Boletim de Iniciação Científica em Psicologia – 2001, 2(1): 80-91 A INTERFERÊNCIA DA CULTURA ORGANIZACIONAL NO PROCESSO SELETIVO Viviane Cristalino Pereira Marilsa de Sá Tadeucci (O) RESUMO: Esta pesquisa tem como objetivo identificar até que ponto a história, os valores e crenças de uma empresa são considerados em um processo de seleção de candidatos realizado por consultorias que, geralmente, não estão em contato diário com suas empresas contratantes. Foram pesquisadas, por meio de entrevistas semiestruturadas com profissionais que ocupam cargos de selecionadoras em cinco consultorias atuantes no mercado há mais de dois anos, e que prestam seus serviços de seleção a empresas de grande porte, tendo como principal atividade a seleção de candidatos a vagas estratégicas como gerentes, diretores, supervisores, ou seja, líderes de equipes de diferentes áreas. Como resultado percebeu-se que, em linhas gerais, as consultorias relacionaram de forma adequada o conceito de cultura organizacional. Apesar disto, as consultorias em questão, não tem clareza da origem destes conceitos e como são transmitidos nas organizações, e principalmente, de como utilizar estas informações no processo seletivo. Palavras-chave: Cultura Organizacional, Processo Seletivo, Adaptação Cultural. ORGANIZATIONAL CULTURE X SELECTIVE PROCESS THE INTERFERENCE OF THE ORGANIZATIONAL CULTURE ON THE SELECTIVE PROCESS ABSTRACT: The objective of this research is to identify how much the values, history and beliefs of a company are considered in a selection process of candidates carried through by consultorias that Viviane Cristalino Pereira; Marilsa de Sá R. Tadeucci usually are in daily contact with its contracting companies. It had been researched five consulting operating in the market that for over two years give its services to the selection of big companies, having as their main activity the selection of candidates to strategic jobs such as managers, directors and supervisors, in other words, team leaders from different areas. As result it was perceived that in general lines the consulting had related in a suitable way the concept of Organizational culture. Nevertheless, these consulting are not very aware of the origin of these concepts and how they are transmitted in organizations, but mostly not aware of how to use the following information in a selective process. Keywords: Organizational Culture, Selective Process, Cultural Adaption. Introdução Refletindo sobre o fenômeno da terceirização de serviços que ocorre em todos os setores, aliado ao interesse em conhecer os padrões de comportamentos transmitidos nas organizações foram os pontos que deram origem ao tema para este estudo. Segundo Barros (1996), até a década de 80, a seleção limitavase apenas a realizar entrevistas de admissão que tinham por objetivo confirmar o ingresso do novo colaborador à empresa uma vez que este invariavelmente era indicado por outro conforme o paternalismo presente na cultura brasileira de administrar. Porém, com a competitividade de um mercado cada vez mais agressivo, não só o processo seletivo teve que ser reavaliado, como também toda a estrutura dos recursos humanos necessitou se adaptar à nova realidade não apenas limitando-se a estas entrevistas de admissão. Hoje o conceito de seleção está ligado não apenas ao processo de atrair e recrutar novos colaboradores, mas também em estratégias de avaliação de desempenho e uma constante preocupação em não Boletim de Iniciação Científica em Psicologia – 2001, 2(1): 80-91 81 A interferência da cultura organizacional no processo seletivo perder esta mão- de- obra para o mercado. (Carvalho,1997; Bergamini, 1980) Atualmente, tem-se discutido de forma bastante ampla as técnicas e circunstâncias dos processos de seleção. Enfatiza-se muito a importância da escolha de colaboradores adequados à necessidade da empresa e quais as melhores técnicas para desenvolver esta tarefa, porém, pouco é falado sobre a nova cultura com a qual este indivíduo entrará em contato a partir de sua contratação e principalmente se há pontos de discordância em seus princípios que possam afetar a rotina e sua produtividade.(Motta, 1997). Portanto, este trabalho tem como objetivo perceber até que ponto a história, os valores e crenças de uma empresa são considerados em um processo de seleção de candidatos realizado por consultorias que geralmente não estão em contato diário com as empresas contratantes. Para que se possa melhor compreender o que é cultura e o que a compõem é necessário analisar os diferentes conceitos sobre o assunto. Partindo do ponto de vista da Antropologia serão destacados três conceitos. Primeiramente quando falamos da teoria Clássica da Administração (Lodi, 1998) verificamos que na ocasião de sua formulação entendia-se cultura como um instrumento a serviço das necessidades bi ológicas e psicológicas do homem (funcionalismo de Malinovsk), sendo assim, a organização é na verdade um instrumento para a realização de tarefas. Outra definição bastante interessante é a de que cultura é um sistema de símbolos e significados compartilhados, esta ação simbólica necessita ser interpretada, lida e decifrada para ser entendida (Antropologia Simbólica-Gertz). Há ainda a teoria da cognição organizacional onde cultura é um sistema de cognições compartilhadas. A mente humana gera a cultura pelo significado de um número infinito de regras (Etnociência- Goodenough), com este conceito pode-se dizer que organizações são Boletim de Iniciação Científica em Psicologia – 2001, 2(1): 80-91 82 Viviane Cristalino Pereira; Marilsa de Sá R. Tadeucci sistemas de conhecimento. A organização repousa na rede de significados subjetivos que seus membros compartilham. O objetivo de se destacar estes três tipos de conceitos é o de uni-los em um único considerado mais adequado, e também o atualmente mais utilizado e que melhor define cultura de acordo com os objetivos propostos na realização deste trabalho. Sendo assim, na definição de Wagner III (1999), entende-se por cultura organizacional um conjunto de valores, normas e princípios já sedimentados na vida organizacional, conjunto este que interage com a estrutura e os comportamentos, criando uma maneira peculiar e duradoura de como se procede naquela organização, baseada em certos fundamentos e almejando a consecução de determinados resultados finais. Complementando este conceito, para Chiavenato (1995), cultura é um sistema de crenças (como as coisas funcionam), e valores (o que é importante) que interagem com (penetração nos sistemas e sistema) as pessoas, nas estruturas e mecanismos de controle para produzir (efeitos) as normas de comportamento características de determinada organização. Toda organização tem um início, uma história, um princípio com objetivos básicos, sejam eles quais forem e, se ao longo do tempo forem reforçados por seus dirigentes e solidificados, poderão fazer parte da cultura organizacional como filosofia, mesmo aqueles que originados em outros países e que também trazem consigo diferenças culturais e administrativas com ressonâncias no ambiente e no clima organizacional. Sempre que entramos em contato com culturas diferentes da que estamos habituados há um mecanismo natural de adaptação que faz com que em pouco tempo estejamos familiarizados com o novo. Apesar de possuir esta tendência natural ä adaptação, não se pode garantir que isto ocorrerá sempre, existem hábitos e culturas muito discrepantes daquelas a que estamos familiarizados e que podem até causar estranheza, pois, fogem aos nossos padrões.(Kanaane, 1999). Boletim de Iniciação Científica em Psicologia – 2001, 2(1): 80-91 83 A interferência da cultura organizacional no processo seletivo Dentro do ambiente organizacional podemos dizer que há semelhanças a este exemplo; por mais que se faça um processo seletivo que se acredita completo buscando no mercado um profissional que tenha o perfil mais adequado, dentro daquilo que foi previamente estabelecido, ainda assim, não se pode garantir plenamente que o profissional irá se adaptar perfeitamente a nova empresa e sua cultura. Uma das possíveis explicações para esta dificuldade na percepção deste aspecto é que durante o processo de seleção a organização esta com suas atenções mais voltadas para as capacidades profissionais do candidato e menos para seus valores pessoais, que podem ser divergentes dos praticados pela organização. Esta diferença entre valores pessoais e organizacionais pode trazer conseqüências bastante significativas para ambos os lados. Em relação ao indivíduo, quando perceber que não está se adaptando aos padrões da organização e ao que é esperado pode se apresentar desmotivado no cumprimento de suas atividades. Já em relação à organização esta se vê diante de um profissional que não condiz com as expectativas esperadas podendo ocasionar prejuízo ao sistema, Esta é apenas uma hipótese de uma possível conseqüência de inadaptação, estes fatores terão mais ou menos importância dependendo da função desempenhada por este profissional, de como a organização se relaciona com este e de que forma isto é percebido por todos. (Carvalho, 1997; Minicucci, 1995). Apesar do número cada vez maior de profissionais que estão se especializando na área de recrutamento e seleção, pouco se sabe sobre a capacitação destes mesmos, bem como a eficiência na realização de seu trabalho. Para Bergamini (1980) mesmo com o auxílio de testes psicotécnicos, di nâmicas e outros tipos de recursos, não se pode afirmar com toda certeza que o candidato irá se adaptar aos costumes e valores da empresa mesmo que a seleção tenha usado o método mais adequado; com isto podemos pensar que uma Boletim de Iniciação Científica em Psicologia – 2001, 2(1): 80-91 84 Viviane Cristalino Pereira; Marilsa de Sá R. Tadeucci avaliação mais precisa sobre a cultura organizacional aonde o candidato irá se inserir possa talvez aumentar a probabilidade de acerto em sua escolha. Sob esta ótica é fundamental refletir se os profissionais de seleção têm a consciência da importância da questão cultural na determinação da escolha dos candidatos uma vez que a maioria das empresas terceiriza este processo. A prática comum é avaliar somente as funções a serem desempenhadas pelo futuro candidato, deixando-se de perceber o meio em que este candidato irá se inserir, bem como toda uma cultura já existente neste ambiente. Metodologia Foram entrevistados cinco funcionários de consultorias, todas atuantes ha mais de dois anos na cidade de São Paulo. As pessoas escolhidas para responder o questionário participam diretamente do processo de seleção, tendo como função avaliar qual candidato é mais adequado para determinada vaga. Dentre estes profissionais encontram-se psicólogos e administradores de empresa responsáveis pelo processo de seleção. Utilizou-se um questionário com 15 questões, algumas questões eram objetivas e foram analisadas de forma quantitativa, já as questões abertas receberam uma análise qualitativa. O objetivo principal deste questionário foi perceber se há, por parte das consultorias, conhecimento sobre o conceito de cultura organizacional e sua ressonância, bem como avaliar o quão importante é para o processo seletivo. Para que se pudesse ter uma visão inicial sobre as concepções dos responsáveis pela seleção de cada consultoria, o questionário iniciava com a seguinte questão: “Em sua opinião o que é cultura organizacional”, assim pode-se ter uma idéia inicial sobre o conceito individual de cada consultor independente do que ele praticava em seu trabalho uma vez que lhe foi pedido a opinião pessoal. Em seguida perguntou-se se o consultor achava que a cultura poderia interferir no processo seletivo e até que ponto. Boletim de Iniciação Científica em Psicologia – 2001, 2(1): 80-91 85 A interferência da cultura organizacional no processo seletivo As demais questões (em anexo) foram utilizadas para esclarecer o envolvimento da consultoria com os valores e a história das organizações à que prestam seus serviços, bem como entender até que ponto utilizam o conhecimento sobre cultura organizacional como um recurso a mais no processo seletivo. Questionário 1. Na sua opinião o que é cultura organizacional? 2. Até que ponto você acha que a cultura interfere no processo seletivo? 3. O Senhor(a) acha importante saber da história da empresa antes de selecionar um candidato? 4. Que tipos de cuidado esta consultoria toma para que o candidato selecionado seja adequado e vá de acordo com os princípios e a filosofia da empresa? 5. Que tipos de recursos são utilizados por esta consultoria para selecionar um candidato específico para uma empresa que tenha uma cultura expressiva? 6. Caso a empresa não esclareça qual a sua cultura quais são os procedimentos desta consultoria para selecionar um candidato? 7. Suponhamos que uma empresa de grande porte os contrate para selecionar um candidato para determinada vaga, então é iniciado um processo seletivo que vocês considerem completo utilizando o maior número de recursos disponíveis para preencher esta vaga, quando finalmente encontram um candidato “perfeito” para a empresa um mês depois de contratado ele desiste do emprego, em sua opinião por que isto pode Ter ocorrido? 8. No caso citado acima é realizado um acompanhamento na saída do candidato da empresa? 9. Como é possível identificar a cultura da empresa pelo perfil do candidato pedido? 10. Como é verificado se o perfil do candidato é compatível com a cultura e a realidade administrativa da empresa? Boletim de Iniciação Científica em Psicologia – 2001, 2(1): 80-91 86 Viviane Cristalino Pereira; Marilsa de Sá R. Tadeucci 11. Há um padrão para a descrição do perfil do candidato? 12. A consultoria costuma ir até a empresa para conferir os requisitos reais que a vaga exige? 13. As empresas costumam dar um retorno à consultoria sobre o processo seletivo? 14. O Sr (a) acha que as consultorias existentes no mercado levam em consideração a cultura organizacional no processo seletivo? Por que? 15. De que maneira poderia ser o processo seletivo levando-se em conta a cultura organizacional da empresa contratante? Discussão dos resultados Pode-se perceber que 100% das consultorias pesquisadas consideram importante saber da história da empresa antes de selecionar um candidato. Nota-se que isto se deve ao fato de que pela história da empresa é possível ter uma avaliação básica sobre qual o perfil de candidato que a empresa busca. Isto facilita o trabalho das consultorias que procuram organizar suas estratégias de seleção tendo por base alguns dados sobre a história e principalmente a origem e o produto da empresa. Na questão de número 08, 70% das consultorias acompanhamento entrevistadas quando o afirmam candidato que que, a realizam princípio, um foi considerado o mais adequado para a vaga, mas por algum motivo se desliga da empresa pouco tempo depois de contratado. Não foi questionado que tipo de acompanhamento é realizado, mas devido ao próprio dinamismo do negócio em que as consultorias estão envolvidas, não deve haver uma análise mais dedicada dos reais motivos que levaram o candidato a sair da empresa, e que entre as várias possibilidades, uma bastante provável seria a inadaptação do candidato aos valores e a filosofia da empresa, ou ainda as dificuldades no relacionamento com seu superior que também representa e transmite a cultura organizacional para seus subordinados. Boletim de Iniciação Científica em Psicologia – 2001, 2(1): 80-91 87 A interferência da cultura organizacional no processo seletivo Há ainda a hipótese de que as consultorias acompanhem a saída do candidato, simplesmente para verificar o próprio erro durante a seleção e enviar rapidamente outro candidato à empresa, sem avaliar adequadamente as diferenças de crenças e valores de ambos os lados. Com a questão de número 11,(Há um padrão de descrição do perfil do candidato?) pode-se refletir que cada empresa, ao requisitar candidatos ressaltando às consultorias, desde descreve características o perfil técnicas e dos candidatos de habilidades específicas, até as subjetivas, 80% das consultorias entrevistadas afirmam que não há um padrão para a descrição do perfil do candidato. Certamente agressividade em vendas, por exemplo, que é um dado subjetivo, pode ter diferentes conceitos entre as empresas, principalmente quando a cultura da empresa for bastante expressiva. Se as consultorias não estabelecem um padrão na descrição do perfil de candidatos, podem estar cometendo equívocos durante a seleção, o mesmo conceito pode ter variações muito grandes de empresa para empresa. Na questão de número 12, (A consultoria costuma ir até a empresa para conferir os reais requisitos que a vaga exige?) percebese que 70% das consultorias costumam ir até a empresa para conferir os requisitos reais que a vaga exige. Geralmente, segundo as próprias consultorias, são realizadas uma ou duas visitas para estabelecer contato e efetivar a parceria. Porém, não é possível realizar uma análise adequada dos valores e crenças da empresa em uma visita sem este propósito. Se as consultorias utilizassem mais a visita à empresa como recurso para verificar sua cultura, seria possível selecionar melhor os candidatos de acordo com as reais necessidades da empresa e de acordo com a identificação mútua de valores. Na questão de número 14, observou-se que 70% das consultorias não levam em consideração a cultura organizacional no Boletim de Iniciação Científica em Psicologia – 2001, 2(1): 80-91 88 Viviane Cristalino Pereira; Marilsa de Sá R. Tadeucci processo seletivo. Algumas alegam que o dinamismo do negócio não permite este tipo de avaliação mais criteriosa. Outros atribuem este desinteresse ao desconhecimento das consultorias sobre este assunto e suas conseqüências. Apesar de em todas as entrevistas ter sido possível perceber um conhecimento básico sobre a questão discutida, a grande maioria não utiliza na prática a seleção voltada a aspectos subjetivos. Embora não tenha sido este o tipo de análise previsto no início do trabalho, alguns dados qualitativos surgidos durante as entrevistas merecem atenção. Em todas (100%) das entrevistas, foi possível notar que há por parte dos entrevistados uma noção, mesmo que bastante genérica ou simplificada, sobre o que é cultura organizacional. Em nenhuma das entrevistas foi notado algo que fosse muito diferente do que é esperado como resposta. Em geral, os profissionais de consultorias disseram que cultura organizacional está relacionada com os valores, filosofia, crenças, hábitos e comportamentos dentro de uma empresa. Porém, não foi citado por ninguém como estes valores são passados para os funcionários, ou como esta filosofia é transmitida e divulgada pela empresa. Em todas as entrevistas realizadas, os profissionais relataram que a cultura interfere no processo seletivo, porém, não souberam descrever de que forma isto possa ocorrer. Ao indagar sobre os cuidados que a consultoria toma para selecionar um candidato que vá de acordo com os princípios da empresa, todos descreveram o processo seletivo que realizam habitualmente e que via de regra enfatiza mais as capacidades técnicas e intelectuais dos candidatos e menos a sua capacidade de adaptação. Mesmo com consciência de que é importante o conhecimento sobre a cultura da empresa, algumas consultorias não têm tempo nem recursos técnicos para realizar este tipo de avaliação. No Boletim de Iniciação Científica em Psicologia – 2001, 2(1): 80-91 89 A interferência da cultura organizacional no processo seletivo momento em que é recebida a descrição do perfil pretendido, poderia ser realizada uma análise dos dados subjetivos e assim notar que comportamento é esperado pela empresa, para selecionar melhor o candidato de acordo com a cultura, porém isto não é rotina nas consultorias analisadas, que não se dão conta deste tipo de informação. Assim pode-se concluir que as consultorias, ao selecionar os candidatos, não costumam levar em consideração a cultura organizacional do modo que afirmam, nem mesmo avaliam até que ponto isto pode influenciar durante o processo de seleção. A verificação da compatibilidade de valores pessoais com a filosofia da empresa limita-se apenas em avaliar aspectos externos como vestimentas, maquiagem e aparência dos candidatos, com o intuito de que esses elementos possam, de um modo muito simples e objetivo, evidenciar a tendência de comportamento do candidato. Seria interessante verificar em um próximo estudo, como seria um processo seletivo que evidenciasse as compatibilidades subjetivas entre os candidatos e a cultura da empresa contratante. Nem sempre há especialistas em comportamento humano para realizar este tipo de avaliação, sendo o processo realizado muitas vezes por outros profissionais e não por psicólogos. Também não são verificadas a capacidade de adaptação do colaborador nem a compatibilidade de valores entre a organização e a empresa. Referências Bibliográficas BARROS, B. T. (1996) O estilo brasileiro de administrar. (1ª ed) São Paulo. Ed. Atlas. BERGAMINI, C. W. (1980) Desenvolvimento de Recursos Humanos. 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