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CUIDAR DO PLANETA:
“RECICLAR E POUPAR ENERGIA”
Ref. 20821
Ref. 20821
CUIDAR DO PLANETA: RECICLAR E POUPAR ENERGIA
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CONTEÚDO
- 30 FICHAS (ilustrações) de 13,5 x 16,5 cm com o desenvolvimento de 6 histórias (5 vinhetas por história).
- 1 CD AUDIO MP3 com a narração de 6 histórias divertidas em vários idiomas. O CD também contém os textos
das histórias e as ilustrações a preto e branco para colorir.
- 1 Guia para a utilização do CD
- 5 bases de madeira
SISTEMA DE JOGO E RECOMENDAÇÕES DE UTILIZAÇÃO
Contém 6 histórias divertidas que narram as aventuras de dois irmãos que aprendem alguns métodos simples para
reciclar e poupar energia.
1º Familiarizar-se com o material:
Recomenda-se que o educador leia ou escute as histórias e se familiarize com as ilustrações antes de trabalhar com
as crianças. Desse modo, antes de utilizar o material completo, o educador poderá explicar às crianças alguns dos
métodos de poupança apresentados nas histórias para as familiarizar com o novo vocabulário. Durante este processo,
podem ser utilizadas as ilustrações a preto e branco para colorir incluídas no CD. Quando o educador e as crianças
estiverem familiarizados com o material:
2º Agrupar as fichas/ilustrações pela cor da moldura.
3º Seleccionar uma faixa/história do CD e apanhar as fichas com a moldura da cor correspondente (conforme se
indica no guia para a utilização do CD fornecido).
4º Ouvir a história e ordenar as fichas (primeiro, o docente juntamente com as crianças e, depois, as crianças
sozinhas)
5º Verificar se a ordem é correcta, observando o verso das fichas.
Para trabalhar com um grupo de crianças e que todas possam ver as ilustrações correctamente, recomenda-se apoiar
as fichas sobre as bases de madeira fornecidas.
IDADE RECOMENDADA
A partir dos 3 anos.
OBJECTIVOS PSICOPEDAGÓGICOS
- Aprendizagem de HÁBITOS DE COMPORTAMENTO ADEQUADOS em aspectos relacionados com a
conservação e o cuidado do Planeta: Poupar Água.
- Desenvolvimento de atitudes de escuta.
- Aprendizagem de noções temporais (antes, logo, depois,…).
- Desenvolvimento da sequencialização temporal ao ordenar as cenas correctamente.
- Estimulação e enriquecimento da linguagem: estimula a criança a falar e permite-lhe começar a estruturar a
linguagem.
- Possibilita o enriquecimento do vocabulário e a assimilação de estruturas linguísticas complexas.
- Facilita a aprendizagem de outros idiomas.
DESENVOLVIMENTO DAS ACTIVIDADES
1. Ouvir o conto com atenção antes de ordenar as vinhetas.
2. Durante a narração do conto, com as vinhetas sobre a mesa, a criança deverá ir seleccionando as vinhetas
correspondentes e ordenando-as. Quando a narração terminar, deverá virar cada vinheta e verificar se estão
ordenadas correctamente do 1 ao 5.
3. Com as vinhetas sobre a mesa, quando a criança já conheça o conto, deverá ordenar as vinhetas sem
necessidade de ouvir a narração.
4. Com as vinhetas do conto ordenadas sobre a mesa, a criança deverá narrar o conto.
5. Com as vinhetas do conto sobre a mesa, a criança deverá ordená-las enquanto narra o conto.
6. Trabalhar a compreensão da criança sobre o método de poupança apresentado em cada vinheta através da
narração da mesma.
INTERDIDAK, S.L. Av. Pobla de Vallbona, 34. 46183 LA ELIANA (Valencia) SPAIN
www.akros.org
ATENÇÃO! Não recomendado a menores de 36 meses por conter elementos susceptíveis de desprendimento com possibilidade de serem ingeridos. Risco de
asfixia. Conservar estas informações e os dados do fabricante.
CUIDAR DO PLANETA: POUPAR ENERGIA
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1. Também se pode poupar electricidade
electricidade
Os melhores dias da escola eram aqueles em que fazíamos excursões, principalmente
se a visita era ao Museu de Ciências Naturais que tinha uma exposição sobre “A energia do
planeta”. Depois de sairmos do autocarro o professor explicava aos seus alunos que a
energia da Terra era um bem escasso e, por conseguinte, devíamos usar de forma racional a
energia eléctrica. A partir desse dia, a Matilde e o Lucas entenderam porque motivo a hora
do relógio muda duas vezes por ano, sendo que o Lucas fazia sempre a mesma pergunta: se
dormimos uma hora a mais ou a menos. “A hora muda para podermos aproveitar mais a luz
do Sol e assim gastar menos energia eléctrica”, lembrou a Matilde.
Durante o jantar com os pais, a Matilde e o Lucas contavam entusiasmados tudo o que
tinham visto e ouvido no museu. Tinham-lhes dado um monte de conselhos para poupar
energia. O pai lembrou-lhes que o que tinham que fazer era pôr em prática, todos os dias,
esses conselhos. –Se todos colaborarmos, os recursos naturais do planeta durarão muito
mais tempo- concluiu o pai.
Nessa noite, depois do jantar, a Matilde e o Lucas estiveram a ver um pouco de
televisão. Viram um documentário sobre os furacões, o que lhes deixou deveras
impressionados. Quando o mesmo terminou, a mãe lembrou que já era tarde e que se não
fossem dormir no outro dia de manhã era um problema para acordá-los. Portanto, o Lucas
desligou o televisor com a ajuda do comando. O pai perguntou-lhes se não se tinham
esquecido de algo. Os dois irmãos olharam um para o outro surpreendidos: tinham feito os
trabalhos de casa, tinham jantado e já tinham lavado os dentes.
- Pai, o que é que nos esquecemos?
- Como mais ninguém vai ver televisão até amanhã – respondeu o pai – o melhor que se
tem a fazer é desligar o televisor com o botão do aparelho e não através do comando, caso
contrário a luz vermelha fica acesa toda a noite e continua a gastar electricidade.
-Tens razão, pai - disse o Lucas, aproximando-se do televisor para pressionar o botão.
Na manhã seguinte, como era Sábado, o despertador tocou mais tarde do que o habitual
e já era de dia. Contudo, a casa da Matilde e do Lucas ainda estava às escuras porque
tinham a persiana fechada. A Matilde ia acender o candeeiro da mesa-de-cabeceira mas o
irmão disse-lhe:
-Espera Matilde, não o acendas, lembra-te que temos de poupar energia eléctrica.
Depois disso deu um salto e subiu a persiana da janela, deixando assim entrar os raios
de Sol. Agora a casa estava bem iluminada sem necessidade de gastar electricidade.
-Muito bem, mano – disse a Matilde enquanto se levantava da cama.
Era a altura de usar a casa de banho. Primeiro entrou o Lucas e, quando este terminou,
foi a vez da sua irmã. A Matilde saiu da casa de banho já pronta para ir tomar o pequenoalmoço, mas parou por um instante para ver se lhe faltava fazer alguma coisa. Logo deu
conta de que se tinha esquecido de apagar a luz da casa de banho quando saiu. Agora já
sabia como era importante não deixar as luzes acesas, e por isso voltou para apagá-las.
A Matilde e o Lucas tinham levado muito a sério tudo o que aprenderam no dia anterior e
estavam a pôr em prática muitos dos conselhos para poupar energia.
CUIDAR DO PLANETA: POUPAR ENERGIA
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2. Ensinar os avós
A Matilde e o Lucas foram passar o fim-de-semana a casa dos avós. Adoravam visitá-los
e ouvir as fantásticas histórias do avô e deliciarem-se com as tartes da avó. Esse era o
melhor programa que podiam imaginar. Quando chegaram, os avós estavam à espera deles
à porta para dar-lhes um forte abraço. A Matilde e o Lucas correram muito contentes ao seu
encontro.
O avô gostava de ouvir música clássica no seu antigo rádio a pilhas. O Lucas ficava
sempre admirado como é que esse aparelho continuava a funcionar já que as suas coisas
não lhe duravam mais de um ano. A Matilde perguntou ao seu avô porque razão, estando ele
sentando em casa no seu sofá, utilizava o rádio a pilhas podendo ligá-lo à rede eléctrica. O
avô nunca tinha pensado nisso, e a Matilde explicou-lhe que as pilhas eram muito mais
caras e poluentes, e que, estando em casa, era melhor usar a electricidade. O avô seguiu o
conselho da sua neta, procurou o fio do rádio, que acabou por encontrar a Matilde, e então
ligou o rádio à tomada eléctrica da parede. Enquanto o Lucas tentava, sem êxito, dançar ao
ritmo da música que ouvia o seu avô.
Hoje, a Matilde vinha com a lição muito bem estudada e continuou a dar mais conselhos
ao avô sobre a poupança de energia:
-Não é errado utilizar pilhas, mas estando em casa a melhor solução é utilizar a
electricidade. Podes usar pilhas quando não estás em casa. E nesse caso o ideal é usar
pilhas recarregáveis, que duram mais tempo e assim não é necessário gastar tantas pilhas,
que aprendemos na escola que são muito poluentes.
-Que neta tão inteligente que eu tenho! - disse surpreendido o avô, enquanto a Matilde
ficava com a cara que parecia um tomate.
-Matilde, diz ao avô onde se deve depositar as pilhas gastas - acrescentou Lucas.
-Como as pilhas são muito poluentes – continuou a Matilde- devem ser depositadas nuns
contentores específicos para pilhas e baterias.
-Pois é! - disse o avô. – São tipo esses contentores pequenos que têm um símbolo com
essa indicação.
Nessa tarde, a Matilde e o Lucas foram com os avós comprar pilhas recarregáveis, para
o seu avô utilizar quando estiver a ouvir rádio fora de casa. E ficaram surpresos quando o
funcionário da loja lhes informou que, se quisessem, também podiam poupar electricidade
em casa, comprando lâmpadas de baixo consumo.
-Mas essas lâmpadas são um pouco mais caras, não são?- sondou a avó, que tinha
sempre em conta o preço das coisas.
-É verdade minha senhora, contudo estas lâmpadas duram 8 vezes mais do que uma
lâmpada normal e consumem muito menos energia.
-Duram 8 vezes mais e consomem menos! – exclamou o Lucas. –Isso sim, é que é
poupar. Não hesites avó, isto é uma boa compra.
A ideia das lâmpadas pareceu-lhes muito convincente e compraram algumas. Ao chegar
a casa, a Matilde, o Lucas e o avô trocaram as lâmpadas dos candeeiros que eram mais
utilizados em casa, como o da sala, onde os avós passavam divertidas tardes com os seus
netos. A partir de agora e graças aos conselhos da Matilde e do Lucas, em casa dos seus
avós começar-se-ia a poupar energia.
CUIDAR DO PLANETA: POUPAR ENERGIA
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3. Aconselhando
Aconselhando os Pais
Embora fosse uma manhã muito fria de Inverno, estava um dia soalheiro, ideal para um
passeio de domingo na neve em família. A Matilde e o Lucas encontravam-se a tomar o
pequeno-almoço com os seus pais na cozinha: o Lucas comia os cereais favoritos na sua
taça e a Matilde estava a preparar umas torradas com doce. Ambos os irmãos estavam
muito contentes porque iam passear até à montanha. Além disso, nas notícias tinham
anunciado que tinha nevado nessa zona e estavam desejosos de brincar na neve.
Antes de saírem, o pai lembrou-se que tinha que fazer uma máquina de roupa porque já
não tinha camisas limpas para a manhã seguinte. O Lucas não gostou muito da ideia porque
isso significava que se iam atrasar para o passeio na montanha. O pai tranquilizou-o dizendo
que não havia motivos para preocupações pois com o frio que fazia a neve não se derretia. A
Matilde e o Lucas colocaram toda a roupa suja do cesto na máquina de lavar e o pai
seleccionou o programa de lavagem, rodando os comandos. O Lucas lembrou o pai que,
como lhe tinham dito na escola, era muito mais ecológico lavar a roupa com um programa
breve de água fria. O pai seguiu o conselho do filho e seleccionou um programa breve de
lavagem a frio. “Desta forma podemos sair mais cedo para o passeio”, pensou o Lucas.
Passado pouco tempo, o tambor da máquina de lavar deixou de rodar. A Matilde e o
Lucas estenderam a roupa no estendal da varanda, aproveitando o sol radiante. O pai
perguntou-lhes porque razão estavam eles a estender a roupa pois tinham em casa uma
óptima máquina de secar. A Matilde explicou-lhe que pôr a funcionar a máquina de secar era
um gasto desnecessário de energia, pois podiam bem aproveitar o belo dia que fazia para
estender a roupa ao sol.
-Tens toda a razão minha filha! – disse o pai, orgulhoso dos conselhos da Matilde.
Em pouco tempo, toda a família estava pronta para sair, agasalharam-se muito bem e lá
foram rumo à montanha, à procura da neve.
Regressaram a casa ao fim da tarde. Tinham passado um dia formidável: a Matilde e o
Lucas tinham feito um gigantesco boneco de neve e aproveitaram para deslizarem num
trenó por uma ladeira. Estavam cansados e ainda tinham que apanhar a roupa que estava
no estendal. Depois de estar todo o dia ao ar livre a roupa devia estar mais que seca.
Quando entraram em casa, começaram a sentir muito calor, tiraram as luvas, os gorros,
os cachecóis, os casacos … Como era possível fazer tanto calor? Não se podia estar em
casa!
-O aquecimento não está muito alto? – perguntou o Lucas.
A mãe foi verificar a temperatura do aquecimento e de facto a temperatura estava num
grau muito alto. A Matilde aproveitou para fazer uma recomendação à mãe: “Quando não
estamos em casa é um desperdício de energia e de dinheiro manter o aquecimento tão alto.
O melhor é seleccionar a temperatura média ou baixa para manter um ambiente ameno. Isso
é o suficiente para que quando entremos em casa não sentirmos frio ao entrar.” Os pais da
Matilde e do Lucas ficaram muito contentes com tudo o que eles sabiam sobre a
preservação do planeta e a poupança de energia e prometeram que a partir de agora iriam
seguir esses conselhos. Para além disso combinaram ir novamente até à montanha na
semana seguinte. -Boa!- gritaram a Matilde e o Lucas, ao mesmo tempo que saltavam de
alegria.
CUIDAR DO PLANETA: POUPAR ENERGIA
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4. Uma tarde de cinema
cinema
A Matilde e o Lucas não viam os primos que tinham na cidade há muito tempo. Por isso
decidiram passar com eles uma tarde de Sábado no cinema. A Matilde e o Lucas saíram
com o pai no carro para irem apanhar os seus primos que viviam no centro da cidade.
Quando lá chegaram viram que era muito difícil encontrar um sítio para estacionar. Por mais
voltas e voltas que dessem pela zona, não encontravam nenhum sítio livre. A Matilde e o
Lucas começavam a ficar impacientes porque não queriam perder o filme. Por fim,
encontraram um lugar e foram a correr a casa dos seus primos, que moravam num edifício
muito alto. Tocaram à campainha e esperaram que descessem.
Os três primos desceram pelas escadas do prédio e foram a correr para cumprimentálos. A Matilde e o Lucas estranharam o facto de eles não terem utilizado o elevador. Um dos
primos explicou-lhes que viviam no 2º andar e que por isso preferiam descer pelas escadas
deixando o elevador livre para os mais idosos ou para as pessoas que transportavam
carrinhos de bebé. E o Lucas aproveitou o momento para disser:
- E além disso, agindo desta forma, estás a poupar energia!
-E também fazem exercício – adiantou a Matilde, rindo e apontando para a barriga do seu
pai. Todos se riram da observação da Matilde, incluindo o pai.
Quando já estavam todos juntos descobriram que havia um problema: eram demasiadas
pessoas para um só carro. Qual era a solução? O pai tranquilizou-os dizendo que fazia duas
viagens de carro e que desta forma podiam ir todos. Um dos primos propôs a ideia
disparatada de ir na mala do carro, mas o Lucas teve uma ideia muito melhor:
-Existe uma paragem de autocarro muito perto daqui. Podíamos ir todos juntos no
autocarro, ele pára junto à porta do cinema e além disso não teríamos problemas de
estacionamento.
-Boa ideia, isso é muito mais divertido – acrescentou um dos seus primos – e também
utilizando o transporte público, poluímos muito menos do que se cada um que anda de
autocarro trouxesse o seu carro.
Já no cinema, as crianças tiveram a oportunidade de ver um filme espectacular. Era
sobre uns monstros extraterrestres que queriam invadir a Terra para roubar toda a água do
nosso planeta. A Matilde e o Lucas tapavam de vez em quando os olhos porque os monstros
eram realmente feios e metiam algum medo, mas eles sabiam perfeitamente que no final os
protagonistas da história venceriam e recuperariam a água para o seu planeta. Quando
acabou, a Matilde e o Lucas, assim como os seus primos, aplaudirem entusiasticamente.
Todos eles se imaginavam no papel dos heróis que tinham salvo o planeta. Sem dúvida que
tinham adorado.
De regresso a casa, e em vez de apanharem novamente o autocarro, a Matilde propôs
fazer o caminho a andar. Ainda não tinha anoitecido e podiam aproveitar para fazer um
pouco de exercício depois de estarem duas horas sentados no cinema. O Lucas achou uma
ideia muito boa, pois podiam continuar a falar sobre o filme e até comprar um gelado pelo
caminho. Mas o mais importante disto tudo é que regressar a pé não poluía, em nada, o
ambiente, uma vez que não utilizariam nenhum meio de transporte. Já havia muitos carros a
circular na cidade, soltando fumo sem parar!
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5. Aprender
Aprender a “reutilizar”
Quando o Lucas abriu o armário da cozinha e viu que só restavam três bolachas da sua
caixa de bolachas favoritas, disse firmemente:
-Mãe, temos que ir às compras rapidamente.
-Não te preocupes filho, já tinha pensado nisso, falta muita coisa em casa para além das
tuas bolachas.
E assim foi, a Matilde, o Lucas e a sua mãe saíram de casa prontos para passar uma
tarde a fazer compras. Passado algum tempo, os dois irmãos entraram no supermercado
com a mãe. Ambos discutiam para ver quem empurrava o carrinho das compras até que
chegaram finalmente a um acordo: cada um levava-o um bocado.
A lista das compras era tão comprida que quase chegava ao chão. Começaram pela
zona das frutas: tinham que levar bananas, maçãs e laranjas. A mãe começou a escolher
embalagens de fruta embalada, mas a Matilde e o Lucas não acharem uma boa ideia,
porque sabiam que a fruta embalada gerava muitos resíduos de plástico que demoravam
anos a decomporem-se.
-Mãe, não é melhor comprares fruta sem ser embalada? Se pedires ao empregado ele
colocará toda a fruta num único saco – disse a Matilde.
-É verdade mãe, assim não usamos tantos sacos de plástico, no colégio disseram-nos
que fabricá-los para depois deitá-los fora é muito poluente – acrescentou Lucas.
-Têm toda a razão, meus filhos! O que seria do planeta sem vocês! A seguir, deixaram no
sítio as embalagens e foram pedir fruta ao empregado.
Já em casa, a Matilde e o Lucas ajudavam a mãe a guardar as coisas que tinham
comprado. O Lucas tirava do saco e a Matilde colocava no sítio correspondente. Quando
acabaram, o Lucas tinha acumulado um monte de sacos de plástico. O que é que podiam
fazer com todos esses sacos? O Lucas já se imaginava a fazer um fato de plástico para uma
festa de máscaras quando a sua mãe apresentou-lhe a solução perfeita:
-Vamos reutilizar os sacos.
-RE-U-TI-LI-ZAR? Interrogaram as crianças admiradas.
-Pois claro, guardaremos os sacos nesta caixa e os usaremos para o lixo e para os
desperdícios.
A ideia de reutilizar tinha-os entusiasmado e perguntaram à mãe o que mais podiam
reciclar. A mãe tirou de um armário uma montanha de roupa da Matilde e do Lucas que já
não lhes servia. Quase que nem se lembravam dela. Muita da roupa encontrava-se em
perfeito estado e podiam muito bem doá-la para que outras pessoas, mais carenciadas,
pudessem usá-la, quer depositando-a em contentores especiais para roupa quer
entregando-a a centros de caridade. Foi então que o Lucas se lembrou que perto da sua
casa havia um contentor especial para roupa usada.
- Mãe, podemos depositá-la ali? Podemos ir agora? - perguntou o Lucas.
A mãe achou uma boa ideia, e ao dar-lhes a roupa disse-lhes:
-Muito bem filhos, mas não demorem pois está na hora do lanche.
A Matilde e o Lucas dirigiram-se até ao tal contentor especial para roupa, levando
consigo imensas calças e camisolas que já não lhes serviam. Muitas dessas roupas traziamlhes boas recordações e era com alguma pena que se desfaziam delas. Mas, só de
pensarem que alguém, que realmente necessitasse, podia aproveitar e usar aquela roupa
enchia-os de alegria. De uma forma muito simples estavam a ajudar muitas pessoas.
Quando acabaram de depositar toda a roupa voltaram para casa, onde o Lucas tinha à sua
espera para lanchar as tão desejosas bolachas.
CUIDAR DO PLANETA: POUPAR ENERGIA
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6. O campo nã
não é uma lixeira
Nesse Domingo, a Matilde e o Lucas iam passar o dia no campo com os seus pais.
Todos estavam contentes por saírem e respirar ar puro, em vez de ficarem em casa, vendo
televisão ou jogar à consola. Enquanto tomavam o pequeno-almoço em casa aproveitavam
para planificar o seu passeio.
-Pai, podemos fazer ali mesmo o almoço? – perguntou a Matilde.
-Não filha, no campo não se deve fazer lume porque pode provocar incêndios. Por isso a
melhor solução é prepararmos umas sandes e umas batatas fritas em casa e levarmos.
Tomado o pequeno-almoço, a Matilde e o Lucas ajudaram os pais a preparar a comida.
O Lucas dava uma ajuda nas sandes e a Matilde descascava as batatas. Dentro de pouco
tempo estavam prontos para irem passear.
A comida já estava pronta. As sandes tinham tão bom aspecto que as crianças tinham
que se conter para não lhes dar uma dentada antes do tempo. Foi quando a Matilde
observou que a mãe guardava o óleo, que sobrava da fritura das batatas, num frasco de
plástico e atirava o mesmo para o caixote de lixo.
-Mãe, porque não despejas o óleo pelo lava-loiças? – perguntou a Matilde intrigada.
-O óleo nunca deve ser despejado pelo lava-loiças, polui imenso. Aliás, pelo lava-loiça
não podemos deitar nenhum líquido que não seja água, porque tudo o que despejamos
acaba por ir parar ao mar, destruindo assim o ecossistema aquático.
A Matilde e o Lucas adicionaram essa informação à sua lista pessoal de conselhos para
cuidar do planeta.
Já no campo, a família encontrou um sítio muito tranquilo numa clareira da floresta
rodeada por pinheiros. Estenderam uma toalha no chão e saborearam um magnífico almoço
ao ar livre. Tudo saiu perfeito, excepto o facto da Matilde ter enfrentado uma vespa que
queria comer a sua sandes até que por fim a deixou em paz. O Lucas, por seu lado, tentava
atrair os pássaros oferecendo-lhe pedacinhos de pão, mas a única coisa que conseguia era
atrair as formigas.
Depois de comerem, o pai deitou-se à sombra de uma árvore e a mãe foi buscar ao
carro uma cadeira dobrável e começou a ler um livro. Enquanto isso, a Matilde e o Lucas
jogavam à bola e improvisavam uma baliza colocando umas pedras no solo. Quando o
Lucas marcava golo, gritava tanto que era impossível que o pai conseguisse dormir. A
Matilde e o Lucas estavam a passar um óptimo Domingo e perguntavam porque é que não
podia ser sempre Domingo.
Passado algumas horas, já começava a anoitecer e era altura de regressar a casa. Mas,
antes de irem para o carro tinham que deixar tudo como encontraram. Sobre a toalha que
estava no chão havia garrafas de plástico vazias, restos de papel de embrulho, embalagens,
latas de sumo… ou seja, um monte de desperdícios. Como tinham encontrado um contentor
próximo daquela área, conseguiram deitar tudo fora. Mas em todo o caso, se não existisse
por perto nenhum contentor, teriam guardado tudo em sacos e deitavam-nos fora quando
chegassem a casa. A Matilde e o Lucas sabem muito bem que o campo é de todos e
ninguém gosta de encontrar restos de lixo quando vão passar um dia em plena natureza.
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