumínio primário e mesmo de produtos de
alumínio concentra-se nos EUA e no Canadá.
Assim, a própria composição da cadeia
produtiva do alumínio traduz a especialização
geográfica da produção. Os países
industrializados são o locus dos processos de
maior agregação de valor. Os países em
desenvolvimentos emergem como fontes de
matérias primas ou produtos semi-elaborados
de baixo valor agregado.
Desse modo, a transformação da bauxita em
alumina ocorre principalmente nos EUA e
Austrália. Secundariamente, no Brasil (7% da
capacidade de produção, o que corresponde a
768 mil toneladas) e Jamaica.
A produção de alumínio primário está incluída
no segmento de Lingotes de Alumínio. O
lingote de alumínio é uma commodity com
preço determinado internacionalmente. Em
2001, a retração na oferta de energia elétrica
na costa ocidental dos EUA e o racionamento
de energia elétrica no Brasil implicaram na
redução do volume produzido pela Alcoa Inc.
nessas regiões. O lingote de alumínio é um
insumo utilizado pela própria Alcoa para a
elaboração de produtos de maior valor
agregado. Adiante, ao tratarmos das
estratégias da empresa, poderemos delinear
as expectativas em relação a esse segmento.
As plantas produtoras de alumínio primário
estão nos seguintes países: Canadá,
Venezuela, EUA, Gana, Brasil, Itália, Noruega,
Espanha e Austrália. A Alcoa Inc. concentrou
14,2% da produção mundial de alumínio
primário em 2001, correspondente a 24,521
milhões de toneladas (World Bureau of Metal
Statistical).
O Gráfico 3 mostra a distribuição geográfica
da produção de alumínio primário da Alcoa.
Mais da metade da produção está concentrada
no país de origem do capital. Outros 23%
estão concentrados no Canadá. Apenas parte
marginal da produção de alumínio primário é
distribuída em outros países. Uma vez mais
emerge a concentração dos processos
tecnológicos no país de origem do capital ou
em países industrializados, particularmente na
América do Norte, que concentra 75% da
produção global da empresa.
Deve-se ressaltar que, excluída a produção de
alumínio primário da América do Norte, o Brasil,
com 6% da capacidade de produção do grupo,
o que representa 244 mil toneladas, disputa
posições de liderança com a Austrália e
Espanha. Já no segmento de alumina a
Austrália divide a liderança mundial da produção
do grupo com os EUA.
Gráfico 3 - Distribuição geográfica da produção de alumínio primário do grupo Alcoa Inc.(%).
2001 e 2002
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: World-Aluminium, relatórios anuais das empresas, US Geological Survey
e World Bureau of Metal Statistical.
35
O segmento de Edificação e Construção
provê estruturas de alumínio para a construção
civil, além de escritórios de design para a
elaboração dessas estruturas. As fábricas e
os escritórios de desenho estão presentes no
Canadá, EUA, França, Alemanha, Hungria,
Itália, Países Baixos, Polônia, Espanha e
Reino Unido. O período de crescimento da
renda nacional norte-americana, após a
recessão de 1991-92, deu fortes estímulos para
este segmento. Em 2001 houve aumento de
2,3% no total de casas em construção nos
EUA. Tal valor é o maior em 15 anos.
consumidores e de Transportes (automotivo
e comercial). Cada um contribui com 24,6% e
25,1%, respectivamente. Processos de
distribuição dos produtos representam 15% do
faturamento. O segmento de Química e
Alumina contribui com 24,3% das vendas. O
de Lingotes de Alumínio, no qual está
alocada a produção de alumínio primário,
concentra 24,3% do faturamento (Tabela 21).
O último segmento que compõe a Alcoa Inc. é
o de Produtos Industrializados, que agrega
uma ampla gama de mercadorias relacionadas
aos outros segmentos da empresa. As plantas
estão distribuídas pelo Canadá, Costa Rica,
México, EUA, Argentina, Brasil, Chile,
Colômbia, Peru, Suriname, Venezuela,
Bélgica, República Tcheca, França, Alemanha,
Hungria, Irlanda, Itália, Países Baixos,
Portugal, Rússia, Espanha, Reino Unido,
China, Índia, Japão, Filipinas, Cingapura,
Marrocos e Austrália.
O faturamento global da Alcoa Inc. chegou a
US$ 20,3 bilhões em 2002, o terceiro ano
consecutivo de queda nas vendas (Gráfico 4).
A distribuição do valor total das vendas,
segundo os segmentos, está disposta na
Tabela 21. Observa-se que pouco menos da
metade do faturamento global deriva dos
segmentos de Embalagens e produtos para
Gráfico 4 - Faturamento e receita líquida da Alcoa Inc.
(US$ milhões correntes). 1992 - 2002.
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: www.alcoa.com
36
Tabela 21 - Distribuição do faturamento segundo os segmentos da estrutura da Alcoa. (US$
bilhões correntes e %). 2002.
Segmento
Transporte (automotivo e comercial)
Embalagens e produtos para consumidores
Distribuição e outros
Edificação e Construção
Alumina e Química
Total
Valor
(US$ bi)
5,1
5,0
3,1
2,2
4,9
20,3
Participação
(%)
25,1
24,6
15,3
10,8
24,3
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: www.alcoa.com
Em concordância com a distribuição geográfica
das plantas da Alcoa Inc., constante do Anexo
2, a maior parte do faturamento no ano de 2002
está concentrada nos EUA, com cerca de 63%.
A Europa gera 21% do faturamento. Ásia e
Oceania produzem juntas 8% do faturamento,
mesmo percentual do Canadá e da América
Latina (Tabela 22).
Tabela 22 - Distribuição do faturamento segundo as áreas geográficas de atuação da Alcoa. 2002
Área Geográfica
EUA
Europa
Pacífico (Ásia e Austrália)
Canadá a América Latina e Outros
Participação %
63
21
8
8
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: www.alcoa.com
Principais empresas e presença nos mercados mundiais
Dado o escopo deste estudo, centramos nosso
foco nos segmentos de Alumina e Química
e de Lingotes de Alumínio. O primeiro
segmento refere-se à rede mundial da Alcoa
Inc. de produção de alumina a partir da
extração de bauxita. A alumina produzida é
transferida para unidades da própria Alcoa Inc.
(inclusive às unidades de produtos químicos)
ou vendida para outras empresas. Pouco mais
da metade da produção de alumina é vendida
para outras empresas e o restante é utilizado
pela própria Alcoa Inc. (proporções para 2000
e 2001). Os produtos das unidades químicas
da Alcoa são utilizados na produção de
abrasivos, refratários, elementos de cerâmica,
entre outros. Logo, trata-se de um segmento
básico, já que fornece a matéria prima
primordial do espectro de produtos elaborados
pela empresa.
A participação da Alcoa Inc na produção
mundial de alumina pode ser observada na
Tabela 23. Verifica-se que a empresa concentra
26% da produção mundial de alumina em 2002.
Esses valores indicam que o mercado mundial
de alumina, ao contrário do mercado mundial
de lingotes de alumínio, ruma para uma
estrutura oligopolística no qual a Alcoa Inc.
insere-se como líder e a Chinalco (China) e a
Alcan como empresas seguidoras e
concorrentes. Os valores indicados na Tabela
23 denotam, desde logo, a importância relativa
da Alcoa Inc. e da Alcan, bem como a
justificativa para seu estudo.
37
Tabela 23 - Produção mundial da alumina e produção de alumina de grupos selecionados.
(mil t e %). 1998 – 2002
Grupos
Alcoa
Chinalco
Alcan*
BHP Billiton**
Kaiser
Rusal
Hydro****
CVRD
Total Mundial
1998
12.938
Nd
5.013
1.750
Nd
Nd
578
719
47.400
1999
13.273
Nd
3.991
1.800
2.094
1.756
530
768
47.000
Produção (mi t)
2000
2001
13.968 12.527
Nd
4.900
3.941
4.170
2.000
2.940
1.927
2.583
1.989
2.246
898
1.070
819
808
49.300 48.488
2002
13.027
Nd
4.300
4.043
Nd
2.657
1.120
859
49.785
Participação (%)
1998 1999 2000 2001 2002
27,3 28,2 28,3 25,8 26,2
Nd
Nd
Nd 10,1 Nd
10,6
8,5
8 8,6 8,6
3,7
3,8
4,1 6,1 8,1
Nd
4,5
3,9 5,3 Nd
Nd
3,7
4 4,6 5,3
1,2
1,1
1,8 2,2 2,2
1,5
1,6
1,7 1,7 1,7
100 100 100 100 100
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: World-Aluminium, relatórios anuais das empresas, US Geological Survey e World
Bureau of Metal Statistical.
* Para 2001 capacidade de produção.
** Entre 1998 e 2000, capacidade de produção.
*** Para 2001 agrega a aquisição da VAW, finalizada em janeiro de 2002
As principais empresas da Alcoa Inc. que
atuam nesse segmento estão alinhadas na
Tabela 24. As plantas estão geograficamente
dispersas, mas do ponto de vista da
capacidade de produção de alumina, há
concentração na Austrália e nos EUA.
Tabela 24 - Principais empresas da Alcoa do segmento de Alumina e Química
Localização
Jamaica/América do Norte
EUA/América do Norte e Central
EUA/América do Norte e Central
Brasil/América do Sul
Brasil/América do Sul
Brasil/América do Sul
Suriname/América do Sul
Alemanha/Europa
Países Baixos/Europa
Países Baixos/Europa
Espanha/Europa
China/Ásia
Índia/Ásia
Japão/Ásia
Japão/Ásia
Cingapura/Ásia
Guiné/África
Austrália/Oceania
Austrália/Oceania
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Anexo 2
1 - Encerrou suas operações em 2001
38
Empresa
Alcoa Minerals of Jamaica LLC
Alcoa World Alumina LLC.
St. Croix Alumina LLC 1
Alcoa Alumínio S.A.
Comércio de Alumínio do Maranhão
Mineração Rio do Norte S.A.
Suriname Aluminium Company LLC
Alcoa Chemie GmbH
Alcoa Chemie Nederland BV
Alcoa Moerdijk BV
Alúminia Española S.A.
Qingdao Alcoa Co. Ltd.
Alcoa-ACC Industrial Chemicals Limited
Alcoa Kasei Limited
Moraico Limited
ACAP Singapore Pte Ltd.
Halco Inc.
Alcoa World Alumina - Australia
Australian Fused Materials Pty Limited
O segmento de Lingotes de Alumínio recebe
alumina do segmento de Alumina e Química
e produz lingotes de alumínio ou alumínio
primário. O pó de alumínio e as farpas de
alumínio, entre outros derivados, são
transferidos para outras unidades da Alcoa Inc.
e/ou revendidos para clientes, comerciantes.
São ainda negociados nos mercados de
alumínio primário, o qual, como já foi dito, está
estruturado sob a forma de concorrência
internacional, com os preços definidos na Bolsa
de Londres. A produção de alumínio primário
está distribuída nas plantas da Alcoa pelo
mundo. A Tabela 25 mostra as principais
empresas, bem como a localização geográfica
das plantas da Alcoa Inc., responsáveis pela
transformação da alumina em alumínio
primário.
Tabela 25 - Principais empresas da Alcoa do segmento de Lingotes de Alumínio
Localização
Canadá/América do Norte e Central
Canadá/América do Norte e Central
Canadá/América do Norte e Central
EUA/América do Norte e Central
Brasil/América do Sul
Brasil/América do Sul
Suriname/América do Sul
Itália/Europa
Noruega/Europa
Espanha/Europa
Espanha/Europa
Austrália/Oceania
Austrália/Oceania
Empresa
Aluminiere Lauralco Inc.
Alumiere de Bécancour Inc.
Alumiere de Baie-Corneau Inc.
Eastalco Aluminium Company
Alcoa Alumínio S.A.
Comércio de Alumínio do Maranhão
Suriname Aluminium Company LLC
Alcoa Italia SpA
Elken Aluminium ANS1
Alúminia Española S.A.
Alcoa Inespal S.A.
Alcoa World Alumina – Australia
Australian Fused Materials Pty Limited
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Anexo 2
1 - A Alcoa adquiriu 40% do controle acionário no início de 2002.
A participação relativa da Alcoa na produção
mundial de alumínio primário pode ser vista na
Tabela 26. À semelhança do mercado de
alumina, a Alcoa detém a liderança mundial,
seguida pela Rusal e Alcan. Pode-se observar
ainda que a Alcoa amplia ainda mais sua
posição na oferta mundial de alumínio primário
entre 1998 e 2002, sofrendo um pequeno refluxo
em 2001, em decorrência das crises na oferta
de energia na costa oeste dos EUA e no Brasil.
Tabela 26 - Produção mundial de alumínio primário e de grupos selecionados. (mil t e %).
1998 – 2002
Grupos
Alcoa
Rusal
Alcan
Hydro*
Pechiney
BHP Billiton**
CVRD
Total Mundial
1998
2.471
Nd
1.481
736
Nd
890
719
22.600
Produção (mi t)
1999
2000
2001
2.851
3.539
3.488
2.360
2.416
2.459
1.518
1.562
2.042
746
762
1.400
1.122
1.122
1.140
910
890
984
768
819
808
23.600 24.000 24.521
2002
3.500
2.544
2.238
1.562
1.163
1.047
859
21.199
Participação (%)
1998 1999 2000 2001 2002
10,9 12,1 14,7 14,2 16,5
Nd
10 10,1
10
12
6,6
6,4
6,5 8,3 10,6
3,3
3,2
3,2 5,7 7,4
Nd
4,8
4,7 4,6 5,5
3,9
3,9
3,7
4 4,9
1,5
1,6
1,7 1,7 1,7
100 100 100 100 100
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: World-Aluminium, relatórios anuais das empresas e US Geological Survey
*Para 2001 agrega a aquisição da VAW, finalizada em janeiro de 2002.
** Entre 1998 e 2000, capacidade de produção.
39
Por último, é possível observar, por meio da
Tabela 27, um movimento geral dos processos
de alianças e de aquisições da Alcoa Inc.
Alguns eventos parecem indicar que a estratégia
empresarial está centrada em, de um lado,
reforçar sua capacidade de produção de alumínio
primário e, de outro, expandir ainda mais suas
operações nos segmentos automotivo,
aeroespacial e de embalagens. A Ásia
concentra parte expressiva das iniciativas de
fusões e aquisições em 2000 e 2001.
Em especial no Brasil é possível identificar um
movimento de expansão em 2000, direcionado
ao segmento de embalagens e de latas de
alumínio. Em 2001 as ações da Alcoa no Brasil
voltaram-se para a consolidação de oferta de
energia elétrica para as plantas da Alumar e da
Alcoa Alumínio S.A. em Poços de Caldas (MG),
por meio da participação da Alcoa em consócios
de construção de usinas hidrelétricas.
Tabela 27 - Processos de aliança e de aquisições da Alcoa.2000 - 2002
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Aquisição (2002)
Richwood Building Products/ EUA
Insumos para a construção civil
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Observações
Aquisição (2002)
Engineered Plastic Components Inc./EUA
Modelos de alta precisão para a indústria automobilística
A aquisição ocorreu mediante a compra de 50% das ações
anteriormente detidas pela Plastics Management, Inc.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Observações
Expansão de Controle Acionário (2002)
Shibazaki Seisakusho Ltd./Japão
Vedamentos para embalagens
A Alcoa elevou sua participação acionária na Shibazaki Seisakusho
Ltd. de 50,5% para 95,9%.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Aquisição (2002)
Dooray Air Metal Co Ltd./ Coréia do Sul
Usinas para produtos extrudados utilizados na Indústria
Aeroespacial.
Aquisição da única planta com essas características na Coréia do Sul
Expectativas
40
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Aquisição (2002)
Fairchild Fasteners/EUA
Sistemas de Presilhas para a Indústria Aeroespacial
Ampliar a competitividade e a profundidade técnica do segmento de
produtos aeroespaciais da Alcoa
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Aquisição (2002)
Ivex Packing Corp/EUA
Produtos Plásticos para embalagens
Ingressar no mercado de plásticos para embalagens
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Observações
Aliança (2001)
Aluminum Corporation of China Ltd. (Chalco)/ China
Alumina e Alumínio Primário
O mercado chinês de alumínio é o que tem a maior taxa mundial de
crescimento. Presença da Alcoa na produção de alumina e
alumínio primário viabiliza novas expansões de outros segmentos
da empresa na China. Expectativa de novas Joint-ventures na
China.
A aliança refere-se à compra de 50% da fábrica de Pingguo.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Acordo de Fornecimento (2001)
Siemens/ Alemanha e Boeing/ Reino Unido
Fornecimento de alças e artigos de alumínio para motores à turbina.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Participação em projetos de energia hidrelétrica (2001)
Machadinho, Santa Isabel, Barra Grande e Serra do Falcão/ Brasil
Alumina, alumínio primário, chapas, folhas, plantas, formas e
estruturas de alumínio.
A Alcoa Alumínio S.A. adquiriu 27,23% da energia gerada pela
usina de Machadinho e começou a receber suas quotas de
energia em 2002. Participou também do consórcio vencedor para
a construção da usina de Santa Isabel. A Alumínio detém 20% das
ações. Espera-se que a usina de Machadinho seja responsável
por 55% da energia utilizada pela planta de Poços de Caldas
(MG). A expectativa é de que a usina de Santa Isabel oferte 30%
da energia utilizada pela Alumar. A Alcoa Alumínio S.A. detém
35,30% das cotas da usina de Barra Grande, que entrará em
operação em 2005. Espera-se que a usina oferte energia para a
planta da Alumar e para a planta da Alcoa Alumínio S.A..em Poços
de Caldas. A participação da Alcoa Alumínio S.A. na construção da
usina de Serra do Falcão implica em 26% da necessidade de
energia da planta da Alumar. A usina funcionará em 2005.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Aliança (2001)
Nilkamal Plastics Group of Mumbai/ Índia
Invólucros e embalagens plásticas para bebidas.
Construção de uma fábrica de embalagens plásticas na fronteira
entre Nepal e Índia.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Aliança (2001)
BHP Billiton/ EUA e Canadá
Distribuição de metais
A joint-venture (50%-50%) resultou na criação da Named Integris
Metals. Esperam-se receitas anuais superiores a US$ 2 bilhões.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Aquisição (2001)
Korea Packing System/ Coréia do Sul
Embalagens plásticas para bebidas.
A Macro Corp. Alcoa adquiriu 51% das ações da Korea Packing
System, rebatizando-a de Alcoa CSI Korea. A empresa é líder
nacional no segmento de embalagens plásticas para bebidas.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Aquisição (2001)
Elken ASA/ Noruega
Alumínio primário e silício
A Alcoa adquiriu 40% das ações da Elken ASA e fez oferta para a
aquisição do restante das cotas, a ser aprovada pelo governo
norueguês. A Elken ASA é a segunda maior produtora
norueguesa de alumínio primário e a maior produtora mundial de
metal de silicone.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Aquisição (2001)
Dooray Air Metal Co./ Coréia do Sul
Alumínio Primário
A aquisição da Dooray representa a penetração da Alcoa no
mercado coreano de alumínio.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Aquisição (2001)
Reynolds-Lemmerz Industries/ EUA
Rodas de alumínio
A Alcoa adquiriu as plantas da Reynolds-Lemmerz por meio da
compra dos 25% de ações restantes da empresa.
41
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Aquisição (2001)
Siemens VDO Automotive AG/ Alemanha
Fios e sistemas elétricos e eletrônicos para automóveis
A AFL Telecommunications adquiriu quatro plantas da Siemens na
Alemanha e se tornará a principal fornecedora da Volkswagen AG.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Aquisição (2001)
Preferred Machinery Corp./ EUA
Manufatura de máquinas e equipamentos para embalagens de
bebidas.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Venda (2001)
Alcoa Fios e Cabos Elétricos/ Brasil
Fios e cabos elétricos
A Alcoa vendeu 40% de sua parte na empresa para sua coproprietária, a Phelps Dodge.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Aquisição (2000)
British Aluminium Ltd. /Reino Unido
Formas, folhas e estruturas de alumínio
Fortalecimento no mercado britânico e europeu de alumínio. A
operação envolveu não somente a aquisição de ativos produtivos,
como também escritórios de distribuição espalhados pelo Reino
Unido. A empresa adquirida emprega 1.500 funcionários e teve
receitas de US$ 360 milhões em 1999.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Aquisição (2000)
C-KOE Aluminium Inc./ EUA
Alumínio primário em lingotes para produtos químicos e de metais.
A empresa adquirida agregou-se à divisão de metais primários da
Alcoa.
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Aquisição (2000)
ConAgra, Inc´s Arrow Industries Division
Sacos plásticos para embalagem de alimentos
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Expectativas
Aquisição (2000)
Itaipava Embalagens Flexíveis Ltda. / Brasil
Latas de alumínio e embalagens de alumínio para consumo.
A Alcoa Alumínio S.A. comprou a referida empresa, que converte
cerca de 12 mil toneladas de alumínio em latas e embalagens para
consumo.
Trata-se da segunda aquisição da Alcoa em 2000 no segmento de
embalagens no Brasil. A primeira foi em maio de 2000, que
decorreu da aquisição da Reynolds pela Alcoa. Isso implicou na
aquisição dos 25% das cotas que a Reynolds detinha da Latasa, a
maior produtora brasileira de latas de alumínio.
Observações
Natureza da Operação (Ano)
Empresa/ Localização
Produtos
Aquisição (2000)
MCG Closurers Ltd /Inglaterra, Itália e Países Baixos
Invólucros plásticos
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Relatórios anuais 2000, 2001 e 2002.
42
Organização e atuação da Alcoa no Brasil
A Alcoa Inc. atua no Brasil desde 1965. Em
2001 empregava cerca de 5.162 funcionários
(Revista Exame, Maiores e Melhores/2002) e
produzia, em 13 unidades fabris, alumina,
alumínio primário e produtos de alumínio. Além
da Alcoa Alumínio S.A., a Alcoa Inc. tem outras
empresas no país: Alcoa Fios e Cabos Elétricos
S.A., Companhia Geral de Minas, Mecesa
Embalagens Plásticas S.A., AFL do Brasil Ltda,
além da participação na Mineração Rio do Norte,
ampliada após a aquisição da Reynolds2.
O perfil de inserção da Alcoa no Brasil
caracteriza-se pela presença em todos os
segmentos da cadeia do alumínio. Segundo
dados da ABAL (Associação Brasileira do
Alumínio), a empresa ocupa a liderança na
produção de alumina (23,4% da produção
nacional de 3,5 milhão de toneladas), alumínio
primário (21,5% da produção nacional de 1,1
milhão de toneladas) e produtos de alumínio
(exceto no sub-segmento de embalagens). Além
disso, a Alcoa ocupa a terceira posição no
ranking nacional de produção de bauxita, com
15,4% do total de 13,2 milhões de toneladas.
Com exceção da América do Norte, somente
a Austrália detém perfil similar ao Brasil na
cadeia global da Alcoa, ou seja, com atuação
em todos os segmentos. Apesar disso e do
relativo equilíbrio entre os diversos segmentos,
especialmente entre alumina e alumínio
primário, o Brasil, assim como todos os países
de industrialização tardia, detém participação
pouco expressiva na fabricação de produtos
de alumínio da empresa, especialmente nas
áreas de fronteira tecnológica (indústria
automobilística e aeroespacial).
A Tabela 28 mostra alguns indicadores
contábeis selecionados para determinadas
empresas do grupo Alcoa. A Tabela 29
descreve a composição acionária do Grupo
Alcoa no Brasil, evidenciando que parcela
significativa dos ativos da empresa está nas
mãos da própria Alcoa Inc. norte-americana.
Tabela 28 - Indicadores contábeis para algumas empresas do Grupo Alcoa no Brasil (US$
milhares). 2001*
Empresas
Ativo Total
Lucro Líquido
Alcoa Alumínio S.A.
1.115
Alcoa Fios e Cabos Elétricos S.A.**
67.730
Mecesa Embalagens Plásticas S.A.
2.604
Mineração Rio do Norte***
48.816
Tamboré Embalagens S.A.
5.792
Cia Geral de Minas
16.322
Total
1.256.393
76.070
(2.095)
196
13.693
537
-9
88.392
Receita Líquida
por Funcionário
94
151
52
29
154
17
499
N.º de
Funcionários
5.162
383
46
129
19
20
5.759
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Gazeta Mercantil (2002).
* Exclui a AFL do Brasil por inexistência de informações
** A Alcoa Alumínio S.A. desfez-se de 40% das ações dessa empresa, mediante venda para a
co-proprietária, a Phelps Dogde. Os valores apresentados na Tabela não estão ponderados
por essa operação de venda.
*** Indicadores ponderados pela participação acionária da Alcoa, contabilizando-se a parcela
referente a Reynolds, o que totaliza 13,13% das ações ordinárias da MRN.
Tabela 29 - Controle acionário do Grupo Alcoa no Brasil. (%). 2001
Empresas
Alcoa Brazil Holdings (EUA)
Construt. Com. Camargo Correa (BRA)
Trelawney Inc. (EUA)
Particip. Acionária (%)*
58%
28%
12%
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Gazeta Mercantil (2002)
* Total 98% - 2% pulverizados
2 Com a aquisição da Reynolds a participação acionária da Alcoa na Mineração Rio do Norte passou
de 8,50% para 13,13%.
43
A Alcoa Alumínio S. A. insere-se no segmento
de alumínio e artefatos. Nele a empresa é líder
nacional em geração de receita líquida.
Contudo, quanto à produtividade, a empresa
detinha em 2001 uma receita líquida por
funcionário de US$ 94.000. No mesmo ano a
Alcan, concorrente da Alcoa no mercado
mundial de alumínio primário, apresentou uma
produtividade de US$ 128.000. Além da Alcan,
a Alcoa Alumínio concorre no mercado nacional
com a Albras S.A., CIA Brasileira de Alumínio
S.A., Billiton S.A., Valesul S.A., entre outras.
A Tabela 30 mostra uma radiografia completa
da Alcoa Alumínio S.A. no Brasil, indicando
as localidades das fábricas e seus principais
produtos. No Brasil, a empresa segue a
mesma estrutura mundial, ou seja, a Alcoa
Alumínio S.A. também possui plantas de
embalagens flexíveis, produtos químicos
derivados do alumínio, além da produção do
alumínio primário e da alumina, por meio da
redução da bauxita.
Tabela 30 - Localização das fábricas da Alcoa Alumínio S.A. e seus principais produtos.
Fábrica/Empresa
AFL do Brasil Ltda.
Alcoa Alumínio S.A.
Localização
Itajubá (MG)
Poços de Caldas (MG)
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alphaville (SP)
Salto (SP)
Santo André (SP)
São Caetano do Sul (SP)
Sorocaba (SP)
São Paulo (SP)
Lages (SC)
Tubarão (SC)
Itapissuma (PE)
Consórcio Alumínio do Maranhão São Luís (MA)
Alcoa Alumínio S.A.
Queimados (RJ)
Mineração Rio do Norte
Oriximiná (PA)
CIA Geral de Minas
Poços de Caldas (MG)
Alcoa Alumínio S.A.
São Paulo (SP)
Principais Produtos
Chicotes elétricos
Alumínio primário, pó de alumínio, alumina e
produtos químicos
Tampas, preformas e garrafas plásticas
Carboneto de silício e alumina eletrofundida
Extrudados de alumínio
Extrudados de alumínio
Extrudados de alumínio
Embalagens flexíveis
Tampas, preformas e garrafas plásticas
Extrudados de alumínio
Extrudados de alumínio, folhas, chapas,
evaporadores, telhas e tampas plásticas,
garrafas PET
Alumínio primário e alumina
Preformas de plástico
Mineração de bauxita
Mineração de bauxita
Escritório central
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: www.alcoa.com.br
Organização e atuação mundial da Alcan
Atuação global por segmentos e localização geográfica
A Alcan Inc. é a segunda maior empresa de
alumínio do mundo, detendo a terceira posição
na produção de alumínio primário, com 10,6%
da produção mundial, e a segunda posição
mundial em produtos de alumínio. Em 2002 a
empresa obteve faturamento de US$ 12,5
bilhões, empregando cerca de 48.000 pessoas
em 38 países. A empresa é de capital
canadense, mas com ações negociadas nas
bolsas de Nova Iorque, Montreal, Londres,
Genebra e Sidney. A Alcan está estruturada
em quatro grandes áreas de atuação:
44
- Metais Primários;
- Fabricação de Alumínio América e Ásia;
- Fabricação de Alumínio Europa e
- Embalagens.
O Anexo 3 apresenta a distribuição geográfica
das plantas responsáveis pelos principais
grupos de produtos da Alcan Inc. Ao longo
deste tópico apresentamos as quatro divisões
da empresa, com especial atenção para o
segmento de Metais Primários. O Quadro 1
descreve os ativos da empresa em dezembro
de 2001. O Gráfico 5 apresenta a evolução do
faturamento bruto e da receita líquida entre
1991 e 2001.
Quadro 1 - Ativos mundiais da Alcan em dezembro de 2002
48.000 funcionários
7 jazidas de bauxita
5 refinarias de alumina
16 refinarias de alumínio primário
27 unidades produtoras de chapas e folhas
47 plantas de produtos planejados
76 fábricas de embalagem
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Alcan Facts (2001)
Gráfico 5 - Faturamento bruto e receita líquida. Alcan. (US$ milhões). 1991-2002. Valores
entre parêntesis indicam prejuízo
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Alcan Facts (2001)
A divisão de Metais Primários engloba a
extração de bauxita, refino de alumina, geração
de energia elétrica, além de produtos de
alumínio primário na forma de lingotes de
alumínio, produtos extrudados etc.
A extração de bauxita ocorre em sete minas
em cinco países (Brasil, na Mineração Rio do
Norte com 12,5% de participação; Guiné,
Gana, Austrália e Jamaica). Em 2002, a Alcan
extraiu 10,3 milhões de toneladas de bauxita.
O Gráfico 6 descreve a distribuição geográfica
da produção de bauxita da Alcan. Há forte
concentração na Austrália, a exemplo do que
se observou para a Alcoa. Também à
semelhança da Alcoa, há minas em Gana e
na Guiné. O Brasil aparece com cerca de 10%
da produção de bauxita do grupo.
Gráfico 6 - Distribuição geográfica da produção de bauxita. Alcan. (%). 2001 e 2002
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: World-Aluminium, relatórios anuais das empresas, US
Geological Survey e World Bureau of Metal Statistical
45
Em 2002, a Alcan produziu 4,3 milhões de
toneladas de alumina. As plantas de refino
estão presentes no Canadá, Brasil, Austrália
e Reino Unido. A planta em Jonquière, Quebec,
produz alumina e químicos especiais. Produtos
químicos especiais a partir da alumina também
são elaborados pela refinaria de Burtisland, na
Escócia (Reino Unido). As refinarias de
alumina no Brasil estão em Ouro Preto
(Saramenha) e em São Luís (Alumar). Toda a
alumina refinada e produzida nas plantas do
Canadá e do Brasil é utilizada pela própria Alcan
nesses países na produção de alumínio
primário. O Gráfico 7 detalha a distribuição
geográfica da produção de alumina do grupo.
Observa-se que, assim como a extração de
bauxita, a Alcan concentra parcela considerável
do refino de alumina na Austrália. Da mesma
forma que a Alcoa, o refino de alumina acontece
no país de origem do capital. Neste caso, o
Canadá, que é a segunda maior base de
produção de alumina do grupo.
Gráfico 7 - Distribuição geográfica da produção de alumina. Alcan. (%).
2001 e 2002
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: World-Aluminium, relatórios anuais das empresas, US Geological Survey e World Bureau of
Metal Statistical
A produção de alumínio primário está
disposta em 16 smelters por 7 países
(Canadá, Brasil, Islândia, Noruega, Suíça,
Reino Unido e Estados Unidos). A
produção de alumínio primário chegou a
2,4 milhões de toneladas em 2002. Os
46
principais gêneros de produtos oriundos
do alumínio primário são lingotes de
alumínio e formas de alumínio extrudados.
A Tabela 31 indica as plantas de refino e
produção de alumínio primário da Alcan,
bem como a capacidade de produção.
Tabela 31- Refinadoras e produtoras de alumínio primário da Alcan
Localidades
Capacidade de produção
(mil toneladas)
Canadá
Arvida (Jonquière)
Grande-Baie (La Baie)
Lanterrière (Chicoutimi)
Shawinigan (Quebec)
Alma (Alma)
Beauharnois (Melocheville)
Kitimat (Columbia Britânica)
Brasil
Ouro Preto (MG)
Aratu (BA)
Islândia
Isal
Noruega
Soeral
Suíça
Steg
Reino Unido
Lynemouth
Lochaber
EUA
Sebree
Total
248
196
219
91
400
50
277
51
58
168
62
36
160
40
196
2.252
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Alcan Facts (2001)
Cerca de metade da produção de alumínio
primário da Alcan é vendida para outras
empresas. O restante é utilizado pela
própria Alcan na fabricação de produtos de
maior valor agregado a partir do alumínio
primário. Tais produtos são elaborados nos
outros segmentos da Alcan, dos quais
começamos a tratar agora. O Gráfico 8
detalha a distribuição geográfica da
produção de alumínio primário do grupo. À
semelhança da Alcoa, as plantas e sua
produção estão concentradas no país de
origem do capital (65%).
As tabelas 32 e 33 descrevem o fluxo produtivo
da empresa, envolvendo a utilização da
bauxita, alumina e alumínio primário em todas
as suas unidades.
47
Gráfico 8 - Distribuição geográfica da produção de alumínio primário. Alcan. (%). 2001 e 2002
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: World-Aluminium, relatórios anuais das empresas, US Geological Survey e World Bureau of
Metal Statistical
Tabela 32 - Interação entre a extração de bauxita e o refino de alumina na Alcan
Mina de bauxita
Brasil (Mineração Rio do Norte - 12,5% de participação)
Guiné (Compagnie des Bauxites de Guinée)
Gana (Ghana Bauxite Company Limited)
Austrália (Gove Complex e Comalco Limited)
Encaminhamento da bauxita extraída
Refinaria de Jonquiére em Quebec,
Refinaria Saramenha em Ouro Preto e
Refinaria Alumar em São Luís1
Refinaria de Jonquiére em Quebec
Refinaria de Jonquiére em Quebec
Refinaria de Burntsland na Escócia e
Vendas externas
Refinaria de Gove e
Queensland Alumina Limited
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Alcan Facts (2001)
1 - Toda a alumina produzida no Brasil pela Alcan tem como matéria prima bauxita
extraída no país pela própria empresa.
Tabela 33 - Interação entre o refino de alumina e refinadoras de alumínio primário na Alcan
Fonte da alumina
Refinaria Saramenha em Ouro Preto
e Refinaria Alumar em São Luís
Refinaria de Jonquiére em Quebec
Refinaria de Burntsland na Escócia
Australian Alumina (Gove Complex e Gladstone)
Compras externas da Irlanda
Compras externas da Jamaica
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Alcan Facts (2001)
48
Refinadora de alumina
Saramenha em Ouro Preto e
Aratu na Bahia
Jonquière, Arvida,
Gande-Baie, Lanterrière,
Shawinigan, Alma, Beauharnois
e Kitimat, todas no Canadá
A produção desta refinaria é concentrada
em produtos químicos pautados em alumina
Kitimat Refinadora no Canadá
e Isal Refinadora na Islândia e compras externas
Refinadoras no Reino Unido, Noruega e Suíça
Refinadoras no Canadá e nos EUA
O núcleo de Fabricação de Alumínio
América e Ásia e de Fabricação de
Alumínio Europa provê produtos de alto valor
agregado a partir do alumínio primário para
diversos segmentos industriais e da
construção civil. Dentre os segmentos
industriais para os quais a Alcan oferece
seus produtos estão a indústria
automobilística, a de bens de capital e a de
embalagens. Além disso, as estruturas de
alumínio primário, produzidas neste
segmento, também são utilizadas pela
construção civil. No Anexo 3 é possível
observar a distribuição espacial do segmento.
Dentro desses segmentos estão os
seguintes sub-segmentos: produtos
cilíndricos, produtos de valor agregado por
engenharia, reciclagem e automotivo. Do
volume total de alumínio produzido pela
Alcan, 90% são produtos cilíndricos (chapas,
ligas, formas e lâminas de alumínio).
O segmento de embalagens dispõe de plantas
no Canadá, EUA, Porto Rico, Brasil, França,
Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Espanha,
Suíça, Reino Unido, China, Cazaquistão e
Turquia (Anexo 3). O segmento tem como
principais produtos embalagens para tabaco,
produtos alimentícios, farmacêuticos e
cosméticos a partir de alumínio, plásticos e
papel, vidro e aço.
Principais empresas e presença nos mercados mundiais
Como afirmado anteriormente, a Alcan ocupa
a vice-liderança mundial na indústria do
alumínio. A consolidação dessa posição está
vinculada à presença da empresa em toda a
cadeia produtiva. Por meio da Tabela 34 é
possível observar a participação relativa da
Alcan na produção mundial de alumina. Notase que a Alcan ocupa a segunda posição
mundial (a ausência de dados para a
Chinalco pode superestimar a colocação
relativa da Alcan na produção mundial da
alumina). Além disso, a Alcan tem como
competidoras globais neste segmento a
Kaiser e a BHP Billiton.
A Alcan ocupa a terceira posição na oferta
global de alumínio primário. Tem como
concorrentes mais próximos a Rusal e a Norsk
Hydro (Tabela 35). A Alcan exibiu maior
dinamismo produtivo, se comparada à Rusal,
mas ampliou-se a diferença em relação à
Alcoa. Assim, embora a participação da Alcan
tenha se elevado de 6,6% em 1998 para 10
6% em 2002, a Alcoa aumentou sua
participação no mercado mundial de alumínio
primário de 10,9% para 16,5% no período
analisado. Além disso, a Hydro, por meio da
aquisição da VAW Aluminium, ampliou sua
participação de 3,3% para 7,4% em 2002.
Tabela 34 - Produção mundial da alumina e produção de alumina de empresas
selecionadas. (mil t e %). 1998 - 20021
Grupos
Alcoa
Chinalco
Alcan*
BHP Billiton**
Kaiser
Rusal
Hydro****
CVRD
Total Mundial
1998
12.938
Nd
5.013
1.750
Nd
Nd
578
719
47.400
Produção (mi t)
1999
2000
2001
13.273 13.968 12.527
Nd
Nd
4.900
3.991
3.941
4.170
1.800
2.000
2.940
2.094
1.927
2.583
1.756
1.989
2.246
530
898
1.070
768
819
808
47.000 49.300 48.488
2002
13.027
Nd
4.300
4.043
Nd
2.657
1.120
859
49.785
Participação (%)
1998 1999 2000 2001 2002
27,3 28,2 28,3 25,8 26,2
Nd
Nd
Nd 10,1 Nd
10,6
8,5
8 8,6 8,6
3,7
3,8
4,1 6,1 8,1
Nd
4,5
3,9 5,3 Nd
Nd
3,7
4 4,6 5,3
1,2
1,1
1,8 2,2 2,2
1,5
1,6
1,7 1,7 1,7
100 100 100 100 100
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: World-Aluminium, relatórios anuais das empresas, US Geological Survey e World
Bureau of Metal Statistical.
* Para 2001 capacidade de produção.
** Entre 1998 e 2000, capacidade de produção.
*** Para 2001 agrega a aquisição da VAW, finalizada em janeiro de 2002
49
Tabela 35 - Produção mundial de alumínio primário e de grupos selecionados. (mil t e %).
1998 – 2002
Grupos
Alcoa
Rusal
Alcan
Hydro*
Pechiney
BHP Billiton**
CVRD
Total Mundial
1998
2.471
Nd
1.481
736
Nd
890
719
22.600
Produção (mi t)
1999
2000
2001
2.851
3.539
3.488
2.360
2.416
2.459
1.518
1.562
2.042
746
762
1.400
1.122
1.122
1.140
910
890
984
768
819
808
23.600 24.000 24.521
2002
3.500
2.544
2.238
1.562
1.163
1.047
859
21.199
Participação (%)
1998 1999 2000 2001 2002
10,9 12,1 14,7 14,2 16,5
Nd
10 10,1
10
12
6,6
6,4
6,5 8,3 10,6
3,3
3,2
3,2 5,7 7,4
Nd
4,8
4,7 4,6 5,5
3,9
3,9
3,7
4 4,9
1,5
1,6
1,7 1,7 1,7
100 100 100 100 100
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: World-Aluminium, relatórios anuais das empresas e US Geological Survey
*Para 2001 agrega a aquisição da VAW, finalizada em janeiro de 2002.
** Entre 1998 e 2000, capacidade de produção.
É importante ressaltar que o perfil de inserção
da Alcoa Inc. e da Alcan Inc. no segmento
mundial de alumínio possui alguma similitude
em relação ao maior foco sobre os produtos
de alumínio. Trata-se do segmento da cadeia
em que a agregação de valor é superior aos
estágios anteriores e que, portanto, demanda
maior intensidade de utilização de tecnologia
e mão-de-obra qualificada. Essa circunstância
viabiliza a ambas as empresas uma específica
forma de consolidação de contratos de
expansão ou de construção de plantas de
alumina e de smelters (usinas) de alumínio
primário. Tais contratos possibilitam a
ampliação de fornecedores, ao redor do mundo,
de suprimentos de bauxita e especialmente
de alumina e alumínio primário. As duas
empresas juntas detêm 68% do total produzido
pelas sete maiores empresas do mundo no
setor de produtos de alumínio.
É possível verificar o peso de cada
segmento no faturamento total da Alcan em
2002 por meio da Tabela 36. Observa-se que
cerca de 55% das receitas estão
concentrados no segmento de Fabricação
de Alumínio América e Ásia, o qual é
responsável por parte expressiva da
produção de extrudados e transformados
de alumínio do grupo. O segmento de
metais primários detém pouco menos de 1/
4 das vendas totais do grupo em 2001.
Tabela 36 - Distribuição do faturamento do Grupo Alcan segundo seus segmentos. 2002.
(US$ bilhões e %)
Segmento
Bauxita, alumina e químicos
Lingotes de alumínio
Produtos extrudados
Produtos transformados
Embalagens
Total
US$ bilhões
0,4
2,5
5,3
1,6
2,8
12,6
%
3
20
42
13
22
100
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Alcan Facts (2001)
Adicionalmente, a atuação na fabricação de
produtos de alumínio (extrudados e
transformados)
tem
requerido
o
desenvolvimento de parcerias globais com
empresas do setor aeroespacial,
automobilística e de bens de capital. Isso
50
envolve custos compartilhados em P&D e até
o envolvimento direto das empresas de
alumínio na fabricação de carrocerias ou
chassi, partes, peças e componentes
especialmente de motor e transmissão. A
Hydro e a Pechiney são as principais
concorrentes da Alcoa e da Alcan nestes
segmentos intensivos em tecnologia e capital.
A recente aquisição da empresa alemã VAW
pela Norsk Hydro confere maior espaço no
segmento de alto valor agregado da cadeia do
alumínio, especialmente no mercado europeu.
Pechiney, contam com expressivos valores de
vendas derivados de consultoria e vendas de
tecnologia de fabricação para as demais
empresas de alumínio do mundo,
especialmente para a fabricação de alumínio
primário.
Deve-se destacar, ainda, que a Alcoa e a Alcan,
seguidas pela concorrência da Hydro e
No Anexo 3 apresentamos uma relação das
principais empresas da Alcan.
Organização e atuação da Alcan no Brasil
A Alcan está presente no Brasil desde 1940.
Nesse ano a Alcan Aluminium LTDA fundou
em São Paulo a Alumínio do Brasil S.A. Alubrasil. A produção de alumínio, contudo,
só teve início em 1948. A formação do
consórcio da Mineração Rio do Norte (PA)
iniciou em 1974, com a Alubrasil integrando o
grupo. Apenas em 1989 a Alcan começou a
fabricar embalagens de alumínio no Brasil, por
meio da planta de Pindamonhagaba (SP).
Naquele ano, a Alcan já estava presente em
todos os segmentos da cadeia produtiva do
alumínio (extração de bauxita, refino de
alumina, produção de alumínio primário,
embalagens e reciclagem). Em 1997 a razão
social da empresa passou a ser Alcan Alumínio
do Brasil Ltda. No mesmo ano, a Alcan adquiriu
10% do controle acionário da Alumar (MA).
A Alcan está estruturada no Brasil por meio
de unidades próprias de extração de bauxita,
refino de alumina e fabricação de produtos
acabados de alumínio primário.
A Mineração Rio do Norte (MRN) constitui-se
num consórcio de empresas nacionais e
estrangeiras na mineração de bauxita, no qual
a Alcan detém 12% das ações ordinárias.
Parte da bauxita extraída pela Alcan é
direcionada para o Canadá (Jonquière Quebec). A MRN está localizada no Porto
Trombetas (PA).
A Alumar - Consórcio de Alumínio do Maranhão
- está localizada no distrito industrial de São
Luís e faz refino de alumina. Em 1997, a Alcan
detinha 10% das ações ordinárias da Alumar.
Em Aratu (BA) é produzido alumínio primário.
A unidade está em pleno controle da Alcan. A
capacidade instalada é de 58 mil toneladas de
alumínio primário por ano. Os principais
produtos são placas e lingotes de alumínio.
A unidade de Ouro Preto (MG) engloba todo o
processo do alumínio, da extração da bauxita
à produção de alumínio primário sob a forma
de lingotes, tarugos e placas. A capacidade
de produção da unidade é de 51 mil toneladas
por ano.
Em Mauá (SP), região metropolitana de São
Paulo, a Alcan fabrica embalagens flexíveis.
Esta unidade é líder no mercado de
embalagens para laminados para cigarros,
produtos farmacêuticos etc.
Na região industrial do ABC paulista (Santo
André, distrito de Utinga), a Alcan possui uma
unidade produtora de laminados de alumínio que
abastece a indústria automobilística da região
e a indústria de bens de consumo duráveis.
A unidade de Pindamonhangaba foi objeto do
maior investimento em ampliação da
capacidade instalada em uma unidade fora do
Canadá (US$ 370 milhões). O investimento de
caráter estratégico permite a Alcan alcançar
uma posição competitiva na oferta de laminados
de alumínio e na reciclagem do alumínio.
Por fim, a Alcan detém participação em
unidades calcinadoras de petróleo para a
obtenção de coque, uma matéria prima
necessária no refino da alumina.
51
Posição relativa das empresas na cadeia
produtiva e fontes de suprimentos
Nota-se na Tabela 37 que cerca de 54% da
capacidade instalada de produção de bauxita
concentram-se na Alcoa, Rio Tinto, Alcan e
BHP Billiton. Essas empresas possuem
participações relativas em capacidade de
extração mineral que oscilam de 17,2% a 9,8%.
Deve-se salientar que a concentração
geográfica da produção e das reservas de
bauxita é superior à concentração da
capacidade instalada por grupos e empresas
(tabelas 6 e 7).
Observa-se elevada participação relativa da Rio
Tinto e BHP Billiton e, ao mesmo tempo,
posição privilegiada da Alcoa e Alcan. Notamse, ainda, posições destacadas da Kaiser, Sual
e CVRD em capacidade produtiva de bauxita.
Em situação oposta está a baixa penetração
da Rusal, Pechiney, Hydro e Aditya Birla no
início da cadeia produtiva, se comparada às
demais fases de produção do alumínio.
As posições dessas empresas na produção
de bauxita encontram relativa semelhança em
suas respectivas inserções na produção
mundial de alumina (Tabela 38). De fato, notase que entre as quatro maiores empresas, a
Alcoa, Alcan e BHP Billiton mantêm as
mesmas posições de liderança alcançadas em
bauxita. Porém a Chinalco eleva-se da 6a para
a 2a colocação mundial. Já a Rio Tinto, que
detém a vice-liderança em capacidade
instalada na produção de bauxita, desloca-se
para a 9a posição na produção mundial de
alumina.
A Rusal, Pechiney e Hydro elevam suas
participações na produção de alumina, se
comparadas à inserção delas em bauxita. A
Kaiser e a Aditya Birla mantêm colocações
idênticas nas duas fases (5a e 12a posição
mundial). Já a Sual e CVRD, além da Rio Tinto,
perdem posições relativas na produção mundial
de alumina frente às suas respectivas
colocações em capacidade instalada de
bauxita.
Tabela 37– Principais empresas de alumínio do mundo – 2001
Empresa
Alcoa
Rio Tinto
Alcan
BHP Billiton
Kaiser
Chinalco
Sual
CVRD*
Rusal***
Pechiney
Hydro**
Aditya Birla
Sub-total (4)
Sub-total (12)
Produção Mundial
Capacidade de produção
de bauxita (mil/ton/ano)
23.561,0
19.960,0
17.195,0
13.426,8
6.340,0
5.000,0
4.760,0
4.283,0
2.500,0
2.480,0
1.895,0
1.550,0
74.142,8
102.950,8
137.000,0
% na produção
mundial de bauxita
17,2
14,6
12,6
9,8
4,6
3,6
3,5
3,1
1,8
1,8
1,4
1,1
54,2
75,1
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Empresas (Relatórios Anuais e demais informações da Home Page das
Empresas), US Geological e UNCTAD.
*Produção calculada de acordo com a participação acionária da CVRD (Aluvale) na
Mineração Rio do Norte (MRN). Não está incluída a produção por equivalência acionária
que a CVRD (Aluvale) detém na Mineração Vera Cruz (MVC).
** Não inclui eventual produção da VAW Aluminium.
52
As mudanças de posição entre as empresas
na produção de bauxita e alumina, bem como
a participação relativa que as empresas detêm
nessas duas fases da cadeia produtiva do
alumínio (tabelas 37 e 38), sugerem políticas
diferenciadas de fontes de suprimentos de
bauxita para a produção de alumina.
De acordo com a World Aluminium (BNDES e
Alcoa), para a produção de uma tonelada de
alumina são necessárias em média 2,5
toneladas de bauxita. Ao se adotar esse
critério é possível identificar, de modo
aproximado, as empresas que geram
excedentes de bauxita ou aquelas que se
voltam para o mercado com vistas a assegurar
o volume necessário de bauxita para suas
refinadoras de alumina.
Deve-se observar, contudo, o critério que este
estudo adota para algumas empresas: são
atribuídos volumes de produção ou capacidade
instalada, de acordo com a posição acionária
dos grupos e empresas de alumínio nas minas,
refinadoras e usinas de alumínio primário. Esse
critério pode resultar em relativa distorção da
inserção desses grupos e empresas nas diversas
fases da cadeia produtiva do alumínio, como
geradoras de excedentes ou consumidoras
líquidas. No entanto, são distorções pouco
representativas, já que para a maioria da
empresas foi possível obter sua capacidade de
produção ou volume de produção (envolve direitos
comerciais de longo prazos com acionistas),
validando a utilização dos coeficientes produtivos
de alumina e alumínio primário como pistas das
políticas de suprimentos e de estratégias
comerciais das empresas por fases da cadeia
produtiva do alumínio.
Desse modo, observa-se que as mineradoras
(Rio Tinto, BHP Billiton e CVRD) tornam suas
posições privilegiadas em bauxita em fontes
relevantes de operações comerciais com as
demais empresas que, entre outros aspectos,
não são auto-suficientes em bauxita para a
produção de alumina. A rigor, essas empresas
absorvem percentual relativamente baixo de
suas capacidades de produção de bauxita para
as necessidades de suprimentos de suas
refinadoras de alumina, embora suas
necessidades sejam crescentes ao longo dos
últimos anos.
Ao utilizar o critério mencionado, pode-se
concluir que as empresas que detêm, em
termos relativos, os maiores excedentes de
produção de bauxita são a Rio Tinto, CVRD,
BHP Billiton, Alcan e Sual.
A Rio Tinto conta com excedente produtivo
de bauxita superior a 78,0% de suas
necessidades para a produção de alumina,
seguida pela CVRD e BHP Billiton, com
51,5% e 47,0%, respectivamente. Em valores
absolutos, esses percentuais correspondem
a 15,56 milhões, 2,2 milhões e 6,3 milhões
de toneladas, respectivamente. Já a Sual
gera excedente produtivo de bauxita
equivalente a 21,0% de seu consumo
mineral, resultando em pouco mais de 985
mil toneladas.
A Alcan é a única empresa que, apesar de
concentrar seu foco de negócios nas fases à
frente da cadeia produtiva, detém excedente
produtivo de bauxita superior a 39,0% de suas
necessidades para a produção de alumina em
suas refinarias.
53
Tabela 38– Principais empresas de alumínio do mundo – 2001
Empresa
Alcoa
Chinalco
Alcan
BHP Billiton
Kaiser
Rusal
Glencore
Pechiney
Rio Tinto
Hydro*
Sual
Aditya Birla
CVRD**
Sub-total (4)
Sub-total (13)
Mundial
Produção de alumina
(mil/ton/ano)
11.523,0
4.900,0
4.183,0
2.848,0
2.583,0
2.246,0
2.198,0
2.130,0
1.761,0
1.598,0
1.510,0
919,0
830,0
23.454,0
39.229,0
48.488,0
% na produção
mundial de alumina
23,8
10,1
8,6
5,9
5,3
4,6
4,5
4,4
3,6
3,3
3,1
1,9
1,7
48,4
80,8
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Empresas (Relatórios Anuais e demais informações da Home Page
das Empresas), US Geological e UNCTAD.
*Produção consolidada do grupo na Hydro Aluminium e VAW (projeção da
própria empresa Hydro Aluminium ASA , mantendo a participação que elas
detinham em 2000 para 2.001) e participação na Alunorte. Utilizando-se os
dados isolados da Norsk Hydro tem-se produção de 1.002,0 mil t. em 2001,
equivalente a 2,1% da produção mundial.
** Produção calculada de acordo com a participação acionária da CVRD
(Aluvale) na Alunorte.
As indústrias que utilizam a produção de
bauxita de outras empresas para alimentar
suas refinadoras são a Glencore, Chinalco,
Norsk Hydro, Rusal, Pechiney, Aditya Birla,
Alcoa e, em menor proporção, a Kaiser.
alumina são supridos por outras empresas. O
baixo percentual da Alcoa resulta em volume
elevado de aquisição no mercado de bauxita,
somando mais de 5,2 milhões de toneladas
ao ano.
A Glencore adquire 100,0% de suas
necessidades de bauxita, totalizando cerca de
5,5 milhões de toneladas ao ano. Já na
Chinalco, Norsk Hydro, Rusal e Pechiney a
proporção da compra de suprimentos de
bauxita na demanda global desse mineral varia
de 59,0% a 53%, resultando, no entanto, em
volumes de compras muito diferenciados. O
volume de compras de bauxita efetuadas pela
Chinalco é superior a 7,25 milhões de
toneladas, enquanto a quantidade adquirida
pela Rusal, Pechiney e Hydro corresponde a
3,1 milhões, 2,84 milhões e 2,5 milhões de
toneladas, respectivamente.
Desse modo, pode-se aferir que as empresas
com capacidade em gerar mais excedentes
de bauxita para a produção de alumina são a
Rio Tinto, Alcan, BHP Billiton, CVRD e Sual.
Já as empresas mais dependentes de
suprimentos de bauxita para alimentar suas
refinadoras de alumina são a Chinalco,
Glencore, Alcoa, Rusal, Pechiney, Hydro e
Aditya Birla.
Em nível inferior às demais empresas
encontram-se a Aditya Birla e a Alcoa. Nelas
cerca de 32,0% e 18,0%, respectivamente, do
consumo de bauxita para a produção de
54
No entanto, as empresas que de fato
transformam seus excedentes de capacidade
instalada de bauxita em operações comerciais
são a Rio Tinto, CVRD e BHP Billiton
(mineradoras). A Alcan vislumbra seus
excedentes, em geral, como fonte de reservas
e de alianças na cadeia produtiva.
Posições expressivas em capacidade instalada
de produção de bauxita podem configurar-se
em relativa vantagem competitiva, embora a
necessidade global de bauxita para a produção
mundial de alumina apresente relativa
capacidade ociosa. De todo modo, podem
colocar-se como vantagem competitiva para a
celebração de parcerias em empreendimentos
conjuntos com outras empresas na produção
de alumina e em fases subseqüentes da
cadeia produtiva, especialmente com
empresas que necessitam adquirir no mercado
parcela expressiva de suas necessidades de
bauxita para a produção de alumina.
Em sentido oposto, para as empresas que
atuam mais nas fases finais da cadeia
produtiva do alumínio e que, ao mesmo tempo,
não detêm fontes próprias consideráveis de
bauxita, pode representar vantagem competitiva
a celebração de contratos de longa duração
(long-term) com empresas que geram
excedentes. É uma forma de assegurar fontes
estáveis de suprimentos, prescindindo da
imobilização de capitais fixos nessa fase de
produção.
Isso permite às empresas investir na ampliação
de economias de escopo (desenvolvimento
tecnológico de produto e processo), buscando
agregar mais valor à produção, criando contínuas
barreiras tecnológicas ao ingresso das
mineradoras e demais produtoras de excedentes
de bauxita nos mercados mais rentáveis da
cadeia do alumínio. Em razão disso, a maioria
das empresas busca focalizar suas estratégias
de negócios em alumínio primário e na produção
de manufaturados de alumínio.
Nota-se na Tabela 39 que as maiores
produtoras de alumínio primário são a Alcoa,
Rusal, Alcan e Norsk Hydro. A participação
dessas empresas na produção mundial
corresponde a 17,0%, 10,0%, 9,2% e 5,6%,
respectivamente. A Alcoa detém expressiva
margem em relação às demais empresas, tal
como também ocorre na produção de alumina.
As quatro maiores empresas somam cerca de
42% da produção mundial de alumínio primário.
Deve-se salientar que esse percentual equivale
ao menor índice de concentração na cadeia
produtiva, revelando a importância relativa das
demais empresas. Ao mesmo tempo, o
processo de concentração da produção é mais
acentuado nos extremos da cadeia produtiva
do alumínio, já que em produtos de alumínio
as quatro maiores empresas somam mais de
60% do mercado, como consta na Tabela 40.
A posição das maiores empresas na produção
de alumínio primário é distinta daquela
observada na produção de alumina. Somente
a Alcoa, Alcan, Aditya Birla e CVRD mantêm
posições iguais nessas fases da cadeia
produtiva.
A Rusal, Norsk Hydro e Pechiney são as
empresas que obtêm maior relevância na
produção de alumínio primário, em função de
suas colocações na produção de alumina. Em
sentido inverso encontram-se a Chinalco e
Kaiser, que perdem importância relativa na
produção de alumínio primário, ao compararse com a produção de alumina.
De acordo com a World Aluminium (BNDES e
Alcoa), para produzir uma tonelada de alumínio
primário são necessárias em média 2,0
toneladas de alumina. Ao se adotar esse
critério, pode-se identificar, de modo
aproximado, as empresas que geram
excedentes de alumina ou aquelas que se
voltam para o mercado com vistas a assegurar
o volume necessário para suas usinas de
alumínio primário.
As empresas que mais exibem capacidade
excedente de produção de alumina para a
produção de alumínio primário, em termos
absolutos, são a Chinalco, Alcoa, Kaiser,
Glencore e BHP Billiton. Os volumes de
excedentes da Chinalco e Alcoa correspondem
a 3,48 milhões e 3,15 milhões de toneladas.
Já a Kaiser, Glencore e BHP Billiton exibem
volumes de produção excedentes equivalentes
a 1,54 milhão, 1,1 milhão e 924 mil toneladas.
55
Tabela 39– Principais empresas de alumínio do mundo – 2001
Empresa
Alcoa
Rusal
Alcan
Hydro*
Pechiney
BHP Billiton
Rio Tinto
Chinalco
Sual
Glencore
Kaiser
Aditya Birla
CVRD**
Sub-total (4)
Sub-total (13)
Mundial***
Produção de alumínio
primário (mil/ton/ano)
4.184,0
2.459,0
2.252,0
1.379,0
1.229,0
962,0
766,0
710,0
652,0
541,9
519,0
362,0
258,0
10.274,0
16.273,9
24.521,0
% na produção mundial
de alumínio primário
17,0
10,0
9,2
5,6
5,0
3,9
3,1
2,9
2,7
2,2
2,1
1,5
1,0
41,8
66,2
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Empresas (Relatórios Anuais e demais informações da Home Page
das Empresas), US Geological, UNCTAD e World Bureau of Metal Statistical.
* Produção consolidada da Hydro Aluminium e VAW (Fonte: Norsk Hydro).
Utilizando-se os dados isolados da Norsk Hydro tem-se produção de 767 mil
t. em 2001, equivalente a 3,1% da produção mundial.
** Produção calculada de acordo com a participação acionária da CVRD
(Aluvale) na Albrás e Valesul.
Já as empresas que parecem ter necessidades
de consumo de alumina para a produção de
alumínio primário acima de suas fontes próprias
de produção são a Rusal, Norsk Hydro,
Pechiney e Alcan. A Rusal e a Norsk Hydro
necessitam de volumes adicionais de alumina
correspondentes a 2,67 milhões e 1,16 milhão
de toneladas, respectivamente. As demais
empresas exibem excedentes de produção de
alumina em relação a suas necessidades.
Quanto às empresas que exibem
excedentes, deve-se considerar que essa
condição não corresponde necessariamente
ao foco prioritário de operações comerciais
no médio e longo prazo. Há situações em
que as empresas adiantam-se na
programação de investimentos para ampliar
a capacidade instalada de alumina, no
contexto de programas globais de ampliação
da capacidade de produção de alumínio
primário e de produtos de alumínio. As
empresas mais representativas são a
Chinalco e Aditya Birla, pois têm
programações de elevados investimentos
para aumentar a produção de alumínio
primário. O caso da Aditya envolve também
investimentos adicionais em alumina.
56
Além disso, tais excedentes de alumina podem
refletir situações temporárias de capacidade
ociosa na produção de alumínio primário, além
da intenção em manter elevada capacidade de
produção de alumina para eventual ampliação
da capacidade de produção de alumínio
primário.
Nessa situação inserem-se a Alcoa e Kaiser,
pois o racionamento de energia nos EUA
resultou na redução da produção de alumínio
nos últimos anos. No caso específico da Alcoa
trata-se também de política na qual o
excedente de capacidade instalada em alumina
subordina-se ao persistente processo de
aquisições de empresas ou usinas de
produção de alumínio primário. Assim, a
capacidade de produção de alumina está
voltada a assegurar a expansão da produção
de alumínio primário.
Entre as demais empresas que exibem elevado
excedente de produção de alumina, é possível
identificar duas políticas distintas. A BHP
Billiton vem progressivamente reduzindo a
disponibilidade de alumina para a venda no
mercado, dados os investimentos em
ampliação da produção de alumínio primário.
Já a Glencore e a CVRD têm transformado a
alumina em seus principais centros de
negócios e de formação de receitas na cadeia
do alumínio.
Assim, os excedentes de alumina ou de
necessidades adicionais para a produção de
alumínio primário refletem não apenas
aspectos das políticas de composição de
seus suprimentos ou de estratégia de vendas.
Refletem também o encadeamento das
decisões de investimentos em direção às fases
finais da cadeia produtiva do alumínio, tanto
do primário quanto dos produtos de alumínio.
A composição das empresas líderes na
produção de alumínio primário reflete-se na
composição das empresas líderes na
fabricação de produtos de alumínio, como
poder ser observado na Tabela 40. Entre os
cinco maiores produtores mundiais, altera-se
somente a posição da Rússia, ao deslocarse da vice-liderança na produção mundial de
alumínio primário para a 5a colocação em
produtos de alumínio.
As demais empresas (Aditya Birla, Kaiser e
BHP Billiton) elevam suas posições de
alumínio primário para os produtos de
alumínio. Mas o perfil de seus produtos, assim
como no caso da Rusal, destina-se aos
segmentos industriais nos quais a utilização
do alumínio como insumo industrial vêm
apresentando relativa estabilidade de padrão
tecnológico, quando comparados a outros
segmentos. É o caso do segmento de material
de embalagens, mas especialmente do
automovido e aeroespacial, quanto às
inovações de processo, de produto e de
cooperação entre empresas.
Na indústria automobilística, segundo o
International Aluminium Institute (IAI), o
consumo de alumínio deve evoluir de 90,0Kg/
veículo nos EUA e de 85 Kg/veículo na Europa
no início dos anos noventa para cerca de 230
kg/veículo no final desta década. E são nos
segmentos industriais mais dinâmicos que a
Alcoa, Alcan, Norsk Hydro e Pechiney exibem
atuação destacada, revelando características
distintas de inserção na cadeia produtiva do
alumínio.
Os preços por tonelada produzida em algumas
fases da cadeia produtiva sugerem
multiplicadores elevados na agregação de
valor. Segundo a ABAL, os preços
internacionais da bauxita, alumina, alumínio
metal e semi-elaborados correspondem em
2000 a US$ 23,0/t, US$ 192,0/t, US$1.560,0/
t, US$ 3.440,0/t. Nota-se que não constam os
preços médios dos produtos de alumínio.
Tabela 40– Principais empresas de alumínio do mundo – 2001*
Empresa
Alcoa
Alcan
Hydro**
Pechiney
Rusal
Aditya Birla
Kaiser
BHP Billiton
Sub-total (2)
Sub-total (4)
Total
Produção de produtos
de alumínio* (mil/ton/ano)
3.161,0
2.490,0
1.280,0
899,0
352,0
231,0
192,5
145,0
5.651,0
7.830,0
8.750,5
% na produção mundial
de produtos de alumínio
36,1
28,5
14,6
10,3
4,0
2,6
2,2
1,7
64,6
89,5
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Empresas (Relatórios Anuais e demais informações da Home Page das Empresas).
* Não há fontes primárias de totalização do volume de produção mundial de produtos de alumínio.
Utiliza-se o total da produção dessas empresas, apenas para indicação do grau de concentração
entre elas e, ao mesmo tempo, obter indicações aproximadas da importância relativa dessa fase
da cadeia do alumínio na configuração produtiva das empresas.
** Produção consolidada da Hydro Aluminium e VAW. Utilizando-se os dados isolados da Norsk
Hydro tem-se 700 mil t. em 2001, representando cerca de 8,6% da produção mundial, enquanto
que a produção da Alcoa, Alcan e Pechiney, equivaleriam a 38,7%, 30,5% e 11,0%,
respectivamente.
57
De todo modo, entre os semi-manufaturados e
a bauxita, os preços por tonelada multiplicamse por cerca de 150 vezes. E esses gigantescos
diferenciais de preços justificam, em grande
medida, a igualdade de posições das empresas
líderes (Alcoa, Alcan, Norsk Hydro e Prechiney)
na produção de semi e manufaturados de
alumínio com as empresas líderes por
faturamento, considerando suas operações em
todas as fases da cadeia produtiva.
A Tabela 41 permite comparar, sinteticamente,
a participação já descrita aqui das empresas
na produção mundial de todas as fases da
cadeia produtiva. Pode-se notar algumas
semelhanças de inserção na cadeia do
alumínio.
A Alcoa e Alcan lideram a fabricação de
produtos de alumínio, porém exibem forte
concentração nas fases anteriores. A rigor, a
Alcoa é líder em todas as fases da cadeia do
alumínio, revelando maior concentração relativa
na produção de alumina, além dos produtos
de alumínio. Já a Alcan, ao menos nas fases
anteriores, detém maior participação relativa
na produção de bauxita.
A Norsk Hydro e Pechiney inserem-se de modo
mais nítido que as demais empresas ao final
da cadeia produtiva, com participação
crescente desde a produção de bauxita até a
fabricação de produtos de alumínio. A Rusal
exibe alguma semelhança de perfil produtivo
por fases da cadeia produtiva, mas perde
participação relativa exatamente na fase final,
a de produtos de alumínio.
As mineradoras (Rio Tinto, BHP Billiton,
CVRD) revelam enorme identidade de inserção
na cadeia do alumínio. A participação dessas
empresas é decrescente à medida que se
deslocam ao final da cadeia produtiva. Somente
a BHP Billiton conta com unidades de
fabricação de produtos de alumínio. As demais
mineradoras limitam suas estratégias de
produção da bauxita ao alumínio primário. Notase ainda que, na cadeia do alumínio, a Sual
conta com perfil produtivo similar às
mineradoras.
Tabela 41 – Principais empresas de alumínio do mundo – 2000/2001*
Empresa
Alcoa
Alcan
Hydro
Pechiney
Rusal
BHP Billiton
Chinalco
Kaiser
Rio Tinto
Aditya Birla
Sual
Glencore
CVRD
Sub-total (4)
% na produção
mundial
de bauxita
17,2
12,6
1,4
1,8
1,8
9,8
3,6
4,6
14,6
1,1
3,5
3,1
54,2
% na produção
mundial
de alumina
23,8
8,6
3,3
4,4
4,6
5,9
10,1
5,3
3,6
1,9
3,1
4,5
1,7
48,4
% na produção
mundial de
alumínio primário
17,0
9,2
5,6
5,0
10,0
3,9
2,9
2,1
3,1
1,5
2,7
2,2
1,0
41,8
% na produção
mundial de produtos
de alumínio **
36,1
28,5
14,6
10,3
4,0
1,7
np
2,2
np
2,6
np
nd
np
89,5***
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Empresas (Relatórios Anuais e demais informações da Home Page das Empresas).
* Ordem por faturamento na cadeia do alumínio e participação da capacidade de produção dos
grupos na produção mundial. ** Não há fontes primárias de totalização do volume de produção
mundial de produtos de alumínio. Utiliza-se o total da produção dessas empresas, apenas para
indicação do grau de concentração entre elas. *** Sub-total dos quatro maiores produtores
mundiais.
A Chinalco, a Kaiser e a Glencore inserem-se
de modo distinto na cadeia produtiva, se
comparadas às demais empresas. A Chinalco
e Kaiser revelam maior concentração nos elos
58
intermediários da cadeia produtiva,
particularmente em alumina. A Glencore é a
única empresa que atua em apenas duas fases
da cadeia produtiva do alumínio (alumina e
alumínio primário), destacando-se na produção
de alumina. A Chinalco não atua em produtos
de alumínio, ao contrário da Kaiser, que está
presente em todas as fases de produção.
A inserção das empresas em cada fase da
cadeia produtiva por distribuição geográfica
permite identificar aspectos adicionais da
configuração econômica, particularmente o
grau de internacionalização e a importância
relativa dos países para as empresas por fases
da cadeia produtiva. Este último aspecto pode
ainda sugerir a configuração espacial do fluxo
produtivo das empresas.
Internacionalização e fluxo espacial de
produção por empresa
Quanto à distribuição geográfica da produção,
dois aspectos revelam características distintas
de inserção das empresas na cadeia de
produção do alumínio: empresas que
concentram a totalidade da produção de todas
as fases em seus países de origem e empresas
com níveis distintos de internacionalização da
produção, segundo a agregação de valor no
processo produtivo do alumínio (tabelas 41 a
43). Pode-se observar também o fluxo produtivo
espacial das empresas, segundo a condição
da bauxita e alumina como fontes de
suprimentos para a respectiva produção de
alumina e alumínio primário.
A Chinalco, Sual, CVRD e Aditya Birla
concentram a totalidade da produção de todas
as fases da cadeia do alumínio em seus países
de origem. Esse dado revela que as relações
econômicas de tais empresas com o mercado
mundial ocorrem somente por meio de fluxos
comerciais.
As demais empresas apresentam níveis
distintos de internacionalização por fases da
cadeia do alumínio.
australianas de mineração e produção de semi
e manufaturados de metais.
A distribuição da produção de bauxita entre
as demais empresas apresenta situações
distintas. A Kaiser e a Rusal dependem
exclusivamente da Jamaica e Guiné para
comporem suas fontes próprias. A Norsk Hydro
divide suas fontes de bauxita entre a Jamaica
(66,0%) e Brasil (33,0%). A Pechiney extrai
62,0% de suas fontes próprias na Guiné e o
restante na Grécia. Já a Alcoa e Alcan contam
com distribuição geográfica mais
descentralizada das minas, bem como da
produção de bauxita, se comparadas às
demais empresas.
A Alcoa extrai cerca de 48% de suas fontes
próprias de bauxita na Austrália. O restante é
proveniente da Guiné, Suriname, Jamaica,
Brasil e Guiana. A Alcan, à semelhança da
Alcoa, conta com cerca de 55% de sua
capacidade de extração de bauxita na
Austrália. O restante advém de minas na
Jamaica, Guiné, Brasil e Gana.
Na bauxita (Tabela 41), nota-se que somente a
Rio Tinto e a BHP Billiton contam com produção
no país de origem. A Austrália responde por
97,0% e 70,0%, respectivamente, da
capacidade de extração de bauxita da Rio Tinto
e BHP Billiton. O restante da capacidade de
produção da BHP Billiton concentra-se no
Suriname e Brasil. A Rio Tinto conta com
pequena produção na Guiné.
A concentração da extração de bauxita de
todas as empresas em número pequeno de
países e, ao mesmo tempo, a importância
relativa desses países como fonte de
suprimentos das empresas são coerentes com
a composição dos países líderes na produção
mundial de bauxita (Tabela 6). Nela a Austrália,
Guiné, Brasil e Jamaica respondem por 39%,
11%, 10% e 9,5%, respectivamente, da
produção mundial.
As demais empresas não têm minas de
bauxita em seus países de origem. Isso torna
evidente que a localização geográfica das
minas de bauxita, ainda que dotadas de elevada
capacidade de produção, não assegura a
internacionalização de empresas. Exceto no
caso da Rio Tinto e BHP Billiton, que resultam
em processos de fusão de empresas anglo-
Apesar disso, as empresas integradas, listadas
neste texto, não detêm fontes próprias de bauxita
na Venezuela, Cazaquistão, Indonésia, Hungria
e Irã, mesmo inserindo-se entre os quinze
maiores produtores mundiais. Isso ocorre devido
à manutenção de restrições à participação do
capital privado na extração mineral, mas
especialmente ao capital externo nesses países.
59
Tabela 42 - Distribuição espacial da capacidade de produção mundial de bauxita por
grupos (%) – 2.001*
Grupo/País
Austrália
Guiné
Brasil
Jamaica
Suriname
Guiana
Grécia
Gana
Total (%)
Alcoa
48,4
14,9
8,6
10,6
11,1
6,4
100,0
Rio Tinto
97,2
2,8
100,0
Alcan BHP Billiton
55,2
70,5
13,7
10,1
11,8
15,1
17,7
5,9
100,0
100,0
Kaiser
100,0
100,0
Rusal Pechiney
100,0
61,7
38,3
100,0
100,0
Hydro
33,5
66,5
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Empresas (Relatórios Anuais e demais informações da Home Page das Empresas), US
Geological e UNCTAD.
*Chinalco (100,0% na China), Sual (100,0% na Rússia), CVRD (100,0% no Brasil), Aditya Birla
(100,0% na Índia).
Quanto ao perfil da internacionalização da
produção de alumina e do encadeamento
produtivo da bauxita com a alumina por
distribuição geográfica, nota-se na Tabela 42
que somente a Glencore e a Norsk Hydro não
têm refinadoras de alumina em seus países
de origem. Isso reflete menor grau de
internacionalização de quase todas as
empresas na produção de alumina, quando
comparado à produção de bauxita.
dividem-se entre o Suriname e Brasil.
Na Glencore cerca de 53% da alumina provêm
de sua refinadora na Jamaica e o restante
divide-se entre a Irlanda e Itália. Somente a
refinadora da Jamaica conta com suprimentos
de bauxita do próprio país, enquanto na Itália
e Irlanda a bauxita utilizada na produção de
alumina é totalmente importada de outros
países. Vale lembrar que a bauxita empregada
na produção de alumina na Jamaica não é
proveniente de fontes próprias do minério nesse
país, pois a empresa adquire a sua totalidade
de outras empresas.
Nas demais empresas identificam-se situações
relativamente distintas de localização das
refinadoras de alumina por país de origem e
de encadeamento produtivo da bauxita com a
alumina por distribuição geográfica.
Na Norsk Hydro, somente a produção de alumina
em suas filiais na Alemanha não conta com
suprimentos próprios de bauxita desse país,
apesar de a empresa inserir-se entre as maiores
compradoras de bauxita no mercado mundial.
Em situação oposta à Glencore e à Hydro, notase que a BHP Billiton e Rio Tinto exibem
produção destacada em seu país de origem. A
Austrália representa 68% e 56%,
respectivamente, da produção de alumina da Rio
Tinto e BHP Billiton. A fonte secundária de
produção de alumina da Rio Tinto está localizada
na Itália. As demais refinadoras da BHP Billiton
60
A BHP Billiton conta com suprimentos próprios
de bauxita nos países em que se localizam
todas as suas refinadoras de alumina, enquanto
na Rio Tinto esse fluxo produtivo ocorre somente
na Austrália. A mina de bauxita da Guiné, na
qual a Rio Tinto detém participação acionária,
insere-se apenas como fonte de suprimentos
para as refinadoras da empresa.
Na Alcan cerca de 62% de sua produção de
alumina concentram-se na Austrália, a qual
responde, em grande medida, por suas fontes
próprias de suprimentos de bauxita. O Canadá
(país de origem) representa 28% da produção e
o restante é distribuído entre o Brasil e a Escócia.
Em razão disso, pouco mais de 31% da produção
de alumina da empresa, proveniente do Canadá
e Escócia, não conta com fontes próprias de
bauxita para alimentar o fluxo produtivo da
alumina. Já as minas da Jamaica, Guiné e Gana
apenas contribuem com suprimentos de bauxita
para as refinadoras da empresa.
Na Alcoa, Kaiser, Rusal e Pechiney, seus
países de origem dividem com os demais a
parcela da produção de alumina, ainda que com
níveis diferenciados de importância relativa. E
isso ocorre, apesar da ausência de fontes de
suprimentos de bauxita nos países de origem
dessas empresas, revelando clara estratégia em
possuir refinadoras de alumina próximas ou
mesmo integradas às suas usinas de produção
de alumínio primário, como pode ser observado
na Tabela 43. Com exceção da Kaiser, essas
empresas detêm forte inserção no mercado
como compradoras líquidas de bauxita para a
produção de alumina.
Na Alcoa, os EUA dividem com a Austrália a
liderança da produção de alumina, seguidos
pela Espanha, Brasil, Jamaica e Alemanha. As
minas da Guiné, Suriname e Guiana colocamse no fluxo produtivo apenas como fonte de
suprimentos das refinadoras de alumina da
empresa, especialmente para aquelas
localizadas nos EUA, Alemanha e Espanha.
Em posição similar, a Rusal divide sua produção
de alumina entre a Rússia e Ucrânia, seguida
da Romênia. Deve-se observar a dependência
do refino de alumina dos suprimentos próprios
da mina de bauxita da Guiné.
Quanto a Kaiser, a produção de alumina nos
EUA destaca-se, representando 42% do total,
enquanto a Jamaica e Austrália contribuem
com 32% e 25%, respectivamente. Apesar da
produção de alumina na Austrália, a Kaiser
detém fontes próprias de suprimentos de
bauxita somente na Jamaica.
Em situação diferenciada encontra-se a
Pechiney, cujo país de origem responde pela
menor parcela da produção de alumina da
empresa. A Austrália representa cerca de 35%
da produção, enquanto a Grécia e a França
respondem por 34% e 30%, respectivamente.
De todo modo, apesar da elevada participação
da Austrália na produção de alumina da
empresa, observa-se a ausência de
suprimentos próprios de bauxita nesse país.
A mina de bauxita da Guiné insere-se apenas
como base de suprimentos de bauxita para as
refinadoras da empresa.
Tabela 43 - Distribuição espacial da capacidade de produção mundial de alumina por
grupos (%) – 2001
Grupo/País
Austrália
EUA
Jamaica
Brasil
Rússia
Ucrânia
Irlanda
Canadá
Itália
Escócia
Suriname
Grécia
França
Alemanha
Espanha
Romênia
Total (%)
Alcoa
38,0
39,1
4,3
6,7
3,3
8,6
100,0
Alcan BHP Billiton
62,2
56,2
6,7
13,9
28,7
2,4
29,9
100,0
100,0
Kaiser
25,5
42,5
32,0
100,0
Rusal Pechiney
35,2
45,5
45,2
34,3
30,5
9,3
100,0
100,0
Glencore Rio Tinto
68,4
52,8
26,5
20,7
31,6
100,0
100,0
Hydro
31,8
33,0
35,2
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Empresas (Relatórios Anuais e demais informações da Home Page das Empresas), US
Geological e UNCTAD. *Chinalco (100,0% na China), Sual (100,0% na Rússia), CVRD
(100,0% no Brasil), Aditya Birla (100,0% na Índia).
Deve-se fazer uma observação de natureza
mais geral da descrição anterior quanto à
distribuição geográfica da produção por
fases da cadeia produtiva e países de
origem: o grau de internacionalização da
produção reflete-se de modo mais enfático
no controle das fontes de suprimentos de
bauxita, se comparado à fase subseqüente,
a produção de alumina. Isso significa que
na cadeia produtiva do alumínio, a produção
das fases finais tende a concentrar-se nos
países de origem.
61
Pode-se observar na Tabela 43 que quase todas
as empresas (exceto a Glencore e Pechiney)
concentram mais de 50% da produção de
alumínio primário nos seus países de origem.
Em posição destacada quanto à
internacionalização no alumínio primário
encontra-se a Glencore (Suíça), na qual 100%
da produção concentram-se nos EUA,
enquanto suas fontes próprias de suprimentos
de alumina estão distribuídas na Jamaica,
Irlanda e Itália. Em sentido oposto, coloca-se
a Rusal, concentrando 100% da produção de
alumínio primário em seu país de origem,
enquanto nas fases iniciais da cadeia produtiva
a empresa conta com minas de bauxita e
refinadoras de alumina localizadas em outros
países.
Na Pechiney, o país de origem concentra
volume de produção de alumínio primário inferior
à soma do total produzido nas demais plantas
localizadas em outros países. A França detém
cerca de 39% da produção do metal, seguida
pela Austrália, que concentra cerca de 19%
da produção mundial da empresa. Já a Grécia
e Holanda contam com percentual quase
idênticos, cerca de 13%. Canadá e Camarões
também exibem o mesmo percentual de
participação, com cerca de 8%. Entre os
países onde a empresa produz alumínio
primário, a França, Austrália e Grécia também
contam com refinadoras de alumina da
empresa.
Na Alcoa, os EUA representam pouco mais
de 50% da produção da empresa de alumínio
primário, seguido do Canadá com 23%. O
restante é composto pelas filiais localizadas
na Austrália, Brasil, Espanha, Itália, Noruega
e, em menor medida, Venezuela e Gana.
Entre os países que contam com usinas de
produção de alumínio primário da Alcoa, os
EUA, Canadá, Austrália, Brasil e Espanha
contam também com refinadoras de alumina
integradas ou não à produção de alumínio
primário. Além disso, a Jamaica e a Alemanha
inserem-se apenas como fontes de
suprimentos de alumina.
Na Alcan, o Canadá representa cerca de 66%
da produção de alumínio primário, seguido dos
EUA, Islândia e Inglaterra, com 8,7%, 7,5% e
7,1%, respectivamente. Após esses países
insere-se o Brasil, respondendo por cerca de
4,8%, seguido de participações menores da
Noruega, Escócia e Suíça.
Entre esses países, apenas no Canadá, Brasil
e Escócia a empresa conta com fontes próprias
62
de suprimentos de alumina para alimentar o
fluxo de produção de alumínio primário. Esses
três países, no entanto, somam apenas 37,8%
da produção de alumina da Alcan, enquanto a
Austrália isoladamente produz mais de 62%.
Dada a ausência de usinas de produção de
alumínio primário da Alcan na Austrália, podese deduzir que o refino da alumina nesse país
ocupa papel destacado no fluxo produtivo de
alumínio primário da empresa.
Já na Norsk Hydro, a Noruega concentra cerca
de 56% da produção de alumínio primário da
empresa. Em seguida vem a Alemanha e a
Austrália, com 24% e 15%, respectivamente.
A empresa conta ainda com cerca de 3% de
sua produção no Canadá. A Eslováquia
contribui com apenas 1%.
Entre os países onde a empresa detém
produção de alumínio primário, apenas a
Alemanha também possui refino de alumina
integrada ou não à produção do metal. As
refinadoras na Jamaica e Brasil inserem-se no
fluxo produtivo da empresa apenas como fontes
de suprimentos de alumina para a produção
de alumínio primário.
A Rio Tinto, Kaiser e BHP Billiton,
diferentemente das empresas já descritas,
concentram a produção de alumínio primário
em número menor de países, tal como também
ocorre na produção de alumina.
De todo modo, na Rio Tinto, a Austrália
responde por cerca de 57% da produção de
alumínio primário e o restante é distribuído
entre a Nova Zelândia e País de Gales, com
33% e 9%, respectivamente. A Austrália
também detém expressiva participação na
produção de alumina, alimentando a produção
de alumínio primário nesse país, enquanto a
Itália pode apenas fornecer suprimentos
próprios de alumina para o fluxo produtivo da
empresa.
Na Kaiser, os EUA somam mais de 52% da
produção de alumínio primário, Gana responde
por quase 35% e o restante advém da usina
no País de Gales. Os EUA também ocupam a
liderança na produção da alumina utilizada na
produção de alumínio primário. A empresa não
conta com refinadoras de alumina em Gales e
Gana.
Tabela 44 - Distribuição espacial da produção mundial de alumínio primário por grupos – 2001*
Grupo/País
EUA
Canadá
Austrália
Brasil
Noruega
Venezuela
Alemanha
França
Espanha
Inglaterra
Escócia
N.Zelândia
Gales (R.U.)
Moçambique
Islândia
Suíça
Grécia
Holanda
Camarões
Gana
Eslováquia
Itália
Total (%)
Alcoa
50,5
23,3
7,1
5,8
3,0
0,4
4,9
0,5
4,5
100,0
Alcan
8,7
65,8
4,8
2,8
7,0
1,8
7,5
1,6
100,0
Hydro
3,2
14,7
56,6
24,6
0,9
100,0
Pechiney
8,0
19,1
38,8
13,1
13,3
7,7
100,0
BHP Billiton
70,2
20,1
9,7
100,0
Rio Tinto
57,3
33,5
9,2
100,0
Kaiser
52,5
12,8
34,7
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: Empresas (Relatórios Anuais e demais informações da Home Page das
Empresas), US Geological e UNCTAD.
*Chinalco (100,0% na China), CVRD (100,0% no Brasil), Aditya Birla (100,0% na
Índia), Rusal (100,0% na Rússia), Sual (100,0% na Rússia) e Glencore (100,0% nos
EUA).
A BHP Billiton é a segunda empresa com maior
percentual da produção de alumínio primário
proveniente do país de origem, com cerca de
70%, superada apenas pela Rusal. O Brasil
responde por cerca de 20% da produção
mundial de alumínio primário da empresa e
Moçambique contribui com apenas 10%.
Observa-se que apenas a produção de alumínio
em Moçambique não conta com o refino de
alumina, pois isso ocorre na Austrália e Brasil.
63
64
Panorama Nacional
65
66
Produção nacional
A produção nas principais fases da cadeia do
alumínio apresenta comportamentos distintos
desde o princípio dos anos noventa (Tabela 45).
Na fase do alumínio primário, a produção exibe
variação negativa, cerca de 5%. Já nas fases
que se colocam nos extremos da cadeia
produtiva, o crescimento da produção é muito
superior à média mundial e impulsionou o Brasil
a ganhar fatias do mercado mundial, como já foi
possível identificar no item 4.1 de produção
mundial. Enquanto a produção de bauxita e
alumina cresce 41% e 92%, respectivamente, a
produção de transformados de alumínio (fase final
da cadeia produtiva) exibe aumento de 113%. A
reciclagem de sucata, no período, revela a maior
taxa de crescimento, com cerca de 280%.
Tabela 45 - Produção nacional de bauxita, alumina, alumínio primário e produtos de
alumínio – mil/ton/ano
Produto
1992 (*)
Bauxita
9.366,0
Alumina
1.833,0
Alumínio primário 1.193,3
Transformados
360,9
Sucata
67,1
1994
1996
1998
2000
2001 92/01 (%)
8.673,0 10.997,5 11.961,1 13.224,1 13.178,4
40,7
1.868,0 2.759,0 3.322,1 3.754,1 3.519,7
92,0
1.184,6 1.197,4 1.208,0 1.271,4 1.132,0
-5,1
519,0
569,7
640,4
718,1
768,6
113,0
91,0
145,6
180,1
229,2
257,2
283,3
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM, ABAL. U.S. Geological Survey, Mineral Summaries, janeiro de 2002.
(*) A produção de bauxita desse ano totaliza também a bauxita refratária, enquanto a produção
para os demais anos limita-se à bauxita metálica.
Tabela 46 – Produção nacional de produtos transformados – mil/ton/ano
Tipos de produtos
1992
Chapas e lâminas
84,5
Laminação pura
60,7
Laminação artefatos
18,0
Laminação impactados
5,8
Extrudados
84,5
Fios e cabos condutores 50,5
Fundidos e forjados
73,5
Folhas
29,5
Usos destrutivos
25,2
Pó
11,6
Outros
1,6
Total
360,9
1994
124,6
88,6
29,8
6,2
119,8
86,3
105,0
40,2
27,0
12,3
3,8
519,0
1996
155,2
113,8
34,7
6,7
124,6
95,8
100,9
48,9
28,2
13,2
2,9
569,7
1998
183,5
147,0
30,3
6,2
139,3
114,0
97,7
52,0
30,7
17,5
5,7
640,4
2000
233,2
200,1
29,2
3,9
143,6
113,1
111,1
58,6
33,1
16,8
8,6
718,1
2001
265,9
236,5
25,4
4,0
139,3
128,1
111,5
57,4
31,9
24,3
10,2
768,6
92/01 (%)
214,7
289,6
41,1
-31,0
64,9
153,7
51,7
94,6
26,6
109,5
537,5
113,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
Por meio da Tabela 46 é possível detalhar
o crescimento de 113% na produção
nacional de produtos transformados de
alumínio. Esse crescimento é puxado
basicamente pela fabricação de chapas e
lâminas, em especial dos produtos de
laminação pura. A fabricação de fios e
cabos condutores mostra crescimento
maior do que a média dos produtos
transformados, em grande medida derivada
dos investimentos na ampliação da infraestrutura de comunicações. É provável que
em 2002 esse ramo da produção tenha
mostrado queda no nível de atividade.
67
Tabela 47 – Capacidade instalada de produção de produtos transformados - mil/ton/ano
Produtos
Chapas
Extrudados
Cabos e vergalhões
Folhas
Total
1995
267,5
199,5
159,0
64,5
690,5
1997
315,0
217,0
156,0
73,0
761,0
1999
490,0
214,0
182,0
78,0
964,0
2000
494,0
195,0
182,0
80,0
951,0
2001
494,0
191,5
189,0
89,0
963,5
95/01(%)
84,7
-4,0
18,9
38,0
39,5
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
Um elemento relevante para a aferição da
sustentabilidade de médio prazo do
crescimento expressivo de produtos
transformados é a capacidade de produção.
Verifica-se claro descompasso entre a
produção realizada e a capacidade de produção
total, a qual aumenta somente 39,5% entre
1995 e 2001. Todavia, a capacidade de
produção de chapas aumenta 85% no período.
Como visto, esse produto é o principal
responsável pelo aumento da produção de
transformados de alumínio (Tabela 47).
Consumo Nacional
Os dados gerais para o consumo de bauxita,
alumina e produtos transformados podem ser
vistos na Tabela 48. O consumo nacional de
bauxita quase dobra de 1994 para 2001, ao
passo que o consumo de alumina permanece
constante. Isso denota a estratégia de
formação de estoques de bauxita pelos grupos
que operam na cadeia do alumínio no Brasil.
Como afirmado no panorama internacional, a
Alcoa articula uma estratégia de formação de
estoques de bauxita nos países onde detém
participações na mineração desse elemento.
Tabela 48 – Consumo doméstico de alumínio, segundo a cadeia produtiva – mil/ton/ano
Bauxita
Alumina
Transformados
1994
4.262,0
2.262,0
466,4
1996
7.700,0
2.400,0
547,2
1998
7.966,5
2.469,2
704,1
2000
8.851,4
2.664,0
667,0
2001
8.124,4
2.277,1
738,1
94/01 (%)
90,6
0,7
58,3
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
Ao detalharmos o consumo nacional de
produtos transformados, o desequilíbrio
entre a produção nacional e o consumo
doméstico ganha diferentes matizes. O
crescimento do consumo de chapas e
lâminas é superior ao aumento da produção
desses materiais no período especificado.
Os extrudados mostram taxas de
68
crescimento similares entre a oferta e a
demanda. Em relação ao total dos produtos
transformados, o Brasil emerge como um
produtor de baixo volume de excedente
doméstico. Isso indica que sua produção
nacional não tem caráter exportador, embora
o país efetue exportações líquidas de
transformados do alumínio (Tabela 49 e 61).
Tabela 49 – Consumo doméstico de alumínio por tipo de produto – mil/ton/ano
Tipo de produto
Chapas e lâminas
Laminação pura
Laminação artefatos
Laminação impactados
Extrudados
Fundidos e Forjados
Fios e cabos
Folhas
Usos destrutivos
Pó
Outros
Total
1992
88,2
66,4
16,3
5,5
84,0
64,6
24,4
26,9
25,2
11,4
1,7
326,4
1994
136,4
103,6
26,9
5,9
116,9
91,2
31,1
38,9
27,0
11,9
13,0
466,4
1996
191,2
150,2
34,2
6,8
127,7
88,9
32,1
45,8
28,2
12,6
20,7
547,2
1998
277,6
240,7
30,8
6,1
141,6
82,6
90,3
53,7
30,7
17,3
10,3
704,1
2001
309,6
283,1
22,6
3,9
138,0
94,0
73,0
58,7
31,9
22,1
10,8
738,1
92/01 (%)
251,0
326,4
38,7
-29,1
64,3
45,5
199,2
118,2
26,6
93,9
535,3
126,1
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
A composição do consumo doméstico de
produtos transformados de alumínio pode ser
visualizada na Tabela 50 a seguir. Observa-se
que parte preponderante desse consumo referese a chapas e laminados, ou seja, produtos
para a indústria de embalagens,
automobilística, aeronáutica e para a
construção civil. De fato, as tabelas 51 e 52
indicam que os setores acima citados são
justamente os que mais absorvem em termos
absolutos e relativos a produção de
transformados de alumínio (tabelas 50, 51 e 52).
Tabela 50 – Participação do tipo de produto no consumo doméstico de alumínio – (%)
Tipo de produto
Chapas e lâminas
Laminação pura
Laminação artefatos
Laminação impactados
Extrudados
Fundidos e Forjados
Fios e cabos
Folhas
Usos destrutivos
Pó
Outros
Total
1992
27,0
20,3
5,0
1,7
25,7
19,8
7,5
8,3
7,7
3,5
0,5
100,0
1994
29,2
22,2
5,8
1,3
25,1
19,5
6,7
8,3
5,8
2,6
2,8
100,0
1996
34,9
27,4
6,3
1,2
23,3
16,2
5,9
8,4
5,2
2,3
3,8
100,0
1998
39,5
34,2
4,4
0,9
20,1
11,7
12,8
7,6
4,4
2,5
1,5
100,0
2001
42,0
38,4
3,1
0,5
18,7
12,7
9,9
8,0
4,3
3,0
1,5
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
69
Tabela 51 – Consumo doméstico de alumínio por setor – mil/ton/ano
Setor
Embalagens
Transportes
Construção civil
Indústria de eletricidade
Bens de consumo
Máquinas e equipamentos
Outros
Total
1998
189,8
124,9
119,4
110,8
55,9
28,8
74,5
704,1
1999
188,3
116,3
117,5
78,8
57,9
29,9
71,1
659,8
2000
194,9
135,4
112,5
66,0
60,6
24,2
73,4
667,0
2001
236,7
137,0
112,9
91,0
60,1
24,3
76,1
738,1
98/01 (%)
24,7
9,7
-5,4
-17,9
7,5
-15,6
2,1
4,8
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
Tabela 52 – Participação dos setores no consumo doméstico de alumínio – (%)
Setor
Embalagens
Transportes
Construção civil
Indústria de eletricidade
Bens de consumo
Máquinas e equipamentos
Outros
Total
1998
27,0
17,7
17,0
15,7
7,9
4,1
10,6
100,0
1999
28,5
17,6
17,8
11,9
8,8
4,5
10,8
100,0
2000
29,2
20,3
16,9
9,9
9,1
3,6
11,0
100,0
2001
32,1
18,6
15,3
12,3
8,1
3,3
10,3
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
Comércio Exterior
Importações
As compras externas da cadeia produtiva
do alumínio mostram que, ao mesmo tempo
em que a alumina deixa de ser adquirida no
mercado internacional, os produtos semimanufaturados expandem vertiginosamente
seu volume de importações. Essa evolução
está em concordância com a composição
do consumo doméstico. Dentro dos
produtos
semi-manufaturados,
o
crescimento de 500% no volume das
compras externas está distribuído de
maneira uniforme entre as ligas e os semi e
manufaturados, no período de 1992 a 2001
(tabelas 53 e 54).
Tabela 53 – Importações de bauxita, alumina e alumínio - mil/ton/ano
Tipo de produto
Bauxita
Alumina
Metal primário, ligas, semi e manufaturados
1992
19,7
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL.
* a variação corresponde ao período de 94/01.
70
1994
5,0
683,0
55,0
1996
1,1
90,3
83,7
1998
11,6
18,7
156,8
2001 92/01 (%)*
8,5
70,0
6,3
-99,1
118,2
500,0
Tabela 54 – Importações de alumínio - mil/ton/ano
Tipo de produto
Alumínio primário/ligas
Semi e Manufaturados
Total
1992
1,3
18,4
19,7
1994
7,3
47,7
55,0
1996
8,6
75,1
83,7
1998
5,8
151,0
156,8
2001
8,7
109,5
118,2
92/01 (%)
569,2
495,1
500,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
A origem das importações de produtos
transformados de alumínio segundo países e
continentes, expressa nas tabelas 55 a 57,
mostra que os EUA e o restante dos países
das Américas são os principais fornecedores
de alumínio primário do Brasil. A Alemanha e
a Europa surgem em segundo lugar. Chama a
atenção o expressivo crescimento do volume
das importações de alumínio primário da África
entre 1998 e 2001.
Os dados para 2000 dos produtos
transformados importados indicam que o
volume de importações relativo aos EUA e às
Américas está concentrado em chapas de
alumínio. As importações da Europa e, em
especial, da Alemanha, distribuem-se
prioritariamente em chapas e folhas (Tabela 56).
Tabela 55 – Importações de alumínio por continente e países de origem - mil/ton/ano
Continente/país
Américas
Europa
África
Ásia
Oceania
EUA
Alemanha
Argentina
África do Sul
Reino Unido
Luxemburgo
Itália
Espanha
Japão
China
Sub-total (4)
Sub-total (10)
Total
1998
109,3
46,1
0,2
8,9
0,3
88,0
24,3
7,4
0,2
3,6
1,6
1,9
1,6
2,5
1,2
123,3
132,3
164,8
2000
53,9
42.9
4,5
9,5
0,2
43,2
25,5
7,0
4,5
5,2
3,2
1,9
1,8
2,5
2,6
80,9
97,4
111,0
2001
73,0
51,5
7,4
5,6
48,0
32,7
9,1
7,4
4,2
2,9
2,0
2,0
1,4
0,4
97,2
110,1
137,5
Var 98/01 (%)
-33,3
11,6
3.842,2
-37,3
-85,7
-45,4
34,7
22,1
3.852,7
16,9
75,9
8,0
27,2
-43,1
-64,7
-23,7
-16,6
-16,6
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
71
Tabela 56 – Importações por produto – continentes e países de origem - mil/ton/ano -2000
Produto/Origem
Américas
Europa
Ásia
África
Oceania
Estados Unidos
Alemanha
Argentina
Reino Unido
África do Sul
Luxemburgo
França
Paraguai
Total Continentes
Sucata
4,0
0,2
0,2
3,3
0,7
4,2
Chapas
40,8
20,1
3,1
4,4
40,2
13,8
0,3
4,9
4,4
0,4
68,4
Folhas
3,7
14,3
1,6
0,1
0,2
0,4
8,9
1,8
0,1
0,1
0,3
0,2
19,9
Extrudados
2,4
3,8
1,0
1,4
1,7
0,1
0,7
7,2
Outros
3,0
4,5
3,8
1,2
1,0
1,6
0,1
0,5
0,4
11,3
Total
53,9
43,0
9,6
4,5
0,2
43,2
25,6
7,0
5,2
4,5
3,2
1,7
0,7
111,2
Elaboração: DESEP/CUT Fonte: DNPM e ABAL
Tabela 57 – Participação dos continentes e países nas importações brasileiras por produto
– 2000 – (%)
Produto/Origem
Américas
Europa
Ásia
África
Oceania
Estados Unidos
Alemanha
Argentina
Reino Unido
África do Sul
Luxemburgo
França
Paraguai
Total Continentes
Sucata
94,4
5,6
3,0
78,1
16,3
100,0
Chapas
59,6
29,4
4,5
6,4
58,6
20,2
0,4
7,2
6,4
0,7
100,0
Folhas
25,6
83,2
11,5
0,9
1,4
3,2
62,3
12,7
0,5
0,9
18,9
1,5
100,0
Extrudados
32,9
52,8
14,3
0,0
19,2
23,8
0,7
2,0
9,7
100,0
Outros
27,0
39,4
33,6
0,0
10,6
9,0
14,0
0,7
4,8
3,2
100,0
Total
51,4
41,0
9,1
4,3
0,2
41,2
24,4
6,7
4,9
4,3
3,1
1,6
0,6
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
Exportações
Se as compras externas de alumina declinam
fortemente em volume entre 1992 e 2001, as
exportações elevam-se de maneira expressiva
no mesmo período. Já as compras externas
de bauxita e de metal primário, ligas e produtos
semi e manufaturados decaem (Tabela 58).
72
O detalhamento das exportações, sempre em
volume, desse último grupo de produtos indica que
o metal primário/ligas tem peso expressivo nas
vendas externas. Sua queda de 28% entre 1992 e
2001 é suficiente para neutralizar a expansão de
100% e de 156% nas vendas de sucata e de
produtos semi e manufaturados (Tabela 59).
Tabela 58 – Exportações de bauxita, alumina e alumínio - mil/ton/ano
Tipo de produto
Bauxita*
Alumina*
Metal primário, ligas, semi e manufaturados
1992
1994
1996
- 4.416,0 4.569,4
289,0
427,2
872,6 1.166,1
804,9
1998
2001 96/01 (%)
4.315,6 3.426,7
-22,4
832,7 1.084,7
275,3
755,4
728,9
-16,5
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL. * a variação corresponde ao período de 94/01.
Tabela 59 – Exportações de alumínio - mil/ton/ano
Tipo de produto
Metal primário/ligas
Sucata
Semi e Manufaturados
Total
1992
817,5
0,0
55,1
872,6
1994
777,8
98,3
876,1
1996
709,0
1,0
95,9
805,9
1998
692,4
11,7
73,7
777,8
2001
587,9
0,4
141,0
729,3
92/01 (%)
-28,1
100,0
155,9
-16,4
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
A distribuição das vendas externas segundo
países e continentes de destino mostra que a
Europa e a Ásia são os principais continentes
para onde seguem os volumes exportados de
produtos transformados de alumínio. No
entanto, entre 1998 e 2001 observa-se clara
redução nos volumes embarcados para essas
regiões. África e Oceania, embora tenham peso
reduzido nos destinos das exportações
brasileiras, apresentam expressivos
crescimentos ao longo do período avaliado
(tabelas 60 a 62).
Tabela 60 – Exportações de alumínio por continente e países de destino - mil/ton/ano
Continente/país
Europa
Ásia
Américas
África
Oceania
Holanda
Japão
Bélgica
EUA
Suíça
Argentina
México
Chile
Itália
Espanha
Sub-total (4)
Sub-total (10)
Total
1998
446,5
205,3
123,0
1,5
0,1
206,6
197,3
204,1
50,8
5,0
38,8
1,1
2,0
20,3
1,1
658,8
727,1
776,4
2000
446,7
253,5
198,5
7,6
1,2
245,5
237,2
92,6
117,7
83,3
33,2
8,9
7,1
6,8
7,9
693,0
840,2
907,5
2001
371,0
194,0
153,4
8,9
1,0
212,0
172,6
108,4
67,5
37,0
28,8
8,2
6,1
0,9
560,5
641,5
728,3
Var. 98/01(%)
-16,9
-5,5
24,7
485,9
725,7
2,6
-12,5
-46,9
32,8
638,7
-25,9
631,7
197,0
-95,6
-14,9
-11,8
-6,2
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
73
A distribuição das exportações de produtos
transformados de alumínio em 2000 segundo
os continentes e países de destino indica que
o lingote de alumínio é vendido para a Europa
e Ásia. Ambos os continentes concentram
nada menos do que 95% de todo o volume
exportado de lingotes pelo Brasil. Ligas,
chapas e folhas são prioritariamente adquiridas
pelos países das Américas, especialmente
pelos EUA e pela Argentina (tabelas 61 e 62).
Tabela 61 – Exportações por produto - continentes e países de destino - mil/ton/ano –2000
Produto/Destino
Europa
Ásia
Américas
África
Oceania
Holanda
Japão
Estados Unidos
Bélgica
Suíça
Argentina
Arábia Saudita
Venezuela
República Tcheca
Total Continentes
Lingote
342,4
242,4
31,1
157,6
235,8
26,8
88,9
83,3
0,9
615,9
Ligas
57,9
1,9
79,5
4,6
54,4
1,1
54,9
3,5
1,3
0,2
143,9
Chapas
2,1
0,8
19,4
0,2
0,4
3,0
10,9
2,3
2,0
22,9
Folhas
4,6
1,5
11,6
3,5
2,5
5,9
1,2
17,8
Cabos
32,1
5,7
28,2
2,5
0,5
30,0
20,0
0,1
5,2
5,0
69,0
Outros
7,5
1,2
28,6
0,3
0,3
0,2
10,5
9,0
0,4
37,9
Total
446,7
253,5
198,5
7,6
1,2
245,5
237,2
117,7
92,6
83,3
33,2
6,2
2,9
2,0
907,6
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
Tabela 62 – Participação dos continentes e países nas exportações brasileiras por produto
– 2000 – (%)
Produto/Destino
Europa
Ásia
Américas
África
Oceania
Holanda
Japão
Estados Unidos
Bélgica
Suíça
Argentina
Arábia Saudita
Venezuela
República Tcheca
Total Continentes
Lingote
55,6
39,3
5,0
25,6
38,3
4,4
14,4
13,5
0,1
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
74
Ligas
40,2
1,4
55,2
3,2
37,7
0,8
38,1
2,4
0,9
0,1
100,0
Chapas
9,3
3,4
85,0
0,8
1,6
0,1
13,3
47,8
10,0
8,7
100,0
Folhas
26,0
8,7
65,1
0,2
20,0
13,8
33,1
6,9
0,39
100,0
Cabos
46,5
8,2
40,9
3,6
0,8
43,4
29,0
0,1
7,6
7,3
100,0
Outros
19,8
3,2
75,3
0,9
0,8
0,1
0,6
27,6
0,1
23,7
1,0
100,0
Total
49,2
28,0
21,9
0,8
0,1
27,0
26,1
13,0
10,2
9,2
3,7
0,7
0,3
0,2
100,0
Grupos Empresariais
Os principais grupos empresariais que atuam
na cadeia do alumínio, segundo o volume de
vendas e o emprego, estão dispostos na Tabela
63. Alcoa e Alcan são os dois principais
grupos, com faturamentos da ordem de US$
895 e US$ 598 milhões, respectivamente. A
Aluvale, subsidiária da Companhia Vale do Rio
Doce (CVRD), aparece como a terceira
principal empresa atuando no Brasil. Como
visto no detalhamento dos grupos empresariais
em escala internacional, a CVRD estava entre
as empresas com menores níveis de
faturamento, ao passo que Alcoa e Alcan eram
as principais players internacionais.
Tabela 63 - Faturamento dos principais grupos nacionais da cadeia do alumínio.
(US$ milhões). 2001
Empresas/Grupos
Alcoa
Alcan
Aluvale*
CBA
Billinton
Hydro
Memo
CVRD**
Votorantim**
Faturamento no seg. alumínio
894,8
597,6
592,4
556,6
285,4
135,9
Nº de empregados
5.162
2.562
1.626
5.445
1.159
267
4.746,0
4.094,7
21.618
nd
Fonte: Revista Exame (2002). Melhores e Maiores.
Elaboração: Desep/CUT.
* Refere-se aos valores da Aluvale integrada. Uma vez que a CVRD detém 94,74% das
ações ordinárias, os valores computados nas demonstrações contábeis da CVRD
referentes às operações com a Aluvale são os seguintes: faturamento, US$ 561,3 milhões;
número de empregados, 1.541. Além disso, inclui as participações acionárias na Albras,
Alunorte, Valesul e MRN.
** Refere-se a valores consolidados do grupo.
A produção de bauxita está distribuída
entre a Mineração Rio do Norte (MRN), um
pool de grandes empresas. A MRN
concentra nada menos do que 81% de toda
a extração de bauxita no país em 2001
(tabelas 64 e 65).
Tabela 64 – Produção de bauxita das empresas líderes - mil/ton./ano
Empresas
MRN
CBA
Alcoa
Alcan
Outros
Total
Localização
Oriximiná (PA)
Itamarati de Minas (MG)
e Poços de Caldas (MG)
Poços de Caldas (MG)
Ouro Preto (MG)
1996
8.738,7
950,0
1998
9.320,9
1.184,2
2000
10.610,0
1.275,7
2001
10.708,0
1.217,0
96/01 (%)
22,5
28,1
658,1
393,0
257,7
10.997,5
650,0
442,2
363,8
11.961,1
556,9
389,8
391,7
13.224,1
562,5
400,4
290,5
13.178,4
-14,5
1,9
12,7
19,8
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
75
Tabela 65 – Participação das empresas líderes na produção nacional de bauxita (%)
Empresas
MRN
CBA
Alcoa
Alcan
Outros
Total
Localização
Oriximiná (PA)
Itamarati de Minas (MG)
e Poços de Caldas (MG)
Poços de Caldas (MG)
Ouro Preto (MG)
1996
79,4
8,6
1998
77,9
9,9
2000
80,2
9,7
2001
81,3
9,2
6,0
3,6
2,4
100,0
5,4
3,7
3,1
100,0
4,2
3,0
2,9
100,0
4,3
3,0
2,2
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
Em relação à produção de alumina, a
Alunorte detinha, em 2001, 46% da
produção total no país. Cerca de um quarto
da produção nacional ocorre nas plantas
da Alcoa em Poços de Caldas e em São
Luís. A Alcan mostra participação marginal
na produção nacional de alumina (tabelas
66 e 67).
Tabela 66 – Produção de alumina das empresas líderes -mil/ton./ano
Empresas
Alunorte
Localização
Barcarena (PA)
Alcoa
Poços de Caldas (MG)
São Luís (MA)
CBA
Alumínio (SP)
BHP Billiton
São Luís (MA)
Alcan
Ouro Preto (MG)
São Luís (MA)
Total
1996
827,7
863,1
267,4
595,7
437,7
397,1
233,4
123,2
110,2
2.759,0
1998
1.430,0
840,6
270,9
569,7
440,3
379,3
231,9
127,1
104,8
3.322,1
2000
1.627,7
952,9
278,0
674,9
487,1
447,9
241,5
117,1
124,4
3.754,1
2001
1.605,3
822,9
229,7
593,2
462,2
395,5
233,8
123,9
109,9
3.519,7
96/01 (%)
93,9
-4,7
-14,1
-0,4
5,6
-0,4
0,2
0,6
-0,3
27,6
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
Tabela 67– Participação de empresas líderes na produção nacional de alumina – (%)
Empresas
Alunorte
Alcoa
CBA
BHP Billiton
Localização
Barcarena (PA)
Poços de Caldas (MG)
São Luís (MA)
Alumínio(SP)
São Luís (MA)
Alcan
Total
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
76
Ouro Preto (MG)
São Luís (MA)
1996
30,0
31,3
9,7
21,6
15,9
14,4
8,4
4,5
4,0
100,0
1998
43,0
25,3
8,2
17,1
13,3
11,4
7,0
3,8
3,2
100,0
2000
43,4
25,4
7,4
18,0
13,0
11,9
6,4
3,1
3,3
100,0
2001
45,6
23,4
6,5
16,9
13,1
11,2
6,7
3,5
3,1
100,0
O terceiro momento na cadeia, que é produção
de alumínio primário, está distribuído de
maneira um pouco mais uniforme entre as
empresas. Observa-se que 30% da produção
ocorrem na planta da Albras em Barcarena,
no Pará. A Alcoa, que amarga retração de 14%
na produção de alumínio primário entre 1996 e
2001, retém 36% da produção nacional. A
única empresa a expandir o volume produzido
de alumínio primário é a Companhia Brasileira
do Alumínio (CBA), responsável por 20% da
produção nacional em 2001 (tabelas 68 e 69).
Tabela 68 – Produção de alumínio primário das empresas líderes – mil/ton/ano
Empresas
Albras
Alcoa
CBA
BHP Billiton
Localização
Barcarena (PA)
1996
339,7
283,4
220,0
210,7
93,4
1998
344,7
281,4
221,0
206,9
102,5
2000
369,2
291,1
91,7
199,4
240,1
213,6
171,5
42,1
106,9
2001
334,8
243,9
69,7
174,2
230,4
187,2
150,9
36,3
92,1
96/01 (%)
-1,4
-13,9
4,7
-11,2
-1,4
Aratu (BA)
-
-
50,3
44,5
-
Ouro Preto (MG)
Santa Cruz (RJ)
50,2
1.197,4
51,5
1.208,0
56,6
50,5
1.271,4
47,6
43,6
1.132,0
-13,1
-5,5
Poços de Caldas (MG)
São Luís (MA)
Alumínio (SP)
São Luís (MA)
Santa Cruz (RJ)
Alcan
Aluvale
Total
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
Tabela 69 - Participação de empresas líderes na produção nacional de alumínio primário - (%)
Empresas
Albrás
Alcoa
CBA
BHP Billiton
Localização
Barcarena (PA)
Poços de Caldas (MG)
São Luís (MA)
Alumínio (SP)
São Luís (MA)
Santa Cruz (RJ)
Alcan
Aluvale
Total
Aratú (BA)
Ouro Preto (MG)
Santa Cruz (RJ)
1996
28,4
23,7
18,3
17,6
7,8
4,2
100,0
1998
28,5
23,3
18,3
17,1
8,5
4,3
100,0
2000
28,0
23,9
10,7
13,2
18,9
16,8
14,5
2,3
8,4
4,0
4,4
4,0
100,0
2001
25,0
26,1
13,1
13,0
20,4
16,5
13,3
3,2
8,1
3,9
4,2
3,9
100,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: DNPM e ABAL
Nas tabelas 70 a 72 pode-se verificar a participação
relativa de cada um dos grupos empresariais
analisados, nas produções nacionais e na
produção do grupo dos três principais elementos
da cadeia produtiva do alumínio.
A Alcoa e Alcan detêm participações na produção
nacional de bauxita superiores à participação
relativa de suas plantas no Brasil face à produção
do grupo. O inverso acontece com a Norsk Hydro.
Os dados são para 2001. As duas empresas que
extraem bauxita apenas no Brasil, CVRD e
Votorantim, respondem por nada menos do que
50% da produção nacional (Tabela 70).
77
Tabela 70– Principais grupos com atuação na produção doméstica de bauxita – 2001 *
Grupo
CVRD
Votorantim
Alcoa
Alcan
BHP Billiton
Hydro
Produção de bauxita
(mil/ton/ano)
4.283,2
2.287,8
2.027,3
1.685,4
1.584,8
535,4
% na produção
nacional de bauxita
32,5
17,4
15,4
12,8
12,0
4,0
% na produção
mundial de bauxita do grupo
100,0
100,0
8,6
9,8
11,8
28,2
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: ABAL e empresas (relatórios anuais e demais informações dos sites das empresas).
*Produção calculada de acordo com a participação acionária dos grupos nas empresas.
CVRD (40% da MRN) exceto a participação até dez/01 na Mineração Vera Cruz. Votorantim
(produção própria + 10% da MRN). Alcoa (produção própria + 13,7% da MRN, sendo 8,68%
com Alcoa e 5% com Reynolds). Alcan (produção própria + 12% da MRN). BHP Billiton
(participação acionária de 14,8% na MRN). Hydro (participação acionária de 5% na MRN).
Essa distribuição da produção por participação acionária não reflete necessariamente
acordos e alianças comerciais entre os acionistas que participam do controle acionário ou
acordos long-term com clientes.
Tabela 71 - Principais grupos com atuação na produção doméstica de alumina – 2001 *
Grupo
Alcoa**
CVRD
Votorantim
BHP Billiton**
Alcan**
Hydro **
Produção de alumina
(mil/ton/ano)
822,9
807,6
462,2
395,5
233,8
520,0
% na produção
nacional de alumina
23,4
22,9
13,1
11,2
6,6
14,8
% na produção mundial
de alumina do grupo
7,1
100,0
100,0
13,9
5,6
32,5
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: ABAL e empresas (relatórios anuais e demais informações dos sites das empresas).
*A produção por grupo foi calculada de acordo com as informações prestadas pelas empresas
a ABAL, Boletim Estatístico 2.001. Nos casos específicos da CVRD e Hydro referem-se a
participação que elas detêm na Alunorte.
**A participação na produção mundial do grupo deve ser ponderada, pois a sua quota de
produção no Brasil pode ser cedida, parcial ou integralmente, a outras empresas por meio de
contratos e associações. Em situação inversa, tais grupos podem deter produção acima de
suas participações acionárias.
A maior produtora de alumina no país é a Alcoa,
com 23% da produção nacional. Sua posição
no Brasil, contudo, representa menos de um
décimo da produção mundial do grupo. As
empresas brasileiras cuja produção está
concentrada apenas no Brasil, CVRD e
Votorantim, respondem por pouco mais de um
terço da produção nacional. Relevante notar
que a Norsk Hydro tem um terço da sua
produção de alumina no Brasil, ainda que o
montante de 520 milhões de toneladas
represente 15% da produção nacional em 2001
(Tabela 71).
78
Tabela 72 - Principais grupos com atuação na produção doméstica de alumínio – 2001*
Grupo
Alcoa**
Votorantim
CVRD***
BHP Billiton**
Alcan**
Produção de alumínio
primário (mil/ton./ano)
243,9
230,4
214,3
187,2
92,1
% na produção nacional
de alumínio primário
21,5
20,3
18,9
16,5
8,1
% na produção mundial de
alumínio primário do grupo
5,8
100,0
100,0
19,5
4,0
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: ABAL e empresas (relatórios anuais e demais informações dos sites das empresas).
* A produção por grupo foi calculada de acordo com as informações prestadas pelas
empresas à ABAL, Boletim Estatístico 2.001.
**A participação na produção mundial do grupo deve ser ponderada, pois a sua quota de
produção no Brasil pode ser cedida, parcial ou integralmente, a outras empresas por meio de
contratos e associações. Em situação inversa, tais grupos podem deter produção acima de
suas participações acionárias.
***Produção calculada de acordo com a participação acionária da CVRD (Aluvale) na Albras
e somada à sua própria quota de produção na Valesul, que consta no Boletim da ABAL.
O alumínio primário tem como principal produtor
uma vez mais a Alcoa, com pouco mais de
um quinto da produção nacional. Os 244
milhões de toneladas feitos pela Alcoa no
Brasil, contudo, representam apenas 6% da
produção mundial do grupo. Votorantim e
CVRD concentram pouco menos da metade
da produção nacional de alumínio primário.
Dentre as empresas com capital estrangeiro,
apenas a BHP Billiton mostra algum equilíbrio
entre a produção no Brasil e a produção
mundial do Grupo (Tabela 72).
A Tabela 73 sintetiza as informações dispostas
nas três tabelas anteriores, bem como parte
da análise sobre o panorama internacional.
Tabela 73 - A presença dos grupos na produção doméstica e mundial na cadeia do alumínio - 2001
Grupos
no Brasil
Alcoa
Alcan
CVRD
Votorantim
BHP Billiton
Hydro
Grupos
no Mundo
Alcoa
Alcan
Hydro
BHP Billiton
CVRD
Votorantim
% na produção % na produção
nacional
nacional
de bauxita
de alumina
15,4
23,4
12,8
6,6
32,5
22,9
17,4
13,1
12,0
11,2
4,0
14,8
% na produção
mundial de bauxita
17,2
12,6
1,4
9,8
3,1
1,7
% na produção
nacional de
alumínio primário
21,5
8,1
18,9
20,3
16,5
-
% na produção mundial do grupo
Bauxita
Alumina
Alumínio
primário
8,6
7,1
5,8
9,8
5,6
4,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
11,8
13,9
19,5
28,2
32,5
Np
% na produção
mundial de alumina
23,8
8,6
3,3
5,9
1,7
0,9
% na produção
mundial de alumínio primário
17,0
9,2
5,6
3,9
1,0
0,9
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: ABAL e empresas (relatórios anuais e demais informações dos sites das empresas)
79
80
Cadeia produtiva do
alumínio primário
81
82
A infiltração de água em rochas alcalinas (inverso do logaritmo da concentração
de ions de hidrogênio maior do que 7) que entram em decomposição forma a
bauxita (óxido de alumínio - AlO). A bauxita é encontrada na superfície terrestre,
com espessura média de 4,5 metros. Isso permite a mineração de bauxita a
céu aberto. A bauxita é o minério básico de toda a cadeia do alumínio.
A bauxita é então moída e misturada a uma solução de soda cáustica,
transformando o minério numa pasta. A pasta é aquecida sobre pressão e
recebe nova quantidade de soda cáustica, formando o aluminato de sódio. A
pasta então se dissolve e a partir disso passa por processos de sedimentação
e filtragem. A solução resultante, agora filtrada das impurezas, permite a
obtenção de alumina por meio do processo de precipitação.
O resíduo da segunda precipitação é lavado e secado por meio da evaporação.
Assim, obtém-se um pó branco de consistência semelhante ao açúcar. Tratase da alumina (Al2O3). Entre quatro e seis toneladas de bauxita produzem
duas toneladas de alumina.
A transformação de alumina em alumínio inicia-se pela dissolução da alumina
num banho de criolita. Ou seja, dissolve-se a alumina em fornos eletrolíticos
plenos de criolita. Submete-se a solução a uma intensa carga elétrica, que
resulta na separação do metal de alumínio da solução. A eletricidade rompe a
ligação iônica entre o alumínio e o oxigênio. O metal de alumínio liqüefeito é
direcionado para a fundição de lingotes. Tem-se, enfim, o alumínio primário.
O lingote de alumínio assume a forma apropriada à posterior utilização do metal:
laminação e extrusão.
A partir do processo acima descrito, identificamos os segmentos na cadeia
produtiva do alumínio: Indústria extrativa mineral e indústria metalúrgica
de não ferrosos.
83
84
Conclusões
85
86
Conforme adiantado na Introdução,
selecionamos o mercado de alumínio primário
em virtude de se tratar da fase mais próxima
dos produtos transformados e para os quais
não dispomos de estatísticas suficientes.
Iniciamos identificando que mais da metade
da oferta do minério está concentrada em
sete empresas, com a Alcoa sendo
responsável por 17% do volume total
produzido em 2001. A distribuição das outras
empresas nos volumes totais produzidos nos
capacita a identificar esse mercado como um
Oligopólio. Isso equivale a dizer que as
estratégias empresariais de cada firma são
definidas em função das reações estimadas
das outras firmas. Assim, supondo que a
Alcoa decida elevar seu volume de produção,
esta empresa deverá estimar os impactos
nos preços da tonelada de alumínio primário
levando em conta a reação da Rusal, Alcan
etc. Trata-se de um mercado concorrencial
com uma empresa líder. O Gráfico 9 ilustra
a distribuição da produção mundial de
alumínio primário entre as sete maiores
empresas para 2001.
Gráfico 9 - Distribuição da produção mundial de alumínio primário entre as sete principais
empresas. (%). 2001
Em relação ao comércio internacional, os gráficos
10 e 11 exemplificam a distribuição espacial dos
ativos produtivos das principais empresas,
especialmente Alcoa, Alcan e Hydro, bem como
a posição relativa da Rusal, tendo em vista que
pouco mais de um quarto do volume mundial das
exportações provém da Rússia. A posição do
Canadá está vinculada à Alcan. A Austrália é sede
de grande número das plantas da Alcoa.
Quanto às importações, fica mais clara a
divisão internacional do trabalho. As
plantas de transformação do alumínio
primário em produtos transformados, com
maior valor agregado, demandam o minério
dos países acima especificados. Tem-se,
portanto, que EUA e Japão são
responsáveis por pouco mais da metade do
volume mundial importado.
Gráfico 10 – Distribuição do volume das exportações mundiais de alumínio primário. (%). 2001.
Fonte: Tabela 14
87
Gráfico 11 – Distribuição do volume das importações mundiais de alumínio primário. (%). 2001
Fonte: Tabela 15
No mercado interno, a distribuição do
volume produzido de alumínio primário entre
as principais empresas atuantes no Brasil
é relativamente menos desconcentrada que
a produção mundial. A Alcoa e a Votorantim
são respectivamente a primeira e a segunda
maiores produtoras do minério no Brasil,
cada uma com 21% e 20% do total (Gráfico
12). A CVRD aparece como a terceira maior
produtora nacional. Essa distribuição pode
ser estratégica na formulação de uma
política de internacionalização dessas
empresas na cadeia do alumínio, em
especial se levarmos em conta a
disponibilidade de minas de bauxita no
Brasil. Trata-se uma vez mais de um
mercado oligopolizado cujas empresas
líderes são de capital nacional.
Gráfico 12 - Distribuição do volume produzido de alumínio primário no Brasil, segundo
grupos empresariais. (%). 2001.
Fonte: Tabela 56
As vendas em volume de alumínio primário
do Brasil traduzem os fluxos de comércio
intrafirmas no caso da Norsk Hydro, da Alcoa,
da Alcan e da BHP Billiton. Traduzem
também a posição das empresas nacionais,
que representam parte significativa da
produção nacional do minério. O fato de a
88
Holanda ser o principal importador de
alumínio primário está vinculado ao seu papel
de centro logístico das empresas
transnacionais operando na Europa,
especialmente a Norsk Hydro. A posição
relativa do Japão deriva dos contratos
comerciais da CVRD (Gráfico 13).
Gráfico 13 – Distribuição do volume das exportações brasileiras de alumínio primário. (%). 2001
Fonte: Tabela 44
89
90
Anexos
91
92
Anexo 1 - Estrutura da Alcoa
Macrosegmento
Transporte comercial
(Commercial Transportation)
Segmentos
Alcoa Fujikura
Alcoa Produtos de Engenhos
(Alcoa Mill Products)
Alcoa Rodas e Acessórios
(Alcoa Wheel Products and
Alcoa Wheel Accessories)
Produtos de Fundição
(Howmet Castings)
Alças e Presilhas de
Segurança (Huck Fasteners)
Alumina e Química
(Alumina and Chemicals)
Alcoa Absorventes e
Catalisadores (Alcoa
Adsorbents & Catalysts)
Alcoa Divisão Especial para
Metais (Alcoa Specialty
Metals Division)
Alcoa Química Mundial (Alcoa
World Chemicals)
Alcoa Redução de Alumina
(Smelter Grade Alumina)
Embalagens e produtos
para consumidores (Packing
and Consumer Products)
Alcoa Sistemas Internacionais
de Invólucros (Alcoa Closure
Systems International)
Alcoa Embalagens Flexíveis
(Alcoa Flexible Packing)
Alcoa Produtos de Engenhos
(Alcoa Mill Products)
Alcoa Máquinas de Embalagens
(Alcoa Packing Machinery)
Alcoa Embalagens Rígidas
(Alcoa Rigid Packing)
Presto
Reynolds Foodservice
Produtos
Componentes para sistemas de
distribuição elétrica e eletrônica
Lâminas de alumínio, chapas e folhas de
alumínio para uso em sistemas de troca de
calor para automóveis e caminhões
Discos de rodas forjados e acessórios
para caminhões e veículos de carga
Estruturas forjadas para gabinetes de
motores e outros componentes
Alças de ligamento de alumínio para
caminhões e veículos de carga, trailers
e ônibus escolares
Alumina ativada e catalisadores baseados
em alumina de alta pureza para uso nos
processos de obtenção de
hidrocarbonetos e para o mercado
de catalisadores
Alumínio de alta pureza, pó de alumínio
e lingotes de alumínio
Alumínio atomizado, alumina e produtos
químicos baseados em alumina para
refratários, cerâmica, abrasivos, plásticos,
polímeros e para tratamento de água
Estoque de alumina para a produção de
alumínio e de produtos químicos
baseados em alumínio
Garrafas plásticas, injeção e compressão
de plásticos e alumínio e equipamentos
de embalagem
Rolos de PVC e filmes de embalagem
Lâminas de alumínio, chapas e folhas de
alumínio para uso industrial
Equipamentos para decoração de
latas de alumínio
Plantas e chapas de alumínio para latas
e reciclagem de alumínio
Rótulos de embalagens e produtos
de embalagem
Folhas, filmes, alumínio, sacolas e outros
produtos de embalagem. Embalagens lisas
e estampadas para brinquedos, comida
e bebidas
93
Macrosegmento
Aeroespacial (Aerospace)
Lingotes de alumínio
(Aluminium Ingot)
Automotivo (Automotive)
Edificação e construção
(Building and Construction)
Componentes industriais
(Industrial Components)
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: www.alcoa.com
94
Segmentos
Alcoa Produtos Aeroespaciais
(Alcoa Engineered
Aerospace Products)
Alcoa Produtos de Engenhos
(Alcoa Mill Products)
Alcoa Rodas e Acessórios
(Alcoa Wheel Products and
Alcoa Wheel Accessories)
Produtos de Fundição
(Howmet Castings)
Alças e Presilhas de
Segurança (Huck Fasteners)
Alcoa Metais Primários
(Alcoa Primary Metals)
Alcoa Produtos de Carbono
(Alcoa Carbon Products)
Alcoa Engenharia de
Automóveis (Alcoa
Automotive Engineering)
Alcoa Fujikura
Produtos
Barras, tubos, varas de alumínio e formas
de alumínio para uso da indústria
aeroespacial
Lâminas de alumínio, chapas e folhas de
alumínio para uso industrial
Rodas de alumínio forjadas para trens de
pouso e estruturas encomendadas de
alumínio para uso aeroespacial
Gabinetes para motores de turbina
Rebites, ferrolhos, trincos e artigos de
fixação para a indústria aeroespacial
Alumínio primário para diversos
mercados e aplicações
Ferro, dióxido de titânio, alumínio e
ânodos de carbono para uso interno
Desing e engenharia de suplementos de
alumínio para automóveis
Componentes elétricos e eletrônicos para
automóveis
Alcoa Produtos de Engenhos
Lâminas de alumínio, chapas e folhas de
(Alcoa Mill Products)
alumínio para uso industrial
Alcoa Rodas e Acessórios (Alcoa Rodas, capas e outros acessórios de
Wheel Products and Alcoa
alumínio para automóveis
Wheel Accessories)
Alças e Presilhas de
Sistemas de alças e de presilhas de
Segurança (Huck Fasteners)
alumínio para automóveis
Alcoa Arquitetura (Alcoa
Portas e janelas comerciais
Architettura; Itália)
Alcoa Bouw Groep
Telhados, janelas, portas e estruturas
de alumínio
Alcoa Produtos para Construção Projetos e ligas de alumínio
(Alcoa Building Products)
para construção
Alcoa Infra-estrutura
Postes de iluminação, colunas e
estruturas de alumínio
Alcoa Produtos de Engenhos
Lâminas de alumínio, chapas e folhas de
(Mill Products)
alumínio para uso na construção civil
Alumax
Box para banheiros e portas
de banheiros
Kawneer
Sistemas de arquitetura e outros produtos
de arquitetura
Alcoa Produtos de Engenhos
Lâminas de alumínio, chapas e folhas de
(Mill Products)
alumínio para uso industrial
Alcoa Rodas e Acessórios
Rodas fundidas para trens de pouso e
(Alcoa Wheel Products and
forjas encomendadas para usos
Alcoa Wheel Accessories)
industriais
Produtos de Fundição
Forjas de alumínio para componentes de
(Howmet Castings)
motores turbinados para uso industrial e
forjas de grande escala estrutural
Alças e Presilhas de Segurança Presilhas e alças de alta performance
(Huck Fasteners)
para usos industriais
Anexo 2 - Distribuição geográfica
das unidades da Alcoa
País/Continente
Canadá/América
do Norte e Central
Empresa
Alcoa Fujikura Ltd.
Aluminiere Lauralco Inc.
Alumiere de Bécancour Inc.
Alumiere de Baie-Corneau Inc.
Canadian Reynolds Metals Company, Ltd.
DBM Industries Ltd.
Howmet Castings
Costa Rica/América
do Norte e Central
Jamaica/América do Norte
México/América Central
e do Norte
Kawneer Company Canada Ltd.
Alcoa CSI de Centro América S.A.
Produtos
Componentes automotivos
Alumínio primário
Alumínio primário
Alumínio primário
Artigos de fixação como presilhas e
alças de alumínio
Outros
Artigos de fixação como presilhas e
alças de alumínio
Produtos de construção
Invólucros e máquinas
Alcoa Minerals of Jamaica LLC
Alcoa CSI de México em Enseada S.A.
Alcoa CSI de México em Saltillo S.A.
Alcoa Fujikura Ltd.
Alumina e mineração de bauxita
Invólucros e máquinas
Invólucros e máquinas
Componentes automotivos e
produtos elétricos
EUA/América do Norte e Central Alcoa
Latas de alumínio, alumínio primário,
plantas e estruturas de alumínio
Alcoa Automotive
Componentes automotivos,
engenharia automobilística e artigos
de fixação, como presilhas e alças
de alumínio
Alcoa Building Products Inc.
Produtos de construção
Alcoa Closure Systems International
Invólucros e máquinas
Alcoa Distribution and Industrial Products Produção de alumínio, tubos e
formas de alumínio
Alcoa Extruded Aerospace Products
Produção de alumínio, tubos e
formas de alumínio
Alcoa Extruded Construction Products
Produção de alumínio, arquitetura,
formas e plataformas de alumínio
Alcoa Extruded Heat Exchanger Products Produtos de alumínio que
trocam calor
Alcoa Fujikura Ltd.
Engenharia automotiva
ALCAO Wheel and Forged Products
Rodas, plataformas e plantas
de alumínio
Alumax Foils Inc.
Produtos de alumínio forjados
American Trim, LLC.
Outros
B&C Resaerch Inc.
Componentes de automóveis e
plataformas de alumínio
Howmet Castings
Forjas de alumínio para
componentes de motores turbinados
para uso industrial e forjas de grande
escala estrutural
95
País/Continente
Empresa
EUA/América do Norte e Central Kawneer Company Inc.
Stolle Machinery Inc.
Teletech Company Inc.
Alcoa Packing Machinery Inc.
Alcoa World Alumina LLC.
Alumax Mill Products Inc.
Argentina/América do Sul
Brasil/América do Sul
Digi Sys Corp.
Eastalco Aluminium Company
Min Tel Communications LLC
Permatech Inc.
Quality Control Services Inc.
Six R Communications LLC
St. Croix Alumina LLC
T.I.C.S. Corporation
Northwest Alloys Inc
Norton-Alcoa Proppants
Alusud Argentina S.A.
Feroscar S.A. Industrial y Comercial
AFL do Brasil
Alcoa Alumínio S.A.
Chile/América do Sul
Colômbia/América do Sul
Peru/América do Sul
Suriname/América do Sul
Comércio de Alumínio do Maranhão
Mineração Rio do Norte S.A.
Alusud Embalajes Chile Ltda.
Alusud Embalajes Colômbia Ltda.
Alusud Peru S.A.
Suriname Aluminium Company LLC
Venezuela/América do Sul
Alcoa Fujikura Ltd. Venezuela C A
Bélgica/Europa
República Tcheca/Europa
França/Europa
Ruedas de Aluminio C A
Alcoa Fujikura Ltd.
Alcoa Fujikura Ltd.
Alcoa França S.A.
Kawneer France S.A.
96
Produtos
Produtos para construção
Máquinas de embalagem.
Outros
Invólucros, máquinas para
embalagens e outros
Química e alumina
Plantas, formas, folhas e lâminas
de alumínio
Outros
Alumínio primário
Outros
Outros
Outros
Outros
Alumina
Outros
Outros
Outros
Invólucros, máquinas e outros
Tubos, plantas e folhas de alumínio
Tubos, plantas e folhas de alumínio
Invólucros, máquinas, produtos de
construção, tubos, plataformas,
formas de alumínio, alumina,
química de alumínio, mineração de
bauxita, produtos elétricos, alumínio
primário etc.
Alumina e alumínio primário
Mineração de bauxita
Invólucros e máquinas
Invólucros, máquinas e outros
Invólucros, máquinas e outros
Mineração de bauxita, alumina e
alumínio primário
Componentes automotivos,
produtos elétricos.
Alças e ferrolhos de alumínio
Outros
Outros
Plantas, folhas e formas de alumínio
ferrolhos e alças de alumínio para
fixação e produtos de construção
Produtos de construção
País/Continente
Alemanha/Europa
Empresa
Alcoa Automotiva GmbH
Alcoa Chemie GmbH
Alcoa Deutschland GmbH
Alcoa Extrusions Hannover
GmbH & Co, KG
Kawneer Deutschland GmbH
Michels GmbH & Co. KG
Stribel GmbH
Hungria/Europa
AFL Hungary Kft.
Alcoa - Köfém Kft.
Irlanda/Europa
Alcoa Wheel Products Europe
Mfg & Trading LLC
CSI Hungary Manufacturing
and Trading LLC
Alcoa Fujikura Ireland Limited
Itália/Europa
Alcoa Italia SpA
Alcoa Italia SpA Automotive Structures
Reynolds Wheels SpA
Países Baixos/Europa
Alcoa Chemie Nederland BV
Alcoa Moerdijk BV
Alcoa Nederland BV
Noruega/Europa
Alumax Extrusions BV
Alcoa Automotive
Polônia/Europa
Portugal/Europa
Rússia/Europa
Espanha/Europa
Elken Aluminium ANS
Kawneer Polska Sp. z oo
Alcoa Fujikura Ltd.
Alcoa CSI Vostok Ltd.
Alúminia Española S.A.
Espanha/Europa
Alcoa Arquitetura SL
Alcoa CSI España S.A.
Alcoa Inespal S.A.
Alcoa Navarra S.A.
Alcoa Transformacion S.A.
Extrusion de Aluminio S.A.
Produtos
Engenharia automotiva,
componentes automotivos, alças e
ferrolhos de alumínio para fixação e
tubos de alumínio
Química de alumínio e de derivados
Invólucros, máquinas e outros
Tubos, formas, plantas e folhas de
alumínio
Produtos de construção
Componentes automotivos e
produtos elétricos
Componentes automotivos e
produtos elétricos
Componentes automotivos e
produtos elétricos
Produtos de construção, tubos,
plataformas e formas de alumínio
Estruturas, rodas e acessórios
de alumínio
Invólucros e máquinas
Componentes automotivos e
produtos elétricos
Tubos, alumínio primário, plantas,
plataformas, e folhas de alumínio
Componentes automotivos
Alças e ferrolhos de alumínio
para fixação
Química de alumina e de derivados
Química de alumina e de derivados
Produtos de construção, auto
componentes, tubos, plataformas,
plantas e folhas de alumínio
Latas de alumínio e tubos
Componentes automotivos
de alumínio
Alumínio primário
Produtos de construção
Outros
Invólucros e máquinas
Alumina, química de alumina e
alumínio primário
Produtos de construção
Invólucros e máquinas
Alumínio primário, tubos, fios,
plantas, plataformas e folhas
de alumínio
Tubos, plantas, folhas e estruturas
de alumínio
Fios, plataformas, plantas e folhas
de alumínio
Tubos, folhas, formas e plantas
de alumínio
97
País/Continente
Reino Unido/Europa
Barein/Ásia
China/Ásia
Índia/Ásia
Japão/Ásia
Filipinas/Ásia
Cingapura/Ásia
Guiné/África
Marrocos/África
Austrália/Oceania
98
Empresa
AFL UK Ltd.
Produtos
Componentes automotivos de
alumínio e produtos elétricos
Alcoa Extruded Products UK Limited
Tubos, folhas, plantas e plataformas
de alumínio
Alcoa Manufacturing GB Limited
Plataformas e plantas de alumínio
Alcoa Systems UK Limited
Produtos de construção
Howmet Castings
Cerâmicas, núcleos de cerâmica,
alças e ferrolhos de alumínio
para fixação
Kawneer UK Limited
Produtos de construção
Gulf Closures WLL
Invólucros e máquinas
Alcoa Aluminium Products Co. Ltd.
Produtos forjados de alumínio
Alcoa Closure Systems International Co. Ltd. Invólucros e máquinas
Qingdao Alcoa Co. Ltd.
Química de alumina e derivados
Yunnam Xinmeliu Aluminum Foil Co. Ltd. Produtos forjados de alumínio
Alcoa-ACC Industrial Chemicals Limited Química de alumina e derivados
Alcoa Kasei Limited
Química de alumina e derivados
Alcoa Wheel Products Japan Ltd.
Outros
Howmet Castings
Alças e ferrolhos de alumínio
para fixação
KSL Alcoa Aluminum Company Ltd.
Plantas, plataformas, folhas e
formas de alumínio
Moraico Limited
Química de alumina e derivados
Shibazaki Seisakusho Limited
Invólucros e máquinas
Alcoa Closure Systems International
Invólucros e máquinas
ACAP Singapore Pte Ltd.
Química de alumina e derivados
Halco Inc.
Mineração de bauxita
Kawneer Maroc S.A.
Produtos de construção
Alcoa World Alumina - Australia
Mineração de bauxita, alumina,
química de alumina, plataformas e
plantas de alumínio e
alumínio primário
Australian Fused Materials Pty Limited
Química de alumina e
alumínio primário
Kaal Australia Pty Limited
Plantas e plataformas e
latas de alumínio
Anexo 3 - Distribuição geográfica
das plantas da Alcan
País/Continente
Canadá/América do Norte e Central
EUA/América do Norte e Central
Bermudas /América do Norte e Central
Porto Rico/América do Norte
Brasil/América do Sul
Aratu (BA)
Cubatão (SP)
Diadema (SP)
Mauá (SP)
Ouro Preto (MG)
Pindamonhagaba (SP)
Porto Trombetas (MRN/PA)
Santo André (SP)
São Luís (MA)
São Paulo (SP)
Alemanha/Europa
Produtos
Alumínio primário
Refino de alumina e química
Geração de energia
Chapas e formas de alumínio
Cabos
Componentes e sistemas automotivos
Embalagens para alimentos
Embalagens para cigarros
Embalagens para produtos farmacêuticos e cosméticos
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Alumínio primário
Chapas e formas de alumínio
Reciclagem
Cabos
Compostos
Embalagens para alimentos
Embalagens para cigarros
Embalagens para produtos farmacêuticos e cosméticos
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Embalagens para produtos farmacêuticos e cosméticos
Alumínio primário
Alumínio primário
Embalagens para produtos farmacêuticos e cosméticos
Embalagens para alimentos
Mineração de bauxita
Refino de alumina
Alumínio primário
Geração de energia
Chapas e formas de alumínio
Reciclagem
Mineração de bauxita
Chapas e formas de alumínio
Refino de alumina
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Chapas e formas de alumínio
Reciclagem
Compostos
Componentes e sistemas automotivos
Embalagens para alimentos
Embalagens para cigarros
Embalagens para produtos farmacêuticos e cosméticos
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
99
País/Continente
Áustria/Europa
Bélgica/Europa
Dinamarca/Europa
Eslovênia/Europa
Espanha/Europa
Finlândia/Europa
França/Europa
Hungria/Europa
Irlanda/Europa
Islândia/Europa
Itália/Europa
Noruega/Europa
Países Baixos/Europa
Portugal/Europa
Polônia/Europa
Reino Unido/Europa
República Tcheca
Rússia/Europa
Suécia/Europa
Suíça/Europa
Turquia/Europa
100
Produtos
Outros produtos
Outros produtos
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Componentes e sistemas automotivos
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Outros produtos
Embalagens para alimentos
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Produtos extrudados
Outros produtos
Embalagens para alimentos
Embalagens para produtos farmacêuticos e cosméticos
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Outros produtos
Embalagens para alimentos
Alumínio primário
Chapas e formas de alumínio
Reciclagem
Produtos extrudados
Compostos
Outros produtos
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Alumínio primário
Alumínio primário
Outros produtos
Embalagens para alimentos
Embalagens para cigarros
Embalagens para produtos farmacêuticos e cosméticos
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Refino de alumina
Alumínio primário
Geração de energia
Chapas e formas de alumínio
Reciclagem
Compostos
Embalagens para alimentos
Embalagens para cigarros
Embalagens para produtos farmacêuticos e cosméticos
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Produtos extrudados
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Alumínio primário
Chapas e formas de alumínio
Reciclagem
Produtos extrudados
Compostos
Componentes e sistemas automotivos
Outros produtos
Embalagens para alimentos
Embalagens para produtos farmacêuticos e cosméticos
Embalagens para cigarros
País/Continente
China/Ásia
Coréia do Sul/Ásia
Japão/Ásia
Cazaquistão/Ásia
Malásia/Ásia
Cingapura/Ásia
Tailândia/Ásia
Gana/África
Guiné/África
Austrália/Oceania
Produtos
Produtos extrudados
Compostos
Embalagens para produtos farmacêuticos e cosméticos
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Chapas e formas de alumínio
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Embalagens para cigarros
Chapas e formas de alumínio
Produtos extrudados
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Chapas e formas de alumínio
Produtos extrudados
Escritórios comerciais e/ou de pesquisa e desenvolvimento
Mineração de bauxita
Mineração de bauxita
Mineração de bauxita
Refino de alumina
Elaboração: DESEP/CUT
Fonte: www.alcan.com
101
Anexo 4
Distribuição das unidades de produção dos grupos que pertencem
ou que possuem participação acionária - Alcoa e Alcan - no Brasil
nos segmentos da cadeia do alumínio
A cadeia do alumínio divide-se em quatro
segmentos de atividades: extração de bauxita
(minas), produção de alumina (refinaria),
produção de alumínio primário (usina) e
transformados de alumina ou produtos de
alumínio e plásticos, além dos semielaborados, os quais não são considerados
propriamente um quinto segmento da cadeia,
mas que contribuem no fornecimento de
insumos.1
Considerando somente as 27 unidades de
produção dos grupos Alcoa e Alcan no Brasil,
essas atividades encontram-se distribuídas
geograficamente conforme segue:2
Extração de bauxita (minas):
Município
Oriximiná (Porto Trombetas)/PA
Ouro Preto/MG
Poços de Caldas/MG
Empresa
Mineração Rio do Norte
Alcan Alumínio do Brasil S.A. (*)
Cia. Geral de Minas
Grupo(s)
Alcoa + Alcan + outros
Alcan
Alcoa
(*) Empresa integrada com extração de bauxita, produção de alumina e alumínio primário
Produção de alumina (refinaria):
Município
Poços de Caldas/MG
São Luís/MA
Ouro Preto/MG
Empresa
Alcoa Alumínio S.A.(*)
Consórcio Alumínio do Maranhão – Alumar (*)
Alcan Alumínio do Brasil S.A. (**)
Grupo(s)
Alcoa
Alcoa + Alcan
Alcan
(*) Empresa integrada, com produção de alumina e alumínio primário
(**) Empresa integrada com extração de bauxita, produção de alumina e alumínio primário
Produção de alumínio primário (usina)
Município
Poços de Caldas/MG
São Luís/MA
Candeias (Aratu)/BA
Cubatão/SP
Ouro Preto/MG
Empresa
Alcoa Alumínio S.A.(*)
Consórcio Alumínio do Maranhão – Alumar (*)
Alcan Alumínio do Brasil Ltda.
Alcan Alumínio do Brasil Ltda.
Alcan Alumínio do Brasil Ltda. (**)
Grupo(s)
Alcoa
Alcoa
Alcan
Alcan
Alcan
(*) Empresa integrada, com produção de alumina e alumínio primário
(**) Empresa integrada com extração de bauxita, produção de alumina e alumínio primário
1 De acordo com a estruturação dos grupos empresariais abordados e em virtude da não identificação
exata do insumo utilizado na produção em várias unidades (plásticos ou alumínio), esta
classificação pode conter pequenas imperfeições.
2 Note-se que muitas empresas são integradas, participando simultaneamente de processos de
produção em mais de um segmento da cadeia. Por isso são mencionadas em todos eles, quantas
vezes necessárias.
102
Transformados de alumínio e plásticos:
Município
Grupo(s)
Itajubá/MG
Itapissuma/PE
Queimados/RJ
Lages/SC
Tubarão/SC
Alphaville/SP
Santo André/SP
São Caetano do Sul/SP
Sorocaba/SP
Itaipava
Cotia/SP
Rio de Janeiro/RJ
Pindamonhangaba/SP
Mauá/SP
Santo André/SP
Diadema/SP
Empresa
AFL do Brasil Ltda.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Alumínio S.A.
Alcoa Fios e Cabos Elétricos S.A.
Macesa Embalagens Plásticas S.A.
Tamboré Embalagens
Alcan Alumínio do Brasil Ltda.
Alcan Alumínio do Brasil Ltda.
Alcan Alumínio do Brasil Ltda.
Alcan Alumínio do Brasil Ltda.
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcoa
Alcan
Alcan
Alcan
Alcan
Semi-elaborados(*)
Município
Salto/SP
Empresa
Alcoa Alumínio S.A.
Grupo(s)
Alcoa
Empresa
Alcoa Alumínio S.A.
Grupo(s)
Alcoa
Outras(*)
Município
Rio de Janeiro/RJ
103
104
Referências Bibliográficas
105
106
Alcan, (2002). Annual Report 2001. Disponível em: <www.alcan.com>
______, (2003). Annual Report 2002. Disponível em: <www.alcan.com>
Alcoa, (2002). Annual Report 2001. Disponível em: <www.alcoa.com>
______, (2003). Annual Report 2002. Disponível em: <www.alcoa.com>
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO ALUMÍNIO, (2000). Anuário Estatístico, 2000. São Paulo.
BRASIL, (2001). Revista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Rio de
janeiro.
BHP BILLITON, (2002). Annual Report 2001. Disponível em: <www.billiton.com>
________, (2003). Annual Report 2002. Disponível em: <www.billiton.com>
COMPANHIA VALE DO RIO DOCE, (2002). Relatório Anual 2002. Disponível em
<www.cvrd.com>
_________, (2003). Relatório Anual 2002. Disponível em <www.cvrd.com>
NORSK HYDRO, (2002). Annual Report 2001. Disponível em <www.norskhydro.com>
_________, (2003). Annual Report 2002. Disponível em <www.norskhydro.com>
PECHINEY, (2002). Annual Report 2001. Disponível em: <www.pechiney.com>
_________, (2003). Annual Report 2002. Disponível em: <www.pechiney.com>
REVISTA EXAME, (2002). Maiores e Melhores 2001. São Paulo
RIO TINTO, (2002). Annual Report 2001. Disponível em <www.norskhydro.com>
__________, (2003). Annual Report 2002. Disponível em <www.norskhydro.com>
RUSAL, (2001). Annual Report 2002. Disponível em <www.rusal.com>
_________, (2003). Annual Report 2002. Disponível em <www.rusal.com>
UNCTAD , (2002). World Investment Report 2001. New York
UNITED STATES. US Geological Survey, Mineral Commodity Summaries.
Diversos números. New York.
WORLD BUREAU OF METAL STATISTICAL, (1999). Alumiinnium Statistical Review. London
Abreviaturas
ABAL – Associação Brasileira do Alumínio
CVRD – Companhia Vale do Rio Doce
IAI – International Aluminium Institute
UNCTAD – Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento
107
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
R. Caetano Pinto, 575
São Paulo, SP - CEP 03041-000
Fone: (11) 3272-9411 Fax: (11) 3272-9610
E-mail: [email protected]
Website: www.cut.org.bt
INSTITUTO OBSERVATÓRIO SOCIAL
Av. Mauro Ramos, 1624, sala 202
Florianópolis, SC - CEP 88020-302
Fone/Fax: (48) 3028-4400
E-mail: [email protected]
Website: www.observatoriosocial.org.br
CONSELHO DIRETOR
Presidente: Kjeld A. Jakobsen (CUT)
João Vaccari Neto (Secretaria de Relações Internacionais, CUT )
Rosane da Silva (Secretaria de Políticas Sindicais, CUT)
Artur Henrique dos Santos (Secretaria de Organização, CUT)
José Celestino Lourenço (Secretaria Nacional de Formação, CUT)
Maria Ednalva B. de Lima (Secretaria da Mulher Trabalhadora, CUT)
Gilda Almeida de Souza (Secretaria de Políticas Sociais, CUT)
Antonio Carlos Spis (Secretaria de Comunicação, CUT)
Wagner Firmino Santana (Dieese)
Mara Luzia Feltes (Dieese)
Francisco Mazzeu (Unitrabalho)
Silvia Araújo (Unitrabalho)
Tullo Vigevani (Cedec)
Maria Inês Barreto (Cedec)
COORDENAÇÃO GERAL
Arthur Borges Filho - Coordenador Administrativo
Clemente Ganz Lúcio - Coordenador Técnico Nacional
José Olívio Miranda de Oliveira - Secretário Geral Adjunto da CIOSL
Kjeld A. Jakobsen - Presidente do Conselho Diretor
Maria Ednalva B. de Lima - Coordenadora da CNMT/CUT
Maria José H. Coelho - Coordenadora de Comunicação
Odilon Luís Faccio - Coordenador de Desenvolvimento Institucional
Pieter Sijbrandij - Coordenador de Projetos
Rosane Silva - Secretário Nacional de Organização da CUT
Ronaldo Baltar - Coordenador do Sistema de Informação
EQUIPE RESPONSÁVEL PELO PROJETO PANORAMA SETORIAL DO
ALUMÍNIO E DAS EMPRESAS INTEGRADAS
Equipe: Adriana L. Lopes e Fernando Ribeiro
Elaboração: Carlos Augusto S. Gonçalves Jr. e Cleber de Melo Simões
EDIÇÃO
Coordenação de Comunicação do Observatório Social
Capa: Maria José H. Coelho (MTB-PR 930-PR)
Editoração: Sílvio da Costa Pereira (MTB-SC 00881)
Revisão: Laura Tuyama (MTB-SC 00959) e Sandra Werle (MTB-SC 00515)
108
Pesquisa realizada no período de: maio de 2002 a maio de 2003
Data de edição: setembro de 2003.
Download

Panorama setorial do alumínio e das empresas integradas