SUMÁRIO APRESENTAÇÃO............................................................................................................... 04 1 DO CONCEITO E DA REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO............................................... 05 1.1 Dos Estágios.................................................................................................................... 05 1.1.1 Das modalidades de Estágio.......................................................................................... 05 1.1.1.1 Da definição de Estágio Obrigatório......................................................................... 06 1.1.1.2 Da definição de Estágio Não-Obrigatório................................................................. 06 1.1.2 Dos Estágios do Curso de Letras .................................................................................. 06 1.1.3 Da Dimensão Legal....................................................................................................... 06 1.2 Dos objetivos do Estágio Supervisionado Obrigatório .............................................. 08 1.2.1 Geral ............................................................................................................................. 08 1.2.2 Específicos..................................................................................................................... 08 1.3 Do perfil do estagiário.................................................................................................... 09 1.4 Dos requisitos que devem ser observados na concessão do Estágio........................... 09 2 DA ORIENTAÇÃO E DA SUPERVISÃO DOS ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS ..... 09 3 DOS RELATÓRIOS DE ATIVIDADES ....................................................................... 10 4 DA DIMENSÃO OPERACIONAL................................................................................. 10 4.1 Das instituições concedentes de Estágio....................................................................... 10 4.2 Das competências do Núcleo de Estágios e Relações de Mercado ............................ 12 4.3 Da constituição e da atribuição da Equipe do Estágio Supervisionado Obrigatório………………………………………………………………………………… 4.3.1 Das atribuições do Coordenador de Curso.................................................................... 13 13 4.3.2 Da definição e das atribuições do Coordenador do Núcleo de Estágios e Relações de Mercado.................................................................................................................................. 14 4.3.3 Da definição e das atribuições do Professor Orientador............................................... 15 4.3.4 Da definição e da atribuição do Supervisor de Campo................................................. 16 4.3.5 Das atribuições do Estagiário........................................................................................ 17 4.4 Da jornada de atividades, da duração do Estágio Supervisionado Obrigatório e do período de recesso.............................................................................................................................. 19 5 DAS OBRIGAÇÕES LEGAIS......................................................................................... 19 5.1 Das obrigações legais da FVJ em relação aos seus educandos em Estágio............... 19 5.2 Das principais obrigações da parte concedente na relação de Estágio...................... 20 6 DOS CRITÉRIOS E DOS INSTRUMENTAIS DE AVALIAÇÃO......................... 21 6.1 Processos Avaliativos ................................................................................................. 21 7 DISPOSIÇÕES GERAIS............................................................................................. 22 7.1 Do Termo de Compromisso...................................................................................... 22 7.2 Da documentação necessária para o encaminhamento do Estágio....................... 23 8. CONSIDERAÇÕES..................................................................................................... 23 8.1Distribuição da carga horária.................................................................................... 24 8.1.1Quanto às aulas teóricas e práticas (ver tabela 2). .................................................. 25 9 ESTRUTURA DO RELATÓRIO............................................................................... 25 10 QUESTIONÁRIO GUIA............................................................................ 26 11 BIBLIOGRAFIAS...................................................................................................... 26 11.1 Bibliografia Básica..................................................................................... 26 11.2 Bibliografia Complementar...................................................................... 26 ANEXOS APRESENTAÇÃO O Estágio Supervisionado Obrigatório é uma das mais eficientes formas de propiciar ao estudante a complementação profissional, pois este permite que o aluno entre em contato direto com a realidade do mercado de trabalho e com os mais diversos problemas vivenciados no contexto escolar. Ressalta-se ainda, que o estágio é o momento também em que o aspecto humano-social é aprimorado, uma vez que presente na Instituição, o estagiário estará em contato real com os problemas sociais e culturais e que se apresentam no ambiente de trabalho. O Estágio Supervisionado Obrigatório faz parte da formação acadêmica, tomando por base a noção entre o pensar e o agir. Ele é capaz de conduzir ao entendimento desta atividade como momento privilegiado do processo de ensino-aprendizagem, apresentando-se como um importante e indispensável instrumento de integração do tripé: teoria, prática e formação profissional. A Coordenação do Curso de Letras da Faculdade do Vale do Jaguaribe – FVJ, apresenta por meio deste Regulamento o conjunto de princípios norteadores que regulamenta a disciplina Estágio Supervisionado Obrigatório - para todos os ingressos no curso de Licenciatura em Letras. Para tanto, dispõe de todas as informações e esclarecimentos metodológicos e sistemáticos para sistematizar as atividades desta disciplina curricular, desde o planejamento até a avaliação, com vista a garantir uma formação qualificada dos acadêmicos, com vista a garantir uma formação qualificada dos acadêmicos, bem como do papel de todos os atores envolvidos no processo. A disciplina de Estágio Supervisionado Obrigatório, no curso citado, totaliza como carga horária de 400 horas, distribuídas pelos semestres no decorrer do curso. Acredita-se que a competência do licenciando só se concretiza a partir do momento em que seus conhecimentos são experienciados no cotidiano da escola. Essa premissa coloca sobre a disciplina do Estágio Supervisionado Obrigatório uma forte responsabilidade à medida que ela proporciona ao aluno complementar a sua formação através de uma vivência concreta. Defende-se que o estágio deve consolidar momentos de experiências e de docência em situações efetivas ao acadêmico construídas por um ambiente prazeroso e enriquecedor, apoiado por meio de orientação de professores supervisores qualificados, permitindo a construção de novas ações com bases mais sólidas na busca do conhecimento. 5 1 DO CONCEITO E DA REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO 1.1 Dos Estágios Entende-se por Estágio Supervisionado Obrigatório o conjunto de atividades desenvolvidas por estudantes em formação e que podem ser realizadas no âmbito de uma instituição de ensino ou em ambiente de trabalho, em qualquer área de conhecimento e de atuação. Tais atividades são supervisionadas em duas instâncias: pela instituição de ensino na qual o estudante está vinculado e pela instituição/organização na qual o estudante realizará o estágio. O estágio tem como principal propósito a preparação para o trabalho produtivo do futuro profissional. No contexto do ensino superior deve proporcionar análises da prática laboral para teorizá-la, possibilitando a compreensão da vivência das relações de trabalho no cotidiano do exercício das funções profissionais preconizadas nos Cursos, como também a consolidação e a articulação das competências consideradas desejáveis para a formação profissional. Nesta perspectiva, se torna imprescindível pensar no que o estagiário pode efetivamente aprender na prática laboral, considerando-se as especificidades de trabalho material e não material (vivências) da profissão. Os Estágios devem levar em conta as Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação, estabelecidas pelo Conselho Nacional da Educação (CNE), de forma tal que se possa evitar o cultivo de negatividades, tais como: a) Supervalorização da prática e da atividade laboral - a prática falar por si; b) Escamoteação da teoria e da visão profissional qualitativamente diferenciada em nível superior; c) Distorção da natureza da atividade ou da função profissional, dado o desenvolvimento de tarefas não qualificadas e que qualquer pessoa pode fazer. 1.1.1 Das modalidades de Estágio O art. 2º da Lei 11.788/20081 estabelece duas modalidades de estágio: o Estágio Obrigatório e o Estágio Não-Obrigatório. 1 Lei que dispõe sobre o estágio de estudantes; altera a redação do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1º de maio de 1943, e a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996; revoga as Leis nos 6.494, de 7 de dezembro de 1977, e 8.859, de 23 de março de 1994, o Parágrafo único do art. 82 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o art. 6º da Medida Provisória no 2.164-41, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. 6 1.1.1.1 Da definição de Estágio Obrigatório É o estágio definido como obrigatório no Projeto Pedagógico de Curso (PPC), cuja carga horária é requisito para a aprovação e a obtenção do diploma de graduação. (§ 1º do art. 2º da Lei nº 11.788/2008). 1.1.1.2 Da definição de Estágio Não-Obrigatório É o estágio desenvolvido como atividade opcional, acrescida à carga horária regular e obrigatória, e que também deve partir do Projeto Pedagógico de Curso. (§ 2º do art. 2º da Lei nº 11.788/2008). 1.1.2 Dos Estágios do Curso de Letras O Estágio Supervisionado Obrigatório é o conjunto das atividades de aprendizagem social, profissional e cultural, proporcionadas ao estudante pela participação em situação real de vida e trabalho de seu meio, sob a responsabilidade e coordenação do curso de Letras e do professor de estágio. Fazem parte da disciplina de Estágio Supervisionado Obrigatório as orientações básicas das quais se citam: as práticas de Observação, Semi-Regência e Regência no contexto escolar, desde as atividades no acompanhamento escolar até as práticas da atividade pedagógica; estudo da realidade político educacional de uma escola, realização de levantamento de situações problemas e prioridades a serem trabalhadas; organização e elaboração de planos de ensino e planos de aula, para a orientação das atividades docentes; registro documental e o relatório final. Todas as atividades que constam no planejamento anual da escola e que são desenvolvidas com as turmas de estágio poderão computar horas, mesmo que em dias, turnos e horários diferentes daqueles em que o aluno realiza seu estágio supervisionado desde que o mesmo tenha participado da atividade. 1.1.3 Da dimensão legal O Estágio Supervisionado Obrigatório do curso de Letras da Faculdade do Vale do Jaguaribe - FVJ é regido e amparado pela Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008 e demais legislações pertinentes em vigor. 7 O Estágio Supervisionado Obrigatório está inserido no currículo dos Cursos de Licenciaturas da Faculdade do Vale do Jaguaribe - FVJ, regido conforme o presente regulamento que tem como principal objetivo aproximar o nosso discente da realidade do mercado laboral e de suas demandas. Sobre a definição e a classificação de estágio, a Lei nº 11.788 em seu art. 1º nos diz que: Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. § 1º O estágio faz parte do projeto pedagógico do curso, além de integrar o itinerário formativo do educando. (BRASIL, 2008, p.1). Neste sentido, observa-se que o Estágio atua como um mecanismo importante de intercâmbio entre a Instituição Formadora e a Instituição Concedente. Este se apresenta como uma oportunidade para que o aluno possa aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos na academia, de modo a aprimorá-los e a ampliar a sua qualificação para o exercício profissional. O Estágio somente poderá ser realizado em locais que tenham condições de proporcionar ao estagiário a experimentação prática direcionada à linha de sua formação. Para alcançar este fim, o estudante deverá ter cursado disciplinas que lhe ofereçam subsídios teóricos relacionados com a área em que deseja estagiar, de modo que os estágios devem propiciar a complementação do ensino e da aprendizagem. Por esta razão, os estágios devem ser planejados, executados, acompanhados e avaliados em conformidade com os currículos, os programas e os calendários escolares e com o propósito de se constituírem como instrumentos de integração, considerando-se o treinamento prático, o aperfeiçoamento técnico, pedagógico, cultural, científico, social, educacional, jurídico e o relacionamento interpessoal do estagiário. O Estágio propicia ainda aos profissionais de ensino da Faculdade uma realimentação de seus conhecimentos e práticas e torna os cursos mais eficazes em sua própria adequação à realidade de mercado. Além dos conteúdos teóricos e práticos que integram as atividades imprescindíveis à formação do aluno, o Estágio é o momento em que se viabiliza o seu contato com profissionais já formados, com instituições que necessitam de seus préstimos e com o mundo do trabalho que irá recebê-lo. 8 É importante ainda esclarecermos que o Estágio não caracteriza vínculo de emprego de qualquer natureza, desde que observados os requisitos legais, não sendo devidos encargos sociais, trabalhistas e previdenciários (art. 3º e 15 da Lei nº 11.788/2008). 1.2 Dos objetivos do Estágio do Estágio Supervisionado Obrigatório 1.2.1 Geral Propiciar a complementação do processo de ensino-aprendizagem, integrando o conteúdo curricular dos cursos com as diversas áreas de atuação profissional do acadêmico, em termos de treinamento prático, de aperfeiçoamento técnico-cultural, pedagógico, científico, social, educacional, jurídico e de relacionamento interpessoal e de formação profissional. 1.2.2 Específicos 1. Oferecer ao aluno dos cursos de Licenciatura da FVJ a oportunidade de desenvolver experiências práticas nos diversos campos de atuação da sua formação, a fim de melhor prepará-lo para o exercício da profissão, aprimorando sua capacidade criativa e de análise crítica; 2. Incentivar a análise de casos e situações reais nas instituições em geral, utilizandose de metodologias adquiridas no decorrer de sua formação acadêmica; 3. Proporcionar ao aluno a oportunidade de propor melhorias nos processos institucionais com justificativas embasadas em conhecimentos técnico-científicos adquiridos nos cursos; 4. Integrar o processo de ensino, pesquisa e aprendizagem; 5. Aprimorar hábitos e atitudes profissionais; 6. Proporcionar aos alunos a oportunidade de aplicar habilidades desenvolvidas durante o curso; 7. Inserir o aluno no contexto do mercado de trabalho para conhecimento da realidade; 8. Possibilitar o confronto entre o conhecimento teórico e a prática adotada; 9. Proporcionar ao aluno a oportunidade de solucionar problemas técnicos reais, sob a orientação de um supervisor; 10. Proporcionar segurança ao aluno no início de suas atividades profissionais, dandolhe oportunidade de executar tarefas relacionadas às suas áreas de interesse e de 9 domínio adquirido; 11. Estimular o desenvolvimento do espírito científico, através do aperfeiçoamento profissional; 12. Agregar valores junto ao processo de avaliação institucional, a partir do resultado do desempenho do aluno no mercado de trabalho. 1.3 Do perfil do estagiário Podem ser estagiários os estudantes que estiverem frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos (art. 1º da Lei nº 11.788/2008). 1.4 Dos requisitos que devem ser observados na concessão do Estágio Para a concessão do Estágio devem ser observados os seguintes requisitos: 1. Matrícula e frequência regular do educando público-alvo da lei; 2. Celebração de convênio entre a Faculdade e entidade concedente; 3. Celebração de Termo de Compromisso de Estágio – TCE entre o educando, a parte concedente do estágio e a instituição de ensino; 4. Contratação de apólice de seguros para os estagiários; 5. Compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e as previstas no Termo de Compromisso de Estágio (art. 3º, incisos I, II e III da Lei nº 11.788/2008). 2 DA ORIENTAÇÃO E DA SUPERVISÃO DOS ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS O Estágio como ato educativo supervisionado obrigatório deverá ter acompanhamento efetivo por professor orientador designado pela Faculdade do Vale do Jaguaribe - FVJ e que irá realizar a orientação do processo de Estágio. Além disto, o Estágio também será supervisionado por profissional indicado pela unidade concedente do campo de estágio. Todos os registros relativos ao acompanhamento do Estágio deverão ser comprovados por vistos nas Fichas de Acompanhamento (ANEXO 3) e por menção de aprovação final. 10 A orientação de Estágio será efetuada por docente cuja área de formação ou experiência profissional deverá ser compatível com as atividades a serem desenvolvidas pelo estagiário e estas deverão ser previstas no Termo de Compromisso (ANEXO 2). A orientação de Estágio é considerada atividade de ensino que deverá constar nos planos individuais de ensino dos professores. A orientação de Estágio, observadas as diretrizes estabelecidas no Projeto Pedagógico do Curso, poderá ocorrer mediante: 1. acompanhamento direto das atividades desenvolvidas pelo estagiário; 2. entrevistas e reuniões; 3. contatos com o supervisor de estágio; 4. avaliação dos relatórios de atividades. 3 DOS RELATÓRIOS DE ATIVIDADES O acompanhamento do Estágio deverá ser comprovado pelo estagiário mediante a apresentação periódica de Ficha de acompanhamento de Atividades anexadas ao relatório final das atividades, devidamente assinado pelo supervisor de campo e pelo professor orientador. Ressalte-se que o prazo para a entrega deste relatório não poderá ser superior a um semestre letivo. 1. No Estágio Supervisionado Obrigatório, o relatório a que se refere anteriormente, deverá atender às exigências específicas do Curso de forma a fazer a relação entre teoria e prática vivenciadas no campo de estágio e ser encaminhado pelo professor orientador aos coordenadores dos cursos, acompanhado da nota atribuída a esta atividade curricular. 2. A entrega dos Relatórios Finais de Estágio Obrigatório deve ser considerada como uma das condições necessárias à colação de grau pelo aluno concludente. 4 DA DIMENSÃO OPERACIONAL 4.1 Das instituições concedentes de Estágio 11 As instituições concedentes de Estágio, sejam estas em qualquer área de conhecimento ou de atuação profissional, assumem a partir do momento em que acolhem os estudantes da FVJ para a realização do Estágio, o compromisso de dispor um supervisor in loco para acompanhar os estagiários. As responsabilidades do Estágio por parte da instituição concedente são pautadas por critérios e condições institucionais que são explicitadas na forma de ações que impliquem: a) respeitar o contexto básico da profissão evitando introduzir distorções de atividades e de funções nos termos laborais acordados; b) indicar, quando for o caso, alguém responsável pela realização dos contatos entre: o estagiário; a instituição concedente; o curso de graduação e a FVJ para definir o Estágio; c) comunicar à coordenação do curso de graduação no qual o estagiário está vinculado ou à própria FVJ, qualquer alteração ou interrupção no Estágio; d) solicitar, se necessário, a presença do coordenador do curso de graduação no qual o estagiário está vinculado ou de um representante institucional da FVJ para discussão e solução de problemas comuns, quer relativos à modalidade de Estágio, quer ao desempenho do estagiário; e) proporcionar ao curso de graduação ou à FVJ oportunidades de acompanhamento ou de supervisão das atividades do estagiário na instituição concedente, quando houver necessidade; f) assinar os documentos relativos à oficialização dos Estágios, bem como apresentar os Relatórios de Avaliação do Estagiário nas atividades propostas e acordadas; g) orientar e supervisionar o estagiário, por meio de um funcionário seu com formação ou experiência na área de conhecimento referente ao curso de graduação que o estagiário está cursando. O Supervisor de Campo poderá acompanhar, no máximo, 10 (dez) estagiários. Vale ressaltar que podem admitir ou contratar estagiários, conforme art. 1º da Lei nº 11.788, de 25.09.2008: a) Pessoas jurídicas de direito privado; b) Órgãos públicos da União, dos Estados e dos Municípios, tanto os de administração direta como as autarquias e Fundações; 12 c) Profissionais liberais de nível superior, com registro nos respectivos Conselhos de Fiscalização Profissional. Toda parte concedente de estágios assinará um convênio com a Faculdade do Vale do Jaguaribe - FVJ, de acordo com suas políticas e diretrizes. O Núcleo de Estágio e Relações de Mercado é o responsável pela negociação entre as instituições e o Diretor Geral pela assinatura de convênios com instituições concedentes públicas e privadas, mas ele poderá delegar competência específica para tanto. Os convênios poderão ter tempo de vigência determinado de até dois anos, contandose a partir da data de sua assinatura, exceto quando se tratar de estagiário com deficiência. A Faculdade do Vale do Jaguaribe - FVJ, por meio do professor orientador, acompanhará as atividades dos estagiários juntamente com a coordenação do curso para análise por critérios e verificação da existência da compatibilidade curso-função. Por ocasião da solicitação de Estágio pelo estudante, a coordenação de curso (em caso de Estágio Obrigatório) ou o Núcleo de Estágios e Relações de Mercado (em caso de Estágio não obrigatório) juntamente com a parte concedente e o aluno assinarão um Termo de Compromisso de Estágio de acordo com o modelo proposto (ANEXO 2) pela Faculdade do Vale do Jaguaribe - FVJ, conforme o art. 3º da Lei de nº 6.494/77 zelando por seu cumprimento. 4.2 Das competências do Núcleo de Estágios e Relações de Mercado São atribuições do Núcleo de Estágios e Relações de Mercado 1. Assegurar oportunidades de estágio aos estudantes de graduação, captando as possibilidades, buscando as parcerias, cadastrando e divulgando ofertas de instituições concedentes com as quais possam ser firmados convênios com a Faculdade do Vale do Jaguaribe; 2. Estimular o exercício da competência e o compromisso com a realidade sócio-políticocultural dos cursos, estabelecendo uma relação de troca com as instituições e campos de estágio, no sentido de, também contribuir com a sua qualificação organizacional e com a sua produtividade; 3. Apoiar, administrativa e tecnicamente, os cursos de graduação na realização de estágio; 13 4. Promover estudos que contribuam para o aperfeiçoamento dos processos envolvidos na realização dos estágios; 5. Participar do processo de avaliação de cada curso, tanto interna quanto externamente, oferecendo contribuições para a qualificação da formação profissional, tendo como referência os resultados do estágio; 6. Aplicar as políticas de estágio da Faculdade definidas pelo Conselho Superior; 7. Coordenar as atividades de estágio junto aos órgãos internos e externos à Faculdade; 8. Zelar pelo cumprimento da legislação aplicável aos estágios; 9. Intermediar as ações necessárias à formalização de convênios com instituições concedentes de campos de estágio e acompanhar sua execução. 4.3 Da constituição e da atribuição da Equipe do Estágio Supervisionado Obrigatório A equipe envolvida no processo de realização do estágio é composta por: a) Coordenador de Curso; b) Coordenador do Núcleo de Estágios e Relações de Mercado; c) Professores Orientadores; d) Supervisor de Campo; e) Estagiário. 4.3.1 Das atribuições do Coordenador de Curso 1. Planejar, coordenar, supervisionar e avaliar os estágios junto às instituições concedentes, no âmbito do curso que coordena e de sua área de atuação, mantendo o relacionamento entre as partes concedentes, visando à verificação da demanda do mercado de trabalho e à adequação da programação curricular. 2. Coordenar as atividades de estágio; 3. Propor o regulamento de estágio do curso para aprovação pelo colegiado do curso; 4. Fomentar, com o apoio do Núcleo de Estágios e Relações de Mercado, a captação de vagas de estágios necessárias ao curso; 5. Avaliar a adequação das instalações da unidade concedente do campo de estágio para a celebração de convênio; 14 6. Analisar os termos de compromisso de estágio observando a compatibilidade das atividades com o projeto pedagógico do curso; 7. Indicar o professor orientador como responsável pelo acompanhamento e avaliação das atividades do estagiário; 8. Zelar pelo cumprimento do termo de compromisso, reorientando o estagiário para outro local em caso de descumprimento de suas normas pela parte concedente do campo de estágio; 9. Organizar a documentação relativa às atividades de estágio dos alunos do curso, mantendo-a a disposição da Avaliação Externa do MEC/INEP; 10. Firmar os termos de compromisso de estágio dos alunos do curso, como representante da Instituição de Ensino. 11. Promover, junto aos professores dos cursos de graduação da FVJ debates sobre questões teórico-práticas, bem como sobre questões referentes à prática do estágio, devendo para tanto convocar reuniões e avaliações, conforme necessidade; 12. Garantir em conjunto com o Conselho de cada Curso condições para que o Estágio supervisionado possibilite uma melhor formação profissional aos alunos; 13. Oficializar, legitimar, promover e encaminhar os documentos que regulamentam o Estágio Obrigatório para todos os agentes envolvidos, bem como zelar pela veracidade das informações necessárias e obtidas; 14. Solicitar transporte para realização das visitas de campo por parte do professor/orientador; 15. Deliberar sobre problemas disciplinares ocorridos no período de estágio; 16. Orientar o desenvolvimento do Estágio Supervisionado. 17. Manter atualizado um arquivo, onde constem os dados de identificação dos estagiários, bem como documentos legitimados; 18. Encaminhar à Secretaria Acadêmica o relatório final e documentos que legitimam o estágio. 4.3.2 Da definição e das atribuições do Coordenador do Núcleo de Estágios e Relações de Mercado 1. Promover, conjuntamente com os coordenadores dos cursos de graduação da Faculdade do Vale do Jaguaribe - FVJ, o levantamento dos campos de Estágio; 15 2. Agenciar convênios com instituições públicas e privadas, que viabilizem a realização de Estágio; 3. Organizar e manter atualizado o cadastro de campos de estágio não obrigatório, divulgando-os junto aos cursos; 4. Organizar e manter atualizado cadastros de instituições conveniadas, dos alunos estagiários, dos planos de estágio e dos relatórios anuais de avaliação dos estágios; 5. Organizar e manter atualizada a estatística das atividades do estágio; 6. Responsabilizar-se pela assinatura de Convênios e Termos de Compromisso, firmados entre as instituições concedentes do Estágio e o estagiário; 7. Realizar contrato de apólice de seguro para todos os estagiários seja o estágio obrigatório ou não-obrigatório; 8. Articular-se com os agentes de integração, públicos e privados, sem fins lucrativos, para favorecer a realização de estágios; 9. Estimular a produção científica a partir das experiências propiciadas pelo estágio e promover sua divulgação; 10. Divulgar sistematicamente os trabalhos de conclusão de estágio como forma de socializar os conhecimentos produzidos no interior dos cursos; 11. Elaborar Relatório das Atividades desenvolvidas pela Central de Estágios. 4.3.3 Da definição e das atribuições do Professor Orientador O estágio como ato educativo escolar supervisionado deve ter acompanhamento efetivo pelo professor orientador da instituição de ensino e pelo supervisor de campo da instituição concedente e este deverá ser comprovado por vistos nos relatórios de atividades (com prazo não superior a seis meses) e por menção de aprovação final (§ 1º do art. 3º da Lei 11.788/2008). O professor orientador é o responsável pelo acompanhamento e pela avaliação das atividades do estagiário (inciso III, art. 7º da Lei 11.788/2008). São atribuições do professor orientador: 1. Conhecer o campo de atuação do estágio; 2. Apresentar o Plano de Estágio; 3. Atuar como um elemento facilitador da integração das atividades previstas no estágio; 4. Disponibilizar aos estagiários toda a documentação necessária para a realização do estágio, como os modelos de relatórios, de fichas e outros; 16 5. Orientar os estagiários quanto às normas, procedimentos e legislação inerentes ao estágio; 6. Orientar os estagiários quanto à importância de articulação dos conteúdos aprendidos à prática profissional; 7. Orientar os estagiários na elaboração dos relatórios e demais atividades pertinentes; 8. Orientar os estagiários quanto às condições de realização do estágio, ao local, procedimentos, ética, responsabilidades, comprometimento, dentre outros; 9. Atender necessariamente os estagiários no dia da semana e horário programado com a Coordenação de Curso; 10. Avaliar o rendimento das atividades do estágio, na execução, elaboração e apresentação de relatórios do mesmo; 11. Promover encontros periódicos para a avaliação e o controle das atividades dos estagiários. 12. Reunir-se com a coordenação de curso quando esta julgar-se necessário; 13. Encaminhar as solicitações necessárias ao desenvolvimento do estágio ao coordenador de curso; 14. Receber e encaminhar a coordenação de cursos os relatórios e documentações comprobatórias do estágio supervisionado para arquivo. 4.3.4 Da definição e da atribuição do Supervisor de Campo O supervisor do estagiário na instituição concedente deve ser funcionário do seu quadro de pessoal, com formação ou experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida no curso do estagiário (inciso III do art. 9º da Lei 11.788/2008). São atribuições do supervisor de campo: 1. Realizar o acompanhamento junto ao aluno pelo orientador na instituição conveniada; 2. Solicitar, sempre que necessário, o comparecimento do orientador de estágio; 3. Informar à FVJ, através do orientador, em tempo hábil, as alterações que surgirem; 4. Conscientizar-se da contribuição do trabalho do discente para a instituição; 5. Contribuir para que o período de estágio seja suficiente para que o discente conheça os problemas institucionais e possa propor soluções; 6. Disponibilizar de tempo na instituição para acompanhar o trabalho do estagiário; 7. Contribuir com o estagiário sugerindo questões relevantes para melhorar a qualidade de sua proposta; 17 8. Fornecer informações pertinentes e relevantes sobre a instituição para que o estagiário possa desenvolver sua pesquisa e elaborar um trabalho em coerência com sua realidade; 9. Assinar um Termo de Compromisso de Estágio; 10. Solicitar se necessário, a presença do professor/orientador de Estágio para discussão e solução de problemas comuns; 11. Respeitar o contexto básico da profissão e o plano de estágio acordado entre aluno e a faculdade. 12. O supervisor da parte concedente somente pode orientar e supervisionar ao máximo 10 (dez) estagiários simultaneamente (inciso III, do art. 9º da Lei 11.788/2008). 4.3.5 Das atribuições do Estagiário Considera-se estagiário, o aluno que, estando matriculado e frequentando regulamente o curso, efetue matrícula no Estágio Supervisionado correspondente, devendo: 1. O aluno é responsável por providenciar seu próprio acesso à instituição, podendo ser auxiliado pelo Núcleo de Estágios e Relações de Mercado da FVJ em caso de estágio não obrigatório. 2. Apresentar-se ao local de Estágio, com encaminhamento por escrito, do coordenador e do orientador do estágio; 3. O aluno deverá comprovar a sua condição de acesso à instituição, através da apresentação da “Carta de Apresentação” e por meio da assinatura do “Termo de Compromisso de Estágio - TCE” que deverá conter a assinatura do supervisor ou de algum representante legal da instituição concedente do Estágio Supervisionado. 4. Assinar o termo de compromisso em três vias devendo ficar uma via com o estagiário, uma com a entidade conveniada e outra com a secretaria acadêmica; 5. O aluno deverá receber instruções do seu professor orientador que deverão ocorrer nas dependências da FVJ, segundo calendário de aulas do semestre letivo, específico para os Estágios Supervisionados, disposto na secretaria e no site da Instituição. 6. Caso o aluno não consiga estágio ou acesso à instituição para o semestre que está matriculado, poderá optar pelo trancamento do Estágio Supervisionado dentro do prazo previsto no calendário letivo. Caso não providencie o trancamento, será considerado reprovado no Estágio Supervisionado; 18 7. Observar as normas internas da entidade conveniada, conduzindo-se dentro da ética profissional e atendendo ao acompanhamento e avaliação de seu desempenho e aproveitamento; 8. Valorizar o estágio como uma oportunidade de se aprofundar e adquirir uma qualificação que o distinga como profissional; 9. Comunicar ao professor-orientador do estágio, em tempo hábil, as alterações que surgirem; 10. Caso o aluno necessite faltar à reunião este deverá comunicar seu professor-orientador antecipadamente agendando uma data para a reposição da reunião; 11. Escolher seu campo de estágio, bem como a área em que se deseja aprofundar seus conhecimentos, em caso específico e em conformidade com o projeto de curso; 12. Atuar, por um período mínimo de 02 (duas) horas diárias ou 8 horas semanais, em uma organização legalmente constituída, durante todo o período letivo; 13. Manter contatos com o professor-orientador, para discussão e aprimoramento do seu trabalho, devendo justificar as faltas (em caso contrário será reprovado por freqüência insuficiente, em conformidade com o projeto de curso); 14. Desenvolver, junto ao professor orientador, por meio de relatos escritos, quando solicitados, as atividades desenvolvidas no Estágio Supervisionado; 15. Frequentar as reuniões convocadas pelo professor orientador; 16. Elaborar o Plano de Estágio e Relatório Final de Estágio em conformidade com este regulamento e com as orientações do professor-orientador; 17. Entregar todos os documentos assinados (Carta de Apresentação, Fichas de Observação, Semi-regência e Regência, Termo de Compromisso aos professoresorientadores, na data estipulada; 18. Solicitar ao Núcleo de Estágios e Relações de Mercado o Convênio de parceria com as Instituições; 19. Entregar ao Núcleo de Estágios e Relações de Mercado o Convênio de parceria com as Instituições, devidamente preenchido e assinado; 20. Entregar 01 cópia revisada (ortografia, metodologia e normas da ABNT) em CD do Relatório de Estágio ao professor orientador, conforme o calendário estabelecido para obtenção de sua nota final ( ANEXO 5); 21. O aluno com deficiência poderá realizar as atividades de investigação de campo nas disciplinas de Estágio Supervisionado em companhia de outros dois alunos, todavia, deverá apresentar os relatórios escritos, portfólios e projetos requisitados 19 individualmente. Caso o aluno opte em realizar as atividades de observação de forma individual deverá assinar termo de compromisso assumindo total responsabilidade pela realização da pesquisa em campo. 4.4 Da jornada de atividades, da duração do Estágio Supervisionado Obrigatório e do período de recesso. A jornada de atividades em estágio será definida de comum acordo entre a Faculdade, a unidade concedente do campo de estágio e o aluno estagiário devendo ser compatível com as atividades acadêmicas e não ultrapassar seis horas diárias e trinta horas semanais. 1. Para os cursos que alternam teoria e prática, nos períodos em que não estão programadas aulas presenciais, a jornada de atividades em estágio poderá ter carga horária de até quarenta horas semanais, conforme estabelecido no projeto pedagógico do curso. 2. No intervalo compreendido entre o fim de um período letivo e o início de outro, caracterizado como férias acadêmicas, o aluno poderá dar continuidade ao estágio denominado estágio especial, em que será admitida uma carga horária de até quarenta horas semanais considerando a existência de impossibilidades justificadas como: paralisações que dificultam a realização das atividades no período regular. A duração do estágio na mesma parte concedente não poderá exceder dois anos, exceto quando se tratar de estagiário portador de deficiência. O estagiário terá direito a trinta dias de recesso a cada doze meses de estágio, que deverá ser gozado durante o período de realização do estágio, preferencialmente nas férias acadêmicas, mediante acordo entre o estagiário e o supervisor. 5 DAS OBRIGAÇÕES LEGAIS 5.1 Das obrigações legais da FVJ em relação aos seus educandos em Estágio 1. Celebrar Termo de Compromisso de Estágio (TCE) com o educando e com a parte concedente, indicando as condições de adequação do estágio à proposta pedagógica 20 dos cursos, à etapa e à modalidade da formação acadêmica do aluno, ao horário e ao calendário escolar; 2. Contratar em favor do estagiário, em caso de estágio obrigatório, seguro contra acidentes pessoais, cuja apólice seja compatível com valores de mercado, conforme fique estabelecido no termo de compromisso; 3. Avaliar as instalações da parte concedente do estágio e sua adequação à formação cultural e profissional do educando; 4. Indicar o professor orientador do estágio como o responsável pelo acompanhamento e pela avaliação das atividades do estagiário; 5. Exigir do educando a apresentação periódica, em prazo não superior a seis meses, do Relatório Final de Estágio no qual deverão constar o visto do professor orientador da instituição de ensino e do supervisor de campo da parte concedente; 6. Zelar pelo cumprimento do Termo de Compromisso de Estágio, reorientando o estagiário para outro local, em caso de descumprimento de suas normas; 7. Elaborar normas complementares e instrumentos de avaliação dos estágios de seus educandos; 8. Comunicar à instituição concedente do estágio, no início do período letivo, as datas de realização de avaliações acadêmicas (§ 1º do art. 3º e art. 7º da Lei nº 11.788/2008). 5.2 Das principais obrigações da parte concedente na relação de Estágio 1. Celebrar Termo de Compromisso de Estágio (TCE) com a instituição e o educando, zelando por seu cumprimento; 2. Ofertar instalações que tenham condições de proporcionar ao educando atividades de aprendizagem social, profissional e cultural, observando o estabelecido na legislação relacionada à saúde e segurança no trabalho; 3. Indicar funcionário do quadro de pessoal, com formação ou experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida no curso do estagiário, para orientar e supervisionar até dez estagiários simultaneamente; 4. Contratar em favor do estagiário, em caso de estágio não obrigatório, seguro contra acidentes pessoais, cuja apólice seja compatível com valores de mercado, conforme fique estabelecido no termo de compromisso; 21 5. Por ocasião do desligamento do estagiário, entregar termo de realização do estágio com indicação resumida das atividades desenvolvidas, dos períodos e da avaliação de desempenho; 6. Manter a disposição da fiscalização documentos que comprovem a relação de estágio; 7. Enviar à instituição de ensino, com periodicidade mínima de seis meses, relatório de atividades, com vista obrigatória ao estagiário (art. 9º da Lei nº 11.788/2008). 6 DOS CRITÉRIOS E DOS INSTRUMENTAIS DE AVALIAÇÃO A avaliação do trabalho realizado será apurada pelo Professor Orientador, com a supervisão geral dos Coordenadores de Cursos. A avaliação do Estágio será realizada com base nos seguintes critérios: 1. Cumprimento das exigências formais, como prazos de entrega de trabalho e/ou relatórios, presença durante a supervisão e orientações de acordo com o projeto de curso; 2. Capacidade crítica em relação às atividades desenvolvidas; 3. Percepção e profundidade das práticas e dos conhecimentos adquiridos; 4. Absorção de novos conhecimentos e inovações proporcionadas pelo estágio; 5. Ter desenvolvido, com a realização mínima dos objetivos, as atividades propostas no projeto de Estágio Supervisionado; 6. Parecer dos relatórios de avaliação da parte concedente realizado pelo estagiário; 7. Pareceres do(s) Professor(es) orientador(es) e do Supervisor de Campo (instituição concedente) sobre a disponibilidade, dedicação, interesse, cumprimento de prazos e capacidade de desempenho do estagiário em todo o período de estágio; 8. A avaliação final do estágio deverá ser feita mediante a apresentação da documentação comprobatório e de um “Relatório Final de Estágio”, que por sua vez deverá apresentar-se conforme projeto de curso. 6.1 Processos Avaliativos • Pontualidade e assiduidade; • Participação nas discussões e nos trabalhos grupais; 22 • Clareza/coerência ao relatar oralmente experiências e facilidade em relacionar teoria e prática. • Qualidade da prática pedagógica desenvolvida na escola; • Cumprimento integral da carga horária no contexto escolar; • Participação efetiva nos seminários e orientações realizados pelos professores; • Ficha de registro de freqüência diária do Estágio Supervisionado; • Ficha de observação; • Ficha de avaliação do estagiário pelo professor regente; • Projetos de intervenção pedagógica • Apresentação e entrega do relatório. 7 DISPOSIÇÕES GERAIS O Estágio Supervisionado Obrigatório deve ser devidamente comprovado com a entrega da documentação solicitada e a sua aprovação é condição indispensável para que o aluno seja diplomado. Somente pode colar grau o aluno aprovado no Estágio. O aluno terá prazo definido pelo professor orientador da entrega do Relatório Final de Estágio, conforme cronograma estabelecido também pelo professor orientador. O não cumprimento das datas previamente estabelecidas acarretará na reprovação do aluno na atividade de Estágio. A reprovação do aluno por descumprimento do prazo ou por não tê-lo realizado, implica na obrigatoriedade de rematrícula no ano letivo seguinte. Esgotado o prazo regulamentar de entrega de uma das etapas do Relatório de Estágio Supervisionado Obrigatório, conforme estipulação de cronograma, havendo algum caso esporádico, o professor orientador de Estágio analisará em conjunto com o coordenador de curso e de comum acordo poderá marcar nova data para entrega do mesmo. Caso ocorra o atraso em mais de uma etapa o aluno estará automaticamente reprovado, devendo cursar o Estágio Supervisionado Obrigatório no semestre seguinte. 7.1 Do Termo de Compromisso de Estágio O Termo de Compromisso de Estágio deverá contemplar, obrigatoriamente, os seguintes itens: 23 1. Identificação da Instituição Concedente, da IES, do estagiário, do curso, do professor orientador e do supervisor de campo; 2. Qualificação e assinatura dos subscritores; 3. O período de realização do estágio; 4. A carga horária da jornada de atividades a ser cumprida pelo estagiário; 5. O valor da bolsa mensal e do auxílio-transporte, quando for o caso; 6. O recesso a que tem direito o estagiário; 7. Menção ao fato de que o estágio não acarretará qualquer vínculo empregatício; 8. O número da apólice de seguro de acidentes pessoais e a razão social da seguradora; 9. Plano de atividades de estágio compatível com o projeto pedagógico do curso. 7.2 Da documentação necessária para o encaminhamento do Estágio Para encaminhar-se ao local de estágio, o aluno deverá portar os seguintes documentos em conformidade com o projeto de cada curso considerando-se as suas especificidades: 1. Carta de apresentação (ANEXO 1); 2. Termo de Compromisso de Estágio – TCE (ANEXO 2); 3. Ficha de controle das horas e registro das atividades do Estágio Supervisionado Obrigatório (ANEXO 3); 4. Avaliação do Estagiário (ANEXO 4). 8. CONSIDERAÇÕES O Estágio Supervisionado Obrigatório é válido para os alunos que cumprirem com aprovação, no mínimo 75% da carga horária total equivalente à disciplina de estágio nas atividades de orientação e 100% nas atividades práticas. O estágio deve ser desenvolvido da seguinte forma, e obedecendo a carga horária específica de cada estágio, conforme descrição no Quadro 1. a) ORIENTAÇÃO: o ALUNO/ESTAGIÁRIO deverá cumprir rigorosamente a carga horária de aulas presenciais, para que o PROFESSOR(A)/ORIENTADOR(A) possa orientar, avaliar e preparar e atuação do aluno no campo de estágio, sendo que estas aulas serão marcadas previamente pelo(a) PROFESSOR(A)/ COORDENAÇÃO DO CURSO DE LETRAS. ORIENTADOR(A) e/ou 24 b) OBSERVAÇÃO na Instituição de Ensino: o ALUNO/ESTAGIÁRIO fará um trabalho de observação, analisando a estrutura física e pedagógica da escola, seguindo as orientações do professor(a) supervisor(a) para a elaboração do RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO (CARACTERIZAÇÃO DO MICRO SISTEMA DE EDUCAÇÃO). Esta etapa será dividida em duas partes, a primeira será a observação mencionada anteriormente e a segunda a confecção do relatório parcial de observação. c) SEMI-REGÊNCIA na Instituição de Ensino, O ESTAGIÁRIO fará um trabalho de observação do espaço da sala de aula buscando identificar os elementos que constituem a prática pedagógica (estrutura física, quantidade de alunos, relação professor-aluno, processos de aprendizagem, recursos didáticos). Mediante a observação, o ESTAGIÁRIO poderá propor algum tipo de intervenção junto ao professor regente, incluindo aplicação de projetos, que podem estar relacionados a algum material didático, ou mesmo, a alguma atividade que contemple a etapa do estágio. O aluno atuará como professor ajudante em sala de aula especifica tendo esta escolhida por ele. Esta etapa será dividida em três partes: participação junto ao professor (escola de estágio) e para planejamento junto ao professor e a confecção do relatório parcial de semi-regência. d) REGÊNCIA na Instituição de ensino, o ESTAGIÁRIO fará um trabalho de observação/intervenção voltado à atuação do professor, incluindo postura profissional, domínio de sala, domínio de conteúdo, didática de ensino e o tipo relação com os alunos e com demais professores. O aluno sendo esta dividida em três partes: planejamento, regência nas práticas pedagógicas e a confecção do relatório final de estágio, com descrição de todas as etapas. 8.1 Distribuição da carga horária Quadro 1: Carga horária específica por Estágio Supervisionado Obrigatório em Letras ESTÁGIO CARGA HORÁRIA MATERIAL FINAL Estágio Supervisionado Obrigatório I - Língua Portuguesa e Literatura - Ensino Fundamental Estágio Supervisionado Obrigatório II - Língua Portuguesa - Ensino Médio Estágio Supervisionado Obrigatório III - Literatura Ensino Médio Estágio Supervisionado Obrigatório IV - Atividades Pedagógicas 100horas Relatório de Estágio 100horas Relatório de Estágio 100horas Relatório de Estágio 100horas Projeto, Elaboração de Portfólio e Apresentação Oral dos resultados. Fonte: Matriz Curricular de Letras, 2014 25 8.1.1 Quanto às aulas teóricas e práticas (ver Quadro 2). Cada aluno deverá cumprir rigorosamente a carga horária de aulas presenciais, para que o supervisor possa orientar/avaliar a preparação e atuação do aluno no campo de estágio, totalizando uma carga horária de 20h/a por semestre, correspondente a cada etapa de estágio para as aulas teóricas, sendo as praticas desenvolvidas dependo da especificação de cada estágio. Quadro 2: Carga horária de estágio estratificada. OBSERVAÇÃO ESTÁGIO ES I –Língua Portuguesa e Literatura – EF. ESII – Língua Portuguesa – EM. ES IV – Literatura – EM. ES IV – Atividades Pedagógicas. SEMI-REGÊNCIA REGÊNCIA CH TOTAL ORIENT FVJ Obs. Conf. do relatório Planej. Prof. Ajudante Conf. do relat. Planej. Prof. Titular Conf. do relat. 100h 20h 20h 10h 5h 10 10h 5h 10h 10h 100h 20h 20h 10h 5h 10h 10h 5h 10h 10h 100h 20h 20h 10h 5h 10h 10h 5h 10h 10h 100h 20h 20h 10h 5h 10h 10h 5h 10h 10h Fonte: Matriz Curricular, 2014. 9 ESTRUTURA DO RELATÓRIO (ANEXO 5) 1 CAPA PADRONIZADA (Obrigatório); 2 FOLHA DE ROSTO PADRONIZADA(Obrigatório); 3 EPIGRAFE (Opcional); 4 DEDICATÓRIA (Opcional); 5 RESUMO (Obrigatório); Quantidade de palavras: mínino 300 e máximo 500; fonte 12, espaço 1,5cm, de 3 a 5 palavras-chave. 6 SUMÁRIO (Obrigatório) 7 INTRODUÇÃO (Obrigatório) Objetivos, Justificativa, metodologia e descrição dos dados apresentados ao longo do relatório. 8 DESENVOLVIMENTO (Obrigatório) Descrever os relatórios de estágio em observação, semi-regência e regência. 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS (Obrigatório) 26 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (Obrigatório) 11 APÊNDICES (material que o ator construiu – autoria do autor) 12 ANEXOS (material que já estava construído – não é da autoria do autor) OBS.: Descrever no mínimo 15 laudas a partir da introdução. 10. QUESTIONÁRIO GUIA (ANEXO 6) O questionário guia, torna possível a observação do aluno dentro do contexto escolar. Este servirá como auxilio ao aluno no campo de pesquisa. 11 BIBLIOGRAFIAS 11.1 Bibliografia Básica CHARTIER, A. Ler e escrever: entrando no mundo da escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. LIMA, M. S. L.; SILVA, S. P. O estágio docente numa perspectiva interdisciplinar. Fortaleza; UECE, 2004. TERZI, S. B. A construção da leitura. São Paulo: Pontes, 1995. 11.2 Bibliografia Complementar PERINI, M. A. Gramática descritiva do português. São Paulo: Ática, 1995. SILVA, E. T. da. O ato de ler: fundamentos psicológicos para uma nova pedagogia da leitura. São Paulo: Cortez, 1992. 27 ANEXOS 28 ANEXO 01 CARTA DE APRESENTAÇÃO DO ESTAGIÁRIO Aracati- Ce, _______ de ____________ de ________. Ilmo (a) Sr.(a) Diretor(a) Tendo em vista a legislação de nº 9.394/96 da LDB (Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional) que torna obrigatório a realização de Estágio Supervisionado por parte dos alunos do curso de Licenciatura para Letras em escolas públicas e/ou privadas, solicitamos a autorização para que o aluno (a)_______________________________________________________ matriculado(a) no Curso de Letras da Faculdade do Vale do Jaguaribe – FVJ, possa realizar o Estágio neste estabelecimento de ensino sob sua direção, comprometendo-nos em participar e colaborar se formos solicitados, sob orientação do (a) professor (a) regente e do(a) supervisor(a) do estágio, nas atividades pedagógicas significativas ao processo de ensino-aprendizagem desta instituição. Estão responsáveis neste processo, a Coordenadora do Curso de Letras e Pedagogia, Débora Aldyane Barbosa Carvalho e como Supervisor (a) do Estágio Supervisionado Obrigatório (especificar etapa de estágio) o(a) prof.(ª) ____________________________________________________. Na certeza de obter a aquiescência de V.S.ª agradecemos a atenção e apresentamos a nossa estima e consideração. Atenciosamente, DÉBORA ALDYANE BARBOSA CARVALHO Coord. Pedagogia e Letras Profª Orientador AUTORIZO O ESTÁGIO: Assinatura e carimbo do(a) Diretor(a) Nome da Instituição ___________________________________________________ Nome do Estagiário (a) 29 ANEXO 02 TERMO DE COMPROMISSO DE ESTÁGIO – TCE (Realização de estágio sem vinculação empregatícia nos termos da Lei nº 11.788/2008) ENTIDADE CONCEDENTE NOME: ___________________________________________________________________________ CNPJ: ____________________________________________________________________________ ENDEREÇO:CEP: __________________________________________________________________ CIDADE: _____________________________UF:______TELEFONE: (___) ___________________ SUPERVISOR DO ESTAGIO NA INSTITUIÇÃO: ________________________________________ INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR NOME:FACULDADE DO VALE DO JAGUARIBE – FVJ CNPJ/MF: 00.138.864/0001-74 ENDEREÇO:RODOVIA CE 040, KM 138 S/N° - AEROPORTO CEP:62.800-000 CIDADE:ARACATI UF:CE TELEFONE:(088) 3421 9750 COORDENADOR DO CURSO: Débora Aldyane Barbosa Carvalho ORIENTADORA DE ESTÁGIO: ________________________________________________ ESTAGIÁRIO NOME: ___________________________________________________________________________ CURSO: LETRAS ENDEREÇO: __________________________________________________CEP: _______________ CIDADE:______________________________UF: _______TELEFONE: (___) _________________ SEMESTRE: ___________________________PREVISÃO CONCLUSÃO: _____/______/________ As partes acima qualificadas, Entidade Concedente e Estagiário, com interveniência da Instituição de Ensino Superior, celebram entre si este TERMO DE COMPROMISSO DE ESTÁGIO, doravante denominado TCE, convencionado as cláusulas e condições seguintes: CLÁUSULA PRIMEIRA– Este TCE firma convênio entre a ENTIDADE CONCEDENTE e a INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR (FVJ), tendo por finalidade proporcionar experiência prática na linha de formação do estágio, em complemento ao processo de ensino-aprendizagem, constituindo-se em comprovante da inexistência de vínculo empregatício, na forma do Art. 3º e 15 da Lei nº 11.788/2008. CLÁUSULA SEGUNDA – Fica compromissado entre as partes as seguintes condições básicas de realização de estágio: a) Este TCE terá vigência de 160 horas, durante o período letivo _______ podendo ser denunciado unilateralmente, a qualquer tempo, por uma das partes, mediante comunicação por escrito e com antecedência mínima de 05 (cinco) dias; b) A denúncia deste TCE, nos termos do item anterior, não implicará em indenização de qualquer natureza para o estagiário; c) A jornada diária do estagiário será estabelecida em comum acordo entre a ENTIDADE CONCEDENTE e a INSTITUIÇÃO DE ENSINO, não podendo ultrapassar, portanto, a jornada máxima de 06 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais, por tratar-se de estagiários do ensino superior; 30 d) As atividades a serem desenvolvidas pelo ESTAGIÁRIO deverão ser compatíveis com o contexto básico da profissão ao qual se refere, e este deverá cumprir com todos os procedimentos em relação ao andamento de uma empresa seja ela comercial ou não, utilizando suas normas e procedimentos. e) As atividades acima descritas poderão ser ampliadas, reduzidas, alteradas, e de acordo com a progressividade do currículo e do estagiário, sempre dentro do contexto básico da profissão; f) O estagiário poderá, eventualmente participar de cursos e/ou treinamentos promovidos pela ENTIDADE CONCEDENTE, sem custo para o estagiário e/ou INSTITUIÇÃO DE ENSINO; g) A ENTIDADE CONCEDENTE proporcionará à INSTITUIÇÃO DE ENSINO, sempre que necessário, subsídios que possibilitem o acompanhamento, a supervisão e avaliação do estágio. CLÁUSULA TERCEIRA – No desenvolvimento do estágio ora compromissado, caberá à ENTIDADE CONCEDENTE proporcionar ao ESTAGIÁRIO atividades de aprendizagem social, profissional e cultural, compatíveis com o contexto básico da profissão ao qual seu curso se refere. CLÁUSULA QUARTA – Constituem motivos para a interrupção automática da vigência do presente TCE: a) Solicitação do ESTAGIÁRIO ou iniciativa da ENTIDADE CONCEDENTE, nos termos da Cláusula Segunda, item “a”; b) Rescisão do Convênio com a INSTITUIÇÃO DE ENSINO; c) Problemas de adequação do ESTAGIÁRIO, expressos no Relatório de Acompanhamento de Estágio; d) O trancamento da matrícula, conclusão do curso ou abandono deste, pelo ESTAGIÁRIO; e) Mais de 25% (vinte e cinco por cento) de ausência a qualquer disciplina que o ESTAGIÁRIO estiver cursando e registrada no Relatório de Acompanhamento de Estágio; f) O não cumprimento, pelo ESTAGIÁRIO, de ordens internas e normas da ENTIDADE CONCEDENTE e da INSTITUIÇÃO DE ENSINO. CLÁUSULA QUINTA – No caso do ESTAGIÁRIO ser reprovado em uma ou mais disciplinas no semestre letivo em que estiver cumprindo o presente TCE, concluirá normalmente o período aqui determinado, mas ficará impedido de renová-lo, cabendo à INSTITUIÇÃO DE ENSINO as providências para o cumprimento desta cláusula. 31 E, por estarem de inteiro e comum acordo com as condições deste TERMO DE COMPROMISSO DE ESTÁGIO – TCE, as partes assinam-no em 03 (três) vias de igual forma e teor. Aracati(CE), ________de ____________________de _____________. ____________________________________________________________________ PROF.(A) ORIENTADOR(A) DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO DA FVJ _______________________________________________________________________ COORDENADOR(A) DO CURSO DE GRADUAÇÃO - LICENCIATURA EM LETRAS _____________________________________________________________________ SUPERVISOR(A) DE CAMPO (Escola) __________________________________________________________________ ESTAGIÁRIO(A) 32 ANEXO 03 FICHA DE ACOMPANHAMENTO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO. ATIVIDADE DE OBSERVAÇÃO Aluno(a): Curso: Prof.(ª) Orientador (a) de Estagio: Local do Estágio: Endereço: Cidade: DATA HORÁRIO (ENTRADA/ SAÍDA) Nº DE HORAS Nº de matricula: Período letivo: Tel: ATIVIDADES ASS. (DIR. COORD. PROF) Total de horas de atividades educacionais diversificadas:___________ Data:____/____/_____ Assinatura do(a) aluno(a): ______________________________________________________ Ass. do (a) Professor(a) Orientador(a) do Estágio:___________________________________ Ass. do (a) Professor(a) Regente:________________________________________________ ANEXAR DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA DE PARTICIPAÇÃO NOS EVENTOS DESCRITOS NESTE DOCUMENTO. 33 FICHA DE ACOMPANHAMENTO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO. ATIVIDADE DE SEMI-REGÊNCIA Aluno(a): Curso: Profª Orientador(a) de Estágio: Local do Estagio: Endereço: Cidade: DATA HORÁRIO (ENTRADA/ SAÍDA) Nº DE HORAS Nº de matricula: Período letivo: Tel: ATIVIDADES ASS. (DIR. COORD. PROF) Total de horas de atividades educacionais diversificadas:___________ Data:____/____/_____ Assinatura do(a) aluno(a): ______________________________________________________ Ass. do (a) Professor(a) Orientador(a) do Estágio:___________________________________ Ass. do (a) Professor(a) Regente:________________________________________________ ANEXAR DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA DE PARTICIPAÇÃO NOS EVENTOS DESCRITOS NESTE DOCUMENTO. 34 FICHA DE ACOMPANHAMENTO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO. ATIVIDADE DE REGÊNCIA Aluno(a): Curso: Prof(ª) Orientador(a) de Estágio: Local do Estagio: Endereço: Cidade: DATA HORÁRIO (ENTRADA/ SAÍDA) Nº DE HORAS Nº de matricula: Período letivo: Tel: ATIVIDADES ASS. (DIR. COORD. PROF) Total de horas de atividades educacionais diversificadas:___________ Data:____/____/_____ Assinatura do(a) aluno(a): ______________________________________________________ Ass. do (a) Professor(a) Orientador(a) do Estágio:___________________________________ Ass. do (a) Professor(a) Regente:________________________________________________ ANEXAR DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA DE PARTICIPAÇÃO NOS EVENTOS DESCRITOS NESTE DOCUMENTO. 35 ANEXO 04 ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO ESTAGIÁRIO PELO(A) SUPERVISOR(A) NO CAMPO DE ESTÁGIO Prezado Sr(a) Supervisor(a) de Estágio Estamos enviando a avaliação do(a) estagiário(a) sob sua supervisão. Vimos solicitar-lhe a gentileza de preencher essa avaliação e retorná-la, ao final do estágio, ao (à) Professor (a) Orientador de estágio da Faculdade do Vale do Jaguaribe - FVJ. Atenciosamente, _________________________________________________________ Professor(a) Orientador(a) NOME DO(A) ESTAGIÁRIO(A): _________________________________________________ CURSO: ______________________________________________________________________ NOME DO(A) SUPERVISOR(A) NO CAMPO DE ESTÁGIO:___________________________ ______________________________________________________________________________ DATA: ........../ ........../ .......... 1. Avalie o estagiário de acordo com cada situação específica, colocando uma nota de zero a dez para cada item. ITENS Integração do estagiário ao ambiente e normas da organização Responsabilidade na realização das atividades de estágio Desenvolvimento das atividades conforme o planejado Atitude profissional do estagiário Aplicação de conhecimentos e habilidades em situações concretas e reais Desenvolvimento profissional e pessoal Responsabilidade social, justiça e ética profissional Transposição de dificuldades encontradas com criatividade NOTA Outras Considerações e/ou Observações adicionais: OBSERVAÇÃO: Em caso de dúvidas e/ou necessidade de esclarecimentos, por gentileza entrar em contato com o prof. orientador de estágio por meio dos telefones (__)_______e/ou pelo email: _________________________ 36 ANEXO 4 ESTRUTURA DO RELATÓRIO FACULDADE VALE DO JAGUARIBE – FVJ CURSO DE LICENCIATURA EM (Curso) NOME DO AUTOR TITULO ARACATI ANO 37 NOME DO AUTOR TITULO Relatório apresentado como requisito parcial de aprovação na disciplina de Estagio Supervisionado Obrigatório [...], no Curso de Licenciatura em [...] da Faculdade Vale do Jaguaribe – FVJ. Orientador: Prof(ª) .___________________. ARACATI ANO 38 “Quando o homem descobre sua missão de ensinar no decorrer do processo de ensinagem, a satisfação intelectual requer sobre o âmbito docente e discente.” (Fábio da S. Barbosa) 39 Dedicatória A Deus. Aos meus pais, Raul e Lúcia. 40 RESUMO Objetiva-se por meio deste documento analítico e descritivo, explanar as experiências das etapas do estágio - observação, semi-regência e regência - desenvolvidas durante a disciplina de Estágio Supervisionado I, no nível fundamental II especificamente no 6º ano. A metodologia aplicada no estágio foi decorrente do uso do teórico Paulo Freire, além de encarar a realidade educacional com horizontes construtivistas, ressaltando a vivência do educando, o contexto geográfico da instituição do estágio, além da análise da dinâmica educador/educando. Apreendeu-se a importância de refletir sobre a realidade, os motivos que realmente provocam determinadas consequências e até que ponto a omissão do profissional interfere na construção de um novo ambiente. A relevância do planejamento foi detectada na prática, ressaltando o que foi visto em teóricos nas aulas academistas. O jogo discursivo da ação docente e a atitude reflexiva da problemática vivenciada na instituição escolar alicerçaram paradigmas educativos viáveis à prática pedagógica. Depreendeu-se mediante a etapa da observação que o rendimento escolar é diretamente influenciado pelo contexto no qual a escola está inserida, visto que as influências externas direcionam positiva ou negativamente o desempenho educacional dos alunos. O educando precisa ser encarado com uma visão abrangente, minimizando aquela imagem antiquíssima de um mero sujeito que frequenta uma instituição somente para cumprir carga horária e dispor da realização das atividades e normas que regem a regulamentação da empresa escolar. Além disso, percebeuse que conhecer a escola, seu contexto, a realidade socioeconômica das famílias que direta ou indiretamente relacionam-se com a instituição e a pedagogia da escola, são elementos imprescindíveis para formar o esqueleto do planejamento e da pesquisa, pois enquanto estagiário, entender a problemática e intervir com soluções naquela situação, cumpre o verdadeiro papel da academia na sociedade. Destacou-se a autenticidade que há no ato de planejar e na forma de encarar o planejamento, tendo em vista que, outrora, o planejamento era considerado pelo estagiário como mera função docente e exercício para cumprimento de horas/aula, entretanto, viu-se o novo rumo que há nessa estratégia em que além de proporcionar mais satisfação discente, organiza a coesão da aula, engradecendo a autonomia do professor. As horas dedicadas ao planejamento são tão importantes quanto às de sala de aula, visto que uma aula bem planejada ofertam rendimentos surpreendentes. Palavras-chave: Educando. Ensinagem. Contexto. Autonomia docente. Precariedade. 41 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO............................................................................................................ 8 2. DESENVOLVIMENTO............................................................................................... 10 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................... 23 4. REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 26 5. ANEXOS Na INTRODUÇÃO a formatação da fonte é 12 e o espaço DE 1,5 cm entre linhas. Expressar os objetivos da pesquisa, a justificativa do trabalho e a metodologia de forma continua e não dividindo em tópicos. 42 1 INTRODUÇÃO Negrito, caixa alta e fonte 12 O Estágio Supervisionado é o contato principiante e direto com o corpo discente, o qual promove ao estagiário, muitas das vezes, a única relação autêntica com o educando, além Parág rafo 1,5 cm; espaç o 1,5c m entre linha de promover a concretização de teorias estudadas e estabelecer autonomia enquanto pesquisador. É necessária a consciência por parte do graduando sobre a relevância que há nessa prática pedagógica como consta na Lei de Diretrizes e Bases - LDB que aponta o Estágio como um ato educativo que visa a preparação para a produtividade. Saber o valor dessa etapa acadêmica, sua totalidade e pormenores, é imprescindível a uma prática coerente e satisfatória, visto que o estágio não deve ser encarado somente como a prática da teoria, pois há toda uma complexidade envolvida nesse exercício. O universitário na sua prática docente almeja desbravar horizontes que talvez sejam realizados ou não, logo, vale ressaltar que o jogo acadêmico é constituído por imediatismos e imprevistos, já que o ser humano – o próprio educando – é um sujeito em constantes mudanças e dinamismo. Depreende-se que o Estágio Supervisionado objetiva funções formidáveis, porém há certas metas que se cumpridas, o educando da educação superior avançará largamente na jornada acadêmica. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases LDB nº 11.788/2008 pesquisada no site citado anteriormente “§ 2o O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho”. Proporcionar ao estudante do ensino básico oportunidades de desenvolver suas competências é uma das principais metas do estágio, além de analisar situações e propor mudanças nas organizações escolares, oferecendo aos alunos a oportunidade de assumirem posturas de sujeitos ativos no processo de autoafirmação. A cidade de XXXXX abrange diversas escolas do ensino fundamental, porém o quesito para seleção da escola do estágio mediu na vertente da realidade socioeconômica e cultural, pela localização (zona de risco) e abrangência de sujeitos divergentes de classes econômicas em um mesmo recinto educacional. 43 Problemáticas estimulam o sujeito pesquisador à reflexão da própria realidade, além de originar princípios importantes na prática docente, como autonomia e resolução de problemas. Porém, solução para os problemas escolares não são sanados em curto período equivalente ao estágio, entretanto a contribuição do estagiário pode mudar os trilhos pedagógicos ou pelo menos a visão do macro. Concretizou-se na E.E.F. XXXXX os três períodos do estágio: observação, semiregência e regência. Trabalhou-se pesquisa bibliográfica em teóricos com o intuito de casar com as problemáticas vivenciadas na escola. O presente documento foi formulado com o alvo de registrar todos os pormenores relevantes à formação acadêmica de um universitário do curso de Letras, e a divisão textual estrutura-se da seguinte forma: primeiro aborda-se a observação, tendo como tópicos a estrutura institucional e a contextualização. Posteriormente em texto corrido, a semi-regência que explanará a observação atenta do processo ensino-aprendizagem e finalmente a regência, em que será descrito os aprendizados do contato real com o aluno. Sequencialmente, a conclusão, sucinta e objetiva, retratará as contribuições que a experiência proporcionou ao universitário, e depois segue as referências e os anexo. 2 RELATORIO DE ESTAGIO Aqui é o local destinado a você (s) descreverem a pesquisa observada. Neste local também será exposto as citações de autores sobre o assunto pesquisado. 2.1 Observação O estágio I foi desenvolvido com uma carga horária de 100 horas direcionadas para orientações específicas, a aproximação do estagiário com o ambienteAqui escolar, a vivência é o local destinado ada você (s) descreverem os sub itens sem prática no campo de estágio, elaboração do plano de ensino, planejamento de aulas, regência de classe e a elaboração do relatório. Formulou-se inicialmente o cronograma a ser fazer um detalho de sub subitens. Neste exemplo consta o da pratica 1, mas o mesmo será seguidofeitodeparaacordo com a outras praticas. disponibilidade do graduando e executou-se paralelamente ao nexo pedagógico da escola, também descritivamente se observou as partes e os cômodos escolares, registrando mediante texto escrito e fotografias, seguindo mesmo procedimento a semi-regência. 44 A primeira etapa do estágio supervisionado I foi a de observação e iniciou-se no dia 22 de agosto de 2012 a partir das 13hs. Notou-se de forma macro e micro a instituição escolar da rede pública; em sentido amplo, destacamos minuciosamente a dinâmica do relacionamento entre os profissionais, a infraestrutura escolar, e em sentido restrito, descreveu-se a estrutura pedagógica, assim como uma análise abordando os possíveis motivos externos que influenciam no rendimento escolar dos educandos. Percebeu-se por meio da leitura do Projeto Político Pedagógico (PPP) da instituição investigada, situada geograficamente, no município de Aracati, estado do Ceará. A mesma pertence à rede pública do município, localizada em sua área urbana. Funciona nos turnos matutino e vespertino, sendo que atende aos educandos do 7º ao 9º ano pela manhã, e do 1º ao 6º ano pela tarde, envolvendo alunos especiais. O corpo de funcionários é extenso, composto por cinquenta profissionais, destes, vinte e cinco são professores: 10 com pós-graduação e quinze graduados, além dos monitores do Programa Mais Educação que são graduandos. A relação entre os funcionários é benéfica, ressaltando os valores morais e humanitários, o que origina um ambiente de convívio satisfatório e harmonioso. Foi feito uma pesquisa no PPP que constou que os resultados escolares são retrógrados no decorrer dos anos, tanto a questão da evasão como da reprovação e os motivos são internos e externos. Exemplo de razões internas é a ausência de estímulo e motivação; externos são o contexto real, incidentes, desestrutura familiar dentre outros, como pode constatar no PPP da referida escola (2011, p. 6): [...] a gravidez na adolescência, evasão por motivo de trabalho, ausência de perspectiva de vida por parte de muitos educandos, o que acarreta falta de motivação e interesse pelos estudos, ausência de recursos tecnológicos e didáticos que estimulem os educandos no processo ensino-aprendizagem e também a desestruturação familiar. [...] lacunas que os alunos trazem de séries anteriores, reveladas na dificuldade acentuada de leitura e escrita, interpretação e cálculo, desnível existente entre os alunos da zona urbana e aqueles da zona rural, falta de assiduidade dos educandos, aliado ao não acompanhamento das famílias na educação dos filhos, indisciplina, o não compromisso de alguns educadores e a escassez de recursos didáticos que tornem as aulas mais criativas e prazerosas. Por outro lado, analisou-se que a localização da escola influenciava nos resultados retrógrados, visto que o bairro denominado XXXXXX, é comumente taxado no entorno urbano como palco para o consumo de drogas, principalmente durante o período noturno. Tal bairro contém outras instituições renomadas socialmente, como: a E.E.M. XXXX, Associação XXXXXX, o CRAS, a E.E.E.XXXXX, o PSF, assistindo a comunidade local. 45 Em relação ao processo de matrícula a escola disponibiliza previamente o calendário da matrícula, sendo que os alunos veteranos executam sua matrícula no período de entrega dos resultados finais mediante comparecimento dos responsáveis (para aqueles que são menores de idade). São asseguradas as vaga aos desaprovados que ficam para a recuperação num prazo mais extenso. Em relação aos novatos, as datas também contam no calendário, divulga-se ainda o número de vagas por turno. A matrícula dar-se-á, mediante apresentação dos documentos pessoais acrescidos do histórico escolar contando todos os dados referentes aos anos cursados anteriormente. De forma sistematizada, abordou-se a infraestrutura escolar em partes, acompanhado de descrição sucinta. Nessa vertente, analisou-se que a biblioteca é vasta, dentro das limitações escolares. As paredes são pintadas com tonalidades claras (branco e verde-claro), forrada, obtendo oito lâmpadas florescentes de cor branca, oito mesas quadradas também brancas, distribuídas paralelamente com cortinas herméticas. No recinto há somente uma pintura: a imagem de uma criança do sexo masculino lendo um livro para outros guris que se encontram sentado ao redor da primeira. Tal pintura contém uma localização central no lugar, visto que entrando no ambiente rapidamente percebe-se a imagem. A biblioteca possui um espaço referente à leitura, outro referente ao acervo de livros, onde se encontram as estantes; a distância de uma estante para outra é adequada promovendo a passagem dos educandos assim como o manuseio dos livros. O local de leitura é bastante colorido e atraente, além de ter uma medida considerada grande em relação ao número total de alunos matriculados. Há apenas um ventilador de teto, o qual se encontra acima do espaço de leitura. Próximo à entrada da biblioteca é a sala Atendimento de Educação Especial (AEE), e referente a tal ambiente verificou-se que é um ambiente agradável, baseado nas etapas do processo cognitivo de Piaget, em que são expostos brinquedos educativos e estimuladores à inteligência de alunos com deficiências. Contém os recursos próprios aos educandos especiais, como um computador para cego e surdo, adaptado tecnicamente para sanar as deficiências humanas. [...] 2.2 Semi-regência Atinou-se que a sala de aula é adequada para o número de alunos matriculadas no 6º ano, sendo composto por trinta alunos na faixa etária entre dez a onze anos. Os alunos são residentes do Aracati, moram em bairros carentes e violentos, sendo que alguns possuem família desestruturada, conquanto, há as exceções. A sala á arejada e espaçosa, com quadro de giz e armário de madeira. 46 Observou-se que a aula ministrada era de recuperação, mediante já os resultados das provas de português que ocorrera durante a semana equivalente ao dia 03 a 07 de setembro, momento final da observação da escola como um todo. A professora entregou as avaliações com as devidas notas expressas nas provas, depois fez a correção coletiva, lendo juntamente com a turma questão por questão e explicando o porquê da opção correta, também selecionou os pontos principais da avaliação, e explicou o conteúdo de forma contextualizada. O teor da prova era locução adjetiva. A educadora passou um exercício de fixação, posteriormente um trabalho avaliativo para complementar a nota dos que ficaram com a média abaixo do exigido pelo sistema, e verificou-se que o intervalo de explicação transcorreu por 20 minutos, a reorganização das cadeiras feitas no início da aula 5 minutos e a resolução do trabalho 35 minutos. Ressalvou-se que a aula ofertada pela educadora é organizada, porém padronizada e totalmente monótona, ou seja, a mesma metodologia é usada em todas as aulas de Língua Portuguesa, sendo que inicialmente há a reorganização e distribuição das cadeiras no ambiente da sala, na forma de fileira alinhada, assim como a disposição dos alunos mediante seu comportamento. Verificou-se a presença de três alunos sentados no fim da sala, totalmente sem nexo com a organização das cadeiras, aparentemente os mesmos transmitem indícios de exclusão, são retraídos e tímidos. A professora regente explicou que os mesmos são postos ali por indisciplina, visto que são violentos e agressivos, e tumultuam a sala. A solução encontrada pela educadora foi excluí-los direta ou indiretamente das atividades cotidianas da disciplina de português. Entretanto, questionamentos foram feitos nos diálogos entre os estagiários, e deduziu-se que excluí-los das atividades é uma maneira de maximizar a situação deles, uma vez que quaisquer indivíduos são passíveis de executar traços violentos, comprovada a ruptura com anormalidade. Se por acaso, certo sujeito que não seja detentor de patologia associada, depois da ruptura, o esperado é que volte ao seu estado inicial de tranquilidade e normalidade interior. É importante ressaltar que violência é um sistema de ações complexas que envolvem várias situações e atitudes, como assim descreve a monografia A violência nas escolas como resultado dos problemas de inadaptação social pesquisada no site www.monografias.com “A violência pode ser revestida de diversas formas, mas num sentido restrito, pode ser definida como uma ruptura brusca da harmonia num determinado contexto, podendo ser a forma de utilização da força física, psíquica, moral, ameaçando ou atemorizando os outros”. 47 Nesse sentido, a posição docente de retrair os três alunos pode ser considerada também um ato de violência, na medida em que fere o direito que os mesmos têm de participar das atividades assim como qualquer outro, pois estão matriculados e são alunos. A maneira menos eficaz de minimizar a violência é com outra violência, seja ela implícita ou explícita. Ainda segundo a monografia A violência nas escolas, resultante dos problemas de inadaptação social, conforme site referenciado acima afirma que, “no fundo, os atos violentos estão sustentados por valores, crenças, sobre o bom e o mau de uma ação que força o indivíduo de acordo com essa convicção”, ou seja, os comportamentos discentes dos três educandos são fruto de valores apreendidos ou na âmbito familiar ou comunitário, além de reações controvérsias ao posicionamento e tratamento que as pessoas agem com os mesmos, focando no caso, a educadora. O tratamento da professora e sua relação com eles influenciam na concepção dos discentes, assim como sua constituição comportamental e sua personalidade. Se os educandos advêm de uma família desestruturada e uma comunidade violenta, torna-se necessário que no âmbito educacional os mesmos se deparem com outro contexto, uma realidade voltada aos valores morais e afetivos. Na verdade, pode-se deduzir que a violência manifestada por alguns discentes na sala de aula, é implicitamente uma reação a seu contexto vivencial, assim como as agitações internas, sua carência emocional, ausência da postura paterna e materna e conflitos propícios a sua fase de adolescência. Tal violência pode ser considerada numa vertente construtivista como atos de rebeldia, rebeldia esta visando chamar a atenção das pessoas do seu convívio e tal aversão pode ser benéfica, se for direcionada a metas específicas, como cita Paulo Freire em seu livro Pedagogia da Indignação (2000, p. 37): Uma das questões centrais com que temos de lidar é a promoção de posturas rebeldes em posturas revolucionárias que nos engajam no processo radical de transformação do mundo. A rebeldia é ponto de partida indispensável, é deflagração da justa ira, mas não é suficiente. A rebeldia enquanto denúncia precisa de se alongar até uma posição mais radical e crítica, a revolucionária, fundamentalmente anunciadora. A mudança do mundo implica a dialetização entre a denúncia da situação desumanizante e o anúncio de sua superação, no fundo, o nosso sonho. Dessa forma, entende-se que a bravura dos educandos contém pontos positivos, o que necessita é moldagem por parte do sujeito reflexivo, sendo atribuição de seus pais e professor, entretanto, se no contexto em foco, a família é isenta de habilidades para desenvolver essa criticidade na manifestação da rebeldia, espera-se que o educador seja capaz, ou pelo menos tente, intervir em tal problemática. 48 A postura e atenção da turma em geral são adequadas com a série, ficando claro que o cognitivo de 90% da sala está apto ao nível, o que foi verificado pela intervenção dos estagiários na resolução de uma atividade proposta pela regente. A professora necessitou se ausentar, e nessa transcorrência, os alunos iam aos estagiários perguntar pela veracidade das respostas e, a modo grosso, a resolução foi satisfatória. A turma tem um grau cognitivo alto, assimilando o conteúdo rapidamente, o déficit de alguns consiste na ortografia e acentuação gráfica. A educadora se organiza em seu ofício da seguinte forma: planeja suas aulas, explana o conteúdo, tabela em registro o rendimento, compara os resultados semestralmente, para analisar os avanços da turma e rever se for preciso métodos de agregar a sua prática, visando à melhoria e suprimento das metas da escola e individuais da própria educadora. A docente ressalta a importância do uso do livro de português, visto que a utilização do mesmo é habitual nas suas aulas. Comportamento e concentração são atributos que casam com a realidade do 6º ano, pois os mesmos focam na atividade. Os três alunos que ficam no canto interno da sala citados neste documento são isentos de todas as atividades propostas pela regente, pois a mesma reforçou em explicação aos estagiários que mediante orientação da gestão escolar, os três podem ser afastados do núcleo normal da sala e os indivíduos passam o tempo convencional da aula observando outros educandos jogando bola na quadra de esporte, visto que a sala localiza-se reto com a quadra com certa distância. A instrutora visualizava atentamente o comportamento dos alunos e tentava sanar vários tipos de distúrbios mediante o conhecimento que tinha de cada um. Em relação aos meninos que ficam retraídos no recanto da sala, entendeu-se que inúmeras atitudes exercidas visam chamar a atenção, desde o jogar bolinha de papel no chão a bater na carteira provocando barulho irritante, sendo que tais modos são desempenhados em momentos com a presença e ausência docente. A educadora é formada, sendo graduada em Letras – Língua Inglesa, e transparece confiança e domínio de conteúdo, se manifestando oralmente de forma excelente. Ereta, postura profissional e ética costuma usar a farda da escola e suas roupas são proporcionais ao seu corpo. Sua vestimenta é adequada ao ambiente escolar, requentada e uniformizada, a mesma usa um perfume agradável, em que a turma não reclama e não prejudica certos alunos alérgicos. Entretanto, a professora também é exigente em relação aos horários, cobra bastante os resultados imediatos; seu método de ensino é tradicional, rigoroso, sendo sua forma de 49 posicionamento na sala de aula a estruturalista, baseada no seguimento das arcaicas normas institucionais: seguimento à risca de cronograma de horários, período cronometrado para realização das atividades, assim como a constante cobrança aos discentes. A professora explanou sobre os principais motivos causadores dos erros ortográficos ocorridos nas provas realizadas semana anterior à data de início da semi-regência, as razões segundo ela são “a pressa de finalizar a atividade” ou a “falta de atenção”. A mesma transcorreu em cadeira em cadeira visando descobrir quem tinha finalizando o exercício. A semi-regência foi o momento de reflexão, visando elaborar soluções a serem colocadas em prática na próxima etapa. 2.3 Regência A regência realizou-se de forma construtivista, baseada na utilização do lúdico a favor do desenvolvimento cognitivo. Mediante as aulas vistas na graduação, depreendeu-se que a aula convencional menospreza a atenção e estímulo discente, e nesse ínterim, acreditouse na relevância da brincadeira paralela a transmissão do conhecimento. Ainda no dia 18 explicitamos o conteúdo de locução adjetiva, fazendo uma retrospectiva de certas classes gramaticais. A turma comportou-se e participou efetivamente, e a sequência estrutural da aula foi mediada pelo planejamento ofertado pela regente. No dia 19 de outubro do mesmo ano, resolveu-se o exercício de casa. Na aula seguinte, fez uma contação de história no início, e percebeu-se a atenção dos educandos no desfecho da narrativa, porém os três alunos retraídos no final da sala ainda não tinham se envolvido. No dia 22 do mesmo mês, planejou-se uma aula diferenciada, focando no lúdico. A atividade voltada para o “aprender brincando” foi uma proposta adequada à realidade vivenciada, e o histórico do lúdico é primordial, contendo relevâncias desde a concretização de valores morais como para a transmissão de um conteúdo. Numa idade infantil, certos atos pueris em relação a brincadeira vão se delimitando e ampliando maneiras de reação quanto aos subsídios envolvidos em sua contexto que ainda não está a sua obtenção, a título de exemplo constatou-se uma peculiar circunstância em que a criança usa dessas formas de reprodução como explana Vygotsky: Propõe que o brinquedo, o brincar, surge nas atividades das crianças em idade préescolar como uma forma de atender desejos que não podem ser imediatamente satisfeitos. Por exemplo, a criança já viu um adulto dirigir um carro e gostaria de dirigir também, mas não pode. (VYGOTSKY, 1984). 50 Realizou-se uma dinâmica, a qual foi Tecendo Poesia, em que os alunos foram instruídos a utilizarem uma folha de caderno e responderiam a determinadas perguntas, e a resolução destas formariam no final uma poesia. Após este momento, explicou-se o gênero poesia, contextualizando o conteúdo com informações do contexto dos educandos. Os alunos resolveram as questões corretamente, todas de forma subjetiva, e no final, foram expostas à turma todos os poemas. Nesta atividade, os educandos que posicionam no final da sala, não participaram e analisaram-se quais intervenções cabíveis a inclusão dos mesmos. Executou-se uma atividade com toda a turma, dividiu-se em dois grupos, um das meninas e outro dos meninos, e nesta atividade, todos os educandos participaram inclusive os três que ficam no final da sala. O grupo dos meninos estava inquieto, uma vez que a totalidade masculina não participa de atividades juntos ou o faziam raramente. Já as meninas comportaram-se, demonstrando seriedade e compromisso com o jogo. Foi difícil fazer os três aluno mais inquietos participarem ativamente da aula, e os estagiários convidaram um que estava muito inquieto, o mais agitado e com traços agressivos para assumir o cargo de liderança do grupo. Explicou-se que comportamento definia pontuação para a equipe, e o time masculino moldou de acordo com o desenrolar das normas do jogo. O líder do grupo atribuiu sua energia ao jogo, usando seu entusiasmo para solucionar as etapas d a dinâmica. Uma das etapas foi a brincadeira da forca, desenhou-se um desenho no quadro e colocou uma limitada quantidade de traços equivalentes a um nome, cada grupo ia falando uma letra, por cada resposta errada, fazia-se um aparte do corpo do boneco desenhado. Os meninos por instantes não bagunçaram e refletiram nas possibilidades da solução, e incrivelmente, os três alunos retraídos no final da sala participaram e demonstraram satisfação. Houve inúmeras etapas, e a última foi a entrega mais rápida de uma lista de palavras que iniciassem com a letra “V”, com o tempo estimado até o início do intervalo. A equipe que entregasse mais palavras com a letra v ganhavam 100 pontos para somar com a pontuação já existente. Os três alunos que demonstravam apenas atitudes de bagunceiros eram os líderes da equipe, e eles nas suas limitações fizeram setenta e cindo expressões com o fonema v, e as meninas fizeram oitenta, sendo que a diferença foi apenas por cinco palavras, mas vale ressaltar que o time das meninas são considerado ótimo e comportado, pois são estudiosas, e concorrer contra aquele nível seria moleza, mas comprovou-se que quando os mesmos querem e se sentem estimulados, participam e os resultados são favoráveis. No final da execução da atividade, verificou-se no momento de contagem das palavras que o grupo feminino além de escreverem uma maior quantidade, também as 51 palavras geralmente eram adjetivos ou substantivos bons, já o grupo masculino, fizeram uma porção de palavras obscenas, palavreados e xingamentos, termos estes já reconhecidos no aparelho sonoro dos mesmos, uma vez que escutam nos vários contextos nos quais estão inseridos. A autenticidade docente é um fator gerador de desempenho escolar, assim como a forma como o próprio docente se vê e encara a realidade de deu ofício. Muitos professores o são por infinitos motivos, menos por gostar ou prazer, e nesse contexto, realizam tarefas obrigadas e desestimuladas, respaldando para os alunos tal postura. Muitas das vezes o próprio educador é hipócrita, nem estuda para poder mediar o conhecimento e exige rigorosamente que o aluno estude. Freire (1992, p. 43) averigua: O papel testemunhal do professor na gestação desta disciplina é enorme. Mais uma vez aí, a sua autoridade, de que sua competência faz parte, joga importante função. Um professor que não leva a sério sua prática docente, que, por isso mesmo, não estuda e ensina mal o que mal sabe, que não luta para que disponha de condições materiais indispensáveis á sua prática docente, se proíbe de concorrer para a formação da imprescindível disciplina intelectual dos estudantes. Se anula, pois, como professor, mas, por outro lado, essa disciplina não pode resultar de um trabalho feito nos alunos pelo professor. Dessa forma, evidenciou-se que, não a rebeldia e violência dos três alunos que reinavam naquela sala, porém a postura docente degradante e incorreta, no que se refere ao tratamento aos alunos que apesentaram anormalidade com as normas escolares. Provavelmente, os meninos já sofrem violência (verbal, física ou psicológica) em casa ou na comunidade, e sua forma de pedir ajuda na maioria das vezes é rebelando-se, revoltando-se, e quando um professor tem uma visão mais sensível, e consegue enxergar num educando um ser carente de valores, que muitas das vezes, precisa somente de um sorriso, ou um pouco de atenção, até mesmo um abraço, coisas afetivas que inexistem em seus lares, e este mesmo educador propõe medidas para sanar este problema, o papel real do professor foi cumprido, mediar o educando nos trilhos da sabedoria. Fazer com que o educando enxergue seu corpo, sua vida de maneira que possa refletir e imaginar com o mesmo valor de que os outros, sua autoestima aumente e sua personalidade está mais flexível a mudanças. Há também outro detalhe no contexto estudantil observado, muitos dos alunos que estavam fazendo atividades pararam no decorrer da mesma, e depois, apreendeu-se que aqueles que eram comportados, mas que não concluíram certas atividades eram carentes ao estremo, seus organismos estavas fracos e sedentos materialmente mesmo de comida, sendo que muitos contém a merenda escolar como refeição certa no seu dia a dia. 52 O econômico é outro fator relevante na construção de estudantes competentes e pesquisadores, pois não se pode comparar um educando de escola particular que contém um lar adequado, visita lugares culturais para meninos que vivem em bairros carentes, detentos de fome. Um educando com fome não pode se concentrar na melhor explicação possível numa aula de português, onde o educador necessita conhecer a realidade do aluno para poder taxar um aluno de desinteressado. Na verdade, não há aluno desinteressado, pois se ele vai até uma escola e entra numa sala de aula, alguma coisa ele quer, mas muitas vezes nem ele sabe o que é, ou é mal interpretado pelos professores por causa de seu comportamento. Saber interpretar o comportamento do aluno é complicado, uma vez que por detrás de uma ausência de atenção na explicação se esconde uma carência alimentícia ou uma frustação familiar, dentre outros possíveis motivos. 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Conclui-se que o Estágio Supervisionado I constituiu um período favorável à reflexão enquanto sujeito humanitário e na relevância da prática educativa, envolvendo suas múltiplas aprendizagens, não somente discente quanto docente, e percebeu-se na mesma vertente, que o graduando de Leras é bombardeado de várias teorias no âmbito universitário, e uma das maiores aprendizagem é construída na prática, no calor da emoção e do conflito. Isentar-se de perigos não assegura a segurança, assim como educar sem Aquieé na o local destinado você (s)e responderem questionamentos e intervenções não forma uma precariedad qualidade do aensino um constante artificialismo. as indagações, os objetivos da pesquisa. Não se deve separar teoria da prática e vice-versa, pois ministrar uma aula sem ter uma fundamentação teórica é menosprezar a confiança discente depositada na sua aula. Em outro viés, aprofundar-se demasiadamente em teorias sem colocá-las em prática é enrijecer o poder acadêmico. Mediante a realização das três etapas foram construindo conhecimentos formidáveis, como o papel do educador na vida de muitos educandos. Até que ponto o professor está ajudando o aluno a crescer cognitivamente? O professor realmente estimula o educando da forma certa e adequada? A omissão de posturas cabíveis do professor em situações conflitantes e o desconhecimento da contextualização discente atrapalham seu ato de transmitir conhecimento? Até que ponto a relação do professor influencia no processo de ensinagem? Estes e outros questionamentos foram oriundos da prática do estágio I, após muita reflexão de tudo que ocorria durante o período das etapas. 53 Depreendeu-se que o educador precisa ser multe, internalizado com habilidades e competências que o contribuam a uma excelente realização de seu ofício, pois sendo o professor pesquisador e questionador do mundo ao seu redor, consequentemente, implícito ou explícito, seu aluno vai aderir seu comportamento. É necessária uma preocupação maior com a qualidade, do que com a quantidade, viuse na prática que o sistema é um dos principais causadores da prática do “fingir que nada está acontecendo”, não se pode mais vivenciar a docência com tanta hipocrisia, o educador necessita questionar e fazer seu educando assim também, perguntar por que algo é de uma forma então de outra, ou seja, desenvolver características de um sujeito detentor de seu próprio conhecimento. Verificou-se a importância e necessidade de um educador com uma visão humanitária, além de posturas docentes voltadas a valorização e construção da personalidade do educando, ressalvando suas qualidades, seus sonhos, suas habilidades, e tais características são apontadas no livro Pedagogia da Esperança, onde Paulo Freire (1992, p. 43) explana: Desafiar os educandos com relação ao que lhe parece o seu acerto é um dever da educadora ou do educador progressista. Que educador seria eu se não me sentisse movido por forte impulso que me faz buscar, sem mentir, argumentos convincentes na defesa dos sonhos por que luto? Na defesa da razão de ser da esperança com que atuo como educador. O que não é lícito fazer é esconder verdades, negar informações, impor princípios, castrar a liberdade do educando ou puni-la [...]. Dessa forma, deteve-se pelo fato da importância de se descobrir quanto a missão, pois exercer cargos somente para manutenção social origina frustração, e o estágio supervisionado, dentre várias vantagens, propiciou o lugar para redescobrir meu papel enquanto educador. Foi uma experiência ímpar relevante e minha prática pedagógica, sendo que os conhecimentos adquiridos serão internalizados nas atitudes doentes. Portanto, essa experiência permitiu um pensar reflexivo sobre a práxis docente no sentido de estabelecer um diálogo com as atividades lúdicas envolvendo o português. Pois, entende-se que os jogos e as brincadeiras se utilizados de maneira coerente, pode atuar como um componente relevante para o processo de ensinagem. Dessa forma considera-se que este trabalho e as discussões que nele perpassam, podem contribuir e subsidiar outras possíveis reflexões acerca da temática em discussão, a nortear para um novo sentido do que seja o estágio supervisionado não apenas como algo obrigatório e sim, como uma forma de fazer deste momento significativo para o educando um momento de profundos aprendizados. 54 A priori, se pensa no estágio como um mero contato docente com o discente, mas, quando partimos do pressuposto das contribuições, perspectivas e conceitos envolvidos na realização de tais atividades veem-se o quanto se faz necessário discutir e avaliar os benefícios que esse período acarreta, despertado no cotidiano da sala de aula. Alguns teóricos nos mostram que quando a criança brinca e participa de jogos, ela passa a se inserir no mundo, seja ele, no plano real ou imaginário e a partir disso ela vai formulando sua autonomia. A ludicidade fomenta a discussão em torno de vários aspectos relevantes no trabalho docente, principalmente no que concerne à intencionalidade por trás desse. Como os alunos estão em uma escola de risco, é necessária uma solução que case com sua realidade, visto que se percebeu que com os jogos e as dinâmicas os alunos que nem participavam das aulas, incluíram-se no jogo da aula. Entende-se que é de grande importância o trabalho pedagógico, ser guiado por suportes teóricos que viabilizem novas ideias e novos ideais, principalmente aqueles, que conduzam o profissional docente a realizar ou modificar uma prática (isso se referindo a ludicidade) em prol do alcance de seus objetivos como educador. Possibilitar vivências positivas ao educando, com atividades prazerosas que levem em consideração as limitações de cada um dos alunos, que eleve suas habilidades e competências, só tem a acrescentar na sua autonomia e autoformarão como sujeitos ativos na constituição do conhecimento sociocultural e histórico. Integram-se na sociedade como forte elemento mediador da aprendizagem significativa. Pois possibilita as crianças atividades prazerosas e que tenha sentido no cotidiano de cada uma delas. Nesse sentido percebe-se a necessidades de educadores e professores, buscarem conceitos teóricos ricos, que ampliem suas formas de ação na prática. 55 REFERENCIAS BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2010. Documento que preside sobre o estágio. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11788.htm//>. Acesso em: 12 nov. 2012. FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000. ISBN 85- 7139- 291 – 2 ____________. Pedagogia da Esperança: Um Reencontro com a Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. VYGOTSKY, L.S. A Formação Social da Mente. Tradução: José Cipolla Neto, Luís Silveira Menna Barreto, Solange Castro Afeche. São Paulo: Martins Fontes. 1984. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 16. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000. LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da Escola Pública. São Paulo: Loyola, 1990. PORTER, Stuart. Fisioterapia de Tidy. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. SAFONS, M. Peralta. A reabilitação física e o professor de educação física. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd18b/rehab.htm>. Acesso em: 12 mar. 2009. Citação de internet. 56 ANEXO 5 - MODELO DE CAPA DE CD CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS 2015 57 58 APÊNDICES 59 APÊNDICE A: FIGURAS DOS REGISTROS DAS PRATICAS DE ESTAGIO Negrito, caixa baixa e fonte 12 As figuras são descritas em legendas abaixo e acima delas, mas também são citadas em texto. Figura 1: Atividades recreativas Fonte: acervo pessoal – 2013 Fonte 10, sem negrito Figura 2: alunos em aula de recreação A altura da figura é de 7cm, sendo que a largura será ajustada automaticamente. Fonte: acervo pessoal 2013. 60 ANEXOS 61 ANEXO A: DOCUMENTAÇÃO DE ESTÁGIO 62 ANEXO 6 – QUESTIONÁRIOS GUIAS CARACTERIZAÇÃO DO MICRO SISTEMA DE EDUCAÇÃO 1 Dados de identificação da escola: 1.1 Localização (endereço; pontos de referencia; aspectos sobre a infra-estrutura do bairro; iluminação; saneamento) 1.2 Aspectos históricos da escola (como e quando foi criada / o por quê do nome); 2 Estrutura física e organizacional e administrativa da escola 2.1 Salas de aula (dimensão, arejamento, iluminação, acústica, favorecem a aprendizagem? Pra quê?) 2.2 Salas especiais, leitura e vídeo (existem? Como estão sendo utilizados?) 2.3 Pátio para recreação (educação física, é espaçoso? Em que condições de uso está? Tem brinquedos?) 2.4 Salas para setor administrativo (espaço é apropriado? Como é dividida? É arejada, iluminada?) 2.5 Laboratório/auditório (existem? Quais as condições de funcionamento?) 2.6 Biblioteca (como está sendo utilizada?) 2.7 Estrutura organizacional e administrativa (níveis e modalidades de ensino, corpo docente e técnico-pedagógico (situação acadêmica), corpo discente (caracterização socioeconômica), corpo de funcionários, quadro de matricula). 3 Concepção e filosofia da escola, objetivos e ações. 3.1 Concepção e filosofia – macro teórico da escola (ver no projeto pedagógico elaborado pela mesma); tendências pedagógicas que predominam (características que evidenciam a opção pela tendência). 3.2 Objetivos – gerados a partir da filosofia (há coerência entre os objetivos educacionais propostos pela escola e as ações pedagógicas?). 4 Regimento, Proposta curricular e PPP. 4.1 Como foi construído? 4.2 Fazer comentários sobre os mesmos e analisá-los (no aspecto referente aos direitos e deveres do professor e do aluno). 63 4.2.1 Proposta curricular (pedir a Matriz Curricular utilizada pelo professor e tecer comentários); 4.2.2 Atividades pedagógicas complementares (feiras, oficinas, etc), o professor participa ativo; 4.2.3 Projetos com a comunidade (projetos de iniciativa da escola, tais como: jornadas, cursos, seminários, atividades com a igreja, etc.) o professor participa ativo?; 4.2.4 Atividades com os pais e responsáveis pelos alunos (reuniões de pais: há integração? Qual a pauta? E a frequência? Festas: feitas com apoio da comunidade? Promove a integração alunos/pais/escola?) o professor participa ativo?. 5 Registro da prática pedagógica do professor: 5.1 Planejamento (como se dá? É executado? Por quê?) 5.2 Procedimentos (qual é a sistemática de trabalho adotado pelo professor? Qual a relação com a tendência que se identifica). 5.3 Recursos de apoio (quais os recursos disponíveis? Faltam recursos de extrema necessidade? O que é feito nestas circunstancias? E o livro didático, como é utilizado? São adequados?). 5.4 Avaliação (qual a concepção? De que forma se dá? Quais as fichas/formas de registros adotados? Em que ajudam?). 6 Outros aspectos importantes 1. Fale sobre a Licenciatura em Letras e a possibilidade de atuação dos licenciados. (Aspectos orientadores: concepção de cursos de licenciatura, motivos relacionados à escolha do curso; perspectivas de atuação profissional, Diretrizes Curriculares Nacionais e o Curso de Letras). 2. Fale sobre sua atuação profissional: Aspectos orientadores: processo de inserção no campo pedagógico formal e não formal; ações que desempenhou; saberes que mobilizou. 3. Fale sobre a relação entre o Curso de Letras que você cursa e os conhecimentos e habilidades exigidos em sua atuação profissional: Aspectos orientadores: conhecimentos adquiridos no curso e sua relação com a prática pedagógica em desenvolvimento e desafios enfrentados na atuação profissional.