Sulempresas também divulga a sua empresa no Facebook ® ® Receba em Publicidade on-line o dobro do valor da Assinatura jornal da região Quinzenário ANO XX - EDIÇÃO N.º 865 - Preço: € 2,00 (IVA inc.) algarve | Director: José Mateus Moreno | 04 set 2013 Chefe de Redação: Edgar Pires Autárquicas na capital algarvia “Este nunca foi um projeto de um mandato só” p| 10 afirma Rogério Bacalhau “Temos que olhar uns pelos outros” “As nossas ‘obras do futuro’ são as pessoas” defende Paulo Neves p|11 Que futuro para a Freguesia de Almancil? p| 07 Retrato político e candidatos p| 08 no Distrito de Faro CONCELHO A CONCELHO S. Brás de Alportel preparou projecto “Memórias da Terra” para concorrer à última fase do QREN-2010-2014 A reabilitação do antigo Lavadouro e da Fonte Nova, em pleno Centro Histórico; a requalificação da Fonte Velha e da Fonte da Mesquita e a reabilitação de um conjunto de caminhos, poços e fontes, na área serrana são algumas das intervenções previstas neste projeto de valorização do património rural do concelho. “Memórias da terra” dá nome a um novo projeto de valorização do património rural, que a Câmara Municipal de São Brás de Alportel preparou para concorrer à última fase de financiamentos do quadro comunitário de apoio ainda em vigor. Pretende-se dar continuidade a um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos anos pela autarquia, para preservar estas valiosas marcas do Passado, que constituem um importante elemento de identidade cultural e ao mesmo tempo um forte potencial turístico do município. As intervenções abrangem um largo conjunto de antigos caminhos murados, fontes centenárias e todo um vasto património natural e imaterial, enquanto fatores de identidade e de atratividade do território. O projeto contempla intervenções em todo o território do município desde a serra ao barrocal, passando por sítios como Cova do Lobo, Peral, Mesquita, Bengado, Parises, Cabeça do Velho, Cova da Muda ou Javali, havendo até lugar para um estudo de arquitetura paisagista que incidirá sobre as intervenções em Fonte Nova, Fonte do Concelho e Poço Madruga, no bonito lugar de Parises. A recuperação de alguns dos mais bonitos muros de pedra solta que se escondem na paisagem, a identificação de caminhos ancestrais, a valorização dos antigos poços e fontes, na serra do caldeirão, com tanta História por contar, a reabilitação da Fonte Velha, em Cam- pina, da Fonte do Concelho ou da Fonte da Mesquita, lugares de tantas memórias; ou ainda a requalificação do antigo Lavadouro e Fonte Nova, em pleno centro histórico são exemplos dos trabalhos previstos neste projeto de valorização das Memórias da Terra. No seu conjunto, a candidatura prevê um investimento próximo dos 150.000,00€, com um financiamento até 60%. Trata-se de uma candidatura apresentada ao Programa de Desenvolvimento Rural - PRODER, Subprograma n.º 3, Dinamização das Zonas Rurais, medida 3.2.,“ que diz respeito à melhoria da qualidade de vida” na vertente da “conservação e valorização do património rural”, edificado e constituinte da paisagem cultural, testemunho da presença do homem e da história do local. Câmara cede instalações a sete instituições cional que mantém protocolos com projetos locais de inclusão social em comunidades vulneráveis compostas por descendentes de imigrantes e minorias étnicas. O Rancho Folclórico Infantil de Albufeira também assinou um protocolo que lhe possibilita a utilização de um gabinete pertencente à mesma fração municipal situada na Quinta da Bella Vista, para que aí possa realizar reuniões de trabalho e outras atividades. A APEOralidade – Associação de Pesquisa e Estudo da Oralidade também passou a poder usufruir da utilização de um gabinete no mesmo espaço físico, para que possa dar continuidade à investigação e publicação bibliográfica e fonográfica da Literatura Oral Popular Tradicional. Outra associação que beneficiou de mais um gabinete localizado na Quinta da Bella Vista para aí desenvolver os seus _edição nº 865 _04 set 2013 e d i t o r i a l O Povo é sábio. José Mateus Moreno * [email protected] Albufeira: A Câmara Municipal de Albufeira assinou, no dia 16 de agosto, diversos protocolos de colaboração com associações sedeadas no concelho, com o objetivo de ceder a utilização de instalações para o desenvolvimento das suas atividades e projetos. Os sete protocolos assinados com associações de caráter cultural, social e religioso que operam no concelho visam a cedência, a título gratuito, de imóveis localizados na Quinta da Bella Vista e na Quinta da Palmeira, compostos por quatro lojas divididas em gabinetes. A APEXA – Associação de Apoio à Pessoa Excecional do Algarve aceitou a cedência gratuita de dois gabinetes localizados na Quinta da Bella Vista, onde a instituição sem fins lucrativos irá dar continuidade ao projeto «Pescadores de Sonhos E5G», do Programa «Escolhas 5.ª Geração», um programa governamental de âmbito na- _ano XIX a c t u a l i d a d e 02 projetos foi a c:T:c - Companhia de Teatro Contemporâneo. Também a ACRAL – Associação de Comércio e Serviços da Região do Algarve firmou um protocolo de colaboração com o município, passando assim a poder utilizar um espaço de escritório. A autarquia cedeu, ainda, a utilização gratuita de duas lojas localizadas na Quinta da Pameira ao CASA – Centro de Apoio aos Sem-Abrigo e à Associação Evangélica Assembleia de Deus, instituições sociais que têm desenvolvido um importante trabalho em prol das famílias mais carenciadas do concelho. “As associações com representatividade e atividade no concelho de Albufeira merecem, por parte da câmara municipal, todo o esforço e atenção pelo desempenho e dedicação em contribuírem para a melhoria do nível de vida dos cidadãos”, destacou o autarca José Carlos Rolo. Receba a Publicidade o dobro do valor investido ... e encontre-se ainda no Facebook O MAIS COMPLETO E FUNCIONAL NA INTERNET Estamos a vinte cinco dias de mais uma jornada eleitoral do Poder Local, esta com características ligeiramente diferentes do habitual, uma vez que não há tanta propaganda, os candidatos dedicam-se muito mais ao diálogo e atuam através do sistema “boca a boca, porta a porta”, aproximando-se assim bastante mais dos eleitores e, por conseguinte, privilegiando o esclarecimento geral. Aliás, a informação política para ser melhor aceite e também mais credível, deve focar-se nos genuínos anseios das populações em geral e não na mera satisfação dos pequenos lobys de pressão ou em estratégias individualistas. O programa que cada candidato leva ao vivo junto dos eleitores tem de assentar em profundos conhecimentos, na experiência e bom senso e não em ações populistas e eleitoralistas, para servir clientelismos partidários. A atuação dos protagonistas políticos que desejam ser eleitos deve pautar-se pelo conhecimento, rigor, transparência, sensibilidade e, muito especialmente no respeito pelo herário público, para que os gastos sejam equilibrados e sensatos, na medida em que os dinheiros públicos são de todos e o “cheque em branco” atribuído no ato eleitoral tem que ser respeitado. Os eleitos que tiverem a responsabilidade de gerir os concelhos e as freguesia no próximo mandato serão responsáveis por muitas centenas de milhares de euros, dinheiro que deve ser investido corretamente, sempre que possível com o sentido prático de reduzir as assimetrias. Deve também haver a preocupação de cativar a população em geral para que participe na conservação e embelezamento do espaço público onde a região recebe o turismo visitante, devendo mesmo funcionar a sério um gabinete de atendimento ao turista e não apenas um espaço onde se entregam folhetos promocionais a quem os procura. Por todos os motivos e mais alguns, decidi publicar nesta edição uma peça jornalística - página 7 - através da qual me debruço sobre situações concretas de carência na Freguesia de Almancil, território onde a inércia do Poder Local nos últimos tempos foi raínha e, por isso, está quase tudo por fazer, seja ao nível da rede viária e limpeza de valetas e passeios pedonais, na gestão do Mercado de Almancil, no apoio à Juventude ou aos Séniores, e em tantas outras situações obrigatórias de acondicionamento e limpeza dos espaços públicos por onde transitam milhares de turistas que escolhem as praias almancilenses para as suas férias. Enfim, a gestão autárquica em geral, nos municípios ou nas freguesias, tem que estar mais próxima dos cidadãos e nessa medida, cada autarca eleito no dia 29 de setembro terá a subida responsabilidade de mostrar o que vale, prestando também contas com a maior regularidade possível do que fizer. O Povo é sábio. Haja transparência ! Ria Shopping com novo espaço dedicado à pesquisa de trabalho O centro comercial Ria Shopping, situado em Olhão, acaba de inaugurar um novo espaço que irá ajudar os visitantes a encontrar novas oportunidades de emprego. O novo «Espaço, Negócios & Emprego» encontra-se no piso 1 do centro comercial e tem como objetivo informar todos os clientes das ofertas de emprego existentes nas lojas do Ria Shopping. No local, está também disponível uma área específica para quem tem interesse em abrir um negócio em regime de franchising, com informações sobre as diversas marcas/empresas disponíveis, para abertura de um espaço comercial no centro. “Tendo em conta a situação económico-financeira que se vive um pouco por todo o país, o novo espaço está totalmente adaptado à realidade atual e local e será, certamente, um forte apoio a todas as pessoas que nos visitam e, que procuram emprego ou ajuda para criar o seu próprio negócio”, afirmou, em comunicado, Patrícia Alberto, diretora do Ria Shopping. “Será possível encontrar oportunidades à medida de cada um, considerando o perfil individual de cada candidato e horário de trabalho que pretende”, acrescentou. _ano XIX _edição nº 865 a c t u a l i d a d e 03 _04 set 2013 Ambientalistas pedem embargo de projeto em área protegida de Loulé A associação ambientalista Almargem pediu às autoridades para embargarem um projeto que envolve a plantação de um olival alegadamente biológico em áreas protegidas, no vale da ribeira da Fonte da Benémola, em Querença, Loulé. Em comunicado, os ambientalistas referem tratar-se de um terreno com 80 hectares, pertencente à Reserva Ecológica Nacional (REN) e que está localizado na área de infiltração máxima de uma das maiores reservas subterrâneas de água da região, o aquífero Querença-Silves. A Almargem teme que o projeto de plantação de um olival intensivo, que argumenta estar indevidamente rotulado como sendo biológico face ao previsível uso de agroquímicos e consumo intensivo de água, encubra, na realidade, um projeto turístico que tem estado a “marcar passo” nos últimos anos, devido à crise. “Triste ato de contrição dos proprietários ou balão de ensaio para tudo o que se seguirá?”, questionam os ambientalistas, acrescentando que os trabalhos de desmatação e de retirada de pedras foram interrompidos pela GNR após denúncias de alguns proprietários. No entanto, referem, a destruição de matos protegidos por lei (nomeadamente zimbrais) e da paisagem característica do barrocal está “já à vista de todos”, criticando a postura displicente por parte das várias entidades que viabilizaram o projeto. “Em face do atentado ambiental que foi perpetrado, a Almargem vai de imediato pugnar pelo cabal esclarecimento da situação por parte das autoridades responsáveis, exortando desde já as mesmas a embargarem o projeto em causa, e obrigarem o seu promotor a repor a situação anterior à infração, sob pena de serem cúmplices num crime ambiental”, concluem. Segundo a Almargem, o Vale da Ribeira da Fonte Bénemola constitui umas das joias naturais mais valiosas da região, incluindo vários habitats protegidos, razão pela qual viria a ser protegido como Sítio Classificado, em 1991, e posteriormente integrado na Rede Natura 2000 – Sítio Barrocal. Vila Bispo: Inaugurado novo Posto Territorial da GNR O novo Posto Territorial da GNR de Vila do Bispo foi inaugurado no dia 21 de agosto, numa cerimónia presidida pelo Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo. Na cerimónia estiveram também presentes o Presidente da Câmara Municipal, Adelino Soares, o Secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D`Ávila, o Comandante do Comando Operacional da Guarda Nacional Republicana, Tenente General, Caldeira, e o Diretor Geral da Direção Geral de Infraestruturas e Equipamentos, Prof. João Alberto Correia. No seu discurso à população o edil, Adelino Soares, afirmou que “passados 100 anos de instalações provisórias, e de muitas ilusões, é com enorme alegria, satisfação e sentido de dever cumprido, que todos nós assistimos à cerimónia da inauguração destas novas instalações”. Disse também que “com Executivo Camarário deliberou, na sua reunião de 20 de agosto, abrir procedimento para a aquisição de uma viatura para 1917. Sublinhou, ainda, que “é com satisfação que criamos aqui muito boas condições para a Guarda Nacional Republica- esta cerimónia prestamos, também, a justa homenagem a todos os operacionais e responsáveis das forças de segurança, que cumpriram e cumprem a sua missão de proteger e garantir a lei, a ordem, e a segurança pública do estado Português”. O autarca aproveitou, ainda, a ocasião para informar que o os militares da GNR de Vila do Bispo, para assim garantir melhores condições de operacionalidade. Já o Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, frisou o quanto era importante este novo equipamento, já que veio substituir umas instalações que eram provisorias desde na que aqui desenvolve a sua ação. Os militares da GNR passam a ter melhores condições operacionais e de acolhimento dos cidadãos que precisam da Guarda Nacional Republicana”. Miguel Macedo destacou ainda o trabalho excecional que as forças de segurança, em conjunto, tem feito para que este ano o Moradores de zona protegida em Loulé contra construção de central fotovoltaica Um grupo de moradores de uma área protegida de Loulé está contra a construção de uma central fotovoltaica na zona de Morgado de Apra e enviou uma queixa à Comissão Europeia. Em comunicado, os moradores dizem que o projeto prejudica a sua qualidade de vida e o ambiente, lesando igualmente as atividades ligadas ao turismo de natureza, uma vez que aquela zona do barrocal algarvio (entre a serra e o mar) está inserida na Rede Natura 2000. De acordo com os promotores do projeto, a central - que integra um conjunto de três centrais a instalar no Algarve - ocupará uma área de 350 mil metros quadrados e permitirá reduzir o equivalente aos consumos domésticos de energia elétrica de 8.513 habitantes do Algarve. Os moradores consideram, contudo, que o impacto visual na paisagem “é demolidor”, apesar de ainda só terem sido construídos três quintos da área total prevista, acrescentando que os reflexos da radiação solar são muito intensos, durante um determinado período do dia, o que torna impossível às pessoas olharem naquela direção. “Somos a favor e apoiamos o desenvolvimento de energias renováveis, mas não a qualquer custo, ou em qualquer local, como o que estamos a assistir em Apra”, referem, criticando o Governo por favorecer grandes grupos empresariais, quando poderia ter incentivado a microprodução de produtores independentes. Ao todo, serão instaladas no Algarve três centrais - em Loulé, Albufeira e Silves - lançadas em concurso público da Direção Geral de Energia e Geologia em outubro de 2010 e cuja construção está a cargo da empresa Martifer Solar, SA. O grupo de habitantes sublinha ainda que os contratos assinados entre o Governo e os promotores implicam o pagamento ao promotor, durante 20 anos, de uma tarifa bonificada superior à tarifa de mercado. Além da participação dirigida à Comissão Europeia, o grupo escreveu sobre o assunto ao provedor de Justiça, com conhecimento para o Presidente da República, a presidente da Assembleia da República, o primeiro-ministro e o ministro do Ambiente. As centrais ocuparão cerca de 65 hectares e serão as primeiras centrais algarvias a recolher energia solar com base em energia solar foto voltaica para consumo público. Em conjunto, as centrais terão capacidade para produzir 30 mil megawatts (MW) de energia, o suficiente para o consumo de uma cidade algarvia de média dimensão, como Loulé. do Algarve seja, uma vez mais, um destino turístico seguro”. Com um espaço amplo de modernidade, o novo quartel é constituído por dois pisos. O piso 0 está afeto à parte operacional e no piso 1 funcionam os dormitórios. Este novo equipamento com capacidade para receber 32 efetivos da GNR foi construído num lote municipal situado na Senhora do Âmparo, em vila do Bispo, com a área de 2625m2, num investimento global de 1.050.000,00 euros. Recorde-se, que desde 2010 que os agentes da GNR encontravam-se numas instalações provisorias cedidas pela Santa Casa da Misericórdia de Vila do Bispo e que a Câmara Municipal, após celebração de um protocolo com aquela entidade, realizou obras de conservação naquele espaço no valor de € 25.000,00 para que os efetivos da GNR tivessem o mínimo de condições durante a sua estadia provisoria, passando assim esta força de segurança a ter uma instalação dotada de condições de funcionalidade e operacionalidade. A sessão inaugural foi ainda marcada pelo descerramento da placa comemorativa da inauguração, pela bênção do edifício e pela visita às instalações. Alcoutim: O presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Francisco Amaral, o mais antigo do Algarve e dirigente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, decidiu homenagear o poder local democrático antes de dizer adeus à autarquia. No feriado municipal do dia 13 de setembro, também primeiro dia da Festa de Alcoutim, serão agraciados os presidentes Autarquia homenageia poder local democrático de câmara, presidentes da assembleia municipal e presidentes de juntas de freguesia que exerceram funções no concelho de Alcoutim depois de abril de 1974. “Não resisto a este ato de justiça para com aqueles que, sufragados pelo povo, deram o melhor de si em prol das suas populações, a maior parte das vezes de um modo desinteres- sado e secundarizando a vida familiar e profissional por amor a Alcoutim e aos alcoutenejos, gerando desenvolvimento e melhores condições de vida às suas gentes”, referiu o autarca alcoutenejo na reunião de câmara onde foi aprovada, por unanimidade, a referida homenagem. Recorde-se, Francisco Amaral está impedido de se recan- didatar em Alcoutim, devido à lei de limitação de mandatos, e decidiu concorrer à presidência da câmara de Castro Marim, embora o tribunal de Vila Real de Santo António tenha decidido pela sua inelegibilidade, de acordo com a mesma lei, processo que vai ser alvo de recurso para o Tribunal Constitucional. Apoio da Loja Social de S. B. de Alportel chega a mais de meio milhar de carenciados Ao fim de pouco mais de ano de existência, a Loja Social de São Brás de Alportel apoiou já 176 famílias carenciadas, num total de mais de 500 pessoas. Estas famílias são regularmente acompanhadas pela equipa coordenadora da Loja, assegurada pela Câmara Municipal em parceria com a Junta de Freguesia, com a colaboração de dezenas de voluntários e voluntárias da Rede de Voluntariado “São Brás Solidário”, que são os responsáveis por realizar a entrega dos bens semanalmente a quem mais precisa. Até à data já foram entregues 315 cabazes de alimentos, numa média mensal de 53, compostos por bens doados mensalmente pelo Banco Alimentar, por bens comprados pela Câmara Municipal, que desde 2011 mantém um Banco Municipal de Alimentos e ainda por alguns bens doados por particulares. Além de alimentos a Loja Social entregou ainda 47 cabazes de produtos de higiene, constituídos por produtos oferecidos pela plataforma solidária Entreajuda; 1.722 peças de vestuário e 169 pares de sapatos doados pelos colaboradores da loja; bem como diversos eletrodomésticos, mobiliário, brinquedos, livros e outros materiais didáticos para crianças, incluídos na dinâmica da loja. Neste momento a Loja Social de São Brás de Alportel apela à solidariedade de todos nas campanhas de recolha de alimentos, especialmente leite, artigos para bebé, fraldas, artigos de higiene, entre outros, roupa de criança e artigos de higiene e limpeza, que são alguns dos bens mais procurados pelas famílias carenciadas do município. Todos os colaboradores po- dem entregar estes ou outros produtos que considerem de interesse na Loja Social, sita na Avenida da Liberdade, aos sábados, entre as 10h00 e as 13h00. Fora deste horário, a equipa de coordenação da Loja Social de São Brás de Alportel pode ser contactada através do Tel. 289 840 020 ou 289 842 174. “Programa Mão Amiga” já deu a mão a 15 famílias são-brasenses O atual contexto de crise agravou ainda mais a situação de muitas famílias que vivem com poucas condições no seu lar, sem meios financeiros que lhes permitam melhorar esta situação ou fazer face às dificuldades do dia-a-dia. Para ajudar estas famílias a ter uma casa mais condigna, com mais conforto e bem-estar, a Câmara Municipal tem vindo a desenvolver um programa social de cariz habitacional – programa “Mão Amiga”, que consiste em apoiar a realização de obras de melhoria nestas habitações de famílias carenciadas. Até este momento, 15 famílias já foram alvo deste programa, num total de investimento da Câmara Municipal que ascende perto de 78.000 euros. A construção de instalações sanitárias, em habitações que não possuíam este equipamento básico para a qualidade de vida familiar; a reabilitação de cozinhas, que não apresentavam condições mínimas de higiene e dignidade; e a reparação de telhados e coberturas são as intervenções mais frequentes neste programa, que tem sido responsável por mudar o lar desta dezena e meia de famílias. Igualmente _ano XIX a c t u a l i d a d e 04 relevantes têm sido as intervenções com vista à adaptação das habitações para pessoas com mobilidade reduzida, permitindo significativas melhorias na funcionalidade do lar. As situações de doença e incapacidade e a existência de menores e dependentes são critérios preferenciais na atribuição destes apoios que privilegiam as famílias com maiores dificuldades económicas e sociais. A atribuição dos apoios ao abrigo do Programa Mão Amiga obedece a um conjunto de critérios e regras definidos em Regulamento Municipal. O processo inclui várias fases e constante acompanhamento e passa por uma análise cuidada por parte de uma equipa que envolve a divisão de obras municipais e os serviços sociais da autarquia, cabendo ao executivo municipal, em reunião de câmara deliberar sobre a atribuição de cada um destes apoios. Neste momento, encontram-se em análise mais alguns processos para apoio do Programa “Mão Amiga”, prevendo-se que mais uma dezena de famílias possa ser apoiada nos próximos meses. Marilyn Tomás _edição nº 865 _04 set 2013 o p i n i ã o Algarve, para além da praia Jorge Lami Leal Não tenho dúvidas que um país como Portugal não pode continuar o esmagamento dos custos laborais, sem repercussões no factor qualidade. As empresas e os países devem concorrer com aqueles que podem e não com aqueles que querem. Por muito baixos que os salários sejam em Portugal, nunca serão comparáveis com os de países como a China. Numa qualquer organização, a grande diferenciação não está no produto que é oferecido, mas nas pessoas. Hoje – um pouco mais do que ontem e um pouco menos do que amanhã – é precisamente no capital humano que reside a capacidade de inovar, de empreender, de encontrar soluções para problemas, intuir onde e no que apostar, no fundo, a capacidade de reagir à crise e encontrar os caminhos para, mesmo em contraciclo, reagir e crescer. Existem demasiados exemplos para que isto continue a ser ignorado! Portugal não é um país industrial ou agrícola. Ainda que exista potencial. Abandonámos essas batalhas décadas atrás, estendendo a mão a subsídios que podiam ter feito a diferença. Mas não fizeram e agora é necessário (re)pensar o futuro! Portugal é sobretudo um país de serviços, que não é um mero processo de montagem ou fabricação, automatizado e padronizado, mas antes que requer acesso a informação útil, muita, de intrincadas interacções de pessoas e do seu conhecimento, da forma como este é colocado a circular, não só dentro da organização, mas também para fora, interagindo com o meio. O networking é por isso, cada vez mais, um factor de diferenciação e desenvolvimento. O Algarve vive um paradoxo. Se por um lado tem um produto ímpar, com reconhecimento nacional e internacional, por outro padece de uma excessiva monocultura em torno precisamente desse produto: o Sol e Praia. O turismo cultural é possível e pode ser alicerçado. O turismo de mar é hoje incontornável, não só na vertente dos desportos náuticos, como o mergulho ou a náutica, mas também nas actividades de visita e usufruto do património natural ímpar que é a costa algarvia. Também os cruzeiros podem ser estruturantes à região, assim como o investimento necessário para tornar o Porto de Portimão acessível a estes navios, em especial considerando a janela de oportunidade relativamente curta, face à previsão da conclusão das obras no Canal do Panamá já em 2015, que torna Portimão o primeiro porto continental antes da bacia mediterrânica. Esta importância estratégica não pode ser ignorada! O Turismo de Saúde é também uma área que pode ser importante para a região, que tem investido nesse sentido e qualificado a oferta. Ainda que a industria deva fazer parte do mix regional, esta pode ser apoiada na tradição, nas artes e produtos que fazem parte da nossa memória colectiva e do saber-fazer, como as conservas, a pesca, o sal, os frutos secos e tantos outros bens que são hoje de elevado valor acrescentado e podem ser combinados em produtos inovadores e com mercado, que podem servir para sustentar uma industria que aposte naquilo que o Algarve sabe (ou soube) produzir ou capturar como ninguém. Também não devem ser descuradas as possíveis sinergias da marca “Algarve”, algo que me parece ser ainda desconsiderado. A marca associada à região turística pode ser aproveitada, sobretudo pelas empresas exportadoras, desde que entendam a necessidade de apostar na qualidade, na inovação e no que é endógeno. Pode-se alegar que faltam apoios e meios financeiros, mas falta acima de tudo uma cultura de empreendedorismo – verdadeiro empreendedorismo – e de partilha, com redes regionais montadas para interagir e potenciar sinergias entre organizações, entre as diversas áreas da economia regional, onde os vários stakeholders da região se possam sentar e ajudar à dinâmica empresarial do Algarve. Esta será, quanto a mim, uma mais-valia e uma forma de criar mais e melhor emprego, fundamental ao desenvolvimento da região. Receba a Publicidade o dobro do valor investido ... e encontre-se ainda no Facebook A D V O G A D A Rua Afonso III, n.º 51 - 1.º 8135-112 Almancil Telef. 289 358 816 - Fax: 289 358 818 O MAIS COMPLETO E FUNCIONAL NA INTERNET _ano XIX a c t u a l i d a d e _edição nº 865 _04 set 2013 o p i n i ã o Empreendedorismo na Prática Dinis Caetano * O empreendedorismo tem muita visibilidade nas economias modernas, mas ainda é um fenómeno pouco conhecido, porque pouco estudado com rigor científico e aderência à realidade. Nos últimos anos, um trabalho pioneiro nesse domínio, tem sido desenvolvido pelos promotores do Projeto GEM (Global Entrepreneurship Monitor), o maior estudo independente sobre o empreendedorismo a nível mundial. Em Portugal, o estudo GEM 2012 recentemente divulgado, promovido pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e SPI – Sociedade Portuguesa de Inovação, apresenta conclusões a partir de uma análise aos resultados de sondagem à população adulta, que permitem identificar pontos fortes e fracos que favorecem ou dificultam a atividade empreendedora. Numa abordagem pragmática, pode-se conjugar empreendedorismo com criação de empresas, inovação e transferência de tecnologia. Em qualquer dos casos, empreender é sinónimo de liderança, estratégia, criatividade, compromisso e risco calculado. Quando esses requisitos e competências estão reunidos na equipa de projeto, as possibilidades de êxito de qualquer plano de negócios aumentam significativamente. O empreendedorismo na prática tem diversas dimensões. A título de exemplo, aborda-se a principal dimensão com impacto na economia portuguesa: a criação de empresas. O principal resultado do empreendedorismo de negócios é a criação de empresas. Apesar da crise económica, a proporção de empreendedores de “start-ups” em Portugal tem aumentado nos últimos anos. Segundo o estudo GEM, em 2012, Portugal registou uma Taxa TEA (taxa de atividade empreendedora) de 7,7%, o que significa que, no País, existem entre 7 e 8 empreendedores early-stage (indivíduos envolvidos em start-ups ou na gestão de novos negócios) por cada 100 indivíduos em idade adulta. Este resultado representa um aumento considerável em relação a 2010, ano em que existiam entre 4 e 5 empreendedores early-stage por cada 100 indivíduos em idade. A Taxa TEA de Portugal é a 44.ª mais elevada do universo GEM 2012 (entre 69 países) e a 7.ª mais alta das 23 economias participantes orientadas para a inovação, ficando 0,6 pontos percentuais acima da média associada a essas economias. Em Portugal, a maior percentagem de empreendedores concentram-se no setor orientado ao consumidor (que inclui todos os negócios direcionados para o consumidor final), com 44,9% do total de empreendedores, no setor da transformação (que inclui construção, manufatura, transporte, comunicações, utilidades e distribuição grossista), com 26,2%, e no setor orientado ao cliente organizacional (que inclui a prestação de serviços a outras empresas), com 23,8%. Comparativamente a 2010, existe uma diminuição considerável da atividade empreendedora no setor orientado para o consumidor (54,0% em 2010), uma quebra ligeira no setor da transformação (26,5% em 2010), tendo o peso relativo do setor orientado ao cliente organizacional aumentado (15,5% em 2010). A ligação do empreendedorismo à inovação, enquanto importantes fatores de crescimento económico, ficou bem expresso no pensamento de autores reconhecidos como Joseph Schumpeter e Peter Drucker. Contudo, apesar do recente aumento da interação universidade-empresa e de alguns casos de sucesso na criação de novas empresas de base tecnológica e de valorização económica do conhecimento, ainda há um longo caminho a percorrer para melhorar o posicionamento de Portugal nas economias orientadas para a inovação, sendo necessário aumentar a captação de financiamentos e disseminar projetos inovadores, assentes na transferência de tecnologia com aplicações bem-sucedidas no mercado. Nos últimos anos, o empreendedorismo ganhou preponderância em Portugal, sobretudo ao nível da criação e desenvolvimento de empresas. É deste tipo de empreendedorismo que o País precisa e que é preciso promover. De preferência, um empreendedorismo inovador, qualificado e de oportunidade. * Economista www.diarionline.pt 05 Dificuldades económicas impedem familiares de tirarem idosos dos hospitais As dificuldades económicas impedem muitas vezes as famílias de irem aos hospitais buscar os seus familiares idosos depois de terem alta médica e só no Hospital de São José estão 27 doentes à espera de serem encaminhados pelos serviços sociais. O fenómeno do protelamento de alta por motivos sociais não tem aumentado nos últimos anos, mas é uma realidade com a qual os hospitais têm de lidar e que necessita de soluções, havendo casos em que já se “antecipam” na procura de resposta, para evitar o abandono. Numa ronda feita pela Lusa juntos dos principais hospitais de Lisboa, Porto e Faro constatou-se a existência de vários idosos internados com alta médica, mas cujas famílias não os vão buscar devido aos seus constrangimentos económicos e, por vezes, físicos. Trata-se maioritariamente de uma população com idade superior a 70 anos, do sexo feminino, portadora de doenças crónicas e incapacitantes, totalmente dependentes ou semidependentes, com famílias que apresentam dificuldades em prestar-lhes apoio efetivo, segundo o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) e o Centro Hospitalar de São João. O Hospital de Faro traça um perfil semelhante, especificando ainda casos de pessoas que vivem sós, sem retaguarda familiar, em isolamento social ou na qualidade de sem abrigo. Estas situações são encaminhadas pelos serviços sociais dos hospitais, que procuram resposta para integração em lares, centros de dia ou apoio domiciliário. De acordo com os dados do CHLC, no final da primeira semana de agosto, encontravam-se dez doentes com protelamentos por motivos sociais e ainda 17 outros protelados que aguardavam já resposta da Rede Nacional de Cuidados Con- tinuados Integrados (RNCCI). Estes números assemelhamse aos registados nos anos 2012 e 2011. Contactado pela Lusa, o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN) revelou não ter este tipo de problema, uma vez que não é o centro hospitalar de referência para esta população. O Hospital de Faro dá conta de que até junho, da totalidade de internados e alvo de intervenção do serviço social do hospital, nove tiveram protelamento de alta com diagnóstico social de abandono familiar. Até ao fim da primeira semana de agosto, destes nove protelados, três ainda permaneciam no hospital, cinco foram integrados na RNCCI e um morreu. Nos hospitais centrais do Porto não há registo de abandono de idosos, porque os serviços de ação social se antecipam, procurando a sua integração em lares. De acordo com Elsa Araújo, coordenadora da Unidade de Ação Social do Centro Hospitalar de São João, a unidade trabalha com as famílias para tentar “minimizar ou eliminar os efeitos negativos das incapacidades do doente, perspetivando a sua reintegração no meio familiar”, mas há casos em que a única resposta para dar alta social é a integração num lar. Entre 2011 e 2012, os pedidos de colocação dos doentes num lar de terceira idade diminuiu, de 53 para 42, revela. Este ano, ainda não é possível fazer contas certas, mas sabe-se que no “primeiro semestre” do ano “foram efetuadas à Segurança Social 31 propostas”, acrescenta. No Centro Hospitalar do Porto, “não há diferença dos anos anteriores”, indicou à Lusa fonte hospitalar, acrescentando que “são poucos casos anuais” registados. O mesmo se passa no Centro Hospitalar Gaia/Espinho, onde na segunda semana de agosto estavam “seis idosos com alta social protelada”, indicou fonte daquela entidade, acrescentando que estes casos se verificam “de uma forma regular ao longo do ano”. No Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) são raros os casos de abandono de doentes pela família, mas estão a aumentar os de idosos, cujas famílias não tem condições para lhes prestarem os cuidados de que necessitam ou que vivem sós e não têm condições para regressarem ao domicílio. O CHUC, que agrega os hospitais da Universidade e dos Covões, regista “dois/três casos por ano” de idosos em relação aos quais a família se “demite da responsabilidade”, abandonando-os, disse à agência Lusa o Serviço Social. “São frequentes”, no entanto, os casos de “idosos que vivem sozinhos, que não têm familiares de primeiro grau e que, após o internamento hospitalar, não reúnem condições” para regressarem ao domicílio. “É difícil apontar um número”, mas aquele serviço adianta que o CHUC terá assinalado em 2012 cinco casos de “idosos que vivem sozinhos” e sem condições para voltarem para casa e que em 2013 já são 12 os casos. A família “por falta de recursos humanos e financeiros, não reúne condições para levar [consigo] o seu doente”, sendo a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) “uma resposta social para muitos destes casos”. Em 2012, “foram referenciados 1226 (quase todos idosos) e nos primeiros seis meses do ano de 2013 já foram referenciados 675 casos”. Utentes do Sotavento algarvio são os primeiros a terem todos médicos de família A Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve anunciou na semana passada que o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Sotavento é o primeiro da região a atribuir médico de família à totalidade dos 60 mil utentes inscritos. “Todos os residentes no Sotavento Algarvio têm a partir de agora e pela primeira vez acesso a médico de família. Isto porque, o ACES do Sotavento, que integra os concelhos de Tavira, Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António, tem neste momento capacidade para atribuir médico de família a todos os utentes inscritos nas diversas unidades que integram os concelhos da sua área de abrangência”, informou a ARS num comunicado. A meta foi agora alcançada devido a “uma estratégia de reorganização dos serviços e racionalização dos recursos humanos existentes, nomeadamente, médicos e enfermeiros” que foi implementada no ACES do Sotavento, em colaboração com a ARS, e que permitiu que o agrupamento seja o primeiro da região a atribuir um clínico aos utentes, frisou o organismo tutelado pelo ministério da Saúde. Esta estratégia teve por objetivo, segundo a ARS, “as- segurar uma prestação de cuidados de saúde eficiente e de qualidade a todos aqueles que necessitem e, simultaneamente, garantir médico de família aos cerca de 60 mil utentes inscritos atualmente no ACES Sotavento”. “Pela primeira vez, um ACES da Região do Algarve tem capacidade para atribuir médico de família a todos os seus utentes. O presidente do conselho diretivo da ARS Algarve IP, Dr. Martins dos Santos, destaca o empenho da Direção Executiva do ACES Sotavento, aliado ao profissionalismo e a dedicação de todos os profissionais deste ACES que têm contribuído de forma muito positiva para a melhoria da acessibilidade de todos os utentes da sua área de abrangência aos cuidados de saúde primários”, pode ler-se no comunicado. Além do Sotavento, o Algarve conta com outros dois Agrupamentos de Centros de Saúde, denominados de ACES Central e ACES do Barlavento, onde os serviços de saúde têm procurado “colmatar a crónica carência de médicos de família na Região do Algarve, quer através da abertura de concursos quer através da reorganização dos serviços”, acrescentou a ARS. Ministro da Saúde inaugura Unidade de Cuidados Continuados do Azinhal A Unidade de Cuidados Continuados do Azinhal vai ser inaugurada pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, na próxima sexta-feira, 6, às 15:00 horas, em cerimónia marcada para as instalações deste equipamento. A unidade, gerida pela Associação de Bem Estar Social da Freguesia do Azinhal (ABESFA), entrou em funcionamento no dia 1 de agosto e representa um investimento total de 2,2 milhões de euros: 41% do investimento é financiado pelo Programa MODELAR do Ministério da Saúde e os restantes 59% pela Câmara Municipal de Castro Marim. O equipamento, que foi construído a pensar nos utentes e nas famílias, integra espaços de convívio e dois pátios de influência arquitetónica mediterrânica, com três alas de quartos: 10 quartos individuais de internamento, dez quartos duplos de internamento, um quarto individual de isolamento e um quarto de pessoal de serviço. O piso inferior é composto por uma zona de serviços, nomeadamente cozinha, refeitório, lavandaria, instalações sanitárias e instalações técnicas. Para a Associação de Bem Estar Social da Freguesia do Azinhal, trata-se de “um projeto estruturante de âmbito regional, que dispõe de condições de excelência e de grande qualidade”, enquadrado nos fundamentos da Rede Nacional de Cuidados Continuados, onde se ministra cuidados de saúde ao nível do internamento à população idosa da região, “com a dignidade e o respeito que estes devem merecer por parte daqueles que têm responsabilidades em política social”. gem e do nome do Algarve”, afirmou o presidente do Turismo do Algarve, Desidério Silva, à agência Lusa, sublinhando que a instituição está a avaliar os mecanismos legais disponíveis para apresentar uma queixa às autoridades. No “site” www.worldpropertywarehouse.com pode lerse que o “Algarve espanhol” cobre a parte oeste da costa da Andaluzia, estendendo-se por 261 quilómetros de costa, dotada de praias bem preservadas e sem demasiada construção. “Frequentemente associado ao sul de Portugal, o Algarve espanhol oferece uma magnitude de empreendimentos de golfe de topo, que favorecem o turismo durante todo o ano”, lê-se no texto de promoção dos apartamentos. Neste sítio da internet é ainda referido que o Algarve espanhol tem “excelentes infraestruturas” e que é facilmente acessível a partir dos aeroportos de Faro, Sevilha, Jerez e Gibraltar, servidos por voos “low cost” regulares com origem na maioria dos destinos europeus. Desidério Silva repudia que se esteja a usar a imagem e o nome do Algarve como chamariz para vender um produto, procedimento que considera profissional e eticamente incorreto. “Numa primeira leitura até parece que estão a valorizar o Algarve, mas é um abuso enorme”, criticou, acrescentando que irá dar conhecimento da situação ao Turismo de Portugal e à secretaria de Estado do Turismo. Em 2007, o deputado social-democrata algarvio Mendes Bota já tinha denunciado a utilização do nome do Algarve para a venda de empreendimentos imobiliários no Sul de Espanha, como se estivessem localizados na região. Naquele caso, uma empresa promovia igualmente a venda de propriedades em Ayamonte, zona que era apontada como sendo em “el Algarve”. Turismo do Algarve apela a região para que se mantenha aberta durante inverno O presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva, apelou aos elementos que compõem o setor na região para que não encerrem as portas durante a época baixa, num esforço para combater a sazonalidade. “É importante que o Algarve, enquanto maior destino de férias no país, dê um sinal aos mercados emissores de que está preparado e tem produtos para se afirmar todo o ano e não só no verão”, sublinhou o respon- _edição nº 865 _04 set 2013 o p i n i ã o “Não vos rendais!” Maria José Pacheco [email protected] Turismo contra venda de apartamentos no Sul de Espanha como sendo no “Algarve espanhol” O Turismo do Algarve quer impedir o uso abusivo do nome da região para publicitar a venda de apartamentos no sul de Espanha, anunciados num “site” dirigido ao mercado britânico como sendo localizados no “Algarve espanhol”. Em causa está a promoção de propriedades para venda na zona de Ayamonte, junto à fronteira com Portugal, apresentadas como tendo preços até 50% mais baratos do que no “Algarve português” e prometendo um “estilo de vida luxuoso” apenas a 45 minutos do aeroporto de Faro. “Somos frontalmente contra este tipo de abuso da ima- _ano XIX a c t u a l i d a d e 06 sável do Turismo do Algarve em comunicado. Desidério Silva acrescentou considerar “essencial que todos os agentes do setor procurem manter os equipamentos e as infraestruturas ligadas ao turismo abertas no próximo inverno”, de forma “a iniciar um processo de inversão no que diz respeito à diminuição da sazonalidade, à redução do desemprego e à melhoria da economia da região”. O presidente da entidade regional lembrou que está a ser trabalhada com o Turismo de Portugal uma campanha de inverno para aumentar em 100 mil o número de dormidas de estrangeiros no Algarve entre novembro e fevereiro. “O Algarve precisa de se afirmar como um destino de férias todo o ano e cada entidade pública e privada tem de ajudar a criar condições e intervir para concretizar esse desígnio”, declarou o dirigente do Turismo do Algarve. Também o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, Luís Veiga, alertou que o Algarve não pode ter estabelecimentos encerrados durante o inverno se quer combater a sazonalidade e referiu que, no inverno passado, 300 empreendimentos suspenderam atividade. “Fecharam 300 empreendimentos turísticos este inverno só no Algarve. Foi mais do dobro do inverno anterior”, lamentou Luís Veiga em declarações à Lusa. “Não vos rendais” é o nome do último livro de Stéphane Hessel, notável diplomata franco-alemão, recentemente falecido (Fevereiro/2013), aos 95 anos. Natural de Berlim, cresceu e estudou em Paris. Em 1941 viajou para Londres para integrar o movimento de resistência do general De Gaulle contra a invasão nacionalista-socialista. Foi detido, interrogado e torturado pela Gestapo, tendo sido deportado para o campo de concentração de Buchenwald, de onde conseguiu escapar assumindo a identidade de outro preso já falecido. Após a 2ª Guerra Mundial, colaborou na redacção da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Nos últimos anos de vida tornou-se mundialmente conhecido graças à publicação de “Indignai-vos!”, um livro-manifesto que inspirou milhões de pessoas em toda a Europa e deu nome ao movimento dos indignados. Apesar de nos incitar à indignação, Stéphane alerta-nos que: “a indignação não basta. Se alguém acredita que o facto de se manifestar nas ruas chega para que as coisas mudem, está enganado. É necessário que a indignação se transforme num verdadeiro compromisso.” A mudança requer esforço. Não podemos ficar pelos protestos. É preciso agir. Stéphane acredita que o desejo capital que mobiliza e dá corpo ao movimento dos indignados reside na aspiração básica de se libertarem das oligarquias que nos (des)governam, tendo como objectivo primordial reconquistar uma “autêntica democracia”. Os cidadãos em geral, e os jovens em particular, querem ter poder de decisão. Nos últimos 30 anos, todas as democracias europeias foram completamente dominadas pelos oligarcas e a consequência dessa hegemonia traduz-se no elevado número de trabalhadores precários, muitos deles despedidos pelo sistema; num nível de desemprego intolerável e insustentável, “condenando” milhares de jovens a viver em casa dos pais; famílias expulsas de casa por não poderem pagar a prestação do empréstimo ou a renda. A nossa democracia está subjugada por uma oligarquia sedenta de dinheiro, que impede uma repartição justa e equitativa de recursos, onde uma riqueza arrogante coexiste com uma pobreza extrema e onde as desigualdades sociais se agudizam de forma escandalosa. A democracia precisa de ser revitalizada e nada se conseguirá se cada um ficar sentado, lamentando-se da sua sorte. Como afirma o Stéphane “é preciso que nos levantemos e ajamos. É preciso que nos comprometamos. É preciso gerar um forte movimento de cidadãos, uma ampla corrente de opinião”. Precisamos de uma visão construtiva para edificar um novo futuro. Para que tal aconteça, precisamos de ambição, que nasce da confiança em nós mesmos e da coragem. Não podemos cair no optimismo dos que acham que as coisas se resolverão por si próprias nem no pessimismo dos que acreditam que nada há a fazer. A transformação da nossa sociedade, a mudança, deve começar pelos indivíduos. Por nós mesmos. Alcoutim: Açude da Várzea já está terminado As obras do açude da Várzea, represa situada na ribeira de Odeleite, na povoação da Várzea, no concelho de Alcoutim, já foram concluídas, anunciou a autarquia local. O equipamento tem uma capacidade de 10000 m3 e visa facilitar a rega das pequenas explorações agrícolas existentes nas margens, permitindo a recarga dos lençóis freáticos, que, muitas vezes, esgotam por completo durante o verão. A obra “garante a fixação das espécies cinegéticas e constitui ainda uma zona de recreio e lazer”, assinala a câmara de Alcoutim. O novo açude foi adjudicado conjuntamente com o açude de Galaxos, concluído já no ano passado, e a empreitada custou à autarquia 246.568,44 euros, com um financiamento de 65% pelo PO Algarve 21. www.sulempresas.com O MAIS COMPLETO E FUNCIONAL NA INTERNET _ano XIX a c t u a l i d a d e _edição nº 865 07 _04 set 2013 Que futuro para a Freguesia de Almancil? A gestão e desenvolvimento de uma freguesia como Almancil não pode assentar na mera constatação diária e casuística das preocupações deste ou daquele cidadão, reagindo a impulsos e reclamações pontuais, que obviamente apenas serve para agradar a uns quantos. Também não será com honestidade que se apresenta um programa que prometa resolver tudo, como se isso fosse possível. Mas um projeto de gestão de uma freguesia também não pode ser feito sem ouvir as pessoas, sem conhecer o sentimento dos cidadãos e, claro, tem de ser elaborado para responder às necessidades das pessoas. Tem de imperar o bom senso, a experiência e os responsáveis têm de ter conhecimento dos meios com que podem contar, porque será sempre indispensável definir prioridades e atender em primeiro lugar às questões que são prioritárias em termos humanitários. Sim, porque as pessoas têm de estar em primeiro lugar e as que têm maiores carências, aos diversos níveis, devem merecer uma atenção especial. É por isso que uma candidatura para uma freguesia como Almancil, para ser credível, deve responder aos genuínos anseios da população em geral e não deste ou daquele indivíduo. O seu programa tem de assentar em profundos conhecimentos, experiência e bom senso e não deve ser motivada por impulsos populistas e eleitorais, para servir clientelismos partidários. A sua atuação deve refletir rigor, transparência, sensibilidade e, acima de tudo, respeito pelos dinheiros públicos, porque quem gere uma freguesia é responsável por centenas de milhares de euros e tem o dever de os investir corretamente. Na situação concreta da freguesia de Almancil, estamos perante uma tarefa gigantesca, pois quase se pode dizer que está tudo por fazer… Vejamos alguns aspetos, em que a intervenção da Junta de Freguesia pode e deve ter um papel fundamental no desenvolvimento de Almancil. Rede viária A rede viária principal, está na competência das Estradas de Portugal ou da Câmara Municipal de Loulé. No entanto, a Junta de Freguesia pode e deve dispor de um piquete de intervenção rápida, para colmatar as situações mais graves e urgentes, resolvendo os pequenos problemas, enquanto a Câmara não chega. Em relação às calçadas, em que a cada esquina encontramos a necessidade de pequenos arranjos, a Junta de Freguesia pode e deve resolver essas situações de imediato, evitando o aumento dos problemas. ocupação dos terrados e os mercados são um sucesso. A Junta de Freguesia de Almancil regista no ano corrente uma receita de cerca de 8.000 euros. A Junta deve promover os Mercados, torná-los uma atração --turística, introduzir alguma animação e proceder à cobrança das respetivas taxas. Quando a Junta de Freguesia se demite de fazer cumprir o Regulamento do Mercado, perde uma receita que pertence à freguesia e, no mínimo, está a desrespeitar os seus cidadãos. Apoio aos jovens Os jovens de Almancil não têm um local onde se possam reunir, desenvolver atividades culturais, desportivas ou de entretenimento. Na Vila de Almancil não existe um local onde se possam realizar grandes eventos, exposições, apresentar uma peça de teatro, uma conferência ou reativar os famosos bailes da Sociedade Recreativa Imagem turística e qualidade de vida Há um conjunto imenso de intervenções que a Junta de Freguesia pode e deve assumir. Desde logo, na área da sensibilização dos proprietários de imóveis, para que procedam à sua manutenção, por forma a conferir-lhes um aspeto digno, de limpeza e progresso. Mas onde os proprietários não podem ou não querem intervir, pode a Junta de Freguesia atuar e assim contribuir para melhorar a imagem da freguesia, aumentando a auto estima da população, criando o orgulho de ser almancilense. Com alguma tinta, algumas árvores e outra vegetação, uma limpeza cuidada dos espaços públicos, mas também dos privados, que são sistematicamente conspurcados pela ação do vento e da falta de civismo, a imagem da freguesia pode mudar radicalmente. Se a Junta de Freguesia se dedicar ao acompanhamento e fizer a vigilância da empresa contratada pela Câmara Municipal de Loulé para a limpeza das ruas, seguramente o serviço será melhor executado e os almancilenses agradecerão. Mercado mensal Nos 1º e 4º domingos de cada mês realiza-se o Mercado de Almancil, que já conheceu melhores dias. Hoje o desalento dos feirantes é evidente e a falta de visitantes (clientes) está a conduzir ao inevitável encerramento do mesmo. Esta situação contrasta com o que acontece na vizinha freguesia de Quarteira, onde a Junta arrecada anualmente mais de 180.000 euros em taxas de nada mais acontece em Almancil para a camada sénior. A Junta de Freguesia tem a obrigação de dinamizar e promover iniciativas destinadas aos menos jovens. Uma sociedade que não apoia e não cuida dos seus idosos será, no mínimo, ingrata. O Perfil do Presidente da Junta de Freguesia A Freguesia de Almancil é única, ímpar e não tem comparação com qualquer outra do concelho de Loulé. Tem um litoral turístico, com praias, campos de golfe, empreendimentos e resorts de elevado nível. A Vila de Almancil tem aumentado o seu perímetro e concentra hoje, provavelmente, quase metade da população da freguesia. As zonas rurais abrangem várias povoações de reduzida dimensão, onde prolifera a construção dispersa e as tradições não se perderam, apesar da influência turística e das comunidades estrangeiras. Uma freguesia com estas características necessita de ter um Presidente e uma equipa de grande competência técnica e flexibilidade, capaz de lidar com os problemas mais simples e sensíveis da zona rural e também com as enormes exigências citadinas da Vila, sem descurar o indispensável relacionamento com os empreendimentos do litoral, que são o motor económico do concelho. Almancil necessita de ter um Presidente que domine vários idiomas, capaz de entrar no local mais simples e humilde ou num hotel de seis estrelas, sensível para as dificuldades de quem não conseguiu ir à escola, mas com argumentos para discutir com investidores inter- Almancilense. A Junta de Freguesia tem a obrigação de promover a criação de um espaço (edifício) onde a população, organizada em associações e coletividades, possa dinamizar as mais diversas atividades, principalmente para os jovens, mas também para todas as idades. Apoio aos Séniores A população de Almancil vai envelhecendo e graças ao aumento da longevidade, os séniores são cada vez mais. Para além da meritória e louvável ação do Centro Comunitário de Almancil, nacionais. Caberá, como é evidente, à população de Almancil, a decisão de eleger o futuro Presidente da Junta de Freguesia de Almancil nas eleições que se realizam no dia 29 de setembro. Ao publicar esta breve reflexão sobre a Freguesia de Almancil e este importante momento que se aproxima, apenas pretendo incentivar a discussão do assunto. Os eleitores são pessoas esclarecidas e inteligentes, que saberão tomar a melhor decisão para o futuro da Freguesia de Almancil. JMM _ano XIX a c t u a l i d a d e 08 _edição nº 865 _04 set 2013 Retrato político e candidatos - Distrito de Faro Retrato político e candidatos às eleições autárquicas de 29 de setembro de 2013, por concelhos do distrito de Faro ALBUFEIRA Com a saída de Desidério Silva, no ano passado, para assumir a presidência do Turismo do Algarve, a liderança da Câmara de Albufeira passou para o vice-presidente, José Carlos Rolo, que não vai candidatar-se. Para tentar segurar a maioria, o PSD apostou no deputado Carlos Silva e Sousa, que foi para o Parlamento em fevereiro para substituir Pedro Roque, nomeado para secretário de Estado do Emprego. O social-democrata já tinha estado na corrida para a Câmara há 16 anos, mas foi derrotado pelo PS, ficando como vereador. A autarquia, que desde há 12 anos é dominada pelos sociais-democratas, tem atualmente na sua composição apenas um vereador do PS, contra seis do PSD. O candidato do PS, Fernando Anastácio, que também já foi vereador da autarquia, vai nestas eleições tentar recuperá-la para os socialistas, mais de uma década depois de terem perdido a Câmara para o PSD. Na corrida está igualmente a independente Ana Vidigal, anunciada inicialmente como sendo apoiada pelo CDS/PP, mas que acabou por se distanciar do partido para se candidatar pelo movimento “Vontade Independente Viver Albufeira” (VIVA). O CDS acabou por substituí-la pelo candidato Ricardo Neves, empresário no ramo alimentar. Pelo PCP concorre a independente Suzel Pimenta, que é chefe de serviço de Administração Escolar e, pelo Bloco de Esquerda, António Grade. Candidatos: BE – António Grade CDS-PP – Ricardo Neves PCP-PEV – Suzel Pimenta PS – Fernando Anastácio PSD – Carlos Silva e Sousa Movimento “Vontade Independente Viver Albufeira” (VIVA) – Ana Vidigal ALCOUTIM Alcoutim é um dos concelhos mais desertificados e envelhecidos do país, com um território situado no nordeste algarvio, povoações dispersas e população maioritariamente envelhecida, onde o atual presidente da Câmara, Francisco Amaral, não se pode recandidatar por estar no limite de mandatos, tendo ficado a candidatura do seu partido, o PSD, para o vice-presidente, José Carlos Pereira. Empresário de 44 anos, José Carlos Pereira está na vice-presidência desde 2007 e representa a aposta na continuidade para um partido que conduz os destinos da autarquia desde 1993, ano em que assumiu a presidência Francisco Amaral, que decidiu candidatar-se à presidência da Câmara do município vizinho de Castro Marim. A saída do autarca pode, no entanto, abrir uma janela de oportunidade para o PS voltar à liderar a autarquia, como fez ininterruptamente de 1976 até 1993. Para isso, os socialistas vão apresentar-se a votos com o bancário Osvaldo Gonçalves, de 45 anos, que é um dos dois vereadores socialistas na autarquia e procurará convencer os eleitores a fazer o pêndulo do poder cair para o seu lado num executivo municipal que conta com cinco eleitos. Num concelho em que nenhuma outra força política tem conseguido intrometer-se entre PSD e PS e obter representação para a Câmara municipal, a CDU vai a votos com Luísa Fernandes à frente da sua lista, enquanto Miléne Nobre, de 27 anos, vai encabeçar a lista do Movimento Autárquico Independente. Candidatos: PCP-PEV – Luísa Fernandes PS – Osvaldo Gonçalves PSD – José Carlos Pereira “Movimento Autárquico Independente” – Miléne Nobre ALJEZUR O Partido Socialista mantém a confiança política em José Amarelinho que, em 2009, conquistou a maioria dos votos e dos mandatos, sucedendo a Manuel Marreiros que, depois de três mandatos, dois pela CDU e um pelo PS, decidiu não se recandidatar. Num concelho a que só concorrem dois candidatos, o PSD aposta novamente na equipa liderada pelo engenheiro agrónomo e antigo vereador na autarquia, Vítor Vicente, para retirar a maioria aos socialistas e aumentar os lugares na vereação. Atualmente detém apenas um vereador. Candidatos: PS – José Amarelinho PSD – Vítor Vicente CASTRO MARIM Num concelho cujo presidente da Câmara, José Estevens, está impedido de se recandidatar devido à lei de limitação de mandatos, o PSD vai procurar conservar o poder, apresentando como candidato o ainda presidente do município vizinho de Alcoutim, Francisco Amaral, num movimento idêntico ao que levará o atual autarca a concorrer ao município vizinho de Tavira. Francisco Amaral, médico de profissão, apresenta como trunfos uma experiência autárquica de 20 anos em Alcoutim, marcada pelo apoio social criado para tentar contrariar a desertificação do território e responder às dificuldades de uma população maioritariamente idosa. Os problemas são idênticos a uma grande parte do território de Castro Marim, onde há, no entanto, uma área de litoral que se contrapõe à serra. O PS escolheu como candidato o empresário Carlos Nóbrega, que tem por objetivo procurar inverter a tendência que se verifica no concelho desde que 1997, quando José Estevens venceu pela primeira vez as eleições para o PSD, retirando o domínio no concelho aos socialistas, que apodem a aproveitar a saída do atual autarca para chegar à presidência. A CDU vai a votos com João Dias, engenheiro agrário, que procura aumentar o mais possível a representação da coligação entre PCP e PEV, num concelho onde tradicionalmente só entram no executivo municipal PS e PSD. Ambições idênticas têm o candidato do Bloco de Esquerda, Pedro Tavares, e do CDS-PP, Manuel das Neves Doutel. Candidatos: BE – Pedro Tavares CDS-PP - Manuel das Neves Doutel PCP-PEV – João Dias PS - Carlos Nóbrega PSD – Francisco Amaral FARO Seis candidatos vão disputar a presidência da Câmara de Faro, município cuja tendência eleitoral é a de alternância do poder a cada quatro anos. Nos últimos 30 anos, apenas um presidente de câmara foi reeleito em Faro, autarquia cuja liderança oscilou sempre entre o PS (quatro presidentes), o PSD (três) e a Aliança Democrática (dois). Os sociais-democratas estão a apostar no atual vice-presidente da autarquia, Rogério Bacalhau, para continuar o trabalho iniciado por Macário Correia em 2009. Bacalhau já experimentou a presidência do município, mas por menos de um mês, período que durou a suspensão de mandato de Macário Correia, condenado em tribunal a perda de funções. Nas últimas eleições, o PSD ganhou ao PS por 130 votos, conquistando cinco mandatos, contra quatro, dos socialistas. O socialista Paulo Neves, que já foi presidente do Turismo do Algarve e vereador na Câmara de Faro, candidata-se pela primeira vez à autarquia para tentar reavê-la para os socialistas. José Vitorino, que já foi presidente com o apoio do PSD, candidata-se pela segunda vez como independente e António Mendonça, da CDU, candidata-se pela terceira vez consecutiva. Ambos querem tentar eleger, pelo menos, um vereador, já que nas últimas eleições não o conseguiram. O BE vai candidatar Vítor Ruivo doze anos depois de já ter sido candidato. A grande novidade nestas eleições é a candidatura do cantor Vítor Silva, pelo partido Portugal Pró Vida (PPV). Candidatos: BE – Vítor Ruivo PCP-PEV – António Mendonça PPV – Vítor Silva PS – Paulo Neves PSD/CDS-PP/PPM/MIM – Rogério Bacalhau Aliança Cívica “Salvar Faro, com Coração” – José Vitorino LAGOA Para tentar recuperar a liderança da Câmara de Lagoa, que o PS perdeu para o PSD há quase trinta anos, os socialistas apostaram em Francisco Martins. Nas últimas eleições, o PS perdeu por uma margem inferior a 3%, tendo conseguido eleger três vereadores, contra quatro do PSD. O presidente da Junta de Freguesia de Lagoa vai disputar o cargo com o atual presidente do município, José Inácio Eduardo. O social-democrata, que chegou à presidência em 2002, em substituição do então presidente, vai tentar alcançar o seu terceiro e último mandato consecutivo. Na corrida à presidência de um dos concelhos mais pequenos do Algarve estão ainda Jorge Ramos, do Bloco de Esquerda e Joaquim Andrés, da CDU. Candidatos: BE – Jorge Ramos PCP-PEV – Joaquim Andrés PS – Francisco Martins PSD – José Inácio Eduardo LAGOS A Câmara de Lagos, tradicional baluarte do PS, prevê-se que seja palco de acesa disputa entre a antiga vice-presidente, Joaquina Matos (PS), e os cabeças-de-lista do CDS-PP, o deputado Artur Rego e do PSD, Nuno Serafim, apesar da maioria conquistada pelos socialistas em 2009. Sem poder contar com o atual presidente Júlio Barroso, que conquistou a maioria em 2009, impedido de se recandidatar pela lei de limitação de mandatos, o PS aposta na professora para dar continuidade ao trabalho dos socialistas. Mas, o facto de Joaquina Matos ter renunciado ao mandato de vereadora em 2011, por alegados problemas pessoais, poderá pesar na decisão eleitoral. Para conquistar a Câmara, o CDS-PP candidata o advogado Artur Rego, deputado parlamentar eleito pelo círculo de Faro, enquanto o PSD apresenta Nuno Serafim, um advogado sem grande experiência política. Num concelho cujas eleições têm sido disputadas entre PS e PSD, concorrem ainda CDU (Luís Reis), BE (Manuela Goes) e dois movimentos de cidadãos, Lagos com Futuro (Luis Barroso) e a Plataforma de Cidadania Lagos (Paulo Rosário), candidaturas que pretendem retirar a maioria aos socialistas na autarquia. Candidatos: BE – Manuela Goes CDS-PP – Artur Rego PCP-PEV – Luís Reis PS – Joaquina Matos PSD – Nuno Serafim “Lagos com Futuro” – Luís Barroso “Plataforma de Cidadania Lagos” – Paulo Rosário www.diarionline.pt _ano XIX a c t u a l i d a d e _edição nº 865 _04 set 2013 09 Retrato político e candidatos - Distrito de Faro Retrato político e candidatos às eleições autárquicas de 29 de setembro de 2013, por concelhos do distrito de Faro LOULÉ A Câmara de Loulé é uma das mais ricas do Algarve, não só por representar o maior concelho da região, como por albergar zonas turísticas de luxo, como Vilamoura e a Quinta do Lago. Para tentar destronar os sociais-democratas, o PS escolheu Vítor Aleixo, que já tinha presidido à autarquia, mas que foi derrotado pelo atual presidente, Seruca Emídio. O empresário, neto do poeta António Aleixo, quer recuperar a autarquia, que está há 12 anos sob a liderança do PSD. Para tentar dar continuidade ao trabalho iniciado em 2001, o PSD decidiu candidatar Hélder Martins, diretor de um empreendimento turístico e ex-presidente do Turismo do Algarve. O PSD quer tentar, assim, segurar a maioria no executivo, composto por seis vereadores do PSD e três do PS. Na corrida para a autarquia estão ainda Joaquim Nogueira, da CDU, e Horácio Ferreira, do CDS-PP, e o independente Adelino Neto Guerreiro.. Candidatos: CDS-PP – Horácio Ferreira PCP-PEV – Joaquim Nogueira PS – Vítor Aleixo PSD – Hélder Martins Movimento de Intervenção e Cidadania Ativa (MICA) - Adelino Neto Guerreiro. MONCHIQUE O atual presidente da autarquia Rui André volta a candidatarse pelo PSD ao cargo que conquistou em 2009, pondo fim a 27 anos de poder do PS. A vitória de Rui André nas últimas eleições foi uma surpresa, uma vez que o PS liderava a Câmara desde o 25 de abril. As restantes duas candidaturas resultam da divisão dos socialistas em Monchique. A escolha do PS na professora Graça Batalim para encabeçar a lista criou divisões na concelhia, resultando numa outra candidatura: a do independente Carlos Henrique Alves. A divisão no PS antevê para Rui André um caminho mais facilitado para reconquistar a Câmara, longe da disputa que protagonizou em 2009 com Carlos Tuta (PS) e em que venceu por uma diferença de 68 votos. Candidatos: PS – Graça Batalim PSD – Rui André “Monchique Independente” – Carlos Henrique Alves OLHÃO Para tentar derrubar duas décadas de domínio socialista, o PSD escolheu para concorrer a Olhão o independente Eduardo Cruz. A autarquia é liderada desde 1993 por Francisco Leal, um dos mais antigos autarcas algarvios, que vai concluir o seu quinto mandato. Nas últimas eleições para a Câmara de Olhão, em 2009, o PS conseguiu quatro dos sete mandatos em disputa, o PSD dois e o Bloco de Esquerda um. Os socialistas estão a apostar no vice-presidente da autarquia, António Pina, para suceder ao “histórico” presidente e continuar o seu trabalho. O BE vai tentar manter um vereador na autarquia com a candidatura de Ivo Madeira, depois de o vereador eleito em 2009 ter sido expulso do partido, em 2011. João Pereira, que se manteve na autarquia como independente, encabeça agora o movimento “Novo Rumo”. O candidato foi o primeiro militante na história do BE a sofrer uma expulsão, depois de alegadamente ter faltado à verdade sobre vários processos, designadamente sobre uma falência fraudulenta de uma empresa e dívidas ao fisco. Já a CDU volta a candidatar o antigo inspetor tributário Sebastião Coelho, eleito vereador em 1998 por aquela força política. Candidatos: BE – Ivo Madeira CDS-PP – Rui Costa PCP-PEV – Sebastião Coelho PS – António Pina PSD – Eduardo Cruz “Novo Rumo” – João Pereira PORTIMÃO A professora Isilda Gomes, que no início do atual mandato, renunciou ao cargo de vereadora para assumir as funções de Governadora Civil de Faro, é a aposta do PS para segurar a maioria em Portimão, concelho que o partido governa há 27 anos. A autarquia, uma das mais endividadas do país, é liderada desde 2000 pelo socialista Manuel da Luz, que está impedido de se recandidatar pela lei de limitação de mandatos. Para tentar interromper a hegemonia e a maioria socialista, o PSD concorre com Pedro Xavier, um empresário local sem tradições políticas, enquanto o CDS-PP aposta numa coligação com o MPT/PPM, encabeçada pelo profissional de seguros e presidente da concelhia, José Pedro Caçorino. O Bloco de Esquerda volta a candidatar o professor João Vasconcelos, conhecido ativista que se tem destacado no movimento contra as portagens na A22, enquanto a CDU procura através do técnico de instalações elétricas Nelson de Freitas aumentar os seus resultados eleitorais e recuperar um lugar na vereação. Candidatos: BE – João Vasconcelos CDS-PP/MPT/PPM – José Pedro Caçorino PCP-PEV – Nelson de Freitas PS – Isilda Gomes PSD – Pedro Xavier SÃO BRÁS DE ALPORTEL Com o impedimento do atual presidente da Câmara (PS) em recandidatar-se, por ter atingido o limite de mandatos, a aposta do PS para liderar a sua lista nas próximas eleições recaiu no vicepresidente. Vítor Guerreiro está na autarquia desde 2002 como vereador e em 2005 assumiu as funções de “número dois” do executivo. Num concelho do interior, marcado pela desertificação do território e com uma população envelhecida, São Brás de Alportel parte para o próximo ato eleitoral com o fogo do verão passado ainda muito presente e com o candidato socialista a procurar manter o domínio do seu partido no concelho, apenas contrariado pelo PSD nas eleições de 1982 e 1985. Com o atual presidente a dar um claro apoio ao candidato do PS, o PSD vai procurar capitalizar a saída de António Eusébio do município, apresentando aos eleitores uma candidatura liderada pelo seu irmão, Rui Eusébio. O bancário tentará contrariar os mais de 70 por cento dos votos obtidos pelos socialistas há quatro anos e que lhe garantiram quatro dos cinco eleitos. Além de Vítor Guerreiro e Rui Eusébio, vão ainda concorrer à Câmara de São Brás de Alportel Cláudia Cavaco, técnica de Ação Social, de 38 anos, que encabeça a lista do CDS/PP, e Renato dos Santos, da CDU. Estes candidatos têm como principal objetivo darem mais forças às respetivas forças políticas no concelho, melhorando os 5,74% e 1,85% dos votos que a CDU e o CDS/PP obtiveram em 2009. Candidatos: CDS-PP - Cláudia Cavaco PCP-PEV – Renato dos Santos PS – Vítor Guerreiro PSD – Rui Eusébio SILVES O vereador socialista Fernando Serpa é a aposta do partido para tentar reconquistar a Câmara de Silves ao PSD, partido que se mantém na liderança há 12 anos, desde que venceu pela primeira vez as eleições. A anterior autarca social-democrata, Isabel Soares, que estava impedida de recandidatar-se, saiu da Câmara quase um ano antes do final do mandato para assumir presidência da Águas do Algarve. Foi substituída no final de 2012 pelo vice-presidente, Rogério Pinto, que vai agora, pela primeira vez, candidatar-se ao cargo. O poder na Câmara de Silves oscilou sempre entre o PS e a CDU, coligação que ainda detém um vereador na autarquia. Já os socialistas, estão, neste executivo, em pé de igualdade com os sociais-democratas, com três mandatos cada um. O Bloco de Esquerda vai candidatar o independente David Marques e a CDU a professora Rosa Palma. Candidatos: BE – David Marques PCP-PEV – Rosa Palma PS – Fernando Serpa PSD – Rogério Pinto TAVIRA O presidente da Câmara de Tavira, Jorge Botelho, vai procurar nas próximas eleições a reeleição para um segundo mandato, depois de no último ato eleitoral ter conquistado o município para o PS, após a saída de Macário Correia para se candidatar à Câmara de Faro. Jorge Botelho vai ter como principal adversário o atual presidente da Câmara de Castro Marim, José Estevens. O autarca do PSD decidiu candidatar-se ao concelho vizinho por ter alcançado o limite de mandatos em Castro Marim, pretendendo recuperar a câmara de Tavira para os sociais-democratas, que chegaram ao poder na autarquia em 1997, com Macário Correia. A CDU vai a votos para a Câmara de Tavira com uma lista encabeçada por Miguel Barão da Cunha, que vai tentar colocar a coligação com representação no executivo municipal, que tem sido sempre composto por eleitos do PS e do PSD. O Bloco de Esquerda vai apresentar-se às eleições para a Câmara de Tavira com o independente Carlos Lopes a cabeça de lista, também na expectativa de conseguir colocar o BE com representação autárquica no concelho, onde são eleitas sete pessoas para o executivo municipal. Candidatos: BE – Carlos Lopes PCP-PEV – Miguel Cunha PS - Jorge Botelho PSD – José Estevens VILA DO BISPO O atual diretor regional de economia do Algarve, Gilberto Viegas, volta a candidatar-se pelo PSD ao cargo que ocupou entre 1998 e 2009, tendo perdido a presidência da autarquia de Aljezur para o socialista Adelino Soares, que volta a ser o escolhido pelo PS. Num concelho que já foi liderado pela CDU, PSD e PS, apenas dois partidos disputam as eleições de setembro, prevendo-se acesa disputa, já que os socialistas venceram em 2009 por uma diferença de 106 votos. Nas últimas eleições, o PS obteve 39,60% dos votos (dois mandatos), o PSD 36,13% (dois mandatos) e o MDI (Movimento Democrático Independente) 19,69% (um mandato). Candidatos: PS - Adelino Soares PSD - Gilberto Viegas VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO Luís Gomes, atual presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, vai recandidatar-se ao cargo nas próximas eleições e tentar repetir a vitória histórica alcançada em 2009, quando obteve para o PSD uma maioria absoluta, com 71 por cento dos votos e seis dos sete eleitos que compõem o executivo. O autarca, que lidera também a distrital social-democrata de Faro, procura dar ao PSD o terceiro mandato consecutivo numa autarquia que, até à sua vitória nas eleições autárquicas de 2005, foi sempre conduzida pelo PS ou pela CDU. Depois de ter ficado reduzido a apenas um vereador em 2009, o PS escolheu como candidato o gestor David Murta, filho do antigo presidente da Câmara António Murta (cinco mandatos, entre 1985 e 1993 e entre 1997 e 2005), que vai tentar recuperar o partido de uma das mais pesadas derrotas eleitorais sofridas no concelho (16,79% dos votos). A CDU apostou no bancário José Cruz para voltar a ter representação no executivo municipal, depois de não ter conseguido eleger nenhum vereador nas últimas eleições e ter obtido o apoio de apenas 7,38 por cento dos votantes, ficando muito longe dos resultados que lhe valeram as vitórias eleitorais em 1979 e 1982 (ainda como APU) e em 1993. Sem qualquer tradição nos órgãos autárquicos, o Bloco de Esquerda vai apresentar como candidato Mário Matos, enquanto o CDS-PP vai concorrer com Maria Luísa Tubal Condessa. Candidatos: BE - Mário Matos CDS-PP - Maria Luísa Tubal Condessa PCP-PEV – José Cruz PS – David Murta PSD – Luís Gomes Lusa 10 _ano XIX a c t u a l i d a d e _edição nº 865 “Este nunca foi um projeto de um mandato só” _04 set 2013 Rogério Bacalhau, candidato do PSD à presidência da Câmara Municipal de Faro O PSD elegeu Rogério Bacalhau como candidato a prosseguir o trabalho efetuado por uma equipa liderada, nos últimos quatro anos, por Macário Correia, envolvido num processo judicial que o colocou fora da «corrida». O político social-democrata, que ocupou as funções de vice-presidente neste período, não esconde que o projeto irá “manter o rumo” que vinha sendo seguido. Afirmar Faro como “uma cinco grandes capitais regionais” do país é o objetivo global e, entre as principais prioridades, está o fecho do bairro da Horta da Areia, encontrando soluções para as 60 famílias que ali vivem. Entrevista conduzida por Edgar Pires Rogério Bacalhau Coelho, professor de 51 anos e natural de Paderne (Albufeira), mudou-se para Faro aos seis anos de idade e é licenciado em Matemática pela Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade de Coimbra. Até ser eleito como vereador para o mandato liderado por Macário Correia, em 2009, Rogério Bacalhau era o diretor da Escola Secundária Pinheiro e Rosa, em Faro. O atual vice-presidente da autarquia detém, entre outros, os pelouros da Educação, Recursos Humanos, Finanças e Património Municipal, Financiamento Externo, Administração Geral e Taxas e Licenças. Região Sul (RS) – Por que razões se decidiu candidatar à presidência da Câmara Municipal de Faro? Rogério Bacalhau (RB) – Uma nota prévia de contextualização. Todos o sabem e a própria oposição o admitiu em diversas circunstâncias: o que encontrámos em 2009 na Câmara de Faro foi uma situação de absoluto caos. Caos financeiro, administrativo e organizacional. Por isso considero que este foi um mandato de regeneração do município. Um mandato reconhecidamente bemsucedido sob a liderança do eng.º Macário Correia. Restituímos a credibilidade da câmara junto das empresas e bancos, melhorámos a gestão, cortámos os custos supérfluos e ainda fizemos obra essencial. Numa palavra, devolvemos a Câmara aos farenses porque hoje, todas as respostas são dadas em nome do interesse coletivo e do bem comum. Nesta circunstância, Faro corria um duplo risco: ver regressar à gestão do município aqueles que tão mal o trataram e deixar perder todo o trabalho que desenvolvemos nestes quatro anos. Face ao que está em jogo, e conhecidas as razões que levaram o eng.º Macário Correia a não se recandidatar, não podia dizer não ao desafio que me foi lançado. Por isso aqui estou, sem vaidades, protagonizando este projeto que se constituiu há quatro anos em nome de um desenvolvimento responsável do concelho. O que vamos decidir no dia 29 é se este rumo de seriedade, rigor, justiça e transparência é o que convêm para Faro ou se, pelo contrário, há espaço para mais despesismo e demagogias eleitoralistas. Creio que os farenses percebem o alcance da sua escolha. RS – Que diferenças em relação à gestão atual terá a câmara consigo na liderança? RB – Esta coligação chama-se «Juntos por Faro» e não é por acaso: gosto de decidir em diálogo, prezo muito o trabalho de equipa e sou sensível a pontos de vista que parecem contrários ao meu. Gosto de responsabilizar quem está comigo e tenho uma esperança enorme na juventude – ou não fosse eu professor. Mas este é um cunho pessoal. Na essência, não temos qualquer problema em assumir que iremos manter o rumo que esta equipa vinha imprimindo. Por uma razão simples: este projeto nunca foi um projeto de um mandato só. A afirmação da centralidade do concelho como uma das cinco grandes capitais regionais do país é um desígnio que ainda não está alcançado. RS – Com a autarquia obrigada a cumprir o PAEL, que tipo de gestão financeira defende para os próximos anos? RB – Ao contrário do que muitos pensam, mantendo o rumo, o próximo mandato já será de maior investimento na economia. Sei bem o que digo, pois detenho os pelouros das Finanças e do Financiamento Externo. Para nós, o mais difícil está feito, que era colocar outra vez a autarquia ao serviço de todos: reduzir a dívida obscena, corrigir as ineficiências, eliminar a discricionariedade da gestão e construir um articulado de regras claras em todas as áreas. Este trabalho de racionalização, tantas vezes incompreendido, foi desenvolvido muito antes de outros municípios e da própria administração central. E o PAEL só surge na sequência do esforço de reequilíbrio financeiro que o executivo empreendeu. Sem ele, não era possível injetar estes 21 milhões de euros na economia. Mas atenção: o PAEL depende da manutenção do rumo. Quem anda por aí a fazer promessas de mundos cor-de-rosa tem que estar consciente do que diz. Se forem atendidos, o despesismo e o desmando eleitoralista, vão-nos fazer retroceder nesta matéria, que é crucial para a recuperação do município e do tecido empresarial e social do concelho. RS – Com a crise a alastrar-se, que outras respostas ao nível de apoio social pretende implementar? RB – Estar perto de quem precisa é o primeiro mandamento de um verdadeiro autarca. É para nós que olham os idosos, os desempregados, os doentes e os necessitados. Somos muitas vezes o serviço social que já não responde, a família que já não existe. O amigo que se perdeu. O autarca está com o povo. Deve abrir-lhe a porta sempre e deve socorrê-lo quando necessita. Nós sempre atendemos e recebemos todas as pessoas a qualquer hora do dia, sete dias por semana. Para nós toda a semana é reservada ao munícipe. Na conceção que tenho da vida, somos todos iguais. Ninguém se sobrepõe pela forma como veste ou pelo carro que conduz. Sempre fui do trabalho e muito pouco dado a vaidades – muito menos as gratuitas. Por isso, no nosso programa, a matéria social ocupa o lugar central. Nomeadamente a situação da habitação social e o reforço das parcerias com as diversas instituições. A prioridade será acabarmos com o Bairro da Horta da Areia dando condições de habitabilidade às pessoas. Faremos um grande esforço para resolver os problemas das 60 famílias que ali vivem e acabar de vez com esta iniquidade. Ainda em matéria social, vamos criar uma tarifa solidária para as famílias em situação de emergência social para que elas possam beneficiar da Rede Próximo; e vamos continuar a apoiar os nossos jovens através da ação social escolar alargando o seu âmbito. Ao mesmo tempo lançaremos o programa «Desporto total» que, em parceria com os diferentes clubes e associações desportivas, vai permitir que centenas de crianças e jovens (dos escalões A e B) pratiquem as suas modalidades favoritas e aos que, mercê da crise, se viram obrigados a abandonar as modalidades que mais gostavam, regressem ao seu desporto de sempre. Faremos o mesmo com as atividades culturais, com a música, o teatro, a dança e tantas outras manifestações essenciais ao desenvolvimento pessoal. Tenho sempre presente que apostar na juventude não é caridade. É um investimento no futuro do concelho. Faro tem que valer mais no panorama turístico RS – Quais são as principais propostas do seu programa eleitoral? RB – O nosso programa aparece estruturado em três áreas fundamentais. A primeira é a coesão social, que engloba habitação social, educação, emprego, juventude, desporto, segurança e seniores. A segunda é a área da regeneração urbana e a terceira a competitividade, que compreende turismo, inovação, cultura, lazer, mobilidade, eventos, ambiente, marketing e notoriedade. São mais de 100 propostas divididas por estas áreas. Para lá do apoio social, podem enumerar-se algumas medidas como a criação do gabinete de apoio ao empresário e ao empreendedor, para que os bons projetos não se afoguem num mar de burocracias e possam contribuir para o desenvolvimento do concelho; a redinamização do centro histórico, com o aproveitamento, entre outras medidas, da Fábrica da Cerveja para a instalação de jovens empresas com o foco na área das tecnologias e inovação, e criação de um espaço de artes e manifestações culturais. No fundo, o mais “jovem” dos edifícios do centro histórico é entregue à juventude que saberá desenvolver e dar uma nova vida àquele espaço, em linha com o desenvolvimento de novos estabelecimentos de hotelaria que se vão criando na cidade. O desenvolvimento turístico do concelho, e consequente melhoria dos índices económicos e sociais, é também uma ideia de força. Aproveitaremos as sinergias com a UAlg para construir um plano de desenvolvimento turístico do concelho e fazer promoção do destino em cada voo com chegada a Faro. Faro tem que valer mais no panorama turístico. Poderia mencionar muitas mais mas, pelo simbolismo, não deixo de chamar a atenção de todos para a proteção do ambiente, já que somos a única candidatura que tem expressado preocupações nesta matéria. No próximo mandato vamos fazer tudo para ver reconhecido o valor da Ria Formosa enquanto património inestimável de todos. Com isto, conseguiremos mais respeito para as causas da nossa ria e seus habitantes, ao mesmo tempo que desenvolvemos e promovemos o destino turístico. Queremos uma cidade mais verde e vamos prosseguir o trabalho efetuado, organizando a rede de percursos cicláveis em três tipologias: percursos de uso quotidiano, percursos de uso cultural e de lazer e percursos com qualidade ambiental. Vamos ainda desenvolver e estender a outras freguesias o conceito de parque bio-saudável. Uma palavra ainda para os direitos dos animais que não deixarão de estar salvaguardados com a inclusão de elementos nas nossas listas que têm essa preocupação diária na sua vida. Vamos promover a esterilização e vacinação massiva de animais errantes como forma de controlo das populações existentes e colaborar com as associações ligadas à causa animal para incentivar a adoção responsável de animais abandonados. É também assim que se faz um concelho moderno que quer afirmar a sua capitalidade em harmonia como todos e com o meio envolvente. RS – Que imagem ou obra marcante pretende deixar no concelho no fim do mandato? RB – O mandato que agora acaba fica na história como aquele em que o executivo devolveu os serviços camarários às pessoas. E satisfez reivindicações antigas das populações: fez as ligações de água e esgotos a centenas de famílias que ainda não tinham essa infraestrutura básica; desbloqueou o pavilhão municipal, que iremos inaugurar no dia da cidade (7 de setembro), pondo fim a um folhetim com mais de dez anos; fizemos os diversos planos de urbanismo no casco urbano e suburbano, permitindo encarar zonas tidas como menos nobres como novos polos de centralidade; arranjámos o estacionamento na cidade; arrumámos os espaços verdes; temos reconhecidamente a cidade muito mais limpa, entre tantas, tantas outras vitórias. Mas em 2017, gostaria de dizer que a câmara fez mais obra material visível para todos e com impacto na melhoria da sua qualidade de vida. Logo no início do mandato, conto fazer a inauguração do Parque Ribeirinho, uma obra indispensável e que marcará uma nova forma de encarar a relação que a cidade tem com a ria; que as entradas da cidade ficam definitivamente arranjadas e a variante concluída, usando para isso de toda a nossa intransigência junto do poder central; que a ligação do aeroporto à cidade se pode fazer de comboio; que a Ria fica dragada, permitindo a navegabilidade e a melhoria das condições de trabalho de viveiristas e mariscadores; que a nova escola da Lejana é aberta aos alunos. Daqui a quatro anos quero fazer esse balanço, mas essencialmente quero falar de um mandato de prosperidade e de desenvolvimento responsável do concelho em que se corrigiram desigualdades. De um mandato em que os nossos jovens deixaram de sentir a pulsão de abandonar a sua terra, para onde os que saíram desejem voltar. Quero falar de um mandato em que a afirmação turística do concelho, já em marcha, se torna uma realidade indesmentível aos olhos de todos; de um mandato em que o centro histórico e a baixa obtiveram importantes melhorias, permitindo a quem vive a cidade que desfrute de toda a sua riqueza; e que o porto comercial conheça o desenvolvimento que todos esperamos. Nas ruas, temos explicado às pessoas que a câmara é hoje “pessoa de bem”. É a imagem que utilizamos para nos referirmos à autarquia como ela é hoje: credível, respeitadora dos compromissos e da palavra dada, mais eficiente e transparente. Daqui a quatro anos, quero adaptar esta expressão para falar de um mandato em que a câmara trabalhou com todos com uma só preocupação: fazer o bem a todas as pessoas. _ano XIX a c t u a l i d a d e _edição nº 865 11 “Temos que olhar uns pelos outros” _04 set 2013 “As nossas ‘obras do futuro’ são as pessoas” Paulo Neves, candidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Faro Paulo Neves foi a aposta do PS para reconquistar a Câmara Municipal de Faro, quatro anos após a derrota do anterior presidente, José Apolinário, diante de Macário Correia. O candidato diz sentir-se no momento certo para cumprir “a missão” de “ser útil” à sua terra, prometendo um mandato virado para a coesão social e o emprego. O político socialista promete “buscar soluções” e não fixar-se nos problemas que “têm servido de justificação para que tudo fique na mesma”. Entrevista conduzida por Edgar Pires Paulo Jorge dos Santos Neves, natural de Faro, 45 anos, atual administrador da HPP Saúde no Algarve, ocupou diversas funções públicas e profissionais ao longo das últimas duas décadas. Foi deputado, eleito pelo PS, entre 1995 e 1999, chegando depois ao cargo de presidente da Região de Turismo do Algarve e da Associação Nacional das Regiões de Turismo, até 2003. Mais recentemente, foi diretor-geral do RR Grupo, até 2008, para além da presidência do Teatro Municipal de Faro, que terminou em 2009, e assumiu o cargo de cônsul honorário da República Checa no Algarve. rança e a motivação serão fundamentais para uma nova atitude em acreditar que podemos fazer bem com pouco. RS – Que diferenças em relação à gestão atual terá a câmara consigo na liderança? PN – Eu não sou capaz de criticar quem está pelo que não foi capaz de fazer porque acredito, independentemente dos partidos, que os eleitos locais tudo fazem para cumprir e fazer alcançar os objetivos políticos que assumem. Ainda assim, compreendo que, por força das circunstâncias, este mandato quebrou as expectativas dos eleitores que os fazem aprofundar um sentido de indiferença face ao papel da autarquia. Espero poder mudar esse estado de coisas em favor do interesse de todos, da afirmação de Faro e do Algarve, adotando sempre uma atitude positiva de encontrar soluções para além dos inexistentes recursos financeiros da Câmara Municipal de Faro, ou seja, buscar soluções e não me fixar nos problemas que têm servido de justificação para que tudo fique na mesma. As pessoas terão que notar isso em benefício das suas vidas. Farei por merecer. “O presidente da autarquia não pode ser mais um funcionário, nem se comportar como um...” RS – Com a autarquia obrigada a cumprir o PAEL, que tipo de gestão financeira defende para os próximos anos? PN – Cumpriremos as obrigações legais e contratuais, todas, mas quero dizer que não esquecerei as outras funções e competências que à autarquia se impõem legalmente em favor dessas apenas que refere. O presidente da autarquia não pode ser mais um funcionário, nem se comportar como um, sob pena de menosprezar o relevo da sua eleição entre cidadãos iguais para representar os interesses do município ficando à mercê dos outros poderes do momento. É o que farei com a ajuda dos funcionários da autarquia e dos farenses. Região Sul (RS) – Por que razões se decidiu candidatar à presidência da Câmara Municipal de Faro? Paulo Neves (PN) – Pelas experiências que tenho vivido na atividade privada e pública que já percorri, nos erros e sucessos dos empreendimentos que ajudei a realizar e pela influência que fui ganhando em diversos meios, sinto-me capaz para cumprir esta missão porque sinto que poderei ser útil à minha terra. Estou certo que estou à altura do enorme desafio num tempo muito difícil para todos, mas ao mesmo tempo em que a perseve- RS – Com a crise a alastrar-se, que outras respostas ao nível de apoio social pretende implementar? PN – Sei que vai ser muito difícil qualquer inovação que implique mais ajuda financeira aos mais carenciados mas as pessoas sofrem mais que a autarquia e saberemos encontrar soluções inovadoras na área da proteção da habitação, da escola e da assistência às famílias mais desfavorecidas, sejam crianças ou idosos, para afirmar a igualdade de oportunidades num contexto de salvaguarda da dignidade humana pela cidadania que garanta o futuro e valores da nossa comunidade local. Tenho a ideia que mais importante que as medidas caritativas, as que revelam do espírito empreendedor e de conquista conjunta num contexto de criação de condições para o progresso são as mais exigentes e mais sustentadas, ajudando os mais desfavorecidos pelo seu enquadramento. RS – Quais são as principais propostas do seu programa eleitoral? PN – A coesão social e o emprego são as áreas que pontificam com muitas medidas concretas que a minha equipa apresentará muito oportunamente e saídas da participação de quase 3 mil respostas e críticas que recebemos para a sua realização depois de termos salientado as que achamos possíveis de realizar de entre outras muitas que são oportunas mas manifestamente desinseridas de um quadro de capacidade para o país em que vivemos. A política é a responsabilidade de assumir opções e não de prometer o impossível. RS – Que imagem ou obra marcante pretende deixar no concelho no fim do mandato? PN – As pessoas sentirem que estamos disponíveis para encontrar soluções para os seus problemas e que a nossa ação ajudará a que sejam mais felizes, realizando-se enquanto cidadãos e melhorando a sua qualidade de vida e bem-estar da comunidade. Em tempos em que “temos que olhar uns pelos outros” espero que os farenses olhem para nós como parceiros que farão tudo para atenuar as dificuldades, proporcionando ações para uma esperança, com um novo rumo e uma atitude de acreditar que é possível. As «nossas obras» do futuro são as pessoas. Rota do Petisco de Portimão desafia participantes a apoiarem três IPSS A 3.ª Rota do Petisco de Portimão, que se realiza entre 6 de setembro e 13 de outubro, vai desafiar os participantes a apoiarem três instituições de solidariedade, juntando uma iniciativa solidária ao prazer da boa comida e do convívio entre amigos. Assim, e ao iniciarem o seu roteiro, os participantes são convidados a fazer um donativo de 1 euro nos mealheiros existentes em troca do Passaporte da Rota, sendo este um instrumento indispensável para quem deseje fazer esta maratona gastronómica. As receitas provenientes desta campanha serão distribu- ídas junto do refeitório do Centro Social de Nossa Senhora do Amparo em Portimão, do Lar de Crianças Bom Samaritano, em Alvor, e do Centro de Apoio a Idosos de Ferragudo (Lagoa). O «passaporte» da rota estará disponível nos 70 estabelecimentos aderentes, bem como no Museu de Portimão, postos de turismo de Portimão, Praia da Rocha e Alvor, Casa Manuel Teixeira Gomes e posto de correios de Ferragudo. A rota inclui estabelecimentos de restauração distribuídos por Portimão, Praia da Rocha, Alvor e Ferragudo, nos quais os interessados poderão petiscar por 2,5 euros ou apre- ciar um doce regional por 2 euros, sempre acompanhados de uma bebida e temperados com vários momentos de animação cultural. Por cada estabelecimento frequentado, o petiscador ganha um carimbo no seu passaporte e, ao colecionar os carimbos, poderá habilitar-se aos Prémios da Rota, como por exemplo visitas com provas a adegas algarvias ou passeios em barco à vela. Quem completar pelo menos 15 paragens no seu percurso tem ainda direito ao brinde de participação, composto por um convite duplo para visitar o Museu de Portimão. Todas as informações sobre a Rota do Petisco de Portimão 2013 podem ser consultadas em http://www.teiadimpulsos.pt. Filarmónicas: Associação de Faro em espaço provisório há anos anseia por nova sede Os músicos da Associação Filarmónica de Faro, fundada há trinta anos, anseiam por uma nova sede onde possam ensaiar, já que as instalações provisórias que ocupam há mais de dez anos não têm espaço suficiente. Para conseguir reunir os trinta músicos da banda, a Filarmónica tem que alugar o auditório do Instituto Português da Juventude (IPJ), despesa que a presidente preferia não ter, uma vez que as únicas receitas provêm de apoios pontuais ou eventos contratados pela autarquia. Ana André contou à Lusa que a associação já tentou fazer de tudo para angariar dinheiro: desde vender rifas, ‘pins’ ou bonés a fazer bolos para fora ou cabazes de Natal, mas mesmo assim ainda não conseguiu pagar os salários em atraso que transitaram da anterior direção. A Câmara de Faro já lhe prometeu a cedência de uma escola primária desativada, nos arredores de Faro, mas a situação ainda não está desbloqueada, o que leva a presidente da direção a dizer que quer ter o assunto resolvido até às eleições autárquicas de 29 de setembro. “Não podemos contar com as verbas da escola de música, porque o que recebemos é para pagar os salários aos professores”, referiu Ana André, sublinhando que a associação não tem dinheiro para gastar com os trabalhos de recuperação que forem necessários na nova sede. Em tempos áureos, a Filarmónica chegou a receber apoios anuais da câmara na ordem dos 25 mil euros, mas atualmente a autarquia, que fundou a associação, apenas lhes consegue pagar a renda da sede, onde guardam os instrumentos e funciona o secretariado da escola. Hoje, o dinheiro que associação recebe não cobre todas as atividades que desenvolve, nomeadamente as aulas de música, que abrangem 50 alunos em disciplinas como o canto, clarinete, saxofone, guitarra, flauta, piano ou bateria. Além de terem que transportar constantemente os instrumentos de um lado para o outro, a falta de um espaço com mais condições tem impossibilitado uma maior união entre os músicos, pois estão todos dispersos, admitiu Ana André. A Filarmónica chegou a ter um salão onde apresentava miniconcertos e fazia ‘workshops’. Contudo, a irregularidade de apoios financeiros obrigou a cancelar o aluguer desse espaço. A cedência de uma nova sede, com espaços que pudessem ser rentabilizados, é a maior luta da associação, que tenta “desesperadamente encontrar um meio de sobrevivência”, desabafou a presidente. Com um repertório diversificado, que passa, por exemplo, por tocar música de filmes, esta é a única associação filarmónica da cidade. Algarve é a terceira região com mais casos de endividamento geridos pelo Centro de Apoio ao Endividado O Centro de Apoio ao Endividado (CAE) analisou mais de 200 casos de endividamento em todo o país desde janeiro deste ano, sendo a Madeira, Lisboa e o Algarve as regiões com mais casos registados. De acordo com os números que o CAE indicou à Lusa, dos 227 casos analisados, 16,7% foram na Madeira, 16,3% em Lisboa, 13,2% no distrito de Faro e 11,9% no Porto. _ano XIX g e r a l 12 É mais comum serem pessoas casadas e empregadas a recorrerem aos serviços deste gabinete de apoio: dos 227 casos, 55,1% são pessoas casadas e 22,9% são relativos a pessoas divorciadas, sendo que 58,1% têm trabalho e 24,7% estão desempregadas. Quanto ao volume de crédito do total de casos que pediram apoio, 44,9% pertencem a pessoas com empréstimos até 50 mil euros, 18,9% são de pessoas com créditos entre os 50 mil e os 100 mil euros, 21,6% são de pessoas com empréstimos de 100 mil a 150 mil euros. O fundador do CAE, Hélder Rosa Mendes, afirma, em comunicado, que, “quando se perdeu a capacidade de pagar, quando as dívidas se acumulam e se sobrepõem, não vale a pena falar com os credores”, defendendo que “a única solu- ção é a insolvência ou o acordo com via judicial”. Fundado há cerca de dois anos, o Centro de Apoio ao Endividado é uma plataforma de apoio constituída por advogados, fiscalistas e técnicos oficiais de contas que pretende ajudar pessoas singulares, famílias e empresas que tenham problemas de endividamento. _edição nº 865 _04 set 2013 Universidade de Verão da Associação In Loco debate tema «Compreender a Crise, Reforçar a Cidadania» A 5.ª edição da Universidade de Verão da Associação In Loco, sob o mote «Compreender a Crise, Reforçar a Cidadania», vai trazer a Loulé, entre 10 e 13 de setembro, uma série de personalidades que vão abordar a crise e tentar dar-lhe soluções. José Pacheco Pereira, Castro Caldas, Conceição Gomes, Paulo Morais, Ana Benavente, Martins Guerreiro, Paulo Romeira, Alberto Melo e Andrea Caro, serão alguns dos oradores para debater temas “fundamentais e urgentes”. “O país enfrenta uma das mais graves crises da sua história. A dívida pública e a dívida externa da economia portuguesa ultrapassaram respetivamente 120% e 437% do Produto Interno Bruto (PIB). O desemprego atinge na atualidade quase um milhão de portugueses. O desemprego jovem aproxima-se perigosamente dos 39%. O Estado Social enfrenta um dos mais severos ataques com uma política de cortes generalizados nas prestações sociais e nos salários, ao mesmo tempo que se agrava a carga fiscal sobre as famílias e as empresas”, comenta a Associação In Loco. Neste quadro, a associação considera “necessário e vital” criar condições para que um número alargado de pessoas “compreenda o que está em causa e os resultados das opções tomadas”. Interpelar a crise e as suas causas e explorar eventuais respostas sociais e políticas serão os dois eixos complementares do evento. A Universidade de Verão de 2013, organizada pela Associação In Loco, com a colaboração do Centro de Estudos Sociais de Coimbra e o apoio da Câmara Municipal de Loulé, vai decorrer no espaço da biblioteca municipal Sophia de Mello Breyner Andresen e na assembleia municipal de Loulé. Mais informações sobre o evento e o programa completo podem ser consultadas no sítio https://sites.google.com/a/in-loco. pt/uv2013. CÂMARA MUNICIPAL DE LOULÉ AVISO Alteração à operação de loteamento titulada pelo alvará n.º 6/92 Urbanização Fontalgarve - Fonte Coberta ou Caiadas – Almancil Loulé Para os devidos efeitos, se torna público que em 19 de junho de 2013 a Câmara deliberou, por unanimidade, submeter à discussão pública o projeto de alteração do loteamento (proc. n.º 5/10), requerido em nome de Venusis – Investimentos Imobiliários e Turísticos, S.A., por um período de 15 dias úteis, nos termos do artigo 77.º do Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de setembro, alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 46/2009, de 20 de fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 181/2009, de 7 de agosto e pelo Decreto-Lei n.º 2/2011, de 6 de janeiro, conforme previsto no artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de dezembro, alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 26/2010, de 30 de março, alterado pela Lei n.º 28/2010, de 2 de setembro, por força do artigo 27.º do mesmo diploma, a contar 5 dias após a publicação deste aviso na II Série do Diário da República. Durante aquele período o projeto do Loteamento estará disponível nos serviços da Câmara Municipal de Loulé, nos dias úteis, entre as 9 horas e 30 minutos e as 12 horas e 30 minutos e entre as 14 horas e 30 minutos e as 16 horas e 30 minutos. No âmbito do processo da discussão pública serão consideradas e apreciadas todas as observações, reclamações ou sugestões que, apresentadas por escrito, especificamente se relacionem com o projeto em análise, devendo ser dirigidas ao Presidente da Câmara Municipal de Loulé até à data do termo da discussão pública, e entregues nos serviços desta Câmara. O presente aviso vai ser afixado nos lugares públicos do costume (Paços do Concelho da Câmara Municipal de Loulé, na Junta de Freguesia de Almancil e no sitio da Internet da CML – www.cm-loule.pt) e publicado nos órgãos da comunicação social. 28 de junho de 2013. O Presidente da Câmara, Sebastião Francisco Seruca Emídio PUBLICIDADE - REGIÃO SUL N.º 865 - 2013.09.04 _ano XIX g e r a l _edição nº 865 _04 set 2013 o p i n i ã o A proposta de lei de avaliação de impacte ambiental Filipe André [email protected] Está a ser ultimado o texto que consiste a nova proposta de lei sobre a avaliação de impacte ambiental. Analisando o documento, verifica-se que este apresenta algumas alterações importantes relativamente à legislação que se encontra ainda a vigor e pretende revogar, designadamente ao nível da simplificação e celeridade dos trâmites processuais. Sou de opinião que não foi ultrapassada a sua principal fragilidade que reside no fato do estudo de impacte ambiental ser da exclusiva responsabilidade do proponente do projeto, sendo por ele suportado financeiramente, de forma direta. Tendo já dado a conhecer recentemente esta opinião à Associação Nacional de Municípios, considero que o fato do estudo ser adquirido pelo proponente, dada a subjetividade inerente à avaliação e quantificação dos impactes (para além da metodologia adotada), poderá condicionar, em algumas situações, os resultados. A solução para este problema poderá residir na fiscalidade ambiental. A criação de uma taxa a liquidar à entidade gestora, pelo proponente, proporcional à envergadura do projeto, imponha uma simplificação e celeridade ao processo A realização do estudo de impacte ambiental ficaria, desta forma, a cargo da entidade governamental e gestora do ambiente, garantindo uma independência e transparência a todo o processo. Algarve ganha mais de 300 mil dormidas no 1º semestre de 2013 O Algarve ganhou 329793 dormidas entre janeiro e junho deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, registando um total acumulado de 5,8 milhões de dormidas (+7,6 por cento) no semestre, revelou recentemente o Instituto Nacional de Estatística (INE). Os resultados preliminares da hotelaria em junho foram igualmente positivos para a região, com uma variação homóloga mensal de 7,1 por cento de dormidas, 3,5 por cento de hóspedes e 10,4 por cento de proveitos totais. Segundo o INE, a hotelaria algarvia acolheu em junho cerca de 1,8 milhões de dormidas, os hóspedes totalizaram 386 mil e os proveitos totais ascenderam a 72,8 milhões de euros. Ainda em junho, a taxa de ocupação situou-se nos 57 por cento (+2,6 pontos percentuais) e a estada média foi de 4,7 noites. O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA) considera os resultados «uma performance muito positiva» do destino e espera vir a «fidelizar turistas para todo o ano», antecipa Desidério Silva. Eurorregião AlentejoAlgarve-Andaluzia participa nos Open Days A Eurorregião Alentejo/Algarve/Andaluzia estará presente nos Open Days 2013 – Semana Europeia de Regiões e Cidades, em Bruxelas (Bélgica), através da organização do seminário «Fronteiras Fluviais e Marítimas: partilhando experiências regionais», no dia 9 de outubro. O seminário conta com a participação do presidente da eurorregião e também presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, David Santos, no painel sobre «O Rio Guadiana como núcleo base da cooperação». Estarão também presentes representantes da Junta da Andaluzia, da Eurorregião Meuse–Rhine e da Eurorregião Bavarian Forest, que partilharão interessantes experiências. Os Open Days reúnem centenas de representantes políticos, peritos e profissionais para debater a política regional. Este ano, o evento assinala um momento crucial das regiões e cidades da Europa que se encontram na fase final dos seus preparativos para o período de fundos comunitários de 2014/2020 da recentemente renovada política de coesão da UE. 13 Rotary de Estoi entregou carrinha refrigerada ao Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve O Rotary Club Estoi Palace International entregou na passada quarta-feira uma carrinha refrigerada ao Banco Alimentar contra a Fome do Algarve, fruto da solidariedade de uma rede que engloba, além do clube de Estoi, membros do Brasil e dos EUA. Esta iniciativa surge na sequência de um «Matching Grant», um programa da Rotary Foundation que possibilita aos clubes rotários qualificados trabalharem com outros clubes e distritos rotários e candidatarem-se a fundos para grandes projetos. O projeto, que começou em abril de 2012, conta com o apoio de um clube rotário do Texas, um distrito rotário também do Texas e um clube da Pensilvânia, nos Estados Unidos, assim como um grupo internacional de rotários e de um distrito rotário do Brasil. Uma grande percentagem dos fundos vem diretamente da sede da Rotary Foundation, em Chicago (EUA). Na candidatura do Rotary Club Estoi Palace International, pode ler-se que o Banco Alimentar da Região do Algarve serve 16.000 pessoas por mês, através de 73 instituições do Algarve, existindo ainda 13 instituições, e cerca de 4000 pessoas, que estão em espera para poderem receber apoio. O projeto permitiu financiar um veículo com as características e especificações determinadas pelo Banco Alimentar, para que possa recolher uma tonelada de alimentos perecíveis por dia, ou seja, um total de 250 toneladas por ano. Fundado em 2008, o Rotary Club Estoi Palace International é um clube com 18 membros oriundos de oito nacionalida- des, em que o idioma oficial é o inglês. O seu primeiro projeto de apoio à comunidade na freguesia de Estoi foi a angariação de fundos e a compra e distribuição de suplementos de leite nos pacotes de ajuda que o Banco Alimentar Contra a Fome organiza mensalmente. O principal objetivo do clube é beneficiar principalmente as crianças e para esse efeito o leite é o alimento eleito a suportar. Um total de 78 famílias (182 pessoas), identificadas na área da Casa do Povo de Estoi, recebem hoje apoio. Desde que o projeto começou, em julho de 2009, já foram distribuídos aproximadamente 23.000 litros de leite, com um custo atual de aproximadamente 10.000 euros. Quatro projetos aprovados para a Eurorregião Alentejo-AlgarveAndaluzia (EUROAAA) O Comité de Gestão do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça EspanhaPortugal (POCTEP) 2007-2013 aprovou 20 projetos de cooperação, nos quais se incluem quatro para a Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia (EUROAAA). Os projetos foram apresentados em julho, no âmbito da Terceira Convocatória do Programa, de um total de 104 candidaturas, representando um investimento total ao longo da fronteira de 21 milhões de euros, com uma contribuição FEDER de 15,7 milhões de euros. Dos 20 projetos aprovados, 12 são do eixo 1 (Fomento da Competitividade e Promoção do Emprego) e oito do Eixo 2 (Ambiente, Património e Prevenção de Riscos). Para a Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia (EUROAAA), foram aprovados quatro projetos. O GERITRANSA – Gestão de Riscos Transfronteiriços, coordenado pela Empresa Pública de Emergências Sanitárias da Junta da Andaluzia e tem parceria com o INEM, pretende desenvolver ações destinadas a estabelecer uma base de conhecimento mútuo e comunicações eficazes para fazer frente a contingências sanitárias criadas por catástrofes ambientais, incidentes com múltiplas vítimas e alertas de saúde. O ODYSSEA – Desenvolvimento e Dinamização dos recursos Náuticos e Fluviais visa implementar um modelo europeu inovador de desenvolvimento territorial socioeconómico entre os atores locais públicos e privados para melhor valorizar e dinamizar os recursos turísticos, náuticos, culturais e o património das cidades portuárias y fluviais. As entidades parceiras são a Consejeria do Turismo e comércio da Junta da Andaluzia (Coordenador do projecto), e as Câmaras de Grândola e de Silves. O terceiro projeto aprovado foi o RUTA CECE – Rota de Cooperação Territorial e de Comércio Eletrónico, que pretende incentivar a plena integração das empresas da sociedade da informação de ambos lados da fronteira, promovendo o incremento do tecido empresarial diversificado e sustentável através de uma estreita colaboração transfronteiriça e impulsionando o cooperativismo Algarve-Huelva como medida de demonstração efetiva para o aproveitamento de sinergias, oportunidades de negócio, criação de emprego e o associativismo como via de crescimento económico sustentado e sustentável. A entidade coordenadora deste projecto é a Câmara Municipal de Palma del Condado, em parceria com as Câmaras de Ayamonte, Lepe, Faro e as Associações UATAE, MITA ONG e a CEAL. Por fim, o TRADE II – Sistema de Observação INTERREG RADAR para Proteção do Meio Ambiente - pretende dotar a região de uma infraestrutura tecnológica de prevenção dos riscos existentes e ao mesmo tempo melhorar de forma substancial a gestão do litoral, na prevenção destes riscos e também na distribuição de informação sobre o estado do mar em tempo real ao cidadão comum, de forma semelhante à da distribuição da previsão meteorológica, sendo esta de interesse para a navegação de recreio, pesca e segurança balnear. Trata-se de um projeto coordenado pelo Instituto Hidrográfico Português e tem parceria com a Agencia de Portos da Junta da Andaluzia. Mais informação pode ser obtida no sítio www.euroaaa. eu. 14 _ano XIX d e s p o r t o _edição nº 865 _04 set 2013 FUTEBOL – LIGA2 CABOVISÃO Farense perde nos Açores e desce ao último lugar da tabela O Farense sofreu este domingo mais uma derrota, por 2-0, na deslocação ao terreno do Santa Clara, nos Açores, com golos de Tiago Leonço e Minhoca já na segunda metade, um resultado que empurrou os algarvios para o último lugar da Liga2 Cabovisão. Na primeira parte, o Santa Clara foi melhor em campo, com boas oportunidades de golo perante um Farense recuado e pouco ofensivo. Minhoca foi o jogador em destaque a fazer vários remates perigosos, mas acabou por pecar na pontaria ou ver o guarda-redes contrário parar a bola. Só aos 53 minutos a equipa da casa conseguiu superiorizar-se no marcador, através do brasileiro Tiago Leonço, que depois de receber a bola num cruzamento de Hugo Santos, atirou de cabeça para o primeiro do Santa Clara. Dez minutos depois, assistido por Tiago Leonço, Minhoca concretizou finalmente as ameaças da primeira parte e alargou a vantagem para o 2-0 num remate forte para dentro da baliza de Ivo. Aos 81 minutos, Serginho conseguiu através de uma excelente defesa evitar o golo da equipa de Faro, negando a Livramento um golo de cabeça. O Farense soma apenas dois pontos, ao cabo de cinco jornadas, e ocupa o 22.º e último lugar da tabela. Ficha Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada. Árbitro: Rui Rodrigues (AF Lisboa), auxiliado por Hugo Ribeiro e Vítor Cruz. Assistência: 589 espetadores. Santa Clara – Serginho; Mike, Accioly, Sandro e Igor; Seddiki, Pacheco e Minhoca; João Ventura (Ruizinho, 59), Hugo Santos (Lucas Souza, 59) e Tiago Leonço (Pedro Cervantes, 80). Treinador: Carlos Condeço. Farense – Ivo; Carlitos, Fausto, Diogo Silva e Hugo Luz; Bilro e Peixinho (Livramento,72); Ibukun, Neca (Fábio Felício, 61) e João Reis (Matias, 61); Adelaja. Treinador: Mauro de Brito. Marcadores: Tiago Leonço (53) e Minhoca (63). Disciplina: Cartão amarelo para Fausto (35), Neca (39), Hugo Santos (44), Seiddiki (68), Ruizinho (78) e Bilro (78). FUTEBOL – LIGA2 CABOVISÃO Portimonense volta aos triunfos com goleada sobre o Atlético O Portimonense voltou a vencer na II Liga portuguesa de futebol, ao golear em casa, no domingo, o Atlético por 4-0, impondo a primeira derrota dos forasteiros na prova à quinta jornada. Sem triunfar desde a jornada inaugural do campeonato (3-0 ao Farense), os algarvios mostraram-se muito eficazes na primeira parte, marcando três golos em três remates à baliza dos lisboetas, vantagem aumentada com mais um golo após o intervalo, com destaque para o «bis» de Dyego Sousa. Logo aos três minutos, no primeiro lance de perigo do jogo, Zambujo inaugurou o marcador com um golo de belo efeito, após jogada entre Ricardo Pessoa e Semedo, tendo o extremo recebido com o peito e atirado de primeira. Embora a jogar a um ritmo baixo, o Portimonense revelou-se infalível no último terço, voltando a marcar aos 24 minutos, quando Dyego Sousa finalizou de cabeça na área após cruzamento, na esquerda, de Quinaz. O Atlético tentou reagir mas encontrou no guardião Márcio Ramos o maior obstáculo, ao evitar as tentativas de Pedro Moreira (30) e Hugo Pina (33), acabando por ver o Portimonense aumentar a vantagem aos 40 minutos, num belo golo de Quinaz na conclusão de um livre “estudado”. A história do jogo na segunda parte resume-se à gestão tranquila do resultado pelos algarvios, que ainda marcaram mais um golo, diante de um Atlético conformado com a primeira derrota da época na II Liga. O avançado brasileiro Dyego Sousa «bisou» aos 69 minutos, novamente de cabeça, na sequência de um canto de Ricardo Pessoa, e teve nos pés outras duas boas ocasiões, evitadas por Leão. Com o triunfo, a equipa de Portimão subiu ao 10.º lugar, com 7 pontos, menos um do que o Atlético. Ficha Estádio Municipal de Portimão. Árbitro: Carlos Espadinha (AF Portalegre), auxiliado por Paulo Paiva e Vítor Silva. Assistência: 518 espetadores. Portimonense – Márcio Ramos; Ricardo Pessoa, Ivo Nicolau, Rui Correia e Nelsinho; Semedo e Vítor Moreno (Bruno Gonzalez, 73); Zambujo (Zé Miguel, 73), Mica (Filipe, 83) e Quinaz; Dyego Sousa. Treinador: Lázaro Oliveira. Atlético – Leão; Pedro Caipiro, Hugo Carreira (Mauro Antunes, 63), Silva e Raul Martins; Hugo Pina e Afonso Taira (Bijou, 75); Pedro Moreira, Marco Bicho e Tiago Cerveira (João Mário, 63); Rui Varela. Treinador: Gorka Etxeberria. Marcadores: Zambujo (3), Dyego Sousa (24 e 69) e Quinaz (40). Disciplina: Cartão amarelo para Hugo Carreira (5), Dyego Sousa (5), Bruno Gonzalez (90+3) e João Mário (90+3). Ciclismo: Clube Xelb em destaque nos Nacionais de estrada A júnior Ana Silvestre (Clube Xelb) e a veterana Teresa Fernandes (Clube Xelb) sagraram-se campeãs nacionais de estrada, em ciclismo, na prova realizada recentemente na Curia. A campeã nacional de maratonas BTT, Celina Carpinteiro, em representação do Ouribike/Ouriquense, venceu na categoria de elite, impondo-se ao cabo dos 118,2 quilómetros da principal corrida de atribuição dos títulos femininos. A corredora precisou de 3:34.48 horas para percorrer o percurso, cumprido à média de 33,017 km/h. As juniores cumpriram 79 quilómetros, que também não foram suficientes para separar as duas melhores desta categoria. Ana Silvestre e Ana Tomás (BTT Seia) chegaram juntas à meta, com vitória da corredora algarvia, que gastou 2:24.50 horas. O Clube Xelb, de Silves, além de ganhar em juniores, dominou também na categoria de veteranas, conquistando os dois primeiros postos. Teresa Fernandes sagrou-se campeã nacional, depois de percorrer os 59,6 quilómetros em 1:47.31 horas, à média de 33,260 km/h. A colega de equipa Elisete Sousa foi a 2.ª classificada, a 3.05 minutos. A Câmara Municipal de Silves já felicitou as atletas campeãs “pelos excelentes resultados alcançados” e o Clube Xelb “pelo meritório trabalho que tem vindo a desenvolver na promoção e desenvolvimento desta modalidade”. INFORMAÇÃO ACTUALIZADA EM WWW.DIARIONLINE.PT Futebol: Quarteirense e Ferreiras eliminados na Taça de Portugal O Quarteirense e o Ferreiras, os dois únicos conjuntos algarvios em competição na primeira ronda da Taça de Portugal em futebol, que se jogou este domingo, foram ambos eliminados. Em casa, o Quarteirense, que milita no Campeonato Nacional de Seniores, perdeu com o Amora, que joga no campeonato distrital de Setúbal, após prolongamento (1-2), depois de um empate (1-1) no tempo regulamentar. Já o Ferreiras (CNS), orientado por Ricardo Moreira, ficou para trás depois de uma derrota (3-2) no terreno do São João Ver (CNS). Recorde-se, o Louletano (CNS), o Esp. Lagos (CNS) e o Lus. VRSA (Distritais) tinham ficado isentos de competir, de acordo com o sorteio da ronda inaugural. Estas três equipas vão juntar-se, portanto, aos dois emblemas algarvios que participam na Liga2 Cabovisão (Portimonense e Farense), na próxima ronda, marcada para 22 de setembro. Associação de Futebol do Algarve lançou «Bolsa de Treinadores» A Associação de Futebol do Algarve (AFA) está a desenvolver uma aplicação denominada «Bolsa de Treinadores», que oferece “múltiplas vantagens” para os clubes e para os técnicos de futebol e de futsal, facilitando a sua colocação. “Trata-se de uma ferramenta de grande utilidade, à qual, devido às suas inegáveis vantagens, decidimos dar uma amplitude nacional, com os responsáveis dos clubes a disporem da possibilidade de preencherem lacunas nos seus quadros técnicos através do recurso a esta nova aplicação”, refere, em comunicado, a associação liderada por Alves Caetano. Esta “inovação” da AFA, “seguramente uma mais-valia para os clubes e para vários agentes desportivos”, está disponível no sítio http://www.bolsadetreinadores.pt. Três centenas de velejadores participaram na Subida e Descida do Guadiana A 29.ª Subida e Descida Internacional do Guadiana, em vela, realizada este fim de semana, atingiu níveis de participação nunca vistos, com a presença de 140 embarcações e um total de 300 velejadores e 250 acompanhantes e apoiantes. Trata-se da mais antiga prova do género que se realiza na Península Ibérica, com organização conjunta da Associação Naval do Guadiana e do Club Nautico Isla Canela, com o apoio de entidades dos dois países. As centenas de participantes e adeptos da vela deram um enorme colorido e animação ao guadiana e às vilas ribeirinhas vizinhas de Alcoutim e Sanlucar. Os participantes jantaram, no sábado, no castelo da vila de Alcoutim, a que se seguiu a tradicional e desejada festa da espuma, que durou até altas horas da madrugada. Na componente desportiva, a subida decorreu com vento moderado de sudoeste e a primeira embarcação demorou cerca de duas horas e meia a cumprir o percurso. João Abrantes (ANG), venceu a classe com maior número de participantes e a mais jovem; a embarcação «Paquito», do Ginásio Clube Naval de Faro, venceu o troféu de melhor tempo, com 2:34.28 horas; Joana Pádua e Mara Bento (ANG) triunfaram em laser pico; Jack Cokson (Clube de Vela de Lagos) em laser radial; Miguel Cabrera (CNIC) em laser 4.7; e Filipe Pedro (ANG) em laser standard. O MAIS COMPLETO E FUNCIONAL NA INTERNET _ano XIX d e s p o r t o _edição nº 865 15 _04 set 2013 Miguel Praia consegue melhor resultado da temporada no Moto 1000GP Aos comandos da Honda CBR 1000RR com as cores da Center Moto, o piloto algarvio Miguel Praia conseguiu, no circuito paranaense de Cascavel, o melhor resultado da temporada no Moto 1000GP, ao terminar na 4.ª posição final. No Autódromo Zilmar Beaux, depois de ter sido 8.º numa qualificação onde as diferenças entre os principais protagonistas foram muito reduzidas, foi com natural expectativa que o piloto de Albufeira enfrentou a corrida. As condições de corrida foram completamente distintas dos treinos realizados no rápido circuito, que mesmo com pouco mais de três mil metros de perímetro permite tempo por volta ligeiramente acima dos 60 segundos. Na manhã da corrida, as temperaturas mais baixas alteraram por completo as condições de aderência do asfalto com a ajuda de uma maior percentagem de humidade, que deixou a pista bastante mais fria e quase molhada, condições completamente desconhecidas para o piloto do Algarve e para a sua Honda CBR 1000RR. Mesmo assim, Praia arrancou muito bem e de imediato se colocou na 4.ª posição atrás do trio da frente que discutiu o pódio. Mas com reações completamente distintas por parte da moto, a segunda parte da corrida foi feita de forma calculista para garantir o 4.º posto, o melhor resultado do ano neste competitivo campeonato. “No arranque saí muito bem e colei-me com os três da frente, tentei manter o contacto com ele para lutar na fase final pelo pódio, mas nunca me senti confortável com a moto e após o esforço da primeira metade da corrida acabei por me ressentir também fisicamente e optei por baixar o ritmo”, disse Praia. O piloto algarvio manteve-se a salvo de ataques dos pilotos que rodavam atrás dele e preferiu segurar este resultado “e pensar no campeonato”. “Acho que o facto de ter feito tantas viagens intercontinentais nas últimas semanas e o esforço de corridas consecutivas em três semanas também se notou. Mas estou muito satisfeito com a minha prestação, mostrei que sou dos pilotos mais rápidos do campeonato e que posso lutar pelo pódio, que é o objetivo para o próximo confronto aqui no Brasil”, concluiu. Na próxima prova, Miguel Praia regressa a uma pista já conhecida, o Autódromo José Carlos Pace, no Rio de Janeiro, já no próximo dia 22 de setembro. Portimão: Novo centro de treinos junta modalidades de combate e defesa pessoal As portas do novo espaço de «artes de guerra» de Portimão, criado para acolher várias modalidades desportivas que têm por base o combate e a defesa pessoal, abriram na passada segundafeira, 2 de setembro. Num só espaço, o Centro Treinos Portimão, os interessados encontrarão aulas de boxe, muay thay e taekwondo para adultos e crianças, commando krav maga e wrestling. Neste centro, estarão sediadas as aulas do Clube Taekwondo Portimão, da Escola Boxe Portimão, do Top Team-Muay Thai, da Associação Portuguesa de Wrestling e do Commando Krav Maga, “entidades do concelho que já provaram a sua excelência a nível nacional e internacional”, refere-se, em comunicado. “O Centro Treinos Portimão procura criar sinergias entre a comunidade e estas modalidades, provar que na génese de qualquer modalidade de combate está o respeito e a integridade e contribuir para a manutenção de campeões nacionais e europeus, proporcionando um espaço com todas as condições para a dinamização e crescimento das modalidades que acolhe”, salientam os seus promotores. FUTEBOL – LIGA ZON SAGRES Olhanense deixa fugir vitória na Madeira ao minuto 93 Um golo de Fidélis, já em tempo de compensação, permitiu ao Marítimo empatar no domingo com o Olhanense (1-1), em jogo da 3.ª jornada da Liga Zon Sagres, disputado no Funchal, depois de os algarvios terem estado em vantagem desde os 28 minutos. Os insulares acabaram por ser felizes, mas fizeram por isso, uma vez que foram a equipa que teve mais iniciativa, revelando, porém, uma enorme ineficácia. O Marítimo sentiu muitas dificuldades para ultrapassar a boa organização defensiva dos algarvios, que ganharam maior confiança com o avanço no marcador, acabando por sofrer um golo, quando no banco já se festejava o triunfo. O guarda-redes Ricardo, da equipa de Olhão, merece menção, face à grande exibição realizada, adiando por diversas vezes o golo ao adversário. Nos primeiros 20 minutos, a equipa orientada por Pedro Martins dispôs de várias oportunidades para marcar, mas Ricardo negou por diversas vezes esse objetivo, detendo vários remates, entre os quais um de Sami (13) e o outro a Rúben Ferreira (21). Contudo, aos 28 minutos, o árbitro entendeu que o brasileiro Igor Rossi cortou a bola com a mão e não hesitou em assinalar uma grande penalidade, que Rui Duarte não desperdiçou, batendo José Sá. Aos 38 minutos, o Marítimo quase marcava, quando Heldon passou em velocidade por Ricardo, mas Vítor Bastos tapou bem a baliza, evitando o tento da igualdade. Na segunda parte, o assédio à baliza do Olhanense intensificou-se e, aos 48 minutos, Heldon cruzou e Sami, com um cabeceamento, atirou ao lado. O mesmo Sami, aos 53 minutos, voltou a não acertar com o alvo, em novo lance perigoso construído por Heldon, mas Ricardo estava lá para evitar o pior. O guarda-redes do Olhanense voltou a brilhar aos 60 minutos, com uma grande intervenção, a negar o golo a Derley, que cabeceou para a baliza, imagem que se viria a repetir dois minutos depois. Aos 78 minutos, foi o estreante Rodrigo Lindoso a falhar o golo, em excelente posição para marcar, após assistência de Derley. Já quando os adeptos começavam a abandonar o estádio, o Marítimo chegou à igualdade, aos 90+3 minutos, num lance polémico que Fidélis finalizou com êxito, ficando a dúvida se o brasileiro estaria ou não em posição irregular. “O empate tem um sabor amargo, pelas circunstâncias do jogo. Tivemos uma prestação bastante positiva, com muito critério e bom trabalho dos meus jogadores, que interpretaram na íntegra o que tínhamos preparado”, disse o técnico do Olhanense, Abel Xavier. “A minha equipa é um coletivo e não atribuo mérito a nenhum jogador enquanto for treinador do Olhanense. Implantámos o nosso jogo e temos de provar, contra todas as adversidades existentes no futebol, que somos competitivos”, acrescentou. Já o treinador do Marítimo, Pedro Martins, lamentou as ocasiões falhadas: “Quando se falha na finalização, paga-se caro e hoje foi isso que aconteceu.” “O Olhanense foi uma equipa que jogou com um bloco baixo e nós não conseguimos controlar essa situação. Sofremos um golo e depois fomos à procura dos golos que precisávamos para vencer. Não foi isso que aconteceu, empatámos, mas o futebol é isto mesmo”, comentou. Ficha Estádio dos Barreiros, no Funchal. Árbitro: Jorge Tavares (Aveiro), auxiliado por José Oliveira e Miguel Aguilar. Assistência: 3440 espetadores. Marítimo – José Sá; Briguel, Igor Rossi, Márcio Rozário e Ruben Ferreira (Fidélis, 75); Danilo Pereira, João Luiz (Rodrigo Lindoso, 48) e Artur (Danilo Dias, 68); Heldon, Derley e Sami. Treinador: Pedro Martins. Olhanense – Ricardo; Luís Filipe, Diakhité, Vítor Bastos e Jander; Celestino e Rui Duarte; Balogun (Bigazzi, 74), João Ribeiro e Diego Gonçalves; Mehmeti (Vojtus, 9). Treinador: Abel Xavier. Marcadores: Rui Duarte (28, gp) e Fidélis (90+3). Disciplina: cartão amarelo para Igor Rossi (27) e Márcio Rozário (27); cartão vermelho direto para Briguel (82). Olhanense inicia processo de revitalização para contornar “sufoco de tesouraria” O presidente do Olhanense, Isidoro Sousa, confirmou quintafeira que o clube entregou na semana passada o pedido para dar início a um Processo Especial de Revitalização (PER), para contornar “o sufoco de tesouraria” que afeta o clube. “Entregámos [na quarta-feira] o pedido para recorrermos ao PER. Fizemo-lo porque é uma ferramenta que serve para as empresas e para os clubes e achamos que é a melhor forma de pagarmos a dívida a longo prazo”, disse o dirigente, após a assembleia geral realizada na quinta-feira à noite, que serviu para esclarecer os associados do emblema algarvio. De acordo com Isidoro Sousa, o Olhanense está a ser afetado por “um enorme sufoco de tesouraria” e não tem capacidade para “satisfazer os compromissos mensais”. O PER é uma ferramenta alternativa ao processo de insolvência, que visa a criação de um plano de reestruturação, em acordo com os credores, para recuperar a situação económica do devedor. Recorde-se, o clube concedeu a partir desta época os direitos desportivos de participação na I Liga de futebol a uma sociedade anónima desportiva, a Olhanense SAD, cujo capital social é detido maioritariamente (80%) por um grupo de empresários italianos. “Esta foi a melhor solução do Olhanense para estabilizar o futebol profissional e, agora, queremos estabilizar o clube, o que iremos conseguir com o empenho de todos. Vamos manter o património e a equipa na I Liga, o que não é fácil para quem está longe dos grandes centros”, sustentou Isidoro Sousa. Em relação aos três meses de ordenados em atraso reclamados pelos funcionários do clube, o dirigente, que também lidera a SAD, espera resolver parte do problema durante esta semana. “Já fizemos diligências para tentarmos pagar, pelo menos, parte desses vencimentos, o mais rápido possível. Estou preocupadíssimo com a situação dos trabalhadores, mas esperançado que, num prazo de uma semana, teremos uma solução para uma parte dessas verbas”, explicou. Golfista algarvio Ricardo Santos conclui Open de Gales na 64.ª posição O golfista algarvio Ricardo Santos concluiu o Open de Gales, no domingo, no grupo dos 64.ºs classificados, com dez pancadas acima do «par» e a 18 do vencedor, o francês Grégory Bourdy. O atleta de Quarteira terminou esta prova do European Tour, a primeira divisão europeia da modalidade, com agregado total de 294 pancadas nos quatro dias (75 na volta de domingo). O golfista de Vilamoura anotou no cartão de domingo dois «birdies», um «bogey» e dois duplos-«bogeys». Ricardo Santos, número 48 do ranking europeu e 145 do mundo, é o melhor golfista português da atualidade, tendo conseguido cinco «top-10» nos 20 torneios disputados esta temporada e 446 mil euros em prémios monetários. _ano XIX p u b l i c i d a d e 16 _edição nº 865 _04 set 2013 Câmara Municipal de Alcoutim AVISO Nos termos do nº1 do artº1º, no nº2 do artº2ºe nºs 2 e 3 do artº 3º, todos da Lei nº 26/94, de 19 de Agosto , a seguir se publicitam os subsidios concedidos pela Câmara Municipal de Alcoutim às pessoas colectivas e singulares exteriores ao Sector Publico Administrativo, durante o 1º semestre de 2013. Beneficiário Valor ADECMAR - Associação de Desenvolvimento Etnográfico Cultural de Martim Long 4.000,00 A Moira - Associação de Defesa e Prom. Patrim. Conc. Alcoutim 31.500,00 Adriano Filipe Rosa Fatal 1.000,00 Agrupamento Defesa Sanitária de Alcoutim 15.000,00 ALCANCE-Associação p/ o Desenvolv. do Nordeste Algarvio 37.295,77 Alzira Maria Fernandes 60,00 Alzira Maria Sequeira Mestre 60,00 Amália Maria Cavaco Pereira 70,00 Ana Claúdia Vilão Lourenço 1.000,00 Ana Cristina Ramos Barão Ginja 70,00 Ana Cristina Teixeira 60,00 Ana da Conceição da Cruz Gomes Miguel 70,00 Ana Filipa Pedro Custódio 1.000,00 Ana Maria Conceição Mestre 70,00 Ana Maria Goncalves Lourenco 60,00 Ana Maria Guerreiro Afonso Gomes 60,00 Ana Maria Mestre 60,00 Ana Paula Martins da P. Amaro 120,00 Ana Paula Mestre Fernandes Gonçalves 60,00 Ana Paula Rosa Teixeira da palma 60,00 Anabela Lourenço Afonso Rodrigues 70,00 Anabela Martins Cabrita Caixinha 60,00 Anabela Porfirio Coxinho 60,00 André Miguel Romeira Mestre 1.000,00 Andreia Isabel Afonso Palma 1.000,00 Antónia Constantina Gonzalez Cid 60,00 Antonio Manuel Marques Martins 70,00 Arminda da Palma Rodigues 70,00 Associação de Guitarra do Algarve 14.177,95 Associação de Pais e Encarregados de Ed. da 4.440,34 Escola B. I. de Martim Longo Associação de Pais e Encarregados de educação da EBI de Alcoutim 2.961,77 Associação Estudo da Diabetes mellitus e Ap. ao Diabético do Algarve 4.500,00 Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcoutim 76.350,00 Associação Musical do Algarve 3.000,00 Associação Unidos do Monte 500,00 Benvinda da Conceição Fernandes C. Correia 120,00 Carla Cristina Teixeira Lourenço 60,00 Carla Cristina Xavier C. Mestre 120,00 CARLA MARIA MOTA MESTRE 60,00 Carla Patricia Luz Custódio Vicente 60,00 Carla Sandra Cardeira Gomes 60,00 Carlos Afonso Dias Galrito 452,49 Carmen Cristina Cavaleiro Pedroso 60,00 CAT- Centro de Apoio aos Trabalhadores da C. M. Alcoutim 7.700,00 Célia Cristina Cavaco da Palma Rodrigues 1.000,00 Celia Maria Goncalves Cavaco Costa Domingues 60,00 Célia Teixeira Conceição Palma 120,00 60,00 Celina Teixeira Fernandes Afonso Centro Cultural e Recreativo do Pessegueiro 500,00 Centro de Desenvolvimento Cultural e Social de Martinlongo 12.207,50 Christian Guy Delaisse 60,00 Cidália da Cruz Gomes Correia 60,00 Cidália Gonçalves Mestre 60,00 Cidália Maria Dias Mestre Pereira 70,00 Cidália Maria Guilhermina Filipe Ventura 60,00 Clube Desportivo de Vaqueiros 7.125,00 Corpo Nacional de Escutas - Agrupamento 1107 1.360,00 Cruz Vermelha Portuguesa- Núcleo de Martim longo 15.000,00 Cumeadas- Associação de propriet. Florestais das Cumeadas Baixo guadiana 10.000,00 Dalila Manuela da Costa Barros 70,00 Daniel Rodrigues Soares 70,00 David Manuel Pereira Dias 70,00 Duartina Teixeira Mestre 60,00 Elga Maria Pereira Rodrigues 60,00 Elisa Maria Martins 3.000,00 Elisabete Teixeira Candeias da Palma Martins 60,00 Beneficiário Valor Elisabete Teresa Cavaco Campos Santos Barão 60,00 60,00 Elizabete Gaspar Gonçalves da Silva Garcia Elsa Cipriano Lourenço 1.000,00 Elsa do Carmo Fernandes Costa Martins 60,00 Elsa Maria da Conceicao Teixeira 70,00 Epifanio Vicente Soares Correia 70,00 Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Martim Longo 22.687,35 Fábrica da Igreja Paroquial de S.Pedro de Vaqueiros 599,63 Fátima Cristina Cavaco da Palma Rodrigues 1.000,00 Felicidade Patricio Afonso de Melo 60,00 Fernanda Agostinho Teixeira Lourenço 60,00 Fernanda Maria Teixeira Cristóvão da Palma 60,00 Fernando Filipe Martins Augusto 1.000,00 Fernando Silvestre Pereira 70,00 Fernando Teixeira Martins Fernandes 70,00 GATO - Grupo de Ajuda a Toxicodependentes 940,00 Gisela Cristina Gonçalves Rodrigues 60,00 Giselle Delgado de Melo Cabral 60,00 GLOBALGARVE - Cooperação e Desenvolvimento, S.A. 8.851,60 Graça Maria Gonçalves da Palma Barbara 60,00 Grupo Desportivo de Alcoutim 28.250,00 60,00 Helena Maria Gonçalves Carrilho Palma Helena Maria Pereira 60,00 Inês Catarina Cardeira Barbora 1.000,00 Inês Filipa Sequeira Romão 1.000,00 Inter-Vivos- Associação J.Nordeste Algarvio 10.633,00 Irene Pereira Mestre Henriques 60,00 Isabel Maria da Silva Mestre 60,00 Isabel Maria Martins Barbora Dias 60,00 Isabel Maria Matias Guerreiro Ribeiros 70,00 Isabel Maria Rodrigues Gonçalves Baltazar 60,00 Iuliana Prozorovschi 70,00 Jaime Manuel Pereira Cardeira 70,00 João Manuel Pereira da Palma 60,00 Joaquim Emanuel Cerejo Seabra 70,00 Jorge Daniel Sousa e Sousa 60,00 Jorge dos Santos Madeira 70,00 Jorge Miguel Guerreiro Vicente Joaquim 1.000,00 José Alberto Colaço Ribeiros 60,00 José Luis Barão Ginja 1.000,00 José Manuel Pereira Romana 70,00 José Manuel Vaz Corvo 60,00 Josélia Gonçalves Gomes Rosa 60,00 Josélia Joaquim Marques 60,00 Junta de Freguesia de Martim Longo 2.776,95 3.925,25 Junta de Freguesia de Vaqueiros Lidia Susane Sofia 60,00 Lisete Maria Constança Gonçalves 70,00 Lucília Madeira Silvério Pereira 60,00 Lucinda Maria 2.000,00 Luis António Ribeiro Costa 120,00 Luis Miguel Gonçalves Simão 1.000,00 Luísa Maria Rodrigues 60,00 Lurdes Maria de Noronha Martins 70,00 M. Filomena dos Santos G. Mendes 130,00 Magali Martins Ramos 70,00 Manuel Bernardino das Neves Martins Seabra 570,07 Manuel Guerreiro Vicente 70,00 Maria de lurdes Mendes Lopes 70,00 Maria Adélia Pereira Rosa Simão 130,00 Maria Amália Guerreiro Rodrigues Isidoro 70,00 Maria Anabela Martins Guerreiro Inácio 60,00 Maria Antónia Palma Barão Teixeira 60,00 Maria Augusta Rodrigues Marinho 70,00 Maria Benilde Mestre Fernandes 60,00 Maria Catarina Martins Barbora 70,00 Maria Célia Pereira Madeira 70,00 Maria da Conceição da Silva Morais da Costa 70,00 Maria da Conceição Godinho Pereira Teixeira 130,00 60,00 Maria da Conceição Pereira Constantino Agostinho Maria da Graça Santos Martins 60,00 Maria de Fátima Alves P. Rosário 120,00 Maria de Fátima Gonçalves Pereira 60,00 Maria de Fátima Guerreiro 130,00 Maria de Fátima Mendes Luís Vicente 60,00 PUBLICIDADE - REGIÃO SUL N.º 865 - 2013.09.04 Beneficiário Valor Maria Dilar Martins Fernandes 130,00 Maria do Rosario C. Martins Fernandes 70,00 Maria do Rosário Dias Vilão Lourenço 120,00 Maria do Rosário Rodrigues Lopes Luís 190,00 Maria do Rosário Ruas Reis Lopes 60,00 Maria dos Anjos Lourenço Afonso Domingues 60,00 Maria dos Anjos Rodrigues Costa Martins 60,00 Maria Fernanda Farinha António 120,00 Maria Inácia Amaro Francisco Teresa 70,00 Maria José Lopes Morgado P. Faustino Costa 60,00 Maria Júlia Martins da Cunha 120,00 Maria Leonor Pereira Palma Martins 60,00 Maria Liseta Guerreiro da Conceição 70,00 Maria Luisa Cavaco Lourenço e Faro 60,00 Maria Madalena Valente Marta 70,00 Maria Manuela Lourenço Nunes Fachas 70,00 Maria Manuela Romão Mestre Pereira Tendeiro 60,00 1.620,00 Maria Marcelino Mulungo Nunes Maria Otilia Colaço Soares Guerreiro 60,00 Maria Peña Navarro Maria 130,00 Maria Rodrigues Martins Guerreiro 130,00 Maria Rosa Belchior Gomes Justino 70,00 Maria Serafina Teixeira Lourenço 70,00 Maria Teresa Vales Seabra 70,00 Marilia Cristina Silvério Pereira 1.000,00 Matilde Isabel Rodrigues Vicente Silva 60,00 Melanie González Fernandes 1.000,00 Movijovem - Mobilidade Juvenil, CIPRL 25.000,00 Nidia Maria Rosário Justo 60,00 Noémia Lourenço Afonso 70,00 ODIANA - Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana 8.167,22 Ortelina Palma Henriques Pereira 60,00 Osvaldo dos Santos Gonçalves 60,00 Palmira Pereira Cavaco 60,00 Paula Cristina Gonçalves Rodrigues 60,00 Paulo Alexandre Martins Vaz 1.000,00 Paulo Jorge Pedro Custódio 1.000,00 Pedro Miguel Vel Manuel 3.000,00 Perpétua Marta Teixeira Martins 60,00 Raquel Filipa Martins Adriano 1.000,00 Rosa Maria Dias Gonçalves Lourenço 60,00 Rosa Maria Gomes da Palma 60,00 Rosa Maria Gomez Colaço 60,00 Rosa Maria Martins 2.000,00 Rosinda Maria Ferreira da Silva Lopes 70,00 Rowena Suarez Galas 120,00 Ruben Manuel Teixeira Martins 70,00 1.000,00 Rute Isabel Vicente Rita Samuel Ribeiro Lourenço 70,00 Sandra Cristina Fernandes Mestre Afonso 60,00 Sandra Isabel Rodrigues Dionísio 60,00 Santa Casa da Misericórdia de Alcoutim 52.957,11 Sérgio Manuel dos Santos Teixeira 70,00 Sérgio Miguel Martins Teixeira 130,00 Sidónia Cristina Pereira Teixeira 60,00 Silvério Domingos Rodrigues 120,00 Silvina Maria Cavaco Gonçalves Nascimento 60,00 Snizhana Shymkiv 70,00 Sónia Luisa Alho Gomes 130,00 Soraya Beatriz Franco Luna Pereira 60,00 Tânia Navarro Pereira Luís 60,00 Teresa M. G. Martins Mendes 120,00 Teresa Maria Silvestre Gonçalves 120,00 Teresa Palma Henriques 70,00 Universidade do Algarve 150,00 Vitor Manuel Barão Rodrigues 3.000,00 Vitor Manuel Fernandes Teixeira 60,00 Zulmira da Conceição Silva Morais 60,00 TOTAL ..................................................... 459.259,00 Alcoutim, 29 de Julho de 2013 O Presidente da Câmara (assinatura ilegível) Francisco Augusto Caimoto Amaral,Dr _ano XIX g e r a l _edição nº 865 _04 set 2013 Tavira acolhe 1.ª Feira da Dieta Mediterrânica CONSULTÓRIO a meses da decisão da UNESCO Questão: “Atrasei-me no pagamento de um crédito. Será que o meu nome está no Banco de Portugal?” A DECO informa… O Banco de Portugal gere a Central de Responsabilidades de Crédito que é um sistema de informação, constituído por informação recebida das entidades participantes sobre responsabilidades efectivas ou potenciais decorrentes de operações de crédito e por um conjunto de serviços relativos ao seu processamento e difusão. Esta base de dados contém informação de natureza positiva e negativa, isto porque todas as responsabilidades de crédito acima de 50 euros, contraídas no sistema financeiro, são comunicadas, independentemente de se encontrarem em situação regular ou em incumprimento. Assim, a Central de Responsabilidades contém, na grande maioria dos casos, informação de natureza positiva, que comprova o bom pagamento do cliente até à última data de reporte dessa mesma informação. No caso dos devedores em situação de incumprimento, a informação da Central constitui um apoio às entidades participantes e aos próprios para a sua regularização. Em suma, qualquer pessoa, seja ela singular ou colectiva, pode solicitar o seu Mapa de Responsabilidades de crédito à Central de Responsabilidades de Crédito. Este mapa contém informação sobre os montantes, as instituições que comunicaram a informação, o nível de responsabilidade, produto financeiro, prazo original, prazo residual, situação do crédito, classe de crédito vencido e, caso existam, tipo e valor de garantias associadas, bem como informação sobre declarações de insolvência emitidas pelos Tribunais. Caso o devedor seja um particular com crédito habitação, ao consumo ou automóvel, também contém informação sobre o valor da prestação mensal suportada. Para confirmar a informação reportada à Central pode consultar o sítio do Banco de Portugal na Internet, formular um pedido por escrito ao Banco de Portugal ou dirigir-se pessoalmente a um dos seus postos de atendimento. Delegação Regional do Algarve - Rua Rasquinho, n.º 19 – 8000-416 FARO Tel.: 289 863 103 – Fax: 289 863 108 – E-mail: [email protected] Curso de técnico de produção agropecuária será experiência-piloto na Escola Profissional de Alte A Escola Profissional de Alte é uma das poucas escolas do país selecionadas para o desenvolvimento de uma experiência-piloto, um curso vocacional de nível secundário de técnico de produção agropecuária. O curso tem a duração de dois anos e confere certificação profissional de nível IV, incluindo uma forte componente prática (estágio formativo) que se realiza através de um modelo de alternância, entre formação real em contexto de empresa e formação prática. O público-alvo são jovens que completaram 16 anos de idade e que concluíram o 3.º ciclo do ensino básico ou equivalente (9.º ano de escolaridade). Os cursos vocacionais secundários têm como objetivo assegurar a continuidade dos estudos e o desenvolvimento de conhecimentos e capacidades científicas, culturais e técnicas de natureza profissional dos alunos que frequentaram os cursos vocacionais do ensino básico. Estes cursos visam essencialmente uma melhor integração no mercado de trabalho e o prosseguimento de estudos. Durante o curso são desenvolvidas atividades, em articulação com o projeto educativo da escola, que visam a assimilação de regras de trabalho de equipa, o espírito de iniciativa e o sentido de responsabilidade dos alunos, levando os jovens a adquirir conhecimentos e a desenvolver capacidades e práticas que facilitem futuramente a sua integração no mundo do trabalho. As inscrições estão disponíveis em www.epalte.pt. O MAIS COMPLETO E FUNCIONAL NA INTERNET 17 A gastronomia, o artesanato e os produtos nacionais vão estar em destaque na 1.º Feira da Dieta Mediterrânica, a realizar em Tavira entre 6 e 8 de setembro, no âmbito da sua candidatura a património cultural imaterial da humanidade. Tavira foi a cidade escolhida para liderar em Portugal o processo de candidatura da dieta mediterrânica a património imaterial da humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e agora vai acolher a feira, que os organizadores querem que seja uma mostra deste património, a quatro meses da decisão sobre a sua classificação. “A decisão vai ser tomada em dezembro, no Azerbaijão, e com esta feira procuramos mostrar o património da dieta mediterrânica, que passa pela gastronomia, pelos produtos nacionais, mas também pelas tradições culturais e pela promoção de um estilo de vida saudável”, afirmou o presidente da Câmara de Tavira, Jorge Botelho, na cerimónia de apresentação da feira, realizada na passada semana. Além da autarquia, a feira conta com a coorganização de outros organismos, como a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, a Direção Regional de Agricultura e Pesca do Algarve, o Turismo do Algarve, a Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António ou a associação de desenvolvimento local algarvia IN LOCO. O presidente da CCDR do Algarve, David Santos, afirmou que “está disponível uma verba de 300 mil euros, a ser utilizada até 2015”, para promover a Dieta Mediterrânica na feira e noutras iniciativas a realizar no futuro, que permitam também um maior envolvimento da população nos objetivos da candidatura. A classificação deste património imaterial em Portugal abrirá, segundo David Santos, oportunidades ao nível do turismo e colocará o país num lote de sete estados que partilham um modelo alimentar, mas que têm formas diferentes de o ex- pressar, por exemplo, ao nível gastronómico. “Os produtos são os mesmos, mas há formas diferentes de os tratar. A dieta mediterrânica de Portugal tem um elemento diferenciador dos outros países, que é o peixe”, exemplificou. A feira vai contar, ao longo dos três dias, com um mercado de produtores, passeios no território, colóquios, oficinas de gastronomia, degustações de produtos, música, ou exposições, entre outras atividades. O artesanato com práticas da dieta mediterrânica ou produtos como o vinho, o azeite e o mel vão estar em destaque na feira, que contará, segun- do o dirigente da associação IN LOCO Nelson Dias, com “cerca de meia centena de produtores, na sua maioria do Algarve, mas também de outras zonas do país, uma vez que é uma candidatura nacional”. A candidatura da dieta mediterrânica a património imaterial da Humanidade foi promovida por Portugal, articulada com o Chipre, Argélia, Croácia. Caso seja aprovada, estes países juntam-se à Grécia, Espanha, Itália e Marrocos, quatro países que viram inscritas, em novembro de 2010, as suas dietas mediterrânicas na lista do património imaterial da UNESCO. Academia de Música de Lagos promove dois grandes concertos em setembro Nos dias 7 e 28 de setembro, a Academia de Música de Lagos vai promover dois grandes concertos, o Concerto com os Jovens Solistas de Cordas e Música de Câmara e o Concerto para Dois Pianos e Orquestra. O primeiro está inserido no IV Curso de Cordas da Academia, e promete apresentar vários grupos de música de câmara dominados pelos instrumentos de cordas friccionadas (violino, viola d’arco, violoncelo e contrabaixo) e um programa influenciado pela música clássica e romântica alemã e francesa dos séculos XVIII e XIX. No dia 28, será apresentado ao público o Concerto para Dois Pianos e Orquestra, de Bernardo Sassetti, OCDA, um concerto comemorativo do Dia Mundial da Música que se centrará na homenagem a um dos grandes compositores portugueses dos últimos 50 anos. A obra Concerto para Dois Pianos e Orquestra, peça encomendada pela Academia de Música de Lagos será, nesta data, interpretada pelos pianistas Armando Mota e João Rosa e pela Orquestra Clássica da Academia. Estes são dos principais destaques da programação cultural do mês de setembro no concelho de Lagos, a par do Festival Flamenco, entre os dias 12 e 14, no centro cultural. Neste espaço, sobe ao palco, no dia 6, pelas 21:30 horas, a comédia «Agarra que é Milionário», a cargo da Aplaude Sucesso, e que conta com a participação de artistas muito conhecidos do grande público, como Tozé Martinho, Carlos Areia, Patrícia Candoso e Marta Fernandes, entre outros, ao qual se segue uma homenagem à música portuguesa. Também no centro cultural de Lagos, pode, durante o mês, assistir gratuitamente às sessões de cinema que lá acontecem todas as quartas-feiras, pelas 21:30 (dias 4, 11, 18 e 25), integradas no ciclo «À Flor da Pele». Ainda no mesmo equipamento cultural, mas já na área das artes plásticas, podem ser visitadas as exposições, de entrada livre, ali patentes durante o mês: a exposição «Calçada», do Grupo de Artistas Algarve Artists Network e a exposição «Imargem Lagos 2013». Nos antigos paços do concelho estará patente, de 9 de setembro a 4 de outubro, uma exposição de pintura de Sónia Reis, enquanto no posto municipal de exposições é apresentada durante todo o mês a mostra de artesanato «Elementos Mistos». Menção honrosa para Tiago Nené no Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres O poeta algarvio Tiago Nené recebeu uma menção honrosa na 22.ª edição do Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres, promovido pela junta de freguesia de Fânzeres, no concelho de Gondomar (Porto). A obra «Pomada em pó», da autoria de Boaventura de Sousa Santos (Coimbra), foi a grande vencedora da iniciativa. Foram também contempladas com uma menção honrosa as seguintes obras: «Nuvem com superfície Variável», de Tiago Nené (Faro); «Lisboa Modos de Habitar», de José Domingos dos Santos (Amora); e «Um homem pendurado na árvore», de Fernando Hilário (Porto). a 18 g e n d _ano XIX a _edição nº 865 _04 set 2013 Previsões Cartomânticas Tarot SOS - E m e r g ê n c i a FOGO - INCÊNDIO 117 EMERGÊNCIA MÉDICA 112 Corporações de Bombeiros Municipais Faro ……....……… Loulé …….………. Olhão ……………. Tavira ……..……… 289888000 289416702 289710000 281322122 Voluntários Albufeira ………… 289586333 Alcoutim …....…… 281540450 Aljezur ….………… 282998258 Faro …………….… Lagoa ………….…. Lagos ……...……... Messines ………… Monchique ….…… Portimão ….……… S. Brás Alportel .... Silves …….……..… Vila do Bispo ..…… V. R. Stº António ... 289803066 282352888 282770790 282339633 282912115 282422122 289842606 282442411 282639285 281543202 T e l e f o n e s H O S P I T A I S FARO (HDF) Informações PORTIMÃO (HBA) Linha Azul LAGOS (HDL) 289 891 100 289 891 130 282 450 300 282 413 400 282 763 034 CENTROS de SAÚDE ALBUFEIRA ALCOUTIM Giões Martinlongo Pereiro Vaqueiros ALJEZUR CASTRO MARIM Altura Azinhal Odeleite FARO Montenegro Conceição Culatra Estoi Stª B. Nexe Bordeira LAGOA Carvoeiro Estombar Ferragudo Parchal Porches LAGOS Bensafrim Odiáxere JF da Luz Espiche B. S. João 289 586 350 281 546 559 281 498 124 281 498 194 281 547 263 281 498 152 282 998 113 281 531 027 281 957 846 281 495 711 281 495 226 289 823 680 289 817 181 289 824 259 289 703 327 289 991 372 289 990 105 289 991 372 282 340 370 282 432 665 282 432 665 282 461 361 282 418 081 282 381 005 282 770 100 282 687 756 282 799 450 282 789 722 282 788 565 282 687 439 G N R Grupo Territorial Faro ................................ Destacamentos Territoriais Faro................................. Tavira .............................. Loulé .............................. Albufeira ........................ Portimão ........................ Silves ............................. Postos Territoriais Albufeira ………………... Alcoutim ………………... Aljezur ………………...... Almancil ……………....... Armação de Pêra …..…. Carvoeiro …………...….. Castro Marim ……...…… Faro ……………........….. Lagoa ……………...……. Lagos ……………...……. Loulé ……………...…….. Martinlongo ……...…….. Monchique ……...……… Odeceixe ………...…...… 289887600 289887605 281325704 289410490 289590790 282420750 282442414 289590790 281546208 282998130 289351530 282312178 282356460 281531004 289887603 282380190 282762809 289410490 281498131 282912629 282947682 LOULÉ Almancil Alte Ameixial Benafim Boliqueime Cortelha Monte Seco Quarteira Querença Salir Tôr MONCHIQUE Alferce Marmelete OLHÃO PORTIMÃO Alvor Mexilhoeira Grande S.BRÁS ALPORTEL SILVES Algoz Armação de Pêra Pêra S. B. de Messines S. Marcos de Serra Tunes TAVIRA Cabanas/Conceição Cachopo Luz Stª Catarina Fonte Bispo Stª Luzia Stº Estevão VILA DO BISPO Barão de S. Miguel Burgau Luz-Budens Sagres V. R. STº ANTÓNIO Monte Gordo Vila Nova de Cacela Olhão ……………………. Olhos D’Água …………... Paderne …………………. Portimão ………………… Quarteira ………………… Salir ……………………… Silves ……………………. S. Bartolomeu Messines São Brás de Alportel ….. Tavira ……………………. Vilamoura ………………. Vila do Bispo ………....... Vila R. de Stº António …. Posto Sazonal Fuseta …......................... 289703089 289501478 289367115 282420750 289315662 289489136 282442414 282339246 289840800 281325704 289381780 282639112 281530150 289793365 P S P FARO .................................. Aeroporto de Faro ....... LAGOS ............................... OLHÃO ............................... PORTIMÃO ........................ TAVIRA ............................... V.R.Stº ANTÓNIO ............... 289822022 289800688 282762930 289710770 282417510 281322022 281543066 Albufeira ………...……....... Alcoutim …………..…........ Aljezur ………...…..…........ Castro Marim ……............. Faro ……………………...... Lagoa …………………....... Lagos …………………....... Loulé …………………….... 289599500 281540500 282998102 281510740 289870870 282380400 282780060 289400600 Limpeza de Chaminés e Recuperadores de Calor Não suja a sua casa. 917868933 Apesar de em concreto, ninguém conseguir adivinhar o que o futuro lhe reserva, é possível prever tendências em função no mapa astral e de outros processos nele suportados. No nosso dia a dia, nos relacionamentos humanos, no plano dos negócios, nas relações amorosas ou noutras áreas, como a saúde ou os negócios, é possível fazer previsões. Muitas pessoas, embora não o revelem publicamente, são fiéis “consumidores” deste método, com os qual orientam a sua vida profissional, os negócios, a actividade política, as relações amorosas, etc. Este jornal patrocina esta interactividade e proporciona aos seus leitores colocarem uma pergunta por e-mail, cuja resposta será grátis e dada pela mesma via. As consultas também são grátis, e apenas as Cartas Astrais e Previsões Astrológicas poderão ter algum custo. Consultas presenciais (apenas com marcação prévia) serão concedidas a título gracioso. Para já, consulte o Horóscopo para os próximos sete dias !... | carneiro | 21 março / 19 abril Se é verdade que “os amigos são para as ocasiões”, então esteja atenta(o) e receptiva(o) aos conselhos de um amigo. Recordações do passado, voltarão a fazê-la(o) viver momentos que foram deliciosos. Se está em vias de decidir um investimento não perca mais tempo, faça-o agora. | touro | 20 abril / 20 maio Pare de se iludir, ao pensar que poderá obter a resposta que deseja. Deverá actuar com base na sua experiência, seguindo orientações antigas que lhe foram transmitidas. Decepção em relação a alguém em quem apostou forte e deu aval positivo. | gémeos | 21 maio / 20 junho Começar do zero pode ser a opção certa para chegar à solução ideal para resolver um problema. Nesta fase, precisa ser mais autoconfiante, falar, não recear críticas e nem se preocupar com a hipótese de perturbar alguém com o que acredita. Sentimento de culpa dominante. | caranguejo | 21 junho / 22 julho Sentimento de culpa exagerado, poderá dar lugar a um estado depressivo. Procure ouvir uma opinião / conselho. Ao envolverse de alma e coração numa relação, poderá estar a construir um futuro risonho e promissor. Aliás você está a ver a luz ao fundo do túnel, mas duvida… | leão | 23 julho / 22 agosto Por adorar ser amada(o) mas detestar ser possuída(o), não pode alhear-se de uma nova realidade. Procure ver os sinais positivos que alguém lhe tem estado a enviar, em vez de os desvalorizar. A sua principal saída parece ser já impossível de encontrar, devido aos seus constrangimentos. | virgem | 23 agosto / 22 setembro Fruto de uma fragilidade psicológica natural, poderá estar a sentir necessidade de ajuda, sujeitando-se a algo menos formal. Leve sentimento de solidão. Por não sentir desejo de agradar, poderá estar a assumir demasiadas responsabilidades que lhe custarão caro. | balança | 23 setembro / 22 outubro Algum desalento e uma certa expectativa marcam este período de introspecção. Situação ligada a justiça poderá estar a serlhe comunicada muito em breve. Procure seguir a sua intuição no que se refere a projectos de modernização, sejam eles quais forem. | escorpião | 23 outubro / 21 novembro Nos próximos dias poderá receber notícias de alguém que lhe quer muito, ou que está apaixonado por você. Uma decisão de natureza financeira ajudará a concluir uma parte dos seus objectivos. Alguma coisa vai ter que deixar para trás, mesmo que isso lhe custe muito a decidir. | sagitário | 22 novembro / 21 dezembro Os astros aconselham a agir sozinha(o) e se possível a adoptar medidas de precaução. Um(a) admirador(a) encantador(a) poderá surgir a qualquer momento, desde que você esteja receptiva(o) a recebê-la(o). Poderá receber uma ajuda no aspecto financeiro. | capricórnio | 22 dezembro / 20 janeiro CÂMARAS MUNICIPAIS Monchique …………..….... Olhão ………………...….... Portimão ……………..….... S. Brás de Alportel …….... Silves ………………..…..... Tavira ………………...….... Vila do Bispo …….……..... Vila R. Stº António ….….... 282910200 289700100 282470700 289840000 282440800 281320500 282639105 281510000 Limpeza de Fossas e Esgotos Rua Vale Formoso, nº 33 Almancil Tel: 289 397 892 Vai receber alguma resistência, de quem nunca imaginaria receber, e que será esclarecedora. Deve preparar-se o melhor possível e ir à luta. Nesta fase uma pessoa amiga que você bem conhece poderá ser-lhe bastante útil. Vá ao encontro dela e “abra o jogo” | aquário | 21 janeiro / 19 fevereiro A solução para o seu problema não está fácil de encontrar, mas existe. Não terá de fazer mais do que aquilo que tem feito. Pode confiar nas virtudes da justiça e acreditar que vai poder seguir em frente, tanto no aspecto espiritual como no material. Está na altura de redefinir as suas metas. | peixes | 20 fevereiro / 20 março É na objectividade e na noção de que para todos os problemas há uma solução, que deve encarar os mais recentes sentimentos. O amor incondicional é raro mas existe e nele pode acreditar. Procure as pistas certas para sair depressa do “nevoeiro” que se apresentou no seu caminho. Consulta por e-mail ou pessoalmente www.diarionline.pt f i c h a t é c n i c a Por M. M. Metz – Consultor Período de 04 setembro a 01 de outubro 289 401 000 289 395 674 289 468 174 289 847 182 289 416 512 289 366 328 289 416 513 289 432 146 289 313 665 289 462 942 289 489 200 289 416 512 282 910 100 282 912 585 282 955 136 289 700 260 282 416 272 282 459 268 282 968 133 289 842 450 282 442 416 282 574 269 282 312 572 282 313 819 282 339 022 282 361 193 282 576 449 281 324 023 2813 70 275 289 844 135 281 961 218 281 971 547 281 381 045 281 961 295 282 639 179 282 695 597 282 697 230 282 695 155 282 624 173 281 512 645 281 542 252 281 951 232 O(a) leitor(a) tem possibilidade de colocar uma questão por e-mail, preenchendo o formulário disponível em http://www.regiao-sul.pt/horoscopo.php - preenchendo-o correctamente. Descreva a questão que deseja ver respondida da forma mais clara possível e se possível mande também a sua fotografia. A resposta ser-lhe-á enviada por e-mail nas 24 horas seguintes. jornal da regiao algarve JORNAL QUINZENÁRIO DA REGIÃO ALGARVE Registo N.º 117042 Depósito Legal n.º 140203/99 PROPRIEDADE Navega Aqui - Publicações, Lda. Cont. nº. 509 159 790 - Capital Social: € 5.000 euros Empresa Jornalística n.º 223805 SEDE - ADMINISTRAÇÃO - REDACÇÃO Betunes 8100-254 Loulé Telefones: 289 463 890 / 916 615 964/5 Fax: 289 463 955 E-mails: [email protected] - [email protected] DIRECTOR José Mateus Moreno SUBDIRECTORA Natália Luis Moreno CHEFE DE REDACÇÃO Natália Luis Moreno Tel: 289 463 890 - Fax: 289 463 955 SECRETÁRIA ADMINISTRATIVA Sónia Santos - Tel: 289 463 890 / 916 615 965 Fax: 289 463 955 E-mail: [email protected] JORNALISTAS COM CARTEIRA PROFISSIONAL José Mateus Moreno - CPJ N.º 3386 - [email protected] Natália Luis Moreno - CPJ N.º 4589 - [email protected] Edgar Pires - CPJ N.º 7239 - [email protected] Paula Ferro - CPJ N.º 8424 - [email protected] João C. 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Os textos e artigos publicados são da responsabilidade dos seus autores, pelo que as opiniões neles expressas não identificam necessariamente a posição editorial da direcção e corpo redactorial deste jornal. MEMBRO: _ano XIX g _edição nº 865 e r a l 19 _04 set 2013 Seu Jorge atua no Portimão Arena em outubro O músico brasileiro Seu Jorge vai atuar em Portugal no mês de outubro, para apresentar o novo álbum, «Música para Churrasco n-º2», anunciou a produtora Audiveloso. Seu Jorge atua no dia 11 de outubro na Portimão Arena, no barlavento algarvio, no dia seguinte no pavilhão multiusos de Guimarães e no dia 13 na Meo Arena, em Lisboa. No alinhamento dos espetáculos, além das novas canções, Seu Jorge incluirá «Mina do Condomínio», «Mariana», «Burguesinha», «Amiga da Minha Mulher», «A Doida» e «Carolina», segundo a mesma fonte. Faro: Fernando Tordo atua no Teatro Lethes no feriado municipal Fernando Tordo vai fazer uma viagem pelos cordofones portugueses, recuperando assim algumas das violas tradicionais que se foram perdendo no tempo e criando-lhes novo repertório, no concerto previsto para o Teatro Lethes, em Faro, no dia 7 de setembro, feriado municipal. O cantor interpreta alguns novos temas e clássicos, como «Adeus Tristeza», «Cavalo à solta», «Tourada», «Se digo meu amor», «Balada para os nossos filhos», «Estrela da Tarde», entre outras canções que fazem parte da história musical do nosso país. “É um encontro marcado pela relação de proximidade que o cantor estabelece com o seu público através do prazer que revela em cima do palco, fruto de 48 anos ininterruptos de total dedicação ao seu trabalho”, refere o teatro farense. O concerto de hora e meia tem início previsto para as 21:30 horas. Os bilhetes custam 10 euros. Albufeira: Associação Nuclegarve promove Convívio de Motoristas A Nuclegarve vai realizar um Convivio de Motoristas no próximo dia 15 de setembro, a partir das 13:00 horas, no pavilhão da associação, em Fontainhas, no concelho de Albufeira. O evento tem como grande fim a angariação de fundos para a construção do projeto «Aldeia da Solidariedade». A Nuclegarve irá proporcionar uma tarde diferente, com animação a cargo de Fernanda Gonçalves, ao longo de toda a tarde. O valor de entrada (8 euros) dá direito a grelhados mistos com bebida. São Brás de Alportel: Museu do Trajo acolhe Festival de Experiências O Museu do Trajo, em São Brás de Alportel, vai acolher no próximo sábado, 7, um Festival de Experiências, um evento de cariz familiar e solidário com um programa preenchido de ações. Neste dia, as pessoas que visitarem o espaço terão a oportunidade de “experimentar um vasto leque de experiências, num espaço fantástico e preparado para o efeito”. De massagens a estética, de workshops divertidos a ses- sões de equilíbrio mente-corpo, do coaching ao tarot, do equilíbrio tai chi ao calor da zumba, de show cooking a prova de vinhos, de sessões fotográficas em estúdio profissional a atividades e jogos para crianças, o programa inclui “momentos únicos para mimar e alimentar o corpo e a alma, num fantástico cenário, onde cada espaço pode reservar uma alegre surpresa”, salienta a organização. O objetivo do festival passa pela angariação de livros, jogos didáticos ou brinquedos, novos ou usados, “para ensinar crianças a ler e a escrever, ajudá-las a brincar e a crescer, preparálas para um futuro melhor”. O material será entregue às crianças e adolescentes carentes da Comunidade Nossa Senhora Aparecida, cidade de Cuamba, na província do Niassa, em Moçambique. O evento decorrerá das 16:00 às 21:00 horas. Mais informações no sítio www.festival-experiencias.com Três grandes espetáculos marcam 12.º Festival Flamenco de Lagos O Festival Flamenco de Lagos vai celebrar em 2013 a sua 12.ª edição com três espetáculos de enorme beleza visual e sonora, entre 12 e 14 de setembro, com as três formas de ver e sentir o flamenco. “O cante, o toque e o baile fundem-se e tornam-se espetáculo; espetáculo de vanguarda, fantasia e ilusão flamenca, sons orquestrados sob o ritmo e a pureza do flamenco”, refere a organização. Durante três dias, o Centro Cultural de Lagos volta a ser o epicentro do mais antigo festival de flamenco que se realiza em Portugal. No dia 12 de setembro, sobe ao palco o Cuadro Flamenco Puro y Jondo, com Eva Manzano e Alberto Sellés (baile), Miguel Pérez (guitarra) e Manuel Romero (voz e palmas). Um espetáculo no qual se recriam os sentimentos mais intrínsecos do ser humano, “como a dor, a raiva, a angústia”, mas também os momentos mais festivos, “através de alegrías e bulerías”. Em palco, o toque da guitarra do maestro Miguel Pérez guia o passo de músicos e bailaores, que se enaltecem com o duende da sua guitarra. Este grande intérprete da guitarra flamenca é considerado um dos melhores guitarristas de acompanhamento de baile flamenco da atualidade. O grupo Luz de Luna, com Luna Fabiola e Gonzalo Quintero (baile), Juan Torres (guitarra) e Jesus Flores (voz e palmas), vai atuar no dia 13 de setembro. Esta formação de canto, guitarra e baile é composta por uma nova geração de artistas andaluzes, que pretendem recuperar o esplendor da antiga tradição flamenca com todo o seu «compás» (ritmo). Para encerrar o festival, apresentam-se os Latido Flamenco, que integra Jesus Herrera e Lola Jaramilla (baile), Tudela (guitarra) e Cheito (voz e palmas). Herrera e Lola são a alma deste espetáculo, que faz um percurso por diferentes «palos» de flamenco, “outorgando-lhe a cada um o sentimento e pureza que requerem”. Os bilhetes variam entre 10 euros, para um espetáculo, e 25 euros, para o pacote completo. Mais informações e reservas junto do contacto 282770450. Faro: Comemorações do Dia da Cidade marcam programação na biblioteca As comemorações do Dia da Cidade de Faro, celebrado a 7 de setembro para assinalar a passagem de vila a cidade, em 1540, marcam a programação de setembro da biblioteca municipal António Ramos. Entre os dias 6 e 20, terá lugar uma Mostra Documental, organizada pelo Serviço de Ar- quivos, onde estarão patentes documentos que marcam a história do concelho e explicam a razão destas comemorações. Ainda integrado no programa das comemorações, serão inauguradas, no dia 6, pelas 17:30 horas, a exposição do espólio doado à biblioteca pelo seu patrono, o poeta António Ramos Rosa, e a exposição de pintura e desenhos sobre a cidade, da autoria de Ana Paula Almeida, que estará patente ao público até ao dia 20 de setembro. Da restante programação, destaque para o ateliê «Criar Reutilizando» (com inscrições prévias), no dia 3, das 9:00 às 12:00; mais uma sessão do ciclo mensal de poesia, «Quando a Poesia Acontece», no dia 11, às 17:30; e a projeção do filme «Dernier étage, Gauche, Gauche», de Ângelo Cianci, integrado no ciclo «O Filme Francês do Mês», no dia 20, às 21:30. ALFA promove várias ações formativas em Faro e Portimão Oito ações formativas nas áreas da imagem vão ter lugar a partir de setembro, em Faro e Portimão, numa iniciativa da Associação Livre de Fotógrafos do Algarve, em parceria com sócios formadores. Estes workshops contam “com forte componente prática, a preços moderados, em grupos pequenos desenvolvidos em horário extra laboral”, salienta a associação. As inscrições para o workshop Iluminação de Estúdio e a Iniciação à Fotografia Digital estão abertas. Formação e viagens fotográficas acompanhadas, retoque de imagem, Photoshop avançado e vídeo com câmara DSLR completam a oferta do calendário que se prolonga até dezembro. Mais informações sobre os workshops e inscrições podem ser obtidas junto do contacto 917560960, no sítio www.alfa. pt ou [email protected]. TASA liga Artesanato ao futuro em Loulé O Projeto TASA – Técnicas Ancestrais Soluções Atuais vai decorrer em Loulé, entre 20 de setembro e 26 de outubro, incluindo uma exposição, workshops, conversas, uma residência criativa, animação, música e gastronomia. A entidade promotora é a Câmara Municipal de Loulé e a organização está a cargo da ProActive Tur. A ação conta com a CCDR/Algarve como parceira e tem o apoio da Casa da Cultura de Loulé e do CRIA (UALG). “O Projeto TASA centra-se na inovação estratégica do produto artesanal, reabilitando o seu estatuto cultural e comercial”, refere a autarquia louletana. Uma rede de artesãos mestres em várias técnicas tradicionais do Algarve – olaria, tecelagem, cortiça, madeira – junta-se a designers para criarem peças adequadas ao nosso tempo, que transportam a alma da região e acrescentam valor ao artesanato. A exposição «Ligações» inaugura dia 20 de setembro, às 20:00 horas, no Centro de Experimentação e Criação Artística de Loulé (CECAL), com música e intervenções artísticas que convidarão a descobrir os artefactos do TASA e o percurso estabelecido entre as matérias-primas e as peças, os usos tradicionais e os novos usos, entre o passado e o presente, e entre os materiais. Os três workshops para as famílias experimentarem a trabalhar o barro (21 de setembro), a fazer música com a natureza (12 de outubro) e a construir brinquedos de madeira (19 de outubro) pretendem proporcionar uma tarde convivial, lúdica e educativa à sombra das frondosas árvores do parque municipal. O mercado municipal de Loulé será palco de uma ação de gastronomia, em que se vão ligar os produtos TASA a atividades de degustação e onde se inclui a preparação de pitéus. O evento decorre no dia 5 de outubro, às 10:00. O ritmo dos nossos dias é acelerado, por isso, as «Conversas em Três Tempos», juntam convidados e interessados para discutirem o essencial do passado (2 de outubro), presente (18 de outubro) e futuro das artes tradicionais (26 de outubro). Um dos fundamentos do projeto é “a dinâmica de criações coletivas entre artesãos e designers dando resposta a desafios contemporâneos”. Assim, a residência criativa «TASalém Fronteiras», entre 20 e 27 de outubro, junta cinco designers portugueses e cinco designers estrangeiros com este propósito. Durante uma semana, vão conhecer a cultura, as técnicas, os materiais e interagir com os artesãos com o objetivo de criar novas peças TASA. O dia 11 de outubro é dedicado a mostrar como é possível ligar o artesanato ao turismo, enriquecendo-os mutuamente. Os profissionais do setor serão convidados a participar num pro- Festa da Filhó anima a aldeia da Cortelha A aldeia serrana da Cortelha, situada na freguesia de Salir, no concelho de Loulé, vai acolher a Festa da Filhó, a realizar pelo terceiro ano consecutivo no próximo dia 7 de setembro. No polidesportivo local, vai ter lugar toda a vertente popular e tradicional com a animação musical a cargo do acordeonista Valter Cabrita e, num âmbito mais cultural, terá passagem pelo palco o Grupo Etnográfico de Quelfes «Dança dos Velhos». Na tarde de sábado, terá ainda lugar o torneio tiro ao alvo com prémios para os vencedores. A entrada no recinto é gratuita e todos os visitantes irão encontrar, além da animação, os tradicionais “comes e bebes”, com destaque para os diversos tipos de filhó. Por outro lado, no dia 8 de setembro, terá lugar no polidesportivo da Cortelha o torneio de sueca, que terá prémios aliciantes. Estas iniciativas serão organizadas pela Associação dos Amigos da Cortelha e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loulé e da Junta de Freguesia de Salir. SULEMPRESAS também divulga a sua empresa no Facebook ® O MAIS COMPLETO E FUNCIONAL DIRECTÓRIO EMPRESARIAL DO ALGARVE * CARACTERIZAÇÃO * GEOLOCALIZAÇÃO * SERVIÇO E-MAILLING * ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA * VÍDEOS PROMOCIONAIS * CONTACTOS... etc. DIRECTÓRIO SULEMPRESAS ASSOCIADO AO JORNAL REGIÃO SUL Betunes, 8100-254 Loulé Tels: 289 463 890 / 916 615 965 [email protected] Receba em publicidade o dobro do valor que investir Assinatura Anual = apenas 35,00 Euros grama de experiências na rota das artes tradicionais, incluindo um debate e momentos de animação. Para mais informações, os interessados podem consultar o sítio www.projectotasa.com Arte na Indústria em Loulé “Industri Ela” é a designação de um evento artístico que irá realizar-se em Loulé a 18 e 19 de Outubro que tem por objectivo apresentar artistas que estão ligados ao Algarve e que trabalham de forma inovadora vários materiais subordinados ao tema da ‘indústria’, ou a ela ligados de alguma forma. Os autores usam materiais como o metal, entre outros, e pretendem proporcionar o conhecimento de uma nova tendência artística de ambiente urbano bem como a possibilidade de vivenciar “várias experiências que agrupam diferentes meios de expressão desde a pintura, a escultura, curtas-metragens, fotografia, música, etc...”, como nos descreve a conceituada artista Adérita Silva, principal coordenadora deste projecto inédito que conta com participações como as de Miguel Ângelo Mendoza (escultura), THE by David Laherrere (reciclagem criativa), Rui Silva (esculturas em metal) e Paulo Filipe Duarte (curtas-metragens). Colaboram ainda neste evento, cujas receitas reverterão a favor da ASCA - Associação Social e Cultural de Almancil, o Bar “O Cubo” (Quinta do Lago), a Associação ALFA (Fotografia), Amanhecer Selvagem (Segurança) e outras empresas e marcas de prestígio, para além dos elementos da organização, nomeadamente Marlene Luís (marketing), Ana Oliveira (assistente de back office) e Gareth Thomas (montagem), “Industri Ela” é mais do que uma exposição de arte contemporânea uma vez que permitirá também assistir a performances musicais inéditas de Ana Dacosta, dos ClouLeaf e dos Bad luck & Trouble com o convidado especial Paulo Strak. O evento é apoiado pela Câmara Municipal de Loulé e por outras entidades e empresas, realizando-se numas instalações de perfil industrial junto ao Convento de Santo António. A inauguração e abertura ao público terá lugar no dia 18 de Outubro, pelas 18:30 horas. Rotary organiza Feira de Desporto solidária O Almancil International Rotary Club (AIRC) vai organizar, no dia 22 de setembro, uma Feira de Desporto solidária, no hotel Conrad Algarve, na Quinta do Lago, que pretende ajudar a associação UNIR. Nas instalações da unidade hoteleira de Almancil, clubes desportivos e prestadores de atividade física e negócios, representando diferentes disciplinas desportivas, apresentarão as suas atividades, serviços e produtos. Os visitantes poderão desfrutar da aulas de várias modalidades, avaliações físicas, tratamentos e massagens, um jantar na piscina e animação para crianças, entre outras ações. O produto deste evento de caridade reverterá a favor da associação algarvia UNIR, que ajuda pessoas mentalmente doentes ou com deficiência. Mais informações: 912 555 505.