ANO I - Nº 0030 SEMANAL Directora - Túnia Macuácua I Editor - Mendes José II 30 29 de deMaio Outubro 2013 2013 I Distribui I Distribui ção Gratuita ção Gratuita População com mais acesso à água potável na cidade de Inhambane pag 7 Segundo o director do Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG) para a Área Operacional da cidade de Inhambane, Cipriano dos Santos, actualmente, o sistema de abastecimento de água àquela urbe abrange 72 mil clientes, dos quais cerca de 12 mil possuem ligações domiciliárias. Cipriano dos Santos disse que para cobrir os residentes que não possuem ligações domiciliárias, a cidade de Inhambane conta com 35 fontenários distribuídos em diversos bairros. Lançada primeira pedra para novo edifício da ISAP pag 2 São necessários pouco mais de 31 milhões de dólares norteamericanos para a construção de raiz do campus do Instituto Superior de Administração Pública (ISAP), com capacidade para 1000 estudantes, cuja primeira pedra foi lançada, na segunda-feira passada, por Vitória Diogo, Ministra da Função Pública e presenciada pelo Presidente do Município da Matola, director geral do ISAP, António Matlava e Eduardo Chilundo, respectivamente, formadores e formandos do ISAP e moradores do bairro de Tchumene, onde se situa a escola do governo e outros convidados. Mais um edifício de raiz para ISAP na Matola Moçambique | Jornal do Governo Reportagem da Semana Construção do Campus do ISAP em Tchumene Necessárias sinergias para o funcionamento do ISAP Por: Brígida da Cruz Henrique/MFP São necessários pouco mais de 31 milhões de dólares norte-americanos para a construção de raiz do campus do Instituto Superior de Administração Pública (ISAP), com capacidade para 1000 estudantes, cuja primeira pedra foi lançada, na segunda-feira passada, pela Ministra da Função Pública, Vitória Diogo, e presenciada pelo Presidente do Município da Matola, director geral do ISAP, António Matlava e Eduardo Chilundo, respectivamente, formadores e formandos do ISAP e moradores do bairro de Tchumene, onde se situa a escola do governo e outros convidados. Numa área de 14 hectares, o campus situado no bairro de Tchumene, arredores do Município da Matola, província de Maputo, comportará blocos com salas de aula e administrativo, centro de conferências, campos desportivos para diversas modalidades, residências, centro social, posto de saúde, área de lazer e recreação e infra-estruturas de interesse, não só para os utentes dos serviços do ISAP, mas também para os residentes desta zona. Para o arranque da construção do bloco administrativo e seu funcionamento até 2015 já existem pouco mais de 101 milhões de meticais. O bloco Administrativo terá, entre outros compartimentos, quatro salas de aula provisórias, que estarão em uso até que se conclua o bloco pedagógico. De acordo com o director-geral do ISAP Eduardo Chilundo, a conclusão do empreendimento dependerá da disponibilização de fundos pois “não é fácil o governo ter disponíveis pouco mais de 30 milhões de dólares norte-americanos numa única tranche, o equivalente a pouco mais de 930 milhões de meticais. Esse valor é muito, por isso contamos com o apoio dos nossos parceiros internacionais, caso contrário, dependeremos do Orçamento Ministra da Função Pública, Vitória Diogo, no acto de lançamento da primeira pedra para construção do novo edifício do ISAP Geral do Estado (OGE). A escola será construída de forma paulatina, iniciando com o bloco administrativo e salas aula provisórias”, explicou Chilundo. As autoridades e a população locais que participaram da cerimónia de lançamento da primeira pedra mostraram-se entusiasmadas, pois acreditam que a escola do governo vai contribuir para desenvolver a região, tanto sob ponto de vista turístico, de geração de emprego para os seus descendentes, como para a formação nos vários domínios. “Estou muito satisfeito com a construção de um empreendimento tão magnânimo e nobre. Não contávamos que um dia o governo iria nos brindar com uma instituição de formação superior em Administração Pública aqui em Tchumene. Como régulo desta região reunir-me-ei com a estrutura do bairro para mobilizarmo-nos de modo a velarmos pelas obras de construção em curso e apoiar nos trabalhos que nos forem propostos”, disse Pedro Chibalo Valungo, régulo de Tchumene. Ministra da Função Pública, Vitória Diogo ofertando uma peça de vestúario a um dos participantes Po r s e u t u r n o , Abelina Mbazima, chefe do Quarteirão no bairro Tchumene considera que a promessa tornou-se realidade. “Há muito que se falava da construção desta escola que vai imprimir um outro modus vivendi, uma nova maneira de estar na região. Sem precisarmos de estar na sala de aula iremos aprender, como tivemos a primeira lição hoje, todos nós em Tchumene somos privilegiados. O facto de presenciarmos momento significa Agendaeste & Efem érides sermos parte da escola. Como bem disse a Ministra da Função Pública, fazemos parte da história deste empreendimento, por isso merece o nosso apoio incondicional e contribuição para o seu desenvolvimento”, referiu Abelina Mbazima. Para Júlia Tembe, o bairro de Tchumene já saiu do anonimato. Virão professores e estudantes de todos os cantos de Moçambique e do mundo e, esse benefício é da comunidade de Tchumene, que desde já é chamada a colaborar na sua construção e preservação. O Presidente do Conselho Municipal da Matola, António Matlava, disse que a implantação do campus do ISAP em Tc h u m e n e r e v e s t e - s e d e g r a n d e importância social e económica pois traduz o sonho da população da Matola e da província de Maputo, no geral, em ter uma instituição pública de ensino superior. Matlava afirmou também que a população do Município da Matola cresce continuamente, facto que exige maior dinamismo em termos de criação de condições de habitabilidade, que inclui a definição de espaços para acomodar empreendimentos de natureza diversificada, como é o caso do campus do ISAP. Foi nesse sentido que em 2010, o Município da Matola aprovou o Plano de Estrutura Urbana que orienta as intervenções no âmbito do uso do solo urbano. “Temos estado também a incentivar entidades e instituições que pretendem implantar e desenvolver seus Cont. na pág 3 Moçambique | Jornal do Governo 2 Reportagem da Semana Cont. da pág 2 empreendimentos e, o ISAP correspondeu aos nossos anseios e acolhemos, pois a formação de profissionais da área de Administração Pública constitui em si uma mais-valia para a sociedade, uma vez que tendo pessoal qualificado facilmente atenderão as preocupações dos munícipes, os problemas que mancham o desempenho das instituições do Estado e dos seus profissionais poderão ser reduzidos”, defendeu Matlava. Sonho realizado O projecto de construção do ISAP existe desde 2004, quando o Governo aprovou, através do Decreto nº 61/2004, a criação do ISAP, como instituição vocacionada à formação e capacitação em Administração Pública de profissionais do Estado que exercem funções de direcção, chefia e confiança, com o objectivo de elevar a sua qualificação académica, técnica e profissional. A instituição tem estado a crescer desde 2007, altura que iniciou as suas actividades formativas e, com efeito, depois da primeira cerimónia de fim de curso, realizada em 2007, em que o ISAP contava com 47 finalistas, o número que subiu para 5.928 profissionais do Estado graduados e capacitados, sendo 1531 graduados e um total de 4397 líderes capacitados, nomeadamente ministros, vice-ministros governadores provinciais e administradores distritais. No termos gerais, as escolas do governo, nomeadamente, o Instituto Superior de Administração Pública e os Institutos de Administração Pública e Autárquica, ISAP e IFAPA's, respectivamente formaram, desde 2006, um total de 30.118 profissionais do Estado, sendo 8.655 graduados nos níveis médio e superior e 21.367 capacitados nos vários níveis. De acordo com Eduardo Chilundo, a formação de profissionais do Estado em Administração Pública enquadra-se na busca de soluções para a melhoria da prestação contínua de serviços aos cidadãos. “ O governo percebe que a prestação de serviços em Administração Pública está directamente relacionada com o combate ao burocratismo, corrupção, simplificação de processos e a aposta do ISAP é continuar a desenvolver competências. Os nossos cursos são desenhados tendo em conta o saber, pensar e fazer na nossa Administração Pública”. Pública, Vitória Diogo, disse reconhecer os desafios que a obras de construção do campus do ISAP irão atravessar devido à exiguidade de fundos, afirmando que “estamos convictos que saberemos reunir todas as forças necessárias para alcançarmos o objectivo comum deste empreendimento, ultrapassando com sacrifício todas as etapas das obras”. Pretendendo melhorar o nível de prestação de serviços por parte do funcionário aliado à melhoria das suas condições académicas e sociais, o governo introduziu, em 2005, o ensino a distância em Administração Pública nos 40 distritos mais longincos do país, abrangendo 1.200 funcionários. Daquele número já foram graduados cerca de 500 profissionais do Estado. Vitória Diogo considera que o lançamento da primeira pedra para a construção do campus do ISAP é o testemunho inequívoco do compromisso do Governo de adequar a escola de Governo de condições e capacidade de trabalho para a realização da sua missão. Na mesma perspectiva foram criados os Centros de Capacitação em Administração Pública, Governação Local e Autárquica (CEGOV's), com o objectivo de consolidar e uniformizar as acções de formação e capacitação dos membros dos conselhos consultivos locais e autoridades comunitárias e dos observatórios de desenvolvimento. Em 2012 foram aprovados 28 cursos sobre Administração Pública, abrangendo 1.159 funcionários do Estado dos CEGOV's de Namaita, em Nampula, e Mutamba, em Inhambane. O ISAP iniciou as suas actividades lectivas em 2006, em duas salas de aula arrendadas, com capacidade para 47 formandos. Em 2009, a escola passou a funcionar na baixa da cidade de Maputo, num edifício com capacidade para acolher mais de 300 formandos em três turnos. Do ponto de vista de expansão, o ISAP está presente em oito províncias do país e no distrito de Boane, onde funciona uma turma e conta igualmente com um programa de ensino a distância. O sucesso da iniciativa depende de todos os intervenientes Falando na cerimónia de lançamento da primeira pedra, a Ministra da Função “O sucesso desta iniciativa depende de todos nós, governo e funcionários, cidadãos, sector privado, sociedade civil e parceiros de cooperação. É a nossa capacidade de organização, a nossa força de vontade que nos permitirão criar sinergias para caminharmos seguros rumo ao desenvolvimento. Olhemos para o ISAP como nossa escola, alimentando-a com tudo o que seja relevante para o seu funcionamento. Que haja sinergias, envolvimento e cooperação de todos os intervenientes”, apelou a Ministra da Função Pública. Vitória Diogo aproveitou a oportunidade para convidar o empreiteiro a trabalhar com seriedade e responsabilidade, assegurando que as obras tenham a qualidade exigida e que sejam concluídas dentro dos prazos, de modo que o ISAP se faça cada vez mais presente em todos os pontos do país, de onde virão os profissionais de toda a Administração Pública moçambicana. O ISAP está sob direcção de Eduardo Chilundo, licenciado em Geografia pela Universidade Pedagógica (UP), mestrado em estudos ambientais pela Califórnia States University e especializado em desenvolvimento local pelo Centro de Formação da Organização Internacional de Trabalho (OIT), consta do seu currículo ser um dos fundadores do ISAP, em 2006. Até a altura da sua nomeação como director-geral do Instituto Superior de Administração Pública, pelo PrimeiroMinistro, Eduardo Chilundo exercia as funções de director-geral Adjunto desta instituição, sendo, por isso, um quadro que conhece a filosofia e o percurso daquela escola superior do Governo. O actual director-geral adjunto, Lázaro Impuia, professor de carreira, com um percurso que começa em 1977, após a formação psicopedagógica, que lhe conferiu o grau docente N2 para o ensino. Entre 1978 e 2002, depois de concluir o curso de Mestrado em ensino de História na França leccionou sucessivamente na Universidade Pedagógica, em Maputo, Escola Portuguesa, Francisco Manyanga e Josina Machel, também na capital do país, e na Escola de Formação e habilitação de professores - Irmãos Maristas, na cidade da Beira. Ministra da Função Pública, Vitória Diogo saudando os participantes da cerimónia de lançamento Moçambique | Jornal do Governo 3 Noticiário Para os mineiros moçambicanos na África do Sul MITRAB lança Campanha de Pagamento de Benefícios de Providência Social Por: Leonel Albuquerque/Redacção Os mineiros e ex-mineiros moçambicanos que trabalhavam na África do Sul, incluindo os seus dependentes poderão receber as suas indemnizações, num montante estimado em 174 milhões de Rands, o equivalente a 609 milhões de meticais, desembolsado pelo Fundo de Presidência Social. Nesta primeira fase, o processo de pagamento abrange dois mil mineiros, número que poderá atingir os quatro mil beneficiários, tendo em conta que tendem a crescer as listas, com mo registo de outros mineiros e familiares com direito a reaver os seus valores. No âmbito deste processo, foi lançada, na segunda-feira, em Maputo, a Campanha de Pagamento de Benefícios de Providência Social a mineiros moçambicanos na África do Sul, num acto presidido pela Ministra do Trabalho, Helena Taipo. Na ocasião, a Ministra do Trabalho afirmou que o dinheiro ora em devolução aos exmineiros, mineiros e seus familiares marca o culminar de um processo longo, envolvendo Moçambique e a África do Sul, visando encontrar os verdadeiros beneficiários. “A indemnização dos mineiros, ex-mineiros e seus dependentes surge na sequência da Participantes da campanha de lançamento do Fundo de Providência Social no MITRAB tomada de conhecimento pelo Governo moçambicano, em 2010, da existência de dinheiro que havia sido descontado aos mineiros moçambicanos e que ainda não tinha sido devolvido”, disse Taipo. Três entidades estão envolvidas no pagamento de benefícios de providência aos mineiros nomeadamente, o Ministério do Trabalho, uma seguradora sul-africana e Banco Comercial de Investimentos (BCI), sendo que para o levantamento do montante cada beneficiário terá de se dirigir, devidamente documentado, ao Ministério do Trabalho e, com as outras partes vão proceder ao pagamento da indemnização. O processo de devolução do dinheiro aos minérios, também designado “Road Show” compreende a inclusão de outros beneficiários que até então não estão inscritos e vai escalar as províncias de Maputo, Maputo-cidade, Gaza e Inhambane. Moçambique assume Primeira Vice-Presidência da OAGAS Por: Cortesia MIREM A cidade de Acra, capital do Gana, acolheu, recentemente, uma reunião da Organização dos Serviços Geológicos de África (OAGAS). No evento, Moçambique esteve representado pelo Director Nacional Adjunto da Direcção Nacional de Geologia Adriano Sênvano. O encontro, que juntou geólogos de 9 países africanos, tinha como agenda, o papel dos serviços geológicos no apoio à mineração de pequena escala, impacto social, ambiental e de saúde das operações mineiras de pequena MINISTRA DOS RECURSOS MINERAIS NOMEIA DIRECTORES NACIONAIS Por: Cortesia MIREM Usando das competências que lhe são conferidas pelo Estatuto e respectivo Regulamento dos Funcionários e Agentes do Estado, a Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, mandou cessar, no dia 24 de Outubro de 2013, as funções de Director Nacional Adjunto de Geologia a Adriano Silvestre Sênvano e de Chefe de Departamento de Geologia Regional, na Direcção Nacional de Geologia, a Vladimiro João Manhiça. No mesmo despacho, a Ministra dos Recursos Minerais nomeou Adriano Silvestre Sênvano e Vladimiro João Manhiça, Director Nacional de Geologia e Director Nacional Adjunto de Geologia, respectivamente. escala, apresentação do Atlas de Geosítios Africanos e Sismotécnico de África. Na reunião da OAGAS, Moçambique foi eleito para acolher o encontro desta Organização em 2015, a decorrer na capital do país. Moçambique foi, igualmente, eleito à vice-presidência da organização, cuja presidência é assumida pela Namíbia e o Níger assume a segunda vice-presidência. A Organização dos Serviços Geológicos de África foi estabelecida em Fevereiro de 2007, em Pretória, na África do Sul, com o objectivo de discutir assuntos geocientíficos de interesse comum, promover a contribuição da geociência para assuntos africanos, ajudar os decisores africanos a obterem conselhos técnicos de membros da OAGAS, bem como criar uma rede científica entre os serviços geológicos. . Moçambique | Jornal do Governo 4 Reportagem “Segurança alimentar e nutricional no distrito de Morrumbene é estável” -defende a Administradora Distrital, Elça Armando Por Adilson Virgílio/G.P.I'bane Em entrevista ao Jornal Moçambique, a Administradora de Morrumbene disse que a segurança alimentar no distrito resulta da produção registada na campanha agrícola 2012/2013, que atingiu uma cifra de 336.464 toneladas de produtos diversos. De acordo Elça Armando, da produção registada, 29.279 toneladas são de cereais, 6.710 toneladas de leguminosas, 4.774 toneladas de hortícolas e 295.701 toneladas de tubérculos. Segundo a Administradora de Morrumbene, na refreida campanha, a cultura de mandioca atingiu 295.651 toneladas, destacando - se, nesta produção, o distrito de Morrumbene, potencial produtor desta cultura e da cultura de arroz, esta última afectada pelas cheias de Janeiro último, situação que ditou a produção de 3.676 toneladas de Arroz contra 6.720 toneladas registadas em igual período de 2012. Para fazer face às enxurradas registadas este ano, Elça Armando, adiantou que o Governo respondeu prontamente, disponibilizando insumos agrícolas para os afectados, num finaciamento do Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD) e toda a área inundada já se encontra composto por culturas diversas. A Administradora de Morrumbene, fazendo o balanço do Plano Económico e Social (PES 2013) referente ao primeiro semestre, disse que o distrito está a caminhar para o cumprimento das metas, tendo acrescentado que tinha Administradora do distrito de Morrumbene, Elça Armando sido planificado o cultivo de uma área de 77.127 hectares, o que permitiu uma produção de 336.465 toneladas contra 141.955 hectares e 312.659 toneladas de igual período da campanha 2011/2012, o que representa um crescimento na ordem de 7,6 por cento. Turismo Elça Armando referiu que o distrito de Morrumbene é potencialmente turístico. Conta com 8 estâncias turísticas, das quais 5 localizam-se na zona de Lingalinga e 3 na zona de Cumbana agrícola, contando com 135 trabalhadores nacionais. Nesses locais os turistas podem desfrutar de lindas praias e paisagens. Indústria Segundo Elça Armando, distrito de Morrumbene é considerado parque Agenda & Efem industrial da província deérides Inhambane, pois possui maior número de indústrias, contando, actualmente, com 5 unidades, nomeadamente, de produção de castanha de caju, de óleo, processamento da madeira da espécie mecrusse para o fabrico de mobiliário, produção de côco ralado e uma unidade de produção de amido a base de mandioca, que fornece à fábrica de cerveja de Sofala. A nossa entrevistada disse que a instalação da unidade de produção de amido veio estimular a produção de mandioca no distrito de Morrumbne, pois os agricultores passaram a ter onde colocar este tubérculo. Infra-estruturas, estradas e água Na área de infra-estruturas, Elça Armando afirmou que foi reconstruída a casa protocolar, bem como foi reabilitada a residência oficial, construída a sala de conferências local, construção de residência para chefe da Localidade de Malaia, construção da Secretaria da localidade de Gotite. Elça Armando disse que está em curso a construção da Secretaria Administrativa de Cambine, construção e vedação da praça dos Heróis, bem como foi construída uma casa de mãe-espera em Mahangue e reabilitação do edifício dos Serviços Distritais de Actividades Económicas. No que diz respeito às vias de acesso, a Administradora de Morrumbne disse que Um dos beneficiários do FDD no distrito de Morrumbene Cont. na pág 6 Moçambique | Jornal do Governo 5 Reportagem Cont. da pág 5 foi pavimentado o acesso à residência oficial, num percurso de 200 metros, estando em curso a manutenção de rotina de 80 quilómetros de estrada da EN1 a Sitila e Cambine a Mocodoene. Como desafio para o ano de 2014, aquele dirigente adiantou que a prioridade será a estrada que dá acesso às estâncias turísticas de Linga-linga. Falando da urbanização de Morrumbene, Elça Armando disse que foi identificada uma zona de expansão e foram demarcados 16 talhões que estão no processo de ocupação peloos funcionários públicos, jovens e residentes interessados. Na área de abastecimento de água, a a Administradora de Morrumbene disse que o distrito possui 193 furos de água, destes 141 estão operacionais e 53 avariados. 28 mini- sistemas de abastecimento de água, totalizando uma taxa de cobertura de 67,75 por cento. A dirigente disse que a maioria dos furos avariados localiza-se nas localidades do interior, onde a água encontra-se a grandes profundidades, chegando a atingir em média 70 metros. Saúde, mulher e acção social No que diz respeito a estes sectores, Elça Armando disse que Morrumbene possui 10 unidades sanitárias do Sistema Nacional de Saúde, que com contam com o auxílio de 23 Agentes Polivantes de Educação Sanitárias. A nível deste distrito foram realizadas 18 jornadas de limpezas, que permitiram que o o distrito não registasse casos de cólera nos últimos 5 anos. Rede escolar Segundo Elça Armando, o distrito conta actualmente com 85 escolas, das quais 78 de ensino primário, 5 do ensino secundário e 2 do ensino técnico profissional, com um total de 40.289 alunos, assistidos por 958 professores. A fonte disse ainda que as autoridades locais estão empenhadas na Alfabetização e Educação de Adultos, contando, neste momento, com 153 centros, que albergam 2.780 alfabetizandos, assistidos por 153 alfabetizadores. Sobre a orientação presidencial “Um Aluno, Uma Planta”, a Administradora de Morrumbene disse que o distrito conta com 40.183 plantas diversas, desde fruteiras e árvores de sombra. Fundo de desenvolvimento distrital O Governo central alocou ao distrito de Morrumbene, para o ano 2013, cerca de 11.431.000,00 meticais e, até ao primeiro semestre, foram usados 10.279.506,68 meticais o que corresponde a 90 por cento de execução, deste fundo. Foram aprovados 152 projectos, financiados 132 iniciativas, 20 das quais destinadas à produção de comida e 112 de geração de rendimento. Elça Armando disse que os mutuários são incentivados a reembolsar o valor, para que outros beneficiários tenham acesso ao fundo. Segundo ela, de 2001 a 2013 foi disponibilizado um montante de 45.613.503,34 meticais, tendo sido reembolsados 2.391.963,98 meticais. Segundo a Administradora de Morrumbene, desde a implementação do Fundo de Desenvolvimento Distrital, em 2007, foram criados 2.107 postos de emprego permanente e 2.113 sazonais. Agro-processamento Elça Armando disse que o distrito é potencial na produção de Manga “daí que estamos a preparar o primeiro festival de Manga, onde iremos expor variedades e derivados da Manga, desde compotas até às conservas, de modo a que esta fruta não continue a se deteriorar”. A Banca A Administradora de Morrumbene disse que o maior desafio do governo daquele distrito é a implantação de bancos no distrito, visto que a maioria dos funcionários que recebe os seus salários dirige-se aos distritos vizinhos como Massinga e Maxixe. Segundo a fonte, os agentes económicos locais correm o risco de serem assaltados a caminho das agências bancárias para efectuarem o depósito, acrescentando que “neste momento já disponibilizamos um espaço para qualquer banco que quiser se estalar no distrito”. Pesca Segundo a Administradora de Morrumbene, como forma de diminuir a pressão sobre a costa e garantir uma pesca sustentável, foram financiados, através do Fundo de Fomento Pesqueiro, 14 projectos de desenvolvimento. A inicitiva destina-se ao apoio dos pescadores em várias áreas, desde a criação de frangos, compra de equipamento como congeladores, redes de pesca, como forma de evitar que este grupo social se dedique somente à pesca, isto é, para que os pescadores não se façam ao mar diariamente. Linhas grátis de emergências dos serviços públicos e de Apoio ao Cidadão Águas da Região de Maputo 6 -800 700 600 ou 82 07 00 600 ou 84 07 00 600 Alô – Vida – Aconselhamento em Saúde Sexual e Reprodutiva -149 Corpo de Salvação Pública – Delegação de Maputo -82 198 ou 21 32 22 22 10 Cont. na pág. 14 EDM – Maputo -84Moçambique 14 55 ou 84 31 45 147| Jornal do Governo Cruz Vermelha de Moçambique – Delegação de Maputo 8 -21 32 07 150 Agenda & Efemérides 2006- Morrem Josué Martins Romão, 88 anos, militante comunista, preso durante 16 anos no Tarrafal, em Cabo Verde, depois de ter participado na Revolta dos Marinheiros de setembro de 1936; Bruno Carvalho, 31 anos, alpinista, que integrava a expedição à montanha Shisha Pangma, no Tibete; e Pieter W. Botha, 90 anos, antigo presidente da África do Sul, durante o regime do apartheid. 2007- O Governo aprova uma proposta para facilitar os pedidos de reforma antecipada pelos trabalhadores da administração pública, que poderão solicitá-la em 2008 se tiverem 33 anos de serviço, ou 65 anos de idade e 15 de serviço 2008 - A Comissão Europeia aprova a aquisição das filiais ibéricas da Exxon Mobil pela Galp Energia, mediante a alienação de alguns ativos e participações por parte da Galp. - Encerra a XVIII Cimeira Iberoamericana com a assinatura da "Declaração de São Salvador" que apela para uma cimeira mundial de chefes de Estado e de governo nas Nações Unidas para responder de "emergência" à crise financeira internacional 2009 - A artista plástica Ana Luísa Ribeiro é a vencedora da sétima edição do Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, com a obra "Sem título (subject matter)". O prémio, com periodicidade bienal, é organizado conjuntamente pela autarquia de Marco de Canavezes e pelo Museu Amadeo de Souza-Cardoso. - Crise económica e financeira: Pelo menos 20 milhões de pessoas estão sobreendividadas na União Europeia, de acordo com os dados divulgados pela Rede Europeia da Dívida do Consumo. - Morre António Sérgio, o último radialista de programas de autor, o realizador que marcou gerações, o criador de Rotações, Som da Frente, Rolls Rock, A Hora do Lobo ou Viriato 25, voz da Rádio Renascença, nos anos de 1970, da Rádio Comercial e, por fim, da Radar, 59 anos. - Morre Qian Xuesen, cientista chinês, pioneiro da tecnologia espacial da China, 95 anos. 2010 - Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), é eleita a primeira mulher Presidente do Brasil, com a ajuda do padrinho político, Lula da Silva, também o primeiro operário a presidir o país. Este é o tricentésimo quarto dia do ano. Faltam 61 dias para o termo de 2011. Pensamento do dia: " O prazer visita-nos muitas vezes, mas a mágoa agarra-se cruelmente a nós". John Keats (17951821), poeta inglês. Lusa/Fim. Moçambique | Jornal do Governo 6 Reportagem Com implantação de novas infra-estruturas Duplica número de consumidores de água ao domicílio na cidade de Inhambane Por Mavildo Pedro/ Moçambique permite uma margem de segurança de 16 por cento. A fonte disse que existem dois sistemas que fornecem água ao Município de Inhambane, a Estação de Tratamento de Água (ETA) e o sistema de Tofo. “Grande parte dos clientes, cerca de 80 por cento, é servida pela Estação de Tratamento de Água” Desafios Director da área operacional da cidade de Inhambane, Cipriano dos Santos Segundo o director do Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG) para a Área Operacional da cidade de Inhambane, Cipriano dos Santos, actualmente, o sistema de abastecimento de água àquela urbe abrange 72 mil clientes, dos quais cerca de 12 mil possuem ligações domiciliárias. Cipriano dos Santos disse que para cobrir os residentes que não possuem ligações domiciliárias, a cidade de Inhambane conta com 35 fontenários distribuídos em diversos bairros. “A cidade de Inhambane tem uma taxa de acesso à água que tende a crescer, isto significa que há disponibilidade de água mesmo que as pessoas não tenham acesso às ligações domésticas” O director do FIPAG para a Área Operacional da cidade de Inhambane referiu que apesar de ter uma capacidade de 480 metros cúbicos por hora, com a actual demanda, o sistema de abastecimennto de água local produz 320 metros cúbicos por hora. “Estamos a explorar cerca de 84 por cento da capacidade do sistema e, continuamente, fazemos o acompanhamento da demanda”, disse dos Santos. Cipriano dos Santos afirmou que o investimento feito na área de infraestruturas de abastecimento de água Cipriano dos Santos disse que o FIPAG em Inhambane tem como desafios o cumprimento do Plano Económico Social (PES) 2013, fazer a manutenção do sistema de abastecimento de água (SAA), assegurar o cumprimento do Plano da Autarquia e a sustentabilidade económica e financeira. O director do FIPAG na cidade de Inhambane explicou que a estrutura em uso foi herdada e reabilitada para aumentar a sua capacidade. Para garantir o funcionamento da Estação de Tratamento de Água e dos centros distribuição, Cipriano dos Santos disse que foram investidos cerca de 67 mil milhões de meticais em equipamentos para o transporte e captação de água, reabilitação dos poços, aquisição de filtros e tratamento da água, reservatórios de elevação e de reserva. “A cidade de Inhambane foi integrada na gestão delegada em 2004. E, desde esse período, foram realizados investimentos. Os últimos, em 2012, são os furos”, disse dos Santos. Em conversa com o Jornal Moçambique, o Secretário do Bairro Muelé II, Inácio Jossefa, afirmou que está garantido o abastecimento de água a esta zona e que o mesmo tende a melhor. “Dos cinco quarteirões existentes, quatro estão ligados à rede de abastecimento de água do FIPAG”, disse Jossefa. Inácio Jossefa disse que actuamente, a maioria dos residentes do Bairro Muelé II possui torneiras nas respectivas casas, o que, segundo ele, permite que consumidores tenham acesso à água durante 24 horas, a preços acessíveis. O Secretário do Bairro Muelé disse que antes da intervenção do FIPAG, os residentes desta área de Inhambane dependiam de poços para terem acesso à água. Jossefa lamentou o facto de existirem zonas que enfrentam problemas de falta de água, tendo destacado o quarteirão D deste bairrro como sendo o que mais dificuldades regista na procura deste líquido. Posto do FIPAG em Inhambane Moçambique | Jornal do Governo 7 Noticiário Gás natural no país Sector automóvel prevê atingir, até 2020, consumo de 1MGJ/ano de gás natural Por: Isídio Bila/Redacção Estes dados foram avançados pelo Director Comercial da Autogás S.A, Amândio Guiticua, num evento organizado pela IPAD-Moçambique Energia e Gás, nos dias 22 a 24 de Outubro corrente, cujo objectivo era atrair investimentos estrangeiros e nacionais para as áreas de infraestruturas, formação técnica de mão-de-obra, bem como criar uma plataforma de intercâmbio entre os investidores. Segundo Amândio Guiticua, o país dispõe de quantidades sustentáveis de gás natural, sendo que nas regiões de Pande e Temane foram descobertos 3,6 triliões de pés cúbicos, o equivalente a 3.600 Milhões de Giga joules (MGJ) e na Bacia do Rovuma 150 triliões de pés cúbicos, equivalentes a 150.000 MGJ. Director Comercial da Autogás SA, Amândio Guiticua No que diz respeito ao consumo de gás natural no país, Guiticua disse que “ate 2009 foram consumidos apenas 14.6 Milhões de Giga joules (MGJ), contra os 334.2 MGJ consumidos pela África do Sul e, deste número, o sector automóvel consome apenas 1 por cento, gasto pelas viaturas convertidas e autocarros importados para o transporte público”, avançou Guiticua. No evento, foram igualmente discutidos temas referentes à exploração do gás natural, investimentos no país, gestão integrada de riscos e segurança na exploração, criação de um mercado nacional do gás, consumo do gás em Moçambique, entre outros. Na abordagem referente à criação de um mercado nacional de gás, o director-geral da Autogás Moçambique, João das Neves, disse ser necessária a promoção de investimentos para a criação de uma rede de distribuição de gás nacional (gasodutos) que liguem as fontes de exploração às principais capitais provinciais, garantir um preço acessível do gás, como forma de estimular o seu uso para desenvolver a economia nacional. Acompanhar e assistir os projectos pioneiros para que não abortem na fase inicial, visto que este tem maior capacidade de mobilizar recursos, bem como deve “ajudar a garantir a sustentabilidade dos projectos por meio de apoio na criação de consumidores onde eles ainda não existem”, disse a fonte. Participaram do evento, realizado em Maputo, representantes de empresas nacionais, estrangeiras, de instituições ligadas à exploração do gás natural, entre outros intervenientes. Ainda sobre esta matéria, João das Neves acrescentou que o Estado deve Estrada Morrumbene-Sitila em reabilitação Por Mavildo Pedro/ Moçambique O Fundo de Estradas em Inhambane está a reabilitar a via que liga o distrito de Morrumbe às zonas de Mapanga e Massinga, através da região de Londzuane. Segundo o delegado provincial da Administração Nacional de estradas (ANE) em Inhambane, Fernando Dabo, as obras de reabilitação do troço Morrumbene-Sitila arrancarram no início do ano passado e devem ser entregues em Dezembro deste ano. “Temos lá um empreiteiro que está a executar as actividades desde o início do ano passado, num contrato de dois anos e, até ao fim de 2013 a obra deve ser entregue”, disse o delegado da ANE. Fernando Dabo disse tratar-se de um troco de 60 quilómetros e que neste momento decorre a reparação da plataforma, correcção e construção do sistema de drenagem, colocação de aquedutos, tendo em vista a transitabilidade da via e a ligação dos povoados do traçado da estrada, como é o caso de Madila, Inguane e Chingondzo. As obras de reabilitação da estrada Morrumbene-Sitila estão avaliadas em cerca de 5.289.697 meticais desembolsados pelo Fundo de Estradas. Ficha Técnica Propriedade do Gabinete de Informação Registo Nº11/GABINFO-DEC/2013 PERIODICIDADE: Semanal DIRECTORA: Túnia Macuácua EDITOR: Mendes José REDACÇÃO: Elisete Muiambo, Manuel Zavala, Mavildo Pedro MAQUETIZAÇÃO: Jornal Moçambique REVISÃO: Marcelino E. Mahanjane MAPUTO, Av.Francisco Orlando Magumbwe Nº780 5º Andar - [email protected] www.portaldogoverno.gov.mz Moçambique | Jornal Jornal do do Governo Governo 8 Reportagem Protecção Social no país 22 Mil agregados familiares beneficiam do PASP Agenda & Efemérides Por: H.Zandamela/TomásMondlane/MMAS Saúde e Desporto encerram “Semana de Protecção Social “ em Maputo O Programa Acção Social Produtiva (PASP) executado pelo Ministério da Mulher e da Acção Social (MMAS), através do INAS em parceria com alguns Conselhos Municipais e Governos, abrange um total de 21.842 agregados familiares, em sete províncias, desde 2012. A iniciativa destina-se à população que vive em situação de extrema pobreza e recorre ao uso de mãode-obra intensiva na limpeza de estradas, remoção de lixo nas cidades e em outros locais públicos. Numa primeira fase, o programa foi implementado nas províncias de Tete, Manica, Sofala, Inhambane, Gaza, Maputo e Maputo-cidade. Dados do MMAS indicam que o PASP vai, a partir do próximo ano, abranger, gradualmente, as restantes províncias do país, devendo atingir 93.600 beneficiários até 2017. Trata-se de dados divulgados no âmbito da Semana de Protecção Social, que decorreu recentemente no país sob o lema “Investir na Protecção Social é Investir no Capital Humano”. O director Nacional de Acção Social no MMAS, Miguel Maússe, disse que o Governo continua a reflectir sobre as melhores formas de implementação de vários programas no âmbito da Estratégia Nacional de Segurança Social Básica 2010-2014. O Governo aprovou, em 2009, o Re g u l a m e n t o d o S u b s i s t e m a d e Segurança Social Basica e, em 2010, a Estrategia Nacional de Seguranca Social Básica 2010-2014 (ENSSB), que definiu quatro pilares de intervenção, nomeadamente, Acção Social Directa, Acção Social Escolar, Acção Social Saúde e Acção Social Produtiva. A componente de Acção Social Produtiva visa desenvolver um conjunto de intervenções para promover a inclusão sócio-económica das familias situação de vulnerabilidade extrema. “Então, o PASP constitui uma estratégia multi-sectorial que visa promover a inclusão sócio-económica da população vulnerável e, em situação de insegurança alimentar, com capacidade para trabalhar”, sublinhou Mausse. No decurso da Semana de Protecção Social, a direcção máxima do MMAS visitou alguns grupos envolvidos no PASP na província de Maputo e Maputo-cidade, sobretudo na limpeza das vias públicas, drenagens e construção de estradas terciárias recorrendo a mão-de-obra intensiva. ”Fiquei satisfeito por ter visitado alguns grupos e encontrei lá pessoas entusiasmadas com o trabalho que desenvolvem. O que apelamos aos beneficiários é que adiram ao programa de alfabetização, porque o programa terá três anos e no fim do mesmo, eles passarão para um outro de geração de rendimento. Por isso, é importante que tenham algum conhecimento para poderem ter uma base para gerir os seus empreendimentos”, disse Vice-Ministro da Mulher e da Acção Social, Virgílio Mateus, no fim da visita aos distritos Ka-Maxaquene e Ka-Nlhamankulo. A nível da cidade de Maputo, o PASP é implementado nos distritos Ka-Mpfumu, com 90 beneficiários, Ka-Nlhamankulo com 230, Ka-Maxaquene com 170, KaMavota com 230, Ka- Mubukwana com 160, Ka-Tembe 70 e Ka-Nyaka com 50. Entretanto, os programas implementados pelo MMAS, através do Instituto Nacional da Acção Social (INAS), abrangem um total de 325.556 agregados familiares em todo o país. Este número corresponde aproximadamente a 1.627.780 pessoas e uma média nacional de 15,54 por cento de cobertura dos agregados familiares pobres em diferentes programas. Desses programas, o destaque vai para o Programa Acção Social Directo com 31.997 agregados familiares, dos quais 13.639 homens e 18.358 mulheres, o Programa de Segurança Social Básica assiste 280.086 agregados dos quais 98.731 homens e 181.355 mulheres. O orçamento alocado aos programas de assistência social cresceu de 433.427, 50 milhões de meticais, em 2008, para 1.662.266,86 milhões de meticais em 2013. No âmbito da Estratégia Nacional de Segurança Social Básica 2010-14, através da Resolução n° 17/2010, de 27 de Maio, foram aprovados novos programas de segurança social básica pelo Decreto n° 52/2011, de 2 de Outubro, bem como a revisão dos novos escalões do Subsídio Social Básico, através do Decreto n 50/2012, de 28 de Dezembro. O mesmo decreto aprovou o Programa Subsídio Social Básico, Programa Apoio Directo e o Programa Serviços Sociais de Acção Social. Saúde e Desporto encerram “Semana de Protecção Social “ em Maputo Feira de saúde e actividades desportivas (ginástica e futebol) encerraram, no Sábado passado, a 'Semana de Protecção Social', na cidade de Maputo, num evento que contou com cerca de 600 participantes, entre os funcionários do Ministério da Mulher e da Acção Social (MMAS), instituições parceiras e o público em geral. O arranque das actividades foi orientado pela Ministra da Mulher e da Acção Social, Iolanda Cintura, e pelo Vice-Ministro, Virgílio Mateus, num ambiente divertido, cujo lançamento da efeméride iniciou com uma marcha abrilhantada pela banda militar. Na partida de futebol, realizada entre as equipas femeninas do Instituto Nacional de Acção Social (INAS) e do MMAS, as 'rivais” não foram para além de um empate a uma bola, golos marcados através de penalte. Nos masculinos, entre o INAS e o MMAS, orientados por Otílio Tembe e Miguel Maússe, nenhum golo foi marcado apesar das equipes tenham-se empenhado bastante. O evento constituiu um momento de convívio, que encerrou as comemorações das festividades da Semana de Protecção Social. Moçambique | Jornal do Governo 9 O SERVIDOR PÚBLICO Procedimento de Tramitação de Documentos Breves MINISTRO BALOI NOMEIA NOVO DIRECTOR ADJUNTO DA DAJC E CÔNSUL GERAL EM DUBAI Ao abrigo do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado, o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, nomeou: Artur Domingos Veríssimo, técnico superior N2, às funções de Director Adjunto da Direcção de Assuntos Jurídicos e Consulares (DAJC) do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC). Na produção O ciclo de vida dos documentos começa com a sua produção e é nesta fase que iniciam as retinas de protocolos. No momento da produção do documento, o funcionário que o elabora deve observar os seguintes passos: Produzir (digitar ou dactilografar) o documento em triplicado. Classificar o documento no espaço reservado para o efeito (colocar o código) – (ver figura 1) Determinar, se o houver, o grau de sigilo (segredo do estado, secreto, confidencial e restrito) Determinar o grau de urgência (muito urgente, urgente e normal) Fazer referencia no documento sempre que tiver anexo Assinar o documento e sempre se tiver mais de uma pagina rubricar as outras Enviar o documento para expedição na secretaria Na expedição Verificar se a classificação do documento está correcta Verificar se no documento não faltam folhas ou anexos Numerar o documento e as copias e completar a data Carimbar o documento e as cópias (sempre que necessário carimbar ou escrever o grau de sigilo e de urgência). Os graus de sigilo e de urgência são colocados no canto superior direito do documento Registar o documento no livro de saída da correspondência Separar o original das cópias Registar o documento no livro de protocolo Por o original e anexos no envelope apropriado (não transparente) e selar ou lacrar Colocar no envelope a referencia do documento, os dados do destinatários, o carimbo da instituição, o grau de urgencia ou sigilo (para alem do carimbo deve-se agrafar o respectivo verbete) Expedir o original com os anexos através do livro de protocolo externo ou guia de remessa devidamente preenchidos Nunca se deve usar a cópia do documento como protocolo Arquivar uma cópia do documento e os antecedentes na pasta do respectivo assunto devidamente identificado O FUNCIONARIO A SERVIR CADA VEZ MELHOR O CIDADÃO Arquivar correctamente para facilitar a localização dos antecedentes Enviar outra cópia para o arquivo do produtor do documento Organizar o expediente atempadamente para evitar atrasos depois da assinatura do mesmo Programar a distribuição de expediente de acordo com a localização das instituições Organizar o transporte para a distribuição do expediente. Em locais próximos da instituição a distribuição pode ser feita a pé. Assegurar que o expediente seja distribuído pelo menos duas vezes por dia de manha (08:00 horas) e à tarde (13:00 horas) Garantir que os documentos cheguem a tempo protocolados e seguros Garantir que nenhum estafeta leve para casa documentos documentos e livros de protocolos da instituição . José Bernardo Maneia, especialista, às funções de Cônsul Geral da República de Moçambique em Dubai, Emiratos Árabes Unidos Olga Essita Sambo, técnica superior N1, às funções de Cônsul da República de Moçambique em Durban, República da África do Sul. Veríssimo ocupou anteriormente o cargo de Cônsul de Moçambique em Nelsprit, na África do Sul, e Maneia foi Director Adjunto da Direcção Integração Agenda & Efemdeérides Regional e Continental (DIRCO) no MINEC e Sambo desempenhou até à sua nomeação as funções de Directora Adjunta da DAJC no MINEC. O Ministro Baloi também exarou o despacho de cessação de Rafael Pedro, técnico profissional de administração pública, das funções de Cônsul da República de Moçambique em Durban. VICE-MINISTRO HENRIQUE BANZE CHEFIA DELEGAÇÃO MOÇAMBICANA NO CONSELHO DE MINISTROS DOS PAÍSES DA ORLA DO OCEANO ÍNDICO Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Henrique Banze, chefia a delegação moçambicana que vai participar na XIII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Associação dos Países do Oceano Índico para a Cooperação Regional (IOR-ARC), a ter lugar na cidade de Perth, Austrália, no dia 01 de Novembro de 2013. O Conselho de Ministros da IOR-ARC agendou a discussão de assuntos referentes à segurança marítima, promoção de investimentos, facilitação do comércio, cooperação interuniversitária, redução dos riscos de desastres naturais e promoção da cultura e do turismo, objectivos iniciais que levaram à criação da associação em 1995.Esta organização de 20 países vai mudar, na reunião de Perth, o actual nome para Associação da Orla do Oceano Índico (IORA- na sigla inglesa), Na recepção mas manterá os seus propósitos A recepção de documentos ou de correspondência em qualquer instituição é feita na originais.A Associação é composta pelos secretaria e obser5va os seguintes passos: seguintes países: Austrália, Bangladesh, Receber e verificar se o documento ou correspondência é de carácter ostensivo (normal), Comores, Índia, Indonésia, Irão, Quénia, sigiloso ou particular (pessoal) Madagáscar, Malásia, Maurícias, Abrir o envelope ( carácter ostensivo) na presença do estafeta, para conferir se o doicumento M oçambique, Omã, Seychelles, esta completo (paginas, anexos) Singapura, África do Sul, Sri Lanka, Verificar se a referencia que consta no documento é a mesma do livro do protocolo externo Tanzânia, Tailândia, Emiratos Árabes Cont. na pág. 11 Assinar ou rubricar (legível) o livro e devolve-lo ao estafeta Unidos e Yemen. Moçambique dGoverno Moçambique||Jornal Jornaldo doGoverno Governo 11 10 8 Cont. da pág.10 O SERVIDOR PÚBLICO Entregar ao estafeta os documentos destinados à sua instituição, caso existam, obedecendo sempre às regras de expedição. Ler e reclassificar o documento (classificação e grau de sigilo), caso seja necessários. Quando o documento possuir anexos deve-se verificar se estão classificados. Elaborar o resumo do assunto Registar o documento no livro de entrada de correspondência, tendo em conta o resumo do assunto já elaborado e preencher todos os espaços existentes Apor o carimbo de entrada no canto inferior direito da primeira pagina do documento e preencher os espaços existente Verificar a existência de antecedentes, caso existam, solicita-los ao sector que os detém e proceder à sua junção Registar o expediente no protocolo interno Elaborar a ficha de protocolo e anexar ao documento. Esta ficha deve ser preenchida em todos os sectores por onde passar o documento, para permitir o controlo dos prazos até ao despacho (decisão final) Encaminhar o documento ao seu destinatário através do livro de protocolo, no qual o funcionário que receber o documento, deve rubricar (legível) e pôr data. Submeter à secretaria de informação classificada (SIC) ou ao técnico responsável pelo tratamento da correspondência classificada sem abrir o envelope Tratar a correspondência de carácter sigiloso, obedecendo as normas do segredo estatal Obedecer à lei no tratamento da correspondência de carácter particular (confidencial e pessoal), enviando ao destinatário sem abrir o envelope Telefonar ao destinatário do documento sempre que receber correspondências de carácter urgente, na sua ausência, exemplo: receber um documento as 15:30 horas para um encontro as 08:00 horas do dia seguinte) ou outros assuntos que necessitam da sua intervenção Fonte: Ministério da Função Pública Aumenta número de Balcões no país Isídio Bila/Redacção O Banco de Moçambique (BM) realiza, de 28 de Outubro corrente a 01 de Novembro próximo, em Maputo, uma exposição infográfica sob lema “A Bancarização em Moçambique”. Pretende-se, com a exposição, divulgar o trabalho que vem sendo desenvolvido por aquela instituição bancária no que diz respeito à inclusão financeira do cidadão, bem como estender os serviços financeiros à escala nacional, com enfoque para as zonas rurais. Dados apresentados na exposição indicam que a cidade de Maputo tinha, em 2005, 122 agências bancárias e, até 2012, a capital do passou a contar com 186. A província de Maputo, passou de 25 balcões para 51, Gaza passou de 16 para 31, Inhambane de 16 para 29, Sofala de 26 para 46, Manica de 14 para 25, Tete passou de 11 para 34, Zambézia de 10 para 26, Nampula de 22 para 51, Cabo Delgado de 8 para 16 e Niassa paasou de 4 balcões para 10. Isto signfica que em 2006, o país tinha 274 balcões e, até 2012, passou a contar com 505 agências bancárias. A Directora da Filial do Banco de Moçambique na cidade de Maputo, Carla Marina Timóteo, disse que a expansão da banca no país é feita em Directora da filial do Banco de Moçambique na cidade de Maputo, Carla Marina Timóteo estruturas, vias de acesso e comunicação, bem como de factores ligados ao ordenamento territorial. “É normal o crescimento diferenciado na implantação de balcões nas províncias ou distritos, pois há vários factores que ditam a implantação da banca”, disse a fonte. A exposição do Banco de Moçambique decorre no âmbito do XXXVII Conselho Consultivo do BM, realizado este ano, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, com o propósito de mostrar os resultados da implementação do projecto de Bancarização, durante os 5 anos de vigência, através de infografias, vídeos e outros suportes. O BM já realizou exposições em Pemba, Nampula, Lichinga, Beira, Tete, Quelimane e Maxixe e esta, que decorre na capital do país, marca a última etapa desta iniciativa. Maputo. Moçambique dGoverno Moçambique||Jornal Jornaldo doGoverno Governo 11 11 Cresce parceria público-privada no país Noticiário Por Mavildo Pedro/ Moçambique O Governo promove cada vez mais parcerias público-privadas para garantir mão-de-obra qualificada no p a í s . N e s t e s e n t i d o, v á r i o s memorandos de entendimento têm sido assinados com diversas instituições nacionais e internacionais. A Ministra do Trabalho, Helena Taipo, disse, no fim do Vigésimo Quinto Conselho Coordenador do pelouro, realizado, semana passada, na vila da Namaacha, província de Maputo, que o Governo nota um crescimento na parceria públicoprivada no âmbito da promoção do emprego e na procura de soluções para a formação de mão-de-obra qualificada nacional. Helena Taipo disse que o impacto dessas parcerias é positivo, sobretudo na implementação dos memorandos firmados com algumas entidades empregadoras. “Foi nessa filosofia que nos levou a que n e s t e c o n s e l h o c o o r d e n a d o r, rubricássemos 5 novos memorandos de entendimento com diferentes agentes económicos nacionais e internacionais”, disse Taipo. A Ministra do Trabalho referiu que o desenvolvimento sócio-económico do país coloca desafios na área do emprego e formação profissional, atendendo o crescente número de jovens que atingem a idade activa e procuram emprego, por um lado e, por outro, a escassez das oportunidades de emprego e as exigências do mercado de trabalho. Recursos Humanos Para a Ministra do Trabalho, os recursos humanos constituem a principal ferramenta para o desenvolvimento de qualquer organização, sendo que o desenvolvimento tecnológico e os paradigmas que assentam na globalização Ministra do trabalho, Maria Helena Taipo, no lançamento da Campanha de Pagamento de Benefícios de Providência Social impõem a necessidade da qualificação dos nossos quadros com níveis de formação direccionados a cursos relevantes para a instituição, o que implica o apoio financeiro nos encargos inerentes à sua formação académica e profissional. “É assim que um dos temas relevantes e de grande impacto que discutimos ao longo destes dois dias de trabalho, se insere na definição dos critérios de atribuição de bolsas de estudo aos quadros do Ministério do Trabalho para os níveis médio, licenciatura e mestrado” recordou a dirigente. Helena Taipo disse que apesar do elevado crescimento na área de investimento nacional e estrangeiro, sobretudo, na área da mineração, gás e petróleo, muitos moçambicanos continuar a sair do país a procura oportunidade de emprego. A dirigente disse que o Governo, ciente desta realidade, tem vindo a desenvolver acções junto das comunidades, das instituições e das associações para apoiar os mineiros e ex-mineiros na República da África do Sul. “É de capital importância continuarmos com os esforços visando o desenho de estratégias para a absorção de extrabalhadores mineiros nos grandes projectos, dada a experiência e qualidade dessa mão-de-obra”, afirmou a Ministra do Trabalho. Segundo Helena Taipo, o emprego e formação profissional faz com que sejam redobrados esforços com vista a vencer os desafios de recrutar, capacitar e aperfeiçoar novos formadores, construir novos centros de formação profissional e escolas técnicas de formação profissional nas zonas onde há necessidade, em função do desenvolvimento económico e social, da nova dinâmica e do tipo de investimentos que o país reconhece nos últimos tempos. combustíveis. Na sua intervenção, Salvador Namburete disse que para promover investimento neste sector está em curso a elaboração do Atlas de Energias Renováveis e o regime tarifário para as energias renováveis (feed-in-tariff), que serão aprovados este ano pelo Conselho de Ministros, acrescentando que “a elaboração da Estratégia de Conservação e Uso Sustentável da Energia da Biomassa consta também dos documentos a serem aprovados”. Segundo Namburete, outro contributo do Ministério da Energia para a economia nacional é a construção da Fábrica de Painéis Solares em Maputo, empreendimento que permitirá a distribuição desta fonte de energias limpas mais competitivas no mercado nacional. A expansão e o acesso à energia inclui um total de 340 postos de abastecimento de combustível no âmbito do programa de Incentivo Geográfico. Ainda no plano dos combustíveis fósseis, o Ministério da Energia destacou a entrada em funcionamento da primeira estação de serviço de gás comprimido no país, uma iniciativa que se junta aos já existentes postos de abastecimento dos Transportes Públicos. Acesso à energia Moçambique nos lugares cimeiros Por: Leonel Alburquerque/ Redacção Moçambique é um dos três países da região da África Austral com elevada taxa de acesso à energia eléctrica. Dos 128 distritos do país, 112 estão ligados à rede eléctrica nacional. Esta informação foi avançada, na quartafeira passada, pelo Ministro da Energia, Salvador Namburete, na VII Reunião Anual Conjunta de Avaliação deste ministério e os parceiros de cooperação internacional. O encontro serviu para passou em revista as realizações do Ministério da Energia, no que diz respeito ao fornecimento de energia eléctrica, renovável e Moçambique | Jornal do Governo 12 Nossa História/Nossa Terra Homenageado Herói nacional Luís Joaquim Marra Luís Joaquim Marra nasceu a 26 de Setembro de 1946, no distrito de Caia, província de Sofala. Marra integrou a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) em 1967, tendo se destacado em várias frentes de combate na província de Cabo Delgado, entre os anos 1969 e 1973, sobretudo nos meados de 1970, na “Operação No Górdio” liderada pelo general português Kauza de Arriaga, onde Marra foi uma importante peça na vitória da Frente de Libertação de Moçambique. Depois de se juntar ao movimento, em 1967, o herói iniciou treinos no Centro de Preparação Político-Militar de Nachingwea, na Tanzania, onde estava baseada a Frelimo e teve formação em artes de guerrilha e em outras matérias da ciência militar. Mais tarde, estudou para a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e, após o seu regresso juntou-se à Frente de Cabo Delgado, fixando-se na Base Ngungunyane. Dentre várias funções assumidas durante a luta, Joaquim Marra foi Comandante Provincial Adjunto de Artilharia em Cabo Delgado e, simultaneamente, responsável pelo Comando do 2/o Sector. Marra morreu numa emboscada da tropa colonial portuguesa contra a FRELIMO no dia 5 de Setembro de 1973, no povoado de Moçambique C, no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado. Luís Joaquim Marra deixou viúva e um filho, que morreu nos princípios de Maio de 2010, na aldeia Matambalale, distrito de Muidumbe, na província de Cabo Delgado, onde vive a esposa do herói. A viúva de Marra é também combatente da Luta de Libertação Nacional. Luís Joaquim Marra é patrono de um estabelecimento de ensino, em Chimoio, província de Manica, a Escola Industrial e Comercial Luís Joaquim Marra, infra-estrutura ora devolvida à Igreja Católica pelo Estado moçambicano. Em Outubro corrente, com a presença do Presidente da República, membros do Governo e vários convidados, foi realizada uma cerimónia de homenagem ao herói Luís Joaquim Marra, no regulado de Marra, no distrito de Caia, local onde estão sepultados os restos mortais dos parentes do destacado combatente da Luta de Libertação Nacional. Fonte: Compilação de estratos do discurso do PR Armando Guebuza, do jornal O Pais, AIM, Internet Curiosidades Praça dos heróis moçambicanos A primeira pedra que assinala o início da construção do monumento aos heróis moçambicanos foi lançada a 25 de Junho de 1975, dia da independência nacional. A cerimónia oficial de inauguração desta praça foi realizada a 3 de Fevereiro de 1979, data em que foram transladados os restos mortais dos heróis nacionais, vindos da República Unida da Tanzania. No total, eram seis corpos, nomeadamente, Eduardo Mondlane, Filipe Samuel Magaia, Paulo Samuel Kankhomba, Josina Machel e Francisco Manyanga. Nesta cripta repousam os restos mortais de 26 heróis nacionais, dentre os quais, destacam-se os combatentes da luta de libertação nacional e outros que se evidenciaram por diversos feitos. Actualmente, a Praça dos heróis está a beneficiar de obras de reestruturação, com o financiamento de fundos do Estado. Os trabalhos visam 8melhorar a imagem da Praça através da substituição do material usado para a edificação daquela infra-estrutura. Essencialmente, os trabalhos vão centrar-se na reabilitação dos sistemas interno e externo de iluminação, de rega, melhoramento dos acessos e alargamento dos espaços para a concentração dos convidados às cerimónias do Estado. Pretende igualmente melhorar a protecção da Praça e o respectivo jardim, que terá dimensões ligeiramente menores em relação às actuais para dar lugar ao alargamento do pavimento. Outra inovação a ser introduzida na Praça é a preparação do local para o uso do gás natural, cujas condutas estão a ser instaladas, neste momento, nas cidades de Maputo e Matola e a transferência dos postes de iluminação para os passeios da Praça. A Praça possui uma área de 84 metros quadrados. O diâmetro geral do monumento (estrela) é de 24 metros, com uma altura de 6 metros acima do nível do terreno e de 2 abaixo do mesmo nível. Fonte: http://www.noticias.mozmaniacos.com/2013/07/obras-melhoram-praca-dos-herois.html#ixzz2j8XEjU Moçambique| Jornal JornaldodoGoverno Governo Moçambique 13 13 Conheça nossos heróis Moçambique| Jornal JornaldodoGoverno Governo Moçambique 13 14